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Hoje Macau 1 NOV 2011 #2484

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

hojemacau MOP$10

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • TERÇA-FEIRA 1 DE NOVEMBRO DE 2011 • ANO XI • Nº 2484

Ter para ler

TEMPO AGUACEIROS OCASIONAIS MIN 22 MAX 27 HUMIDADE 55-90% • CÂMBIOS EURO 11.3 BAHT 0.2 YUAN 1.2

Governo arrenda espaço na MUST por 910 mil patacas/mês

Cara saúde Abre hoje o novo Posto de Urgência das Ilhas, que vai custar aos cofres públicos 55 milhões de patacas em cinco anos de rendas. O espaço dentro da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) tenciona “aliviar a pressão das urgências” do hospital público. > PÁGINA 7

Segurança Alimentar

PUNIÇÕES SEVERAS PARA CONTROLAR QUALIDADE • Página 6

Acidentes de trânsito

MAIS CARROS, MENOS ESPAÇO E UMA DOR DE CABEÇA MAIOR • Página 5

Slot-machines

PERIGO DE EXTINÇÃO NOS BAIRROS RESIDENCIAIS • Última


TERÇA-FEIRA 1.10.2011 www.hojemacau.com.mo

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ACTUAL

Mudança de hábitos dos chineses atrai cada vez mais restaurantes estrangeiros

Receita ocidental na cozinha chinesa

A

vigilância sanitária de Xangai foi contra quando Scott Minoie tentou construir uma cozinha aberta no seu restaurante, o Element Fresh, há quase dez anos, sob o argumento de ser feio, “estrangeiro demais”. Mas Minoie, natural dos Estados Unidos, conseguiu convencer as autoridades, confiante de que os consumidores chineses iriam apreciar refeições ao estilo ocidental que permite aos clientes assistir ao preparo das suas saladas com pão ‘laffa’ e dos seus sumos de framboesa. Hoje o empresário tem 11 restaurantes. A receita deve chegar a 30 milhões de dólares neste ano, 40% maior comparando com 2010, diz o sócio executivo da Element Fresh, Frank Rasche. A margem de lucro oscilou entre 10% e 15% no ano passado, diz ele. O plano é abrir 40 restaurantes na China até 2015. O sucesso de Minoie contrasta com a experiência de uma série de grandes redes de restaurantes

estrangeiros, que fracassaram na China, como Applebee’s, Outback e California Pizza Kitchen. Além de projectar o restaurante em torno da cozinha aberta, Minoie concentrou-se em alimentos saudáveis, acompanhou atentamente a concorrência local e treinou os funcionários de acordo com os padrões americanos. “Para ser bem-sucedido aqui é preciso observar os hábitos das pessoas e agir como elas”, diz Minoie, de 38 anos, que tem pouca experiência com restaurantes fora da China. “Os consumidores chineses vão ao supermercado diariamente comprar produtos frescos, então é um público que nota a diferença no sabor.” O número crescente de chineses com dinheiro para comer fora tem atraído os restaurantes de países ricos. O sector no país ainda é menor que nos Estados Unidos, mas está a assistir um crescimento rápido, tendo facturado 340 mil milhões de dólares em 2010, numa alta de 16% no ano — comparado com

570 mil milhões de dólares nos EUA, um aumento de apenas 1%, segundo a consultoria americana AlixPartners. Isso implica que algumas redes mundiais estão determinadas a operar na China, apesar dos erros do passado. Mas, mesmo os restaurantes que prosperam na China têm que enfrentar a inflação

POLÍCIA BÊBADO MATA CINCO EM ACIDENTE DE TRÂNSITO

Uma vergonha para o sistema

U

M agente policial foi ontem acusado de ter tirado a vida a cinco pessoas na província de Henan, depois de ter provocado um acidente por estar a conduzir embriagado. Wang Yinpeng, chefe da delegação da cidade de Liangzhu, foi acusado de “pôr em risco a segurança pública devido a comportamento impróprio”,

depois de perder o controlo do seu carro e embater em dois postes na tarde de sábado. Os postes caíram imediatamente e esmagaram quatro pedestres que estavam a passar no local, que é muito próximo à estação de autocarros da cidade. As vítimas acabaram por morrer devido à gravidade dos ferimentos.

Outras quatro pessoas também ficaram feridas. “Ouvi o barulho da batida contra os postes e vi que era um carro da polícia. De repente, o chão encheu-se de sangue”, conta uma testemunha. Wang estava a conduzir embriagado, segundo confirmou o Gabinete de Comunicação de Liangzhu. O Departamento de segurança Pública abriu um inquérito para apurar mais detalhes do acidente. Caso seja considerado culpado, pode ser condenado à pena de morte. Um caso semelhante aconteceu em 2009, na província de Sichuan, quando um homem de 30 anos atropelou e matou quatro pessoas. Estava bêbado e não tinha carta de condução. Foi constituído arguido e condenado à pena de morte. No caso de Wang, há ainda o agravante de ser polícia e de ter causado o acidente durante o seu horário de trabalho.

nos alimentos e na mão de obra. A americana Yum Brands Inc., que opera 3800 restaurantes Pizza Hut e KFC na China, teve de reajustar o cardápio em 2% recentemente e alertou que a margem de lucro do terceiro trimestre pode ficar apertada. A Element Fresh enfrenta as mesmas pressões e aumentou o pre-

ço em 10% recentemente. A Minoie também sentiu dificuldade para encontrar funcionários dispostos a trabalhar até tarde. A maioria dos empregados de mesa e chefes de cozinha, que não mora perto dos bairros de alta renda onde ficam os restaurantes, precisa de apanhar autocarro ou metro, que param de funcionar por volta das 21h00. Minoie também tentou diferenciar o seu negócio a treinar os clientes para tomar a iniciativa de servir. Os clientes da China geralmente têm de pedir tudo, de guardanapos a mais bebidas. Os empregados de mesa, que trabalham para Minoie praticam o roteiro. “Quer mais alguma coisa?” ou “A refeição estava boa?”, dizem. Jessie Ma, supervisora de um dos restaurantes em Xangai, diz que alguns chineses estranham quando questionados sobre se gostaram da comida. “Tudo bem receber um olhar esquisito. Não somos iguais aos outros restaurantes da China”, diz o Minoie.

PRIMEIRA NAVE CHINESA TENTA HOJE ATERRAR EM LABORATÓRIO ESPACIAL

Da Terra para o espaço A

China anunciou que vai lançar hoje uma nave espacial para tentar a primeira acoplagem com um laboratório que se encontra em órbita há cerca de um mês. A experiência será o embrião da primeira estação espacial chinesa, numa proeza tecnológica até agora conseguida apenas pelos Estados Unidos e a Rússia. A nave será lançada às 05h58, cerca de uma hora antes do sol nascer, da base de Jiuquan, na província de Gansu, noroeste da China, disse um porta-voz do programa espacial chinês. Trata-se da Shenzhou-8, que irá acoplar com o laboratório espacial Tiangong-1, lançado no passado dia 29 de Setembro, e que se encontra numa órbita situada a 343 quilómetros da Terra. A acoplagem deverá ocorrer dois dias após o lançamento da Shenzhou-8, precisou a porta-voz, Wu Ping.Entretanto, duas missões tripuladas já começaram a preparar-se para a mesma operação, em 2012, quando a China tenciona lançar a Shenzhou-9 e a Shenzhou-10. Os membros da tripulação já foram

seleccionados e estão a treinar os procedimentos manuais para a acoplagem, indicou Wu Ping numa conferência de imprensa no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan. Se tudo correr como programado, a primeira estação espacial chinesa estará operacional em 2020. Até agora, apenas os Estados Unidos e a Rússia conseguiram dominar esta tecnologia, e o Japão e a União Europa têm recorrido àqueles dois países para acoplar à Estação Espacial Internacional que se encontra em órbita. O Tiangong-1 (Palácio Celestial), previsto para operar durante dois anos, pesa 8,5 toneladas e tem 10,4 metros de altura e um diâmetro máximo de 3,35 metros. Nesse período, a China deverá também lançar as suas primeiras mulheres astronautas. O primeiro astronauta chinês, Yang Liwei, foi para o espaço em Outubro de 2003 e cinco anos depois, o seu compatriota Zhai Zhigang saiu da nave e efectuou o primeiro passeio espacial.


Não é fácil ter de sair dos gabinetes e outros confortos de toda uma vida, tirar a gravata, vestir um blusão e caminhar por um itinerário escolhido com o objectivo aparente de mostrar que se fala com as pessoas; mais do que isso: que se dialoga, olhos nos olhos, tocando-as na pele e sobretudo no coração. Não está ao alcance de qualquer um. Helder Fernando, P. 15

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Política de “Um casal, um filho” na China é para continuar, diz ministra Li Bin

Sem volta a dar

A

drástica política de controlo da natalidade imposta pela China há 30 anos (“Um casal, um filho”), continuará em vigor para permitir ao país “manter um baixo índice de reprodução, afirmou a responsável pelo planeamento familiar chinês. “A sobrepopulação continua a ser um dos maiores desafios ao desenvolvimento social e económico”, disse a ministra que dirige a Comissão Estatal da População e Planeamento Familiar, Li Bin, a propósito do nascimento do cidadão 7.000.000.000 do planeta, assinalado ontem pela ONU. Numa entrevista difundida pela agência noticiosa oficial chinesa, Li Bin salientou que, se a China não tivesse adoptado a política de “um casal um filho”, no final da década de 1970, a sua população já teria excedido 1700 milhões, mais 400 milhões do que os actuais cerca de 1340 milhões. A esperança média de vida da população chinesa, entretanto, subiu para 73,5 anos e o índice de

mortalidade infantil é considerado baixo entre os países em vias de desenvolvimento. “Temos de continuar a seguir a política actual, elevar a qualidade da população e optimizar a sua estrutura para alcançar o desenvolvimento sustentável da população, da sociedade, do ambiente e da economia”, defendeu Li Bin. A ministra chinesa reconheceu, contudo, que “além da sobrepopulação, a China continua confrontada com outros desafios relacionados com a população, incluindo o desequilíbrio entre o número de homens e de mulheres e o envelhecimento da sociedade”. Ao contrário do que aconteceu na Europa e no Japão, a China começou a envelhecer antes de se tornar rica. Os chineses com mais de 60 anos (a idade da reforma) já representam 13,2% da população, apenas menos 3,3 pontos dos que têm menos de 14 anos, e em 2050, a percentagem chegará a 34%. O país onde vive hoje 19% da humanidade terá então um quarto de toda a terceira idade do planeta

e a sua população activa descerá para 750 milhões, quase menos 200 milhões do que em 2011. Além de abortos e esterilizações forçadas, denunciadas nomeadamente pelo advogado Chen Guangcheng, a imposição da política de “um casal, um filho” provocou uma acentuada diferença entre o número de homens e de mulheres. Dada a tradicional preferência por filhos do sexo masculino, os únicos que perpetuam o apelido da família e apoiam os pais na velhice, muitos casais interrompem a gravidez se o feto for do sexo feminino. Oficialmente, por cada 100 raparigas nascem 118 rapazes, quando o ratio considerado normal é de 103 para 107, e dentro de poucos anos, haverá mais vinte milhões de homens do que mulheres. Tibetanos, mongóis, uigures e as outras 52 minorias étnicas do país, que no conjunto representam 8% da população, estão isentas de seguir a política de “um casal, um filho”.

