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Jornal IFFolha Itaperuna - Edição 2020/6 - Equipe 2 da Eletro 2A

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“Novo normal” para quem? Fala-se muito no novo normal em tempos de Covid-19, mas durante a pandemia, é difícil manter relações de trabalho e familiares, proteger quem amamos além de nós mesmos. A ideia do “novo normal”, em tese, é tranquilizadora, mas quando analisam-se dados concretos nota-se que ainda estamos longe da normalidade. Só no Brasil são 169.541 mortes. É importante dar ênfase de que cada número desse representa pessoas que tiveram sua vida interrompida drasticamente.

Fonte da imagem: www.freepik.com

A pandemia está refletindo até na economia: a taxa de desemprego só está subindo. Chega hoje a 13,7 %. Além disso, muitos jovens e adolescentes deixaram de estudar durante a quarentena para encontrar emprego e aumentar a renda de suas famílias. A população que mais sofre durante esses tempos difíceis é a de baixa renda. É de extrema importância que se crie políticas públicas que possam auxiliar nesse momento, de modo que possa levar o mínimo de dignidade aos menos favorecidos. Artigo de opinião por Érica da Silva Barbosa _________________________________________________________________________________________________________

Duplo Arco-íris aparece nos céus de Porciúncula após fortes chuvas

Fonte da imagem: Arquivo Pessoal

Na quarta-feira, 21/10, por volta das 17h, tem início uma forte chuva na cidade de Porciúncula, apesar de fazer uma tarde ensolarada. As pancadas de chuva pegam os munícipes desprevenidos. Porém, após a chuva, a população observa, surpresa, a um duplo fenômeno óptico: dois arco-íris enfeitaram por alguns minutos o céu da cidade, originando algo raro de se ver. O fenômeno ocorre a partir da refração da luz do sol em contato com as gotículas da água formando assim um espetáculo multicolorido no céu, que é apreciado em vários pontos na cidade. Notícia por Pedro Henrique Corrêa Madureira


Entrevista A aluna Júlia Citeli conversou com a aluna Catarina Barroso, Presidente do Grêmio Estudantil do IFF Itaperuna, sobre o novo sistema de ensino remoto. Júlia: O que você está achando do novo método de ensino remoto do IFF? Catarina: Não é o método ideal e nem o momento ideal para se aplicar a educação a distância - EAD, mas acredito que achar algo ideal na pandemia é muito difícil. O sistema ainda precisa de muitos aprimoramentos e o único jeito de garantir que o ensino remoto vai ser o mais democrático possível é trabalhar em melhorias constantemente. Júlia: Como os alunos estão lidando com esse ensino? Catarina: Eu só poderia falar da minha própria experiência e de uma pequena parcela de pessoas próximas a mim, mas acredito que não estamos exatamente “lidando” com a EAD. Seguimos fazendo os milhões de exercícios, porque é o que nos resta fazer. Não sobra muito tempo para pensar nas consequências que isso pode trazer para nosso processo educacional. Júlia: Já recebeu algum tipo de reclamação sobre as Atividades Pedagógicas Não Presenciais? Catarina: Recebi muitas na primeira semana, mas com o tempo os alunos vão se acostumando e aceitando que essa é a realidade com a qual teremos que viver. Mesmo assim, as críticas são muito importantes, pois por meio delas o Grêmio faz a ponte para levar as demandas à Direção Geral e a direção usa para adaptar o ensino às necessidades dos alunos.

Júlia: Acha que este ensino virtual realmente ensina aos alunos como as aulas presenciais? Catarina: Penso que, com certeza, não – apesar de achar que esse não é o objetivo da direção (do nosso campus pelo menos). Eles têm a consciência de que a EAD não rende tanto quanto aulas presenciais. É importante reconhecer que a implementação das APNP não necessariamente refletem as opiniões dos professores ou da direção do nosso campus. Eles também precisam respeitar as decisões conjuntas da reitoria e de outros campi. Júlia: Muitos alunos estão tendo que trabalhar para ajudar suas famílias nesse tempo de pandemia, que faz com que não sobre muito tempo para os estudos. O que você acha que poderia ser feito para ajudá-los em relação a isso? Catarina: Acredito que o sistema que registra presenças deve ser adaptado. Cada professor escolhe uma forma de registrar a presença, o que só confunde os alunos e torna o momento síncrono menos eficiente. É preciso pensar um método universal que inclua também estudantes que trabalham no horário do encontro ao vivo e precisam assistir depois. Além disso, naturalmente, esses estudantes devem ter direito a prazos maiores que o restante. Júlia: Em relação às pesquisas que foram feitas antes do início das aulas virtuais, você acha que a direção realmente levou a nossa opinião em consideração na hora de decidir sobre a implantação da EAD? Catarina: Acredito que até levou, por um breve momento. Mas a Reitoria acabou optando por retomar o calendário com aulas remotas no 2º semestre de modo geral.


