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Hoje Macau 6 SETEMBRO 2021 #4847

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Nº 4847 SEGUNDA-FEIRA 6-9-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

hoje macau

THETIREDEYES

MÚSICA NÃO CANSA EVENTOS

CHINA

ALIANÇA ORIENTAL PÁGINA 8

AUTOMOBILISMO

Mãos no volante HOJE MACAU

ÚLTIMA

ELEIÇÕES

CARTADAS DECISIVAS PÁGINA 2

Em ponto morto

As excursões locais vão continuar suspensas até receberem luz verde dos Serviços de Saúde. Helena de Senna Fernandes anuncia que o regresso ao projecto vai contemplar actividades diárias para tentar recuperar das perdas de Agosto, e mantém-se optimista quanto às entradas em Macau na Semana Dourada que, segundo a responsável do Turismo, poderão chegar às 20 a 30 mil por dia. PÁGINA 4


2 política

HOJE MACAU

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6.9.2021 segunda-feira

Jogos Paraolímpicos Ho Iat Seng felicita comitiva nacional

O Chefe do Executivo enviou uma carta de parabéns à delegação chinesa pela participação na 16.ª edição dos Jogos Paraolímpicos, devido aos “feitos extraordinários em várias competições”. “Os atletas paraolímpicos da pátria uniram-se e trabalharam arduamente”, “alcançando excelentes resultados com 96 medalhas de ouro, 60 medalhas de prata e 51 medalhas de bronze”, afirmou Ho Iat Seng, de acordo com um comunicado divulgado ontem. “Em nome da Região Administrativa Especial de Macau e da maioria dos residentes de Macau, gostaria de vos apresentar as minhas calorosas felicitações e demonstrar o mais elevado respeito”, escreveu o governante. O Chefe do Executivo declarou ainda que todos os desafios enfrentados pela delegação desportiva chinesa tocaram os corações dos compatriotas de Macau, destacando a coragem e determinação dos atletas. Ho destaca também o exemplo inspirador que fortalece a autoestima de portadores de deficiência, além de reforçar o orgulho patriótico.

Poder da Sinergia Dar atenção à opinião pública ELEIÇÕES ELLA LEI E LEONG SUN IOK QUEREM NOVO CARTÃO DE CONSUMO

Venham lá mais oito

A menos de uma semana das eleições, os candidatos metem a carne toda no assador. Os representantes da FAOM pedem mais um cartão de consumo de 8 mil patacas, enquanto Agnes Lam quer ver o problema das cheias resolvido

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LLA Lei e Leong Sun Iok, da lista União Para O Desenvolvimento, defendem que o Governo tem a obrigação de lançar uma nova ronda do cartão de consumo com pelo menos 8 mil patacas por residente. O apelo foi deixado, no sábado, no Mercado do Iao Hon, onde a lista apoiada pela Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) realizou uma acção de campanha. Segundo os argumentos apresentados pelos candidatos e deputados, o Governo tem a obrigação de garantir a estabilidade económica e proteger os empregos. Por isso, exigem que haja uma nova ronda do cartão de consumo de 8 mil patacas para “aliviar a pressão” na vida dos residentes. Uma das preocupações mostrada por Leong foi o desemprego. O deputado diz que há cada vez mais desempregados de longo prazo e pessoas obrigadas a tirar licenças sem vencimento. Ella Lei e Leong Sun Iok exigem que haja um controlo dos

preços, para impedir aumentos nos combustíveis, como dizem estar a acontecer. Segundo esta versão, a gasolina e o gasóleo sobem sempre de forma muito rápida, mas o mesmo não acontece quando é para fazer descer os preços.

Combate às cheias

Em campanha no mesmo dia, mas no Largo do Pagode do Bazar, Agnes Lam, deputada e cabeça-de-lista da Observatório Cívico, considerou que um dos assuntos mais urgentes é resolução do problema das cheias no Porto Interior. Segundo a candidata, todos os Verões há cheias e é neces-

Leong Sun Iok defendeu que há cada vez mais desempregados de longo prazo e pessoas obrigadas a tirar licenças sem vencimento

sário haver medidas concretas e mais determinadas para aumentar a capacidade de retenção de água e drenagem. Por isso, Agnes Lam apelou a que essa construção seja acelerada, ao mesmo tempo que se melhorem as rotas de evacuação e planos de salvamento. Ainda sobre as cheias, Lam colocou-se ao lado dos comerciantes das zonas mais atingidas e afirmou que os subsídios monetários para pagar os danos não são suficientes. Segundo a candidata, os comerciantes das zonas com cheias vivem um ciclo vicioso em que pedem subsídios e mal os acabam de pagar, precisam de pedir outro novamente, porque voltou a haver cheias. Face a este cenário, Lam apelou ao Executivo para resolver o problema de uma vez por todas.

Progresso só no Interior

À mesma hora, a União Promotora para o Progresso, lista apoiada pelos Kai Fong, estava na Praça do Tap Seac a afirmar que só a integração na Grande Baía vai contribuir para criar

oportunidades para os mais novos. Nos discursos de campanha, os candidatos número um, Leong Hong Sai, e número dois, Ngan Iek Hang, afirmaram que a mobilidade social em Macau está cada vez pior e que é necessário prestar mais atenção às oportunidades dos mais jovens. Por esse motivo, prometeram dedicar grande atenção às políticas de integração de Macau no Interior e na Grande Baía, que dizem ser a única via para os mais jovens melhorarem profissionalmente. Ainda sobre os assuntos dos mais jovens, a lista União Promotora para o Progresso, representada na Assembleia Legislativa há mais de 30 anos, prometeu fazer tudo para obrigar o Executivo a finalmente resolver os problemas de habitação, que se foram agravando com o desenvolvimento económico. João Santos Filipe

O Executivo deve informar melhor a população relativamente ao processo de tomada de decisões, considera Ron Lam, que lidera a lista Poder da Sinergia às eleições do próximo domingo. Citado pela TDM – Rádio Macau, o candidato afirmou que se for eleito vai “exigir ao Governo que divulgue mais informações e que as comunique por iniciativa própria”. As falhas de comunicação, além da ausência de debates aprofundados sobre medidas políticas, levam a que a “discussão com a sociedade” seja incompleta. Ron Lam afirmou ainda que o Governo deve tomar acções concretas para facilitar o acesso à habitação, em particular resolvendo o problema do preço crescente do metro-quadrado.

Energia Colectiva Pedidos mais apoios para idosos

Chan Tak Seng, líder da lista Energia Colectiva de Macau, afirma que é preciso aumentar os apoios sociais para os idosos, que não conseguem fazer face às despesas diárias. De acordo com o candidato da lista número cinco, devia ser criado um mecanismo de aumento gradual para as pessoas habilitadas a receber as pensões de idosos. Segundo a proposta, quem tiver 55 anos recebe 4 mil patacas por ano, aos 60 anos o apoio sobe para 5 mil patacas e, no último nível, o apoio para pessoas com mais de 65 anos sobe para 6 mil patacas. Chan Tak Seng considera que com estes valores os idosos poderão aproveitar melhor “os últimos anos”. No mesmo discurso de campanha, Chan Tak Seng criticou ainda o Executivo por não conseguir criar apoios suficientes ao nível dos cuidados de saúde para os mais velhos.

