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LIVRO
DIRECTOR CARLOS DE 2013 2013 •• ANO ANO XIII XIII •• Nº DIRECTOR CARLOS MORAIS MORAIS JOSÉ JOSÉ• •QUINTA-FEIRA TERÇA-FEIRA 715DEDENOVEMBRO OUTUBRO DE Nº 2969 2953
Ter para ler
“QUINHENTOS POEMAS CHINESES” LANÇADOS HOJE NO CONSULADO DE PORTUGAL
PÁGINA 14
ERRO MÉDICO Deputados consideram projecto de lei apenas “necessário”
Pouco premente Muito já se falou sobre uma proposta de lei que anda a ser debatida no espaço público há 10 anos. E parece que não é assim tão essencial que a mesma se torne uma realidade no imediato. Os deputados, na voz do presidente da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, Cheang Chi Keong, querem mais debate sobre a matéria e, por isso, está aberta nova consulta
• JULGAMENTO ETAR
Testemunhas dizem que Ao Man Long não influenciou PÁGINA 6
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pública até 31 de Janeiro de 2014. Mesmo garantindo que a proposta de lei será aprovada durante esta legislatura, Cheang Chi Keong refere que é preciso mais tempo para ouvir médicos e pacientes. PÁGINA 7
ENTREVISTA GILVAN MULLER DE OLIVEIRA FALA EM “TARDIA” ESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO DO PORTUGUÊS PÁGINAS 2 E 3
• TRANSMISSÃO TELEVISIVA DA AL
TV Cabo começa hoje a emitir sinal em directo PÁGINA 5
• BALANÇO DO FÓRUM MACAU
Governo garante centros estratégicos em três anos PÁGINA 4
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ENTREVISTA
hoje macau quinta-feira 7.11.2013
GILVAN MULLER DE OLIVEIRA, DIRECTOR EXECUTIVO DO IILP
“Estratégia de promoção do português Alvo de meros planos nacionais no passado, a língua portuguesa atrasou-se na sua expansão internacional, o que não aconteceu com o espanhol. A opinião é de Gilvan Muller de Oliveira, director executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP). Ao HM, aponta que a entidade vive hoje limitações na sua capacidade e que uma cooperação mais firme com Macau poderia ser benéfica em termos financeiros ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Participou na elaboração do Plano de Acção de Lisboa nas áreas da diplomacia e da política, recentemente decidido na conferência da CPLP. Que pontos principais destaca dos trabalhos? O objectivo é traçar no plano uma estratégia da área para a formação da língua portuguesa nestes temas que animaram também a outra parte da conferência, ou seja, o português como língua da ciência, e a sua importância para as diásporas para os falantes da língua portuguesa, a questão da educação e especialmente do ensino superior. Já há documentos para o próximo período (2014–2018) com uma estratégia e um avanço dessa estratégia, com a previsão inclusive de incluir elementos que permitem a medição do avanço dos esforços concertados. O plano, no seu an-
damento, evidentemente propõe assuntos novos, retoma alguns assuntos do Plano de Acção de Brasília (PAB), e mantém as suas decisões. Inclui parte das conferências e também acolhe propostas e sugestões dos governos da CPLP. Em termos políticos e diplomáticos o que pode ser feito no mundo da CPLP para que se atinjam esses objectivos? Em primeiro lugar fico muito satisfeito com a conferência, acho que é um momento alto da comunidade. O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) teve a oportunidade de apresentar dois projectos que consideramos relevantes para o futuro da língua portuguesa e que foram indicados no PAB. Um deles é o portal do professor de português como língua estrangeira, e que traz unidades didácticas disponibilizadas gratuitamente para o utilizador. Tal permitirá a professores de todo o mundo utilizarem materiais
abertos para o seu trabalho. O segundo projecto são os avanços no Vocabulário Ortográfico Comum (VOC), um instrumento solicitado ao IILP pelo PAB e previsto no novo Acordo Ortográfico. São vocabulários de Portugal, Brasil e Moçambique. Pela primeira vez temos esta confluência de esforços e é, também, a primeira vez que os vocabulários do Brasil e de Portugal estão plasmados numa única base. É, igualmente, a primeira vez na história que temos um país africano de língua oficial portuguesa com o seu vocabulário elaborado segundo modernas tecnologias. E é também a primeira vez que financiamos um projecto central com recursos de um país africano de língua portuguesa, neste caso Angola. Esses esforços dos últimos três anos mostram a viabilidade da nossa cooperação e a efectiva vantagem de trabalharmos juntos e criar projectos concretos. Estamos aqui para garantir que tenham a
devida continuidade e importância que merecem. Angola financiou esse projecto. Acredita que a expansão da língua portuguesa nos próximos tempos terá que ser financiada pelas grandes potências falantes de português, sem esquecer o Brasil? Vejo que temos conseguido somar recursos porque é muito mais económico e inteligente dividirmos os custos. Não criamos sistemas que depois são incompatíveis, como tem sido muitas vezes a história da nossa língua. Temos dois certificados de avaliação da pro-eficiência da língua, duas ortografias e dois vocabulários. É uma visão inteligente dos nossos chefes de Estado terem incluído no PAB a ideia de que devemos coordenar isso, que podemos sim compartilhar recursos, e com o próprio financiamento do IILP. É claro que os países que dispõem de mais recursos podem
contribuir e são beneficiários dessa contribuição, na medida em que os seus recursos tecnológicos e em termos de qualificação profissional são aproveitados para a comunidade. Poderemos falar da criação de um fundo financeiro comum da CPLP? Temos captado recursos de acordo com os projectos, tanto dos próprios Estados-membros como de comunidades de que esses Estados fazem parte. Em 2011, fizemos a primeira captação de recursos externos, o que mostra que, para além dos recursos propriamente oriundos dos Estados-membros, os nossos projectos são interessantes para financiadores de programas mais amplos de financiamento. Vejo muito mais do que a existência de um fundo específico, mas sim a busca de fundos que compõem então os financiamentos para os projectos estabelecidos.
entrevista 3
hoje macau quinta-feira 7.11.2013
é muito mais tardia” Avanços no Vocabulário Ortográfico Comum, um instrumento solicitado ao IILP pelo PAB e previsto no novo Acordo Ortográfico. São vocabulários de Portugal, Brasil e Moçambique. Pela primeira vez temos esta confluência de esforços e é, também, a primeira vez que os vocabulários do Brasil e de Portugal estão plasmados numa única base Decerto concorda que à medida que a língua portuguesa se for expandido será preciso cada vez mais financiamento. Haverá uma lacuna a esse nível nos próximos anos, ou essa possibilidade será contornada? Não acredito em falta de recursos, antes pelo contrário. Nunca houve tantos interessados em actuar na promoção da língua, porque é lucrativa e traz benefícios. As universidades que se podem internacionalizar com a língua portuguesa e que podem ter alunos de outros países, obtém uma circulação internacional. Ter uma língua expandida no mundo é extremamente vantajoso.
mento. Foi citado na conferência que na queda da monarquia em Portugal, no final do século XIX, 90% das nossas populações eram analfabetas. Hoje há um avanço enorme neste campo. Disse à agência Lusa que os estados membros da CPLP devem
500 mil euros ao IILP. Quais são os países mais devedores? Comentei também com a jornalista da Lusa que estamos a passar por um momento de festa da língua portuguesa, que é a conferência, e acho que neste momento de festa vamo-nos concentrar exactamente em tratar das boas questões e das perspectivas que se abrem. Mas esta situação pode afectar o futuro do instituto? Vários destes problemas são conjecturais e acredito fortemente que o instituto tem e terá capacidade de diversificar as receitas através de apresentação de projectos e outras formas. O instituto é um instrumento útil à comunidade, que pode usá-lo muito mais fortemente do que usa. Pode estabelecer para ele muito mais metas do que tem estabelecido. Essa preocupação vai orientar a acção da
ESPANHÓIS CHEGARAM PRIMEIRO Comparando, por exemplo, com a expansão da língua espanhola, também muito falada na América do Sul, a nossa estratégia para o português está mais consolidada? Não, considero que a estratégia de promoção da língua portuguesa é muito mais tardia, ainda está mais em formulação. Durante o século XX tivemos a formação de um sistema de normas com a colaboração do Brasil e de Portugal, mas uma promoção estritamente em limites nacionais da língua portuguesa. O que vemos hoje se movimentando, através da CPLP sobretudo, é a concertação dos países para uma promoção conjunta, com todas as dificuldades que isso traz. Estamos a fazer esse trabalho de promoção, que não está consolidado, que se amplia através da incorporação na sociedade civil, das universidades, dos institutos de pesquisa, com uma cada vez mais crescente iniciativa privada. Estamos a passar por um momento muito importante na história da nossa língua. Nunca ela foi tão desejada e ensinada no exterior. E também nunca os nossos povos tiveram tanto acesso à escolarização como neste mo-
QUEM É GILVAN MULLER DE OLIVEIRA? Gilvan Muller de Oliveira é brasileiro, licenciou-se em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, em 1985; fez o mestrado em Linguística Teórica, Filosofia e História pela Universitat Konstanz, Alemanha (1990), o doutoramento em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (2004) e o pósdoutoramento, em curso, na Universidade Autónoma Metropolitana Iztapalapa, no México. É professor adjunto da Universidade Federal de Santa Catarina, ex-director do IPOL – Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística. Actua na área de Política Linguística, com especial atenção na formulação e execução de projectos em promoção linguística e no apoio à pluralidade linguística. Coordenou projectos na área de formação de docentes e elaboração curricular para regiões de bilinguismo e plurilinguismo, realiza pesquisas no campo da história da língua portuguesa e, como pós-Doutor pela Universidade Autónoma Metropolitana Iztapalana (UAM) México Distrito Federal, no seu tema de pós-doutoramento, escreveu sobre a sua internacionalização no século XXI.
futura direcção executiva do IILP, que avança em ordem alfabética, em que cada país ocupa a sua gestão. A próxima cimeira da CPLP, que vai para a Ásia pela primeira vez, no ano que vem, (Timor-Leste ocupa a presidência), vai aproximar a gestão da CPLP de Macau. Essa transferência vai, de facto, contribuir para essa aproximação? É necessária? O secretário-executivo (da CPLP) certamente terá as suas estratégias. Mas evidentemente que a proximidade geográfica e a próxima posição de Timor são positivos para o incremento da relação do português nessa região do mundo.
Macau, sendo um território de língua oficial portuguesa, é um parceiro muito importante e poderia ser muito importante para o IILP
IILP E IIM, A PARCERIA POR CONCRETIZAR O IILPtem ligações com o Instituto Internacional de Macau (IIM). Como estão essas relações?
Tivemos conversações, encontrámo-nos algumas vezes, mas não temos um trabalho ainda estabelecido de cooperação, que seria efectivamente muito bom. Macau, sendo um território de língua oficial portuguesa, é um parceiro muito importante e poderia ser muito importante para o IILP. Essa parceria poderia até ser a nível financeiro, para futuros projectos de maior envergadura? Seria muito positivo poder contar com parcerias das instituições de Macau e com financiamento dos projectos aprovados pelo IILP. Talvez fosse uma boa ideia para a próxima direcção, estabelecida a partir da presença da CPLP para Timor-Leste. Já houve alguns projectos editoriais entre o IILP e o IIM. Porque é que ainda não se avançaram para projectos mais concretos? Pelas limitações da nossa capacidade de actuação. O instituto tem uma estrutura bastante pequena e modesta, e tem operado no limite da sua capacidade. Então essas boas ideias e esse potencial talvez possa ser percebido agora que a conferencia numa fase de maior tranquilidade, esperemos. Então, espero que possamos estabelecer algum plano de trabalho conjunto. Os países da CPLP poderiam ter mais em conta o trabalho do IILP e olhar melhor para ele? Tenho referido sempre isso. O instituto teve uma proposta muito vanguardista para a sua época, que foi a concepção de 1989, que cria o IILP, antes mesmo da CPLP. Posteriormente o IILP foi integrado na estrutura da CPLP. O IILP é uma estrutura vanguardista que estabelece um tipo de cooperação linguística horizontal entre os países que não é muito comum no mundo das grandes línguas. Têm modelos mais centralizadores em que um único país puxa o esforço para uma língua, o que não é o caso dos países de língua portuguesa neste modelo do IILP e da CPLP. Mas construir um modelo como este não é algo fácil e é preciso deixar muito claro aos estados e vice-versa que níveis serão colocados pelos estados e o que é que eles têm interesse de colocar num panorama multilateral. Para umas coisas é melhor, para outras será melhor um ambiente nacional. Acho que no século XXI o aprofundamento maior dos países de língua portuguesa, e a consciência que é importante somar recursos tendem a favorecer uma visão mais internacional. A internacionalização da língua portuguesa também faz com que haja vantagens de internacionalizar a sua gestão e criar consensos.
