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Hoje Macau 08 JUNHO 2022 #5023

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SOFIA MARGARIDA MOTA

HOJE MACAU Nº 5024

MOP$10

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

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QUARTA-FEIRA 8-6-2022

Renascer das cinzas As obras de renovação dos Estaleiros de Lai Chi Vun vão finalmente avançar. O projecto, orçamentado em 42 milhões de patacas, contempla a construção de zonas de exposição, restaurantes e espaços ao ar-livre. O plano foi ontem apresentado pelo Instituto Cultural, que revelou ainda o desfecho do caso do edifício da Calçada do Gaio: o prédio mantém a altura de 82,32 metros e 19 pisos. PÁGINA 7

EMPREGO

QUARENTENAS

OUTRO TEMPO HÁ-DE VIR GRANDE PLANO

JUVENTUDE PESSIMISTA PÁGINA 6

WYNN

CHINA | VACINAS

ACÇÕES PROIBIDAS PÁGINA 4

SEGUROS GARANTIDOS PÁGINA 10

CONSTRUÇÃO

OPINIÃO

BENEFÍCIOS ESTATAIS PÁGINA 5

EXPOSIÇÃO

O LAR INTERIOR DE ADA ZHANG EVENTOS

HOMEM DE CORAGEM

PAUL CHAN WAI CHI


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QUARENTENA

REDUÇÃO NÃO É SUFICIENTE PARA FOMENTAR TURISMO, DIZEM ANALISTAS

8.6.2022 quarta-feira

Longa se torna Ho Iat Seng admitiu reduzir o período de quarentena para dez ou sete dias. Analistas ouvidos pelo HM consideram que a medida não é suficiente para impulsionar a economia e o turismo. Óscar Madureira acredita que reduzir quarentenas vai, sobretudo, trazer benefícios para os residentes

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Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, admitiu na segunda-feira a possibilidade de reduzir no Verão o período de quarentena obrigatória à chegada ao território de 14 para dez ou sete dias, embora não tenha avançado com datas para a entrada em vigor da medida. “Há quatro cidades piloto do Interior da China que, durante cerca de um mês, experimentaram implementar um período de quarentena de 10 dias mais sete [de auto-gestão]. Continuamos o nosso trabalho, pois esta parece ser a tendência. Depois de avaliarmos as nossas medidas (…) iremos tentar que sejam 10 dias mais sete. Esperamos atingir essa meta durante o Verão”, disse Ho Iat Seng, segundo a TDM-Rádio Macau. Analistas ouvidos pelo HM afirmam, contudo, que a medida está longe de poder causar um boom turístico em Macau. Primeiro, porque o sector do jogo já está a sofrer com outras políticas, e depois porque, com a permanência de restrições, a atracção para jogar no território ou para o visitar vai continuar a ser menor. O advogado Óscar Madureira, especialista na área do jogo, não tem dúvidas de que “a medida é boa, essencialmente, para os residentes”,

que desejam sair de Macau para visitar o seu país e as famílias. “Não acredito que seja fácil, enquanto durarem as restrições, começar a receber turistas de fora. Continua a ser exagerado alguém fazer quarentena de sete dias para jogar num casino. Apesar de ser uma redução significativa, continuo a achar que o impacto será pouco relevante”, adiantou ao HM. Ainda assim, o responsável defende que a medida acaba por ser positiva. “Tudo o que ajude a

“Continua a ser exagerado alguém fazer quarentena de sete dias para jogar num casino.” ÓSCAR MADUREIRA ADVOGADO

facilitar a vinda de turistas para Macau é bom e aumenta o número de potenciais clientes, mas depende de qual vai ser o resultado deste aligeirar de medidas.” “Macau e a China eram, até há bem pouco tempo, os únicos territórios do mundo que não permitiam a entrada de estrangeiros, e é bom saber que eles estão a inverter a política, a considerar outras possibilidades. Sem dúvida que é bom, embora seja uma medida que peque por tardia”, frisou. Para o economista Albano Martins, o impacto também será reduzido. “A medida é um passo em frente em relação à situação absurda que se vive hoje, não apenas em Macau como em toda a China. Trata-se de uma opção claramente política e, portanto, em Macau tem de se respeitar. Mas continua a ser uma medida obsoleta, porque fora da China as pessoas já se habituaram a conviver com a covid-19 e ao fim de uma semana de auto-isolamento em casa estão preparadas para regressar ao trabalho.” Relativamente ao jogo, Albano Martins aponta que este já está a definhar há muito, e não apenas com as restrições pandémicas. “O jogo está a ser praticamente liquidado, e é também uma decisão claramente política. A China considera que viola a sua cartilha e o cerco aperta-se cada vez mais. Apesar do estatuto autónomo de Macau, o certo é que, de há dois anos para cá, a China começou a apertar essa actividade económica. Os resultados das operadoras mostram que o sector do jogo está muito mau. Está melhor do que antes [em relação ao período da pandemia], mas a medida não vai resolver nada.” O economista estima que a China vai ter de pôr um ponto final às políticas altamente restritivas de controlo da pandemia. “É uma mudança que a China vai ter de fazer, mais dias menos dia, porque não vale a pena o país continuar fechado. Esta pandemia vai ser endémica e vamos ter de nos habituar a viver com ela.”

Menos dias, mais quartos

Luís Herédia, presidente da Associação dos Hotéis de Macau,


quarta-feira 8.6.2022

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a espera

também frisou que estamos perante uma decisão positiva, mas que não chega para impulsionar a economia. “Esta possibilidade é, com certeza, baseada em estatísticas que podem demonstrar que continua a haver alguma segurança, mas também no sentido de apontar o caminho para a abertura. Evidentemente, é uma açcão positiva e não só serve a todos os que vivem cá, mas também aos que nos visitam. [Se estas medidas se concretizarem] o impacto é menor. Mas, ainda estamos longe de atingir o que desejamos, que é uma abertura maior.” Ainda assim, o presidente da Associação dos Hotéis de Macau dá conta que o território tem de se preparar para a ocorrência de um novo surto, à medida que vai abrindo portas. “Já há, passo a passo, alguma intenção de um dia virmos a abrir totalmente. São necessários cuidados, incluindo o plano de vacinação”, lembrou. Para o responsável, reduzir a quarentena vai permitir, acima de tudo, “um maior fluxo de residentes e não-residentes”, pois “os que nos são próximos podem entrar e sair”. “Todos desejamos [a abertura]. Não tem sido fácil, pois não têm entrado turistas suficientes. Mesmo assim, o sector hoteleiro e as operadoras têm tentado fazer o seu melhor para minimizar o impacto das perdas”, acrescentou. Em relação ao número de quartos de hotel, a redução de quarentena também poderá proporcionar vagas para todos os que desejem vir para Macau. “É uma medida importante, porque não havendo muitos quartos disponíveis, pois nem todos os hotéis têm características para possibilitar a logística desejada, acabará por haver mais disponibilidade, dado que o tempo de estadia será reduzido.”

O afluente de Hong Kong

Outro dos cenários que poderá mudar com a redução dos dias de quarentena será as ligações com Hong Kong, que tem uma grande importância para Macau não apenas no turismo, mas também nas áreas da saúde, imobiliário ou empresarial.

“Todos desejamos [a abertura]. Não tem sido fácil, pois não têm entrado turistas suficientes.” LUÍS HERÉDIA ASSOCIAÇÃO DOS HOTÉIS DE MACAU

“A redução dos dias de quarentena pode ser convidativa para que os próprios técnicos possam vir cá resolver questões pendentes. Mesmo ao nível da saúde, temos alguma dependência de Hong Kong. O mesmo se passa com questões técnicas ao nível da reparação de tecnologia. Por isso, pode vir a ajudar, mas não será um fluxo muito grande que se vá sentir na economia”, lembrou Luís Herédia.

“A medida é um passo em frente em relação à situação absurda que se vive hoje, não apenas em Macau como em toda a China.” ALBANO MARTINS ECONOMISTA

As palavras de Ho Iat Seng são um sinal de esperança para muitos, mas, acima de tudo, não vão ainda originar “uma massa de pessoas a querer vir para Macau”, tendo em conta que, além dos 10 ou sete dias de quarentena, terá de ser cumprido um período de auto-gestão de saúde de sete dias. Só depois será possível entrar em locais como restaurantes, lojas e hotéis, com o código de saúde verde. Acima de tudo, “é uma medida que convida empresas a enviar pessoas para tratar de assuntos importantes, que podem agora ser resolvidos”, rematou o Luís Herédia. Andreia Sofia Silva (com

P.A. e N.W.)

SECTOR DO TURISMO AGUARDA RESULTADOS POSITIVOS

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S declarações de Ho Iat Seng foram recebidas com algum agrado por parte de representantes do sector hoteleiro e do turismo. Tai Cheng, vice-presidente da Associação de Hoteleiros de Macau, apontou ao jornal Ou Mun que a redução do período de quarentena constitui um forte estímulo para o sector, uma vez que se pode recuperar o número de visitantes estrangeiros, melhorando a baixa moral que o mercado vive. Por sua vez, Andy Wong, presidente da Associação da Indústria Turística de Macau, frisou que as declarações do Chefe do Executivo são uma mensagem positiva e sinal de que o Governo está a reagir à nova fase da covid-19. Andy Wong acredita que a mensagem traz confiança às pequenas e médias empresas, tendo em conta que a economia necessita de recuperar para níveis pré-pandemia. Apesar de a Direcção dos Serviços de Turismo ter afastado a possibilidade de abrir as fronteiras com Hong Kong em Agosto, Andy Wong defende que a decisão deverá ser tomada mediante uma junção de opiniões das autoridades do Interior da China, Macau e Hong Kong para a abertura gradual das fronteiras. Isto porque os visitantes de Hong Kong representam uma fatia importante dos negócios das PME locais, frisou. A deputada Wong Kit Cheng lembrou que o Governo fez esforços para atingir a taxa de vacinação de 90 por cento, além de ter criado um plano de resposta de emergência caso ocorra um surto em Macau. Ainda assim, Wong Kit Cheng não considera que a medida anunciada por Ho Iat Seng vá atrair mais visitantes a curto prazo, apesar de ser uma medida favorável.