PRESIDENTE CHINÊS VAI A EUROPA E CRIA ESPERANÇAS DE AJUDA

Europeus reforçam pedido O

MUNDO CHEGA AOS 7000 MILHÕES

A equipa das Nações Unidas responsável por medir a população ofereceu ontem um bolo à recém-nascida Danica Camacho, a bebé sete mil milhões que nasceu nas Filipinas.

presidente da China, Hu Jintao, embarcou na noite de domingo numa viagem oficial a Europa, durante a qual participará na reunião de cúpula do G20 na França, o que cria esperanças de que o país, rico em reservas de divisas, aceitará um compromisso mais firme com o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF). Jintao visitará primeiro a Áustria para assinar diversos acordos económicos e comerciais, antes de seguir para a conferência do G20. O G20, integrado pelas principais economias do mundo, irá reunir-se na cidade de Cannes (sul de França) na quinta-feira e sexta-feira, uma semana depois do acordo dos líderes da União Europeia para enfrentar a crise. AEuropa tenta aumentar o FEEF para 1000 biliões de euros, mas o Governo da China informou que precisa de esclarecimentos antes

de assumir um compromisso com o fundo. A possível participação da China no plano europeu para evitar a contaminação da crise do euro poderá tornar o país uma peça-chave na resolução da crise económica, mas também tem gerado temor de que a zona do euro se torne dependente do gigante asiático e tenha que ceder às suas “contrapartidas”. Dois funcionários de alto escalão do Governo chinês citados pelo “Financial Times” informaram que é muito provável que Pequim contribua com o plano de resgate europeu, mas o nível do comprometimento chinês dependeria de os líderes europeus atenderem a certas exigências de Pequim. Dentre elas, estariam garantias de segurança para os investimentos, segundo afirmaram Li Daokui, membro académico do comité de política monetária do Banco Central

Chinês, e Yu Yongding, ex-membro do mesmo comité, ao jornal.AChina tem hoje 3200 biliões em reservas cambiais, cerca de um quarto dos quais acredita-se ser em euros. Um acordo para conter a crise na Europa prevê em particular o fortalecimento da capacidade de acção do FEEF, com a contribuição dos países emergentes, com a China à frente, para ajudar os países endividados. A zona do euro tomou a decisão para ajudar os países em dificuldade, como Itália ou Espanha. A capacidade do fundo chegaria a um 1000 biliões de euros, contra os actuais 4400 milhões. Para chegar a este resultado, será oferecido aos investidores um sistema de seguro-crédito e um fundo especial seria concedido ao FMI (Fundo Monetário Internacional) para receber as contribuições dos países emergentes.


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POLÍTICA

Mais políticas a longo prazo e formação dos cidadãos, diz professor

Desenvolvimento económico não efectiva direitos sociais Joana Freitas

Joana.freitas@hojemacau.com.mo

É

preciso que o Governo tenha um papel activo na elaboração de políticas públicas, que contribuam para que os residentes tenham acesso aos seus direitos socais. Quem o diz é Wai Kin Lok, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Macau. Num estudo apresentado na reunião sobre Constituição, que juntou Europa, China e Hong Kong em Macau, na semana passada, o académico defende que os residentes de Macau usufruem de direitos sociais, mas há ainda muito a fazer. “A função dos deputados em supervisionar determinados comportamentos do Governo deverá ser reforçada. Qualquer coisa que impeça a concretização dos direitos sociais, deve ser corrigido de imediato”, frisou Wai Kin Lok. Há aspectos negativos na performance do Governo que, na opinião de Wai Kin Lok, deviam ser melhorados. Estes prendem-se sobretudo com o crescente aumento

Virginia Leung

virginia.leung@hojemacau.com.mo

M

UITAS domésticas estrangeiras têm-se queixado de serem maltratadas e exploradas pelos patrões e de não terem a possibilidade de mudar de emprego devido às restrições de visto implicadas. Mas ultimamente tem aparecido também um grande número de patrões a reclamar do desempenho das suas empregadas, o que levou ao aparecimento na Internet de uma “lista negra” das domésticas que se portam mal. O deputado da Assembleia Legislativa (AL) Chan Meng Kam apresentou uma interpelação escrita em que se solidariza com esses patrões. As últimas estatísticas

do fosso entre ricos e pobres, apesar das receitas exorbitantes nos cofres da RAEM. Wai Kin Lok defende que o Executivo não soube formular algumas medidas mais necessárias a tempo, o que levou à criação de diversos conflitos sociais. “O Governo negligenciou o tempo oportuno de criar medidas relativas à habitação social. Os preços do mercado são muito altos, e muitos residentes não tiveram possibilidade de comprar casa. Isso fez com que eles pensassem que os frutos do desenvolvimento económico de Macau não foram bem distribuídos”, explicou o académico. O professor da Universidade de Macau considera que a economia confortável da RAEM não trouxe necessariamente a realização efectiva dos direitos sociais. “O ponto-chave [a retirar daqui] é que o Governo deve formular políticas que permitam que os residentes usufruam mais do desenvolvimento económico e, consequentemente, dos direitos sociais”, defende Wai Kin Lok. O académico defende que a

economia positiva da RAEM é um factor importante, que serve de base à produção e possibilidade de existência de direitos e liberdades sociais e salienta mesmo que “sem o desenvolvimento económico que Macau tem seria impossível realizar estes direitos”. Mas então, quais os desafios que ainda não permitem que os residentes de Macau usufruam plenamente dos seus direitos sociais? É essa a pergunta que Wai Kin Lok coloca e à qual responde prontamente, dando como exemplo a distribuição dos cheques pecuniários. Se a população conta com esse dinheiro, pelo menos uma vez por ano, assim que a economia de Macau esmorecer e a situação não permitir a continuação deste esquema, vai sentir-se um desconforto social, que pode mesmo levar a conflitos. Os desafios, diz Wai Kin Lok, prendem-se precisamente em alterar estas medidas de apoio a curto prazo para políticas a longo prazo, que permitam manter o acesso da população aos seus direitos continuamente. “Só com a implementação de medidas de segurança social

efectivamente mais práticas, podem os residentes sentir que também usufruem do desenvolvimento económico de Macau”, explica o professor. “Se o Governo mantiver o esquema actual durante muito mais tempo, a partir do dia em que não o consiga mais fazer, a população perde a confiança no Executivo”, alerta Wai Kin Lok. O académico salienta que os direitos sociais dependem especialmente de recursos providenciados pelo Governo, mas faz questão de salientar outras questões: “os recursos são sempre limitados e os pedidos [da população] ilimitados. Estes dois factores entrarão com certeza em conflito”. Para evitar isso, defende Wai

Kin Lok, é preciso também que tanto o Governo como a população percebam as diferenças entre o que é justo e o que é igualdade. O académico defende que, apesar da população lutar sempre por igualdade social, esse factor pode trazer complicações. “A igualdade absoluta pode causar um colapso no sistema de segurança social, devido ao seu peso”, alerta. Wai Kin Lok acredita que “apesar de, do ponto de vista da Constituição, os residentes terem direitos sociais, é também importante providenciar-lhes conhecimentos que os guiem a uma atitude racional perante esses direitos e a um comportamento mais maduro na sociedade”. O professor de Direito defende, contudo, que há também aspectos positivos na Lei Básica de Macau, como o direito à liberdade e à protecção, e dá as boas-vindas a algumas medidas implementadas pelo Executivo. O plano decenal sobre o desenvolvimento na Educação é uma delas. Wai Kin Lok diz que os subsídios distribuídos para que a população de Macau possa estudar ou ampliar os seus conhecimentos contribui para a realização de um direito social dos residentes – o direito à educação. Também a implementação dos sistemas de Fundo de Segurança Social, a atribuição de pensões ou subsídios aquando da compra da primeira casa própria são aplaudidas pelo académico, que considera, assim, “proteger o direito de riqueza dos residentes”.

DEPUTADO DEFENDE LISTA NEGRA DAS EMPREGADAS QUE SE PORTAM MAL

A purga das domésticas anunciadas dão conta de 16 mil empregadas domésticas estrangeiras a trabalhar em Macau, mas a crescente procura dessas profissionais tem criado no mercado uma situação em que, normalmente, “são as empregadas domésticas a escolherem os empregadores e não o contrário”, observou Chan Meng Kam. O deputado diz ter recebido e-mails de algumas donas de casa que reflectem os problemas existentes no recrutamento de empregadas domésticas, dando mesmo conta de haver já a circular em fóruns na Internet uma

“lista negra das empregadas domésticas”, que compila informações sobre os desempenhos de quase 60 empregadas estrangeiras. Admitindo que algumas empregadas domésticas são dedicadas e verdadeiras mouras de trabalho, Chan Meng Kam observou no entanto que, devido aos diferentes níveis de experiência e formação das empregadas, a existência de “ovelhas negras” era inevitável. Os comportamentos desviantes têm contribuído para desestabilizar seriamente todo o mercado das domésticas e

mesmo o mercado da importação de trabalhadores. A legislação actual, observou o deputado, não é eficaz a regular a “troca de emprego” das trabalhadoras domésticas, não havendo qualquer regulação especial para este tipo de empregos. Independentemente de as empregadas domésticas virem da China Continental ou de países estrangeiros, “os problemas persistem”, afirmou Chan Meng Kam. Na sua interpelação, o deputado questiona o Governo sobre se poderia proporcionar alguns serviços públicos práticos para evitar as disputas patrões/empregadas, nomeadamente com contratos-padrão, de forma a deixar claros direitos e deveres.


NÚMERO DE TELEMÓVEIS DISPARA NO TERCEIRO TRIMESTRE

Segundo os Serviços de Censos e Estatísticas, foram registados 1.291.617 utentes de telemóvel no final de Setembro de 2011, mais 17% em relação ao idêntico período do ano 2010 e 166.725 utentes de linhas telefónicas fixas, que diminuíram ligeiramente 1% no período homólogo. Quanto ao serviço de Internet, existiam 204.548 utentes, os quais utilizaram 382 milhões de horas nos primeiros nove meses de 2011, expandindo-se os primeiros 25% e 24% as segundas em relação ao mesmo período de 2010.

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Acidentes de trânsito cada vez mais frequentes deixam sociedade em alerta

Confusão a rodos nas ruas de Macau Virginia Leung

virginia.leung@hojemacau.com.mo

O

S acidentes de trânsito em Macau estão a aumentar. Falta de capacidade das vias ao já excessivo e ainda crescente número de veículos a circular, sinalização deficiente e – talvez o maior problema de todos – má formação e imprudência dos condutores estão na linha de fogo das críticas de uma sociedade que começa a sentir que faz falta fazer alguma coisa para reverter uma tendência assustadora. De acordo com dados revelados ontem pela Direcção dos Serviços de Censos e Estatísticas (DSEC), até ao final de Setembro de 2011 havia 203.443 veículos em circulação no território – um aumento de 5% em relação ao período homólogo de 2010 -, dos quais 109.936 eram motociclos (54% do total) e 79.495 eram automóveis ligeiros particulares (39%). Nos primeiros nove meses do corrente ano ocorreram 10.393 acidentes de viação, registando-se uma subida de 6% em relação ao ano passado. Mais de 4056 pessoas ficaram feridas e oito delas morreram. Grande parte dos acidentes com veículos pesados, por exemplo, ficam a dever-se à falta de preparação e à má formação ética dos motoristas, considera Fong Kam Soi, membro do Conselho Consultivo do Trânsito, que interveio no Macau Fórum, onde várias personalidades atacaram o problema. Recentemente, um grande número de condutores mudou de emprego, sem terem tido um período de adaptação aos novos veículos e aos novos trajectos, o que também tem contribuído para agravar o problema, afirmou. Entre as ideias defendidas por Fong estiveram a limitação de certas vias a determinados veículos e a criação de pistas separadas para automóveis e motociclos. Os acidentes de trânsito têm-se sucedido a um ritmo maior nos últimos tempos, reflexo da existência de alguns trechos da via com condições que propiciam os sinistros, observou Chan Cheok Wah, director de investigação política da Sabedoria de Macau. O responsável apelou ao Governo

para que desse mais atenção ao problema, e à polícia reguladora do trânsito para que reforçasse a vigilância para garantir a segurança de condutores e peões.

