hoje macau
Nº 4796 RÓMULO SANTOS
SEXTA-FEIRA 25-6-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
MOP$10
PLENÁRIO
EM DEFESA DA NAÇÃO GONÇALO LOBO PINHEIRO
GRANDE PLANO
Apesar da confirmação de um caso positivo de covid-19 em Hong Kong, vão continuar as negociações entre as duas regiões administrativas especiais para aligeirar restrições fronteiriças. Mas, para já, recomeça a contagem de 28 dias sem casos locais em Hong Kong para abrir a muito desejada bolha de viagem. PÁGINA 7
AJUDAR QUEM AJUDA PÁGINA 6
EURO 2020
OITAVOS, AÍ VAMOS PUB.
CENTRAIS
ARTE DE VIAJAR
NUNO MIGUEL GUEDES
TORRE E CAMINHOS GONÇALO M. TAVARES
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CARITAS
Rebentou a bolha
2 grande plano
Fronteiras Mak Soi Kun apoia prioridade a vacinados entre Macau e Guangdong “É correcto que, ao relaxar as medidas de migração entre Hong Kong e Macau, o Governo da RAEM tome a vacinação como pressuposto principal”, afirmou ontem Mak Soi Kun. Além disso,
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descreveu que uma parte da população apoia o relaxamento da exigência de um teste de ácido nucleico com 48 horas para residentes vacinados que se deslocam entre Guangdong e Macau.
As quatro negas
Propostas de Pereira Coutinho rejeitadas
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RÓMULO SANTOS
EREIRA Coutinho submeteu ontem quatro propostas de debate à Assembleia Legislativa, que foram todas rejeitadas. Foram várias as vozes contra a alterações da legislação laboral para proteger os trabalhadores, face à pandemia, que foi rejeitada com 10 votos a favor e 19 contra. Em causa estavam pontos como o pagamento de subsídios por turnos ou trabalho nocturno, férias não remuneradas e despedimentos sem justa causa. Ma Chi Seng argumentou que rever a lei laboral não resolveria problemas, dado que a situação de emprego se deve à pandemia. O deputado entende que a legislação de trabalho “consegue alcançar um equilíbrio entre as partes laboral e patronal” e aponta que são antes necessárias medidas de apoio ao emprego. Por sua vez, Ip Sio Kai observou que desde o regresso à pátria, a relação laboral e patronal “sempre foi harmoniosa”, defendendo que é “mais adequado” discutir o tema na Concertação Social. O legislador acrescentou que o debate não iria “contribuir positivamente” para a sociedade, mas antes dividi-la. Apesar de reconhecer as dificuldades dos trabalhadores em contexto de pandemia, também Zheng Anting se revelou contra o debate, mas sugeriu a necessidade de mais acções de formação subsidiadas.
Sulu Sou olhou para a questão de outra forma, apontando que os problemas da lei laboral “tornaram-se mais notórios com a pandemia” e que no caso das licenças sem vencimento a legislação não oferece “protecção suficiente”.
Sem nível de bónus
Caiu também por terra o debate sobre a atribuição de bónus aos trabalhadores da linha de frente da função pública, pelo trabalho feito desde o início da pandemia, apesar de vários deputados terem tecido elogios ao “espírito de missão”. Mak Soi Kun descreveu a pandemia como uma “guerra” e apontou que todos os participantes são “heróis”. Nesse sentido, entendeu que não se deve “dividir a sociedade”. Também Ip Sio Kai argumentou não ser benéfico “para a relação entre a Função Pública e a população”. Apesar de reconhecer dificuldades ao tratamento da questão, Au Kam San entendeu que o assunto merecia ser debatido e esclareceu que apoiar um debate não é sinónimo de apoiar o aumento de vencimento. “Este hemiciclo é o local próprio para debater políticas”, comentou. Foi também afastada a discussão sobre a queda de azulejos do edifício Ip Heng, bem como sobre medidas para aproximar o regime de aposentações e de previdência. S. F.
Wu Chou Kit, deputado “Nós, chineses, não podemos esquecer a história da China, que foi invadida e intimidada pelas potências ocidentais.”
Tapar as infiltrações ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
DEPUTADOS PEDEM REFORÇO CONTRA FORÇAS EXTERNAS
Três deputados nomeados pelo Chefe do Executivo defenderam ontem o reforço de medidas contra a infiltração de forças externas, num momento em que o país está a cerca de uma semana de celebrar os cem anos do Partido Comunista da China
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grande plano 3
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CONSUMO SECRETÁRIO QUER EQUILÍBRIO NO CONTROLO DE PRÁTICAS DESLEAIS
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A Assembleia Legislativa, o deputado Wu Chou Kit, que interveio também em nome dos deputados Ma Chi Seng e Chan Wa Keong, afirmou que o território e a China, de forma a manterem aquilo que considerou ser desenvolvimento e estabilidade, devem “persistir no caminho do Estado de direito socialista, com características chinesas, e persistir firmemente na defesa da lei para assegurar a soberania, a segurança e os interesses do País, evitando a infiltração de forças externas”. Para isso, os três deputados defenderam ser necessário uma revisão das leis contra a entrada de forças externas em Macau e impedir, “com todos os esforços, qualquer ação de apoio a indivíduos separatistas”. Foi defendido ainda aquilo que classificou como aperfeiçoamento dos trabalhos de informação relativamente à segurança nacional e o aumento dos “esforços para impedir que forças estrangeiras aproveitem a RAEM para actividades de destruição contra o Interior da China, e impedir essas conspirações logo no seu início”.
Ganhar a face
No seu discurso, foi lembrado ainda que no dia 1 de Ju-
lho celebra-se o 100.º aniversário do Partido Comunista da China. “Sob a liderança do Partido Comunista da China [PCC], a China de hoje está na vanguarda do mundo ao nível da tecnologia avançada, da escala económica, e da capacidade para proteger a vida e a saúde das pessoas”, disse. Segundo o deputado, o PCC “conseguiu livrar-se das humilhações de há um século e realizar os desejos iniciais dos mártires, dos heróis e dos ascendentes, que se sacrificaram e contribuíram, com abnegação, para a revitalização da nação chinesa”. “Devemos sentir orgulho em ser chineses! Nós, chineses, não podemos
Foi defendido o aumento dos esforços para impedir que forças estrangeiras aproveitem a RAEM para actividades de destruição contra o Interior da China e impedir essas conspirações logo no seu início
esquecer a história da China, que foi invadida e intimidada pelas potências ocidentais”, frisou. Esta tónica no discurso em relação à humilhação foi semelhante à declaração do dia anterior do Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, durante a inauguração de uma exposição de fotografias para assinalar o 100.º aniversário do PCC. Nesse discurso, o Chefe do Executivo afirmou que o regresso do território e de Hong Kong à China pôs fim a 100 anos de humilhação chinesa. “O Partido Comunista da China apresentou, de forma inovadora, a importante política ‘um País, dois sistemas’ e, sucessivamente, retomou o exercício da soberania sobre Hong Kong e Macau, findando assim cem anos de humilhação da nação chinesa”, afirmou Ho Iat Seng. “O Partido Comunista da China é o pioneiro, o líder, o praticante e o defensor da causa ‘um País, dois sistemas’. Devemos estar cientes que o apoio e a defesa da liderança do Partido Comunista da China constituem a base do sucesso da prática ‘um País, dois sistemas’ em Macau”, sublinhou.
Hengqin Chui Sai Peng sugeriu “passaporte” financeiro
José Chui Sai Peng defendeu ontem que o Governo deve “estudar o estabelecimento de um sistema de ‘passaporte’ financeiro para facilitar a interconexão e interoperabilidade financeira Macau-Hengqin”. O deputado acha que se pode ter como referência o modelo de união bancária adoptado pela União Europeia na análise do projecto da Nova Zona de Hengqin, para se adoptar “a título experimental” um passaporte financeiro. Em causa estão as exigências para a entrada de instituições financeiras de Macau em Hengqin. Assim, José Chui Sai Peng quer a simplificação do processo de autorização transfronteiriça, através da criação conjunta de critérios de acesso. Assim, sugere que os bancos e seguradoras locais que queiram arrancar com negócios em Hengqin peçam autorização apenas à Autoridade Monetária de Macau, ficando esta encarregue de o comunicar às autoridades de supervisão financeira da Província de Guangdong, para efeitos de registo.
Assembleia Legislativa aprovou ontem na especialidade a proposta de lei de protecção dos direitos e interesses do consumidor. A legislação entra em vigor a 1 de Janeiro de 2022. O secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, apontou que é necessário “encontrar equilíbrio em termos de protecção dos consumidores e dos operadores comerciais” quanto ao controlo de práticas comerciais desleais. “Como há esta desigualdade em termos de informações e competência entre consumidores e operadores comerciais, (...) a versão final prevê uma garantia da segurança e qualidade dos bens e serviços, e se no futuro houver necessidade, vamos reavaliar a execução da lei”, declarou. Além disso, o Governo indicou que vai ouvir as opiniões da sociedade relativamente a práticas desleais. “Temos de ver se a lei garante o cumprimento transversal em todos os sectores”, disse Lei Wai Nong. PUB.
“Macau tem uma sociedade de pessoas conhecidas e é preciso garantir igualdade e justiça nas relações jurídicas. Na compra e venda, a lei é o último recurso. (...) Na ordem da sociedade a confiança mútua prevalece. A lei é o último recurso”, declarou. Lei Wai Nong apontou que depois da entrada em vigor da lei, o regulamento do Conselho de Consumidores (CC) será alterado para reforçar as suas competências. A ideia é ajustar a estrutura do organismo para ser adequada à aplicação da lei. E perante preocupações com recursos humanos indicou que actualmente o CC conta com 51 trabalhadores. Entre 2017 e o ano passado, o Conselho de Consumidores tratou anualmente cerca de três mil queixas, e resolvido cerca de 90 por cento enquanto mediador. S. F.
