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Hoje Macau 06 MAIO 2021 #4762

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Nº 4762 QUINTA-FEIRA 6-5-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

EM BUSCA DE UTOPIAS ENTREVISTA

MIGRAÇÃO

DESEJOS CASTRADOS PÁGINA 4

PLANO DIRECTOR | CPU

DIGA DE SUA JUSTIÇA PÁGINA 6

OPINIÃO

OS 100 DIAS DE JOE BIDEN COLUMBANO BORDALO PINHEIRO

OLAVO RASQUINHO

VIDAS NOS RETRATOS LUÍS CARMELO

NADA ESTÁ PERDIDO GONÇALO WADDINGTON

Bendita injecção

O Governo deu ontem a conhecer os passos necessários para aceder à nova injecção de apoio ao consumo, no valor de 8.000 patacas. As inscrições arrancam amanhã, com o montante a poder ser utilizado a partir de 1 de Junho, por via digital ou através de cartão de consumo. A integração de não residentes no plano continua a ser uma incógnita. PÁGINA 7

HISTÓRIA

UMA CRÓNICA EM CONSTRUÇÃO EVENTOS

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PAULO MOURA

hoje macau


2 entrevista

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PAULO MOURA

6.5.2021 quinta-feira

JORNALISTA E AUTOR DE “CIDADES DO SOL”

Na Ásia “há um amor Lançado esta semana, “Cidades do Sol - Em busca de utopias nas grandes metrópoles da Ásia”, espelha parte de realidades e sonhos da classe média que habita cidades tão diferentes como Manila, Bengalore, Hong Kong ou as metrópoles chinesas que nasceram do zero, como Shenzhen. Paulo Moura fez-se à estrada em busca de utopias, deixando Macau para mais tarde - o jornalista assume querer estudar melhor o território, e até viver nele, para poder escrever com maior conhecimento de causa

A questão da utopia. Deve ter-se deparado com várias utopias, porque as cidades que estão no livro são todas diferentes. Qual a utopia que lhe transmitiu uma mensagem mais forte? O meu projecto para esta viagem era encontrar as novas classes médias da Ásia, por ser a zona do mundo onde a classe média regista um crescimento maior. Pensa-se que dentro de poucos anos a classe média asiática será mais numerosa do que no Ocidente, além de que a classe média define muita coisa no mundo, os gostos, a cultura popular. Quis conhecer quem são estas pessoas, o que são, o que pensam. No centro de tudo isso, há a utopia: o que é que estas pessoas sonham? Uma das capacidades da classe média é a capacidade de sonhar, que as pessoas que vivem na pobreza não têm. Tentei perceber se também sonham com um mundo melhor além dos sonhos individuais, as utopias. Se têm causas políticas, sociais, ambientais. Se no Ocidente tudo isso está em crise, porque já não se acredita em nada, os ideais estão todos muito desvalorizados, será que a Ásia pode trazer uma lufada de ar fresco ao Ocidente? Era essa a minha busca. Mas isto é uma narrativa de viagem, não é uma busca científica, de investigação. As coisas que encontrei não se podem generalizar. Mas qual foi o seu critério para a escolha dessas cidades? As cidades que cresceram muito, as cidades novas, como Manila, Jakarta e Shenzhen. Essas cidades são utopias em si mesmas, porque, por um lado, foram desenhadas. Shenzhen, por exemplo, foi criada do nada. Correspondem a uma utopia de cidade. Aí acontece logo o primeiro choque. Na China, por exemplo, estas cidades que cresceram muito, como Xangai ou Pequim também, foram planeadas como se não houvesse uma experiência de grandes cidades, como no Ocidente, que correram mal, dando origens a problemas de solidão, e ambientais. Hoje, no Ocidente, vemos a questão ao contrário, das pessoas que querem sair das cidades e ir para o campo, vemos a retirada dos automóveis do centro das cidades. A China tinha a oportunidade de


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entrevista 3

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pelos consensos” “Será que a Ásia pode trazer uma lufada de ar fresco ao Ocidente? Era essa a minha busca.” começar a construir cidades mais humanas nesse sentido, e não o fez. Esses erros estão agora a ser corrigidos e a explicação dada é que quiseram passar por todas as fases: urbana, industrial, em que cada um gosta de ter o seu carro. Falou da possibilidade de emergirem ideias novas da Ásia. Depois desta viagem, e deste livro, acredita nisso mesmo? Algumas coisas que encontrei foram decepções, e outras foram boas surpresas. Há um fenómeno diferente [em relação ao Ocidente], que é o valor que se dá às comunidades, à família. Nas grandes cidades existem os mesmos problemas, mas na Ásia existe um culto das relações familiares e de amizade. Depois há a relação com a tecnologia. Acho que na Ásia é uma relação mais fácil, mais natural, enquanto que no Ocidente é uma relação muito tensa. Estão todos no Facebook, mas há sempre uma relação de desconfiança, do que põe em perigo a nossa privacidade ou o que nos torna mais solitários. O que várias pessoas me disseram na Ásia é que as redes sociais não constituem um perigo de solidão, pelo contrário. Há depois um traço importante que é o amor pelos consensos. Na China, o próprio discurso político fala muito nisso. Do consenso social, da harmonia. A palavra harmonia é fundamental em todo o discurso político na China. Nessa viagem entrevistei várias pessoas, até ligadas à política, de forma mais ou menos indirecta, e todos falavam nisso,

“Houve um processo histórico e, em relação a Macau, quando foi entregue à China, fechou-se um capítulo, deixou de ser tão importante para Portugal.”

de que a ideia que a China pretende trazer ao mundo é a harmonia. Mas na realidade significa uma ideia política, o que o Governo chama de “o sonho chinês”, uma alternativa ao chamado “American Dream”. A China tem essa influência legítima, de que não seja apenas uma influência económica, mas também cultural. Mas harmonia leva à ideia de consenso, ao invés do confronto. Falo de pessoas comuns, e olham para a forma de viver no Ocidente como sendo muito conflituosa. Acho que muitas pessoas na Ásia se incomodam com isso, porque parece que vivemos sempre com um grande mal-estar. Há um certo espírito de submissão. Até em Hong Kong, a maior parte das pessoas que contestam acabam por ter um pouco esse espírito, nomeadamente alguns intelectuais com quem falei. Mas é comum em todos os sítios por onde passei. Por exemplo, na Índia. Esteve em Bagalore. Sim, fui lá precisamente por ser a cidade que produz software, a Sillicon Valley da Ásia. Entrevistei um rapper muito conhecido, o mais famoso do sul da Índia. E a música dele é muito parecida com a dos rappers norte-americanos. A música dele e as letras apelam ao consenso, à obediência dos jovens. Era radical quando era mais jovem e depois ficou mais moderado. Um fotógrafo em Hong Kong disse-me que na escola os jovens não gostam de querer sobressair ou de competição. Mas Hong Kong é uma cidade muito competitiva, e o livro aborda o facto de ser um importante mercado financeiro. Hong Kong é uma excepção, uma cidade original, diferente de tudo o resto. A certa altura diz que é a sua cidade. Sim. Não a conhecia antes desta viagem, e confirmei que é daquelas cidades onde me sinto em casa. Isso tem a ver com o facto de estar um pouco em dois mundos, tem um pé no Ocidente e outro na China. Mas estes valores de uma cidade mais consensual e com menos conflitos são muito apelativos no Ocidente. É uma onda que está a surgir em vários

pontos do mundo e que vai ser dominante. Nesse sentido a Ásia tem uma palavra a dizer, na ajuda ao Ocidente. No capítulo de Hong Kong começa pelo grupo social que não pertence à classe médica, que são as empregadas domésticas, que ficam na rua aos domingos porque não têm para onde ir. Foi espontâneo. Cheguei a Hong Kong a um domingo e deparei-me com aquela realidade que é incontornável. Não se pode fingir que não se vê aquilo. Resolvi falar com as pessoas, mas também acho um fenómeno interessante. Mas é a classe média que as usa como empregadas e isso diz algo sobre essa classe. Há ali condições que não são muito aceitáveis, que roçam a escravatura, e essas pessoas da classe média não se apercebem disso, acham natural que essas pessoas não tenham os mesmos direitos. No Ocidente luta-se para que os emigrantes tenham esses direitos.

