O pavilhão da Finlândia, em Xangai, é o espelho perfeito do país dos mil lagos centrais
Os incêndios que devastam a Rússia já provocaram mais de meia centena mortos
última
tempo possibilidade de trovoadas min 24 max 31 humidade 60-95% câmbios euro 10.5 baht 0.24 yuan 1.19 pub
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Director carlos morais josé • sexta-feira 6 de agosto de 2010 • ANO IX • Nº 2182
Recomendações do relatório do CCAC foram todas aceites
Lei Anti-Tabaco
Casinos vão ter mais tempo • P.9
Segurança Social
Comissão da AL já deu parecer • P.6
Governo
“Super-Tam” é “campeão dos cargos” • P.7
Desporto
Primeira vitória de Mourinho • P.10
Segurança
Big Brother chinês cada vez maior • P.9
Conflito
Hanói em rota de colisão com Pequim • P.4
DSAL faz “mea culpa”
As sete recomendações feitas pelo Comissariado Contra a Corrupção, a propósito das falhas cometidas pela DSAL na operação de fiscalização da MASTV, foram todas aceites por aquela direcção de serviços. >página 4 Comissão da AL concluiu análise das propostas de revisão das carreiras
Pesadelo na Saúde
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actual China tem mais de sete milhões de câmaras de vigilância
Big Brother vai crescendo
Lamborghini cresce 200% na China A Lamborghini está com vendas em alta na China. Durante o primeiro semestre, a fabricante italiana registou um crescimento de 200% no país. Nos seis primeiros meses de 2010, a empresa vendeu 86 veículos, contra as 28 unidades matriculadas no mesmo período de 2009. Com este resultado, o mercado chinês passa a ser o segundo maior para a Lamborghini, logo atrás dos Estados Unidos. O crescimento na China, no entanto, vai contra a redução das vendas da empresa. A recessão foi de 18% nos números globais, com 674 unidades matriculadas. Em 2009, foram 825.
Pequim viabiliza autocarro do futuro Com o objectivo de diminuir o trânsito, a China projectou e vai começar a produzir um autocarro gigante que vai permitir a circulação de carros por baixo da carroçaria. A actual tecnologia de ponta existente no país permite que Pequim visualize soluções criativas para os problemas das grandes cidades. A ideia é que o veículo não ocupe o espaço das vias, permitindo maior circulação para carros e motos. A invenção visa também economizar despesas com a construção de sistemas de metro e de pontes. O projecto é desenvolvido pela Shenzhen Huashi Future Car-Parking Equipment, e os primeiros 186 quilómetros dos carris devem estar prontos para utilização até o final de 2010, em Mentougou, distrito de Pequim.
A rua Libertação Sul, na cidade chinesa de Urumqi, é um retrato da proliferação das câmaras de segurança no país. Apesar de o nome sugerir o contrário, uma reportagem do jornal “New York Times” salienta que, com 11 lentes instaladas em apenas um cruzamento, a cidade, assim como milhares de outros pontos da China, não é assim tão livre. Pelo contrário, é alvo de vigilância cada vez maior, sendo que as autoridades recorrem ao uso de tecnologias mais sofisticadas, como o registo de imagens de alta resolução. Há um ano, a população de Urumqi, dividida entre chineses Han e Uigur, protagonizou os piores conflitos étnicos recentes no país, deixando 197 mortos. Desde então, o número de câmaras que
vigiam os passos de todos na cidade já chegou a 47 mil, podendo saltar para 60 mil até o fim do ano, como refere o “New York Times”. E a cidade não é a única neste caminho. Segundo o jornal, em nenhum lugar do mundo a monitorização por câmaras está a crescer tanto como na China, onde já há 7 milhões de câmaras a observar ruas, lobbies de hotéis, lojas e até mesquitas e mosteiros. Os especialistas prevêem que mais 15 milhões serão instaladas até 2014. O motivo da proliferação é, em parte, o mesmo observado no Ocidente: forças policiais reduzidas, criminalidade crescente, engarrafamentos nas ruas e temores em relação a terrorismo. Mas o jornal afirma que, na China,
há outro tipo de preocupação por trás das câmaras: a manutenção da ordem social e a vigilância de dissidentes. Segundo a empresa IMS Research, 30% das novas câmaras instaladas no país tem apenas uso governamental. “Esse não é um sistema independente
de vigilância por vídeo, mas é parte de uma estrutura de vigilância muito maior que inclui monitorização e censura da internet, telecomunicações e bases de dados judiciais”, sublinhou ao New York Times Nicholas Bequelin, investigador na área de direitos humanos, em Hong Kong. Outros exemplos da extensão da vigilância podem encontrar-se nas lojas com serviço de acesso à internet, que são obrigadas a estarem ligadas a escritórios de segurança do governo, ou na província de Guandong os hotéis, pousadas, hospitais e áreas de lazer que foram obrigados a instalar câmaras nas suas áreas principais e nas recepções, juntamente com os museus, galerias, escolas, jornais e estações de TV.
Exército treina defesa de Pequim
Manobras de rotina A China iniciou ontem cinco dias de exercícios aéreos, nas províncias de Henan (centro) e Shandong (leste), informou a agência de notícias estatal. As manobras, que mobilizam caças e milhares de soldados, ocorrem em meio à tensão diplomática e militar com os Estados Unidos depois de na semana passada o governo chinês ter criticado as manobras militares norteamericanas em parceria com a Coreia do Sul. De acordo com a imprensa local, a operação “Vanguarda 2010” envolve mais de 100 aeronaves do exército, da força aérea e da marinha - incluindo helicópteros e aviões espiões. O exercício inclui o disparo de mísseis reais para simular a defesa de Pequim contra
um possível ataque aéreo. Os militares chineses negaram, no entanto, que os exercícios tenham relação com tensões regionais e disseram que estão a tentar ser mais transparentes. “O objectivo é elevar as capacidades de defesa nesta região militar e tornar efectivos os preparativos para o combate”, disse o general Zhao Zongqi, um dos responsáveis pela actividade, à agência de notícias China News Service. A publicação Semanário Militar também informou que, embora os exercícios sejam rotineiros e “discretos”, estes “passam uma mensagem”. “Se outras pessoas ameaçarem os nossos interesses, temos suficientes meios militares e métodos tecnológicos para contê-los”, diz o artigo.
Aumento da produção local equilibra balança
Pequim compra menos Com o crescimento registado na produção doméstica de minério de ferro, a China conseguiu reduzir as importações a partir do segundo trimestre, afirmou na terça-feira uma autoridade da Associação de Ferro e Aço da China (CISA, em inglês). “As três grandes produtoras de minério do mundo - a brasileira Vale e as australianas Rio Tinto e BHP Billiton- já podem ter motivos para lamentar as suas políticas de preços”, afirmou o vice-presidente da CISA, Luo Bingsheng. O executivo acrescentou que a participação das três companhias no mercado chinês caiu “consideravelmente” em Junho. A China, que consome cerca da metade da produção
mundial de minério de ferro, recebeu um golpe no início do ano quando as empresas extractoras de minério decidiram abandonar o sistema anual de preços, adoptando um esquema trimestral, com o objectivo de tirar vantagem dos crescentes preços no mercado à vista. Embora o minério chinês tenha menor teor de ferro e sua produção tenha mais custos em relação a outras origens, maiores preços do produto importado estimularam a produção local para 101,5 milhões de toneladas em Junho, uma alta de 11,5% em comparação com Maio. Já a importação de minério de ferro caiu 9% em Junho, para 47 milhões de toneladas.
O novo governo da RAEM está em funções há já oito meses. Durante este período, foram formadas muitas comissões, como o Gabinete Preparatório do Gabinete de Estudo de Políticas de Governo, e também foram instituídos novos porta-vozes. Parece uma nota inovadora da parte do governo da RAEM. No entanto, quando olhamos para a lista de membros das diferentes comissões, ficamos com a sensação de que se trata de colocar “vinho novo em garrafas velhas” e de que tal não passa de uma oportunidade para que os membros nomeados para as comissões recebam mais uns subsídios. Paul Chan Wai Chi P.23
A China, um dos países mais poluentes e que mais energia utiliza no planeta, registou um aumento do consumo de energia por unidade do PIB de 0,09% no primeiro semestre do ano, segundo o canal estatal de televisão “CFTV”. De acordo com dados dos serviços de estatística chineses, o consumo de energia aumentou em 11,2% , em comparação com o mesmo período do ano passado,
energia | medidas para travar desperdício
Gastar com tino apesar dos compromissos anunciados por Pequim para reduzir esse consumo. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 11,9% no primeiro trimestre do ano, e 10,3% no segundo,
o que significa uma média anual, no primeiro semestre de 11,1%. Segundo o organismo internacional de energia, a China transformou-se, no mês passado, no principal
ásia mais receptiva a vídeo no computador
TV é para americano Os chineses vêem duas vezes menos televisão do que os norteamericanos mas vêem mais vídeos no computador e no telemóvel, concluiu um relatório da Nielsen Co., divulgado ontem. Para este estudo, foram inquiridos 27 mil consumidores on-line de 55 países, durante o mês de Março. As respostas permitem perceber a forma como a tecnologia é usada em diferentes partes do mundo. É muito mais comum as pessoas verem vídeos no telemóvel nos países asiáticos do que nos Estados Unidos e na Europa: os chineses são o povo que mais opta pelo telemóvel para ver vídeos (51%), enquanto nos Estados Unidos 55 por cento não utilizam esse meio. Em média, os norte-americanos viram cinco horas e quatro minutos de televisão por dia, em Março, estando apenas atrás da Sérvia e da Macedónia. Na China, essa média desce para as duas horas e 36 minutos por dia e a Tailândia é o país com o valor menor, com duas horas e 11 minutos.
O estudo revela também que os norte-americanos têm uma percentagem muito maior de acesso à televisão por cabo em casa do que os chineses. As casas norte-americanas são as que têm mais probabilidade de terem televisão de alta definição: mais de metade dos norte-americanos tem televisão com definições de alta qualidade em casa. O estudo demonstra também que as populações da China e de Hong Kong são as mais aptas a ver vídeos nos computadores no trabalho. Ao contrário, 40 por cento dos norte-americanos dizem ser pouco provável ver vídeos no trabalho. Os sauditas e os paquistaneses são pelo menos duas vezes mais aptos do que qualquer outro povo a afirmarem que têm um computador de dimensão reduzida (tablet) ou a dizerem que o vão comprar em breve. Nos Estados Unidos, casa mãe da Apple e do iPad, as pessoas estão quase 20 por cento menos interessadas neste tipo de equipamentos.
consumidor de energia do mundo, superando os Estados Unidos – uma constatação que, no entanto, foi negada pelo Governo de Pequim. A China consumia 2,130
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biliões de toneladas de petróleo ou equivalente em 2008, tendo quase duplicado os valores respeitantes ao ano 2000, quando consumiu 1,110 biliões de toneladas. Segundo as previsões dos organismos internacionais, em 2015 o país consumirá o equivalente a 2,780 biliões de toneladas de gás, comparado com os 2,290 biliões de toneladas que consumirão os EUA.
Estes dados foram publicados depois de Pequim anunciar que pretendia lançar uma série de medidas politicas destinadas a melhorar a sua eficácia no uso da energia, apontando para uma redução de 20% entre 2005 e 2010. Uma outra aposta do governo chinês é a energia nuclear, estando planeada a construção de, pelo menos, três centrais nucleares na próxima década.
estimular mercado e reforçar fiscalização
China acelera ouro O Banco Popular da China (BPC), banco central do país, revelou que o país expandirá o desenvolvimento do mercado de ouro para aumentar a competitividade do mercado financeiro nacional enquanto amplia os canais de investimento para consumidores comuns. O BPC permitirá que mais bancos comerciais façam importações e exportações de ouro e lhes estimulará a oferecer derivados de ouro denominados em
yuan, segundo um comunicado do banco. O banco central também prometeu completar as políticas relacionadas ao mercado de ouro, incluindo políticas cambiais para acelerar o desenvolvimento do mercado. Ao mesmo tempo, o banco disse que o governo intensificará a supervisão sobre o mercado de ouro para garantir o desenvolvimento saudável e equilibrado.
China | Monopólios debaixo de olho Pequim pode impor limites aos preços dos produtos e serviços dos grandes monopólios, segundo um projecto de regulamento publicado segunda-feira. O Gabinete de Assuntos Legislativos do Conselho de Estado chinês, assinala que o projecto sobre a supervisão e análise dos custos de produtos e serviços, cujos preços são fixados pelo governo, estará aberto a propostas públicas até 1º de Setembro. Na China, produtos e serviços como recursos naturais, serviços públicos e produtos raros têm os preços fixados pelo governo ou por operadores sob a orientação do governo, e não pelo mercado. A Lei de Preços da República Popular da China estipula que esses produtos e serviços devem submeterse à supervisão e análise dos custos. Não obstante, a circular emitida pelo Gabinete de Assuntos Legislativos diz na sua página da Internet que continuam a existir ambiguidades no processo de supervisão e análise dos custos, em particular em artigos específicos de custos “não razoáveis”. A circular indica que o governo deve examinar os custos de operação e impor limites aos preços das indústrias monopolizadoras para proteger melhor os interesses dos consumidores. O regulamento aponta as autoridades responsáveis pelo trabalho, os princípios e conteúdo da supervisão e exame de preços e as responsabilidades legais dos supervisores e operadores.
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China pressiona Singapura por causa de Taiwan A China pediu ontem ao governo de Singapura que continue a respeitar a política de “uma só China” e trate com cautela os assuntos relativos ao problema de Taiwan. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Jiang Yu, fez estas declarações ao comentar as notícias de que Taiwan e Singapura poderiam estar a discutir a praticabilidade da assinatura de um acordo de cooperação económica. “A nossa postura quanto às actividades económicas e comerciais entre países estrangeiros e Taiwan é consistente e explícita.
Hanói protesta contra incursão de navios chineses
Um mar de discórdia Polícia desmantela rede de tráfico humano
A polícia resgatou 22 mulheres e crianças raptados por uma rede de tráfico humano que operava no sul da China há duas décadas, segundo a imprensa local. Dezoito vítimas reuniram-se na quarta-feira com familiares na cidade de Nanning, na província de Guangxi, indicou a agência noticiosa Xinhua. A polícia de Guangxi descobriu a rede durante uma investigação de três meses e deteve sete pessoas na província de Fujian a 22 de Julho, adiantou a Xinhua. Um dos suspeitos confessou à polícia que o grupo operava desde 1989, raptando mulheres e crianças de cidades em Guangxi para vender em Fujian. O tráfico humano é um problema grave na China, que tem um próspero mercado negro de raparigas e mulheres que são vendidas como noivas. Os bebés também são raptados ou comprados a famílias pobres para vender a casais sem filhos
O Vietname acusou ontem a China de violar a sua soberania ao realizar prospecções perto de ilhas disputadas pelos dois países, no Mar do Sul da China, e pediu ao governo chinês que faça mais para promover a paz, estabilidade e relações bilaterais saudáveis. As acusações foram feitas num momento de elevada tensão na região, depois que de a China se ter irritado com o que considerou um ataque da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ao mencionar as disputas territoriais no Mar do Sul da China num fórum de segurança regional realizado em Hanói, duas semanas atrás. O governo chinês diz que o controle do Mar do Sul da China
é assunto de “fundamental” interesse. Para os analistas, essa declaração mostra que o país situa estas questões de reivindicação territorial ao mesmo nível que as das conflituosas regiões do Tibet e Xinjiang, bem como Taiwan, que a China considera parte de seu território. Ontem, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Vietname, Nguyen Phuong Nga, disse que embarcações chinesas têm vindo a realizar actividades de prospecção desde o fim de Maio, perto da ilha de Paracels, que o Vietname reivindica, bem como em áreas de extração de gás e petróleo, na plataforma continental. “A acção chinesa violou gravemente a inquestionável soberania do Vietname sobre
as Ilhas Paracel e os direitos de soberania do Vietname sobre a sua plataforma continental e a sua zona económica exclusiva de 200 milhas náuticas”, disse ela em uma entrevista imprensa. Nga afirmou que as acções da China contrariam as convenções internacionais sobre regiões em disputa e também as decisões dos líderes dos dois países de manter a paz e estabilidade e evitar complicar mais a situação. China, Vietname, Malásia, Filipinas, Brunei e Taiwan mantêm reivindicações históricas conflutuosas sobre partes do Mar do Sul da China e os arquipélagos de Spratly e Paracel, potencialmente ricos em gás e petróleo.
