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Hoje Macau 7 SETEMBRO 2021 #4848

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TRADIÇÕES DO BOM LAR

APANHADOS NA TROVOADA

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Nº 4848 TERÇA-FEIRA 7-9-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

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ELEIÇÕES

O plano de cooperação entre Macau e Guangdong na Ilha da Montanha foi recebido com entusiasmo por analistas e actores financeiros da RAEM. Diversidade económica, desenvolvimento acelerado e um novo mundo de oportunidades são algumas das ideias chave deixadas por economistas e empresários. GRANDE PLANO


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ANÁLISE

ZONA DE COOPERAÇÃO EM HENGQIN VAI ACELERAR INVESTIMENTO, MAS FALTAM DETALHES

José Luís Sales Marques e Jorge Neto Valente consideram que o anúncio do projecto de cooperação em Hengqin é uma “excelente notícia” para Macau. Contudo, para Neto Valente, os empresários precisam de “certezas” para avançar, até porque não é certo se os portugueses com BIR terão a mesma facilidade de circulação. O plano prevê para 2029 uma “economia altamente articulada” entre Macau e a Ilha da Montanha

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EPOIS de, em 2009, o Comité Central do Partido Comunista da China e o Conselho de Estado terem decidido o destino da Ilha da Montanha (Hengqin), foi dado mais um passo para reforçar a integração e o desenvolvimento económico de Macau. O Governo Central anunciou no passado domingo, o plano geral para a construção de uma zona de cooperação aprofundada entre Macau e Guangdong em Hengqin. No seguimento do anúncio, analistas contactados pelo HM consideram que o “Projecto geral de construção da zona de cooperação aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin” é uma “excelente notícia” que pode “apressar” o investimento na Ilha

da Montanha e acelerar o desenvolvimento de Macau. Para o empresário Jorge Neto Valente o projecto surge como resposta a uma ideia que tem estado “em águas de bacalhau” e se tem

GRANDE PRENDA Joey Lao, o deputado e presidente da Associação Económica de Macau, reagiu ao anúncio do projecto de Hengqin caracterizando-o como um presente gigante que o Governo Central deu a Macau, permitindo a integração no desenvolvimento nacional, imprimindo uma nova dinâmica à região. No seu entender, o projecto cria uma plataforma para a diversificação económica de Macau, e é um factor positivo na criação de emprego, inovação e empreendedorismo.

FOTO HENGQIN NEW DISTRICT MANAGEMENT COMMITTEE

Agora é que desenvolvido “muito devagar”. “Este novo modelo parece ser uma fórmula para podermos apressar o investimento em Hengqin e dar apoio a Macau”, apontou o empresário. Entre as possíveis vantagens, Jorge Neto Valente destaca as facilidades de circulação de pessoas e mercadorias [ver caixa] e ainda a previsível redução do custo de arrendamento de espaços comerciais, que poderá trazer vantagens para pequenas e médias empresas (PME). “[Actualmente] a importação é difícil. Há mercadorias que temos aqui e não existem na China. Pode ser que na zona de Hengqin haja mais produtos iguais aos de Macau. A longo prazo, a zona de cooperação pode levar também à redução

do preço dos espaços comerciais. As PME têm um problema grande em conseguir espaços de baixo custo. E em Hengqin o que não falta é espaço”, disse ao HM, referindo-se

LIGAÇÃO DIRECTA O Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau reagiu em comunicado ao anúncio da Construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, afirmando ser um projecto a que o Presidente Xi Jinping atribuiu grande importância. O organismo acrescentou que a zona tem um grande significado para o impulsionamento da diversificação económica de Macau, o enriquecimento da prática do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ e o desenvolvimento da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau.

aos 106 quilómetros quadrados da Zona de Cooperação.

Copo meio cheio

Para o economista José Luís Sales Marques, apesar de haver aspectos que precisam de ser definidos posteriormente, a promulgação do Projecto de Cooperação entre Macau e Guangdong em Hengqin surge numa altura em que “todas as boas notícias são bem-vindas” e tem o condão de “criar excelentes oportunidades para Macau e para a população em geral”. “Numa primeira abordagem, [o projecto] responde a várias questões. Em geral, acho que é um plano muito interessante e cria novas oportunidades para Macau. A questão da própria plataforma de serviços entre a China e os países


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vai ser FAOM DEFENDE INICIATIVA

Lee Chong Cheng, presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau, acredita que só com a organização conjunta da Ilha da Montanha vai ser possível avançar com a diversificação da economia. Segundo o representante da FAOM, no últimos anos, Macau apostou na investigação científica e desenvolvimento tecnológico, produção de alta tecnologia, medicina chinesa tradicional e no sector das convenções. Contudo, as apostas esbarraram em vários obstáculos, como a falta de espaço. Por isso, o presidente da FAOM mostrou-se confiante de que a organização conjunta permita à RAEM alcançar a meta de diversificar a economia.

Sobre o sistema de administração conjunta entre os Governos de Macau e Guangdong, previsto no plano, através da criação da Comissão de Gestão da Zona de Cooperação, Sales Marques acredita que este é um passo que serve o propósito de acelerar a integração de Macau na Grande Baía.

de língua portuguesa, os produtos ‘Made in Macau’ e a medicina tradicional chinesa (…) implicam arranjos que estão relacionados com as regras internacionais e regularização da Organização Mundial do Comércio [OMC]”, referiu.

“Este novo modelo parece ser uma fórmula para podermos apressar o investimento em Hengqin e dar apoio a Macau.” JORGE NETO VALENTE EMPRESÁRIO

“Haverá uma supervisão muito forte do Governo Central e do próprio partido no que diz respeito ao processo de acelerar a integração de Macau na Grande Baía. Diria que a Ilha da Montanha é quase uma zona de demonstração do que podem ser os esforços conjuntos de Macau, Guangdong e Zhuhai no que diz respeito à criação de novas oportunidades”, explicou.

Detalhes por apurar

Contudo, Jorge Neto Valente aponta haver ainda detalhes por afinar no projecto, nomeadamente quanto às condições que as empresas de Macau vão gozar se decidirem rumar a Hengqin. “O formato e as directivas gerais estão definidas, mas ainda faltam detalhes. Esse é o lado negativo, porque nós, as PME, precisamos de ter certezas na implementação de coisas para poder planear e avançar”, defendeu. Outro dos pontos que para o empresário não é claro, prende-se com a circulação de residentes de Macau detentores de passaporte estrangeiro, já que, para todos os efeitos, não vão deixar de existir fronteiras. “Para residentes chineses com salvo conduto, vai ser mais fácil [circular], mas com a ressalva de que não se aplica a portugueses e outros estrangeiros. Vamos ter um problema que é o facto de estas facilidades não chegarem a toda a população e é uma pena. Os portugueses com BIR permanente deveriam ter as mesmas regalias,

REGIME FISCAL RESIDENTES Imposto sobre rendimento pessoal cobrado à taxa de imposto de Macau TALENTOS DE ALTO NÍVEL Imposto sobre rendimento pessoal cobrado à taxa de 15%

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mas, como há uma fronteira, não vai ser tão fácil como para os cidadãos chineses. Não está bem definido e é um problema”, apontou Jorge Neto Valente.

