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Hoje Macau 25 JUN 2014 #3117

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Mop$10

q u a r ta - f e i r a 2 5 d e J u n h o d e 2 0 1 4 • ANO X i i i • N º 3 1 1 7

China Tribunal suspende pena de morte em caso de violência doméstica última

erro médico Agora é oficial. Pacientes têm de provar culpas

Universidade de São José

Vergonha!

A 3ª Comissão da AL, que discute a proposta de Lei, escolheu a uniformização do regime extracontractual e pede um seguro de saúde para todos os profissionais.

política Página

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Coloane

Governo assegura conservação de achados sociedade Página

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editorial Página 2 pub

Mário Pires

Agência Comercial Pico • 28721006

hojemacau

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Director carlos morais josé


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editorial

hoje macau quarta-feira 25.6.2014

Carlos Morais José

Negros hábitos

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urante os anos 90, era comum aos portugueses de Macau sentirem vergonha. O facto não admira: é que vivemos aqui sob um regime de ditadura militar. Felizmente que, depois da transferência de soberania, quando nenhuma dessa gente ficou no poder, a coisa acalmou. Agora, passados 15 anos, voltei a sentir as faces a enrubescerem quando um responsável vindo do meu país toma uma atitude comparável ao fascismo e, porque é padre, faz lembrar a Inquisição. Trata-se do sacerdote Peter Stilwell, actual reitor da Universidade de São José, que acaba de despedir um professor porque ele se atrevia a fazer comentários sobre a situação política de Macau. E não é preciso inventar, basta citar o que o próprio disse ao jornal Ponto Final: “Há um princípio que preside à Igreja de que não intervém no debate político dos locais onde está implementada”. Ora isto é claramente mentira! Basta considerar o caso português e contar a quantidade de professores da Universidade Católica que são comentadores políticos. Como chegaria ter em conta as intervenções do bispo do Porto, de Setúbal ou, ainda mais

recentemente, do bispo das Forças Armadas sobre a situação política e social em Portugal. Para não falar do próprio Papa. Além disso, o facto de ser professor numa universidade católica não significa que se pertence à Igreja. Contudo, se levarmos as afirmações de Stilwell à letra o que elas significam é que os professores da USJ têm de prescindir do seu direito de cidadania. Por ali, o silêncio é a regra, o ajoelhar perante os poderes é a prática e curvar-se perante o dinheiro, que há-de vir, a real religião. O re-ligare já não é a Deus, nem ao transcendente, mas pelos vistos à conta bancária e à satisfação dos poderes fácticos. O preço da consciência é um campus universitário. E diz ainda o clérigo, em tempos coordenador do livro “Padre Alberto – uma voz incómoda”: “Pode-se estudar os vários sistemas políticos ou a Lei Básica, mas não intervir na actual governação. É uma fronteira difícil de delinear entre o político e o académico”. Contudo, paradoxalmente, para Stilwell, essa fronteira parece ser óbvia: o professor despedido atrevia-se a fazer comentários políticos aos jornais. E isso já seria mais do que suficiente para ser considerado um perigoso agitador, quiçá um pedreiro-livre. O problema é que esta questão ultrapassa - e bem de longe - os interesses da Universi-

dade de São José e da Igreja católica na China e em Macau. Se algo aqui os portugueses deixaram foi um princípio chamado segundo sistema, no qual estão incluídos a liberdade de expressão e de associação política. Os princípios republicanos que, de facto, sempre incomodaram aquela Igreja que sempre comeu do prato dos poderosos e fechou os olhos ao sofrimento dos povos, à injustiça e à iniquidade. Agora, quinze anos depois da transferência de soberania, tinha de ser um padre português, com poder discricionário no sítio onde trabalha, a exercê-lo contra os direitos civis e políticos dos seus empregados. Este facto faz-me, no mínimo, corar. Então andam aqui os portugueses a garantir que falamos a língua da liberdade, que esse é um dos nossos legados a Macau, que somos um exemplo de imprensa independente, para depois virem estes sinistros personagens, nascidos na nossa Pátria, a pôr tudo isto em questão? Que saudades do Padre Luís Sequeira, um homem de bem, que sempre deu a sua solidariedade aos desfavorecidos e lutou connosco pela liberdade de expressão nos idos anos 90! Que saudades da língua viperina do Monsenhor Manuel Teixeira, cujas convicções religiosas e outras duvidosas, não o impediam de criticar o Governo se a sua consciência a tanto o impelia.

Agora temos a Igreja do silêncio e da cumplicidade, do nepotismo e do ámen aos poderes. Ainda por cima sob as vestes de uma universidade, o lugar por excelência do pensamento e da liberdade. É que se não forem os académicos a emitir opiniões abalizadas e críticas sobre a sociedade, quem poderá ocupar o seu lugar? Os comerciantes? Os empresários? Os que comem da gamela do poder? Ou, pelo contrário, os que dedicam a sua vida ao estudo e por isso não podem deixar de ser também cidadãos, porque a sua consciência cívica a tanto os obriga? Ninguém sabe o que pensa o padre Stilwell da sociedade local (neste caso o silêncio deve ser mesmo de ouro), a não ser que tem como objectivo um novo campus para a sua universidade. Quanto ao resto, pelos vistos, Macau pode arder, que nenhum docente da USJ terá direito a chamar os bombeiros. Expliquem-me: que tipo de profissão é esta que, para a exercer, tenho que abdicar dos meus direitos cívicos? Mas que belo exemplo se está a dar à República Popular da China e aos chineses em geral, sobre esse país à beira-mar plantado, pronto a curvar a espinhela e ir ao beija-mão, em nome de interesses que em nada se conjugam com os interesses das pessoas e, pior ainda, dão um péssimo nome a Portugal. Pior do que ficar em silêncio perante a repressão é ser o próprio a exercê-la. E fazê-lo num contexto que é suposto de estar eivado de pensamento, de reflexão, de ciência e de rigor, ou seja, numa universidade. A verdade é que nem a Universidade de Macau, que pertence ao Governo, tem a coragem de proibir claramente os seus docentes de exercerem o seu direito de cidadania. Era preciso ser uma universidade portuguesa a dar este lamentável exemplo. Nesta fase da própria vida da Igreja, é o que se chama ser mais papista que o Papa. Aqui deste lado coramos. Esta situação é para todos os portugueses que se prezam, os que defendem os valores de Abril, uma tremenda vergonha. É o regresso da ladainha, dos valores da Inquisição, do Antigo Regime. Costuma-se dizer que o que nasce torto nunca se endireita e parece ser este o caso da USJ, cujas tropelias, ainda anteriores ao seu consulado, o próprio Stilwell deve julgar que ninguém conhece em Macau. Às vezes a validade de um projecto implica que se feche os olhos a muita coisa, pensando que os frutos futuros podem valer a pena. Mas, claramente, a partir de agora, este não é o caso da USJ. Que Deus, se existir, lhes perdoe. Nós não. Contudo, parece-me que razão tinha Gil Vicente, que colocava a padraria na barca cujo destino era o Inferno. Nesse tempo, havia a Inquisição, a perseguição aos judeus, a tortura, o Index. As coisas, entretanto, mudaram. O pior é quando existem religiosos que querem, uma vez mais, insistentemente, provar que a morada de Belzebu é aqui no planeta Terra. E eles, bem vistas as coisas, não passam de seus acólitos.


política

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Erro médico Utentes passam a ter que provar culpa de profissionais

O seguro quando nasce é para todos

Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

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comissão que discute o Regime Jurídico de Tratamento de Litígios Decorrentes de Erro Médico optou pela uniformização do regime extracontratual, no que toca à questão da responsabilidade civil. Os deputados da 3ª comissão da Assembleia Legislativa (AL) expressaram ainda vontade de que todos os médicos e restante pessoal hospitalar tenham um seguro obrigatório que salvaguarde os seus interesses em caso de acção judicial por erro médico. “Iremos impulsionar a

questão do seguro obrigatório”, disse o presidente da 3ª Comissão Permanente , Cheang Chi Keong. Tanto o Governo como os deputados estão em concordância em relação às duas matérias. O regime extracontratual, que vigora na grande maioria dos países – nomeadamente na China – prevê que, em caso de se considerar que houve erro médico, terá que ser o doente a encontrar provas que corroborem a existência de negligência por parte do profissional de saúde. Actualmente, encontram-se em vigor dois regimes diferentes: o contratual e o extracontratual. As reuniões da 3ª Comissão têm servido precisamente para en-

“Iremos impulsionar a questão do seguro obrigatório”

tiago alcântara

É oficial. A 3ª Comissão da AL, que discute a proposta de Lei do Erro Médico, optou pela uniformização do regime extracontratual. A aprovação do diploma fará com que passe a ser o paciente o responsável pela apresentação de prova incriminatórias. Os deputados querem ainda que todos os profissionais de saúde tenham um seguro obrigatório

Cheang Chi Keong Presidente da 3ª Comissão Permanente

beneficia. A uniformização deverá então permitir que o sistema de saúde da RAEM fique equiparado àquele que se encontra em vigor na grande maioria dos países.

Seguro para todos

contrar um ponto de equilíbrio relativamente a esta matéria, que tem, de acordo com Cheang, criado “várias complicações”. Os hospitais privados funcionam sob o regime extracontratual, enquanto nas entidades públicas de saúde vigora o contratual, que prevê que seja o hospital a provar a sua inocência. A decisão chega depois de várias reuniões e falta de consenso

entre os membros da comissão e o Governo. É que se considerava que tanto o regime extracontratual como o contratual traziam vantagens e desvantagens, sempre apenas preciso decidir qual seria, eventualmente, a mais benéfica. De acordo com Cheang numa reunião anterior, o “bem-estar dos utentes” está sempre em primeiro lugar. Contudo, parece ser às instituições de saúde que a nova decisão mais

Farol da Guia Au Kam San critica Governo por “negociações secretas”

Flora Fong

info@hojemacau.com.mo

A

u Kam San acusou ontem o Governo de manter secretas as negociações com a empresa responsável pela construção de um prédio na Calçada do Gaio, suspensa por tapar o Farol da Guia. Numa interpelação, o deputado critica o Executivo sobre o facto de a população nada saber sobre o processo de negociação com a empresa. Em causa está a construção do edifício de 34 andares na Calçada do Gaio, suspenso em 2008 por afectar a visibilidade para o Farol da Guia, património da UNESCO. Em comunicado, na altura, o Governo prometia avançar com uma solução breve, para “resolver tanto quanto antes a

tiago alcântara

Um caso no domínio dos deuses imediações do Farol. As empresas de construção estão em conversações com o Governo desde 2008 e, segundo alguns deputados, estariam compensações em cima da mesa. Mas, diz Au, “até agora, o público não sabe nada sobre o processo de negociação, nem resultados, e os locais de construção parados estão como se fossem ruínas.”

Mosquitos e não só questão”, até porque uma das exigências da UNESCO é que Macau não possa ter os seus edifícios classificados tapados. A interpelação de Au Kam San aponta que, não há só este, mas vários locais de construção que foram obrigados a ser parados por causa do limite das cotas altimétricas máximas nas

A população já se tem vindo a queixar desde 2008 de problemas de mosquitos e outros animais que estão no local, mas mais recentemente tem havido, diz o deputado, problemas por causa de ladrões, que aproveitam os locais abandonados para entrar e assaltar as casas nas imediações. ”O Governo insiste em não resolver o problema de forma jurídica, mas prefere

negociações secretas”, acusa Au Kam San. O deputado recordou que, logo depois do problema ter surgido, ele aconselhou a que as autoridades tratassem o caso de forma judicial, deixando o juiz determinar o montante de indemnização entre as empresas e o Governo. “Mas a RAEM insiste em negociações secretas, até hoje, já passaram seis anos não há nenhum avanço.” Au questionou também se “as negociações secretas” com as empresas estão ainda em andamento ou apenas “deixadas de lado”. No intuito de defender a paisagem da Colina da Guia, foi publicado pela Administração, em 2008, o despacho que define as cotas altimétricas máximas, de 52,5 metros, das edificações circundantes da Colina da Guia. - * com Joana Freitas

Há mais de sete meses que a 3ª Comissão, juntamente com a Autoridade Monetária de Macau, tem vindo a discutir a necessidade de um seguro obrigatório para todos os médicos e, eventualmente, outros profissionais de saúde. “Iremos impulsionar a implementação do seguro obrigatório”, clarificou Cheang. O presidente da comissão de deputados exemplificou com o facto de alguns profissionais de saúde, quando acusados de erro médico pelos seus doentes, terem que penhorar os seus bens para lidar com todo o processo legal que uma acção judicial implica. A implementação do seguro obrigatório vem assim permitir que haja um fundo que garanta a segurança financeira dos acusados.

