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Hoje Macau 06 JULHO 2021 #4803

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MACAO WEEK IN HANGZHOU

ANABELA CANAS

Nº 4803 TERÇA-FEIRA 6-7-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

hoje macau

FRUTOS DO BOSQUE ANABELA CANAS

GULLIVER

PAULO JOSÉ MIRANDA

OBRAS VIÁRIAS

ESTRADAS SEM QUALIDADE PÁGINA 4

PLATAFORMA PARA JOVENS

UMA CARA NOVA PÁGINA 5

EURO 2020

DUELO LATINO CENTRAIS

ELEIÇÕES

PISAR NOVOS TERRENOS

MACAU NO CORAÇÃO

UMA PAIXÃO LUSITANA

GRANDE PLANO

EVENTOS

OPINIÃO

INUNDAÇÕES NA RAEM II

PUB.

MÁRIO DUARTE DUQUE

Fica tudo como dantes

Afinal não são 14, nem 28, os dias sem infecções em Hong Kong necessários para reabrir a circulação entre as duas regiões autónomas. O levantamento das restrições depende de Pequim que continua em negociações com as jurisdições

das RAE’s. Por cá, resta esperar. “Não temos um plano definido sobre o número de dias sem casos para reabrir a circulação sem restrições. Não temos...” disse ontem o coordenador do plano de vacinação, Tai Wa Hou.

ÚLTIMA


2 grande plano

6.7.2021 terça-feira

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ELEIÇÕES PORQUE CONCORREM ANGELA LEONG E HO ION SANG PELA VIA INDIRECTA

PorA outro lado Angela Leong e Ho Ion Sang concorrem pela primeira vez este ano às legislativas pela via indirecta, depois de terem apresentado sempre candidaturas a sufrágio directo e de terem obtido as mais baixas votações em 2017. No caso de Angela Leong, há quem defenda que a opção pela via indirecta pode ser sinal de perda de poder dentro da SJM

candidatura dos deputados Angela Leong e Ho Ion Sang pela via indirecta, nas eleições legislativas de 12 de Setembro, pode representar a vontade de darem lugar a novos rostos na política. Importa recordar que a deputada e dirigente da Sociedade de Jogos de Macau concorreu sempre pela via directa, desde 2005 e no último sufrágio conseguiu o menor número de votos, com um total de 10.447. Já Ho Ion Sang foi candidato às directas nas eleições desde 2009 e também conseguiu o mais baixo número de votos em 2017, com 12.333 eleitores a votarem no representante dos Kaifong. No caso de Angela Leong, a viragem para a eleição indirecta pode também ser um sinal de menor poder dentro da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), ou de ter perdido força na representação do sector do jogo. São estas as ideias deixadas por vários analistas contactados pelo HM. “Ho Ion Sang é um dos membros mais antigos dos Kaifong [União Geral das Associações de Moradores de Macau], e se se mantivesse no sufrágio directo provavelmente seria reeleito, mas claro que o número dois [da lista pela via directa], se passar a número um, é eleito. Com a mudança para o sufrágio indirecto, os Kaifong vão manter dois deputados na AL”, começou por dizer Larry So. “No caso de Angela Leong, a situação é semelhante”, frisou. “Ela tem sido muito pró-activa no apoio às gerações mais jovens, penso que esse é o seu objectivo. Além disso, tanto Ho Ion Sang como Angela Leong são deputados próximos do Governo Central, então é por isso que preferem seguir para o sufrágio indirecto, para que as suas posições possam ser mantidas nos próximos anos e para que as gerações mais jovens

tenham a oportunidade de chegar a deputados.” Também Leung Kai Yin, analista político e docente do Instituto Politécnico de Macau (IPM), acredita que o foco é dar oportunidades aos jovens de serem eleitos. “Ho Ion Sang e a sua associação querem ter uma nova geração de deputados na

“A maior parte dos deputados, sobretudo os que concorrem pelo sufrágio indirecto, estão de certa forma ligados ao sector do jogo.” LARRY SO ANALISTA

AL, através de sufrágio directo. Ho Ion Sang pensa que será fácil obter um assento pela via indirecta. Quanto a Angela Leong, seria difícil obter um assento pela via directa, então o facto de Cheung Lap Kwan, que tem ocupado um assento no sector cultural e desportivo, querer reformar-se, constitui uma boa oportunidade.”


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Ho Ion Sang concorre pelo sufrágio indirecto substituindo Chan Hong no sector dos serviços sociais e educacional. No sufrágio directo, os Kaifong fazem-se representar com a lista União Promotora para o Progresso, liderada por Leong Hong Sai. No caso de Angela Leong, concorre ao lado de Chan Chak Mo, um veterano no sector cultural e desportivo.

O risco de Angela

O jurista e professor universitário António Katchi tem outra visão da candidatura de Angela Leong: se esta concorresse pela via do sufrágio directo, corria o risco de não ser eleita. “A decisão de Angela Leong é uma manobra destinada a garantir a sua eleição, relevando o empenho dos capitalistas do sector do jogo em manter a sua máxima representação possível na AL, e não uma perda de interesses em tal representação. Pela via do

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“O sector do jogo é um campo onde se digladiam interesses antagónicos de capitalistas e trabalhadores. À medida que estes se vão consciencializando desse antagonismo e projectam essa consciência em lutas laborais, vão abandonando, no terreno eleitoral, as candidaturas identificadas com os interesses dos patrões do jogo.” ANTÓNIO KATCHI JURISTA

não apenas para ela, mas também para os seus filhos”. "O seu filho e filha também desenvolveram a sua carreira em Macau e é muito fácil protegê-los e ajudá-los a desenvolver a carreira, mesmo que ela já não tenha uma posição importante na SJM.”

Uma questão de lobbying

sufrágio directo, Angela Leong correria um sério risco de não ser reeleita, ao passo que pelo sufrágio indirecto tem a eleição praticamente garantida.” Segundo o jurista, Leong corre o risco de ficar de fora do próximo elenco no hemiciclo “porque cada vez menos poderá contar com o voto dos trabalhadores do sector do jogo”. “Este sector representa um campo onde se digladiam interesses antagónicos dos capitalistas e dos trabalhadores. À medida que estes se vão consciencializando desse antagonismo e projectam essa consciência em lutas laborais, vão abandonando, no terreno eleitoral, as candidaturas identificadas com os interesses dos patrões do jogo, promovendo ou apoiando candidaturas mais conotadas com os seus próprios interesses.” Neste sentido, “é neste quadro que surge a lista encabeçada por Cloee Chao, que deverá absorver o voto de uma parte cada vez maior dos trabalhadores do sector do jogo”, aponta António Katchi. Mas além de Cloee Chao, que este ano se estreia como candidata liderando a lista “Novos Jogos de Macau”, também Sulu Sou e José Pereira Coutinho podem captar votos, uma vez que são “forças políticas que têm mantido um razoável grau de proximidade com as classes trabalhadoras”. Estes factores “vão, naturalmente, provocando erosão do eleitorado de Angela Leong”. Na visão do jurista, “esta tendência já se observou nas eleições de 2017, com a derrota de Melinda Chan”, hoje directora-executiva da Doca dos Pescadores. “À medida que se desenvolve a luta de classes, o lógico será que os capitalistas fujam ainda mais do sufrágio director e prefiram ‘aconchegar-se’ no sufrágio indirecto, que está quase inteiramente nas suas mãos.”

Para Larry So, o facto de Angela Leong concorrer pelo sufrágio indirecto é também sinal de perda de poder dentro da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), onde desempenha o cargo de directora-executiva e co-presidente. “Ela já não está numa posição de representatividade do sector do jogo, e esta mudança pode ser uma mensagem de que está mais ligada aos sectores cultural e desportivo, que é uma das suas áreas, uma vez que foi bailarina.” Para Leung Kai Yin, Angela Leong perdeu poder, mas quer continuar no hemiciclo “para manter alguma influência em Macau,

“Ho Ion Sang e a sua associação querem ter uma nova geração de deputados na AL, através de sufrágio directo. Ho Ion Sang pensa que será fácil obter um assento pela via indirecta. Quanto a Angela Leong, seria difícil obter um assento pela via directa.” LEUNG KAI YIN DOCENTE DO IPM

Com a mudança de Angela Leong para a via indirecta, para um sector que não está ligado a interesses empresariais ou do jogo, como fica a representatividade dos casinos no hemiciclo? Além disso, não é certo se Davis Fong Ka Chio, académico da Universidade de Macau ligado a esta área, será novamente nomeado deputado pelo Chefe do Executivo. Larry So confessa não estar preocupado com a eventual falta de representatividade dos casinos, até porque estes já fazem lobby junto do Governo. “A maior parte dos deputados, sobretudo os que concorrem pelo sufrágio indirecto, estão de certa forma ligados a este sector. Esta é a indústria mais importante de Macau e penso que os seus interesses já estão muito representados na AL, não ficaria preocupado com isso.” “O facto de estarmos numa fase de revisão das licenças de jogo faz com que as concessionárias sejam muito activas e façam lobby junto do Governo. [Estas] trabalham de forma muito próxima com o Governo para defender os seus interesses, portanto, ter alguém na AL que as defeda não é o mais importante. Mesmo um deputado na AL não consegue representar todas estas empresas e os seus interesses”, acrescentou Larry So. Leung Kai Yin não tem dúvidas de que “não há grande interesse na questão da representatividade política, porque, depois da situação em Hong Kong, [as operadoras] sentem que o Governo é forte, sobretudo desde que Ho Iat Seng foi eleito Chefe do Executivo. Há coisas que não passam pela AL”, frisou. Andreia Sofia Silva


4 política

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TRÂNSITO WONG KIT CHENG APREENSIVA COM ACIDENTES EM PASSADEIRAS

OBRAS ELLA LEI PREOCUPADA COM QUALIDADE DO ASFALTO

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A deputada ligada aos Operários critica as obras viárias por considerar que são intermináveis. Para Ella Lei, as obras perpetuam-se devido à falta de qualidade dos materiais usados, razão pela qual reaparecem rapidamente buracos nas estradas

Os buracos da estrada cluindo com o asfalto. [...] Quando é que o Governo vai apresentar actualizações às respectivas leis e regulamentos para melhorar o asfalto?”, perguntou. “Que outros procedimentos complementares têm de ser adoptados e quando vamos ver os resultados nas estradas”, insistiu.

RÓMULO SANTOS

O seguimento dos acidentes com crianças em passadeiras localizadas nas redondezas das escolas, Wong Kit Cheng quer saber se o Governo está a “acelerar a optimização” das mesmas, especialmente das que se encontram em curvas e locais de visibilidade reduzida. Em interpelação escrita, a deputada quer ainda saber se o Governo pondera instalar sistemas de detecção inteligente nos pontos críticos onde os acidentes que envolvem peões têm acontecido com maior frequência. “Face aos recentes acidentes de viação em passadeiras nas proximidades de escolas, é necessário instalar sistemas de detecção inteligente nos pontos negros de trânsito e nas proximidades das escolas para monitorizar os condutores e os peões nas passadeiras, ajudando a polícia a aplicar as leis e a manter a ordem do trânsito, e, consequentemente, elevar a consciência da população em relação à segurança rodoviária. O Governo vai fazê-lo?”, questionou. Sobre o tema, Wong Kit Cheng lembra que o processo de inspecção das passadeiras regista “uma certa morosidade”, já que desde 2019, “só foi concluída a inspecção de 62 passadeiras”. “Face à ocorrência, com alguma frequência, de acidentes de viação nas passadeiras, o público espera que os trabalhos respectivos avancem com mais rapidez, de forma a acabar com os defeitos de concepção e a criar um ambiente de segurança para os utentes”, acrescentou. Para a deputada é também necessário instalar passadeiras oblíquas nos cruzamentos. Segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos, entre 2010 e 2020, registaram-se treze P.A. acidentes de viação fatais.

Falta de coordenação

Ella Lei, deputada “‘Asfaltar, escavar; escavar e asfaltar’. É este o retrato de Macau.”

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LLA Lei considera que o asfalto utilizado nas estradas do território tem pouca qualidade e defende que está na altura de o Executivo ser rigoroso e aplicar padrões mais elevados. A ideia faz parte de uma interpelação escrita partilhada ontem pela deputada ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM).

