Skip to main content

Hoje Macau Especial GP 18 NOVEMBRO 2021 #4894

Page 1

GCS

68

º GRANDE PRÉMIO

ESTE SUPLEMENTO É PARTE INTEGRANTE DO HOJE MACAU E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

DE MACAU QUINTA-FEIRA 18.11.2021

NOS LIMITES


ANTEVISÃO GRANDE PRÉMIO MARCADO PELO SEGUNDO ANO CONSECUTIVO POR RESTRIÇÕES TRANSFR

Velocidade li GRANDE PRÉMIO DE MACAU DE FÓRMULA 4

As restrições de entrada em Macau fazem com que pela primeira vez desde 1954 o Grande Prémio seja disputado sem qualquer estrangeiro. E como o azar de uns é a sorte de outros, nestas condições especiais Charles Leong pode tornar-se no primeiro piloto de Macau a vencer de forma consecutiva a principal prova do Grande Prémio

FACTOS

lizado no paddock que muito mais poderia ter sido feito no campo desportivo. Em termos de imagem para o exterior, independentemente da qualidade das corridas e dos seus intervenientes, a verdade é que Macau vai mais uma vez passar uma mensagem de

A Corrida da Guia celebra a sua 50.ª edição, com uma corrida de 12 voltas no domingo. A primeira edição, disputada em 1972, teve 53 voltas ao Circuito da Guia.

Talvez a única das corridas cuja qualidade dos participantes melhorou ligeiramente de um ano para o outro. O vencedor da corrida Leo Ye Hongli (Porsche) está de volta, assim como o vencedor da primeira edição, Darryl O’Young (Mercedes). A estes, há que juntar o segundo classificado do ano passado, Marchy Lee (Aston Martin), o segundo classificado de 2013, Alexandre Imperatori (Porsche), o terceiro classificado de 2020 e campeão chinês de resistência, David Chen (Audi).

Com uma lista de inscritos que em tudo se assemelha à vista em 2020, e pelo que assistimos no ano passado, teremos novamente um duelo entre os jovens locais Charles Leong, vencedor na estreia da Fórmula 4 no Circuito da Guia, e Andy Chang. Qualquer outro resultado, que não a vitória de um destes dois, será uma surpresa. Se Leong ganhar, será o primeiro piloto de Macau a vencer por duas vezes a prova rainha do Grande Prémio.

CORRIDA DA GUIA MACAU

O 50.º aniversário da Corrida da Guia merecia, pelo menos, a presença da MG, pois existe o risco de um domínio fácil dos Lynk & Co oficiais de Ma Qing Hua e Jason Zhang, vencedor da controversa Corrida da Guia no passado. Os dois pilotos da Teamworks vão igualmente disputar o título do TCR Asia nas ruas de Macau, tendo Zhang 22 pontos de vantagem sobre Ma. Felizmente, Andy Yan (Honda), Lo Sze Ho (Hyundai) e Filipe Souza dão garantias de que o resultado não está decidido à partida. O piloto macaense, um dos três representantes de Macau na prova, vai tentar, pelo menos, conquistar um resultado no pódio, algo que nenhum piloto do território conseguiu em 49 edições.

Sérgio Fonseca

PARA OS mais críticos e astutos na arte de maldizer, esta será mais uma edição de chacha, com uma chama em que nada se aproxima das edições de outros tempos. Infelizmente, as limitações fronteiriças não permitem muito mais que isto, embora haja um consenso genera-

TAÇA GT MACAU

resiliência e o Grande Prémio, que no tempo da administração portuguesa resistiu a tufões, ameaças de morte, crises políticas, financeiras e sociais, mantém-se de “pedra e cal” após o regresso à Pátria Mãe e a sua honrosa continuidade mantém-se sem sair beliscada.

Este é o segundo ano consecutivo em que não haverá pilotos portugueses residentes em Portugal à partida em nenhuma das corridas. A última vez em que se registou um período tão longo de ausência de representação da “metrópole” durou de 1966 a 1986

Este não é o primeiro Grande Prémio em que os estrangeiros não foram convidados a participar. A primeira edição, em 1954, também só permitiu a participação de pilotos de Macau e Hong Kong, apesar do interesse de pilotos de outras paragens.