CAEAL Réplica de assembleia de voto no Tap Seac

A Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) instalou uma réplica da assembleia de voto no Pavilhão Polidesportivo do Tap Seac para simular o acto de votar. A réplica está disponível ao público a partir de hoje, até sexta-feira, com o intuito de dar “conhecer a forma correcta de votação e a importância do segredo do voto, de modo a reduzir o número de votos nulos e evitar a violação da lei”. A entidade presidida por Tong Hio Fong incentiva ainda eleitores portadores de deficiência visual para se deslocarem ao pavilhão do Tap Seac para se adaptarem “à matriz do boletim de voto destinado ao seu voto exclusivo”. A CAEAL indica que “cada círculo da matriz corresponde ao quadrado para carimbo de cada candidatura no boletim de voto e, junto do círculo, encontra-se impresso em Braille o número da respectiva candidatura”. A simulação está disponível entre as 9h30 e as 18h.


segunda-feira 6.9.2021

O plano de excursões locais só será reactivado após a autorização dos Serviços de Saúde. Segundo Helena de Senna Fernandes o regresso do programa incluirá actividades diárias. A responsável estima que Macau receberá entre 20 a 30 mil visitantes diários durante a Semana Dourada

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TURISMO EXCURSÕES LOCAIS DEPENDEM DO AVAL DOS SERVIÇOS DE SAÚDE

Compasso de espera

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directora dos Serviços de Turismo, Helena de Senna Fernandes revelou na passada sexta-feira que a retoma do plano de excursões locais “Passeios, Gastronomia e estadia para Residentes de Macau” está dependente da autorização dos Serviços de Saúde (SSM). À TDM-Canal Macau, a responsável afirmou também que, assim que a retoma do plano for aprovada pelas autoridades de saúde, as excursões locais serão reactivadas numa base diária, para que seja possível colmatar os prejuízos que resultaram do novo surto de covid-19 registado no início de Agosto em Macau. Além disso, lembrou Senna Fernandes, nem todos os residentes de Macau estão ocupados durante a semana e essa é uma situação que pode ser aproveitada. “Sabemos que nem todos os residentes de Macau trabalham ou estudam. Por isso, podem participar, durante os dias úteis, nos roteiros. Alguns, por exemplo, poderão mesmo participar nos populares cruzeiros de barco, depois do trabalho. Esta modalida-

de pode conferir mais margem ao sector do turismo, para apoiar os negócios. Vamos contactar todos os participantes e inquirir sobre a possibilidade de cancelar a respectiva vaga ou escolher outra”, apontou. Segundo a TDM-Canal Macau, o interregno do programa de excursões locais durante um mês, terá afectado cerca de 10.000 participantes.

Garimpeiros a postos

Questionada sobre as previsões de entrada de turistas em Macau

durante a Semana Dourada de Outubro, Maria Helena de Senna Fernandes apontou que são esperados entre 20 e 30 mil visitantes por dia. A pensar nos feriados de Outubro e para atrair mais visitantes, a responsável avançou que, no imediato, a prioridade passa por

restabelecer a confiança dos turistas do Interior da China. “Desde o dia 18 deAgosto, depois de Macau aliviar gradualmente as restrições implementadas por causa da pandemia, temos trabalhado no sentido de consolidar a confiança dos turistas do Continente no turismo de Macau e de estabelecer

“Esperamos que durante a Semana Dourada possamos voltar a ter visitantes entre os 20 mil e os 30 mil ou até mais de 30 mil, nalguns dias.” HELENA DE SENNA FERNANDES DST

TIAGO ALCÂNTARA

Natalidade Directores de escolas defendem medidas para ter mais alunos

Vários directores de escolas disseram ao jornal Ou Mun que o Governo deve criar mais medidas de incentivo à natalidade, uma vez que as escolas enfrentam um problema da quebra do número de alunos. Zheng Jiezhao, director da Escola para Filhos e Irmãos dos Operários, sugeriu mesmo a possibilidade de as escolas de Macau receberem estudantes das restantes cidades da Grande Baía para garantir a sua sobrevivência. Vong Kuoc Ieng, director da escola Choi Nong Chi Tai, defendeu que deve ser feito um planeamento para apoiar as escolas que venham a sofrer uma maior redução de estudantes. Ambas as escolas não tiveram uma quebra do número de alunos no primeiro ano do ensino infantil, embora a Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude tenha avançado com uma redução de 500 alunos entre este e o anterior ano lectivo, quebra que atingiu mais de dez escolas do território.

Covid-19 Quarentena para quem vem de zonas de Guangdong

Desde ontem que todos os indivíduos que tenham estado nos subdistritos Jianshe, Nanhuaxi, Dongshan, Huale, Denfgeng, Yuexiu, na Província de Cantão, estão obrigados a fazer quarentena de 14 dias. A medida aplica-se a quem tenha estado nos destinos desde 28 de Agosto e os dias de quarentena são contados a partir da data de saída dos subdistritos em causa. No fim-de-semana foi detectado um caso de covid-19 assintomático em Yuexiu, Cantão, e o infectado é um homem de 42 anos que trabalhava num hotel de quarentena. Segundo as informações das autoridades do Interior o caso está relacionado com infecções do estrangeiro.

uma imagem de turismo saudável e seguro, a pensar na semana de 1 de Outubro. Esperamos que durante a Semana Dourada possamos voltar a ter visitantes entre os 20 mil e os 30 mil ou até mais de 30 mil, nalguns dias. Para o sector do turismo vai ser uma grande ajuda”, sublinhou Helena de Senna Fernandes. Recorde-se que, depois do novo surto de covid-19 em Macau, o número de turistas caiu 47 por cento e a ocupação hoteleira caiu de 63 para 35 por cento, em relação a Julho. Pedro Arede

Saúde Governo volta a alertar para cigarros electrónicos

Os Serviços de Saúde (SSM) citou um relatório da Organização Mundial de Saúde para reforçar os perigos que os cigarros electrónicos e os produtos de tabaco aquecido representam. As autoridades locais destacam a perigo de dependência da nicotina, em particular em crianças e adolescentes, e na forma como “pode afectar o desenvolvimento do feto e aumentar o risco aparecimento de doenças cardiovasculares e pulmonares”. Além das substâncias tóxicas inaladas no consumo destes produtos, os SSM referem que “alguns empresários ilegais irão adicionar drogas como marijuana e anfetaminas”, o que pode levar à dependência e, em alguns casos, podem causar a morte.


