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Nº 4745 SEGUNDA-FEIRA 12-4-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
MOP$10
MUNDO CÃO Um edifício industrial, na zona da Estrada do Pac On, alberga cerca de 100 animais em condições que representam um perigo para a saúde pública. Os ratos proliferam no local e o cheiro nauseabundo espalha-se pelo imóvel que acolhe também algumas empresas. Enquanto a proprietária das fracções que alojam os cães lhes tenta dar outro destino, para o IAM, que diz estar a acompanhar a situação de perto, está tudo bem. GRANDE PLANO
COVID-19
VACINAÇÃO
LIVRO
CHINA | MULTA
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EVENTOS
PÁGINAS 10-11
QUARENTENA FINTADA UM HOMEM, DUAS VACINAS PORTUGUÊS PARA MIÚDOS ALIBABA E OS MILHÕES
2 grande plano
ANIMAIS
Escada acima
Não é preciso chegar ao segundo andar, onde estão alojados os cães, para se sentir o cheiro. O HM esteve no local, tendo sido possível comprovar que em várias áreas comuns do edifício, incluindo corredores, patamares e escadas, a atmosfera
FOTOS DO RELATOR
O
cenário é rocambolesco e as queixas sucedem-se há meses. O facto de a recém-criada associação de protecção dos animais “心肝寶貝浪浪義工團” (ainda sem nome em português) ter alugado um espaço num edifício industrial para acolher cães abandonados, tem suscitado apreensão ao nível de eventuais perigos para a saúde pública, mas também quanto às condições em que vivem os próprios animais. O edifício localiza-se nas redondezas da Estrada do Pac On e a fracção em causa alberga cerca de 100 cães, revelou ao HM a fundadora da associação que gere o alojamento, Anita Cheang. De acordo com o relato apresentado ao HM, por uma fonte que pediu para não ser identificada, a situação terá começado “há cerca de seis ou sete meses atrás”, após as duas fracções em causa terem sido arrendadas para albergar cães. Pouco tempo depois, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) terá sido chamado ao local para averiguar a situação, tendo afirmado que tudo estaria dentro da legalidade, dado que os animais têm acesso a água e comida. No entanto, segundo a mesma fonte, com o passar do tempo “o cheiro “nauseabundo foi aumentando” e a qualidade de vida no andar “deteriorou-se bastante”, manifestando-se inclusivamente numa “insuportável” infestação de ratos. “Trabalha ali muita gente e eu vejo nesta situação um caso de perigo para a saúde pública. Além de que, os próprios cães estão em sofrimento. Ouve-se constantemente os cães a ladrar e a agredir-se uns aos outros (...) até porque não vejo cães a sair de lá para ser passeados. Os cães estão lá fechados dia e noite”, partilhou a mesma fonte. Sublinhando ser da opinião de que se trata de um caso de saúde pública e de protecção dos direitos dos animais, o queixoso contou ainda que, após uma segunda visita, o IAM terá dito que não pode intervir porque os animais não se encontram em espaços comuns, mas sim em propriedade privada. “Na minha óptica isto é o mesmo do que alguém ter a música alta em casa e a polícia for chamada a intervir. Por isso, não sei até que ponto haver um cheiro nauseabundo num prédio também não será motivo para se fazer alguma coisa”, partilhou.
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A ladrar para
CÃES ACOLHIDOS EM EDIFÍCIO INDUSTRIAL LEVANTAM QUESTÕES DE SAÚDE PÚBLICA
Fundadora de associação dedicada à protecção dos animais alugou duas fracções num edifício industrial perto da Estrada do Pac On para acolher cerca de 100 cães abandonados. O caso veio a lume após um relato anónimo que considera a situação perigosa para a saúde pública, dado o cheiro “nauseabundo” e a infestação de ratos que surgiu no edifício onde trabalham várias pessoas. O IAM diz estar a acompanhar a situação “de perto” e que não foram detectadas “irregularidades”
foi efectivamente afectada pela presença dos animais. No mesmo corredor onde estão albergados os animais e onde a luz quase não entra pelo meio de maquinaria e mercadoria amontoada, estão várias empresas, entre as quais uma padaria. No andar de baixo há uma outra empresa dedicada a serviços de transporte e a serviços fúnebres de animais de estimação chamada “Pet Paradise”, que garante nada ter a ver os animais acolhidos por Anita Cheang. Contactada pelo HM, a fundadora da associação revela que o espaço que arrendou já alberga cerca de 100 cães e que esta foi a solução encontrada para continuar a proporcionar uma vida melhor aos animais vadios com os quais se depara na rua ou que precisam de apoio, sobretudo por temer que acabem abatidos, caso permaneçam ao abandono Afirmando que desde 2015 tem levado uma vida dedicada a ajudar os animais, Anita Cheang, partilha ainda que, antes de alojar os cães na actual morada na zona do Pac On, estes estavam num outro edifício situado em Coloane, do qual
teve de sair devido à decisão do proprietário de vender o imóvel. Questionada sobre se considera que albergar os animais nas actuais condições e num edifício industrial pode constituir um perigo para a saúde pública, Cheang admite que o cenário não é o ideal e que está actualmente a procurar um novo espaço para os cães, mas descarta responsabilidades relativamente à infestação de ratos.
“Trabalha ali muita gente e eu vejo nesta situação um caso de perigo para a saúde pública. Além de que, os próprios cães estão em sofrimento.” QUEIXOSO
“De facto, os ratos são muitos e podem afectar a saúde pública, mas não posso usar veneno ou acabo a matar os meus cães. O máximo que posso fazer, e faço sempre que tenho tempo, é limpar todo o piso,
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var o contrato de arrendamento”, acrescentou.
Tudo controlado
Em resposta enviada ao HM, o IAM diz ter conhecimento do caso e que, desde o final do ano passado, tem enviado funcionários para garantir que, tanto o bem-estar dos animais, como a saúde pública estão assegurados. “O IAM está a acompanhar de perto a situação do alojamento em questão, que é mantido por um grupo de protecção animal de Macau. Desde o quarto trimestre do ano passado que o IAM tem enviado funcionários mensalmente para inspeccionar se as condições do local estão em linha com o estipulado na Lei de Protecção
“Se tivesse mais recursos claro que já tinha encontrado um espaço melhor para os animais.” ANITA CHEANG 心肝寶貝浪浪義工團
“[O IAM] continuará a supervisionar este local em questão e outros similares por forma a garantir a saúde pública, o bem-estar dos animais e o cumprimento da lei.” INSTITUTO PARA OS ASSUNTOS MUNICIPAIS
dos Animais, assim como o bem-estar dos animais. Não foram detectadas irregularidades”, pode ler-se na nota. Por outro lado, o organismo sublinha que a entidade que gere o espaço “deve cumprir as medidas necessárias para evitar impactos na saúde pública”, tendo sido já prestado o devido aconselhamento. “Relativamente ao mau cheiro, o IAM prestou aconselhamento aos responsáveis e indicou medidas para realizarem melhorias das condições sanitárias e continuará a supervisionar este local em questão e outros similares por forma a garantir a saúde pública,
“É uma pena que, numa terra onde há tanto dinheiro não tenhamos um Governo que tenha vontade de dar um exemplo ao mundo”
RÓMULO SANTOS
as paredes incluindo as áreas comuns. Não é razoável pensar que são os cães que atraem os ratos, mas sim que a comida é que é a principal fonte de propagação. Não sei de onde vêm os ratos, mas toda a gente tem o dever de assumir as suas responsabilidades, até porque no mesmo andar existe, por exemplo, uma fábrica de alimentos”, partilhou. Sobre as queixas relativas ao mau cheiro, Anita Cheang aponta que tem vindo a ser recorrentemente multada pelo IAM no seguimento das várias queixas apresentadas. Cheang conta ainda que a pandemia tem dificultado em muito o apoio prestado aos animais, até porque, para além de ter perdido o emprego, as despesas mensais com a alimentação e cuidados médicos dos cães que acolhe “são caras” e dependem maioritariamente do seu investimento pessoal e de doações. “Se tivesse mais recursos claro que já tinha encontrado um espaço melhor para os animais. De qualquer forma, estou ciente que esta é uma morada temporária e que, no futuro, vou mudar-me, até porque devido às queixas, estou certa que não vou conseguir reno-
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FÁTIMA GALVÃO MASDAW
o bem-estar dos animais e o cumprimento da lei.”
