Newsletter #16
Julho
2022
© 2022 HCI - Construções S.A. Todos os direitos reservados
Obra em destaque Convento Santa Joana
Sabia que? Visitas Académicas cada vez mais frequentes
Entrevista João Silva
CONVENTO SANTA JOANA
#02
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Desafio CONVENTO SANTA JOANA
Ao longo dos anos a HCI Construções SA tem-se assumido de forma vincada, na indústria da construção, como uma empresa capaz de fazer obras diferentes. As obras cuja dificuldade técnica se destaca são oportunidades, onde nos apresentamos com maior capacidade competitiva. A experiência e competência do quadro técnico da HCI, cujos profissionais estão habituados a pensar cada obra pela sua particularidade e a dar resposta aos desafios que cada uma comporta, são o suporte principal do destaque que obtemos no mercado. As nossas obras são frequentemente solicitadas pelas várias ordens profissionais, por universidades e por escolas técnicas para visitas e formações. As entidades e autoridades que regulam e fiscalizam esta atividade, reconhecem na HCI, competência e confiança e o diferimento com que nos tratam é o reconhecimento do nosso valor. O número crescente das premiações e apresentações nos encontros técnicos de nível nacional são o obvio reconhecimento do trabalho que conseguimos e sabemos fazer! A obra do Convento de Santa Joana é uma obra ao jeito da HCI. O desafio deste projeto implica o empenho de competências especiais. Capacidade de resolução, de organização, técnica, etc. Desde logo, a propriedade e os edifícios do Convento de Santa Joana, cuja história remontam aos séculos XVI e XVII, assumem notoriedade pela classificação de património de interesse público por si só, pela classificação do património elevado da categoria 1 devido ao plano de urbanização da avenida da
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Desafio CONVENTO SANTA JOANA
liberdade e zona envolvente, pela área de proteção da Igreja do Sagrado Coração de Jesus e ainda como área de valor arqueológico de nível 2.
A presença de muros centenários levou à apresentação das nossas soluções técnicas e inovadoras para termos a melhor garantia de segurança.
A dimensão da obra também merece especial relevo. Um investimento acima dos 50 milhões de euros associados a uma área de construção de 24 mil metros quadrados. O futuro hotel terá 370 quartos, dos quais 330 em regime de apartotel. Implica com uma escavação de 20.000 metros cúbicos, 2.400 toneladas de aço de construção, 15 mil metros cúbicos de betão. Serão executados 6 edifícios cujas características diferem, desde as estruturas de betão armado, metálicas e mistas, e as dimensões vão desde os 3 aos 13 pisos de altura.
O desenvolvimento da compatibilização do projeto depende do atual esforço que desempenhamos diariamente. O longo percurso desta empreitada ainda vai a meio. Não obstante, é seguro que o desempenho no trabalho realizado e a realizar, fará com que a HCI deixe uma marca nesta obra ao nível do currículo que moldou a nossa imagem.
A dimensão da empreitada não pode ser dissociada do reduzido espaço estaleiro nem dos exíguos acessos que elevam a complexidade da dimensão da obra de forma única. Existem ainda elementos notáveis neste projeto. A coordenação com os trabalhos arqueológicos e a presença de solos contaminados obrigou a estratégias de organização extraordinárias que permitiram a continuidade da obra.
Rui Silva Diretor de Obra
#04
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OBRAS EM CURSO
Exeo Office Campus
OBRAS EM CURSO
Com 22.200m² e 30.500m² de área de construção, os Lote 1 e 3, respetivamente, serão dois edifícios de escritórios adjacentes à Gare do Oriente, em Lisboa. No Lote 1 estamos a executar a estrutura de betão armado, alvenarias, projeção acústica e instalações técnicas. No Lote 3 foi concluída a contenção periférica e está a ser dada continuidade ao movimento de terras e iniciada a execução das fundações e laje de fundo.
