Skip to main content

Hoje Macau 7 DEZ 2015 #3469

Page 1

Director carlos morais josé

Mop$10

www.hojemacau.com.mo

s e g u n d a - f e i r a 7 d e d e z e m b r o d e 2 0 1 5 • ANO X v • N º 3 4 6 9

hojemacau

pub

Agência Comercial Pico • 28721006

opinião

Cidade culta antónio c. júnior Radicalizados em casa rui flores

alexis tam

Dar força aos mais fracos Página 6

Cores das espécies

Língua Portuguesa

h

jing hao

Leonel Alves constata diferenca ´ entre teoria e pratica ´

saúde

Ligações pouco saudáveis

Clarificacão ´

hoje macau

Página 7

O deputado e membro do Conselho Executivo foi muito claro e pede clareza: se existe uma vontade política explícita, tem de ser correspondida por uma real prática. O caso da Universidade de Macau despoletou uma discussão sobre a língua portuguesa na RAEM.

“Macau deve restaurar a reputação” entrevista

antónio falcão

george wei

página 5


2

entrevista

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

George Wei professor de História da Universidade de Macau

George Wei é director do Departamento de História da UM e fala sobre o legado de Mao Zedong na China contemporânea. Para o académico, que analisa diversas vertentes de Macau, a RAEM vai continuar a viver sob o mote de “Um País, Dois Sistemas” para lá de 2049

É preciso reunir esforços como a organização de conferências e exposições nos locais históricos, criar filmes sobre estes mesmos sítios, promover campanhas de propaganda no sentido de publicitar Macau como um Centro Histórico na Ásia

Comecemos pelo actual clima sócio-político de Macau. As receitas do Jogo estão a cair progressivamente. Sendo esta a indústria mais lucrativa da região, qual é o papel que esta queda terá no futuro da cidade? A queda das receitas só fez com que estas atingissem um nível normal, uma vez que o aumento dramático dos últimos anos foi anormal e muito devido à vasta corrupção na China continental. Esperar uma grande soma de receitas baseando-se num comportamento corruptivo anormal não é real. Em segundo lugar, a queda das receitas representa uma chamada de atenção e uma força positiva para levar Macau a tornar a sua economia multidimensional, até porque é insustentável apoiar a economia de uma região somente na indústria do Jogo. Por último, penso que isto poderá passar uma mensagem séria ao Governo sobre desperdício de dinheiro e sobre a necessidade de ser mais prudente quanto aos gastos. Macau é comummente conhecida como “A Meca do Jogo” ou “Las Vegas da Ásia”. Concorda com estas expressões para caracterizar a cidade ou terá Macau mais para oferecer aos seus turistas e residentes? Estas expressões são demasiado enganadoras e até distorcidas. Como todos sabemos, Macau tem vários locais de património histórico que podem atrair milhões de turistas. Infelizmente, poucas pessoas sabem isso, até mesmo residentes de Macau. Macau é, aliás, um excelente exemplo da coexistência das culturas ocidental e oriental, uma cidade com uma série de arquitecturas, zonas cénicas e religiosas, restaurantes com cozinhas diversas e lojas com produtos e comida local. Os meios de comunicação mancharam a imagem de Macau focando-se na sua indústria do Jogo e o Governo deve esforçar-se bastante para restaurar a reputação e a verdadeira face da cidade. Um dos focos do seu trabalho é a transformação de Macau numa cidade global. Que processos devem ser seguidos para que isto aconteça? Esta questão é demasiado complexa para ser explicada de forma sucinta. Em suma, foram basicamente o comércio e as actividades dos missionários que trouxeram os migrantes do Ocidente para Macau e que colocaram a cidade no mapa internacional dos negócios. Claro que sem a colaboração entre o Governo Central e local, e das

suas políticas para promover a paz e estabilidade, a globalização de Macau é impossível. Foram precisos séculos para transformar Macau numa cidade global.

O Occupy Central lembra-me aquelas acções dos Guardas Vermelhos durante a Revolução Cultural. Não creio que aconteça uma situação semelhante em Macau A diversificação da economia e a transformação de Macau num centro de turismo e lazer são dois pontos fulcrais do Governo para o futuro. Ainda assim, poucas pessoas falam Inglês e as políticas de turismo são direccionadas principalmente para o mercado chinês. Como podem as políticas governamentais ser então implementadas? Antes de mais, é preciso que o Governo melhore a qualidade de todas as forças laborais e entenda que isto é uma prioridade. Para atingir este objectivo, é preciso melhorar o nível de educação dos residentes. Isto é essencial. Por outras palavras, podemos dizer que o Governo local devia criar a meta de ter 95% da sua população jovem inscrita em cursos universitários num período até cinco anos. Também é preciso reformar o programa educativo de todas as escolas secundárias e universidades locais, integrando a obrigatoriedade de proficiência a Inglês para finalizar o curso. Em seguida, surge a transformação da imagem de cidade dos casinos para uma cidade histórica da Ásia. Para isto é preciso reunir esforços como a organização de conferências e exposições nos locais históricos, criar filmes sobre estes mesmos sítios, promover campanhas de propaganda no sentido de publicitar Macau como um Centro Histórico na Ásia. Por outro lado, a cidade pode também tornar-se aliciante para quem quer estudar Português, pelo que penso que também as infra-estruturas educacionais devia ser melhoradas. Poderá Macau cooperar com outras regiões para transformar a sua imagem no mundo?

Sim, deve trabalhar com Zhuhai e utilizar a Ilha da Montanha enquanto extensão da cidade para entretenimento, com atracções turísticas e de lazer, mas também para o meio empresarial.

hoje macau

“Não acredito que a política de ‘Um País, Poderá este tipo de estratégia tratar-se de uma preparação para um futuro não tão distante, quando Macau se tornar 100% chinês, em 2049? Se isso efectivamente acontecer, trata-se de uma estratégia extremamente importante, até porque o Jogo deixaria de ser permitido na região. No entanto, não acredito que isto vá acontecer. Não acredito que a política de “Um País, Dois Sistemas” desapareça em 2049. Macau já é parte da China... Porque quererá o Governo acabar com o actual modelo? A gestão será muito mais conveniente para Pequim se o Governo Central mantiver o status quo de Macau. A sua pesquisa também se foca no papel de Macau na modernização da China. A que conclusões chegou até agora? O papel de Macau na modernização da China não é separável do de Cantão, que tem sido um centro de trocas comerciais entre a província de Guangdong e a China, com uma longa história. É, devo dizer, a origem da Rota Marítima da Seda. Desde a Dinastia Han que Cantão é um centro de trocas e, durante a Dinastia Tang, a cidade serviu enquanto plataforma para a Rota Marítima, tendo-se tornado não só um dos cernes comerciais mais importantes da China, mas também do mundo. Durante a Dinastia Tang, as trocas através deste meio tiveram um profundo impacto na economia da cidade e do próprio país. Durante o século XVI, o comércio na região atingiu uma escala significativa, que eventualmente ajudou ao crescimento de certas indústrias de manufactura e à comercialização da agricultura. Depois dos portugueses chegarem a Macau, o comércio alicerçou-se à região. A sua vinda, seguida da chegada de outros ocidentais como os americanos ou britânicos, mudou a dinâmica das trocas comerciais em Cantão. Os portugueses desenvolveram quatro rotas de comércio global partindo de Cantão. A primeira começava aí, passava por Macau, Goa e acabava em Lisboa. A segunda e terceira passavam por Manila, Lima e Nagasaki. Finalmente, a quarta fazia o caminho entre Cantão, Macau e Timor. De certa forma, uma vez que todas elas passavam por Macau, a região passou a ser “uma extensão

do mercado de Cantão”. A contribuição do Comércio de Cantão para a comercialização e modernização da China foi colossal. Tudo isto aconteceu antes da Primeira Guerra do Ópio, mas o protagonismo passou para Xangai depois disso. E que papel tiveram os portugueses? Até mesmo antes da Primeira Guerra do Ópio, os portugueses e macaenses que migraram de Macau

Macau tem vários locais de património histórico que podem atrair milhões de turistas. Infelizmente, poucas pessoas sabem isso, até mesmo residentes de Macau


entrevista 3

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

Dois Sistemas’ desapareça em 2049” indústria perdurar é a única saída. No que havia Macau de se apoiar? Se Macau se tornar 100% parte da China, a opção terá que passar por criar indústrias com modelos semelhantes à do Jogo. A única que até agora foi realmente próspera foi a têxtil, mas sofreu um declínio rápido depois dos EUA terem cessado a atribuição de quotas de venda para exportações deste material. Além disso, as fábricas de panchões e fósforos também não conseguiram fazer frente à competição, que usava mão-de-obra mais barata e acesso mais fáceis a grandes mercados na China. Ainda hoje, com as poupanças fiscais brutais, Macau ainda não conseguiu descortinar uma nova forma de diversificar a sua economia. Consequentemente, a indústria do Jogo foi sempre aquilo a que se agarraram.

para Xangai e Hong Kong contribuíram bastante para a modernização e urbanização do país. Nessa altura, cerca de 59% dos portugueses de Macau emigraram para Hong Kong e em 1848 somavam-se apenas 321 portugueses na RAEHK. No entanto, este número aumentou para os 2263 em 1897, totalizando 38% de todos os europeus em Hong Kong. Mais de metade destes eram nascidos na colónia britânica e outros 41% vinham de Macau. De entre a primeira geração de imigrantes estavam 131 que ocuparam posições no Governo como chefe de caixa, tesoureiro, secretário colonial, oficial de conselhos, assistente de polícia ou agente policial... No sector privado assumiram-se como fundadores de empresas de comércio como a Soares & Co, correctores na China Trade, parceiros da Messrs. James Stevenson & Co, entre várias outras. Hoje em dia a comunidade portuguesa em Hong Kong não é assim tão extensa. Qual foi o momento de mudança?

Muitos portugueses de Macau também se mudaram para Xangai em busca de melhores oportunidades, tanto que em 1851 havia apenas seis portugueses na capital, número que cresceu para os 3000 em 1910. Este valor aproxima-se muito daquele existente em Macau no mesmo ano. A meio do século XX, os portugueses haviam estabelecido 58 PME em Xangai, especializando-se numa série de negócios como comércio, seguros, agências de viagem, impressão, bolsa, farmácia, serviços fúnebres, advocacia, entretenimento, hotelaria, restauração e contabilidade. E qual a contribuição dos portugueses para a modernização da China? Terei que dizer que teve que ver com a invenção dos media, com a publicação do primeiro jornal chinês em Macau, o Abelha da China. Este defendia uma reforma democrática e um desenvolvimento constitucional, criticando os

Uma coisa que nunca vai desaparecer será a fé na igualdade de riqueza e a função do Estado em manter essa mesma igualdade. Trata-se de uma convicção comunista e ainda bastante em voga na China conservadores. Em Hong Kong e Xangai os jornais só apareceram muito depois. A China começou enquanto “a fábrica do mundo” para agora ser reconhecida enquanto potência mundial. Como é possível

justificar tal crescimento num tão curto espaço de tempo? Sinceramente, não acho que a China seja já uma força mundial. Em termos populacionais e volume económico, é. No entanto, em termos de salário per capita e capacidade, é ainda um verdadeiro país em desenvolvimento. Claro que experienciou um crescimento rápido nos últimos 30 anos, mas isto foi consequência de méritos da nação e do facto das pessoas terem sido cultivadas durante séculos. No entanto, isto aconteceu às custas do desperdício de recursos naturais, preservação ambiental, estabilidade moral, saúde... Nos próximos anos, vamos ver a China pagar as consequências de um crescimento tão rápido. Os casinos são ilegais em toda a China e Hong Kong, menos em Macau. A cidade foi escolhida por alguma razão... Macau sempre teve casinos e é por isso considerada uma tradição. Se a cidade quiser singrar, fazer esta

No seu artigo “Mao’s Legacy Revisited: Its Lasting Impact on China and Post-Mao Era Reform” explora a forma como as políticas contemporâneas da China estão profundamente associadas às de Mao Zedong. Pode dizer-se que a governação da China terá sempre “a sombra de Mao”? Terei que ser claro nesse ponto: embora muitas políticas actuais estejam dentro dos parâmetros da Era de Mao, a influência do seu legado tem vindo a diluir-se, até porque já passaram mais de 30 anos desde essa altura. No entanto, uma coisa que nunca vai desaparecer será a fé na igualdade de riqueza e a função do Estado em manter essa mesma igualdade. Trata-se de uma convicção comunista e ainda bastante em voga na China. É preciso reparar que isto não se trata de uma produção somente comunista, mas sim de uma crença tradicional. A China abriu-se de forma significativa ao mundo nos últimos 20 anos, quer em termos de relações políticas, quer direitos humanos e civis. Ainda assim, existe um clima óbvio de repressão no país. Acredita que também esta evidência vai alterar-se? É visível que o Governo Central se tem esforçado para construir o seu quadro legal, uma tarefa que tem estado em moção desde a revolução de 1911. Antes deste estar completo e a sua implementação estar concluída e ser eficaz, vão continuar a existir problemas na protecção dos direitos civis e humanos ou na prevenção de confundir assuntos políticos com direitos das pessoas. Continua na página seguinte


4 entrevista

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

No ano passado, Hong Kong produziu um dos movimentos sociais mais sonantes da contemporaneidade: o Occupy Central. Podem os assuntos lá levantados ser um problema para a equipa de Chui Sai On? Não vejo o Occupy Central como “um dos movimentos sociais mais sonantes”. Ao invés disso, lembra-me aquelas acções dos Guardas Vermelhos durante a Revolução Cultural. Não creio que aconteça uma situação semelhante em Macau.

hoje macau

No entanto, penso que devíamos dar mais algum tempo ao actual Governo chinês para resolver assuntos prioritários como são a luta contra a corrupção ou rivalidades políticas. A campanha anti-corrupção é precisamente uma das prioridades mais ferozes do país. Há quem defenda que esta medida está a minar a indústria do Jogo em Macau. Concorda? Sim, mas só até um certo ponto. Como disse, o crescimento que o Jogo teve é anormal, uma vez que a maioria provém precisamente da lavagem de dinheiro. Os valores das receitas actuais situam-se em níveis normais, uma vez que provêm de jogadores normais. Esta afirmação é correcta para uma análise dos últimos anos, mas não para agora. Que consequências terá esta campanha para a China? Em primeiro lugar, irá sanar a economia, tornando-a saudável e normal, mas também vai facilitar todas as transacções, permitir que o país poupe dinheiro, ajudar à construção do referido sistema legal, ajudar a subir a moral da população e recuperar a imagem que o mundo tem da China. O Governo local estava a mostrar sinais de abertura quanto à adopção de um sistema eleitoral mais democrático, mas Sónia Chan

O Governo local devia criar a meta de ter 95% da sua população jovem inscrita em cursos universitários num período até cinco anos já veio anunciar que tal não vai acontecer. O que representa esta decisão para Macau? O poder de começar uma reforma política em Macau está

na mãos de Pequim e não do Governo local. A não ser que a Constituição seja alterada, não haverá qualquer reforma política significativa.

