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Revista Prosit - 4ª edição

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HUMANIZAÇÃO DO PARTO FRENTE A EXPERIÊNCIA D O

PACIENTE

A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL

NO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR CLAMPEAMENTO TARDIO DO CORDÃO UMBILICAL DO RECÉM-NASCIDO:

UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA RELATO DE EXPERIÊNCIA: GRUPO COM PROFISSIONAIS QUE ATUAM

EM UTI NEONATAL E UTI PEDIÁTRICA EXPERIÊNCIA DO PACIENTE UMA CONSTRUÇÃO

DO VALOR INSTITUCIONAL

Uma revista produzida pelo serviço de enfermagem

SEMANA DE ENFERMAGEM

creditação ospitalar


SSUMÁRIO EDITORIAL 04 ARTIGOS 5

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A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL NO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

11 CLAMPEAMENTO TARDIO DO CORDÃO UMBILICAL DO RECÉM-NASCIDO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 19 RELATO DE EXPERIÊNCIA: GRUPO COM PROFISSIONAIS QUE ATUAM EM UTI NEONATAL E UTI PEDIÁTRICA

NOVIDADES 24 24 EXPERIÊNCIA DO PACIENTE UMA CONSTRUÇÃO DO VALOR INSTITUCIONAL 25 HUMANIZAR É POSSIVEL DENTRO DA UTI ADULTA 26 PROJETO VIDA SAUDÁVEL 27 CURSO DE CATETERISMO UMBILICAL

RELATO DE EXPERIÊNCIA 28 28 PROJETO HUMANIZAÇÃO DO PARTO FRENTE A EXPERIÊNCIA DO PACIENTE 30 SIMPLES ASSIM: VIVARTE OFICINA DO “FAZER”

ENTREVISTA 32 32 A IMPORTÂNCIA DOS PROTOCOLOS CLÍNICOS NO HOSPITAL SANTO ANTÔNIO

DESTAQUES 33 33 SEMANA DA ENFERMAGEM 34 CLICK HSAN

CERTIFICAÇÕES


EDITORIAL

Sérgio Pintareli Engenheiro Mecânico Membro do Conselho Curador no exercício de Tesoureiro. Desde julho de 2015, membro atuante, representando a AMPE (Associação das Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e Empreendedores Individuais de Blumenau), vimos fazendo um trabalho voluntário voltado para a administração nanceira do Hospital Santo Antônio. Esta gestão, dirigida pelo Sr. João Wolfgang Rausch e da qual participamos ativamente, tem se voltado principalmente à revitalização das instalações e da estrutura do parque tecnológico, resgatando a credibilidade do Hospital Santo Antônio perante toda a sociedade em geral. O trabalho desta Diretoria tem sido árduo e vem exigindo verdadeira “engenharia” nanceira para equilibrar a saúde de nossa instituição. Apesar de ser um ambiente de trabalho muito diverso daquele no qual atuo por formação como Engenheiro Mecânico há mais de 40 anos, percebemos a importância da participação de vários prossionais de outras áreas que não da saúde na tomada de decisões estratégicas que ocorrem quase que diariamente na instituição. Participar de forma voluntária tem sido um grande aprendizado e nos tem dado uma enorme satisfação por estarmos contribuindo para com toda a comunidade de Blumenau e região no fornecimento de melhores condições no tratamento de sua saúde. Ao iniciar nossa participação como membro da Diretoria do Conselho Curador encontramos um mundo novo pela frente e isso inicialmente nos assustou pela complexidade de um hospital com mais de 750 colaboradores. Nossa experiência, adquirida pelo exercício da engenharia no dia a dia, aparentemente, não seria suciente para enfrentar o desconhecido mundo da saúde pública. Com o passar dos dias fomos tomando conhecimento da estrutura de gestão implantada no HSA e das pessoas que dela fazem parte, e fomos enxergando o quanto podíamos colaborar aplicando nossos conhecimentos técnicos na administração da instituição. Destacamos em primeiro lugar a existência de um sistema de informações excelente, que permite a tomada das melhores decisões quando necessárias forem. Em segundo lugar, destacamos a dedicação e envolvimento das pessoas que compõem todo o corpo gestor, entre eles: Gerência Geral, Gerencias Setoriais, Supervisores e Coordenadores, enm todo o quadro de pessoal do HSA. São pessoas que não medem esforços em criar condições para o melhor atendimento aos pacientes e seus familiares, mantendo um serviço de excelência com custos adequados às condições nanceiras do HSA. EXPEDIENTE GERENTE GERAL: Izabel Cristina Casarin GERENTE ASSISTENCIAL: Rafael Branco Bertuol CONSELHO EDITORIAL: Karina Grazielle Longo Demarchi Especialista em Gestão de Negócios Mara Keli Christmann Fonoaudiólóga Doutora em Distúrbios da Comunicação humana Rosane Matilde Scheidt dos Santos Enfermeira Especialista em Gestão em Saúde

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DIAGRAMAÇÃO Gean Wolfe Alencar Gomes Enfermeiro da Clínica Médica HSA IMPRESSÃO Gráca 3 de Maio Hosital Santo Antônio Rua Itajaí, 545 Bairro Vorstadt Blumenau. SC Fone: 47.3231.4000 www.hsan.com.br


ARTIGO A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL NO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR Marineusa Farias Enfermeira. Especialista em Urgência e Emergência e Pré-Hospitalar pela FURB – SC. Pós-Graduanda em Gestão Hospitalar pela UNIASSELVI – SC. Enfermeira Assistencial II, Hospital Santo Antônio, Blumenau – SC. Brasil. Nádia Lisieski Enfermeira. Mestre em Saúde e Gestão do Trabalho pela UNIVALI – SC. Docente do Ensino Superior, FURB, Blumenau – SC. Brasil.

RESUMO: O presente artigo tem como objetivo identificar a importância da atuação da equipe multiprofissional no atendimento às vítimas, nas diversas situações de urgência e emergência, no âmbito do Atendimento Pré-Hospitalar, buscando abordar os benefícios do trabalho em equipe. Trata-se de uma revisão bibliográfica, na qual foram utilizados materiais virtuais, com uma busca em revistas eletrônicas confiáveis. Os artigos publicados tiveram sua predominância na Região Sul do Brasil, com profissionais atuantes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Os resultados e discussões foram divididos em três categorias, sendo elas: o trabalho em equipe; o conhecimento da equipe; e o perfil da equipe. O estudo evidenciou que é fundamental o trabalho em equipe sincronizado, com multiprofissionais da área de saúde, capazes de atuar nas mais diversas situações, e que principalmente estes profissionais precisam estar capacitados com conhecimentos, habilidades e atitudes para trabalhar no Atendimento Pré-Hospitalar diariamente. Salientamos que existem poucas pesquisas referentes ao tema em foco, por este motivo a importância do presente estudo. DESCRITORES: Atendimento Pré-Hospitalar. Equipe Multiprofissional. Urgência e Emergência. INTRODUÇÃO Com o aumento gradativo dos acidentes de trânsito e violência urbana nos últimos anos, houve uma procura maior pelos serviços hospitalares de emergência, tendo como consequência a superlotação das mesmas, aumentando também o Atendimento no âmbito Pré-Hospitalar.1 O Atendimento Pré-Hospitalar é a assistência prestada às vítimas de surto psíquico, traumas ou origem clínica que ocorrem externamente ao ambiente hospitalar, o que pode ocasionar sequelas ou morte se não houver intervenção imediata no local da ocorrência. 2 O reconhecimento e a prestação da assistência às vítimas das mais variadas situações de urgência e emergência, sendo elas por situações traumáticas ou clínicas, resultou no surgimento dos serviços de saúde que prestam Atendimento Pré-Hospitalar ou remoção Inter-Hospitalares de origem pública e privada.5 Estas situações de emergência correspondem a causas externas, como ferimentos por arma branca e arma de fogo, agressões físicas, acidentes de trânsito, afogamentos, intoxicações, queimaduras, fraturas, e entre outras diferentes causas.4 De acordo com a Portaria nº 2048, de 5 de novembro de 2002, do Ministério da Saúde, a equipe do Atendimento Pré-Hospitalar é composta por profissionais da área da saúde como: técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos, além de profissionais não oriundos da área da saúde, sendo eles: condutores, policiais, bombeiros e entre outros.6 Na área da saúde, o acesso venoso periférico e central, entubação, aspiração, ressuscitação cardíaca, contenção de hemorragias e entre outros, são os procedimentos invasivos de alta complexidade realizados, se tornando cada vez mais frequentes no Atendimento Pré-Hospitalar.7 Após a ocorrência da urgência ou emergência, sendo ela de origem clínica ou traumática, a estabilização e remoção da vítima com suporte de vida adequado e principalmente um transporte com segurança ao Pronto Atendimento, tornou-se indispensável na atualidade.10

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ARTIGO No Brasil, o Atendimento Pré-Hospitalar Móvel permite aos usuários do Sistema Único de Saúde 3 (SUS) um atendimento rápido e transporte seguro ao hospital de referência. As emergências Pré-Hospitalares não são atendidas apenas pelo transporte móvel terrestre, pelo aéreo e marítimo também, envolvendo várias equipes de profissionais ainda mais capacitados para estes 12 atendimentos. O trabalho em equipe pode ser definido como a conservação de um propósito comum baseado em decisões, planos, conhecimento e principalmente a comunicação entre os membros do grupo, respeitando as 9 opiniões individuais de cada componente. A respeito das publicações de estudos científicos voltadas ao Atendimento Pré-Hospitalar, focadas no 8 trabalho em equipe são principiantes no Brasil. O presente artigo possui o intuito de contribuir com o trabalho em equipe multiprofissional na área de Atendimento Pré-Hospitalar, ampliando essa visão para a equipe de saúde do ambiente intra-hospitalar, como objetivo do cuidado seguro e de qualidade às vítimas/familiares em situações de urgências e emergências. Fator este que reflete no processo saúde-doença dos atendidos. MÉTODO Trata-se de um estudo com base em revisão bibliográfica, através de artigos científicos publicados a respeito do tema. Pesquisados no Portal Regional da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), selecionados com os descritores: Atendimento Pré-Hospitalar; Equipe Multiprofissional; Urgência e Emergência. Baseados nos descritores foram selecionados 19 artigos, e destes, apenas 11 artigos científicos foram escolhidos com relação voltada ao tema, todos escritos na língua portuguesa, com os anos de publicação compreendidos entre 2006 e 2016. Através da leitura dos artigos, verificou-se a atuação da equipe multiprofissional na cena e a importância da mesma para o benefício da vítima atendida. Em sua maioria, os artigos abordam o trabalho multiprofissional das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), e foram realizados na região Sul do Brasil, especificamente no estado do Rio Grande do Sul. Evidenciou-se a existência de poucos estudos e pesquisas em relação ao tema escolhido. Ressaltando a importância de mais pesquisas científicas nesta área de atuação da equipe multiprofissional no Atendimento Pré-Hospitalar. Foram selecionados os artigos científicos, avaliados, analisados e divididos em três categorias, sendo elas: O trabalho em equipe; O conhecimento da equipe; e O perfil da equipe. RESULTADOS E DISCUSSÕES Na primeira categoria: O trabalho em equipe aborda a atuação da equipe multiprofissional e a importância da mesma para o benefício da vítima atendida. O Atendimento Pré-Hospitalar no Brasil possui duas modalidades: o Suporte Básico de Vida (SBV) onde o atendimento é realizado sem medidas invasivas por profissionais com treinamento voltado aos primeiros socorros e atuantes sob supervisão médica. Já o Suporte Avançado de Vida (SAV) se caracteriza por medidas invasivas com procedimentos mais complexos, sendo realizados por enfermeiros e médicos que compõem a equipe multiprofissional.5