4 política
CAEAL ADMITIDAS 19 LISTAS PARA AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS
Dados lançados
Após a readmissão de três listas e a rejeição de outra, a Comissão para os Assuntos Eleitorais confirmou que existem, no total, 19 listas legalmente certificadas. Foram assinalados 42 casos de subscrição múltipla. A candidatura rejeitada pertence a Wong Wai Man. O candidato que prometeu usar a estratégia de “Cão Louco”, Lee Sio Kuan, está na corrida
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relacionadas com a entrega de documentação, terem sido readmitidas. As três listas readmitidas, revelou Tong Hio Fong, presidente da CAEAL, são a Plataforma para os Jovens, a Aliança para a Promoção da Lei Básica de Macau e a Ou Mun Kong I. Recorde-se que o mandatário da lista Ou Mun Kong I é Lee Sio
Kuan, candidato às eleições de 2017, que anunciou a 10 de Junho que pretende revolucionar a campanha eleitoral com algo que designou como a “Estratégia do Cão Louco”. Após a reunião de ontem Tong Hio Fong descortinou ainda, sem avançar nomes, que uma das listas propostas está fora da corrida por não ter
Taiwan Entregue carta a pedir fim de interferência em Macau e HK Um grupo dos residentes de Macau entregou ontem uma carta dirigida à Delegação Económica e Cultural de Taipei, a pedir ao Governo de Taiwan que não interfira nos assuntos de Hong Kong e Macau. De acordo com o Exmoo, o representante do grupo, de apelido Lok, acusa Taiwan de sabotar a prosperidade de Macau e Hong Kong e do princípio “Um País, Dois Sistemas”
por ter apoiado a fuga de “desordeiros” de Hong Kong no seguimento dos protestos contra a lei de extradição. O mesmo representante criticou ainda a liderança da presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, por ter ignorado os interesses da população do território durante a pandemia ao ter recusado as vacinas contra a covid-19 oferecidas pela China.
conseguido reunir o número mínimo de 300 assinaturas para que a sua existência legal fosse reconhecida. Horas depois, contudo, veio a confirmar-se que a lista em questão é a “Ajuda Mútua Grassrots” encabeçada por Wong Wai Man. A informação foi revelada pelo próprio no Wechat, através da partilha do parecer da CAEAL para a rejeição, onde se pode ler que apenas foram validadas 190 assinaturas, sendo que as restantes não foram aceites por estarem repetidas (8), não corresponderem a eleitores qualificados (79) e por conter informações incorrectas (158). Recorde-se que Wong Wai Man concorreu às eleições de 2017 e, para além de ser conhecido por vestir fardas militares, foi condenado pelo Tribunal de Segunda Instância por perturbação de uma acção de campanha da Associação Novo Macau. O presidente da CAEAL avançou ainda que durante o processo de constituição das comissões de candidatura houve 42 casos de subscrição múltipla, que serão agora encaminhados para o CPSP para investigação.
Haja saúde
Outro tópico abordado ontem foi a utilização de locais públicos para realizar campanhas eleitorais. Segundo Tong Hio Fong, devido à pandemia, serão transmitidos requisitos específicos de acordo com o sítio escolhido e com as directrizes definidas pelos Serviços de Saúde (SSM). “Vamos exigir que, em cada local público destinado à campanha eleitoral, sejam traçados limites para o número de pessoas e, atendendo a cada local, esse número máximo será diferente. Além disso, as candidaturas que utilizarem esses locais para a campanha terão de observar as orientações emitidas, tanto pela CAEAL, como pelos SSM sobre a prevenção e controle da epidemia, tais como a medição de temperatura e a utilização de máscaras. Todas estas informações concretas serão encaminhadas aos SSM antes de serem transmitidas à população”, apontou o presidente da CAEAL. Pedro Arede com Nunu Wu
PEDRO AREDE
GCS
As três listas readmitidas (…) são a Plataforma para os Jovens, a Aliança para a Promoção da Lei Básica de Macau e a Ou Mun Kong I
Comissão dos Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) confirmou ontem no total 19 comissões de candidatura com certificação de existência legal. Isto, depois de três das listas às eleições para a Assembleia Legislativa (AL), entretanto suspensas por falhas
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Passar o testemunho
Leong Hong Sai sucede a Ho Ion Sang na liderança da lista da UPP
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União Promotora para o Progresso (UPP) apresentou ontem a lista para as eleições legislativas de Setembro. A encabeçar a candidatura ligada à Associação dos Moradores (Kaifong) está Leong Hong Sai, sucedendo a Ho Ion Sang, actual deputado da Assembleia Legislativa. Tal como já tinha sido avançado anteriormente, a mandatária da candidatura, Ng Siu Lai, confirmou ontem que Ho Ion Sang irá concorrer às eleições legislativas pela via indirecta, integrando a lista dos Sectores dos serviços sociais e educacional. Além de Leong Hong Sai, a lista conta ainda com os candidatos Ngan Iek Hang, Cheong Sok Leng, Leong Chon Kit, Lam Ka Chun, Lei Weng Kin, Hong Wai Tong e Cheang I Ha. Sobre os principais objectivos da candidatura, Leong Chon Kit, o número quatro da lista apontou que um dos tópicos em destaque no horizonte da UPP é a habitação. “Actualmente, apenas existe habitação social, económica e a habitação do sector privado. Queremos insistir na habitação para a classe sanduíche e ainda na habitação para idosos. Muitos idosos pretendem alcançar melhores condições de vida e nós queremos ajudar nessa tarefa”, apontou. Outra das frentes de ataque da lista é a “melhoria dos problemas sérios dos transportes públicos”, nomeadamente ao nível da qualidade do serviço e do congestionamento de trânsito. Quanto à revitalização económica, Leong Chon Kit prometeu que a UPP irá focar-se em medidas de apoio às pequenas e médias empresas que estão a “sofrer”, procurando “promover mais oportunidades de trabalho e de formação”, incentivando a mudança de área profissional. Sobre Ho Ion Sang, o candidato afirmou que a população “reconhece o trabalho feito” nos últimos 12 anos e que agora é hora de “passar o testemunho às gerações mais novas”. “Isso traduz-se em mais responsabilidade para podermos ir para a frente.”
Aposta na eficácia
A nível dos serviços públicos, a UPP promete investir na melhoria das aplicações móveis do Executivo. “Queremos garantir, por exemplo, que as aplicações do Governo que permitem que a população aceda a vários serviços públicos sem sair de casa, sejam mais eficientes”, acrescentou o candidato. Por último, foi ainda feita referência à aposta na educação destinada aos jovens, mais precisamente através da transmissão de conteúdos relacionados com o empreendedorismo e criação de negócios em nome próprio. P.A. e N.W.
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Carne de porco Preços baixam 20 por cento
A carne de porco vai sofrer uma redução de preços. Esta é a conclusão de uma reunião entre representantes do Instituto para os Assuntos Municipais e as empresas importadoras Nam Kwong e Nam Yue. As companhias nacionais confirmaram que vão baixar os preços da venda de carne de porco por grosso a partir de hoje, sendo que os mercados e supermercados também vão reduzir os preços de venda ao público. O preço da venda por grosso da carne de porco vai baixar de 2.780 patacas por picul para 2.450 patacas, uma quebra de cerca de 20 por cento.
Dados Pessoais Finanças alertam para mensagens falsas A Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) comunicou ontem que vários residentes receberam mensagens de SMS enviadas em nome da DSF, alertando que são falsas. Em causa estão alegadas mensagens enviadas para o telemóvel, que pedem o preenchimento de uma autodeclararão através
da ligação à página electrónica “https://gov.dsf.tax” para poderem continuar a utilizar o cartão de crédito. A DSF participou a situação às autoridades policiais e avisa aos cidadãos para “não clicarem no respectivo site, nem fornecerem os seus dados pessoais”.
ARTM ACTIVIDADES EM FAMÍLIA PARA SENSIBILIZAR COMUNIDADES LOCAIS
ASSÉDIO SEXUAL MACAU CONCELEARS EXIGE AO CPSP ESCLARECIMENTOS
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portal Macau Concelears exige esclarecimentos do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) sobre a alegada falta de apoio a uma vítima de assédio sexual. O caso remonta ao início do mês, quando uma mulher se queixou no Facebook de que foi seguida por um homem que lhe tirou fotografias. A alegada vítima terá chamado a polícia, mas segundo a sua versão, os agentes usaram vários argumentos para não responsabilizar o suspeito de assédio. Segundo a mulher, foi-lhe dito que ela usava apenas calças e que as fotografias não eram nada de especial, bem como o facto de um processo em tribunal demorar muito tempo e de as leis serem “complicadas”. As autoridades policiais esclareceram que levaram o suspeito à esquadra para prestar declarações tendo em conta a vontade da vítima para a investigação, negando que tenha sido recusada ajuda. Foi ainda confirmado que foi instaurado um inquérito sobre o caso para apurar mais dados. Segundo o jornal All About Macau, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) recebeu 74 casos de assédio sexual em 2019 e 52 casos o ano passado, tendo sido encaminhados para o Ministério Público 16 suspeitos em 2019 e 20 o ano passado.