CONTRA A SINISTRALIDADE, A INTERPELAÇÃO

O problema do aumento dos acidentes esteve na origem de interpelações escritas apresentadas na Assembleia Legislativa (AL) pelos deputados Lee Chong Cheng e António Ng Kuok Cheong. O primeiro referiu existirem várias razões por trás do aumento do número de sinistros, mas pondo a tónica no estado de deterioração das vias como um dos principais motivos. O aumento no número de veículos a circular, observou, suplanta em muito o acréscimo de

novas ruas, tornando as existentes demasiado estreitas para tantas viaturas. Mas também é preciso não esquecer, notou, que muitos dos condutores têm uma falta crónica de consciência de segurança, o que motiva uma má atitude no que diz respeito à velocidade excessiva e sucessivas infracções das regras de trânsito. Na sua interpelação, Lee Chong Cheng questionou se a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) tencionava seguir o exemplo das regiões vizinhas e criar um Centro de Educação para Condução Segura, para ensinar os condutores a gerirem as suas emoções ao conduzir e a prevenir acidentes e lidar com situações de emergência. O deputado inquiriu ainda o Governo sobre se conside-

raria rever a legislação de trânsito de forma a torná-la mais rígida para com os condutores que ponham em risco a segurança; e importar os cursos de “reciclagem” de condução segura para cidadãos encartados. Lee perguntou ainda se o Governo iria avançar para a criação de um mecanismo de eliminação de veículos velhos para poder elevar os padrões de inspecção para os veículos de maior frequência de utilização, e ainda se estava prevista a proibição a veículos pesados de circular em determinadas ruas, para as descongestionar. Por sua vez, o pró-democrata António Ng Kuok Cheong observou que entre os acidentes mais recentes, os mais preocupantes forma os motivados por problemas mecânicos e os que resultaram no

atropelamento de pedestres por autocarros turísticos. A situação de caos chega a tomar proporções surreais quando, num dos últimos sinistros, um autocarro embateu contra motociclos ao seguir as instruções de um guarda sinaleiro. “Os departamentos competentes continuam preguiçosos demais para se preocuparem”, referiu António Ng. “As actividades de promoção em geral são eficazes, mas o Governo parece ainda não se ter dado conta da seriedade dessa lição sangrenta”, acrescentou, criticando o Executivo por não dar a devida atenção aos problemas práticos, como o melhoramento das ruas. Outro dos ingredientes da situação caótica que se vive nas ruas de Macau e que tem gerado polémica ultimamente, muito por culpa dos incidentes que se sucedem, é o do atravessamento da via nas passadeiras. A colocação das passadeiras em locais inadequados tem merecido críticas, mas o problema mais grave é, segundo o deputado, que as passadeiras são simplesmente pintadas sobre o asfalto e têm pouca aderência, o que as torna escorregadias, representando um perigo para transeuntes e automobilistas. Nas regiões mais avançadas, observou, já é utilizado um tratamento com um polímero que resolve esse problema. Na sua interpelação, António Ng questionou se o Governo estava ou não disposto a aprender com os acidentes que se têm sucedido nas proximidades da sede da CEM e proceder a uma avaliação de segurança das vias públicas para determinar os “pontos negros” das ruas e estradas de Macau, e acrescentar semáforos onde for necessário, para evitar mais tragédias em Macau. O parlamentar inquiriu também o Governo sobre se iria proceder à implementação de padrões de aderência para as passadeiras que, defende, devem ser fixados com base na norma europeia (EN1436). A cobertura metálica dos bueiros é outra armadilha para quem circula na via pública, pelo que o deputado pró-democrata quer também saber se o Governo tem em mente qualquer medida a respeito, para proteger a segurança dos condutores.


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SOCIEDADE

Segurança alimentar | Mais competências para o organismo liderado por Raymond Tam

Super-IACM

O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) está prestes a tornar-se numa super-entidade. Com a nova Lei da Segurança Alimentar, o organismo vai assumir todas as despesas da fiscalização e consequente aplicação da lei. Medidas drásticas e punições severas são esperadas pela ASAE versão Macau Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

R

EFORÇO da inspecção aleatória, recrutamento de mais fiscais e admoestações drásticas são algumas das competências que o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) vê contempladas no novo texto para consulta da Lei de Segurança Alimentar, apresentado ontem. Tudo para chegar “ao patamar internacional”. O documento, que a Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ) e o IACM pretendem entregar à Assembleia Legislativa (AL) no início do próximo ano, é novo. Nunca antes se tinha feito, pelo menos ao nível do papel escrito, um combate acérrimo à qualidade e segurança alimentares. “Tem havido muitos incidentes relativos à segurança alimentar e essa é uma preocupação cada vez mais notória. Estamos a preparar algo que satisfaça as necessidades da nossa população”, referiu Lei Voi Nong, vice-presidente do IACM. Após a sua publicação, que os organismos competentes esperam que seja no primeiro semestre de 2012, o IACM terá mais e melhores competências no que concerne a questões de segurança alimentar. Para já, Lei Voi Nong anunciou que, contrariamente ao que acontece agora onde a sua

margem de manobra é pouco abrangente, o IACM fará a inspecção de produtos alimentares vivos e frescos, bem como de outros alimentos embalados. Fará ainda a fiscalização de estabelecimentos de comidas e bebidas e de bancas de mercado e tratará de efectuar uma análise laboratorial em parceria com entidades competentes na área científica. Uma nota para o início da fiscalização de estabelecimentos de bebidas e comidas ‘take-away’, como o Mc Donald’s ou o Café Free, que até agora não eram alvo de apertada fiscalização. Mas há mais. As suas competências são tão abrangentes que podem até “inspeccionar um estabelecimento hoteleiro que se localize dentro de um hotel ou casino”. “Com esta nova lei este cenário vai mudar. O IACM vai poder fiscalizar estabelecimentos que até aqui estavam fora da sua alçada, seja quem for a entidade emissora da licença”, esclareceu Lei Voi Nong.

MAIS SANÇÕES POR MENOS INFRACÇÕES

Nos termos das leis vigentes em Macau já é possível sancionar quem coloca em risco a segurança alimentar – Lei n.º 6/96/M “Regime jurídico das infracções contra a saúde pública e contra a economia”. Apesar disso o articulado, de acordo com os responsáveis, tem muitas lacunas e é preciso qualificar

mais e mais casos como infracções criminais. “Já havia um certo acompanhamento legal destas situações e a lei vigente tem previstas sanções. Com essas e com regulamentações novas vamos ter mais sanções, com certeza. Estas serão sempre reguladas pela lei penal”, explicou Lei Voi Nong. Uma vez que a actual legislação prevê a responsabilidade criminal de quem coloca em risco a segurança alimentar, a nova Lei da Segurança Alimentar surgirá com cara lavada nesse aspecto. “É preciso aprofundar os estudos sobre se as disposições vigentes são suficientemente englobantes e efectuar análises sobre se as sanções vigentes relativas à segurança alimentar produzem suficientes efeitos dissuasores”, pode ler-se no texto para consulta pública da nova lei.

que representam ameaça à saúde pública “sem contudo atingir o grau de tornar-se um crime”. Se a situação for considerada crime será “severamente” punida, podendo as entidades fiscalizadoras caçar a licença dos estabelecimentos. “Para além da multa, as novas competências do IACM podem levar a que sejam revogadas licenças. Os estabelecimentos que tiverem licenças de outrem, como por exemplo a Direcção dos Serviços de Turismo (DST), faremos uma cooperação com a DST nesse sentido”, afirmou Lei Voi Nong. O IACM pode até, com o novo articulado, ordenar a retirada dos géneros alimentícios com problemas, restringir ou proibir vendas, importações, exportações e destruir determinados géneros alimentícios que não estejam em conformidade.

REVOGAÇÃO DE LICENÇAS PODE SER POSSÍVEL

SINERGIA A QUANTO OBRIGAS

Outra das novidades é que a consulta está relacionada com as pequenas multas. De acordo com o documento, propõem-se que sejam qualificados como infracções administrativas os actos

Com o cunho assente nas directrizes apresentadas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e da Organização Mundial de Saúde, bem como baseada

nas experiência de Hong Kong , Singapura e do interior da China, o novo articulado comtemplará que “as inspecções estão a cargo, exclusivo, do IACM”, contudo pode ser haver a necessidade de “inspecções colectivas com outras entidades”. “É um trabalho em sinergia com outros serviços este quem vem sendo feito”, explicou o vice-presidente do IACM. A Lei de Segurança Alimentar criará, deste modo, mecanismos de avaliação, gestão e comunicação de riscos, tendo como referência as directrizes referidas acima.

CENTRO DE SEGURANÇA ALIMENTAR PRECISA DE ALIMENTO

Provisoriamente a funcionar com 16 pessoas só será oficial no primeiro trimestre do próximo ano, quando da aprovação e publicação da nova Lei de Segurança Alimentar (CSA). Este organismo quer combater a crescente insegurança alimentar, mas Lei Voi Nong assume que ainda faltam recursos humanos. “Para já somos 16 mas é preciso recrutar mais pessoal para que a fiscalização seja feita como nós pretendemos.”

A funcionar de modo provisório, cabe ao CSA a apreciação de tudo o que seja relacionado com a segurança alimentar. Ao Conselho de Segurança Alimentar, outro dos órgãos a ser criado com o novo enquadramento legal, cabe o tratamento dos casos mais críticos. O quadro geral sobre segurança alimentar contempla ainda inspecções sanitárias, prestação de informação sobre segurança alimentar aos cidadãos, bem como a organização da Semana da Segurança Alimentar que estará a cargo do IACM e contará com acções de formação e palestras, com académicos e peritos de Hong Kong, destinados à população. Está assegurada ainda a criação de uma Linha Aberta sobre Segurança Alimentar – 28338181 - que os cidadãos poderão usar sempre que tiverem uma queixa. O texto para consulta da Lei de Segurança Alimentar estará disponível até dia 16 de Dezembro. Até lá serão recolhidas “todas as opiniões possíveis” com vista a que a proposta de lei seja entregue à apreciação da AL o mais rápido possível, ou seja, “no início de 2012”.


OCDE APROVA RELATÓRIO DA RAEM SOBRE TROCA DE INFORMAÇÕES FISCAIS

A OCDE aprovou, no final de Outubro, o relatório submetido pela RAEM no âmbito de transparência e troca de informações fiscais. Durante a reunião plenária do organismo, com a presença de 250 representantes de 93 países e regiões, as medidas adoptadas por Macau foram consideradas dentro dos padrões internacionais. A revisão da primeira fase do documento visou essencialmente garantir que os actuais diplomas legais e a estrutura fiscalizadora da RAEM são suficientes e seguem à risca o funcionamento da troca de informações fiscais, cujo âmbito abrange o Código Comercial, o Código de Registo Comercial, o Código Civil, o regime jurídico de actividade «Off-shore», os diplomas legais e as normas sobre o branqueamento de capitais, as leis fiscais, a legislação sobre o sistema financeiro e as leis sobre a troca de informações.

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Abre hoje novo Posto de Urgência das Ilhas em espaço arrendado à MUST

Cinco anos para servir o público Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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OBRE um total de 37 mil pés quadrados (cerca de 3437 metros quadrados) e foi arrendado pelo Governo por 910 mil e 200 patacas mensais à Universidade de Ciência e Tecnologia (MUST). O novo Posto de Urgência das Ilhas, a funcionar nas traseiras do Hospital da MUST, abre hoje portas e prevê aliviar a pressão nos serviços de urgência do Hospital Conde de São Januário. Criado em menos de um ano, “dada a necessidade dos residentes”, o novo Posto estará em funcionamento, pelo menos, durante cinco anos, até à conclusão do novo Hospital das Ilhas – previsto para entrar em funcionamento em 2014.

Ao longos dos cinco anos que estará em funcionamento, o Posto de Urgência das Ilhas vai custar aos cofres da RAEM um total de cerca de 55 milhões de patacas. Cheong U, secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, escusou-se a comentar o custo do aluguer que o Executivo teria de pagar à universidade, mas, posteriormente, em comunicado, os Serviços de Saúde desvendaram a renda mensal. O preço está estipulado a 24,6 patacas por pé quadrado. Chan Wai Sin, subdirector dos Serviços de Saúde e director do Hospital Conde de São Januário, explicou aos jornalistas que o Posto de Urgência, que funciona como uma sub-unidade do hospital, poderá atender cerca de 150 a 200 pessoas

diariamente, a uma média de 20 pacientes despachados por hora. O objectivo principal do novo posto é prestar cuidados aos residentes da Taipa e de Coloane, mas Chan Wai Sin afirma que, em caso de muita pressão nas urgências do hospital da península, também os moradores de Macau são bem-vindos. “Actualmente, o hospital [Conde de São Januário] recebe uma média de 400 a 600 casos de urgência por dia e por isso esperamos que a pressão possa ser aliviada”, afirmou o director da instituição. Com capacidade para 40 pessoas na sala de espera e com dez camas destinadas a observação – duas delas de pediatria -, o Posto de Urgência das Ilhas conta com a colaboração de 50 profissionais recrutados do Hospital Conde de PUB

NOVO CÁLCULO PARA A CONCESSÃO DE TERRENOS ENTRA HOJE EM VIGOR

Montantes ajustados A

partir de hoje entra finalmente em vigor a nova fórmula de cálculo para o prémio de concessão dos terrenos. Esta é a terceira alteração desde 2004 e prevê ajustamentos entre os 30% e os 50% na maioria das finalidades. A revisão integra novos critérios de cálculo e os maiores aumentos verificaram-se na concessão de terrenos destinados a edifícios habitacionais altos, com mais de sete pisos, onde o montante a pagar sobe aos 90%.

