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Director carlos morais josé • Terça-feira 29 de janeiro de 2013 • ANO XII • Nº 2782
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Ter para ler Venham mais cinco (séculos)
Em quem votam os eleitores do continente? centrais
economia
Licenças no sector offshore diminuem página 2
canídromo
Grey2k USA fala de quebra de receitas nas apostas Página 4
Sands China
Governo autorizou mais 200 mesas de jogo à operadora página 5
leite em pó
Executivo criticado por publicidade Última pub
Pereira Coutinho acusa Assembleia de “censura”
As medalhas malditas O deputado não concordou com atribuição de condecorações ao director dos Serviços de Saúde e ao Chefe do Corpo de Bombeiros. E entregou uma interpelação na Assembleia Legislativa sobre o assunto. Só que foi-lhe pedido para a retirar, porque tal assunto dirá unicamente respeito ao Chefe do Executivo. Para Coutinho, trata-se de “censura”. página 3
tiago alcântara
reportagem
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política
Democrata quer saber da certificação profissional
Ng Kuok Cheong quer saber sobre o progresso do trabalho preparatório para a implementação do sistema de certificação profissional. Em interpelação escrita, o deputado relembrou que, em 2011, o Governo assegurou nas Linhas de Acção Governativa (LAG) que iria entregar a proposta de lei para criar este sistema, mas para já ainda não passou nada à Assembleia Legislativa (AL). “A resposta do Governo foi de que já passou a proposta para o Conselho Executivo discutir, mas não sabe quando esta vai entrar em processo legislativo.” O deputado quer agora saber ao certo quando vai o sistema de certificação profissional ser realmente criado. - CL.
Estudo mostra que índice de felicidade dos residentes é 57 em 100
A Aliança de Povo de Instituição de Macau, associação dos deputados Chan Meng Kam e Ung Choi Kun, revelou ontem os resultados do estudo de índice de felicidade dos residentes de Macau. De zero a 100 a média situa-se nos 57. Nos mais de 1000 inquéritos, os residentes locais deram mais atenção aos seguintes assuntos: família, saúde, rendimento, habitação e trabalho. A associação encomendou o estudo ao Instituto de Hong Kong, Macau e Taiwan da Universidade de Fuzhou. O presidente do instituto, Niu Kang, concluiu que os residentes que tem o nível mais alto de vida sente-se mais feliz. Igualmente constatou que cerca de 80% residentes consideram não é adequado o nível do preço de habitação bem como o seu rendimento mensal. 20% entrevistados consideram ser necessário que o Governo proceda à “reabertura do concurso para habitação económica”. Apesar disso, a maioria da população sente que é melhor “arrendar primeiro e comprar mais tarde” uma habitação. Uma palavra também para a “reestruturação urbana”, questão que os inquiridos começam a mostrar algumas preocupações. – C.L.
Chan Meng Kam não quer barreiras de plástico
O deputado Chan Meng Kam questionou ontem se o grande número de barreiras de plástico na estrada não é um indicador de “falta de um planeamento a longo-prazo”. Por exemplo, na Avenida de Amizade existem sempre barreiras de plástico, ao mesmo tempo que este material também aparece nas pontes quando acontecem acidentes. As barreiras de plástico, diz ainda o deputado, causam confusão nas estradas e, às vezes, causam acidentes de tráfego. Chan Meng Kam acusou ainda o Governo que desde a criação da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), em 2008, o departamento pouco tem feito para melhorar o estado do trânsito em Macau. – C.L.
terça-feira 29.1.2013
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O que importa é a qualidade das operações, diz IPIM
Novas licenças offshore a diminuir desde 2005 Em 2005 o Governo concedeu 83 novas licenças a instituições não financeiras para operarem no sector offshore. Contudo, os dados publicados anualmente revelam que as novas autorizações têm vindo a diminuir: entre Julho e Dezembro do ano passado, foram apenas duas. Ao Hoje Macau, o IPIM considera que a prioridade não é o número de entidades a funcionar, mas sim o que podem trazer à economia: diversificação e mais emprego
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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ossuem uma localização em Macau, mas não intervém no mercado interno. É assim o funcionamento das entidades ‘offshore’, cuja principal função é captar investimento lá fora e levá-lo novamente a outras paragens, garantindo postos de trabalho a locais. Contudo, os dados compilados anualmente pela Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) mostram que o número de autorizações a novas instituições não financeiras tem vindo a diminuir. Entre Janeiro a Junho de 2005, o Governo deu autorização a 83 novas instituições para operarem na RAEM, mas desde aí que esse número tem vindo a diminuir progressivamente. Nos meses seguintes já seriam apenas 60 novas instituições autorizadas,
sendo que entre Janeiro e Junho de 2007 foram apenas 22. Entre Julho e Dezembro de 2009 não houve nenhuma nova licença concedida, enquanto que entre Julho e Dezembro de 2012 foram apenas duas as autorizações. Na área financeira, as sucursais offshore da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e do Banco BPI são as únicas que continuam a operar, sendo que a permanência da CGD foi renovada através de decisão do Governo [ver caixa], com publicação no Boletim Oficial (BO). O Hoje Macau entrou ainda em contacto com o IPIM para ter acesso à lista completa de entidades offshore a operar em Macau, novas e antigas, mas tal não foi possível até ao fecho da edição.
Áreas de operação diminuíram
Apesar da AMCM estar encarregue de compilar e publicar os
dados, cabe ao Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) a coordenação das entidades não financeiras que operam no sector. Em resposta ao Hoje Macau, o IPIM explica que o decreto-lei que regula este tipo de actividades, datado de 1999, foi alterado em 2005, levando a uma diminuição do número de áreas de actividade de 20 para oito. Esta redução pode ter determinado que menos empresas tenham capacidade para entrar no mercado, como explica o economista Albano Martins. “Provavelmente é porque o mercado é muito competitivo e as empresas que se dedicam a isso têm que ter a capacidade para competir, e de facto são pouco capacitadas para competir no mercado. Por isso se calhar não têm vontade de entrar.” Outra fonte ligada ao sector económico, que preferiu não ser identificada, diz que a re-
dução é resultado de restrições colocadas. “Na maioria podem tratar-se de empresas de Hong Kong que tinham mais facilidades em termos de impostos em Macau, cuja situação mais tarde foi rectificada e que depois deixaram de abrir ‘offshores’. Lembro-me inclusivamente que o Chefe do Executivo de Hong Kong veio a Macau falar com o Chefe do Governo sobre esse assunto.”
Qualidade é mais importante
Perante os factos, o IPIM garante que o mais importante é a qualidade das operações feitas no território. “A prioridade não é dirigida à expansão sucessiva das instituições de serviços offshore, mas sim aos contributos dos respectivos projectos de investimento para a diversificação adequada da economia e a criação de emprego. A avaliação do desenvolvimento dos serviços offshore não tem como único indicador o número de empresas constituídas.” Neste ponto, o IPIM garante que “os grupos empresariais têm envidado cada vez mais esforços na formação dos profissionais locais”, mostrando ainda optimismo para o futuro do sector. “Os grupos transnacionais de grande dimensão têm investido nas instituições de serviços offshore de Macau, o que se torna uma crescente tendência e vai favorecendo o desenvolvimento contínuo e saudável dos serviços a longo prazo”, frisa. Portanto, tal demonstra que “a indústria de serviços offshore tem vindo a desempenhar o papel de interacção positiva e contínua para com os investidores e o desenvolvimento económico de Macau a longo prazo”.
Sucursal offshore da CGD continua a operar Segundo uma Ordem Executiva publicada ontem em Boletim Oficial, a CGD – sucursal offshore de Macau S.A. vai continuar a operar no território, sendo “autorizada a transmissão da totalidade do património afecto à subsidiária CGD S.A. para a sucursal”. Contudo, é “revogada a autorização concedida à CGD S.A para o exercício de actividades financeiras offshore, sob a forma de subsidiária”, esclarece o documento publicado em BO. O Hoje Macau tentou obter um esclarecimento junto de Artur Santos, responsável pela sucursal da CGD em Macau, mas tal não foi possível até ao fecho da edição. Desde 2005 que a CGD opera com uma sucursal offshore em Macau, detendo ainda a maior parte das acções do Banco Nacional Ultramarino.
terça-feira 29.1.2013
Deputado acusa AL de censura depois de lhe ter sido pedido que retirasse interpelação
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
J
Assuntos só do Chefe ao Chefe do Executivo conceder medalhas e títulos honoríficos e indultar pessoas condenadas por infracções criminais ou comutar as suas penas -, para dizer que os deputados não podem fazer perguntas sobre matérias que cabem no poder do Chefe do Executivo.” A carta não vinha assinada pelo presidente da AL, Lau Cheok Va, mas Pereira Coutinho acredita que
o presidente tem de ter conhecimento do processo.
A primeira vez?
José Pereira Coutinho assegura que este pedido é pioneiro. “É a primeira vez que vejo uma interpelação a ser entregue e, logo de seguida, pedem-me que a retire, que não a faça.” O deputado confirmou ao Hoje Macau ter retirado a interpelação, por não querer “criar mau
Paul Chan Wai Chi, deputado da bancada democrata, já teve de alterar uma interpelação escrita que fez ao Executivo mas por esta ter “erros técnicos”. O deputado mostrou-se surpreendido, bem como o colega de bancada, Ng Kuok Cheong, que disse mesmo desconhecer porque não foi Pereira Coutinho autorizado a questionar os critérios. “Eu acho isso estranho, até porque a interpelação tem de ser entregue ao gabinete do Chefe do Executivo, que é quem decide. Eu penso que a AL não pode fazer isso”, referiu Ng Kuok Cheong ao Hoje Macau. Devido ao horário tardio não foi possível contactar a AL.
ATFPM entrega hoje petição a Chui Sai On sobre cortes nas pensões
A
Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) quer que o Governo de Macau interceda junto do Estado português para que haja um recuo nos cortes dos subsídios de férias e de natal no que diz respeito às pensões de velhice e de sobrevivência, pagas pela Caixa Geral de Aposentações, em Portugal. Para isso, será hoje entregue durante a tarde uma petição no Palácio do Governo. Segundo José Pereira Cou-
tinho, deputado e presidente da ATFPM, “estes aposentados que residem e sempre residiram em Macau nunca usufruíram de quaisquer benefícios de Portugal, nomeadamente sociais ou de saúde, pelo que é manifestamente injusto sofrerem cortes”, explica ao Hoje Macau. Coutinho mostra-se bastante confiante quanto aos resultados da entrega da petição. “Tudo é possível, é como disse Martin Luther King: i have a dream (eu tenho um sonho). A esperança é a última a morrer”. Questionado sobre o facto se o Governo liderado por Pe-
dro Passos Coelho ou mesmo as instituições que compõem a Troika vão ver com bons olhos esta ligação com o Governo da RAEM, Coutinho considera que sim. “As boas relações de amizade entre Portugal e Macau, nomeadamente nos aspectos económico e comercial, também se podem desenvolver na área social, no sentido de ter em consideração esta questão. A China está a comprar muita coisa a Portugal e é importante que Portugal tenha em consideração os chineses que estão a residir em Macau”, acrescenta Coutinho.