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F RUM
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MACAU
FRANCIS TAM GARANTE FUNCIONAMENTO DE CENTROS ESTRATÉGICOS EM TRÊS ANOS
“Um trabalho interdepartamental”
Macau servirá como pólo comercial entre a China e a lusofonia em menos de três anos. A promessa é de Francis Tam ao fazer saber também que há empresas locais que se servirão do Fundo do Fórum Macau para fazer investimento nos países de língua portuguesa. Um projecto de cooperação foi já inclusivamente aceite RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo
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A IV Conferência Ministerial do Fórum Macau, saem três centros estratégicos entre a China e os países de Língua portuguesa com sede na cidade. Trata-se de um centro de serviços comerciais para as PME’s lusófonas, um centro de convenções e exposições e um centro de distribuição de produtos alimentares. Francis Tam explicou ontem que a Administração vai pôr mãos à obra para construção dos três mecanismos em três anos. “Construir um centro de comércio é um trabalho interdepartamental do Governo, não apenas dos serviços competentes [de economia]. Todos os serviços
participarão. [...] Cremos que se possa apresentar o resultado sobre a construção destes centros antes dos próximos três anos, ou seja, antes da próxima conferência ministerial”, disse aos jornalistas o secretário para a Economia e Finanças, à margem de um encontro
empresarial que encerrou o programa desta conferência do Fórum Macau. “Por exemplo, Portugal pode exportar alguns vinhos para Macau e depois distribuímos para outros locais na China. Ou pode fazer-se alguma exposição ou convenção sobre pro-
CHINA APOIA PÓLO COMER CIAL EM MACAU Gao Yan manifestou também o apoio à construção em Macau de um “centro de serviços comerciais das pequenas e médias empresas “ e de “um entreposto de produtos de alimentares” dos países de língua portuguesa. “Os Governos da China e dos Países de Língua Portuguesa devem reforçar a comunicação e coordenação no que respeita ao acesso a mercados, políticas económicas e comerciais, planeamento das indústrias; promover, de forma aprofundada, a facilitação do comércio e investimento, e aumentar a abertura recíproca.” A viceministra chinesa do Comercio avançou ainda que a China vai apoiar a criação em Macau de um centro de “quadros bilingues qualificados” para “dinamizar o papel” da cidade como “plataforma de cooperação sino-lusófona”.
Francis Tam
dutos de países de língua portuguesa e, ao contrário, alguns produtos da China podem ser apresentados à lusofonia em Macau, que pode desempenhar um papel no comércio de produtos para
MAIS DE 85 EMPRESAS DISCUTIRAM OPORTUNIDADES E DESAFIOS DO FUNDO
Brilho nos olhos de empresários S
ÃO sete países da Lusofonia e a China, juntos no Fórum Macau, em contacto ontem por meio de 85 empresários, que discutiram hoje as oportunidades do Fundo da Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Mas se, por um lado, as empresas olhem para esta primeira tranche de 125 milhões de dólares americanos como águia para uma presa, há quem pondere riscos. “Vamos discutir em relação às taxas de juro, modalidades possíveis para adquirir [o financiamento]”, explica Mauro Tumba, empresário angolano, que pensa com cautela na forma de internacionalizar uma empresa de asfalto - que trabalha já com “know-how” português - ara, numa primeira fase, Moçambique, Cabo-Verde e Brasil. E para evitar dependência da China, lembra, é preciso analisar por exemplo “riscos” senão se conseguirem “entrosar”. Por outro lado, Timor-Leste avança números sobre as candidaturas ao
Fundo em áreas como infra-estruturas básicas, agricultura e manufactura, segundo a vice-presidente da Câmara do Comércio e da Indústria do país. “Temos mais de 10 empresas interessadas”, avança, acrescentando que “este é um desafio mas também uma das dificuldades”.
Já com negócios em Angola, Fábio Toledo, representante da empresa brasileira de maquinaria agrícola e de construção, a “General Products”, vê sem medos Moçambique e Timor-Leste como próximos destinos de internacionalização, com a ajuda do Fundo. O presidente da Associação Portuguesa Business Angels, que investe em empresas nascentes (“start-ups”) em áreas tecnológicas, destaca a importância do fundo na “internacionalização” destas empresas. Mas, mais do que isso, no âmbito do Fórum Macau, João da Roza entende que o mercado português deve estar atento a Macau. “Começa a ser uma centralidade da lusofonia e é cada vez mais importante reforçar a nossa presença aqui”, defende, “porque Portugal tem uma vocação global” e pode ter “um papel de pivot”. No total, ontem de manhã, em dia de encerramento da IV Conferência Ministerial do Fórum Macau, foram promovidas 95 bolsas de contacto. - R.M.R.
a China e os países de língua portuguesa”, exemplificou o responsável. Pedro Reis, presidente da AICEP, já tinha lembrado que estes pólos são importantes, nomeadamente
o centro de distribuição, porque a exportação para a China na área agro-alimentar (carnes e lacticínios) está a crescer e Macau passará a servir de base técnica, logística, de armazenamento e de distribuição para divulgação posterior no continente. Tam aproveitou também para lembrar o papel de Macau no Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa, em funcionamento desde Junho com uma activação de 125 milhões de dólares americanos (incluindo 50 milhões vindos de Macau), uma vez que “serve para alguns empresários de Macau poderem fazer investimento nos países de língua portuguesa”. O governante referiu mesmo que há já um projecto em marcha, sem querer adiantar pormenores. O secretário para a Economia e Finanças também adiantou que as empresas da RAEM podem usar o dinheiro do Fundo. Aliás, “há empresas de Macau que se coordenam com empresas da China para fazer algum investimento em Angola e Moçambique, principalmente na área da agricultura”. Em jeito de balanço, Francis Tam disse que o Governo está “muito satisfeito” pelos resultados do Fórum Macau.
Murargy defende que governos da CPLP devem criar “livre circulação de empresários”
O
S negócios estão nas mãos das empresas dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), defende Murade Muragy. Mas o secretário-executivo da CPLP prometeu mais apoios sobre um “quadro jurídico” para os empresários existirem. “No sentido de haver uma câmara de comércio para arbitragem, ou a livre circulação de empresários. Só os governos podem decidir isso, para que saiam de um país para outro, sem que haja barreiras de vistos”, exemplificou, além de “garantias de investimento e financiamentos. Murargy salientou ainda que, apesar da “componente económica” seja compromisso do Fórum Macau, a CPLP age como “parceira”. E, sobre a IV Conferência Ministerial, destacou a novidade sobre
o “acordo de triangulação, entre Portugal, Brasil e China, com vista a intervir em África”. Sobre o Fundo, o representante máximo da CPLP não vê receios sobre uma dependência da lusofonia na China. “Não estou a ver que os países possam ficar endividados e não consigam ressarcir a dívida. É uma questão de gestão e é preciso que os países estejam preparados com quadros capazes para fazer gestão de recursos que hão-de vir da China”, frisou. As críticas à falta mecanismos de cooperação do Fórum Macau, feitas pela Guiné-Bissau, pelo nome do primeiro ministro, Rui Duarte Barro, foram desvalorizadas pelo Murargy, lembrando que o país “tem de estar preparado para entrar como parceiro igual”. - R.M.R.
POLÍTICA
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ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
CECÍLIA LIN
cecília.lin@hojemacau.com.mo
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OI através de uma mensagem via telemóvel que a TV Cabo começou ontem a avisar os seus clientes de que a partir de hoje vai começar a transmitir em directo todas as sessões plenárias da Assembleia Legislativa (AL), não só através do canal CH2 como do website www.macaucabletv.com. Ao HM, três deputados mostraram-se satisfeitos com a iniciativa. “É bom que os cidadãos possam ver o que se passa na AL, porque a transmissão dos plenários pode ajudá-los a saber pelo que lutam os deputados”, disse Si Ka Lon. Leong Veng Chai, número dois de Coutinho, considera que se trata de “uma boa decisão” para a TV Cabo. “A TDM sofre uma pressão do Governo para fazer essa transmissão em directo, e estou curioso, porque uma empresa privada pode fazer essa transmissão, mas uma empresa que recebe todo o financiamento do Governo não pode.” Já Au Kam San, um dos autores de uma petição em nome da Associação Novo Macau, considera que as transmissões deveriam ser da total responsabilidade da AL. “Isso também foi escrito na carta que enviámos ao presidente da AL (Ho Iat Seng) na última semana. Mas o presidente está apenas a dizer que não há problemas para que a AL faça a transmissão, mas a TDM diz que, segundo outros países, é sempre o hemiciclo que oferece os sinais de transmissão para as televisões. O que eu acho é que a TV Cabo é uma empresa mais pequena, tem menos programas e será mais fácil
AL JASON CHAO PEDE TRANSMISSÃO NA INTERNET E TDM PORTUGUESA
TV Cabo vai transmitir plenários em directo A partir de hoje a TV Cabo vai passar a transmitir em directo os plenários da Assembleia Legislativa. Jason Chao esteve ontem à porta do hemiciclo a exigir mais rapidez no processo com TDM, que já reuniu com Ho Iat Seng
fazer essa transmissão. Mas a TDM, como empresa pública, tem toda a responsabilidade de transmitir as sessões plenárias.”
TDM E AL COM CONSENSO, MAS SEM DATA
Segundo um comunicado oficial, Leong Kam Chuen, presidente do Conselho de Administração da TDM, já reuniu com Ho Iat Seng sobre as transmissões, tendo ambos “chegado a consenso” sobre o assunto. “Concluiu-
-se haver toda a necessidade de transmitir em directo as reuniões plenárias”, lê-se no comunicado, tudo para que seja assegurado “o direito à informação do público”. “Leong Kam Chuen assumiu o compromisso de desenvolver os devidos estudos de viabilidade sobre a implementação dessa medida, por forma a transformar essa transmissão numa realidade, com a maior brevidade possível, e a satisfazer essa aspiração do público.”
Entretanto, Jason Chao e os companheiros do grupo Macao Concelears estiveram na tarde de ontem à porta da AL a exigir rapidez em todo o processo com a televisão pública. Chao mostrou fotografias enviadas pelos cidadãos, que mostraram os seus BIR como prova de que querem ver os plenários. Para o candidato derrotado às eleições, não basta transmitir o debate na televisão, sem esquecer o canal português da TDM, mas há que apostar na visualização online. “Já demos ao Governo e à AL muito tempo. Começámos a falar da transmissão televisiva há dois anos. Um ano antes tinha submetido uma petição à AL. Mas (os deputados) mostraram-se relutantes em relação a este assunto. Depois das eleições, começaram a trabalhar nesta matéria, mas entendemos que há um enorme atraso. Além disso, estão a colocar a responsabilidade nos ombros da TDM e de outras estações de televisão.”
BIBLIOTECA CENTRAL DEPUTADA QUESTIONA MUDANÇAS NO CALENDÁRIO PARA CRIAÇÃO
Leitura sem espaço para coabitar CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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ELINDA Chan pede respostas ao Governo sobre o calendário de construção da Biblioteca Central de Macau. Numa interpelação escrita, a deputada recordou que desde 2007 o Governo planeia transformar o antigo tribunal, que funciona actualmente como espaço de exposições, para construir a biblioteca mas no dia 27 de Outubro. A directora-interina, Tang Mei Lin, disse que vai voltar a planear a empreitada da biblioteca e, segundo explica, o concurso de recrutamento vai demorar um a dois anos. “No início o Governo queria construir a Biblioteca Central no endereço
antigo do tribunal e na Policia Judiciária (PJ), mas como o PJ já mudou de instalações este ano, o Instituto Cultural (IC) decidiu juntar os dois planos [de obra] para melhorar a operacionalidade da biblioteca. O plano voltou, por isso, a ficar atrasado, quando o primeiro plano tem já tem seis anos”, lembrou a deputada. O Governo, acusa Chan, disse poder ser feito o plano antes da mudança da PJ mas agora prova o contrário. Melinda Chan também mencionou que existem 24 bibliotecas públicas, sob jurisdição do IC, Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). Por isso, a deputada pede que seja pensada numa
tutela apenas nas mãos de um organismo para organizar as actividades de leitura, a fim de ampliar o alcance da leitura. “Agora apenas em Abril existe uma semana de leitura organizada pelo IC, IACM e DSEJ para promoção, num efeito limitado. Ao contrário, as livrarias organizam varias feiras de livros, atraem muitos cidadãos a comprar os livros, o que significa que Macau tem mercado de leitores. Contudo, Macau não tem muitas grandes livrarias, os leitores têm que ir para Hong Kong, Taiwan ou comprar os livres online, o Governo irá apoiar e promover as livrarias melhorar o modelo de operação, para aprofundar o interesse e significado dos cidadãos?”, inquiriu.