“Há um fenómeno diferente [em relação ao Ocidente], que é o valor que se dá às comunidades, à família. Nas grandes cidades existem os mesmos problemas, mas na Ásia existe um culto das relações familiares e de amizade.” Chegou a Hong Kong no primeiro trimestre de 2019, um ano turbulento. Depois de falar com todas essas pessoas, que análise faz do território? Há descontentamento dessa classe média não apenas por razões políticas, mas também económicas, nomeadamente o problema da habitação? Claro que sim. A situação em Hong Kong é muito complexa. No Ocidente vemos as coisas assim, “aqueles jovens estão a lutar pela liberdade”, mas não é bem assim. Há várias coisas misturadas. E os próprios protestos têm uma história. Tem a

ver com uma mentalidade que interpretaríamos como de direita na Europa, face aos protestos anteriores. Mas os nossos conceitos na Ásia são diferentes, e mesmo quando chegamos à Europa de Leste, os ideais de esquerda ou de direita são um pouco diferentes. Quem viveu em regimes comunistas tende a olhar para a direita como uma coisa mais libertadora. Ao contrário de Portugal, que viveu numa ditadura de direita. A China é um país comunista, de esquerda. Esses conceitos baralham-se quando vivemos numa outra realidade. Senti que as pessoas em Hong Kong se sentem sufocadas, pelo facto de a habitação ser cara, e depois há uma espécie de angústia em relação ao futuro. Macau não é uma metrópole como são estas cidades e talvez por isso terá ficado de fora do livro. Fez apenas uma referência no final. A minha lógica era de facto ir às cidades emergentes, embora no livro faça grandes desvios. Na China fui a muitas zonas rurais, por exemplo. Mas não quis escrever muito sobre Macau porque não sei o suficiente. Nas outras cidades posso ter o papel de turista, mas em Macau há uma história comum, não sou um mero estrangeiro. Não arrisco escrever de forma leviana. Precisava estudar melhor Macau. Mas diz que Macau é uma válvula de escape para a China, e o “sucedâneo da utopia”. Refiro-me ao jogo. Engraçado porque nessa perspectiva de primeira impressão, quando se chega a Macau e à nova zona dos casinos, é um choque. É uma coisa desproporcional, conheci bem Las Vegas mas aquilo [Cotai] é maior. E soa ainda mais artificial. Mas se pensarmos no jogo, é uma ideia de utopia. Primeiro, numa perspectiva individual, é a ilusão de que facilmente conseguiremos ganhar milhões. A utopia é ela própria um sonho que nos parece alcançável. A ideia de válvula de escape é porque os chineses vão a Macau para jogar, gastar o dinheiro, a possibilidade de fuga, de sonhar. Quando assume que não sabe muito sobre Macau, não é tam-

bém uma questão generalizada, por parte das pessoas e das autoridades? Macau tornou-se uma coisa longínqua. Sim. Era importante falar. Houve um processo histórico e, em relação a Macau, quando foi entregue à China, fechou-se um capítulo, deixou de ser tão importante para Portugal. Depois é um território que está longe e sempre houve uma ilusão de que Portugal ainda tem uma grande influência em Macau. Mas é chocante, porque quem chega… pode haver a influência [do português] numa elite, os macaenses ou o Governo, mas eu entrei num táxi, tentei apresentar o nome em português e o taxista mandou-me embora porque não percebia. E foi por isso que não quis escrever.

“No centro de tudo isso, há a utopia: o que é que estas pessoas sonham? Uma das capacidades da classe média é a capacidade de sonhar, que as pessoas que vivem na pobreza não têm.” Mas deixamos o património, a língua portuguesa, que ainda é oficial, uma escola portuguesa. Mas ninguém fala português na realidade. Há outras antigas colónias onde o português se manteve. É uma realidade histórica complexa. Existe uma pequena marca, apesar de tudo. E pelo que percebi, das conversas que tive, a China valoriza essa relação, apesar de ser o gigante que é, a comparar com Portugal, que é uma formiga. E a aprendizagem do português é apoiada. Apoia-se que Macau seja essa ponte com o mundo lusófono, e nesse sentido parece que Portugal não fala muito nisso. Parece uma coisa exótica, esquecida. E isso deveria ser explorado. Gostava de viver um tempo em Macau para conhecer mais sobre a China também. Andreia Sofia Silva


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Habitação económica Agnes Lam questiona números

HOJE MACAU

6.5.2021 quinta-feira

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Agnes Lam questionou o Governo através de uma interpelação escrita sobre o andamento do processo de atribuição de habitação económica. A deputada pretende saber como está o concurso iniciado por Chui Sai On, ex-Chefe do Executivo, em 2019, a meses de deixar o cargo e para a atribuição de fracções que ainda não

foram concluídas. De acordo com os planos do Executivo, as primeiras fracções económicas disponibilizadas na Zona A dos Novos Aterros vão ser de 5 mil unidades. Contudo, a deputada quer saber se é possível aumentar esse número, uma vez que é “escasso” face à procura por este tipo de habitação

Estacionamento Executivo prepara parque para 570 veículos O Governo vai construir um parque de estacionamento público com capacidade para 350 automóveis e 220 motas no terreno do Posto Fronteiriço Qingmao. A revelação foi feita pelo subdirector dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), Chiang Ngoc Vai, na resposta a uma interpelação do deputado Leong Sun Iok. Além disso, segundo Chiang, vai

ser construída uma passagem pedonal aérea na Avenida do Comendador entre o Posto Fronteiriço Qingmao e o antigo Centro de Inspecções de Veículos. Em relação a equipamentos complementares à fronteira pedonal, o Governo diz ainda que vai criar um estacionamento com 25 lugares para veículos automóveis no antigo centro de inspecções.

CASAMENTO FALSO PENA JUSTIFICADA COM EFEITO DE DISSUASÃO

Matar a vontade

O Governo aposta numa pena de prisão de dois a oito anos para casamentos falsos com o objectivo de o castigo ter um efeito dissuasor. A proposta de lei sobre a migração prevê também que os operadores de transportes sejam multados se transportarem ilegais, mas apenas quando estiverem a par da situação

O TIAGO ALCÂNTARA

efeito dissuasor e a gravidade dos casos de casamento falso foram os principais argumentos invocados pelo Governo para manter a proposta de dois a oito anos de prisão neste tipo de crime. A medida consta da proposta de Lei sobre o “regime jurídico do controlo de migração e das autorizações de permanência e

DIA SIM, DIA NÃO O secretário para a Segurança afirmou ontem que a rejeição de entrada de pessoas em Macau funciona de duas formas diferentes. De acordo com Wong Sio Chak, Macau tem uma lista das pessoas que não podem entrar no território referente a quem praticou um crime ou tem antecedentes criminais. No entanto, garantiu que para as restantes situações é seguida a prática internacional e não existe lista. Ou seja, as medidas da polícia dependem de cada caso, mediante a informação existente. “Esta é uma decisão urgente”, explicou. “Nós não temos esta lista. Mas no nosso serviço policial temos pistas e informações (...). Tem de se estudar caso a caso”, afirmou, acrescentando que se pode lidar com a entrada da mesma pessoa no território de formas diferentes em dias distintos. “Hoje talvez haja problema, mas amanhã talvez não vá haver. Isso depende das pistas e das informações que temos”, apontou. Questionado sobre quantas pessoas estão em causa, quanto aos dados a analisar pela polícia, Wong Sio Chak respondeu apenas não poder revelar o número.

residência” na RAEM, em discussão na 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa. Recorde-se que a proposta prevê penas de prisão para quem “simular casamento, união de facto, adopção ou contrato de trabalho”, tendo como objectivo proporcionar a outros, ou obter para si, a autorização de residência ou autorização especial de permanência em Macau, formalizando o respectivo pedido junto das autoridades. De acordo com Vong Hin Fai, presidente da Comissão, o Governo explicou que a prática desses crimes tem sido registada “ao longo dos tempos”, nomeadamente casamentos e contratações de trabalho falsas. “A sua criminalização tem dividido as opiniões ao nível das instâncias judiciais, porque mesmo diferentes magistrados têm opiniões diferentes sobre a criminalização ou não de certos casos de casamento fictício”, disse. O deputado acrescentou que o artigo visa então clarificar a necessidade de criminalizar essas acções e “surtir um efeito dissuasor”. Vong Hin Fai reconheceu que na primeira ronda de discussão os deputados consideraram a pena “bastante pesada”. No entanto, observou que em Hong Kong a pena pode ir até aos 14 anos de prisão. “[Com base na] resposta dada pelo Governo considerou-se que agora essa moldura penal que consta da proposta de lei pode alcançar o efeito dissuasor, tendo em conta o agravamento deste crime nos últimos tempos. Assim, o proponente propôs manter a moldura penal que consta da proposta de lei de dois a oito anos de prisão. E a Comissão não tem outra opinião sobre isso”, explicou.