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ILHA VERDE ALERTA PARA NOVA OCUPAÇÃO ILEGAL E CRITICAS AO GOVERNO

Uma colina ocupada

Uma associação de moradores criticou o Executivo pela inacção e incapacidade para remover um contentor deixado na Colina da Ilha Verde, suspeito de ser usado para habitação clandestina. O Instituto Cultural diz estar atento e a acompanhar o caso

O

S moradores alertaram para uma nova ocupação ilegal da Colina da Ilha Verde e consideram que o Governo tem culpas no cartório. O caso foi revelado no sábado, por Chan Fong, vice-presidente Associação de Beneficência eAssistência Mútua dos Moradores do Bairro da Ilha Verde, ao jornal Ou Mun. Segundo o relato, nos últimos dias houve pessoas que tentaram deixar de forma ilegal contentores na Colina da Ilha Verde. A operação acabou por ser interrompida pela acção da associação e do proprietário dos terrenos, e as autoridades foram chamadas ao local. Contudo, a intervenção da associação não conseguiu evitar que fosse instalado no local um dos contentores com janelas e ventoinhas para extracção de ar, o que deixa a

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entender que pode ser utilizado para habitação. Além da polícia, foram notificados outro serviços e institutos públicos, que, segundo Chan Fong, não fizeram nada. Entre as instituições chamadas estão o Instituto Cultural (IC), Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) e Instituto para os Assuntos Municipais (IAM). Chan Fong, dos Kaifong, acha incompreensível a falta da acção dos departamentos governamentais, face aos pedidos de auxílio. Além dos Moradores, também a Companhia de Desenvolvimento Wui San, proprietária de parte da Colina Verde, chamou as autoridades ao local e criticou a sua inacção.

Passividade tradicional

Ao Ou Mun, um porta-voz da empresa atacou o que disse

ser o “caos na Colina da Ilha Verde” e culpou a inércia das autoridades pela situação. Segundo o porta-voz, a polícia foi chamada, mas respondeu que ainda há um processo a decorrer nos tribunais. Ainda de acordo com as autoridades, sem o processo ser resolvido, não pode haver ordem de despejo ou remoção do contentor. Face à nova ocupação, o representante do proprietário lamentou que ao longo dos anos a DSSOPT não tenha

A associação não conseguiu evitar que fosse instalado no local um contentor com janelas e ventoinhas para a extracção de ar

aprovado o pedido da planta de condições urbanísticas. Para a empresa, uma planta e a respectiva construção impediriam novas ocupações ilegais. Sobre a conduta do IC, o porta-voz disse que apenas se limitam a pedir que os trabalhos de conservação do convento sejam realizados. “A ocupação ilegal prejudica obviamente o ambiente da colina. Nós impedimos [a ocupação ilegal], mas os nossos direitos têm sido ignorados. Se esta situação se mantem, como é que podemos conservar a Colina da Ilha Verde?”, questionou. Face à ocupação, o IC enviou técnicos ao local para reencaminhar queixas dos envolvidos aos vários serviços competentes e prometeu acompanhar a situação do contentor deixado no terreno. Nunu Wu (com J.S.F.)

A liga de elite Mais de 300 atletas beneficiaram de apoio financeiro desde 2014

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ESDE 2014, o “Projecto deApoio Financeiro para Formação de Atletas de Elite” registou a participação de mais de 900 pessoas, beneficiando mais de 300 atletas. A informação foi revelada pelo Instituto do Desporto em resposta a uma interpelação escrita enviada por Sulu Sou. “Para prestar mais apoios aos atletas de alto nível, em 2014, o Governo da RAEM lançou o “Projecto de Apoio Financeiro para Formação de Atletas de Elite”, de modo a assegurar a formação regular, a competição e a reforma dos atletas de elite, por forma a concentrarem-se nos treinos e nas competições”, pode ler-se numa resposta assinada pelo presidente do ID, Pun Weng Kun. O responsável aponta ainda que para os atletas que não conseguem alcançar os resultados exigidos para receber o apoio, “mas que têm potencialidade e estão dispostos a dedicar-se à formação especializada a longo prazo”, o Governo elaborou um projecto de formação especial destinado a dar “apoio a atletas de diferentes níveis de competição”. No âmbito da formação de jovens atletas, o ID revela estar focado na cooperação com as associações desportivas, com o objectivo de “criar diferentes sistemas de formação” e “formar mais reservas das selec-

ções para o desporto de alto rendimento”. Segundo o organismo, o Centro de Formação e Estágio de Atletas acolhe actualmente atletas de 14 modalidades desportivas que realizam treinos regulares. O número total de atletas não foi, contudo, revelado.

Espera Olímpica

Relativamente ao pedido de esclarecimento endereçado por Sulu Sou acerca da adesão de Macau ao Comité Olímpico Internacional, para poder participar nos Jogos Olímpicos de Verão e Inverno, o ID limitou-se a dizer que o pedido de filiação ainda aguarda por aprovação. “Logo após a sua fundação, o Comité Olímpico e Desportivo de Macau, China, apresentou o pedido de filiação no Comité Olímpico Internacional, mas ainda não foi aprovado até à data”, apontou. Acerca da possibilidade avançada por Sulu Sou para que os atletas Macau sejam, “pelo menos”, convidados a participar nas cerimónias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno, a realizar em Pequim no próximo ano, o ID escusou-se a tecer qualquer comentário ou explicação. P.A.

Fórum Macau Feira de Comércio China-Brasil até 16 de Setembro

O Fórum Macau está a organizar, até 16 de Setembro, a Feira Internacional para Comércio de Serviços China-Brasil, um evento online que tem como objectivo “aprofundar o intercâmbio económico e comercial entre a China, o Brasil e os outros Países de Língua Portuguesa”. A feira tem como tema “Abrir o futuro com digitalização e promover o desenvolvimento via serviços”, focado na cooperação em transacções de tecnologia, serviços de comércio, cidade inteligente, tratamento médico inteligente, comércio cultural. Na passada sexta-feira, o secretário-geral adjunto da entidade organizadora, Ding Tian, participou no Fórum de Serviços de Comércio e afirmou que “o Fórum de Macau, como um mecanismo multilateral de cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa”, irá explorar áreas e modelos de cooperação sino-lusófona para encarar em conjunto os “problemas económicos internacionais”.


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SERVIÇOS DE SAÚDE PEDIDA ATENÇÃO PARA SAÚDE MENTAL DOS JOVENS

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S Serviços de Saúde querem que a população esteja atenta à saúde mental dos jovens, criando condições para os ouvir no dia-a-dia. O objectivo, passa por prevenir casos de suicídio na comunidade, revertendo emoções negativas e aprendendo a identificar pessoas com pensamentos iniciais suicidas. “Os Serviços de Saúde apelam de forma activa, para que a sociedade e o público (…) prestem mais atenção e ouçam mais os jovens na sua vida quotidiana, estejam atentos às suas opiniões ou emoções, a atitudes que possam ser agressivas e possam levar ao suicídio (…). Ouvindo-os pode permitir que eles se expressem e ajuda a prevenir eventuais incidentes. O simples apoio e a escuta sem crítica são suficientes para reverter emoções negativas, eliminar a ideia de suicídio e prevenir o comportamento suicida”, pode ler-se na nota divulgada sexta-feira. Recorde- que o apelo surge dia depois de uma jovem de 16 anos se ter suicidado no primeiro dia de aulas do novo ano lectivo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade das pessoas com doenças mentais começam a manifestar problemas aos 14 anos de idade, mas a maioria dos casos não é detectada nem tratada. O suicídio é a quarta principal causa de morte entre os adolescentes entre os 15 e os 19 anos. Caso tenha pensamentos suicidas e necessite de auxílio, pode ligar para o Serviço de Auxílio da Cáritas, através do número 2852 5222, em chinês, ou do número 2852 5777, em inglês. P.A.