LOTE 1
LOTE 3
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OBRAS EM CURSO
Gulbenkian Tendo como objetivo a remodelação do edifício do Museu Coleção Arte Moderna (CAM) e ligação ao novo jardim a construir, as principais alterações ao edificado existente são as seguintes: Criação do Engawa; Criação de uma nova galeria expositiva no piso -2 (sob o Engawa); Criação de uma nova circulação vertical / átrio no eixo central do edifício com inclusão da nova loja. Atualmente estamos a executar a estrutura da galeria de arte e as reparações estruturais na cobertura do edifício.
Reabilitação Edifício Buraca A empreitada consiste na reabilitação e ampliação de um dos edifícios mais antigos da Buraca Velha, que se encontra em estado avançado de ruína num terreno com uma área de 367,5 m2. A reabilitação do edifício passa por manter e recuperar as fachadas existentes e executar uma estrutura nova com 3 pisos acima do solo que serão integralmente ocupados por 8 fogos. Todos os fogos beneficiarão de áreas exteriores (varandas, terraço ou jardim) bem como de entrada independente, constituindo um pequeno condomínio de habitação urbana. Após terminada a montagem da estrutura de contenção, a obra encontra-se em fase de demolições e abertura de sapatas e vigas de fundação.
#06
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OBRAS EM CURSO
Convento de Santa Joana O outrora convento de Santa Joana será um futuro hotel de 370 quartos com uma área de construção de 23.000m². A complexidade desta obra, devido à sua heterogeneidade, dimensão, condicionalismo urbano, e ao próprio modelo de negócio já é conhecida de todos. O Dono
da
Obra
já
contratualizou
connosco
a
empreitada final que implica uma obra (em Consórcio) de mais de 50 milhões de euros.
Palácio Silva Amado O projeto de Aires Mateus e Associados ocupa um lote com 2.300m² circunscrito por paredes de fachada do edifício antigo, a manter como um claustro, visa a construção de 2 edifícios, um Palácio devoluto a reabilitar destinado a uso habitacional (3.350m² área construção), e o outro, uma moradia independente (Casa) com 1.200m² de área construção acima do solo, com acréscimo de 2 caves (2.140m²). A obra encontra-se de momento em fase de acabamentos com o Palácio mais adiantado em relação à Casa, onde pelo interior deu-se início ao estuque e gesso cartonado, estando por executar a envolvente de fachadas.
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OBRAS EM CURSO
Edifício Pombalino Rossio A obra consiste na reabilitação integral de um quarteirão no Rossio. As principais premissas do projeto são reabilitar e preservar todos os espaços icónicos do Quarteirão. Nesta fase da obra encontramo-nos a executar o reforço da estrutura do edifico com estrutura metálica, estrutura de madeira e lâminas de microbetão e trabalhos iniciais de acabamentos como a execução da cobertura, pavimentos em OSB, rebocos e selagem corta-fogo entre pisos. Durante o mês de Maio e Junho iniciámos o fecho do edifício com a aplicação de vãos exteriores.
Edifício Largo Regedor Com uma área de implantação de 450 m², esta obra localiza-se em Lisboa, junto ao Teatro D. Maria II. Com a remodelação concluída, o edifico terá um restaurante e 6 Apartamentos. A obra está em fase de conclusão dos apartamentos. Com exceção da piscina, pátio de acesso e zona envolvente de um dos
apartamentos,
cantarias,
que
decorrem
revestimentos
de
aguarda
trabalhos Instalações
definição de
de
pinturas, Sanitárias,
Carpintarias, Vãos exteriores em ferro, Luminárias e Aparelhagem, Colocação de loiças, e montagem de equipamento AVAC.
#08
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OBRAS EM CURSO
Alcântara Escritórios 9A e 9B A conclusão da fase de estrutura de betão armado dos dois edifícios de escritórios aconteceu no mês de Maio 2022, podendo assim festejar em conjunto com o nosso
cliente
importante
e
nossos
conhecido
parceiros
por
“Pau
este de
marco Fileira”.