O seu trabalho também se foca em Estudos de Género. A figura da mulher tem pouca expressão no Governo Central. Irá isto mudar um dia? Há, efectivamente, uma fraca representação da mulher no Governo chinês, mas tem havido avanços a nível local. Com a melhoria da igualdade de género aos níveis local e social, esta tendência vai alterar-se e a representação será maior. Quanto ao sistema de Macau: comparando com a China, existem aqui mulheres que exercem cargos políticos, seja na Assembleia Legislativa, seja no próprio Governo. Acredita que a equação está equilibrada? Em comparação com a China, a situação em Macau é bastante po-

sitiva, mas ainda assim insuficiente. Só haverá equilíbrio na igualdade de género quando uma mulher subir ao poder na figura de Chefe do Executivo. Embora haja mulheres envolvidas em questões políticas e de activismo social, há ainda uma série de assuntos para solucionar. Uma delas é a lei contra a violência doméstica, em discussão na Assembleia Legislativa há já algum tempo. Acredita que o atraso na aprovação da legislação tem que ver com as tradições culturais e padrões sociais, como é a problemática de tornar a vida privada do casal num caso público? Sim e penso que a privacidade não deve ser violada. Há ainda alguns problemas práticos com a aplicação da legislação, como é a dificuldade de obter provas, os custos de um processo em tribunal, a vontade de vítima em participar nisto, as limitações que a polícia, entre vários outros... Há ainda uma série de questões que têm que ser exploradas e bem definidas, como a violência verbal ou a frieza da indiferença sexual. A aprovação de uma lei terá que ter todos estes factores em conta. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

pub

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 552/AI/2015

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 580/AI/2015

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora ZHAO YAN, portadora do Passaporte da R.P.C. n.° E04963xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 5/ DI-AI/2015, levantado pela DST a 12.01.2015, e por despacho da signatária de 25.11.2015, exarado no Relatório n.° 601/DI/2015, de 15.10.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.° 1163-C, La Oceania, 15.° andar A.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.---------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor 張鳳軍, portador do Passaporte da R.P.C. n.° E11323xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.°24/DI-AI/2014 levantado pela DST a 17.02.2014, e por despacho da signatária de 25.11.2015, exarado no Relatório n.° 629/DI/2015, de 20.10.2015, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada em Macau, na Rua de Luis Gonzaga Gomes n.os 78-B-96, Edf. Lei Kai, 12.° andar C onde se prestava alojamento ilegal.------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.--------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.--------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 25 de Novembro de 2015.

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 25 de Novembro de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

MACAU ANGLICAN COLLEGE

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 581/AI/2015 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor 彭帥尊, portador do Passaporte da R.P.C. n.° E02754xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 24/DI-AI/2014 levantado pela DST a 17.02.2014, e por despacho da signatária de 25.11.2015, exarado no Relatório n.° 630/DI/2015, de 20.10.2015, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada em Macau, na Rua de Luis Gonzaga Gomes n.os 78-B-96, Edf. Lei Kai, 12.° andar C onde se prestava alojamento ilegal.------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.---------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 25 de Novembro de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

PARENTS ARE WELCOME TO ATTEND A PARENTS’ INFORMATION MEETING FOR ENROLING NEW K1 PUPILS FOR SEPTEMBER 2016 AT MACAU ANGLICAN COLLEGE AV. PADRE TOMÁS PEREIRA, NO. 109-117, TAIPA, MACAU THIRD FLOOR, SCHOOL HALL ON TUESDAY, DECEMBER 15th 2015, 7:30 P.M. *Four new K1 classes commence in September 2016. *100 places will be offered to new K1 pupils aged 3, in 4 classes of 25. *English and Putonghua are the main languages of instruction. *Creative teaching styles; child centred learning. *MAC Registration Documents Submission Days: February 1,2,3 & 4 2016 *Assessment Days: March 2016 (Details to follow).


Política

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

5

Gonçalo Lobo Pinheiro

UM Fernanda Gil Costa espera “futuro promissor”

Português Leonel Alves pede “clarificação política sobre ensino” da língua

Bem prega Frei Tomás...

O problema está entre a teoria e a prática. A criação de um espaço exclusivo para a formação de Português e a clarificação política sobre o ensino da língua foram ideias defendidas frente a Alexis Tam pelo deputado Leonel Alves. Já o Secretário assegura que o Português é uma mais-valia que deve e será aproveitada

O

deputado Leonel Alves pediu a Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, que o Governo crie um “estabelecimento de ensino autonomizado, vocacionado exclusivamente para a Língua Portuguesa”. As declarações surgiram no segundo dia de apresentação das Linhas de Acção Governativa da pasta de Alexis Tam, onde Leonel Alves disse ainda ser necessária uma “clarificação política sobre o que se pretende com o ensino da língua” lusa. “O ensino de uma língua é sempre importante, uma mais-valia”, disse o deputado, indicando ainda que existe “uma falta de sintonia entre a teoria e a prática, ou seja, entre o programa político [relativamente ao apoio e promoção da Língua Portuguesa] e a execução desse mesmo programa”. Leonel Alves considera que o Executivo crie um estabelecimento que permita a formação de intérpretes e “outros profissionais do saber”. Por isso, diz, é “urgente haver uma clarificação política sobre o que se pretende com o ensino da Língua Portuguesa”. É ainda muito necessário, defende, apostar na “moralização dos dirigentes” de Macau e dos seus serviços, visto que estes apresentam comportamentos de clara desmoralização. “É uma realidade constatável alguma desmoralização dos

dirigentes que trabalham com esta matéria, basta ler os jornais. (…) E alguns até tencionam desistir da trajectória que têm vindo a desenvolver. Portanto, há necessidade de moralizar os dirigentes, há necessidade também de melhorar as estruturas de funcionamento e há também necessidade de incentivar cada vez mais os jovens na aprendizagem desta língua”, defendeu Leonel Alves. Referindo-se à Universidade de Macau (UM) e ao Instituto Politécnico de Macau (IPM), o deputado salientou a atitude de trabalho que esta última instituição de formação tem mostrado, em contraste com a primeira, que durante a semana passado avançou com o que seriam cortes no apoio à Língua Portuguesa, algo desmentido horas depois. “É preciso melhorar as estrutu-

“[Há] uma falta de sintonia entre a teoria e a prática, ou seja, entre o programa político [relativamente ao apoio e promoção da Língua Portuguesa] e a execução desse mesmo programa”

ras de funcionamento (...) a autonomia [da UM] deve ser preservada, mas a universidade é nossa, é de Macau, e quem é responsável por Macau é o Governo, por isso tem que haver uma ligação entre o programa político e o que estas instituições fazem no dia a dia”, argumentou.

Recado dado

Alexis Tam assegurou ao deputado Mak Soi Kun que a aposta no Português será uma constante na sua pasta. “O Português é uma língua oficial, é uma vantagem para a nossa ligação mais íntima com os Países de Língua Portuguesa, porque somos uma plataforma”, indicou, sublinhando que também a China continental, ao longo dos últimos anos, tem apostado mais no ensino da Língua Portuguesa, tirando partido disso para as suas relações com o mundo. “Macau deve aproveitar bem esta vantagem, temos uma comunidade e muitos portugueses que contribuíram para Macau em várias áreas, seja na educação ou na jurídica, por exemplo. Temos que perceber as vantagens, porque somos uma ponte de ligação entre a China e o mundo”, frisou. Criticando aquilo que chama de “momentos e assuntos infelizes”, Alexis Tam apontou o dedo ao pouco trabalho que a UM tem realizado quanto à promoção da Língua Portuguesa.

“Não deve haver contradições com as políticas consagradas nas LAG (...) Lancei uma instrução para a UM, porque eu também vi as notícias nos jornais. A UM tem autonomia, nós Governo podemos apenas lançar instruções e supervisionar. Só isto. (...) Mas eu quero apostar no Português e, por isso mesmo, quando o presidente do IPM me pediu mais recursos eu concordei. Esta é a minha posição”, reforçou. O trabalho realizado pela UM deve, para o Secretário, ser melhorado. “Nós temos de aproveitar a

Fernanda Gil Costa, directora do Departamento de Português da Universidade de Macau (UM), disse ao HM que as recentes declarações de Hong Gang Jin, directora da Faculdade de Artes e Humanidades, a deixam “na expectativa de um futuro promissor para o departamento”. “Desejo que as suas palavras sejam a garantia de oportunidades adequadas ao valor e importância do departamento de Português”, acrescentou. A directora da Faculdade disse ao HM que as informações sobre o fim da disciplina opcional de Português noticiadas se trataram “de um mal entendido”, referindo que não há reduções no ensino da língua.

vantagem de Macau. E não só no ensino superior, eu quero investido [o ensino de Português] no ensino básico, irei apoiar sempre”, garantiu.

Direito em linhas tortas

Durante o momento de debate, Leonel Alves aproveitou ainda para questionar o Governo sobre o não reconhecimento do curso de Direito na UM em Portugal. “O que é o que Governo e a Universidade com a sua autonomia podem fazer para alterar esta situação?”, questionou. Em resposta, Alexis Tam, apontou apenas vontade de alterar a situação para que estes cursos voltem a ser reconhecidos em Portugal. “Desejo que a UM aplique o mecanismo que tinha para que os cursos feitos na universidade de Direito de Macau continuem a ter o reconhecimento de Portugal”, rematou. Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

Alexis Tam Não haverá fusão na educação

N

uma reacção à sugestão da deputada Ella Lei sobre a possibilidade de fusão da Direcção para os Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) e do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES), Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, foi claro: não é possível. “Uma fusão entre o GAES e a DSEJ? Não. Não é possível a fusão (...) são domínios diferentes, um é para o ensino superior e outro é para os ensinos básicos e secundários. (...) Isto não é só na China, em todo o mundo há esta divisão”, argumentou o Secretário. Relativamente ao estatuto de ter o GAES apenas como gabinete, Alexis Tam desvalorizou. “O

GAES é um gabinete que funciona como se fosse uma direcção. Tem as suas funções relativamente ao ensino superior”, indicou. O Secretário alertou ainda a deputada que, quando a proposta de Lei do Regime do Ensino Superior entrar em vigor – estando neste momento em apreciação na especialidade –, serão atribuídos mais poderes ao GAES. “Estamos todos preparados [para a aprovação na especialidade]. O GAES passará a poder elaborar regulamentos e documentos para serem aplicados nas instituições de ensino superior. Portanto não vamos fazer uma fusão entre estes dois serviços”, rematou. F.A.


6 política

I

dosos, jovens e deficientes são uma prioridade na lista de Alexis Tam, assegurou o responsável no segundo dia de apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) dos Assuntos Sociais e Cultura. O envelhecimento da população é um facto inegável para o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura que sublinhou ser esta uma das maiores preocupações da sua equipa. Confirmando a tendência de envelhecimento, o Secretário defendeu ser necessário enfrentar o desafio e, por isso, diz, em 2016, “serão definidos programas para o futuro”. Assim, vai ser criado um “mecanismo interdepartamental de coordenação e vai dar-se início a trabalhos de implementação do Plano Decenal de Acção para o Desenvolvimento dos Serviços de Apoio a Idosos”. Uma nova iniciativa foi ainda anunciada por Alexis Tam, que indicou que o Governo vai introduzir o conceito avançado pela Organização Mundial de Saúde de “idosos com vitalidade”. O aumento da pensão de idosos, que pouco mais ultrapassa as três mil patacas, foi ainda outra sugestão de alguns deputados. Em reacção, Alexis Tam, desvalorizou o possível aumento, pois esta pensão conta com o apoio de outras medidas complementares. “Temos um pacote de medidas que outros territórios não proporcionam”, frisou.