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Obras públicas Número de queixas duplicou face a 2012
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deputado Si Ka Lon entregou ontem uma interpelação escrita ao Governo onde pede uma revisão do serviço prestado pelas Obras Públicas. Si Ka Lon cita os dados mais recentes do organismo sobre as queixas recebidas pelo público, uma vez que nos primeiros três trimestres foram recolhidas 4138 queixas, contra 2800 do ano passado. Por isso o deputado quer saber as razões para tanto descontentamento. “Antes de acontecer o caso do edifício Sin Fong, a comissão de condomínio já tinha feito queixas sobre a situação de risco de ruína. É uma pena que o problema não tenha sido tratado de forma antecipada. Apesar do caso da inclinação do edifício Fu Kwan ser grave, a DSSOPT ainda não deu uma resposta eficaz.” Si Ka Lon reflecte ainda sobre a causa principal das queixas, sobre os edifícios, e que até já ultrapassaram as queixas sobre obras. “Quantos casos já foram resolvidos? A satisfação dos cidadãos sobre os casos resolvidos é boa? Porque razão ainda não conseguiram resolver os outros casos? Será que o Governo tem algum plano para os resolver, para não deixar os cidadãos ficarem à espera sem soluções?” O deputado lembra ainda que a Carta de Qualidade da DSSOPT referente ao ano passado falhou em várias matérias, pelo que pede ao Executivo que tome medidas mais eficazes, nomeadamente ao nível dos técnicos. “É possível que se possa considerar um mecanismo que faça uma ligação entre o salário dos funcionários e a sua eficácia no trabalho?” - C.L.
FAOM encontra-se com Chefe do Executivo
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URANTE o encontro entre a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e o Chefe do Executivo, ontem, o líder do Governo revelou que já instruiu o secretário dos Serviços para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, e os Serviços de Saúde (SS) para fazerem o acompanhamento da situação de controlo das áreas de fumo nos casinos para os que não cumprirem a lei. “Acredito que será anunciado em breve” [o resultado], disse o Chefe do Executivo. A vice-presidente da FAOM, Ella Lei, disse que o Chefe do Executivo realçou que o prometido é que em duas semanas, os casinos que falhem no teste da qualidade do ar vejam as suas áreas de fumo reduzidas. “Os que violam a lei têm que assumir a sua responsabilidade. A lei de controlo de tabaco já entregou em vigor há onze meses e não teve qualquer eficácia. Se nas próximas semanas nenhum casino for punido, isso não é aceitável.” Ella Lei disse ainda que, durante a reunião, a FAOM apresentou as suas opiniões sobre o salário mínimo, a habitação e outros assuntos sociais, como sugestão para as Linhas de Acção Governativa (LAG) que Chui Sai On vai apresentar brevemente. A vice-presidente disse que o Chefe do Executivo não revelou o conteúdo das LAG, mas mencionou que o Governo vai fortalecer e continuar as medidas de bem-estar, não diminuindo os benefícios aos cidadãos. A FAOM quer que o Governo crie condições para a promoção da reconstrução dos bairros antigos. Pede ainda um combate mais eficaz à inflação. - C.L.
6 política
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ETAR PARECER QUE NOMEOU VENCEDORA EM CONCURSO NÃO TERÁ SIDO FEITO POR AO MAN LONG
Sem pressão ou influência do ex-secretário joana.freitas@hojemacau.com.mo
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ORAM cinco as testemunhas ontem ouvidas em mais uma audiência do caso das ETAR, onde Luc Vriens, director-executivo da Waterleau, e Pedro Chiang, empresário de Macau, são os principais arguidos. Todas asseguram que Ao Man Long, ex-secretário para as Obras Públicas e Transportes já condenado por corrupção, nunca pressionou os seus subordinados para que o consórcio fosse escolhido. O caso remonta a 2006, quando foi aberto um concurso público internacional para a manutenção, operação e gestão da ETAR do Parque Industrial Transfronteiriço. A acusação diz que o Luc Vriens, da Waterleau, subornou Ao Man Long para conseguir a adjudicação da ETAR. A defesa, no entanto, assegura que o consórcio – formado pela Waterleau, ATAL Engeneering e a China Construction Engeneering Company – venceu o concurso por ter apresentado uma melhor proposta, que incidia sobretudo em sistemas técnicos avançados – alguns deles inventados por Luc Vriens - para tratar das águas residuais. Pedro Redinha, defensor do director-executivo da Waterleau, quis frisar isso mesmo. O advogado arrolou quatro testemunhas, todas funcionárias do Executivo: Joaquim Adelino e Virgílio Valente, assessores jurídicos do Gabinete do Secretário para as Obras Públicas, Custódia Sousa, técnica do Gabinete de Desenvolvimento das Infra-estruturas, e Chan Kok Hou – todos membros da Comissão de Avaliação das Propostas a concurso – afirmaram a mesma coisa. “Parti sempre do pressuposto que nunca houve procedimentos irregulares”, frisou Joaquim Adelino, que se focava na área jurídica e não técnica da avaliação das propostas, acrescentando que Ao Man Long nunca lhe deu indicações para beneficiar uma empresa em detrimento das outras quatro. “Não encontrava, nem encontro, qualquer problema ao nível da legalidade [do relatório da comissão], por isso não tive problema em o assinar.”
Todas as testemunhas ontem ouvidas no Tribunal Judicial de Base no chamado caso das ETAR dizem o mesmo: Ao Man Long não as influenciou para que o consórcio onde se integrava a Waterleau vencesse o concurso para a operação, manutenção e gestão da ETAR do Parque Industrial Transfronteiriço. A empresa venceu, dizem, porque tinha uma proposta melhor e nem sequer foi o ex-secretário quem elaborou o parecer que nomeou a vencedora diferentes. Para Custódia Sousa, por exemplo, a Waterleau poderá ter ganho devido à sua proposta. “Ia de encontro aos requisitos propostos. Se o consórcio foi escolhido, foi porque teve mais pontos que os outros”, avança, dizendo que a escolha da Comissão de Avaliação foi uma escolha isenta. À técnica do GDI juntou-se Chan Kok Hou. “Do que me recordo do que foi proposto, a tecnologia oferecida era semelhante às das ETAR da Taipa e de Coloane, que tinham um funcionamento positivo, daí entendi que a proposta era a melhor. Nunca recebi qualquer instrução superior.”
TIAGO ALCÂNTARA
JOANA FREITAS
as pontuações diferirem de uma pré-qualificação, onde a empresa é seleccionada pela experiência, para um concurso, onde é a proposta que é avaliada, bem como o preço, João Miguel Barros contestou a forma como o MP deu a entender de que o relatório para a escolha da Waterleau teria sido feito por Ao Man Long. “Em rigor, não é um parecer de Ao Man Long. É dos técnicos dos serviços. Se [o ex-secretário] teve a capacidade de influenciar Edmund Ho, é porque deu instruções aos seus subordinados, que dizem que não [sofreram qualquer pressão].” Joana Teixeira, colega do advogado, acrescentou ainda que o ex-secretário apenas concordou com um parecer que foi elaborado pelos técnicos da Comissão de Avaliação das Propostas – não feito pelo ex-secretário -, tendo depois enviado o documento para a aprovação do Chefe do Executivo, que era quem tinha a competência para adjudicar ou não a operação da ETAR. No julgamento de ontem, foi ainda frisado pelos advogados que Edmund Ho teria inclusive ido a Bruxelas em 2006 – data da adjudicação da ETAR – para um encontro com Luc Vriens, onde
Em rigor, não é um parecer de Ao Man Long. É dos técnicos dos serviços. Se [o ex-secretário] teve a capacidade de influenciar Edmund Ho, é porque deu instruções aos seus subordinados, que dizem que não [sofreram qualquer pressão] JOÃO MIGUEL BARROS Advogado de defesa
AJoão Miguel Barros, advogado de Pedro Chiang e Chan Ying Lun, da ATAL, o assessor jurídico assegurou que nas avaliações técnicas feitas não se encontraram também quaisquer irregularidades. “Perante os documentos que foram submetidos ao gabinete [do secretário] e analisados por mim, nunca detectei nenhuma irregularidade, desde o início da abertura das propostas.” Virgílio Valente, o último a
ser ouvido, partilhou da mesma resposta dada pelo colega em tribunal. “Nunca foi feita qualquer intervenção e, nas comissões onde participava, nunca vi isso acontecer. Nunca me foi dito fosse o que fosse sobre seguir diferentes procedimentos administrativos.”
TÉCNICAS E PROTOCOLOS
As respostas das outras testemunhas não foram também muito
A teoria da acusação de que houve interferência de Ao Man Long prende-se, sobretudo, com dois factores: o consórcio da Waterleau ficou em terceiro lugar na pré-qualificação do concurso, passando para o primeiro no concurso – o que Custódia Sousa disse ser normal – e Ao Man Long teria emitido um parecer para o Chefe do Executivo, na altura Edmund Ho, em que escolhia o consórcio para ser o adjudicatário. Depois da testemunha do GDI ter referido que “não é estranho”
teria assinado um protocolo com a Waterleau sobre as ETAR. A deslocação do ex-Chefe do Executivo foi assinalada pela imprensa, mas nenhuma das testemunhas presentes se lembrava deste protocolo. Apenas Castanheira Lourenço – coordenador adjunto do GDI à data dos factos e ontem ouvido em gravação feita em Portugal – confirmou isto, acrescentando mesmo que Luc Vriens foi quem organizou a recepção à comitiva de Macau. O julgamento continua na segunda-feira.
política 7
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O deputado ERRO MÉDICO NOVA CONSULTA PÚBLICA DECORRE ATÉ 31 DE JANEIRO Cheang Chi Keong disse que a proposta de lei do Erro ANDREIA SOFIA SILVA Médico não é urgente primeira grande proposta de mas sim lei votada na V Legislatura não “necessária”, é, afinal, assim tão urgente, apesar de ter vindo a ser como debatida no espaço públicomplemento co nos últimos dez anos. a proposta de lei ao que já consta Contudo, Cheang Chi Keong do erro médico é, contudo, importante para a sociedade no Código actual. “Não é uma pro- Cheang Chi Keong, presidente opiniões devem ser enviadas cientes. Temos de solicitar posta de lei premente mas da 3.ª Comissão Permanente por escrito à AL até ao dia 31 pareceres à Associação dos Civil e Penal. há necessidade de legislar, da Assembleia Legislativa de Janeiro de 2014. “Mesmo Advogados de Macau, os Deputados porque o Código Civil ou (AL), encarregue de analisar na discussão em plenário hospitais Kiang Wu e da entendemos que precisamos Universidade de Ciência Penal precisam de mais o diploma na especialidade. e Governo Apesar de ter garantido que de lançar uma auscultação e Tecnologia, bem como instrumentos sobre esta Vamos tentar ter a proposta será concluída nesta pública. Eu sei que já foram associações de médicos e querem receber matéria. uma lei para complementar legislatura, Cheang Chi Keong efectuadas auscultações no enfermeiros.” algumas questões mas não avançou que há tempo para passado mas esta vai ser mais opiniões vale a pena precipitarmo- se fazer mais uma consulta focada no novo texto, que EVITAR ABUSOS sobre o assunto -nos”, disse o deputado pública sobre o diploma. As interessa a médicos e pa- Cheang Chi Keong chamou andreia.silva@hojemacau.com.mo
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TIAGO ALCÂNTARA
Lei “não é premente”
FUNDAÇÃO MACAU ATRIBUI MAIS DE 300 MILHÕES EM SUBSÍDIOS. MUST NO TOPO NOVAMENTE
Três meses bem recheados JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
M
AIS de 300 milhões foi quanto a Fundação Macau (FM) atribuiu em apoios financeiros nos últimos três meses. De acordo com a listas dos fundos ontem publicada em Boletim Oficial – e analisada pelo HM -, a organização liderada por Wu Zhiliang voltou a encaminhar a mais alta parcela para a Universidade de Ciência e Tecnologia (MUST), através da sua Fundação com o mesmo nome. No total, a MUST recebeu 24,5% dos fundos da FM – cerca de 82 milhões e 300 mil patacas -, justificadas como sendo referentes à 10.ª prestação para o campo de futebol e pavilhão desportivo da universidade (27 milhões) e despesas com planos anuais. A segunda na lista foi a Universidade de São José. A construção do novo campus universitário da instituição levou a que a FM apoiasse a universidade com 45 milhões de patacas, que apenas cobriram “parcialmente” as despesas. A USJ seguiu-se da uma outra universidade – a Universidade Cidade de Macau. Esta, dirigida pelo deputado Chan Meng Kam, voltou a ficar no top três dos organismos que recebeu mais apoios da FM. Desta vez, foram 30 milhões de patacas para custear “parcialmente despesas com apoio
ao ensino-aprendizagem, actividades académicas, estudos e investigações científicas e bolsas de estudo”. Cerca de 9% do total dos apoios financeiros compilados numa primeira prestação para estas actividades. À Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), uma normal contemplada com apoios da FM, foram dirigidos quase 15 milhões e meio de patacas, cerca de 5% do total dos fundos atribuídos. O dinheiro foi alocado no pagamento de despesas relacionadas com o plano de actividades da FAOM, da qual é vice-presidente a deputada Kwan Tsui Hang. Financiamentos para planos de actividades encontram-se muitos, como é o caso do da Caritas de Macau (cerca de três milhões e meio) e da Associação de Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC), que recebeu 800 mil patacas.
