JOÃO LOBO “SOMOS TERRITÓRIOS DE SOLUÇÃO PARA ESTE SÉCULO” ECONOMIA CIRCULAR
O VALOR QUE A INDÚSTRIA NÃO VÊ
A GESTÃO DO CONHECIMENTO
COMO POLÍTICA DE SAÚDE
FUNDOS EUROPEUS O DIA SEGUINTE AO PRR
ISLÂNDIA
P.V.P. €10
O PAÍS QUE QUER A EUROPA SEM BRUXELAS
MANDARIN ORIENTAL TAIPEI O LUXO DE TER TEMPO
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da UE.
Potência com assinatura Reserve a sua experiência de condução Continental GT S. BENTLEY LISBOA: Rua São Francisco, 582 2645-019 Alcabideche; Tel.: 213 163 155; sales@bentleylisboa.com Ciclo de condução WLTP do Continental GT S: consumo de combustível, mpg (l/100 km) – Combinado 16,9 (9,6). Consumo elétrico combinado – 28 kWh/100 km. Emissões combinadas de CO₂ – 93 g/km. Os dados relativos às emissões de CO₂ e ao consumo de combustível para a UE-27 estão pendentes, estando sujeitos à homologação da UE. O nome ‘Bentley’ e o ‘B’ no logótipo são marcas registadas.© 2026 Bentley Motors Limited
EDITORIAL
EDITORIAL
O PAÍS ENTRE DESAFIOS E CAMINHOS
% %HQMRMWXVEpnS -RXIVRE IWXj RS GIRXVS HS HIFEXI T FPMGS RYQ QSQIRXS IQ UYI XIQEW GSQS WIKYVERpE VIWTSRWEFMPMHEHI XVERWTEVsRGME I GSR½ERpE REW MRWXMXYMp~IW continuam a marcar a atualidade nacional. 1EMW HS UYI YQE UYIWXnS TSPuXMGE XVEXE WI HI YQE VI¾I\nS WSFVI S JYRGMSREQIRXS HS )WXEHS S TETIP HEW PMHIVERpEW I E MQTSVXlRGME HI KEVERXMV VIWTSWXEW GPEVEW TIVERXI SW HIWE½SW UYI S TEuW IRJVIRXE João Lobo % +VERHI )RXVIZMWXE q GSQ .SnS 0SFS TVIWMHIRXI HE 'lQEVE 1YRMGMTEP HI 4VSIRpE E 2SZE RYQE GSRZIVWE WSFVI S TSHIV PSGEP E ZEPSVM^EpnS HS MRXIVMSV I SW HIWE½SW HI YQ XIVVMXzVMS UYI TVSGYVE E½VQEV WI GSQ ZMWnS TVS\MQMHEHI I GETEGMHEHI HI JYXYVS 2YQ TEuW EMRHE QEVGEHS TSV EWWMQIXVMEW S SPLEV WSFVI S MRXIVMSV KERLE IWTIGMEP VIPIZlRGME WSFVIXYHS UYERHS WI JEPE HI HIWIRZSPZMQIRXS ½\EpnS HI TIWWSEW I GVMEpnS HI RSZEW STSVXYRMHEHIW
4/ 4/ FRONTLINE FRONTLINE
omoda 7 híbrido 2E jVIE HE QSFMPMHEHI SPLEQSW TEVE S 3QSHE LuFVMHS YQE TVSTSWXE UYI EGSQTERLE E IZSPYpnS HS WIXSV EYXSQzZIP I E GVIWGIRXI ETSWXE IQ WSPYp~IW IPIXVM½GEHEW 8IGRSPSKME GSRJSVXS I½GMsRGME e design EWWYQIQ EUYM YQ TETIP GIRXVEP num mercado que continua a transforQEV WI I E VIWTSRHIV E GSRWYQMHSVIW cada vez mais atentos. mercedes-benz GLc 400 8EQFqQ S 1IVGIHIW +0' IPqXVMGS QIVIGI HIWXEUYI RIWXE IHMpnS ES VITVIWIRXEV a forma como as marcas premium IWXnS E VIMRXIVTVIXEV S 79: GSRXIQTSVlRIS 'SQ YQE EFSVHEKIQ GIRXVEHE RE IPIXVM½GEpnS RS GSRJSVXS I RE WS½WXMGEpnS tecnológica, o modelo traduz uma nova IXETE HE QSFMPMHEHI SRHI HIWIQTIRLS I½GMsRGME I I\TIVMsRGME E FSVHS WI IRGSRXVEQ RYQ QIWQS GEQMRLS Lazer % KEWXVSRSQME PIZE RSW EXq *jXMQE ES VIWXEYVERXI 3 'VMWTMQ YQE GEWE GSQ LMWXzVME I XVEHMpnS SRHI E GS^MRLE TSVtuguesa continua a ser celebrada com EYXIRXMGMHEHI I WEFSV 7IKYMQSW EMRHE EXq 8EMTq TEVE HIWGSFVMV S 1ERHEVMR 3VMIR-
tal, uma referência internacional de eleKlRGME I WS½WXMGEpnS SRHI E LSXIPEVME WI cruza com a identidade cultural de uma das cidades mais vibrantes da Ásia. Férias de verão % EZIRXYVE HIWXI ZIVnS TEWWSY XEQFqQ TIPE IWXVEHE GSQ E :SPOW[EKIR 'EPMJSVnia, a recordar a liberdade das viagens em EYXSGEVEZERE I TIPEW HYEW VSHEW GSQ E BMW F 450 GS e a BMW R 1300 GS %HZIRXYVI E VIJSVpEVIQ S IWTuVMXS HI HIWGSFIVXE IZEWnS I GSRXEGXS GSQ E REtureza, que continua a marcar o universo da mobilidade. Entre atualidade, território, mobilidade, KEWXVSRSQME I ZMEKIRW IWXE IHMpnS VI RI XIQEW UYI VI¾IXIQ E MHIRXMHEHI HE FRONTLINE SPLEV TEVE S TVIWIRXI GSQ EXIRpnS HIWGSFVMV RSZEW LMWXzVMEW I ZEPSVM^EV TIWWSEW PYKEVIW I I\TIVMsRGMEW UYI QIVIGIQ WIV TEVXMPLEHSW Boas leituras!
ANO 18
9/FRONTLINE
SUMÁRIO
8/ NEWS 12/ GRANDE ENTREVISTA João Lobo
24/ OPINIÃO
Luís Mira Amaral Maria de Belém Roseira Carlos Zorrinho Luís Lopes Pereira Fernando Leal da Costa
12
30/ GRANDE ANGULAR Fundos europeus
32/ PANORAMA
Programa de Recuperação e Resiliência
34/ AMBIENTE
Sistema de resíduos
36/ ANÁLISE
Redes ferroviárias
38/ EM FOCO
32
Organização política
40/ ATUALIDADE União Europeia
42/ SAÚDE
Inteligência coletiva
44/ MAGAZINE Habitação
46/ VISÃO
Segurança na saúde
48 FICHA TÉCNICA Diretor: Nuno Carneiro | Editora: Ana Laia | Colaboram nesta revista Luís Mira Amaral, Fernando Leal da Costa, Luís Lopes Pereira, Carlos Zorrinho, Isabel Meirelles, Carlos Mineiro Aires, Fernando Santo, Fernando Negrão, Carlos Martins, Antóno Saraiva, Pedro Mota Soares, Alexandre Miguel Mestre, Rui Miguel Tovar, Jorge Garcia, Casimiro Gonçalves, Fernanda Ló, João Cordeiro dos Santos, José Caria, M. Sardinha | Revisão: Helena Matos *SXSKVE½E 1EVMERE 8LIQYHS %FVIY ** I 3VPERHS 0MQE '10 1YWIY HI 0MWFSE )+)%' .SWq %ZIPEV *VERGMWGS %PQIMHE (MEW .SnS 'YTIVXMRS Martina Orsini, Miguel Figueiredo Lopes / Presidência da República, Nelson Teixeira, Nuno Madeira, Pedro Sampayo Ribeiro, Rui Ochoa/Presidência da República | Diretor Comercial: Miguel Dias | Proprietário:Armando Matos | Produção: DesignCorner Lda., Rua Infante D. Henrique, 21, 3000-220 Coimbra Sede: Airport Business Center Avenida das Comunidades Portuguesas Aerogare, 5º piso–Aeroporto de Lisboa 1700-007 Lisboa – Portugal E-mail: geral@hvp-design.pt | Registada no ICS com o n.º 125341 | Depósito Legal n.º 273608/08 | Estatuto editorial disponível em: www.revistafrontline. com Facebook: RevistaFRONTLINE
6/FRONTLINE
SUMÁRIO
48/ DOSSIER
Economia circular
50/ ESPECIAL
Transformação digital
58
52/ DESPORTO
Valores europeus
56/ LIVROS 58/ MOTORES
Mercedes-Benz GLC 400 4MATIC Elétrico Omoda 7 PHEV
64/ AVENTURA
Volkswagen California
66/ ON THE ROAD 70/ IMOBILIÁRIO
Forbes Global Properties
72/ CHECK-IN 72
Mandarin Oriental, Taipei
76/ A RESERVAR O Crispim
78/ SOBRE RODAS
BMW F 450 GS BMW R 1300 GS Adventure
80/ APRESENTAÇÃO Ford BlueCruise
82/ SOCIAL
International Club of Portugal
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FRONTLINE/7
NEWS
Marina
Mota
Joaquim
Monchique TEATRO POLITEAMA
COM PRODUÇÕES DE FILIPE LA FÉRIA O Teatro Politeama prepara uma nova temporada com duas grandes produções de Filipe La Féria: Mil Vezes Revista, que estreia a 8 de outubro, uma grande revista à portuguesa, atual, irreverente e cheia de humor, com Marina Mota, Joaquim Monchique, Paula Sá e Miguel Dias, música ao vivo, FEMPEVMRSW GIRjVMSW I ½KYVMRSW HIWPYQFVERXI Pocahontas – A Princesa Índia, que estreia a 31 de outubro, um grande musical para toda a família, com aventura, romance, humor, música e uma história sobre a força da diferença, o respeito pela natureza e o poder do amor e do diálogo. O Teatro Politeama, situado na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa, é um dos mais emblemáticos teatros portugueses. Inaugurado em 1913, foi projetado pelo arquiteto Miguel Ventura Terra e destaca-se pela sua elegante fachada e pelo ambiente histórico. Ao longo da sua história, o Politeama tornou-se especialmente conhecido pelos musicais e grandes espetáculos de teatro, mantendo um papel importante na vida cultural de Lisboa.
CAMPEONATO DO MUNDO DE F ÓRMULA 1 ® DA FIA
Miguel
Dias
Paula
Sá
GRANDE ESTREIA
8 OUTUBRO 8/FRONTLINE
Bilhetes e vouchers já à Venda!
REGRESSA A P ORTUGAL EM 2027 Portugal volta a estar presente no Campeonato do Mundo de Fórmula 1® da FIA com a realização do Grande Prémio de Portugal no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, entre 18 e 20 de junho de 2027. A corrida marca o regresso da principal competição do automobilismo mundial ao país e resulta do acordo celebrado entre a Fórmula 1® e o Autódromo Internacional do Algarve em dezembro de 2025, que garante igualmente a realização da prova em 2028. A etapa portuguesa ocupará uma posição estratégica no início da temporada europeia. Para Jaime Costa, chief executive SJ½GIV do Autódromo Internacional do Algarve, trata-se HI YQ QEVGS Lj QYMXS EKYEVHEHS ±8IQSW ½REPQIRXI uma data para a qual trabalhámos durante muito tempo. A última temporada ocorrida aqui, em 2021, deixou os pilotos, equipas e público impressionados com a nossa estrutura, mas sobretudo com a emoção que o nosso circuito proporciona”. Ao longo dos três dias de competição haverá atividade contínua em pista, complementada por iniciativas e eventos paralelos que decorrerão durante a semana anterior ao Grande Prémio.
NEWS
SALÃO PRETO E PRATA RECEBE CONCERTO SOLIDÁRIO DA COMDIGNITATIS O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no próximo dia 25 de outubro, pelas 19 horas, um concerto solidário promovido pela ComDignitatis – Associação Portuguesa para a Promoção da Dignidade Humana. Com apresentação de José Carlos Malato, este espectáculo único será protagonizado por vários artistas de referência do panorama nacional. Com um notável cartaz, estarão em destaque neste evento solidário: Anjos, Brisa, Carlos Vidal, Inês Fonseca, Nuno & Henrique Feist e Rita Guerra. A receita deste evento solidário reverte a favor da Casa das Janelas Grandes. A ComDignitatis é uma IPSS fundada em 2012 que acompanha crianças, jovens e famílias em risco psicossocial. Com importantes projetos, está a iniciar a construção de um novo edifício em Mafra, dedicado a respostas muito urgentes como os Cuidados Continuados na área da Saúde Mental da criança, jovem e adulto, um Núcleo de Investigação em Terapia Familiar, o Apoio Domiciliário e o Centro de Dia.
THE SPA BY CORINTHIA LISBON
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10/FRONTLINE
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DISTINGUIDO NOS W ORLD S PA A WARDS Pelo quinto ano consecutivo, o The SPA by Corinthia Lisbon foi distinguido nos World Spa Awards, conquistando o título de “Portugal’s Best Day Spa 2026”. A distinção volta a reconhecer a excelência deste espaço dedicado ao bem-estar, consolidando a sua posição como uma referência no setor em Portugal. Mais do que uma abordagem centrada apenas nos tratamentos, o The SPA aposta numa visão integrada de wellness, combinando cuidado personalizado, conhecimento especializado e diferentes dimensões do bem-estar físico e emocional. Este novo prémio representa também o reconhecimento do trabalho desenvolvido diariamente por toda a equipa, que contribui para proporcionar experiências marcadas pela qualidade, atenção ao detalhe e tranquilidade. Ao alcançar este título pelo quinto ano consecutivo, o The SPA by Corinthia Lisbon reforça a consistência do seu percurso e a aposta contínua numa experiência de excelência.
GRANDE ENTREVISTA | João Lobo
12/FRONTLINE
João Lobo | GRANDE ENTREVISTA
“SOMOS TERRITÓRIOS DE SOLUÇÃO PARA ESTE SÉCULO” por Nuno Carneiro
Presidente da Câmara de Proença-a-Nova e da CIM (Comunidade Intermunicipal) da Beira Baixa, João Lobo cumpre o último mandato com uma reivindicação clara: os municípios do interior não podem continuar a ser tratados pelo Estado central GSQS ±TEV QIRSV² (SW JYRHSW IYVSTIYW TzW k ¾SVIWXE HE LEFMXEpnS kW aldeias sem comunicações, a entrevista traça o retrato de um território que se vê como solução para o país. Preside à Câmara muniCiPal de Proença-a-nova e também à Cim da beira baixa. Como olha hoje Para esta duPla resPonsabilidade? Olho com honra e orgulho em poder contribuir com as minhas humildes faculdades e competências para ser um entre muitos a “lutar” por estes territórios, sendo que a primeira é, evidentemente, a responsabilidade de presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, e é esse o foco principal. A de presidente do conselho intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa traduz um percurso que já vinha do mandato anterior. Os meus colegas, todos os outros presidentes de Câmara, de forma unânime, quiseram que eu continuasse na presidência do conselho intermunicipal da CIMBB. É uma situação que naturalmente me honra, por ser escolhido entre os meus pares, mas que traduz também mais responsabilidade e uma maior exigência de disponibilidade e de gestão. Mas, obviamente, a missão e serviço de servir os meus concidadãos, os munícipes do concelho de Proença-a-Nova, é aquela que marca de forma indelével o orgulho em ser proencense, beirão e Português. Relativamente à Comunidade Intermunicipal, ter a visão alargada e agregadora da região da Beira Baixa, das suas grandes potencialidades naquele que é este perímetro formado por oito concelhos: desde a raia, com Idanha-a-Nova e Penamacor, depois a centralidade de Castelo Branco, Vila Velha de Ródão, e com o aroma do Pinhal Interior, Oleiros, Proença-a-Nova,
Sertã e Vila de Rei. É uma região de transição que estabelece a ligação, que casa, duas áreas do país e que imprime a centralidade como espaço de oportunidade e desenvolvimento. É, pois, com estímulo e sempre com grande vontade, ânimo e alegria que desempenho as funções que, em Proença-a-Nova, os meus QYRuGMTIW QI GSR½EVEQ RIWXI GMGPS IPIMXSVEP e também com os meus colegas presidentes de Câmara, para este ciclo, até 2029. o que o levou, iniCialmente, à vida autárquiCa e que evolução sente no modo Como exerCe a liderança loCal?
Iniciei o interesse pelo serviço à causa pública, no ano de 2001, enquanto candidato para a assembleia de freguesia de Sobreira Formosa, no qual fui eleito para presidente da mesa da respetiva assembleia de freguesia. Eis que em meados do ano de 2004 surge o convite do João Paulo Catarino, também em articulação com o João Manso, para um projeto de desenvolvimento e nova visão, que o nosso contributo podia dar ao concelho de Proença-a-Nova. Há 20 anos (vai fazer 21 em outubro), abraçámos esse projeto, sabendo desde logo UYI IVE YQ GEQMRLS HIWE½ERXI HMJuGMP TSV estarmos em territórios de baixa densidade I TVIGMWEVQSW HI YQE IWXVEXqKME TEVE ½\EV pessoas. O concelho de Proença-a-Nova encontrava-se numa situação de alguma estagnação da sua capacidade industrial e da GETEGMHEHI HI ½\EpnS HI IQTVIWEW HEu IWXI nosso compromisso com a vida autárquica, de podermos contribuir para melhorar e re-
vitalizar o tecido empresarial, mas também as GSQYRMHEHIW EW WYEW EWWSGMEp~IW HI½RMVQSW um modelo de desenvolvimento sustentado. Durante estes quase 21 anos, os tempos foVEQ QYHERHS EPXIVERHS WI HI JSVQE WMKRM½cativa. Hoje é mais exigente do ponto de vista do escrutínio, que é importante; mas depois há tudo aquilo o que trouxeram as plataformas digitais, a exposição a que estão sujeitos EUYIPIW UYI EFVEpEQ YQ HIWE½S T FPMGS Além disso, o mundo mudou muito nestes 21 anos, e isso leva-nos a pensar os próximos anos de uma forma obviamente distinta. Hoje, a liderança, que sempre realizamos, exerce-se pela proximidade, pela capacidade de ouvir as pessoas, os seus anseios, e de tentar ao máximo resolver as suas aspirações, em grande parte legítimas (nem sempre somos capazes de dar resolução a tudo), outras menos, mas também existentes, sem legitimidade para se colocarem. Mas ainda assim, mantivemos e mantemos uma linha de rumo e um programa estratégico assente nas condições iniciais e que no Município se difundem através de três fundamentos básicos: Governança de pessoas TEVE TIWWSEW %½VQEpnS HS GSRGIPLS RSW VIcursos e na tecnologia; Concretização contínua de educação, cultura e ligação à diáspora. Proença-a-nova é um ConCelho do interior, Com desafios PróPrios, mas também Com uma identidade muito vinCada. Como CaraCteriza hoje o ConCelho? O concelho de Proença-a-Nova, hoje (obviaQIRXI WSY WYWTIMXS TEVE S HM^IV QEW E½VQS
FRONTLINE/13
GRANDE ENTREVISTA | João Lobo
com clareza), é um concelho mais preparado, com condições diferenciadas do ponto de ZMWXE HE EXVEpnS 3 HIWE½S QEMSV I PSKS MHIRXM½GEHS GSQS EUYIPI UYI XIVME UYI XIV YQE resposta estratégica e de longo prazo, tem a ZIV GSQ E HIQSKVE½E S MRZIVRS HIQSKVj½GS que estes territórios sentem, não só Proença-a-Nova, mas toda esta faixa, denominada de interior do país, isto é, dois terços do território continental. Como todos sabemos, não conseguimos produzir riqueza, ser sustentáveis e ter economia sem ter pessoas. E as pessoas têm necessidades que todos também reconhecemos, seja a habitação, a educação, a saúde, a mobilidade, as comunicações. Estes fatores são fundamentais para qualquer cidaHnS WI ½\EV GSRWXVYMV YQ TVSNIXS HI ZMHE XIV família, ser um elemento ativo na comunidade. Destes fatores e do que temos que continuar a realizar e estabelecer parcerias para os conseguir alcançar, descreverei mais adiante nesta nossa conversa. Na questão que me colocou, questionou qual a nossa matriz identitária: o nosso concelho tem na Floresta e no Património Natural a WYE YQE QEXVM^ MHIRXMXjVME % ¾SVIWXE JE^ TEVXI
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dele há muitos anos. Tanto mais que, na organização administrativa estatística anterior, Proença, fazia parte da NUT III, o Pinhal InteVMSV 7YP ) MWWS MHIRXM½GE EUYMPS UYI q YQ XIVVMXzVMS % REXYVI^E E ¾SVIWXE q TEVXI MRXVuRWIGE da vivência e da cultura do povo destes territórios, e o seu desenvolvimento foi-se mateVMEPM^ERHS EXVEZqW HE I\TPSVEpnS ¾SVIWXEP I HE agricultura em terrenos de minifúndio. Este território difícil de criar escala e por essa via JEXSVIW HI GVMEpnS HI QEMSV VMUYI^E VI¾IXMY-se na tenacidade, resistência e resiliência das suas gentes.A nossa identidade tem a ver por isso também com essa resiliência, sempre ligada ao património natural. A natureza traz consigo a sua monumentalidade, não temos castelos, mas temos montanhas e serras que exerceram essa linha de defesa. A natureza traduz aquilo que foi a atividade durante séculos, as atividades que geraram riqueza a este concelho, a exploração da resina, o cereal mais a sul, os citrinos, a caprinocultura, o olival, as serrações, são exemplo dessas atividades. Mas esta identidade hoje manifesta-se de forma diferenciada no valor dos ecossistemas, na captação de carbono, na produção
de água de qualidade. É neste concelho e nos nossos concelhos vizinhos em que a barragem das Corgas, a albufeira do Cabril e do Castelo de Bode, esta última responsável pela água que se consome em grande parte da Área Metropolitana de Lisboa, traduzem a importância destes concelhos e existe aqui uma “fatura” que importa traduzir em oportunidades para estes concelhos. A qualidade dos nossos territórios é fonte importante de preservação, mas não de fundamentalismos estéreis e histéricos que em nada ajudam o desenvolvimento das nossas comunidades e sua evolução. É por isso que é preciso reverter os demasiados anos, quer no Estado Novo, quer mesmos nestes 50 anos de poder local democrático, em que muitas vezes sentimos abandono do poder central. E essa é também, hoje, uma reivindicação que estes territórios fazem: este ecossistema, a Natureza, estes valores, têm de ser repercutidos nestes territórios. Essa identidade marca Proença-a-Nova, tanto mais que o Geoparque Naturtejo, de que o concelho faz parte, traduz 5000 km² e sete municípios, que integram o primeiro geoparque constituído em
João Lobo | GRANDE ENTREVISTA
Portugal e reconhecido pela UNESCO. Dentro desta matriz identitária, já em executivos anteriores (e não posso deixar de lembrar aqui o executivo do presidente Diamantino André e da vice-presidente Filomena Lourenço), foi criado o Centro Ciência Viva da FloVIWXE HITSMW TSV RzW ½REPM^EHS I EFIVXS f S equipamento por excelência do município de Proença-a-Nova, que no próximo ano faz 20 anos de existência, e é aquele que atrai maior público: já ultrapassámos os 200 mil visitanXIW %UYM ½GE YQ VIGSRLIGMQIRXS ES WEYHSWS ministro Mariano Gago, que criou esta rede de centros Ciência Viva e que traduziu, de facto, uma diferença para Portugal e também para Proença-a-Nova, a aculturação da ciência pela comunidade. quais foram, ao longo dos últimos anos, as PrinCiPais Prioridades da Câmara muniCiPal de Proença-a-nova? %W TVMRGMTEMW TVMSVMHEHIW JSVEQ HI½RMHEW Nj lá atrás no tempo, em 2005, e fomos construindo esse caminho até hoje. O concelho de Proença-a-Nova não tinha, nessa altura, capacidade de atração de empresas. A zona industrial estava lotada, não tinha qualquer condição, nem projetos para o futuro do seu desenvolvimento. Então, o que tinha sido um golpe profundo com o encerramento da SOTIMA, conseguimos traduzir numa solução: a aquisição daquele espaço, em que se projetou, criou e se reabilitou o património das naves industriais, e é hoje o Parque Empresarial de Proença-a-Nova. Este polígono industrial, nas empresas que conseguimos localizar, é responsável por cerca de 140 postos de trabalho criados. E já executamos a segunda fase de expansão, em que temos grande parte dos lotes com compromisso de empresas para ali WI ½\EVIQ RSQIEHEQIRXI E VIGSPSGEpnS HE empresa Carmo Wood. Temos também concluído o projeto de execução para ampliação da zona industrial de Proença-a-Nova com ½RERGMEQIRXS HS 4SVXYKEP GSRXVEXYElização da IBT da Beira Baixa, com resposta para dois objetivos: primeiro, criar condições para as empresas que estão sediadas na atual zona industrial e necessitam de crescer, e segundo objetivo, atração de novas empresas que em conjunto com as existentes possam desenvolver sinergias e potenciar a criação de um cluster na base de tecnologia, manutenção I I\TPSVEpnS HI IUYMTEQIRXSW ¾SVIWXEMW I demais valências na área da metalomecânica e da serralharia, como horizonte. Mas não
se resumem somente aos espaços referidos, pois estamos a desenvolver projeto para ampliação do polígono da Sobreira Formosa. Criámos, ainda, uma nova resposta para a situação que aconteceu com o encerramento da antiga serração de Daniel Lourenço, que é hoje um polo de acolhimento empresarial, também ele lotado, e já responsável pela criação de mais de 80 postos de trabalho. f YQE ZIVHEHI MRWS½WQjZIP Wz GSRWIKYMQSW EXVEMV TIWWSEW I ½\j PEW EXVEZqW HS IQTVIKS Essa é a única fórmula e esta é a principal esXVEXqKME TEVE S TVMRGMTEP HIWE½S E HIQSKVE½E como atrás referi: a atração de novas empreWEW E ½\EpnS HI RSZSW IQTVIKSW I S ETSMS presente para as existentes. Mas o nosso plano de desenvolvimento e estratégia, com consequente capacidade de atração, tem outros dois pilares importantíssimos: a habitação e a educação. Através do PRR já executámos resposta: temos hoje seis frações construídas através do PRR, temos mais quatro frações para arrendamento acessível e 25 frações para arrendamento jovem, estas já com projeto concluído. Esta é uma aposta para este ciclo eleitoral e para os próximos, mas também aqui estudamos novas formas de criar, quer seja através de estabelecer parcerias com privados, quer seja na criação de regulamento para subarrendamento de habitações disponíveis no concelho. Tivemos sempre como prioridade a educação, na VIUYEPM½GEpnS HI XSHS S TEVUYI IWGSPEV ) WI desde o início tivemos a preocupação em XIV IWTEpSW VIUYEPM½GEHSW XEQFqQ XMZIQSW que encerrar algumas escolas primárias. Mas nestes últimos três anos, assistimos a uma inversão da queda de alunos e tivemos de abrir novas salas para acolher novas turmas, quer na pré-primária, quer no primeiro ciclo, quer REW GVIGLIW QYMXS HIZMHS ES ¾Y\S QMKVEXzrio que todos observamos, que veio trazer uma renovada esperança e fazer desabrochar YQE TVMQEZIVE HIQSKVj½GE quando se fala de territórios de baixa densidade, fala-se muitas vezes de Problemas. que PotenCialidades Continuam a ser subestimadas nestes territórios?
