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Hoje Macau 7 JAN 2015 #3246

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Director carlos morais josé

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Economia Lionel Leong promete acção 5

O novo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura não tem medo de traçar objectivos, nem da vastidão da sua pasta. Garante que tem experiência das áreas que agora tutela e promete mudanças rápidas e significativas. Para além disso, quer ver Macau como o grande centro de formação da Ásia em Língua Portuguesa.

Washington Bandeira de Taiwan irrita Pequim pub

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gonçalo lobo pinheiro

Agência Comercial Pico • 28721006

“Na minha pasta não há lua de mel”

Ócios & Negócios A loja onde há (quase) tudo

china Página

q u a r TA - f e i r a 7 d e j a n e i r o d e 2 0 1 5 • ANO X V • N º 3 2 4 6

hojemacau Alexis Tam Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura

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entrevista

hoje macau quarta-feira 7.1.2015

kelsey wilhelm

Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, promete grandes mudanças nas suas áreas

“Dentro de cinco anos, o sistema de Saúde vai ser diferente”

A megapasta não lhe faz impressão porque se trata de um regresso ao passado. Alexis Tam parece incarnar a vontade deste novo Executivo: solucionar os problemas da população e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

Ficou com uma das pastas mais difíceis do Governo, nomeadamente no número de tutelas. Por que aceitou este desafio? Para mim é uma honra. Quem me convidou para ficar com esta pasta foi o Chefe do Executivo. As pessoas dizem que esta pasta é muito difícil. Muito difícil e muito variada, mas eu já a conhecia, porque há 15 anos comecei a trabalhar para Chui Sai On e, na altura, ele era Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura e convidou-me para ficar como Chefe de Gabinete. Comecei por aí. Na altura, também foi bastante difícil devido à transferência de soberania, porque comecei a trabalhar ainda antes de 1999. Montei o gabinete do Secretário. Para mim, na altura, era ainda mais

difícil, porque não tínhamos nada e, no tempo da administração portuguesa, havia mais Secretários. Depois da transferência, o número foi reduzido para cinco e o Chefe [do Executivo] ficou com esta pasta, que já era a mais difícil. Mas, como trabalhei para ele – dez anos na área [dos Assuntos Sociais e Cultura] e cinco anos como chefe do Gabinete do Chefe do Executivo –, posso dizer que conheço bastante bem esta pasta. Ajudei o Chefe [do Executivo] a montar esta área e, a partir daí, ganhei experiência. Posso dizer que não sinto dificuldade. Sei que são muitas coisas, mas com a nossa equipa e como conheço as matérias há 15 anos, penso que não será tão difícil como as pessoas pensam. Já tem então os diagnósticos feitos em relação às várias áreas?

Sim, já. Aliás, antes da tomada de posse já pensei e fiz a minha análise. Posso dizer que, desde primeiro dia que comecei a trabalhar aqui, na minha pasta não há lua de mel. E já temos diagnósticos, sabemos quais as áreas com mais problemas, como a Saúde. Essa foi, aliás, a sua prioridade na apresentação oficial como Secretário. Em que aspectos exactamente tem a Saúde de ser melhorada?

Bom, muitas coisas. Primeiro, a área da Saúde está ligada ao bem estar da população e, aqui em Macau, por acaso temos uma política bastante favorável aos cidadãos. Cerca de 80% da população está sujeita aos cuidados de Saúde gratuitos. As pessoas procuram ajuda do Governo sem pagar ou sem pagar muito. Como acham que os cuidados de Saúde não são caros, toda a gente os procura...

Hoje em dia, os médicos já não têm tanta vontade de vir para cá trabalhar. Há 15 anos, (...) convidámos médicos de Xangai e Pequim que não ganhavam tão bem quanto os médicos de Macau, mas hoje em dia é tudo diferente

A esse nível podemos destacar algo positivo, mas considera que, em termos de qualidade, a saúde da RAEM está realmente de acordo com níveis internacionais? Digamos que os cuidados de saúde básicos são bastante bons. Não é o Alexis Tam a dizer isso, é a Organização Mundial de Saúde (OMS), que já o disse muitas vezes. Também não podemos negar que os números estatísticos de morte de bebés, por exemplo, é muito muito baixo. A esperança de vida também é bastante alta... Mas, senhor Secretário, a apreciação que foi feita pela OMS compara Macau com outros sistemas de saúde da região. Mas, como cidade com um PIB tão elevado, não podemos comparar-nos com as Fi-


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Gosto de fazer assim: não vou retirar as pessoas que já lá estão. Quero, primeiro, tentar ajudá-los a melhorar. Se não conseguirem... desculpem. Já fiz o melhor possível e tentei lipinas ou com a própria China continental. Concordo perfeitamente e é isso que temos de fazer. Os cuidados de Saúde para a população são bons, mas claro que temos de melhorar. A saúde de especialização, por exemplo, sabemos que é preciso melhorar. Também sabemos que as pessoas têm de esperar muito tempo, as listas de espera são muito longas, faltam médicos especialistas, falta pessoal... Isso eu sei muito bem. Pegaria por aí também: os números da OMS também nos indicam que o rácio de enfermeiras por residente é baixo, que o rácio de camas é baixo e que há falta de médicos. É assim tão difícil contratar profissionais de saúde para Macau? Há necessidade de Macau estar assim? As pessoas têm toda a razão. Também já disse isso e já falei com o director dos Serviços de Saúde, Lei Chin Ion. Chamei-o ao meu gabinete e falei várias coisas com ele sobre o que quero para resolver os problemas do hospital. Hoje em dia, o mercado no sector privado é bastante bom e os médicos podem ganhar muito mais dinheiro. Alguns já deixaram os lugares no hospital. Quatro abriram as suas clínicas privadas. Hoje em dia, os médicos já não têm tanta vontade de vir para cá trabalhar. Há 15 anos, acompanhei o dr. Chui Sai On a Pequim, fomos visitar o Ministério da Saúde de China e foi assinado um protocolo de cooperação. Convidámos médicos de Xangai e Pequim para virem trabalhar para cá e, na altura, os médicos chineses não ganhavam tão bem quanto os médicos de Macau, mas hoje em dia é tudo diferente. E em Portugal é o mesmo. Há quem diga que o ambiente no hospital não é o ideal para trabalhar. O que pensa fazer para mudar isso? Vai haver mudanças na área da Saúde, por exemplo, ao nível da direcção? O director está lá há muito tempo...

Exacto. Gosto de fazer assim: não vou retirar as pessoas que já lá estão. Quero, primeiro, tentar ajudá-los a melhorar. Se não conseguirem... desculpem. Já fiz o melhor possível e tentei. Em relação ao novo hospital: no Cotai, um casino nasce num espaço muito curto, mas o hospital anda há anos para ser construído. Planeia acelerar estas obras? Sim, quero fazer isso. Fui muito firme e algumas pessoas até se riram e disseram que era impossível, mas eu digo: dentro de cinco anos, o sistema de saúde vai ser diferente. Nos próximos cinco anos, vai ser uma era brilhante para a construção do sistema de saúde. Uns dizem que sou corajoso, ambicioso mas, sendo ou não, não importa. Esse é o objectivo e isso é que é importante. Farei tudo possível para construir este complexo de cuidados de saúde nas ilhas. Para mim é fundamental. Mas como é que podemos justificar estes atrasos perante a população? O que se passa para que esta construção esteja tão atrasada? Estou muito triste e já disse isso ao dr. Chui Sai On. É impossível. Há cinco anos fomos visitar o espaço, já tínhamos terreno e aqui, neste território, os recursos financeiros não faltam. Também posso dizer que não percebo. O problema é que eles não são gestores. Este é o verdadeiro problema. As pessoas da direcção dos Serviços de Saúde têm dificuldades em gerir a casa, não são bons gestores. Se calhar são muito profissionais na área da Saúde, mas não são como nós. A minha formação é Gestão e, para mim, um bom gestor tem de formular e depois mandar executar e implementar um plano. Podemos, então, contar que neste durante o seu mandato vamos assistir a um implementação mais rápida das necessidades

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Mas pode exigir que seja feito. Sim, exactamente. Qual o conceito que tem para a Saúde em Macau? Saúde gratuita ou entende que as pessoas devem ir mais aos hospitais privados? Para mim a saúde gratuita é fundamental. Esta política já existe e não a vou mudar. A população merece ter um sistema de cuidados de Saúde grátis, porque temos tanto dinheiro... A nova geração já tem dificuldades em adquirir casa. Para mim, como governante, esta política de cuidados de saúde gratuitos deve existir. Aliás, fazer melhor, para proporcionar os melhores serviços possíveis aos nossos cidadãos. Já falei disto com o director dos Serviços de Saúde. Temos meios financeiros, não só para a Saúde, como para outras áreas, como a assistência social. Não podemos deixar-nos ficar atrás de outras cidades vizinhas, como Hong Kong e Taiwan. Pelo menos, temos de estar iguais ou melhor que eles. Este é o meu objectivo e vou conseguir atingi-lo. Cuidados de saúde primários já temos e bons. Agora falta o novo hospital e melhorar o sistema. É sugerida muitas vezes a coordenação entre o público e o privado, até porque hospitais como o Kiang Wu e o da MUST recebem avultadas quantias de dinheiro. Neste momento, temos de procurar assistência no sector privado. Não apenas destes hospitais, mas de outras clínicas, como a da FAOM. Porque há problemas na gestão do hospital [Conde de São Januário] e nos Serviços de Saúde. Também há problemas na nossa legislação. Por exemplo, para recrutar mais médicos, os candidatos têm de fazer concursos, exames... Se as pessoas não estão contentes com os resultados podem recorrer. Isto demora tempo. Para recrutar um médico leva, pelo menos, um ano e tal. Um ano e meio. É muito

As pessoas da direcção dos Serviços de Saúde têm dificuldades em gerir a casa, não são bons gestores. Se calhar são muito profissionais na área da Saúde, mas não são como nós tempo. Não dá. Já disse que isto é impossível e que temos de arranjar outras soluções, por exemplo, com a ajuda de outras clínicas privadas. Não falo só do Kiang Wu, porque se calhar eles também não estão interessados. Mas há outras clínicas e médicos; temos de procurar o seu apoio e eles receberão dinheiro, claro. Temos de deixar os pacientes procurar o sector privado porque, por enquanto, não conseguimos absorver todos. Educação. Começaria por lhe perguntar sobre a reforma curricular no Ensino Básico e o Regime de Avaliação do Ensino Superior. Ambos incluem a educação patriótica e o ensino do amor à Pátria e a Macau, o que levantou algumas dúvidas da parte de académicos e deputados. Temos de nos preocupar com esta educação patriótica, quando isto vai ser um dos pontos de avaliação das universidades, incluindo para financiamento? Não. Penso que talvez esse receio exista por vocês não serem chineses. Não conhecem bem a cultura chinesa.

kelsey wilhelm

reais? É uma promessa que faz à população? Exactamente, mas dentro do meu alcance. O meu plano está traçado, mas temos de deixar, claro, os serviços competentes implementarem as medidas. A construção do hospital das ilhas em si não é da minha responsabilidade.

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Mas, para nós enquanto chineses, isso já é tradição. A comunidade chinesa não vai levantar este problema... Mas são deputados e académicos chineses que frisam isto como um problema. De certeza que não são locais. Talvez venham de fora, de Hong Kong ou têm formação diferente da nossa. Mas para nós em Macau é natural e as pessoas não se preocupam com isso. E qual é o mal? Os portugueses também gostam do seu país. A questão não é essa, até porque o patriotismo do povo de Macau nunca esteve em causa. Contudo, até que ponto é que numa universidade – ensino superior – esse patriotismo pode impedir a ciência. Nomeadamente, assuntos ligados à Ciência Política e a assuntos sociais. Não é preciso ter essa preocupação. Macau vai manter-se enraizado no segundo sistema? Liberdade de expressão... Sem dúvida que vai continuar. Como governante,

tenho de dar esse exemplo: temos de continuar com todas as liberdades. Nada vai mudar. Para fazer outro tipo de mudanças ainda vai levar algum tempo e estamos abertos às opiniões dos académicos. O que podemos esperar do desenvolvimento do ensino em Macau? Mais cursos superiores? Não temos cursos de Medicina, de Artes... Vamos ter, vamos ter. Isso é muito importante. Na área de Belas Artes vou investir mais. Passamos para a Cultura. É normal cada país/região ter a sua companhia de dança e de teatro. Em Macau, temos uma orquestra, mas nada mais. Pensa fazer alguma coisa nesta área? Penso. Temos de saber, contudo, que Macau é pequeno. Quero ajudar nisto. Na faculdade fiz parte da [companhia] de teatro, em Taiwan. Gosto do sistema de Taiwan, é muito diversificado. As indústrias criativas

de lá são um grande sucesso, mas eles também têm mais pessoas. Mas Macau também tem esse talento. Tem, mas não é suficiente. Não vou negar isso. Somos poucos, comparando com outras cidades. Temos de ser realistas. Somos 620 mil pessoas e 160 mil estão fora. Temos alguns talentos, o que é muito bom. Mas comparativamente não. Na área da indústrias criativas, o ‘feedback’ que temos é que é muito complicado para os talentos de Macau conseguirem chegar ao Governo, apresentar as ideias. Um residente da RAEM não consegue chegar ao Instituto Cultural, ao IACM... É uma questão realista. Mas há algo que as pessoas não sabem. A palavra ‘indústria’ tem de envolver muitas pessoas, não apenas um artista ou outro. Para fazer uma indústria não é só ‘blá blá blá’. Envolve muitos factores: talentos e capital.

