InstitutoFederalFluminense: Comotudocomeçou? JornalIFFolhaItaperuna LucianoCoutoAmadoSchautz16.jun.2021 O Instituto Federal é um grande símbolo para os estudantes, mas você conhece a sua história? A história do IF é um grande ganho no contexto social e educacional, pois essa organização abre portas para a educação e profissionalização de jovens e adultos, cooperando mais para a vida profissional, social e pessoal do estudante e, no mundo contemporâneo atual, a cada dia que passa, aprender e se especializar se torna mais importante e até mais interessante em relação ao futuro. Os institutos federais têm a função de promover uma educação profissional e tecnológica de qualidade, trazendo, de maneira eficaz e eficiente, um posicionamento contra o desemprego estrutural no Brasil por meio do oferecimento de mais oportunidades de trabalho. Entãoquetalconhecermaisumpoucosobresuainstituiçãoeseusmarcoshistóricos? Nilo Peçanha, ex-presidente do Brasil, deu origem às Escolas de Aprendizes Artífices por meio do Decreto Nº 7566, do dia 23 de setembro de 1909, com a implantação, a princípio, nas capitais dos Estados com maior capacidade de absorção de mão de obra. Porém, no Rio de Janeiro, a escola foi implantada em Campos dos Goytacazes por motivos político-partidários. Essas escolas tinham o objetivo de educar e proporcionar oportunidades de trabalho para os jovensdasclassesmenosfavorecidas. Ao longo dos anos, as escolas tiveram novos investimentos por conta da industrialização, passando a denominar-se Escolas Técnicas Industriais e, no Governo JK, passaram a se denominar Escolas Técnicas Federais. Essas escolas ofereciam educação básica e cursos técnicos que, no decorrer do tempo, sofreram inúmeras reformulações curriculares para que esses cursos fossem aptos a repôr as necessidades da sociedade e as exigências da modernidade. Mudou-se a nomenclatura novamente, em 20 de dezembro de 1996, para Centro Federal de Educação Tecnológica e Científica e, em 2008, esses centros passam a se chamar Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IF). Logo após, no processo de expansão da Educação Profissional e Tecnológica, o Governo Federal, por meio da Lei N.º 11.892, de 29 de dezembro de 2008, funde a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, criandooInstitutoFederaldeEducação,CiênciaeTecnologiaFluminense(IFF). Com o desenvolvimento da instituição e com a ajuda do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, implantado pelo governo em 2006, houve a criação do Campus Itaperuna. Além disso, em 2015, ocorre a oferta de cursos técnicos integrados ao ensino médio por eixos tecnológicos no IFF Campus Santo Antônio de Pádua e, mais tarde, o surgimentodoscursostécnicosintegradosaoensinomédio.
O crescimento das instituições começa desde o período das Escolas de Aprendizes Artífices até a atualidade, mas saiba que há inúmeras lutas e muita resistência no contexto social da educação profissional e tecnológica e de seu acesso, já que o início das Escolas de Aprendizes Artíficesnãocontavacomaparticipaçãodemulherescomoestudantes. O IFFluminense segue cumprindo sua missão, que, conforme o Plano de Desenvolvimento Institucional, é: “Promover a Educação Profissional e Tecnológica nacional e suas relações com a educação básica e superior a partir das regiões noroeste, norte e baixadas litorâneas do estado do Rio de Janeiro, na perspectiva da formação integral dos jovens e trabalhadores e do desenvolvimento regional, articulando os atores socioeducacionais e econômicos, assumindo protagonismo na definição e execução de políticas de educação e trabalho.” Com essa missão, os institutos passam a ensinar, atualmente: Cursos Técnicos de Nível Médio; Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio por Eixo Tecnológico; Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio; Proeja; Educação a Distância; Cursos Superiores de Bacharelado, Licenciatura e de Tecnologia;Pós-GraduaçãoLatoSensu;Pós-GraduaçãoStrictoSensu. Referências:InstitutoFederalFluminense.ConselhosuperiordoInstitutoFederaldeEducaçãoCiênciaeTecnologiaFluminense.Resolução N.º43,de21dedezembrode2018.PlanodeDesenvolvimentoInstitucional2018-2022,2018.Disponívelem: https://portal1.iff.edu.br/desenvolvimento-institucional/planejamento-institucional/plano-de-desenvolvimento-institucional-pdi/pdi-2018-2022-com -resolucao-menor.pdfAcessoem:02jun.2021.Citaçãonotexto:Página45(Seção:1.3Missão,VisãoeValor)
NOTÍCIA CarlosEduardodeCarvalhoBomMoço PesquisarevelaqueaEducaçãoaDistânciatemcausadomuitoproblema Após a disseminação do novo coronavírus, Covid-19, escolas e universidades aderiram ao ensino remoto como um meio para que estudantes consigam estudar mesmo em tempos de pandemia. O grande problema é que a maioria dos estudantes não estão se adequando ao novo modelo de ensino, trazendo a todos uma dificuldade. Essa dificuldade não se refere apenas ao aprendizado, mas também à forma com que estudantes conseguirão ter vínculo a uma plataforma de estudo digital. De acordo com A TIC Domicílios 2019, um quarto da população brasileira, em aproximadamente 30% das casas no Brasil, não têm acesso à internet. A população, em diversas vezes, supõe que apenas os estudantes serão afetados pelo ensino remoto, mas os professores também sofreram muito com essa mudança toda, tendo um ritmo totalmente diferente do acostumado. Por meio de pesquisas realizadas pelo Instituto Península, que ocorreu com 7.734 mil professores de todo o país, conclui-se que 83% dos professores, em média, não se sentiram preparados para o ensino remoto. Essa insegurança dos professores estava ligada à falta de prática, pois, com outra pesquisa, conclui-se que 88% delesnuncatinhamrealizadoumaaularemota.