“Os cidadãos queixam-se que pouco tempo depois das estradas serem asfaltadas que os grandes buracos e desníveis regressam quase imediatamente. O Governo também reconhece o problema e concorda que é necessário melhorar a qualidade das obras de repavimentação”, começou por argumentar. “Para melhorar a durabilidade do asfalto das estradas

é necessário que o Governo reveja os procedimentos adoptados e os materiais utilizados, assim como clarificar os padrões de engenharia e recomendar novos métodos e materiais de construção”, acrescentou. Neste contexto, Ella Lei quer saber quando se podem esperar mudanças: “Há problemas óbvios com a qualidade das estradas, in-

A qualidade das obras não é o único problema a preocupar a deputada ligada à FAOM. Ella Lei mostra-se igualmente preocupada com o facto de o território ser transformado num estaleiro todos os anos, por altura do Verão. “‘Asfaltar, escavar; escavar e asfaltar’. É este o retrato de Macau”, atirou Ella Lei. “E, apesar de muitos dos projectos serem realizados em resposta às necessidades do desenvolvimento urbano, a pressão para o trânsito e os congestionamentos motivam queixas da população. Todos os Verões o território vive o pico das obras”, queixou-se. Face à situação recorrente, Ella Lei quer saber o que vai ser feito para alterar o panorama e melhorar a qualidade das vias de Macau. Além disso, a deputada considera que o Grupo de Coordenação das Obras Viárias está a falhar na sua missão. “Será que o Governo vai levar as medidas necessárias para melhorar a coordenação e reduzir o tempo necessário para as obras? O que consideram necessário fazer para melhorar a situação”, questiona. João Santos Filipe

INCÊNDIOS PORTEIROS PODEM SER ENCARREGADOS DE SEGURANÇA EM EDIFÍCIOS E RECINTOS

A

proposta de lei sobre a segurança contra incêndios em edifícios e recintos, em análise na 2ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) prevê que os encarregados de segurança contra incêndios, figura que passa a ser obrigatória para os edifícios altos (classe A), possam acumular a função com a de porteiro.

De acordo com o deputado que preside à comissão, Chan Chak Mo, a possibilidade consta da nova versão do diploma apresentada pelo Governo no passado dia 29 de Junho, havendo sanções mais leves para quem não cumprir as regras. “Essa função vai ser normalmente assumida por um porteiro porque existe uma

regra na proposta de lei que diz que os encarregados de segurança contra incêndios podem acumular funções de porteiro. Se não cumprirem os respectivos deveres serão multados (…) entre 500 a 2.000 patacas [em vez de 2 mil a 20 mil patacas]”, apontou ontem o deputado. Após a reunião, Chan Chak Mo disse ainda que

o novo texto distingue com clareza de que forma deve ser repartida a competência entre as Obras Públicas (DSSOPT) e o Corpo de Bombeiros (CB) nas situações em que são detectados objectos, materiais, resíduos ou sujidade no pavimento dos caminhos de evacuação. Segundo o deputado, após alguns deputados

questionarem como é que os pequenos proprietários podem ter conhecimento das infracções cometidas pelas empresas de administração predial, o Governo decidiu acrescentar que “o empresário infractor passa a estar obrigado a publicar um aviso em dois jornais diários da RAEM, um de língua chinesa e outro de

língua portuguesa durante cinco dias seguidos”. Recorde-se que o diploma prevê que a verificação e manutenção dos sistemas passe para o Corpo de Bombeiros, que terá poder de fiscalizar e sancionar. Isto, dado que o actual diploma em vigor desde 1995 atribui também à tutela das Obras públicas poder sancionatório. P.A.


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política 5

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AMCM Depósitos de residentes cresceram 0,7 por cento em Maio

Os depósitos de residentes cresceram 0,7 por cento em Maio em comparação com o mês anterior, atingindo o valor total de 683,8 mil milhões de patacas, de acordo com a Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Já os depósitos realizados por não-residentes caíram 2,7 por cento no mesmo período, para 351,4 mil milhões de patacas. Por outro lado, os depósitos do sector público na actividade bancária cresceram para 265,9 mil milhões de patacas, representando um crescimento de 0,7 por cento. Como resultado, o total dos depósitos da actividade bancária registou um decrescimento de 0,2 por cento quando comparado com o mês anterior, para um total de 1.301,1 mil milhões de patacas. No cômputo geral, a maioria dos depósitos continua a ser em dólares de Hong Kong (51,8 por cento), seguido do dólar americano (21 por cento), pataca (19,3 por cento) e remninbi (5,4 por cento).

IPM Docentes e alunos visitam exposição de aniversário do PCC

Uma delegação do Instituto Politécnico de Macau (IPM), com cerca de 100 pessoas, visitou na semana passada a Exposição de Fotografias “Os 100 Anos do Partido Comunista da China”. A instituição afirmou em comunicado que a visita teve como propósito “compreender o percurso da luta centenária do Partido Comunista da China, reforçar o reconhecimento nacional dos jovens estudantes universitários e consolidar o seu orgulho”. O Presidente da Associação de Estudantes do IPM, Ng Ka Kei, afirmou que os jovens de Macau têm gozado do apoio do Partido Comunista da China à RAEM e, por isso, devem consolidar e elevar competências e aproveitar as vantagens de Macau sob o princípio de “Um País, Dois Sistemas”.

Cooperação IPM e Universidade de Pequim estabelecem parceria

O Instituto Politécnico de Macau (IPM) e a Universidade de Pequim estabeleceram uma parceria para a abertura de uma academia de enfermagem, de acordo com um despacho publicado ontem em Boletim Oficial. Segundo o documento, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, autorizou a criação da unidade académica independente do Instituto Politécnico de Macau, que se vai denominar Academia de Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Pequim e do Instituto Politécnico de Macau.

ELEIÇÕES LATONYA LEONG LIDERA LISTA FOCADA NAS RELAÇÕES COM OS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

Lugar aos novos A Plataforma para os Jovens submeteu uma lista com seis candidatos às eleições legislativas de Setembro. Ao HM, a cabeça de lista, Latonya Leong quer ver uma maior aposta nas políticas de promoção de Macau como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa e aponta que na AL não há qualquer deputado que dê voz à causa. A Aliança para a Promoção da Lei Básica de Macau oficializou também a sua candidatura

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lista encabeçada pela vice-presidente da Associação Comercial Internacional de Empresários Lusófonos, Latonya Leong, oficializou ontem a candidatura da Plataforma para os Jovens. Segundo a candidata, a lista composta por seis nomes está focada na promoção de Macau como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa, sobretudo porque “a população acha que estas políticas não têm nada a ver com eles’’ e que nenhum dos actuais deputados da Assembleia Legislativa (AL) está verdadeiramente preocupado com o tópico. “Na AL, nenhum dos deputados dá voz ao facto de Macau ser

uma plataforma entre a China e os países da língua portuguesa. O Governo já investiu muitos recursos no desenvolvimento da plataforma e, por isso, gostava de saber porque é que não se avança mais?”, partilhou com o HM.

“Na AL, nenhum dos deputados dá voz ao facto de Macau ser uma plataforma entre a China e os países da língua portuguesa.” LATONYA LEONG CANDIDATA DA PLATAFORMA PARA OS JOVENS

Para Latonya Leong é necessária a criação de uma base de formação de quadros qualificados bilíngues em áreas como o direito, cuidados de saúde, finanças, construção e arte, de forma a “impulsionar o desenvolvimento da diversificação em Macau.” A candidata, ela própria bilíngue, explicou ainda que tem vindo a sedimentar o conhecimento que tem sobre o assunto através de trabalho feito no terreno ao longo dos últimos anos, tanto a leccionar português, como na promoção de workshops de produtos e actividades comerciais de países de língua portuguesa. Sobre os membros escolhidos para a lista de candidatura, a também vice-presidente da As-

sociação Comercial Internacional de Empresários Lusófonos frisou que a equipa da Plataforma para os Jovens, apesar de não ter experiência política é composta por “caras novas” com perspectivas “inovadoras”. Latonya Leong sublinhou também que a candidatura que encabeça irá prestar atenção à revitalização da economia em contexto de pandemia, à educação, às características especiais de Macau e às medidas de impulsionamento destinadas aos jovens que pretendem viver e fazer carreira em Macau. A candidata apontou ainda que a média de idades da lista é de 35 anos, abarcando “gerações nascidas entre os anos 70 e 90” que, segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos, são as gerações capazes de assumir a “artéria económica e empreendedora” do território.

Os últimos são os primeiros

No último dia destinado à apresentação de candidaturas, a Aliança para a Promoção da Lei Básica de Macau apresentou uma lista com sete candidatos, encabeçada por Zhou Xinzheng. De acordo com o canal chinês da TDM-Rádio Macau, as prioridades da candidatura passam sobretudo pela promoção do conteúdo e do espírito da Lei Básica junto do público, promovendo a reforma da Assembleia Legislativa e a construção de uma sociedade de Direito. Nunu Wu

e Pedro Arede


6 sociedade

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UM ESTUDANTES LOCAIS QUESTIONAM JUSTIÇA DE ADMISSÃO EM DORMITÓRIO

IMIGRAÇÃO LEGAL DETIDOS QUATRO SUSPEITOS DE PARTICIPAR EM REDE CRIMINOSA

Estudantes da Universidade de Macau queixam-se de injustiça nos processos de admissão para os dormitórios da instituição e da alegada prioridade dada a alunos de fora. Além disso, dá conta de falsos testemunhos de estudantes locais para conseguirem vagas no dormitório

A

“É

uma injustiça”, foi assim que um residente e aluno da Universidade de Macau comentou o processo de admissão aos dormitórios da instituição. O estudante, que não se identificou, publicou uma carta no jornal universitário Orange Post, no final de Junho e no domingo no All About Macau, a queixar-se dos critérios de ingresso nos dormitórios, afirmando que os direitos e interesses dos estudantes locais não são devidamente protegidos. Esta não foi a primeira queixa de alunos da instituição em relação à política de admissão à residência universitária. O All About Macau perguntou à Universidade de Macau quantos pedidos de admissão foram submetidos e aprovados para dormitórios entre 2019 e 2021 de estudantes locais e de fora. Em resposta, a instituição apenas repetiu as regras de inscrição para a residência universitária e garantiu tratar todos os estudantes com justiça. Face à sensação de injustiça, o estudante seguiu a candidatura de três colegas, todos residentes, para a residência universitária. Apesar de terem casa na RAEM, os estudantes justificaram a necessidade de acomodação no campus com a distância a que as suas residências ficam. Como tal, e para poupar tempo em viagens, as vidas dos estudantes locais seriam bem mais fáceis se pudessem ficar no dormitório, principalmente tendo em conta a participação em actividades académicas, associações de estudantes ou desporto universitário. Os três estudantes não foram aceites nas residências, enquanto alunos oriundos do exterior, que não se envolvem

GONÇALO LOBO PINHEIRO

Questões de critério

TRAVÉS de uma operação articulada em conjunto com as autoridades do Interior da China, a Polícia Judiciária (PJ) deteve na madrugada de ontem, em Macau, dois homens envolvidos num esquema de imigração ilegal. Um dos indivíduos, suspeito de reentrar no território ilegalmente, desembarcou na zona da Avenida Panorâmica do Lago Sai Van, ao passo que o outro é suspeito de fazer parte de uma rede criminosa transfronteiriça, tendo sido o responsável por conduzir a embarcação até Macau. De acordo com uma nota da PJ, ao mesmo tempo que isso acontecia, outras duas pessoas eram detidas pela polícia do Interior da China, ficando provado que ambos eram membros da rede criminosa e que receberam 55.000 renminbis do imigrante ilegal que desembarcou em Macau pelo serviço prestado. O imigrante ilegal é suspeito do crime de “reentrada ilegal”. Já o condutor da embarcação é acusado dos crimes de “associação criminosa” e “assistência”, tendo o caso sido entregue ao Ministério Público. P.A.

Ponte HKZM Condutor embriagado embate em separadores em actividades universitárias, foram aceites, de acordo com a declaração do aluno.

Depois de caloiro

A política de integração académica da Universidade de Macau contempla o registo de alunos do primeiro ano nos dormitórios, excepto para estudantes com mais de 23 anos, com licenciatura já completas, que tenham a seu cargo pessoas dependentes ou que tenham necessidades especiais.

Conforme a oferta de vagas e ponderadas as condições de selecção, a reitoria decide a admissão ao dormitório. Porém, neste ponto da decisão da reitoria reside outra crítica do aluno que não se identifica na carta publicada no All About Macau. A avaliação pouco rigorosa terá levado a que alguns alunos locais, que mentiram na candidatura negando ter casa em Macau ou ter problemas familiares, tenham sido aceites na residência universitária. Além disso, outra crítica partilhada por

A avaliação pouco rigorosa terá levado a que alguns alunos locais, que mentiram na candidatura negando ter casa em Macau ou ter problemas familiares, tenham sido aceites na residência universitária

outros alunos queixosos refere-se ao facto de a Universidade de Macau alegadamente ignorar factores como o tempo gasto em transportes, participação em actividades académicas e extra-curriculares que levem à necessidade de dormitório. De acordo com a informação no site da instituição de ensino superior, o custo de um ano na residência universitária no ano lectivo 2020/2021 era de 15.300 patacas para alunos locais e 25.100 patacas para não-residentes, incluindo 15 refeições por semana e participação em actividades académicas e workshops. De acordo com o All About Macau, no próximo ano lectivo as refeições deixam de estar incluídas. João Luz

Um homem que conduzia na Ponte Hong Kong – Zhuhai – Macau embateu contra os pinos separadores, na manhã de ontem. O condutor do carro particular foi submetido ao teste de alcoolemia e acusou 1.27 gramas/litro, e confessou tomado bebidas alcoólicas em Zhuhai.

