DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
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hojemacau
MOP$10
TERÇA-FEIRA 7 DE OUTUBRO DE 2014 • ANO XIV • Nº 3187
ORÇAMENTO
REVISÃO DA LEI COM FIM À VISTA POLÍTICA PÁGINA
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ATENTADO AO PUDOR GOVERNO PONDERA CRIMINALIZAÇÃO
HOJE MACAU
PÁGINA 5
OBESIDADE
Eles comem tudo PUB
PÁGINAS 2 E 3
PUB
O Governo vai lançar no próximo ano uma consulta pública com vista à inclusão no Código Penal do crime de atentado ao pudor que tal como o assédio sexual ainda não consta do documento. Quem o diz é Chu Lam Lam, directora da Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional.
SOCIEDADE PÁGINA
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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
CRIME, DIZ ELA
ÁGUA SOBE A TARIFA, DESCE ´ O SUBSIDIO
REPORTAGEM
O número de obesos cresceu de forma abrupta nos últimos 30 trinta anos fazendo com que o gigante asiático já seja actualmente o segundo país “mais gordo” do mundo. Uma realidade que parece também afectar os residentes de Macau FLORA FONG
flora.fong@hojemacau.com.mo
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EGUNDO um estudo da Universidade de Washington, a China é actualmente o segundo país “mais gordo” do mundo, logo a seguir aos Estados Unidos. Nos últimos 30 anos, a taxa de obesidade na China subiu com intensidade e o que causa mais preocupação é que este problema se encontra sobretudo em crianças: o relatório mostra que cerca de 23% dos rapazes chineses com menos de 20 anos têm excesso de peso, um fenómeno que atinge 14% das raparigas chinesas. Em Macau, o problema parece também apoquentar pais, professores e crianças. Apesar de não ter sido possível ao HM obter o número de crianças obesas da parte dos Serviços de Saúde (SS), conseguimos chegar à fala com crianças conhecidas como as “mais gordinhas” de duas escolas primárias.
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E há algo em que todos os com quem falámos concordam é que o desporto é uma peça essencial na vida de todos, mas em especial destes alunos. Para combater a gordura, o desporto deve ser feito, conforme nos diz um professor de Educação Física da Escola da Sagrada Família. Cheong tem um plano: além de duas aulas de exercícios normais de 40 minutos por semana, às 15h30 de todos os dias os alunos que participam no Plano de Perda de Peso são convidados a fazer ainda mais exercícios. “Neste ano lectivo há 25 participantes. Anteriormente pedimos para eles correrem durante 20 a 30 minutos contínuos. Não conseguiam, era muito cansativo e mudaram para o andar muito rapidamente.”
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OBESIDADE CRIANÇAS PRECISAM DE TER MAIS CONSCIÊNCIA SOBRE “JUNK FOOD”,
“OS PAIS DEIXAM OS FILHOS Ao entrar na Escola da Sagrada Família, perto da hora do almoço, a comida já estava pronta a servir. E o que comem os alunos? Segundo a directora da instituição, Lam Sok Wa, nem todas as crianças comem na escola, que, assegura Lam Sok Wa, pensa no que é importante para uma alimentação equilibrada. “Cerca de 300 dos 500 alunos escolhem almoçar na escola. Pedimos ao restaurante [de catering] para cozinhar os nossos almoços com menos sal, óleos e açúcares, porque pensamos na saúde de crianças.” Nesse dia, o menu era constituído por arroz, carne de porco e aboborinha para os alunos que faziam fila.
HOJE MACAU
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CONTROLADOS
O Índice de Massa Corporal (IMC), a medida internacional usada para calcular se uma pessoa está no peso ideal, indica que quem tenha um índice igual ou superior a 25,
13% dos alunos (500)
da Escola da Sagrada Família têm peso a mais
9%
são considerados obesos
ESCOLAS PROMOVEM PLANOS DESPORTIVOS MAS APELAM À EDUCAÇÃO DOS PAIS
Exercícios para além dos cadernos Este plano, diz-nos Cheong, começou em Fevereiro deste ano, tendo conseguido um máximo de 40 participantes. O médico da escola, Wong, assegura-nos que o resultado foi um sucesso. “Em Junho deste ano medi o IMC dos participantes
e 34 alunos, cerca de 75% dos participantes, diminuíram o peso. Apenas uma aluna desistiu por achar demasiado duro e queixou-se à mãe. Portanto o plano atingiu certos resultados.” Também no Dom Bosco, o desporto é parte integrante
“Fora da escola, é fácil que os alunos sejam atraídos para o consumo de outros alimentos menos saudáveis e não fazem tantos exercícios. Portanto, a educação cognitiva é muito importante” WONG Médico da Escola da Sagrada Família
do programa. Algo que até é fácil, porque, como nos refere o vice-director, como no colégio há mais rapazes, estes gostam muito de fazer exercícios. “Para além de aulas de exercícios, quase todos os alunos gostam de jogar basquetebol, futebol ou correr durante os intervalos. Posso dizer que não nos preocupamos com que o tempo de desporto dos alunos não seja suficiente. Até temos que os parar”, diz.
FÉRIAS POUCO SAUDÁVEIS
Contudo, há sempre altos e baixos. Tal como nos explica a directora da Escola da Sa-
grada Família, as alterações comportamentais ao nível da alimentação e exercício nem sempre são fáceis, porque os alunos ficam “dois terços do dia” fora da escola e não se sabe o que comem em casa e no exterior. Wong concorda e dá-nos um exemplo: depois das férias de Verão, 17 alunos participantes do programa de exercícios (48%) subiram outra vez de peso. “Isso significa que fora da escola, é fácil que os alunos sejam atraídos para o consumo de outros alimentos menos saudáveis e não fazem tantos exercícios. Portanto, a
educação cognitiva é muito importante, tanto para alunos como para os pais deles. Realizamos palestras justificando os nossos resultados e a influência da obesidade infantil na vida: problemas como a alta pressão, colesterol e glicemia altos... Não só os alunos, mas os pais devem compreender que refeições saudáveis são boas para as crianças.” - F.F.
SABIA QUE...
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DIZEM ESPECIALISTAS
COMER MUITO”
Nutricionista apela a adopção de vida saudável
O
nutricionista e especialista em controlo de peso e obesidade infantil, Nathaniel Viuniski apelou à população de Macau para a adopção de um modelo de vida saudável, principalmente para as crianças. O especialista brasileiro referiu que a obesidade infantil é um dos principais factores de risco para o aumento de peso em adulto, sobretudo para quem vive numa economia desenvolvida pela indústria do Jogo, na qual o ritmo de vida é acelerado. “As crianças obesas entre os sete e os 13 anos têm alta probabilidade de vir a sofrer de doenças cardíacas em idade adulta. Isto é, mesmo que consigam emagrecer depois de terem sido obesos em crianças, o risco da doença con-
tinua a ser elevado. A solução passa por evitar o problema logo à partida, em idade jovem”, explicou Viuniski, que esteve em Macau em Abril deste ano. O nutricionista acrescentou ainda que, caso o problema não seja resolvido, a vida das novas gerações poderá vir a ser cada vez mais curta. “Os jovens optam por comer em restaurantes ‘fast-food’ porque existem em toda a Macau e a preocupação com a obesidade está camuflada. Embora não seja possível reverter a situação imediatamente, pode começar por se alterar o regime de vida de cada um”, salientou.
CONSUMO DE ‘FAST-FOOD’ E BEBIDAS COM GÁS
Prazer de mal comer O
gordinhos é menor do que o normal e contêm especificamente menos carne e mais legumes”, realçam os dois responsáveis.
DINHEIRO E CONVENIÊNCIA
Não é incomum ver, em Macau, crianças a comprar ‘snacks’ que contêm altos níveis de açúcar e sal ou fritos. O pequeno tamanho de Macau permite que as escolas fiquem ao lado de lojas de conveniência que vendem este tipo de alimentos. Prova disso é o que nos conta o vice-director do Colégio Dom Bosco, que tem 1500 alunos e apenas um terço deles almoça na escola. Segundo Ip Hong Seng “há muitos alunos gordos na escola” porque em redor desta há muitos estabelecimentos de comida. HOJE MACAU
estará acima do peso, sendo que mais cinco valores acima – índice 30 – já atribui a característica de obeso à pessoa. Em Macau, e segundo afirmam os SS ao HM, o Governo impulsiona a que escolas e comunidade funcionem como parceiros na prevenção da obesidade infantil. Por isso mesmo, são criadas actividades que incluem a recolha de dados ao nível da altura e do peso dos alunos para estudar a tendência do problema, a criação do “Dia da Partilha de Frutas”, do “Plano de snack bar saudável” e do “Plano de almoço saudável”, patente em algumas escolas de Macau. Contudo, também há outras medidas a que professores recorrem. É o caso da directora da Escola da Sagrada Família, que nos explica que nem todos os alunos comem a mesma porção, quando toca a campainha do almoço na escola. A directora e o médico da escola, de apelido Wong, explicam que há quem tenha de comer menos. “A escola participa no ‘Plano de Escolas Saudáveis’ da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). No início do todos os anos lectivos, o médico mede o IMC de todos os alunos da escola. No nosso caso, descobrimos que 13% dos alunos têm peso a mais, enquanto 9% são obesos”, começa por nos dizer Lam Sok Wa. “Então decidimos convidá-los a participar no nosso ‘Plano de Perda de Peso’, sendo que uma das medidas é que a porção da comida para os mais
reportagem 3
De acordo com o director executivo do grupo europeu da empresa Coca-Cola, James Quincey, uma lata da bebida contém uma quantidade de açúcar equivalente a seis colheres de chá? E sabia que uma garrafa grande desta bebida contém cerca de 44 colheres de chá?
“Eles podem ir buscar imensos tipos de comida e bebida fora do colégio, apesar do almoço oferecido pela escola ser mais saudável e não se venderem bebidas com gás aqui”, diz-nos, acrescentando que a culpa não é só das crianças. “Os pais estragam muito os filhos e deixam-nos comer muito.” Também a directora da Escola da Sagrada Família concorda, mas nota que não é só nisto que se baseia a escolha dos alunos. O dinheiro também importa. Lam Sok Wa considera que a economia e as condições de vida em Macau são boas, pelo que, ao consultar quem são os mais recentes do plano de alimentação saudável da escola, se recorda que as crianças, actualmente, têm mais dinheiro e têm diversos tipos de comida para escolher, pelo que surgem cada vez mais crianças com excesso de peso. Para Wong, o médico da escola, a solução para combater este problema começa pelo controlo da alimentação. Isso, contudo, é garantido apenas na escola. “É que nem é só pela aparência, porque, de facto, também quando não se é gordo, pode haver problemas ao nível de saúde. É pela saúde. É por isso que no buffet da escola vendemos apenas frutas e bolachas [de cereais].” Ao visitar o bar, exactamente designado como “Bar saudável” pelos SS e pela DSEJ, vê-se apenas maçãs, bolachas in-
HM falou com alunos participantes nos planos de perda de peso da Escola da Sagrada Família e verificou que o consumo de ‘fast-food’ ainda é um hábito em Macau. No entanto, o problema não é só este, até porque as bebidas com gás também fazem parte do menu das crianças. Wong Hou In, do quinto ano, disse-nos que a porção de comida que recebe ao almoço é suficiente e comprometeu-se a não comer mais lanches fora das horas das refeições. Quando o questionamos sobre se gosta de comida ‘fast-food’, assegura-nos que não gosta, mas assume que gosta de esparguete de arroz e que bebe também três garrafas sodas por semana. Uma aluna do sexto ano contou-nos que costuma ir ao McDonalds uma vez de três em três semanas, mas que também gosta de beber sodas depois das de desporto. Ainda assim, assegura-nos que adora saltar à corda para emagrecer. Já no Colégio Dom Bosco, ao observarmos uma turma de cerca de 30 alunos, conseguimos avistar uns quatro mais gordinhos. O vice-director da instituição lamenta não ter números sobre o excesso de peso, mas assegura-nos que, nos anos superiores, há muitos com peso a mais.
A TODO O GÁS
Na hora do almoço, na cantina do colégio, o HM falou com
tegrais, uvas secas e água à venda, sendo que não há sequer máquinas de venda de bebidas. O mesmo diz o responsável pelo Colégio Dom Bosco, que nos explica que a sua instituição participa num plano em que os alunos do primeiro, segundo e terceiro anos da primária bebem leite e comem bolachas ao lanche. “O snack bar da escola também vende frutas, sumos, leites de soja e dá mais escolhas às crianças.” Ao visitarmos o snack bar do
alunos que aparentavam ter excesso de peso. O gosto pelas bebidas com gás é comum às duas escolas. “Gosto de comer bolinhos de porco [Sio Mai] ao pequeno almoço, mas bebo sodas apenas uma vez de três em três semanas”, conta-nos um aluno. Questionado sobre por que não bebe mais sodas, diz-nos que é “porque os professores dizem sempre que contém muito açúcar.” Mas, mesmo que este aluno do quarto ano tenha consciência sobre as bebidas com gás, não deixa de nos dizer que gosta ‘ice lemon tea’ de pacote, bebidas energéticas e leite de soja de malte, bebidas que contêm cerca de 140 calorias, mais do que uma lata de Coca-Cola. O mesmo hábito acontece com outro aluno do sexto ano, a quem a mãe não permite beber Coca-Cola, mas deixa beber chá de limão empacotado diariamente. Um outro aluno entrevistado pelo HM, Tin Iao, conta-nos que “ainda ontem” foi ao McDonalds e todas as quinta-feiras a mãe leva-o a esta cadeia de comida rápida. Por outro lado, o amigo do aluno, Hou In, não gosta de comida do McDonalds, nem batatas fritas, nem hambúrgueres no geral, mas gosta de comer gelados de chocolate ao lanche. O gelado que comia, conforme vimos, continha entre 125 a144 calorias.
Dom Bosco, contudo, vemos que há outras comidas: um funcionário revela-nos que se vendem massas fritas e sandes ao pequeno-almoço, ovos cozidos, bolos de carne e, ao contrário da Escola da Sagrada Família, gelados. “Os almoços normalmente são guisados com legumes e batatas. Os snacks mais populares são as algas e as bolachas, mas os alunos compram mais frutas”, conta-nos o funcionário.
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POLÍTICA ORÇAMENTO REVISÃO À LEI CONCLUÍDA ATÉ AO FINAL DO ANO
FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
Em vias de desenvolvimento
A
Foi prometido em 2013 que a Lei do Enquadramento Orçamental iria ser revista, com resposta aos deputados que pediam mais poder de fiscalização nos custos das obras públicas. Até agora nada se sabia, mas ontem a DSF garantiu que está previsto que a conclusão da revisão esteja concluída até ao final deste ano iniciou os procedimentos necessários para a revisão” e que, por isso, todo o processo “está em andamento”. Relativamente à conclusão da revisão, a direcção avança que “as alterações ao projecto de lei” estão previstas estar concluídas “até ao final de 2014”.