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ARTIGO Desta forma, existem duas classificações para estes profissionais que atuam nas diversas situações de urgência e emergência e fazem parte da equipe multiprofissional. Os profissionais (diretos) oriundos da área da saúde, que são os técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos, e os profissionais (indiretos) não oriundos da área de saúde, sendo eles os condutores de veículo de emergência, bombeiros, policiais, entre outros que 11 auxiliam na cena, conforme sua competência. Esses profissionais que são componentes da equipe multiprofissional precisam lembrar três fases importantes chegando ao local da ocorrência. A primeira é a avaliação da cena: observando o local e riscos potenciais à equipe e terceiros, com o intuito de garantir a sua segurança e dos demais envolvidos na cena. A segunda é a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) e por fim o atendimento ao paciente, 12 utilizando estas fases o profissional evita danos a si e aos outros envolvidos. O Atendimento Pré-Hospitalar em sua totalidade é baseado no trabalho em equipe, para manter a vítima com vida até a chegada ao hospital, onde receberá atendimento com o objetivo de diminuir sequelas e 8 aumentar a possibilidade de sobrevida. O tempo nestes atendimentos é primordial, após a ocorrência de um trauma, existe a chamada hora de ouro (golden hour) que é o tempo crítico em que os profissionais precisam atuar pensando em modificar o prognóstico do paciente. Esta hora tem uma parcela considerável na sobrevida da vítima, interferindo nos potenciais riscos de morte nestas primeiras horas do ocorrido, ou seja, quanto menor o tempo de socorro, 1 maiores serão às chances do indivíduo não ter sequelas. O atendimento se torna adequado quando ocorre dentro da hora estipulada, onde a equipe consegue trabalhar de forma integrada, com ausência de falhas, mesmo quando não se consegue salvar a vítima por conta de suas lesões, considera-se positivo este entrosamento da equipe, pelo simples fato de terem realizado os 10 procedimentos da melhor forma possível. Essa equipe atende chamadas de emergência em locais diferentes, elencando vários fatores que influenciam no atendimento, como por exemplo: chuva, sol, frio, calor, sons, poluição, luminosidade, múltiplas vítimas, atendimento domiciliar, soterramentos e desabamentos, vítimas de acidente presas às ferragens do veículo, entre outros atendimentos que necessitam da realização de técnicas e protocolos, onde muitas vezes o acesso é restrito e a falta de espaço poderá comprometer na qualidade da assistência prestada. Por este motivo faz-se necessário o trabalho da equipe multiprofissional dos mais variados níveis de 1 conhecimento, para que seja realizado um trabalho integrado e de qualidade em prol das vítimas. As cenas de atendimento são diferentes, mas o objetivo principal do Atendimento Pré-Hospitalar é a estabilização e manutenção da vida, evitando o mínimo de danos ou sequelas possíveis, transportando a vítima 7 em segurança até uma unidade de Pronto Atendimento para realizar o tratamento definitivo. Como complemento a este objetivo, os autores relatam que é realizada uma assistência direta ou indiretamente no ambiente extra-hospitalar através de recursos disponíveis limitados, podendo ser um atendimento médico com base em orientações pelo telefone, sem a necessidade de deslocar uma ambulância 1 ao local. Nos atendimentos poderá existir a possibilidade de falhas e também desencadear situações que desestabiliza o trabalho em equipe, ocasionando o comprometimento dos atendimentos de uma forma geral, sendo eles: crianças envolvidas, vítimas em óbito no local, chegada tardia no local da ocorrência, excesso de tempo na cena, falta de comunicação entre os membros da equipe. Estas falhas servem para conscientizar as

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ARTIGO pessoas a refletirem a respeito do que foi realizado e assim contribuir positivamente com o crescimento e 10

amadurecimento profissional da equipe.

Cada profissional atuante na cena, conforme sua especialização complementa o trabalho do outro, para que todos possam trabalhar com segurança. Ou seja, às várias equipes de apoio não interferem na conduta de trabalho da equipe de saúde, tornando possível um trabalho eficaz da equipe multiprofissional, onde existem vários atores envolvidos.8 Nota-se nos relatos dos autores que os profissionais da equipe multiprofissional devem atuar com sincronia em um cenário seguro de atendimento, e que cada segundo é de extrema importância para a vida das vítimas nas diversas situações de urgência e emergência na qual estão expostas. Na segunda categoria: O perfil da equipe, alguns autores descrevem alguns requisitos para esses profissionais.

Um fator que influencia na excelência do atendimento é o bom condicionamento físico do profissional,

a ausência deste poderá comprometer a execução de técnicas que beneficiam as vítimas e até o comprometimento da saúde do trabalhador, por tratar-se de uma área de atuação que exige esforço musculoesquelético em vários atendimentos.4

O cuidado de enfermagem necessita ser humanizado, os componentes da equipe precisam dispor de

um controle emocional, assim como todos os profissionais que prestam esta assistência às vítimas, visualizálas como um todo, de forma integral, fazendo uso da empatia em muitos casos de urgência ou emergência, devido à condição de saúde em que o indivíduo se encontra naquele momento de fragilidade biopsicosócioespiritual.10

Os autores enfatizam que o condicionamento físico do profissional, o controle emocional e a prática da

integralidade/humanização nos atendimentos é de fundamental importância na cena.

Na terceira categoria: O conhecimento da equipe, que relata a importância dos profissionais buscarem

capacitações especifica na área de atuação. Os vários autores afirmam que o profissional precisa buscar capacitações para tal, tendo em vista que o conhecimento nesta área não está agregado ao conteúdo das disciplinas curriculares vinculadas às graduações 5, 10, 11

de enfermagem.

A respeito da equipe multiprofissional que atua no Atendimento Pré-Hospitalar, precisa estar devidamente treinada, para assim poder atingir o objetivo na cena da ocorrência, contando com a habilidade e conhecimento, capaz de reconhecer os riscos envolvidos nesta atuação diária, tendo como consequência a realização de um atendimento com intervenções corretas e precisas em benefício da vida. Esse conhecimento é baseado em estudos teóricos e práticos realizados pelos profissionais.

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Quando o profissional não possui conhecimento específico na área, bem como sua equipe, ao serem utilizadas técnicas erradas em procedimentos durante o atendimento, a vítima poderá sofrer um segundo trauma, relacionado ao procedimento errado, sendo a chamada iatrogênia.12 Por este motivo os membros da equipe multiprofissional do Atendimento Pré-Hospitalar possuem o conhecimento técnico que necessita um domínio hábil para sua correta execução, utilizando materiais específicos como a imobilização de suspeita de fratura, imobilização em maca rígida da vítima deitada ou de pé, imobilização da coluna cervical, rolamento da vítima, colocação de colete de imobilização dorsal (KED),

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ARTIGO desobstrução de vias aéreas, contenção de hemorragias e entre outros procedimentos que não são atribuições apenas dos profissionais que atuam na área da saúde.8 Para evitar erros na atuação da emergência, os profissionais envolvidos diretamente precisam saber trabalhar em equipe com conhecimento que associe a teoria com a prática, segurança, agilidade, sincronia 2 e principalmente o controle emocional, evitando tornar-se uma vítima diante do fato. O enfermeiro como membro da equipe, possui uma atribuição fundamental, não somente no atendimento às vítimas e familiares, mas também em relação à educação continuada e capacitação da equipe. Fazendo com que o entrosamento resulte em otimização do tempo, índices menores de ocorrências de erros, possibilitando assim, um atendimento de qualidade com foco na saúde e segurança do paciente.1 Baseado nos relatos dos autores, observou-se que essa equipe multiprofissional precisa continuamente aprimorar seus conhecimentos teóricos e práticos, além de habilidades e atitudes, para desenvolver as competências de cada membro da equipe, e assim desenvolver um atendimento certo e de qualidade á vítima nas diversas situações de urgência ou emergência que estão vivenciando naquele momento. CONSIDERAÇÕES FINAIS Por meio deste estudo evidenciou-se que o trabalho da equipe multiprofissional no Atendimento PréHospitalar e intra-hospitalar é fundamental para minimização de sequelas ou danos maiores à saúde da vítima. Sabe-se que o Atendimento Pré-Hospitalar, não é um tratamento definitivo, desta forma é importante fazer um atendimento com o objetivo de aumentar a sobrevida do indivíduo até a sua chegada ao hospital, que irá intervir e realizar o tratamento definitivo adequado. Os profissionais que atuam na área do Atendimento Pré-Hospitalar e Intra-Hospitalar precisam aprimorar seus conhecimentos constantemente, para conseguir atuar nas diversas situações de urgência e emergência, sendo que cada ocorrência é uma situação diferente, podendo assim atuar com precisão em situações estressantes com os diversos fatores influentes. E que as equipes envolvidas necessitam de competências compatíveis, sendo elas: o conhecimento teórico e prático, as habilidades e as atitudes para prestar o cuidado a vítima e família de uma forma adequada. Evidenciou-se que o insucesso nos atendimentos às urgências e emergências é um fator que pode influenciar o trabalho da equipe, podendo causar a desestabilização da mesma, sendo importante o diálogo de grupo após a ocorrência, a fim de solucionar as falhas e manter o padrão de atendimento eficaz entre os membros. Aos profissionais que desejam atuar na área de Atendimento Pré-Hospitalar, busquem cursos de capacitação extracurriculares com treinamentos teóricos e práticos. Aos profissionais atuantes ativos deste serviço, que continuem buscando aprimoramentos constantes. Salienta-se a carência durante a formação acadêmica do contexto abordado neste artigo, sugere-se as instituições de ensino que seja estudada a inclusão desta temática à grade curricular e que busquem parcerias junto aos serviços de Atendimento Pré-Hospitalar e intra-hospitalar, visando assim uma melhor experiência e aprendizado dos futuros profissionais.

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ARTIGO REFERÊNCIAS 1. Adão RS, Santos MR. Atuação do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar móvel. Rev. Min. Enferm UFMG [online]. 2012; Out-Dez. 16 (4): 601-608. [acesso 2017 mai 20]. Disponível em: <http://www.reme.org.br/artigo/detalhes/567>. 2. Amthauer C, Souza TP, Begnini D, Souza R. Atendimento pré-hospitalar: o profissional de enfermagem na assistência ao indivíduo em situação de risco. 2010. [acesso 2017 mai 20]. Disponível em: <http://www.unifra.br/7036.pdf>. 3. Anjos MS, Oliveira SS, Rosa DOS. Perspectivas de enfermeiras no cuidado em atendimento pré-hospitalar móvel. Revista Baiana d e E n f e r m a g e m . 2 0 1 6 ; J a n - M a r. 3 0 ( 1 ) : 3 7 5 - 3 8 1 . [ a c e s s o 2 0 1 7 m a i 2 0 ] . D i s p o n í v e l e m : <http://www.portalseer.ufba.br/10.18471/rbe.v1i1.14442.pdf>. 4. Lúcio MG, Gusmão CMP, Torres MC. Riscos ocupacionais do atendimento pré-hospitalar: uma revisão bibliográfica. Interfaces Científicas – Saúde e Ambiente. 2013; Jun. 1 (3): 69-77. [acesso 2017 mai 20]. Disponível em: <http://www.periodicos.set.br/index.php/saude/article/viewFi/754/441>. 5. Mello AC, Brasileiro ME. A importância do enfermeiro no Atendimento Pré-Hospitalar (APH): Revisão bibliográfica. Rev. Eletrônica de Enfermagem. 2010; Jan-Jun. 1 (1): 1-16. [acesso 2017mai 20]. Disponível em: <http://www.ceen.com.br/midias/downloads/12022014183020.pdf>. 6. Ministério da Saúde. 2002; Nov. [acesso 2017 mai 20]. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2002/prt2048_05_11_2002.html>. 7. Oliveira AC, Lopes ACS, Paiva MHRS. Acidentes ocupacionais por exposição à material biológico entre a equipe multiprofissional do atendimento pré-hospitalar. Rev. Esc. Enferm. USP. 2009; 3 (3): 677-683. [acesso 2017 mai 20]. Disponível em: <http://www.scielo.br/a25v43n3.>. 8. Pereira WAP, Lima MADS. O trabalho em equipe no atendimento pré-hospitalar á vítima de acidente de trânsito. Rev. Esc. Enferm. USP. 2009; 43 (2): 320-327. [acesso 2017 mai 20]. Disponível em: <http://www.scielo.br/a10v43n2.pdf>. 9. Pinho MCG. Trabalho em equipe de saúde: limites e possibilidades de atuação eficaz. Ciências & Cognição. 2006; Ago. 8: 68-87. [acesso 2017 mai 20]. Disponível em: <http://www. cienciasecognicao.org/pdf/v08/m326103.pdf>. 10. Romanzini EM, Bock LF. Concepções e sentimentos de enfermeiros que atuam no atendimento pré-hospitalar sobre a prática e formação profissional. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2010; Mar-Abr. 18 (2): 240-246. [acesso 2017 mai 20]. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielophp?pid=S010411692010000200015&script=sci_abstract&tlng=pt>. 11. Tipple AFV, Silva EAC, Teles SA, Mendonça KM, Souza ACS, Melo DS. Acidente com material biológico no atendimento préhospitalar móvel: realidade para trabalhadores da saúde e não saúde. Rev. Bras. Enferm. 2013; Mai-Jun. 66 (3): 378-384. [acesso 2017 mai 20]. Disponível em: <http://www.scielo.br/a12v66n3.pdf>. 12. Zapparoli AS, Marziale MHP. Risco ocupacional em unidades de Suporte Básico e Avançado de Vida em Emergências. Rev. B r a s , E n f e r m . 2 0 0 6 ; J a n - F e v. 5 9 ( 1 ) : 4 1 - 4 6 . [ a c e s s o 2 0 1 7 m a i 2 0 ] . D i s p o n í v e l e m : <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672006000100008>.