CPSP Operação na madrugada de 2.ªfeira não detecta qualquer crime

O Corpo da Polícia de Segurança Pública realizou na madrugada de domingo para segunda-feira acções ao abrigo da Operação Trovoada 2021, não se tendo deparado com qualquer delito criminal. Participaram na operação 43 agentes, incluindo uma equipa com cães-polícia, que fiscalizaram bares, salões de jogos, bilhares e procederam a operações stop a veículos. No total, foram fiscalizadas 176 pessoas, 126 homens e 50 mulheres, e 47 veículos. Daí resultou a detecção de sete infrações por condução sob o efeito de álcool, condução em cima do passeio, ausência de carta de condução, cinto de segurança e documentos de registo de viatura.


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ÃO sabe dançar nem cantar, mas como apaixonada pela cultura portuguesa, Ana Manhão acabou por criar, em 2006, o grupo Macau no Coração. Trata-se de um grupo que, sem grandes apoios institucionais, tem vindo a actuar localmente e na China revelando algumas danças do folclore tradicional português. As associações portuguesas de folclore têm dado uma ajuda ao nível dos trajes, mas Ana Manhão quer desenvolver mais o projecto. “Queremos ter músicas e trajes em número suficiente para termos um tema em cada espectáculo, porque agora muitas vezes estamos vestidos à moda minhota mas dançamos as músicas da Nazaré. Isso em Portugal não acontece. Nós queremos mostrar as diferentes regiões de Portugal, mas não conseguimos mudar os trajes. Se tivéssemos mais elementos conseguíamos fazer espectáculos diferentes”, contou ao HM. “Além de dançarmos, estamos também a fazer um estudo dos trajes”, frisou. Mas Ana Manhão pretende também desenvolver o projecto de uma escola de folclore. “Queria ver se conseguíamos, porque em Portugal há escolas de danças tradicionais, mas em Macau não há. E queria abrir uma escola de danças folclóricas, mas como se fosse um centro, onde divulgaríamos também os trajes e os costumes.” Ana Manhão assume que criar uma escola de raiz pode ser difícil, por isso tem vindo a contactar as universidades do território onde se ensina português para que os cursos possam ter esta componente do folclore e de outros elementos da cultura portuguesa. “Poderia ser mais fácil do que montar uma escola. Já marcamos algumas reuniões mas não

MACAU NO CORAÇÃO HÁ 15 ANOS A DANÇAR FOLCLORE PORTUGUÊS

Toca a virar a roda

Fundado em 2006, o grupo Macau no Coração tem portugueses, chineses e macaenses a dançarem o típico folclore português. Em ano de pandemia e sem espectáculos, a presidente do grupo, Ana Manhão, quer melhorar o espólio de trajes do grupo e até abrir uma escola de danças tradicionais portuguesas

E sofremos com isso. Espero que esta mentalidade seja ultrapassada. Esperamos ter mais apoio dos portugueses que estão cá.” Todos os anos há mais pessoas interessadas em fazer parte deste grupo, e a divulgação é um ponto chave. “Fazemos actuações em escolas secundárias e universidades, e depois convidamos os alunos a participar.” Membros do grupo Macau no Coração fazem também parte do Macau Talent Academy, mais virada para as artes performativas. Esta iniciativa, também de Ana Manhão, tem colaborado com o grupo Macau Artfusion, mas devido à pandemia não há novos projectos.

“Em Portugal há escolas de danças tradicionais, mas em Macau não há. E queria abrir uma escola de danças folclóricas, mas como se fosse um centro, onde divulgaríamos também os trajes e os costumes.” ANA MANHÃO

nos parece fácil porque os currículos são feitos com aprovação do Governo e conforme as necessidades. Não é algo que se faça de um dia para o outro.”

Falta de aceitação

O grupo Macau no Coração tem um espaço nas Casas Museu da Taipa, onde habitualmente expõe

Seminário de S. José Museu de Arte Sacra encerrado para obras O Tesouro de Arte Sacra do Seminário de S. José está desde ontem encerrado para a realização de obras de inspecção do sistema de ar-condicionado e substituição de peças. De acordo com o Instituto Cultural a intervenção estará concluída em “meados de Julho”.

eventos 7

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alguns dos trabalhos que os membros vão fazendo. “Estamos mais focados nos elementos culturais, como o lenço dos namorados, os cabeçudos, os azulejos. Queremos desenvolver mais estes elementos.” Como exemplo, Ana Manhão refere um lenço dos namorados de grande dimensão bordado à mão

por sete pessoas em quatro meses, e que pode ser visto nas Casas Museu da Taipa, juntamente com outros trabalhos. A responsável confessa que o grupo tem evoluído nos últimos 15 anos, mas que gostaria de ter feito mais. “No início tivemos problemas com os trajes, embora agora estejamos um pouco

melhor nesse campo, graças às deslocações a Portugal.” No entanto, a fundadora do grupo lamenta que, 15 anos depois, este ainda seja visto como uma cópia, pelo facto de os seus membros não serem todos portugueses. “Ainda há aquele pensamento de que só é original se forem apenas os portugueses a dançar as danças folclóricas.

“Os jovens já estavam no grupo Macau no Coração mas tinham os seus próprios talentos, uns faziam filmagens, outros fotografia. Decidimos separar os dois projectos e formar a Macau Talent Academy. Quando os eventos começarem somos um dos melhores grupos para participar nas paradas de rua. Eles [os membros] podem fazer mais do que no Macau no Coração, por exemplo, pois não há aquela conotação de se pertencer às danças folclóricas”, concluiu. Andreia Sofia Silva

FRC LEUNG HIO MENG CONDUZ PALESTRA SOBRE A HISTÓRIA DO PIANO

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partir das 18h30 de hoje, a Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe uma palestra ilustrada com momentos musicais intitulada “Os Pilares da Música Romântica para Piano”. A sessão irá debruçar-se “sobre as múltiplas possibilidades técnicas que um instrumento como o piano oferece” e ficará a cargo do pianista e professor Leung Hio Meng, Licenciado em Teoria

Musical e Doutorado em Música pela Universidade de Kansas. De acordo com uma nota da FRC, ao longo do evento será abordada a origem do piano, criado em 1710 por Bartolomeo Cristofori, e a sua expansão pela Europa a partir do século XVIII, através das sonatas de Haydn, Mozart e Beethoven. Sempre acompanhado pelas demonstrações de Leung Hio Meng, haverá ainda tempo para explorar compo-

sitores românticos do século XIX como Chopin e Liszt, conhecidos por trabalhar sobre a “extensão sonora do teclado e a sua flexibilidade”. “Os momentos de intimidade do compositor/pianista, transformados em som, transbordaram para o público ouvinte, quer em salões privados quer em teatros ou salas de espectáculo”, pode ler-se na mesma nota. A sessão será apresentada em língua inglesa e a entrada é livre. P.A.


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ITÁLIA DEFRONTA ESPANHA NA 1.ª MEIA-FINAL

Duelo de Titãs

O futebol era das áreas onde espanhóis e italianos mais diferiam. Uns gostavam mais do jogo de posse e os outros mais do catenaccio, isto, historicamente falando. Hoje, ambos partilham mais semelhanças do que diferenças. Umas delas é a procura de vingança. Quer seja o nariz partido de Luis Enrique em 1994 ou a goleada sofrida pelos azzurri na final do Euro 2012, a proximidade da final de 2020 promete um jogo com mais garra do que nunca

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Á se defrontam desde 1924, não podia existir maior equilíbrio. Em 35 jogos, Espanha venceu 10, Itália venceu 10 e registou-se um empate em 15 ocasiões. Duas das melhores selecções, não só da Europa como do mundo, não podiam estar em melhor posição para desempatar esta igualdade histórica. O palco será em Londres, no estádio Wembley, do dia 6 para 7 de Julho às 3h de Macau. Em 9 jogos disputados entre Itália e Espanha, em Euros ou

“Ninguém nos apoiou. Houve toneladas de críticas quando as coisas não estavam a correr tão bem, mas agora nós sentimos que as pessoas estão do nosso lado.” MIKEL OYARZABAL JOGADOR ESPANHOL

Mundiais, os espanhóis arrecadaram apenas 2 vitórias, mas uma delas foi na final do Euro 2012 por 4-0. Este foi o resultado mais expressivo de todas as finais da competição europeia de selecções. A humilhação na Ucrânia, palco da final desse ano, não parece ser uma espada de Dâmocles para as tropas de Roberto Mancini, que afirmou estar mais preocupado com o desafio de chegar à final do que com qualquer adversário específico. “Vamos desfrutar da vitória (contra a Bélgica) e depois pensamos na Espanha. São eles quem se segue e, num torneio como este, quanto mais se avança mais complicado fica.”. Na madrugada de terça para quarta-feira, há um jogo entre duas equipas muito semelhantes. As selecções de Mancini e Luis Enrique são das que mais golos marcaram, têm das maiores percentagens de posse de bola e de acerto de passe. São também as duas equipas que mais remataram nesta edição do Euro. Do lado da Espanha, o avançado Álvaro Morata é quem mais faltas sofreu (15), Aymeric Laporte é quem lidera em toques na bola (569), Jordi Alba e Ferran Torres são os dois jogadores com mais cruzamentos para a grande área (6) e Dani Olmo é o jogador com

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mais remates (17). Não há falta de munição na equipa espanhola.

Troféu à vista

Espanhóis e italianos, em 2021, partilham ideias semelhantes. Gostam de ter bola e não gostam de a perder. Quando isto acontece, são duas das equipas que conseguem, rapidamente, recuperar o esférico. Têm médios e defesas centrais criativos com a bola nos pés e quando toca a defender, os italianos Giorgio Chiellini e Leonardo Bonucci quase que parecem não ter comparação no mundo do futebol. Os dois veteranos da Juventus (36 e 34 anos, respectivamente) não têm botão de desligar e Bonucci sabe da dificuldade do embate contra La Roja. “Temos mais dois jogos pela frente, o mais difícil é contra Espanha, que são parecidos à Bélgica. Parecia que não iam passar (frente à Suíça) mas conseguiram erguer-se, portanto vamos ter uma batalha até ao fim.”. Apesar da dificuldade da tarefa, o central da Juventus fala num objectivo maior que o confronto das meias. “Eles são uma grande equipa, mas nós começámos o torneio com um sonho nos nossos corações e esperamos continuar assim.”, sentenciou o central italiano.

“Vamos desfrutar da vitória (contra a Bélgica) e depois pensamos na Espanha. São eles quem se segue e, num torneio como este, quanto mais se avança mais complicado fica.” ROBERTO MANCINI SELECCIONADOR ITALIANO

Do outro lado, e relembrando a fúria de Luis Enrique no Mundial de 1994 após a cotovelada do defesa italiano Mauro Tassotti que partiu o nariz ao actual selccionador espanhol, o extremo Mikel Oyarzabal mostrou-se descontente com a falta de apoio à sua equipa. “Ninguém nos apoiou. Houve toneladas de críticas quando as coisas não estavam a correr tão bem, mas agora nós sentimos que as pessoas estão do nosso lado.”, referiu o jogador da Real Sociedad. O jogo de terça para quarta-feira colocará, frente a frente, duas equipas com 5 Mundiais, 4 Euros e dois Jogos Olímpicos entre si, esperando-se um jogo equilibrado e com várias questões em aberto, nomeadamente, a de quem vai assumir o jogo e ficar mais tempo com a bola. A primeira meia-final promete ser um embate histórico não só por ser entre dois gigantes europeus, mas porque está em jogo um bilhete para a final do Euro 2020 em Wembley, e quer Itália quer Espanha não levantam troféus há algum tempo e, certamente, querem sair desta competição com algo mais dentro da bagagem.

PETIÇÃO QUER REVERTER APURAMENTO SUÍÇO

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MA petição online no site francês Les Lignes Bougent alega que no penálti falhado por Kylian Mbappé, no jogo frente à Suíça para os oitavos de final do Euro 2020 e que ditou a eliminação de França da prova, o guarda-redes helvético Yann Sommer estava em posição irregular. A petição já tem cerca de 270 mil assinaturas e há confiança na ilegalidade do posicionamento do guarda-redes suíço. “Durante a marcação de penáltis do jogo entre França e Suíça, o guarda-redes Sommer não estava na sua linha durante o remate de Mbappé. Pedimos o cancelamento da qualificação suíça e a repetição do encontro. Desporto tem de ser jogado dentro das regras, mas naquela noite as regras não foram respeitadas.” Ora, de acordo com as regras do jogo, elaborado pela International Football Association Board (IFAB), a lei 14, referente à marcação de penáltis, é clara. “Quando a bola é chutada, o guarda-redes que defende tem de ter pelo menos parte de um pé a tocar na linha de golo”. O vídeo do penálti em questão mostra que Yann Sommer tem, de facto, parte do seu pé esquerdo na linha de golo quando Mbappé efectua o remate. A polémica em torno do posicionamento de Sommer é agora um não assunto e, desta maneira, os gauleses podem ir para casa descansados.