Resenha crítica Verônica”

da

série

“Bom

dia,

Fonte: freepik.com

A série brasileira "Bom dia, Verônica" que estreou na plataforma Netflix no dia 1 de outubro é baseada em um romance escrito por Ilana Casoy, e retrata o dia a dia de Verônica, interpretada por Tainá Muller, que é uma escrivã na Delegacia de Homicídios. A história contada é um drama familiar vivido pela protagonista que a faz entrar em um momento de introspecção quando se depara com um dilema pessoal entre família e trabalho. Muito voltada a crimes contra a mulher, a série expõe grandes e importantes injustiças no sistema judicial brasileiro e evidencia a falta de credibilidade que a mulher tem ao fazer denúncias, mais ainda quando o agressor exerce uma posição de poder sobre a vítima. A protagonista, Verônica, cria uma rede de apoio e vai à luta pelas mulheres que a procuram, colocando a si própria em posição de perigo. A série tem uma linguagem mista, usando desde de gírias em momentos de descontração até termos científicos em ambientes policiais e médicos. A série conta com um elenco muito talentoso, com nomes conhecidos como Eduardo Moscovis (Brandão), Camila Morado (Janete), entre outros, e é uma releitura do romance de Ilana Casoy e Raphael Montes, dirigida por José Henrique Fonseca. Resenha por Lorena Andrade dos Reis

Quarentena: O aluno Gabriel Henrique conversou com dona Dalva, 65 anos, dona de casa, aposentada, moradora de Italva

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Gabriel: Como está sendo esse período de quarentena para a senhora? Dalva: Estou ficando "presa" dentro de casa quase todos os dias. Só saio quando necessito muito e estou ficando agoniada por ficar dentro de casa, e não ter contato com outras pessoas para conversar e interagir. Gabriel: O que tem feito nesses meses de isolamento? Dalva: Eu assisto à televisão, uso as redes sociais pelo computador e pesquiso receitas novas da culinária brasileira. Gabriel: Sobre o afastamento dos familiares devido ao fato de pertencer ao grupo de risco, como se sente? Dalva: Confesso que está sendo um momento muito complicado por causa da saudade, mas tenho usado as chamadas de vídeo para vê-los e conversar, embora não seja a mesma coisa pois sinto falta dos beijos e abraços. Gabriel: Como tem feito para comprar mantimentos e fazer pagamentos? Dalva: Peço para minhas filhas irem ao mercado e tento pagar as contas/boletos pela internet. O que eu não consigo pagar, minhas filhas resolvem para mim. Entrevista por Gabriel H. da Silva Matos