Velhos e novos

Não são só os idosos que estão no centro das atenções. Também as famílias em situações vulneráveis serão visadas, pelo que o Governo decidiu tornar o Plano de Apoio Alimentar de

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

LAG Grupos vulneráveis na lista de Alexis Tam

reforçar a sensibilização dos residentes sobre o combate à droga.

Para quem mais precisa

Negociações em curso

O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura incluiu na lista de prioridades para 2016 os grupos da sociedade mais vulneráveis. A ideia, defende, é concretizar mecanismos de apoio e cuidado de forma permanente

Curto Prazo numa medida de carácter permanente. Os deficientes serão contemplados por um conjunto de medidas de apoio definidas por um Plano Decenal para os Serviços de Reabilitação, “assim como se procurará tornar o subsídio provisório de invalidez numa medida a longo prazo”. Relativamente às crianças com deficiência congénita será também criado um grupo interdepartamental, sob a coordenação do Gabinete de Alexis Tam, que “será composto por membros dos Serviços de Saúde (SS), do Instituto de Acção Social (IAS) e da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). Este grupo pretende aumentar a capacidade de co-

laboração na detecção precoce de diagnósticos, na avaliação, mas também na disponibilidade de serviços, de forma a promover o desenvolvimento coordenado com do tratamento precoce e da educação no ensino especial. Quanto à polémica questão das vagas nas creches para as crianças, Alexis Tam garante que no próximo ano a população poderá contar com mais de dez mil lugares, o que permitirá “a entrada nas creches de crianças com dois anos de idade”. Feitas as contas, o número de vagas aumentará em duas mil, passando de 8500 para 10.500.

Vícios e curas

O Secretário informou que será aperfeiçoado o “novo regime de atribuipub

ção de apoio financeiro a instituições de serviços social e vai promover-se o processo legislativo do Regime de Credenciação e Inscrição para o Exercício

de Funções de Assistente Social”. É preciso, disse ainda, alargar-se a rede de serviços de aconselhamento para a eliminação do vício do jogo e

Durante a apresentação das suas LAG, Alexis Tam avançou ainda que já estão em cursos as negociações com a região vizinha de Zhuhai para a construção de um lar de idosos na Ilha da Montanha, aumentando para quatro o número de lares certificados até 2018. “O Chefe do Executivo, Chui Sai On, já está em contacto com as autoridades de Zhuhai sobre as questões do foro jurídico, o preço de aluguer do terreno e outras formalidades”, indicou o Secretário. Durante a apresentação das LAG, membros da equipa do IAS indicou que, neste momento, Macau conta com um total de 1700 camas e a fila de espera ultrapassa as 500 pessoas, sendo o tempo de espera superior a um ano. “Em Hong Kong o tempo de espera é de 30 meses”, contrastou, indicando que o número de camas aumentará, até 2018, para cerca de 750. Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

Fss Aumento das contribuições em 2016

Todos por todos A vontade de implementar um Regime de Segurança Social obrigatório foi tema de debate durante o segundo dia de apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) de Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. A rapidez na implementação deste regime foi defendida pelo Secretário, que adiantou ainda que será “promovida a implementação do aumento do montante de contribuições” já no próximo ano. O processo legislativo do Regime de Previdência Central Não Obrigatório será acompanhado, afirmou, pelo Fundo de Segurança Social e haverá, em 2016, uma promoção na “adesão dos empregadores e trabalhadores ao regime”. A deputada Angela Leong aproveitou o seu momento de debate para questionar Alexis Tam sobre os planos da sua equipa de trabalho quanto à implementação do sistema. “Temos esta ideia do Regime de Previdência Central [Obrigatório] porque achamos que é muito importante e está ligado às condições da população”, defendeu Alexis Tam. Em 2008, lembrou o Secretário, o Governo avançou com o projecto de consulta sobre a segurança social. A ideia de implementar o regime chegou, diz, porque “a maioria das empresas são

pequenas e médias empresas (PME) e têm lucros baixos”, sendo que “algumas destas têm um fundo de previdência particular, portanto o consenso social foi de que não queríamos avançar logo com um regime de previdência obrigatório, mas sim com o não obrigatório”, indicou.

Agradar aos grandes

Uma vez mais, Alexis Tam voltou a mostrar a vontade de expandir este regime depois da primeira avaliação ao regime não obrigatório, três anos depois de implementado. “Depois de avaliar os resultados poderemos ver se é o momento oportuno para implementarmos o regime de previdência central compulsivo. O que nós queremos é atrair a adesão destas grandes empresas”, indicou Alexis Tam. O Secretário admitiu ainda que o Fundo de Segurança Social já apresentou uma proposta para que nos primeiros três anos os empresários possam usufruir de descontos fiscais nos impostos. Em reacção às explicações do Secretário, a deputada Angela Leong apontou que a questão da obrigatoriedade, ou não, deve ser “melhor articulada”. Ideia também defendida por Chan Meng Kam que apresentou algumas reservas quanto ao assunto. F.A.


política 7

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

Deputados contestam investimento na Saúde pública

A

São oito deputados que Fong Chi Keong revela como ligados ao Kiang Wu. E que, claro, procuram atrasar ao máximo a melhoria da Saúde pública na RAEM

Os oito magníficos

N

a apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) foram muitos os deputados que criticaram o investimento do Governo na área da saúde pública. Geralmente, as críticas levadas a Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, dizem respeito aos problemas com o hospital público e a falta de profissionais de saúde, mas na semana passada os deputados estavam mais preocupados com o que as consequências que a resolução desses problemas poderiam ter no privado. Já na quinta-feira, o assunto tinha sido debatido, com deputados a dizerem que o hospital público está a fazer “concorrência” ao privado. Na sexta-feira, último dia de Alexis Tam na AL, o tema voltou à baila e foi a vez de Fong Chi Keong, presidente da Associação de Beneficência do Kiang Wu, deixar um alerta ao Secretário.

Fong “Pode haver uma catástrofe”

“O hospital público está a roubar os recursos humanos das clínicas [privadas]”, começou por dizer Fong Chi Keong, normalmente um dos deputados que mais defende o mercado livre de Macau. “Pode haver uma catástrofe na área da Saúde. Agora há muito dinheiro, se fizer dessa forma nem com muito dinheiro conseguimos. O Secretário é novo no cargo, claro que tem a ambição de fazer algo brilhante, mas tem de, nesse caminho, tomar medidas de forma gradual e não alterar por alterar.” Ligado ao hospital privado Kiang Wu, Fong Chi Keong não escondeu que são oito os deputados

Joana.freitas@hojemacau.com.mo

Chefe do Executivo, Chui Sai On, reuniu na passada sexta-feira com o vice-presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), Wan Gang, que é também Ministro da Ciência e Tecnologia do continente. Segundo um comunicado, Wan Gang referiu que, “sob liderança do Chefe do Executivo, a RAEM atingiu um grande sucesso, assim como uma estabilidade sócio-económica”. A visita de Wan Gang ao território incluiu ainda uma passagem pelo campus da Universidade de Macau (UM) na Ilha da Montanha. O vice-presidente da CCPPC “adiantou que, através da universidade, pode ver-se a importância que o Governo dedica ao ensino superior”, tendo o responsável manifestado “agrado pelo investimento contínuo nas Ciências”, algo que “considera ser importante para trazer efeitos positivos no desenvolvimento sustentável, formação de talentos e desenvolvimento das tecnologias e ciências a nível local”, lê-se no comunicado. Já Chui Sai On garantiu que o Governo local se tem “empenhado em divulgar mais esta área”, tendo referido que está “disponível para investir na educação e na investigação de forma a promover mais desenvolvimento”, para além de “continuar a investir e a apoiar o desenvolvimento do ensino superior”. Quanto ao campus da UM, “tem-se revelado um sucesso desde a sua entrada em funcionamento”. A.S.S.

Sobre a data avançada no início do ano pelos Serviços de Saúde, que previam a conclusão da primeira fase do hospital das ilhas para 2017, Raimundo do Rosário disse que seria “impossível”, porque no final de 2015 ainda não há um projecto feito e o novo hospital “é muito grande”. Supostamente a segunda fase era que a ficaria concluída em 2019, mas Alexis Tam frisou na sexta-feira que essa era a data nova para a conclusão total. “Só posso dizer que o plano vai ser adiado até 2019. Nós não compreendemos essas questões da construção. Por isso, eu e o director dos Serviços [de Saúde] também

só conseguimos ser informados do calendário da construção e qual será, mais ao menos, a data apontada para a conclusão, consoante as informações dos engenheiros, dos técnicos de construção civil”, afirmou, acrescentando que existe “outro Secretário para tratar dos grandes empreendimentos”.

Também tu, Au

da AL que se sentam aos eu lado na direcção do hospital privado. Lau Veng Seng é um deles e fez questão de defender isso mesmo. “Querem recrutar 500 profissionais, mas de onde vem este

“Se não concordam, então não autorizem e cortem o nosso orçamento para não podermos recrutar mais pessoal” Alexis Tam Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura

Adiamentos e inconclusões O De acordo com a Rádio Macau, também a data inicialmente prevista para a primeira fase é impossível de cumprir. “Com toda a sinceridade não sei [se conseguimos ter o hospital pronto em 2019], já que não temos ainda o projecto completo. Para a semana vou à AL e terei certamente oportunidade de esclarecer, mas neste momento não

O

pessoal? De certeza que vem do sector privado. Nós sabemos.”

Hospital das Ilhas secretário não confirma construção até 2019

Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, não consegue garantir que o novo hospital possa estar concluído em 2019, data que já tinha sido referida anteriormente e que Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, voltou a confirmar na Assembleia Legislativa (AL).

Vice-presidente da CCPPC relembra sucesso de Macau

é possível dizer quando o hospital fica completo dado que não temos o projecto completo e aprovado”, disse Raimundo Rosário à Rádio Macau, no final de uma reunião da 1.ª Comissão Permanente da AL, afastando a possibilidade de “conseguir ter o projecto aprovado” até à apresentação das Linhas de Acção Governativa da tutela, que começa amanhã.

O “grande investimento” no serviço público de Saúde foi motivo de debate durante algum do tempo de apresentação das LAG, sendo que, segundo a TDM, até Au Kam San, deputado da ala democrata que critica constantemente o excesso de apoios ao privado, diz que as intenções do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura face ao sector público da saúde pode “prejudicar” o sector privado. Em resposta, Alexis Tam fez questão de sublinhar que a população está em primeiro lugar e disse mesmo aos deputados que, se não concordam com o investimento no público, que reprovem o orçamento proposto. “Se não concordam com o nosso orçamento podem cortar. Nós precisamos da vossa autorização, mas se não concordam, então não autorizem e cortem o nosso orçamento para não podermos recrutar mais pessoal”, disse, atirando a responsabilidade para o hemiciclo. Alexis Tam, que recordou que o Governo apoia o Kiang Wu, frisou também que percebe a ideia dos deputados. “Eu percebo. Se calhar queriam que o [Governo] adquirisse mais serviços da vossa parte. Compreendo a vossa posição”, frisou, acrescentando, contudo, que a sua ideia “é ter por base a população e não satisfazer os interesses de uma qualquer minoria”. Joana Freitas

hoje macau

Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) conseguiu recolher no jantar de Natal do passado sábado mais de 400 mil patacas em donativos. Os números foram avançados pela própria ATFPM em comunicado. Cerca de 300 mil patacas foram cedidas por Ma Jun, presidente honorário da ATFPM, enquanto que Wu Kam Kong, presidente do grupo Kim Fung, deu à associação cem mil patacas. O dinheiro terá a “finalidade de apoiar as despesas destinadas às actividades de apoio às famílias mais carenciadas”. No jantar, foram ainda recolhidas 66 mil patacas numa acção de recolha de fundos. O dinheiro terá como fim “a aquisição de bens e víveres para serem entregues nas visitas a grupos vulneráveis em Macau”. Para além disso, a ATFPM deu ainda 110 mil patacas para apoiar as vítimas do mais recente sismo ocorrido no Nepal. Rita Santos confirmou ainda que a ATFPM, “no ano de 2015, atendeu mais de cinco mil sócios para a resolução de problemas de vária natureza”. Para o futuro, Rita Santos disse que José Pereira Coutinho e Leong Veng Chai, enquanto representantes da ATFPM na Assembleia Legislativa (AL), “vão continuar a defender os interesses dos sócios e dos cidadãos, lutando, por exemplo, pelo aumento dos salários e dos subsídios de trabalho extraordinário, bem como pela eliminação dos diferentes tipos de contratos de trabalho, para elevar o moral dos funcionários públicos e disponibilizar serviços de alta qualidade aos cidadãos”, aponta um comunicado. A.S.S.

gcs

ATFPM recebeu mais de 400 mil patacas em donativos


8

sociedade

Vistos individuais para turistas em iates no fim do ano

A directora dos Serviços para os Assuntos Marítimos e da Água (DSAMA), Susana Wong, prevê que os vistos individuais para quem vem de iate a Macau de Zhongshan podem vir a ser implementados no final do ano. Segundo o Jornal Ou Mun, Susana Wong referiu que a empresa de gestão responsável pelo porto onde os iates atracam em Coloane já entregou o documento da sugestão de cobrança de despesas ao organismo e a directora já apreciou o conteúdo geral da proposta, pelo que acredita que vai publicar os detalhes em breve. Da parte do interior da China, Susana Wong referiu que o edifício do posto fronteiriço em Zhongshan já está preparado para os vistos individuais, faltando apenas a inspecção das instalações.

