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Gente grande, gente pequena: brincar junto vale a pena.

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Brincar Junto Vale a Pena


Prefácios............................................................................ 4 Apresentação....................................................................6 Brincadeiras......................................................................8 Encerramento.................................................................. 42 Depoimentos.................................................................... 43 FaciLitadores...................................................................46 Índice Remissivo..............................................................48 Referências....................................................................... 50


Quem observa os Espaços de Leitura do Inec, distribuídos em 15 municípios cearenses,

logo percebe que é um projeto de incentivo à leitura infantojuvenil, por meio do qual o Inec busca contribuir para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. A ambiência e a programação dos Espaços são desenhadas de modo a oferecer momentos de ludicidade e aprendizado e a favorecer a consolidação dos laços da comunidade e do exercício da cidadania. Todos os anos, o projeto renova sua presença nos territórios e firma-se como referência em atenção às crianças e famílias, por sua abordagem responsável e acolhedora. Como resultado das atividades de 2021,

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Do que você costumava brincar quando era criança? E do que brincavam seus avós? Hoje em dia, quais as brincadeiras que você sabe ensinar?

os Espaços de Leitura trazem um verdadeiro presente. Este livro “Gente grande, gente pequena, brincar junto vale a pena” reúne e organiza brincadeiras que estão na memória de muitos de nós. A publicação é fruto de um trabalho coletivo desenvolvido pela equipe do Inec responsável pela gestão do projeto, com os facilitadores dos Espaços de Leitura e com profissionais dos coletivos Turba e Cocriança. Juntos, resgataram e registraram mais de 30 brincadeiras tradicionais, com seus objetivos, indicação da faixa etária, materiais necessários, modo de brincar e também informações sobre origem e algumas curiosidades.

Ao mesmo tempo em que cumpre a função documental, este livro se propõe a apoiar atividades pedagógicas e lúdicas dos nossos Espaços de Leitura. Com orgulho do resultado do trabalho, o material está disponível a quem como nós reconhecem que o brincar é vital para o desenvolvimento do corpo e da mente, em qualquer etapa da vida, principalmente na infância. Aproveitem!

Stélio Gama Diretor-Presidente

É com muita alegria que apresentamos o projeto “Gente Grande, Gente Pequena, Brincar Junto Vale a Pena”, fruto de um processo de capacitação extremamente sensível e inspirador com os facilitadores dos Espaços de Leitura do Instituto Nordeste Cidadania (INEC). Conduzido pelos coletivos CoCriança e Turba, o processo teve como objetivo compreender coletivamente os desafios enfrentados pelos facilitadores no desenvolvimento de suas atividades, em um momento tão atípico e repleto de limitações como a pandemia de Covid-19. Por meio de uma metodologia de cocriação, foram sonhados e desenvolvidos novos caminhos que, explorando novas abordagens pedagógicas, pudessem dar continuidade aos projetos já existentes em cada espaço.

Visando fortalecer a rede de Espaços de Leitura, sempre valorizando as particularidades de cada contexto, refletimos juntos sobre as experiências de cada facilitadora e facilitador. Assim, chegamos a uma questão em comum: como fortalecer o vínculo entre a criança, a família e o espaço de leitura envolvendo e sensibilizando os pais no processo de aprendizagem das crianças? Propondo-se a responder esta pergunta, surgiram diversas ideias que, adaptáveis aos diferentes contextos, poderiam ser colocadas em prática pelos educadores e educadoras de cada espaço de maneira independente. Destas muitas ideias, uma única foi escolhida para ser desenvolvida e o resultado é justamente esta publicação. Este livro surge, então, como resultado de uma reflexão coletiva que materializa, em um grande

inventário de brincadeiras, o desejo de fortalecer o vínculo entre crianças, famílias e espaços de leitura. Espera-se que este material sirva de estímulo e apoio aos facilitadores. Um convite ao brincar junto, independentemente da idade. E aí? Surgiu alguma lembrança das brincadeiras da sua infância? Te convidamos a atravessar este túnel do tempo e a deliciar-se com as inúmeras brincadeiras, de ontem e de hoje, que se encontram registradas neste precioso livro. E, se lembrar de alguma brincadeira que não se encontra aqui, não se esqueça de anotar para depois nos ensinar, tá? Desejamos a todas e todos uma ótima leitura e muita energia para brincar! CoCriança e Turba, Outubro de 2021

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Apresentação As brincadeiras e os brinquedos estão presentes na vida do ser humano desde as primeiras fases da vida. Assim, entendemos que fazem parte da Educação Infantil como um processo de desenvolvimento cognitivo, emocional e de interação com outras crianças. Quando usamos as brincadeiras e os brinquedos, conseguimos conhecer a cultura, os traços regionais e costumes; desenvolver manifestações expressivas; e fortalecer a identidade individual e coletiva. Numa sociedade tecnológica e consumista, as brincadeiras e brinquedos estão sendo abandonados e substituídos por brinquedos eletrônicos, que levam as crianças e os adolescentes a ficarem horas em frente de uma tela (tablet, celular, computador, televisão etc.). Tudo isso favorece o sedentarismo, o isolamento, a falta de coordenação motora e de concentração e o desenvolvimento de alguns distúrbios psicológicos, como a ansiedade.

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Brincar faz parte do universo da criança. Isso não somente para explorar o mundo, mas também imaginar como se adaptar a ele. Essa jornada de descoberta tem início quando o bebê puxa, pela primeira vez, o cordão de um brinquedo, vê suas cores brilhantes, sente — e, às vezes, saboreia — o plástico liso e ouve o som do chocalho. À medida que crescem, os bebês vão se tornando seres sociais. É quando descobrem uns aos outros e, assim, se deparam com as brincadeiras. Mesmo com a possibilidade de se distrair com jogos durante toda a vida, essas atividades desempenham um papel decisivo no desenvolvimento de um indivíduo, desde a primeira infância — período da vida que vai da gestação até os seis anos de idade — até a adolescência. As crianças se divertem e pouco percebem que estão, ao mesmo tempo, aprendendo sobre o papel que desempenham, a organização, estratégia, espontaneidade, etiqueta, paciência, solução de

problemas, concentração, coordenação, confiança, criatividade e como seguir regras. Os pais, os avós, as tias, os tios, os professores, os instrutores, as babás e os conselheiros também têm sua participação no processo do brincar. Cabe ao adulto assegurar que a criança disponha de uma infância plena, estimulante e o mais alegre possível. Isso não é muito fácil, mas entendemos que as brincadeiras são extremamente importantes para o desenvolvimento cognitivo, motor, afetivo e social da criança. Ao mesmo tempo que distrai-se, expressa suas vontades e seus desejos ao longo de sua vida e possibilita que criem grupos favorecendo, assim, alguns princípios básicos como, por exemplo, o relacionamento coletivo, o compartilhamento, o companheirismo, a cooperação, a obediência e a divisão de tarefas. De acordo com Vigotski (1987, p.35): O brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e

realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos. Dessa forma, o objetivo deste livro é despertar nas crianças a importância e o desejo de conhecer e retomar as tradições e brincadeiras que fizeram parte da infância dos nossos antepassados — bisavós, avós e pais. Por meio do brincar, entramos num processo de aprendizado onde cada um pode expressar suas habilidades, sua criatividade, a coletividade, seu jeito de ser e o amor ao próximo. Brincar é a arte de buscar novos conhecimentos, vencer desafios e se reinventar a cada dia. Portanto, as crianças estão sempre aprendendo coisas novas por meio de brincadeiras e brinquedos. É importante destacar que o brincar, no sentido que aqui se aplica, significa divertir-se ordenando

e desenvolvendo o próprio ser. O processo de concretização da ideia deu-se a partir de uma coletânea de informações, escutas, depoimentos e outras formas de busca de saberes e viveres. Este trabalho observa que existe uma grande variação de brincadeiras sob influência da região e de culturas advindas de outros países, de povos indígenas e de matrizes africanas, pois a cultura do nosso país se formou a partir de uma miscigenação. Algumas brincadeiras sofreram modificações ou, até mesmo, variações de nomes por determinadas regiões do Brasil. Entretanto, independem da idade, são atemporais e podem ser aplicadas entre as próprias crianças ou entre crianças e adultos, afinal, as gerações fazem com que os indivíduos se mantenham sempre em evolução. Porém, é necessário entender de onde viemos para compreendermos o presente e promovermos o futuro.