GCS
revisão à Lei do Enquadramento Orçamental “está a decorrer” e prevê-se que esteja “concluída até ao final de 2014”, garantiu ontem a Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) ao HM. Chui Sai On comprometeu-se no ano passado a fazer a revisão deste regime, depois de diversos deputados terem interpelado o líder do Governo sobre a derrapagem “assustadora” dos preços das obras públicas de grande envergadura. Em Agosto de 2013, Chui Sai On concordou que os orçamentos devem ser vigiados e deixou a promessa de que isso iria acontecer. “Já pedimos também aos [Serviços de] Finanças que dêem estimativas mais detalhadas para que seja apresentada à Assembleia Legislativa”, afirmou, na altura, explicando ainda que o Comissariado de Auditoria iria também “adoptar medidas de fiscalização contínua e um controlo mais rigoroso, bem como a implementação de medidas dentro dos próprios serviços”. Contudo, mais de um ano depois pouco ou nada se falou sobre esta revisão,
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FISCALIZAR MELHOR
“O Governo já iniciou os procedimentos necessários para a revisão e [todo o processo] está em andamento” DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE FINANÇAS
que acabou por passar despercebida ao longo do último ano do primeiro mandato de Chui Sai On. Questionada sobre esta situação, a DSF explicou ao HM que “o Governo já
HENGQIN GOVERNO CONFIANTE EM MAIS QUILÓMETROS
Tudo pendurado CECÍLIA LIN
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UMA resposta a uma interpelação escrita do deputado Si Ka Lon, o Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM) afirmou que o Governo já pediu oficialmente ao Governo Central mais dez quilómetros quadrados na Ilha da Montanha e acrescenta que a reacção foi positiva, pelo que o Executivo acredita que conseguirá aquilo que pede. Contudo, é uma incógnita se o dirigente da delegação de Macau na Ilha da Montanha vai ser um funcionário de cá ou de Zhuhai e até se vai mesmo existir. “Por causa da falta de terras, o Governo já pediu oficialmente mais dez quilómetros quadrados ao Governo Central. A província de Guangdong teve uma reacção bastante activa, por isso esperamos uma resposta positiva
por parte do Governo Central”, afirmou Jackson Chang, presidente do IPIM.
PERGUNTAS SEM RESPOSTA
Contudo, Chang não respondeu a algumas questões interpostas por Si Ka Lon, ou às que respondeu não deixou o assunto muito claro. Na resposta, o IPIM também não explicou de forma clara quem irá ocupar o cargo de vice-presidente da delegação de Macau na Ilha da Montanha, sabendo-se apenas que será um funcionário público. “O responsável afirmou que ia ser feito um estudo geral sobre isso [criação de um cargo de vice-presidente]. Depois deste estudo, o Governo já escolheu uma pessoa para desempenhar esse cargo?” questionou Si Ka Lon. Como resposta o Governo apenas disse que depois de um estudo feito, o Governo considera que é melhor “essa decisão pas-
sar pelo Governo de Zhuhai ou pelo conselho da nova zona”. O HM contactou o deputado Si Ka Lon, mas o próprio afirmou que não percebeu se de facto existirá ou não um novo cargo e se esse mesmo posto será ocupado por um pessoa de Macau ou de Zhuhai. Do IPIM, até ao fecho da edição, não foi possível receber qualquer esclarecimento. Chang não respondeu também à pergunta de Si Ka Lon sobre se vai criar um fundo semelhante ao fundo soberano da “Tamasek Holdings”, em Singapura, para fazer um investimento geral. O presidente apenas disse que irá estudar uma forma de a empresa Macau Investimento e Desenvolvimento, S.A, responsável pelo projecto do Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa, se tornar mais lucrativa, dando a entender que não existe qualquer plano de se criar um novo fundo.
Recorde-se que, segundo defendeu o Secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, a nova Lei do Enquadramento Orçamental terá uma nova estrutura “de classificação económica”. Ou seja, os dados sobre os orçamentos vão estar divididos em duas classes – a interna e a externa, sendo esta última a que vai integrar “dados a
serem fornecidos ao público”, que serão divulgados através de Boletim Oficial. Já na parte interna, haverá “dados mais concretos sobre a receita e a despesa”. Na calha está ainda a proibição de transferência de verbas entre rubricas. Isto significa que os montantes alocados para um determinado projecto ou actividade não poderão ser transferidos para um outro. Francis Tam disse que, se necessário, o orçamento é alterado, mas a verba não pode passar de um lado para o outro. Devido às derrapagens que aconteceram nas obras do metro ligeiro – cuja primeira fase subiu de 4,2 mil milhıes para 11 mil milhıes de patacas - e no túnel que liga Macau ao campus da Ilha da Montanha – que subiu em 300% -, têm sido diversos os deputados que pedem que a AL tenha mais poder de fiscalização. A ideia dos membros do hemiciclo é que todos os orçamentos atribuídos a obras públicas passem primeiro pela aprovação da AL, de forma a que não haja tantas derrapagens. Não se sabe, contudo, se esse poder está previsto no diploma. Se se conseguir cumprir a previsão estimada pela DSF, então a nova lei só deverá chegar à AL para o ano.
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Além do assédio sexual, também o atentado ao pudor pode vir a ser integrado no Código Penal. Quem o diz é Chu Lam Lam, que frisa ainda que pode haver a possibilidade de este crime ser público
ATENTADO AO PUDOR GOVERNO COM CONSULTA PÚBLICA PARA INCLUSÃO NO CÓDIGO PENAL
Mais protecção para quem sofre SER OU NÃO SER
CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional (DSRJDI) confirmou ao deputado Ng Kuok Cheong que o crime de atentado ao pudor pode vir a ser incluído no Código Penal. De acordo com a directora do organismo, Chu Lam Lam, no próximo ano vai haver uma consulta pública para recolher mais opiniões do sector, incluindo das organizações jurídicas, sobre esta possibilidade. Este não é o primeiro crime do género que a DSRJDI prevê incluir no Código Penal, sendo que, como confirmou ao HM, o assédio sexual deverá também constar desta compilação de leis. Na interpelação escrita que entregou ao Governo, Ng Kuok Cheong cita explicações do Ga-
binete do Secretário para a Segurança, que dizem que relativamente aos crimes de “coacção”, “coacção grave” e “coacção sexual” o crime é público, sendo que as autoridades
Jogo Angela Leong quer mais promoção de trabalhadores locais
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EPOIS dos frequentes protestos dos trabalhadores de jogo de Macau, que lutam por um aumento de salário, incluindo a integração de gorjetas na remuneração, a deputada Angela Leong apelou a que as autoridades avancem com um sistema de promoção razoável nas operadoras do Jogo, defendendo ainda que deve ser criado um mecanismo de saída de trabalhadores não residentes (TNR) o mais rápido possível. Em declarações ao Jornal do Cidadão, a deputada e directora-executiva da Sociedade e Jogos de Macau referiu que espera que o Executivo impulsione um sistema de promoção razoável e ordenada na indústria do Jogo, criando mais oportunidades
Chu Lam Lam admitiu que as autoridades já trocaram opiniões com as autoridades das outras regiões (...) e assegura que se vai discutir a possibilidade de o crime de “atentando ao pudor” ser um crime semi-público ou público
O deputado quer saber se o crime vai ser crime público ou semi-público.
de mobilidade e assegurando os direitos para os trabalhadores locais. Angela Leong sugere ainda que os licenciados locais ou estrangeiros se dediquem a este primeiro sector da Macau para aumentar a competitividade. Leong espera também que o Governo alargue o horário de serviços de animação urbana e actividades recreativas para enriquecer a vida de trabalhadores do Jogo que trabalham por turnos. “O Governo pode fazer com que as seis empresas de Jogo invistam capital para serem criados centros de animação urbana e actividades recreativas e também serviços de creches de 24 horas. Isto faz com que os trabalhadores do Jogo tenham menos preocupações.”
policiais podem proceder à acusação, enquanto nos casos de “injúria”, onde se encaixa actualmente o assédio sexual, a acusação tem de ser feita com base em queixa.
Chu Lam Lam admitiu que as autoridades já trocaram opiniões com as autoridades das outras regiões, como por exemplo Hong Kong, China continental e Taiwan e até Portugal e assegura que se vai discutir a possibilidade de o crime de “atentando ao pudor” ser um crime semi-público ou público. Já em 2013, o agora ex-deputado Ung Choi Kun defendia que o crime de atentado violento ao pudor deveria ser independente. Apesar de a violação ser um crime público, a coacção sexual, actos sexualmente explícitos, abuso sexual de crianças e menores e actos sexuais com menores são todos crimes semi-públicos, ou seja, o Ministério Público (MP) precisa que sejam as vítimas a intervir no caso e, se a vítima for menor, precisa que os pais autorizem o MP a fazer a acusação. O crime de atentado violento ao pudor ainda não é incluído no Código Penal, tal como o assédio sexual. Ao HM, a DSRJDI já confirmou que o crime de assédio sexual vai ser revisto e que se vai iniciar o “trabalho concreto sobre a revisão do Código Penal”.
O organismo também não diz se o assédio sexual será crime público. Na resposta ao deputado, Chu Lam Lam afirmou ainda que os departamentos jurídicos dão muita atenção às vítimas, devido ao valor destes crimes na sociedade, pelo que as autoridades vão lançar a consulta pública já no próximo ano, para levar a cabo a alteração ao Código Penal. Alterações que têm vindo a ser há muito pedidas pelos deputados.
TURISMO LEONG VENG CHAI QUER MACAU COMO REFERÊNCIA
Não consta dos relatórios O deputado Leong Veng Chai quer saber que medidas tem o Governo pensadas para transformar Macau num local competitivo e de referência a nível do turismo mundial. De acordo com uma interpelação escrita enviada pelo deputado, Macau não se encontra nos Relatórios de Competitividade do Sector de Viagens e Turismo realizados pelo Fórum Económico Mundial, em 2011 e 2013 e que compreendem países como Hong Kong, Taiwan, Japão, Nova Zelândia e vários países europeus. De entre as várias questões, o número dois de Pe-
reira Coutinho quer saber o que tenciona o Executivo fazer no sentido de facilitar a criação de rotas aéreas de vários locais do mundo para Macau. “Que medidas eficazes serão implementadas no futuro pelo Governo no sentido de facilitar a vinda de turistas de outros continentes nomeadamente com a facilitação de voos directos de Macau?”, lê-se no documento. Além disso, o deputado questionou ainda o Executivo sobre eventuais medidas para atrair turistas de outros locais do mundo. “Que medidas eficazes serão introduzidas no futuro, pelo Governo, no sentido de
diversificar o mercado de origem dos turistas que visitam a RAEM como destino mundial de turismo e lazer de referência?”, questionou.
O turismo tem sido um dos sectores nos quais o Executivo diz querer apostar, tendo, por exemplo, criado quatro novos roteiros turísticos culturais, que passam por vários pontos da cidade. O intuito é, segundo a Direcção dos Serviços de Turismo, permitir que os turistas estrangeiros tenham uma nova perspectiva local. - L.S.M.
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O deputado considera que as extensas listas de espera no hospital público se devem à escassez de recursos humanos especializados na área da geriatria e pede, por isso, um hospital dedicado exclusivamente aos idosos. Até porque, em 2026, estes vão ser mais de cem mil FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
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UMA interpelação escrita, José Pereira Coutinho pergunta se o Executivo vai reservar terrenos nos novos aterros para a construção de um Hospital de Terceira Idade, ou seja um
IDOSOS COUTINHO PEDE HOSPITAL GERIÁTRICO NOS NOVOS ATERROS
Cuidar de quem cuidou Hospital Geriátrico. O deputado quer ainda saber se o Governo tem planos para construir “instituições públicas vocacionadas para receber idosos portadores de doenças crónicas e que precisem de apoios especializados nas diversas especialidades para o tratamento das mesmas”. Debruçando-se sobre as estimativas que indicam que em 2016 vão existir cerca de 84 mil idosos com mais de 65 anos e que esse número sobe para os 117 mil em 2026, Pereira Coutinho questiona o Governo sobre se este conseguirá oferecer serviços de qualidades a este sector populacional. O deputado defende que a situação vivida por estes idosos tem vindo a piorar de ano para ano, “principalmente nas classes mais humildes da sociedade”, e que muito se deve à “falta de instituições especializadas na prevenção e educação alimentar aos idosos”.
congestionamento nos serviços de urgências do Hospital Conde S. Januário que se vive no território, “nomeadamente a disponibilização adicional de camas nas diversas enfermarias”. Como se sabe, este centro hospitalar tem registado longas listas de espera, acontecimento que deriva, segundo o deputado, da prolongada permanência dos idosos de idade avançada [com mais de 80 anos] e de portadores de doenças crónicas “que não conseguem ser internados nas diversas enfermarias por falta de recursos humanos especializados na área de geriatria e camas disponíveis”. Recorde-se que a questão da falta de camas no hospital em causa não é um assunto novo, tendo levado mesmo, em Maio deste ano, a que uma doente idosa de cancro estivesse cerca de um mês
CONGESTIONAMENTO
Na interpelação, o deputado pergunta ao Governo como é que este irá resolver a situação de
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mil idosos com mais de 65 anos, estimativa para 2016
internada nos serviços de urgência, por não existir uma vaga no serviço de neurocirurgia.
E O FUTURO?
Concluindo a sua interpelação, o deputado quer saber quais os planos e medidas “a médio e longo prazo” que serão levados a cabo pelo Executivo para “resolver a falta de recursos humanos especializados nos cuidados dos idosos com idade mais avançada”. É de lembrar que, conforme anunciado na segunda-feira, o Instituto de Acção Social (IAS)
assegurou que vai “tentar” que a proposta de Lei de Bases dos Direitos e Garantias dos Idosos chegue à Assembleia Legislativa (AL) ainda antes do final deste ano, reiterando uma informação que já tinha sido avançada pelo HM. Numa resposta ao deputado Chang Meng Kam, a directora substituta do IAS acrescentou ainda que o instituto vai lançar um Plano Decenal de Acção para Desenvolvimento dos Serviços a Idosos para 2016-2025, cuja consulta pública começará no primeiro semestre do próximo ano. Wong Im Mui assegurou que, para enfrentar os desafios causados pelo envelhecimento, o Grupo Interdepartamental de Estudo do Mecanismo de Protecção dos Idosos de Macau irá construir este mecanismo. Sem dar detalhes, a responsável reiterou que o instituto irá “tentar concluir a proposta de Lei de Bases dos Idosos antes do final” de 2014, entregando-a depois às “autoridades” competentes para discussão. Recorde-se que esta proposta de lei está a ser criada há quatro anos. Anunciada em 2009, a Lei de Bases dos Direitos e Garantias dos Idosos tem estado em “aperfeiçoamento” desde aí, tendo sido já alvo de duas auscultações públicas. Era suposto a proposta ter chegado à AL em 2012.