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Fora de jogo

Custo de vida aumenta

TIAGO ALCÂNTARA

WYNN PAGAMENTO DE SALÁRIOS EM ACÇÕES VIOLA LEI LABORAL

Preocupação com comissões na distribuição de comida

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deputado defende que o Governo deve seguir o exemplo dos Estados Unidos e limitar as comissões cobradas aos restaurantes pelas aplicações móveis de take away. O pedido faz parte de um documento partilhado ontem pelo escritório de Che Sai Wang, ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM). Numa tendência que afirma ser recente, o deputado revela ter recebido “pedidos de ajuda e queixas de operadores da restauração” para fazer frente a comissões que define como assustadoras. “Sob o impacto da pandemia e do encerramento das fronteiras, as receitas diminuíram significativamente, os custos aumentaram, e as comissões das plataformas de take away são verdadeiramente assustadoras”, aponta Che. Estas mudanças, diz o legislador, reduziram “gravemente o espaço de sobrevivência de muitos operadores das pequenas e médias empresas de restauração”. Che Sai Wang pede assim ao Governo que siga os exemplos de São Francisco e Nova Iorque, onde as comissões cobradas por plataformas como a Uber Eats estão a limitadas a valores de 15 por cento e 5 por cento, respectivamente.

Em resposta ao deputado Ron Lam, a DSAL confirmou que o facto de a Wynn ter proposto o pagamento de dez por cento do salário mensal em acções constitui uma violação da lei laboral. Para o organismo, dado que a remuneração não é feita totalmente em patacas, é como se o acordo fosse “inexistente”

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D i r e c ç ã o dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) considera que o acordo que a Wynn Macau propôs aos seus trabalhadores, onde consta o pagamento de dez por cento do salário mensal em acções da empresa, não cumpre os requisitos plasmados na Lei das Relações Laborais. A confirmação chegou ontem por escrito, depois de o deputado Ron Lam ter alertado o organismo para o facto e acusado a Wynn de violar a lei laboral. “A remuneração paga pelo empregador ao trabalhador deve ser em dinheiro e paga na moeda legal de Macau (patacas). Se o empregador e o empregado concordarem em pagar a remuneração de uma forma não monetária, tal não cumpre os requisitos legais acima referidos”, pode ler-se na resposta enviada pela DSAL ao deputado, via email. Além disso, o organismo cita o artigo da Lei das Relações Laborais relativo à “celebração do contrato” para lembrar que o acordo é considerado “inexistente”, caso as cláusulas contra-

tuais “estabeleçam condições de trabalho menos favoráveis para os trabalhadores”. “Segundo a Lei das Relações Laborais, o acordo é considerado inexistente. Como indicado (…), a empresa em questão não pode pagar remuneração aos empregados sob a forma de acções, de acordo com os requisitos legais”, acrescenta a DSAL.

Comissões de 30 por cento

Voluntários à força

No email enviado a Ron Lam, o organismo diz ainda que “vai continuar a assegurar o cumprimento da lei laboral” e que, caso os trabalhadores se sintam lesados a nível salarial “sem o seu consentimento”, devem levar o assunto à DSAL. “Se ficar provado que o empregador violou a lei, a DSAL irá impor sanções e exigir o cumprimento de todas as obrigações legais, a fim de proteger os legítimos direitos dos trabalhadores”, acrescenta o organismo. Recorde-se que no final de Maio, Ron Lam revelou ter recebido várias queixas de trabalhadores da Wynn, a quem foi pedida “assinatura voluntária do acordo” para que fossem

DSAL “O acordo é considerado inexistente. A empresa em questão não pode pagar remuneração aos empregados sob a forma de acções, de acordo com os requisitos legais.”

autorizados a “deixar a sala de reuniões” para onde foram encaminhados na ocasião. Além disso, o deputado lembrou que o valor das acções só será transferido para os funcionários da Wynn a 3 de Janeiro de 2023 e que a quebra no valor leva a um corte indirecto de salário. “O sector do jogo funciona há mais de 20 anos e as seis concessionárias ganharam muitos milhões de patacas. Qual é a sua responsabilidade social se

só pagarem parte dos salários com acções em bolsa, tendo em conta as perdas que tiveram no curto espaço de tempo de dois anos em que dura a pandemia?”, questionou na altura. Ouvida pelo HM quando o assunto veio a lume, Cloee Chao, presidente da Associação Novo Macau pelos Direitos dos Trabalhadores de Jogo, referiu que o “mais importante” é assegurar que o acordo “não é obrigatório”. Pedro Arede

No documento, Che Sai Wang critica também as comissões praticadas em Macau, e fala do monopólio de uma das aplicações, que, no entanto, não identifica. “O monopólio das plataformas de take away de Macau, em que a percentagem das comissões na zona da península de Macau é de 22 por cento, e em que a percentagem das comissões na zona da Taipa é de 30 por cento”, aponta. “Estes elevados montantes das comissões deixam os operadores dos estabelecimentos de restauração numa situação de lucros extremamente reduzidos”, complementa. Face a esta situação, o deputado questiona se há planos para criar um limite para as comissões cobradas pelas aplicações de distribuição de comida, de forma a também proteger os consumidores da inflação. Ao mesmo tempo, pede para que sejam criados mecanismos de supervisão para os preços praticados, com a possibilidade de J.S.F. sancionar os envolvidos.

DSAMA PEREIRA COUTINHO QUER SABER SE DIRECÇÃO VAI SER INTEGRADA NA SEGURANÇA

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OSÉ Pereira Coutinho quer saber se o Governo tem planos para integrar a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) na secretaria para a Segurança. O assunto faz parte de uma interpelação escrita do deputado ligado à

Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), que também tinha levantado esta questão na semana passada, durante uma sessão do plenário da Assembleia Legislativa. Segundo Coutinho, o incêndio ocorrido nos finais

de Abril, que afectou seis embarcações de pesca, veio demonstrar a necessidade “dos trabalhos de prevenção e fiscalização” estarem numa só tutela, que assim poderá coordenar a resposta e assumir as respectivas responsabilidades.

No mesmo documento, Coutinho pergunta que medidas vão ser adoptadas “quanto à prevenção de incêndios em embarcações” e como são seguidas no território as instruções do Guia Médico Internacional para Embarcações, principalmente no

que diz respeito aos “procedimentos obrigatórios e ao abandono da embarcação”. Ainda nas questões enviadas por escrito, datadas de 2 de Junho, Coutinho pede para que o Governo indique que barcos e equipamentos vão ser adquiridos pelos Serviços de

Alfândega para combater os incêndios no mar. Na semana passada, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, apresentou naAssembleia Legislativa um plano que prevê a compra de três embarcações para reforçar os meios de combate a incêndios no mar.


quarta-feira 8.6.2022

CONSTRUÇÃO SONG PEK KEI CONSIDERA EMPRESAS ESTATAIS BENEFICIADAS

Teoria do campo inclinado

MEDICAMENTOS PUBLICIDADE ILEGAL BAIXOU NOS ÚLTIMOS ANOS divulgação ilegal de medicamentos tem sofrido uma redução significativa nos últimos anos graças à colaboração do sector da publicidade. A garantia foi dada por Choi Peng Cheong, presidente do Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF), numa reunião com a Associação das Companhias e Serviços de Publicidade. Segundo um comunicado do organismo público, o presidente do ISAF defende que a fiscalização adequada do uso de medicamentos “pode contribuir para apoiar o desenvolvimento saudável da indústria da publicidade e da indústria de convenções e exposições”. Choi Peng Cheong admitiu que a criação do ISAF vai permitir “a profissionalização”

dos trabalhos de fiscalização da publicidade de medicamentos e “promover o desenvolvimento equilibrado da indústria e garantindo a saúde pública”. Nesta fase, o ISAF “elaborou os regulamentos internos de trabalho para padronizar os procedimentos e prazos de apreciação e aprovação da publicidade a medicamentos”. Além disso, será criada uma plataforma online para acolher os pedidos do sector farmacêutico e reduzir prazos de espera. Por sua vez, Wong I Mun, presidente da assembleia-geral da Associação das Companhias e Serviços de Publicidade de Macau, apontou que Macau “é mais rigoroso que as regiões vizinhas na fiscalização da publicidade de medicamentos”. A. S. S.

EMPREGO ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE MACAU PRESENTE EM SESSÃO DA DSAL

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EPRESENTANTES da Associação Comercial de Macau (ACM), num total de 80 pessoas, participaram na acção de esclarecimento promovida, esta segunda-feira, pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) a propósito do “Plano de abonos provisórios para o incentivo à contratação de residentes desempregados por empregadores durante o período da epidemia”, desta vez destinada às entidades ligadas à Associação Comercial de Macau (ACM). Segundo um comunicado da DSAL, participaram Ma Chi Ngai, presi-

dente da direcção da ACM, U Kin Cho, Vong Kok Seng, Ho Pui Fan, Choi Tat Meng, vice-presidente da ACM, Chan Chak Mo, deputado e vice-presidente da associação. As acções de esclarecimento duram até 31 deAgosto e visam explicar as regras a cumprir por parte dos empregadores para aceder ao apoio financeiro, nomeadamente “manter o número de trabalhadores locais existentes nos primeiros seis meses após a contratação adicional de trabalhador”. A primeira sessão decorreu na última quarta-feira e destinou-se à Federação das Associações dos Operários de Macau. A. S. S.

Urbanismo Ho Iat Seng reúne com associação de Construtores Civis e Empresas de Fomento Predial O Chefe do Executivo teve ontem um encontro com representantes da Associação de Construtores Civis e Empresas de Fomento Predial de Macau, com a agenda marcada por assuntos relacionados com urbanismo, como a renovação de edifícios no Bairro do Iao Hon. Nesse tópico, o governante sublinhou que faz votos que o projecto de reconstrução dos sete edifícios no bairro da zona norte da península “sirva de exemplo à participação mais activa do sector no reordenamento dos

bairros antigos”. Além disso, afirmou que o Executivo pretende acelerar o processo legislativo relativo ao regime jurídico da renovação urbana. No tópico dos terrenos, Ho Iat Seng vincou que “o Governo, conforme as necessidades reais de cada zona e do desenvolvimento da sociedade, irá actuar nos trabalhos de planeamento de terrenos destinados à habitação privada e ponderar a selecção atempada de espaços adequados para proceder à abertura de concurso público”.