A proposta de lei revê também a definição de associação ou sociedade secreta da lei da criminalidade organizada, passando a prever o aliciamento ou instigação para simulações de casamento, união de facto, adopção ou contrato de trabalho.

Pagar o conhecimento

O Governo pretende ainda multar os operadores de transportes que tragam para a RAEM passageiros ou tripulantes que não estejam autorizados a entrar no território, apesar de não haver penalização se o operador demonstrar que não tinha conhecimento da condição da pessoa. “Os operadores de transporte serão informados da condição dos passageiros ou tripulantes de forma a que possam ter conhecimento de quem está ou não autorizado a entrar na RAEM”, disse Vong Hin Fai. Além disso, o deputado exemplificou que quando o documento de viagem de um individuo tiver um prazo de validade inferior a 30 dias, a sua entrada não é autorizada. Ao nível das penalidades para operadores de transportes, previa-se também uma multa de 150.000 a 500.000 patacas por cada viagem em caso de “transmissão com erros, incompleta, falsa ou após o prazo” das informações das pessoas transportadas até ao território. No entanto, tendo em conta a prática noutras zonas do mundo, o Governo “vai alterar o montante da multa antes prevista”. Assim, a multa a ser aplicada nessas circunstâncias será reduzida para um valor entre 30.000 a 150.000 patacas. Salomé Fernandes

Vong Hin Fai, deputado “[Com base na] resposta dada pelo Governo considerou-se que agora essa moldura penal que consta da proposta de lei pode surtir o efeito dissuasor, tendo em conta o agravamento deste crime nos últimos tempos.”


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política 5

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PATRIOTISMO MAK SOI KUN EXIGE APOSTA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

O

deputado Mak Soi Kun interpelou o Governo sobre a necessidade de voltar a apostar no programa “mil talentos”, destinado aos professores das escolas do ensino não superior de Macau. Este programa de formação profissional e também de formação patriótica funciona com o envio de vários docentes para a Universidade East China Normal, onde permanecem durante um ano. “Mesmo que a RAEM esteja também a ser afectada pela epidemia, o Governo deve acompanhar a evolução dos tempos e preparar-se para as adversidades, elevando continuamente a qualidade do corpo docente, que ama o país e Macau, o que é prioritário e premente.” O deputado alerta para o facto de já ter passado mais de um ano desde a apresentação do programa “mil talentos”. “A normalização da situação epidémica teve algum impacto no andamento do referido programa? Foi efectuada alguma avaliação dos resultados deste programa?”, questiona ainda na sua interpelação. Mak Soi Kun deu ainda o exemplo dos protestos de Hong Kong, alertando para o facto de muitos docentes terem acompanhado os estudantes nas ruas. “Segundo alguns cidadãos, as notícias sobre a polémica provocada pela revisão das leis na região vizinha demonstram que em muitos motins nas ruas houve também alunos liderados por docentes, e até mesmo alunos do ensino primário. Além disso, há ainda bastantes professores que não dão aulas com base em factos históricos, o que prejudica os alunos.” Para o deputado, “os professores dos casos referidos da região vizinha nunca conseguem ensinar correctamente os alunos, nem sequer formar patriotas para governar a RAEHK”, concluiu.

Emprego Grande Baía atraiu quase três mil jovens de HK e Macau

Em resposta à interpelação do membro da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) de Macau, João Ma, a CCPPC apontou que há 55 bases de inovação e empreendedorismo de jovens de Hong Kong e Macau na Grande Baía. Estas bases atraíram 2.981 jovens das duas regiões para trabalhar. Segundo o jornal Ou Mun, confirmou-se que estas bases oferecem serviços de intercâmbio, educação, estágio e incubadoras para os jovens. Já se registaram um total de 1.924 projectos.

CE CIRCULAÇÃO DE EMBARCAÇÕES DE PASSAGEIROS FACILITADA

Mar vermelho

As embarcações de passageiros matriculadas no Interior da China e em Hong Kong vão poder explorar rotas em Macau. De acordo com a directora da DSAMA, Susana Wong, as empresas de ferries terão de assegurar o pessoal necessário para o reinício das operações, apesar de terem despedido mais de metade dos trabalhadores devido à pandemia

A

S embarcações de transporte marítimo de passageiros provenientes do Interior da China e de Hong Kong serão autorizadas a explorar rotas em Macau. A medida consta de uma projecto de regulamento administrativo aprovado ontem pelo Conselho Executivo. “O projecto de regulamento propõe a redução das limitações relativas ao porto de matrícula das embarcações de transporte marítimo de passageiros, permitindo às embarcações matriculadas, quer no Interior da China, quer em Macau, quer em Hong Kong, explorar rotas de transporte marítimo de passageiros em Macau”, transmitiu o porta-voz do Conselho Executivo André Cheong. De acordo com a com Susana Wong, directora dos Serviços para os Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) o objectivo da proposta passa por “apoiar Macau ao nível do turismo marítimo”, sobretudo através do

contributo que as embarcações de matrícula chinesa podem dar para “enriquecer” o plano de transformação de Macau num centro mundial de turismo e lazer e “explorar e abrir novas rotas turísticas entre Macau e as cidades ou ilhas vizinhas”. Convidada a dar detalhes sobre o despedimento de mais de metade dos trabalhadores das empresas de ferries devido à pandemia, Susana Wong indicou que os cortes foram feitos a trabalhadores do Interior da China, Hong Kong e Macau, a começar “pelo pessoal não técnico” e que essas

“Exigimos que as companhias [de ferries] tenham trabalhadores suficientes para garantir o reinício das rotas.” SUSANA WONG DSAMA

empresas terão de assegurar os recursos necessários para quando as rotas forem reactivadas. “Em relação ao número de trabalhadores despedidos devido à pandemia, as companhias estão a ajustar as medidas para os seus trabalhadores. Em primeiro lugar, avançaram com licenças sem vencimento e depois para o despedimento de pessoal não técnico. Estamos a acompanhar a situação dos trabalhadores para que as empresas de ferries possam cumprir os contratos da concessão. Até agora estas empresas já despediram mais de metade dos trabalhadores não técnicos, mas exigimos que as companhias tenham trabalhadores suficientes para garantir o reinício das rotas”, partilhou a directora da DSAMA.

Mais vale prevenir

Na mesma ocasião, o Conselho Executivo aprovou ainda o projecto de regulamento intitulado “Limites de emissão de poluentes atmosféricos e normas de gestão

das instalações dos estabelecimentos industriais de fabrico de betão”. A ideia, segundo o director dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), Raymond Tam passa sobretudo por “regular melhor” o ambiente atmosférico da zona de Ká-Hó. No entanto, o responsável admite que o novo regulamento “não vai trazer grande impacto para o sector”, pois as fábricas que existem em Macau já cumprem os limites de emissão de poluentes atmosféricos. “Temos oito fábricas em Macau, e na (…) maior parte delas, a emissão dos poluentes consegue adaptar-se aos nossos padrões. Entretanto alguns estabelecimentos ainda têm de aperfeiçoar a sua gestão. Acho que a entrada em vigor deste regulamento não vai trazer grande impacto para o sector”, partilhou. O impacto, explicou o responsável, será sentido essencialmente, por exemplo, ao nível da gestão de instalações e cumprimento de normas durante o transporte de materiais. Concretamente, explicou Raymond Tam, o regulamento estabelece os “limites de emissão de poluentes atmosféricos a cumprir pelos estabelecimentos industriais de fabrico de betão, bem como as normas a observar pelos mesmos nos processos da carga e descarga, do transporte, do armazenamento e do empilhamento de cimento, areias e brita”. Além disso, a cada seis meses as fábricas de betão passam a estar obrigadas a apresentar um relatório de inspecção de emissão de poluentes atmosféricos a elaborar por uma instituição devidamente reconhecida. Pedro Arede


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6.5.2021 quinta-feira

IPIM Lau Wai Meng mantém presidência e confirma reuniões

Lau Wai Meng, presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), confirmou que até ao final do ano serão realizadas seis reuniões importantes com mais de mil participantes. Segundo o jornal Ou Mun, o responsável explicou que estes encontros abrangem a reunião anual do organismo e a conferência comercial e tecnológica. Além disso, Lau Wai Meng apontou que o Governo organizou vários fóruns e exposições com a vista a atrair a participação dos estabelecimentos comerciais e de clientes. Lau Wai Meng vai continuar como presidente da instituição por mais um ano. Segundo um despacho publicado ontem em Boletim Oficial, a nova comissão de serviço de Benson Lau Wai Meng entra em vigor a partir do dia 27 deste mês.