Atualmente, os trabalhos incidem na execução da fachada, instalações
seus
revestimentos;
técnicas
no
e
execução
interior dos
de
escritórios,
estando os trabalhos a decorrer de acordo com o previsto.
Secil Outão Ampliação e requalificação da fábrica de cimento da Secil. Compreende a construção de 10 edifícios em betão armado, reforço e requalificação da torre de ciclones, em betão armado com 65m de altura de onde se destaca a execução de um pórtico, com cerca de 30m de altura sobre o forno em funcionamento. Utilizaram-se 5.000m3 de betão, 650.000kg de aço e 4.000m de microestacas. A obra encontra-se praticamente concluída e na fase de desmobilização
#09
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OBRAS EM CURSO
Fortaleza de Juromenha O objeto da empreitada é a consolidação e restauro dos paramentos do perímetro abaluartado exterior e da cerca islâmica e medieval interior da Fortaleza. Trata-se de salvaguardar um Imóvel de Interesse Público. Os trabalhos consistem na consolidação e restauro da muralha seiscentista.
Santogal Sete Rios É um projeto de remodelação e ampliação das instalações Mercedes de Sete Rios. A obra global é composta por 3 fases: 1ª fase (Stand Provisório) consiste na adaptação dum espaço oficina em escritórios e área de exposição e vendas provisória; A 2ª fase consiste na reabilitação de dois edifícios existentes na Estrada de Benfica para construir os novos
balneários;
A
3ª
fase
consiste
na
remodelação e ampliação do stand e tratamento dos espaços exteriores. Atualmente estamos a intervir no Stand - 3ª fase da obra, com a execução das fundações especiais (estacas de 600mm), a executar demolições e picagens de paredes e pavimentos.
#10
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OBRAS EM CURSO
Santogal Tagus Park Localizada em Porto Salvo, junto ao Tagus Park, é um projeto construído de raiz, com cerca de 4.350m2 de área de construção, distribuídos em 3 pisos, 1 enterrado, 1 semi-enterrado e 1 acima do solo. Nesta fase estão em curso os trabalhos de betão armado, acabamentos e especialidades.
Boqueirão do Duro Futuro edifício de escritórios, localizado na Rua Dom Luís I, em Lisboa junto ao largo de Santos, terá 3 pisos enterrados e 4 pisos acima do solo. Apresenta uma área de construção de Encontram-se
a
decorrer
os
8000 m².
trabalhos
de
acabamentos nas zonas comuns do edifício e os trabalhos de revestimentos da cobertura e fachada, assim como todos os trabalhos de instalações especiais a estes associados.
#11
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OBRAS EM CURSO
Centro Interpretativo da Assembleia da República Localizada na Rua de São Bento, próxima da Assembleia da República, com uma ligação visual direta entre ambos e partilhando o mesmo espaço público. A presente intervenção surge no âmbito da criação do Centro Interpretativo do Parlamento (CIP). Trata-se de um
centro
interpretativo
com
diversos
espaços
expositivos, um pequeno auditório, uma loja e espaços administrativos, destinado a receber pequenos grupos de visitantes, nomeadamente escolares onde serão explanados temas vários como a “Cidadania”, a “Democracia” e o “Parlamento”.
Museu da Resistência É uma obra pública, sendo o gestor de contrato a DGPC. É uma obra emblemática, uma vez que foi umas das prisões que albergou um grande número de presos políticos antes do 25 de Abril de 1974. É uma obra com alguns desafios, devido aos fracos acessos à zona de obra. Nos edifícios existentes haverá trabalhos de reabilitação, novas instalações especiais,
reparação
de
algumas
carpintarias
existentes, assim como fornecimento de novas carpintarias,
revestimentos
pavimentos e serralharias.
de
paredes,
tetos,
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Novos colaboradores
Carla Carreia
Marta da Silva
Ângelo Duarte
Pedro Alves
Mafalda Santos
…
Desejamos muito sucesso e damos as boas vindas à nossa equipa.
