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Hoje Macau 13 ABRIL 2021 #4746

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PUB. RÓMULO SANTOS

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

VACINAS | SINOPHARM

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O CHEFE RESPONDE

JAZZ

A ESCOLHA VENCEDORA

CHINA

PRIORIDADES EMERGENTES

Nº 4746 TERÇA-FEIRA 13-4-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

RITMOS ABERTOS EVENTOS

hoje macau

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OLGA SANTOS

PÁGINAS 10-11

Seja feita a sua vontade ANUNCIADO NOVO PLANO DE APOIOS ECONÓMICOS GRANDE PLANO

DA DESINQUIETAÇÃO ANABELA CANAS

A PERSONAGEM

PAULO JOSÉ MIRANDA


2 grande plano

13.4.2021 terça-feira

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APOIO ECONÓMICO GOVERNO VAI DAR 8.000 PATACAS A CADA RESIDENTE E VOLTA A EXCLUIR TNR

Mudanca de D

EPOIS das fortes críticas da população ao plano económico anunciado há cerca de um mês, o Governo apresentou ontem em conferência de imprensa o projecto de melhorias ao “Plano de benefícios do consumo por meios electrónicos”, que tem como referência o modelo do cartão de consumo adoptado no ano passado. O plano envolve cerca de 5,9 mil milhões de patacas. Cada residente permanente e não permanente vai ter direito a um total de oito mil patacas: cinco mil de montante inicial e três mil para descontos imediatos. Em comunicado, o Governo descreve que o projecto pretende “promover o consumo” bem como “aliviar as dificuldades da população”. Os cidadãos passam a ter a hipótese de escolher se querem usar estes benefícios através de pagamento móvel ou cartão de consumo electrónico. Prevê-se que os subsídios possam ser utilizados entre Junho e Dezembro, com a inscrição para a escolha do método do uso a arrancar no próximo mês. “Após a primeira publicação e divulgação do plano anterior ouvimos muitas opiniões dos di-

versos sectores, dos cidadãos, se há formas para simplificar o processo e também outras opiniões manifestaram intenção de ter um montante inicial. Por isso é uma conclusão científica”, disse o secretário para a Economia e Finanças. Lei Wai Nong acrescentou ainda foi seguida a “vontade da sociedade”. O novo programa assenta no princípio de “subsídios do Governo, desconto imediato no consumo e benefícios para todos”. No entanto, à semelhança dos apoios lançados no ano passado, os trabalhadores não residentes (TNR) estão novamente excluídos. O secretário apontou que a maioria das pessoas concorda com o plano actual. “Quanto à parte dos trabalhadores não residentes esperamos ouvir mais opiniões. Temos de ter um debate suficiente. Quando chegarmos a uma conclusão avançamos para o próximo passo”, disse o secretário. Apesar de não descartar o lançamento de outras medidas, ficou claro que não serão nos mesmos termos. “Seja como for, os trabalhadores não residentes não vão ter o montante inicial, mas estamos a preparar todos os trabalhos para ouvir mais amplamente os cidadãos”, afirmou.

GCS

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Entre um subsídio inicial e um montante para descontos imediatos, o Governo vai atribuir oito mil patacas a cada residente para apoio ao consumo, que podem ser gastas através dos cartões de consumo electrónico. Este recuo do Executivo significa, porém, que os não residentes são novamente excluídos das medidas de apoio económico

Lei Wai Nong, secretário para a Economia e Finanças “Quanto à parte dos trabalhadores não residentes esperamos ouvir mais opiniões.

O subsídio não pode ser usado para pagamentos em estabelecimentos de jogo, tarifas de água e energia eléctrica, serviços de turismo no exterior, serviços médicos, bancos, instituições financeiras ou casas de penhores.

Ajudas cumulativas

Na prática, o montante inicial de 5.000 patacas pode ser usado nos pagamentos da mesma forma que no plano de subsídio de consumo do ano passado, mantendo-se o limite máximo de 300 patacas por dia. Além disso, são atribuídas 3.000 patacas para descontos

imediatos de 25 por cento. Os dois mecanismos podem ser usados cumulativamente. Tai Kin Ip, director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico,

Prevê-se que os subsídios possam ser utilizados entre Junho e Dezembro, com a inscrição para a escolha do método do uso a arrancar no próximo mês.

exemplificou que um produto que custe 400 patacas pode ser adquirido de forma gratuita se forem usadas 100 patacas do desconto imediato e o limite máximo diário de 300 patacas do montante inicial. Quando o montante inicial acabar de ser usado, mas os residentes ainda têm saldo do valor para descontos, podem fazer carregamento de dinheiro para continuar a beneficiar desses descontos, deixando de haver limite máximo diário. Para usarem os benefícios, os residentes devem inscrever-se através do sistema online da Autoridade


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grande plano 3

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plano

Governo está a pagar a cada pessoa oito mil patacas (...)”, respondeu ao HM. O deputado afirmou ser um “bom programa” e que o apoia “completamente”. Numa publicação na rede social Facebook, Sulu Sou destaca que o novo plano acrescenta a opção de se continuarem a usar os cartões de consumo electrónico, pelo que é “temporariamente abandonada” a tentativa de acelerar o pagamento através de telemóveis. “O novo plano já não se foca na “promoção do consumo” (o chamado resgate do mercado) mas também tem o elemento de “assistência económica” (salvar as pessoas), mas ainda não há assistência adicional a quem está desempregado, em licença sem vencimento ou grupos de baixos rendimentos”, reflectiu o deputado. Já Leong Sun Iok considera que “o Governo basicamente já respondeu às exigências das associações e dos grupos”. Em declarações ao HM, o deputado observou que o Governo recolheu diferentes opiniões, incluindo a Federação das Associações dos Operários de Macau, para definir as melhorias a adoptar. “Também propus no Conselho para o Desenvolvimento Económico que o montante não devia ser inferior ao da primeira e segunda fase do plano de subsídio de consumo. Agora o montante total não é inferior a 8.000 patacas, por isso estou satisfeito”, apontou.

“A atribuição do montante inicial de 5.000 patacas já corresponde à esperança do povo, e o montante de 3.000 patacas para descontos imediatos significa que o Governo ainda quer elevar o consumo via subsídio, equilibrando a vontade da população com a sua.” AU KAM SAN DEPUTADO

Temos de ter um debate suficiente. Quando chegarmos a uma conclusão avançamos para o próximo passo.”

Monetária de Macau, entre Maio e Dezembro. Se for escolhido o meio de pagamento móvel, as verbas são injectadas automaticamente na conta no início do período de utilização. Caso seja escolhido o cartão de consumo electrónico, é necessário fazer o carregamento durante o prazo fixado. No caso dos menores, os benefícios são levantados pelos pais e pode ser feita transferência dos subsídios para as carteiras digitais dos pais, mediante confirmação junto do banco. O Governo explicou que “uma minoria” da população carregou os cartões de consumo electrónico

distribuídos no ano passado para os utilizar como um MacauPass. Quem os usou desta forma vai ter de gastar todo o montante no cartão e regressar à estaca zero, antes de poder usufruir do novo programa de apoio através do cartão de consumo. Os residentes que tiverem perdido o cartão devem comunicar o seu extravio às autoridades e pedir uma segunda via.

De braços abertos

A iniciativa, que envolve dados pessoais de mais de 730 mil pessoas, ainda precisa de receber luz verde da Assembleia Legislativa.

Au Kam San, que chegou a convocar uma manifestação contra o plano anterior, disse ao HM que aceita as melhorias apresentadas. “O Governo ouviu a opinião pública. A atribuição do montante inicial de 5.000 patacas já corresponde à esperança do povo, e o montante de 3.000 patacas para descontos imediatos significa que o Governo ainda quer elevar o consumo via subsídio, equilibrando a vontade da população com a sua”, comentou. “Acho que é um plano muito melhor. Devo dizer que vai além das minhas expectativas”, afirmou Agnes Lam. A deputada considera

que a nova iniciativa responde às vozes de quem pediu para se ajudar as pessoas a cobrirem algumas das suas despesas, destacando a possibilidade de se poder optar pelo cartão de consumo electrónico. “O Governo ainda pode impulsionar a economia ao pedir às pessoas para gastarem mais”, disse. As mudanças também tiveram o apoio de Chan Chak Mo. “Depois de ouvir o público, é uma melhoria muito boa. Claro que todos os detalhes têm de ser anunciados e têm de dizer às pessoas o que fazer. Mas o esquema geral acho que é muito bom porque na verdade, o

Apesar disso, persistem apreensões sobre a aplicação das medidas. “A maior preocupação é que algumas lojas subam os preços, ou até que os preços não correspondam às etiquetas, como em situações ocorridas no ano passado”, disse Leong Sun Iok. Assim, o legislador espera que o Governo reforce os trabalhos de regulamentação, por exemplo, aumentando as inspecções sobre os preços e aplicando sanções às lojas que subam os valores “de forma indiscriminada”. Salomé Fernandes e N.W.


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Portas do Cerco Deputado da APN sugere melhorias na fronteira

O representante de Macau na Assembleia Popular Nacional (APN), Lao Ngai Leong, quer que o Governo introduza melhorias ao nível da eficácia da passagem de utentes no posto fronteiriço de Gongbei. De acordo com o jornal Ou Mun, Lao Ngai Leong defende que o posto fronteiriço de Gongbei deve seguir o mesmo modelo de “Inspecção Fronteiriça Integral” aplicado noutros postos fronteiriços como o de Guangdong-Hong Kong-Macau, da Ilha da montanha e Qingmao. Desta forma, defende o responsável, será possível, não só melhorar ao nível da eficácia dos utentes, mas também dos recursos humanos.

Emprego Associação pediu ao Governo mais oportunidades

AL NOVO DIPLOMA VAI PROTEGER QUEM RECEBER PRENDAS

Em nome do outro Os deputados e o Governo estiverem ontem a analisar a quinta versão da nova lei dos direitos do consumidor. O diploma legal cria uma nova sanção administrativa, a advertência

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nova Lei de Protecção dos Direitos e Interesses do Consumidor vai garantir que as pessoas que recebem um produto como prenda estão abrangidas pela garantia de compra. Este aspecto foi apresentado ontem por Ho Ion Sang, presidente da 1.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa e deputado, como um dos grandes avanços do diploma que está a ser discutido com o Executivo. “O novo conceito de consumidor esclarece que não é apenas o comprador que tem os direitos protegidos aquando da compra, se houver uma terceira pessoa que receba o bem, como prenda, também fica protegida”, afirmou Ho. “Por

exemplo, vamos imaginar que há um casal e que o marido compra um telemóvel para oferecer à mulher. Há uma transmissão do telemóvel. Se no futuro houver problemas com esse telemóvel, a mulher pode ir à loja e utilizar a garantia desse bem, desde que apresente o recibo da compra”, acrescentou.