ALEXANDRE MA APOIA COOPERAÇÃO

Campo fértil

Alexandre Ma, presidente da Associação Comercial de Macau, diz que está comprometido com o projecto e que a associação vai trabalhar para que a cooperação entre Macau e Zhuhai, através da Ilha da Montanha, seja bem sucedida. O empresário sublinhou também que a criação de um Conselho de Administração para a Zona de Cooperação com representantes das altas esferas de Macau e Guangdong mostra que o projecto é de extrema importância. O empresário também desejou que a população se empenhe na diversificação da economia.

O plano, aprovado pelo Comité Central do Partido Comunista da China e pelo Conselho de Estado, foi tornado público no domingo, noticiou a agência Xinhua segundo a Lusa, com as autoridades a salientarem que se trata de um acordo importante para enriquecer a prática do princípio "Um País, Dois Sistemas" e uma importante força motriz para o desenvolvimento de Macau a longo prazo. A zona de cooperação vai abranger uma área total de 106 quilómetros quadrados, que servirá de casa a uma nova plataforma para impulsionar a “diversificação económica de Macau, um novo espaço que proporciona conveniência à vida e emprego dos residentes”. Por outro lado, vai permitir reforçar também o projecto da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau. Segundo o plano, a zona de cooperação irá desenvolver novas indústrias para ajudar a promover a diversificação económica de Macau, com um foco nas áreas de investigação e tecnologia de ponta, além da promoção da medicina tradicional chinesa, das indústrias associadas à cultura e ao turismo, do sector das convenções e exposições, bem como das finanças. As políticas fiscais sobre o rendimento das sociedades serão alvo de incentivos e vão ser desenvolvidas medidas para atrair quadros qualificados, de Macau e do estrangeiro, sublinha-se. A zona de cooperação pretende ainda ser um novo lar para os residentes de Macau habitarem e

“Haverá uma supervisão muito forte do Governo Central e do próprio partido no que diz respeito ao processo de acelerar a integração de Macau na Grande Baía.” JOSÉ LUÍS SALES MARQUES ECONOMISTA

trabalharem. De acordo com o plano, está previsto o encorajamento dos residentes para encontrarem emprego ou criarem as suas próprias empresas, com a promessa de que a conectividade das infra-estruturas e os serviços públicos serão também impulsionados.

“Os portugueses com BIR permanente deveriam ter as mesmas regalias.” JORGE NETO VALENTE EMPRESÁRIO

Os procedimentos de declaração de mercadorias que saem e entram entre Macau e a zona de cooperação “serão ainda mais simplificados”, prevendo-se ainda a introdução de medidas “inovadoras em termos de gestão financeira transfronteiriça”, acrescentou a Xinhua. Segundo o projecto, em 2024, ano em que se comemora o 25º aniversário da transferência de soberania, o mecanismo do sistema de negociação, construção e administração conjuntas entre Guangdong e Macau “irá funcionar bem”. Seis anos depois, em 2029, prevê-se que haja uma economia “altamente articulada” entre a zona de cooperação e Macau. Por fim, em 2035 estarão “basicamente concretizados os objectivos da promoção do desenvolvimento da diversificação da economia de Macau”. Pedro Arede (com A. S. S.)

CIRCULAÇÃO E HABITAÇÃO . .

EMPRESAS Taxa de imposto sobre o rendimento de 15% para empresas qualificadas Permitida dedução de uma vez do cálculo do imposto no período corrente das despesas Isenção de imposto

sobre investimentos do exterior obtidos por empresas de turismo, serviços modernos e tecnologia

MERCADORIA . Isenção de pagamento de impostos à saída de

Macau (há excepções) . Isenção de imposto aduaneiro de importação para mercadoria ao entrar no Interior da China a partir da zona de cooperação

. Articulação de serviços públicos de educação, saúde e serviços sociais . Aceleração do projecto “Novos Moradores de Macau” . Liberalização total de entrada e saída de veículos motorizados . Extensão do Metro Ligeiro à zona de cooperação e à rede ferroviária de Zhuhai . Eliminação gradual das tarifas de roaming . Construção de uma via verde de ligação da rede fixa à internet a nível internacional


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ELEIÇÕES LISTA BOM LAR USOU RECURSOS DA DSEDJ PARA IMPRIMIR MATERIAIS DE CAMPANHA

Para manter a tradição Escolas, campanha eleitoral e confusão. Depois de, em 2017, ter sido suspeita de distribuir panfletos de campanha junto às escolas, a lista de Wong Kit Cheng foi agora apanhada a utilizar recursos da DSEDJ

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professores e funcionários públicos ali podem entrar. “Neste momento ainda estamos a investigar se [o envolvido] é um funcionário público [...] Se o caso envolver funcionários públicos, eles têm de assumir as respectivas responsabilidades”, respondeu Tong. De acordo com as denúncias, pelo menos um membro da lista foi visto na zona de acesso para professores a imprimir materiais publicitários com o nome “Aliança de Bom Lar”. A existência de professores na Lista Aliança de Bom Lar não será um problema. A lista é apoiada pela Associação Geral das Mulheres de Macau, responsável por várias escolas na RAEM. Em 2017, a mesma lista, também encabeçada por Wong Kit Cheng, usou alunos das suas escolas para enviar materiais da candidatura aos encarregados de educação.

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Lista Aliança de Bom Lar é suspeita de ter utilizado o Centro de Recursos Educativos da Direcção de Serviços de Educação e Juventude (DSEDJ) para imprimir materiais de campanha. A denúncia foi revelada ontem pelo portal Macau Concealers e a Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) confirmou que está a decorrer uma investigação, por parte do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP). O episódio aconteceu a 1 de Setembro deste ano, quando uma pessoa vestida de cor-de-rosa e com o número nove da candidatura liderada por Wong Kit

Cheng foi vista a imprimir materiais que se acreditam ser de campanha. “A CAEAL já tinha avisado que as pessoas [das listas] não podem pedir serviços junto das entidades que têm de seguir o princípio da neutralidade. Por isso, encaminhámos o caso ao Corpo de Polícia de Segurança Pública”, confirmou Tong Hio Fong. “As indicações que temos é que estariam a ser imprimidos panfletos de campanha, mas ainda temos de investigar”, reconheceu. O caso levantou suspeitas e alguns dos presentes terão denunciado a situação ao jornal. Suspeita-se que o espaço seja de acesso restrito, o que implica que apenas