A deputada Song Pek Kei está preocupada com as relações de proximidade entre o Governo da RAEM e empresas de construção estatais. Como tal, argumenta que o sector privado local está a ser prejudicado nos concursos públicos RÓMULO SANTOS

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deputada Song Pek Kei defende que as empresas estatais chinesas são sempre beneficiadas nos concursos para obras públicas em Macau, e que o Governo tem de garantir igualdade de oportunidades para o sector privado. As posições foram tomadas ontem através de uma interpelação escrita, em que pede equilíbrio ao Executivo de Ho Iat Seng. “O Governo lançou várias obras públicas, mas os contratos principais são sempre atribuídos às empresas estatais. As empresas privadas locais só conseguem participar nos trabalhos como subempreiteiras ou como subempreiteiras de subempreiteiras, o que faz com que os seus lucros sejam muito limitados”, indicou a deputada ligada à comunidade de Fujian. “Que medidas vão ser adoptadas pelo Governo para se conseguir obter equilíbrio no mercado da construção, principalmente das grandes obras públicas, e assim maximizar investimentos?”, questionou. Na perspectiva da deputada, a atribuição de mais obras ao sector privado do território vai fazer com que mais residentes encontrem trabalho, e atenuar parte dos efeitos da crise. Song Pek Kei critica também as ligações estabelecidas e argumenta que empresas estatais “têm uma relação de muita proximidade com o Governo”, o que faz com que as pequenas e médias empresas locais sejam ainda mais prejudicadas.

Mais de 3 mil empresas

Sobre o sector da construção local, Song Pek Kei recordou que existem mais de 3.000 empresas de construção em Macau e a maioria é constituída por pequenas e médias empresas (PME). Por isso, defendeu que é necessário que os concursos sejam realizados de forma justa e equilibrada, para que tanto o sector público como o privado possam assegurar os seus negócios e empregos, num espírito de competição.

Song Pek Kei argumenta que empresas estatais “têm uma relação de muita proximidade com o Governo” Apesar da crítica aos resultados dos concursos públicos, Song elogiou os esforços do Governo no investimento em obras, por considerar que mantem a estabilidade no mercado e empregos. No âmbito da política de obras, Song Pek Kei apelou ao Executivo para acelerar o processo das obras no âmbito do programa Céu Azul, ou seja, de renovação e melhoria das condições das escolas. Nunu

Wu e João Santos Filipe


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Crescer devagar

Censos revelam aumento lento da população

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EMPREGO MAIS DE 90% DOS RECÉM-LICENCIADOS DIZ ESTAR PESSIMISTA

Um horizonte negro

Estudo da Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau revela que 97 por cento dos recém-licenciados mostra-se pessimista quanto à possibilidade de encontrar emprego. Criação de plataforma online dedicada ao emprego jovem é a medida mais solicitada

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E acordo com um inquérito da Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau, 97 por cento dos recém-licenciados está pessimista em relação às perspectivas de emprego no território, considerando mesmo que encontrar um “trabalho satisfatório” em Macau pode levar mais de seis meses após a conclusão da formação académica. Entre as principais necessidades apontadas pelos entrevistados, segundo uma nota oficial divulgada ontem, está a criação de uma plataforma online dedicada a listar oportunidades de emprego para os jovens. Intitulado “Inquérito sobre as Necessidades de Emprego dos Licenciados entre 2020-2022”, o estudo incidiu sobre as opiniões de 358 residentes recém-licenciados em instituições de ensino superior, que consideraram, na sua grande maioria, que “perante o actual contexto económico é mais difícil encontrar trabalho em relação ao período anterior”. Durante a apresentação do estudo, os responsáveis da Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau partilharam ainda que as suas conclusões

demonstram a situação “complicada e severa” da situação de emprego dos recém-licenciados. Exemplo disso, é o facto de 72 por cento dos entrevistados ter apontado que a oferta global de emprego é “insuficiente para satisfazer a procura” e 66 por cento, referir como maior desafio “a falta de empregos adequados” em Macau. Por outro lado, menos de 30 por cento dos recém-licenciados inquiridos participou em acções ou actividades de apoio à procura de emprego, como o programa de estágios para jovens ou feiras de emprego. Dado o actual contexto de crise, cerca de 50 por cento dos recém-licenciados diz estar disposto a trabalhar em cidades do Interior da

72% (…) [apontou]

que a oferta global de emprego é “insuficiente para satisfazer a procura” e 66% (…) [referiu como] maior desafio “a falta de empregos adequados”

China ou na Zona de Cooperação entre Macau e Guangdong em Hengqin.

Discos pedidos

Neste contexto, 87 por cento dos inquiridos considerou que o Governo deve criar uma plataforma online dedicada ao emprego jovem, para que os recém-licenciados possam ter conhecimento e candidatar-se a postos de trabalho. Nessa linha de pensamento e no seguimento da apresentação do estudo, a Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau sugere criar “o mais rápido possível” a plataforma apontada pelos inquiridos, que deve ser capaz de centralizar informação sobre os empregos disponíveis, proporcionar serviços de orientação profissional de qualidade e permitir solicitar aconselhamento profissional, através de uma linha de contacto telefónico. Por último, a associação considera que o Governo deve fornecer serviços de apoio ao emprego direccionados a três grandes grupos: jovens desempregados, recém-licenciados, e estudantes a frequentar o ensino superior.

Pedro Arede com N.W.

população de Macau tem vindo a crescer de forma mais lenta em comparação a 2011. Esta é uma das conclusões dos resultados globais dos Censos 2021 ontem divulgados, que mostram que a taxa de crescimento médio anual foi de 2,1 por cento, inferior à taxa de 2,4 por cento, registada entre os anos de 2001 e 2011. Por sua vez, a população total em 2021 era de 682.070 pessoas, mais 23,5 por cento em relação a 2011. Excluindo estudantes do exterior e trabalhadores não residentes, Macau tinha apenas, em 2021, 568.662 pessoas, mais 17,2 por cento, em relação a 2011. O envelhecimento contínuo da população é outra das conclusões dos Censos. A população idosa, composta por pessoas com mais de 65 anos, era constituída por 82.812 pessoas, um aumento de 107,2 por cento em relação a 2011. Os idosos representam hoje 12,1 por cento da população, mais 4,9 por cento face a 2011. Por sua vez, o índice de envelhecimento cresceu 23,0 pontos percentuais para 83,7 por cento.

Mais mulheres e solteiros

O relatório de 2021 conclui também que Macau tem hoje mais mulheres do que homens, e também mais solteiros. A população femi-

nina era de 361.785 pessoas e a masculina de 320.285 pessoas, representando 53 e 47 por cento da população total, respectivamente. Em relação à população com idade igual ou superior a 16 anos, 27,4 por cento era solteira, o que representa um aumento de 2,8 por cento em relação a 2011. Os casados eram, em 2021, 64,1 por cento, menos 3,3 por cento por comparação a 2001. Os dados mostram ainda que os jovens casam cada vez mais tarde, por volta dos 30 anos, quando em 2001 se casavam por volta dos 28 anos. Outra das conclusões, passa por uma maior escolaridade da população, uma vez que, no ano passado, 30,2 por cento da população com mais de 15 anos tinha frequentado um curso do ensino superior, num total de 175.956 pessoas. Trata-se de um crescimento de quase 100 por cento em relação a 2011. Olhando para a génese das famílias, houve um aumento de 18,7 por cento no número de agregados familiares face à última edição dos Censos, no entanto, hoje a sociedade tem mais famílias compostas por duas pessoas. Este tipo de agregado familiar é actualmente “predominante”, representando 25,6 por cento, um aumento de 2,3 por cento em relação há dez anos. Os Censos revelam, portanto, “uma redução contínua da dimensão dos agregados familiares”. Em dez anos, deu-se ainda um aumento da oferta de habitação pública. Só em habitações económicas moram hoje mais 61,3 por cento das famílias.

SMG Aguaceiros fortes até sexta-feira

Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) prevêem que, até sexta-feira, Macau continue a registar um tempo instável, com aguaceiros fortes e trovoadas, tendo em conta a “influência contínua de um vale depressionário” que atinge o território. Desta forma, os SMG aconselham a população a “planear as deslocações com antecedência e a tomar medidas contra as inundações”.


quarta-feira 8.6.2022

Alerta para burlas telefónicas

Os Serviços de Saúde (SSM) emitiram uma nota onde dão conta da ocorrência de uma nova vaga de chamadas telefónicas com fins de burla a propósito da covid-19. “Alguns cidadãos reportaram às autoridades que, nos últimos dias, receberam chamadas telefónicas de pessoas que disseram pertencer aos SSM”. Os burlões indicaram que os residentes “tinham sido registados como casos positivos de covid-19 por terem frequentado centros comerciais e que teriam de ser submetidos a isolamento médico”. As chamadas foram feitas de números estrangeiros. As autoridades reiteraram que os telefonemas não eram da sua responsabilidade e que, “nos últimos tempos, não foi registado em Macau nenhum caso” de covid-19. Além disso, se for detectado um caso positivo, a chamada das autoridades será feita através de um número local, ou por SMS. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária.

Novo caso importado da Índia

Os Serviços de Saúde anunciaram ontem mais um caso positivo de covid-19. Trata-se de uma residente de 67 anos que voou para Macau vinda da Índia, através de Singapura. Segundo o historial, a mulher estava vacinada com três doses da vacina Pfizer-BioNtech, administradas em Março e Abril de 2021 e Janeiro de 2022. À chegada a Macau, a residente testou positivo e foi encaminhada para o Centro Clínico de Saúde Pública no Alto de Coloane para isolamento médico. Até ontem tinham sido registados em Macau 83 casos de covid-19 e 162 infecções assintomáticas, num total de 245 casos.