Os territórios de baixa densidade, normalmente subestimados pela sua menor população, têm um potencial enorme. Neste século XXI, estes territórios, estes dois terços do território continental, são a solução de alavancagem do país. E Proença-a-Nova
faz parte, exatamente, dessa equação. Na ¾SVIWXE XYHS S UYI XIQ E ZIV GSQ E ZEPSVM^EpnS HSW TVSHYXSW ¾SVIWXEMW E QEHIMVE E madeira nobre; depois o produto sobrante, os pellets, a energia; a qualidade da água, os serviços de ecossistema, a captação de carbono, a paisagem e a sua fruição; também o minifúndio encontra resposta para exploração da agricultura biológica. Esta tem sido uma aposta que a associação Pinhal Maior, o GAL do Pinhal Interior, que integra cinco municípios (Proença-a-Nova, Oleiros, Sertã, Vila de Rei e Mação), traduz numa resposta para estes territórios, criando formação para os agricultores, mas também pelo apoio a toda a cadeia de valor, nomeadamente na logística de transporte dos produtos para os grandes centros de consumo. A relação intermunicipal é importantíssima para criar escala e sinergias entre os vários atores do território. E esse tem sido um percurso que temos realizado: formar e informar os nossos agricultores, dar-lhes condições de valorização de um produto que tem valor acrescentado no contexto europeu. Somos também um território de resinagem, abandonada nos últimos 20, 30 anos, devido ao êxodo populacional e aos ciclos de incêndio. Esse ouro verde traduziu muita riqueza para estes territórios, produziu capacidade para muitos dos nossos se formarem e construírem as suas vidas no litoral. Mas há também a caprinocultura (a agropecuária). O concelho de Proença-a-Nova era, há cerca de 20, 25 anos, o concelho do país com mais caprinos registados. Hoje não é assim, mas mantemos várias explorações importantes, e queremos voltar a incentivar e potenciar esta área de atividade, seja através da valorização do queijo e do leite de cabra, que tem já hoje reposta com a constituição de uma cooperativa que nós, município, apoiámos na sua criação, a Capripinhal, que faz a recolha de leite de cabra desde o Alto Alentejo, passando pela Beira Baixa toda, até à zona de Abrantes, dando ao criador uma maior valorização pelo preço do leite, incentivando o produtor e querendo atrair outros para esta atividade. Temos um projeto em desenvolvimento, no seio da cooperativa, para a criação de um iogurte de cabra com essência de medronho, dois produtos importantes para o nosso território. A importância da caprinocultura e do seu pastoreio foi já há uns anos objeto de um programa denominado de “cabras sapadoras”, como ação para o controlo de matos FRONTLINE/15
GRANDE ENTREVISTA | João Lobo
e dessa forma mitigar os incêndios rurais. Se estes territórios de baixa densidade têm valor e potencial? Com certeza que sim: somos territórios de solução para este século.
convicto de que construímos um caminho que gera, para o concelho de Proença-a-Nova e para os outros territórios, oportunidade e condição de desenvolvimento sustentado.
a demografia é, talvez, um dos maiores desafios do interior. que PolítiCas
o emPrego, a habitação, a mobilidade e os serviços PúbliCos são fatores deCisivos Para a PermanênCia das Pessoas. onde sente que estão hoje os PrinCiPais bloqueios? A habitação é uma das prioridades para Proença-a-Nova. Temos feito um trabalho importante na disponibilização de lotes, bem GSQS RE GSRWXVYpnS I VIUYEPM½GEpnS HS IHM½GEHS 4VIWIRXIQIRXI XIQSW IQ EFIVto a possibilidade de aquisição de lotes em Sobreira Formosa; em Proença-a-Nova temos concluído um projeto de execução para construção de novas habitações para venda e arrendamento acessível. Tivemos no PRR quatro edifícios que foram intervencionados, que se encontram agora concluídos, e dentro em breve essas habitações estarão disponíveis para o arrendamento acessível. Mas também intervencionámos e estamos a GSRXMRYEV VIUYEPM½GEp~IW I EHETXEpnS HI IHMfícios de antigas escolas primárias, quer para habitação quer para concessão de alojamento PSGEP GSQ S ½Q XYVuWXMGS I HIRXVS HI TEVGIrias com outras entidades, nomeadamente privados, estamos a estabelecer protocolos de entendimento para a construção de novas respostas. Uma destas respostas é a possibilidade de subarrendamento de vários edifícios existentes que podem fazer parte da oferta para arrendamento e que os seus proprietários, em acordo com o Município, disponibilizam os imóveis para habitação, sendo que o próprio Município garante a exploração e manutenção dos mesmos. São, pois, respostas que desenvolvemos para, durante os próxiQSW ERSW GSRWIKYMVQSW XIV SJIVXE I ½\EV RSvos residentes no concelho. Obviamente que, àquela que é a resposta do Município, acresce toda a resposta privada de construção que importa sublinhar. Quanto à questão colocada sobre a mobiliHEHI HMVME UYI q QEMW HIWE½ERXI IQ GSRGIlhos como o de Proença-a-Nova, com várias localidades, num território com cerca de 400 km2, 102 localidades habitadas, algumas com quatro ou cinco pessoas, uma rede viária de 550 km, em que se impõe criar novas soluções de transporte e de gestão de serviços TEVE E TVSGYVE QEMW I½GMIRXI HI YQ QSHIlo que, ao mesmo tempo, possa dar resposta
são neCessárias Para fixar PoPulação e atrair novos residentes?
Já referi anteriormente que o emprego é o JEXSV UYI IWXj RE TVMQIMVE GSRHMpnS TEVE ½xar população.Assim, temos e estamos a criar várias respostas neste “interior”. Desde logo a criação da IIBT do Pinhal Interior – Intervenção Integrada de Base Territorial do Pinhal Interior – uma estratégia transformadora de desenvolvimento regional para revitalizar a região do Pinhal Interior, através de uma abordagem integrada para atrair residentes, investidores e visitantes, valorizar o capital natural e liderar processos de inovação. Os municípios, desde a Lousã até ao Fundão, reúnem as Comunidades Intermunicipais da Região de Coimbra, Região de Leiria, Médio Tejo, Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela e a Agência de Desenvolvimento Territorial Aldeias do Xisto. 8IQ RE HIQSKVE½E S WIY HIWE½S TVMQIMVS I S SFNIXMZS HI GVMEV GSRHMp~IW HI ½\EpnS HI TSpulação, tanto mais que foi criado através do TVSKVEQE 3FWIVZEXzVMS (IQSKVj½GS WIRHS a própria Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa que lidera este processo. Posso adiantar que uma das várias ações em desenvolvimento tem sido com a Fundação Aga Khan para a promoção e a atração de novos residentes. Realizar-se-ão experiências-piloto nos vários municípios, do ponto de vista da empregabiPMHEHI I GSRWIUYIRXI ½\EpnS HERHS VIWTSWXE às necessidades das nossas empresas, apoiando em modelo de formação em contexto de trabalho. É também a este propósito um desa½S E QEMSV EKMPMHEHI RE EVXMGYPEpnS UYI XIQ HI ser feita com o Instituto do Emprego e FormapnS 4VS½WWMSREP IRXVI EW EYXEVUYMEW E TVzTVME IIBT e a CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional), para sermos consequentes e mais rápidos na resposta, traduzindo formação para novos trabalhadores, nomeadamente para trabalhadores migrantes. Referi este exemplo, mas há várias ações em curso, no turismo, a renovação de aldeias, a capacidade lúdica, das artes e do património, fontes de geração de economia nos territórios, IQTVIKS I ½\EpnS HI RSZSW TSZSEHSVIW 8IQSW TSVXERXS Ep~IW HI½RMHEW I TIRWEHEW TEVE a atração de novos residentes. Estou certo e
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às legítimas aspirações dos nossos munícipes e ser sustentável do ponto de vista econóQMGS (IWXI QSHS VIGSR½KYVjQSW E VIHI de transportes, tivemos o projeto-piloto do XVERWTSVXI ¾I\uZIP I RS HIGYVWS HIWXI PXMQS trimestre de 2026 e primeiro trimestre de 2027 entrará em funcionamento o transporte a pedido, aliando também, por exemplo, as unidades locais de saúde, os centros de saúde, melhor articulação na marcação das consultas por localidades e assim ter uma ação mais assertiva para os transportes das pessoas para esses serviços. Ainda assim, e com a procura de novas soluções para garantir melhor e maior mobilidade, somos confrontados com YQE HIWMKYEPHEHI HI ½RERGMEQIRXS I HI oportunidades. Vejamos os grandes centros, densamente povoados, que têm meios de QSFMPMHEHI GSQTPIXEQIRXI HI½RMHSW UYEWI ou mesmo gratuitos, e nos concelhos como o de Proença-a-Nova, são os municípios que TEKEQ S Hq½GI HI I\TPSVEpnS HE STIVEpnS castigando ainda mais os orçamentos já reduzidos e as receitas que temos. É preciso que o poder central reforce de forma diferenciada S ½RERGMEQIRXS HIWXIW XIVVMXzVMSW XEQFqQ nesta ação. As telecomunicações são um grande “calcanhar de Aquiles” destes territórios.Apesar de todos os esforços que o Município tem feito, da pressão feita, quer junto da ANACOM, quer junto das operadoras, tem sido um processo fastidioso e que incompreensivelmente se arrasta ao longo do tempo. Já não sei quantas vezes a ANACOM foi confrontada com as zonas denominadas brancas, sem sinal, quer de telemóvel, quer da rede normal de telefone. E este problema agravou-se com a tempestade Kristin: todos temos, nesta zona centro, memória do passado dia 28 de janeiro, e do comboio de tempestades a que fomos sujeitos. Temos hoje, no tempo desta entrevista, cinco povoações do concelho de Proença-a-Nova que não têm qualquer tipo de possibilidade de comunicar, ou seja, se precisarem de pedir socorro, têm de se deslocar 3 a 4 quilómetros para fazer uma chamada. É inadmissível, no século XXI, termos estas WMXYEp~IW % VIHI HI GSFVI JSM HERM½GEHE TIPE tempestade e as operadoras não retomam a rede de cobre nem colocam qualquer alternativa, assim como a ANACOM prossegue impávida e serena. Obviamente, se fosse num qualquer grande centro, no imediato encontravam-se os meios para resolver o problema. Importa assinalar que o Município está e
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estará sempre disponível para ajudar a solucionar, tanto mais que já realizámos apoios para infraestruturas de comunicação com associações locais em diversas localidades no sentido de ultrapassar estes constrangimentos. Contudo, cabe em primeiro lugar às entidades competentes da área resolverem ou proporcionarem apoios e ajudas para termos HI JSVQE TPIRE VIHI QzZIP I ½FVE IQ XSHS os lugares habitados de Portugal. a desCentralização tem sido aPresentada Como uma oPortunidade Para aProximar deCisões dos Cidadãos. na PrátiCa, os muniCíPios têm reCebido os meios neCessários Para assumir novas ComPetênCias?
Nestes 50 anos de poder local democrático, as autarquias, os municípios e as juntas de JVIKYIWME WnS HI JEGXS QSHIPS HI I½GMsRGME de recursos. Nós somos mais próximos, e um euro investido numa autarquia representa três ou quatro vezes mais do que um euro investido pela administração central. O problema é que o Estado central, e leia-se a administração central, tem tido sempre uma visão dos municípios como um par menor. ) MWWS XVEHY^ WI RE MRWY½GMsRGME HI VIGYVWSW ½RERGIMVSW I QIWQS RS VjGMS HI VIGYVWSW humanos associados às várias atividades, seja a educação, a saúde ou a ação social. A Associação Nacional de Municípios Portugueses, num diálogo sempre muito construtivo com os governos, tem reivindicado aquilo que devem ser as condições para os municípios. Essas reivindicações não têm sido conseguidas na sua totalidade. A descentralização é um propósito primeiro para aquilo que eu defendo, que é a regionalização. Houve uma expressão que nos pareceu ter, de facto, um caminho, com alguma autonomia das CCDR, e que se perdeu, entretanto, com o presente Governo. Tenho de o dizer de forma frontal: as CCDR hoje não são mais do que uma tutela da administração central direta, apesar de termos elegido o seu presidente e um dos vice-presidentes; todos os outros são nomeados pela administração central. As ''(6 ½GEVEQ QERMIXEHEW RE WYE GETEGMHEHI na sua autonomia, na sua reivindicação territorial junto do poder central. Regredimos nessa circunstância. Mas essa regionalização, que defendo, tem um preâmbulo que espero ser caminho para se construir também um modelo para um país mais justo, equitativo, solidário e sem assimetrias que corrompem
e não deixam que todos possamos contribuir com dinâmica para a criação de riqueza para o todo nacional, falo da nova Lei das Finanças Locais. Acalento ainda fundada esperança: este Governo já nomeou o grupo de trabalho, e tenho muita consideração e respeito por José Manuel Nunes Liberato, que é presidente desse grupo de trabalho. É com a nova Lei das Finanças Locais que se pode e deve traduzir um novo rumo de Portugal, com o contributo das autarquias locais como primeiros órgãos de um Estado, que se quer próximo, ágil, agregador de sinergias e potencialidades regionais, em que crescer, viver, trabalhar, fruir em Proença-a-Nova, seja com trabalho e responsabilidade, mas não se mostre uma desigualdade de outros locais do país. Não me subsistem dúvidas de que o que mais promoveu a coesão territorial, que não deixou desagregar territórios e comunidades, foram os municípios e as juntas de freguesia. Por isto não é justo que municípios que têm GETEGMHEHI ½RERGIMVE UYI RnS TVIGMWEQ HI
ajuda do Estado central, não sejam solidários e parceiros com o resto do território. Nós só temos territórios saudáveis se não tiverem socialmente problemas de fundo. E essa resposta traduz-se em modelos distintos de VIHMWXVMFYMpnS I HI ½WGEPMHEHI EXVEZqW HI YQE nova Lei de Finanças Locais. Esta lei é a resposta para uma descentralização justa, para o princípio de uma regionalização em articulação com o grupo de trabalho criado, a Associação Nacional de Municípios Portugueses e a Associação Nacional de Freguesias, promovendo uma discussão a nível nacional, séria, afastada de politiquices que contaminam muitas vezes a capacidade de entendimento. a eduCação, a saúde e a ação soCial são áreas PartiCularmente sensíveis nos territórios do interior. que resPostas são mais urgentes Para garantir igualdade de oPortunidades?
Olhamos sempre para a educação como um pilar fundamental, senão o mais importante,
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para qualquer sociedade desenvolvida, que se quer crítica, exigente, formada e informada, responsável, inclusiva e solidária. O setor da educação tem sido sempre um trabalho desenvolvido em parceria e harmonia com a comunidade escolar, nomeadamente com o agrupamento de escolas do concelho, a associação de pais, a(s) Santa(s) Casa(s) da Misericórdia. 4SWWS E½VQEV UYI XIQSW YQE FSE GSQYRMHEde educativa, apesar dos problemas que hoje conhecemos e que são distintos dos que tínhamos há uns anos. Trata-se de ter oferta e ter capacidade dentro da nossa comunidade, de acolher bem e incluir. Este é também um HIWE½S UYI RSW PXMQSW ERSW XIQ E ZIV GSQ S ¾Y\S HI QMKVERXIW % GSRHMpnS HE IWGSPE T blica, que não faz exclusão e aceita todos, não faz seriação, implica promover este trabalho, que é também realizado com o apoio de programas da nossa ação social, quer o CLDS 5G, quer o Radar Social. Estes programas também acrescentam dinâmica para os mais idosos, articulando-se com a Universidade Sénior no âmbito do envelhecimento ativo, com o contributo da ginástica sénior e a hidroginástica. Na saúde, vivemos durante anos com alguma estabilidade do ponto de vista dos nossos médicos, pois tínhamos uma comunidade de médicos residentes no concelho que, entretanto, chegaram à idade de reforma, e como
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em muitos outros concelhos, isso traduziu-se RYQE HM½GYPHEHI IQ XIVQSW HI QqHMGSW HI família. Em articulação com a ULS de Castelo Branco, e apoio do Município, temos um médico na extensão de saúde da Sobreira Formosa, e acolhemos também em habitação municipal os médicos contratados que promovem serviços no SAC (Serviço de Atendimento Complementar). Estamos a realizar regulamento para apoios diferenciados à carreira de médicos de família, mas isso suscita sempre dúvidas quanto à equidade face a ouXVEW GPEWWIW TVS½WWMSREMW GSRXYHS IWXEQSW também a estabelecer parcerias com outras entidades privadas de cuidados de saúde, que em articulação com a nossa unidade móvel de saúde irá potenciar os seus serviços. Mas é um dever (não é descentralização) do Ministério da Saúde dar resposta a grande parte dos problemas que enfrentamos com o regular funcionamento do SNS. O Ministério da Saúde tem-se mostrado impotente ao longo dos anos, o SNS, sentimo-lo, tem-se degradado, sendo que o problema não é de fácil resolução, mas é imperativo tomar decisões, que embora indo contra interesses instalados, têm de olhar para um serviço público de qualidade e atempado. Pois, todos sabemos que quando não há resposta de um lado, a resposta aparece de outro, sendo que
é manifestamente percebido o aproveitamento que o setor privado de saúde faz, por via da debilidade e fragilidades do próprio SNS. Os municípios são chamados a responder, com investimento próprio. Fazemo-lo, como já referi, RE SJIVXE HI LEFMXEpnS RS ETSMS ½RERGIMVS IXG Os municípios estiveram sempre do lado da solução. Fizemos várias reuniões com a ULS de Castelo Branco no sentido de protocolar uma solução, e também já tivemos reuniões com a ministra da Saúde, no sentido de apelar à articulação entre o Ministério da Saúde, as ULS e os próprios municípios, para em conjunto termos respostas justas, transversais e equitativas. O município de Proença-a-Nova está, como sempre, aberto aos apoios e às parcerias que se possam estabelecer neste domínio em prol dos nossos concidadãos. a mobilidade Continua a ser um dos grandes temas da Coesão territorial. Como se resPonde às neCessidades de transPorte num território disPerso e envelheCido?
Aquilo que era o transporte público de passageiros que tínhamos há 20 anos evoluiu muito pouco. E não é compaginável com soluções de há 20 e 30 anos, em que tínhamos mais população. A resposta encontrada foi o transporte ¾I\uZIP I E TIHMHS FIQ GSQS E VIHI½RMpnS HE
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rede de transportes e assim traduzir, em articulação, o transporte público de passageiros, as suas ligações municipais, intermunicipais e regionais. Ao nível das ligações municipais, a rede de transportes públicos de passageiros com a rede de transporte escolar e depois compleQIRXEHE TIPS XVERWTSVXI E TIHMHS I ¾I\uZIP Na CIM da Beira Baixa, temos durante o presente mês concurso já realizado para alargar a oferta de um projeto-piloto do transporte a TIHMHS UYI ½^IQSW RYQ TIVGYVWS RMGS EVXMculado com o transporte público de passageiros, o transporte escolar e com os circuitos especiais escolares, cuja responsabilidade é dos QYRMGuTMSW 8VEXE WI HI HI½RMV YQE RSZE WSPYção para a mobilidade, que dê resposta a uma necessidade que as pessoas sentem nas localidades, por exemplo para se deslocarem até à sede de concelho, ao terminal rodoviário e daí terem capacidade de se mobilizarem para outras zonas da região ou do país. Este novo modelo deve pugnar por ter uma maior agregação dos serviços. Por exemplo, para os serviços de saúde, quando marcam as suas consultas externas nas nossas extensões de saúde, para estarem devidamente articuladas com o transporte, e é isso que estamos a concretizar com S XVERWTSVXI E TIHMHS I S XVERWTSVXI ¾I\uZIP a floresta é um elemento Central na identidade e na eConomia de Proença-a-nova e da beira baixa, mas também uma fonte de risCo. que balanço faz das PolítiCas de ordenamento e gestão florestal?
3 HIWSVHIREQIRXS ¾SVIWXEP HI HqGEHEW I Hqcadas, o êxodo das populações e a transformação/alteração da atividade do setor primário, a falta de investimento público e privado consistente, juntando a evolução das observadas alterações climáticas, vaticinou estes territórios à consequente e devastadora propagação de incêndios. Já referi em questão anterior aquilo que estamos a potenciar e as diversas valências da Floresta e do Património Natural, contudo aproveito a presente questão colocada para transmitir o que obviamente penso que será a Floresta de Futuro.Tenho para mim que uma das palavras-chave são as AIGP – Áreas Integradas de Gestão da Paisagem. O concelho de Proença-a-Nova tem neste momento cinco, quatro da primeira geração e com um ciclo de desenvolvimento para os próximos 20 anos, e uma quinta no resto do território denominada OIGP 2.0 (Operação Integrada de Gestão da Paisagem) para dar resposta
ao impacto da tempestade Kristin, por desenvolvimento de ação do atual Governo, através da Secretaria de Estado das Florestas, tendo os municípios como entidades gestoras para resposta de remoção e apoio aos proprietários nas áreas impactadas. Descrevendo de forma breve as primeiras, criadas dentro do pacote de medidas após os grandes incêndios de 2017, propõe-se fazer a gestão dessa área de forma agregada, com escala, e assim realizar operações de criação de QSWEMGSW ¾SVIWXEMW PMRLEW HI HIWGSRXMRYMHEHI promover a agricultura, a silvo pastorícia, parte GSQ ½RERGMEQIRXS 466 I TSWXIVMSVQIRXI RS ciclo de 20 anos recorrendo a outras fontes, fundo ambiental, Portugal 2030. Esta também é a resposta para muitos terrenos sem dono GSRLIGMHS % KIWXnS TVS½WWMSREP GEFI E YQE entidade gestora, responsável pelas operações I RE TVSGYVE HI ZEPSVM^EpnS HE ¾SVIWXE I WIYW derivados.Tenho que fazer uma referência justa ao João Paulo Catarino, enquanto secretário de Estado das Florestas, que foi responsável por grande parte das medidas de resposta após os incêndios de 2017 e criação das AIGP. 6I½VS SYXVE QIHMHE MQTSVXERXuWWMQE TEVE E gestão do território, pois só conseguimos gerir bem o que conhecemos: o BUPi, a georreferenciação, foi a resposta, com todas as suas MRWY½GMsRGMEW HI MRuGMS QEW MQTSVXE VIGSVHEV UYI EFERHSRjQSW RS ½REP HE HqGEHE HI HS século passado, década de 70, o cadastro do país. E no pós-25 de Abril nunca mais retomámos essas campanhas, somente após 2017 e também como resposta se iniciou o processo conhecido como BUPi. Em Proença-a-Nova já temos mais de 57%, quase 58%, do território conhecido. É um feito, de facto. Empenhámo-nos logo desde início com vários técnicos da Câmara, posteriormente e ainda hoje com grupo de trabalho que tem realizado um trabalho muito relevante. Deixo aqui um apelo ao atual Governo: que traduza esta aposta de forma continuada, não abandone esta referência, reforçando evidentemente as conservatórias, dotando-as de recursos humanos para conseKYMVIQ HEV VIWTSWXE TSMW SW TVS½WWMSREMW HEW conservatórias fazem um trabalho esforçado, mas não conseguem dar resposta cabal, por GPEVE MRWY½GMsRGME HI QIMSW Quero também nesta questão, que agradeço, referir que defendo há muito tempo que os planos diretores municipais (PDM) não TSHIQ WIV Wz E HI½RMpnS HI YQ TIVuQIXVS YVFERS YQE PMRLE UYI HI½RI UYI EUYIPI XIVreno vale x e o outro vale menos y. O PDM
tem de ser um plano da ação do território, em que tudo tenha lugar. E os municípios devem ser os coordenadores desses planos, evidentemente colhendo os pareceres vinculativos das CCDR, da APA (Agência Portuguesa do Ambiente), do Património, etc., mas devem ser objetivamente os municípios a controlar os tempos e as oportunidades que os territórios em cada espaço temporal reivindicam e pedem. Os presidentes de Câmara não querem, nem desejam, ser “donos feudais”, mas quem gere esse território, quem encontra as dinâmicas desses territórios, são os municípios. E essa é também uma transformação que entendo que deve ser discutida e aprofundada. dePois dos grandes inCêndios que marCaram o País, sente que houve uma mudança estrutural na forma Como olhamos Para a floresta e Para a Prevenção?
Todos recordamos os incêndios que em 2017 fustigaram Pedrógão Grande e os territórios vizinhos, e depois, em outubro, Oliveira do Hospital e toda a região contígua. Aproveito ainda para referir um programa/regulamento que lançámos no concelho de Proença-a-Nova e que nos orgulha, após os incêndios de 2017, e que posteriormente foi redesenhado para um programa a nível nacional: falo dos Condomínios de Aldeia, em que no concelho de Proença-a-Nova se iniciou com o regulaQIRXS HI VIGSRZIVWnS HI jVIEW ¾SVIWXEMW IQ áreas agrícolas. Para promover a revitalização destes territórios, após os grandes incêndios, criámos o regulamento de reconversão das jVIEW ¾SVIWXEMW IQ jVIEW EKVuGSPEW UYI HI½RI que nos 100 metros em volta dos aglomerados populacionais, o Município faz a mobilização do solo e oferece as árvores, que não TSHIQ WIV IWTqGMIW ¾SVIWXEMW 8IQSW LSNI Condomínios de Aldeia no concelho, enquanto escudo de proteção às aldeias. enquanto Presidente da Cim da beira baixa, quais são os PrinCiPais Projetos intermuniCiPais que Considera estruturantes Para os Próximos anos? % ZMWnS I S TPERS IWXVEXqKMGS UYI HI½RMQSW para a Beira Baixa até 2030 assentam em quatro momentos essenciais: a Beira Baixa como espaço de ligação à Europa, através da aposta em dinâmicas transfronteiriças; a valorização económica dos seus recursos naturais; a quaPM½GEpnS HSW TSPSW YVFERSW I S VIJSVpS HS WMWXIQE TSPMGsRXVMGS E UYEPM½GEpnS HEW GS-
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nectividades, físicas e digitais. Estas quatro jVIEW HI½RIQ EUYMPS UYI GSRWMKRjQSW IQ três áreas de especialização: a agroindústria, E ¾SVIWXE I S XYVMWQS 2E EKVSMRH WXVME TVSmover o potencial económico assente na vaPSVM^EpnS HS TSXIRGMEP IRHzKIRS 2E ¾SVIWXE ZEPSVM^EV E ½PIMVE ¾SVIWXEP IQ EVXMGYPEpnS GSQ o turismo, a energia, a indústria transformadora, o agroalimentar, a pasta e o papel, e com a prevenção de riscos. No turismo, articular e integrar os diferentes produtos turísticos com novas tecnologias e outros setores, bem como explorar o potencial da cooperação transfronteiriça. Isso consubstancia-se depois REUYMPS UYI XEQFqQ Nj ½^IQSW GLIKEV ES +SZIVRS RE WIUYsRGME HS HIWE½S UYI RSW JSM PERpEHS HITSMW HE XIQTIWXEHI /VMWXMR I HS ½Q deste PRR: o PTRR - Portugal Transformação Recuperação e Resiliência. Desde logo, o IC31: a ligação das Termas de Monfortinho, Idanha-a-Nova, da EX-A1 de Espanha até à A23. Este é um investimento que consideramos prioVMXjVMS IQ TIV½P HI EYXSIWXVEHE UYI RnS MRteressa só à Beira Baixa, interessa a Portugal enquanto país. Nas acessibilidades dentro da VIKMnS E VIUYEPM½GEpnS HE 2 7IVXn *IVVIMra do Zêzere; também a N238 entre Oleiros e a Foz Giraldo, para a ligação de Oleiros a 'EWXIPS &VERGS I E VIUYEPM½GEpnS HE 2 Penamacor/A23.Ainda nas acessibilidades, a ferrovia: tenho de sublinhar aquele que foi o empenho das Infraestruturas de Portugal na reabilitação da linha da Beira Baixa, aberta desde o passado dia 20 de setembro. Mas olhamos para a nossa Beira Baixa, e é uma ilha do ponto de vista ferroviário.Temos uma linha única, que não serve hoje, do ponto de vista da mobilidade, seja para passageiros, seja para QIVGEHSVMEW I EWWMQ q QEMW YQE HM½GYPHEHI para a competitividade das nossas empresas e consequentemente do país. Durante estes últimos 50 anos, investimos muito em rodovia, mas esquecemos completamente a ferrovia. É momento também de exigirmos ligações ferroviárias diferenciadas neste território: uma linha que passe a norte da Sertã e Oleiros e que promova a ligação à linha da Beira Alta. Temos ainda, ao nível da roHSZME E TVMSVMHEHI HI VIUYEPM½GEpnS HS -' o Governo atual lançou o projeto de exeGYpnS TEVE E VIUYEPM½GEpnS HS EXYEP -' I para a construção do lanço entre o Avelar e Pombal. É imperativo que se faça, tanto mais que, depois de o IC31 estar executado, não é possível o atual IC8 comportar o tráfego,
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pois já hoje atingiu o seu nível máximo de capacidade, e por essa via tornar-se cada vez mais inseguro. O IC8, entre a A23 e a A13, tem de ser traduzido num estudo da duplicação daquele itinerário, isto é, com TIV½P HI EYXSIWXVEHE Na saúde, e de acordo com o plano de investimento na ULS de Castelo Branco, e prioridades, sendo já uma exigência com anos, um novo bloco operatório, e um robô, dotando esta ULS de uma capacidade diferente de EXVEpnS TEVE SW TVS½WWMSREMW HI WE HI I TEVE novas valências. Os resíduos são também uma questão preocupante. O cidadão tem degradado a sua atitude para aquele que tinha sido o seu percurso na separação. A Beira Baixa tem de olhar, na sua articulação com a empresa Valnor, para uma proposta para os próximos anos, sustenXjZIP I QYMXS QEMW I½GMIRXI Relativamente à água, um elemento essencial: a construção da barragem do Ocreza/Alvito. No âmbito do programa que o Governo lançou, a “Água que Une”, a ministra do Ambiente já nos assegurou a construção desta infraestrutura, queremos vê-la realizada, para bem desta região, e para o país. Há também nas nossas reivindicações e propostas várias FIRI½GMEp~IW I\IQTPS HSW ETVSZIMXEQIRXSW hidroagrícolas, quer da Campina de Idanha, quer da Cova da Beira, quer do Açafal. 4SV ½Q YQ MRZIWXMQIRXS MQTSVXERXI HITSMW do que sentimos com as consequências da tempestade Kristin, que tem a ver com a rede elétrica. Teremos de ter uma rede elétrica muito mais resiliente do que aquela que tínhamos. Os setores críticos, a saúde, as forças de autoridade, os bombeiros, as unidades de serviço à população, os municípios, têm de ser servidos sem falhas, e essa rede tem de ter outra condição que não o transporte aéreo, terão de ser redes enterradas, que resistam também a situações de incêndio. E, evidentemente, a cobertura da rede de telecomunicações. Já referi a situação de Proença-a-Nova, mas essa repercute-se pelos restantes concelhos. É preciso, de facto, que haja uma ação direta do regulador junto das operadoras. Queria só deixar uma nota última, que tem a ver com a reforma do Estado e com a agilidade que traria a instalação do Tribunal Central Administrativo do Centro em Castelo Branco. Sei que essa é uma questão que tem andado em águas relativamente turvas, mas tinha sido um ponto assente no Governo anterior.