A legislação actualmente em vigor já tinha previsto a diferenciação nos cálculos dos prémios para os edifícios mais baixos e mais altos, mas nunca existiu esta diferenciação na valorização. Em comunicado, a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSOPT) alerta que o antigo método ainda continua em vigor para projectos já aprovados. Depois de muitas discussões na Assembleia Legislativa, com os deputados

a pedirem a actualização devido a considerarem as concessões de terrenos muito baratas, o Governo deu um passo em frente. A DSSOPT afirma que foi já criado um sistema permanente para a revisão e actualização do método de cálculo do montante do prémio de concessão e frisa que na Lei de Terras – a ser revista – estará explícita a fórmula de revisão do prémio, que terá em conta a inflação como factor a ser previsto. – J.F.

São Januário e mais dez médicos recrutados propositadamente para servirem a nova instalação. O Posto estará aberto 24 horas – o que faz com que o Centro de Saúde da Taipa encerre a partir das 20h e até às 8h30 -, e receberá todo o tipo de casos, encaminhando os mais graves para o hospital.

Os trabalhadores do Posto vão ainda poder contar com a colaboração da própria Universidade: serviços de TAC ou análises ao sangue, por exemplo, vão ser feitos nas novas instalações mas analisados pela MUST. Segundo o comunicado dos Serviços de Saúde, serão adquiridos pelo hospital Conde de São Januário, os aparelhos de raios-X, de ecografia, de TAC e exame/análise laboratorial do Hospital da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, “sendo o mesmo reembolsado de acordo com a despesa real”. Segundo Chan Wai Sin, as novas urgências do Hospital Conde de São Januário vão estar concluídas em dois anos e espera-se, assim, “dar resposta a todas as necessidades dos residentes”, frisou o director do hospital.


vida

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NASA

A Nasa (ag tem o tama concebida que permit

Relatório aponta áreas de risco com mudança climática. Macau tem risco elevado

A

intensa urbanização, o pouco planeamento na organização das cidades e a redução da vegetação põem em xeque os países do Sudeste Asiático e do Pacífico, que sofrem com os efeitos da mudança climática, indica uma nova análise. Macau aparece no mapa identificado como uma região de risco elevado. Inundações como as da Tailândia, o paulatino afundamento da capital das Filipinas e o desaparecimento de inúmeras ilhas do Pacífico pelo aumento do nível do mar são algumas consequências da mudança climática, aponta o estudo da empresa de consultoria Maplecroft. “O crescimento da população combinado com governos pouco eficientes, corrupção, pobreza e outros factores socioeconómicos aumentam o risco para a população e os negócios”, afirma o comunicado.

O estudo analisa e mostra em um mapa os países mais vulneráveis às mudanças climáticas, as cidades mais ameaçadas, as zonas económicas e os perigos para a população mundial. “O impacto e as consequências de um desastre ambiental grave não só afectam a população e economia locais, mas podem ser de importância mundial, especialmente porque o peso destas economias está aumentando”, explica o analista ambiental da empresa, Charlie Beldon. A Tailândia, que ocupa o 37.º lugar da lista entre os países com maior risco, sofre actualmente as piores inundações dos últimos 50 anos que inundaram Banguecoque, já causaram 370 mortes e afectam 9 milhões de pessoas. Um vídeo da ONG tailandesa Roosuflood culpa a destruição do ambiente para a construção de par-

Sabia que...

ques industriais e áreas residenciais como a causa das inundações, e aponta que o volume das precipitações neste ano não foi muito maior do que nos anos anteriores. O relatório da Maplecroft afirma que a construção de infra-estruturas para expandir as cidades pode dificultar a resposta aos desastres, cada vez mais frequentes. Conforme o relatório, a capital Manila é “extremamente vulnerável” às mudanças pelo rápido crescimento da população, que deve ganhar mais 2,2 milhões de habitantes entre 2010 e 2020, e por seu elevado risco de sofrer inundações e tempestades. Pelas estimativas do Instituto de Vulcanologia e Sismologia filipino, algumas áreas de Manila afundaram nos últimos três anos pela exploração exagerada dos aquíferos, o que piora as enchentes que se repetem ao longo da estação das monções.

Estudo aprofundou o que se sabe sobre planeta anão

de interior são importantes contra a poluição em recintos fechados?

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Click ecológico

BALEIAS ENCALHARAM NA NOVA ZELÂNDIA • Três baleias-bicuda-de-gray encalharam na praia Papamoa, na Nova Zelândia, confirmou o DOC (Departamento de Conversação de Animais do país) na sextafeira. A mais nova das três morreu, e os voluntários do DOC tentam manter as outras duas – adultas - vivas até que a maré suba e elas possam voltar ao mar.

No início de Setembro, o Fórum das Ilhas do Pacífico realizado na Nova Zelândia alertou sobre a situação de vários estados insulares, como Tuvalu, Kiribati e as Ilhas Marshall, que submergem lentamente por causa do aumento do nível do mar. Os efeitos também podem aparecer em países desenvolvidos, como ocorreu este ano na Austrália com as graves inundações em Brisbane, e na Nova Zelândia, com o terramoto que devastou a cidade de Christchurch. Outras áreas do planeta, como a África e América do Sul, também são vulneráveis aos efeitos da mudança climática. O relatório da Maplecroft aponta que os riscos também podem oferecer oportunidades de investimento pela “mudança na demanda de bens e serviços” e “modificar” os existentes diante das novas necessidades.

ERIS, O PLANETA ANÃO DA DISCÓRDIA, É MAIS PEQUENO DO QUE SE PENSAVA

• segundo a NASA, as plantas

auxiliares da luta

ANTÓNIO FALCÃO

Sudeste Asiático é o que mais sofre

RIS, o planeta anão da discórdia, que tirou Plutão da primeira liga do Sistema Solar em 2006, é mais pequeno do que se pensava. O astro passou à frente de uma estrela em 2010 e o eclipse, observado por telescópios do Observatório Europeu do Sul, serviu para se conhecer mais sobre o objecto. As novas observações da equipa de Bruno Sicardy, do Observatório de Paris, permitiram uma nova medição do raio do astro. A 6 de Novembro, o telescópio austral europeu, em Silla, no Chile, deixou de ver uma estrela da constelação de Cetus durante 30 segundos e em São Pedro, deserto do Atacama, também no Chile, os astrónomos viram o mesmo eclipse durante 80 segundos. Eris passara à frente da estrela, e através

das medições os cientistas concluíram que o seu raio era de 1163 quilómetros. “Como o raio de Plutão se situa entre os 1150 e os 1200 quilómetros, Eris parece ser um gémeo de Plutão, com uma superfície mais brilhante”, disse a equipa citada pela AFP. Quando foi descoberto, em 2003, ninguém adivinhava que Eris iria provocar uma revolução na classificação dos planetas. Situado a uma distância máxima de 15 mil milhões de quilómetros do Sol, mais longe do que Plutão e cem vezes a

distância da Terra, na cintura de Kuiper – uma zona para lá de Neptuno repleta de objectos gelados –, Eris tinha as mesmas características que faziam com que Plutão fosse um planeta. Era redondo, pensava-se até que era maior do que Plutão, com 1200 quilómetros de raio, e mantinha uma órbita definida. Mas o que a União Astronómica Internacional decidiu foi que ambos passavam a categoria de planeta-anão. A nova regra para definir um astro como planeta era que precisava de limpar a órbita

de outros objectos. Ou seja, tinha de ser suficientemente grande e atrair os outros objectos à volta com a força da gravidade – o que não acontece nem com Eris, nem com Plutão. Por causar esta revolução, o astro ganhou o nome da deusa grega da discórdia. As novas observações também mostram que a superfície do planeta anão é brilhante. Reflecte 96% da luz solar, a neve fresca só reflecte 80%. “O brilho de Eris poderá ser explicado pelo solo gelado ser jovem ou ser frio”, explicou Bruno Sicardy. O planeta-anão termina uma órbita ao fim de 560 anos e fica a uma distância mínima do Sol de seis mil milhões de quilómetros do Sol. Eris tem um satélite chamado de Disnomia, o nome da deusa da desordem, filha de Eris.


A LANÇA PRIMEIRO SATÉLITE DE OBSERVAÇÃO PARA MUDANÇAS CLIMÁTICAS

gência espacial americana) lançou nesta sexta-feira o primeiro satélite de observação para mudanças climáticas, que também registará as principais variáveis meteorológicas. O satélite, que anho de um veículo utilitário e pesa 2,13 toneladas, será colocado em órbita a 824 quilómetros de altitude e orbitará a Terra quase 14 vezes por dia. O satélite representa a primeira missão para compilar dados essenciais para melhorar as previsões meteorológicas a curto prazo e ajudará a entender melhor o aquecimento global a longo prazo. O NPP tem cinco instrumentos tirão estudar a temperatura e a água na atmosfera, o impacto das nuvens e dos aerossóis na temperatura, e a resposta das plantas terrestres e marinhas às mudanças ambientais.

ESTUDO DE HONG KONG EXPLICA COMO O PICA-PAU EVITA DANOS NO CÉREBRO AO BICAR ÁRVORES

Cabeça dura em casca de árvore... E

STUDOS usando imagens em câmara lenta, exames de raio-X e simulação por computador revelaram como o pica-pau consegue evitar danos no seu cérebro quando martela troncos com o bico. A cabeça do pássaro move-se a velocidades em torno de seis metros por segundo. A cada martelada, o seu bico sofre uma desaceleração que equivale a mais de mil vezes a força da gravidade. Porém, num artigo publicado na revista científica “Plos One”, especialistas dizem que as diferenças nos comprimentos das partes superior e inferior do bico do animal e estruturas ósseas esponjosas protegem o seu cérebro. A descoberta pode ser útil no desenvolvimento de equipamentos protectores para a cabeça de humanos. PUB

O pica-pau tende a construir o ninho em troncos ocos de árvores. Para se alimentar, bica o tronco com força, perfurando a casca para encontrar insectos que captura com a língua. Durante anos, cientistas vêm examinando a anatomia do crânio dos pica-paus para descobrir como conseguem dar as suas poderosas bicadas sem se magoarem. Estas aves não possuem muito espaço entre o cérebro e o crânio, o que impede o cérebro de se deslocar dentro do crânio, como ocorre com os humanos. Além disso, os seus cérebros são mais longos vertical do que horizontalmente, o que significa que a força exercida contra o crânio é distribuída por uma área maior do cérebro. A equipa responsável pelo estudo, da Universidade Politécnica de

Hong Kong, também estudou o osso hióide do pica-pau. Esse osso, que em humanos é comummente chamada de maçã-de-adão, é extremamente desenvolvido nestes pássaros. Começando na parte debaixo do bico do animal, ele passa por dentro das narinas, segue por baixo do crânio, sobe até o topo, contornando a cabeça, e desce até a testa, formando uma espécie de círculo. Em entrevista à BBC, o especialista Ming Zhang, co-autor do estudo, disse que a equipa queria entender esse processo em números. “A maioria dos estudos prévios limitava-se a respostas qualitativas para essa questão, mas para resolver esse problema interessante são necessários mais estudos quantitativos”, disse. Para o pesquisador, a compreensão do

bio-mecanismo usado pelo pica-pau seria útil no “desenho de artefactos de protecção humana e até em desenho industrial”. Primeiro, a equipa observou os pica-paus em ambientes controlados. Duas câmaras captaram, em câmara lenta, imagens dos animais a bater num sensor que media a força da bicada. Eles descobriram que os pássaros viram ligeiramente a cabeça quando bicam, o que influencia a forma como as forças são transmitidas. Aequipa também fez tomografias computadorizadas e análises dos

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9 crânios de pica-paus usando microscópicos electrónicos para determinar como as partes se encaixam e onde ocorre variação na densidade óssea. Munidos dessas informações, os cientistas foram capazes de usar simulação por computador para calcular as forças afectando todo o crânio do pássaro enquanto ele bicava. Eles concluíram que três factores se combinam para proteger o pássaro: primeiro, a estrutura circular do osso hióide, contornando todo o crânio, age como um cinto de segurança, especialmente após o impacto inicial. Aequipa constatou que os comprimentos das partes superior e inferior do bico do pica-pau são diferentes. Quando a força é transmitida da ponta do bico para dentro do osso, essa assimetria diminui a carga de força que chega até o cérebro. Finalmente, ossos em forma de placa, com uma estrutura esponjosa em pontos diferentes do crânio, ajudam a distribuir a força, protegendo o cérebro.