Gripe Duas infecções colectivas em escolas

PATRIMÓNIO PROJECTO PARA LAI CHI VUN COM ORÇAMENTO DE 42 MILHÕES

A nova vida dos estaleiros O plano de recuperação dos estaleiros de Lai Chi Vun foi apresentado ontem ao Conselho do Património Cultural e inclui restaurantes, zonas de exposição, espaços ao ar-livre e estacionamento

SOFIA MARGARIDA MOTA

Covid-19

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Instituto Cultural apresentou ontem o plano para o reaproveitamento dos estaleiros de Lai Chi Vun ao Conselho do Património Cultural. O projecto terá um orçamento de 42 milhões de patacas. No final, Deland Leong, presidente do Instituto Cultural, revelou que o espaço vai incluir restaurantes, exposições e zonas ao ar-livre. “Vamos iniciar as obras para dinamizar e renovação de Lai Chi Vun. São cinco terrenos, com uma área total de 4.600 metros quadrados”, anunciou a responsável do IC. “Após a renovação vamos ter restaurantes, espaços ao ar-livre, uma zona de exposição, uma feira de artesanato e ainda uma exposição sobre a cultural dos estaleiros navais e os procedimentos para a construção de um navio”, acrescentou. De acordo com o plano, que não foi mostrado aos jornalistas, os terrenos são identificados como X11, X12, X13, X14 e X15. O X11 vai manter a estrutura de aço existente e terá em exposição um “cortador de

Os Serviços de Saúde (SSM) detectaram dois casos de infecção colectiva de gripe nas escolas de São Paulo e São João de Brito. Na primeira escola a infecção de gripe ocorreu numa turma do ensino infantil, afectando quatro rapazes e duas raparigas com idades entre três e quatro anos. Por sua vez, o segundo caso aconteceu na secção inglesa da escola São João de Brito, tendo sido infectados dois rapazes e uma rapariga, com idades compreendidas entre 15 e 17 anos. Os alunos começaram no sábado a manifestar sintomas de infecção do tracto respiratório superior como febre e corrimento nasal. Alguns alunos foram submetidos a diagnóstico e tratamento médico, mas nenhum foi considerado caso grave.

madeira”. Nos terrenos X13 e X14, os estaleiros vão ser reconstruídos, e a estruturas de madeira substituídas por aço, devido ao elevado grau de decomposição. Ainda de acordo com a presidente do IC, os terrenos X12 e X15 serão destinados a espaços ao ar-livre para complementar as actividades dos espaços fechados. Por sua vez, Wu Chou Kit, deputado e porta-voz do Conselho do

O edifício inacabado na Calçada do Gaio vai manter a altura actual de 82,32 metros, ou seja, 19 andares

Património Cultural, adiantou que vai haver um estacionamento no local.

Calçada do Gaio avança

Também ontem foi apresentado o novo design do edifício da Calçado do Gaio, cujas obras estão suspensas há vários anos. A obra vai manter a altura actual de 82,32 metros e 19 pisos. “Devido à situação especial e após uma troca de opiniões entre o Governo e o Comité Cultural da UNESCO, foi emitido um parecer técnico sobre o edifício inacabado”, afirmou Deland Leong. “Segundo as instruções da deliberação, mantendo a altura, o proprietário alterou o design do edifício e com esta novidade consegue cumprir os requisitos”, justificou.

Fitch Rating da Jiayuan International melhora de “C” para “lixo”

A agência de notação financeira Fitch melhorou a classificação da empresa Jiayuan International de “C”, que corresponde a uma situação de “incumprimento” ou “em vias de incumprimento”, para “CC”, ou seja, de “grande probabilidade de incumprimento”. A melhoria do rating surge depois de a empresa ter pago os juros de um empréstimo de 200 milhões de dólares americanos que estavam em atraso. Apesar disso, a Fitch continua a mostrar-se cautelosa e avisa que sem ter acesso a crédito a empresa continua em risco de incumprimento face a três empréstimos de 671 milhões de dólares americanos que têm de ser pagos na segunda metade deste ano e na primeira metade do próximo. Em Macau, a Jiayuan International é a empresa responsável pela construção do empreendimento Ocean Hill, na Taipa, tendo pago 3,51 mil milhões de dólares de Hong Kong pelo terreno, em 2017.

Inicialmente, em 2006, a licença de construção previa 36 pisos e altura de 126,12 metros. No entanto, antes de recomeçar as obras, ainda é necessário obter as restantes licenças emitidas pelos outros departamentos. Além do limite de altura, vão ser instalados vidros no topo do edifício, para não afectar a área da zona. João Santos Filipe

300 MIL PARA ALTAR O Instituto Cultural e o Conselho do Património Cultural concordaram com o pedido de apoio da Associação dos Moradores para renovar o Altar de Terra, no Pátio do Banco, perto da Rua do Campo. O preço da obra está avaliado em 300 mil patacas e a necessidade de intervenção foi justificada com o elevado estado de degradação de uma estrutura com valor arquitectónico e cultural.


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EXPOSIÇÃO “LUSOGRAFIA” INAUGURADA AMANHÃ NA GALERIA AMAGAO

EXPOSIÇÃO AGUARELAS DE ADA ZHANG DÃO CO

O pigment

C

HAMA-SE “Lusografia” e é mais uma exposição a ser inaugurada, amanhã, às 18h30, no âmbito do ciclo de actividades comemorativas do 10 de Junho - Dia de Portugal, Camões das Comunidades Portuguesas. A mostra, que estará patente entre sexta-feira e o dia 4 de Setembro, na galeria Amagao, no Artyzen Grand Lapa Macau, apresenta 70 obras de 20 artistas portugueses que vão desde a serigrafia, à gravura ou artes plásticas. Podem ser vistos trabalhos de nomes bem conhecidos como é o caso dos pintores, já falecidos, Cruzeiro Seixas, um dos últimos representantes do surrealismo português, e Júlio Pomar. Destaque ainda para a presença de trabalhos de Paula Rego ou Graça Morais, dois dos nomes mais importantes da pintura portuguesa contemporânea feita no feminino. Macau está também representado com o trabalho de Alexandre Marreiros, artista e arquitecto, e de Isabel Rasquinho. O público poderá ainda ver trabalhos de Manuel Cargaleiro, pintor e ceramista português, e Vhils, autor de diversos trabalhos de arte urbana expostos em todo o mundo. Em Macau, Vhils tem o rosto de Camilo Pessanha esculpido num mural exposto junto ao consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong. Uma nota divulgada sobre a exposição dá conta que “Portugal tem uma longa tradição na gravura, serigrafia e artes gráficas afins”. “A produção de múltiplos de alta qualidade de uma obra de arte torna-a acessível a um público mais amplo. Além do valor estético e individual, estas obras tornam-se objectos de colecção”, pode ler-se.

A exposição “Home’s where the heart is” reúne de Ká-Ho. A mostra que estará patente até 26 d emprego que tinha na indústria do jogo

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OME’S where the heart is” é o nome da exposição de Ada Zhang, que pode ser vista no espaço “Hold on to Hope Project”, que a Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM) gere na vila de Ká-Ho. Porém, a mostra podia também ser um resumo dos últimos setes anos de vida da artista, desde que veio viver para Macau em 2015. O conjunto de aguarelas, e algumas pinturas a óleo, que compõem a mostra têm como fio condutor um conceito retirado da obra do clássico poeta chinês Su Shi, nascido há quase mil anos, durante a dinastia Song. “O significado da frase que dá nome a esta exposição é a insignificância do lugar em que estamos, a localização geográfica da nossa terra natal é de menor importância. O que importa é o sítio onde nos sentimos confortáveis e em paz”, explica Ada Zhang. Oriunda da província de Sichuan e a viver no território há cerca de sete anos, a artista revela que o conceito de “lar interior” foi algo que sempre lhe agradou e que encontrou em Macau. “É uma terra acolhedora, tranquila, que transmite o tipo de calma e boas emoções conducentes à pintura”, acrescenta. Além das paisagens mais emblemáticas de Macau, os quadros da artista transpiram frescura e vivacidade, mas também a sobreposição de camadas de cor típicos da pintura clássica chinesa.

Oportunidade de ouro

INVITATION邀 請 函CONVITE

Opening Ceremony of Art Exhibition LUSOGRAFIA 藝術展覽“邂逅 • 葡萄牙圖形”開幕式 Cerimónia de Inauguração da Exposição LUSOGRAFIA

09•06•2022

6.30 pm • 下午 6 時 30分 • 18.30 horas Artyzen Grand Lapa Macau • Hotel Lobby 956 - 1110 Avenida da Amizade Macau 澳門雅辰酒店大堂 • 澳門友誼大馬路 956 至 1110 號 RSVP • Please confirm your participation before 06•06•2022 即候惠覆 • 祈請在 2022年 6月 6日前示覆

RSVP • Por favor, confirme sua participação até 06•06•2022

info@amagaogallery.art • Tel + 853 68810170

Ada Zhang, pintora “O significado da frase que dá nome a esta exposição é a insignificância do lugar em que estamos, a localização da nossa terra natal é de menor importância. O que importa é o sítio onde nos sentimos confortáveis e em paz.”

Apesar de pintar desde criança, as voltas que a vida dá acabaram por colocar a arte numa esfera além do passatempo. Depois de passar para licença sem vencimento e a receber metade do salário enquanto analista de dados numa concessionária de jogo, Ada Zhang passou a ter mais tempo para pintar e viu na tela uma alternativa. “Desde a infância que gosto de pintar, mas nunca pensei que poderia vir a fazê-lo a tempo inteiro. O tédio de passar metade do mês sem nada para fazer levou-me à pintura. Entrei num grupo de Facebook, fiz muitos amigos e, por vezes, pintamos juntos.”

Com uma atitude refrescantemente humilde, Ada Zhang confessou ao HM preocupar-se com as opiniões do público, e da forma como a sua arte é recebida. Nesse sentido, “Home’s where the heart is” podia ser o antídoto perfeito, uma vez que em pouco tempo de exibição, já foram vendidas cerca de 90 por cento das obras expostas. A artista conta que a larga maioria dos quadros foi comprada por estrangeiros. “Acho que os residentes chineses não têm o hábito de comprar arte, mas os


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ALESSIO MERCURI

OR À VILA DE KÁ-HO

to dos sonhos

e aguarelas de Ada Zhang no espaço “Hold on to Hope Project”, na vila de Junho, reflecte as visões da artista que se formou depois de perder o residentes que falam português e inglês, assim como os macaenses, compram”, revela.

Clássico e contemporâneo

“É claro que, por vezes, faço questão de pintar cenários que não são populares no mercado artístico. Por exemplo, tentei retratar um grupo de pessoas a jogar às cartas. Deu-me muito trabalho, demorei semanas a completá-lo. Mas, apesar do processo de criação exaustivo, diverti-me muito a pintar e nem tenho planos para vendê-lo”, contou a artista ao HM.