“Também está definido que para ser aplicada a sanção de advertência não pode haver antecedentes de infracções anteriores.” HO ION SANG DEPUTADO

A quinta versão, que está agora a ser discutida por representantes da Assembleia Legislativa e do Governo, foi apresentada a 24 de Março, e o debate tem de ser concluído até 15 de Agosto. Ao mesmo tempo, a lei cria uma sanção mais leve no caso de haver infracções administrativas, que contrariem o conteúdo do diploma legal. A nova forma de sanção é a advertência e será aplicada pelo Conselho de Consumidores. “É para ser aplicada quando se justifica uma sanção administrativa leve, sem danos graves, que permite ser revertida e exige que haja um prazo para resolver essa situação”, explicou Ho. “Também está definido que para ser aplicada a sanção de advertência não pode

haver antecedentes de infracções anteriores”, completou.

Negócios à distância

Ainda sobre o diploma, no final da reunião com o Executivo, Ho Ion Sang destacou que o novo regime vai garantir uma melhor protecção nos casos de negócios feitos à distância, fora dos estabelecimentos e que envolvem pré-pagamento. “Nos contratos feitos à distância, como as compras online, ou fora dos estabelecimentos, como as pessoas não estão juntas presencialmente […] e também porque incluem pré-pagamentos, a lei detalha as exigências de forma mais rigorosa”, indicou. Segundo Ho, a lei passa assim a definir o tipo de informação que as duas partes estão obrigadas a trocar no comércio à distância, como o nome, número do cartão de identificação, morada, entre outros. O presidente da comissão elogiou ainda as melhorias introduzidas com a quinta versão ao nível do campo de actuação da nova Lei de Protecção dos Direitos e Interesses do Consumidor, que diz permitir ser articulada com outros documentos legais. Se houver mais do que um diploma a punir uma prática ilegal, Ho explicou que se aplica sempre a penalização mais grave para o infractor. João Santos Filipe

A Associação do Bem-Estar Va Lun entregou ontem uma carta na Sede do Governo a pedir mais empregos e apoios económicos concretos em Macau. De acordo com o canal chinês da Rádio Macau, Wong Im Kuai, presidente da associação, indicou que recebeu queixas de pessoas desempregadas ligadas ao sector da construção. Apesar de estas pessoas se terem registado no sistema da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) no ano passado, por enquanto ainda não têm empregos, pelo que Wong defendeu que o Governo tem de substituir nas obras os trabalhadores não-residentes por residentes. Por outro lado, o mesmo responsável ainda apontou que os apoios económicos, como o cartão do consumo, não deixam os residentes pagar a renda ou os empréstimos da casa. Por isso, Wong espera que haja alterações para que os apoios sociais sejam em numerário.

Mulheres Associação quer mais jovens no Interior no país

Loi I Weng, a vice-presidente da Associação Geral das Mulheres, sugeriu ao Governo que reforce a cooperação com as empresas conhecidos do Interior de forma a permitir mais estágios para locais, que assim podem obter qualificações de topo. Segundo o jornal Cidadão, a mesma responsável defende ainda que a página da plataforma informática de emprego na Grande Baía da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais deve ser melhorada, organizando mais vagas de empregos e estágios, além de permitir outros serviços. Loi I Weng sugere também que o Governo deve lançar mais exames e cursos de qualificação profissional que são reconhecidos pela comunidade internacional, estudando as medidas de subsídio para incentivar os jovens a continuarem a formar-se. Além disso, Loi I Weng pede que o Executivo apresente um plano de experiência no trabalho, para que os recém-licenciados possam melhorar as suas competências.


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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA HO IAT SENG NO HEMICICLO EM DEBATE COM DEPUTADOS

Procuram-se respostas

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O Iat Seng, Chefe do Executivo, desloca-se hoje à Assembleia Legislativa (AL) um dia depois da apresentação do novo plano de apoios à população no âmbito da pandemia da covid-19. Espera-se que o debate fique, portanto, marcado por questões sobre a situação económica do território e as medidas a implementar pelo Governo. “Vou dar atenção aos planos do Governo para garantir a qualidade de vida da população e o emprego”, disse ao HM o deputado Leong Sun Iok, ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). “O plano de apoios ao consumo teve eco social e como já foi apresentado vou mudar as minhas questões e focar-me na questão do desemprego, que está nos 3,9 por cento. Estamos com mais de dez mil desempregados”, alertou. “Quais as medidas para que os recém-licenciados possam entrar no mercado de trabalho? Além disso, o Governo pede a um operário da construção civil para trabalhar em outras áreas, e isso é impossível. É como pedir a uma pessoa que não é dessa área para trabalhar no sector da construção. Não se trata de uma questão de humilhação, mas não tem capacidade”, defendeu. No caso da deputada Agnes Lam, as questões versam sobre o plano de habitação para a classe

Voluntariado Duzentos jovens premiados

A Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) entregou no passado sábado 200 prémios a jovens voluntários que cumpriram, no total, 38 mil horas de trabalho prestado à comunidade. Foram também atribuídos troféus e certificados aos vencedores dos Prémios de Platina, Ouro, Prata e Bronze. A cerimónia de entrega destes prémios aconteceu na Escola São Paulo e o evento teve como objectivo “elogiar e reconhecer a contribuição e o comprometimento dos jovens voluntários em prol da sociedade”, além de promover “a adesão por parte dos vários sectores da sociedade e dos jovens, estimulando a participação nos trabalhos voluntários e desenvolvendo o espírito de entreajuda”. Kong Chi Meng, subdirector da DSEDJ, assegurou que o Executivo vai continuar a “criar condições para reforçar a consciência cívica e a desenvolver as capacidades práticas dos jovens estudantes a nível social”.

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A situação económica do território, função pública e a reforma do sistema político serão alguns dos temas abordados na sessão plenária de hoje marcada pela presença do Chefe do Executivo

20 anos de trabalho efectivo, a atribuição dos subsídios de família, residência e antiguidade aos trabalhadores ligados ao regime de previdência”. Coutinho volta ainda a batalhar por mais habitação para funcionários públicos, bem como pela retroactividade da lei relativa às Disposições Fundamentais do Estatuto do Pessoal de Direcção e Chefia a partir do ano 2000. Sobre o debate em si, o deputado espera respostas sobre “o caminho que a RAEM deve fazer após a [administração] das vacinas”. “Como se devem criar mais postos de trabalho numa economia altamente dependente da indústria do jogo, e como se pode elevar a governança pública e minimizar os gastos supérfluos. Os cidadãos estão insatisfeitos com muitas das importantes decisões que afectam a qualidade das suas vidas”, defendeu ao HM.

“O plano de apoios ao consumo teve eco social e como já foi apresentado vou mudar as minhas questões e focar-me na questão do desemprego, que está nos 3,9 por cento.” LEONG SUN IOK DEPUTADO

média, bem como as medidas de apoio a famílias cujos membros não são residentes e que, por isso, se viram impedidos de voltar a Macau. “Vou perguntar se o Governo tem algum plano para ajudar estas famílias e se vão ajudar os trabalha-

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dores estrangeiros a regressarem a Macau tendo em conta as restrições nas fronteiras”, disse.

Após as vacinas

José Pereira Coutinho, também presidente da Associação dos

novo Regime Jurídico da Construção Urbana, que está a ser discutido na 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, exige dos deputados uma corrida contra o tempo. O cenário foi admitido por Chan Chak Mo, deputado e presidente da comissão, que apesar do “tempo limitado” diz que o diploma vai ficar pronto antes de 15 de Agosto, de forma a não ter de ser apresentado novamente na generalidade. “O tempo para debater o diploma é bastante limitado. Mas, também a nossa assessoria tem trabalhado muito e fez comparações deste diploma com outro, de Segurança Contra Incêndios. Vamos continuar a trabalhar para resolver as ambiguidades o quanto antes”, afirmou o presidente da comissão. “Mas vamos terminar antes de 15 de Agosto. É a garantia que temos de dar”, acrescentou. Face ao calendário apertado, Chan Chak Mo admite que esta semana vai haver mais

Trabalhadores da Função Pública de Macau, vai chamar a atenção do Chefe do Executivo para “algumas situações injustas para com os trabalhadores da Função Pública, nomeadamente a antecipação da aposentação voluntária depois de

Por sua vez, o deputado Au Kam San volta a insistir na questão da reforma do sistema político, depois de ter sido acusado, na AL, de violar a Lei Básica e de não ser fiel à RAEM. “Vou perguntar se o Governo vai voltar a promover um sistema político democrático. É uma pergunta inoportuna, mas tenho de a fazer”, rematou. Andreia Sofia Silva (com N.W.)

Operação contra-relógio Corrida contra o tempo para aprovar lei da construção urbana

duas reuniões e que está agendada um quarto encontro para a próxima semana. A duração dos encontros pode ainda ser alargada. “Hoje tivemos uma reunião de duas horas e meia, se for preciso agendamos reuniões maiores, que podem chegar às três horas”, afirmou.

Focados no tema central

Ao longo da discussão entre deputados e representantes do Governo tem havido um esforço para que o tema da conversa não disperse por outros assuntos relacionados, mas que não consta no diploma. “O Governo tem mantido uma postura aberta nas discussões, mas também disse que não quer abordar outros temas fora deste âmbito”, revelou Chan Chak Mo.

Depois de fazerem uma primeira análise das matérias do diploma, os deputados levantaram cerca de 224 questões. Até ontem tinham sido respondidas 28 das perguntas colocadas. Uma das questões levantadas prendeu-se com a exclusão de algumas definições básicas da lei, como o conceito de altura máxima, distância entre construções, alinhamentos. Porém, o Governo esclareceu os deputados que tal trata-se de uma opção legislativa e que os conteúdos em causa vão ser definidos por regulamento administrativo. “Foi-nos dito que são matérias técnicas e difíceis de alterar se fizerem pare da lei. Por isso, o Governo prefere que constem num regulamento administrativo”, relatou Chan, sobre a resposta do Executivo. J.S.F.