Como governante, tenho de dar esse exemplo: temos de continuar com todas as liberdades. Nada vai mudar. Para fazer outro tipo de mudanças, ainda vai levar algum tempo e estamos abertos às opiniões dos académicos

Investidores, técnicos... Em Hong Kong, existe esta área porque já vem de trás, há mercado. Os realizadores de cinema fugiram da China para lá. Finalmente, Macau consegue fazer algo, fazemos um filme, dois... Mas se essas pessoas se tornam famosos, não ficam em Macau. Não se consegue sustentar uma indústria. Vamos tentar ajudar, temos um fundo para o desenvolvimento destas indústrias. O Governo apoia, mas não há ainda resultados. Mas há quem diga também, deputados e candidatos, que os critérios para acesso a esses fundos são demasiado exigentes e muito difícil conseguir obtê-los. Como é que as pessoas de Macau que estão a começar podem conseguir isto? Eles precisam de apoio do Governo e podemos ajudar, mas têm de saber que vão correr riscos. Só uma pequena percentagem tem sucesso, por causa do mercado. Espero que os nossos artistas tenham sucesso, mas a realidade é que não é fácil. Os eventos organizados em Macau optam, muitas vezes, por trazer artistas e empresas de fora ao invés de chamar os locais, fechando-lhes até a porta. Podemos esperar mais eventos destinados aos talentos locais? Essa questão depende. Estas áreas têm poucos profissionais. Temos vários festivais hoje em dia e convidam-se empresas de fora, de Hong Kong, por exemplo, porque os de cá não são tão bons devido ao mercado. Mas é tudo ligado a empresas locais e estas ‘joint ventures’ são boas para se desenvolverem as capacidades dos nossos. Sobre o património. É necessário fazer mais pela sua protecção e valorização? Estou muito satisfeito com o trabalho do presidente do Instituto Cultural. Pensamos da mesma forma: temos de proteger o nosso património, a nossa cultura. Não podemos, nem permitirei, que se deixe estragar. Se não, sem ele, Macau é como uma qualquer outra cidade da China. Vamos continuar a valorizar as políticas de preservação. Acontece muitas vezes em que o Governo toma conta fisicamente deste patrimó-


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nio, mas não lhe dá uso. Há ideias para o fazer? O Governo tem meios financeiros e, nas zonas e bairros antigos, podemos arranjar as casas e lojas e arrendarmos para artistas, como o Centro de Design. Para revitalizar essas áreas, tal é bom e interessante. O Instituto Cultural e os Serviços de Turismo podem colaborar e até criar caminhos para essas zonas. Podemos esperar também mais espectáculos nos bairros antigos, concertos? Sim, vamos colocar isso nos planos do Governo. Tive sorte, porque estudei em Glasgow e, todos os anos, há espectáculos fantásticos. Já estive lá várias vezes e gostei do ambiente, dos artistas, dos concertos dentro de casas, nas ruas... Sim, poderemos ver isso acontecer em Macau. Na área do Turismo, vemos que as ruas de Macau não estão preparadas para ter tantos turistas. Podem existir até problemas de segurança. Pensa nisto? Limitar os turistas está fora de questão? Penso. Vemos tantas pessoas na San Ma Lou e as pessoas têm receio. Os turistas não têm apenas de ficar em Macau, podem ir para a Ilha da Montanha. Reduzir o número? Pessoalmente, penso que devemos fazer qualquer coisa. Mas, de acordo com estudos do IFT, diz-se que Macau ainda consegue receber mais turistas. Mas as infra-estruturas no centro da cidade não estão preparadas para este número de pessoas. E eles vão continuar a vir. Devemos ponderar esta questão. Mas já não está tão mal, porque o Governo Central também já parou as políticas de emissão de visto individual e, por enquanto, o número não se vai agravar. Gostávamos de falar de um serviço que teve a seu cargo: o de porta-voz. Houve melhorias nestes últimos tempos, mas continuam a existir problemas em conseguir obter respostas da parte do Governo. Como encarregado deste sistema,

A palavra ‘indústria’ tem de envolver muitas pessoas, não apenas um artista ou outro. Para fazer uma indústria não é só ‘blá blá blá’. Envolve muitos factores: talentos e capital perguntamos: há realmente uma genuína vontade de comunicação com os média, ou há assuntos que ainda permanecem tabu e sobre os quais o Governo não gosta de dar detalhes? A ideia foi do Chefe do Executivo, porque ele quer que a nossa administração seja aberta e transparente, mais próxima da população. Para mim, a política é muito clara: as pessoas do Governo têm de comunicar mais com a população. Claro: através dos média. Começou por nós [gabinete do Chefe do Executivo] e fizemos o melhor possível. Mas também depende da vontade dos responsáveis [das tutelas]. Infelizmente, também dependia dos Secretários e directores. Mas vai melhorar, pelo menos na secretaria dos Assuntos Sociais e Cultura, porque já dei ordens para isso. Tive reuniões com os directores da minha tutela e avisei que todos têm de responder. Vai funcionar e vai funcionar bem. Também tinha a seu cargo as relações entre Macau e Taiwan. Qual é o ponto da situação? Fiquei muito satisfeito comigo e com os meus colegas, porque em cinco anos conseguimos montar um delegação económica de Macau em Taiwan. Começámos a negociar com o Governo de Taiwan e com o Governo Central. Ficámos no meio porque, como se sabe, há assuntos delicados. Mas Macau tem ajudado a relação entre Pequim e Taipei? Esse foi o meu trabalho e ambos os governos o reconheceram. As políticas entre Taiwan e continente devem ser debatidas em Macau primeiro, começar por Macau primeiro, enquanto RAE. Fizemos a delegação lá e eles têm uma aqui. Ora isso

Para mim, a política é muito clara: as pessoas do Governo têm de comunicar mais com a população. Claro: através dos média

não existe na China. Macau fala directamente com o Governo de Taiwan. Hong Kong não. Aliás, eles já vieram aprender connosco. Então Macau continuará a desempenhar um papel de ligação com Taiwan. Sim. Um assunto que pertence à área dos Assuntos Sociais e é recente: a violência doméstica. O Governo optou por criminalizar a violência em casos graves. Esta foi a melhor proposta de lei que poderia ter sido apresentada? Lamento que ainda não tenha estudado a fundo esta área. Mas vou fazê-lo, até porque tenho de apresentar esta proposta à AL. Mais tarde, posso falar sobre o assunto. Mas, por princípio, sou contra. Acho que é horrível, todos os membros de uma família têm de ser respeitados. Sou contra qualquer violência, mas em casa ainda é pior. Vou prestar atenção, mas ainda preciso de estudar a fundo a lei. Mais tarde vou falar sobre o assunto. Na administração anterior havia mais secretarias. Depois, foi tudo comprimido, nomeadamente na sua pasta. Considera razoável ter, na sua tutela, seis pastas? São seis ministérios: Turismo, Educação, Saúde, Desporto, Cultura e Serviços Sociais. E não só. Um outro muito importante que é o das associações (risos). O número de Secretários não é importante. Em Hong Kong, só há três. Mas tiraria algo da sua tutela? Falou-se na possibilidade de o Turismo sair para a Economia e Finanças. A nossa tutela tem de acompanhar, formular as políticas e eles executam-nas. A transferência do Turismo não vai acontecer. Tudo fica na mesma secretaria e isso é bom, porque está tudo ligado. Quero juntar mais o Desporto ao Turismo. É mais conveniente e ideal para mim que a mesma secretaria tenha estes serviços.

português Alexis Tam quer transformar Macau em Centro de Formação

“Vai ser muito diferente daqui para a frente” A

lexis Tam tem planos para a Língua Portuguesa e esses não passam apenas por mantê-la apenas como uma das línguas que podem ser aprendidas em Macau. À conversa com o HM, o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura assegura que quer transformar a RAEM “num centro de formação de Língua Portuguesa”. O plano está traçado. “Vou investir mais na área da formação da Língua Portuguesa e já falei com vários serviços sobre isso, incluindo o IPOR e o cônsul Vítor Sereno”, começa por dizer Alexis Tam. “Quero tornar Macau num Centro de Formação de Língua Portuguesa.” O Secretário admite que, para aprender Português, é obviamente melhor ir para Portugal, mas Macau tem todo o potencial para ser o lo-

cal perfeito para o ensino da língua lusa. E Alexis Tam assegura que não vai ficar de braços cruzados. “Nesta região, para aprender Português, tem de ser Macau. Isso posso garantir. Vai ser muito diferente daqui para a frente, pelo menos durante o meu mandato.”

“Temos de arranjar mais professores e recrutar mais alunos da China continental. Isto é fundamental” Investir mais e criar mais cursos são os objectivos do responsável, que admite ter já falado com instituições de ensino superior como o Instituto Politécnico de Macau, a Universidade de Macau, a Universidade de São José

e a Universidade Cidade de Macau. “Temos de arranjar mais professores e recrutar mais alunos da China continental. Isto é fundamental”, refere Alexis Tam, que explica ainda que a ideia é que instituições como a Casa de Portugal absorvam estes formados. Por um lado, porque precisam de recursos humanos, por outro porque também os alunos precisam de ajuda para desenvolverem as capacidades. “É fundamental e é bom, porque os alunos chineses têm de conviver com portugueses.” Alexis Tam, que assumiu o cargo que pertencia a Cheong U há menos de dez dias, está confiante que Macau “tem todas as condições” para ser o centro de formação do Português na Ásia. E não tem dúvidas. “Antes, se calhar, as pessoas não queriam fazer ou não fizeram. Mas eu, com certeza, vou concretizar este projecto. Com certeza vai ser cumprido.” - J.F.


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política

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AL Lei da Violência Doméstica admitida no hemiciclo. Processo fechado não pode ser reaberto

Hemiciclo de volta à labuta

Quem for acusado do crime de violência doméstica pode perder o poder paternal por um período de dois a cinco anos e até ficar proibido de exercer determinadas profissões entre seis meses e cinco anos. A Lei da Violência Doméstica está na AL, a par de outras como a das alterações à Lei Laboral e a do Código Comercial Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

E

stá finalmente pronta para análise e votação na Assembleia Legislativa (AL) a proposta de Lei de Prevenção e Correcção da Violência Doméstica. Os casos de violência doméstica, mas apenas com consequências graves, vão mesmo ser crime público, num diploma que mantém a pena de prisão de um a cinco anos para estes casos, como já estava previsto no Código Penal. Prevê-se, assim, a inclusão da frase “quem infligir ao membro da família (...) maus tratos físicos e psíquicos é punido com a mesma pena”. Contudo, o diploma inclui ainda penas acessórias para quem praticar este tipo de actos. Uma delas é a proibição “de exercer determinadas profissões”, algo que pode ser aplicado por um período de seis a cinco anos. Neste grupo inclui-se ainda a proibição de contactar ou deslocar-se nos locais onde reside a vítima, incluindo locais de trabalho ou escolas. Mas há mais. O acusado pode ainda ser proibido de ter armas na sua posse ou obrigado a frequentar um “programa especial de prevenção da violência doméstica”, para

além de estar proibido de “frequentar certos meios ou lugares”. Todas estas penas podem ser aplicadas de forma isolada ou acumulada.

A perda do poder paternal será também uma das consequências, tendo em conta “a concreta gravidade do facto e a sua conexão

exercida pelo agente”. Tal pode ser aplicado por um período entre dois a cinco anos. Tal como já tinha sido avan-

Desrespeito pelo homem Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

O

s deputados José Pereira Coutinho e Leong Veng Chai acusam o Governo de faltar ao respeito à população. Isto, porque asseguram que 32 fracções habitacionais para funcionários públicos não estão a ter o suposto fim. “O Governo está a usar estas habitações para armazém de materiais próprios”, afirmam. A informação chegou através de “trabalhadores do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais”

(IACM), que alegam que existe um desperdício de recursos, nomeadamente no que se refere às fracções habitacionais que estão a ser usadas como “depósitos de materiais e a servirem de arquivo para o Governo”, como explica Pereira Coutinho ao HM. A situação é altamente ofensiva na óptica dos deputados, tendo em conta que o “problema da habitação é grave em Macau e que muitos trabalhadores, inclusive do IACM, precisam de casa para habitar”. Os deputados afirmam que esta atitude do Governo não é a “forma

correcta de se tratar deste assunto”. “Sabe-se que a habitação é indispensável para a sobrevivência humana, logo, estas fracções não deveriam destinar-se a servir de escritório ou de depósito de documentos, a finalidade menos importante”, defende Leong Veng Chai, parceiro de Pereira Coutinho, numa interpelação escrita. Os deputados defendem que o Governo deve “recuperar todas as fracções em causa e abrir um concurso para os trabalhadores do IACM”, ou seja, que o Executivo desocupe as habi-

tiago alcântara

Deputados acusam Governo de usar casas para funcionários públicos como armazém

çado na apresentação do diploma no Conselho Executivo, haverá a possibilidade de suspensão do processo judicial por um período de dois anos, com base em reuniões de reconciliação e correcção de conduta pedidas pelo juiz. Contudo, há um artigo que traz um novidade e que prevê que “se o arguido cumprir as injunções e regras de conduta, o Ministério Público arquiva o processo, não podendo este ser reaberto”. O diploma coloca grande ênfase no papel do Instituto de Acção Social (IAS) em relação à protecção das vítimas, sem esquecer a criação de um “sistema central de registos de casos de violência doméstica” ou o trabalho na área da “divulgação, sensibilização e formação”. É ainda referido que a proposta de lei poderá ser revista três anos após a sua entrada em vigor. Ainda não há data para a subida da proposta ao plenário, que foi ontem admitido a par dos diplomas que alteram o valor de indemnização pago por despedimentos sem justa causa e as alterações ao Código Comercial. Resta, agora, a proposta de Lei do Ensino Superior, que foi apresentada na mesma altura em sede de Conselho Executivo.

tações e as disponibilize para os funcionários públicos. “Da mesma forma que a Direcção dos Serviços de Finanças (DSF), está correctamente a fazer, abrindo concurso para 160 moradias para os trabalhadores dos serviços públicos”, argumenta Coutinho, adiantando que os deputados pretendem que a DSF, possa deste modo “reaver todas as habitações que estejam devolutas para novo concurso para os trabalhadores”. Para os deputados a solução é simples. Depois de devolvidos as habitações, o Governo - em caso de necessitar de espaço para armazenar materiais - deve arrendar fracções ou blocos industriais no mercado normal para que sirvam de depósito.


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Lionel Leong assumiu o cargo de Secretário para a Economia e Finanças, mas está já a dar cartas junto das associações locais. Numa série de visitas esta semana, confessou que a economia pode sofrer flutuações, pelo que pretende criar uma fórmula que ajude a diminuir estas discrepâncias

Economia Lionel Leong prevê “flutuações” no desenvolvimento económico

Fórmula mágica a caminho ca, a construção do Centro Mundial de Turismo e Lazer e, finalmente, da Plataforma de Serviços para a Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP). Lionel Leong referiu, no entanto, que a economia da RAEM está a entrar numa fase de “consolidação”.

O mundo dos negócios

O desenvolvimento das PME foi outro dos assuntos referidos pelo Secretário, como alicerces do desen-

Tarefas prioritárias: criação de uma fórmula que ajude a diminuir as flutuações, promoção da diversificação económica, construção do Centro Mundial de Turismo e Lazer e, finalmente, relações entre a China e os PLP

Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

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urante mais um encontro com várias associações locais, o Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, disse que o desenvolvimento económico do território poderá sofrer flutuações. O dirigente frisou ainda a necessidade de se investir no desenvolvimento das PME locais, já que as considera

volvimento da região como centro de lazer e turismo e da relação entre a China e os PLP. “[As empresas podem contribuir] adoptando as medidas de aproveitamento do desenvolvimento das grandes empresas para impulsionar a participação das mais pequenas”, lê-se num comunicado. Durante a visita a grupos como a União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), Lionel Leong frisou que todo o desenvolvimento da região vai

importantes para a economia global da região. Entre as “tarefas prioritárias” do governante estão a criação

de uma fórmula que ajude a diminuir as flutuações, além da já anunciada promoção da diversificação económi-

Xi Jinping Especialistas consideram mensagem como aviso

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Associação “Wui In” organizou ontem um seminário subordinado ao tema “As quatro esperanças” do Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, que o dirigente deixou como mensagem durante a última visita a Macau. Para o professor de Administração Pública do Instituto Politécnico de Macau (IPM), Lou Shenghua, estas quatro esperanças mostram que a governação passada do Executivo não foi boa o suficiente. O novo Governo, diz, deve então melhorar

os problemas da vida da população, aumentando a eficiência da governação. Outro comentador, Nicholas Fong, considera que o presidente do país espera que a nova equipa do Governo tenha coragem para enfrentar os obstáculos. Recorde-se que, no dia da transferência de soberania de Macau no mês passado, Xi Jinping deixou quatro pontos essenciais a cumprir pelo território, que incluíam a diversificação de economia e a melhoria da capacidade e do nível de governação.

depender da participação dos cidadãos. No encontro, a UGAMM lembrou que as PME têm vindo a sofrer com vários obstáculos à entrada no mercado, como é o caso do aumento sucessivo das rendas, a falta de profissionais qualificados, o preço elevados de produtos vivos e frescos importados e até dos combustíveis, quando comparados com aqueles praticadas nas regiões vizinhas. A UGAMM sugeriu ainda que se acelerasse a remodelação dos bairros antigos, como forma de melhorar as condições comerciais naquela zona e assim promover a economia local. Segundo o comunicado do gabinete do Secretário, as restantes associações concordaram, na sua maioria, com as propostas feitas pela UGAMM.