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Depois da sua recente promoção a general
Neto de Mao na política Anúncio HM – 2ª VEZ 06-08-2010 FALÊNCIA CV2-10-0002-CFI
2º Juízo Cível
REQUERENTE: - AGÊNCIA COMERCIAL MAN SI HOU, LDA., empresário comercial, pessoa colectiva nº 31519 (SO), com sede na Rua de Tai Lin, nº 228, Edifício Vai Chui Garden, R/C “G”, Macau FAZ SABER que, por despacho de 03/08/2010, proferido nos autos de Falência supra identificados, a correr termos pelo 2º Juízo Cível deste Tribunal, foi designado o dia 05 de Outubro de 2010, pelas 10h:00m, neste Tribunal Judicial de Base, para a reunião da assembleia de credores para verificação provisória dos créditos, relativamente à requerente/ apresentante, AGÊNCIA COMERCIAL MAN SI HOU, LDA., podendo os credores desconhecidos da referida apresentante, até 15 (quinze) dias, antes da data designada para a reunião, reclamarem os seus créditos em simples requerimento, mencionado a origem e natureza de tais créditos. * R.A.E.M., aos 04 de Agosto de 2010 ***
Mao Xinyu, neto de Mao Tse Tung, anunciou que vai ter um papel mais activo na vida política, alguns dias após a sua promoção a general de divisão no Exército Popular de Libertação (APL). O neto do fundador da República Popular da China, que é pesquisador daAcademia
de Ciências militares da APL, falou sobre o assunto ao portal Netease, insistindo em dizer que se sentia chamado pela política. “Antes de morrer, a minha mãe já esperava isso. E é a partir do exército que vou evoluir”, acrescentou. A imprensa chinesa tinha anunciado, na segunda-feira, a promoção de Mao Xinyu, 40 anos, a general de divisão. Mao Xinyu, que se parece fisicamente com o grande timoneiro, escreveu várias
obras, entre elas “Meu avô, Mao Tse Tung”, e possui um blog. Mao Xinyu admitiu que sua ascendência contribuiu sem nenhuma dúvida para a promoção. “É um facto objectivo, não se pode negar”, declarou. Único neto de Mao Tse Tung, que morreu em 1976, foi considerado um dos “bloggers” mais populares do país pelo site do jornal Diário do Povo, órgão do Partido Comunista chinês.
Empresa de Hong Kong vai aumentar a sua frota
Cathay Pacific voa mais alto A Cathay Pacific Airways, a principal companhia aérea em Hong Kong quer aumentar a sua frota actual de 166 aviões em 40%, depois dos resultados do primeiro semestre do ano que terminou em Junho terem dado lucros de 6,84 mil milhões de dólares de Hong Kong. Os resultados ficaram acima das previsões com mais 812 milhões de dólares
de Hong Kong de lucro do que no período homólogo de 2009 e apesar das perturbações no espaço aéreo originadas pela nuvem de cinzas que resultou da erupção do vulcão islandês. A Cathay prevê um segundo semestre forte, baseado no histórico de ter sempre melhores resultados nos últimos seis meses do ano devido ao tráfego do
pico do Verão e de feiras que se realizam no final do ano, prevendo um ano recorde em termos de lucros. A rota entre Hong-Kong e Taiwan é uma das mais rentáveis e regressou aos níveis de há uns anos, com 154 voos por semana, diz uma informação da “Reuters” apesar de terem iniciado os voos directos entre a China e Taiwan.
A empresa disse que vai encomendar até 30 A350900 da Airbus e pretende exercer os direitos de compra sobre mais seis 777-300 ER da Boeing, investindo cerca de9,67 mil milhões de dólares nos 36 aparelhos a preços de tabela. Os 787 da Boeing e os A380 não estão nos planos imediatos das encomendas. Esta nova encomenda somada a outras já feitas pela companhia irá aumentar a frota actual de 166 aviões em 40%. As entregas para as novas encomendas estão previstas entre 2016 e 2019.
política Os deputados da 3a Comissão Permanente concluíram ontem a apreciação das seis propostas de revisão das carreiras da saúde. Algumas opiniões dos profissionais foram levadas em conta, outras nem por isso. No final, fica o reconhecimento que o Governo tem muito trabalho pela frente para conseguir salvar a saúde pública. Vanessa Amaro
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“Há ainda margem para aperfeiçoamento”, concluiu Cheang Chi Keong, presidente da 3a Comissão Permanente, ao anunciar, aliviado, que as seis propostas de revisão das carreiras da saúde já não estão sob a sua responsabilidade. A discussão dos diplomas foi concluído quase em tempo recorde – bastaram dois meses -, com os deputados muito conscientes de que estavam a tratar apenas da ponta do icebergue. “A Comissão Permanente sabe que não consegue resolver todos os problemas da saúde com a aprovação destas legislações. Chamamos a atenção do Governo para tal. Há problemas que se prendem a todo o funcionalismo público e que não podem ser resolvidos por completo. Só através do aperfeiçoamento de todas as questões é que
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Especialidade aprova revisão das carreiras de saúde e alerta Governo sobre falhas
Muito trabalho de casa se poderá elevar o nível da saúde”, disse o presidente aos jornalistas. O parecer, de 135 páginas comum às seis carreiras, foi ontem concluído e assinado pelos membros da especialidade. Segundo Cheang, foram feitos os possíveis para encontrar um equilíbrio entre as opiniões das classes visadas e aquilo que os deputados e o Governo consideravam aceitável. Mas, lembra o deputado, se as autoridades tivessem conduzido um processo de auscultação menos tumultuado, “não existiriam tantos problemas na discussão pela especialidade”. As duas décadas de espera pela revisão das carreiras transformou-se, na opinião de profissionais de três carreiras, um pesadelo. Médicos, técnicos de diagnóstico e terapêutica (TDT) e analistas laboratoriais inseridos em técnicos superiores de saúde (TSS) não concordaram com as mexidas e inundaram a Assembleia Legislativa com cartas de opiniões. As queixas centram-se, sobretudo, nos índices salariais,
Os deputados denunciam que nem sempre foram abertos concursos de acesso para os trabalhadores que “nos termos da legais reuniam os requisitos para o efeito”. “Este estado de coisas produz situações de grande injustiça, sendo os trabalhadores públicos da área da saúde impossibilitados de progredir regularmente na sua carreira conforme é seu direito”, lê-se no parecer.
na exclusão dos contratos individuais de trabalho das retroactividades e na suposta perda de benefícios. As propostas de lei vão ser discutidas antes do dia 15 em plenário, estando prontas para entrar em vigor ainda durante este Verão. O presidente da 3a Comissão desfez-se em elogios à “grande cooperação e abertura” do Governo e à própria AL, que disponibilizou trabalhadores extras para concluir o trabalho à velocidade de cruzeiro. Qualificação profissional
Passou-se a exigir o incremento das habilitações de ingresso para os TDT, administradores hospitalares, auxiliares de saúde e inspectores sanitários. Na categoria dos médicos, criou-se a graduação de consultor, de modo a reflectir uma especialização mais exigente. Sistema de acreditação
A Comissão Permanente apontou a necessidade urgente de se criar mecanismos de acreditação para os profissionais de saúde. A ausência de um organismo independente que regule o exercício das funções dessa área “levanta dificuldades no que diz respeito à avaliação do nível de habilitações e da qualidade da formação prestada” em trabalhadores formados no estrangeiro. Concursos
Os deputados enunciaram ter tomado conhecimento que os Serviços de Saúde “nem sempre têm aberto concursos” nos
últimos dez anos. “Entende a comissão que é de toda a importância para a qualidade dos serviços de saúde prestados à população manter um quadro de pessoal estável e qualificado, que garanta estabilidade e continuidade na prestação dos serviços de saúde”, apontam. A especialidade também denunciou que nem sempre foram abertos concursos de acesso para os trabalhadores que “nos termos da legais reuniam os requisitos para o efeito”. “Este estado de coisas produz situações de grande injustiça, sendo os trabalhadores públicos da área da saúde impossibilitados de progredir regularmente na sua carreira conforme é seu direito”, lê-se no parecer. Por isso, ficou estipulado um limite máximo de dois anos para a realização e conclusão de concurso de acesso a contar da data em que o lugar do quadro vagar, “caso sejam carreiras de dotação global”, aplicando-se no restante as regras gerais do regime jurídico da função pública. A Comissão Permanente espera que “nesta matéria os Serviços de Saúde respeitem integralmente os direitos dos trabalhadores e permitam que as progressões na carreira decorram conforme o previsto no regime legal”, em prol da valorização dos seus profissionais Índices salariais
Quando se entra no ramo das comparações dos índices salariais estala-se o verniz. A Comissão Permanente reconhece que os índices da carreira médica sejam pouco mais elevados que os inicialmente propostos para a carreira dos TSS, mas ouviu a explicação do governo e não encontrou problemas. “Esta comparação não é inteiramente adequada, uma vez que o pessoal médico aufere ainda um suplemento de vencimento que, em regra, na proposta de lei corresponde a 50% do vencimento base.
Não deixa de ser verdade que os médicos, na sua esmagadora maioria, auferem este suplemento de vencimento. Assim sendo, a comparação entre índices perde parte da sua validade e relevância”, concluem os deputados. Ainda assim, os deputados sugeriram que o suplemento de 50% de disponibilidade permanente fosse totalmente incorporado ao salário base, de forma a
“banalização” dos contratos individuais de trabalho, que “visavam acordar condições remuneratórias e laborais menos favoráveis”. Apesar disso, os profissionais nessas condições ficam excluídos das retroactividades salariais a contar a partir de 1 de Julho de 2007, já que a natureza dos seus contratos é jurídicoprivada. A3a ComissãoPermanente concluiu que “apurar se existe
A Comissão Permanente sugeriu que o suplemento de 50% de disponibilidade permanente dos médicos fosse totalmente incorporado ao salário base, de forma a contar para efeitos de aposentação. Contudo, apontam os deputados, o Governo não apresentou uma resposta em tempo útil sobre o assunto. E o tema foi considerado como encerrado. contar para efeitos de aposentação. Contudo, apontam, o Governo não apresentou uma resposta em tempo útil sobre o assunto. E o tema foi considerado como encerrado.
ou não uma desconformidade com o princípio da igualdade apenas será possível numa análise casuística que tenha em conta a situação concreta dos interessados, que não poderá ser aqui feita”.
Disponibilidade permanente
Incompatibilidades
Para evitar confusões em relação ao termo “disponibilidade permanente” empregado em outras áreas da função pública, os deputados acharam por bem alterar o nome do regime, sem prejuízo dos seus valores. Assim sendo, para os médicos passa agora a prever-se que prestem as suas funções em regime normal (36 horas semanais), alargado (45 horas semanais) ou especial (45 horas semanais com o aviso de comparecer ao serviço sempre que solicitado, ou seja, a antiga disponibilidade permanente). Contratos individuais
Os deputados lembram que, na última década, houve uma
Aprincipal alteração introduzida nesta matéria prende-se com a carreira médica é a proibição do exercício da actividade privada em regime de profissão liberal – o que para médicos nesta situação a proposta de lei “terá um impacto significativo”. “A comissão ponderou esta questão e sugeriu ao Governo a possibilidade de se introduzir um período de transição para que os médicos em questão possam preparar-se para o exercício exclusivo das funções. Tal, no entanto, não foi tido como necessário pelo Governo dado que apenas um pequeno número de profissionais é que efectivamente terão sido autorizados a exercerem actividades privadas”, escrevem no relatório.
Incansáveis contra obras ilegais
sexta-feira 6.8.2010
O Grupo Permanente de Trabalho Interdepartamental para Demolição e Desocupação diz que vai continuar com o combate contra as obras ilegais. Durante uma acção realizada ontem, o grupo demoliu uma obra ilegal em renovação num edifício baixo situado junto da Rua do Campo. O infractor tinha construído num edifício de 5 pisos uma obra clandestina de dois pisos, que veio sobrecarregar em mais de 40% o peso que o próprio edifício poderia suportar, pondo assim em causa a segurança da estrutura do edifício. A Administração realça que irá continuar com o combate das obras ilegais e realizar estas acções de forma incansável. De Abril do corrente ano até agora, o Grupo para Demolição e Desocupação tratou num total de 67 casos de obras ilegais.
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política
Governo não sabe o que será do FSS passadas três décadas da entrada em vigor da nova lei
Dúvida pós-30 anos Vanessa Amaro
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Quase sete meses depois, o parto está concluído: a 3a Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) finalizou o parecer do novo regime da segurança social e deu luz verde para a votação em plenário. Ontem, o presidente do grupo, Cheang Chi Keong, frisou que a legislação engordou 19 artigos – passou de 62 para 81 -, mas ainda assim há espaço “para mais aperfeiçoamentos no futuro”. Não se sabe, contudo, se o diploma vai a tempo de ser discutido em plenário antes
das férias legislativas, que se iniciam no dia 15. Uma das principais preocupações dos deputados prende-se à situação financeira do Fundo de Segurança Social (FSS), que mediante o novo diploma passará a arrecadar mais contribuições, mas também pagará mais. O Governo apresentou então projecções financeiras para os próximos 30 anos, porém não conseguiu responder como reagirá o sistema findo esse período. “A Comissão manifestou preocupação com a situação financeira do regime da segurança social para além do período de 30 anos
abrangido pelos estudos apresentados pelo Governo. Perante esta preocupação, o Governo comprometeu-se a elaborar um documento adicional com as projecções financeiras para um período mais longo, que vá além dos referidos 30 anos, o qual, no entanto, não foi recebido pela Comissão até à data de assinatura do presente parecer”, explicam os deputados. De acordo com as projecções oficiais, se não houver nenhum reajuste às 1700 patacas de pensão de velhice, o sistema funcionará de forma autónoma nos primeiros 20 anos. Nos dez restantes, o
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EDITAL Edital no : 212/E/2010 Processo no : 782/BC/2010/F Assunto : Demolição da obra não autorizada pela infracção às respectivas disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI). Local : Travessa dos Prazeres no 81, Edf. Kuan Heng, terraço sobrejacente à fracção 5o andar Y, Macau. Chan Pou Ha, Subdirectora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, no uso das competências delegadas pela alínea 7) do no 1 do Despacho no 09/SOTDIR/2009, publicado no Boletim Oficial da RAEM no 16, II série, de 22 de Abril de 2009, faz saber por este meio ao(s) dono(s) da obra, bem como ao(s) seu(s) mandatário(s) ou demais donos da obra caso existam e utente(s) do local acima indicado, cujas identidades se desconhecem, o seguinte: 1. O agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização de obra sem licença cuja descrição e situação é a seguinte: Obra 1.1 Construção de um compartimento não autorizado com paredes em alvenaria de tijolo e cobertura em chapa de zinco no local acima indicado.
Infracção ao RSCI e motivo de demolição
Sanção
Infracção ao no 4 do artigo 10o, obstrução do caminho de evacuação.
Nos termos do no 3 do artigo 87o do mesmo regulamento, é sancionável com multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas.
