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Hoje Macau 9 JUNHO 2021 #4785

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Nº 4785 QUARTA-FEIRA 9-6-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

hoje macau

COVID-19

CÓDIGOS MÚLTIPLOS

A Novo Macau está contra a proposta de alteração à lei que permite a quem estude ou trabalhe no território renovar o BIR sem necessidade de cá pernoitar. Sulu Sou diz que a proposta não defende os interesses da população e que há um consenso social de que é preciso residir em Macau para ser residente. PÁGINA 4

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HISTÓRIA | AVIAÇÃO

AVENTURA AO LONGE GRANDE PLANO

FRONTEIRAS

APOIAR QUEM ATRAVESSA PÁGINA 5

ANIMA

2020 COM PREJUÍZO PÁGINA 7

O REI E O TIRANO XUNZI

PESSOA E ORIENTE DUARTE DRUMOND BRAGA

TORRE DE MACAU

A CURIOSA CORRIDA COM ALICE EVENTOS

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BIR e voltar


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9.6.2021 quarta-feira

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HISTÓRIA

ANÁLISE A RELATOS DE ÉPOCA DA PRIMEIRA VIAGEM DE AVIÃO ENTRE PORTUGAL E MACAU

À conquista dos As académicas Cátia Miriam Costa e Olívia Pestana analisaram a forma como os jornais Diário de Lisboa e O Comércio do Porto noticiaram a aventura dos aviadores José Manuel Sarmento de Beires e António Jacinto da Silva Brito Pais, que em 1924 voaram de Vila Nova da Milfontes com destino a Macau acabando por aterrar em Cantão. Ambas as publicações deram grande destaque à viagem, que serviu de bandeira nacional, e cujo 97º aniversário se celebra daqui a duas semanas

N

O dia 2 de Abril de 1924 os aviadores portugueses José Manuel Sarmento de Beires e António Jacinto da Silva Brito Pais partiram de Vila Nova de Milfontes, em Portugal, para fazer aquela que seria a primeira viagem de avião entre Portugal e Macau, apenas dois anos depois da célebre travessia entre Lisboa e o Rio de Janeiro feita por Gago Coutinho e Sacadura Cabral. No entanto, os dois aviadores, que se fizeram acompanhar por um alferes mecânico, Manuel Gouveia, acabariam por aterrar nos arredores de Cantão a 23 de Junho, depois de terem percorrido 16.380 quilómetros. Foram usados dois aviões, com os nomes “Pátria” e “Pátria II”. Cátia Miriam Costa, do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) e Olívia Pestana, da Facul-

dade de Letras da Universidade do Porto, analisaram a forma como dois jornais portugueses da época, o Diário de Lisboa e O Comércio do Porto, noticiaram a viagem, no trabalho académico “De Lisboa a Macau: A conquista dos ares vista pela imprensa portuguesa do ponto de vista comparativo”, publicado recentemente no Portuguese Journal of Social Science. Além de olharem para a cobertura do evento do ponto de vista jornalístico, as autoras analisaram “o compromisso [dos jornais] com a recolha de fundos e o seu papel na mobilização do público como intermediários entre os pilotos e as autoridades públicas”. Apesar do entusiasmo gerado, as académicas concluem que a aventura acabou por cair no esquecimento. “Apesar dos investigadores das ciências aeroespaciais considerarem ain-

da esta viagem como essencial para o conhecimento técnico e científico, o voo é geralmente desconhecido e pouco estudado. Enquanto Portugal celebra outras aventuras aéreas, esta parece ter caído no esquecimento, e as referências oficiais são pequenas e escassas”, pode ler-se no documento. As explicações para este esquecimento foram dadas por Cátia Miriam Costa à agência Lusa, em 2019, e devem-se a questões políticas. “Esta viagem foi apagada da memória portuguesa não porque seja menos importante que a via-

gem de Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Mas, sobretudo, porque Sarmento de Beires é um opositor ao regime que se anunciava.” “Apesar de militar, não concorda com a Ditadura militar, nem posteriormente com o Estado Novo, é um homem perseguido durante o período das ditaduras em Portugal", recordou.

“Evento nacional” e não só

Porquê estes jornais? Segundo as autoras, “a escolha reflecte a necessidade de comparar diferen-

ças abordagens à viagem aérea e detectar eventuais estratégias editoriais que poderiam justificar as diferenças existentes”. Além disso, os familiares dos aviadores tinham estreitas ligações às cidades de Lisboa e do Porto, “o que ajudou a aumentar o interesse do seu desafiante voo na experiência destas famílias”. As autoras concluem que “o Diário de Lisboa publicou mais notícias sobre este assunto do que O Comércio do Porto”, embora com “visíveis diferenças”. “Do ponto de vista do


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ares

discurso jornalístico, o orgulho pelos pilotos e pelo projecto é uma realidade desde o início. No entanto, há também um discurso patriótico que emerge à medida que as dificuldades aumentam e a aventura avança. O uso de pontos de exclamação era também um padrão”, acrescenta-se. No caso do Diário de Lisboa, foi usada com “frequência a expressão ‘aqui e agora’, convidando o leitor a tomar parte desta iniciativa que é sempre apresentada como um evento nacional envolvendo todos os portugueses”.

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Quando não havia informações para publicar sobre a viagem propriamente dita, os jornais recorriam a histórias em torno dos seus protagonistas. “O Diário de Lisboa publicava notícias sobre a campanha de recolha de fundos, com entrevistas aos apoiantes do projecto em Portugal (como por exemplo, o Director deAviação) ou artigos sobre as dificuldades que os aviadores e as suas famílias iam enfrentando”, descrevem as investigadoras. No caso d’O Comércio do Porto, as notícias “eram em menor número”. “Os acontecimentos em torno do voo transformaram-se numa narrativa que preencheu páginas de jornal quando não havia notícias sobre os pilotos. Conteúdos sobre a campanha de fundos são sempre noticiados em relação com o projecto e como parte da aventura, devido ao facto de uma das dificuldades mais significativas durante a viagem foi a falta de fundos, sejam de fontes públicas ou privadas”, pode ler-se. No início do século XX, as fontes usadas pelos jornais passavam pelas entrevistas, telegramas e agências noticiosas. Segundo as autoras, “o discurso directo foi usado algumas vezes no Diário de Lisboa, muitas vezes transcrito em forma de diálogo, enquanto que em outras alturas foi usado o discurso indirecto, apresentando linhas gerais da narrativa enquanto

cita declarações (em geral pessoas directamente envolvidas com o projecto ou com o campo da aviação”. No caso do jornal do Porto, foi muito usado o discurso indirecto, “provavelmente devido ao facto de ter citado fontes de informação”. Em ambos os jornais “os telegramas oficiais e as notícias de agências internacionais eram transcritas, tal como outra correspondência (cartas a familiares, por exemplo), em adição de informação com base em telefonemas”. Foi detectado, por parte das autoras do estudo, “um forte compromisso de afirmar a credibilidade da informação e a sua verosimilhança através (…) do uso

de fontes, recursos de estilo no discurso, a busca pela identificação e envolvimento do leitor na aventura”. Este compromisso “é evidente em ambos os jornais, mas O Comércio do Porto mostra a credibilidade da informação ao citar notícias de outras fontes de informação”. Apesar do esquecimento a que ficou votada a jornada, ela teve, à época, uma dimensão equiparada às viagens feitas internacionalmente. “Outro aspecto que merece ser enfatizado é o panorama nacional e internacional deste evento: as notícias publicadas sobre o estado da aviação em Portugal, bem como o seu significado político. O mesmo tipo de projectos desenvolvidos pelos aviadores de outras nacionalidades são também mencionados, o que nos permite posicionar este evento ao mesmo nível dos outros [a nível internacional]”, denotam as investigadoras. O Diário de Lisboa foi fundado em 1921 e publicou-se na capital portuguesa até 1990. A publicação “orgulhava-se da independência das opiniões dos jornalistas”, assumindo-se, pelos fundadores, como um jornal republicano, moderado e independente. No caso d’O Comércio do Porto, foi fundado em 1854 e fechou portas a 30 de Julho de 2005.

Uma viagem importante

Cátia Miriam Costa e Olívia Pestana apontam que, quando Brito Pais e Sarmento Beires começaram os pla-

Em Macau os pilotos foram recebidos de forma “triunfal”, descreveu a investigadora, tal como seriam recebidos em Lisboa, onde havia uma multidão à sua espera. Receberiam, ainda das mãos dos governantes da I República, condecorações militares nos depararam-se de imediato com a necessidade de recolha de fundos. “Nem o poder político estabelecido nem as forças armadas tinham fundos necessários para patrocinar a viagem, então a primeira vez que esta viagem captou a atenção do público foi através da ideia de obter fundos para comprar um avião.” Com uma crise económica e divisões políticas, o primeiro voo entre Portugal e Macau acabou por ganhar “um significado de unificação e uma forma de confirmar a presença portuguesa no radar dos céus”. O primeiro avião, “Pátria”, cairia perto de Cantão devido a uma tempestade. Durante o voo, “os aviadores perderam a aeronave e tiveram de esperar pela sua substituição”. Novamente os pilotos conseguiram comprar um segundo avião através da recolha de fundos, e desta vez com um maior envolvimento da imprensa portuguesa. Tratou-se de uma viagem “com várias paragens” e acompanhada também pelos media internacionais, “o que transformou o projecto num evento internacional”. Os jornais analisados pelas investigadoras noticiaram a viagem “desde o início”, tendo os leitores “respondido aos apelos por fundos e mantendo-se fiéis” às notícias e reportagens sobre o voo. O feito serviu também para Portugal se “comparar a outra nação poderosa”. Neste período “as relações com a China eram tensas devido ao debate em torno das águas que circundavam Macau”, pelo que o voo “era um símbolo de como Portugal era ainda um poder político

As publicações “acabaram por baixar as expectativas e preparar o público para a possibilidade da viagem ser incompleta. O jornal [Diário de Lisboa] celebrou o fim da viagem como se o avião tivesse aterrado em Macau.”