IAS Casa modelo da residência para idosos exibida em Junho PLANO DIRECTOR MEMBROS DO CPU EMITEM OPINIÕES ATÉ 5 DE JUNHO

Com ordem para falar

Chan Pou Ha espera que os trabalhos de preparação da Lei do Planeamento Urbano fiquem concluídos até ao final do ano. As opiniões dos membros do Conselho do Planeamento Urbanístico vão ser entregues ao Chefe do Executivo no prazo de 60 dias

O

S membros do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU) têm até 5 de Junho para elaborar um parecer individual com opiniões sobre o Plano Director da RAEM. A data limite foi traçada ontem, numa reunião à porta fechada, em que os membros discutiram a forma como o CPU vai dar o seu parecer. “Segundo a Lei do Planeamento Urbanístico, o Conselho tem de emitir um parecer sobre o documento. Como são trabalhos com um grande volume tivemos de agendar uma reunião para discutir a realização dos trabalhos”, afirmou Chan Pou Ha, directora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) e presidente do CPU. “Todos os membros do Conselho do Planeamento Urbanístico vão apresentar um parecer

por escrito. Têm cerca de um mês para o elaborarem, até dia 5 de Junho”, acrescentou. As opiniões dos membros do CPU vão depois ser colocadas online no portal do conselho, e poderão ser consultadas nesse local. Contudo, as opiniões serão depois apresentadas e debatidas em dois encontros do CPU, agendados para 9 e 16 de Junho. “Nesses dias vamos ter uma reunião em que os membros podem apresentar as suas opiniões. Vamos ter duas semanas para fazerem as apresentações”, indicou Chan. Concluídas as discussões, as opiniões dos membros do

CPU vão ser compiladas com as opiniões da consulta pública e entregues ao Chefe do Executivo, Ho Iat Seng. Este processo tem de ser concluído dentro de 90 dias e vai também ser disponibilizado através do portal electrónico.

Este ano

Após a reunião, Chan Pou Ha deixou ainda o desejo de que o processo legislativo do Plano Director possa ficar concluído até ao final do corrente ano, tendo depois de ser votado na Assembleia Legislativa. “Esperamos que após o envio das opiniões ao Chefe do Executivo que os trabalhos possam ser

“Esperamos que após o envio das opiniões ao Chefe do Executivo que os trabalhos possam ser concluídos ainda este ano.” CHAN POU HA PRESIDENTE DO CPU

concluídos ainda este ano”, disse Chan, no final do encontro. “Por isso, espero que o processo corra bem e que seja concluído o mais cedo possível”, realçou. Na reunião de ontem, os membros do CPU assistiram ainda a uma apresentação sobre os resultados da consulta pública à população, que decorreu entre 4 de Setembro e 2 de Novembro do ano passado. Também ontem, Chan Pou Ha abordou o assunto da instalação de uma comporta para controlar o nível da água no Porto Interior para evitar as cheias. A directora da DSSOPT confirmou que o Governo já está na posse dos resultados do estudo sobre a viabilidade do projecto, mas que ainda decorrem trabalhos técnicos, que impedem a divulgação do estudo. Porém, Chan prometeu que as conclusões vão ser anunciadas o mais brevemente possível. João Santos Filipe

Hon Wai, presidente do Instituto de Acção Social, prevê que a fracção modelo da habitação para idosos esteja disponível para exibição no fim de Junho. Segundo o jornal Ou Mun, Hon Wai apontou que as fracções da habitação para idosos têm instalações básicas, como decoração, móveis, electrodomésticos, bem como divisões recreativas, médicas e serviços de apoio inteligentes. O responsável indicou que se está a estudar o mercado de arrendamento e que o valor será determinado depois da compilação dos dados recolhidos. Sobre as candidaturas a este tipo de habitação, Hon Wai respondeu que não haverá sobreposição entre a residência para idosos e a habitação pública. O plano preliminar é a iniciativa dirigir-se aos idosos que moram em edifícios sem elevador com dificuldade em subir e descer escadas.

FAOM Inscrições para concurso de casais trabalhadores

Para elogiar as contribuições das mulheres na sociedade e família, bem como dos homens no equilíbrio e harmonia familiar, a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e a Wynn organizaram um concurso com prémios para famílias em que ambos os membros do casal trabalham. O prazo das inscrições para mulheres termina a 10 de Junho, enquanto para os homens se estende até 30 de Junho. O programa é subsidiado pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e vai eleger 30 mulheres e 10 homens excelentes, que para poderem participar precisam de ser nomeados. Leong Si Long, director do centro de serviços da FAOM, indicou que este ano a novidade é os homens serem abrangidos nos prémios, e serem avaliados com base nas técnicas em trabalhos domésticos como varrer e dobrar a roupa. Já as mulheres participantes, são avaliadas através de uma entrevista em que o júri examina as suas características, atitude da vida e participação nos assuntos sociais. No ano passado participaram 60 mulheres.

Fronteiras Recorde de entrada de pessoas a 1 de Maio

O Comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública, Ng Kam Wa, disse que entre os dias 1 e 4 de Maio o número de pessoas que entrou e saiu de Macau chegou a 1,3 milhões. O maior volume de entradas nos diferentes postos foi a 1 de Maio, e representou o número mais alto desde a pandemia. De acordo com o Exmoo News, entraram quase 45 mil pessoas nesse dia, enquanto a 4 de Maio entraram e saíram 335 mil.


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AMCM DEPÓSITOS DE MARÇO CRESCEM FACE A FEVEREIRO

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Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) publicou ontem os dados relativos aos depósitos, empréstimos e massa monetária no mês de Março. Segundo um comunicado, “a massa monetária cresceu e a quota da pataca permaneceu relativamente estável”, enquanto que “os depósitos e empréstimos de residentes cresceram relativamente ao mês anterior”, isto é, face a Fevereiro. Neste sentido, o crescimento dos depósitos foi de 0,6 por cento, tendo atingido o montante de 680,5 mil milhões de patacas. Por sua vez, os depósitos dos não residentes também registaram um crescimento, na ordem dos 2,8 por cento, tendo atingido o valor de 354,3 mil milhões de patacas. No sector público, os depósitos foram de 264,1 mil milhões de patacas, uma quebra de 0,4 por cento. O total dos depósitos no sector bancário, em Março, teve um crescimento de 1 por cento, tendo atingido o montante de 1.298,8 mil milhões de patacas. Quanto aos empréstimos no sector privado, houve um aumento de 0,8 por cento em relação a Fevereiro, no valor de 540,2 mil milhões de patacas. No primeiro trimestre os empréstimos bancários relacionados com as indústrias transformadoras e comércio por grosso e a retalho aumentaram 14,6 e 11,5 por cento, respectivamente, quando comparado com o trimestre anterior. Em termos gerais, os empréstimos concedidos ao sector privado cresceram 3,1 por cento, tendo atingido o valor de 1.245,9 mil milhões de patacas.

Economia Mais sociedades face ao primeiro trimestre de 2020

Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que, no primeiro trimestre deste ano, foram constituídas 1517 sociedades, mais 471 face ao primeiro trimestre do ano passado. De entre as sociedades constituídas, 518 pertenciam ao ramo de actividade económica do comércio por grosso e a retalho e 406 ao ramo dos serviços prestados às empresas. O capital social das sociedades constituídas cifrou-se em 219 milhões de Patacas, menos 11,9 por cento em termos anuais. Também no primeiro trimestre deste ano, 253 sociedades fecharam portas, sendo que estas possuíam um capital social de 85 milhões de patacas.