ENTREVISTA: Desafios do mercado de trabalho: Entrevista com Viviane Borges - Fisioterapeuta,Equoterapeuta,Equitadora-porAdrianaCamposMoura
Para realização da produção textual envolvendo gêneros jornalísticos, a equoterapeuta Viviane foi convidada para falar sobre seu trabalho, um trabalho que ainda é pouco visto, mas que é muitoimportanteparaasociedade. ADRIANA:Qualfoiseumaiorobstáculocomoequoterapeuta? VIVIANE: Foi o reconhecimento da profissão, porque não era uma terapia muito conhecida, então eu tive que fazer muita divulgação,mostrar bastante meu trabalho para que realmente chegasseaumaposiçãodereconhecimento. ADRIANA:Qualdesafiovocêtemqueenfrentartodososdiasnoseutrabalho? VIVIANE: São muitos os desafios, porque temos que lidar com crianças especiais, e todas as vezes, em todos os atendimentos, nós temos que plantar uma sementinha e ir regando para que ela desabroche, então a grande questão é ver sempre a evolução das crianças, mesmo que seja bem pequena, mas que ainda assim faz diferença na vida delas e na minha também, poismostraaeficáciadomeutrabalho. ADRIANA:Emquestãofinanceira,vocêachaqueseutrabalhoédevidamentevalorizado? VIVIANE: Infelizmente as pessoas se assustam muito com o valor cobrado. Para nós, aqui no interior, por questões de poder aquisitivo e cultura da sociedade, é muito difícil. Algumas pessoas acreditam que só andamos a cavalo, sendo que é uma coisa muito mais profunda e muitoimportante. ADRIANA: Sabemos que a equoterapia ainda é pouco conhecida, as pessoas que não conhecemcostumammenosprezaroseutrabalhoporisso?
VIVIANE: Não menosprezam, pelo contrário: percebo que é um trabalho muito admirado. Porém,époucoconhecido. ADRIANA: Quando optou por essa profissão, que é linda por sinal, sentiu algum medo ou receio? VIVIANE: Sim. É uma responsabilidade muito grande quando nós admitimos uma criança e uma família inteira apostando nessa terapia para a evolução, seja para andar, seja para falar, então a gente fica com medos e receios de não conseguir alcançar aquilo que almejamos, mas nósnãodesistimoseestamossempreseguindoemfrente. ADRIANA:Dentrodasuaprofissão,oquemaisgostaeoquemaisachadesafiador? VIVIANE: Falar da minha profissão é difícil para mim, porque realmente sou apaixonada por ela e é muito bom fazermos o que gostamos. Continuo a dizer que o desafiador é alcançarmos o objetivo com esses praticantes, com essas crianças que estão conosco. Cada dia é um desafio, cadadiaéumdegrauamaisparasubir. ADRIANA:Oquetemotivouaserequoterapeuta? VIVIANE: Primeiramente sempre fui apaixonada por cavalos, então isso uniu o útil ao agradável. Além disso, meu filho tinha necessidade de fazer uma terapia diferente e isso me motivou a pesquisar possibilidades que saíssem da rotina de clínicas, assim posso oferecer paranossacidadealgoquefazumadiferençaenormenavidadequemprecisa. ADRIANA: Sabemos que a sua profissão é muito importante para a sociedade, fazendo a diferença na vida de muitas pessoas. Como você descreveria tal importância para a sociedade? VIVIANE: A equoterapia trabalha dentro do Biopsicossocial desse praticante, dessa criança, então nós também ajudamos a inserir novamente essa criança no meio social, o qual é extremamente preconceituoso. Então, de certa forma, a equoterapia trabalha um conjunto, não só na parte dos diagnósticos, mas também na parte social. A gente tenta inserir a família e a criança,fazendocomqueasociedadereconheçaoquãoimportantetodossomos. ADRIANA: Sua profissão ajuda muitas pessoas e famílias, e com isso cresce a cada dia mais no mercado de trabalho. Como você enxerga a necessidade e o impacto da sua profissão no futuro? VIVIANE: Estamos vendo um aumento muito grande no atraso de desenvolvimento das crianças com problemas neurológicos, então acredito que a equoterapia tende a ocupar na sociedade e no mercado de trabalho um lugar muito importante, exatamente por fazermos um trabalho multidisciplinar englobando não só a criança como a família inteira. Acredito que as terapias que abraçam as famílias conseguem alcançar outros patamares além dos esperados inicialmente. Esse seria o impacto do futuro: precisamos ter mais empatia, mais amor ao próximo e a equoterapia consegue demonstrar tudo isso. Nós não vemos apenas a criança, nós vemos o pai, a mãe, a avó, vemos a família toda e o terapeuta que tiver essa sensibilidade
alcançará bons resultados. Não devemos nos fechar e acreditar que temos que tratar apenas um problema, porque nosso paciente precisa ser cuidado como um todo, para que tenhamos umbomresultado,entãoquetenhamosmaisterapiasassim:comamor,carinhoerespeito. Depois da entrevista podemos ver que a entrevistada tem amor pelo que faz, por isso devemos valorizar esse trabalho, que faz a diferença não só na vida de crianças, mas de toda uma família. *Aentrevistafoirealizadaon-line. ENTREVISTAporNíviaLopesMaldonado IMPACTOSOBREOCOMÉRCIODURANTEAPANDEMIANAVISÃODOSCOMERCIANTES A entrevista mostra o lado de dois comerciantes em Raposo, distrito de Itaperuna, RJ, abordando como eles estão lidando perante a pandemia do coronavírus, um assunto que, por sinal, é de extrema importância, mostrando as dificuldades e mudanças que precisaram ser feitasparaamenizaressecenário.