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HM-1ª vez 7-10-14
ANÚNCIO
Proc. de Divisão de Coisa Comum n.º CV1-12-0113-CPE
HM-1ª vez 7-10-14
1º Juízo Cível
REQUERENTE: Siu Keng Hou, maior, titular do Bilhete de Identidade de Residente Permanente de Macau nº 5164XXX(X), residente em Macau , na Nova da Areia Preta, n.º 313, Edif. Kam Hoi San, Bloco 1, 7 andar B.------------------------------------------------------------REQUERIDA: Wong Iok Hou, maior, titular do Bilhete de Identidade de Residente Permanente de Macau nº 1301XXX(X), residente em Macau, na Rua de Alegria n.º 93-B, Choi Ieng, 4 andar B.-------* -----FAZ-SE SABER que, no dia 12 de Novembro de 2014, pelas 11:30 horas, no local de arrematação deste Tribunal e no processo acima indicado, vai à venda por meio de propostas em carta fechada, do seguinte imóvel comum:----------------------------------------------------IMÓVEL ---- Denominação: fracção autónoma, “B4” do 4º andar “B”.-------------------------------------- Situação: sito em Macau, n.º 93B – 93-BA da Rua de Alegria.-------------------------------- Finalidade: para habitação.-------------------------------------------------------------------------- Número de matriz: 70112.--------------------------------------------------------------------------- Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: n.º 8202, a fls. 164 v. do Livro B25.---------------------------------------------------------------------------------------------------- O Valor base da venda: Três Milhões, Seiscentas Mil Patacas (MOP$3.600.000,00).------- São convidados todos os interessados na compra daquele bem a entregar na Secretaria deste Tribunal, as suas propostas, até ao dia 11 de Novembro 2014, pelas 17:45 horas, devendo preço das propostas ser superior ao valor acima indicado e o envelope da proposta, conter expressamente, a indicação de “PROPOSTA EM CARTA FECHADA” bem como o “NÚMERO DO PROCESSO CV1-12-0113CPE”.------------------------------------------------------------------------------------------------------- O dia da abertura das propostas, podem os proponentes assistir ao acto.----------------------Durante o prazo dos editais e anúncios, são os interessados/ comproprietários obrigado a mostrar os bens a quem pretenda examiná-los.------------------------------------------------------- Quaisquer titulares de direito de preferência na alienação do bem supra referido, podem, querendo, exercer o seu direito no próprio acto da abertura das propostas, se alguma proposta foi aceite, nos termos do art. 787.º do C.P.C.M.---------------------------------------------------- Aos 29 de Setembro de 2014.-------------------------------------------------------------------
ANÚNCIO
PROCESSO: Despejo
CV1-14-0016-CPE
HM-1ª vez 7-10-14 1º juízo Cível
AUTORA: LO BING CHIU, de sexo masculino, de nacionalidade chinesa, casado, titular do HKID nº. B1xx3xx(0), residente em Hong Kong.--------------------------------------------------------RÉUS: 1) HERDEIROS INCERTOS de CHAN I MUI aliás ENG MWE.----------------------2) INTERESSADOS INCERTOS e DESCONHECIDOS.------------------------------------- FAZ-SE SABER, que pelo 1º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base da R.A.E.M., correm éditos de TRINTA DIAS, contados, da segunda e última publicação do anúncio, citando os Réus acima identificados, para no prazo de TRINTA DIAS, decorridos que sejam o dos éditos, contestarem a Acção de Despejo, cujo pedido resumidamente consiste em:-------------------------------- 1. Ser ordenado o despejo dos Réus e terceiros que, provavelmente, estejam na fracção sita em Macau na Rua Quatro do Bairro Iao Hon, n.º82, Edf. “Seng I, 4.ºB (inicialmente designado por apartamento B434) e a pagarem as rendas vencidas até à data da caducidade do respectiva contrato de arrendamento, no valor de HKD95.160,00 (correspondente a MOP98.015,00).----------------------- 2. Caso o supracitado pedido não seja aceite, requer-se, subsidiariamente, ser resolvido o contrato de arrendamento, por falta de pagamento de renda, ser ordenado o despejo dos Réus e terceiros que, provavelmente, estejam na supracitada fracção, a pagarem as rendas em dívida, no valor de HKD109.200,00 (correspondente a MOP112.476,00), bem como a renda vincenda até à devolução da supracitada fracção.----------------------------------------------------------------------------- 3. Casos os pedidos formulados nos pontos 1 e 2 não sejam aceites, requer-se, subsidariamente, ser ordenado aos Réus e terceiros que, provavelmente, estejam na supracitada fracção a pagarem as rendas em dívida, no valor de HKD109.200,00 (correspondente a MOP112.476,00) e indemnização no valor total de HKD218.400,00 (correspondente a MOP224.952,00), bem como a renda vincenda até à devolução da supracitada fracção e da respectiva indemnização.-------------- 4. Ser ordenado os Réus e terceiros que, provavelmente, estejam na supracitada fracção a pagar as custas processuais e procuradoria do autor.---------------------------------------------------------------- Tudo como melhor consta da petição inicial, cujo duplicado se encontra nesta secretaria à disposição do citando.-------------------------------------------------------------------------------------------- A intervenção dos citados nos autos implica a constituição de advogado – art. 74º do C.P.C. de Macau.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Caso os citados pretendam beneficiar do regime geral de apoio judiciário, deverão dirigir-se ao balcão de atendimento da Comissão de Apoio Judiciário, sito na Rua do Campo, n.º 162, Edifício Administração Pública, 1.º andar, Macau, para apresentarem o seu pedido, sendo que poderão pedir esclarecimento através do telefone n.º 2853 3540 ou correio electrónico info@caj.gov.mo.------------ Para o efeito, terão de comunicar ao processo a apresentação do pedido àquela Comissão, para beneficiar da interrupção do prazo processual que estiver em curso, nos termos do n.º 1, do art.º 20.º, da Lei 13/2012, de 10 de Setembro.------------------------------------------------------------------ Aos 26 de Setembro de 2014.----------------------------------------------------------------------------*
Proc. Acção Ordinária n.º
ANÚNCIO CV2-13-0086-CAO
2º Juízo Cível
AUTORES:
TAI KUOK KUN, solteiro, maior, de nacionalidade chinesa, residente na Travessa do Sal, nº 5, “Luen Cheong”, 5º andar B; TAI PUI LENG, casada, de nacionalidade chinesa, residente na Rua de Évora, nº 181, Edf. Flower City, Bloco Lei Tou, 23º andar I, Taipa, Macau; TAI MEI KAM, casada, de nacionalidade chinesa, residente na Rua da Harmonia, nº 85, Edf. Koi Fu Fa Un, 5º andar E; TAI MEI NGAN, casada, de nacionalidade chinesa, residente na Rua de Brás da Rosa, nº 42, Edf. Cheong Meng Fa Un, Bloco Meng Seng, 12º andar D.
RÉUS:
HO CHU FONG e os seus herdeiro incertos.
*** Faz saber que, por este Juízo, correm éditos de 30 (TRINTA) DIAS, contados da segunda e última publicação deste anúncio, citando os Réus: HO CHU FONG e os seus herdeiro incertos, para, no prazo de 30 (TRINTA DIAS), findo dos éditos, contestarem a acção supra identificada, instaurada pelos fundamentos constantes da petição inicial que se encontra à disposição dos citandos neste Juízo, cujo pedido consiste em: 1) serem declarados os autores, na qualidade dos comproprietários, iniciaram a partir do ano 1962 a posse do imóvel cujo proprietário é Ho Chu Fong, situado em Macau, Travessa dos Poços nº 2, R/C, descrito na Conservatória do Registo Predial sob o nº 5487 e inscrito na matriz sob o nº 7564 G7; 2) ser ordenada a Conservatória do Registo Predial de Macau para proceder ao registo do facto da aquisição por usucapião pelos Autores da propriedade do imóvel acima referido, cujo proprietário é Ho Chu Fong; se não forem aceites os pedidos, requer que ser declarada que os Autores, desde o ano 1962, são possuidores públicos, pacíficos e de boa fé do imóvel, cujo proprietário é Ho Chu Fong, com área de 60 m2, ou seja Rua da Roseira nº 5, situado em Macau, Travessa dos Poços nº 2, R/C, descrito na Conservatória do Registo Predial sob o nº 5487 e inscrito na matriz sob o nº 7564 G7, tendo a propriedade do imóvel adquirida através da posse e usucapião. E ainda que é obrigatória a constituição de advogado caso seja contestar (nos termos do art.º 74º do C.P.C.M.) Macau, aos 23 de Setembro de 2014. *****
SOCIEDADE
hoje macau terça-feira 7.10.2014
ÁGUA DSAMA AUMENTA TARIFAS, REDUZ SUBSÍDIO E POUPA MILHÕES
Incentivo à poupança
As contas da água vão aumentar até 6% e o Governo vai diminuir os subsídios atribuídos aos residentes. As alterações começam a ter efeito já a partir do próximo mês e espera-se que ajudem a poupar mais de 20 milhões de patacas... e muita água LEONOR SÁ MACHADO
leonor.machado@hojemacau.com.mo
O
preço da água vai aumentar entre 1% a 6% consoante os escalões existentes nas tarifas da água, sendo que o Governo vai também reduzir em cerca de 10% o subsídio atribuído aos residentes. Segundo Susana Wong, directora da Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), vai ainda ser criado um quarto novo escalão e os valores novos das tarifas vão ter efeitos a partir de Novembro. Espera-se que o Governo consiga poupar mais de 20 milhões de patacas através destes ajustes, ao
mesmo tempo que estas medidas surgem na sequência do plano de poupança de água lançado pelo Executivo em 2010. Com o lema “quem usa mais, paga mais”, haverá um aumento gradual da conta da água para os residentes que utilizarem mais volume deste bem essencial. No entanto, e de acordo com a directora da DSAMA, a diminuição do valor
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milhões de patacas é quanto o Governo prevê poupar com a diminuição do valor do subsídio aos residentes
do financiamento atribuído pelo Governo não implica o seu desaparecimento. “[A água] é uma necessidade básica e sabemos que, tanto em Hong Kong como em outras regiões vizinhas, é sempre subsidiada às classes sociais básicas”, explicou Wong, ontem, durante uma conferência. Actualmente, recorde-se, o Governo disponibiliza um subsídio de cerca de cem patacas. O subsídio da tarifa da água, no ano passado, chegou aos 115 milhões de patacas.
MORADORES RESGUARDADOS
Seja como for, o maior aumento não vai recair sobre os moradores, mas sim sobre os estabelecimentos de consumo geral
não residencial e consumo especial, que incluem escolas, sectores industrial e comercial, hospitais, casinos e hotéis, saunas, campos de golfe e sector da construção civil e das obras públicas. Estes estabelecimentos deverão cobrir, quase totalmente, o custo da água por si despendida e o subsídio governamental representará uma fracção mínima desse total. Após o ajuste, cerca de 60% das grandes superfícies devem esperar um aumento até 16 patacas na conta da água a cada dois meses. Já segundo estimativas da DSAMA, mais de 95% dos residentes terão um aumento inferior a 10,5 patacas ao final de dois meses a partir de Novembro, enquanto
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POUPANÇA NA MIRA Os dados da DSAMA apontam para uma poupança de entre 10% a 30% do volume de água consumido em Macau, incluindo moradores e estabelecimentos como casinos, saunas, hospitais e escolas. Se, por um lado, o consumo de água residencial desceu pelo quarto ano consecutivo em 2013, o mesmo não se passou com os gastos por grandes superfícies, que aumentaram 4,2% face a 2012. Para que possam ser feitos mais ajustes em 2015, explicou Susana Wong, é necessário continuar os estudos e análises sobre os efeitos das medidas presentemente instauradas.
PREÇOS MAIS ALTOS EM RESTAURANTES O vice-presidente da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, Fong Kin Fu, mostrou-se preocupado com o aumento das tarifas da água. Fong considera que este acréscimo pode representar a também subida do preços dos produtos servidos nestes estabelecimentos. “Embora a tarifa da água não ocupe uma grande percentagem do custo de funcionamento de um estabelecimento, o aumento respeitante ao consumo de água especial é elevado. Fico preocupado porque isso pode obrigar à subida do preço das comidas e bebidas”, explicou o vicepresidente do grupo. Fong referiu ainda que são as pequenas e médias empresas que mais colocam a hipótese de aumentar os preços. “Acredito que os acréscimos se vão reflectir no mercado brevemente, sobretudo no que diz respeito aos restaurantes e estabelecimentos de comidas, onde o aumento da tarifa da água pesa mais. É também possível que alguns restaurantes de Iam Chá comecem a aplicar uma tarifa relativa ao chá servido”, frisou. No entanto, Fong acredita ainda que esta medida poderá vir a impulsionar a poupança de água. - F.F.
metade da população verá a sua conta de água aumentar até às 1,2 patacas. No que diz respeito ao consumo geral não residencial, o aumento pode
atingir as 16 patacas para 60% dos utentes, contrastando com a subida de 190 patacas para menos de 10% dos utentes de consumo de água especial.
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Os ganhos dos casinos em Macau continuam a cair pelo quarto mês consecutivo, ao mesmo tempo que se registam mudanças no ranking, com a Galaxy Resorts a subir ao primeiro lugar
O
S casinos encerraram Setembro com uma queda homóloga das receitas brutas de 11,7%, num mês em que a Galaxy Resorts chegou ao primeiro lugar e a empresa de Stanley Ho caiu para terceiro. Dados oficiais da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos indicam que as receitas de Setembro não foram além dos 25.564 milhões de patacas, menos 11,7% do que no mesmo mês de 2013, naquele que foi o quarto mês consecutivo de quebra homóloga da receita PUB
hoje macau terça-feira 7.10.2014
JOGO RECEITAS DESCEM MAIS DE 11%
A guerra dos números defendido oficialmente como um «ajustamento do mercado». Além de uma queda superior a 10% em Setembro, uma quebra que teve semelhança apenas em Maio de 2009, as receitas dos casinos no mês passado revelaram também outras surpresas, como, de acordo com dados obtidos pela agência Lusa, a subida da Galaxy Resorts, controlada pelo empresário Lui Che-woo e habitual terceira classificada do ranking dos operadores, ao lugar cimeiro das receitas com uma quota de mercado de quase 23%. Os mesmos dados dos operadores a que a Lusa teve acesso referem que o segundo lugar do ranking foi ocupado pela Sands China, controlada pelo norte-americano Sheldon Adelson, com uma quota de quase 22%, mas afastado da liderança por mais de um ponto percentual, seguida da Sociedade de Jogos de Macau, empresa fundada por Stanley Ho, com quase 21%.
MEXIDAS EM TODO O LADO
Na guerra dos números, a segunda metade da tabela também registou
de 2,2% depois de o acumulado em Agosto estar a subir 8,1%, valor que em Setembro caiu para 5,9%. Para registar um valor idêntico ao apurado em Setembro nas receitas dos casinos de Macau é preciso recuar a Novembro de 2012, quando as salas de jogo apuraram receitas brutas de 24.882 milhões de patacas, mas subiam 7,9% face a Novembro de 2011.
ESPERANÇA
mexidas com a Wynn Macau, habitual quinta classificada do ranking, a cair para o último posto depois de fechar Setembro com uma quota de quase 11%, atrás da Melco Crown, que tem como accionista Lawrence Ho, filho de Stanley Ho, e da MGM Macau, liderada por Pansy Ho, também filha do magnata, respectivamente quarto e quinto postos no ranking de operadores com quotas de mercado de quase 13% e um pouco acima dos 11%. Os dados oficiais ontem divulgados sustentam também que a receita acumulada nos primeiros
nove meses do ano subiu para 275.941 milhões de patacas, mais 5,9% do que entre Janeiro e Setembro de 2013. O aumento acumulado das receitas tem vindo, contudo, a cair em termos percentuais com as quebras nas receitas de jogo e entre Agosto e Setembro foi registada uma descida
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milhões de patacas, receitas do Jogo no mês de Setembro
A receita de Setembro é a mais baixa de 2014 e está abaixo em quase dois mil milhões de patacas face aos 27.215 milhões de patacas apurados em Junho o primeiro mês a registar este ano uma quebra homóloga das receitas. Está também muito longe dos 38.007 milhões de patacas apurados em Fevereiro deste ano, o melhor mês de sempre nos casinos locais. Apesar da quebra de 11,7% face a Setembro de 2013, o fenómeno que atravessa os casinos de Macau pode não ser tão negativo já que na comparação mensal com 2010, o mês de Setembro regista uma subida de 67%, com 2011 um crescimento de 20% e com 2012 um aumento de 7,1%. Recorde-se que o Governo já desdramatizou as quebras nas receitas dos casinos, dizendo que é normal que o sector do jogo esteja a estabilizar depois de anos em ascendência. - Lusa
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hoje macau terça-feira 7.10.2014
TABACO PROIBIÇÃO TOTAL NOS CASINOS PODE NÃO CHEGAR EM 2015
Era, mas pode já não ser A interdição total de fumo para todos os casinos está dependente de um relatório um inquérito à população que só estará pronto no próximo ano
pecção e Coordenação de Jogos, supervisionaram a situação de fumo nas zonas comuns de vários casinos, onde se integram as salas especiais para fumar.