As brincadeiras descritas neste livro aconteceram em espaços e locais diferentes. Cada uma delas, representadas por crianças e adolescentes que fazem parte do projeto Espaço de Leitura, desenvolvido pelo Instituto Nordeste Cidadania (INEC). Ao trabalhar essas brincadeiras, buscou-se aguçar a aprendizagem da linguagem e a habilidade motora dos participantes. A experiência, de acordo com educadores, cruza diferentes tempos e lugares, passado, presente e futuro, onde cada atividade traz benefícios a todas as gerações. Sendo assim, o livro traz a alegria e o prazer enorme de construção de conhecimento coletivo para todos os envolvidos, sejam participantes, organizadores e facilitadores dos espaços de leitura. Participar desse momento foi emocionante. Um ensejo de trocas de conhecimentos e aprendizagens. Um deleite para todos e todas.

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AdoLeta

Adivinhação Histórico e curiosidades

Objetivos: conhecer e identificar cada letra do alfabeto; socializar; coordenação motora, ritmo e memorização junto com a musicalidade.

Objetivos: associar ideias e palavras, aumentar o vocabulário e desafiar. Faixa etária: a partir de cinco anos.

Faixa etária: de seis a dez anos. Materiais necessários: caixa de papelão, lápis ou caneta e papeis.

Materiais necessários: ABC de espuma vinílica acetinada (EVA).

Como brincar

Como brincar Em um lugar aberto, as crianças sentam em círculo. Cada uma recebe uma letra do alfabeto e a coloca à sua frente. Em seguida, abrem um pouco os braços, quase encostando a mão no vizinho. Uma mão fica com a palma para baixo e o dorso da mão para cima, de forma que uma mão cubra a do outro, sem encostar. Depois disso, inicia-se a música: “Adoleta, lê pêti, pêti pô lá / Lê café com chocolate, adoleta / Puxa o rabo do tatu, quem saiu foi tu”. A partir daí, as crianças começam a bater na palma da mão da outra criança que está ao lado e assim sucessivamente, até chegar no final da música. Ao fim da canção, o último que bateu sai do jogo. Antes de sair, o eliminado levanta a letra, mostra para o grupo e fala em voz alta.

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Histórico e curiosidades A brincadeira teria origem francesa. A palavra “Andouillette” significa almôndega. Também tem outras variações, como adoletá ou adotecá, sendo trazida para o Brasil durante a imigração francesa e que sofreu adaptações conforme o tempo. A “adoleta”, sob forte influência da imigração francesa no Brasil, surgiu porque a maioria tinha dificuldades em pronunciar as palavras originais ou a sua tradução. A melodia foi se transformando no que nós conhecemos hoje.

Conhecida pela tradicional pergunta “O que é, o que é?”, as adivinhações não tem uma origem certa, mas fazem parte da cultura popular e do folclore brasileiro há pelo menos um século. Apesar de muito comuns entre as crianças, também fazem sucesso com adultos. Alguns exemplos de adivinhações comuns: “O que é, o que é que sempre se quebra quando se fala?”. Resposta: o segredo. “O que é, o que é que anda com os pés na cabeça?”. Resposta: o piolho.

O monitor terá que providenciar uma caixa com várias adivinhas — espécie de charadas em formato de perguntas. Para que todos possam participar, é importante que o número de adivinhas seja maior do que a quantidade de participantes. Em um círculo, passa-se a caixa, de mão em mão, onde cada um terá a oportunidade de tirar uma adivinha. É importante que cada um leia o seu. Caso exista alguém que não saiba ler, o monitor lerá. Lembrando que a adivinha sorteada é destinada para a criança que a tirou da caixa. Se ela não souber a resposta, passará para o grupo tentar acertar. É importante que as adivinhas sejam de acordo com a faixa etária.

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AmareLinha

BamboLê Histórico e curiosidades

Objetivos: desenvolver noções espaciais e auxiliar diretamente na organização do esquema corporal, da motricidade e força das crianças; socialização e afetividade. Faixa etária: a partir de seis anos. Materiais necessários: em um espaço livre (praça, areia, quintal de casa), demarcar o espaço com giz, fita crepe, pedra ou casca de banana seca.

A brincadeira teria sido inventada pelos romanos, já que gravuras mostram crianças brincando de amarelinha nos pavilhões de mármore nas vias da Roma Antiga. No entanto, primeiras referências ao jogo de que se tem registro confirmado datam do século XVII. No manuscrito Book of Games (“Livro de jogos”, em português), compilado entre os anos de 1635 e 1672, o estudioso inglês Francis Willughby já descrevia a brincadeira em que crianças pulavam sobre linhas no chão no percurso que simbolizava a trajetória do homem através da vida.

Objetivos: desenvolver o equilíbrio e a coordenação motora. Faixa etária: a partir de sete anos. Materiais necessários: bambolê

Como brincar A brincadeira acontece em torno de uma figura geométrica formada por dez quadrados, chamados de “casas”, numerados de 1 a 10. O participante joga a pedrinha inicialmente na “casa 1” e começar a pular, de casa em casa, até chegar ao “céu”. Nos quadrados únicos ou naqueles vizinhos aos marcados pela pedra, deve-se pular de um pé só. Ao chegar no céu, o jogador retorna pulando novamente, de casa em casa, até chegar na casa anterior em que está a pedrinha e apanhá-la. Vence quem completar o percurso acertando todas as dez casas.

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Como brincar Com o bambolê nas mãos, convidamos as crianças a saltarem de diferentes maneiras: com um pé só, com os dois pés ou alternando a brincadeira em roda, pulando para frente, para trás e para os lados.

Histórico e curiosidades O bambolê, na década de 1990, fez parte da brincadeira de muitas crianças, mas ele é muito mais antigo do que isso. No pé, na cintura, no braço e pescoço. O acessório foi criado pelos egípcios há 3 mil anos. Naquela época, a sua matéria-prima eram fios secos de parreira. Hoje em dia, é possível fazer facilmente um bambolê caseiro com uma mangueira de irrigação, maleável e de baixo custo.

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BoLiche com garrafas PET

Bandeirinha Objetivos: desenvolver a capacidade de trabalhar em equipe e articular estratégias para alcançar um objetivo que, no caso do jogo, é roubar a bandeira da equipe adversária. Faixa etária: a partir de oito anos. Materiais necessários: uma bandeirinha que pode ser confeccionada com um lenço, a camisa de um participante ou mesmo um galho de árvore.

Como brincar Escolhe-se duas lideranças, uma para cada equipe. Cada liderança vai escolhendo os membros do seu time de forma alternada. Em seguida, definem-se os territórios de cada grupo com dimensões semelhantes e, no fim de cada área, instala-se a bandeirinha. O jogo começa quando o monitor sinalizar. O objetivo é pegar a bandeira do time adversário e trazer para o seu território. Contudo, o jogador que entrar no território adversário e for tocado por alguém fica “preso” no lugar. Só pode sair se for “salvo” por alguém do seu próprio time, sendo tocado por ele. O jogo termina quando uma das equipes pega a bandeira da outra ou todos os membros de uma

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equipe adversária estejam “presos” no território de sua equipe. O jogo pode ser repetido enquanto houver entusiasmo, marcando pontos para cada equipe que conseguiu cumprir o objetivo.

Histórico e curiosidades Brincadeira antiga, acredita-se que foi iniciada pelos escoteiros nos Estados Unidos em pelo menos 1947, sendo chamada de “Capture the Flag”. No Brasil, se popularizou na década de 1970. Assim como outros jogos, ganhou variações regionais. Em Pernambuco, pode se chamar “barra-bandeira”; assim como “rouba-bandeira”, em São Paulo; “salva-bandeira”, em Santa Catarina; e “bandeirinha”, no Pará.

Objetivos: estimular a prática da matemática a partir da contagem de pontos pelos numerais das garrafas derrubadas e incentivar a reciclagem. Faixa etária: a partir de cinco anos. Materiais necessários: uma bola, 10 garrafas PET, números impressos de 1 a 10, cola, tesoura sem ponta e papel crepom.