Colaboradores Antiguidade Celebração de anos de colaboração com a empresa, durante este trimestre 20 anos
Novas obras Escavação e Contenção LB2 Entrecampos
Manuel Gato
Novos prémios 30 anos
25 anos
Margarida Sousa
Paula Carvalho
Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2022 na categoria Reabilitação – Habitação IVENS ARTE Prémio SIL do Imobiliário 2022 na categoria Residencial IVENS ARTE
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SABIA QUE?
Sabia que?
Curiosidades do mundo HCI
HCI patrocina a 1ª Edição do Prémio Colégio Património Arquitectónico A HCI Construções, patrocina a 1ª edição do Prémio do Colégio concurso
de
Património
nacional
Arquitectónico
promovido
pela
2021. Um Ordem
dos
Arquitetos, que pretende incentivar a qualidade dos trabalhos de Mestrado, focados na salvaguarda e valorização do património arquitetónico português ou de origem portuguesa.
Visitas Académicas cada vez mais frequentes O primeiro semestre de 2022, foi o período que mais visitas académicas teve às nossas obras. As Instituições de Ensino Superior estão cada vez mais interessadas
em
conhecer
as
obras
que
executamos. A complexidade dos projetos, as nossas técnicas e a nossa experiência acumulada, traduzem-se em obras de renome que todos querem conhecer.
#14
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Foi no mês passado, que o prestigiado arquiteto japonês, projetista responsável pela remodelação e modernização Centro de Arte Moderna, esteve presente na nossa obra. O projeto de Kengo Kuma vai criar uma nova acessibilidade para o edifício da Coleção Moderna, que simultaneamente
Gulbenkian
verá a sua área expositiva aumentada em cerca de 700 metros quadrados. Tornando-o num espaço mais amplo e aberto ao futuro. Nos anos 90, Kengo Kuma, fundou a sua
Kengo Kuma
própria
empresa,
Kengo
Kuma
&
Associates. Lecionou nas Universidade de Columbia e de Illinois. Tem um Ph.D. em arquitetura
e
é
responsável
por
uma
variedade de projetos de pesquisa sobre arquitetura, urbanismo e design no seu laboratório, o Kuma Lab. A Kengo Kuma & Associates emprega mais de 300 arquitetos em Tóquio, China e Paris, elaborando projetos de diversos tipos e escalas em todo o mundo.
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Após 3 meses de utilização do LinkedIn já podemos tirar as primeiras conclusões sobre esta rede social
Ferramenta de Sucesso
profissional. O LinkedIn foi fundado em 2002 nos Estados Unidos da América e em 2016 passou a pertencer à Microsoft, sendo a maior aquisição desta última, desde sempre. É atualmente a rede social profissional mais usada no mundo. Afirmando-se como a maior plataforma destinada a negócios, contando com mais de 500 milhões de utilizadores e ganhando papel estratégico tanto para empresas quanto para profissionais. Esta rede tem vindo a crescer de forma acelerada, ganhando também novas funcionalidades. A HCI-Construções tem investido ultimamente na atualização do seu Marketing Digital e como tal não poderia deixar de estar presente no LinkedIn. Utilizando esta ferramenta para publicitar as suas obras, prémios e outras informações dignas de registo nos seus posts, mas também como veículo de comunicação de anúncios e de recrutamento. Estando presente nesta rede, a HCI-Construções permite
aos
seus
colaboradores
e
a
outros
profissionais interessados, que partilhem e comentem os seus posts, o que apresenta uma mais valia para a comunicação externa do nosso trabalho. Em três meses com a colocação de apenas 14 posts, já contamos com 1340 seguidores, tivemos mais de 1645 likes e 59 partilhas diretas dos nossos conteúdos. Vamos continuar a divulgar o nosso trabalho, continue também. Se ainda não segue a HCIConstruções, faça-o em LinkedIn.
