PANORAMA BÍBLICO – NÚMEROS INTRODUÇÃO O registro da história da peregrinação acontece no livro dos Números, não como se o autor sagrado, Moisés, fosse alistar cada dia da jornada; ele narra para nós fatos que se deram ao longo daqueles 40 anos em função do peso e da importância de cada um desses fatos; ainda que haja certo elemento de registro, como, por exemplo, os chefes das tribos, os lugares por onde passaram, as vitórias obtidas, os pecados e sua punição, devemos enxergar que é um livro que registra a história pelos seus fatos mais marcantes e pelos eventos que maior impacto trouxeram. É um livro útil para nossa compreensão da história de Israel, da severidade do pecado, da importância da Fé e da dependência de Deus, e também um guia para cada igreja evangélica que deve aprender da história de Israel, tanto no exemplo bom como nos pecados, para obtermos inspiração e admoestação. O livro, então, começa na saída do Egito e termina às margens do rio Jordão. ESTRUTURA DO LIVRO I. O POVO DE DEUS ACAMPADO EM SINAI 1. O primeiro censo 2. Arrumando o acampamento 3. Ordem e Função dos Levitas 4. Leis de Santidade e Pureza 5. A Dedicação do Tabernáculo 6. A Páscoa 7. A Coluna de Nuvem II. O POVO DE DEUS NO DESERTO 1. Taberá e as Codornizes 3. Os 12 espias 4. Oposições a Moisés a. Miriã e Arão, b. Datã, Coré e Abirão, c. Meribá 5. A Serpente de Bronze 6. Balaque e Balaão III. VITÓRIAS NAS LUTAS 1. Cananeus de Arade (21:1-3) 2. Moabe e Basã (21:21-35) 3. Midiã (31:1-12) IV. A IMPORTÂNCIA DA SEPARAÇÃO 1. As mulheres moabitas (cap. 25) 2. 33:50-56 - Deus ordena a separação
PONTOS DE DESTAQUE EM NOSSA REFLEXÃO 1. Os “Números”. Há dois CENSOS nesse livro, um no começo e outro no final. Note que no começo do livro era um povo, no final, outro, composto pelos filhos dos primeiros. Quando o povo tinha dito a Deus que seus filhos seriam presa no deserto, Deus disse a eles que não, que seus filhos iriam receber todas as bênçãos que havia preparado para eles na terra prometida. Deus ratifica Sua palavra ao longo do tempo, cumpre o que prometeu e faz acontecer aquilo que jurou. Devemos sempre confiar na palavra do Senhor! – a fidelidade e o poder de Deus preservam Seu povo mesmo passando pelas situações mais difíceis e insuportáveis: TRIBO RUBÉM SIMEÃO GADE JUDÁ ISSACAR ZEBULOM EFRAIM (JOSÉ) MANASSÉS (JOSÉ) BENJAMIN DÃ ASER NAFTALI LEVI TOTAL
1º Censo (Nm 1) 46.500 59.300 45.650 74.600 54.400 57.400 40.500 32.200 35.400 62.700 41.500 53.400 Não Contados 603.500
2º Censo (Nm 26) 43.730 22.200 40.500 76.500 64.300 60.500 32.500 52.700 45.600 64.400 53.400 45.400 Não Contados 601.730
Seria, irmãos, muito razoável imaginar uma grande diferença, para menos, na segunda conta, porque as condições de vida eram tão terríveis, houve muitas guerras, além de mortes em juízo pelos pecados. No entanto, Deus preservou, e sempre preservará, Sua Igreja no mundo mau. Estamos seguros no Senhor!
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2. Um arraial limpo para o Senhor. (5:1-4) A organização do arraial se torna um assunto sério; primeiro, Deus orienta que Seu Tabernáculo fique no centro do centro do arraial, uma mensagem clara sobre o reino, senhorio, importância, centralidade, do Senhor na vida do povo. Depois dispõe as tribos em redor, em ordem de marcha e de batalha, para que o povo avançasse sem bagunçar, guiados por seus estandartes e preservando os nomes de seus patriarcas, a herança e a descendência. Mesmo assim, havia um “círculo” ao redor do Tabernáculo (1:53), pelas tendas dos Levitas, para impedir a irreverência e o descuido diante da Tenda. Mas neste texto, 5:1-4, Deus manda os impuros deixarem o arraial. Aqui temos novamente uma nota sobre a importância da disciplina na igreja do Senhor, para que a igreja possa sempre avançar e prosseguir num caminho feliz e eivado de bênçãos. Contudo, é notável, 9:6-14, que mesmo os impuros participam da Festa da Páscoa. Há uma importante lição sobre a doutrina da igreja local aqui.
Uma boa suposição estimará haver ali cerca de 3 milhões de pessoas.