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

Educação sexual Associação pede reforma de ensino e especialistas

Saber não ocupa espaço

“É muito fácil fazer com que a população fique com uma impressão negativa sobre o sexo entre os jovens, ignorando elementos como a saúde sexual e o desenvolvimento desta prática”

“Uma Faixa, Uma Rota” Governo promete preparar jovens

Lai Ieng Kit, chefe de Gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura Alexis Tam, confirmou que o Governo vai apostar na formação dos jovens para que possam responder aos desafios da política nacional “Uma Faixa, Uma Rota”. No âmbito de um seminário sobre o tema, promovido pelos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), Lai Ieng Kit referiu que “os jovens possuem potencialidades significativas, empenho e criatividade, pelo que a exibição dos pontos fortes dos quadros qualificados locais serve para seguir o dinamismo da iniciativa nacional “Uma Faixa, uma Rota”. No mesmo comunicado, o chefe de gabinete de Alexis Tam garantiu que “para implementar a política de juventude de Macau, com base nos vectores de promoção da mobilidade social e aumento de competitividade, o Governo dará prioridade à preparação dos quadros qualificados locais necessários para o progresso económico e social, bem como desenvolverá, com grande esforço, o ensino técnico-profissional e a educação contínua adaptada à diversificação económica”.

Long Fong Kuan Presidente da Associação Promotora de Saúde de Macau

Tribunal Homem condenado por passar fronteira com cigarros a mais

Um homem foi condenado por ter passado a fronteira das Portas do Cerco em direcção a Macau com cigarros a mais. O caso remonta a 2011, antes mesmo da proibição de entrada com tabaco ter descido até aos 19 cigarros. O homem trazia consigo seis pacotes de tabaco, o que levou as autoridades a confiscar a mercadoria. O sujeito ainda alegou que os produtos eram para consumo próprio e que foram adquiridos em lojas francas dentro das Portas do cerco, mas nem isso convenceu as autoridades. O homem interpôs recurso da decisão da punição a que foi sujeito – multa de cinco mil patacas -, mas o Tribunal Administrativo considerou que a quantidade ultrapassava em muito o limite de 200 unidades de cigarros, à lei actual, já que trazia consigo 1600. Isto juntou-se à falta de provas que pudessem provar a sua inocência em tempo útil, pelo que o homem acabou condenado.

Turismo DST pondera Festival de Luzes todo o ano

A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) afirmou que o Governo pensa tornar o Festival da Luz, que acontece este Natal um pouco por toda a cidade, numa actividade a repetir durante o ano. A DST diz, contudo, ter de perceber o resultado da actividade ao nível turístico e só depois poder tomar uma decisão. Segundo o Jornal Ou Mun, Helena de Senna Fernandes, directora da DST, caso os resultados sejam positivos, o projecto pode vir a acontecer em diversas alturas do ano e não só no Natal. A responsável indicou que o festival inclui 3D Mapping nas fachadas de edifícios classificados e vários pontos de instalação de luz e jogos interactivos. A actividade acontece este ano desde as Ruínas de S. Paulo até ao templo de Á-Ma, da igreja de São Lourenço, ao Largo de Santo Agostinho e do Senado ao Quartel dos Mouros e serve para celebrar os dez anos da entrada de Macau na Lista do Património Mundial da Humanidade de UNESCO. “Vamos pensar noutra localização para próximo ano, é possível que se realize em zonas diferentes durante o ano”, avançou.

A

Associação Promotora de Saúde de Macau espera que o Governo crie um regime de credenciação de professores especializados em Educação Sexual, de forma a que haja um novo modelo de aprendizagem desta disciplina nas escolas. A ideia, diz, é que haja uma melhoria na forma de ensino desta matéria que, está, do ponto de vista da Associação, atrasado. Segundo o Jornal do Cidadão, o presidente daAssociação, Long Fong Kuan, afirmou, admitiu durante um seminário sobre sexo e saúde juvenil no sábado passado, que o Governo e as associações valorizam muito os conhecimentos de jovens sobre a actividade sexual. No entanto, o responsável diz que tem sido dado mais ênfase ao desenvolvimento fisiológico do corpo humano e à prevenção de doenças, deixando outros assuntos de fora. Isto, explica, “limita o entendimento” sobre o sexo. “É muito fácil fazer com que a população fique com uma impressão

negativa sobre o sexo entre os jovens, ignorando elementos como a saúde sexual e o desenvolvimento desta prática”, frisou.

Perspectivas

Long Fong Kuan explicou que é preciso pensar pelo ângulo de promoção da saúde, ajudando os adolescentes a ultrapassarem as mudanças mentais e físicas próprias do crescimento. Assim, o presidente sugere a criação de um regime de credenciação de

professores especializados em Educação Sexual. Consolidar o papel dos pais como educadores de sexo é outro ponto considerado importante pela Associação Promotora de Saúde de Macau. O presidente diz que os progenitores devem responder de forma activa e positiva às perguntas levantadas pelos seus filhos sobre sexo, promovendo a comunicação na família. Além disso, defende ainda a reforma no sistema de ensino de Educação Sexual, advogando um sistema com um conteúdo mais diversificado que frise a importância do sexo para a saúde. No mesmo seminário, o investigador do Centro de Estudos do Sexo da Faculdade de Medicina da Universidade de Pequim, Meng XianWu, defendeu que a aprendizagem de conhecimentos sobre esta matéria e sobre as mudanças no crescimento pode ajudar a evitar crimes sexuais e comportamentos negativos associados a esta prática. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

DSEJ promove educação sexual com associações A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) vai organizar até Fevereiro do próximo ano a 6ª edição da “Actividade Promotora da Educação Sexual na Comunidade”, em conjunto com dez associações. Segundo um comunicado da DSEJ, o tema desta edição será “conhecer as armadilhas na rede” e visa fazer com que “crianças e jovens tomem consciência da segurança que devem ter ao utilizar a internet, evitando cair nas armadilhas da rede, reforçando o sentido de autoprotecção. A actividade ajudará também os pais/encarregados de educação a melhorar a Educação Sexual dos seus educandos”, pode ler-se.


sociedade 9

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

Q

uase 16 anos depois da criação da RAEM, o Português continua a não fazer parte do dia-a-dia dos macaenses das novas gerações. É a principal conclusão de um inquérito promovido pela Associação dos Macaenses (ADM) e que foi apresentado ontem, no último dia do colóquio “Testemunho para o Futuro”. Apesar do inquérito continuar aberto online até ao dia 15 deste mês, já é possível concluir que o Português é a língua mais falada dos 413 inquiridos, sendo que 276, ou seja, 42%, dizem falar Português. Contudo, segundo explicou José Basto da Silva, vice-presidente da ADM e autor do inquérito, “nos inquiridos com mais de 60 anos a percentagem é de 56% e depois começa a baixar à medida que as idades são menores. Claramente há um declínio da Língua Portuguesa e um equilíbrio de outras línguas, como o Inglês ou Chinês, nas gerações mais novas”. O Inglês surge em segundo lugar, com 29% das respostas, enquanto que o Chinês continua a ser o calcanhar de Aquiles da comunidade, ao surgir em terceiro lugar, com 24% de falantes. Na plateia, foram vários as vozes que pediram acções em prol do maior ensino do Português e do Chinês. “Não sei porque é que em Macau há esta dificuldade, quando o Português é língua oficial. Ao fim de dez, doze anos [da transferência de soberania] já começava a notar uma ilusão no ensino da língua e agora já noto mais”, disse

O

IAS quer alargar transportes para deficientes

Colóquio Jovens macaenses falam menos Português

Herança em desuso

O inquérito promovido junto da comunidade pela Associação dos Macaenses revela que a Língua Portuguesa é menos falada nas gerações mais novas face aos mais velhos. O Inglês tem primazia face ao Chinês

Anabela Ritchie. A ex-presidente da Assembleia Legislativa (AL) fez ainda um apelo à ADM e à Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM) “para que abram cursos funcionais para ensinar o Cantonês e o Mandarim”. Já André Ritchie, arquitecto, defendeu que tem de “se ser profissional bilingue em pleno”. “É importante o aumento do Chinês, mas

adorava ver o Chinês e o Português ambos em subida”, frisou. Outros dados mostram que a comunidade macaense se identifica a si própria, em primeiro lugar, pela culinária e tradições, existindo um “pessimismo em relação à manutenção da cultura”, sentimento “maior nas faixas etárias mais velhas”. Quanto à participação no geral, a geração mais nova

“Claramente há um declínio da Língua Portuguesa e um equilíbrio de outras línguas, como o Inglês ou Chinês, nas gerações mais novas” José Basto da Silva Vice-presidente da ADM

Grupo Polytec assegura que o seu pedido de prorrogação da concessão do terreno onde está a ser construído o Pearl Horizon foi rejeitado. O Governo disse que iria dar informações sobre o caso apenas no dia 10, mas a empresa responsável pela construção do edifício fez um aviso público onde assegura já saber do resultado. Na mesma nota, o colectivo assegura estar preparado para avançar com o processo para tribunal, alegando que a culpa reside no atraso da obra. O Grupo Polytec adiantou-se ao Executivo, publicando a notificação em Hong Kong, onde refere que já havia recebido a resposta por parte do Governo no final do mês passado, conforme notícia do jornal All About Macau.

“foi pouco participativa comparativamente com as faixas etárias mais velhas”. Outras das ideias retiradas do inquérito diz respeito à necessidade de maior diálogo cultural no seio da família.

Bom balanço

Ao HM, José Basto da Silva traça um balanço de dois dias de mais uma edição do colóquio que todos os anos se dedica a debater a identidade macaense. “Conseguimos mobilizar as pessoas e isso é o mais importante. O nosso propósito é um pouco dinamizar o debate para manter viva a comunidade macaense, que se pensa que está em vias de desaparecimento.

Nós fazemos o trabalho de chamar a atenção do Governo e da comunidade chinesa para dizer que há uma comunidade macaense que trabalha e que se afirma à qual o Governo deve prestar atenção, porque somos o factor diferenciador. Sem nós Macau não seria diferente de outras cidades da China. Mesmo do ponto de vista financeiro é uma vantagem competitiva para Macau”, disse o vice-presidente da ADM. No primeiro dia de colóquio, a defesa do patuá como herança cultural foi outros dos pontos assinalados. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

O Instituto de Acção Social (IAS) quer alargar o horário de serviços de autocarros de reabilitação para transportar os deficientes, bem como aumentar o número de autocarros de seis para nove, além de estar a pensar implementar outros meios de transporte. Segundo o canal chinês da TDM, o IAS afirmou que existem, actualmente, seis autocarros de reabilitação e três veículos médicos que não são usados para os serviços de emergência, só para transporte de deficientes. Mas, a taxa de utilização destes veículos tem sido alta, tanto que mais de 40 mil cidadãos já usaram o serviço só este ano. “Por isso, vamos alargar o horários e aumentar mais três autocarros para servir os deficientes”, disse Vong Yim Mui, vicepresidente do IAS.

Mais de mil estabelecimentos com símbolo de qualidade

O Conselho dos Consumidores (CC) vai atribuir no próximo ano o símbolo de qualidade de Loja Certificada a mil estabelecimentos comerciais, sendo que 1300 foram sujeitos à avaliação anual. Também para 2016, o CC promete “introduzir critérios mais rigorosos e formas de avaliação mais científicas para a avaliação anual”, prometendo ainda “cooperar com associações profissionais na realização de acções de formação, por forma a assegurar uma protecção prévia aos consumidores no consumo em Macau”.

Pearl Horizon Rejeitada prorrogação de concessão de terreno à Polytec

O juiz que decida O grupo emitiu também uma declaração no Jornal Ou Mun, onde afirma que após consultar opiniões da sua equipa de assessores jurídicos, vai argumentar que a falta de um período de transição na nova Lei de Terras e a ausência de uma medida de recuperação de tempo prorrogação em tribunal, algo que levou a “problemas administrativos e de apreciação por parte do Governo”.

Confiança na barra

Assim, o grupo diz ter todos os argumentos para vencer na barra

dos tribunais. O intuito, adiantam, é que lhes seja atribuído mais tempo para desenvolver o lote. A via jurídica é, dizem, “mais viável e rápida”, sem esquecer que é a melhor forma de proteger os interesses de proprietários do Pearl Horizon. O Grupo Polytec acrescentou que , caso os tribunais administrativos decidirem que os atrasos no desenvolvimento da obra foram causados pela lentidão das acções do Executivo, a ideia é “recuperar um volume de tempo razoável” para finalizar o projecto. “A empresa declara seriamente que

vai fazer os possíveis para dar início à proposta para apresentar no tribunal em breve, investindo todos os recursos necessários para assegurar que o Pearl Horizon fique concluído em 2018”, escreve o grupo.