#16
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Office 365 + Betão
Formação
Os nossos colaboradores receberam durante este segundo trimestre a continuação da formação em MS Excel e MS Outlook, que tinham iniciado antes da pandemia, e que foi interrompida, por valorizarmos a formação presencial, que nos foi impedida, durante este período. Para além da formação em MS Office 365, os nossos técnicos de produção assistiram a uma formação sobre betão e execução de estruturas de betão, que lhe permitiu tomar conhecimento dos aspetos do diploma,
(Decreto Lei nº 90/2021 de 5 de novembro), que atualiza as disposições relativas à produção e controlo do betão e à execução das estruturas de betão. Atualizaram ainda conhecimentos sobre as especificações do betão, a vida útil pretendida para a estrutura, a classe de execução do betão e sobre os planos de amostragem dos ensaios de receção do betão e das armaduras de aço. Relativamente à execução da obra, reciclaram os seus conhecimentos sobre a execução de ensaios de receção de betão e das armaduras de aço e sobre a declaração final relativa ao betão.
#17
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ENTREVISTA
Entrevista João Silva
Estivemos à conversa com o responsável do NOP. João Silva, engenheiro civil, diretor de grupo, veste a camisola há mais de 25 anos.
Como conheceu a HCI? Conhecia de nome três ou quatro construtoras, por visitas que tinha tido no IST. Encontrei a HCI nas páginas amarelas, com um anúncio de meia página, vim a uma entrevista com o Eng. Carlos Ramos e fiquei.
Começou como estagiário, que memórias tem desse tempo? Muitas e todas elas positivas, comecei como adjunto de direção de obra do Eng. Abel Alves, numa obra no Carregado, ele na altura teve um problema de saúde e eu fiquei sozinho numa obra com três encarregados. Esta experiência possibilitou-me a aplicabilidade do que tinha estudado no meu curso e perceber se tinha optado pela saída profissional certa.
No início da sua carreira, alguma vez pensou que chegaria tão longe? Sempre fui ambicioso, tentar amanhã fazer melhor do que hoje, as pessoas quando pensam a longo prazo colocam objetivos a cumprir, dentro do que gostam e não gostam de fazer, e eu não tenho dúvida que o meu caminho vai a meio.
Como teve ideia de criar o NOP (Núcleo das Obras Pequenas), e porquê? Não fui eu que tive ideia, a ideia surgiu de várias reuniões. Eu tinha terminado a obra do Liceu Passos Manuel, fui para Moçambique, criando um novo negócio, voltei e comecei um conjunto de obras, voltei para Moçambique e quando regressei definitivamente, aí criámos um departamento que resolvesse algumas questões – obras mais pequenas. A HCI tinha uma carteira de obras normal, mas havia outros projetos a desenvolver que necessitavam de resposta. Depois veio o planeamento e desenvolvimento do projeto em conjunto com o Eng. Furtado Marques, surgindo o NOP (Núcleo de Obras Pequenas).
Foi dos poucos, que teve experiência internacional dentro da HCI, como foram esses tempos por África? Fui para Moçambique, uma primeira vez com o objetivo de estudar o interesse no mercado. Interesse havia, mas analisando a dez anos de distância, o mercado africano continua a funcionar, mas paulatinamente vai-se criando valor, contudo não é esse o nosso conceito. Fui com a atitude positiva de desenvolvimento, criou-se lá a empresa, mas não se deu seguimento.
Qual o melhor momento da sua carreira, na nossa empresa? Há vários, gostei muito do primeiro momento. Foi inesperado, eu não tenho ninguém na família nesta área, e acho que fiz a opção certa. Eu gosto efetivamente do negócio, de conhecer pessoas, do contato com elas. Poder planear, como moldar o projeto…Naquela altura, nem era
preciso contratos, os negócios faziam-se com aperto de mão e as coisas aconteciam. Depois gostei da obra nos Açores, foi muito enriquecedora, em tudo, fui trabalhar com pessoas, que viviam as obras de uma forma diferente da nossa. Pessoas com quem dava gosto trabalhar. Há uma obra que me marca profundamente, que é o Liceu Passos Manuel, pela dimensão, pelo desafio, pela dificuldade de execução, em especial pela equipa…1000 alunos, 200 professores e auxiliares, 400 trabalhadores e zero acidentes, bom relacionamento com projetistas, com diretores do Liceu, ganhámos prémios, reconhecimento. E por fim o momento de criação do NOP, indiscutivelmente.