2. Nestas circunstâncias e em cumprimento do disposto no no 3 do artigo 88o do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei no 24/95/M, de 9 de Junho, o agente de fiscalização ordenou a imediata suspensão da execução da obra. 3. Nos termos do no 1 do artigo 88o do RSCI e por meu despacho de 21/06/2010, confirmei a suspensão da obra ordenada pelo agente de fiscalização e determinei o embargo da obra, emitindo em consequência o respectivo despacho de embargo. 4. De acordo com o no 1 do artigo 95o do RSCI, foi realizada, no seguimento de notificação por edital, publicado nos jornais em língua chinesa e portuguesa de 14/07/2010, a audiência escrita dos interessados, mas estes não apresentaram a resposta no prazo indicado e não foram carreados para o procedimento elementos ou argumentos de facto e de direito que pudessem conduzir à alteração do sentido da decisão de ordenar a demolição da obra não autorizada acima indicada. 5. Sendo os corredores comuns e terraço do edifício considerados como caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no no 4 do artigo 10o do RSCI. Assim, nos termos do no 1 do artigo 88o do RSCI e no uso das competências delegadas pela alínea 7) do no 1 do Despacho no 09/SOTDIR/2009, publicado no Boletim Oficial da RAEM no 16, II série, de 22 de Abril de 2009,
por meu despacho de 02/08/2010, exarado sobre a informação no 5116/DURDEP/2010, ordeno aos dono(s) da obra ou seu(s) mantatário(s) que procedam, por sua iniciativa, no prazo de 8 dias contados a partir da data de publicação do presente edital, à demolição da obra acima indicada e à reposição do local afectado, bem como aos interessados e o(s) utente(s) procedam à remoção de todos os materiais e equipamentos nele existentes, à desocupação do local acima referido, devendo, para o efeito e com antecedência, apresentar na Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, a declaração de responsabilidade do construtor responsável por essa demolição, bem como a apólice de seguro contra acidentes de trabalho e doenças profissionais. Após a conclusão dos referidos trabalhos, deverá ser comunicado o facto à DSSOPT para efeitos de vistoria. 6. Findo o prazo da demolição e da desocupação não será aceite qualquer pedido de demolição da obra acima mencionada. De acordo com o no 2 do artigo 139o do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei no 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se ainda que nos termos dos nos 1 e 2 do artigo 89o do RSCI, a DSSOPT, em conjunto com outros serviços públicos e com a colaboração do Corpo de Polícia de Segurança Pública, procederá a partir do termo do prazo atrás referido, à execução dos trabalhos acima referidos, a expensas do infractor . Além disso, tendo o prazo da demolição e da desocupação voluntárias expirado, a DSSOPT dará início aos trabalhos da demolição e da desocupação, não podendo ser cancelados os referidos trabalhos uma vez iniciados. Por fim, os materiais e equipamentos deixados no local acima indicado serão depositados no local indicado à guarda de um depositário a nomear pela Administração. Findo o prazo de 15 (quinze) dias a contar da data do depósito e caso os bens não tenham sido levantados, consideram-se os mesmos abandonados e perdidos a favor do governo da RAEM, por força da aplicação do artigo 30o do Decreto-Lei no 6/93/M, de 15 de Fevereiro. 7. As obras acima indicadas infringem o disposto no RSCI, pelo que, os infractores são sancionáveis com a respectiva multa. Além disso, de acordo com o no 4 do artigo 87o do mesmo regulamento, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração ou segurança do edifício. 8. Nos termos do no 1 do artigo 97o do RSCI e das competências delegadas pelos nos 1 e 4 da Ordem Executiva no 124/2009, publicada no Boletim Oficial da RAEM, Número Extraordinário, I Série, de 20 de Dezembro de 2009, da decisão referida no ponto 5 do presente edital cabe recurso hierárquico necessário para o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, a interpor no prazo de 8 dias contados a partir da data de publicação do presente edital. Aos 02 de Agosto de 2010 A Subdirectora dos Serviços Enga Chan Pou Ha
Governo terá de injectar 135 milhões de patacas para garantir o pagamentos do subsídio. Mas, caso a pensão seja reajustada em 4%, serão necessárias 960 milhões de patacas para pôr a máquina a funcionar. As previsões indicam ainda que se o Governo aumentar anualmente as verbas em um por cento, cada contribuinte terá de desembolsar uma contribuição de 79 patacas mensais para manter o sistema operacional. Apesar da dúvida, a proposta de lei salvaguarda os interesses e direitos dos contribuintes, ao estabelecer que o pagamento das prestações sociais é “assegurado pelo erário público, mesmo na eventualidade do regime de segurança social não ter, por si só, a capacidade financeira para tal”, aponta o parecer. Ao longo de 19 reuniões da especialidade, os deputados e o Governo conseguiram mudanças que ambos
os lados consideram “significativas”, especialmente ao que toca uma maior abrangência de beneficiários, com a criação de um regime obrigatório e um facultativo. Respeita-se aqui o princípio de igualdade, diz Cheang Chi Keong, o que quer dizer que todos os contribuintes, independentemente do regime em que estão inseridos, pagam a mesma prestação mensal – 45 patacas – e recebem o mesmo montante de benefício. “O novo regime da segurança social vem permitir
que todos os residentes da RAEM, desde que cumpram certos requisitos legais, possam aderir ao regime, em condições de igualdade. Mesmo pessoas que não estejam em situação de trabalho podem aderir e beneficiar do regime”, ressalta o parecer. Isso significa que já não haverá distinção entre residentes permanentes e não permanentes e mesmo os trabalhadores por conta própria ou aqueles que nem sequer trabalham, como as donas-de-casa,
O que muda na segurança social • Passam a existir dois regimes: o obrigatório e o facultativo. O obrigatório abrange, automaticamente, todos os residentes permanentes trabalhadores por conta de outrem maiores de 18 anos, e os funcionários públicos inscritos no regime de previdência. O facultativo prevê o pagamento das 45 patacas mensais de contribuição por conta própria, por aqueles que trabalhem em negócios particulares, os funcionários públicos inscritos no regime de aposentação e sobrevivência e todos os residentes, permanentes ou não permanentes, maiores de 18 anos. Em ambos os casos, a contribuição mensal e o subsídio é igual. • Apenas os inscritos no regime obrigatório podem beneficiar do subsídio desemprego – 70 patacas por dia. • A idade mínima para começar a contribuir passa de 22 para 18 anos.
• O requisito de permanência mínima foi reajustado. Deixa de ser obrigatório ter permanecido 183 dias em cada ano civil nos dois anteriores para a inscrição no FSS. Também estão previstas situações de ausência justificada.
• Os beneficiários que auferem pensão de velhice podem continuar a exercer actividades profissionais remuneradas por conta própria ou de outrem, contanto que continuem a efectuar as contribuições.
• No caso das contribuições retroactivas para aqueles que atingiram os 60 anos, mas não conseguiram contribuir durante 15 anos para o FSS, foi retirada a exigência de permanência na RAEM de 183 dias em cada ano civil nos 30 anos anteriores. Passam agora a contar os últimos 15 anos.
• Todos os contribuintes, estejam eles inseridos no regime obrigatório ou facultativo, têm direito ao subsídio de doença.
• Estabeleceu-se um prazo de 30 anos como período normal de contribuições. A pensão por velhice integral só será atribuída após esse período de pagamento de prestações ao FSS.
• A lei está mais rigorosa com os patrões que descontam a contribuição dos salários dos trabalhadores, mas não a repassam para o FSS. O empregador pode ser agora punido com pena de prisão de até três anos. Se o crime for cometido por pessoa colectiva, a pena é fixada em dias de multa, até ao máximo de 370.
• Os que atingiram os 60 anos podem requerer a antecipação da pensão de velhice.
• O subsídio de nascimento de 1000 patacas passa a abranger casos de adopção e foi eliminado o limite no número de nascimentos elegíveis.
Macau e Pequim juntas pelo ambiente A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental da Região Administrativa Especial de Macau (DSPA) e a Direcção dos Serviços das Ciências, da Tecnologia e do Desenvolvimento Social do Ministério das Ciências e da Tecnologia assinaram, em Pequim, a “Carta de Intenção sobre o Estudo e Cooperação Tecnocientífica no domínio da Conservação Energética e Protecção Ambiental, entre a China Continental e Macau”. A iniciativa pretende promover a cooperação sobre técnicas de protecção ambiental. Durante o evento, também foram discutidas as linhas de orientação dos trabalhos a desenvolver no futuro.
poderão integrar o regime no modo facultativo. Apesar da comissão ter ponderado a inclusão dos trabalhadores não residentes, o Governo considerou que “não estão reunidas as condições necessárias para que este grupo de trabalhadores possa ser abrangido”. Os deputados pedem, contudo, que a protecção social deste grupo deve ser garantida através de outros meios, como seguros de saúde. Aumentos, pedem-se
A 3a Comissão Permanente fez saber que considera “natural e justificável” que se proceda à revisão de todos os montantes de benefícios, “que há muito não são actualizados”. Actualmente, prevê-se o pagamento de 1700 patacas mensais para as pensões de invalidez e velhice; 1115 patacas para a pensão social; subsídio doença pub
de 55 patacas por dia em casos sem internamento hospitalar e 70 patacas com internamento. “Pretendemos ser capazes de, por um lado, satisfazer as necessidades imediatas com os resultados do crescimento económico e, por outro lado, constituir bases sólidas de desenvolvimento sustentável para Macau, mobilizando os recursos disponíveis em prol do futuro”, defende a especialidade. Foi desconsiderada a exclusão dos subsídios de casamento e nascimento (1000 patacas em cada caso), contemplada na versão inicial do diploma. Esses dois benefícios vão ser mantidos, sem levar-se também em consideração o número de filhos para o caso do subsídio de nascimento – a legislação actual prevê o pagamento para o máximo de três filhos por agregado familiar.
sexta-feira 6.8.2010 www.hojemacau.com
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política
Imprensa chinesa maravilhada com o “campeão dos cargos”
Super-Tam Kahon Chan
hojemacau@yahoo.com
Alexis Tam detém actualmente pelo menos oito cargos no Governo, observa o jornal chinês “Va Kio”, enquanto o “Cheng Pou” lhe deu a alcunha de “Superman Tam”. O gabinete do chefe do Executivo esclareceu ontem que a nomeação para a comissão de medalhas foi feita dentro do respeito pela legalidade. O despacho nomeia também para a fazer parte da mesma comissão. Em resposta às perguntas do Hoje Macau, o responsável de comunicação do gabinete do chefe do Executivo justificou a nomeação de Alexis Tam para a Comissão de Designação de Medalhas e Títulos Honoríficos. O porta-voz apresentou apenas dois documentos como explicação – o RegulamentoAdministrativo n.º 28/2001 e o Despacho do Chefe do Executivo n.º 232/2001. O RA n.º 28/2001 sumariza que
“Institui medalhas e títulos honoríficos”, enquanto o artigo 13.1 estabelece: “A Comissão é composta por, no máximo, 11 membros designados por despacho do chefe do Executivo, a publicar no Boletim Oficial da RAEM”. O Despacho foi a primeira lista de nomeações feita por Edmund Ho em 2001 e, apesar de não ter sido referido pelo gabinete do chefe do Executivo, mostra que Ho Veng On, antigo coordenador do gabinete de Edmund Ho, estava na lista. Nenhum dos documentos, contudo, mostra que fosse obrigatório para o coordenador do gabinete do chefe do Executivo juntar-se ao comité. Ho Veng On não detém tantas posições como Alexis Tam. O “Va Kio”
fez na sua edição de ontem uma lista de “cargos publicitados” detidos por Tam, e além dos cinco cargos citados pelo Hoje Macau, anteontem, Tam é também delegado do Governo junto da Teledifusão de Macau (TDM) desde Janeiro de 2010 com um salário mensal de 6600 patacas, chefe da “task force” que prepara o “Acordo de Cooperação Macau/Guangdong” e coordenador do gabinete preparatório do gabinete de estudo das políticas. Os múltiplos cargos valeram-lhe várias alcunhas. O “Cheng Pou” publica a mais recente: “Superman Tam”, enquanto o Va Kio apelidou-o de “rei do part-time”.
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8 Chineses detidos por fraude
Três chineses oriundos de Fujian foram detidos esta quarta-feira acusados por um crime de fraude depois de terem tentado trocar jóias falsas por dispendiosos ornamentos em ouro. Os suspeitos disseram à PSP que compraram em Cantão e Shenzhen 1700 gramas de colares falsos num valor total de 230 mil reminbis que depois tentaram trocar em Macau por ornamentos de ouro puro no valor de 300 mil patacas. Um revendedor suspeitou do grau de pureza dos colares dourados e fez uma denúncia à polícia.
sociedade DSAL concorda com relatório do CCAC
MASTV de ser assim
Queda de andaime não fez vítimas
O vento e a chuva que se fizeram sentir ontem ao fim do dia em Macau provocaram a derrocada de um andaime na Avenida Infante D. Henrique, no lado oposto ao Hotel Sintra. A estrutura abrangia uma área de oito metros por 16 e bloqueou um autocarro, um táxi e duas outras viaturas que circulavam nas proximidades. Segundo o relato de uma testemunha à Rádio Macau, o andaime começou a baloiçar por volta das sete da tarde na altura em que o vento começou a soprar com maior intensidade e demorou cerca de 20 minutos até tombar no solo. Ninguém ficou ferido ou bloqueado dentro dos veículos.
Recenseamento tem início em Novembro
A China vai iniciar seu sexto censo demográfico em Novembro deste ano, incluindo pela primeira vez os residentes de Taiwan, Hong Kong e Macau, bem como pessoas de nacionalidades estrangeiras. O sexto censo deve começar no dia primeiro de Novembro, abrangendo dados como nome, sexo, idade, etnia, autorização de residencia, escolaridade, profissão, seguro social, estado civil e habitação, afirmou o vice-diretor do Departamento Nacional de Estatísticas, Zhang Weimin. O censo vai incluir pela primeira vez os residentes com nacionalidade estrangeira na parte continental . “É comum no resto do mundo abranger os residentes estrangeiros no censo demográfico, mas na China, será a primeira vez. A pedido da ONU, que solicitou a todos os países o esclarecimento da migração internacional, o governo chinês elaborou normas para regular o censo da população com nacionalidade estrangeira, inclusive de Taiwan, Hong Kong e Macau.” A pesquisa não vai incluir os visitantes e turistas que permanecem na China por curto prazo. Na ficha do censo, os estrangeiros e residentes de Taiwan, Hong Kong e Macau devem preencher dados como nome, sexo, data de nascimento, objectivo e duração da estadia na China, escolaridade e nacionalidade. O censo não irá abordar dados como rendimento e crença religiosa.
Kahon Chan
hojemacau@yahoo.com
Os problemas mencionados no no relatório de investigação do Comissariado contra a Corrupção (CCAC) sobre a busca à MASTV em Março mereceram a concordância da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), o que preocupa Kwan Tsui Hang. A deputada considera que o CCAC adoptou a lógica errada sobre a DSAL e o relatório, teme Kwan, pode efectivamente prejudicar a motivação da DSAL na aplicação da lei do trabalho. Outro deputado, Au Kam San, questiona se o CCAC não estará a minar a sua responsabilidade na luta contra a corrupção. A DSAL concorda com as “questões mencionadas no relatório” e acrescenta: “No relatório, o CCAC referiu que constata a existência de actos inconvenientes praticados, pela DSAL, no âmbito do procedimento da acção inspectiva em causa e emitiu sete recomendações. A DSAL atendeu seriamente as considerações e analisou as recomendações acima referidas. Quanto às recomen-
Salário mínimo precisa-se O deputado da Assembleia Legislativa Au Kam San ajudou recentemente um residente local de 43 anos a apelar pela sua elegibilidade em obter os subsídios de baixo rendimento. O homem é saudável e recebe 3300 patacas para trabalhar 12 horas por dia a vigiar a porta de um edifício de apartamentos – o equivalente a 10,5 patacas por hora – mas sente-se bem em aceitar o mísero salário, uma vez que o Governo está a pagar-lhe 700 patacas por mês, como subsídio ao baixo rendimento. Sabendo que há salários ainda mais baixos na cidade, Au fez a sua segun-
dações do aperfeiçoamento na técnica e execução da matéria em causa, a DSAL deu o devido acompanhamento quanto à sua implementação. Sobre as recomendações de questões mais complicadas, a DSAL está a proceder à revisão, alteração e aperfeiçoamento activo conforme as advertências prestadas pelo CCAC”. Quem não escondeu a sua preocupação foi a deputada Kwan Tsui Hang. “Os grupos
da interpelação a apelar à legislação do salário mínimo e fixação do respectivo valor, já que o subsídio por baixos rendimentos tem encorajado salários bem baixos. Au quis que o Governo explicasse que estudos tinham sido feitos sobre a viabilidade do salário mínimo e quando poderia ser iniciado processo legislativo para avançar com a lei. O salário mínimo tornou-se lei em Hong Kong e a imprensa citou uma fonte do Governo que informou que o salário seria fixado em cerca de 30 dólares de Hong Kong por hora.
de trabalho sempre exigiram do Governo que efectuasse uma fisclização quanto ao emprego ilegal, mesmo na ausência de queixa apresentada. [A investigação do] CCAC parece ter confundido qual a agência que estava a vigiar – o CCAC pede à DSAL para apenas agir com provas suficientes, o que é como um tribunal a olhar para a abordagem da DSAL com critérios de investigação policial. Não concordo com isso.” A deputada da Federação das
Associações dos Operários de Macau (FAOM) assinalou que as circunstâncias de se encontrar um trabalhador ilegal são diferentes da investigação criminal. “Os trabalhadores ilegais não têm esse estatuto marcado nas suas testas e a única forma é analisar os seus documentos de identificação. Para acatar a sugestão do CCAC de reunir suficientes provas antes de passar à acção, a DSAL pode ter de enviar agentes infiltrados antes de mandar as patrulhas”, referiu. “Pensamos que a DSAL é incompetente na luta contra o emprego ilegal, mas o seu único mecanismo é também desactivado pelas acusações do CCAC de abuso de autoridade”, considera a deputada, que remata com ironia: “Nenhum crime de trabalho será visto a partir de agora Vamos todos viver em paz.” Outro deputado, Au Kam San, também não apreciou a acção do CCAC, mas de uma outra perspectiva. “Quando a agência anticorrupção foi estabelecida sob o regime português, ela também publicou muitos avisos e muito esforço foi também empregue na leitura dos documentos sobre actos ilícitos da administração. Mal houve trabalho realizado, em matéria de corrupção. Agora pergunto-me se o CCAC está a regressar àquele tempo”. Au destaca no entranto, como ponto positivo, algumas das descobertas do CCAC, como a selecção aleatória para a inspecção de emprego ilegal, mas disse que o relatório tornou-o mais alerta para as lacunas na aplicação da lei anti-corrupção. O relatório funciona como um tapa-lacunas, disse. Apesar deste sentimento, Au é contra a retirada do dever de investigação a erros administrativos e formação de uma nova comissão como aconteceu em Hong Ko,ng, uma vez que Macau é um lugar pequeño. “E eu”, refere o deputado, “sou o maior opositor da expansão do Governo.” De acordo com as reportagens da MASTV, os outros deputados, na sua generalidade, congratularam-se com o relatório. Mak Soi Kun, que dirige uma companhia de construção de média dimensão, considera que o relatório é um grande salto em frente, em linha com uma governação transparente. Ung Choi Kun, no entanto, duvida da necessidade de publicar os relatórios , e afirma que a luta anti-corrupção continua a ser o foco do CCAC.