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Sociedade

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Bolsa Negócios de Macau podem florescer com ligação Hong Kong–Shenzen

Novas oportunidades mesmo aqui ao lado Li Keqiang anunciou que a Bolsa de Valores de Hong Kong poderá ser ligada à da vizinha Shenzen, com benefícios para as duas RAEs. Mas até que ponto Macau irá beneficiar desta medida? José Morgado fala numa diversificação de investimento em serviços. Keong Choong fala de alguns benefícios, mas pede maior acção do Governo chega de duas formas: depende da sociedade, das pessoas, e depende das políticas do Governo. Macau sempre tem sido muito conservadora e pequena e as pessoas acostumaram-se a isso, porque há empregos suficientes, com bons salários, especialmente nos últimos dez anos, com alguma estabilidade. O Governo de Macau também é conservador, porque Macau não é uma região competitiva”, defendeu Keong Choong, apelando a uma maior internacionalização do mercado.

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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rimeiro foi a decisão de unir parcialmente as bolsas de valores de Hong Kong e Xangai, através de um sistema de quotas diárias. Agora o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, visitou Shenzen e anunciou que o mesmo mecanismo poderá ser aplicado entre a segunda bolsa de valores do continente e Hong Kong. Segundo os diários China Daily e South China Morning Post (SCMP), a ideia é criar maiores benefícios para Macau e Hong Kong. Mas até que ponto a RAEM, com uma economia centrada no Jogo, pode tirar partido desta medida? Em declarações ao HM, o economista José Morgado acredita que tal poderá ajudar à tão ansiada diversificação económica. “Todos sabemos que o Jogo é um dos pilares da economia de Macau. Há uma vontade, pelo menos do Governo chinês, em diversificar a economia. Todos os passos que puderem ser dados, que não estejam essencialmente ligados ao Jogo, diria que são positivos numa lógica de diversificação [na área dos serviços financeiros] e não dependência de um só sector”, explicou. Por outro lado, a medida anunciada por Li Keqiang, diz, irá levar a uma maior internacionalização do renmimbi. “Haverá uma maior integração regional na componente do investimento e [isso] dá a possibilidade aos investidores de terem mais opções. Haverá uma interacção mais rápida e directa sobre as duas bolsas”, defendeu ainda José Morgado.

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milhões de yuan por dia é quanto os investidores estrangeiros poderão negociar em Shenzhen, a partir de Hong Kong

Preparados ou talvez não

Keong Choong, docente da Faculdade de Gestão de Empresas da Universidade de Macau (UM), especialista na área das Finanças e Investimento, é mais crítico em relação à forma como o mercado local irá reagir, defendendo que as empresas e investidores podem não estar preparados para investir no mercado bolsista. “Se falarmos em termos de negócios, poderá haver alguma ligação a Macau”, aponta ao HM. “Tudo depende do Gover-

no e das pessoas. O Governo deveria ser mais aberto, fazer mudanças e também ter uma nova forma de pensar, não apenas focar-se nos casinos e no turismo”, referiu o docente, que falou da existência de conservadorismo económico. “A diversificação económica

“Há uma vontade, pelo menos do Governo chinês, em diversificar a economia. Todos os passos que puderem ser dados, que não estejam essencialmente ligados ao Jogo, diria que são positivos numa lógica de diversificação” José Morgado Economista

Segundo o SCMP, Li Keqiang assumiu que “uma conexão bolsista entre Shenzen e Hong Kong deveria ser o passo seguinte”. O sistema irá permitir que os investidores internacionais possam negociar a partir de Hong Kong com um máximo de 13 milhões de yuan por dia. Já os investidores chineses podem movimentar diariamente até 10,5 milhões de yuan, segundo o esquema que já existe com a bolsa de Xangai. Já o China Daily avança que o primeiro-ministro chinês disse que um dos principais motivos para avançar com a decisão é “a proximidade geográfica entre Hong Kong e Macau”. “O primeiro passo para a construção de uma Zona de Comércio Livre é uma profunda integração com as duas Regiões Administrativas Especiais, onde os dois territórios se podem complementar, especialmente na área dos comércio de serviços”, frisou ainda Li Keqiang. Zhu Xiaodan, governador da província de Guangdong, propôs mesmo a criação de uma lista de áreas com baixos limites de investimento para investidores estrangeiros, inclusive baixas restrições para investidores de Macau e Hong Kong, escreveu ainda o China Daily.


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hoje macau quarta-feira 7.1.2015

Saúde Asseguradas mais 800 camas a partir de 2017

A pressa de correr atrás do prejuízo Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

O

s Serviços de Saúde (SS) asseguraram na segunda-feira que o número de camas vai aumentar para as 2400, já que se espera a adição de mais 800 a partir de 2017, com a conclusão da primeira fase do Hospital das Ilhas. Nessa altura, a proporção de camas por cada mil

pessoas deverá ser de 3,9. O aumento do número de camas vai ainda dever-se não só à conclusão também da Clínica de Especialidade e do Centro de Recuperação de Doenças Infecciosas de Coloane. O director dos SS, Lei Chin Ion, afirmou na passada segunda-feira que o número de camas no território atingiu o “nível médio internacional”, no que diz respeito à conta-

gem de camas por cada mil pessoas. De acordo com o responsável, Macau regista actualmente uma proporção de 2,7 camas por cada mil residentes, comparando com o valor de 2,5 registado em 2013. O aumento deve-se, de acordo com comunicado dos SS, a trabalhos de melhoramento de infra-estruturas do Posto de Urgência das Ilhas, da Unidade Associada de Cuidados Continuados, do Centro

Rui Furtado defende saída imediata de Lei Chin Ion

Tiago Alcântara

O Presidente da Associação de Médicos de Língua Portuguesa, Rui Furtado, não acredita nas melhorias na área da Saúde através do seu actual director e considera que o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura não devia dar um prazo, mas sim mudar já a equipa. “Acho que um ano para quem já está há uma série de anos na gestão, quanto a mim, vai-se perder mais um ano. Penso que um dos grandes problemas de facto da Saúde neste momento é estarem perpetuados nos lugares as pessoas. O Dr. Lei Chin Ion já está há muitos anos no lugar

e poder-se-ia dar outro lugar de gestão para ele, mas era capaz de ser boa ideia dar uma cara nova à gestão da saúde”, afirmou em declarações à Rádio Macau. Ainda na entrevista, Rui Furtado congratula Alexis Tam por ter “ido buscar uma pessoa perfeitamente preparada para fazer a gestão de saúde, que é o médico Kuok Cheong U, director da radiologia [do hospital Conde São Januário]. Acho que é uma pessoa indicada para o lugar”, defendeu. Kuok Cheong U é, agora, assessor de Alexis Tam. Rui Furtado defende à rádio que era o indicado para assumir a direcção dos SS.

DSPA assegura inspecção periódica de gasóleo para carros

A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) assegurou ontem que tem feito inspecções ao nível de enxofre do gasóleo usados nos automóveis. Em Novembro do ano passado, a DSPA recolheu 20 amostras nas bombas de abastecimento da península e das duas ilhas. Também o depósito de combustíveis de Ká-Hó foi alvo de análise. Os resultados mostram que a presença de enxofre se encontra bastante abaixo do valor máximo de 0,005% em peso.

de Recursos para Doentes Oncológicos e do Edifício do Serviço de Urgências do Hospital Conde São Januário. O aumento foi de 30%, hoje em dia havendo pub

1600 camas disponíveis no território, asseguram os SS. O Centro de Saúde do Edifício do Lago – que passará a chamar-se Centro de Saúde de Nossa Senhora do Carmo

– deverá estar pronto até Maio próximo, depois de concluídas as obras e recrutados os funcionários. Este, recorde-se, deveria ter ficado pronto no primeiro trimestre de 2012.


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hoje macau quarta-feira 7.1.2015

Ensino Superior Universidades avaliadas através dos estudantes

Os porta-estandartes do patriotismo Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

A

avaliação ao ensino superior vai ser feita através dos estudantes, diz o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) em comunicado. Segundo uma avaliação – pedida pelo Governo – do Conselho para a Acreditação Académica e Qualificação Vocacional de Hong Kong, os “estudantes graduados do ensino superior local” serão avaliados face a seis itens: faculdades cognitivas, capacidades de aplicação, capacidades gerais, âmbito de aplicação, comportamentos e atitudes

profissionais e qualidades individuais. Tal como anteriormente avançado pelo HM e confirmado pelo GAES, no último item de avaliação – onde serão tidas em conta as qualidades individuais - estarão incorporadas duas partes: o “Amor pela Pátria e por Macau” e a “Saúde física e psicológica”. O GAES argumenta que, relativamente à primeira parte, trata-se “de um desejo que [o Governo] gostaria que os estudantes graduados de Macau tivessem, esperando que os mesmos tenham o sentido de responsabilidade social, a consciência e o sentimento de pertença da nação”.

tiago alcântara

“Sentido de responsabilidade social”, “consciência” ou até “sentimento de pertença da nação” são as palavras chaves que o Governo encontrou para justificar o item “Amor pela Pátria e por Macau” na avaliação do ensino superior. São os estudantes que vão ser avaliados

No mesmo documento, o GAES avança que ainda estão a ser ajustados os respectivos “conteúdos do enquadramento, para que estes se possam adequar melhor às situações actuais e às necessidades da sociedade de Macau, permitindo, ao mesmo tempo, salvaguardar, de forma contínua, os indicadores, para serem mais operáveis e mensuráveis”. Recorde-se que no mês passado, o GAES afirmou ao HM que a implementação desta temática nas linhas orientadores para avaliação às universidades e instituições de ensino superior não estava decidida. “Na elaboração dos critérios que avaliam a capacidade [das universidades] irá ser considerado este relevante factor cultural e humanista”, explicou então o Gabinete. Informação agora refutada. O Governo assegura, contudo, que a independência das universidades vai ser garantida. Recorde-se que também o currículo do ensino secundário foi alvo de uma reforma curricular, onde é incluída a introdução de disciplinas de Formação Cívica, com temas como o amor à pátria.

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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 28/P/14 Fornecimento de um Sistema de Angiografia por Subtracção Digital, Incluindo o Projecto de Concepção e a Respectiva Empreitada de Remodelação 1. 2. 3. 4. 5. 6.

7. 8. 9.

10. 11.

12.

13.

14.

Entidade que põe a obra a concurso: Serviços de Saúde. Modalidade de concurso: Concurso Público. Local de execução da obra: Centro Hospitalar Conde de São Januário. Objecto da Empreitada: Fornecimento de um Sistema de Angiografia por Subtracção Digital, Incluindo o Projecto de Concepção e a Respectiva Empreitada de Remodelação. Prazo máximo de execução: 150 dias. Prazo de validade das propostas: O prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do Acto Público do Concurso, prorrogável, nos termos previstos no Programa de Concurso. Tipo de empreitada: Por preço global. Caução provisória: MOP 600 000,00 (seiscentas mil patacas), a prestar mediante depósito em numerário, garantia bancária ou seguro-caução nos termos legais. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber, em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, para reforço da caução definitiva a prestar). Preço Base: Não há. Condições de admissão: Serão admitidos como concorrentes as entidades inscritas na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes para execução de obras, bem como as que à data do concurso, tenham requerido a sua inscrição, neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: Secção de Expediente Geral dos Serviços de Saúde, que se situa no r/c do Edifício do Centro Hospitalar Conde de São Januário; Dia e hora limite: Dia 12 de Fevereiro de 2015 (quinta-feira), até às 17:45 horas. Em caso de encerramento dos Serviços Públicos da Região Administrativa Especial de Macau, em virtude de tempestade ou motivo de força maior, a data e a hora estabelecidas para a entrega de propostas, serão adiadas para o primeiro dia útil seguinte, à mesma hora. Local, dia e hora do acto público: Local: Sala do «Museu» situada junto ao Centro Hospitalar Conde de São Januário; Dia e hora: Dia 13 de Fevereiro de 2015 (sexta-feira), pelas 10:00 horas. Em caso de encerramento dos Serviços Públicos da Região Administrativa Especial de Macau, em virtude de tempestade ou motivo de força maior, a data e a hora estabelecidas para o acto público de abertura das propostas do concurso público, serão adiadas para a mesma hora do dia útil seguinte. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público de abertura de propostas para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. Visita às instalações : Os concorrentes deverão comparecer no Departamento de Instalações e Equipamentos do Centro Hospitalar Conde de São Januário, no dia 9 de Janeiro de 2015 (sexta-feira), às 10:00 horas, para visita ao local da obra a que se destina o objecto deste concurso.

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 29/P/14 Empreitada de Concepção, Fornecimento e Instalação dos Sistemas de Chamada de Enfermeiras do Centro Hospitalar Conde de São Januário

15. Local, hora e preço para consulta do processo e obtenção da cópia: Local: Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar. Hora: Horário de expediente (Das 9:00 às 13:00 horas e das 14:30 às 17:30 horas). Preço: MOP104,00 (cento e quatro patacas), local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde. 16. Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: A. Obras + projecto (45%) A1 A2 A3 A4 A5

Valor total da empreitada Qualidade de materiais utilizados Experiência de trabalhos de construção Programa de concepção Cronograma de construção e prazo de construção

40% 25% 20% 10% 5%

B. Equipamento (45%)

B1

B2 B3 B4 B5

Preço total do ciclo de vida do equipamento (Para além de incluírem o preço do equipamento, despesa para instalação do equipamento (se ao caso for aplicável) e despesa para a manutenção fora do prazo de manutenção gratuita, tem que ser acrescentado o preço total de manutenção anual no ciclo de vida remanescente do equipamento) Qualidade do equipamento Listagens de peças de reserva e consumíveis e respectivos preços Itens de cobertura do seguro e conteúdos dos serviços de manutenção Prazo de entrega

35%

1. 2. 3. 4. 5. 6.

7. 8. 9.

10. 11.

40% 10%

12.

10% 5%

C. Sistemas de ar condicionado (10%) Preço total do ciclo de vida do sistemas de ar condicionado (Para além de incluírem o preço do sistemas de ar condicionado, despesa para do sistemas de ar condicionado (se ao C1 instalação 80% caso for aplicável) e despesa para a manutenção fora do prazo de manutenção gratuita, tem que ser acrescentado o preço total de manutenção anual no ciclo de vida remanescente do equipamento) de cobertura do seguro e conteúdos dos C2 Itens 20% serviços de manutenção

13.

17. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes poderão comparecer na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar, a partir de 7 de Janeiro de 2015 (quarta-feira) até à data limite para a entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Serviços de Saúde, aos 30 de Dezembro de 2014 O Director, Substituto Chan Wai Sin

14.

