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Hoje Macau • 2010.11.09 #2246

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Joaquim Magalhães de Castro embarca agora no navio-escola Sagres para Portugal centrais

Associações dos atletas afastados dos Jogos Asiáticos acusam Instituto do Desporto de falta de rigor Última

tempo pouco nublado min 17 max 25 humidade 40-80% câmbios euro 11.2 baht 0.26 yuan 1.21

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Director carlos morais josé • terça-feira 9 de novembro de 2010 • ANO X • Nº 2246

após nega há um ano, José Sócrates frente-a-frente com wen Jiabao

Afonso

Missa de 7.º dia hoje na Sé Catedral • Última

TV Cabo vs. anteneiros

DSRT empurra lei para outro serviço • P.5

Fórum da salvação

O território vai encher-se de gente importante no próximo fim-de-semana para o Fórum Macau. O programa está a ser traçado pelo governo central e está guardado a sete chaves. Para já, sabe-se que o primeiro-ministro português, José Sócrates, vai reunir-se com o homólogo chinês, Wen Jiabao, depois de, no ano passado, ter sido ignorado por Pequim ao pedir que as comemorações dos dez anos da transferência de Macau fossem feitas em conjunto com Portugal. O Brasil, o principal parceiro lusófono da China, descartou a hipótese de Lula da Silva pisar a RAEM e mantém em aberto quem será o seu representante. >página 4

reolian não consegue preencher vagas para motoristas de autocarros

Volante sem mãos

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Jogo

SJM com aumento de 528% nas receitas • P.7

Desporto

Críquete quer mais jogadores • P.10

Moeda

Deputado pede outra indexação à pataca • Última

os nossos contactos mudaram

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2 Os chineses chegaram de bolsos recheados e, dizia-se, prontos para comprarem a dívida pública portuguesa, tal como tinham feito na Grécia e em Espanha. Quanto à dívida, os rumores não se concretizaram, pelo menos oficialmente. Em compensação, a China aproveitou a visita oficial do presidente, Hu Jintao, a Portugal para diversificar os seus investimentos e prometeu ajudar a economia nacional a sair da crise. A EDP e o BCP foram os principais alvos e, em breve, poderão passar a ter os chineses como seus accionistas. No domingo, no segundo e último dia da visita de Hu Jintao, a EDP anunciou que a China Power International (CPI), uma das principais empresas de energia chinesas, controlada pelo Estado, está interessada em ser seu accionista de referência. A compra de capital seria feita no mercado e teria de ser superior a 2%. As duas empresas assinaram ainda um acordo de cooperação para projectos na Ásia, África, Europa e Brasil. Esse acordo estender-se-ia também à Companhia de Electricidade de Macau (CEM), que acaba de conseguir a renovação do contrato de concessão para o transporte, distribuição e comercialização de electricidade no território de Macau, pelo prazo de 15 anos. À EDP junta-se o BCP, que está em contactos com o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) para a compra de uma participação por parte do maior banco chinês no capital do grupo liderado por Santos Ferreira. O BCP e o ICBC deram o primeiro passo, ao assinar um memorando de entendimento com vista a identificar áreas de negócio para uma futura cooperação, que se estende a Macau,Angola e Moçambique.Aisso juntam-se mais de uma dezena de acordos, que envolvem outros dois grupos de peso - o BPI e a PT. No último dia da visita de Hu Jintao, que foi acompanhada de mais de 30 entidades e empresas chinesas, o primeiro-ministro, José Sócrates, agradeceu a presença do presidente chinês e o seu empenho para que as relações comerciais entre Portugal e China dupliquem até 2015. Nos primeiros nove meses do ano, o comércio entre os dois países cresceu 40,7% por cento, atingindo 2,4 mil milhões de dólares. Já Hu Jintao fez uma das declarações mais fortes das suas últimas visitas oficiais, ao dizer que o seu país "está disposto a tomar medidas concretas para ajudar Portugal a superar a crise financeira mundial".Acompra de dívida pública poderá ser uma delas. Antes da visita, o secretário de Estado do Tesouro, Carlos Costa Pina, disse ao Financial Times que não seria surpreendente se os inves-

actual Presidente chinês fecha visita a Portugal com mil milhões de dólares em acordos

Hu Jintao, o conquistador

Visita oficial a Lisboa do presidente chinês terminou com a promessa de ajudar Portugal a sair da crise e de duplicar o comércio bilateral. Grupos chineses preparam entrada no BCP e na EDP tidores chineses quisessem comprar dívida. No entanto, nada chegou realmente a passar para o papel ou para os discursos oficiais. O presidente chinês garantiu ainda que iria encorajar as empresas chinesas a investir em Portugal, mas que queria também que os grupos portugueses vendessem produtos na segunda maior economia mundial, que está a deixar de ser só a "fábrica do mundo" para se tornar também um consumidor de peso. A estratégia chinesa

Depois de ter apostado em força no continente africano para assegurar um fluxo regular de matérias-primas, a China aproveitou a crise económica e financeira mundial para se lançar em investimentos em empresas estrangeiras. "Como a China é o centro de produção do mundo e, portanto, tudo o que exporta recebe em divisas estrangeiras, acumulou

reservas monetárias gigantescas", refere Virgínia Trigo, professor do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). A investigadora, que é especialista em cultura económica chinesa, explica que, inicialmente, a segunda maior economia mundial aplicou as suas reservas nos EUA e nos países limítrofes, mas, com a crise, rapidamente percebeu que tinha necessidade de diversificar os seus investimentos para diminuir os riscos de exposição. Além de estar a investir directamente em empresas, a China tem apostado no desenvolvimento de infra-estruturas de distribuição comercial na Europa. O ponto de partida para esta expansão têm sido os países a braços com dificuldades orçamentais, como a Grécia ou a Itália, que são "compensados" com a compra de dívida pública. Esta ajuda reforça a posição da China na Europa

e pode inclusive servir como factor de influência política, numa altura em que o Governo chinês enfrenta crescentes pressões por parte dos EUA para valorizar a sua moeda. Em Portugal, uma das expectativas da visita oficial de Hu Jintao era um acordo quanto à entrada da China no parque logístico do porto de Sines. Nada foi oficialmente confirmado, mas ontem uma delegação ligada ao porto chinês de Tianjin visitou Sines. Mil milhões em acordos

A imprensa chinesa estimou em mil milhões de dólares o montante dos acordos e contratos empresariais assinados no domingo em Lisboa durante a visita do presidente chinês, Hu Jintao. “Hu Jintao e o primeiro-ministro português, José Sócrates, presidiram à assinatura de acordos e contratos sobre projectos de infra-estruturas, energias

renováveis e turismo no valor de 1.000 milhões de dólares”, disse ontem o jornal China Daily. Num texto de primeira página, ilustrado com uma fotografia a quatro colunas de Hu Jintao com o homólogo português,Aníbal Cavaco Silva, o China Daily realçou que a viagem do presidente chinês “fortaleceu os laços económicos e políticos com a Europa”. “Os acordos da China com Portugal e França mostraram a forte confiança e o apoio de Pequim às suas economias”, disse um académico chinês citado pelo China Daily. No caso de Portugal, “as duas partes acordaram esforçar-se para duplicar o comércio bilateral até 2015”, salientou também o jornal. Hu Jintao foi o primeiro presidente chinês recebido em Lisboa em mais de uma década e além de Cavaco Silva e José Sócrates, encontrou-se com Jaime Gama, presidente da Assembleia da República.


A corrupção tem o perigo imediato do contágio. Se o adormecimento cívico permitir a vulgarização dos actos corruptos, mais nojenta é a corrupção. Cuidado, quando o corrompimento alastra, descontrolado e fácil, pode criar mordaças, crueldade, violência. Em qualquer parte do mundo Helder Fernando, P.15

China mais desenvolvida

Segundo o Relatório de Desenvolvimento Financeiro 2010 divulgado pelo Fórum Económico Mundial (FEM), a China subiu do 26.º lugar no ano passado para o 22.º lugar no ranking mundial. O vice-director de mercados emergentes do FEM, James Bilodeau, apontou que a subida no ranking pelo continente chinês se deve à moeda estável, ao baixo risco de dívidas públicas e ao desenvolvimento rápido do mercado financeiro. Além disso, o continente chinês se encontra no 4.º lugar no ranking de desenvolvimento das instituições financeiras não bancárias, ficando atrás apenas dos EUA, Reino Unido e Canadá.

Escova para hipopótamo

O Jardim Zoológico de Xangai construiu uma escova de dentes gigante para substituir a vassoura com que até agora lavavam os dentes dos hipopótamos, noticia o Telegraph. Três vezes por semana, os visitantes podem ver os tratadores a levar a cabo esta tarefa. Um responsável do zoo, Pan Xiuwe, disse ao Shangai Daily que “os hipopótamos em estado selvagem não precisam que os seus dentes sejam lavados”. Isto porque se alimentam de erva e esta não fica agarrada aos dentes. “Mas no zoo, nós alimentamo-los com frutas e vegetais, que facilmente obstruem os dentes”, continuou. Os hipopótamos têm mocas enormes, que chegam a medir mais de um metro de largura, e um par de dentes molares gigantes em cada queixada.

G20 Hu diz presente

O presidente chinês, Hu Jintao, participará na próxima cimeira do G20, que decorrerá na Coreia do Sul, na quinta e na sexta-feira, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. Hu Jintao, que regressou a Pequim ontem, concluindo uma visita de quatro dias a França e a Portugal, seguirá depois para o Japão, onde se vão reunir no fim-de-semana os líderes da APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico), indicou a mesma fonte. A China tornou-se este ano a segunda maior economia mundial, ultrapassando o Japão, e pelas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá crescer 10,5% em 2010.

