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Hoje Macau 8 OUT 2018 #4147

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

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Palavras para quê?

Au Kam San diz que não tem de pedir desculpas por ter levantado a questão sobre se teria, ou não, havido escutas ilegais no caso de um cidadão que se

tentou imolar numa esquadra. O deputado pró-democrata diz que apenas levantou uma dúvida e acusa o Governo de estar cada vez mais intolerante.

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O rei do Cotai EVENTOS

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

hojemacau

KEITH HARING

MOP$10

SEGUNDA-FEIRA 8 DE OUTUBRO DE 2018 • ANO XVIII • Nº 4148

GALGOS

Sem ANIMA PÁGINA 6

PONTE HMZ

PROJECTO MISTÉRIO GRANDE PLANO

Governo e ganância h VALÉRIO ROMÃO


2 grande plano

S

ITUADA na futura Grande Baía, a Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau é encarada como um dos pilares do futuro desenvolvimento pensado para região pela Administração de Xi Jinping. A RAEM também faz parte do projecto, mesmo que numa escala menor, devido à ausência de grandes obras, e o erário público vai ser chamado para cobrir 12,59 por cento das despesas totais, um montante que corresponde a 2,6 mil milhões de yuan, ou seja cerca de 3,1 mil milhões de patacas. Ou seja, mesmo que Chui Sai On diga que não é informado sobre o que se passa, quando questionado sobre a abertura do projecto, no final vai ter de passar o cheque. Segundo as informações vinculadas na imprensa da região, a ponte poderá abrir à circulação até ao final do corrente mês. Existe também a expectativa de que o Presidente da China marque presença na inauguração daquela que será a maior ponte do mundo. Mas a verdade é que em Macau as informações são escassas, mesmo entre os empresários juntos do poder. Anteriormente, já tinham surgido queixas por parte de deputados e comerciantes face à falta de informação. Mas a questão ganhou uma nova dimensão com as declarações de Chui Sai On, que diz obter informações pelos média. Estas palavras causaram uma estranheza transversal entre deputados de quadrantes diferentes. Ao HM, Chan Chak Mo e Agnes Lam admitiram que toda a situação é estranha. “Admito que fiquei confusa com as declarações [do Chefe do Executivo]. Mas acho que se deve ao facto de ser um projecto colectivo. Até haver um consenso nas decisões entre as partes envolvidas não se diz nada. Talvez também falte um mecanismo de informação ou um porta-voz comum para estes assuntos”, disse Anges Lam, ao HM. “Não me perguntem por informações da ponte. As questões devem ser enviadas ao Governo, mas pelo que li nem o Chefe do Executivo sabe muito bem o que se está a passar”, explicou, por sua vez, Chan Chak Mo. “Se o Governo não nos fornece a informação, nós [deputados e empresários] também não sabemos o que se passa. Como é óbvio, todos queremos saber o que se está a passar e como vai ser a circulação na ponte. Mas, por agora, só podemos tentar adivinhar o que se vai passar”, indicou. O também deputado José Pereira Coutinho critica o facto de Macau ter de pagar parte da ponte, mas depois a população estar afastada do projecto devido à falta de informação e possibilidade de circular na estratégica infra-estrutura. “Acho muito anormal que ele não saiba. Macau entra com dinheiro

8.10.2018 segunda-feira

PONTE HMZ

TRAVESSIA NO INFORMAÇÕES SOBRE PROJECTO NACIONAL ESCASSEIAM EM MACAU

O Chefe do Governo é informado sobre o desenvolvimento da Ponte HMZ através dos órgãos de comunicação social. A confissão partiu do próprio Chui Sai On. Os sinais da escassez de informação sobre o projecto já se fazem sentir há algum tempo e levam a receios de que a iniciativa da Grande Baía afaste da RAEM o poder de decisão sobre os assuntos de Macau

do erário público e faz parte da ponte. Esperava-se uma melhor articulação entre as partes envolvidas para uma maior divulgação da informação sobre o que se está a passar, até porque era importante

para as pessoas de Macau”, vincou José Pereira Coutinho, deputado.

À NORA

Além do Chefe do Executivo e dos deputados, que visitaram

as obras da ponte no segundo trimestre deste ano, também empresas do sector das transportadoras, a quem foram prometidas grandes oportunidades de crescimento, estão às escuras.

O cenário foi traçado ao HM, pelo presidente da Victor Pacific Service, que é igualmente membro de associações como a Macau Sino-Macao Association of Logistics and Delivery, a Associação dos


grande plano 3

segunda-feira 8.10.2018

ESCURO Profissionais de Macau no Transporte de Mercadorias em Camiões ou da Associação de Agências de Navegação e de Logística de Macau. “Até agora, não recebemos do Governo qualquer informação sobre a forma de operar ou sobre as regras de transporte na ponte. Nestas condições, como podemos tomar decisões e participar no desenvolvimento da Grande Baía e colaborar com as regiões vizinhas?”, pergunto Victor Lei, em declarações ao HM. O empresário defende ainda que a falta de informação coloca em risco a posição das empresas locais no projecto da Grande Baía: “As pessoas do sector querem participar, querem ajudar nos

“As questões [sobre a ponte] devem ser enviadas ao Governo, mas pelo que li nem o Chefe do Executivo sabe muito bem o que se está a passar.” CHAN CHAK MO DEPUTADO

projectos existentes e aproveitar as oportunidades num espírito de cooperação regional. Mas, segundo sei, o número de empresas que concorreu às quotas para a ponte ficou abaixo do que seria esperado”, começou por apontar. “E qual

foi a razão? É fácil, as pessoas estão interessadas, mas sem informações não conseguem definir um modelo de negócio e não se querem lançar no escuro”, explicou. “O Governo quer criar uma cidade inteligente, e nós apoiamos a política, mas é preciso capacidade para ser inteligente. Algo que não acontece como se pode constatar pela falta de informação”, acrescentou. Lei, que também já foi consultor do Governo para as questões de logística, sublinha também que o sector não vai desistir do projecto, apesar de já ter feito várias perguntas ao Governo sobre o assunto, sem nunca ter obtido qualquer resposta. Agnes Lam admite igualmente ter recebido queixas de transpor-

tadoras, mas confessa que não fez qualquer interpelação sobre o assunto porque está mais focada nos efeitos da ponte “para a vida das pessoas”, nomeadamente no “congestionamento do trânsito”.

RECEIOS NA GRANDE BAÍA

A escassez da informação fornecida pelos três Governos envolvidos faz com que as pessoas contactadas pelo HM sublinhem a necessidade de melhorar o aspecto da comunicação, principalmente no seio da Grande Baía, que além de Macau e Hong Kong envolve as cidades de Dongguan, Foshan, Guangzhou, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai, todas em Cantão.

“Talvez também falte um mecanismo de informação, ou um porta-voz comum, para estes assuntos [da Grande Baía e da Ponte].” AGNES LAM DEPUTADA

“Esta é uma falha que sublinha a importância do Governo local perceber com quem deve comunicar junto do Governo Central para receber informações. Por outro lado, pode estar a dar-se o caso de não ser muito claro quem deve, neste momento, transmitir as informações, uma vez que são várias as partes envolvidas”, apontou Agnes Lam. “É um assunto que deve ser tomado como referência, para que no futuro, no âmbito da Grande Baía, se crie um organismo que possa difundir as informações a todas as zonas envolvidas. Espero que seja adoptada esta mudança para o bem da Grande Baía”, sugeriu.

SINAIS DIFERENTES

Se por um lado os deputados Chan Chak Mo e Agnes Lam fazem uma leitura limitada ao projecto, José Pereira Coutinho arrisca uma interpretação mais política do caso. O legislador pró-democrata diz mesmo que esta vai ser a bitola para a Grande Baía, em que o Governo local se vai afastar cada vez mais do centro das decisões sobre as medidas que tem de adoptar.

“Acho muito anormal que ele [Chui Sai On] não saiba. Macau entra com dinheiro do erário público e faz parte da ponte.” JOSÉ PEREIRA COUTINHO DEPUTADO

PASSAGEM DE ELITE

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pesar de ser um projecto nacional, a circulação na maior porte do mundo vai ser fechada ao público. Apenas as empresas e pessoas que obtiverem uma autorização especial podem fazer a travessia. No caso das quotas de Macau e Hong Kong nem sequer há autorização para entrarem no Interior da China. Por esta razão, José Pereira Coutinho considera que “é um projecto para uma elite”. 
 “Os membros dos Conselhos Consultivos e da Assembleia Popular Nacional têm um passe especial para circular. Vão ser os primeiros a ter o privilégio, mas a maioria da população fica de fora”, apontou Coutinho. “Por isso, não há um grande interesse no projecto. Até existe uma desilusão com estes assuntos da integração, porque também na altura da autorização da circulação dos carros de Macau em Hengqin houve uma grande expectativa junto da população. As pessoas esperavam poder circular por lá. Mas como se só uma centena de empresas e indivíduos seleccionados a dedo podem entrar em Hengqin com a matrícula de Macau”, considerou.

“Grande parte da autonomia deste Executivo já foi cedida ao Governo Central e há muito tempo, como se vê bem na área do jogo ou na gestão da orla marítima. Cada vez mais, a autonomia está a ser perdida a favor do desenvolvimento regional”, afirmou Coutinho. “Aos poucos, Macau perde o poder decisão, um pouco à imagem do que aconteceu em Portugal, com o aumento de poderes da União Europeia. Em muitas matérias, Portugal pode dizer pouco, apenas tem de implementar as medidas. É isso que está a acontecer cada vez mais em Macau. Cada vez mais perdemos a capacidade de decidir aquilo que é do nosso interesse”, acrescentou. Mas será que esta é uma questão que preocupa os residentes? O deputado acredita que não: “A maioria da população desde que tenha pão, café, chá e três refeições por dia não liga muito ao que se está a passar em termos políticos ou económicos. Outra grande parte já nem se questiona, limita-se a aceitar o andamento dos acontecimentos”. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo


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8.10.2018 segunda-feira

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ESCUTAS AU KAM SAN DIZ QUE GOVERNO ESTÁ MENOS TOLERANTE

Sem desculpas TIAGO ALCÂNTARA

U Kam San, deputado à Assembleia Legislativa (AL), entende que não tem de pedir desculpas por ter referido que o Governo poderia ter feito escutas ilegais. O legislador defende que essa situação não merece a instauração de um processo judicial. Em declarações ao HM, Au Kam San revela estar à espera do desenrolar dos acontecimentos, depois de ter recebido uma carta da Polícia Judiciária (PJ) em que as autoridades exigem um pedido de desculpas. “Presumo que se inicie um processo caso eu não peça desculpa, mas o caso não arrancará de imediato. Isto apenas significa que a PJ vai começar uma investigação. Será que tal vai concluir que eu devo assumir responsabilidades penais, apenas porque levantei uma questão? Ainda é preciso que o Ministério Público (MP) tome uma decisão, e vou ver, por agora, como a PJ vai actuar. Depois analiso os próximos passos a dar”, apontou. Au Kam San defendeu também que o caso tem contornos políticos, apesar de afirmar não ter provas para tal. “Depois da publicação da notícia, o secretário Wong Sio Chak comentou o caso com os jornalistas e disse que não iria acusar-me. Mas depois foi-me enviada uma carta a exigir um pedido de desculpas. Será que o Chefe do Executivo teria outras ideias, será que o secretário pensou que este caso poderia prejudicar a imagem do Governo e que deveria ‘matar as galinhas para alertar os macacos’ [para dar o exemplo], acusando-me? Se isso for verdade, então é uma questão política.” De acordo com o jornal Ou Mun, Chan Wun Man, porta-voz da PJ, referiu que comentar a proposta de lei do regime jurídico da intercepção e protecção de comunicações e difamar a autoridade são actos diferentes. O representante da polícia disse que as autoridades vão actuar nos termos da lei tendo em conta que o deputado não pretende pedir desculpa. Questionado sobre os fundamentos jurídicos para a abertura de um processo, o porta-voz disse que a PJ vai agir de acordo com a situação. Em causa estão declarações de Au Kam San em que este insinuou que a PJ terá feito escutas ilegais

TOLERÂNCIA ZERO

Uma coisa é certa: o deputado do campo pró-democrata assegura que desde 2014 o Governo tem mostrado menos tolerância a pontos de vista divergentes. “O mais importante é que, desde 2014, o Governo tem tomado uma atitude mais forte e revelado menor tolerância face a diferentes opiniões.”