Problema maior
Contactada pelo HM, Fátima Galvão fundadora da Masdaw – Associação de Cães de Rua e Protecção dos Animais de Macau, considera que infelizmente este tipo de situações, em que a população acaba por tomar as rédeas no que toca a resgatar e prestar apoio aos animais, são recorrentes no território, acabando por criar situações indesejáveis, sobretudo quando Macau “tem tudo para ser um exemplo” nesta matéria. “Se o Governo tivesse vontade esta situação era resolvida muito rapidamente, inclusivamente envolvendo clínicas particulares para esterilizar os animais. Macau podia dar um exemplo ao mundo. Há tantos terrenos que o Governo está a reaver, que era perfeitamente possível criar um ‘santuário’, vedar um espaço onde os animais pudessem viver e depois colocá-lo à responsabilidade das associações, por exemplo. De facto, não se justifica que as associações tenham de ter os animais em edifícios industriais, não é saudável. Os animais devem viver ao ar livre e de se exercitar. Tudo isto é um contra-senso. É uma pena que, numa terra onde há tanto dinheiro não tenhamos um Governo que tenha vontade de dar um exemplo ao mundo”, referiu. Sobre o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo IAM, Fátima Galvão aponta haver melhorias, mais concretamente um “esforço” para não abater cães e comunicar com as associações que, na maior parte dos casos, tal como acontece na Masdaw, “estão a abarrotar de cães”. Sobre Anita Cheang, que afirma conhecer, a fundadora da Masdaw aponta que “é uma pessoa com um grande coração que vive completamente dedicada aos animais e desenvolve um esforço absolutamente incansável”. “No dia 1 de Janeiro de 2021 às 4 da manhã, a Anita andava a alimentar cães ao frio”, partilhou. Quanto ao futuro, Fátima Galvão espera que o Governo “comece a pensar em fazer alguma coisa por quem tanto faz pelos animais”, arranjando espaços para as associações e envolvendo as mesmas na procura de soluções. Pedro
Arede e Nunu Wu
AL Agnes Lam pede esterilização de animais e colaboração com associações
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GNES Lam considera que o Executivo deve encontrar soluções para pôr termo ao “círculo interminável em que o Governo captura os animais e, depois, a população é que os salva”. Afirmando ter recebido pedidos de apoio de vários voluntários que não têm capacidade de adoptar cães e gatos vadios e cujos encargos financeiros atingiram um nível “insuportável”, a deputada quer que Governo e população “estejam do mesmo lado”, defendendo planos de esterilização e a criação de zonas de protecção. “Como os residentes não querem que os animais sejam abatidos e o Governo precisa de garantir a sanidade e a prevenção de epidemias na cidade, algumas associações de protecção dos animais apresentaram, há anos, o Programa de esterilização dos gatos e cães vadios (TNR), propondo ao Governo a atribuição de terrenos para criarem zonas de protecção para asilo dos gatos e cães vadios. O Governo poderia continuar a capturar animais vadios e, depois da esterilização, estes seriam colocados nessas zonas de protecção, e as associações responsáveis pela sua gestão e os cidadãos poderiam tomar conta deles e apelar à sua adopção”, defendeu Agnes Lam na passada quinta-feira, na Assembleia Legislativa (AL), durante o período dedicado às intervenções antes da ordem do dia. Para a deputada, caso a actual situação persista “os recursos das associações de protecção dos animais vão acabar por esgotar-se um dia, pois estas têm, constantemente, de salvar os animais do abate”.
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AstraZeneca Agnes Lam questiona importação
Agnes Lam escreveu uma interpelação a pedir ao Governo que reconsidere que importação de vacinas produzidas pela AstraZeneca. Quando o Governo anunciou o programa de vacinação tinha indicado que esta vacina chegaria a Macau no terceiro trimestre deste ano. No entanto, têm sido vários os problemas relacionadas com a segurança do produto, nomeadamente o efeito secundário de causar coágulos no sangue. Este efeito foi confirmado na semana passada pela Agência Europeia de Medicamentos. Face ao desfecho, Agnes Lam considera que os stock de vacinas em Macau é suficiente e alerta o Executivo que a população pode não estar disponível para utilizar este produto. Neste sentido, Agnes Lam pergunta o Governo se vai ouvir a população e reconsiderar a importação da AstraZeneca.
Vong Hin Fai, deputado “Alguns membros insistiram que o exercício da actividade sindical ou a doação de sangue deve constar na lista de faltas justificáveis (…), mas o Governo manteve a sua posição.”
Aqui não se mexe
Deputados pediam que actos como doações de sangue ou participação em actividades sindicais passassem a ser considerados válidos para faltas justificadas, mas o Governo não aceitou incluir estas matérias na proposta de lei de alteração ao estatuto do pessoal docente
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S deputados tentaram, mas o Governo não cedeu. Apesar da insistência de alguns membros da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), para que motivos como o exercício de actividade sindical ou a doação de sangue fossem integrados no âmbito das faltas justificadas, o novo texto da proposta de alteração ao estatuto do pessoal docente submetido pelo Governo não inclui alterações nesta matéria. Após uma reunião que contou com a presença da secretária para os Assuntos Sociais e Cultura,
Elsie Ao Iong U, o presidente da 3.ª Comissão Permanente da AL, Vong Hin Fai explicou que o Governo está firme em manter a posição inicial plasmada na versão inicial da proposta de lei, até porque o que está em causa são situações como a falta de comparência a exames ou reuniões de avaliação de alunos. “Alguns membros insistiram que o exercício da actividade sindical ou a doação de sangue deve constar na lista de faltas justificáveis (…), mas o Governo manteve a sua posição”, vincou o deputado na passada sexta-feira.
Recorde-se que de acordo com o diploma, as faltas a exames ou reuniões de avaliação de alunos só podem ser justificadas por motivo de casamento, maternidade, paternidade, falecimento de familiares, doença, acidente de serviço, prestação de provas em curso, isolamento profilático, adopção, prisão preventiva, cumprimento de obrigações legais e motivos não imputáveis ao docente.
Braço torcido
Alterado foi, contudo, o artigo que impedia os professores despedidos após processo disciplinar
de exercer funções em escolas oficiais, mesmo depois de reabilitados. Segundo Vong Hin Fai, depois de ouvir as opiniões dos membros da Comissão, o Governo voltou atrás. “No novo texto da proposta de lei, o Governo introduziu as opiniões expressas pela comissão, que referiu existirem normas semelhantes em profissões como a de contabilista. Ou seja, depois de reabilitados, os docentes podem concorrer a funções nas escolas oficiais”, referiu Vong Hin Fai. O Executivo mostrou também ser permeável às opiniões dos deputados sobre o exercício de funções docentes em comissão de serviço, dado que foi fixado um limite máximo de três renovações anuais para os funcionários contratados em comissão de serviço. “O modelo de comissão de serviço é só para contratar docentes em situações bastante especiais ou quando há falta de pessoal. Depois de ouvir a opinião da Comissão foi (…) afixado um limite máximo, ou seja, a comissão de serviço tem o limite máximo de um ano escolar, renovável até ao limite de três anos escolares”, transmitiu o deputado. Pedro Arede
Habitação económica Ng Kuok Cheong interroga Executivo
O deputado Ng Kuok Cheong quer saber se o Governo está pronto para avançar com uma reforma legal que permita candidaturas para a compra de habitações económicas a qualquer altura. O actual sistema apenas permite candidaturas quando são realizados concursos. Porém, de acordo com o democrata, uma vez que o Governo agora diz que a falta de terrenos para a construção de habitação económica já não se verifica, está na altura de avançar com uma mudança legal para as candidaturas estarem abertas ininterruptamente. A questão faz parte de uma interpelação divulgada por Ng Kuok Cheong, que é igualmente utilizada para questionar as medidas tomadas pelo Governo para garantir que todos os residentes têm acesso a uma habitação. RÓMULO SANTOS
PROFESSORES GOVERNO NÃO CEDE SOBRE FALTAS JUSTIFICADAS
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DEPUTADO MAK SOI KUN JUSTIFICA VOTO CONTRA DEBATES
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Apassada quinta-feira, Mak Soi Kun votou contra a promoção de vários debates sobre os meios de pagamento electrónico. No entanto, ontem justificou o sentido de voto num comentário publicado na rede social Facebook. “Votei contra porque, dias antes de ser feita a votação, tive conversações com o Governo
e senti que estavam de boa-fé na resolução deste problema”, começou por explicar. “Como senti que o Governo estava a ouvir as opiniões da população de uma forma sincera e que estava disponível para ouvir os deputados [...] votei contra as propostas”, acrescentou. No mesmo texto, Mak Soi Kun afirmou
acreditar que o Governo vai reduzir a proporção do gasto de 30 patacas para obter um cupão de 10 patacas, assim como permitir que as pessoas recorram aos cartões de consumo distribuídos no ano passado. Sobre um outro tema, Mak Soi Kun divulgou uma interpelação escrita em que considera que um
dos factores para avaliar o desempenho do Governo prende-se com a resposta às interpelações escritas dos deputados dentro dos prazos legais, ou seja 30 dias, e defendeu a necessidade da taxa ser de 100 por cento. A ideia consta de uma interpelação do legislador, citada ontem pelo canal chinês da Rádio
Macau, em que é divulgado que no quarto trimestre do ano passado a taxa de respostas nos prazos legais foi de 99,59 por cento. Mak Soi Kun elogiou o aumento da taxa de resposta que no terceiro trimestre do ano passado tinha sido de 98,03 por cento e nota que já está a “produzir resultados positivos”.
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CHEQUES PECUNIÁRIOS DISTRIBUIÇÃO ARRANCA HOJE
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EM hoje início a distribuição dos cheques à população no âmbito do Plano de Comparticipação Pecuniária para este ano, uma medida antecipada pelo Executivo devido à pandemia da covid-19. Hoje, segunda-feira, recebem o cheque os beneficiários de vários apoios do Governo, como é o caso dos beneficiários dos subsídios para idosos, pessoal docente, bolseiros da Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude, funcionários públicos reformados e beneficiários da pensão de sobrevivência. Esta terça-feira recebem o cheque todos os residentes que tenham optado pelo pagamento através de transferência bancária, seguindo-se os beneficiários do subsídio de invalidez. O cheque dos beneficiários do apoio económico do Instituto de Acção Social chega esta quarta-feira. Seguem-se os funcionários públicos que não optaram pela recepção do cheque na conta bancária e os restantes residentes permanentes e não permanentes, num calendário que só fica concluído a 7 de Junho (para pessoas nascidas entre 2014 e 2020). O Governo decidiu manter os montantes dos cheques pecuniários, de dez mil patacas para residentes permanentes e seis mil patacas para residentes não permanentes.
Cupões electrónicos Governo anuncia hoje novo plano de apoios
O Executivo anuncia hoje os detalhes do “projecto de melhoramento do Plano de benefícios do consumo por meios electrónicos”, que tem sido alvo de várias críticas por parte de deputados, dirigentes associativos e população. No passado dia 23 de Março, o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, garantiu que o Governo iria auscultar as opiniões da sociedade e que esta medida pretende “levar à circulação de capitais na economia local para a promover, estabilizar as empresas e garantir os empregos”. Ho Iat Seng lembrou que o programa dos cupões electrónicos “levantou várias questões no seio da sociedade”, tendo lamentado que “seja complexo para a população, que resultou na falta de consideração por parte do Governo”. O líder do Governo acrescentou ainda que os novos cupões electrónicos podem vir a conceder descontos imediatos sem consumo prévio “como no caso dos idosos”, ou ainda prever “uma parte [do montante de apoio] em numerário e outra em cartão, tal como foi sugerido.