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que faz as sugestões ao Chefe do Executivo e que este aceita ou não e sublinha que apenas queria saber os critérios que o líder do Governo seguiu. Isto porque o deputado considera que Lei Chin Ion não tem capacidade para gerir os Serviços de Saúde, apontado que estes prestam maus serviços à população, e recorda ainda que Ma Io Weng está envolvido num processo no Tribunal Administrativo por ilegalidades. Segundo a resolução que dita as regras para que os deputados façam interpelações ao Executivo, os membros do hemiciclo podem questionar o Governo sobre “assuntos relativos à acção governativa” e impõe limites às perguntas sobre “assuntos que, de forma directa ou reflexa, violem o direito à reserva sobre a intimidade da vida privada ou familiar, o segredo de justiça, o segredo profissional, o segredo de Estado ou da Região, ou que respeitem a decisões judiciais”. Segundo o regimento, não é possível perceber onde se insere a proibição de questionar o Executivo sobre critérios, mesmo que estes sejam do poder do Chefe do Executivo. “Acho que é uma censura que abre portas a que possa acontecer com outros assuntos. Isto é sem precedentes. Já não podemos ter voto nos gastos financeiro, agora isto. Parecemos caranguejos de Sichuan, estamos de pés e mãos atados”, queixa-se o deputado. Pereira Coutinho não tem conhecimento de outros casos que tenham acontecido a colegas da AL, mas mostra-se preocupado que casos como estes possam voltar a acontecer.
Lei do Erro Médico a ser ultimada sem data para ser entregue na AL
“A esperança é a última a morrer”
andreia.silva@hojemacau.com.mo
estar no seio da AL, com quem colabora”, mas frisou querer denunciar publicamente a questão. “O problema a ter em conta é que os deputados não podem, em nome dos cidadãos, perguntar que tipo de critérios tem o Executivo para escolher as pessoas a ser condecoradas.” Pereira Coutinho explica ao Hoje Macau que fez a interpelação acreditando que há uma comissão
Deputados surpreendidos
gonçalo lobo pinheiro
osé Pereira Coutinho viu-se obrigado a retirar uma interpelação escrita que fez ao Executivo, por esta estar relacionada com questões que apenas dizem respeito ao Chefe do Executivo. O deputado acusa a Assembleia Legislativa (AL), que foi quem fez o pedido, de censura. “Disseram que a interpelação não poderia ser respondida porque se tratam de matérias directamente relacionadas com o poder do Chefe do Executivo e não com assuntos governamentais”, frisou ao Hoje Macau. As questões foram lançadas no início do mês de Janeiro, precisamente ao Chefe do Executivo: o deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM) questionou o Executivo sobre que critérios teriam sido seguidos para a condecoração de Lei Chin Ion – condecorado com a medalha de mérito profissional – e Ma Io Weng – condecorado com a medalha de valor. Isto, porque o director dos Serviços de Saúde e o Chefe do Corpo de Bombeiros, respectivamente, são considerados por Pereira Coutinho como inaptos para a imposição destes títulos. Um assistente “chinês” da AL terá enviado uma carta ao deputado onde dizia que a interpelação não ia ser respondida e que aquele tipo de questões não podiam ser feitas pelos membros do hemiciclo, nem que a interpelação fosse alterada. “Ele evocou o artigo 50º da Lei Básica - que diz que cabe
Andreia Sofia Silva
política
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Quatro meses e umas semanas
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Lei do Erro Médico vai entrar na última fase dentro de duas semanas, mas não se sabe ainda quando será entregue à Assembleia Legislativa (AL). O anúncio foi feito através de comunicado enviado pelos Serviços de Saúde (SS). O organismo contraria uma notícia na imprensa local que dizia que o projecto de lei estaria apto para seguir para o hemiciclo em duas semanas, para efeitos de apreciação. “Os Serviços de Saúde esclarecem que
aquele projecto de lei não será entregue à Assembleia Legislativa dentro de duas semanas, mas entrará na última fase”, esclarece o organismo. Recorde-se que a Lei do Erro Médico está parada desde 2002 e já foi alvo de duas auscultações públicas. Em Novembro do ano passado, Cheong U, secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, disse na AL que o diploma poderia ser entregue até ao final de 2012, depois de, em Abril do ano passado, se
ter dito que a lei passaria para este ano. De acordo com o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, em Outubro teria sido finalizada a última versão da proposta, que agora parece precisar de mais duas semanas para estar concluída. A Lei vai adoptar a responsabilidade médica baseada na culpa, residindo no pagamento de indemnização em caso de erro médico. Este sistema inclui seguros e fundos criados pelos profissionais de saúde. - J.F.
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sociedade
terça-feira 29.1.2013
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Grey2k USA com nova esperança devido a quebra nas receitas do Canídromo
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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m sete dias, 66 galgos sofreram ferimentos graves no Canídromo de Macau, sendo que um deles teve mesmo de ser abatido. Os dados estão presentes no site da Companhia Yat Yuen, da Sociedade de Jogos de Macau, e dão conta de fracturas nas pernas, rasgões musculares e infecções nas patas e cotovelos, entre outros problemas. Alguns cães, como é o caso da galgo Sarah Osti e do galgo Basia, de acordo com os nomes providenciados no site, sofreram mais do que uma lesão no espaço de dias: a 31 de Dezembro do ano passado, 26 e 28 de Janeiro, Sarah Osti teve três infecções no cotovelo, a 30 de Dezembro, 9 de Janeiro e 28 também deste mês, Basia sofreu dois cortes nos músculos e teve um osso partido. Estes dois galgos são apenas alguns dos exemplos dos muitos animais que têm sofrido problemas derivados das corridas e que, após curados, voltam a sofrer lesões. Os dados que o Hoje Macau investigou surgem depois
tiago alcântara
Estatísticas que assustam
de, na sexta-feira passada, a Grey2K USA ter emitido um comunicado onde se mostrava esperançada com as recentes estatísticas do jogo de Macau. O ano passado, a Companhia do Canídromo teve uma quebra de 31% nas receitas, o que mostra que a Yat Yuen está a perder apostadores no que às corridas de galgos diz respeito. A companhia, a operar no Fai
Chi Kei, tem vindo a perder dinheiro desde 2010. Nesse ano, o Canídromo conseguiu 340 milhões de patacas em receitas, passando a acumular 297 milhões de patacas no ano seguinte e apenas 205 milhões em 2012.
Outro fim para o Canídromo?
Para a organização norte-americana, que luta há já
algum tempo pelo fecho do Canídromo, estes números são um sinal positivo. “As quebras nas receitas mostram que a população está a virar-se contra a pista e que esta está a começar a pagar um preço muito alto pela sua teimosia”, pode ler-se num comunicado da Grey2K USA. Recorde-se que a situação dos galgos do
Canídromo tem merecido atenção não só das associações locais, como das internacionais, que pedem o encerramento da pista devido ao tratamento dado aos animais. A falta de um programa de adopção dos galgos do Canídromo era um dos problemas que mais inquietava as organizações. Depois de meio ano sem cumprir acordos
que supostamente teria de cumprir, a Yat Yuen finalmente deu sinal de querer fazer mais pelos galgos e diz-se disposta a dar cães para adopção. Os animais que correm na pista do Fai Chi Kei, segundo relatos, enfrentam a pena de morte caso percam cinco corridas seguidas. Segundo a imprensa chinesa, uma mulher que detém dez cães foi obrigada a pagar para que eles se mantivessem vivos. A Grey2K USA mostra-se satisfeita com a quebra nas receitas da Yat Yuen, dizendo que os pedidos de apoio à sociedade de Macau têm resultado. “Até agora, os donos do Canídromo tentaram simplesmente ignorar essa onda de críticas, fingindo que nada acontece e continuam a matar cães”, pode ler-se num comunicado da organização. “Os proprietários do Canídromo devem agora fazer uma escolha: podem parar de matar galgos ou preparar-se para enfrentar futuras perdas e, eventualmente, ver encerramento da pista de corridas. De qualquer maneira, a mudança está a caminho para os galgos em Macau.” Recorde-se que, em 2015, a licença do Canídromo expira, sendo possível – se assim a Yat Yuen quiser – utilizar o terreno para outros fins.
Homossexuais Armazém do Boi apresenta filme lésbico
A Okada pede a tribunal que investigue terra concedida à Wynn Macau Kazuo Okada, ex-parceiro de negócios de Steve Wynn, terá interposto um pedido num tribunal dos EUA onde questiona como terá conseguido a Wynn Macau, subsidiária da Wynn Resorts, ter um pedaço de terra no Cotai. De acordo a agência de notícias Reuters, o nipónico – que está envolvido em diversos processos contra Steve Wynn – fez o pedido no mesmo dia que requereu a um juiz dos EUA o embargo da reunião da Wynn Resorts, no próximo mês. A reunião de accionistas tem
como objectivo votar a expulsão do nipónico como presidente da operadora. A reunião está marcada para o próximo dia 22. O japonês diz que, como parte do acordo, a operadora teve de fazer, de uma única vez, o pagamento de 400 milhões de patacas à Tien Chiao Entertainment and Investment Company Ltd, de Macau, para que esta renunciasse aos seus direitos de qualquer desenvolvimento no Cotai. Kazuo Okada diz agora que quer saber para que foi feito esse pagamento.
2 de Fevereiro, no Armazém do Boi, o Grupo de Macau pelos Direitos da Comunidade LGBT apresenta o filme “I’m here”. Este, que é o primeiro filme homossexual produzido em Macau, vai server de apoio ao recentemente criado grupo, que luta pelos direitos iguais da comunidade homossexual, lésbica e transexual do território. Das 15 às 18 horas, o grupo pretende dar a conhecer, em conjunto com a realizadora Tracy Choi, a realidade desta comunidade em Macau.