Espero que não se vacile. É importante, evidentemente, para Castelo Branco, para a Beira Baixa e para estes territórios do centro do país. os fundos Comunitários e o Portugal 2030 são uma oPortunidade Para territórios Como a beira baixa. que investimentos devem ser Prioritários? Eu aqui diferenciava três momentos.A Comunidade Intermunicipal, através do Portugal 2030, na contratualização da AIBT (Ação Integrada de Base Territorial) da Beira Baixa, reforçada na reprogramação deste ano, com enfoque na habitação. A IIBT do Pinhal Interior, já referida anteriormente, que deriva da revitalização do Pinhal Interior após os grandes incêndios de 2017, com um objetivo estratégico na demoKVE½E I RE ½\EpnS HI TSTYPEpnS ) E YQ RuZIP mais reduzido de municípios envolvidos, o GAL Pinhal Maior, com um programa de ativação dos pequenos negócios do setor agroalimentar. Estamos num processo de profunda alteração geopolítica, desde a guerra que observamos às portas da Europa, a invasão da Ucrânia pela Rússia, e com a alteração do modelo que vinha da Aliança Atlântica, após cerca de 80 anos de paz no continente europeu. Os fundos comunitários vão ser muito distintos daquilo que foram estes últimos 40 anos. E isso traduz-se no desaparecimento do Fundo de Coesão Territorial e na criação de 10 outros programas, mas também desde o relatório Draghi, indicando a competitividade como fator preponderante, a segurança do próprio continente europeu e dos seus Estados, perante uma alteração profunda dos Estados Unidos enquanto parceiro HE 2%83 )WXE VIHI½RMpnS HI XVENIXzVMEW I estratégia vai desde logo traduzir-se numa diminuição muito relevante (não sabemos a percentagem, mas aponta-se na ordem dos 40% HI GSVXIW HI ½RERGMEQIRXS TEVE 4SVXYKEP I evidentemente, para os municípios. E por isso, como já referi, a questão da descentralização, mas a nova Lei das Finanças Locais é central. Torna-se cade vez mais importante a assertividade dos investimentos que fazemos, temos de ser mais exigentes quanto à capacidade de retorno desses investimentos. Os municípios vão ter de se dotar também de condições nos seus recursos humanos, na sua capacidade de SPLEV TEVE E KIWXnS IGSRzQMGE I ½RERGIMVE I TEVE E IWXVEXqKME HS ½RERGMEQIRXS (MVME UYI cada vez mais a intermunicipalidade terá que ser aprofundada e construída, com escala e em projetos complementares.
João Lobo | GRANDE ENTREVISTA
a transição energétiCa é hoje uma questão Central, mas muitos territórios do
A gastronomia, hoje, no nosso concelho, assume uma resposta muito importante do ponto interior sentem que suPortam imPaCtos de vista do aproveitamento tornado requinte, sem reCeber benefíCios ProPorCionais. da revisitação da cozinha que os nossos avós Como deve ser equilibrada esta relação? já faziam, nós não tínhamos desperdício há 70, Houve uma discussão profunda sobre as zo- 80 anos. É exemplo disso o plangaio da Sobreinas de aceleração das energias renováveis. ra Formosa, que tem festa juntamente com o A Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa maranho. São produtos que faziam o reapromanifestou-se desfavorável a esse primei- veitamento de subprodutos da desmancha, das ro projeto com que o Governo avançou. carcaças, do porco ou da cabra, eram a subsisDepois de vários contactos com as comu- tência dos agregados familiares mais pobres e nidades intermunicipais, o Governo chegou que hoje enriquecemos nos pratos. E depois à conclusão de que cada município deveria a tigelada, enquanto doce-rainha do concelho contribuir com 1% do seu território para de Proença-a-Nova, traduz várias valências do IWWI ½Q (IWXE HMWGYWWnS ½GSY TEXIRXI UYI nosso potencial agropecuário: desde logo a catemos várias áreas que podem ser utiliza- prinocultura, porque a receita principal da tigedas, desde logo as zonas adstritas à gestão lada é feita com leite de cabra; depois o limão, I GSRXVSPS HSW MRGsRHMSW ¾SVIWXEMW E VIHI os citrinos, a freguesia dos Montes da Senhora, primária, que são faixas de 125 metros de as Rabacinas e o Chão de Galego. Também o largura, por exemplo, mas serão os territó- mel, que entra na receita: a apicultura é muiVMSW E HI½RMV EW STSVXYRMHEHIW TEVE IWWEW to importante, dá capacidade a grande parte zonas de aceleração. E falamos quer de áreas das nossas famílias de terem um complemento para novos parques eólicos, quer para par- económico, e é responsável pela continuidade ques fotovoltaicos. É verdade que planos que da biodiversidade e polinização. avançaram sem articulação com as comuni- O património que se caracteriza no xisto, nas dades locais, sem os municípios, correm mal. nossas aldeias de xisto: a Figueira, os ConqueiHouve dois grandes parques fotovoltaicos, a ros, as Oliveiras, entre várias. A Associação Beira e a Sophia, que foram avançando sem haver uma comunicação prévia e concertada, e, como é natural, gerou grade contestação, e legítima, na opinião pública. E isso não vem ajudar o próprio país para a necessária XVERWMpnS IRIVKqXMGE TEVE ½GEVQSW GEHE ZI^ mais com maior autonomia energética e sem a dependência que temos dos combustíveis fósseis. Este é um processo que entendemos necessário, mas num diálogo aberto e pleno e com passos que não coloquem em causa o valor paisagístico, o património natural e a segurança e saúde das populações.
de Desenvolvimento das Aldeias do Xisto, a ADXTUR, preconiza estas redes de aldeias, neste território mais extenso, mas que encontra em Proença-a-Nova essa representatividade. Mas também nos socalcos de xisto construídos nas margens da Ocreza para os olivais. Se olhamos muitas vezes para o Douro Vinhateiro, Património da UNESCO, deveríamos olhar também para estes socalcos, que tanto labor levaram pelas mãos cansadas dos nossos antepassados, para construírem um pé ou dois pés de oliveira por essas encostas acima. Os socalcos de xisto são, de facto, um património importantíssimo para o olival no concelho de Proença-a-Nova. mas Como é que isso se transforma em eConomia real? Referi já a CapriPinhal, uma cooperativa que recolhe o leite de cabra, que queremos que o valorize, é por isso que ajudamos os produtores com melhores preços de compra do leite, é um incentivo para os nossos empresários do agroalimentar, pois a economia real só funciona com os empresários. O concelho só vive, só tem futuro, pela capacidade e pela inovação das nossas empresas e dos nossos empresá-
o turismo de natureza, a gastronomia, o Património e os Produtos endógenos Podem ser motores de desenvolvimento.
Como se transforma esse PotenCial em eConomia real? O turismo de natureza é, desde logo, o tronco comum, isto é, o nosso património natural é a nossa monumentalidade, que é observada na RSWWE REXYVI^E RE ¾SVIWXE EXVEZqW HSW TIVGYVsos pedestres, nos trilhos de BTT, nas praias ¾YZMEMW RS TEVEUYIHMWQS REW TEVIHIW HI IWcalada, na via ferrata, a imersão na natureza, o sentir, o participar. E esse é, de facto, o nosso portefólio principal.
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GRANDE ENTREVISTA | João Lobo
rios. Seja na agropecuária, na metalomecânica, na serralharia, na avicultura, nas novas tecnologias, na segurança, na assemblagem. São eles que criam emprego, são eles que criam capacidade de desenvolvimento dos territórios. 4SV MWWS HI½RMQSW Pj EXVjW QYMXS EXVjW RS tempo, aquilo que devia ser a capacidade de XIV IWTEpS TEVE SW PSGEPM^EV TEVE SW ½\EV *MGE aqui o meu reconhecimento à capacidade dos empresários em territórios como Proença-a-Nova, à sua resiliência, à sua capacidade de nunca desistir. que PaPel Podem desemPenhar a inovação, a digitalização e o emPreendedorismo na Criação de novas oPortunidades no interior? 2S HSQuRMS HEW RSZEW XIGRSPSKMEW ½^IQS-lo com a Outsystems, com a Noesis e com a Babel. As empresas tecnológicas traduzem valorização, porque são empregos mais bem remunerados e trazem uma atratividade diferente. É verdade que sofremos aqui um certo revés quando fomos apanhados pela Covid-19 e pela alteração das condições de trabalho, com o trabalho remoto, que veio retirar essa condição da permanência diária no posto de trabalho na empresa. Mas isso não impediu que essas empresas continuassem a criar va-
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lor no concelho de Proença-a-Nova e na região, sendo responsáveis por várias sinergias e desenvolvimento de outras empresas. que beira baixa gostaria de ver Construída ao longo da Próxima déCada? Seria uma Beira Baixa com mais três municípios. É uma questão que já referenciei no mandato anterior: Fundão, Covilhã e Belmonte. Traduzindo-se com o suporte de duas entidades de ensino superior, a Universidade da Beira Interior e a agora Universidade Politécnica de Castelo Branco, de duas unidades hospitalares importantes, o Hospital da Cova da Beira e o Hospital Amato Lusitano, numa complementaridade com aquilo que hoje a Covilhã tem com a Faculdade de Medicina. Juntando outras duas cidades, o Fundão e a Covilhã, a Castelo Branco, no reforço policêntrico, maior e melhor capaGMHEHI I IWGEPE TEVE RSW E½VQEQSW GSQS região. E o próximo ano, 2027, é um ano GLEZI TEVE IWWE HI½RMpnS que marCa gostaria de deixar em Proença-a-nova e na Cim da beira baixa? As marcas são aquelas que os outros reconhecem em nós. E, nessa circunstância,
também deixaria para os meus concidadãos essa avaliação. É difícil defendermos em causa própria aquilo que entendemos em cada momento deixar ou perpetuar, tanto QEMW UYI E ½RMXYHI HS XIQTS EMRHE GSQ mais ou menos espaço temporal, vai acabar por desvanecer e apagar. Mas referiria a capacidade de Proença-a-Nova estar na linha da frente em alguns setores, na metalomecânica, na serralharia, nos componentes de aeronáutica e comunicações, na segurança, RE ZIVM½GEpnS HI VMWGSW RSQIEHEQIRXI RE ¾SVIWXE EXVEZqW HS 'IRXVS 'MsRGME :MZE IWWEW WnS QEVGEW UYI TSHIQ MHIRXM½GEV e alavancar este concelho. Evidentemente que também o turismo de natureza e S TEXVMQzRMS REXYVEP MHIRXM½GEQ I WnS reconhecidos do nosso concelho. E estas WnS QEVGEW UYI ½GEVnS EWWSGMEHEW IWTIVS não ao João Lobo, mas aos executivos em que o João Lobo esteve presente. Nunca o João Lobo conseguiu fazer nada de muito relevante sozinho, partilhou-o sempre e só consegue fazer em equipa. E é a marca de YQE IUYMTE UYI ½GEVj WIQTVI WYFNEGIRXI àquilo que, em cada momento, uma liderança consegue preconizar. Termino agradecendo a oportunidade à revista FRONTLINE para este momento, e reconhecer o arrojo em entrevistar um presidente de Câmara do interior, de um concelho com cerca de 7700 habitantes, que obviamente merecem as mesmas oportunidades e destaque de qualquer uma das nossas belas e HMRlQMGEW GMHEHIW 4EVE ½REPM^EV HMVME UYI nestes 50 anos do poder local democrático, mais que os partidos ou ideologias, são as pessoas que contam quando escolhemos os representantes do poder local. Porque GSR½EQSW UYI JEVnS S QIPLSV TIPS WIY XIVritório com as ferramentas de que dispõem. Porque sabemos que as suas decisões in¾YIRGMEQ HI JSVQE HIXIVQMRERXI S RSWWS dia a dia. Porque lutam para construir um amanhã melhor. O caminho destes 50 anos já foi trilhado, e é devido o reconhecimento público à dedicação das pessoas que foram IPIMXEW TEVE S TSHIV PSGEP I UYI ½^IVEQ S seu melhor, à medida das suas capacidades, pelo nosso concelho e no país. Temos consciência que estamos hoje muito melhor que há 50 anos. É sempre com as pessoas que se constroem caminhos de desenvolvimento que se querem sustentáveis, que mantenham a nossa identidade e que sejam assentes na verdadeira democracia de proximidade. São sempre as pessoas que contam.
O corpo humano é extraordinário Realizamos milhares de milhões de feitos num só batimento cardíaco, somos exemplos espantosos da tecnologia da natureza. Mas também somos humanos. Enfraquecemos. Falhamos. E quando isto acontece, os nossos extraordinários corpos exigem soluções extraordinárias que transformam a vida. Lideramos a tecnologia médica global, resolvendo com audácia os problemas GH VDƏGH PDLV GHVDƾDQWHV que a humanidade enfrenta atualmente. Saiba mais em medtronic.pt
OPINIÃO | Luís Mira Amaral
A ENTRADA DO ESTADO NO CAPITAL DA REN
O
Governo anunciou que o Estado iria voltar ao capital da REN através da compra duma posição de 13,7%. Será que o Governo também se prepara para o Estado vir a tomar ou a reforçar posições no capital de outras empresas e bancos, tais como a Galp (onde o Estado tem neste momento 8% do capital), ANA ou BCP? Será que o anunciado Fundo Soberano servirá justamente para o Estado vir a deter participações nestas e noutras empresas consideradas pelo Governo como estratégicas? E onde irá o +SZIVRS EVVERNEV S HMRLIMVS TEVE ½RERGMEV tudo isto? São tudo questões que o anunciado Fundo Soberano e a tomada de participação na REN suscitam. Criámos, como ministro da Indústria e Energia, a REN como empresa concessionada pelo Estado para o transporte de eletricidade no contexto da desverticalização da EDP e criámos também a ERSE para regular os monopólios naturais das redes de transporte e distribuição de energia. Aplicámos então a teoria económica que diz que o Estado-
-acionista que sai quando privatiza esses monopólios naturais deve ser substituído pelo Estado-regulador. É, pois, a ERSE que fixa o custo do serviço de transporte da eletricidade e agora também do gás natural prestado pela REN e por isso não faz sentido a afirmação do primeiro-ministro (PM) de que o Estado vai comprar 13,7% do capital da REN para baixar o preço da energia. Se o quiser fazer, deve antes instruir a sua ministra do Ambiente e Energia para racionalizar o setor elétrico, tornando-o menos dependente do poderoso lóbi das renováveis intermitentes. O Governo poderá modificar o contrato de concessão com a REN, se assim o entender. E o plano de investimentos da REN é aprovado pelo Governo, mediante parecer da ERSE. O Governo tem, pois, instrumentos para controlar a REN sem precisar de ser acionista. Só consigo então entender a decisão pelas seguintes razões: na União Europeia a REN é o único operador de transporte
sem capital público. Entender-se-á então que a privatização da totalidade do capital no governo Passos Coelho foi longe de mais...; o desejo de tirar da REN as funções de Despacho e Planeamento, e nesse sentido a presença do Estado como acionista, facilitará o diálogo com os outros acionistas. Recentemente o Reino Unido fez isso, criando um novo operador, a NESO, que ficou com essas funções retiradas da National Grid. Em Portugal já tivemos esse modelo com o Repartidor Nacional de Cargas (o então Despacho) e a Companhia Nacional de Eletricidade, a REN da altura; o PM e a sua ministra do Ambiente não são especialistas do setor elétrico e como entes políticos precisam do apoio técnico da REN em situações de emergência, como foi no apagão ibérico de 28 de abril de 2025. Talvez o Governo se sinta nessas emergências numa posição mais confortável com a presença do Estado no capital da REN, tendo aí um administrador nomeado pelo Estado.
O GOVERNO PODERÁ MODIFICAR O CONTRATO “ DE CONCESSÃO COM A REN, SE ASSIM O ENTENDER. E O PLANO DE INVESTIMENTOS DA REN É APROVADO PELO GOVERNO, MEDIANTE PARECER DA ERSE” Engenheiro e Economista
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Maria de Belém Roseira | OPINIÃO
TEMPOS ASSUSTADORES
A
6IZSPYpnS *VERGIWE RSW ½REMW HS século XVIII, em termos políticos, o pensaQIRXS ½PSWz½GS IQ XIVQSW GYPXYVEMW I E Revolução Industrial, em termos económicos, criaram um contexto ao longo dos dois últimos séculos que determinou o aprofundamento de um modelo civilizacional a ocidente, assente em princípios e valores que foram sendo sedimentados ao longo da História da humanidade, modelo ao qual devemos uma melhoria dos indicadores do desenvolvimento humano extraordinária. Constituíam eixos centrais deste modelo a democracia como forma de governo – da qual a separação de poderes é elemento integrante –, a defesa dos direitos humanos como forma de reconhecimento da dignidade de cada ser humano e o desenvolvimento económico como instrumental ao bem-estar da humanidade. A aceleração no século XX do conhecimenXS GMIRXu½GS TIVQMXMY ZIRGIV HIWE½SW UYI outrora se consideravam intransponíveis em todas as áreas do saber, mas não evitou as tragédias sangrentas e bárbaras que se abateram sobre a humanidade na sequência de projetos de domínio e de poder político aniquiladores da regra da sã convivência entre povos de culturas e credos diferentes. Há sempre quem goste de utilizar para o mal aquilo que só encontra legitimidade se
for usado para o aprofundamento do bem comum. No entanto, também se tiram boas lições de acontecimentos funestos, como quando cenários de horror e de destruição terminam e dão origem a quadros normativos nacionais e internacionais que tinham como grande e nobre objetivo impedir a sua repetição. A minha geração, que nasceu no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, FIRI½GMSY HIWWE VIHIRpnS E pensávamos que a memória do que tínhamos aprendido de forma muito dura perduraria através da aplicação da inteligência e da sensibilidade humanas em desempenhos políticos e económicos que nos protegessem de voltar a seguir caminhos que correspondessem a retrocessos civilizacionais. Nada de mais errado, como todos estamos a ver. A ânsia humana de domínio e de poder, muitas vezes assente numa ilusão de superioridade, não se esgota nunca. Alimenta-se de tensões que ela própria cria, para criar os cenários favoráveis ao vencimento dos seus projetos individuais ou de grupo. E manifesta-se, seja da maneira mais so½WXMGEHE SY QEMW XSWGE MRZIRXERHS JEGXSW criando realidades alternativas que fomentam discórdia ou fazem apelo às emoções mais básicas, mas com potencial para gerar o descontrolo coletivo. O sistema democrático, que deveria ser uma das barreiras
de proteção contra as falácias, as mentiras, as meias-verdades insidiosas e alarvidades semelhantes, acaba por se revelar como o sistema mais permissivo a que venham a tornar-se dogmas que suscitam a aceitação do eleitorado, mesmo quando contrariam a verdade objetiva dos factos. Estamos a viver uma época dessas em que o que era impossível ou improvável passou a acontecer e o que era intolerável passou a ser considerado aceitável. A solidez do sistema assente em instituições fortes que julKjZEQSW MRZYPRIVjZIMW E½REP RnS XIQ E VSFYWXI^ WY½GMIRXI TEVE PYXEV GSRXVE XqGRMGEW novas de informação e contra informação que deturpam a realidade e criam ilusões di½GMPQIRXI HIWQSRXjZIMW % TVzTVME IZMHsRGME GMIRXu½GE TEWWSY E WIV RIKEHE I EW VIKVEW do sistema são utilizadas para fazer vingar o UYI HIWE½E S ±GSRWXVYGXS² UYI TIRWjZEQSW impenetrável às técnicas de desinformação da má propaganda. E quando isto acontece no âmbito da luta pelo poder político e se conjuga com acontecimentos como o das alterações climáticas, cuja incapacidade de controlo já assenta na renegação pelos negacionistas da evidência daquilo que está à vista de todos, não podemos esperar nada de bom. Mas temos o dever de tentar evitar que o negativo se transforme na regra da nossa vivência coletiva.
A SOLIDEZ DO SISTEMA ASSENTE EM “ INSTITUIÇÕES FORTES QUE JULGÁVAMOS INVULNERÁVEIS AFINAL NÃO TEM A ROBUSTEZ SUFICIENTE PARA LUTAR CONTRA TÉCNICAS NOVAS DE INFORMAÇÃO” Jurista
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OPINIÃO | Carlos Zorrinho
BANALIZAÇÃO (A INTOXICAÇÃO DA DEMOCRACIA)
A
democracia está em crise. Um pouco por todo o mundo, do seu regapS REWGIQ VIKMQIW EYXSVMXjVMSW ½PLSW HE informação e da desinformação cada vez mais tecnologicamente aceleradas e usadas para que os cidadãos não tenham tempo de tomar consciência da realidade, avaliar opções e fazer escolhas ponderadas. A democracia está intoxicada pela banalização. Todos assistimos em Portugal e no mundo à forma como sistematicamente o carrossel de notícias sobre uma catástrofe, uma guerra, uma revolução, uma fraude ou uma simples informalidade consegue ir desgastando o tema até o tornar banal, irrelevante, desinteressante para as audiências e esquecido pelos eleitores no momento de votar ou até de influenciar os estudos de opinião que moldam as perceções do poder. Já houve um tempo em que fazia sentido alertar para a banalização e a desinformação violenta como instrumentos de
um ataque organizado à democracia no mundo. Esse tempo já passou. Estamos noutro patamar. Hoje é a própria democracia que está capturada pelos métodos que antes foram usados contra ela. A banalização lava mais branco e poucos resistem ao uso do novo detergente que apaga nódoas políticas como nenhum outro produto. Quando partilho estas inquietações com GSPIKEW I EQMKSW UYI GSQMKS ½^IVEQ PSRgas caminhadas em defesa dos valores da liberdade, da igualdade de oportunidades, da justiça social e da participação cívica, sinto uma grande convergência no diagnóstico e uma grande impotência em contribuir para E WSPYpnS ±:EQSW HIM\EV HI ZIV RSXuGMEW² q sempre a resposta mais óbvia que encontro. Deixar de ver notícias é desistir. O que os democratas convictos precisam é de resistir e não de desistir. Continuarem imersos no mundo tal como ele é e conseguirem manter a lucidez para interpre-
tar, construir redes e conexões saudáveis, agir e transformar. É mais fácil delimitar e descrever o vírus que contaminou e intoxicou a democracia do que desenhar um caminho de desintoxiGEpnS UYI RnS WMKRM½UYI EFERHSRS 7IQTVI adorei tertúlias, conversas soltas e desconversas alegres, e sinto que elas são um último reduto para manter vivos os partidos, os movimentos, os grupos de ideias e de cidadania e o ADN do diálogo aberto e democrático, mas até as tertúlias são cada vez mais difíceis de combinar, mesmo que sejam online. Restam as plataformas assíncronas de partilha que crescem como cogumelos, mas que não me demonstram o poder de desintoxicação que a democracia exige. Em boa verdade mais vale continuar a ver notícias com a consciência que a banalização não é um acaso ou uma ingenuidade. É um inimigo a combater e a democracia merece mais um bom combate de quem sempre combateu por ela.
HOJE É A PRÓPRIA DEMOCRACIA QUE ESTÁ “ CAPTURADA PELOS MÉTODOS QUE ANTES FORAM
Presidente da Câmara Municipal de Évora
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USADOS CONTRA ELA. A BANALIZAÇÃO LAVA MAIS BRANCO E POUCOS RESISTEM AO USO DO NOVO DETERGENTE QUE APAGA NÓDOAS POLÍTICAS COMO NENHUM OUTRO PRODUTO”
Luís Lopes Pereira | OPINIÃO
AS GRANDES REFORMAS DA SAÚDE NA EUROPA
CINCO CAMINHOS PARA O MESMO DESAFIO
A
pesar das diferenças institucionais, ZjVMSW TEuWIW HE )YVSTE IRJVIRXEQ HIWE½SW semelhantes que afetam os seus sistemas de saúde: envelhecimento da população, escasWI^ HI TVS½WWMSREMW EYQIRXS HSW GYWXSW I RIGIWWMHEHI HI QIPLSVEV E I½GMsRGME % VIWposta passa por uma combinação de digitalização, reorganização dos cuidados e revisão HSW QSHIPSW HI ½RERGMEQIRXS GSQS WnS exemplo os cinco países aqui abordados. Na Alemanha, a prioridade é modernizar um sistema historicamente centrado nos hospitais. O governo está a avançar com uma reforma hospitalar que procura reduzir a duplicação de serviços, incentivar a especialização clínica e inXVSHY^MV RSZSW QIGERMWQSW HI ½RERGMEQIRXS menos dependentes do volume de atos médicos realizados. Em paralelo, a digitalização ganhou um papel central, com a expansão do processo clínico eletrónico, da prescrição eletrónica e da interoperabilidade entre prestadores. O objetivo é melhorar a coordenação dos cuidados e controlar o crescimento das despesas de saúde. Na Suíça, o principal foco é a sustentabilidade ½RERGIMVE HI YQ HSW WMWXIQEW HI WE HI QEMW caros do mundo. A reforma mais relevante é a introdução do modelo tarifário Tardoc, que substitui um sistema de remuneração médica com mais de duas décadas e procura tornar a formação de preços mais transparente e alinhada com a prática clínica atual. Simultaneamente, continuam os esforços para limitar o crescimento dos prémios dos seguros de saúHI I TVSQSZIV YQE QEMSV I½GMsRGME EHQMRMWtrativa através de soluções digitais.
A Itália está a utilizar os fundos europeus do Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PNRR) para concretizar uma das maiores modernizações do seu Serviço Nacional de Saúde. A aposta centra-se na criação de estruturas de proximidade, as Case della Comunità, destinadas a reforçar os cuidados primários e a responder melhor às necessidades de doentes crónicos e idosos. O plano inclui ainda investimenXSW WMKRM½GEXMZSW IQ XIPIQIHMGMRE VIKMWXSW clínicos eletrónicos, interoperabilidade de dados e renovação das infraestruturas hospitalares. O objetivo é reduzir as desigualdades regionais e aproximar os cuidados dos cidadãos. O Reino Unido encontra-se no meio da mais profunda reforma do NHS em mais de uma década. A medida mais emblemática é a extinção da NHS England, com transferência de competências para níveis mais próximos da prestação de cuidados. Paralelamente, está em desenvolvimento o Single Patient Record, um registo clínico único que permitirá a partilha integrada de informação entre TVS½WWMSREMW I GMHEHnSW % IWXVEXqKME FVMXlnica aposta ainda no reforço dos cuidados de proximidade, na utilização intensiva de dados e na adoção de ferramentas digitais e HI MRXIPMKsRGME EVXM½GMEP TEVE QIPLSVEV E TVSdutividade do sistema. Já a Finlândia prossegue uma reforma baseada na integração entre cuidados de saúde e serviços sociais. O objetivo é oferecer respostas mais coordenadas a uma população
cada vez mais envelhecida, reduzindo simultaRIEQIRXI E TVIWWnS ½RERGIMVE WSFVI S )WXEHS A transformação inclui uma forte aposta em serviços digitais, consultas remotas e utilização de dados para melhorar a gestão clínica e opeVEGMSREP % I½GMsRGME I E WYWXIRXEFMPMHEHI WnS SW pilares centrais desta estratégia. Estes cinco países convergem numa visão comum: o futuro dos sistemas de saúde dependerá menos da expansão da capacidade hospitalar e mais da integração de cuidados, da prevenção, da digitalização e da utilização inteligente dos dados. A tecnologia deixou de ser um complemento para se tornar um elemento central da reforma dos serviços de saúde europeus. Portugal precisa urgentemente de introduzir reformas pelas mesmas razões que estes países estão a reformar os seus sistemas. Mas conseguiremos um pacto para a saúde num tema tão politizado que tem sido arma de arremesso na conquista de votos sem escrúpulos e sem olhar para a realidade da saúde no país que disXE WMKRM½GEXMZEQIRXI HE MHISPSKME I HE HMWGYWsão meramente partidária? Referências: https://www.bundesregierung.de/breg-en/issues/ one-year-federal-government-2427414 https://swissobserver.ch/de/news/switzerland-new-laws-2026-guide/ https://www.italiadomani.gov.it/it/home.html https://commonslibrary.parliament.uk/research FVMI½RKW GFT https://www.imf.org/-/media/files/publications/ GV IRKPMWL ½RIE WSYVGI THJ THJ
O FUTURO DOS SISTEMAS DE SAÚDE “DEPENDERÁ MENOS DA EXPANSÃO DA CAPACIDADE HOSPITALAR E MAIS DA INTEGRAÇÃO DE CUIDADOS, DA PREVENÇÃO, DA DIGITALIZAÇÃO E DA UTILIZAÇÃO INTELIGENTE DOS DADOS” Economista e Gestor em Saúde
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OPINIÃO | Fernando Leal da Costa
SABER LER
N
o passado dia 8 de setembro celebrou-se o dia dedicado à Literacia em Saúde. Parece intuitivo que toda a gente saberá o que é literacia em saúde. Talvez não saibam. O Office of Disease Prevention and Health Promotion (ODPHP), entidade governamental dos Estados Unidos, tem duas definições: a literacia pessoal em saúde, que é o grau em que os indivíduos têm a capacidade de encontrar, compreender e utilizar informação e serviços para informar decisões e ações relacionadas com a saúde, tanto para si como para os outros; e a literacia em saúde organizacional, que é o grau em que as organizações permitem de forma equitativa que os indivíduos encontrem, compreendam e utilizem informações e serviços para informar decisões e ações relacionadas com a saúde, tanto para si como para outros. A OMS entende, bem, que literacia em saúde é a capacidade de aceder, perceber, avaliar e usar a informação e os serviços de forma a promover e manter a saúde. É este o entendimento que a nossa DGS tem utilizado nas suas ações, de que se deve destacar o Plano Nacional de Literacia em Saúde e Ciências do Comportamento 2023-2030. Uma rápida pesquisa numa ferramenta de IA, gratuita e de uso
corrente, fornece exemplos variados de como a literacia em saúde é essencial para a manutenção da saúde individual e coletiva, contribuindo para a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Vejamos: GSQTVIIRHIV S WMKRM½GEHS HI HSIRpEW sinais e sintomas; reconhecer fatores de VMWGS QSHM½GjZIMW QSHM½GEV S WIY GSQportamento; compreender uma prescrição ou instruções relativas à medicação; aderir ao tratamento; reconhecer efeitos relacionados com o tratamento; saber quando e onde procurar cuidados; participar numa decisão clínica; decidir sobre a participação num ensaio; interpretar informação sobre rastreios; avaliar se uma informação p.e. sobre medicamentos, tratamentos, produtos ou comportamentos é credível; reconhecer desinformação em saúde; utilizar adequadamente os serviços de saúde; gerir uma doença crónica no quotidiano (disease management). Baixa literacia determina maior mortalidade, em especial nos mais vulneráveis: os mais velhos, os mais pobres, aqueles com menor escolaridade e as populações minoritárias e migrantes. Naturalmente, a literacia de hoje tem de saber adaptar-se aos canais de comunicação atuais, mas não posso deixar de referir um alerta. Digital em primeiro lugar não pode
significar apenas digital! Construam-se redundâncias de canais. Ofereçam-se percursos assistidos presenciais, por telefone, comunitários e digitais para a mesma ação. Até porque o dilúvio de informação, maioritariamente não controlada e muitas vezes falsa, desinformativa, já causa uma nova forma de hipocondria a que se chama cibercondria. Mas há uma outra iliteracia, a ignorância dos profissionais. É esta que está na génese de riscos e desperdícios que minam a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Promover a literacia em saúde é uma necessidade essencial para a sobrevivência da parte mais importante do nosso sistema de saúde, o Serviço Nacional de Saúde. É um desígnio que envolve responsabilidades coletivas, dos usuários e dos profissionais, dos políticos e governantes, do poder local e central, das escolas, das empresas, dos media, muitíssimo destes últimos que não podem ser veículos de propagação de charlatães e mentiras. A ignorância é o pior inimigo da saúde pública. E, desde logo, com literacia que cumpra a sua característica principal, ser usada, precisamos de Health Governance e políticas que sejam sempre baseadas na melhor evidência. Haja literacia e acabe WI GSQ E KSZIVREpnS HS ±EGLS UYI²
BAIXA LITERACIA DETERMINA MAIOR “ MORTALIDADE, EM ESPECIAL NOS MAIS VULNERÁVEIS: OS MAIS VELHOS, OS MAIS POBRES, AQUELES COM MENOR ESCOLARIDADE E AS POPULAÇÕES MINORITÁRIAS E MIGRANTES” Médico do IPO e Professor da Escola Nacional de Saúde Pública
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GRANDE ANGULAR | Fundos europeus
O DIA SEGUINTE AO PRR por Carlos Carreiras Consultor
Portugal habituou-se a esperar pelo próximo envelope europeu. Primeiro foram os fundos de coesão. Depois, o Portugal 2020. Agora, o Plano de Recuperação e Resiliência. A questão que deveríamos estar a discutir é outra: o que acontece quando o dinheiro extraordinário acaba?