Para chegar mais perto Para assinalar o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, a ARTM vai organizar no domingo uma tarde dedicada às famílias e às comunidades locais. Além de espectáculos de dança e artesanato do Vietname, Portugal, Indonésia e Filipinas, haverá magia, caricaturas e sensibilização em várias línguas sobre a problemática da droga
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O próximo domingo, a Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM) vai assinalar o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas com uma série de actividades de sensibilização e entretenimento dedicadas a toda a família e às comunidades locais. O evento, que decorre entre as 15h e as 19h nas casas da antiga leprosaria da Vila de Nossa Senhora de Ká-Hó pretende ser, de acordo com o presidente da ARTM, Augusto Nogueira, “uma espécie de carnaval de combate às drogas”, que pretende, além promover momentos de entretenimento em família, sensibilizar as diferentes comunidades locais utilizando diferentes idiomas. “A ARTM tem uma certa responsabilidade de prevenir e transmitir informação sobre droga nas comunidades locais e, por isso, vamos ter grupos tradicionais de dança do Vietname, Portugal, Indonésia e das Filipinas. Vamos também ter bancas destas comunidades, que vão ter produtos culturais, como por exemplo peças de artesanato. Além disso será fornecida informação e prevenção sobre o combate à droga em cada uma das línguas dessas comunidades. Vamos ter folhetos e cartazes e será disponibilizada informação sobre a lei do combate à droga em Macau”, explicou Augusto Nogueira. O facto de o evento integrar actividades dedicadas às diferentes comunidades surge no seguimento do “aumento do consumo e tráfico de droga dentro destes grupos” potenciado pelos constrangimen-
levou ao surgimento de restrições, perdas de emprego e separações, levou a que haja muita dessas pessoas a viver no limiar da pobreza e estar vulneráveis. Isto porque, muitas vezes, a necessidade faz com que as pessoas acabem por fazer algo que não deviam para sobreviver. As pessoas têm de ter cuidado com isso. O Governo tem de ver esta situação nas comunidades para lançar medidas para que as pessoas não cometam crimes por necessidade de sobrevivência”, explicou.
Pacientes envolvidos
Augusto Nogueira, presidente da ARTM “A ARTM tem uma certa responsabilidade de prevenir e transmitir informação sobre droga nas comunidades locais.”
tos gerados pela pandemia de covid-19. Segundo o presidente da ARTM, numa altura em que muitas pessoas estão “vulneráveis” é importante “alertar e informar as pessoas destas comunidades sobre
aquilo que lhes pode acontecer [caso cometam crimes] utilizando a sua própria língua sobre a lei da droga”. “Estamos preocupados porque a situação da pandemia, que
Integrados no projecto “Hold on To Hope”, que levou à reabertura de duas casas na antiga leprosaria de Ká-Hó, agora no papel de cafetaria e galeria de arte aconteceu a 19 de Dezembro de 2020, os pacientes em reabilitação da ARTM também irão participar na organização da iniciativa. “Alguns pacientes vão estar no café ou na galeria de arte e outros a dar apoio às actividades em si. Portanto, tanto o staff como os residentes do centro de reabilitação vão estar a colaborar e a trabalhar nesta actividade”, confirmou Augusto Nogueira. Sobre as restantes actividades disponíveis no domingo, o presidente da ARTM partilhou ainda que crianças e famílias terão a oportunidade de ficar com um retrato seu, desenhado pelo caricaturista Rodrigo Matos, fazer pinturas faciais, personalizar t-shirts, assistir a espectáculos de magia e participar em jogos e concursos. Pedro Arede
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Idosos Kaifong estabelecem parceria com empresa de Zhuhai
A União Geral das Associações de Moradores de Macau (UGAMM, ou Kaifong) estabeleceu uma parceria com uma empresa de serviços de idosos de Zhuhai. O contrato foi assinado entre o Gabinete dos Kaifong em Guangdong e a empresa Zheng Yuan. “Com a conexão da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, os obstáculos de circulação de pessoas e a criação de políticas estão a ser resolvidos gradualmente”, lê-se no comunicado citado pelo jornal Ou Mun. A cooperação acontece na área dos serviços de apoio domiciliário aos idosos, formação de assistentes sociais e serviços de consulta, entre outros.
Habitação IH quer rever Fundo de Reparação Predial
Paul Pun, Secretário-geral da Caritas de Macau “Tenho gasto muito do meu tempo a cuidar destas pessoas para que vejam que a sociedade de Macau também se preocupa com elas.”
SOLIDARIEDADE APOIO A MIGRANTES EM CARÊNCIA DEIXA CARITAS EM DÉFICE
Com a corda ao pescoço
A Caritas continua a receber uma média de 500 pessoas cada vez que entrega bens de consumo a trabalhadores migrantes em carência económica devido à covid-19, acções que deixam sempre a associação em défice financeiro. Paul Pun, secretário-geral, assume: “não queremos dizer que a situação está a piorar, mas na realidade está a tornar-se difícil”
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E cada vez que distribui alimentos por trabalhadores migrantes, a Caritas fica em situação de défice. Sem apoios financeiros do Governo para este tipo de ajuda, a associação gasta sempre mais do que os donativos que recebe para este fim. Ao HM, o secretário-geral da Caritas de Macau, Paul Pun, referiu que são atendidas, em média, 500 pessoas de cada vez que há uma acção de entrega de alimentos e outros bens, o que mostra que a crise sentida por parte dos trabalhadores não residentes (TNR) causada pelo desemprego e impossibilidade de sair de Macau, continua a deixar marcas. “Segundo dados do mês passado, de cada vez que damos apoio, chegam 500, em média, sobretudo desempregados. Os trabalhadores migrantes estão a sofrer muitos constrangimentos e necessitam de apoio”, referiu.
De momento, a Caritas procura atenuar as dificuldades de desempregados, mães e trabalhadores em licenças sem vencimento. “Cerca de 2200 trabalhadores migrantes têm procurado a ajuda do nosso serviço de migrantes. Deste grupo, 120 são mães. Parte destas pessoas regressaram aos seus países de origem ou contactaram as autoridades dos seus países, talvez cerca de metade”, disse. A Caritas continua a necessitar de donativos para manter as campanhas de solidariedade social. “Tudo o que recebemos resulta em défice. Se a pandemia chegar ao fim em breve e abrirmos as fronteiras, a nossa situação financeira poderá melhorar. Mas, uma vez que vivemos tempos de incerteza, a única coisa que precisamos é de ir buscar fundos adicionais para manter estas iniciativas”, disse Paul Pun. O responsável adiantou, como exemplo, um donativo de quatro
mil patacas e vouchers de alimentos que recebeu de padarias e outros espaços comerciais.
“Presas em Macau”
Em termos gerais, a situação dos TNR está longe de estar resolvida. “Não queremos dizer que a situação está a piorar, mas na realidade está a tornar-se difícil. Há mais desempregados agora. Em Abril o Governo fez menção às duas mil pessoas a quem foi cortado o blue card, mas os voos de repatriamento chegaram a menos de 500 pessoas. Então há uma grande diferença, há mais pessoas a ficar presas em Macau. Temos de continuar com estas acções de caridade.” Paul Pun explicou que o Governo acaba por dar apoio “de forma indirecta”, nomeadamente com a doação das taxas pagas pelos sacos de plástico nos supermercados, cujo dinheiro serve para ajudar mães em situação de
carência. “Tenho gasto muito do meu tempo a cuidar destas pessoas para que vejam que a sociedade de Macau também se preocupa com eles”, referiu. Outra das entidades que também disponibiliza apoio aos trabalhadores migrantes é o Centro Pastoral para a Acção Social da Comissão de Migrantes Filipinos [Pastoral Care for Filipino Migrants Commission on Social Action], que no passado dia 19 entregou 298 cabazes de bens alimentares doados por escolas, pessoas e outras entidades. As acções de entrega acontecem todos os sábados. Zasmin Lansang, secretária do centro, confirmou ao HM que “o número [de pessoas que necessitam de ajuda] está a aumentar”. “Há mais desempregados e empregadores que não renovam os contratos ou empresas que optam pela licença sem vencimento”, rematou.
Andreia Sofia Silva
Kuoc Vai Han, presidente substituto do Instituto da Habitação (IH), garantiu, em resposta a interpelação escrita de Ho Ion Sang, que o modo de funcionamento do Fundo de Reparação Predial vai ser alvo de alterações. “O Governo da RAEM pretende reordenar planos de apoio financeiro constantes no Fundo de Reparação Predial, ampliar o âmbito de alguns planos, aumentar o valor e simplificar os procedimentos de candidatura. [O objectivo] é reforçar a promoção e reparação dos edifícios por parte dos proprietários.” Na mesma resposta, é referido que o processo da revisão do diploma relativo ao fundo pode terminar no segundo semestre do corrente ano.
Media Filas em bancas de Macau para comprar último Apple Daily
Ontem foi publicada a última edição do jornal Apple Daily e, em Macau, foram várias as bancas de jornais que registraram filas de pessoas para comprar o jornal. Segundo o jornal Exmoo, uma banca situada na rua Avenida de Horta e Costa teve uma fila de 100 pessoas e a publicação esgotou. Apesar de serem informados que o jornal tinha esgotado, muitos clientes acabaram por comprar edições antigas. Uma banca na rua Cinco de Outubro também agregou muitos leitores antes das 18h, tendo o seu proprietário dito ao Exmoo que, por norma, vende apenas 20 exemplares por dia, mas ontem vendeu mais de 100 exemplares, além de ter recebido encomendas. Um residente, de apelido Ho, disse ao mesmo jornal que adquiriu 20 exemplares do Apple Daily para coleccionar, afirmando sentir-se triste com o fecho do jornal. Ho referiu também que a liberdade de imprensa em Hong Kong e Macau está a sofrer pressões e que está preocupado com a situação dos media no futuro.
sexta-feira 25.6.2021
SJM Vacinados 3.600 colaboradores e familiares Entre segunda e quinta-feira, foram inoculados mais de 3.600 colaboradores da SJM Resorts, incluindo familiares, graças ao programa de encorajamento ao plano de vacinação promovido pela concessionária. “É encorajador ver que o nosso programa de vacinação e sensibilização promovido em
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conjunto com os Serviços de Saúde colheu uma resposta esmagadora dos nossos colaboradores. A vacinação é a prioridade máxima na luta contra a pandemia”, afirmou a Presidente do Conselho de Administração da SJM, Daisy Ho, segundo uma nota oficial divulgada ontem.