Fora do armário
“Um encontro fora do armário” é o nome que a organização dá ao evento. “O encontro segue a ‘Rainbow Equality Parade’, que teve lugar no dia 20 de Dezembro ano passado e a publicação do primeiro inquérito sobre os indivíduos LGBT, num esforço conjunto para promover a igualdade dos direitos e o conhecimento das minorias com estas orientações sexuais”, pode ler-se no comunicado enviado pelo grupo. O filme dura aproximadamente 45 minutos e tem entrada livre. - J.F.
terça-feira 29.1.2013
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Jogo Duzentas mesas autorizadas pelo Governo à Sands China
Distribuir mais apostas em 2013 Só em cima da data se deverá saber onde serão instaladas duas centenas de mesas de jogo nos casinos da Sands China mas por altura do Ano Novo chinês já estarão algumas instaladas. A garantia é de Edward Tracy, director executivo da operadora, que avançou ainda que as obras do “Parisian” arrancam no segundo trimestre rita.ramos@hojemacau.com.mo
O
governo de Macau deu o aval na última semana e a Sands China já pondera o destino para as novas duas centenas de mesas de jogo mas, por agora, prefere não revelar mais pormenores. Edward Tracy avançou ao jornalistas ontem, à margem da inauguração da segunda e última torre do hotel Sheraton, último projecto a ser completado no Sands Cotai Central, a expansão do jogo pela operadora no território. “Recebemos autorização para essas 200 mesas, que vão ser distribuídas com a supervisão da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos. Não anunciamos todas as decisões de negócios que fazemos ou todas as decisões de mercado. Vamos decidir essas mesas de acordo com a gestão da empresa. E algumas vão estar a funcionar antes ou no ano novo chinês”, explica o director executivo da operadora da Sands China, subsidiária da Las Vegas Sands Corp. A confirmação chega depois de, em Agosto do ano passado, em Hong Kong, o responsável ter anunciado o aumento de mesas de jogo, quando o crescimento seria mais provável. E depois do Governo de Macau ter anunciado, em 2010, a restrição do número de mesas até 5500 em 2013 e, mais tarde, um crescimento das mesmas
no Cotai em cerca de 3% a cada ano. Com as novas, já se contabilizam 5685. Segundo o The Wall Street Journal, a nova concessão pode representar mais de 500 milhões de dólares americanos adicionais (4 mil milhões de patacas) nas receitas anuais com o total de 1550 mesas que a Sands China contabiliza agora. A aposta da operadora lança uma mensagem de “optimismo” face ao crescimento do jogo no território, contrariando o prognóstico da Autoridade Monetária de Macau (AMCM) sobre a contracção da economia local do território e da “desaceleração do crescimento” da China. Enquanto o PIB real de Macau se poderá expandir num dígito baixo em 2013, segundo a AMCM, Tracy fala num crescimento da Sands em “dois dígitos”, sobretudo numa altura em que o Sands Cotai Central - com cerca de 6000 mil quartos – fica totalmente concluído, estando para já a ser acolhido positivamente junto dos clientes. “Estamos muitos optimistas de que a economia continuará a crescer na China e o beneficiário será o turismo de Macau. Obviamente acreditamos que com mais quartos de hotel continuaremos a atingir os nossos objectivos financeiros aqui”, revela. E quem beneficia também desses bons ventos são os trabalhadores, sublinha o dirigente local da
Sands China, que não quis para já desvendar quando e qual a percentagem de subida, não avançando se se irá igualar ao aumento de 6% anunciado já pela Sociedade de Jogos de Macau (SJM).
Combate à corrupção
Questionado sobre se a nova liderança do Partido Comunista chinês, e do Governo Central, cuja uma das novas bandeiras é a luta contra a corrupção, Edward Tracy diz que a empresa não será afectada. “Não me parece invulgar que o novo Governo faça um esforço para ter a certeza que as coisas vão ser feitas do modo que
Tiago alcântara
Rita Marques Ramos
ele quer que sejam feitas. Não me parece que vá ter um grande impacto em Macau.” A perspectiva governamental de abrandamento no sector VIP do jogo no território também não foi valorizada por Tracy. O responsável confirmou a presença de um agente do FBI a trabalhar em Macau para a operadora, depois de este fim-de-semana o Wall Street Journal ter avançado com a notícia sobre regras mais apertadas no combate ao branqueamento e transferências avultadas de dinheiro por parte dos jogadores. Edward Tracy disse que a empresa adoptou “uma postura agressiva”, reformulando
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políticas e procedimentos, de modo a irem ao encontro das leis e regulamentos de combate ao branqueamento de capitais não só em Macau mas também em Las Vegas. “Foram contratados três peritos nesse campo. Um desses agentes começou a trabalhar em Macau. Está cá há já um mês”, afiançou.
“Parisian” adiado para Abril
Na calha desde Setembro último está um novo projecto “parisiense”, que de acordo com o que foi anunciado pelo patrão da “Sands China, Sheldon Adelson, deveria começar a ser construído em “60 dias” dependendo da aprovação do Governo. Agora as novas projecções de Edward Tracy atrasam o início da construção do empreendimento orçado em 20 mil milhões de patacas. “A autorização para a preparação do local já foi dada há três semanas”, revela o director executivo da operadora, que afiança que “no segundo trimestre” as obras vão ter lugar “na parcela três”. O novo empreendimento trará ao Cotai mais de três mil quartos e uma réplica da Torre Eiffel.
Taxa de desemprego em Macau foi de 2% em 2012
A taxa de desemprego em Macau fixou-se em 2% em 2012, menos 0,6 pontos percentuais face a 2011, indicam dados oficiais ontem divulgados. A taxa de desemprego dos residentes foi ligeiramente mais alta, situando-se nos 2,6 %, valor que representa uma diminuição de 0,6 pontos percentuais relativamente a 2011. Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) indicam que no último trimestre do ano passado, existiam 6.600 desempregados, dos quais 16,1% procuravam o primeiro trabalho. Já a população activa aumentou em 5.400 indivíduos comparativamente ao trimestre anterior para um universo de 357 mil pessoas, com a taxa de actividade a corresponder a 72,4 por cento. O universo da população empregada cresceu 5.800 pessoas para 350 mil, enquanto a população desempregada sofreu uma quebra de 400 pessoas, em termos trimestrais. A mediana do rendimento mensal da população empregada subiu 300 patacas para 12.000 patacas entre Outubro e Dezembro, ao passo que a mediana dos residentes se cifrou nas 13.000 patacas, mantendo o nível registado no período anterior.
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nacional
terça-feira 29.1.2013
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Grupo de jornalistas de Hong Kong publica petição em defesa da liberdade de imprensa
Lucros das empresas chinesas cresceram 17,3% em Dezembro
Os lucros das principais empresas industriais da China cresceram 17,3 por cento (%) em Dezembro relativamente ao mesmo período do ano anterior, naquela que é a quarta subida consecutiva anual, informou domingo o gabinete de estatística chinês. Os ganhos destas empresas atingiram cerca de 1 bilião de patacas, valor que segundo aquele organismo indica que a segunda economia mundial está a “recuperar fôlego” após ter registado o pior índice de crescimento anual em treze anos, de cerca de 7,8%. Apesar do aumento dos lucros destas empresas - são analisadas apenas aquelas que superam as cerca de 20 milhões de patacas de lucros – o crescimento foi inferior ao conseguido em Novembro, quando taxa atingiu os 22,8%, e de Outubro, com 20,5 %. Segundo o organismo de estatísticas, as empresas privadas da China aumentaram os seus lucros em 18% em 2012, enquanto as empresas estatais sofreram uma quebra de 6,2% nos ganhos durante o mesmo período.
Economia de Xangai cresceu 7,5 % em 2012
A economia de Xangai, um município com mais de 23 milhões de habitantes, cresceu 7,5 % em 2012 e, pela primeira vez, os serviços representaram 60 % do seu Produto Interno Bruto, anunciou ontem a imprensa oficial local. Para 2013, o governo municipal espera manter o mesmo nível de crescimento e “melhorar a qualidade de vida” da população, disse o presidente da câmara em exercício, Yang Xiong, na sessão anual da assembleia popular de Xangai. O relatório apresentado por Yang Xiong indica também que o rendimento anual per capita entre a população urbana de Xangai atingiu cerca de 40.796 de patacas em 2012, mais 60 por cento do que a média do país. Maior e mais cosmopolita cidade chinesa, situada no estuário do rio Yangtze, Xangai é considerada “a capital económica da China” e como Pequim, Tianjin e Chongqing, tem o estatuto idêntico ao de uma província.
Wu Bangguo na Rússia para participar no Fórum Parlamentar Ásia-Pacífico
O presidente da Assembleia Popular Nacional da China, Wu Bangguo, chegou no domingo a Vladivostok, cidade russa, para participar na 12.ª Reunião Anual do Fórum Parlamentar Ásia-Pacífico. O encontro foi ontem inaugurado oficialmente, tendo na agenda a discussão da segurança regional, cooperação económica, entre outros temas. Wu Bangguo participou na cerimónia inaugural onde fez um discurso no qual expressou a posição chinesa sobre as mais importantes questões da região Ásia-Pacífico. Durante sua estadia na Rússia, Wu Bangguo vai encontrar-se também com a presidente do Conselho da Federação do país, Valentina Matviyenko.
Não aos limites de acesso à informação
J
ornalistas de Hong Kong publicaram nos jornais de ontem do território uma petição em que exigem que o chefe do executivo da Região retire uma proposta de lei que, segundo eles, irá infringir a liberdade de imprensa. Jornalistas locais e estrangeiros criticaram o plano do Governo de restringir o acesso a informação sobre directores de empresas, depois de esses dados terem sido usados numa série de artigos de investigação para expor a riqueza das autoridades chinesas. A petição, sob a forma de um anúncio de página inteira, intitula-se “Secrecy breeds corruption” (O segredo alimenta a corrupção), foi publicada ontem em cinco diários, contando com cerca de 1.800 assinaturas de jornalistas, professores e estudantes de jornalismo, que exortam o Governo a deixar cair o plano que visa limitar
o acesso a dados pessoas em registos de empresas. “A liberdade de imprensa e o livre fluxo de informação são pilares do sucesso de Hong Kong”, refere a petição.
Na missiva apela-se ao líder do Governo, Leung Chun-ying (mais conhecido por CY Leung) que “retire a regulação retrógrada que colide bruscamente com a liberdade e com a abertura”,
instando-o a “parar de alavancar esta hedionda lei para limitar a liberdade de imprensa”. A antiga colónia britânica, apesar de estar sob administração chinesa desde 1997, mantém um estatuto semi-autónomo, que garante liberdades civis - como a de imprensa - que não se observam no interior da China. Ao abrigo da proposta, os directores de empresas podem pedir que o acesso público às suas moradas e a dados constantes do bilhete de identidade ou números de passaportes seja bloqueado, algo que, segundo o Governo, visa apenas proteger a sua privacidade. O argumento não convenceu, tendo desencadeado um sentimento de revolta entre os jornalistas, surgindo precisamente numa altura em que crescem os receios quanto à alegada ingerência de Pequim nos assuntos internos da Região Administrativa Especial e depois de terem sido publicados artigos focados nos activos e na riqueza de figuras da elite chinesa. A Bloomberg, por exemplo, indicou ter usado os números dos bilhetes de identidade de Hong Kong e da China constantes de documentos das empresas para traçar laços e listar os investimentos efectuados pela extensa família do futuro Presidente chinês, Xi Jinping, num artigo publicado em Junho do ano passado.