O
PRR foi uma oportunidade histórica. Mobilizou dezenas de milhares de milhões de euros para transformar a economia e o Estado, acelerar investimentos e concretizar reformas que, sem essa pressão financeira e política, provavelmente demorariam muitos mais anos. Habitação, ferrovia, saúde, educação, energia, digitalização, empresas e Administração Pública receberam um impulso que Portugal não podia desperdiçar. Mas executar dinheiro não é transformar um país. Essa distinção é fundamental. Um plano pode cumprir metas, inaugurar equipamentos e apresentar taxas de execução impressionantes e, ainda assim, deixar intactos alguns dos problemas estruturais que explicam por que razão Portugal continua a crescer menos do que deveria. O verdadeiro teste do PRR começa, portanto, no dia seguinte. E esse dia exige uma mudança de estratégia. Portugal não pode passar diretamente do PRR para a procura de um novo PRR. Não podemos construir uma economia cuja principal política de investimento seja esperar pela próxima transferência de Bruxelas.
Definir prioriDaDes A primeira prioridade tem de ser a produtividade. É aqui que está uma das grandes fragilidades portuguesas. Temos demasia-
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Fundos europeus | GRANDE ANGULAR
das empresas pequenas, pouco capitalizadas, com reduzida capacidade de investimento e internacionalização. Temos setores onde o valor acrescentado continua baixo e onde a competitividade depende demasiado de salários relativamente baixos. E temos uma economia que, apesar dos progressos, ainda não consegue transJSVQEV WY½GMIRXIQIRXI GSRLIGMQIRXS XIGRSPSKME I UYEPM½GEpnS IQ VMUYI^E O pós-PRR deveria ser, acima de tudo, uma agenda para aumentar o valor produzido por cada trabalhador. Isso implica uma política económica menos centrada na distribuição de pequenos incentivos e mais concentrada em escala, inovação e investimento. Precisamos de empresas capazes de crescer. De empresas que exportem. De empresas que invistam em tecnologia. De empresas que paguem melhores salários porque conseguem produzir mais valor. Portugal não precisa de ter mais empresas por decreto. Precisa de ter empresas portuguesas maiores, mais produtivas e mais internacionais. A segunda prioridade é transformar ciência em negócio. Durante décadas, Portugal fez um esforço notável para aumentar E WYE GETEGMHEHI GMIRXu½GE I JSVQEV TIWWSEW EPXEQIRXI UYEPM½GEHEW 3 TVSFPIQE q UYI YQE TEVXI WMKRM½GEXMZE HIWWI GSRLIGMmento continua a não chegar à economia. Universidades, politécnicos, centros de investigação e empresas têm de deixar de funcionar como mundos paralelos. A investigação aplicada, a transferência de tecnologia e a criação de empresas de base científica devem passar a ser prioridades nacionais. Não precisamos de tentar competir com todos em tudo. Precisamos de escolher algumas áreas em que temos condições para ser excelentes: energia, economia do mar, biotecnologia, tecnologias digitais, inteligência artificial, novos materiais ou agroalimentar de elevado valor acrescentado, entre outras. A terceira prioridade é o Estado. O PRR demonstrou uma coisa importante: quan-
do há objetivos claros, prazos, financiamento, equipas dedicadas e mecanismos de controlo, a Administração Pública consegue fazer muito mais do que frequentemente admitimos. É uma lição que não pode ser esquecida. A burocracia também é um imposto. E Portugal já paga demasiado. A quarta prioridade é o investimento. Mas investimento com continuidade. Durante demasiado tempo, grandes obras públicas foram tratadas como acontecimentos extraordinários, dependentes de ciclos políticos ou de fundos europeus. Isso não é uma estratégia de desenvolvimento. Ferrovia, energia, água, habitação, ciência, saúde, escolas e infraestruturas digitais não podem depender da existência de um programa europeu com prazo de validade. O Estado precisa de uma carteira plurianual de investimento, definida com critérios transparentes e sujeita a avaliação independente. Não podemos ter simultaneamente falta de investimento e investimento mal escolhido. E há uma quinta questão que é impossível ignorar: pessoas. Portugal está a envePLIGIV 9QE TEVXI WMKRM½GEXMZE HSW NSZIRW UYEPM½GEHSW TVSGYVE STSVXYRMHEHIW JSVE HS TEuW %W IQTVIWEW HM^IQ XIV HM½GYPdade em encontrar trabalhadores. E a imigração, que tem contribuído para responder a necessidades reais da economia, I\MKI TSPuXMGEW HI MRXIKVEpnS UYEPM½GEpnS I LEFMXEpnS QYMXS QEMW I½GE^IW Não existe estratégia económica sem estratégia demográfica. Habitação acessível, escolas, creches, transportes, saúde e salários fazem parte da mesma equação. Um jovem não decide ficar em Portugal apenas porque recebe um incentivo fiscal. Fica se conseguir construir aqui uma vida com perspetiva de futuro. É também por isso que o pós-PRR deve ser uma agenda de produtividade, mas também de salários. O objetivo não pode ser simplesmente aumentar o PIB. Tem de ser aumentar o rendimento disponível e a qualidade de vida de quem trabalha.
necessiDaDe De avaliar Finalmente, precisamos de fazer uma coisa pouco habitual em Portugal: avaliar. O PRR deve ser sujeito a uma avaliação independente que responda a perguntas simples. Que investimentos tiveram maior impacto? Que reformas produziram resultados? Que projetos se atrasaram e porquê? Quanto custaram? O que deve ser repetido? O que não deve voltar a acontecer? Sem esta avaliação, corremos o risco de cometer o erro habitual: celebrar a execução, mudar o nome do programa e começar tudo de novo. O dinheiro europeu é importante. Mas não pode ser a nossa estratégia económica. A estratégia tem de ser criar condições para que Portugal consiga investir, inovar, produzir e crescer com os seus próprios recursos. Os fundos europeus devem servir para acelerar essa transformação – não para a substituir. O PRR foi uma oportunidade extraordinária porque obrigou Portugal a fazer depressa aquilo que muitas vezes faz devagar. Agora precisamos de outra coisa: a capacidade de continuar a fazer depois de o ½RERGMEQIRXS I\XVESVHMRjVMS HIWETEVIGIV Se daqui a 10 anos tivermos apenas boas foXSKVE½EW HI SFVEW MREYKYVEHEW XIVIQSW I\Icutado o PRR. Se tivermos empresas mais produtivas, melhores salários, um Estado mais simples, uma economia mais inovadora, melhores infraestruturas e mais jovens a escolher Portugal para viver e trabalhar, então teremos feito algo muito mais importante. Teremos usado o PRR para mudar o país, mas o sucesso também depende de alterar profundamente o ambiente político e aqui também todos temos responsabilidades, não podemos continuar a alimentar um sistema que aprofunda radicalismos, populismos e feito de truques. Caso não entendamos isto, TSHIVIQSW IWXEV E ZIVM½GEV VYXYVEW RE RSWsa comunidade que irão prejudicar acima de tudo os mais fragilizados. É tempo de acordar, e se os atores políticos atuais não assumirem em conjunto as suas responsabilidades, em breve o povo saberá como substituí-los. FRONTLINE/31
PANORAMA | Programa de Recuperação e Resiliência
LIÇÕES A TIRAR DO PRR
por António Saraiva Presidente da SPAL
A execução do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) está a chegar ao ½Q GSQ E KEVERXME HS +SZIVRS HI UYI 4SVXYKEP GYQTVMY HSW QEVGSW I metas do PRR.
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risco de Portugal não receber a totalidade das verbas disponibilizadas por Bruxelas – um risco real e bem patente nos sucessivos relatórios da Comissão Nacional de Acompanhamento – acabou por não se concretizar. É certo que o que foi executado está longe de corresponder ao desenho inicial. Ao longo de sete reprogramações, o PRR foi sendo ajustado, com a realocação de verbas de obras públicas de execução inviável dentro do prazo para reforçar (ou incluir) investimentos passíveis de ser concluídos a tempo.
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Por fim, também ajudou a introdução do conceito de “conclusão substancial”, permitindo que projetos com 90% da execução financeira possam ser considerados como cumpridos. Em suma, para o cumprimento da execução contribuiu não só a aceleração a fundo de muitos projetos na sua reta final, mas também uma forte dose de flexibilidade, pragmatismo e criatividade, que encontraram recetividade por parte da Comissão Europeia. Mais importante do que esse cumprimento formal, será perceber até que ponto o
PRR cumpriu o seu objetivo de acelerar a transformação da economia portuguesa e promover a sua resiliência. Alguns dirão que foi uma oportunidade completamente perdida. Temos de reconhecer, no entanto, que o PRR permitiu importantes investimentos que, de outra forma, não se realizariam ou demorariam mais tempo a concretizar-se. É ainda cedo para perceber até que ponto o PRR transformou Portugal e tornou a nossa economia mais apta a competir e a enfrentar crises e desafios. Será, de acordo com Pedro Dominguinhos, presi-
Programa de Recuperação e Resiliência | PANORAMA
presas surpreendeu o Governo, levando mesmo a um aumento substancial da dotação das Agendas Mobilizadoras, de 930 milhões de euros para cerca de 3 mil milhões de euros. Em segundo lugar, apesar de todas as vicisWMXYHIW ½GSY HIQSRWXVEHE YQE QEMSV GETEcApAcidAde dA iniciAtivA privAdA cidade de execução por parte das empresas A primeira é a necessidade de uma maior relativamente às entidades públicas. Uma prioridade às empresas no processo de das soluções encontradas para compensar a transformação da economia portuguesa, saída do PRR de investimentos públicos com VI¾IXMHE RYQ QIPLSV IUYMPuFVMS IRXVI EW maiores problemas de execução foi precisadotações afetas a investimentos públicos mente a criação do Instrumento Financeiro e privados. para a Inovação e Competitividade (IFIC), Vários argumentos foram dados para justi- que combina subvenções a fundo perdido ½GEV E ZSVEGMHEHI GSQ UYI S )WXEHS SPLSY com garantias públicas, permitindo alavancar para o PRR. Invocou-se, a este respeito, que o investimento privado, especialmente em não se podia pedir ao setor privado que projetos de inovação. investisse mais, numa conjuntura negativa. 1jVMS 'IRXIRS GLIKSY E E½VQEV IQ Mérito dAs eMpresAs que com o PRR, o investimento público de- O desequilíbrio inicial entre as dotações veria ser exclusivamente, ou perto disso, para investimentos privados e investimen½RERGMEHS TSV JYRHSW IYVSTIYW 7z EWWMQ tos públicos acabou, assim, por ser um conseguiríamos implementar esses fundos. pouco menos acentuado, por mérito das A realidade veio desmentir esses argu- próprias empresas. QIRXSW )Q TVMQIMVS PYKEV ½GSY GPEVS Quando olhamos para os resultados que que o Governo subestimou a capacidade já é possível aferir das Agendas Mobilizada iniciativa privada. A resposta das em- doras, podemos arriscar que o seu impac-
dente da Comissão Nacional de Acompanhamento, tarefa para os próximos três a cinco anos, mediante um trabalho rigoroso e sério. Há, no entanto, duas grandes lições que podemos desde já identificar.
to na transformação estrutural da economia portuguesa foi bem superior ao de muitos investimentos públicos: • 1270 novos produtos, processo de produção e serviços, já com centenas de milhões de euros de vendas nos mercados internacionais; • 11 mil novos empregos altamente qualificados; • 7,3 mil milhões de euros de investimento mobilizado. Para além destes resultados quantitativos, é de destacar ainda a criação de novas dinâmicas de cooperação entre empresas e entidades do sistema científico e tecnológico, num total de 1100 entidades envolvidas, bem como o efeito de arrastamento sobre as PME induzido pelas grandes empresas. AgilidAde e eficáciA A segunda grande lição a retirar é a da imTSVXlRGME HI YQE QEMSV EKMPMHEHI I I½GjGME na gestão de um programa desta natureza. Na execução do PRR verificaram-se graves problemas administrativos, com significativos atrasos e ineficiências para todo o sistema. Houve atrasos na avaliação e aprovação das candidaturas (em alguns casos um ano), o que levou a atrasos no início dos projetos. Algumas empresas desistiram dos seus projetos por terem concluído que não seria possível concluí-los em tempo útil. Houve atrasos e problemas nas plataformas informáticas de gestão de pedidos de pagamento. Houve problemas decorrentes de regras de reporte e de conformidade que não eram claras desde o início, surgindo novas exigências inesperadas ou objeções relativamente a elementos dos projetos, já após a contratualização dos mesmos. Em suma, não podemos desvalorizar o impacto que o PRR teve em Portugal, mas podemos concluir que o mesmo montante de recursos, sob um desenho mais adequado aos seus objetivos e uma aplicação mais eficaz, teria levado a resultados mais robustos e a uma transformação mais profunda da economia portuguesa. Aprendamos, pois, com as lições do PRR.
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AMBIENTE | Sistema de resíduos
INCINERADORA PARA O ALGARVE DESAFIOS NA REGIÃO por Carlos Martins Engenheiro Especialista em Engenharia Sanitária
A discussão sobre uma eventual incineradora no Algarve entrou na agenda. Já não estamos apenas perante o problema da limitada capacidade e vida útil dos dois aterros da região.
O
Governo acaba de aprovar a estratégia TERRA+, que prevê cerca de 2,3 mil milhões de euros de investimento até 2030, dos quais 1,6 mil milhões de investimento público. Ao mesmo tempo, E QMRMWXVE HS %QFMIRXI GSR½VQSY UYI o Algarve está entre as regiões onde se admite a valorização energética dos resíduos. Esta conjugação de decisões torna MRIZMXjZIP YQE VI¾I\nS QEMW TVSJYRHE A questão algarvia não é apenas saber se precisamos de uma incineradora. É saber que sistema de resíduos queremos para a
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região, quanto vai custar e como será disXVMFYuHE IWWE JEXYVE IRXVI SW VIWMHIRXIW as empresas, os municípios e a própria economia turística. 3W EXIVVSW EPKEVZMSW IWXnS E ETVS\MQEV-se do limite e a região continua a encaminhar para aterro uma parte demasiado elevada dos seus resíduos. A ministra do Ambiente e Energia argumenta que, perante esta realidade, a valorização energética pode ser uma solução adequada para o Algarve e determina que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA)
deverá avançar com estudos para avaliar a tecnologia e a localização mais apropriada. Não me parece sério rejeitar antecipadamente essa possibilidade. 1EW XEQFqQ RnS QI TEVIGI WYJMGMIRXI dizer que os aterros estão a acabar e que, portanto, temos de construir uma incineradora. Entre uma coisa e outra I\MWXI YQE TIVKYRXE IWWIRGMEP UYEP q E solução que melhor responde às metas ambientais, às necessidades do território e à sustentabilidade económica do WMWXIQE HYVERXI EW TVz\MQEW HqGEHEW#
Sistema de resíduos | AMBIENTE
Uma decisão destas condicionará o sistema regional por décadas. CaraCterístiCas da população % VIKMnS ETVIWIRXE YQE IWTIGM½GMHEHI UYI XSVRE E UYIWXnS EMRHE QEMW GSQTPI\E o Algarve não tem apenas população residente, tem população presente. Durante grande parte do ano, a região recebe milhões de visitantes, aumenta a ocupação hoteleira e o alojamento local, crescem a restauração e o comércio e as segundas residências. Os resíduos acompanham essa realidade. Não é aceitável que o residente permanente seja tratado como WI JSWWI VIWTSRWjZIP TIPE XSXEPMHEHI HSW resíduos produzidos numa região cuja economia depende de uma população ¾YXYERXI HI KVERHI HMQIRWnS -WXS RnS WMKRM½GE UYI S XYVMWQS WINE ±S GYPTEHS² TIPSW VIWuHYSW HS %PKEVZI 7MKRM½GE UYI E EXMZMHEHI IGSRzQMGE UYI FIRI½GME HE concentração sazonal de população deve participar adequadamente no custo adicional que essa concentração provoca nos serviços públicos. É uma questão de justiça, não de hostilidade ao turismo, e por outro lado os 16 municípios não são iguais. O Algarve não é uma unidade territorial homogénea. 3 ZIVHEHIMVS HIWEJMS TSHI IWXEV RE XEVMJE I WIVj Eu UYI TEVE QMQ WI IRGSRtra uma das maiores interrogações de eventual opção por uma unidade de vaPSVM^EpnS IRIVKqXMGE 9QE MRJVEIWXVYXYVE deste tipo terá custos de investimento I I\TPSVEpnS QYMXS IPIZEHSW 9QE TEVXI MQTSVXERXI HIWWIW GYWXSW WIVj JM\E %UYM surge uma questão que não pode ser ignorada – se reciclarmos mais, haverá meRSW VIWuHYSW MRHMJIVIRGMEHSW TEVE E MRGMRIVEHSVE 5YIQ WYTSVXE IRXnS S GYWXS JM\S HE MRWXEPEpnS# )WXE q YQE TIVKYRXE económica, mas também ambiental. Não TSHIQSW GSRWXVYMV YQE MRJVEIWXVYXYVE UYI TSV VE^~IW JMRERGIMVEW TEWWI E RIcessitar de uma determinada quantidade de resíduos para ser economicamente sustentável e, depois, criar incentivos que contrariem a redução desses mesmos resíduos. Uma eventual valorização energética terá de ser dimensionada e contratualizada de modo a não penalizar o sucesso da reciclagem. O residente deve ser protegido. Há uma regra que deveria orientar qualquer deGMWnS S VIWMHIRXI RnS TSHI WIV S ½RER-
GMEHSV MRZMWuZIP HEW I\XIVREPMHEHIW HS XYVMWQS % XEVMJE VIWMHIRGMEP HIZI GEQMRLEV para uma lógica em que quem produz QEMW VIWuHYSW MRHMJIVIRGMEHSW TEKE QEMW I quem separa melhor paga menos. Para as JEQuPMEW ZYPRIVjZIMW HIZIQ I\MWXMV QIGEnismos de proteção. Para as empresas e grandes produtores, sobretudo hotelaria, restauração e outras atividades ligadas ao XYVMWQS E JEXYVEpnS I S TEKEQIRXS IQ JYRpnS HE UYERXMHEHI TVSHY^MHE HIZIQ WIV YQE VIEPMHEHI IJIXMZE HIZIRHS WIV IWXYHEHE YQE GSQTSRIRXI IWTIGu½GE TEVE os custos de sazonalidade. Não nos paVIGI EHIUYEHS ±XE\EV S XYVMWXE² QEW MQporta reconhecer economicamente uma realidade que todos conhecemos – há municípios algarvios que têm de dimensionar serviços públicos para uma população muito superior àquela que consta RSW GIRWSW )WWE HMJIVIRpE XIQ YQ GYWXS E esse custo não deve recair predominantemente sobre quem vive no Algarve todo o ano. deCisão informada Uma incineradora não pode ser decidida isoladamente. A discussão deveria agora comparar soluções, não apenas em termos técnicos, mas em termos de todo o WMWXIQE RSQIEHEQIRXI M XVEXEQIRXS QIGlRMGS I FMSPzKMGS Qj\MQE VIGMGPEgem; (ii) tratamento mecânico/biológico + valorização energética do residual; (iii) QSHIPS LuFVMHS GSQ JSVXI VIGSPLE HI biorresíduos, aumento da reciclagem e ZEPSVM^EpnS IRIVKqXMGE ETIREW HE JVEpnS que não tenha outra utilização adequada. Cada alternativa deveria ser avaliada para 2030, 2035 e 2040. E cada uma deveria VIWTSRHIV E GMRGS TIVKYRXEW M 5YERXS GYWXE# MM 'SRXVMFYXS TEVE VIHY^MV E HI-
TSWMpnS IQ EXIVVS# MMM 5YERXS TIVQMXI VIGMGPEV# MZ 5YERXS GYWXE ES GMHEHnS# Z 5YERXS GYWXE k EXMZMHEHI IGSRzQMGE# Não sou contra uma unidade de valori^EpnS IRIVKqXMGE QEW XIRLS HMJMGYPHEHI em aceitar que a urgência decorrente da ZMHE XMP HSW EXIVVSW JSWWI YXMPM^EHE TEVE IRGYVXEV E HMWGYWWnS WSFVI S JYXYVS HS sistema. Mas precisamente porque o investimento é desta dimensão, precisamos HI QEMW I\MKsRGME RnS HI QIRSW 2nS podemos importar simplesmente uma solução concebida para outra realidade territorial. Temos de construir uma solução algarvia. Uma solução que trate adequadamente os resíduos que não conseguimos evitar, que cumpra as metas de reciclagem, que não crie dependências tecnológicas perversas e que distribua os GYWXSW HI JSVQE NYWXE 7SFVIXYHS YQE WSPYpnS UYI RnS XVERWJSVQI E XEVMJE HSW residentes no mecanismo silencioso de JMRERGMEQIRXS HI XSHS S WMWXIQE 4SVUYI RS ½REP LEZIVj WIQTVI YQE GSRXE E TEKEV 4SHI ZMV WSF E JSVQE HI MRZIWXMQIRXS T FPMGS JYRHSW IYVSTIYW 8+6 7-+6) XEVMJEW QYRMGMTEMW XEVMJEW IQTVIWEVMEMW SY receitas de valorização. Mas alguém pagará. E, antes de decidirmos onde construir uma incineradora, devemos decidir algo EMRHE QEMW MQTSVXERXI UYIQ HIZI TEKEV UYERXS HIZI TEKEV I TSVUYs# )WWE q TEVE mim, a verdadeira discussão que o AlgarZI HIZI EKSVE I\MKMV ) XEPZI^ WINE XEQFqQ E QIPLSV JSVQE HI VIWTSRHIV k TIVKYRXE UYI IWXj E WIV GSPSGEHE -RGMRIVEHSVE TEVE S %PKEVZI ¯ WMQ SY RnS# % VIWTSWXE VIWponsável não pode ser dada hoje. Primeiro temos de conhecer os estudos. E esses estudos devem ser públicos, comparáveis, município a município, e apresentados aos algarvios antes da decisão.
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ANÁLISE | Redes ferroviárias
A FERROVIA QUE (DES)UNE PORTUGAL E ESPANHA por Carlos Mineiro Aires Engenheiro Civil, Administrador Executivo da Fundação da Construção
As redes ferroviárias foram sendo construídas de forma não articulada e, mais tarde, quando começaram a surgir ligações internacionais já era tarde para as uniformizar.
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antiveram-se até hoje diferentes bitolas em diferentes países, das quais as mais importantes são a de 1 435 mm (hoje adotada como bitola padrão europeia, criada de raiz sobretudo em França, Alemanha, Itália, Bélgica e Países Baixos), a de 1 668 mm (a bitola ibérica, adotada em Portugal e )WTERLE E HI QQ E FMXSPE ½RPERHIsa, utilizada na Finlândia e historicamente ligada ao espaço russo) e a de 1 520 mm, que atualmente é a bitola dominante na Rússia e em vários países da antiga URSS. Em relação à Península ibérica, mas não só, também é frequentemente invocada uma
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razão militar e estratégica, pois a diferença HI FMXSPE HM½GYPXEVME MRZEW~IW QEW RnS JSM a única ou principal razão da decisão espanhola, que Portugal acompanhou. A ideia de uniformizar a bitola em toda a Europa é antiga, mas tornou-se premente depois da invasão da Ucrânia, com o objetivo de criar um sistema interoperável em toda a União Europeia (UE), o que levou a Comissão Europeia (CE) a pedir aos Estados-membros com bitolas diferentes para elaborarem relatórios e planos para a uniformização no espaço da UE, caso de Portugal, Espanha e Finlândia.
