AULAS NÃO PRESENCIAIS SE INICIAM NO INSTITUTO FEDERAL FLUMINENSE - CAMPUS ITAPERUNA Com a aprovação das APNP, alunos do IFF Itaperuna iniciam suas aulas no dia 21 de Setembro e irão até 19 de Dezembro
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No dia vinte e um (21) de Setembro, tiveram início as APNP – Atividades Pedagógicas Não Presenciais – do IFF Itaperuna, sendo a primeira semana um momento de acolhimento dos alunos. Os estudantes dos cursos integrados deverão estudar os conteúdos relacionados ao primeiro bimestre de seus respectivos cursos entre Setembro e Dezembro. A fim de um melhor aprendizado dos alunos que cursam o técnico e o médio ao mesmo tempo, houve uma divisão de conteúdos em dois (2) módulos, sendo o primeiro iniciado em vinte e um (21) de setembro e tendo seu fim no dia seis (06) de novembro, quando inicia o segundo módulo, que irá do dia nove (09) de novembro ao dia dezenove (19) de dezembro. As atividades remotas usam como principal instrumento a plataforma de Educação a Distância, Moodle, onde se encontram as salas de aula das mais diversas disciplinas. Além da sala de aula para envio de conteúdo temos também durante a semana encontros síncronos com as disciplinas daquele dia, sendo utilizado o google meet, o zoom ou algum canal no youtube, entre outras plataformas.
Apesar de toda a preparação para a vivência desse momento desafiador, é consenso que as aulas online do IFF começaram meses depois das demais escolas públicas, o que acaba dando uma desvantagem ao alunos daqui, uma vez que já nos encontramos no final do ano praticamente e os estudantes perderam muito tempo se adaptando ao novo modelo de ensino. Vale destacar também que, somando todas as atividades que foram e estão sendo passadas agora, é gerada uma sobrecarga na comunidade envolvida. O modelo de aula também se encontra muito variado, pois há desde PDFs para leitura, geralmente seguidos de questionários avaliativos, a metodologias como a sala de aula invertida, na qual o aluno tira as dúvidas nos encontros devendo "aprender" a matéria a partir de videoaula indicada previamente, ou seja, por conta própria. Perguntados sobre o que estão achando das aulas, muitos alunos se encontraram insatisfeitos com o modelo aplicado em determinadas disciplinas, sendo elas técnicas ou não. É defendido por eles que falta aos professores ouvir um pouco mais os discentes, uma vez que a aula é direcionada a eles e, portanto, eles precisam saber o que funciona e o que não funciona bem, mas em diversas matérias isso não acontece, e nem há diálogo entre professor e aluno. Em contrapartida há matérias com números razoáveis de atividades, um bom encontro síncrono, tendo uma aula tranquila, com explicação de conteúdo, o que tranquiliza muito o aluno por saber que pelo menos naquela matéria houve um olhar do docente para tudo que o estudante vem passando. Sendo assim, o professor procurou formas de dar sua aula sem causar problemas a nenhum aluno, evitando situações como as que foram relatadas por alguns, que vão dormir meia-noite, uma hora da manhã, tentando entregar o número elevado de atividades, sendo que no outro dia precisam acordar às seis ou sete horas para cumprir seus afazeres, o que, sabemos, não faz bem à saúde de ninguém. Vale destacar, por fim, os casos de alunos que enfrentam problemas psicológicos, além daqueles que não têm tanta facilidade para aprender nesse novo cenário. Há, com toda certeza, um turbilhão de emoções sentidas agora, que não são benéficas a sua saúde, seja física ou mental. Sugere-se, portanto, ao final dos módulos, que seja feita uma avaliação conjunta, a fim de pensar melhorias no processo dos módulos que virão, para que alunos e professores consigam tirar maior proveito das tão esperadas APNP.