Autoridades chinesas preocupadas com inflação O Banco Central da China considerou ontem que é necessário fortalecer a gestão das expectativas de inflação, à medida que os custos mais altos da mão de obra local e a ampla liquidez global deverão intensificar as pressões inflacionárias. Este alerta está incluído no relatório sobre a inflação no segundo trimestre, divulgado dias antes de Pequim anunciar os índices de inflação de Julho. “Actualmente, o risco das expectativas de inflação e o risco do aumento de preços não podem ser negligenciados”, diz o relatório, que evidencia o dilema do Banco da China perante uma recuperação frágil da economia global.
O hotel-casino Ponte 16 abriu um “MJ café” colado a uma galeria temática sobre o “rei da pop” em que irá servir cocktails com nomes como “Thriller” e “Invincible”, apesar de a estância não ter ainda garantido os direitos de franquia para baptizar o café com o nome de Michael Jackson. Sonny Yeung, director-executivo do Ponte 16, disse que a MJ Gallery tinha efectivamente aumentado a ocupação do hotel em 20 por cento e o número de visitantes em seis por cento, mas não pôde confirmar se a instalação estava a gerar lucro na primeira metade de 2010. Os ocupantes de parte do terreno obtido para o Ponte 16 perderam a acção em tribunal para o promotor - Sonny Young disse que ainda podia ser apresentado recurso, mas também mostrou uma atitude positiva para permitir chegar a um acordo fora dos tribunais. A negociação, no entanto, ainda não chegou a pormenores. Entretanto, Ambrose So, director-executivo da SJM, reiterou que ambos os lotes no Cotai estão pendentes de garantias do Governo para a concessão de terras. De maneira que tanto o design como o nome do Pearl, que ficaria localizado em frente ao centro de exposições do complexo do Venetian, estão sujeitos a alterações para ir ao encontro das últimas estratégias de desenvolvimento. A SJM está também “aberta a alternativas” para modernizar o velho hotel Lisboa, mas a administração tem ainda de concluir que alternativa é a mais vantajosa para a empresa.
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sociedade
Casinos com privilégios na lei anti-tabaco
Bolso vale mais que pulmão O Governo concordou em criar um artigo especial para os casinos na nova lei de controlo contra o fumo em locais fechados, tendo em conta o contributo do sector para a economia de Macau. A AL, contudo, não chegou a consenso sobre os detalhes da regulação para casinos e outras instalações que ficam sujeitas a uma transição gradual antes da proibição total. kahon chan
kahon chan
Ponte 16 abre galeria Michael Jackson
sexta-feira 6.8.2010
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Chan Chak Mo
Kahon Chan
hojemacau@yahoo.com
A Segunda Comissão Pemanente daAssembleia Legislativa (AL) esteve reunida ontem com os responsáveis do Governo, incluindo o director dos Serviços de Saúde de Macau (SSM) Lei Chin Ion, para discutir a Proposta de Lei “Regime de prevenção e controlo do tabagismo”. O Executivo concordou em criar um artigo distintivo para os espaços de jogo, listado lado a lado com estabelecimentos de sauna, discotecas e casas de massagem, para introduzir medidas de transição mais específicas e o prazo para uma proibição de fumar total. O Governo havia proposto em reuniões anteriores a implantação da proibição total de fumar três anos mais tarde para os estabelecimentos isentos. Mas uma vez que os deputados da AL não chegaram a consenso sobre o prazo para a proibição total e sobre as medidas de transição, os representantes do Governo concordaram ontem em delinear novas condições apos consultar a indústria do jogo comercial e outros estabelecimentos de entretenimento. Chan Chak Mo, presidente da comissão, admitiu que a lei não iria satisfazer a todos
Ambrose So
e que a atenção especial aos casinos foi concedida tendo em conta uma “consideração especial sobre as receitas fiscais e do turismo” na aplicação da proibição total de fumar em casinos. Um calendário para a entrada em vigor da lei de controlo do tabaco não está ainda disponível e a comissão irá analisar a nova proposta de trabalho a ser apresentada pelo Governo em Outubro, após o interregno das férias de Verão na AL. Ambrose So, director-executivo da SJM, congratulou-se com o tratamento especial recebido pelos casinos e propôs-se a reservar os andares mais congestionados dos seus casinos para os não fumadores “Isso será o resultado da cooperação da indústria e também do Governo para avançar com a proibição total”, disse Ambrose So. Também foi acordado que a regulamentação para a venda do tabaco ao público, incluindo as mensagens de alerta nas embalagens e relatórios de análise à nicotina, não seria mais estrita do que em Hong Kong. Nomes de marcas existentes que sugerem consequências leves (“light”) ou suaves (“mild”) para a saúde ficarão isentos da regulamentação do artigo 13 da proposta de lei.
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10 Porto cede Stepanov
O FC Porto acordou a transferência do defesa-central Milan Stepanov para o Bursaspor da Turquia. O jogador sérvio deixa o clube do Dragão após três anos em que não se conseguiu afirmar no plantel principal. Stepanov jogou no Málaga , de Espanha, por empréstimo dos dragões na época passada. Agora regressa ao campeonato turco de onde se transferiu para o Porto, em 2007 , oriundo do Trabzonspor , num negócio de 3,5 milhões de euros . Os valores do acordo entre o FC Porto e o Bursaspor não são divulgados, mas Stepanov já foi oficialmente apresentado no novo clube na Turquia (conforme ilustra a foto), juntamente com o avançado argentino Leonel Núñez (ex-Independiente).
Jogador fantasma quase contratado
O Villarreal esteve a um passo de contratar o atacante do Danúbio, Nestor “Colibrí” Coratella. A transferência do uruguaio iria custar ao clube 3 milhões de euros, segundo avançou ontem o jornal espanhol “El Mundo Deportivo”. Mas à última hora as negociações foram canceladas por um motivo simples: O jogador não existe. Afinal tratou-se de uma invenção de cibernautas que criaram o perfil do jogador no Facebook, com fotos e até comentários do jogador a dizer que queria “dar o salto para um grande da Europa”, bem como um vídeo com os melhores golos da última época. Os jornalistas espanhóis de imediato contactaram os jornais uruguaios, na esperança de conseguir mais informação sobre o ponta-de-lança, até que o jornal “Observa” falou com os responsáveis do clube uruguaio e desvendou a farsa.
Sporting colocou Caneira de lado
Marco Caneira tem estado a treinar-se à parte e nem se pode equipar junto do restante plantel do Sporting, acusou o empresário do futebolista internacional português, Paulo Barbosa. “O Marco Caneira está a treinar-se à parte e equipa-se no balneário dos árbitros. Isto é perfeitamente ilegal. Não é correto e ele não merece estar a ter este tipo de tratamento”, referiu Paulo Barbosa à agência Lusa. Paulo Barbosa admitiu que Caneira “pode não ser o melhor do Mundo, mas prescindiu de muita coisa no Valência para regressar” ao Sporting. “O Marco Caneira tem 15 anos de Sporting, não merece este tipo de tratamento. Está a ser tratado como uma maçã podre”, disse. Apesar de admitir que “este tratamento pode conduzir a uma rescisão por justa causa”, o empresário garantiu que “o jogador não vai rescindir” o contrato. Marco Caneira tem ainda mais dois anos de contrato com o Sporting, clube no qual foi formado e a que regressou em 2008. Contactado pela Agência Lusa, o diretor de comunicação do Sporting, Nuno Dias, disse que o clube “não comenta declarações de Paulo Barbosa”.
desporto Cristiano Ronaldo até já marca golos
Mourinho entra a vencer O treinador português José Mourinho estreou-se ontem no banco do Real Madrid com um vitória por 3-2 sobre os mexicanos do América, com o compatriota Cristiano Ronaldo a fixar o marcador aos 82 minutos, de livre direto. O futebolista internacional português foi a grande figura do jogo particular disputado no Candlestick Park de São Francisco, ao marcar um golo e fazer as assistências para os outros dois, da autoria do estreante Sérgio Canales, aos 35 minutos, e do argentino Gonzalo Higuaín, aos 63. Com Ronaldo e Pepe a titulares, o Real dominou os primeiros 45 minutos, período em que o guarda redes do América, Guillermo Ochoa, foi outra das figuras em campo, ao negar por três vezes o golo, detendo dois remates do francês Karim Benzema e outro do avançado português. Durante esta fase do jogo, os 44 mil espectadores presentes no estádio assistiram ainda a bons pormenores dos estreantes Canales (ex-Racing Santander) e Pedro Léon (ex-Getafe) no ataque do Real Madrid. O intervalo chegou com o Real a vencer
por 1-0 e Mourinho aproveitou para fazer sete substituições, o que quebrou o ritmo de jogo da equipa espanhola, situação aproveitada pelos mexicanos para darem a volta ao marcador, por Enrique Esquema, aos 52 minutos, e Vicente Sánchez, aos 61. A partir desse momento, Cristiano Ronaldo “voltou” ao jogo e dois minutos depois, aos 63, fez um passe perfeito para Higuaín empatar o marcador a dois golos. Livre directo
O jogo não acabou sem Cristiano Ronaldo
deixar a sua imagem de marca em campo: um livre direto à entrada da área permitiu ao internacional português ensaiar o seu pontapé forte e fazer o golo que fixou o resultado final em 3-2. Neste primeiro jogo da era Mourinho, o treinador contou apenas com quatro dos 12 “mundialistas” do Real Madrid: Cristiano Ronaldo, Pepe e os argentinos Di Maria (exBenfica) e Gonzalo Higuaín. Ausentes estiveram o brasileiro Kaká (lesionado no joelho esquerdo), os espanhóis Iker Casillas, Xavi Alonso, Sérgio Ramos, Raul Albiol e Alvaro Arbeloa (campeões do Mundo na África do Sul), o holandês Van der Vaart e o alemão Sami Khedira. “Alguns jogadores chegaram mais tarde e estão em pior forma do que outros”, disse José Mourinho no final do jogo, acrescentando: “Ainda estamos muito longe daquilo que poderemos fazer”. O próximo jogo do Real Madrid em solo norte-americano está marcado para sábado frente aos LA Galaxy, da liga profissional de futebol, no Rose Bowl, em Pasadena, Califórnia.
Novo treinador estreia-se contra a Irlanda
Derrota não impede apuramento
O futebolista do Barcelona Lionel Messi afirmou ter ficado surpreendido com a saída do seleccionador argentino Diego Maradona, que não queria que acontecesse, mas manifestou apoio ao novo técnico, Sergio Batista. “Claro que não queria que ele saísse”, afirmou Messi em Pequim, onde se encontra para uma digressão com o clube catalão, acrescentando que sempre pensou que Maradona ficaria, mas que “no futebol há muitas coisas imprevisíveis”. A estrela do futebol argentino, eleito melhor jogador do Mundo em 2009, não quis entrar em mais detalhes em relação à saída do anterior técnico e limitou-se
O Sporting de Braga apurou-se para o “ playoff “ de acesso à Liga dos Campeões , apesar de ter perdido em Glasgow com o Celtic por 2-1 . Os arsenalistas ganharam na primeira-mão por 3-0 e têm pela frente Sevilha, Werder Bremen, Zenit, Tottenham ou Ajax rumo ao sonho da Fase de Grupos da Champions League . O Braga conhece na sexta-feira o adversário para o “play-off” de acesso à Liga Milionária e é certo que será um dos cinco clubes referidos. Não se adivinha tarefa fácil para o clube português que conseguiu ultrapassar com mestria o favorito Celtic na terceira pré-eliminatória da prova. “Não há adversários fáceis, nesta altura todas as equipas são boas, como era o Celtic “, constata o treinador Domingos Paciência , salientando que o Braga não está “ à espera de facilidades “. Em Glasgow os minhotos não se deixaram intimidar pelo “inferno” do Celtic Park e estiveram mesmo a ganhar por 1-0 . “É pena não termos feito o 2-0, podíamos ter acabado com o jogo“, lamenta o técnico arsenalista, considerando que a sua formação acabou por “perder um jogo que foi sempre bem controlado“. No fim do jogo na Escócia, o presidente do Braga, António Salvador, confirmou a boa nova aos adeptos de que Luis Aguiar vai continuar no clube até ao fim da época, por empréstimo do Dínamo de Moscovo. O dirigente assegura também que Alberto Rodríguez , apontado como alternativa do FC Porto para o lugar de Bruno Alves que se transferiu para o Zenit da Rússia, continuará na Cidade dos Arcebispos.
Messi fala de Maradona a apoiar o novo seleccionador, até agora responsável pelas equipas inferiores. Com Batista no banco, Messi jogou pela equipa argentina de sub-23 que ganhou a medalha de ouro em nos Jogos Olímpicos Pequim2008. O novo treinador, designado interinamente, estreia-se a 11 de Agosto num jogo particular frente à Irlanda, em Dublin, com uma lista de jogadores ainda escolhida por Maradona, que inclui Messi, o qual não quis aliviar a pressão e a polémica que a Associação de Futebol da Argentina vive. “Para o Mundial [de 2014, no Brasil] falta muitíssimo” e temos muitas coisas antes, afirmou o jogador argentino.
Braga em frente
cultura
sexta-feira 6.8.2010 www.hojemacau.com
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Macau, Itália e China celebram Matteo Ricci, 400 anos depois
Uma borboleta que bateu as asas
António Falcão
hojemacau@yahoo.com
Com um percurso irrepreensível, Matteo Ricci partiu para a China carregando na sua bagagem um genuíno saber universal que aliados ao conhecimentos da cultura e língua chinesas, assimilados parcialmente em Macau, sem os quais os seus feitos não teriam tido lugar, abriram-lhe as portas da eternidade. Essa foi a essência de uma formação jesuítica que o levou por esse mundo fora, desde a sua terra natal, em Macerata, na Itália Renascentista, palmilhando terreno sempre com um espírito aberto de pleno fascínio pelo incógnito e pela sua apreensão. Ricci, absorvendo uma fonte rica de novos valores conseguiu chegar à impenetrável corte imperial chinesa, onde viria a falecer em 1610, consciente da validade das suas proezas para o futuro universal
do humanismo. Origens que ainda hoje tem a sua repercussão com os seus ensinamentos a dilatar o fluxo de ideias entre o Ocidente e Oriente. “Através da sua personalidade e dos seus valores pessoais mostrou que era alguém único, que passou por vários países para receber a melhor formação, primeiro em Itália, onde nasceu, depois em Portugal, em Coimbra, e mais tarde trazendo-se a ele próprio para a Índia e para a China, demonstrando que é alguém que carrega uma grande bagagem.” Assim o descreve Artur Wardega, director do Instituto Ricci de Macau, instituição de ensino que é a extensão do legado deixado pelo grande mestre falecido há 400 anos atrás. DEVAGAR SE CHEGA AO LONGE
O padre Luís Sequeira, também ele um missionário
jesuíta, refere a magistral importância dos passos do sacerdote italiano. “A actuação de Ricci, na perspectiva da educação dos jesuítas no tempo do Renascimento, com capacidade de dialogar com o conhecimento do tempo avançado, nas artes e ciências, numa óptica global na China, primeiro com uma dimensão mais artística e tecnológica e mais tarde aplicando-a ao espiritual.” Nesse sabor dos tempos, sem rasuras, chegam-nos agora algumas das criações contemporâneas de Matteo Ricci, num périplo que veio de Pequim, em percurso inverso ao seu, numa mostra que prolonga o espírito, o conhecimento e a abertura dos povos. A exposição que estará patente no Museu de Arte de Macau contempla mais de cem peças, incluindo objectos, livros antigos, instrumentos científicos e musicais, pinturas e as suas ilustres obras cartográficas que lhe deram fama nas altas esferas do grande Império do Meio, com o qual partilhou o seu conhecimento do mundo. UMA VIA LARGA
A abertura ao exterior produziu na China ao longo dos tempos uma consciência da entidade europeia que “através de Ricci e dos seus companheiros jesuítas que lhes deram uma outra visão sobre as estruturas europeias e outro à vontade quando a China se começou a abrir ao mundo. Liderando um diálogo com outra compreensão, respeito e apreciação.” Na opinião de Artur Wardega esta exposição é a mostra cabal do estatuto de Macau como fonte dessa abertura, foi aqui que se estabeleceu a base que ajudou sempre a progressão de Ricci, e este período de comemorações “mais uma vez traz Macau como uma importante porta de entendimento com a China. O que mostramos é o conhecimento europeu,
A exposição ‘O Mestre do Ocidente: Uma Exposição Comemorativa dos 400 anos da Morte de Matteo Ricci” é uma organização conjunta do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, Museu de Arte de Macau, Região de Marche, Consulado Geral de Itália em Hong Kong e Macau, Museu Provincial de Liaoning, a Fundação Macau, Instituto Ricci de Macau, Fundação Ho de Arte e Caligrafia e Mondo Mostre. Inaugura no próximo Sábado, estando patente até ao dia 31 de Outubro nos pisos 2 e 3 do Museu de Arte de Macau.
a educação, a formação, a maneira de pensar”, refere o director do Instituto Ricci. “É algo em que estamos sempre a pensar, acomodando-nos ao pensamento local. Esta é a nossa herança e é apreciada pela China porque não partir de novo e mostrá-la?” Neste património popub
derão observar-se algumas relíquias culturais de classe mundial, como a primeira pintura a óleo executada na China, o ‘Retrato de Matteo Ricci’, de autoria de Emanuel Pereira (Yao Wenhui) além de pinturas a óleo de mestres da Renascença, tais como Rafael e Ticiano Vecellio. Demonstrando para
além de tudo uma partilha de diálogo na organização deste empreendimento que junta entidades de Macau, de Itália e da China. Tudo parte da composição do xadrez e da conquista visionária de compreensão do outro, com “um sentido que passou por tantas dinastias, com a Revolução Cultural, com o Comunismo, agora o Capitalismo. E o que vemos é uma grande potência disposta ao diálogo, o que é sempre importante e mostra o valor das pessoas com as suas heranças, muitas vezes difíceis de compreende, mas que se suportam n uma política de amizade e de confiança estabelecida através de todas estas trocas.”