“Não posso dizer que o Governo fez escutas ilegais, apenas levantei uma dúvida. Não estou a dizer, com toda a certeza, que as autoridades fizeram uma escuta ilegal.” AU KAM SAN DEPUTADO

O deputado Au Kam San considera que não acusou directamente o Executivo de realizar escutas ilegais e que a sua atitude não justifica uma acção judicial. Como tal, não vai pedir desculpas. O pró-democrata diz ainda que, desde 2014, o Governo passou a ter menos tolerância a opiniões diferentes

Comunicações Abertas inscrições para três sessões públicas sobre novo regime Estão abertas desde hoje as inscrições para as três sessões pública no âmbito da consulta sobre o Regime Jurídico da Intercepção e Protecção de Comunicações, que decorre até 9 de Novembro. Para a primeira sessão, a ter lugar no próximo dia 20 pelas 15h, as inscrições terminam ao

num caso em que um residente se tentou imolar por fogo numa esquadra. A suspeita do deputado advém de, alegadamente, os polícias estarem preparados para apagar o fogo mesmo antes da chegada do homem. Contudo, a PJ explica na carta que o indivíduo terá informado os jornalistas e gritado as suas intenções enquanto se dirigia para a esquadra, o que ajudou à preparação dos agentes. Por isso, na versão da PJ, “é absolutamente impossível que tenham sido feitas escutas ilegais”.

meio-dia de dia 18; enquanto para a segunda, marcada para dia 26 às 20h, o prazo para as inscrições acaba ao meio-dia de dia 25. Já a terceira e última sessão de consulta decorre a 28, pelas 15h, sendo que as inscrições terminam ao meio-dia de dia 25. As sessões têm lugar

na sede da Polícia Judiciária, na Avenida da Amizade. As inscrições estão sujeitas a um número limitado de vagas que serão preenchidas de acordo com a ordem de inscrição. Os interessados têm de disponibilizar nome e contacto telefónico e indicar ainda se pretendem intervir.

E exemplificou. “Ao nível das reuniões e manifestações, antes de 2014 eram raras as acusações de desobediência qualificada, mas depois de 2014 [isso mudou]. No ano passado o secretário disse que 50 pessoas foram acusadas desse crime, e Sulu Sou foi apenas uma delas.” Para Au Kam San, “esta situação veio mostrar que, no actual mandato, o Governo reduziu o nível de tolerância face a diferentes opiniões”, e defende que “se isto acontecesse com outros deputados o resultado seria diferente, uma vez que há deputados ligados a um contexto diferente”. “Não posso dizer que o Governo fez escutas ilegais, apenas levantei uma dúvida. Não estou a dizer, com toda a certeza, que as autoridades fizeram uma escuta ilegal. Não falei disto com outros deputados, mas um ex-deputado disse-me que ‘tudo é ouvido, sabem o que faço em casa’. Por isso, acho que este problema existe, e esse deputado pertencia à ala pró-Pequim”, apontou. “Quando levantei esta dúvida, a polícia tinha a responsabilidade de fazer esclarecimentos e elaborar os devidos mecanismos preventivos”, adiantou, sem querer avançar o nome do antigo deputado. Andreia Sofia Silva (com V.N.)

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segunda-feira 8.10.2018

Cuidado com os intrusos

Jason Chao alerta para riscos de hacking por parte do Governo

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activista político Jason Chao emitiu ontem um comunicado onde afirma ter receios de que as autoridades possam vir a hackear informações pessoais em prol de investigações criminais. Jason Chao falou no contexto da consulta pública relativa ao regime jurídico da intercepção e protecção de comunicações, da tutela do secretário para a Segurança Wong Sio Chak. “No documento de consulta as autoridades propõem não apenas uma multa para quem se recusar [a ceder dados] ou atrasar o cumprimento da ordem, mas também a legitimação do acesso às informações e aos dispositivos ‘através de todos os meios técnicos’, [algo que ] inevitavelmente invoca a noção de hacking, com o objectivo de realização de uma investigação criminal.” Para Jason Chao, “tal levanta preocupações sobre a legalidade da posse, por parte das autoridades policiais, do uso de ferramentas com capacidades intrusivas de hacking”. Referindo-se às últimas directivas aprovadas pela União Europeia relativamente à protecção de dados pessoais, Jason Chao afirmou que os conteúdos do novo regime jurídico “vão levar a um impedimento da adopção das recentes práticas em matéria de privacidade e segurança”.

DIREITO AO SILÊNCIO

Além disso, o activista teme que o direito do arguido, previsto na lei, de se “manter em silêncio” não seja cumprido aquando do pedido de cedência de dados. “Os que detém dispositivos encriptados ou bloqueados podem ser obrigados pelo tribunal a desbloquear ou a desencriptar as informações para as fornecer às autoridades. O facto dos proprietários desses dispositivos venham ou não a ser obrigados a fornecer esses dados como recolha de provas constitui uma questão controversa. Não há sinal de um consenso global na forma como essas ordens poderiam, ou não, violar o direito dos réus a ‘manterem-se em silêncio’ nos procedimentos criminais.” Jason Chao acusa ainda a tutela de Wong Sio Chak de não garantir a transparência em todo este processo. “Na ausência de vontade das autoridades de Macau de melhorarem a transparência, uma mera menção de respeito pelos direitos fundamentais é totalmente inadequada. Em linha com os meus comentários anteriores relativamente à proposta de lei da cibersegurança, sem um mecanismo que permita uma supervisão pública eficaz os representantes da sociedade civil não devem ceder ao nível da protecção das comunicações para as autoridades de Macau”, lê-se no comunicado. A.S.S.

SUBSÍDIOS SULU SOU QUER QUE ASSOCIAÇÕES APRESENTEM CONTAS DETALHADAS

Apoios à descrição

Sulu Sou quer mais transparência nos apoios da Fundação Macau e do Governo às associações. Para o efeito, o deputado apela ao cumprimento da lei por parte do Chefe do Executivo no sentido de definir um valor a atribuir às associações. Caso estas recebam acima do estipulado ficam sujeitas à apresentação detalhada das suas contas

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lei que regula o direito de associação prevê que o Chefe do Executivo defina anualmente um valor a atribuir às associações pela Fundação Macau e pelo Governo. Nos casos em que os subsídios atribuídos tenham um valor superior ao definido, as associações deveriam apresentar um plano de contas detalhado. No entanto, a definição deste valor nunca aconteceu

desde a transferência de administração em 1999. A situação é denunciada pelo deputado Sulu Sou que apela à transparência do uso dos subsídios públicos. Em interpelação escrita, Sou pede que a lei seja respeitada e que seja divulgada a aplicação concreta dos apoios dados pela Fundação Macau e pelo próprio Governo. “Mesmo que os subsídios superem 100 milhões de patacas o que é divulgado pelas entidades

“Mesmo que os subsídios superem 100 milhões de patacas o que é divulgado pelas entidades envolvidas – Fundação Macau, Governo e Associações – é apenas o valor total dos projectos, mas as contas concretas não são conhecidas publicamente.” SULU SOU DEPUTADO

envolvidas – Fundação Macau, Governo e Associações – é apenas o valor total dos projectos, mas as contas concretas não são conhecidas publicamente”, exemplifica.

LISTA DE ESPERA

O deputado recorda ainda que em Setembro de 2012 a Associação Novo Macau denunciou esta situação ao Comissariado Contra a Corrupção (CCAC). Em Outubro do ano seguinte o CCAC avançou com um relatório de investigação em que verificou a necessidade de tomar medidas urgentes e avançar com uma revisão dos procedimentos de aprovação, fiscalização de apoios e das sanções a aplicar em caso de violação dos regulamentos, acrescenta o deputado.

Para o efeito, o CCAC elaborou uma proposta em que exige a publicação dos conteúdos das contas das associações quando estas são beneficiárias de certos valores nos subsídios, refere Sulu Sou. A proposta foi dirigida ao Chefe do Executivo, no entanto, até agora, nem o Governo nem a Fundação Macau estão a seguir a sugestão do CCAC, aponta. Sulu Sou quer, assim, saber quando é que o Governo vai cumprir com a lei que regula o direito da associação e qual é o seguimento que a proposta elaborada pelo CCAC está a ter. Vitor Ng com Sofia Margarida Mota info@hojemacau.com.mo


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O

Na sequência da vistoria, o IACM e a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) “verificaram que as medidas de prevenção e controlo do ruído no estabelecimento ainda não satisfazem as exigências dos pareceres técnicos”, concluindo assim que o local destinado a acolher os galgos “não satisfaz as condições”, indicou o IACM em comunicado. Dado que a Yat Yuen sabia, desde 2016, que tinha de deixar o Canídromo a 20 de Julho, teve “tempo suficiente para elaborar e concretizar o plano do realojamento dos galgos”, realça o IACM. O organismo vai ainda mais longe, acusando a Yat Yuen de ter mantido uma “atitude procrastinadora”, dado que não apresentou

“uma proposta viável para tal até ao termo do prazo limite”, apesar ter entregado “vários planos de realojamento dos cães”. “Tendo em consideração a protecção dos animais e o interesse público, o IACM, de acordo com a situação real, prorrogou o prazo de reclamação dos galgos até ao dia 6 [de Outubro], advertindo e exigindo à Yat Yuen que assegurasse que a proposta apresentada cumpria as disposições de outras legislações”, como a da ruído, um problema levantado pelos moradores do Asilo Vila Madalena, que fica paredes meias. Todavia, tal não sucedeu, apontou o IACM para quem não se reuniram então as condições para a empresa reclamar os gal-

gos. Assim, o IACM vai proceder à autuação da Yat Yuen por abandono de animais e à recuperação, nos termos legais, das despesas relativas aos cuidados dos galgos.

ANIMA DE FORA

“O IACM irá continuar a prestar os devidos cuidados aos galgos no Canídromo, com vista a garantir o seu bem-estar”, diz o mesmo comunicado, sem fazer qualquer referência ao papel da ANIMA que, com esta decisão, fica afastada de todo o processo. Não só os seus voluntários, que inclusive alimentavam e passeavam os cães, estão impedidos de entrar no Canídromo, como fica congelado o plano de adopção que a organização não-governamental tinha posto

Hotel Estoril Scott Chiang não vai recorrer da decisão do TJB O activista Scott Chiang não vai apresentar recurso da decisão do Tribunal Judicial de Base (TJB) que o condenou ao pagamento de uma multa no valor de três mil patacas pelo crime de introdução

em lugar vedado ao público. O processo refere-se a uma manifestação em que Chiang e Alin Lam colocaram uma faixa no interior do Hotel Estoril. Scott Chiang adiantou à Rádio Macau que não

irá contestar a decisão judicial, apesar de ter admitido que a acusação não tinha fundamento e que estaria a ser usada como retaliação política e para “reprimir vozes indesejadas”.