Reportagem por: Ludmila da Silva Saraiva
ARTIGO DE OPINIÃO Escravidão na sociedade contemporânea brasileira Na terceira geração do romantismo brasileiro - conhecida como condoreirismo - uma das suas características era de ser considerada uma inimiga da escravidão. Sob esse aspecto, após muita revolta da população e críticas sobre a escravidão, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea. Com isso, a escravatura se tornou um crime em território brasileiro. No entanto, hodiernamente, a sociedade brasileira ainda enfrenta problemas com a escravidão de pessoas. Vale ressaltar que a falta de informação e o descaso governamental dificultam o combate a esse problema. A falta de informação populacional pode acarretar vários problemas, entre eles: uma pessoa acreditar que está tendo uma oportunidade de emprego, sendo que na verdade isso faz parte de um esquema de tráfico de pessoas, a terceira maior renda do tráfico, no Brasil. As pessoas podem ser exploradas sexualmente, ter que realizar trabalhos manuais ou até mesmo ter seu corpo violado, para ter seus órgãos no mercado negro, entre outras coisas. O descaso governamental coaduna com a escravidão contemporânea, pois, mesmo sendo um crime previsto por lei, não se tem medidas fiscalizadoras para tal inflação, uma vez que após a abolição da escravatura, houve uma conclusão racional de que a partir daquele momento todos iriam respeitar essa norma. Porém, não é o que tem ocorrido na nossa atualidade. Na nossa bandeira nacional está escrito "Ordem e Progresso", no entanto os nossos políticos e as autoridades brasileiras parecem não entender essa frase, pois banalizam assuntos tão importantes como esse de liberdade e igualdade para toda a população. Mesmo sendo um assunto trivial para várias pessoas, é um problema que afeta a população e ocorre frequentemente, com indivíduos sem informações e precisando de emprego. Medidas de fiscalização deveriam ser tomadas para que esses casos não ocorressem com tanta frequência. Infelizmente, parece que as nossas autoridades estão mais preocupadas com propina e caixa dois, enquanto pessoas desesperadas por um emprego colocam suas vidas em risco.
Por: Leandra Freitas da Silva
POEME-SE! A Vida é Curta A vida é muito curta para acordar com arrependimentos. Aproveite a vida com amor, aproveite-a fazendo algo que te faça feliz. A vida é curta, o tempo passa depressa demais. Aproveite cada hora e minuto da vida. A morte é a única certeza do ser humano. Então não espere a morte para dizer um “eu te amo”. Não espere uma tragédia para dizer a vida é curta, Pois de nada vale o orgulho! Por: Helen Kaylan Barbosa Vicente
IDOLATRIA Meu amor por ti me faz enlouquecer Curvo-me diante de ti como o pagão que sou Não te venero nem te amo Mas me entrego em adoração aos seus pés Talvez seja o medo que tenho de que a morte lhe beije Ou apenas o fato de minha obsessão não se conter Mas sei que jamais poderia deixar-te partir Minha amada, tu desceste do Olimpo Por isso tens contigo a sedução de Afrodite e sabedoria de Atena Vou erguer um templo e santificá-lo
Para poder saciar minha ânsia de mantê-la sempre perto Por: Maria Alice Santos Alves
Gonçalves
dos
MAWÉ Cobé incita Araci traz Kûara Para os olhos de quem vê, é festa nos céus Me toma o fôlego vê-la despida Ara beija seu corpo E faz-me sentir incapaz de envolvê-la em meus braços Imploro a Aysú que me deixe testemunhar sua existência Descobrir o que seus fios negros omitem E contemplar suas cicatrizes de mulher da mata Peço apenas um minuto nos céus Deixe que minha vaidade possa dizer Fui o único filho de Adão a ter sido beijado por um anjo Glossário: Mawé- céu; Cobé - mãe do dia/a maneira como se vive; Kûara sol; Araci - amanhecer; Ara - ar; Aysú amor/deusa do amor. Por: Nathalia Lucas Ronzi
HORA DA ENTREVISTA! Hoje faremos uma entrevista com alguns alunos dos cursos técnicos do IFF de Administração, Informática, Eletrotécnica e Química. Falaremos um pouco sobre como estão se saindo em relação ao EaD (ensino a distância) durante essa quarentena e vamos conhecer suas opiniões sobre esse assunto, que precisa ser debatido para que a voz dos estudantes seja ouvida. Escolhemos quatro alunos, de diferentes anos, representando os cursos técnicos integrados do Instituto Federal Fluminense – campus Itaperuna, abordando esse assunto delicado, porém muito necessário, para compreender a adaptação dos alunos ao novo modo de ensino, aderido durante esta pandemia. Entrevistado 1 - Administração 1 Como era a sua visão do EaD antes da pandemia e como você o vê agora? Eu acreditava que o ensino remoto era uma forma mais fácil que a presencial por estar em casa e ter uma certa mobilidade de horários para fazer as atividades, mas agora já vejo totalmente diferente, pois as coisas se acumulam com mais facilidade, e precisamos de uma certa autonomia, que eu ainda não adquiri.