MAIS DINHEIRO
Mas, os financiamentos da FM não se ficam por aqui. Foram 334,706,534 patacas divididos entre várias associações – como a Obra das Mães (mais de três mil patacas), o Conselho das Comunidades Macaenses (dois milhões) ou a Casa de Portugal em Macau (mais de três milhões) -, das quais 3% foram ainda entregues à União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGGAM). Quase dez milhões de patacas foi quanto a
entidade dirigida pelo deputado Ho Ion Sang recebeu para despesas com o plano de actividades. Em destaque pelos valores mais altos recebidos estão ainda a Fundação da Deusa A-Má – que recebeu mais de sete milhões para o Festival com o mesmo nome -, a Associação Geral das Mulheres – cuja vice-presidência é da deputada Wong Kit Cheng e que recebeu quase sete milhões de patacas – e a União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração de Bebidas de Macau, dirigida pelo também deputado Chan Chak Mo, a quem foram atribuídos mais de seis milhões de patacas para “custear parcialmente o projecto de apoio à preservação de características de estabelecimentos de comida de Macau”. A Aliança do Povo de Instituição de Macau, da qual são membros os deputados Chan Meng Kam, Si Ka Long e Song Pekei, recebeu também quase três milhões para despesas com o plano de actividades e a Associação de Beneficência do Kiang Wu, também dirigida por um deputado – Fong Chi Keong – recebeu ainda dois milhões para equipamentos para o campus de Mong Ha do Instituto de Enfermagem Kiang Wu. Os apoios financeiros da FM foram dirigidos ainda para diversas associações de conterrâneos, organismos relacionados com educação e associações culturais.
a atenção para as falhas que existem na proposta de lei. “O texto só foca as situações culposas, e mesmo na criação da comissão de perícia temos de ver se as normas são suficientes ou não.”
“Para se resolverem os litígios tudo depende da eficiência do trabalho (da comissão). Temos que reunir mais com o Governo para aperfeiçoar as normas”, disse ainda. Ainda sobre a comissão, os deputados receiam que haja um pedido excessivo de relatórios para casos menores. “O pedido de requerimentos poder a vir ser alvo de abusos, porque pode haver qualquer problema com o hospital para se pedir um relatório à comissão e isso pode acarretar um grande volume de trabalho. As pessoas podem pensar ter uma indemnização e recorrer a um relatório pericial de forma arbitrária e não existem mecanismos na proposta de lei para a indemnização.” Os deputados pedem ainda ao Governo mais dados sobre o actual serviço de saúde. “Chegámos a um consenso de que para evitar situações do erro médico há que elevar o serviço geral dos serviços de saúde, que não é equilibrado. Há necessidade de pedir ao Governo mais dados sobre a elevação do nível profissional. Há que elevar a vertente técnica e de credenciação. O trabalho de credenciação está em preparação e não sabemos qual é o ponto de situação.”
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NOTIFICAÇÃO N.º 02/GAD/2013
Não sendo possível notificar o interessado Huang JinRong ( 黃金榮), titular do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.º 14228**(*), por ofício, via telefone nem por outro meio, de acordo com o previsto nos art.os 68.º e 72.º, n.º 1, do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico, nos termos do n.º 2 do art.º 72.º do mesmo Código, que tendo sido declarada, em 17 de Janeiro de 2012, a caducidade da autorização de residência que lhe foi concedida, deixou de ser complacente com os requisitos previstos no n.º 2 do art.º 4.º do Regulamento Administrativo n.º 23/2002 a partir dessa data e caducou-se de imediato o seu Bilhete de Identidade de Residente Não Permanente, sendo, por isso, que não possui o estatuto de residente permanente, por não ter residido habitualmente em Macau pelo período mínino de 7 anos, definifo na alínea 2) do n.º 1 do art.º 1.º do Lei n.º 8/1999. Pelo que, a DSI revoga o acto administrativo pelo qual lhe foi emitido o Bilhete de Identidade de Residente Permanente n.º 1422823(3) e é cancelado o Bilhete de Identidade de Residente Permanente n.º 1422823(3), nos termos da lei. Em caso de inconformidade com a decisão administrativa acima referida, poderá ser apresentada ao Director da DSI, nos termos da alínea a) do n.º 2 do art.º 145.º e do art. 149.º do Código do Procedimento Administrativo, ou recorrer para a Secretária para a Administração e Justiça, interpondo recurso hierárquico necessário, nos termos da alínea b) do n.º 2 do art.º 145.º e do art.º 155.º do mesmo Código, no prazo de 15 dias e 30 dias respectivamente, contados a partir da data da publicação da presente notificação. Para informação mais detalhada, queira entrar em contacto com a Sr.ª Lo (83940553) e a Sr.ª Leong (83940592). Macau, a 7 de Novembro de 2013. O Director dos Serviços de Identificação, Lai Ieng Kit
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CHINA
Saber separar informação de tráfico de influências ou mesmo propaganda, pode ser uma tarefa difícil em alguns regimes políticos
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EDITORIAL SOBRE JORNALISTAS CAUSA POLÉMICA
A primeira ameaça vem de dentro
MARIA JOÃO BELCHIOR Em Pequim
C
OM uma classe formada e informada cada vez mais relevante, a China é mais um dos locais onde os jornalistas têm de acabar a lutar contra o sistema em nome da informação para um público que exige cada vez mais transparência. Mas só em teoria pode parecer fácil. Além do difícil acesso à informação, os jornalistas chineses recebem pressões de fora, seja da censura, dos próprios editores, ou das forças de poder nas cidades onde vivem. O caso do jornalista Chen Yongzhou, preso por ter aceite subornos para publicar notícias falsas, continua a fazer correr tinta na China e agora foi a vez da jornalista e editora Hu Shuli, em tempos considerada a mulher mais poderosa da China, de escrever um editorial sobre as responsabilidades dos jornalistas. E as respostas não tardaram.
INTEGRIDADE ACIMA DE TUDO
Directora da revista Caixin, uma das mais importantes revistas de análise económica da China, Hu Shuli escreveu um editorial onde dizia que os jornalistas deviam
tornar-se mais exigentes com o trabalho que fazem e recusar-se a favores. A prática de pagar por notícias está muito instituída entre os meios de comunicação chineses. A revista Caixin faz questão de proibir todos os jornalistas de receber dinheiro nos envelopes de informação que muitas vezes são dados nas conferências de imprensa. Mas se em algumas situações já parece
um hábito normal, no caso do jornalista de Cantão, tratou-se de forjar notícias em troca de dinheiro. O editorial publicado na segunda-feira recebeu muitas respostas e inclusive críticas de colegas jornalistas que acusam a editora de se colocar do lado dos censores, num momento em que a própria indústria de media sofre com a crise. Vários jornalistas saíram em
defesa de Chen Yongzhou que fez uma declaração pública sobre o seu erro na televisão central. O debate continua sobre até que ponto pode a informação ser um produto de venda e troca de influências na China. Para muitos, a dificuldade está na liberdade de poder informar. Porém, para a directora da Caixin, apesar dos problemas que enfrentam os jornalistas num sistema que não reco-
UM MORTO E OITO FERIDOS EM EXPLOSÕES NA CIDADE CHINESA DE TAIYUAN
Junto à sede do Partido Comunista P ELO menos uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas na explosão, ontem, de uma série de engenhos de fabrico caseiro frente à sede do Partido Comunista Chinês na cidade de Taiyuan, capital da província de Shanxi, revelou a polícia. As explosões, que tiveram lugar ao início da manhã, às 7h40 locais, danificaram também vários veículos estacionados na zona e foram, aparentemente, provocadas por engenhos de produção caseira, acrescenta uma nota do governo provincial na sua página da Internet. A polícia de Taiyuan expli-
cou que entre os oito feridos, uma pessoa está em estado grave. A agência oficial chinesa, a Xinhua, menciona nos despachos sobre o caso a
existência de pequenas bolas metálicas espalhadas na zona dos rebentamentos e a estação oficial de televisão, a CCTV, explica que os engenhos estavam escondidos junto ao
edifício do partido comunista. A explosão, segundo a agência Efe, tornou-se rapidamente num dos temas mais comentados nas redes sociais chinesas, onde fotografias colocadas online permitem ver carros dos bombeiros e ambulâncias na zona das explosões. A polícia, que isolou o local, está a investigar as explosões que acontecem apenas 10 dias depois da morte de cinco pessoas na praça de Tiananmen, em Pequim quando um veículo atropelou turistas e se incendiou em frente da fotografia de Mao Zedong à entrada da Cidade Proibida.
nhece a liberdade de imprensa, a primeira responsabilidade está em quem vai dar a informação. Perante as reacções ao que escreveu, na sua conta de Weibo, Hu Shuli concordou que apenas um julgamento pode decidir sobre a culpa ou não de Chen Yongzhou, mas que isto não invalida o facto de ter sido exposto que aceitou subornos e é preciso que isto seja analisado até ao mais pequeno detalhe.
China e Brasil querem aprofundar parceria estratégica
O
vice primeiro ministro chinês, Wang Yang, e o vice-presidente brasileiro, Michel Temer, encontraram-se esta quarta-feira em Cantão. Os dois líderes presidiram à 3.ª reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), na qual fizeram uma boa avaliação dos êxitos obtidos na cooperação bilateral tendo chegado a acordo sobre o aprofundamento da parceria estratégica e em promover a cooperação em diversas áreas, informa a rádio China. Wang Yang apontou que as relações sino-brasileiras atravessam um bom período. Segundo Wang, os dois países enfrentam desafios nas áreas do desenvolvimento económico, do ajuste estrutural e na melhoria de vida da população, sendo cada vez mais os interesses e necessidades comuns O vice primeiro ministro salientou que a China quer reforçar o papel da COSBAN, a fim de promover a cooperação bilateral. Após a reunião, os dois líderes assinaram vários documentos de cooperação.
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A
reforma mais emblemática da zona de livre comércio de Xangai, colocada a funcionar em Setembro, é a livre conversibilidade do yuan, que permitirá, pela primeira vez, comprar e vender esta divisa sem restrições. Embora ainda não haja calendário, o projecto faz parte do plano das autoridades chinesas para reforçar o renminbi, a “moeda do povo”, como o yuan também é conhecido. “As autoridades redobraram os esforços para aumentar a atracção do yuan nos mercados internacionais”, afirma Wang Qinwei, analista da Capital Economics, em referência ao acordo de troca de divisas com a Grã-Bretanha assinado em Outubro. O acordo permite que as instituições de Londres intervenham directamente em yuans na China, com um máximo inicial de cerca de 80 mil milhões de yuans e evitar ter que passar por Hong Kong. A China assinou também um acordo similar com Singapura para investimentos de um total de cerca de 400 mil milhões de patacas. O Banco Central Chinês (PBOC) anunciou, além disto, no dia 10 de Outubro, um acordo de troca de divisas com o Banco Central Europeu (BCE) de cerca de 350 mil milhões yuans que facilitará o acesso da moeda chinesa aos bancos da zona do euro. São “sinais importantes” a poucos dias da reunião anual da cúpula do partido comunista chinês, apesar de “não haver esperança de mudanças espectaculares a curto prazo”, disse Zhao Longkai,
YUAN COMEÇA A CIRCULAR FORA DA CHINA E PROCURA TORNAR-SE UMA GRANDE DIVISA MUNDIAL
A subir no ranking
Graças aos acordos bilaterais, a China está a fomentar a circulação do yuan fora das suas fronteiras, com o objectivo de favorecer as trocas e transformar a sua moeda, a médio prazo, numa das grandes divisas mundiais da escola de negócios Guanghua da Universidade de Pequim. As autoridades são “prudentes” porque “querem continuar a controlar o valor da sua divisa”, afirma o académico. Desde Janeiro, o yuan ganhou mais de 2% frente ao dólar e aproximou-se nas últimas semanas da barreira de seis yuans por dólar, um recorde desde 1994. “O bloqueio orçamental nos EUA e a incerteza sobre a política do Federal Reserve norte-americano favoreceu o reforço do renminbi” disse Jiang Shu, um analista chinês do Industrial Bank, embora acredite que a moeda não continuará a subir porque prejudicaria as exportações do país. Competir com o dólar O interesse dos investidores pelo yuan aumenta e a moeda chinesa transformou-se em 2013 na oitava mais negociada no mundo (1,49% da participação de mercado em Agosto nos mercados
de divisas), superando o rublo e o won sul-coreano, segundo a sociedade financeira Swift. Entre Janeiro de 2012 e Agosto de 2013 o volume de troca do yuan multiplicou-se por dois, indica o Swift. A maioria das trocas (fora da China e Hong
Kong) realizaram-se em Londres (62%), Estados Unidos (13%) e França (10%). No final de 2020 o yuan poderá transformar-se na quarta divisa mais utilizada no mundo como sistema de pagamento, informa o economista Stephen Green de Standard Chartered. “As trocas comerciais da China duplicarão até 2020 e a proporção das negociações em yuans também, até alcançar os 28%”, afirma. Além dos benefícios económicos, a internacionalização do yuan também é um sinal da ambição do poder chinês para competir com o dólar. As imensas reservas chinesas continuam a depender das flutuações do dólar e a agência oficial Xinhua fez recentemente um pedido para “desamericanizar” a economia mundial e favorecer a aparição de “uma nova divisa de reserva” que ponha fim à dominação norte-americana.