O que mais mudou para si, na HCI, desde que começou a trabalhar? Muita coisa, a nível pessoal, mudou a responsabilidade. Nós, enquanto diretores de obra, temos de dar atenção a uma equipa, de “x” pessoas, mas é um número diminuto. Mas quando chegas a Diretor de Grupo, o leque aumenta muitíssimo, e estamos numa posição intermédia que apresenta uma grande dificuldade. Neste nível nós temos de fazer uma triagem muito grande, ou seja, temos de ter responsabilidade não só sobre os nossos atos, como também sobre as nossas equipas. Tenho de ter muita atenção às pessoas, mas tenho também de resolver os problemas. E o NOP só depende de nós, e dura o tempo, que nós (equipa), o façamos durar. Ao nível da empresa mudou o normal…no sentido da
#18
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ENTREVISTA
Entrevista João Silva mudança pela dimensão, pelo número de pessoas, que hoje integramos, quando antigamente conhecíamos toda a gente, hoje em dia isso não acontece. Isto pode ser ultrapassado, pode e deve, penso que devemo-nos conhecer melhor, uns aos outros. Caso contrário origina afastamento, dificuldade de comunicação. O panorama da construção mudou muito, as reuniões duram mais, os colaboradores não têm tempo, dada a exigência dos projetos, a relação sede-obras diminui. A empresa tem de se adaptar. Temos de criar alternativas que facilitem o apoio entre as pessoas, precisamos todos uns dos outros e temos de nos focar no trabalho em conjunto.
Olhando para estes últimos 25 anos, qual a melhor fase da HCI? A melhor fase da HCI, e sendo para criar valor, foi a primeira fase, quando eu entrei, faziam-se as obras, ganhava-se dinheiro, as obras tinham os seus timings, os clientes mantinham-se, havia noção de respeito e qualidade. Penso que essa foi a fase mais interessante da HCI como modelo de negócio. A partir daí a dificuldade do mercado fez com que isto fosse perfeitamente diferente. Eu recordo-me de numa obra em Tomar, no início era assustadora, em ruína, mas a relação com o dono de obra e projetistas era tão positiva, que dava tempo para tudo. Havia muito bom ambiente. Hoje, muitas das vezes nem isso se consegue, ou por falta de tempo, ou porque as pessoas estão desconfiadas, as leis mudaram, já nem podemos almoçar juntos,…é muito difícil hoje criar amizades no campo profissional! Criou-se um modelo de desconfiança, em torno do mercado da construção, e não só, que não permite que as coisas sejam diferentes. Eu ainda acredito que, muitos dos problemas se resolvem numa conversa, mas esse diálogo, por vezes, nem chega a existir, parte-se logo para a discussão.