Como está sendo conciliar os estudos a distância com os afazeres em casa ou no trabalho? Pra mim está sendo bem complicado conciliar ensino remoto com afazeres de casa, estudos pro PISM e vida social. A carga horária que eu passo estudando pro IFF é bem maior do que se tivesse aula presencial e isso não só afeta a minha vida social, mas também o meu psicológico. Agora, fale um pouco dos professores, como você se sente em relação à forma como eles estão abordando os assuntos da matéria e como estão se saindo em relação aos encontros online? Bom, até agora não tive problema algum com nenhum professor do técnico, achei que teria mais dificuldade por não ter nenhuma base, mas todos meus quatro professores estão sendo incríveis, todos com uma didática excelente. Infelizmente já não posso dizer o mesmo dos professores das matérias propedêuticas, pois tenho a sensação de que alguns professores não se importam nem um pouco se estamos ou não aprendendo o conteúdo ou se quer se importam em transmitir o conteúdo para nós (alunos). Alguns têm uma enorme falta de empatia com a quantidade de atividades e os prazos pequenos para entrega. Para finalizar, gostaria de saber, se você pudesse decidir o que faria em
relação ao EaD no IFF, o que faria diferente? Quais suas ideias para a melhora do ensino remoto tanto para os alunos quanto para os professores do instituto? Primeiramente, melhoraria a plataforma de EAD do IFF e depois eu gostaria de pedir que houvesse mais empatia da parte dos professores, pois somos adolescentes e temos que estudar, mas ainda temos que socializar (mesmo que virtualmente), além de precisarmos fazer os trabalhos de casa, outros têm que trabalhar para ajudar na renda familiar e todos ainda temos que preservar o mínimo de saúde mental.
Entrevistado 2- Maria Clara Rodrigues (Química 2) Como era a sua visão do EaD antes da pandemia e como você o vê agora? Inicialmente, eu achei que seria algo super tenebroso, pois o EaD de modo geral já é complicado. Por estudarmos numa escola federal, pensei que seria meu fim (risos). As primeiras semanas foram bem turbulentas, mas tudo foi bem diferente do que imaginei, pois grande parte dos professores foram compreensivos, o que ajudou muito. Como está sendo conciliar os estudos a distância com os afazeres em casa ou no trabalho?
Eu consigo conciliar bem até, porque eu faço o possível para adiantar meus estudos para que eu não precise estudar à noite (é um horário que minha mente não funciona muito bem). Eu tento dividir bem minhas tarefas, como estudar, arrumar casa e ter um tempo para mim mesma. Eu sou “bem de boas” em relação a isso, pois me esforço ao máximo, mas não me cobro ao ponto que sei que não irá fazer bem para mim. Agora, fale um pouco dos professores, como você se sente em relação à forma como eles estão abordando os assuntos da matéria e como estão se saindo em relação aos encontros online? Eu sinto que da mesma maneira que nós, alunos, estamos com dificuldades e em adaptação constante, eles também estão, porque são mudanças para todos nós. Confesso que alguns professores acham que somos robôs e apenas temos a sua matéria, enquanto outros são mais tranquilos. Há também algumas matérias com as quais tenho dificuldades por natureza, então se já é difícil presencialmente, por via online então nem se fale. Infelizmente, alguns conteúdos eu apenas faço a lição, e não aprendo a matéria, se é que me entende. São circunstâncias complicadas e eu tenho medo disso me afetar no futuro, mas eu espero na semana de "recuperação" conseguir revisar todos eles.