Na sequência, em meados do passado mês de agosto, foi noticiado que “Portugal e Espanha recusam mudar rede ferroviária para bitola europeia”, decisão conjunta que resultou do referido pedido da Comissão Europeia e que não deve constituir surpresa. Bitola europeia vs iBérica A questão da bitola europeia vs ibérica tem originado acalorados debates técnicos, económicos e políticos, sobretudo depois de ter sido anunciado que na nova Linha de Alta Velocidade (LAV) entre Porto e Lisboa, e posteriormente até à fronteira do Caia,
Redes ferroviárias | ANÁLISE
irá ser adotada a dimensão ibérica, a única que é utilizada em Portugal, bem como nas EXYEMW PMKEp~IW E )WTERLE I ZMGI ZIVWE A argumentação foca-se numa alegada perda de competitividade, porque os nossos comboios de mercadorias não poderão circular por essa Europa fora e porque a Espanha está a construir a sua LAV já com PMKEp~IW XVERWJVSRXIMVMpEW IQ FMXSPE IYVSpeia, e estará a caminhar no sentido dessa universalização territorial, a que acresce o facto de não virmos a ter uma ligação direta à Europa, como se tal fosse fácil e possível num cenário de utilização conjunta da LAV espanhola, entretanto construída a solo. Deste modo, Portugal transformar-se-ia numa ilha ferroviária, que hoje já é devido à nossa inépcia política. 2E QMRLE STMRMnS MRXIVIWWE GPEVM½GEV EPguns aspetos que são contornados ou omitidos quando se trata de abordar o que realmente está em causa. A crer nas MRJSVQEp~IW UYI ZMIVEQ E T FPMGS )WTEnha recusou-se a admitir a possibilidade de fazer o upgrade de 13.000 km da sua rede tradicional em bitola ibérica, por ter chegado à conclusão de que os transtornos e o investimento necessário (30 mil QMPL~IW HI IYVSW RnS KIVEQ VIXSVRS UYI S NYWXM½UYI É verdade que, desde a EXPO’92, que motivou a construção da primeira LAV entre Madrid e Sevilha, em bitola europeia para aproveitar a tecnologia francesa que já estava maturada, a LAV espanhola não parou de crescer, atingindo cerca de 4000 OQ TEVE WIVZMV VIKM~IW GVMXIVMSWEQIRXI escolhidas, mas bem longe da fronteira GSQ 4SVXYKEP SRHI E WMQTPIW IPIXVM½GEpnS HE PMRLE EXq &EHENS^ Wz GLIKSY RS ½REP HI 2023, e em Vilar Formoso ainda estará em fase de ensaios, já para não falar de Valença. Estas duas redes, a tradicional e a LAV, em diferentes bitolas, coexistem tecnicamenXI LEZIRHS WSPYp~IW XIWXEHEW I ½jZIMW UYI TIVQMXIQ E WYE I½GMIRXI MRXIVSTIVEFMPMHEde. Aliás, na Galiza e na Estremadura até assumiram que a LAV seria a linha em bitola ibérica que, sem problemas, foi adaptada para o efeito. Em Portugal existe, desde logo, uma razão ponderosa para a decisão tomada, dado que a LAV foi concebida para poder ar-
ticular a operação na dimensão nacional, IWXERHS TVIZMWXS UYI EW GSQTSWMp~IW XIRLEQ EGIWWS kW EXYEMW IWXEp~IW S UYI TSRtualmente as obriga a sair do trajeto onde circulam, o que as duas bitolas inviabilizariam. A par, porque é possível mudar a opção, as travessas utilizadas, vulgo chulipas, têm tripla furação, o que permite a futura migração dos carris e recurso a eixos de bitola variável (comboios bi-bitola), amplamente utilizados em Espanha. Assim, a coexistência das duas bitolas é, HI QSQIRXS TSV VE^~IW XqGRMGEW STIVEGMSREMW I ½RERGIMVEW E WSPYpnS QEMW IUYMPMFVEHE I VIEPMWXE GSQ VIGYVWS E WSPYp~IW como os comboios bi-bitola, de tecnologia espanhola é certo, dependência que teremos de saber resolver. Esta solução ainda permitirá a abertura do mercado ferroviário à concorrência estrangeira, com as vantagens que daí advirão. circulação de mercadorias Resta o mito da circulação de mercadorias na 0%: GSMWE UYI RnS I\MWXI WEPZS VEVEW I\GIp~IW em vias mistas, por duas ordens de razão: A primeira é evidente e tem a ver com o risco de coexistência de circulação de GSQTSWMp~IW QEMW GYVXEW I PIZIW E ZIPSGMdades acima dos 300 km/h, com composip~IW PIRXEW E /Q L PSRKEW I TIWEdíssimas, para as quais as vias não estão di-
mensionadas e em distâncias que obrigam k MRXIVVYTpnS HEW GMVGYPEp~IW GSQS q S caso, mesmo em slots noturnos exclusivos. Por isso, em Espanha e na Europa, as mercadorias não circulam na LAV. A segunda, de natureza técnica e impeditiva, é a inclinação das curvas, ou seja, a sobreelevação necessária para que um comboio lançado a 300 km/h, ou mais, devido à força centrífuga, possa descrever uma trajetória curva com segurança e estabilidade, mas que ao ser utilizada por comTSWMp~IW PIRXEW PSRKEW I TIWEHEW TVSZSGE o desgaste prematuro e perigosamente fatal dos carris. Se uma mesma curva for YXMPM^EHE TIPSW HSMW XMTSW HI GSQTSWMp~IW terá de existir um compromisso prévio entre as duas velocidades e caraterísticas, o que condiciona o raio da curva e a sobre-elevação admissível. Um pequeno, mas grande, pormenor que impede transformar uma LAV de passageiros numa linha de mercadorias, sem que o traçado tenha WMHS GSRGIFMHS TEVE XEP ½Q A redes convencionais portuguesa e espanhola continuarão, assim, essencialmente em bitola ibérica, mas as novas LAV nacionais, sobretudo na ligação entre as capitais ibéricas deverá ser construída em bitola europeia, assegurando a sua inserção nas redes transeuropeias, o que constitui uma decisão política.
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EM FOCO | Organização política
O MINISTRO
por Fernando Negrão Jurista
Todos os países soberanos se organizam de modo a que os seus cidadãos tenham uma economia que assegure a criação de empregos, a correspondente remuneração, bem como a possibilidade de progredirem nas suas ZMHEW TVS½WWMSREMW
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ara que tudo corra bem, é necessária a existência de legislação adequada que promova a criação de empresas que saibam e consigam estar no mercado vendendo os bens que produzem e pagando adequadamente a todos os que para isso contribuem. Ao mesmo tempo, o país deve estar dotado de um sistema fiscal que estimule não só a criação, como também o crescimento de empresas por forma
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a desenvolver o país criando riqueza a ser distribuída pelos seus cidadãos. Em simultâneo, deve o país criar, manter e atualizar permanentemente um sistema de justiça adequadamente apetrechado de meios humanos e materiais que consigam dar resposta atempada e competente aos conflitos que muitas vezes impedem o desenvolvimento empresarial, prejudicando a sua concorrência nos mercados nacionais e internacionais.
Uma justiça para as empresas, devidamente vocacionada para resolver os seus problemas, apesar de ser ainda um projeto, deve avançar na sua concretização para, de forma independente dar às empresas as condições necessárias ao seu desenvolvimento e modernização. Sem justiça, o crescimento das empresas é HIWSVHIREHS RnS XIQ ½RW IWXVEXqKMGSW I acontece num terreno caótico. Tão imporXERXI GSQS S WMWXIQE HI NYWXMpE SY S ½WGEP é a existência de segurança para que as
Organização política | EM FOCO
empresas e os seus trabalhadores levem a cabo o seu trabalho sem receios, sem pausas angustiantes e sem ameaças. Por exemplo, no turismo, a segurança é uma exigência prioritária, que se não existir pode pôr em causa a sua própria existência. Á Reas de Responsabilidade goveRnamental
Neste breve resumo sobre um setor fundamental do desenvolvimento de qualquer país, temos pelo menos três áreas de responsabilidade governamental que definem que economia o país quer e que dão segurança ao sistema económico na sua ação e no seu desenvolvimento. E tem responsáveis. Altos responsáveis políticos. São os ministros. No caso em apreço o ministro da Economia, que chefia o setor governamental que define as políticas públicas de comércio, turismo, serviços, indústria e gestão territorial. O ministro das Finanças que formula, conduz, executa e avalia a política financeira do Estado, gerindo de forma racio-
nal os respetivos recursos públicos. E o ministro da Administração Interna, que é quem formula, conduz, executa e avalia as políticas de segurança interna, proteção e socorro e administração eleitoral. Estes ministros são por norma personalidades com origem nos partidos políticos, QYMXSW HIPIW GSQ GEVVIMVEW TVS½WWMSREMW HI mérito, ou seja, partem como competentes e com experiência política. São personalidades com o chamado “percurso político”, que se traduz em tempo de experiência no exercício de cargos como deputado, membro do governo ou autarca, com boa compreensão do funcionamento das leis, do Estado e dos processos de decisão, boa capacidade de neKSGMEpnS I HI ERXIGMTEpnS HI GSR¾MXSW Resumindo: a figura do ministro é vista como um garante de estabilidade, prudência e eficácia governativa. Se estes são os responsáveis políticos, outros existem a diferente nível da superestrutura do Estado como por exemplo os responsáveis pela Autoridade Tributária, ou os responsáveis pelas polícias, que es-
tão inibidos de fazer política, pois a sua função deve ser igual para os portugueses de direita ou os portugueses de esquerda. E, em consequência, estes altos quadros do Estado não têm experiência política, nem é isso que lhes é pedido, mas sim uma grande experiência técnica. R eino U nido No Reino Unido, a mais antiga democracia moderna e contínua, com raízes na limitação do poder real após a Revolução Gloriosa e a sua assinatura na “Bill of Rights” IQ IWXj HI½RMHS UYI TEVE WIV QIQbro do Governo tem de ter sido eleito pelo Povo Inglês nas eleições que antecedem a formação do governo. Sem prejuízo de outros caminhos, esta pode bem ser uma solução que evite membros do governo que, por não terem experiência política, podem ser manipulados, ou membros do governo que levem para a governação problemas escondidos que não se perdoam a um ministro e, assim, prejudicando a governação, o país e o Povo!
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ATUALIDADE | União Europeia
E SE A ISLÂNDIA TIVER RAZÃO? O PAÍS QUE QUER A EUROPA SEM BRUXELAS por Isabel Meirelles Advogada Professora Universitária Ex-Deputada à Assembleia da República e ao Conselho da Europa
A Islândia acaba de cometer uma pequena heresia europeia: olhou para a União Europeia e respondeu “não, obrigada”.
N
o referendo de 29 de agosto, 52,8% dos islandeses recusaram a retoma das negociações de adesão à União. Tecnicamente, não votaram contra a adesão, mas votaram contra voltar à mesa onde ela seria negociada. Juridicamente, há uma diferença, politicamente, nem por isso e lança a questão incómoda sobre o futuro da integração europeia. E talvez Bruxelas devesse preocupar-se. Porque não estamos perante uma democracia iliberal, um governo populista ou um país seduzido por Moscovo. Estamos perante uma das democra-
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cias mais antigas, prósperas e inequivocamente europeias do mundo. A Islândia pertence à NATO, integra Schengen e participa no Espaço Económico Europeu. Tem acesso ao mercado interno e aplica uma parte substancial das regras europeias. Ou seja, quer a Europa, só não está convencida de que precisa da União Europeia. É esta distinção que torna o voto islandês tão incómodo. A explicação mais repetida é a pesca. Para um país de cerca de 400 mil habitantes, rodeado pelo Atlântico Norte, o peixe não é apenas peixe. É economia, ter-
ritório, identidade e soberania. Entregar a Bruxelas competências sobre recursos marítimos é, para muitos islandeses, entregar uma parcela demasiado importante do poder nacional. Mas talvez o verdadeiro problema não seja o peixe. Talvez seja o controlo. Durante décadas, a construção europeia assentou numa convicção quase religiosa. Perante cada crise, a resposta deveria ser “mais Europa”, mais competências, mais harmonização, mais legislação, mais instituições, mais integração. A pergunta proibida era outra: mais Europa significa necessariamente uma Europa melhor? A Islândia respondeu que não. Há, evidentemente, uma contradição na posição islandesa. Ao participar no Espaço Económico Europeu, aceita muitas regras do mercado interno sem possuir o mesmo poder de decisão de um Estado-membro. Cumpre normas produzidas numa mesa onde não se senta em igualdade de circunstâncias. É uma soberania peculiar. Os defensores da adesão têm aqui um argumento poderoso: se é necessário cumprir tantas regras europeias, não seria preferível participar na sua elaboração? Talvez. Mas os islandeses parecem fazer uma conta diferente e aceitam perder influência sobre determinadas normas para conservar controlo sobre aquilo que consideram essencial. E essa escolha deveria obrigar Bruxelas a pensar.
União Europeia | ATUALIDADE
Uma máqUina regUlamentar Quando Portugal aderiu às Comunidades Europeias, em 1986, o sentido da HistóVME TEVIGME IZMHIRXI )YVSTE WMKRM½GEZE democracia, desenvolvimento, modernização e prosperidade. Entrar era avançar. Ficar de fora era permanecer na periferia. Quarenta anos depois, a equação tornou-se mais complexa. A União Europeia continua a ser um dos maiores sucessos políticos da História contemporânea. Transformou um continente devastado por guerras num espaço de paz, Direito, liberdade e cooperação. Mas transformou-se também numa formidável máquina regulamentar. A Europa legisla sobre embalagens, emisW~IW MRXIPMKsRGME EVXM½GMEP TPEXEJSVQEW digitais, automóveis, agricultura e milhares de aspetos da atividade económica. Porém, quando confrontada com as questões das quais depende verdadeiramente o seu futuro, como defesa, segurança, IRIVKME QMKVEp~IW HIQSKVE½E SY GSQpetitividade, descobre frequentemente que decidir é muito mais difícil do que regulamentar. A Europa tornou-se extraordinariamente poderosa para regular o pequeno e desesperadamente lenta para decidir o grande. Esse é talvez o verdadeiro aviso islandês e surge no pior momento possível. A Ucrânia combate pela sobrevivência às portas da União, a Rússia voltou a repre-
sentar uma ameaça estratégica, a China disputa tecnologia, matérias-primas e influência, os Estados Unidos já não oferecem aos europeus a confortável certeza de que pagarão eternamente pela sua segurança. Neste contexto, seria natural imaginar que qualquer democracia europeia procurasse abrigo dentro da União. O preçO pOlíticO da integraçãO A Islândia prefere continuar à porta. Não porque rejeite a Europa, mas porque considera que consegue obter muitas das suas vantagens sem pagar todo o preço político da integração. É aqui que Reykjavík deixa de ser uma curiosidade atlântica e passa a ser um problema europeu. Talvez a União tenha de abandonar a ideia de que todos os países devem avançar inexoravelmente para o mesmo destino institucional. Na verdade, essa Europa uniforme já não existe. Há Estados que pertencem ao euro e outros que conservam a sua moeda, países integrados em Schengen e diferentes regimes de exceção, Noruega e Islândia participam no mercado interno sem pertencer à União. E à porta esperam candidatos com histórias, economias e ambições profundamente diferentes. Já estamos numa Europa a várias velocidades, apenas não gostamos de admiti-lo. Talvez o futuro seja uma Europa de
círculos concêntricos em que no centro estão os Estados disponíveis para uma integração política, económica, monetária e militar mais profunda e em redor, países ligados ao mercado interno, à defesa, à energia, à investigação e à segurança através de diferentes graus de integração. Seria menos romântico do que o sonho de uma Europa federal, mas provavelmente mais realista. O erro seria interpretar o voto islandês com arrogância. Dizer que são poucos, ricos, protegidos pela geogra½E I SFGIGEHSW GSQ S TIM\I 4SVUYI TSV detrás do peixe existe uma pergunta que atravessa silenciosamente todo o continente: quanto poder estamos dispostos a entregar a Bruxelas e quanto queremos conservar em Lisboa, Paris, Roma, Varsóvia ou Reykjavík? A União Europeia terá de encontrar uma resposta. Não pode continuar a responder a todas as dúvidas sobre integração E½VQERHS WMQTPIWQIRXI UYI TVIGMWEQSW de mais integração. A Islândia não rejeitou a Europa. Talvez tenha feito algo politicamente mais perturbador e escolheu a Europa à sua maneira. Bruxelas pode concluir que os islandeses ainda não compreenderam as vantagens de pertencer à União ou pode colocar a pergunta que verdadeiramente dói: e se a Islândia tiver compreendido perfeitamente a União Europeia e tiver decidido que prefere a Europa sem Bruxelas?
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7%Ï() ` Inteligência coletiva
% +)78«3 (3 '32,)'-1)283 COMO POLÍTICA DE SAÚDE por 1MKYIP +YMQEVnIW &EWXSRjVMS HE 3VHIQ HSW 1qHMGSW 4VIWMHIRXI HE %%'(2
4SV XYKEP XIQ TVS½WWMSREMW EPXEQIRXI UYEPM½GEHSW YRMZIVWMHEHIW GIRXVSW HI MRZIWXMKEpnS LSWTMXEMW YRMHEHIW PSGEMW HI WE HI 907 MRWXMXYMp~IW WSGMEMW I IQTVIWEW GETE^IW HI TVSHY^MV GSRLIGMQIRXS I MRSZEpnS 8IQ EMRHE YQE UYERXMHEHI GVIWGIRXI HI HEHSW WSFVI E WE HI HSW GMHEHnSW I WSFVI S JYRGMSREQIRXS HS WMWXIQE 2S IRXERXS GSRXMRYEQSW JVIUYIRXIQIRXI E GSQTSVXEV RSW GSQS WI GEHE SVKERM^EpnS XMZIWWI HI HIWGSFVMV TSV WM TVzTVME GSQS VIWSPZIV TVSFPIQEW UYI Nj JSVEQ WSPYGMSREHSW RSYXVS PYKEV
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ma das grandes fragilidades do nosso sistema de saúde não é apenas a falta de VIGYVWSW q E HM½GYPHEHI IQ XVERWJSVQEV GSnhecimento disperso em inteligência coletiva. Uma urgência consegue reduzir tempos de espera, uma unidade consegue diminuir infeções, uma equipa reorganiza circuitos e melhora resultados. Mas quantas vezes estas I\TIVMsRGMEW TIVQERIGIQ GSR½REHEW ES PScal onde nasceram? Quantas vezes uma boa solução demora anos a ser replicada?
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Na saúde, este desperdício tem um preço. Pode traduzir-se em mais espera, mais exames, mais custos, maior variabilidade clínica, maior risco e, sobretudo, pior experiência para quem precisa de cuidados. É por isso que a gestão do conhecimento deve deixar de ser encarada como uma matéria académica ou tecnológica. Deve assumir-se como uma verdadeira política de saúde. O objetivo não é criar mais uma plataforma, mais uma comissão ou mais relatórios.
É criar uma capacidade permanente para MHIRXM½GEV S UYI JYRGMSRE EZEPMEV VIWYPXEHSW partilhar aprendizagens e transformar conhecimento em decisões melhores. Uma organização qUe aprende O primeiro passo é fazer do Serviço Nacional de Saúde (SNS) uma organização que aprende. Uma organização que aprende não é uma organização que não erra. É aquela que reconhece os erros, percebe
Inteligência coletiva ` 7%Ï()
as suas causas e altera processos para evitar que se repitam. Precisamos, por isso, de uma Rede Nacional HI %TVIRHM^EKIQ I &SEW 4VjXMGEW IQ 7E de. Sempre que uma instituição demonstrar YQE WSPYpnS I½GE^ TEVE YQ TVSFPIQE VIPIZERXI IWWE I\TIVMsRGME HIZI WIV MHIRXM½GEda, avaliada, documentada e disponibilizada às restantes organizações. Mas o conhecimento também pode desapaVIGIV % WEuHE HI YQ TVS½WWMSREP I\TIVMIRXI TSHI WMKRM½GEV E TIVHE HI HqGEHEW HI I\periência e de conhecimento que muitas ZI^IW RnS IWXj IWGVMXS IQ RIRLYQ QERYEP Mentoria, equipas intergeracionais, registo HI FSEW TVjXMGEW I TPERSW HI WYGIWWnS HIvem fazer parte da gestão normal das organizações de saúde. Preservar a memória TVS½WWMSREP q YQE GSRHMpnS TEVE KEVERXMV continuidade e qualidade. Temos também de aproximar a evidência GMIRXu½GE HS QSQIRXS IQ UYI EW HIGMW~IW são tomadas. A investigação e a inovação crescem a uma velocidade que torna difícil YQ TVS½WWMSREP EGSQTERLEV 3 HIWE½S q encontrar, no momento certo, o conheciQIRXS ½jZIP VIPIZERXI I ETPMGjZIP Sistemas de apoio à decisão, baseados em evidência e devidamente validados, podem ENYHEV E VIHY^MV ZEVMEFMPMHEHI MRNYWXM½GEHE e a melhorar a qualidade dos cuidados. 2nS WYFWXMXYIQ SW TVS½WWMSREMW %NYHEQ-nos a decidir melhor.
O mesmo princípio deve orientar a utilização HE MRXIPMKsRGME EVXM½GMEP -% % -% TSHI ETSMEV diagnósticos, antecipar riscos, analisar grandes ZSPYQIW HI MRJSVQEpnS I PMFIVXEV TVS½WWMSnais de tarefas repetitivas. Mas não deve ser EHSXEHE ETIREW TSVUYI q RSZE SY IWXj RE moda.A pergunta essencial é: que valor acresGIRXE ES HSIRXI ES TVS½WWMSREP I ES WMWXIQE# Os dados são igualmente decisivos. O SNS produz diariamente enorme quantidade de informação. Mas acumular dados não é o mesmo que produzir conhecimento, nem conhecimento é sinónimo de decisão. Precisamos de interoperabilidade efetiva entre sistemas de informação, protegendo a privacidade e a segurança, para que os dados possam apoiar a decisão clínica, a gestão das organizações e as políticas públicas. -RJSVQEpnS UYI RnS ENYHE E HIGMHMV q ETInas informação acumulada. missão das ULs As ULS têm aqui uma oportunidade. A sua missão não pode esgotar-se na integração administrativa de hospitais e cuidados de WE HI TVMQjVMSW 9QE 907 ZIVHEHIMVEQIRte integrada deve conhecer a população que serve, medir resultados, comparar desempenhos e aprender com outras organizações. % EYXSRSQME HIWINjZIP I IWWIRGMEP HEW YRMHEHIW HI WE HI HIZI WMKRM½GEV XEQFqQ VIWponsabilidade pelos resultados. E responsabilidade pelos resultados implica transpa-
rência, avaliação e capacidade de aprender. Esta transformação exige ainda um verdadeiro ecossistema de conhecimento em saúde. A inovação pode nascer num hospital, numa universidade, num centro de investigação, numa empresa tecnológica, numa startup ou numa instituição social. O Estado deve criar condições para testar, avaliar e integrar rapidamente aquilo que demonstra valor. Também os líderes e gestores de saúde precisam de novas competências. Gerir uma orKERM^EpnS QSHIVRE WMKRM½GE WEFIV SRHI IWXj o conhecimento relevante, como o fazer circular e como o transformar em decisão. As organizações devem ser avaliadas também pela sua capacidade de aprender: que TVSFPIQEW MHIRXM½GEVEQ# 5YI IVVSW GSVVMKMVEQ# 5YI FSEW TVjXMGEW HMWWIQMREVEQ# Que resultados melhoraram? E falta uma dimensão essencial: ouvir os doentes. O cidadão não é apenas o destinaXjVMS HI YQ WIVZMpS f XEQFqQ YQE JSRXI HI conhecimento sobre a experiência da doença, os percursos no sistema e as barreiras de acesso. Um sistema que não escuta quem utiliza os seus serviços conhece apenas uma parte da sua realidade. Gerir conhecimento é saber o que sabemos, reconhecer o que não sabemos, aprender com a experiência e aplicar aquilo que aprendemos. Portugal discute, com razão, a necessidaHI HI QEMW ½RERGMEQIRXS TEVE E WE HI Discute recursos humanos, gestão, orgaRM^EpnS EGIWWS I WYWXIRXEFMPMHEHI 1EW Lj uma questão que merece especial atenção: estamos a utilizar da melhor forma S GSRLIGMQIRXS UYI Nj TSWWYuQSW# 'EHE erro que se repete representa uma falha coletiva de aprendizagem. 9Q 727 WYWXIRXjZIP RnS WIVj ETIREW EUYIPI UYI GSRWIKYI SFXIV QEMW VIGYVWSW 7IVj aquele que consegue transformar melhor os recursos que tem em saúde, qualidade e valor para os cidadãos. O conhecimento tem uma característica I\XVESVHMRjVME UYERHS q TEVXMPLEHS QYPtiplica-se. Por isso, gerir conhecimento é KIVMV UYEPMHEHI f KIVMV I½GMsRGME f KIVMV WIgurança. É promover inovação. E, acima de tudo, é cuidar melhor. Porque um sistema de saúde que aprende não é apenas um sistema mais inteligente. É um sistema mais humano. FRONTLINE/43
1%+%>-2) ` Habitação
E A CRISE DA HABITAÇÃO CONTINUA…
'31 37 463&0)1%7 () *92(3 '97837 () 463(9e«3 )0):%(37 ) 0-')2'-%1)283 96&%23 por *IVRERHS 7ERXS )RKIRLIMVS &EWXSRjVMS HE 3VHIQ HSW )RKIRLIMVSW
A crise da habitação tem sido percecionada através de dois indicadores: IPIZEHS TVIpS HSW MQzZIMW TEVE ZIRHE I HEW VIRHEW I HM½GYPHEHI HS PMGIRGMEQIRXS YVFERS 1YMXS WI XIQ IWGVMXS WSFVI S XIQE GSQ NYWXM½GEp~IW I ERjPMWIW UYI MKRSVEQ EW ZIVHEHIMVEW GEYWEW
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ucessivas alterações legislativas têm procurado dar resposta à crise mas, ano após ano, não produziram efeito e os preços têm vindo a aumentar, agravando a situação. O foco das alterações legislativas tem sido na melhoria das condições do créHMXS k LEFMXEpnS VIHYpnS HI GYWXSW ½WGEMW I WMQTPM½GEpnS HS PMGIRGMEQIRXS YVFERS Mas há dois fatores essenciais que estão na origem dos elevados preços de venda e da reduzida oferta de construções novas e reabilitadas: (i) o aumento do custo de construção e (ii) as dificuldades do licenciamento. ElEvados custos dE construção Os custos de construção são elevados porque resultam da profunda alteração da estrutura das empresas de construção e da crescente exigência das normas e regulamentos aplicados à construção e ao setor. Depois da destruição da maioria das empresas de construção, com a intervenção da Troika (UE, BCE e FMI), entre 2011 e 2014, a mão de obra reduziu para cerca de metade e a que existe não tem a mesma formação e experiência.