Covid-19 dentro da grande área

OMS recomenda melhor acompanhamento de adeptos

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URANTE quase um mês, o Euro 2020 parecia imune ao vírus silencioso. Mas agora, a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) chegou num tom mais severo e com doses de aconselhamentos. “Precisamos de olhar muito além dos estádios. O que temos que ver é à volta dos estádios e como é que as pessoas chegam lá. Se estão a deslocar-se em comboios, de autocarro ou em meios individuais.” foi assim que Catherine Smallwood, responsável pelo Departamento de Emergência Sanitária da OMS, deixou o alerta sobre o possível aumento de casos do covid-19 devido à competição europeia de selecções. O aviso vem no seguimento de se detectarem cerca de 2 mil casos relacionados com o jogo entre Inglaterra e Escócia, em

Wembley, no dia 19 de Junho. Foram atribuídos cerca de 1.300 casos positivos só a este jogo. De acordo com a Public Health Scotland, o organismo escocês que gere a saúde pública, houve 1.991 pessoas que testaram positivo e que admitiram ter ido a um ou mais jogos do Euro 2020. O organismo afirmou também estar a tomar todas as medidas de saúde pública na proximidade que estes casos, vindos do Euro, possam ter tido com o resto da população da Escócia. Na Finlândia foram também reportados 80 casos provenientes da Rússia, após o último jogo dos finlandeses frente à Bélgica, em São Petersburgo, no dia 21 do mês passado. O Instituto Finlandês da Saúde e Bem-Estar advertiu também que podem existir mais casos devido à proximidade com estes adeptos.

MELHORES MARCADORES CRISTIANO RONALDO PATRIK SCHICK KARIM BENZEMA EMIL FORSBERG

5 GOLOS 5 GOLOS 4 GOLOS 4 GOLOS

ASSISTÊNCIAS STEVEN ZUBER PIERRE HÖJBJERG LUKE SHAW DEJAN KULUSEVSKI

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PRÓXIMOS JOGOS DE 6 PARA 7 DE JULHO

03h- Itália - Espanha


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6.7.2021 terça-feira

Notificação n.º 15/DLA/DHAL/2021

(Aviso aos proprietários de estabelecimentos que infringiram a lei, sobre as respectivas decisões administrativas sancionatórias) Considerando que não se revela possível notificar directamente os interessados, por ofício ou outras formas, para efeitos de prosseguimento dos respectivos processos administrativos sancionatórios, nos termos do artigo 96.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M, conjugado com os artigos 10.º e 58.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, notifico, pela presente, nos termos do n.º 3 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.o 52/99/M, e dos artigos 68.º e 72.º do Código do Procedimento Administrativo, os seguintes proprietários de estabelecimentos, do conteúdo das respectivas decisões administrativas sancionatórias: 1.

De acordo com as disposições do n.º 2 do artigo 96.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M e no uso das competências conferidas pelo Despacho n.º 18/PCA/2020, do Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais deste Instituto, de 27 de Novembro, a Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto exarou despacho em 12 de Março de 2021 e ordenou, nos termos do n.º 4 do artigo 96.º do Decreto-Lei supramencionado, notificar CHAU YEE MAN, portadora do Bilhete de Identidade de Residente de Macau n.º 1350XXX(X) e proprietária do “ESTABELECIMENTO DE BEBIDAS CAFÉ KENG LONG”, sito na Travessa dos Becos, n.º 6-A, r/c, A, Macau, de que foi multada por ter violado as disposições da alínea i) do n.º 1 do artigo 81.º do mesmo Decreto-Lei. No presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia n.º 224/DFHAL/DHAL/2020, de 3 de Abril, e comprovado por testemunhas, prova documental e relatório de investigação, o pessoal de fiscalização verificou a infracção em matéria de segurança contra incêndios (existência de combustíveis para além dos limites fixados ou de tipo não aprovado). Em 9 de Julho de 2020, a interessada foi notificada, através de ofício, sobre o conteúdo da acusação. Assim, de acordo com o artigo 64.º e o n.º 2 do artigo 81.º do Decreto-Lei supramencionado, deve ser sancionada com uma multa de quinze mil patacas (MOP 15.000,00). Porém, considerando que a infractora praticou a infracção pela primeira vez e que já corrigiu a situação, a execução das sanções foi, de acordo com o artigo 65.º do mesmo Decreto-Lei, suspensa pelo período de um ano. Se durante o período da suspensão se vier a verificar, neste estabelecimento, nova infracção, a sanção a aplicar é executada cumulativamente com a suspensa.

2.

De acordo com as disposições do n.º 2 do artigo 96.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M e no uso das competências conferidas pelo Despacho n.º 18/PCA/2020, do Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais deste Instituto, de 27 de Novembro, a Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto exarou despacho em 19 de Novembro de 2020 e ordenou, nos termos do n.º 4 do artigo 96.º do Decreto-Lei supramencionado, notificar a CAFÉ BRUNCH, LIMITADA, Certidão de registo comercial n.º 62551 SO, proprietária do “ESTABELECIMENTO DE COMIDAS ALLFAMA”, sito na Rua Fernão Mendes Pinto, n.º 94, Edifício Nam Long, r/c, Loja F, Taipa, de que foi multada por ter violado as disposições da alínea o) do n.º 1 do artigo 80.º do mesmo Decreto-Lei. No presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia n.º 210/DFAA/SAL/2018, de 14 de Junho, e comprovado por testemunhas, prova documental e relatório de investigação, o pessoal de fiscalização verificou a infracção em matéria de higiene e limpeza (deficiente funcionamento do sistema de recolha e exaustão de fumos e cheiros). Em 6 de Maio de 2020, a interessada foi notificada, através de edital, sobre o conteúdo da acusação. Assim, de acordo com o artigo 64.º, o n.º 2 do artigo 80.º e o artigo 84.º do Decreto-Lei supramencionado, deve ser sancionada com uma multa de quinze mil patacas (MOP 15.000,00). Porém, considerando que a infractora praticou a infracção pela primeira vez e que já corrigiu a situação, a execução das sanções foi, de acordo com o artigo 65.º do mesmo Decreto-Lei, suspensa pelo período de um ano. Se durante o período da suspensão se vier a verificar, neste estabelecimento, nova infracção, a sanção a aplicar é executada cumulativamente com a suspensa.

3.

De acordo com as disposições do n.º 2 do artigo 96.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M e no uso das competências conferidas pelo Despacho n.º 18/PCA/2020, do Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais deste Instituto, de 27 de Novembro, a Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto exarou despacho em 17 de Fevereiro de 2021 e ordenou, nos termos do n.º 4 do artigo 96.º do Decreto-Lei supramencionado, notificar CHEONG CHEK KUN, portador do Bilhete de Identidade de Residente de Macau n.º 5027XXX(X) e proprietário do “ESTABELECIMENTO DE COMIDAS OU MUN TÂM CHAI LAM KEI SIU HAU”, sito na Rua Nova da Areia Preta, n.º 306, Edifício Hoi Pan Garden, Bloco VIII, r/c e sobreloja, Loja C, Macau, de que foi multado por ter violado as disposições da alínea o) do n.º 1 do artigo 80.º do mesmo Decreto-Lei.

2021, a interessada foi notificada, através de edital, sobre o conteúdo da acusação. Assim, de acordo com os artigos 64.º e 73.º do Decreto-Lei supramencionado, é sancionada com uma multa de duas mil e quinhentas patacas (MOP 2.500,00). Para mais, nos termos da decisão tomada pelo então Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto, Lei Wai Nong, em 21 de Fevereiro de 2019, ficou suspensa a execução da multa de quinze mil patacas (MOP 15.000,00) por um período de um ano, relativamente à infracção, prevista no Decreto-Lei n.o 16/96/M e praticada pela proprietária do referido estabelecimento de comidas, em 10 de Setembro de 2018, com a ressalva de que, se durante o período de suspensão ocorresse a prática de nova infracção, seria obrigatória a retomada da execução da multa. Por se ter verificado que a proprietária praticou, dentro do prazo de um ano, mais uma vez, o acto de infracção previsto pelo Decreto-Lei, este Instituto, nos termos das disposições do n.º 2 do artigo 65.º do mesmo Decreto-Lei, instaura, pela presente, o processo de retomada da execução da multa. As duas multas acumulam um valor total de dezassete mil e quinhentas patacas (MOP 17.500,00). 5.

No presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia n.º 460/DFHAL/DHAL/2019, de 28 de Maio, e comprovado por testemunhas, prova documental e relatório de investigação, o pessoal de fiscalização verificou a infracção em matéria de segurança contra incêndios (existência de combustíveis para além dos limites fixados ou de tipo não aprovado). Porém, após a investigação efectuada pelo instrutor, verificou-se que as provas recolhidas não eram suficientes para acusação e o respectivo auto foi arquivado. 6.

De acordo com as disposições do n.º 2 do artigo 96.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M e no uso das competências conferidas pelo Despacho n.º 18/PCA/2020, do Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais deste Instituto, de 27 de Novembro, a Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto exarou despacho em 24 de Fevereiro de 2021 e ordenou, nos termos do n.º 4 do artigo 96.º do Decreto-Lei supramencionado, notificar a TIM WANG LEE GRUPO LIMITADA, Certidão de registo comercial n.º 63815 SO, proprietária do “ESTABELECIMENTO DE COMIDAS TIM LUCKY”, sito na Rua Marginal do Canal das Hortas, n.os 472-474, Edifício Hou Kong, Bloco V, r/c e sobreloja, E e F, Macau, de que foi multada por ter violado as disposições do n.º 3 do artigo 35.º do mesmo Decreto-Lei.

De acordo com as disposições do n.º 2 do artigo 96.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M e no uso das competências conferidas pelo Despacho n.º 18/PCA/2020, do Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais deste Instituto, de 27 de Novembro, a Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto exarou despacho em 1 de Fevereiro de 2021 e ordenou, nos termos do n.º 4 do artigo 96.º do Decreto-Lei supramencionado, notificar a GRUPO DE RESTAURAÇÃO NENG PO IAN, LIMITADA, Certidão de registo comercial n.º 44774 SO, proprietária do “ESTABELECIMENTO DE COMIDAS CANTONENSE HEI UT HIN”, sito na Rua do Padre António, n.º 2D, Edifício Veng Seng, r/c, B, Macau, de que foi multada por ter violado as disposições da alínea i) do n.º 1 do artigo 81.º do mesmo Decreto-Lei. No presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia n.º 647/DFHAL/DHAL/2019, de 19 de Agosto, e comprovado por testemunhas, prova documental e relatório de investigação, o pessoal de fiscalização verificou a infracção em matéria de segurança contra incêndios (existência de combustíveis para além dos limites fixados ou de tipo não aprovado). Porém, após a investigação efectuada pelo instrutor, verificou-se que as provas recolhidas não eram suficientes para acusação e o respectivo auto foi arquivado.

7.

De acordo com as disposições do n.º 2 do artigo 96.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M e no uso das competências conferidas pelo Despacho n.º 18/PCA/2020, do Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais deste Instituto, de 27 de Novembro, a Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto exarou despacho em 1 de Março de 2021 e ordenou, nos termos do n.º 4 do artigo 96.º do Decreto-Lei supramencionado, notificar a ZHONG YA LIMITADA, Certidão de registo comercial n.º 63935 SO, proprietária do “ESTABELECIMENTO DE COMIDAS SEAFOOD ESCORIAÇÕES PRATO YI BAN ZHO”, sito na Rua da Bacia Sul, n.º 291, Vai Choi Garden, r/c e sobreloja, AA, Macau, de que foi multada por ter violado as disposições da alínea i) do n.º 1 do artigo 81.º do mesmo Decreto-Lei. No presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia n.º 511/DFHAL/DHAL/2019, de 3 de Maio, e comprovado por testemunhas, prova documental e relatório de investigação, o pessoal de fiscalização verificou a infracção em matéria de segurança contra incêndios (existência de combustíveis para além dos limites fixados ou de tipo não aprovado). Em 31 de Agosto de 2020, a interessada foi notificada, através de edital, sobre o conteúdo da acusação. Assim, de acordo com o artigo 64.º e o n.º 2 do artigo 81.º do Decreto-Lei supramencionado, deve ser sancionada com uma multa de quinze mil patacas (MOP 15.000,00). Porém, considerando que a infractora praticou a infracção pela primeira vez e que já corrigiu a situação, a execução das sanções foi, de acordo com o artigo 65.º do mesmo Decreto-Lei, suspensa pelo período de um ano. Se durante o período da suspensão se vier a verificar, neste estabelecimento, nova infracção, a sanção a aplicar é executada cumulativamente com a suspensa.

No presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia n.º 421/DFHAL/DHAL/2019, de 6 de Maio, e comprovado por testemunhas, prova documental e relatório de investigação, o pessoal de fiscalização verificou a infracção em matéria de higiene e limpeza (deficiente funcionamento do sistema de recolha e exaustão de fumos e cheiros). Em 22 de Janeiro de 2021, o interessado foi notificado, através de ofício, sobre o conteúdo da acusação. Assim, de acordo com com os artigos 61.º, 64.º e o n.º 2 do artigo 80.º do Decreto-Lei supramencionado, deve ser sancionado com uma multa de quinze mil patacas (MOP 15.000,00). 4.

De acordo com as disposições do n.º 2 do artigo 96.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M e no uso das competências conferidas pelo Despacho n.º 18/PCA/2020, do Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais deste Instituto, de 27 de Novembro, a Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto exarou despacho em 15 de Março de 2021 e ordenou, nos termos do n.º 4 do artigo 96.º do Decreto-Lei supramencionado, notificar a GRUPO DE RESTAURAÇÃO NENG PO IAN, LIMITADA, Certidão de registo comercial n.º 44774 SO, proprietária do “ESTABELECIMENTO DE COMIDAS CANTONENSE HEI UT HIN”, sito na Rua do Padre António, n.º 2D, Edifício Veng Seng, r/c, B, Macau, de que foi multada por ter violado as disposições da alínea i) do n.º 1 do artigo 81.º do mesmo Decreto-Lei.

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No presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia n.º 1018/DFHAL/DHAL/2019, de 13 de Novembro, e comprovado por testemunhas, prova documental e relatório de investigação, o pessoal de fiscalização verificou a não comunicação da alteração da tabela de preços. Em 14 de Janeiro de www. iam.gov.mo

De acordo com as disposições do n.º 2 do artigo 96.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M e no uso das competências conferidas pelo Despacho n.º 18/PCA/2020, do Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais deste Instituto, de 27 de Novembro, a Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto exarou despacho em 26 de Janeiro de 2021 e ordenou, nos termos do n.º 4 do artigo 96.º do Decreto-Lei supramencionado, notificar a YOU ONLY LIVE ONCE LIMITADA, Certidão de registo comercial n.º 68526 SO, proprietária do “YOLO CAFÉ”, sito na Avenida Dr. Sun Yat-Sen, n.os 1411 e 1415, Vista Magnífica Court, r/c, Lojas I e J, Macau, de que foi multada por ter violado as disposições do artigo 19.º do mesmo Decreto-Lei. No presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia n.º 111/DFHAL/DHAL/2019,


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Em lume brando Sector dos serviços cresce ao menor ritmo em quatro meses

de 19 de Janeiro de 2019, e comprovado por testemunhas, prova documental e relatório de investigação, o pessoal de fiscalização verificou a alteração ilegal do estabelecimento sem conformidade com os projectos aprovados anteriormente. Em 11 de Dezembro de 2020, a interessada foi notificada, por ofício, do conteúdo da acusação. Assim, de acordo com os artigos 64.º, 70.º e 84.º do Decreto-Lei supramencionado, é sancionada com uma multa de sete mil e quinhentas patacas (MOP 7.500,00), com a obrigação de requerer, junto da entidade competente, a legalização das alterações efectuadas, dentro do prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual, caso não lhe haja dado cumprimento, pode ser-lhe ordenado o encerramento temporário do estabelecimento. Caso a modificação não seja aprovada, deve proceder à reconstituição do estabelecimento dentro do prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual, caso não tenha havido reconstituição, este Instituto pode ordenar o encerramento definitivo. Em caso de não requerimento da legalização das alterações, deve efectuar, dentro do prazo de 15 (quinze) dias, as devidas correcções e, caso a tal não proceda, pode ser-lhe ordenado o encerramento temporário do estabelecimento, até que os actos de infracção tenham sido corrigidos. 9.

De acordo com as disposições do n.º 2 do artigo 96.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M e no uso das competências conferidas pelo Despacho n.º 18/PCA/2020, do Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais deste Instituto, de 27 de Novembro, a Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto exarou despacho em 6 de Janeiro de 2021 e ordenou, nos termos do n.º 4 do artigo 96.º do Decreto-Lei supramencionado, notificar CHONG WENG SAM, portador do Bilhete de Identidade de Residente de Macau n.º 7436XXX(X) e proprietário do “燒上癮”, sem licença, sito na Rua dos Hortelãos, n.º 458-F, Bairro Económico “Keep Best”, r/c, AL, Macau, de que foi multado por ter violado as disposições do artigo 30.º do mesmo Decreto-Lei. No presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia n.º 120/DFHAL/DHAL/2020, de 19 de Abril, e comprovado por testemunhas, prova documental e relatório de investigação, o pessoal de fiscalização verificou a abertura ilegal. Em 9 de Dezembro de 2020, o interessado foi notificado, através de ofício, sobre o conteúdo da acusação. Assim, de acordo com o artigo 64.º, o n.º 1, alínea c) do n.º 2 e o n.º 3 do artigo 67.º do Decreto-Lei supramencionado, deve ser sancionado com uma multa de vinte mil patacas (MOP 20.000,00). Porém, considerando que o infractor praticou a infracção pela primeira vez e que já corrigiu a situação, a execução das sanções foi, de acordo com o artigo 65.º do mesmo Decreto-Lei, suspensa pelo período de um ano. Se durante o período da suspensão se vier a verificar, neste estabelecimento, nova infracção, a sanção a aplicar é executada cumulativamente com a suspensa.

10. De acordo com as disposições do n.º 2 do artigo 96.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M e no uso das competências conferidas pelo Despacho n.º 18/PCA/2020, do Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais deste Instituto, de 27 de Novembro, a Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto exarou despacho em 25 de Janeiro de 2021 e ordenou, nos termos do n.º 4 do artigo 96.º do Decreto-Lei supramencionado, notificar CHONG, CHONG KUAN, portador do Bilhete de Identidade de Residente de Macau n.º 7427XXX(X) e proprietário do “ESTABELECIMENTO DE COMIDAS KUAN CHAI”, sito na Avenida do Conselheiro Borja, n.º 354, r/c, Loja B, Macau, de que foi multado por ter violado as disposições da alínea o) do n.º 1 do artigo 80.º do mesmo Decreto-Lei. No presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia n.º 681/DFHAL/DHAL/2019, de 28 de Junho, e comprovado por testemunhas, prova documental e relatório de investigação, o pessoal de fiscalização verificou a infracção em matéria de higiene e limpeza (deficiente funcionamento do sistema de recolha e exaustão de fumos e cheiros). Em 16 de Dezembro de 2020, o interessado foi notificado, através de ofício, sobre o conteúdo da acusação. Assim, de acordo com com os artigos 61.º, 64.º e o n.º 2 do artigo 80.º do Decreto-Lei supramencionado, deve ser sancionado com uma multa de quinze mil patacas (MOP 15.000,00). Nos termos do artigo 62.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M, os interessados deverão pagar as referidas multas no prazo de 10 (dez) dias, contados a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, no Centro de Serviços ou nos Centros de Prestação de Serviços ao Público do Instituto para os Assuntos Municipais, pois, caso contrário, proceder-se-á à sua cobrança coerciva, salvo disposição legal de efeito suspensivo em contrário. Se não concordarem com as decisões em causa, os infractores podem, nos termos dos artigos 145.º, 148.º, 149.º, do n.º 2 do artigo 155.º, e dos n.os 1 e 3 do artigo 163.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, apresentar reclamação para o autor do acto, no prazo de 15 (quinze) dias, contados a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, e/ou, no prazo determinado nos termos do artigo 25.º do Código de Processo Administrativo Contencioso, interpor recurso hierárquico para o Conselho de Administração para os Assuntos Municipais deste Instituto, sem prejuízo da aplicação do artigo 123.º do Código do Procedimento Administrativo. Em princípio, a impugnação administrativa não produz efeito suspensivo dos referidos actos. Os indivíduos com legitimidade podem ainda interpor recurso contencioso contra os actos administrativos acima referidos, no prazo e segundo os requisitos previstos nos artigos 25.º a 28.º do Código de Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 110/99/M, conjugado com o artigo 16.º do DecretoLei n.º 52/99/M, para o Tribunal Administrativo da RAEM. Para consulta e mais informações sobre os processos, os interessados poderão dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo do Departamento de Higiene Ambiental e Licenciamento, sita na Avenida da Praia Grande, n.º 804, Edifício China Plaza, 2.º andar, Zona B. Aos 22 de Junho de 2021 O Chefe de Departamento de Higiene Ambiental e Licenciamento Fong Vai Seng www. iam.gov.mo

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sector dos serviços na China cresceu, em Junho, ao ritmo mais lento desde Abril de 2020, após ter desacelerado significativamente, em comparação com o mês anterior, segundo o jornal de informação económica Caixin. De acordo com a Caixin, que reúne as estatísticas em colaboração com a consultora britânica IHS Markit, o índice de gestores de compras (PMI) do setor dos serviços fixou-se em 50,3 pontos, em Junho, face aos 55,1 registados em Maio. Neste indicador, uma marca acima dos 50 pontos implica expansão e, abaixo, uma contracção. O PMI do sector dos serviços elaborado pela Caixin ficou pelo décimo quarto mês consecutivo em território positivo. Segundo o economista da Caixin, Wang Zhe, a desaceleração foi impulsionada principalmente pelos subíndices que medem a actividade das empresas do sector e pelas novas encomendas, que foram afectados pelos recentes surtos de covid-19 na província de Guangdong, sudeste da China. “O emprego no sector dos serviços ficou sob pressão. Os surtos, combinados com a fraca oferta e procura, prejudicaram o mercado de trabalho”, explicou Wang

Muitas das empresas estão também confiantes de que a pandemia será controlada e que as condições de mercado e a procura global vão “renascer” no próximo ano

sobre o subíndice do trabalho, que entrou na zona de contracção pela primeira vez em quatro meses.

Sentimento positivo

Os preços no sector dos serviços mantiveram-se “estáveis”, em Junho, devido ao abrandamento da pressão inflacionária, embora os custos para as empresas tenham subido, devido ao aumento das matérias-primas e da mão de obra. “O sentimento do mercado permanece optimista, mas o indicador de expectativas de negócios caiu para o nível mais baixo em nove meses, em Junho. Algumas

das empresas pesquisadas ainda estão preocupadas com o estado da pandemia no país e a nível internacional num futuro próximo”, disse Wang. Muitas das empresas estão também confiantes de que a pandemia será controlada e que as condições de mercado e a procura global vão “renascer” no próximo ano. A desaceleração do crescimento no sector dos serviços fez com que o PMI composto, que reúne medições com as empresas do sector manufactureiro, caísse de 53,8, em Maio, para 50,6 em Junho.

VITASOY ACÇÕES CAEM APÓS LAMENTAR MORTE DE FUNCIONÁRIO QUE ESFAQUEOU POLÍCIA

A

S acções de uma empresa de Hong Kong, a Vitasoy, tombaram ontem, depois da divulgação de um memorando interno expressando condolências à família de um funcionário que se matou após esfaquear um polícia na região semiautónoma da China. A revelação do memorando interno a lamentar a morte de Leung Kin-fai despertou a ira dos nacionalistas. Os internautas acusaram a empresa de “apoiar um terrorista”, face ao memorando que descreveu a morte de Leung como “infeliz” e disse

que a empresa expressou “condolências profundas” à família de Leung. As acções caíram para 26 dólares de Hong Kong, na manhã de ontem, o valor mais baixo desde Abril de 2020. Num comunicado, a Vitasoy, que rejeitou responsabilidades pelo documento, disse que a linguagem usada no memorando interno inicial é altamente inadequada e não foi aprovada pela empresa, e disse que pode entrar com uma acção judicial contra o funcionário responsável por emiti-lo. Em comunicado difundido no Weibo, a empresa

disse que “apoia totalmente” uma investigação sobre o incidente, acrescentando que está comprometida em apoiar a estabilidade, prosperidade e desenvolvimento de Hong Kong e da China continental. Leung morreu, na quinta-feira, após esfaquear-se no peito, depois de ter cometido um ataque contra um polícia, no movimentado distrito comercial de Causeway Bay, no 24.º aniversário do retorno de Hong Kong ao domínio chinês.