PJ Detida por burla de três milhões com marisco seco Uma residente de Macau foi detida pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de burlar duas pessoas em três milhões de patacas, com a venda de marisco seco e caldo. De acordo com a TDM-Canal Macau, uma das vítimas terá entrado em contacto com a suspeita após ver um anúncio no jornal, tendo avançado para a compra de produtos no valor de 300 mil e 500 mil patacas. Tudo correu bem, até a suspeita ter dito que conseguia fornecer produtos a um preço mais baixo caso a encomenda abarcasse grandes quantidades de marisco. A suspeita acedeu à

proposta e pagou mesmo 2,55 milhões de patacas. Contudo, o marisco nunca chegou a aparecer. A outra vítima, revelou a PJ, entregou 100 mil e 420 mil patacas à suspeita para obter o câmbio em renminbis após ver um anúncio na internet. Na resposta recebeu um cheque sem cobertura, no valor de 420 mil dólares de Hong Kong. A polícia não coloca de parte a hipótese de outras pessoas terem sido burladas pela mesma mulher.

CRIME DETIDA E ACUSADA DE AGREDIR A FILHA DE DOIS ANOS

Reincidência cruel A suspeita tem antecedentes criminais, tendo sido presa em 2018, por ter abandonado a filha que agora foi vítima de agressões. A mulher é uma trabalhadora-não residente libertada há seis meses

U

MA mulher com 30 anos foi detida pelas autoridades e é suspeita de ter agredido a filha de dois anos, na segunda-feira passada, de acordo com as informações reveladas pela Polícia Judiciária (PJ). A trabalhadora não-residente tem antecedentes criminais e há cerca de dois anos tinha sido presa por ter abandonado a filha, que agora agrediu. “A suspeita é a mãe. Estavam num centro de acolhimento e no dia 30

de Agosto, enquanto a vítima e a suspeita estavam juntas, cometeu actos de violência contra a vítima”, afirmou Chong Kam Leung, porta-voz da Polícia Judiciária, na apresentação do caso, que foi revelado apenas na sexta-feira. Na origem do ataque terá estado o facto de a mãe ter considerado que a filha não estava a acatar as suas instruções. As agressões foram detectadas por um trabalhador do centro e fizeram com que a bebé tivesse de ser levada para o hospital. “A

vítima foi levada para o hospital com ferimentos num braço. O incidente foi testemunhado por um membro da equipa,

No hospital, foi confirmado que a vítima tinha sido atacada e apresentava uma mancha negra no braço com sete centímetros de diâmetro

que parou a agressão e mandou a vítima para o hospital”, foi relatado pela PJ, citada pela TDM. No hospital, foi confirmado que a vítima tinha sido atacada e apresentava uma mancha negra no braço com sete centímetros de diâmetro. A PJ relatou ainda que os ataques tinham sido captados pelas câmaras de videovigilância.

Abandono em 2018

A mulher do Myamar estava em liberdade desde Junho deste ano, após ter cumprido uma

pena de dois anos e seis meses por abandono da bebé. A primeira detenção tinha acontecido a 13 de Dezembro de 2018. Em 2018, a trabalhadora não-residente foi para a casa-de-banho da casa onde exercia as funções de doméstica. Como demorou a sair, o incidente acabou por levantar suspeitas, com patroa a entrar na casa-de-banho e a ver a mulher a limpar manchas de sangue. Na altura, a empregada recusou ter dado à luz. No entanto, à noite, a proprietária ouviu uma criança a chorar. Foi à casa-de-banho e do lado de fora da janela, no parapeito do ar-condicionado, acabou por encontrar a recém-nascida. Estavam 13 graus na rua. Na sequência do primeiro crime, a mulher foi condenada a uma pena de dois anos e seis meses. O caso foi entregue ao Ministério Pública (MP) que vai agora proceder com as investigações. João Santos Filipe


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MÚSICA THETIREDEYES, A BANDA QUE MISTURA DIVERSOS

Fusão de

Chamam-se Thetiredeyes [Os olhos cansados] e contam com oito por vários géneros musicais. Desta forma, nasceu um projecto de objectivo actuar nas próximas edições dos festivais de música d

H

Á um novo grupo musical no território onde a fusão de géneros musicais é palavra de ordem. Os Thetiredeyes [Os olhos cansados] formaram-se o ano passado depois de uma série de encontros improváveis mas, sobretudo, de uma enorme vontade de pessoas diferentes se juntarem a criar música. A história é contada ao HM por Monic Kei, pianista e directora musical. “Thetiredeyes é uma banda de fusão composta por oito elementos que são músicos entusiastas e com diferentes contextos que não se fartam de géneros musicais como o R&B, Neo Soul, Hip Hop e Pop”, começou por dizer.

Monic vivia em Boston, nos EUA, na mesma altura deAmanda, uma das vocalistas do grupo formada na Universidade de Berkeley, mas só se conheceram em Macau em Agosto do ano passado quando actuavam em bares do território. Mais tarde, iriam juntar-se a Kabi [baixista], para formarem um trio de jazz. “Além de tocarmos como duo queríamos tocar juntas com mais pessoas, mas não quería-

As músicas dos Thetiredeyes têm como base principal o improviso “com arranjos de orquestra”

mos traçar um género musical específico. Como ambas tínhamos formação musical clássica, queríamos encontrar músicos que estivessem habilitados a ler notações, possuíssem bons tons e técnicas, ao mesmo tempo que trouxessem uma amplitude de géneros musicais e uma mentalidade aberta.” Além da ligação a Amanda e Kabi, Monic conhecia Matthew, um brasileiro baterista há 15 anos. “Ele foi o primeiro baixista que conheci quando era jovem e fiquei feliz por nos reunirmos anos depois e podermos tocar música juntos. Depois o Matthew trouxe consigo o seu melhor amigo Lao Seng Fat para a banda.” Lao Seng Fat é formado pela Academia de Música Contemporânea de Pe-

PUB.

A

primeira competição de 'startups' universitárias entre os países de língua portuguesa e a China dá pelo nome de "928 challenge" e vai decorrer em Macau ao longo do mês de Outubro, com o objectivo de promover negócios orientados para a sustentabilidade e encontrar investidores para projectos promissores. "Temos já 14 equipas registadas, sete da China e, as restantes, de universidades de Moçambique, Cabo Verde, Portugal, Brasil e São Tomé e Príncipe", nesta competição, que este ano abre só para universidades "para criar ideias de 'startups'". A informação foi revelada à Lusa na passada sexta-feira por Marco Duarte Rizzolio, da Universidade Cidade de Macau (CityU), um dos coordenadores do "928 challenge”. "Para o próximo ano queremos abrir [a competição] a empresas", adiantou o responsável. Denominado "928 challenge", por integrar nove

Pontapé de saída

Macau arranca com primeira competição de ‘startups’ para universidades lusófonas e chinesas

cidades da Área da Grande Baía, duas regiões administrativas especiais chinesas e oito países de língua portuguesa, o "concurso pretende reforçar o espírito de empreendedorismo, inovação e cooperação entre universidades" lusófonas e chinesas. Até final deste mês decorrem as inscrições para um 'bootcamp online' de 15 dias, previsto entre 4 e 15 de Outubro, durante o qual os participantes, deverão "criar planos de negócios que promovam a sustentabilidade e a

cooperação entre a China e os países de língua portuguesa”.