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Preparados para tudo

Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) admite adiar as eleições, caso seja içado o sinal número oito de tufão. O cenário está em cima da mesa, uma vez que se formou uma tempestade tropical com o nome Conson, a leste das Filipinas. Segundo as informações dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG), “ainda existem incertezas na previsão de intensidade e trajectória”, mas não é afastada a possibilidade de afectar o território. Perante a situação, Tong Hio Fong, presidente da

Apanhados

O momento foi captado pelas câmaras de vigilância, segundo a CAEL, que, no entanto,

Tong Hio Fong, presidente da CAEAL “Se o caso envolver funcionários públicos, eles têm de assumir as respectivas responsabilidades.”

diz que os trabalhadores da DSEDJ não tiverem qualquer intervenção, no sentido de evitar que os recursos fossem utilizados de forma imprópria. De acordo com a lei, as instituições públicas estão obrigadas a manter a neutralidade política e não podem disponibilizar recursos para as listas. Por sua vez, a DSEDJ prometeu, em declarações ao Macau Concealers, que irá promover uma maior

CAEAL disposta a adiar eleições em caso de tufão de sinal 8

CAEAL, explicou que se for necessário o acto pode ser adiado deste domingo, 12 de Setembro, para o seguinte, ou seja 19 de Setembro. “Se houver sinal oito e não pudermos fazer a eleição [...] de acordo com a legislação, o dia da votação pode ser adiado para o fim-de-semana seguinte”, indicou Tong. A CAEAL garantiu ainda que se vai manter “em comunicação” com os SMG. Se as eleições forem adiadas,

o período de campanha poderá ser prolongado até sexta-feira dia 17 deste mês. “De acordo com o previsto na lei, se houver adiamento, e como a lei prevê que a campanha pode ser feita até dois dias antes do dia da eleição, vai ser estendido o período de campanha”, explicou Tong.

Simulação de voto

Ontem, os membros da CAEAL estiveram no Pa-

QINGMAO MORADORES PREOCUPADOS COM IMPACTO DA FRONTEIRA

vilhão Polidesportivo Tap Seac a visitar a local de voto de simulação, que permite à população vivenciar, e preparar-se, para o voto de domingo. O “teste” permitiu aos membros da CAEAL recolherem algumas indicações, como a necessidade de manter marcas amarelas no chão, para que o distanciamento social seja respeitado nas filas de espera para votar.

consciencialização dos funcionários para a possível utilização recursos pelas listas na campanha e instrui-los de forma a garantir que não há abuso dos recursos. Até ontem, a CAEAL tinha recebido 17 queixas, das quais cinco foram reencaminhadas para o Corpo de Polícia de Segurança Pública, duas para o Comissário Contra a Corrupção e outras duas para a Polícia Judiciária. João Santos Filipe

O evento da CAEAL decorreu ao mesmo tempo que uma visita do Colégio Perpétuo Socorro Chan Sui Ki, com os alunos a assistirem a uma apresentação sobre o acto eleitoral, através de vídeo, e a terem a oportunidade de utilizarem as urnas de voto de simulação. Até sexta-feira, o espaço está aberto para que mais alunos possam aprender como decorrem as eleições. As visitas estão disponíveis para todos os cidadãos. J.S.F.

Associação de Beneficência e Assistência Mútua dos Moradores do Bairro da Ilha Verde está preocupada com a abertura da Fronteira de Qingmao. Em declarações ao jornal Ou Mun, Lei Tong Man, presidente da associação, afirmou que muitos residentes consideram que a abertura vai promover um aumento das importações paralelas. Esta é uma prática ilegal, em que as pessoas vêm a Macau comprar produtos, para depois venderem no Interior a preços mais baixos do que aqueles que são praticados no outro lado da fronteira, uma vez que não estão sujeitos aos mesmos impostos. Entre os factores que podem contribuir para um aumento da prática, Lei Tong Man apontou o horário de funcionamento de 24 horas, uma localização “mais escondida”, em comparação com as Portas do Cerco, e ainda a proximidade de várias unidades de distribuição de produtos conhecidos e levados para o Interior. Face a este cenário, a Associação de Beneficência e Assistência Mútua dos Moradores do Bairro da Ilha Verde apela ao Governo para que melhore as acções de inspecção e que investigue qualquer sinal de uma eventual ilegalidade. Segundo Lei, é necessário actuar ainda antes de começarem a surgir sinais de mais uma “rota” de comércio ilegal. A nova fronteira de Qingmao apenas permite a passagem de quem tem nacionalidade chinesa, ou seja, não permite a passagem de locais com passaporte português, entra em funcionamento amanhã.


terça-feira 7.9.2021

OPERAÇÃO TROVOADA REGISTADOS MAIS DE 400 CRIMES TRANSFRONTEIRIÇOS

Apanhados na curva

Ao todo, as operações de combate à criminalidade transfronteiriça dos SPU, SA, CPSP e PJ resultaram na abertura de 443 casos e na detenção de 516 pessoas. Casos de burla foram os mais recorrentes, havendo 90 incidências a registar. Autoridades asseguram estar tudo preparado para a abertura do posto Fronteiriço Qingmao e para apoiar a construção da zona de cooperação de Hengqin

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iniciativa de combate à criminalidade organizada transfronteiriça “Operação Trovoada 2021” resultou na abertura de 443 casos em Macau, envolvendo a acusação de 516 suspeitos. A operação decorreu em duas fases, entre 6 de Junho e 11 de Julho e de 16 a 30 de Agosto de 2021 e envolveu as autoridades policiais das regiões de Macau, Guangdong e Hong Kong. Do lado de Macau, sob a coordenação dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), Serviços de Alfândega (SA), Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) e Polícia Judiciária (PJ), foram realizadas 746 acções de fiscalização, num total de 1.571 locais, incluindo ruas, zonas costeiras e marítimas, postos fronteiriços, lojas, casinos e espaços de diversão. Dos 443 casos registados, revelou ontem o adjunto do Comandante-geral dos SPU, Vong Chi Hong, 174 dizem respeito a “crimes contra o património”, estando a grande maioria (90) relacionados com burlas, que envolveram, no total, 104 pessoas. Destes 90 casos, 31 envolveram burlas com troca de dinheiro e três são casos de burla informática com recurso a redes sociais. Do total de “crimes contra o património”, houve ainda 33 casos de furto e 30 de apropriação ilegítima e coisa achada. A outra grande fatia de crimes diz respeito a ocorrências relacionadas com droga, violência doméstica, jogo ilícito, imigração ilegal, criminalidade organizada, branqueamento de capitais, infracções à lei do trânsito rodoviário ou contra a economia ou a saúde pública. Ao todo, foram registados 149 casos deste tipo. Quanto aos actos relacionados com droga, foram apontados 17 crimes, envolvendo 24 pessoas. Do total, 11