“Agora não posso fumar enquanto jogo. Quando volto, depois de ir até à sala de fumo, sinto que a fortuna desapareceu”
FLORA FONG
flora.fong@hojemacau.com.mo
TURISTA ENTREVISTADA PELA RÁDIO
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HEANG Seng Ip, director substituto dos Serviços de Saúde (SS), disse ontem que a possibilidade da proibição total de fumar em todos os casinos no próximo ano vai depender de um relatório sobre a revisão da Lei de Prevenção e Controlo do Tabagismo, que é publicada apenas no próximo ano. “O relatório inclui também um inquérito à população, que terá dado comparativos sobre a qualidade do ar antes e depois da entrada da lei em vigor”, disse Cheang ao canal chinês da Rádio Macau.
Desde segunda-feira que a proibição de fumar nas salas comuns dos casinos está em vigor e o director substituto dos SS frisou que, de entre os 62 pedidos de criação de salas de fumos, apenas 28 salas de fumo foram aprovadas pela entidade. Cheang
Seng Ip mostrou-se satisfeito com a criação das salas de fumo dentro das áreas comuns. Contudo, há quem não pense assim.
AZARES DE FUMADORES
No primeiro dia, os SS, juntamente com a Direcção de Ins-
Uma das turistas entrevistadas pela rádio considera que a proibição de tabaco influencia a vontade de jogar. “Fumar é uma maneira de aliviar e agora não posso fumar enquanto jogo. Quando volto, depois de ir até à sala de fumo, sinto que a fortuna desapareceu”, explicou. Houve ainda uma residente que referiu, durante o programa “Macau Talk”, ter visto vários jogadores a fumar na zona de jogo comum, não havendo nenhum funcionário a impedir a infracção.
USJ Antigo professor desmente declarações de Stilwell
A
quando da cerimónia de tomada de posse dos novos membros da Universidade de São José (USJ), ainda este mês, Peter Stilwell, reitor da instituição, disse aos jornalistas ter havido um escândalo em que a universidade esteve envolvida no ano de 2012. O reitor explicou que, quando foi nomeado, tinha havido um grande escândalo nos média – e também fora destes – sobre a Universidade de São José, a propósito de fundos que tinham sido dedicados pelo Governo para a construção do novo campus. “Dizia-se que não tinham sido bem geridos”, acrescentou, expli-
cando que foi neste contexto que houve uma mudança de direcção na universidade e que foi então que Stilwell foi chamado para vir gerir a instituição. Agora, de acordo com a rádio, um antigo professor da universidade veio desmentir o reitor. As declarações não agradaram a Richard Whitfield que, numa carta enviada ao Macau Daily Times, afirmou que os comentários são “imprudentes, imprecisos e sem fundamento” e mostram “uma falta de profissionalismo” do reitor. De acordo com a rádio, lamentando o sucedido, o académico diz ainda que, no momento
da suposta polémica, “ninguém dos média, da universidade ou de qualquer outro lado levantou”, junto dele, “qualquer questão credível acerca da qualidade da gestão ou da utilização dos fundos do novo campus”. O académico foi despedido pela direcção do actual reitor por ser “demasiado caro” numa altura que a universidade tinha que fazer “cortes nos custos operacionais”. Whitfield recorda ainda a evolução que a instituição teve durante os últimos anos, lembrando que a empresa responsável pela gestão continua ao serviço da universidade.
Semana Dourada Negócios nas lojas com quebras
Nos primeiros três dias da Semana Dourada, não houve muita gente na San Ma Lou e nas ruínas de São Paulo, o que, segundo um responsável de uma loja de lembranças na zona central, foi um problema, ainda que pequeno. De acordo com o dono, o negócio foi “mais ou menos como no ano passado”, talvez tendo havido uma queda de 10% ou 20%. Outra responsável de uma loja perto das Ruínas, disse que com a influência do Occupy Central, os turistas chineses tiveram menos vontade de visitar Hong Kong e Macau e, por isso, o negócio não foi tão bom como o do ano passado.
Associação Económica Queda no Jogo não influencia imobiliário
O vice-presidente da Associação Económica de Macau disse à rádio chinesa que mesmo que exista actualmente uma queda sucessiva no jogo, temporariamente não haverá nenhuma grande influência no mercado imobiliário de Macau. O responsável, Chang Chak Io, assegura que, como a base das receitas do Jogo foram altas, é normal ter uma queda nos últimos meses, mas prevê que no início do próximo ano a quebra do Jogo vai parar.
Mitsubishi Moradores da Areia Preta querem explicações
O grupo que se dedica a vigiar a situação da linha do metro ligeiro na Avenida de 1º de Maio, na Areia Preta, teve ontem outra reunião com a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. O grupo de oito pessoas pede uma reunião com a empresa japonesa Mitsubishi Heavy Industries, que fornece o sistema de metro ligeiro e os seus materiais, para explicar se o metro ligeiro de Macau é construído segundo as regras. O grupo também convidou professores para explicarem a segurança do metro ligeiro e quer que os departamentos expliquem as questões ligadas aos Bombeiros: quando existir um problema quem vai ser responsável?, questionam.
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EVENTOS
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Eclipse lunar no Centro de Ciência
FRC SU JIAN LIANG E
“Viage
“Astronomia na Calçada” é um evento organizado pelo Centro de Ciência de Macau juntamente com a Associação de Astronomia de Macau, que vai pôr tudo de olhos no céu. No dia 8 de Outubro, a noite permitirá a observação de um eclipse lunar total e o Centro de Ciência de Macau convida todos os que se queiram juntar. No passeio junto à margem do rio, bem perto do Centro de Ciência de Macau, os amantes do Cosmos poderão observar o fenómeno, assim como participar no workshop para famílias “Passeio das Estrelas do Centro de Exibições”. O evento tem entrada gratuita e está marcado para começar às 18h00 e terminar às 22h00.
A mostra do artista de Macau inclui trinta trabalhos executados em vários materiais como biombos de madeira ou livros de bambu, entre outros. Para ver até dia 23 deste mês
Fotografia António Conceição Júnior expõe no Clube Militar
António Conceição Júnior inaugura na próxima sexta-feira “Territórios”, a nova exposição de fotografia do artista macaense. A ser exibida na sala de exposições Comendador Ho Yin, do Clube Militar, o evento de inauguração vai também servir para lançar o mais recente livro de fotografia do autor. Conceição Júnior, que conta com mais de 40 anos de experiência na área das artes, é já conhecido por terras macaístas por obras nas mais variadas áreas que incluem pintura, caricatura, ilustração, moda, design gráfico e fotografia.
Tolentino Mendonça “A Mística do Instante” nas bancas
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NAUGURA amanhã a exposição mais recente de Su Jian Liang: “Viagem à Terra dos Sonhos: Exposição de Caligrafia e Pintura Chinesas”. A ter lugar na Galeria da Fundação Rui Cunha, a mostra englobará 30 obras do artista, feitas em biombos de madeira, livros de bambu, superfícies de leques e rolos de papel. Nascido em Macau no ano de 1964, Su Jian Liang descobriu a paixão pelo desenho e caligrafia quando era criança e conquistou diversos prémios de caligrafia ainda na escola. Em 1969, começou a aprender as técnicas de desenho e pintura clássica italiana com o casal Chen Xue Shu e Chen Li Na, ambos famosos educadores de arte. Depois do falecimento do Mestre Lin Jin, Su Jian Liang, em conjunto com vários amigos, formou a Associação Cultural e Arte de Chong Fong
Já está nas bancas, desde ontem, o novo livro de José Tolentino Mendonça, “A Mística do Instante”. A obra envolvida pela famosa interjeição do teólogo Karl Rahner: “o cristão do futuro ou será um místico ou nada será!”, reflecte sobre o que é a mística, a sua compreensão unitária da vida, não deixando dúvidas sobre o necessário envolvimento dos sentidos corporais na expressão crente: ver, ouvir, tocar, saborear. O autor, especialista em estudos bíblicos, tem abordado os temas e os textos de cânone cristão ao longo das suas obras. A relação entre o cristianismo e a cultura é uma das ideias-chave do seu percurso. Tolentino de Mendonça esteve recentemente em Macau e é também vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa e de director do Centro de Estudos de Religiões e Culturas. É consultor do Pontifício Conselho para a Cultura, no Vaticano.
Festival de Gastronomia Macaense no Four Seasons
Já começou o Festival de Gastronomia Macaense no Hotel Four Seasons, no Cotai. Até dia 5 de Novembro variadíssimos pratos confeccionados pela conhecida chef Florita Alves, acompanhada pelo também chef Kalus Kattweit e a sua equipa, estão disponíveis para os verdadeiros apreciadores da comida local. Devido ao sucesso da primeira edição do festival, realizado no ano passado, o restaurante Belcanção abre as suas portas pela segunda vez. A escolha é variada, passando pelo caranguejo, gambas, porco e até salsichas portuguesas. O Festival decorre todas as noites, das 18h00 às 22h00. Os interessados poderão fazer a sua reserva pelo preço de 498 patacas por pessoa, sendo que as crianças até aos 12 anos usufruem de um desconto de 50%.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA OS 50 GRANDES ACONTECIMENTOS DA HISTÓRIA • Hugh Williams
São 50 factos essenciais que alteraram o curso da História, recordando Jesus Cristo, Henry Ford, Vasco da Gama ou a Internet. Compilados pelo prestigiado especialista britânico Hugh Williams, estes 50 momentos são basilares para compreensão da sociedade em que vivemos hoje, recheados ainda de apontamentos curiosos e factos históricos que nunca sonhou descobrir. Um livro repleto de personalidades, locais, batalhas e objectos, descritos com rigor e entusiasmo e tornando vivas as passagens mais marcantes da nossa História.
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CONTOS CARNÍVOROS • Bernard Quiriny
Um botânico enamorado da sua planta carnívora. Um padre argentino que tem a faculdade de se desdobrar em corpos diferentes. Onze escritores mortos que o leitor nunca leu. Uma mulher-laranja que se deixa literalmente beber pelos seus amantes. Uma sociedade de estetas fascinados pelas marés negras. Uma tribo de índios da Amazónia que nenhum linguista compreende. E o extraordinário Pierre Gould, que ressurge incessantemente em diferentes trajes e disfarces…
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a-feira 7.10.2014
EXPÕE CALIGRAFIA E PINTURA CHINESAS
gem à terra dos sonhos”
AMANHÃ CORO LÍRICO SICILIANO (FIMM) Igreja de São Domingos, 20h00 ENTRADA GRATUITA MAS LIMITADA AOS LUGARES EXISTENTES
QUINTA-FEIRA
TINTA POÉTICA
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “BEYOND PIXELS” DE VICTOR MARREIROS (ATÉ DIA 31/12) Signum Living Store, Rua Almirante Sérgio, 19h00 ENTRADA LIVRE
a música tocada por Guqin, um instrumento de cordas, e degustar chá chinês, de forma a sentir melhor a delicadeza da cultura chinesa. Além
disso, terão a oportunidade de assistir à improvisação do artista, o que visa promover a cultura e arte tradicional da nação chinesa.
Marcada para as 18h30, a “Viagem à Terra dos Sonhos: Exposição de Caligrafia e Pintura Chinesas” estará patente até 23 de Outubro.
VICTOR MARREIROS INAUGURA EXPOSIÇÃO SOBRE MACAU E PORTUGAL
Ironia e erotismo até ao fim do ano “B EYOND Pixels” é o nome da mais recente exposição do artista macaense Victor Marreiros. A cerimónia de abertura, onde se inclui um cocktail, está marcada para amanhã às 19h00, na loja Signum Living, na Rua Almirante Sérgio. A mostra, patente até ao último dia deste ano, será composta por 16 obras do autor, que contam com temas como a proibição de fumar em Macau, a revolução portuguesa do 25 de Abril, ou escritos do escritor lusitano Camilo Pessanha, que viveu e morreu em Macau. Actualmente, Victor Marrei-
ros é director artístico do Instituto Cultural e director gráfico de edição da revista Cultura. “Muitas vezes, expressando um toque irónico nas obras e outras vezes jogando com o erotismo, o artista macaense reflecte sobre o Oriente e o Ocidente, variando entre o uso de cores vivas e fortes tons de preto e branco”, realça um comunicado sobre a “Beyond Pixels”. Victor Marreiros, como artista, ganhou mais de 220 prémios em concursos locais e internacionais, sendo que a maioria dos seus trabalhos se foca na ilustração, pintura e desenho. A entrada é livre.
Versão brasileira de “Os Maias” no Rio de Janeiro
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HOJE
PALESTRA SOBRE LIDERANÇA NA UE, CONDUZIDA POR ANDRZEJ OLECHOWSKI Instituto de Formação Turística, 19h00 BILHETES ENTRE 150 A 250 PATACAS, INCLUINDO JANTAR
e a Associação de Aprendizagem da Caligrafia Chinesa Chi Pun, dedicando-se à promoção da arte tradicional caligráfica. Para além disto, o artista trabalhou como professor de arte caligráfica no Instituto Cultural de Macau, Museu de Arte de Macau e Galeria Fantasia 10. Nesta exposição, destaca-se a obra de tinta “Viagem à Terra dos Sonhos”, que delineia uma jovem no meio de flores de ameixa e frases poéticas escritas em Caoshu, um estilo caligráfico chinês composto por caracteres cursivos. Além das obras caligráficas, serão exibidas ainda pinturas tradicionais chinesas. Durante a inauguração, os visitantes poderão apreciar
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O QUE FAZER ESTA SEMANA
realizador português João Botelho apresentou este domingo à noite no Festival de Cinema do Rio de Janeiro, a versão brasileira de seu último trabalho, “Os Maias”, que já se tornou um dos filmes portugueses mais visto em Portugal este ano. Na versão para o público brasileiro, a narrativa em ‘off’, que representa a voz de Eça de Queirós, foi feita pelo actor brasileiro Paulo Betti, enquanto as restantes falas contam com legendas. “Há subtítulos para que as pessoas
possam entender. Somos países irmãos, mas com uma língua diferente”, afirma João Botelho à Lusa, ao admitir que há certa dificuldade para os brasileiros em entender a oralidade portuguesa. “Em 1985, ganhei o Festival do Rio e quando fiz um discurso de aceitação do prémio ninguém percebeu nada, só bateram palmas quando eu disse Glauber Rocha [famoso director brasileiro]”, brinca, para evidenciar a importância dos subtítulos para o mercado brasileiro. O filme, inspirado na obra de Eça de
Queirós, recebeu uma parte do financiamento da Agência de Cinema do Brasil (Ancine) e conta com a participação de dois actores brasileiros, Maria Flor e André Gonçalves, além do director de som João Saldanha. “Maria Flor fez um trabalho notável de composição de voz, em que entra português de Portugal, do Brasil e um pequeno sotaque francês”, elogia o realizador, a recordar que o sotaque “dúbio” da personagem permitiu o uso de uma actriz brasileira.