Se pudesse alterar alguma coisa cá dentro, o que seria? Perguntinha difícil…[risos] na minha perspetiva mudava alguns setores. Quando digo isto, quero dizer, mudava a forma de como eles funcionam. Isto é fácil dizer, pôr em prática, é mais difícil. Tentava renovar, não mandando embora as pessoas, nunca será esse o objetivo, as pessoas que me recordo de momento são colaboradores, que deram, dão e ainda têm muito para dar à HCI. E têm muito a ensinar, deem-lhes é tempo para ensinar. As mudanças há várias. Nós temos de nos adaptar rapidamente ao mundo e ao mercado, e nós sempre fomos muito reativos, agimos sempre em esforço e depois de alguém. Esse esforço paga-se em energia, e o que me preocupa mais ainda é que nunca fomos os primeiros a lá chegar. E acho que deveria haver um “pensar coletivo” no sentido de chegarmos antes de, de fazermos antes de…isto num modelo de construção. Não pode haver modelos rígidos! No contato com o exterior temos assistido a empresas que apostaram fora do seu “core business”, como nós fizemos com o NOP, mas existem outros nichos de mercado muito interessantes que nós
nunca explorámos. Necessitamos de criar formas de pensar o futuro a médio/longo prazo. Existem empresas a fazê-lo, e nós achamos bem, porquê não fazê-lo também? A HCI tem nome, tem notoriedade, estamos a chegar a uma fase, em que querem que sejamos nós a fazer as obras ao nosso valor, por convite. Quanto à mudança interna, penso que seja a mais fácil de resolver. A maioria das pessoas nesta empresa está aberta à mudança e a serem colocadas numa posição de desafio. Eu acredito que se os assuntos forem colocados desta forma, tudo se consegue. Aproveitava o conhecimento das pessoas que já cá estão há muitos anos, dos qua já viveram muitos ciclos e colocava gente nova a aprender com eles. Se não o fizermos não estamos a passar a dita “camisola”. É o que eu tenho tentado fazer no NOP, vejo fazer em alguns setores e gostava de ver ser feito em todos. Urge passar a mensagem que as coisas não podem ser feitas sempre da mesma maneira, e a empresa tem de se adaptar.
O que é que existe na nossa empresa que nunca a fez trocar? Sempre me habituei a ver a HCI, como uma empresa estável. Vamos conhecendo as pessoas e tendo confiança na sua gestão. Assistimos lá fora à gestão de empresas com mau resultado. Aqui foi tudo pensado de forma a não pôr em causa o futuro. Outro ponto importante, é a estabilidade financeira da empresa, a segurança que sentimos. Depois vem uma série de outras coisas que para mim são fundamentais, como é a forma de estar das pessoas aqui da empresa, uma entreajuda muito importante. Sempre que pedíamos ajuda a um colega, obtínhamos ajuda, isso não existe em todo lado. Para além da parte profissional, cria-se uma amizade, não falhamos aos amigos. Isto não é só profissional. Há grandes pensadores organizacionais que acham que não se deve misturar a parte emocional com a profissional, eu penso exatamente ao contrário. Para mim isso, não é só importante, é fundamental.
É pai, de duas meninas, uma delas quase adolescente, nunca pensou coloca-las no colégio militar, para seguirem os passos do pai? Pensei, mas a mãe, não [risos]…Acho que lhes faria muito bem. Tem de ser uma escolha a dois!
É sportinguista ferranho. O que lhe custa mais, uma derrota do seu clube ou mau fecho de orçamento de uma obra? Claramente um mau fecho de orçamento. Já fui muito mais ferranho do que sou hoje. Desde Alcochete nunca mais fui à bola. O futebol para mim, já não é isto, e mudei pelas minhas filhas. Era incapaz de levar as minhas filhas para um acontecimento onde elas podem levar uma pedrada!
#19
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ENTREVISTA
Entrevista João Silva Não faz parte do meu conceito de desporto. A maior parte dos meus amigos são do Benfica. O meu pai é do Benfica, a minha mãe era do Benfica. Quem me deu mais luta foi a minha mãe! Mas eu nunca perdi um amigo por causa da bola! Agora um mau fecho do orçamento, isso tira-me do sério! Detesto perder dinheiro! Uma derrota do Sporting, vou sair, um jantar e passa-me! [risos]…
Se não tivesse enveredado por esta área, qual seria a sua profissão? Arquiteto, nem sei porque é que sou engenheiro civil! No colégio militar, na altura, não havia economia, nem direito, nem arquitetura e então decidi pelo que havia. Como a engenharia civil tinha a vertente desenho, escolhi civil. Ainda pensei ser militar, com o objetivo de ir para a força aérea.