O All About Macau avançou ainda que após publicação da notícia, a cotação das acções do grupo caiu 6,5% no mercado de acções na cidade vizinha. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo


10

eventos

Compositor Victor Gama dá palestra na USJ

A Universidade de São José (USJ) acolhe no dia 11 deste mês uma palestra com Victor Gama, compositor e designer de instrumentos musicais contemporâneos. A palestra intitula-se “O design como variável – o artesanato musical no Século XXI” e começa às 18h30, sendo moderada pelo professor Álvaro Barbosa. A entrada é livre.

Morreu aos 85 anos o actor Robert Loggia

O actor Robert Loggia, conhecido pelos seus papéis em «Scarface» ou «Big», morreu, esta sextafeira, aos 85 anos, em Los Angeles, confirmou a sua mulher Audrey. De ascendência italiana, nascido a 3 de Janeiro de 1930 em Nova Iorque, foi nomeado para o Óscar de melhor actor secundário pelo seu desempenho no filme «Jagged Edge» em 1985. Salvatore Loggia foi diagnosticado com Alzheimer há cinco anos. Actor secundário em múltiplas películas, Loggia foi especialmente solicitado para desempenhar o papel de gangster ou de mafioso, e vestiu nomeadamente a pele de traficante de droga no filme «Scarface» de Brian de Palma ao lado de Al Pacino e Michelle Pfeiffer.

hoje macau segund

FRC Severino Cabral em conferência. “Manual de Legística Formal” lançado na quinta-feira

Semana dois em um Severino Cabral, directorpresidente do IBECAP apresenta esta quarta-feira, na Fundação Rui Cunha, uma palestra sobre o papel de Macau no intercâmbio sino-brasileiro. Para quinta-feira está agendada a apresentação de um livro sobre as leis que regulam o território da RAEM

“A

‘Nova Mundialidade’ e a emergência do mundo meridional” é o tema da conferência que vai contar com a presença de Severino Cabral na Fundação Rui Cunha nesta quarta-feira. A palestra, com início marcado para as 18h00, incide sobre a apresentação de algumas novas edições do Instituto Internacional de Macau (IIM) e um balanço do VII Seminário sobre o

Severino Cabral

Papel de Macau no Intercâmbio Sino-Luso-Brasileiro, realizado no Rio de Janeiro, em Lisboa e em Pequim.

À venda na Livraria Portuguesa A Vida Quer é Coragem • Ricardo Batista Amaral “A Vida Quer é Coragem” é mais do que a biografia da presidente do Brasil, Dilma Rousseff. É também um retrato do Brasil moderno, pujante, a respirar esperança e optimismo. O livro intercala momentos da vida da presidente, como a infância, a vida universitária, a clandestinidade e a prisão; com o contexto histórico que vai da ditadura à fundação do PT, as Directas e ainda a eleição de 2010.

Severino Cabral é o director-presidente do IBECAP – Instituto Brasileiro de Estudos de China e Ásia-

-Pacífico, sendo também professor da Universidade de Cândido Mendes (Rio de Janeiro) e da Escola Supe-

rior de Guerra do Brasil. O académico tem participado em muitos encontros internacionais e é autor de inúme-

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

2032: A Nova Idade de Ouro • Diana Cooper O dia 21 de Dezembro de 2012 assinala o fim de um período astronómico de 26 000 anos e o início de uma nova era. As energias envolvidas nessa transição irão ter um enorme impacto no planeta, nos seres humanos e em áreas específicas como a economia, política e clima. Diana Cooper, reconhecida mestre espiritual, desvenda aquilo que será a evolução do mundo até 2032, um ano-chave. Nesta obra visionária, o leitor irá encontrar informação preciosa que o ajudará a compreender as mensagens das antigas profecias e a antecipar as incríveis mudanças planetárias que ocorrerão nos próximos 20 anos. Explica ainda, país a país, os principais acontecimentos da colossal transição que se prevê durar até 2032. Prepare-se para esta nova era, conhecendo as fantásticas oportunidades que estarão à sua disposição para elevar a sua consciência e abraçar um futuro de prosperidade.


eventos 11

da-feira 7.12.2015

m

ros trabalhos sobre a China, tendo sido classificado pelas autoridades chinesas como “pioneiro nos estudos sobre

A

s receitas do cinema na China bateram este ano um novo recorde ao alcançar, até agora, 40.000 milhões de yuan, um aumento superior a 48%, em comparação com o mesmo período do ano passado. “Trata-se do número mais alto de sempre alcançado pelas bilheteiras nacionais”, escreveu sábado a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, citando números da Administração Es-

a China no Brasil”. A sessão tem entrada livre.

Ajudar no Direito

No dia a seguir, é a vez da apresentação do livro “Manual de Legística Formal”, da autoria de José Miguel Figueiredo e António Manuel Abrantes. Marcado para as 18h30 e com entrada aberta ao público, o lançamento da obra tem o apoio da FRC e do CRED-DM, Centro de Reflexão, Estudo e Difusão do Direito de Macau. A obra versa sobre a arte de escrever leis, “numa perspectiva essencialmente formal”, como explica a organização em comunicado. “O seu propósito central é o de actuar como guia prático no processo de elaboração das Leis da RAEM, através da exposição dos principais detalhes técnicos a ter em conta na redacção do teor normativo destes diplomas.” No livro, são apresentadas regras e princípios orientadores neste domínio, quer ao nível da sistematização ou organização interna dos diplomas legais, quer ao nível mais técnico da redacção concreta das suas normas. A obra, que se destina “a todos os intervenientes no processo de redacção de diplomas legais na RAEM, especialmente juristas e tradutores”, procura fornecer um ponto de apoio que ajude a esclarecer as dúvidas quotidianas e as constantes dificuldades que repetidamente surgem a quem é chamado a desempenhar estas funções. “Tendo sido exclusivamente pensado a partir do direito local, este manual conta com numerosos exemplos práticos de legislação em vigor na RAEM, de forma a possibilitar ao seu leitor uma consulta clara e adequada à realidade em que se insere”, explica a FRC. A apresentação estará a cargo de José Bento de Almeida, Chefia Funcional do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior. J.F.

Cinemateca Paixão Seminário de cinema com realizador de Hong Kong

Películas, teorias e palestras A

Cinemateca Paixão recebe esta semana o vice-presidente da Hong Kong FilmArtsAssociation,Alex Mok, que chega a Macau para apresentar “AArte do Cinema – Teoria e Aplicação”. A ter lugar no dia 13, pelas 15h00 horas, o seminário tem entrada livre e conta ainda com Chan Ka Keong, presidente da Associação Audio-Visual Cut. Alex Mok é director de arte de campanhas publicitárias e cinema há muito anos, sendo conhecido não só pela experiência profissional, mas pela “atitude meticulosa em relação à arte e à criação de artes visuais”, como refere a organização em comunicado. O Instituto Cultural (IC)

explica ainda que Mok participou em mais de 50 obras, incluindo “2 Young”, “Lust”, “Caution”, “I Corrupt All Cops”, “Cold War” e “The Viral Factor”, entre outros.

Prata da casa

Também o realizador de Macau Chan Ka Keong estará presente na palestra. Tendo-se dedicado a formas de expressão artística como o cinema e o vídeo, artes visuais e design gráfico, Chan ficou conhecido pelo seu primeiro filme, “Passing Rain”, que foi seleccionado como um dos finalistas do Programa de Apoio à Produção Cinematográfica de Longas Metragens 2013 do IC.

Portuguesa vence meia-maratona internacional de Macau

Lusofonia em grande

A

portuguesa Carla Martinho ganhou a meia maratona internacional de Macau, prova em que os quatro primeiros lugares foram todos conquistados por atletas de países lusófonos. Carla Martinho fez o percurso em 1:18:56 e cruzou a meta à frente da cabo-verdiana Crisolita Silva, da são-tomense Djamila Tavares e da timorense Natércia Maia.

A atleta disse à Lusa que tinha expectativa de ficar entre as três primeiras, mas “não estava à espera de ganhar” e que o tempo que fez ficou dentro do que tinha pensado (abaixo de uma hora e vinte minutos), atendendo ao percurso e ao clima de Macau. Já na meia maratona masculina, o português Bruno Silva ficou em quarto lugar, com um tempo de 1:08:24, numa

Receitas do cinema na China batem recorde tatal da Imprensa, Publicações, Rádio, Cinema e Televisão (SARFT, na sigla em inglês). As produções nacionais, que dominam a programação na última semana do ano e nos períodos de férias, proporcionaram 59% das receitas, o equivalente a 23.700 milhões de yuan, indicou a mesma fonte.

O seminário de domingo vai servir para os dois homens partilharem com o público a teoria e a aplicação da arte cinematográfica no que respeita aos temas “Relação entre a Arte e a Arte Cinematográfica”, “Auto-posicionamento dos Directores de Arte do Cinema”, “Como as Técnicas de Pós-produção Influenciam o Desenvolvimento da Arte Cinematográfica” e “Estudos de Caso de Arte Cinematográfica”, entre outros temas. O seminário é gratuito e os lugares são limitados, pelo que os interessados tem de se inscrever através do IC até dia 13. J.F.

Entre os dez filmes mais vistos consta a produção chinesa “Monster Hunt”, uma comédia de acção e fantasia realizada por Raman Hui, co-director de “Shrek the Third”, que no verão passado se converteu na produção nacional com mais sucesso comercial. Da mesma lista fazem parte “Monkey King: Hero is

Back”, outra produção chinesa, e filmes estrangeiros como “Furious 7”, “Avengers: Age of Ultron”, “Jurassic World” e “Mission: Impossible-Rogue Nation”. No conjunto, existem cerca de 6.200 cinemas nas cidades chinesas, o correspondente a 30.000 salas, indicou a SARFT.

prova que foi ganha pelo queniano Joseph Ngare (1:05:19) e em que o atleta de Cabo Verde Nelson Cruz foi o segundo classificado (1:07:56). Quanto à maratona, os portugueses Tiago Silva e Miguel Quaresma terminaram em 8.º e 9.º lugar, com tempos de 2:28:58 e 2:29:18, respectivamente. A edição deste ano da Maratona Internacional de Macau foi ganha pelo ucraniano Vitaliy Shafar, que fez o percurso em 2:14:44. Na maratona feminina, a portuguesa Luísa Oliveira terminou em 11.º lugar e a ucraniana Olena Shurkhno ganhou, com um tempo de 2:33:24. O treinador dos atletas portugueses, Américo Brito, disse à Lusa que o balanço da participação nacional nestas provas em Macau é “muito positivo” por terem sido alcançados todos os objectivos iniciais. A expectativa era, na meia maratona, terminar entre os cinco primeiros lugares e, no caso da maratona masculina, que os dois atletas terminassem entre os dez primeiros, o que aconteceu. Américo Brito considerou também “óptimo” o resultado de Luísa Oliveira, que terminou em 11.º depois de ter estado “algum tempo sem treinar” devido a uma lesão. Lusa/HM

Desde fevereiro passado, o “gigante” asiático superou os Estados Unidos da América como o maior mercado cinematográfico do mundo. A importação de filmes, na China, é monopólio do Estado e está sujeita a cotas. Normalmente, o país mais populoso do mundo importa apenas 34 filmes por ano, a maioria dos quais norte-americanos.


12

china

Os países africanos distanciaram a China de atitudes colonialistas. Para eles, os chineses são, antes de mais, uns bons parceiros, que propõem situações ganhadoras

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

África e China querem “soluções africanas para problemas africanos”

Parcerias “win-win”

O

s países de África e a China apelaram no sábado, numa cimeira conjunta em Joanesburgo, à resolução dos conflitos no continente pelos próprios africanos e denunciaram abertamente as ingerências externas, excluindo, porém, Pequim. Na declaração final da II Cimeira África-China, que terminou sábado em Joanesburgo, as duas partes afirmaram-se “determinadas” em procurar formas pacíficas para resolver os conflitos no continente, que passarão sobretudo pela base de “soluções africanas para problemas africanos”. O Presidente da África do Sul e anfitrião da cimeira, Jacob Zuma, saudou o “apoio forte e sem ambiguidade” do homólogo chinês, Xi Jinping, em relação à posição da União Africana (UA) sobre a questão da segurança, que passa pelas soluções africanas. Na sexta-feira, na abertura da cimeira, Xi Jinping prometeu uma

“ajuda sem contrapartidas” de 60 milhões de dólares à UA, verba destinada sobretudo às operações de manutenção de paz. No mesmo dia, o Presidente chinês defendeu o reforço da cooperação entre os dois blocos e anunciou o empenhamento de Pequim em conceder 60 mil milhões de dólares em empréstimos e ajuda ao continente africano para os próximos três anos.