FESTIVAL DE JAZZ & BLUES Venetian, Cotai 18h30 – Bleu Rascals / Jazz Quartet 19h00 – Skyline / DJ sessions 19h30 – Big Small Quintet with Tess Collins 20h00 – Afro Jazz 20h30 – Andy Fresco & The UN 21h00 – Trio Ricardo Special 22h00 – Sister Sparrow and the Dirty Birds 23h00 – Anthony Strong / Blue Note ENTRADA LIVRE
SEXTA-FEIRA FESTIVAL DE JAZZ & BLUES Venetian, Cotai 18h00 – Big Small Quintet with Tess Collins / DJ Sessions 18h30 – Blue Note 19h00 – Old Style Sextet 19h30 – Blue Note 20h00 – The Kandinsky Effect 21h00 – 3-0-3 Tango Fusion 21h30 – 80 & Tal 22h00 – Soulmate 23h30 – Andy Fresco & The UN / Flipside DJ Sessions ENTRADA LIVRE INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA DE CONCEIÇÃO JÚNIOR “TERRITÓRIOS” Clube Militar, 18H15 ENTRADA LIVRE INAUGURAÇÃO DO WORLD PRESS PHOTO (ATÉ 2 DE NOVEMBRO) Casa Garden, 18h30 ENTRADA LIVRE
SÁBADO FESTIVAL DE JAZZ & BLUES Venetian, Cotai 13h00 – Jazz Jam 15h30 – Blue Note 17h30 – 80 & Tal 18h00 – Concrete/Lotus 19h00 – The Moreira Project 20h00 - Lowcal 21h00 – Budda Power Blues (Portugal) 22h00 – The Northern Governors 23h00 – Andy Fresco and The UN ENTRADA LIVRE
CHINA
hoje macau terça-feira 7.10.2014
LUSA
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“A bola está nas mãos do Governo”, defende líder estudantil
HONG KONG CIDADE VOLTA LENTAMENTE À NORMALIDADE
Regresso ao trabalho V
A decisão sobre o rumo dos protestos em Hong Kong está agora nas mãos do Governo e na disponibilidade para o diálogo que for demonstrada, defende o presidente da Federação dos Estudantes, Alex Chow. Se um encontro do Governo com os manifestantes acontecer entre hoje e amanhã ( ontem e hoje), será recebido como um sinal de sinceridade, diz o activista ao jornal South China Morning Post. No entanto, se for adiado para mais tarde, vai suscitar dúvidas sobre a integridade do Governo e a sua sinceridade no que toca à disponibilidade para dialogar. Alex Chow explica que, para os estudantes, é difícil recuar quando o Governo não mostra sinais de mudança. “A bola está nas mãos do Governo”, diz, referindo-se ao fim dos protestos. “Estamos todos à espera e a observar como o Governo actua, para ver se é apenas uma táctica ou se estão mesmo dispostos a dialogar. Se os manifestantes vão ou não recuar, isso depende do Governo”, afirma.
O Diário do Povo, jornal do órgão central do Partido Comunista chinês, acusou ontem os manifestantes de Hong Kong de “fazerem retroceder a democracia”. O jornal renovou as suas críticas ao movimento pró-democracia em três artigos diferentes. “É um princípio básico da democracia não se permitir que uma pequena minoria viole o espaço público e o interesse público através de meios ilegais”, escreve o jornal. “Nesta perspectiva, o movimento ‘Occupy Central’ em Hong Kong é completamente contrário aos princípios democráticos e está a fazer retroceder a democracia”, pode ler-se. A emissora pública de televisão, CCTV, que durante a maior parte da semana passada impôs um ‘quase-apagão’ na cobertura dos protestos, dedicou mais de 10 minutos a Hong Kong na emissão da manhã de ontem. A peça televisiva mostrava os funcionários públicos a voltarem ao trabalho, bem como entrevistas com vários residentes que se opõem ao protesto e com agências de turismo locais condenando o impacto que as manifestações tiveram no seu negócio.
LUSA
Protestos fazem “retroceder a democracia”, diz jornal do PC chinês
Ao fim de nove dias de protesto e apesar de algumas centenas de manifestantes ainda ocuparem zonas da cidade, a ex-colónia britânica volta aos poucos a sentir alguma tranquilidade
ÁRIAS centenas de manifestantes continuavam ontem concentrados em vários pontos de Hong Kong à espera que o Governo local e as associações estudantis acordem os termos do diálogo político, numa altura em que os funcionários públicos regressaram ao trabalho. Cerca de 3.000 funcionários da Administração Pública de Hong Kong voltaram ontem ao trabalho nos edifício cujas ruas adjacentes foram tomadas por milhares de estudantes que contam já nove dias acampados no local. As imediações da sede do Governo, lugar onde estiveram
concentrados sem descanso milhares de estudantes, amanheceram com poucas dezenas de manifestantes.
MANHÃ TRANQUILA
A zona de Admiralty, epicentro dos protestos, viveu ontem a manhã mais tranquila dos últimos dias com apenas uma centena de estudantes ali acampados e onde ainda na sexta-feira estavam milhares de pessoas. Já o bairro de Mong Kok, onde ocorreram confrontos entre partidários de uma reforma democrática mais profunda e os detractores da ocupação das ruas, tinha ao início da manhã uma centena de pessoas a
ocupar as ruas, ainda que o número de manifestante fosse diminuindo ao longo da manhã. Algumas ruas da zona comercial de Causeway Bay continuam ocupadas por manifestantes, mas a actividade comercial continua a funcionar. Ao mesmo tempo que as ruas começam a ficar desimpedidas os grupos estudantis que lideram as manifestações e o Governo continuam em conversações para estabelecer um marco de diálogo sobre a reforma eleitoral que permita colocar um ponto final no bloqueio de ruas. As escolas secundárias da zona central voltaram a abrir portas embora o transporte escolar não esteja em total funcionamento devido ao corte de algumas artérias. Já a bolsa de Hong Kong estava aberta sem qualquer entrave à negociação e subia a meio da sessão 0,52%.
Comandante da polícia “sem arrependimentos” sobre o uso de gás lacrimogéneo
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comandante da polícia de Hong Kong que decidiu utilizar gás lacrimogéneo contra os manifestantes pró-democracia que ocupavam o centro da cidade a 28 de Setembro, disse não ter arrependimentos e garantiu que voltaria a dar a ordem. De acordo com o jornal South China Morning Post, o superintendente era o responsável pela zona de Admiralty naquela noite. “Não tenho arrependimentos. Se não tivesse usado [o gás], e eles tivessem passado [o cordão policial], podíamos ter tido feridos graves ou pior”, explicou, referindo-se aos acontecimentos de 1992, quando 21 pessoas morreram esmagadas em Lan Kwai Fong. “Se voltasse a estar na mesma situação, e se verificasse uma ameaça séria à segurança pública, faria o mesmo”, disse. O agente, que pediu ao jornal
para não ser identificado, explicou que, caso não avançasse com o uso de gás lacrimogéneo, mortes podiam acontecer, e que a medida foi apenas uma forma de prevenir ferimentos em larga escala, caso o cordão policial tivesse sido quebrado. “A intenção não era dispersar a multidão, era parar as investidas e garantir que não havia pessoas esmagadas”, disse. “As pessoas que estavam à frente, nas primeiras três ou quatro filas, eram muito agressivas nas suas acções para com a polícia, espetando os chapéus-de-chuva, dando pontapés nos agentes”, explicou ao jornal. Questionado sobre se o chefe do Executivo, CY Leung, tinha sido informado da sua decisão, o comandante negou: “Nunca foi uma acção ofensiva, tratou-se de defender o cordão e garantir que as pessoas não eram esmagadas”.
REGIÃO
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SEUL VISITA NORTE-COREANA É “PONTO DE PARTIDA” PARA NEGOCIAÇÕES
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Porta para a paz A surpreendente visita de uma delegação de elite norte-coreana à cerimónia de encerramento dos Jogos Asiáticos foi bem recebida pelos vizinhos do Sul
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Governo da Coreia do Sul expressou ontem o desejo de que a pouco habitual visita de altos dirigentes da Coreia do Norte ao país seja o “ponto de partida” para melhorar as deterioradas relações bilaterais. “Esperamos que seja um ponto de partida para que as relações entre Seul e Pyongyang melhorem num futuro próximo”, disse à EFE um representante do Ministério da Unificação de Seul, que valorizou “positivamente” a visita surpresa da elite da Coreia do Norte à cerimónia de encerramento dos Jogos Asiáticos, em Incheon. Por seu lado, a Presidente sul-coreana, Park Geun-hye, manifestou ontem, durante uma reunião com os seus assessores, desejo de que “sob pretexto da visita, ambas as Coreias abram a porta à paz através do diálogo”, de acordo com declarações transmitidas pela agência Yonhap.
NATA DO REGIME
A delegação norte-coreana foi liderada por Hwang Pyong-so, recentemente nomeado vice-presidente
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AQUISIÇÃO DE MÁQUINA DE ECOCARDIOGRAMA PARA O INSTITUTO POLITÉCNICO DE MACAU CONCURSO PÚBLICO N.º 05/DOA/2014
1. Entidade que põe o serviço a concurso: Instituto Politécnico de Macau. 2. Modalidade de concurso: Concurso Público. 3. Objecto do Concurso: Aquisição de Máquina de Ecocardiograma para o Instituto Politécnico de Macau. 4. Prazo de validade das propostas do concurso: As propostas do concurso são válidas até 90 dias contados da data de abertura das mesmas.
“Esperamos que seja um ponto de partida para que as relações entre Seul e Pyongyang melhorem num futuro próximo”
5. Garantia provisória: $20 000,00 (Vinte mil patacas), através de depósito no Serviço de Contabilidade e Tesouraria do Instituto Politécnico de Macau ou mediante garantia bancária a favor do Instituto Politécnico de Macau, em Macau. 6. Garantia definitiva: 4 % do preço global da adjudicação (para garantia do contrato).
REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO DA UNIFICAÇÃO DE SEUL
7. Condições de admissão: Entidades com sede ou delegação na RAEM cuja actividade total ou parcial se inscreva na área objecto deste concurso.
da Comissão Nacional de Defesa e considerado o número dois do regime, a seguir a Kim Jong-un. Hwang Pyong-so esteve acompanhado de Choe Ryong-hae, secretário do Partido dos Trabalhadores e anterior vice-presidente da Comissão Nacional de Defesa, conhecido pela grande influência que exerce sobre o país. A comitiva integrava ainda Kim Yang-gon, director do poderoso Departamento da Frente Unida do partido. A delegação reuniu-
-se com o ministro sul-coreano da Unificação, Ryoo Kihl-jae, com o primeiro-ministro Chung Hon-won, e com o assessor para a segurança nacional e ex-ministro da Defesa, Kim Kwan-jin. Ambas as partes concordaram em realizar conversações de alto nível entre finais de Outubro e Novembro, o que, segundo o Ministério da Unificação de Seul, abre uma porta para a resolução de assuntos pendentes que mantêm as Coreias afastadas.
Banco Mundial Crescimento na Ásia Oriental desce para 6,9%
O Banco Mundial reduziu onte a previsão de crescimento da Ásia Oriental para 6,9% em 2014 e 2015, abaixo dos 7,1% previstos anteriormente para os dois anos. Em comunicado, o Banco indicou que a descida das previsões se deve aos ajustes financeiros e estruturais na China, que este ano vai sofrer um desaceleração do crescimento, e à procura moderada dos países industrializados. Excluindo a China, os países da região estimam crescer 4,8% este ano, antes de acelerarem até aos 5,3% em 2015, quando se espera que se consolidem as reformas económicas no sudeste asiático. “A região da Ásia Oriental e do Pacífico continuará a ter um potencial de crescimento a um ritmo maior que as outras regiões de países em desenvolvimento, se se levarem a cabo os planos de reforma, como a eliminação de barreiras ao investimento, o melhoramento da competitividade nas exportações e a racionalização da despesa pública”, disse Axel van Trotsenburg, vice-presidente do Banco Mundial para a região.