APOIO AO CONSUMO INSCRIÇÕES ARRANCAM AMANHÃ. UTILIZAÇÃO COMEÇA A 1 DE JUNHO

Toca a passar cartão

As inscrições para a nova ronda de apoios ao consumo no valor total de 8.000 patacas arrancam amanhã. Quer seja pela via digital ou através de cartão de consumo, o montante pode ser utilizado a partir de 1 de Junho. Integração de não residentes nos planos de apoio continua “em estudo”

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R R ANC AM amanhã as inscrições para o “Plano de benefícios do consumo por meio electrónico”, que prevê atribuir um montante inicial de 5.000 patacas e um outro para desconto imediato de 3.000 patacas, através de cartão de consumo ou pagamento móvel, a todos os residentes permanentes e não permanentes de Macau. As inscrições podem ser feitas online através do website da Autoridade Monetária de Macau (AMCM) entre as 9h00 de amanhã e 10 de Dezembro. Efectuada a inscrição, a atribuição dos montantes, pela via digital ou no cartão de consumo será feita a partir de 24 de Maio. Com o cartão de consumo carregado, os apoios poderão ser utilizados a partir do dia 1 de Junho e até ao final do ano, ou seja, 31 de Dezembro de 2021. O “Plano de benefícios do consumo por meio electrónico” é uma das iniciativas que integram a estratégia do Governo de salvaguarda do emprego e estabilização da economia. O objectivo, passa por “aliviar as dificuldades da população” e estabilizar a economia”, salientou ontem em

conferência de imprensa o director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), Tai Kin Ip. Tai Kin Ip revelou ainda que, através do programa o Governo espera injectar mais de seis mil milhões de patacas, embora o efeito na economia possa ser mais abrangente. “No âmbito deste plano vamos injectar cerca de seis mil milhões de patacas para estimular o consumo no mercado, alavancando (…) cerca de oito mil milhões de patacas”, apontou o responsável.

Via dupla

Quer se opte pelo pagamento móvel, quer pelo cartão de consumo, a inscrição é sempre obrigatória, podendo também ser feita presencialmente num dos cerca de 100 postos de serviço de inscrição. Quem optar pelo cartão de consumo deve começar por indicar essa escolha no momento da

Os apoios poderão ser utilizados a partir do dia 1 de Junho e até ao final do ano

inscrição, logo após a introdução dos seus dados pessoais. Quem nunca levantou o cartão de consumo em rondas anteriores ou pretenda pedir uma segunda via do mesmo, por motivo de extravio, pode fazê-lo, sendo obrigatório, para o segundo caso, denunciar a situação às autoridades. Os residentes que optem pelo pagamento digital devem proceder à “abertura prévia de uma conta autenticada com nome verdadeiro junto da respectiva instituição financeira participante neste plano”, sendo que o montante dos beneficiários menores pode ser transferido para a conta de pagamento móvel dos pais. Concluída a fase de inscrição, quem optar pelo cartão de consumo poderá dirigir-se a partir do dia 24 de Maio a um dos 170 postos de serviços de carregamento disponíveis em Macau e discriminados no website dedicado ao plano de consumo. Quem escolher a via digital verá os montantes depositados automaticamente na conta do pagamento móvel com autenticação do nome verdadeiro indicada. Recorde-se que o limite máximo diário de utilização do montante inicial é de 300 patacas. Este montante inicial de 5.000 patacas é

utilizado simultaneamente com um desconto imediato, pelo que o limite máximo diário de utilização efectiva do desconto imediato é de 100 patacas. Contas feitas, sempre que existir saldo no montante inicial, os residentes podem adquirir produtos no valor máximo de 400 patacas. Questionado sobre a possibilidade de o plano poder vir a abranger trabalhadores não residentes (TNR), hipótese admitida pelo Executivo noutra ocasião, Tai Kin Ip, referiu não ter mais nada a acrescentar de momento, quer ao nível de datas ou da forma como este apoio pode vir a ser prestado. “O Governo já respondeu a esta questão. Até ao momento ainda estamos em processo de estudo sobre a possibilidade de os não residentes poderem vir a usufruir do plano de benefícios ao consumo. Estamos a acompanhar a situação económica de Macau e a situação da recuperação financeira. Não temos mais informações a dar”, disse o responsável. Certo parece ser, de acordo com o que foi avançado noutra ocasião, que os TNR não vão ter direito ao montante inicial. Pedro Arede


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HISTÓRIA PRIMEIRO ESCRITO DE UM CHINÊS SOBRE EUROPA E PORTUGAL EM FASE DE TRADUÇÃO

Crónica de uma terra anun O Observatório da China associou-se à Universidade de Macau e à Academia de Ciências Sociais de Cantão para concretizar o projecto de tradução da primeira crónica escrita por um chinês sobre Portugal e a Europa, e que data de finais do século XVIII. Rui Lourido, presidente do Observatório da China, fala de um trabalho “complexo”, que já dura há oito anos

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S T Á em fase de tradução, há oito anos, a primeira crónica escrita por um chinês sobre o mundo ocidental, com foco em Portugal e na Europa. A língua usada no antigo documento é o cantonense dos finais do século XVIII, o que acrescenta uma enorme complexidade ao projecto, segundo contou ao HM Rui Lourido, presidente do Observatório

da China, que propôs a publicação da crónica produzida em Macau. O projecto tem vindo a ser desenvolvido com os especialistas da Academia de Ciências Sociais de Cantão e com a Universidade de Macau (UM), incluindo o apoio da Fundação Macau (FM). “Temos uma equipa de investigação composta por uma série de professores, e temos o próprio Yao Jingming [da UM] a levar este projecto para a frente. Há oito anos que tentamos encontrar apoios e temos vindo a estudar a crónica. A FM dá o seu apoio, mas é necessária uma equipa de investigação, uma vez que se trata de um trabalho histórico demorado.” O objectivo é publicar a crónica em livro e também online, em três línguas, incluindo o português e o inglês, uma vez que apenas

foi publicada na China no início do século XIX, no idioma original.

Em Macau

A crónica nasce “de uma história interessantíssima”, conforme contou Rui Lourido. “Trata-se de um chinês que naufraga nos mares da China, junto ao Japão, e é salvo por uma embarcação portuguesa. Ele aproveita e vem de viagem até ao Ocidente e descreve todo o trajecto.” Segue-se um período de 15 anos de vivência na Europa, incluindo a presença em Portugal. No texto, é feita a descrição “dos usos, costumes, fortalezas, cidades” que visita e, aquando do regresso, o autor da crónica fica em Macau. Acaba por ficar cego e é no território que dita tudo aquilo que viu “a um amigo mandarim”. “É esse o escrito que vem a ser publicado já depois da sua morte. Mas trata-se de uma escrita em chinês dos finais do século XVIII, e estamos com algumas dificuldades na localização dos topónimos”, descreveu Rui Lourido.

Por fases

Outro projecto em desenvolvimento pelo Observatório da China é a grande biblioteca digital Macau-China, que já conta com mais de 200 mil páginas gratuitas disponíveis com todas as obras publicadas sobre Macau e China entre os séculos XVI e XIX. “Há textos em português e o projecto é apoiado pela FM. Tem uma série de fases e vai-se desenvolvendo”, disse Rui Lourido. Actualmente está a ser introduzida a cartografia sobre Macau e a China correspondente aos séculos XVI e XIX. Andreia Sofia Silva

“Temos uma equipa de investigação composta por uma série de professores, e temos o próprio Yao Jingming [da UM] a levar este projecto para a frente. Há oito anos que tentamos encontrar apoios e temos vindo a estudar a crónica.” RUI LOURIDO PRESIDENTE DO OBSERVATÓRIO DA CHINA


quinta-feira 6.5.2021

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ARTM “Hidden Gems” abre portas dia 15 de Maio em Ka-Hó

A Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM) volta a acolher uma nova exposição com curadoria da também artista Alice Kok. Trata-se de “Hidden Gems”, uma mostra que espelha “a beleza da localização”, que neste caso são as casas amarelas da Igreja de Nossa Senhora das Dores, onde funcionou a leprosaria de Ka-Hó. A mostra abre portas no próximo dia 15 de Maio e revela “uma pérola longe do espaço urbano da cidade, onde podemos estar em contacto com a natureza e com a história, mas também o Talento Escondido que está dentro de cada um de nós, até à transformação da vida que ilumina esta localização”. “Hidden Gems” é composta por obras de 23 artistas que doaram os seus trabalhos ao projecto “Hold on Hope”, da ARTM, para “ajudar a criar sustentabilidade”, descreve a associação em comunicado. A mostra estará patente até ao próximo dia 12 de Junho e tem entrada gratuita.