MP Oito acusações por infracção de medidas sanitárias O Ministério Público (MP) deduziu, desde Janeiro, oito acusações pela prática do crime de infracção de medida sanitária preventiva, no âmbito da Lei de prevenção, controlo e tratamento de doenças transmissíveis, com cinco inquéritos ainda pendentes. Quatro arguidos são residentes de Macau e os restantes são turistas vindos do Interior da China, Taiwan e dos Estados Unidos da América. Aponta o MP que “das acusações deduzi-
das, cinco enquadraram-se na violação de regras de observação médica, nomeadamente o incumprimento da orientação para sujeitar-se à observação médica em locais designados, ou o abandono do local de observação designado sem a autorização durante o período de observação médica”. Além disso, três casos são sobre entrada em casinos sem o certificado válido de resultado negativo do teste de ácido nucleico.
COVID-19 CONFIRMADO CASO POSITIVO EM HONG KONG, MAS NEGOCIAÇÕES CONTINUAM
Entre o querer e o poder As autoridades de Macau continuam a negociar com Hong Kong a abertura de uma bolha de viagem sem quarentena, mantendo a regra de 28 dias consecutivos sem casos locais. Ontem foi confirmado o caso positivo preliminar de covid-19 na zona de Tai Po na região vizinha
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Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus garantiu ontem que continuam as negociações com as autoridades de Hong Kong sobre a possibilidade de abertura das fronteiras, embora se mantenha a regra dos 28 dias consecutivos sem novos casos locais de covid-19 na região vizinha. O caso preliminar de covid-19 na zona de Tai Po, registado na quarta-feira, foi confirmado ontem depois da conferência de imprensa do Centro. “Temos um pressuposto, que é durante 28 dias não haver casos em Hong Kong. Neste momento, Hong Kong e Macau ainda estão a discutir os pormenores acerca da possibilidade de abrir a fronteira. Quando Hong Kong reunir esta condição então poderemos pôr em prática, mas agora não temos nenhuma informação para avançar porque ainda não reúne os requisitos”, adiantou Leong Iek Hou, coordenadora do centro. A responsável adiantou que as autoridades de ambas as regiões vão continuar a ter reuniões técnicas. Segundo a estação RTHK, o caso local de covid-19 diz respeito a um homem de 27 anos, trabalhador no aeroporto. Foram testadas mais de 2000 pessoas que vivem na mesma zona residencial, e enviadas para quarentena mais de 180 pessoas de contacto próximo. Ontem foram também detectados na região vizinha seis casos de
covid-19 importados, relativos a quatro estudantes oriundos do Reino Unido e duas mulheres que viajaram da Indonésia.
É cedo para abrir
Prudência continua a ser a palavra de ordem para as autoridades de Macau, que garantem ser cedo para estabelecer uma data para a abertura do território ao mundo. “Sabemos que em todo o mundo a situação continua a piorar, mesmo em Hong Kong ou Guangzhou continuam a aparecer novos casos. Hong Kong parece estar a voltar à normalidade, atingiu 14 dias sem novos casos. Pensamos na possibilidade de abrir a fronteira, mas imagine-se que surgem novos casos. É muito difícil, neste momento, fazer uma previsão ou deixar pessoas de fora entrar em Macau.”
“Pensamos na possibilidade de abrir a fronteira, mas imaginese que surgem novos casos. É muito difícil, neste momento, fazer uma previsão ou deixar pessoas de fora entrar em Macau.” LEONG IEK HOU COORDENADORA DO NÚCLEO DE PREVENÇÃO E VIGILÂNCIA DA DOENÇA
Leong Iek Hou frisou que “ainda não reunimos condições ou requisitos para falar” sobre a abertura de fronteiras. “Uma das medidas prioritárias é continuar a ser rigoroso quanto à abertura das fronteiras e evitar casos importados”, adiantou. Entretanto, foi ontem divulgado um caso de um residente vindo de Zhuhai que não declarou informações “de forma fiel”, estando neste momento a cumprir quarentena. “Este residente esteve em Zhuhai e voltou a Macau para tratar de assuntos pessoais. Teve de ser colocado em quarentena porque esteve em zonas de alto risco. Achamos que não é necessário publicar o seu percurso em Macau”, disse Leong Iek Hou. Há também um caso de um trabalhador não residente (TNR) que usou o código de saúde de outra pessoa e que foi constituído arguido. Segundo uma nota de imprensa, foi feita “de imediato a denúncia junto do Ministério Público (MP)” e deduzida a acusação. “O inquérito será oportunamente remetido ao Tribunal Judicial de Base para marcação de julgamento nos termos da lei processual”, lê-se ainda. A mesma nota dá conta de que “o arguido, cujo resultado do teste de ácido nucleico já tinha expirado no dia de entrada em Macau, não conseguiu mostrar o comprovativo efectivo do teste de ácido nucleico, pelo que não pôde entrar em Macau”. “Posteriormente, o arguido pediu a outrem que lhe enviasse imagem capturada de um código de saúde alheio, com o qual tentou entrar novamente em Macau, mas acabou por ser descoberto pelo pessoal de inspecção da autoridade sanitária no posto de entrada”, lê-se ainda. O crime de infracção de medida sanitária preventiva é punível com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 60 dias. Além disso, foi anunciada ontem uma nova ronda de máscaras que começa oficialmente amanhã e dura até 23 de Julho. Cada lote de 30 máscaras está disponível por 24 patacas.
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MELHORES MARCADORES
Cristiano Ronaldo 5 golos
Patrik Schick 3 golos
Romelu Lukaku 3 golos
Emil Forsberg 3 golos
ASSISTÊNCIAS
Steven Zuber 3
Pierre Höjbjerg 3
Dejan Kulusevski 2
Donyell Malen 2
PRÓXIMOS JOGOS De 26 para 27 de Junho 00h- País de Gales-Dinamarca 03h- Itália-Áustria
De erro em erro, enche a Espanha o papo Espanhóis em segundo lugar no Grupo E, ganho pela Suécia
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Á uma diferença entre bons jogadores e jogadores não assim tão bons. É este um dos aspectos de qualquer desporto e a história da goleada que Espanha impôs à Eslováquia em Sevilha por 5-0. O encontro começou morno. Alguns remates bem cedo dos espanhóis que incomodaram a baliza eslovaca, mas nada que trouxesse perigo iminente. No entanto, logo aos 12 minutos de jogo Martin Dúbravka defende um penálti de Álvaro Morata. Aestratégia espanhola passava por conquistar espaços na zona média do terreno eslovaco para fazer sucessivas tabelas com os laterias/médios alas de maneira a atacar depois a profundidade. Com isto em mente, Štefan Tarkovič, treinador eslovaco, permitiu que os seus médios de contenção estivessem em cobertura individual aos médios espanhóis Pedri e Koke, mas para isto acontecer de forma célere, Marek Hamšík tinha de bloquear Ser-
gio Busquets, o jogador mais recuado do triângulo do meio-campo espanhol. No início da partida, com a concentração física e mental em bom estado, a Eslováquia bloqueou os espaços intermédios de Espanha com facilidade. Quando Hamšík largava a cobertura, a Espanha respirava muito melhor e o ataque fluía com naturalidade. Mas o encontro ficou marcado com erros do guardião eslovaco, primeiro aos 30 minutos de jogo marcou um autogolo inexplicável e depois aos 45+3’ com uma saída em falso, Aymeric Laporte, defesa espanhol, marca de cabeça. Pablo Sarabia aos 56’, Ferran Torres aos 67’ e um autogolo de Juraj Kucka aos 71 minutos de jogo sentenciaram a partida. No outro jogo do Grupo E, a Suécia venceu por 3-2 a Polónia com Emil Forsberg (2) e Viktor Claesson a marcarem para os amarelos e Robert Lewandowski (2) para os polacos.
25.6.2021 sexta-feira
PORTUGAL ALCANÇA OITAVOS NO TERCEIRO LUGAR DO GRUPO F
Santo Empat Em jogo decisivo, Fernando Santos deixou o conservadorismo habitual em casa e mexeu na equipa. Para lá do jogo com a França, que acabou empatado a 2 golos, estava um bilhete para os oitavos de final. Num momento difícil e urgente como este, lá apareceu o suspeito do costume: Ronaldo. Com o empate, os portugueses vão defrontar a melhor selecção do ranking FIFA, a Bélgica já na madrugada de domingo para segunda-feira
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Á não há quem assuste Cristiano Ronaldo. Não é de agora, porém. O menino madeirense, sem grande físico, teve desde sempre a mentalidade de alguém capaz de ir mais longe que uma ilha do Atlântico. O espírito de Portugal é o espírito do seu capitão. Não sendo egoísta, e Ronaldo prefere ganhar troféus com a selecção do que sozinho, o jogador da Juventus liderou a equipa de Fernando Santos a novo empate. Mas fê-lo marcando dois golos que deram passagem aos oitavos de final A selecção portuguesa chegou a Budapeste, ao Ferenc Puskás Arena, sabendo que, mesmo que perdesse frente à França, no último jogo da fase de grupos do Euro 2020, podia marcar presença entre as dezasseis melhores equipas da Europa. Para os pupilos de Didier Deschamps, a derrota permitia também a passagem. Num jogo com claros moldes amigáveis, o orgulho português e a humilhação francesa de 2016 trouxe-nos um encontro bem disputado e com várias dinâmicas novas. Nomeadamente no onze de Portugal. Fernando Santos eliminou a dupla Danilo Pereira/William Carvalho, colocou Bruno Fernandes no banco e optou por um meio-campo com Danilo, João Moutinho e Renato Sanches. Portugal precisava de um refresco de pessoas e ideias. O segundo não
aconteceu. Apesar dos intervenientes serem distintos, a equipa das quinas continuava com a sua construção ofensiva lenta e em U. Ou seja, bola de lateral para central para central e novamente para o lateral do lado contrário. Assim continuávamos, mas Renato Sanches fazia umas arrancadas de nível mundial e o púlpito aplaudia como se de novos comportamentos colectivos de ataque se tratasse. Do lado francês, o espectáculo também não era muito. Em claro modo de férias para alguns, a França parecia desligada, pelo menos na primeira parte, e tinha dificuldade em impor o seu jogo e atacar a baliza de Portugal. A desatenção foi tal que logo aos 30 minutos, Danilo leva um murro de Hugo Lloris, guardião francês, e o árbitro espanhol Mateu Lahoz assinala uma grande penalidade. Ronaldo, novamente com a nação em cima de si, marcou o golo. Como se nada fosse, Portugal parecia dono e senhor do Grupo F, sabendo-se que minutos antes a Hungria estava em vantagem frente à Alemanha (o jogo acabou também 2-2). Apesar da euforia, o jogo continuava idêntico em qualidade e em semelhança de resultado. O que Portugal fazia, a França tentava fazer melhor. No tempo de compensação da primeira parte, Kylian Mbappé sofre um penálti duvidoso de Nélson Semedo e
Fernando Santos, seleccionador português que temos sido ao longo destes anos e que
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te, rogai por nós
s “Gostei mesmo do comportamento da equipa, do seu colectivo. Tínhamos de ser iguais a nós próprios, àquilo que sempre fomos e nos tem conduzido às vitórias que já alcançámos.”