À procura de investidores

Na primeira semana, o 'bootcamp' vai servir para partilhar a realidade dos países lusófonos e da China com as equipas participantes que, na segunda semana, irão desenvolver uma ideia de negócio para apresentar a possíveis investidores, explicou Rizzolio, que cofundou o "928 challenge" com o director da Faculdade de Business da CityU, José Alves.

"Estamos à espera, no máximo, de 20 equipas para a final", que vai decorrer no dia 23 de Outubro, durante a Feira Internacional de Macau (MIF), indicou. O primeiro prémio é de dez mil patacas, o segundo de sete mil e o terceiro de cinco mil. Afinal será "offline e presencial" para as universidades chinesas, que virão a Macau, acrescentou. No painel de juízes contam-se o presidente e CEO do Banco Nacional Ultramarino (BNU), Carlos Cid Álvares, o presidente e CEO da CESL Asia, António Trindade, ou o presidente da KNJ Investment Limited, Kevin Ho, entre outros, referiu Marco Rizzolio. Além de permitir aprofundar colaborações académicas entre instituições do ensino superior da Grande Baía e dos países lusófonos, a organização pretende identificar projectos de 'startup' com potencial para serem implementados e apoiados por investidores de Macau, da Grande Baía ou de países de língua portuguesa.


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CONTEXTOS MUSICAIS

palco

o músicos que trouxeram consigo a paixão e uma banda eclética, que tem agora como de Beishan, em Zhuhai, e Hush! em Macau quim e toca essencialmente jazz e géneros musicais clássicos. Depois de actuarem no LMA, os projectos do grupo passam por subirem aos palcos dos festivais de música de Beishan, em Zhuhai, e Hush!, em Macau, ainda sem data marcada para acontecer.

Base no improviso

Monic Kei confessou também que as músicas dos ThetirePUB.

deyes têm como base principal o improviso “com arranjos de orquestra”. Do grupo, faz parte ainda o músico local Patrício Manhão, que toca Ewi. Formado no Conservatório de Macau, é uma músico multi-instrumentista que, além do Ewi, toca ainda clarinete, saxofone, bateria e piano. Patrício Manhão “trabalha de forma activa em teatro e produção artística”, contou Monic.

IC CANDIDATURAS PARA SUBSÍDIOS E PROJECTOS CULTURAIS ABREM DIA 20 A banda tem a portuguesa Rita Martins como vocalista, que também está ligada ao projecto musical Darkroom Perfume. Yaya, outra das vocalistas, canta também no grupo “A Little Salt”, sendo “uma vocalista de jazz muito experiente, tendo actuado mais de 500 vezes em toda a Ásia”, descreveu Monic Kei. Os Thetiredeyes são ainda compostos pela teclista Monic Chen, de Hong Kong, que teve uma vasta experiência como compositora e a fazer arranjos musicais na Ásia e América do Norte, além de participar em diversos projectos na mesma área. Monica Chen formou-se na Universidade de Boston, tendo estudado piano e improvisação no conservatório

Os projectos do grupo passam por subirem aos palcos dos festivais de música de Beishan, em Zhuhai, e Hush!, em Macau de New England. “O foco da sua música é uma obsessão e compromisso pela expansão das possibilidades musicais e expressivas do piano. Ela tem um estilo eclético que inclui o clássico, avant-garde, pop, free jazz e música de improvisação”, aponta a pianista e directora musical do grupo. Andreia Sofia Silva

A

S candidaturas para a atribuição de subsídios no âmbito do “Programa de Apoio Financeiro paraActividades / Projectos Culturais das Associações Locais” e para o “Programa de Formação de Recursos Humanos na Gestão Cultural e dasArtes” abrem no próximo dia 20 e terminam dia 7 de Outubro. O objectivo desta iniciativa é, segundo o Instituto Cultural, é “apoiar as associações de Macau no desenvolvimento de actividades artísticas e culturais, sem fins lucrativos, para o bem-estar social e fomentar de forma activa talentos com competência profissional na gestão cultural e das artes”. São aceites candidaturas de projectos ou actividades de áreas como a música, teatro, dança, património cultural,

moda, design, produção cinematográfica e televisiva, animação e banda desenhada. Em colaboração com a Fundação Macau, foi lançado o “Programa de Apoio Financeiro para Projectos Culturais para o ano de 2022". O período de inscrições decorre entre 20 de Setembro e 8 e Outubro, sendo aceites pedidos de apoio afectos a quatro categorias: artes visuais, criação literária, património imaterial e Quyi. Em comunicado, a Fundação Macau recorda que no ano passado, “os resultados alcançados foram muito positivos”, tendo em conta que foram simplificados, pela primeira vez, procedimentos administrativos e o trabalho das associações.


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AMBIENTE CERCA DE 136 BILIÕES DE YUANS PARA ATINGIR NEUTRALIDADE CARBÓNICA EM 2060

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China deverá investir 136 biliões de yuans, para alcançar a neutralidade carbónica em 2060, anunciou ontem um alto responsável do Governo. Este valor foi avançado pelo vice-presidente do Conselho da China para a Promoção do Comércio Internacional, Zhang Shaogang, durante a Feira Internacional

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S Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, criticaram sexta-feira a “politização” das vacinas contra a covid-19 e a origem do novo coronavírus, apelando à cooperação na luta contra a pandemia. “Devemos oferecer apoio para superar a pandemia. Devemos intensificar a cooperação na pesquisa, desenvolvimento e produção de vacinas, fornecer mais bens públicos à comunidade internacional e rejeitar firmemente qualquer politização das vacinas e investigação sobre a origem do vírus”, afirmou Xi, numa mensagem por vídeo, no fórum Eastern Economic Forum. “Devemos aspirar à criação de uma comunidade global de saúde para todos”, acrescentou. No fórum, realizado por videoconferência, estiveram presentes também os Presidentes do Cazaquistão, Kasim-Yomart Tokáyev, e da Mongólia, Ukhnaagiin Khürelsükh. Putin considerou importante entender “os motivos de qualquer evento” e “investigar as origens [do coronavírus]”. No entanto, o líder russo considerou “impróprio politizar a origem” do vírus, cujo primeiro surto foi detectado na cidade chinesa de Wuhan. “Sempre que é politizado, há menos confiança nas conclusões tiradas”, alertou Putin, defendendo que “todas as investigações devem ser realizadas de forma objetiva e factual”. O chefe do Kremlin considerou “positivo” que os serviços de inteligência dos Estados Unidos tenham descartado a possibilidade de o novo coronavírus ter sido desenvolvido na China como arma biológica, segundo o Washington Post, mas acrescentou que “deviam ter chegado a essa conclusão antes”. “É importante unir forças para combater a pandemia e

do Comércio e Serviços da China, segundo a televisão estatal CCTV. Segundo Zhang, 90 por cento das emissões nacionais de carbono são provenientes de sectores-chave como a indústria, energia, construção e transportes, motivo pelo qual a China necessitará de fazer “a maior diminuição de emissões da história mundial”.