O facto de a cimeira se realizar pela primeira vez em África - a primeira decorreu em 2006 em Pequim - foi destacado durante os

60

mil milhões de dólares será o valor da ajuda da China a África nos próximos três anos

Bolsa parar caso se registem oscilações de 0,5%

Mão pouco invisível

A

China vai suspender temporariamente as negociações nas suas praças financeiras caso se registem oscilações de cinco por cento ou mais, a partir do dia 1 de Janeiro, anunciaram em comunicados separados as bolsas do país. A medida, que visa reduzir a volatilidade do mercado, foi revelada pela primeira vez em Setembro, na sequência de um abalo no mercado de capitais chinês que resultou em perdas avaliadas em dois biliões de euros. Caso o índice das 300 principais companhias cotadas cair ou subir 05%, as autoridades vão suspender as negociações em ambas as praças de Xangai e Shenzhen por um período

de 15 minutos, lê-se no documento. O mecanismo - designado por “interruptor” - previa originalmente uma suspensão de 30 minutos. Mas se o mesmo índice - que inclui empresas como o gigante bancário ICBC e estatais do sector energético como a PetroChina e a Sinopec - oscilar em 07%, as negociações serão interrompidas durante o resto do dia. As medidas visam evitar “riscos sistémicos extremos”, indicou a bolsa de Xangai. Em comunicado, o regulador chinês disse que o mecanismo “ajudará a estabilizar e manter a ordem no mercado, proteger os interesses dos investidores e promover um desenvolvimento sadio e a longo prazo no mercado de capitais”. Trata-se da mais recente medida adoptada pelas autoridades chinesas, visando controlar o ‘estouro’ da bolha que levou a uma queda de 40% no Índice Composite de Xangai, desde o pico de Maio, e depois de ter valorizado 150% no espaço de um ano. De acordo com as medidas vigentes até à data, as ações individuais não podem subir ou descer mais de 10%. A bolsa de Xangai recuperou 20% desde o mínimo atingido em Agosto.

trabalhos, que juntaram 48 chefes de Estado ou de Governo em Joanesburgo, entre eles os Presidentes de Angola, José Eduardo dos Santos, e de Moçambique, Filipe Nyusi. “A relação entre África e China não é nova, é uma relação de longa data, baseada numa história de solidariedade desde que combatemos o colonialismo e o ‘apartheid’ [sistema de segregação racial]”, salientou o Presidente sul-africano. A parceria sino-africana, realçou, “beneficia” as duas partes, acentuou, por seu lado, o Presidente queniano, Uhuru Kenyatta, que resumiu desta forma uma posição largamente partilhada pela maioria dos chefes de Estado africanos. “Há essa retórica errada segundo a qual a China está unicamente interessada nos recursos naturais” de África, acrescentou Kenyatta, mas já à cadeia de televisão sul-africana SABC. “Que fizeram os colonizadores? Eles pilharam. E temos agora aqui a China, que está a trabalhar em conjunto connosco, para ajudar os países a saírem da pobreza. Isso não é ser colonizador, isso é parceria”, sustentou. Mais longe foi o seu homólogo zimbabueano, Robert Mugabe, também presente na

“Que fizeram os colonizadores? Eles pilharam. E temos agora aqui a China, que está a trabalhar em conjunto connosco, para ajudar os países a saírem da pobreza. Isso não é ser colonizador, isso é parceria” Uhuru Kenyatta Presidente do Quénia

cimeira, ao considerar “uma tolice” as acusações de que a China explora África. “A China jamais colonizou África ou qualquer outra parte do mundo. São eles [os do Ocidente] que pilharam África e que continuam a fazê-lo”, afirmou Mugabe, realçando tratar-se de uma relação em que as duas partes ganham. “A China propôs uma parceria ‘win-win’ a África”, concluiu.

Demite-se presidente do terceiro maior banco

Um homem investigado Z

hang Yun, presidente do Banco Agrícola da China, o terceiro maior do país, apresentou a sua demissão por “razões pessoais” apenas um mês depois do anúncio de que as autoridades o investigam por suspeitas de corrupção. A demissão de Zhang Yun foi anunciada na noite de sexta-feira em comunicado, no qual a instituição financeira detalha que o presidente do conselho Liu Shiyu vai ocupar temporariamente o cargo. O anúncio chega depois de as autoridades chinesas terem dado conta de uma investiga-

ção por suspeitas de corrupção contra Zhang Yun, no início de novembro, o que o tornou o detentor do cargo de maior relevância no setor financeiro chinês a ser atingido pela campanha anticorrupção lançada, há três anos, pelo Presidente Xi Jinping. O Banco Agrícola, que Zhang presidia desde 2009, é um dos “quatro grandes” da segunda economia mundial, a par com o Banco Industrial e Comercial (ICBC), o Banco de Construção e o Banco da China, todos estatais.


china 13

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

Painéis solares Governo insta UE a pôr fim às medidas ‘antidumping’

Laissez faire, laissez passer A China pediu à União Europeia (UE) para pôr fim às medidas ‘antidumping’ às importações de painéis solares, numa altura em que o bloco vai estudar se as mantêm, dado que expiram dentro de dias após dois anos em vigor. Em comunicado, citado hoje pelos ‘media’ chineses, o Ministério do Comércio indica que prorrogar a vigência das referidas medidas “prejudicaria os interesses de ambas as partes”, pelo que espera que a UE acabe com estas políticas “o mais breve possível” para melhorar a relação económica bilateral. “Os painéis solares e os componentes relacionados são importantes para o desenvolvimento de energias ‘limpas’ e ajudarão os países a cumprir os seus objectivos de redução de emissões na luta contra as alterações climáticas”, afirmou o ministério.

A Comissão Europeia (CE) anunciou, este sábado, uma avaliação intercalar parcial das medidas aplicáveis às importações de módulos fotovoltaicos de silício cristalino e de células originárias ou procedentes da China. Este exercício limita-se a examinar “se responder ao interesse da

União manter as medidas actualmente em vigor”, segundo a CE. As medidas em causa foram impostas no final de 2013 para desagrado de Pequim que respondeu com uma investigação ao vinho europeu exportado para a China, também por suspeitas de prática desleal.

A EU ProSun, organização do sector que denunciou as práticas de alguns produtores chineses neste mercado, assinalou que as medidas ‘antidumping’ permanecerão em vigor até 2016, enquanto durar a investigação, a qual se pode prolongar por até 15 meses. pub

Plano para 110 reactores nucleares de fabrico doméstico até 2030

A

China vai ter, em 2030, 110 reactores nucleares em funcionamento, tornando-se um dos maiores utilizadores no mundo deste tipo de energia, anunciou na quinta-feira a maior construtora de centrais nucleares do país, citada pela imprensa estatal. No total, os reactores operacionais e em construção no “gigante” asiático atingirão, em 2020, uma capacidade de geração eléctrica de 88 gigawatts, de acordo com a meta estabelecida no 13.º plano quinquenal (2016-20), anunciado em Outubro. De acordo com aquele documento, que guiará a política chinesa até 2020, a China investirá 500 mil milhões de yuan, na construção de seis a oito reactores nucleares, anualmente, ao longo dos próximos cinco anos. Segundo o jornal oficial em língua inglesa China Daily, a expansão deste tipo de infra-estrutura será feita com recurso a tecnologia doméstica.

Em Outubro passado, a China concordou em ficar com uma participação de um terço na central nuclear a ser construída pela gigante francesa EDF em Hinkley Point C, no sudoeste da Inglaterra. O acordo ficou concluído horas antes de o Presidente chinês, Xi Jinping, iniciar uma visita de quatro dias ao Reino Unido. Segundo fontes ocidentais, a China investiu 89 mil milhões de dólares em energia limpa em 2014, o maior volume entre as na-

ções em desenvolvimento. “A China está a enveredar pelo caminho das energias limpas para reduzir as suas emissões de carbono, com a energia nuclear a ser uma das principais beneficiárias”, indicou o China Daily. Estima-se que o país tenha libertado entre nove e dez mil milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono), em 2013, quase o dobro dos Estados Unidos da América e cerca de duas vezes e meia mais do que a União Europeia.

Iniciada construção do maior parque eólico do país

A

China começou a construir o maior parque eólico do país na ilha de Nanri, na província de Fujian, que se prevê que terá uma potência instalada de 400 MW, anunciaram as autoridades locais. Com conclusão prevista para 2018, a estrutura produzirá em torno de 1,4 milhões de quilowatts-hora (kWh), o equivalente a queimar 450 mil toneladas de carvão, segundo números divulgados pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. Segundo fontes ocidentais, o “gigante” asiático investiu 89 mil milhões de dólares em energia limpa em 2014, o maior volume entre as nações em desenvolvimento, mas cerca de dois terços da energia consumida no país continuam a assentar no carvão. “Grande parte do aumento da capacidade instalada de produção de energia limpa no mundo provém da China”, assinalou à Lusa um consultor português na área do ambiente Renato Roldão, radicado em

Pequim desde 2008. “Mas a capacidade instalada não se reflecte no consumo”, ressalva, acrescentando que “boa parte dessa energia é desperdiçada”. Na quarta-feira, o Governo chinês anunciou um plano de modernização das instalações energéticas que utilizam carvão, visando uma redução das emissões poluentes em 60%, antes de 2020. A medida representa uma redução anual de 180 milhões de toneladas nas emissões chinesas de CO2 (dióxido de carbono). Estima-se que o país tenha libertado entre nove e dez mil milhões de toneladas de CO2 em 2013, quase o dobro dos Estados Unidos da América e cerca de duas vezes e meia mais do que a União Europeia.


h

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

artes, letras e ideias

14

J

ing Hao “Bifa Ji”

Notas Sobre o Método do Pincel

(Como disse Xie He): Aplicai as cores de acordo com as espécies. No passado existiram homens que o conseguiam fazer ao harmonizar água e tinta até conseguir obter efeitos luminosos. No período Tang, Zhang Zao1 pintou árvores e rochas com uma abundância de ressonância espiritual; o seu pincel e a sua tinta apropriavam-se de todos os detalhes; os seus pensamentos eram elevados e ele não dava importância às cinco cores. Ninguém entre os antigos e os modernos o ultrapassou. Zhu Ding, o monge das Nuvens Brancas2, possuía o segredo do espírito e da forma; ele alcançou

a verdadeira origem das coisas e pintou com extraordinário à vontade; a profundidade do seu trabalho era incomensurável. O pincel e a tinta de Wang Yuzheng (Wang Wei)3 eram subtis e refinados; a sua ressonância espiritual era elevada e pura; ele desenhava as formas com grande habilidade, expressando pensamentos verdadeiros e profundos. Os princípios do General Li4 eram profundos, os seus pensamentos iam muito longe, as suas pinceladas muito boas; as suas obras demonstram grande habilidade e beleza ornamental, mas fraquejam no que se refere ao uso da tinta.

1 - Pintor famoso pela sua atitude face a pintura que não reconhecia

3 - Poeta e pintor, Wang Wei (701-761) seria indicado por Dong Qichang

senão a Natureza e a inspiração interior. Quando lhe perguntavam

(1555-1636) como o primeiro a usar pinceladas de textura ou rugas e a

sobre a origem das suas obras-primas, deu a resposta clássica: «Por

usar o método da tinta fluida (o que se revelaria controverso) e seria o

fora ponho-me na escola do Criador, por dentro capto a fonte do meu

fundador da «Escola do Sul», (que não é uma indicação geográfica). Os

coração.» (in Lidai Ming Hua Ji, Vol. X) Fu Zai, funcionário e poeta

dois breves ensaios sobre pintura que lhe são atribuídos, o Huaxue Pijue

activo no meio do século VIII, descreveu o estado de transe com que se

e Hua Shanshui (este considerado pelo Hualun Congkan como sendo da

manifestava o seu génio inspirado e excêntrico, concluindo: «Isto já não é

autoria de Jing Hao) estão traduzidos em português por António Graça

do domínio da pintura, é o puro Dao.»

de Abreu em Poemas de Wang Wei, Instituto Cultural de Macau, Macau,

2 - Zhu Ding, que se tornou o monge daoísta Li Tsun-shih, era conhecido

1993, págs. 215 -219.

particularmente pelas suas pinturas de pinheiros; activo durante o reino

4 - Li Sixun (651-716 ou 18) seria apontado por Dong Qichang como o

do imperador Xuanzong (712-763).

oposto de Wang Wei, e pertencente à «Escola do Norte».


hoje macau segunda-feira 7.12.2015

artes, letras e ideias 15

Paulo Maia e Carmo tradução e ilustração


16 publicidade

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

EDITAL Edital nº Processo nº Assunto Local

1.

: 54/E-BC/2015 : 197/BC/2014/F :Início do procedimento de audiência pela infracção às respectivas disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI). :Rua de Fernão Mendes Pinto n.º 40, Edf. Hei Man Lin, terraço sobrejacente a fracção 5.º andar B (CRP: B4), Macau. Rua de Fernão Mendes Pinto n.º 40, Edf. Hei Man Lin, caixa de escada comum entre os 4.º e 5.º andares, Macau.

Cheong Ion Man, subdirector da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no uso das competências delegadas pelo Despacho n.º 12/SOTDIR/2015, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 38, II Série, de 23 de Setembro de 2015, faz saber por este meio ao(s) dono(s) da obra e ao(s) proprietário(s), cujas identidades se desconhecem, das obras existentes no local acima indicado, o seguinte: O agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização de obra sem licença cuja descrição e situação é a seguinte: Obra

Infracção ao RSCI e motivo da demolição

Execução da obra de renovação de um compartimento não autorizado com cobertura em betão, paredes em alvenaria de tijolo, gaiola Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução 1.1 metálica, janela de vidro e escada metálica no terraço sobrejacente do caminho de evacuação. a fracção 5.º andar B.

2.

3. 4. 5.

1.2

Instalação de gradeamento metálico sobrejacente ao compartimento Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução não autorizado referido no ponto 1.1. do caminho de evacuação.

1.3

Instalação de portão metálico e gradeamento metálico na caixa da Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução escada comum entre os 4.º e 5.º andares. do caminho de evacuação.