com capacidade externa para lutar pelos seus territórios”. “A ligação com as relações sino-portuguesas não é clara mas a aventura emerge como algo acima dos eventos políticos em Portugal, que exalta a presença portuguesa no mundo”, apontam as autoras. Em 1924 estava no auge o conflito entre a I República, que já estava na sua fase terminal [a Ditadura Militar foi instituída em 1926], e os aviadores da Força Aérea. O voo serviu também “para desviar as atenções dos jornalistas e leitores dos problemas das Forças Armadas e as tensões entre o Governo, o parlamento e os militares”. Brito Pais não esteve envolvido intelectualmente nem ideologicamente com esse tipo de lutas. No entanto, acaba por sofrer do mesmo ostracismo que vem do facto de não se poder reconhecer o seu companheiro de viagem”, indicou Cátia Miriam Costa à Lusa . Em Macau os pilotos foram rece-

“As relações com a China eram tensas devido ao debate em torno das águas que circundavam Macau”, pelo que o voo “era um símbolo de como Portugal era ainda um poder político com capacidade externa para lutar pelos seus territórios.” ESTUDO

bidos de forma “triunfal”, descreveu a investigadora, ainda que o voo não tenha terminado no território. Ainda assim, nas páginas do Diário de Lisboa a aventura foi considerada um sucesso. “As dificuldades causadas por uma tempestade sazonal e o facto de não haver nenhum lugar preparado em Macau para a aterragem foram aspectos noticiados pelo Diário de Lisboa antes do fim da viagem.” Desta forma, as publicações “acabaram por baixar as expectativas e preparar o público para a possibilidade da viagem ser incompleta. O jornal celebrou o fim da viagem como se o avião tivesse aterrado em Macau.” Em Lisboa os pilotos também foram bem recebidos e receberam condecorações militares ainda das mãos dos governantes da I República. Com a instauração do Estado Novo, em 1933, a viagem e os pilotos acabariam por ser despenhar num profundo esquecimento. Andreia Sofia Silva


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TIAGO ALCÂNTARA

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MIGRAÇÃO ANM CONTRA ATRIBUIÇÃO DE BIR A QUEM VIVE FORA DE MACAU

Ficar só durante o dia A Associação Novo Macau é contra a alteração da proposta de lei da migração que prevê que os titulares de BIR não permanente possam ter residência, mesmo que não vivam em Macau. Para Sulu Sou “não existe consenso social” sobre uma matéria “estrutural” que vai em sentido contrário aos desenvolvimentos gerados pelo caso IPIM

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Associação Novo Macau (ANM) está contra a alteração da proposta de lei do “Regime jurídico do controlo de migração e das autorizações de permanência e residência na RAEM”, que prevê a atribuição de residência aos portadores de Bilhete de Identidade e Residência (BIR) não permanente que estudem ou

trabalhem em Macau, mas não pernoitem no território. Segundo revelou ontem Sulu Sou, a alteração anunciada pela 3ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) no passado dia 24 de Maio é “estrutural” e “não protege os interesses da população”. Além disso, o deputado defendeu que a alteração é “contrária” às necessidades que ficaram à vista, desde

2018, com o início do processo judicial relativo à atribuição da residência por investimento por parte do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM).

“Esta modificação pode alterar as bases do actual sistema legal de atribuição de residência que vigora desde 1999. Achamos que o Governo deveria restringir

“Todos os residentes sabem que (…) se alguém não reside no território não deve ter BIR. É esta a mentalidade pela qual nos guiamos.” SULU SOU DEPUTADO

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ULU Sou disse ontem estar à espera de novas directivas por parte da Comissão para osAssuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) para apresentar oficialmente a candidatura a deputado pela via directa. “Já deveríamos ter submetido a lista de candidatura, mas segundo a nossa experiência queremos esperar

NOVO MACAU

ELEIÇÕES SULU SOU À ESPERA PARA APRESENTAR CANDIDATURA

que a CAEAL confirme a constituição das comissões de candidatura e aí iremos anunciar publicamente. Penso que irão fazer o mais cedo pos-

sível e aí iremos avançar com mais informações. Faremos do mesmo modo que fizemos há quatro anos”, disse ontem Sulu Sou. Assumindo que “há muitas incertezas na eleição democrática, especialmente em Macau nos dias de hoje”, mas que ela é importante para que os eleitores avaliem o desempenho dos deputados eleitos.

“Queremos sempre garantir a possibilidade de os eleitores poderem avaliar a nossa performance política. E se estão felizes devem usar o voto para mostrar isso. Vamos tentar o nosso melhor, sabemos que devemos melhorar muitas coisas. Queremos continuar a trabalhar. É preciso tempo para mostrar a nossa performance.”

mais, tratar de forma mais séria e verificar duplamente os processos de candidatura à residência por parte do pessoal qualificado ou investidores. No entanto, o Governo está a ir numa direcção contrária, e quer flexibilizar essas medidas e abrir mais a porta. Essa é a grande razão para a nossa oposição”, apontou Sulu Sou. Para o deputado que também é membro da 3ª comissão da AL, caso a alteração venha a ser aprovada isso irá “agitar a base do sistema legal”, podendo gerar “riscos para a sociedade”. “Todos os residentes sabem que (…) se alguém não reside no território não deve ter BIR. É esta a mentalidade pela qual nos guiamos. Mas agora foram avançadas algumas razões para a cooperação no contexto da Grande Baía e da relação entre Macau e a China. Muitos sentem-se desiludidos com o facto de várias pessoas terem recorrido ao Governo para obter o BIR, mesmo não sendo

talentos, sobretudo cidadãos da China”, explicou Sulu Sou.

Mostrar reprovação

Por seu turno, Rocky Chan, também vice-presidente da ANM, referiu que a população deve demonstrar descontentamento em relação à proposta de lei, através da partilha de opiniões na consulta pública alusivo ao tema que deverá acontecer em Setembro deste ano. O vice-presidente da associação referiu ainda que quando a proposta de lei foi submetida à AL para ser discutida na generalidade, “nunca mencionada flexibilização do estatuto de residência”. “Não existem razões para alterar a proposta de lei e a actual definição de residência temporária. O artigo [em questão] não exige a apresentação de justificações razoáveis, apenas exige [que o candidato] se desloque regularmente a Macau para estudar ou trabalhar”, explicou Rocky Chan. Pedro Arede com A.S.S.

Diplomacia Reino Unido nomeia cônsul para Hong Kong e Macau

Brian Davidson foi nomeado novo Cônsul-Geral do Reino Unido em Hong Kong e Macau. O anúncio foi feito na segunda-feira no Ministério dos Negócios Estrangeiros britânicos, Davidson assume o posto em Julho e vai suceder a Andrew Heyn, que se reformou das funções diplomáticas. Antes de chegar a Hong Kong e Macau, Brian Davidson desempenhou funções no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Commonwealth, com passagens por Pequim, Cantão, Xangai e Lituânia. Mais recentemente foi embaixador na Tailândia. Em comunicado, Brian Davidson afirmou entusiasmado por regressar à ex-colónia britânica, onde vai viver nos próximos anos. “Comecei a minha carreira no estrangeiro em Pequim, e no final dos anos 80 estive em mais duas posições na China. Por isso, regressar a Hong Kong como Cônsul-Geral faz-me sentir como se fosse um cargo para o qual trabalhei muito da minha vida”, afirmou.


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TURISMO MELINDA CHAN NOTA REDUÇÃO DE VISITANTES

COVID-19 DEPUTADOS APELAM A EMPRESAS PARA AJUDAREM TRABALHADORES

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Face à evolução da pandemia nas regiões vizinhas, deputados pediram ao Governo e às empresas para facilitarem condições para trabalhadores, nomeadamente quanto à realização de testes de ácido nucleico

EVIDO ao ressurgimento de casos na província de Cantão, a média diária de visitantes no território está em queda. A opinião foi partilhada por Melinda Chan, directora Executiva da Doca dos Pescadores, em declarações ao canal chinês da Rádio Macau. Segundo a ex-deputada, existe a expectativa de que com a implementação de medidas mais restritas de circulação, que o número de visitantes caia para menos de 10 mil até meados de Julho. Ao nível das receitas do sector a empresaria indica que devem ter uma quebra de 30 por cento atéAgosto, altura em que deverão voltar a subir. Melinda Chan revelou também que 20 por cento das reservas de quartos foram canceladas e que a Doca dos Pescadores tem preparado um plano de emergência, caso aparece um surto em Macau. Como parte deste programa, a empresa vai disponibilizar alojamento para os trabalhadores que vivem no Interior, de forma a evitar deslocações. Em relação a eventuais perdas pela nova situação, Melinda Chan deixou antever que sejam maiores do que no ano passado. Por sua vez, Wong Lai Mei, vice-presidente da Associação dos Hoteleiros de Macau, também à Ou Mun Tin Toi, afirmou que os novos controlos de passagem da alfândega vão ter um impacto limitado na indústria. Porém, a dirigente associativa sublinhou acreditar que o impacto pode ser ultrapassado. Segundo Wong, a maior parte das empresas está agora a procurar alojamento alternativo para os trabalhadores do Interior, para evitar que haja passagens de fronteira.

SOFIA MARGARIDA MOTA

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Na lista de prioridades

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LGUNS deputados de sectores tradicionais apelaram ontem a empresas que encontrem soluções de alojamento para trabalhadores e que o Governo melhore as condições de testes de ácido nucleico para quem tem de atravessar a fronteira todos os dias. Os apelos foram relatados ontem pelo jornal Ou Mun, na sequência da crescente preocupação com o desenvolvimento da pandemia nas regiões vizinhas. O primeiro deputado citado pelo jornal foi Leong Sun Iok, dos Operários, que pede às empresas que implementem políticas amigáveis para os trabalhadores que têm de fazer testes de ácido nucleico para passar a fronteira. Por outro lado, o deputado pede também respeito pelos trabalhadores na implementação de medidas de protecção. Leong recorda que em fases anteriores da pandemia trabalhadores foram repreendidos pelos patrões por pedirem a clientes que utilizassem máscara de protecção, por isso deixou o desejo que as situações não se repitam. Por sua vez, Ella Lei, colega de bancada de Leong, escreveu uma interpelação a pedir ao Governo o aumento do número de postos de teste de ácido nucleico para alunos e professores que todos os dias precisam de atravessar a fronteira para regressar a casa.