No entanto, o responsável destacou que se trata de um objectivo difícil, uma vez que “60 por cento das tecnologias que apoiam a neutralidade carbónica ainda se encontram numa fase conceptual”, o que requer um grande investimento e apoio à investigação. Zhang está mais optimista com as metas ambientais fixadas por

Pequim, a de atingir o seu pico nas emissões de carbono antes de 2030. Essas metas, anunciadas em Setembro de 2020 pelo Presidente chinês Xi Jinping, foram recebidas com relativo entusiasmo pela comunidade internacional, já que a China é o país responsável pela maior quantidade de emissões de dióxido de carbono no mundo (27

XI E PUTIN CRITICAM “POLITIZAÇÃO” DE VACINAS

Vozes ao alto

Os líderes chinês e russo falaram por videoconferência durante o 6.º Fórum Económico Oriental, realizado no fim-de-semana, e que contou ainda com a presença online dos Presidentes do Cazaquistão e da Mongólia

as suas consequências. É extremamente importante para a humanidade. E eu gostaria de dizer que as pessoas que tentam politizar a situação cometem erros colossais e dramáticos no combate à pandemia”, disse Putin. O líder russo afirmou que as economias desenvolvidas produzem a maioria das vacinas para proteger as suas próprias populações, enquanto “muito, muito pouco é feito para proteger a humanidade como um todo”. Essa estratégia pode ter um “efeito bumerangue”, porque a pandemia “sempre estará no mundo e temos que proteger toda a gente”. “Se não vacinarmos o continente africano, não conseguiremos combater a pandemia”, argumentou. E defendeu que as sanções contra países como o Irão ou Venezuela deviam ter sido suspensas por razões humanitárias.

Outras vozes

O presidente da Mongólia, país que usa as vacinas da China, dos EUA e da Rússia, destacou que o país já vacinou 68 por cento da população contra o coronavírus, e ressaltou que o “fornecimento de vacinas tem desempenhado um papel importante para melhorar a situação da epidemia no país”. Tokáyev, por sua vez, lembrou que o Cazaquistão produz a vacina russa, Sputnik V, e revelou-se “surpreendido com o facto de ainda não ter sido aprovada” pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O 6.º Fórum Económico Oriental terminou no sábado. A covid-19 provocou pelo menos 4.529.715 mortes em todo o mundo, entre mais de 218,3 milhões de infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse. Xi Jinping, Presidente da China “Devemos intensificar a cooperação na pesquisa, desenvolvimento e produção de vacinas, fornecer mais bens públicos à comunidade internacional e rejeitar firmemente qualquer politização das vacinas e investigação sobre a origem do vírus.”

por cento do total global em 2017, de acordo com o Global Carbon Atlas). Organizações ambientais como a Greenpeace pediram ao Governo chinês uma maior fiscalização dos projectos de energia a carvão - cerca de 60 por cento da electricidade nacional vem dessa fonte - aprovados por algumas autoridades provinciais do país.

Apoios sociais Alibaba investe 13 mil milhões de euros

O grupo chinês de comércio electrónico Alibaba anunciou sexta-feira que vai despender o equivalente a 13 mil milhões de euros, para apoiar programas sociais, numa altura de crescente escrutínio de Pequim sobre o sector privado. O Alibaba disse que vai investir em 10 projectos no âmbito da criação de emprego, “apoio a grupos vulneráveis” e inovação tecnológica. A promessa inclui o equivalente a 10,5 mil milhões de euros para um fundo destinado a reduzir as desigualdades de rendimentos entre a população, na província de Zhejiang, leste da China, onde a empresa tem sede.

Afeganistão Talibãs comprometem-se a proteger interesses chineses

O vice-director do gabinete político dos Talibãs no Catar, Abdul Salam Hanafi, disse sexta-feira que o seu grupo “nunca permitirá que ninguém use o Afeganistão para ameaçar os interesses da China”, segundo um comunicado do Governo chinês. Durante uma conversa telefónica com o vice-ministro chinês dos Negócios Estrangeiros Wu Jianghao, Hanafi garantiu que o grupo islâmico está disposto a “continuar a desenvolver relações amigáveis com a China”, apontou a mesma nota. Wu disse a Hanafi que a China “sempre respeitou a soberania e a independência” do Afeganistão, onde o povo “tem agora o seu próprio destino nas mãos”. Além de garantir a segurança dos cidadãos e instituições chinesas no país da Ásia Central, Hanafi descreveu a China como “um país amigo em quem o Afeganistão pode confiar”. China e Afeganistão compartilham cerca de 60 quilómetros de fronteira na região noroeste da China de Xinjiang, uma das mais voláteis do país.


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Os Literatos no Último Piso da Torre do Grou Amarelo PAULO MAIA E CARMO

texto e ilustração

«Vejo na janela como vão em paz as nuvens e os pássaros do Outono,/ A forte pressão das quarenta Províncias sente-se aqui, em Xichuan./ Nenhum dos nossos generais inveja os cavalos do clã Qiang,/ Desde o piso mais alto, onde estou, contemplo o outro lado da fronteira.»

Wang Zi’an foi o nome que um grupo de pessoas guardou para identificar a pessoa que, de acordo com a lenda, desceu por momentos do dorso de um grou sobre a Montanha da Cobra (Sheshan) perto do rio Changjiang na Província de Hubei. A lenda que relata esse encontro justifica o nome da torre que foi aí construída para defender a cidade que se encontra diante dela; chamaramlhe a Torre do grou amarelo. Não passou despercebido às testemunhas do acontecimento o facto de o grou ser amarelo, e não existindo pássaro de tal cor na natureza, logo foi entendido como uma manifestação numinosa. Os três caracteres do nome daquele que desceu das alturas podem ser traduzidos como: Príncípe filho da paz, e confirmavam essa suspeita. O registo histórico refere a construção da torre durante o período dos Três Reinos, no reinado do imperador Sun Quan (182-252) por razões militares. Mas a torre responderia à sua designação lendária ao ser resgatada pelo pincel de poetas durante a dinastia Tang, quando ali decorreram celebrados encontros literários. Poemas compostos nesses saraus seriam lidos por sucessivas gerações, a começar pelos versos de Cui Hao (704?-754) que assim se podem traduzir: «Há muitos anos um homem cavalgando no dorso de um grou,voou para longe,/ Deixando a torre do grou amarelo vazia até hoje./ O grou amarelo nunca mais regressou,/ Só nuvens brancas há milénios continuam a passar

preguiçosamente./ O rio é tão claro que reflecte as sombras das árvores,/ E a relva na ilhota do papagaio, cresce luxoriante./ O sol põe-se atrás da montanha, qual é o caminho que me leva para casa?/ As ondas veladas do rio só me trazem melancolia.» Na dinastia Ming, um pintor interpretou todos estes factos de forma intrigante. An Zhengwen,cujas datas de nascimento e morte se desconhecem, realizou a pintura conhecida como A torre do grou amarelo (rolo vertical, a tinta e cor sobre seda, 162,5 x 105,5 cm) que se encontra no Museu de Xangai. Nessa pintura pode ver-se junto ao canto superior direito, onde poderia estar um poema, a figura de Wang Zi’an montado de costas no grou amarelo, junto à representação da torre. Ele olha para baixo onde várias pessoas, dentro e fora da torre, o admiram com veneração. Porém, subindo o olhar até ao último piso da construção observa-se um grupo de literatos, reconhecíveis nas suas vestes, que parece totalmente alheio à surpreendente aparição. Eles estão por outro lado, muito concentrados a observar um rolo de pintura. É possível que o que estejam a observar seja esta mesma pintura de que eles fazem parte. Um espelho artificioso causado pela nebulosa impressão da lendária torre? Afinal como Li Bai (701-762) escreveu no verso derradeiro do seu poema Despedida de Meng Haoran na Torre do Grou Amarelo: «Tudo o que consigo ver é o rio Changjiang fluindo na fímbria do céu.»