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Foram realizadas 746 acções de fiscalização, num total de 1.571 locais, incluindo ruas, zonas costeiras e marítimas, postos fronteiriços, lojas, casinos e espaços de diversão

crimes dizem respeito a tráfico de droga. Em relação a “crimes contra a pessoa”, foram registados 71 casos. Destes, 25 casos são de ofensa simples à integridade física, sete de importunação sexual, dois de abuso sexual de menores e 19 de pornografia infantil. Os restantes casos estão relacionados com “crimes contra a vida em sociedade” (27) e “crimes contra o território” (22). Sobre os resultados da operação, Vong Chi Hong sublinhou que devido à pandemia, nomeadamente os crimes relacionados droga, trouxeram

“grandes desafios”, que obrigaram as autoridades a “tomar medidas diferentes” para se ajustar aos novos modus operandi das redes criminosas, que passaram a utilizar os correios na maioria dos casos.

Tudo a postos

Questionado sobre os desafios de segurança apresentados pela abertura do novo posto fronteiriço de Qinqmao, que acontece amanhã, e o anúncio do projecto de cooperação entre Macau e Guangdong em Hengqin, Vong Chi Hong assegurou que os planos e os

exercícios de prevenção estão feitos e a comunicação com as autoridades vizinhas está em marcha. “Ontem [domingo], o Governo de Macau recebeu o novo plano de cooperação com Hengqin e, por isso, os postos fronteiriços vão ter novas vias para permitir a passagem de mais pessoas e nós já estamos em estreita comunicação com Guangdong para assegurar o seu bom funcionamento”, apontou. Pedro Arede

Uma crise silenciosa

Cerca de 30% de negócios de turismo e restauração fechou portas

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ESDE o início do ano que 30 por cento dos negócios virados para o turismo, como venda de lembranças ou de restauração fechou desapareceu. O número foi apresentado por Aeson Lei, presidente da Associação de Qualidade Verde Marca, durante um simpósio no domingo, para Pequenas e Médias Empresas. De acordo com declarações prestadas ao Jornal Cheng Pou, Aeson Lei mostrou-se muito preocupado porque os encerramentos foram quase todos uma consequência de degradação da situação económica imposta pela pandemia da covid-19 e pelas restrições de circulação. Lei explicou que também as plataformas de distribuição de comida fizeram com que a situação dos restaurantes se degradasse, através da cobrança de comissões muito elevadas. Para o panorama “negro” contribui ainda a redução do poder de compra não só dos residentes, que é cada vez mais acentuada, mas também dos turistas, que gastam menos do que em anos anteriores. O responsável da associação explicou ainda que os alimentos que chegam a Macau, e produtos relaciona-

dos, estão mais caros, o que tem reduzido as margens de lucro praticadas. Sobre as dificuldades acrescidas no consumo, Aeson Lei exemplificou ainda que o cartão de consumo electrónico e a distribuição de vales electrónicos tem um impacto mais limitado do que no ano passado porque “as pessoas estão mais cautelosas na forma como gastam o dinheiro”.

Mais regulação

Face à crise económica, o presidente da Associação de Qualidade Verde Marca sublinhou que são muitas as empresas a lutar pela sobrevivência e pediu que o Governo lance medidas de apoio a curto, médio e longo prazo a pensar nas Pequenas e Médias Empresas. No que diz às margens do negócio, o principal problema apontado foram as plataformas de distribuição. De acordo com Aeson Lei, os donos dos restaurantes queixaram-se de que as comissões cobradas nas entregas são demasiado elevadas e precisam de ser controladas. Foi ainda pedida uma regulação exigente para este tipo de plataformas, que, segundo Lei, funcionam numa situação de vácuo jurídico. J.S.F.

Taipa Pais queixam-se de falta de luz na Zona de Lazer Vários pais mostraram-se preocupados com a fraca iluminação do recém-aberto parque infantil da Zona de Lazer da Marginal da Taipa, de acordo com um artigo publicado ontem no jornal

Ou Mun. Segundo os pais citados, o parque está aberto à noite, mas a luz é insuficiente para iluminar bem os vários equipamentos, o que faz com que haja sempre um ambiente escuro. A principal preocupação dos inquiridos prende-se com as várias escadas e subidas para os equipamentos, que os pais temem que, devido à falta de luz, vão resultar em quedas das crianças.


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TELEVISÃO NICOLE KIDMAN INTERROMPE PRODUÇÃO DE “EXPATS” E DEIXA RAEHK

Até já, Hong Kong Nicole Kidman saiu de Hong Kong depois de uma disputa com a realizadora da série “Expats” e retornou à Austrália entre relatos de queixas relativas às condições em que a produção estava a ser conduzida. A estrela de “The Hours” e “Eyes Wide Shut” tem regresso marcado a Hong Kong para Novembro

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FOTOS REUTERS

U ANDO no mês passado Nicole Kidman foi avistada em Mong Kok a filmar no meio da característica azáfama da zona, começava a ganhar forma a polémica que haveria de estalar. A estrela australiana ficou isenta de cumprir a quarentena a que normalmente estão obrigadas as pessoas que entram em Hong Kong. Contornada a questão, Kidman voltou este fim-de-semana ao radar mediático com a notícia de que teria deixado “temporariamente” Hong Kong depois de alegados desentendimentos com a realizadora Lulu Wang durante a rodagem da série “Expats”, para a plataforma de streaming Amazon Prime Video. A actriz, que também é produtora executiva da série, terá entrado em rota de colisão com a realizadora devido a opiniões divergentes, acrescidas com um alegado desconforto com as condições de trabalho no local das filmagens. Meios de comunicação de Hong Kong, citados pelo The Standard, indicam que Nicole Kidman não se conseguiu adaptar ao ambiente de filmagens, que implica a rodagem de cenas à vista de todos os transeuntes. Facto agravado pela ausência de locais para descansar isolada de multidões. A actriz pediu uma licença de dois meses para interromper o projecto e regressou à Austrália. O The Standard adianta que a actriz deverá seguir para o Reino Unido para filmar “Aquaman” e “Lost Kingdom”, antes de regressar a Hong Kong para terminar “Expats”.