Construtora ferroviária chinesa lança projecto agrícola na província angolana do Moxico
Interesses comuns
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empresa de construção civil China Ferrovia (CR20), responsável pelas obras de reparação dos Caminhos de Ferro de Luanda e Benguela, vai lançar este ano projectos agrícolas na província do Moxico,Angola. “Se tudo favorecer, a CR20 vai empenhar-se no cultivo de arroz, batata rena, feijão, entre outros produtos essenciais para o consumo da população local”, disse à Angop o engenheiro e tradutor da empresa, Huaisan Kangm. O arranque da actividade, previsto para Agosto, vai depender das amostras do solo que serão analisadas em laboratórios chineses, bem
como do contrato a ser rubricado nos próximos meses com o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, adiantou o engenheiro chinês. Dois peritos da empresa, incluindo um engenheiro de prospecção, deslocaram-se sexta-feira à futura fazenda de Camaiangala, a mais de 70 quilómetros a norte do Luena, onde recolheram amostras de solo. Depois de ter construído o Caminho de Ferro de Luanda, a par de várias infra-estruturas públicas no país, a CR20 está actualmente envolvida na modernização do Caminho de Ferro de Benguela.
China e Angola celebram em 2013 os 30 anos do estabelecimento das relações bilaterais. Sexta-feira em Pe-
quim, numa conferência dedicada ao futuro das relações bilaterais, Flávio Inocêncio, jurista da Agência Nacional Para o Investimento
(ANIP) angolana, afirmou que o potencial existe porque Angola precisa do “know how” e financiamento chinês, enquanto a China precisa de petróleo angolano. A maior parte do investimento chinês em Angola na última década vocacionou-se para a construção, que absorveu mais de 75 por cento do total, disse Inocêncio, citado pela Angop. Actualmente, os investimentos de empresas chinesas estão a diversificar-se em diferentes sectores de actividade como a indústria, comércio e serviços. Na quinta-feira, o director do Gabinete de Estudos e Planeamento do governo da província de Malanje, Rui Ramos, afirmou que o Governo chinês disponibilizou mais de 500 milhões de patacas para a execução de obras nos domínios da Saúde e Educação.
terça-feira 29.11.2013
região
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Coreia do Norte Pais esfomeados obrigados a comer os filhos
Um homem norte-coreano foi executado por pelotão de fuzilamento por ter assassinado os seus dois filhos e os ter comido, ao não aguentar mais a “fome escondida” que afecta a Coreia do Norte e terá vitimado mais de 10 mil pessoas no ano passado, noticia ontem o jornal britânico Sunday Times. O caso surge em relatos clandestinamente difundidos do mais fechado país do mundo, que foram divulgados pela agência Asia Press, sediada em Osaka, Japão, dando conta que há pais norte-coreanos a “comer os seus filhos”. Entre os vários casos relatados, destaca-se ainda o de um homem que desenterrou o corpo do neto para o comer, e o de um terceiro homem que cozeu o filho e comeu a carne, também para não morrer de fome. O Sunday Times escreve que estes relatos da Asia Press são considerados credíveis porque esta agência tem um conjunto de ‘cidadãos-repórteres’ no país de Kim Jong-un, que fazem chegar ao ocidente notícias do regime comunista.
Japão Toyota e Nissan anunciaram recordes de vendas em 2012
A Toyota e a Nissan anunciaram ontem recordes de vendas para 2012, ano em que os fabricantes automóveis japoneses beneficiaram de uma retoma na procura, noticiou a AFP. A Toyota informou que as suas vendas aumentaram 22,6 % para 9,75 milhões de veículos, enquanto a concorrente Nissan reportou um aumento anual de 5,8 % para 4,94 milhões de unidades. Os números confirmam que a Toyota reconquistou o título de melhor vendedor a nível global, o qual tinha perdido para a norteamericana General Motors em 2011, na sequência dos efeitos do tsunami de 11 de Março registados sobre a procura e produção automóvel no Japão.
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Novas imagens de satélite mostram actividade no local de ensaios da Coreia do Norte
Programa segue dentro de momentos
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ovas imagens de satélite mostram actividades em curso no local de ensaios nucleares da Coreia do Norte, segundo um instituto de investigação norte-americano. As imagens, datadas do dia 23, fazem supor que o local estará pronto para ser palco de um ensaio “dentro de poucas semanas ou menos”, uma vez dada a ordem para o efeito, refere o instituto norte-americano-coreano da Universidade Johns Hopkins no seu portal electrónico. “A queda de neve e as operações subsequentes de limpeza, bem como as marcas na neve mostram que existe actividade em curso nos
edifícios e nas estradas perto do alegado túnel de teste”, indicou o instituto, citado ontem num despacho da agência noticiosa francesa AFP. A análise do centro de investigação decorre depois de uma série de ameaças diárias por parte da Coreia do Norte de que estará a preparar um terceiro ensaio nuclear em reacção às sanções das Nações Unidas impostas a Pyongyang na sequência do lançamento, em Dezembro, de um foguetão de longo alcance. Numa reunião com altos quadros da segurança, o líder norte-coreano Kim Jong-Un ordenou a tomada de “substanciais e importantes medidas de Estado”,
alimentando a especulação de que uma detonação estará iminente. Os primeiros testes nucleares norte-coreanos tiveram lugar em Outubro de 2006 e em Maio de 2009. A Coreia do Norte lançou a 12 de Dezembro, com sucesso, o foguete Unha-3 para colocar em órbita um satélite civil, uma missão puramente científica, de acordo com Pyongyang.
Reacção do Sul
O ministro da Unificação da Coreia do Sul, Yu Woo-ik, destacou ontem a necessidade de reagir com mais firmeza do que no passado perante o eventual novo teste nuclear da Coreia do Norte.
Anúncio HM - 29.01.13 (1ª vez) Acção de Interdição n.º
Numa reunião tida com altos funcionários do Ministério da Unificação, Yu assegurou que Seul vai colaborar com a comunidade internacional para pressionar o regime de Kim Jong-un a não levar a cabo a acção, que corresponderia a uma violação das resoluções da ONU, confirmou à Efe uma porta-voz daquele ministério. A mesma responsável indicou que, com o apoio da comunidade internacional, Seul já está a fazer todo o possível para persuadir a Coreia do Norte a não prosseguir com o projecto de detonar um dispositivo nuclear pela terceira vez, depois dos testes anteriores em 2006 e 2009.
CV2-13-0012-CPE
2º Juízo Cível
Requerente: O Ministério Público Requerido: Iun Tat Meng (阮達明), maior, filho de Iun Kuai Cheong e de Kuok Lai Chan, residente na Rua Marginal do Canal das Hortas, Vai Yin Garden, B1-C, 22º andar AH, Macau. *** FAZ SABER que foi distribuída ao 2º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base de R.A.E.M., a Acção acima mencionada, contra Iun Tat Meng (阮達明), para o efeito de ser declarada a sua interdição por surdez-mudez.
Macau, aos 17 de Janeiro de 2013. ***** O Juíz,
reportagem
Os últimos números dos cadernos de recenseamento não mentem: em Macau, mais de metade das pessoas com direito de voto são oriundas do interior da China. Enquanto isso, os eleitores de Macau representam apenas 36,9% de todo o bolo. O Hoje Macau foi descobrir quem são estes eleitores que votam numa terra que os acolheu, e os motivos que os levam às urnas. A maioria vota em quem defende a sua profissão ou quem é da sua região. Os deputados directos são os preferidos. Quanto ao Chefe do Executivo, é “mais ou menos” Andreia Sofia Silva
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Cecília Lin
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os tempos em que estava fora da Função Pública, o candidato que mais lhe despertava a atenção era Ng Kuok Cheong, eleito pela Associação Novo Macau Democrático (ANM), porque ele “fala por nós”. Mas agora que trabalha para a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), Lei Kampeng faz outras escolhas na hora de marcar a cruz no boletim de voto. José Pereira Coutinho, eleito pela Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) está no topo das suas preferências, e deverá continuar a estar na hora de votar nas próximas legislativas que vão escolher os assentos na Assembleia Legislativa (AL), em Setembro. “Agora que sou funcionário público
terça-feira
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tiago alcântara
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O Hoje Macau foi aferir as opções políticas dos eleitores do Continente
Na hora de votar, a profissão é que c tenho os interesses da profissão em maior consideração. Se calhar vou votar no José Pereira Coutinho, que fala pelos funcionários públicos”, conta ao Hoje Macau. O técnico superior da DSPA, oriundo de Hubei, na China, é um exemplo daquilo que muitos dos eleitores vindos do Continente pensam: votam por quem representa a sua profissão. Mas o facto da terra natal ser a mesma ou determinado deputado ir para a praça pública defender os direitos dos cidadãos também leva as pessoas a escolherem a figura que querem ver na AL. “Os funcionários dos casinos vão votar na Angela Leong, os membros da associação de conterrâneos de Kong Kun de Macau vão votar no Mak Soi
Kun. Como eu sou de Fujian vou votar no Chan Meng Kam, e a maioria das pessoas de Fujian também pensa assim”, explica a senhora Lam, que trabalha numa agência imobiliária e que se assume “fã” do deputado eleito pela via directa. Tanto a senhora Lam como Lei Kampeng fazem parte do universo de mais de 154 mil pessoas recenseadas em Macau oriundas do interior da China, e que representam 55,8% do total de pessoas recenseadas (acima de 277 mil, mais 10,18% face a 2011). Segundo a agência Lusa, os eleitores nascidos em Macau estão na fasquia das 102.362 pessoas, apenas 36,9%. Estes são os dados mais recentes de recense-
amento, compilados pelos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP).
Subornos e Democracia
A senhora Lam não tem dúvidas: a campanha eleitoral vai começar a todo o gás logo a seguir ao Ano Novo Chinês, num ano em que as eleições acontecem em Setembro. “Normalmente votamos pelo desempenho ou pelo reconhecimento que um deputado tem na sociedade, se fala pelos interesses das pessoas ou se faz o seu trabalho. As pessoas de Fujian pensam que têm de se unir para fazer alguma coisa, e se não votarmos em quem é de Fujian significa falta de união”, explica. A funcionária de uma agência imobiliária não tem
duvidas de que as eleições trazem um cheirinho de democracia a Macau, mas não tem esperanças no tão aclamado Sufrágio Universal para eleger o Chefe do Executivo. “É muito difícil, porque Hong Kong ainda não conseguiu.” Já Lei Kampeng defende que “o voto é uma responsabilidade de cada cidadão”. “Podemos utilizar este meio para expressar a nossa opinião, bem como escolher a pessoa que nos vai representar. Mas acho que a estrutura geral da AL não vai mudar muito, nem vão aparecer muitas caras novas.” Li Qi, professor no colégio de Santa Rosa de Lima, é residente permanente, mas nunca votou, sendo totalmente descrente quanto ao sistema
eleitoral. “Todos os cargos são decididos antes das eleições, existem subornos. As eleições são falsas”, aponta. No caso de Liu Liangang, assessor do Fundo para o Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia, a esperança ainda existe. “Ainda não sou residente permanente e para votar tenho que esperar até Setembro. Se eu tiver esse direito penso que vou votar na área das ciências e tecnologias, porque os outros ou falam pelos interesses da sociedade ou do Governo.” As suas preferências recaem sobre os deputados directos. “Acho que Mak Soi Kun tem tido um bom desempenho, o Coutinho também, ele fala nos pontos fortes e tem coragem de falar.