LUGAR À DISPOSIÇÃO

“Eles acham que podem fazer se calhar porque não

TIAGO ALCÂNTARA

Rédea curta

em marcha após uma intensa campanha internacional para o efeito. “O IACM vai começar do zero a fazer as adopções e provavelmente a esterilizar os animais todos e, ao mesmo tempo, terá que lhes tratar da saúde”, explicou o presidente da ANIMA, Albano Martins, ao HM, dando conta de que, no sábado, morreu mais um galgo. Uma informação que, contudo, o IACM não tornou pública até ao fecho desta edição. “Se o IACM diz que estamos fora, estamos fora. Eles devem ter outras fontes alternativas de adoptantes – acredito que sim. A ANIMA também não está a chorar por ter sido afastada. O mais importante é que os animais fiquem bem”, afirmou Albano Martins. “Para nós, é um alívio porque é um processo muito doloroso, muito trabalhoso e que nos tira muitas horas de sono e, portanto, se o IACM acha que tem uma equipa suficiente para fazer tudo sozinho então que faça – ficamos satisfeitos”, complementou. O presidente da associação diz, porém, ter dúvidas relativamente à capacidade do IACM. “Eu acho que não tem, por isso é que digo que, se calhar, estão a dar um tiro no pé, mas eles é que sabem. Não vou interferir no que fazem”, sustentou. “Agora vamos ver se levam um ano a tirar os animais de lá. Provavelmente, [os galgos] ficarão mais três ou quatro anos no Canídromo”, estimou o presidente da ANIMA. Para Albano Martins, o problema reside desde logo nos recursos humanos. “Eles não têm capacidade humana, porque primeiro têm que prestar serviço à comunidade nos canis e é verdade que têm muito trabalho”, além de que “é fora do comum ser o Governo a assumir uma responsabilidade destas”.

“Vou colocar [hoje] o meu lugar à disposição da ANIMA para a eventualidade de o IACM querer colaborar com outra pessoa, que não seja comigo, a ANIMA ter uma alternativa.” ALBANO MARTINS

querem trabalhar comigo e, por essa razão, vou colocar [hoje] o meu lugar à disposição da ANIMA para a eventualidade de o IACM querer colaborar com outra pessoa, que não seja comigo, a ANIMA ter uma alternativa”, adiantou. Para Albano Martins, existem membros da direcção com capacidade para assumir as rédeas, embora admita que a disponibilidade pode ser um entrave. “Na direcção da ANIMA o problema é não haver pessoas com tempo. Esse é o grande drama, mas pode ser que a ANIMA encontre uma solução. Vamos ver”, sublinhou. Diana do Mar

dianadomar@hojemacau.com.mo

GONÇALO LOBO PINHEIRO

NOVO MACAU

S galgos vão ficar no Canídromo, ao cuidado do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e a Yat Yuen vai ser multada entre 20 mil a 100 mil patacas por cada animal por abandono. A ANIMA fica, a partir de agora, afastada de todo o processo. “A Yat Yuen não tem condições para a reclamação de mais de 500 galgos”, pelo que “o IACM procederá à autuação nos termos da Lei de Protecção dos Animais”, anunciou o organismo liderado por José Tavares, após a derradeira vistoria às instalações temporárias na Cordoaria, em Coloane, realizada no sábado, último dia do prazo dado à Yat Yuen para a reclamação dos animais.

GALGOS IACM AVANÇA COM MULTA CONTRA YAT YUEN

KELSEY WILHELM

É no Canídromo, à guarda do IACM, que vão permanecer os mais de 500 galgos. A Yat Yuen tinha até sábado para retirar os cães do Canídromo para o novo espaço, em Coloane, que chumbou na vistoria, pelo que o IACM vai avançar com multas contra a empresa. A ANIMA fica agora de fora do processo

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Proibição total

TIAGO ALCÂNTARA

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Lam Lon Wai quer interdição total de produtos de tabaco electrónicos

O

deputado Lam Lon Wai pede a proibição da utilização de novos produtos de tabaco, nomeadamente cigarros electrónicos e dispositivos que funcionam por aquecimento. O tribuno considera que se tratam de produtos nocivos para a saúde, tal como o tabaco tradicional e que podem ser prejudiciais em particular para os mais jovens, aponta em interpelação escrita. Em causa está uma nova panóplia de substâncias que são adicionadas a estes cigarros e que lhes conferem características mais atractivas. “Cigarros electrónicos, cigarros aquecidos e outros produtos são produtos de tabaco que imitam o tabaco tradicional e que têm surgido em crescendo na última década, sendo que muitos destes cigarros são lindamente embalados e têm adiccionados sabores de frutas”, lê-se no documento. Por outro lado, o uso de cigarros electrónicos ou que funcionam através de dispositivos de aquecimento não contribuem para desmotivar os fumadores. Para Lam, muitos fumadores continuam, a par com o cigarro electrónico, a fumar o cigarro tradicional. Entretanto, “muitas pesquisas médicas apontam que os novos produtos de tabaco também contêm uma variedade de substâncias nocivas e a sua segurança não é conhecida, representando um risco para a saúde humana”, diz. Acresce ainda o facto de recentemente os Serviços de Alfândega do Porto de Jiuzhou de Zhuhai, terem detectado marijuana em óleo destinado a cigarros electrónicos, aponta.

LEI CONTRADITÓRIA

Apesar da lei do tabaco restringir a venda e a propaganda a este tipo de cigarros em Macau, permite no entanto que possam entrar no território através dos seus consumidores. Para o deputado trata-se de uma posição contraditória. “Embora a nova lei de controle do tabaco tenha expressamente proibido o uso de cigarros electrónicos dentro da proibição legal, proibindo a venda de cigarros electrónicos e produtos de tabaco para absorção oral ou nasal, e proibindo a propaganda e promoção de qualquer forma de cigarros electrónicos, a lei actual permite que os indivíduos tragam os seus próprios cigarros electrónicos para Macau”, refere. Neste sentido, Lam considera que “existe uma certa contradição política na proibição de vendas no mercado, mas não na entrada de produtos, uma vez que os fumadores podem comprar estes produtos com facilidade em regiões vizinhas e existirem formas ocultas de os obter em Macau”. A solução considera Lam Lon Wai, passa pela proibição completa do uso e da entrada destes tipo de produtos de tabaco no território. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo

TÁXIS DISCUSSÃO SOBRE PREÇO COBRADO GEROU DISCUSSÃO E AGRESSÃO

Os bons velhos tempos

Um taxista foi agredido por um turista do Interior da China à frente do L’Arc após uma disputa sobre o preço cobrado. O visitante acabou entregue ao MP e enfrenta suspeitas da prática do crime de ofensa simples à integridade física. O taxista regressou para casa por não haver registo de cobrança excessiva

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M taxista de Macau foi agredido por um turista do Interior da China, depois de uma discussão que começou alegadamente devido ao preço a pagar pela viagem no táxi. Segundo a informação do Corpo da Polícia de Segurança Pública (PSP) não há indícios de que tenha havido tentativa do taxista de cobrar um preço acima do regulado, pelo que apenas o turista foi encaminhado para o Ministério Público (MP) e enfrenta uma acusação por ofensa à integridade física. A situação teve lugar por volta das 2h00 de sexta-feira, à frente do casino L’Arc, e atraiu um grande número de observadores, o que fez com que vários vídeos do momento fosse postos a circular nas redes sociais. Segundo as imagens, é também possível ver o momento em que um dos intervenientes é capturado pelas autoridades. “A PSP recebeu uma queixa por volta das 02h00, sobre a existência de uma discussão à

frente de um casino. Foi uma discussão entre passageiros e um taxista. Os passageiros são do Interior da China e a discussão deveu-se ao preço de uma viagem de táxi”, disse, ao HM, uma porta-voz do CPSP. “Entretanto, no local, o taxista alegou que foi agredido

“A polícia inteirou-se do assunto e não há registo de que tenha havido cobrança abusiva.” PORTA-VOZ DA PSP

por um dos passageiros, pelo que os dois foram encaminhados para a esquadra. Depois o passageiro foi indiciado por ofensa à integridade física e o caso foi entregue ao Ministério Público”, foi acrescentado. O crime de ofensa simples à integridade física é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.

SEM QUEIXA

Por outro lado, o taxista saiu da esquadra, sem qualquer queixa e não vai ser investigado. “A polícia inteirou-se do assunto e não há registo de que tenha

havido cobrança abusiva”, explicou a mesma fonte, no que diz respeito à acção do taxista. Em relação ao amontado de pessoas que se concentrou na zona, a porta-voz diz que os indivíduos se limitaram a assistir e a registar o momentos nos telemóveis sem terem tido qualquer intervenção na luta. O HM foi igualmente informado que a disputa foi terminada tão depressa quanto possível, sem causar grandes embaraços para o trânsito local. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

Crime Corpo encontrado em Hác Sá

Foi encontrado, na manhã de sábado, um cadáver nas águas de Hác Sá. De acordo com o canal inglês da TDM, o Corpo de Bombeiros foi contactado por um residente às oito da manhã que alertava para a presença de um corpo a flutuar perto do Clube Náutico. A Polícia Judiciária relevou à mesma fonte que a vítima era um homem de cerca de trinta anos que não tinha consigo qualquer documento de identificação. A causa da morte é ainda desconhecida.


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TIAGO ALCÂNTARA

Han Lili, nova directora da Escola Superior de Línguas e Tradução do Instituto Politécnico de Macau, destaca o aumento do número de alunos na licenciatura em português, apesar de IPM ALUNOS DE PORTUGUÊS AUMENTAM 66,7 POR CENTO continuar a não dar resposta à procura de quadros qualificados. ao “arranque do Han Lili afirmou ainda aumentou cerca de três Neste ano lectivo, devido novo Curso de Licenciatura que têm sido criados novos vezes em tantos anos. Português e mais uma cursos, “nomeadamente o “A partir do ano lectivo os estudantes de em turma de licenciatura em curso de relações comerciais 2016/2017 começamos a chinês-português”, China-Países lusófonos, recrutar alunos dos países de português são já tradução disse a responsável. Neste curso de licenciatura em língua portuguesa de Cabo cerca de 500 ano lectivo, os estudantes ensino de língua chinesa Verde, Angola, Moçambi-

Língua em alta

O

número de alunos de português no Instituto Politécnico de Macau (IPM) cresceu 66,7 por cento em três anos, um aumento que, mesmo assim, não consegue responder à procura, indicam números daquele organismo avançados à Lusa. “Podemos ver esta tendência”, de crescimento, afirmou à Lusa a nova directora da Escola Superior de Línguas e Tradução (ESLT) do IPM, Han Lili, apontando para a necessidade de mais “cursos de português que possibilitem o aprofundamento dos conhecimentos da língua e da cultura dos países de expressão portuguesa”. De acordo com os dados disponibilizados à Lusa, no ano lectivo 2016/2017 cerca de 300 alunos estavam a aprender português naquele instituto. Em 2017/2018 o número subiu para 350

de português são já cerca de 500. Han Lili, que assumiu as novas funções no dia 16 de Agosto, explicou que uma das principais razões para o crescimento do número de estudantes de português neste ano lectivo tem que ver “com o arranque do novo curso de licenciatura em ensino de língua chinesa como língua estrangeira”. O número de vagas disponíveis por ano para os cursos de português aumentou 50 por cento face aos últimos dois anos, em comparação com o ano lectivo de 2016/2017. Este ano havia 150 vagas para 800 candidaturas. “Para ir ao encontro da procura cada vez maior dos talentos bilingues (chinês-português) qualificados pelo mercado, o IPM tem disponibilizado uma oferta diversificada dos cursos associados à aprendizagem de português”, argumentou a directora da ESLT.

como língua estrangeira e o curso de português”. “O curso centenário de tradução chinês/português do IPM continua a ser o curso com mais candidaturas”, assumiu. Esta escola “é uma família de verdadeira convivência cultural, com professores e alunos de diferentes origens culturais e linguísticas”, apontou.