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h

cartografias

Ou do pinhal. Cidade. Caminho de pessoas que encerram pequenos frutos secretos no cimo da sua verticalidade funcional. Os delicados elementos doces, protegidos em capa duríssima e mascarrada que suja os dedos e que se desprendem das pinhas caídas elas também, tendo como destino terra. Por entre agulhas. Às vezes vejo estes conjuntos aleatórios de pessoas como se transportassem a caixa do gato de Schrödinger, equilibrada sobre os ombros. Talvez por isso tanta intuição de peso sobre estes, na atitude corporal. Pinhal de paradoxos. É onde crescemos e vivemos. Esse lugar que somente um dia mais tarde, mais tarde do que os primeiros efeitos que se confundem com indecisões, reconhecemos. Como uma coisa a estimar e preservar porque nos prende nos afectos e na razão. Ou então porque é a coisa que nos liberta. Desse preconceito de se ser eternamente conciso e consistente a cortar a direito na vida, sobre tudo e contra todos. Há que estimar os paradoxos que nos definem e identificam aquele pedaço em nós que sim mas também. Ou que não mas mesmo assim. Há que respeitar as luzes e sombras como as contradições que se aquecem no conforto mútuo de pele contra pele. Delas sobra, bem vistas as coisas, o essencial. E do essencial que tarde ou cedo emerge, é afinal a vida, naquilo que não controlamos, que tem um daqueles pequenos poderes que sempre decidem por nós. Às vezes contra nós. Um paradoxo é o conforto de ter duas

6.7.2021 terça-feira

Frutos do bosque

ANABELA CANAS

ANABELA CANAS

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certezas opostas e contraditórias a cantar em uníssono. O melhor de dois mundos conceptuais ou afectivos. O predomínio crítico da palavra "mas" e o império do "no entanto" e do "apesar de tudo". A abrangência do "também" e do “que se dane”. O efeito de sobreposição que não exige escolha. Gostava de saber como se traduz em fórmula química ou por um nome que se possa soletrar, este conforto com o qual não se pode viver senão juntando-nos a ele. Não será, talvez, felicidade. “Uma inundação de ocitocina”, como a designa Coimbra de Matos. Destilada no cérebro por

TANTA CAMINHADA, HOJE. OS PÉS UM POUCO DORIDOS A CLAMAR POR UM BANCO. OS SAPATOS QUE OS PROTEGEM SÃO OS MESMOS QUE COMEÇAM A CAUSAR DOR. O PARADOXO DE SENTIR E DAS VONTADES SOBREPOSTAS É O QUE NOS FAZ DESCALÇAR OS SAPATOS MENTAIS DE SALTO ALTO, SUSPIRAR DE ALÍVIO OU NÃO E DAR UM LAÇO NAS SAPATILHAS

existência de uma presença de amor dentro dessa caixa. Ou: "A constância do sujeito no interior do seu objecto". Mas é o equilíbrio possível, numa balança que se assume não pender para um dos lados, por mais que recheada de opostos em densidade, peso e medida. Ou na aparência. Caminhamos pelos caminhos não delineados no bosque denso, avançando pelo sinuoso possível que se nos depara ao contornar cada tronco. Delimitado e redondo como cada ser. E nos intervalos de vazio avançamos. Mas olhando para cima, o tronco de cada individualizada árvore que ao nível do solo se mantém una, divide-se e multiplica exponencialmente por finos ramos. E estes entrelaçam-se e confundemse ao olhar. Numa amálgama de espécies até. Mas não nas funções que as alimentam. A seiva de uma, somente amarinha pelos caminhos de uma e não de outra. A confusão é apenas aparente, visual. É a visão de fora. E é nesse emaranhado em convivência serena que repousa o sentido de bem-estar, já que nada nos obriga a discernir qual dos pequenos ramos pertence a um troco de sentido e qual ao outro. Olho para cima e de acordo com as particularidades da hora pode refulgir ou não em estrela uma divergência crua e cortante de raios visíveis que nunca o são, senão assim, filtrados. Obrigados a um grito sonoro de luz. Uma refulgência como se por aproximação pontual de um sol de outro modo ausente na sua distância. Já de saída do Jardim botânico, lembrome, deparo com aqueles corpos abatidos mas que conservavam a tepidez visual das formas orgânicas e antropomórficas, sem mácula. Musculatura e meneios de referência ao sentido da linguagem de corpo humano. Quando se exprime. Em dramático desalento ou espera ou desistência. Uma certa sensualidade na languidez das fibras. Um mamilo subtil ou uma axila descontraída, vegetal, um braço a quebrar um olhar não existente. Árvores tombadas pela força de vontade alheia. Corpos acumulados como em vala comum. Metáforas de corpos e silêncio. A morte do conforto dos paradoxos é o abate. Porque as árvores nem sempre morrem de pé. E os cavalos, também se abatem. Tanta caminhada, hoje. Os pés um pouco doridos a clamar por um banco. Os sapatos que os protegem são os mesmos que começam a causar dor. O paradoxo de sentir e das vontades sobrepostas é o que nos faz descalçar os sapatos mentais de salto alto, suspirar de alívio ou não e dar um laço nas sapatilhas. Mas ambos provocam dor quando se dança a sério. Juntos na escuridão do roupeiro negro de prateleira ampla. A cada um reservado o seu suspiro, a sua carícia. Alternadamente, mas sobrepostos no desejo. E as caixas em que desconhecidos repousam, como a outra caixa que transportamos sobre os ombros e que define os sapatos que levamos calçados. Talvez uns e os outros. Enquanto a caixa permanece fechada.


terça-feira 6.7.2021

uma asa no além

PAULO JOSÉ MIRANDA

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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As Viagens de Gulliver – PRIMEIRA PARTE

Jonathan Swift começa a publicar no início do século XVIII e cedo começa a ser lido como um escritor político, como alguém que antes de mais e acima de tudo está interessado em desmascarar a sociedade em que vivemos e a política que a sustenta. Desde os seus primeiros livros, publicados no ano de 1704, A Fábula de um Barril e A Batalha dos Livros, que a sua escrita mostrava uma sátira contundente a tudo o que lhe parecia ridículo, perverso e tirânico, embora a sua escrita não fosse apenas política, aquilo que ressaltava aos olhos dos leitores do seu tempo era a faceta política e cáustica dos textos. Swift criticava a corrupção dos homens de estado, criticava os juízes e os advogados, criticava o pseudo-conhecimento, como no caso da acérrima contenda com o astrólogo Patridge ou dos romances de viagem que estavam na moda na época. Mas esta leitura ao tempo em que viveu foi-se alastrando no tempo. Também George Orwel, que considera As Viagens de Gulliver um dos melhores livros da história da humanidade e o seu escritor o melhor prosador de língua inglesa, fez acima de tudo uma leitura política deste livro, não deixando de sublinhar a sua excelsa ironia. Que Swift estava em guerra contra o seu próprio tempo, isto é, contra a organização da sociedade e da política, ao mesmo tempo que nutria um enorme desagrado pelos livros de viagens, pois sabia que eles eram um poderoso veículo de ignorância, são factos inolvidáveis. A organização da sociedade, antes como agora, é corrupta, irracional, e estimula a desenvolvermos o pior de nós, ao invés de procurarmos sermos melhores do que somos, de um ponto de vista ético e científico. E Swift mostrounos isso como ninguém, pelo menos até Orwel. Também é verdade que os livros que Swift criticava, tanto ontem como hoje, reproduzem aquilo que as pessoas incultas querem ouvir, isto é, aquelas que não se preocupam em investigar mais acerca daquilo que se pronunciam ou acerca daquilo que lêem. Ao tempo do escritor irlandês, esses livros especulavam acerca de seres e terras estranhas sem qualquer relação com a plausibilidade; ao

nosso tempo, especulam formas de auto-conhecimento sem aprofundamento da palavra ou do número, sem um aprofundamento daquilo que somos, como se pudéssemos chegar a nós por determinados gestos ou rituais. Ou os novos livros de viagem, que são as teorias da conspiração. Estes livros não só mantêm as pessoas entretidas com fantasias absurdas como as afastam do conhecimento. Tanto ao tempo de Swift quanto ao nosso. No fundo, aquilo que podemos ver nas montras das grandes livrarias. Jonathan Swift atacou tudo isto de modo implacável. Tudo isto são factos e podemos sem sombra de dúvidas encontrar nos livros de Swift em geral e neste em particular. Mas aquilo que me parece mais importante neste livro de Swift é do foro ontológico e não político ou social. Talvez mais do que em qualquer outro livro de literatura se possa aplicar literalmente estes versos de Álvaro de Campos: «O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo. / O que há é pouca gente para dar por isso.» No final do livro, no último capítulo da quarta parte, o narrador, Gulliver, escreve: «Assim, caro leitor, te ofereci a narração fiel da história das minhas viagens durante dezasseis anos e mais de sete meses, relato em que me preocupei mais com a verdade do que com o estilo. Eu poderia, como outros, ter-te causado espanto com histórias estranhas e improváveis, mas preferi relatar fielmente os factos, na maneira e estilo mais simples, porque o meu principal propósito era informar-te, e não divertirte.» (A edição utilizada em todas as citações é a da Relógio D’Água, na tradução de Luzia Maria Martins, p. 275). Reparem na tripla ironia da passagem: poderia contar histórias improváveis, mas preferiu não o fazer, mas antes contar apenas a verdade. Uma dupla ironia surge porque na verdade as histórias são completamente improváveis, ao mesmo tempo que mostram a verdade; por fim, a terceira parte da ironia aparece quando pede desculpa de não cuidar do estilo, quando a sua prosa é sublime. No fundo, o que Swift nos está a dizer, que faz ao longo de todo o livro, é que o problema dele não é a imaginação, mas a falta de verdade. Imaginação

A VIAGEM DE GULLIVER É UMA VIAGEM AO SER HUMANO. OS PAÍSES DISTANTES E ESTRANHOS SOMOS NÓS MESMOS, OS HUMANOS, NÃO APENAS UNS PARA OS OUTROS, COMO NO CASO DOS DIFERENTES POVOS OU DIFERENTES ESTRATOS SOCIAIS OU AINDA DIFERENTES INTERESSES CULTURAIS, MAS NÓS PARA NÓS MESMOS

não é contrário a verdade. Verse-á adiante aonde isto nos vai levar. Assim, Swift vai traçar em As Viagens de Gulliver uma poderosa ironia acerca dos romances de viagem, à semelhança do que um século antes Cervantes havia feito com Dom Quixote de La Mancha acerca dos romances de cavalaria. É bom recordar aqui que, a meio do tempo em que escrevia As Viagens de Gulliver, é publicado Robison Crusoé, de Daniel Defoe, que rapidamente se torna um sucesso de vendas, como que a dar ainda mais razão ao genial Swift. Mas antes da passagem do último capítulo da quarta parte, que vos li anteriormente, Swift

vai à página 89, no final do primeiro capítulo da segunda parte, já em Brobdingnag, nos colocar no sentido mais radical deste livro. Veja-se onde podemos ler as palavras do narrador em que explica a razão de ter escrito o livro que escreveu, sendo ele adverso aos livros de viagens: «Espero que o amável leitor me desculpe o facto de mencionar estes incidentes e outros semelhantes, os quais, parecendo insignificantes aos espíritos baixos e às mentalidades ordinárias, ajudarão, contudo, um filósofo a aumentar o âmbito dos seus pensamentos e da sua imaginação, podendo aplicá-los em benefício público ou particular. Aliás, foi este o meu único objectivo ao apresentar ao mundo este e outros relatos das minhas viagens, nos quais tentei exclusivamente servir a verdade, sem afectar quaisquer ornatos de erudição ou estilo.» O narrador tem a noção clara de que o seu relato, num espírito atento, servirá para alargar-se a si mesmo. No fundo, o que Gulliver / Swift nos está a dizer é que este livro serve para nos vermos a nós mesmos. É uma viagem ao nosso interior, isto é, ao modo como nos vemos a nos mesmos. O que está em causa, mais do que uma visão política do seu tempo, que também há, ou uma visão de crítica literária, que também há, é uma visão filosófica do humano, isto é, um olhar radical acerca do ser humano. A viagem de Gulliver é uma viagem ao ser humano. Os países distantes e estranhos somos nós mesmos, os humanos, não apenas uns para os outros, como no caso dos diferentes povos ou diferentes estratos sociais ou ainda diferentes interesses culturais, mas nós para nós mesmos. Nós não fazemos ideia de como nos vemos a nós mesmos, nem de como o nosso olhar sobre nós é configurado pelo que vemos nos outros. A artista plástica e poeta Leonor Hipólito escreve estes versos no início do poema 46 do livro A Natureza Que Esquecemos: «Tanto já se escreveu na primeira pessoa do singular / sabendo tão pouco sobre a nossa pessoa [...]». Não deixa de ser curioso que, para nos mostrar a nós mesmos, Gulliver tenha feito viagens a países inimagináveis. (Continua na próxima semana)


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8 5 6 3 www.hojemacau.com.mo 0 1 1 3 9 4 8 5 2 0 6 1 3 2 8 0 4 3 2 7 8M A X 9 4 3 1 6H U M 7 5 - 9 5 % ´ • 3 4 9 0 7 4 1 4 0 6 3 9 2 5

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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 2

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PROBLEMA 3

UM JOGO HOJE S U D O K U 3 4

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PUB.