Entidade que põe a obra a concurso: Serviços de Saúde. Modalidade de concurso: Concurso Público. Local de execução da obra: Centro Hospitalar Conde de São Januário. Objecto da Empreitada: Realização da Empreitada de Concepção, Fornecimento e Instalação dos Sistemas de Chamada de Enfermeiras do Centro Hospitalar Conde de São Januário. Prazo máximo de execução: 180 dias. Prazo de validade das propostas: O prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do Acto Público do Concurso, prorrogável, nos termos previstos no Programa de Concurso. Tipo de empreitada: Por preço global. Caução provisória: MOP 290 000,00 (duzentas e noventa mil patacas), a prestar mediante depósito em numerário, garantia bancária ou seguro-caução nos termos legais. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber, em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, para reforço da caução definitiva a prestar). Preço Base: Não há. Condições de admissão: Serão admitidos como concorrentes as entidades inscritas na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes para execução de obras, bem como as que à data do concurso, tenham requerido a sua inscrição, neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: Secção de Expediente Geral dos Serviços de Saúde, que se situa no r/c do Edifício do Centro Hospitalar Conde de São Januário; Dia e hora limite: Dia 6 de Fevereiro de 2015 (sexta-feira), até às 17:30 horas. Em caso de encerramento dos Serviços Públicos da Região Administrativa Especial de Macau, em virtude de tempestade ou motivo de força maior, a data e a hora estabelecidas para a entrega de propostas, serão adiadas para o primeiro dia útil seguinte, à mesma hora. Local, dia e hora do acto público: Local: Sala do «Museu» situada junto ao Centro Hospitalar Conde de São Januário; Dia e hora: Dia 9 de Fevereiro de 2015 (segunda-feira), pelas 10:00 horas. Em caso de encerramento dos Serviços Públicos da Região Administrativa Especial de Macau, em virtude de tempestade ou motivo de força maior, a data e a hora estabelecidas para o acto público de abertura das propostas do concurso público, serão adiadas para a mesma hora do dia útil seguinte. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público de abertura de propostas para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. Visita às instalações : Os concorrentes deverão comparecer no Departamento de Ins-

talações e Equipamentos do Centro Hospitalar Conde de São Januário, no dia 9 de Janeiro de 2015 (sexta-feira), às 15:30 horas, para visita ao local da obra a que se destina o objecto deste concurso. 15. Local, hora e preço para consulta do processo e obtenção da cópia: Local: Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar. Hora: Horário de expediente (Das 9:00 às 13:00 horas e das 14:30 às 17:30 horas). Preço: MOP91,00 (noventa e uma patacas), local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde. 16. Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: A B C D

E

F G

H

Preço Escalabilidade e compatibilidade com os outros sistemas que existem no Centro Hospitalar Conde de São Januário Qualidade dos equipamentos Prazo geral de execução da obra (incluindo prazo de entrega, prazo da concepção, prazo de execução de obra, prazo de instalação e prazo de ensaio dos equipamentos) Preço de manutenção indicado na proposta, designadamente, o custo, as condições e o âmbito da prestação dos serviços de manutenção, incluindo mão-de-obra, peças, peças disponíveis e consumíveis Preços das peças disponíveis e consumíveis dos equipamentos Projecto com as boas condições para poder atingir o objectivo dos equipamentos – organização do progresso e prazo da execução da obra; – idêntica experiência da obra e capacidade técnica; – adoptação de materiais duradouros com melhor qualidade, nomedamente, na área onde detém maior percentagem de uso. Prazo de garantia dos equipamentos e obra

40% 10% 10% 5%

10% 5%

15%

5%

18. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes poderão comparecer na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar, a partir de 7 de Janeiro de 2015 (quarta-feira) até à data limite para a entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Serviços de Saúde, aos 30 de Dezembro de 2014 O Director, Substituto Chan Wai Sin


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hoje macau quarta-feira 7.1.2015

Macau Concealers selecciona figuras do ano para voto da população

A ver se pega... É uma espécie de personalidade do ano e oferece 36 diferentes escolhas à população. A Macau Concealers organiza uma eleição da figura com mais destaque no ano passado e assegura, desde já, que protege os dados pessoais Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

A

publicação Macau Concealers vai escolher as principais figuras da imprensa no ano passado através do voto da população. Numa conferência de imprensa, ontem, na sede da Associação Novo Macau, os organizadores apresentaram as figuras que vão fazer parte da “Eleição de Figuras da Imprensa de Macau 2014”. A lista inclui o organizador de uma série de manifestações dos trabalhadores de Jogo e presidente da Forefront

Of The Macau Gaming, Ieong Man Teng, figuras importantes na polémica do Regime de Garantias, como Chui Sai On, Chefe do Executivo, e Sou Ka Hou, um dos impulsionadores da manifestação contra o diploma, o reitor da Universidade de Macau (UM), Zhao Wei - por dizer a um jornalista que só lhe podia fazer uma pergunta “depois de aprender bem a língua chinesa” -, o panda fêmea ‘Sam Sam’, que morreu no ano passado, e a Companhia Rádio-Táxis Vang Iek. Segundo Rocky Chan, membro da Associação Novo Macau, as 36 figuras candidatas foram escolhidas pelos leitores das páginas da Macau Concelears nas redes sociais. Os interessados em participar podem já votar no site top10.macau.2014.org, escolhendo no máximo dez figuras entre os 36 candidatos. Depois de votar irão receber uma mensagem no telemóvel para confirmar o sucesso do voto. A actividade termina no meio-dia do dia 20 de Janeiro. Depois, a organização irá sortear dez eleitores para receber um pequeno prémio - um cupão de livros.

Preparados para os dados

Para Rocky Chan, a escolha não tem como objectivo oferecer um prémio, mas sim dar oportunidade aos residentes para relembrarem o ano passado, já que o responsável considera o ano 2014 como “invulgar”. “O ano 2014 sofreu com o Regime de Garantias, deu-se a eleição do Chefe do Executi-

vo, o 15º ano da transferência de soberania, os protestos de trabalhadores de Jogo, entre muitos outros, o que construiu uma colectiva de memórias dos residentes de Macau. Esperamos que através da actividade, as pessoas não se esqueçam de repensar a influência desses incidentes”, afirmou. Como são necessários os números de telemóveis dos participantes para a eleição, a organização teme que o Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais possa impedir a actividade, mas Jason Chao argumenta que o mesmo sistema foi utilizado na eleição de personalidades organizado pelo Jornal Ou Mun. No acto, segundo os membros da direcção, é garantido que a recolha de dados pessoais dos participantes é protegida. “O Jornal Ou Mun organiza esta eleição já há vários anos, o prémio é atraente porque se pode ganhar 50 mil patacas. No entanto, a segurança não está garantida, porque pede dados pessoais importantes, como nomes, números de BIR, género, idade e números de telemóvel. Comparado com a nossa eleição, que apenas necessita de números de telemóvel, votar na eleição desse jornal chinês deve ser mais inseguro”, argumentou o activista, membro da Novo Macau. Chao diz mesmo que, se o Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais for mesmo apurar ou impedir a actividade, irá solicitar à autoridade que “trate” primeiro da eleição do Jornal Ou Mun.

Obras Ilegais Iniciativa própria para demolição aumenta 40% A demolição de obras ilegais por iniciativa própria aumentou 40%, comparativamente ao ano de 2013, segundo informou em comunicado a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT). No documento, o organismo avança que em 2014

foram registados 210 casos, enquanto em 2013 foram assinalados 150. Isto, segundo a DSSOPT, mostra que “houve um progressivo cumprimento da legislação por parte dos cidadãos”. Apesar da melhoria o Governo continuar a apelar à demolição voluntárias das obras ilegais.

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Eventos

hoje macau quart

Instituto Camões Sete programas compõem acção cultural externa em 20

Por esse mundo acima Música DJ Sasha actua em discoteca de Hong Kong

O DJ e produtor Sasha, um dos músicos que integra a iniciativa Bump, vai actuar no Club 18 já no próximo dia 23, às 21h00. A discoteca do território vizinho recebe uma “lenda” da música electrónica. Além de misturar conhecidas músicas de Madonna ou Chemical Brothers, Sasha tocou em vários bares e discotecas pelo mundo fora, tendo até sido nomeado para um Grammy em 2004. O DJ e produtor lançou, em 2013, o álbum ‘Involv3r’ que inclui interpretações de músicas da dupla XX, Blondes, Little Dragon, Benjamin Damage, Foals e ThermalBear. Sasha é originalmente do País de Gales e chama-se Alexander Paul Coe, tendo 45 anos. O Bump é uma iniciativa que junta vários nomes da música electrónica para uma série de concertos. Os bilhetes para assistir à performance de Sasha custam 588 dólares de Hong Kong se comprados antes do dia do evento e 688 dólares à porta do Club 18. “Se há barreiras ainda por quebrar, pode apostar que Sasha as tem na mira”, frisa a organização em comunicado. “Temos algumas coisas realmente surpreendentes planeadas para este ano, alguns novos lançamentos e colaborações com artistas muito talentosos que temos defendido”, explica o próprio Sasha.

CCM Ópera de Pequim apresenta história de Macau

A Ópera de Pequim traz a Macau, nos próximos dias 13 e 14 de Janeiro, a peça “A Alma do Mar de Espelho”, baseada na História de Macau. A acontecer no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau, o espectáculo é um produção conjunta da Fundação Macau e do Grupo de Artes Performativas da Província de Jiangsu e tem como objectivo comemorar o 15º aniversário da transferência de Macau para a China. A ópera narra a história de “uma ocupação de terra planificada, de um conflito que comoveu o Céu e a Terra, de um povo patriota com muita coragem”, transmitindo uma “realidade bem amarga e triste da História do Sul da China. Debruça-se ainda num acontecimento que teve lugar em Macau. A ópera tem uma duração de 120 minutos, com legendas em chinês, e o bilhete custa 100 patacas.

Porcelana Livro sobre artefactos descobertos em Macau já nas bancas

A Fundação Macau e a editora Social Sciences Academic Press lançam a obra “Estudos sobre as Peças de Porcelana Azul e Branca da Dinastia Ming descobertos em Macau”, que estará à venda nas livrarias locais por 290 patacas. O livro foi editado pelo administrador do Conselho de Administração do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais Ma Kam Keong. De acordo com o comunicado do IACM, esta é a primeira obra que versa sobre porcelanas antigas recolhidas no território, dando aos leitores a oportunidade de verem algumas das peças em fotografia.

Sete programas envolvendo 66 países formam o plano de acção cultural externa do Instituto Camões da Cooperação e da Língua em 2015, segunda-feira apresentado em Lisboa pela sua presidente, Ana Paula Laborinho

Em parceria com a UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, o Camões organizará este ano uma exposição sobre a Casa dos Estudantes do Império (1944-1965) e editará duas Antologias de Poesia; numa parceria com a Cátedra Eduardo Lourenço, da Universidade de Bolonha, propõe um ciclo de cinema subordinado ao tema “Pensar o Império”, uma mostra sobre Arquitectura Moderna em África e também concertos, na rubrica Sons de África. Quanto ao terceiro programa, destinado à promoção do design português e das novas tecnologias para a cultura, o destaque vai para a aposta na divulgação da acção cultura externa do Camões através das redes sociais, com a

apresentação de uma nova aplicação, a EUNIC App, e também com o lançamento da Revista Camões n.º 23 dedicada ao design português. Do quarto programa, a Primeira Guerra Mundial e as Artes, constará uma exposição resultante de uma parceria com a Casa Fernando Pessoa e comissariada por Antonio Cardiello, Jerónimo Pizarro e Sílvia L. Costa, intitulada “Nós os de Orpheu” e composta por um núcleo de 22 painéis e por um audiolivro. “Almada por contar” será o nome de outra mostra do mesmo programa, também comissariada por Sílvia L. Costa, bem como por Sara Afonso Ferreira e Simão Palmeirim, constituída por um núcleo de 21 cartazes, que poderão ser impressos e

expostos em diferentes pontos do mundo. Igualmente no âmbito deste programa, estará patente uma exposição sobre Portugal e a I Guerra, comissariada pelo académico Miguel Jerónimo e composta por espólios fotográficos de arquivos nacionais (cerca de 80 fotografias), cartazes, reproduções de fotografias originais e bibliografia alusiva ao tema, estando ainda prevista a realização de um ciclo de cinema. Quanto a Ciclos Comemorativos, assinala-se, a 5 de Maio, o Dia Internacional da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que será celebrado com um programa multidisciplinar composto por uma exposição sobre “O Potencial Económi-

N

uma sessão realizada no Palacete Seixas, sede do instituto, com a presença dos secretários de Estado das Comunidades, José Cesário, e da Cultura, Jorge Barreto Xavier, e dos embaixadores de Portugal em diversos países, a responsável apresentou os sete programas previstos: Arte e Cidades, Casa dos Estudantes do Império, Design e Indústrias Criativas, Primeira Guerra Mundial e as Artes, Ciclos Comemorativos, “Portugal te marca” – América Latina e Rede de Bibliotecas Camões. No âmbito do programa Arte e Cidades, que decorrerá em Nova Iorque, Varsóvia, Luanda, S. Paulo e Sydney, haverá ciclos de cinema, como o NY Portuguese Short Film Festival, espectáculos de artes performativas e actividades relacionadas com literatura.

À venda na Livraria Portuguesa Os Tios Dalton • Jacques Pessis, Laurent Gerra

Os nossos bem conhecidos Dalton vegetam na prisão quando um surpreendente golpe do destino lhes bate à porta. Os famigerados bandidos recebem a notícia de que são tios de um rapazito, cuja educação têm temporariamente de assegurar Que sorte! Lucky Luke é encarregado de vigiar os Dalton e o insuportável miúdo, que só pensa em comer. Mas os habitantes da pacata Rupin City não vêem com bons olhos a chegada de tantos Dalton…

Marcello Caetano - Um Destino • Luís Manuel Teles de Menezes Leitão

«Em Janeiro de 2011, ainda antes da chegada da troika a Portugal, o país foi confrontad expressamente rejeitada no Manual de Direito Administrativo de Marcello Caetano, que pt/16439.html), um pequeno texto intitulado “Recordando Marcello Caetano”, no qual Conselho do Estado Novo admitiria. Esse texto teve ampla repercussão na Internet, o q Caetano. Através da consulta de obras de diversos autores, de jornais antigos, bem com traços da personalidade complexa de Marcello Caetano e do que foi a sua vida.O consula como um parêntese entre o regime salazarista e o regime democrático que se seguiu à R extraordinária obra do governo de Marcello Caetano, especialmente nos planos económic Estado social em Portugal, que o regime democrático depois veio a desenvolver e cuja sus de 25 de Abril, se assiste ao desmantelamento progressivo do Estado social, convém qu de Menezes Leitão é advogado e professor catedrático (Ciências Jurídicas), na Faculdad


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ta-feira 7.1.2015

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Hong Kong vai ter cópia do centro comercial japonês “Shibuya 109”

E o Japão aqui tão perto Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

co da Língua Portuguesa”, cinema – o FESTIN (Festival Itinerante de Língua Portuguesa) e diversas actividades relacionadas com o livro e a leitura, para as quais o Camões aguarda ainda propostas de entidades que queiram participar. Outra efeméride que este ano se comemora são os 500 Anos do Encontro entre Timorenses e Portugueses, que será festejada com feiras do livro em diversos distritos, reedição da obra do poeta Ruy Cinatti “Arquitectura Timorense”, produção de documentários sobre as “Memórias de Timor-Leste”, pela Fundação Max Stahl. O último ciclo comemorativo deste programa assinalará os 500 Anos das Relações Diplomáticas Portugal-Etiópia, com uma mostra intitulada “Etiópia Portugal, 19542014”, um ciclo de palestras sobre a histórica relação entre os dois países e um seminário internacional subordinado ao tema “Etiópia e as Culturas do Índico”. Em sexto lugar, surge o programa “Portugal te marca”, uma parceria do Instituto Camões com o IPDAL (Instituto para a Promoção e o Desenvolvimento da América Latina) que promoverá a música, a literatura e o cinema portugueses em diversos países latino-americanos e inaugurará igualmente a exposição “Portugal te marca”, com fotografias de Luísa Ferreira. Sobre o sétimo programa para 2015, a Rede de Bibliotecas Camões, a presidente do instituto explicou que “a implementação do catálogo bibliográfico integrado Biblio.NET Camões já foi iniciada” mas que espera “que fique concluída este ano”.