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ARTIGO CLAMPEAMENTO TARDIO DO CORDÃO UMBILICAL DO RECÉM-NASCIDO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA* * Artigo extraído de trabalho de conclusão de curso de enfermagem intitulado: Clampeamento tardio do cordão umbilical do recémnascido. Faculdade Integrada de Santa Maria, 2014.

Alessandra Vilanova de Araujo Enfermeira. Graduada em enfermagem pela Faculdade integrada de Santa Maria (FISMA)-RS. Enfermeira Assistencial da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatal e Pediátrica, Hospital Santo Antônio, Blumenau –SC. Priscila Kurz de Assumpção Enfermeira Pós-Graduada em Interdisciplinaridade na Terapia Intensiva com Ênfase em Oncologia ou Infecção Hospitalar pelo Centro Universitário Franciscano (UNIFRA)-RS. Enfermeira na Unidade de Terapia Intensiva de Cuidados Neonatais, Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo, Santa Maria – RS.

RESUMO: Clampeamento umbilical tardio do recém-nascido deve ser estudado, para melhor compreendermos a real importância e consequências positivas a curto e longo prazo, desta prática médica, para mãe e recém-nascido. Realizamos uma revisão bibliográfica sobre o tema com base de dados LILACS e MEDLINE, utilizando descritores: “cordão umbilical”, “clampeamento” e “neonato”, no período de 2004 até os dias de hoje. Os artigos foram divididos em “efeitos do clampeamento tardio na hemodinâmica do recémnascido”, que apontam o favorecimento na saúde do mesmo. O segundo grupo tratava dos “benefícios materno/neonatais do clampeamento tardio”, que indicam benefícios na prática do mesmo. Concluímos que existe resistência a mudanças na conduta no momento do parto/nascimento. Destacamos que pequenas modificações nas rotinas médicas contribuirão positivamente na saúde do recém-nascido. A sensibilização dos profissionais da saúde através dos seus representantes poderão propor mudanças visando a melhoria da qualidade de vida para os envolvidos. DESCRITORES: Cordão umbilical; Clampeamento; Neonato.

INTRODUÇÃO Podemos apontar com segurança que, as deficiências estruturais, que os países pobres e os em desenvolvimento apresentam com relação a saneamento, educação e saúde pública, interferem nas condições em que é desenvolvida a gestação, nascimento, bem como, os primeiros anos de vida da criança, ocasionando em déficit no desenvolvimento do recém-nascido e em muitos casos chegando a óbitos neonatais. Com isso, destacamos a importância de implementar programas, os quais, objetivam a redução de óbitos neonatais, bem como os maternos. Assim o aleitamento materno, rede cegonha, campanhas de prénatal, entre outros implementados pelos órgãos governamentais, são exemplos de ações que contribuem positivamente para a redução desses índices. Ressaltamos também, a busca permanente de conhecimentos relacionados com procedimentos adotados na assistência ao parto/nascimento, por parte dos profissionais da área da saúde, de modo especial os profissionais da enfermagem, para contribuírem positivamente neste processo de redução dos índices de mortalidade infantil, que atualmente é de 70% das mortes no primeiro ano de vida.¹ Durante a procura por materiais referentes a temática, nos deparamos com estudos que tratavam do fator tempo para o clampeamento do cordão umbilical do recém-nascido, e quando seria o momento ideal para este procedimento. Alguns profissionais os quais adotaram o atraso no clampeamento do cordão umbilical do recém-nascido, embasados nas questões que apontam mais benefícios do que malefícios para a saúde materno-infantil. No entanto, os que justificam o clampeamento imediato do cordão umbilical como sendo o mais adequado, deve-se ao fato de que o atraso no clampeamento umbilical estaria relacionado com questões

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ARTIGO como o aumento do volume sanguíneo do neonato, levando consequentemente a problemas como icterícia neonatal, policetemia e a hiperbilirrubinemia. Porém, não existem subsídios suficientes os quais comprovem esses malefícios para a saúde materno-infantil ou somente referente a saúde do recém-nascido.² Dentre as vantagens apontadas destacam-se o grande benefício trazido para a saúde da mãe, bem como, para a do recém-nascido, pela alteração no fator de tempo do clampeamento do cordão umbilical, ou seja, o atraso no clampeamento umbilical, os quais contribuem para a redução de mortes materno-infantis. Esta redução está relacionada com a diminuição da anemia ferropriva dos envolvidos, bem como o aumento das taxas de hematócritos, hemoglobina, oxigenação cerebral para o neonato, entre outros.³ Destacamos também a importância do envolvimento do profissional da saúde, onde este conheça e se engaje em todos os programas implementados pelos órgãos governamentais ligados diretamente com a saúde materno-infantil, citados anteriormente, bem como conhecer os procedimentos adotados na prática médica em 4 relação a atenção ao parto/nascimento. Portanto, mediante a relevância do tema para os profissionais da área da saúde, em especial para os que estão diretamente envolvidos com a saúde materno-infantil, devem estes conhecer os procedimentos adotados na atenção ao parto e nascimento. Entendemos que o clampeamento umbilical tardio do recém-nascido deve ser estudado pelos profissionais da saúde, buscando assim subsídios bibliográficos para descrever a real importância e consequências positivas a curto e longo prazo, desta modificação na pratica médica, para mãe e recém-nascido. Dessa forma com este estudo acreditamos despertar a necessidade de adquirir mais conhecimentos, acerca do tema, incentivando a realização de pesquisas, as quais possam reforçar cada vez mais as vantagens do clampeamento umbilical tardio considerando os níveis de hematócrito, hemoglobina e ferritina dentro das 5 48 horas de vida do recém-nascido , e serem publicadas em revistas conceituadas na área da saúde, para que os novos conhecimentos sejam difundidos, alcancem e sensibilizem um maior número de profissionais da área da saúde, visando assim a redução da mortalidade infantil. Com base no que foi referenciado elaborou-se a seguinte pergunta norteadora do estudo: Quais os benefícios e implicações na hemodinâmica do recémnascido com o clampeamento tardio do cordão umbilical? MÉTODO: O estudo desenvolveu-se por meio eletrônico com uma busca online do material, onde foram selecionados artigos das bases de dados LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrievel System Online), nos idiomas em português, espanhol e inglês desde o ano de 2004 até os dias atuais. Foram coletadas informações quanto ao clampeamento do cordão umbilical do recém-nascido, benefícios e questões hemodinâmicas no retardo do mesmo. O percurso metodológico deu-se através de etapas, tais como a busca de artigos, leitura e escolha do material bibliográfico que foi utilizado para o desenvolvimento do mesmo, o qual não necessitou de aprovação do comitê de ética, pois trata-se de uma pesquisa bibliográfica onde não requer participação de seres humanos. Foi realizada a busca ativa no DeCs (Descritores em Ciências da Saúde) com a palavra “cordão umbilical”, neste foi encontrado um artigo, visto a ocorrência no BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), na base de dados LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde), encontrou-se 273 artigos,

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ARTIGO no entanto se fez um refinamento utilizando o descritor “clampeamento” e se obteve um total de 8 artigos, onde por título mais a leitura do resumo foi selecionado para análise do estudo 2 artigos. O mesmo realizou-se na base de dados MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrievel System Online), neste foi encontrado um total de 7.292 artigos, com isso foi utilizado primeiramente o descritor “clampeamento”, obtendo assim um total de 248 artigos na base, no entanto optou-se por fazer um refinamento utilizando “neonato” como um segundo descritor, onde se teve um total de 149 artigos. No entanto foram selecionados por títulos utilizando dois critérios: não condizem com a temática, onde se obteve um total de 61 artigos e condizentes com a temática 49 artigos, dando continuidade na seleção dos artigos excluiu-se destes 49 artigos condizentes os que obtinham o texto incompleto que foram 35 artigos, foram lidos os resumos de 14 artigos, eliminando assim 5 artigos onde com a leitura dos resumos notou-se que não condiziam com o proposto no estudo, bem como após a leitura completa de 4 artigos da base de dados, notou-se que o mesmo não adequava-se a proposta do estudo, resultando assim em sua eliminação também foram excluídos um total de 39 artigos, onde estes tiveram sua publicação nos anos anteriores a 2004, por fim foram selecionados um total de 5 artigos para análise do estudo. Nesta pesquisa serão incluídos textos na íntegra, online e que estão relacionados com a temática do estudo e serão excluídas teses, dissertações, textos em outros idiomas que não o português, espanhol e inglês e os quais não se adequarem ao tema proposto. Por fim, será elaborado um quadro analítico como facilitador para o processo de análise de dados, onde se encontraram informações relevantes tais como: descrição dos autores, objetivos, local de origem do estudo, resultados obtidos e ano de publicação. A análise de dados, seguirá a análise de conteúdo de que diz respeito a técnicas de pesquisa que permitem tornar replicáveis e validas inferências sobre dados de um determinado contexto, por meio de procedimentos especializados e científicos. Esta deu-se através de uma pré-análise, que consiste na escolha 6 dos documentos a serem analisados e na retomada das hipóteses e dos objetivos iniciais da pesquisa. Após, em seu primeiro momento continuou-se com uma leitura flutuante, onde a autora traz que este momento requer um contato mais direto e intenso com o material, deixando-se então impregnar pelo seu conteúdo. No segundo momento obteve-se uma leitura mais aprofundada, ou seja, exploração do material, onde, traz consiste essencialmente numa operação classificatória que visa alcançar a compreensão do texto. Em um terceiro momento será dividido o material em duas categorias, onde diz que categoria é um método classificatório, que, no entanto, reúnem um grupo de elementos sob um título, sendo ele agrupado por razões comuns de elementos. 6

RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram incluídos 7 artigos na presente revisão, conforme tabela 1, com a descrição dos autores, objetivos, local de origem do estudo, resultados obtidos e ano de publicação. Tabela 1: Características dos estudos em relação aos objetivos e resultados. Santa Maria, RS, Brasil, 2015. TÍTULO (ANO)

OBJETIVOS

Determinar o efeito da anemia materna sobre a relação entre tempo de fixação do cordão umbilical e da anemia infantil.

Determinar o papel da anemia materna no parto sobre a associação entre o tempo de pin-çamento do cordão umbilical e status da anemia infantil entre 4 e 5 meses de vida.

(Timing of umbilical cord- clam-ping and infant ane-mia: the role of maternal

RESULTADOS Podemos concluir neste estudo que a influência do clampeamento tardio em bebes nascidos de mães anêmicas é maior do que os nascidos de mães não anêmicas, uma vez que os níveis de ferritina são mais significativos nos bebes de mães com anemia o que ficou comprovado nas verificações aos 8 meses de vida.

anemia),(2013)11

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ARTIGO TÍTULO (ANO)

OBJETIVOS

RESULTADOS

Efeitos do clampeamento tardio do Avaliar os efeitos do clampeamento O efeito do clampeamento tardio do cordão cordão umbilical sobre os níveis de hemoglobina tardio sobre os níveis de hemoglobina e ferritina umbilical foi significativo somente para os níveis de ferritina e ferritina em lactentes aos três meses de vida. em lactentes aos três meses de vida. das crianças aos três meses de vida, sendo superior quando (2008).7 comparado as crianças submetidas ao clampeamento imediato. O procedimento pode se constituir em uma estratégia para prevenir a deficiência de ferro em lactentees. Uma abordagem prático para o cabo Apresentar evidências para uma série de sincro-nismo de fixação em locais de poucos de questões clínicas relacionada com o recursos. clampeamento umbilical e a eficácia do clampeamento umbilical tardio. (A practical approach to timing cord clamping in resource poor settings),(2006)8

As evidencias analisadas apresentam o clampeamento tardio do cordão umbilical como seguro e está associado com maiores concentrações de hemo-globina e a menor incidência de anemia nos primeiros meses de vida e os estoques de ferro mais elevados até pelo 6º mês de vida.

