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Hoje Macau 06 MAIO 2022 #5002

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Nº 5003

MOP$10

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

O tempo e a fúria

Fronteiras fechadas e crise económica, são dois dos factores apontados como os maiores responsáveis pelo aumento significativo de casos de violência doméstica no último ano em Macau. Académicas alertam para o perigo de a tendência se acentuar caso se mantenham as medidas restritivas anti-pandémicas.

QUARENTENAS

O PREÇO DE ESCOLHER PÁGINA 7

CARTAS DE CONDUÇÃO

MAIS ESTRADAS PARA ANDAR PÁGINA 4

ANA JACINTO NUNES

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SEXTA-FEIRA 6-5-2022

HOJE MACAU

HOJE MACAU

QUE ANIMAL É ESTE?

GRANDE PLANO

CARLOS MORAIS JOSÉ OPINIÃO

SEGURANÇA NACIONAL

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PAUL CHAN WAI CHI

BEATRIZ DA SILVA

PAIXÕES INTEMPORAIS EVENTOS


2 grande plano

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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

O EFEITO DA PANDEMIA NO AUMENTO DO NÚMERO DE CASOS

Guerras do quotidiano

No espaço de um ano Macau registou mais 43 casos de violência doméstica. Cecília Ho e Melody Lu, académicas e membros da Coligação Anti-violência Doméstica, alertam para o facto de o fecho das fronteiras e a crise económica serem duas das grandes causas para o aumento dos casos. Ambas acreditam que a violência poderá continuar a acentuar-se se as restrições pandémicas se mantiverem

O

relatório que traça o panorama da violência doméstica no território, divulgado esta quinta-feira pelo Instituto de Acção Social (IAS), revela um aumento do número de casos, situação largamente influenciada pelos efeitos da pandemia. Entre 2020 e 2021 houve mais 43 casos de violência doméstica, sendo que, se olharmos para a tendência dos últimos cinco anos, vemos que a média mensal de casos, de 6,8, voltou a aproximar-se a valores de 2017, quando ocorriam cerca de oito casos de violência doméstica por mês. O maior número é de 2016, ano em que a nova lei da violência doméstica entrou em vigor, quando se registava uma média de 10,3 casos por mês. De frisar que, em 2020, tinha-se atingido a média de casos mais baixa, com 3,2 por cento. A violência contra mulheres casadas continua a representar a

maior fatia, 45,7 por cento, tendo sido registados, em 2021, 37 casos. Por oposição, foi registado apenas um caso de violência doméstica contra um homem casado. Relativamente à violência conjugal, 81,6 por cento das situações implica violência física. Em todas as situações de violência, seja contra crianças, idosos ou pessoas incapazes, as vítimas do sexo feminino estão sempre em maioria, 74,4 por cento, sendo que as vítimas masculinas são apenas 25,6 por cento. No que diz respeito à violência perpetrada contra crianças, ocorreram 30 casos, uma fatia de 37,1 por cento. Neste caso, a maioria das situações, 56,7 por cento, registou violência física. O relatório traça ainda um quadro geral do tipo de agressor e dos motivos que o levam a agredir a vítima. Em 55,6 por cento dos casos ocorrem “distúrbios ou descontrolo das emoções”, sendo

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que, em segundo lugar, surge, com 25,9 por cento, o factor “concordância com o uso de violência”. O alcoolismo aparece em terceiro lugar como razão da violência, com 17,3 por cento. Quanto à origem dos casos, a maioria, 34,6 por cento, ocorre na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, na zona norte da península de Macau. Sobre o perfil profissional do agressor, 34,6 por cento não tem rendimentos, enquanto que 35,9 por cento está “inactivo”. Sobre o nível de ensino, 27,2 por cento tem apenas o ensino secundário completo. No quadro geral, os cenários que levam a situações de violência física prendem-se, em 45,7 por cento dos casos, com “dificuldades ou obstáculos de comunicação no casal” e, em 27,2 por cento, em situações de adultério ou suspeitas do mesmo. Seguem-se, em terceiro lugar,

com 18,5 por cento, “obstáculos na comunicação entre pais e filhos”. Desde 2016, que a violência doméstica é um crime público, o que significa que qualquer pessoa fora do contexto familiar pode fazer queixa junto das autoridades se observar uma situação de violência. Segundo o relatório do IAS, as queixas por parte de vizinhos, amigos ou familiares da vítima representam ainda uma baixa fatia, 3,7 por cento, tendo em conta que a grande parte dos casos conhecidos, 29,6 por cento, veio do Corpo de Polícia e Segurança Pública. A Polícia Judiciária lidou com 4,9 por cento dos casos, enquanto que os organismos públicos trataram de 13,6 por cento das situações. De frisar que, em 26 por cento dos casos, foram as próprias vítimas a pedir ajuda.

Futuro sombrio

Melody Lu, socióloga e membro da Coligação Anti-violência Doméstica, aponta como a grande causa para este aumento do número de casos a crise económica que o território atravessa. “A investigação revela que a quebra na economia, o desemprego e o isolamento são os factores mais importantes para o aumento da violência doméstica”, contou ao HM. “Mais do que continuar o trabalho da educação pública [sobre este tema] e aperfeiçoar a lei de violência doméstica, penso que


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“Os dados não revelam os casos confirmados de violência doméstica e quais os que não terminam com uma condenação, por isso é elevada a possibilidade de reincidência.” WONG KIT CHENG DEPUTADA

é mais importante olharmos para as condições estruturais, como a recuperação da economia e a saúde mental da população. É necessário estudar os casos existentes a fim de identificar os padrões e as causas [para a violência]. Neste momento não temos acesso a essa informação”, frisou. A socióloga da Universidade de Macau não tem dúvidas de que a continuação das medidas restritivas impostas pelas autoridades para lidar com a pandemia vai levar a um aumento do número de casos.

45,7

%

dos cenários que levam a situações de violência física prendem-se com “dificuldades ou obstáculos de comunicação no casal”

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“Poderemos ver um enorme aumento porque, nos últimos dois anos, as pessoas tiveram de aguentar momentos de maior dificuldade na esperança de que terminassem em breve. Quando não vislumbramos um fim, a depressão torna-se mais séria. Uma maior taxa de desemprego pode tornar-se algo permanente no futuro”, frisou. Cecília Ho, também membro da Coligação Anti-violência doméstica e académica na área do serviço social da Universidade Politécnica de Macau, acredita num potencial aumento de casos. “A pandemia tem um enorme impacto nos casos de violência doméstica, especialmente devido ao fecho de fronteiras, pois as pessoas têm falta de liberdade nas viagens para o continente. Antes, muitas famílias preferiam ficar no continente ou viajar entre Macau e Zhuhai devido ao menor custo de vida [do outro lado da fronteira]. Mas agora não o podem fazer e estão forçados a viver numa pequena área. Esperam-se mais conflitos e tensões”, defendeu ao HM. Para Cecília Ho, parece que o IAS “não analisou o impacto da violência doméstica através de uma base com mais educação pública, como a promoção de meios de comunicação não violentos entre membros da mesma família”. “A pandemia aumenta, de forma indirecta, a demissão de

até que haja uma recuperação económica.”

Atenção aos pequenos

“A pandemia tem um enorme impacto nos casos de violência doméstica, especialmente devido ao fecho de fronteiras.” “Acredito que o número de casos de violência doméstica vai continuar a aumentar e que haja mais casos de violência física.” CECÍLIA HO ACADÉMICA

trabalhadores e mais pessoas enfrentam, de repente, dificuldades financeiras, o que traz uma maior tensão e discussões entre as famílias. Acredito que o número de casos de violência doméstica vai continuar a aumentar e que haja mais casos de violência física, dada a permanência de um temperamento depressivo e stressado

Olhando para os dados do relatório, Cecília Ho destaca o facto de uma boa percentagem dos casos partir de denúncias das próprias vítimas, bem como de queixas de pessoas fora da família. Tal significa que “a consciência do público em torno da violência doméstica, e a busca de ajuda, tem vindo a aumentar”. Desta forma, o IAS deveria “depositar mais esforços na promoção, criando mais serviços de aconselhamento jurídico ou centros de acolhimento, a fim de encorajar a que mais casos de violência sejam reportados”. Quanto aos casos de violência contra crianças, Cecília Ho defende que não devem ser subestimados. “É urgente um acompanhamento em termos de aconselhamento a fim de combater a violência doméstica inter-geracional e o abuso psicológico." Além de ainda existir uma percepção errada na sociedade local de que a violência doméstica apenas diz respeito aos casos de violência física, Cecília Ho alerta para a forma como as autoridades e agentes jurídicos continuam a lidar com estes casos. “Por norma os advogados estagiários são muito inexperientes a lidar com estes processos. A maior parte das vítimas não está informada e não tem conhecimentos jurídicos suficientes para tomar decisões e para se defender em tribunal. É urgente melhorar o sistema de ajuda jurídica”, adiantou. Quanto aos casos que chegam a tribunal, e que geram uma acusação efectiva do agressor, serão ainda poucos. “Não temos estatísticas, mas acreditamos que a maior parte dos casos são acompanhados não

“A investigação revela que a quebra na economia, o desemprego e o isolamento são os factores mais importantes para o aumento da violência doméstica.” MELODY LU SOCIÓLOGA

tratando a violência doméstica como crime público, mas aplicando o artigo 137 do Código Penal [ofensa simples à integridade física], que é um crime semi-público.” Desta forma, a maior urgência não recai na revisão da lei, mas sim “na revisão detalhada do sistema de ajuda [à vítima] e no sistema de investigação e recolha de provas por parte das autoridades policiais”. Estas alterações podem “acabar com o ciclo de violência doméstica se os agressores lidarem com as consequências”, apontou Cecília Ho. O HM falou ainda com a deputada Wong Kit Cheng que frisou também um maior aumento de pedidos de ajuda por parte das vítimas. “Tendo em conta os factores que levam a casos de violência, o IAS deve intervir e tratar os casos. Tendo em conta que as questões conjugais representam o maior factor, podemos recorrer à arbitragem e reforçar a intervenção dos assistentes sociais e serviços de aconselhamento familiar, sem esquecer uma maior educação parental.” Também ligada à direcção da Associação Geral das Mulheres, Wong Kit Cheng acredita que, acima de tudo, é importante a divulgação destes dados por parte do IAS, pois só assim “saberemos as razões da violência e poderemos elaborar mais medidas de acompanhamento”. “Os dados não revelam os casos confirmados de violência doméstica e quais os que não terminam com uma condenação, por isso é elevada a possibilidade de reincidência. É importante fazer um trabalho de prevenção”, rematou a deputada. Andreia Sofia Silva (com N.W.)