Fonte:<ahref='https://www.freepik.com/vectors/business'>Businessvectorcreatedbyfreepik-www.freepik.com</a>
ENTREVISTADO 1: MARCELO LOPES DIAS - PROPRIETÁRIO DA MERCEARIA LOPES DIAS,RAPOSO-RJ.
NÍVIA: Você precisou fazer mudanças para reduzir o impacto da pandemia evitando maiores prejuízos?Sesim,quemedidasvocêadotou? MARCELO: Sim, tivemos que fazer várias mudanças devido ao movimento ter caído bastante. Tivemos uma queda de cerca de 30% a 40% no primeiro ano e esse ano tivemos um aumento de 10% em relação à queda do ano passado. As medidas tomadas foram: mudanças nos horários de funcionamento, pois passamos a fechar o mercado uma hora mais tarde do que o normal; nas compras, cortamos vários itens que não eram essenciais, como materiais escolares, devido às escolas não estarem funcionando presencialmente, por isso não investimos em materiais escolares e optamos por comprar produtos de giro como álcool em gel, vinagre, desinfetante, produtos mais essenciais, para fazer com que não caíssem mais as vendas. NÍVIA:Quaisforamosseusmaioresimpactosdianteapandemia? MARCELO: Os maiores impactos foram voltados para a área infantil: os gêneros alimentícios voltados para crianças, como biscoitos, caíram cerca de 80% das vendas, o material escolar caiu cerca de 90% a 95% das vendas, então tivemos uma perda muito grande nesse setor, por issodecidimosnãoinvestirnelesparanãoficarcomdinheiroparadonomercado. NÍVIA: O comportamento dos consumidores mudou durante a pandemia? Se sim, como isso afetouasvendas? MARCELO: O cliente mudou muito o comportamento. As pessoas passaram a pesquisar bem mais os preços, devido à queda do salário e ao desemprego, então tivemos que melhorar nossa margem de preço, reduzimos o valor de vários produtos, e com isso diminuiu também nossa lucratividade, mas preferimos abaixar o preço e ganhar na quantidade, além de ajudar a comunidade a não passar aperto financeiro. O cliente em si passou a comprar somente aquilo
que era necessário, tudo que era supérfluo começou a ficar descartado, hoje valoriza-se mais a partedealimentosemateriaisdelimpeza. NÍVIA: Você estabelece metas para a sua empresa? Se sim, quais as metas estabelecidas para opróximoano? MARCELO: Nós nunca trabalhamos com metas, mas sempre trabalhamos no nosso dia a dia buscando melhorar nosso rendimento e nossas vendas, mas sabemos que deveríamos colocar umameta,sim. ENTREVISTADO 2: GUSTAVO MAGALHÃES LOPES, PROPRIETÁRIO DA MERCEARIA MAGALHÃES,RAPOSO-RJ.
NÍVIA: Você precisou fazer mudanças para reduzir o impacto da pandemia evitando maiores prejuízos?Sesim,quemedidasvocêadotou? GUSTAVO: Então, no meu caso, assumi a administração do mercado em dezembro de 2019, e fiz várias mudanças em reforma, estrutura, colocando mais mercadorias. No meu primeiro ano de pandemia, minhas vendas aumentaram 100%, com auxílio emergencial que o governo ofereceu. Isso deu uma movimentada no mercado e minhas vendas foram só aumentando. No ano seguinte, meu 2º ano do mercado, as vendas começaram a cair um pouco, e, com o fim do auxílio, a maioria da população de Raposo teve um corte no salário, isso nos prejudicou também. NÍVIA:Quaisforamosseusmaioresimpactosdianteapandemia? GUSTAVO: Na nossa cidade a gente vende muito no fiado. E com os hotéis fechados, lojas fechando, a população com certo medo, a gente sofreu um pouco com as inadimplências, já quemuitosdosnossosclientesficaramdesempregadosouentãotiveramumcortenosalário.
NÍVIA: O comportamento dos consumidores mudou durante a pandemia? Se sim, como isso afetouasvendas? GUSTAVO: Mudou bastante, começaram a pesquisar preços e comprar mais os produtos de cesta básica. No ano anterior, vendemos muito de tudo, nesse ano, alguns produtos já estão vencendo, como os biscoitos, por exemplo, pois os colégios parados prejudicaram muito a vendadessesprodutos. NÍVIA: Você estabelece metas para a sua empresa? Se sim, quais as metas estabelecidas para opróximoano? GUSTAVO: Não estabeleço exatamente uma meta, mas sempre procuro evoluir, inovar, colocar mais variedades, mudar alguns setores, fazer cursos para melhorar o atendimento, a estratégia devendas.Resumindo:sempreprocuramosmelhorareinovar. EntrevistasobreapandemiaporG abriellyFonsecaLopes GABRIELLY:Olá,Boanoite! INGLYD:Boanoite! GABRIELLY:Qualoseunome? INGLYD:InglydOliveiradaSilva. GABRIELLY:Ondevocênasceu? INGLYD:Cambuci-RJ. GABRIELLY:Ondevocêmoraatualmente? INGLYD:SãoJoãodoParaíso,2ºdistritodeCambuci. GABRIELLY:Quantosanosvocêtem? INGLYD:16anos. GABRIELLY:Comoestásendosuavidaesuarotinanapandemia? INGLYD: Bem corrida por ter que fazer EAD e trabalhar ao mesmo tempo, acredito que esteja sendodifícilparatodomundo,masvamoslevandodojeitoquedá. GABRIELLY:ComovocêestálidandocomosestudosnessemomentodaCovid-19?