CCM “O PODER DA IMAGEM” NO PEQUENO AUDITÓRIO EM JUNHO

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pequeno auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) recebe, entre os dias 10 e 13 de Junho, a 13.ª edição de “O Poder da Imagem”, que visa mostrar algumas das produções locais na área do cinema. Segundo uma nota do Instituto Cultural (IC), serão exibidos 13 filmes “que expressam as mais recentes impressões cinematográficas sobre a cidade”, e que serão projectados em seis sessões. “A edição deste ano leva o público para uma série de visões pessoais que transpõem para o grande ecrã uma diversidade de perspectivas, entre aventuras apaixonadas, comentário social e descrições de perseverança humana.” Além das histórias experimentais e dos novos contos visuais nascidos da pandemia, dos documentários às curtas-metragens e animações, cada filme retrata uma ligação particular entre o realizador e a sua própria visão da cidade. No dia 10 de Junho, às 19h30, serão exibidos os filmes “Entre Sombras”, de Jenny Wan, “Uma História de 2020”, de Peeko Wong e Wong Chi Kin, “Pelo Menos Hoje Não”, de Io Lou Ian, e “Casa Flutuante”, de Chang Seng Pong. No dia 11 de Junho, sexta-feira, serão exibidos os filmes “O Murmúrio dos Icebergues”, de Un Sio San, “Jantar de Família”, de Cheang Ka Hou, “O Sonho do Papá”, de Ray Loi, “Lado a Lado”, de Ng Ka lon e “A Casa do Boxe”, de Chao Kin Kuan. Na lista de filmes seleccionados incluem-se ainda “2020 visto por Man”, de Catherine Ho, “Mui”, de Wong Wen Chon, “Olhos Divinos”, de Lao Keng U, e “Quinhentas Cartas Depois”, de Lei Cheok Mei. “Macau - O Poder da Imagem” realiza-se há mais de dez anos e já promoveu a produção e exibição de mais de 130 filmes. Os bilhetes para a edição deste ano estão disponíveis para venda a partir de domingo, dia 9, e têm o custo de 60 patacas.

Palcos de liberdade I Exposição de Cenografia de Ren Dongsheng inaugura amanhã

NTEGRADA na programação do 31.º Festival de Artes de Macau (FAM), a exposição “Imagens e Espaço: Exposição de Cenografia de Ren Dongsheng” é inaugurada amanhã no Teatro MGM do MGM Cotai, abrindo portas ao público no dia seguinte. Também no sábado, a partir das 16h00, haverá lugar para uma palestra com o artista, intitulada “A Criação de um Espaço Fluido no Palco” Através da obra patente no Teatro MGM, o cenógrafo Ren Dongsheng propõe, segundo uma nota oficial divulgada pelo Instituto Cultural (IC), uma viagem no tempo e no espaço, onde explora o design de palco com “um espírito de artesão”. As obras presentes no espaço entre os dias 8 e 18 de Maio prometem, resultado de revisões frequentes de estilo, cores e técnicas, ser “transcendentes, poéticas, vívidas e pioneiras”.

Responsável pelo design de iluminação e pela direcção artística de quase 100 produções chinesas e internacionais, Ren Dongsheng, cenógrafo de primeira classe a nível nacional, é actualmente Vice-director da Companhia de Dança Juvenil da Academia de Dança de Pequim. Os trabalhos mais representativos do artista incluem os espectáculos de dança “Balada da Paisagem”, “Nanjing 1937” e “Huang Daopo”. As suas obras, segundo o IC, têm sido amplamente elogiadas devido ao seu “distinto estilo artístico, requintado e elegante”, com conotações profundas. A exposição divide-se em três secções: “Dança”, “Teatro” e “O Apólogo 2047”, abarcando todas elas colecções de fotos e vídeos das suas obras. Cada uma das três secções tem uma duração de aproximadamente 30

minutos, sendo apresentada a cada meia hora.

Palestra online

No próximo sábado, dia de abertura ao público da exposição de cenografia de Ren Dongsheng, o Festival deArtes de Macau agendou ainda a palestra “ACriação de um Espaço Fluido no Palco”, onde o artista irá explorar o “mundo místico da estética do palco com o público”. Devido à impossibilidade de o artista se deslocar a Macau, a palestra será realizada online. Todos os interessados podem fazer o registo online através do “Sistema de Inscrição em Actividades” até ao final do dia de hoje A exposição poderá ser visitada até ao dia 18 de Maio, estando aberta entre as 15h30 e as 19h45 de segunda-feira a sexta-feira e das 11h00 às 19h45 durante o fim-de-semana. No dia 10 de Maio a exposição estará encerrada. A entrada livre. P.A.


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COVID-19 SALIENTADO APOIO À ÍNDIA, APÓS POLÉMICA NO WEIBO

“Fogo” controlado

A comparação entre imagens de um lançamento espacial chinês e uma fogueira de cremação de vítimas da covid-19 indianas não caiu bem em alguns sectores das redes sociais. No entanto, Pequim, através do seu embaixador na Índia, já veio pôr água na fervura, destacando o apoio que a China tem continuamente prestado ao lado indiano no combate à pandemia

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S autoridades chinesas salientaram nos últimos dias o apoio prestado à Índia no combate à nova vaga da pandemia de covid-19, depois de uma publicação polémica sobre a mesma numa conta oficial do Partido Comunista Chinês (PCC) na rede social Weibo. A publicação, na conta da Comissão Central Política e de Assuntos Jurídicos do PCC na rede social Weibo (semelhante ao Twitter), consistia numa comparação entre duas imagens - um lançamento espacial chinês, ao lado de uma fogueira de cremação de vítimas de covid-19 na Índia - ambas com a legenda depreciativa "a China a acender um fogo versus a Índia a acender um fogo". De acordo com o site da cadeia de televisão australiano ABC, a publicação foi removida depois de alguns utilizadores da rede social se terem queixado do teor inapropriado, face à grave situação vivida na Índia. Por seu lado, o embaixador da China na Índia, Sun

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entregar o quanto antes", disse o diplomata. "Muitas empresas e organizações privadas chinesas estão a usar os próprios canais para providenciar" diferentes tipos de auxílio à Índia, adiantou.

Tensões acumuladas

Weidong, disse a órgãos de comunicação social estatais chineses que Pequim enviou mais de cinco mil ventiladores e 21.569 geradores de oxigénio ao longo dos últimos meses.

"Tanto quanto sei, as empresas chinesas estão a acelerar a produção de pelo menos 40 mil geradores de oxigénio, em encomendas feitas pelo lado indiano, e estão a trabalhar incessantemente para as

“As empresas chinesas estão a acelerar a produção de pelo menos 40 mil geradores de oxigénio, em encomendas feitas pelo lado indiano, e estão a trabalhar incessantemente para as entregar o quanto antes.” SUN WEIDONG EMBAIXADOR DA CHINA NA ÍNDIA PUB.

Anúncio Faz-se saber que no concurso público n.º 8/P/21 para o «Fornecimento de Medicamentos do Formulário Hospitalar (Grupo 2) aos Serviços de Saúde», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 13, II Série, de 31 de Março de 2021, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 4.º do programa do concurso público pela entidade que o realiza e que foram juntos ao respectivo processo. Os referidos esclarecimentos encontram-se disponíveis para consulta durante o horário de expediente na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau, e também estão disponíveis na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Serviços de Saúde, aos 29 de Abril de 2021 O Director dos Serviços Lo Iek Long

As tensões entre os dois países mais populosos do mundo aumentaram no ano passado por causa da disputa fronteiriça nos Himalaias. A ABC indicou que utilizadores da rede social chinesa reagiram de forma negativa à publicação e questionaram a forma como é gerida a conta oficial em causa. Contudo, alguns utilizadores também apoiaram a publicação no Weibo, criticando algumas posições assumidas no passado pela Índia em relação à China. A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.214.644 mortos no mundo, resultantes de mais de 153,4 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. Em Portugal, morreram 16.981 pessoas dos 837.715 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