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RÓMULO SANTOS

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Combustíveis Preços acompanham a nova tendência mundial

Ella Lei, deputada “Governo vai dialogar com as autoridades de outras regiões, porque há muitos veículos que têm três matrículas, de Hong Kong, do Interior da China e Macau”

CARTA DE CONDUÇÃO COMPATIBILIDADE DIGITAL COM CHINA E HONG KONG EM ESTUDO

Rodas sem fronteiras

Apesar de a proposta de lei sobre a exibição digital da carta de condução dizer apenas respeito a Macau, o Governo admite estudar a viabilidade de os residentes com veículos matriculados no Interior da China e Hong Kong exibirem documentação electronicamente. Digitalização do seguro de responsabilidade está também na mira, mas “vai levar tempo”

O

Governo admitiu ontem negociar com as autoridades do Interior da China e Hong Kong para permitir que a exibição das cartas de condução emitidas em Macau, possa também ser feita pela via digital, nessas regiões. A intenção foi revelada ontem por Ella Lei, presidente da 1ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), que se encontra a analisar a proposta de lei, que prevê que, em Macau, os documentos de condução possam ser exibidos através da Conta única. “No futuro, o Governo vai dialogar com as autoridades de outras regiões, porque há muitos veículos que têm três matrículas, de Hong Kong, do Interior da China e Macau (…) e tenciona estudar a viabilidade de promover a interconexão dos documentos de condução nesses locais”, começou por dizer Ella Lei.

“Esta proposta de lei só se aplica aos veículos que circulam em Macau. A entrada de veículos noutras regiões é uma questão mais complicada, porque envolve outra legislação. De qualquer maneira, o Governo vai estudar essa viabilidade. Quando houver condições para isso, o Governo vai estudar o assunto com outras regiões”, acrescentou. Durante a reunião de ontem, que contou com a presença do secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, a deputada esclareceu ainda que, através do novo diploma, a intenção do Governo “não é substituir totalmente o suporte físico”, embora “para facilitar a vida da população”, passe a ser possível “aproveitar os meios electrónicos para efeitos de exibição”. Isto, tendo em conta as situações em que a apresentação da carta de condução continua a ser imprescindível, como nos casos em que o documento é

apreendido pelas autoridades. No entanto, haverá um prazo para que o documento seja apresentado à posteriori, sem prejuízo para o condutor. “Durante uma operação Stop vai ser possível mostrar os documentos por via electrónica ou em suporte de papel (…) no entanto, há situações em que é necessário apreender o documento de identificação. Se na altura da operação Stop, a pessoa não tiver consigo o documento em papel, o condutor pode ser notificado para entregar a carta num prazo e local indicados pelas autoridades”, detalhou a deputada.

Cuidado com a bateria

Em estudo está também a possibilidade de o seguro de responsabilidade civil ser exibido digitalmente. No entanto, por implicar questões técnicas e de execução que envolvem vários departamentos, a passagem para o digital “vai

levar tempo a concretizar”, referiu Ella Lei. Nota ainda para o facto de não estarem previstas sanções para os condutores que, à falta da carta de condução, não conseguirem exibir a documentação pela via digital, devido a falhas técnicas na plataforma do Governo. Contudo, se o motivo estiver na falta de bateria do telemóvel, por exemplo, o condutor será responsabilizado, caso não apresente a carta de condução no formato físico. “Se devido a falta de rede móvel (…) ou avaria da plataforma electrónica uniformizada, o condutor não conseguir exibir os documentos, este não vai ser sancionado. Contudo, se a causa for a avaria ou a falta de bateria do telemóvel, o condutor tem o dever de exibir o documento em papel”, esclareceu Ella Lei. Pedro Arede

O Conselho de Consumidores garante que preços dos combustíveis em Macau são semelhantes aos praticados internacionalmente. A garantia foi deixada por Wong Hon Neng, presidente do Conselho de Consumidores, na resposta a uma interpelação do deputado Leong Sun Iok. Ainda de acordo com Wong, a supervisão em Macau é feita de forma regular e a comunicação com o sector do abastecimento tem resultado na estabilidade do fornecimento, assim como dos preços. Wong Hon Neng defendeu ainda que o Governo tem tomado medidas para tornar o mercado mais competitivo, com a abertura de cinco postos de abastecimento, nos últimos 10 anos, além da introdução no mercado de mais uma marca abastecedora.

Estacionamento Lo Choi In defende mais parques automáticos

A deputada Lo Choi In considera que o território tem de apostar mais nos parques de estacionamento automáticos, ou seja, os parques em que os condutores deixam o carro num elevador, que depois arruma automaticamente as viaturas. Numa opinião partilhada com o Jornal do Cidadão, a deputada perguntou ao Governo o que leva a que a aposta nestas formas de arrumar carros seja tão desprezada, quando podia ser uma boa solução para um território com problemas de espaço. Por outro lado, Lo indicou que no parque de estacionamento construído no subsolo da Assembleia da Legislativa foi instalado um elevador inteligente. A deputada ligada à comunidade de Jiangmen quer assim saber se aquele “programa-piloto” pode ser utilizado como teste para outros parques públicos.

Imobiliário Sector pede isenção da taxa de licenciamento

O presidente da Associação dos Agentes Imobiliários do Sector Imobiliário de Macau, Wong Sai Fat, afirmou esperar que o Governo isente o sector do pagamento da taxa de licenciamento. O pedido foi feito em declarações ao jornal Ou Mun, em que Wong recordou que a mesma medida foi adoptada para diferentes sectores, como forma de apoio económico. Ainda de acordo com o presidente da associação, o sector está a encontrar muitas dificuldades e a somar perdas devido ao que afirma ser uma redução no número de transacções. Por outro lado, Wong Sai Fat espera que face ao desemprego, a formação subsidiada inclua cursos sobre a actividade de agente imobiliário, e ainda que a profissão seja aberta a todos os residentes, mesmo os que não cumpriram o ensino secundário, ao contrário do que acontece actualmente.


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política 5

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A nova lei do código IMPOSTOS IDENTIFICAÇÃO DE DENUNCIANTES PREOCUPA DEPUTADOS tributário prevê que o conteúdo e os autores de denúncias anónimas sobre infracções de matéria fiscal sejam revelados aposta na emissão de notificações de matéria em determinadas fiscal pela via digital, tendo em conta a maior “celeridade e conveniência” e a “salvaguarda situações. Para os dos cofres da RAEM”. deputados, o Governo Segundo Vong Hin Fai, à luz da articulação com a Lei da Governação deve assegurar que todas Electrónica, há quem defenda que as despesas de notificação fiquem a cargo as denúncias anónimas são dos notificados, caso estes não abram a correspondência enviada digitalmente, no devidamente tratadas RÓMULO SANTOS

Anónimo, mas pouco

O

S deputados da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) que está a analisar a nova lei que regula o código tributário, consideram que o Governo deve garantir que todas as denúncias anónimas sobre infracções administrativas de matéria fiscal são devidamente tratadas. Isto, quando o novo diploma prevê que, no caso de denúncias sem “fundamento” ou feitas “dolosamente”, o denunciado pode exigir a identificação do denunciante e do conteúdo da denúncia. De acordo com Vong Hin Fai, que preside à Comissão da AL, muitos deputados não compreenderam os moldes “inovadores” do texto da lei, tendo em conta que noutros casos, a obrigação de identificar o denunciante ou o conteúdo é inexistente. “Temos que ver como podemos assegurar que, mesmo que a denúncia seja feita sob anonimato, o Governo possa dar seguimento a essas denúncias. O Governo disse que vai pensar sobre isso e como vai regulamentar com mais pormenor a matéria para evitar que as denúncias anónimas deixem de merecer tratamento”, começou por dizer Vong Hin Fai.

Vong Hin Fai, presidente da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa

“Questionámos o Governo sobre a necessidade dessa norma tão inovadora porque, na nossa opinião, vemos que tanto no caso da DSAL como no caso do CPSP, quando chega uma denúncia anónima, não

“Temos que ver como podemos assegurar que, mesmo que a denúncia seja feita sob anonimato, o Governo possa dar seguimento a essas denúncias.” VONG HIN FAI DEPUTADO

existe a obrigatoriedade de comunicar o nome do denunciante e o conteúdo da denúncia à pessoa denunciada”, acrescentou. Segundo o deputado, “quando a denúncia traz consigo todos os elementos e meios de prova concretos”, não há razão para que não seja dado início ao processo de averiguação. “Entendemos que deve ser obrigatório dar início do procedimento sem prejuízo de haver ainda a discricionariedade da Autoridade Tributária decidir sobre o seu início ou não”, rematou.

A via digital

Durante a reunião de ontem, os membros da comissão defenderam ainda uma maior

prazo de três dias. “De acordo com a Lei da Governação Electrónica, se quem recebe notificação por via electrónica não abrir a correspondência, presume-se que, depois de três dias, a autoridade tenha de utilizar um meio tradicional de notificação”, disse. “Mesmo assim, os membros da comissão entendem que o uso de meios electrónicos deve ser mais generalizado, porque se o notificado não abrir a correspondência intencionalmente e forem utilizados outros meios tradicionais, como a via postal, deve prever-se que o notificado assuma despesas correspondentes e tenha outras formas de assumir as suas obrigações”, partilhou Vong Hin Fai. Pedro Arede

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AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL 1.