8. Local, data e hora de explicação: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau. Hora e Data: 10 de Outubro de 2014, pelas 10H00. 9. Local, data e hora do limite da apresentação das propostas: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau. Hora e Data: 21 de Outubro de 2014, antes das 17H45. 10. Local, data e hora da abertura do concurso: Local: Sala de Reunião do Pavilhão Polidesportivo do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau. Hora e Data: 10H00, 22 de Outubro de 2014. 11. A avaliação das propostas do concurso será feita de acordo com os seguintes critérios: - Preço Razoável (40%) - Conformidade de qualidade dos artigos com as exigências do utente (30%) - Poupança de energia e características de segurança (5%) - Prazo de entrega (10%) - Garantia/Serviços-pós-venda (10%) - Curriculum Vitae, competências e experiência do concorrente (5%) 12. Local, hora e preço para exame do processo e obtenção da cópia do processo: Local de exame: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau Local de obtenção: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua Luis Gonzaga Gomes, em Macau, mediante o pagamento de MOP100,00 (cem patacas). Hora: de 2ª feira a 5ª feira das 09H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45. 6ª feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30. Telefone: 8599 6178, 8599 6123, 8599 6287 Macau, aos 26 de Setembro de 2014 Presidente do Instituto, Lei Heong Iok
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Michael Löwy
ARTES, LETRAS E IDEIAS
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STAMOS habituados a classificar as diferentes filosofias da história em consonância com o seu carácter progressista ou conservador, revolucionário ou nostálgico em relação ao passado. Walter Benjamin escapa a tais classificações. Trata-se de um crítico revolucionário da filosofia do progresso, um adversário marxista do “progressismo”, um nostálgico do passado que sonha com o futuro. A recepção de Benjamin, sobretudo na França, interessou-se prioritariamente pela vertente estética de sua obra, com certa propensão a considerá-lo, sobretudo, historiador da cultura ou crítico literário. Ora, sem negligenciar esse aspecto, torna-se necessário evidenciar o alcance muito mais vasto do seu pensamento, o qual visa nada menos que uma nova compreensão da história humana. Os escritos sobre arte ou literatura só podem ser compreendidos em relação a essa visão de conjunto a iluminá-los de seu interior. A filosofia da história de Walter Benjamin bebe em três fontes diferentes: o romantismo alemão, o messianismo judeu e o marxismo. Não é uma combinatória ou “síntese” dessas três perspectivas (aparentemente) incompatíveis, mas a invenção, a partir delas, de uma nova concepção, profundamente original. A expressão “filosofia da história” pode induzir a erro. Não há, em Benjamin, um sistema filosófico: toda sua reflexão toma a forma do ensaio ou fragmento — quando não se trata da citação pura e simples, com passagens retiradas de contexto e colocadas a serviço de sua própria dinâmica. Qualquer tentativa de sistematização é, portanto, problemática e incerta. As breves notas a seguir são apenas algumas pistas de pesquisa. * Na literatura sobre Benjamin, deparamo-nos, frequentemente, com dois erros simétricos, que devem ser evitados a todo custo: o primeiro consiste em dissociar, por meio de uma operação (no sentido clínico do termo) de “corte epistemológico”, a obra de juventude “idealista” e teológica da “materialista” e revolucionária da maturidade; o segundo, em contrapartida, encara sua obra como um todo homogéneo e não leva absolutamente em consideração a alteração profunda trazida, por volta dos anos 20, pela descoberta do marxismo. Para compreender o movimento do seu pensamento, é preciso, pois, considerar simultaneamente a continuidade de certos temas essenciais e as diversas curvas e rupturas que pontilham sua trajectória intelectual e política. Poderíamos tomar como ponto de partida a conferência de 1914 sobre “A Vida dos Estudantes” que apresenta, de chofre, algumas das principais linhas de força de tal trajectória. As observações que abrem esse ensaio contêm uma amostra surpreendente de sua filosofia messiânica da história: confiante no infinito do tempo, certa concepção da história discerne apenas o ritmo mais ou menos rápido, segundo o qual homens e épocas avançam no caminho do progresso. Donde o carácter incoerente, impreciso, sem rigor, da exigência dirigida ao presente. Aqui, ao contrário, como
A FILOSOFIA DA HISTÓRIA DE WALTER BENJAMIN Walter Benjamin (Berlim, 15 de Julho de 1892 - Portbou, 27 de Setembro de 1940) foi um filósofo, ensaísta e crítico literário alemão, associado à Escola de Frankfurt e à Teoria Crítica. Faleceu há 70 anos. O seu pensamento continua profícuo sempre têm feito os pensadores, apresentando imagens utópicas, vamos considerar a história à luz de uma situação determinada que a resume em um ponto focal. Os elementos da situação final não se apresentam como tendência progressista informe, mas, a título de criações e ideias em enorme perigo, altamente desacreditadas e ridicularizadas, incorporam-se de maneira profunda a qualquer presente [...] Essa situação [...] só é apreensível na sua estrutura metafísica, como o reino messiânico ou a ideia revolucionária, no sentido de 89 (1). Imagens utópicas — messiânicas e revolucionárias — contra a “informe tendência progressista”: estão aí colocados, em resumo, os termos do debate que Benjamin realizará ao longo de toda a sua obra. Como vai se articular, mais tarde, essa primeira intuição com o materialismo histórico? É a partir de 1924, quando lê História e consciência de classe, que o marxismo vai gradualmente se tornar um elemento-chave da concepção da história. Em 1929, Benjamin se refere ainda ao ensaio de Lukacs como um dos raros livros que permanecem vivos e actuais: “A obra mais acabada da literatura marxista. Sua singularidade se fundamenta na segurança com a qual apreendeu, de um lado a situação crítica da luta de classes na situação crítica da filosofia e, de outro, a revolução, a partir de agora concretamente madura, como a pré-condição absoluta, ou até mesmo a realização e a conclusão do conhecimento teórico” (2). Esse texto mostra qual é o aspecto do marxismo que mais interessa a Benjamin e vai aclarar com uma luz nova sua visão do processo histórico: a luta de classes. No entanto, o materialismo histórico não vai substituir suas intuições “anti-progressistas”, de inspiração romântica e messiânica; vai se articular com elas, ganhando, dessa maneira, uma qualidade crítica que o distingue radicalmente do marxismo “oficial” dominante na época. Tal articulação se manifesta pela primeira vez no livro Sens unique, escrito entre 1923 e 1926, onde se encontra, sob o título “Avertisseur d’incendie”, essa premonição histórica das ameaças do progresso: se o derrube da burguesia pelo proletariado “não se realiza antes de um momento quase calculável da evolução técnica e científica (indicado pela inflação e pela guerra química), tudo está perdido. É preciso cortar o pavio que queima antes que a faísca atinja a dinamite” (3). Contrariamente ao marxismo evolucionista vulgar, Benjamin não concebe a revolução como o resultado “natural” ou “inevitável” do progresso económico e técnico (ou da
“contradição entre forças e relações de produção”), mas como a interrupção de uma evolução histórica que conduz à catástrofe. É porque percebe esse perigo catastrófico que Benjamin invoca o pessimismo em seu artigo de 1929 sobre o surrealismo, um pessimismo revolucionário que não tem nada a ver com a resignação fatalista e ainda menos com o Kulturpessimismus alemão, conservador, reaccionário e pré-fascista (Carl Schmitt, Oswald Spengler, Moeller van der Bruck): o pessimismo aqui está a serviço da emancipação das classes oprimidas. A sua preocupação não é o “declínio” das elites ou da nação, mas as ameaças que o progresso técnico e económico promovido pelo capitalismo faz pesar sobre a humanidade. Nada parece mais ridículo aos olhos de Benjamin que o optimismo dos partidos burgueses e da social-democracia, cujo programa político não é outra coisa que “um mau poema de primavera”. Contra esse “optimismo sem consciência”, esse “optimismo de diletantes”, inspirado pela ideologia do progresso linear, ele descobre no pessimismo o ponto de convergência efectiva entre surrealismo e comunismo (4). É evidente que não se trata de um sentimento contemplativo, mas de um pessimismo activo, “organizado”, prático, inteiramente dedicado ao objectivo de impedir, por todos os meios possíveis, a chegada do pior. Perguntamo-nos a que pode se referir o conceito de pessimismo aplicado aos comunistas: a sua doutrina em 1928, celebrando os triunfos da construção do socialismo na URSS e a queda iminente do capitalismo, não é precisamente um belo exemplo de ilusão optimista? De facto, Benjamin tomou emprestado o conceito de “organização do pessimismo” de uma obra qualificada por ele como “excelente”, La révolution et les intellectuels (1926), do comunista dissidente Pierre Naville. Próximo dos surrealistas (tinha sido um dos redactores da revista La Révolution Surréaliste), Naville fizera naquele momento a opção do engajamento político no partido comunista francês e queria dividi-la com seus amigos. Ora, para Pierre Naville, o pessimismo, que constitui “a fonte do método revolucionário de Marx”, é o único meio de “escapar às nulidades e às desventuras de uma época de compromisso”. Recusando o “grosseiro optimismo” de um Herbert Spencer — a quem gratifica com o amável qualificativo de “cérebro monstruosamente diminuído” — ou de um Anatole France, cujas “infames brincadeiras” não suporta, conclui: “é preciso organizar
o pessimismo”, “a organização do pessimismo” é a única palavra de ordem que nos impede de enfraquecer (5). Torna-se inútil precisar que tal apologia apaixonada do pessimismo era muito pouco representativa da cultura política do comunismo francês na época. De fato, Pierre Naville seria logo excluído (1928) do partido: a lógica de seu anti-optimismo o conduzirá às fileiras da oposição comunista de esquerda (“trotskista”), da qual se tornará um dos principais dirigentes. A filosofia pessimista da história de Benjamin manifesta-se de maneira particularmente aguda na sua visão do futuro europeu: “Pessimismo em toda a linha. Sim, na verdade, e totalmente. Desconfiança quanto ao destino da literatura, desconfiança quanto ao destino da liberdade, desconfiança quanto ao destino do homem europeu, mas sobretudo desconfiança tripla diante de qualquer acomodação: entre as classes, entre os povos, entre os indivíduos. E confiança ilimitada apenas na I. G. Farben e no aperfeiçoamento pacífico da Luftwaffe” (6). Essa visão crítica permite a Benjamin perceber — intuitivamente, mas com uma estranha acuidade — as catástrofes que esperavam a Europa, perfeitamente resumidas na frase irónica sobre a “confiança ilimitada”. Evidentemente, mesmo ele, o mais pessimista de todos, não podia prever as destruições que a Luftwaffe iria infligir às cidades e populações civis europeias; e ainda menos imaginar que a I. G. Farben , passados apenas 12 anos, se destacaria pela fabricação do gás Ziklon B utilizado para “racionalizar” o genocídio, e que suas fábricas empregariam, na casa das centenas de milhares, a mão-de-obra de prisioneiros de campos de concentração. Entretanto, único entre os pensadores e dirigentes marxistas daqueles anos, Benjamin teve a premonição dos monstruosos desastres que podia engendrar a civilização industrial/burguesa em crise. É sobretudo no Livro das passagens parisienses e nos diferentes textos dos anos 193640 que Benjamin vai desenvolver sua visão da história, dissociando-se, de modo mais ou menos radical, das “ilusões de progresso” hegemónicas no seio do pensamento de esquerda alemã e europeia. Num artigo publicado em 1937 na célebre Zeitschrift für Sozialforschung, a revista da Escola de Frankfurt (já exilada nos Estados Unidos), dedicado ao historiador e coleccionador Eduard Fuchs, ele ataca o marxismo social-democrata, mistura de positivismo, evolucionismo darwinista e culto do progresso: “Ele não podia ver na evolução da técnica outra coisa a não ser o pro-
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gresso das ciências naturais e não a regressão social [...]. As energias que a técnica desenvolve para além desse limite são destrutivas. Colocam em primeira linha a técnica da guerra e sua preparação pela imprensa” (7). O objectivo de Benjamin é aprofundar e radicalizar a oposição entre o marxismo e as filosofias burguesas da história, aguçar seu potencial revolucionário e elevar-lhe o conteúdo crítico. É nesse espírito que define, de maneira decisiva, a ambição do projecto das Passagens parisienses: “Podemos considerar também como finalidade seguida metodologicamente neste trabalho a possibilidade de um materialismo histórico que tenha aniquilado (annihiliert) em si mesmo a ideia de progresso. É justamente se opondo aos hábitos do pensamento burguês que o materialismo histórico encontra suas fontes” (8). Tal programa não implicava qualquer “revisionismo”, mas, ao contrário, como Karl Korsch tentara fazer em seu próprio livro — uma das principais referências de Benjamin — um retorno ao próprio Marx. Benjamin estava consciente de que essa leitura do marxismo mergulhava suas raízes na crítica romântica da civilização industrial, mas estava convencido de que Marx também tinha se inspirado nessa fonte. Encontra um apoio para tal interpretação heterodoxa das origens do marxismo em Karl Marx (1938) de Korsch: “De modo muito acertado e não sem nos fazer pensar em Maistre e Bonald, Korsch diz o seguinte: ‘Assim, na teoria do movimento operário moderno, também, há uma parte da “desilusão” que, depois da grande Revolução francesa, foi proclamada pelos primeiros teóricos da contra-revolução e, em seguida, pelos românticos alemães e que, graças a Hegel, teve forte influência sobre Marx’” (9). A formulação mais espantosa e radical da nova filosofia da história — marxista e messiânica — de Walter Benjamin encontra-se, indubitavelmente, nas Thèses sur le concept d’histoire, de 1940, um dos documentos mais importantes do pensamento revolucionário desde as Teses sobre Feuerbach, de 1845. A exigência fundamental de Benjamin é escrever a história a contrapelo, ou seja, do ponto de vista dos vencidos — contra a tradição conformista do historicismo alemão cujos partidários entram sempre “em empatia com o vencedor” — Tese VII (10). É evidente que a palavra “vencedor” não faz referência a batalhas ou guerras habituais, mas à “guerra de classes”, na qual um dos campos, a classe dirigente, “não cessou de vencer” (Tese VII) os oprimidos — desde Spartacus, o gladiador rebelde, até o grupo Spartacus de Rosa de Luxemburgo, e desde o Imperium romano até o Tertium Imperium nazista. O historicismo identifica-se enfaticamente (Einfühlung) com as classes dominantes. Ele vê a história como uma sucessão gloriosa de altos fatos políticos e militares. Fazendo o elogio dos dirigentes e prestando-lhes homenagem, confere-lhes o estatuto de “herdeiros” da história passada. Em outros termos, participa — como essas pessoas que levantam a coroa passada. Noutros termos, participa — como essas pessoas que levantam a coroa de louros acima da cabeça do vencedor — de um “cortejo triunfal em que os senhores de hoje caminham por sobre o corpo dos vencidos” (Tese VII).
A crítica que Benjamin formula contra o historicismo inspira-se na filosofia marxista da história, mas tem também origem nietzschiana. Numa obra de juventude, Da utilidade e da inconveniência da história (citada na Tese XII), Nietzsche ridiculariza a “admiração nua pelo sucesso” dos historicistas, sua “idolatria do factual” (Götzerdienste des Tatsächlichen) e a tendência a se inclinarem diante da “pujança da história”. Já que o Diabo é o senhor do sucesso e do progresso, a verdadeira virtude consiste em insurgir-se contra a tirania da realidade e nadar contra a corrente histórica. Existe uma ligação evidente entre esse panfleto de Nietzsche e a exortação de Benjamin para escrever a história gegen den Strich. No entanto, as diferenças não são menos importantes: enquanto a crítica nietzschiana ao historicismo se faz em nome da “Vida” ou do “Indivíduo heróico”, a de Benjamin fala em nome
dos vencidos. Na sua condição de marxista, ele situa-se no lado oposto ao elitismo aristocrático de Nietzsche e escolhe identificar-se com os “malditos da Terra”, os que jazem sob as rodas desses carros majestosos e magníficos chamados Civilização ou Progresso. Rejeitando o culto moderno da Deusa Progresso, Benjamin coloca no centro de sua filosofia da história o conceito de catástrofe. Numa das notas preparatórias às Teses de 1940, observa: “A catástrofe é o progresso, o progresso é a catástrofe. A catástrofe é o contínuo da história” (11). A assimilação de progresso e catástrofe tem, antes de mais nada, uma significação histórica: do ponto de vista dos vencidos, o passado não é senão uma série interminável de derrotas catastróficas. A revolta dos escravos, a guerra dos camponeses, Junho de 1848, a Comuna de Paris e o
levantamento berlinense de Janeiro de 1919 são exemplos que aparecem frequentemente nos escritos de Benjamin, para quem “esse inimigo não parou de vencer” (Tese VI). Essa equação, no entanto, tem também uma significação eminentemente actual, porque, “nesta hora, o inimigo ainda não parou de triunfar” (Tese VI, tradução para o francês do próprio Benjamin): a derrota da Espanha republicana, o pacto Molotov-Ribbentrop, a vitoriosa invasão nazista na Europa. O fascismo ocupa, evidentemente, um lugar central na reflexão histórica de Benjamin nas Teses. Para ele, não é um acidente da história, um “estado de excepção”, qualquer coisa impossível no século XX, um absurdo do ponto de vista do progresso: rejeitando tal tipo de ilusão, Benjamin reclama “uma teoria da história a partir da qual o fascismo possa ser percebido” (12), ou seja, uma teoria que compreenda que as irracionalidades do fascismo são apenas o avesso da racionalidade instrumental moderna. O fascismo leva às últimas consequências a combinação tipicamente moderna de progresso técnico e regressão social. Enquanto Marx e Engels tinham tido, segundo Benjamin, “a intuição fulgurante” da barbárie por vir, no seu prognóstico sobre a evolução do capitalismo (13), os seus epígonos do século XX foram incapazes de compreender uma barbárie moderna e, portanto, de resistir eficazmente a ela — barbárie industrial, dinâmica, instalada no coração mesmo do progresso técnico e científico. Procurando as raízes, os fundamentos metodológicos de tal incompreensão catastrófica, que contribuiu para a derrota do movimento operário alemão em 1913, Benjamin ataca a ideologia do progresso em todos os seus componentes: o evolucionismo darwinista, o determinismo de tipo científico-natural, o optimismo cego — dogma da vitória “inevitável” do partido — e a convicção de “nadar no sentido da corrente” (o desenvolvimento técnico). Numa palavra, a crença confortável em um progresso automático, contínuo, infinito, fundado na acumulação quantitativa, no desenvolvimento das forças produtivas e no crescimento da dominação sobre a natureza. Ele crê descobrir por detrás de tais manifestações múltiplas um fio condutor que submete a uma crítica radical: a concepção homogénea, vazia e mecânica (como um movimento de relojoaria) do tempo histórico. Contra essa visão linear e quantitativa,
Benjamin opõe uma percepção qualitativa da temporalidade, fundada, de um lado, na rememoração, de outro na ruptura messiânica/revolucionária da continuidade. A revolução é o “correspondente” (no sentido baudelairiano da palavra) profano da interrupção messiânica da história, da parada messiânica do devir”(Tese XVII): as classes revolucionárias, escreve na Tese XV, estão conscientes, no momento da acção, de “romper o contínuo da história”. A interrupção revolucionária é, portanto, a resposta de Benjamin às ameaças que faz pesar sobre a espécie humana a perseguição da tempestade maléfica chamada “Progresso”, uma tempestade que acumula ruínas e prepara catástrofes novas (Tese XII). Corria o ano 1940, um pouco antes de Auschwitz e Hiroshima... Para Habermas, existe uma contradição entre a filosofia da história de Benjamin e o materialismo histórico. O erro de Benjamin foi, segundo ele, ter querido impor — “como um capuz de monge sobre a cabeça” — ao materialismo histórico de Marx, “que leva em conta progressos não somente no campo das forças produtivas, mas também da dominação”, “uma concepção histórica anti-evolucionista” (14). Na realidade, uma interpretação dialéctica e não evolucionista da história, levando em conta ao mesmo tempo os progressos e as regressões — como fizeram Benjamin e seus amigos da Escola de Frankfurt — pode fundamentar-se em vários escritos de Marx. No entanto, é verdade que ela entra em conflito com as interpretações dominantes do materialismo histórico, desenvolvidas no curso do século XX. O que Habermas pensa ser um erro é precisamente a fonte do valor singular da filosofia benjaminiana da história e sua capacidade de compreender um século caracterizado pela imbricação estreita entre a modernidade e a barbárie. Notas: 1. Benjamin, W. “La Vie des Étudiantes” (1915), em Mythe et violence (Paris: Lettres Nouvelles, 1971), p. 37. 2. Idem, Gesammelte Schriften (Frankfurt: Suhrkamp Verlag, 1980), III, p. 171. 3. Idem, Sens unique (Paris: Lettres Nouvelles/ Maurice Nadeau, 1978), pp. 205-6. 7 4. Idem, “Le Surréalisme. Le Dernier Instantané de l’Intelligence Européenne”, Mythe et violence, p. 312. 5. Naville, Pierre, La révolution et les intellectuels (Paris: Gallimard, 1965), pp. 76-7, 110-17. 6. Benjamin, W., “Le Surréalisme”, p. 312. 7. Idem, Gesammelte Schriften, III, p. 474. 8. Idem, “Passagenwerk” em Gesammelte Schriften, V, p. 574. 9. Ibid., p. 820. 10. As citações das “Thèses sur la Philosophie de l’Histoire” foram, na maioria das vezes, tiradas da tradução de Maurice de Gandillac em Poésie et révolution (Paris: Lettres Nouvelles, 1971). 11. Benjamin, W. Gesammelte Schriften, I, 3, p. 1244 (notas preparatórias para as Teses). 12. Idem, Gesammelte Schriften, I, 3, p. 1244 (notas preparatórias). 13. Idem, Gesammelte Schriften, II, 2, p. 488. 14. Habermas, J. “L’actualité de W. Benjamin. La critique: Prise de Conscience ou Préservation”, Revue d’Esthétique nº 1, p. 121, (1981).