Leong com reservas sobre sistema de não reprovação

A deputada Angela Leong lançou ontem um texto público onde sugere ao Governo que pense melhor na questão de limitar os chumbos nas escolas. O Governo está a pensar cancelar o sistema de reprovação entre o primeiro e o quarto ano da escola primária, e limitar em 4% as reprovações no quinto e sexto anos. Angela Leong considera que a repetição se dá por causa do sistema do ensino e diz que estas medidas novas não ajudam a resolver o problema. A deputada espera que o Governo pense melhor em medidas para melhorar a qualidade de ensino em Macau.

AMCM promete investimentos mais diversificados

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) respondeu ontem a uma interpelação do deputado Ho Ion Sang, onde revela ter aumentado as quotas dos títulos emitidos das instituições financeiras e das empresas públicas na reserva financeira e ter melhorado a situação integral de rendimento de juros de títulos. Na primeira metade deste ano, diz a AMCM, também já se introduziram mais investimentos do tipo de títulos de holding, de forma a diversificar os produtos de investimento, equilibrando melhor o risco e a retribuição.


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USJ Éric Sautedé despedido “sem justa causa” por intervenções políticas

As declarações do reitor da Universidade de S. José no caso do afastamento do docente gaulês dizem tudo. Palavras para quê?

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ric Sautedé, o professor de Ciência Política que leccionava na Universidade de São José, foi despedido sem justa causa, avançou ontem o jornal Ponto Final. Os comentários políticos que o académico expressa junto dos meios de comunicação de Macau terão desagradado à instituição de ensino superior. “Trata-se de clarificar as águas. Há um princípio que preside à Igreja de que não intervém no debate político dos locais onde

“A liberdade de investigação e de ensino devem ser reconhecidas e respeitadas de acordo com os princípios de cada departamento universitário. Esta é a posição da Igreja Católica e é muito clara” Paul Chan Wai Chi

UM Centenas de graduados querem pedido de desculpas Há dois dias começou uma actividade no Facebook que tem a intenção de “Apoiar a colega Tou e deixar os professores falar”. Até à hora do fecho desta edição, já cerca de 300 graduados da Universidade de Macau (UM) afirmaram participar na actividade. Os alunos querem um pedido de desculpas da universidade a Tou Weng Kei, no caso que diz respeito à expulsão da aluna da cerimónia de graduação quando esta exibiu um cartaz que pedia para que se deixassem de perseguir professores. O HM contactou a UM acerca do assunto e sobre Bill Chou – suspenso por 24 dias -, mas a instituição não respondeu.

Finanças públicas Comissão pede celeridade na revisão de Lei de Aquisição de Bens

Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

Contra os desperdícios tiago alcântara

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eleridade na revisão da Lei de Aquisição de Bens foi o que os membros da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas pediram ontem ao Governo. Os deputados consideram a lei obsoleta e exigem que esta seja actualizada ou que um novo diploma seja redigido para substituir o actual, em vigor desde 1984. “A lei já não consegue acompanhar a evolução do tempo (...) vigora desde a altura em que Macau era uma vila piscatória”, disse Mak Soi Kun, presidente

está implementada”, afirmou o reitor da USJ, Peter Stilwell, ao jornal Ponto Final. Sautedé não comentou o facto de ter sido saído da instituição, apenas afirmando que o seu contrato havia sido rescindido. Acabaria a 12 de Julho e não foi alvo de renovação, como acontece na maioria dos casos. De acordo com Stilwell, a responsabilidade do despedimento é exclusivamente da universidade, mas não esclareceu se recebeu indicações do Governo ou da Igreja para afastar o professor da instituição. “Se há um docente com uma linha de investigação e intervenção pública [política], coloca-se uma situação delicada. Ou a reitoria pressiona e viola a sua liberdade, ou cada um segue o seu caminho”, explicou o reitor ao Ponto Final. Questionado pelo canal televisivo português sobre a existência de alguma pressão em favor do despedimento do docente, o reitor disse que não sabe o que se pode chamar de “pressões”, acrescentando que a instituição tem outras entidades a quem tem que responder, nomeadamente à Fundação Católica para o Ensino Superior. Contactado pela TDM, o Bispo de Macau, D. José Lai recusou fazer comentários acerca da polémica situação, apenas

gonçalo lobo pinheiro

“Trata-se de clarificar as águas”

da comissão da Assembleia Legislativa (AL) que discute esta questão. Para Mak Soi Kun, a revisão do diploma é necessária para que o erário público não seja desperdiçado e por uma simples questão de adaptação aos novos tempos. Na opinião da comissão, existem “insuficiências no actual regime” que não vão ao encontro das necessidades presentes,

dizendo que teve conhecimento da notícia pela imprensa portuguesa. Para Stilwell, trata-se, em grande parte, da percepção que o exterior tem da USJ, tendo afirmado que o especialista em ciência política havia colocado a instituição numa situação delicada. “Falamos de um docente que está há sete anos na universidade, não completou o seu doutoramento e está a colocar a universidade numa situação delicada. Temos de ver o modo como a universidade é percepcionada”, explicou. De acordo com informações do canal TDM e do Ponto Final, existem pelos menos duas petições de apoio ao professor a circularem. Uma foi elaborada por outros académicos da USJ e deverá ser entregue ao Governo da RAEM ou à própria direcção da universidade. A segunda por criada por um grupo de católicos e será endereçada ao Bispo de Macau. Paul Chan Wai Chi, que é católico e membro da Associação Novo Macau (ANM), já reagiu ao despedimento de Sautedé. “[As universidades católicas] devem manter os benefícios da sociedade e devem manifestar as opiniões impopulares e as verdades desagradáveis quando necessário. A liberdade de investigação e de ensino devem ser reconhecidas e respeitadas de acordo com os princípios de cada departamento universitário. Esta é a posição da Igreja Católica e é muito clara. Devemos descobrir a realidade de cada um destes casos para esclarecer e compreender a situação real. Não devemos deixar que estas especulações moldes condições que não existem e que poderão espalhar uma atmosfera terrível ou criar um efeito arrepiante”, disse o membro da ANM ao canal português.

nomeadamente no que diz respeito às obras públicas. “Caso não haja alterações, iremos enfrentar vários obstáculos e possível desperdício de erário público”, avançou. O presidente da comissão da AL considera ainda que é preciso actualizar outros aspectos da Lei de Aquisição de Bens, como é a questão dos orçamentos da construção de obras públicas. É que hoje em dia realizam-se obras de grande envergadura que nunca foram feitas antes em Macau – como acontece como o metro ligeiro – e que exigem maior atenção. Ao Executivo, a comissão pediu ainda esclareci-

mentos acerca dos critérios usados para definir os orçamentos das construções. “Em que critérios é que o Governo se baseia para calcular estimativas [orçamentais]?”, questionou o deputado e presidente da comissão. A qualidade das obras (e dos materiais utilizados) e a importância da existência de entidades fiscalizadoras – tanto ao nível da qualidade, como dos custos – foram outros dois assuntos debatidos pelos membros da comissão que pediram ainda que fossem reforçados os mecanismos de controlo de qualidade das obras públicas.


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sociedade

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Coloane Conselho do Património concorda em preservar relíquias

Tudo a seu tempo O Governo confirmou ontem que as relíquias encontradas em Coloane serão preservadas. Só ainda não se sabe como... Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

“Qualquer tipo de património é importante. Intangível, arqueológico, prédios, tudo é importante...” Ung Vai Meng Presidente do IC

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á se sabe que as relíquias arqueológicas encontradas na Rua do Estaleiro, em Coloane, vão ser preservadas, ainda que se desconheça em que moldes e para quando. A novidade é avançada pelo Conselho do Património Cultural (CPC), que ontem reuniu pela terceira vez.

De acordo com Cheong Cheok Kit, secretário-geral do CPC, todos os envolvidos na descoberta dos artefactos arqueológicos concordaram com a sua protecção e salvaguarda. “Sabemos que é uma zona com potencialidade para encontrar ainda mais relíquias”, afirmou. Têm mais de 3600 anos e pelo menos duas das estações arqueológicas são tidas por Chio Ut Hong, técnica do Instituto Cultural (IC) envolvida no projecto de escavação, como “provas de utilização de fogo pelos antepassados”. Cheong assegurou ainda que o processo de escavação dos artefactos terá pelo menos duas fases. A primeira abarca toda a zona sul da Rua do Estaleiro – onde anteriormente existia uma parque de estacionamento – e decorre desde dia 7 de Maio, enquanto a segunda deverá compreen-

der o tratamento da zona a que o CPC chama norte e que actualmente tem um campo de basquetebol, desconhecendo-se a data em que esta próxima fase terá lugar. Na passada semana, a incerteza da preservação das relíquias levou a que associação Juventude Dinâmica de Macau se manifestasse em prol da conservação dos elementos descobertos, algo que a técnica do IC assegurou que será feito. “O Governo tem a responsabilidade de proceder à protecção das relíquias e por isso vão ter a preservação adequada”, confirmou Chio. No entanto, continua por se saber em que moldes será feita a salvaguarda dos artefactos, sendo que ainda é preciso aguardar pelo relatório preliminar da equipa arqueológica, pela opinião do CPC e pelos resultados de uma consulta pública. Só depois de concluído todo

este processo se saberá qual a proposta final. Questionada sobre se as chuvas das últimas semanas afectaram os trabalhos de escavação, a responsável do IC afirmou que estão a ser tomadas as medidas necessárias para que as condições meteorológicas não condicionem o projecto, sendo a colocação de coberturas uma delas. De acordo com Ung Vai Meng, a preservação das relíquias arqueológicas é “muito importante” para a cultura de Macau. “Qualquer tipo de património é importante. Intangível, arqueológico, prédios, tudo é importante e aqueles artefactos são importantes para o desenvolvimento da cultura de Macau”, afirmou o presidente do IC. Até ao momento foi descoberta uma zona pavimentada com cerca de um metro quadrado, um pequeno tanque e peças em cerâmica, que datam da idade do Bronze.

Língua Portuguesa Macau celebra 800 anos de existência

Escola portuguesa, com certeza A “A Escola Portuguesa é um dos principais actores desta divulgação, deste trabalho de disseminação da nossa língua e cultura em Macau e por isso é tiago alcântara

Escola Portuguesa de Macau é o palco, sexta-feira, das comemorações dos 800 anos da Língua Portuguesa com uma cerimónia de lançamento de balões na qual participam responsáveis ligados à divulgação da língua e cultura portuguesas na Região. Em declarações à agência Lusa, Pedro Ribeiro e Castro, advogado e um dos promotores da iniciativa local, explicou que a cerimónia de Macau “pretende juntar várias personalidades ligadas, directa e indirectamente, à promoção da língua e cultura portuguesas, sendo que o palco da Escola é o local mais adequado à afirmação desse objectivo”.

o centro destas comemorações, que pretendem juntar todos aqueles que contribuem para este trabalho”, explicou. Pedro Ribeiro e Castro disse também que o manifesto dos 800 anos da Língua Portuguesa “recorda o papel da língua nas mais variadas intervenções sociais, da simples conversa até à oração”, momentos que “transmitem emoções e o sentir de um povo, um modo de pensar e uma maneira de ser”. Em Macau, além do cônsul-geral Vítor Sereno, associam-se ao movimento o director da Escola Portuguesa de Macau, Manuel Machado, o director do Instituto Português do Oriente, João Laurentino Neves, o presi-

dente do Instituto Internacional de Macau, Jorge Rangel, a presidente da Casa de Portugal, Amélia António, e diversos professores de escolas e universidades ou institutos locais. Na sexta-feira passam 800 anos sobre o mais antigo documento oficial conhecido escrito em português – o testamento do terceiro rei de Portugal, D. Afonso II. O movimento dos 800 anos da Língua Portuguesa é subscrito pelas mais diversas personalidades nacionais da área da política à escrita, do jornalismo à televisão, da diplomacia à ciência, sempre em português e com apoio nas mais diversas geografias do planeta. - Lusa

Metro nas Portas do Cerco

Segundo o Conselho do Património Cultural, uma das estações do metro ligeiro de Macau vai ficar dentro do posto transfronteiriço das Portas do Cerco. A construção será feita acima do solo e não ao nível subterrâneo, como acontece com outras paragens. Segundo o Conselho, a localização da estação nas Portas do Cerco deverá facilitar a ligação com a linha ferroviária para Zhuhai. A paragem está pensada para ocupar dois ou três pisos da fronteira.


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Turismo Presidente de Associação de Guias pede mudança de imagem

Respeitem quem trabalha tiago alcântara

presidente da Associação de Guias Turísticos de Macau, Wu Wai Fong, referiu ontem que é necessário mudar a imagem que as pessoas têm dos guias turísticos, para que mais jovens possam entrar na profissão, diz o Jornal Ou Mun. Todos os anos, avança Wu Wai Fong, são muitas as pessoas que frequentam cursos de guia turístico e conseguem uma licença da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), mas a percentagem dos que entram neste sector é muito baixa.