INCÊNDIO | PORTO INTERIOR CRÍTICAS AO COMBATE DESCARTADAS PELA DSAMA

A

Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) recusa ter existido uma postura “passiva” no combate ao incêndio do mês passado que destruiu cinco barcos no Porto do Interior. A posição foi tomada pela DSAMA, e citada pela Rádio Macau, após um ouvinte do programa Fórum Macau ter criticado a incompetência das autoridades no combate ao incêndio. Segundo o ouvinte, foi incompreensível que a DSAMA não permitisse que os pescadores se envolvessem no combate às chamas, para salvarem as suas embarcações, que na maior parte dos casos não tem seguro. Outra das

críticas ouvidas, indica que os meios de combate demoraram mais de meia hora a chegar ao local. No entanto, numa resposta citada pela TDM,

a DSAMA desmentiu as críticas. Segundo a explicação das autoridades, o combate ao incêndio foi feito em conjunto com os Serviços de Alfândega, e

contou com a participação de mais 30 navios e 200 efectivos. Por outro lado, a DSAMA recusou que os meios de combate às

chamas tivessem demorado mais de meia hora a chegar ao local. De acordo com a explicação, se fossem enviados vários barcos ao mesmo tempo com bocas de água, as condições ficariam mais difíceis para levar a cabo a a operação. Por isso, durante aquele período houve sempre uma rotação de embarcações. Quanto à decisão de proibir que os pescadores se aproximassem das embarcações, a DSAMA justificou o impedimento com o perigo de explosão devido ao combustível existente nas embarcações, pelo que, segundo o organismo, aquela foi a decisão mais segura.

Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, chegou ao seu término, e, que de acordo com o artigo 53.º da Lei n.º 10/2013 <<Lei de Terras>>, de 2 de Setembro, conjugado com os artigos 2.º e 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que devem os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana. Localização dos terrenos: - Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.ºs 70 a 106, Rua de Foshan, n.ºs 134 a 138, Praceta de 1 de Outubro, n.º 59 e Praça de D. Afonso Henriques, n.ºs 171 a 249, em Macau, (Edifício Hotel Beverly Plaza); - Estrada Marginal do Hipódromo, n.ºs 115 a 133, Rua Alegre, n.ºs 11 a 103, Rua do Mercado de Iao Hon, n.ºs 64 a 108 e Rua da Saúde, n.ºs 8 a 92, em Macau, (Edifício Hong Lok Sun Chuen); - Rua da Doca dos Holandeses, n.ºs 49 a 101 e Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 379 a 417, em Macau, (Edifício Industrial Chong Fong); - Rua de Afonso de Albuquerque, n.º 5A, em Macau.

2.

Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam à Recebedoria destes serviços, situada no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Serviços da RAEM das Ilhas, para os efeitos do respectivo pagamento.

3.

Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, procede-se à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada. Aos, 29 de Abril de 2022. O Director dos Serviços de Finanças Iong Kong Leong


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O deputado ELECTRICIDADE DEPUTADO PREOCUPADO COM AUMENTO DOS PREÇOS dos Moradores entende que o Governo deve assumir um maior controlo e ganhar maiores poderes sobre os preços de controlo. Esta é a reacção de Leong dos bens ao anúncio da Companhia Electricidade de Macau essenciais, para de (CEM) de que o preço do vai subir para evitar aumentos kilowatt-hora 40 avos, quando no trimestre era de 35 avos. O durante períodos passado aumento foi justificado pela empresa com as “alterações de crise

Com rédea curta no renminbi” e dos “preços dos combustíveis”. No entanto, apesar de admitir que todo o procedimento foi feito de acordo com a legislação actual, o deputado está preocupado com o impacto deste aumento para o nível de vida da população. “Muitos residentes queixam-se do impacto da pandemia. Os rendimentos estão a diminuir e a pressão sobre a vida a aumentar, por isso, a vida tem sido muito difícil”, afirma Leong Hong Sai. “Todo o ambiente

L

EONG Hong Sai defende que o Governo deve tomar medidas para ter um maior controlo dos preços das necessidades mais básicas, como a electricidade e a água, em tempos de crise económica. Numa interpelação divulgada ontem, o deputado dos Moradores pergunta ao Governo se tem planos alterar a legislação actual,

HM • 2ª vez • 6-5-22

CV3-19-0003-CFI-Q

Gestão de empresas

Outra questão levantada pelo legislador ligado aos Kaifong, prende-se com a situação das empresas com

Caça ao cigarro Ho Ion Sang pede intensificação de campanha contra electrónicos

3º Juízo Cível

AUTORA: LOOK EASY GRUPO LIMITADA, com última sede conhecida em Macau, no Beco da Ilha Verde, 7-79, Edifício Pou Va Cong Mau, 4º andar D, ora ausente em parte incerta. RÉ: COMPANHIA DE CONSTRUÇÃO E ENGENHARIA CIVIL HCCG (MACAU) LIMITADA, com sede em Macau, na Alameda Dr. Carlos D’Assumpção, nº 258, Praça Kin Heng Long – Heng Hoi Kuok, Kin Fu Kuok, 7A-T. *** FAZ-SE SABER QUE, por esta Secção, correm éditos de TRINTA DIAS, a contar da segunda e última publicação do anúncio, notificando a autora LOOK EASY GRUPO LIMITADA para no prazo de vinte (20) dias, decorrido que seja o dos éditos, constituir novo mandatário, sob pena de ser suspensa a instância nos termos do artº 81º do Código de Processo Civil de Macau, face à renúncia ao mandato pelos seus advogados. Macau, aos 20 de Abril de 2022. ***

Leong Hong Sai explica ainda que esta medida é essencial, uma vez que as famílias não conseguem evitar o consumo destes bens.

capitais públicos na RAEM. No início do ano, o Governo lançou uma consulta pública através do Gabinete para o Planeamento da Supervisão dos Activos Públicos da Região Administrativa Especial de Macau, liderado pela ex-secretária Sónia Chan. No entanto, até agora ainda não foi apresentada

O deputado quer saber como é que o Governo equilibra os diferentes interesses nas empresas em que tem uma participação inferior a 50 por cento Ainda em relação às empresas com capitais públicos, o deputado quer saber como é que o Governo equilibra os diferentes interesses nas empresas em que tem uma participação inferior a 50 por cento, como acontece na Companhia de Electricidade de Macau (CEM) e na Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM).

João Santos Filipe

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ANÚNCIO Acção ordinária n.º

não é fácil, mesmo que o aumento seja pequeno, o impacto para a vida dos residentes é muito grande”, acrescenta. O deputado quer assim saber se o Governo tem planos para alterar a legislação actual e introduzir cláusulas que lhe permitam ter em conta factores sociais nos aumentos dos bens de primeira necessidade.

uma proposta de lei para regular as empresas com capitais públicos. Neste sentido, Leong Hong Sai pergunta se há alguma previsão sobre quando a proposta de lei vai ser apresentada à Assembleia Legislativa.

H

O Ion Sang defende que o Governo tem de proibir a compra online de cigarros electrónicos. A proposta faz parte de uma interpelação do deputado dos Moradores, que está preocupado com os efeitos de campanhas de marketing sobre cigarros electrónicos que considera muito populares entre os mais jovens. “Neste momento, as leis de Macau proíbem a venda de cigarros electrónicos, e também proíbem qualquer tipo de publicidade ou promoção destes produtos”, começou por justificar Ho. “No entanto, os produtos electrónicos são disponibilizados nas plataformas

online, onde até podem ser comprados e trazidos pelos residentes para o território. As políticas são contraditórias!”, sustentou. “Dado que há muitos cigarros e líquidos para cigarros à venda na Internet, como é que o Governo planeia aumentar a fiscalização e lançar uma campanha contra as vendas online dos cigarros, de forma a reduzir os riscos associados aos cigarros electrónicos?”, perguntou.

Ideias erradas

Segundo as explicações do deputado, a preocupação prende-se com o facto de haver várias ideias erradas sobre os cigarros

electrónicos, assim como a existência de estratégias de marketing agressivas focadas nos jovens. “De facto, muito residentes que consomem cigarros electrónicos têm vários problemas de compreensão sobre estes produtos, uma vez que consideram que são menos prejudiciais para o corpo do que os cigarros tradicionais. Há até quem utilize os cigarros electrónicos, para deixar de fumar, o que é um erro”, vincou. “Também os fabricantes utilizam diferentes aromas nos cigarros electrónicos. Há ainda todos os tipos de publicidade, que se focam nos mais novos, e que têm muita influência entre os mais jovens”, acrescentou. Na luta contra o tabaco, Ho Ion Sang não esquece os fumadores que precisam de auxílio. Na interpelação escrita, o deputado dos Kaifong pede ainda ao Governo que forneça dados sobre o número de consultas médicas de quem quer deixar de fumar. Além disso, Ho pede que lhe seja apresentada a “taxa de sucesso”. J.S.F.

Gabinete de Ligação Pedido patriotismo a Jovens Empresários

O vice-director do Departamento de Coordenação do Gabinete de Ligação, Xia Tao, visitou a Associação Geral Internacional de Jovens Empresários de Macau, no âmbito das celebrações do 4 de Maio, onde apelou ao patriotismo. Segundo as indicações do representante do Gabinete de Ligação, citadas pelo jornal Va Kio, a primeira missão dos jovens empresários é crescer tendo como valores centrais o patriotismo, o amor por Macau e o princípio de Macau governado por patriotas. Em segundo lugar, devem desenvolver ideais e aspirações, mas também serem muito práticos nos seus trabalhos, aproveitando a vitalidade da juventude. Em terceiro lugar, Xia afirmou que os empresários devem ainda manter-se a par dos tempos modernos, abraçar a economia digital e fazer tudo para melhorarem todos os dias.


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sociedade 7

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QUARENTENA RESIDENTES VINDOS DE PORTUGAL PODEM OPTAR POR HOTEL REGENCY

Utilizador pagador

Feriados Número de visitantes caiu 18,2 por cento

Empresas Mais de mil firmas criadas no primeiro trimestre

Quem optar por fazer o isolamento de 14 dias no Hotel Regency Art fica impedido de pedir ao Governo que assuma os custos, mesmo que seja a primeira vez que cumpre quarentena HOJE MACAU

Nos feriados do dia do Trabalhador o número de visitantes foi de 136.647, o que significa que se registou uma quebra de 18,2 por cento, em comparação com o período homólogo. De acordo com os dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública, este ano a média diária de visitantes do Interior foi de 27.319 visitantes, entre 30 de Abril e 4 de Maio. Em comparação com os feriados de Maio do ano passado, contabilizados entre 1 e 5 de Maio, o número de turistas do Interior que visitou a RAEM foi de 167.000, o que significou uma média diária de 33.400 visitantes.