Lahoz marca outro penálti. Karim Benzema converteu o castigo máximo em golo aos 45+2 minutos de jogo.
Ronaldo decisivo
Com a segunda metade do encontro prestes a ser retomada, João Palhinha substituiu Danilo Pereira ao intervalo. E Palhinha fez o que quis do meio-campo francês. Mas o melhor médio da Liga NOS deste ano já nos habitua a esta normalidade. Sobre a estreia em competições oficias por Portugal, Palhinha não se assustou com o momento. “Simplesmente fiz o meu trabalho. Dei tudo o que tinha de mim, foi isso que o mister me pediu.Acho que cumpri com o meu trabalho.” referiu o camisola 26 da selecção das quinas. Além do brilho do médio do Sporting, Portugal continuava passivo na construção e sem incomodar a baliza gaulesa. Mas à defesa, Karim Benzema atacou a profundidade depois de um passe genial de Paul Pogba e marca o segundo para a França logo aos 47 minutos. Quando a tarefa é lutar contra a maré, aparece, invariavelmente, Cristiano Ronaldo. Com mão na área do defesa Jules Koundé, após remate do capitão luso, Lahoz marca o terceiro penálti do jogo. Ronaldo em momentos de pressão não falha e marcou o seu quinto golo em três jogos no Euro 2020, igualando o recorde de Ali Daei de melhor marcador da história das selecções com 109 golos. O empata sela a presença de Portugal nos oitavos de final onde irá defrontar a Bélgica, mas sobre o encontro frente aos gauleses, Fernando Santos destacou a resposta positiva do seu conjunto, após a goleada em Munique. “Gostei mesmo do comportamento da equipa, do seu colectivo. Tínhamos de ser iguais a nós próprios, àquilo que sempre fomos e que temos sido ao longo destes anos e que nos tem conduzido às vitórias que já alcançámos.” O seleccionador deu também conta de alguns erros durante a partida referindo que “(...) a equipa foi, na realidade, uma equipa forte, consistente nos vários momentos do jogo. Com capacidade de ter bola, de construir e de criar. Nalguns momentos do jogo, poucos, perdemos essa organização que tão bem estávamos a fazer.”
LUSOS E BELGAS LUTAM POR LUGAR NOS QUARTOS
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ERMINADA a fase de grupos do Euro 2020, o caminho até à final de 11 de Julho parece cada vez mais claro. Portugal-Bélgica, Itália-Áustria, França-Suíça e Croácia-Espanha de um lado. Do outro Suécia-Ucrânia, Inglaterra-Alemanha, Países Baixos-República Checa e País de Gales-Dinamarca. Se tudo correr de acordo com os planos de Fernando Santos, Portugal pode até defrontar, novamente, a França nas meias-finais da competição. Mas até chegar a esse ponto há o jogo contra a Bélgica em solo sevilhano às 3h de 27 para 28 de Junho, hora de Macau. A Bélgica lidera o ranking FIFA de selecções, Portugal ocupa a 5.ª posição. Em teoria, e Portugal nunca está de acordo com a teoria, a equipa de Roberto Martínez é a favorita, por pouco, a vencer a partida. A equipa de Fernando Santos não se pode intimidar pela teoria e tem de realçar o seu estatuto de campeã europeia. Isto é algo que João Palhinha já entende. “Todos os adversários são difíceis. A Bélgica tem uma excelente equipa, é uma das melhores da Europa, mas temos o nosso valor. Passo a passo, o futuro será risonho.”. A convicção do médio não é desmedida. Num balneário luso repleto de conquistas europeias, italianas, inglesas, portuguesas, espanholas e francesas, o hábito de conquistas e troféus é natural, mesmo para um estreante como o jogador do Sporting. Os confrontos entre a selecção 1 e 5 do ranking FIFA pendem para o lado luso.Aselecção das quinas não perde um jogo desde o apuramento para o Mundial de 1990, quando foi derrotada pelos flamengos 3-0. Com um historial positivo, o timoneiro português tem, no entanto, um caminho a seguir. “Vamos fazer tudo para ganhar, mantendo a nossa qualidade e matriz. Qualquer adversário vai ter dificuldades contra Portugal. O caminho está traçado. Os jogadores estiveram muito bem. Temos menos 48h de descanso, não vale a pena falar mais do assunto. Temos de descansar bem e darmos uma grande resposta em Sevilha.” concluiu.
10 eventos
Da Chick não quer que a sua música esteja presa a uma marca em específico. Depois de ter lançado o segundo trabalho no ano passado, intitulado “Conversations with the beat”, a DJ actua hoje no MusicBox, em Lisboa, com transmissão ao vivo no DD3 Verandah a partir das 22h
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MÚSICA DA CHICK EM DJSET HOJE EM DIRECTO NO DD3 VERANDAH
A falar com ritmo
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SPERO que dancem.” É esta a mensagem de Teresa de Sousa, conhecida atrás dos pratos como Da Chick. A DJ vai servir esta noite, a partir do MusicBox em Lisboa, um set que será transmitido em directo esta noite no DD3 Verandah a partir das 22h. O evento é mais uma sessão da “NOYB Nights - Livestream DJ sets”. O cartaz fica completo com as actuações de GPU Panic, a partir das 23h30, e Ryoma vs. Radio Noyb a partir da 1h. Ao HM, Da Chick confessa que esta vai ser uma “experiência nova”, por ser “o primeiro live stream que faz para o outro lado do mundo”. “Vou passar músicas de que gosto e que me inspira, e espero que do outro lado se estejam a divertir”, acrescentou. “Não faço ideia como vai correr, mas vai ser uma experiência interessante. Todos nos tentamos adaptar a este novo universo [trazido pela pandemia] e ficamos felizes de ter a oportunidade de fazer aquilo de que gostamos e que possamos chegar ao outro lado”, referiu também. Da Chick estreou-se nas lides musicais em 2015 com o LP
não queira meter pressão em mim própria. Vou andar a experimentar géneros novos, a colaborar e a aprender com pessoas de diferentes backgrounds e isso vai ser sempre uma nova Chick. É impossível fazer discos parecidos uns com os outros, porque sinto mesmo que preciso de ir a mais sítios.” Entre o lançamento do primeiro e do segundo álbum passaram cinco anos, um período temporal que trouxe mudança pessoal e profissional à DJ. "Isso tornou-se visível neste novo álbum, acho que me tornei numa pessoa mais calma. Comecei também a explorar a produção sozinha e é também um álbum em que, pela primeira vez, foi todo composto e produzido por mim. Há essa mudança também. Houve uma evolução muito grande enquanto artista e também a nível pessoal e tudo isso é visível neste álbum, que é menos festivo e mais relaxado e conceptual.” A música é, para Da Chick, “uma coisa muito pessoal”. “Gosto de explorar sonoridades novas, por isso é que é tão difícil de pôr uma marca no que é Da Chick”, concluiu.
“Vou passar músicas de que gosto e que me inspiram, e espero que do outro lado se estejam a divertir.” DA CHICK
“Chick to Chick”, seguindo-se os EP’s “Curly Mess”, em 2012, e “Call Me Foxy”, de 2017. No ano passado saiu o segundo álbum, “Conversations with the beat”, que a DJ ainda está a promover nos poucos espectáculos que tem dado. Na calha poderá estar um terceiro álbum, mas não é obrigatório que seja nesse formato. “Nunca paro. Lancei o meu segundo álbum em 2020 e há
muito tempo que estou a trabalhar em música nova que não sei como se vai materializar, mas há muita música nova pronta a sair. À partida será um terceiro trabalho, ainda não pensei muito sobre isso, não há data nem definição para o que irá sair.”