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Habitação ` 1%+%>-2)
As empresas passaram a adotar um modelo assente em contratos com subempreiteiVSW IQ GEHIME S UYI HM½GYPXE E KIWXnS HE produção, o controlo de custos, da qualidade e dos prazos. Este contexto agravou os custos, mas as exigências legislativas e regulamentares também provocaram um WMKRM½GEXMZS EYQIRXS Não há uma solução única para reduzir custos, mas a redução de cada parte permite uma redução global. A redução do IVA é um bom contributo, mas a forma como foi implementada não irá reduzir os custos, nem os preços de colocação no mercado, pois o benefício passou para o comprador, mas com condições de aplicação difíceis. Como já se percebeu, o poder político não está interessado em reduzir exigências, pelo contrário, a Comissão Europeia continua a TYFPMGEV HMVIXMZEW I VIKYPEQIRXSW ½RKMRHS que não têm implicação nos custos. Quanto custa produzir um Quarto Numa época em que tanto se fala de transparência, não deixa de surpreender que não se saiba quanto custa, sem terreno e margem de lucro, produzir um quarto para uma residência de estudantes, ou para idosos, num hospital, uma cela de um estabelecimento prisional, ou de outros equipamentos, até um simples lugar de estacionamento, etc. Os investimentos realizados com o PRR deveriam ser uma oportunidade para se conhecerem os custos por unidade. Pelo conhecimento que tenho atrevo-me a dizer que um quarto de uma residência para estudantes, sem imputar o custo do terreRS GYWXE QEMW HI º f IUYMZEPIRXI ES preço de venda de um apartamento T1 há 20 anos na cidade de Lisboa. Mas em Lisboa e noutras cidades também é exigido estacionamento nas residências novas, o que TSHI MQTPMGEV QEMW HI º TSV UYEVXS Ora, se um quarto de uma residência pode GYWXEV QEMW HI º WIQ XIVVIRS I PYcro, a este custo há que somar os custos do terreno, dos consumos, da limpeza e da gestão. Com estes custos não surpreende que os preços dos quartos se situem EGMQE HI º º TSV QsW 9Q UYEV-
to para uma residência para idosos custa QEMW HI º É esta a realidade que deveria ser divulgada, em particular, por parte das entidades púFPMGEW 1EW EHQMXS UYI RnS WINE TSMW ½GEVME a nu que a chamada “especulação”, muito IZSGEHE TEVE NYWXM½GEV SW TVIpSW IPIZEHSW mais não é do que o resultado dos custos a que a legislação obriga. Se as normas e regulamentos em vigor deXIVQMREQ GYWXSW QYMXS IPIZEHSW WIVME WY½ciente introduzir dois níveis de exigências inferiores que implicariam reduzir custos, GIVXM½GERHS SW IHMJuGMSW IQ JYRpnS HEW mesmas. Mas tal não irá acontecer. a rEforma do licEnciamEnto urbano Relativamente ao licenciamento, que é um dos graves problemas associados à crise da habitação, foi publicado um conjunto de alterações legislativas em janeiro de 2024, designado por Simplex 1, o qual não promoveu mais habitação e a preços mais reduzidos, pelo contrário. Como consequência, o atual Governo promoveu novas alterações legislativas designadas por Simplex 2, publicadas atraZqW HS (IGVIXS 0IM R HI de maio, o qual deveria entrar em vigor em 3 de agosto, mas foi adiado para 1 de SYXYFVS HI As medidas do novo Simplex são, na generalidade, positivas e bem-intencionadas, mas não irão resolver os problemas de fundo HEW HM½GYPHEHIW HS PMGIRGMEQIRXS
% PIKMWPEpnS FIQ TSHI ½\EV TVE^SW MHIEPMWtas para os procedimentos administrativos, promover o início das obras após comunicação prévia, entre outras boas ideias, mas RS ½REP TSYGS WIVj QYHEHS I TSVUYs# Porque quem “manda” no sistema são os municípios, as entidades externas de consulta obrigatória e a cultura instalada. Bem pode o Governo facilitar o início das obras com comunicação prévia, reduzir os prazos administrativos para se pedir o deferimenXS XjGMXS 2S ½REP TSYGS MVj QYHEV 1EW Lj uma certeza, a insegurança jurídica e o risco de embargo das obras aumentou fomentando o litígio com as obras em curso. Por outro lado, há um novo contexto que agravou a situação, a judicialização do sistema. É mais seguro um parecer negativo e um indeferimento, do que o inverso, pois os técnicos e autarcas correm o risco de ser constituídos arguidos ou difamados, só porque deferiram com base na interpretação HE PIKMWPEpnS 3VE q Eu UYI IWXj E HM½GYPHEHI pois a legislação é cada vez mais complexa I SW XqGRMGSW I EYXEVGEW ½GEVEQ VIJqRW HSW juristas e de inúmeros pareceres, por vezes contraditórios. O problema já não é técnico, é jurídico. É por tudo isto que, apesar das alterações e boas intenções, o futuro não será melhor. O que se exige são as alterações de fundo. Atrevo-me a perguntar: os preços da haFMXEpnS RS ½REP HI WYFMVnS QEMW SY QIRSW HS UYI S EGVqWGMQS HI VIKMWXEHS IQ #
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:-7«3 ` Segurança na saúde
SAÚDE DOS PROFISSIONAIS
91 )03 ()8)61-2%28) 2% 59%0-(%() ) 7978)28%&-0-(%() (3 7-78)1% por 0YuW 4MWGS 4VIWMHIRXI HS 'SRWIPLS (MVIXMZS HE %670:8 EXq EKSWXS HI
A capacidade de resposta de um sistema de saúde depende não apenas da HMWTSRMFMPMHEHI HI XIGRSPSKME QIHMGEQIRXSW I GSRLIGMQIRXS GMIRXu½GS QEW XEQFqQ HEW GSRHMp~IW IQ UYI SW TVS½WWMSREMW I\IVGIQ E WYE EXMZMHEHI 1qHMGSW IRJIVQIMVSW I VIWXERXIW TVS½WWMSREMW HI WE HI GSRWXMXYIQ YQ VIGYVWS IWWIRGMEP I MRWYFWXMXYuZIP
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YERHS SW TVS½WWMSREMW HI WE HI WnS WYNIMXSW HI JSVQE TVSPSRKEHE E RuZIMW IPIZEHSW HI I\MKsRGME JuWMGE IQSGMSREP I GSKRMXMZE EW GSRWIUYsRGMEW YPXVETEWWEQ E HMQIRWnS MRHMZMHYEP I TSHIQ GSQTVSQIXIV E UYEPMHEHI E WIKYVERpE I E WYWXIRXEFMPMHEHI HSW GYMHEHSW (EHSW ETVIWIRXEHSW TIPE 3'() RS ±,IEPXL EX E +PERGI² IZMHIRGMEQ E VIPIZlRGME HIWXI TVSFPIQE IQ 4SVXYKEP (I EGSVHS GSQ SW ZEPSVIW HMZYPKEHSW HSW QqHMGSW I HSW IRJIVQIMVSW VIJIVIQ WMRXSQEW HI burnout ZEPSVIW UYI EWWYQIQ TEVXMGYPEV TVISGYTEpnS UYERHS GSQTEVEHSW GSQ SW SFWIVZEHSW IQ QqHME RSYXVSW GSRXI\XSW IYVSTIYW )WXIW MRHMGEHSVIW RnS HIZIQ WIV MRXIVTVIXEHSW ETIREW GSQS QERMJIWXEp~IW HI MRWEXMWJEpnS TVS½WWMSREP QEW GSQS WMREMW HI TVIWWnS TIVWMWXIRXI WSFVI SW TVS½WWMSREMW I WSFVI E GETEGMHEHI HI JYRGMSREQIRXS HS WMWXIQE HI WE HI 3 burnout VIWYPXE HE I\TSWMpnS TVSPSRKEHE E JEXSVIW HI stress VIPEGMSREHSW GSQ S XVEFEPLS I TSHI QERMJIWXEV WI EXVEZqW HI I\EYWXnS IQSGMSREP I HMWXERGMEQIRXS VIPEXMZEQIRXI k EXMZMHEHI TVS½WWMSREP )QFSVE E TVSQSpnS HE WE HI QIRXEP WINE YQE VIWTSRWEFMPMHEHI TEVXMPLEHE IRXVI MRHMZuHYSW
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SVKERM^Ep~IW I WSGMIHEHI I\MWXI IZMHsRGME HI UYI EW GSRHMp~IW HI XVEFEPLS HIWIQTIRLEQ YQ TETIP HIXIVQMRERXI 'EVKEW LSVjVMEW I\GIWWMZEW XVEFEPLS TSV XYVRSW TVIWWnS EWWMWXIRGMEP MRWY½GMsRGME HI VIGYVWSW LYQERSW VIHY^MHE EYXSRSQME I HM½GYPHEHIW HI GSRGMPMEpnS IRXVI ZMHE TVS½WWMSREP I TIWWSEP GSRWXMXYIQ JEXSVIW VIPIZERXIW 2S GSRXI\XS TSVXYKYsW IWXIW JEXSVIW WnS EKVEZEHSW TSV TVSFPIQEW IWXVYXYVEMW VIPE-
GMSREHSW GSQ E HMWTSRMFMPMHEHI I HMWXVMFYMpnS HSW TVS½WWMSREMW HI WE HI 5YERHS EW IUYMTEW JYRGMSREQ HI JSVQE TIVWMWXIRXI EFEM\S HEW RIGIWWMHEHIW E EXMZMHEHI EWWMWXIRGMEP RnS HMQMRYM TVSTSVGMSREPQIRXI XIRHI E WIV VIHMWXVMFYuHE TIPSW TVS½WWMSREMW HMWTSRuZIMW )WXE WMXYEpnS TSHI KIVEV YQ GMGPS IQ UYI E MRWY½GMsRGME HI VIGYVWSW EYQIRXE E GEVKE HI XVEFEPLS IWXE GSRXVMFYM TEVE QEMSV I\EYWXnS I EFWIRXMWQS I GSR-
Segurança na saúde ` :-7«3
WIUYIRXIQIRXI E GETEGMHEHI HI VIWTSWXE HSW WIVZMpSW ½GE EMRHE QEMW GSRHMGMSREHE seRviços de uRgência 3W IJIMXSW HIWXE HMRlQMGE WnS TEVXMGYPEVQIRXI VIPIZERXIW IQ jVIEW HI IPIZEHE TVIWWnS EWWMWXIRGMEP GSQS SW WIVZMpSW HI YVKsRGME % RIGIWWMHEHI HI HIGMW~IW VjTMHEW E GSQTPI\MHEHI GPuRMGE I E ZEVMEFMPMHEHI HE TVSGYVE I\MKIQ IPIZEHSW RuZIMW HI EXIRpnS I GETEGMHEHI HI EHETXEpnS 5YERHS IWXEW I\MKsRGMEW GSI\MWXIQ GSQ IUYMTEW MRWY½GMIRXIW I TIVuSHSW TVSPSRKEHSW HI WSFVIGEVKE EYQIRXE S VMWGS HI JEHMKE E VIHYpnS HE GETEGMHEHI HI GSRGIRXVEpnS I HM½GYPHEHIW RE GSQYRMGEpnS I XSQEHE HI HIGMWnS % VIPEpnS IRXVI WE HI SGYTEGMSREP I WIKYVERpE HS HSIRXI HIZI TSV MWWS WIV GSRWMHIVEHE YQE HMQIRWnS MRXIKVEHE HE UYEPMHEHI HSW GYMHEHSW % JEHMKE E TVMZEpnS HI WSRS I E WSFVIGEVKE GSKRMXMZE TSHIQ EJIXEV S HIWIQTIRLS TVS½WWMSREP I IWXnS EWWSGMEHEW RE PMXIVEXYVE GMIRXu½GE E QEMSV VMWGS HI IVVSW I IZIRXSW EHZIVWSW )WXE EWWSGMEpnS RnS WMKRM½GE UYI E I\EYWXnS HIXIVQMRI RIGIWWEVMEQIRXI YQ HIWIQTIRLS MREHIUYEHS QEW HIQSRWXVE UYI E WIKYVERpE RnS TSHI HITIRHIV I\GPYWMZEQIRXI HE GETEGMHEHI MRHMZMHYEP HSW TVS½WWMSREMW TEVE GSQTIRWEV GSRHMp~IW SVKERM^EGMSREMW HIWJEZSVjZIMW
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DOSSIER | Economia circular
O VALOR QUE A INDÚSTRIA NÃO VÊ por Ricardo Jardim Gonçalves Professor Catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa/UNNova
Durante décadas, a indústria desenvolveu-se numa lógica simples de extrair, produzir, usar e substituir. No entanto, a pressão sobre os recursos, a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento, a transição climática e a necessidade de reforçar a autonomia industrial europeia obrigam hoje a colocar uma questão que é, antes de mais, económica.
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uanto valor continuamos a perder quando decidimos que um produto GLIKSY ES ½Q# f TVIGMWEQIRXI EUYM UYI E remanufatura ganha uma nova dimensão. Mais do que reciclar materiais, procura recuperar produtos, componentes e recursos, preservar o valor que ainda incorporam e voltar a colocá-los na economia com qualidade, rastreabilidade e viabili-
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dade comercial. O potencial apresenta-se considerável, com uma indústria transformadora que representa mais de 20% do PIB da União Europeia e sustenta perto de 35 milhões de empregos, enquanto a remanufatura pode, consoante o setor, TIVQMXMV TSYTERpEW HI IRIVKME I QEXIriais entre 60 e 80%. Apesar disso, menos HI HSW TVSHYXSW UYI GLIKEQ ES ½Q
da sua vida útil na Europa são atualmente remanufaturados. Assim, emerge uma oportunidade para recuperar valor que hoje não regressa à economia, através da remanufatura. Uma nova realidade indUstrial f RIWXI IWTEpS UYI WYVKI S 6IQERYJEGturing-X, um projeto Horizon Europe
Economia circular | DOSSIER
que procura transformar a remanufatura numa nova realidade industrial. A ideia de partida muda a forma como olhamos para um produto usado. Quando regressa à fábrica, este não deveria regressar apenas como um objeto físico, mas acompanhado da sua história. Saber que materiais contém, como foi utilizado, que componentes foram substituídos, qual o seu estado, quanto tempo de vida lhes resta, e o que pode ser recuperado permite determinar, com muito maior precisão, se é economicamente mais interessante reutilizar, remanufaturar ou voltar a produzir. O produto usado passa a trazer consigo a MRJSVQEpnS RIGIWWjVME TEVE HIGMHMV S WIY TVzTVMS JYXYVS f RIWXI TSRXS UYI E XVERWJSVQEpnS HMKMXEP IRGSRXVE E IGSRSQME GMVGYPEV I S 6IQERYJEGXYVMRK < TVSGYVE EZERpEV TEVE EPqQ HS UYI LSNI I\MWXI % MRSZEpnS RnS IWXj WMQTPIWQIRXI IQ EGVIWGIRXEV MRXIPMKsRGME EVXM½GMEP SY YQ gémeo digital a um processo industrial, QEW IQ MRXIKVEV MRXIPMKsRGME EVXM½GMEP gémeos digitais, sistemas inteligentes de HIWQSRXEKIQ IWTEpSW HI HEHSW MRHYWtriais e passaportes digitais de produto. 9Q GSQTSRIRXI TSHIVj WIV MHIRXM½GEHS GSRLIGIV WI S WIY LMWXzVMGS I GSRHMpnS estimar a sua vida útil, avaliar o impacto económico e ambiental da sua recupeVEpnS I IRGSRXVEV UYIQ S TSHI VIYXMPM^EV SY VIQERYJEXYVEV GSQ MRJSVQEpnS rastreável e partilhada de forma segura entre diferentes empresas. Esta integrapnS EPXIVE XEQFqQ E TVzTVME JYRpnS HS Passaporte Digital de Produto. Em vez de funcionar apenas como um registo daquilo que um produto é e do seu percurso, pode tornar-se um instrumento de apoio à decisão sobre aquilo que esse produto EMRHE TSHIVj WIV % MRJSVQEpnS UYI EGSQpanha uma máquina, uma bateria ou um componente passa a ter valor económico TSVUYI TIVQMXI HIGMHMV WSFVI VITEVEpnS HIWQSRXEKIQ VIYXMPM^EpnS WIKYRHE ZMHE ou remanufatura com um nível de conhecimento que hoje raramente existe.
-Market, um mercado digital B2B destinado a aproximar empresas que dispõem de produtos, componentes, materiais ou WIVZMpSW HI VIQERYJEXYVE HI SYXVEW UYI deles necessitam. % MRXIPMKsRGME EVXM½GMEP ETSMEVj E GSVVIWpondência entre oferta e procura, enquanto a rastreabilidade e os mecanismos HMKMXEMW HI GSRXVEXEpnS TVSGYVEVnS GVMEV E GSR½ERpE RIGIWWjVME TEVE UYI IWXEW XVERWEp~IW TSWWEQ KERLEV IWGEPE %UYMPS UYI LSNI VITVIWIRXE YQ GYWXS HI ½Q HI ZMHE pode, desta forma, transformar-se num ativo económico e numa nova fonte de neKzGMS 4EVE EW IQTVIWEW IWXE QYHERpE XIQ consequências muito concretas. Prolongar a vida de uma máquina, recuperar um componente crítico ou encontrar uma seKYRHE YXMPM^EpnS TEVE YQE FEXIVME WMKRM½GE reduzir necessidades de matérias-primas, diminuir dependências externas, tornar as cadeias de abastecimento mais resilientes e explorar novas fontes de receita. A ecoRSQME GMVGYPEV HIM\E EWWMQ HI IWXEV GSR½nada ao domínio da sustentabilidade para entrar diretamente nas decisões de investimento, produtividade e competitividade.
PMHEHI HMKMXEP HI TIPS QIRSW HSW ¾Yxos de produtos e subprodutos. Portugal EWWYQI EWWMQ YQE TSWMpnS HI PMHIVERpE RIWXI TIVGYVWS EXVEZqW HS 92-23:% '87 GIRXVS HI MRZIWXMKEpnS HE 23:% FCT integrado no Laboratório Associado 0%7- UYI GSSVHIRE S 6IQERYJEGXYVMRK < e articula um consórcio internacional que VI RI MRZIWXMKEpnS MRH WXVME XIGRSPSKME I RSVQEPM^EpnS GSQ TEVGIMVSW IYVSTIYW I EWMjXMGSW 3 EVVERUYI HS TVSNIXS IQ :MPE :IVHI VIYRMY MRZIWXMKEHSVIW IQTVIWEW I parceiros internacionais com a indústria e as entidades locais. O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, acompanhou os trabalhos I E ZMWMXE kW MRWXEPEp~IW MRHYWXVMEMW HE 0)86% RYQ IRGSRXVS UYI GSRXSY XEQFqQ GSQ E TVIWIRpE HE TVIWMHIRXI HE 'lQEVE 1YRMGMTEP HI :MPE :IVHI . PME *IVRERHIW Na ocasião, o ministro destacou o potencial da remanufatura para aumentar E I½GMsRGME I E TVSHYXMZMHEHI VIHY^MV E dependência de matérias-primas e transformar resíduos em novos produtos de ZEPSV EGVIWGIRXEHS TEVE YQE QYHERpE UYI S 6IQERYJEGXYVMRK < GSRGVIXM^E TSV HIM\EV HI SPLEV TEVE S ½Q HI YQ TVSHYPotencial da remanUfatUra to como o momento em que o seu valor f RE MRH WXVME UYI IWXE ZMWnS XIVj HI TVS- HIWETEVIGI I GSQIpEV E Zs PS GSQS S MRuvar o seu valor e, em Portugal, ganhará cio de um novo ciclo industrial, capaz de JSVQE RE 'IVZINIMVE 0)86% IQ :MPE :IVHI preservar recursos, conhecimento e valor SRHI WYFTVSHYXSW HE TVSHYpnS GIVZINIM- IGSRzQMGS f YQE RSZE JSVQE HI TIRWEV ra, como resíduos de malte e lúpulo, serão a indústria europeia, em que produzir meintegrados num processo digitalmente ras- PLSV WMKRM½GE XEQFqQ WEFIV VIGYTIVEV S treável e poderão dar origem a novos pro- valor daquilo que já produzimos. E PortuHYXSW )RXVI SW SFNIXMZSW HI½RMHSW IWXnS E KEP EWWYQI S WIY PYKEV RE PMHIVERpE HIWXI VIHYpnS HI TIPS QIRSW HS GSRWYQS JYXYVS MRHYWXVMEP UYI EKSVE GSQIpE E KEde energia e água por lote e uma rastreabi- nhar forma.
inovação nas emPresas A tecnologia, contudo, só terá impacto se esta nova circularidade fizer sentido ecoRzQMGS 4SV MWWS E WSPYpnS MRGPYM S 6)1-
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ESPECIAL | Transformação digital
QUE SISTEMAS DE SAÚDE PARA O FUTURO?
SISTEMAS 3L – LIDERANÇA, LITERACIA, LONGEVIDADE
por Pedro Ramos Presidente da EMHCUM Hospital Central e Universitário da Madeira (HCUM) - Hospital do Futuro no Meio do Atlântico
O mundo da saúde está em mudança e espera novas mentalidades, inovação, EHETXEFMPMHEHI VjTMHE ½EFMPMHEHI I ¾I\MFMPMHEHI
O
impacto das novas tecnologias na acessibilidade, no diagnóstico, no tratamento, na comunicação, na referenciação, na segurança e na qualidade deve ser aproveitado, acompanhado pela aquisição de novas competências digitais por parte dos profissionais. Não basta, contudo, introduzir tecnologia. É necessário preparar as pessoas,
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reorganizar processos e construir novas mentalidades, estimulando novas formas de pensar. A transformação digital só será verdadeiramente eficaz se for acompanhada por liderança, literacia e capacidade de adaptação. 3 WMWXIQE XIQ HI QYHEV I IWWE q XEPZI^ E QIRWEKIQ QEMW MQTSVXERXI HS TIVuSHS pós-pandemia: o sistema tem mesmo de
mudar. Mudar para permitir uma melhor TPERM½GEpnS SVKERM^EpnS GETEGMXEpnS I I½GMsRGME VIHY^MRHS S HIWTIVHuGMS I YXMlizando de forma mais inteligente os reGYVWSW HMWTSRuZIMW TSMW MWWS q XEQFqQ humanizar mais e melhor. Por respeito a António Arnaut e aos utentes, queremos ter o mesmo e, porventura, mais sucesso para o SNS atual e
Transformação digital | ESPECIAL
para outros sistemas de saúde, com inovação e digitalização total. Mas, para isso, q TVIGMWS QYHEV QIRXEPMHEHIW Os sistemas de saúde do futuro têm de ser robustos e resilientes, ou seja, têm HI HEV VIWTSWXE RS HME E HME QEW XEQFqQ em situações de exceção. Para isso, têm de assegurar três vertentes fundamentais: liderança, literacia e longevidade. 8SHEW IPEW HIZIQ WIV XVEFEPLEHEW GSQ E mesma intensidade, de forma a criar um sistema de saúde robusto e resiliente, preparado para todas as situações que possam surgir e que possam pôr em causa a capacidade de resposta das instituições e o papel dos profissionais. Liderança A liderança deve ser entregue àqueles que são aceites pelos pares, por terem uma caTEGMXEpnS EGMQE HSW VIWXERXIW TSV QqVMXS e competência, por terem capacidade de pensar com uma visão inovadora e, sobretudo, por serem capazes de levar os outros a atingir novos objetivos. 0uHIVIW UYI GVMIQ IUYMTEW HI IPIZEHS desempenho, mobilizadas para a excelência. Que fomentem a diversidade no debate das questões da saúde. Que tenham competências digitais e objetivos definidos para o profissional, para a equipa, para a instituição e para o sistema em que estão inseridos. 0uHIVIW GSQ GETEGMHEHI HI QSFMPM^EV HI ½\EV XEPIRXSW HI TVSQSZIV E MRSZEpnS E investigação, a segurança e a qualidade da prestação de cuidados. Que promovam a integração plena dos cuidados, uma resposta hospitalar diferenciada e uma referenciação adequada. Que assegurem consultas de “alta resolução”, permitindo um diagnóstico rápido e o desenvolvimento TVIGSGI HE IWXVEXqKME XIVETsYXMGE EHIUYEda. Que fomentem a medicina de precisão e personalizada e garantam o acesso constante às novas terapias, procurando alcançar melhores outcomes e melhores resultados em saúde. É este o perfil de liderança de que os sistemas de saúde precisam: uma liderança capaz de antecipar, mobilizar e transformar, colocando a inovação, a competência e os resultados em saúde no centro da decisão.
Literacia % PMXIVEGME q MQTSVXERXI TEVE HIRXVS HE SVKERM^EpnS I XEQFqQ TEVE JSVE I q HE VIWTSRWEFMPMHEHI HSW TVS½WWMSREMW 8SHSW XsQ de rumar no mesmo sentido e atingir patamares semelhantes de diferenciação, de forma a harmonizar a nova clinical governance e facilitar a sua efetivação. A informação e o conhecimento adquirido legitimam a autoridade e a liderança das equipas e organizações, tal como dizia João Lobo Antunes. Portanto, torna-se cada vez QIRSW EHQMWWuZIP E JEPXE HI GSRLIGMQIRXS nas organizações de saúde. Por isso, formação, diferenciação, educação e treino são MRWYFWXMXYuZIMW RE GVMEpnS HI YQ RSZS %(2 GEVEGXIVuWXMGE IZMHIRXI HE RSZE HMJIVIRGMEpnS I GETEGMXEpnS HSW TVS½WWMSREMW Por outro lado, a literacia conduz a uma melhor comunicação e a uma melhor informapnS KIVERHS RuZIMW HI WIKYVERpE EGVIWGMHSW entre players QSXMZEHSW HIHMGEHSW I ½qMW 8IQSW HI IRGEVEV E PMXIVEGME GSQS YQ MRWtrumento motivador para o progresso das organizações, para o seu desenvolvimento e para a sua inovação constante, contribuindo para criar sistemas de saúde cada vez mais sólidos, robustos e resilientes. Finalmente, no mundo atual em que vivemos, não podemos esquecer a componente digital da literacia, pois acreditamos que será um instrumento fundamental para melhorar a gestão e os cuidados de saúde e onde estará, em grande medida, a diferença daqui para a frente. A digitalização deve ser olhada como o parceiro ideal para assegurar a mudança dos sistemas de saúde, fornecendo a transpa-
rência e a privacidade necessárias, facilitando a obtenção de resultados imediatos e reduzindo os seus custos. Longevidade % PSRKIZMHEHI RnS q RIQ RYRGE JSM YQ TVSblema. É o resultado dos sucessos da saúde, melhorando os seus indicadores. É o resultado de sistemas de saúde com integração plena de cuidados, com ciclos de cuidados EWWIKYVEHSW I I½GMIRXIW clinical pathways. Resulta sempre de lideranças fortes e liteVEGMEW GSRWXERXIW RE ZMHE HSW TVS½WWMSREMW e dos utentes, contribuindo para um melhor sistema de saúde, que se quer mais próximo, mais abrangente, mais desenvolvido, mais seguro e com mais qualidade. Os sistemas de saúde têm de assegurar a longevidade, promovendo acessibilidades fáceis, VIJIVIRGMEp~IW ¾YMHEW HMEKRzWXMGSW WIKYVSW tratamentos de acordo com a legis artis e reinserções sociais rápidas, com menores custos. Para isso, têm de ser mais bem organizados ¯ HEu UYI TVIGMWIQ HI RSZEW ZMW~IW I RSZEW lideranças –, mais seguros e com qualidaHI ¯ HEu UYI TVIGMWIQ HI QEMW JSVQEpnS I GETEGMXEpnS HI XSHSW ¯ I ½REPQIRXI QEMW longevos, estando mais bem preparados TEVE VIWTSRHIV ESW RSZSW HIWE½SW WSGMIXEMW EW EPXIVEp~IW GPMQjXMGEW HIQSKVj½GEW IGSRzQMGEW KISTSPuXMGEW I ½RERGIMVEW A sua robustez e resiliência são o resultaHS HE WYE I½GMsRGME SVKERM^EGMSREP RS HME a dia e nas situações de exceção. Assim, com boa liderança, mais e melhor literacia e persistente longevidade, os sistemas de saúde continuarão a salvar vidas, com a navegação e a conectividade certas.
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DESPORTO | Valores europeus
PELO DESPORTO NA ESTRATÉGIA DA UE DE CHEGAR AOS CIDADÃOS por %PI\ERHVI 1MKYIP 1IWXVI %HZSKEHS 4VSJIWWSV 9RMZIVWMXjVMS )\ 7IGVIXjVMS HI )WXEHS HS (IWTSVXS I .YZIRXYHI
*EPE WI QYMXS I GSQ VE^nS HI YQE IWTqGMI HI Hq½GI HIQSGVjXMGS HI UYI SW GMHEHnSW HE 9RMnS )YVSTIME 9) RnS WI MHIRXM½GEQ GSQ E 9) I QYMXEW ZI^IW RIQ GSRWGMsRGME XsQ HI UYI IQ GSQTPIQIRXS k WYE GMHEHERME REGMSREP I\MWXI uma cidadania europeia, conferente de direitos. Importa adotar estratégias para UYI SW GMHEHnSW HE 9) GSRLIpEQ I ZMZIRGMIQ SW ZEPSVIW MHIRXMXjVMSW IYVSTIYW
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omo os chapéus, estratégias há muitas. Então que se desenhe uma outra. Fica aqui a minha singela proposta: utilizar o desporto como veículo de promoção dos valores europeus. A implementação pode caber quer às instituições da UE, quer às organizações desportivas. Uma instituição europeia, ao promover o desporto e os seus valores, está a promover os valores da UE. Uma organização desportiva que também faça a ponte entre os valores identitários do desporto e da UE, está a conscienciali-
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zar praticantes e também adeptos, desses denominadores comuns. E quais são os valores identitários europeus, que explicam a razão de ser da UE? A resposta está no artigo 2.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE), segundo o qual a UE se funda nos “valores do respeito pela dignidade humana, da liberdade, da democracia, da igualdade, do Estado de direito e do respeito pelos direitos do Homem, incluindo os direitos das pessoas pertencentes a minorias”. São valores “comuns aos Estados-
-Membros”. São “património constitucional comum da UE”. A sua vivência é feita no quadro de uma “sociedade caracterizada pelo pluralismo, a não discriminação, a tolerância, a justiça, a solidariedade e a igualdade entre homens e mulheres”. De igual modo, a Carta dos Direitos Fundamentais da UE (CDFUE) é expressiva dos valores que os povos dos 27 Estados-membros compartilham, exaltando logo no seu preâmbulo os valores indivisíveis e universais da dignidade do ser humano, da
Valores europeus | DESPORTO
Não discrimiNação No TFUE e na CEDF (esta até tem um título autónomo para a igualdade) resulta que não pode haver discriminação em razão, designadamente, do sexo, raça, cor, origem étnica ou sodigNidadE da pEssoa humaNa GMEP VIPMKMnS SY GVIRpE HI½GMsRGME MHEHI GEVEGComecemos pela preservação da dignidade terísticas genéticas, língua, orientação sexual, da pessoa humana: na UE como no despor- nacionalidade, convicções, opiniões políticas to, procura-se salvaguardar o direito à inte- ou outras, pertença a uma minoria nacional, gridade física e mental (dos cidadãos, como riqueza ou nascimento. Ora o desporto, em HSW HIWTSVXMWXEW I S GSQFEXI ES XVj½GS HI particular o que envolve mais regras e compeseres humanos (na sociedade, como no des- tição, assenta na ideia de igualdade de acesso, porto). A pessoa humana é o centro centrí- tratando por igual o que é igual e o desigual peto e centrífugo do processo de constru- na medida da desigualdade – aqui fazendo lemção europeia e do desporto. brar um conhecido e impactante mote da EU: Depois vem a liberdade, que implica o res- “Unidade na diversidade.” É neste contexto peito pela liberdade física do indivíduo, que que surge o conceito de “Desporto para toinclui a liberdade de movimentação. A UE dos”, participando homens e mulheres, nacioassenta precisamente em liberdades fun- nais e estrangeiros, mais ricos e mais pobres, damentais, desde logo de circular e prestar heterossexuais e homossexuais, brancos e neserviços. O Acórdão Bosman evidenciou bem gros, católicos e ateus, indígenas e imigrantes, isso no contexto do desporto, em particular numa lógica inclusiva, com todos e para todos, a liberdade de trabalho. E haverá setor mais avessa à marginalização e à exclusão sociais… propício à liberdade associativa do que o des- E que melhor exemplo de democracia e de porto? Há clubes, há associações, há federa- igualdade senão a expressão que se costuções, e tantas outras organizações não-gover- ma utilizar de que só o desporto consegue namentais desportivas, porque, num exercício juntar gente de todas as classes sociais num cívico, as pessoas se associam para, juntas, se mesmo local e com um mesmo propósito?! promover e praticar o desporto. O despor- De facto, quer os atletas quer o público que to mostra à UE as virtudes da liberdade, da assiste aos eventos desportivos são pessoas integração, da ideia holística de grupo, que ul- com muita ou pouca literacia, com mais ou trapassa a soma das partes, das valências de QIRSW QIMSW ½RERGIMVSW UYI RS HIWTSVXS ter projetos e causas comuns, do sentimento encontram um mínimo denominador code pertença a algo, logo de aceitação. O li- mum de vida em comunidade. vre associativismo que prolifera no desporto permite melhor construir e compreender o Estado dE dirEito Um quinto valor da UE é o de um Estado projeto de construção europeia. E que dizer de um terceiro valor da UE, a de- de Direito, que se funda, nomeadamente, na mocracia? A UE visa, de facto, promover uma separação de poderes, na independência dos sociedade mais aberta, mais próxima dos ci- tribunais, na legalidade da administração, na dadãos, assim como – até por decorrência da proteção jurídica contra atos do poder púTVS\MQMHEHI ¯ YQE WSGMIHEHI QEMW I½GE^ I blico. Ora o desporto, intrinsecamente, só transparente. Pretende-se na UE uma demo- vive com regras – desde as “leis do jogo”, cracia política, económica e social, a começar que serão talvez as mais universais regras no próprio funcionamento interno da UE e que existem (um chinês e um alemão que se dos seus órgãos. Ora também aqui o despor- encontrem não precisam de falar a mesma to ensina os cidadãos a sentir, aplicar e fazer língua para competirem desportivamente, aplicar este valor da UE que é a democracia. de tal sorte o desporto tem uma linguagem E como? Fundamentalmente na articulação que todos entendem…), até às regras de com um quarto valor da UE, de que é indis- organização de provas, a regulamentos discisociável: o valor da igualdade, da não discri- plinares, ou a regulamentos que visam comFEXIV ¾EKIPSW GSQS E HSTEKIQ E ZMSPsRGME minação, da aceitação das minorias. liberdade, da igualdade e da solidariedade. Faça-se, portanto, a “ponte”, a partir dos tais valores identitários. Divulgue-se. Não faltam exemplos sinérgicos.
associada ao desporto ou a corrupção no fenómeno desportivo. O respeito pelas regras é, pois, um pilar do desporto. Na própria Bíblia lemos: “Quando alguém compete nos Jogos não é coroado a menos que tenha competido segundo as regras.” É, pois, esta lógica que quem pratica ou assiste ao desporto deve inculcar e disseminar, lógica essa de salutar e natural transposição para a realidade da UE. Um último valor da UE exaltado no TFUE é o do respeito pelos direitos humanos, tido como uma condição básica do exercício de autoridade pública no espaço jurídico da UE. Falamos de direitos inalienáveis, irrevogáveis, intransferíveis. Falamos de uma base moral e ética. Ora, em si mesmo, o desporto é já considerado em muitos países como um direito fundamental, e a Carta Olímpica UYEPM½GE S GSQS YQ HMVIMXS LYQERS E muitos denominadores comuns há entre a UE e o desporto: a promoção do voluntariado; a solidariedade; a inclusão e a Paz; o fomento das relações externas, diplomacia e da cooperação internacional; coexistência, diálogo e consensos. Não faltam, pois, meios de promover os valores comuns dos Estados-membros da UE, logo os valores da UE, através do desporto. E com isso, claro está, aprofundar a identidade europeia. Já há iniciativas como a “Capital Europeia do Desporto”, o “Dia Europeu do Desporto” ou a “Semana Europeia do Desporto”. Já houve ideias, como no Relatório Adonnino, de 1986, se tocar a Ode à Alegria quando subam ao pódio atletas oriundos da UE. Já há alguns antecedentes, pois. Mas talvez faltem mais, em qualidade e quantidade. Será pouco, porventura. Mas do pouco se pode fazer muito.