No primeiro trimestre do ano constituíram-se 1.095 sociedades, menos 422, face ao período homólogo, de acordo com os dados publicados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). De entre as sociedades constituídas, 375 pertenciam ao ramo de actividade económica do comércio por grosso e a retalho e 279 ao ramo dos serviços prestados às empresas. O capital social das sociedades constituídas cifrou-se em 13,51 mil milhões de patacas. No mesmo período foram ainda dissolvidas 208 sociedades, com o capital social a representar 49 milhões de patacas.

Hengqin Novo Bairro de Macau dá prioridade a empresas

Alguns membros do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central, revelaram que a prioridade do Novo Bairro de Macau em Hengqin passa por trazer investimento e fixar empresas de Macau. Segundo o jornal Ou Mun, o Novo Bairro de Macau irá disponibilizar 4.200 fracções localizados em 27 edifícios, a construir no próximo ano. Além disso, a distância entre o posto fronteiriço de Hengqin e o Novo Bairro de Macau pode ser percorrida em seis minutos de carro. Durante a reunião, os membros apontaram ainda que as autoridades de Macau e Hengqin estão a planear criar rotas de autocarro com partida de Macau e chegada do outro lado da fronteira.

AMCM Taxa de juro de referência sobe para 1,25 %

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) anunciou ontem uma subida em meio ponto percentual da principal taxa de juro de referência, seguindo o aumento anunciado na quarta-feira pela Reserva Federal (Fed) norte-americana. A AMCM fixou em 1,25 por cento a taxa de redesconto, o valor que o regulador financeiro da região chinesa cobra aos bancos por injeções de capital de curta duração, indicou em comunicado. A AMCM disse que a subida era inevitável, porque a moeda de Macau, a pataca, está indexada ao dólar de Hong Kong, obrigando assim à “uniformização, em princípio, da evolução da política das duas regiões no âmbito da taxa de juros”. A decisão da AMCM surgiu depois de a Autoridade Monetária de Hong Kong ter anunciado a subida em 50 pontos base da taxa de juro de referência, para 1,25 por cento, devido ao aumento imposto pelo banco central dos EUA.

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partir de segunda-feira, os residentes que vieram para Macau de Portugal podem optar por fazer quarentena no Hotel Regency Art, como alternativa ao Hotel Tesouro. A informação foi revelada ontem por Leong Iek Hou, coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infeciosas e Vigilância de Doença do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, na conferência de imprensa semanal sobre a evolução da pandemia. Segundo o modelo que vai entrar em vigor a partir de 8 de Maio, quem vier de Portugal, das Filipinas ou outros destinos, tem de cumprir uma quarentena no Hotel Tesouro. Se for a primeira quarentena, o residente tem direito à devolução do dinheiro da estadia. No entanto, se os residentes vindos de Portugal, Filipinas e outros destinos, optarem por fazer a quarentena no Hotel Regency Art, mesmo que seja a primeira vez que fazem isolamento, terão sempre de assumir os custos. Por outro lado, quem vier de Hong Kong e Taiwan, locais de risco, passa a cumprir as qua-

rentenas obrigatórias no Hotel Pousada Marina Infante. No caso de ser a primeira quarentena, o Governo assume os custos. Como alternativas, os residentes vindos de Hong Kong e Taiwan podem optar pelo Grande Coloane Resort. Neste último caso, os custos são integralmente suportados pelos residentes. O Governo não avançou com os custos por cada hotel, e remeteu a informação para os estabelecimentos em causa. O aumento do número de hotéis para quarentenas de zonas de risco, foi justificado com o facto de muitos alunos a estudar no exterior quererem regressar à RAEM. Segundo Leong Iek Hou, que citou dados da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, há cerca de 773 alunos interes-

sados em regressar ao território entre Maio e Setembro.

Alterações para domésticas

Também ontem, foram anunciadas alterações ao programa de contratação de trabalhadoras domésticas das Filipinas.

Há cerca de 773 alunos interessados em regressar ao território entre Maio e Setembro Anteriormente, a contratação destas trabalhadoras era permitida para famílias com crianças com idades até aos três anos. Contudo, os requisitos foram

SEM RECONHECIMENTO FACIAL As autoridades garantem que a aplicação do código de saúde não regista os dados faciais dos utilizadores, ao contrário do que acontece em Hong Kong. A polémica surgiu na RAEHK, depois de se descobrir que ao contrário do que tinha sido prometido pelo Governo, a aplicação tem uma ferramenta escondida para captar os dados faciais dos utilizadores. “Posso garantir que não temos função de reconhecimento facial na aplicação do Código de Saúde de Macau. Depois das notícias de Hong Kong pedimos ao fornecedor para nos garantir que não havia leitura facial”, afirmou Leong Iek Hou.

alargados, e famílias com crianças com idade até 12 anos podem passar a pedir a entrada em Macau destas trabalhadoras. O programa fica igualmente acessível para quem trata de pessoas que exigem cuidados especiais. Ontem, Leong Iek Hou reconheceu também que desde o início do programa piloto para a contratação de trabalhadoras domésticas, em meados de Abril, houve seis pedidos, cinco deles autorizados e um recusado. Sobre as quarentenas forçadas de residentes em caso de surto local, Leong Iek Hou afirmou que caso uma pessoa que exige cuidados especiais fique infectada, a pessoa com deficiência pode ser acompanhada pelo cuidador. No entanto, esta decisão tem de ser tomada de forma voluntária pelo cuidador, que ainda tem de cumprir outros requisitos como uma formação. Ainda ontem, foram anunciados mais três casos importados assintomáticos de covid-19, provenientes de Hong Kong, Austrália e EUA, que fazem com que tenham sido confirmados 82 casos de covid-19 com sintomas e 107 casos de infecção assintomática. João Santos Filipe


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BEATRIZ DA SILVA DESIGNER DE MODA MACAENSE

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“Con apaix aquilo

Fez formação em bela autonomia financeira 14 anos Beatriz da Sil em Hong Kong, e não elegantes e de alta qua crise pandémica tem s Como começou a paixão pelo mundo da moda? Estudei belas artes no Canadá, nos anos 80. Fiz algumas exposições individuais em Londres, Canadá e Macau. É difícil viver a cem por cento da arte. Tive sorte de, em Xangai, conhecer uma pessoa numa das minhas exposições que gostou do meu trabalho e me contratou como designer para trabalhar na sua fábrica. Nessa altura, quando trabalhava numa sala com amostras, fui aprendendo como fazer uma colecção de vestuário, e apaixonei-me por essa área. Além disso, realisticamente, tinha de me sustentar, porque ser artista, uma pintora, é impossível atingir esse objectivo. Por essa razão é que transformei a minha carreira e me tornei numa designer de moda. Depois dessa experiência trabalhei em Londres durante muitos anos para marcas como a Burberry. Até que tive a oportunidade de vir para Hong Kong e trabalhar numa empresa ligada ao comércio de vestuário. Aí aprendi muito sobre o mundo da manufactura e em termos de desenvolvimento [de peças e colecções]. Antes estava na área do retalho e do design e não tinha muitos conhecimentos sobre o fornecimento de encomendas e produção. Depois de sete ou oito anos, quando se deu a crise financeira de 2008, fiquei em regime de lay-off. Era difícil encontrar trabalho, e em 2009 decidi lançar a minha própria marca. Aluguei uma loja no Soho e ainda hoje estou aqui. Acabou por construir uma carreira quase por acaso. Continuo apaixonada por aquilo que faço. Construí uma carreira sólida,


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ntinuo xonada por o que faço”

“A marca “Beatriz da Silva” foca-se muito na ideia de bemestar. Posso garantir que as minhas peças duram bastante tempo e são intemporais. Uso bons tecidos e a minha aposta é sempre em fazer moda de qualidade.”

as artes, mas a necessidade de ter fê-la voltar-se para o mundo da moda. Há lva, macaense, abriu o seu atelier no Soho, o mais parou de criar peças femininas, alidade. Manter a marca em contexto de sido um dos grandes desafios tenho os meus clientes fiéis que me apoiam desde que lancei a minha marca. Quais os grandes conceitos e ideias que estão por detrás da sua marca? Ela é, acima de tudo, sobre individualidade, paixão, inspiração, a crença na nossa própria personalidade. A marca “Beatriz da Silva” foca-se muito na ideia de bem-estar. Posso garantir que as minhas peças duram bastante tempo e são intemporais. Uso bons tecidos e a minha aposta é sempre em fazer moda de qualidade e não a chamada moda rápida [fast fashion]. Uma peça minha feita há 10 ou 15 anos pode continuar a ser usada hoje em dia, e a qualidade mantém-se. Acredito na necessidade de protegeremos o ambiente e tento fazer algo que seja sustentável. Há pessoas que compram uma peça barata, usam-na duas ou três vezes e depois essa peça deixa de ter qualidade e é deitada fora. Para mim, isso é promover o desperdício. A minha filosofia é fazer algo com valor, e quando se adquire uma peça minha, adquire-se qualidade. O preço pode ser um pouco elevado, mas se olharmos para a qualidade dos tecidos e materiais, não é assim tão elevado. Uso linhos e sedas, tecidos naturais e elegantes para enriquecer as minhas colecções. A sustentabilidade é, portanto, um aspecto fundamental da sua marca. Para mim há toda uma filosofia por detrás [da marca]. Ser uma pessoa por detrás de cada colecção visa atingir uma sensação de bem-estar ao vestir uma peça e ter consciência

do que está à nossa volta. Quero construir [peças] que devolvam algo à sociedade e que tragam algo de diferente. Em última análise, compramos algo que não é caro, e entendo que nem toda a gente pode comprar peças de roupa caras, mas entendo que, como seres humanos, devemos criar algo em prol da comunidade. Há muitas questões em torno desta ideia de sustentabilidade.