APOSTA NOS PALOP

Os alunos dos países de língua portuguesa que estão a aprender chinês no IPM também registou um crescimento exponencial:

que, Portugal e Brasil, que vêm estudar chinês”, explicou a responsável. Em 2016/2017 havia 23 alunos lusófonos a estudar chinês. No ano lectivo que começou em Setembro deste ano esse número aumentou para 70. “Actualmente, temos três turmas. Está previsto, no plano de estudo, um ano de intercâmbio em Pequim, para aperfeiçoar a sua proficiência em chinês”, disse. Ao número de alunos lusófonos a aprender chinês que frequentam o ESLT acresce-se todos os anos

“Podemos ver esta tendência”, de crescimento, afirmou à Lusa a nova diretora da Escola Superior de Línguas e Tradução (ESLT) do IPM, Han Lili, apontando para a necessidade de mais cursos de português mais 25 alunos, uma turma do curso de tradução chinês-português do Instituto Politécnico de Leiria (IPL). “São alunos em mobilidade que vêm principalmente aperfeiçoar o chinês e as competências de tradução e interpretação”, explicou Han Lili. A directora da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Leiria, Sandrina Milhano,

enfatizou a importância desta “oportunidade absolutamente única” para os alunos do IPL, que durante “dois anos têm contacto com a língua e com a cultura chinesa”, uma mais valia para “entenderem não só a tradução, mas também a interpretação”. “Os alunos fazem dois anos em Portugal e dois anos na China”, um em Macau no IPM e outro na Universidade de Língua e Cultura de Pequim, explicou à Lusa Sandrina Milhano, afirmando ainda que estas parcerias envolvem reciprocidade. Cerca de 35 alunos do IPM estão a estudar este ano no IPL. A parceria não se estende somente aos alunos, há também intercâmbio de professores que vão ensinar para os diferentes institutos. “Há o envio de professores de Macau para Leiria e de Leira para Macau e também de Pequim”, disse. Sandrina Milhano acrescentou que existe “um conjunto de protocolos estabelecidos que já remontam há cerca de 13 anos”, entre o IPL e o IPM, como por exemplo a publicação de artigos e manuais escolares em conjunto. Também Han Lili defendeu, como uma das suas principais apostas, a elaboração de “manuais que se destinam aos estudantes estrangeiros na aprendizagem de chinês, bem como manuais em relação a tradução e interpretação”. Por fim, Sandrina Milhano apontou que a procura do curso de tradução no IPL tem aumentado. Este ano cerca de 116 pessoas tentaram entrar no curso, em 1.ª fase, mas só 25 é que conseguiram. Lusa

Atestados falsos Serviços de Saúde sem denúncias Os Serviços de Saúde indicaram não ter recebido denúncias sobre os casos recentemente descobertos pela Polícia Judiciária (PJ) de emissão de atestados falsos por farmácias (ocidentais e chinesas) com o objectivo de defraudar companhias de seguros. Em comunicado, o organismo diz estar atento e adverte que, além da

responsabilidade criminal em que incorre o proprietário ou o pessoal administrativo, essas práticas podem resultar no cancelamento da licença do estabelecimento. Em comunicado, os Serviços de Saúde alertam ainda que os utentes que utilizam atestados ou certificados médicos falsos também incorrem na prática de crime.


10 eventos

8.10.2018 segunda-feira

Adios, Diva Morreu a soprano espanhal Montserrat Caballé

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soprano Montserrat Caballé morreu no passado sábado, aos 85 anos, no Hospital de Sant Pau de Barcelona, informaram fontes hospitalares citadas pela Efe e pela AFP. A soprano, cuja saúde estava fragilizada há vários anos, encontrava-se internada desde o mês passado. “Ela morreu durante a noite no hospital de Sant Pau”, disse à AFP uma fonte neste hospital em Barcelona. O funeral da artista, uma figura internacional da ópera, vai acontecer hoje, às 12h locais, no cemitério de Barcelona. Retirada há vários anos devido a problemas de saúde, Montserrat Caballé, que já havia sofrido um derrame e foi hospitalizada em meados de Setembro, devido a um problema na bexiga, segundo os meios de comunicação social espanhóis. O chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, considerou no ‘Twitter’ que a morte da cantora lírica é uma “triste notícia”, realçando que Caballé era uma “grande embaixadora” de Espanha, uma soprano “reconhecida internacionalmente”. “Montserrat Caballé, a sua voz e doçura estarão sempre connosco”, acrescentou. Também o tenor Plácido Domingo afirmou que partilhar os palcos com a soprano Montserrat Caballé foi “um privilégio” pela sua “incrível” voz e talento.

VOZ PARA TODOS

Nascida a 12 de Abril de 1933 em Barcelona, numa família modesta, Maria de Montserrat Caballé Viviana Concepción i Folch entrou para o “Conservatori Superior de Música del Liceu”, em Barcelona, aos 11 anos,

e debutou na Ópera de Bâle em 1956, com “La Boheme”, de Giacomo Puccini. A catalã - cuja arte de “pianissimo” era lendária, tal como a sua potência vocal - cantava tão bem Rossini, Bellini e Donizetti como Mozart ou Dvorak. A 7 de Janeiro de 1962, após dois anos em Bremen (Alemanha), Montserrat Caballé finalmente juntou-se à Ópera de Barcelona, o Gran Teatre del Liceu, e foi o início de uma longa história de amor entre a cantora e o seu público. O sucesso aumentou em 1965, em Nova Iorque, com “Lucretia Borgia”, de Gaetano Donizetti, e em 1967 durante a sua primeira “Traviata” (Verdi), sob a direcção de Georges Prêtre. Caballé fez então várias ‘tournées’ de sucesso no mundo, muitas vezes com a sua amiga, a cantora Marilyn Horne, e triunfou em 1972 no La Scala, em Milão, na “Norma” de Bellini. Montserrat também gravou um álbum com o cantor dos Queen Freddie Mercury, cuja canção “Barcelona” tinha sido escolhida como hino dos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992. A partir de 1992, os seus problemas de saúde forçaram-na a reduzir a sua presença no palco. Regressou em 5 de Janeiro de 2002 ao Gran Teatre del Liceu, para assinalar o 40º aniversário de sua primeira aparição, o que lhe rendeu uma ovação de mais de dez minutos. Para assinalar os 50 anos da sua carreira, regressou a 3 de Janeiro de 2012 à Ópera de Barcelona para “Outra Noite de Montserrat Caballé”. A cantora teve a sua filha Montserrat Martí a 15 de Novembro de 1972, na sequência do casamento com o tenor espanhol Bernabé Martí, em 1964. Às vezes cantava com a sua filha, também ela uma soprano. Montserrat Caballé teve problemas com as autoridades fiscais espanholas nos últimos anos, tendo sido sentenciada, em Dezembro de 2015, a seis meses de prisão, que não cumpriu, e a uma multa de 250.000 euros por evasão fiscal.

Keith Haring, um dos nomes cimeiros da pop-art, é o rei do Cotai até ao fim do ano. Mais de uma centena de obras do artista que integrou graffiti na arte contemporânea constituem a exposição que procura celebrar paz e amor e que se encontra patente ao público no Cotai Expo do Venetian

Coraçã

EXPOSIÇÃO OBRAS DE KEITH HARING NO VENETIAN ATÉ AO FIM DO

“S

E a comercialização é colocar a minha arte numa t-shirt para que um miúdo que não pode pagar 30 mil dólares possa ter a obra, então sou a favor dessa comercialização”. A citação é de Keith Haring e toca na mesma tecla que Andy Warhol tocou e que abalou para sempre o mundo das artes. Produção em massa e mercantilização artística tornaram acessível a qualquer pessoa algo que apenas estava ao alcance das elites. Estes são os ângulos da exposição “Keith Haring Labirinto Macau”, em tradução directa para português, a primeira no território a exibir obras do artista que saiu da cultura de rua nova-iorquina para as galerias de todo o mundo. As mensagens de paz e amor são os pilares da exposição que está patente, até 31 de Dezembro deste ano, no espaço Cotai Expo do Venetian. A exposição inclui jogos interactivos, esculturas baseadas na estética de Haring, lembranças e aquilo a que a organização chama de “uma experiência única de pop-art” que leva o visitante a perder-se num labirinto em forma coração constituído por obras do norte-americano.

A ideia do labirinto foi concebida por um colectivos de artistas locais, em conjunto com a Artestar, a agência baseada em Nova Iorque que representa The Keith Haring Studio. De acordo com um comunicado da organização, esta é a primeira vez que se faz um labirinto com obras do artista, com o objectivo de “encorajar as pessoas a

As mensagens de paz e amor são os pilares da exposição que está patente, até 31 de Dezembro deste ano, no espaço Cotai Expo do Venetian

serem positivas e a viver no momento”. O próprio formato do labirinto pretende reforçar a mensagem de Keith Haring, ao longo de quase uma centena de trabalhos. Além disso, a estética do artista estará ainda representada numa parede fora do labirinto, em salas com expositores multimédia, em reproduções tridimensionais.

ARTE ACESSÍVEL

Keith Haring morreu em 1990, depois de perder a luta contra o HIV, com apenas 31 anos. A morte prematura, limitou-lhe a também curta carreira, apesar do seu traço lhe ter sobrevivido com um imaginário inconfundível. Durante a sua carreira, inúmeras vezes mencionou o carácter universal da arte, que “deve ser para todos”. Sem a

bafienta visão elitista e clássica, Haring entendia que “a arte deve libertar a alma, provocar a imaginação e encorajar as pessoas a irem mais além”. A primeira vez que expôs foi em 1981 e, desde o início, fez a ponte entre a arte


eventos 11

segunda-feira 8.10.2018

ão labiríntico

DO ANO

urbana e o graffiti e a art-pop. Haring cresceu a desenhar, aprendeu noções básicas de cartoon com o pai e ao longo da carreira é evidente a influência da cultura popular nas suas obras. A estética dos desenhos animados de Walt

Disney é uma das influências óbvias do artistas. Por outro lado, o nova-iorquino marcou a sua geração também como activista contra a discriminação racial e a injustiça social, tanto na arte como fora dela. As suas

obras expressam conceitos universais como o nascimento, morte, amor, sexo e guerra. Sempre de uma forma muito básica, quase infantil, e directa. Depois de dar cor ao metropolitano de Nova Iorque e

de pintar a giz bebés, discos voadores e deuses caninos, Haring foi ganhando espaço na cena artística da “big appple” até conseguir maior visibilidade. No final da carreira, Keith Haring inspirou-se

em assuntos sociais e políticos, especialmente no combate à discriminação contra homossexuais e na sensibilização para a epidemia do HIV. Quem quiser visitar a exposição do homem que

dizia coisas sérias com meios quase infantis tem até ao fim do ano para visitar o Cotai Expo do Venetian. Os bilhetes custam 150 patacas, 130 para residentes. João Luz com A.S.S. info@hojemacau.com.mo

BANKSY OBRA AUTODESTRÓI-SE APÓS SER LEILOADA PELA SOTHEBY’S

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MA obra do artista Banksy, cuja verdadeira identidade se desconhece, destruiu-se depois de ser vendida por 1,04 milhões de libras na leiloeira londrina Sotheby’s. O próprio autor divulgou, na sexta-feira, uma fotografia na rede social Instagram no momento em que o quadro “Girl with balloon” (“Rapariga com balão”, na tradução livre)

se desfaz em tiras ao passar por uma trituradora de papel instalada na parte inferior do quadro. “Vai, vai, foi-se”, escreve Banksy sobre a imagem, numa alusão às palavras pronunciadas pelos leiloeiros quando concluem a venda a um cliente. “Parece que acabámos de ser ´Banksy-tados”, admitiu

o director de arte contemporânea da Sotheby´s, Alex Branczik, após a licitação da obra, de acordo com o que se ouve nos vídeos colocados nas redes sociais, nos quais é também visível a surpresa com que reagiu o público. Datada de 2006, a obra, leiloada na sexta-feira à noite, que mostra uma rapariga a tentar alcançar um balão em

forma de coração, era uma versão em tela de um desenho que surgiu a primeira vez como grafite numa rua no leste de Londres e que, em 2017, foi eleita a obra favorita da nação. Originário da cidade de Bristol, Banksy ficou conhecido pelos seus grafitis subversivos que têm surgido um pouco por todo o mundo, de Londres à Palestina.