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conta Os deputados da ANM também falam bem a defender a justiça na sociedade, e penso que dentro da sociedade também são precisas opiniões diferentes.” Li Lue, presidente da Associação Nova Visão de Macau (ANV), e professor no Instituto Politécnico de Macau (IPM), ainda não tem as suas escolhas delineadas. “Penso que os meus apoios irão para os mais prováveis, como Ng Kuok Cheong ou Kwan Tsui Hang. Na sua maioria, penso que a estrutura da AL vai continuar a ser muito semelhante.”
Um Chefe que precisa de melhorias
Outro docente do IPM, que pediu para não ser identifi-
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cado, diz que é fundamental “ter o direito de voto numa sociedade” e faz previsões. “A AL vai sofrer algumas alterações, com mais dois cargos por via directa e dois por via indirecta. Penso que vão haver pelo menos 16 grupos para estas eleições, porque em 2009 já havia. Este ano a eleição vai ser mais feroz.” No que diz respeito ao sistema politico, aponta diferenças face ao Continente. “O desenvolvimento da democracia é diferente. Também temos eleições, mas não são assim, com um voto por pessoa para eleger um deputado. Também não temos facilidades em ir para a rua fazer manifestações”, assume, dizendo que os protestos pela defesa das ilhas Diaoyu “não contam”. Já o Chefe do Executivo, Chui Sai On, tem proporcionado muitas consultas públicas para ouvir as pessoas, mas que isso, por si só, não chega. “Questões como
a habitação e os transportes públicos continuam por resolver, e isso é um erro grave”. Opinião semelhante tem a senhora Lam. “O desempenho do Chefe do Executivo é mais ou menos, porque não é apenas uma pessoa, mas sim um grupo que está a fazer o trabalho. Mas ainda não fez bem os trabalhos ao nível da habitação, transportes ou recursos humanos. Há uma grande falta de comunicação nos departamentos do Governo, é uma grande confusão.” Já o presidente da ANV, defende que Chui Sai On ainda necessita de amadurecer politicamente. “Entrou no cargo há quatro anos e ainda precisa de criar o seu prestígio.” Para as eleições de 2014, não prevê mudanças. “Ele vai passar no exame, porque no geral tem um bom desempenho. Mas as suas capacidades pessoais não são muito elevadas. Macau é uma sociedade de associações, e o Chefe do Executivo não é o único a tomar decisões. O Conselho Executivo toma muitas decisões importantes, e tem muito poder na eleição do Chefe do Executivo.”
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Saramago homenageado em Lanzarote com escultura de uma oliveira
Árvore simbólica
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ma escultura de uma oliveira com quase cinco metros vai ser instalada junto à casa onde o escritor José Saramago (1922-2010) viveu, em Tías, Lanzarote, em homenagem ao Nobel da Literatura português, foi este sábado anunciado. De acordo com um comunicado da Fundação José Saramago, em Lisboa, a escultura em aço vai ser instalada na rotunda que dá acesso ao complexo onde fica a casa e a biblioteca do escritor, em Tías, no dia 18 de Março, data do segundo aniversário da abertura deste espaço ao público. A iniciativa foi apresentada numa sessão onde estiveram presentes a conselheira de Cultura do Governo das Canárias, Inés Rojas, o presidente do Cabildo de Lanzarote (órgão de governo da ilha), Pedro san Ginés, o presidente da Câmara
Municipal de Tías, Francisco Hernández, e a presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río. A escultura, da autoria de José Perdomo a partir de um desenho de Esther Viña, ambos
de Lanzarote, representa uma oliveira feita com as letras iniciais de José Saramago: o tronco é a letra “j” e os ramos são todos em forma da letra “s”. De acordo com a fundação, a iniciativa tem como objec-
Lisboa Exposição de cartazes no Museu do Oriente
Do Grande Salto ao fim da Revolução Cultural
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ma exposição com 100 cartazes de propaganda chinesa, produzidos entre 1959 e 1981, inaugurou sexta-feira no Museu do Oriente, em Lisboa. “Nós veneramos o presidente Mao”, lê-se num dos cartazes. A glorificação do presidente é um dos temas principais nos cartazes da propaganda da revolução chinesa que é
bem visível na exposição do Museu do Oriente. São cerca de 100 cartazes seleccionados da Coleção Kwok On da Fundação Oriente e que constituem um documento histórico do período que vai do Grande Salto em Frente, campanha lançada por Mao Tsé-Tung, e da criação das Comunas Populares até ao fim da Revolução Cultural chinesa.
Além da glorificação de Mao, outros temas recorrentes nos cartazes deste período (1959-1981) são os heróis comunistas, a prosperidade da economia, a luta contra o imperialismo, a felicidade do povo e o poder do exército. Nas imagens, camponeses, operários e militares aparecem juntos e felizes como obreiros de uma nova sociedade. A exposição tem um pequeno núcleo dedicado ao maoísmo em Portugal assim como uma obra inédita: um mural realizado propositadamente por António Alves, que se destacou na época do MRPP (Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado), fundado nos anos 1970, em Portugal. ‘Cartazes de propaganda chinesa. A arte ao serviço da política’ vai ficar no Museu do Oriente até 27 de Outubro.
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tivo deixar um testemunho da permanência de José Saramago em Lanzarote, onde se instalou em 1993, repartindo a presença na ilha com sucessivas estadas em Lisboa. Foi em Lanzarote que escreveu o livro “Ensaio sobre a Cegueira” (1995) e todas as obras que se seguiram. No comunicado, a presidente da entidade e viúva do escritor recorda que Lanzarote e a sua paisagem tiveram uma grande influência na obra do escritor português. Essa influência está patente no texto “A Estátua e a Pedra”, que a Fundação José Saramago vai publicar nos próximos meses e em que o autor explica que o contacto com a ilha o levou a alterar o seu estilo e a forma de ver as coisas: “Passou a interessar-lhe mais a pedra e a sua matéria do que a estátua”. A oliveira é uma árvore simbólica da vida de José Saramago porque marcou a sua infância e adolescência, quando viveu na Azinhaga do Ribatejo, localidade onde nasceu. Também junto à Fundação José Saramago, em Lisboa, foi replantada uma oliveira centenária trazida da Azinhaga, onde foram colocadas as cinzas do autor.
cultura
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Manhunt, documentário sobre captura de Bin Laden, contesta o rigor do filme de Bigelow
00.30 Hora Negra, o filme de Kathryn Bigelow sobre a captura de Osama Bin Laden em 2011, funciona bem como “entretenimento”, mas “não é rigoroso” na forma como apresenta o trabalho da CIA e dos outros organismos de segurança nacional norte-americanos. Quem o diz são três antigos agentes da CIA que participam no documentário Manhunt: The Search for Bin Laden, realizado por Greg Barker para a HBO, que estreou a semana passada no Festival de Cinema de Sundance, nos EUA. O documentário baseia-se em depoimentos de figuras ligadas à CIA, e conta com a colaboração do jornalista Peter Bergen, que em 1997 fez para a CNN, juntamente com Peter Arnett, a primeira entrevista a Bin Laden na televisão americana. Inclui além disso material inédito de propaganda da Al-Qaeda, imagens de treinos e vídeos com mensagens de suicídio.
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desporto
terça-feira 29.1.2013
GP Macau será a terceira e última prova pontuável para mini-campeonato
WTCC cria Troféu Asiático Sérgio Fonseca info@hojemacau.com.mo
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Eurosport Events, em conjunto com o canal televisivo Eurosport Asia Pacific, anunciou na passada terça-feira que irá organizar um mini-troféu dentro do Campeonato do Mundo FIA de Viaturas de Turismo (WTCC) para os competidores asiáticos e em que o Grande Prémio de Macau será a última prova pontuável. “Nos últimos anos apercebemo-nos do crescente interesse dos pilotos asiáticos no WTCC. Especialmente porque alguns dos antigos carros do WTCC continuam a correr nos campeonatos nacionais de Macau, Hong Kong, China continental e noutros países do extremo oriente. Para os encorajar e para
mostrar a nossa apreciação pelo seu esforço, decidimos criar este troféu especial que será oferecido na cerimónia de entrega de prémios do campeonato em Macau”, disse Marcello Lotti, o director geral do WTCC. Apenas as provas do WTCC de Suzuka, de
Xangai e do Circuito da Guia serão pontuáveis para esta mini-competição e só os pilotos com licenças desportivas emitidas por federações ou associações do continente asiático, que não estejam inscritos a tempo inteiro no WTCC, serão elegíveis. pub
Para tornar este troféu dentro do mundial de turismos ainda mais atractivo para os pilotos da região, Lotti também confirmou que está “actualmente a negociar com potenciais
CAN Estreantes já estão nos quartos-de-final
Cabo Verde faz história C
Notificação n° 002/DLA/SAL/2013 Considerando que não é possível notificar o interessado, NG WENG LONG por ofício, via telefone nem por outro meio de acordo com os artigos 10°, 58º e 103º do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei nº 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico que, nos termos do n° 2 do artigo 72° e artigo 93º do mesmo Código, o Estabelecimento de Bebidas TIM PEI YEE, sito na Rua da Barca, nºs. 41-41A, Edf. Son Fai, r/c A, Macau, não acompanhou o procedimento do seu pedido de licença por mais de seis meses. Nestes termos, o interessado deverá entregar dentro de 10 dias, contados a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, audiência escrita, a fim de se poder pronunciar sobre o referido assunto. A falta de entrega de audiência escrita dentro do prazo acima estipulado, sem qualquer justificação, pressupõe que, apesar de notificado, nada tem a declarar, sobre o assunto supra. Poderá o interessado dirigir-se dentro das horas normais de expediente, à Divisão de Licenciamento Administrativo, sita na Avenida da Praia Grande, nºs. 762-804, Edf. “China Plaza”, 3º andar, Macau para entrega da audiência escrita, bem como, para consulta do processo.
Macau, aos 16 de Janeiro de 2013.