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Livro de Frei Gaspar da Cruz volta agora ao prelo

“Cousas da China” de bolso

Maria João Belchior info@hojemacau.com.mo

O célebre “Tratado das Cousas da China” de Frei Gaspar da Cruz voltou ao prelo agora pela mão da Biblioteca de Editores Independentes. O “Tratado das Cousas da China”, a primeira obra impressa na Europa dedicada à China, terá sido pela primeira vez publicado entre 1569/1570, no reinado de D. Sebastião. Apesar de Frei Gaspar da Cruz ter tido uma passagem rápida pela China e nunca ter chegado a Pequim, que já era a capital naquela época, o missionário dominicano juntou num só livro os relatos de notícias e testemunhos com as

civilização tão diferente e tão avançada em diferentes domínios é sentido em todo o livro pelas palavras de Frei Gaspar. Resultado de uma colaboração entre as editoras Assírio e Alvim, Relógio d’Água e Cotovia, a Biblioteca de Editores Independentes apareceu em 2007 com o projecto de recuperação de textos de autores clássicos, assim como dos maiores nomes da literatura mundial contemporânea que agora surgem em edições de bolso. Desde os primeiros números em Junho de 2007, com o número 1 a ser a “Ilíada” de Homero, a Biblioteca Independente tem vindo a diversificar cada vez mais os

A modernização da linguagem do Tratado na edição da Biblioteca Independente torna-o mais acessível a novos leitores, curiosos de saber como era o Império do meio pelos olhos de um dos primeiros portugueses a descrevê-lo suas próprias anotações de um mês passado em Cantão. Os encontros e as entrevistas com prisioneiros portugueses detidos pelas autoridades chinesas ajudou o dominicano a construir uma imagem da China o mais pormenorizada possível para a época. As testemunhas presenciais permitiram que fizesse a descrição mais detalhada até aquela altura, das prisões e do próprio sistema judicial chinês. Em diferentes questões, o espanto por uma

países de origem dos autores que escolhe e a dividir os livros por séries. Publicado pela Cotovia em 1997, o Tratado foi agora editado com uma nota preambular pelo historiador e investigador Rui Manuel Loureiro, também responsável pela introdução e a modernização do texto já na primeira edição Cotovia. Desde os banquetes que duravam vários dias até ao hábito de nunca comer com as mãos e usarem em vez disso

uns pauzinhos, Frei Gaspar da Cruz ficou conquistado pela riqueza cultural de um país tão longe. Elogiada ao longo de toda a obra, a China regia-se por um sistema que o frade dominicano considerava quase exemplar, apesar de, pub

no entanto, haver a questão da “falta da fé cristã”. O Tratado mui extenso foi impresso em Évora no final de século XVI e dedicado ao Rei D. Sebastião. Trazendo as novidades da China, a obra inicia-se com a descrição da viagem de Frei Gaspar até à Ásia passando desde a Costa Ocidental de África até Goa. A riqueza da descrição das gentes e da terra da China foi depois ultrapassada pelos trabalhos que os missionários jesuítas, que haviam conseguido entrar em Pequim, começaram a publicar no final do século XVI. Mas ainda que com menos dimensão a nível mundial, o tratado de Frei Gaspar foi o primeiro a descrever como eram as “cousas da China”.

A modernização da linguagem do Tratado na edição da Biblioteca Independente torna-o mais acessível a novos leitores, curiosos de saber como era o Império do meio pelos olhos de um dos primeiros portugueses a descrevê-lo. No projecto de voltar a textos clássicos, a editora publicou também este ano os “Analectos” de Confúcio, igualmente em versão de bolso.Aproximar os grandes textos de todos os leitores parece ser a aposta da Biblioteca Independente que permite agora que os clássicos reapareçam em versão real mas em tamanho de livro pequeno, sem que, contudo, a edição perca qualquer qualidade por isso.


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política

Fórum Macau já tem um esquiço do seu programa

Um segredo muito bem guardado Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo

O programa da 3.ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, ou simplesmente Fórum Macau, a ter lugar no próximo fim-de-semana continua envolto em secretismos. Segundo informações do Gabinete de Comunicação Social, no sábado, pela manhã, além da chegada da delegação do Governo da China, procede-se também à cerimónia inaugural do Fórum com a presença dos primeiros-ministros português, José Sócrates, e chinês, Wen Jiabao. Nesse mesmo dia, começam os trabalhos pela hora de almoço, com uma reunião de carácter financeiro e empresarial. À noite haverá um jantar de boas-vindas com a presença de todos os representantes dos países de língua portuguesa e dos altos dirigentes presentes. No domingo, o programa é mais concorrido. Pela manhã estão programadas três visitas a locais ainda por anunciar e a cerimónia da assinatura do Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial e de Encerramento da 3.ª Conferencia Ministerial. De tarde haverá um encontro sem que se saiba grandes detalhes, mas tudo aponta para uma reunião entre José Sócrates e Wen Jiabao. Sabe-se que José Sócrates pretende reunir-se com diversos empresários com vista à criação do Centro de Distribuição de Produtos Portugueses para a China, cuja assinatura foi feita pelo primeiroministro português aquando da visita oficial à China em 2007. Do lado chinês quase nada se sabe. Wen Jiabao, que está pela primeira vez no território enquanto responsável máximo do Governo de Pequim, já demonstrou interesse em inteirar-se da situação do território com o Chefe do Executivo, Chui Sai On. De resto, pouco se sabe acerca das agendas diplomáticas dos intervenientes, ou pelo menos, os horários onde vão ter efeito algumas das tarefas previamente agendadas pelos Chefes de Estado. O website da conferência não levanta a ponta do véu e a última actualização feita foi a 18 de Outubro, a anunciar a

data do evento para Novembro. Do Gabinete do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, qualquer explicação é remetida para o Gabinete de Comunicação Social que está apenas a divulgar o programa estipulado pelo governo central. Oportunidade única

O Fórum Macau nasceu em 2003 por iniciativa da China e tem sido

importante na cooperação económica e comercial entre a China e os países de expressão portuguesa. “Acho que é uma oportunidade única para os responsáveis dos países se sentarem à mesa e conversarem sobre questões que possam impulsionar as relações da China com Portugal e os CPLP”, afirmou ao Hoje Macau Arnaldo Gonçalves. O presidente do Fórum Luso-Asiático também regozijou pelo facto de a reunião ministerial se realizar

em Macau. “Dá muita visibilidade ao território”, defendeu. Para o também jurista, este encontro entre Portugal e a China pode servir para “reparar um equívoco”. “A vinda de Sócrates ao território vem atrasada um ano. Em 2009, o primeiro-ministro português propôs ao Governo da China fazer em conjunto as comemorações dos dez anos da transferência do território e a China nunca respondeu oficialmente a

esse desafio”, afirmou Arnaldo Gonçalves. A conferência realiza-se sob o tema “Cooperação Diversificada, Desenvolvimento Harmonioso” e inclui também uma conferência de empresários e de quadros da área financeira. “Não devemos ter expectativas excessivas em relação a conclusões concretas. Estes encontros são iniciativas diplomáticas, pelo que haverão conversas de parte a parte em que todos os intervenientes defenderão as suas ideias e interesses”, apontou Arnaldo Gonçalves. Sabe-se que a China está interessada na compra da dívida pública portuguesa e o presidente Hu Jintao comprometeu-se a ajudar Portugal, conforme fez saber durante a sua visita oficial ao país durante o fim-de-semana passado. Esse interesse é uma ajuda importante para aliviar a pressão dos mercados internacionais e a China ganha um aliado na Europa e no Conselho de Segurança das Nações Unidas, pelo menos enquanto Portugal for membro não permanente. Brasil ainda sem comitiva

Wen Jiabao incentiva diversificação económica O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, irá “contribuir” com o esforço de Macau em diversificar a sua estrutura económica, para que seja cumprida uma promessa que não tem rendido quase nenhum feito significativo nos últimos anos, garantiu Lu Shumin, comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Lu afirmou que a visita de Wen a Macau no próximo fim-de-semana seria uma “demonstração inequívoca” da preocupação do Governo Central com Macau, assim como da alta importância atribuída por Pequim aos laços com os países de expressão portuguesa. O comissário disse, num discurso

emitido pela rádio TDM, que acreditava que a visita iria contribuir positivamente para a busca de Macau por uma economia diversificada e por se estabelecer como destino internacional de turismo de lazer. Lu disse também que a comissão iria coordenar-se bem com os serviços competentes para a recepção de Wen em Macau. O novo Plano Quinquenal, segundo Lu, inclui a exigência às duas Regiões Administrativas Especiais (Hong Kong e Macau) para que alcancem um melhor posicionamento em termos de desenvolvimento, devolvendo à cooperação regional um nível estratégico.

No Fórum Macau vão estar presentes, além de José Sócrates e Wen Jiabao, o presidente de TimorLeste, José Ramos-Horta, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, e o chefe do Executivo de Moçambique, Aires Bonifácio Ali. Cabo Verde estará representado pelo ministro de Estado e dos Transportes, Manuel Inocêncio e Angola enviará o titular da pasta da Economia, Manuel Nunes Júnior. O Brasil ainda não decidiu quem irá representar o país na reunião ministerial. O presidente do Brasil, Lula da Silva, vai estar presente esta semana na reunião do G20 mas a assessoria de imprensa da presidência da Republica Federativa do Brasil afastou ontem, em conversa com o Hoje Macau, a possibilidade de Lula estar disponível para chefiar a comitiva. O Brasil é o país de língua portuguesa com uma parceria mais estreita com a China e é conhecido o apoio da China para que o Brasil ganhe assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.


“Internet das Coisas” acelera o desenvolvimento O projecto de investigação na “Internet das Coisas” (IOT, em sigla inglesa), criado pela Universidade de Macau, foi aprovado pelo Ministério das Ciências e Tecnologia chinês como projecto integrado no “Programa 973”. O objectivo estratégico deste programa é o de fazer face a questões cientificas encontradas no desenvolvimento económico e social da China. O termo IOT fez a sua primeira aparição num relatório publicado pela União das Telecomunicações Internacionais em 2005. A China já identificou a IOT como uma componente do “12º Plano Quinquenal” e, em 2009, o primeiro-ministro Wen Jiabao encorajou o desenvolvimento da tecnologia.

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DSRT pede que outro departamento regule os anteneiros

Deputado questiona fiasco do Parque Industrial

Depois do puxão de orelhas que o Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) deu à Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações (DSRT), na semana passada, o organismo apressou-se em fazer um relatório sobre a situação dos serviços de antena pública e já fez com que o documento chegasse às mãos de Chui Sai On. O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io, disse ontem que o relatório sugere ao Chefe do Executivo que seja outro departamento a avançar com uma análise mais profunda da questão dos anteneiros e que seja também os serviços de justiça ou da reforma jurídica os responsáveis por elaborar uma legislação para controlar a situação. No relatório divulgado na

O deputado da Assembleia Legislativa (AL) Chan Meng Kam, que também é membro do Conselho Executivo, quis saber na sua mais recente interpelação escrita porque é que a Sociedade do Parque Industrial da Concórdia não conseguiu alcançar o êxito na zona industrial transfronteiriça e que medidas serão tomadas para “melhorar” a zona. Os governos de Zhuhai e Macau acordaram ambos em actualizar o posicionamento da zona industrial transfronteiriça na Ilha Verde, que chegou a direccionar os ponteiros para os sectores da manufactura e da logística. O projecto não floresceu e ambos os lados criaram uma força especial de trabalho para procurar um reposicionamento em Abril de 2009, com Zhuhai a posicionar posteriormente a zona para a logística de mercadorias de alto valor e equipamentos. Chan saudou a iniciativa, mas

Jogo do empurra nas antenas

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semana passada, o CCAC deixou uma lista de sete recomendações que a DSRT deve adoptar imediatamente e impunha prazos para acabar com os atritos entre a TV Cabo e os anteneiros. Em três meses, uma proposta de lei deve estar na Assembleia Legislativa para pôr um ponto final na novela. Caberá agora a Chui Sai On decidir que departamento irá redigir o texto do diploma a

regular os serviços de antena do território e se haverá tempo suficiente para cumprir os prazos indicados pelo CCAC. Os atritos entre a TV Cabo e os anteneiros arrastam-se por mais de uma década, sem que a DSRT tenha conseguido tomar uma decisão sobre quem deve ter os direitos totais ou parciais de transmissão televisiva, apontava o relatório do CCAC. – V.A.