6 sociedade

CASAMENTO FALSO CASAL DÁ 40 MIL PARA OBTER BIR DA MULHER E FILHOS

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13.4.2021 terça-feira

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M casal do Interior da China pagou 40 mil renminbis a um residente de Macau para contrair matrimónio com a esposa do mesmo casal. O objectivo passou por obter a residência de Macau para a mulher e filhos do casal. De acordo com informações reveladas ontem em conferência de imprensa pela Polícia Judiciária (PJ), foi iniciada uma investigação após o Ministério Público (MP) ter alertado as autoridades para algumas práticas suspeitas ao nível da documentação dos envolvidos. Segundo a PJ, depois de ter sido presente ao MP, a mulher admitiu ter-se casado com o residente de Macau

TUI NEGADO RECURSO A AGENTE DO CPSP QUE PEDIA REFORMA EM VEZ DE DEMISSÃO

para obter residência para si e para os seus filhos e que, pelo serviço, foram efectivamente oferecidos 40 mil renminbis. Além disso, foi ainda apurado que a mulher vivia no Interior da China com o marido “original” e os filhos. Quanto ao residente de Macau, foi detido após tentar cruzar o posto fronteiriço das Portas do Cerco, tendo sido presente ao MP por suspeitas da prática dos crimes de falsificação de documentos e falsificação de documentos de especial valor. Pelo primeiro crime, o suspeito pode ser punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa e, pelo segundo, com pena de prisão entre 1 e 5 anos. P.A.

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Tribunal de Última Instância (TUI) negou o recurso apresentado por uma agente do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) que exigia ser reformada e não demitida do serviço após ter sido condenada pelo Tribunal Judicial de Base a uma pena de dois anos e nove meses de prisão, suspensa na sua execução por três anos, pela prática de 12 crimes de violação de segredo. Em causa esteve o acesso, por parte da agente, e sem consentimento do seu serviço, ao sistema informático do CPSP. Esta pesquisou 12 vezes os registos de migração e da lista de monitorização relativos “a certas pessoas”, aponta o acórdão do TUI, o que terá permitido que “colegas seus facilitassem, por meio de procedimento fraudulento, ilegalmente a saída e a entrada de residentes da RAEM, violando

a lei da migração”. Além disso, a funcionária “pesquisava as informações em apreço e revelava-as aos seus colegas”. Após a condenação, e depois de um processo disciplinar instaurado pelo CPSP, a agente foi demitida a 29 de Outubro de 2019, mas entendeu que “o acto pelo qual fora condenada não reunia os pressupostos da pena de demissão consagrados no Estatuto dos Militarizados das Forças de Segurança de Macau, pelo que deveria ser punida com pena de aposentação compulsiva”. No entanto, o TUI entendeu que “tendo em consideração a gravidade das infracções disciplinares cometidas pela recorrente e a culpa desta, é correcta a decisão da aplicação da pena de demissão à recorrente, não se verificando a violação do princípio de adequação e proporcionalidade”.

ASSÉDIO SEXUAL RESIDENTE ACUSADO DE MOLESTAR ESTUDANTE MENOR EM AUTOCARRO

Turbulência na carreira

Uma estudante do ensino secundário de nacionalidade estrangeira foi vítima de assédio sexual enquanto viajava de pé num autocarro, que se deslocava da Taipa para a Praça Ferreira do Amaral. O suspeito, na casa dos 30 anos, alegou ter tocado acidentalmente no corpo da menor porque o veículo estava cheio

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M residente permanente de Macau na casa dos 30 anos é suspeito de ter assediado sexualmente uma estudante menor de nacionalidade estrangeira, no interior de um autocarro que fazia a viagem entre a Taipa e a Praça Ferreira do Amaral em plena hora de ponta. O suspeito alega que o contacto foi involuntário, ao passo que a vítima reportou às autoridades duas investidas de assédio durante a viagem, uma delas, inclusivamente por baixo da roupa. De acordo com as informações reveladas ontem em conferência de imprensa pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), o caso aconteceu na passada quinta-feira de manhã, por volta das 7h30, no interior de um autocarro repleto de passageiros. Pelo facto de o veículo estar cheio, a vítima foi obrigada a viajar de pé e virada para a janela durante todo o percurso. A dada altura, reportou o porta-voz do CPSP, a adolescente terá

Naquela que terá sido uma nova investida do suspeito, a menor sentiu a presença de uma mão no fundo das costas, que se terá intrometido depois por baixo da sua roupa, chegando mesmo a tocar-lhe na zona das nádegas.

sentido um encosto ao nível das ancas que a deixou desconfortável. Pouco depois, naquela que terá sido uma nova investida do

suspeito, a menor sentiu a presença de uma mão no fundo das costas, que se terá intrometido depois por baixo da sua roupa,

chegando mesmo a tocar-lhe na zona das nádegas. Contudo, durante o assédio e apesar do medo que terá sentido

na altura, a vítima ficou sem reacção, acabando por não oferecer resistência ou gritar por socorro enquanto se encontrava no interior do autocarro. Mal saiu do veículo, a menor dirigiu-se imediatamente para a escola, onde reportou o sucedido ao corpo docente. No final do dia, a adolescente seguiu para a esquadra, onde acabaria por apresentar queixa sobre o sucedido. Iniciada a investigação, as autoridades conseguiram localizar o suspeito, interceptando-o na sua residência.

Foi sem querer

Convidado a prestar declarações às autoridades, o suspeito alegou que tudo não terá passado de um mal-entendido e que o contacto físico foi puramente acidental e motivado pelo facto de o autocarro estar cheio de passageiros àquela hora. De acordo com as informações da CPSP, o residente de Macau trabalha no serviço de apoio ao cliente de uma empresa do território, sendo acusado da prática do crime de importunação sexual. De acordo com o código penal, quem “importunar outra pessoa constrangendo-a a sofrer ou a praticar, consigo ou com terceiro, contacto físico de natureza sexual através de partes do corpo ou objectos” pode vir a ser punido com uma pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias “se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal”. Durante a conferência de imprensa, o porta-voz do CPSP não revelou qual a nacionalidade da vítima, nem em que carreira viajava quando foi molestada. Pedro Arede


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Até às 16h de ontem, 120.906 pessoas tinham ainda marcação para serem vacinadas nos próximos dias. A maioria das pessoas que fez marcação tinha o estatuto de residente. Em equação, está também a criação de uma equipa para vacinar residentes foram dos hospitais e centro clínicos, como em universidades, lares de idosos ou outros espaços. “Analisámos a deslocação do pessoal para a vacinação e achamos que há uma grande necessidade de prestar o serviço externo. Estamos a preparar-nos”, afirmou Tai Wa Hou. “Quanto aos serviços externos, primeiro, queríamos destacar pessoal às universidades, para a inoculação dos jovens estudantes”, complementou.

Coloane Apagão afecta 600 habitações

“Caçado” na Rua do Campo

Um apagão na noite de domingo fez com que várias ruas de Coloane ficassem às escuras, um incidente que afectou 600 habitações, de acordo com o canal chinês da Rádio Macau. Segundo a Companhia de Electricidade de Macau (CEM), o ocorrido deveu-se a uma falha na rede de média voltagem e durou cerca de seis minutos. Algumas das ruas afectadas foram a Rua dos Navegantes, Estrada de Lai Chi Vun, Rua e Largo do Caetano, Estrada de Cheoc Van, entre outras. Os bombeiros receberam o sinal de alerta para o apagão às 11h06 de domingo. Depois do acidente, a CEM apresentou um pedido de desculpa aos clientes afectados pelo apagão.

Na sessão de perguntas e respostas da conferência de imprensa dos Serviços de Saúde, um dos temas mais abordados foi o caso do residente com 77 anos que deixou o hotel, onde se encontrava a fazer a quarentena. O homem tinha tentado ir a Hong Kong e como não queria fazer quarentena na região vizinha voltou para Macau, onde foi levado para a quarentena. No entanto, acabou por fugir da Pousada Marina Infante e só foi encontrado mais de 10 horas depois, na Rua do Campo. Na sequência do episódio foram tomadas medidas para evitar casos semelhantes: “Fizemos uma revisão com um plano novo para corrigir as lacunas verificadas. O hotel está a funcionar há muito tempo e o sistema de alarme das escadas contra incêndio não está a funcionar. Temos a CCTV, mas a concepção arquitectónica faz com que haja cantos cegos. Pedimos ao hotel para que mobilize os recursos humanos para vigiar estes locais”, explicou Lau Fong Chi, chefe da Divisão de Relações Públicas da Direcção dos Serviços de Turismo.

Barra Obras levam a alterações de trânsito até 12 de Maio

O trânsito junto à Rua de São Tiago da Barra e Avenida da República irá sofrer alterações entre este sábado, dia 17, e o dia 12 de Maio, devido à realização de obras viárias e da rede de drenagem, no âmbito da empreitada de melhoramento do Centro Modal de Transportes da Barra. Desta forma o cruzamento da Avenida Panorâmica do Lago Sai Van com a Rua de S. Tiago da Barra e a Avenida da República estará fechado ao trânsito, mantendo-se a circulação na Avenida da República em direcção à Avenida Panorâmica do Lago Sai Van. Haverá um condicionamento de circulação em alguns troços da Rua de S. Tiago da Barra com controlo através de semáforos. Em articulação com as obras, os lugares destinados ao estacionamento de motociclos, bem como alguns lugares com parquímetro destinados ao estacionamento de automóveis nas imediações da Rua de S. Tiago da Barra foram suspensos.