Cooperação com Zhuhai

A deputada sugeriu igualmente ao Executivo de Macau que negoceie com a congénere de Zhuhai, para que professores e alunos

que atravessam a fronteira diariamente possam fazer testes do outro lado da fronteira. Ella Lei apontou mesmo a possibilidade de, como acontece com os residentes de Zhuhai, os testes serem realizados gratuitamente. Na bancada dos Moradores, Ho Ion Sang defendeu que as empresas devem encontrar casa para os trabalhadores segundo as práticas do ano passado, durante o pico da pandemia. PUB.

Zheng Anting pediu ao Governo para que reforce a divulgação sobre a vacina e que incentive os funcionários públicos a aderirem em força ao programa Ho Ion Sang defendeu ainda que devem ser abertos mais postos grátis do teste de ácido nucleico e pediu apoio psicológico para acompanhar as pessoas afectadas pelas alterações. Por parte do campo de Jiangmen, Zheng Anting pediu ao Governo o reforço da divulgação sobre a vacina e que incentive os funcionários públicos a aderirem em força ao programa. Zheng revelou ainda ter recebido várias queixas sobre o custo dos testes de ácido nucleico e sugeriu ao Governo que tente negociar a redução do preço. Nunu Wu

Edital (35/FGCL/2021) Nos dos pedidos: 114/2021, 124/2021, 129/2021, 131/2021, 132/2021

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos, “SERVIÇOS DE CONSULTADORIA CONCIERGE DE LUXO LIMITADA”, com sede na Avenida Comercial de macau, 251A-301,AIA Tower, 10 Andar, Sala 1003, Macau, o seguinte: Relativamente aos 5 ex-trabalhadores (Leong In, Ho Ka Man, Chan Sui Lin, Wong Sam Long e Leong Neng), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 7 de Junho de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa aos extrabalhadores acima referidos, no valor total de $129 984,30 (Cento e vinte e nove mil, novecentas e oitenta e quatro patacas e trinta avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento do adiantamento para aquele ex-trabalhadora, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento do adiantamento, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 7 de Junho de 2021 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 16/P/21 Faz-se público que, por despacho da Ex.ma Senhora Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, de 17 de Maio de 2021, se encontra aberto o Concurso Público para o «Fornecimento de Material de Consumo Clínico para o Serviço de Nefrologia dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 9 de Junho de 2021, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 48,00 (quarenta e oito patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde, que se situa no r/c do Edifício do Centro Hospitalar Conde de São Januário) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo ). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,30 horas do dia 9 de Julho de 2021. O acto público deste concurso terá lugar no dia 12 de Julho de 2021, pelas 10,00 horas, na “Sala de Reunião”, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º Andar C, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 3 de Junho de 2021 O Director dos Serviços Lo Iek Long


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CPU Plano Director do território discutido hoje

A proposta do Plano Director para Macau será hoje o único ponto de debate do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU), que começa às 15h. Segundo uma nota de imprensa, serão discutidos pareceres submetidos pelos vogais, cuja data limite terminou no passado dia 5. A ideia é que os trabalhos relativos à proposta de lei do planeamento urbanístico possam estar concluídos até Dezembro. “Segundo a Lei do Planeamento Urbanístico, o Conselho tem de emitir um parecer sobre o documento. Como são trabalhos com um grande volume tivemos de agendar uma reunião”, afirmou recentemente Chan Pou Ha, directora dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes e presidente do CPU.

BARCOS-DRAGÃO SEM PÚBLICO

KA-HÓ IC ACUSADO DE NÃO PRESERVAR ARQUITECTURA NA VILA DE NOSSA SENHORA

de ter meios alternativos para ler a declaração de saúde, além do telemóvel, e que o registo possa ser aferido, além de uma declaração oral. Foi ontem também esclarecido que quem apresente código de saúde com as cores amarela e vermelha fica impedido de usar transportes públicos.

Face à evolução da pandemia nas regiões vizinhas, as corridas Barcos-Dragão, agendadas para 13 e 14 de Junho, vão ser realizadas sem a presença de público. Além disso, o Festival em Família, que estava previsto para 12 de Junho, das 10H às 18H, foi cancelado. Os participantes e colaboradores das provas têm de mostrar relatório de teste de ácido nucleico válido negativo (durante o período das provas), ou terem completado as duas doses de vacina contra a COVID-19, pelo menos, com antecedência de 14 dias.

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ESIDENTES de Ka-Hó, de Coloane, acusaram o Instituto Cultural (IC) de não preservar estátuas, cores dos edifícios e alguns elementos religiosos do complexo da Vila de Nossa Senhora, onde funcionou a antiga leprosaria. O trabalho de requalificação foi concluído recentemente, mas alguns residentes queixaram-se ao All About Macau que não foram mantidos muitos elementos, apontando que, antes da requalificação, as paredes tinham muitas cores, mas agora as paredes exteriores estão pintadas apenas de amarelo. As imagens mostram também a destruição de estátuas de santos e de figuras que exemplificavam o antigo quotidiano dos moradores de Coloane. Ao mesmo jornal, o IC garantiu que os edifícios tiveram várias cores desde a sua construção, em 1930, tendo sido usada a última cor como referência. O IC prometeu ainda comunicar com a Diocese de Macau para preservar as estátuas de santos, tendo confirmado que as anteriores não foram preservadas. No entanto, o instituto não explicou como é que os elementos religiosos foram destruídos.

Testagem sem data

SAÚDE GOVERNO EMITE NOVAS ORIENTAÇÕES DE APRESENTAÇÃO DE CÓDIGO DE SAÚDE

Trancas à porta Além de maiores exigências para entrar em vários espaços, quem apresentar declaração de saúde com código amarelo ou vermelho fica impedido de viajar em transportes públicos. A entrada em supermercados, restaurantes, bares, cabeleireiros, saunas e ginásios pode exigir apresentação de código, se o estabelecimento assim o entender

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Governo anunciou ontem novas orientações para a declaração de saúde em Macau, que vai depender dos espaços que se frequentam. Segundo a apresentação feita ontem por Leong Iek Hou, coordenadora do Núcleo de Prevenção e Doenças Infecciosas e Vigilância da Doença, durante a conferência de imprensa sobre a pandemia da covid-19, vai haver três níveis. No primeiro nível, que abrange casinos, hotéis, pensões, edifícios de migração e instituições médicas, as pessoas estão obrigadas a apresentar o código de saúde.

As regras definem que para o segundo nível, a exigência da apresentação da declaração de saúde depende dos responsáveis

“Há rumores que temos uma data [para realizar testes em massa], mas quero dizer que estamos a fazer a preparação. Não há uma data concreta.” ALVIS LO DIRECTOR DOS SERVIÇOS DE SAÚDE

dos espaços. Neste âmbito, estão incluídos os centros comerciais, supermercados, restaurantes, bares, salões de beleza, cabeleireiros, barbeiros, saunas, ginásios, bibliotecas, entre outros espaços em que seja expectável a permanência por mais de 20 minutos. No terceiro nível estão lojas de pequeno comércio, lojas de conveniências e outras com tamanho reduzido. “Como estas lojas são mais pequenas e têm um fluxo menor, não precisam de exigir o código da declaração de saúde”, justificou Leong Iek Hou. A médica explicou ainda que todos os estabelecimentos têm

Ontem circularam rumores nas redes sociais de que haveria uma data para realizar testes de ácido nucleico a toda a população. No entanto, Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, desmentiu haver uma data para o arranque da operação. “Há rumores que temos uma data, mas quero dizer que estamos a fazer a preparação. Não há uma data concreta. Temos de preparar equipamentos e reagentes e pessoal”, explicou Lo. “A realização de testes é uma forma bastante importante de combater a pandemia, vamos ver como evolui a situação”, acrescentou. Desde segunda-feira que para poder circular entre Macau e o Interior é necessário apresentar teste de ácido nucleico com validade inferior a 48 horas. A medida levou à corrida a centros de testagem e, por esse motivo foi ontem anunciada a abertura de um novo posto temporário. “A partir de amanhã [hoje] o Centro de Actividades Juvenis da Areia Preta vai ser um centro de testes. [...] Vamos arranjar transportes para os estudantes irem ao centro, mas eles também podem fazer a marcação online para serem testados no Fórum de Macau e Terminal do Pac On”, revelou Wong Ka Ki, chefe do Departamento do Ensino Não-Superior destes Serviços da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). João Santos Filipe


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Ensino Registo para subsídio de material escolar até 8 de Julho A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) aceita, até 8 de Julho, o registo para a atribuição do “subsídio para a aquisição de material escolar a estudantes do ensino superior”, relativo ao ano lectivo de 2020/2021. Este subsídio é atribuído pelo Fundo do Ensino Superior.

Os estudantes interessados devem submeter online documentos que comprovem a frequência do curso ou entregá-los presencialmente nas instalações da DSEDJ ou nos Centros de Prestação de Serviços ao Público do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM).

Habitação Índice de preços sobe 0,9% no segundo trimestre Entre Fevereiro e Abril deste ano o índice global de preços da habitação foi de 263,6, o que representa um aumento de 0,9 por cento em comparação ao primeiro trimestre do ano. Relativamente ao índice por zonas, houve um aumento de 1,1 por cento na península de Macau e 0,2 por cento nas

ilhas de Taipa e Coloane. O índice de preços das habitações construídas foi de 283,3, mais um por cento face ao período anterior, com destaque para as subidas do índice na península de Macau, de 1,2 por cento, e de 0,3 por cento nas zonas da Taipa e Coloane.