CRIMES SEXUAIS WONG KIT CHENG DEFENDE CRIMINALIZAÇÃO DO ASSÉDIO VERBAL
Cuidado com a língua A deputada está preocupada com o assédio sexual e com o aumento de crimes contra crianças. Nas propostas apresentadas numa interpelação escrita é defendida a criminalização do assédio “mental”
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deputada Wong Kit Cheng, apoiada pela Associação Geral das Mulheres de Macau, considera que é necessário criminalizar o assédio sexual verbal e mental. A defesa da criminalização é feita numa interpelação escrita enviada pela legisladora ao Governo, que foi divulgada publicamente ontem. “Os actuais artigos da lei [contra os crimes sexuais] apenas criminalizam o ‘comportamento indecente’ que implica contacto sexual e assédio. Isto significa que é impossível criminalizar o assédio mental, verbal e outros tipos de comportamentos de assédio sexual, que impede que este
fenómeno seja reduzido”, afirma Wong Kit Cheng. A deputada não oferece uma definição de assédio mental durante a interpelação, mas questiona o Governo sobre se há planos de criminalização. “Já passaram mais de três anos desde a última revisão, em 2017, dos artigos do código civil sobre os crimes sexuais. Será que as autoridades já fizeram um estudo sobre a implementação e eficácia das alterações dessa altura?”, pergunta. “E quando é que vai haver estudos para que o assédio mental, verbal e outros tipos de assédio seja incluídos nas leis para aumentar o efeito dissuasor desses actos?, questiona. Outra questão levantada por Wong Kit Cheng, está relacionada
com o aumento dos crimes sexuais com crianças. A deputada recorda as estatísticas oficiais, e os 24 casos de crimes sexuais contra crianças ocorridos em 2020, um valor que mais do que duplicou em comparação com 2019. “Quase 70 por cento dos criminosos eram familiares, colegas de turma ou professores das vítimas”, sublinhou.
Menores e assédio
Em relação aos crimes contra crianças, a legisladora partilhou
“É impossível criminalizar o assédio mental, verbal e outros tipos de comportamentos de assédio sexual, que impede que este fenómeno seja reduzido.” WONG KIT CHENG DEPUTADA
também a preocupação de alguns dos crimes denunciados terem acontecido há mais de 10 anos, o que no entender dela mostra que as crianças não sabem como agir. Por isso, Wong quer saber se o Governo vai aumentar a pena mínima para estes crimes e se tem planos para criar uma base de dados com os criminosos sexuais, para reduzir o problema “na fonte”. Ainda no campo dos crimes sexuais, Wong mostra-se preocupada com o assédio sexual no trabalho, porque diz que é muito difícil recolher provas e que os agressores tendem a aproveitar oportunidades em que a vítima está sozinha. Neste cenário quer saber se vai haver um departamento exclusivo só para este tipo de crimes: “Ao nível da prevenção e da aplicação da lei, será que as autoridades vão estudar o estabelecimento de um departamento dedicado aos casos de assédio sexual e a encorajar as vítimas a fazerem denuncias?”, pergunta. João Santos Filipe
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DSEDJ Jardins-de-infância com menos inscritos
No próximo ano, os jardins-de-infância vão contar com 5.700 crianças inscritas para um total de 6.300 vagas, de acordo com os números divulgados no sábado pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). Segundo o subdirector da DSEDJ, Kong Chi Meng, há vagas suficientes para todos os interessados e 90 por cento das crianças vão mesmo entrar nos Jardins que tinham escolhido. A redução do número de inscritos foi explicada com a natalidade em Macau. Ainda de acordo com as explicações de Kong, a DSEDJ e as escolas vão manter as vias de comunicação para que as vagas se articulem a curto, médio e longo prazo à taxa de natalidade.
Ensino Ung Choi Kun defende permanência de estudantes do Interior
A polícia anunciou a detenção de um residente de Macau com 51 anos que foi apanhado em roubar em dois supermercados. Segundo as autoridades, em três ocasiões o homem roubou bens no valor de 5.600 patacas. Entre os produtos roubados, constam alimentos, bases para pauzinhos, produtos de beleza, entre outros. A identificação do homem foi feita com recurso ao sistema de videovigilância “Olhos no Céu” e o caso já foi reencaminhado para o Ministério Público.
QUARENTENA HOMEM SAIU DO HOTEL SEM AUTORIZAÇÃO
Pela calada da tarde
Crime Detido por roubar em dois supermercados
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Ciência Feira mobilizou 137 alunos do secundário
Um residente que estava sob observação médica na Pousada Marina Infante saiu do hotel sem autorização na sexta-feira, sendo encontrado pelas autoridades cerca de 10 horas depois. Depois da quarentena, o caso vai ser encaminhado para as entidades judiciárias M homem de 77 anos saiu do hotel onde estava a cumprir quarentena na sexta-feira, sem autorização, comunicou o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus. O alerta foi lançado pela Pousada Marina Infante, por volta das 16h50. O caso foi detectado depois de os Serviços de Saúde terem ligado duas vezes para o quarto do hotel, sem conseguirem entrar em contacto com o residente. Um segurança do hotel deslocou-se ao quarto, mas como não obteve resposta abriu a porta, verificando que o indivíduo não estava lá. Através do sistema de monitorização de segurança do hotel, verificou-se que o homem saiu
do quarto pelas 13h14, quando o segurança estava a fazer a inspecção noutros andares do hotel. De acordo com o Centro de Coordenação, o indivíduo desceu as escadas de emergência, pelas traseiras, e saiu pela porta de emergência. Foi visto
“Após concluído o isolamento, essa pessoa será encaminhada para as entidades oficiais judiciárias para o acompanhamento necessário.” CENTRO DE COORDENAÇÃO
no exterior na direcção do Hotel Broadway pela vigilância, por volta das 13h22. A Polícia Judiciária encontrou o indivíduo no mesmo dia, quando eram cerca de 23h, encaminhando-o para o Centro Hospitalar Conde São Januário para ser submetido a um teste de ácido nucleico para a covid-19, que deu negativo. Depois da análise, foi transportado de volta para o hotel.
Segurança 24h
“As autoridades de saúde emitiram uma notificação do isolamento obrigatório a este indivíduo e os departamentos competentes tomarão medidas especiais para fortalecer a supervisão desta pessoa. Após concluído o isolamento, essa pessoa será encaminhada para
as entidades oficiais judiciárias para o acompanhamento necessário”, diz o comunicado. O quarto do indivíduo vai passar a ter segurança permanente durante 24 horas. “Em resposta ao incidente os Serviços de Alfândega, os Serviços de Saúde e a Direcção dos Serviços de Turismo decidiram fortalecer a comunicação e tomar medidas adequadas para preencher as lacunas de segurança”, refere também a nota. O residente permanente de Macau deslocou-se a Hong Kong pela Ponte do Delta na primeira semana de Abril. No entanto, como não aceitou as medidas locais de quarentena regressou à RAEM, precisando de ser submetido a observação médica. Salomé Fernandes
A polícia anunciou a detenção de um residente de Macau com 51 anos que foi apanhado em roubar em dois supermercados. Segundo as autoridades, em três ocasiões o homem roubou bens no valor de 5.600 patacas. Entre os produtos roubados, constam alimentos, bases para pauzinhos, produtos de beleza, entre outros. A identificação do homem foi feita com recurso ao sistema de videovigilância “Olhos no Céu” e o caso já foi reencaminhado para o Ministério Público.
Um total de 137 alunos de 17 escolas participou na segunda Feira Conjunta de Ciência, que decorreu no sábado, no Centro de Ciência, de acordo com o canal chinês da Rádio Macau. Na feira, os alunos foram encorajados a apresentar projectos de ciência desenvolvidos por si. Um dos projectos apresentados por alunos da Escola Colégio Perpétuo Socorro Chan Sui Ki consistiu num mecanismo para desinfectar automaticamente os botões dos elevadores. Em declarações aos jornalistas Sally Pun, presidente da comissão organizadora, admitiu que organizar o evento em tempos de pandemia foi um desafio maior, mas destacou a presença de escolas do Interior, que no seu entender contribui para aprofundar a integração de Macau.
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COVID-19 RESIDENTE INOCULADO COM DOIS TIPOS DIFERENTES DE VACINA
Uma vacinação criativa Autoridades dizem que a saúde do homem não está em causa. Funcionário é responsabilizado por ter actuado de “forma negligente” e só ter verificado o erro depois da vacinação O comunicado do Governo identifica a Sinopharm como produtora da vacina inactivada, mas não identificada a BioNTech como produtora da vacina mRNA.
Efeitos secundários regulares
Na mesma mensagem, é ainda explicado que não foram apresentados efeitos secundários agravados pelo homem: “Após a vacinação este residente não teve qualquer indisposição nem
manifestou, após avaliação pelo pessoal de saúde, nenhuma condição de saúde anormal, tendo sido posteriormente encaminhado para uma consulta por prescrição médica no centro de saúde”, foi avançado. Os SSM explicaram igualmente que, de acordo com a informação existente, não há dados que provem os efeitos secundários das vacinas sejam “aumentados” neste tipo de situações. Mas, o mesmo não acontece com
O Governo culpou também um funcionário pelo ocorrido, por não ter verificado qual tinha sido a primeira vacina administrada
a eficácia da vacinação, que pode ficar reduzida. O Governo culpou também um funcionário pelo ocorrido, por não ter verificado qual tinha sido a primeira vacina administrada. “Os Serviços de Saúde lamentam o facto do profissional de saúde, por negligência, não ter verificado com cuidado o registo de vacinação do utente daí que deram início a uma investigação interna para melhorar os procedimentos existentes”, foi dito. “Os Serviços de Saúde garantem que vão proceder uma investigação cuidada para inteirar-se do incidente, apresentando desculpa ao residente pelo acto cometido de forma negligente”, é acrescentado. Após este caso, os SSM anunciaram que o esquema de marcações online foi alterado para impedir que uma pessoa que tenha sido vacinada com um tipo de vacina na primeira dose não possa alterar esse tipo na segunda marcação. João Santos Filipe
PUB.