O Vice-Presidente do Conselho de Administração Lei Wai Nong www. iacm.gov.mo
patrocinadores para oferecerem um prémio monetário.” O Eurosport Asia Pacific irá igualmente ajudar a promover a exposição mediática deste troféu e
fará reportagens especiais sobre o tema. O ano passado pelo menos treze pilotos participaram em pelo menos uma das três últimas corridas da temporada. Neste número especifico, Macau foi quem mais contribuiu, pois contou com quatro pilotos em Xangai – Ng Kin Veng, Leong Ian Veng, Filipe Souza e Liu Lic Ka – e mais outros seis em Macau – André Couto, Eurico de Jesus, Célio Alves Dias, Ma Ka Lok, Henry Ho e Jo Merszei. Esta adesão está em muito relacionada com a chegada ao Campeonato de Macau de Carros de Turismo (MTCC) nos últimos anos de vários carros ex-WTCC, ou de campeonatos nacionais europeus que usam a mesma regulamentação técnica do mundial. No final do ano passado, existiam na posse de pilotos do território o total de nove viaturas de acordo com a regulamentação FIA S2000: três BMW, três Chevrolet e três Honda.
abo Verde venceu Angola por 2-1 e passou aos quartos-de-final do CAN 2013. Gegé e Heldon marcaram para os crioulos, Nando (auto-golo) para os angolanos. O jogo começou com Ferrin a fazer cinco mexidas no onze, mostrando que estava descontente com a prestação da equipa angolana frente a África do Sul. Lúcio, timoneiro dos Tubarões Azuis, apenas trocou de lateral esquerdo, com a entrada de Carlitos para o lugar de Nivaldo. A Selecção de Cabo Verde entrou bem no encontro, a tentar tomar o comando das operações, tal como tinha feito contra Marrocos. Mas pertenceu a Angola o primeiro grande lance de perigo. Num desentendimento entre Nando e o guarda-redes Vozinha, a bola sobrou para Manucho que acabou por fazer falta sobre Vozinha. Este lance “acordou” os Palancas Negras, que ganharam um certo ascendente no encontro, chegando mais vezes à baliza de Vozinha mas sem criar verdadeiras
oportunidades de golo. Respondeu Cabo Verde com dois remates de Platini mas sem perigo. Angola chegaria ao golo aos 33 minutos numa infelicidade do cabo-verdiano Nando. Amaro desceu no corredor esquerdo, cruzou para a área e Nando, pressionado por Mateus, desviou para a própria baliza. Os Tubarões Azuis tentaram chegar ao golo logo de seguida mas primeiro Platini, depois Júlio e mais tarde Babanco não conseguiram bater Lamá. Ao intervalo Lúcio Antunes apostou tudo no ataque, com as entradas de Heldon e Djaniny para os lugares de Platini e Toni Varela, passando Cabo Verde a jogar em 4-4-2. Os cabo-verdianos passaram a mandar no encontro, remetendo Angola para junto da sua área. Os angolanos usavam o contra-ataque, com Djalma e Mateus a dar muito trabalho à equipa contrária, quando arrancavam em velocidade. Com o passar do tempo, Cabo Verde foi acercando-se
cada vez mais da baliza. Djaniny primeiro, numa perdida infeliz, e Júlio depois, deram o aviso para aquilo que vinha a seguir. Manucho Dias já tinha tirado em cima da linha duas bolas que levavam selo de golo. À terceira ainda evitou o primeiro remate de Gegé mas foi incapaz de travar o segundo toque do defesa central cabo-verdiano e o consequente empate para Cabo Verde, depois de uma “asneira” de Lamá. Lúcio apostou ainda mais no ataque, trocando Gegé pelo avançado Rambé. Os seus intentos deram frutos, já que a formação cabo-verdiana viria a marcar o golo da vitória já nos descontos por Heldon, após contra-ataque de três para dois. Lamá ainda evitou um primeiro remate mas foi incapaz de travar o segundo. Cabo Verde continua assim a fazer história no CAN 2013. Nesta sua primeira participação, consegue dois empates e uma vitória e a qualificação para os quartos-de-final.
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[ ] Cinema Sala 1
THE GRAND MASTER [b]
(Falado em cantonês e mandarim legendado em chinês) Um filme de: Kar Wai Wong Com: Tony Leung Chiu Wai, Ziyi Zhang, Chen Chang 14.30
futilidades
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Cineteatro | PUB Sala 2
THE tower [c]
(Falado em coreano legendado em chinês e inglês) 14.30, 16.45, 19:15, 21:30 Sala 3
the last stand [c]
the impossible [C]
Um filme de: Issara Nadee, Patchanon Thumjira, Kirati Nakintanon Com: Apinya Sakuljaroensuk, Peter Knight, Ray Macdonald 16.45, 21:30
Um filme de: Kim Jee-Woon Com: Arnold Schwarzenegger, Zach Gilford, Forest Whitaker 14.15, 16.05, 17:55, 19.50
LES MISÉRABLES [B]
THE GRAND MASTER [b]
Um filme de: Tom Hooper Com: Hugh Jackman, Anne Hathaway, Russel Crowe, Amanda Seyfried, Eddie Redmayne, Aaron Tveit, Samantha Barks, Helena Bonham Carter, Sacha Baron Cohen 18.45
(Falado em cantonês e mandarim legendado em chinês) Um filme de: Kar Wai Wong Com: Tony Leung Chiu Wai, Ziyi Zhang, Chen Chang 21:45
VERTICAIS: 1-Torcida envolvida em cera. Pagam sisa. 2-Pedagogo. Comandante de um corpo turco. Nome da noz da cola, em África. 3-Entraivecer. Instrumento cortante com cabo. 4-Fazer refegos. 5-Afixo (abrev.). Nome de homem. 6-Esmigalhem. Espécie de avental, com mangas, para as crianças (pl.). 7-Redes de arrastar. Nota musical. 8-Relativo ao etal. 9-Navio de pequena lotação. Tornai oco. 10-Indicação de limite. Cru (Pref.). Nome de mulher. 11-Pouco densas. Movam os remos.
Soluções do problema
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Voar sem sair do mesmo sítio. Atar, ligar. 2-Maciço montanhoso do Níger. Produz. Liga, une. 3-Passar, decorrer rapidamente. A atmosfera. 4-Sucedido há pouco. 5-Duas vogais. Cavidade em que entram os machos do leme de uma dobradiça. Osmio (s.q.). 6-Rocha constituída por orgãos de areia fina. Voz imitativa do som da campanhia ou sineta. 7-Apelido. Lisonjeai. Profissão (Suf.). 8-Acto de fariscar. 9-Exprimir pelo som. Esvaziam. 10-Cartilha para aprender a ler. Grande doçura. Junta, soma. 11-Gritar, gemer (Gír.). Tinham conhecimento.
Aqui há gato [Tele]visão TDM 13:00 TDM News Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:45 RTPi DIRECTO 18:30 TDM Desporto 19:30 Resistirei 20:30 Telejornal 21:00 TDM Entrevista 21:30 Donas de Casa Desesperadas Sr.8 22:10 Escrito nas Estrelas 23:00 TDM News 23:30 Portugal Aqui Tão Perto 00:30 Telejornal – Repetição 01:00 RTPi Directo
22:30 Russian Premier Liga 2012/13 Dinamo Moscow vs. Anzhi Makhachkala 31 - STAR Sports 13:00 International Motorsport News 2013 14:00 Australian Open 2013 Men’s Singles Semifinal 17:00 Motorsports@petronas 2012 17:30 V8 Supercars Championship Series - Highlights 19:30 Inside Sailing 2013 20:00 Football Funnies 21:00 Inside European Rally Championship 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Australian Open 2013 Men’s Singles Final INFORMAÇÃO TDM
RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Grande Reportagem-Sic 2012 15:15 Portugal de … 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Decisão Final 17:50 Vingança 18:35 Best of Portugal 19:05 Sonhar Era Fácil 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:10 Portugal no Coração 30 - ESPN 13:00 Accu-Stats 8-Ball Invitational 2012 14:30 Abl Show 2012/13 Highlight 15:30 AFF Suzuki Cup 2012 Malaysia vs. Thailand 17:30 Premier League Darts 2012 19:00 FINA Aquatics World 2013 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 2013 20:00 WTC Ironman 2012 20:30 Tour Down Under 2013 - Event Highlights 21:30 The Football Review 2012-2013 22:00 Sportscenter Asia 2013
40 - FOX Movies 11:35 Seven Pounds 13:40 Bernie 15:20 50/50 17:00 Hook 19:25 World Without End 21:00 X-Men: First Class 23:15 The Da Vinci Code 41 - HBO 12:00 Battle Los Angeles 14:00 Courageous 16:45 The First Wives Club 18:30 It Takes Two 20:15 Johnny English Reborn 22:00 Abduction 23:45 The 40 Year Old Virgin 42 - Cinemax 12:35 Surviving The Game 14:10 Internal Affairs 16:00 The Cool Ones 17:45 Berry Gordy’S The Last Dragon 19:35 Hollywood On Set 20:05 Navy Seals 22:00 Profugos 23:45 Pumpkinhead
HORIZONTAIS: 1-PAIRAR. LIAR. 2-AIR. FAZ. ATA. 3-VOAR. L. ETER. 4-I. RECENTE. A. 5-OA. FEMEA. OS. 6-GRES. TLIM. 7-SA. GABAI. OR. 8-I. FARISCO. E. 9-SOAR. B. OCAM. 10-ABC. MEI. ADE. 11-MIAR. SABIAM. VERTICAIS: 1-PAVIO. SISAM. 2-AIO. AGA. OBI. 3-IRAR. R. FACA. 4-R. REFEGAR. R. 5-AF. CESAR. M. 6-RALEM. BIBES. 7-Z. NETAS. LA. 8-L. ETALICO. B. 9-IATE. I. OCAI. 10-ATE. OMO. ADA. 11-RARAS. REMEM.
À venda na Livraria Portuguesa Um Homem Inquieto • Henning Mankell
“O maior autor sueco contemporâneo da literatura de crime e mistério.» Los Angeles Times; «O inspetor Wallander é uma das mais soberbas criações do policial contemporâneo.” - The Guardian. Kurt Wallander nunca foi o género de homem que se sente muito à vontade em eventos sociais, mas algo na festa do 75º aniversário de Håkan von Enke, um antigo oficial da Marinha, o deixa mais desconfortável. O aniversariante parece inquieto e desejoso de lhe falar de um episódio da sua carreira que, passados quase trinta anos, permanece envolto em mistério. Quando três meses mais tarde Håkan desaparece sem deixar rasto, Wallander não pode deixar de se interrogar se naquela noite ele não estaria a tentar dizer-lhe algo...