Razões para o falhanço

questionou o Governo sobre que medidas Macau iria tomar para implementar os novos planos, exigindo que mais pormenores fossem divulgados. Além disso, questionou as causas do falhanço da zona industrial antes do reposicionamento, e especulou acerca de um possível problema no sistema de gestão ou da nomeação de membros incompetentes para o Conselho Executivo. O deputado questionou ainda se a empresa pública iria funcionar na recém-posicionada zona industrial. – K.C.


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6 Kahon Chan

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O terceiro operador de autocarros públicos de Macau revelou à imprensa que apenas 345 impressos de candidatura a emprego foram recolhidos no dia dedicado a uma maciça acção de recrutamento em que foram abertas 550 vagas. Cerca de metade dos candidatos a um dos postos de motorista eram provenientes dos outros dois operadores. Para as vagas para cargos técnicos, apenas deu entrada um par de candidaturas. Mas a Reolian diz que não pretende recorrer a trabalhadores imigrantes, a primeira solução sugerida. Stephen Chok, director da Reolian Public Transport, organizou uma conferência de imprensa ontem à tarde para divulgar estatísticas do dia de recrutamento de ontem: um total de 345 impressos de candidatura válidos foram apresentados por pessoas interessadas numa das 550 vagas abertas, sendo que apenas 145 dos candidatos pretendiam preencher uma das 400 vagas de condutor, sendo que o mais jovem tinha 35 anos. Mais de metade (52%) desses 145 candidatos a motorista já trabalhavam ou para a TCM ou para a Transmac. Outros postos mais básicos, como os para o serviço de limpezas, funcionário de

sociedade

Reolian diz que não irá recorrer à importação de trabalhadores

Empregos de sobra

Stephen Chok, à direita

estação, guarda de segurança e contabilista, foram mais populares, com mais de 10 candidatos por cada uma das vagas abertas, enquanto posições técnicas, como as de chefe de manutenção ou chefe de operações, apenas receberam um par ou nenhuma candidatura. Numa declaração oficial da Reolian, foi sublinhado que

a lei de Macau determinava que os portadores de carta de condução da categoria “C” (pesados de mercadorias) teriam de esperar um ano até poderem concorrer à licença da categoria “D” (pesados de passageiros), enquanto os condutores com carta da categoria “B” (ligeiros de passageiros) têm de esperar três anos até poderem tirar

a carta necessária para conduzir um autocarro; o que representa “um grande desafio para a indústria e o Governo treinarem suficientes motoristas qualificados num curto período de tempo.” “Esperamos atrair jovens relativamente menos qualificados para aderirem à nossa equipa de condutores, de forma que não vão a correr

para entrar na indústria do jogo, sendo esta uma opção alternativa. De qualquer forma, têm de esperar três anos até poderem ter a carta”, alega a empresa no comunicado, sugerindo também haver uma preocupante falta de instalações para a formação de motoristas, pelo que a Reolian quer que a indústria e o Governo “apre-

sentem medidas e soluções viáveis” para a escassez de condutores e técnicos de manutenção. Stephen Chok descreveu a reacção a algumas das vagas abertas como “seriamente medíocre”, mas sublinhou na conferência de imprensa não haver intenção de resolver o problema com a importação de trabalhadores, o que não seria uma opção desejável para a firma, apesar de não se atrever a esboçar uma solução ou as medidas que a Reolian estaria a considerar perante esse desafio, alegando que era ainda muito cedo. Mais seminários de recrutamento, com o próximo em princípio dentro de duas semanas, deverão ser organizados pela “joint-venture”, que prometeu estar totalmente equipada e operacional em termos de pessoal em Agosto de 2011. A Transmac já se tinha mostrado preocupada com a perda de condutores em Setembro, já que a Galaxy irá recrutar condutores para o serviço de autocarro “shuttle” do novo complexo antes da sua abertura no “início de 2011”, além da alta procura de motoristas por parte da Reolian. Entretanto, a Reolian não recebeu qualquer proposta do contrato para o novo serviço da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) mas reconheceu o esforço do órgão na sua preparação.

Divulgado relatório da mega-operação conjunta das polícias

Trovoada anti-crime mais incisiva Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo

Mais acções de fiscalização e maior número de detidos é o resultado da mega-operação “Trovoada 10” realizada pela Polícia Judiciária (PJ) e pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), sob coordenação dos Serviços de Policia Unitários (SPU). O balanço desta mega-operação, que envolveu cerca de 3343 agentes, foi, segundo Ma Io Kun, positivo. Para o Adjunto do Comandante-Geral dos SPU, a polícia procedeu “a mais acções de fiscalização e deteve mais indivíduos”.

A operação, desenvolvida em parceria com as autoridades da China Continental e de Hong Kong, decorreu de 8 de Outubro a 3 de Novembro e teve como objectivo principal o reforço das medidas preventivas e o combate à criminalidade, com destaque para o combate às actividades ligadas ao crime organizado transfronteiriço, tráfico de pessoas, jogo ilícito, prostituição, tráfico e consumo de drogas, entre outras actividades ilegais. “Foram sujeitos a identificação cerca de 6490 indivíduos durante o período da operação. Cerca de 200 foram encaminhados para o Ministério Público por suspeita

de envolvimento em vários crimes e, consequentemente acabaram expulsos de Macau”, referiu o responsável dos SPU. Imigração clandestina, emprego ilegal, furto (predominantemente carteiristas), reentradas ilegais no território e consumo de estupefacientes são os principais focos de criminalidade em Macau, numa lista que abrange 35 crimes cometidos num total de 143 casos. Em dois desses casos foi aplicada a medida de coação de prisão preventiva, 87 foram sujeitos a termo de identidade e residência e cinco a pagamento de caução. Outros três casos estão proibidos

de contactar com quem for, oito têm obrigatoriedade de apresentação periódica nas instalações da polícia, 15 foram sujeitos ao pagamento de coimas ou multas e 23 casos levaram a processo sumário com pena de prisão alternada com pena suspensa. De realçar que há mais homens do que mulheres a cometer actos ilegais.

Estas operações policiais têm cadência anual e são precedidas por uma reunião tripartida entre os responsáveis de investigação criminal de Macau, Hong Kong e Guangdong. As autoridades, contudo, não quiseram apresentar dados comparativos com operações levadas a cabo anteriormente.


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Receitas do grupo crescem 528% em três meses

Sobe, sobe, SJM sobe... O número é de fazer inveja a qualquer negócio: a SJM anunciou ontem que as suas receitas registaram um aumento de 528% no terceiro trimestre deste ano, alcançando as 879 milhões de patacas. No trimestre anterior, a companhia de Stanley Ho havia registado uma receita “modesta” de 140 milhões de patacas. O novo recorde põe a SJM ainda mais no topo da liderança da indústria do jogo local, com uma quota de mercado de 30,4%, acima dos 26,8% apontados no período anterior. O director executivo da Sociedade de Jogos de Macau, Ambrose So, referiu, em comunicado enviado na tarde de ontem à comunicação social, que os resultados do terceiro trimestre eram “muito positivos”, especialmente “o crescimento de 528% em comparação com o segundo trimestre do ano”. E acredita que tal rentabilidade vai ser decisiva para a expansão dos negócios. “Continuamos a manter a força do nosso balanço positivo, o que nos posiciona bem para a futura expansão do nosso jogo e dos negócios

ligados a esse sector em Macau”, afirmou. No que toca as receitas do jogo, a SJM arrecadou 14 mil milhões de patacas de Julho a Setembro, um crescimento de 69% em relação às 8,5 milhões de patacas do trimestre anterior. Os dados revelados pela empresa indicam ainda que o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) esticou 135% de 509 milhões para 1.194 milhões de patacas. A receita proveniente do jogo acumulada nos

primeiros nove meses deste ano já soma 41 mil milhões de patacas, um notável aumento de 76% em relação às 23,4 mil milhões de 2009. “ A SJM teve uma performance notável e ganhou quota de mercado num sector altamente competitivo. Estou muito feliz por ver que esta tendência manteve-se durante Outubro, que foi um mês de recorde de receitas para a empresa com a nossa quota de mercado a chegar aos 32%”, referiu Ambrose So. - V.A.

Procedimentos pendentes em habitação económica

Casas em banho-maria É necessário mais tempo para completar a avaliação de qualidade do empreendimento de habitação económica no lote HR/HS da Alameda da Tranquilidade, uma vez que o promotor apenas apresentou o plano de segurança anti-incêndio e sistemas de prevenção há uma semana. Tam Kuong Man, director do Instituto de Habitação de Macau (IHM), comentou à rádio TDM que o plano apenas tinha sido apresentado no final de Outubro à Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas

e Transportes (DSSOPT) e que a atribuição de apartamentos iria começar “quando o procedimento estivesse concluído”. Tam disse à imprensa no dia 30 de Setembro que o promotor tinha reparado as molduras de portas e outros problemas de acabamento, mas que o sistema de prevenção anti-incêndio estava ainda por ser instalado, o que impediu a DSSOPT de aceitar os planos de construção. O Governo estava a comprar de volta os 125 apartamentos que deveriam ser vendidos pelo dono da obra a preço fixo. – K.C.

Sociedades comerciais aumentaram no último trimestre No terceiro trimestre deste ano, constituíram-se 782 novas sociedades, o que representa um acréscimo de 20,1% em relação ao período anterior. O capital social alcançou as 206 milhões de Pptacas e aumentou significativamente 1,8 vezes face ao mesmo trimestre de 2009. Dentre estas sociedades destacam-se que 25 das sociedades constituídas que pertenciam às actividades financeiras detinham 102 milhões de patacas de capital social. O capital social das sociedades formadas era proveniente principalmente de Hong Kong com 105 milhões de patacas, seguindo-se o das sociedades de Macau com 74 milhões de patacas e o das sociedades da China Continental com 12 milhões de patacas.

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Realização de um concurso público.

2. Entidade Adjudicante:

Centro de Ciência de Macau, S. A..

3. Entidade e morada da Entidade responsável pelos procedimentos do concurso:

Avenida Dr. Sun Yat-Sen

4. Obras, bens e serviços no âmbito do projecto:

Preço Total da Empreitada de Construção do Sistema de Iluminação com Controlo Energético para todas as Zonas Públicas do Centro de Ciência de Macau MSC_TEN_2010_002_PL

5. Local de realização dos trabalhos de instalação e de construção:

Centro de Ciência de Macau.

6. Condições de admissão:

Podem concorrer as entidades registadas como fornecedores do Centro de Ciência de Macau, S.A.

7. Onde obter a documentação com as instruções do concurso:

Os fornecedores podem registar e descarregar a documentação com as instruções do concurso através da página electrónica do Centro de Ciência de Macau, S.A. (http://www.msc.org.mo/)

8. Local e prazo para a entrega das propostas:

Local:

Avenida Dr. Sun Yat-Sen, Centro de Ciência de Macau.

Prazo:

Trinta dias a contar da data da publicação do presente anúncio, i.e., até às 17:00 horas (horas de Macau) do dia 8 de Dezembro (Quarta-feira) de 2010.