“Sendo um guia turístico, [trabalha-se] com chuva e sol, não se tem salário fixo, nem se ganha respeito...”

Altas comparações

A responsável salienta que, para atrair mais jovens a

A nova loja da ‘Forever 21’ – a marca de roupa norte-americana – abre em Macau no próximo dia 5 de Julho. A nova loja vai ser a primeira do género no território e vai ficar situada na Casa Amarela perto das Ruínas de São Paulo. Recorde-se que a marca vai ocupar o espaço anteriormente dedicado ao Espaço Lvsitanvs e a uma loja de produções criativas ‘made in Macau’. A Casa Amarela é propriedade da Future Bright Holdings, à qual pertence o deputado Chan Chak Mo, e está a ser arrendada por mais de 2,4 milhões de dólares de Hong Kong por mês. O arrendamento começou em Março. A loja abre, então, a 5 de Julho.

PJ procura família de idoso encontrado morto

Wu Wai Fong presidente da Associação de Guias Turísticos de Macau

“Este fenómeno acontece por causa de existirem diversos tipos de trabalhos em Macau, especialmente porque os licenciados preferem dedicar-se aos grandes hotéis. Sendo um guia turístico, [trabalha-se] com chuva e sol, não se tem salário fixo, nem se ganha respeito, o que faz com que a taxa de demissão deste sector seja muito alta, especialmente no caso dos guias que sabem línguas estrangeiras”, disse Wu Wai Fong.

Loja de roupa ‘Forever 21’ abre no dia 5 de Julho

escolher esta profissão, é preciso começar por mudar o sector, construindo “uma boa imagem” para os guias e mudando a imagem negativa que a sociedade tem do sector dos guias turísticos. Wu diz mesmo que, no Egipto, o estatuto social de um guia é comparável ao de um médico ou advogado, o curso tem a duração de quatro anos à semelhança das licenciaturas e o salário é alto. “No entanto, em Macau,

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milhões excursionistas em Maio

os guias nem têm salário base, dependem, das excursões que fazem por dia e das línguas que falam. Às vezes, o salário do dia é apenas de 300 e tal patacas e desde a entrada em vigor da lei do Governo Central

que proíbe as excursões a ‘custo zero’, os guias já não ganham comissões através das compras feitas pelos turistas em excursão. Estas excursões, recorde-se, são muitas vezes motivo de conflito, porque são exigidos aos turistas compras e pagamentos de taxas que, normalmente, são gratuitas. Como todos os anos Macau recebe uma grande quantidade de excursões – o mês passado foram mais

Pac On Obras atrasadas para o final do ano

A normal anormalidade A

s obras do Terminal Marítimo de Passageiros do Pac On só deverão ser acabadas no final deste ano, tendo sido mais uma vez adiada a conclusão da obra. De acordo com Chan Hoi Kit, citado pela rádio chinesa, os atrasos devem-se a “diversas razões” , passando pelas condições meteorológicas e aos próprios empreiteiros. Vai ser feito um “estudo” para apurar responsabilidades, mas a verdade é que o coordenador do Gabinete

para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI) nem sequer aponta o final do ano como prazo certo. “Desejamos que as obras possam terminar no final deste ano”, disse à margem de uma reunião na Assembleia Legislativa. Recorde-se que, a 10 de Junho, o HM avançou que as obras no Terminal Marítimo do Pac On, na Taipa, ainda estavam a ser feitas e o Governo escusou-se a dizer quando é que a infra-estrutura seria

entregue à Direcção dos Serviços para os Assuntos Marítimos e da Água (DSAMA). De acordo com o que disse Susana Wong aos jornalistas, recentemente, a ideia era que o Terminal Marítimo do Pac On estivesse concluído e fosse entregue à DSAMA até este mês, mas informações prestadas ao HM pelo GDI apontavam que “ainda estão a ser instalados equipamentos electromecânicos” e a ser “executadas decorações no interior do terminal”.

de 3 milhões os turistas que cá chegaram desta forma - a procura de guias turísticos “não pára de aumentar”, salienta Wu, que diz, contudo, que é preciso mudar a forma como os guias são vistos na sociedade. Os conflitos entre guias e turistas são comuns em Macau, normalmente por desacordos com os itinerários ou com a quantidade de dias em que os turistas ficam no território. - F.F.

Já numa outra resposta, contudo, a DSAMA estimou que este processo de instalação de equipamentos pudesse demorar meio ano, algo agora confirmado. A construção do Terminal Marítimo de Passageiros do Pac On arrancou em 2005 e estimava-se que a obra ficasse concluída, no máximo, até ao segundo trimestre deste ano. A inauguração do Terminal Marítimo do Pac On chegou a estar prevista para Julho de 2013, mas os prazos e o orçamento foram sendo alterados. Em 2011, a obra custava pouco mais de 500 milhões de patacas, mas esse valor já chegou aos mais de 3,5 milhões de patacas. - J.F.

A Polícia Judiciária (PJ) encontrou um cadáver de um idoso no seu apartamento. O homem, de nome Jorge Pires de Azevedo, tinha 89 anos e era residente de Macau, mas não terá sido procurado por ninguém. O cadáver foi encontrado numa casa na Rua da Erva já a 16 de Maio, mas só ontem o caso foi dado a conhecer. A PJ lança um apelo a familiares ou amigos do falecido que tenham informações que possam fornecer às autoridades para se realizar o funeral.

Pedaço de corpo aparece no Lam Mau

Ontem da manhã, um mão esquerda de adulto apareceu na zona marítima do Lam Mau, no Fai Chi Kei, anunciou a Polícia Judiciária (PJ). As autoridades já requerem que os Serviços de Alfândega pesquisem se existem outras partes do corpo em águas próximas. A mão foi encontrada pelos funcionários dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água, mas desconhecem-se as razões da situação. Mais testes forenses terão de ser feitos.


8 sociedade

Saúde Jovem com fractura no cóccix não quer ser tratado em Macau

De um lado para o outro e a factura a aumentar

na coluna do rapaz causada por um profissional do Conde de São Januário. “No último domingo, Chan Pou U foi ao hospital Kiang Wu porque a sua dor aumentou e o médico do Kiang Wu descobriu que a causa desta dor é uma nova lesão causada pelo hospital São Januário no ano passado, em Novembro”, disse Jason Chao ao HM. “Neste momento, são precisos mais de 80 mil dólares de Hong Kong para próxima fase de exames em Hong Kong.”

all about media

Mais um capítulo no caso do jovem que foi empurrado por um colega na escola, há cerca de quatro anos, e fracturou o cóccix. Jason Chao, o grande arauto desta causa, anuncia novos custos para o tratamento

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Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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ontinuam os ataques mútuos entre os Serviços de Saúde (SS) e a família de Chan Pou U, o jovem que sofreu uma fractura no cóccix e que acusou o organismo de não lhe prestar apoio. Ontem, em conferência de imprensa, Jason Chao – presidente da Macau Consciência, que tem vindo a ajudar Chan no caso – assegurou que o rapaz vai ser submetido a tratamento no Hospital Queen Mary, em Hong Kong, porque não confia nos serviços médicos locais. Os SS pedem a colaboração da família para que se consiga resolver o caso. Jason Chao revelou que o jovem – que caiu na escola

Rejeição de tratamento

depois de ser empurrado por um colega – precisou de ser hospitalizado no Queen Mary durante quatro noites na última semana. Como Chan não é residente de Hong Kong, diz Chao, precisa de pagar 28 mil dólares de hospitalização e outras despesas, sendo que precisa de cerca de 40 mil dólares no total. Desde a passada quarta-feira até às 17h desta segunda-feira, a Macau Consciência conseguiu angariar 62 mil dólares de Hong Kong para ajudar o jovem. O dinheiro começou

J

quer ser tratado em Macau, uma vez que, segundo a Macau Consciência, um médico do Hospital Kiang Wu, terá identificado uma nova lesão

desculpas de Lei Chi Ion

O director dos SS pediu ontem desculpa pelo comportamento de uma funcionária do organismo, que se fez passar por jornalista numa conferência de imprensa realizada na última semana em casa de Chan. A mulher não se identificou e – apesar de o responsável garantir que não sabia da acção da sua funcionária – assegura que foi apenas com o intuito de poder ajudar a família. Lei Chin Ion garante que a situação não é ilegal e que foi apenas por preocupação dos SS. Interrogado sobre se, para além da legalidade, achava ética a atitude dos SS, Lei passou a palavra ao seu acessor Rui Amaral que respondeu não dar opinião sobre a ética dos jornalistas. Ou seja, não percebeu a pergunta.

DSSOPT Trinta edifícios em mau estado de conservação

O perigo bate à porta tiago alcântara

á foram abertos cerca de 30 processos para acompanhamento de edifícios em mau estado de conservação, avançou ontem a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT). De acordo com o organismo, vão ser dadas instruções aos condóminos para que procedam à reparação dos prédios, de forma a que estes tratem da reparação das partes danificadas, sem necessidade de aguardar pelo relatório de vistoria da DSSOPT, que assegura que vai apertar a fiscalização. “A reparação e manutenção dos edifícios é da responsabilidade dos condóminos, pelo que a Administração apela a que estes estejam atentos ao ponto de situação do edifício na sua utilização

a ser recolhido tendo como limite os 20 mil dólares, mas agora aumentou para 80 mil, por causa desta situação. Isto, porque o jovem não

A conferência de ontem, contudo, não deixou passar mais uma vez a constante atribuição de responsabilidades de um lado para o outro. Para Jason Chao, os SS estão a “desviar a atenção do público atribuindo culpas à mãe do paciente em vez de fazer com que os pacientes tenham confiança no hospital público”. Ora, num conferência na semana passada, os SS fizeram questão de salientar que a mãe de Chan ameaçou funcionários do hospital com facas de cozinha. A versão de como tudo se passou varia, mas a mulher disse que já apresentou as desculpas ao hospital.

quotidiana, em particular às partes comuns do edifícios e às partes habitacionais”, lê-se num comunicado da DSSOPt. “Sempre que se verificar indícios de mau estado de conservação, nomeadamente infiltração parcial de água, oxidação da tubagem de distribuição de água, envelhecimento da junta de dilatação existente entre dois edifícios, desprendimento do betão, aparecimento de fissuras e fendas, devem os condóminos contratar imediatamente técnicos qualificados para a realização da sua inspecção e reparação.”

Dos 30 prédios em perigo de ruína, dois foram já demolidos. Há três tipos de classificações para estes prédios em maus estado de conservação, relembra a DSSOPT, que passam por “prédios em perigo iminente de ruína, em estado de ruína e em mau estado de conservação”.

Quem paga ?

As despesas com as reparações são sempre encargo dos proprietários, mas o Governo relembra que há planos de apoio financeiro para minimizar os impactos: “diversos planos criados pelo Instituto de Habitação,

Ontem, depois de uma reunião na Assembleia Legislativa, o director dos SS, Lei Chin Ion, disse aos jornalistas que o jovem sempre rejeitou ser tratado pelos médicos do São Januário. O responsável pediu que o jovem e a mãe tivessem confiança nos profissionais e disse que o Conde de São Januário estará sempre disponível para o tratamento. “Naturalmente, pode continuar a ser atendido pelo médico, desde que concorde com o nosso tratamento.” Segundo a Rádio Macau, o antigo deputado Ung Choi Kun disse que também já contatado com o aluno quando era deputado. Segundo Ung, a mãe do jovem poderá ter problemas mentais devido ao caso e aconselhou o jovem a ficar em Macau para receber tratamento.