Como brincar Para realizar essa brincadeira, passe alguns dias coletando as garrafas PET. Feito isso, reúna dez garrafas e use desenhos e fita crepom para enfeitá-las com números de 1 a 10, podendo ser usada tinta acrílica e pincéis marcadores no processo. Quando as garrafas estiverem prontas, basta arrumá-las em fileiras, formando um triângulo. Com uma bola, cada participante arremessará e para derrubar o máximo de garrafas que conseguir.

Histórico e curiosidades O boliche tem em sua origem várias versões, mas uma destas narrativas relata que um arqueólogo inglês encontrou, na década de 1930, uma tumba de 3.200 a.C. de uma criança egípcia com pinos e bolas que poderiam ser de um jogo semelhante ao boliche primitivo. No entanto, o jogo como conhecemos ganhou popularidade a partir da chegada de imigrantes holandeses nos Estados Unidos, sendo impulsionado no século XX.

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Cabra-cega

Carimba Histórico e curiosidades

Objetivos: estimular a atenção, concentração e orientação espacial. Faixa etária: a partir de sete anos. Materiais necessários: lenço para vendar os olhos.

Como brincar A brincadeira começa com uma das crianças com olhos vendados, escolhida ou sorteada, que será a “cabra-cega”. Com os olhos vendados, ela tentará pegar os outros participantes da brincadeira. O primeiro a ser pego assume o posto de cabra-cega. O primeiro participante, no início da brincadeira, deve girar várias vezes para ficar desorientado. Os outros jogadores, que não estão vendados, fogem e se esquivam da “cabra-cega”. Além de pegar os jogadores, o jogador vendado também deve adivinhar, pela audição, quem foi pego, fazendo perguntas. Quanto mais participantes a brincadeira tiver, melhor será.

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Acredita-se que brincadeira tenha sido originada durante a Dinastia Zhou, da China, perto do ano 500 a.C. Na Idade Média e na Era Vitoriana, era um divertimento aristocrático: na Casa dos Tudor (dinastia inglesa que reinou entre 1485 e 1603), os jogos de cabra-cega eram opção para recreação.

Objetivos: desenvolver habilidades de movimento, destreza, domínio e cooperação. Faixa etária: a partir de seis anos. Materiais necessários: meias velhas, tecidos, algodão e tesoura sem ponta.

Como brincar

Histórico e curiosidades Jogado em várias partes do mundo, o carimba ou queimada também possui ligas esportivas nos Estados Unidos, onde é chamado por dodgeball. No Brasil, tem outras denominações, como “barra bola”, “bola queimada”, “cemitério”, “mata-mata”, “mata-soldado” e “queimado”. Nos estados do Paraná pode ser conhecido como “caçador” e, na Bahia, por “baleado”.

Antes de tudo, é necessário produzir sua bola de meia. Pegue uma meia e encha com tecidos e algodão. Depois disso, torça a meia e vire-a do avesso, repetindo o processo até chegar ao fim da meia. Se preferir utilize a tesoura e corte a meia, utilizando a ponta para fazer um nó. A bola de meia é uma alternativa da bola tradicional, ideal para crianças pequenas, porque é agradável ao toque, fofa e dificilmente pode machucar quando atirada. Para jogar o carimba, a criança deve arremessar a bola na direção de outra. Se tocá-la, ela deve agacharse e ficar temporariamente nessa posição, até que recupere a bola de alguma maneira. Vence a equipe que eliminar todos os adversários do grupo rival.

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Carrocinha de picoLé Objetivos: desenvolver a atenção e o conhecimento das cores. Faixa etária: a partir de quatro anos. Materiais necessários: nenhum

Como brincar Em círculo, os participantes colocarão a mão direita em cima da mão esquerda do colega. Já a mão esquerda, fica abaixo da direita do outro participante. A brincadeira se inicia com um deles tocando a mão do colega, que retribui tocando a do outro, cantando, de maneira silábica, a seguinte música: “Lá se vem a carrocinha do picolé vem aí. Que cor você quer?”. Ao fim da música, o jogador que tiver a mão tocada dirá uma cor. Após a escolha, continua-se a música: “Azul você tem em seu roupão?”. Se a pessoa estiver usando algo azul sairá da brincadeira. Caso contrário, inicia a música novamente até ficar uma só criança.

Histórico e curiosidades Apesar de muito popular no Brasil, esta brincadeira também é muito amada e praticada pelas crianças de Cabo Verde, país africano que também tem como idioma oficial a língua portuguesa e fica localizado em um arquipélago no Oceano Atlântico.

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Ciranda, cirandinha Objetivos: trabalhar o ritmo, o equilíbrio e a atenção. A brincadeira também desenvolve e recorre à memória afetiva, já que a música era cantada por avós, mães e passam de geração em geração. Também oportuniza o contato de mãos, importante para a promoção de afetividade no grupo. Faixa etária: a partir de três anos. Materiais necessários: nenhum.

Como brincar Em uma sala ou ao ar livre, as crianças ficam de mãos dadas, cantam e dançam seguindo a orientação da música: “Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar”. A música orienta girar para a direita ou para a esquerda. Na segunda estrofe da música: “O anel que tu me deste era vidro se quebrou. O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou. Por isso dona ___ (neste momento, uma criança é chamada pelo nome ao centro da roda) entre dentro dessa roda. Diga um verso bem bonito, dê adeus e vá embora”. A música é repetida várias vezes após a apresentação da criança, que é chamada ao centro da roda para dizer “um verso bem bonito, dar adeus

e ir embora”. Para que a brincadeira fique realmente interessante, é importante fazer um exercício anterior de memorização de quadrinhas folclóricas ou outros versos a serem recitados. Por exemplo: 1. “Cajueiro pequenino carregadinho de flor, eu também sou pequenina carregadinha de amor”. 2. “Fui fazer a minha cama esqueci do cobertor e deu um vento na roseira encheu minha cama de flor”. 3. “Batatinha quando nasce espalha rama pelo chão mamãezinha quando dorme põe a mão no coração”. Com apenas uma pessoa monitorando é possível realizar com êxito a brincadeira, quando o número de crianças for superior a 20. Se houver crianças com três anos, aconselha-se trabalhar em dupla de monitores. O tempo de duração depende do tamanho do grupo. Cada rodada dura, em média entre três e cinco minutos, podendo ser repetida tantas vezes que o grupo quiser. Caso o interesse permaneça intenso, pode ser repetido até que todas as crianças que desejem ir ao centro da roda recitar seu verso possam fazê-lo.

o balançar das ondas criaram um folguedo tentando imitar esses movimentos. Nas pesquisas realizadas sobre esse folguedo, verifica-se que seu surgimento no Brasil ocorreu, simultaneamente, tanto na zona litorânea de Pernambuco quanto em certas áreas mais interioranas da Zona da Mata Norte do mesmo estado.

Histórico e curiosidades Não se sabe ao certo a origem da ciranda. No entanto, o pesquisador Severino Vicente da Silva, acredita que a dança surgiu em Portugal. Já outros historiadores acreditam que ela se originou a partir dos pescadores brasileiros que observando

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Dança das cadeiras Como brincar Objetivos: desenvolver as habilidades motoras amplas, o equilíbrio dinâmico, o ritmo, as percepções visual e auditiva. Faixa etária: a partir de quatro anos. Materiais necessários: cadeiras de plástico e caixa de som.

As crianças iniciam a brincadeira, em fila, ao redor das cadeiras com uma unidade abaixo do número total de participantes, ou seja, se há nove jogadores, utiliza-se oito cadeira, por exemplo. Um monitor fica controlando a caixa de som. Após a música iniciar, os participantes devem rodar em círculo. Quando a canção parar, todos devem procurar uma cadeira para sentar. O participante que ficar de pé, sai e espera a próxima rodada. Os demais continuam com uma cadeira a menos, até restar apenas um vencedor.

Esconde-esconde Histórico e curiosidades

Histórico e curiosidades Muito popular principalmente em festas de aniversário, a “dança das cadeiras” também possui dois modos diferentes para brincar. A primeira não elimina os participantes, mas as próprias cadeiras, a cada rodada, fazendo com que todos sentem como puderem: no colo, no braço da cadeira ou deitado sobre os colegas. Não há vencedores. Outra forma de brincar é utilizando bexigas e vendando os olhos. Quando a música parar, devem procurar uma cadeira, sentar e estourar a bexiga, sendo guiados pelos jogadores que não estão participando.