“O preço pode ser um pouco elevado, mas se olharmos para a qualidade dos tecidos e materiais, não é assim tão elevado. Uso linhos e sedas, tecidos naturais e elegantes para enriquecer as minhas colecções.”

Quando alguém veste uma peça de roupa criada por si, como é que essa pessoa se pode definir? Prefiro fazer sempre roupa de mulher, em primeiro lugar. Quando trabalhei em Londres cheguei a ter formação em roupa de homem, e quando cheguei a Hong Kong trabalhei com colecções masculinas e femininas, mas sempre gostei mais de fazer roupa de mulher. Penso que as mulheres que vestem as minhas roupas são inteligentes, elegantes e muito focadas na sua carreira. São mulheres que sabem o que querem e que têm uma personalidade forte. Não tenho problema em vender as minhas colecções para mulheres que sabem apreciar a qualidade dos tecidos e dos materiais. A maior parte dos meus clientes são pessoas bem formadas em termos profissionais e têm um estilo de vida apaixonado, sabem como viver plenamente. Muitas dizem-me “tenho uma festa, arranje-me um vestido que me faça parecer fabulosa”.Adoro fazer com que as minhas clientes se sintam bem com elas mesmas. Hong Kong constitui um importante mercado no mundo da moda. Como é ser designer no território numa altura em que o território enfrenta grandes mudanças? Hong Kong é um mercado difícil, porque tem sido um lugar com uma tensão entre ricos e pobres. Não temos uma classe média, pois temos os expatriados que vivem muito bem e os locais, a classe trabalhadora, que vive constrangida no dia-a-dia, com baixos salários. Obviamente não tenho um grande nome, não tenho uma grande empresa, trabalho sozinha. Posso dizer que é muito difícil construir uma marca em Hong Kong, a não ser que

tenhamos uma almofada financeira ou uma grande empresa por detrás. Como não é esse o caso, tenho de ser muito cuidadosa na forma como construo uma colecção, pois tenho de fazer muito bem o trabalho de publicidade. Até este momento vendo as minhas peças e também faço fornecimento para grandes empresas, como designer. Tenho uma equipa de recursos humanos limitada, mas acredito que se formos

“Penso que as mulheres que vestem as minhas roupas são inteligentes, elegantes e muito focadas na sua carreira. São mulheres que sabem o que querem e que têm uma personalidade forte.”

bons e profissionais não precisamos de uma grande equipa para nos ajudar. Tendo em conta a pandemia, houve mais desafios para manter o negócio? Sem dúvida. Também os protestos que decorreram no centro de Hong Kong, em 2019, afectaram bastante o meu negócio. Mesmo as pessoas normais [que não estavam ligadas aos protestos] não tinham vontade de sair e consumir. E depois foi a pandemia, todos passámos por algo que ninguém esperava, e o meu negócio voltou a ser severamente afectado. Mas acredito que, ao fim ao cabo, as coisas vão voltar ao normal e acredito que Hong Kong se torne num lugar resiliente. Acredito nas pessoas que lutam todos os dias para manter a sua vida e a sua família. As pessoas de Hong Kong trabalham arduamente e dou-lhes todo o crédito. Sente que a sua marca evoluiu e mudou nos últimos anos? Sim. Aprendi muito nos últimos anos, desde a minha primeira colecção, embora haja coisas que nunca mudam, como o espírito das minhas colecções. Mas, em 14 anos, há certos elementos do meu design que fui alterando, porque quando temos uma marca temos de criar esse valor comercial e eu tenho de ser um pouco comercial. Essa parte representará cerca de 30 por cento do meu trabalho, e o restante diz respeito à qualidade e valor [das peças] e aquilo em que acreditamos sempre. Andreia Sofia Silva


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UCRÂNIA PEQUIM REFUTA “FALSAS ACUSAÇÕES” FEITAS POR WASHINGTON

AP

Imparciais e objectivos

O departamento de Estado norte-americano disse que as autoridades chinesas “amplificam a propaganda do Kremlin” relativamente ao conflito ucraniano. Esta terça-feira, a embaixada chinesa nos EUA refutou as acusações e diz que a posição da China sobre esta matéria sempre foi de imparcialidade e “objectiva”

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Á um novo confronto de palavras entre a China e os EUA no que à situação na Ucrânia diz respeito. Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, a embaixada chinesa nos EUA criticou a posição defendida por Washington relativamente ao conflito. Isto porque o departamento de Estado norte-americano defendeu, em

comunicado, que as autoridades e os media chineses “amplificam, de forma rotineira, a propaganda do Kremlin, teorias da conspiração e desinformação” sobre o conflito que opõe a Rússia e a Ucrânia. O porta-voz da embaixada chinesa nos EUA garantiu que estas declarações são falsas e que “a posição da China sobre a Ucrânia é imparcial e objectiva”. “No que

diz respeito a espalhar desinformação, os EUA deveriam seriamente reflectir sobre si próprios. Ao longo dos anos, os EUA travaram guerras no Iraque, Afeganistão e Síria, matando 335 mil civis. Isto não é desinformação”, acrescentou o porta-voz da embaixada. A embaixada chinesa entende ainda que “a maior parte dos países do mundo pretende resolver o

conflito entre a Rússia e Ucrânia através do diálogo e da negociação, e nenhum deles quer ver a situação escalar ou ficar fora de controlo”. “Isto não é desinformação”, adiantou o mesmo porta-voz.

Do Mar do Sul

Ainda sobre a questão da Ucrânia, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, recebeu ontem em Roma

o seu homólogo japonês, Fumio Kishida, e ambos declararam determinação em defender a ordem internacional, tanto na Ucrânia após a invasão russa, como no Mar do Sul da China. “Devemos continuar unidos e determinados a defender uma ordem internacional baseada em regras, incluindo nos mares do sul da China e do estreito [de Taiwan]”,


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A embaixada chinesa entende ainda que “a maior parte dos países do mundo pretendem resolver o conflito entre a Rússia e Ucrânia através do diálogo e da negociação, e nenhum deles quer ver a situação escalar ou ficar fora de controlo”

Apelo para abandono de política de ‘zero casos’ torna-se viral

As autoridades chinesas realizaram repetidos testes em massa e enviaram todos os casos positivos para hospitais, em muitos casos instalações provisórias, com condições deficientes. Por outro lado, determinaram o encerramento de supermercados e farmácias em Xangai, o que resultou na escassez de bens de primeira necessidade. As medidas enquadram-se na chamada política de “zero casos”, que as autoridades argumentam visar proteger os mais vulneráveis e evitar

um aumento do número de mortes. Mas, depois de mais de um mês de bloqueio, Xangai continua a diagnosticar milhares de novos casos diariamente, a maioria dos quais, 95 por cento, contudo, são assintomáticos.

Fontes de infecção

Zhang escreveu um segundo artigo, no final de Abril, escrito como uma conversa entre ele e o epidemiologista Yu Shunzhang, de 89 anos, que foi seu professor na Universidade Fudan, em Xangai, no qual afirmou

A décima sobrevivente Retirada mulher dos escombros de prédio que desabou

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QUIPAS de resgate no centro da China retiraram ontem uma mulher viva dos escombros de um prédio que desabou parcialmente há quase seis dias, noticiou a imprensa estatal chinesa. A mulher é a décima sobrevivente do desastre, ocorrido em Changsha, capital da província de Hunan, e que causou pelo menos cinco mortos e dezenas de desaparecidos. O resgate ocorreu pouco depois da meia-noite, cerca de 132 horas depois de a parte traseira do

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O primeiro-ministro japonês subscreveu as palavras do homólogo italiano, salientando que “a agressão contra a Ucrânia mina os fundamentos não só da ordem europeia, mas também da ordem internacional, incluindo na área Indo-Pacífico” e no Extremo Oriente, onde “se vive uma situação geopolítica particularmente tensa”. Isto deve-se, entre outras coisas, a testes de mísseis pelo regime norte-coreano, mas também a tensões no Mar do Sul da China. Kishida denunciou a “tentativa de modificar unilateralmente, num contexto que envolve o uso da força, o ‘status quo’” nesses mares onde existe “um reforço súbito e não transparente das capacidades militares dos países costeiros”. “Vamos aprofundar a colaboração com Itália para uma região do Indo-Pacífico livre e aberta”, afirmou o primeiro-ministro japonês, que também se reuniu com o Papa Francisco no Vaticano. A.S.S. / Lusa

Cadeias de transmissão

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artigo de um especialista em saúde pública norte-americano de origem chinesa a apelar a Pequim que abandone a política de “zero casos” de covid-19 tornou-se viral nas redes sociais chinesas. Zhang Zuofeng, professor da Faculdade de Saúde Pública Fielding, na Universidade da Califórnia, publicou um artigo no final de Março na rede social chinesa Meipian a apelar que Xangai permita a quarentena no domicílio e a realização de testes rápidos de antigénio, em vez de testes em massa PCR, que aumentam o risco de infecção cruzada. O especialista recomendou também que seja intensificada a vacinação de idosos com a tecnologia RNA desenvolvida pela BioNtech, que ainda não foi aprovada pelo regulador chinês, embora a farmacêutica Fosun Pharma, com sede em Xangai, tenha já assinado um acordo para as distribuir e produzir. Zhang Zuofeng defendeu ainda que Xangai deve criar reservas do medicamento Paxlovid, desenvolvido pela Pfizer, para tratar pacientes, especialmente idosos.

AFP | GETTY IMAGES

afirmou Draghi numa declaração oficial à imprensa no Palazzo Chigi, em Roma. Itália e Japão, unidos por um tratado de “paz perpétua e amizade constante” durante 156 anos e parceiros do Grupo dos Sete países mais industrializados (G7), reafirmaram também a sua condenação à invasão russa da Ucrânia, iniciada em 24 de Fevereiro, bem como a vontade em continuar a apoiar o governo de Kiev. “Comprometemo-nos a que se chegue o mais rápido possível a tréguas, incluindo localizadas, que permitam a retirada de civis, e a favorecer as negociações de paz. Continuaremos a ajudar a Ucrânia e a pressionar a Rússia para uma cessação imediata das hostilidades”, prosseguiu Draghi. Neste sentido, agradeceu a Kishida por aceitar com “extraordinária rapidez” o envio de gás natural liquefeito para países europeus que querem reduzir a sua dependência da Rússia, como a Itália, que importa 90 por cento do gás que consome, e 40 por cento de Moscovo.