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Uma série documental sobre a família Romanov e o czar Nicholas II, o último a governar a Rússia imperial. Uma boa oportunidade para conhecer mais sobre a Revolução Russa de 1917, que não só pôs fim a uma dinastia como também mudaria o país para sempre. O resto do mundo também não mais ficaria o mesmo. Andreia Sofia Silva

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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; Gonçalo M.Tavares; Gonçalo Waddington; Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Pátio da Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo

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ai, portugal, portugal

André Namora

A MARQUISE DE UM CAMPEÃO À ILHA DA Madeira chamam-lhe a “Pérola do Atlântico”. Uma pérola cheia de miséria humana por todos os bairros. A maioria da população é pobre e trabalhadora, vivendo em casas rudimentares que se misturam com os hotéis mais luxuosos que se possa imaginar. Nesta ilha, num bairro pobre, no seio de uma família sem posses e de vários irmãos, um menino não largava uma bola de trapos. Mais tarde, o seu pai alcoólico ofereceu-lhe uma bola parecida com as do futebol a sério. O pequeno madeirense não largava a bola de dia e de noite. No bairro, os outros miúdos começaram a vê-lo a manobrar a sua querida bola de uma forma diferente e quando era para fingir que realizavam um jogo, o pequeno driblava todos e marcava golos que começou a dar nas vistas dos adultos que se encontravam nas esquinas do bairro a beber as suas cervejas. Até que um dia, um desses adultos falou com os pais do miúdo e levou-o a jogar num clube de pequena dimensão da ilha da Madeira. Nesse clube, o miúdo que chegava aos treinos de sapatilhas rotas ou descalço, assim que se via com umas botas calçadas até parecia que tinha patins. O treinador começou a ficar de boca aberta pelas virtudes futebolísticas que o miúdo apresentava. Concluiu-se que tinham ali uma verdadeira pérola que poderia dar frutos ao pequeno clube. E na verdade, uns milhares já representava muito dinheiro e foi assim que o grande Sporting Clube de Portugal contratou o miúdo e com a mãe em lágrimas lá o viu partir para Lisboa, onde ficou instalado numa pensão com outros colegas que também pertenciam às escolinhas de futebol do Sporting. O miúdo começou a crescer e no tratamento com a bola era um caso muito sério. Era o melhor nos jogos-treino. Um dia, o madeirense foi chamado a jogar na equipa principal do clube. O jovem entrou em campo e as bancadas aplaudiam todas as suas jogadas e golos. Estava ali uma futura estrela para o futebol mundial, pensaram muitos sportinguistas. E acertaram. Num encontro entre o Sporting e o Manchester United, o manager inglês, o mestre Alex Ferguson, passou todo o tempo a perguntar quem era aquele miúdo. Tanto lhe responderam que no final do encontro, os dirigentes do Manchester United já estavam reunidos numa sala com os seus congéneres do Sporting, no sentido do miúdo que jogava na Madeira com uma bola de trapos, fosse para Inglaterra contratado pelo clube de Manchester. O acordo foi firmado e o Cristiano Ronaldo viu-se, timidamente, na alta roda do mundo do futebol. A carreira de Cristiano Ronaldo foi um êxito nunca visto. Há muito tempo que os amantes do futebol não viam golos de toda a espécie e feitio. Cristiano corria, driblava tudo e marca va golos. Cristiano colocava a bola a 40 metros da baliza para mar-

A ingratidão para quem tem promovido o nome de Portugal pelo mundo nunca será compreensível quando essa ingratidão se baseia numa marquise. Triste país este, onde falta tudo e a preocupação vai para a destruição de uma marquise

car um livre directo e a bola só terminava dentro das redes. Cristiano não falhava um penalti. Cristiano foi campeão de Inglaterra três vezes, venceu a Supertaça e a Taça dos Campeões. O mundo passou a falar de Cristiano Ronaldo como um jogador sensacional e único. O Real Madrid não descansou enquanto não o contratou. Conseguiu levá-lo a troco de mutos milhões de euros, porque no mundo do futebol nunca se sabe ao certo quanto dinheiro é ao certo movimentado. Em Madrid, rapidamente

Cristiano passou a ser um ídolo e as vendas das suas camisolas resultavam num lucro astronómico para os merengues. Cristiano passou a fazer parte da lista dos maiores milionários do mundo e quando foi para a Juventus, deu-se ao luxo de escolher a melhor casa que existia em Turim e ao mesmo tempo resolveu ser proprietário de uma cadeia de hotéis para juntar ao Museu Cristiano Ronaldo que fora construído no Funchal. Capital madeirense onde se situa o aeroporto que passou a chamar-se Cristiano Ronaldo em sua homenagem. O jogador de futebol já era figura mundial quando começaram a aparecer de todo o mundo grandes homens da alta finança a solicitarem-lhe investimento nos seus países, tais como, Estados Unidos da América, Emirados Árabes Unidos, Inglaterra, Espanha e Itália. Cristiano optou por investir muitos milhões no seu país. Uma casa apalaçada junto a uma lagoa, uma casa de luxo em Cascais, outra casa na Avenida da Liberdade, um apartamento de luxo no valor de mais de oito milhões de euros em pleno centro de Lisboa junto ao hotel Ritz, fora as muitas casas e valores que ofereceu à mãe, irmãos, amigos e muitos milhões a instituições de beneficência, especialmente de crianças com doenças oncológicas. Mas, o apartamento de luxo junto ao hotel Ritz é que veio estragar tudo. Num momento em que acaba de bater o recorde mundial de o jogador com mais golos

marcados em selecções nacionais, eis que ainda se fala e não param de salientar na imprensa uma “marquise” que a vedeta mundial construiu no terraço da sua casa. Uma marquise idêntica a milhares existentes na região de Lisboa. E os invejosos foram logo embirrar com a marquise da residência de Ronaldo. Nada há mais importante neste país que ainda na semana passada viu o tribunal rejeitar a construção do aeroporto do Montijo quando o de Lisboa está a rebentar pelas costuras. Cristiano Ronaldo não merecia que a edilidade lisboeta ordenasse a demolição da marquise de Cristiano Ronaldo, porque sendo assim teria que retirar todas as outras que apareceram como cogumelos nos terraços dos prédios ao longo dos anos. A ingratidão para quem tem promovido o nome de Portugal pelo mundo nunca será compreensível quando essa ingratidão se baseia numa marquise. Triste país este, onde falta tudo e a preocupação vai para a destruição de uma marquise. PS – Ao director deste jornal, Carlos Morais José, e a todos quantos têm colaborado na publicação do Hoje Macau, endereço os meus parabéns pelos 20 anos de qualidade jornalística única em língua portuguesa. *Texto escrito com a antiga grafia