Habitação Empréstimos caem em Fevereiro

Segundo dados divulgados pela Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM), no mês Fevereiro, tanto os empréstimos hipotecários para habitação, como os empréstimos comerciais para actividades imobiliárias, decresceram relativamente ao mês anterior. Os empréstimos à habitação aprovados para os residentes locais decresceram 23,9 por cento, atingindo um total de 2,13 mil milhões de patacas. Já a componente não residente decresceu 85,6 por cento, para 6,2 milhões de patacas. Em termos trimestrais, a queda foi de 8,5 por cento, em comparação com o período entre Novembro de 2020 e Janeiro de 2021. Já o número de novos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias caiu 54,4 por cento relativamente a Janeiro, atingindo 1,64 mil milhões de patacas.

sociedade 7

COVID-19 SINOPHARM DOMINA AS ESCOLHAS ENTRE 69 MIL VACINADOS COM 85% E BIONTECH COM 15%

Vitória caseira Entre os 69.149 vacinados 85,2 por cento escolheu o produto da Sinopharm, enquanto apenas 14,8 por cento recorreu ao produto da BioNtech. Um total de 23.501 pessoas já foi inoculado com as duas doses

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UMA altura em que foram vacinadas, pelo menos com uma dose, 69.149 pessoas, a população mostra uma preferência pela vacina Sinopharm, produzida no Interior. Os dados foram revelados ontem pelos Serviços de Saúde Macau (SSM), com o produto chinês a colher uma taxa de preferência superior a 80 por cento. “Até hoje há 69.149 pessoas que já fizeram pelo menos uma fase da inoculação. E cerca de 58.931 foram vacinadas com a vacina da Sinopharm, o que representa uma proporção

superior a 80 por cento. Houve também 10.218 pessoas que escolheram a vacina da BioNTech”, afirmou Tai Wa Hou, coordenador do plano de vacinação contra a covid-19. Fazendo as contas aos números apresentados, 85,2 por cento dos vacinados recorreram ao produto da Sinopharm, enquanto 14,8 por cento escolheram a BioNTech, que foi desenvolvida com a produtora americana Pfizer. Entre os 69.149 vacinados, 23.501 foram inoculados com as duas doses, 45.648 levaram a primeira dose e, nas últimas 24 horas, tinham sido registadas 11 reacções adversas ligeiras.

“Analisámos a deslocação do pessoal para a vacinação e achamos que há uma grande necessidade de prestar o serviço externo.” TAI WA HOU COORDENADOR DO PLANO DE VACINAÇÃO

Uma informação que as autoridades não divulgaram foi o percurso feito pelo homem, de 77 anos, durante o tempo em que esteve fora do quarto. “O Corpo de Polícia de Segurança Pública está a investigar o caso. Mas, neste momento, não tem a informação sobre o percurso realizado”, limitou-se a responder Ma Chio Hong, chefe da Divisão de Operações e Comunicações. Segundo a Lei de Prevenção, Controlo e Tratamento de Doenças Transmissíveis, as sanções para quem não cumpra as restrições decretadas pelo Chefe do Executivo, como o isolamento obrigatório, podem chegar até 2 anos ou uma multa de 240 dias. Sobre este caso, foi ainda revelado que o homem foi testado à covid-19 e teve um resultado negativo. No entanto, a quarentena foi explicada com o facto de ter passado algum tempo no posto fronteiriço de Hong Kong e de ter regressado num autocarro com outras pessoas vindas da RAEHK, que o podem ter colocado em contacto com pessoas vindas de regiões de alto risco. João Santos Filipe


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CONCERTO CLUBE DE JAZZ DE MACAU PROMOVE DOIS EVENTOS ESTE MÊS

Arqueologia Missão detectou “cidade perdida” perto de Luxor

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MA missão arqueológica egípcia descobriu “parte” de uma “cidade perdida”, com mais de 3.000 anos, recentemente descoberta perto de Luxor, anunciaram ontem as autoridades locais e Zahi Hawass, que supervisionou a escavação. “Encontrámos apenas uma parte da cidade”, avançou o famoso egiptólogo à agência francesa AFP durante uma apresentação à imprensa daquela cidade localizada na margem oeste do Nilo, que “se estende para oeste e para o norte”. Após sete meses de escavações numa cidade soterrada sob areia há milénios de anos, foram expostos diversos objectos nas ruínas, como peças de cerâmica, carne seca, jóias, vinho, amuletos e pequenas estátuas, entre os templos de Ramsés III e Amenófis III, Os selos afixados em cerâmica permitiram que aquele local fosse datado do reinado de Amenófis III, que subiu ao trono em 1.391 a.C. (antes de Cristo) e morreu em 1.353 a.C., herdando um império extensível do rio Eufrates, nos actuais Iraque e Síria, até ao Sudão. “Não é apenas uma cidade e também podemos ver a sua actividade económica”, disse à AFP Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Geral de Antiguidades do Egipto. A descoberta da “maior cidade do antigo Egipto” tinha sido revelada na quinta-feira pela missão arqueológica, que descobriu “um local em bom estado de conservação, com paredes quase inteiras e divisões cheias de ferramentas da vida quotidiana”. “Muitas missões estrangeiras procuraram esta cidade e nunca a encontraram”, lembrou Zahi Hawass, ex-ministro de Antiguidades do Egipto, no mesmo comunicado em que a missão arqueológica diz esperar “descobrir túmulos intactos repletos de tesouros”.

Abril, acordes mil

“Jazz on the Rocks” é o nome do evento que acontece esta quinta-feira no restaurante Vic’s, na Doca dos Pescadores. Para este espectáculo o Clube de Jazz de Macau convidou músicos locais e as cantoras Annie e Winnie. Mas o clube celebra ainda, no dia 30 deste mês, o Dia Internacional do Jazz com um grande espectáculo protagonizado pelos The Bridge e Tomos Griffiths Big Band

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Clube de Jazz de Macau regressa em força este mês com dois eventos que prometem mostrar o que de melhor o território tem ao nível de músicos. A primeira iniciativa, “Jazz on

the Rocks” acontece já esta quinta-feira, dia 16, no restaurante Vic’s, no hotel Rocks, na Doca dos Pescadores. Entre as 19h e as 23h, os amantes deste género musical poderão ouvir os acordes de músicos como José Chan e Andrew,

bem como as vozes de Annie e Winnie. Miguel Khan, vice-presidente do Clube de Jazz de Macau, disse ao HM que um dos objectivos é a aposta em mais parcerias com restaurantes e espaços hoteleiros.

Sobreviver com prémios Chloé Zhao foi a grande vencedora dos BAFTA com o filme “Nomadland”

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OMADLAND” foi o grande vencedor da 74.ª edição dos prémios da Academia Britânica das Artes Cinematográficas e da Televisão (BAFTA), alcançando quatro prémios, entre os quais melhor filme, melhor realizador e melhor actriz. O filme da

realizadora sino-americana Chloé Zhao conta a história de uma mulher (Frances McDormand) que viaja pela América como nómada, vivendo numa caravana, trabalhando em empregos temporários e sobrevivendo na estrada, na sequência de uma crise económica.

Chloé Zhao tornou-se na segunda mulher a ganhar o BAFTA de melhor realização, sendo que esta madrugada já tinha sido distinguida com o mesmo prémio, mas pelo Sindicato dos Realizadores da América. Zhao, que recebeu os prémios relativos a melhor filme e melhor realização,

“A ideia é promover o jazz e os músicos locais, e não só. Queremos começar a fazer mais eventos em espaços de restauração e ao ar livre que permitam que mais pessoas possam ir aos nossos eventos sem que sejam dentro de qua-

tro paredes. Estamos a tentar promover os espaços abertos em Macau.” Dia 30 de Abril o Clube de Jazz de Macau celebra o Dia Internacional do Jazz com uma festa no Four Seasons que, além de alguns músicos locais que habitualmente enchem os palcos, como é o caso dos The Bridge, traz uma novidade: a Thomas Griffiths Big Band. Thomas Griffiths trabalhou no Venetian, na área do entretenimento, durante alguns anos e sempre esteve ligado às sonoridades da Broadway. Só depois decidiu formar a sua própria banda, tendo misturado essas músicas com a sonoridade do jazz. O público poderá também assistir à actuação de músicos de Zhuhai, além de estar prevista a realização de uma jam session. “Com a quantidade de músicos que teremos naquela noite queremos que vão para o palco e que participem numa jam session mais prolongada”, adiantou Miguel Khan,

agradeceu à comunidade nómada, destacando a forma como esta partilhou “os seus sonhos e sofrimento” durante as filmagens. “O filme diz-nos muito sobre a nossa sociedade e sobre o que precisamos de melhorar”, disse Zhao no discurso. “Nomadland – Sobreviver na América”, que já venceu dois Globos de Ouro e está nomeado para sete Óscares, também arrecadou o prémio de melhor actriz, conquistado pela norte-americana Frances

McDormand, e o de melhor fotografia.

Outros premiados

A película “Rocks” venceu dois prémios: de melhor elenco e melhor actriz emergente, entregue a Bukky Bakray. “Rocks” é um drama sobre uma adolescente que passa a viver na rua com o irmão mais novo, depois de ambos terem sido abandonados pela mãe. Nas interpretações secundárias foram distinguidos Daniel Kaluuya, em “Judas and the Black


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SEGURANÇA NACIONAL EXPOSIÇÃO EDUCATIVA ABRE PORTAS ESTA QUINTA-FEIRA NO FÓRUM MACAU

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já esta quinta-feira, dia 15, que abre portas a “Exposição de Educação sobre a Segurança Nacional”, organizada pelo Governo em parceria com o Gabinete de Ligação do Governo Central. A mostra, patente até ao dia 16 de Maio, poderá ser vista no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, também conhecido como edifício do Fórum Macau, junto à Assembleia Legislativa. A inauguração acontece no “Dia da Educação da Se-

gurança Nacional”, que se celebra a 15 de Abril. Aedição deste ano divide-se em quatro temas: “A segurança nacional face às grandes mudanças, sem precedentes, nos últimos cem anos», «Persistir no conceito geral da segurança nacional, criando uma grande estrutura da segurança», «A defesa da segurança nacional garante a implementação estável e duradoura do princípio “um país, dois sistemas”» e a «Segurança nacional, uma responsabilidade de toda a população”. Estes temas serão retratados através de

mais de 400 fotografias com legendas e 20 vídeos. Segundo um comunicado, esta mostra revela “a caminhada extraordinária que o País e Macau fizeram ao longo do ano passado, a união do seu povo no combate à pandemia e o aperfeiçoamento do sistema, desenvolvido pelo País e por Macau, relativo à defesa da segurança do Estado”. Uma parte das obras premiadas do concurso de composição em língua chinesa «Eu e a Segurança Nacional» e a lista dos premiados serão exibidas nesta exposição.

Tap Siac Feira de artesanato arranca este fim-de-semana

que disse esperar que estes dois espectáculos sejam “uma lufada de ar fresco”. “De certeza que o Thomas [Griffiths] vai trazer uma animação diferente até pela sua presença em palco e também pelas músicas que canta. Vamos ouvir um estilo diferente do jazz, será uma coisa mais vocal, cantada, e não apenas um jazz mais instrumental”, adiantou.

Novas parcerias

Miguel Khan adiantou que, nos últimos tempos, o Clube de Jazz de Macau tem tido mais actividade e também mais procura. Permanece o problema da falta de uma sede, mas a entidade prefere apostar primeiro na fidelização de um público e de sócios com a realização de mais eventos.