ANIMA ASSOCIAÇÃO FECHA 2020 COM PREJUÍZOS DE 1.2 MILHÕES DE PATACAS

A difícil arte de sobreviver A ANIMA fechou o ano passado com um prejuízo de 1.2 milhões de patacas, que na prática passou a cerca de 700 mil patacas devido ao perdão de algumas dívidas e suspensão de projectos para os quais não houve dinheiro. A maior parte das despesas está relacionada com cuidados a animais, já que os resgates continuaram a ser muito superiores às adopções

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020 voltou a ser um ano financeiramente difícil para a Sociedade Protectora dos Animais de Macau - ANIMA, que fechou as contas com um prejuízo de cerca de 1.2 milhões de patacas. Segundo os relatórios consultados pelo HM, e que foram aprovados na última assembleia-geral da associação, a 29 de Maio, os prejuízos baixam para cerca de 700 mil patacas devido a “actividades de anos anteriores que já estavam contabilizadas [e que foram retiradas do balanço]”, explicou Albano Martins, presidente honorário da ANIMA, ao HM. Um dos exemplos é uma obra no sistema de esgotos, no valor de 200 mil patacas, que foi perdoada pelo empreiteiro. O projecto foi executado, mas acabaria por não ser autorizado pelo Governo. “Fez-se uma limpeza do balanço pois não há dinheiro para acabar essas obras que foram pagas parcialmente e foram interrompidas, e também porque houve dívidas de trabalhos feitos no passado que foram perdoadas”, acrescentou. “Ficámos com muitas dívidas por pagar que serão

Apesar de no ano passado terem sido adoptados 180 animais, mais 19 do que no ano anterior, os salvos voltaram a ser mais: 458 face aos 391 cães e gatos capturados em 2019

pagas gradualmente, talvez cerca de 25 mil patacas mensais nos próximos dois ou três anos”, disse ainda Albano Martins. Algumas das dívidas dizem respeito a donativos, como é o caso dos montantes de 500 e 800 mil patacas emprestadas por dois membros da direcção. As despesas correntes da ANIMA, em 2020, foram superiores a 10.3 milhões de patacas, com um rendimento corrente total de 9.1 milhões de patacas. Só em cuidados com animais, a associação gastou 3.3 milhões de patacas, face às 3.2 milhões gastos em 2019. As despesas em 2019 foram de 9.6 milhões de patacas. A associação diz ter apoiado a comunidade “com comida para animais, medicamentos, esterilizações, assistência veterinária e acomodação”. Só em comida a ANIMA gastou 1,2 milhões de patacas, enquanto a facgtura da electricidade foi de 159 mil patacas face a 115 mil em 2019. Os custos com funcionários ascenderam às 5 milhões de patacas, quando em 2019 foram de apenas 4,6 milhões. Em relação ao terreno em Coloane que a ANIMA ocupa, ainda não há resposta do Governo. “Apresentámos um pedido para a concessão

gratuita do terreno como única forma de resolver definitivamente os problemas levantados pelas autoridades. Não temos ainda a concessão final.”

Resgates superiores às adopções

Apesar de, o ano passado, terem sido adoptados 180 animais, mais 19 do que no ano anterior, os salvos voltaram a ser bem mais: 458 face aos 391 cães e gatos capturados em 2019. Foram ainda esterilizados 124 animais, incluindo os que estão nos abrigos e os que vivem na rua. Tal “contribuiu, mais uma vez, para a situação de sobrelotação do abrigo”. A ANIMA assume não poder “melhorar a qualidade do trabalho” com esta situação. “O rácio de animais saídos relativamente a animais entrados foi de 0.97, 0.98 e 0.90, valor longe do nosso objectivo de 2. Contudo, houve uma melhoria no valor do rácio dos gatos, dado o maior número de adopções”, aponta o relatório. Albano Martins confirmou também que a Fundação Macau aceitou que a verba de cinco milhões de patacas possa ser usada em várias actividades da ANIMA e não apenas no pagamento de salários e dos tratamentos dos animais. A primeira tranche, de 2,5 milhões de patacas, já foi paga, mas a segunda só deverá chegar no próximo ano. “Enviámos uma carta a pedir a antecipação da segunda verba, que não vai ser de 2.5 milhões de patacas, uma vez que dez por cento ficam retidos e só serão dados no próximo ano, mediante apresentação do relatório e contas. A ANIMA sempre entregou os seus relatórios e sairá prejudicada com isso”, concluiu o activista. Andreia Sofia Silva


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Para lá da real

TORRE DE MACAU INSTALAÇÃO DE GRAFITTI E DANÇA A PARTIR DE SÁBADO

O projecto “Curioser & Curioser” está de volta à Torre de Macau para apresentar uma instalação do grafitter Pat Lam e espectáculos de dança e luz coreografados por Chloe Lao, inspirados em mais um capítulo da obra de Lewis Caroll, “Alice no País das Maravilhas”. Para a curadora da iniciativa, o objectivo é que o público explore os limites da imaginação e fique com “uma sensação de vitória”

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partir de sábado, o átrio inferior da Torre de Macau irá acolher a iniciativa “A Curious Race with Alice”, um projecto da “Curioser & Curioser” que inclui uma instalação astística de grafitti que pode ser visitada em permanência, performances de dança e ainda espectáculos de luz. Inspirado uma vez mais na obra literária “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Caroll, a iniciativa que estará patente até 18 de Julho, e propõe-se a explorar o terceiro capítulo da obra em que o dodo sugere fazer uma corrida para que, tanto os outros animais como Alice, se secarem da água do mar. No entanto, conta Mel Cheong, curadora da iniciativa, o resultado final “derivou bastante da ideia da corrida”, apesar de ter ficado a preocupação de manter “a sensação final de que todos, incluindo os visitantes, venceriam no final”, através dos estímulos gerados pela instalação e pelos espectáculos de dança. “Na história original todos ganham e eu queira que essa ideia passasse. Por isso, cheguei à conclusão que uma dança, onde cada um pode fazer a sua parte, a sua própria dança, para que todos desfrutem. Nos últimos cinco minutos da performance convidamos o público a vir ter connosco e fazer tudo aquilo que lhes apetecer, tirar fotografias, falar e, se quiserem, dançar”, explicou ao HM. A instalação artística que dá o mote à iniciativa ficou a cargo do grafitter Pat Lam (PIBG) que, segundo a curadoria, procurou explorar o lado emocional da Alice, nomeadamente o facto de esta ter sido abandonada

no final da corrida, ficando sozinha com os seus pensamentos e sonhos, apesar de estar aparentemente aborrecida. Além disso, numa alusão ao filme de animação “Toy Story”, serve também para transmitir a sensação de ser algo que “as crianças também podem fazer”.

“Os artistas são quase como ilusionistas porque sempre que partimos numa determinada direcção, eles acabam por pensar de uma forma muito própria.” MEL CHEONG CURADORA

“Após falar com o Pat, ele lembrou-se logo que depois da corrida, toda a gente se foi embora e a Alice ficou sozinha. Depois disso ele foi por aí e não quis saber propriamente da corrida, só se preocupou com as emoções da Alice. Este projecto é feito com base no desenvolvimento de várias ideias em simultâneo”, acrescentou Mel Cheong. A instalação artística de Pat Lam pode ser visitada em permanência até ao dia 18 de Julho.

Dança dos elementos

O espectáculo de dança propriamente dito está a cargo de Chloe Lao, coreógrafa e directora criativa da Associação de Dança Ieng Chi e será exibido nos dias 13, 20 e 27 de Junho e no dia 4 de Julho entre as 15h e as 16h. Segundo a artista, a iniciativa

resulta de “um processo de pingue-pongue”, que a levou a explorar a ideia da solidão, da descoberta e dos limites da imaginação. “Apesar de parecer solitária, a Alice continua a sonhar e a imaginar coisas na sua cabeça. Ela aparenta estar sonolenta e triste, mas o cére-

bro dela está a ir para muitos outros lugares”, começou por dizer. “A performance tem quatro personagens que partem em busca de diferentes elementos existentes no espaço. A dançarina principal é uma rapariga muito curiosa que está sempre em busca dos seus sonhos. Mais

tarde, numa alusão à terra, ao vento e à água, encontra três elementos diferentes, representados por mais três dançarinas”, apontou Chloe Lao. A música que acompanha os espectáculos de dança foi criada de raiz pelo compositor Akitsugu Fukushima.


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episódio 16

lidade

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Instituto Cultural Canceladas actividades sobre o património cultural de Anhui O Instituto Cultural decidiu cancelar a actividade “Génese e Espírito – Mostra de Património Cultural Intangível de Anhui”, com várias datas agendadas a partir de sexta-feira, devido “ao impacto epidemiológico da pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus”. Esta iniciativa iria acontecer no âmbito do Dia do Património Cultural e Natural da China 2021 e inclui a suspensão da cerimónia de inauguração da exposição, que iria acontecer na Galeria do Instituto para os Assuntos Municipais, a exposição,

que decorria até 4 de Julho, as palestras temáticas marcadas para sábado no Museu Memorial de Zheng Guanying, bem como as actuações do fim-de-semana que teriam lugar na Casa do Mandarim. Ficam também suspensas as demonstrações de artesanato que iriam decorrer na Casa de Lou Kau entre os dias 15 e 20 de Junho, bem como os workshops de fabrico de leques do Clã Wang e de recorte de papel de Huashan para os dias 19 e 20 de Junho, também na Casa do Mandarim.

PORTUGAL TAPETE DE ARRAIOLOS COMO PATRIMÓNIO IMATERIAL EM CONSULTA PÚBLICA

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processo de inscrição da confecção do tradicional Tapete de Arraiolos no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial está desde ontem em consulta pública, segundo um anúncio publicado em Diário da República (DR). O anúncio, datado do passado dia 24 de Maio, foi assinado pela subdirectora-geral do Património Cultural, Rita Jerónimo. Segundo esta comunicação da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), o processo de consulta pública que agora se inicia vai decorrer durante 30 dias e a decisão será tomada no prazo de 120 dias após a conclusão do período da consulta pública. O anúncio sobre o início desta consulta pública aconteceu no mesmo dia em que começa em Arraiolos, no distrito de Évora, um certame de promoção desta genuína tapeçaria local.

Os espectáculos de luz, a cargo do artista K. Tou, estão agendados para os mesmos dias das performances de dança, ou seja, para os dias 13, 20 e 27 de Junho e 4 de Julho. No entanto, acontecerão mais tarde, às 18h e as 19h. “Sempre que tenho projectos deste género sinto que os artistas são

quase como ilusionistas porque sempre que partimos numa determinada direcção, eles acabam por pensar de uma forma muito própria. É por isso que este projecto é tão interessante, pois não existem regras”, disse Mel Cheong, em jeito de remate.

Pedro Arede

Organizado pela Câmara de Arraiolos, o certame denominado "O tapete está na rua" volta a realizar-se depois de a edição de 2020 ter decorrido em formato ‘online', devido à pandemia de covid-19. Do Tapete de Arraiolos, bordado a lã sobre tela, conhecem-se referências já desde os finais do século XVI (1598), com origem na vila alentejana com o mesmo nome, povoada no princípio do mesmo século por mouros e judeus, expulsos da mouraria de Lisboa por D. Manuel I. Segundo investigações históricas, as famílias ali fixadas encontraram abundantes rebanhos de boa lã e diversidade de plantas indispensáveis ao tingimento e fabrico das telas onde são manufacturados os tapetes, empregando a técnica do ponto cruzado oblíquo, denominada "Bordado de Arraiolos".