O efeito do início e final do pinçaComparar o efeito de início e final do Os resultados apresentados neste trabalho mento do cordão umbilical no hematócrito pinçamento do cordão umbilical em hematócrito apontam para uma quantidade de hematócritos superior no neonatal. neonatal. clampeamento dos 3 minutos comparando com o de 30 segundos (The effect of early and late umbilical cord clamping on neonatal he-matocrit),(2008)9 Pinçamento do cordão umbilical após Salientar a importância de ensaios o nascimento. realizados e publicados que tratam do clampeamento umbilical que apontam para a (Umbilical cord clam-ping after necessidade de mudar rotinas, e optando por um método que garante benefícios as mães e aos birth),(2007)12 bebês.

Há evidencias consideráveis de que o clampeamento precoce do cordão umbilical não beneficia mães ou bebê pode até ser prejudicial. A Organização mundial de Saúde e a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia mudaram suas diretrizes recomendando a prática do clampeamento tardio do cordão umbilical.

Efeito do clampeamento tardio do Comparar os efeitos do cordão umbilical contra cedo fixação nos clampeamento tardio e precoce do cordão resultados neonatais e o estado de ferro em 4 umbilical sobre o estado de ferro, incluindo a meses: um estudo randomizado controlado. hemoglobina, em crianças suécas sadias aos 4 meses de vida. (Effect of de-layed versus early umbilical cord clamping on neonatal out-comes and iron status at 4 months: a randomised trial),(2011)10

Os bebês nascidos a termo com gestação normal que tiveram o clampeamento tardio do cordão umbilical apresentaram efeitos significativos sobre o estado de ferro aos 4 meses com maior concentração de ferritina sérica, menor deficiência de ferro. Estes resultados são de acordo com outros estudos publicados, e apontam como sendo uma

Tempo de clampeamento do cordão Estudar artigos com o objetivo de umbilical: um regresso ao natural. diminuir a controvérsia sobre o momento ideal do clampeamento umbilical do recém-nascido. (Tiempo del cordón umbilical: um regresso a lo natural),(2007)13

Não há nenhum sentido em se manter a discussão sobre qual o melhor momento para o clampeamento do cordão umbilical. O mesmo deve efetuar-se aos três minutos após o nascimento, pois é uma prática segura de custo reduzido e que tem grande importância para o recémnascido, reduzindo assim a ocorrência de anemia e de déficit de ferro no primeiro ano de vida em especial nas populações carentes

Fonte: Os autores, 2016

EFEITOS DO CLAMPEAMENTO TARDIO NA HEMODINÂMICA DO RECÉM-NASCIDO Nesta categoria estudamos quatro artigos, os quais nos trouxeram referencias quanto a hemodinâmica do recém-nascido, no que diz respeito ao clampeamento tardio do cordão umbilical, onde destacaram-se os seguintes autores e suas idéias. Venâncio IS, apresenta em seu trabalho alguns dados da organização mundial da saúde que aponta o alto nível de anemia em crianças menores de cinco anos. Apresenta também dados referentes ao Brasil, onde se estima em mais de 5 milhões de crianças menores de 4 anos que apresentam anemia, e inquéritos realizados na 7 cidade de São Paulo nas décadas de 70, 80 e 90 apontam um crescimento nos índices de anemia em crianças. Traz também a relação de problemas que ocorrem com as crianças com anemia e relaciona procedimentos médicos tanto do parto, como o clampeamento imediato e tardio e as variações que ocorrem

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ARTIGO nos mesmos em relação a quantidade de ferro no sangue do recém-nascido e sua influência nos primeiros meses de vida. O estudo foi realizado no hospital municipal de Campo Limpo, São Paulo entre 'abril de 2006 e março de 2007. A maternidade realizava em torno de 300 partos por mês. Para o estudo foram elencados dois grupos: o de clampeamento imediato e o de clampeamento tardio, posteriormente foram avaliadas aos três e seis meses após o nascimento quanto aos níveis de ferritina e hemoglobina. Os trabalhos desenvolvidos de pesquisa em relação ás gestantes e recém-nascidos quanto ás coletas de sangue, medidas, entrevistas com gestantes, foram executadas pelo grupo de pesquisadores. Quanto aos resultados o grupo apontou como principal achado que o clampeamento do cordão umbilical em um minuto após o nascimento tem efeito positivo independente sobre os níveis de ferritina aos três meses de vida. O grupo sugere que o clampeamento tardio consiste em uma alternativa adicional de intervenção sustentável, de baixo custo e estratégia segura para integrar programas que baseiam a redução da deficiência de ferro e anemia em crianças. No trabalho de Reehnen foi desenvolvido um estudo onde buscaram elementos para determinar o melhor momento para o clampeamento do cordão umbilical em locais de poucos recursos. Eles observaram que existe pouca informação entre os médicos e parteiras sobre qual o melhor momento para a realização do clampeamento umbilical após o nascimento. Eles apontam também que as crianças nos locais de baixa renda são as que mais sofrem com o clampeamento imediato diminuindo as reservas de ferro. A abordagem foi desenvolvida considerando quatro ensaios clínicos randomizados realizados em países em desenvolvimento que avaliou a concentração de hemoglobina em crianças nascidas a termo entre 2 e 4 meses após o nascimento. Quatro estudos controlados e um ensaio clínico randomizado, foram realizados em países industrializados e dois ensaios randomizados em países pobres. Concluíram os pesquisadores que as evidencias analisadas indicavam o clampeamento tardio do cordão umbilical como seguro e está associado com maior concentração de hemoglobina e a menor incidência de anemia nos primeiros meses de vida, e os estoques de ferro mais elevados até próximo seis meses de vida. Desta maneira eles também afirmam que seria uma alternativa positiva, como forma de reduzir a mortalidade infantil nos países pobres e em desenvolvimento causadas pela anemia, assim como os distúrbios no desenvolvimento infantil devido a carência de ferro nos primeiros meses de vida. Podendo desta forma as autoridades de saúde nestes países indicar o clampeamento tardio como a melhor maneira por apresentar aspectos positivos para mães e bebes. Buscaram com o ensaio clinico randomizado desenvolvido entre 2002 a 2003 em Dezyani Hospitalar de Gorgan (cidade situada no norte do Irã), onde foram selecionadas mulheres com gestação entre 38 e 42 semanas pela data da última menstruação ou no primeiro e segundo trimestre de ultrason. Foram randomizadas 30 crianças no grupo de clampeamento imediato e 34 no tardio, foram feitas análises dos hematócritos em 2 9 horas de vida. O objetivo era de comparar o efeito do clampeamento imediato e do tardio do cordão umbilical no hematócrito neonatal e policetemia, e em ambos os procedimentos. Não houve diferença significativa o que confirmou resultados deste estudo onde um grupo aponta para médicos e parteiras podem considerar no momento de decidir os resultados dos estudos clínicos efetuados e optar pelo clampeamento imediato ou tardio já que em relação aos hematócritos não há diferenças significativas.

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ARTIGO Buscou-se indicadores nos testes desenvolvidos nas diversas etapas do estudo onde os recém-nascidos que fizeram parte dos grupos estudados, foram submetidos, buscando subsidiar com informações de qual seriam os efeitos do clampeamento umbilical tardio ou precoce, nos resultados dos níveis de ferro aos quatro meses de vida. 10 Este estudo foi desenvolvido de abril de 2008 a setembro de 2009 na cidade Halmstand na Suécia. O grupo de pesquisadores fez um ensaio clinico randomizado controlado, comparando o clampeamento tardio e o precoce do cordão umbilical, avaliando o estado de ferro, incluindo a hemoglobina aos quatro meses de vida. Destacam-se os problemas de saúde acusados pela deficiência de ferro e que essa preocupação continua por parte das autoridades de saúde, especialmente nos países de baixa renda e nos em desenvolvimento. Neste estudo eles buscaram informações sobre os benefícios da transfusão de sangue placentário que podem ser alcançados apenas mudando o tempo do clampeamento do cordão umbilical. Na conclusão do estudo os pesquisadores apontam para os bebes nascidos a termo e que tiveram o clampeamento tardio apresentando um nível de ferro aos quatro meses de vida com maior concentração de ferritina sérica e menor deficiência de ferro. O estudo mostrou também valores que são similares aos encontrados em outros estudos e apontam para a importância do uso destes indicativos nos países onde a anemia infantil é significativa e que traz problema de saúde que causam perdas na qualidade de vida das crianças e até ao óbito em muitos casos. Concluímos que nesta primeira categoria estudada, os quatro trabalhos encontrados, nos quais os pesquisadores buscaram informações quanto ás variações hemodinâmicas do recém-nascido, levando em conta o procedimento adotado quanto ao momento do clampeamento precoce ou tardio. No estudo onde analisaram os exames de hematócrito em duas horas de vida e exames de hematócrito neonatal em dezoito horas de vida não houve diferenças significativas e nem relação com policetemia, tanto no clampeamento precoce quanto no tardio. Nos estudos onde os pesquisadores buscaram informações quanto ao estado de ferro, hemoglobina, ferritina em recém-nascidos, aos dois, quatro e seis meses de vida, possibilitando aos pesquisadores concluírem em seus estudos que o emprego da rotina de clampeamento tardio do cordão umbilical, favorece consideravelmente a saúde do recém-nascido, possibilitando a ele um ganho de hemoglobina e ferro nos primeiros meses de vida, mesmo quando nascido de mães anêmicas, o que traria benefícios para o seu desenvolvimento nos primeiros anos de vida, quanto aos aspectos físicos, neurológicos e cognitivos, reduzir ainda os índices de mortalidade infantil, especialmente nos países de baixa renda, onde esses índices são considerados elevados. BENEFÍCIOS MATERNO/NEONATAIS DO CLAMPEAMENTO TARDIO DO CORDÃO UMBILICAL Nesta segunda categoria estudada, encontramos três artigos, os quais se referem aos benefícios materno-infantil do clampeamento tardio do cordão umbilical, onde se destacam os autores citados abaixo. Neste estudo buscaram determinar o papel da anemia infantil aos 4 e 8 meses de idade, considerando o momento do clampeamento do cordão umbilical. O estudo foi realizado no Hospital Iquitos Cesar Garayar 11 Carcin na Amazônia Peruana, no período de 18/05 à 03/06, 06 à 20/07 do ano de 2009. O mesmo acompanhou 207 pares mãe/filho que foram incluídas na análise aos 4 meses de vida e 184 pares na análise aos 8 meses e o tempo do clampeamento variou entre 8,9 segundos e 397,35 segundos.