Messiah”, e Yuh-Jung Youn, em Minari. “Soul” venceu melhor filme de animação e melhor banda sonora, enquan-

“Queremos ver como o público reage aos nossos eventos. Sabemos a realidade de Macau, já tentamos lançar o clube e sabemos das dificuldades para arranjar uma sede. Mas queremos ter argumentos para pedir esse espaço e precisamos muito da

“Queremos ver como o público reage aos nossos eventos. Sabemos a realidade de Macau, já tentamos lançar o clube e sabemos das dificuldades para arranjar uma sede.” MIGUEL KHAN VICE-PRESIDENTE DO CLUBE DE JAZZ DE MACAU

to “Sound of Metal” triunfou nas categorias de melhor som e de melhor montagem. O filme “The Father” arrecadou o prémio de melhor actor, atribuído a Anthony Hopkins, e o de melhor guião adaptado. “A Promising Young Woman” venceu os prémios de melhor filme britânico e de melhor guião original. “The Mother of Blues” venceu nas categorias de melhor caracterização e de melhor guarda-roupa. O BAFTA de melhor filme em língua não inglesa foi para

assistência, para mostrar que [as pessoas] verdadeiramente querem de novo o clube de jazz. Se não conseguirmos apoio do Governo vamos ver se temos algum patrocinador.” O facto de a pandemia ter praticamente fechado Macau ao exterior levou os espaços de restauração e hoteleiros a procurarem parcerias para a realização de eventos. “É difícil promover a música se estamos sempre fechados dentro de quatro paredes, para atrairmos também potenciais novos sócios. Precisamos de espaços abertos e maiores e os hotéis têm tido essa necessidade de atrair os locais e oferecer coisas diferentes, e vimos aí uma oportunidade de parceria. Tentamos trazer alguma novidade e reinventarmos os eventos de jazz”, rematou o vice-presidente do clube. Andreia Sofia Silva

“Another Round” e o relativo à maior contribuição para o cinema britânico foi entregue a Noel Clarke. Tanto “Nomadland – Sobreviver na América” como “Rocks” somavam sete nomeações para os BAFTA, mas apenas o filme de Chloé Zhao, que tem recebido vários prémios nas últimas semanas, estava nas categorias de melhor realização e melhor filme.

A feira de artesanato do Tap Siac acontece este fim-de-semana, entre os dias 16 e 18 de Abril, estando também prevista a sua realização para o próximo fim-de-semana, entre os dias 23 a 25 de Abril. Para esta sexta-feira está prevista a realização de uma cerimónia de inauguração que contará com a presença de Lily Chen que, segundo o Instituto Cultural (IC), é conhecida como a “Rainha de Alta Fidelidade com a Voz Doce”. Esta edição PUB.

da feira de artesanato tem como tema “Estética de Vida” e conta com 110 stands de profissionais das indústrias culturais e criativas provenientes do Interior da China e de Macau. Além disso, a feira conta ainda com stands de gastronomia criativa e 37 secções de actuações musicais apresentadas por cantores locais e do Interior da China. Durante a realização da feira serão também realizados 36 workshops de artesanato criativo.


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Samba de

MINISTRO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS BRASIL É “PRIORIDADE”

Tudo ainda por provar

Responsável recua nos comentários que questionam eficácia das vacinas

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imprensa estatal chinesa defendeu ontem a qualidade das vacinas desenvolvidas pela China contra a covid-19, enquanto um alto funcionário governamental insistiu que comentários feitos anteriormente sobre a sua baixa eficácia foram “mal compreendidos”. Numa rara admissão da fraqueza das vacinas chinesas contra o novo coronavírus, Gao Fu, o chefe do Centro Chinês para o Controlo e Prevenção de Doenças, afirmou durante uma conferência no fim de semana que as autoridades estão a considerar misturar vacinas, como forma de lidar com a sua “eficácia não elevada”. “Está agora formalmente em análise se devemos usar diferentes vacinas de diferentes linhas técnicas no processo de imunização”, indicou Gao. Gao disse ontem, no entanto, que as suas ob-

servações foram “tiradas do contexto” e mal interpretadas. “Depois de falar sobre diferentes estratégias de imunização, mencionei a questão das taxas de protecção da vacina e expressei a minha reflexão sobre como podemos optimizar o nosso processo de administração”, disse, citado pelo portal chinês guancha.com. As taxas de eficácia da vacina para o coronavírus do fabricante chinês Sinovac na prevenção de sintomas infecciosos foi estimada em 50,4% por investigadores no Brasil. As vacinas da China usam uma tecnologia tradicional, que consiste em injectar um vírus quimicamente inactivado para provocar uma resposta imunológica. O Chile defendeu a decisão de confiar na vacina da Sinovac. O país está a enfrentar nova vaga de infecções, apesar de ter uma das maiores taxas de vaci-

nação per capita do mundo. O ministro da Ciência do Chile, Andrés Couve Correa, escreveu na rede social Twitter, no domingo, que a Sinovac ajudou a prevenir hospitalizações de casos moderados e graves. A publicação estatal chinesa Global Times negou que as taxas de eficácia da Sinovac sejam responsáveis pela nova vaga de infecções no Chile. Um estudo da Universidade do Chile, que apurou que a eficácia, após a primeira das duas doses da vacina fixou-se em apenas 3%, teve como base dados “muito limitados”, apontou o jornal, citando fonte não identificada. Macau está a utilizar uma vacina desenvolvida pela estatal chinesa Sinopharm, enquanto Hong Kong adoptou a inoculação desenvolvida pela Sinovac, uma farmacêutica privada chinesa.

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ministro dos Negócios Estrangeiros da China afirmou este fim de semana que o Brasil é uma “prioridade” para a política externa chinesa e que as relações bilaterais têm valor “estratégico” e a “longo prazo”. Wang Yi falou por telefone com Carlos Alberto Franco França, que substituiu este mês Ernesto Araújo como ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil. Araújo ficou conhecido pelo alinhamento com a política do anterior Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à China. Os ataque contra Pequim levaram mesmo o embaixador da China em Brasília, Yang Wanming, a dizer que o país asiático queria a demissão de Ernesto Araújo, como condição para libertar insumos necessários para a produção das vacinas contra a covid-19, segundo a imprensa brasileira. Na conversa por telefone com o novo homólogo brasileiro, Wang Yi lembrou que a China “está disposta a trabalhar” com o Brasil para “promover a parceria estratégica” entre os dois países, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua. Wang lembrou que Pequim sempre viu e desenvolveu as relações com o Brasil de uma perspetiva “estratégica” e de “longo prazo”. O Brasil é uma “prioridade” para a política externa chinesa, apontou. Como dois grandes países em desenvolvimento, representantes das economias emergentes e parceiros no âmbito do bloco de países BRICS, a China e o Brasil são forças importantes, que impul-

ALIBABA REPERCUSSÕES DE MULTA SÃO MENORES

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SEMÁFOROS PARA CAMELOS • Recentemente, os semáforos para camelos foram estreados na área cénica da cidade de Dunhuang, província de Gansu, no noroeste da China. A rota dos camelos na área turística cruza-se com as vias

para pedestres e veículos, e este tipo de semáforo foi construído no intuito de orientar pessoas, veículos e camelos, assegurando o tráfego seguro e ordenado na zona turística.

grupo chinês de comércio electrónico Alibaba disse ontem que a pesada multa imposta no sábado passado pelas autoridades, por práticas monopolistas, não tem grandes repercussões para a empresa, levando as suas acções a disparar. O presidente do grupo, Daniel Zhang, disse aos investidores por videoconferência que não espera “um impacto negativo material”, após a multa recorde de 18 mil milhões de yuan imposta por

Pequim. O valor equivale a 4% da receita do Alibaba na China em 2019. Zhang disse que a maior plataforma de comércio electrónico do país asiático tem milhões de utilizadores e comerciantes, e que não

precisa de exclusividade para os manter. O responsável indicou que a empresa que dirige vai implementar novas medidas, como a redução dos custos de utilização das plataformas para os comerciantes e a oferta de serviços tecnológicos com custos mais baixos, em linha com as orientações dos reguladores chineses. As ações do Alibaba subiram 7,25% a meio da sessão de hoje na Bolsa de Valores de Hong Kong.


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uma nota só A “LONGO PRAZO”

sionam o multilateralismo mundial e compartilham amplos interesses comuns, afirmou Wang. O ministro lembrou que, apesar da “tendência adversa”, a cooperação pragmática entre os dois países cresceu durante a pandemia da covid-19, refletindo “plenamente a forte resiliência” da relação bilateral. O país asiático está também disposto a continuar a cooperação no âmbito das vacinas, para atender à “necessidade urgente” do Brasil, disse. Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil e uma das principais fontes de investimento estrangeiro no país sul-americano. A China foi o destino, em 2020, de mais de 27% dos produtos exportados pelo Brasil, segundo dados oficiais. O Governo de Jair Bolsonaro adotou, no entanto, uma postura crítica face ao país asiático e recusou cooperar em várias áreas estratégicas, incluindo no desenvolvimento das redes de quinta geração (5G), com o grupo chinês Huawei, a assinatura de acordos no âmbito da iniciativa de Pequim ‘uma faixa, uma rota’ ou a integração e coordenação da política externa com o bloco de países emergentes BRICS. Wang Yi lembrou que a China espera que o Brasil proporcione um ambiente de negócios “justo e aberto” para as empresas chinesas e pediu aos dois países que continuem a apoiar-se mutuamente em questões centrais de interesse. A cooperação China - América Latina centra-se no “desenvolvimento comum e na cooperação pragmática”, atendendo às necessidades de ambos os lados, realçou.

PRIMEIRO-MINISTRO CHINÊS QUER CONSOLIDAÇÃO DE DINÂMICA DE CRESCIMENTO

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primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, sublinhou os esforços para consolidar o ritmo de crescimento económico estável e manter a continuidade, estabilidade e sustentabilidade das macropolíticas do país, enquanto presidia a um simpósio com a presença de especialistas e empresários. O simpósio analisou a situação económica actual do país e ouviu as opiniões sobre o trabalho futuro do governo. “A economia da China consolidou a sua recuperação desde o início deste ano”, disse Li. À luz do ambiente internacional complexo e grave e da recuperação económica desigual no

país, Li destacou a importância de se ter uma perspectiva abrangente e objectiva na análise da situação económica. “Devem ser feitos esforços para manter a continuidade, estabilidade e sustentabilidade das macropolíticas, numa tentativa de garantir que a economia do país funcione dentro de um intervalo adequado e promover um desenvolvimento de alta qualidade”, disse Li. O primeiro-ministro sublinhou a atenção às novas situações no país e no estrangeiro, acrescentando que o apoio da política para garantir o emprego, a subsistência das pessoas e as

operações das entidades do mercado não enfraquecerá. Li pediu a implementação de medidas destinadas a apoiar as pequenas e microempresas e os trabalhadores autónomos, sustentar políticas para promover a inovação e modernização do sector manufatureiro, bem como canalizar mais fundos para a economia real. O primeiro-ministro também exigiu esforços para promover a reforma e abertura, optimizar o ambiente de negócios, estabilizar o comércio e os investimentos estrangeiros e garantir a estabilidade e segurança das cadeias industriais e de abastecimento.