Para finalizar, gostaria de saber, se você pudesse decidir o que faria em relação ao EaD no IFF, o que faria diferente? Quais suas ideias para a melhora do ensino a distância tanto para os alunos quanto para os professores do instituto? Na minha opinião, não teria EaD nesse ano, eu sei que isso não é algo que o IFF quis, e sim que foi imposto a ele, de certa forma. Porque se analisarmos bem, veremos que o Natal já se aproxima e os professores têm que nos passar todo o material previsto. Enfim, é um período muito curto para tantas coisas. Então, sinceramente, eu não sei ao certo o que faria. Acho que se tivesse uma compreensão de todas as partes já melhoraria bastante. Por exemplo, muitos de nós reclamamos de muita matéria, mas também não estamos correndo atrás ou deixamos acumular. Por outro lado, os professores também podem entender que nesse ponto é mais importante aprender algo do que passar mil tarefas.
Entrevistado 3: Maria Fernanda Rodrigues (Administração 2) Como era a sua visão do EaD antes da pandemia e como você o vê agora? Eu confesso que na minha cabeça seria algo muito mais complicado e impossível de coincidir com a minha
rotina. Hoje eu vejo como uma adaptação, ainda assim é difícil lidar com certas questões, tem dia que nem sair da cama dá vontade. A organização é importante, mas não é o único ponto a se considerar. Como está sendo conciliar os estudos a distância com os afazeres em casa ou no trabalho? Uma verdadeira loucura! Às vezes a ansiedade passa do ponto e qualquer compromisso que surge em cima da hora já bagunça tudo. Parece que não vamos dar conta, sabe? Agora, fale um pouco dos professores, como você se sente em relação à forma como eles estão abordando os assuntos da matéria e como estão se saindo em relação aos encontros online? A relação com os professores me surpreendeu de uma forma muito positiva, pois, de modo geral, todos estão muito compreensivos, um ou outro que às vezes acaba esquecendo que não temos apenas a matéria dele e exagera na quantidade de atividades enviadas. Em geral, tenho gostado bastante da forma como eles vêm trabalhando, estão sempre disponíveis para nos auxiliar, explicar algo etc. Para finalizar, gostaria de saber, se você pudesse decidir o que faria em relação ao EaD no IFF, o que faria diferente? Quais suas ideias para a melhora do ensino a distância tanto
para os alunos quanto para os professores do instituto? É difícil falar o que eu mudaria, porque na minha opinião esse ano não era pra existir na escola, já que ficamos muito tempo com o calendário suspenso. Olhando agora o estado em que estamos, mudaria às vezes o turno das aulas, principalmente o do segundo ano. Ter uma aula às oito da manhã e outra às duas da tarde é complicado. Super entendo o que a coordenação e a direção fizeram e sei o quanto foi difícil pensar nesse modelo, mas, embora para mim tenha sido um bom método adotado, apenas isso me incomoda, já que não temos outra saída.
Entrevistado 4 - Eletrotécnica 1 Como era a sua visão do EaD antes da pandemia e como você o vê agora? Minha visão sobre o EaD, antes da pandemia, era de um ensino que não daria muito certo e que os alunos não aprenderiam muita coisa. Agora, vejo da mesma forma. Como está sendo conciliar os estudos a distância com os afazeres em casa ou no trabalho? Eu consigo conciliar tudo aqui, e tento não deixar acumular, mas mesmo que eu consiga me organizar, ainda é algo novo para mim.