9 5 4 3 1 0 8 2 7 6 7 2 0 6 9 4 5 8 1 3 3 8 1 0 7 2 6 5 4 9 6 4 3 9AVISO 2 N.°588/AI/2021 1 7 8 0 0 1 6à gravidade 4 3para o8interesse7 público 9 e não 5 sendo 2 possível -----Atendendo proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se as 5 9 abaixo 2 discriminados:--------------------------------------------------1 8 7 0 3 6 4 infractoras ----- 1. Mandado de Notificação n.° 608/AI/2021: ZHANG JUPING, portadora 4 7 do 8Passaporte 2 da6RPC 3n.° G35457xxx, 9 1 que0na sequência 5 do Auto de Notícia n.° 175/DI-AI/2019 levantado pela DST a 26.06.2019, e por 3 despacho signatária 2 7 da 5 0 de 123.06.2021, 4 exarado 6 9no Relatório 8 n.° 669/DI/2021, de 18.06.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do 8 0 artigo9 15.°,7ambos5da Lei 6 n.°33/2010,4lhe 2foi determinada 1 a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar 1 6 a fracção 5 8autónoma 4 situada 9 2na Rua0 de 3Nagasaki 7 n.° 80, Kam Fung Tai Ha, Bloco 1,17.° andar G onde se prestava alojamento

Filhos de5um família1nobre 8 francesa, Amicia e Hugo 4 são 5 dois irmãos que vivem na 8 0 em71348. 2 região da Aquitânia Após 6um4ataque das2tropas inglesas, no 1 âmbito 6 da3Guerra 8 7 dos Cem Anos, o jogador tem 5 as duas2personagens 1 8 7a de levar fugir ao longo8 de uma viagem 3 com vários obstáculos, como 0 1 4 as tropas inimigas, a inquisi8 7 5negra. ção francesa e9a peste Lançado em 20198 para PC, 9 PlayStation 4 e Xbox One, este7 jogo de sobrevivência vai 66 5de9 ter a partir 16 de 8 Julho 3 uma 7 2 versão para PlayStation5. 6 0 1 2Filipe 5 9 6 4 João0Santos

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8 6 1 4 5 3 0 2 9 7

0 7 3 2 9 6 4 1 8 5

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1 4 7 0 3 9 8 5 6 2

5 1 8 9 2 0 6 7 3 4

9 0 4 3 1 5 7 6 2 8

3 2 6 7 4 8 5 0 1 9

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

0.24

FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Will Gluck Com: Rose Byrne, Domhnal Gleeson 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 2

BRAVE: GUNJO SENKI [C]

Um filme de: Katsuyuki Motohiro Com: Maekeny Arata, Hirona Yamazaki, Nobuyuki Suzuki 14.30, 19.15

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A QUIT PLACE PART II [C] Um filme de: John Krasinski

YUAN

1.23

C I N E M A

SALA 1

7 9 2 3 6 0 5 9

Com: Emily Blunt, Noah Jupe, Millicent Simmonds 16.45, 21.30

LUCA [A]

FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Enrico Casarosa 14.30, 16.30, 19.30 SALA 3

THE ICE ROAD [B]

Um filme de: Johnathan Hensleigh Com: Liam Neeson Holt McCallany, Laurence Fishburne 21.30

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4 0 1 0 7 1 8 4 3 6 2 9 5 5 9 3 8 7 5 6 9 1 7 0 2 8 4 3 3 9 7 5 4 2 7 8 3 4 1 0 5 2 6 9 3 2 8 0 5 9 4 6 1 7 0 3 4 4 0 7 3 8 1 9 6 2 5 4 8 3 7 9 6 5 1 2 0 BRAVE: GUNJO SENKI 5 4 0 5 9 1 7 0 2 6 8 3 4 6 4 0 3 8 2 1 5 7 9 2 47 8 1 69 36 7 92 51 04 2 9 7 4 1 5 0 3 6 8 4 1 2 Propriedade 6 7 Fábrica de Notícias, 5 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; 9 3 6 2 Salomé 4 5Fernandes 0 1Colaboradores 7 8 Anabela Canas; António 8 1Cabrita; 5 António 9 2de Castro 7 3Caeiro;4Ana0Jacinto 6 Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 0 8 7 Inês Oliveira; 3 6 5 9 Gonçalo 7 4M.Tavares; 8 0Gonçalo 1 Waddington; 2 7 João 3 Paulo 4 6Cotrim;0 José1Simões 8 Morais; 9 5Luis2Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e www. 4 3 Coutinho Cabral; Rui 0 Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; Carmo; Rosa 8 7 0 6 Olavo 2 Rasquinho; 9 1 5Paul 4 3Wai Chi; Paula Bicho;9Tânia5dos6Santos 2 Grafismo 3 4Paulo 7 Borges, 0 8Rómulo 1 Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; hojemacau. 5 9 GCS; 8 Xinhua 4 Secretária 3 Chan 1 e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) de redacção com.mo 1 2 4 0 Welfare 5 8Morada 3 7 9 6 1 0 2 5 6 8 9 7 3 4 Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 3 1 0 Pátio da8Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo

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5 9 4 6 2 7 0 8 3 1 2 8 1 4 9 3 5 6 7 0 6 0 3 7 8 1 4 5 2 9 7 6 9AVISO 1 N.°089/AI/2021 5 3 2 8 4 4 5à gravidade 7 8para o6interesse2 público 9 e não 0 sendo 1 possível 3 -----Atendendo proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se os infractores 3 abaixo 1 discriminados:--------------------------------------------------8 0 4 6 2 9 5 7 -----1. Mandado de Notificação n.° 606/AI/2021: ZHAO JIE, portador do Passaporte Auto 1 2da RPC 0 n.°9 E08289xxx, 3 8 que7na sequência 4 6do 5 de Notícia n.° 167/DI-AI/2019 levantado pela DST a 24.06.2019, e por despacho 8 4da signatária 6 5de 24.06.2021, 7 9 exarado 1 3no Relatório 0 2n.° 667/DI/2021, de 18.06.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a 0 de 3uma multa 5 2 1 4 (duzentas 6 7mil patacas) 9 8por aplicação de $200.000,00 controlar a fracção autónoma situada na Rua de Xangai n.° 21-E, I 5 C0onde8se prestava 1 4alojamento 6 Keng 9 Fa Un,7I Tou2Kok,3 24.° andar

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 30 de Junho de 2021.

4 9 5 6 0 2 3 8 7 1

BAHT

CINETEATRO

3

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 30 de Junho de 2021.

6 8 2 5 7 1 9 4 0 3

9.49

PETER RABBIT 2: THE RUNAWAY [B]

ilegal.---------------------------------------------------------------------------------------- 2. Mandado de Notificação n.° 607/AI/2021: SHEN YUNHONG, portadora do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C45509xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 167.1/DIAI/2019 levantado pela DST a 24.06.2019, e por despacho da signatária de 24.06.2021, exarado no Relatório n.° 668/DI/2021, de 18.06.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua de Xangai n.° 21-E, I Keng Fa Un, I Tou Kok, 24.° andar C.--------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.----------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode os infractores, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-----------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.----------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.------

7 3 0 1 8 4 2 9 5 6

EURO

A PLAGUE TALE: INNOCENCE | 2019 | ASOBO STUDIO

ilegal.--------------------------------------------------------------------------- 2. Mandado de Notificação n.° 609/AI/2021: CHEN YULIAN, portadora do Passaporte da RPC n.° ED5596xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 175.1/DI-AI/2019 levantado pela DST a 26.06.2019, e por despacho da signatária de 23.06.2021, exarado no Relatório n.° 670/ DI/2021, de 18.06.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua de Nagasaki n.° 80, Kam Fung Tai Ha, Bloco 1,17.° andar G.------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.---------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode as infractoras, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.----------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.------

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6.7.2021 terça-feira

11 3 5 1 9 4 6 7 2 8 0

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A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

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0 2 8 9 1 4 6 5 4 6 1 8 3 5 7 2 CHANDLEY – CONSULTORES 5 DE 7 INVESTIMENTOS 9 1 2 0 3 4 3IMOBILIÁRIOS, 5 7 0 9LIMITADA 6 4 8 SON NANG KIN CHOK CHI IP 6 9 CHENG 0 5 KU 7 MAN 8 2IAO1 CONG 1 3 HAN 2 CONG 4 8 SI7 5 9 CHANDLEY CONSTRUCTION 2 AND 8 4INVESTMENT 3 6 1 0 7 COMPANY 8CONSULTANT 1 5 2 0 3 9 6 LIMITED 7 4 3 6 5 9 1 0 Sede: 9 0 Avenida 6 7 Doutor 4 2 Mário 8 3

3 9 6 2 4 0 5 7 8 1

7 0 8 1 3 6 9 4 2 5

7 5 7Para 3 os 9 devidos 1 8 6efeitos 4 2 se 2 anuncia 6 0que, 4 em 7 Assembleia 3 5 9 8 Geral extraordinária realizada em 4 Junho 3 9de 82021, 6 foi 1 decidido 7 2 0 3 de dissolver por 2 quotas 7 4 a 5sociedade 0 3 9 8 1 de responsabilidade limitada em 6 0 considerando-se 2 3 8 5 as 1 con7 4 epígrafe, tas 0 finais 8 aprovadas 1 2 4e encerradas 6 9 3 5 e, assim, encerrada a liquidação, 1 2da 6 7 9data,4 tendo 0 5os 3 a partir mesma respectivos registos sido efectua3 5 7 6 2 0 8 1 9 dos em 16 de Junho de 2021, me8 a9Ap.4104/16062021, 1 5 7 3consi0 6 diante

3 0 1 5 6 9 7 8 4 2

Soares, Finance and IT Centre of Macau, 15º andar “A-K”, em Macau Registo no. 6148 (SO) / Capital 9Social: 1 8MOP$180.000,00 5 0 2 4 6

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derando-se assim extinta a mesma sociedade com esses registos. Macau, 6 de Julho de 2021 Os Administradores - Liquidatários

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terça-feira 6.7.2021

opinião 15

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Mário Duarte Duque

INUNDAÇÕES NA RAEM (II)

DOS TIPOS DE REDES DE DRENAGEM E DOS USOS AUTORIZADOS IMPORTA TER presente que as normas do Regulamento de Águas e de Drenagem de Águas Residuais de Macau de 1996 (o RADARM) só passaram a ser aplicáveis a obras cuja concepção ou licenciamento se iniciou a partir da entrada em vigor desse diploma. Ou seja, que a obrigatoriedade de os sistemas de drenagem de águas domésticas e de águas pluviais serem separativos, tendo em vista o tratamento dos esgotos domésticos e industriais, e o descarregamento das águas pluviais pudesse ser feito directamente no estuário livre de poluentes, só passou a ser obrigatório para tudo o que se realizou a partir dessa data. Disso resulta que a observação de regras relativas aos lançamentos permitidos nas diferentes redes de drenagem são condições de base e são essenciais para o lógico, correcto e seguro funcionamentos de todos os sistemas de drenagem. Assim, não é permitido que entrem esgotos domésticos em redes pluviais, para que esgotos domésticos não sejam lançados no estuário sem tratamento sanitário. Não é permitido que entrem esgotos pluviais numa rede de esgotos domésticos, para que não seja exorbitante e desnecessário o caudal enviado para tratamento sanitário. Como não é permitido certos lançamentos nas redes domésticas que danifiquem as canalizações ou que inviabilizem os processos das centrais de tratamento sanitário do esgoto. Os materiais que não estão autorizados a entrar nas redes têm que ser separados logo nas instalações onde são produzidos, e têm de ser recolhidos nessas instalações de outro modo. Nas redes domésticas não podem entrar produtos que sejam quimicamente ou biologicamente incompatíveis com o tratamento que é feito a esses esgotos em estações de tratamento, não podem entrar materiais que danifiquem mecanicamente ou quimicamente as canalizações, objectos de determinadas dimensões, substâncias corrosivas e gorduras, que danificam as paredes, obstruem o fluxo e são origem de “aneurismas” e de “tromboses” dos sistemas de drenagem, tal como acontece no sistema vascular do corpo dos humanos. Assim, na rede pluvial só entra água da chuva, de lavagem de pavimentos, de despejo de tanques ou piscinas, também de arrefecimento de torres de refrigeração, mas desde que não excedam determinada temperatura. Para fácil identificação da presença dessas redes no espaço público, tudo o que é sumidouro ou sarjeta de pavimento (público ou privado), ou vala aberta, deveria pertencer a um sistema de drenagem pluvial. Assim, sempre que a capacidade de drenagem dessas redes seja excedida, o refluxo, o transbordo ou o assomo de águas no espaço público, a partir desses dispositivos, deveriam ser apenas águas pluviais. A questão importa porque o colapso de uma rede de drenagem pode ser admissível

ou mesmo inevitável, disso resultarem inundações, mas a capacidade dos humanos conviverem com essas inundações depende de condições que não constituam perigo para a vida, tais como a profundidade da água, a velocidade com que corre, a temperatura e, principalmente, os níveis de poluição. O apuramento das condições em que uma inundação acontece permite estabelecer a linha divisória entre o que constitui mera perturbação e o que constitui perigo para a vida. Permite ainda avaliar se, na impossibilidade de resolver o problema das cheias a outra escala, ou por outros meios, a “inundação controlada”, ou monitorizada, é solução a ponderar. Desde já podemos interpretar comportamentos que atentam contra o bom funcionamento dessas redes quando vimos alguém largar as beatas de cigarros, ou lojas fazerem despejos, nas sargetas à sua porta. O que já não conseguimos identificar é o que se passa por debaixo do solo e nas instalações privadas onde os resíduos são produzidos, o obsoletismo das normas por que essas instalações ainda se pautam, ou as modificações ilegais feitas no interior dos edifícios. Sabemos contudo que quando as inundações ocorrem, as águas que correm à superfície estão poluídas com esgoto doméstico, e que isso constitui perigo para a vida. A entrada em vigor do Regulamento de Águas e de Drenagem de Águas Residuais