O Jogo das Escondidas um folhetim por Fernando

Sobral

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NTES que Ding Ling pudesse responder, Wolf continuou: - Assim, menina Ding, se se aliar a mim, tem tudo a ganhar. Se se opôr, terá tudo a perder. Os seus amigos portugueses não terão nenhum poder. Fugirão, que nem ratos, como se costuma dizer, à primeira oportunidade. Para Goa. Para Lisboa. Para qualquer lugar. Os portugueses são filhos do mar. Ding Ling pestajenou, nervosamente: - Percebo o seu ponto de vista, embora não o partihe completamente. Mas, já agora, digame: e, se decidir ajudá-lo, que ganho efectivamente? - Ganhará dinheiro e reputação. Posso resolver-lhe um problema que sei que a absorve. Precisa de dinheiro para financiar as actividades do Kuomitang. Eu posso ajudá-la nisso. Tenho acesso a fundos suficientes para que fique muito bem cotada junto de Sun Yat-sen. Com quem, diga-se, também queremos ter boas relações. Dinheiro não é uma questão para nós. - Nós, quem? - Para mim e para as pessoas que represento. Há muito que Max acabara de fumar o seu cigarro. Acendeu outro. - Não a quero apressar muito, menina Ding. Mas não tenho muito tempo. Preciso de resultados, de forma breve. Ou seja, necessito de uma resposta sua dentro de dois, três dias. Que lhe parece? - Tenho de reflectir. - Sim, eu sei como são os chineses. Jogam com o tempo. O problema é que, nós, os ocidentais, estamos sempre a olhar para o relógio. Espero pois uma resposta rápida. E, sendo assim, não a ocupo mais nem lhe tiro tempo para a sua profunda reflexão. Que sei que será a mais sensata. Max fez um sorriso sarcástico. Levantou-se e colocou o chapéu na cabeça. O brilho dos seus olhos era mortal. Fez uma ligeira vénia e saíu. Pouco depois, ainda Ding Ling estava de olhos fechados, a tentar pôr ordem nos seus pensamentos, Li Bei entrou. - Diz, querida irmã. - O alemão já saíu. Mas, recordeime, já cá tinha estado. Ding Ling franziu os olhos. - Quando? - Na noite em que o senhor Silva foi morto. Estiveram a conversar os dois, com ar pouco amigável, antes do senhor Silva ter ido ter comigo. Este estava muito nervoso. Fumou mais ópio do que o habitual. (continua)


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Balanço Em 31 de Dezembro de 2020 Activos Activos não correntes Imóveis, fábrica e equipamento Pré-pagamentos Outras dívidas a receber

Activos correntes Dívidas a receber comerciais Depósitos, pré-pagamentos e outras dívidas a receber Valores devidos de outros organismos ou serviços governamentais Caixa e depósitos bancários

Total dos activos Passivos Passivos não correntes Outros valores a pagar Activos transferidos plurianuais

Passivos correntes Valores a pagar e outros valores a pagar Complementar imposto de renda devido Acréscimo de custos Passivo de arrendamento diferido

Total dos passivos Activos líquidos Capitais próprios Capital social e reserva Capital social Reserva legal Lucros transitados

Ano de 2020 MOP 3,564,749 842,039 3,810,679 ─────────── 8,217,467 -----------------129,866 8,165,418 679,348,281 1,291,085,638 ─────────── 1,978,729,203 -----------------1,986,946,670 -----------------3,810,679 2,345,740 ─────────── 6,156,419 -----------------5,083,514 1,218,066 514,988,458 524,399 ─────────── 521,814,437 -----------------527,970,856 -----------------1,458,975,814 ═══════════ 1,400,000,000 1,121,696 57,854,118 ─────────── 1,458,975,814 ═══════════

Total dos capitais próprios Resumo do Relatório referente ao exercício do ano de 2020

De forma a permitir que, os cidadãos experimentassem o serviço público de transporte de passageiros em metro ligeiro, a Sociedade disponibilizou este serviço gratuitamente, de 10 de Dezembro de 2019, data da entrada em operação da Linha da Taipa do Metro Ligeiro, a 31 de Janeiro de 2020. Seguidamente, durante o período compreendido entre 1 de Fevereiro e 31 de Dezembro de 2020, devido ao impacto da pandemia causada pelo novo tipo de coronavírus, a frequência de circulação dos metros ligeiros foi reduzida, pelo que, as receitas com a venda dos bilhetes do serviço de transporte de passageiros, em 2020, foi cerca de 2 982 956 patacas. Durante o período de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2020, o número de metros ligeiros em circulação da Linha da Taipa foi de 64 200, sendo, aproximadamente, 1 055 400 o número total de passageiros. Os metros ligeiros, basicamente, funcionaram de acordo com o programa originalmente estabelecido, pelo que, quer a respectiva circulação, quer a sua pontualidade, preencheram os requisitos. Em coordenação com a evolução, em Macau, dos meios de pagamento electrónicos, desde 1 de Janeiro de 2020, a Sociedade implementou formas de pagamento mais utilizadas pelos cidadãos, tais como, o “Macau Pass” e o “BoC Pay”, para efeitos da aquisição dos títulos de transporte do metro ligeiro. No intuito de melhorar, ainda mais, o sistema de bilheteira existente, a Sociedade iniciou, em meados de 2020, a análise deste assunto conjuntamente com as instituições comerciais de cobrança electrónica, a operar em Macau, tendo em vista, no futuro, que os passageiros possam viajar no metro ligeiro utilizando, directamente, estes meios de pagamento electrónicos e fazer a correspondência com o sistema de transporte público de autocarros. Para o efeito, a MLM irá continuar a colaborar com o Governo, no andamento dos trabalhos relativos à sua implementação. Depois de o metro ligeiro ter entrado em funcionamento e o seu serviço ser prestado de forma estável, esta Sociedade começou a planear o desenvolvimento adequado das actividades comerciais, com vista a gerar outras receitas que não, apenas, as provenientes da venda dos bilhetes. Os respectivos trabalhos foram iniciados no 4.º trimestre de 2020, prevê-se que possam ser gerados rendimentos no primeiro semestre de 2021. O Presidente do Conselho de Administração, Ho Cheong Kei Macau, 31 de Março de 2021. Relatório dos Auditores Independentes sobre Informações Financeiras Resumidas Para os accionistas da Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, S.A. (Sociedade anónima incorporado em Macau) Procedemos à auditoria das demonstrações financeiras da Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, S.A. relativas ao ano de 2020, nos termos das Normas de Auditoria e Normas Técnicas de Auditoria da Região Administrativa Especial de Macau. No nosso relatório, datado de 2 de Março de 2021, expressámos uma opinião sem reservas relativamente às demonstrações financeiras. As demonstrações financeiras que auditámos, integram o balanço, à data de 31 de Dezembro de 2020, a demonstração de resultados, a demonstração de alterações no capital próprio e a demonstração de fluxos de caixa relativas ao ano findo, bem como um resumo das principais políticas contabilísticas adoptadas e outras notas explicativas. As demonstrações financeiras resumidas preparadas pela gerência resultam das demonstrações financeiras anuais auditadas da Sociedade. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas da Sociedade. Para a melhor compreensão da posição financeira da Sociedade e dos resultados das suas operações, assim como o âmbito abrangido pela nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser lidas conjuntamente com as demonstrações financeiras das quais as mesmas resultam e com o respectivo relatório de auditoria. Lei Iun Mei, Auditor de Contas KPMG Sociedade de Auditores Macau, 2 de Março de 2021


quarta-feira 9.6.2021

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COMÉRCIO PEQUIM ALERTA ESTADOS UNIDOS APÓS ANÚNCIO DE NEGOCIAÇÕES COM TAIWAN

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ASEAN CHINA PROMETE MAIS AJUDA AOS PAÍSES DO SUDESTE ASIÁTICO NO COMBATE À PANDEMIA

Ser uns para os outros

A China prometeu ontem prestar mais assistência aos países do Sudeste Asiático no combate à pandemia da covid-19, nomeadamente através da entrega de 100 milhões de vacinas e equipamento médico. O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês sublinhou que a melhor forma de vencer adversidades é em conjunto

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ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, disse aos seus homólogos da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que a China já entregou 100 milhões de doses das vacinas e equipamento de protecção médica contra o coronavírus aos dez países da região. Wang comparou o desafio a crises económicas anteriores, ao surto da SARS, em 2003, e ao tsunami no Oceano Índico, de 2004, dizendo que todos foram enfrentados com “acções

práticas, decorrentes de sentimentos de preocupação fraternal e do cuidado de vizinhos vigilantes”. “No processo de superação conjunta de desafios, aprofundamos a amizade, a confiança mútua e os interesses comuns”, disse Wang aos ministros, reunidos na cidade de Chongqing, no sudoeste da China, para as reuniões que marcam o 30.º aniversário das relações formais entre a China e a ASEAN. Wang disse que os dois lados deveriam explorar o estabelecimento de um painel de especialistas para

A China vai “implementar urgentemente” a Iniciativa de Cooperação de Saúde Pública China - ASEAN, continuar a apoiar a Reserva de Equipamento Médico de Emergência da ASEAN e fortalecer a capacidade regional em saúde pública

fortalecer a cooperação em todo o processo de vacinação, desde a pesquisa ao uso, e trabalhar para construir centros de produção e distribuição para ajudar a tornar as vacinas acessíveis na região.

Quem te ajuda

A China vai “implementar urgentemente” a Iniciativa de Cooperação de Saúde Pública China - ASEAN, continuar a apoiar a Reserva de Equipamento Médico de Emergência da ASEAN e fortalecer a capacidade regional em saúde pública, disse. “A China trabalhará com a ASEAN para superar o surto o mais depressa possível”, notou. Pequim está a construir influência entre os 10 países que compõem a Associação das Nações do Sudeste Asiático, apesar dos atritos com alguns deles sobre reivindicações territoriais no Mar do Sul da China.