9. Local, dia e hora do acto público:

Local: Avenida Dr. Sun Yat-Sen, Centro de Ciência de Macau. Dia e hora: Dia útil a seguir à data do prazo para a entrega das propostas, designadamente no dia 9 de Dezembro (Quinta-feira) de 2010, às 15:00 horas (horas de Macau). Os concorrentes ou os seus representantes deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas submetidas, de modo a esclarecer quaisquer dúvidas que possam surgir.

10. Prazo de validade das propostas:

Prazo de validade das propostas: noventa dias (90), a contar da data do acto público do concurso, prorrogável nos termos previstos no programa de concurso.

11. Caução Provisória:

MOP$100,000.00 (cem mil patacas), mediante garantia bancária ou por seguro de caução.

12. Caução definitiva:

5% do preço global da adjudicação a ser prestada por garantia bancária ou por seguro. Adicionalmente serão deduzidos 5% em cada um dos pagamentos parciais que o Empreiteiro tiver a receber como garantia do cumprimento do contrato.

13. Critérios de avaliação:

Preenchimento dos requisitos exigidos no capítulo IV do programa de concurso, cuja clasnficação teve por base nos seguintes critérios. Razoabilidade do Custo Experiência em projectos semelhantes Design e plantas Tipos de materiais e equipamentos Qualidade da Obra (Incluindo a Declaração de Responsabilidade do Engenheiro, Plano de Execução do Trabalho e Plano de Manutenção, etc).

40% 10% 15% 20% 15%

14. Junção de esclarecimentos:

No período entre a data de publicação deste anúncio e o dia seguinte ao fim do prazo de entrega das propostas, solicita-se aos concorrentes que estejam atentos aos anúncios publicados na página electrónica do Centro de Ciência de Macau, S.A. (www.msc.org.mo), por forma a tomarem conhecimento da necessidade de prestação de eventuais esclarecimentos adicionais.

15. Base de Licitação:

Não existe.

Centro de Ciência de Macau, S.A. 09 de Novembro de 2010.


Comparações:

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cultura

Na peugada dos portugueses por terra, pelo ar e agora no Sagres

António Falcão

info@hojemacau.com.mo

Joaquim Magalhães de Castro chegou a Macau há quase 20 anos e daqui tem feito a sua base para partidas e chegadas que se vão repetindo intemporalmente. Há muito que veste a pele do viajante, não que goste de assumir esse cognome, ou mesmo de se assumir a si próprio. As suas viagens carregam uma missão sem face, como um espaço aberto a percorrer. No rasto de um vago documento, na memória de alguém que ouviu dizer, na perspectiva distante de um navegador. Sentindo pelos seus olhos aquilo que tem para dizer, como o eco de um povo, gritando-o ao mundo depois. Jornalista ou contador de histórias, a mensagem é sempre o que importa, que se vinca nos passos de uma história que continua. De um país que perdeu há muito o seu zénite, mas que deve assumir o seu passado, não apenas com um facto de glória, ou uma medalha, mas como uma lição para o futuro, na procura de novos rumos. Joaquim é no fundo um homem de rumos, sempre irrequieto, ao transportar consigo a memória de toda uma nação. Além das viagens, vários livros publicados. Dois álbuns fotográficos - “Os Bayingyis do Vale do Mu – Luso-descendentes na Birmânia”, de 2001, e “A Maravilha do Outro – No Rasto de Fernão Mendes Pinto”, de 2004. E três volumes que documentam a presença portuguesa no mundo - “O Mar das Especiarias”, “Viagem ao Tecto do Mundo” e mais recentemente “No Mundo das Maravilhas”. O último é um trajecto de reconhecimento que palmilha o globo desde a América do Sul à costa africana, terminando no Golfo Pérsico e que dá conta do vasto património deixado pelos portugueses, nesses rasgos com a história, e que ainda hoje se assumem como factos bem vivos integrados na fisionomia de novos povos. Para a frente uma nova aventura: o embarque no navio escola Sagres em Goa para daí, ao olhar pelo presente, sentir o sabor do mar no rebordo do passado. Com ele fizemos por alto a resenha dos seu passos. É a velha questão, quando se encontra aqui ou lá, estacionado do outro lado do mundo, o que lhe faz partir de novo, e partir sempre, é

António Falcão | bloomland.cn

Por entre as veias de um mundo pas

apenas o objectivo da procura? É mais uma inquietude, uma necessidade. Por vezes a vontade de ficar ou de partir vem até com a humidade. Mas o que me leva a voltar a partir é sobretudo uma necessidade biológica, gosto de estar sempre em movimento e em situações diferentes. Será a construção de um caminho? Um caminho que é também a sua casa? Há um escritor que diz que a casa, a pátria, além dos filhos, são alguns instantes, algumas ruas, alguns rostos... De certa forma é. Mas é curioso, eu gosto muito de partir, mas custame sempre fazê-lo. Deito sempre raízes muito depressa no sítio onde estou, mesmo que fique apenas umas horas. E adio muitas vezes as partidas, porque aprendo a gostar dos locais. Geralmente quando me perguntam “Qual é o sítio de que gostas mais?” Eu não consigo responder e continuo sem saber responder. Eu acho que podemos ver beleza e motivos de interesse em todos os locais do mundo. Em todas as cidades, em todos os desertos, em todos os mares. Há sempre muito. O mundo é tão vasto e tão rico que nem 500 vidas chegavam para apreciar devidamente um bocadinho do

que há, do que o mundo nos tem para oferecer. A sua casa pode ser o mundo inteiro então, como uma casa de muitas janelas... É o mundo inteiro. Mas também não consigo encontrar o meu sítio dentro dessa casa. Se calhar é Macau, mas quase que me estou a negar a dizer que Macau é a minha casa. Sou uma pessoa como as outras, também tenho de ter o meu espaço, a minha intimidade e usufruir dela. É uma luta constante entre o sedentário e o nómada. Tem prevalecido o nómada, mas tenho um lado sedentário muito forte. E quando se quer fazer coisas, avançar com projectos, é preciso estar nos locais. E há esta coisa muito cruel, “longe da vista longe do coração”. Apesar de ter aqui muitos amigos, sinto às vezes que as pessoas me vêem com uma entidade que não é muito real, como um fogo fátuo e isso, por vezes, é um incomodo. Como um fantasma? Sim, como uma espécie de fantasma, que vai e que volta: “Estás cá? Já vais?” E gostava de ser visto como uma pessoa que também tem as necessidades de uma terra. Nesse aspecto, quando parte à procura desses fantasmas do

passado português, vai também à procura de si, nesses restos de uma presença? Eles não são fantasmas, nem são restos, são muito reais e estão impregnados nas coisas e nos sítios onde vamos. Sente-se essa presença e para mim começou quase a ser um dever, uma missão, tentar resgatar isso e dá-lo a conhecer. É muito importante. Não chegam a ser fantasmas, mesmo que alguns deles estejam moribundos, enquanto estiverem na memória das pessoas continuam a estar muito vivos. Mas o país está tão em crise. Estar sempre a olhar para a grandiosidade do passado sem conseguir encarar o presente não acaba por ser uma espécie de fuga? Depende da maneira como olhamos para o passado. Se não for apenas na perspectiva saudosista, com o seu conhecimento profundo, que é isso que nós não temos, a perspectiva será outra. É um lugar comum, mas é preciso perceber o passado para compreender o presente. É fundamental estudarmos o passado. Todos os outros povos o fazem e nós devemos fazê-lo também sem grandes problemas em assumir isso. Assumindo essa grandeza, não porque fomos dominadores

ou porque éramos a referência, mas porque também iniciámos um processo de valorização e de miscigenação, o que é importante. Assumindo-o como uma lição? Como uma lição e olhando para as coisas boas que fizemos. Houve muito a tendência de vangloriar a Expansão, antes do 25 de Abril, de uma forma exagerada. Depois foi ao contrário. Como nas escolas portuguesas. No tempo do fascismo eram os professores que batiam, agora são os alunos que batem nos professores. Passa-se do oito para o 80, não há um meio termo. Andamos a flagelar-nos e entretanto há outros povos que tiram dividendos do que fomos perdendo e fomos deixando. Como foi o caso da descolonização, muito mal conseguida. Por isso, devemos sempre aprender com os erros da história, mas analisando-a à luz da época, senão estamos a depreciála. É preciso não esquecer que na época dos Descobrimentos nós já tínhamos dado um passo em termos humanistas muito maior do que os nossos rivais. Considerávamos o outro, não como um ser abjecto, que não se podia tocar. Enquanto os ingleses ou os holandeses, nos consideravam seres inferiores. Dizendo que éramos umas bestas porque nos misturávamos. Ainda hoje têm esse olhar, como se fossemos uma espécie de africanos da Europa. Senão olharmos para eles de igual para igual nunca nos vão dar o real valor. Estou sempre a ouvir nas notícias, em pequenas coisas, o modo como se descura o papel dos portugueses. Quando se fala nos latinos, por exemplo, vão até aos espanhóis e ficam por ali. E isso diz muito do que a Europa pensa sobre nós. Estamos a falar de uma questão de verdade histórica e senão somos nós a fazê-lo ninguém o fará. Parte sempre como português ou como uma pessoa, um ser humano, que vai à descoberta do mundo? Sou um cidadão do mundo, como diz o Sócrates, mas também carrego a minha bandeira. É a minha cultura, a minha língua e o facto de ser português que me leva. E é a única bandeira que eu ergo, não ergo nenhuma clubista, e na verdade é isso que dá graça ao mundo, toda esta diferença. Sente-se por vezes um descobridor?