Filhas e enteadas

Nicole Kidman não conseguiu adaptar-se ao ambiente de filmagens, que implica a rodagem de cenas à vista de todos os transeuntes. Facto agravado pela ausência de locais para descansar isolada de multidões

Os média de Hong Kong reportaram que Nicole Kidman abandonou Honk Kong num jacto privado no domingo. Porém, a sua chegada ainda agita águas. A decisão do Governo de Carrie Lam de permitir que a

actriz contornasse a quarentena obrigatória para entrar em Hong Kong gerou polémica, levando as autoridades a endereçar o assunto e a explicar que Kidman reunia as condições de isenção, mas que continuaria a acompanhar a situação para assegurar que todas os requisitos de prevenção sanitária fossem respeitados. A polémica levou mesmo à intervenção de Edward Yau Tang-wah, secretário do Comércio e Desenvolvimento Económico, defendeu a isenção Kidman de quarentena obrigatória como uma decisão que equilibrou a ajuda à actriz e o controlo da pandemia. Importa referir que foram concedidas isenções a um total de cinco membros da equipa de produção. A dispensa implicou que Kidman se sujeitasse a pelo menos três testes de ácido nucleico nas primeiras duas semanas que esteve em Hong Kong, apresentasse um itinerário seguido ao longo da produção, limitasse as deslocações ao mínimo, apenas para trabalho, e sem usar os transportes públicos. Desde que chegou a Hong Kong, Nicole Kidman esteve hospedada numa casa no Peak, uma das zonas mais caras da cidade. Nas últimas semanas, a actriz foi avistada a filmar numa escola primária no Peak, num edifício em Sai Wan e no mercado de rua da Fa Yuen Street em Mong Kok. A série “Expats” é baseado no romance “The Expatriates”, de autoria de Janice Y. K. Lee. Protagonizada por Kidman, com Jack Huston e Sarayu Rao, segue “as vibrantes vidas de uma comunidade expatriada que se mantém muito próxima, onde a riqueza é celebrada, as amizades intensas, mas reconhecidamente temporárias, e as vidas, mortes e casamentos são eventos públicos”, adiantou Jennifer Salke, presidente da Amazon Studios. João Luz

LITERATURA CRISTINA CARVALHO VENCE PRÉMIO MIGUEL TORGA

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escritora portuguesa Cristina Carvalho venceu a primeira edição do Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga, com uma obra dedicada ao cineasta Ingmar Bergman, anunciou ontem a Associação Portuguesa de Escritores, que promove o galardão com a Câmara de Coimbra. O júri, coordenado por José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), e constituído pelos professores, ensaístas e investigadores Artur Anselmo, Cândido Oliveira Martins e Cristina Robalo Cordeiro, atribuiu o Grande Prémio “por maioria” ao livro “Ingmar Bergman – O Caminho contra o Vento”, de Cristina Carvalho. “Mais e melhor do que uma leitura atenta e objectiva sobre uma das personalidades mais marcantes da história do cinema, esta ficção, redigida na primeira pessoa, ou ‘diário imaginário’, leva o leitor a entrar no vivido quotidiano e nas recordações de um velho homem de génio”, refere a acta do júri, numa referência à obra premiada e, ao mesmo tempo, ao cineasta sueco, também dramaturgo e encenador, realizador de filmes como “Morangos Silvestres”, “Sonata de Outono” e “Fanny e Alexandre”.

FRC “Enriquecimento sem Causa” em palestra

Amanhã, às 18h30, a Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe a palestra “Enriquecimento sem Causa”, que inaugura um novo ciclo de conferências e debates na área do Direito, onde se pretende “abordar temas relevantes do dia-a-dia de forma prática e explicativa”. “Enriquecimento sem Causa” será protagonizada por Teresa Leong, que vai falar de situações “de alteração patrimonial, traduzida no aumento ou na diminuição do seu valor, em virtude de uma transacção efectuada, tal como uma compra e venda, ou uma doação, uma ingerência ou intromissão ilícita na esfera jurídica alheia, ou até de uma ocorrência imprevista que acaba por perturbar o curso normal dos eventos”.


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GETTY IMAGES

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Enviado Especial da China para Mudanças Climáticas, Xie Zhenhua, conversou, a convite com o Enviado Presidencial Especial para o Clima dos EUA, John Kerry, em Tianjin, durante a semana, disse o Ministério da Ecologia e do Meio Ambiente na sexta-feira. Os dois lados conduziram diálogos francos, profundos e pragmáticos e tiveram uma troca completa de opiniões sobre assuntos-chave, incluindo a seriedade e a urgência da mudança climática global, planos para conversações e cooperação bilaterais sobre mudança climática e a próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática em Glasgow, no Reino Unido. As duas partes compartilharam as políticas e acções sobre

CLIMA CHINA E EUA CONVERSAM SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Um novo ambiente

Xie Zhenhua e John Kerry acertaram agulhas com vista a reduzir urgentemente as emissões de dióxido de carbono e impulsionar a implementação do Acordo de Paris mudanças climáticas adoptadas pelos respectivos países. A China criou um grupo sobre o pico de carbono e neutralidade de carbono e está a trabalhar num sistema de políticas para atingir o pico das emissões de dióxido

de carbono até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060, de acordo com o lado chinês. O lado norte-americano apresentou as políticas do governo Biden para facilitar as metas do

AUDEMARS PIGUET CELEBRIDADE CORTA LAÇOS COM MARCA POR REFERÊNCIA A TAIWAN

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cantor chinês Lu Han, ex-membro da popular banda EXO, disse no domingo que rompeu laços com a marca suíça de relógios de luxo Audemars Piguet, depois de o seu presidente se referir a Taiwan como um país. A China, que reivindica Taiwan como parte do seu território, opõe-se a qualquer referência à ilha autónoma como um país. Durante uma entrevista, o director executivo da marca de relógios, François-Henry Bennahmias, referiu-se a Taiwan como um “país ultramoderno e de alta tecnologia”.

Lu, que é desde 2018 embaixador da Audemars Piguet para a China, anunciou em comunicado que ele e a sua equipa exigiram que a marca de relógios peça desculpas em chinês e inglês, mas não conseguiram chegar a um acordo com a empresa, levando Lu a cortar relações. “Os interesses nacionais estão acima de tudo,

o estúdio de Lu Han e Lu Han vão defender a soberania nacional e a integridade territorial”, lê-se no comunicado. Audemars Piguet difundiu no sábado uma declaração em chinês, através da rede social Weibo, a pedir desculpa pelo “erro” do director executivo. “Pedimos desculpas pela recente declaração incorrecta. Audemars Piguet sempre aderiu à posição de ‘uma só China’ e salvaguardou firmemente a soberania nacional e a integridade territorial da China”, explicou, em comunicado.

país de redução de emissões, de acordo com a pasta.

Olhar em frente

Reconhecendo a importância dos diálogos climáticos entre a China e os EUA sobre os esforços multilaterais

para enfrentar a mudança climática, os dois lados discutiram os próximos passos para colocar as negociações bilaterais numa base mais institucional, concreta e pragmática, e para estabelecer certos planos e projectos de cooperação no sector ecológico e de baixo carbono estabelecendo mecanismos relevantes. Sob o processo multilateral da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e do Acordo de Paris, as duas partes trabalharão em conjunto com outras partes para promover o sucesso da conferência de Glasgow. As duas partes concordaram em continuar com diálogos e consultas, e agir para tratar dos assuntos climáticas, fortalecer a cooperação pragmática, impulsionar em conjunto o processo multilateral e impulsionar a implementação plena, efectiva e sustentável do Acordo de Paris.