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ARTIGO O grupo de estudo analisou as informações desta variação de tempo do clampeamento e sua relação com a anemia infantil aos 4 meses de vida, e puderam observar que o efeito maior nos bebes nascidos de mães anêmicas do que os nascidos de mães não anêmicas. Mostrou também que o clampeamento tardio teve um efeito melhor sobre o estado de anemia infantil aos 8 meses de vida. O presente estudo contribuiu como suporte para que seja empregado como alternativa de redução da anemia infantil, o clampeamento tardio do cordão umbilical, por apresentar baixo custo e auxiliar na prevenção de doenças que estão relacionadas com a deficiência de ferro nos primeiros anos de vida. Analisando vários estudos relacionados com o clampeamento do cordão umbilical, que pode ser precoce ou tardio, trazendo influência significativa na vida do recém-nascido diminuindo os riscos de 12 desenvolver distúrbios no seu desenvolvimento causados pela anemia na infância. Ele aponta a importância dos ensaios clínicos realizados e publicados que tratam do clampeamento umbilical que apontam para a necessidade de mudar rotinas, e optando por um método que garante benefícios para as mães e bebes. Também comenta artigos que apontam prejuízos causados pelo clampeamento umbilical imediato, considerando o volume de sangue, ferritina e o nível de hematócrito que pode salvar vidas em locais onde a anemia é epidêmica, e esses fatores são favoráveis quando o clampeamento é retardado. Ele traz também que a Organização Mundial de Saúde e a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia mudaram suas diretrizes, recomendando a pratica do clampeamento tardio do cordão umbilical em rotinas de entrega. O Dr. Andrew Weeks também convida para que outras entidades e profissionais da área adotem estas mudanças. Fazendo um apanhado sobre algumas controvérsias que ocorrem na medicina e algumas persistem por 13 muitos anos. Elas decorrem pelo avanço científico e que produzem novas práticas, aparentemente mais modernas. O caso apontado por ele é o clampeamento do cordão umbilical e posterior corte. Ele aponta também que historicamente a ligadura era feita minutos após parar as pulsações do cordão. Sem saber precisar o motivo por volta do século XVIII houve uma troca e passou-se a fazer o clampeamento imediatamente ao nascimento. Acredita-se que o grande número de mortes maternas no parto e puerpério assim como o altíssimo número de mortes nos primeiros anos de vida, poderiam ser por causa da troca. O médico em seus comentários traz artigos que apontam pontos negativos do clampeamento tardio, mas sem consistência científica e outros estudos que apontam os benefícios importantes para a saúde do recém-nascido e em seu comentário final aponta que tem sentido a controvérsia considerando as vantagens para a criança. Nesta pesquisa concluímos que, pesquisadores relacionaram aspectos que envolviam as mães e os bebes, levando em conta as condições de acompanhamento da gestação como estado clinico da mãe quanto á anemia. Desta maneira puderam apontar aspectos que acompanharam os benefícios do clampeamento tardio para os bebes uma vez que diminui o risco de deficiência de ferritina, mesmo naqueles nascidos de mães anêmicas, o que reforça os benefícios que podem salvar vidas, especialmente nos países em que existem grandes índices de anemia. Outro aspecto importante apontado é que a mudança desta rotina já vem sendo indicada por organizações médicas e pela organização Mundial de Saúde, uma vez que é de custo baixo e de fácil implementação, bastando a sensibilização das autoridades locais e a conscientização dos profissionais de saúde especialmente os que atuam junto as gestantes e no nascimento dos bebês.

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ARTIGO CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao refletir sobre os artigos estudados, nos quais encontramos várias abordagens quanto ao melhor momento para o clampeamento do cordão umbilical, compreendeu-se o quanto pequenas mudanças na rotina no momento do nascimento podem influenciar de maneira significativa na vida dos recém-nascidos, trazendo ganho de saúde que resultarão em uma melhor qualidade de vida. Constatou-se também, que este procedimento, comprovadamente aponta benefícios para os recémnascidos, mesmo ainda com resistências que não se embasam cientificamente, justificando a decisão da Organização Mundial de Saúde e da Associação Internacional dos profissionais em Ginecologia e Obstetrícia que propõem a mudança de rotina, praticando o clampeamento tardio. Compreendeu-se com clareza o quão é importante acompanhar as pesquisas que são desenvolvidas e publicadas na área da saúde, oportunizando esclarecimentos, ampliando os nossos conhecimentos, e assim fortalecendo o esforço feito pelos professores em expandir a capacidade na solução das situações que nos deparamos no cumprimento da nossa missão profissional. Por fim, com o estudo dos artigos, percebe-se que cabe aos profissionais de saúde, bem como médicos, enfermeiros, pesquisadores da área sensibilizarem-se dos benefícios apontados pelos estudos, propondo mudanças em nível de seus órgãos de representação, assim mobilizando as autoridades governamentais da área, visando uma melhor qualidade de vida para todos os envolvidos neste processo. REFERÊNCIAS

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Atenção à saúde do recém-nascido: Guia para os profissionais de saúde. Cuidados gerais. Brasília – DF, 2ª Ed., Vol 1, 2012. 2. Santana PL, Viteri GR. Benefícios del pinzamiento umbilical tardío desde el punto de vista fisiológico adaptativo neonatal. Ecuador: revista. “Medicina” Vol. 13 nº 1. 2007. [internet] [acesso em 2014 março 9] 3. Rodriguez SA, López GA, Valverde PCM, Bienvenido ME. Pinzamiento tardío vs pinzamiento precoz del cordón umbilical. Hospital Virgen de la Arrixaca, Murcia e Hospital Ntra. Sra. Del Rosell, Cartagena, Murcia. Medicina naturista nº 10. 2006. [internet] [acesso em 2014 abril 22] 4. Mondini L, Levy BR, SOUZA PMJ, Alves PCM, Saldiva MDRS, Tanaka FL, Venancio IS. Efeito do clampeamento tardio do cordão umbilical nos níveis de hemoglobina em crianças nascidas de mães anêmicas e não anêmicas. Ver: Bras. Crescimento Desenvolvimento Hum. 2010. [internet] [acesso em 2014 abril 16] 5. Rincon D, Fouguet A, Rojas M, Segarra E, Sacristáns E, Teixidor R, Ortega A. Tiempo de pinzamiento del cordón umbilical y complicaciones neonatales, um estúdio prospectivo. España: An Pediatr, 2013. [internet] [acesso em 2014 março 10] 6. Minayo, MCS. O Desafio do Conhecimento: Pesquisa Qualitativa em Saúde. 13ª edição, São Paulo: Hucitec, 2013. 7. Venâncio IS, Levy BR, Saldiva MDRS, Mondini L, Alvez PGCM, Leung LS. Instituto de saúde. Secretaria de estado da saúde. Hospital Municipal Fernando Mauro Pires da Rocha. Efeitos do clampeamento tardio do cordão umbilical sobre os níveis de hemoglobina e ferritina em lactentes aos três meses de vida. São Paulo, 2008. [internet] [acesso em 2014 março 23] 8. Rheenen VFP, Brabin JB. A pratical approach to timing cord clamping in resource poor settings. BMJ. Vol. 333. 2006. 9. Johasi A, Kordy M, Mirbehbarani NB, Mazloom SR. The effect of and early and late umbilical cord clamping on neonatal hematocrit. Journal of Perinatology, 2008. 10. Andersson O, Westas HL; Andersson D, Domelof M, Effect of delayed versus early umbilical cord clamping on neonatal outcomes and iron status at 4 months: a randomised controlled trial. BMJ, 2011. 11. Blouin B, Penny EM, Giroux MM, Casapia M, Aguilar E, Silva H, Kanashiro CMH, Joseph AS, Gargnon A, Rahme E, Gyorkos WT. Timing of cord-clamping and infant anaemia: the role of maternal anaemia. Paediatrics and International Child Health. Vol. 33. Nº 2. 2013. 12. Weeks A. Umbilical cord clamping after birth: better not to rush. Editorials BMJ. Volu. 335. 2007. 13. Cernadas CMJ. Serviço de Neonatologia. Hospital Italiano de Buenos Aires. Tiempo de clampeo del cordón umbilical: um regresso a lo natural. Argentina, 2007. [internet] [acesso em 2014 abril 16]

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ARTIGO RELATO DE EXPERIÊNCIA: GRUPO COM PROFISSIONAIS QUE ATUAM EM UTI NEONATAL E UTI PEDIÁTRICA. Eloizy Paola Barbosa Graduanda do 10º semestre do curso de Psicologia. Sociedade Educacional – Ibes Sociesc de Blumenau – SC. Técnica de Enfermagem do Hospital Santo Antônio de Blumenau – SC. Brasil. Heloisa F.F. Nascimento Psicóloga. Graduada pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) – SC. Psicóloga Hospitalar, Hospital Santo Antônio, Blumenau – SC. Brasil.

RESUMO: Este estudo teve como objetivo relatar a experiência de uma intervenção psicológica com uma equipe de profissionais de saúde que atua em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica de um hospital localizado no município de Blumenau, Estado de Santa Catarina. O presente relato pretende expor os encontros desenvolvidos com os profissionais, abordando temas como: perdas e lutos, pais no ambiente da UTI e o trabalho em equipe. Além das contribuições teóricas, são descritas as temáticas dos três encontros. Os resultados apontam que existe um esforço dos profissionais da saúde em querer separar o pessoal do profissional, ainda que alguns tentem evitar o envolvimento emocional com o paciente e seus familiares, acabam por se envolver em algum aspecto. Portanto, torna-se necessário salientar a impotância do trabalho da psicologia hospitalar a ser desenvonvido com os profissionais da saúde dentro do contexto da UTI neonatal e pediátrica. DESCRITORES: UTI Neonatal; UTI Pediátrica; Psicologia. INTRODUÇÃO O presente estudo visa relatar a experiência de uma intervenção psicológica com um grupo de profissionais que atuam em UTI neonatal e UTI pediátrica de um hospital, no município de Blumenau, Estado de Santa Catarina. Através desse trabalho pretende-se apresentar uma forma de atuação do psicólogo no ambiente hospitalar. Os atendimentos em grupo podem ser utilizados em diversos contextos de saúde. Diante disso, observamos a necessidade de promover um trabalho direcionado aos profissionais que atuam diretamente no cuidado dos pacientes internados em UTI neonatal e UTI pediátrica, e posteriormente analisar os efeitos deste grupo. O ambiente da UTI é um local que oferece tecnologia avançada para o cuidado de crianças criticamente doentes, podendo causar impactos sobre as necessidades físicas e psicológicas tanto dos pacientes, quanto de suas famílias e equipe. Nesse local com barulho, os alarmes, as luzes dificultam a diferenciação entre dia e noite, tornando-se um ambiente estressor, podendo gerar angústias e sofrimento.¹ Os cuidados em UTI neonatal são marcados pela alta tecnologia e pela urgência e precisão das ações, no sentido de manter a vida do bebê. Os avanços na tecnologia neonatal têm possibilitado que recém-natos (RN) de baixíssimo peso sobrevivam com tais recursos.² Os profissionais que atuam nesse ambiente, se deparam com o inominável. A vivência e acompanhamento da morte dos pacientes internados em UTI remetem aos profissionais de saúde a sua própria morte. Como não há representação psíquica dessa experiência, o silêncio impera o lugar, o termo morte trocase por outros termos como óbito ou nova vaga, não dando espaço para despedidas e/ou elaborações sobre a perda.³ O prolongamento da vida e o avanço da medicina causaram um maior convívio com os processos de morrer, tanto para os familiares, quanto para os profissionais da saúde. A equipe está sempre em estado de