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3. Deus deseja abençoar Seu povo. (6:24-29) O texto clássico para encerramento dos cultos cristãos é uma estipulação divina para impetrar sobre o povo as bênçãos de Deus. Mas esse momento não é um momento ritual – é, antes, uma ocasião em nosso culto em que o Pastor, assim como os levitas de antigamente, lembra ao povo, traz à memória do povo, os desejos que no coração de Deus residem quanto ao bem desse mesmo povo. O sacerdote não podia nomear bênçãos conforme quisesse ou achasse que era o caso; nem tampouco havia nele o poder; “O SENHOR te abençoe”. Cada crente, porém, faz bem quando medita nesta bênção, porque ela nos mostra coisas que Deus quer para nós – comunhão com Ele, proteção, paz, misericórdia. Meditar no querer do Senhor faz-nos bem, estimula a Fé e orienta a caminhada.
4. Deus dirige o Seu povo. (9:15-23 / 33-36) A coluna de nuvem é uma imagem impressionante que tanto provia sombra quando luz e calor; uma conveniência no deserto, uma grande demonstração de cuidado e carinho da parte do nosso Deus; um instrumento fiel de direção para o povo de Israel. Moisés mostra que todo aquele carinho não deveria estimular comodismo, mas age com respeito para com Deus e ensina assim ao povo a respeitar e honrar o Senhor. Hoje não temos essa nuvem. O que temos nós? Estamos desamparados? – Na verdade, Deus lida com a igreja de forma diferente, pois Israel era a igreja em sua infância (Calvino). Deus nos dá Seu Livro santo, Deus nos dá o Espírito Santo, o exemplo de Cristo, o testemunho dos salvos, Deus nos nutre de tudo que nos fortaleça, proporcione crescimento na Fé e na sabedoria, maturidade e desenvolvimento de nossa vida Cristã; nossa peregrinação, pelo deserto do mundo, ao Céu que nos foi prometido, é guiada pelas bênçãos que temos ao nosso dispor, muitíssimo superiores àquelas que o povo no deserto provou; lembremo-nos de que a quem muito é dado, muito é cobrado!
5. A murmuração é um pecado que entristece nosso Deus. (11:1) O texto bíblico de maneira muito clara diz que as murmurações são ouvidas e recebidas pelo próprio Senhor Deus. Murmurações são pecados múltiplos que revelam: incredulidade, intemperança, rebeldia, autossuficiência; questionamos a soberania, a bondade, o poder, a graça, a providência, o cuidado de Deus; agimos como insensatos que se esquecem de todas as demonstrações anteriores do cuidado divino bem como das promessas quanto a nosso futuro; a pessoa que murmura é a que despreza todo o bem que já recebeu; por mais exasperado e pressionado que Moisés se sentisse, Deus diz com clareza que o pecado era contra Ele e agiu de forma tão firme em Sua santidade contra esse povo. Mas é claro: Deus os havia salvo para Sua glória, para fazer um povo Seu, que vivesse em Sua presença e em comunhão com Ele. Esse mesmo povo inverte o propósito divino e maldiz o Senhor a quem devia glorificar. Fujamos desse pecado!
6. Moisés: Sua Eleição e Aptidão, também suas lutas. A Eleição de Moisés. É pensarmos na escolha divina de Moisés para ser instrumento do Senhor para a libertação do povo da escravidão e jugo no Egito. De igual maneira, Deus fez muitos sinais para sinalizar, credenciar, reafirmar, que Moisés era Seu escolhido. Foi assim com o Senhor, foi assim com os Apóstolos. É assim na igreja: o ministério [4]
frutifica, e os frutos, vindos de Deus, são reivindicações divinas quanto ao Seu propósito. A Aptidão de Moisés. Mas temos que pensar não somente que ele era um homem escolhido, mas também trabalhado por Deus para que a obra acontecesse. a. “Moisés era manso”: Em 12:3 é-nos dito que ninguém havia mais manso que Moisés na terra. Vemos isso, em sua postura de humildade todas as vezes que foi atacado pela maledicência do povo: 14:5, 16:4 – é um grande sinal da parte de Deus quando somos aptos para demonstrar disposição para servir, paciência, humildade, confiança na condução de Deus para nossa vida. b. Moisés intercedendo pelo povo. O livro dos Números nos surpreende algumas vezes quando apresenta orações entre Moisés e Deus, e vemos a forma pastoral e cheia de amor com que ele orava pelo seu povo: 11:2, 14:11-20, 27:15-17 – dentre outras vezes, inclusive no Êxodo, vemos que Moisés era apto para a posição que ocupava diante do povo no plano do Senhor porque era um homem de oração cujo coração em sinceridade buscava a Deus pelo povo, mesmo em grandes dificuldades. c. Moisés sofrendo ataques cruéis. - O episódio da mulher Cusita e a rebeldia de Miriã e Arão. (12:1ss) A palavra que designa a nacionalidade dessa mulher, em algumas traduções é trazida como “Cusita” ou “Cuxita”, porque a mesma letra Hebraica “S” pode ser “SH”. Nas palavras, uma diferença pequena; na geografia, uma grande diferença. Aqui defendo minha compreensão que se refere à própria Zípora, que não era descendente de Isaque, mas de Ismael. Talvez Zípora tenha falecido e Moisés se casou com outra Midianita, ou talvez, de fato, uma Cuxita (Etíope); o erro seria o líder se casar com alguém fora da descendência de Abraão, o que seria um pecado; nem tampouco é mencionada a morte de Zípora; por essa razão acredito que se tratava da própria Zípora, e que a gravidade aqui era um ataque do Inimigo, dividindo a família, colocando uns contra os outros e ferindo no seio do lar. De toda forma, lembremo-nos que o Opositor é mau e que não somos isentos a seus ardis. Lembremo-nos do que diz o Senhor Jesus: “Vigiai e orai”.