PEQUIM PLANEIA FECHAR ESCOLAS QUANDO POLUIÇÃO FOR “ALARMANTE”
Cancro do pulmão aumenta 56% O Governo chinês anunciou ontem que está a considerar a possibilidade de um horário mais flexível para as aulas e mesmo a sua suspensão e consequente encerramento das escolas caso se registem níveis “alarmantes” de poluição. A informação consta de uma circular do Ministério da Protecção do Meio Ambiente chinês, divulgada um dia depois de ter sido revelado que a paciente mais jovem da China com cancro do pulmão é uma menina de oito anos, situação atribuída pelos médicos aos elevados níveis de poluição aos quais esteve exposta. A menor, que está internada num hospital de Jiangsu, na cidade de Nanquim, vivia junto a uma estrada. Sem citar este caso concreto e sem especificar qual o nível que considera ser “alarmante”, a
nota oficial apela para que sejam adoptadas “todas as medidas possíveis” para se reduzirem os níveis de poluição quando eles forem elevados, nomeadamente suspender a produção das fábricas, restringir o número de veículos ou proibir churrascos nas ruas. “As actividades fora das aulas deverão suspender-se. As escolas
de ensino primário, assim como os jardins de infância, também deverão cancelar as suas aulas”, refere o texto. As medidas, acrescenta a nota, deverão estender-se às empresas e instituições para proteger os trabalhadores. A poluição – derivada de factores como a utilização de
carvão como a principal fonte de energia – fez com que a incidência do cancro do pulmão em cidades chinesas como Pequim tivesse aumentado 56% entre 2001 e 2010, segundo dados oficiais, que revelam que esta doença se tornou na principal causa de morte entre os homens chineses e a segunda entre as mulheres, em 2010.
REGIÃO Pyongyang considera espionagem como “abuso dos direitos humanos”
O regime comunista da Coreia do Norte considerou ontem como “um abuso dos direitos humanos” a espionagem realizada pelo Governo norte-americano contra chefes de Estado, funcionários e milhões de outras pessoas em todo o mundo. “Intervir em comunicações secretas como mensagens privadas para espiar é um dos piores abusos dos direitos humanos”, indicou a agência estatal norte-coreana KCNA, num editorial que alegadamente é a primeira referência de Pyongyang ao escândalo de espionagem que tem afectado Washington. Segundo a KCNA, a justificação dos Estados Unidos de que as escutas ilegais levadas a cabo pela Agência Nacional da Segurança (NSA) norte-americana têm como fim a luta contra o terrorismo internacional é um “pretexto”. “O objectivo da espionagem a grande escala no estrangeiro por parte dos Estados Unidos é, obviamente, observar e vigiar todos os movimentos de outros países” e “recolher segredos de diferentes áreas como política, defesa e economia” para “conseguir dominar o mundo”, salientou.
Peritos da OIEA no Japão para avaliar efeitos de derrames em Fukushima
Dois peritos do Organismo Internacional de Energia Atómica (OIEA) chegaram ontem ao Japão para analisarem os efeitos dos derrames tóxicos no mar de água da central nuclear de Fukushima, danificada devido ao sismo e tsunami de Março de 2011. David Osborn, director dos Laboratórios para o Meio Marinho que a OIEA possui no Mónaco, e Hartmut Nies, responsável pelo laboratório de radiometria do organismo vão permanecer no Japão até 12 de Novembro. Entre quinta e sexta-feira os dois técnicos vão recolher amostras na água da costa da prefeitura de Fukushima e observar as análises feitas na própria central para detectar os níveis de contaminação no mar. Os dois responsáveis irão também avaliar detalhadamente com as autoridades japonesas os procedimentos que estão a ser praticados no terreno.
Polícia indiana deteve líder da oposição
A polícia indiana deteve o líder do principal partido da oposição, o Bharatiya Janata, pelo seu alegado papel no homicídio de um activista anti-corrupção, informaram ontem as autoridades locais. Dinu Bogha Solanki foi detido por alegadamente ter conspirado para matar Amit Jethwa, de 34 anos, que procurava expor uma actividade mineira ilegal no Estado indiano de Gujarat. Jethwa, que acusou Solanki de estar envolvido em actividades mineiras ilegais em Gujarat, foi morto em 2010 a tiro por dois indivíduos que dispararam a partir de uma moto em Ahmedabad.
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PATRIMÓNIO
hoje macau quinta
PEDRAS GIGANTESCAS DA CIDADE PROIBIDA FORAM TRA
Directamente da pedre Q
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UANDO ficou responsável pela reconstrução de dois edifícios que arderam, em 1596, na Cidade Proibida, em Pequim, Shengrui He sabia que o esperava um trabalho moroso e com elevados custos monetários. Para definir o plano de reconstrução dos edifícios, que implicava o transporte de grandes pedras vindas de longe, Shengrui He baseou-se em relatos de trabalhos anteriores. Referida no antigo livro chinês Liang Gong Ding Jian Ji, de 1618, a escolha da melhor estratégia de transporte aplicada por Shengrui He é explorada à luz da ciência por uma equipa de investigadores, num artigo publicado amanhã, terça-feira, na edição em papel na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences. Reza a história que a Cidade Proibida terá tido 999 edifícios com 9999 divisões, onde viveram os imperadores, familiares e inúmeros criados, ao longo de cinco séculos. Durante a construção do palácio imperial, entre 1406 e 1420, e para as várias reconstruções de que foi alvo, foram trazidas inúmeras toneladas de mármore da pedreira de Dashiwo, a 70 quilómetros de Pequim. Para a reconstrução de 1596, Shengrui He acabou por optar pelo transporte das gigantescas pedras em carros de rodas. Mas noutros momentos da História foram usados trenós, que deslizavam por estradas de gelo. A maior pedra na Cidade Proibida tem 200 toneladas: está à entrada do Palácio da Suprema Harmonia. “A pedra foi extraída de Dashiwo, em Fangshan, nos subúrbios de Pequim. Foi transportada até ao Palácio-Museu [o palácio imperial] lançando água no caminho, durante o Inverno, para formar uma estrada de gelo. Depois, foi puxada ao longo da estrada de gelo”, lê-se na inscrição da pedra. Sabendo que a roda já existia na China desde 1500 a.C., a investigação conduzida por Jiang Li, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pequim, estudou por que razão o trenó sobre o gelo lubrificado com água é a melhor solução para o transporte de
uma grande pedra que teria pelo menos 120 toneladas. Estes estudos podem ter aplicação no desempenho dos atletas de desportos no gelo.
Mas porquê estudar uma pedra deste tamanho? Porque no antigo livro chinês Liang Gong Ding Jian Ji (de Zhongshi He) há o relato do
património 11
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ANSPORTADAS EM TRENÓS NO GELO
eira de Dashiwo
a cada 500 metros. Em oposição, na reconstrução de 1596 transportaram-se as pedras em menos tempo — 22 dias —, em carros com quatro, oito ou 16 rodas, consoante o tamanho da pedra.
1800 MULAS OU 20 MIL HOMENS
transporte de uma pedra com 123 toneladas usada numa das reconstruções, neste caso em 1557. Nesta reconstrução, as pedras foram transportadas
ao longo dos 70 quilómetros, durante 28 dias. No percurso, os trenós deslocavam-se numa estrada de gelo, que ia sendo humedecida com água
Em ambas as reconstruções (de 1557 e 1596), o transporte foi feito durante o Inverno, porque era mais fácil manter a estrada firme e sem buracos devido às baixas temperaturas do solo. Só que a opção do transporte com carros de rodas puxados por mulas em 1596 revelou-se, segundo o antigo livro chinês, mais barata: custou menos de 7000 taéis de prata (unidade de peso com valor monetário, na antiga China), contra os mais de 110 mil taéis do transporte em estradas de gelo para a reconstrução de 1557. A diferença de valores deve-se, em parte, à força de trabalho: no caso dos carros de rodas, usaram-se 1800 mulas, enquanto para os trenós foram contratados 20 mil homens. Embora o uso de carros fosse mais barato, também teria constrangimentos. Não há registo de transporte de pedras com mais de 95 toneladas nos carros, mesmo com 16 rodas, mostrando que esta podia ser uma limitação deste tipo de transporte. Além disso, o risco de acidentes, com as mulas ou os veículos, era grande e podia danificar as pedras. Interessados em estudar os fenómenos do atrito e desgaste, assim como a necessidade de lubrificação do caminho, os investigadores testaram várias hipóteses de transporte de uma pedra com 123 toneladas usando um trenó: numa estrada de terra batida; a deslizar sobre madeira lubrificada com água; e sobre gelo com e sem água. Concluíram que um caminho de gelo lubrificado é a única solução viável, pois o atrito é reduzido e implica o trabalho de menos de 50 homens. As restantes possibilidades implicavam o uso de mais de 300 pessoas. Os cientistas vão mais longe nas conclusões: “A resistência de um caminho artificial de gelo no chão seria suficiente para suportar um trenó que transportasse uma pedra de 300 toneladas.” Para corroborar este resultado, a equipa recorda o caso recente do transporte por uma estrada de gelo de um edifício inteiro da Estação de Comboios de Anda, na China. Tinha 1200 toneladas.
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Recrutamento de pessoal Faz-se público que, por despacho de S. Ex.a o Chefe do Executivo, de 2 de Maio de 2013, e nos termos do disposto na Lei n.º 14/2009 (“Regime das carreiras dos trabalhadores dos serviços públicos”) e no Regulamento Administrativo n.º 23/2011 (“Recrutamento, selecção, e formação para efeitos de acesso dos trabalhadores dos serviços públicos”), se acha aberto o concurso comum, de ingresso externo, de prestação de provas, para o preenchimento de um lugar de técnico de 2.ª classe, 1.º escalão , da área de informática, em regime de contrato além do quadro do Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais. Aviso de abertura foi publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.° 45, II Série, de 06 de Novembro de 2013. O prazo para a apresentação de candidaturas é de vinte dias, a contar do primeiro dia útil ao da publicação do presente aviso no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau. Os candidatos devem preencher a “ficha de inscrição em concurso” aprovada pelo Despacho do Chefe Executivo n.º 250/2011 (pode ser requisitada na Imprensa Oficial ou descarregada na página electrónica daquela entidade pública) juntamente com o arquivo associado, e apresentá-la, no período definido, durante o horário de expediente (segunda-feira a quinta-feira, 9:00 – 13:00; 14:30 – 17:45; sexta-feira, 9:00 – 13:00; 14:30 – 17:30), para este Gabinete, sito na Avenida da Praia Grande, n.º 804, Edifício China Plaza, 13.º andar, A-F, em Macau. Para mais informações é favor consultar o site deste Gabinete http:// www.gpdp.gov.mo. A Coordenadora Chan Hoi Fan 06/11/2013
Horário de encerramento das barreiras do Grande Prémio O 60º Grande Prémio de Macau realiza-se entre os dias 9 e 10 e 14 a 17 do corrente mês. Este evento dedicado ao desporto motorizado atrai anualmente
milhares de visitantes, sendo particularmente importante para promover e
desenvolver a indústria do turismo local, bem como para elevar a imagem
de Macau como cidade internacional. Em grande parte, o sucesso do Grande Prémio deve-se ao apoio e colaboração da população de Macau.