A pandemia alterou a forma de como trabalhamos, acha que podemos tirar alguma lição positiva dela? Para já ao nível da higiene e da preocupação com o próximo, nota-se muito a diferença. Coisa que antes não acontecia. Preocupação com os espaços, necessidade de ventilar os espaços. No entanto aquilo que eu pensei que viesse melhorar, não aconteceu, como por exemplo o teletrabalho, que ao contrario do que muitos pensam, não é negativo. Não se consegue ir às obras não indo, mas existem uma serie de tarefas que podem fazer-se em casa. E não se fazem porquê? Por desconfiança, por incompatibilidade de sistemas, por diversos motivos…mas não é nada disso! Podemos planear, estabelecer objetivos, executar, para mim desde que se cumpra a tarefa é completamente indiferente onde se realizou! Claro que isto depende das estruturas da empresa, depende da sua organização. Isto traria melhorias no ambiente, no trânsito, na disponibilidade e tempo... Em tudo! Tinha um expectativa alta, mas efetivamente não se realizou. No estrangeiro isto aconteceu, cá não.
O que podemos esperar do NOP nos próximos tempos? Gostaríamos de fazer melhor. Criar valor na medida do possível. Criar relação com o cliente, fidelizá-los. E fazer com que os próprio cliente faça a promoção do nosso trabalho junto de outros potenciais clientes, como já nos aconteceu.
Um Livro? Lusíadas
Um podcast? Tubo Ensaio - Bruno Nogueira
Um destino de férias? Bali
Hobbie? Gastronomia
Um gadget indispensável? Não tenho
Uma musica para relaxar? Rodrigo Leão
Uma frase que o orienta? Um por todos, todos por um
Alguém que o inspira? O meu pai
Para assistir a uma pequena apresentação do NOP clique no link: equipaNOP
O que ainda não fez? Um filho
#20
HCI NEWSLETTER
Revisão de Preços
Nenhum dos intervenientes é responsável por estes acontecimentos, dai que sejam necessário encontrar um mecanismo de revisão que contemple as alterações de preços dos materiais, valor da mão de obra e dos
Dúvidas e Preocupações
equipamentos. Existem ainda muitas dúvidas relacionadas com este novo regime emergencial. Uma delas prende-se com a elegibilidade que o contrato deve ter para que seja objeto de revisão de preços. Por exemplo, se uma
Os contratos de empreitadas tem sido fortemente
empreitada tiver um material, tipo de mão de obra ou
influenciados pela reabertura das economias no pós
equipamento que represente 3% do valor global da
pandemia, crise energética e conflito na Ucrânia.
obra e com taxa de variação do custo superior a 20%,
Esta conjuntura gerou o aumento do desequilíbrio nas
nos 12 meses anteriores, será elegível. Outra dúvida
relações contratuais entre construtoras e donos de
prende-se com o financiamento dos sobrecustos, que
obras previamente iniciadas.
dependem em muito da iniciativa do empreiteiro.
A revisão de preços tem como objetivo proteger os
Após a apresentação dos sobrecustos do empreiteiro, o
projetos e diminuir os riscos de perdas sofridas pelas
dono de obra não pode simplesmente recusá-lo,
construtoras compensando-os pelos custos adicionais,
devendo efetuar uma compensação, com os seus
não contemplados na sua proposta inicial, para que os
próprio recursos.
empreiteiros consigam executar as obras de forma
Existem ainda muitas inquietações e pontos por
exequível e cumprindo os prazos.
esclarecer, que podem afetar a eficácia da proteção deste regime excecional.
#21
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Prémio SIL Imobiliário 2022 e Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2022
Ivens Arte
A obra Ivens Art foi duplamente galardoada com
o
Prémio
SIL
Imobiliário
2022
na
categoria Reabilitação e Habitação, bem como o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana
2022
na
categoria
Residencial.
Construído no século XVIII, este é um dos edifícios residenciais mais elegantes do bairro do Chiado, contando com uma arquitetura luxuosa. A reabilitação executada no edifício preserva e respeita esta herança histórica e artística.
IVENS ARTE
Juntos construímos melhor
HCI – Construções, SA Av. Almirante Gago Coutinho, 131 1700-029 LISBOA
Tel. 218 421 200 | geral@hci.pt | www.hci.pt
Alvará de construção n.º 1401