INGLYD: Não é o que eu esperava, porque, no primeiro ano de IFF, a gente cria muita expectativa, mas com a pandemia nada foi possível. Confesso que não estou aprendendo muitonoensinoremoto,masestouconseguindofazertodasasatividades. GABRIELLY:QuaishábitostrouxeparasuavidaporcontadoCoronavírus? INGLYD:OcuidadocomaHigieneébemmaioragora. GABRIELLY:Quaisaprendizadosvocêestálevandodesseperíodo? INGLYD: Temos que aproveitar mais a vida, dizer que amamos sem medo. Nessa pandemia, pessoasestãomorrendotodososdias,nãosabemosodiadeamanhã. GABRIELLY:Eparafinalizar,oqueachadavacina?Vocêtomaria? INGLYD: Se tem eficácia, por que não tomar? Essa é a pergunta. Tanta gente que poderia estarvivahojeseestivessevacinada.Vacinasalvavidas.Semdúvidas,eutomaria. EntrevistaporLavínnyaPereiraRodrigues
Maria Luiza de Oliveira, tem 59 anos de idade. É viúva e reside na cidade de Natividade, no Estado do Rio de Janeiro. Trabalha atualmente como diarista. Tem um casal de filhos biológicoseduasfilhasadotivas,evainosfalarumpoucodecomofoisuainfância. Lavínnya:M ariaLuiza,comofoisuainfância? Maria: Minha infância podemos dizer que foi trabalhando. Comecei a trabalhar ainda nova, com apenas 6 anos de idade, não pude estudar, só aprendi o básico, que é escrever meu nome e algumas outras palavras. Não pude brincar com outras crianças, pois eu tinha que cuidar da casa,dosmeusirmãoseaindatrabalharnaroçacommeuspais.
Lavínnya:Vocêsearrependedasuainfância? Maria: Não me arrependo do que passei na minha infância, pois hoje carrego comigo todos os princípios que os meus pais me ensinaram, como respeitar aos mais velhos, ser honesta, trabalharparaconquistaromeudinheiro,serindependente,entreoutros. Lavínnya:O quevocêachadainfânciaqueascriançaspossuemhoje? Maria: Considero que as crianças de hoje nasceram em um berço de ouro, porque elas têm tudo o que as pessoas da minha época não podiam ter, e ainda assim não dão valor. Hoje podem comer o que quiserem e a hora que quiserem. Além disso, hoje não há as mesmas cobrançasdeantigamentedosjovensenemasmesmaslimitaçõesdascrianças. Lavínnya:Oquetemadizerparaanovageraçãodecrianças? Maria: O que tenho a dizer é somente que vocês, crianças e jovens, possam valorizar aos pais de vocês, que vocês aproveitem a oportunidade de estudar e aproveitem ao máximo a infância ejuventudedevocês,semprecomresponsabilidade. ResenhaCríticadolivro“OCãodosBaskervilles”porJoãoPedroFerreiraBraga “O Cão dos Baskervilles” é uma obra publicada em 1902 que conta uma das histórias mais famosas do conhecido detetive criado pelo escritor Sir Arthur Conan Doyle. A obra narra um mistério aparentemente sobrenatural, misturado com o suspense investigativo comum das aventuras de Sherlock Holmes. Por séculos, a família Baskerville viveu com uma reputação de infortúnio, que se origina do terrível cão-demônio que persegue seus membros. Quando o descendente amaldiçoado Charles Baskerville morre, em circunstâncias peculiares, uma lenda ressurge e tudo mostra que seu sobrinho e herdeiro está em perigo. Após o caso quase sobrenatural, Sherlock Holmes e o fiel Dr. Watson são chamados e aplicam métodos de raciocínioeobservaçãoforenseemumacenaqueignoraaracionalidade. Infelizmente, “O Cão dos Baskervilles” tem um problema comum a muitas obras de investigação. Se você já conhecer esse estilo, dificilmente se surpreenderá. O livro acaba sendo muito lento, superficial e pouco excitante. A maior parte do enredo aparece nos relatórios de reflexão de Watson, narrado em primeira pessoa. Ou em um diálogo pacífico e especulativo entre os personagens. Quase não há movimento, urgência ou ações no presente. Tudo acontece tão rápido que os personagens aparecem e completam seus papéis imediatamente, de forma que não há tempo para duvidar deles. A intenção de incitar os leitores e criar uma atmosfera perturbadora e misteriosa não se concretiza em nenhum momento do livro. Para aumentar o desagrado dessa experiência, o livro tem ilustrações muito mal feitas e difíceis de ver, porque são muito escuras. Como aspecto positivo, apenas os personagens principais são adoráveis, e o fato do livro ser curto. Mesmo a brilhante mente de Sir Arthur Conan Doyle não conseguiu despertar muito fascínio, em razão da maneira fria e monótona com que a trama foisolucionadanofinal.