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prédio de seis andares ter ruído, de repente, em 29 de Abril, indicou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua. A mulher estava consciente e aconselhou os socorristas sobre a melhor forma de a retirar dos escombros sem causar mais ferimentos, contou a Xinhua. As equipas usaram cães e ferramentas manuais, bem como aparelhos aéreos não tripulados ('drones') e detectores electrónicos, nas operações de resgate Todos os sobreviventes estão em boa condição, depois de terem recebido tratamento num hospital, de acordo com a Xinhua. Chuvas intermitentes nos últimos dias podem ter aumentado as hipóteses de sobrevivência dos desaparecidos, que estão sem comida ou água.

Nove detidos

Pelo menos nove pessoas foram detidas na sequência do desabamento do edifício, incluindo o

que o alto número de casos em Xangai, apesar do bloqueio, se deve aos testes em massa e às medidas de confinamento. “Como o vírus pode ser transmitido pelo ar, se uma pessoa na fila testar positivo, aquele que for testado a seguir provavelmente vai ser infectado”, descreveu. “O mais importante são os funcionários que ajudam a manter a ordem. Eles entram em contacto com muitas pessoas e não receberam treino profissional de desinfecção. Portanto, as infecções en-

proprietário, por suspeitas de ter ignorado as normas de segurança e ter cometido outras infracções graves, como a construção ilegal de pisos adicionais e a ausência de barras de ferro de reforço da estrutura. Três pessoas encarregadas do projecto e construção foram detidas, bem como cinco outras, por terem alegadamente emitido um certificado falso de cumprimento das regras de segurança, para a abertura de uma residencial entre o quarto e o sexto andar do prédio. O edifício também abrigava residências, um café e lojas. Um aumento no número de desabamentos de edifícios, ocorridos nos últimos anos, levou o Presidente chinês, Xi Jinping, a pedir que se façam averiguações adicionais para apurar a origem de falhas estruturais. Várias construções apresentam também infra-estruturas degradadas, como canalizações de gás, que resultaram, no passado, em explosões e desmoronamentos.

tre os voluntários podem ser altas e podem tornar-se fonte de infecção”, escreveu Zhang. Outro fenómeno é o elevado e sustentado número de casos positivos, mesmo após o período de incubação do vírus, que geralmente é de apenas alguns dias para a variante Ómicron. Neste caso, Zhang sugeriu que o vírus pode ter-se disseminado através de correio e da entrega de alimentos. “Os moradores compram alimentos através de plataformas electrónicas e os alimentos são distribuídos pelos comités de bairro, voluntários e estafetas. Estas pessoas não passaram por um treino sério de desinfecção e muitas foram infectadas, tornando-se na principal fonte de infecção”, acrescentou. Zhang defendeu que a China pode manter a sua abordagem zero para a covid-19, mas deve alterá-la para atingir zero hospitalizações, casos graves e taxa de mortalidade, em vez de zero infecções ou casos assintomáticos. Com a Ómicron, sustentou, países como França registaram taxas de mortalidade semelhantes às da gripe.

Turismo 160 milhões de viagens domésticas durante feriados

A China registou um total de 160 milhões de viagens de turistas domésticos durante os feriados do Dia do Trabalhador de cinco dias, uma queda de 30,2 por cento em relação ao ano passado, de acordo com o Ministério da Cultura e Turismo. A receita do turismo atingiu 64,68 mil milhões de yuans, uma queda de 42,9 por cento em relação ao ano passado, segundo o ministério. Os feriados do Dia do Trabalhador ocorreram de 30 de Abril a 4 de Maio.


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XUNZI

Quanto a Jie e a Zhòu, cada um deles descendia de um rei-sage e era herdeiro daqueles que tudo possuíam debaixo do Céu. Para cada um deles, esse poder residia na mais venerável casa debaixo do Céu. O território de cada um era tão vasto que a área abarcada pelas suas fronteiras era de mil léguas e povo tão numeroso que se contava em milhões. Contudo, subitamente, todos debaixo do Céu desertaram Jie e Zhòu em desafio e correram para o lado de Tang e de Wu. Com rebeldia odiaram Jie e Zhòu e honraram Tang e Wu. E por que aconteceu isto? Como foi que Jie e Zhòu os perderam? Como foi que Tang e Wu os conquistaram? Eis o que penso: a única razão para tal foi Jie e Zhòu serem bons a fazer aquilo que o povo detesta e Tang e Wu serem bons a fazer aquilo que o povo gosta. O que é que o povo detesta? Eis o que digo: é ser corrupto, arrogante, avarento, contencioso, ganancioso e fixado no lucro. O que é que o povo gosta? Eis o que digo: ritual [li], yi [justiça], ser flexível, deferente, leal e digno de confiança. Se, nas suas analogias, um líder dos homens desejar colocar-se a par de Tang e de Wu, mas os seus meios de controlar o povo forem idênticos aos de Jie e de Zhòu, enquanto deseja a fama e feitos de Tang e de Wu, como seria isso possível? Quem desejar obter a vitória deve ter outras pessoas por seus camaradas. Quem desejar obter outras pessoas deve ter o Caminho por seu camarada. O que é o Caminho? Eis o eu digo: ritual [li], yi [justiça],

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ELEMENTOS DE ÉTICA, VISÕES DO CAMINHO

O Estado Forte

PARTE V

ser flexível, deferente, leal e digno de confiança são o Caminho. Assim, quando um estado de quarenta ou cinquenta mil pessoas é forte e vitorioso, isso não se deve à força dos seus números. Ao invés, o ponto crucial está em ser digno de confiança. Quando um estado com uma área de apenas algumas centenas de léguas é pacífico e seguro, tal não se deve à força da sua dimensão. Ao invés, o ponto crucial está no cultivo da governação. Agora, imaginemos alguém que já possui massas de gente na casa das dezenas de milhar, mas se dedica a um comportamento fraudulento, fanfarrão e sectário de modo a conseguir camaradas; ou imaginemos alguém que já tem um estado com várias centenas de léguas, mas se dedica a um comportamento corrupto, arrogante, rapace e terrorista de modo a conseguir território. Isso significa agir de modo a abandonar os meios de obter segurança e força para se dedicar aos meios de obter perigo e fraqueza. Trata-se de diminuir aquilo de que já se tem pouco para redobrar aquilo que já se tem em abundância. Quando se está mal direcionado e equivocado a esse ponto, mas se deseja obter os feitos e fama de Tang e Wu, como seria isso possível? Uma analogia para isto seria tentar lamber o Céu dobrando-se para baixo, ou tentar salvar um enforcado puxando os seus pés. Uma tal missão decerto falharia e quanto mais arduamente nos esforça-se-mos, mais longe estaríamos de a cumprir.

Xunzi (荀子, Mestre Xun; de seu nome Xun Kuang, 荀況) viveu no século III Antes da Era Comum (circa 310 ACE - 238 ACE). Filósofo confucionista, é considerado, a par do próprio Confúcio e Mencius, como o terceiro expoente mais importante daquela corrente fundadora do pensamento e ética chineses. Todavia, como vários autores assinalam, Xunzi só muito recentemente obteve o devido reconhecimento no contexto do pensamento chinês, o que talvez se deva à sua rejeição da perspectiva de Mencius relativamente aos ensinamentos e doutrina de Mestre Kong. A versão agora apresentada baseia-se na tradução de Eric L. Hutton publicada pela Princeton University Press em 2016.


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antropofobias

CARLOS MORAIS JOSÉ

Algures, na actual província de Hunan, existirá uma montanha referida nas crónicas como Changyou Shan. Dela se diz ser praticamente calva, por ali não medrar vegetação relevante, apesar de muita nascente, muito ribeiro e variados lagos animarem a paisagem. Esta paradoxal infertilidade da montanha — a inexistência de vegetação num lugar com excesso de água – não é explicada por nenhum dos antigos sábios, que se limitam a descrever este estranho fenómeno e nele não se detêm mais que uma linha, como se esta ocorrência fosse para eles algo de vulgar. “Não tem árvores ou plantas. Muita água.” É assim, laconicamente, que a montanha Changyou é descrita. Num desses escritos surge, no entanto, uma subtil alusão, provocada pelo deslocamento de um caracter na sequência da frase, o que possibilita outra leitura: a montanha será tão perigosa que árvores e plantas, prudentemente, ali recusam crescer. Ora nesta extensão nua de rocha, povoada de ribeiros e lagos, vive um animal que, tal como a montanha, é conhecido por changyou, muito parecido com um macaco. Apresenta, contudo, quatro orelhas em forma de leque sobre a cabeça e uma longa cauda. Felizmente, o changyou é um bicho elusivo, pois é tido por certo que, ao ser avistado, tal significa a proximidade de um dilúvio. Este facto tem sido extensivamente constatado e reportado em numerosos documentos. Um dos casos narrados refere o avistamento de um changyou, seguido de semanas de inundações; após o que outro changyou foi avistado e desta vez os rios transbordaram de tal maneira que várias aldeias foram submergidas. Talvez por isso, alguns relatos estabelecem uma relação de inimizade entre o changyou e o lendário rei Yu, que domesticou as águas, criando barragens e canais. Nessas lendas, o changyou teria tentado impedir o papel civilizador do soberano, tendo este desterrado o agourento macaco para aquela montanha estéril, onde ele desde então tem levado dura vida.

