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Revista Conexão

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REVISTA

CONEXÃO

Edição 1 Vol 1 Julho - 2021

ACEITAÇÃO Relação entre mães e filhos na tomada de descisões

ADOÇÃO Afeto além do laço sanguíneo

CORPO Vivências acerca do autoconhecimento, amor próprio e autoestima

MATERNIDADE Gravidez precoce na juventude e os desafios enfrentados

RELACIONAMENTO Casais homoafetivos e suas experiências na sociedade


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Sumário

Editorial

A revista Conexão traz de maneiras distintas como o amor acontece na vida das pessoas. E como ele é recebido por quem está envolvido e por aqueles que estão próximos. É retratado a forma comportamental das pessoas, situações que não são tidas como “comuns”, ou seja, não seguem os rótulos impostos pela sociedade. Nossa revista visa mostrar o que as pessoas sentem por outras e se conectam, independente dos laços sanguíneos, a carreira que queira seguir e como é tido a relação com o próprio corpo. E por fim, o amor inesperado que acontece de forma não planejada. Expediente REPÓRTERES: Eduarda Figueredo, Enia Ocean, Giulliane Andrade, Nathália Carvalho e Tayná Duarte DIAGRAMAÇÃO: Nathália Carvalho

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Família

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Corpo

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Maternidade

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Adoção

Ensaio fotográfico

COORDENADOR DE PRODUÇÃO: Tayná Duarte

Enia Ocean

Tayná Duarte

Nathália Carvalho Afeto Giulliane Andrade

Eduarda Figueredo


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Jefferson Carvalho

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MÃE E FILHO: AFETO, AMOR E AMIZADE Giulliane Andrade

E

m algum momento da existência ouve-se falar que relação entre mãe e filho é uma das mais importantes da vida de uma pessoa que tem a oportunidade de ter laços com sua mãe. O valor desse relacionamento tende a ser determinante em algumas áreas, desde a infância até a fase adulta, podendo ser decisiva também na carreira a ser seguida pela pessoa. O cantor, produtor e fotógrafo maranhense Jefferson Carvalho, de 24 anos, conta como é a sua relação com a sua mãe, e como ela foi e é ainda

Julyanna Carvalho

muito importante na sua vida, principalmente na sua carreira. Jefferson diz que a relação com a sua mãe é a melhor possível. Segundo ele, é algo que já “transcende”, é muito mais que um relacionamento entre mãe e filho, é uma grande amizade na qual eles têm liberdade para conversar sobre qualquer assunto, trocar segredos e até fofocas. O artista também menciona que até “pelo olhar” ele e a mãe conseguem decifrar o que um quer falar ao outro. Maria de Jesus Carvalho, de 50 anos, mãe de Jefferson, afirma que desde pequeno Jef-

Pais de Jefferson Carvalho são apoio e inspiração ferson sempre foi seu melhor amigo. Ela conta também que tentou ser a melhor amiga do mundo para o seu filho. O artista relata que o amor, a amizade e o apoio de sua mãe foram importantíssimos

na decisão de seguir a carreira artística. “Eu sempre me enxerguei como artista e antes mesmo de contar pra ela, sempre tive o apoio dela em qualquer coisa que eu fizesse”, conta Jefferson. Mas a vida