É

conhecido por ser um dos mais populosos distritos da cidade de Tóquio, no Japão. Shibuya é também conhecido por ser o espaço onde a moda e a vida nocturna acontecem todos os dias e onde os jovens são os protagonistas. A partir do Outono deste ano, Hong Kong também vai passar a ter sinais desse estilo de vida: uma cópia do centro comercial “Shibuya 109” vai abrir portas na zona de Tsim Sha Tsui, no espaço “Harbour City”. Segundo um comunicado enviado ao HM, a abertura do complexo comercial parte de um acordo assinado entre a Tokyu Malls Development Corportation (TMD Corporation) e a Harbour City Estates Limited. Trata-se da primeira vez que a marca “Shibuya 109” sai das fronteiras do país do sol nascente. O projecto insere-se no objectivo de expansão da

Gastronomia Chef japonês com cozinha de fusão no Mandarim Oriental

Uma mistura de nações O chef de cozinha japonês Takagi Kazuo vai estar no restaurante Vida Rica, no Hotel Mandarim Oriental. A passagem do chefe do Kyoryuri Takagi – restaurante com duas estrelas Michelin – pelo território acontece entre 22 e 24 deste mês. Takagi irá, durante três dias, mostrar ao público as suas criações de gastronomia de fusão francesa

e nipónica. Dois dos seus pratos mais conhecidos integram caranguejo com caviar Sturia e flor shiso e bife Wagyu com patê kinome dengaku. O Vida Rica organizou um menu especial de degustação que é servido ao jantar e custa 1288 patacas por pessoa. Já as escolhas de almoço compreendem uma combinação de quatro a cinco pratos pensados pelo chef

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

do com o primeiro corte salarial aos funcionários públicos. Na altura lembrei-me que essa medida era e só a admitia como grave sanção penal. Escrevi, por isso, no meu blogue (http://syntagma.blogs.sapo. chamava a atenção que o regime democrático estava a permitir algo que nem o último presidente do que motivou o meu interesse em realizar uma investigação mais aprofundada sobre a vida de Marcello mo de documentação existente nos arquivos e espólios pessoais, procurei assim descobrir os diversos ado de Marcello Caetano é infelizmente desvalorizado na história do século xx, sendo apresentado quase Revolução de 25 de Abril de 1974. Tal constitui uma perspectiva extremamente injusta, pois esquece a co, social e laboral. Na verdade, Marcello Caetano deve ser considerado como o verdadeiro fundador do stentabilidade é hoje tão questionada. Precisamente por isso, quando, passados 40 anos após a Revolução ue a História preste alguma atenção à vida do homem que o iniciou no nosso país.» Luís Manuel Teles de de Direito de Lisboa, e Especialista-Jurista no Centro de Estudos Fiscais – Ministério das Finanças

japonês e custam 398 ou 498 patacas por pessoa. O gosto de Takagi pela culinária já vem de família, a sua mãe sendo professora numa escola de cozinha e o seu avô também chef de cozinha. O sonho de se tornar chef tem acompanhado Takagi desde muito novo. Na casa dos 20, começou a trabalhar no restaurante Kyoyamato, na cidade de Kyoto, para aos 29 anos se tornar Sous Chef. É em 2005 que abre o seu próprio estabelecimento, que acabou por ser premiado consecutivamente com duas estrelas Michelin. Actualmente, Takagi tem restaurantes espalhados por todo o país, incluindo um estabelecimento de ‘hot pot’ e uma loja. Além de ser agora acolhido pelo Mandarim Oriental, Takagi tem sido convidado para confeccionar pratos por todo o mundo, incluindo Seul, Singapura, Paris e Taipei. - L.S.M.

TMD Corporation, no sentido de tornar o “Shibuya 109” “no espaço mais popular para visitar na cidade de Tóquio” e também para a “criação de oportunidades de negócio nos países emergentes da Ásia com a promessa de crescimento económico”. “Ao fazer o primeiro lançamento no estrangeiro da marca, a TMD Corporation espera promover de forma genuína a marca ‘Shibuya 109’ e a sua cultura de moda através de Hong Kong, de forma a usar a região asiática como o epicentro para o aumento da sua popularidade e do poder da marca em todo o mundo”, pode ainda ler-se no comunicado. A empresa destaca ainda o facto de Hong Kong ter um dos mais elevados Produto Interno Bruto (PIB) na Ásia, “juntamente com Singapura e Japão”, sem esquecer “os milhões de turistas que recebe anualmente”. A TMD Corporation des-

taca ainda outras razões para a abertura do “Shibuya 109” na região vizinha, tal como a existência de um “bem desenvolvido e sofisticado mercado, um mercado financeiro aberto e um sistema jurídico sólido”, bem como “vantagens competitivas em termos de impostos”. Ao levar o “Shibuya 109” para Hong Kong, a empresa japonesa pretende exportar, de forma pioneira, a marca para outras capitais mundiais, revelando também “a cultura de moda do Japão, por forma a aumentar a sua popularidade e o poder da marca”.


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Bandeira de Taiwan na capital americana desencadeia protestos chineses

hoje macau quarta-feira 7.1.2015

Washington Pequim protesta contra hasteamento da bandeira de Taiwan

Vai Formosa mas pouco segura

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China expressou o seu desagrado aos Estados Unidos e pediu que o país respeite a política de “uma só China”, depois da embaixada de facto de Taiwan em Washington ter hasteado uma bandeira taiwanesa no dia de Ano Novo, informou o MNE chinês nesta segunda-feira. O jornal China Post, de Taiwan, noticiou no sábado que esta foi a primeira vez que a bandeira taiwanesa foi içada nos Estados Unidos nos últimos 36 anos, desde que os Estados Unidos passaram a reconhecer a China continental, em vez de Taiwan, em 1979.

Mais de 100 pessoas participaram na cerimónia no Twin Oaks Estate, em Washington, na quinta-feira, incluindo o principal representante de Taiwan nos EUA, Shen Lyushun,

de acordo com o China Post, citando a Delegação Económica e Cultural de Representação de Taipé em Washington. “Opomo-nos resolutamente à chamada cerimónia

Coreias “Partes” devem evitar tensões

de hasteamento da bandeira pela agência de Taiwan nos Estados Unidos e apresentamos representações solenes de protesto aos Estados Unidos”, disse a porta-voz do MNE, Hua Chunying.

Hua exortou os Estados Unidos a cumprirem a política de “uma só China” e a terem “prudência e tratar adequadamente” quaisquer questões relacionadas com Taiwan, a

fim de evitar que incidentes semelhantes voltem a acontecer. A cerimónia de hasteamento da bandeira é o mais recente incidente a envolver Taiwan nas relações entre Estados Unidos e China. O governo chinês informou em Dezembro que havia apresentado um protesto aos Estados Unidos depois do presidente norte-americano, Barack Obama, ter sancionado o projecto de lei que autoriza a venda a Taiwan de quatro fragatas classe Perry equipadas com mísseis guiados. Embora Taiwan e a China tenham assinado uma série de acordos comerciais e económicos históricos desde 2008, as desconfianças políticas e militares mútuas ainda são profundas, especialmente em Taiwan.

CY Leung alerta contra protestos antes de negociações

Aguentar os cavalos Elogio do pragmatismo A O

China pediu nesta segunda-feira que as “partes relevantes” evitem acções que possam escalar as tensões na Península Coreana depois da imposição de novas sanções pelos Estados Unidos na semana passada. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros Hua Chunying fez as declarações durante um briefing diário a jornalistas. As sanções foram impostas após um ciberataque contra a Sony Pictures Entertainment que, de acordo com a Casa Branca, teve apoio da Coreia do Norte. “A relativa estabilidade na Península Coreana não veio facilmente”, disse Hua. “Esperamos que as partes relevantes ajam com cautela

e evitem tomar medidas que possam piorar ou escalar a situação actual.” O governo norte-americano citou três entidades, incluindo a agência de inteligência militar norte-coreana, e impôs sanções a 10 pessoas com ligações à venda de armas e proliferação na semana passada. Sanções financeiras têm sido efectivas com a Rússia e o Irão, mas têm tido impacto limitado sobre a Coreia do Norte, que tem sofrido sanções dos EUA por mais de 50 anos. A Coreia do Norte negou envolvimento no ciberataque. Os EUA afirmam que não há evidências de que qualquer uma das três entidades ou indivíduos tenham tido algum envolvimento.

chefe do Executivo de Hong Kong alertou ontem contra protestos pró-democracia antes de lançar uma nova ronda de consulta pública sobre a reforma política, garantindo que as autoridades não se não vergar a “acções coercivas”. O Governo começa na quarta-feira uma segunda ronda de consulta pública sobre o processo de eleição do líder do Executivo. A China prometeu que a população de Hong Kong poderia escolher o seu líder pela primeira vez em 2017, mas decidiu que os candidatos a esse cargo têm de ser previamente seleccionados por um comité visto como próximo do poder, uma decisão que gerou uma onda de indignação e mais de dois meses de protestos nas ruas. “Se realmente queremos implementar sufrágio universal em 2017, não devemos fazer nada que ameace o Governo de Hong Kong ou o Governo Central”, disse CY Leung. O chefe do Executivo defendeu que o processo deve seguir a Lei Básica, a lei fundamental do território, e sublinhou que “acções coercivas que sejam ilegais ou perturbem a ordem social” não vão mudar nada.

O público deve adoptar uma abordagem “legal, racional e pragmática” para expressar as suas opiniões, acrescentou Leung.

Líderes dos protestos enfrentam risco de detenção

Entretanto, mais de 30 figuras-chave da campanha de desobediência civil em Hong Kong correm o risco de serem detidos após serem informados de que são suspeitos de instigar os protestos pró-democracia, escreve ontem o jornal South China Morning Post. Segundo o diário, que cita fontes policiais, os activistas estão a ser acusados de instigar, organizar ou ajudar a erguer as barricadas ilegais dos protestos que ocuparam

várias zonas da cidade ao longo de 79 dias, que terminaram depois do desmantelamento levado a cabo pela polícia. Entre os que já foram convocados pela polícia figuram os líderes estudantis Alex Chow e Joshua Wong, assim como os mais mediáticos líderes do Occupy Central, o revendo Chu Yiu-ming e os académicos Benny Tai e Chan Kin-man. No passado dia 3 de Dezembro, os três líderes do Occupy Central optaram por se entregar voluntariamente à polícia, numa iniciativa simbólica para pôr fim ao movimento, numa altura em que se receava uma escalada de violência, tendo sido libertados uma hora depois. Entre a lista de suspeitos da polícia estão vários deputados de Hong Kong e membros de partidos liberais, adianta o jornal. Os convocados pelas autoridades devem deslocar-se às instalações policiais, onde as autoridades procederão à sua detenção, para, de seguida, os libertar sob fiança. Na lista de nomes está também o magnata dos media Jimmy Lai, proprietário e ex-editor do diário chinês Apple Daily.


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hoje macau quarta-feira 7.1.2015

China reduz o controlo sobre exportação de terras raras

Seja feita a vossa vontade afirmando que o governo chinês falhou em mostrar que as cotas de exportação eram justificadas. A China tem cerca de 30% dos depósitos mundiais de terras-raras, mas é responsável por mais de 90% da produção.

CUSTO ALTO E RISCOS AMBIENTAIS

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China aliviou o controlo que mantinha sobre a exportação de terras raras — minerais usados na fabricação de telemóveis e outros produtos de alta tecnologia — depois de perder uma acção movida pelos Estados

Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com as directrizes comerciais do Ministro do Comércio para o ano de 2015, as terras raras não serão mais incluídas nas cotas de exportação. Pequim impôs este sistema de cotas em 2009

enquanto tentava desenvolver a sua própria indústria que transforma os minerais em ímanes de baixo peso e noutros produtos. Em Agosto de 2014, um painel da OMC defendeu uma regulação no caso apresentado por Washington

As terras raras são o conjunto de 17 elementos químicos encontrados em jazidas minerais. Apesar de serem chamados de raros, alguns deles são mais abundantes na natureza do que metais como cobre e ouro. Porém, a sua raridade advém do alto custo do processo de produção. Além dos telemóveis, as terras raras estão presentes na indústria bélica, na qual são usadas na fabricação de sistemas de orientação de mísseis. Também são importantes na indústria de energias renováveis, pois são usadas para produzir painéis solares e turbinas eólicas. As terras raras também exigem um cuidado especial, já que a sua produção implica também elementos radioactivos que necessitam de armazenamento especial.

Lista de terras raras e suas aplicações • Lantânio: usado na produção de luz, principalmente para iluminação de estúdios e projecções na indústria cinematográfica • Cério: usado principalmente na forma de ligas empregadas em pedras de ignição de isqueiros e também na indústria petrolífera • Praseodímio: utilizado em componentes de motores de avião • Neodímio: usado para colorir vidros e em corantes de esmaltes • Promécio: usado em pequenas baterias para converter luz em corrente eléctrica • Samário: usado em ligas para a produção de auscultadores e em óculos de sol • Európio: usado em TVs a cores • Gadolínio: usado na fabricação de CDs e memórias de computador • Térbio: usado em diversos dispositivos electrónicos • Disprósio: usado em componentes de materiais para lasers • Hólmio: usado como gerador de campos magnéticos, em reactores nucleares e na produção de lasers • Érbio: usado como pigmento para colorir vidros e esmaltes • Túlio: é um dos elementos menos abundantes das terras raras, com pouca aplicação comercial • Itérbio: aumenta a resistência e outras propriedades mecânicas do aço inoxidável • Lutécio: é empregado como catalisador no craqueamento do petróleo nas refinarias • Ítrio: usado nas TVs a cores • Escândio: usado na indústria aeroespacial

região

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Coreia do Sul considera que Pyongyang adquiriu um nível tecnológico “significativo” para miniaturizar e instalar ogivas nucleares nos seus mísseis, salienta o Livro Branco de Defesa publicado ontem na Coreia do Sul. Na sequência do terceiro ensaio nuclear subterrâneo encetado pelo regime de Kim Jong-un no início de 2013, Seul incluiu, pela primeira, vez, uma análise tecnológica sobre o programa nuclear e de mísseis norte-coreanos no seu relatório semestral sobre defesa. “A capacidade da Coreia do Norte de miniaturizar armas nucleares atingiu, aparentemente, um nível significativo”, salienta o documento. Por outro lado, Seul acredita que Pyongyang terá

Coreia do Norte evoluiu na sua capacidade tecnológica militar

Um irmão cada vez mais perigoso cerca de “40 quilogramas de plutónio apto para a produção de armas mediante o reprocessamento continuado de barras de combustível gasto (usado previamente num reactor) e que pode estar a trabalhar num programa de urânio altamente enriquecido”. Apesar de Pyongyang não ter apresentado publicamente a sua capacidade, peritos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos acreditam que o país já possui a tecnologia para o executar. Um porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse, citado sob anonimato pela agência Yonhap,

garantiu não existirem dados concreto de informações secretas que apontem para as capacidades tecnológicas da Coreia do Norte. No entanto, acrescentou, tendo em consideração que o processo de capacitação demora cerca de dois a sete anos e tendo passado oito anos após o primeiro teste, a Coreia do Norte terá agora capacidade significativa para produzir ogivas nucleares mais pequenas. O Livro Branco recorda que os mísseis da Coreia do Norte podem, provavelmente, alcançar território norte-americano, tendo como base de prova os cinco testes

realizados por Pyongyang, o último dos quais com um projétil capaz de alcançar os 10.000 quilómetros.