Sem definição
Da Chick não quer impor regras ou marcas a si própria. “Costumo passar de tudo, mas sempre com um
foco na cena groove, funk, disco, soul, boogie, e maioritariamente a cena electrónica. Costumo passar também house music e [o espectáculo no MusicBox] vai andar por este universo.” “Quando me perguntam que tipo de música é que faço, terei de falar de, pelo menos, cinco géneros musicais”, adiantou. "Tenho cada vez mais perdido o medo do facto de sair o que tiver de sair, embora
O MusicBox, situado na zona do Cais do Sodré, em Lisboa, é uma sala de espectáculos onde são apresentados vários projectos musicais sempre conotados com as etiquetas da independência e multidisciplinariedade. As portas do DD3 Verandah abrem hoje às 18h, e até às 23h a entrada é gratuita. A partir das 23h os bilhetes custam 180 patacas e dão direito a duas bebidas. Esta é uma iniciativa dos projectos None of Your Business, This Is My City Festival e da +853 Associação Cultural. Andreia Sofia Silva
BIENAL DE MACAU BESSMERTNY E JOÃO MIGUEL BARROS SELECCIONADOS
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Instituto Cultural seleccionou 12 peças/conjuntos de obras que serão expostos em Agosto, no Antigo Estábulo Municipal de Gado Bovino, no âmbito da “Arte Macau: Bienal Internacional de Arte de Macau 2021”. A selecção inclui trabalhos como “Alegoria da Globalização”, de João Miguel Barros, “League of Journeyers to the East”, de Konstantin Bess-
mertny e “Pássaro Perdido”, de Ho Weng Chi. Foram também escolhidos “Corpo da Mãe”, de Cheong I Kuan, “Paraíso”, de Fok Hoi Seng, “Distraído e Desorganizado”, de Ieong Man Pan, “Não é da minha conta” de Kun Wang Tou, “Isolamento . Separação”, de Leong Lam Po, “Paisagem da China, N.º 2021” de Mak Kuong Weng, “Foi um ano pesado” de Sit
Ka Kit, “Evolução” de Wong Soi Lon e “Génesis em 700 ecrãs_desconhecido_/_” de Wong Weng Io. A exposição, que terá o nome “Trabalhos Seleccionados de Artistas Locais”, visa “promover a criação artística visual e encorajar a inovação”. O curador principal da bienal é Qiu Zhijie, professor da Academia Central de Belas Artes
da China. Espera-se que, com este evento, “a imagem cultural de Macau continue a ser valorizada e se promova o desenvolvimento da arte local”. O tema da iniciativa cultural é “Avanços e Recuos da Globalização”, que tem como olhar para “a globalização na era da pandemia através das diversas formas de artes visuais”.
sexta-feira 25.6.2021
china 11
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LIVRO BRANCO A PRÁTICA DO PCC NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS
DEFESA EUA RECONHECEM QUE CHINA PODE SUPERAR O SEU PODERIO MILITAR
O
chefe do Estado Maior dos Estados Unidos, general Mark A. Milley, avisou ontem que é possível que a China supere militarmente o seu país num futuro próximo, se não for feito um aumento no investimento em defesa. Perante a comissão das Forças Armadas da Câmara dos Representantes, Milley apontou Pequim como o grande rival militar de Washington a nível global e alertou para os riscos do aumento das suas ambições bélicas. "A China não é militarmente superior aos Estados Unidos, neste momento. Mas o seu objetivo é estar no mesmo nível, pelo menos, se não acima", avisou o general, durante uma audiência sobre o pedido de orçamento de 715 mil milhões de dólares em defesa, no ano fiscal de 2022. “E esse cenário é possível, num determinado período de anos, se não avançarmos”, concluiu Mark Milley, que citou a necessidade de uma aposta forte dos EUA na defesa cibernética, no espaço, em submarinos e em inteligência artificial, dizendo que estas serão as principais áreas de rivalidade nos próximos 15 a 20 anos. “Temos de antecipar todos os cenários. Caso contrário, faremos com que as futuras gerações enfrentem uma situação muito difícil com a China”, acrescentou o general. Ao lado de Milley estava o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, que lembrou a sua recente instrução para colocar a China e o seu fortalecimento militar no centro da política de defesa dos Estados Unidos. A China foi um dos principais alvos de crítica na recente digressão europeia do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na qual o líder norte-americano procurou um apoio mais claro dos seus aliados para a sua principal prioridade internacional: a intensa competição entre Washington e Pequim.
Rumo ao Sonho Chinês O Departamento de Comunicação do Conselho de Estado da China emitiu nesta quinta-feira um livro branco sobre a prática do Partido Comunista da China em respeito e proteção dos direitos humanos
O PCC promove o “desenvolvimento integral do indivíduo” e “esforça-se para dar a cada pessoa uma sensação mais forte de ganho, felicidade e segurança”
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E G UNDO o livro, “durante cem anos, o PCC sempre colocou as pessoas em primeiro lugar, aplicando o princípio da universalidade dos direitos humanos no contexto das condições nacionais” Assim, o Partido “considera os direitos à subsistência e ao desenvolvimento como os direitos humanos primários e básicos, e acredita que viver uma vida de contentamento é o direito humano mais importante”, refere o livro branco.
Por outro lado, o PCC promove o “desenvolvimento integral do indivíduo” e “esforça-se para dar a cada pessoa uma sensação mais forte de ganho, felicidade e segurança”. “O seu sucesso no pioneirismo dos direitos humanos num país socialista é único e facilmente visível”, aponta ainda o livro. Ao longo dos seus cem anos, o PCC tem-se comprometido com “o desenvolvimento pacífico e o progresso comum”. De acordo com o livro, “a China é firme na sua
posição internacional - salvaguardar a paz mundial e procurar o progresso através da cooperação, garantindo os direitos humanos com os benefícios diversificados de desenvolvimento”. “A China tem sido um participante activo em questões de direitos humanos internacionais, fornecendo uma contribuição chinesa para a governação e o progresso global dos direitos humanos e trabalhando com outros países para forjar uma comunidade global de futuro partilhado”.
Segundo o documento, “o PCC leva o povo em direção ao Sonho Chinês de revitalização nacional e ao segundo objetivo centenário - construir a China em um grande país socialista moderno, próspero, forte, democrático, culturalmente avançado, harmonioso e belo” até 2049. “Neste momento, todos os direitos do povo chinês serão salvaguardados a um nível superior e o povo terá um melhor senso de dignidade, liberdade e felicidade. A China dará uma maior contribuição à proteção dos direitos humanos, permitindo que o mundo se desenvolva melhor e se torne mais próspero”, conclui o livro. O livro divide a história recente da China em três fases. De 1949 até 1978, a fase revolucionária em que foram estabelecidos os fundamentos e princípios da nova nação chinesa, depois de um século de humilhações às mãos de potências estrangeiras, nomeadamente ocidentais. Uma segunda fase, de 1978 até 2012, em que foi construído o socialismo de mercado de características chinesas e em que ocorreu a um desenvolvimento sem parar na história da Humanidade. Finalmente, uma terceira fase, a partir de 2012, altura de iniciar a construção do Sonho Chinês, eliminar a pobreza extrema e assegurar uma melhor distribuição da riqueza.
TIMOR-LESTE PETROLÍFERA COMPLETA PRIMEIRA ENTREGA DE COMBUSTÍVEL
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China National Petroleum Corp (CNPC) anunciou ontem a entrega de 13.800 toneladas de diesel a Timor-Leste, o primeiro negócio a ligar a petrolífera chinesa ao país do Sudeste asiático. Num comunicado, a empresa revela que um dos seus petroleiros, “Glory Star”, terminou na semana passada a descarga do combustível no porto de Betano, no sul de Timor-Leste. O combustível seguiu depois para a central elétrica de Betano, onde irá ser utilizado para gerar electricidade. Esta remessa é a primeira a acontecer no âmbito de um acordo de fornecimento
de diesel assinado em 20 de maio entre a PetroChina International (Singapore) Pte. Ltd, subsidiária da CNPC, e a petrolífera nacional timorense Timor Gap. A PetroChina International refere no comunicado que está interessada em reforçar a cooperação com empresas timorenses do setor do petróleo e gás natural. O “Glory Star” chegou a Timor-Leste em 4 de junho. Na altura, Francelino Boavida, diretor-geral da Unidade de Negócios Downstream da Timor Gap, explicou a que era o primeiro fornecimento de combustível
feito pela petrolífera nacional. A entrega é feita no âmbito de um contrato de três anos com a Eletricidade de Timor-Leste que irá alimentar as centras elétricas do país. Francelino Boavida sublinhou que, como empresas do Estado, “a primeira missão é garantir a segurança energética” de Timor-Leste. A CNPC faz parte, juntamente com a norte-americana Exxon Mobil e a italiana Eni, do consórcio Mozambique Rovuma Venture (MRV), que opera o projeto de exploração de gás natural na Área 4 da bacia do Rovuma, em Moçambique.
A portuguesa Galp, a Kogas (Coreia do Sul) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (Moçambique) detêm cada uma participações de 10% no contrato de concessão.