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8.10.2018 segunda-feira

ANGOLA PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE REGRESSO À CHINA PARA NEGOCIAR EMPRÉSTIMOS DE 10 MIL MILHÕES DE EUROS

Valores mais altos se levantam João Lourenço regressa a Pequim para negociar um pacote de novos empréstimos que visam financiar projectos que vão do novo Aeroporto, à marginal de Corimba, em Luanda, ou ainda à construção da base da Academia Naval, em Kalunga

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Presidente angolano, João Lourenço, efectua esta terça e quarta-feira uma visita de Estado à China, onde esteve há cerca de mês e meio, enquanto tenta fechar empréstimos de Pequim avaliados em cerca de 10.000 milhões de euros. O montante em negociação junto de parceiros internacionais (China e Europa), segundo noticiou a Lusa em Maio último, citando fonte governamental, poderá as-

cender a de 16.500 milhões de euros em linhas de financiamento para projectos no país. Contudo, a maior parte será oriunda de instituições bancárias chinesas. Cerca de 40 dias depois de ter participado, em Pequim, na terceira cimeira do Fórum de Cooperação China-África, João Lourenço regressa assim ao país, enquanto tenta chegar a um acordo nas negociações que decorrem há vários meses. A 1 deste mês, fonte da Casa Civil do Presidente da República angolano adiantou que João Lourenço será acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, e pelo Governador do Banco Nacional deAngola, José de Lima Massano. Em Pequim, acrescentou a fonte, o Presidente angolano será recebido pelo homólogo da China, com quem esteve reunido a 4 de Setembro passado, à margem da cimeira, em que manifestou a Xi Jinping o desejo de ver aumentado o investimento direto de empresas chinesas na produção de bens de amplo consumo. Em Setembro, durante a estada em Pequim, o Presidente angolano adiantou que o investimento pode ser feito através do estabelecimento de parcerias “mutuamente vantajosas” com empresários angolanos, na partilha de tecnologia e de conhecimento científico e na formação de quadros angolanos.

O Governo angolano estima fechar 2018 com um endividamento público de 77.300 milhões de dólares, equivalente a 70,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país para este ano, excluindo a dívida da petrolífera estatal Sonangol

Para assegurar o êxito dos programas bilaterais de cooperação, o chefe de Estado angolano defendeu o estabelecimento de “mecanismos práticos que possibilitem o acesso aos recursos financeiros necessários para o sucesso das medidas de políticas estabelecidas pelas nações africanas”. João Lourenço considerou também “necessário” que as instituições bancárias africanas e da China desempenhem um papel importante, “com o objectivo de tornarem real a vontade política de ambos os lados” em proporcionar os recursos e desenvolver projetos que garantam um desenvolvimento que se revele “mutuamente vantajoso”. Durante a visita de João Lourenço, porém, não foi possível concluírem-se as negociações para a definição de um quadro geral

de cooperação financeira bilateral, que ficaram então adiadas para fins de Setembro e, agora, para a visita do Presidente angolano. “É possível que este acordo (sobre a definição do quadro geral de cooperação financeira) seja assinado na China ainda este ano”, disse então Manuel Augusto, salientando que Pequim está disposta a financiar projectos em África, mas uma das contrapartidas é a transparência nos países que queiram concorrer a esse financiamento.

OBRAS GERAIS

A Lusa noticiou em Maio último que o Governo angolano está a negociar mais de 16.500 milhões de euros em linhas de financiamento internacionais para projectos no país, a maior parte junto de instituições da China. De acordo com informação do

Governo angolano enviada na altura a investidores internacionais, Angola está actualmente a negociar “várias novas facilidades de crédito”, algumas das quais em fase avançada de negociação. É o caso de uma linha de financiamento em negociação com os chineses do ICBC (Banco Industrial e Comercial da China), para projetos de infraestrutura em Angola, avaliados em 11.700 milhões de dólares. Tendo ainda o ICBC como angariador, agente e credor original, o Governo angolano, lê-se no documento, está “em vias de celebrar um contrato de empréstimo” de 1.281,9 milhões de dólares, para financiar até 85% do preço do contrato para a concepção, construção e fornecimento de equipamentos do Novo Aeroporto Internacional de Luanda, em construção por

empresas chinesas nos arredores da capital. Este empréstimo será por um período de 15 anos e inclui um período inicial de carência de 18 meses, durante o qual Angola não é obrigada a reembolsar o montante principal do empréstimo. Através do banco estatal chinês que apoia as importações e exportações do país (China EximBank), Angola está a negociar um financiamento para a construção da marginal de Corimba, em Luanda, de 690,2 milhões de dólares, para o sistema de transporte de eletricidade da barragem de Lauchimo, por 760,4 milhões de dólares, e para a construção da base da Academia Naval, em Kalunga, Porto Amboim, no valor de 1.100 milhões de dólares. Só entre 2013 e final de 2017, dados do Governo angolano indicam que a dívida total de Angola à China - bilateral e aos bancos comerciais chineses - passou de 4.700 milhões de dólares para 21.500 milhões de dólares, equivalente a mais de 60% de toda a dívida contraída externamente pelo país. Ainda sem estes acordos de financiamento fechados, o Governo angolano estima fechar 2018 com um endividamento público de 77.300 milhões de dólares, equivalente a 70,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país para este ano, excluindo a dívida da petrolífera estatal Sonangol.

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Economia Bancos pressionados a disponibilizar mais crédito COMISSÃO DE REGISTO DOS AUDITORES E DOS CONTABILISTAS Aviso Torna-se público, de acordo com o n.º 1 do ponto 6.º dos Regulamentos para a prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como auditor de contas, contabilista registado e técnico de contas, elaborados nos termos do artigo 18.º do Estatuto dos Auditores de Contas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 71/99/M, de 1 de Novembro, do artigo 13.º do Estatuto dos Contabilistas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/99/M, de 1 de Novembro, e da alínea 3) do artigo 1.º do Regulamento da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 2/2005, de 17 de Janeiro, que se encontra afixada, na sobreloja da Direcção dos Serviços de Finanças, sito na Avenida da Praia Grande nºs 575, 579 e 585, e colocado no respectivo “Web-site”, no local relativo à CRAC e para efeitos de consulta, a lista definitiva dos candidatos à prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como Auditor de Contas, Contabilista Registado e Técnico de Contas no ano de 2018, elaborada e homologada por deliberação do Júri designado para o efeito. Mais se informa que a prestação de provas foi pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude reconhecida como um dos itens subsidiáveis no âmbito do “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo”. Os candidatos poderão pois optar por liquidar as taxas devidas deduzindo o respectivo montante da sua conta do “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo” (adverte-se, no entanto, para o facto de que apenas se aceitará o pagamento integral do valor em causa). Em caso de dúvidas, agradecemos que contacte a CRAC, durante as horas de expediente, através dos números de telefone 85995343 ou 85995342. Direcção dos Serviços de Finanças, aos 28 de Setembro de 2018 O Presidente da CRAC Iong Kong Leong

O Governo chinês pediu aos bancos do país para disponibilizarem mais empréstimos aos empresários, de forma a reforçar o crescimento económico, em plena guerra comercial com Washington. O Banco Central emitiu um comunicado, apontando que libertou cerca de 109 mil milhões de dólares para empréstimos adicionais, reduzindo assim as exigências de reservas bancárias em 1%. De acordo com o comunicado, o crédito adicional vai ser destinado para pequenas e médias empresas chinesas. A disputa comercial com os Estados Unidos, de acordo com as previsões, deverá fazer com que o crescimento económico chinês desacelere para 6,3% em 2019.


china 13

segunda-feira 8.10.2018

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Governo de Hong Kong defendeu-se ontem das críticas recebidas por parte do Reino Unido e dos EUA depois das autoridades do território terem recusado renovar o visto de trabalho de um jornalista do Financial Times. “Nenhum país estrangeiro tem o direito de interferir nas decisões tomadas pelo Gover-

HONG KONG À DEFESA POR RECUSAR RENOVAR VISTO A JORNALISTA

Chuva de críticas BLOOMBERG

Victor Mallet, de 58 anos, e vice-presidente do Clube de Correspondentes Estrangeiros em Hong Kong, que acolheu uma palestra de Andy Chan, activista pró-independência do território, viu negada a renovação do seu visto. Representantes americanos e britânicos criticam em uníssono a decisão. O Governo local defende-se alegando que ninguém pode interferir nas resoluções das autoridades da RAEHK

CLUBE DE COMBATE

MNE britânico “O alto grau de autonomia e liberdade de imprensa de Hong Kong está no centro do seu estilo de vida e deve ser plenamente respeitado.”

no da Região Administrativa Especial de Hong Kong sobre questões de vistos”, afirmaram as autoridades, citadas pela agência

de notícias estatal Xinhua. Hong Kong respondeu assim às críticas dos Reino Unido e dos EUA, que exigiram “explicações urgentes”

às autoridades daquele território. “Pedimos ao governo de Hong Kong que dê uma explicação urgente”, apontou o Ministério dos

INOVAÇÃO CONSULTORA PORTUGUESA LEVA EMPRESAS À CHINA

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Negócios Estrangeiros britânico, em comunicado, no sábado. “O alto grau de autonomia e liberdade de imprensa de Hong Kong está no centro do seu estilo de vida e deve ser plenamente respeitado”, acrescentaram as autoridades. O consulado dos Estados Unidos em Hong Kong descreveu a medida tomada contra o jornalista Victor Mallet como “particularmente preocupante”. O Financial Times revelou na sexta-feira que Hong Kong recusou renovar o visto de trabalho a Victor Mallet, que realizou, em Agosto, uma palestra de um activista pró-independência daquele território.

Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI), consultora com sede no Porto, organiza em Novembro uma visita de negócios a três cidades chinesas, no âmbito do projecto da Comissão Europeia ENRICH. O “ENRICH Matchmaking and Innovation Tour to China” decorre entre 11 e 16 de Novembro e visa “abrir oportunidades de negócio, investigação e cooperação em inovação” entre entidades europeias e chinesas, segundo o comunicado da SPI. A agenda inclui visitas a Suzhou e Wuxi, na costa leste da China, e a Shenzhen, a primeira Zona Económica Especial chinesa a abrir-se ao investimento externo e à iniciativa privada. A SPI foi a consultora escolhida pela Comissão Europeia para coordenar o Centro

de Excelência ENRICH (European Network of Research and Innovation of Centres and Hubs, China), plataforma que apoia empresas tecnológicas europeias no mercado chinês. O ENRICH, financiado no âmbito do “Horizonte 2020”, oferece consultadoria, colaboração e treino especializado para empresas e organizações de investigação europeias. O “Horizonte 2020” é o maior programa público de apoio à investigação e à inovação do mundo, com um orçamento de quase 80 mil milhões de euros. Pequim lançou um plano designado “Made in China 2025”, que visa transformar o país numa potência tecnológica, com capacidades nos sectores de alto valor agregado, incluindo

inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.O plano é visto por Washington como uma ameaça ao domínio industrial norte-americano e está no centro das disputas comerciais entre China e EUA. No mês passado, o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, afirmou à agência Lusa, em Pequim, que “neste momento de guerras comerciais, [a Europa]deve tentar ocupar espaço em relação àquilo que é a capacidade extraordinária da China na inovação e ciência”. “Temos de estar aqui para marcar a nossa posição, porque outros não o estão a fazer. E isso dá-nos uma grande vantagem, também comercial”, acrescentou.

Mallet, um experiente jornalista que assumiu a vice-presidência Clube de Correspondentes Estrangeiros em Hong Kong (FCC, sigla em inglês), desencadeou forte controvérsia com o antigo chefe do Executivo da região administrativa especial chinesa Leung Chun-ying depois de o clube ter decidido organizar uma palestra com Andy Chan, líder do Partido Nacional de Hong Kong, pró-independência. O FCC recusou ceder ao pedido do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês de cancelar a palestra, reiterando como prioridade a defesa da liberdade de expressão. Este pedido, o primeiro deste tipo desde 1997, data da transferência de soberania do Reino Unido para a China e surge numa altura em que Pequim continua a reforçar o domínio sobre Hong Kong que, ao abrigo da lei básica local, goza de liberdade de expressão e poder judicial independente. O partido foi ilegalizado a 24 de Setembro passado, numa decisão sem precedentes anunciada pelo secretário para a Segurança, John Lee Ka-chiu. Victor Mallet, de 58 anos, é jornalista há mais de três décadas na Ásia, Europa, Médio Oriente e África.

Interpol procura presidente

A Interpol endereçou um pedido formal às autoridades chinesas para obter informações sobre o desaparecimento de Hongwei Meng, presidente na China daquela organização policial internacional, que inclui 192 países membros. A organização policial, com base em Lyon (França), informou sábado ter solicitado, através de canais oficiais, informações às autoridades da China sobre a “situação do presidente da Interpol”. “A secretaria-geral aguarda com expectativa uma resposta oficial das autoridades da China sobre as preocupações com o bem-estar do presidente”, lê-se na nota divulgada no site da organização. A mulher de Meng referiu ter perdido o contacto com o marido, desde que este deixou a cidade francesa no final de Setembro rumo à China. Em França foi lançada também uma investigação, com as autoridades a indicarem que Meng, 64 anos, embarcou e chegou à China.


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8.10.2018 segunda-feira

Vaidade, meu amor, tudo vaidade! Paulo Maia e Carmo texto e ilustração

O pintor em situação

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USTAVE Courbet (18191877) foi um homem intenso e na sua pintura quis deixar bem claro o seu transbordante compromisso com a vida. Nas classificações da história da pintura o seu nome seria associado ao «realismo», a vontade na pintura de plasmar a realidade e a diversidade da sociedade, de trazer à superfície os seus aspectos mais crus, sem idealizações ou sentimentalismos. Que só aguçava a sua relação com a beleza natural: «A beleza que a natureza proporciona é superior a todas as convenções artísticas. A beleza, como a verdade, é relativa aos tempos em que cada um vive e a todo o indivíduo capaz de o compreender. A expressão da beleza está

forma elaborada de relacionamento social. Entre os seus conhecidos e amigos da chamada «Escola de Wu», um nome alternativo para a região de Suzhou de onde eram originários, a pintura juntamente com a hospitalidade, a troca de poemas ou caligrafias serviam como forma de reconhecimento entre pares. Para a formulação da originalidade da «escola», que por outro lado se alicerçava no vasto conhecimento da história da pintura, nomeadamente da anterior dinastia Yuan, havia um vocabulário pictórico próprio que no caso de Shen podia ser a utilização das pequenas «rugas» (cun), designadas de «cânhamo espalhado» que se acumulam paralela e nomeadamente na representação das ro-

Se pintar só uma paisagem na Europa do século dezanove podia ser um acto transgressivo, na China do século quinze não haveria porventura género mais tradicional numa relação directa com o poder de percepção adquirido pelo artista», escreveu. Quando pintou «O estúdio» em 1855, mostrou algumas das pessoas e dos assuntos presentes ao seu olhar. Dividida em três grupos, a pintura mostra ao centro, ele mesmo pintando junto de uma mulher despida, símbolo da verdade. O quadro que ele está pintando é uma paisagem, assunto impróprio para os pintores convencionais com quem ele assim rompia, assinando o seu nome com grandes letras a vermelho, a cor do sangue e da revolução. Mas se pintar só uma paisagem na Europa do século dezanove podia ser um acto transgressivo, na China do século quinze não haveria porventura género mais tradicional. Shen Zhou (1427-1509) cultivou a arte da pintura como uma

chas e que se tornariam quase uma convenção para os pintores da posterior dinastia Qing. Wang Shimin (1592-1680) reconheceria com admiração a cultura clássica de muitos destes pintores de Suzhou, cuja maneira de pintar derivava sempre de «algum velho mestre» e que entregavam ao observador a chave de leitura de algo que muitas vezes nem estava presente na representação. A refinada arte da elipse conduziria porém, a um convencionalismo elitista contra o qual os pintores da transição Ming-Qing, como Shitao ou Bada Shanren, se revoltariam. Esse estremecimento dos sentidos contra a convenção colocava-os no mesmo plano da audácia com que Gustave Courbet queria mostrar tudo, o desejo de ver até a própria origem do mundo.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 15

segunda-feira 8.10.2018

Ofício dos ossos Valério Romão

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nosso primeiro-ministro disse a um canal de televisão qualquer, há coisa de dias, que Portugal pode e deve receber mais turistas. Para quem esperava um módico de bom senso e de pudor por parte dos nossos governantes, estamos razoavelmente conversados. Para António Costa e Fernando Medina, as minudências de ter uma cidade selvaticamente ocupada por hordas de mochileiros expondo a periclitância das infraestruturas de Lisboa é largamente compensada pelos dividendos obtidos na forma de impostos e pela diminuição da percentagem de desemprego. É pensar em grande, dir-se-á. Não podemos deter-nos nas tragédias pessoais das rendas meteóricas, nos Robles da situação, nas lixeiras a céu aberto em que se tornaram a maior parte das ruas, no emprego precário e mal pago resultante do turismo com que se maquilham as estatísticas que se atiram para cima das mesas de reunião em Bruxelas com indisfarçável orgulho. Afinal, António Costa e Fernando Medina não vivem na cidade dos turistas, não frequentam os mesmos locais, nem sequer têm que conduzir nela; são as criaturas das garagens: saem da garagem de casa e entram na garagem dos locais para onde se deslocam. Da cidade conhecem o que se vê pelo vidro do carro e uma ou outra rua previamente higienizada para acolher uma arruada ou inauguração. “As pessoas não são números” é um belíssimo mantra pré-eleitoral. Depois da nalga bem assente na cadeira do poder, as pessoas são o que eu quiser. As coisas não vão mudar por decreto municipal ou governamental. Conti-

Prolegómenos para um manual de sobrevivência em cidades sobrepovoadas nuar-se-á a ordenhar a vaca até das tetas só lhe sair areia. E, ainda assim, haverá quem diga tratar-se de leite em pó. A ganância desgovernada só conhece saciedade de curto prazo. Felizmente, podemos fazer algo em relação a isto. Vivemos num tempo em que muitas das escolhas dos consumidores – e isso inclui o homo turisticus – são decididas por via de ratings e de comentários nas redes sociais e em plataformas disponíveis em qualquer smartphone. E parece ser mais fácil modificar as avaliações resultantes de uma visita a Lisboa ou ao Porto do que o comportamento de quem elegemos. Comecemos pelo básico. Graças a não sabemos que providência divina, Portugal não tem sido assolado por qualquer tipo de catástrofe. Não temos

tido a atenção do Daesh, a violência urbana é residual, as doenças são as que se conhecem um pouco por todo o lado e que não demovem ninguém, o custo de vida é ainda bastante razoável e até o terremoto tem-nos feito a fineza de não despertar abruptamente. Mas, naquilo que nos compete, podemos fingir. Pode não ser o suficiente para impedir a nossa trasladação para os subúrbios dos subúrbios mas, pelo menos, não teremos saído sem dar alguma luta. Comecemos por ir para a rua de máscara, como em boa parte das cidades da ásia onde, graças à poluição, só se pode andar assim. Se nos perguntarem se é por causa da poluição, responderemos negativamente. Se insistirem em saber por que é, diremos apenas “que achamos que já não é transmissível e que já

As coisas não vão mudar por decreto municipal ou governamental. Continuar-se-á a ordenhar a vaca até das tetas só lhe sair areia. E, ainda assim, haverá quem diga tratar-se de leite em pó. A ganância desgovernada só conhece saciedade de curto prazo

está tudo bem”. Deixemo-los laborar nos seus próprios receios. Como aprendemos com Hitchcock, uma porta fechada é mais assustadora do que o reflexo de um monstro. Abandonemos, pelo menos por algum tempo, a nossa cordialidade linguística. Nous sommes super sympa, as everybody knows, mas não carece ser sempre assim. Finjamo-nos iletrados, tontos, distraídos. Reduzamos a nossa competência nas línguas estrangeiras a uns míseros “hello” e “thank you”. Quando passarem os eléctricos sobrelotados e ávidos de captar para o Instagram os nativos na sua natividade, saquemos dos telefones e captemo-los com o mesmo embasbacamento com que eles nos fotografam. Invertendo a lógica do zoológico, pode ser que eles se manquem. Não lhes sirvamos os melhores pastéis de nata, as sardinhas mais frescas, a fatia maior do abade de priscos. Abracemos o lema “em cada ementa pelo menos três tipos de hambúrguer excessivamente passado”. As ameijoas da ria são nossas. NOSSAS. Aqueles que sobreviverem ao atrito civilizacional, adoptemo-los. Serão certamente os melhores. E, como em qualquer relação, temos de ser conquistados.