EQUIM lançou uma dura advertência ao Governo norte-americano um dia depois de a Casa Branca ter anunciado conversações para assinar um acordo comercial com Taiwan. “Sei que estamos a ter discussões com Taiwan, ou que as começaremos em breve, sobre alguma forma de acordo-quadro”, disse o secretário de Estado dos EUA durante uma audiência parlamentar em Washington. No entanto, Blinken remeteu para a Representante do Comércio dos EUA, Katherine Tai, quaisquer detalhes sobre essas negociações futuras.

Este anúncio foi condenado pela China, que considera Taiwan parte do seu território, ao abrigo da política Uma Só China. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, pediu a Washington que “acabe com todas as formas de contacto oficial com Taiwan, trate a questão de Taiwan com cautela e evite enviar sinais errados às forças independentistas de Taiwan”. O anúncio de Anthony Blinken ocorre numa altura em que os Estados Unidos e a China continuam envolvidos numa guerra comercial, iniciada em 2018 pelo

então Presidente dos EUA, Donald Trump. Washington rompeu relações diplomáticas com Taipé em 1979 e passou a reconhecer Pequim como o único representante oficial da China. Mas os Estados Unidos continuam a ser o aliado mais poderoso de Taiwan e o seu principal fornecedor de armas. “Taiwan deve ter meios para se defender”, reafirmou Antony Blinken, na segunda-feira. “Continuamos a fornecer equipamento significativo a Taiwan para este fim”, acrescentou, citando “preocupações reais sobre a crescente agressividade de Pequim”.

Covid-19 Detectados mais 19 casos locais em Guangdong A província de Guangdong detectou 19 casos locais de covid-19 nas 24 horas de ontem, anunciou ontem a Comissão de Saúde da China. Guangdong detectou mais de cem infecções locais desde 21 de Maio passado, situação que levou as autoridades locais a isolar bairros inteiros e restringir a circulação de pessoas para fora da província. A China registou ainda 14 casos positivos,

entre viajantes oriundos do exterior, nas cidades de Xangai e Pequim e nas províncias da Mongólia Interior, Guangdong, Fujian, Jiangsu, Sichuan e Yunnan. A Comissão de Saúde da China adiantou que o número total de casos activos é de 409, entre os quais dez em estado grave. Desde o início da pandemia de covid-19, o país registou 91.300 casos da doença e 4.636 mortos.

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Edital (36/FGCL/2021)

Edital (37/FGCL/2021)

Nos dos pedidos: 115/2021,117/2021

Nºs de pedido: 112/2021, 113/2021

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos, “WONG NGAI IONG”, com sede na Avenida da Praia Grande, No.283, Edf. Ka Fai, 1 Andar C, Macau, o seguinte: Relativamente aos 2 ex-trabalhadores(Ding Hongjia e Loi Chong Hong), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 7 Junho de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015(Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa aos ex-trabalhadores acima referidos, no valor total de $30 391,20(Trinta mil, trezentas e noventa e uma mil e vinte avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquelas ex-trabalhadoras, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.o da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo.

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos, “VENG FAI OBRAS ELECTRICAS LIMITADA”, com sede na Avenida do Almirante Lacerda, nº 139, Edf. Industrial Nam Yick, Bloco A, 9 Andar 903, Macau, o seguinte: Relativamente aos 2 ex-trabalhadores(Tam Peng San e Su Zhaomao)no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 7 de Junho de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015(Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa aos ex-trabalhadores acima referidos, no valor total de $159 428,00(Cento e cinquenta e nove mil, quatrocentas e vinte e oito patacas). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àqueles ex-trabalhadores, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo.

7 Junho de 2021 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong

7 de Junho de 2021 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong


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XUNZI

O estado é o melhor instrumento no mundo, assim como a mais pesada responsabilidade. Devemos escolher bem um lugar para ele e a colocá-lo lá. Se o colocares numa localização insegura estarás em perigo. Devemos escolher bem um caminho para ele e guiá-lo ao longo desse caminho. Se o caminho se encontrar obstruído e impassável, ficarás bloqueado. Se estiveres num lugar perigoso e lá ficares bloqueado, então perecerás. Contudo, quando falamos de “colocar o estado”, não nos referimos ao estabelecimento das suas fronteiras. Que modelos deverão guiar o nosso caminho? Que pessoas devemos ter por compatriotas? Aquele que escolhe por caminho os modelos que farão dele um verdadeiro rei, e que governa o estado juntamente com pessoas que farão dele um verdadeiro rei, se tornará, por isso, num verdadeiro rei. Aquele que escolhe por caminho os modelos que farão dele um tirano, e que governa o estado juntamente com pessoas que farão dele um tirano, se tornará, por isso, num tirano. Aquele que escolhe por caminho os modelos que farão um estado perecer, e que governa o estado juntamente com pessoas que farão o estado perecer, ele próprio perecerá. É de entre estras três opções que escolhe cuidadosamente o líder iluminado, são elas que a pessoa de ren [humanidade] trabalha para clarificar.

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ELEMENTOS DE ÉTICA, VISÕES DO CAMINHO

O Verdadeiro Rei e o Tirano O estado é uma pesada responsabilidade. Se não se usar aquilo que foi acumulado1 para suportar o estado, este não se manterá. Contudo, poder-se-ia argumentar que o estado é tal que aquilo de que depende para se manter se renova a cada geração. Mas esse modo de fazer as coisas seria uma medrosa rejeição da mudança. Um antigo ditado diz: “Com uma mudança de trono vem uma mudança de tom”. Durante uma única aurora existe só este sol; durante um único dia existem só estas pessoas. Sendo assim, como poderia existir um estado que permanecesse seguramente firme por mil anos? Eis o que tenho a dizer: toma um modelo que seja fiável por mil anos para suportares o estado e depois governa-o com homens que sejam fiáveis por mil anos. Contudo, poder-se-ia argumentar que a longevidade das pessoas não alcança sequer cem anos – como seria possível que existissem homens fiáveis por mil anos? Eis o que tenho a dizer: aqueles que se apoiam em modelos que são fiáveis por mil anos são, eles próprios, homens fiáveis por mil anos. E, assim, quem governar o estado juntamente com pessoas exemplares, que acumularam o cultivo de ritual e de yi [justiça], se tornará um verdadeiro rei. Quem governar o estado juntamente com homens que praticam a integridade com verticalidade e aperfeiçoaram a confiança, esse se tornará

PARTE III

um tirano. Quem governar o estado juntamente com homens que se dedicam a intrigas e esquemas, esse perecerá. É de entre estras três opções que escolhe cuidadosamente o líder iluminado, são elas que a pessoa de ren [humanidade] trabalha para clarificar. Aqueles que escolhem bem controlarão os outros, mas aqueles que escolhem mal serão controlados pelos outros. Quem se propuser manter o estado não poderá certamente fazê-lo sozinho. Assim, a força e firmeza do estado, a sua glória ou desgraça, residem na escolha do primeiro ministro certo. Quando o líder é capaz e o seu primeiro ministro é capaz, quem reinar reinará como um verdadeiro rei. Quando o líder não é capaz, mas se preocupa com isso e busca alguém que é capaz, esse será ainda um líder forte. Quando o líder não é capaz e não se preocupa com isso, nem busca alguém que é capaz, ao invés empregando apenas aqueles que favorece, os lhe são próximos e os que o elogiam, esse será um líder em perigo – o seu estado diminuirá e, a limite, perecerá.

1 - A referência, aqui, é à experiência e sabedoria acumuladas pelos sábios e assentes nos modelos e rituais passados de geração em geração.

Xunzi (荀子, Mestre Xun; de seu nome Xun Kuang, 荀況) viveu no século III Antes da Era Comum (circa 310 ACE - 238 ACE). Filósofo confucionista, é considerado, a par do próprio Confúcio e Mencius, como o terceiro expoente mais importante daquela corrente fundadora do pensamento e ética chineses. Todavia, como vários autores assinalam, Xunzi só muito recentemente obteve o devido reconhecimento no contexto do pensamento chinês, o que talvez se deva à sua rejeição da perspectiva de Mencius relativamente aos ensinamentos e doutrina de Mestre Kong. A versão agora apresentada baseia-se na tradução de Eric L. Hutton publicada pela Princeton University Press em 2016.


quarta-feira 9.6.2021

crónico oriente

DUARTE DRUMOND BRAGA

A palavra de ordem dos românticos alemães: “É no Oriente que devemos procurar o romantismo supremo” (F. Schlegel). Mas nunca conseguimos sair do plano das representações. Seria preciso esperar pelas vagas de emigração de proveniência dos países do mundo árabe e da Ásia, a partir dos anos 60, na Europa, e em Portugal nos anos 90, para termos acesso não a textos sufocados por traduções, mas a pessoas reais, com práticas e contextos reais. Mas já de antes o Oriente do budismo, do Hinduísmo, numa espiritualidade muito diluída e mal traduzida, exerciam um verdadeiro fascínio na Europa, ainda que sempre separado e alheio do contexto religioso, social, doutrinal em que nasceram. Acresce a isto o Esoterismo, que tantas vezes se misturou com muitas destas tradições, mas que tem uma linha europeia própria: tradição hermética, alquímica, maçónica, cabala, simbolismo cristão. Um dos movimentos que mais fama teve, e logo na segunda metade do século XIX, foi a Sociedade Teosófica, cuja principal força motriz foi fazer essa ponte entre Ocidente e Oriente, daí o seu resultado textual ser fortemente orientalizado. Esse movimento propôs uma fortíssima e sincera revalorização das espiritualidades orientais. Com efeito, a fase madura da doutrina de Helena Blavatsky (1831-1891) foi influenciada pelo Hinduísmo e, mais tarde, pelo Budismo, sobretudo depois da sua viagem à Índia, em 1878, que deu origem à esmagadora obra em seis volumes A Doutrina Secreta (1888). É de notar que, instalada na Índia desde 1883, a Sociedade deu apoio ao combate anti-colonial contra os ingleses. Fernando Pessoa descobriu a Teosofia em 1915, tendo traduzido para Português várias obras teosóficas como a da Voz do Silêncio, de Helena

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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Pessoa, o Oriente e a Sociedade Teosófica

Blavatsky e Olcott, fundadores da Sociedade Teosófica

Blavatsky, datada de 1916. Mas a sua relação com o movimento e com a Sociedade não ultrapassa o papel de estudioso e tradutor, nem consta que tenha sido filiado. De qualquer modo, a espiritualidade tradicional indiana, e asiática em geral (ou uma certa imagem dela), passa a ser um objeto de pesquisa de Pessoa e entra na formação do pensamento esotérico pessoano. Não por acaso o poeta Ricardo