Johnny Depp nas mãos de Tim Burton pela oitava vez A parceria Tim Burton/Johnny Depp é uma das que melhores resultados têm dado no cinema actual. Desde 1990 que já trabalharam juntos em sete filmes e foi agora anunciado que a próxima longa-metragem realizada por Tim Burton será novamente protagonizada por Johnny Depp. Segundo o The Guardian, o filme será uma adaptação de uma telenovela dos anos 60, intitulada Dark Shadows, e nele Johnny Depp vai vestir a pele do vampiro Barnabas Collins. A telenovela foi emitida na televisão norte-americana de 1966 a 1971. Apesar de a produção do filme só começar no início do próximo ano, a Variety refere que Johnny Depp já se encontra ligado a este projecto há três anos. A última colaboração entre Tim Burton e Johnny Depp foi no filme Alice no País das Maravilhas (2010).

ssado

Sim, de certa forma. Quando parto à procura desses fantasmas, acabo por fazer descobertas interessantes. Faço um trabalho de descoberta. Se fosse um cidadão inglês ou francês, que são pessoas que zelam muito pela sua história, às vezes até inventando factos, teria logo o apoio de uma instituição. Porque estou a fazer um trabalho que beneficia Portugal, não é para mim. Apenas sobrevivo com o que ganho e raramente tenho os devidos apoios. Mas também não fico à espera. Parto sempre. O que tem encontrado de mais fascinante, o que tem valido mais a pena? Tudo. Por exemplo o facto de chegar a um local e dizerem-me que há alguém que se assume como português e depois constatá-lo que, mesmo nunca ter estado em Portugal, assume essa identidade em pleno. Isso é brilhante. Não há

nenhum povo que tenha deixado isso no mundo. Devíamos na verdade tentar saber o que tudo isso representa. É verdade que não somos um povo muito dado ao comércio, mas temos de nos orgulhar também de sermos um pouco idealistas e utópicos. E um dia talvez isso seja uma mais valia. O seu papel tem sido importante nessa recolha, na exploração desses domínios da história? Fiz muito pouco ainda. Queria fazer mais. Às vezes sinto-me com pouca vontade de continuar. Porque tenho de começar sempre de novo para mostrar um serviço que às vezes não serve para nada, que não é enaltecido. Talvez por ser português e por nos valorizarmos muito pouco. Somos muito bons a divulgar o que é dos outros e muito maus a divulgar o que é nosso. Eu continuo a pensar que devemos tocar a reunir e termos essa união que se baseia numa mesma língua e num passado. Às vezes há coisas óbvias que faço que não deveria ser preciso andar a convencer alguém da sua importância. É sempre preciso convencer aqueles que estão no poder da validade de

certo trabalho. Em alguma medida, não há espaço para as causas importantes, mas se estiverem na moda acontece sempre o contrário. Não conheço nenhum povo que tenha tão pouca estima por si próprio como os portugueses. É quase uma doença que temos de erradicar. Começa pelas pequenas coisas, o respeitar-nos, e passa por respeitar a língua portuguesa. [Aqui Joaquim pega no exemplo de um catálogo de uma exposição feita em Macau por portugueses, sentindo-se indignado porque o português não está presente] Antes de 1999 recebeu um convite para voltar para Portugal de barco. Parece que finalmente vai passar por uma experiência semelhante. Havia um projecto de um francês que tinha a ideia de construir um barco nos estaleiros de Coloane e partirmos por mar para Portugal, assinalando a transferência de soberania de Macau, mas a ideia ficou por terra. Mais de dez anos depois vai pegar de novo nessa ideia. Como aconteceu? Quando soube que o Sagres ia dar a volta ao mundo, pensei que podia fazer uma parte da viagem com eles, contando os factos da viagem com o pretexto também de relatar o que se passou lá atrás com os portugueses. Acharam a proposta engraçada, mas alegaram que era uma viagem militar e não eram permitidos civis a bordo. Mas eu continuei a insistir e recebi há pouco a confirmação de que poderia embarcar e prosseguir viagem até Portugal. Vai ser uma experiência única para mim. Também porque tenho um plano futuro de dar a volta ao mundo num veleiro com um amigo. É um sonho. Como vê o facto do Sagres não ter tido permissão para atracar em Macau quando por aqui passou? Não vejo explicação, não percebo. Aqui ao lado há sempre barcos de guerra que chegam a Hong Kong. E eles não tiveram uma história como a nossa, conquistaram o território pela força das armas. Se calhar a diferença é essa. A questão do respeito... Sim, é o velho ditado: “Quanto mais me bates mais eu gosto de ti!” Joaquim Magalhães de Castro tem no prelo ainda dois documentários televisivos. Um sobre a Mongólia em fase de montagem, e outro sobre os padres jesuítas que percorreram os Himalaias no século XVI, uma série de três episódios que irá para o ar na RTP.

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Ai Weiwei afirma que a China está a mudar

Estúdio por demolir Como foi referido ontem no Hoje Macau, o chinês-vanguardista Ai Weiwei, activista e artista conceituado, terá sido colocado sob prisão domiciliária como impedimento para a sua deslocação a uma festa em comemoração da demolição forçada de seu estúdio recém-construído, em Xangai. Ai, que se tornou conhecido tanto pelo seu activismo social como pelas suas obras, ultimamente, por uma razão ou por outra, tem estado nas bocas do mundo. Depois do plano de voar para o centro financeiro chinês para a celebração marcada para o passado domingo, as autoridades chinesas foram ao seu domicilio, na sexta-feira, informá-lo de que não seria autorizado a deixar a sua casa em Pequim. Falando ao telefone, Ai disse que os homens se recusaram a identificarse e não estava claro de quem terá dado a ordem para a sua detenção. Na tarde de domingo, três homens à paisana estavam abrigados numa carrinha, sem matrícula, que estava a bloquear a entrada da sua casa, situada numa colónia de artistas, na extremidade oriental da cidade. "Estou em prisão domiciliária para me impedirem de ir a Xangai. Nunca podemos realmente discutir com este governo", declarou. Anteriormente o artista, co-autor do famoso “Ninho de Pássaro”, tinha sido cortejado pelo governo comunista chinês como embaixador cultural, antes de defender activistas sociais que, aparentemente, fez dele um alvo de segurança interna. Mais tarde terá sido alegadamente espancado e detido ao tentar assistir ao julgamento de um advogado que defendia as vítimas do terramoto devastador em 2008, no sudoeste da cidade de Chengdu. Ai Weiwei já expôs e contribuiu para projectos na Europa e nos Estados Unidos, e actualmente uma instalação sua, envolvendo 100 milhões de sementes de girassol de porcelana, está em exibição na galeria Tate Modern, em Londres. Essa notoriedade tinha despertado o interesse

do governo de Xangai para aí abrir um estúdio, acrescentando à cidade um novo prestígio cultural. Mas o seu subsequente activismo parece ter virado a posição das autoridades municipais, que passaram a ter uma atitude notoriamente cautelosa em relação a ele. Mal o seu estúdio tinha acabado de ser construído, Ai recebeu um aviso onde constava que o espaço deveria ser demolido de imediato. Para “comemorar” o facto, decidiu criar um evento fazendo uma festa no estúdio, no domingo, servindo caranguejos do rio, um homónimo chinês que tem o significado de “harmonia”, termo muitas vezes utilizado pelo governo chinês. Os críticos usam sarcasticamente esta palavra para descrever as políticas governamentais, como a censura e a demolição de casas da classe trabalhadora para abrir caminho para novos e brilhantes empreendimentos. Com a sua detenção a festa foi cancelada, embora muitas pessoas tenham passado pelo estúdio de Ai Weiwei no domingo, manifestando o seu apoio, facto que o artista referenciou como sendo o prenúncio de que a China está a mudar. A detenção de Ai Weiwei vem no meio de uma violenta repressão exercida sobre um pequeno grupo de chineses depois do anúncio da atribuição do Prémio Nobel da Paz ao dissidente e escritor Liu Xiaobo, que se encontra actualmente preso. A mulher de Liu e um número de amigos e colegas foram detidos nas esquadras da polícia ou colocados sob detenção em suas casas para evitar que expressassem o seu apoio. Este procedimento deverá continuar pelo menos até a cerimónia de entrega do prémio, em Oslo, na Noruega, na sexta-feira. Pequim ficou furioso com a atribuição do prémio a Liu, e respondeu através da emissão de série de acusações denegrindo Liu, o comité do Prémio Nobel da Paz, e o Ocidente em geral, pressionando outros países para que não enviem representantes para participar na cerimónia.


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desporto

Nova temporada de críquete arrancou no domingo

Desenvolvimento e harmonia Marco Carvalho

info@hojemacau.com.mo

A Associação de Críquete do território deu no último domingo a bastonada inaugural na nova temporada, com um jogotreino que reuniu no relvado da Escola Internacional de Macau uma boa parte dos adeptos que a modalidade tem no território. Entre o corrente mês de Novembro e o final de Julho do próximo ano, os responsáveis pelo organismo que chama a si a tutela do críquete na RAEM vão dinamizar um vasto leque de actividades com o intuito de divulgar junto da população do território os segredos e as técnicas de uma modalidade que arrasta milhões em países como a Índia, o Paquistão, o Sri Lanka ou o Reino Unido. Com pouco historial em Macau e ainda com fracos níveis de implementação, o críquete procura encontrar margem de manobra para se afirmar como uma alternativa viável a modalidades como o futebol ou as artes marciais. A grande aposta dos responsáveis pela Associação de Críquete de Macau (MCA, na designação inglesa) passa, por isso, pela promoção

da modalidade quer junto das escolas, quer junto das associações infanto-juvenis do território. Adnan Nasim mostra-se convicto de que o críquete só terá força para se

O português Pedro Lamy, piloto em Saleen S7-R, foi este fim-de-semana o 18.º e último classificado com 170 voltas – menos 62 que os vencedores - dos 1000 quilómetros de Zhuhai, prova chinesa ganha pelos franceses Stéphane Sarrazin e Franck Montagny (Peugeot 908 HDi-FAP). “Saio de Zhuhai com duas excelentes razões para comemorar. Além da vitória na classe GT1, com o Saleen S7R da Labre Competition, tive ainda oportunidade de festejar a conquista do título de construtores do ILMC com os meus companheiros de equipa da Peugeot Sport”, afirmou Lamy,

afirmar e se expandir quando existir em Macau uma comunidade autóctone de praticantes da modalidade e diz por isso que a aposta nas escolas é incontornável:

“Neste momento, o nosso maior desígnio é o de conseguir despertar a curiosidade e o interesse da população de Macau para uma modalidade que coloca, como

nenhuma outra, ênfase no trabalho de equipa. Do nosso plano de actividades para a nova temporada fazem parte iniciativas que têm por pressuposto uma maior comunhão com a comunidade.” O presidente da direcção da Macao Cricket Association sublinha, ainda assim, que não são apenas os mais novos que o organismo quer atrair. A Associação organiza duas vezes por mês sessões de “softball cricket”, uma variante da modalidade destinada aos que tencionam dar os primeiros passos de bastão em punho: “Para além de estarmos disponíveis para levar o críquete às escolas, como temos vindo a fazer na Escola Internacional, promovemos todas as semanas aquilo que chamámos de “críquete dominical” e vamos tentar organizar duas vezes por mês eventos de críquete de seis com uma bola mais fofa e estas são actividades actividade abertas a todos quantos queiram nos visitar e bater connosco uma bolas”, explica o dirigente. Apesar da prioridade dos responsáveis pela Associação de Críquete de Macau recair quase por completo nos esforços de promoção da modalidade, o organismo espera organizar

Pedro Lamy foi último em Zhuhai mas venceu a classe GT1

Um último que deu campeão que não foi convocado pela marca gaulesa para alinhar nesta prova. No mês passado, o piloto foi o co-responsável pela obtenção do título de construtores, com a conquista da vitória na segunda jornada desta competição, Petit Le Mans, no circuito de Road Atlanta. Na última prova do Intercontinental Le Mans Cup, Pedro Lamy, que formou equipa com Patrick Bornhauser e Laurent

na temporada 2010/2011 dois grandes torneios, o primeiro dos quais já em Dezembro. A entidade que chama a si a tutela do críquete no território tenciona associarse aos festejos do 11.º aniversário da criação da RAEM, através da promoção da edição de 2010 da Harmony Cup, uma prova que deve ter este ano uma faceta vincadamente corporativa. Adnan Nasim e os restantes membros da direcção da MCA vão tentar convencer as operadoras de jogo do território a participar no certame em nome próprio ou com formações por elas patrocinadas. O evento deverá materializar-se a 19 de Dezembro no relvado da Escola Internacional de Macau, mas existe ainda a possibilidade da Taça da Harmonia poder ser disputada nas instalações do Complexo Desportivo do Colégio D. Bosco. A edição número dois do Festival de Críquete de Macau é a segunda grande competição que a Associação quer organizar esta temporada. A prova deverá disputarse em meados de Junho do próximo ano e trazer até à RAEM formações da vizinha RAEHK e da República Popular da China.