“Macau é uma cidade de jogo. A imagem de pessoas a jogarem às cartas é como uma representação do microcosmo da cidade. Por isso, pintei os jogadores com um gaiola no fundo.” Na colecção de paisagens retratadas por Ada Zhang constam “postais” incontornáveis do território, como o Templo de A-Má, as Ruínas de São Paulo e a Torre de Macau, numa espécie de abordagem moderna ao imaginário bucólico das aguarelas de George Chinnery. A exposição “Home’s where the heart is” tem alguns trabalhos pintados

a óleo, porém, as aguarelas ocupam o espaço central.Além de entender que a aguarela é mais popular, a artista acha que implica um método de criação mais divertido.Além disso, é da opinião que a aguarela permite maior progresso no domínio da técnica e “uma forma mais fiável de verificar o nível de qualidade das obras”, algo que não consegue aferir nas pinturas a óleo, uma vez que a falta de talento pode ficar camuflada pelo estilo artístico. João Luz

Verão lusitano A Arte portuguesa nos maiores museus franceses

abertura da exposição “A idade de ouro do Renascimento português” no Museu do Louvre, inicia uma sucessão de exposições que trazem artistas portugueses de todas as épocas a diversas cidades em França. Esta exposição no Louvre, a primeira dedicada inteiramente a arte portuguesa, foi inaugurada ontem pelo primeiro-ministro, António Costa, em Paris e estará aberta ao público a partir de 10 de junho. O Museu do Louvre espera que esta seja uma oportunidade para o seu público “descobrir” a arte portuguesa dos séculos XV e XVI, segundo o comunicado de imprensa enviado às redacções. Numa sala do Louvre vão ser mostrados 15 quadros emprestados pelo Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa, entre eles obras de Nuno Gonçalves, Jorge Afonso, Cristóvão de Figueiredo e Gregório Lopes. Esta exposição estará patente até dia 10 de Setembro. No Centro Pompidou, o foco está em artistas contemporâneos, com a exposição “O resto é sombra”, um projecto conjunto do cineasta Pedro Costa, do escultor Rui Chafes e do fotógrafo Paulo Nozolino, que contou também com a inauguração, do primeiro-ministro português. Esta mostra abre ao público no dia 8 de Junho e fica patente até dia 22 de Agosto. As obras dos três artistas portugueses vão dialogar através da fotografia, escultura e cinema, num percurso que o Centro Pompidou descreve como “imersivo”,

interrogando o percurso de cada um dos artistas. Igualmente inaugurada pelo primeiro-ministro ontem, foi a exposição “Gulbenkian por ele próprio, na intimidade de um coleccionador”, uma mostra em que várias peças da colecção de Calouste Gulbenkian vão ser expostas no Hotel de la Marine, um museu recentemente renovado e que acolhe a colecção Al Thani.

Outras paragens

Fora de Paris, inaugura também esta semana a exposição “No olho do labirinto”, com obras de Maria Helena Vieira da Silva, no Museu Cantini, em Marselha. A realização desta exposição é apoiada pela Fundação Gulbenkian, em colaboração com a galeria Jeanne Bucher Jaeger, galeria histórica de Maria Helena Vieira da Silva, em Paris, e com o Museu de Dijon, para onde a exposição vai em Dezembro. Ainda no sul de França, abre “Um Verão em Portugal”, na Villa Tamaris, em Toulon. Nesta exposição cruzam-se cineastas, como Manoel de Oliveira, com ceramistas, como Bela Silva, assim como dois artistas franceses residentes em Portugal, Léna Durr et Zagros Mehrkian. Esta mostra abrange quase 100 anos de história das artes em Portugal, cobrindo desde a década de 1930, até aos nossos dias. Todas estas exposições decorrem no quadro da Temporada Cruzada Portugal-França, uma iniciativa de diplomacia bilateral que visa aprofundar o relacionamento cultural entre os dois países.


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8.6.2022 quarta-feira

GETTY IMAGES

COVID-19 SEGURO PARA EVENTUAIS EFEITOS COLATERAIS DE VACINA

Assistência garantida O caminho para abandonar a estratégia de zero casos passa por assegurar a vacinação dos idosos. Governo promove incentivos que levem ao aumento da taxa de inoculação entre os mais velhos

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China está a oferecer seguros para idosos preocupados com os efeitos colaterais da vacina contra a covid-19, visando aumentar a taxa de inoculação para níveis que permitam ao país relaxar a estratégia ‘zero casos’. Dezenas de cidades em toda a China estão a oferecer à população com 60 ou mais anos um seguro de saúde gratuito, que cobre despesas até 500.000 yuan se adoecerem – ou pior – devido a efeitos secundários das vacinas contra o novo coronavírus, de acordo com a imprensa local. Estes seguros também cobrem o pagamento à família, caso seja provado que a morte de um familiar ocorreu devido à vacina. Só em Pequim, cerca de 60.000 idosos inscreveram-se para obter o seguro. À semelhança de outros países, um grande número

de pessoas na China tem dúvidas sobre a segurança das vacinas, apesar da falta de evidências sobre efeitos colaterais graves. Rumores sobre a suposta relação entre vacinas e doenças graves, como leucemia e diabetes tipo 1, propagaram-se nas redes sociais chinesas. Até ao mês passado, menos de dois terços da população chinesa com 60 anos ou mais tinha recebido uma dose de reforço, como é recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Estima-se que cerca de 100 milhões de chineses não estejam vacinados ou não tenham recebido a dose de reforço. Isto suscita receios de que possa haver milhões de hospitalizações e mortes, caso o Governo chinês prescinda da estratégia de ‘zero casos’ de covid-19. A grande maioria da população chinesa foi inoculada com as vacinas desenvolvidas pelas farmacêuticas

chinesas Sinovac ou Sinopharm. Ambas requerem três doses para manter um alto nível de eficácia, segundo um estudo da Universidade de Hong Kong (HKU). A China não aprovou as inoculações usadas na Europa ou Estados Unidos, da Moderna ou BioNTech/ Pfizer, de RNA mensageiro.

Cortes e bloqueios

A vasta escala da população idosa susceptível de doença grave ou morte na China levou as autoridades a aplicar medidas de bloqueio, para acabar com surtos que se alastraram a várias cidades.

60 mil inscrições por idosos para obter o seguro em Pequim

Xangai, a ‘capital’ económica da China, sofreu um bloqueio de dois meses, que abrangeu todos os seus 26 milhões de moradores. Noutras partes do país, dezenas de milhões de pessoas enfrentaram medidas de confinamento, mais ou menos rígidas. As medidas afectaram os negócios e o mercado de trabalho, suscitando preocupações sobre os efeitos a longo prazo da estratégia de ‘zero casos’de covid-19 para a economia do país. A China anunciou já que não vai acolher o principal campeonato de futebol de clubes da Ásia, no próximo ano, como estava programado, apesar de ter realizado com sucesso os Jogos Olímpicos de Inverno, dentro de uma ‘bolha sanitária’, em Fevereiro. Na segunda-feira, os organizadores do Festival Internacional de Cinema de Xangai disseram que o evento vai ser adiado para o próximo ano.

ASSOCIAÇÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA CHINA FORTALECE POPULARIDADE DA CIÊNCIA

MAR DO SUL PEQUIM ADVERTE AUSTRÁLIA SOBRE “PROVOCAÇÕES” NA REGIÃO

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China fez grandes esforços para promover a ciência online e offline na última década, afirmou disse Zhang Yuzhuo, vice-presidente da Associação Chinesa de Ciência e Tecnologia, esta segunda-feira. A proporção de cidadãos chineses cientificamente alfabetizados aumentou para 10,56 por cento em 2020, quase o dobro de 2015, disse Zhang Yuzhuo, vice-presidente da Associação Chinesa de Ciência e Tecnologia, em conferência de imprensa. Na última década, os modernos museus de ciência e tecnologia com

características chinesas se desenvolveram-se rapidamente, com o número de visitantes offline a ultrapassar 850 milhões, disse Zhang, citado pela Xinhua. O número de museus de ciência-tecnologia offline aumentou de 118 em 2012, para 408 actualmente, disse, acrescentando que 1.112 sites de ciência popular foram construídos em escolas rurais de ensino médio.

Uma plataforma online nacional para a popularização da ciência, intitulada Museu de Ciência e Tecnologia Digital da China, viu os seus usuários aumentarem para mais de 15 milhões. Enquanto elogia o progresso significativo da China no fortalecimento da popularização da ciência, Zhang também reconheceu a lacuna urbano-rural e regional a esse respeito. “Vamos canalizar mais recursos e serviços de ciência popular para áreas subdesenvolvidas para ajudar a impulsionar a revitalização rural”, disse Zhang.

China avisou ontem a Austrália que enfrentará “graves consequências”, caso não pare com as suas “provocações”, referindo-se à recente passagem de um avião da Força Aérea australiana no Mar do Sul da China. O porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Tan Kefei, disse ontem que, em 26 de Maio, um avião do modelo P-8 Poseidon se aproximou das disputadas Ilhas Paracel (Xisha, em chinês), que Pequim reivindica como suas. Os militares chineses, depois de “identificar e verificar” o avião australiano, emitiram alertas e pediram que deixasse a área, segundo Tan. “A aeronave ameaçou com gravidade a soberania e

a segurança da China”, disse o porta-voz, acrescentando que a resposta militar chinesa foi “profissional, segura, razoável e legal”. As Ilhas Paracel estão situadas no Mar do Sul da China, com enclaves reivindicados pelas Filipinas, Vietname, Malásia, Taiwan e Brunei. Pequim reivindica quase todo o Mar do Sul da China. Este mar estratégico, por onde circula 30 por cento do

comércio mundial, também abriga depósitos de petróleo e gás. O Departamento de Defesa da Austrália disse, em comunicado publicado no último domingo, que o seu avião sobrevoava o mar mencionado e que foi interceptado por um caça chinês J-16, numa “manobra perigosa”. No entanto, a versão australiana não menciona se o seu avião passou especificamente pelas Paracel. As relações entre aAustrália e a China deterioraram-se significativamente nos últimos anos. O aumento das tensões levou Pequim a impor taxas alfandegárias punitivas sobre vários bens importados daAustrália.


quarta-feira 8.6.2022

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Coreia do Sul e os Estados Unidos realizaram ontem manobras conjuntas no Mar do Japão que envolveram aviões de combate, respondendo assim aos lançamentos de mísseis da Coreia do Norte no passado domingo. As manobras incluíram o uso de caças F-35 da Força Aérea da Coreia do Sul, um tipo de aparelho militar que tem suscitado protestos por parte do regime de Pyongyang. A Força Aérea de Seul também mobilizou caças F-15 e F-16 tendo os Estados Unidos participado com F-16 próprios, disse um porta-voz do Ministério da Defesa de Seul. A mesma fonte disse à agência espanhola Efe que os exercícios foram levados a cabo “em resposta às provocações da Coreia do Norte, no passado fim de semana”. Num total, 20 aparelhos participaram nos exercícios aéreos que decorreram um dia depois de os aliados (Estados Unidos e Coreia do Sul) terem efectuado

região 11

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Ases pelos ares Força Aérea da Coreia do Sul e dos EUA em exercícios no Mar do Japão

parte da Coreia do Norte, desde o princípio do ano. Os testes norte-coreanos decorreram poucos dias depois das manobras navais entre forças de Seul e de Washington junto ao arquipélago japonês de Okinawa e que incluíram a participação do porta-aviões de propulsão nuclear USS Ronald Reagan.