Para minimizar os inconvenientes ao trânsito devido ao encerramento de
algumas vias, a organização aumentou este ano o número de portões ao longo do circuito, para um total de 120. Contudo, devido a certos constrangimentos,
algumas vias vão manter-se encerradas durante todo o evento. A Comissão do Grande Prémio solicita a melhor compreensão dos condutores e apela à
atenção ao horário de encerramento das barreiras, bem como ao respeito pela sinalização provisória e às instruções da Brigada de Trânsito. 8 de Novembro (Sexta-feira) Hora
Arruamentos
Local
Av. da
Ponte da Amizade – saída para
Amizade 10:00
a Av. de Amizade (100m)
Saída da garagem da Direcção Est. de S.
Francisco
dos Serviços das Forças de
Av. Ramal
dos Mouros 19:00 20:00
Nota :
Est. D. Maria II
Est. de
Cacilhas
Acesso
Acesso
fechado
Segurança de Macau
Rampa para as urgências do HCSJ
15:00
Nota
Saída do viaduto na Estrada do Reservatório junto ao
Acesso
condicionado
Baguio Court
Porta principal do Edf. CEM Cruzamento para acesso à
Acesso
fechado
Seaview Garden
Desmontagem na noite do dia 10 e montagem no dia 13
Horário e Locais de fecho dos portões de barreiras metálicas entre os dias 9 e 10 e 14 a 17 de Novembro:
Os portões de barreiras metálicas serão encerrados a partir das 03h00,
permanecendo fechados até ao final das corridas de cada dia.
A Comissão do Grande Prémio solicita a todos os condutores a melhor compreensão por eventuais transtornos causados, bem como o respeito pela
sinalização provisória instalada e as instruções da Brigada de Trânsito. Para informações, é favor de ligar para o número de telefone: 2872 8482.
VIDA
hoje macau quinta-feira 7.11.2013
ESTUDO APONTA QUE OBESIDADE NAS MENINAS PROVOCA PUBERDADE HOJE PRECOCE NO PRATO
Importantes implicações clínicas A obesidade nas meninas é o factor mais determinante para uma puberdade precoce, que afecta as crianças caucasianas mais cedo do que antes, indica um estudo divulgado nos EUA, avançou ontem o Diário Digital. “Uma maturidade antecipada entre as meninas tem importantes implicações clínicas, tanto a nível psicológico quanto biológico”, explica Frank Biro, da unidade de medicina da adolescência no hospital de crianças de Cincinnati (Ohio, norte), principal autor do trabalho. As meninas que experimentam uma maturidade precoce correm o risco de enfrentar múltiplos problemas, como a falta de confiança em si mesmas, mau desempenho escolar e comportamentos associados, indica o pediatra.
Uma puberdade precoce aumenta também os riscos de obesidade, hipertensão e vários tipos de cancro, entre eles da mama e ovário. Os autores examinaram 1.239 meninas em clínicas
da região de São Francisco, Cincinnati e Nova Iorque, para determinar o início da sua puberdade. Mediram o desenvolvimento do seu busto e o impacto deste fenómeno no índice de massa
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corporal e este em relação à raça e origem étnica. As participantes tinham entre 6 e 8 anos quando começou o estudo e foram acompanhadas regularmente de 2004 a 2011.
Aviso Torna-se público, de acordo com o nº. 1 do ponto 6º. dos Regulamentos para a prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como auditor de contas, contabilista registado e técnico de contas, elaborados nos termos do artigo 18º do Estatuto dos Auditores de Contas, aprovado pelo Decreto-Lei nº. 71/99/M, de 1 de Novembro, do artigo 13º. do Estatuto dos Contabilistas, aprovado pelo Decreto-Lei nº. 72/99/M, de 1 de Novembro e da alínea 3) do artigo 1º. do Regulamento da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº. 2/2005, de 17 de Janeiro, que se encontra afixada, na sobreloja da Direcção dos Serviços de Finanças, sito na Avenida da Praia Grande nºs. 575, 579 e 585, e colocado no respectivo “Web-site”, no local relativo à CRAC e para efeitos de consulta, a lista definitiva dos candidatos à prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como Auditor de Contas, Contabilista Registado e Técnico de Contas no ano de 2013, elaborada e homologada por deliberação do Júri designado para o efeito. Mais se informa que a prestação de provas foi pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude reconhecida como um dos itens subsidiáveis no âmbito do “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo”. Os candidatos poderão pois optar por liquidar as taxas devidas deduzindo o respectivo montante da sua conta do “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo” (adverte-se, no entanto, para o facto de que apenas se aceitará o pagamento integral do valor em causa). Em caso de dúvidas, agradecemos que contacte a CRAC, durante as horas de expediente, através dos números de telefone 85990168 ou 85990549. Direcção dos Serviços de Finanças, aos 22 de Outubro de 2013. O Presidente da CRAC, Iong Kong Leong
puberdade aparecia - indicada pelo desenvolvimento do busto - variam com a raça, o índice de massa corporal e a origem geográfica. O desenvolvimento dos seios começa nas meninas brancas com uma idade média de 9,7 anos, antes do que se havia observado anteriormente. As meninas negras continuam a ser mais precoces do que as brancas e o crescimento dos seus seios começa em média aos 8,8 anos. Entre as hispânicas, essa idade é de 9,3 anos e de 9,7 anos entre as meninas de origem asiática. Os investigadores concluíram que um índice de massa corporal mais elevado (excesso de peso e obesidade) é um factor determinante de uma puberdade precoce mais importante que a raça. Apesar de os autores do estudo continuarem com suas pesquisas para confirmar os factores ambientais e fisiológicos que estão por trás do fenómeno, concluíram que o aparecimento precoce da puberdade entre as meninas brancas provavelmente é provocado pelo aumento de peso excessivo.
Gases de efeito de estufa atingem recordes em 2012
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COMISSÃO DE REGISTO DOS AUDITORES E DOS CONTABILISTAS
Os cientistas empregaram critérios estabelecidos do desenvolvimento da puberdade, entre eles os cinco estágios conhecidos do crescimento dos seios. Constataram que as diferentes idades nas quais a
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S três principais gases com efeito de estufa atingiram novos recordes de concentração em 2012, anunciou esta quarta-feira a Organização Meteorológica Mundial, em Genebra.As mais recentes análises revelam “que o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso atingiram novos picos em 2012”, escreve a OMM no seu boletim sobre os gases de efeito de estufa. E explica que a capacidade da atmosfera reter a energia do Sol ao nível da Terra, e portanto induzir o aquecimento global, aumentou 32 por cento entre 1990 e 2012. Segundo Michel Jarraud, secretário-geral da OMM, se o mundo continua neste
caminho, “a temperatura média do globo no final do século poderá ultrapassar os 4,6 graus centígrados em relação ao que era antes da era industrial, em 1750, e até mais em algumas regiões, onde as consequências poderão ser catastróficas”. O dióxido de carbono é o principal gás responsável pelo aquecimento global e a sua concentração em 2012 aumentou em 2,2 ppm (partes por milhão), o que compara com um aumento de 2,0 ppm em 2011. A subida média dos últimos dez anos foi de 2,02 ppm, pelo que os números de 2012 mostram uma “aceleração da tendência”. PUB
AVISO Informa-se que a lista dos candidatos para a entrevista profissional ao concurso comum para o preenchimento das seguintes vagas, em regime de contrato por assalariamento na Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental, encontra-se afixada na DSPA, sita na Alameda Dr. Carlos D’Assumpção, n.os 393 a 437, Edifício “Dynasty Plaza”, 10. ° andar, em Macau, e publicada na página electrónica www.dspa.gov.mo para efeitos de consulta: Quatro vagas de motorista de ligeiros, 1.º escalão; Duas vagas de motorista de pesados, 1.º escalão. O Director, Cheong Sio Kei Aos 6 de Novembro de 2013
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CULTURA
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“QUINHENTOS POEMAS CHINESES” LANÇADOS HOJE NO AUDITÓRIO DO CONSULADO DE PORTUGAL
Símbolo excelso de um encontro
é marcada simbolicamente pela Gruta de Camões, centro excelso dessa mesma presença, e não pela Fortaleza do Monte, por exemplo. Macau é assim uma terra fundada sobre a presença de um poeta, o maior da Língua Portuguesa, fazendo todo o sentido que se considere esta cidade como sendo poética por natureza, desde a sua fundação”, disse ainda Carlos Morais José. O livro é apresentado dentro de uma caixa negra, gravada a prata, “símbolo, a um tempo, da sabedoria e da riqueza gerada pela beleza”.
JOSÉ C. MENDES info@hojemacau.com.mo
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ARA celebrar os 500 anos do encontro entre portugueses e chineses a editora Livros do Meio e a Casa de Portugal em Macau lançam hoje o livro “Quinhentos Poemas Chineses”, pelas 18:30 horas, no Auditório do Consulado de Portugal. Trata-se de uma edição que abrange 30 séculos de poesia chinesa, desde o “Livro das Odes”, que contém poemas anteriores ao século X a.C., até aos nossos dias. Assim, neste livro temos um vasto panorama da poesia chinesa, traduzido por numerosos tradutores, na sua maior parte também poetas, portugueses e brasileiros. “Estão aqui presentes praticamente todos os que, falando a Língua Portuguesa, se relacionaram e amaram a poesia chinesa”, disse ao HM Carlos Morais José, responsável pela Livros do Meio.
GRAFISMO EXEMPLAR
O livro, para além dos poemas, destaca-se pelo apuro gráfico, da responsabilidade de Henrique Silva (Bibito), da empresa Goldfish, e pelas ilustrações, executadas por
No entender da presidente da Casa de Portugal este tipo de iniciativas é para continuar. “Já no ano passado fizemos uma parceria com a editora Livros do Meio para a publicação do livro de Eugénio de Andrade, ‘Branco no Branco’, numa edição bilingue, para dar a conhecer a poesia portuguesa à comunidade chinesa. Este ano pareceu-nos bastante interessante a edição deste livro e pode ser que para o próximo ano aconteça outra iniciativa para a promoção do conhecimento mútuo entre as duas culturas”, acrescentou Amélia António. “Quinhentos Poemas Chineses” foi coordenado pelo poeta e tradutor António Graça de Abreu, que já traduziu poetas como Li Bai, Wang Wei, Han Shan e Bai Juyi (todos da dinastia Tang), e Carlos Morais José. Esta primeira edição é de 1000 exemplares, prevendo-se que tenha grande procura, pois trata-se da primeira vez que um livro desta dimensão sobre poesia chinesa é publicado. Está igualmente prevista, para breve, uma segunda edição em paperback. O preço do livro será de 350 patacas.
UMA FORMA SIMBÓLICA DE CELEBRAR
Rui Rasquinho. “Optámos por fazer uma edição nobre que corresponda à grandeza destes 500 anos de encontros entre Portugal e a China. À parte das relações históricas e políticas, o que para nós
realmente conta é a literatura, que mostra a parte mais bela e interessante do encontro entre o Ocidente e o Oriente. Preferimos olhar a beleza pura, os sentimentos humanos, as emoções
expressas através da parte mais bela da humanidade e da vida, que é a poesia”, acrescentou o editor. “É muito significativo que tal aconteça em Macau, onde a presença portuguesa
Quanto à Casa de Portugal em Macau, a sua presidente Amélia António disse ao HM que a instituição que dirige “considera muito importante a sua participação na co-edição do livro ‘Quinhentos Poemas Chineses’. É uma forma de ir ao encontro do conhecimento das pessoas sobre a poesia chinesa, quando se assinalam os quinhentos anos de Portugal em Macau”. “Esta é uma forma simbólica de celebrarmos este encontro de culturas”, acrescentou.
CINEMA CASA DE PORTUGAL EM MACAU APRESENTA CICLO MODERNO CHINÊS
Ai Weiwei volta ao ataque
O artista plástico chinês Ai Weiwei denunciou esta terça-feira, num vídeo difundido em Estocolmo, a “detenção suave” a que é submetido na China e que o impediu de ir à capital sueca para participar do júri do festival de cinema Fest Film. No evento, Ai Weiwei, de 56 anos, é representado por uma cadeira vazia – ideia do próprio. A cadeira inspirada no estilo da dinastia Ming (séculos XIV a XVII), enviada de Pequim, foi colocada entre os outros membros do júri e diante de um ecrã onde se vê o rosto do artista. “Lamento não poder comparecer. Por isso, concebi e enviei um objecto simbólico”, afirma o artista plástico no vídeo. “Espero que isto dê uma certa ideia da forma com que as autoridades podem limitar a liberdade de expressão, limitar os direitos humanos fundamentais dos artistas, o direito de viajar ou de participar em actividades culturais. Continuo a viver numa espécie de detenção suave. O meu passaporte continua nas mãos das autoridades”, disse ainda.