Sendo o terraço do edifício considerado caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 10.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M, de 9 de Junho. As alterações introduzidas pelo infractor nos referidos espaços, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto caminhos de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, as obras executadas não são susceptíveis de legalização pelo que terão necessariamente de serem determinadas pela DSSOPT a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada. Nos termos do n.º 3 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 10.º é sancionável com multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração ou segurança do edifício. Considerando a matéria referida nos pontos 2 e 3 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data de publicação do presente edital, podendo requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 95.º do RSCI. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227). Aos 30 de Novembro de 2015 Pelo Director dos Serviços O Subdirector Cheong Ion Man

ANÚNCIO 【N.º 87/2015】

ANÚNCIO N.º 88/2015

Para os devidos efeitos vimos por este meio notificar os representantes dos agregados familiares do concurso de habitação económica abaixo indicados, no uso da competência delegada pela alínea 20) do n.º 3 do Despacho n.º 06/IH/2015, publicado no Boletim Oficial da RAEM, n.º 7, II Série, de 18 de Fevereiro de 2015 e nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro:

Para os devidos efeitos vimos por este meio notificar a representante do agregado familiar do concurso de habitação económica abaixo indicada, no uso da competência delegada pela alínea 20) do n.º 3 do Despacho n.º 06/IH/2015, publicado no Boletim Oficial da RAEM, n.º 7, II Série, de 18 de Fevereiro de 2015 e nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro:

Nome

N.º do Boletim de candidatura

CHAN LAI CHUN

81201309555

CHONG MAN TIN

81201308465

NG MAN SAN

81201310392

Por causa dos representantes dos agregados familiares acima mencionados não apresentarem os documentos necessários dentro do prazo fixado, os adquirentes seleccionados serão excluídos do concurso, de acordo com os termos da alínea 2) do n.o1 do artigo 28.º da Lei n.o 10/2011 (Lei da habitação económica), alterada pela Lei n.o 11/2015. De acordo com os artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, devem apresentar, por escrito, as suas contestações e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou as demais provas, no prazo de 10 dias, a contar da data de publicação do presente anúncio. Se não apresentarem as contestações no prazo fixado, considerando as desistências do respectivo direito e não aceitação das contestações entregues fora do prazo fixado. No caso de dúvidas, poderão dirigir-se ao IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar Srª. Lam, através o tel. n.º 2859 4875 (Ext. 212), para consulta do processo. O Chefe do Departamento de Habitação Pública, Chan Wa Keong 3 de Dezembro de 2015

Nome CHAN IM PENG

N.º do Boletim de candidatura 81201313316

Por causa de não apresentar os documentos necessários dentro do prazo fixado, este Instituto informou-a por meio de ofício, com o n.o 1507060016/DHEA, datada de 9 de Julho de 2015, a solicitar à interessada acima mencionada para apresentar por escrito a sua contestação pelos factos acima referidos no prazo de 10 (dez) dias a contar da data de recepção dos referido ofício, entretanto não o fez dentro do prazo indicado. Nos termos da alínea 2) do n.o1 do artigo 28.º da Lei n.o 10/2011 (Lei da habitação económica), alterada pela Lei n.o 11/2015 , a decisão do despacho do Chefe substituto do Departamento de Habitação Pública, exarado na Proposta n.º 0481/DHP/DHEA/2015, a adquirente seleccionada foi excluída do concurso. E nos termos do n.º 24 do Despacho n.º 06/IH/2015 e no artigo 155.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, cabe recurso hierárquico necessário da respectiva decisão administrativa, o Presidente deste Instituto, no prazo de 30 (trinta) dias a contar da data de publicação do presente anúncio, o recurso hierárquico tem efeito suspensivo. O Chefe do Departamento de Habitação Pública, Chan Wa Keong 3 de Dezembro de 2015


( F ) utilidades

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

tempo

?

pouco

Nublado

min

12

max

17

hum

65-85%

•

euro

8.43

baht

0.22

Cineteatro

O que fazer esta semana Quarta-feira

yuan

17

1.24

Cinema

The Hunger Games: Mockingjay Part 2 Sala 1

Point break [c]

Filme de: Ericson Core Com: Luke Bracey, Edgar Ramirez, Teresa Palmer 14.30, 16.30, 21.30

Conferência “A nova mundialidade e a emergência do mundo meridional ”, com Severino Cabral Fundação Rui Cunha, 18h00 Entrada livre

The Hunger Games: Mockinghay Part 2 [B]

Filme de: Francis Lawrence Com: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth 19.00

Point break [3D][c]

Sala 3

Sala 2

Falado em Tamil Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Manikandam M. Com: Ramesh, Vignesh 14.30, 19.30,

Filme de: Ericson Core Com: Luke Bracey, Edgar Ramirez, Teresa Palmer 19:30

Keeper of Darkness [c]

Falado em Cantonense Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Nick Cheung Com: Nick Cheung, Kuo Tsai Chieh, Louis Chueng, Sisley Choi 14.30, 16.30, 21.30

The Crow’s Egg [A]

Victor Frankenstein [c] Filme de: Paul McGuigan Com: James McAvoy, Daniel Radcliffe 16.30, 21.30

Quinta-feira Apresentação da obra “Manuel de Legística Formal” Fundação Rui Cunha, 18h30 Entrada livre

Sexta-feira Conferência “O Design como variável” Universidade de São José, 18h30 Entrada livre

Diariamente

Aconteceu Hoje

Exposição Casal Notável – artefactos de Sun Wan, segunda filha de Sun Yat Sen Museu de Macau Entrada livre

Ocupação de Timor-Leste

Exposição “A Jornada de Um Mestre” Albergue SCM Entrada livre Exposição “Aguadas da Cidade Proibida” (até 07/2016) Museu de Arte de Macau (MAM) Entrada a cinco patacas

U m d i sco ho j e “O Samba Poconé” (Skank, 1996)

Exposição “Salpicos” de Sofia Bobone Fundação Oriente, Casa Garden Entrada livre

7 de dezembro

É música brasileira que se sugere nesta véspera de feriado. Desta vez com Skank, banda de rock alternativo nascida no início dos anos 90, em Belo Horizonte. Foram Samuel Rosa e Henrique Portugal que arrancaram com o grupo, que tem vindo a lançar novos álbuns desde 1991. O último saiu para as prateleiras o ano passado e chama-se “Velocia”. No entanto, é “O Samba Poconé” que aqui se recomenda, com uma série de músicas para ouvir e voltar a ouvir, como são o sucesso “Garota Nacional”, “Tão Seu”, “Sul da América” ou “É uma Partida de Futebol”, tendo a última feito uma série de fãs por esses estádios fora. São sons frescos e de fácil audição. Leonor Sá Machado

• A 7 de Dezembro de 1975 a Indonésia invade Timor-Leste, depois da retirada das tropas portuguesas na sequência do 25 de Abril de 1974. A ocupação militar fez com que o território se tornasse província indonésia, chamada “Timor Timur”. Uma política de genocídio resultou num longo massacre de timorenses. Centenas de aldeias foram destruídas pelo exército da Indonésia, sendo que foram utilizadas toneladas de napalm contra a resistência timorense (chamada de Falintil). A causa de Timor-Leste pela independência ganhou maior repercussão e reconhecimento mundial com a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao bispo Carlos Ximenes Belo e a José Ramos Horta em 1996. Em 1999, os governos de Portugal e da Indonésia começaram, então, a negociar a realização de um referendo sobre a independência do território, sob a supervisão de uma missão da ONU. No mesmo período, o governo indonésio iniciou programas de desenvolvimento social, como a construção e recuperação de escolas, hospitais e estradas, para promover uma boa imagem junto dos timorenses. Mas 78,5% dos timorenses queriam a independência. Homens armados mataram nas ruas todas as pessoas suspeitas de terem votado pela independência. Milhares de pessoas foram separadas das famílias e colocadas à força em camiões, cujo destino ainda hoje é desconhecido (muitas levadas a Kupang, no outro lado da ilha de Timor, pertencente a Indonésia). A população começou a fugir para as montanhas, prédios de organizações internacionais e igrejas. A ONU decide criar uma força internacional para intervir na região. O governo indonésio deixou o controlo do território e Timor-Leste tornou-se o primeiro novo Estado soberano do século XXI, em 20 de Maio de 2002.

fonte da inveja

A presença feminina, ainda que carnal, induz à reflexão.

João Corvo


18

opinião

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

António Conceição Júnior

urbanidades

A cidade culta Planeando criatividade, cultura e cidades, muitas vezes leva a visões limitadas e sensacionalistas, em que os criativos culturais são vistos principalmente de um ponto de vista económico. Isto é uma pena, diz Charles Landry, para a cultura é muito mais do que o valor económico ou o aumento das indústrias criativas. Landry apela para que uma cidade a use a criatividade de muitos “para se tornar a melhor e mais imaginativa cidade para o mundo - e não a cidade mais criativa do mundo”. Roy van Dalm

A

cultura não é uma transcendência, muito menos uma utopia. A cultura é a estrutura que define o ser, que lhe dá maior abertura, maior capacidade de visão, educação e, com isso, abrem-se as portas às imensas possibilidades e opções que se deparam através do acto de pensar. Charles Landry, britânico, autor de “A Cidade Criativa”, publicada no ano 2000, constitui um manual para planificadores urbanos. Landry vê a necessidade de um pensamento novo e culto e o subsequente recurso à criatividade de muitos para resolver questões importantes da cidade. Não é uma história económica, portanto, mas antes uma chamada para uma visão cultural mais ampla. Sucede que uma das verdades menos consideradas é que ignorância é não se saber que não se sabe, tanto quanto o grosseiro não sabe que é mal-educado. Sendo verdades de La Pallisse não constituem evidências suficientemente assertivas para

se constituirem em metáforas do que há a combater. Charles Landry, como tantos outros, passará por Macau, para um painel integrado no “This is my City” , a ter lugar no Centro de Design de Macau. Diria que é um dos palcos possíveis, mas gostaria, enquanto cidadão de Macau, que Charles Landry e todo o painel, também falassem para toda a cidade, via televisão. Gostava que houvesse em Macau um Centro do Pensamento Contemporâneo, que precede e alimenta a criatividade, rasgando-lhe horizontes em permanente diálogo. A cidadania não é um B.I.R. nem uma burocracia que define o permanente e o temporário. A cidadania é, também, a chamada dos mais habilitados, independentemente da proveniência, raça ou credo, para integrarem a cidade desejada, ainda por acontecer. Carles Landry passará por Macau. Quanto do seu saber será aproveitado? Já por mais de uma vez tive oportunidade de escrever que uma cidade é um organismo vivo, orgânico, um lugar consequentemente holístico, onde uma acção se repercute em todo o tecido urbano e humano. Macau tem todas as possibilidades, ainda, de se converter numa cidade criativa, se houver visão e vontade política.

Não existe, infelizmente, na desumanização da cidade, uma teia de afectos que até Confúcio prescrevia. Existe apenas o egoísmo da sobrevivência, o todo excessivo, seja na construção, seja no trânsito, ou nas ruas tornadas metáforas do caos. O contexto singular de Macau, característica antiga que situa ainda hoje a cidade ao nível da excepção e não da regra, radica fundamentalmente o seu estatuto numa relação de conveniência pragmática, compromisso que permitiu a consolidação da sua essência conjugadora entre dois mundos. A nova realidade de Macau é um processo ainda por concretizar na definição política que lhe foi conferida, de centro mundial de turismo e lazer. Só o poderá ser verdadeiramente se a amálgama de todos os problemas urbanos forem resolvidos, se existir uma matriz estruturada para acolher este desígnio. Perante esta indesmentível constatação, importa extrapolar um conceito que há mais de duas décadas venho defendendo, tendo em conta que uma parte da população de Macau é transitória: o da consolidação de um polo referenciador e aglutinador das diversas comunidades em presença e que tenha como referência a percepção da Cidade, a relação supra-linguística, a recíproca interpretação cultural,

Ou a cidade se torna globalmente culta ou os desígnios não se concretizam, porque a cultura é o pressuposto fundamental

num processo de plena abertura para com o Outro, tanto naquilo que o assemelha como naquilo que o distingue. É na teia de relações e afectos ainda improváveis, que a Cidadania – enquanto também identidade – se pode consolidar na sua plenitude, permitindo então a aplicação plena da abordagem cultural na Cidade Criativa. A questão da cidadania sempre me foi particularmente cara pelo que comporta de implícito compromisso, e também porque Macau, integrado no segundo sistema, tão inteligentemente concebido por Deng Xiao Ping, constitui parte integrante. Vislumbro aqui a formulação do segundo sistema como um acto de política eminentemente criativa, inicialmente destinado, como se sabe, a operar a progressiva transformação do interior da China pelo efeito de capilaridade de que a criação de zonas económicas especiais e de regiões administrativas especiais, todas situadas na orla marítima, são instrumentos fundamentais. Porém, cidades como Shenzhen, nascidas do nada, já desempenham importantes papéis no que toca à estruturação urbana, cívica e de experimentação que urge observar e reflectir. Se o figurino urbano de Macau mudou radicalmente desde a sua criação, a sua essência de cidade-estado mantém-se subjacente e inalterada, independentemente do seu estatuto político. E é neste figurino que se joga o êxito ou insucesso não apenas da organização da cidade, mas da interpretação e cumprimento do desígnio que Pequim outorgou à R.A.E.M. Ou seja, ou a cidade se torna globalmente culta ou os desígnios não se concretizam, porque a cultura é o pressuposto fundamental.