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8.10.2018 segunda-feira


desporto 17

segunda-feira 8.10.2018

Ténis João Sousa eliminado no ‘qualifying’ de Xangai

O tenista português João Sousa ficou ontem fora do quadro principal do torneio Masters 1000 de Xangai, na China, ao perder na última ronda do ‘qualifying’ com o francês Benoit Paire, por 6-7 (4-7), 6-4 e 6-4. O número um português, que ocupa o 43.º posto no ‘ranking’ mundial, perdeu após uma hora de 58 minutos de encontro. O vimaranense, segundo cabeça de série da fase de qualificação, salvou o seu serviço várias vezes na primeira partida, evitando inclusivamente um ‘set-point’ quando Paire vencia por 6-5, e acabou por se superiorizar no jogo de desempate. Nos dois ‘sets’ seguintes, João Sousa nunca conseguiu ameaçar o serviço de Paire, enquanto o francês, antigo jogador do ‘top-15’ mundial e atual 63.º, conseguiu um ‘break’ em cada um deles, o suficiente para vencer o encontro e conseguir uma vaga quadro principal. João Sousa procurava a sua quinta participação no Masters 1000 de Xangai, onde nunca conseguiu ultrapassar a primeira eliminatória.

Moto2 Miguel Oliveira termina em terceiro na Tailândia

Rodolfo Ávila, piloto “Consegui passar vários adversários logo na primeira volta, aproveitei alguns toques entre pilotos para ganhar posições.”

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O português Miguel Oliveira, em KTM, terminou ontem em terceiro lugar o Grande Prémio da Tailândia de Moto2 e afastou-se ainda mais do título devido à vitória do italiano Francesco Bagnaia (Kalex), líder do campeonato. O português terminou a 1.651 segundos do vencedor e perdeu mais nove pontos na luta pelo título. Miguel Oliveira está agora a 28 pontos da liderança quando faltam quatro corridas para terminar o campeonato.

EPOIS de ter conquistado a pole-position nas duas provas anteriores, em Xangai Tianma e Ningbo, Ávila voltou a segurar, em Wuhan, um lugar na primeira linha da grelha de partida, tendo apenas sido superado na qualificação que determinou a ordem de partida para a corrida de sábado pelo tri-campeão do Campeonato Britânico de Carros de Turismo (BTCC), o inglês Colin Turkington. Contudo, na tarde de sábado, no momento do arranque, o trabalho do português na qualificação ficou comprometido ao perder posições nos primeiros metros da corrida. “Tanto eu, como o Colin, tivemos problemas no arranque e fomos ultrapassados pelos carros que partiram atrás de nós. Depois um KIA tocou-

CTCC RODOLFO ÁVILA LEVA PONTOS DE WUHAN

Grão a grão

Apesar dos precalços, o piloto português de Macau, Rodolfo Ávila, concluiu a corrida do circuito citadino de Wuhan em 6º lugar. Segue agora para o Circuito de Xangai Tianma no final do mês -me logo na primeira volta. Como já não bastasse, na segunda volta, outro KIA acertou-me na traseira e ambos fomos obrigados a desistir. O piloto pediu-me desculpa, mas o mal já estava feito e fiquei desiludido por terminar assim uma corrida em que sabia que tinha andamento para

terminar nos lugares do pódio”, explicou o piloto em comunicado.

DE TRÁS PARA A FRENTE

Para a segunda corrida do fim-de-semana, Rodolfo Ávila largou da 15ª posição da grelha de partida e, a exemplo do que tem acontecido por diversas

vezes esta temporada, fez uma corrida de trás para a frente. “Sobrevivendo às agressivas lutas do meio do pelotão, o piloto português de Macau aproveitou todas as oportunidades para subir lugares acabando por ver a bandeira de xadrez na sexta posição”, aponta a mesma fonte.

“Consegui passar vários adversários logo na primeira volta, aproveitei alguns toques entre pilotos para ganhar posições. Podia ter arriscado mais no final da corrida e talvez acabar em quinto, mas não quis arriscar mais e não acabar a corrida. A prioridade da equipa não é a classificação de pilotos, mas sim a classificação de construtores, portanto, depois do que aconteceu no sábado, terminar esta corrida era o mais importante para mim”, concluiu Ávila que ocupa a quinta posição no Campeonato de Pilotos. Quando ainda faltam disputar dois eventos até ao final da temporada de 2018 do Campeonato da China de Carros de Turismo, as corridas regressam no fim-de-semana de 27 e 28 de Outubro, com uma jornada dupla no Circuito de Xangai Tianma.

FUTEBOL INGLÊS MOURINHO DIZ TER RECEBIDO APOIO DA DIREÇÃO ANTES DO JOGO COM NEWCASTLE

O

treinador português José Mourinho disse ontem ter recebido o apoio da direção do Manchester United ainda antes do jogo com o Newcastle, da oitava jornada da liga inglesa de futebol, que os ‘red devils, venceram 3-2. “Aqueles que lêem os jornais e que ligam às redes sociais pensavam sem dúvida alguma que eu

já tinha partido. Se eu não tivesse recebido um SMS da minha direção a pedir que não os lesse (jornais), também eu estaria igualmente convencido”, disse o técnico português na conferência de imprensa que se seguiu ao jogo. Em plena crise de resultados, o Manchester United protagonizou sábado uma espectacular reviravolta no embate frente aos ‘Ma-

gpies’, que atingiram o intervalo a vencer em pleno Old Trafford por 2-0. Mourinho admitiu que necessitou de algum encorajamento por parte do conselho de administração do clube. Um apoio que veio do vice-presidente Ed Woodward, numa altura em que os meios de comunicação anunciavam a partida do técnico, independentemente

do resultado que se verificasse frente ao Newcastle. O futuro de Mourinho parecia definido logo aos 10 minutos de jogo, quando a sua equipa já perdia por 2-0, mas a segunda parte trouxe uma equipa transfigurada e Alexis Sanchez, Juan Mata e Anthony Martial anotaram os golos da reviravolta. Os adeptos, cujo silêncio ensurdecedor mergulhou em Old

Trafford, desataram então a gritar o seu amor ao clube, bem como ao ‘Special One’. “Penso que não é por mim que o fazem, é pelo clube. Este clube que eles amam e um clube que representamos com honra e dignidade. Mas estou surpreso. Ao intervalo, perdíamos por 2-0 e os espectadores foram incríveis”, acrescentou Mourinho.


18 (f)utilidades TEMPO

POUCO

8.10.2018 segunda-feira

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O QUE FAZER ESTA SEMANA Sexta-feira

UMA NOITE COM PIANO NA GALERIA Fundação Rui Cunha | Das 18h00 às 20h00

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FESTIVAL TRAVESSA DO ARMAZÉM VELHO Rua dos Ervanários | Das 14h00 às 20h00

Diariamente

EXPOSIÇÃO KEITH HARING MAZE MACAO Venetian Expo Hall F | Até 31/12

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8O CARTOON STEPH

3 1 8 6 4 2 7 5 9 EXPOSIÇÃO 2 4“PINTURA 9 3DE ZHAO 5 MINGSHAN” 7 8 6 1 Museu de Arte de Macau | Até 26/10 7 6 5 9 8 1 3 4 2 EXPOSIÇÃO “PARA ALÉM DA PAISAGEM” DE WU LI 9 8 7 5 1 6 2 3 4 Museu de Arte de Macau | Até 11/11 6 5 1 4 2 3 9 8 7 EXPOSIÇÃO “CHAPAS CÍNICAS” 4 das2ofertas 3 sobre 7 a9transferência 8 5 1 6 Museu da soberania de Macau | Até 7/12 5 3 4 2 6 9 1 7 8 EXPOSIÇÃO 1 7“ESCULTURA, 2 8 UM3CAMINHO”, 4 6DE ANTÓNIO 9 5LEÇA Albergue SCM | Até 21/10 8 9 6 1 7 5 4 2 3

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Um filme de: Yuichi Fukuda Com: Shun Oguri, Masaki Suda, Kanna Hashimoto, Shinichi TsuTsumi 19.15 SALA 3

SALA 2

FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Felix Chong Com: Chow Yun Fat, Aaron Kwok, Zhang Jingehu, Fen Wenjuan 14.15, 16.45, 21.45

FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS

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9 1 2 7 5 8 Tony 7 Soprano 4 3(James 1 Gan9 6 dolfini) é o líder da máfia de8New uma 2 9Jersey 5 e6tem 3 vida altamente stressante. 2 3mais1 do5que7os 4 Porém, problemas de gerir uma 6 7 4criminosa, 9 8a1 associação fonte do seu grande stress 8 que 9 o3leva 4 é1 a família, a ter 5 de4recorrer a ajuda 5 6 2 profis1 7 sional. Uma excelente série que 3 se2tornou 7 de8culto6ao 9 fim de seis temporadas, rea-

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PROBLEMA 9

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S U D O K U

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8 um triste espectáculo. Na passada Foi quinta-feira recomeçaram as obras do Sin Fong Garden e os políticos dessa praça, como Leong Heng Teng ou Ho Ion Sang correram para aparecer na fotografia. O porta-voz do Conselho Executivo surge mesmo numa fotografia todo sorridente a cortar o porco, na tradicional cerimónia em que se deseja prosperidade e sorte para futuro. Além disso houve também tempo para as fotografias com o capacete de pedreiro. Foi um bonito espectáculo! Só fiquei com uma dúvida: qual é a razão que leva estas pessoas a estarem tão sorridentes? O Sin Fong Garden não devia ser um daqueles casos que faz qualquer governo corar de vergonha? Estamos a falar de pessoas que compraram uma casa ou uma loja e que estão há seis anos à espera de ver o problema resolvido. São seis 10anos em que não puderam ocupar o que compraram com o aval do Governo, que emitiu a licença de ocupação. São seis anos em que o desespero levou a que sete dos proprietários ocupassem uma estrada e fossem condenados pelo crime de desobediência qualificada. Além de não terem casa, ainda tiveram de pagar uma multa de nove mil patacas, cada. Seis anos passaram e a investigação do Ministério Público ainda não apurou responsáveis criminais. Seis anos passaram e não há responsáveis políticos. Seis anos passaram e os únicos prejudicados foram os residentes. Seis anos passaram e os Kaifong mostram a sua essência: juntos do poder, mas longe das pessoas... E agora vou tomar o pequeno-almoço... Com sorte é à borla. João Santos Filipe

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lizadas em oito anos, e que permite ao telespectador entrar no mundo da máfia no final dos anos de 90. João Santos Filipe

Um filme de: Paul Feig Com: Anna Kendrick, Blake Lively, Henry Golding 14.30, 16.45, 21.30

Um filme de: David Kerr Com: Rowan Atkinson, Olga Kurylenko, Emma Thompson 19.30

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4 5 2 7 6 9 1 8 3 8 6 9 1 5 3 7 2 4VENOM VENOM [C] 1 7 3 2 8 4 6 5 9 7 9 8 3 2 6 4 1 5 3 2 4 5 9 A1 8FAVOR7[C] 6 SIMPLE PROJECT GUTENBERG [C] 5 1 6 8 4 7 3 9 2 2 4 5 6 7 JOHNNY 8 9 3 1 ENGLISH STRIKES AGAIN [B] 6 3 7 9 1 2 5 4 8 GINTAMA 2: RULES ARE MADE TO BE9 BROKEN 8[C] 1 4 3 5 2 6 7 Um filme de: Ruben Fleischer Com: Tom Hardy, Michelle Williams, Riz Ahmed 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

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EXPOSIÇÃO BOOK-HOP Casa Garden

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WORLD PRESS PHOTO Casa Garden | Até 21/10

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CELEBRAR A MISÉRIA

PALESTRA SOBRE APLICAÇÃO EM MACAU DA CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Fundação Rui Cunha | Das 10h30 às 12h00