Que voz tem o Kama Sutra?
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Cultura
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O histórico tratado sexual e filosófico indiano Kama Sutra foi pela primeira vez publicado em inglês em formato de áudiolivro pela editora britânica Beautiful Books. O livro, datado do século IV ou V e atribuído a Mallanaga Vatsyayana – que o terá escrito para os Kshatriya, a casta guerreira da Índia - foi lido pela actriz Tanya Franks, a quem a leitura serviu para aprender que o Kama Sutra não é só sobre sexo, indicou hoje a editora na sua página da internet, “mas uma filosofia completa.” Para o editor da Beautiful Books, Simon Petherick, o Kama Sutra, publicado pela primeira vez no Reino Unido em finais do século XIX, “é o ponto de encontro perfeito entre a História antiga e a modernidade”
Pavilhão da Finlândia
Tiago Quadros
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Concebido pelo atelier JKMM, o pavilhão da Finlândia, denominado de “Kirnu” (Caldeira Gigante) apresentase como um fragmento de cidade onde criatividade, alta tecnologia e cultura se harmonizam. A Finlândia nasce no tempo da Idade do Gelo. Cavidades naturais com origem em formações rochosas inspiraram a representação nórdica. A equipa de projectistas compara a visita ao pavilhão com uma incursão numa das milhares de ilhas da Finlândia. Enquanto refúgio, a Ilha permite a observação da água, do céu, das rochas. O olhar demorado de que é feita a contemplação revela um pavilhão que flutua sobre a água, branco e etéreo. A dimensão escultórica da arquitectura do edifício evoca temas como a liberdade, a criatividade e a inovação. O pavilhão da Finlândia emerge da água como se de uma ilha se tratasse. Uma ponte conduz os visitantes até ao interior de “Kirnu”. Um fino espelho de água arrefece o ar em redor do pavilhão. E a subtileza da superfície escamosa começa a tomar forma. A entrada, estreita e em penumbra conduz o visitante a um átrio interior que se abre para o céu. Todavia, a característica que melhor identifica este edifício é a sua cor. A cor branca foi usada, desde sempre, por pintores e arquitectos, como modo de representação da luz e de a materializar. Para Richard Meier a utilização do branco não é uma questão de redução, mas apenas a escolha melhor. A propósito da sua casa branca de Moscovo, Melnikov refere: “Podendo já fazer aquilo que me apetece, supliquei-lhe (à Arquitectura) que se despojasse do seu vestido de mármore, retirasse a maquilhagem e se mostrasse como ela própria: despida
Mundo espelho
como uma deusa jovem e graciosa. E tal como a verdadeira Beleza, renunciasse a ser agradável e complacente.” A Ocidente, o “branco” atravessa silenciosamente a história da arquitectura do século XX. A melhor arquitectura de Mies Van der Rohe, a casa Farnsworth, é branca. A obra de Le Corbusier mais paradigmática, a Villa Savoye, é também branca. E o sereno Terragni da Casa del Fascio. E o luminoso Wright do Gugenheim. E a fascinante igreja branca de Bagsvaerd, em Copenhaga, desenhada por Utzon. Alberto Campo Baeza afirmará: “O branco é símbolo do perene, do universal no espaço e do eterno no tempo. E o tempo acaba sempre por tornar os cabelos brancos, e também a arquitectura.” No pavilhão da Finlândia reduz-se, simplifica-se e pela primeira vez começa a haver menos e menos o que ver. Depois, à medida que se vai reduzindo ainda mais, atenuando, sintetizando, chega-se a
um ponto onde se atravessa uma barreira e se entra numa espécie de mundo espelho, no qual se vê, com muita clareza, não o vazio, mas um sentido de riqueza – o objecto é reduzido à sua essência, as proporções surgem vivas e a simplicidade readquire a sua própria ressonância e sentido. A este propósito John Pawson refere que a simplificação
possibilita a diminuição das distracções, até ao momento em que havendo menos coisas para ver, o vazio desaparece e o observador começa a ler elementos que, até esse momento, não conseguia sequer distinguir. O arquitecto inglês assegura que na serenidade de um interior minimalista o observador tem a sensação de estar num espaço vazio,
mas depois de sair, ele terá observado as formas das sombras, as qualidades dos vazios ou os tons contrastados de muitas aplicações diferentes da cor branca. Fechadas e silenciosas por fora, algumas casas minimalistas, como as que Alberto Campo Baeza construiu em Espanha, os interiores que David Chiperfield projectou em Inglaterra e que Silvestrin difundiu pela Provença francesa, resumem com força a ideia de protecção da intimidade. O pavilhão da Finlândia foi totalmente concebido por computador, tendo sido utilizadas as últimas técnicas de modelação em 3D. “Kirnu” procura também existir enquanto laboratório para a construção sustentável. O consumo de energia foi minimizado. A ventilação natural é usada para reduzir a necessidade de ventilação mecânica. A reutilização e reciclagem de materiais foi maximizada tendo em conta o ciclo de vida do edifício. Disso é exemplo a fachada do edifício. Os elementos que a compõem são feitos de uma mistura de papel e plástico. Através da reciclagem chegase à criação de um novo material de construção. Assim, a pele uniforme do pavilhão da Finlândia, sugestiva, justa e muito lisa,
adapta-se ao contexto, ajudando a conter e reduzir o próprio edifício. Nesse sentido, a estrutura construtiva passa despercebida – volume, superfície, materialidade e luz predominam. A extrema atenção à relação entre materialidade e forma caracteriza a obra do atelier JKMM. O atelier JKMM, fundado em 1998 por Asmo Jaaksi, Teemu Kurkela, Samuli Miettinen e Juha Maki-Jyllila, procura conjugar a qualidade arquitectónica com o rigor técnico. O colectivo finlandês foi distinguido com diversos prémios dentro e fora da Escandinávia. Michelangelo Antonioni
Slot de música no Venetian A não perder este fim-de-semana o festival MIMA Rockit, iniciado ontem à noite o evento tem o seu ponto alto amanhã com a presença em palco de alguns nomes sonantes da música alternativa mundial como os UNKLE, da dupla James Lavelle e Tim Goldsworthy, Darren Emerson reconhecido pela sua passagem nos Underworld e um dos músicos mais influentes da música electrónica, Gary Numan, que no final da década de 70 trouxe os Tubeway Army com o seu famoso álbum Replicas, deixando bastantes ramificações nas sonoridades que se foram fazendo a seguir. Lançando o seu domínio, após várias décadas, a nomes como os Nine Inch Nails, Dave Grohl, Beck e Basement Jaxx.
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Cultura
Coelhinhos divertem-se no CCM
também insistiu no vazio e na ausência, tendo realizado filmes com pouco diálogo, sem música, que incorporam o silêncio dos personagens. Como os vazios nas esculturas de Donald Judd ou Robert Morris, os filmes de Antonioni insistem no tempo do silêncio e do vazio como intervalos da composição da obra. Os filmes de Antonioni ou de Bergman são criações cujas formas desenvolvem a matéria do vazio e do silêncio. Os 4’33’’ de silêncio que John Cage criou e interpretou, em 1952, constituíram uma obra limite, semelhante ao Quadrilátero negro sobre branco de Malevitch.
A cor do nada é necessariamente neutra – ela é a negação da rejeição, como nos quadros de Malevitch. Em vez do ilusionismo e da representação, encontramonos perante a afirmação das propriedades literais do material. O preto é uma ausência de percepção visual porque nenhuma luz é reflectida, emitida, transmitida ou recebida. O branco é uma percepção acromática de uma luminosidade maximal. A cor branca na arquitectura, mais do que na pintura, transcende a mera abstracção. É uma base firme e segura, eficaz para resolver problemas de luz: para apanhá-la, para reflecti-la, para fazê-la incidir, para fazê-la deslizar. Uma vez controlada a luz e iluminados os planos brancos que o definem, o espaço fica dominado. E qual é a magia do pavilhão da Finlândia senão esta capacidade de colocar em prodigiosa relação o homem e o espaço através da luz? *Arquitecto. Mestre em Cor na Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa
Marionetas cativam toda a família António Falcão
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A companhia de teatro veio do Canadá, os coelhinhos vão aterrar no palco directamente de um imaginário infantil universal, sem precisarem de apresentação. São duas peças que o Teatro Sereia Nova Escócia traz a Macau, nove anos depois de ter passado por aqui com uma lagarta e um grilo na bagagem. Fundada em 1972, a companhia tem vindo a encantar com a sua arte os quatros cantos do mundo, criando adaptações únicas que já encheram de entusiasmo três milhões de crianças em digressões regulares à volta do mundo. Jim Morrow, o director da trupe, que integra marionetas de todos os tamanhos e os seus representantes humanos, gosta de pensar na sua equipa como pioneiros. O seu lema, para além de elevar o gosto pelo teatro de marionetas, uma arte muitas vezes considerada como menor, é o de promover a leitura e a vontade de ler, cativando os mais pequenos numa interactividade sempre inesperada. Desenvolvendo uma relação particular entre os “actores” e o público, na sua maioria crianças, numa curiosidade permanente que se propaga pelo gosto das linhas da história. Não são actores normais estes artífices que se confundem com o cenário. Mas para além da diferença óbvia entre representar um papel na sua própria pele ou passá-lo para a fala de um fantoche dá a todo o acto a sensação inaudita de uma experiência exterior, em que se olha a própria performance como um espectador. O que não deixa de requerer muito treino e uma grande dose de insistente prática. No final, as emoções fabricadas transmitem-se para os pensamentos das marionetas, transformando esta ligação numa figura de uma só peça. São duas histórias representadas sem continuidade, apesar de ambas trazerem coelhinhos para a cena,
como as mais celebradas no mundo infantil. Numa representação inspirada na arte de marionetas japonesa Bun-Raku, em que os actores são visíveis por detrás das figuras que dominam, pub
Representações no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Macau hoje e amanhã às 19:30 (19:30) e no Domingo, dia 8 de Agosto às 11:00. O preço dos bilhetes é de 120 patacas.
o público macaense vai receber “Boa Noite Lua”, uma celebração dos rituais que preparam o sono antes de dormir, e “O Coelhinho Foragido”, que conta a história de um coelhinho jovem que pretende fugir de casa, mas que é convencido pela sua mãe a não o fazer. Não há príncipes nem princesas, mas não deixa de existir um final feliz, com ensinamentos para aquecer os corações de toda a família. Escritos por Margaret Wise Brown nos anos 40 e ilustradas por Clemente Hurd, as obras conquistaram a atenção de gerações e gerações num texto que nem sempre é fácil, mas que é contado com toda a suavidade pelo peluche das marionetas vindas da Nova Escócia.
ideias
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Como será o livro amanhã?
Francisco José Viegas * in Revista LER
e que fala esta revista desde 1986? De livros. De literatura e de nãoliteratura – mas de livros. Do mundo português dos livros. Livros impressos em papel, encadernados, cheirando a papel e tinta, dispostos nas estantes das livrarias e das bibliotecas, recordados e criticados (amados, detestados) por centenas de autores de textos que, ao longo dos últimos 23 anos, colaboraram nas páginas da LER. De então para cá, o mundo alterou-se substancialmente – mas ninguém pôs em causa a existência do livro, a sua longevidade, o seu futuro, a sua necessidade. Está na altura de o fazer, nem que seja como simples «hipótese académica»: o livro, tal como o conhecemos hoje, pode desaparecer a prazo. As «hipóteses para o futuro» estudadas por várias fundações, organismos internacionais, institutos privados ou públicos acentuam essa perspectiva: a de o mundo do livro poder vir a alterar-se gradualmente na próxima década – o que se traduziria no aumento crescente de livros disponibilizados em suporte digital, e na diminuição da percentagem de livros impressos em papel e publicados para o circuito tradicional de livraria. Esta hipótese, por mais «criativa» que seja, devia fazer pensar a indústria do livro (mais do que os leitores propriamente ditos, que não deixariam de ler). Vamos por partes. A primeira delas: a «indústria do livro» aprendeu pouco com a crise vivida pela «indústria da música». Confiante na plataforma tradicional do papel impresso, transformou a palavra «longevidade» na palavra «eternidade», e prefere evitar a discussão franca e aberta sobre os
próximos anos. Compreende-se: por um lado, a «indústria editorial» vive do negócio do papel impresso; por outro, admitindo que reflecte sobre o assunto, fá-lo em segredo, porque este é, ainda, a alma do negócio. Há, por isso, quem esteja mais e menos preparado para os próximos tempos. A segunda: não relacionando a crise da «indústria musical» com o seu trabalho, pretende afirmar a especificidade do seu negócio e do seu ofício, como se – ao longo dos últimos 30 anos – não tivesse senão seguido as pisadas da sua congénere, dedicando parte substancial do seu trabalho a transformar a edição de livros em edição de puro entertainment.
Confiante na plataforma tradicional do papel impresso, transformou a palavra «longevidade» na palavra «eternidade», e prefere evitar a discussão franca e aberta sobre os próximos anos. A terceira: no mundo da «indústria editorial», só os editores e os autores estarão em condições de enfrentar as dificuldades que se prevêem. Esta é a boa notícia mascarada de boa notícia. A má notícia mascarada de má notícia ou de boa notícia, consoante a perspectiva em que cada um se coloque, é que a indústria gráfica e as redes de distribuição e de comercialização sofrerão muito mais. O que pode levar muita gente a pensar que há uma vantagem perversa nessa vitória do e-book:
desabará a má economia com que os editores têm, actualmente, de alimentar um circuito de distribuição perverso. É provável que os editores possam publicar sem terem de investir tanto em margens comerciais e num sistema de intermediários que, realmente, têm cada vez menos a ver com o livro em si mesmo (a sua qualidade, a sua natureza e a sua fragilidade), e mais com a natureza irremediável das redes de distribuição e a imposição das suas regras. Fazer o download de um livro pela Net dispensará uma série de etapas. Era bom que essas pessoas e empresas (que hoje são «as etapas») estivessem de sobreaviso. Actualmente, são elas que detêm grande parte do poder de decidir a sorte ou a má sorte de um livro do ponto de vista puramente comercial – talvez por isso devessem tratar melhor os editores e os autores, esforçar-se mais, escolher melhor, pensar que a capacidade do mercado não é infinita e que é necessário reinventar ou inventar outros instrumentos para vender livros e prolongar a sua vida nas estantes. A indústria do livro deve retirar lições – e lições importantes – sobre o que aconteceu com a indústria da música, onde as equipas comerciais e a rede de distribuição foram queimadas vivas (ou estão moribundas) porque, entre outras coisas, sacrificaram os editores e os autores. Podemos dar as mãos e evitar isso. Porque a forma como «o retalho» está a sacrificar os editores, afunilando as escolhas de livros para venda, é apenas uma fuga para a frente. Se o e-book triunfar, daqui a 10 ou 20 anos, vai restar apenas um pouco desse mundo. E já vai ser tarde para se arrependerem. Ou nos arrependermos. * Francisco José Viegas é jornalista, escritor e editor. Multipremiado enquanto autor, desempenha actualmente as funções de director editorial da Quetzal e de director da revista LER. Distinguido com o Prémio APE, pelo romance Longe de Manaus, o seu romance mais recente intitula-se O Mar em Casablanca.