Groppi, tinha apenas outra equipa concorrente na categoria, a Lamborghini Murcielago, que abandonou a prova na 10.ª volta. “Julgo que foi uma excelente forma de nos despedirmos do Peugeot 908 HDi FAP com a derradeira corrida deste fim-desemana. Foi um carro fantástico que imensas alegrias nos deu ao longo destes últimos quatro anos. Foram 24 pole-positions e 19 vitórias em 28 corridas disputadas. Agora vamos entrar numa nova fase e espero que o novo carro seja tão ou mais competitivo que o 908”, concluiu o piloto português.


F1 | Decisão do título de pilotos adiada para a última corrida Não houve título de Fórmula 1 este domingo em Interlagos. Sebastian Vettel e Mark Webber, os dois pilotos da Red Bull, arriscaram e terminaram nos dois primeiros lugares da corrida brasileira, penúltima prova do calendário, oferecendo o título de construtores à sua equipa. Quanto a Fernando Alonso (Ferrari) navegou no terceiro lugar durante toda a prova. Resultado: o título de campeão de pilotos decide-se no próximo fim-de-semana em Abu Dhabi, nos Emiratos Árbes Unidos.

Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo

Jorge Jesus tirou o seu bloco de apontamentos do bolso e redigiu um rol de invenções e equívocos durante o jogo contra o FC Porto. Resultado: Benfica goleado por 5-0. Parecia um jogo de fazer rir tantas eram as trapalhadas que o Benfica fazia minuto após minuto. O roteiro começou logo na constituição das equipas - o treinador do Benfica fez várias alterações no onze, colocando Sidnei a titular, David Luiz a lateral-esquerdo e Salvio no ataque em vez de Saviola. O anedotário estava montado e Jorge Jesus viu o FC Porto colocarse em vantagem logo aos 12 minutos, através de Silvestre Varela, num lance desenhado por Hulk no lado direito do ataque portista. De 12 em 12, a cavalgada portista continuava e, com David Luiz a ser batido por Bellushi, os azuise-brancos ampliaram a vantagem com um golo soberbo de calcanhar marcado por Falcao. Ainda as hostes benfiquistas olhavam para o seu prejuízo e já pub

FC Porto goleia Benfica (5-0) e lidera com 10 pontos de avanço

A hecatombe segundo Jesus

estavam a encaixar mais um golo. Os mesmos protagonistas do golo anterior com Falcao a facturar, ao minuto 28, após jogada do argentino Bellushi. Chegava assim o tempo de descanso com Jorge Jesus a reparar o seu jogo táctico, que tanto apregoa. David Luiz – irreconhecível, uma nulidade total - voltou ao centro

da defesa e Fábio Coentrão descaiu para a lateral-esquerda. Mas em vão. O jogo estava todo inclinado para a baliza de Roberto. Para compor o ramalhete, Luisão acabou expulso por agressão a Guarín. Se até aqui tudo foi muito fácil, agora contra 10, os portistas tinham tudo para avolumar o resultado. Pouco depois, Hulk foi derrubado

na área benfiquista por Coentrão. O próprio encarregou-se de marcar o penálti e fez o 4-0. O mesmo Hulk, sempre endiabrado, teve ainda tempo para fazer o quinto golo, já em cima do último minuto, com mais um potente remate colocado ao segundo poste da baliza à guarda do espanhol Roberto, que colecciona golos atrás de golos.

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11 Com esta vitória clara, o FC Porto aumentou para 10 pontos a vantagem sobre as águias, equipa que ocupa o segundo lugar na Liga, e deram um importante passo rumo ao título. No final da partida um resignado e desiludido Jorge Jesus admitiu que a sua equipa esteve mal. “O FC Porto esteve forte. Sabíamos que tínhamos de tentar parar os flanqueadores, especialmente o Hulk que teve uma noite inspirada. Na primeira parte não conseguimos, na segunda também não, mesmo com a mudança de jogador. (...) Está difícil a luta pelo título mas há muito campeonato”, referiu. Já o treinador dos dragões, André Villas Boas, não cabia em si de contente e apontou como chave do sucesso a solidez defensiva da sua equipa. “Vencer o Benfica é sempre um sentimento especial, ainda mais quando se ganha por 5-0. É um resultado que não é habitual, por isso sabe ainda melhor. O trabalho tem sido bem feito, a equipa estava preparada, mas o talento dos jogadores fez o resto”, disse.


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o Hoje [r]ecomenda

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‘Inside Job’, de Charles Ferguson

[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1 – Homem desumano (fig.); realiza; a tua pessoa. 2 – Transversalmente; certamente. 3 – Contr. da prep. em com o art. def. o; órgão excretor que tem a seu cargo a função da formação da urina; pouco espessa. 4 – Discurso em público; pessoa muito ilustrada (fig.). 5 – Cura; que acontece poucas vezes. 6 – Deus egípcio; bismuto (s.q.). 7 – Parte anterior da cabeça; bramido de certas feras. 8 – Que sente saudades; espécie de sapo da região do Amazonas. 9 – Espécie de assento acolchado que se coloca no dorso da cavalgadura, para comodidade do cavaleiro; pau-ferro; extraterrestre (abrev.). 10 – Caminhado; sobressaltar. 11 – Pedra circular e rotativa de moinho ou de lagar; cordel delgado; sala onde se recebem lições. VERTICAIS: 1 – Tubo para ventilação e tiragem do fumo das chaminés (pl.); do mesmo modo. 2 – Cortar em toros; cantor ambulante. 3 – Mover-se de um sítio para outro; resposta de um deus a quem o consultava. 4 – Grande massa de água salgada que cobre cerca de três quartas partes da superfície do Globo; suf. nom.,de origem grega que exprime a ideia de filiação, descendência. 5 – Mesquinho; herdade limitada por marcos; que designa dor ou alegria (interj.). 6 – Osso da coxa dos vertebrados; estabelecimento de caridade destinado especialmente a recolher e educar crianças necessitadas e a recolher ou amparar mendigos ou inválidos. 7 – Metade da pedra do jogo do dominó ou lado do dado, que tem marcado um só ponto o pinta; que causa mal, prejuízo, incómodo ou doença; base aérea portuguesa. 8 – Assumir expressão alegre; larva que se cria nas feridas dos animais. 9 – Exercício militar; filho de burro e égua ou de cavalo e burra. 10 – Desconto no peso de mercadorias, atendendo-se ao vaso ou envoltório em que vão ser metidas; imaginário. 11 – Empregara habitualmente em; que não é a mesma.

‘Inside Job’ é o primeiro filme a revelar toda a verdade sobre o descalabro financeiro global de 2008. E, volvidas duas horas sobre esta verdadeira lição de Finanças, fica-se com a certeza de perceber melhor o fenómeno. Análise, rigor, pesquisa extensiva: a cada depoimento, o filme transpira a ambição da credibilidade. De forma isenta, através de depoimentos das mais altas figuras mundiais na área da Economia e Finanças, aponta o dedo aos responsáveis da crise financeira mundial e culpa a ganância dos todo-poderosos de Wall Street.

[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:20 Jornal das 24h 14:30 RTPi DIRECTO 17:35 Liga Sagres - Sporting vs Guimarães (Repetição) 19:00 TDM Desporto (Repetição) 19:30 Olhos de Água 20:28 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde da RTPi 22:15 Novela: O Clone 22:58 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:30 Montra do Lilau 00:00 1º Programa DocTv CPLP - Angola: Nos Trilhos Culturais da Angola Contemporânea (Repetição) 01:00 Telejornal (Repetição) 01:30 RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Só Energia 15:00 Magazine Goa Contacto 15:30 Janela Indiscreta Com Mário Augusto 16:00 Bom Dia Portugal

Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-CAIM. FAZ. TU. 2-ATRAVÉS. MAS. 3-NO. RIM. RARA. 4-ORO. LUMINAR. 5-SARA. RARO. 6-RA. BI. 7-CARA. URRO. 8-SAUDOSO. ARU. 9-SELA. ITU. 10-IDO. ALARMAR. 11-MO. FIO. AULA. VERTICAIS: 1-CANOS. ASSIM. 2-ATORAR. AEDO. 3-IR. ORACULO. 4-MAR. ADA. 5-VIL. ERO. AI. 6-FEMUR. ASILO. 7-AS. MAU. OTA. 8-RIR. URA. 9-MANOBRAR. MU. 10-TARA. IRREAL. 11-USARA. OUTRA.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

(MCTV 83) TVB Pearl 20:30 Heroes

17:00 O Preço Certo 17:45 O Olhar Da Serpente 18:30 A Alma E A Gente 19:00 Trovas Antigas, Saudade Louca 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 Nome De Código: Sintra 21:30 Magazine Goa Contacto 22:15 Portugal No Coração TVB PEARL 83 06:00 Bloomberg Rewind 07:30 NBC Nightly News 08:00 CCTV News – LIVE 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange

www.macaucabletv.com

16:00 Sesame Street 17:00 Taste Buds 17:30 Eco Company 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 Global Football 19:00 The Works 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 New Zealand On A Plate 20:30 Heroes 21:30 Inside Planet Earth 22:30 Marketplace 22:35 24 23:30 World Market Update 23:35 News Roundup 23:50 Earth Live 23:55 House 00:50 The Pearl Report 01:20 Transworld Sport 02:00 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News

Informação Macau Cable TV


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[O]bjectiva Gonçalo Lobo Pinheiro

13 Raio [X] És um homem ou és um rato? Maria Diná

Cândido Barbosa, o campeão adiado da Volta a Portugal em bicicleta (2007)

Para[ ]comer • Pérola 3/F, Sands, Largo de Monte Carlo, no.203 8983 82222888 3352 http://www.sands.com.mo • VINHA Alm Dr. Carlos d' Assumpção 393 r/c AC 2875 2599vinha@macau.ctm.net http://www.vinha.com.mo • FAT SIU LAU (SINCE 1903) Av.Dr.Sun Yat-Sen,Edf.Vista Magnifica Court Rua de Felicidade No.64, R/C Macau 2857 3585fsl1903@macau.ctm.net http://www.fatsiulau.com.mo

• Casa Carlos Bispo Medeiros 28D 2852 2027

• HAC SA PARK Hac Sa Park-Hac Sa Beach Coloane 2888 2297 http://www.yp.com.mo/hacsa

• António (TP) R, dos Negociantes 3 28999998

• SOL NASCENTE (TP) Av Dr Sun Yat Sen No.29-37 R/C 2883 6288 http://www.yp.com.mo/solnascente • TENIS CIVIL (LEON) Av.da República N°14 1° Macau 2830 1189 http://www.yp.com.mo/leon • Platão Trav. São Domingos No.3 2833 1818 reservation@plataomacau.com • Banza (Tp) Nam San Bl.5, GH 28821519