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VIDA DE CÃO

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4 3 1 5 8 6 8 3 2 7 7 1 6 9 4 1 7 4 3 9 9 4 2 6 5 2 5 7 8 1 Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia 8Propriedade 2 Mota; 9Fábrica 7deNgNotícias, 3 Lda Director Margarida Vitor Colaboradores Amélia Vieira; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; Navarro; José Simões Morais; Luis Carmelo; Michel Reis; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; 5José 8Colunistas 4 6 Valério9 Romão António Conceição Júnior; David Chan; João Romão; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária 3de redacção 6 5e Publicidade 1 2Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


opinião 19

segunda-feira 8.10.2018

reencarnações

JOÃO LUZ

PETER PAUL RUBENS, A VIOLAÇÃO DAS FILHAS DE LEUCIPPUS

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ORQUE não falei antes? Porque não me sacrifiquei na missão de contrariar a cultura que me tem mantida calada, amarrada ao papel de serva, presa como um pedaço de carne propriedade de um homem? Porque que raio não me sujeitei a reviver um dos maiores traumas da minha vida na praça pública, enquanto me chamam puta? Só posso mesmo ter motivos sinistros para iniciar uma cruzada contra a reputação de alguém no poder. Coitados dos machos que têm de papar com esta curva no caminho para a igualdade, ainda para mais oprimidos pelos sentidos face a alguém cuja mera existência é uma tentação irresistível. Sou tratada como instigadora de crimes contra a minha pessoa e tenho de aceitar isto com a graciosidade de uma mulher que se sabe comportar, uma lady, sem histeria. Homem e mulher, HOMO sapiens, existem há, pelo menos, 300 mil anos. A subjugação sexual e a violação é considerada crime há pouco mais de cem anos. Na segunda metade do século XIX, Portugal criminalizou a violação. Antes disso, violar uma mulher era tão natural como colher uma flor, beber água ou ter uma relação sexual consentida. Mas, mesmo com a novidade legal, o violador apenas seria punido criminalmente se a vítima fosse virgem, ou uma viúva honesta, e tivesse entre 12 e 25 anos. No início, o crime aparecia tipificado no código penal no livro das agressões à honestidade. Apenas passa a ser entendido como crime contra valores e interesses da vida em sociedade, e dos crimes contra os fundamentos ético-sociais da vida em sociedade), na Secção II (dos crimes sexuais), na versão de 1982 do código penal. Até aqui, violência sexual, principalmente no contexto familiar, era coisa da intimidade do casal, sob o abençoado domínio do soberano macho. Porque nunca combati este mundo fálico, que nunca me considerou verdadeiramente adulta, que me subjuga desde sempre, que entende a igualdade como opressão e encara o meu sexo como um produto? Porque fiquei calada? Devo querer muito dinheiro em troca e rentabilizar a minha intimidade. Porque não falei antes, neste mundo de surdos que nunca me quis ouvir, que continua a insistir “que me meti a jeito”, que fui cúmplice (na melhor das hipóteses) da minha própria agressão, ou que a inventei do nada. Porque persisto em vestir-me da forma que bem me apetece se não quero ser rasgada por estranhos, ou conhecidos? Anulada, revogada, suprimida, sem autorização para ser quem quero durante

Mulher violada

toda a minha vida. Aos poucos fui conquistando um lugar no mercado de trabalho, como mãe na família ao invés de ser apenas empregada doméstica e fábrica de

Porque nunca combati este mundo fálico, que nunca me considerou verdadeiramente adulta, que me subjuga desde sempre, que entende a igualdade como opressão e encara o meu sexo como um produto?

varões que tomem conta da família após a morte do pai. Depois de dados passos heroicos, passei a poder votar, divorciar-me, ter algum controlo sobre o meu corpo. Percebam o meu contexto, vejam com clareza de onde venho. Toda a minha história foi de subjugação. Entendam isso! Respeitem a dor e o grito aprisionado na minha garganta e que se agiganta desde a raiva calada da primeira mulher. Portadores de pénis, percebam que apesar da Era da primazia da lei, do iluminismo, para mim, para nós, vigora ainda a lei do mais forte fisicamente e da posição de género dominante. É por isso que nos calamos e procuramos apaziguar a dor avolumada pela humilhação pública.

É também por isso que sonho com sanguinária vingança, fantasio com castração ritualística de todos os falos como celebração da supremacia do útero canteiro da vida. Que os tomates sequem e mirrem perante a assertiva justiça da faca. Mas isto sou só eu, a semente da violência não germina em todos os canteiros femininos, só eu me arrogo da retaliação que quer retalhar. Isto sou eu, neste momento de reflexão, depois de me chamarem puta da Babilónia, oferecida, Maria Madalena, pedaço de carne sem personalidade, destruidora de lares, meretriz suprema. Mesmo que erga os meus braços aos céus, que peça salvação ao divino terei de o fazer junto do pai, do filho e do espírito santo.


Os empresários têm muita força, mas quem tem mesmo força são os trabalhadores. PALAVRA DO DIA

Belmiro de Azevedo

O

chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, disse ontem que houve “progressos” na reunião que teve com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, em Pyongyang, para acelerar a desnuclearização. Mike Pompeo falava já em Seul, no âmbito de uma visita que está a realizar à Ásia e que deverá, igualmente, levá-lo ao Japão e à China. “Fizemos uma boa viagem para Pyongyang para nos encontramos com o presidente Kim”, declarou Mike Pompeo na rede social Twitter, depois de se ter encontrado com o líder norte-coreano durante quase duas horas. “Continuamos a progredir em relação aos acordos obtidos na cimeira de Singapura, em Junho último, entre Kim Jong Un e o presidente norte-americano, Donald Trump”, acrescentou, agradecendo depois ao dirigente por o terem recebido, bem como à sua equipa. Esta é a quarta viagem do secretário de Estado norte-americano à Coreia do Norte enquanto parece tomar forma um acordo entre os dois países. Ao falar para o chefe da diplomacia norte-americana, através de um intérprete, Kim Jong Un disse ter-se tratado de “um bom encontro”, segundo escreve a agência de notíciasAFP. “Tratou-se de um bom encontro que promete um bom futuro (…) para os dois países”, frisou.

PONTOS DE VISTA

Numa visita anterior, realizada em Julho, Mike Pompeo também considerara ter havido progressos nas negociações com a Coreia do Norte, em contraste com as declarações de Pyongyang, que denunciou os “métodos criminosos” dos

O

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primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse ontem que se reunirá pessoalmente com o Presidente russo, Vladimir Putin, para analisarem a coordenação do envolvimento dos dois países na Síria. Netanyahu, que falava na abertura do conselho de ministros, referiu ter conversado com Putin e que ambos concordaram em “encontrar-se em breve a fim de prosseguirem com a importante coordenação securitária” entre os dois exércitos. Trata-se do primeiro encontro entre os dois po-

Marcha lenta

segunda-feira 8.10.2018

DIPLOMACIA POMPEO DIZ QUE HOUVE “PROGRESSOS” COM PYONGYANG

Um responsável norte-americano considerou a visita de ontem melhor do que a última, não deixando, porém, de referir que “o caminho ainda será longo”

norte-americanos, acusando-os de exigirem o desarmamento unilateral da Coreia do Norte sem qualquer concessão. Também um responsável norte-americano considerou a visita de ontem melhor do que a última, não deixando, porém, de referir que “o caminho ainda será longo”. Sem que se conhecesse o conteúdo das reuniões, Mike

Pompeo referira, na sua conta no Twitter, que visava “honrar os compromissos” assumidos anteriormente pelos dirigentes dos dois países. No avião para Tóquio, Mike Pompeo explicara aos jornalistas que o objetivo do encontro era “construir confiança suficiente” para a Coreia do Norte avançar em direção à paz.

De olhos nos olhos Benjamin Netanyahu diz que vai encontrar-se pessoalmente com Vladimir Putin

líticos, depois de, em 17 de Setembro último, um avião russo ter sido abatido, por erro, na Síria durante um ataque israelita na Síria. Segundo um comunicado do Kremlim, o primeiro-ministro israelita fez o pedido ao presidente russo no dia do aniversário deste. Nesta conversa, e segundo a agência France Presse, o primeiro-ministro

israelita voltou a prometer que continuará a impedir o “Irão de estabelecer uma presença militar na Síria e de transferir as armas letais do Hezbollah no Líbano”.

EM CONTACTO

Os dois dirigentes conversaram três vezes por telefone depois do incidente com o avião que causou a morte a 15 militares russos.

“E também organizaremos a próxima reunião”, referiu, defendendo a necessidade de desenvolver esforços no sentido de fixarem data e local para o próximo encontro. Até ao momento, nenhum Presidente norte-americano visitou a Coreia do Norte, um país que, segundo os defensores dos Direitos Humanos, continua a ser um dos mais repressivos do mundo. Donald Trump cancelou uma visita do chefe da diplomacia dos EUA a Pyongyang por ter considerado os progressos nas negociações insuficientes, mas, em Setembro, afirmou ter-se “apaixonado” pelo dirigente norte-coreano. Washington e Pyongyang mantiveram a importância do acordo de Singapura, enquanto os Estados Unidos defendem a manutenção das sanções se a Coreia não proceder à “desnuclearização total e completamente verificada”. A visita do diplomata norte-americano a Tóquio no sábado visava tranquilizar o aliado japonês e incluí-lo no processo de negociações. O Japão defende que a Coreia do Norte seja tratada de forma dura e insiste na continuação da pressão sobre este país, embora, em Setembro, o primeiro-ministro japonês tenha mostrado abertura para se encontrar com Kim Jong Un.

O exército da Rússia acusou os pilotos israelitas de terem usado o avião russo como cobertura para escaparem ao fogo sírio, o que Israel negou, argumentando que quando o avião foi atingido este já se encontrava em espaço israelita. Na sequência deste incidente, a Rússia anunciou novas medidas de segurança tendentes a proteger o seu exército na Síria, entre as quais o reforço da defesa antiaérea do regime, com a colocação de baterias S-300 e a interferência das

ONU Aprovado relatório de especialistas em clima

Os governos aprovaram sábado o último relatório científico sobre alterações climáticas do Grupo de Especialistas em Clima da ONU, que mostra os fortes impactos do aquecimento de 1,5 graus Celsius, apesar da contestação expressa pela Arábia Saudita. No relatório, cujo resumo foi aprovado por consenso pelos Estados, os cientistas descrevem, com base em 6.000 estudos, os impactos de um aquecimento de mais 1,5 graus Celsius, um nível que a Terra poderá atingir já em 2030 (2030-2052) devido à falta de uma redução maciça das emissões de gases de efeito estufa.

Pequim Wozniacki vence e alcança 30º título

A dinamarquesa Caroline Wozniacki, número dois do ‘ranking’ mundial, conquistou ontem o seu 30.º título, ao vencer o torneio de ténis de Pequim. Na final, Wozniacki, de 28 anos, derrotou a letã Anastasija Sevastova, 20.ª da tabela WTA, por 6-3 e 6-3, após hora e meia de encontro. Vendedora do Open da Austrália em Janeiro, o que significou o seu primeiro título do ‘Grand Slam’, Wozniacki conseguiu agora o seu segundo triunfo em Pequim, repetindo a vitória alcançada em 2010 neste torneio de categoria Premier, o escalão imediatamente abaixo dos quatro ‘majors’.

comunicações dos aviões que se encontrassem nas proximidades. A Rússia está comprometida, desde o final de 2015, com o regime sírio no combate contra rebeldes e ´jihadistas`, assim como com o Irão e o Hezbollah, dois inimigos de Israel. Em 2015, Israel e Rússia puseram em prática um mecanismo de redução de conflito de modo a evitarem confrontos entre os militares dos dois países na Síria.


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