QuestõesdeGêneroeassociedadesantesdeCristo PotiraNasserPoses-ADM2A Com o avanço dos tempos e a criação de uma sociedade mais aberta ao novo, questões como gênero e pronomes neutros vêm sendo abordadas como foco de debates e discussões. Um dos maiores argumentos de pessoas contra o reconhecimento de um terceiro gênero é que isso foi inventado agora e nunca tinha sido um problema, mas nessa reportagem será comprovadooquantoqueissonãopassadeumatremendadesinformação. Antigamente era amplamente comum haver três ou até quatro categorias de gênero. Isso só mudou por volta do século 18, com o crescimento do Cristianismo e do colonialismo, que trouxe um sistema europeu de crenças e valores e uma imposição hierárquica do gênero às Primeiras Nações. AntigoEgito Nos hierógrafos do Antigo Egito encontraremos três gêneros em sua sociedade: mulher, homemeS ekhet,inclusiveparaeunucos. Martin Pehal, um estudioso moderno, disse, em sua pesquisa sobre um conto egípcio nomeado “O Conto dos Dois Irmãos”, que no ato de se auto castrar Beta elimina sua masculinidade, contudojánãoémaisnemhomemnemmulher. Deusas egípcias como Mut, Sekhmet e outras são representadas com pênis eretos, de forma andrógena,edeusascomoAnatusamroupasdecarátermasculinoefeminino. AméricadoNorte Tribos nativas americanas possuíam mais que dois gêneros, como Diné nádleehi e o Zuni lhamana. Joseph-François Lafitau, missionário europeu fez um dos primeiros relatos no qual reconhecia a existência de “mulheres com coragem viril que pareciam tornar-se homens sozinhos ", e pessoasqueeledefiniacomo"homenscovardesosuficienteparavivercomomulheres."1 ‘Há evidências arqueológicas de que indivíduos trans ou de terceiro gênero existiam na Califórnia há 2.500 anos em taxas comparáveis àquelas em que existiam entre os povos indígenas lá na Era Moderna, e evidências arqueológicas e etnográficas sugerem que terceiros 2 nascategoriasdegêneropodemsermuitoantigosnaAméricadoNorteemgeral.’ Hawaii “Na cultura Havaiana existem três gêneros: homem, mulher e Māhū (como os fakaleiti de Tonga os fa’afafine de Samoa). Māhū, é alguém que corpora tanto um espírito feminino (wahine)
quanto masculino (kāne). Eles têm um grande papel na cultura havaiana, sendo respeitados e considerados valiosos. Eram cuidadores, professores e curadores. Māhūs também ensinavam oconhecimentosagrado,atravésdohula,porexemplo. Isso só ‘mudou’ com a chegada dos missionários americanos em 1800, que fizeram tudo em seupoderparaabolirMāhūsdaculturahavaiana. Mas, o povo do Hawaii seguiu resiliente e hoje, felizmente, Māhūs reivindicaram seus papéis e 3 reconhecimentonaculturahavaianamoderna.” México Antes da chegada dos colonizadores na América Central (e Sul), o travesti era aceito dentre os povos nativos (incluindo os maias e astecas), e isso pode ser observado através de suas mitologias. Muxes era o terceiro gênero encontrado dentre povos como Zapoteca de Oaxaca e Juchitán de Zaragoza (comunidade indígena no Istmo de Tehuantepec). As suas tarefas dentro da comunidade não se baseavam nos seus trajes ou aparência, e muxes podiam se casar com mulheres,homensouatéoutrosmuxes. ContinenteAsiático Suméria É historicamente registrada a existência de sacerdotes trans andrógenos na sociedade suméria. Eles denominavam-se gala e usavam um dialeto chamado eme-sal (dialeto feminino) eàsvezesassumiamnomesfemininos. PenínsulaArábica Em Omã e na Arábia existe uma categoria de gênero denominadaKhanith , que é considerada preenchedora de um "papel de gênero alternativo", como sendo transgêneros (Arábia), ou travestis(Omã). Everett Rowson diz que desde os dias de Maomé “há evidências consideráveis para o comportamento cross-gender cross-dressing e outros institucionalizada em pré-moderna Sociedadesmuçulmanas,tantoentrehomenscomo,emcertamedida,mulheres”. China Eunucos (que existiam na China desde 4000 anos atrás, eram servos imperiais há 3000 anos, e eram comuns como funcionários públicos na época da dinastia Qin até um século atrás) às vezessãovistoscomoumterceirosexo,ouumapráticatransgênero.
Em 1629, quando o shogunato Tokugawa proibiu as mulheres de atuar, artistas do sexo masculino assumiram o papel de mulheres. Alguns, como o ator onnagata Yoshizwa Ayame, elessevestiam,secomportavamecomiamcomomulheres,mesmoforadoteatro. SubcontinenteIndiano Textos indianos de 3.000 anos atrás documentam um terceiro gênero, que foi conectado aos hijras que formaram uma categoria de pessoas de terceiro gênero ou trans femininas no 4 subcontinenteindianodesdeostemposantigos. No Rigveda (cerca de 3500 anos atrás), é dito que antes da criação o mundo carecia de todas as distinções, incluindo sexo e gênero, um estado que os poetas antigos expressavam com 5 imagenscomohomenscomúterosouseios. O Tipitaka budista, composto há cerca de 2100 anos, documenta quatro categorias de gênero: feminino, masculino, pandaka e ubhatobyanjanaka. Essas categorias trans e de terceiro gênero foramconectadasaoskathoeysqueexistemnaTailândia. Indonésia AIndonésiatemumacategoriadepessoastrans/terceirogênerochamadaW aria. O Bugis de Sulawesi (Ilha Indonésia) reconhece três sexos (masculino, feminino, intersexo) e cincogêneros:mulhercis,homemcis,mulhertrans,homemtranseBissu(gêneroandrógeno). Filipinas Historicamente, os xamãs babaylan do sexo oposto foram respeitados e denominados bayog ou bayoc em Luzon e asog nas Ilhas Visayan até serem proibidos em 1625 e suprimidos pelas autoridadescoloniaisespanholas. Tailândia Alguns estudiosos (especialmente tailandeses) identificam o terceiro e o quarto gêneros documentados no Tipitaka como o kathoey, uma categoria de terceiro gênero que já fazia parte da cultura tradicional tailandesa e khmer na época em que a escritura foi composta há cerca de 5 2100 anos. Alguns budistas (especialmente tailandeses) dizem que Ananda (primo e assistentedeBuda)nasceuumkathoey/transgêneroemmuitasvidasanteriores.6 ContinenteEuropeu Desenhos e figuras de cerca de 9.000 a 3.700 anos atrás, retratando humanos andróginos e sem gênero em ambientes domésticos, religiosos e funerários, ocorrem ao redor do 7 Mediterrâneo.