Agora, fale um pouco dos professores, como você se sente em relação à forma como eles estão abordando os assuntos da matéria e como estão se saindo em relação aos encontros online? Para mim, os professores estão se esforçando ao máximo para um ensino de qualidade. Em relação aos encontros online, eu, particularmente, não aprendo muito, pois tenho um pouco de timidez para perguntar, creio que muitos outros alunos também, o que dificulta a aprendizagem. Para finalizar, gostaria de saber, se você pudesse decidir o que faria em relação ao EaD no IFF, o que faria diferente? Quais suas ideias para a melhora do ensino a distância tanto para os alunos quanto para os professores do instituto? Antes eu tinha muita dificuldade com o Moodle, hoje nem tanto, mas a plataforma cai às vezes, tem hora que está superlotada e demora séculos para carregar, porém acho que isso não é culpa do ensino remoto em si. Enfim, se eu pudesse, eu arrumaria outra plataforma. Além disso, para melhorar o ensino a distância, eu recomendaria psicólogo a todos, inclusive para os professores.
Entrevista realizada por: Júlia Ferreira de Oliveira e Carlos Ricardo Machado Jauhar
RESENHA CRÍTICA
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Música: “Há tempos” A música “Há tempos” pertence ao álbum “As quatro estações”, de uma banda de rock brasileira, a Legião Urbana. Este álbum foi lançado em 1989, e foi o disco mais vendido da banda. Legião Urbana foi fundada por Renato Russo e Marcelo Bonfá, em Brasília, no ano de 1982. Depois, o grupo contou com a participação de Dado Villa-Lobos e Renato Rocha e encerrou as atividades após a morte de Renato Russo, em 11 de outubro de 1996. A música possui uma letra bem reflexiva e, se fizermos uma relação com a literatura romântica, reparamos que ela é repleta de características marcantes da segunda fase do Romantismo, o Ultrarromantismo (Mal do Século). Isso porque a fase do Ultra Romantismo é marcada pela tristeza, angústia, sofrimento, depressão e a morte como fuga da realidade, e a música fala exatamente disso. Ela traz em sua composição um diálogo entre uma pessoa deprimida sendo consolada pelo interlocutor, o Renato Russo. Alguns analistas acreditam que esta música faz referência ao próprio cantor, que na época estava passando por um momento bem depressivo de sua vida, e ainda vivia uma luta constante contra seus vícios. Eu diria que a letra dela é bem pesada e poderia ter sido escrita de uma forma mais simples (para mim, ela possui uma escrita bem complexa). No entanto, com um pouco de calma e muita atenção é possível entendê-la. A canção traz questionamentos importantes sobre a realidade, como o fato da “cocaína” expressa na letra, que muitas vezes é confundida com felicidade e que na verdade não, pois depois que o efeito acaba, a tristeza reaparece. Outro fato importante expresso é dos jovens que adoecem, talvez pela falta de atenção, carinho e proteção dos pais ou até mesmo da sociedade. Por: Eliza Oliveira da Silva
NOTÍCIA
CRÔNICA
Queimadas na Amazônia chegam em seu ponto crítico em 2020, ultrapassando o limite registrado no ano passado
O tempo
As queimadas da Amazônia em 2020 já passaram do limite registrado no ano passado. De acordo com os satélites monitorados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) foram registrados mais de 89.604 focos de calor na floresta, excedendo os casos de 2019 que apresentaram 89.176 focos. Segundo Rômulo Batista, porta-voz do Greenpeace no Brasil, “A falta de medidas para conter tamanho dano a maior floresta tropical do mundo revela o descaso do atual governo em cuidar das florestas e de seus povos, ou, o que é pior, a escolha deliberada do governo de pactuar com a destruição, tentando esconder o que o mundo já sabe: o Brasil está em chamas”. Conforme os dados mostrados pelo Inpe, o Amazonas está em terceiro lugar no ranking de estados afetados pelas queimadas, apresentando cerca de 16.079 focos de incêndio. Em segundo lugar está o estado do Mato Grosso, registrando uma média de 19.077 casos. E o primeiro estado mais afetado com as queimadas é o Pará com 30.854 focos de incêndio. Por: Graciele Rocha de Souza Curty
Joaquim e Carlos estavam conversando sobre o tempo. Isso mesmo! Sobre o tempo: - Segundo o dicionário, tempo é a “duração relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período contínuo no qual os eventos se sucedem.” - lia Joaquim em seu celular. - O tempo é algo que todos têm, tem horas, minutos e segundos. respondeu Carlos. - Mas não é todo tempo que alguém tem tempo. - Como assim? - Pessoas têm tempo para fazer atividades físicas, trabalhar e fazerem tarefas escolares. -Isso eu sei. - Por mais que todos tenham nem que seja um pouco de tempo, elas ainda não tem tempo de parar, de respirar, tentar colocar as coisas no lugar e relaxar, por exemplo. - Ok! Você não está bem! - Estou bem, só não tenho tempo. - Pois bem! Então eu também não tenho tempo!