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divina comédia
NUNO MIGUEL GUEDES Roda de amigos, conversa mansa e sem destino como é sempre a melhor conversa. Alguém que diz, falando dos tempos que correm: “O que sinto mais falta é de viajar”. Curioso, pensei e disse na altura, repetindo agora para supremo benefício do leitor benévolo. A mim não me faz falta nenhuma. Na verdade, nunca fui grande adepto de viagens e mesmo que fosse atraído por algum romantismo inerente ao viajante profissional isso estaria destruído pela burocracia sanitária que nesta altura nos infligem. Pode parecer triste para alguns ou até mesmo algo cínico e limitado – e isto garanto que na altura não terei dito – mas a verdade é que a noção de descobrir povos, lugares e costumes tendo de me deslocar nunca me foi atraente. Para minha magra defesa sempre direi que tive a sorte de viajar e conhecer algum mundo e na devida altura. Aprendi, como sempre se aprende, com a diferença ou as semelhanças inesperadas. Em alguns lugares, como a minha amada Irlanda, terei sido “feliz”, para usar uma formulação utilitária. Mas mesmo assim. Ao procurar razões para este sedentarismo convicto depareime sem surpresas com o passar do tempo: as coisas perdem novidade, o entusiasmo decresce, o tédio avança e o gosto pelo familiar domina naturalmente à vontade. Para o nómada voluntário e ansioso de se misturar com outras “culturas”, isto seria desastroso e compreendo. Para quem sempre esteve e está habituado a viajar sem sair do lugar é apenas um transtorno menor e quase bemvindo. Explico, sob o risco assumido de parecer pretensioso: gosto de viajar nos livros. Em pequeno, ao colo de Stevenson, Verne ou Salgari. Fui a todo o lado sem sair da sala – de resto como o próprio criador de Sandokan ou Corsário Negro, que sempre terá visto a Malásia ou o mar das Caraíbas sem a maçada de se ter de levantar da secretária. Depois, mais tarde, a descoberta de um género literário pouco ou nada cultivado por estas bandas: a literatura de viagens. Como em tanta coisa, a cultura anglo-saxónica tratou de mostrar o caminho. E o caminho é este espelho, às vezes distorcido, que nos devolve o outro, a sua cumplicidade ou estranheza. Por exemplo, os relatos dos ingleses em Portugal durante os séculos XVIII e XIX sempre me fascinaram. E não falo das hipérboles
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PIERRE SCHMIDT
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A arte de viajar sem sair do lugar sintrenses de Beckford ou Byron. No magnífico Retratos de Portugal – Sociedade e Costumes, escrito pelo capitão de infantaria escocês Arthur William Costigan entre 1778 e 1779 e que é uma recolha das cartas dirigidas ao irmão encontramos uma descrição notável e obviamente parcial do Portugal daquele tempo. Gosto muito de uma carta em particular em que o oficial se encontra em Faro na companhia de um adido militar britânico e
um jovem padre português. Falam da biblioteca do Vice-Rei dos Algarves e o adido nota a escassez de livros interessantes, com a excepção de dois ou três sobre estratégia militar e uma Bíblia. Depois isto, que cito: “À palavra Bíblia, pronunciada pelo senhor Bagot, o jovem padre mostrou grande desejo de a ler, dizendo tratar-se de um livro que nunca lhe chegara às mãos”. Portugal, país de viajantes por necessidade, engenho e
“AO PROCURAR RAZÕES PARA ESTE SEDENTARISMO CONVICTO DEPAREI-ME SEM SURPRESAS COM O PASSAR DO TEMPO: AS COISAS PERDEM NOVIDADE, O ENTUSIASMO DECRESCE, O TÉDIO AVANÇA E O GOSTO PELO FAMILIAR DOMINA NATURALMENTE À VONTADE”
25.6.2021 sexta-feira
terna cupidez, também tem os seus relatos. Mas o género, infelizmente, nunca se consagrou como no Reino Unido ou, de forma mais discreta mas nem por isso menos interessante, noutros países. Embarco de memória nos extraordinários livros de Peter Fleming (o irmão mais velho de Ian, o do James Bond, mas igualmente um sucesso editorial) ou abandono-me ao extraordinário On A Chinese Screen, livro de viagens de Somerset Maugham com capítulos quase impressionistas mas em que se consegue perceber a génese dos seus melhores contos. Aqui mesmo ao meu lado espera-me a primeira edição (1946) de When The Going Was Good, do meu ídolo Evelyn Waugh. Escrito entre 1929 e 1936 é uma jóia de humor, snobeira e descrição. Não resisto à citação de algumas linhas no original, escritas em Addis Abbeba na véspera da invasão de Mussolini e perfeitas na fotografia dos personagens: “ There was an American who claimed to be a French viscount and represented a league, founded in Monte Carlo, for the provision of an Ethiopian Disperata Squadron for the bombardment of Assab. There was a completely unambiguous British adventurer, who claimed to have been one of Al Capone’s bodyguard and wanted a job; and an exofficer of the R.A.F. who started to live in some style with a pair of horses, a bull terrier and a cavalry moustache – he wanted a job too.” Que galeria, que de matéria literária e de sonhos! Mesmo leituras de viagem que nos dão conta de sombras mais negras são necessárias: recomendo vivamente o que ando a ler de forma voraz: Travellers In The Third Reich, de Julia Boyd (2017). A autora serve-se de cartas e testemunhos de turistas, diplomatas, celebridades e anónimos locais para traçar um retrato assustador e ao mesmo tempo cândido dos anos de ascensão do nazismo – onde o visitante, no limite, apenas poderia suspeitar o que se iria passar. Por outro lado, através dos testemunhos dos alemães pós- Tratado de Versalhes compreendemos como medrou depressa e de forma horrenda o terror subsequente. Ah, viajar, viajar. Pois sim. Destinos exóticos? Trocava-os todos por um bilhete de regresso à Irlanda ou aos Açores, o único lugar que realmente desejo conhecer. Até lá fico-me bem com estas palavras-espelhos. Que as cultivem, que não me sejam negadas, para bem da minha preguiça e necessidade de viagens inesquecíveis.
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GONÇALO M. TAVARES
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FICÇÃO, ENSAIO, POESIA, FRAGMENTO, DIÁRIO
entre oriente e ocidente
Entender um pormenor é começar a entender tudo. Mas é preciso continuar, claro.
ARTES, LETRAS E IDEIAS
Torre e Caminhos
o míssil inteligente não entende a letra A a gargalhada impede a linguagem - os dois amigos estão felizes - na torre vigia distraído observa o insecto sistema binário amigo ou inimigo - humano demasiado ansioso na igreja os meninos beliscam o devoto distraído som distorce mensagem - recebida com sorriso declaração de ódio não encontra as músicas a infância passou - desmonta o rádio velho não havia aqui uma fogueira? o computador no centro da sala a aldeia da infância cresceu - procuro mas não encontro os meus pais vivos
10. os maxilares ouvem-se ensonados - dorme mas pensa nela
11. só eles sabem o caminho - os cegos, os loucos os mudos
ILUSTRAÇÃO ANA JACINTO NUNES
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TEMPO
AGUACEIROS
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 55
55 58 9 7 8 4 5 2 6 3 1 8
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PROBLEMA 56
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25.6.2021 sexta-feira
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UM LIVRO HOJE
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CINETEATRO THE CRYING OF LOT 49” | THOMAS PYNCHON
LUCA [A]
THE HITMAN´S WIFE´S BODYGUARD [C] Um filme de: Patrick Huges Com: Ryan Reynolds, Samuel L. Jackson Salma Hayek 21.30 SALA 2
THE ICE ROAD [B]
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FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Enrico Casarosa 14.30, 16.30, 19.30
Fez ontem anos 9 anos que abri um dos mais felizes capítulos de prazer literário com o primeiro livro de Thomas Pynchon que me veio parar às mãos. Há anos que o namorava. Um pequeno livro intitulado “The Crying of Lot 49”.Ao princípio, fiquei sem saber o que pensar, mesmo desarmado com geniais composições de palavras num enredo, por vezes, impossível de seguir, secundário. Sem perceber, acabara de passar pela louca porta de Pynchon, mas só com “Gravity’s Rainbow” percebi ter descoberto mais um autor essencial para mim. Senti a mesma exaltação quando descobri 56 Rimbaud, Kafka, Thompson, Cossery, Céline e outros. Pode parecer triste e2 limitado, 6 o3desinteresse 7 9 por 1 autores 5 8 novos. Tenho muitos do Pynchon para ler, 1 por5despachar 8 6 por3completo 4 7 e o9 Faulkner DeLillo 7continua 4 9a escrever. 8 2 5João3Luz 1
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Um filme de: Johnathan Hensleigh
Com: Liam Neeson Holt McCallany, Laurence Fishburne 14.30, 19.30
A QUITE PLACE PARTII [C] Um filme de: John Krasinski Com: Emily Blunt, Noah Jupe, Millicent Simmonds 16.30, 21.30 SALA 3
GREAT WHITE [C]
Um filme de: Martin Wilson Com: Katrina Bowden, Aaron Jakubenko Kimie Tsukakoshi 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
4 2 6 THE HITMAN´S WIFE´S BODYGUARD 4 6 7 8 2 5 9 5 8 1 6 3 2 1 3Fábrica9de Notícias, 4 7Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Propriedade Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 5 8 6 2 7 9 Gonçalo M.Tavares; Gonçalo Waddington; Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; 3 4 9 6 5 1 Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 1 7 2 4 3 8 Welfare Morada Pátio da Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo
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sexta-feira 25.6.2021
opinião 15
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um grito no deserto
Paul Chan Wai Chi
ELEIÇÃO NO CONDICIONAL TENDO EM CONTA que a pandemia de COVID-19 ainda não está controlada, penso que ninguém pode garantir que a 32ª edição dos Jogos Olímpicos da era moderna, com abertura agendada para 23 de Julho, em Tóquio, se possa vir a realizar. Pelo mesmo motivo, as eleições para o Conselho Legislativo de Hong Kong, inicialmente marcadas para 2020, foram adiadas para 19 de Dezembero de 2021. Quanto à realização das eleições para a 7.ª Assembleia Legislativa, marcadas para 12 de Setembro de 2021, acredito que tudo irá depender da vontade de Deus e dos esforços concertados dos residentes e das equipas de saúde no combate à pandemia. A realização das eleições para a 7.ª Assembleia Legislativa vai depender da evolução da situação pandémica. Mas os 12 candidatos que concorrem para ocupar o lugar dos 12 deputados eleitos por sufrágio indirecto, serão inevitavelmente eleitos. Não haverá factores externos que afectem esta eleição porque existe apenas uma comissão de candidatura para cada um dos cinco sectores que têm capacidade para propôr candidatos. Por outras palavras, na ausência de competição, a menos que a Península de Macau seja tragada pelas águas, mesmo que surja uma variante de COVID-19 mais letal, os 12 candidatos serão definitivamente eleitos. Por outo lado, os 7 deputados que serão nomeados por despacho do Chefe do Executivo, vêm evidenciar a eficácia da estrutura política com predominância do poder Executivo, se comparada com o novo sistema eleitoral de Hong Kong. Neste contexto, “Macau governado por patriotas” será o resultado inevitável das eleições para a 7.ª Assembleia Legislativa de Macau. É expectável que o progresso democrático em Macau seja feito gradualmente, no entanto temo que esse progresso dificilmente se venha a manifestar com eleições por sufrágio indirecto e nomeações efectuadas pelo Chefe do Executivo. Posto isto, as eleições por sufrágio directo são a única possibilidade de determinar o resultado final das eleições para a 7.ª Assembleia Legislativa. No entanto, não é tarefa fácil eleger candidatos que verdadeiramente representem e sirvam o povo. Macau é conhecida como “uma sociedade assente em associações”, e algumas figuras políticas que as representam podem frequentemente usar vários meios, facultados por essas associações, para, em período eleitoral, aliciarem a população com descontos em refeições, em viagens, presentes, vouchers, etc, e darem uma imagem favorável da sua agremiação. Desde que não haja um apelo explícito ao voto num candidato, ou oposição explícita no voto em qualquer outro, este tipo de presentes são aceites no contexto da campanha eleitoral para a 7.ª Assembleia Legislativa. Recen-
“Durante uma eleição, independentemente dos meios que são utilizados, o resultado será negativo se a equidade, a justiça e a integridade tiverem sido violadas. Para ficarmos a saber qual é a vontade de Deus, basta ouvirmos a voz do povo.”