“O homem mais forte do mundo é o mais solitário.” PALAVRA DO DIA

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Henrik Ibsen

episódio 68

AUTOMOBILISMO COMPETIÇÕES NACIONAIS NA CHINA VOLTAM TRÊS MESES DEPOIS

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EPOIS de três meses de interregno forçado, o automobilismo voltou à República Popular da China. Isto é, competições motorizadas de carácter nacional foram novamente autorizadas, pois aquelas com estatuto meramente regional terão continuado a ser organizadas um pouco por todo o país, como são exemplo as corridas realizadas nos últimos meses em Zhaoqing e Zhuzhou. No passado dia 27 de Maio, a Federação dos Desportos Automóveis e Motociclos da República Popular da China (CAMF) suspendeu, com efeito imediato, todas as actividades de automobilismo e motociclismo no país, seguindo assim as recomendações da autoridade máxima dos desportos do país. Todos os circuitos, organizadores e partes interessadas no desporto foram obrigados a rever os seus procedimentos de segurança e emergência. Esta medida, que também abrangeu outros desportos ao ar livre, surgiu depois da tragédia numa prova de atletismo no noroeste da China que vitimou vinte e um participantes. No pretérito fim de semana, em Ningbo, houve finalmente “luz verde” para recomeçar, com a Taça Porsche Carrera Ásia a disputar a sua terceira prova do ano, enquanto o Campeonato da China de Resistência (CEC na sigla inglesa) teve honras de abertura de temporada. A RAEM esteve representada no “Ningbo Carnival” por um trio de pilotos locais - Ng Kin Veng, Cheung Chi

On e Ip Tak Meng - que alinhou na corrida do CEC, com um Volkswagen Golf TCR, integrado na categoria de carros de Turismo.

Ausência esperada

Depois de ter disputado as duas primeiras provas da temporada de 2021 da Taça Porsche Carrera Ásia, André Couto não esteve presente no evento de Ningbo. Desde o início da temporada que era sabido que o experiente piloto do território não previa participar por inteiro na época desportiva do troféu da marca alemã. No entanto, Couto deveria ter estado presente na pista da província de Zhejiang para participar prova do CEC com a Toro Racing, algo que não veio a acontecer devido a uma súbita mudança de planos. A equipa chinesa inscreveu dois dos seus Mercedes-AMG GT3 na prova de Ningbo, mas optou por retirá-los já durante a semana que antecedeu o evento.

Assim, e se não existirem mais atrasos ou contratempos causados pela pandemia, André Couto deverá voltar ao volante do Mercedes-AMG GT3 da Toro Racing, fazendo dupla com o o piloto amador chinês Zang Kan, na prova do Campeonato da China de GT no circuito Qinghuangdao Shougang. A pista montada numa zona fabril na província de Hebei está designada para acolher a primeira prova do campeonato no fim de semana de 18 e 19 de Setembro, porém a data final do evento ainda carece confirmação oficial.

Optimismo para o recomeço

Quem regressa já este fim de semana às pistas é Rodolfo Ávila. No Circuito Internacional de Xangai, o piloto de Macau voltará aos comandos do MG6 XPower TCR na segunda jornada do TCR Ásia/TCR China. Depois de um início de temporada em que os

Autoridade Monetária e Cambial de Macau Menos depósitos em Julho

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Dados da Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) revelam que os residentes depositaram menos dinheiro nos bancos em Julho face ao mês anterior, uma quebra de 0,7 por cento. No total, os residentes depositaram 670,8 mil milhões de patacas. Por sua

vez, os depósitos dos não residentes aumentaram, no mesmo período, 1,6 por cento, tendo sido de 365,8 mil milhões de patacas. Os empréstimos realizados por residentes registaram, pelo contrário, um aumento, aponta a AMCM. O total dos depósitos nos ban-

cos teve uma quebra de 0,1 por cento em comparação com Junho, tendo sido de 1.301,7 mil milhões de patacas. Em Julho a massa monetária “continuou a descer”, enquanto que a quota da pataca “permaneceu relativamente estável”, descreve um comunicado.

carros da marca sino-britânica não conseguiram medir forças de igual para igual com os favoritos Lynk & Co, Ávila espera uma melhoria de performance já nesta prova. “Já muito tempo passou desde a nossa última prova, mas estou feliz e preparado para este regresso”, afirmou Ávila, em entrevista publicada pela organização do campeonato nas redes sociais chinesas. “O desempenho do carro tem melhorado a cada ano. A experiente equipa 333 tem contribuído muito. Trabalho com esta equipa há mais de seis anos, pelo que nos conhecemos muito bem, o que também nos permite comunicar e trabalhar de forma mais eficiente, optimizando as afinações e assim melhorando os resultados nas corridas. Ir atrás de melhores resultados é sempre o nosso principal objetivo”. Sérgio Fonseca

O Jogo das Escondidas um folhetim por Fernando

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ECHOU os olhos e rodou o corpo, confundindo-se com a penumbra. Amoroso, que voltara a olhar para Ding Ling, não a ouviu sair da sala. Esta disse: - Quem vem da escuridão tem mais resistência ao sofrimento. E nós voamos lado a lado. Não o esqueças. - As deusas quebram promessas? - Nunca o fiz e nunca o farei, seja por força do Bem ou do Mal. Sabes que a minha missão é ajudar Sun Yat-sen. Contra as potências que retalham a China. Contra os seus inimigos internos. Só isso. Estou serena. As sombras podem agora dançar à volta da alma de Zu Wei. Os seus lábios tocaram os de Amoroso. As suas mãos percorreram o corpo deste. Muitos minutos depois, estavam juntos na cama. A luz deixava ver os bilhantes olhos dela e os lábios cerrados. Parecia estar prestes a chorar mas isso, claro, não aconteceu. Ele passou a mão pelas costas dela e foi descendo até encontrar o início das pernas. Mas Ding Ling agarrou-lhe na mão e levou-a até junto ao seu seio, não o deixando mexer-se. Ficaram assim a olhar um para o outro, pensando no que queriam fazer a seguir. Tudo ou nada? Troca os meus desejos pelos teus, parecia dizer ela. O desafio era intolerável e o seu corpo sabia. Afastou a mão e comprimiu o seu corpo contra o dele. O sol passava entre duas nuvens e mostrava o seu esplendor. Era uma metáfora queDing Ling muitas vezes partilhava com ele, quando, após um momento de tristeza e incerteza, a energia renascia e a tentação do sexo estava viva. Era o que estava a acontecer, enquanto os seus corpos chocavam e ambos murmuravam coisas que ninguém percebia. Naquele momento o rosto de Ding Ling era meigo e simples, como se não tivesse nada a esconder. E, no entanto, ambos sabiam o segredo que compartilhavam. E de que nunca mais tinham falado. 18. Sofia Palha conhecia a versão mais tortuosa de Joaquim José. Se dissesse que mentira, não estava a mentir. Se dissesse que não mentira, estaria a mentir. Não importava agora. Os seus sonhos estavam comprometidos, pelo menos em Macau. Ela poderia dizer que não sabia de nada. O seu único ponto fraco era a relação com João Carlos da Silva. Tudo o resto eram suposições, teorias, imaginação. Não existiam provas. Enquanto se dirigia para o escritório do seu marido, arquitectava um plano. (continua)


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Hoje Macau 6 SETEMBRO 2021 #4847 by Jornal Hoje Macau - Issuu