Perto do que é hoje Praga, um enterro de 4.900 a 4.500 anos atrás foi encontrado de um esqueleto biologicamente masculino em uma roupa de mulher com itens de sepultura 8 femininos,quealgunsarqueólogosconsideramumantigosepultamentotransgênero. Escandináviaantiga,nórdicadaeraviking Obtinham deuses como Loki, que mudava de gênero em várias ocasiões (razão pela qual algumasobrasmodernasrotulam/descrevemadivindadecomog ênerofluido). Questionamento Interessante, não? Esses são poucos dos muitos exemplos que poderiam ser trazidos nessa reportagem. Mas, agora vem o questionamento: se sempre foi assim, por que eu nunca soube? Por que eu nunca aprendi sobre isso na escola? Por que simplesmente apagaram toda uma identidadedegêneronanossasociedade? Bom,eugostariadeexplicarissocomumtermoquetalvezvocêtenhaouvidofalar,talveznão: ConstruçãoSocial De forma simples, construção social é a teoria segundo a qual o indivíduo é influenciado pela cultura ou sociedade na qual ele está inserido, em um sistema de organização e coerção. Tambémédefinidacomoprodutodesenvolvimentohumano,portantonãoinerenteànatureza. Conclusão Depois de provada a existência de pessoas não binárias no pré-colonialismo e o conceito de Construção Social, é só ligar os pontos. Com a chegada do cristianismo, e o estabelecimento de um sistema de coerção às Primeiras Nações, colonizadores e missionários tentaram abolir múltiplas culturas, crenças e valores dos povos nativos, sendo expressão de gênero uma delas. Nós, como uma geração nova, apenas estamos abrindo os olhos para essa realidade e tentandofazerummundomaisinclusivo. Referências 1
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2
BarbaraL.Voss,SexualityifArchaeology,intheHandbookofGenderinArchaeology
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M ele(@melemaikalanimakalapua),n ativeHawaiian.
4
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SerenaNanda,GenderDiversity
6
RichardTotman,TheThirdSex:Kathoey:Thailand'sLadyboys
7
Talalay,LaurenE.(2005)."Omardegênero:iconografia,gêneroepré-históriamediterrânea".AArqueologiadaPré-históriadoMediterrâneo.
8
Tann(5deabrilde2011)." TúmulodotransexualdaidadedapedraescavadoemPraga"
ARTIGODEOPINIÃOporAnaBrendaSantanaAlexandre AVitimizaçãoContemporânea
Fontedaimagem:s bie.com.br
Você acredita na famosa lei da atração? Ou ao menos já ouviu sobre? Caso não tenha, ela é basicamente um pensamento que prega que nossas mentes e o universo estão conectados e toda energia que emitimos seja ela boa ou ruim irá nos retornar da mesma forma. Meu alto nível de ceticismo não me permite acreditar em tal afirmação, mas, se isso realmente for verdade, estamos indo de mal a pior, porque não é fácil ser otimista, ainda mais no cenário em que estamos vivendo repleto de enfermidades, tragédias, mortes… Enfim, o ponto é que eu tenho visto muitas pessoas não só procrastinando (o que é super normal), mas tendo atitudes totalmente opostas para obter o que elas desejam, e aí é que vem a frustração. Por exemplo: você e um colega decidem sair, só que antes de saírem de casa perceberam que estava vindo uma chuva, seu colega não mora sozinho, então ele deixou a roupa no varal, pois sabia que, se chovesse, alguém da casa dele as tiraria; você, entretanto, mora sozinho, mas também deixou a roupa no varal achando que iria voltar antes da chuva, e o que aconteceu? Isso mesmo, choveu! As suas roupas viraram um trapo e as dele não; com raiva você começa a pensar: as minhas roupas molharam, porque fulano me chamou para sair, porque choveu antes do previsto, porque eu não tenho ninguém pra me ajudar. Ok, mas antes de sair você não poderia simplesmente tê-las tirado do varal e evitado todo esse desastre? Com certeza, sim. E é isso que frequentemente acontece conosco: em diversas situações nos convém transferir a culpa para terceiros em vez de assumi-la, talvez isso seja até uma coisa natural do ser humano, mas enquanto a gente não sair dessa zona de conforto e assumir que fomos irresponsáveis e negligentes vamos continuar nesse eterno looping de fracasso e frustração. Pra fechar o raciocínio deixo uma frase que li recentemente que diz: "Não existe destino, nem karma, nem predestinação…Oqueexistesãoatitudesedecisõesquedevemsertomadassemhesitar."