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CULTURA

I Congresso do Livro discutiu alternativas “para que o livro não morra”

Impostos e tecnologias ameaçam letras

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M Março, no Reino Unido, foi divulgado um estudo que revelava que 10% dos britânicos, com idades entre os 15 e os 54 anos, tinha um iPad, o tablet da Apple, e 30% tinha um e-reader, um leitor de livros electrónicos como o Kindle, Sony ou Kobo. Estes números vão aumentar até ao final do ano, com a compra de presentes de Natal. A revolução digital veio para ficar. E embora a Europa esteja atrasada em relação aos Estados Unidos quando se trata de adoptar o digital no mundo editorial, isso não significa que essa mudança irá passar-nos ao lado. “A revolução digital está em nosso redor, é um momento transformador, o equivalente ao momento da revolução de Gutenberg”, afirmou Fergal Tobin, presidente da Federação Europeia de Editores e um dos convidados do I Congresso do Livro, organizado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e que reuniu nos últimos dias editores, livreiros e agentes literários na Praia da Vitória, ilha da Terceira, Açores. Há a ideia de que a indús-

tria editorial sobreviveu ao aparecimento de outros média durante o último século — rádio, televisão, Internet — e que irá sobreviver a este também. Desenganem-se. “Este momento é diferente. Vamos sobreviver à chegada do digital, mas ele já está a afectar o nosso ambiente tradicional da indústria editorial e com um efeito muito maior do que aconteceu com o aparecimento dos outros media”, disse. E atreveu-se a fazer um pouco de futurologia, embora na literatura e nas “belles lettres” a mudança para o digital pareça estar a ser menos penosa do que nas áreas mais comerciais. A opinião de Fergal Tobin é que o nicho literário continuará a existir no livro impresso, mas vai ser pequeno e talvez demasiado pequeno para ser comercialmente viável. A não-ficção terá uma mudança significativa do impresso para o digital, nomeadamente nos livros de saúde, jornalismo, auto-ajuda, etc. E os livros de arte ficarão em papel pois, acredita Fergal Tobin, não haverá ecrã de televisão em alta definição que substitua

A União Europeia, explicou o editor da Principia e da livraria Ferin, Henrique Mota, está a estudar a questão do IVA e, provavelmente, irá impor um princípio de territorialidade: um livro digital vendido no Brasil terá de ter o IVA aplicado no país de onde é enviado. Para aumentar a confusão, se um editor português vender actualmente um e-book integrado num suporte físico, a esse e-book já é aplicado o IVA à taxa reduzida. a leitura de um álbum. A conclusão é que a mudança vai ser “decisiva e transformadora” e as ameaças são reais para alguns sectores.

ALTERAR LEIS

Uma das conclusões saídas do congresso é a de que “a alteração da legislação é necessária para adequá-la à defesa da saúde do negócio dos direitos dos autores e dos editores”, disse ontem ao jornal “Público” o editor João Rodrigues, presidente da comissão organizadora do I Congresso do Livro, na sessão de encerramento. Na plateia, Isaías Gomes Teixeira, administrador-de-

legado da Leya, alertou para a necessidade de mudanças na lei e da urgência de se tomarem decisões por causa da concorrência num mundo globalizado. Em Portugal há a lei do preço fixo e ao livro electrónico é aplicado o IVA à taxa máxima de 23%. No Brasil não. E, por isso, até ao final do ano o administrador da Leya terá de decidir se a livraria online do seu grupo — a Leya Mediabooks, que vende e-books de autores portugueses que também estão publicados no Brasil — continuará portuguesa ou passará a ser uma empresa brasileira, já que a Leya opera nos dois países.

CABOS, CAPAS E BATERIAS

Durante as discussões nos dois dias do congresso foi também consensual que é necessária a preservação da rede livreira independente. “Estas livrarias têm de sobreviver com as adequações necessárias à revolução digital”, disse outro dos convidados, o presidente da Federação Europeia de Livreiros, John McNamee. Espantoso é o que aconteceu quando acabou a cadeia de livrarias norte-americana Borders. “Não se sabe para onde foi o mercado que a Borders tinha. O negócio desapareceu quando desapareceram as livrarias

GALARDÃO “BEST OF WINE TOURISM” NA CATEGORIA ARQUITECTURA E PAISAGEM

“Óscar do vinho” para Siza Vieira O

armazém de envelhecimento de vinho desenhado por Siza Vieira para a Quinta do Portal, em Sabrosa, no norte de Portugal, conquistou o prémio “Best of Wine Tourism”, na categoria Arquitectura e Paisagem. Este prémio é atribuído pela Great Wine Capitals Global Network, uma aliança de nove regiões vinícolas que foi fundada em 1999. Os “Best of Wine Tourism” servem como uma referência no sector, sendo considerados como uma espécie de Óscar do vinho. De acordo com um comu-

nicado enviado pela Quinta do Portal à comunicação social, o júri entendeu que o armazém de envelhecimento de vinhos “tem um perfil deslumbrante com um toque de arquitectura contemporânea, estando muito bem integrado no cenário do vale do Douro”. Salienta, ainda, “a vertente ecológica do edifício” e considera “que se trata de uma atracção turística a não perder para todos quantos visitam o Douro”. Com um investimento de quatro milhões de euros, o edifício de Siza Vieira foi inau-

gurado pelo primeiro-ministro José Sócrates a 6 de Outubro de 2010 e abarca as três áreas de actividade da quinta, a vinha, vinificação e turismo. Uma das grandes preocupações do arquitecto foi a integração e harmonização da estrutura na paisagem duriense, recorrendo por isso aos materiais usados no Douro, como o xisto, a pedra com que se fazem os muros de suporte dos socalcos, bem como a cortiça. O edifício possui uma área de implantação de 2050 metros quadrados e uma área de construção

de 4.722 metros quadrados de betão e aço. O enólogo da Quinta do Portal, Paulo Coutinho, já disse que o armazém permite ter as “condições ideais para um envelhecimento lento e adequado aos moscatéis e todas as categorias de vinho do Porto”. Em Abril, este armazém ganhou também o prémio de Arquitectura do Douro, lançado em 2006 pela Estrutura de Missão do Douro (EMD), e que tem como objectivo estimular as boas práticas de arquitectura na paisagem classificada pela UNESCO em 2001.

físicas”, disse o especialista irlandês. Uma das soluções para as livrarias físicas poderá passar não pela venda de dispositivos de leitura de livros electrónicos — que têm margens de lucro baixas —, mas pela venda de cabos, baterias ou capas protectoras, cujas margens são altas e fazem os leitores irem à livraria. E também terem à venda edições luxuosas de livros impressos, com capas de couro — quase artigos para coleccionadores. E, claro, terem livreiros que sabem atender bem os clientes. Outro dos convidados ao congresso, Jean-Guy Boin, o economista e sociólogo director-geral do Bureau Internacional da Edição Francesa, defendeu a ideia de que esta “é um desígnio nacional e a expressão de uma língua dos seus autores e editores”, o que faz dela “um activo estratégico de um país”. Este, disse, deve ser o caminho a seguir pelos seus colegas portugueses, que têm agora de planear com antecipação o que fazer “para que o livro não morra” — como disse o presidente da APEL, Paulo Teixeira Pinto — nesta mudança de paradigma.


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FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DIGITAL ABRE PORTAS COM OBJECTIVOS AMBICIOSOS

Co-produções entre Hollywood e a China O

Festival Internacional de Cinema Digital regressa esta semana a Macau com a participação de profissionais de 15 países e a expectativa de que venham a ser firmadas parcerias para co-produções entre Hollywood e a China. Scott Billups, realizador e produtor especialista em 3D, Elizabeth Avellán, produtora de filmes como “Machete”, “Sin City” e “Spy Kids”, Gabor Csupo, que produziu os primeiros 65 episódios de The Simpsons, Randal Kleiser, realizador de “Grease”, e Cass Warner, filha de Milton Sperling, antigo produtor da 20th Century Fox e da Warner, são alguns dos convidados de peso da 2.ª edição do festival. Ivo M. Ferreira é o único português entre os oradores do evento, que vai ter lugar entre esta terça e quinta-feira no Four Seasons Macau e contará ainda com alguns nomes de destaque da indústria cinematográfica chinesa, como Li Yang, realizador, produtor e ator, Zhao Jie, produtor de vários documentários, e o empresário de Hong Kong, Percy Fung, entre outros. O director artístico do festival, Randall P. Dark, garantiu em entrevista à agência Lusa que a “edição deste ano será maior e melhor”, salientando que a organização tem “adorado realizar o evento em Macau por ser um lugar muito especial”. “Quando juntamos criativos, queremos que isso aconteça num ambiente que os fascine e os inspire e Macau tem essa capacidade ao aliar a história, o património português, e o ambiente de Las Vegas”, sustentou. Ao realçar a importância do festival por “ajudar a criar laços de confiança entre a China e a América e oferecer a oportunidade a profissionais do cinema de várias partes do mundo de

se conhecerem para poderem trabalhar em conjunto”, Randall Dark considera que “Macau é o local perfeito para isso porque é neutro”. “Não é Hong Kong, não é China, não é América, é Macau e isso é muito especial”, acrescentou. Além de vários simpósios e ‘workshops’ para veteranos do cinema, jovens realizadores e até estudantes trocarem experiências sobre as novas tendências da indústria cinematográfica, o evento contará com mostras de filmes de todo o mundo, uma cimeira sobre 3D e atividades de “diálogo Hollywood-China”. “A China é o terceiro maior produtor de filmes e infelizmente o resto do mundo não tem grande acesso a eles, porque não são distribuídos a nível mundial”, lamentou Randall Dark, para quem o festival permite “trazer os profissionais de Hollywood à China para verificarem como as produções locais têm qualidade”. O evento tem também como objectivo “juntar empresários da indústria

de Pequim, Hong Kong, Hollywood, Nova Iorque para discutirem como poderão realizar co-produções, minimizando riscos”, salientou, considerando que “perante a situação económica atual, um país fazer tudo por si só é muito difícil, muito caro”. “Hong Kong, que já tem uma indústria bem desenvolvida, e a China precisam de trabalhar mais em conjunto e só há mais valias em juntar a isto Hollywood”, concluiu, constatando que “este ano são muitos os que vêm ao festival para fazer negócio porque estão interessados em co-produções” e que, por isso, “são esperados alguns anúncios” nesse sentido. O Festival Internacional de Cinema Digital é organizado pela Burma Road Productions, empresa especializada na produção e divulgação de filmes na China e nos Estados Unidos, e pela Randall Dark Productions, com sede em Los Angeles e trabalho na área da produção digital.