“No último domingo, Chan Pou U foi ao hospital Kiang Wu, porque a sua dor aumentou, e o médico descobriu que a causa desta dor é uma nova lesão causada pelo hospital São Januário...” Jason Chao

nomeadamente o Plano de Apoio Financeiro para Administração de Edifício, Plano de Crédito Sem Juros para Reparação de Edifícios, Plano de Apoio Financeiro para Reparação de Edifícios, Plano de Apoio a Projecto de Reparação de Edifícios e Plano Provisório de Apoio Financeiro para Reparação das Instalações Comuns de Edifícios Baixos”. A DSSOPT afirma haver muitas dificuldades deparadas durante a reparação dos antigos edifícios, nomeadamente em termos de falta de cooperação de todos os condóminos ou de não comparticipação de todos os condóminos nas despesas de reparação, “o que conduziu a que os antigos edifícios continuassem há bastante tempo em mau estado de conservação, constituindo assim perigo à população”.


china

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Hong Kong Líder do Governo defende respeito pela vontade democrática dos cidadãos

Entre a espada e a parede

Enquanto na sexta-feira passada, Leung Chun-ying, afirmava que escolhas possíveis no referendo estavam contra a Lei Básica, do líder do governo absteve-se agora de qualquer comentário sobre a votação em curso, defendendo os habitantes da cidade. Da china continental continuam a chegar críticas duras ao referendo

O

líder do governo de Hong Kong defendeu ontem que a China deve respeitar a “esperança e exigências” dos habitantes da cidade, que manifestaram num referendo informal a vontade de escolher democraticamente o seu líder e parlamento. A participação no referendo informal, actualmente acima das 700 mil pessoas, está acima do previsto, apesar dos receios de que Pequim volte atrás na sua promessa de permitir que os eleitores de Hong Kong escolham em 2017 o seu líder, e em 2019 todos os deputados do Conselho Legislativo, o parlamento local. Depois de inicialmente ter afirmado que o referendo, feito através de consulta electrónica, seria contra a Lei Básica local, uma espécie de constituição que rege a cidade, Leung Chun-ying disse ontem que os eleitores “manifestaram a sua esperança e exigências” para as eleições de 2017. O mesmo responsável reagiu negativamente à opinião do diário oficial chinês Global Times, que

“Ninguém deve colocar a população de Hong Kong em confronto com os cidadãos da China continental” Leung Chun-ying

classifica o referendo de “farsa ilegal” e que sustenta que a opinião da população chinesa, de 1.300 milhões de pessoas, supera a vontade da população de Hong Kong. “Ninguém deve colocar a população de Hong Kong em confronto com os cidadãos da China continental”, disse, ao defender o direito de escolha da população local, que apenas manifesta a sua opinião. O líder do Governo de Hong Kong é actualmente designado por um comité eleitoral de 1.200 pessoas controlado por Pequim, que afirmou estar disposto a aceitar

em 2017 a eleição de um candidato que tenha o aval desse comité. Até ao início da tarde de ontem, cerca de 732.000 pessoas tinham votado no referendo que dá a escolher um de três métodos de votação para a escolha do próximo líder do Governo, os quais incluem a nomeação civil dos candidatos, como requer Pequim. Se na sexta-feira Leung Chun-ying afirmou que as escolhas possíveis no referendo estavam contra a Lei Básica, ontem afastou-se de qualquer comentário da ‘votação’ que se prolonga durante 10 dias na antiga colónia britânica.

Escravas sexuais Pequim e Seoul criticam Tóquio

“Os radicais de Hong Kong estão a levar a cidade a um futuro sombrio” Global Times

Para Sonny Lo, líder do departamento de Ciências Sociais no Instituto de Educação de Hong Kong, Leung Chun-ying demonstra que o Governo da antiga colónia britânica está “ensanduichada” entre a posição oficial e a da população, que reclama a escolha do líder do Governo por voto universal.

O diário Global Times, controlado por Pequim, voltou ontem a criticar o referendo, no que é o seu terceiro editorial a propósito da consulta popular. “Os radicais de Hong Kong estão a levar a cidade a um futuro sombrio”, refere o jornal ao salientar que a China não é a Ucrânia e Hong Kong não será “Kiev ou Donetsk” até porque “é o poder de Pequim que garante a prosperidade e o desenvolvimento político estável” da antiga colónia britânica. Os receios de uma maior influência do poder chinês sobre Hong Kong tiveram lugar já este mês quando Pequim revelou um “Livro Branco” onde estabelecia considerações sobre o futuro do desenvolvimento democrático de Hong Kong. Tal como Macau, Hong Kong é uma região administrativa especial da China com autonomia administrativa, legislativa e judicial sob o princípio “um país, dois sistemas”’ idealizado pelo antigo líder chinês Deng Xiaoping para a reunificação chinesa, que inclui Taiwan.

Pequim revê Lei de Segurança Alimentar

A tentar apagar a história Tudo sob controlo A Coreia do Sul e a China protestaram, esta segunda-feira, contra a reavaliação por parte do governo japonês de um pedido de desculpas feito em 1993 a mulheres, muitas delas coreanas e chinesas, forçadas a trabalhar como escravas sexuais em bordéis japoneses durante a guerra.

Os dois países pediram que o Japão pare de tentar apagar a história. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Hua Chunying, pediu que o Japão adopte medidas para lidar com os problemas do seu legado histórico. “A alegada investigação do Japão revela mais uma vez que

[o país] não está disposto a encarar a história e está até a tentar apagar ou negar as reais intenções de seus crimes de invasão”, disse Hua. Também o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, Cho Tae-yong, convocou o embaixador japonês, Bessho Koro, para reclamar, dizendo que Tóquio estava a tentar derrubar as suas próprias desculpas, mesmo após a história por trás das “mulheres de conforto”, como eram chamadas, ter sido reconhecida internacionalmente. “O Japão tem de entender que quanto mais o governo de Abe tentar derrubar a Declaração de Kono, mais a sua credibilidade e reputação internacional irão sofrer”, disse Cho.

O

Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional da China iniciou esta segunda-feira a primeira revisão da Lei de Segurança Alimentar, que foi implementada há cinco anos. Após inúmeros incidentes envolvendo casos segurança alimentar, o go-

verno chinês promulgou, em 2009, um regulamento para estabelecer padrões no sector alimentar. No entanto, as falhas nos mecanismos actuais de monitorização e de regulamentação resultaram na impossibilidade de a lei ser efectivamente aplicada, informa a rádio China.

Na China, as tarefas de regulação da segurança alimentar foram assumidas por diversos órgãos governamentais, o que levou a uma supervisão insatisfatória. Para resolver o problema, os trabalhos vão agora ficar sob a responsabilidade de um departamento exclusivo. Está também em discussão a criação de um sistema de rastreio, passando os produtores de alimentos a ter de estabelecer registos para garantir o rastreio desses produtos. Para além disto, o novo regulamento de segurança alimentar também coloca no âmbito de supervisão o comércio de alimentos na internet, especialmente os produtos de fórmula infantil e os medicamentos.


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ANÚNCIO No uso da competência delegada pela alínea 3) do n.º 14 do Despacho n.º 01/ IH/2014, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 3, II Série, de 15 de Janeiro de 2014, e nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vimos por este meio notificar os proprietários das seguintes fracções do Bloco 3 do Kong Wa San Chun: N.º do processo

Fracção

Proprietário

15/ADMHE/2014

5.º andar G

YU ZHIFEI

16/ADMHE/2014

12.º andar H

CHAN IAO CHENG

Infracção

Foi construída uma porta de ferro na zona pública (constitui infracção nos termos da alínea h) do n.º 2 do artigo 16.º do DecretoLei n.º 41/95/M, de 21 de Agosto)

Foi construída uma porta de ferro para o uso comum das duas fracções (constitui infracção nos termos da alínea h) do n.º 2 do artigo 16.º do Decreto-Lei n.º41/95/M, de 21 de Agosto)

Nos termos do n.º 1 do artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 41/95/M, de 21 de Agosto, os proprietários das fracções acima referidas devem apresentar, por escrito, as suas contestações e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou as demais provas que lhes sejam favoráveis, no prazo de 10 dias, a contar da data de publicação do presente anúncio. Caso não apresentem as contestações no prazo indicado, ou as explicações das mesmas não forem admitidas por este Instituto, de acordo com o artigo 19.º do decreto-lei supracitado relativo ao processo de aplicação das multas, as pessoas acima referidas estarão sujeitas à aplicação das multas no valor de mil patacas (MOP 1000), previstas na alínea a) do n.º 1 do artigo 18.º. Caso necessitem de consultar os respectivos processos, poderão dirigir-se, durante o horário de expediente, ao Instituto de Habitação, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, ou contactar a Sr.a Lei, através do número de telefone para a consulta: 2859 4875(ext.747).

O Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos, Iam Lei Leng 20 de Junho de 2014


região

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Exilados em parte incerta, o novo grupo declara-se a favor dos Direitos Humanos e promete apoio psicológico a quem estiver contra o golpe militar

U

m político do governo deposto da Tailândia fundou ontem no exílio a primeira organização de oposição à junta militar, no poder no país desde o golpe de Estado de 22 de Maio. Jarupong Ruangsuwan, ex-presidente do partido Puea Thai e ex-ministro,

Tailândia Criada primeira organização de oposição à junta militar

Pacíficos pela democracia

lidera a “Organização dos Tailandeses Livres para os Direitos Humanos e Democracia”, cuja criação foi anunciada através de um vídeo publicado no portal Youtube.

“A junta violou o Estado de Direito, abusou dos princípios democráticos e destruiu a liberdade e dignidade humanas”, disse Jarupong Ruangsuwan em comunicado. O grupo, estabelecido

Coreia do Sul Presidente perde mais um primeiro-ministro

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A culpa é do ferry A

Presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, viu ontem fracassar uma nova tentativa de designar um primeiro-ministro, com o mais recente nomeado a anunciar a sua renúncia após controversos comentários sobre o período colonial japonês. Moon Chang-keuk anunciou a sua renúncia apenas duas semanas depois de ter sido nomeado para chefiar o Governo do país, abalado pela tragédia do ‘ferry’ Sewol que naufragou a 16 de Abril ao largo da costa sudoeste fazendo mais de 300 mortos.

“Eu queria ajudar a Presidente Park Geun-Hye, mas acredito que a minha renúncia é a forma de a ajudar neste momento”, afirmou o político, de 65 anos, em conferência de imprensa, reconhecendo que após a sua nomeação, que aguardava apenas a confirmação do parlamento, “o confronto e a divisão no país aumentaram”. A crise no executivo sul-coreano instalou-se na sequência da tragédia do naufrágio do ‘ferry’, a qual levou o então primeiro-ministro sul-coreano Chung Hong-won a apresentar a sua demissão após fortes críticas

mais um corpo resgatado Mergulhadores resgataram mais um corpo do interior do ‘ferry’ que naufragou ao largo da costa da Coreia do Sul, a 16 de Abril. O corpo recuperado ontem das águas sul-coreanas, que pertence a uma passageira, eleva o número de vítimas mortais para 293, numa altura em que ainda falta encontrar 11 pessoas. O ‘ferry’ transportava 476 pessoas a bordo, incluindo 325 estudantes de uma escola secundária, quando se afundou ao largo da costa sudoeste da Coreia do Sul.

em paradeiro desconhecido fora da Tailândia, insta os tailandeses a oporem-se “sem violência” à junta militar com o objectivo de restaurar a democracia no país. “Proporcionaremos apoio psicológico a todos que estão contra o golpe e aos grupos democráticos

relacionadas com má gestão da crise. Mais tarde, em meados de Maio, a Presidente sul-coreana nomeou Ahn Dae-hee, ex-juiz do Supremo Tribunal, contudo, este viria a renunciar ao cargo seis dias depois, após relatos de que enriqueceu tirando proveito do seu anterior cargo público. A 10 de Junho, Park Geun-Hye decidiu então designar para a função de primeiro-ministro Moon Chang-keuk, ex-jornalista conservador, no quadro de uma profunda remodelação do seu governo que envolveu ‘mexidas’ em sete ministérios da Coreia do Sul. No entanto, Moon Chang-keuk viu-se envolvido numa forte polémica logo nos dias que se seguiram, após ter sido divulgado um vídeo no qual assegurava, numa intervenção dirigida aos fiéis da sua igreja protestante, que a invasão japonesa da Coreia, no início do século XX, aconteceu “por vontade de Deus”.

dentro e fora da Tailândia”, declarou o mesmo responsável. Pelo menos dez pessoas foram detidas no passado domingo por terem supostamente tecido críticas, ainda que de forma pacífica, à junta militar. Os chefes de diplomacia da União Europeia (UE) decidiram, esta segunda-feira, no Luxemburgo, reduzir a cooperação com a Tailândia, como protesto contra o golpe de Estado militar, garantindo que só haverá normalização nas relações quando houver governo democraticamente eleito. Na declaração adoptada, os 28 instam a junta militar actualmente no poder a “restabelecer, com urgência, o processo democrático legítimo e a Constituição”, através de eleições credíveis. A decisão foi tomada no mesmo dia em que a junta

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militar na Tailândia pediu à UE que compreendesse as razões do golpe de Estado, reiterando que tomou o poder para evitar uma espiral de violência após mais de seis meses de protestos antigovernamentais. Mais de 500 pessoas, incluindo políticos, activistas e jornalistas, foram convocadas e detidas temporariamente pela junta militar tailandesa desde o golpe. ATailândia vive uma grave crise política desde o golpe de Estado de 2006 contra o antigo primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que vive exilado no Dubai para evitar cumprir a condenação à revelia de dois anos de prisão por corrupção. Thaksin ou aliados ganharam todas as eleições na Tailândia nos últimos 13 anos, incluindo a vitória eleitoral em 2011 da irmã, Yingluck, destituída em Maio pelo Tribunal Constitucional. Desde o fim da monarquia absoluta em 1932, a Tailândia foi palco de 19 tentativas de golpe de Estado, das quais 12 tiveram êxito. - Lusa


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mundial

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dados dos jogos

Desenlace do grupo F pode vir a decidir-se à antiga. Nigéria na corda ba

Obrigados a vencer para Mar co Carvalho info@hojemacau.com.mo

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eduzir as expectativas de todo um povo ao borboletear de uma moeda parece estratégia medieval, mas o desenlace das contas do grupo F poderá obrigar a FIFA a ter de recorrer a tão sideral pecúlio se por uma estranha conjugação de circunstâncias Nigéria e Irão encerrarem a participação na fase de grupos do Mundial do Brasil com um registo semelhante. Para que tal suceda não são necessárias nem circunvalações caprichosas do destino, nem rasgos aritméticos a roçar a intervenção divina.