Força maior

Os norte-americanos e os sul coreanos começaram a envolver mais forças

oito ensaios com mísseis balísticos de curto alcance (SRBM) do sistema ATACMS. O ensaio de segunda-feira foi igualmente “uma

resposta” ao lançamento, no domingo, de oito mísseis de curto alcance de Pyongyang e que constituiu a maior sequência de disparos num só ensaio por

A Força Aérea de Seul também mobilizou caças F-15 e F-16 tendo os Estados Unidos participado com F-16 próprios

militares nas respostas aos ensaios bélicos da Coreia do Norte, desde a tomada de posse do conservador Yoon Suk-yeol como chefe de Estado da Coreia do Sul, no passado dia 10 de Maio. Yoon Suk-yeol prometeu endurecer a postura de Seul em relação a Pyongyang. O chefe de Estado norte-americano que visitou Seul no mês passado prometeu ajudar a Coreia do Sul a fortalecer a postura “dissuasora” dos dois exércitos na península com o envio de “activos estratégicos” de que o Pentágono dispõe na região do Indo-Pacífico. A Coreia do Norte que mantém as restrições contra a pandemia de covid-19 desde 2020 tem ignorado os apelos para retomar o diálogo sobre desarmamento. No ano passado, Pyongyang aprovou um plano de modernização de armamento e efectuou um número sem precedentes de lançamentos de mísseis. De acordo com os serviços de informações de Seul, a Coreia do Norte prepara “para breve” um novo teste nuclear.

Ucrânia Japão reforça sanções contra Rússia

O Japão vai adoptar novas sanções contra Moscovo, na sequência da invasão da Ucrânia, penalizando bancos e a exportação de bens que contribuam para reforçar infraestruturas industriais russas, anunciaram ontem as autoridades nipónicas. A decisão do Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês vai afectar duas instituições bancárias da Rússia, o Banco de Crédito de Moscovo e o Banco Agrícola da Rússia, e o Banco de Desenvolvimento e Reconstrução da Bielorrússia, país aliado de Moscovo. “Para deter a Rússia o mais rapidamente possível e procurar a via do diálogo é necessário ajudar a Ucrânia e tomar medidas fortes contra a Federação”, disse o porta-voz do Ministério japonês, Hirokazu Matsuno, numa conferência de imprensa. O responsável observou que o país vai continuar a tomar medidas com base na evolução da situação.

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AVISO

AVISO

Faz-se saber que em relação ao concurso público para empreitada de obra pública designada por « Empreitada de Construção de Edifício Multifuncional na Estrada Flor de Lótus no Cotai- Fundações por Estacas », publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 21, II Série, de 25 de Maio de 2022, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 2.2 do programa do concurso, e foi feita aclaração complementar conforme necessidades, pela entidade que realiza o concurso e juntos ao processo do concurso.

Faz-se saber que em relação ao concurso público para empreitada de obra pública designada por « Empreitada de Construção de Via de Acesso (A2) entre a Zona “A” dos Novos Aterros Urbanos e Península de Macau », publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 21, II Série, de 25 de Maio de 2022, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 2.2 do programa do concurso, e foi feita aclaração complementar conforme necessidades, pela entidade que realiza o concurso e juntos ao processo do concurso.

Os referidos esclarecimentos e aclaração complementar encontram-se disponíveis para consulta, durante o horário de expediente, na Direcção dos Serviços de Obras Públicas, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 9.º andar, Macau.

Os referidos esclarecimentos e aclaração complementar encontram-se disponíveis para consulta, durante o horário de expediente, na Direcção dos Serviços de Obras Públicas, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 9.º andar, Macau.

Direcção dos Serviços de Obras Públicas, aos 2 de Junho de 2022.

Direcção dos Serviços de Obras Públicas, aos 1 de Junho de 2022.

O Director, Lam Wai Hou

O Director, Lam Wai Hou

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 9/P/22 Faz-se público que, por despacho da Ex.ma Senhora Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, de 27 de Maio de 2022, se encontra aberto o Concurso Público para a «Prestação de Serviços de Reparação e Manutenção do Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens Médicas (PACS) aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 8 de Junho de 2022, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edificio Broadway Center, 3.º andar C, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP49,00 (quarenta e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo ). Os concorrentes do presente concurso devem estar presentes no átrio do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, no dia 13 de Junho de 2022, às 11,30 horas, para efeitos de visita às instalações a que se destina à prestação de serviços objecto deste concurso. As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,30 horas do dia 8 de Julho de 2022. O acto público deste concurso terá lugar no dia 11 de Julho de 2022, pelas 10,00 horas, na “Sala de Reunião”, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP 240.723,00 (duzentas e quarenta mil e setecentas e vinte e três patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 1 de Junho de 2022 O Director dos Serviços de Saúde Lo Iek Long

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Balanço Em 31 de Dezembro de 2021

EDITAL Edital n.º : 40/E-BC/2022 Processo n.º : 167/BC/2011/F Assunto : Demolição de obra não autorizada pela infracção às disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local : Calçada do Tronco Velho n.º 15, Edf. Vai Kei, parte do terraço sobrejacente à fracção 5.º andar B, Macau. Mak Tat Io, Subdirector da Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU), no uso das competências delegadas pelo Despacho n.º 05/DIR/2022, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 15, II Série, de 13 de Abril de 2022, faz saber que ficam notificados o dono da obra ou seu mandatário, bem como os utentes do local acima indicado, cujas identidades se desconhecem, do seguinte: 1. Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que no local acima indicado realizou-se a seguinte obra não autorizada: Obra Infracção ao RSCI e motivo da demolição Construção de um compartimento com cobertura Infracção 1.1 metálica, janelas de vidro e chapas e suporte metálicos. evacuação.ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de 2. De acordo com o n.º 1 do artigo 95.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M de 9 de Junho, foi realizada, no seguimento da notificação do edital publicado nos jornais em língua chinesa e em língua portuguesa de 28 de Abril de 2022, a audiência escrita dos interessados, mas não foram carreados para o procedimento elementos ou argumentos de facto e de direito que pudessem conduzir à alteração do sentido da decisão de ordenar a demolição da obra não autorizada acima indicada. 3. Sendo as escadas, corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservarse permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 10.º do RSCI. As alterações introduzidas pelos infractores no referido espaço, descritas no presente edital, contrariam a função desse espaço enquanto caminho de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, a obra executada não é susceptível de legalização e a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada, nos termos do n.º 1 do artigo 88.º do RSCI e no uso das competências delegadas pela alínea 4) do n.º 1 do Despacho n.º 05/DIR/2022, publicado no Boletim Oficial da RAEM n.º 15, II série, de 13 de Abril de 2022 e por despacho do signatário de 31 de Maio de 2022 exarado sobre a informação n.º 1788/04473/ DUR/2022, ordena ao dono da obra ou seu mandatário que proceda, por sua iniciativa, no prazo de 8 dias contados a partir da data da publicação do presente edital, à respectiva demolição e à reposição do local afectado, bem como aos interessados e aos utentes que procedam à remoção de todos os materiais e equipamentos nele existentes e à sua desocupação, devendo, para o efeito e com antecedência, apresentar nesta DSSCU o pedido de demolição da obra ilegal, cujos trabalhos só podem ser realizados depois da sua aprovação. A conclusão dos referidos trabalhos deverá ser comunicada à DSSCU para efeitos de vistoria. 4. Findo o prazo da demolição e da desocupação, não será aceite qualquer pedido de demolição da obra acima mencionada. De acordo com o n.º 2 do artigo 139.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M de 11 de Outubro, notifica-se ainda que nos termos dos n.os 1 e 2 do artigo 89.º do RSCI, findo o prazo referido, a DSSCU, em conjunto com outros serviços públicos e com a colaboração do Corpo de Polícia de Segurança Pública, procederá à execução dos trabalhos acima referidos, sendo as despesas suportadas pelos infractores. Uma vez iniciados os trabalhos, os infractores não poderão solicitar o seu cancelamento. Os materiais e equipamentos deixados no local acima indicado ficam aí depositados à guarda de um depositário a nomear pela Administração. Findo o prazo de 15 (quinze) dias a contar da data do depósito e caso os bens não tenham sido levantados, consideram-se os mesmos abandonados e perdidos a favor do governo da RAEM, por força da aplicação do artigo 30.º do Decreto-Lei n.º 6/93/M de 15 de Fevereiro. 5. Nos termos do n.º 3 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 10.º é sancionável com multa de 4 000,00 a 40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração e/ou de segurança do edifício. 6. Nos termos do n.º 1 do artigo 97.º do RSCI e do n.º 16 do Despacho n.º 05/DIR/2022, publicado no Boletim Oficial da RAEM n.º 15, II série, de 13 de Abril de 2022, da decisão referida no ponto 3 do presente edital cabe recurso hierárquico necessário para o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, a interpor no prazo de 8 (oito) dias contados a partir da data da publicação do presente edital. RAEM, 31 de Maio de 2022 Pelo Director dos Serviços O Subdirector Mak Tat Io

Ano de 2021 MOP

Activos Activos não correntes Imóveis, fábrica e equipamento Depósitos, pré-pagamentos

19,922,837 4,415,539 ─────────── 24,338,376 ------------------

Activos correntes Dívidas a receber comerciais Depósitos, pré-pagamentos e outras dívidas a receber Valores devidos de outros organismos ou serviços governamentais Caixa e depósitos bancários

Total dos activos Passivos Passivos não correntes Outros valores a pagar Activos transferidos plurianuais

1,640 4,756,293 671,229,770 1,115,800,242 ─────────── 1,791,787,945 -----------------1,816,126,321 ------------------

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Passivos correntes Valores a pagar e outros valores a pagar Complementar imposto de renda devido Acréscimo de custos

Total dos passivos Activos líquidos

9,950,667 1,275,802 399,931,547 ─────────── 411,158,016 -----------------414,041,860 -----------------1,402,084,461 ═══════════

Capitais próprios Capital social e reserva Capital social Reserva legal Lucros transitados