“O apuramento das condições em que uma inundação acontece permite estabelecer a linha divisória entre o que constitui mera perturbação e o que constitui perigo para a vida.”

de Macau em 1996 teve em vista um cenário em que o esgoto doméstico é para ser tratado, e que o território de Macau mantém ainda em funcionamento redes unitárias de drenagem de esgotos. Com o mesmo regulamento a DSSOPT ficou encarregada de manter actualizados os cadastros dos sistemas públicos de drenagem, assim como os cadastros dos sistemas prediais onde deve constar, pelo menos, a ficha técnica do sistema predial, com a síntese das suas características principais; A entrada em vigor do mesmo regulamento pressupõe o início de um processo de evolução, de actualização e de apetrechamento da rede. Nomeadamente nas zonas antigas, ainda servidas por redes públicas unitárias, qualquer nova construção já está obrigada à separação dos sistemas prediais de drenagem de águas residuais domésticas dos de águas pluviais, até às câmaras de onde sai o ramal de ligação à rede pública. A partir daí, essas camaras ligam-se ao colector único, mas também passam a ligar-se separadamente, logo no dia em que a via seja remodelada e infra-estruturada com uma rede de drenagem separativa. Num cenário de contingência de inundações urbanas, a questão mais pertinente é saber qual é presentemente a predominância de redes unitárias ainda em funcionamento, e para onde essas redes são conduzidas ou despejadas. Ou seja, se todo esse caudal, composto por águas sujas e limpas, é tratado, o que se afigura um desperdício, ou se todo esse caudal é antes lançado directamente no estuário sem tratamento e, nesse caso, qual é a concentração média de poluentes na rede num evento de chuvas intensas. Na certeza porém que, qualquer rede unitária, que esteja a ser despejada no estuário, assoma necessariamente à superfície, nas ocasiões em que não há condições de entrega desse caudal no estuário. Muito do conteúdo que aqui se reúne prende-se com disposições construtivas obsoletas, comportamentos e obras não autorizadas, e a necessidade de tarefas de fiscalização. Tarefas de fiscalização são primordialmente tarefas de “monitorização”. Servem

para conhecer comportamentos e o estado de coisas. Atingem a esfera da “fiscalização” quando quilo que se apura colide com o ordenamento jurídico que regula esses comportamentos e esse estado de coisas, consubstanciando infracções, à qual está atrelada uma consequência específica, i.e. uma a sanção. Muito do que corre aos olhos do público em geral poderia regular-se por via de uma consciência cívica e ética onde os próprios cidadãos podem desaconselhar outros cidadãos a práticas incorrectas e a exortá-los à prática correcta que se impõe. Todavia, para tudo o que é complexo, e muitas das vezes sequer é visível, a supervisão já depende de meios especializados. Na RAEM essa fiscalização está demarcada entre (1) o IAM, que é responsável pela reparação, conservação, aperfeiçoamento e limpeza da rede pública de drenagem de águas residuais domésticas e pluviais, assim como do licenciamento de actividades onde os efluentes são produzidos industrialmente, nomeadamente estabelecimentos de restauração, e (2) a DSSOPT, que é responsável pela concepção de todas as redes, nomeadamente pelo licenciamento das redes no domínio privado, e pela supervisão do estado em que as mesmas se encontram, integrada na obrigatoriedade de manter as edificações em bom estado de conservação na sua generalidade, e de as defender de disposições não autorizadas. Desta demarcação resultam também tradições diferentes. Enquanto os fiscais do IAM andam efectivamente na rua porque têm de aí realizar tarefas rotineiramente, os fiscais da DSSOPT já não estão obrigados a qualquer rotina no exterior. Só saem dos seus gabinetes quando são feitas denúncias ou quando têm que recolher elementos para informar processos. São esses moldes de cultura administrativa que resultam de inércia, e que dependem de um exército de residentes “bufos” para o desempenho do dever funcional. Mas muito do que importa conhecer e cuidar numa rede drenagem é hoje possível monitorizar pelo recurso à tecnologia. É possível conhecer à distância a composição química do efluente que corre, em determinado troço de canalização, em determinado momento, para se conhecer que nessa canalização estão a entrar despejos não autorizados. É possível conhecer a frequência da turbulência resultante de chuvas intensas numa canalização, para apurar a agressão mecânica, o atrito e a degradação acelerada das canalizações. É ainda possível conhecer a cada momento a ocupação das canalizações abaixo do solo, para que, muito antes que tudo isso assoma à superfície, e se deflagre ume inundação urbana, se possam produzir avisos mais úteis à população.


“O que faz a felicidade não é o repouso, mas o esforço.” PALAVRA DO DIA

Thomas Wittlam Atkinson

terça-feira

6.7.2021 episódio 31

O Jogo das Escondidas

Banguecoque Explosão em fábrica leva a evacuação de zona do aeroporto

Uma explosão numa fábrica nos arredores de Banguecoque abalou um terminal aeroportuário que serve a capital da Tailândia, levando as autoridades a retirar os residentes naquela zona, anunciaram meios de comunicação locais. Segundo a imprensa local, a explosão abalou o edifício do terminal em Suvarnabhumi, provocando alarme no principal aeroporto internacional de Banguecoque. Responsáveis do aeroporto disseram à agência de notícias Associated Press (AP) que não houve voos cancelados, sem adiantar mais informações. Um incêndio deflagrou de manhã cedo numa fábrica de espuma e paletes de plástico na zona sudeste de Banguecoque, perto do aeroporto de Suvarnabhumi. Fotos mostram casas próximas com janelas partidas e destroços nas ruas. As autoridades ordenaram a evacuação da área, temendo que milhares de litros de produtos químicos causem mais explosões. Não há ainda informações sobre o que terá provocado o incêndio na área de Bang Phli, nem sobre se há vítimas.

Filipinas Sobe para 50 o número de mortos no acidente com avião militar

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As autoridades filipinas aumentaram ontem para 50 o número de pessoas mortas na queda de um avião militar no sul das Filipinas, três das quais civis. Segundo as autoridades, 53 pessoas ficaram feridas. Ao todo encontravam-se 96 pessoas a bordo da aeronave acidentada, incluindo três pilotos. As equipas continuam a procurar a caixa negra para obterem informações sobre as causas do acidente. O avião, um Hércules C-130 de quatro motores, estava a fazer uma manobra de aterragem no domingo num aeródromo na ilha de Jolo quando ultrapassou a pista e não conseguiu recuperar altitude. “Quando perdeu a pista tentou recuperar o poder mas não teve sucesso e caiu”, disse o Comandante Geral da Força Aérea Filipina, Cirilito Sobejana numa declaração. Dentro da aeronave havia soldados, a maioria dos quais tinha acabado de se formar e deviam ser destacados para um batalhão de combate a vários grupos extremistas islâmicos abrigados no remoto arquipélago de Jolo, no sudoeste das Filipinas.

A

Tai Wa Hou, médico “É uma verdade absoluta que os funcionários não podem ser forçados a levar a vacina.”

O Norte decide Levantamento de restrições com HK só com “consenso” de Pequim

O

levantamento das restrições de circulação entre Macau e Hong Kong está dependente do aval do Governo Central. A revelação foi feita ontem por Tai Wa Hou, coordenador do plano de vacinação contra a covid-19, que indicou existirem negociações online entre as três jurisdições. “Temos uma ligação estreita com Hong Kong e as medidas de passagem de fronteira têm de passar pelo Interior, Hong Kong também precisa de autorização do Interior [para reestabelecer a circulação]”, informou Tai Wa Hou. “Temos feito reuniões online entre as partes envolvidas, e quando houver dados concretos vamos fazer o anúncio”, acrescentou. Tai Wa Hou explicou que Macau e o Interior estão a negociar um plano em conjunto porque existe uma “uniformização das medidas”. Em relação às metas de 14 dias e 28 dias sem casos de infecção comunitária em Hong Kong, que tinham sido traçadas

anteriormente para a reabertura da circulação, os responsáveis admitiram que já não existem, e que a uniformização das medidas depende do Interior. “Não temos um plano definido sobre o número de dias sem casos para reabrir a circulação sem restrições. Não temos um plano...”, apontou Tai. “Primeiro, temos de ponderar a situação de Hong Kong com os casos recentes. É uma situação nova que tem de ser acompanhada. Em segundo lugar, temos de negociar com o Interior, porque temos de manter as medidas uniformizadas”, realçou. Afastada está ainda a criação de um canal especial com o aeroporto de Hong Kong. Segundo o coordenador do plano de vacinação contra a covid-19 a questão foi levada à mesa das negociações, mas não há ainda qualquer conclusão.

Trabalhadores protegidos

Na conferência de imprensa de ontem foi também abordada a queixa de uma trabalhadora grávida da Melco Resorts que se sentiu pressionada a

ser vacinada e a quem alegadamente terá sido pedido que deixasse de amamentar. Segundo o portal em língua chinesa All In, no caso de a trabalhadora não seguir as orientações da empresa não teria direito a receber o bónus de fim de ano. Sobre a situação em particular, Tai Wa Hou recusou fazer julgamentos por não ter provas. Contudo, deixou um aviso: “É uma verdade absoluta que os funcionários não podem ser forçados a levar a vacina. Isso viola os nossos princípios. Se as pessoas forem forçadas pelas empresas a levar a vacina, podem apresentar queixa nos SSM, e nós reencaminhamos para as autoridades competentes”, indicou. Tai explicou também os três princípios do Governo para a vacinação. Segundo a clarificação, a vacinação tem de ser em condições de segurança, tem de ser tomada de forma voluntária e com a possibilidade de os vacinados escolherem o produto com que querem ser inoculados. J.S.F

um folhetim por Fernando

Sobral

moroso não percebia o que Benedito invejava na sua vida. Mas não replicou. Mudou de assunto: - Bem, se Max Wolf quer guerra, vai têla. Ela não dará a outra face. Se é só uma forma de pressão, não resultará. O bom senso de Ding Ling é escuro. Selvagem. - Sabe, tenente, Macau é apetecível. Não sei qual é o verdadeiro jogo de Wolf. Se quer só aproveitar esta desorientação portuguesa aqui e em Lisboa. Não sabemos se há mesmo negociações para vender o território à Alemanha. O dinheiro decidirá. E o patriotismo também. Só que Max pode querer aproveitar a brecha e abrir espaço para se estabelecer. Sabe como é. Dêem poder a um homem sobre os outros, e não demora muito até que ele perceba que não há limites para o seu próprio poder. E nenhum homem a quem se der esse comando será honesto durante muito tempo. Amoroso tossiu. Estava demasiado fumo. - Sim, qual é mesmo o jogo de Wolf? E qual será o futuro de Macau? Os dedos da mão direita de Benedito Augusto cirandaram à volta do copo de cerveja que tinha à sua frente. Disse: - Portugal, para mim, já não existe. É só uma ideia. Está lá longe. Macau está aqui. E sempre se salvou. E isso interessame. É a minha promessa de salvação na Terra. Quando cheguei à Ásia, buscava um clarão, que me iluminasse o caminho. Como dizia alguém, até aí só me tinham dado uma pequena vela para acender. Vi então as cores de um panchão. Encheume o coração. Percebi que era possível viver mais perto dos céus. - Porque te tornaste jesuísta, Benedito? - Fui um miúdo desobediente. Queria ordem. Com os jesuítas aprendemos a obedecer. É a nossa formação. Funcionamos como algo sem vontade ou juízo, que pode ser mudado de um lado para o outro sem resistência. Sentimo-nos leves. Depois foi a sua história. No século XII viviam na pobreza e abdicavam de qualquer adorno. Vestiam-se de modo simples, só com batina e capuz, aprendiam a suportar a fome, a sede, a dormir sem tecto. Eram despojados de tudo. A simplicidade perfeita. Que coisa pode ser melhor do que podermos sair daqui para irmos embora, sem nada para transportarmos, para além do nosso corpo e espírito? - E como concilias isso com o dinheiro que te pago? - Por um espírito de missão. Só é pecado o que se julga que é. E acredito numa salvação que não tenha medo da fogueira. (continua)


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Hoje Macau 06 JULHO 2021 #4803 by Jornal Hoje Macau - Issuu