Poema“TempodePandemia”porBrenoEmanuelFerreiraBolare,ADM2 TempodePandemia Aoiníciodetudoisso Muitosdenóspulávamoscarnaval, Eagora,naatualidade,milharesdevítimas, Sendomortasporfaltadevagaemhospital Estoutendoquepensaremcoisas Parapassarosdias, Paraqueeunãofiquemal, Tenhoescritopoesias Antesdetodaessapandemia Eunãotinhacriatividadeparaescrever, Agoraqueestamostodos“presos” Tenhotidomuitainformaçãoparaabsorver Comoestamosvivendoumcenáriopandêmico Nãoacheinadamaisimportantequeissoparafalar, Pormaisqueestejamospassamosporummomentoconturbado Issosóaumentaminhaesperançanoqueaciênciaaindahádeavançar. POEMA“Poema”porInglydOliveiradaSilva–ADM2A “Poema” tetrago telaço teespero teaguardo eusinto ador deterperdido oseuamor memachuquei não,vocêmemachucou enofimdetudo... medeixou,melargou
Poema“Dizer”,deKeziannySantosLopesVieira(ADM2) Dizer Querotedizer Que,apesardenuncaterdito, Eutequeria. Epornãotedizer, Vocêprocuroualguém Que,assimcomoeu, Tequeria, Masdiferentedemim, Tedisse. Poema“Debaixodestepano”,porLumaF.Boechat Debaixodestepano Naartedavida,mefaltaste,ar Arestequeeraabundanteaotesentir Vi-mepreso,masnãonoteuolhar Presoemtudoaquiloquepudelembrar LembreieLembrei Atéquenãoaguentei Sigotentandoentender Seumdiaserárealmentepossívelterever Debaixodeumpanosigo Panoquemesufocaeafasta Panoquemeassegura Panoqueseguraàvida Resistindo,comestepanosigo Secuide,meuamor Pegueteupanoevá Nãopodemosdescansar Horaououtra Oestômagovemaborbulhar Saibaquevouteesperar Atéquesemopanosejapossíveltereencontrar.
AnúnciopublicitárioporLumaF.Boechat
MemeporMariaIsadoradeOliveiraSouza
Miniconto:JúliaBarbosaPereiraMozer(ADM2) Escapismo Numatardesecansou,esaiupeloportão. “Ondevai?”perguntaram. “Promorro.”respondeuvagamente,seguindopelaestradadeterra. Observoucadadetalhedohorizonte,cantandoseusmalesparaasolidão. Vagouevagouporumacurtaeternidade,quenãodurarianemmeiahora. Retornoucomumapedraemmãos,umapromessaeumnovocoração. TIRINHAporGeovannaFerreiraMarques
TIRINHA
por
Estefanie
Victoria
Gonçalves
Nascimento
da
Silva
ResenhaporRamillyVieiraRodrigues Cruella (2021) é um filme que conta uma história de uma vilã bem conhecida, porém de um outro ponto de vista, trazendo a nós, telespectadores, essa nova tendência de dar voz ao vilão. Dessa vez, estamos falando de nada mais, nada menos que a excêntrica colecionadora de dálmatas e sua dramática história de vida. O que aconteceu para que a Estella deixasse de existireCruellapudessetomarfrente? Cruella é, na verdade, Estella. Esse nome nasceu numa brincadeira com sua mãe. Trata-se do lado arrogante, insolente e esnobe da garotinha. Ao contrário do filme Malévola, no qual tentavam justificar as más ações da personagem, em Cruella vemos que, desde pequena, ela demonstravaesseseuladomeiopsicopata. Confesso que, quando o filme foi anunciado, não tive muita expectativa. Imaginava: "O que podem inventar? Provavelmente irão aproveitar algumas ideias passadas de alguns filmes, será algo repetitivo e chato" Mas esse filme veio surpreendendo a todos, pois Cruella passou por muitas situações traumatizantes, como a morte de sua mãe, que a fez se culpar por anos, mas em meio a tantas mágoas, ela encontrou dentro de si uma ícone da moda, com ideias inovadoras e superiores às de qualquer uma já exposta, sempre geniosa, charmosa desde sua infância. Com a perda de sua mãe, Cruella teve que aprender a sobreviver nas ruas. Nessa parte, Estella toma conta, se mostrando uma excelente ladra e golpista com talentos inimagináveis e sonhos que, a seu ver, eram inalcançáveis, talvez sim para Estella, mas não para Cruella. Com o passar do filme, é inevitável não se apaixonar por ela, mesmo grosseira e arrogante; em outras partes do filme chegamos à conclusão de que, embora a atuação seja impecável, o
roteiro não corresponde, como seus amigos, por exemplo. O filme mostra que eles "adotaram" Estella nas ruas após a perda de sua mãe. A química entre Estella (Cruella) e Gaspar era perfeita, por que não um romance? Poderia sugerir mais cenas dos dois. Além disso, Kirby Howell e Mark Strong, que participam do filme, não fazem tanta diferença, uma vez que seus papéis não são notáveis. Em resumo, a presença de ambos não afeta absolutamente em nada a história e acho difícil que fizessem falta para o público caso tivessem sido completamente removidos. Porém, olhando por outro lado, temos a estrela da obra, Cruella, com designs deslumbrantes. Ela traz uma moda meio punk anos 1970, com uma quebra de padrões que vai desde um caminhão de lixo a um show punk. Assim, a forma com que ela sempre surge surpreende a todos e anima também. E o que dizer do final? Simplesmente perfeito, porque Cruella mata Estella e consegue, enfim, se vingar da verdadeira assassina de sua mãe, que advinha? É sua verdadeiramãe. O filme é repleto de surpresas e traz uma história de drama e comédia espetacular, por isso eu super recomendo, embora eu pense que, se pudesse, eu mudaria mesmo o roteiro, deixaria uma pegada mais dramática e sombria. Tirando isso, o filme está simplesmente esplêndido. O quedizer?Apenasassistam.Eugarantoquevaleapena. ARTIGODEOPINIÃOporEmillyFranciscoDosSantos Nos últimos dias, dois assuntos vem sendo bastante pautados nas redes sociais. No dia 31 de maio, um jovem, com aproximadamente 22 anos, foi estuprado e tatuado à força por 3 criminosos em um bairro central de Florianópolis. Várias pessoas ficaram completamente indignadas com tamanha barbaridade. As estatísticas de violência e assassinatos de pessoas que fazem parte da comunidade LGBTQIA+ é caótica. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans do mundo. Em 2020, 175 mulheres trans foram assassinadas aqui. E os números só aumentam a cada ano. Mais vidas ceifadas mostram o retrocesso do nosso país. FicanítidocomooBrasileomundoemgeralaindaprecisamevoluir. Outro assunto bastante discutido foi a fala, infeliz e homofóbica, da apresentadora Patrícia Abravanel. Em seu programa, ela disse: "Assim como os LGBTYH, não sei, querem respeito, acredito que eles precisam ser mais compreensivos com aqueles que hoje ainda não entendem, estão se abrindo..." É bastante frustrante para pessoas que sofrem há anos com agressões e comentários preconceituosos ouvir de uma pessoa, com uma grande influência na mídia e no país, que ela deve ser compreensiva com uma pessoa ignorante. Como ser compreensivoaumataquediretoeindireto? A sexualidade e a vida pessoal de alguém não é algo para se opinar, concordar ou discordar. A única coisa certa a se fazer é respeitar. Somente. As duas situações dolorosas repercutem em pleno mês do orgulho LGBT, um mês que deveria ser celebrado por conquistas arduamente alcançadas. Isso mostra, claramente, a verdadeira realidade da comunidade. E o que resta é a esperança de um futuro sem preconceito e com leis protetivas mais rigorosas. Que essa esperançaconsigavenceradoreomedo!