O Homem Que Sabia Contar • Malba Tahan
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
Um humilde pastor persa do século XIII, Beremiz Samir, exímio no exercício da arte de calcular, é o protagonista deste livro. O enredo ambienta-se no exotismo do Médio Oriente, mesclando aspectos da cultura islâmica, da herança grega e de outras grandes culturas com curiosidades da matemática e reflecte com fascinante realismo o clima filosófico, religioso e social da época. No universo narrativo são integrados curiosos problemas e enigmas matemáticos e lógicos, aparentemente complicados mas sempre iluminados pela simplicidade dos raciocínios que lhes proporcionam solução, desvendados por Beremiz, o personagem com habilidade e raciocínio lógico. A acção termina com a tomada de Bagdad pelos mongóis, no ano de 1258 da nossa era, marco histórico que assinala o fim da hegemonia árabe no Médio Oriente. O leitor aprende a matemática pela história, e a história pela matemática. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Mais um dia O filme “Os Miseráveis” lembra-me aquela frase famosa no romance de Charles Dickens, “Um Conto de Duas Cidade”: “Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos” [“It was the best of times, it was the worst of times”]. Na minha opinião, esta frase descreve bem a cidade de Macau. Quando as pessoas pensam em Macau pensam numa economia rica, em evolução, próspera. Todos pensam que Macau está no pico, no apogeu do seu desenvolvimento. Para muitos Macau está na sua melhor época de sempre, contudo isso é tudo uma falsa verdade. Macau está longe de conseguir livrarse dos seus problemas que, se todos estiverem com atenção, são bastantes. Excesso de jogo, pornografia, prostituição, problemas de educação, problemas de saúde. E muito dinheiro, e felicidade. Sim, a questão é mesma essa. É incrível como é que as pensam que a felicidade só existe quando se atinge a riqueza. O salário mensal médio de Macau cifrase nas 14 mil patacas. Comparando com muitos países por esse mundo fora o panorama parece positivo. Seja como for, os residentes não conseguem atingir níveis de felicidade aceitáveis. Falta estacionamento, há poluição excessiva, menos espaços para lazer, lojas tradicionais a fechar, rendas obscenas devido à especulação imobiliária. Penso que existem coisas que os residentes sentem saudades do passado. Antes, ainda nos tempos dos portugueses, já havia casinos mas não este exagero que Macau possui. Perderam-se tradições, perderam-se noções. Tudo em prol do dinheiro fácil. Sim, porque o dinheiro do jogo é fácil. Não custa ganhar... Posso parecer um pessimista mas há questões que me preocupam bastante. Contudo quero ficar com um sorriso na boca como os mortos no fim de “Os Miseráveis”. Quero continuar a olhar para o futuro com esperança mesmo que quem nos governa não o saiba fazer no presente. Pede-se uma renovação. Uma renovação que pode mesmo trazer a democracia para Macau. Porque as pessoas de Macau nunca escolheriam gente como Florinda Chan ou Lau Si Io para gerir os nossos problemas. Como diz a canção “One More Day” [“Mais um diaª], é possível lutar mais um dia por Macau. Não pelo Governo. Não pelos deputados. Não pelos políticos incompetentes de Macau. Vale a pena lutar por Macau. Mais um dia por Macau. Miau...
Pu Yi
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terça-feira 29.1.2013
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carta ao director Exmo Senhor Director do Hoje Macau,
da próstata! Mas para atingir os fins, não devia respeitar a vida sexual do seu doente? Assim e com base nesses pressupostos falaciosos, o Tribunal de Segunda Instância não me dá provimento à acção que movi contra a Ré (Direcção dos Serviços de Saúde da RAEM). Antes condena-me nas custas. Posta a questão nesse sentido e analisado todo o processo, não me engano ter de confessar que o Tribunal de Segunda Instância, veio somente em defesa dos interesses da Ré e da RAEM, impondo assim justiça como bem entendeu. O que não deixa de ser lamentável...
A fim de facilitar toda e qualquer resposta, que venha a ser dada à questão colocada no meu artigo, intitulado “As injustiças e anomalias devem ser sempre denunciadas”, e atendendo que por razões devidamente explicadas, parte dessa missiva tivesse sido publicada no seu conceituado jornal de 18 Dezembro findo, e o texto viesse reproduzido integralmente no www.hojemacau.com, respeitosamente, informo que a numeração aí mencionada não corresponde à dos seguintes quesitos 5, 6, 7, 9, 10, 11, 12, 15, 17, 21, 23, 26, 29, 31, 32, 33 e 35 da Base Instrutória, que então vinham transcritos no original. Aproveito este ensejo para fazer lembrar que essa misteriosa incontinência urinária (1) , doença pela qual os médicos do CHCSJ afirmavam ter eu sido atingido, foi o resultado de um desígnio tendencioso dos mesmos, precisamente, para fazer acreditar a Ré, (Direcção dos Serviços de Saúde) que, por seu turno, nas contra-alegações acabaria por convencer o Tribunal de Segunda Instância que eu passei a sofrer dessa doença após a minha intervenção cirúrgica, realizada no Sanatorium Hospital de Hong Kong, cuja decisão aceitei-a por necessidade da causa e por recomendação do cirurgião, depois de me ter submetido aos necessários testes. Mas tudo isso tinha sido engendrado no intuito único de poder concluir que essa última operação de nada me valeu, donde não justificava que o meu segundo médico assistente me tivesse proposto à Junta Médica para efeitos de tratamento especializado na RAEHK., o qual não obstante ter conhecimento da gravidade do meu estado de saúde, das limitações das capacidades médicas e da inexistência de especialistas no Centro Hospitalar de Macau (2), teimou, mesmo assim, não dar cumprimento às disposições legais vigentes, para os efeitos de posterior tratamento na clínica especializada do território vizinho, muito embora o meu estado de saúde se agravasse e os índices dos PSA, reveladores do facto (3), mantivessem elevados, mesmo após as duas intervenções cirúrgicas, celebradas nesse estabelecimento hospitalar. Tudo isso se verifica do Processo. Porém, esta doença (a de incontinência urinária) nunca podia ter aceitação no meu caso, pois através das urofloxemetrias, cujos documentos comprovativos fi-los juntar ao Proc. a partir da última intervenção cirúrgica que teve lugar em Julho de 2006, no Sanatorium Hospital de Hong Kong, bem mostram ter eu vindo a ser detentor de um jacto urinário perfeito, ou seja idêntico a de um jovem saudável mas, invejável mesmo a muitos homens! Não sou eu quem o deva dizer, mas confirmam-no os documentos, que se encontram anexos ao Proc. Ter de ingerir grande quantidade de líquido e poder retê-lo na bexiga, durante um tempo mais ou menos longo e conveniente antes de cada exame, tudo isso constitui uma proeza irrealizável a um doente de incontinência urinária. Mesmo assim, inacreditável e infundadamente, o Tribunal de Segunda Instância no seu Acórdão viria a dar razão à Ré,
Aceite os meus melhores cumprimentos, Manuel de Senna Fernandes 1 Por a dado momento me ter queixado de urinar com certa frequência, fui recomendado em Julho de 2008 a submeter-me a uma consulta urológica. O dito urologista do CHCSJ depois de me ter feito vários exames, concluiria que eu não padecia de incontinência urinária, atribuindo o meu mal a um problema alérgico, como é natural isso acontecer a muitas pessoas. Porém, acabaria por me prescrever um medicamento, que nada tinha a ver com aquela doença, que os médicos do CHCSJ tão maldosamente inventaram para só assim poder recair no cirurgião do Sanatorium Hospital de Hong Kong a culpa de não me ter operado com devia ser. Mas, os péssimos resultados das duas intervenções cirúrgicas, anteriormente, efectuadas no CHCSJ, não foram suficientes para avaliar o nível dos seus profissionais?
O artigo 355 da Contestação da Ré tem a seguinte redacção - Ao Autor da acção “todos os cuidados e medidas foram tidos em conta em todas as decisões e em todos os actos médicos, nada mais havendo a fazer pelos médicos intervenientes em todas terapêuticas adoptadas”. E não se deviam adoptar novas medidas médicas, tendentes a encontrar uma possível cura para o doente...?
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afirmando ser eu portador dessa doença, a dita incontinência urinária e, por isso, não estava curado definitivamente, querendo assim significar que a operação cirúrgica, feita no hospital de Hong Kong não me havia sido bem sucedida, assim pois, de maneira nenhuma podia pretender que o meu médico assistente me tivesse de submeter à Junta Médica para efeitos de tratamento na clínica especializada da RAEHK, devendo, porém, lembrar-se de que o meu tratamento no CHCSJ demorou-se por dez infrutíferos anos. Assim, para que obviassem a essa conclusão desacertada (4), não deveriam os drs. Juízes ter acesso a todos os documentos constantes do Proc., bem assim fazer uma leitura bem atenta ao Doc. 1, que reúne todo o trabalho, relacionado com as 100 perguntas sobre a HBP da autoria do dr. Francisco Rolo? Porém, o urologista do CHCSJ , que me havia feito em 2008 os necessários exames para saber qual a razão pela qual a dado momento passei a urinar com uma certa frequência, chegaria depois à conclusão de que se tratava de uma alergia, tal como acontece a muitas pessoas. Embora na qualidade de testemunha dos SS, mesmo assim viria a depor na audiência do julgamento que eu gozava de boa saúde prostática e por isso não podia padecer nem de incontinência urinária, nem de retenção urinária (5), mal este que me acompanhou enquanto vinha
sendo tratado no CHCSJ, tendo além de mais o meu cirurgião de Hong Kong asseverado através do seu parecer que a minha situação post-operatorium jamais será recidiva. E não recidiva significa o não reaparecimento da doença depois de debelada uma primeira vez. [Ver Dicionário LELLO] E a culpa, por um mal que nunca existiu, seria recaída num dos melhores urologistas dos Hospitais de Hong kong, no cirurgião quem me havia operado. Mas, se padecesse de tal doença, indubitavelmente, teria eu processado o referido cirurgião. Disso não tenhamos dúvida. Entretanto, o meu primeiro médico assistente que menos sabia, na audiência do julgamento viria a depor que a operação, que me havia sido efectuada no Hospital de Hong Kong, estava mal feita (?) porque, pelo facto de me terem sido retirados 60grms de tecido à próstata, isso poderia provocar incontinência urinária. Mas, falou-o de outiva porque soube que eu tinha estado na consulta de urologia do CHCSJ, devido a um problema urinário, que levou o urologista a pensar, primeiramente, que se tratava de incontinência urinária, mas que seria desmentida pelo próprio no seu depoimento posterior. Entretanto e sem perda de tempo, esse agente dos SS, no seu depoimento, sugeria uma melhor medida médica para evitar problemas semelhantes, qual solução final que seria a ablação total
A rubrica 33) das 100 perguntas sobre Hiperplasia Benigna da Próstata (Doc. 1) dá-nos a saber que: “O nível alto de PSA nem sempre indica cancro, porém, quanto mais elevado, maior a probabilidade de os pacientes terem cancro”.