COVID-19 OMS EM AVALIAÇÃO DE VACINAS CHINESAS

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Organização Mundial da Saúde (OMS) reúne-se esta semana e na próxima para avaliar as vacinas chinesas contra a covid-19, desenvolvidas pela Sinopharm e Sinovac, para o Procedimento de Listagem de Uso Emergencial da OMS, de acordo com a própria entidade. "O grupo consultivo vai reunir nos próximos dias para avaliar a Sinopharm", disse Mariangela Batista Galvão Simão, directora-geral assistente da OMS para acesso a medicamentos e produtos de saúde em conferência de imprensa na segunda-feira. "Vamos avaliar a Sinovac" em 5 de maio, disse, acrescentando que "esperamos que, para Sinopharm, tenhamos uma decisão antes do final desta semana, e a Sinovac provavelmente até o final da próxima semana". Se aprovadas, as vacinas chinesas seriam as

primeiras de um país não ocidental a obter aprovação da agência global de saúde, divulgou a Reuters esta terça-feira. O apoio da OMS às vacinas chinesas poderia ter um "impacto significativo" no papel de fornecimento global de vacinas, informou o South China Morning Post, citando Huang Yanzhong, investigador sénior para a saúde global no Conselho de Negócios Estrangeiros em Nova Iorque. "Autorizar o uso de emergência de vacinas chinesas legitimaria a comercialização internacional de vacinas chinesas e facilitaria a imunização em países que receberam as vacinas", disse Huang, acrescentando que a aprovação da OMS também permitirá que a iniciativa COVAX, liderada pela OMS, compre vacinas chinesas para distribuição.

XINJIANG AUTORIDADES SAÚDAM VISITANTES ESTRANGEIROS IMPARCIAIS

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I Xuejun, vice-director do comité permanente da Assembleia Popular Regional de Xinjiang, disse no fim-de-semana que os amigos estrangeiros objectivos e imparciais são bem-vindos para visitar a Região Autônoma Uigur de Xinjiang, na China. Li fez o convite nima vídeo-conferência

online, acrescentando que Xinjiang também se opõe firmemente a qualquer um que seja tendencioso ou se envolva em actividades de investigação com base na presunção de culpa. A conferência, intitulada "Xinjiang é uma terra maravilhosa", foi organizada pelo governo regional de

Xinjiang e pela Embaixada chinesa na Nova Zelândia. Mais de 1.200 pessoas de mais de 100 países e regiões, incluindo funcionários de organizações internacionais, diplomatas, jornalistas e líderes religiosos, visitaram Xinjiang desde o final de 2018, indicam estatísticas oficiais.


quinta-feira 6.5.2021

A Timor-Leste Segundo pior dia desde o início da pandemia

Timor-Leste registou ontem o segundo pior dia desde o início da pandemia com um total de 133 novos casos de infecção com o SARS-CoV-2, com quase 22 por cento a registarem sintomas da covid-19. Em comunicado o Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC) explica que se registaram 109 novos casos em Díli (onde há agora 1104 casos activos). “Do total de casos detectados a proporção de casos sintomáticos foi de 21,8 por cento. A proporção de casos sintomáticos nos últimos sete dias aumentou para uma média de 15,1 por cento”, explica o CIGC. “A tendência da covid-19 em Timor-Leste aponta para a predominância crescente de casos sintomáticos”, refere o comunicado, notando que há actualmente 1.414 casos activos em todo o país (novo máximo) e um total de 2.786 acumulados desde o início da pandemia.

região 11

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junta militar de Myanmar (antiga Birmânia) proibiu a utilização de receptores de televisão por satélite por constituir uma "ameaça à segurança" e ameaçou punir os infratores com uma pena até um ano de prisão. Segundo a emissora pública MRTV, a televisão por satélite já não é legal e os infractores, especialmente aqueles que usam receptores para visualizar canais estrangeiros, podem ser punidos com uma pena máxima de um ano de prisão e uma multa de 500 mil kyat (267 euros). A estação de televisão informou na terça-feira à noite que os meios de comunicação social "ilegais" transmitem notícias que ameaçam a segurança nacional e a ordem pública e encorajam aqueles que cometem actos de traição. Esta proibição junta-se ao corte progressivo das comunicações via Internet desde o golpe de 1 de Fevereiro, primeiro com o bloqueio de redes sociais como o Twitter, Instagram,

Ligações perigosas

Militares no Myanmar proíbem TV por satélite e ameaçam com prisão

imprensa independente pela primeira vez em quase uma década, com os jornais pró-governamentais da junta a serem a única opção de leitura.

Na clandestinidade

Whatsapp e Facebook, e depois com os 'apagões' nocturnos do sinal da Internet e a suspensão desde

15 de Março dos dados da Internet móvel. O regime militar está a tentar restringir a informa-

O regime militar está a tentar restringir a informação vinda do estrangeiro, depois de aprovar medidas restritivas da liberdade de expressão e revogar as licenças de alguns dos meios digitais mais seguidos

ção vinda do estrangeiro, depois de aprovar medidas restritivas da liberdade de expressão e revogar as licenças de alguns dos meios digitais mais seguidos, tais como Myanmar Now, Mizzima ou Khit Thit Media, que continuam a operar clandestinamente. Antes, já tinha fechado as portas da imprensa, deixando Myanmar sem

Cerca de 50 jornalistas continuam detidos e dezenas estão escondidos, a trabalhar a partir de esconderijos em áreas controladas por guerrilhas étnicas ou refugiados em países próximos, como a Tailândia e a Índia. De acordo com a Associação de Assistência aos Presos Políticos (AAPP), 769 pessoas foram mortas pela junta desde a revolta militar, e 3.677 estão detidas. O exército birmanês justificou o golpe com uma alegada fraude eleitoral nas eleições de Novembro, quando o partido da líder pró-democracia Aung San Suu Kyi venceu claramente, como o tinha feito em 2015, num resultado validado pelos observadores internacionais.

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Aviso de recrutamento

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O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 2ª vez do ano 2021

(1) Fins O FDCT visa a concessão de apoio financeiro aos diferentes projectos que contribuam para o reforço da capacidade de investigação científica, inovação e competitividade da RAEM, no quadro dos objectivos da política de desenvolvimento das ciências e da tecnologia da RAEM. (2) Alvos de Patrocínio (i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM. (3) Projecto de Apoio Financeiro (i) Que contribuam para a generalização e o aprofundamento do conhecimento científico e tecnológico; (ii) Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas; (iii) Que contribuam para a investigação e desenvolvimento, promoção e inovação do desenvolvimento industrial; (iv) Que sejam de investigação científica que contribuam para promover a transformação dos resultados da investigação e desenvolvimento; (v) Que contribuam para promover a cooperação com o exterior em ciência e tecnologia; (vi) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vii) Pedidos de patentes. (4) Tipo de projecto candidato De acordo com a classificação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os candidatos devem seleccionar o tipo de. projecto candidato a que pertence entre os seguintes: (i) Tipo de investigação fundamental: projectos desenvolvidos para obter novos conhecimentos sobre os princípios subjacentes aos fenómenos e factos observáveis. (ii) Tipo de investigação aplicada: projectos com objectivos de investigação claros e inovação, desenvolvidos para promover as descobertas da investigação básica à aplicação. (iii) Tipo de desenvolvimento experimental: projectos desenvolvidos para aplicações práticas, destinados a gerar novos produtos, materiais, dispositivos, processos, sistemas e serviços, incluindo especificamente a cooperação da indústria-universidade-investigação, investigação e desenvolvimento empresarial e investigação clínica. (5) Valor de Apoio Financeiro Projectos de montante igual ou inferior a MOP 500.000,00(quinhentas mil patacas) (6) Data do Pedido De 5 de Maio a 31 de Maio de 2021 (7) Forma do Pedido Preenchido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 64 /2021,《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》, publicado no B. O. N° 18 de 4 de Maio 2021, através do sistema informático - “online” do FDCT (website: www.fdct.gov.mo). Endereço: Avenida do Infante D. Henrique N.º 43-53A, Edf. “The Macau Square ”, 11.º andar K, Macau. Para informações: tel. 28788777. (8) Condições de Autorizações Por despacho do Chefe do Executivo nº 64 /2021, processa o 《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》. O Presidente do C. A. do FDCT, Chan Wan Hei 2021 / 05 / 04