Atribuição de subsídio a pilotos locais participantes nas corridas no exterior em 2012 I. Requisitos do pedido e critérios de atribuição do subsídio 1. O requerente, ao abrigo do n.o 1 do artigo 34.o do Decreto-Lei n.o 67/93/M, de 20 de Dezembro, deve satisfazer uma das seguintes condições: 1) Ser natural da Região Administrativa Especial de Macau (R.A.E.M.); 2) Ser de nacionalidade portuguesa ou chinesa e ter na R.A.E.M. a sua residência há mais de 1 ano; 3) Residir na R.A.E.M. há, pelo menos, 3 anos. 2. O requerente deve, ainda: a) Ser sócio da Associação Geral de Automóvel de Macau, China (AAMC), e ser portador de todas as licenças legais e indispensáveis para a participação em corridas no exterior e obter a representividade da AAMC; b) Ter terminado e obtido classificação oficial nas corridas do Grande Prémio de Macau (GPM) realizado no ano de 2011. 3. A atribuição de subsídio será limitada à participação em corridas homologadas pela Fédération Internationale de Motocyclisme (FIM) ou pela Fédération Inter nationale de l’Automobile (FIA), devendo estas competições no exterior ser do mesmo tipo e de nível equivalente ao da efectivamente participada pelo piloto requerente no GPM em 2011 (motos, carros de turismo ou fórmula 3). A atribuição está sujeita aos seguintes padrões de avaliação: 1) Classificação geral numa das corridas do Grande Prémio de Macau realizado no ano de 2011 (em comparação com o resultado dos primeiros 3 classificados na mesma corrida), analisando o nível de competição do requerente nestas corridas; 2) Classificação geral do requerente nas corridas realizadas no exterior (em com paração com o resultado dos primeiros 3 classificados da mesma corrida), analisando-se o nível de competição do requerente nestas corridas; 3) Potencialidade de desenvolvimento do requerente no desporto motorizado (incluindo idade, etc.); 4) Importância e popularidade da corrida em que irá participar, analisando-se o nível de competição do requerente em diferentes tipos de corridas, internacionais ou regionais; 5) Efeito promocional e divulgação de Macau. 4. A atribuição será calculada com base na percentagem correspondente à participação efectiva nas corridas declaradas pelo piloto no pedido de atribuição de subsídio no ano de 2011. II. Documentos a apresentar com o requerimento: 1) Carta de pedido, indicando obrigatoriamente o valor do subsídio requerido; 2) Plano de actividades (incluíndo a designação, datas, locais e os nos. das corridas no exterior da RAEM e respectivas mangas); 3) Mapa pormenorizado das despesas previstas; 4) Curriculum vitae do requerente; 5) Cópia do B.I.R. do requerente; 6) Cópia do cartão de sócio na Associação Geral de Automóvel de Macau, China; 7) Cópia de todas as licenças legais e indispensáveis para a participação em corridas no exterior da RAEM; 8) Documento comprovativo da obtenção de representatividade da Associação Geral de Automóvel de Macau, China; 9) Prova de participação obrigatória e obtenção de resultados oficiais das corridas do Grande Prémio de Macau no ano de 2011; 10) Prova da classificação final e oficial do requerente obtida em corridas realizadas no exterior da RAEM no ano de 2011. III.

Qualquer alteração às informações apresentadas deve ser comunicada dentro do prazo de 30 dias a contar da apresentação do pedido de subsídio, com declaração expressa do motivo justificativo, findo o qual, salvo comprovadas situações de cancelamento por parte da organização do evento ou motivos de força maior, o piloto terá necessariamente que concretizar as restantes corridas que no pedido de atribuição de subsídio declarou ter a intenção de participar, para lhe ser reconhecido o direito ao subsídio.

Os interessados podem apresentar o requerimento, a partir do dia 1 até ao dia 31 de Janeiro de 2012, na Comissão do Grande Prémio de Macau. Endereço da Comissão do Grande Prémio de Macau: No.207, Av da Amizade, Edif. do Grande Prémio de Macau. Telefone: (853) 87962200 ou 87962204.


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DESPORTO

FUTEBOL CHINÊS | NELO VINGADA PREPARA JÁ A PRÓXIMA ÉPOCA

Ricardo Esteves é reforço Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

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jogador português, que já passou por clubes como o Benfica, Marítimo Sp. Braga, entre muito outros, é o novo reforço do Dalian Shade para a próxima temporada. Ricardo Esteves é defesa-direito, tem 32 anos e tem uma particularidade: é genro no treinador Nelo Vingada. “Só tínhamos uma vaga para estrangeiro e decidi contratar o Ricardo Esteves. Aliás, ele já está a treinar connosco há algum tempo”, afirmou Nelo Vingada ao Hoje Macau. Com apenas uma jornada a faltar para o término do campeonato, o Dalian tem apostado em rodar os jogadores menos credenciados para ver se há algum que se possa aproveitar para a época PUB

que se avizinha. “Estou a testar a equipa. Agora só tenho jogado com jogadores chineses para ver o que é que eles tem para me dar.”

ANO DE MUDANÇA

Depois de findo o campeonato, os jogadores do Dalian terão pouco mais de um mês de férias. A pré-época inicia-se a 6 de Janeiro com um estágio de duas semanas, na província de Guangdong. Depois, a 27 de Janeiro, a equipa irá até ao Dubai, “onde as condições do clima são as melhores” naquela altura do ano. Para o final de Fevereiro ainda está marcado um mini-estágio de preparação final no sul da China ou em Kunming. “Ainda não sei muito bem. Tudo depende das disponibilidades, mas será certamente num desses dois lugares”, garantiu Nelo Vingada. O próximo ano é de mudanças. O Dalian Shade é um dos clubes mais conceituados da China e Nelo Vingada quer-lhe devolver a chama de outros tempos. “Existem limitações mas

Carreira de Ricardo Esteves 2012 2010/11 2010 2009/10 2008/09 2007/08 2006/07 2005/06 2004/05 2003/04 2002/03 2001/02 2000/01 1999/00 1998/99 1997/98

Dalian Shade (CHN) Marítimo (POR) FC Seoul (KOR) Asteras Tripolis (GRE) Asteras Tripolis (GRE) Marítimo (POR) Reggina (ITA) Vicenza (ITA) Reggina (ITA) Paços de Ferreira (POR) Nacional (POR) Sp. Braga (POR) Benfica (POR) V. Setúbal (POR) Alverca (POR) Oriental (POR)

os dirigentes deixaram-me à vontade para reformular a equipa. Quero levar o Dalian a lugares mais altos.”


[f]utilidades Cineteatro | PUB

SALA 1

YOU ARE THE APPLE OF MY EYE [C] (Falado em putonghua, legendado em chinês/inglês) Um filme de: Giddens Ko Com: Zhendong Ke, Yanxi Chen, Siu-Man Fok 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

[ ] Cinema

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SALA 3

MAYDAY 3DNA 3D [B] (Falado em putonghua, legendado em chinês/inglês) Um filme de: Yann Kung Com: Mayday, Richie Jen, Rene Liu 14.30, 16.30, 21.30

SALA 2

SPY KIDS: ALL THE TIME IN THE WORLD 4D 3D [A]

Um filme de: Andrew Niccol Com: Justin Timberlake, Amanda Seyfried 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

(Falado em cantonês) Um filme de: Robert Rodriguez Com: Jessica Alba, Joel McHale, Jeremy Piven 19.30

IN TIME [B]

TERÇA-FEIRA 1.11.2011

SOLUÇÕES DO PROBLEMA

Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Relativo ao gelo ou às geleiras. 2-Tornas sem oco. Doutor (abrev.). 3-Arsénio (s.q.). Amerício (s.q.). Cintura. 4-Duas consoantes. Soluço. Conceda abono. 5-Filó. Negação (Pref.). 6-Nome que os Muçulmanos dão ao seu Deus. Mulher solteira já de certa idade. 7 (Rom.). 7-Dues-Sol, no artigo Egipto. Habitante de praia ou praias (Bras.). 8-Demo, diabrete. Escândio (s.q.). Pertences. 9-Nome de mulher. Senhor (abrev.). Duas vogais. 10-Oferece. O m. q. ocelado. 11-Convocareis. VERTICAIS: 1-Provido de albarda. 2-Tecido fino. Peça de vestuário, que se veste por cima do sapato e das calças, para proteger do frio. 3-Cheiro desagradável (Bras.). Bário (s.q.). Autores (abrev.). 4-Juntai. Estado da Paraíba, Brasil (abrev.). Surpresa (Interj.). 5-Vogal (pl.). Pessoa metediça, intrometida (Bras.). 6-Protecção (Fig.). Ena!. Aguardente. 7-Acabais. Entre eles. 8-Prefixo de negação. Nome de letra. Ressoar. 9-Cobalto (s.q.). Sexto. Soma une. 10-Aspecto fisionómico, garbo. Duas vogais. 11-Designação genérica dos compostos de arsénio em que este elemento entra com a menor valência.

Aqui há gato [Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:30 16:30 18:00 18:30 19:30 20:30 21:00 21:30 22:00 23:00 23:30 00:00 00:30 01:00

TDM News - Repetição Jornal das 24h RTPi DIRECTO Liga Sagres: Feirense - Sporting (Repetição) That 70\’s Show (Que Loucura de Família) TDM Desporto (Repetição) Amanhecer Telejornal TDM Entrevista Cougar Town Passione TDM News Magazine Liga dos Campeões Landmarks (Ex-Líbris) Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Gostos e Sabores 15:00 Magazine Austrália Contacto 15:30 Mudar de Vida 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Elo Mais Fraco 17:45 Resistirei 18:30 A Alma E A Gente 19:00 Os Presidentes 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Magazine Austrália Contacto 22:45 Mudar de Vida 23:15 Palcos ESPN 30 12:30 15:30 17:30 19:30 20:00 20:30 21:00 22:00 22:30

Eaa European Indoor Championships Women’s College Volleyball AFC Champions League 2011 Suwon Samsung Bluewings vs. Al Sadd (LIVE) Sportscenter Asia Wgc HSBC Champions Preview 2011 Emotions - Sports Magazine Winter X Games Sportscenter Asia AFC Champions League 2011 Jeonbuk Hyundai Motors vs. Al lttihad

STAR SPORTS 31 13:00 Inside Racing 2011 13:30 Engine Block 2011 14:00 Lake Malaren Shanghai Masters 2011 Day 3 17:00 International Motosport News 2011 18:00 Palembang Musi Championship 19:00 Commonwealth Bank Tournament Of Champions 2010 Hls 19:30 Inside Racing 2011 20:00 Le Mans Series 2011 Year-End Review 21:00 Engine Block 2011 21:30 (LIVE) Score Tonight 22:00 FINA Aquatics World 2011 22:30 Golf Focus 2011 23:00 MotoGP World Championship 2011 - Highlights Malaysian Motorcycle Grand Prix 23:45 Inside Racing 2011 STAR MOVIES 40 12:45 The Walking Dead 13:35 Mighty Joe Young 15:35 Deadly Impact 17:20 Bad Boys 19:25 Alvin And The Chipmunks 21:00 Avatar 23:50 The Code HBO 41 12:00 13:45 15:30 17:30 19:50 22:00 23:50

Ace Ventura When Nature Calls Big Daddy The Time Traveler’S Wife Hulk Tears Of The Sun Couples Retreat The Bounty Hunter

CINEMAX 42 12:00 14:00 16:00 17:10 19:00 20:30 22:00 23:50

Escape From Alcatraz Kill Speed The Invisible Man Fahrenheit 451 Exterminator 2 Best Of The Best 4 Rocknrolla Delta Force 2

HORIZONTAIS: 1-GLACIAIO. A. 2-OCASSEM. DR. 3-A. AS. AM. COS. 4-LP. AI. ABONE. 5-BOBINETE. AN. 6-ALA. TIA. VII. 7-RA. PRAIEIRO. 8-DIABO. SC. ES. 9-ANA. SR. OA. O. 10-DA. OCULADO. 11-O. CHAMAREIS. VERTICAIS: 1-G. ALBARDODA. 2-LO. POLAINA. 3-ACA. BA. AA. C. 4-CASAI. PB. OH. 5-IS. INTROSCA. 6-ASA. EIA. RUM. 7-REMATAIS. LA. 8-IM. BE. ECOAR. 9-O. CO. VI. ADE. 10-DONAIRE. OI. 11-ARSENIOSO. S.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA RIO HOMEM • ANDRÉ GAGO

Prémio Pen Clube para Primeiras Obras Exaustivamente investigado, narrado com mestria e beleza e com uma galeria de personagens admiráveis (entre as quais não podemos deixar de reconhecer, por exemplo, Miguel Torga), Rio Homem cruza duas histórias magistrais – a de um refugiado que perdeu todas as suas referências e a da aldeia comunitária que o acolheu e que hoje jaz submersa na albufeira de uma barragem.