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15 Assim, as pessoas reais fundam as suas esperanças na base da consciência e fazem sua casa no início das coisas.
Capítulo 110, Parte II Aquilo que é circunscrito pelo céu e pela terra, iluminado pelo sol e pela lua, aquecido pelo yin e yang, humedecido pela chuva e orvalho e suportado pela Via e pela virtude constitui uma única e mesma harmonia. Assim, aqueles que são capazes de curvar-se ao céu podem caminhar sobre a terra; aqueles que reflectem absoluta pureza vêem grande claridade. Aqueles que estabelecem grande paz vivem numa vasta residência; aqueles que são capazes de vaguear na profunda escuridão têm a mesma luz do sol e da lua - não tendo forma, mas produzindo formas. Assim, as pessoas reais fundam as suas esperanças na base da consciência e fazem sua casa no início das coisas. Perscrutam a profunda escuridão e escutam o silêncio. Só em meio à mais profunda escuridão encontram a luz; só em meio ao total silêncio encontram iluminação. O seu uso deles é não usar; só após os não usarem podem fazer uso deles. O seu conhecimento deles é não conhecer; só após não os conhecerem podem conhecê-los. A Via é o que seguem os seres, a virtude é o que a vida suporta. A humanidade [ NT: aqui propriamente “a qualidade de ser humano”, mais do que o conjunto dos seres humanos] é a prova de caridade acumulada, a justiça é o que está próximo do coração e está de acordo com aquilo que é próprio para a comunidade. Quando a Via desaparece, a virtude emerge; quando a virtude declina, a humanidade e a justiça vêm ao ser. Assim, os homens da alta antiguidade seguiam a Via e não a virtude; os homens da média antiguidade mantinham virtude mas não sentimento; enquanto que os homens de tempos mais recentes eram cautelosos de modo a não perderem a humanidade e a justiça. E assim é que sem virtude os homens superiores não têm como viverr – se perderem a justiça, perdem aquilo pelo qual vivem. Sem lucro a gente pequena não tem modo de viver – se perder o lucro, perde o sustento. Como tal, os homens superiores temem a perda da justiça, e a gente pequena teme a perde do lucro. Observa aquilo que temem e poderás ver a diferença entre o que é calamitoso e afortunado para eles.
Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho
O texto conhecido por Wen Tzu, ou Wen Zi, tem por subtítulo a expressão “A Compreensão dos Mistérios”. Este subtítulo honorífico teve origem na renascença taoista da Dinastia Tang, embora o texto fosse conhecido e estudado desde pelo menos quatro a três séculos antes da era comum. O Wen Tzu terá sido compilado por um discípulo de Lao Tzu, sendo muito do seu conteúdo atribuído ao próprio Lao Tzu. O historiador Su Ma Qian (145-90 a.C.) dá nota destes factos nos seus “Registos do Grande Historiador” compostos durante a predominantemente confucionista Dinastia Han. A obra parece consistir de um destilar do corpus central da sabedoria Taoista constituído pelo Tao Te Qing, pelo Chuang Tzu e pelo Huainanzi. Para esta versão portuguesa foi utilizada a primeira e, até à data, única tradução inglesa do texto, da autoria do Professor Thomas Cleary, publicada em Taoist Classics, Volume I, Shambala, Boston 2003. Foi ainda utilizada uma versão do texto chinês editada por Shiung Duen Sheng e publicada online em www.gutenberg.org.
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“O que acontece se sairmos de lá?”
B
António Louçã ibi Aisha, de 19 anos, sofria violências constantes às mãos do marido e da família deste. Fugiu de casa e foi apanhada. Cortaram-lhe o nariz e as orelhas. Voltou a fugir e contou a história. O trágico destino de Aisha é comum para as mulheres afegãs, mas, a milhares de quilómetros de distância, está a abalar os Estados Unidos. Na sua segunda fuga, a jovem afegã foi ajudada por uma organização de apoio a mulheres vítimas de violências e irá ser enviada para os Estados Unidos, onde será operada. Bibi Aisha teve mais sorte do que a maioria das mulheres em situação semelhante e pode ainda alimentar esperanças: “Só quero recuperar o meu nariz”, afirma. Entre as menos felizes, contar-se-á a sua irmã mais nova, com dez anos de idade, que ficou nas mãos da família do marido e agora irá provavelmente ser castigada pela fuga ou usada como refém para exigir à família de Aisha uma outra jovem que substitua a fugitiva. Seja como for, Aisha, com o seu belo rosto desfigurado, tornou-se uma celebridade nos Estados Unidos. Fez capa da revista Time e logo se tornou o centro de uma furibunda polémica. A polémica, de qualquer modo, já existia e agora apenas se fixou num pretexto novo. Dividida ao meio, a sociedade norte-americana confronta-se em torno da guerra do Afeganistão, da saída das tropas norte-americanas, da data de saída, das consequências da saída - e daquilo que andam a fazer no Afeganistão enquanto lá permanecem. A própria revista Time, ao publicar a chocante fotografia de capa e a história de Bibi Aisha, não escondia que partido tomava nessa polémica. E dava à história um título sem ambiguidade: “O que vai acontecer se sairmos do Afegnistão”. E, segundo o site de Der Spiegel, a sua homóloga Time recebeu sobre este tema de capa o dobro da correspondência que habitualmente recebe por e-mail. Na mesma linha da Time, a jornalista da CNN Christianne Amanpour interpelou a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, com a pergunta: “Iremos nós abandonar as mulheres no Afeganistão ao seu destino?”. E também Manizha Naderi, da organização Women for Afghan Women (Mulheres pelas Mulheres Afegãs), afirma num artigo escrito para o New York Times: “As pessoas têm de ver e saber qual será o preço de este país [Afeganistão] ser abandonado”. E sustenta que este tipo de violências é “precisamente o que vai acontecer”. A corrente anti-guerra, pelo contrário, considera que a Time, Naderi e Amanpour apenas instrumentalizam a questão dos direitos das mulheres para justificar o prolongamento da guerra e da ocupação. A analista política Kirstin Powers, colaboradora da Fox News e do
New York Post, afirma nomeadamente que os direitos das mulheres têm sido abusivamente invocados, “no melhor dos casos, como folha de parra”. E explica que “não se tratava naquela altura [2001, invasão do Afeganistão] das mulheres. E hoje não se trata das mulheres. É tempo de sair”.
E, com efeito, ao título da revista Time (“O que vai acontecer se sairmos do Afeganistão”), poder-se-ia certamente acrescentar que a história de Aisha, e milhares de histórias parecidas, continuam a acontecer sem as tropas ocupantes terem saído do Afeganistão e, por assim dizer, debaixo dos seus narizes.
A própria revista Time, ao publicar a chocante fotografia de capa e a história de Bibi Aisha, não escondia que partido tomava nessa polémica. E dava à história um título sem ambiguidade: “O que vai acontecer se sairmos do Afegnistão”. E, segundo o site de Der Spiegel, a sua homóloga Time recebeu sobre este tema de capa o dobro da correspondência que habitualmente recebe por e-mail.
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paulo reis
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sexta-feira 6.8.2010
Janne Louhikari | Estudante
O homem que veio do frio Paulo Reis
hojemacau@yahoo.com
É quase certo que Janne Louhikari é o único finlandês que vive actualmente em Macau. Já ouviu rumores sobre a possível existência de um compatriota, vindo também do pais onde o sol brilha à meianoite, mas não lhe conseguiu descobrir o rasto. De quando em quando, lá se vai cruzando com outros finlandeses, a larga maioria estudantes que passam por cá apenas alguns meses. Em Hong Kong, não chegarão a uma centena. Macau, de facto, fica muito longe das terras onde a neve e o gelo são quase eternos. Chegou ao território por acaso, de passagem para a China, após seis meses a viajar pela Ásia. Antes disso, trabalhou na Irlanda, onde amealhou o suficiente para esse passeio pelo mundo fora. Estava na Tailândia e resolveu ir até ao Vietname. O percurso mais barato passava por Hong Kong e Macau, atravessava a China e desembocava na fronteira com aquele país. Os dias que passou em Macau foram
suficientes para ficar preso pelo coração, depois de uma temporada em casa de amigos, através do “couch surfing”, essa original forma de alojamento, barato e confortável, que surgiu graças à internet. E depois disso, Janne por aqui ficou, já lá vão quase dois anos. A princípio, estranhou Macau. Mas depois, o território entranhou-se e as idas frequentes a Hong Kong ajudaram a isso. “As pessoas em Macau, na rua, têm um ar feliz. Em Hong Kong, andam todas apressadas, de cara fechada, cheias de stresse”, diz. O pior da cidade é a ausência de uma oferta cultural variada e de qualidade, como se encontra em qualquer cidade europeia, lamenta o homem que veio do frio. “Nessa área”, diz Janne,” quando se fala em sair à noite pouco mais há que o karaokê”. Mas as vantagens superam, de longe, esse aspecto negativo. Janne tem uma formação polivalente, é “chef” de cozinha e neste
momento está a fazer um mestrado em Educação Interactiva no Instituto de S.José. O isolamento que sentia, ao princípio, desapareceu depois dos primeiros contactos. “Macau é muito pequeno e os relacionamentos pessoais são fáceis de construir”. Hoje, Janne tem amigo de todas as nacionalidades e raças e passeia-se pelas “docas” locais e pelos pequenos bares que não estão nos roteiros dos turistas. “Foi através desses primeiros amigos que conheci uma série de sítios onde vou, hoje em dia”. E agora, já se sente quase em casa. Até porque tem poucas saudades do frio e da neve, dos seis meses em que o sol não se põe e dos escasso três meses de temperaturas amenas que caracterizam o clima da Finlândia. “Gosto do calor. A humidade fazia-me alguma impressão, de início”, recorda. “Depois, habituei-me. Mas confesso que, no Inverno, me faz alguma impressão ver as pessoas com aqueles casacos tão grossos. Eu só tenho um blusão e é bastante leve.”
Não admira, para quem nasceu e viveu durante grande parte dos seus 26 anos em temperaturas que descem abaixo do 20 graus negativos. “Outra coisa de que eu gosto em Macau é a quantidade de oportunidades que aqui há, para negócios.” Confessando que tem um “certo espírito empresarial”, o alegadamente único finlandês residente em Macau considera que, nesse aspecto, o território quase só tem vantagens: “É fácil criar um empresa ou lançar um negócio, até porque os riscos são muito baixos. Na Europa, pelo contrário, a competitividade é tão grande, que são precisos muitos anos de experiência e contactos, para se conseguir avançar com um projecto”. Os seus planos, para já, apontam para uma estadia longa no território – pelo menos, até acabar o mestrado. Ficará enquanto puder, até porque “também é preciso resolver alguns problemas de ordem prática”, para poder continuar por cá.
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entrevista
ELIANA CALDERON, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL DE MACAU
O autismo é observado em Macau pouco mais do que ao nível de estatísticas. A única entidade que trabalha especificamente nesta área - uma disfunção mental ou transtorno neurológico, invasivo do desenvolvimento, comprometendo muita actividade social da pessoa - é privada, nasceu em 2004, pela vontade e trabalho de vários pais, e luta com muitas dificuldades. É a Associação para o Desenvolvimento Infantil de Macau (Rua de Bragança, 47L, perto dos Jardins Nova Taipa), presidida por Eliana Calderon, venezuelana radicada em Macau há quase duas décadas. Para ela trabalham técnicos de diferentes especializações, como é exemplo Margarida Marreiros, terapeuta psicomotricista. Foi precisamente uma questão pessoal de Eliana que a fez reunir vontades, forças, conhecimentos, e levar por diante a constituição desta associação. Desassombradamente, Eliana Calderon fala ao jornalista do filho a quem aos 2 anos e nove meses foi detectado que padecia de autismo; hoje tem 11 e é um quase adolescente integrado na sociedade, bom aluno e um menino responsável. Andrea, filha de Eliana, estudante universitária de psicologia, vai simultaneamente trabalhando junto da Associação como assistente de terapeuta da fala, tendo já como objectivo pós licenciatura, dedicar-se profissionalmente às questões relacionadas com o autismo. Nesta entrevista, Eliana Calderon, a presidente e coordenadora da ADIM (ou MCDA, sigla em inglês) fala ao leitor dos apoios que a associação recebe e de que carece. e fornece pistas de extremo interesse quanto ao espectro do autismo. Respostas que também servem de alerta a muitos pais. Tem conhecimento da existência de estudos aprofundados feitos sobre
António Falcão | bloomland.cn
“As crianças com autismo precisam de
a realidade do autismo em Macau? Não tenho, sei que estão trabalhando ao nível das estatísticas. O Hospital Conde de S. Januário já nos apoiou bastante. Houve mesmo uma conferência sobre autismo nas próprias instalações hospitalares. Estamos a preparar uma proposta no sentido de interagirmos melhor. O autismo deve-se a quê, é hereditário, quais as origens? Oranizações internações de vários países como Ingla-
terra ou Estados Unidos, altamente especializadas nesta questão, continuam estudando este fenómeno na tentativa de o decifrarem. Há muitas hipóteses, muitas questões e ainda poucas respostas. Mas já se conhecem e praticam terapias específicas que podem facilitar muito, principalmente se for possível realizá-las o mais cedo possível, logo da primeira detecção da perturbação, tendo em vista a sua reabilitação e, mais tarde, integrar a criança ou o
adoilescente na sociedade. Terapias diferentes para cada situação? Por certo, e também há diferenças consoante os locais. Tem de observar-se quais as capacidades da criança quando ela nos chega e o progresso ao longo da intervenção. Segundos os maiores especialistas, a melhor de todas as terapias é uma combinação de técnicas, uma intervenção multidisciplinar que seja coerente e individualizada, até chegarmos ao ideal que é, como disse,
integrá-las socialmente. Sobre a importância do papel da família... É fundamental! A intervenção começa na família. Custa muito quando a nossa criança não consegue olhar-nos nos olhos, dizer mamã, quando não nos consegue responder, isso provoca uma angústia enorme à família. Quando ela foge de nós, isso rompe-nos o coração, por isso compreendo totalmente os pais, as famílias... A associação também dá apoio a esses pais? Apoiamos os pais desde o momento em que apareçam na associação, ajudando-os a passar por todas as etapas dessa espécie de luto. Connosco as famílias não estão sozinhas na sua dor e nessas suas preocupações. Sei que aceita falar dum problema pessoal. Há uns anos, foi diagnosticado que seu filho, na altura com menos de três anos, sofria de autismo. Falo do meu caso para que sirva de alerta, de estímulo e de exemplo para tantas outras famílias. Em casos destes, muitas vezes tem de haver modificações no ambiente familiar e até na própria estrutura da habitação. Até em coisas simples como colocar objectos utilizados pela criança, em lugares em que ela os veja mas não pode alcançálos, levando a que tenha necessidade de comunicar connosco, pedindo aquilo que deseja. Os terapeutas vão a casa? Muitas ocasiões tem de ser. As crianças autistas estão num mundo deles, por certo um mundo fantástico, quem sabe se melhor do que o nosso. Mas acontece que nós precisamos deles no nosso mundo, sentilos junto da família, que tenham contacto visual directamente connosco, contacto verbal também. O meu filho, quando tinha
dois anos e nove meses, eu trabalhava na Dinamarca, falava o elementar para aquela idade, dizia mamã e papá, e outras coisas, mas depois perdeu, criando certas obsessões, como brincar infindavelmente com a areia, abrindo a água, criando o seu espaço e sendo difícil comunicar com ele, perceber o seu mundo. Em que idade da vida o problema do autismo é normalmente detectado? Poderão existir casos detectados na adolescência, mas normalmente é bastante mais cedo, entre os 3 e os 6 anos: a falta de contacto visual, a dificuldade em perceber instruções e segui-las, também nas questões de afecto. Por outro lado, não há dois casos idênticos, e os níveis de dificuldade que resultam do autismo são também muito variáveis. Tal como todos, somos muito diferentes entre nós. O importante é o tratamento individual, cada caso é um caso, os terapeutas é isso que fazem, preparando um plano de apoio de acordo com as necessidades de cada criança, por exemplo a nível cognitivo ou a nível da motricidade. Números sobre o autismo, que exemplos pode darnos? Lamentavelmente, os números têm vindo a aumentar. Por exemplo, nos Estados Unidos, 1 em cada 140 crianças sofre de autismo. E qual é a realidade em Macau? Tive a oportunidade de participar, no ano passado, numa importante Conferência em Hong Kong onde recolhemos a informação de quem em Macau há 373 casos de autismo, com listas de espera por consulta, para avaliação, entre 6 e 9 meses. Por vezes as pessoas escondem os familiares com problemas...