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ARTIGO alerta para possíveis intercorrências em meio à rotina da unidade, está submetida a várias situações estressantes como a solicitação constante da família e do paciente, quanto à tomada de decisões em situações críticas, o contato com a dor e com o processo da morte e também, os dilemas éticos como a questão sobre o prolongamento ou não da vida em casos sem prognóstico.4 Profissionais que passam por experiências de morte de bebês em UTI-Neonatal, experienciam 5 sentimentos de desamparo, tristeza, irritabilidade e fadiga crônica. Diante disso, alguns dos fatores que podem desencadear o estresse: gravidade do recém-nascido, excesso de trabalho, conflito interprofissional, falta de preparo para lidar com os pais do recém-nascido, incremento constante de novas tecnologias, número 6 reduzido de staffs e equipe multiprofissional. Tudo é intenso na UTI: o tratamento, os riscos, emoções, o trabalho e a esperança. É o lugar onde se faz necessário criar canais de escoamento dessas intensidades por meio da palavra falada, e embora o foco primário de atendimento seja o paciente, é preciso também acolher a equipe apressada. 7 A humanização está centralizada no paciente, esse processo precisa ser modificado, e também ter um olhar voltado para o trabalhador, em virtude da importância de prepará-lo emocionalmente para a execução das ações do cuidado.8 Sendo assim, procurou-se, com o grupo, oportunizar a criação de um espaço no qual os profissionais pudessem falar sobre suas vivências no contexto da UTI, possibilitando, um lugar de troca de experiência, ressignificação, elaboração, contribuindo, para o cuidado acontecer de maneira empática e humanizada. O grupo teve como finalidade promover espaço de escuta aos profissionais dos setores de UTI Neonatal e Pediátrica, com objetivo de amenizar o estresse, angústias, perdas e medos, proporcionados pelo ambiente de trabalho. MÉTODO A partir do estágio profissionalizante de psicologia realizado no hospital, percebeu-se através de uma situação vivenciada a grande demanda para ser trabalhada com as equipes, que estão diretamente ligadas aos cuidados dos pacientes. O grupo foi composto por enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam em uma UTI neonatal e pediátrica do Hospital, localizado no município de Blumenau, Estado de Santa Catarina, no período de agosto a dezembro do ano de 2016. Optou-se por relatar a experiência do grupo que concluiu os três encontros, que se dividiram em dois grupos, com duração em média de quarenta minutos, nas dependências da sala de conselho do hospital. A coordenação dos grupos foi realizada pelo serviço de psicologia hospitalar: a estagiária de psicologia e a psicóloga responsável do setor. Os três encontros foram transcritos após o término, alguns dos relatos dos participantes foram reproduzidos e para preservar o sigilo dos profissionais, será utilizado as iniciais de cada profissão (ENF 1, ENF2, TEC1, TEC2... e assim sucessivamente). RESULTADOS O grupo constituiu-se por profissionais enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam entre três meses há dez anos em UTI neonatal e pediátrica. Sendo que, cada encontro os profissionais foram divididos em duas equipes, com variação entre cinco e oito participantes. Os temas mais discutidos foram: Perdas e lutos (como vivenciavam a perda dos pacientes, o momento

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ARTIGO mas eram reforçados apenas nos pontos negativos. Como finalização, solicitamos para que a responsável pela equipe de profissionais escrevesse um elogio para cada integrante do grupo para finalizar de forma positiva essa vivência. “Nossa, faz tempo que não ganho elogio, vou colocar em um quadro, porque eu gostei muito.” (ENF 3) Ao solicitar que os participantes relatassem como foi à participação no grupo, percebeu-se as repercussões do grupo como recurso de apoio psicológico aos profissionais em UTI neonatal e pediátrica, durante as falas os participantes demonstraram interesse em dar continuidade ao grupo. DISCUSSÃO Alguns profissionais da saúde preferem evitar o envolvimento emocional com os pacientes e familiares, distanciando-se dos mesmos, para não estabelecer o vínculo. 3 Em seus discursos identificaram-se expressões que descreveram a perda como sendo algo difícil de aceitar porque eles mantinham vínculo afetivo com o paciente e a família e esse foi interrompido. Os profissionais da saúde vivenciam conflitos sobre como se posicionar diante da morte de um paciente, afetados pela tristeza devido à idade do paciente, a causa da morte e principalmente quando se cria o vínculo com o mesmo, entrando em contato com o sentimento de frustração e derrota. 4 Durante a formação desses profissionais, o enfoque principal é a preservação da vida, com isso, muitas vezes, não estão preparados para lidar com perda dos pacientes, onde a morte aparece vinculada ao insucesso profissional, ao não conseguir o que realmente se esperava, ou seja, a vida, a morte passa a significar como fracasso profissional.3 Conforme as narrativas do grupo perceberam-se, que de maneira geral ocorre influência na vida pessoal, contudo, essa morte muitas vezes é escamoteada. Com isso constata-se que existe um esforço dos profissionais em querer separar o pessoal do profissional, ainda que alguns tenham evitado o envolvimento emocional com o paciente e seus familiares, acabaram por se envolver em algum aspecto.3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Relatar a experiência de uma intervenção psicológica mostrou que o trabalho atingiu os objetivos almejados. Tornando-se possível proporcionar aos profissionais a oportunidade de expressarem seus sentimentos, conflitos, perdas, angústias, medos, assim como, possibilitar a escuta, produzindo alívio, ressignificações e troca de experiências com outros profissionais que vivenciam os mesmos sentimentos. A morte no ambiente hospitalar está vinculado ao insucesso profissional, pois durante a formação foram ensinados a preservar a vida. Identificou-se que alguns participantes estão vivendo esse sofrimento por perder um paciente que criaram vínculo, com boas estratégias de enfrentamento. Outros participantes acreditam que agindo com uma postura mais técnica, estão evitando que suas atividades do trabalho sejam atrapalhadas pelos seus sentimentos, eles ainda tem a crença, que se estão nessa profissão precisam saber lidar com isso, tem a obrigação de aceitarem e vivenciarem sozinhos o sofrimento, porque isso faz parte da profissão escolhida. Diante disso, considera-se importante salientar o trabalho da psicologia hospitalar para ser desenvolvida com os profissionais da saúde dentro do contexto da UTI, tendo como finalidade acompanhar o

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ARTIGO profissional nesse processo de elaboração, permitindo que possam sentir essa perda, amenizando o sofrimento, a angústia nesse momento vivenciado. Faz-se necessário proporcionar ao profissional da saúde um espaço para escuta, troca de experiências e sentimentos, pois ao oportunizar que o sujeito fale sobre a morte, com isso, permitem-se elaborações e ressignificações, contribuindo assim, para o cuidado acontecer de maneira mais humanizada e empática. Buscou-se com a realização desse trabalho, não mais colocar a morte em um lugar escondido dentro do ambiente hospitalar e sim permitir falar sobre ela. Sendo assim, ter essa consciência é permitir que a equipe de saúde ofereça um cuidado mais próximo de seus pacientes. O relato de experiência pode também colaborar para que mais profissionais possam se interessar pelo contexto da unidade de terapia intensiva – UTI e suas singularidades, a partir das vivências com a equipe de saúde, família e pacientes, assim, contribuir cada vez mais para a qualidade e humanização no ambiente hospitalar. REFERÊNCIAS 1.Baldini & Krebs. Humanização em UTI Pediátrica e Neonatal. Estratégias de intervenção junto ao paciente, aos familiares e à equipe. São Paulo: Atheneu; 2010. 2.Ansermet. Clínica da Origem: A criança entre a medicina e a psicanálise. Rio deJaneiro: Editora Contra Capa; 2003. 3.Cherer EQ, Quintana A M, Pinheiro U MS. A morte na perspectiva de enfermeiros e médicos de uma Unidade de Terapia Intensiva pediátrica. Estud. Psicol. (Campinas), Campinas, v 32/ n4: 685-694. Disponível em: . http://www.scielo.br/scielo.php?script=. Acesso em: Dez 2016. 4. Monteiro DT, Reis CGC, Quintana AM, Mendes JMR. Morte: o difícil desfecho a ser comunicado pelos médicos. Estudos e Pesquisa em Psicologia. Rio de Janeiro. v. 15, n.2, p.547-567, 2015. Disponível em: http://www.epublicacoes.uerj.br/index.php/revispsi/article/view/17658/13055=. Acesso em: Dez 2016. 5. Silva LCSP, Valenca, Cecília NG, Raimunda M. Percepções dos profissionais de enfermagem intensiva frente a morte do recémn a s c i d o . R e v. b r a s . e n f e r m . , B r a s í l i a , v. 6 3 , n . 2 , p . 2 3 8 - 2 4 2 , A p r. 2 0 1 0 . D i s p o n í v e l e m : http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672010000200011&lng=en&nrm=iso. Acesso em: Dez, 2016. 6. Carvalho M. O ambiente da UTI Neonatal e suas repercussões na assistência em neonatologia. In: Congresso Brasileiro de Pediatria, 31, 2000, Fortaleza. Anais... Fortaleza, 2000. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-05822010000200006 Acesso em Nov, 2016. 7. Simonetti A. Manual de Psicologia Hospitalar. O mapa da Doença. São Paulo. Casa do Psicólogo. 2010. 8. Mattos TAD, Lange C, Cecagno D, Amestoy SC, Thofehrn MB, Milbrath VM. Profissionais de enfermagem e o processo de morrer e morte em unidade de terapia intensiva. Reme – Rev. Min. Enferm; 13(3):337-342, jul.set.,2009. Disponível em: http://www.reme.org.br/content/imagebank/pdf/v13n3a04.pdf Acesso em Nov, 2016.

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NOVIDADES EXPERIÊNCIA DO PACIENTE UMA CONSTRUÇÃO DO VALOR INSTITUCIONAL Rafael Branco Bertuol Enfermeiro. Pós-graduado em MBA em Gestão de Saúde pela Escola Superior de Gestão e Ciências da Saúde (IAHCS) – RS Gerente Assistencial, Hospital Santo Antônio, Blumenau- SC. Brasil.

Um Hospital possui o serviço mais complexo do mundo por cuidar de um emaranhado de sentimentos intrínsecos que motivam as pessoas a trabalharem na busca do cuidado humano pela excelência “Se pudéssemos ver o coração dos outros e entender os desaos que cada um enfrenta, acredito que nós trataríamos todos com mais gentileza, tolerância, paciência e cuidado...”Esta frase de autor desconhecido é um marco para o Hospital Santo Antônio HSA que busca a excelência nos processos, humanização e sobretudo a segurança através da percepção do paciente. Em 2014 inicia-se um movimento sem volta no HSA visando buscar implantar as seis metas de segurança do paciente proposto pela Agência Nacional Vigilância Sanitária ANVISA em 1º de abril de 2013, inicialmente com propostas simples de minimizar os possíveis eventos adversos evitáveis. Cabe ressaltar que o processo de Acreditação Hospitalar proposto pela Organização Nacional de Acreditação ONA foi imprescindível para mudança do grau de segurança e qualidade no Hospital Santo Antônio. Adaptamos os protocolos de segurança do paciente propostos pela ANVISA a nossa realidade institucional, a partir deste marco travamos uma longa caminhada pela mudança da cultura em toda instituição. A Gestão de Risco capta as informações provenientes dos diversos setores da instituição, como por exemplo indicadores de gestão da qualidade, registros no SAC e recomendações das comissões, que transforma estas informações em oportunidades de ajustar processos, capacitar equipes e desenvolver a cultura institucional, gerando engajamento prossional. Se pensarmos em segurança do paciente no Hospital Santo Antônio percebemos que a construção da cultura do paciente vem sendo moldada a cada dia, pelo envolvimento da administração, prossionais, voluntários e o próprio paciente e família que a cada dia está sendo empoderado de seu cuidado e tratamento. O Hospital Santo Antônio Acreditado Pleno pela ONA está em uma nova fase, onde a segurança do paciente é falada constantemente por todos e estamos agora prontos para mais um passo que a busca pela “Experiência do Paciente”, ou seja, transformar todas as fases do cuidado e tratamento do paciente em um momento mais humanizado, com excelência no atendimento através do cuidado centrado no paciente, baseado em evidências e padrões Hoje percebemos que a segurança do paciente está além dos nossos protocolos, indicadores e ferramentas da qualidade, pois diariamente temos a preocupação de como o paciente acessará nossa instituição, como será o período de sua internação e como será a continuidade do seu tratamento quando tiver a alta? Para todas estas respostas ferrenhamente buscamos o modelo triple AIM que se preocupa com a experiência do cuidado, custo efetivo e a saúde para população. Trabalhar com a experiência do paciente é mudar uma cultura de conformidade para uma cultura de comprometimento, para isso a cultura de segurança do paciente foi o início de um grande movimento para o cuidado centrado na interação humana, no toque humano, na espiritualidade, no respeito aos familiares, no respeito pela comunidade e na educação de pacientes, familiares e colaboradores.