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Total dos capitais próprios

Resumo do Relatório referente ao exercício do ano de 2021 A partir do dia 20 de Outubro de 2021, foi suspensa a prestação do serviço público de transporte de passageiros em metro ligeiro da Linha da Taipa, em coordenação com os trabalhos de execução da obra de substituição dos cabos eléctricos de alta tensão de 22kV, em toda a linha do Sistema de Metro Ligeiro do Governo da RAEM, com uma duração inicialmente prevista de aproximadamente seis meses. Em data anterior à suspensão, mais precisamente, durante o período compreendido entre 1 de Janeiro a 19 de Outubro de 2021, devido ao impacto da pandemia causada pelo novo tipo de coronavírus, a frequência de circulação dos metros ligeiros na Linha da Taipa foi mantida com intervalos de 12 a 13 minutos e a circulação dos metros ligeiros foi cerca de 45 000 viagens, tendo-se registado mais de 500 000 passageiros. Os metros ligeiros, basicamente, funcionaram de acordo com o programa originalmente estabelecido, pelo que, quer a respectiva circulação, quer a sua pontualidade, preencheram os requisitos. As receitas de bilheteira do serviço público de transporte de passageiros, no ano de 2021, foi cerca de 2 844 000 patacas. Durante o período de operação, a MLM colaborou activamente com as orientações de prevenção epidémica emitidas pelo Governo da RAEM e tomou as medidas adequadas, por forma a combater, em conjunto, a situação epidémica. Com o pressuposto de o serviço de transporte ser prestado de forma estável e de forma a não afectar a operação, esta Sociedade tem vindo a introduzir gradualmente outras actividades comerciais, com vista a gerar outras receitas que não, apenas, as provenientes da venda dos bilhetes. Assim, no ano de 2021, a Sociedade promoveu o arrendamento de espaços para a colocação de máquinas de venda automática e de equipamentos de prestação de serviços de telecomunicações e bancários, bem como, lançou o bilhete comemorativo “Passe do Metro Ligeiro Mak Mak”, em conjunto com a Direcção dos Serviços de Turismo, entre outros, estando a ser, simultaneamente, desenvolvido o plano de arrendamento relativo aos serviços de agenciamento de publicidade nas estações. O Presidente do Conselho de Administração, Ho Cheong Kei Macau, 30 de Março de 2022.

Relatório de Auditores Independentes sobre Demonstrações Financeiras Resumidas Para os accionistas da Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, S.A. (Sociedade anónima incorporado em Macau) Procedemos à auditoria das demonstrações financeiras da Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, S.A. relativas ao ano de 2021, nos termos das Normas Sucintas de Auditoria da Região Administrativa Especial de Macau. No nosso relatório, datado de 11 de Março de 2022, expressámos uma opinião sem reservas relativamente às demonstrações financeiras. As demonstrações financeiras a que se acima se alude compreendem o balanço, à data de 31 de Dezembro de 2021, a demonstração de resultados, a demonstração de alterações no capital próprio e a demonstração de fluxos de caixa relativas ao ano findo, assim como um resumo das políticas contabilísticas contabilísticas relevantes e outras notas explicativas. As demonstrações financeiras resumidas preparadas pela gerência resultam das demonstrações financeiras anuais auditadas a que acima se faz referência. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas. Para a melhor compreensão da posição financeira da Sociedade e dos resultados das suas operações, no período e âmbito abrangido pela nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser lidas conjuntamente com as demonstrações financeiras das quais as mesmas resultam e com o respectivo relatório de auditoria. Yu Wen Jun, Auditor de Contas KPMG Sociedade de Auditores Macau, 11 de Março de 2022


quarta-feira 8.6.2022

AMÉLIA VIEIRA

Não fora esta cidade egípcia e nem nos lembraríamos que para a anunciar necessitamos desesperadamente do trema, mas a escrita e seus significados ficaram enterrados na areias do deserto, e entre nós, na espuma dos dias. Ela é tão longínqua que só Novalis a poderia ter ido buscar numa eloquente inspiração, talvez Atlante, pois foi lá que um sacerdote escrevera sua história. Novalis não é menos grandioso que as lendas, só que muito mais recente em sua curta vida. O expoente mais puro do Romantismo conseguiu surpreender a nossa noção de tempo e dialogar com todos eles a partir de uma cultura de excesso de lembrança. Esta é a obra que nos leva neste preciso instante à defesa do planeta, devendo ser um marco nestas matérias de juízo natural (não naturalista) para reorganizar o ser no centro da sua função, que passar por tudo isto em florilégio de cânticos de salvação sem outras componentes, é abrigarmo-nos à sombra de intenções. A Humanidade não quer saber da natureza, mas sim do fluxo das coisas que julga pertencerem-lhe por deleite e facilidade de acção. Contudo, a natureza é um laboratório que só se abre quando em nós sente um discípulo pronto, que em todo o caso ela sempre se esconde, mas mostrando quase tudo o que a nossa versão idílica não vê. Levantar o véu de Ísis é tarefa problemática em Saís, ela encontrava-se coberta e quem atentasse na sua desocultação ficaria com uma nudez que não entenderia, mas quem a procurasse entraria fundo no seu seio: o primeiro capítulo em título de prólogo esclarece isto mesmo, em tonalidades envoltas com propósitos de busca e solidez amorosa. - Ele achava-se menos hábil que os outros, mas julgava que a Natureza o amava, por isso, e sob o véu de uma confiança luminosa nos foi por ela buscar saberes. Estamos na presença de um avatar que resulta transfigurado na sua dupla essência como ente que não perdeu o fio de prumo da consciência natural. A síntese do seu tesouro é tão raiada de futuro que o estar aqui na "persona" se poderá considerar de ora em diante uma inutilidade na concretização do ser. Narramos

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Discípulos em Saís

até onde nos for possível a mensagem do obreiro, pois que este sentido extraordinariamente dinâmico se encontra transfigurado em culturas várias e correntes vibrantes de influências, interpretações e aturadas reflexões, e de Schiller a Hoderlin, passando por ele «fabricou-se um último exemplo de ciência poética antes de Hegel decapitar um problema tão aristocrático com a guilhotina da Lógica». Neste memorável discurso recuperamos o xamã, mas também as bases da legislação da República, a antevisão sonhada por todos os espíritos que a vanguarda instruiu para melhorar os dons dos habitantes da Cidade. Uma não mestria do Mestre em pirâmide,

A HUMANIDADE NÃO QUER SABER DA NATUREZA, MAS SIM DO FLUXO DAS COISAS QUE JULGA PERTENCEREMLHE POR DELEITE E FACILIDADE DE ACÇÃO. CONTUDO, A NATUREZA É UM LABORATÓRIO QUE SÓ SE ABRE QUANDO EM NÓS SENTE UM DISCÍPULO PRONTO

mas de assuntos que norteiam a delicadeza paradoxal da Natureza. - Que ela não é benevolente! Quem a pode tocar com estes dons saberá dirigir-se à vida com a ternura exacta e a inteligência mais firme para dissipar as agruras indistintas da vil consciência que aterra na fronteira do seu próprio suplício. Nem tendencialmente estamos unidos como nos encontramos aqui, pois que os dons nos filtraram em defensores de causas, mas as causas têm efeitos, e os efeitos que servem este propósito estão algures entre estas páginas e muitas outras, todas de poetas, antes do esquecimento à função que lhes preside; dialogar com os mistérios, exceder as capacidades, e ser da natureza um filho muito pródigo. Que «O inesgotável tesouro das suas fantasias não tolera que um só dos seus amigos se afaste de mãos vazias. Tudo sabe embelezar, animar, confirmar; e se parece, em certos pormenores, que apenas reina um mecanismo sem consciência nem sentido, o olhar que penetra até ao fundo das coisas descobre, na coincidência e na sequência dos acidentes singulares, uma encantadora simpatia pelo coração humano». Pode ser esta a função científica do poema inundando de compreensão o Universo inteiro. A ciência responde, mas deixa por definir esta parte da Natureza que a transcende.

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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 43

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Uma mulher, no Japão, casada e com um filho, começa a sofrer de insónias pela segunda vez na sua vida. Esta não é uma situação nova, pois na faculdade não dormiu durante um período de tempo. Mas desta vez a situação prolonga-se e torna-se grave. Sem dormir, e embalada pela noite no seu apartamento, a mulher começa a criar um mundo à parte da realidade em que vive. Um livro que apresenta uma escrita algo simples por parte de Murakami, mas que não deixa de revelar o seu universo. Andreia Sofia Silva

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C I N E M A

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TOP GUN: MAVERICK [B]

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CINETEATRO “SONO” | HARUKI MURAKAMI | CASA DAS LETRAS

Um filme de: Joseph Kosinski Com: Tom Cruise, Jennifer Connely, Val Kilmer, Miles Teller 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 2

JUJUTSU KAISEN: ZERO [B]

FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Seong-Hu Park 14.30, 21.45

UNPLANNED [C]

Um filme de: Cary Solomon, Chuck Konzelman

Com: Ashley Bratcher, Emma Rose Roberts, Michael J. Lindell, Jared Lotz 17.00, 19.30 SALA 3

THE BAD GUYS [B]

FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Ruben Fleischer 14.30, 17.00, 19.30

EVERYTHING EVERYWHERE ALL AT ONCE [C]

Um filme de: Daniel Kwan, Daniel Scheinert Com: Michelle Yeoh, Stephanie Hsu, Ke Huy Quan, James Wong 21.30