temente, um grupo entregou uma carta à Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa solicitando que se abrisse um inquérito para apurar se estas ofertas feitas pelas Associações constituem uma violação à Lei Eleitoral para a Assembleia
Legislativa da RAEM. Contudo, desde que a associação em causa cumpra os requisitos do Comissariado contra a Corrupção, no que respeita a transparência eleitoral e actue dentro dos limites da lei, penso que será muito improvável vir a ser condenada. Muitos acontecimentos são determinados pelo povo, mas este resultado eleitoral possivelmente não será um deles. A Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa, recebeu 27 pedidos de reconhecimento de constituição de comissão de candidatura, dos quais 22 para o sufrágio directo, até à data limite (15 de Junho) para a apresentação do pedido de reconhecimento de constituição de comissão de candidatura aos sufrágios directo e indirecto das eleições. Ninguém pode prever os resultados eleitorais, e mesmo que tenha havido menos pedidos de reconhecimento de constituição de comissão de candidatura ao sufrágio directo este ano, não quer dizer que o antagonismo seja menos intenso. Durante uma eleição, independentemente dos meios que são utilizados, o resultado será negativo se a equidade, a justiça e a integridade tiverem sido violadas. Para ficarmos a saber qual é a vontade de Deus, basta ouvirmos a voz do povo.
Ex-deputado e antigo membro da Associação Novo Macau Democrático
“Não se pode controlar o povo pela força, mas pode-se distraí-lo com consumismo.” PALAVRA DO DIA
Noam Chomsky
sexta-feira
25.6.2021 episódio 25
O Jogo das Escondidas
Toi San Divulgado plano para o Edifício dos Funcionários Públicos
O projecto de reconstrução do Edifício dos Funcionários Públicos em Toi San foi incluído na nova ronda de plantas de condições urbanísticas divulgado no portal da DSSOPT. O projecto que se encontra actualmente em fase de recolha de opiniões, prevê que a reconstrução resulte no aumento de dois andares, 17 fracções e 14 lojas no rés-do-chão do edifício de cinco andares construído em 1965, com 90 fracções. Em declarações ao jornal Exmoo, a vice-presidente da Associação dos Moradores da Ilha Verde, Chan Fong, indicou que a maioria dos proprietários do imóvel estão de acordo com a reconstrução, havendo problemas em apenas três fracções. A responsável disse ainda esperar que o Governo altere em breve as leis afectas à defesa dos direitos dos proprietários.
Nigéria Pelo menos 324 mil crianças morreram em conflito armado
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O conflito de 12 anos entre o exército nigeriano e grupos ‘jihadistas’ no nordeste da Nigéria causou a morte directa ou indirecta de cerca de 350.000 pessoas, incluindo 324.000 crianças, segundo uma estimativa divulgada ontem pelas Nações Unidas. “Estimamos que, no final de 2020, o conflito tenha causado a morte de 350.000 pessoas, incluindo 314.000 de causas indirectas”, avança o relatório “Survey of the Development Consequences of the Conflict in Northeastern Nigeria”, divulgado ontem. “Estimamos que 90 por cento das vítimas deste conflito, ou 324.000, são crianças com menos de 5 anos”, afirma-se no documento das Nações Unidas. De acordo com números apresentados regularmente por instituições internacionais, mais de 40.000 pessoas foram mortas em confrontos durante os 12 anos do conflito e mais de dois milhões foram forçadas a abandonar as suas casas.
um folhetim por Fernando
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Filipe Souza piloto “Este ano quero voltar à Corrida da Guia e estou em contacto com o Engstler sobre um novo projecto com um Hyundai para fazer Macau”, revelou Filipe Souza. “Mas ainda não está confirmado, porque neste momento os elementos da equipa ainda não podem entrar em Macau ou na China.”
O Plano B Filipe Souza pensa correr de Hyundai no GP Macau
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EPOIS de ter terminado no quarto lugar na passada edição da Corrida Guia do Grande Prémio de Macau, o melhor resultado de sempre de um piloto local naquela que é a mais importante corrida de carros de Turismo do continente asiático, Filipe Souza pretende ir mais além este ano. A evolução da pandemia trocou-lhe os planos iniciais, mas o piloto macaense já tem na manga um “Plano B”. “A ideia para esta temporada passava por fazer algumas provas do campeonato TCR China, como preparação para o Grande Prémio de Macau. Em princípio não ia fazer as corridas do ‘Circuit Hero’ no Circuito Internacional de Zhuhai e as corridas organizadas pela AAMC não devem acontecer este ano, mas agora estou a ver como evolui a situação da COVID”, explicou o piloto do território ao HM. “Até porque na China pararam todas as corridas e temos que aguardar pelo recomeço”. Depois do cancelamento da prova do TCR China marcada para Zhuzhou a 13 de Junho, o campeonato nacional chinês de carros de Turismo espera reto-
mar no último fim de semana de Agosto, em Ningbo. Caso contrário, a competição terá que aguardar autorização para retomar a 13 de Setembro, em Xangai. Segundo o comunicado publicado pela federação chinesa no passado dia 27 de Maio, todos os circuitos, organizadores e partes interessadas no desporto terão que “rever os seus procedimentos de segurança e emergência”, não tendo sido estipulada uma data para o regresso à normalidade.
Oportunidade aliciante
Com ou sem uma forte presença do contingente internacional, a 68ª edição do Grande Prémio de Macau irá avante, o que obriga os pilotos locais a planearem o seu regresso ao tradicional cartaz desportivo do mês de Novembro. Após ter delineado a sua temporada para voltar a conduzir o Audi RS3 LMS TCR inscrito pela T.A. Motorsport, o que deverá ainda acontecer em algumas ocasiões, com este volte-face surgiu uma outra oportunidade igualmente aliciante. “Este ano quero voltar à Corrida da Guia e estou em contacto com o Engstler sobre
um novo projecto com um Hyundai para fazer Macau”, revelou Filipe Souza. “Mas ainda não está confirmado, porque neste momento os elementos da equipa ainda não podem entrar em Macau ou na China”. Apesar da forte presença da Hyundai nas corridas de carros de Turismo a nível mundial, a verdade é que a marca sul-coreana nunca conseguiu ter uma representação neste ponto do globo. Ocupada na Taça do Mundo de Carros de Turismo da FIA - WTCR com dois novos Hyundai Elantra N TCR apoiados pela marca, a Team Engstler pretendia esta temporada colocar nas pistas asiáticas os seus ainda competitivos i30 N TCR, utilizados no ano passado na competição mundial, ideia que não terá esmorecido às mãos das contrariedades causadas pela pandemia. Por seu lado, Filipe Souza é um velho conhecido da equipa alemã do ex-piloto Franz Engstler. Em 2014, o piloto da RAEM conduziu um BMW 320 TC da formação germânica nas quatro provas pontuáveis para o Troféu Asiático do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA (WTCC). Dois anos depois, nas provas do TCR Asia em Singapura e na Malásia, Filipe Souza regressou ao Team Engstler para tripular um dos Volkswagen Golf Gti. Sérgio Fonseca
Sobral
ING Ling aproximou-se de Félix Amoroso e beijou-o ao de leve. Os olhos de ambos cruzaram-se como se estivessem a preparar-se para um duelo. Estudavam-se, como numa dança de morte. A luz estava demasiado fraca para poderem escolher claramente qual o caminho a seguir. O ruído que se ouvia era de feridas que se tinham aberto e gritavam pela cicatrização. Mas, tal como depois da chuva que cai, leve mas interminável, era preciso que o sol secasse os mal entendidos. Ambos sabiam isso. Ding Ling sentou-se de pernas cruzadas numa cadeira de bambu, como sempre fazia antes de partir para a batalha. Disse: - A cidade flutuante é a alma de Macau. Os portugueses, outrora senhores do mar, preferem hoje o chão sólido da terra, os portos aos barcos. Talvez por isso tivessem deixado de ser aventureiros. Ding Ling fez um sorriso enigmático, depois de dizer tudo isto. Continuou: - Tu ainda não sabes se preferes uma coisa ou a outra, querido tenente. Os olhos negros da chinesa eram impenetráveis. Mas, por fim, os seus lábios abriram-se um pouco e isso fez com que a sua face se tornasse mais amigável e atraente. Ela, sedutora, ergueu-se da cadeira e olhou para os seus anéis antes de dizer: - Há homens que preferem não saber a verdade. - Eu não sou como esses homens que conheceste. Ou que conheces. O tenente Félix Amoroso soava ríspido, mas era como um cubo de gelo prestes a derreter-se perante o primeiro sorriso da chinesa. - Eu necessito de saber a verdade. Que acordo fizeste com Max Wolf? O fumo que vinha do andar inferior do “Noite Tranquila” cruzou, por escassos momentos, o espaço entre ambos. Foi o suficiente para que Ding Ling ganhasse um pouco de tempo. Serenamente, respondeu: - Prefiro ser jade, ainda que despedaçada, do que um tijolo, ainda que intacto. A minha integridade é espiritual. Sou leal a quem tenho de o ser. Não troco isso por interesses materiais, querido tenente. O fumo ficou mais espesso. E ameaçou tornar-se sufocante. Amoroso inspirou fundo. Sentiu raiva contra si próprio e tentou recuperar o sangue frio: - Que te propôs ele? (continua)