opinião 19

hoje macau segunda-feira 7.12.2015

Rui Flores

ruiflores.hojemacau@gmail.com

dissonâncias

O

terrorismo torna-se global. Depois de o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) ter atacado em França, a 13 de Novembro, na semana passada, um casal provocou a morte a 14 pessoas na Califórnia. Em Londres, um outro cidadão foi detido numa estação de metropolitano por ter apunhalado passageiros em trânsito. Enquanto perpetrava o ataque ia gritando “isto é pela Síria”. Já o governo da Tailândia, no dia do aniversário do monarca, anunciou que 10 alegados activistas da organização que controla parte do território do Iraque e da Síria, teriam entrado no país, com a intenção presumida de proceder a atentados. Os alegados alvos, fez-nos saber a inteligência tailandesa, seriam os milhares de turistas russos que, pelo período do Natal e do ano novo, desembocam nas praias do país, fugindo ao inverno. Ainda que os contornos do que se passou em San Bernardino, na costa oeste dos Estados Unidos da América (EUA), sejam tudo menos claros – com analistas a expressarem dúvidas sobre a narrativa que está a ser construída –, o que é facto é que 14 pessoas foram mortas em plena festa de Natal e que, acto contínuo, um casal foi perseguido pela polícia e abatido dentro da sua viatura. Segundo o que nos é dito por quem controla a investigação, o casal professava a religião muçulmana (foi a primeira mensagem que se escutou) e havia prometido apoio ao ISIL no Facebook. Pelo menos terá sido isso o que fez a mulher há poucas semanas, Tashfeen Malik, uma paquistanesa que viveu vários anos na Arábia Saudita. A validação desta visão do acontecimento foi feita pelo próprio Presidente Obama, que, no seu discurso semanal à nação, pela rádio, no sábado, fez saber que era “inteiramente

A falência do modelo multicultural explica como é fácil fazer de um jovem adulto desenquadrado um potencial terrorista. Um pouco por toda a Europa, é patente a incapacidade de integração nas sociedades da segunda e terceira gerações de imigrantes, nascidos já em território europeu

possível” que o casal se tivesse radicalizado. O FBI estava a tratar o evento como um caso de terrorismo. Tanto mais que o ISIL logo revelou pelos seus meios habituais, online, que se tratava de um casal de apoiantes da causa. Independentemente das narrativas que estão a ser construídas, quer nos Estados Unidos, contra os muçulmanos – basta para tal ouvir a campanha dos candidatos republicanos à Casa Branca – quer na Europa, contra os candidatos a refugiados e imigrantes, o número de atentados terroristas está a aumentar. Desde os ataques da Al Qaeda, em 11 de Setembro de 2001, o terrorismo aumentou exponencialmente. Segundo a Global Terrorism Database da Universidade de Maryland, houve 1882 atentados em 2001 contra os 16.818 registados no ano passado. As intervenções internacionais no Iraque, mas também na Líbia e na Síria, terão contribuído para este fenómeno. São já os próprios norte-americanos quem o reconhece. Michael Flynn, antigo chefe da Agência de Inteligência Militar dos EUA, veio dizer recentemente ao jornal alemão Der Spiegel que a guerra no Iraque e a eliminação de Saddam Hussein foram erros históricos, um “falhanço estratégico”, que contribuíram para a criação do ISIL. O mesmo se aplica a Muammar Khadafi e à Líbia, que “é agora um Estado falhado”. O número de atentados perpetrados por pessoas que se autorradicalizaram está igualmente em crescendo. Os lobos solitários que, a partir de casa, através da internet, foram descobrindo o mundo do extremismo, deixaram-se “fascinar” pelas ideias redentoras do ataque suicida e transformaram-se em máquinas de guerra da chamada jihad. Segundo um estudo recente da Universidade de Georgetown (EUA), o número de ataques, no chamado mundo ocidental, perpetrados por indivíduos não directamente afiliados com organizações terroristas, mas que passaram por um processo de radicalização, cresceu de 30, na década de 1970, para 73, na primeira década do Século XXI. Embora não identifiquem um modus operandi único na forma como um potencial candidato se deixa seduzir pela ideia de radicalização, estudiosos do terrorismo afirmam que por trás deste processo de autorradicalização há sempre uma crise pessoal na sua génese, como a perda de um familiar, de um amor, um despedimento. O filme francês “La Désintégration” (2012), de Phillipe Faucon, que o Programa Académico da União Europeia para Macau vai mostrar na quarta-feira, pelas 18h30, na Universidade de Macau, explica bem esse processo pessoal. A par disso, há uma máquina de propaganda disponível online que

Philippe Faucon, La Désintégration

Radicalizados em casa

inclui recrutadores à distância, disponíveis a contribuir para a metamorfose. A falência do modelo multicultural explica como é fácil fazer de um jovem adulto desenquadrado um potencial terrorista. Um pouco por toda a Europa, é patente a incapacidade de integração nas sociedades da segunda e terceira gerações de imigrantes, nascidos já em território europeu. Embora sejam formalmente franceses ou belgas, mas por viverem em verdadeiros guetos sócio-culturais nos subúrbios das grandes cidades, sem qualquer esperança de subirem a escada social, não se identificam com os valores dominantes. São “presas” fáceis para o recrutador online em busca de seguidores. É evidente que uma imensa maioria que estabelece contacto com estes extremistas, acaba por se afastar da doutrina

que professam, pois, para muitos, a excitação de ter passado por lá e de ter gritado alguns slogans contra o ocidente lhes chega. Mas outros não. Como se tem visto, a estratégia que está a ser seguida para aniquilar o Estado Islâmico, focada no ataque à liderança da organização, demora a produzir efeitos. E a semente do terror está já plantada em muitos bairros, cidades e países onde o potencial de recrutamento é grande. Vai ser preciso tempo. Vamos ter de nos habituar a controlos de segurança mais apertados – a União Europeia, confirmou, por exemplo, esta semana, a entrada em vigor, já em Janeiro, da partilha das listas de passageiros no espaço europeu – e a uma fragilidade inequívoca, que é a de nenhum Estado poder afirmar com toda a certeza de que está imune ao terrorismo.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; Aurelio Porfiri; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos; Thomas Lim Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau. com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau segunda-feira 7.12.2015

Terrorismo Célula do EI na Tailândia

A Polícia da Tailândia afirmou ontem que conta com informações de que uma célula composta por dez membros do grupo extremista Estado Islâmico (EI) se encontra desde Outubro no país com o objectivo de atentar contra cidadãos russos. A advertência consta de uma nota distribuída aos meios de comunicação social, em que a polícia tailandesa detalha que os serviços de informação de Moscovo informaram as autoridades locais para a presumível chegada de ‘jihadistas’. O movimento extremista EI reivindicou ter colocado uma bomba no avião russo que se despenhou em Outubro, com 224 pessoas a bordo, no Sinai, depois de Moscovo ter iniciado ataques aéreos na Síria no mês anterior.

Sismo de 7,1 na escala de Richter no Oceano Índico

Um sismo de 7,1 na escala de Richter foi registado ontem nas proximidades das ilhas Heard e McDonald, a oeste da Austrália, no Oceano Índico, informou o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS). O terramoto, que ocorreu de madrugada, teve o epicentro localizado a dez quilómetros de profundidade, segundo o instituto que monitoriza a actividade sísmica mundial.

Empresa japonesa lança ‘smartphone’ que se pode lavar

pub

A empresa japonesa Kyocera Korp vai lançar na próxima semana no mercado o primeiro telefone inteligente (‘smartphone’) que pode ser lavado com água e sabonete, anunciou sexta-feira o fabricante. O aparelho, baptizado “Digno Rafre”, será posto à venda a 11 deste mês a um custo de 57.000 ienes e integra uma capa impermeável dentro e fora do “smartphone”, permitindo que se possa lavar à mão. O ecrã táctil poderá ser utilizado mesmo que esteja molhado, precisou a empresa japonesa. Com o lançamento do “Digno Rafre”, o fabricante japonês pretende “ajudar” os usuários dos telefones inteligentes a manter limpos os seus aparelhos, que poderão conter até 600 bactérias, segundo um estudo recente da Universidade de Barcelona.

cartoon

à pesca

por Stephff

Salário mínimo Comissões de condomínios criticam aumento de despesas

D

CAM quer chegar aos 5,5 milhões de passageiros

Sempre a subir O aeroporto de Macau espera chegar este ano, pela segunda vez na sua história de 20 anos, aos 5,5 milhões de passageiros, um número, ainda assim, muito inferior aos 31 milhões de turistas que a cidade recebe anualmente. A maioria dos visitantes continua a chegar a Macau por terra, mas isso não impede os especialistas de concordarem na importância da existência de um aeroporto que, acreditam, deverá continuar a crescer. “Estou convencido de que, com o desenrolar dos anos, muitos [turistas] virão também pelo ar”, disse à Lusa o antigo director do aeroporto (1999 – 2007) Carlos Seruca Salgado, a propósito do 20.º aniversário da inauguração da infra-estrutura, a 8 de Dezembro de 1995. “É fundamental ter um aeroporto”, sublinhou o ex-director, hoje na administração da Autoridade Nacional da Aviação Civil portuguesa (ANAC), considerando a estrutura essencial para o desenvolvimento económico de Macau, que se deseja afirmar como uma cidade turística. “É fundamental apostar nos congressos, nas grandes apresentações mundiais. Não esperemos de Macau aquilo que era antes, com as suas fabriquetas de têxteis e pequena indústria. Esse modelo esgotou-se”, defendeu. Mas, acredita, há também um motivo identitário: “Macau tem uma identidade própria, uma atractividade própria. [Devemos] tornar Macau numa entidade completamente distinta de tudo aquilo que está à volta dela. Hong Kong, Zhuhai, Shenzhen são coisas muito diferentes.” Esta ideia remete para as expectativas dos anos 1990, quando o próprio governador de Macau Rocha Vieira promovia o aeroporto como um instrumento para uma maior autonomia do território, que ficaria assim, esperava, menos dependente de Hong Kong.

A obra, uma das maiores deixadas pela administração portuguesa em Macau, esteve também no centro de um dos seus maiores escândalos políticos, o “Caso Fax de Macau”, em que Carlos Melancia foi acusado de ter recebido dinheiro de uma construtora para a beneficiar num contrato. O antigo governador acabou por ser ilibado. “A origem da construção foi criar uma porta para Macau, uma porta via aérea. Portugal e China acharam que seria proveitoso ter um aeroporto que fosse uma porta de entrada”, recordou Seruca Salgado.

Desígnios essenciais

Para Jacky So, director da Faculdade de Business Administration da Universidade de Macau, o aeroporto vai continuar a ser “essencial”, tendo em conta o desígnio da cidade de se transformar num Centro Internacional de Turismo e Lazer. O académico rejeita a ideia de Macau tentar competir com Hong Kong, tanto por motivos de custo como de escassez de terrenos, mas considerou importante que o aeroporto se lance nas ligações de longo curso de forma estratégica: poucos países, com frequência moderada, mas escolhidos a dedo. “Precisamos de mais turistas internacionais, da Europa, Estados Unidos, Índia. Nas Linhas de Acção Governativa [para 2016], o Chefe do Executivo voltou a falar da plataforma com os países de língua portuguesa. Macau era muito próxima de Portugal e defendo que alguns voos devessem ser disponibilizados [para Portugal], talvez uma vez por semana”, sugeriu. Quanto ao resto do mundo lusófono, dependeria da procura e rentabilidade: “O Brasil é muito longe. Portugal devia ser o primeiro e depois, talvez, um dos países africanos, defendeu. LUSA/HM

e acordo com o Jornal Ou Mun, 19 comissões de condomínios de edifícios habitacionais – incluindo o Edifício Hoi Keng e o Jardim do Mar do Sul – convocaram uma conferência juntamente com o Centro de Recursos de Gestão Predial da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (Kaifong) no sábado passado, apontando que a implementação do salário mínimo para os trabalhadores de segurança na área de administração de propriedades não resolve as questões da qualidade das empresas de gestão. O representante de uma das comissões, de apelido Wong, explicou que algumas empresas de gestão duplicaram e triplicaram mesmo as despesas depois da aprovação do salário mínimo, que será implementado para o ano, mas não publicaram as contas depois das alterações, fazendo com que o aumento não traga consenso entre moradores e empresas. Além disso, defende ainda que algumas empresas declararam estar no direito de cancelar a gestão até ali feita caso os proprietários não concordem com os aumentos. Tal, argumentou, coloca os habitantes entre a espada e a parede: ou pagam ou a gestão dos prédios é suspensa. “Inaceitável” é a palavra que outros representantes usam para caracterizar os aumentos. É que a subvenção de rendimento já não abrange os trabalhadores de limpeza e de segurança – 4400 patacas mensais – depois do salário mínimo entrar em vigor. Assim, esperam que o Governo continue a atribuir a subvenção num regime temporário durante pelo menos um ano. F.F.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Hoje Macau 7 DEZ 2015 #3469 by Jornal Hoje Macau - Issuu