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opinião 15

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um grito no deserto

Paul Chan Wai Chi

UM HOMEM DE CORAGEM A IGREJA de São Pedro em Gallicantu é um templo católico romano localizado na encosta leste do Monte Zion, mesmo à saída das muralhas da antiga cidade de Jerusalém. Foi construída em homenagem à profecia de Jesus, quando afirmou que Pedro o haveria de negar três vezes antes que o galo cantasse. Depois do canto do galo, Pedro lembrou-se da profecia, e arrependeu-se repetidas vezes. Acabou por ser um mártir que morreu pela sua fé. Os cardeais católicos envergam vestes vermelhas e só podem exercer o cargo até uma idade limite. São elegíveis para suceder ao Papa em funções. Muitas pessoas pensam que o vermelho das vestes dos cardeais simboliza dignidade, mas na verdade simboliza a predisposição do cardeal para morrer pela sua fé, à semelhança de São Pedro, o primeiro Papa da Igreja Católica. Embora Macau seja conhecida como a “Cidade do Nome de Deus de Macau” não há um cardeal na sua Diocese há mais de100 anos. Apenas o bispo José da Costa Nunes foi feito cardeal depois de ter sido Arcebispo de Goa. A vizinha Hong Kong, teve três cardeais, o Cardeal John Wu Cheng-chung, o Cardeal Joseph Zen Ze-kiun e o Cardeal John Tong Hon. Tirando o Cardeal John Wu Cheng-chung, os outros dois foram professores do Bacharelato de Ciências Religiosas no Holy Spirit Seminary College of Theology and Philosophy of Hong Kong, enquanto eram apenas padres. O Cardeal John Tong Hon ensinava “Criacionismo” e o Cardeal Joseph Zen Ze-kiun ensinava “Escatologia”. O dia 24 de Maio é especial para a Igreja Católica. Em Maio de 2007, o Papa Bento XVI enviou uma carta aos católicos chineses, na qual consagrava 24 de Maio como Dia Mundial da Oração pela Igreja na China. O Papa escolheu esta data por ser o dia da Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos, marco importante da Ordem Salesiana. Por coincidência, 24 de Maio deste ano foi o dia em que o Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, da Ordem Salesiana, se declarou inocente num tribunal de Hong Kong. O Vaticano exprimiu a sua profunda preocupação pelo Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, que tem mais de 90 anos, ter sido processado pelo Governo de Hong Kong, assim como o Cardeal de Myanmar e os católicos de Hong Kong e de Macau. O Cardeal Joseph Zen Ze-kiun é acusado de não ter “submetido um pedido de registo, ou isenção de registo de uma sociedade dentro do prazo designado”, e se for considerado culpado, pode enfrentar uma pena de prisão até três meses, com base na precedência. E como todos os outros envolvidos no

A coragem dos cristãos é totalmente demonstrada através dos actos do Cardeal Joseph Zen Ze-kiun. Enquanto ele acreditar que está a cumprir a vontade do Senhor, assim o fará até ao fim

caso se declararam inocentes, a próxima audiência pré-julgamento ficou marcada para 9 de Agosto próximo, e o julgamento, com duração de cinco dias, começará a 19 de Setembro. Como os procedimentos judiciais ainda estão a decorrer, não é apropriado comentar o caso, embora eu não esteja em Hong Kong. Ouvi a advogada Margaret Ng Ngoi-yee, uma das acusadas, dizer que Hong Kong é uma sociedade regida pela lei e, mesmo que as leis sejam imperfeitas, devem ser antes de tudo respeitadas, e só depois se deve lutar por aperfeiçoá-las. Admiro Margaret Ng pelo seu respeito pelo estado de direito. Quando fui deputado na Assembleia Legislativa de Macau, também tentei ajudar o Governo da RAE a aperfeiçoar as suas leis. Mas em vez de falarmos do caso do Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, em curso no tribunal, falemos antes do Cardeal Joseph

Ex-deputado e antigo membro da Associação Novo Macau Democrático

Zen Ze-kiun como um homem de coragem. Numa declaração, disse ter sido o primeiro clérigo disposto a ir pregar na China depois do incidente de 4 de Junho na Praça Tiananmen, em 1989. Imaginem só o clima da sociedade chinesa nessa altura. Ter ido servir para a China, naquele período, demonstra a sua fé no país, enquanto residente em Hong Kong. Ainda fala cantonês, com sotaque de Xangai, porque nasceu nesta cidade. É preciso coragem para dizer a verdade e fazer as coisas certas. A coragem dos cristãos é totalmente demonstrada através dos actos do Cardeal Joseph Zen Ze-kiun. Enquanto ele acreditar que está a cumprir a vontade do Senhor, assim o fará até ao fim. Mas devido à sua teimosia, não pode receber uma aprovação unânime. Mesmo na Igreja Católica, as opiniões dividem-se, mas ninguém pode negar que ele é um homem de coragem.


“Quem quer mais do que lhe convém, perde o que quer e o que tem.” PALAVRA DO DIA

Padre António Vieira

VIDEOJOGOS EMPRESA BRITÂNICA INVESTE 10 MILHÕES DE EUROS EM ALMADA

Democratização tecnológica

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empresa britânica de videojogos Kwalee vai investir 10 milhões de euros nos próximos cinco anos em Portugal, a começar por uma base tecnológica em Almada, que abriu no mês passado. O director de tecnologia da Kwalee, Pedro Caria, disse à Lusa que a empresa tem actualmente quatro pessoas a trabalhar em Portugal, mas que o espaço em Almada pode acolher até “cerca de 15 pessoas”. “Mas não temos realmente limite”, sublinhou o português, lembrando que a Kwalee tem 170 postos de trabalho disponíveis “em todo o mundo”. “Apartir do momento que começa a haver uma equipa local, torna-se mais fácil atrair outras pessoas”, acrescentou. Durante a pandemia, a empresa aumentou a sua força de trabalho de 50 pessoas para mais de 200, tendo ainda aberto um terceiro estúdio, na Índia, a juntar a escritórios na China e no Reino Unido. Com as mudanças do Brexit, “algumas coisas ficaram ligeiramente mais difíceis” e tornou-se “um bocadinho mais burocrático” contratar estrangeiros, admitiu Pedro Caria. A Kwalee sempre teve como objectivo abrir um escritório na União Europeia, para “apanhar mais talento da Europa”, e “pareceu muito óbvio este investimento em Portugal”, disse o executivo. “Desde há volta de 10 anos” que a indústria de videojogos tem crescido em Portugal, assim como “a quantidade e qualidade” de pessoal formado em tecnologia, incluindo gestão de servidores e análise de dados, acrescentou Pedro Caria.

Pedro Caria, director de tecnologia da Kwalee “Desde há volta de 10 anos” que a indústria de videojogos tem crescido em Portugal, assim como “a quantidade e qualidade” de pessoal formado em tecnologia.”

O director de tecnologia da Kwalee apontou a abertura de um escritório da Miniclip, uma outra empresa britânica de videojogos, em Lisboa, em 2010, como um passo decisivo. “Obviamente que é uma empresa grande, trouxe muitos criadores de jogos e, aliás, contratou muitos dos criadores que existiam”, lembrou o executivo. Em Março, a Miniclip anunciou a abertura de um segundo escritório em Portugal, no Taguspark, em Oeiras, com capacidade para acolher até 350 trabalhadores.

Aposta ganha

Pedro Caria mudou-se para o Reino Unido há cerca de uma

década, precisamente “porque queria ir para a indústria de jogos e não havia hipótese em Portugal. Na altura era impossível”. O director de tecnologia da Kwalee disse que, entretanto, a situação mudou completamente, em parte devido à “democratização da tecnologia”. “Antigamente mais de metade da estrutura de uma empresa de jogos eram vendedores e equipas de marketing a tentar vender os produtos. E depois a logística, o armazém, os produtos físicos”, recordou o executivo. “Hoje em dia toda a gente tem uma loja no bolso”, sublinhou Pedro Caria. “Isso também quer

dizer que pequenos criadores podem fazer projectos sozinhos e depois fazerem parcerias com empresas maiores”, disse. “O custo para as universidades terem este tipo de curso também baixou”, acrescentou o director de tecnologia da Kwalee, graças ao aparecimento de motores de jogo – programas para desenvolver videojogos – com acesso gratuito. “Todas estas coisas tornaram muito mais fácil a abertura do negócio de jogos num país que não tem tradição, como Portugal”, disse Pedro Caria.

COVID-19 ALIANÇA DO POVO PEDE REDUÇÃO DO PREÇO DOS TESTES

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presidente da Aliança do Povo de Instituição de Macau, Chan Peng Peng, defendeu, ao jornal Ou Mun, que há ainda uma margem para reduzir os preços dos testes de despistagem à covid-19, actualmente

com um valor de 55 patacas, em quatro locais. A responsável adiantou que, nos últimos dois anos de pandemia, a ligação com Zhuhai cresceu nas áreas da educação e comércio, o que fez com que os testes se tenham tor-

nado essenciais à vida de muitas pessoas. O facto de terem de pagar recorrentemente por eles aumenta a pressão económica dos residentes, lembrou Chan Peng Peng, frisando ainda que um teste em Zhuhai custa, actualmente, 16

renminbis.Além de defender a redução do preço, a representante da Aliança do Povo sugere também a realização de testes em instituições médicas no privado. Por sua vez, a deputada Lo Choi In sugere que

os testes sejam incluídos no âmbito das empresas de capitais públicos para que haja uma maior fiscalização do Governo, uma vez que, sem essa medida, o Executivo tem poucos poderes para intervir na regulação dos preços.

quarta-feira

8.6.2022

TAILÂNDIA ONG PEDE AJUDA PARA ROHINGYAS

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M vez de deter os rohingyas ou recusar a entrada das suas embarcações, a Tailândia deve acolher estes refugiados da minoria muçulmana de Myanmar e ajudá-los a requerer asilo, disse a Human Rights Watch (HRW). Num relatório divulgado ontem, a directora interina da organização não-governamental (ONG) para a Ásia, Elaine Pearson, disse que “o governo tailandês deve pôr um fim à política de prender sumariamente os rohingyas resgatados e atirar as chaves para um canto”. O governo do primeiro-ministro tailandês Prayut Chan-ocha tem tratado os rohingyas como “imigrantes ilegais”, mantendo mais de 470 pessoas “por tempo indeterminado” em “prisões miseráveis”, refere o relatório. Em 4 de Maio, a Marinha da Tailândia encontrou e deteve um grupo de 59 rohingyas, incluindo cinco menores e 23 mulheres, abandonados numa ilha no sul do país enquanto tentavam chegar à Malásia. A Marinha tailandesa garantiu que irá apreender qualquer barco que conseguir chegar às costas do país e prender os homens, mulheres e crianças a bordo sob acusações de entrada ilegal, lamentou a HRW. A Marinha vai ainda manter a política de interceptar as embarcações com rohingyas, minoria muçulmana não reconhecida em Myanmar, em águas tailandesas e “empurrar esses barcos” para a Malásia ou a Indonésia, sublinhou o relatório. “Isso equivale a uma continuação da política de repressão mortal da Tailândia, que resultou no desaparecimento de barcos rohingya em alto mar e na morte de pessoas”, disse a organização não-governamental. Há anos que a Tailândia diz que não quer aceitar os rohingyas como refugiados, mas, de acordo com o direito internacional, não pode rejeitar sumariamente os requerentes de asilo antes de fazer “uma avaliação completa e justa”, disse a HRW. Desde 2017 que a situação dos rohingyas piorou, quando uma operação militar no estado de Rakhine, oeste de Myanmar, provocou milhares de mortes e o êxodo de 725 mil membros desta minoria muçulmana para o vizinho Bangladesh.


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Hoje Macau 08 JUNHO 2022 #5023 by Jornal Hoje Macau - Issuu