Desespero de um pai Mais um pai de família muito preocupado... Francisco tinha acabado de perder seu emprego e se via em um estado de desespero por não poder consertar mais sapatos, e sem seu trabalho de onde viria o sustento para sua esposa e seus dois filhos? Francisco chegou em casa para contar a sua esposa Maria o que tinha acontecido, ia falar o motivo de sua aflição de dias anteriores, sua incerteza sobre seu emprego e a instabilidade financeira da família, mas quando finalmente juntou um vestígio de coragem para falar sobre a perda de seu emprego, ele se deparou com seus lindos filhos tendo um ato amoroso com a mãe deles. A pouquíssima coragem que tinha em seu peito para contar sobre a situação foi-se embora ao ver a linda cena entre mãe e filhos, então ele correu para seu quarto caindo em lágrimas por não saber mais o que fazer. Dois dias depois, ao ver seu marido tentando esconder tal angústia, ela sentou e começou a conversar com ele, e aí entendeu toda a situação. Não levou pouco tempo para que ambos corressem atrás de uma solução, porém não tinham como recorrer aos seus pais, pois moravam muito longe, assim como os tios. Foi então que pensaram no irmão mais novo chamado Antônio, que tinha uma próspera fábrica de manufatura, e tentaram recorrer a ele achando que seria a última esperança. Chegando à fábrica, viram de longe o Antônio todo bem vestido, acompanhado de pessoas importantes da região. Francisco, totalmente empolgado, decidiu se aproximar e chamou-o pelo nome: - Antônio, meu irmão, me ajude por favor! Antônio olhou para trás e demorou para reconhecer seu irmão, mas, logo que a ficha caiu, ele relembrou sua face não vista há anos, e olhou para a cara desesperada de seu irmão, perguntando em seguida o que estava acontecendo. - Irmão? É você mesmo? Olhe seu estado! O que está acontecendo? - Antônio, estou desesperado, estou sem emprego, não faço ideia do que fazer, preciso sustentar minha família, me ajude pelo amor de Deus! - Acalme-se, meu irmão. Nesse momento, Antônio tirou 100 euros do bolso e entregou ao seu irmão. - O que significa isso? - Dinheiro para que compre comida e o que for necessário para sua família. - Eu agradeço a ajuda, irmão, mas eu preciso mesmo é de um emprego, não estou pedindo esmola, mas sim que você me empregue na sua fábrica. Sou habilidoso, eu ensinei tudo que você sabe. - Emprego? Na minha fábrica? Nessas situações? Olhe como você está vestido, Francisco, aqui só circulam as pessoas mais afortunadas da região, até o mais simples empregado se veste 3 vezes melhor do que você. Francisco criou um olhar totalmente aflito, ficou desapontado com a atitude de seu irmão e respondeu: - Então você não quer me arrumar um emprego por esses motivos fúteis? Eu ensinei tudo que você sabe hoje e nunca joguei isso na sua cara, sempre te respeitei e tive a maior boa vontade do mundo para te encaminhar. E você não quer me ajudar por causa da minha condição financeira ou pela maneira que eu me visto? Pense nos seus dois sobrinhos, que só devem ter comida por mais alguns dias, por um motivo tão ridículo e fútil. Você que é tio deles não quer me ajudar a colocar comida na mesa para eles? Eu fico triste em ver o que você se tornou meu irmão. Antônio ao refletir sobre as coisas que falou e a forma com que tratou seu irmão, como um sujeito qualquer, mostrou-se totalmente envergonhado e se retirou do local. Francisco se viu sem rumo, sentou num banco e começou a pensar no que fazer, já que suas últimas esperanças foram destruídas por seu irmão. Conto por João Marcos S. Prevato


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Tirano titã Eu não tenho mais para onde olhar Sem de você me lembrar E no luar eu paraliso Recordando teu sorriso Na lâmpada do poste sujo Meus olhos vêem refúgio Mas somente a luz a clarear Já traz de volta teu olhar E aqui jaz um ser humano Que de amor se fez tirano Para sempre se lembrar Oh, Deus, como era bom amar! Poema por Caique C. Odone


Charge por Ana JĂşlia Ribeiro Citeli

Charge por JoĂŁo Vitor Vieira


AGRADECIMENTOS A TODOS QUE CONTRIBUÍRAM PARA QUE ESSA EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL IFFOLHA ITAPERUNA FOSSE REALIZADA À PROFESSORA RESPONSÁVEL PELO PROJETO DE EXTENSÃO: Fabiana Castro Carvalho de Barros

ÀS PROFESSORAS RESPONSÁVEIS PELAS CORREÇÕES DE TEXTOS: Fabiana Castro Carvalho de Barros Giselda Maria Dutra Bandoli Luana Monteiro de Oliveira Cruz Patrícia Schettino Mineti

AOS PRODUTORES DE CONTEÚDO: Ana Júlia Ribeiro Citeli Caique C. Odone Érica da Silva Barbosa Gabriel H. da Silva Matos João Marcos S. Prevato João Vitor Vieira Júlia Citeli Lorena Andrade dos Reis Pedro Henrique Corrêa Madureira

À EDIÇÃO GRÁFICA: Sofia Martins Ladeira Thalia Vitória dos Santos Mansores

AOS BOLSISTAS E VOLUNTÁRIOS DO PROJETO DE EXTENSÃO: Gabriely da Silva Brito Giseli Curty da Cunha Castilho Isabella Meira Glória da Silva João Gabriel de Souza Schelk Sofia Martins Ladeira Thalles Pereira Luiz Thalia Vitória dos Santos Mansores

CONTATOS IFFOLHA ITAPERUNA: Instagram: https://www.instagram.com/iffolhaitaperuna/ Facebook: https://www.facebook.com/jornaliffolhaitaperuna/ E-mail: iffolhaitaperuna@gmail.com


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