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Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (APE) Vencedor do Prémio Fernando Namora 2011 A primeira epopeia portuguesa do século XXI. «“Uma Viagem à Índia”, com consciência aguda da sua ficcionalidade, navega e vive entre os ecos de mil textos-objectos do nosso imaginário de leitores. Como todos os grandes livros, e este é um deles.» Do prefácio de Eduardo Lourenço

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR

O ÚLTIMO SEGREDO • JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS

Uma palegrafa é brutalmente assassinada na Biblioteca Vaticana quando consultava um dos mais antigos manuscritos da Bíblia, o “Codex Vaticanus”. Na busca da solução para o crime, o célebre historiador e criptanalista português Tomás Noronha põe-se no trilho dos enigmas da Bíblia, uma demanda que o conduzirá à Terra Santa e o colocará diante do último segredo do Novo Testamento.

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O LANDGON DE MACAU Falar com alguém nesta terra para fazer o mais simples dos artigos, ou até para o completar com alguns dados, requer algum jogo de cintura e um dicionário de descodificação – bem à moda de Dan Brown com a sua personagem Robert Langdon. Se bem que na realidade não precisamos de nenhum perito para que passado um tempo já sejamos mestres na arte de descodificar sinais sonoros. Se são jornalistas, já vos deve ter acontecido. Faz-se um telefonema simples a pedir alguns dados ou a pedir uma entrevista. Em discurso bem decorado, do outro lado da linha a resposta é imediata: o melhor é enviar um e-mail, que mais tarde, responderemos. Para além de se esquecerem que somos jornais diários, aquilo que querem dizer na realidade não é aquilo que dizem. Então bem armado em Langdon comecei a tentar aprender a descodificar aquelas frases feitas, que muitas vezes chegam ou num português aflito ou num inglês nervoso. Ora, aqui vai o que consegui trocar por miúdos: 1. Mande por e-mail as perguntas = ver se convém responder ou não. E nós refilamos um bocado, mas depois lá temos que sucumbir às garras do sistema. Um dia depois nada de resposta. Dias depois, bem à episódio de novela: 2. Estamos a tratar da tradução = ainda ninguém pegou nisto. Entre tradução de caracteres em letras, passam-se o os dias e nada. Continuamos a fazer o nosso papel de chatos e lá ligamos novamente. 3. Ah, há muitos pedidos e queremos fazer a tradução em condições = continua encostado a um canto. Quando vem algumas resposta há duas hipóteses: 4. O nosso responsável está a responder = nem quer saber. Ou: 5. Já respondeu e estamos a traduzir. E aqui as hipóteses também têm dois caminhos: ou se consegue finalmente algum dado ou uma eventual entrevista ou simplesmente: 6. Bem sabe, não temos dados suficientes para responder às suas questões. Tente o serviço responsável pelo assunto. Ora, depois de um périplo de telefonemas e e-mails as informações vai ficando desactualizadas. E, bolas, se estamos a ligar para determinado departamento é porque são eles os responsáveis. Penso eu de que... É caso para dizer, eles falam, falam, falam e não os vejo a fazer nada. Nesta terra faz-se o que se pode, e fala-se o que é permitido, quase que por lei. Nesta terra há restrição de informação, onde só alguns são privilegiados.

Pu Yi


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OPINIÃO ca d er n o d i á r i o Pedro Correia

corrupção. Outro membro do MPDB, Pedro Novais, abandonou a pasta do Turismo a 14 de Setembro na sequência da notícia de que pagou o ordenado de uma governanta com dinheiros públicos. Hoje foi conhecida a demissão do ministro do Desporto, o comunista Orlando Silva. Porque, segundo uma investigação da revista Veja, terá desviado verbas de uma organização não-governamental para os cofres do seu partido. O que diriam certos comentadores lisboetas se metade disto tivesse ocorrido em Portugal? Alguns deles, sempre tão pessimistas e catastrofistas sobre o quadro político nacional, até gostam de sublinhar as virtudes governativas de Dilma Rousseff...

SEGUNDA, 24 Numa das principais avenidas de Lisboa, reparo no fiscal da EMEL (Empresa Pública Municipal de Estacionamento de Lisboa) examinando os pára-brisas dos carros enquanto vai emitindo talões de multa com o minucioso labor de uma crisálida no seu casulo. Visados são apenas os veículos que estão correctamente estacionados, embora sujeitos ao rigoroso escrutínio da ampulheta do parquímetro. Há ali mesmo automóveis parados em segunda via, em plena faixa de rodagem, outros permanecem ancorados desde a noite anterior em cima do passeio: todos esses, em manifesta transgressão, são olimpicamente ignorados pelo fiscal, que já ruma a outras avenidas. Olho a cena e interrogo-me como é que a EMEL - empresa municipal que se limita a cobrar multas - tem um passivo de 27 milhões de euros. Incluindo 13 milhões de dívidas a fornecedores. Malhas que o sector empresarial do Estado tece... TERÇA, 25 Se o euro sucumbir, a Europa voltará a mergulhar na guerra no prazo máximo de dez anos. É uma profecia arrepiante. Mas nem por isso deve deixar de ser escutada com máxima atenção pelos dirigentes da União Europeia. Foi feita pelo ministro polaco das Finanças, Jacek Rostowski, um homem que experimentou na pele o drama de uma Europa dividida: nasceu no Reino Unido, quando a família ali se encontrava refugiada na sequência da agressão conjunta ao seu país cometida por nazis e comunistas. A sua biografia pessoal confere-lhe particular autoridade moral para lançar este aviso. Não esqueçamos que as duas guerras mundiais, ocorridas no último século, começaram precisamente na Europa. Quando a primeira começou, no dia 28 de Julho de 1914, ninguém acreditava que seria para durar. No final, quatro anos mais tarde, tinha deixado um macabro cortejo: pelo menos 35 milhões de vítimas. Recomendo, a propósito, a leitura das memórias de Stefan Zweig, O Mundo de Ontem: este período surge lá exemplarmente descrito. «Foi uma vaga que se abateu com tanta violência, tão subitamente sobre a humanidade que, ao cobrir de espuma a superfície, trouxe ao de cima as tendências obscuras do inconsciente e os instintos do animal humano -- aquilo a que Freud, numa visão profunda, deu o nome de “sentimento de aversão pela cultura”, a necessidade de se romper uma vez com o mundo das leis e dos parágrafos e de se dar rédea solta aos instintos sanguinários primitivos», recorda o grande escritor austríaco. Um dos problemas da História é este mesmo: pode repetir-se a qualquer momento. Simplesmente porque as lições que nos vai dexando não são escutadas. QUARTA, 26 «A literatura não diz nada aos seres humanos satisfeitos com a sua sorte, a

quem agrada a vida tal como a vivem. Ela é o alimento de espíritos indóceis e propagadora de inconformismo, um refúgio para aqueles a quem sobra ou falta algo, na vida, para ser infeliz, para não se sentir incompleto, sem realizar as suas aspirações. Sair a cavalgar junto do esquálido Rocinante e do seu desgovernado ginete pelos descampados de La Mancha, percorrer os mares atrás da baleia branca com o capitão Ahab, engolirmos o arsénico com Enmma Bovary ou transformarmo-nos num insecto com Gregor Samsa é uma maneira astuta que inventámos com o fim de nos desagravarmos a nós próprios das ofensas e imposições desta vida injusta que nos obriga a ser sempre os mesmos, quando queríamos ser muitos, tantos quantos seriam necessários para aplacar os ardentes desejos de que estamos possuídos.» Mario Vargas Llosa, La Verdad de las Mentiras QUINTA, 27 Dez meses de mandato, seis ministros substituídos: este é o balanço nada risonho de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, iniciado no primeiro dia deste ano. Um balanço inédito, mesmo para os insólitos padrões políticos brasileiros. O primeiro problema surgiu com António Palocci, ministro da Casa Civil -- o equivalente, no Brasil, ao cargo de primeiro-ministro. A 7 de Junho este destacado dirigente do Partido

Dez meses de mandato, seis ministros substituídos: este é o balanço nada risonho de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, iniciado no primeiro dia deste ano. Um balanço inédito, mesmo para os insólitos padrões políticos brasileiros

dos Trabalhadores viu-se forçado a pedir a demissão após uma investigação jornalística ter revelado que multiplicou o seu património por 20 em apenas quatro anos (2006-2010). A 6 de Julho, Alfredo Nascimento, membro do minúsculo Partido da República, abandonou as funções de ministro dos Transportes pelo mesmíssimo motivo: também ele viu avolumar o património em poucos anos de forma mal explicada. Menos de um mês depois, a 4 de Agosto, o ministro da Defesa batia com a porta. Motivo? Nelson Jobim, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, revelara divergências públicas com Dilma e tornara público numa entrevista que nas presidenciais de 2010 votou no candidato oposicionista José Serra. Um seu colega de partido, Wagner Rossi, cessou funções de ministro da Agricultura a 17 de Agosto , acusado de

SEXTA, 28 Fui avisado a tempo, pelo Nuno Pacheco, nas páginas do Público. E digo que fui avisado a tempo porque andava a pensar comprar Claraboia, o romance “desaparecido” de José Saramago, agora lançado pela editorial Caminho. O escritor terminou-o no longínquo dia de 5 de Janeiro de 1953 e durante os 35 anos seguintes não conseguiu editá-lo. Quando lhe foi enfim proposto o lançamento de Claraboia em livro, na sequência de êxitos editoriais como Memorial do Convento e o Ano da Morte de Ricardo Reis, o futuro Nobel da Literatura decidiu que o livro só ficaria acessível aos leitores após a sua morte. Assim sucedeu. A Caminho lança-o agora, com este solene promessa contida na página 6: “A presente edição reproduz fielmente o original.” Não acreditem: é mentira. Porque a obra que a editora acaba de pôr à venda nas livrarias, esclareceu-me o Nuno Pacheco, não surge escrita em português mas em acordês -- um chocante anacronismo, como se o Saramago de 1953 já adivinhasse que no início do século XXI a ortografia seria assassinada pelo professor Malaca Casteleiro e o seu reduzido núcleo de discípulos, com a proverbial bênção do poder político. Lá surgem palavras malacastelenses como recetividade, perceção, aspeto, espetáculo, atividade, ativo. E nem o título do romance escapa: Claraboia perdeu o acento. “Como é possível assassinar ‘fielmente’ uma escrita sem que ninguém reaja ou, pelo menos, exija que seja retirada do livro a mentira óbvia (ou será ‘óvia’?) resumida na tal frase da página 6?”, interroga-se o director-adjunto do Público. Eu só tenho a agradecer-lhe. Se não fosse este alerta, estaria a premiar o crime de lesa-cultura cometido pela editora, pagando um exemplar do romance póstumo de Saramago que de todo não me interessa ler em acordês. Pergunta ainda o Nuno Pacheco se, neste afã de submeter a prosa do Nobel português a estes atentados póstumos, “em futura reedição um título de Saramago como Objecto Quase passará a Objeto Quase”. E pergunta bem. Simplesmente abjecto. Perdão: abjeto.