CRIADO O SAC

CRIADO SETOR DE QUALIDADE

CRIADO MONITORAMENTO DO SETOR DE RISCO

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MODELO PLANETREE

ESTRUTURAR PROGRAMA EXPERIÊNCIA DO PACIENTE

MODELO IHI TRIPLE AIM


NOVIDADES HUMANIZAR É POSSIVEL ... Sabe-se que a internação em um ambiente fechado como na UTI pode limitar diversos fatores biopsicossociais, muitas vezes potencializando o sofrimento psíquico do paciente e sua família. Tendo isso como visão, a UTI Geral do Hospital Santo Antonio vem atuando com o foco em humanização e empa a, inves ndo na vivência interdisciplinar par cipa va, colocando como um dos obje vos amenizar a angus a e auxiliar no enfrentamento da hospitalização e suas dificuldades, além de visarmos à valorização do paciente e integração da equipe. Atuamos na visita estendida e dupla, favorecendo este momento aos pacientes. Avaliada por uma equipe mul profissional para cada paciente, contamos também com uma área externa com vista para a natureza que está ao redor do hospital. No mês de julho, vemos a oportunidade de conhecer um pouco mais a história do Sr. Claudio Dante Biz, que esteve internado conosco por 32 dias, oportunizando a ele um momento de felicidade e sa sfação ao estar ao ar livre, com sua esposa Edanir. "Fazia tempo que o Claudio não via o sol e a luz do dia, ele ficou muito feliz com este momento" - Edanir. Trabalhamos com round três vezes por semana, nossos boxes são individuais, claros com vista para ambiente externo, liberamos acompanhantes e facilitamos o contato com a família sempre em consenso da equipe envolvida. Relata a enfermeira Angélica, juntamente com a psicóloga Daniela. Momentos como este vêm sendo mais comum dentro do setor, sendo que a equipe atua com um olhar voltado para o paciente como um todo e não apenas para a doença. Nossa equipe hoje está mais aberta ás mudanças e contamos com a colaboração de toda equipe mul profissional para que o ato de humanizar seja trabalhado diariamente. Deixamos aqui nosso agradecimento pelo aprendizado e oportunidade de ter compar lhado sua história, Sr Claudio! Gra dão também a toda à família do mesmo, Sra. Edanir e Rafael. Com carinho, equipe mul profissional da UTI Geral do HSA.

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NOVIDADES Projeto Vida Saudável A proposta do Projeto Vida Saudável tem por objetivo prevenir o ganho de peso entre os colaboradores da Fundação Hospitalar de Blumenau. Uma das principais ações é incentivar uma rotina de monitoramento do peso, prática alimentar saudável e o hábito de exercício físico regular, visando perda e manutenção de peso. Trata-se de uma proposta aberta e de livre adesão sendo que atualmente existem mais de 50 colaboradores inscritos. No inicio do Projeto foi realizada a coleta de dados, como : peso, altura, pressão arterial, circunferência abdominal/quadril e IMC (Índice Massa Corpórea). Neste ano 2017 foram promovidas seis palestras sobre os seguintes temas: Cuidados na Alimentação - Diabetes Mellitus, Ansiedade, Prática de exercícios saudáveis, Mastigação e estética facial, Qualidade de vida no trabalho, em casa e na sociedade, Alternativas saudáveis para temperos na alimentação - uma visão para substituição do sal. Após cada palestra é realizada uma pesquisa de satisfação onde estamos obtendo um índice de 97% (Excelente e Ótimo) de satisfação relativo ao tema abordado, conhecimento e domínio do assunto pelo palestrante e aplicabilidade do tema abordado. Visando contribuir com o projeto Vida Saudável o setor de recursos humanos vem rmando parcerias com Entidades que oferecem estrutura para prática de esporte e lazer, possibilitando um complemento que visa auxiliar na melhoria e qualidade de uma vida mais saudável, ampliando a oportunidade não somente aos colaboradores, mas também aos seus familiares. Foram ofertadas parcerias com SESI Blumenau e ADHERING, nas modalidades de musculação, natação, sauna, estrutura para esporte e lazer. Acredita-se que uma melhora no estilo de vida vem a contribuir para o bem estar físico, emocional, relacionamento interpessoal (família e amigos), passando pela produtividade no trabalho e para uma melhora na auto estima. Renato Vieira Gerente Desenvolvimento Humano

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NOVIDADES Curso de Cateterismo Umbilical Raquel Tiemann Enfermeira Obstetra. Docente do Centro Sul-Brasileiro de Pesquisa e Extensão e Pós-Graduação (CENSUPEG) – SC. Enfermeira Assistencial II, Hospital Santo Antônio, Blumenau-SC-Brasil.

O Hospital Santo Antônio tem em sua essência o ensino e pesquisa, evidenciada pela sua missão que profere: “Prestar assistência à saúde de média e alta complexidade para Blumenau e região, através do ensino e pesquisa, com compromisso ético humanizado e qualicado” no cotidiano a instituição oferece espaços de ensino e aprendizado para todos que demonstrem interesse. Estar inserida na Instituição, me propiciou várias oportunidades de aprender novas técnicas, novas maneiras de me reinventar como prossional. Visando beneciar o atendimento as famílias na Gestação de Alto Risco, serviço referenciado pelo Hospital Santo Antônio, que a mais de 10 anos vem atendendo aos 14 Municípios do Médio Vale do Itajaí. No dia 19 de agosto, foi possibilitada a realização do curso de cateterismo umbilical, curso este promovido pelo ICDS. “O curso propiciou um crescimento substancial em minha atividade, pois a partir destes ensinamentos consegui ter a percepção de quão complexo e lindo é o cuidado com estes pequenos seres que chegam neste mundo muitas vezes em nossas mãos e necessitando de um cuidado mais intensivo, mesmo durante as primeiras horas de sua vida.” A canulação umbilical no recém-nascido, promove uma via de acesso rápido e com boa vasão para realização de hidratação, podendo ser utilizada para administração de medicações e até mesmo transfusões de emergência. Tendo em vista a grande diculdade em acessos venosos periféricos em recém-nascidos, este acesso venoso é de extrema importância em um atendimento na Neonatologia, durante uma emergência, neste sentido percebe-se a necessidade de prossionais enfermeiros, serem capacitados para a realização desta técnica. Sou enfermeira já há alguns anos, trabalho com obstetrícia também já com alguns anos de experiência, essa traçada junto ao caminho da docência, neste período, sempre procurei realizar minhas atividades pautadas nas boas práticas e em evidência cientíca. Como enfermeira obstetra e professora, tenho observado a necessidade cada vez mais participar ativamente no cuidado ao recémnascido, sendo assim venho buscando informações pertinentes a este cuidado.

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RELATO DE EXPERIÊNCIA PROJETO HUMANIZAÇÃO DO PARTO FRENTE A EXPERIÊNCIA DO PACIENTE. Raquel Garcia Tiemann Enfermeira formada pela Fundação Universidade de Rio Grande (FURG)cidade- estado, Especialista em ginecologia e Obstetrícia pelo Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)cidade estado.Enfermeira assistencial II Hospital Santo Antonio,Blumenau-SC-Brasil. Resumo: A experiência vivida por cada pessoa é única, em todos os momentos de nossas vidas percebemos as experiências que se colocam a nossa frente de forma diferente dos outros, vemos sob perspectivas diferentes as nuances de cada fato. O presente relato de experiência pretende demonstrar através da utilização de uma dinâmica de grupo qual seria a vivência de uma parturiente dentro do ambiente de sala de parto do Hospital Santo Antônio. O momento do parto coloca a mulher em uma nova etapa de sua vida e essa situação por vezes implica em um estado de dependência parcial, para cada uma será uma vivência diferente, podendo ser positiva e com sentimentos maravilhosos ou negativa e traumatizante.¹ A atuação dos profissionais que trabalham junto as parturientes em sala de parto, por vezes torna-se mecânica e rotineira, não há um momento para parar no dia a dia bastante corrido para analisar a assistência e o ambiente. Descritores: experiência, paciente, enfermagem. Introdução Durante uma reunião da equipe de enfermeiras obstetras que atuam no Hospital Santo Antonio, foi solicitado que se aplicasse a dinâmica de experiência da parturiente, a dinâmica foi feita com músicas que durante os turnos de trabalho tornaram-se play-list diária, durante esse processo de dinâmica foram faladas inúmeras palavras utilizadas no ambiente, falas sobre ofertas de supermercados, roupas, gritos de ordem para própria parturiente que no momento da dinâmica eram as enfermeiras obstetras, entrega de um boneco e retirada do mesmo rapidamente dos braços como em alguns momentos ocorrem no cotidiano. Atualmente o Hospital Santo Antonio de Blumenau recebeu o título de hospital acreditado pleno pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) já em um nível dois, visa chegar logo ao nível três. Um dos maiores desafios para se alcançar o nível três na acreditação ONA, é procurar alcançar com que a experiência do paciente seja satisfatória em qualquer momento vivenciado dentro do hospital, desde os cuidados iniciais com a vida até os cuidados paliativos com a morte. Por estarmos tratando de uma sala de parto, buscamos alcançar a experiência de uma parturiente através da aplicação da dinâmica citada anteriormente. Método Trata-se de um relato de experiência profissional diante da vivência diária das enfermeiras Obstetras integrantes da equipe do Centro Obstétrico do Hospital Santo Antônio de Blumenau, a fim de destacar as experiências vivenciadas pelo paciente durante o processo de trabalho de parto. Resultados e Discussão Dos vários estudos desenvolvidos sobre o cuidado, em sua grande maioria aponta a dimensão relacional na

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RELATO DE EXPERIÊNCIA qualidade dos cuidados prestados. Na variedade de assuntos técnicos, teóricos e científicos sobre o universo das relações interpessoais principalmente pelas ciências humanas, percebe-se que o tema relação interpessoal na situação específica de prestação de cuidados de saúde se faz imperativo e recoloca-se no contexto da produção teórico científica e crítica dos discursos contemporâneos.² Portanto, a partir da aplicação prática, da dinâmica junto ás enfermeiras obstetras do referido hospital, pode-se perceber uma grande modificação na prática diária. Hoje o ambiente da sala de parto apresenta diariamente nas vinte quatro horas, menos sons que não sejam os das próprias parturientes. Houve uma observação mais acurada por parte das enfermeiras obstetras, nas práticas diárias junto às mulheres que estão no processo de parturição. Considerações finais Este relato demonstra que após a aplicação de uma dinâmica a qual permitiu que os profissionais vivenciassem um pouco da experiência da parturiente fossem realizadas melhorias nas práticas diárias, a partir deste relato será realizado um trabalho de cunho científico junto a equipe para verificar o impacto deste processo no cotidiano da sala de parto. “ A ambiência hospitalar refere-se ao espaço físico, social, profissional e de relações interpessoais, diretamente envolvida com a assistência à saúde, devendo, proporcionar uma atenção acolhedora, respeitosa e humana. Através da construção da ambiência é possível avançar qualitativamente no enfoque da humanização do atendimento ao parto, pois sua concepção pressupõe a valorização tanto das tecnologias que compõem o serviço de saúde, dos componentes estéticos ou sensíveis apreendidos pelos órgãos do sentido (como por exemplo, a luminosidade, os ruídos e a temperatura do ambiente). Ao construir ambiências, deve-se conhecer e respeitar as características e valores do local em que se está atuando para assim contribuir efetivamente na promoção do bem-estar e desfazer o mito de que o espaço hospitalar é frio e hostil.” Referências 1.Coutinho EC. A experiência de ser cuidada em sala de partos.Escola Superior de Enfermagem de Viseu – 30 anos.[online] 2014; 2931[acesso2017 julho 07]. Disponível em <h p://www.ipv.pt/millenium/Millenium>. 2. Silva VR, Siqueira AAF. O valor do suporte à parturiente: um estudo da relação interpessoal no contexto de um Centro de Parto Normal.[online].2007 JournalofHumanGrowthandDevelopment, 17(1), 126-135. [acesso 2017 julho 07], Disponível em<h p://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_ar ext&pid=S0104-12822007000100013&lng=pt&tlng=pt>.

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RELATO DE EXPERIÊNCIA SIMPLES ASSIM: VIVARTE OFICINA DO “FAZER” Marieli Uhmann Schneider Enfermeira. Especialista em Saúde Mental e Coletiva pela Faculdade da Serra Gaúcha (FSG) e Gestão dos Serviços de Saúde pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Enfermeira Assistencial II do setor de Psiquiatria do Hospital Santo Antônio. Blumenau-SC. BRASIL.