Região

Regresso aos treinos Filipinas e Estados Unidos retomam exercícios militares conjuntos

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ILIPINAS e Estados Unidos iniciaram ontem um treino militar conjunto de duas semanas em território filipino, num exercício designado “Balikatan”, que foi suspenso no ano passado devido à pandemia da covid-19. O exercício militar foi retomado numa altura de escalada da tensão entre Manila e Pequim devido a disputas territoriais no mar do Sul da China. “O Balikatan deste ano realiza-se sob restritos protocolos de saúde, devido à pandemia da covid-19. Entre os ajustes necessários, reduzimos o número de participantes, com 736 militares das Filipinas e 225 participantes dos Estados Unidos”, disse o chefe das Forças Armadas das Filipinas, o General Cirilito Sobejana. Os exercícios deste ano vão concentrar-se em exercícios aéreos, segurança marítima e assistência humanitária a civis em caso de desastre natural, para evitar contacto directo. A decisão de prosseguir com o Balikatan foi anunciada no domingo, depois de os secretários de Defesa dos EUA e das Filipinas, Delfin Lorenzana e Lloyd Austin, respectivamente, realizarem uma reunião por telefone para discutir os exercícios e ameaças à segurança regional na semana passada. As Filipinas apresentaram vários protestos diplomáticos, nas últimas semanas, contra a presença de navios chineses na sua zona económica exclusiva ao redor do recife Whitsun. Pequim, que reivindica a quase totalidade do mar do Sul da China, garante que se tratam de barcos de pesca que estacionaram

ali devido ao mar agitado. Filipinas, Vietname, Malásia, Taiwan e Brunei reivindicam também partes do mar do Sul da China, por onde circula 30% do comércio global e que abriga 12% das reservas pesqueiras mundiais, além de campos de petróleo e gás. As Filipinas são o único país que possui uma decisão que apoia as suas reivindicações, uma vez que o Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia atribuiu a propriedade de vários territórios, incluindo o Atol de Scarborough e parte do arquipélago das Spratly, onde a China construiu bases militares em ilhas artificiais edificadas sobre atóis e recifes, para assumir o controlo de facto. Pequim nunca reconheceu a decisão e continua com as suas actividades militares e pesqueiras dentro da zona disputada e do resto dos países vizinhos, uma expansão que os EUA seguem, já que ambas as potências lutam pelo domínio do Pacífico. A ligação de domingo entre Lorenzana e Austin serviu também para reafirmar o compromisso dos dois países com o Tratado de Defesa Mútua - que data de 1951 - e a importância do Acordo de Visita de Tropas, que o presidente filipino Rodrigo Duterte suspendeu por alguns meses, no ano passado. Este acordo - suspenso entre fevereiro e junho de 2020 - fornece o quadro jurídico para que as tropas dos EUA possam ir regularmente às Filipinas para realizar exercícios militares conjuntos, como o Balikatan, atividade que tem sido realizada anualmente desde 1984.


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ANABELA CANAS

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Da desinquietação. Pág. 1

Abro e folheio aleatoriamente e chamo ao lugar onde parei: página um. Qualquer das outras poderá ser a seguinte desde que deixei que ter a obsessão da cronologia por impotência de a arrumar. Não a si própria, mas aos vestígios que proliferam a requerer quase uma outra vida para arrumação. Trouxe aqueles pequenos livros empoeirados e com um persistente odor a mofo e capa em papel ágata, da casa de Z. Fazem lembrar alguns cadernos em que escrevia diário antigamente. Sempre diferentes, sempre inacabados, mas a esta distância venho a descobrir-lhes um certo anacronismo em que sempre acabaram por espelhar a mesma inquietude. Nunca soube como chamar a cada um: caderno das ou de inquietações, da inquietação ou inquietude. Ou livro, palavra mais curta. Ali tão quieto cada um deles, como pessoa em secreta ebulição. E fico num swing entre hesitações antes de o abrir. E cortar a direito nas coisas que conseguiu abrandar. Fechadas nas páginas com objectos em cima como pedras sobre o assunto. São muitos. Esse caderno. Como um ser de muitas cabeças. Uno e divergente. Da desinquietação. Espantosa inversão de sentido. Coisas da minha avó Maria Antónia – achava. Não me venhas desinquietar. A dizer deixa-me sossegada. Ou a dizer mais profunda ânsia de se ser deixado na inquietação própria. Irredutível ou necessária. Ser inquieto é estar na negação da quietude. Desinquietação é a dupla negação que deveria na lógica matemática afirmar essa quietude. Mas não. Cresci com essa inversão de sentido, uma espécie de semente adormecida a germinar lentamente num quase paradoxo que talvez tenha contribuído para esta necessidade das palavras que encontraram refúgio em cadernos. Quando se enceta a lenta tarefa de desfazer uma casa que pertenceu, encontramos todos os registos de uma vida. Agora, em casa de Z, encontro mais coisas da avó. Ela, que era pouco tolerante em certas coisas, sempre as manteve dentro de modelos próprios e inalterados. Uma métrica que pouco deve ter reajustado no curso imprevisto da vida. Mas continha as

suas impressões inabaláveis numa certa cerimónia, em que defendia os seus de um olhar que parecia imaginar mais intolerante do que o que lhe era próprio. Nessa cerimónia, dizia sempre aquela frase de delicadeza que se esperava de cada situação. Um elogio. Ou uma pergunta discreta que desvendava uma opinião crítica sem o querer. Aos noventa, de figura cada vez mais pequenina, um pouco mais mal disposta com a vida, talvez por o tempo ter determinado que as suas preocupações maiores não teriam resolução. Mas sempre atenta, sempre disposta a arranjar-se para sair. Ela que me perguntava sem perguntar, quando às vezes mergulhava o seu olhar naturalmente dirigido para fora, num abismo de perplexidade, o que é que eu sou. E eu nunca lhe soube responder, mas acompanhava-a momentaneamente na solidão daquela pergunta, num abismo estanque de vizinha do lado. Tão perto e tão distante. Volto sempre a este pensamento quando me lembro dela. Mas também são assim os cadernos da desinquietação. Que falam sempre do mesmo. Como pessoas próximas que nunca se fartam, ou aprendem a tolerar.

Curiosamente, como eu sabia, ao percorrer-lhe o capítulo que faltava folhear, nada se lhe encontra que deixe margem a uma indiscrição. Somente roupas, e essas tão pessoais na sua memória do corpo e nos olhos de quem lembra, as suas roupas do luto e outras e coisas de antiga casa sua. Nada que espelhe uma alma que não tinha necessidade de se exprimir. Dele, ao contrário, tudo em todos os objectos conta uma história. Do desassossego congénito que se escoava na apropriação de objectos, de gostos, de curiosidades divergentes ou cumulativas, pela excessiva organização que se vê ter um dia perdido o rumo e se dispersou pelo insignificante esquecendo o resto. Numa ausência de critério ou numa dramática insuficiência do tempo que nunca lhe permitiu chegar ao essencial. Tudo isso desvendado da sua clausura. Pelas escolhas, pela confusão e pela eterna incapacidade de arrumar ou viver as coisas. Mas isso sou eu a pensar vendo de fora como um filme cheio de avanços e recuos no tempo e a procurar ir entendendo nele uma história confusa. Nesta incontor-

NÃO HÁ COMO QUERER FUGIR. ESTENDO A MÃO FINALMENTE PARA UM DOS CADERNOS. E DEPOIS LEMBRO-ME QUE Z, A QUEM NÃO FALTAVAM CADERNOS NOVOS, NOS DEIXOU OS DESABAFOS MAIS COMPULSIVOS NUMA SÉRIE DE TALÕES DE SUPERMERCADO

nável indiscrição com que lhe revolvemos cada centímetro impregnado na casa. Mas não consigo deixar de pensar que também é esse o respeito que quem já não está, merece. Este desfiar de coisas, quase nunca partilhadas, como última homenagem, antes de se esfumarem, muitas delas, num sopro de dispersão para sempre. Que tem que ser. Não há como querer fugir. Estendo a mão finalmente para um dos cadernos. E depois lembro-me que Z, a quem não faltavam cadernos novos, nos deixou os desabafos mais compulsivos numa série de talões de supermercado. Há o que se escreve por necessidade. Procura-se o que estiver na urgência à mão. Coisas que fluem livres e delicadas ou tumultuosas a desfazer-se no ar imediato se não agarradas a um suporte qualquer. Acerco-me sempre de uma certa melancolia quando penso neles e vou desfiando objecto atrás de objecto. Deixa-se para trás o tempo. Deixa-se um lastro em que mesmo as pegadas se podem desvanecer até à invisibilidade. Ou deixam-se marcas indeléveis. Mas em tudo se depende sempre da qualidade do registo e da qualidade do impresso e da qualidade do suporte. Do olhar da memória do outro. Sempre a existência depende do outro. Também. Deixa-se um rasto feito de desperdícios ou de fragmentos preciosos. Se houver para quem. Deixa-se parte de nós, do tempo e do que fomos, mas o que se pode não o que se quer. Ou deixa-se o que os outros deixam deixar. Há olhares como o estado do tempo. Secam e pulverizam ou apagam. Outros regam, generosos. A razão é fria. Mas pode servir-se da linguagem do afecto nos gestos, nas palavras e quando necessário suave nos cortes. O sentir é complexo de ingredientes. Uma massa quente ou uma nuvem evaporada de turbilhões que queimam como lava. Sais de fruto, paracetamol ou cecrisina. Em efervescência em água num copo de salto alto. Receitas ilusórias para a indisposição. Que se instala em dados momentos do dia. Sem razão aparente, consciente, ou com todas as razões. Ou então, champanhe.