Se o Irão derrotar a Bósnia-Herzegovina pela margem mínima e a Argentina se superiorizar à Nigéria pelo mesmo resultado, iranianos e nigerianos encerram a participação na primeira fase do Campeonato do Mundo de Futebol não só com os mesmos pontos, mas também com o mesmo número de golos marcados e sofridos. Como as duas formações empataram sem golos no duelo que protagonizaram, o expediente do confronto directo não resolve coisa alguma e à Federação Internacional das Associações de Futebol não resta outra arcabouço senão decidir a contenda à moda antiga: cara ou coroa, moeda ao ar, KO para o menos afortunado.

Na terceira e última jornada do grupo F, a Nigéria esgrime argumentos com a Argentina. A selecção albiceleste já garantiu a passagem aos oitavos de final do Campeonato do Mundo de Futebol e em última análise o facto dos argentinos partirem para o encontro sem nada a perder pode favorecer as ambições do colectivo africano. Mal-amado pelo adeptos e criticado pelos próprios jogadores que orienta, Alejandro Sabella ainda não conseguiu colocar a formação albiceleste a praticar um futebol vistoso, mas com a presença na segunda fase da competição já garantida, nas preocupações

do seleccionador argentino não constará quase garantidamente a necessidade de boas exibições. Sabella deverá aproveitar o desafio frente à Nigéria para fazer rodar alguns dos habituais suplentes e dar descanso a atletas que carregam nas pernas uma temporada extenuante e extensa, como é caso do benfiquista Ezequiel Garay.

Os dados estão lançados

As circunstâncias podem, de certo modo, favorecer a selecção nigeriana. O onze orientado por Stephen Keshi parte para o desafio com uma tarefa titânica entre mãos. Mesmo frente a uma Ar-


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jogo Nigéria – Argentina 00:00 – Estádio Beira-Rio • Historial J Oficiais 4 Amigáveis 2 Total 6

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os dados dizem respeito à equipa posicionada em primeiro lugar;

outros jogos Bósnia-Herzegovina – Irão 00:00 – Arena Fonte Nova • Historial J Oficiais 0 Amigáveis 5 Total 5

V E D GM GS 0 0 0 0 0 0 1 4 16 7 0 1 4 16 7

Honduras - Suiça 04:00 – Arena Amazónia • Historial J Oficiais 1 Amigáveis 0 Total 1

V E D GM GS 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0

Equador – França 04:00 – Estádio do Maracanã • Historial J Oficiais 0 Amigáveis 1 Total 1

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a evitar a moeda Os números

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os anos volvidos desde o amargo adeus de Diego Armando Maradona à selecção argentina. O lendário dianteiro da formação das Pampas vestiu pela última vez a camisola da albiceleste num encontro frente à Nigéria a contar para a fase de grupo do Mundial 94. Um controlo anti-doping positivo – Maradona acusou efedrina – premeditou o adeus do craque ao colectivo sul-americano.

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o número de golos apontados por Rashidi Yekini com a camisola da selecção nigeriana de futebol. Mais de uma década e meia depois de ter disputado o seu último encontro com a camisola das “Super Águias”, Yekini continua a ser o melhor marcador do conjunto africano. O avançado, que vestiu a camisola de formações como o Olympiacos, o Sporting Gijón e o Zurique viveu no Vitória de Setúbal os seus melhores anos. Em cinco temporadas com a turma do Sado o “touro de Kaduna” apontou nada mais nada menos do que 93 golos.

gentina de segunda água, a formação africana encarna o papel de um David franzino face a um Golias que, mesmo sem encantar, se prefigura como crónico candidato à conquista da competição. Os dois títulos mundiais de Sub-17 alcançados pela Nigéria num período de seis anos – venceu o Mundial de juvenis em 2007 e repetiu a vitória o ano passado – colocam a selecção africana no lote das selecções das quais se espera que possam surpreender. Com três triunfos na Taça das Nações Africanas, os actuais titulares da CAN – na final do ano passado a Nigéria derrotou o Burkina Faso pela margem mínima

V E D GM GS 0 0 0 0 0 0 0 1 0 2 0 0 1 0 2

– têm tardado a afirmar-se nos grandes palcos internacionais, ainda que Stephen Keshi tenha conseguido recuperar a imagem das “Super Águias” depois de um período pautado por uma certa instabilidade. Keshi esteve, de resto, na primeira fase final de um Mundial disputado pela Nigéria. Foi há vinte anos, nos Estados Unidos e a selecção africana caiu nos oitavos-de-final frente à Itália, depois de ter defrontado a Argentina na fase de grupos, naquele que foi o último encontro de Diego Armando Maradona com a camisola alviceleste. Há 20 anos, os argentinos levaram a melhor com dois golos de por Cláudio Cannigia e desde então já voltaram a cruzar-se com a Nigéria em Campeonatos do Mundo de Futebol por duas ocasiões, vencendo sempre. Contra o passado e com o espectro de um desenlace por moeda ao ar, à Nigéria só interessa o triunfo.

Federação «Não vemos razões para rescindir com Paulo Bento»

O vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Humberto Coelho, declarou esta terça-feira, em Campinas, que a direcção «não vê razões para acabar o vínculo com o seleccionador», Paulo Bento. O dirigente da FPF esteve na sala de imprensa para prestar esclarecimentos a primeira questão que ouviu foi sobre a possibilidade de o treinador colocar o lugar à disposição após o Mundial 2014. «Até agora, o Paulo Bento nunca pôs essa situação, ainda temos um jogo, ainda podemos qualificarnos, estamos focados ainda no objectivo», respondeu Humberto Coelho. «Não sei qual é o pensamento dele, mas, em relação à federação, assinámos um contrato por mais dois anos com Paulo Bento há cerca de dois meses», recordou o vice-presidente. «Todos sabemos que os resultados são importantes. Os resultados e não um resultado, como aquele com a Alemanha. Estamos tristes como estão todos os portugueses tristes, mas ainda não atirámos a toalha ao chão», continuou Humberto Coelho sublinhou que «quando a direcção renovou com Paulo Bento há dois meses foi com a perspectiva de se ir até ao Europeu de 2016» e que essa continua a ser a meta.

O que podem ter em comum umas luvas e a cabra-montês?

Um investigador da Universidade do Minho está a desenvolver umas luvas com palmas que imitam os cascos da cabra-montês. Não, não é brincadeira. O objectivo é melhorar a aderência e o conforto dos guarda-redes. O projecto, que parte da tese de doutoramento de Clécio Lacerda em Engenharia Têxtil sobre «Desenvolvimento de superfície têxtil mimética e aplicação ao desporto», vai ser patenteado e «já desperta interesse do mercado». Segundo a Universidade do Minho, a iniciativa conta com as parcerias do Vitória de Guimarães e algumas empresas, entre as quais a que equipa os guarda-redes Eduardo e Beto. «As costas das luvas estão há muitos anos bem resolvidas, estética e tecnologicamente, mas a palma não, quando é a parte mais importante, pois contacta directamente com a bola», apontou Clécio Lacerda, acrescentando: «O seu látex desgasta-se mais rapidamente e não tem a aderência ideal.» O investigador admite que esta tecnologia possa vir a ser aplicada a outros desportos – pode absorver o impacto em quedas de ciclistas e motociclistas, por exemplo. As sapatilhas para escalada e as protecções de guarda-redes de hóquei em patins são outras aplicações possíveis.

EUA Norte-americanos pedem tolerância de ponto

Mais de 2.500 norte-americanos assinaram uma petição, dirigida a Barack Obama, para que o presidente conceda tolerância de ponto, na próxima quinta-feira, para que possam assistir ao jogo entre os Estados Unidos e a Alemanha. A selecção norteamericana tem a possibilidade de passar a fase de grupos do Mundial-2014 e, por isso, a petição defende a tolerância de ponto, lembrando que «milhões de pessoas em todo o país não poderão ver a partida, que se disputa ao meio-dia». O documento alerta para a possibilidade de muita gente prolongar a hora de almoço ou alegar doenças para conseguirem ver o jogo. Desta forma, os signatários pedem a Barack Obama que considere a próxima quinta-feira «um dia festivo» e requerem «uma pausa no trabalho para que todos possam ver o jogo».


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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 284/AI/2014 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora Chen JingLing (portadora de Hong Kong Identity Card n.° R6184xxx), que na sequência do Auto de Notícia n.° 15/DI-AI/2013, de 12.02.2013, levantado pela DST e por despacho da signatária de 16.06.2014, exarado no Relatório n.° 485/DI/2014, de 28.05.2014, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório, por controlar a fracção autónoma situada na Rua do Terminal Maritimo N.os 93-103, Edf. Centro Internacional de Macau, Bloco 4, 8.° andar B e utilizada para a prestação ilegal de alojamento.-----------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele Auto de Notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito. Nos termos do n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010 não é admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo.-------------------------------------------------------------------------------------A matéria constante daquele Auto de Notícia constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, tal facto é punível nos termos no n.° 1 do artigo 10.° da Lei n.° 3/2010.------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d'Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 16 de Junho de 2014. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

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AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL

Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, chegou ao seu término, e, que de acordo com o artigo 53.º da Lei n.º 10/2013, <<Lei de Terras>>, de 2 de Setembro, conjugado com os artigos 2.º e 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que devem os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: - Avenida da República, n.ºs 32 a 34, em Macau; - Avenida do Infante D. Henrique, n.ºs 7 a 23 e Avenida Dr. Mário Soares, n.ºs 263 a 303, em Macau, (Edifício Kuan Fat Fa Yuen); - Avenida de Lopo Sarmento de Carvalho, n.ºs 94 a 104 e Praça de D. Afonso Henriques, n.ºs 3 a 33, em Macau; - Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.ºs 51 a 107, Pátio do Túnel, n.ºs 23 a 37 e Estrada de S. Francisco, n.ºs 1 a 3, em Macau, (Edifício Millionaire Garden); - Rua de Xangai, n.ºs 148 a 182H e Rua de Pequim, n.ºs 153 a 183I, em Macau, (Edifício Marina Plaza). Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam ao Núcleo da Contribuição Predial e Renda, situado no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Atendimento Taipa, para levantamento da guia de pagamento M/B, destinada ao respectivo pagamento nas Recebedorias dos referidos locais. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, procede-se à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada. Aos, 12 de Junho de 2014. A Directora dos Serviços de Finanças, Vitória da Conceição

ANÚNCIO 【N.º 72/2014】 Para os devidos efeitos vimos por este meio notificar o representante do agregado familiar da lista de candidatos a habitação social abaixo indicado, no uso da competência delegada pela alínea 11) e 14) do n.º 1 do Despacho n.º 01/IH/2014, publicado no Boletim Oficial da RAEM, n.º 3, II Série, de 15 de Janeiro de 2014 e nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro: Nome

N.º do boletim de candidatura

LEI SUT CHOI

31200902505

Por causa do representante do agregado familiar acima mencionado se recusar a assinar o contrato de arrendamento, sem motivo justificativo, a respectiva candidatura será excluída na lista geral de espera, de acordo com os termos da alínea 3) do artigo 11.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 296/2009, com as alterações introduzidas pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º141/2012. De acordo com os artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, deve apresentar, por escrito, a sua contestação e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou as demais provas, no prazo de 10 dias, a contar da data de publicação do presente anúncio. Se não apresentar a contestação no prazo fixado ou a mesma não for aceite por este Instituto, a respectiva candidatura será excluída da lista geral de espera por IH, nos termos da alínea 3) do artigo 11.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 296/2009, com as alterações introduzidas pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 141/2012. Simultaneamente, será cessado a concessão de abono de residência por o agregado familiar beneficiário ter sido excluido da lista geral de espera, de acordo com os termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 8.º do Regulamento Administrativo n.º 23/2008(Plano Provisório de Atribuição de Abono de Residência a Agregados Familiares da Lista de Candidatos a Habitação Social). No caso de dúvidas, poderá dirigir-se ao IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar Sr. Wong através o tel. n.º 2859 4875 (Ext. 266), para consulta do processo. O Chefe do Departamento de Habitação Pública, Chan Wa Keong 20 de Junho de 2014

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO PARA «EMPREITADA DE EXECUÇÃO DO ATERRO E CONSTRUÇÃO DO DIQUE DA “ZONA E1” DOS NOVOS ATERROS URBANOS» 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8.