- Não tem tempo de quê?
- Só não tenho tempo!
- Ora, não tenho tempo igual a você.
- Lá vem você de novo com o seu “não tenho tempo”...
- Dê-me um exemplo, por favor. - Deixe-me ver, hummm... Não tenho tempo de lanchar nas tardes de domingo. - Bom, não é exatamente desse tipo de tempo que estou falando… - Fala de que então!? Está me deixando completamente confuso.
- Desculpe, é que realmente não tenho tempo. - Não tem tempo de quê? - Não tenho tempo de pensar, colocar a cabeça no lugar, simplesmente não tenho tempo para ter tempo. Somente tento ter tempo, mas não tenho.
- Percebi que você não entende.
É, eu entendi bem o que Joaquim quis dizer…
- Não entendo? Suas explicações não são boas.
Por: Júlia Lopes Miranda.
TIRINHA
Por: Jacksiane Gonçalves Costa
ARTIGO DE OPINIÃO A Falta de Absorver Na bíblia, - o livro mais lido no mundo -, é afirmado que no período menstrual, a mulher fica impura durante sete dias, e tudo que ela tocar também ficará impuro até a tarde. Como sabemos, a religião tem uma grande influência na vida das pessoas, e, sobre esse aspecto, induziu um tabu em se falar da menstruação, trazendo para a sociedade enormes raízes dessa problemática. Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de comunicação com as meninas pode acarretar em uma série de problemas. Com a ausência do diálogo, é muito improvável que essa garota venha a receber informações sobre a prevenção de gravidez, por exemplo, como também de IST (infecções sexualmente transmissíveis). Nesse sentido, torna-se algo bem significativo de acontecer em um futuro próximo desta adolescente. Hodiernamente, mulheres em situação de rua e encarceradas sofrem com a falta de produtos básicos, utilizando no lugar do absorvente até miolo de pão, e não precisa ser um especialista na área biológica para saber que esta façanha causa sérios problemas para a saúde da mulher. Quase 100 milhões de brasileiros não possuem cobertura da coleta de esgoto e 35 milhões não têm acesso a água tratada, dados divulgados pelo Instituto Trata Brasil. Além disso, de acordo com o IBGE, 18,4 milhões de brasileiros não recebem água encanada. Não é difícil imaginar que, em uma situação precária como essa, a higiene no período menstrual fica em segundo plano, podendo também causar uma irregularidade no quesito da saúde ginecológica. Destarte, há muito o que ser mudado, pois adolescentes precisam receber informações sobre seus corpos e de como cuidar da forma correta dele. Nesse sentido, incluir educação sexual nas escolas de forma precisa para cada tipo de fase ajudará muito além da situação do tabu em relação à menstruação. Quanto à falta de absorvente para as mulheres citadas acima, a situação pode melhorar com a iniciativa do Governo, assim como fez o Estado do Rio de Janeiro, que incluiu o absorvente como item da cesta básica. Isso fará com que a tributação seja menor, promovendo que o preço final fique mais acessível, mas ainda assim eu acho que é pouco. Na minha opinião, o absorvente deveria ser distribuído regularmente como a camisinha, e então a acessibilidade deste produto seria ampliada. Desse modo, a saúde dessas mulheres tornar-se-á algo positivo de se falar daqui a uns anos. E, por fim, acho que é um tema que tem que ser muito debatido, para que surjam novas ideias de como enfrentar esses problemas, e as autoridades precisam ser questionadas e pressionadas a fim de promover ações em relação a essas mulheres e adolescentes. Por: Letícia Braz de Oliveira Assumpção
Estupro culposo e a Cultura do estupro