ÓBITO NOVO EMBAIXADOR ALEMÃO MORRE AOS 54 ANOS

O

novo embaixador da Alemanha na China, que serviu anteriormente como conselheiro da chanceler alemã, Angela Merkel, morreu aos 54 anos, anunciou ontem o Ministro dos Negócios Estrangeiros alemão. O ministério anunciou a “morte súbita” de Jan Hecker, num breve comunicado, emitido na madrugada de ontem. A mesma fonte não especificou a causa da morte e descartou qualquer relação com o cargo. A porta-voz adjunta do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Andrea Sasse, disse, quando questionada numa conferência de imprensa sobre a causa da morte, que "nada tem a ver com o papel que Hecker desempenhava” na embaixada. Hecker, que se tornou embaixador, em Agosto passado,

era casado e tinha três filhos, segundo a sua biografia, publicado no portal oficial do Ministério. O embaixador chegou à China no início de Agosto e apresentou as suas credenciais

no dia 24 do mesmo mês, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país asiático. Ex-funcionário do Ministério do Interior e juiz do Tribunal Administrativo Federal da Alemanha, começou a trabalhar na chancelaria alemã, em 2015, como chefe de uma unidade que coordena a política para os refugiados. Hecker tornou-se conselheiro para a política externa de Merkel - um cargo influente, embora com um perfil público baixo - em 2017. Merkel revelou, em comunicado, estar “profundamente chocada” com a morte de Jan Hecker. “Estou de luto por um estimado conselheiro de longa data, com profunda humanidade e notável experiência”, afirmou.


terça-feira 7.9.2021

XUNZI Um líder cujo estado é grande, mas não trata a boa conduta fundamental como algo de elevado e não respeita os antigos modelos de governo, apreciando, ao invés, o engano e o artifício – esse, verá que os ministros da sua corte também o seguem, acostumando-se a não tratar como elevados nem ritual nem yi [justiça] e apreciando sobremaneira usurpar os outros. Se esses forem os hábitos do conjunto de ministros da sua corte, então as massas e povo comum também os seguirão, acostumando-se a não tratar como elevados nem ritual nem yi e apreciando, ao invés, a sede de lucro. Se os hábitos do líder, ministros, superiores e subordinados forem todos assim, então, por vasto que seja o território de um estado, o seu poder se verá certamente diminuído. Mesmo que a sua população seja numerosa, pode esperar-se que os seus soldados sejam fracos. Mesmo que imponha copiosos castigos legais, as ordens governamentais não serão executadas – a isto se chama fazer perigar o estado, o que é algo que lhe causa dano. Um ru [pessoa culta] não faz as coisas assim e é certo que implementará completamente as distinções apropriadas. Na

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ELEMENTOS DE ÉTICA, VISÕES DO CAMINHO

O Verdadeiro Rei e o Tirano corte, decerto tratará como elevados o ritual e yi, sendo cuidadoso com a diferença entre o nobre e o ignóbil. Se for assim, então os oficiais e grandes ministros respeitarão todos o regulamento apropriado e darão a própria vida para fazer vingar os padrões. Os cem oficiais colocarão em ordem os seus padrões e medidas, tratando os cargos oficiais com grande seriedade. Se forem assim, então os cem funcionários temerão todos as leis e seguirão aquilo que é recto. Os caminhos e mercados serão supervisionados, mas não taxados. As matériasprimas serão controladas e travados os bens proibidos, mas tal não será feito com parcialidade. Se as coisas forem assim, então os cem mercadores serão sérios, honestos e sem artimanha. Os cem artífices cortarão madeira e colherão

matérias-primas de acordo com os tempos apropriados, não apressando as suas produções e aperfeiçoando a execução capaz das suas tarefas. Se as coisas forem assim, então os cem artífices serão leais, dignos de confiança e escrupulosos na execução do seu trabalho. Os oficiais encarregues das áreas rurais aliviarão os impostos sobre os campos, reduzirão a cobrança de dinheiro, farão por reduzir ao mínimo o trabalho forçado e não engajarão ninguém durante os períodos de trabalho agrícola. Se forem assim, então os camponeses se esforçarão honestamente e reduzirão o número de outras tarefas a que se dedicam. Quando os oficiais e grandes ministros trabalham para manter a regulação apropriada, dando a própria vida pela aplicação dos padrões, então os soldados do

PARTE XI

estado se baterão valorosamente. O estado só estará livre do caos quando os cem funcionários temerem as leis e seguirem aquilo que é recto. Quando os mercadores forem sérios, honestos e sem artimanha, então os mercadores e viajantes se sentirão seguros a respeito da sua mercadoria e farão fluir os produtos e as necessidades do estado serão sempre supridas. Quando os cem artífices são leais, dignos de confiança e escrupulosos no seu trabalho, os recipientes e utensílios serão produzidos com esmero e fáceis de usar e os produtos nunca faltarão. Quando os camponeses se esforçarem honestamente, reduzindo o número de outras tarefas a que se dedicam, nunca perderão as estações do Céu em cima nem as prodigalidades da Terra em baixo, assim obtendo no meio a harmoniosa colaboração entre as pessoas e nunca negligenciando as cem tarefas. A isto se chama ter um governo eficaz e bons costumes. Usa isso para a defesa e serás firme. Usa isso para atacar e serás forte. Quando te mantiveres em repouso, desfrutarás de grande fama; quando te puseres em acção conseguirás grandes feitos. Isto é aquilo a que os ru chamam implementação completa das distinções apropriadas.

Xunzi (荀子, Mestre Xun; de seu nome Xun Kuang, 荀況) viveu no século III Antes da Era Comum (circa 310 ACE - 238 ACE). Filósofo confucionista, é considerado, a par do próprio Confúcio e Mencius, como o terceiro expoente mais importante daquela corrente fundadora do pensamento e ética chineses. Todavia, como vários autores assinalam, Xunzi só muito recentemente obteve o devido reconhecimento no contexto do pensamento chinês, o que talvez se deva à sua rejeição da perspectiva de Mencius relativamente aos ensinamentos e doutrina de Mestre Kong. A versão agora apresentada baseia-se na tradução de Eric L. Hutton publicada pela Princeton University Press em 2016.