Ciclone

Seria crime retirar a bolinha de dentro do apito que aquelas beldades fardadas usam para chamar o gado em frente ao Leal Senado? Por Fernando

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15 à f l or d a p el e Helder Fernando

A criança nascida I Não é fácil ter de sair dos gabinetes e outros confortos de toda uma vida, tirar a gravata, vestir um blusão e caminhar por um itinerário escolhido com o objectivo aparente de mostrar que se fala com as pessoas; mais do que isso: que se dialoga, olhos nos olhos, tocando-as na pele e sobretudo no coração. Não está ao alcance de qualquer um. Naturalmente, trata-se de estilo, de capacidade natural, de trajectos na cultura e na ciência políticas. Quando um político sai à rua, sobretudo se é governante de relevo, tem de confrontar-se com uma série de dificuldades, mesmo para além dos embaraços de natureza pessoal. Duas delas: os caminhos escolhidos ou as instruções dadas aos guarda-costas, por exemplo. O próprio jeito de (pela falta de hábito) as pessoas reagirem, também ajuda pouco. Mas lá se cumpriu a agenda cíclica nesta interessante maneira de “auscultar a população”. Agora venham boas e visíveis medidas praticadas. II Parece que ontem nasceu uma criança previamente numerada com o número 7 biliões. Parece que essa criança com prévio número nasceu nas Filipinas; ou terá sido na China, ou na Índia, ou foi noutro lado qualquer? Nunca ninguém saberá, uma vez que a cada instante nascem centenas de crianças à volta do planeta. O que será o destino dessa criança? Igual aos cerca de 120 milhões de crianças sujeitas a trabalho forçado e perigoso, mais os 200 milhões a partir dos 5 anos de idade, tudo isso principalmente na África subsaariana e a sul da Ásia-Pacífico? E que dizer dos quase 8 milhões de crianças com idade inferior a 5 anos que morreram o ano passado, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância e Juventude? Há centenas de milhões de crianças com fome. Isso incomoda os afortunados? Mais de cinco milhões delas morrem de fome todos os anos. E que dizer dos muitos milhões de crianças que nascem e, no pouco tempo de vida que os decisores do mundo lhe permitem ter, não vê um olhar de afecto, uma borboleta, uma flor sequer, um único sorriso? Mais de 40 milhões de crianças africanas são órfãs! Cada vez mais desequilibrado o nosso

Quando um político sai à rua, sobretudo se é governante de relevo, tem de confrontar-se com uma série de dificuldades, mesmo para além dos embaraços de natureza pessoal. Duas delas: os caminhos escolhidos ou as instruções dadas aos guarda-costas, por exemplo. O próprio jeito de (pela falta de hábito) as pessoas reagirem, também ajuda pouco planeta. Não por falta de espaço, mas pela péssima distribuição de recursos. Apesar de tantos alertas vermelhos a que os donos do planeta se recusam atender. Agora embandeira-se com a não notícia sobre o nascimento da pessoa 7 biliões! Tipo recorde de participação na maratona. O que existe são 7 biliões de motivos para pensarmos nestes 7 biliões de seres humanos que somos. Quase 1 bilião tem mais de 60 anos de idade. Dizem também os que fazem este tipo de contas, que em 2050 estarão por cá 9 biliões e 300 mil. Em que grau de felicidade? Quando ouvirem algum pomposo agente de qualquer governança falar de crianças, tenham vontade de o mandar calar. III Novas regras na sucessão à Coroa britânica. Alguns países da chamada “Com-

monwealth”, apenas 16 (entre 54) dos que têm a monarca britânica como a sua própria monarca ou mesmo chefe do estado (coisa historicamente estranha, mas é a realidade) conseguiram, desta vez, um acordo para acabar com a reles discriminação de género quando o assunto é a subida ao trono. Mulher ou homem, desde que seja o mais velho, estará em primeiro lugar na linha de sucessão. Outra medida tomada, a propósito de outra famigerada discriminação, tem contornos religiosos: procedeu-se à eliminação da proibição de que o futuro rei possa casar com alguém de qualquer fé sem ser da Igreja Inglesa. Estas regras sucessórias datam de há cerca de há mais de 3 séculos, quando a monarquia protestante britânica resolveu impedir que qualquer pessoa na linha do trono se casasse com um católico. A partir

de agora, não há restrições sobre casar com membros de outras religiões ou mesmo com ateus, agnósticos ou laicos. Não sendo propriamente uma surpresa, a notícia desfaz os segredos de alcova que vinham rodeando as várias tentativas para encerrar de vez tais atitudes, no mínimo arrogantes, de uma certa nobreza britânica. Prova de que os erros históricos também podem ser corrigidos, mesmo correndo o risco de tais gestos serem considerados exercícios actuais do “politicamente correcto”. Mais vale tarde do que nunca. IV A senhora Hillary (não é apenas a senhora Merkel a ter direito a este tratamento senhoril) resolveu considerar publicamente que “os novos líderes líbios têm uma tarefa muito complicada pela frente”. Pela frente e pelos outros lados todos. E quem foi que activou o complicativo? Quem foi o amiguinho do maníaco das tendas, quem o apaparicou anos a fio? Os governantes e presidentes dos Estados Unidos a Portugal, de França a Itália, de Espanha à NATO; tão amigos que eles eram. Os mesmos que, com hipocrisia mal disfarçada, a 20 de Outubro vieram pesarosos, lamentar o modo como Kadafi foi linchado.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Lia Coelho; Rodrigo de Matos; Virginia Leung Colaboradores António Falcão; Carlos M. Cordeiro; Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@ hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


c a r t o on

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por Steff RÚSSIA CONDUTOR NU E EMBRIAGADO DANIFICA 17 CARROS Um condutor russo, nu e bêbado, danificou ontem 17 carros em Moscovo porque estava ansioso para regressar para junto da sua amada, relataram as agências russas. “Um bêbado desconhecido, que perdeu o controle de seu carro, danificou várias viaturas. A polícia iniciou uma perseguição porque ele não obedeceu às ordens para parar”, disse a polícia de Moscovo. Durante a perseguição, o motorista danificou 17 veículos, incluindo quatro carros da polícia. Quando a polícia o fez sair do carro descobriu que o homem estava nu e em avançado estado de embriaguez. EUA ENCONTRADO SINO DE TRÊS TONELADAS ROUBADO Um sino de 2,7 toneladas e 122 anos de idade foi roubado a semana passada da catedral de St. Mary, em São Francisco, nos EUA. Mas foi entretanto recuperado pelas autoridades perto do porto de Oakland, na Califórnia. O que a polícia não consegui descobrir foi a forma como o roubo de uma peça tão pesada foi feito. E está ainda por apanhar o autor, ou autores desta façanha, A peça, de acordo com a televisão CBS”, é feita com uma mistura de 80% de cobre e 20% de estanho, e caso fosse derretida valia aproximadamente 50 mil euros.

AUSTRÁLIA QANTAS RETOMA VOOS A companhia aérea australiana Qantas retomou ontem os voos, na sequência da decisão de um tribunal arbitral mandatado pelo Governo, que ordenou a imediata resolução do conflito laboral na empresa. O reinício da actividade deu-se com a descolagem, cerca das 14h00 locais de um Airbus A380 do aeroporto internacional de Sydney, com destino a Los Angeles. A essa hora, havia ainda milhares de passageiros retidos em Hong Kong, Londres ou Los Angeles, bem como em todos os grandes aeroportos australianos. Os técnicos da empresa, o pessoal de terra e os pilotos reclamam aumentos salariais e contestam o plano de reestruturação da companhia, que quer cortar mil postos de trabalho e concentrar as actividades internacionais na região do Pacífico.

ZONAS COMUNITÁRIAS A UM PASSO DE FICAREM SEM ‘SLOT-MACHINES’

Novo campeão de Pesos-Leves de artes marciais mistas é da Mongólia

Evento de MMA regressa a Macau Joana Freitas

Joana.freitas@hojemacau.com.mo

C

ASA cheia no Grand Hyatt para assistir à 6.ª Edição do “Legend Fighting Championship”, um evento de Artes Marciais Mistas (MMA, na sigla em inglês), que traz a Macau os maiores especialistas asiáticos da disciplina. No domingo, foram mais de nove os combates que fizeram as delícias dos adeptos, com Liu Wenbo, da China, Sam Brown, da Nova Zelândia, Jadamba Narantungalag, da Mongólia, e Adrian Pang, da Austrália, como cabeças de cartaz do evento. Se os dois primeiros ficaram um pouco aquém das expectativas pela fraca movimentação no ringue, o último combate da noite fez o público

levantar-se das cadeiras. Adrian Pang, detentor do título de Pesos-Leves e perito em Jiujitsu brasileiro, Muay Thai e Wrestling, perdeu o combate face a Jadamba Narantungalag, especialista em Karaté e Judo. O mongol, que tinha afirmado antes do combate que conseguiria ganhar o cinto, conseguiu derrotar Pang por decisão separada dos juízes, tornando-se o novo campeão. O combate, muito renhido, durou até ao terceiro e último assalto. Noutro dos principais eventos da noite – a disputa pela Taça Suncity -, a China defrontou o Japão. Wu Chengjie combateu contra Yusuke Kawanago, que saiu vencedor por decisão unânime dos júris ao fim do terceiro assalto. Rod McSwai, da Nova-Zelândia,

aproveitou a 6ª edição do Legend para se redimir face à fraca prestação no evento anterior. O atleta, que tinha perdido em Julho aos pontos na defesa pelo título de Pesos-Pesados, mostrou dominar o adversário sul-coreano Lee Yong Jae, saindo vencedor do combate por decisão unânime dos juízes. Ainda assim, Rod McSwain poderia ter terminado o assalto mais cedo, face às diversas vezes em que teve oportunidade de fazer K.O. Logo no primeiro assalto, uma chave ao braço de Song Un Sik da Coreia do Sul, deu a vitória ao australiano Rob Hill. O combate, que deixou o coreano a discutir com o juiz do ringue, por este ter terminado cedo demais, permitiu a Rob Hill vencer esta edição, depois do atleta ter perdido o evento anterior por um K.O. de Nam Chull, também da Coreia. Wang Guan, da China, subiu ao ringue com Koji Ando, japonês. Ganhou o atleta chinês por decisão separada dos juízes, mas o combate aqueceu a sala, que vibrava sempre que Wang Guan se levantava do chão. O atleta da China, perito em sanda (boxe chinês), venceu o adversário atacando-o na sua melhor posição: luta em pé. Kim Hoon venceu a Robert Whitaker, da Austrália, no primeiro assalto. O sul-coreano aplicou uma chave à garganta de Whitaker, levando-o a perder por submissão. Apenas três meses depois da quinta edição, o Legend Fighting regressou a Macau, juntando diversas artes marciais – Judo, Jiujitsu, Sanda, Boxe, Wrestling .

O Governo pretende remover as salas de ‘slot-machines’ das zonas comunitárias. De acordo com o secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, logo que seja promulgado o regulamento administrativo para esse efeito “o Governo irá negociar com o sector sobre a calendarização para se proceder à remoção das mesmas”. Francis Tam teve, durante a tarde de ontem, um encontro com o deputado Ho Ion Sang, a vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau, Ng Siu Lai, e representantes daquela União, durante o qual lhe foi entregue o relatório sobre o impacto que a proliferação de instalações de estabelecimentos de jogos de fortuna e azar em zonas comunitárias tem junto dos residentes. O secretário para a Economia e Finanças reconheceu a importância da matéria analisada e prometeu analisálo ao pormenor. “O Governo dá grande importância e atenção à proliferação de estabelecimentos de jogos de fortuna e azar em zonas comunitárias e às questões ligadas ao problema do jogo, envidando todos os esforços e medidas para minimizar as influências negativas”, referiu. O processo de remoção terá diversas fases, segundo Tam. Primeiro, deve-se definir a zona comunitária, e o regulamento administrativo que está já na última fase legislativa propõe que a referência seja um casino, considerando-se então que a área dentro de um raio de 300 a 500 metros seja zona de jogo, sendo então classificada como zona de não jogo ou comunitária a área exterior a esse raio. Depois da entrada em vigor do regulamento administrativo, será proibido instalar salas de “slot-machines” nas zonas classificadas como zonas comunitárias. Assim, o Governo só terá em consideração a instalação de salas de ‘slot-machines’ em casinos, hotéis ou edifícios que se dediquem completamente ao uso comercial. A remoção de salas de ‘slotmachines’ junto do Canídromo também foi assunto abordado por Fancis Tam que referiu que, caso a população considere que estas têm grande impacto junto da comunidade, o Governo irá ponderar a exigência de a sua remoção.


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Hoje Macau 1 NOV 2011 #2484 by Jornal Hoje Macau - Issuu