Objetivos: promover a integração em grupo, desenvolver a criatividade e estimular a liderança, o raciocínio lógico e a estratégia entre as crianças. Faixa etária: a partir de nove anos.

O esconde-esconde é provável que tenha sido um dos primeiros jogos humanos, até porque esconder-se também era uma habilidade de sobrevivência necessária para o homem primitivo, por exemplo, caçar com sucesso. Por isso, deve ter sido praticado por crianças pequenas para

aprender essas habilidades. Porém, há evidências escritas do jogo no século II a.C., segundo o pesquisador grego Julius Pollux, que descreve uma atividade chamada apodidraskinda como sendo a brincadeira. No entanto, acredita-se que as pessoas tenham praticado diferentes variações desta brincadeira em todo o mundo.

Materiais necessários: nenhum.

Como brincar Cada criança se esconde com objetivo de não ser encontrada pelo participante que vai procurar — este último tem os olhos vendados ou fechados, até que termine uma contagem, previamente combinada com todos os participantes. Aquele que tocar o local de contagem, está “salvo”, enquanto a criança que foi localizada iniciará a contagem e deve procurar os demais na próxima rodada.

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Escravo de Jó Objetivos: estimular o prazer das brincadeiras de roda, trabalhar a motricidade e a interação com o grupo e promover o estudo e aprendizado da multiplicação. Faixa etária: de oito a doze anos. Materiais necessários: cone de linha, papel ofício e aparelho de som, este último é opcional se o grupo puder cantar.

Como brincar Com as crianças em círculo, o monitor explica a brincadeira. Cada criança tem na mão um cone (ou qualquer objeto) e, conforme for cantando a música, o objeto deve ser passado entre todos para o vizinho do lado direito. Durante isso, os participantes cantam, duas vezes: “escravos de Jó jogavam caxangá”. Nesta parte, vão batendo no chão para o lado esquerdo e para o lado direito, mas sem soltar, numa sequência de seis batidas. Depois que cantar duas vezes, o verso se repete, mas passando o cone para o lado direito. A cada palavra, é uma batida na frente do vizinho que recebe o objeto. O grupo segue cantando: “Tira, bota, deixa o zambelê ficar. Guerreiros com guerreiros fazem zigue, zigue, zag”. Nestas três últimas palavras, “zigue, zigue, zag”, a

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Estátua criança segura o objeto e bate na sua frente na direita e na esquerda, assim como foi no início.

Histórico e curiosidades Antes de tudo, Jó era um personagem bíblico do antigo testamento, que possuía uma grande paciência, daí a expressão “paciência de Jó”. A Bíblia conta que Deus apostou com o Diabo que Jó, mesmo perdendo as coisas mais importantes de sua vida, como filhos e fortuna, não diminuiria sua fé. Nada indicando que possuía escravos ou jogava

caxangá. Segundo pesquisadores, a origem da brincadeira vem da cultura negra, que se apropriou da figura de Jó para simbolizar o homem rico na cantiga de roda. Os guerreiros que faziam o “zigue zigue zag” seriam os escravos fugitivos que corriam em ziguezague para despistar o capitão-do-mato. Já o caxangá, segundo o dicionário Tupi-GuaraniPortuguês, a palavra vem de caá-çangá, que significa “mata extensa”. No folclore brasileiro, é um adereço muito usado pelas mulheres do estado de Alagoas.

Histórico e curiosidades Objetivos: trabalhar a motricidade e musicalidade, além de estimular a concentração. Faixa etária: de quatro a dez anos. Materiais necessários: caixa de som e aparelho reprodutor de música.

Apesar de ser uma brincadeira comum entre as crianças, as estátuas vivas, performances temáticas em movimentos estáticos com pausas estratégicas e perfeitas, existem pelo menos desde a Grécia Antiga (1.300 a.C.), com seus primeiros personagens saídos do teatro. Na Roma Antiga, entre 753 e 509 a.C., os artistas utilizavam mímicas para fazer críticas ao governo.

Como brincar Os participantes distribuem-se por todo o ambiente, que pode ser um espaço amplo sem móveis e objetos quebráveis ou ao ar livre. A partir do momento que um monitor inicia a música, todos começam a dançar ou a movimentar-se ao seu ritmo. De repente, o monitor pausa a música e, imediatamente, os participantes devem ficar estáticos como “estátuas”. Enquanto não há música, todos permanecem em suas posturas. Aquele que se mexer ou fizer algum barulho é eliminado e espera a próxima rodada. Depois de alguns instantes, a música recomeça e as “estátuas” voltam à vida.

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Forca

Fui à Espanha Como brincar

Objetivos: estimular a atenção e inteligência das crianças com as letras do alfabeto, treinar a escrita e a pronúncia das palavras. Faixa etária: a partir de sete anos. Materiais necessários: papel, lápis e borracha.

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O monitor, após desenhar a forca, escolhe uma palavra. Numa folha de papel, a pessoa coloca uma quantidade de traços que corresponde ao total de letras da palavra selecionada. Pode-se dar ou não uma pista, de acordo com o grau de dificuldade desejado. Os outros jogadores, cada um na sua vez, vão dizendo as letras que podem completar a palavra. Quando uma letra é acertada, o monitor coloca as letras no local correspondente. Quando alguém fala uma letra que não consta na palavra, escreve-se ao lado e se faz o primeiro traço do desenho do enforcado. Se os jogadores

conseguirem acertar a palavra antes que se complete o desenho, eles ganham o jogo. Para tornar o jogo mais fácil ou difícil, podem-se incluir detalhes, como olhos e boca, no desenho.

Histórico e curiosidades Apesar de simples, não se tem ideia de quem inventou o jogo da forca. Alguns pesquisadores dizem que surgiu na Inglaterra Vitoriana, no início do século XIX, assim como o Jogo da Velha, mas seu primeiro registro oficial data 1894, no livro “Traditional Games of England, Scotland and Ireland”, da escritora Alice Bertja Gomme.

Objetivos: desenvolver habilidades de concentração e proporcionar a interação entre as crianças. Faixa etária: a partir de sete anos. Materiais necessários: aparelho de som.

Como brincar Em roda, um número ímpar de crianças cantam os seguintes versos: “Fui na Espanha / buscar o meu chapéu / Azul e branco / da cor daquele céu. / Olha palma, palma, palma / Olha pé, pé, pé / Olha a roda, roda, roda / Caranguejo peixe é / Caranguejo não é peixe / Caranguejo peixe é / Caranguejo só é peixe na vazante da maré / Samba criola que veio da Bahia / Pega essa criança e joga na bacia / A bacia era de ouro, areada com sabão / E depois dela areada, ela veste o seu roupão / Seu roupão era de seda, camisinha de filó / Quem não pegar seu par, fica sendo a vovó”. No fim do último verso, “Quem não pegar seu par, fica sendo a vovó”, cada criança segura em outra, formando par. Aquele que fica sozinho é a “vovó”. Durante a execução da música, os participantes vão obedecendo aos comandos, como bater as mãos e os pés. Ao final, cada um escolhe outro colega para ser seu par, e juntos, correm para

pedir a bênção daquele que ficou sozinho, repetindo “Bença vovó, tomadeira de pó”.

Histórico e curiosidades “Fui à Espanha” é uma das cantigas de roda que permitem que as crianças a dramatizem. Muito

conhecidas no Brasil, as cantigas de roda têm origem europeia, mais especificamente em Portugal e Espanha. Através delas, dá para se conhecer costumes, cotidiano das pessoas, festas típicas, comidas, brincadeiras, paisagem, flora, fauna, crenças, lendas dentre muitas outras coisas.

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Jogo de biLa

Jogos educativos Histórico e curiosidades

Como brincar Objetivos: desenvolver interação, concentração e coordenação motora. Faixa etária: a partir de sete anos. Materiais necessários: bilas (ou bolinhas de gude).

Os participantes se revezam, tentando tocar as bilas dos adversários. Para isso, utiliza os dedos polegar e indicador para empurrar sua bila na areia. Ao acertar, acumula a bolinha do outro competidor. Vence aquele conquistar mais bilas.