Reis e o filosofo António Mora sentem a necessidade de serem dois acérrimos críticos do Esoterismo, pois também no ensaio e na reflexão sobre estas questões a autoria heteronímica entra em cena. As posições da côterie heteronímica sobre esta questão são, como seria de esperar, diversas e contraditórias. O inicial respeito e fascínio conduz a um progressivo

“[FERNANDO PESSOA] CONFESSA NUMA IMPORTANTE CARTA A MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO, DATADA DE 6 DE DEZEMBRO DE 1915, E QUE PODE SER CONFERIDA PELO PRIMEIRO VOLUME DA EDIÇÃO DE MANUELA PARREIRA DA SILVA DA CORRESPONDÊNCIA: ‘A TEOSOFIA APAVORA-ME PELO SEU MISTÉRIO E PELA SUA GRANDEZA OCULTISTA, REPUGNA-ME PELO SEU HUMANITARISMO E APOSTOLISMO (…), REPUGNA-ME POR SE PARECER TANTO COM O CRISTIANISMO, QUE NÃO ADMITO’.”

desconforto que o poeta e intelectual vai experienciando com esta tradição. Tal implica um repúdio face ao Oriente reciclado que a Teosofia apresentava, o que é visível neste apontamento inédito, datável da década de dez [c. 1917], onde se opõe a perspetiva teosófica ao Rosacrucianismo: “A Rosicrucian is a kind of occultist a man <† to> of <†> /our/ mind can understand. He cannot understand a neo-buddhist. The detestable indian sub-jugglery, called Theosophy, so despicably, taken far from the great, though diseased beauty of the Buddhism of the East, by its a mixture with /western/ modernities” (BNP/E3, 26B-8r). Mas a crítica pessoana à Sociedade Teosófica visa não apenas as suas roupagens orientalizadas. Outro dos incómodos, para Pessoa, consistiria na vulgarização dos princípios do Esoterismo, que defendia não deverem ser massificados, ao contrário do que a Teosofia propunha, bem como no seu “humanitarismo” militante, visto pelo autor como uma espécie de novo supracristianismo, incompatível com o projeto do anti-cristianismo neo-pagão que estava a desenvolver. Confessa numa importante carta a Mário de Sá-Carneiro, datada de 6 de Dezembro de 1915, e que pode ser conferida pelo primeiro volume da edição de Manuela Parreira da Silva da Correspondência: “A Teosofia apavora-me pelo seu mistério e pela sua grandeza ocultista, repugna-me pelo seu humanitarismo e apostolismo (…), repugna-me por se parecer tanto com o cristianismo, que não admito”. Por isso, o caminho do esoterismo pessoano vai divergir para o Rosicrucianismo, a Alquimia, a astrologia ocidental. Mas certas ambições pessoanas de criar um sistema totalizante, que unisse as religiões, as filosofias, a ciência e da literatura, é da Teosofia que recebem o seu primeiro modelo e impulso de escrita.


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1 8 5 5 [f]utilidades 1 www.hojemacau.com.mo 14 9.6.2021 quarta-feira 6 3 7 9 5 4 3 2 9 1 3 TEMPO POSSIBILIDADE DE TROVOADAS MIN 25 MAX 30 HUM ´70-95% • EURO 9.74 BAHT 0.25 YUAN 1.24 4 2 7 9 8 3 5 7 CINETEATRO 43 44

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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 45

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9 8 6 1 3 7 4 3 2 5 8

PROBLEMA 46

UM 9PODCAST HOJE S 7 4U2 1D8 O 9 3K 6 5U 3 4 1 8 7 2 46

47 6 3 9 7 1 8 4 2 5 7 4 5 9 2 6 8 1 3 2 1 8 3 4 5 7 6 9 AVISO N.° 71/AI/2021 1 2 à6gravidade 4 para5o interesse 7 público 3 e não9sendo8possível -----Atendendo proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se as 3 8abaixo7discriminados:------------------------------------------------6 9 1 2 5 4 infractoras ----- 1. Mandado de Notificação n.° 414/AI/2021: XIE XIULAN, portadora 9 5do Salvo-conduto 4 8 de3Residente 2 da1China 7Continental 6 para Deslocação a Taiwan n.° L10318xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 208.1/DI-AI/2019 levantado pela DST a 01.08.2019, e por 5 7da Directora 3 dos 2 Serviços 6 de4Turismo9de 18.05.2021, 8 1exarado despacho no Relatório n.° 458/DI/2021, de 15.04.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 8 10.°9 e do1n.° 1 do5artigo715.°, ambos 3 da6Lei n.°43/2010,2lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada 4Rua6do Terminal 2 Maritimo 1 8n. 93-103, 9 5Centro 3Internacional 7 de na

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C I N E M A

SALA 1

FAST AND FURIOUS 9 [C]

Fala com ela é um programa semanal da Radar FM, onde é facil as conversas seguirem caminhos inesperados e o lado pessoal ficar a descoberto. Apresentado por Inês Menezes, os convidados são desafiados a escolher três momentos musicais que associam a três momentos marcantes das suas vidas, ou então acabam escolhidos só porque sim. “O que é um dia bom para ti?” é uma das questões que normalmente vem à baila independentemente de quem está do outro lado da conversa. Júlio Isidro, Bruno Nogueira, José Milhazes, Paulo de Carvalho, Pacheco Pereira, Carlos do Carmo e Rita Blanco são alguns dos nomes que já passaram pelo programa. Pedro Arede

Um filme de: Justin Lin Com: Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Helen Mirren 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 2

CRUELLA [B]

FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS

Um filme de: Craig Gillespie Com: Emma Stone, Emma Thompson 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 3

ENDANGERED SPECIES [C]

Um filme de: M.J. Bassett Com: Rebecca Romijn, Philip Winchester, Isabel Bassett, Michael Johnston 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

4 5 6 7 3 2 9 3 2 4 1 8 1 8 7 5 6 9 FAST AND FURIOUS 9 7 6 9 3 2 1 3 1 8 6 4 5 5Propriedade 2 4Fábrica8de Notícias, 9 7Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 8Gonçalo7M.Tavares; 1 9Gonçalo 5 Waddington; 4 Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; 2Olavo4Rasquinho; 3 1 8 Wai 6 Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; Paul Chan GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 6Welfare9Morada 5 Pátio 2 da7Sé, n.º22, 3 Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo

48 9 6 4 5 8 1 2 7 3 1 2 5 4 7 3 8 6 9 8 7 3 9 6 2 4 5 1 AVISO N.° 72/AI/2021 7 à1gravidade 2 para6o interesse 3 público 4 e não9sendo8possível5 -----Atendendo proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se as 5abaixo8discriminados:-------------------------------------------------6 7 1 9 3 4 2 infractoras ----- 1. Mandado de Notificação n.° 435/AI/2021: ZHANG XIA, portadora 3do Salvo-conduto 4 9 para 2 Deslocação 5 8a Taiwan 7 da 1RPC n.º6 L10722xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 71/DI-AI/2019 levantado pela DST a 22.03.2019, e por despacho da Directora dos 3 de721.05.2021, 1 2exarado5no Relatório 6 9n.° 479/8 Serviços4 de Turismo DI/2021, de 20.04.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo2 15.°, ambos aplicação 9 da1Lei n.°83/2010,4lhe foi6determinada 5 a3 7 de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Baia da Praia Grande n.° S/N, Torre Lago 6 11.°5andar 8 9alojamento 7 ilegal.--------------1 2 4 Panoramico, J onde se3 prestava

Macau, Bloco 4, 5.° andar A.---------------------------------------------------------- 2. Mandado de Notificação n.° 455/AI/2021:YU SHUBIN, portadora do Passaporte da RPC n.° E13656xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 52/DI-AI/2019 levantado pela DST a 07.03.2019, e por despacho da Directora dos Serviços de Turismo de 17.05.2021, exarado no Relatório n.° 500/DI/2021, de 22.04.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.° 469, Kuan Hei Kok, 8.° andar C onde se prestava alojamento ilegal.------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.---------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode as infractoras, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.----------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.---

----- 2. Mandado de Notificação n.° 436/AI/2021: SU YANHONG, portadora do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C99669xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 71.1/DIAI/2019 levantado pela DST a 22.03.2019, e por despacho da Directora dos Serviços de Turismo de 21.05.2021, exarado no Relatório n.° 480/ DI/2021, de 20.04.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Baia da Praia Grande n.° S/N, Torre Lago Panoramico, 11.° andar J.-------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.---------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode as infractoras, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-----------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.---

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 03 de Junho de 2021.

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 03 de Junho de 2021.

O Director dos Serviços, Subst.°, Hoi Io Meng

FALA COM ELA | INÊS MENEZES

O Director dos Serviços, Subst.°, Hoi Io Meng

Edital (38/FGCL/2021)

Edital (39/FGCL/2021)

Nos dos pedidos: 84/2021, 118/2021

Nº de pedido: 44/2021

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos, “COMPANHIA DE ENGENHARIA PACIFIC TECHNICIAN LIMITADA”, com sede na Rua de Xangai, nº175, Edf. Da Associação Comercial De Macau, 14 Andar G-K, Macau, o seguinte:

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos, “COMPANHIA ICON LIMITADA”, com sede na Alameda Dr. Carlos D'Assumpção, nº181-187, Centro Comercial Do Grupo Brilhantismo, 21 Andar, Macau, o seguinte:

Relativamente aos 2 ex-trabalhadores (Ng Un Neng e Sit Wai Chu), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 7 Junho de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa aos ex-trabalhadores acima referidos, no valor total de $45 816,60 (Quarenta e cinco mil, oitocentas e dezasseis patacas e sessenta avos).

Relativamente ao ex-trabalhador Chan Tai Fat, no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 7 de Junho de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015(Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa ao ex-trabalhador acima referido, no valor total de $ $1 611,70 (Mil e seiscentas e onze patacas e setenta avos).

Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquelas extrabalhadoras, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.o da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 7 Junho de 2021 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong

Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquele extrabalhador, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 7 de Junho de 2021 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong


quarta-feira 9.6.2021

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sexanálise

opinião 15

Tânia dos Santos

GHOSTING

A PRÁTICA IGNÓBIL DE TERMINAR RELACIONAMENTOS

GHOSTING. A palavra mais proferida pelas redes socias nos últimos tempos. Todos falam dela e nem parece ter uma tradução para português. Por miúdos: o ghosting é o acto de cortar relações súbita e abruptamente com alguém, desaparecer sem rasto, nem com sucessivas tentativas de contacto. Certamente que já passaram por isso, seja como recipientes ou protagonistas. Uma estratégia progressivamente comum desde que nos virámos para o mundo das seduções e namoros online. É tão comum que já é normal. Só que isso traz problemas. O contacto online ajudou a “anonimizar” as pessoas, não as responsabilizando pelos seus actos. Quando conhecemos alguém online é provável que não haja amigos em comum, tornando muito mais fácil cortar relações sem explicação alguma, sem pressão para dar uma justificação. Empurrando o trabalho emocional de se dizer “este relacionamento já não me interessa”, ao outro, que fica a pensar que raio poderá ter acontecido. Para as pessoas mais fantasiosas o desaparecimento de alguém pode ser sinal de desgraça. Um acidente de carro e um coma induzido que

“Damos um passo civilizacional contraproducente. Ensinamos as pessoas a não enfrentarem o seu trabalho emocional e a empurrarem-no para o evitamento como se fosse uma solução viável. Mas não é. Está a deteriorar a natureza das relações interpessoais para uma mecanização que anseia seguir algoritmos informáticos.”

pode durar 6 meses ou mais. Mas raramente é o caso. As pessoas desaparecem dos chat-rooms, deixam de responder a mensagens, bloqueiam, sem ajudar o outro assimilar: o que aconteceu? Porque é que x ou y deixou de falar comigo? Nestes casos, o trabalho emocional - que devia ser partilhado - duplica ou triplica só para um dos lados. O problema é a criatura que julga que ignorar os outros é a forma mais fácil de incutir uma mensagem: a de que não estão interessados. A falta de clareza tem consequências na auto-estima das pessoas e no seu bem-estar. Não que as pessoas precisem de tudo explicadinho do porquê ou como é que uma relação deixou de dar certo, precisam de saber que terminou. As características da comunicação digital tem aumentado esta possibilidade de evitarmos as conversas difíceis. Um escudo de proteção que serve a uma pessoa, somente. Como consequência, as pessoas deixam de querer mostrar vulnerabilidade. Começam a ter receito de se envolver se o resultado final for este. Como é que não são dignos de uma conversa onde expressamente se diga que aquela relação não vai a lado nenhum?

O medo de nos pormos em situações que nos deixam desconfortáveis fala mais alto, e as tecnologias ajudam a que ninguém necessite, quiçá, de partir o coração a alguém. Assim damos um passo civilizacional contraproducente. Ensinamos as pessoas a não enfrentarem o seu trabalho emocional e a empurrarem-no para o evitamento como se fosse uma solução viável. Mas não é. Está a deteriorar a natureza das relações interpessoais para uma mecanização que anseia seguir algoritmos informáticos. Como se fossemos robots onde simplesmente se reage ao que se quer e não quer. Eu diria mais - dependendo da natureza da relação, o mesmo se pode dizer dos emails telegráficos que têm intuito de terminar relações de anos. Protegerem-se do sofrimento do outro, da sua expressão viva de desilusão, é a escolha dos fracos. E assim a comunicação digital explora esta vulnerabilidade humana de não querermos confusões emocionalmente difíceis. O futuro distópico que viverá destas estratégias deixará a nossa humanidade flutuar na espuma do que é verdadeiramente importante: a conexão, e sabermos geri-la.


“Não podemos ficar à espera da inspiração. Temos de ir procurá-la num bar.” PALAVRA DO DIA

Jack London

To Wai Ming, professor do Instituto Politécnico de Macau (IPM), consta na lista dos melhores cientistas do mundo publicada pela equipa de pesquisa da Universidade de Stanford, nos EUA. Esta lista corresponde a dois por cento dos sete milhões de cientistas de todo o mundo. O IPM destaca o facto de “as comunicações académicas” do professor serem “altamente citadas”. To Wai Min é especialista nas áreas de gestão ambiental, ciência e tecnologia, reconhecido numa classificação do Ministério da Ciência e Tecnologia da China. Em 2016, foi considerado pela Publons como um dos mais conceituados júris académicos do mundo. Nesse mesmo ano, To Wai Ming foi galardoado com o Prémios para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia de Macau. O académico tem cerca de 200 trabalhos de investigação publicados em revistas da especialidade, estando neste momento a realizar um estudo sobre o conceito de cidade inteligente na Grande Baía.

U

França Macron agredido numa visita à região do Drôme

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9.6.2021

CHINA RESTRIÇÕES FRONTEIRIÇAS PODEM AFASTAR TALENTOS ESTRANGEIROS

IPM Investigador distinguido como um dos melhores do mundo

O Presidente francês, Emmanuel Macron, foi ontem agredido por um popular numa visita que está a efectuar à região do Drôme, no sudeste francês, e duas pessoas já foram detidas. Num vídeo que circula nas redes sociais, o Presidente gaulês parece ser chamado pela população que está a assistir à sua passagem na região, dirige-se para cumprimentar várias pessoas e um dos populares puxa-o e dá-lhe bofetada, sem que os serviços de protecção presidenciais tivessem tido tempo de intervir. Vários líderes políticos, da esquerda à direita, já se manifestaram, defendendo criticando o acto do popular que esbofeteou o Presidente francês. “Nenhuma discordância deve levar à violência”, disse Xavier Bertrand, do partido Les Republicains, enquanto François Jolivet, deputado do La Republique en Marche, afirmava que “agredir o Presidente é agredir a República”. O episódio decorreu junto ao liceu profissional de hotelaria de Tain-l’Hermitage, onde Macron se encontrou com alunos.

quarta-feira

Este dinossauro pertence ao grupo titanosaur, que viveu há quase 100 milhões de anos. Foram encontrados espécimes deste grupo de dinossauros de pescoço longo e herbívoros em todos os continentes

O grande “Cooper” Maior dinossauro descoberto na Austrália identificado como uma nova espécie

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M enorme dinossauro cujos fósseis foram descobertos na Austrália em 2006 foi positivamente identificado como um espécime de uma nova espécie, chamado Australotitan cooperensis, sendo um dos maiores animais conhecidos a ter vivido na terra. Este dinossauro pertence ao grupo titanosaur, que viveu há quase 100 milhões de anos. Foram encontrados espécimes deste grupo de dinossauros de pescoço longo e herbívoros em todos os continentes. Estima-se que tenha tido 5 a 6,5 metros de altura e 25 a 30 metros de comprimento. “Se as comparações do tamanho dos membros são alguma coisa, este novo titanossauro está entre os cinco maiores do mundo”, disse

Robyn Mackenzie do Museu de História Natural de Eromanga no estado de Queensland (nordeste). Os ossos fossilizados foram descobertos em 2006 numa quinta de uma família, a cerca de 1.000 quilómetros a oeste de Brisbane na Bacia de Eromanga, e o esqueleto recebeu o nome de “Cooper” em homenagem a um rio daquele estado. A descoberta foi inicialmente mantida em segredo, pois os investigadores trabalharam pacientemente na escavação. O esqueleto foi exposto pela primeira vez ao público em 2007.

Ossos no quintal

Scott Hocknull, paleontólogo do Museu de Queensland, explicou que confirmar que Cooper era uma nova espécie era o resultado

de um “processo muito longo e enfadonho”. A investigação, que envolveu comparações em 3D dos ossos de “Cooper” com os dos seus primos mais próximos, foi publicada na segunda-feira na revista científica PeerJ. Muitos outros ossos de dinossauro foram encontrados na mesma área, disse Hocknull, acrescentando que era necessária mais escavação. “Descobertas como estas são apenas a ponta do iceberg”, disse. O maior dinossauro conhecido até à data é o Patagotitan mayorum, o “Titã Patagónico”, descoberto naArgentina em 2017. Os paleontólogos estimaram que poderia pesar cerca de 70 toneladas, o equivalente a cerca de 10 elefantes africanos, e medir cerca de 37 metros de comprimento e oito metros de altura.

M grupo empresarial europeu apontou ontem que a China arrisca-se a perder talentos estrangeiros devido às rígidas restrições fronteiriças, o que pode prejudicar o desenvolvimento do país a longo prazo. As empresas inquiridas pela Câmara de Comércio da União Europeia apontaram as actuais restrições à entrada de estrangeiros na China como o maior desafio em atrair e reter talentos estrangeiros. Três quartos das empresas europeias que operam na China disseram que ainda têm trabalhadores estrangeiros retidos fora do país devido às restrições. As empresas europeias também apontaram que o país asiático continuou a forçar a transferência de tecnologia apesar de ter proibido aquela prática. A perda de talento estrangeiro pode ter impacto de longo prazo no desenvolvimento do país asiático porque “muitos daqueles que desistem de voltar têm um profundo conhecimento sobre como gerir negócios na China, algo que os substitutos vão levar anos para desenvolver”, lê-se no relatório da câmara. “Embora alguns funcionários continuem a tentar regressar, muitos simplesmente desistiram e seguiram em frente”, acrescentou. “Há uma preocupação de que a reserva de talentos estrangeiros na China nunca recupere totalmente”, apontou o relatório.

Alemanha Luta contra alterações climáticas é “justiça intergeracional”

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse ontem que a luta contra as alterações climáticas é uma questão de “justiça intergeracional”, a “herança” das gerações actuais para as gerações futuras. Merkel fez essas declarações no Conselho de Desenvolvimento Sustentável, no qual a líder reconheceu que a “verdade premente” é que “se pensa muito pouco no amanhã” e que se tem privilegiado o bem-estar das gerações actuais «às custas da próxima». Por isso, pediu que seja visto como um “contrato intergeracional” a Lei de Protecção ao Clima que o seu Governo reformou no mês passado para acomodar uma decisão do Tribunal Constitucional, que obrigou a uma redução das emissões de dióxido de carbono. Assim, a Alemanha deve reduzir as suas emissões em 65 por cento até 2030 em relação a 1990 (anteriormente era de 55 por cento) e atingir a neutralidade climática em 2045.


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