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com Helder Fernando
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apoio específico, incluindo escolar” Sinto que em Macau ainda há casos em que os pais sentem vergonha, medo de serem identificados como tendo algum familiar com algum problema de saúde mais grave - o que dirão os outros?, é sempre uma pergunta que fazem para eles próprios, ou então pensam que saindo com aquela criança, serão rejeitados pela sociedade. Chegado à idade escolar, que apoio possível, em Macau, que enquadramento legal? Enquadramento legal existe, tipo de apoio é que não é coincidente. Legalmente, é previsto que crianças com necessidades educativas especiais tenham uma série de apoios, quer eles sejam numa insituição de ensino especial, quer sejam numa escola regular. As crianças com o espectro do autismo precisam de apoio muito específico, ora em Macau não existe nenhuma instituição de ensino especial que esteja exclusivamente preparada para receber crianças com autismo, de língua inglesa ou portuguesa, existe somente para crianças de língua chinesa. Deve ter-se em atenção que há famílias chinesas que optam por matricular as crianças no ensino de língua inglesa: então, também essas sentem muita dificuldade em receber apoio no âmbito sua actividade escolar, enquanto sofredoras de autismo. Os apoios a essas crianças têm de ser feitos na língua que elas dominam. Há casos em que a criança com problemas de autismo tem de ser internada clinicamente? Depende do nível de dificuldades que a criança tenha, mas muitos deles conseguem depois ter uma vida independente. Que apoios vão tendo
para manter de pé todo o vosso trabalho na Associação? Alugámos uma sede, o espaço é pequeno, alugámos mais dois pequenos espaços, tentamos sempre que as entidades oficiais nos cedam alguma insta-
te, temos um exemplo muito positivo que muito agradecemos. Uma escola privada, internacional, cedeu-nos três salas onde podemos realizar o nosso trabalho junto das crianças, a nível educacional, cognitivo, etc. Muitos deles
dos terapeutas. A Fundação Macau tem apoiado uma parte dos custos que temos feito em algumas obras muito necessárias que tivémos de fazer. Com o pouquinho que temos, fazemos muito, apesar das dificuldades económicas.
educacional, onde os nossos adolescentes com dificuldades no aspecto autista que não possam ou tenham muitas dificuldades em seguir o ensino regular, ali tenham treino vocacional. O trabalho da Associação
Legalmente, é previsto que crianças com necessidades educativas especiais tenham uma série de apoios, quer eles sejam numa instituição de ensino especial, quer sejam numa escola regular. As crianças com o espectro do autismo precisam de apoio muito específico, ora em Macau não existe nenhuma instituição de ensino especial que esteja exclusivamente preparada para receber crianças com autismo, de língua inglesa ou portuguesa, existe somente para crianças de língua chinesa. lação maior, mas até agora as respostas são sempre idênticas: não há espaços disponíveis. A realidade é que nós temos de expandir o nosso trabalho à medida que aparecem mais casos merecedores de toda a nossa atenção. Felizmen-
são extraordinariamente inteligentes, excelentes alunos em matemática, por exemplo. Temos apoio do Instituto de Acção Social que cobre, parcialmente, os custos de ajuda a 30 crianças, designadamente no que respeita aos salários
Mesmo com essa boa ajuda, não estão resolvidos os problemas de espaço? Realmente não estão. Temos agora uma outra ajuda, esta veio do sector industrial. Por isso estamos elaborando um plano para uma oficina
não é somente realizado nas vossas instalações... Não, os terapeutas que trabalham connosco, para além de desenvolverem actividade nos centros, vão às residências, vão às escolas, vamos a qualquer lado onde nos disponibili-
zem espaços e as crianças necessitem. E custos? No meu caso, estou em dívida até aos 80 anos! A nossa associação oferece o seu trabalho a todas as famílias, mesmo àquelas com muitas dificuldades. Mas as famílias com melhor nível de vida, que tenham filhos com problemas de autismo, devem investir de imediato no tratamento das crianças. Devem investir nelas, mesmo que só consigam ser independentes, por exemplo no acto de comer. O simples facto de passarem a poder comer sozinhas, sem ajuda, já é admirável e muito esperançoso. Temos casos extraodinários de recuperação, independência e integração social a que chamamos os nossos milagres. Por vezes, os problemas do autismo não são identificados pelos pais, pensam que os filhos são menos inteligentes... sente que há esse risco? Esse é um dos grandes dramas, a criança ser mal interpretada, mal compreendida. Mas isso não somente no âmbito do autismo, mas também ao nível da educação. Muitas crianças ouvem durante anos aquelas frases que conhecemos: tu não queres, tu não tentas, tu tens preguiça, és estúpida, não fazes bem as coisas porque não queres. Eu tenho dito, se a criança tem menos de 14 anos não é preguiçosa, ela não faz de propósito, o seu procedimento é um consequência duma qualquer causa que exista. A criança prefere ser apelidada de preguiçosa do que ser confrontada com os seus colegas como sendo menos inteligente que eles; ela sofre bastante quando ouve que a consideram estúpida. Aceitam pessoas voluntárias para ajudarem nos vossos trabalhos? De braços abertos!
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o Hoje [r]ecomenda
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[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Fruto do abacateiro. Nome de mulher. 2-O m. q. balar. Diz-se da batalha entre navios. 3-Folhas de certas palmeiras em que se escrevia. Prurido. 4-Botequim. Balsa da lagarada. 5-Indivíduo de grande valor e notoriedade. Unguento preparado com a parte mucilaginosa da raiz de alteia. 6-Discurso laudatório. Nome de homem. 7-Inclinado (o navio). Deus-Sol, no antigo Egipto. 8-Isola como em ilha (Fig.). Transita. 9-Causara a morte. Contemplam. 10-Suprimi, anulei. Insígnia eclesiástica que os bispos, arcebispos e cardeais poem na cabeça. 11-Multidão. Caçar com o furão.
VERTICAIS: 1-Superfície côncava. Oceano. 2-Projécteis. Contrariedade, ravia (Interj.). 3-Que serve de asa. Lentura. 4-Partícula empregada nos nomes geográficos, e que significa para cá ou aquém. Relativo ao dorso. 5-Postura. Emissão de urinas azuladas. 6-Para (Red.). Anda! 7-Enganada (Fig.). Serra do Algarve. 8-Vento do Sul, suão. Dirigir-se para cá. 9-Adverti. Proibição, recusa. 10-Flutuai. Puxara com o rodo. 11-Para o lado de onde sopra o vento (Náut.). Prender com açaime.
Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-ABACATE. ANA. 2-BALIR. NAVAL. 3-OLAS. PRUIDO. 4-BAR. CROSSA. 5-AS. DIALTEIA. 6-D. LOA. ARI. Ç. 7-ADERNADO. RA. 8-INSULA. VAI. 9-MATARA. VEEM. 10-ABOLI. MITRA. 11-ROR. AFUROAR. VERTICAIS: 1-ABOBADA. MAR. 2-BALAS. DIABO. 3-ALAR. LENTOR. 4-CIS. DORSAL. 5-AR. CIANURIA. 6-T. PRA. ALA. F. 7-ENROLADA. MU. 8-AUSTRO. VIR. 9-AVISEI. VETO. 10-NADAI. RAERA. 11-ALO. AÇAIMAR.
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
O prazer de ouvir o mundo que respiramos
Pioneiro nas rádios que se perdem por esse mundo fora, o Próximo Oriente (PO) é um dos programas mais bem concebidos da Rádio Macau, porque simples, porque nos traz o desconhecido, porque nos aproxima do local onde nos encontramos, deixando-nos a sede da descoberta. Pela mão de Hugo Pinto, sábados às 5, as novas sonoridades feitas na Ásia acertam sempre em cheio com uma precisão de jackpot. Melhor: o PO não se deixa ficar no FM, passando para o ciberespaço, onde se deixa ouvir em: proximo-oriente.blogspot.com.
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Informação Macau Cable TV
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[O]bjectiva Manuel Malzbender
21 Raio [X]
Carta de Mahasarakham José Manuel Simões
Kmrada-amigo,
Feira
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inception Cineteatro | PUB
• Fogo Samba VENETIAN-Grand Canal Shoppes Apt 2412 2882 8499
[ ] Cinema
Sala 1 Inception [C] Um filme de: Christopher Nolan Com: Leonardo Dicaprio, Ellen Page 14.15, 16.45, 19.15, 21.45
Sala 2 Toy Story 3 [a]
SALA 2 the sorcerer’s apprentice [B] Um filme de: Jon Turteltaub Com: Nicolas Cage, Jay Baruchel 14.15, 18.00, 20.00, 22.00
Sala 3 The jade and the pearl [B] Um filme de: Janet Chun Com: Raymond Lam, Charlene Choi 14.15, 18.00, 20.00, 22.00
Cantonês legendado em chinês e inglês
Um filme de: Lee Unkrich 16.15
Sala 3 Doraemon: nobita’s great battle of the mermaid king [a] falado em Cantonês
Um filme de: Kôzô Kusuba 16.15
Não sei se sabes mas estou a dar aulas de World Music durante o Verão numa universidade do nordeste da Tailândia, 30 mil alunos no meio de quase nada. Dou aulas a mestrandos e doutorandos, postura de rara simplicidade absorvendo com afincada sede os conhecimentos que lhes passo, enquanto fora da sala se ouve música em permanência, uma aura de tranquilidade a reinar pacificamente em ambiente de descontraída harmonia, staff e alunos fazendo o caminho a andar devagarinho como que para não cansar. As coisas, boas, sucedem-se sem pressão nem ansiedade, fui ao Laos com um professor de História, o Artha N, que está a fazer uma série de brilhantes documentários sobre os descendentes de vietnamitas que fugiram da terra-mãe durante a ocupação francesa, em visita que me deixou com uma estranha sensação de dejà vu – cada vez mais sinto, e confirmei-o numa regressão que fiz com um amigo médico, que na outra vida nasci no Vietname – quando assisti a um casamento em comunidade de minoria étnica onde um outro professor, o Tinnakorn, conceituado músico folk que já tocou no Intercéltico do Porto e correu mundo com os seus estranhos instrumentos, foi tocar e fez questão de me levar, exibindo-me como quem ostenta um troféu raro acabado de conquistar. Sim, porque por aqui estrangeiros são muito raramente vistos. Foi então que a encontrei. Não lhe sei escrever o nome, diálogo praticamente só por gestos e parcas palavras supostamente perceptíveis, linda de olhar misterioso e penetrante, séria na sua humilde postura de quem não acredita que o senhor professor português esteja a ser sincero quando lhe revela o suposto interesse, qual paixão que parece ao de leve acontecer. Pensei ter 17 anos mas garantiu-me com o indicador na palma da mão que tem 30. Ainda bem, pois claro está. Daqui a pouco eu e o professor Tinnakorn Attapaiboon, 150 quilogramas e risada inconfundível, partiremos de retorno à Masarakham University para leccionar, a ver se a mensagem passa. Também eles entendem a custo o leccionado, o inglês ainda mais parco que o dos nossos alunos daí, a gente com paciência, motivação e amor à arte repete a ideia, redundante para que algo apreendido seja. E, a avaliar pelo fascínio, revelado em feedbacks orgulhosos por terem um professor estrangeiro, alguma coisa ficará de mim por aqui. Quiçá sob a forma de palavra, vento ou mulher. Portanto, amigo, a experiência vale a pena, a alma, já o sabes, é grande, e a vontade de ir mais além continua viva. Recebe aquele abraço com toda a energia zen. Zee
[José é um grande contador de estórias]
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O
opinião
Thomas Friedman* in i
s dados publicados no WikiLeaks acerca do titubeante esforço de guerra dos EUA no Afeganistão provocou muitas reacções, mas para mim contém uma mensagem clara. É um conselho, já velho, que muitos pais provavelmente dão aos filhos antes de irem para a faculdade: “Se estiveres num jogo de póquer e não souberes quem está a ser levado à certa, é bem provável que sejas tu.” No caso do Grande Jogo da Ásia Central, somos nós, os EUA. Tanto quanto consigo perceber dos documentos do WikiLeaks e de outras fontes, estamos a pagar ao exército e aos serviços secretos do Paquistão para terem duas caras. Se assim não fosse, eles teriam apenas uma e estariam 100% contra nós. O mesmo se poderia provavelmente dizer do presidente do Afeganistão, Hamid Karzai. Mas também, se formos a ver, toda aquela gente usa uma máscara. Ou duas. A República Popular da China apoia o Paquistão, procura obter contratos de exploração mineira no Afeganistão e deixa aos EUA o cuidado de tornarem o Afeganistão um lugar seguro para as empresas chinesas de mineração, não sem deixar de sorrir ao ver o nariz ensanguentado com que os EUA estão a ficar
ca r t o o n por Steff
O grande (duplo) jogo A Arábia Saudita foi construída sobre um negócio entre a família al-Saud, moderada, e a nomenclatura uaabita fundamentalista: os al-Saud governam e os uaabitas podem impor à sociedade a versão mais puritana de islão, que exportam para mesquitas e escolas de todo o mundo muçulmano, incluindo o Paquistão, graças ao dinheiro ganho com a venda de petróleo ao Ocidente. em Cabul, porque tudo o que prenda a atenção dos militares dos EUAtorna felizes os militares chineses. Os Estados Unidos, entretanto, enviam os seus soldados para lutar noAfeganistão ao mesmo tempo que rejeitam uma política energética que começaria a reduzir o consumo de petróleo, produto que ajuda indirectamente a financiar as mesmíssimas escolas e guerreiros talibãs que os nossos soldados combatem. Mas então porquê aturar esta duplicidade? Será que o presidente Barack Obama é, muito simplesmente, um ingénuo? Não é assim tão simples. Este jogo duplo data de 11 de Setembro de 2001. Esse ataque terrorista foi, basicamente, planeado, executado e financiado por radicais paquistaneses e sauditas. E nós reagimos invadindo o Iraque e o Afeganistão. Porquê? Numa palavra, porque o Paquistão tem armas nucleares, que tememos, e a Arábia Saudita tem petróleo, de que
precisamos como de pão para a boca. Por isso tentámos atingi-los indirectamente. Tivemos esperança que a construção de um governo decente e democratizante no Iraque viesse a promover reformas na Arábia Saudita e não só. Depois de termos expulsado a Al-Qaeda do Afeganistão, ficámos lá para estabilizar o país, em grande parte com medo que a instabilidade no Afeganistão alastrasse ao Paquistão e levasse os radicais islamistas a tomarem Islamabade e o seu arsenal nuclear. A estratégia acabou por não funcionar porque o Paquistão e a Arábia Saudita assentam em negociatas de poder, fundamentos das respectivas patologias e dos nossos temores. Puritanos
A ausência quer de uma democracia estável no Paquistão, quer de um sistema educativo
A grande vitória da BP
decente não faz senão alimentar as hostes dos talibãs e de outros grupos de resistência islâmica nesse país. O Paquistão acha que tem de controlar o Afeganistão para ganhar “profundidade estratégica”, porque, se a União Indiana dominasse o Afeganistão, o Paquistão ver-se-ia entalado entre esses dois países. Todavia, se o Paquistão construísse a sua identidade em torno das capacidades do seu povo e considerasse que a sua profundidade estratégica estava na qualidade das escolas, da produção agrícola e da indústria em vez de em torno da situação afegã, poderia ser capaz de ter uma democracia estável, caso em que as armas nucleares do Paquistão nos dariam o mesmo nível de preocupação que as da Índia. AArábia Saudita foi construída sobre um negócio entre a família al-Saud, moderada, e a nomenclatura uaabita fundamentalista: os al-Saud governam e os uaabitas podem impor à sociedade a versão mais puritana de islão, que exportam para mesquitas e escolas de todo o mundo muçulmano, incluindo o Paquistão, graças ao dinheiro ganho com a venda de petróleo ao Ocidente. Assim, as armas nucleares do Paquistão são um problema para nós devido à natureza do regime desse país; a riqueza do petróleo saudita é um problema para nós devido à natureza do regime desse país. Optámos por jogar um jogo duplo com ambos porque decidimos que as alternativas são piores. Por isso, pagamos ao Paquistão para nos ajudar no Afeganistão (embora saibamos que muito desse dinheiro está a matar-nos os soldados) porque tememos que, se saíssemos, isso levaria os islamistas paquistaneses a controlarem a bomba. E enviamos dinheiro para pagar o petróleo da Arábia Saudita (embora saibamos que algum dele acaba por financiar as pessoas que combatemos) porque confrontar os sauditas quanto às suas exportações ideológicas parece demasiado desestabilizador. Há outra maneira de fazer as coisas? Há. Se não podemos pegar na trouxa e sair, podemos pelo menos reduzir o nível da nossa aposta. Podemos limitar a nossa presença e objectivos no Afeganistão ao mínimo possível e necessário para nos certificarmos de que os tumultos não alastram até ao Paquistão nem permitam o regresso da Al-Qaeda. E devemos diminuir a nossa dependência em relação ao petróleo para estarmos menos à mercê do que acontece na Arábia Saudita. Infelizmente, não temos dinheiro, nem recursos humanos nem tempo para transformar os estados mais problemáticos da região. Essa transformação só se dará quando eles a quiserem. O que temos, sim, é tecnologia, necessidade e gente inovadora para nos protegermos deles através da criação de alternativas ao petróleo. Está na altura de começarmos a percorrer esse caminho. Neste jogo, estou a ficar farto de ser levado.