A nova Taça Challenge Macau mais não é que a antiga corrida Macau Road Sport Challenge que se disputou de 2008 a 2016

CURIOSIDADES

Os prémios atribuir nas s são todos ig ano. Os venc das corridas casa HK$ 1 segundos cla

HKD$ 11,0

terceiros clas

HK$ 6,000


hoje macau QUINTA-FEIRA 18.11.2020

limitada

RONTEIRIÇAS

monetários a seis corridas guais este cedores s levam para 16,000, os assificados 000 e os ssificados 0.

TAÇA DE CARROS DE TURISMO DE MACAU

A corrida volta ao formato utilizado de 2014 a 2016, apenas para carros de cilindrada 1600cc. Sem os dois primeiros classificados da pretérita edição, apesar de não ter a melhor máquina, - essa será provavelmente o Chevrolet Cruze do local Ryan Wong - o veterano português Rui Valente (MINI) assume-se como um dos favoritos à vitória, assim como Célio Alves Dias (MINI), que num dia bom pode discutir pódios. Ainda entre os macaenses, destaque para a presença de Sabino Osório Lei (Ford), que já provou ser capaz de subir ao pódio, e do estreante Junio Pereira (Ford).

CAUTELAS E ALGUNS CALDOS DE GALINHA TAÇA CHALLENGE MACAU

TAÇA GT GRANDE BAÍA

Separados dos congéneres de motorizações de 1600cc, os “monstros” com cilindradas acima de 1950cc correrão a solo e um pódio sem pilotos de Macau seria como uma hecatombe. Wong Wan Long (Mitsubishi) quererá repetir as vitórias de 2013 e 2020, mas os pilotos de matriz portuguesa poderão ter uma palavra a dizer. Jerónimo Badaraco (Mitsubishi) regressa a uma corrida que conhece após ter conquistado o troféu dos 1600cc Turbo no ano passado e Luciano Lameiras (Mitsubishi) dominou as corridas de treino em Zhaoqing no Verão. Delfim Mendonça Choi (Mitsubishi) trocou de carro este ano e já mostrou que pode acompanhar os mais experientes rivais. O traquejado Eurico de Jesus (Honda) vai tentar a sua sorte com uma viatura completamente diferente das restantes.

A chegada de mais carros da classe GT4 ao outro lado das Portas do Cerco, a que se juntam os carros que ainda sobram da defunta Taça Lotus, permitem uma grelha de partida colorida, com oito marcas diferentes. Sem os dois vencedores anteriores desta corrida presentes, Chang Chien Shang (BMW) seria o favorito, se Kelvin Leong Ian Veng (BMW), que se estreia nesta corrida, não estivesse à partida.

Rob Huff, Edoardo Mortara, Alessio Picariello ou Juju Noda (a filha de 15 anos do ex-piloto de F1 Hideki Noda) foram alguns pilotos que terão ponderado participar no evento, mesmo sabendo da obrigatoriedade da quarentena.

Taça de Turismo: Rui Valente prudente na sua 29.ª participação

A prova deste ano vai ser marcada pela estreia de três construtores automóveis chineses no Circuito da Guia: Dongfeng Honda, GTMC (GAC Toyota Motor Co) e Changan Automobile.

A Avon será a fornecedora de pneus exclusiva da Taça GT Macau, Corrida da Guia e Taça GT Grande Baía. Esta será a primeira vez que a marca inglesa equipa pneus de uma prova internacional de TCR e a primeira desde há quase uma década de corridas de carros GT3.