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Entidade que põe a obra a concurso: Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas. Modalidade de concurso: concurso público. Local de execução da obra: na zona marítima em frente à Estrada de Pac On. Objecto da Empreitada: execução de aterro e construção de dique. Prazo máximo de execução: 700 (setecentos) dias. Prazo de validade das propostas: o prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do acto público do concurso, prorrogável, nos termos previstos no programa do concurso. Tipo de empreitada: a empreitada é por preço global. Condições de carácter profissional, técnico, económico e financeiro: os concorrentes devem apresentar documentos comprovativos ou respectivas cópias devidamente autenticadas, com assinaturas reconhecidas notarialmente, relativas à execução de obras semelhantes à da empreitada posta a concurso e de outras obras previstas no programa do concurso, bem como relativamente às restantes condições previstas no mesmo programa. Modalidade jurídica de associação que deve adoptar qualquer agrupamento de empresas a quem venha eventualmente a ser adjudicada a empreitada: consórcio externo nos termos previstos no Código Comercial, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 40/99/M, de 3 de Agosto. Caução provisória: $ 16 000 000,00 (dezasseis milhões de patacas), a prestar mediante depósito em dinheiro, garantia bancária ou seguro-caução aprovado nos termos legais. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, para reforço da caução definitiva a prestar). Preço base: não há. Condições de admissão: Concorrentes estabelecidos em Macau: são admitidas as entidades inscritas na DSSOPT para execução de obras, bem como as que à data da sessão pública de abertura das propostas tenham requerido a sua inscrição ou renovação; neste último caso a admissão é condicionada à aprovação da sua inscrição ou renovação; Concorrentes não estabelecidos em Macau: são admitidas as entidades com equivalência à inscrição na DSSOPT para execução de obras, nos termos dos n.os 3 e 4 do artigo 63.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M, de 8 de Novembro, bem como as que à data da sessão pública de abertura das propostas tenham requerido a equivalência à inscrição; neste último caso a admissão é condicionada à aprovação da equivalência à inscrição. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar; Dia e hora limite: dia 13 de Agosto de 2014, quarta-feira, até às 17,00 horas. Local, dia e hora do acto público: Local: sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar, sala de reunião; Dia e hora: dia 14 de Agosto de 2014, quinta -feira, pelas 9,30 horas.

Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público de abertura de propostas para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M de 8 de Novembro e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. 16. Local, hora e preço para obtenção da cópia e exame do processo: Local: sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar; Hora: horário de expediente; Preço: $ 3 000,00 (três mil patacas). 17. Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: Avaliação técnica das propostas: Critérios de Apreciação Condições Profissionais e Técnicas - Plano de trabalhos - Plano de fornecimento de areias - Equipamentos Experiência em obras semelhantes - Condições Económicas e Financeiras - Valor das obras concluídas Integridade e Honestidade

Pesos atribuídos 25% 20 % 8% 25% 10% 12%

Critério de Adjudicação: A adjudicação será efectuada ao concorrente que tenha apresentado a proposta de mais baixo preço de entre as propostas e que tenham obtido a pontuação igual ou superior a 65% (sessenta e cinco por cento) do total da pontuação na respectiva avaliação técnica. Critérios de desempate: No caso de haver concorrentes com iguais propostas de mais baixo preço global, entre as propostas que tenham obtido pontuação igual ou superior a 65% (sessenta e cinco por cento) do total da pontuação na respectiva avaliação técnica, o adjudicatário será determinado, sucessiva e ordenadamente, pelo mais baixo preço apresentado nas listas de quantidades e de preços unitários da respectiva proposta para os seguintes trabalhos: – Primeiro critério: Trabalho 7 – Formação das zonas terrestres e tratamento da fundação; – Segundo critério: Trabalho 3 – Obra de construção do dique oeste; – Terceiro critério: Trabalho 2 – Obra de construção do dique norte. 18. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes poderão comparecer na sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar, a partir de 28 de Julho de 2014, inclusive, e até à data limite para a entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, aos 19 de Junho de 2014. O Coordenador Chan Hon Kit

IRMANDADE DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE MACAU SUBSÍDIO DE PROPINAS

Prosseguindo o apoio às famílias de menores recursos financeiros, vem a Irmandade tornar público que a partir do próximo dia 1 de Julho poderão ser levantados nos Serviços Administrativos os boletins de candidatura ao subsídio de propinas a alunos da Escola Portuguesa de Macau e do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, para o ano lectivo de 2014/2015. Os boletins devidamente preenchidos devem ser entregues nos Serviços Administrativos da Irmandade, sitos na Travessa da Misericórdia, nº 7, impreterivelmente, até ao dia 15 de Agosto do corrente ano. Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Macau, aos 18 de Junho de 2014.

O Provedor, António José de Freitas


h

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artes, letras e ideias

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Huai Nan Zi

淮南子

Da Paz – 99 As pessoas esclarecidas praticam o bem, mas não podem necessariamente assegurar a boa fortuna; abstêm-se do mal, mas não podem necessariamente prevenir a calamidade. Quando a boa fortuna tem lugar, não é algo que tenham procurado e, como tal, não se orgulham desse feito. Quando a calamidade surge, não é algo que tenham criado e, como tal, não se arrependem das suas acções. * * * Quando o espírito controla o corpo, o corpo obedece; quando o corpo domina o espírito, o espírito se exaure. Apesar da inteligência ser útil, tem de ser feita regressar ao espírito. A tal se chama a grande harmonia. * * * A ira tem origem na ausência de ira; a acção tem origem na inacção. Se olhares quando não há forma, encontrarás o que pode ser visto. Se escutares quando não há voz, encontrarás o que pode ser ouvido. * * * O melhor sabor não fere o palato; o melhor discurso é sem ornamento; o melhor divertimento não é cómico; a melhor música não é ruidosa. O mestre carpinteiro não efectua o corte; o mestre cozinheiro não ferve a água; o mestre guerreiro não combate. Atinge a Via e a virtude a isto se seguirá. * * * Se considerares importantes as coisas exteriores, serás por isso internamente abafado. Quem caça animais não vê as montanhas. Quando os teus desejos se exteriorizam, a tua luz é obscurecida. * * * Aqueles que se conhece não podem ser seduzidos por nada. Aqueles que compreendem a vida e a morte não podem ser ameaçados pelo perigo.

Da Paz – 100 Aquilo que faz dobrar a sombra é a forma que a lança; aquilo que faz um eco pouco nítido é a voz que este reflecte. Aqueles cujos sentimentos se escapam para fora são fáceis de compreender interiormente. * * *

O Livro dos Mestres de Huainan

Clara calma e serena tranquilidade são a natureza humana essencial. Exemplos e linhas directivas são os reguladores de todos os afazeres. Se conheceres a natureza humana, o teu auto-desenvolvimento não será distorcido. Se souberes como os afazeres são regulados, as tuas acções não serão confusas. * * * Descobrir um ponto e estendê-lo até ao infinito, compreender o universo numa só totalidade – a isto se chama consciência. Conhecer o ramo ao ver a raiz, detectar o alvo ao ver o dedo que aponta, ater-se à unidade e assim responder à multiplicidade, compreender o essencial e assim governar o particular – a isto se chama arte. Viver segundo o significado da sabedoria, ir aonde vai a sabedoria e agir seguindo a sabedoria – a isto se chama a Via. * * * Assim que as palavras deixam a tua boca, não as podes travar nos outros. As acções iniciadas por perto não se podem prevenir na distância. * * * Quando a calamidade ocorre, são as pessoas que a fomentaram; quando a fortuna ocorre, são as pessoas que a completam. Calamidade e fortuna chegam pela mesma porta; ajuda e impedimento são vizinhos. Ninguém, a não ser os espiritualmente sagazes o sabe distinguir.

Tradução de Rui Cascais | Ilustração de Rui Rasquinho

Huai Nan Zi (淮南子), O Livro dos Mestres de Huainan foi composto por um conjunto de sábios taoistas na corte de Huainan (actual Província de Anhui), no século II a.C., no decorrer da Dinastia Han do Oeste (206 a.C. a 9 d.C.). Conhecidos como “Os Oito Imortais”, estes sábios destilaram e refinaram o corpo de ensinamentos taoistas já existente (ou seja, o Tao Te Qing e o Chuang Tzu) num só volume, sob o patrocínio e coordenação do lendário Príncipe Liu An de Huainan. A versão portuguesa que aqui se apresenta segue uma selecção de extractos fundamentais, efectuada a partir do texto canónico completo pelo Professor Thomas Cleary e por si traduzida em Taoist Classics, Volume I, Shambhala: Boston, 2003. Estes extractos encontram-se organizados em quatro grupos: “Da Sociedade e do Estado”; “Da Guerra”; “Da Paz” e “Da Sabedoria”. O texto original chinês pode ser consultado na íntegra em www.ctext.org, na secção intitulada “Miscellaneous Schools”.


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Quando o corpo domina o espĂ­rito, o espĂ­rito se exaure.

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eventos

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Krokodiloes de Harvard actuam em Macau

‘A capella’ nas Ruínas A Oxford University Society de Macau vai trazer ao território o grupo de ‘a cappella’ Krokodiloes, composto por 12 estudantes da Universidade de Harvard.

O grupo dá dois espectáculos no território e um workshop. O primeiro concerto terá lugar no dia 30 de Junho, na escadaria das Ruínas de S. Paulo, entre as 19h15 e as 21h45. Depois, no dia 1 de

Julho, o grupo actua na sala de concertos da Escola Hou Kong, às 19h45. O workshop sobre aperfeiçoamento das técnicas de canto, aberto ao público, vai ter lugar na Escola das Nações, no dia 1 de Julho,

entre as 15h00 e as 17h00. O grupo de ‘a cappela’ Krokodiloes foi formado em 1946 e é o mais antigo e considerado como o mais conceituado da Universidade de Harvard. Além dos mais de cem concertos que o grupo dá nos Estados Unidos durante cada ano lectivo, tem percorrido o mundo durante o Verão nos últimos 30 anos, tendo representado para reis, presidentes e embaixadores e actuado nas “mais prestigiadas salas de espectáculos do mundo”, tendo mais de 30 álbuns gravados. Para além dos Krokodiloes, vão também actuar o coro da Universidade de Ching Wah de Zhuhai, a Orquestra e o Coro Barroco de Cantão, o coro da Escola Yuet Wah, o coro da Escola Portuguesa, o coro da Escola Pui Ching e cantores seleccionados da Macau Dreamworks Creator Association e da H&F Music Production. Este é o terceiro evento do género e, de acordo com a organização, visa fomentar a cooperação e o diálogo entre estudantes e artistas de instituições locais e alunos das melhores universidades do mundo. A entrada para os eventos é livre, mas como o espaço é limitado, a organização sugere a reserva de bilhetes através da Oxford University Society de Macau.

Património Mundial Poço Rani-ki-Vav e Grande Canal da China

Maravilhas da História

O

Rani-ki-Vav, um monumental poço esculpido do século XI que pode ser visitado em Patan, na Índia, e o Grande Canal da China, o maior canal artificial do mundo, estão entre as novas inscrições na lista do Património

Mundial da UNESCO, anunciou a organização no domingo. Considerada uma das maravilhas da Índia, o Rani-ki-Vav, também conhecido como Poço da Rainha, é a mais recente inscrição na lista do Património Mundial, anunciou o comité da

UNESCO que está reunido até ao dia 25 em Doha, no Qatar. Encomendado pela rainha Udayamati, em homenagem ao marido que tinha morrido, o Rani-ki-Vav é foi projectado como “um templo invertido”, que destacava “a santidade da água”,

À venda na Livraria Portuguesa Costa Gomes - O Último Marechal • Maria Manuela Cruzeiro Costa Gomes devido ao seu perfil enigmático, indecifrável, quase esfíngico, que tanto perturbou os portugueses no período revolucionário do 25 de Abril e que ainda hoje continua a perturbar os estudiosos e o público em geral, pode ser qualificado como o representante do princípio da realidade contra o princípio do prazer. A reedição das memórias de Costa Gomes contribuirá para o esforço colectivo de preservação deste acontecimento central da nossa contemporaneidade, mas também para resgatar a figura de um dos protagonistas da Revolução, que não tendo sido um militar vulgar, um político vulgar nem um católico vulgar, não foi um herói falhado, mas também não foi um herói de Abril.

lê-se na candidatura à UNESCO deste monumento com cerca de sete andares subterrâneos. Situado em Patan, que foi em tempos a capital de Gujarat, este poço esteve durante anos e anos “desaparecido”. Foi na década de 1980 que se iniciaram os trabalhos de

escavação e restauro deste sítio, que está repleto de esculturas. Também o Grande Canal da China foi considerado Património Mundial, tendo em conta que se trata da via fluvial artificial mais extensa do mundo. Com mais de 2400 anos de história, este canal também conhecido como Grande Canal Jing-Han tem uma extensão de 1794 quilómetros e liga Pequim a Hangzhou, atravessando oito regiões e 35 cidades.