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M residente foi inoculado com doses de vacinas diferentes na passada sexta-feira, mas não apresenta sinais de mal-estar. O caso foi revelado no dia do incidente pelos Serviços de Saúde (SSM), que assumiram que o acto foi cometido de “forma negligente” por um funcionário. No dia 11 de Março, o residente deslocou-se aos Centro de Saúde dos Jardins do Oceano e levou a vacina da Sinopharm, como havia feito a marcação online.
Bolsas de Estudo “Uma Faixa, Uma Rota” de 2021 Bolsas de Estudo no Exterior Todavia, na passada sexta-feira, quando fez uma nova marcação para ser vacinado com a segunda dose, o homem escolheu como opção o produto da BioNTech, desenvolvido com a Pfizer, e foi vacinado. “Após investigação preliminar verificou-se que apesar do sistema de marcação ter assumido que o residente já tinha administrado a primeira dose da vacina inactivada da Sinopharm contra a COVID-19, o utente, por sua iniciativa, alterou, as informações da primeira dose para a vacina de mRNA, ou seja, a segunda
dose, também, passou a ser a vacina de mRNA”, explicaram, em comunicado, os SSM. Só depois de ter sido administrada aquela que seria a segunda dose da vacina é que a pessoa responsável percebeu que o homem tinha sido inoculado com doses de produtos diferentes: “Só após a vacinação realizada no Centro de Saúde é que o profissional de saúde descobriu que a primeira dose da vacina administrada ao residente tinha sido a vacina inactivada da Sinopharm”, foi admitido.
Habitação Fundo de Reparação Predial distribui 12 milhões No primeiro trimestre do ano, o Conselho Administrativo do Fundo de Reparação Predial aprovou 198 candidaturas, num montante superior a 12 milhões de patacas. Os dados foram disponibilizados em chinês pelo Instituto de Habitação e
o montante triplicou quando comparado com o período homólogo. De acordo com os mesmos dados, até 31 de Março deste ano houve 4.680 candidaturas ao fundo que foram aprovadas, que envolvem 3.334 edifícios um montante superior a
460 milhões de patacas. O Fundo de Reparação Predial foi criado em 2007 e visa dar apoio financeiro para a realização de obras de conservação e reparação que contribuam para a segurança e salubridade ambiental dos edifícios privados da RAEM.
Prazo de candidatura De 12 de Abril a 28 de Maio de 2021 Requisitos de candidatura I. Residente permanente da RAEM 1. Estar a frequentar o último ano do ensino secundário de uma escola de Macau, e 2. Pretender frequentar um curso de licenciatura, em regime de frequência obrigatória e a tempo inteiro, em instituição de ensino superior do Brasil, Malásia, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Camboja, Vietname, Bangladesh, ou Hungria. II. Cidadão do Interior da China 1. Ter residência familiar registada em Guangdong ou Fujian; 2. Ser finalista de curso de licenciatura ministrado por uma instituição de ensino superior de Macau, e 3. Pretender frequentar curso de mestrado, em regime de frequência obrigatória e a tempo inteiro, em instituição de ensino superior de Portugal, Brasil, Malásia, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Camboja, Vietname, Bangladesh, ou Hungria. Informações adicionais: www.fmac.org.mo Local de apresentação da candidatura Av. de Almeida Ribeiro, n.ºs 61-75, Circle Square, 7.° andar, Macau Contacto: 87950920 ou 87950913 / db_info@fm.org.mo
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PORTUGUÊS TERESINHA GABRIEL LANÇA LIVRO DIDÁTICO PARA CRIANÇAS
Studio City Disponíveis passes diários para parque aquático
UM Seminário explora relações entre China e países de língua portuguesa
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Universidade de Macau (UM) realiza amanhã um seminário intitulado “Governança global e o desenvolvimento de relações entre a China e países de língua portuguesa no novo contexto”, que vai contar com especialistas e académicos de Macau e da China Continental. O seminário decorre entre as 9h e as 16h, no auditório da biblioteca da universidade, e é aberto ao público. Em comunicado, a UM aponta que com a pandemia surgiram mudanças e novos desenvolvimentos na economia e política global. “Neste ponto crítico e tendo como pano de fundo o rápido desenvolvimento da área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, este seminário pretende fornecer uma plataforma para uma análise abrangente do ambiente externo e condições de desenvolvimento enfrentadas pela China e Macau”, observa. O debate vai abordar tópicos como a cooperação entre a China e os países de língua portuguesa, bem como é que Macau pode desempenhar o papel de facilitar a “circulação interna” no país, ligar os mercados doméstico e internacional e promover a abertura da China. Para isso, conta com representantes de diferentes instituições de ensino superior local, da Chinese Academy of Social Sciences e da Chinese University of Hong Kong (Shenzhen).
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Confrontada com o problema do envio de materiais educativos para Macau, Teresinha Gabriel decidiu lançar um livro de actividades voltado para o ensino do português aos mais pequenos. Uma ferramenta que junta gramática à capacidade de lidar com emoções
HOJE MACAU
Passam hoje a estar disponíveis os passes diários para entrada no parque aquático do Studio City, que vai abrir no dia 22 de Maio. Em comunicado, a Melco refere que os passes têm um custo de 388 patacas. O espaço abrange instalações como a “highPoint twister”, uma torre de 20 metros de altura com cinco escorregas, uma “pequena lagoa”, descrita como um local seguro desenhado para crianças ou o “super tufão”, que consiste num túnel tortuoso com faixas brilhantes. Note-se que a participação nas actividades do parque é proibida a grávidas, pessoas com condições cardíacas ou a quem sofre de claustrofobia, entre outras.
Caminhos do sab ideia de criar um livro de actividades para apoiar a aprendizagem da língua portuguesa surgiu a Teresinha Gabriel de forma espontânea, depois de procurar materiais educativos para a filha que começou o ano lectivo na primária. “Houve o problema do envio para Macau e daí surgiu a ideia em meados de Dezembro: porque não fazer um livro adaptado às necessidades dela? Assim também posso contribuir um pouco para as crianças de famílias de língua materna chinesa”, contou ao HM. A autora do livro explicou que contacta com pais que enfrentam dificuldades em dar acompanhamento ao estudo das crianças por não dominarem a língua portuguesa. A partir daí, decidiu também incluir um livro em anexo como auxílio, com as soluções e os enunciados em chinês tradicional. “Há uma interacção mútua de acompanhamento e não deixar as crianças se calhar nos centros de explicações ou outras actividades, porque há pais que querem [apoiar] os filhos e não têm ajuda nesse aspecto”, explicou Teresinha Gabriel. O objectivo da autora é que o livro “não seja temporário” e que “depois de ser feito possa ser revisto e fique como uma recordação para a criança”. Além de poder ser usado em diferentes contextos. “Faz parte do meu projecto este livro poder ser útil para alguns cursos de curta duração com crianças em workshops que têm contacto com a língua portuguesa. Mesmo que não estejam a estudar português no dia a dia, se têm contacto durante um curso de Verão ou workshop esse livro poderá ser útil. Porque tem os exercícios básicos para o primeiro ano”, explicou. O livro, lançado pela autora através da página da rede social de Facebook “Delora Sinha”, passa a estar disponível para distribuição na próxima semana.
Compreender emoções
Teresinha Gabriel juntou a sua experiência no design de tatuagens e a colaboração dos desenhos das filhas, à pesquisa de exercícios mais básicos de que as crianças precisam, para lançar o projecto. Além de conhecimentos sobre o “eu próprio”, os gostos da criança e a sua família, o livro inclui, por exemplo, conteúdo relativo ao alfabeto, às vogais e aos ditongos. No entanto, também inclui actividades ligadas a vocabulário
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O objectivo da autora é que o livro “não seja temporário” e que “depois de ser feito possa ser revisto e fique como uma recordação para a criança.”
novo, caligramas e não fica esquecida a importância de lidar com as emoções. “Acho que as emoções são um tema que nem todas as famílias abordam com as crianças, porque não têm tempo e [talvez seja] um tema muito sensível. Mas acho que é bom desde criança terem conhecimento, compreenderem e saberem lidar com essas emoções”, analisou a autora. Salomé Fernandes PUB.
FUNDAÇÃO RUI CUNHA CONFERÊNCIA ANALISA ELEMENTOS ESCRITOS NA CIDADE
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Fundação Rui Cunha (FRC) e a Associação dos Amigos do Livro de Macau realizam hoje, pelas 18:30, na Galeria da FRC, uma conferência intitulada “A Paisagem Linguística da Cidade”. A iniciativa conta com Rui Rocha, presidente da Associação dos Amigos do Livros de Macau, como orador. “A paisagem linguística é um tópico relativamente novo da sociolinguística que tem como objectivo fazer uma análise daquilo que se vê escrito na cidade”, explicou Rui Rocha ao HM. O presidente da associação vai apresentar vários aspectos da escrita da cidade. “Um deles que é bastante interessante, é precisamente agarrar nas placas das ruas que têm em regra duas formulações diferentes, a portuguesa e a chinesa, que na maior parte das vezes não é coincidente”, descreveu. Exemplo disso é a Rua do Campo, assim chamada pelos portugueses porque era um espaço de campo entre o Quartel de São Francisco e a parte nordeste da Fortaleza do Monte, com hortas. Já
a expressão chinesa remete para o fim ou extremidade de água, por se tratar de uma zona com um lençol de água. Outras questões abordadas hoje por Rui Rocha têm uma vertente mais política. Em causa está “o problema da forma como se escreve - algumas vezes bastante mal - a língua portuguesa”, e também das línguas inglesa e chinesa. “Nunca houve uma política linguística para Macau”, observou. Ao falar sobre a cidade, o orador espera “estimular as pessoas a tentar compreender o que foi a cidade, ou que é a cidade ainda, através da sua escrita”. A sessão, integrada no programa comemorativo do 9.º aniversário da Fundação Rui Cunha, será realizada em língua portuguesa e tem interpretação simultânea para cantonês. Na sua página electrónica, a FRC observa que a paisagem linguística de qualquer cidade “nos revela muito” sobre a cultura e a história das pessoas, bem como o valor simbólico atribuído ao estatuto e função das línguas nesse espaço. S.F.