Histórico e curiosidades A brincadeira com bila tem uma incrível variedade incrível de nomes. Pode também ser conhecida, a depender do lugar, como bola-de-gude, bolinha-degude, peca, baleba, bilosca, biloca. Sua origem não é exata, mas há registros histórico, arqueológicos e culturais que sugerem o hábito há 3 mil anos a.C. Um grupo de crianças, inclusive, aparece brincando de forma semelhante no quadro “Jogos infantis”, do pintor belga Pieter Bruegel, dando a entender que já era uma brincadeira popular no século XVI.

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Objetivos: desenvolver associação, concentração, memória, sequência lógica e consciência fonológica. Faixa etária: de seis a doze anos. Materiais necessários: tampinhas de garrafa, cartolina e canetinha.

Como brincar Criar fichas com letras e outra com palavras de vivência da criança. Depois isso, o monitor pedirá para ela faça a identificação e pareamento de cada letra formando a palavra. Durante o trabalho, é importante identificar de consoantes, vogais e sílabas. Para finalizar, a criança pode criar uma história com a palavra formada. Pode ser de forma oral, escrita ou com fantoches. Dependendo do nível da criança.

Os primeiros estudos ocidentais sobre o uso dos jogos para o aprimoramento da aprendizagem remontam à Grécia e a Roma antigas. Platão reconheceu a importância do aprendizado por meio da ludicidade em oposição ao uso da violência e da repressão para o ensino. Posteriormente, Aristóteles ressaltou a relevância do lúdico como preparação para a vida adulta, o que destacou a capacidade educativa dos jogos e brincadeiras. Porém, os chamados jogos didáticos só passaram a existir e a ser auxiliares do ensino efetivamente muito tempo depois, no século XVIII, com o resgate dos ideais humanistas. A ferramenta era restrita à educação de príncipes e nobres, até ser popularizada pela Revolução Francesa, em 1789.

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Laranja madura Como brincar Objetivos: criar laços afetivos e contribuir para socialização e interação. Faixa etária: a partir de quatro anos. Materiais necessários: nenhum.

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Em um local amplo, todos ficam em roda, de mãos dadas, e giram enquanto se canta a seguinte música: “Quanta laranja madura, menino / Que cor são elas / Elas são de verde amarelas / Se vira (fala-se o nome de um dos participantes) da cor de canela”. Quando o nome do participante for citado, ele deve se virar de costas e permanecer girando com os demais. A brincadeira acaba quando todos virarem de costas.

Mímica Histórico e curiosidades Muito popular na região Norte do país, principalmente no estado do Acre, o “Laranja madura” faz parte de uma série de brincadeiras que foram identificados por pesquisadores em aldeias da etnia Pataxó, no Mato Grosso. Entre os jogos percebidos, estão também o “marré-deci”, “esconde-esconde”, “peteca”, “pega ajuda”, “morto ou vivo”, “bandeirinha” e outra cantiga chamada “dois passarinhos”, adaptados ao seu contexto.

Como brincar Objetivos: canalizar sentimentos e desenvolver a imaginação criatividade e coordenação motora. Faixa etária: a partir de sete anos. Materiais necessários: nenhum.

O propósito desta brincadeira é imitar os movimentos dos outros jogadores. Na medida em que a outra criança faz um movimento ou uma expressão facial, o outro participante deve copiar exatamente esta ação da melhor maneira possível. Os jogadores podem se revezar.

Histórico e curiosidades A mímica teria origem no teatro grego e teria sido bastante utilizada no Teatro de Dioniso, em Atena, onde atores à luz do dia, portando máscaras, encenariam para cerca de 10 mil pessoas. Nessa época, a forma mais elaborada de mímica, a “hypothesis”, era representada por atores que se concentravam mais na construção e desenvolvimento de suas personagens propriamente ditas. Posteriormente, os romanos levaram a mímica para a Itália, adequada que era ao gosto do espetáculo entre os romanos. Com o tempo, eles desenvolveram sua própria técnica, incluindo a pantomima.

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Passa aneL

Pedra, papeL e tesoura Histórico e curiosidades

Objetivos: desenvolver a concentração, observação e delicadeza; proporcionar acolhimento e interação amigável. Faixa etária: a partir de três anos.

A brincadeira é uma adaptação do jogo inglês “Botão, botão, quem pegou o botão?”, originalmente “Button, button, who’s got the button?”. Existem relatos da brincadeira desde 1800, no nordeste da Inglaterra, e antes de 1900, nos Estados Unidos.

Histórico e curiosidades Objetivos: estimular a agilidade, a atenção, a coordenação motora e o ritmo das crianças. Faixa etária: a partir de seis anos. Materiais necessários: nenhum.

Materiais necessários: uma pedrinha, um anel ou algum objeto pequeno que caiba discretamente nas mãos de uma criança.

Como brincar Em uma sala ou ao ar livre, as crianças sentamse em círculo com as palmas das mãos juntas. Uma delas é escolhida para passar o anel. Esta criança tem em suas mãos o anel e vai passando entre as mãos das demais que estão em círculo, de forma sensível e discreta para que ninguém perceba a mão em que deixou o anel. Ao concluir, pergunta: “Onde está o anel?”. A criança que acertar vai passar o anel e, se ninguém acertar, a criança que tem o anel assume este posto. Dependendo do tamanho do grupo, cada rodada dura em média entre três a cinco minutos, podendo ser repetida por tantas vezes quiser. Caso o interesse permaneça intenso, pode ser repetido até que todas as crianças que desejem passar o anel tenham oportunidade de fazê-lo.

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Como brincar Os jogadores devem esticar a mão, indicando um símbolo de “pedra”, “papel” ou “tesoura”. A mão fechada significa pedra; a mão aberta significa papel; e a mão com os dedos indicador e médio estendidos significa tesoura. Para começar, os dois participantes ficam em frente do outro e escondem as mãos. Ao sinal de falar “pedra, papel e tesoura”, ao mesmo tempo, os participantes colocam uma das mãos para frente, representando um dos três símbolos escolhidos. Os participantes comparam os símbolos de suas mãos para decidir quem ganha a partida, da seguinte maneira: pedra ganha da tesoura (amassando-a ou quebrando-a); tesoura ganha do papel (cortando-o); e papel ganha da pedra (embrulhando-a). Em caso de os participantes mostram o mesmo símbolo com as mãos, acontece um empate e se joga outra vez até ter um vencedor.

Os primeiros registros que se têm da brincadeira estão no livro chinês Wuzazu, escrito durante a Dinastia Han, entre os anos 206 a.C e 220 d.C. No século XVII, o jogo com os elementos que atualmente conhecemos já era popular na China e no Japão, e no século XX já havia se espalhado pelo mundo. Na série de TV americana The Big Bang Theory, o personagem Sheldon Cooper apresenta uma nova variação da brincadeira, que adiciona dois novos símbolos: o lagarto e o Spock, protagonista do programa Star Trek. Nele, tesoura corta papel, papel cobre a pedra, pedra esmaga lagarto, lagarto envenena Spock, Spock esmaga tesoura, tesoura decapita Lagarto, lagarto come papel, papel refuta Spock, Spock vaporiza pedra que, é claro, esmaga tesoura. Essa versão foi criada por Sam Kass.

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Pedrinhas

Pega-varetas Histórico e curiosidades

Objetivos: trabalhar a destreza, o raciocínio lógico, a autoconfiança e a concentração. Faixa etária: a partir de seis anos. Materiais necessários: cinco pedrinhas.

Como brincar Em um local plano, no chão, a criança precisa escolher cinco pedrinhas que caibam todas dentro da sua mão, ao mesmo tempo. Sentados, joguem com cuidado as pedrinhas no chão. Escolha uma pedra para jogar, jogue-a para cima e pegue outra no chão, ao mesmo tempo, uma por uma até que pegue todas. Na rodada seguinte, as pedrinhas são jogadas mais uma vez, mas, desta vez, o jogador terá que recolher duas pedras por vez e ainda pegar a pedrinha que foi lançada no ar. E assim por diante, até pegar as quatro de uma vez.