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UMA VIDA DE CANÇÕES Freddie Mercury e Mary Austin Marcador
PARAR O VENTO COM AS MÃOS Brigid Hampton Porto Editora
DEUS E A CIÊNCIA Carlos Fiolhais Dom Quixote
Com uma voz incomparável e uma energia arrebatadora em palco, Freddie Mercury foi um músico e letrista excecional – a verdadeira força criativa por trás dos Queen. Também conhecido como o Grande Fingidor, reinventou-se sem limites, de Killer Queen a campeão absoluto da música mundial. Quando morreu, em 1991, deixou à sua GSR½HIRXI I GSQTERLIMVE HI ZMHE 1EV] Austin, não só a sua imensa fortuna, mas também um espólio criativo único: documentos originais que percorrem a sua carreira desde as primeiras composições até à pouco conhecida carreira a solo. A partir deste legado extraordinário, e com a colaboração de quem o conheceu intimamente, nasce este livro, que inclui versões alternativas de Bohemian Rhapsody, esboços de Don’t Stop Me Now, JSXSKVE½EW pessoais e canções nunca antes divulgadas.
Em 1939, Fanny Reiss foge da Alemanha nazi e desembarca em Lourenço Marques com SW ½PLSW QEMW RSZSW )ZE HI ERSW I 3XXS HI SMXS 4EVE XVjW ½GEQ S QEVMHS I S ½PLS mais velho, cujo destino desconhece. Em Moçambique, Fanny encontra um refúgio improvável. Mas a ameaça da deportação persiste, obrigando-a a manobras perigosas para garantir a sobrevivência da família. À medida que crescem, Eva e Otto seguem caminhos opostos. Otto parte para o Norte em busca de aventura, envolve-se profundamente com a terra, casa com uma mulher moçambicana e acaba por ingressar no combate armado. Eva adapta-se à sociedade colonial de Lourenço Marques: frequenta o Clube de Ténis, casa com o seu instrutor – membro de uma próspera JEQuPME GLMRIWE ¯ I GVME SW ½PLSW 0YuW I 7S½E entre os privilégios e as convenções da elite urbana.
Será a ciência capaz de dizer a última palavra sobre Deus? E fará sentido procurar Deus nas equações, no ADN, no Big Bang ou nas partículas elementares? Ou estaremos perante domínios diferentes, com perguntas distintas e linguagens inconciliáveis? Neste livro, Carlos Fiolhais conduz o leitor através de uma das mais decisivas inquietações da condição humana: como articular o que a ciência revela sobre o mundo, com a dimensão transcendente da nossa existência. Com a clareza de um grande divulgador e a autoridade de um dos mais respeitados físicos portugueses, convoca Darwin, Einstein, Hawking e muitos outros para iluminar um debate onde se GVY^EQ GSWQSPSKME FMSPSKME ½PSWS½E I religião. Um livro para quem não se contenta com respostas fáceis e quer pensar, até ES PMQMXI S UYI WMKRM½GE WIV LYQERS RYQ Universo que a ciência procura explicar.
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LIVROS
UMA SOCIEDADE. É UM AXIOMA DE CRÍTICA” Abílio Guerra Junqueiro
365 DIAS COM HISTÓRIAS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL Luís Almeida Martins Ideias de Ler
ALTA PERFORMANCE Augusto Cury Pergaminho
PORQUE NÃO SOU COMUNISTA José Milhazes 3½GMRE HS 0MZVS
Uma história por dia, com sete temas por semana, durante 52 semanas: assim se faz este guia pelos episódios mais marcantes – e também mais insólitos – da História de Portugal. Ao longo de cada conjunto semanal, vai encontrar grandes acontecimentos e pequenos detalhes que moldaram o país, conhecer protagonistas fascinantes, reviver guerras e batalhas memoráveis, mergulhar em revoluções e conspirações e espreitar intrigas de alcova, paixões proibidas e traições reais. Há, ainda, espaço para mitos, lendas e mistérios que atravessam séculos, assim como para episódios ligados às artes e monumentos UYI HI½RIQ E RSWWE MHIRXMHEHI GYPXYVEP O convite é simples e irresistível: bastam poucos minutos diários para embarcar, com leveza e curiosidade, numa viagem extraordinária de 365 dias com histórias da História de Portugal.
No mundo em que vivemos, com a constante distração do digital e as fronteiras entre o lazer e o trabalho cada vez mais instáveis, torna-se urgente sermos os cuidadores principais da nossa saúde mental. Uma vida melhor, mais feliz, mais equilibrada e também mais produtiva é possível! Ao longo destas páginas, Augusto Cury, o psiquiatra mais lido do mundo, apresenta um método prático e acessível para fortalecer a mente e melhorar a qualidade de vida. Através de quatro programas acessíveis, o autor ensina como controlar o stresse, treinar a memória e a inteligência, desenvolver uma mente livre e saudável e cultivar a disciplina necessária para alcançar objetivos.
Uma lição de História do comentador da SIC. “Vivi 38 anos na União Soviética e conheci-a por dentro, no quotidiano de uma pessoa vulgar. Vi a distância entre a propaganda e a vida real. E foi essa experiência, aliada ao estudo da História, que me levou a escrever este livro. Nele, olho de frente para Lénine, Trotsky e Estaline, sem mitos nem ilusões. Porque por trás das promessas de justiça e redenção, houve violência, medo e negação da liberdade. Escrevi sobretudo a pensar nos jovens. Num tempo de incerteza e de soluções fáceis, é importante lembrar que as receitas milagrosas quase sempre acabam mal. Conhecer a História é, sempre, uma forma de proteger o futuro.”
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MOTORES | Mercedes-Benz GLC 400 4MATIC Elétrico
UMA NOVA ERA PARA O BEST-SELLER DA MERCEDES-BENZ Durante vários anos, o GLC ocupou um lugar de especial impor tância na gama da Mercedes-Benz, chegando mesmo a assumir o estatuto de modelo mais vendido da marca. Agora, esse sucesso entra numa nova fase com a chegada do Mercedes-Benz GLC 400 4MATIC Elétrico, um SUV desenvolvido de raiz para a mobilidade elétrica e capaz de combinar 489 cv, tração integral e uma autonomia que ultrapassa confor tavelmente os 600 quilómetros. 58/FRONTLINE
Mercedes-Benz GLC 400 4MATIC Elétrico | MOTORES
A
o contrário do que aconteceu com alguns dos primeiros elétricos da Mercedes-Benz, o novo GLC não pretende pertencer a uma família visualmente separada dos restantes modelos. O objetivo é tornar a propulsão elétrica numa opção natural dentro da gama, mantendo o nome, o posicionamento e grande parte da identidade UYI ½^IVEQ HS +0' YQ HSW EYXSQzZIMW mais importantes da marca alemã. Ainda assim, basta olhar para a carroçaria para perceber que há uma nova linguagem estilística a caminho. A secção dianteira estreia YQE MRXIVTVIXEpnS QSHIVRE HE LMWXzVMGE grelha cromada da Mercedes-Benz. Já não é necessária para alimentar um motor de combustão com ar, mas mantém uma forte presença visual e pode ser iluminada, criando uma assinatura particularmente distinta durante a noite. As proporções continuam inequivocamente associadas a um SUV de tamanho médio, com uma linha de tejadilho relativamente convencional, guarda-lamas pronunciados e uma secção traseira musculada. Não houve, TSVXERXS UYEPUYIV XIRXEXMZE HI WEGVM½GEV E funcionalidade em nome de uma silhueta
demasiado futurista. É um GLC primeiro e um elétrico depois. Mais espaço a bordo A adoção de uma plataforma criada espeGM½GEQIRXI TEVE ZIuGYPSW IPqXVMGSW XVSY\I também vantagens no aproveitamento do IWTEpS % HMWXlRGME IRXVI IM\SW GVIWGIY milímetros face ao GLC com motor de combustão, traduzindo-se em mais espaço TEVE EW TIVREW WSFVIXYHS RE ½PE XVEWIMVE A bagageira oferece 570 litros de capacidaHI I TSHI GLIKEV ESW PMXVSW GSQ SW bancos traseiros rebatidos. Como já não I\MWXI YQ ZSPYQSWS QSXSV HI GSQFYWXnS HIFEM\S HS capot, a Mercedes-Benz aproveitou ainda essa zona para criar uma seKYRHE FEKEKIMVE GSQ PMXVSW WY½GMIRXI para transportar cabos de carregamento, pequenas malas ou outros objetos. Se o espaço é um dos grandes argumentos, a tecnologia é seguramente outro. O habitáculo pode ser dominado pelo enorme MBUX Hyperscreen com 99,3 centímetros, ou 39,1 polegadas, que se prolonga TVEXMGEQIRXI HI YQE I\XVIQMHEHI k SYXVE do tablier. É o maior ecrã alguma vez insta-
lado num Mercedes-Benz e concentra instrumentação, infoentretenimento e conteúdos destinados ao passageiro dianteiro numa única superfície. O sistema utiliza a nova geração do Mercedes-Benz Operating System, o MB.OS, que passa a funcioREV GSQS S GqVIFVS HMKMXEP HS EYXSQzZIP A quarta geração do MBUX integra ferraQIRXEW HI MRXIPMKsRGME EVXM½GMEP HE +SSKPI e da Microsoft, permitindo uma interação mais natural com o assistente virtual e dispensando a necessidade de repetir consXERXIQIRXI S GSRXI\XS HI YQE GSRZIVWE O ambiente a bordo pode ainda ser complementado por um teto panorâmico em ZMHVS IPIXVSGVzQMGS GETE^ HI EPXIVREV entre diferentes níveis de transparência. À noite, 162 pequenos pontos luminosos integrados no vidro criam a imagem de um céu estrelado. sisteMa elétrico 3 +0' 1%8-' q EXq ES QSQIRto, a versão mais potente da nova família elétrica. Conta com dois motores, um em GEHE IM\S KEVERXMRHS XVEpnS MRXIKVEP I YQE TSXsRGME Qj\MQE GSQFMREHE HI O;
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MOTORES | Mercedes-Benz GLC 400 4MATIC Elétrico
IUYMZEPIRXIW E GZ 3 FMRjVMS Qj\MQS GLIKE ESW 2Q 3W ESW OQ L WnS GYQTVMHSW IQ ETIREW WIKYRHSW I E ZIPSGMHEHI Qj\MQE IWXj PMQMXEHE IPIXVSRMGEQIRXI E OQ L 1EMW MQTSVXERXI TEVE YQ EYXSQzZIP IPqXVMGS q E I½GMsRGME % FEXIVME HI M~IW HI PuXMS HMWTSRMFMPM^E O;L HI GETEGMHEHI XMP I E GSR½KYVEpnS ETVIWIRXEHE TIPE Mercedes-Benz em Portugal anuncia 666 UYMPzQIXVSW HI EYXSRSQME GSQFMREHE WIKYRHS S GMGPS ;084 GSQ YQ GSRWYQS HI O;L TSV GEHE UYMPzQIXVSW (ITIRHIRHS HE GSR½KYVEpnS I IUYMTEQIRto, a marca já anunciou valores superiores ESW UYMPzQIXVSW carregaMentos Muito Mais rápidos Uma das maiores novidades está na arquiXIXYVE IPqXVMGE HI volts. A potência má\MQE HI GEVVIKEQIRXS IQ GSVVIRXI GSRXuRYE GLIKE ESW O; TIVQMXMRHS TEWWEV HSW ESW HE GETEGMHEHI HE FEXIVME IQ GIVGE HI QMRYXSW RYQ TSWXS WY½cientemente potente. Em apenas 10 minutos podem ser recuperados cerca de 300 UYMPzQIXVSW HI EYXSRSQME )Q GSVVIRXI alternada, o carregador de bordo de série TIVQMXI VIGIFIV O; IWXERHS XEQFqQ HMWTSRuZIP YQE WSPYpnS HI O; 3 WMWXIma está ainda preparado para carregamento bidirecional, abrindo a possibilidade de YXMPM^EV E FEXIVME HS EYXSQzZIP TEVE JSVRIcer energia a uma habitação ou devolver IPIXVMGMHEHI k VIHI UYERHS EW MRJVEIWXVYXYras e regulamentações locais o permitirem. (YVERXI E GSRHYpnS S WMWXIQE HI VIKIRIVEpnS TSHI VIGYTIVEV EXq O; IQ HIWEGIPIVEpnS )\MWXIQ UYEXVS RuZIMW disponíveis e o sistema de travagem 3RI &S\ KIVI EYXSQEXMGEQIRXI E VIlação entre regeneração elétrica e travões convencionais.
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conforto de classe s Apesar dos quase 500 cv disponíveis, este GLC não pretende transformar-se num desportivo. A prioridade continua a ser o conforto, especialmente quando equipado GSQ S 4EGO %KMPMHEHI I 'SRJSVXS 2IWXI caso, recebe uma evolução da suspensão TRIYQjXMGE %-61%8-' YXMPM^EHE RS 'PEWWI S e direção nas rodas traseiras, que podem ZMVEV EXq KVEYW % FEM\E ZIPSGMHEHI EW VSHEW XVEWIMVEW ZMVEQ RS WIRXMHS GSRXVjVMS kW HMERXIMVEW facilitando as manobras e reduzindo o diâmetro de viragem. A velocidades mais elevadas, acompanham as rodas da frente para melhorar a estabilidade. Para quem HIGMHMV EFERHSREV S EWJEPXS XEQFqQ I\MWXI YQ QSHS 8)66%-2 I YQE JYRpnS HI “capot transparente”, que utiliza as câmaVEW I\XIVMSVIW TEVE QSWXVEV RS IGVn EUYMPS
UYI WI IRGSRXVE MQIHMEXEQIRXI k JVIRXI I TSV FEM\S HS EYXSQzZIP %Xq E GETEGMHEHI de reboque demonstra que a Mercedes-Benz não pretende transformar o GLC IPqXVMGS RYQ EYXSQzZIP PMQMXEHS k YXMPM^Eção urbana. Esta versão consegue rebocar EXq XSRIPEHEW YQ ZEPSV TSYGS LEFMXYEP entre modelos totalmente elétricos. 3 1IVGIHIW &IR^ +0' 1%8-' Elétrico representa, assim, uma evolução bastante mais profunda do que a simples WYFWXMXYMpnS HI YQ HITzWMXS HI GSQFYWXuZIP TSV YQE FEXIVME 'SQ GZ GEVVIKEQIRXSW HI O; YQ LEFMXjGYPS JSVXIQIRXI HMKMXEPM^EHS I IWTEpS WY½GMIRXI para manter a vocação familiar do GLC, procura transportar para a era elétrica as qualidades que ajudaram a tornar este SUV num dos modelos mais importantes da Mercedes-Benz.
JÁ A PENSAR NAS FESTAS?
MOTORES | Omoda 7 PHEV
TECNOLOGIA E AUTONOMIA PARA
CONQUISTAR A EUROPA O Omoda 7 PHEV é um SUV híbrido plug-in de dimensões médias que representa mais um passo na expansão europeia da jovem marca chinesa. Com 279 cv de potência combinada, uma autonomia elétrica que pode chegar aos 90 quilómetros e um alcance total próximo dos 1200 quilómetros, apresenta argumentos que vão muito além de uma extensa lista de equipamento.
A
ofensiva das marcas chinesas no mercado europeu está a ganhar velocidade. Depois de uma primeira fase marcada sobretudo por modelos compactos e preços competitivos, surge agora uma nova geração HI EYXSQzZIMW QEMW WS½WXMGEHSW XIGRSPSKMcamente evoluídos e pensados para responder às exigências dos clientes europeus. É neste contexto que surge o Omoda 7 PHEV. Posicionado acima do Omoda 5 e abaixo do Omoda 9, assume-se como uma proposta familiar capaz de enfrentar alguns dos SUV híbridos plug-in mais conhecidos do mercado. Com cerca de 4,66 metros de comprimento e 1,88 metros de largura, apresenta dimensões generosas para oferecer um habitáculo espaçoso sem se tornar demasiado complicado de utilizar diariamente em ambiente urbano. O desenho exterior segue a linguagem mais recente da marca. Na dianteira, o protagonismo pertence à enorme grelha integrada no para-choques e aos estreitos grupos zXMGSW IQ 0)( (I TIV½P EW WYTIVJuGMIW WnS PMQTEW I SW TY\EHSVIW HEW TSVXEW ½GEQ MRtegrados na carroçaria. A linha do tejadilho inclina-se ligeiramente na zona traseira, mas preserva uma boa altura para os passageiVSW HE WIKYRHE ½PE %XVjW SW KVYTSW zXMGSW prolongam-se horizontalmente, reforçando a largura do automóvel.
Habitáculo digital Se o exterior revela uma clara preocupação com o design, é no habitáculo que
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o Omoda 7 apresenta uma das suas soluções mais originais. Ao centro do tablier está um enorme ecrã tátil de 15,6 polegadas que pode deslocar-se eletricamente, passando da posição central para uma localização diretamente em frente ao passageiro. Desta forma, quem ocupa o lugar dianteiro pode assumir o controlo de funções de entretenimento ou navegação. A solução, pouco habitual no segmento, torna-se num dos principais elementos diferenciadores do modelo. O ambiente interior segue uma abordagem minimalista, com poucos comandos físicos e uma forte concentração de funcionalidades no sistema multimédia. O condutor dispõe de instrumentação digital e de sistemas destinados a reduzir a necessidade de retirar os olhos da estrada. Estão também disponíveis ligações sem fios para smartphones, carregamento por indução e comandos por voz. Os bancos dianteiros podem contar com regulação elétrica, aquecimento e ventilação, enquanto a iluminação ambiente e o tejadilho panorâmico contribuem para uma atmosfera mais sofisticada. A utilização de superfícies suaves e elementos decorativos metálicos procura ainda elevar a qualidade percebida. Atrás, o espaço para as pernas e para a cabeça é razoável, permitindo transportar quatro adultos com conforto mesmo em viagens mais longas. A climatização e os sistemas de assistência completam uma dotação que
procura aproximar o Omoda 7 de modelos tradicionalmente associados a segmentos superiores. Híbrido plug-in É, contudo, no sistema de propulsão que encontramos um dos principais argumentos do Omoda 7. O conjunto híbrido plug-in combina um motor a gasolina 1.5 TGDI, de quatro cilindros e sobrealimentado, com uma componente elétrica e uma transmissão desenvolvida especificamente para este tipo de utilização. A gestão eletrónica decide automaticamente como utilizar a energia disponível, privilegiando o motor elétrico nas deslocações mais curtas e recorrendo ao motor a gasolina quando é necessária mais potência ou quando a carga da bateria diminui.A potência máxima combinada chega aos 279 cv, acompanhada por 365 Nm de binário. Não são valores destinados a transformar o Omoda 7 num SUV desportivo, mas garantem uma VIWIVZE HI TSXsRGME WY½GMIRXI TEVE YPXVEpassagens e viagens em autoestrada. Com a bateria carregada, a marca anuncia até 90 quilómetros em modo totalmente elétrico. Para muitos utilizadores, esta distância poderá ser WY½GMIRXI TEVE VIEPM^EV EW HIWPSGEp~IW UYStidianas sem recorrer ao motor a gasolina. Nas viagens longas surge a principal vantagem de um híbrido plug-in. Com o depósito e a bateria carregados, a autonomia total anunciada pode atingir aproximadamente UYMPzQIXVSW % 3QSHE GSR½VQE S½-
Omoda 7 PHEV | MOTORES
cialmente os 279 cv, 365 Nm, os 90 quilómetros de alcance elétrico e até 1200 quilómetros de autonomia combinada. O Omoda 7 consegue, assim, assumir duas personalidades. Durante a semana pode funcionar praticamente como um elétrico, desde que seja carregado regularmente. Numa viagem longa, o motor de combustão reduz a dependência da rede de carregamento. conforto e segurança % ½PSWS½E HS QSHIPS IWXj QEMW SVMIRtada para o conforto do que para uma condução desportiva. O funcionamento silencioso da componente elétrica enquadra-se bem nessa missão, sobretudo em cidade, onde os arranques são suaves e a resposta ao acelerador é imediata. No capítulo da segurança, encontramos alerta de colisão dianteira e traseira, travagem autónoma de emergência e assistência em situações de trânsito congestionado. Este último sistema consegue manter a distância para o veículo da frente e ajudar a conservar o automóvel centrado na faixa. A estrutura utiliza aços de alta resistência e zonas destinadas à absorção de energia em caso de impacto. A quantidade de tecnologia disponível demonstra que a Omoda pretende competir não apenas através da relação entre preço e equipamento, mas também nos capítulos da segurança e do conforto. O Omoda 7 PHEV chega, assim, ao mercado europeu com uma receita adequada ao atual momento de transição energética. Oferece autonomia elétrica suficiente para que o motor a gasolina possa permanecer desligado durante uma grande parte da utilização quotidiana, sem obrigar o condutor a depender exclusivamente da infraestrutura de carregamento. Os 279 cv, os 90 quilómetros de autonomia elétrica, o alcance total próximo dos 1200 quilómetros e o invulgar ecrã deslizante de 15,6 polegadas fazem deste Omoda 7 PHEV uma proposta difícil de ignorar. Agora falta cumprir a etapa mais exigente para qualquer nova marca: demonstrar, ao longo do tempo, que a qualidade, a assistência e a experiência de utilização estão ao nível de uma ficha técnica bastante convincente.
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AVENTURA | Volkswagen California
A CASA QUE VIAJA CONNOSCO por Ana Laia
A Volkswagen California é muito mais do que uma carrinha adaptada para viajar. Ao longo de várias gerações, tornou-se uma referência entre os veículos de lazer, combinando a facilidade de utilização de um automóvel familiar com a possibilidade de transformar praticamente qualquer destino num local para passar a noite.
D
esenvolvida sobre a plataforma da Multivan, a California cresceu e apresenta agora 5,17 metros de comprimento, mas continua a manter uma altura inferior aos 2 metros, uma característica importante para quem pretende utilizá-la diariamente e entrar sem grandes preocupações na maioria dos parques de estacionamento.
Vida a bordo A grande novidade está nas duas portas laterais deslizantes, agora presentes de série. Esta solução permitiu à Volkswagen desenvolver aquilo a que chama um conceito de três zonas: o habitáculo assume a função de espaço central e, com as portas abertas, as duas laterais podem ser utilizadas como extensões para o exterior. Dependendo da versão, estão disponíveis
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GS^MRLE GSQ JSKnS PEZE PSMpE JVMKSVu½GS mesa exterior e diversos compartimentos de arrumação. O tejadilho elevatório cria uma segunda zona de dormir e permite que EPKYQEW GSR½KYVEp~IW EGSQSHIQ UYEXVS pessoas durante a noite. A gama inclui as versões Beach, Beach Tour, Beach Camper, Coast e Ocean, aumentando progressivamente o equipamento destinado às viagens e ao campismo. Mesmo com toda esta vertente de lazer, a California continua a poder desempenhar as funções de automóvel familiar. O tablier integra instrumentação digital e um ecrã central de 12,9 polegadas, através do qual se controlam as principais funções de infoentretenimento e conectividade. Também estão disponíveis sistemas como o Travel Assist, destinado a tornar as viagens longas mais confortáveis.
Híbrida Plug-in E 4motion Entre as diferentes motorizações, a grande novidade é a California eHybrid 4MOTION. O sistema híbrido plug-in combina um motor 1.5 TSI com dois motores elétricos, disponibilizando uma potência máxima conjunta de 245 cv e tração integral. A bateria de 19,7 kWh permite percorrer aproximadamente 90 quilómetros em QSHS XSXEPQIRXI IPqXVMGS WY½GMIRXIW TEVE muitas deslocações quotidianas sem recorrer ao motor a gasolina. Quando chega o momento de viajar mais longe, o sistema híbrido elimina a preocupação com a autonomia e mantém a versatilidade que sempre caracterizou este modelo. Outra novidade é o carregamento rápido em corrente contínua até 50 kW, permitindo recuperar dos 10 aos 80% da bateria em cerca de 26 minutos. A tração integral é também diferente de uma solução convencional: o eixo traseiro é movido por um segundo motor elétrico, que entra em funcionamento quando é necessária maior capacidade de tração. A Volkswagen California consegue, assim, preservar aquilo que tornou este nome tão especial e acrescentar uma forte dose de modernidade. Continua a ser um automóvel para trabalhar durante a semana, viajar ES ½Q HI WIQERE I HSVQMV NYRXS ES QEV quando apetece. A diferença é que agora também consegue começar essa aventura em silêncio, utilizando apenas eletricidade.