Oito filmes até ao fim do mês A
Casa de Portugal em Macau lançou esta semana um ciclo de cinema sob o tema “A representação da China no cinema moderno chinês”, que apresenta oito filmes chineses da década de 90 até à actualidade. A Casa Garden, que alberga a delegação da Fundação Oriente, é o palco do ciclo, que arrancou na terça-feira à noite, com a exibição do filme “Confúcio” (2010), do realizador Hu Mei, e se prolonga até ao dia 29. O ciclo vai apresentar filmes todas as terças e sextas-feiras às 21h e tem entrada livre. Na sexta-feira, será exibido “O último banquete”, de Lu Chuan (2012), sobre a vida do primeiro imperador e fundador da dinastia Han, Liu Bang.
“Sacrifício” (2010), baseado na obra “O órfão de Zhao”, publicada na dinastia Yuan, “1911” (2011), sobre a revolução de Xinhai, e “Lembrando 1942” (2012), baseado na obra com o mesmo título e que retrata a fome na província de Henan durante a guerra sino-japonesa, são outros filmes que integram o cartaz do ciclo. A iniciativa conta ainda com a apresentação das obras cinematográficas “As irmãs Soong” (1997), um drama histórico, “A tríade de Xangai” (1995), sobre o submundo do crime na Xangai de 1930, e “O sorgo vermelho” (1998), com base no romance “O clã do sorgo vermelho” de Mo Yan, prémio Nobel da Literatura 2012.
cultura 15
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PORTA-VOZ DO CONSELHO EXECUTIVO DIRIGE FUNDO DAS INDÚSTRIAS CULTURAIS
Empresários e políticos decidem grandes apoios Leong Heng Teng vai presidir ao Conselho de Administração do Fundo das Indústrias Culturais nos próximos dois anos. O deputado Gabriel Tong preside ao Conselho Fiscal, enquanto a ex-deputada Ho Sio Kam integra o Conselho de Curadores, ao lado de Lionel Leong, Ip Sio Kai, do Banco da China, Sales Marques e António José de Freitas. Lok Po, do jornal Ou Mun, também lá está ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
O
Chefe do Executivo já escolheu os nomes que vão decidir os apoios financeiros a dar às Pequenas e Médias Empresas (PME) que operam na área das indústrias culturais e criativas. Os despachos publicados ontem em Boletim Oficial (BO) revelam que Leong Heng Teng, porta-voz do Conselho Executivo, vai presidir ao Conselho de Administração do Fundo das Industrias Culturais (FIC) nos próximos dois anos. Dado o cargo que desempenha, coube a Leong Heng Teng anunciar publicamente o fundo PUB
que agora vai presidir. Já Gabriel Tong, deputado nomeado, preside ao Conselho Fiscal. Contudo, o Conselho de Curadores, responsável por decidir os apoios mais altos, será composto não só por pessoas influentes do sector cultural e social, mas também por empresários. É o caso de Lionel Leong Vai Tac, também deputado de Macau na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) e membro do conselho consultivo do ambiente. Lok Po, editor-chefe do jornal de língua chinesa Ou Mun, é outro dos membros. Ip Sio Kai é o quinto numa lista de dez individualidades e
é actualmente director-geral da sucursal do Banco da China em Macau. Ho Kevin King Lun é o último a surgir na lista, e pertence à Associação da Indústria e Comércio de Macau. Ho Sio Kam, saída do grupo de deputados nomeados na V Legislatura, volta a exercer um cargo público neste Conselho de Curadores. Ho Sio Kam é directora de uma escola e está, sobretudo, ligada ao sector educacional.
“CONFIANÇA” NO FIC
José Luís Sales Marques, presidente do Instituto de Estudos Europeus e ligado ao centro de indústrias criativas, também
Leong Heng Teng
compõe o Conselho de Curadores do FIC. “A nomeação é devido ao trabalho desenvolvido pela Creative Macau e o instituto nesta área, e até pela sua divulgação ao exterior. É um mérito de quem trabalha”, confessa ao HM.
Quanto à futura aplicação prática dos montantes disponíveis, Sales Marques deposita confiança. “Acredito na sinceridade e no empenho que o Governo coloca na promoção das indústrias culturais. Mas não posso adiantar mais pormenores porque há ainda um processo de conhecimento, até em termos jurídicos, e que vai levar o seu tempo.” António José de Freitas, provedor da Santa Casa da Misericórdia, é outro dos membros. “Vou fazer o meu melhor porque já faço parte do Conselho de Curadores da Fundação Henry Fok no âmbito das actividades culturais. Conheço as associações vocacionadas para a actividade cultural e a sua importância”, frisa ao HM. “Com base nessa experiência irei fazer o meu melhor. Acredito que essas PME dependem muito do fundo porque não têm capacidade financeira”, diz ainda. António José de Freitas considera ainda que o FIC não peca por tardio. “O timing está correcto, porque antes foi criado o Conselho das Indústrias Culturais e o fundo do Instituto Cultural.”
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DESPORTO
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NATAÇÃO TAILÂNDIA DOMINOU CAMPEONATO ASIÁTICO ESCOLAR
Macau brilha na despedida MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo
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selecção de natação que representou Macau na 4.ª edição do Campeonato Asiático Escolar de Natação encerrou em glória a participação no evento, ao conquistar um total de três medalhas no derradeiro dia de competição. A representação do território juntou uma medalha de ouro, uma medalha de prata e uma medalha de bronze aos dois galardões que já tinha conquistado nos três primeiros dias do certame. A prova, que teve a Piscina Olímpica da Taipa como palco, trouxe até ao território mais de duas centenas de atletas de sete países e regiões do continente asiático. A prova colocou frente-a-frente desportistas oriundos da China
Continental, da Malásia, da Indonésia, da Tailândia, do Sri Lanka, de Hong Kong e de Macau. A competir em casa, a selecção do território soube tirar proveito do factor
casa e do apoio do público e não defraudou. Os atletas da Região Administrativa Especial que mais potencialidades tinham à partida para levar as cores de Macau ao PUB
pódio não deixaram créditos por mãos alheias. Chao Man Hou, jovem nadador que estuda na Escola Pui Tou, foi mesmo uma das revelações da competição, ao arrecadar duas das cinco medalhas ganhas pela representação do território. O atleta conquistou o ouro na categoria masculina dos cem metros e brilhou também nos cinquenta metros livres, ao concluir a prova dos 50 metros livres na segunda posição. Satisfeito com a prestação obtida na Piscina Olímpica da Taipa, Chao Man Hou reconheceu, em declarações aos jornalistas, que o triunfo alcançado frente à família teve um sabor especial: “É um momento muito especial para mim. Foi bom corresponder desta forma ao apoio e ao carinho manifestado pela minha família e pelos meus colegas nas bancadas. É algo pelo qual estarei sempre grato”, assegura o jovem. O sucesso da participação de Macau na 4ª edição do Campeonato Asiático Escolar de Natação passou em muito também pela prestação de Erica Man Wai Vong, aluna do Colégio do Perpétuo Socorro. A jovem assegurou a presença no pódio e na lista dos atletas medalhados ao garantir a terceira posição – e a consequente medalha de bronze – na prova feminina dos cem metros livres. A selecção do território encerrou a participação no evento com um total de cinco medalhas. As cores do território subiram por duas ocasiões ao patamar mais alto do pódio. Ás duas medalhas de ouro, os atletas que representaram a RAEM no evento juntaram ainda ao palmarés uma medalha de prata e duas de bronze. Os atletas tailandeses foram quem mais ordenou na Piscina Olímpica da Taipa ao levarem a melhor sobre a concorrência de forma inequívoca. A delegação tailandesa conquistou um total de 31 medalhas, catorze das quais de ouro. Apesar das boas prestações, a representação do território encerrou a participação no evento no quinto lugar da tabela dos países e território mais medalhadas.
Ronaldo bate recorde de Messi
Cristiano Ronaldo continua a fazer história. Com o golo marcado à Juventus, o português tornou-se no jogador com mais golos na Champions num ano civil (14), batendo um recorde que pertencia a Messi (13). Ronaldo igualou também o recorde de Fillippo Inzaghi, com oito golos em quatro jornadas da Liga dos Campeões.
“Messi precisa de parar”, diz preparador físico da Argentina
O antigo preparado físico da selecção da Argentina, Fernando Signorini alertou que Lionel Messi tem de parar e que não pode continuar a ser pressionado para jogar em todas as partidas. O treinador tem de proteger melhor o avançado argentino. “Messi precisa parar. Ele não deveria marcar presença em alguns jogos. Faz algum tempo que ele tem sido muito pressionado, pelo que faria bem ser poupado”, afirmou Fernando Signorini, em declarações à Esports Cope. O antigo preparador físico da selecção argentina alerta que é o treinador que têm de fazer descansar o atleta: «Messi quer jogar de qualquer maneira e ser o melhor do mundo. A sua ansiedade tem de ser controlada pelo treinador.
Spurs voltam à carga por Fábio Coentrão A Imprensa inglesa revela que o Tottenham vai voltar a tentar garantir a contratação do internacional português Fábio Coentrão (Real Madrid) durante a reabertura do mercado. Depois de terem falhado a sua contratação no verão, o Tottenham irá novamente voltar à carga por Coentrão e irá tentar garantir o empréstimo do jogador, que não tem jogado com regularidade no onze inicial dos «merengues». O treinador dos spurs, André Villas Boas, tem tido alguns problema no lado esquerdo da defesa, pelo que via com bons olhos a chegada do compatriota.
Fenerbahce sonha com Ibrahimovic
A Imprensa turca revela que o reeleito presidente do Fenerbahce, Aziz Yildirim, sonha garantir o concurso do goleador sueco Zlatan Ibrahimovic (PSG). De acordo com o Fotomac, Aziz Yildirim, que está na presidência do clube desde 1998, terá cerca de 25 milhões de euros para garantir o concurso de Ibrahimovic e dar uma grande alegria aos adeptos do Fenerbahce. No entanto, a transferência do avançado não se afigura nada fácil, isto porque o jogador renovou recentemente até 2016 pelo PSG. Ainda assim, o Fenerbahce sonha com a conquista da Liga dos Campeões e pretende investir fortemente na próxima temporada.
FUTILIDADES
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TEMPO
POUCO
NUBLADO
[TELE]VISÃO TDM 13:00 13:30 14:30 18:00 19:00 19:30 20:30 21:00 21:30 22:00 23:00 23:30 23:45 00:45 01:15
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Telejornal Madeira Ler +, Ler Melhor Poplusa Destino: Portugal II Bom Dia Portugal Linha da Frente Portugueses pelo Mundo O Teu Olhar (Telenovela) Podium Jornal da Tarde O Preço Certo Grande Reportagem-Sic 2012 Portugal no Coração
MIN
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MAX
28
HUM
55-90%
] C I N E M A
[
Viola Davis, Abigail Breslin 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 2 SALA 1
ENDER’S GAME [B] Um filme de: Gavin Hood Com: Hailee Steinfeld, Ben Kingsley,
THOR: THE DARK WORLD [B] Um filme de: Alan Taylor Com: Natalie Portman, Anthony Hopkins 14.30, 16.30, 21.30
THOR: THE DARK WORLD [3D] [B] Um filme de: Alan Taylor Com: Natalie Portman, Anthony Hopkins 19.30 SALA 3
A PERFECT MAN [C]
Um filme de: Kees van Oostrum
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EURO
10.7
0.2
YUAN
1.3
Cineteatro Com: Jeanne Tripplehorn, Liev Schreiber 14.30, 16.15, 18.00, 19.45
LIBRARY WARS [C]
(FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Shinsuke Sato Com: Junichi Okada, Fukushi Sota, Eikura Nana 21.30
M A C A U [ S Ã ] A S S A D O CIDADE IMUNDA
BAHT
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Foto: Facebook
POR MIM FALO
Pu Yi
30 - FOX Sports 13:00 Liga Bbva 2013/14 Getafe CF vs. Valencia CF 14:30 Dutch Eredivisie 2013/14 PSV Eindhoven vs. PEC Zwolle 16:00 FIA World Touring Car Championship 2013 - Highlights 16:30 Cev European Volleyball Championships 2013 Final Italy vs. Russia 18:00 WGC - HSBC Champions 2013 Day 4 Highlights 19:00 (LIVE) FOX SPORTS Central 19:30 Liga Bbva 2013/14 La Liga World 20:00 Liga Bbva 2013/14 Highlights 20:30 FOX SPORTS Central 21:00 UFC 167 Primetime 21:30 Thursday Fight Night With UFC 22:00 The Ultimate Fighter 23:00 (LIVE) FOX SPORTS Central 31 - STAR Sports 10:00 (LIVE) Australian PGA Championship Day 1 15:00 World Archery Championships 2013 16:00 Sports Max 2013/14 17:00 Smash 2013 17:30 Liga Bbva 2013/14 Atletico de Madrid vs. Athletic Club de Bilbao 19:00 Smash 2013 19:30 Asian Le Mans Series 2013 20:30 Total Rugby 21:00 2 Wheels 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Total Rugby 22:30 2 Wheels 23:00 La Liga 2013/14 FC Barcelona vs. RCD Espanyol 40 - FOX Movies 12:55 Hellboy 14:55 Act Of Valor 16:45 Terminator 3: Rise Of The Machines 18:35 The Hunger Games 21:00 Upside Down 22:50 Six Days, Seven Nights 00:30 Underworld: Rise Of The Lycans 41 - HBO 11:45 Safe House 13:40 Save The Last Dance 15:45 50 First Dates 17:30 Virtuosity 19:15 The Pacific 21:00 Rush Hour 22:40 Boardwalk Empire 23:45 Barricade 42 - Cinemax 13:00 Top Secret! 14:30 Deuce Bigalow: Male Gigolo 16:00 The Birds 18:00 Sheena 20:00 Hunted 22:00 Red Lights 23:55 Strike Back
“Cocktail de desenvolvimentos” para quem?