• Galo (Tp) Clérigos 45 2882 7318 http://www.yp.com.mo/domgalo • Riquexó Av Sid Pais 69 2856 5655

• Clube Militar Av Praia Grande 795 2871 4000 cmm@macau.ctm.net • Espaço Lisboa Lda (Col) Gaivotas 8 2888 2226 2888 1850 • Camilo Av Sir Anders Ljungsted 37 2882 5688

• Dom Galo Vista Magnifica Court 2875 1383 domgalo@yp.com.mo http://www.yp.com.mo/domgalo • O Santos (TP) R. do Cunha 28827508 • Porto Exterior Ed Chong U 2870 3276 http://www.portoext.com.mo • Restaurante Fernando (Col) Praia Hác Sá 9 2888 2264

• Ó MANEL (Tp) Fernão M Pinto 90 2882 7571

• Litoral Restaurante Lda Alm Sérgio 261 2896 7878 2896 7996 http://www.yp.com.mo/litoral

• A PETISQUEIRA (TP) S João 15A 2882 5354

• Nga Tim Café (Col) Caetano 8 2888 2086

• Sawasdee Thai Av Sid Pais 43AE 2857 1963 • Aquamarine Thai Café (Tp) Jardm Nova Taipa bl 21 2883 0010

Banza

• Bangkok Pochana Ferrª Amaral 31 2856 1419 • Kruatheque Henrique Macedo 11-13 2835 3555

(Taipa) Nam San Bl. 5, GH Tel. 2882 1519 • O Porto Interior Alm Sérgio 259B 2896 7770 • A Lorcha Alm Sérgio 289 2831 3195

• Restaurante Thai Abreu Nunes 27E 2855 2255

• Afonso III Central 11A 2858 6272

• LA COMEDIE CHEZ VOUS Ed Zhu Kuan S/N G (Oppsite Cultural Centre) 2875 2021

• Bar Oporto Tv Praia 17 2859 4643 • Maria’s Comida Portuguesa Patane 8A 2823 3221

• LE BISTROT (Tp) Nova Taipa Garden Block 27, G/F 2884 37392884 3994

• Restaurante Pinocchio (Tp) Regedor 181-185 2882 7128 • Canal dos Patos Parque Municipal Sun Yat Seng 2822 8166

• CHURRASCÃO Nova Taipa Garden, Block 27 G/F, Taipa 2884 37392884 3994 • Yin Alª Dr Carlos d’Assumpção 33 2872 2735

Eat pray love Cineteatro | PUB

• Fogo Samba VENETIAN-Grand Canal Shoppes Apt 2412 2882 8499

[ ] Cinema

Sala 1 eat pray love [B] Um filme de: Ryan Murphy Com: Julia Roberts 14.30, 19.15

Sala 2 Paranormal activity 2 [c] Um filme de: Tod Williams Com: Katie Featherston, Micah Sloat 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

SALA 1 Perfect Wedding [B] (legendado em inglês) Um filme de: Barbara Wong Com: Miriam Yeung, Raymond Lam 17.00, 21.45

Sala 3 Life as we know it [b] Um filme de: Greg Berlanti Com: Katherine heigl, Josh duhamel 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Não estivesse eu na casa dos 30 e já tivesse passado por algumas relações e acabaria na ala de psiquiatria de um qualquer hospital para malucos. Dei por mim parada em lingerie em frente ao espelho a avaliar o que via. Ora que não é para me armar em manequim da Victoria’s Secret, mas também não sou nenhum camafeu, por isso e por mais que me digam “tens de aprender a lidar com a rejeição”, lamento mas não tenho. Uma mulher, digo eu, nunca deveria ser rejeitada! Mas vamos por partes. São 04h00 algures numa ilha do Golfo da Tailândia. O suor corre-me pelo corpo como o leito de um rio apressado em direcção à foz. Suspiro, contorço-me na cama, penso e repenso na atitude a tomar... De rompante entro na cama dele. Ele, é o meu ex, o tal que se “colou” à minha viagem de férias, como relatei na semana passada. O tal a quem a minha ex-melhor amiga (traidora!) decidiu seduzir durante a minha viagem. O golpe, chamemos-lhe assim, talvez tenha sido baixo, mas que tinha eu a perder? Tudo naquele país cheirava a sexo, eu sentia-me numa guerra com a minha ex-melhor amiga, e na hora de entrar na batalha gosto pouco de preliminares e avanço com a artilharia pesada! Avancei... e imagine-se... ele mal se mexeu. Pior, sentiu-se ameaçado. Encolheu-se, virou-se de lado e segurou a minha mão com medo que cinco safados dedos irrompessem em território interdito! Senti-me um bicho-papão daqueles das histórias de encantar a atacar a pobre menina indefesa. A única diferença é que a “menina indefesa” tem 30 anos e foi em tempos um ‘macho-man’. Mas afinal, no passado, eu namorei com um homem ou com um rato? Ora Maria Diná aperaltou-se com uma camisa de noite tamanho “para lá de pequeno” e vestiu uma lingerie ainda mais reduzida e o senhor nem sequer quis ver de perto? Pois bem, sei que levantar suspeitas sobre a performance sexual de um macho latino é o pior que uma mulher pode fazer, mas depois de tal atitude não me contive. “És um gay! Repensa a tua sexualidade! Nunca estive na cama com alguém tão fraco!”, atirei-lhe. Ele de tão ofendido não me fala. Eu na verdade penso que ele nada mais diz porque não há argumento que valha na justificação de tal falhanço. Acredito que os exemplares masculinos com quem “privei” na minha vida até então não eram máquinas, mas o que é certo é que nunca nenhum deles me deixou “sozinha a cantar um dueto”. Como diz o velho ditado: “há sempre uma primeira vez para tudo”. Pois há... Mas não me peçam para aprender a lidar com a rejeição!

[Maria Diná embarcou numa espécie de lua-de-mel com o ex-namorado, mas levou na mala também a agora ex-melhor amiga]


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14

D

opinião

José Leite Pereira In Jornal de Notícias

uas ou três pessoas me perguntaram, por estes dias, se era bom que os chineses nos comprassem dívida. Significaria isso que nos estávamos a vender aos chineses? A pergunta é curiosa. De tempos a tempos alguém compra a nossa dívida. Alemães, ingleses, noruegueses, espanhóis, todos têm dado o seu contributo e, no entanto, nunca questionámos se nos estávamos a vender ou se essas eram operações perigosas. Mas, agora, muitos de nós, parecem incapazes de travar a xenofobia que está lá muito no fundo ou o elitismo de cidadãos de primeiro mundo que nesta hora de aflição se vêem a morrer às mãos dos chineses, esses mesmos das lojas baratas, esses mesmos dos restaurantes cuja higiene a ASAE pôs a nu, esses mesmos que se sujeitam a trabalho à margem das leis que fazemos e cumprimos, esses mesmos que fazem dos Direitos Humanos letra morta sempre que isso dá jeito ao poder

ca r t o o n por Steff

Vêm aí os chineses Os chineses têm dinheiro. Nós precisamos que nos comprem dívida. Provavelmente os chineses não terão problema em comprar o que os nossos habituais credores não querem, porque desconfiam da nossa capacidade de pagar . Provavelmente, vale-lhes a pena correr o risco. O resto é diplomacia. Provavelmente, se isso acontecer seremos mais condescendentes com o seu incumprimento de direitos que temos por sagrados. Provavelmente instalado na Praça (que só por ironia ainda se chama) Vermelha. Pois são esses mesmos, os chineses, aqueles que conseguem o milagre de combinar comunismo e capitalismo, possivelmente juntando o pior de ambos. Mas são uma potência mundial. Compram, imagine-se dívida americana. São parceiros comerciais de vulto de EUA e da Alemanha da dura senhora Merkel. São uma potência mundial, não apenas emergente mas cada vez mais

afirmativa, enquanto nós integramos um conjunto de países débeis, maus pagadores, com baixa produção, que o mundo vai conhecendo pela pouco honrosa sigla PIGS, que obviamente não significa porcos, mas que apenas junta países (Portugal, Itália, Grécia e Espanha/Spain) que, colocados por esta ordem, deram origem aquela detestável nomenclatura. Enfim, as coisas são o que são. Os chineses têm dinheiro. Nós precisamos que

nos comprem dívida. Provavelmente os chineses não terão problema em comprar o que os nossos habituais credores não querem, porque desconfiam da nossa capacidade de pagar . Provavelmente, vale-lhes a pena correr o risco. O resto é diplomacia. Provavelmente, se isso acontecer seremos mais condescendentes com o seu incumprimento de direitos que temos por sagrados. Provavelmente. Também o petróleo venezuelano nos tem aproximado de um país onde vivem milhares de portugueses e, no entanto, ninguém morrerá de amores pela pessoa e pelas ideias de Hugo Chavez. O essencial nestes negócios é que Portugal consiga manter uma relação com o enorme mercado chinês, que vá para lá da venda de dívida. No Oriente, a reputação dos portugueses é boa. Na China, em concreto, nunca criámos inimizades e a nossa passagem por Macau, a forma como lá estivemos e de lá saímos, joga a nosso favor, podendo abrir portas a negócios. É por isso que Portugal só tem a ganhar. Oxalá, quer a diplomacia quer as grandes empresas consigam atrair o capital chinês.

obama na índia


Todos

ambicionam a riqueza, que não traz felicidade a ninguém.