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POSTAIS EXPOSIÇÃO “MEMÓRIAS DO PASSADO” ALARGADA ATÉ FINAIS DE MAIO
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exposição “Memórias do Passado - Exposição da Colecção dos Postais do Museu de Macau” organizada pelo Museu de Macau, vai ser prorrogada até 30 de Maio. De acordo com uma nota do Instituto Cultural (IC), a mostra atraiu “inúmeros visitantes e turistas” desde que foi inaugurada, em Setembro do ano passado. Com a iniciativa, podem ser vistos mais de 180 postais e itens da colecção do museu, que apresentam uma “retrospectiva da antiga cidade e um testemunho da mudança dos tempos”. É representado o período entre finais do século XIX e a década de 1980, dando a conhecer diferentes vertentes da cidade: paisagem, arquitectura, malha de ruas, transportes, lazer
e entretenimento, bem como a sua “riqueza cultural”. “Representando imagens variadas, desde portos fervilhantes a ruas tranquilas, os objectos expostos dão perfeita expressão ao cariz social e cultural de Macau, evidenciando a coexistência de diferentes etnias e culturas de uma multiplicidade de formas, incluindo pinturas e fotografias históricas”, descreveu o IC. A exposição também está disponível numa versão online em realidade virtual, como forma de “promover a realização de exposições virtuais e proporcionar ao público uma experiência museológica mais rica e diversificada”. O Museu de Macau está aberto diariamente das 10h às 18h.
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EUA OS CAUSADORES DE DESASTRES
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China acusou os Estados Unidos de causarem desastres humanitários ao promoverem intervenções militares no exterior, num relatório difundido numa altura de crescente tensão entre as duas maiores potências do mundo. O relatório, produzido pela Sociedade Chinesa de Estudos dos Direitos Humanos, um organismo sob tutela do Governo chinês, disse que as guerras lançadas pelos EUA, “sob a bandeira da intervenção humanitária, causaram vítimas em massa, danos a instalações, estagnação da produção, ondas de refugiados, agitação social, crise ecológica, traumas psicológicos e outros problemas sociais complexos”. “O egoísmo e a hipocrisia dos Estados Unidos também
foram totalmente expostos por estas guerras”, disse o relatório, que apresentou uma lista do que chamou de agressões dos EUA, desde a intervenção na Grécia, em 1947, até à sua oposição ao governo venezuelano, em 2019. O documento citou os conflitos na península coreana, Vietname, Golfo Pérsico, Kosovo, Afeganistão, Iraque e Síria como as principais guerras dos EUA. “As crises humanitárias causadas por acções militares derivam da mentalidade hegemónica dos Estados Unidos”, escreveu a agência noticiosa oficial Xinhua. “Estes desastres poderiam ter sido evitados se os EUA abandonassem o pensamento hegemónico, motivado por interesses próprios”, descreveu.
CHINA TURISMO INTERNO VOLTA AO NÍVEL PRÉ-COVID
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indústria de viagens da China voltou ao nível pré-coronavírus ao longo dos três dias do Festival Qingming, que ocorreu de sábado (3) a segunda-feira (5), informou o Wall Street Journal. Durante este feriado, os viajantes chineses fizeram 102 milhões de viagens, mais que o dobro em relação ao mesmo período do ano passado e o equivalente a 94,5 por cento das viagens durante o feriado em 2019, de acordo com o Ministério da Cultura e do Turismo da China. As reservas de viagens via Trip.com, o maior site de reservas de viagens da China, quadruplicaram durante o feriado em comparação com o ano anterior, informou a empresa. O número de voos domésticos e reservas de hotéis cresceu dois dígitos em relação aos níveis registrados durante o mesmo período em 2019, e as reservas de ingressos para pontos turísticos mais que triplicaram
em relação a 2019, informou a Trip.com. Os volumes de vendas para alguns restaurantes e empresas de catering mais que dobraram em relação ao ano passado, segundo a NetsUnion Clearing Corp, que opera uma plataforma nacional para o processamento de transacções online. As receitas de filmes e entretenimento tiveram um aumento anual de 68 por cento, com o recente controlo da pandemia da Covid-19, disse a empresa. As vendas de bilheteira alcançaram 125 milhões de dólares americanos durante o Festival Qingming, um aumento de mais de 17 por cento em relação ao mesmo período de 2019. A receita do turismo durante o período do Qingming foi equivalente a 4,14 mil milhões de dólares americanos, mais de três vezes o valor arrecadado no ano passado, segundo o Ministério da Cultura e do Turismo da China.
Hong Kong Encomenda de AstraZeneca suspensa Hong Kong anunciou que pediu à AstraZeneca para suspender a sua encomenda da vacina contra a covid-19 por receio de efeitos secundários e preocupações sobre a eficácia contra novas variantes do coronavírus. Na quarta-feira, a Agência Europeia de Medicamentos indicou uma “possível ligação” entre a vacina da farmacêutica AstraZeneca e “casos muito raros” de formação de coágulos sanguíneos, mas insistiu
nos benefícios do fármaco face aos riscos de efeitos secundários, dada a gravidade da pandemia. O Governo britânico procurou na quinta-feira tranquilizar as pessoas sobre a segurança das vacinas, dizendo que o risco de adoecer gravemente com a covid-19 é muito maior. A responsável da saúde de Hong Kong, Sophia Chan, disse que pediu à AstraZeneca para não entregar as doses da vacina já encomendadas.
REGULADOR APLICA À ALIBABA A MAIOR COIMA DE SEMPRE POR PRÁTICAS
A mãe de todas
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regulador chinês impôs uma multa de 18,23 mil milhões de yuan (2,78 mil milhões de dólares) ao gigante chinês do comércio electrónico, Alibaba, pela sua violação das leis antimonopólio. A multa, a maior multa anti-monopólio alguma vez aplicada pelas autoridades chinesas, representa cerca de 4% das vendas internas da empresa em 2019. A Administração Estatal para a Regulamentação do Mercado (AERM) também divulgou uma orientação administrativa, instando o Grupo Alibaba a realizar auto-inspecções “abrangentes e profundas” de acordo com a LeiAnti-Monopólio para inspeccionar e normalizar as suas operações comerciais. Para melhorar o seu sistema interno de cumprimento da lei, foi pedido à Alibaba que realize regularmente formações de cumprimento da lei aos seus executivos e empregados, e que relate estes procedimentos
às autoridades governamentais. Além disso, deverá estabelecer um canal de informação, bem como um mecanismo de resolução de litígios, informando ao mesmo tempo o público de quaisquer medidas punitivas que aplique a empresas, tais como suspender os serviços ou remover os seus produtos. Foi ainda solicitado à Alibaba que faça um plano de rectificação de acordo com os requisitos enumerados nas orientações, e que submeta o plano ao AERM antes de 30 de Abril. A empresa é também obrigada a apresentar relatórios de auto-inspecção ao AERM durante três anos consecutivos. A plataforma é também obrigada a estabelecer um sistema de avaliação externa por consumidores e peritos sociais, bem como a realizar cooperação com empresas com base em princípios justos e não-discriminatórios. Se a Alibaba não concordar com a sanção, poderá solicitar ao AERM uma reconsideração administrativa no prazo de 60 dias
após a recepção da notificação, ou apresentar um litígio administrativo ao tribunal. As autoridades impuseram as sanções com base no mérito de várias disposições legais ao abrigo da Lei Anti-monopólio da China. De acordo com a decisão escrita de punição administrativa do AERM, Alibaba abusou da sua posição dominante no mercado e violou as leis anti-monopólio. Por exemplo, proibiu empresas de abrir lojas online noutras plataformas consideradas como concorrentes pela Alibaba. Essas lojas estão também proibidas de participar em campanhas promocionais de outras plataformas. As empresas que não cumprissem estas regras eram punidas por acções da Alibaba, tais como desqualificá-las de lançar actividades promocionais e diminuir o seu acesso a pesquisas de consumidores. Alibaba não só enfrenta a maior multa da China em violação anti-monopólio, como também a
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Missão cumprida Campus universitário em Cabo-Verde financiado pela China está concluído
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MONOPOLÍSTICAS
as multas penalização ultrapassou a escala de muitas multas anti-monopólio semelhantes aplicadas a gigantes da Internet estrangeiros, tais como os 2,42 mil milhões de euros que a Google foi multada pela União Europeia em 2017, bem como a multa de 975 milhões de dólares das autoridades chinesas à Qualcomm por práticas de mercado desleais em 2015. A multa de 2,78 mil milhões de dólares é responsável por cerca de 40 por cento do lucro líquido do grupo no primeiro trimestre. A empresa obteve um lucro de 46,4 mil milhões de yuans no primeiro trimestre do ano fiscal de 2021.
Empresa aceita e compreende
Na sequência da multa, Alibaba publicou uma carta aberta dirigida aos seus clientes e ao público. Na carta, Alibaba disse que aceita a sanção com “sinceridade e assegurará o nosso cumprimento com determinação”, e que a sanção
reflecte as expectativas reguladores em relação ao desenvolvimento da indústria. “É uma acção importante para salvaguardar a concorrência leal no mercado e o desenvolvimento de qualidade das economias das plataformas de Internet”, lê-se na carta. A empresa também disse que irá reforçar ainda mais o foco na criação de valor e experiência do cliente, bem como continuar a introduzir medidas para reduzir as barreiras de entrada e os custos comerciais de operar na plataforma. As acções da Alibaba perderam 2,24% no comércio de Hong Kong na sexta-feira. Os seus recibos de depósito americanos também perderam 2,16 por cento na sexta-feira. A multa representa os esforços do governo para reforçar a gestão antimonopólio e impedir a expansão desordenada das empresas. Mas isso não significa que o governo esteja a negar o importante papel das empresas de plataformas
online, escreveu o Diário do Povo num artigo publicado pouco depois de a multa ter sido aplicada. “A atitude do governo em apoiar o desenvolvimento das plataformas na internet não mudou, mas irá concentrar-se tanto no desenvolvimento como na regulamentação”, lê-se no artigo. Shi Jianzhong, professor na Universidade de Ciência Política e Direito da China, disse que o caso Alibaba indica que a implementação da lei antimonopólio chinesa sobre plataformas digitais “entrou numa nova fase”. Também envia um sinal político claro de que, embora o governo encoraje o desenvolvimento da economia digital, também irá impedir que as empresas prejudiquem os interesses dos consumidores, a inovação e a concorrência através das suas vantagens em termos de dados, tecnologias e capital. Segundo Shi, a decisão de multar 4% das vendas internas de Alibaba de 2019 é moderada, pois mostra o princípio das leis e a atitude do governo para reforçar a gestão antimonopolista, mas também mostra a directiva política de apoio ao desenvolvimento de plataformas digitais. A lei estipula que as empresas serão multadas em 1-10 por cento das suas vendas anuais do ano anterior, caso abusem do estatuto de dominância do mercado.