Companheirismo marca Jefferson Carvalho e sua mãe, Jesus Carvalho, melhores amigos um do outro artística não é nem um Thales relata que ini- a gente conversa, ela cou desempregado e pouco fácil. Segundo o cialmente, ao começar dá palpites nas roupas ela era a única pessoa compositor, existem a trabalhar no meio da Ravenna Bombom”, que tinha renda em muitas dificuldades artístico, a mãe Rosi- conta, rindo. Além casa. Sobre esse períoque lhe fazem pensar mar Melo não enten- disso, o artista afirma do, Thales conta como em desistir, mas que dia muito bem a ques- como sua mãe foi im- percebeu que sua mãe o carinho e os con- tão da sua profissão. portante na sua car- era uma mulher forte selhos, e, principal- Ele alega que ela tinha reira. Ele conta que a e determinada. “Mimente o amparo que medo por conta da “Eu sempre me enxerguei sua mãe lhe dá, fazem violência que geralcom que ele não de- mente os drag queens como artista e antes mesmo sista dos seus sonhos. sofrem, porém o artisCompanheirismo ta disse que ao passar de contar para ela, sempre A história se repete do tempo a mãe pas- tive o apoio dela em qualcom o também artis- sou a entender melhor quer coisa que eu fizesse” ta Thales Melo, de 27 e ter menos medo. anos. Ele que trabalha Melo também con- personagem que ele nha mãe é uma mucomo DJ e performa ta que sua mãe gosta interpreta é boa parte lher muito guerreira como a drag queen de acompanhar a sua inspirada em sua mãe. e eu me inspiro muito Ravenna Bombom, produção quando está Se lembra de um pe- nela. Ela é uma das conta que a sua rela- montando a Ravenna ríodo em que sua mãe grandes inspirações ção com a sua mãe é Bombom. “Ela entra teve que sustentar a da Ravenna Bombom, maravilhosa, de cum- no quarto quando eu casa durante quatro esse exemplo de muplicidade e amizade. estou me maquiando, anos, pois seu pai fi- lher maravilhosa”.


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A UNIÃO E O AMOR DE QUEM VENCE O PRECONCEITO D

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Tayná Duarte

Carllos Alcantara

Maíra Vieira e Thalia Araújo, em momentos de descontração

Gabriel Pereira e Wallisson Pereira em data comemorativa

Rafael Pestana e Carllos Alcantara em uma noite de passeio

“O tempo passou, sofri com medo e calado! Criei raízes e hoje sou frutos de um amor vivo. Viva intensamente sem medo de dar errado”

esde 14 de maio de 2013, a união estável homoafetiva passou a ser considerada, no Brasil, uma forma de casamento civil, a partir da Resolução 175, publicada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Muitos perrengues já passamos, para hoje estarmos juntos. No namoro, algumas pessoas não aceitavam, mas não desistimos. Fomos buscando o que queríamos e decidimos morar juntos. Logo em seguida já veio a ideia do casamento! E hoje estamos aqui”, conta o jovem de 24 anos, Gabriel Pereira. A adaptação dos cônjuges foi bem difícil, pois ainda existem muitos familiares que não aceitam a relação, porém os respeitam. A intolerância parte mais da sociedade do que de fora. “Nos orgulhamos muito, por lutar de frente com a grande sociedade, que não aceita o casal gay, que critica a homossexualidade das pessoas, por elas serem o que elas realmente são por dentro”, acredita Walison Pereira, 19 anos. Mesmo que haja dificuldades e preconceito na sociedade, casais demonstram suas experiências de vida a dois e a felicidade de estarem partilhando momentos juntos. Thalia Araújo e Maíra Vieira se conhecem desde o primário, mas só depois de alguns anos é que foram se reencontrar. “Nos amamos muito, faz dois anos que moramos juntas e estamos noivas. Acredito muito no amor de outras vidas. Temos muita conexão, como nunca tivemos com ninguém antes”, afirma Thalia. O que hoje é um direito dos casais que falam nesta reportagem é fruto de anos de lutas, altos índices de violência contra a comunidade LGBTQIA+, seja ela física, sexual ou verbais difíceis até mesmo de quantificar. O levantamento promovido pela Clínica de Políticas de Diversidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que não há indicadores de violência específica à orientação sexual e identidade de gênero em índices que mapeiam a criminalidade no Brasil, fazendo que sejam recorrentes os “apagões de dados” quando se referem à violência contra a comunidade colorida. A nota técnica estudou os fatores que contribuem para esse vão estatístico. No caso do Maranhão, o problema se inicia a partir do registro da ocorrência, já que no ato, não há a possibilidade de especificar a motivação LGBTfóbica. Os dados mostrados na nota, apontam que segundo a última pesquisa realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 67% dos casos de LGBTfobia se ini-

ciam em suas residências.