quiser
Quem corrigir-se de qualquer defeito, deve escolher a virtude contrária e exercitar-se nela, fazendo sobre esse ponto o exame de consciência ao meio-dia e à noite. Padre Manuel teixeira [1912-2003]
sexta-feira 6.8.2010 www.hojemacau.com
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u m gr i to n o des er to Paul Chan Wai Chi*
E
Quem será o primeiro a sair?
sta segunda-feira, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lao Si Io, foi à Assembleia Legislativa para esclarecer a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas sobre situações relativas à concessão de terrenos para a indústria do jogo. e sobre o plano de desenvolvimento para o Cotai City. Durante as duas horas que durou o encontro, apenas 16 deputados estiveram presentes numa sessão em que nada de importante foi desvendado por Lau. O secretário tinha avançado explicações detalhadas sobre o processo de liberalização da indústria do jogo e sobre o perfil dos investimentos das diferentes operadoras envolvidas. No que diz respeito às concessões de terras e aos planos de construção para Cotai, o senhor Lau foi incapaz de fornecer aos deputados dados substanciais ou declarou apenas que não podia falar sobre esses mesmos dados. Instigado pela insatisfação dos deputados, o presidente da Comissão para o Acompanhamento para os Assuntos de Terras levantou questões ao senhor Lau. Só a partir desse ponto é que o secretário pediu aos seus subordinados para prestarem esclarecimentos sobre os três terrenos que foram concedidos durante o anterior mandato do governo da RAEM. Quanto à situação actual das três parcelas de terreno, Lau utilizou o pretexto de que estes ainda estarão a ser alvo de avaliações técnicas alargadas e por isso não poderia revelar mais detalhes. Apenas quatro deputados puderam fazer perguntas ao secretário das Obras Públicas ao mesmo tempo que ele fez o melhor para dar respostas pouco satisfatórias. O comportamento de Lau não coincidiu com o que estava estabelecido na agenda da reunião. Alguns deputados até chegaram a abandonar o local antes do final do encontro. Protestos
Durante esta semana, houve diversos encontros de associações em diferentes partes de Macau para protestar contra “a utilização de fundos públicos para apoiar os funcionários públicos em eventuais processos judiciais”,
de acordo com a “proposta de lei sobre o apoio judiciário em virtude do exercício de funções públicas”. O responsável por esses encontros encenou um ritual que já tinha sido experimentado por manifestantes em Hong Kong numa manifestação ocorrida em Ngo Keng Kiu, na zona de Happy Valley. No centro de Macau, a fotografia da secretária para a Administração e Justiça Florinda Chan foi alvo de ovos, excrementos e insultos. No final, os responsáveis pelo protesto foram detidos pela polícia e acusados de ofensas a um membro do governo. Na quarta-feira, o jornal Mingpao de Hong Kong publicou uma notícia sobre Leiung Li, um membro do “District Council” de Hong Kong e representante do Partido Democrata local, que foi impedido de entrar em Macau pela polícia fronteiriça do território. As autoridades afirmaram ter detectado irregularidades no documento de identificação do residente do território vizinho. O computador dos serviços aduaneiros não terá conseguido localizar informações sobre Leung, que foi levado para um quarto onde foi interrogado e obrigado a preencher uma ficha para o seguimento do caso. Ao fim de quarto horas de detenção Leung pôde finalmente sair mas sem que lhe tivesse sido dada uma explicação satisfatória sobre o sucedido, pelo que decidiu regressar a Hong Kong. Em relação à sessão na AL, não faço ideia do que terá motivado o primeiro deputado a abandonar o encontro. Pela minha parte, também tive vontade de deixar a sala visto que, em primeiro lugar, foi-me dito que não podia fazer qualquer pergunta e, em segundo lugar, achei um desperdício de tempo ficar ali a ouvir o discurso de Lau. Bloqueados
Quanto ao caso das associações que protestaram contra Florinda Chan, ficou por esclarecer se foi para a frente uma acusação formal ao organizador dos protestos pelo crime de injúria. A única coisa que sei é que o organizador desses protestos foi levado para o quartel-general da polícia na segunda e na terça-feira. E na quarta-feira a polícia não interferiu nos protestos que se seguiram. Pergunto-me se o queixoso
PB
Quando olhamos para a lista de membros das diferentes comissões, ficamos com a sensação de que se trata de colocar “vinho novo em garrafas velhas” e de que tal não passa de uma oportunidade para que os membros nomeados para as comissões recebam mais uns subsídios decidiu retirar a queixa ou se, por outro lado, terá actuado de forma prejudicial a si próprio. No que diz respeito às notícias publicadas no Mingpao, o jornal publicou uma lista de pessoas que não foram autorizadas a entrar em Macau nos últimos anos.
Entre essas pessoas está o senhor Johanses Chan Man-mun, reitor da faculdade de Direito da Universidade de Hong Kong. Recentemente, numa resposta a uma interpelação minha na Assembleia Legislativa sobre os casos de pessoas que foram impedidas de entrar em Macau, o secretário para a Segurança deu-me cópia de um texto no qual não consegui encontrar resposta para as minhas perguntas. Aparentemente, o sistema informático dos serviços de segurança não está a funcionar nas melhores condições, uma vez mais. E afinal, nem mesmo o cérebro humano consegue encontrar uma solução para o alegado problema. Um turista que visitava o território foi obrigado a voltar para trás porque os cérebros das máquinas e dos humanos não estão a funcionar bem!! O novo governo da RAEM está em funções há já oito meses. Durante este período, foram formadas muitas comissões, como o Gabinete Preparatório do Gabinete de Estudo de Políticas de Governo, e também foram instituídos novos porta-vozes. Parece uma nota inovadora da parte do governo da RAEM. No entanto, quando olhamos para a lista de membros das diferentes comissões, ficamos com a sensação de que se trata de colocar “vinho novo em garrafas velhas” e de que tal não passa de uma oportunidade para que os membros nomeados para as comissões recebam mais uns subsídios. Por outro lado, mesmo que o governo tenha elaborado ultimamente muitas propostas de lei, na maioria dos casos, as respostas da população tendem a denunciar as propostas em vez de as apoiarem. A qualidade dos administradores e a maneira como lidam com estas situações e problemas, tem levantado conflitos entre os funcionários públicos e também tem criado conflitos entre os funcionários públicos e a generalidade do público. Os problemas continuam por resolver e estão mesmo a tornar-se mais complicados. Se for permitido o crescimento do caos, não é de excluír que alguém decida sair mais cedo. Dez anos parece muito tempo. As coisas poderão definir-se dentro de cinco anos. *Deputado e presidente da Associação Novo Macau Democrático
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José editor Paulo Reis Redacção António Falcão; Kahon Chan; Marco André de Sousa; Rodrigo de Matos; Vanessa Amaro Colaboradores Carlos Picassinos; Francisco Isöo; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Severo Portela Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Duarte Santos; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte; Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia; Zélia Ribeiro Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges; Catarina Lau Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (hojemacau@gmail.com) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail hojemacau@yahoo.com Sítio www.hojemacau.com
a fechar sexta-feira 6.8.2010
Râguebi em Setembro
O Clube de Râguebi de Macau organiza o 10º Torneio de Râguebi de Praia de Macau no dia 11 de Setembro, a partir das 12 horas, na Praia de Hac Sá em Coloane, Macau. Espera-se a participação de pelo menos 12 equipas (8 masculinas e 4 femininas) de Macau, Hong Kong e da Província de Cantão neste evento de desporto e de recreio familiar. Em 2001, o Clube de Râguebi de Macau organizou o seu primeiro Torneio de Râguebi de Praia com 6 equipas, tendo ao longo dos anos registado um crescimento contínuo, esperando acolher um número recorde em 2010. O jantar de entrega de prémios e comemoração do 10º torneio será realizado no Restaurante Miramar em Hac Sa.
Polícias afegãos mortos
Pelo menos seis polícias afegãos foram ontem mortos num atentado com um carro armadilhado que visou uma coluna das forças internacionais e afegãs, no norte do Afeganistão, disse fonte local. Os soldados afegãos e estrangeiros faziam patrulha no distrito de Imamsaheb, na província de Kunduz, quando foram alvo do atentado, disse à AFP o governador do distrito. “Seis polícias foram mortos e vários outros ficaram feridos”, adiantou a fonte. Confrontado com a informação, o comando da NATO afirmou não possuir dados para confirmar o atentado.
Atentado assusta presidente do Irão
O Presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, seguia sorridente a distribuir cumprimentos num carro que atravessava o apinhado centro de Hamedan. De repente, uma explosão obrigou os guarda-costas a reagir, tentando proteger o Presidente, em cujo rosto eram visíveis sinais de tensão. Uma “granada”, apressou-se a dizer um site conservador iraniano, apontando para a hipótese de uma tentativa de assassinato. Só um “petardo”, disseram as autoridades. Ahmadinejad viajava desde o aeroporto até um estádio desta cidade, uma das mais antigas do Irão, não tendo alterado os seus planos por causa do sucedido. No seu discurso, que foi transmitido em directo pela televisão, não houve qualquer referência à explosão. Fontes oficiais indicaram à AFP que esta foi provocada por um petardo, lançado por um apoiante do Presidente em sinal de contentamento (é hábito o fabrico deste tipo de engenhos para, por exemplo, festejar o Ano Novo). Segundo o site Khabaronline.ir, a explosão da “granada” teria ocorrido perto de um autocarro que transportava jornalistas, tendo provocado muito fumo mas não ferindo ninguém.
Seca reduz produção de cereais na Rússia
Vladimir Putin, primeiro-ministro russo, suspendeu ontem, quinta-feira, as exportações de cereais e produtos derivados, na sequência da seca prolongada que tem vindo a assolar o país. “Considero necessário proibir temporariamente a exportação, do território da Rússia, de cereais e de produtos derivados”, declarou o primeiroministro numa reunião do governo. A proposta foi aprovada pelo executivo russo e entrará em vigor a partir do dia 15 de Agosto. O estado de seca obrigou já à decretação de estado de emergência em 27 regiões russas e vai condicionar a colheita de cereais deste ano. Segundo o Ministério da Agricultura, a colheita anual traduzir-se-á em 70 a 75 milhões de toneladas de cereais, menos 20% do que no ano passado. Este números irão reflectir-se, segundo especialistas, no preço não só do pão, mas também no leite, carne e outros alimentos de primeira necessidade.
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Líder timorense recorda tempos da resistência
Xanana volta ao esconderijo Xanana Gusmão voltou a Fatumeta, em Díli, onde se manteve escondido durante meses, em 1991, no período da ocupação indonésia, até ao massacre de Santa Cruz, num chiqueiro dissimulado numa fábrica de tijolos abandonada. O terreno, junto ao Seminário, pertence actualmente à Diocese de Díli, que inaugurou na terça-feira uma maternidade nas imediações, e o bispo, Alberto Ricardo, surpreendeu Xanana Gusmão, convidando-o a visitar o esconderijo e a descerrar uma placa evocativa desses tempos em que o líder da resistência ali permaneceu. Da velha fábrica cerâmica em ruínas pouco resta, mas o pequeno buraco no chão, onde o actual primeiro-ministro “morou”, sem o mínimo de comodidade, lá está, agora convenientemente assinalado. Xanana Gusmão, convidado para a inauguração da maternidade, emocionou-se com a surpresa
que lhe fizeram e com a memória de um tempo em que era procurado pelas forças indonésias. Foi ali que permaneceu no ano de 1991, quando o julgavam nas montanhas, até ao dia do massacre de Santa Cruz, em que razões de segurança impunham que mudasse de paradeiro. Foi para o mato e regressou a Díli, onde foi capturado pouco tempo depois. Xanana Gusmão esteve
preso numa cadeia de criminosos de delito comum, foi depois transferido para Cipinang, onde eram detidos os opositores à ditadura de Suharto, e mais tarde colocado em prisão domiciliária em Jacarta por pressão internacional. Finalmente, foi libertado pouco antes da consulta popular que determinou a independência de Timor-Leste. “Xanana Gusmão esteve abrigado e protegido aqui, nos fornos de Fatumeta, durante várias temporadas, desde 16 de julho a 12 de novembro de 1991. Este lugar e estes tijolos foram testemunhas silenciosas do seu grande espírito de sacrifício na luta pela liberdade do povo e pela independência da nação de Timor-Leste”, afirmou o vigário geral da Diocese de Díli, Apolinário Ximenes. O esconderijo de Fatumeta é um dos muitos exemplos da colaboração clandestina da Igreja timorense com a resistência, e do
seu importante papel durante os anos de ocupação. Alberto Ricardo lembrou por seu lado que “difícil” era a situação naquele tempo: “Quando Xanana veio pedir abrigo, a Igreja deu-lhe este buraco. Foi feito aqui um chiqueiro, que dissimulava o esconderijo, e era-lhe dada a comida protegida em plástico, no meio da comida para os suínos. Este buraco foi o que salvou a vida de Xanana da ameaça militar indonésia.” O primeiro-ministro explicou como viveu ali a antigos companheiros da mesma luta, como o Presidente da República, José Ramos-Horta, e o seu antecessor na chefia do Governo e atual líder do principal partido da oposição (FRETILIN) Mari Alkatiri, que ainda gracejou, aproveitando o cenário de ruína da antiga cerâmica e provocando gargalhada geral: “Se não fosse isto, provavelmente tinhas ido fazer tijolos.”
Mais de cem casos nas escolas da capital
Balanço aponta meia centena de vítimas
A Procuradoria Geral Distrital de Lisboa (PGDL) registou 118 casos de violência escolar no primeiro semestre deste ano, segundo uma análise da actividade do Ministério Público no distrito. Destes 118 casos, a maior incidência verificou-se na comarca da Grande Lisboa Noroeste, com 63 casos, dos quais 43 forem em Sintra, 19 na Amadora e um em Mafra. A PGDL adianta ainda que o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa registou 16 casos de violência escolar e a comarca de Cascais oito. Paralelamente, a violência contra profissionais de saúde averbou três inquéritos no primeiro semestre deste ano. A análise da actividade do MP no distrito judicial de Lisboa indica também que deram entrada 45 casos de violência contra idosos no primeiro semestre. A violência contra deficientes registou dois novos casos nos
O número de vítimas dos incêndios florestais que varrem numerosas regiões russas atingiu 50 mortos, anunciou ontem o Ministério para Situações Extraordinárias da Rússia. “Uma pessoa foi encontrada morta na região de Nijni- Novgorod, outra faleceu num hospital de Voronej”, lê-se num comunicado publicado ontem por esse ministério. Os incêndios florestais continuam activos em 17 regiões da Federação da Rússia devido à seca e ao calor anormal que se fazem sentir no país desde meados de Junho. Segundo o ministro do De-
Jovens lisboetas são os mais violentos
primeiros seis meses do ano, enquanto os crimes contra crianças (que não de natureza sexual), a PGDL refere que há 166 novos casos registados. Relativamente aos crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual de menores são 395 os casos registados no primeiro semestre, indica o memorando da PGDL, dirigida pela procuradora geral adjunta Francisca Van Dunem. O mesmo documento diz igualmente que foram abertos 4546 inquéritos de violência doméstica no distrito judicial de Lisboa. Noutro plano, a PGDL revela que as infracções rodoviárias tinham registado no primeiro semestre 4496 inquéritos e os crimes de droga registaram 1645 casos. O documento adianta ainda que o distrito judicial de Lisboa abriu 106 374 inquéritos no primeiro semestre deste ano, mais 1.119 que no período homólogo do ano passado.
Fogos continuam a matar na Rússia
senvolvimento Regional da Rússia, Victor Bassarguine, o fogo, que queimou uma superfície de 667 459 hectares, fez mais de 3 500 sem-abrigo e destruiu mais de 1 900 casas. O presidente russo, Dmitri Medvedev, decretou o estado de emergência, de forma parcial ou completa, em 17 regiões do país. Porém, o fumo provocado pelos incêndios na região de Moscovo e que, na véspera, ainda cobria a capital com um manto espesso, dissipou-se quase completamente e, segundo as autoridades, o ar respirado respeita as normas ecológicas. O calor é que vai continuar durante os próximos dias.