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luz de inverno
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Boi Luxo
LARS VON TRIER E NYMPHOMANIAC I E II
Joe: O amor é apenas luxúria com o acrescento do ciúme.
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que quer que se pense sobre Lars von Trier uma coisa é inegável: o dinamarquês faz muito boa companhia. Nunca se sabe bem o que vai dizer, o que é uma qualidade cada vez mais difícil de encontrar e cada vez mais difícil de apreciar. Estou aqui enfiado no seu último filme e não me arrependo da escolha de palavras, porque é mesmo enfiado que estou. Acho que para um filme de Lars von Trier (pelo menos para este) não nos encaminhamos pelo nosso próprio pé mas, antes, caímos num poço onde está a ser projectado o filme, não sei bem como, nas suas paredes húmidas e cheias de viscosidades. Esta já é uma enorme vantagem, a de assistirmos a algo sem o planear e sem encontros com ninguém. Uma pessoa vai na rua e de repente encontra uma mulher ferida deitada no chão de uma rua estreita, suja e escura. Não é isto que nós sempre desejámos? Voltar para casa num dia frio e ver uma mulher ferida, deitada no chão de uma rua suja, estreita e escura? Os nossos desejos cumprem-se de um modo ainda mais intenso se essa mulher nos quiser contar os seus segredos. Não é fácil recusar ouvir o que tem para nos dizer uma mulher assim neste estado quase desumano, com a cara ensanguentada e com dificuldade em andar. Que não se leia nisto nenhuma expressão de um desejo côncavo, vaginal ou uterino, apenas o deleite do deslize pelos segredos de uma desconhecida e
de estar com poucas pessoas ao mesmo tempo. Em Antichrist (2009) há muito poucas pessoas (apenas duas personagens, para além da criança que morre logo de início) e em Nymphomaniac também. No centro deste último existem apenas duas, as outras não são reais mas apenas contadas. Estas não são pessoas que nós encontramos na rua, em qualquer tipo de rua. Quase tudo aqui é contado como se fosse uma história, lembrando The Element of Crime (1984) mas não muito. O embalo é este, o de tudo ser contado, oralmente, e de nos deixarmos ir neste desejo que é um pouco policial e um pouco mórbido, mas também, estranhamente, reconfortante e caloroso. Admitir que se gosta muito da envolvência que os filmes de von Trier proporcionam é, para além de uma distinção, motivo de suspeita para alguns – outro tipo de distinção mais difícil de se alcançar mas de maior preço. A ninfomaníaca do filme, Joe, avisa no início da sua história que esta será longa e difícil de entender.* O homem que a escuta, Seligman, aceita as suas condições. Ao longo do conto este introduz algumas experiências próprias e constantemente intelectualiza o discurso cru e brutal da mulher que se lhe expõe. A dicotomia que se cria no discurso, entre uma intelectualização livresca e estéril e um brutal saber de experiência feito, é a linha dorsal do filme. Por exemplo: quando ela conta o episódio da perda da sua virgindade, lembra que o homem que a desflorou lhe deu apenas 3 estocadas vaginais e 5 estocadas anais – 3 + 5, e que estes números continuaram a ter um significado
desconfortável durante toda a sua vida. Seligman, o homem que a recolhe em casa, acrescenta que estes são números Fibonacci e continua explicando em que consistem. Este é também muito o conto dele e, aos poucos, a nossa atenção não pode deixar de se centrar nele. Antichrist, por sua vez, pode também ser apreciado como se se tratasse de um longo diálogo. Pode até imaginar-se, sem grande esforço, que este facilmente sobreviveria (mas seria um objecto completamente diferente, sem a presença directa de uma das figuras centrais do filme – a floresta) em forma puramente teatral. Como seria de esperar, o conto torna-se extremamente sedutor e envolvente, tanto na sua parte escandalosa e sexual, que se acentua mais na segunda parte, como no cada vez mais insistente conto intelectual e árido de Seligman. Joe tenta convencer Seligman da sua intrínseca maldade (Antichrist é sobre a maldade satânica das mulheres), demonstrando-lhe como usou inúmeras vezes o seu poder feminino para causar dor e dano nos outros. O atento ouvinte, culto, identifica em várias ocorrências da história de Joe, como se se tratasse de uma justificação, vários indícios satânicos em sequências de números, no tema do filho sorridente, no trítono (intervalo musical), etc. Em análise está a força da sexualidade e a solidão que, sentida a um nível radical, aquela pode causar. Em frente desta explosão física está, paciente e porventura cada vez mais vacilante, a intelectualidade árida, virginal e assexual de Seligman. O seu nome, de origem judaica, significa homem feliz, algo que ele não é. Aquilo que ele esconde demonstra-se em constante confronto com aquilo que Joe,
a mulher ninfomaníaca, constantemente exibe – a sua sexualidade extrema. A intenção exibicionista é uma força capital em Nymphomaniac. Todo este contar e mostrar é, como acontece sempre nos filmes de Von Trier, imensamente cinematográfico, real, fantástico e filmicamente muito informado, pleno da desonestidade própria do cinema. Lars von Trier continua, neste filme, a sua faculdade em fazer-nos suspeitar essa desonestidade ao mesmo tempo que nos obriga a aceitá-la. São poucos os autores por que nos deixamos abandonar ao seu engano sem protestar. Este processo é particularmente doce em Melancholia (2011) o segundo filme deste triângulo. Que outro realizador contemporâneo conseguiria continuar a usar excertos do Orgelbüchlein e de Tristão e Isolda sem causar um sorriso condescendente? Ver os filmes de von Trier implica sempre, e especialmente agora que a sua carreira já é longa, um pacto com o realizador, um pacto em que todos ficam a ganhar. * Informe-se que esta instalação se refere à chamada versão internacional, e não à versão longa que estreou na Dinamarca em Setembro passado e que acrescenta àquela mais 84 minutos. Começam a adensar-se aqui algumas associações: seria muito pertinente ver todos estes retratos femininos de von Trier - na sua coloração diabólica, assim como no confronto entre o intelectual masculino e a sensualidade brutal feminina - em conjunto com o último filme/peça de Polanski, o extremamente envolvente Venus in Fur. As referências a Tarkovski são inúmeras, especialmente a The Mirror/Zerkalo, aqui considerado nestas páginas o filme mais belo de sempre. Estas dão-se, contudo, mais a nível da composição da imagem que da construção do “texto”.
DESPORTO
hoje macau terça-feira 7.10.2014
SÉRGIO FONSECA info@hojemacau.com.mo
O
Campeonato do Mundo FIA de Carros de Turismo (WTCC) começou no passado fim-de-semana a sua digressão asiática, visitando Pequim pela primeira vez, numa jornada que se revelou difícil para os dois pilotos lusófonos. Após ter dominado a seu bel-prazer as três sessões de treinos de sábado, isto porque o material do WTCC chegou atrasado ao circuito de Goldenport e impediu que se realizassem quaisquer sessões na sexta-feira, Tiago Monteiro teve um domingo para esquecer. O piloto luso da equipa oficial da Honda não foi além da 11ª posição na qualificação entre vinte e um concorrentes, fruto de problemas com a aderência dos pneus. Resultado que viria a condicionar as duas corridas, com Monteiro a ser forçado ao abandono na primeira, após um toque com um adversário, e a cruzar a segunda na 13ª posição. “No início estávamos com uma performance notável e nada disto espelha o trabalho que fizemos. Agora resta-nos quatro dias para perceber o que aconteceu e enfrentar nova jornada”, disse o portuense, confiante que no próximo fim-de-semana em Xangai tudo será
WTCC COMEÇOU A DIGRESSÃO ASIÁTICA EM PEQUIM
Domingo difícil para duo lusófono russo num campeonato do mundo FIA. O campeonato é liderado por três Citroen, com o argentino José Mária López a seguir destacado na frente dos franceses Yvan Muller e Sébastien Loeb.
SOUZA FAZ AS TRÊS QUE FALTAM
diferente. Ele, que ocupa o quarto posto na classificação de pilotos. Também a estrear-se no circuito da capital chinesa e este ano no WTCC esteve o macaense Filipe Clemente de Souza. O piloto de matriz portuguesa usou esta prova para se adaptar ao até aqui desconhecido BMW 320TC, da categoria TC2 (para viaturas da
A
selecção nacional concentrou-se esta segunda-feira na Praia d’El Rey. Os jogadores apresentaram-se até às 13 horas para dar início à preparação dos encontros com a França (particular) e a Dinamarca (apuramento para o Euro-2016). O primeiro treino da era Fernando Santos realizou-se às 17 horas e foi aberto apenas para a comunicação social. Destaque para os regressos de Ricardo Carvalho (Mónaco), Danny (Zenit) e Tiago (At. Madrid), que, por motivos diferentes, não faziam parte das escolhas de Paulo Bento, e para as estreias de José Fonte (Southampton), João Mário (Sporting) e Ivo Pinto (Dínamo Zagreb).
LUSA
O médio Enzo Pérez, o extremo Gaitán e o avançado Lima estão lesionados, mas os problemas não aparentam implicar uma longa paragem, segundo diz A BOLA. Enzo Pérez ficou de fora da partida frente ao Arouca por causa da partida frente ao Leverkusen. Gaitán e Lima apenas actuaram durante a primeira parte da partida frente ao Arouca.
O português João Sousa, 49.º da hierarquia mundial, foi ontem afastado do torneio de ténis de Xangai, ao perder na primeira ronda com o argentino Juan Monaco, 82.º da classificação, por 6-2 e 7-6 (7/4). Num encontro que durou 1:34.46 horas, João Sousa foi derrotado no primeiro parcial por 6-2 , apesar de ter conseguido forçar um “tie-break” no segundo, acabou por não evitar a eliminação frente a Monaco, que beneficiou de um “wild-card”. Na semana passada, João Sousa foi afastado na segunda ronda do torneio de Pequim pelo croata Marin Cilic, nono da hierarquia.
geração anterior) da equipa Liqui Moly Team Engstler. Em Pequim, apenas marcaram presença quatro carros da categoria TC2, e Souza, que foi o último na qualificação por ter sido o único a não efectuar um registo cronometrado, não desperdiçou a oportunidade para obter um pódio à classe na primeira corrida.
Contudo, na segunda contenda, o BMW com a bandeira da RAEM no tejadilho ficou pelo caminho. A primeira corrida no sinuoso traçado de Gondenport foi ganha pelo Chevrolet Cruze TC1 de Tom Chilton e a segunda pelo LADA Granta de Rob Huff, tendo sido este o primeiro triunfo da história do construtor automóvel
Selecção Arranca a era Fernando Santos
Benfica Enzo Pérez, Gaitán e Lima lesionados
Ténis João Sousa afastado na primeira ronda em Xangai
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Portugal vai trabalhar em Óbidos até sexta-feira, dia em que viaja para Paris. No sábado, a equipa das quinas defronta a França. A partida está marcada para as 19h45, no Stade de France. No domingo há treino e conferência em território francês. Na segunda-feira Portugal parte para Copenhaga, onde defronta a Dinamarca na terça-feira (19h45), em jogo do Grupo I da qualificação para Europeu - Fernando Santos não poderá estar no banco, devido ao castigo de oito jogos imposto pela FIFA. Este será o segundo encontro de apuramento para o Campeonato Europeu. No primeiro Portugal perdeu com a Albânia (0-1).
Depois de ter disputado o ano passado o Troféu Asiático do WTCC, Souza irá participar neste final de ano nas provas de Xangai, no próximo fim-de-semana, de Suzuka (Japão) e Macau, ao volante deste BMW 320TC da equipa de Franz Engstler. Clemente de Souza é um experiente piloto de carros de turismo de Macau, tendo participado na Corrida da Guia por diversas ocasiões. Entretanto, a equipa de Franz Engstler confirmou também a presença do veterano Mak Ka Lok, outro piloto habitual das corridas de carros de turismo da RAEM, num terceiro BMW 320TC da classe TC2 nas duas corridas que fazem parte do programa do 61º Grande Prémio de Macau.