Resistência

“Eu não sofri nada em casa, meus pais hoje são bem compreensíveis com a minha orientação, agora posso receber ele na minha casa. Mas infelizmente eu não posso ser recebido na casa dele, acaba que os pais dele ainda são muito religiosos e sendo muito rígidos em relação a mim”, afirma Carlos, se referindo ao seu companheiro Rafael Pestana, juntos há mais de quatro anos. O casal lembra o início do relacionamento, quando os dois já haviam compartilhado a orientação aos membros da família. Apenas a de Rafael manteve uma postura muito dura, fazendo com que o jovem de 26 anos saísse da casa dos pais na época. “Era muito sufocante, o assédio verbal era intenso, eu não me sentia à vontade na casa deles. Ainda que eu possa ter voltado, lutei muito para que eu seja respeitado. E quando eu vejo os índices de violência da comunidade, tenho certeza que isso indesejadamente começa em muitas casas do Brasil.” Antes das legislações federais de combate aos preconceitos de orientação sexual e identidade de gênero, o estado do Maranhão já possuía dispositivos constitucionais de defesa para a comunidade. É o exemplo da lei 8.444 de 31 de julho de 2006. Sancionada pelo então governador José Reinaldo, a lei criminaliza não apenas a violência verbal e física, mas também a recusa de fornecimento de bens e serviços em decorrência da orientação sexual ou pela identidade de gênero. Atualmente, com uma série de dispositivos legais que garantem a defesa desses casais em situações de intolerância, e que concedem direito antes já imaginados por eles, o jornalista Rafael suspira aliviado e confessa: “Com certeza é um alívio, agradeço todo dia às gays poc poc [mais afeminadas]. Por causa delas que hoje eu tenho o direito de sair na rua e ser feliz do meu jeito, mas também é bom lembrar que a nossa luta não acabou, o que temos hoje é só o início.” O passado serve de cicatriz para quem viveu experiências ruins, entendeu o valor do amor e hoje compartilha uma vida com um companheiro que lhe rende boas memórias. O jovem Gabriel, inspirado, afirma uma lição que serve para qualquer um, independente da orientação ou identidade. “O tempo passou, sofri com medo e calado! Criei raízes e hoje sou frutos de um amor vivo. Viva intensamente sem medo de dar errado! ”.


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DOSES DE AMOR PRÓPRIO APÓS DORES

Nathália Carvalho

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Lari Moraes

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“O meu corpo é meu instrumento de expressão aqui na terra, minha casa temporária, meu templo sagrado”