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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O changyou

ANA JACINTO NUNES

DE TAL MODO É TEMIDA UMA APARIÇÃO DE UM CHANGYOU QUE NÃO EXISTEM RELATOS DE CAÇADAS OU DE MEZINHAS PRODUZIDAS A PARTIR DO SEU SANGUE, CARNE, NERVOS OU PÊLO

Eventualmente, a existência do changyou, tal qual é descrito em duas breves linhas no Shanhaijing, poderá ter desencadeado, ao longo das transformações do imaginário chinês, a produção de variados seres mitológicos, como o Rei Macaco, da “Peregrinação ao Oeste”, entre outros deuses de compleição símia. De tal modo é temida uma aparição de um changyou que

não existem relatos de caçadas ou de mezinhas produzidas a partir do seu sangue, carne, nervos ou pêlo; e nem mesmo as suas inusitadas quatro orelhas, dispostas em forma de leque, parecem ser alvo de qualquer tipo de cobiça por parte dos homens. Trata-se, portanto, de um animal que ninguém quer caçar, comer, capturar, encontrar ou sequer pôr a vista em cima.


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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 22

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PROBLEMA 23

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4 8 6 2 7 5 9 1 3 2 5 8 1 3 0 6 7 4 1 6 0 4 9 7 5 8 2 6 3 4 5 1 8 2 9 0 AVISO COBRANÇA DE RENDAS DE CONCESSÕES DE TERRENOS 0 1 3 9 6 2 7 5 8 As Rendas de Concessões de Terrenos referentes ao ano 2022 serão cobradas durante o mês de Maio do ano corrente. No mês de pagamento, se os Srs. contribuintes não tiverem recebido o conhecimento de cobrança, agradece-se que se dirijam ao NÚCLEO DE INFORMA8 9 7 6 2 3 0 4 1 ÇÕES FISCAIS, situado no r/c do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM ou ao Centro de Serviços da RAEM das Ilhas – Atendimento Fiscal, trazendo consigo conhecimento de cobrança ou fotocópia do ano anterior, para efeitos de emissão de 2.ª via do conhecimento de cobrança. Por outro lado, os 7 2 que9sejam8titulares0do Bilhete 4 de3Identidade 6 de5Residente da RAEM, podem recorrer aos quiosques desta Direcção dos Serviços para efectuar a contribuintes, impressão de 2.ª via do conhecimento de cobrança pessoal. O ser efectuado, o mês de 9pagamento 0 de5Rendas3pode 8 1 durante 4 2 7Maio, em numerário, por cheque, através de cartões de pagamento ou de meios electrónicos, tal como o pagamento móvel, nos seguintes locais: Long Cheng, do Centro de Serviços da RAEM ou do Centro de Serviços da RAEM das Ilhas; 5 Nas 7Recebedorias 1 0do Edifício 4 “Finanças”, 6 8 do Edifício 3 9 Os impostos/contribuições podem ser pagos por intermédio de cartão de crédito ou de débito emitidos pelo Banco da China ou pelo Banco Nacional Ultramarino; pelos cartões de crédito e débito da UnionPay emitidos pelos estabelecimentos bancários de Macau, para cada pagamento só é permitida a 3 utilização 4 2de um7único cartão 5 e o9valor de1pagamento 0 depende 6 do limite determinado pelo banco emissor. Pode-se, também, optar pelo pagamento através -

Nos balcões dos Bancos a seguir discriminados: Banco da China Banco Comercial de Macau Banco de Guangfa da China Banco Luso Internacional Banco OCBC Weng Hang

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Nas máquimas ATM da rede Jetco de Macau, assinaladas com a indicação <<Jet payment>>; Nos seguintes bancos através de transacção electrónica: Banco da China Banco Nacional Ultramarino Banco Comercial de Macau Banco de Guangfa da China Banco Industrial e Comercial da China Banco Luso Internacional Banco Tai Fung Banco OCBC Weng Hang Por pagamento telefónico “banca por telefone” : Banco da China Banco Tai Fung

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dos cartões “QuickPass da UnionPay” e “MACAUpass”, sendo que o valor total de pagamento não pode ser superior a MOP$1.000,00; e ainda utilizar o BOCPay, o UnionPay, o Mpay, o Tai Fung Pay, o CGBPay, Lusopay, ICBC ePay, UePay, Alipay, WeChat Pay sendo o valor do pagamento conforme os termos e condições dos respectivos serviços. Meios electrónicos da Direcção dos Serviços de Finanças: Com a leitura do código QR do conhecimento da cobrança através da aplicação móvel da DSF “Macau Tax”, pode ligar-se à plataforma de pagamento móvel para efectuar o pagamento do imposto.

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Tash Sultana pode ter uma carreira ainda curta, mas isso não impediu que o produto da sua criação tenha alcançado já patamares de relevo. Actuando numa óptica de “one-man-band”, a australiana conjuga com mestria os acordes do sintetizador, guitarra e voz para dar corpo a ritmos que tanto encaixam no espectro do rock alternativo como, a tempos, do reggae. Em “Notion”, EP lançado em 2016 Tash Sultana compila em obra de estúdio alguns dos maiores sucessos pelos quais é reconhecida ao longo da sua carreira errante, como “Jungle”, “Synergy” ou Pedro Arede “Notion”.

C I N E M A

SALA 1

DOCTOR STRANGE IN THE MULTIVERSE OF MADNESS [B] Um filme de: Sam Raimi Com: Benedict Cumberbatch, Elizabeth Olsen, Benedict Wong 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 2

BUTT DETECTIVE THE MOVIE: THE SECRET OF SOUFFLE ISLAND + SHINKAI NO SURVIVAL [A] FALADO EM CANTONÊS, LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Akifumi Zako, Satoru Irioshi 14.30, 16.30, 19.30

KAMEN RIDER BEYOND GENERATIONS [B] FALADO EM JAPONÊS, LEGENDADO EM CHINÊS

Um filme de: Takayuki Shibasaki Com: Kentaro Maeda, Subaru Kimura, Shuichiro Naito, Wataru Hyuga 21.30 SALA 3

FANTASTIC BEASTS: THE SECRETS OF DUMBLEDORE [B] Um filme de: David Yates Com: Eddie Redmayne, Jude Law, Ezra Miller, Dan Fogler 14.15, 19.00, 21.45

SING 2 [A] FALADO EM CANTONENSE, LEGENDADO EM INGLÊS Um filme de: Garth Jennings 17.00

BUTT DETECTIVE THE MOVIE

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Gonçalo Waddington; José Simões Morais; Julie Oyang; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Pátio da Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo

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NOTION | TASH SULTANA | 2016

Banco Nacional Ultramarino Banco Delta Ásia Banco Industrial e Comercial da China Banco Tai Fung Banco Well Link

Aos contribuintes que façam o pagamento do imposto por via electrónica, é gerado imediatamente no sistema o recibo electrónico em PDF, em seu nome, para efeitos de descarregamento. Para aqueles que efectuaram o pagamento através do banco online, da “banca por telefone”, de ATM e do serviço de pagamento BOC Express, após a verificação do recebimento do montante pelas recebedorias destes serviços, será gerado também o recibo electrónico em PDF, para os contribuintes efectuarem o seu descarregamento. Se o pagamento for efetuado por meio de cheque, a data de emissão não poderá ser anterior, em mais de três dias, à da sua entrega nas recebedorias da DSF, e deve ser emitido a favor da <<Direcção dos Serviços de Finanças>>, nos termos das alíneas 2) e 3) do n.º 1 do Artigo 4.º do Regulamento Administrativo n.º 22/2008. Se o valor do cheque for igual ou superior a MOP$50 000,00, deverá o mesmo ser visado, nos termos da alínea 4) do Artigo 5.º do Regulamento Administrativo acima mencionado. Os contribuintes podem também efectuar o pagamento através do envio de ordem de caixa, cheque bancário ou cheque por correio registado para a Caixa Postal 3030, devendo juntar um envelope devidamente selado e endereçado ao próprio contribuinte, para efeitos de remessa do recibo comprovativo do pagamento do respectivo conhecimento de cobrança. Não devem ser enviadas quantias em dinheiro por esta via e lembra-se aos contribuintes que devem ser respeitadas as regras descritas no ponto 5, relativamente aos cheques: - O envio para a caixa postal deve ser feito 5 dias úteis antes do termo do prazo de pagamento indicado no conhecimento de cobrança. Nenhum dos métodos acima mencionados acarreta quaisquer encargos adicionais aos contribuintes pela prestação do serviço de cobrança. Para evitar perdas de tempo de espera, evite pagar os impostos nos últimos dias do prazo. Aos 22 de Abril de 2022. O Director dos Serviços Iong Kong Leong


sexta-feira 6.5.2022

opinião 15

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um grito no deserto

Paul Chan Wai Chi

SEGURANÇA NACIONAL A EXPOSIÇÃO SOBRE a Educação da Segurança Nacional já está aberta ao público. Desde a sua inauguração, a 15 Abril, que um dos maiores jornais de língua chinesa de Macau tem vindo a publicar regularmente artigos sobre segurança nacional e sobre as visitas à Exposição realizadas por várias associações locais, organizações e escolas. A definição geral aplicada a um estado/ país pelos círculos académicos inclui basicamente três elementos: terra, povo e regime político. Quando vemos o que aconteceu recentemente na Ucrânia, compreendemos que a segurança nacional é muito importante para o bem-estar do seu povo. É normal e razoável propagandear e defender a segurança do Estado. No entanto, a propaganda por si só não pode garantir a segurança nacional. O Governo deve proteger os interesses do povo e a integridade territorial através de acções prácticas. Só desta forma o estado/país pode estar verdadeiramente seguro. Os territórios ocupados pelo inimigo não desaparecerão nem o espírito dos conquistados será consumido. Um regime pode ser derrubado, mas será inevitavelmente reconstruído. Estas são lições que aprendemos com a História! Se não soubermos aprender com os incidentes históricos, de forma a evitar cometer os mesmos erros novamente, não haverá maneira de salvaguardar a segurança nacional. Os territórios do estado/país serão ocupados e o povo sofrerá. Olhando retrospectivamente para a história moderna da China, incidentes como a retirada do Governo nacionalista para Taiwan, a rendição da Dinastia imperial Qing para evitar a intensificação do conflito armado e o declínio da Dinastia Ming, provocado pela ascensão e invasão dos Manchus, revelam que o elemento-chave que põe em perigo a segurança nacional é a incompetência do Governo. Algumas pessoas acreditam que a “segurança política” é o coração da segurança nacional. De acordo com o artigo introdutório da Exposição sobre a Educação da Segurança Nacional, “A segurança política está relacionada com o sistema político do país, constituído pelo poder político, pelo regime político e pela ideologia, relativamente a salvo de perigos e de ameaças, e capaz de dar respostas eficazes e oportunas face às crises e aos desafios e impedi-los de afectar o país e capaz de assegurar a ordem política”. Mas quer se trate do sistema ou da ordem política, é sempre necessário que haja boa governação e o apoio e a cooperação do povo. Dos cinco elementos centrais da “perspectiva geral da segurança nacional”, enfatizados na Exposição, a prioridade é dada à “segurança da população”. É necessário aderir a um princípio orientado para as