Uni ver si dade de Cabo Verde (Uni-CV) anunciou a conclusão do novo ‘campus’ universitário na Praia, financiado pela China, enquanto prevê para breve a mudança para as novas instalações e aulas em pleno no próximo ano lectivo. “O novo ‘campus’ da Universidade de Cabo Verde já é uma realidade. A construção que teve início em julho de 2017 está concluída. A mudança para o novo ‘campus’ será anunciada brevemente”, divulgou a universidade pública cabo-verdiana. Localizado na zona do Palmarejo Grande, as novas instalações deveriam ficar concluídas em julho de 2020, para iniciar aulas em outubro do mesmo ano, mas devido à pandemia da covid-19 vai ter um ano de atraso. Em entrevista à agência Lusa em novembro do ano passado, a reitora, Judite Nascimento, disse que a universidade vai começar a mudança para as novas instalações e prevê o início das aulas no próximo ano letivo. “Nós temos a expectativa de, em Outubro de 2021, iniciarmos o ano lectivo já nas novas instalações no polo da Praia”, previu Judite Nascimento, para quem a Uni-CV vai passar a ter um ‘campus’ com “condições muito boas” para alunos, docentes, técnicos e funcionários e para pôr em ação a criatividade e o espírito inovador e conseguir desenhar programas dignos do espaço. Neste momento, a universidade funciona com unidades orgânicas em instalações dispersas pela cidade da Praia, mas espera ter durante o próximo ano as suas faculdades alojadas no novo ‘campus’ universitário, que, segundo a reitora, será “à altura” dos grandes ‘campus’ que existem um pouco por todo o mundo. O novo ‘campus’ foi projectado para acolher 4.890 estudantes e 476 professores em 61 salas de aulas, cinco auditórios com
capacidade para 150 lugares, oito salas de informática, oito salas de leitura, 34 laboratórios, salão multiusos, com capacidade de 654 lugares, refeitórios, biblioteca, dormitórios e espaços desportivos. Com as novas instalações, a reitora disse que a Uni-CV está a caminhar para ser, num futuro muito próximo, uma “universidade marcante” no contexto da sub-região africana, a par das do Senegal, por exemplo. “E a Universidade de Cabo Verde também quer posicionar-se e está a posicionar-se desde há alguns anos e neste momento com mais fervor já que o novo ‘campus’vai-nos permitir receber estudantes de outros países”, enfatizou. Na altura do seu lançamento, em junho de 2017, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse que Cabo Verde terá um ‘campus’ universitário moderno, funcional e ao nível de países mais desenvolvidos. Além disso, a reitora disse que vai transformar a área envolvente e tornar-se num grande polo de desenvolvimento da cidade da Praia, numa zona de expansão onde se situa ainda a Universidade Jean Piaget, a Escola de Hotelaria e Turismo, o Centro de Energias Renováveis e Manutenção Energética (Cermi), estando previstas grandes outras infraestruturas. A obra foi financiada pela China, em 45 milhões de euros, que também instalou em 2015 o Instituto Confúcio no país, e que hoje é uma instituição que promove a extensão universitária, através da língua a da cultura chinesas. Com 14 anos de existência, a única universidade pública de Cabo Verde tem três polos de ensino, nomeadamente na Praia e em Assomada, todos em Santiago, e em São Vicente, com mais de 4.000 estudantes, em cursos profissionalizantes, licenciaturas, especializações, mestrados e doutoramentos.
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Shitao na Caverna do Patriarca do Dao PAULO MAIA E CARMO
texto e ilustração
«Nuvens brancas são como faixas em redor das cinturas das montanhas,/ Por um caminho estreito, um terraço de pedra, voando no espaço./ Sozinho, debruço-me apoiado num cajado e admiro a lonjura e animo-me,/ Quisera escutar o piar dos pássaros a ressoar no regato mas apercebo-me do sopro de uma flauta xiao.»
Guo Xu (1456-1528) é o autor de uma notável representação de «Mi Fu saudando uma rocha» (1503, folha de álbum, tinta e cor sobre papel, 29,8 x 49,3 cm) que está no Museu de Xangai, uma situação histórica que foi um tema precioso para os pintores, ao reunir um literato e uma rocha. Desde a dinastia Tang que as rochas, com as suas texturas irregulares como as rugas nas pessoas, e visível microcosmo de montanhas, eram objecto de admiração e reverência ao mutável espírito materializado da Natureza. Anos mais tarde Zhu Ruoji adoptaria sugestivamente o nome de pincel Shitao (1642-1707) que pode ser traduzido como «onda de pedra» numa iniludível intenção da sua vontade. Na pintura de 1700, Passeio à gruta de Zhang Gong (rolo horizontal, 46,8 x 923,8 cm) que está no Metmuseum em Nova Iorque, ele faria confluir esse enlevo pelas rochas com uma homenagem ao patriarca do Daoísmo, Zhang Gong (Zhang Daoling, 34-156) que viveu isolado numa caverna junto do lago Tai, lugar de origem de pequenas rochas coleccionadas por literatos (gong shi). Nessa pintura pode ler-se, seguindo o texto em inglês do Metmuseum: «Não há ninguém na gruta de Zhang Gong,/ Mas vem de dentro da gruta de Zhang Gong uma brisa de Primavera/ Que desponta para soprar sobre uma infinidade de pessoas,/ Embora seja a causa de um derrame de misteriosas forças da Criação,/ Essas maravilhas são raramente faladas entre os homens,/ Quando falam disso a
maioria das pessoas é bastante vaga,/ E no entanto eu devo pintar os dois, o seu espírito e o seu princípio./ A caverna é escura e melancólica como uma pessoa estranha,/ A sua natureza inquieta impele o mundo a tomar nota./ Uma vez que escapemos para o profundo mistério do interior da caverna,/ O seu aspecto revela-se-nos como tigres e leopardos,/ Não vedes?/ Reparar esta fenda no Universo é como escrever um ensaio poético./ Nu Wa (a deusa Mãe criadora) ao purificar a rocha não poupou no luxo./ Juntar árvores e cumes a esta mescla foi como dar-lhe asas,/ Elegante e depurada ela é como um cavalheiro educado,/ Caverna, Caverna, agora és a minha pintura,/ Embora seja tão quieta e escondida, os seus vermelhos e púrpuras são brilhantes,/ Pode ser uma paisagem por si só.» Shitao no entanto faz a sua pintura a partir de uma outra feita anos antes pelo pintor Shen Zhou (1427-1509) quando este visitou a caverna situada perto de Yixing (Jiangsu) em 1499, na companhia do seu amigo Wu Daben. Shen Zhou também adoptaria um nome de pincel referindo a pedra, Shitian, «campo de pedras» e seria o autor de uma pintura retratando um literato na ponta do que se assemelha a uma vaga de pedra (folha de álbum montada num rolo horizontal, tinta e cor sobre papel,44,1 x 660,4 cm, no Museu de Arte da Cidade do Kansas). Misteriosamente a personagem não parece admirar a paisagem à sua frente mas o poema ali escrito.