NA SUA 29.ª participação no Grande Prémio de Macau, Rui Valente é um sério candidato, pelo menos, a um lugar no pódio na Taça de Carros de Turismo de Macau, uma corrida que conta com uma exuberante lista de trinta carros inscritos este ano. Na pretérita edição, em que os carros de cilindrada 1600cc correram em conjunto com os concorrentes da categoria Road Sport (1950cc e Acima), Rui Valente obteve um terceiro lugar nos 1600cc. Este ano, os dois primeiros classificados na categoria, Jerónimo Badaraco e Cheong Chi On, mudaram-se para outras corridas, o que coloca o veterano português novamente na lista de favoritos aos lugares de pódio para a edição deste ano. Contudo, Rui Valente prefere assumir uma posição cautelosa sobre o assunto. “Este ano é possível pensarmos assim [terminar nos lugares do pódio da geral], pois corremos todos numa só classe”, afirma o piloto do MINI Cooper S nº20, carro que o vem a acompanhar nos últimos anos. “Se tudo correr bem, porque não pensar assim?”. Este ano a Taça de Carros de Turismo de Macau terá à partida um número significante de participantes que vai fazer a sua estreia no desafiante circuito de 6,2 quilómetros. Isso não preocupa Rui Valente, ele que fez a sua estreia no Grande Prémio em 1988 na então Corrida de Iniciados, onde terminou no terceiro lugar.

“Macau não é fácil para qualquer principiante”, relembra o piloto que irá fazer a sua 32.ª corrida no evento (ndr: em tempos idos era possível realizar mais do que uma corrida no GP). “Espero que vão com calma e que se adaptem ao ritmo de corrida, evitando eventuais surpresas.” Este foi um ano sem grande actividade para os pilotos da RAEM. Contudo, Rui Valente foi uma presença, sempre que possível, nas corridas do “GIC Challenge” no Circuito Internacional de Guangdong, em Zhaoqing, ganhando com isso ritmo de corrida que poderá ser valioso no fim de semana mais importante do automobilismo no sul da China. “Como qualquer outra modalidade desportiva, quanto mais vezes a praticares durante o ano, a tua performance melhora”, explica o piloto. “Neste caso, manténs o teu ritmo de corrida e Macau sendo a última prova do ano queres sempre fazer o melhor aqui”. Tecnicamente, o pequeno MINI também sofreu algumas alterações com vista a melhorar a sua performance. “Vou utilizar pneus diferentes, da Michelin, e optei por um óleo de motor diferente, para rodar mais solto que o habitual. De resto, é tudo praticamente igual, apenas mudamos algumas peças por novas, para aumentar a fiabilidade, como esticadores da correia, a própria correia, para além de calços de travões ou rotores novos”, esclarece. Sérgio Fonseca


hoje macau QUINTA-FEIRA 18.11.2020

DORES DE CABEÇA TAÇA GT Pneus desconhecidos criam problema às equipas

Para as equipas da Taça GT Macau a edição deste ano reveste-se de um grande desafio suplementar. Ao contrário do ano transacto, onde a escolha de pneus era livre, um pneu obrigatório, que é do total desconhecimento de todos os participantes, vai complicar a vida das equipas este fim de semana “ESTAMOS ESTE ano limitados a um único fornecedor de pneus, o qual não tem estado presente em campeonatos GT a nível internacional, nem regional, o que leva a obtenção de dados para podermos afinar os carros de maneira segura em pista muito difícil”, explicou ao HM, Duarte Alves, o engenheiro responsável pela UNO Racing Team, a equipa oficial da Aston Martin Racing Asia. Para dificultar a vida dos participantes, “o anúncio tardio também

por parte da AAMC no que refere aos regulamentos e pneus não deu oportunidade às equipas para testarem os limites dos pneus. Portanto, para todos será um autêntico tiro no escuro, onde na minha perspectiva, até poderá ser um problema de segurança, pois não sabemos até onde podemos “puxar” e obviamente que todas as equipas e pilotos estão no Grande Prémio para lutar por bons resultados”, acrescenta o engenheiro do território.

RÁPIDAS

DRONES PROIBIÇÃO DE VOAR EM TODA A PENÍNSULA

Devido à realização do Grande Prémio de Macau fica proibida a utilização de drones na Península de Macau, entre 19 a 21 de Novembro, de acordo com um despacho publicado ontem no Boletim Oficial.” São proibidas, entre 19 a 21 de Novembro de 2021, todas as actividades de voo com aeronaves não tripuladas na península de Macau, excepto as actividades oficiais expressamente autorizadas pela Autoridade de Aviação Civil”, pode ler-se no despacho assinado por Chan Weng Hong, presidente da Autoridade de Aviação Civil.