Numa sociedade regida pelo estado de direito, o verdadeiro propósito da legislação deverá ser a salvaguarda do bem-estar do povo. Só desta forma a segurança nacional pode ser verdadeiramente mantida

pessoas, defender a segurança nacional, uma vez que é a favor do bem-estar do povo. É preciso contar com as pessoas para consolidar a base da segurança nacional e permitir que vivam satisfeitas e em paz. Na sua afamada obra “Ganhos e Perdas Políticas da China durantes as Dinastias Passadas”, Qian Mu (um historiador chinês de renome) evocou episódios históricos relacionados com a queda da Dinastia Qing. Eis aqui um excerto deste livro, “Costumo dizer que nenhum regime dura para sempre. Os Manchus da Dinastia Qing queriam agradar ao povo, e esta posição não era de todo má. Mas também pretendiam suprimir os intelectuais. Queriam apenas funcionários obedientes, não queriam funcionários justos. O que resultou em subserviência política, mediocridade, superficialidade, corrupção e falta de espírito. Com a corrupção política, os Manchus pretendiam agradar ao povo, mas o povo não recebia be-

Ex-deputado e antigo membro da Associação Novo Macau Democrático

nefícios. Nessa altura, o espírito de resistência dos intelectuais chineses tinha sucumbido. No entanto, o sofrimento das classes mais baixas não podia mais ser tolerado.Assim, mesmo que a China não tenha sido invadida por potências ocidentais, a Dinastia Qing Manchu chegou rapidamente ao fim.” Hong Kong vai ter um novo Chefe do Executivo, que deixou claro que vai avançar para a implementação do Artigo 23 da Lei Básica. Macau também pretende rever a “Lei relativa à Defesa da Segurança do Estado” durante o segundo semestre deste ano. Numa sociedade regida pelo estado de direito, o verdadeiro propósito da legislação deverá ser a salvaguarda do bem-estar do povo. Só desta forma a segurança nacional pode ser verdadeiramente mantida. Fazer as pessoas entrarem em pânico desestabiliza a sociedade e, em última análise, coloca o país em perigo.


‘‘Sei que só há uma liberdade: a do pensamento.’’ FRANÇA MACRON VISITA BERLIM APÓS TOMADA DE POSSE

Melco Prejuízo de 173,5 milhões de euros no primeiro trimestre

O

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REUTERS

Presidente francês, Emmanuel Mácron, vai a Berlim na segunda-feira para se reunir com o chanceler alemão, Olaf Scholz, na primeira viagem após a reeleição e tomada de posse, anunciou ontem em comunicado a Presidência francesa. Os dois líderes vão reunir-se “para marcar a força do eixo franco-alemão”, encontro que será seguido de um jantar de trabalho, segundo a nota do Palácio do Eliseu. Emmanuel Macron chegará a Berlim depois de participar, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, nas cerimónias do Dia da Europa e na cerimónia de encerramento da Conferência sobre o Futuro da Europa, um ano após o seu lançamento. Com Olaf Scholz, Macron abordará “questões relacionadas à guerra na Ucrânia e questões de soberania europeia”, em particular “sobre os aspectos de defesa e energia”, segundo o comunicado. “Também discutirão as grandes questões internacionais no contexto da presidência alemã do G7, cuja cimeira acontecerá em Junho. A situação no Sahel, nos Balcãs Ocidentais e a relação União Europeia (EU) -China também serão discutidas”. Serão ainda abordados, segundo a nota da Presidência francesa, “os ‘dossiers’ bilaterais entre a França e a Alemanha”. Emmanuel Macron foi reeleito em 24 de Abril após derrotar a líder da extrema-direita Marine Le Pen (União Nacional) na segunda volta das eleições. A tomada de posse está marcada para a manhã de sábado. Durante a campanha para a reeleição, Macron voltou apresentar-se como um grande defensor da integração europeia, face às posições frontalmente contrárias de Marine Le Pen, mas também do líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon.

6.5.2022

Antoine de Saint-Exupéry

UNIVERSIDADE DE MACAU

PALAVRA DO DIA

sexta-feira

Letras inéditas P

Manuela Carvalho “O público de língua portuguesa poderá sentir alguma estranheza, mas é uma tradução, fiel à poética deste autor.”

Duas obras da literatura chinesa traduzidas pela primeira vez para português

ROFESSORES e estudantes da Universidade de Macau completaram as primeiras traduções para português de uma colectânea do poeta contemporâneo chinês Bei Dao e do clássico literário Contos de Fantasia Chineses, que foram publicados no Brasil, foi ontem anunciado. Segundo um comunicado divulgado ontem pela universidade, o projecto demorou dois anos a traduzir “Não Acredito no Eco dos Trovões”, uma colectânea de quase 100 poemas de Bei Dao. A ideia surgiu de Huang Lin, aluna de mestrado da Universidade de Macau, e a tradução foi “um trabalho de equipa” que envolveu ainda o poeta e tradutor chinês Yao Jingming, disse ontem à Lusa a revisora, Manuela Carvalho.

“O público de língua portuguesa poderá sentir alguma estranheza, mas é uma excelente tradução, fiel à poética deste autor”, explicou a professora do Departamento de Português da Universidade de Macau. A universidade descreve Bei Dao como “um dos poetas contemporâneos mais importantes da China, assim como o mais aclamado internacionalmente, tendo sido nomeado, por diversas vezes, para o Prémio Nobel da Literatura”. A última revisão esteve a cargo do escritor português José Luís Peixoto, que sugeriu a publicação da obra através da brasileira Editora Moinhos.

Em curso

A editora independente publicou também a tradução em português

de Contos de Fantasia Chineses, um livro onde Pu Songling, um escritor da dinastia Qing, que viveu no século XVII, reuniu quase 500 contos. Os dois livros fazem parte “de um projecto mais abrangente” para traduzir obras de prosa e poesia chinesas para português, disse Manuela Carvalho. “Há intenções de continuar”, garantiu. A Editora Moinhos publicou também “O Além da Montanha”, uma antologia de prosa em português de Yao Feng, pseudónimo de Yao Jingming. O professor do Departamento de Português da Universidade de Macau já traduziu para chinês obras de poetas portugueses, incluindo de Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade, Ruy Cinatti, Camilo Pessanha e Sophia de Mello Breyner Andresen.

A operadora de jogo em Melco Resorts & Entertainment anunciou ontem um prejuízo de 173,5 milhões de euros em Macau no primeiro trimestre do ano. A empresa, com quatro casinos em Macau, tinha registado uma perda de 232,9 milhões de dólares em igual período de 2020.

Segurança Nacional Exposição recebeu “mais de 39 mil visitantes”

A exposição sobre a segurança nacional, organizada pelo Gabinete de Ligação em conjunto do o Governo local, recebeu “mais de 39 mil visitantes”, de acordo com os dados anunciados ontem pelo Gabinete de Comunicação Social. De acordo com a mesma informação, houve ainda 235 mil visitas ao portal da exposição. Aberta ao público a 15 de Abril, o evento decorre até 15 de Maio, e pode ser visitado entre as 10h e as 20h.

13 de Maio Procissão volta a ser cancelada

A Diocese de Macau volta a não organizar, este ano, a habitual procissão de Nossa Senhora de Fátima por ocasião do 13 de Maio. Segundo a TDM Rádio Macau, o programa oficial das celebrações inclui apenas uma missão celebrada em língua chinesa esta sexta-feira, às 8h, seguindo-se no mesmo dia, às 16h, uma missa protagonizada pelo bispo Stephen Lee. Após a celebração da eucaristia, irá realizar-se uma peregrinação de carro até à Ermida da Penha. Neste local, às 18h, será rezado o terço em chinês, português e inglês, sendo que às 19h será dirigida uma benção à cidade.

WTCR ARRANQUE ESTE FIM DE SEMANA COM JORNADA DUPLA EM FRANÇA

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Taça do Mundo de Carros de Turismo (WTCR) arranca no fim de semana, com uma jornada dupla em França, com o circuito internacional de Vila Real a regressar e com Tiago Monteiro a começar a 16.ª temporada. Após dois anos de ausência, o circuito citadino transmontano regressa à competição, com o piloto português Tiago Monteiro (Honda) a apresentar-se como um dos nomes ilustres deste campeonato, ao iniciar a 16.ª temporada consecutiva. Este ano, o calendário terá 10 jornadas, já sem a prova inicialmente prevista para a Rússia devido às sanções internacionais aplicadas

após a invasão da Ucrânia, sendo substituída por uma segunda ronda em França, no circuito de Anneau du Rhin, na Alsácia. O francês Yann Ehrlacher (Lynk & Co) parte como cam-

peão em título e principal favorito, pois a marca chinesa é das que mais investe neste campeonato. Ao todo, entre os 17 pilotos deste campeonato contam-se nove título mundiais e 62 vitórias,

duas delas do português Tiago Monteiro. Estão representados cinco construtores (Audi, CUPRA, Honda, Hyundai e Lynk & Co) e os carros têm na ordem dos 360 cavalos e atingem velocidades que podem chegar aos 260 quilómetros por hora. Este campeonato, cuja diferença para a anterior versão (WTCC) é o facto de não ter nenhum construtor a nível oficial representado, tendo apenas carros em versão cliente, arranca este fim de semana e termina a 20 de Novembro, no circuito de Macau.


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Hoje Macau 06 MAIO 2022 #5002 by Jornal Hoje Macau - Issuu