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Você já estudou sobre a cultura do estupro? Já procurou saber a quantidade de mulheres que passam por isso todos os dias? Pois bem, é quase impossível que ninguém esteja sabendo dos recentes acontecimentos no caso "Mariana Ferrer", e da alegação que veio do lado culpado, tendo acontecido um "Estupro Culposo". Agora a pergunta: Você, leitor, realmente acha que existe Estupro Culposo? Realmente acha que alguém pode estuprar sem ter a intenção de estuprar? Não quero educar ninguém, ou dizer o que você tem que pensar através deste artigo, somente quero expor os fatos, e, no caso, o ponto de vista do escritor (eu). É nítido que ninguém faz nada a não ser que queira. Você não anda se não quiser, você não fala se não quiser, você não estupra se não quiser. Tudo o que o ser humano faz, pensa ou sente é o resultado das unidades básicas da estrutura cerebral que são os neurônios. Você ainda acredita em Estupro Culposo? No Brasil, a cada hora, três crianças ou adolescentes sofrem abuso. Em 2018, foram registrados pelo menos 32 mil casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes, através do ministério da Saúde. A violência sexual contra crianças e adolescentes correspondeu a 11% dos 159 mil registros feitos pelo canal do Governo, ao longo de 2019. Ao todo, foram 17 mil ocorrências desta natureza. A maioria das vítimas são meninas de até 13 anos, representando 53,8%. A cada dez estupros, oito ocorrem contra meninas e mulheres e dois contra meninos e homens. A maioria das mulheres violadas (50,9%) são negras.
E se todos que abusaram de crianças inocentes, de adolescentes com sonhos e de mulheres que eram donas de suas famílias ou donas delas mesmas decidissem alegar Estupro Culposo, porque não houve intenção de estuprar? O que aconteceria com todas as mulheres que sofreram feminicídio se todos os abusadores alegassem Estupro Culposo?
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Cultura do estupro, de onde vem esse termo? O termo "cultura do estupro" foi usado pela primeira vez, provavelmente, por notáveis ativistas da segunda onda do feminismo; e foi aplicado à cultura estadunidense contemporânea como um todo. Começou a ser mais falado no Brasil a partir de 2016 devido ao caso de uma menina que foi estuprada por 33 homens, cujas cenas foram divulgadas na internet. O termo aparece registrado pela primeira vez em 1974 no livro Rape: The First Sourcebook for Women, editado por Noreen Connel e Cassandra Wilson, junto com a Against Our Will: Men, Women, and Rape, escrito por Susan Browmiller, de 1975. Foi um dos primeiros livros a incluir relatos de estupro em primeira pessoa, e tinha o objetivo de mostrar que o estupro era muito mais comum do que se pensa. Irônico, não?! No livro, também se defendia que "nosso objetivo principal é eliminar os estupros e esse objetivo não poderá ser atingido sem uma transformação revolucionária da sociedade". A cultura do estupro é um problema que está infelizmente enraizado em nossa cultura desda época em que o Brasil era império, e os senhores de engenho abusavam de suas escravas, a usando somente como objeto sexual, ou mais um corpo que logo após o uso era descartado, assim como um copo descartável. Portanto, precisamos reeducar a nossa população sobre o que é estupro e como detectar um abuso sexual, além de aplicar penas mais severas para estupradores, porque não se pode deixar um homem que faz tal coisa livre. Enfim, como dito, não quero forçar ninguém a pensar nada, ou mudar seu pensamento, mas depois de ler esse artigo, me diga: Você ainda acredita em Estupro Culposo? Por: Kayan Carllo Lima Pereira
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