Activistas lançam panfletos

Entretanto, activistas sul-coreanos lançaram balões com panfletos a condenar o regime de Pyongyang, uma provocação que pode pôr em risco as novas tentativas de retomar o diálogo entre as duas Coreias. “Lançámos cerca de 300.000 panfletos na noite passada”, disse à AFP Lee Min-Bok, um desertor norte-coreano que lidera o Campanha para Ajudar os Norte-Coreanos.

Em Outubro do ano passado, os balões de Lee geraram uma breve troca de tiros na fronteira, com o Norte a tentar atingir os balões. Na altura, o incidente

anulou os planos para retomar as negociações entre os dois países. Pyongyang - que se refere aos activistas como “lixo humano” - tem vindo a condenar o lançamento dos panfletos e pede que sejam banidos. Na mensagem de Ano Novo, Kim deixou claro que o Sul tem de parar de criticar o seu regime. No entanto, o Ministério da Unificação Sul-Coreano reafirmou hoje a posição de Seul de que não há qualquer base legal para proibir o lançamento de panfletos. “Se nos afastarmos deste princípio básico no que toca aos panfletos apenas para retomar o diálogo, isso seria indesejável para o desenvolvimento normal das relações Sul-Norte” a longo prazo, indicou o Ministério, citado pela agência Yonhap.


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WANG CHONG

王充

OS Discursos Ponderados DE WANG CHONG

Sobre a morte – 20 & 21 [É precisa] água para se afogar e fogo para se queimar. As coisas que podem fazer mal pertencem todas aos Cinco Elementos: o ferro fere, a madeira bate, a terra sufoca, a água afoga, o fogo queima. Se, ao morrer, os espíritos subtis se transformassem numa substância que participasse de um dos cinco elementos, poderiam, então, causar dano; como tal não é o caso, são incapazes de causar mal, dado não se tratarem de coisas mas de fluidos. Se certos fluidos podem causar mal, tratam-se de fluidos taiyang, que são venenosos; se, ao morrer os fluidos humanos se transformassem em fluidos taiyang, poderiam, então causar dano: como tal não é o caso, são incapazes de o fazer. * * * O nosso exame demonstrou, portanto, que os mortos não se transformam em fantasmas, nem que são dotados de consciência, nem que podem causar mal aos vivos. Assim, as aparições de fantasmas não são causadas pelos fluidos subtis e que se as pessoas são feridas [por fantasmas] tal não se deve aos fluidos subtis dos mortos. Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho

Wang Chong (王充), nasceu em Shangyu (actual Shaoxing, província de Zhejiang) no ano 27 da Era Comum e terá falecido por volta do ano 100, tendo vivido no período correspondente à Dinastia Han do Leste. A sua obra principal, Lùnhéng (論衡), ou Discursos Ponderados, oferece uma visão racional, secular e naturalista do mundo e do homem, constituindo uma reacção crítica àquilo que Wang entendia ser uma época dominada pela superstição e ritualismo. Segundo a sinóloga Anne Cheng, Wang terá sido “um espírito crítico particularmente audacioso”, um pensador independente situado nas margens do poder central. A versão portuguesa aqui apresentada baseia-se na tradução francesa em Wang Chong, Discussions Critiques, Gallimard: Paris, 1997.


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Os mortos nĂŁo se transformam em fantasmas, nem sĂŁo dotados de consciĂŞncia, nem podem causar mal aos vivos.


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desporto

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Mukhtar de regresso ao Hertha

O médio Hany Mukhtar, que este durante o fim de semana em Lisboa a negociar com o Benfica, voltou esta segunda-feira a treinar-se junto do plantel do Hertha de Berlim, clube ao qual está vinculado até final da presente época. A dúvida permanece por esclarecer: se o jogador, de 19 anos, vai deixar de imediato o Hertha para rumar ao Benfica ou se permanecerá até final da época ao serviço do clube alemão. O treinador Jos Luhukay, confrontado após o treino sobre a situação do jogador, referiu: «No último ano e meio falámos muito com ele e com os seus agentes para mostrar-lhes a nossa perspetiva. Agora soubemos que foi a Lisboa, mas não sei como isto vai acabar.»

Mourinho irrita-se com Eva Carneiro

Além dos golos, houve outro episódio que marcou a vitória deste domingo do Chelsea frente ao Watford na Taça de Inglaterra. José Mourinho irritou-se com a médica do clube, a famosa Eva Carneiro, porque esta terá demorado demasiado tempo para avaliar se a lesão de Oscar era ou não impeditiva de continuar em campo. O brasileiro acabou por recuperar e continuar em campo. A situação foi bastante comentada no Twitter.

Slimani confirma proposta do West Ham

Em entrevista ao jornal Le Buteur, Islam Slimani confirmou ter recebido uma proposta do West Ham no final da época passada. «É verdade que existiu uma oferta do West Ham, mas fiquei na minha equipa e fiz uma boa escolha. A estabilidade é positiva. Tenho de trabalhar mais para progredir e depois penso na saída», afirmou o avançado. Com contrato até 2017, Slimani não descarta prolongar o vínculo com os leões. «Estou concentrado em terminar a época na máxima força e conquistar um título, no mínimo. Depois se verá. Talvez no próximo ano», apontou o argelino.

Barcelona Direcção faz ultimato a Luis Enrique

A Direção do Barcelona fez um ultimato a Luis Enrique, ameaçando o treinador com o despedimento caso a equipa catalã não vença (e convença) os próximos dois jogos, ante Elche e Atlético Madrid. O treinador, contratado no último verão, continua sem convencer e a derrota de domingo frente à Real Sociedad, quando poderia assumir a liderança da Liga, terá sido a gota de água para os dirigentes do clube, até porque Luis Enrique começou a referida partida com Messi, Neymar, Piqué e Dani Alves no banco de suplentes. A posição de Luis Enrique estará ainda mais fragilizada depois de notícias que apontam para alegado mal-estar com Messi, depois de o argentino não ter escondido o seu desagrado por ter ficado no banco. O treinador terá agora os próximos dois jogos para afastar o cenário de crise, correndo o risco de seguir os passos de Andoni Zubizarreta, demitido esta segunda-feira do cargo de director desportivo.

Benfica 79 jogos consecutivos a marcar na Liga

Aquela máquina!

Águias atingem 79 jogos consecutivos a marcar na Liga, superando em 20 o anterior recorde (59) da década de 40. Difícil é não associar o nome Jorge Jesus à impressionante marca. Em 165 jogos com o técnico, só em 7 a equipa ficou a zero

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, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20... bom, é melhor pararmos por aqui. Conte mais 59 e aí tem o número de jogos consecutivos que o Benfica leva a marcar no campeonato nacional: 79. É uma marca impressionante, alcançada na era Jorge Jesus, que ultrapassa em pub

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 32/P/14 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 24 de Novembro de 2014, se encontra aberto o Concurso Público para a <<Prestação de Serviços de Pulverização do Óleo Larvicida aos Serviços de Saúde>>, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Janeiro de 2015, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP35,00 (trinta e cinco patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 27 de Janeiro de 2015. O acto público deste concurso terá lugar no dia 28 de Janeiro de 2015, pelas 10,00 horas, na sala do <<Museu>> situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP43.776,00 (quarenta e três mil, setecentas e setenta e seis patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 30 de Dezembro de 2014 O Director dos Serviços, Substituto Chan Wai Sin

20 jogos o anterior recorde (conseguido também pelo Benfica na longínqua década de 40). E que poderá não ficar por aqui. A caminhada iniciou-se com um 4-1 ao Marítimo, em casa, a 21 de Abril de 2012. Desde então, nunca mais o Benfica terminou um jogo da Liga a zero no marcador. A última equipa que completou 90 minutos sem sofrer um golo das águias de Jorge Jesus foi o Sporting, na 26.a jornada de 2011/12 (1-0 em Alvalade, golo de Wolfswinkel). A equipa ultrapassou as épocas 2012/13 e 2013/14 sempre a marcar (um título e um 2.o lugar) e chega praticamente a metade desta sem saber o que significa “ficar em branco”. Caso marque ao V. Guimarães, na Luz, atinge as oito dezenas de jogos sempre a marcar. “O Benfica faz golos em Marselha, porque faz golos em qualquer lado”. Quando Jorge Jesus fez esta afirmação antes de um jogo da Liga Europa, ainda em

2010, estava longe de saber que a sua profecia iria durar. O “faz golos em todo o lado” tornou-se uma máxima cumprida à risca no campeonato. Nunca uma equipa portuguesa conseguira uma marca que se aproxime (ver lado esquerdo da página). No futebol as exibições contam mais que os números, e os títulos ainda são quem mais ordena. Por isso, JJ sofreu forte contestação dos adeptos benfiquistas depois de ter perdido dois campeonatos para o FC Porto de Vítor Pereira. Porém, o técnico de 60 anos continua a fazer história. Em 165 jogos de águia ao peito na Liga, a sua equipa só ficou em branco sete vezes (Braga e Sporting, 2009; Porto, 2010; Guimarães, Académica, Olhanense e Sporting, 2012). Neste ciclo de 79 partidas que ainda decorre, o Benfica tem uma média de 2,26 golos/jogo. Olhando para o passado recente e para as principais ligas europeias, só o Bayern conseguiu algo semelhante.

Entre Abril de 2012 e 2014, os bávaros de Jupp Heynckes – e, posteriormente, de Pep Guardiola – conseguiram uma série de 65 jogos consecutivos a marcar na Bundesliga. Sem dúvida que Óscar Cardozo foi o goleador mais importante das últimas temporadas na Luz. Mas as lesões e o apagão do paraguaio na última temporada, fazem de Lima o nome mais vezes repetido nestes 79 jogos. O avançado brasileiro contratado ao Braga foi quem furou as redes adversárias com maior frequência:39 golos. Cardozo, 26, e Rodrigo, 19, completam o trio mais influente e a quem JJ pode agradecer. A vitória por 3-0 em Penafiel, no fim-de-semana, deixou também o Benfica a um ponto de ser campeão de Inverno pela quarta época consecutiva. A duas jornadas do fim da primeira volta, as águias têm seis pontos de vantagem sobre o FC Porto. JJ já sabe que as contas se fazem no fim e todas estas estatísticas de nada servirão se o título não terminar na Luz. Nos três anos anteriores em que o Benfica liderava a meio do campeonato, foi ultrapassado pelos dragões em duas ocasiões. Em 2014 Jesus conseguiu mudar o rumo dos acontecimentos e vencer o segundo título de campeão nacional pelo Benfica. Se em Maio de 2015 as águias voltarem a festejar, termina um jejum de 31 anos: desde 1984, com Sven-Goran Eriksson, que o Benfica não consegue o bicampeonato.


ócios / negócios

hoje macau quarta-feira 7.1.2015

‘Asobu’ é um novo espaço de venda de peças artísticas e ensino de pintura. Adela Sou, uma das responsáveis, retirou a ideia do Japão e assegura que tudo passa pelo divertimento. Afinal, Macau ainda tem espaço para desenvolver artes desta forma

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‘Asobu’, loja de artes Adela Sou, co-fundadora

“ Macau tem espaço

para desenvolver coisas ainda inexistentes”

Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

‘A

sobu’ é uma palavra japonesa que significa ‘divertir-se’ e é esse mesmo o tema da nova loja de Adela Sou. É que segundo ela, uma das responsáveis, “tudo tem que ver com entretenimento”. Harmonia é talvez a palavra mais adequada para descrever o sentimento fornecido pela loja, que se encontra pejada de pinturas, decorações e instrumentos de música. Adela Sou explica que, na ‘Asobu’ se vendem guitarras e roupa da marca nipónica S-izm. Mas há ainda espaço para discos musicais, filmes e jogos de tabuleiros, ainda que a maior fatia de negócio seja feito através de aulas de pintura para pequenos e graúdos. muito s destes talentos em ponto pequeno. a sstudar para o jaspara crianças com idade inferior aos 14 anos”os “Recrutámos professores para ensinar desenho e às vezes eu e outros responsáveis também ensinamos. Cada aula tem apenas cinco alunos porque assim é possível ensinar melhor, dando mais oportunidades de aprendizagem. As aulas para crianças e para adultos são separadas porque a forma de ensino são diferentes.” explicou. Quanto ao custo de cada aula, Adela Sou explica que cada pacote de quatro sessões custa entre 600 e 800 patacas. “Normalmente, as aulas dos adultos são dadas às quartas e sextas-feiras, ficando o fim-de-semana reservado para crianças com idade inferior aos 14 anos”, acrescentou a responsável. A loja inaugurou em Julho passado, na Rua do General Rodrigues, mesmo junto ao jardim Lou Lim Ieok. Adela Sou tem apenas 24 anos e é licenciada em Design Gráfico pelo Instituto Politécnico de Macau, tendo ido trabalhar e estudar para o Japão durante dois anos. O regresso à terra-natal e a experiência no Japão aguçou a vontade de Adela em trazer a cultura nipónica para o território e criar algo diferente do que já cá existe. Foi assim mesmo que surgiu a ideia de abrir a ‘Asobu’ com outros sócios. “Acho que Macau tem muito espaço para desenvolver coisas inexistentes”, disse. A designer acrescentou ainda que os trabalhos de pintura feitos pelos alunos da galeria são bem-vindos em exposi-

ções a ter lugar no mesmo espaço. “São coisas especiais e diferentes”, disse Sou, referindo-se às obras destes talentos em ponto pequeno.

Além-app

A sócia é responsável pela secção de retalho da loja, mas assegura ter dado especial atenção ao canto de jogos de tabuleiro, CD e filmes, pois considera que é uma oportunidade para as crianças porem os telemóveis e computadores de parte por um pedaço de tempo. “Há vários jogos que não precisam de plataformas electrónicas para ganharem vida”, frisou. A ‘Asobu’ vende também obras originais de artistas independentes locais, de Hong Kong ou de outros países, tais como filmes. A responsável adianta que a grande maioria é divertido, mas não é conhecido, nem comum. Por tudo isto, Adela Sou considera que o aproveitamento da loja

foi bem feito, estando o espaço dividido em várias secções.