- A revolta de Coré, Datã e Abirão (16:1-50) Três levitas suscitam um questionamento quanto à ordem que o próprio Deus estabeleceu. O assunto era o culto e as restrições do sacerdócio. Eles se levantaram movidos por inveja carnal, Deus os julga e a todos que ficaram do lado deles; como sinal definitivo (capítulo 17), o milagre extraordinário do florescimento do bordão de Arão, o qual foi guardado como sinal permanente da rebeldia do povo e da profanação do culto do Senhor. Cada igreja tem que lembrar sempre que a coisa mais importante que fazemos é o Culto, a mais santa, e a que sobre todas as coisas deve ser guardada das influências malignas do primeiro e grande profanador. Resguardemo-nos de todas as práticas espúrias que proliferam no meio evangélico hoje, que são de todo estranhas ao serviço de Deus. As murmurações do povo. (11:1 e outros) O povo dirigia suas murmurações contra Moisés de maneira cruel, pressionando-o, e fazendo dele exigências que não se poderia fazer, não do Senhor Deus. Quão rápidos somos para querer buscar respostas dos homens, em vez de ocupar a posição que realmente nos cabe, a de [5]
depender de Deus e de nos humilhar diante do Senhor a quem devemos respeito, honra, e de quem vem o sustento de nossa vida.
7. Calebe e Josué, no que eram diferentes? O episódio dos espias (13:1 – 14:10) é o evento central no livro dos Números, porque foi para disciplinar e purgar esse pecado que o povo ficou no deserto durante quarenta anos. Foram eleitos homens de boa posição junto ao povo (em 7:1-3 esses mesmos homens foram designados “Príncipes” do Reino do Senhor), os quais, porém, demonstraram deslealdade, tolice, incredulidade, carnalidade, agitando o povo e os levando a pecados terríveis. Tendo eles passado 40 dias na terra, Deus os disciplinou assim: 40 anos no deserto, até que toda a geração incrédula e maldizente perecesse. O que havia de diferente em Calebe e Josué? – 14:7-9, 30 – eram homens de Deus, com consciência, reverência e temor para com o Senhor Deus. Criam que Deus poderia leválos à vitória. De todo aquele povo, eles de fato obtiveram a vitória que sua Fé proclamou. Deus deu-nos a Fé, irmãos, para vivermos as bênçãos que Ele tem reservado para nós.
8. Meribá. (20:7-13, 24) Outro episódio de muita importância se deu em Meribá. Ali o povo murmurou novamente, logo após a morte de Miriã, da falta de água. O Senhor Deus prometeu a Moisés novamente fazer sair água da pedra, contanto que Moisés falasse à pedra. Ele a feriu, duas vezes, as águas fruíram, mas o líder foi duramente disciplinado por Deus e foi proclamado ali que ele não entraria na terra prometida. Para justificar Moisés, pensamos que qualquer um perderia a paciência com o povo, e acrescentamos à equação a dor pela perda da irmã; não devemos tentar ser mais sábios
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que Deus, irmãos. Antes, nosso dever é compreender por que Deus agiu como agiu, uma vez que Ele é sempre santo e sábio. 1 Coríntios 10:4 nos diz que “a pedra era Cristo”. É claro que somente no sentido figurativo, mas isso basta; uma vez a pedra, Cristo, foi ferido; a Ele hoje falamos e dele frui a água da vida. Feri-Lo novamente não se deve fazer. O pecado de Moisés dentre outras coisas como não agir com a devida reverência para com Deus, tinha implicações na própria doutrina da salvação e na obra salvadora de Cristo. Deus, conquanto misericordioso e tendo dado água ao povo, não deixou de corrigir, e fazer registrar no livro santo, para que a correta imagem da salvação não fosse escurecida pela ação de Moisés. “Não porás tropeço ao cego”.