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C AllStar ao vivo no Venetian

O quarteto de Hong Kong C AllStar vai dar um concerto ao vivo no teatro do Venetian no dia 2 de Agosto, pelas 20h00. Este grupo, que canta predominantemente no estilo ‘a capella’, foi formado em 2009 e é integrado por quatro campeões de campeonatos escolares de canto: Andy Leung, Kenny Chan, Jase Ho e King Wu. Após a sua estreia em 2010, o grupo tem vindo a marcar a sua posição no mercado de Hong Kong, onde uma das suas músicas, intitulada “Sky Ladder”, recebeu 8,6 milhões de visualizações no portal local do site Youtube. O seu ultimo álbum, “Cantopopsibility”, recebeu boas críticas e foi nomeado um dos 10 melhores álbuns da categoria cantopop pelo site iTunes em 2013. No mesmo ano, receberam ainda o prémio de Melhor Grupo e Grupo Mais Popular no Ultimate Song Chart Awards. Os bilhetes custam entre 200 e 600 patacas e estão à venda a partir de hoje.

Ken Chan

Pinturas e aguarelas pela imaginação

Entre 28 de Junho e 18 de Julho, vai ter lugar uma exposição de pintura e aguarelas intitulada “Feel Free to Imagine”, na galeria de arte do restaurante The Plaza. Organizada pela associação local Painting Society, estabelecida em Janeiro deste ano para promover a pintura no território, esta exibição vai mostrar 40 obras de quatro dos seus artistas: Ken Chan e Anna Lo, que se especializam em aguarelas, e Tim Mak e Sammie Chiang, que vão expor pinturas a óleo. A entrada é livre.

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

A Substância do Amor e Outras Crónicas • José Eduardo Agualusa Amar uma mulher sem veneno é como jogar à roleta russa com uma pistola de fulminantes. A obscura força que leva um sujeito a lançar-se, preso a uma frágil lona, em direcção ao abismo azul, é a mesma que o precipita, indefeso e nu, para os braços de uma mulher. Quando o louva-a-deus encontra a sua deusa e esta lhe diz «vem, vou-te comer», o infeliz sabe que aquilo não é uma metáfora. E, seguro de que depois do amor será servido ao jantar, persigna-se e vai. É o que nós fazemos.


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ANÚNCIO No uso da competência delegada pela alínea 3) do n.º 14 do Despacho n.º 01/IH/2014, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 3, II Série, de 15 de Janeiro de 2014, e nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vimos por este meio notificar os proprietários da seguinte fracção do Bloco 5 do Hong Lok Village:

N.º do processo

37/ADM-HE/2014

Fracção

AT, r/c

Proprietário

Infracção

Foram depositados objectos para a venda no espaço UN PAK PO comum e foi construída uma pala na parede exterior UN HON WA do edifício, estes factos constituem a prática de CHEOK IUN infracção prevista nas alíneas KUAN c) e g) do n.º 2 do artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 41/95/M, de 21 de Agosto

Nos termos do n.º 1 do artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 41/95/M, de 21 de Agosto, os proprietários da fracção acima referida devem apresentar, por escrito, a sua contestação e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou demais provas que lhes sejam favoráveis, no prazo de 10 dias, a contar da data de publicação do presente anúncio. Caso não apresentem a contestação no prazo indicado, ou a explicação da mesma não seja admitida por este Instituto, de acordo com o artigo 19.º do mesmo decreto-lei relativo ao processo de aplicação das multas, os interessados acima referidos estão sujeitos à aplicação das multas no valor de mil e quinhentas patacas (MOP 1 500), previstas nas alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo 18.º. Caso pretendam consultar o respectivo processo, poderão dirigirse, durante o horário de expediente, ao Instituto de Habitação, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, ou contactar a Sr.a Lei, através do número de telefone para a consulta: 2859 4875 (ext.747).

O Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos,

Iam Lei Leng 19 de Junho de 2014


( F ) utilidades

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tempo aguaceiros ocasionais min 26 max 31 hum 75-95% • euro 10.8 baht 0.2 yuan 1.2

Cineteatro

Cinema

língua de gato

Maleficent Sala 1

Sala 2

Um filme de: Robert Stromberg Com: Angelina Jolie, Sharlto Copley, Elle Fanning, Sam Riley 14.30, 16.30, 19.30

Um filme de: Chung Mong Hong Com: Joseph Chang, Jimmy Wong, Leon Dai 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

maleficent [b]

Edge of tomorrow [c] Um filme de: Doug Liman Com: Tom Cruise, Emily Blunt, Bill Paxton, Kick Gurry 21.30

Soul [C]

Pu Yi

Sala 3

edge of tomorrow [C] Um filme de: Doug Liman Com: Tom Cruise, Emily Blunt, Bill Paxton, Kick Gurry 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

Aconteceu Hoje

A censura anda por aí

25 de junho

Morre Jacques Cousteau, o explorador apaixonado • Hoje é dia de recordar Jacques Cousteau, explorador, inventor, cineasta e oceanógrafo, que se tornou mundialmente conhecido pelos documentários únicos, que trouxeram a natureza à televisão. Também a 25 de Junho, morreu o igualmente inimitável Michael Jackson. Jacques-Yves Cousteau nasceu em França, a 11 de Junho de 1910, e destacou-se pelos seus trabalhos de pesquisa – bem como pelas suas invenções, entre as quais o inovador ‘aqualung’, equipamento de mergulho autónomo que veio substituir os pesados escafandros. Oficial da marinha francesa, foi autor de documentários únicos, entre os quais ‘O Mundo Silencioso’, filmado no Mediterrâneo e no Mar Vermelho, que lhe valeu um Óscar, em 1956, e um prémio no Festival de Cannes. Cousteau, oceanógrafo mundialmente conhecido, a bordo do Calypso, fez também uma incursão pelo cinema e rubricou quatro longas-metragens. Participou como piloto de testes na criação de aparelhos de ultra-som para levantamentos geológicos do relevo submarino e de equipamentos foto-cinematográficos, para trabalhos em grandes profundidades. Em 1965, Jacques Cousteau criou uma casa submarina, onde seis pessoas viveram durante um mês, a 100 metros de profundidade. Morre em Paris, a 25 de Junho de 1997. A viagem pelo dia 25 de Junho começa em 1766, com a publicação, em Portugal, da carta da lei limitadora do direito de testar. O objectivo é proteger herdeiros legítimos contra as negociações de testamentos fraudulentas. Neste dia, em 1918, ocorre em São Paulo, Brasil, a única precipitação de neve na história daquela cidade. Também a 25 de Junho, no ano de 1940, a França rende-se à Alemanha nazi. A primeira transmissão mundial de TV na história ao vivo, via satélite, ocorre neste dia, em 1967, com os The Beatles a cantar ‘All You Need Is Love’, tema eleito para assinalar a estreia dessa tecnologia. Em 1975, Samora Machel proclama a independência de Moçambique, no mesmo dia em que, em 1991, Croácia e Eslovénia declaram independência da Jugoslávia.

fonte da inveja

Um f i l m e h o j e Before Sunset Richard Linklater (2004) Quando os dois protagonistas eram jovens, encontraram-se num comboio em Viena. Nove anos depois – e depois de Before the Sunrise - encontram-se novamente numa rua em França e os dois têm imensas histórias para contar. Nove anos, em qualquer vida, não é um período curto. Jesse (Ethan Hawke) já se tornou um escritor e Céline (Julie Delpy) já se separou do namorado, mas ainda não conseguiu encontrar a sua verdadeira cara metade. Um filme que é mais do que romance, o que se demonstra bem em “Before the Sunset” é o poder dos sentimentos. E é no final que nos apercebemos disso. Céline pega na sua guitarra e toca uma canção escrita por si própria – a letra relembra o que aconteceu nove anos antes, na noite que dois estranhos passaram juntos e na separação que aconteceu antes do nascer do sol. Mas, o destino gosta de brincar com as pessoas e, nove anos depois, os dois voltam a encontrar-se, para se separar, desta vez, ao pôr-do-sol. Mesmo não podendo ficar juntos para sempre, os poucos momentos que passam juntos já simbolizam a felicidade de uma vida. - Cecília Lin

João Corvo

Mais loucos que os loucos são os que os escutam.

É vergonhoso. Inacreditável. Elimina todas as regras do senso comum. Recentemente, ouviu-se falar na possível suspensão de professores de universidades. Académicos que, sem medo e como em qualquer lugar onde a liberdade de expressão é supostamente respeitada, falam com os jornalistas, apontam críticas à política ou à sociedade de Macau... falam. Ontem, uma notícia do Ponto Final, confirma o que nunca deveria ser sequer pensado: que um professor de uma universidade local viu o seu contrato terminado... por falar. Tecer opiniões, como professor de ciência política que é. Vêm mais a caminho? É esta a forma de censurar pela qual vamos optar em Macau? Já que não é possível calar os jornais, vamos calar quem com eles fala? Já é complicado – perdoem-me, extremamente complicado – conseguir arranjar quem, nesta terra, não tenha medo de falar, de apontar o dedo ao que está mal. Professores de história da China que não falam da história da China. Professores de política que não falam da política. É esta a nova forma de censurar, questiono eu? O que andam a aprender os nossos estudantes? Vamos mandar todos os únicos que não têm medo do Governo embora? Para quê? Quais são os interesses por trás disto? Macau – universidades da RAEM – deveriam ter vergonha! A nós, restanos esperar pelo futuro. Mas não nos vão manter calados. Como me disse uma colega jornalista, se até as universidades privadas vão andar a reboque do Governo, como é que poderemos ter confiança no ensino público? Lamentável esta situação. Não nos venham depois, senhores do Governo, falar de liberdade de expressão e liberdade académica, quando depois de alunos alegadamente terem sido prejudicados por participarem em manifestações, são os professores quem sofrem. Os professores que não se limitam a dizer que, por cá, tudo bem. Deixo apenas mais uma mensagem, que certamente vão perceber, se sabem do falo... “Toda a injustiça é pecado.” VERGONHA!!!


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opinião

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Maria João Avillez

in Público

Costumava levar-lhe hortênsias

N

esse dia o Miguel entrou no ar na TVI antes de mim, pelas 19h, eu só mais tarde, mas tive pena: gostava – e às vezes pedia – para que debatêssemos juntos. Sem que nada ideológica ou politicamente nos unisse, havia alguma coisa que me atraía, a inteligência, a civilidade, a delicadeza, a boa percepção das coisas – nunca, nenhum ângulo ou nuance deixavam de ser por ele contemplados e “lidos” politicamente. E havia a probidade, o Miguel era probo e eu gostava disso. Dessa vez, era dia 25 de Abril, fora mais uma vez assim, achei-o em excelente forma no ecrã, andava mais bem-posto, mais magro, tinha uma namorada, a Filipa, sobre quem falávamos às vezes os dois. De longe eu aplaudia essa espécie de viragem de um Miguel mais taciturno e meio trapalhão para este Miguel aprumado e risonho que talvez se acercasse então de algo de parecido com a felicidade ou, quem sabe, da harmonia da vida com as suas coisas. Lembro-me muito bem de que nessa sexta-feira, 25 de Abril, guiei depressa até Queluz para ver se ainda o apanhava à saída dos estúdios. Embora tivesse retido o que ele dissera, teria gostado que cruzássemos mais e mais opiniões sobre aqueles dois “25 de Abril”, o democrático, no Parlamento, e o radical/revolucionário, do Largo do Carmo, mas não deu, foi uma pena, não nos vimos. Três dias depois (ou seriam só dois?) soube que ele iria morrer. Depressa e inexoravelmente, há pessoas que parece que não morrem, outras que morrem muito devagar e sem ser inexoravelmente, o Miguel não. Partiria inexoravelmente, palavra indizível, mas não encontro outra tão parecida com uma lâmina afiada.