Espaços a menos

“Em Macau ainda não existem muitos espaços destinados à criação, pois muitos deles concentram-se no sector de exposições. Pessoalmente, não gosto dessa área e por isso é que abri este espaço”, afirma. É que Adela Sou acredita que faltam espaços deste género no território. “Tenho vindo a reparar que podemos fazer o que queremos, neste caso para que mais pessoas gostem disso”, acrescentou. Entre risos, a jovem designer recorda momentos em que determinadas pessoas apenas entram na ‘Asobu’ só para experimentar os instrumentos que por ali estão. No que diz respeito ao custo de um negócio como estes, Adela explica que, embora a renda seja entre as dez mil a 20 mil patacas, não foi necessário investir muito capital

“O negócio não é uma brincadeira e não queremos ganhar muito dinheiro, mas sim fazer o que gostamos. O negócio vai continuar por muito tempo”

inicial, já que o espaço estava em bom estado antes de ser arrendado pelos sócios. Menos de 50 mil patacas foi o suficiente para reestruturar o local e transformá-lo naquilo que hoje é a ‘Asobu’. “Antes a loja vendia candeeiros e a decoração era boa, pelo que não precisámos de mudar os azulejos do chão. Fomos nós próprios que pintámos as paredes e até tivemos amigos que ofereceram algumas peças de mobiliário”, referiu. Os fundadores decidiram não pedir apoio financeiro do Governo nem recorrer ao subsídio fornecido às PME, tendo pago tudo do seu bolso. No que diz respeito ao tipo de publicidade feita, a responsável acredita no poder das redes sociais. “Descobrimos que hoje em dia poucas pessoas fazem compras enquanto passeiam na rua. Tendo isto em conta, decidimos então vender os produtos nas redes sociais e só mais tarde atraímos os clientes até à loja”, começa. No entanto, não é apenas o facto dos produtos estarem à distância de um clique, mas sim da rapidez de chegada dos produtos. “A venda online permite o envio de 300 produtos em apenas dois dias e o processo físico de venda é mais lento”, justifica a co-fundadora, que refere ser essa a razão para o equilíbrio das despesas. Adela Sou lamenta, no entanto, que a renda tenha aumentado devido à abertura de vários estabelecimentos de comida perto. Contudo, e porque nem tudo são desgraças, a inauguração destes espaços de restauração parece ter trazido mais movimento e vida à rua. A designer e professora de música recorda ainda, com entusiasmo, que o contrato de arrendamento do espaço é de cinco anos, pelo que é um assunto que fica para trás das costas. Entre instrumentos, sons e várias obras de arte de pessoas mais e menos experientes, Adela Sou frisou que está optimista relativamente a este projecto. “O negócio não é uma brincadeira e não queremos ganhar muito dinheiro, mas sim fazer o que gostamos. O negócio vai continuar por muito tempo”, disse com determinação.


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AVISO

Open Tender Notice Request for Proposal – Supervision and Technical Support Service for Design & Build of Passenger Terminal Building North Extension at MIA (RFQ-209) 1. Company: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 2. Tendering method: Open tendering 3. Objective: To select a Supervision Consultant for supervising the construction of Passenger Terminal Building North Extension at Macau International Airport. 4. Request for tender documents: Tender Notice and Tender Document can be downloaded from the website www.macau-airport.com and www.camacau.com until 7 days prior to the deadline for submission of Bidders’ tenders. Please regularly check the website for any clarification or changes/ modification/amendment in the Tender Document. 5. Location and deadline for submission of Bidders’ tenders: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 4th Floor, CAM Office Building, Av. Wai Long, Taipa, Macau Before 12:00 noon on 30 Jan 2015 (Macau Time) The addressee of the tender shall be Mr. Deng Jun – Chairman of the Executive Committee. The tenders received after the stipulated date and time will not be accepted. 6. CAM reserves the right to reject any tender in full or in part without stating any reasons. -END-

Faz-se saber que, em relação ao concurso público para «Empreitada de Construção da Fundação por Estacas do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas – Edifício de Residências do Pessoal», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 52, II Série, de 26 de Dezembro de 2014, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 2.2 do programa do concurso, e foi feita aclaração complementar conforme necessidades, pela entidade que realiza o concurso e juntos ao processo do concurso. Os referidos esclarecimentos e aclaração complementar encontram-se disponíveis para consulta, durante o horário de expediente, no Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, sito na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10º andar, Macau. Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, aos 2 de Janeiro de 2015.

O Coordenador do Gabinete, substituto Chau Vai Man

AVISO Faz-se saber que, em relação ao concurso público para «Empreitada de Construção da Fundação por Estacas do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas – Instituto de Enfermagem», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 52, II Série, de 26 de Dezembro de 2014, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 2.2 do programa do concurso, e foi feita aclaração complementar conforme necessidades, pela entidade que realiza o concurso e juntos ao processo do concurso. Os referidos esclarecimentos e aclaração complementar encontram-se disponíveis para consulta, durante o horário de expediente, no Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, sito na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10º andar, Macau. Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, aos 2 de Janeiro de 2015.

O Coordenador do Gabinete, substituto Chau Vai Man

DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO

ANÚNCIO A Direcção dos Serviços de Turismo faz público que, de acordo com o Despacho de 5 de Dezembro de 2014, do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para “Prestação de Serviços do Plano Geral do Desenvolvimento da Indústria do Turismo de Macau”. O Programa do Concurso e o Caderno de Encargos encontram-se disponíveis, para efeitos de consulta no Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, no Edifício “Hot Line”, Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, 12.° andar, Macau, a partir da data de publicação do presente aviso, dentro do horário normal de expediente, e as respectivas cópias poderão ser levantadas mediante o pagamento de MOP500,00 (quinhentas patacas). Para quaisquer esclarecimentos, a partir da data da publicação do aviso e até dez (10) dias antes do termo do prazo para a entrega das propostas, os interessados podem apresentar as suas questões, na página electrónica da Direcção dos Serviços de Turismo (http://industry.macautourism.gov.mo), sendo as respostas, também, dadas nesta mesma página electrónica. O limite máximo do valor do concurso é de MOP20.000.000,00 (vinte milhões de patacas). Os critérios de apreciação das propostas e os respectivos factores de ponderação são os seguintes: - Conhecimento do conteúdo de prestação de serviços do plano (35%); - Método do plano e programa de trabalho das diferentes fases (20%); - Preço (15%); - Experiência (30%). Os concorrentes devem entregar as suas propostas redigidas em chinês, português, ou inglês no Balcão de Atendimento da DST, no Edifício “Hot Line”, Alameda Dr. Carlos d’ Assumpção, n. os 335-341, 12.° andar, Macau dentro do horário normal de expediente, cujo prazo de entrega é até às 17:45 horas do dia 2 de Março de 2015. Devem, ainda, os concorrentes prestar uma caução provisória, no valor de MOP400.000,00 (quatrocentas mil patacas). A forma de pagamento dessa caução provisória pode ser: 1) mediante depósito bancário à ordem, do Fundo de Turismo, no Banco Nacional Ultramarino; 2) garantia bancária; 3) depósito entregue nesta Direcção dos Serviços de Turismo em numerário, em ordem de caixa ou em cheque visado, emitidos à ordem do Fundo de Turismo; ou 4) por transferência bancária para a conta do Fundo de Turismo, no Banco Nacional Ultramarino de Macau (conta n.º 8003911119) . O acto público do concurso realizar-se-á no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, no Edifício “Hot Line”, Alameda Dr. Carlos d’ Assumpção, n.os 335-341, 14.° andar, Macau, pelas 10:00 horas do dia 3 de Março de 2015. Em caso de encerramento desta Direcção de Serviços, por causa de tempestade ou força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de abertura das propostas serão adiadas para o primeiro dia útil, imediatamente seguinte, à mesma hora. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público do concurso para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados ao concurso, nos termos do artigo 27.° do Decreto-Lei n.° 63/85/M, de 6 de Julho. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 18 de Dezembro de 2014. A Directora dos Serviços Maria Helena de Senna Fernandes

A Direcção dos Serviços de Turismo do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, faz público que, de acordo com o Despacho de 11 de Dezembro de 2014 do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para adjudicação do serviço de produção de materiais promocionais e aluguer de equipamentos para a “Parada de Celebração do Ano Novo Chinês do ano 2015”. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, e ser levantadas cópias, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos e demais documentos suplementares, mediante o pagamento de duzentas patacas (MOP200,00); além disso ainda se encontra igualmente patente no website da Direcção dos Serviços de Turismo (http://industry.macautourism.gov.mo), podendo os concorrentes fazer “download” do mesmo. Sessão de esclarecimento será realizada no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 15:00 horas do dia 5 de Janeiro de 2015. O limite máximo do valor global da prestação de serviço é de MOP12.000.000,00 (doze milhões de patacas) Critérios de apreciação das propostas e percentagem: Critérios de adjudicação

Factores de ponderação

Preço

30%

Maior garantia de segurança e eficiência na prestação do serviço - Informações sobre os equipamentos a serem utilizados - Plano de produção dos materiais de decoração - Plano de montagem e desmontagem

40%

Experiência e competência técnica do concorrente

30%

Os concorrentes deverão apresentar as propostas na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, durante o horário normal de expediente e até às 17:30 horas do dia 16 de Janeiro de 2015, devendo as mesmas ser redigidas numa das línguas oficiais da RAEM ou em inglês, prestar a caução provisória de MOP240.000,00 (duzentas e quarenta mil patacas), mediante 1) depósito em numerário à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo no Banco Nacional Ultramarino de Macau 2) garantia bancária 3) depósito nesta Direcção dos Serviços em numerário, em ordem de caixa ou em cheque visado, emitidos à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo 4) por transferência bancária na conta do Fundo do Turismo do Banco Nacional Ultramarino de Macau. O acto público do concurso será realizado no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 10:00 horas do dia 19 de Janeiro de 2015. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados ao concurso, nos termos do artigo 27.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho. Os representantes legais dos concorrentes poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público do concurso. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e hora de sessão de esclarecimento e de abertura das propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 26 de Dezembro de 2014 A Directora, Substituta Tse Heng Sai


( F ) utilidades

hoje macau quarta-feira 7.1.2015

tempo

c h u va

fraca

Cineteatro

Cinema

min

14

max

20

hum

65-95%

•

euro

9.5

baht

0.2

Um filme de: Oliver Megaton Com: Liam Neeson, Forest Whitaker, Famke Janssen 14.00, 15.55, 17.50, 21.30

Sala 3

seventh son [3d] [C]

Um filme de: Sergei Bodrov Com: Jeff Bridges, Julianne Moore, Ben Barnes 19.30

night at the museum: secret of the tomb [B]

Um filme de: Shawn Levy Com: Ben Stiller, Robin Williams, Owen Wilson 19.45

1.3

O que fazer esta semana

Com: Jeff Bridges, Julianne Moore, Ben Barnes 14.30, 16.30, 21.30

taken 3 [c]

?

yuan

Taken 3 Sala 1

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women who flirt [b] (Falado em mandarim com legenda em chinês e inglês) Um filme de: Pang Ho-Cheung Com: Zhou Xun, Huang Xiao Ming 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Sala 2

seventh son [C]

Um filme de: Sergei Bodrov

Aconteceu Hoje

7 de janeiro

Morre Inês de Castro, a paixão de D. Pedro

• Amanhã Exposição “Transmutation” e “Foam Tip”

• A 7 de Janeiro, assinala-se a morte de Inês de Castro, executada por ordem do rei D. Afonso IV, em 1355, em resultado do romance com o infante Pedro I. As lutas de sucessão e o escândalo de um romance proibido precipitaram a morte de Inês de Castro. D. Inês de Castro nasceu na Galiza e foi uma nobre amada por D. Pedro I, futuro rei de Portugal, de quem teve três filhos. Era filha de D. Pedro Fernandes de Castro, um dos fidalgos mais poderosos do reino de Castela. Apaixonou-se pelo infante Pedro I, herdeiro do trono português, que casara com D. Constança Manuel. Essa paixão foi correspondida pelo infante, o que deu origem a um romance histórico, mal visto no seu tempo, quer pela corte, como pelo povo. O rei D. Afonso IV não aprovava esta relação, que considerava imoral e que punha em causa as relações diplomáticas com D. João Manuel de Castela. E por isso ordenou, em 1344 que D. Inês fosse exilada no castelo de Albuquerque, na fronteira de Castela. No entanto, em Outubro de 1345, D. Constança morreu ao dar à luz D. Fernando I, futuro rei de Portugal. D. Pedro fica viúvo e ordenou que D. Inês regressasse do exílio, o que contrariava a vontade do pai. Pedro e Inês passaram a viver juntos, o que gerou uma profunda desavença entre o infante e o pai, além de um escândalo na corte. D. Afonso IV tentou casar o filho com uma dama de sangue real, mas D. Pedro rejeitou, alegando que sentia a perda da ex-mulher, D. Constança. Nos anos seguinte, no entanto, D. Inês e D. Pedro foram gerando descendência: quatro filhos, sendo que um deles morreu pouco depois da nascença. Estes nascimentos de João, Dinis e Beatriz agravaram o problema, porque D. Afonso IV temeu ser preterido na sucessão ao trono por um dos filhos bastardos do pai. Por outro lado, circulavam boatos de que os filhos de Inês de Castro e D. Pedro conspiravam para assassinar o infante D. Fernando, herdeiro de D. Pedro, para o trono português passar para o filho mais velho de Inês de Castro. Até que no dia 7 de Janeiro de 1355, o rei cede às pressões dos conselheiros e decide executar D. Inês de Castro, aproveitando a ausência de D. Pedro numa excursão de caça. E é esse facto histórico que hoje se recorda.

(pintura e porcelana, por Carol Kwok e Arlinda Frota) Signum Living Store Entrada livre

• Diariamente Exposição “Ponto de Partida: Pinturas de Dennis Murrel e dos seus Artistas” (até 31/01) Fundação Rui Cunha, 18h30 Entrada livre

Exposição de sândalo vermelho (até 22/03) MGM Resort

u m L i v r o H o j e “Ensaio sobre a lucidez” (José Saramago)

Entrada livre

Exposição de pintura “113º 55’ E 21’ 11’N”, de Sofia Areal (até 12/01)

Num dia de chuva intensa como não se via desde que há memória acontecem eleições municipais. Nem uma alma entra por aquela porta para votar, o que deixa os delegados dos partidos em pânico. Subitamente, depois das 16 horas, um tumulto de gente sai de suas casas para ir votar, sem explicação aparente, mas o número de votos em branco obriga à repetição das eleições na semana seguinte. Uma escrita do Prémio Nobel da Literatura carregada de ironia e de uma profunda reflexão sobre o actual sistema democrático vigente no Ocidente, a sua representatividade e o papel dos média nesse processo. - Andreia Sofia Silva

Casa Garden Entrada livre

Exposição de pintura “Korean Art”, com Oh Young Sook e Kim Yeon Ok (até 15/02) Galeria Iao Hin Entrada livre

Exposição de Design de Cartazes “V•X•XV:” (obras de 1999, 2004 e 2009) [até 15/03]

João Corvo

fonte da inveja

As mulheres e as crianças têm

em comum serem incompreensíveis.