TDM COBERTURA COM 26 CÂMARAS NA PISTA

A Teledifusão de Macau assegura a transmissão televisiva do Grande Prémio de Macau e vai dedicar 26 das 31 câmaras disponíveis para o evento do Circuito da Guia. Além destas, existem ainda três câmaras instaladas ao nível do chão e duas para seguir as conferências de imprensa. “Temos 31 câmaras, das quais 3 câmaras são ao nível do chão - para ter ângulos mais espectaculares - e duas câmaras a servir o centro de imprensa. E temos 26 câmaras na pista”, afirmou Frederico do Rosário, membro da Comissão Executiva, citado pela própria emissora.

No início da semana, as equipas ainda estavam à espera de receber um boletim da marca com as especificações técnicas das borrachas disponíveis, assim como os limites que poderiam explorar numa pista com as especificações tão particulares do Circuito da Guia. À luz destes regulamentos e com decisões em cima da hora, o responsável macaense afirma que "faria mais sentido optar por um fornecedor que a maiorias das equipas já conhecesse e tivesse competido nos campeonatos GT da China continental, onde todas as equipas competiram este ano, e conseguir assim trabalhar dentro da margem de segurança e poder optimizar a performance dos carros”.

Regresso britânico

Esta será a primeira vez desde 2015 que a Aston Martin enfrenta a Taça GT Macau com ambições. Além de Marchy Lee, segundo classificado na pretérita edição, a equipa de Hong Kong inscreve

também um carro para David Pun, o vencedor da Taça GT - Corrida da Grande Baía de 2020. Contudo, apesar das aparências, os carros que vieram a Macau são bastante diferentes daquele que Stefan Mücke levou ao quarto lugar na Taça do Mundo de há seis anos. “Este ano a UNO Racing Team inscreveu os mais novos Aston Martin Racing Vantage GT3, onde para além dos desafios que já mencionei, é um carro a que a nível mundial não existe informação sobre como afiná-lo para o Circuito da Guia. Partimos de antemão com esse ‘handicap' comparado às outras marcas, as quais já estiveram presentes em várias edições”, conclui Duarte Alves, que não se arrisca a prognósticos, visto que “o Marchy nunca correu com o Aston Martin e o David é um piloto amador. Porém, um carro no pódio e o outro no Top10 seria um resultado muito positivo”.

PRÉMIOS QUASE 200 MIL DÓLARES DE HONG KONG PARA DISTRIBUIR AO LONGO do fim-de-semana, a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau vai distribuir aos pilotos quase 200 mil dólares de Hong Kong, mais precisamente 198 mil. A informação consta do regulamento das diferentes competições. Se, por um lado, a corrida de Fórmula 4 é a principal do programa, o que é atestado pela Dança do Leão e pela presença do Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, antes da partida, por outro, na hora de recompensar os vencedores, não há diferenças para os organizadores. Com o fim-de-semana divido em duas corridas por categoria, apenas a última vai atribuir prémios monetários. Os pilotos que ficarem no pódio no sábado limitam-se a receber os troféus, a garrafa de champanhe e a coroa de flores. Já no domingo, os vencedores das seis corridas vão receber

16 mil dólares de Hong Kong, ou seja, mais 10 mil do que a maioria pagou só para se inscrever no Grande Prémio. À excepção do Fórmula 4, todos os outros pagam 6 mil patacas. Os pilotos que ficarem no segundo lugar são recompensados com um cheque de 11 mil dólares de Hong Kong. O terceiro classificado recebe 6 mil dólares de Hong Kong, ou seja o que é pouco mais que o prémio pago só pela inscrição. Feitas as contas, cada corrida atribui 33 mil dólares de Hong Kong em prémios, o que multiplicando pelas seis competições representa 198 mil. Para receberem os prémios, os pilotos precisam de comparecer na Cerimónia Oficial de Atribuição dos Prémios, ou seja, um jantar que normalmente acontece na noite de domingo.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Hoje Macau Especial GP 18 NOVEMBRO 2021 #4894 by Jornal Hoje Macau - Issuu