Arquivo pessoal

Arqu

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u me sentia horrível, vestia três calças para aparentar ser mais gordinha, colocava papel higiênico nos Eduarda Almeida praticando Ciclos seios, sempre queria modificar algo.” Leticia Souza, o autorretrato depois do Em alguns momentos, a autossa 26 anos, empreendedora e cantora, conta que na infância sofreu autoconhecimento botagem se torna presente bullying por ser magra. Somente após a maternidade, período ou a energia da autoestima em que mergulhou dentro de si, pode reconhecer mais o seu abaixa, até gerar quesvalor. Descobriu que ser diferente é natural e que a rejeição não tionamentos, como partia dela, mas de projeções das pessoas. Esse processo de automenciona a nutricioconhecimento às vezes pode ser doloroso e a sociedade intervir nista e acadêmica de letras-inglês, Sabridiretamente, pois ainda há uma cobrança pelo corpo perfeito. na Shéllida, de 32 Para a estudante Eduarda Almeida, de 22 anos, o autocuidaanos. “Pelo fato das do começou quando ela passou mais de três dias internada no minhas pernas sehospital com dores nas costas e o problema rem muito grossas era seu peso. Ela menciona e com o atrito, às veLetícia Souza em coneque estar com sobrepezes a calça rasga entre xão consigo mesma, e so não é sinal de doas pernas. Coisas que reconhecendo suas ença e magreza não me deixam chateada. E peculiaridades chego a pensar, poxa se eu é necessariamenfosse magra isso não ia aconte saúde. Mas diz tecer comigo.” Letícia Souza comparque está tentilha de um pensamento parecido. É que às vezes tando mudar ela se pega comparando seu corpo com os que aparecem nos comerciais. seu corpo “Mas tomo consciência e retomo meu valor real. É um trabalho interior pela saúde, e profundo, lento e difícil, porém, necessário.” que a estétiApesar dos conflitos e inseguranças que permeiam no dia a dia, Leticia ca é uma consee Sabrina apostam no autoconhecimento, nas necessidades do corpo e da quência. “Eu esmente e no amor próprio. No presente se encontram bem consigo mesma. “O meu corpo é meu instrumento de expressão aqui na terra, minha casa tou gostando muito temporária, meu templo sagrado”, afirma Letícia Souza. “A palavra que desse desenvolvimendefine a minha relação com o meu corpo, hoje, é a segurança. Nada em reto. Inclusive, fui comprar lação a críticas vai me abalar. Tenho a minha segurança em quem eu sou. umas roupas que eu fiquei ultra, Me aceitar e me amar”, conta Sabrina Shéllida. mega, feliz. Chorei horrores, por estar me permitindo A modelo plus size e criadora de conteúdo Larissa Look, 21 anos, atua vestir aquelas roupas. Não me importando que meu corpo seja almente se encontra em um relacionamento leve, no qual ela consegue se isso ou aquilo.” ver bonita e sem colocar pressões que lhe são impostas. “Busco até dizer Sara Almeida, estudante, 16 anos, considera que há uma influpara as minhas seguidoras e amigas, que o processo de autoestima, amor ência tóxica das redes sociais na construção de uma boa relação próprio, não acaba, não é um patamar, ele é um relacionamento. Então todos os dias você tem discrepâncias, melhoras e pioras.” com o próprio corpo. O que é consumido gera desejo e acaba Antes de alcançar a parceria de amor com o seu corpo, Larissa passou criando metas praticamente impossíveis. Além de uma padronipor uma dieta ‘louca’ e perdeu 12 quilos em um mês. Ela ficou feliz, mas zação corporal que é colocada.“Pode seguir uma ou outra sim, descobriu que tinha obtido anemia e baixa imunidade e que essas acommas depois de um tempo que já está bem com você mesma, não panham até hoje. “Foi ali que eu percebi o quanto precisava construir pié questão de mentalidade fraca ou algo do tipo. É do ser humano Conquista e representatividade traçam a trajetória de Larissa Look sendo uma mulher gorda lares extremamente fortes e inalcançáveis nas minhas questões comigo se comparar constantemente e involuntariamente”. mesma.”


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Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

Mesma história

“Sempre percebi que o amor deles por mim era independente do vínculo biológico”, diz Igor Costa

AMOR INCONDICIONAL ALÉM DO LAÇO SANGUÍNEO

Enia Ocean

S

egundo o site Geração do Amanhã, de maio de 2015 até o início do mesmo mês de 2020, cerca de dez mil crianças e adolescentes foram adotadas no Brasil. No entanto, o número de crianças para adoção é menor do que o de pretendentes para adotar. Embora seja um processo lento e que nem sempre tem um final esperado, algumas adoções acontecem sem planejamento e terminam com um final feliz. Parece cena de filme. O casal conhece o bebê, se apaixona e de repente a família de dois parece ser pequena. Então eles decidem

aumentá-la dando um novo lar a uma criança adotada. Esta é a história do residente de medicina Igor Costa que foi adotado pelo casal Belvamim Costa e Luzinete Costa. Seus pais adotivos não planeja-

“Eu me senti respeitado por poder saber toda a história” vam naquele momento uma adoção. Belvamim e Luzinete acolheram a mãe e o pai do Igor quando eles ainda eram crianças. Assim que os dois ficaram maiores de idade se en-

volveram e geraram o jovem Igor. Mas por serem novos, a mãe não ter condições de criar e o pai não querer arcar com a responsabilidade, Belvamim e Luzinete não pensaram duas vezes antes de assumir o papel de pais do Igor. Desde a gestação, Belvamim e Luzinete participam da vida do Igor. Apesar da história dele não ter iniciado como toda criança deseja, nunca lhe faltou amor, carinho e honestidade sobre a sua origem. Isso fez toda diferença na relação dos três. “Eu me senti respeitado por poder saber toda a história”, diz Igor.Ao contrário do que estamos acostumados a ver nos filmes e na TV, Igor tinha contato com a mãe biológica desde criança. E isso não interferiu na relação dele com seus pais adotivos, pelo contrário. “Eu sempre percebi que o amor deles por mim era independente do vínculo biológico”, afirma Igor.