Há imensos anos, quis conhecê-lo. Trabalhava no DN e as suas crónicas sobre televisão encantavam-me de tal modo e achava-as tão bem boladas e tão “diferentes” do costume desses dias longínquos, que pedi ao seu irmão Carlos e meu amigo que me apresentasse o mano mais novo. Coisa logo feita, à mesa do almoço, na Versailles. Apreciei tanto esses momentos que jamais os esqueci: a eles e ao Miguel. A nossa amizade só cresceu desde então. E com essa sabedoria com que o tempo por vezes abençoa as pessoas, foi-se transformando numa afectuosa cumplicidade que tudo incluía e nada impedia: não havia desavença política ou civilizacional que nos desunisse mesmo quando ele me “irritava” e eu o desconcertava, porque ambos sabíamos que isso não tinha a menor importância ao pé do resto. E o “resto” não é senão esse indefinível “sentimento” que se tece entre os seres humanos, mesmo que discordem, queiram mundos diferentes, tenham pertenças distintas, ideias opostas, apreciações antagónicas, se vejam pouco, muito ou assim-assim. Entre nós foi esse também indefinível “resto” que teceu a nossa cumplicidade: para além do trabalho, do debate público ou privado, do riso e do sorriso, das opções de cada um,

“Depressa e inexoravelmente, há pessoas que parece que não morrem, outras que morrem muito devagar e sem ser inexoravelmente, o Miguel não. Partiria inexoravelmente, palavra indizível...”

da vida de ambos. Gostávamos muito um do outro, em resumo. Trabalhei infelizmente pouco com ele: não somos do mesmo tempo no PÚBLICO e as minhas colaborações, quando ocorrem, são ofício que trato com o Nuno Pacheco, amigo antigo. Mas recordo dois momentos “especiais” vividos neste jornal com o Miguel e gosto de os evocar hoje porque o PÚBLICO, ao qual tanto deu e no qual tanto suou, foi, sem que o soubéssemos, a sua última casa. Em Novembro de 2011 foi o Miguel que editou – com estofo e profissionalismo – uma entrevista que aqui fiz com Pedro Passos Coelho. A entrevista era longa, tinha a responsabilidade de ser a primeira dada a um jornal pelo primeiro-ministro, exigia ponderação, seriedade, equilíbrio, trabalho. De tudo isso ele cuidou após conversa meticulosa comigo, sentado a uma mesa do PÚBLICO, eu a seu lado com o print da entrevista na mão, ele com o texto no ecrã. E há poucos meses (Fevereiro? Março?) aceitou a ideia que lhe propusera de uma conversa com Eduardo Marçal Grilo, “faça, faça...”, e depois não escondeu quanto apreciou o resultado. Neste Inverno, solto e bem-disposto, almoçando em minha casa, falou-me de um trabalho sobre Rui Rio (que “andaria Rio a fazer?”) que gostaria que eu fizesse. Concordámos que era melhor “mais para adiante”. Há dias, no hospital, abrindo aquele sorriso doce com que se ia despedindo, voltou a falar-me “do Rio”: “Você não se esqueça que temos isso aprazado...” Costumava levar-lhe hortênsias, daquelas de folha dobrada, desdobradas em azuis. Azul anil, azul tinta, azul céu, azul alilasado, azul arroxeado, azul rosado. Substituíam a alegria que eu já não tinha em mim para dar ao Miguel e depois ficávamos de mão dada a olhar para elas, azul arroxeado, azul céu, azul tinta, azul anil...


opinião 23

hoje macau quarta-feira 25.6.2014

fernando vinhais guedes

A

trevo-me a escrever, que o sonho de passar à fase seguinte deste Mundial de futebol de 2014 acabou! É verdade, que esse sonho foi em grande parte, fabricado, à escala nacional, por um conjunto de pessoas e Instituições, com interesses na exploração de sentimentos, exageradamente nacionalistas e comerciais! Muito embora o canal de televisão pública tivesse o exclusivo das transmissões dos jogos da selecção portuguesa, tal não impediu as restantes, de enviarem dezenas de jornalistas ao Brasil e de convidarem dezenas de opinadores para, nos seus estúdios, especularem nas mais diversas matérias, sem contudo, nada acrescentarem para além do óbvio! Quanto ao jogo, propriamente dito, nem começou mal para a equipa Lusa. Logo no minuto cinco, Nani marcou o primeiro golo aproveitando um mau alívio de um jogador contrário, uma espécie de brinde da defesa dos EUA! Depois, aos 45 minutos, a equipa portu-

desporto e não só

E o sonho acabou! Paulo Bento fechou um ciclo, e como tal, porque ainda é um treinador jovem, deverá partir para outro projecto, renunciando ao cargo, que ainda desempenha guesa teve nova oportunidade de marcar o segundo, que lhe daria tranquilidade, mas o desacerto voltou a estar presente. Não marcou Portugal, acabaria por marcar Jones aos 64 minutos estabelecendo a igualdade, num remate forte e colocado, deixando o guarda-redes Beto sem qualquer possibilidade de defesa. A equipa portuguesa ainda esboçou uma reacção à procura da vitória, mas depressa se viu que faltava força anímica e atlética acabando por sofrer o segundo golo marcado por Dempsey aos 81 minutos. Quando já tudo e todos estavam rendi-

dos à evidência da superioridade da equipa americana e já a 20 segundos do final do jogo, ao cruzamento muito bem medido de Ronaldo, correspondeu o jogador Varela com um golo de cabeça indefensável para o guarda - redes Howard. Bem à maneira portuguesa, ainda se pensa, que existe uma réstia de esperança, isto se …… e ….. se ,eu diria, houver um milagre, caso contrário toca de começar a fazer as malas, tanto mais que o calor e a humidade, têm sido o” bode expiatório” e a justificação de todas as coisas más que aconteceram à selecção portuguesa!

Se quisermos ser objectivos, justos e imparciais, temos de aceitar, que as exibições e o rendimento da selecção foram demasiado fracas para merecerem outra sorte. Não basta ter o melhor jogador do mundo, prémio merecido. Era também necessário, que o melhor do mundo tivesse feito a diferença, o que infelizmente não aconteceu! Ronaldo andou praticamente ausente deste campeonato, ao contrário de Messi, que em dois jogos e em jogadas individuais deu duas vitórias ao seu País, colocando-o nos oitavos da final. Quanto a Paulo Bento, gostaria de o ter visto assumir mais frontalmente os resultados e as fracas exibições, isto numa equipa onde jogam nomes sonantes em clubes europeus de topo. Quando do somatório de boas partes, não se consegue fazer um todo de qualidade, a responsabilidade, parece-me recair, neste caso no “gestor dos recursos” que foram colocados à sua disposição! Por isso, Paulo Bento fechou um ciclo, e como tal, porque ainda é um treinador jovem, deverá partir para outro projecto, renunciando ao cargo, que ainda desempenha.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Redacção Joana Freitas (Coordenadora); Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; José C. Mendes; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Agnes Lam; Arnaldo Gonçalves; Correia Marques; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com. mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau terça-feira 24.6.2014

Isaltino de Morais sai da prisão

Cinema Patrão chinês da Caixa-Seguros investe em Hollywood

O Tribunal da Relação de Lisboa ordenou nesta terça-feira a libertação imediata de Isaltino Morais, que cumprirá o resto da pena de dois anos de prisão a que foi condenado em regime de liberdade condicional. Segundo a decisão dos desembargadores da Relação, o antigo presidente da Câmara de Oeiras não poderá sair de Portugal até Abril de 2015 e fica obrigado a fixar residência em Miraflores até ao final do cumprimento da pena. Isaltino estava preso no Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Sintra, desde Maio de 2013, depois de ter sido condenado a dois anos de prisão por branqueamento de capitais e fraude fiscal.

Ucrânia Putin quer anular autorização para intervir

O Presidente russo, Vladimir Putin, pediu hoje ao Parlamento russo para anular uma resolução que autorizava Moscovo a intervir militarmente na Ucrânia, decisão que já foi saudada pelas autoridades de Kiev. O chefe de Estado russo “propôs ao Conselho da Federação [câmara alta do Parlamento russo] a anulação da decisão de 01 de Março sobre a intervenção do exército russo em território ucraniano”, declarou o porta-voz da Presidência russa (Kremlin) Dmitri Peskov, citado pelas agências noticiosas russas. A decisão foi tomada “com o objectivo de normalizar o ambiente e resolver a situação nas regiões orientais da Ucrânia”, indicou o mesmo porta-voz. Momentos depois, o Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, saudou a decisão de Putin, afirmando que o pedido do Kremlin é um “primeiro passo concreto” para a resolução da situação na região leste do país.

News of the World Antiga directora do tablóide ilibada

A antiga directora do jornal News of the World, Rebekah Brooks foi ilibada ontem de todas as acusações de que era alvo no processo das escutas telefónicas no Reino Unido. Andy Coulson que também tinha funções de chefia no tablóide britânico foi condenado por um dos crimes de que era acusado. O júri do tribunal de Londres comunicou ontem o veredicto, após oito dias de deliberações, terminando o julgamento de um dos casos mais mediáticos dos últimos anos no Reino Unido e que levou ao encerramento do jornal de Rupert Murdoch, em Julho de 2011.

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cartoon por Stephff

Declaração da independência

China Tribunal suspende pena de morte

Caso histórico e “exemplar”

O

principal tribunal da China anulou a sentença de pena de morte de uma mulher condenada por matar o marido depois de sofrer anos de violência doméstica, disse ontem o seu advogado, numa decisão que activistas dizem mostrar que o governo pode estar empenhado em combater a violência doméstica. O caso histórico de Li Yan, amplamente discutido na Internet na China, destaca a situação das vítimas de violência doméstica, e chamou a atenção de grupos internacionais de direitos humanos. A decisão «terá um efeito exemplar» em futuras acções judiciais semelhantes, declarou à Reuters o advogado de Li, Guo Jianmei, já que pode ser a primeira vez na China em que a pena de morte é suspensa num caso de assassínio do agressor doméstico. «Isso significa que casos de violência doméstica, em especial aqueles em que a violência é usada para combater a violência, vão receber maior atenção de diversas partes, especialmente dos tribunais», disse Guo, um advogado especialista em direitos das mulheres. O irmão de Li recebeu uma carta desta na segunda-feira informando sobre a decisão do tribunal. O Supremo Tribunal Popular da China determinou que o tribunal da província sudoeste de Sichuan fizesse uma revisão do caso devido à falta de evidências e clareza sobre alguns factos, disse Guo. Li, de 43 anos, foi condenada à morte em

2012 pelo assassínio do seu marido, Tan Yong. Tan tinha abusado física, sexual e verbalmente de Li por mais de três anos, tendo-a queimado com cigarros e cortado um dos seus dedos, disse Guo. Li espancou o marido até à morte com uma pistola de ar comprimido depois que este ameaçar disparar contra ela. Depois, cortou o corpo e queimou as partes, segundo noticiaram os media locais, talvez num esforço para se livrar dos restos mortais, mas as circunstâncias do crime ainda não estão claras. Os defensores de Li disseram que esta não poderia ter sido sentenciada à morte porque a polícia e os dois primeiros tribunais não levaram em consideração os abusos que sofreu. As decisões do Supremo Tribunal da China estabelecem precedentes e servem de orientação para tribunais de instâncias inferiores.

accionista maioritário da Caixa-Seguros, o consórcio chinês Fosun, vai comprar uma participação na produtora de cinema norte-americana Studio 8, cuja carteira inclui os filmes “Argo” e “Gravity”, anunciou ontem a imprensa chinesa. No âmbito do acordo com a Studio 8, cujo montante não foi revelado, o grupo chinês ficará com os direitos de distribuição dos filmes daquela produtora na China continental, assim como em Taiwan, Hong Kong e Macau, adiantou o jornal Global Times citando um comunicado do Fosun. A China continental é já o segundo maior mercado cinematográfico do mundo, a seguir aos Estados Unidos da América, e se continuar a crescer como nos últimos anos (acima dos 20 por cento), em breve será o primeiro. Em 2013, abriram em média 14 novas salas de cinema por dia na China e as receitas somaram 21,77 mil milhões de yuan, um aumento de 27,51% em relação a 2012 e mais de o dobro de há apenas três anos. “Argo” e “Gravity”, ambos produzidos pela Studio 8, ganharam o Óscar para o melhor filme em 2013 e 2014, respectivamente. Fundado há cerca de duas décadas em Xangai, onde mantém a sede, o Fosun é considerado um dos mais lucrativos grupos privados chineses, com interesses em diversas áreas, dos seguros ao turismo. O presidente do grupo, Guo Guangchang, é um dos homens mais ricos da China, com uma fortuna estimada em 3,25 mil milhões de dólares.

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Pergunta: Pela finalidade de segurança, uma instituição instala CCTV dentro da instalação. No caso da briga entre empregados, pode-se consultar as gravações do CCTV para suporte de argumento? Resposta: A instituição instala CCTV dentro da instalação com a finalidade das necessidades de segurança, não podendo os dados pessoais ser posteriormente tratados de forma incompatível com essas finalidades conforme o disposto do artigo 5.o da Lei da Protecção de Dados Pessoais. Caso o comportamento dum funcionário prejudique o património da instituição ou a segurança dos outros, podem consultar o registo da vigilância, caso contrário, não devem realizar essas consultas. (O texto é oferecido pelo Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais. A linha aberta é 28715666.)


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Hoje Macau 25 JUN 2014 #3117 by Jornal Hoje Macau - Issuu