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uma asa no além

PAULO JOSÉ MIRANDA Há livros que são as personagens ou a personagem que o autor criou. É o caso de Lolita, de Nabokov, K. ou Gregor Samsa de Kafka ou ainda de Raskalnikov de Dostoiévski. Victor Tafner ao escrever «A Máquina de Criar Horizontes», criou uma personagem destas, que se tornam no próprio livro: Abib Justus. Trata-se de alguém que começa o livro como dono e gerente de um restaurante de luxo no bairro dos Jardins em São Paulo, mas que tem como sonho a reinvenção do lucro. O livro começa assim: «Deus não fez o mundo em dois dias, mas também não levou uma vida toda, costumava dizer Abib Justus, agora preso no trânsito, precisamente na esquina da Augusta com a Paulista, na direcção dos Jardins. Fala através do celular, quase aos gritos “O vinho ainda não chegou? E estão esperando o quê, que eu chegue aí para tratar disso? Vamos começar a servir o jantar em uma hora e você me telefona agora para dizer que estamos sem vinho, que ainda não foi entregue? Tenho de ser eu a fazer tudo? Vá na Domus e pegue os vinhos, que eu mesmo vou ligar para lá agora e digo ao Rodrigo quais são... Sim, depois pago... Eu digo isso a ele quando ligar, sim. E vá depressa! Ah, e vá a pé até lá... Depois apanhe um táxi pró restaurante, para evitar o trânsito da Itu... Não posso deixar o restaurante, ninguém faz nada do que deve ser feito!” A última frase já não foi para o empregado, mas para si mesmo. Abriu o Baobá há pouco mais de um ano e tem sido muito mais trabalho do que lucro. Mas está tudo caminhando dentro do previsto, menos as dores de cabeça pela gritante incompetência da mão de obra deste país. Há dois anos ainda estava em Londres, terminando a faculdade de gestão. Se preparou para tudo menos para suportar a incompetência da mão de obra brasileira. Saiu do país muito novo e, embora tenha feito um minucioso trabalho de pesquisa antes de abrir o restaurante, não estava preparado para interpretar o que se queria dizer quando se falava da mão de obra brasileira pouco especializada. Até ao “Sommelier” tem de estar continuamente a pedir para, depois de abrir a garrafa de vinho e dar a provar ao cliente, não pôr de novo a rolha na garrafa. A capacidade que os empregados aqui têm de fazer as coisas como sempre fizeram antes de aprender, excede tudo o que possa ser imaginado!» O leitor vai conhecendo a personagem através de um narrador

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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A personagem

heterodiegético, que nunca sabemos quem seja. E percebemos que Abib vive a sua vida para ganhar dinheiro. Lê-se: «Não importa aquilo que se serve, se é num botequim ou num restaurante de luxo, pois o que importa é o lucro, o que importa é ganhar o máximo de dinheiro com um mínimo de investimento.» A vida de Abib é uma vida vivida dia a dia, hora a hora para ganhar dinheiro através do lucro. Mesmo quando descansa, a vida dele está sustentada por dinheiro e lucro. A fórmula que define o homem de negócios, segundo Abib, diz: «O lucro é a realidade.» Identificando lucro com realidade, o sonho de Abib Justus não podia ser o lucro, mas a criação de uma nova economia, de um novo modo de lucrar, no fundo, o sonho dele era reinventar o lucro. Por isso, lê-se, à página 67: «Abib Justus vendeu o restaurante e mudou-se para Curitiba, para desenvolver o maior sonho de toda a sua vida: a construção de uma economia, de um mundo novo.» E que sonho é esse? A comercialização de um invento de um amigo, de quem ele seria o sócio maioritário: o descelular, isto é, «um dispositivo electrónico capaz de desligar o motor dos carros, quando um celular dentro do mesmo ligava.» E seria em Curitiba, porque Abib entendeu rapidamente não ser em São Paulo que poderiam ter sucesso. Por várias razões: muita gente para subornar, muita gente com muito poder, e a cidade não se preocupa com questões ambientais. Curitiba

tinha tudo para dar certo: cidade pequena (para o Brasil), cidade modelo, cidade que tem a fama de ser uma das mais sustentáveis do mundo. «Depois de acender o charuto, virou-se para o amigo e disse [acerca da cidade de Curitiba] “Esta fama e este marketing exige da cidade um contínuo investimento em energias e soluções alternativas, que em outras cidades nem sequer se cogita, que joga a favor da implementação do nosso invento”.» A partir daqui, viajamos pelos meandros da política brasileira, pelo interior de um homem para quem nada mais existe a não ser a transformação do mundo em dinheiro. Leia-se à página 54: «Havia contudo várias etapas e seria necessário respeitar os tempos necessários para a implementação de cada uma delas. Antes de mais, obviamente, a criação da lei do descelular, no âmbito do OCR, fazendo com que todos os veículos no Paraná fossem obrigados a instalar esse dispositivo que bloquearia os seus motores, de modo a que não fosse possível dirigir e falar ao celular. Com esta lei os novos carros seriam equipados em fábrica com esse dispositivo e os antigos teriam de instalá-lo em oficinas especializadas para

A VIDA DE ABIB É UMA VIDA VIVIDA DIA A DIA, HORA A HORA PARA GANHAR DINHEIRO ATRAVÉS DO LUCRO. MESMO QUANDO DESCANSA, A VIDA DELE ESTÁ SUSTENTADA POR DINHEIRO E LUCRO. A FÓRMULA QUE DEFINE O HOMEM DE NEGÓCIOS, SEGUNDO ABIB, DIZ: «O LUCRO É A REALIDADE.»

isso. A fabricação do dispositivo ficaria a cargo de uma empresa criada por Abib e pelo seu amigo engenheiro, e o controlo das garagens especializadas a cargo de um testa de ferro. Mas não bastava somente criar a lei, ela tinha de ser aprovada pelo governador do Paraná. E é aqui que entra mais uma personagem nesta história: Rebecca Müller, que além de deputada estadual, era amante do governador e frequentadora do antigo restaurante de Abib, quando viajava a São Paulo. Uma coisa leva a outra e a lei foi aprovada em todo o estado do Paraná: a proibição de circularem viaturas sem a instalação do dispositivo que desligava o motor do carro, sempre que este estivesse ligado.» A aprovação da lei e a consequente venda massiva de dispositivos, não apenas para os carros novos, que saíam de fábrica, mas a obrigatoriedade de os carros velhos irem instalar o dispositivo nas oficinas aprovadas pelo Estado para proceder à instalação do dispositivo, que pertenciam também a Abib Justis, trouxe um imenso lucro, mas que não era suficiente para a concretização do seu sonho. Ainda não estava criada uma nova economia. Estava apenas no início. O passo seguinte, foi criar um dispositivo que anulava o oficial, de modo a que as pessoas pudessem adquiri-lo ilegalmente nas oficinas de Abib Justus. Assim, começava-se a construir uma pequena economia, ainda que limitada ao estado do Paraná. Na próxima semana ver-se-á como Abib Justus leva a sua «pequena economia» a todo o Brasil.


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7 1 8 4 5 9 3 2 3 1 4 6 5 8 2 www.hojemacau.com.mo 3 4 7 7 6 2 5 9 5 4 1 8 6 1 9 5 9 3 9 7 H8 U 7 M 1 7 0 - 9 8 %2 3•´ 6 2 4 6 8

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IF SOMETHING HAPPENS I LOVE YOU | MICHEL GOVIER E WILL MCCORMACK

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mentos inesperados, os 13 minutos mostram de forma delicada as memórias que persistem quando 6 se3perde5 um9familiar 1 7 e a importância de as 5 8 se 7apoiarem 4 3mu- 6 pessoas tuamente para superarem 6 1 2Salomé 5 9 a4tragédia. Fernandes 9 2 4 5 8 3

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STAND BY ME DORAEMON 2 [B] FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Ryuichi Yagi, Takashi Yamazaki 14.30, 16.30

FALADO EM COREANO LEGENDADO EM CHINÊS/INGLÊS Um filme de: Lee Yong Zoo Com: Gong Yoo, Park Bo Gum Jo Woo Jin, Jang Young Nam 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 2

Um filme de: Adam Wingard

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Com: Alexander Skarsgard, Millie Bobby Brown, Shun Oguri 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 3

GINTAMA THE VERY FINAL [B] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Chizuru Miyawaki 14.30, 19.30, 21.30

THE CROODS: NEW AGE [A] FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Joel Crawford 16.30

11 12 210 5 6 7 9 8 1 4 3 8 2 4 7 83 4 62 1 3 9 5 6 9 1 2 1 3 9 7 4 35 6 58 7 2 8 7 3 8 SEOBOK 4 6 2 2 1 83 9 7 78 5 1 6 7 8 76 5 16 4 2 3 1 9 2 3 5 7 9 6 8 2 4 1 58 7 3Fábrica 3 9 1 5Propriedade 6 8de2Notícias, 4 Lda Director Carlos 2 Morais 4 José 8 Editores 7 3João1Luz; José 9 C.5Mendes 6 Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 2 7 6 2 8 3Gonçalo 7 M.Tavares; 5 4 Gonçalo 9 1Waddington; Inês Oliveira; 5 João 7 Paulo 3 Cotrim; 1 2José Simões 6 4Morais; 8 Luis9Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e www. Carmo;4 Rosa2 Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; 5 1 7 9Olavo6 Rasquinho; 4 2 Paul3Chan8Wai Chi; Paula Bicho;4Tânia9dos 2Santos5Grafismo 8 7 1Rómulo 3 Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; Paulo 6 Borges, hojemacau. da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia com.mo 97 4 1 3 5 8GCS; 2Xinhua 1 Secretária 5 6de redacção 7 e Publicidade6Madalena 8 1 4 9 3 7 2 5 Welfare Morada Pátio da Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo 9 3