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IT TAKES TWO | HAZELIGHT STUDIOS | 2021

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C I N E M A

SALA 1

SHANG-CHI AMD THE LEGEND OF THE TEN RINGS [B]

It Takes Two é um jogo multiplayer de acção/aventura, em que os jogadores precisam de ajudar o casal Cody e May a reparar o casamento. Depois de anunciarem à filha Rose que vão divorciar-se, esta sente-se culpada pelo desfecho e lança-lhes uma “maldição”, que faz com que os pais fiquem presos dentro de dois peluches. Cada jogador assume assim um dos membros do casal, e vão ter de cooperar em diferentes desafios, numa dinâmica de jogo muito interessante. João Santos Filipe

YUAN

Um filme de: Destin Daniel Creton Com: Simu Liu, Tony Leung, Awkwafina, Fala Chen, Meng’er Zhang 14.15, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 2

THE PROTÉGÉ [C]

Um filme de: Martin Campbell Com: Samuel L.Jackson, Maggie Q, Robert Patrick 14.30, 21.30

CRAYON SHINCHAN: SCHOOL MYSTERY! THE SPLENDID TENKASU ACADEMY [B] FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Wataru Takahashi 14.30, 19.30

FREE GUY [B]

Um filme de: Shawn Levy Com: Ryan Reynolds 14.30, 19.15, 21.30 SALA 3

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FALADO EM COREANO LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Kim Ji-Hoon Com: Cha Seoung-won, Kim Sung-Kyun, Lee Kwang-Soo, Kim Hye-Jun 14.30, 21.30

ZERO TO HERO [B]

FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Jimmy Wan Com: Sandra Ng, Louis Cheung, Leung Chung Hang, Fung Ho Yeung 16.30, 21.30

5 1 6 3 7 4 7 4 2 8 1 5 3 8 9 0 2 6 0 6 3 1 8 9 SINKHOLE 1 7 8 9 6 3 8 5 7 4 0 2 Propriedade 9 2 4Fábrica 7 de5Notícias, 1 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; Gonçalo 4 3M.Tavares; 0 6 Gonçalo 9 7Waddington; Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo 2 9 Paul 1 Chan 5 Wai 4 Chi; 0 Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Rasquinho; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 6 0Morada 5 Pátio 2 da3Sé, 8n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo Welfare

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terça-feira 7.9.2021

opinião 11

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in sapo 24

Marco Neves*

AS LÍNGUAS DO AFEGANISTÃO (E A ORIGEM DA PALAVRA «AZUL»)

PERANTE TUDO o que por lá está a acontecer, talvez pareça inútil falar das línguas do país. E, no entanto, serve para conhecermos um pouco mais do Afeganistão, para lá da imagem difusa das notícias. No fim, ainda encontramos a origem de algumas palavras muito nossas…

Uma origem comum

O Afeganistão, como quase todos os países do mundo, tem muitas línguas, mais do que uma pequena crónica consegue comportar sem afastar irremediavelmente os leitores. Há, no entanto, dois idiomas especialmente importantes: o persa, a língua que mais afegãos conhecem (muitos deles como segunda língua) e o pastó, a língua do leste do país, partilhada com algumas regiões do Paquistão. Estas línguas parecem-nos muito distantes, mas têm a mesma origem que o português: o proto-indo-europeu, uma língua falada há uns 6.000 anos, que também acabou por dar origem, entre outras, ao sânscrito, ao grego, ao russo, ao inglês e ainda ao nosso latim. Ou seja: o português e o persa pertencem à mesma família linguística. O português faz parte da subfamília latina, enquanto o persa pertence à subfamília iraniana (tal como o pastó e outras línguas, entre elas o curdo). Deixemos, por hoje, o pastó de lado e olhemos para o persa, língua de vários impérios da História, com uma das mais antigas literaturas do mundo.

Uma língua em três sabores

O persa tem hoje três normas: o persa iraniano, o persa afegão e o persa do Tajiquistão. Como acontece em muitas línguas, as normas escondem um contínuo de dialectos misturados entre si.

O persa afegão manteve o som [w] do persa clássico e usa o [v] apenas como variante do som [b]. Ou seja: no Afeganistão, também há quem troque os vês pelos bês

Olhemos para uma diferença interessante entre duas das normas. O som [w] do persa clássico tornou-se [v] no persa iraniano. Esta é uma transformação que também se deu entre o latim e o português — poderá ser mais do que coincidência: as mudanças fonéticas, apesar de imprevisíveis, seguem algumas tendências comuns entre línguas. Agora, o mais curioso: o persa afegão manteve o som [w] do persa clássico e usa o [v] apenas como variante do som [b]. Ou seja: no Afeganistão, também há quem troque os vês pelos bês.

Frutas e cores a viajar Estas três normas são muito diferentes? Discussões deste tipo são difíceis mesmo quando conhecemos bem a língua, quanto mais quando estamos tão distantes… Há diferenças lexicais, sintácticas, fonéticas — para não falar das diferenças de sistemas de escrita —, mas parece haver entre os falantes uma noção clara de que a língua é a mesma. Para complicar as coisas, a língua tem três nomes oficiais diferentes. No Irão, chama-se «farsi», no Afeganistão chama-se «dari» e no Tajiquistão chama-se «zaboni tojikī». Estes são os nomes oficiais. Todos os falantes sabem usar «farsi» como nome geral da língua — e é essa a preferência de muitos. Quanto ao sistema de escrita, o Irão e o Afeganistão usam a escrita persa (baseada na escrita árabe) e o Tajiquistão usa o alfabeto cirílico. Se um português aterrar no Tajiquistão, vê à sua volta o alfabeto cirílico. Talvez se convença estar a olhar para palavras em russo. Na verdade, está a olhar para palavras persas…

Além da origem comum, temos também várias palavras que fizeram a viagem do persa ao português, muitas delas com paragem no árabe (uma língua com uma origem muito diferente). A palavra «laranja», por exemplo, teve origem na palavra persa «nârang» (que já tinha vindo do sânscrito) e chegou ao português vindo do árabe. Curiosamente, o persa tem hoje duas palavras para laranja: «nârang» e ainda «portoqâl», que designa, em especial, a laranja doce. Sim, «portoqâl» tem origem no nome do nosso país. Foi uma troca de cromos linguísticos… Outro exemplo muito importante é a palavra «azul», que tem origem na palavra árabe «lāzuward», que por sua vez tem origem no persa «lâjvard», o nome do lápis-lazúli, uma pedra de cor (enfim) azul. Usamos muitas outras palavras de origem persa (muitas delas com paragens intermédias): «açúcar», «limão», «pijama» — até «pato»! Há mais. Dificilmente um português passará um dia inteiro sem usar palavras de origem persa. * Professor e tradutor. Escreve sobre línguas e outras viagens na página Certas Palavras.