Museu da Transferência da Soberania de Macau, 10h00 às 19h00 Entrada livre


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opinião

hoje macau quarta-feira 7.1.2015

Carlos Morais José

editorial

C

om a entrevista que hoje publicamos de Alexis Tam, a RAEM parece entrar resolutamente numa nova fase da sua existência política. Logo a abrir, o facto de um Secretário se disponibilizar para comunicar as suas ideias e futuras medidas a um órgão de Comunicação Social é um significativo avanço, quando comparado com os seus predecessores, cujo desprezo pela população foi explícito e notório. Parece assim que entramos numa nova era, na qual os governantes entendem que estão nas suas cadeiras para servir e não com outros objectivos. É inevitável estabelecer uma comparação porque, durante quinze anos, aturámos figuras escondidas em torres de marfim, talvez por isso incapazes de sentir o pulsar da sociedade, que deixaram o barco resvalar para uma situação perigosa de insatisfação social. Senhores de si, mas não das pastas que ocupavam, deixaram entrar água e mais água, permitiram que muito se degradasse, ao sabor dos interesses e talvez da pouca vontade que tinham em realmente servir o povo da RAEM. Agora tudo parece diferente, embora seja ainda tarde para ter certezas. O exemplo de Alexis Tam devia-se estender a outros membros do novo Governo, na medida em que a comunicação com as pessoas através dos media é da ordem da obrigação e não do “não me dá jeito” ou “não me apetece”, como tanto sucedeu no passado. Faz parte do segundo sistema existir uma corrente contínua de informações, de questionamentos e de transparência das acções dos Governos, algo que nunca foi interiorizado, por exemplo, por Florinda Chan, Francis Tam, Lao Si Io, Cheong U e mesmo Cheong Kuok Va. Como desculpa, poderemos imaginar que foram mal aconselhados. Resultado: a sua passagem pelo Executivo não brilhará nos respectivos currículos. Na entrevista, Alexis Tam aborda as várias áreas pelas quais vai ser agora responsável e não se inibe de mostrar desagrado pelo estado de algumas coisas, como não parece ter medo de impor metas, traçar soluções, explanar medidas. Com certeza que, depois do Ano Novo Chinês, quando da apresentação das LAG, que as suas ideias estarão mais definidas, mais estruturadas, embora se possa já, nas suas palavras, detectar metas e objectivos. Espera-se, aliás, que este ano as Linhas de Acção Governativa (LAG) não sejam o “copy-paste” do costume, algo que os ex-Secretários faziam sem qualquer pudor, como se entendessem que o povo é constituído por atrasados mentais e que ninguém ia dar por isso. Na verdade, caso nunca se tenham apercebido disso, eram motivo de constante e persistente risota.

“O Leopardo”, Luchino Visconti

Os novos tempos

Espera-se, aliás, que este ano as LAG não sejam o “copy‑paste” do costume, algo que os ex-Secretários faziam sem qualquer pudor, como se entendessem que o povo é constituído por atrasados mentais e que ninguém ia dar por isso. Na verdade, caso nunca se tenham apercebido disso, eram motivo de constante e persistente risota. Contudo, este ano, acreditamos que será diferente. Acreditamos que o segundo sistema será desenvolvido, o que significa mais primado da lei, mais transparência e, sobretudo, mais atenção aos anseios populares, algo para o qual esta pseudo-aristocracia dos negócios demonstrou sempre estar-se nas tintas. Acreditamos que, nas diversas áreas, as LAG apresentem realmente medidas inovadoras e necessárias, que tenham em conta a melhoria da qualidade de vida da população. Aliás, aquilo que parecia ser um frete para os ex-governantes, esperamos que seja visto como mais uma oportunidade de comunicar com a população e, sobretudo, explicar-lhe

porque razão se faz assim e não assado, frito ou cozido, e que o resultado já não é sempre ir parar o bolo à mesa dos mesmos. O povo de Macau precisa de acreditar no futuro e para isso precisa de ter confiança em que o governa. Precisa do exemplo que vem de cima, de comportamentos além de qualquer suspeita e não do fechar de olhos a que está habituado, perante as dificuldades e os interesses privados. Nos próximos cinco anos, a RAEM enfrentará novos desafios, como a reestruturação do Jogo e a sua estabilização, isto apesar de estarem previstas aberturas de novos megaempreendimentos no Cotai.

Percebeu-se, finalmente, que o céu não é o limite e ainda bem, porque assim haverá mais vontade de diversificar a economia e possibilitar aos residentes outras opções que não passem pela entrada nos antros da sorte e do azar. Mas, sobretudo, o próximo lustro será o momento de criar realmente harmonia, uma melhor distribuição da riqueza e uma mais natural relação entre governantes e governados. Para já, Alexis Tam e Lionel Leong tomaram a dianteira e têm sido incansáveis, nas respectivas áreas. Provavelmente, outros membros do Executivo seguirão o seu exemplo. O que não pode continuar é uma governação de costas voltadas para o povo, encafuada nos segredos dos gabinetes e desajustada da realidade. É que esta, quer queiram quer não, acaba sempre por fazer valer a sua importância. Felizmente, a RAEM parece ter aprendido. Se assim não fosse, Pequim poderia contar, para além de Hong Kong, com mais um problema nas suas ocupadas mãos. O que, no caso de Macau, só poderia ser justificado por incompetência, desinteresse ou nepotismo.


opinião 23

hoje macau quarta-feira 7.1.2015

António Ribeiro Ferreira

In i

Ano novo, vida nova? Deixem-me rir nos pormenores que não afectam a vidinha dos indígenas. Para os dois principais responsáveis do país, o facto do querido Obama usar a arma dos preço do petróleo para vergar os maus de Moscovo é algo de que não vale a pena falar porque, em última análise, os combustíveis até vão baixar e ninguém vai dar pelo aumento provocado por essa extraordinária invenção de um ministro que decidiu copiar os modelos da fiscalidade verde dos países ricos para os atirar para cima dos indígenas que insistem em andar de automóvel. Para os dois principais responsáveis do país, o facto de Angola já ter anunciado cortes na despesa pública e a suspensão e adiamento de grande obras pela brutal queda de receitas da venda do petróleo, é algo que não afecta a

vidinha dos portugueses, é um problema para os angolanos resolverem a bem ou a mal. O facto de viverem e trabalharem em Angola milhares e milhares de portugueses, o facto de estarem em Angola centenas e centenas de empresas, nomeadamente de construção e obras públicas, que se refugiaram em terras angolanas para não falirem e que podem cair com estrondo com o corte anunciado por Luanda, é algo que não merece uma palavra dos dois principais responsáveis do país. Nada os incomoda, nada os perturba. Apenas uma coisa os move. Manter o pântano a todo o custo, defendê-lo com unhas e dentes dos terríveis populistas que ameaçam a velha ordem democrática, a mesma que os alimenta há 40 anos.

Irmãos Marx

O

senhor primeiro-ministro apareceu na casa dos portugueses no Natal a prometer um 2015 sem nuvens negras no horizonte. Óptimo. O senhor Presidente da República apareceu na casa dos portugueses no ano novo a garantir que os partidos e os seus dirigentes não se alheiam dos interesses do país e das aspirações dos cidadãos. Óptimo. Para os dois principais responsáveis do país está tudo a andar sobre rodas e quem disser o contrário é populista ou alarmista. A economia está estupenda, o desemprego baixa a todo o vapor, o défice cai a pique à conta do corte na despesa do Estado, a dívida há-de baixar se Deus Nosso Senhor quiser e os impostos, esses, vão com certeza baixar com o crescimento exponencial da economia. Para os dois principais responsáveis do país não há nuvens negras na União Europeia e os partidos políticos do costume, os que governam alternadamente há 40 anos, são entidades transparentes, adeptas do rigor e da seriedade, combatentes activos da corrupção e sempre atentos aos indígenas que por obra do destino ou de Deus nasceram nesta terra de Santa Maria.

Nada os incomoda, nada os perturba. Apenas uma coisa os move. Manter o pântano a todo o custo, defendê-lo com unhas e dentes dos terríveis populistas que ameaçam a velha ordem democrática, a mesma que os alimenta há 40 anos Para os dois principais responsáveis do país a União Europeia vive momentos de glória em matéria económica, social e política. Para os dois principais responsáveis do país o mar de rosas europeu só não é perfeito porque andam por lá e por cá uns tantos movimentos ou partidos populistas que querem a todo o custo pôr em causa a velha ordem. Populistas de esquerda e direita que põem os dedos nas feridas, denunciam o sistema, a incompetência, as tretas do multiculturalismo e ameaçam agitar os nenúfares do gigantesco pântano europeu. Para os dois principais responsáveis do país o mundo está óptimo e as minudências do Médio Oriente, da Ucrânia e do conflito aberto entre o Ocidente e a Rússia são peque-

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong (estagiária); Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Agnes Lam; Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com. mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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Japão proíbe entrada de ecologistas

O Japão negou entrada no seu território a 11 membros da organização ecologista Sea Shepherd, que se opõe à pesca de cetáceos que decorre no país, confirmou o Governo nipónico. O porta-voz do executivo, Yoshihide Suga, explicou que, com base na lei de imigração, as autoridades rejeitaram o pedido destas 11 pessoas para entrar no Japão por não considerarem válidos os motivos de entrada e as actividades a desempenhar no país especificadas nos documentos. Os activistas da Sea Shepherd têm boicotado regularmente as campanhas de caça da baleia no Oceano Antártico e também a caça de golfinhos que todos os anos se realiza na localidade de Taiji, em Wakayam.

cartoon

a mesma m%@*# de sempre

por Stephff

Violações, decapitamentos, tortura, abusos dos direitos humanos, terrorismo islâmico, guerra ao terrorismo, crimes de guerra, invasões militares, golpes militares, protestos violentos, viragens económicas, epidemias, quedas de aviões e fofoca sobre estrelas de hollywood... temo que seja a mesma m%@*# que ontem...

Filho de Jackie Chan julgado na sexta-feira

Jaycee Chan, filho do famoso actor de Hong Kong Jackie Chan, vai ser julgado na sextafeira por posse e consumo de droga. Chan vai ser julgado num tribunal do distrito de Dongcheng e, caso seja declarado culpado das acusações, que incluem também a de alojar consumidores de estupefacientes, pode ser condenado até três anos de prisão. Jaycee Chan e o ator Kai Ko Cheng-tung foram detidos a 14 de agosto de 2014, em Pequim, por consumo de drogas numa casa de massagens, A polícia encontrou também mais de 100 gramas de marijuana na casa do filho do actor. Kai Ko, de 23 anos, foi libertado no final de Agosto, enquanto Jaycee Chan, de 32 anos, continua detido. No final de Agosto, Jackie Chan pediu desculpas publicamente pela atitude do seu filho, assegurando que se sentia muito envergonhado e responsável por “não o ter educado bem”.

EUA Homem come olho e cérebro de sem‑abrigo

O insólito episódio teve lugar na Florida. Depois de ter confessado a uma prima que ansiava por “ter sangue nas mãos”, Tyree Lincoln Smith, 35 anos tratou de cumprir o seu desejo quando, numa noite que passava ao relento, foi convidado por um sem-abrigo para pernoitar num andar coberto de um edifício abandonado. Segundo o relatório da polícia, Smith acabou por matar o semabrigo com um machado, tendo depois comido um olho e parte do seu cérebro. A prima do suspeito contou também às autoridades que, no dia seguinte, Smith voltou a visitá-la, com as calças ensanguentadas.

Portugal Polícia judiciária faz Buscas na PT e na PWC

As provas perdidas A sede da Portugal Telecom SGPS e a consultora PricewarterhouseCoopers, em Lisboa, estão a ser alvo de buscas. A Procuradoria-Geral da República confirma a operação e em causa estão “suspeitas de participação económica em negócio e burla qualificada”. Trata-se de um novo processo, relacionado com investimentos no Grupo Espírito Santo. As buscas enquadram-se numa nova linha de investigação, apurou a SIC, após queixas de accionistas da PT, que se sentem lesados por causa de investimentos que a administração da Portugal Telecom SGPS fez no GES, incluindo na Rioforte. Em comunicado, “a Procuradoria-Geral da República

confirma a realização de buscas, designadamente na PT SGPS, no âmbito de um inquérito em investigação no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP)”. E acrescenta

que “neste inquérito estão em causa suspeitas de participação económica em negócio e burla qualificada, investigando-se aplicações financeiras realizadas pela empresa”. A PGR indica ainda que “o Ministério Público é coadjuvado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, pela Polícia Judiciária e pela Autoridade Tributária”. O juiz de instrução criminal Carlos Alexandre supervisiona as buscas na sede da PT SGPS. Os inspectores estão também na PricewarterhouseCoopers, empresa de consultadoria. Nesta empresa a PJ procura documentos relacionados com a auditoria que a PWC fez na PT SGPS, a pedido da administração da própria PT.

Lajes Relações com EUA podem ser prejudicadas

O

ministro dos Negócios Estrangeiros português, Rui Machete, avisou ontem que as relações entre Portugal e os Estados Unidos poderão ser prejudicadas em caso de um desfecho negativo sobre a utilização da Base das Lajes, nos Açores. “O Governo português continua a manifestar a sua total disponibilidade para trabalhar com os Estados Unidos na procura de uma solução que

garanta a maximização quanto à utilização da Base das Lajes, reforce o relacionamento estratégico entre os dois países e não seja penalizadora para a população da Ilha Terceira”, afirmou o governante. Machete falava na abertura do seminário diplomático, que reuniu em Lisboa diplomatas e membros do executivo para discutir as prioridades da política externa portuguesa.

Coreias Sul acolhe oferta de diálogo

A Presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, acolheu com agrado as declarações do líder da Coreia do Norte que disse estar disponível para conversações “de alto nível”. Kim Jong-un expressou esta disponibilidade no seu discurso de Ano Novo, mas disse que tais conversações dependiam de algumas condições, incluindo a suspensão dos exercícios militares anuais do Sul com os Estados Unidos, que Seul pretende manter, e o fim da “difamação” do regime norte-coreano. “Considero uma coisa positiva, o facto de [o líder da] Coreia do Norte, no seu discurso de Ano Novo, expressar uma atitude mais afirmativa de envolvimento com o diálogo”, disse Park. “No entanto, o que é realmente importante neste momento é que a Coreia do Norte mostre sinceridade no que toca às relações Sul-Norte e cumpra os seus compromissos através de acções”, afirmou.

Índia Presidente de câmara transexual

Uma mulher transexual foi eleita, pela primeira vez na Índia, presidente da câmara da cidade de Raigarh, no estado de Chhattisgarg (centro), depois de ter vencido as eleições autárquicas. Madhu Bai Kinnar, de 35 anos, venceu no domingo as eleições municipais em Raigarh, ao bater por 4.500 votos o rival do partido nacionalista hindu BJP do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, anunciou a comissão eleitoral do estado. Membro da casta dos ‘Dalit’ (Intocáveis), Madhu dançava e cantava nos comboios, de acordo com a agência noticiosa Press Trust of India. “As pessoas mostraram confiar em mim. Considero esta vitória amor e bênçãos que me foram enviadas”, declarou, após ter sido eleita. A vitória de Madhu Bai Kinnar acontece nove meses depois de o Supremo Tribunal da Índia ter reconhecido os transexuais como um terceiro género, nem masculino, nem feminino.


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Hoje Macau 7 JAN 2015 #3246 by Jornal Hoje Macau - Issuu