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O jogo das pedrinhas tem vários outros nomes pelo mundo, sendo também conhecido como “cinco marias”, “jogo do osso”, “onente”, “bato”, “arriós”, “telhos”, “chocos”, “nécara”, “Chinas y Chinos”, “Knucklebones”, “Osselet” ou “bugalhos”. Segundo o folclorista brasileiro Câmara Cascudo, a brincadeira tem mais de vinte séculos. Não se sabe ao certo sua origem. Oficialmente, no Império Romano, era conhecido como jogo dos ossinhos por se usar ossos. Isso indica que a brincadeira pode ser realizada com diversos materiais, como ossos, pedras, metais ou, como é comum no Brasil, com pequenos saquinhos recheados de areia ou arroz. No Brasil, a brincadeira veio possivelmente com os portugueses durante o período de colonização.

Como brincar Objetivos: desenvolver habilidades de coordenação motora, concentração, criatividade, atenção, agilidade e paciência. Faixa etária: a partir de quatro anos. Observação: a partir de quatro anos, utilizar pega varetas de papel. Já a partir de oito anos, utilizar pega varetas de plástico. Apresentamos essa orientação, porque as pontas são finas e crianças podem se machucar. Materiais necessários: pega-vareta de plástico ou pega-vareta de papel. No segundo caso, a vareta pode ser confeccionada por metade de uma folha A4, cola branca, giz de cera de várias cores e palito de churrasco sem ponta.

o objetivo é retirar, alternadamente, as varetas do monte sem mexer as demais, somando o número de pontos maior do que o oponente. Quando não houver mais varetas, cada participante deverá somar sua pontuação a partir do número de varetas que retirou. Aquele que somar mais pontos, será o vencedor. O pega vareta contém 31 peças de varetas coloridas, onde cada cor representa uma pontuação. As amarelas valem 5 pontos, as verdes 10, as azuis 15, as vermelhas 20 e as pretas 50.

Histórico e curiosidades Jogado em diversas partes do mundo, o pegavaretas tem origem no Japão, onde é chamado de “Mikado”. Seu nome faz referência ao antigo termo dado aos imperadores japonêses que, curiosamente, também é o nome da vareta que vale mais pontos neste jogo. Outra peculiaridade de sua história é que as varetas foram nomeadas de acordo com as camadas sociais do Japão e outras sociedades asiáticas: “Mikado”, o imperador do Japão, o mais valioso; “Samurai”, os guerreiros; “Madarim”, os funcionários letrados; “Bonzen”, os religiosos; e “Kuli”, os trabalhadores.

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Pique-coLa

Pião Objetivos: trabalhar coordenação motora, estimular a motricidade, desenvolver ao brincante noções espaciais e possa trabalhar a lateralidade.

Objetivos: desenvolver agilidade, atenção e empatia. Faixa etária: a partir de seis anos.

Faixa etária: a partir de dez anos.

Materiais necessários: nenhum.

Materiais necessários: pião de madeira com ponteira de ferro e cordão

Como brincar

Como brincar Ao ar livre, em uma mão, o brincante tem que segurar com firmeza o corpo do pião. Com a outra, ele enrola o cordão em toda a sua volta, desde o topo até a sua ponta. O restante do cordão é enrolado em volta do dedo indicador. Em seguida, de pé, o participante faz um movimento que se assemelha a um gancho com sua mão e arremessa o pião como uma espécie de “chicoteio”, movimento que o braço faz para frente e para trás, necessário para que o brinquedo deslize no cordão e começar a girar assim que bater no chão.

Histórico e curiosidades Artefatos semelhantes ao pião já foram identificados há 4 mil anos, a.C., sendo descobertos, na margem do rio Eufrates, que corta a Ásia Ocidental, vestígios desse objeto feitos de argila. Igualmente,

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confirma sua utilização através de pinturas e textos, no século I a.C., como os do político e historiador romano Marco Porcio Catão e, até mesmo, na Eneida de Virgílio. O exemplar mais antigo do mundo data de 1250 a.C. e está em exposição no Museu Britânico.

Ao ar livre, uma das crianças é escolhida como pegador(a) e corre atrás das outras do grupo. Se um dos participantes for pego, ele fica parado, como se estivesse colado. Se outra criança encosta naquela que pega, ela descola e volta para brincadeira. Se uma criança for colada três vezes, passa a ser o pegador(a).

Histórico e curiosidades Acredita-se que esta brincadeira existe desde a Antiguidade, mas esta forma que conhecemos tem registro na Holanda, em 1830, e logo se popularizou por todo continente. Assim como outros jogos, foi mudando com o passar do tempo e sendo personalizado pelos participantes. Os carajás, por exemplo, grupo indígena que habita as regiões de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará, utilizam a denominação “lobos e carneiros”.

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PuLar corda

Pobre de marré Como brincar Objetivos: ampliar os momentos de lazer e de convívio, trabalhar a expressão corporal e musicalidade, ajudar a criança no seu desenvolvimento global por meio da ludicidade e reforçar as habilidades sociais. Faixa etária: a partir de cinco anos. Materiais necessários: nenhum.

Em um lugar amplo, divide-se a turma em dois grupos. Uma criança será “pobre” e a outra será “rica”. A pobre está sozinha, a rica possui muitos filhos. Uma de frente para a outra, a pobre vai até a rica cantando: “Eu sou pobre, pobre, pobre de marré, marré marré”. E a rica continua: “eu sou rica, rica, rica de marré, marré, marré”. Como um diálogo, as duas cantam: Pobre: – Quero um de vossos filhos. Rica: – Escolha a que quiser! Pobre: – Eu escolho a (diz o nome da pessoa). Rica: – De que manda buscar ela? Pobre: – Mando busca-la de ônibus. Rica: – Que ofício dar a ela? Pobre: — Dou o ofício de (diz o nome de uma profissão). Rica: — Este ofício me agrada. Pobre: — Lá se foi a (nome da pessoa). Ao final da brincadeira a “pobre” fica “rica” e vice-versa e cantam, respectivamente: “Eu de pobre fiquei rica / De marré, marré, marré” e “Eu de rica fiquei pobre / De marré desci”.

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Histórico e curiosidades Segundo pesquisadora finlandesa Elsa Enäjärvi-Haavio (1901-1951), o jogo de “Rico e pobre” procede da Europa Nórdica, mas ganha uma versão francesa por intermédio do povo flamengo, que compreende significativa parte da população da Bélgica. Estes jogos e cantos eram praticados pelos campesinos. Para eles, um ofício era o bastante, porque almejavam que com o trabalho e o casamento teriam uma vida natural, feliz e simples.

Histórico e curiosidades Objetivos: movimentar o corpo, reconhecer o ritmo da brincadeira e fortalecer a habilidade motora. Faixa etária: a partir de seis anos.

Não há consenso sobre a origem do pular corda como atividade recreativa, mas há diversos registros encontrados em culturas espalhadas pelo mundo, como na Roma e Grécia antigas, onde as pessoas pulavam corda para comemorar a chegada de uma nova estação;

e no Egito e na China, nos quais a brincadeira surgiu de uma necessidade de melhorar o processo de produção de cordas. Porém, como prática esportiva, o chamado rope skipping, surgiu na década de 1970, pelo norte-americano Richard Cendali, que era professor e jogador de futebol americano.

Materiais necessários: corda.

Como brincar Ao ar livre ou em local com bastante espaço, são necessárias duas pessoas para manipular (rodar) a corda e uma ou mais crianças para pular. Enquanto pulam, as crianças cantam a música “O homem bateu em minha porta”, obedecendo aos comandos ditos no verso. Quem errar, não pular ou não conseguir executar os comandos da música passa a vez para o colega e vai rodar a corda para outra criança. A música cantada é a seguinte: “O homem bateu em minha porta e eu abri. Senhoras e senhores, ponham a mão no chão. Senhoras e senhores, pulem de um pé só. Senhoras e senhores, deem uma rodadinha e vá pro olho da rua”.

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PuLar eLástico

Ra-ta-tá Histórico e curiosidades

Objetivos: desenvolver a concentração, coordenação, cooperação e memorização.

Objetivos: trabalhar a coordenação motora, o ritmo e a expressão corporal.

Faixa etária: a partir de sete anos.

Faixa etária: a partir de quatro anos.

Materiais necessários: elástico/costura de 2,5 metros de comprimento.

Materiais necessários: nenhum.