Outra linda história de adoção em que a criança cresceu ouvindo a verdade sobre sua origem é a do enfermeiro Francisco Rafael Sousa. Adotado por Maria Dalva Alves e Maria Neide Sousa, o rapaz chegou inesperadamente, pois o casal não tinha planos de ter filhos até o momento que viram Rafael. “Foi amor à primeira vista”, diz Dalva, mãe do enfermeiro. A chegada do pequeno, quando tinha apenas três dias de vida, foi muito bem recebida pela família e não demorou muito para que ele se tornasse o xodó de todos, principalmente da sua tia Socorro e da avó Raimunda. Ainda que tenha crescido ouvindo a verdade sobre

a adoção, Rafael optou por não se envolver muito com a família biológica, mesmo que suas mães tenham tentado fazer acontecer uma aproximação. Por ter tudo o que qualquer criança deseja, uma ótima família que o ama e estar ao seu lado em cada momento da sua vida, Rafael não toma nenhuma decisão sem consultar suas mães, pois como ele costuma dizer elas são o seu porto seguro. O casal vê Rafael como o filho que foi enviado por Deus e hoje ele é tudo que eles têm. “Graças a Deus, é só Rafael Sousa e sua família que o motivo de alegria”, afirma ama desde o primeiro dia da cheNeide sobre o filho Rafael. gada em suas vidas Arquivo pessoal

Demonstração de apoio e afeto das mães de Rafael Sousa em momento de formação acadêmica


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OS DESAFIOS DA MATERNIDADE PRECOCE

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“Eu nem entendia o que era gravidez direito, nunca tinha pensado na possibilidade de ter um filho” Episódios

Eduarda Figueredo u nem entendia o que era gravidez direito, nunca tinha pensado na possibilidade de ter um filho”, diz Hellen Azevedo, que engravidou da primeira filha com 17 anos. A estudante diz que não detinha informações sobre o assunto e não sabia das consequências de toda a situação. Segundo a doutora Camila Ruiz, ginecologista, a desinformação ainda é o maior problema da gravidez na adolescência. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 7 milhões de adolescentes se tornam mães a cada ano ao redor do mundo. Algumas se tornam mães mais cedo que outras, como a estudante Karina Rocha, que engravidou do primeiro filho com apenas 15 anos. “Tive medo dos julgamentos, do que as pessoas iam dizer e pensar, medo de não dar conta”. “Alguns professores fizeram até comentários maldosos na época, chegaram a me falar que eu deveria desistir do ano letivo”, acresenta Karina. Em relação ao julgamento, é, infelizmente, muito comum. Segundo ela, “na escola ficavam jogando piadinhas e fazendo comentários desnecessários”. Débora Gomes, que também teve o primeiro filho com 17 anos, diz que a família a julgou muito. “Falaram que eu tinha estragado a minha vida tão cedo.”

“E

Há também a dificuldade de conciliar a maternidade com os estudos. Débora Gomes, atualmente com 21 anos, conta que é complicado estudar cuidando do filho. “A minha mãe fica com ele e eu fico trancada no quarto, senão ele entra e não me deixa assistir aula”. Karina, 20, diz que o tempo fica bem apertado, mas ela tem sorte de ter ajuda do pai da criança e da família. “Mas é muito difícil, porque você acaba se cobrando muito mais.” Apesar das dificuldades, Débora diz que não mudaria nada e que todo o trabalho tem uma recompensa. “Tudo que passei me fez evoluir e meu filho me dá forças e me encoraja”. Rebecca Dalzoto, 19 anos, grávida do primeiro filho compartilha do mesmo sentimento. Mesmo com as lutas de engravidar nessa idade, ela não consegue pensar em nada que possa dar errado. “Só imagino como tenho sorte de gerar uma vida.”

Rebecca Dalzoto sempre quis ser mãe e mesmo não sendo planejado se sente em paz


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ENSAIO CONEXÃO

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17 CRUZADINHA

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Cruzadinha Conecte c o m p o r t a m e n t o

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O Ã X E N O C JORNALISTAS LIVRES!

Gabarito Cruzadinha: Corpo - Orgulho - Amor - Parceiro - Respeito - Resistência - Artista Amizade - Maternidade - Esperança - Conexão - Afeto - Autoestima


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