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ON THE ROAD
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ON THE ROAD
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ON THE ROAD
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VOLKSWAGEN PASSAT 1.5 TSI EHYBRID 204 CV 3 :SPOW[EKIR 4EWWEX 87- I,]FVMH GZ 6 0MRI GSQFMRE S PEHS I\IGYXMZS HI YQE JEQMPMEV IWTEpSWE GSQ YQE GSRHYpnS QEMW I½GMIRXI I YQE MQEKIQ GPEVEQIRXI QEMW HMRlQMGE (MWTSRuZIP ETIREW IQ GEVVSpEVME :EVMERX ETVIWIRXE WI GSQ E EWWMREXYVE 6 0MRI QEVGEHE TSV HIXEPLIW HIWTSVXMZSW NERXIW HI TSPIKEHEW I YQ MRXIVMSV SRHI GSRJSVXS I XIGRSPSKME EWWYQIQ TETIP GIRXVEP 3 WMWXIQE LuFVMHS plug-in NYRXE S QSXSV 87- E YQE YRMHEHI IPqXVMGE TEVE YQE TSXsRGME GSQFMREHE HI GZ 2S HME E HME E TSWWMFMPMHEHI HI TIVGSVVIV EXq UYMPzQIXVSW IQ QSHS XSXEPQIRXI IPqXVMGS TIVQMXI VIEPM^EV KVERHI TEVXI HEW HIWPSGEp~IW WIQ VIGSVVIV ES QSXSV E KEWSPMRE 5YERHS q RIGIWWjVME QEMSV EYXSRSQME SW HSMW QSXSVIW XVEFEPLEQ IQ GSRNYRXS KEVERXMRHS YQE VIWTSWXE WYEZI I WIKYVE XERXS IQ GMHEHI GSQS IQ IWXVEHE % FSVHS S 4EWWEX QERXqQ YQE EXQSWJIVE IPIKERXI I QYMXS GSRJSVXjZIP GSQ FERGSW HIWTSVXMZSW ZSPERXI EUYIGMHS I YQE TSWMpnS HI GSRHYpnS TIRWEHE TEVE PSRKSW TIVGYVWSW
JAECOO 5 3 .EIGSS GLIKE GSQ YQE TVSTSWXE UYI GSQFMRE MQEKIQ VSFYWXE XIGRSPSKME I YQ PEHS TVjXMGS TIRWEHS TEVE EGSQTERLEV HMJIVIRXIW VMXQSW HS HME E HME 'SQ PMRLEW QEVGEHEW I YQE TVIWIRpE QYMXS TVzTVME IWXI 79: GSQTEGXS GSRWIKYI XVERWQMXMV TIVWSREPMHEHI WIQ TIVHIV IPIKlRGME XERXS RE GMHEHI GSQS JSVE HIPE 2E ZIVWnS LuFVMHE S WMWXIQE GSQFMRE YQ QSXSV XYVFS GSQ E GSQTSRIRXI IPqXVMGE IRXVIKERHS GZ HI TSXsRGME % VIWTSWXE q WYEZI I MQIHMEXE GSQ YQE KIWXnS EYXSQjXMGE HE IRIVKME UYI TVMZMPIKME E I½GMsRGME WIQ VIXMVEV HMREQMWQS k GSRHYpnS % EGIPIVEpnS HSW ESW OQ L JE^ WI IQ WIKYRHSW YQ ZEPSV UYI VIJSVpE E WIRWEpnS HI EKMPMHEHI ES ZSPERXI 2S MRXIVMSV S EQFMIRXI q QSHIVRS I GSRJSVXjZIP GSQ YQ XIXS TERSVlQMGS HI Qò UYI EYQIRXE E WIRWEpnS HI IWTEpS I PYQMRSWMHEHI % FEKEKIMVE SJIVIGI PMXVSW HI GETEGMHEHI TSHIRHS GLIKEV ESW PMXVSW GSQ SW FERGSW VIFEXMHSW
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IMOBILIÁRIO | Forbes Global Properties
CASA BELLA QUINTA DO LAGO, ALGARVE Entre o lago, os pinheiros e o South Course da Quinta do Lago, e a poucos minutos das praias, a Casa Bella foi desenhada por Jutta Hoehn para viver em estreita relação com a paisagem. Os espaços interiores abrem-se para terraços, jardins e áreas de lazer, com o lago e o golfe sempre presentes. Spa, ginásio e cinema completam uma casa pensada tanto para a vida familiar como para receber, numa das localizações mais desejadas da Europa. Preço: 16.950.000,00€
UNIQUE ART DÉCO VILLA CASCAIS No Estoril, a poucos passos do mar, esta moradia de inspiração Art Déco preserva o carácter da arquitetura dos anos 1940, cuidadosamente adaptada à vida atual. Desenvolvida sobre a encosta, abre-se em diferentes níveis para terraços, jardim e piscina, sempre com o Atlântico como referência. Diferentes salas e espaços de convívio acompanham a vida familiar e criam ambientes tanto para receber como para momentos mais reservados, recuperando uma forma de viver o Estoril marcada pela arquitetura e pela proximidade ao mar. Preço: SOB CONSULTA
ATLANTIC RETREAT ARCO DA CALHETA, MADEIRA Na costa sudoeste da Madeira, esta moradia contemporânea ocupa uma posição privilegiada sobre o Atlântico. As vistas abertas sobre o mar acompanham os espaços interiores e prolongam-se pelos terraços, jardins I TMWGMRE MR½RMXE 3 GPMQE EQIRS HE MPLE TIVQMXI ZMZIV esta relação entre arquitetura e natureza ao longo de todo o ano. No interior, espaços abertos e áreas dedicadas ao bem-estar mantêm o oceano sempre presente – uma forma tranquila de viver a Madeira, entre montanha e mar. Preço: 5.995.000,00€
www.forbesglobalproperties.com
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Forbes Global Properties | IMOBILIÁRIO
FASANO CASCAIS RESIDENCES QUINTA DA MARINHA, CASCAIS Na Quinta da Marinha, onde o Atlântico, o pinhal e o golfe fazem parte da paisagem, nasce um novo capítulo da marca Fasano: as primeiras Residências Fasano na Europa. Um projeto que reúne hotel e residências privadas, combinando a privacidade de uma casa com os serviços e a hospitalidade Fasano. Amplos terraços e grandes aberturas valorizam a luz natural, as vistas sobre o Atlântico e a ligação à envolvente. Representadas em exclusivo pela Portugal | Forbes Global Properties. Preço: SOB CONSULTA
HISTORIC COUNTRY ESTATE ELVAS, ALENTEJO Nos arredores de Elvas, cidade Património Mundial da UNESCO, esta propriedade histórica estende-se por mais de 8 hectares de jardins, parque e áreas equestres. No centro, um palácio de inspiração francesa, construído em 1887 e cuidadosamente restaurado, preserva o carácter e as proporções das grandes residências da época. Os jardins, atribuídos ao paisagista francês Jean-Claude Nicolas Forestier, enquadram uma propriedade onde património, natureza e tradição equestre se cruzam no coração do Alentejo. Preço: €8.500.000,00€
VILLA BOTANICA QUINTA DO LAGO, ALGARVE Inspirada pela paisagem que a rodeia, a Villa Botanica combina arquitetura contemporânea e jardins cuidadosamente desenhados, com vista privilegiada sobre o São Lourenço Golf Course, numa das localizações mais exclusivas da Quinta do Lago. Grandes superfícies de vidro abrem a casa para o exterior, onde terraços e espaços de lazer acompanham a vida ao ar livre. No rooftop, a vista estende-se até à Reserva Natural da Ria Formosa, numa casa onde natureza, golfe e bem-estar fazem parte do quotidiano. Preço: €16.950.000,00€
Contactos: contact@portugalfgp.com | +351 924 794 100
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CHECK-IN | Mandarin Oriental, Taipei
ONDE O ORIENTE ENCONTRA A ELEGÂNCIA Entre a tradição asiática e o luxo cosmopolita, o hotel Mandarin Oriental é um dos mais elegantes para descobrir a capital de Taiwan.
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Mandarin Oriental, Taipei | CHECK-IN
E
m Taipei, o Mandarin Oriental recebe cada hóspede de forma tão exclusiva que se torna, ele próprio, parte da viagem. Entre mármores luminosos, interiores de inspiração clássica, gastronomia de excelência e um spa pensado para desacelerar o temTS IWXE WS½WXMGEHE TVSTVMIHEHI HI 7SRgshan oferece uma interpretação singular do luxo asiático: discreta, grandiosa e profundamente ligada à arte da hospitalidade. Taipei é uma cidade de contrastes. De um lado, a modernidade dos arranha-céus, das avenidas movimentadas e da tecnologia; do outro, templos, casas de chá, mercados tradicionais e uma cultura gastronómica que se revela a cada esquina. É precisamente nesse encontro entre passado e futuro que o Mandarin Oriental, Taipei encontra a sua identidade. 7MXYEHS RE (YRLYE 2SVXL 6SEH S LSXIP ergue-se como uma presença imponente, mas surpreendentemente serena, no coração da capital. A arquitetura, de inspiração europeia, estabelece desde logo uma relação com a tradição dos grandes hotéis GPjWWMGSW 2S MRXIVMSV QjVQSVI QEHIMVEW nobres, tecidos ricos, lustres e detalhes decorativos de inspiração oriental criam uma atmosfera de luxo intemporal. 2nS q GSRXYHS YQ PY\S UYI TVSGYVI MQpressionar a qualquer preço. Existe uma certa contenção na forma como os espaços foram concebidos. A grandiosidade está presente, mas é equilibrada pelo conforto, pela luz e por uma atenção quase artesanal aos detalhes. O resultado é um ambiente simultaneamente majestoso e acolhedor.
O luxO de ter espaçO Com 256 quartos e 47 suítes, o Mandarin Oriental, Taipei aposta numa característica cada vez mais valorizada pelo viajante contemporâneo: espaço. As acomodações, generosas para os padrões de uma grande capital asiática, foram concebidas para proporcionar a sensação de uma residência privada. Os quartos Deluxe, com cerca de 55 metros quadrados, combinam áreas de descanso amplas com closets e luxuosas casas
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CHECK-IN | Mandarin Oriental, Taipei
de banho em mármore, muitas delas com banheira independente e duche separado. 2EW GEXIKSVMEW WYTIVMSVIW E I\TIVMsRGME torna-se ainda mais exclusiva, com salas de estar, espaços de jantar e áreas privadas que permitem prolongar a estadia sem nunca sentir que se está simplesmente num quarto de hotel. % 1ERHEVMR 7YMXI GSQ QIXVSW UYEdrados, leva este conceito ao extremo. Quarto, sala de estar, cozinha, escritório e áreas de entretenimento compõem uma verdadeira residência urbana. É uma escolha que traduz uma ideia de luxo contemporâneo: não apenas possuir mais, mas dispor de mais espaço para viver. u ma viagem à mesa 2YQ LSXIP HIWXE HMQIRWnS E KEWXVSRSmia não é apenas um complemento, é uma das razões para ficar. 2S =E +I E GS^MRLE GERXSRIWE WYVKI numa interpretação sofisticada e contemporânea. Distinguido com uma estrela Michelin, o restaurante tornou-se uma
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referência gastronómica do hotel e dispõe também de elegantes salas privadas. É o lugar para descobrir sabores chineses num ambiente onde tradição e precisão culinária caminham lado a lado. 2S &IRGSXXS E ZMEKIQ TVSWWIKYI EXq -Xjlia. A cozinha privilegia ingredientes sazonais e técnicas tradicionais, criando uma proposta elegante sem perder a alma da gastronomia italiana. Já o Café Un Deux Trois oferece uma abordagem mais descontraída, com uma seleção internacional adequada a diferentes momentos do dia. 2S .EHI 0SYRKI S GPjWWMGS GLj HE XEVHI ganha uma dimensão particularmente elegante. Entre porcelanas, doces delicados e uma seleção de chás, o ritual transforma-se numa pausa contemplativa no centro de uma cidade que raramente abranda. 5YERHS GLIKE E RSMXI S 1 3 &EV QYHE S cenário. A inspiração Art Déco, a iluminação intimista e uma carta de cocktails cuidadosamente trabalhada fazem deste espaço um TSRXS HI IRGSRXVS WS½WXMGEHS TEVE XIVQMnar o dia. Para quem prefere levar consigo
Mandarin Oriental, Taipei | CHECK-IN
uma recordação gastronómica, a Mandarin 'EOI 7LST ETVIWIRXE GLSGSPEXIW pâtisseries, bolos e produtos de pastelaria. O tempO cOmO privilégiO 2YQ MXMRIVjVMS TSV 8EMTIM q JjGMP TVIIRGLIV cada hora. Mas, o verdadeiro luxo pode estar precisamente em não o fazer e relaxar. 2S spa do Mandarin Oriental, o relógio ganha outro ritmo. Distribuído por dois pisos e com 12 salas de tratamento, o spa oferece um universo dedicado ao descanso, com massagens, tratamentos faciais e terapias corporais que combinam conhecimentos contemporâneos com tradições asiáticas. %W HYEW WYuXIW :-4 EGVIWGIRXEQ YQ RuZIP suplementar de privacidade, enquanto a piscina exterior aquecida convida a prolongar a sensação de tranquilidade. Para os hóspedes que preferem manter uma rotina ativa, o fitness center, disponível 24 horas, completa a oferta de bem-estar. taipei à pOrta Apesar de convidar a permanecer, o hotel foi pensado para quem quer descoFVMV E GMHEHI % PSGEPM^EpnS IQ 7SRKWLER permite chegar com facilidade a diferentes áreas de Taipei e beneficia da proxiQMHEHI HEW IWXEp~IW HI QIXVS 2ERNMRK Fuxing e Taipei Arena. O aeroporto de
8EMTIM 7SRKWLER IRGSRXVE WI XEQFqQ E curta distância, uma vantagem apreciável para quem viaja em negócios ou dispõe de pouco tempo. A cidade pode ser explorada em todas as suas dimensões. Há templos e mercados, galerias e boutiques, restaurantes contemporâneos e bancas de comida de rua. Depois de uma manhã passada a explorar a cidade, de uma tarde entre lojas e museus ou de um jantar num dos seus restaurantes, regressar ao Mandarin Oriental significa atravessar uma espécie de fronteira invisível. Do outro lado, encontra-se um universo mais silencioso, elegante e intemporal. O Mandarin Oriental, Taipei não procura apenas oferecer uma estadia luxuosa, procura criar um estado de espírito. Um lugar onde a arquitetura impressiona, a gastronomia seduz, o serviço antecipa e o bem-estar convida a ficar mais um pouco. 2YQ HIWXMRS UYI KERLE GEHE ZI^ QEMSV protagonismo entre os viajantes que procuram experiências sofisticadas e autênticas na Ásia, o hotel surge como um endereço de referência. Um encontro feliz entre a tradição oriental e o cosmopolitismo contemporâneo, onde o luxo não se mede apenas pelo esplendor dos espaços, mas pela sensação, cada vez mais rara, de que o tempo nos pertence.
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A RESERVAR | O Crispim
SABORES COM HISTÓRIA Há casas que se tornam conhecidas pela novidade e outras que conquistam S WIY PYKEV TVIGMWEQIRXI TIPE GETEGMHEHI HI TIVQERIGIV ½qMW kUYMPS UYI sempre foram. O Crispim, em Fátima, pertence claramente ao segundo KVYTS (IWHI UYI IWXE GEWE VIGIFI k QIWE UYIQ TVSGYVE YQE GS^MRLE portuguesa sem artifícios desnecessários, assente na qualidade do produto, no fogo da brasa e naquele conforto gastronómico que só as receitas com memória conseguem proporcionar.
A
história começou de forma simples. Antes de existir o restaurante tal como hoje o conhecemos, havia uma pequena mercearia onde José Crispim gostava de reunir os amigos para partilhar os petiscos resultantes das suas caçadas. Entre conversas, sabores e momentos de convívio, foi-se desenhando uma vocação que, em 1968, ganhou forma de restaurante. Mais de cinco décadas depois, aquela essência permanece presente: receber, partilhar e colocar sobre a mesa comida com identidade.
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Localizado na Rua de São João Eudes, em Lomba d’Égua, O Crispim apresenta-se como restaurante típico e petisqueira, assumindo sem reservas a matriz portuguesa da sua proposta. O ambiente acompanha IWWE ½PSWS½E % TIHVE E QEHIMVE SW IPImentos decorativos de inspiração tradicional e uma atmosfera calorosa ajudam a construir uma casa onde a experiência começa muito antes de chegar o primeiro prato. Não se procura uma encenação da tradição, mas antes a sensação de entrar
num espaço vivido, com histórias para contar e uma personalidade construída ao longo de várias gerações. O sabOr da brasa Na cozinha, a brasa assume um papel determinante. É nela que muitos dos produtos encontram a expressão mais direta, permitindo que carne e peixe conservem a sua identidade e que o sabor resulte, acima de tudo, da matéria-prima e do domínio do ponto de confeção.
O Crispim | A RESERVAR
Entre as propostas de peixe, o bacalhau à Lagareiro ocupa naturalmente um lugar de destaque. Grelhado e acompanhado por batata a murro e migas, representa uma das combinações mais reconhecíveis da cozinha portuguesa. A carta contempla igualmente robalo e dourada escalados, garoupa e camarão-tigre grelhado, a par de pratos que recuperam outro lado da nossa cozinha, mais ligado ao tacho, como a feijoada e a massinha de peixe. São sugestões que demonstram como uma cozinha aparentemente simples pode oferecer registos muito diferentes quando respeita técnicas e sabores transmitidos ao longo do tempo. Nas carnes, a grelha volta a marcar o ritmo. A vitela mirandesa surge em diferentes cortes, entre costeleta e medalhão, acompanhada por propostas como lombo de vitela, bife da vazia e entrecosto de vaca. O porco preto também encontra lugar de eleição através da presa e do secreto, enquanto as costeletas de borrego, as codornizes e as espetadas prolongam uma carta pensada para quem aprecia o carácter inconfundível dos grelhados. Mas há um prato que ajuda particularmente a perceber a personalidade d’O Crispim: a friginada de entrecosto, preparada em vinha-d’alhos. Aqui, a cozinha afasta-se momentaneamente da grelha e aproxima-se do receituário regional, daqueles pratos em que o tempero, o tempo e o molho fazem parte da memória da mesa portuguesa. É precisamente nesta coexistência entre brasa, tacho e tradição que reside uma parte importante da identidade gastronómica da casa.
acOmpanhamentOs que cOntam Num restaurante de cozinha tradicional, os acompanhamentos nunca devem ser entendidos como elementos secundários. Neste, as migas, o arroz de feijão, as batatas e as saladas completam a experiência e ajudam a construir aquela ideia tão portuguesa de mesa abundante, onde os pratos chegam para ser apreciados com tempo. As migas, em particular, acompanham diversas propostas e surgem repetidamente entre os sabores associados à casa. São um complemento aparentemente despretensioso, mas representam bem a lógica desta cozinha: aproveitar ingredientes familiares e, através de uma confeção cuidada, transformá-los numa presença indispensável ao prato. Também é por estas pequenas referências que um restaurante GSRWXVzM ½HIPMHEHI I XVERWJSVQE YQE VIfeição numa recordação. À entrada, a tradição continua a ditar a escolha. Uma tábua de queijos e enchidos, morcela e chouriça assados, queijo curado de cabra ou o sempre clássico melão com presunto abrem caminho aos pratos principais. Nada pretende desviar a atenção com composições excessivas. A proposta prefere reconhecer a força de produtos que fazem parte do património gastronómico português e apresentá-los numa linguagem clara e familiar. O prazer de ficar à mesa Uma refeição portuguesa raramente termina sem uma passagem pela doçaria, e O Crispim mantém esse ritual. Pudim caseiro,
arroz-doce, bolo de bolacha, mousse de chocolate, doce de amêndoa ou o doce da casa recuperam sabores que atravessam gerações e prolongam o espírito confortável da refeição. A seleção de fruta e queijo com marmelada oferece alternativas a quem procura um ½REP QEMW WMQTPIW QEW MKYEPQIRXI PMKEHS ESW hábitos da nossa mesa. A acompanhar, a carta de vinhos percorre diferentes regiões portuguesas, do Douro ao Dão, passando por Lisboa, Setúbal e Alentejo, sem esquecer os vinhos verdes e os espumantes. Existe ainda vinho de jarro e, entre os brancos, uma referência proveniente das vinhas da própria casa, detalhe que reforça essa relação entre restaurante, território e tradição familiar. Mais de 50 anos depois da sua abertura, O Crispim continua, assim, a defender uma forma muito portuguesa de estar à mesa. Não procura reinventar aquilo que não TVIGMWE HI WIV VIMRZIRXEHS 4VIJIVI GSR½EV no produto, na brasa, nas receitas reconhecíveis e numa hospitalidade que transformou uma antiga mercearia de Fátima numa casa com história. Num destino visitado por pessoas de todo o mundo, descobrir O Crispim é também descobrir outra dimensão de Fátima: aquela que se revela através dos sabores, dos aromas e da convivialidade. Uma mesa onde o passado continua presente, não como exercício de nostalgia, mas como património vivo. E talvez seja esse o maior mérito desta casa: recordar-nos que, quando a tradição é genuína, continua sempre a saber bem.
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SOBRE RODAS | BMW F 450 GS
A AVENTURA EM FORMATO MAIS LEVE
A família GS sempre viveu da promessa de liberdade. Com a nova BMW F 450 GS, essa promessa ganha uma dimensão mais acessível, mais leve e mais espontânea, pensada para quem procura o espírito adventure da BMW Motorrad num formato compacto, ágil e fácil de integrar no dia a dia.
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om uma presença claramente inspirada nas grandes GS, a F 450 GS mantém os traços essenciais da linhagem: postura elevada, desenho robusto, frente expressiva e uma imagem pronta para sair do asfalto sempre que a vontade falar mais alto. É uma moto que transmite aventura, mas sem intimidar. A sua força está precisamente nesse equilíbrio entre carácter e acessibilidade. O motor bicilíndrico em linha de 420 cc foi desenvolvido para oferecer uma condução viva, disponível e controlada. Com 48 cv e 43 Nm de binário, a F 450 GS tira partido do limite da categoria A2, tornando-se uma proposta particularmente interessante para novos motociclistas, mas também para condutores experientes que procuram uma trail mais leve, prática e divertida.
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Com apenas 178 kg em ordem de marcha, esta GS destaca-se pela facilidade de utilização. Em cidade, promete agilidade e desembaraço; em estrada, oferece estabilidade e conforto; fora dela, mantém o ADN avenXYVIMVS UYI WIQTVI HI½RMY S YRMZIVWS +7 A suspensão com 180 mm de curso à frente e atrás, a posição de condução natural e a ergonomia orientada para o controlo reforçam essa capacidade de adaptação. A tecnologia também tem um papel importante. A F 450 GS conta com soluções como ABS Pro, controlo de tração BMW Motorrad DTC e modos de condução, oferecendo mais seguVERpE I GSR½ERpE IQ HMJIVIRXIW GSRHMp~IW A proposta torna-se ainda mais interessante nas versões com equipamento orientado para uma utilização mais aventureira, incluin-
do elementos como poisa-pés Enduro, proteção adicional e, na variante GS Trophy, uma imagem mais marcada e desportiva. A BMW F 450 GS é, acima de tudo, uma porta de entrada para o mundo GS. Não tenta substituir as grandes aventureiras da marca, nem precisa de o fazer. O seu papel é outro: tornar a aventura mais próxima, mais leve e mais diária. É uma moto para quem quer descobrir novos caminhos sem carregar peso a mais, para quem valoriza a facilidade de condução e para quem acredita que uma grande viagem pode começar logo na rotina de todos os dias. Compacta, moderna e com verdadeiro espírito GS, a F 450 GS mostra que a aventura não precisa de cilindradas gigantes para ser memorável.
BMW R 1300 GS Adventure | SOBRE RODAS
FEITA PARA IR MAIS LONGE A BMW R 1300 GS Adventure chega com a responsabilidade de dar continuidade a uma das linhagens mais respeitadas do universo trail. Mais do que uma moto de aventura, é uma companheira de grandes viagens, pensada para quem procura conforto, resistência e capacidade para enfrentar diferentes tipos de percurso sem abdicar da tecnologia e da presença premium UYI HI½RIQ E &1; 1SXSVVEH
C
om uma imagem robusta e assumidamente aventureira, a R 1300 GS Adventure transmite imediatamente a sensação de estar preparada para tudo. As proporções generosas, a postura elevada e o desenho funcional reforçam o seu ADN de grande viajante, mantendo a identidade GS num registo mais moderno, musculado e tecnológico. No centro desta nova geração está o motor boxer de 1300 cc, capaz de desenvolver 145 cv e 149 Nm de binário. A resposta é forte, progressiva e confiante, ideal tanto para viagens longas como para percursos mais exigentes. É uma moto que não vive apenas da potência: vive da forma como a entrega,
sempre com controlo, estabilidade e disponibilidade em qualquer ritmo. A grande força da R 1300 GS Adventure está na sua versatilidade. Em estrada, revela-se confortável, segura e preparada para muitos quilómetros. A posição de condução elevada melhora a visibilidade, a proteção aerodinâmica favorece as viagens prolongadas e a eletrónica de bordo ajuda a adaptar a moto a diferentes condições. Fora do asfalto, mantém o espírito aventureiro que sempre marcou a família GS, com uma postura firme e uma capacidade natural para lidar com pisos irregulares. A tecnologia é outro dos pontos fortes desta geração.A BMW apostou numa moto
mais evoluída, com soluções pensadas para aumentar o conforto, a segurança e a facilidade de utilização. Tudo foi desenvolvido para que o condutor se sinta acompanhado pela máquina, seja numa deslocação diáVME RYQE IWGETEHMRLE HI ½Q HI WIQERE SY numa viagem de vários dias. A BMW R 1300 GS Adventure é, acima de tudo, uma moto para quem não quer limites demasiado definidos. Tem presença, tem força, tem conforto e tem aquele espírito de liberdade que transforma qualquer destino numa possibilidade. É a GS no seu registo mais aventureiro: feita para descobrir, para atravessar fronteiras e para lembrar que a estrada é apenas o início da viagem.
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APRESENTAÇÃO | Ford BlueCruise
FORD: INOVAÇÃO AO VOLANTE, RUMO À MOBILIDADE DO FUTURO por Ana Laia
)Q 'EWGEMW E *SVH NYRXSY XIGRSPSKME GSRHYpnS I IPIXVM½GEpnS RYQE I\TIVMsRGME UYI TIVQMXMY ESW NSVREPMWXEW GSRLIGIV I XIWXEV IQ GSRHMp~IW VIEMW EPKYQEW HEW WSPYp~IW UYI IWXnS E XVERWJSVQEV E JSVQE GSQS GSRHY^MQSW Do sistema de condução assistida Ford BlueCruise aos novos Kuga e Puma +IR ) E MRSZEpnS IWXIZI WIQTVI IQ QSZMQIRXS
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Hotel Albatroz, em Cascais, foi o cenário escolhido pela Ford para uma experiência dedicada à inovação, à tecnologia e ao futuro da mobilidade. Um encontro que colocou os jornalistas em contacto direto com algumas das mais recentes soluções da marca e que teve como protagonista o Ford BlueCruise, o sistema de condução assistida mãos-livres da Ford. Durante o evento, foi possível experimentar o BlueCruise em condições reais de condução, percebendo de forma prática como a tecnologia pode tornar as viagens mais confortáveis, tranquilas e intuitivas. Ao assumir determinadas tarefas de condução em autoestrada, o sistema permite ao condutor desfrutar de uma experiência mais descontraída, mantendo sempre a
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atenção na estrada e o controlo do veículo. Uma demonstração que permitiu compreender melhor o papel que a inovação pode desempenhar na evolução da experiência de condução. A jornada incluiu também a oportunidade de conduzir dois modelos de referência da atual gama Ford. O Ford Kuga destacou-se TIPE GSQFMREpnS IRXVI ZIVWEXMPMHEHI I½GMsRGME GSRJSVXS I XIGRSPSKME VIE½VQERHS S seu posicionamento como um SUV preparado para responder às diferentes necessidades do dia a dia e das viagens mais longas. Já o novo Ford Puma Gen-E trouxe à experiência a dimensão elétrica da estratégia da marca. A versão 100% elétrica do popular crossover mantém o carácter dinâmico e o design marcante que distinguem o Puma,
acrescentando uma condução silenciosa, I½GMIRXI I QEMW WYWXIRXjZIP 9Q QSHIPS UYI HIQSRWXVE GSQS E IPIXVM½GEpnS TSHI coexistir com a funcionalidade e o prazer de conduzir. Este foi um momento para experimentar, testar e perceber como a tecnologia está a transformar a mobilidade. Entre condução EWWMWXMHE IPIXVM½GEpnS I RSZEW WSPYp~IW HMgitais, a Ford continua a apostar na inovação para criar veículos cada vez mais inteligenXIW I½GMIRXIW I GIRXVEHSW REW RIGIWWMHEHIW de quem está ao volante. Um evento que reforçou, na prática, o compromisso da Ford com a mobilidade do futuro. Uma mobilidade onde inovação, segurança, conforto e sustentabilidade caminham lado a lado.
SOCIAL | International Club of Portugal
ESPECIAL Férias na neve
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O TEMPO DE PORTUGAL NA EUROPA
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International Club of Portugal recebeu, no passado dia 9 de setembro, Mário Centeno para mais um almoço-debate, realizado no Sheraton Lisboa Hotel & Spa, em Lisboa. Antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal, Mário Centeno foi o orador convidado de um encontro dedicado ao tema “O Tempo de Portugal na Europa”, perante associados, convidados e representantes de diferentes áreas da sociedade portuguesa. %S PSRKS HE WYE MRXIVZIRpnS 1jVMS 'IRXIRS VI¾IXMY WSFVI S TIVGYVWS HI 4SVXYKEP RS contexto europeu, destacando o impacto dos fundos comunitários no desenvolvimento económico e social do país e a importância de garantir que estes instrumentos sejam YXMPM^EHSW HI JSVQE I½GE^ IWXVEXqKMGE I SVMIRXEHE TEVE S GVIWGMQIRXS WYWXIRXjZIP % HMWciplina orçamental foi outro dos temas centrais da palestra. O antigo responsável pela pasta das Finanças sublinhou a relevância da estabilidade das contas públicas e da criação HI GSRHMp~IW UYI TIVQMXEQ ES TEuW VIWTSRHIV ESW HIWE½SW IGSRzQMGSW WIQ GSQTVSQIXIV E WYWXIRXEFMPMHEHI ½RERGIMVE E QqHMS I PSRKS TVE^S Num momento em que a União Europeia enfrenta profundas transformações económicas, WSGMEMW I KISTSPuXMGEW 1jVMS 'IRXIRS EFSVHSY EMRHE SW HIWE½SW UYI WI GSPSGEQ ES TVSNIXS europeu e a necessidade de reforçar a capacidade de resposta conjunta dos Estados-membros. 3 EPQSpS HIFEXI TVSTSVGMSRSY XEQFqQ YQ QSQIRXS HI VI¾I\nS I XVSGE HI MHIMEW sobre o posicionamento de Portugal na Europa e sobre as escolhas que poderão marcar os próximos anos.
17 1| António Santiago Freitas, Raúl Marques, Mário Centeno, Luís Filipe Longarito e Vítor Manuel Baptista Filipe 2| Augusto Vaz, Andreia Vaz, Mário Centeno, Nuno Cerqueira e Jorge Vaz 3| Eduardo Teixeira, Armando Aleixo e Manuel Ramalho 4| Henrique Serrano, Fernando R. da Silva, Mário Centeno e Pedro Milharadas 5| Hernâni Máximo, Mário Centeno e Emílio Griõn 6| Mário Centeno e Paulo Freitas Lopes 7| Filipe Vaz 8| Luís Castro 9| Luísa Meireles 10| Sílvio Santos 11| Marco Santos Costa12| Francisca Martins 13| Gonçalo Carrilho14| Catarina Barosa15| Augusto Vaz, Luís Mira Amaral e Mário Centeno 16| Mário Centeno 17| Mário Centeno e Manuel Ramalho
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