“Todas as crianças devem ser enganadas se quiserem crescer sem trauma.” PALAVRA DO DIA

7.9.2021

GCS

Kazuo Ishiguro

terça-feira

COOPERAÇÃO UNIVERSIDADES DE COIMBRA E MACAU ASSINAM PARCERIA

AMCM Suspensa cunhagem de moedas

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) suspendeu temporariamente a cunhagem de moedas. A medida foi tomada devido à popularidade do plano de benefícios do consumo por meio electrónico que, segundo o Governo, impulsionou o desenvolvimento deste tipo de pagamento, reduzindo a necessidade de moeda. Segundo o presidente da AMCM, Benjamin Chan, na decisão pesou também a necessidade de poupar as despesas do erário público, dando prioridade ao reforço da reciclagem e da circulação de moedas para corresponder às exigências da população.

Qingmao Posto Fronteiriço com 365 lugares de estacionamento

O auto-silo do Posto Fronteiriço Qingmao tem uma capacidade para 365 veículos, entre os quais 158 automóveis ligeiros e 207 lugares para motociclos e ciclomotores. Os números foram indicados ontem através do Boletim Oficial, com a publicação do regulamento do auto-silo. Segundo a mesma informação, o estacionamento de automóveis ligeiros vai custar oito patacas por hora, durante o dia, e seis patacas por hora à noite. Os motociclos e ciclomotores vão pagar três patacas hora durante o dia e duas patacas por hora à noite.

Afeganistão Talibãs advertem contra insurgência e convocam forças armadas

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Os talibãs advertiram ontem contra qualquer tentativa de insurgência contra o domínio do grupo extremista e convocaram as forças armadas do ex-governo afegão a juntarem-se às tropas talibãs nos novos serviços de segurança do Afeganistão. “O Emirado Islâmico é muito sensível a insurgências. Qualquer um que tentar criar actos de insurgência será severamente reprimido”, disse Zabihullah Mujahid, porta-voz dos talibãs, numa conferência de imprensa. “As forças afegãs formadas nos últimos 20 anos serão convocadas a juntarem-se aos serviços de segurança ao lado dos talibãs”, anunciou ainda. “Quem pegar em armas e lançar uma nova resistência será, sem dúvida, nosso inimigo. A guerra acabou, o país está a sair da crise. Agora é a hora da paz e da reconstrução. Precisamos do apoio do povo”, declarou Mujahid à imprensa.

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Prova dos nove O Governo exige testes regulares à covid-19 a trabalhadores de risco

Centro de Coordenação de Contingência do novo tipo de coronavírus anunciou ontem que trabalhadores de quatro grupos considerados de risco, que incluem pessoal de saúde, funcionários de hotéis e dos postos fronteiriços, trabalhadores da área dos congelados e empregados de limpeza no aeroporto terão de fazer testes regulares à covid-19, incluindo testes diários. A medida surge na sequência da visita de especialistas da Comissão Nacional de Saúde da China ao território. “A comissão propôs a realização de testes a determinados grupos de pessoas. Tendo em conta a recente evolução epidémica em Cantão, iniciámos testes a quatro grupos chave que no seu trabalho diário possam estar expostos a infectados ou pessoas de contacto próximo”, referiu Tai Wa Hou, coordenador do programa de vacinação. Estes trabalhadores terão de realizar um teste de ácido nucleico a cada sete dias, mas “quem tem um maior risco de exposição [ao vírus] terá de fazer um teste por dia”, incluindo os trabalhadores de limpeza que fazem a desinfecção de espaços por onde passaram pessoas infectadas, ou quem tenha contacto com essas

pessoas, até mesmo funcionários de limpeza do aeroporto, adiantou Tai Wa Hou. Os testes serão gratuitos e essenciais para passagem transfronteiriça e para apresentação ao serviço. Mais de dez mil trabalhadores serão abrangidos por esta medida, embora as autoridades “ponderem incluir funcionários dos serviços sociais e motoristas de transportes públicos”. A Comissão Nacional de Saúde da China deixou ainda indicações sobre o plano de vacinação, mas o Governo ainda está a estudar medidas sobre esta matéria. “Quanto à vacinação, há medidas que ainda temos de estudar. Pela análise a esses grupos chave, quem não recebeu a vacina tem de fazer um teste.

Mais de dez mil trabalhadores serão abrangidos por esta medida, embora as autoridades “ponderem incluir funcionários dos serviços sociais e motoristas de transportes públicos”

Dependendo do grau de exposição [do trabalhador], poderemos ter prazos diferentes. Um maior risco de exposição implica a realização de um teste de sete em sete dias, e com menor risco de 14 em 14 dias. Os dados concretos serão depois divulgados”, referiu Tai Wa Hou. De frisar que a definição destes grupos chave surge depois de ter sido detectado um novo caso de infecção numa funcionária de um hotel em Cantão.

Irmão teve alta

O Centro de Coordenação adiantou ontem que um dos membros da família de quatro pessoas infectadas com covid-19 teve alta, o segundo depois da irmã ter deixado o hospital nos últimos dias de Agosto. Trata-se do irmão mais velho, com 15 anos, que não apresenta sintomas e testou negativo em todos os testes. Em relação ao pai e à mãe, estão sem febre e sem problemas respiratórios. Relativamente ao plano de vacinação, o Executivo pretende encomendar mais 30 mil vacinas da Sinopharm, embora ainda tenha 170 mil doses deste laboratório e 50 mil doses da mRNA/BioNTech. “Tendo em conta os números da vacinação penso que o nosso stock dura mais 100 dias”, referiu Tai Wa Hou. A.S.S.

Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e a Universidade Cidade de Macau assinaram ontem uma parceria para a criação de um diploma de Estudos Avançados Conjuntos em Relações Económicas Internacionais. Na cerimónia de assinatura do acordo, que decorreu no Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, conduzida apenas em inglês, foi sublinhado que o programa de estudos prevê que os alunos tenham também a oportunidade de desenvolver competências na área da língua portuguesa aplicada à economia. O director da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra afirmou que a parceria com a Universidade Cidade de Macau a partir do próximo ano lectivo corresponde à ideia de uma “cooperação ambiciosa”. Num discurso feito a partir de Coimbra, Álvaro Garrido destacou o foco pluridisciplinar da Escolas de Estudos Avançados no desenvolvimento e qualificação do ensino pós-graduado na faculdade. Já o director da Faculdade de Economia da Universidade Cidade de Macau, Adrian Cheung, mostrou-se optimista em relação à parceria agora formada, mas ao mesmo tempo esperançado que no futuro seja possível reforçar a cooperação, de alunos e na área de investigação, entre as duas instituições. O cônsul-geral, Paulo Cunha-Alves, elogiou “o compromisso das duas instituições”, assim como o resultado final traduzido no programa conjunto, e salientou que a iniciativa acaba por reforçar as relações académicas entre Macau e a China.


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Hoje Macau 7 SETEMBRO 2021 #4848 by Jornal Hoje Macau - Issuu