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David Chan

HORAS EXTRAORDINÁRIAS MACAU FOI afectado pela epidemia do novo coronavírus e, com muito menos turistas, a economia tem-se ressentido bastante. As pessoas podem considerar-se felizes quando têm trabalho. Mas também há quem faça horas extraordinárias. Este trabalho suplementar deve ser compensado com dinheiro ou com dias de descanso? No passado dia 8, a Assembleia Legislativa de Macau debateu a “Alteração à Lei do Orçamento para 2020”, tendo sido analisadas questões relevantes. Entre elas, a compensação das horas extraordinárias realizadas pelos trabalhadores do Parlamento. Entre Janeiro e Maio de 2020, os funcionários da Assembleia foram pagos pelas horas extraordinárias. Devido às restrições trazidas pela pandemia estes pagamentos foram suspensos depois do mês de Maio. Mas em Novembro a situação voltou a alterar-se. As horas extraordinárias voltaram a ser pagas. Para além disso, devido ao excedente orçamental, os funcionários podem escolher entre receber essas horas em dinheiro ou em tempo de descanso. Actualmente, as directrizes encorajam os funcionários a realizarem o seu trabalho no horário normal, de forma a fazerem o menor número de horas extraordinárias possível. Entre os deputados as opiniões dividem-se quanto à forma de compensar as horas extraordinárias. Deverão ser pagas em dinheiro ou em tempo de descanso? Muitos acreditam que só a compensação financeira é motivadora. Estes deputados defendem que o controlo orçamental não deve afectar os trabalhadores. A carga de trabalho na Assembleia Legislativa é cada vez maior. Como o quadro de pessoal não é alargado, os funcionários precisam

Esperemos que, à semelhança da Assembleia Legislativa, outros empregadores possam compensar financeiramente os funcionários que trabalham horas a mais. Desta forma, todos saem a ganhar

de trabalhar mais horas. Sem compensação monetária a motivação diminui. Na sessão de dia 8, chegou-se à conclusão que a Assembleia compreende a aspiração dos trabalhadores de verem pagas as horas que trabalham a mais, e que serão feitos os possíveis para a satisfazer se houver excedente orçamental. Devido a esta epidemia que já grassa há mais de um ano, muitas pessoas perderam o trabalho e outros viram o seu horário de trabalho reduzido. Se houver redução de horário vai haver redução de salário. As concentrações de trabalhadores afectados pela pandemia à porta da Direcção dos Serviços para osAssuntos Laborais reflectem o impacto desta situação. Hoje em dia não é fácil ter um trabalho estável. As horas extraordinárias permitem que os trabalhadores tenham um pagamento suplementar. Não só aumentam o rendimento, como aumentam a sensação de segurança. Claro que há sempre pessoas que não querem fazer horas extraordinárias. Evitar contactos directos é uma forma de reduzir a possibilidade de ser infectado. Ir para casa após o período normal de trabalho desfrutar do ambiente familiar, é uma boa forma de vida. Como parte do Governo da RAEM, as conclusões da Assembleia Legislativa reflectem a vontade de vir a pagar aos seus funcionários as horas que trabalharem para além do horário normal. A carga de trabalho no Parlamento tem vindo a aumentar. Sob as actuais directrizes governamentais, é natural que o quadro de pessoal não tenha sido alargado, mas é inevitável que venham a ser pagas as horas extraordinárias efectuadas pelos trabalhadores. As compensações pagas pelo empregador pelo trabalho dos funcionários são um reflexo do cumprimento de um dever. Os trabalhadores estão dispostos a fazer horas extraordinárias, desde que devidamente compensados, e o empregador compreende a necessidade de os compensar. Os dois lados compreendem-se entre si, o que é verdadeiramente raro. Para já, não vai ser fácil recuperar a economia de Macau. O desemprego e os cortes salariais vão continuar por algum tempo. A decisão da Assembleia Legislativa foi boa para os seus funcionários, mas também foi um exemplo para a sociedade de Macau. Esperemos que, à semelhança da Assembleia Legislativa, outros empregadores possam compensar financeiramente os funcionários que trabalham horas a mais. Desta forma, todos saem a ganhar. Quando a epidemia acabar, as condições sociais vão melhorar, a economia vai recuperar e haverá mais emprego. Esperamos que o futuro nos traga dias melhores.

Professor Associado da Escola Superior de Ciências de Gestão/ Instituto Politécnico de Macau • Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau • legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog


“É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente” PALAVRA DO DIA

Covid-19 Índia é o segundo país com mais casos ultrapassando o Brasil

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13.4.2021

Simone de Beauvoir

Pandemia Muçulmanos celebram segundo Ramadão com restrições Indonésia, o país com mais muçulmanos do mundo, iniciou ontem as celebrações do Ramadão e muitos países do Médio Oriente começam esta terça-feira a assinalar o mês do jejum, pelo segundo ano com restrições devido à pandemia. O Ministério dos Assuntos Religiosos indonésio declarou ontem o início do Ramadão, que durará até 12 de Maio, sem o tradicional êxodo de milhares de muçulmanos no final das celebrações, que foi proibido para limitar a propagação do novo coronavírus. O governo indonésio já tinha cortado de oito para cinco dias as férias por ocasião da Eid al-Fitr, a festa que marca o fim do jejum, e proibiu as viagens no país durante esse período. As autoridades estabelecerão controlos de tráfego e bloquearão as principais estradas, além de controlarem os portos do país. O Conselho dos Ulemas da Indonésia, a autoridade máxima em assuntos islâmicos, indicou em Março que a tomada da vacina contra a covid-19 não quebra o jejum, mas sugeriu que se realize à noite para evitar eventuais efeitos adversos em corpos debilitados, critério que não foi endossado pelas autoridades de saúde. Cerca de 88 por cento dos mais de 265 milhões de indonésios são muçulmanos. No Médio Oriente, o Ramadão também será celebrado com restrições, embora em geral menores do que as registadas em 2020.

terça-feira

Peter Stano, UE “Estamos a seguir de muito perto e com preocupação o incidente que ocorreu este fim de semana na instalação nuclear de Natanz, que pode ter sido um acto de sabotagem.”

IRÃO UE SEGUE “COM PREOCUPAÇÃO” INCIDENTE NUCLEAR EM NATANZ

Com dedo israelita? A U nião Europeia disse ontem estar a seguir com “preocupação” o incidente na instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, no Irão, após uma falha de energia que as autoridades iranianas alegam ter sido uma “sabotagem” cometida por Israel. “Estamos a seguir de muito perto e com preocupação o incidente que ocorreu este fim de semana na instalação nuclear de Natanz, que pode ter sido um acto de sabotagem. Este incidente tem de ser completamente esclarecido”, indicou o porta-voz do Serviço Europeu de Acção Externa (SEAE), Peter Stano, durante a conferência de imprensa diária da Comissão Europeia. Stano reagia assim a uma pergunta sobre um incidente nas instalações de enriquecimento de Urânio de Natanz, no Irão, que, na madrugada de domingo, teve uma falha eléctrica. As autoridades iranianas qualificaram a falha de energia na instalação

nuclear como um “acto de sabotagem”, responsabilizando Israel pelo incidente e prometendo “vingança”. Frisando que, até ao momento, ainda não houve “nenhuma atribuição oficial” relativamente a quem está por detrás do incidente, havendo “várias acusações” de que a UE “tem conhecimento”, Peter Stano afirmou que “qualquer tentativa” para “minar” ou “desviar” as conversas actualmente em curso para revitalizar o acordo nuclear com o Irão deve ser “completamente rejeitada”. “Tudo o que contribui para aumentar as tensões na região, ou seja, que não é propício para estas negociações, tem de ser rejeitado porque, no final de contas, se não houver uma solução diplomática para esta questão importante – e o acordo nuclear com o Irão é uma questão importante para a estabilidade regional e internacional –, não se conseguirá chegar a soluções sustentáveis”, destacou. Questionado ainda sobre o facto de, no sá-

bado, o Presidente iraniano, Hassan Rohani, ter inaugurado uma nova fábrica de montagem de centrifugadoras na mesma instalação nuclear de Natanz – permitindo assim ao Irão acelerar a produção e aumentar a qualidade de urânio, afastando ainda mais o país do acordo nuclear – , o porta-voz do SEAE referiu que a “UE nunca teve segredos relativamente às decisões, ações ou declarações do Irão que o afastam dos compromissos” assumidos no documento. “Mas esse é precisamente o objectivo das negociações, que ocorreram de maneira muito intensa nas últimas semanas, e que vão continuar esta semana, para tentar resolver todas as questões pendentes. (…) Todas as questões em aberto, ou até mesmo os problemas relacionados com o programa nuclear iraniano, devem ser abordados através destas negociações”, sublinhou. Enquanto coordenadora do Plano de Ação Conjunto Global (JC-

POA), Peter Stano reiterou assim que a União Europeia (UE) insta “todos” a que “se mantenham” no processo, “não o minem”, e “continuem a utilizar os meios diplomáticos” para o resolver.

Culpas formadas

O Irão acusou ontem Israel de responsabilidade num ataque que atingiu no domingo a instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, deixando entender que se registaram danos nas centrifugadoras e prometendo “vingança”. “Com esta acção, o regime sionista vingou-se do povo iraniano pela paciência e sabedoria que demonstrou enquanto aguardava pelo levantamento das sanções”, disse o porta-voz dos Negócios Estrangeiros do Irão, Said Khatibzadeh numa conferência de imprensa em Teerão. O Presidente, Hassan Rohani, tinha inaugurado a nova fábrica de montagem de centrifugadoras em Natanz 24 horas antes.

Índia é o segundo país mais afectado pela pandemia de covid-19, ultrapassando o Brasil depois de registar um valor máximo de 168 mil novas contaminações nas últimas 24 horas, segundo fontes oficiais. O país com 1,3 mil milhões de habitantes registou um aumento súbito de novas contaminações nas últimas semanas. Na Índia o número total de casos é actualmente de 13,5 milhões desde o início da crise sanitária sendo que o Brasil contabiliza um total de 13,48 milhões de contágios. Os especialistas alertam que a falta do uso de máscara de protecção sanitária, sobretudo nos estados indianos onde se têm realizado eleições ou grandes acontecimentos religiosos favorece a propagação do novo coronavírus. “Todo o país tem sido complacente - nós temos autorizado reuniões sociais, religiosas e políticas”, disse à France Presse Rajib Sasqupta, professor na Universidade de Medicina de Jawaharlal Nehru acrescentando que “as pessoas não respeitam” a distância de segurança sanitária. A Índia registou mais de 873 mil contágios nos últimos sete dias, um aumento de 70 por cento em relação à semana anterior, de acordo com a contagem efetuada pela AFP. Em comparação, o Brasil registou cerca de 487 mil novos casos em igual período, uma tendência de alta de 10 por cento, comparando com os valores da semana anterior. Os Estados Unidos, país mais afectado pela crise sanitária, contabilizou 490 mil casos na última semana, com uma tendência de aumento de 09 por cento. Bombaim admite aplicar medidas de confinamento total, uma medida drástica que o governo federal pretende adoptar para proteger a economia local que já foi severamente tocada desde o início da pandemia.


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Hoje Macau 13 ABRIL 2021 #4746 by Jornal Hoje Macau - Issuu