Crônica“QueridoDiário”,por VitóriaJ.Gonzaga QueridoDiário, Faz alguns dias que coisas estranhas estão acontecendo dentro do meu quarto, especificamente embaixo da minha cama. Eu escuto sussurros bem perto dos meus ouvidos, sinto uma prensa estranha dentro do meu quarto… me sinto observada o tempo todo principalmente de noite que é quando a luz está apagada e, para piorar, minha luminária é muito fraca, não ilumina quase nada. Eu já falei pra minha mãe e pro meu pai, mas nenhum dos dois está acreditando em mim, eles falam que é coisa da minha cabeça. DIÁRIO! EU TENHO CERTEZA QUE NÃO É COISA DA MINHA CABEÇA! Alguns dias se passaram tentei me convencer de que não era nada, mas um fenômeno estrondoso aconteceu nessa madrugada. Diário, eu vi uma luz embaixo da minha cama! Sim, sim, Diário, uma luz embaixo da minha cama! Eu, Geórgia, não estou zoando com sua cara. Era como se tivesse uma lâmpada acesa embaixo da cama, os sussurros ficaram ainda mais altos de escutar e a sensação de estar sendo observada piorou, piorou completamente. Confesso que estou morrendo de curiosidade para saber o que tem embaixo da minha, mas tenho certeza que tem um monstro… tomara que não seja aqueles monstro de filme de terror, Deus, tomara que não! Eu tenho medo de ser um troço muito perigoso, que não tenha como voltar para casa, pro colo dos meus pais. Preciso ir, Diário, prometo te deixar informado de qualquer passo meu. Se alguma coisa acontecer comigo, por favor. vá até meus pais e explique tudo para eles. Eu te amo. Geórgia. * Essa é apenas uma pequena parte da história, ainda tem muita coisa. Que tipo de monstro você acha que tem embaixo da cama da Geórgia? Conta para mim: você acha que existe um universosecretoembaixodacamadela?@criandomeupropriouniverso. CHARGEporGabrielAguesdeOliveira
ChargeporVitóriaLacerdaAmorimSilva
MEMEporKauãSilvadeSouza
MEMEporLaryssaToledoFerreira
MEMEporReryssonFerreiradeSouza
TIRINHAporM ariaL uysaS ouzaT eixeira
ANÚNCIO:Combateàviolênciasexual,porSaraVitóriaRochaRibeiro
AGRADECIMENTOSATODOSQUECONTRIBUÍRAMPARAQUEESSA EDIÇÃOESPECIALDOJORNALIFFOLHAITAPERUNAFOSSEREALIZADA ÀPROFESSORARESPONSÁVELPELOPROJETODEEXTENSÃO: FabianaCastroCarvalhodeBarros AOSPRODUTORESDECONTEÚDO: AdrianaCamposMoura JúliaBarbosaPereiraMozer AlexyaAuréliodaSilva KauãSilvadeSouza AmelyannadaSilvaBarbosa KeziannySantosLopesVieira AnaBrendaSantanaAlexandre LaryssaToledoFerreira AnaCarolinaMonteirodeBarros LavínnyaPereiraRodrigues BrenoEmanuelFerreiraBolare LucianoCoutoAmadoSchautz CarlosEduardodeCarvalho LumaFerreiraBoechat BomMoço MariaIsadoradeOliveiraSouza CarolinyJosmeSilva MariaLuizadeOliveiraAndrade ElyandaSilvaPessanha MariaLuysaSouzaTeixeira EmillyFranciscodosSantos MilenaRosadeOliveira EstefanieVictoriaGoncalves NíviaLopesMaldonado NascimentodaSilva PotiraNasserPoses GabrielAguesdeOliveira RamillyVieiraRodrigues GabriellyFonsecaLopes RaquelRodriguesGarcia GeovannaFerreiraMarques ReryssonFerreiradeSouza HugoRodriguesdosSantos SaraVitóriaRochaRibeiro Infante VitóriaFernandesFerreira InglydOliveiradaSilva VitóriaJúliaGonzaga JoãoPedroFerreiraBraga VitóriaLacerdaAmorimSilva YasmindeMelloEstephaneli CONTATOSIFFOLHAITAPERUNA: Instagram:h ttps://www.instagram.com/iffolhaitaperuna/ Facebook:h ttps://www.facebook.com/jornaliffolhaitaperuna/ E-mail:iffolhaitaperuna@gmail.com