9. A Serpente de Bronze. (21:4-9 / João 3:14) Eis uma nova figura do evangelho na história de Israel, singularmente importante porque pronunciada pelo próprio Salvador. A serpente de bronze, para a qual bastava olhar em Fé para obter cura, era um tipo da doutrina da expiação, da justificação pela Fé e da morte de Cristo, que Se fez maldito, em nosso lugar. As serpentes vieram por culpa do povo, e sua ferida era mortal; algo semelhante a elas foi posto no madeiro – Cristo carregando a culpa do pecado – em bronze, metal duro como a condenação – mas bastava olhar para ser curado. Hoje, basta olhar para Cristo para ser salvo! – Isaías 45:22: “Olhai para Mim e sereis salvos.”
10. Balaque e Balaão. (22:1 – 24:25) O falso profeta é o indivíduo irreverente o suficiente para manipular a superstição, a crendice, do povo, movido pelo lucro que pode obter. Tal era Balaão. Não sabemos quanto a sua origem e povo, mas fica claro que era de um dos povos idólatras ao redor; ele até parece que mostra algum respeito para com Deus, mas Judas 11 o coloca ao lado dos piores dos piores do Antigo Testamento. Ao longo de todo esse episódio, o Senhor Deus zomba das crendices da superstição de Balaque, especialmente por achar que seus joguinhos poderiam vencer o Único e Verdadeiro Deus. Mostrando Sua soberania, Deus mostra Seu domínio sobre todas as situações, como, por exemplo, a boca da jumenta tanto quanto a boca de Balaão. Convém-nos analisar textos como: • • • •
23:7-11 23:14-24 24:4-9 24:14-24
A manifestação do Anjo do Senhor, aliada a estas profecias, algumas das quais Cristológicas, deve-nos encher o coração de alegria por saber que nosso Sumo Protetor é Cristo Jesus, o Salvador. Ele guarda o Israel de Deus para sempre! – Salmo 121: Ele é o Guarda da Israel!
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11. Vitória nas Lutas. Outro ponto importante no livro dos Números é que Deus dá vitórias ao povo de Israel, mesmo eles agindo com tantos pecados contra o Senhor. Vitórias estratégicas, que confluíam ao propósito geral de Deus. Conflitos posteriores, como, por exemplo, com Amom e Amaleque, nascem aqui e vão somente ser justiçados como exigiam no tempo dos juízes. Aqui está o retrato importante, hoje talvez negligenciado, de que a igreja local é um quartel do exército divino, a fazer frente às missões de satanás, a resistirlhe; a lutar pelo bem e pela expansão do Reino, a ser sal e ser luz. A igreja deve estar consciente de que seu dever neste mundo é expandir e representar o Reino de nosso Salvador. • 21:1-3, vitória sobre os cananeus de Arade. • 21:21-35, vitória sobre Moabe e Basã. • 31:1-12, vitória sobre Midiã.
12. A importância da separação. Tanto no capítulo 25, em que mulheres moabitas seduzem os campeões guerreiros de Israel, quanto também em 33:50-56, Deus afirma novamente que o povo Dele deveria ser diferente dos demais povos; outra doutrina negligenciada nos nossos dias é a da separação do mundo e das coisas mundanas; pelo contrário, as coisas mundanas parecem ditar o expediente dentro das igrejas e na mente e coração do próprio povo evangélico. Lembremo-nos de Malaquias 3:18 e outros textos que afirmam que devemos ser separados e diferentes do mundo em trevas.
13. A Eleição de Josué. (27:12-18) Quando Deus anunciou a Moisés que o fim de sua vida chegaria, assim como, antes dele, de Miriã e Arão, a reação do Libertador foi orar pelo povo, pedindo que Deus lhes provesse um novo Homem para conduzir. O Senhor apontou Josué como aquele que continuaria a obra. Josué era eleito de Deus, e apto, para esse serviço. Em momentos de grande importância ele estava ao lado de Moisés; demonstrou Fé e firmeza; Josué viria ser um Juiz – ele não era Mediador da Aliança, nem Legislador; esses papeis somente Moisés pôde ocupar; ele seria um Profeta e um Juiz. Seu nome original (13:8) era Oseias, mas Moisés, certamente movido pelo Espírito Santo, o nomeia Josué, que significa “O Senhor é a Salvação” – não somente pelo nome, mas também pela posição, ações e ministério, Josué era uma figura e tipo de Nosso Senhor. Era um homem cheio do Espírito Santo (27:18)
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