Como brincar A brincadeira pode ser realizada em um espaço amplo. Duas crianças seguram o elástico pela cintura e uma terceira pula. Quem errar passa a vez para o outro participante.

Histórico e curiosidades O jogo do elástico possuí origem desconhecida. Não se sabe quem o criou, tampouco o contexto e o tempo em que os primeiros saltos entre o elástico foram realizados. Porém, por se tratar de uma manifestação cultural que se utiliza do material elástico, imagina-se que o jogo surgiu somente após a invenção do próprio material, em 1845, por Stephen Perry. Após quase um século, em 1940, a prática de saltar sobre o elástico era registrada no Brasil.

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A origem da brincadeira, muito utilizada em dinâmicas para descontrair e iniciar atividades em grupo, é incerta. No entanto, há características de brincadeiras de roda indígenas, ao mesmo tempo

que faz referência à cultura africana. A palavra “auê”, que é citada na música, na língua iorubá, significa “meu amigo”. Os iorubás constituem um dos maiores grupos étnico-linguísticos da África Ocidental.

Como brincar Em um local com espaço amplo, um monitor dá os comandos que é feito através de uma música ritmada: “Ra-ta-tá” (a criança coloca a mão no ombro). “Tuê tuê tuá” (a criança coloca a mão no joelho) “Auê auê auê” (a criança coloca a mão para o alto). Na primeira rodada, as crianças realizam todos os movimentos cantando em voz alta. Já na segunda rodada, as crianças não cantam a parte do “ra-ta-tá” e fazem só o gesto. Enquanto na terceira rodada, os participantes não cantam a parte do “Tuê tuê tuá”; e na outra rodada eles não cantam a parte do “Auê auê auê”. Por último, na quarta rodada, fazem só o gesto e não cantam. Para ficar mais animado, vai aumentando o ritmo da música.

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Rói-rói

Seu mestre mandou Como brincar

Objetivos: ajudar as crianças para o entendimento de alguns conceitos da acústica, estabelecendo relações importantes entre a física, a arte e a cultura popular.

Objetivos: estimular a motricidade, a imaginação e o raciocínio.

Faixa etária: a partir de sete anos.

Materiais necessários: nenhum.

Faixa etária: a partir de quatro anos.

Em um espaço amplo, as crianças ficam em círculo. A partir daí, escolhe-se o “mestre”, que dará os comandos. O mestre dirá assim: “Seu mestre mandou”, e os outros perguntam: “Fazer o que?”. Nessa hora, o “mestre” dará a tarefa e todos terão que cumprir. Assim, vai seguindo a brincadeira com diversos comandos.

Histórico e curiosidades Assim como no Brasil, a brincadeira é muito popular nos Estados Unidos, mas é chamada de “Simon says”. Por isso, está muito inserido na cultura popular e com inúmeras referências em filmes, séries e livros. Em outros países, recebe outros nomes como “Commando”, na Alemanha; “Mando, mando”, na Espanha; e “Senchō-san no meirei”, no Japão.

Material: rói-rói.

Como brincar O som que emite é resultado da vibração produzida pelo atrito da linha com a madeirinha de suporte. Em movimentos giratórios, a fricção provoca um ruído que ressoa na caixinha, que funciona como amplificador.

Histórico e curiosidades Antes de um brinquedo, o rói-rói é classificado como um instrumento musical de aerofone livre, legitimamente brasileiro, sendo assim designado pelo sistema Hornbostel-Sachs. Tradicional do Nordeste brasileiro, com aerofone livre e rodopiante, ele pode ser feito de madeira, corda de caroá e barro. Também chamado de “zumbidor”, “zunidor” e “sonidor”, ele é bastante utilizado para a sonoplastia de estórias.

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Telefone sem fio

Vivo ou morto

Histórico e curiosidades Objetivos: ensinar e promover brincadeiras lúdicas sobre os valores das palavras que espalhamos, estimular a memória e incentivar a cuidar daquilo que sai de nossa boca. Faixa etária: de oito a doze anos.

Objetivos: estimular a atenção, a coordenação motora, a agilidade, o condicionamento físico, a concentração, a expressão corporal e a socialização. Faixa etária: a partir de quatro anos.

Materiais necessários: nenhum.

Materiais necessários: nenhum.

Como brincar

Como brincar

Em uma sala ou em local aberto, as crianças sentam em círculo. O monitor orienta o grupo e diz uma frase no ouvido de uma criança, que repetirá a mesma frase no ouvido do seu vizinho. Cada um que escutar a frase reproduzirá da forma que entendeu para a criança ao seu lado. Quando todos escutarem a frase, o monitor pede que a última criança a repita em voz alta. Depois, pede que a primeira que ouviu, repita como entendeu. A partir disso, vão perceber o quanto a frase foi se modificando ao longo do caminho, pois cada um fala conforme ouviu e, assim, vai repassando. Isto pode gerar risadas, já que nem sempre o que se diz no início chega “intacto” no final. A brincadeira pode ser realizada com assuntos de livros e suas citações.

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O telefone sem fio é uma tradicional brincadeira popular, antiga, mas não se sabe ao certo a sua origem. É possível que coincida com a popularização do telefone, no fim do século XIX. Nesta época, a conexão era instável e o som transmitido sofria interferências e ruídos, tornando frequentes os problemas de comunicação.

Nessa brincadeira, o adulto dará dois comandos: “Vivo” ou “Morto”. Ao chamado do monitor “Vivo”, a criança fica de pé. Quando é dito “morto”, se agacha. Quem se enganar com o comando deve sair da brincadeira, até ficar somente um.

Histórico e curiosidades Assim como outras brincadeiras, o “Vivo ou Morto” tem outras variações no Brasil e pode ser conhecido como “Sol-Chuva” ou “Terra-Mar”. No caso deste último, a brincadeira funciona de forma similar, mas com uma linha traçada no chão, seja com giz ou uma corda. De um lado é considerado a “terra” e o outro é o “mar”. Os participantes começam na terra. Então, o orador começa a gritar “terra” ou “mar” e ficam pulando de um lado para o outro. O comando também pode ser repetido pelo monitor.

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Depoimentos das Crianças

Encerramento O processo de capacitação que nos levou à produção desse livro de brincadeiras antigas nos aproxima do que pronunciou Paulo Freire, em sua conferência sobre a Importância do Ato de Ler: “a compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente” (Freire, 1981). Neste processo, nos questionamos acerca do mundo em que se insere a nossa ação nas vidas das crianças e

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de suas famílias, que acolhemos nos espaços de leitura: como dar um sentido amplo à aprendizagem? Como estabelecer um vínculo das crianças com as atividades e entre elas? Como envolver as famílias? Assim, chegamos a esta proposta. Com projeto “Gente Grande, Gente Pequena, Brincar Junto Vale a Pena”, proporcionamos atividades amplas e significativas, onde as crianças e suas famílias foram protagonistas e produtoras de conteúdo. O trabalho permitiu várias leituras e comparações envolvendo aspectos de mundo situadas no espaço/tempo e na valorização das memórias lúdicas da família, trazidas para uma prática coletiva de valorização e reconhecimento. Essa

experiência, por sua simplicidade e riqueza, mereceu esse registro que poderá ser inspirador para um percurso pelo mundo da leitura com todas as suas possibilidades e amplitudes afetivas e integradoras.

“Eu adoro participar das atividades do Espaço de Leitura. É muito legal! A brincadeira que mais gostei foi a do bambolê, foi muito divertido”, Anaizys Fernandes, 9 anos.

Somos gratas e gratos por esse processo e temos a certeza que as crianças e suas famílias receberão com alegria esse registro que expressa valorização de saberes, cocriação e partilha. Meus agradecimentos em nome de todos os facilitadores e facilitadoras dos Espaços de Leitura. Fátima Mesquita, diretora do Instituto Mangará. Itapajé, Ceará, outubro de 2021.

“Eu gostei muito de participar das brincadeiras do Espaço de Leitura. Amei muito brincar de bambolê e cabra cega, foi muito legal!”, Maria Yasmin, 11 anos.