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AMÉLIA VIEIRA
Não será de estranhar que uma sociedade construída por indómitos e vorazes conquistadores com ilimitados sonhos de grandeza que dão nome a «sonho americano» com longevidade prematura, tenha uma existência mental saudável de forma a ser considerada nobre Nação. A ciência forense e toda a estrutura da investigação criminal é, no entanto, a melhor do mundo, o que se compreende, num local onde o crime é uma constante; todos os "serial killers" crimes conjugais para aceder aos seguros de vida, obesidade mórbida e amálgamas de seitas religiosas sem nenhuma função litúrgica aparente reforçando o moralismo sectário e disfuncional, fazem de tal sociedade vasto terreiro para disfuncionalidades várias. Não será exactamente de conteúdo enigmático, misterioso, que deslinde os subterrâneos da alma, distantes estamos de Jacques, o Estripador ou das ramificações do fantástico criminal de Agatha Christie, com justa observância para Hitchcock e outros muito americanos mestres do suspense, mas de naturezas outras, e se a investigação é célere, leva-nos também a pensar na falta de qualidade dos criminosos, estes, que não se encontram munidos de artefactos psíquicos, e como se sabe, um criminoso comum é na sua base um ser sem poder de inteligir, e não tem, modo geral, uma imaginação pródiga. Por outro lado, a pena de morte é já por si um reflexo de perturbação social tamanha, que difícil nos é conceber um tal código penal como pertencente a um mundo capacitado e saudável. Seria uma falta não ver nas inúmeras presidências deste "reino" sucessivas vagas de problemática governação que ao longo de décadas tem ameaçado o mundo e fermentado Daesh(s) Aitolá(s) na base da traição e da mentira para concretização das vontades expansionistas e estratégicas. Que grandes são as Américas, e mesmo assim, os mais recentes dos seus cidadãos nelas não cabem, ou a caber, gostariam de anexar parte do mundo e domar outro tanto, sem nenhuma capacidade de domínio interno que ponha freio a essa doença de grupo. Neste momento a decência possível ocupou o seu lugar ( e não seria tão decentemente mais possível) tentando dar credibilidade a algo profundamente ferido; por ora estamos naquela
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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Made in América
situação dos parentes que não falam de certos membros da família nem nomeiam os seus nomes por vergonha, o que não é suficiente para erradicar os laços. - Que não nos voltaremos para o antes pandémico - não há como voltar atrás! Aqui morreram milhares de pessoas por incúria persistente e irracionalidade delirante, não podemos ir buscar os mortos internos e externos que dos mesmos postos de decisão foram progressivamente atirados para um fim, nem há linhas reversíveis que contemporizem a sensação de um constante temor. Nos nossos capítulos «Holllywood» programação- as cenas correm, afinal, moldar a
imagem de uma certa constelação mental foi, tal como a investigação criminal, um legado deste sistema, mas sentimo-los cada vez mais esvaziados, menos visíveis, como se perdessem força de sustentação e capacidade de transcender, e numa sociedade tão marcadamente cinéfila este ocaso dita uma estranha morte colectiva: uma consternação traumática ensombra estes Estados e nem a inconstância de uma juventude que se prolonga chega para nos capacitar que alguma coisa de bom futuramente se adivinhe. O arsenal "Trumpista" é um furúnculo da orgânica geral, é o resultado manifesto, não sendo nem fenómeno nem surpreenden-
A ÚLTIMA TORMENTA NO TEXAS ENSOMBRA AINDA MAIS O DESTINO: O GOVERNADOR PARTE DE FÉRIAS PARA O MÉXICO E COMEÇA NO MEIO DAS TREVAS A FACTURAÇÃO DE ENERGIA DE MILHARES DE DÓLARES PER CAPITA NUMA POPULAÇÃO ÀS ESCURAS EM TREVA MERGULHADA, E O QUE SOBRA DA AMÉRICA É JÁ UM PUNHADO DE MALDIÇÕES
te, e muitos ainda se tornaram mentalmente americanos ao atacarem uma imagem e não a causa dela; não podemos dirigir-nos a arquétipos, mas devemos deslindar aquilo que contribui para se tornarem reais. A última tormenta no Texas ensombra ainda mais o destino: o Governador parte de férias para o México e começa no meio das trevas a facturação de energia de milhares de dólares per capita numa população às escuras em treva mergulhada, e o que sobra da América é já um punhado de maldições. Diria que é um laboratório alquímico com uma rede comum de grande transformação, e os Emergentes passam a Urgentes nesta questão tamanha, que dividirá o mundo estagnado num movimento abrupto. Está luxúria aparente já escondia fragilidades que bem entendemos no 11 de Setembro, se continuarmos até às cidades afundadas e outras destruições, estaremos a contemplar por estádios o término de um gigante acorrentado pelos Fados. «(Porque estenderia a velha águia as suas asas?) Porque lamentaria eu o poder extinto do costumado reino?» T. S.Eliot.
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PROBLEMA 6
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5 8 2 6 3 7 6 3 1 5 1 4 9 9 8 www.hojemacau.com.mo 9 3 6 8 1 2 7 8 3 4 4 5 1 2 7 3 9 4 7 2 H6U 1 M 5 6 5 - 9 5 %4 6•´ 8 2 7 5 9
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CINETEATRO
ANIMAL CROSSING: NEW HORIZONS | NINTENDO | 2020
6 11 12 5 3 2 7 4 6 1 9 8 2 5 6 7 9 8 1 4 3 8 2 6 3 5 9 1 7 À imagem dos jogos anteriores da série Animal Crossing, New Horizons é um simulador de vida 8em9tempo 7 real. 2 O 1jogador 5 assume 4 6uma3personagem altamente 7 8personalizada 4 2 1que3vai viver 9 5 6 9 1 5 8 7 4 3 6 jogado para uma ilha e pode moldá-la de acordo com a sua vontade, com construções e várias outras ac6 O1jogo, 4 quinto 9 3 8 foi5 lançado 7 2em 2020, tornou-se 1 um3sucesso 9 4de vendas 5 6e foi8um 7 2 7 3 4 6 1 2 5 9 tividades. da série, DORAEMON 2 dos mais 2 elogiados 6 8 pela 3 crítica 9 1do sector. 7 5 João 4 Santos Filipe4 6 2 1 3 9 7 8 5 1 6 9 STAND 2 BY4ME 5 8 3 4 5 1 8 6 7 2 3 9 8 7 5 6 4 2 3 1 9 3 5 7 9 6 8 2 4 3 7 9 5Propriedade 2 4 Fábrica 8 de1Notícias, 6 Lda Director Carlos 3 Morais 9 José 1 Editores 5 8João7Luz; José 6 C.2Mendes 4 Redacção Andreia2Sofia4Silva; 8João Santos 7 3Filipe;1Pedro9Arede;5 Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 1 8 6 4Gonçalo 5 M.Tavares; 3 9 Gonçalo 2 7Waddington; Inês Oliveira; 6 João 2 Paulo 8 Cotrim; 3 7José Simões 5 4Morais; 9 Luis1Carmelo; Nuno Miguel 5 Guedes; 7 Paulo 3 José 1 Miranda; 2 6Paulo4Maia8e www. Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; 9 4 3 1Olavo7 Rasquinho; 2 6 Paul8Chan5Wai Chi; Paula Bicho;5Tânia1dos 7Santos9Grafismo 6 4 3Rómulo 8 Santos Agências4Lusa;9Xinhua2Fotografia 5 8Hoje7Macau;6 Lusa; 1 Paulo 2 Borges, hojemacau. GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia com.mo 7 2 5 6Welfare 8 Morada 9 3Pátio4da Sé,1n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, 9 4Macau;3Telefone 8 28752401 2 1 Fax528752405; 6 7e-mail info@hojemacau.com.mo; 6 8 1Sítio4www.hojemacau.com.mo 9 3 7 2
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10 STAND BY ME DORAEMON 2 [B] 5 8 3 3 1 9 8 GODZILLA VS. KONG [B] 5 2 2 3 6 9 2 7 6 4 5 4 9 8 7 7 1 1 6 4 SALA 1
FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Ryuichi Yagi, Takashi Yamazaki 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 2
Um filme de: Adam Wingard Com: Alexander Skarsgard, Millie Bobby Brown, Shun Oguri 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
6 4 7 1 9 7 3 2 5 4 4THE CROODS: 8 9NEW6AGE [A]7 1 9 8 4 5 9 5 1 3 8 8 2 6 7 3 3 1 4 2 6 5 6 3 9 2 2 7 5 8 1
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8 4 5 9 2 1 3 6 8 2 3 1 7 6 4 8 2 9 5 8 2 6 5 9 7 1 3 12.4.2021 segunda-feira 7 7 6 3 4 2 1 9 5 9 5 4 2 3 8 9 7 1 6 1 9 8 7 6 5 4 2 3 9 7 1 8 5 4 3 6 1B A H T 02. 2 35 5 Y 1U A7N 6 18. 2 42 4 6 8 4 9 3 2 5 7 GINTAMA THE VERY FINAL [B] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Chizuru Miyawaki 14.30, 19.30, 21.30
FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Joel Crawford 16.30
segunda-feira 12.4.2021
opinião 15
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ai, portugal, portugal
André Namora
A JUSTIÇA TEM DE SER BRANCA OS JUÍZES vestem de preto, os advogados aparecem de toga preta, os procuradores estão de preto e até os escrivães estão em tribunal com uma capa preta nos ombros. Todos têm de passar a vestir de branco, que é a cor do luto chinês. Portugal assistiu ao caso mais triste da história da Justiça na democracia que já tem 40 anos: a actividade de José Sócrates. Como agente técnico iniciou-se na Covilhã a levar projectos à Câmara Municipal, cujas obras ainda hoje são uma vergonha. Assistimos a uma esponja gigante nas mãos de um juiz chamado Ivo Rosa que arrasou e desvirtuou todas as acusações contra o ex-primeiro-ministro. Todos os portugueses sabem que vão pagar por mais de 30 anos as Parcerias Públicas e Privadas (PPP) que José Sócrates aprovou. Como é possível termos uma justiça em que um juiz de uma incompetência a toda a prova arroga-se ao desplante de brincar com o trabalho de dezenas de funcionários do Ministério Público? Afinal, para que serve o Ministério Público? Todos os portugueses viram o que aconteceu entre Sócrates e o seu amigo Carlos Santos Silva e o juiz veio dizer que não houve nenhuma corrupção, aliás, afirmou que num caso Sócrates tinha sido corrompido mas que esse caso já prescreveu. Eram férias no luxo, eram casas luxuosas no centro de Lisboa, eram financiamentos para amantes, era dinheiro para a compra de um palacete em Paris, era dinheiro para um monte no Alentejo para a ex-mulher, eram as viagens à Venezuela onde Sócrates e Hugo Chávez tornaram-se íntimos sob a batuta da empresa Lena que iria construir um porto e milhares de habitações, eram os encontros com Lula da Silva e vimos o que aconteceu com a Vivo/Oi, eram as ligações a Ricardo Salgado, era a escandalosa versão que tivemos da Portugal Telecom com a união a Henrique Granadeiro e a Zeinal Bava, era a TVI que tinha de ser comprada para ficar ao seu serviço ou colocar a Manuela Moura Guedes na rua e todos os jornalistas críticos da actuação de um primeiro-ministro que autorizou que o criminoso Kadhafi montasse uma tenda de campismo gigante no interior do Forte histórico de São Julião da Barra, era o servilismo do Grupo Global que tinha o Diário Notícias, a TSF e outras publicações que sob a batuta de um criado de Sócrates apresentava uma informação simplesmente defensiva do chefe do Executivo, era a criação pela empresa Lena do diário “i” apenas para defender a política socratina, era a Octafarma que era a única a fornecer o sangue ao Estado e que depois até deu emprego ao ex-primeiro-ministro, eram os depósitos de milhões na Suíça, em Macau e em várias offshores. Assistimos a um juiz a afirmar que é algo de normal um amigo emprestar dinheiro. Aeroporto novo, TGV, terceira ponte sobre o rio Tejo em Lisboa, milhões de euros que saíram da Caixa Geral de Depósitos para Vale de Lobo eram imitações do Freeport e Face Oculta, mas não, estamos todos enganados.