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HM - 1ª vez - 7.10.14
Habilitação (Apenso)
ANÚNCIO nº CV1-14-0009-CPE-A
1º Juízo Cível
REQUERENTE: KOUK MUI, viúva, de nacionalidade chinesa, portadora do B.I.R.M., residente em Macau, na Alameda da Tranquilidade, no 228, Edf. Jardim Hoi Keng, Bloco I, 13.º andar A. REQUERIDOS: (1) CHAN IAU THAI, masculino, maior, portador do B.I.R.H.K., residente em Hong Kong “長洲東來苑6B號2樓”; (2) CHAN TAI SHING, masculino, maior, com última residência conhecida em Hong Kong nº 1-A, Sam Pak Che Street, Cheong Chau; (3) CHAN WAH CHO, masculino, maior, portador do B.I.R.H.K., residente em Hong Kong “新界長洲新北街1A號 2 樓 F” ; (4) Herdeiros incertos do falecido CHAN KWONG TIM; (5) Herdeiros incertos do falecido CHAN KWONG LING. *** FAZ-SE SABER que pelo 1º Juizo do Tribunal Judicial de Base da R.A.E.M., correm éditos de TRINTA DIAS contados a partir da 2ª e última publicação deste anúncio, citando 2º requerido CHAN TAI SHING, 4º requerido herdeiros incertos do falecido CHAN KWONG TIM e 5º requerido herdeiros incertos do falecido CHAN KWONG LING, supra identificados, para no prazo de DEZ DIAS, findo o dos éditos, deduzir oposição à presente habilitação, nos termos dos artigos 301.º e 302.º do Código de Processo Civil, com advertência de que a falta de contestação não importa a confissão dos factos articulados pelo/a requerente, e ainda que é obrigatória a constituição de advogado (nos termos do artigo 74.º do C.P.C.), caso contestem, tudo como melhor consta do requerimento inicial, cujos duplicados se encontram nesta Secretaria à disposição. Mais fica citado de que deve fornecer a identificação e o endereço de contacto de outros herdeiros, caso se tenha.
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( F ) UTILIDADES
TEMPO
POUCO
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30
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HUM
45-75%
•
EURO
LÍNGUA DE gATO
10.0
BAHT
Cineteatro
0.2
YUAN
1.3
CINEMA
DRACULA UNTOLD
Pu Yi
SALA 3
Um filme de: Gary Shore Com: Luke Evans, Dominic Cooper, Sarah Gadon, Charles Dance 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Um filme de: James Wan Com: Annabelle Wallis Ward Horton 14.15, 16.00, 17.45, 21.30
DRACULA UNTOLD [C]
Viagens Como sou um gato, nunca vou voar muito longe, nem viajar muito. Fico sempre por aqui a sonhar. Mas também, acho que trabalhar não é assim tão mau como muitos outros pensam. Trabalhar pode dar-nos um sentimento de orgulho, algo que nos indica que podemos e conseguimos sobreviver neste mundo sem a ajuda da família ou com a ajuda da simpatia dos outros. Ter férias é apenas uma recompensa para trabalho duro e eu sou um gato trabalhador. Mas, se preferirem, vejamos as coisas assim: viajar também é um motivo para trabalhar muito. Se não trabalharmos, não há férias e acho que a vida assim não tem muitos objectivos. Não concordo com aqueles que, quando falam sobre viagens, dizem que apenas se gasta dinheiro. Para mim, as viagens podem alargar a visão das pessoas (e animais!), a nossa mente expande. Tudo isso ajuda a aperfeiçoar o ser humano, acreditem, e não pode ser substituído por leituras, ginásios ou convívio com os amigos. Viajar já é uma outra coisa, de um outro nível. E o Outono é o tempo ideal para isso. Acredito que podemos ver as paisagens mais giras em alguns sítios nesta época. Já estou a imaginar, ou sonhar, outra vez. Adoro o seco ao acordar no Outono, com a luz do sol ainda a brilhar fora da janela. Miau!
SALA 1
SALA 2
THE MAZE RUNNER [B]
Um filme de: Wes Ball Com: Dylan O’Brien, Kaya Scodelario 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
ANNABELLE [C]
THE BOXTROLLS [A] FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Graham Annable Anthony Stacchi 19.30
ACONTECEU HOJE
7 DE OUTUBRO
Morre Edgar Allan Poe, o inventor da ficção policial
U M D I S C O H O J E “BORN TO DIE” (LANA DEL REY, 2012) Com uma voz inconfundivelmente sexy, Lana del Rey é o tipo de menina rebelde que transcreve, nas músicas que faz, o melodrama das nossas vidas. Com “Born to Die”, que antecede ao novo álbum lançado este ano, Lana del Rey traz músicas como ‘Blue Jeans’, ‘National Anthem’ e ‘Radio’, entre tantas outras que soam tão bem. - Joana Freitas
• Autor, poeta, editor e crítico literário, Edgar Allan Poe é um dos grandes nomes da literatura mundial. Fez parte do movimento romântico norte-americano, foi pioneiro na ficção científica literária e na ficção policial. Morreu a 7 de Outubro de 1849. Edgar Allan Poe nasceu em Boston, no dia 19 de Janeiro de 1809. A sua infância foi difícil, depois de ter sido abandonado pelo pai e em virtude da morte da mãe. Viria a ser adoptado e deu seguimento à sua formação académica, interrompida logo no início do curso superior, na Universidade da Virgínia, por falta de dinheiro. Serviu as forças armadas norte-americanas, durante dois anos, até ser dispensado. Logo a seguir entra na área da escrita, com a publicação, em 1827, de uma colecção anónima de poemas, chamada ‘Tamerlane and Other Poems’. Tornou-se conhecido pelas suas histórias entre o misterioso e o macabro. Ao contrário da maioria dos autores de contos de terror, Poe, cujos contos eram narrados na primeira pessoa, utilizou uma espécie de terror psicológico nas suas obras, onde as personagens viajam entre lucidez e loucura. No dia 3 de Outubro de 1849, Poe é encontrado nas ruas de Baltimore, num estado de delírio. Foi transportado para o Washington College Hospital, onde viria a morrer quatro dias depois, a 7 de Outubro de 1849.
fonte da inveja
O silêncio é uma bela fantasia.
João Corvo
DIÁRIO DE BORDO
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POR CARLOS MORAIS JOSÉ
ontem macau
“No próximo mandato de Chui Sai On algo vai passar-se, mas claro que não com a mesma dimensão de Hong Kong”
mauspensamentos Amiúde me pergunto e descrente me detenho. Oiço perto o balido do rebanho mas raro o vejo passar. Será que existe, que é triste e perguntador, como escrevem nas lendas? Mas a pergunta não passa. Invoca. Rumina. Cava. E do rebanho um balido vai garantindo presença, mas na descrença me tenho. Procuro. Investigo. Devasso. Onde andará o rebanho cujo balido me apoquenta mas a presença me escapa. Sinto-lhe – é certo – o cheiro, um odor inconfundível. Já vê-lo é impossível. Curvo ruas, passo praças, auríferas avenidas. Nada. Nem sombra, nem uma mera pista, um indício ou um botão. Só a cidade vazia, espelhada na baía, regular, proporcionada, sem rebanho que se visse. Só o balido persiste e amiúde me pergunto e descrente me detenho: onde andará o rebanho?
ENCAVACADO Passos Coelho parece claramente encavacado com a familariedade de José Maria Ricciardi, da família Espírito Santo, passado domingo, no Fórum Empresarial do Algarve. O banqueiro olha de cima o primeiro-ministro, que consegue evitar o comprometedor abraço.
LARRY SOU • ACADÉMICO
“Face a Macau, não acredito [que algo semelhantea HK vá acontecer], porque as pessoas são mais subtis e mais caladas”
horah
NANCY WONG • RESIDENTE DE MACAU
“Tanto a queda de receitas de Jogo, como o aumento de visitantes provam, por um lado, o sucesso da estratégia do Governo em dinamizar os sectores de turismo com os serviços prestados pelo sector de Jogo e, por outro, reflectem o aproveitamento das receitas por parte das operadores no desenvolvimento de instalações turísticas” FRANCIS TAM • SECRETÁRIO PARA A ECONOMIA E FINANÇAS
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“Fora da escola, é fácil que os alunos sejam atraídos para o consumo de outros alimentos menos saudáveis e não fazem tantos exercícios. Portanto, a educação cognitiva é muito importante” Wong, médico da Escola da Sagrada Família, P.2
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édito
Pobre não pódi A MUITO desejada lei que proíbe fumar nos casinos entrou em vigor e o Governo garante que será implementada com severidade. E tal é bastante crível. Senão vejamos. Se atentarmos bem à acção do Executivo, nomeadamente dos Serviços de Saúde, concluiremos com facilidade que o combate contra o esfumaçante vício foi levado muito a sério. Desde a quantidade de fiscais disponibilizados, a que corresponde uma assombrosa proliferação de multas, passando pela submissão dos espaços aos autocolantes interditantes, raramente uma campanha de saúde pública teve uma dimensão destas em Macau. O Governo deve ter entendido que se trata de algo fundamental, muito mais relevante que a fiscalização dos alimentos, as campanhas de trânsito, de civismo ou o comportamento criminoso dos taxistas. O safari ao tabaco tornou-se na mais visível acção do Executivo na última década. Os fumadores perderam espaços e direitos, compreenderam a nova situação e adaptaram-se. Faltavam, contudo, os casinos, uma lacuna que ontem ficou preenchida. Totalmente preenchida? Não: nas salas VIP os clientes podem continuar a mitigar a ansiedade da jogada, a expectativa da sorte, com uma aspiração de fumo de tabaco. O isqueiro Dupont brilhará sobre a mesa, invocará os deuses benfazejos. Porém, cá em baixo, o povoléu aguentará estoicamente o aguilhão do vício, acicatado pela jogatina. Depois, fumará na jaula, caridosamente proporcionada. É a vida: rico pódi, pobre não pódi.
hoje macau terça-feira 7.10.2014
‘FERRY’ SUL-COREANO NAUFRAGOU POR SOBRECARGA E INCOMPETÊNCIA
Desequilíbrio fatal Ao fim de cinco meses de investigação surge finalmente um relatório que indica as causas da tragédia que fez mais de 300 mortos
A
sobrecarga, a incompetência da tripulação e obras de redimensionamento ilegais levaram ao desastre do ‘ferry’ sul-coreano Sewol em Abril, que causou mais de 300 mortes, na maioria estudantes, segundo um relatório divulgado ontem pela procuradoria. O relatório adianta que a inadequada resposta inicial dos guarda-costeiros também explica o pesado balanço do naufrágio, ao largo da ponta sul da península coreana. De acordo com os resultados de cinco meses de investigação, o navio
O prémio Nobel da Medicina de 2014 foi atribuído esta segunda-feira ao norte-americano John O’Keefe e ao casal norueguês May-Britt e Edvard Moser, anunciou o comité do Nobel no Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia. O comité Nobel atribuiu o prémio a estes cientistas pela sua «descoberta de células que constituem um sistema de posicionamento no cérebro». «Ainda estou em choque. Isto é tão fantástico», disse May-Britt Moser, assim que soube do prémio. Metade do prémio foi para John O’Keefe e a outra metade conjuntamente para o casal norueguês pela descoberta de células e circuitos neuronais que constituem um sistema de posicionamento no cérebro – um “GPS mental”.
estava sobrecarregado e não tinha lastro suficiente para o seu equilíbrio.
O TRIPLO DA CARGA
Na altura do desastre, o ‘ferry’ transportava 3.606 toneladas de carga e de veículos, três vezes o máximo recomendado, e a construção em 2012 de mais cabinas prejudicou a estabilidade do navio. Confrontada com uma forte corrente, a tripulação quis mudar o rumo do navio bruscamente. A “incompetência do timoneiro” levou a que a carga se concentrasse num dos lados do navio e que este naufragasse. “O capitão não estava na sala de controlo e deixou o timoneiro no leme. A sua negligência é parcialmente responsável” pelo naufrágio, refere o relatório.
FALAM OS ACUSADOS
O julgamento da tripulação iniciou-se a 10 de Junho em Gwangju, a 265 quilómetros a sul de Seul. O capitão do Sewol, Lee Joon-Seok, que deve falar pela primeira vez sobre o desastre esta terça-feira, e três oficiais
3.606
toneladas de carga e de veículos transportadas pelo ferry na altura do acidente
acusados de homicídio por negligência arriscam a pena de morte. Os outros 11 tripulantes sobreviventes – alguns morreram afogados – respondem por acusações menos pesadas. Além de terem abandonado o ‘ferry’ com centenas de pessoas a bordo, a tripulação é acusada de ter ordenado aos passageiros que não saíssem dos seus lugares, mesmo quando o navio já se estava a afundar.
Residente em prisão preventiva por tráfico de droga
U
MA mulher local de apelido Chu, com 44 anos, está em prisão preventiva depois do Ministério Público a ter acusado de tráfico de estupefacientes. Um homem filipino, de 46 anos, foi também apanhado, mas ficou apenas sujeito a apresentação periódica às autoridades.
De acordo com dados disponibilizados pelo MP, a 13 de Agosto, Chu foi interceptada pela polícia na zona de habitação social em Seac Pai Van com 107 gramas de ice e utensílios para consumo e tráfico. Mais tarde, numa residência foi encontrado o homem
filipino, namorado de Chu, que tinha em sua posse 13 gramas de droga. Segundo confessou, o produto era para consumo próprio. Chu confessou consumir a droga há um ano e desde Maio deste ano que a comprava em Zhuhai para vender em Macau. Chu foi levada de
BRONZE EM HONG KONG
imediato para o Estabelecimento Prisional de Macau onde aguarda julgamento, sendo que o homem filipino está apenas sujeito a medida de apresentação periódica às autoridades. O caso foi devolvido à polícia para mais investigação.
cartoon
por Stephff
• A equipa de Barco-Dragão do HM conquistou dois terceiros lugares nas provas de Golden Cup do Mixed Championships, e na Silver Cup do Inter-Co Championships do Concurso Nacional Barco-Dragão em Shau Kei Wan, Hong Kong, no dia 1 de Outubro.
Nobel da Medicina para um norte-americano e dois noruegueses
FIA Estado de saúde de Jules Bianchi é “crítico, mas estável”
O estado de saúde do piloto francês Jules Bianchi “é crítico, mas estável”, indicou ontem um porta-voz da FIA, em frente ao hospital de Yokkaichi e a pedido dos pais do corredor. “Entendam bem, é muito, muito grave”, acrescentou Matteo Bonciani, porta-voz da FIA, que é amigo pessoal de Bianchi e se mostrou muito emocionado na curta declaração que fez aos jornalistas.Bonciani fez o comunicado a pedido dos pais do piloto de Fórmula 1, por estes “não se sentirem capazes de falar à imprensa”. Os pais do piloto, que sofreu no domingo um acidente grave no decorrer do Grande Prémio do Japão, chegaram ao início da noite ao Japão. Philippe e Christine Bianchi irão encontrar-se na terça-feira de manhã com a equipa médica que se ocupa do seu filho, de 25 anos, piloto da Marussia desde 2013.
Cachemira Índia acusa Paquistão de matar cinco civis e ferir outros 29
Índia acusou o Paquistão de matar cinco civis e ferir outros 29 depois de abrir fogo “sem provocação” com pistolas e artilharia ao longo da fronteira da região de Cachemira, revelaram fontes oficiais. As forças paquistanesas começaram a disparar através da linha de controlo, a fronteira de facto, que separa ambos os países pouco depois da meia-noite local nos sectores de Arnia e Pura, disse uma fonte policial anónima citada pela agência local IANS. Entre os mortos estão duas mulheres e uma criança e a maioria dos feridos são civis, acrescentaram as fontes. “É uma das violações mais graves do cessar-fogo. Soldados paquistaneses dispararam indiscriminadamente contra posições indianas no sector de Arnia durante a noite”, explicou a fonte ao salientar que os soldados utilizaram armas automáticas. O Paquistão, por sua vez, acusou a Índia de abrir fogo “sem provocação” na linha de controlo, refere um comunicado do Exército paquistanês.
DE VOLTA