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Depoimentos das Mães “Achei super interessante o resgate das brincadeiras antigas que foram feitas com as crianças. No mundo em que vivemos, onde você só vê crianças em frente a televisão, celular e videogame, esse processo ensina nossas crianças a brincar de verdade, como nós, pais e avós, fazíamos quando éramos crianças. Foi muito legal e gostoso para elas. Minha filha amou, chegou em casa super empolgada, falando que aprendeu a pular elástico, corda, entre outras. Isso me trouxe ótimas lembranças de brincar com ela, em casa, dessas brincadeiras já esquecida por muitos. Parabéns ao Canoa Criança e ao INEC por estarem sempre se preocupando com nossas crianças e trazendo sempre o melhor para elas”, Kaoma Coelho Monteiro, 31 anos.

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“Acho de grande importância resgatar a tradição das brincadeiras antigas. É uma forma de ampliar o universo lúdico e cultural das nossas crianças, além de promover uma interação com outras gerações. É claro que não devemos abrir mão das tecnologias e os brinquedos dos dias atuais, mas podemos extrair o melhor de cada época. Essas brincadeiras nos deixam mais próximos dos nossos filhos, além de render muitas gargalhadas e bons momentos. Tive momentos de vivências juntas com as crianças e pude observar, nos olhos de cada criança, a curiosidade de brincar como seus pais e avós na infância”, Edivânia Bezerra de Lima, de 31 anos.

“Falar do resgate das brincadeiras antigas é sempre prazeroso. Pular corda, amarelinha e elástico são brincadeiras do tempo da mamãe, da vovó, do vovô e, hoje, ainda lembro com saudades dos momentos ao ar livre com minhas colegas. É importante dizer, também, que elas auxiliam na coordenação motora e agilidade, além de um aparelho barato e divertido de praticar. O processo foi muito divertido. Além das crianças vivenciarem as brincadeiras, puderam interagir com os colegas, desenhar e pintar. Sem esquecer que, antes, nossos pais não tinham como comprar brinquedos, então a gente improvisou com a corda o elástico. Trazer essas brincadeiras nos dias de hoje foi de suma importância para nossos filhos”, Maria Suely da Silva Vidal, de 42 anos.

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FaciLitadores

Mestre Pena, Acap, Guaraciaba do Norte (CE)

Francisca Maria, Ass. Com. Sônia Maria, Meruoca (CE)

Rosângela Santos, Canoa Criança, Canoa Quebrada (CE)

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Cibely Oliveira, Acom, Milagres (CE)

Luciene Félix, Ballet Raio de Sol, Fortaleza (CE)

Rosa Becco, Centro Psicossocial do Ceará, Fortaleza (CE)

Letícia Oliveira, Amorbase, Serrinha, Fortaleza (CE)

Carlos Banche, Canoa Criança, Canoa Quebrada (CE)

Rosa Paz, Cepevive, Caucaia (CE)

Edirene Sousa, Escola Irmã Dulce, Maracanaú (CE)

Lucivânia Marques, Instituto Dica, Pacatuba (CE)

Silvania Vieira, Manoel Furtunato, Solonópole (CE)

Irmã Cristina, Florzinha de Madre Verônica, Fortaleza (CE)

Eugênia Ambrósio de Souza, Instituto Mangará, Itapajé (CE)

Andrea, Projeto de Ajuda Familiar de Caio Prado, Itapiúna (CE)

Maria José Alves, Florzinha de Madre Verônica, Fortaleza (CE)

Fátima Mesquita, Instituto Mangará, Itapajé (CE)

Janaína Gomes e Maria Alessandra, Projeto Sorriso da Criança, Fortaleza (CE)

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Índice remissivo AdoLeta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 Adivinhação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 AmareLinha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 BamboLê . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 Bandeirinha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 BoLiche com garrafas PET . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 Cabra-cega . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 Carimba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 Carrocinha de picoLé . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 Ciranda, cirandinha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 Dança das cadeiras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 Esconde-esconde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 Escravo de Jó . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 Estátua . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 Forca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 Fui à Espanha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 Jogo de biLa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 48

Jogos educativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 Laranja madura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 Mímica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .27 Passa aneL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 Pedra, papel e tesoura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 Pedrinhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 Pega-varetas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Pião . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 Pique-coLa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 Pobre de marré . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 PuLar corda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 PuLar eLástico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 Ra-ta-tá . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 Rói-rói . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 Seu mestre mandou . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 Telefone sem fio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 Vivo ou morto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 49


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ESPAÇOS DE LEITURA

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO ZILANA MELO RIBEIRO Presidente EDGAR ARILO SALDANHA FONTENELE Vice-Presidente ADSTONI LOPES BEZERRA Conselheiro Titular CYBELE BANDEIRA CORREIA Conselheiro Titular MÁRIO EDUARDO FRAGA DA SILVA Conselheiro Titular MELINA DE CARVALHO BARBOSA Conselheiro Titular JOSÉ CARLOS AZIZ ARY Conselheiro Titular MURILO ALBUQUERQUE CUSTÓDIO Conselheiro Suplente CARLOS ENRIQUE GAMA E SILVA Conselheiro Suplente CONSELHO FISCAL JOSÉ FERREIRA CHAGAS Conselheiro Presidente HELANO CAVALCANTI CAMELO Conselheiro Titular NATANAEL CARVALHO RABELO Conselheiro Titular JOSÉ ZELÍZIO DE ALENCAR LIBÓRIO Conselheiro Suplente DIRETORIA EXECUTIVA Stélio Gama Lyra Júnior Diretor-Presidente Helda Kelly dos Santos Pereira Lima Diretora Administrativa e Socioambiental Roque de Moraes Martins Diretor Financeiro e de Controle Ana Maria Rego Xavier Gerente da Área Socioambiental e de Comunicação Antonia Nágela Araujo Costa Coordenadora Socioambiental

1- Acap - Associação Comunitária Arte na Praça Guaraciaba do Norte - Ce Facilitador: Márcio Pena

9- Centro de Integração Psicossocial do Ceará - Praia do Futuro - Fortaleza - Ce . Facilitadora - Rosa Becco

2-Associação Comunitária Rural Manoel Furtunato São José de Solonópole - Solonópole - Ce Facilitadora: Silvania Vieira

10- Instituto de Desenvolvimento e Integração da Criança e Adolescente ( Dica) - Pacatuba - Ce Facilitadora: Lucivânia Marques

3- Associação Comunitária Sônia Maria - São Vicente- Meruoca - Ce Facilitadora: Francisca Maria 4-Associação Cultural Canoa Criança - Canoa Quebrada - Ce Facilitadores: Rosângela Santos e Carlos Banche 5-Projeto Ballet Raio de Sol - Bairro Pici - Fortaleza - Ce Facilitadora: Luciene Félix 6- Associação Florzinha de Madre Verônica - Bairro Siqueira - Fortaleza - Ce Facilitadoras: Maria Cristina Melo e Maria José Alves 7- Projeto Comunitário Sorriso da Criança - Bairro Presidente Kenedy - Fortaleza - Ce Facilitadoras: Janaina Gomes e Maria Alessandra 8-Centro De Pesquisa e Vivencia Ecológica Cepevive - Caucaia - Ce Facilitadora: Rosa Paz

Av. Dr. Silas Munguba, 3500, Serrinha, Fortaleza , Ceará, 60714-502 (85) 3209-9200 inec@inec.org.br www.inec.org.br @InstitutoNordesteCidadania @inecfeitodegente

@instituto_inec @canalinec

11-Mangará Instituto para o Desenvolvimento Sustentável - Itapajé - Ce Facilitadora : Fátima Mesquita 12-Associação: Associação de Moradores do Bairro da Serrinha (Amorbase) - Bairro Serrinha - Fortaleza - Ce Facilitadora: Letícia Oliveira 13-Associação Comunitária de Milagres (ACOM) - Milagres- Ce Facilitadora: Cibely Oliveira 14-Escola Irmã Dulce - Maracanaú-Ce Facilitadora: Edirene Sousa 15- Projeto de Ajuda Familiar de Caio Prado - Itapiúna - Ce Facilitadoras: Andrea Rodrigues e Adriana Vidal.

Uma publicação da

Projeto Gráfico e Diagramação Apolônio Aguiar Coordenação Operacional Carolina Xavier


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Gente grande, gente pequena: brincar junto vale a pena. by Instituto Nordeste Cidadania - Issuu