Padre Manuel teixeira [1912-2003]

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15 à fl or da pel e Helder Fernando

A

corrupção tem o perigo imediato do contágio. Se o adormecimento cívico permitir a vulgarização dos actos corruptos, mais nojenta é a corrupção. Cuidado, quando o corrompimento alastra, descontrolado e fácil, pode criar mordaças, crueldade, violência. Em qualquer parte do mundo. Os decisores – na família, nas organizações religiosas, no movimento associativo, nas empresas, nas autoridades, na política – não podem cansar-se de combater incessantemente os actos verdadeiramente corruptos sem, obviamente, desvirtuar, dar outro sentido ao significado vero do que é, exactamente, corrupção. Nós todos não podemos cansar-nos. Os poetas deste mundo que historicamente não dão tréguas aos corruptos, onde estão ou onde dormem? E os autores e actores, os músicos de consciência social, os criativos responsáveis e outros intelectuais interventivos? E jovens? E os que influenciam a opinião pública? Pesquisa-se pelo planeta e sobraram poucos. Não chega elaborar discursos, decorar códigos, saber fórmulas, fazer cenários, redigir diplomas, acertar geometrias, combinar cores, sombras, luzes e volumetrias. Não chega. É preciso influenciar definitivamente a decência da honestidade, esquecer o silêncio do compromisso obscuro, amar a liberdade. Todos os jovens do mundo têm de estar nesta luta,

Contra a corrupção Não chega elaborar discursos, decorar códigos, saber fórmulas, fazer cenários, redigir diplomas, acertar geometrias, combinar cores, sombras, luzes e volumetrias. Não chega. É preciso influenciar definitivamente a decência da honestidade, esquecer o silêncio do compromisso obscuro, amar a liberdade tranquilamente não vergarem, humilhantemente submissos, na espera preguiçosa de que a sociedade, hipoteticamente melhorada, lhes surja numa bandeja, pronta a ser desfrutada. Como ficará para a História esta primeira década do século XXI? A História que outros jovens irão estudar no futuro? O que falará ela da letargia, da indiferença? Por isto tudo e mais algumas coisas aplaudi e aplaudo o pensamento bem explicitado pelo Procurador do Ministério Público quando, publicamente, surge a alertar acerca do perigo de a corrupção local transformar-se num “fenómeno vulgar”, necessariamente podendo gerar tráfico de interesses a vários planos. Cito-o como qualquer leitor poderia mencionar outras reflexões em qualquer ponto do mundo. Ho Chio Meng afirmou e, responsavelmente, aqui transcrevo directamente da tradução: “Caso a corrupção se torne um fenómeno vulgar e leve ao aparecimento de

tráfico de interesses entre altos funcionários do Governo e empresários, o Governo perderá gradualmente a sua credibilidade”. Sábias e atempadas palavras as de Ho Chio Meng. Foi também desta forma aqui transcrita que o Procurador do Ministério Público da RAEM encerrou a 4ª Conferência Anual e Assembleia Internacional de Autoridades Contra a Corrupção (IAACA), realizada em Macau entre 2 e 5 deste Novembro. Este foi o tema desta muito alargada iniciativa internacional, recebida entre nós pelo Procurador Geral da Suprema Procuradoria Popular da República Popular da China, Professor Cao Jianming, em nome da RPC: “Capítulo IV da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção (UNCAC): Cooperação Internacional”. Onde académicos e outros especialistas nacionais e estrangeiros, de alguma forma ligados a organizações anti-corrupção, bem como autoridades oficiais regionais, nacionais e também internacionais relacionadas com a

luta contra a corrupção, debateram aspectos relacionados com o reforço da cooperação internacional nesta matéria, a respectiva prevenção, punição e várias expectativas comuns. Na mensagem previamente (em Agosto), enviada aos participantes nesta Conferência, assinada pelo Procurador-Chefe da República Popular da China, o Professor Cao Jianming lembra: “ Embora voltado para o desenvolvimento económico, a prestação de serviço para a vida do povo e a criação de uma sociedade harmoniosa, o governo chinês sempre prestou atenção à cooperação internacional sobre a punição e prevenção da corrupção. O governo da China assinou e ratificou a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção; assinou mais de 100 tratados e acordos com mais de 50 estados e regiões em assistência judiciária; promulgado, alterado e aperfeiçoado as leis e regulamentos nacionais em causa; colocar em acção um plano de trabalho sobre a criação de um sistema completo sobre a punição e prevenção da corrupção; estabeleceu um profundo sistema de punição e prevenção focando na educação, instituição e supervisão. Como um órgão judicial essencial na luta contra a corrupção, a Procuradoria da China presta muita atenção ao reforço da cooperação com as autoridades anti-corrupção de diferentes países e regiões para o combate e prevenção conjunta da corrupção”. Depois não digam que não foram avisados.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José editorES Paulo Reis; Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; João Carlos Barradas; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte; Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges; Catarina Lau Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


a fechar terça-feira 9.11.2010

Portugal Dívida sobe

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos voltaram ontem a negociar em máximos históricos ao ultrapassar os 6,8% no mercado secundário, num movimento de subida partilhado com a Irlanda. A meio da tarde de ontem em Portugal, os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos atingiam os 6,806%, acima do anterior máximo de 6,607 atingido na quinta-feira passada. Este novo recorde histórico dos juros dos títulos com maturidade a dez anos acontece nas vésperas da emissão de dívida pública de longo prazo pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, a 10 de Novembro, em que o Tesouro quer conseguir um mínimo de 600 milhões de euros.

Iémen Morte aos americanos

O imã radical de dupla nacionalidade norteamericana e iemenita Anwar al-Aulaqi apelou ontem numa mensagem vídeo difundida na internet para que se matem norte-americanos “sem hesitação”. “Não hesitem em matar norteamericanos. Combater Satã não exige uma ‘fatwa’ (decreto religioso). São eles ou nós”, afirmou o imã num vídeo de 23 minutos detectado pelo centro norte-americanos de vigilância de ‘sites’ radicais islâmicos. Al-Aulaqi, de 39 anos, é procurado activamente pelas autoridades dos EUAe do Iémen, que o consideram “extremamente perigoso” e o responsabilizam por recrutamento de terroristas para a Al-Qaida e planeamento de ataques.

Birmânia 10 mil fogem

Os combates que eclodiram ontem entre rebeldes da etnia karen e o exército birmanês no leste da Birmânia obrigaram 10 mil pessoas a fugir para a Tailândia, segundo o governo do país vizinho. Muitos refugiados são mulheres e crianças, indicou Samart Loyfah, governador da província tailandesa de Tak, perto da fronteira. Pelo menos três pessoas morreram e 11 ficaram feridas nos combates com armas pesadas registados entre os rebeldes karen e os militares no leste da Birmânia, um dia depois das primeiras eleições celebradas neste país em 20 anos. A tensão aumentou no domingo, quando os rebeldes protestaram de forma violenta contra as eleições, das quais foram excluídos milhões de membros das minorias étnicas.

Biografia O verdadeiro Bush

O ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush (2001-2009) voltará hoje à cena pública com o lançamento de um aguardado - embora pouco surpreendente - livro de memórias. As 481 páginas de «Decision Points» não surpreenderão aqueles que forem às livrarias para saber o que levou Bush a declarar a guerra ao Iraque, como o furacão Katrina o afectou ou por que autorizou o uso das simulações de afogamento, técnica de tortura, no interrogatório de terroristas. Todas essas respostas já foram muito exploradas numa extensa cobertura da imprensa, ansiosos por trazer de volta à cena política o ex-presidente que encerrou o seu mandato com o índice de impopularidade mais alto da história moderna do país, de 76% (mas que aparece cada vez melhor ao longo do mandato do seu sucessor, o democrata Barack Obama, e a lenta recuperação económica).

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Apenas 165 atletas vão estar presentes nos Jogos Asiáticos

Pouco rigor e moral em baixo Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo

Os presidentes das associações de taekwondo, badmington e halterofilismo já demonstraram a sua desilusão por aquilo que rotulam de “falta de rigor” por parte do Instituto do Desporto, depois de nove atletas terem sido impedidos de ir aos jogos Asiáticos de Cantão por não residirem no território há mais de três anos. O taekwondo era a modalidade onde estavam depositadas mais esperanças na conquista do ouro. Wang Junnan tem obtido sucesso numa série de competições internacionais e o seu estágio de preparação para os Jogos Asiáticos estava a correr bem. Wai Pui Wong, presidente da Associação de Taekwondo de Macau, afirmou que esta situação é um “sério golpe para a moral do atleta”. “É como se estivesse a perder pedalada para os seus mais directos concorrentes.”

Para Wai, o Instituto do Desporto não tratou “cuidadosamente dos processos de inscrição dos atletas, no sentido de evitar o embaraço que agora a situação sugere”. No badmington, e apesar dos resultados impressionantes do ano passado, Zhang Dan e Zhang Bo não vão poder dar o seu contributo nos Jogos Asiáticos deste ano, assim como Wang Rong. Kong Tat Choi, presidente da Federação de Badmington de Macau, defende que “tem de haver lugar à impugnação da decisão da Organização dos Jogos Asiáticos”, porque nunca chegou ao território um aviso concreto de que os atletas não pudessem competir. O responsável admitiu agora que será “difícil explicar aos jogadores o porquê de ficarem de fora depois da excelente prestação nos Jogos da Ásia Oriental no ano passado. Eles tem tido uma preparação enorme e esta notícia vai deixar um clima tenso nos atletas”, apontou. O halterofilismo tem tido bons resulta-

dos, como revela a medalha de prata de Liu Xia nos Jogos da Ásia Oriental em Hong Kong e o 4.º lugar no Campeonato Mundial na Turquia. No entanto tanto Liu como Zhang Shaoling, por terem apenas dois anos de residência na RAEM, tiveram de ver a sua inscrição removida horas antes da partida da comitiva para Cantão. Para o presidente da Associação de Halterofilismo, Chan Siu Wing, “o Instituto do Desporto tem um grande problema. Os seus departamentos têm de ter pleno conhecimento dos regulamentos e das formalidades a cumprir. É uma situação embaraçosa e difícil de entender”. Macau vai estar em Cantão apenas com 165 atletas. Os nove atletas que vão ficar de fora são antigos residentes da China Continental e fixaram-se na RAEM há menos de três anos. Durante todo o dia de ontem, o Instituto do Desporto não conseguiu fornecer ao Hoje Macau uma “explicação oficial” do sucedido.

Sangue em protesto

Cheong Weng-fat, um rosto familiar em protestos, espalhou o seu próprio sangue nas fotos de Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, e Wong Wan, director de Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). O activista acusou os responsáveis de incompetência, mas não foi específico sobre quais os problemas que estão relacionados com este protesto realizado ontem no Leal Senado. Cheong não foi detido ou escoltado pela polícia.

Governo instado a negociar nova indexação da pataca

Queridos dólares de Hong Kong O deputado Ng Kuok Cheong apresentou ontem uma interpelação escrita a exigir que Macau negociasse com os governos da China Continental e de Hong Kong de forma a criar um novo sistema de vinculação das taxas de câmbio que mantivesse a pataca ligada ao dólar de Hong Kong, deixando de estar directamente exposta às flutuações do dólar dos EUA. Ng reconheceu que muitos

residentes de Macau possuíam activos em dólares de Hong Kong e que a mudança de indexação na moeda de Macau podia resultar numa perda directa de valor, mas sublinhou que o Governo de Macau podia manter uma negociação contínua tanto com a China como com Hong Kong sobre a questão da mudança de vinculação das taxas de câmbio, que poderia solicitar a Hong Kong que ligasse o seu dólar

a um cabaz de outras moedas, diminuindo assim o impacto de uma depreciação do dólar norteamericano, depois de o Governo dos EUA ter comprado de volta obrigações dos bancos em dinheiro. O deputado acredita que se Hong Kong desse esse passo, a pataca poderia mudar a sua indexação ao dólar americano sem se desvincular do dólar de Hong Kong e manter estável o valor dos activos dos residentes.

Afonso Couto Missa de 7.0 dia O filho do piloto português André Couto, Afonso, de sete anos, morreu no dia 3 de Novembro no Hospital São João, no Porto, depois de complicações devido à doença de que padecia há mais de um ano, uma leucemia linfoblástica aguda. Ainda não existe uma data para o funeral que se realizará em Macau num futuro próximo. No entanto, hoje realiza-se a missa de sétimo dia em memória do jovem Afonso. A cerimónia está marcada para a Sé Catedral e terá lugar às 18h.


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