Com este MarquêsSócrates o povo perdeu ainda mais a confiança na Justiça. O pobre continuará a dizer que a justiça é só para si, que os ricos nunca serão incriminados
José Sócrates é seriíssimo, nunca entrou em cambalacho nenhum, nunca mandou construir uma autoestrada desnecessária. Nunca deu ordens ao seu condutor privado para levar ou ir buscar envelopes cheios de dinheiro. Tudo mentira, tudo não passa de uma falsidade do Ministério Público, nunca houve corrupção no reinado de Sócrates. O juiz Ivo Rosa para não ser alvo de um processo disciplinar por incompetência, lá decidiu que Sócrates terá de ser julgado por branqueamento de capitais e falsificação de documento. Coisa pouca, para um santinho que até uma das amantes vinha todos os meses da Suíça buscar dinheiro a Lisboa, porque o amigo Carlos Silva é que suportava. Ah grande juiz, não sabemos o que lhe irá acontecer depois de o Ministério Público requerer para o Tribunal da Relação, onde, felizmente, ainda estão juízes muito sérios e competentes. A opinião pública portuguesa ficou atónita. Perguntou-se para que serviram sete anos de investigação de centenas de casos, milhares de escutas telefónicas, para no fim um juiz debitar durante quatro horas tudo o contrário do que o Ministério Público andou a elaborar. E a procuradora-geral da República o que dirá de uma cena destas tão triste? Foi evidente ao longo de todo o discurso do juiz Ivo Rosa que ele quis prestar contas
contra o colega Carlos Alexandre e contra o Ministério Público. O juiz Ivo Rosa chegou ao ponto de dizer que havia muito, mesmo muito dinheiro à disposição de Sócrates e acabou por arquivar qualquer acusação de corrupção. Com este Marquês-Sócrates o povo perdeu ainda mais a confiança na Justiça. O pobre continuará a dizer que a justiça é só para si, que os ricos nunca serão incriminados. A vergonha maior foi termos assistido que existiu uma manobra por parte da defesa dos arguidos para conseguirem chegar à prescrição dos crimes indicados. Na semana passada informámos em primeira mão que o actual primeiro-ministro António Costa poderá ser candidato a Presidente da República. Pois, que pense bem em tudo conseguir para ser eleito, porque José Sócrates nunca será condenado e apenas sonha em chegar ao cargo de Chefe de Estado. É que em Portugal até os porcos voam... Na Justiça não pode haver estados de alma, não pode haver vinganças por parte dos magistrados intervenientes. Isto é muito feio e, por isso, a Justiça tem de deixar de ser preta, mas sim pintada de branco, como o luto chinês.
*Este texto foi escrito com a antiga grafia
“Sempre imaginei que o paraíso será uma espécie de biblioteca” PALAVRA DO DIA
segunda-feira
12.4.2021
Jorge Luis Borges
Fukushima Japão vai despejar no mar água tratada da central nuclear
Ténis João Sousa falha acesso ao quadro principal de Monte Carlo
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O
Japão vai despejar gradualmente no mar água tratada, mas ainda radioactiva, da central nuclear destruída de Fukushima, apesar da oposição de comunidades locais e países da região. Adecisão será tomada em reunião do Governo esta terça-feira, ao fim de sete anos de discussão sobre o destino a dar às águas usadas para arrefecer combustível da central de Fukushima, noticia a agência Kyodo. O Governo já tinha afirmado que não era possível adiar a decisão por mais tempo, dado que a capacidade de armazenagem dos tanques de água na central, que continuam a receber líquido usado para arrefecer combustível nuclear, deverá esgotar-se em 2022, 11 anos depois de a central ter sido gravemente afectada por um terramoto e tsunami. As instalações de Fukushima Daiichi geraram toneladas de água contaminada que tiveram de ser armazenadas depois de usadas para arrefecer os núcleos parcialmente derretidos de três reactores. Desde há anos que a empresa responsável pela central, a TEPCO, utiliza um sistema para filtrar aquela água e eliminar todos os seus isótopos radioactivos com excepção do trítio.
Combinação de sucesso? Autoridades chinesas admitem baixa eficácia da Sinovac e ponderam misturar vacinas
O
director do Centro de Controlo de Doenças da China, Gao Fu, admitiu que a eficácia das vacinas chinesas para a Covid-19 é baixa e que o Governo está a considerar misturá-las para as impulsionar. A autoridade máxima de controlo da doença reconheceu, numa conferência de imprensa em Chengdu, que as vacinas da Sinovac “não têm taxas de protecção muito elevadas”. Pequim distribuiu centenas de milhões de doses noutros países enquanto levanta também dúvidas sobre a eficácia das vacinas ocidentais. “Está agora formalmente em análise se devemos usar diferentes vacinas de diferentes
linhas técnicas no processo de imunização”, indicou Gao. As taxas de eficácia da vacina para o coronavírus da Sinovac, um fabricante chinês, na prevenção de sintomas infecciosos foi estimada em 50,4 por cento por investigadores no Brasil. Pequim ainda não aprovou qualquer vacina estrangeira para uso na China, onde o coronavírus surgiu em finais de 2019. Gao não forneceu detalhes sobre possíveis mudanças na estratégia, mas apontou o uso de tecnologia RNA mensageiro (mRNA), uma técnica experimental já usada pelos fabricantes ocidentais de vacinas enquanto os produtores de fármacos na China usam tecnologia tradicional.
“Todos devem considerar os benefícios que as vacinas mRNA podem trazer para a humanidade”, assumiu Gao. “Devemos seguir isto com cuidado e não ignorar só por já termos vários tipos de vacinas”. Gao levantou anteriormente questões sobre a segurança das vacinas mRNA, como a Pfizer/BioNtech ou Moderna. Foi citado pela agência de notícias oficial Xinhua a declarar em Dezembro que não podia descartar efeitos secundários negativos porque estavam a ser usadas pela primeira vez em pessoas saudáveis.
Soluções equacionadas
Os órgãos de comunicação social estatais
chineses e blogues populares de saúde e ciência também questionaram a segurança e eficácia da vacina da Pfizer, que usa mRNA. Até 2 de Abril, cerca de 34 milhões de pessoas receberam as duas doses exigidas das vacinas chinesas e cerca de 65 milhões tomaram uma dose, segunda Gao. Especialistas dizem que misturar vacinas, ou imunização sequencial, pode reforçar as taxas de eficácia. Ensaios em todo o mundo estão a analisar a mistura de vacinas ou administração de um reforço após um período mais longo. Investigadores em Inglaterra estão a estudar a possível combinação de vacinas da Pfizer e da Oxford/AstraZeneca.
tenista João Sousa, número um português, foi ontem derrotado pelo italiano Thomas Fabbiano, em dois ‘sets’, e falhou o acesso ao quadro principal do Masters 1.000 de Monte Carlo, que vai ser disputado no Mónaco. Naquele que foi o primeiro confronto directo entre ambos, o vimaranense, 107.º colocado no ranking mundial, não conseguiu confirmar o seu teórico favoritismo diante o transalpino, número 172.º na hierarquia, e acabou por ser eliminado, com os parciais de 7-5 e 6-4, em uma hora e 31 minutos. Depois de um primeiro ‘set’ muito equilibrado, com um ‘break’para cada lado, o minhoto, de 32 anos, deixou-se quebrar no 11.º jogo (5-6) e, apesar de ter tido um ponto de ‘break’ a favor, não foi capaz anular o ‘set point’ do adversário. Na segunda partida, Sousa não entrou bem e foi quebrado nos seus dois primeiros jogos de serviço, ficando logo em desvantagem, por 1-4. Embora tenha devolvido um ‘break’, para o 2-4, o tenista português não foi capaz de travar o ascendente de Fabbiano, de 31 anos, que assegurou assim a entrada no quadro principal do torneio monegasco, que vai ser disputado até domingo.
MYANMAR PELO MENOS 14 POLÍCIAS MORTOS EM ATAQUE DE GUERRILHAS NO FIM DE SEMANA
P
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ELO menos 14 polícias perderam a vida sábado no noroeste do Myanmar (antiga Birmânia) durante um ataque coordenado por várias guerrilhas étnicas, noticiaram meios de comunicação locais. O ataque, que deixou pelo menos cinco oficiais feridos e dois desaparecidos, aconteceu às primeiras horas do dia no estado de
Shan, disse uma testemunha ao portal de notícias Irrawaddy. Segunda esta fonte, o ataque foi lançado pelos grupos rebeldes Exército Arakan, Exército de Libertação Ta’ang e Exército Nacional da Aliança Democrática, guerrilhas étnicas que em finais de Março lançaram um ultimato à junta militar pela repressão das manifes-
tações em rejeição do golpe de Estado de 1 de Fevereiro. Até ao momento, nenhum dos grupos reivindicou a ofensiva. Estes três grupos armados emitiram previamente um comunicado conjunto, no qual advertiam o Exército birmanês de que se não cessasse as acções violentas e não satisfizesse as exigências da população colabo-
rariam com os dissidentes nos protestos da chamada “Revolução da Primavera”. Os rebeldes ameaçaram anular o acordo de cessar-fogo se continuar a matança indiscriminada de manifestantes. Pelo menos 618 pessoas perderam a vida durante a repressão dos protestos exercida pelas forças de segurança, segundo dados
obtidos pela Associação para a Assistência de Presos Políticos (AAPP), que adverte que o número pode ser significativamente maior, devido à dificuldade de corroborar os dados. Na cidade de Bago, a cerca de 70 quilómetros a noroeste de Rangun, as forças de segurança lançaram na sexta-feira artefactos explosivos e causaram um número
indeterminado de mortos e feridos, apontam meios de comunicação locais. O Irrawaddy também informa que no sábado grupos armados do Exército para a Independência de Kachin e a União Nacional Karen lançaram uma série de ataques contra o regime, em resposta à alegada matança perpetrada pelas autoridades de Bago.