• Não é difícil encontrar lixo pelos cantos da cidade. Aliás, e infelizmente, é muito fácil. Como nos mostra esta fotografia, a população de Macau parece não ter a noção de onde se pode colocar o lixo. Já não nos bastava os chichis e cocós na via pública, também temos de viver com este flagelo.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA D. ESTEFÂNIA - UM TRÁGICO AMOR • Sara Rodi
Quando D. Estefânia saiu da igreja de São Domingos, pela mão do seu marido D. Pedro V, rei de Portugal, as vozes dos portugueses ditaram-lhe o destino: a rainha vai morta! Vai de capela! Três gotas de sangue haviam-lhe manchado o vestido branco imaculado.Ajovem princesa alemã não teve forças para aguentar o peso do magnífico diadema que D. Pedro lhe oferecera como prova do seu amor. Um amor cúmplice, puro e apaixonado, entre duas almas gémeas unidas em propósito, durante 14 meses. Apenas 14 meses. Escrito na primeira pessoa, num tom confessional e recheado de emoção, a autora Sara Rodi revela-nos a apaixonante história de D. Estefânia Hohenzollern- Sigmaringen. Uma rainha que muitos portugueses viram como um anjo que lhes trouxe a esperança que tanto lhes faltava, sempre disposta a ajudar os mais pobres e desfavorecidos.
JOHN CARTER • Edgar Rice Burroughs
Quando John Carter da Virgínia, perseguido por um grupo sanguinário de Apaches, se refugia numa caverna do Arizona, acaba por abrir as portas de um universo de ação e aventuras sem igual. Subitamente transportado para um Marte habitado por exóticas princesas, temíveis guerreiros e as mais ferozes feras que a imaginação pode conceber, Carter dispõe apenas da sua honra e coragem para sobreviver num planeta decadente e hostil. Em John Carter, Edgar Rice Burroughs, criador do imortal Tarzan, constrói um mito da era moderna que marcou de forma indelével gerações de leitores e influenciou as obras de incontáveis criadores. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
Ontem foi o dia D para o Fórum Macau, uma vez que ficaram conhecidos os grandes oito objectivos da entidade que quer facilitar e aproximar a China dos países falantes de língua portuguesa. Mas dez anos depois, continuamos com um mar de coisas abstractas e ainda ninguém percebeu muito bem onde é que isto vai dar. Apesar de Wang Yang, vice Primeiro-Ministro da China, ter dito que os benefícios para a população chinesa são muitos, a verdade é que o Fórum Macau pouco ou nada diz ao habitante mais comum. E o mais grave é que também pouco irá dizer ao cidadão de África, do Brasil ou de Portugal. Se a China já tem acordos bilaterais fortes com Angola ou Brasil, ou mesmo com Portugal, embora a outra dimensão, para quê ter o Fórum Macau? No meio de um imbróglio de medidas, muito ficou por dizer. Como é que está o tão esperado fundo financeiro? Serve para os grandes tubarões do meio empresarial ou vai ajudar os pequenos? Macau será mais plataforma, mas como? Como vão funcionar os centros de convenções e de bilinguismo? Com que meios? Destaco de positivo a aposta nas línguas chinesa e portuguesa, mas tudo o resto me pareceu demasiado retórico. A China é já um dos países mais poluentes do mundo, mas agora põe no Fórum Macau a prioridade da preservação ambiental. Como vai fazer isso? Os empréstimos aumentam, mas vão para quem? O ponto mais chocante e desfasado da realidade é o envio de 210 (!) médicos a países de África membros do Fórum Macau. Num continente onde a Sida está longe de deixar de ser um flagelo, onde não há vacinas nem hospitais, onde os governos simplesmente se divorciam da população ao nível dos cuidados médicos, a China, que tem dinheiro, envia apenas 210 médicos. Afinal, quais os bolsos que se enchem com este Fórum? O secretário de Estado português disse que vamos ver um “cocktail de desenvolvimentos”. Para quem?
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OPINIÃO
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João Corvo
fonte da inveja
Despedi-me das ovelhas, do meu cão, das casas velhas... mas continuo no lugar onde nasci.
LEOCARDO
I Realizou-se durante o último fim-de-semana mais um Festival da Lusofonia, um evento sempre muito aguardado pela nossa comunidade, que o encara como uma espécie de Santos Populares fora de época. Foram três dias de animação, de convívio e de alegria que coloriram o Largo do Carmo na Taipa, e que trouxeram à zona das Casas-Museu milhares de visitantes e curiosos. Nos últimos anos tenho tido o privilégio de levar ao Festival pessoas que nunca lá tinham estado antes, e é sempre com curiosidade, e até algum nervoso miudinho, que observo a sua reacção. Os portugueses identificam-se mais facilmente com o ambiente, que pouco ou nada difere das feiras em Portugal, mas apresentar a um estrangeiro a nossa cultura, a nossa História, a gastronomia ou a música é como levá-lo à nossa casa. Queremos que ele goste, que se sinta à vontade, e que no fim elogie, e diga que gostou muito. Para quem conhece mal o nosso passado de super-potência mundial, de povo que deu novos mundos ao mundo, estranha um pouco todo aquele colorido, o paradoxo de ter numa só avenida os cheiros e os sabores de cinco continentes, de gente tão diferente e ao mesmo tempo tão igual, unidos por um vínculo comum: a língua portuguesa. E é por isso que se chama “Festival da Lusofonia”, se bem que a designação fica para segundo plano na hora de rever os amigos e brindar com as cervejolas que ajudam a empurrar as bifanas, o queijo e o chouriço. Fico muito bem sem saber qual é o sentimento de quem depara pela primeira vez com todo este mundo lusófono de que tanto nos orgulhamos. Quem mal sabe onde fica Portugal, certamente estranhará este aparato, esta convivência entre seres humanos que a olho nu não teriam nada em comum. Se o sentimento que passamos a quem nos olha de fora é de respeito, ou apenas de espanto, não os deixamos indiferentes. Podemos não ter feito grande coisa pela Lusofonia, ou não ter aproveitado em pleno o seu potencial, mas pelo menos fizemos qualquer coisinha, que umas vezes bem e outras nem tanto, vai perdurando e deixando a sua marca no mundo.
Luso-o-quê? que “wealth” se traduz para “riqueza”, e nós a Lusofonia, e esta “fonia” é a língua, é falatório, “and talk is cheap”. Nós aqui em Macau olhamos para isto da Lusofonia
como uma oportunidade, pois estando inseridos no contexto da grande China, a segunda maior economia mundial, olhamos para a actual RAEM como um local ideal
O que ficam a ganhar Portugal ou Macau, sabendo que para a China é irrelevante que exista uma língua comum entre países onde interessa investir e outros que nem por isso? Países como o Brasil, com um mercado de quase 200 milhões de consumidores, ou Angola, rico em recursos naturais, olham para a Lusofonia como uma feliz coincidência
cartoon
bairro do oriente para fazer de ponte entre os mandarins e os países onde se fala português. É com essa convergência em mente que Macau se posiciona como o local ideal para sede do Fórum para a Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa, mas que valor isto tem, além do simbólico? O que ficam a ganhar Portugal ou Macau, sabendo que para a China é irrelevante que exista uma língua comum entre países onde interessa investir e outros que nem por isso? Países como o Brasil, com um mercado de quase 200 milhões de consumidores, ou Angola, rico em recursos naturais, olham para a Lusofonia como uma feliz coincidência, e já deram provas de que para negociar com a China não precisam de qualquer plataforma, ainda para mais tratando-se de uma onde o ponto comum é o idioma. Na hora do conhaque, todos brincam, porque não? Mas se for para falar a sério, a língua pouco importa, e a música não é o fado, o samba ou o kuduro, mas o doce tilintar do cifrão.
ÍNDIA EM MARTE
por Stephff
II O outro lado da Lusofonia, o lado mais sério, é o da finança, o do comércio, o do investimento. Na hora da verdade, em que de nada vale o facto de sermos uns tipos porreiros, termos uma gastronomia riquíssima e organizarmos as melhores festas, qual é o peso da Lusofonia na economia mundial? Os ingleses têm a Commonwealth, sendo Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Zhou Xuefei [estagiária] Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Tiago Alcântara; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
hoje macau quinta-feira 7.11.2013
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18.º COMITÉ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA CHINÊS REÚNE-SE
A união dos fortes MARIA JOÃO BELCHIOR Em Pequim
C
OMEÇA dia 9 em Pequim a terceira sessão plenária do 18.º Comité Central do Partido Comunista. Um total de 205 membros do Comité Central vão juntar-se de 9 a 12 na capital para discutir as próximas reformas que se espera que venham a focar-se sobretudo no sistema económico do país. Um relatório entregue pelos maiores especialistas e académicos da China foca-se em três objectivos fulcrais para o futuro da reforma.
SANTA TRINDADE
Mercado, governo e corporações nacionais aparecem na cabeça da lista do que deve vir a ser feito nos próximos anos. Tornar a lei mais efectiva na própria regulação do mercado e definir melhor as relações entre o mercado e o governo é mais um dos debates em lista. Na tradição dos números, o plano apresentado em chinês chama-se “plano 383”. São três áreas chave, divididas em oito sectores importantes e com três pacotes de implementação do plano. Definir os sectores chave como o energético e quem regula
os preços do mesmo, foi outra das alíneas apresentadas no relatório que vai agora ser discutido. A curto prazo estipulou-se o primeiro plano para 2013 e 2014, o segundo de 2015 a 2017 e o terceiro entre 2018 a 2020. Um marco para o início da liderança de Xi Jinping, o plano 383 vai tornar-se fundamental para definir a presença do Estado nas empresas públicas e a gestão destas num formato de empresas privadas com vista ao lucro. Além do investimento em mais inovação, o governo central pretende encorajar a competição mas para que isto aconteça, vai ser preciso uma menor presença do factor Estado. O petróleo e o gás natural, sectores fulcrais para o desenvolvimento, devem vir a tornar-se mais competitivos na oferta de preços. Sem querer acabar com os monopólios na energia, a China pretende dinamizar o sector dos recursos mas, igualmente, o sector dos transportes ferroviários que continua a estar inteiramente na mão do Estado. Depois do atentado da semana passada na praça Tiananmen, espera-se uma grande presença policial para garantir que a discussão da reforma económica não fique marcada por sobressaltos.
Trompete de Eric Vloeimans esta noite na Casa Garden
O Macau Jazz Club promove esta noite, pelas 21h30, na Casa Garden, mais uma sessão de jazz, desta vez com o grupo holandês, Gatecrash, liderado pelo trompetista Eric Vloeimans. Eric Vloeimans tem tocado ao longo dos anos com inúmeras bandas. Com o grupo Gatecrash, Vloeimans dá asas ao seu talento de trompetista, com efeitos especiais electrónicos. Gatecrash ganhou a reputação de uma das melhores bandas europeias, situada entre o jazz e o pop, com influências de Frank Zappa, lê-se na nota biográfica do músico. A banda já efectuou digressões pela Ásia, Estados Unidos e Europa, tendo o trompetista tocado com nomes como Mercer Ellington, John Taylor, Peter Erskine, The Rotterdam Philharmonic Orchestra, Jasper van’t Hof, Wayne Horvitz, Charlie Mariano, ou Jimmy Haslip, entre muitos outros. O seu mais recente CD foi a gravação do concerto com o pianista alemão, Florian Weber, “Live at the Concertgebouw” em Abril de 2011.