A oficina terapêutica é um dos dispositivos da atual Política Nacional de Saúde Mental que não se apresenta apenas como uma forma inaugural de lidar com a loucura, mas também pelo fato de intervir no campo da cidadania, atuando no âmbito social e contribuindo na transformação da realidade atual no que diz respeito ao 1 tratamento psiquiátrico. A oficina do “fazer” VivArte do setor de Psiquiatria do Hospital Santo Antônio - HSA, tem como objetivo introduzir a arte como processo do tratamento terapêutico proporcionando aos clientes portadores de sofrimento psíquico um espaço onde possam expressar suas angustias através do “fazer” valorizando a criatividade, tendo como sugestão a expressão da singularidade e subjetividade, num espaço de convivência, 2 criação e reinvenção do cotidiano. VivArte é uma proposta de cuidado ao nosso cliente com sofrimento psíquico, visando humanizar o atendimento psiquiátrico sendo também, a oficina terapêutica, considerada um dos principais dispositivos do 2 cuidado e promotor de qualidade de vida. Nas novas abordagens do tratamento na saúde mental, o espaço da internação é flexibilizado, desde que não ofereça riscos para o cliente e para os outros, as famílias são parceiras no tratamento e convidadas a participar, até mesmo adentrar o espaço institucional e suas atividades. As oficinas permitem uma assimilação da história de vida desses clientes. Ao produzirem algumas das atividades, os clientes muitas vezes se remetem ao seu passado, dividindo com os demais sua história de vida, histórias essas, de dor e sofrimento, de profunda angústia e ansiedade. Por vezes emocionam se e fazem circular suas lembranças, gerando no outro também, a expressão de relatos pessoais. Coordenar uma oficina é estar à escuta de uma linguagem muitas vezes sem palavras, para isso, o profissional precisa atuar de forma ética e diferenciada em que se possibilita estender o conhecimento do sofrimento psíquico para além da patologia, o que pode fazer com que várias áreas ajudem na compreensão dos 3 sujeitos, bem como no auxílio a uma melhor condição de vida. O trabalho do profissional responsável pela oficina VivArte é o de acolher as falas, as formas, os atos, os gestos afirmando que há ali um sujeito com algo a dizer e a fazer, esforçando-se por buscar um sentido nesse fazer, auxiliando o cliente a utilizar técnicas significativas, podendo ser verbais ou não-verbais, ou ainda, com materiais expressivos tais como lápis coloridos, argila, abaixador de língua e massa de modelar. A atividade em si não cura nem adoece, mas as condições nas quais ela é realizada possibilita a formação do vínculo, autonomia e da relação interpessoal que se estabelece durante sua execução. O resultado não habita na beleza do trabalho e 4 sim no processo como um todo. As atividades da oficina VivArte são realizadas no interior do setor de Psiquiatria do HSA, desenvolvidas em grupo com a presença de um ou mais profissional capacitado onde as atividades devem ser pensadas e planejadas com parâmetros éticos e estéticos, onde ocorre semanalmente com duração de aproximadamente uma hora, aonde os clientes e familiares são convidados a participar da oficina e sua adesão é

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RELATO DE EXPERIÊNCIA de forma espontânea. Portanto, as oficinas vêm ganhando espaço cada vez maior no campo da saúde mental, apresentando-se como uma das ferramentas fundamentais para amenizar os efeitos da doença mental. Os clientes destacam a importância da oficina por representar um dispositivo que propicia a interação social como um espaço produtor de bem-estar físico e mental. Avaliamos que, mediante a interpretação e a imaginação das experiências, o cliente vai se ajustando aos seus próprios conteúdos, conhecendo a si mesmo e se tornando sujeito ativo no processo terapêutico. A partir desta reflexão podemos perceber que a arte e a loucura sempre estiveram juntas através da 5 história, porém na atualidade é entendida como um novo olhar e uma nova forma de cuidar em saúde mental. REFERÊNCIAS 1. VALLADARES, Ana Claudia Afonso et al. Reabilitação psicossocial através das oficinas terapêuticas e/ou cooperativas sociais. V. 06. n. 01, Goiânia, 2004. 2. MENDONÇA, Teresa Cristina Paulino. As oficinas em Saúde Mental: Relato de uma Experiência na Internação. Psicologia, Ciência e Profissão. Belo Horizonte. V25.n 4. 626-635, novembro, 2005. 3. MONTEIRO, C.P.C. &QUEIROZ, E. F. A clínica psicanalítica das psicoses em instituições em saúde mental, in Psicologia Clinica, v.18, n. 1. Rio de Janeiro, 2006. 4. GUERRA, A.M.C. Oficinas em Saúde Mental: Percurso de uma História, Fundamentos de uma Prática. In Oficinas Terapêuticas em Saúde Mental- Sujeito, Produção e Cidadania. Rio de Janeiro: Contracapa, 2004. 5. ROCHA, Ruty Mylius. Enfermagem em Saúde Mental. 2 ed. Rio de Janeiro: Senac nacional, 2012.

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ENTREVISTA

A importância dos Protocolos Clínicos no Hospital Santo Antônio Dr. Chac Esper Kallas Filho

Médico, Formado na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Especialista em Infectologia pelo Hospital Universitário do Norte do Paraná (UEL) Atuação: Diretor Técnico do Hospital Santo Antonio

. REVISTA PROSIT: O que são protocolos gerenciados? Podemos ter dezenas de protocolos na instituição, mas devemos escolher alguns mais críticos ou prevalentes para gerenciar............................................. De forma geral, os hospitais gerenciam de três a cinco protocolos. É uma das únicas formas de medir se uma doença ou agravo é manejado de forma adequada. Escolhemos pontos dentro do documento que garantam a qualidade e adesão ao protocolo. Alguns exemplos: na sepse, qual porcentagem dos casos, o antibiótico foi administrado na 1ª hora? Na dor torácica, qual o tempo porta-Eletrocardiograma (ECG)? No Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST), qual o tempo porta-balão? Na neutropenia febril, qual o tempo de liberação do Hemograma? E s s a s p e rg u n t a s s ã o r e s p o n d i d a s a t r a v é s d o gerenciamento dos protocolos e mostram se o processo está adequado e de acordo com o esperado. Além disso, podemos monitorar resultados como mortalidade, morbidade e tempo de internação. RP: Qual a metodologia implantada na Gestão de Protocolos do Hospital Santo Antônio? R: Cada instituição define sua metodologia de formatação dos protocolos. Mas alguns pontos devem ser respeitados, observamos os pontos abaixo na nossa Instituição:................................................................. - Deixar claro seu objetivo e abrangência, esclarecendo o seu processo e sua aplicabilidade. - Foco nas decisões e ações de forma objetiva e clara, utilizando embasamento científico, portanto as referências devem estar documentadas.......................... - O fluxograma ou algoritmo não é obrigatório, mas muito importante para auxiliar os profissionais na hora de uma tomada de decisão rápida.......................................... RP: Qual a importância dos protocolos na nossa Instituição? R: Em todo momento temos que tomar diversas decisões e na maior parte do tempo com rapidez e eficácia. Os protocolos auxiliam nessa tomada de decisão, unindo as evidências atuais com a realidade epidemiológica e recursos disponíveis na instituição. Através deles, garantimos a qualidade dos processos, reduzimos a chance de erro e ainda com custo-efetividade.

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RP: Quais exemplos ilustram a importância dos Protocolos? R: A sepse é um bom exemplo. A redução da mortalidade por esse agravo se dá pelo uso do antibiótico correto e o mais rápido possível! Após feito o diagnóstico, há necessidade de decidir qual antibiótico será usado, prescrever no sistema, a farmácia liberar o medicamento, o enfermeiro preparar e administrar o antibiótico. Somente com todas as decisões e processos alinhados conseguirá obter um tratamento adequado. Portanto, com o protocolo em mãos, cada um sabe o seu papel na cadeia de acontecimentos e espera-se que no final o paciente receba o atendimento, com qualidade e risco reduzido de erro. RP: Como ocorre o envolvimento dos profissionais na utilização dos protocolos? R: A adesão aos protocolos é uma tarefa difícil dentro da maior parte das instituições. Alguns pontos são fundamentais para que eles sejam implantados e utilizados. Os protocolos devem ser escritos de forma clara e objetiva, ter o máximo de envolvimento dos profissionais na elaboração e validação, além de fácil acesso aos documentos e fluxogramas, que no nosso caso é divulgado e utilizado via Prontuário Eletrônico, monitorado via Setor da Qualidade com o envolvimento das áreas que atuam diretamente nestes processos. RP: De que maneira podemos alcançar êxito nestes processos? Quando o processo é sistematizado através de protocolos, reduz-se a chance do erro, melhora-se a qualidade do tratamento, integra-se a equipe multidisciplinar, além de monitorar a gestão de recursos dentro do hospital. Criando a sinergia da visão sistêmica da Instituição.


DESTAQUES 37ª semana de enfermagem do hospital Santo Antonio No Brasil é comum a celebração da Semana da Enfermagem, que começa em 12 de maio (com o Dia Internacional da Enfermagem) e termina em 20 de maio (com a comemoração do Dia do Auxiliar e Técnico de Enfermagem). A enfermagem do HSA demonstra-se apaixonada pela vida e comprometida com o conhecimento técnico, científico e humanístico. Por ser essa uma profissão de origem milenar e reconhecida como referência em assistência e cuidado do ser humano ressaltando a importância deste profissional inserido no contexto interdisciplinar. Comemorou-se no Hospital Santo Antonio a 37ª semana de enfermagem neste ano de 2017. Procurou-se elaborar uma semana simbólica, comemorativa e educativa. Autoridades se fizeram presentes no dia da abertura representando a Instituição. A Gerente geral Izabel Cristina Casarin, o Gerente Assistencial Rafael Branco Bertuol e o diretor Técnico Dr. Fernando Vargas Garcia que discorreram sobre a importância do trabalho em equipe e o quanto pode repercutir de forma significativa na segurança e experiência do paciente. O setor de capelania esteve presente abrilhantando este momento com o hino nacional e o hino da enfermagem na belíssima voz de Lucas Alexandre Bueno, além deste tivemos outro momento musical onde a enfermeira Rosângela e o enfermeiro Leandro prestaram uma homenagem aos colegas de profissão apresentando a canção “Trem Bala”. Nossos colaboradores foram homenageados com o critério de tempo de casa e foram agraciados com um mimo. Foram eles: Tec Enf Liliane Wruck com 10 anos de casa), Tec Enf Teresa Kuskowski com 10 anos de casa), Tec Enf Jonas Maciel Batista com 10 anos de casa), Tec Enf. Andreia Rosangela custódio com 15 anos de casa), Enfermeiro Rogerio Dias com 15 anos de casa), Tec Enf Sonia Maria Krauss com 15 anos de casa), e a Tec. Enf Rosane Bardt Vargas Ribeiro com 20 anos de casa). Para o encerramento da solenidade em grande estilo a gestora de pessoas Thaíse Dupilar Potrich, ministrou uma palestra com tema: Sete Pilares da Liderança. A palestrante abordou sobre os caminhos que percorremos até o sucesso, como organizamos os nossos objetivos em nossas vidas e o modo como encaramos os desafios. Na seqüência das comemorações durante a semana tivemos a presença do Dr. Felipe Froeschlin, integrante do corpo jurídico do Hospital Santo Antonio que trouxe em suas palestras “Questões éticas na profissão” e “Responsabilização civil” Para finalizar as comemorações, foi oferecido como todos os anos o tradicional café, servido a todos os colaboradores do Hospital Santo Antonio e na passarela foi exposta uma pequena mostra de artigos em forma de Banners produzidos por colaboradores e acadêmicos do 5º semestre do curso de enfermagem da FURB. Rosane Matilde Scheidt dos Santos

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SEMANA DA ENFERMAGEM

WORKSHOP VISÃO SISTÊMICA

SEMANA DA ENFERMAGEM

OFICINA DE HUMANIZAÇÃO

SEMANA DA ENFERMAGEM

WORKSHOP DISSEMINAÇÃO DE ESTRATÉGIA DE GESTÃO

SEMINÁRIO PEDAGOGIA HOSPITALAR

1º CONEENF

LAÇO DOURADO FESTA JUNINA

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O tomografo de 64 canais do Hospital Santo Antônio possui uma alta denição de imagem e foi construído com uma das melhores tecnologias de tomograa computadorizada do mundo, o equipamento reduz em até 70% os níveis de dose de radiação e proporciona uma maior cobertura, melhor qualidade de imagem e exames mais rápidos.

Tomograa Neu Viz 64 - Mamograa Digital Selenia - Raio-x digital Radspeed


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