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Bem se vê que o drs. Juízes do Tribunal de Segunda Instância nem sequer se deram ao incomodo de ler a rubrica 25) das 100 perguntas sobre Hiperplasia Benigna da Próstata, de autoria de Dr. Francisco Rolo (Doc.1), do teor seguinte: “Quando o paciente apresenta sintomas de HBP e não é tratado de modo adequado e oportuno, nas fases mais avançadas da doença pode apresentar-se uma série de alterações e complicações urológicas, como “retenção urinária aguda, incontinência urinária, insuficiência renal crónica, etc.”. Nestes temos, era bem possível que a incontinência urinária me tivesse surgido, enquanto vinha sendo tratado com deficiência no CHCSJ, e nunca após a intervenção cirúrgica, realizada no Sanatorium de Hong Kong, através da qual o cirurgião me excisou, necessariamente, à próstata 60 gramas de tecido, donde se poderá avaliar o tamanho descomunal da minha próstata, mesmo antes de ter sido operado no Sanatorium Hospital de Hong Kong.
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Retenção urinária foi um autêntico flagelo que me perseguiu durante todo o meu tratamento, que tive no CHCSJ, mas que seria curado do mal após a minha última intervenção cirúrgica, efectuada no Sanatorium de Hong Kong. Admite-o a Ré nas contra-alegações, só que cai no erro de ter chegado à conclusão de que em lugar dela, surge-me a incontinência urinária, razão pela qual viria a asseverar que eu não estava definitivamente curado...!
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terça-feira 29.1.2013
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Helder Fernando
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à flor da pele
Festa de Nhu Santo Amaro na Tarrafal
A
s festividades de Nhu Santo Amaro, em Cabo Verde, município de Tarrafal, seguem a tradição secular praticada, com algumas semelhanças e outras tantas diferenças, em várias partes do mundo como em Paripueira, Alagoas, Brasil (ainda com pagamento de promessas através de caminhadas de pé descalço. No Rio há uma favela com o nome deste Santo, e em São Paulo e no Recife, pelo menos, existem bairros de Santo Amaro), ou na Madeira, nos Açores, em Mascotelos, concelho de Guimarães, na região de Leiria, em Ponte de Lima, em Fornelos, Alfeizerão e em muitos outros locais. Em meados deste mês assisti no município de Tarrafal, às homenagens populares a este padroeiro dos marítimos e Santo padroeiro daquela terra onde na Colónia Penal tantos durante tantos anos foram sacrificados pela ditadura. Foram três dias de festa rija, sem dormir, mas com imensa diversão. Para além do cartaz do habitual Festival de Música que por três vezes termina depois das sete da manhã, existe a sessão solene na sede
do município, actividades desportivas para todas as idades, fogo de artifício e, naturalmente, a componente eucarística cuja parte mais visível é a enorme procissão que sai da igreja quase barroca, sobranceira à praça principal da cidadezinha onde, município de um lado e mercado de artesanato do outro, são as estruturas principais. A procissão começa quase silenciosa, passando em frente da sede municipal onde à porta se destaca, entre outros políticos e vereadores, Mário Lúcio, escritor e músico, ministro da Cultura de Cabo Verde, trajado de branco como é seu uso. O Sol dourado provoca contrastes de cor naqueles milhares de pessoas, luminosidades indescritíveis. Apercebo-me das roupas domingueiras e não era domingo, dos cabelos penteados a preceito, dos mais novos que amparam os de mais idade para que ninguém falte a este cortejo. E muitos transportando bancos e cadeiras. Só depois, quando a multidão enche um largo terreno a umas centenas de metros dali, onde instalaram os dispositivos para a missa de celebração a Santo Amaro, confirmo a razão para bancos e cadeiras serem levados com naturalidade por boa parte dos
Filmo o que posso, desejo registar tudo e apenas trago comigo uma ínfima parte das imagens inesquecíveis de toda esta comunhão verdadeira, sem dogma, sem facciosismo, n´úm dôci abraçu di páz, tão natural como as águas que rodeiam Santiago participantes: é que a missa será longa, umas três horas, e os bancos corridos instalados no recinto e destinados principalmente aos mais velhos, não chegarão. Missa cantada e tocada por competente filarmónica em uniforme impecável. Cânticos de religiosidade, mas bem ao jeito africano, com alegria, com movimento, mobilizando palmas, passos dançantes, sorrisos cúmplices, o povo verdadeiro, espontâneo e acolhedor no seu melhor. Já na parte final daquela cerimónia, uma parte final que dura mais de uma hora, o grupo
coral organizado junto à banda, não pára de cantar, a multidão acompanha enquanto recolhe bancos e cadeiras que levou à cabeça, enquanto dança, enquanto sorri e gargalha, chama pelos seus, olhares de afecto, corpos que se abraçam, mãos que acenam, braços que protegem. Filmo o que posso, desejo registar tudo e apenas trago comigo uma ínfima parte das imagens inesquecíveis de toda esta comunhão verdadeira, sem dogma, sem facciosismo, n´úm dôci abraçu di páz, tão natural como as águas que rodeiam Santiago. Sei que mais logo, estarei atento e sem dormir, de frente para o palco ao ar livre, bem perto da praia e, com tantos entusiasmados, protegidos pelos mais de 600 metros de altura do Monte Graciosa, aplaudirmos os ritmos diferentes oferecidos a todos pelos Tradissom di Terra, Zé Spanhol, Beto Dias, pelos Tarrafal Base, Ferro Gaita, Kultura Sperança, eu sei lá, mas adivinho um sem parar de balanceio geral. Junto com aquela imensa gente boa, regresso, emocionado de coração cheio, aos amigos que me esperam para dôs déde de conversa.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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c a r t o on
punição
por Steff
Hillary Clinton pondera substituir Obama Hillary Clinton não enjeita a possibilidade de vir a candidatar-se às eleições presidenciais norteamericanas em 2016. “Ainda sou secretária de Estado, por isso não estou fora da política e nem sequer tenho o direito de ouvir essas perguntas. Não posso fazer previsões sobre o que vai acontecer amanhã ou no próximo ano”, afirmou Hillary, 65 anos, em entrevista ao programa da CBS 60 minutes. Recorde-se que Barack Obama deixará a Casa Branca no final do seu mandato, em Janeiro de 2017.
Dono de discoteca detido pela polícia
Um dos donos da discoteca Kiss, onde ocorreu a tragédia que resultou na morte de mais de 245 pessoas em Santa Maria, no Rio Grande do Sul e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que estava a dar um concerto na hora do desastre, foram detidos esta segunda-feira pelas autoridades policiais locais. Elissandro Sphor (Kiko), um dos donos da casa noturna, foi detido num hospital de Cruz Alta, que fica a 132 km da capital. Já o vocalista e um responsável pela segurança do palco da banda foram detidos na cidade Mata, a 82 quilómetros de Porto Alegre. Os três suspeitos ficarão presos nos próximos cinco dias, decretou o juiz Regis Adil Bertolindurante.
Governo criticado por pagar publicidade como notícia
“É perigoso que queiram opiniões iguais” Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
Cheias já provocaram a morte a 68 pessoas
Subiu para 68 o número de vítimas mortais das cheias, devido ao transbordo do Rio Limpopo, que nos últimos dias assolaram as regiões moçambicanas de Chicumbane e Gaza. Além das mortes, registo para o deslocamento de 112 mil pessoas. Os números foram indicados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC). “Tememos que o número de vítimas poderá subir, porque muitas pessoas estão em paradeiro desconhecido pelas suas famílias”, comunicou a portavoz do INGC, Rita Almeida.
Aliança passa a controlar aeroporto
O aeroporto de Tombouctou, localizado a 900 quilómetros a nordeste da capital do Mali, Bamako, passou desde esta segunda-feira a ser controlado por tropas francesas e malianas. A operação ocorreu sem qualquer tipo de sobressaltos. “Controlamos o aeroporto de Tombouctou. Não encontrámos nenhuma resistência. Não há nenhum problema de segurança na cidade”, revelou fonte oficial do exército do Mali, citada pela Associated Press.
A
ntony Wong, ex-apresentador da TDM e actual cronista no jornal do Cidadão, disse ontem considerar “perigoso” que o Governo coloque publicidade paga nos jornais como se de uma notícia se tratasse. O comentário de Wong chega depois de, na semana passada, o Governo ter colocado uma publicidade nos jornais dizendo que mudar a marca de leite em pó não seria prejudicial para os bebés. “É
perigoso ver o Governo a dar as suas notícias, que surgem porque quer contrariar as opiniões que se fizeram sentir na sociedade, como publicidade nos jornais”, frisou. “A publicidade paga pelo Governo não tinha um aviso claro de que era só uma publicidade, isso pode confundir os cidadãos, que podem pensar que essa era uma notícia séria, dita por algum especialista.” Mas o pior, diz Wong, foi a própria acção do Executivo. “É perigoso perceber que o Governo parece querer que a opinião da sociedade seja toda igual.”
Antes desta publicidade ter surgido, uma nutricionista disse numa entrevista a jornalistas chineses que mudar a marca de leite em pó faz mal aos bebés. A opinião foi contra a do Governo, que no dia anterior disse que os pais poderiam mudar a marca quando o leite em pó que usualmente compram estivesse esgotado. “Espero que o Governo tenha uma atitude mais aberta e saiba ouvir as opiniões diferentes. Em teoria, mudar a marca não vai influenciar o saúde, mas, de facto, já não é segredo que isso vai causar reacções leves, tais como o eczema e diarreia. O Governo deveria admitir o facto em vez de defender isso através de uma declaração.”
Profissionais quando interessam
Antony Wong não se ficou por aqui. O comentador apontou que o Governo diz sempre que Macau tem profissionais nutricionistas e que vão ser criadas as acreditações para estes, mas quando “os profissionais falam algo contra o Governo, este defende logo que em Macau não existem profissionais”, queixa-se. “Isso é ridículo e mostra que o Governo não tem uma atitude correcta, quando, face uma discussão, quer sempre que as vozes sejam iguais.”
Um morto em confrontos no Cairo
Pelo menos um homem morreu esta segunda-feira, durante confrontos entre manifestantes e a polícia na praça Tahrir, no centro do Cairo. Esta é a primeira morte na capital egípcia desde sexta-feira, quando começaram distúrbios nas comemorações do segundo aniversário da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak. Confrontos nos últimos dias fizeram 45 mortos e 400 feridos em Port Said, Ismailia e Suez, onde foi declarado pelo presidente Mohamed Morsi estado de emergência.
ASAE apreendeu urna com símbolo do Benfica
O caso ocorreu em Peniche. A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu uma urna que tinha um pano estampado com símbolo do Benfica. Os responsáveis do clube encarnado, que tem uma parceira oficial com a funerária Servilusa, souberam do caso e queixaram-se nas instâncias judiciais. A agência funerária de Peniche incorre agora no crime de usurpação de marca, por contrafacção da marca registada. De acordo com o Correio da Manhã, a urna com o símbolo do Benfica, que custou cerca de 800 euros, foi encomendada pela viúva de um benfiquista, cujo corpo estava no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.