Pretende admitir, mediante contrato individual de trabalho, nos termos definidos no novo “Estatuto de Pessoal do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais”, homologado pelo Despacho n.º 49/CE/2010, com alteração homologada pelo Despacho n.º 27/CE/2018, mantido em vigor ao abrigo do artigo 34.º da Lei n.º 9/2018 e do n.º 3 do artigo 78.º do Regulamento Administrativo n.º 25/2018, trabalhadores na seguintes categorias: 1. Um Técnico Superior de 2.ª classe, 1.º escalão (áreas de jardinagem, arborização e de paisagismo, referência n.°0504/DEV-DZVJ/2021) 2. Um Técnico de 2.ª classe, 1.º escalão (áreas de jardinagem e arborização, referência n.°0604/DP-DZVJ/2021) Documentos e condições de candidatura: • Relativamente às condições e os documentos necessários, os pormenores do concurso, constam do aviso, publicado na página electrónica (http://www.iam.gov.mo/p/recruit/) deste Instituto ou podem ser consultados nos locais abaixo indicados; • Os boletins de candidatura deverão ser entregues no prazo de vinte dias, ou seja até ao dia 26 de Maio de 2021, a contar do primeiro dia útil imediato ao da publicação do presente aviso; • Os interessados no concurso, obrigam-se a entregar pessoalmente o boletim de candidatura devidamente preenchido e assinado e os documentos referidos no aviso do concurso, no prazo acima referido e dentro das horas de expediente, nos seguintes locais: ➢ ➢ ➢ ➢ ➢ ➢ ➢ ➢

Centro de Serviços -Avenida da Praia Grande n.os 762-804, Edf. China Plaza, 2.° andar, Macau (Tel. 8795 2635) ; Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Norte -Rua Nova da Areia Preta, n.° 52, Centro de Serviços da RAEM, Macau (Tel. 2847 1366) ; Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Norte (Posto de Toi San) -Avenida de Artur Tamagnini Barbosa, n.° 127, Edf. D.ª Julieta Nobre de Carvalho, Bloco B, R/C, Macau (Tel. 2823 2660) ; Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Norte (Posto de Fai Chi Kei) -Rua Nova do Patane, Habitação Social do Fai Chi Kei, Edf. Fai Tat, Bloco II, R/C, Lojas G e H, Macau (Tel. 2826 1896) ; Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Central -Rotunda de Carlos da Maia, n.os 5 e 7, Complexo da Rotunda de Carlos da Maia, 3.º andar, Macau (Tel. 8291 7233) ; Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Central (Posto de S. Lourenço) -Rua de João Lecaros, Complexo Municipal do Mercado de S. Lourenço, 4.° andar, Macau (Tel. 2893 9006) ; Centro de Prestação de Serviços ao Público das Ilhas -Rua de Coimbra, n.º 225, 3.º andar, Centro de Serviços da RAEM das Ilhas, Taipa (Tel. 2882 5252) ; Centro de Prestação de Serviços ao Público das Ilhas (Posto de Seac Pai Van) -Avenida de Vale das Borboletas, Complexo Comunitário de Seac Pai Van, 6.° andar, Coloane (Tel. 8394 3456).

Horário de expediente: de 2.ª a 6.ª feira, das 09h00 às 18h00(aberto à hora de almoço, encerrado aos sábados, domingos e feriados). Macau, aos 30 de Abril de 2021. O Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais José Maria da Fonseca Tavares www. iam.gov.mo


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retrovisor

LUÍS CARMELO

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6.5.2021 quinta-feira

Conjecturar vidas nos retratos

Um retrato trabalha em três frentes. Por um lado, investe na contenção da sequência temporal. Por outro lado, empresta vida a uma figura que se realizará através de um contorno inanimado. Por fim, propõe, no âmbito dessa construção (ou desse contratempo formal), a medida irreal que é dada, na dimensão linguística, à palavra eternidade. Esta tensão entre a duração segmentada e a promessa de abolição do tempo permite avaliar a sinopse de uma vida, como se um simples instantâneo pudesse decompor todas as intensidades e olhares que a comprimem. Contar uma vida através dum retrato é uma caminhada entre a imagem e o poder da conjectura. Peirce reviu no conceito de “abduction” todo o imenso poder da conjectura. Para o autor, a conjectura é uma actividade humana da “thirdness”, o que significa que antecipa, prevê, constrói e projecta para o futuro a partir do que lhe é dado (e é, também, uma categoria que, como o autor sublinhou, está ligada ao “interpretante”, ou seja, encontra-se directamente conectada com o processar ilimitado das imagens que constituem, em cada instante, a encenação da consciência). O poder de conjecturar não é apenas um poder de antecipação, ele é igualmente um poder de natureza poética, pois está ao seu alcance conceber o que antes nunca foi criado. Este lado criativo da ‘poiesis’ assegura a projecção de figurações originais e modelares sem tradução nas palavras. Tratase de um misto de intuição e de previsão de algo que parece dado ou até óbvio. A conjectura é, pois, uma arte alheia à sintaxe conceptual e, por isso mesmo, capaz de trabalhar com hipóteses mais idealizadas do que racionalizadas. Todo este poder de organização, ao mesmo tempo sensorial, torna-se, a certa altura, metonímico, o que quer dizer que, devido aos efeitos da contiguidade, acabarão por criar-se na mente do observador diversas séries de realidades que decorrem das primeiras instruções geradas pela conjectura. Ou seja: o olhar coloca em movimento um leque vasto de informações que depois se aprofundam e detalham. Este aprofundar conduz ao traçar de uma narrativa (mais circular do que linear) que, através de um processo poético-alegórico, nos acaba por sugerir algumas das intensidades chave da vida do retratado. Tal como Fernando Gil escreveu, “a conjectura constitui

uma prática de liberdade. Ao fabricá-la o espírito manifesta-se cito agora um filósofo, Fichte - como agilidade pura. A mente desarrimase da tradição que a condiciona e enforma, para a sobrevoar e jogar a desarticulá-la”. Por outras palavras ainda: a conjectura “representa um momento breve de felicidade, entre o inconforto da situação cognitiva que a ela conduziu e a certeza antecipada que a sua comprovação evidenciará incompletudes”. Seja como for, a ausência de conjectura atrai desenganos, senão mesmo patologias. Um exemplo curioso: em A carta roubada de Edgar A. Poe, o investigador policial Dupin procura no hotel onde habita o ministro D um importante documento desaparecido. Procura em cada milímetro sem se preocupar em estabelecer uma ordem prévia, como se procedesse a um inventário e não a uma selecção (“Vasculhámos o edifício inteiro, quarto por quarto, dedicando as noites de toda uma semana a cada um deles. Examinámos os móveis de cada aposento. Abrimos todas as gavetas possíveis” (...) “Nem a quinquagésima parte de uma linha nos passaria despercebida. Depois das mesas de trabalho, examinámos as cadeiras. As almofadas foram submetidas ao teste das agulhas. Removemos a parte superior das mesas…”). Pouco ou nada interessa o desenlace, embora, o ministro D ignorasse até ao fim o desaparecimento da carta e tivesse continuado a agir como se os segredos nela contidos ainda estivessem na sua posse. A ausência total de conjectura anda, deste modo, de mão dada com o desengano (o ministro D permanecia completamente nu na governação e no país, mas imaginava estar vestido a rigor). Olhar um quadro e conjecturar é um ofício da poética e também um ofício mental. Um casamento arrebatado que, em princípio, habita todos os humanos com a devida naturalidade, embora com excepção para quem é polícia, sobretudo se tiver sido criado pela pena de Edgar A. Poe. Há lições que não se devem esquecer.

RETRATO DE ANTERO POR COLUMBANO BORDALO PINHEIRO

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OLHAR UM QUADRO E CONJECTURAR É UM OFÍCIO DA POÉTICA E TAMBÉM UM OFÍCIO MENTAL. UM CASAMENTO ARREBATADO QUE, EM PRINCÍPIO, HABITA TODOS OS HUMANOS COM A DEVIDA NATURALIDADE

GIL, Fernando. Mediações- Imprensa Nacional - Casa da Moeda, Lisboa. 2001, p. 286. PEIRCE, Charles S.., Collected Papers of Charles Sanders Peirce, Vol II, The Belknap Press of Harvard University Press, Cambridge, Massachusetts. 1978, pp.p. 211-213 (§8.313 e §8.315). POE, Edgar A. A carta roubada. Editorial Presença. Lisboa. 2003 (1844).


quinta-feira 6.5.2021

GONÇALO WADDINGTON

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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Nada está perdido

TERCEIRO ACTO CENA 1 Gonçalo escreve à máquina, sentado na mesinha em frente à janela. Tem uma garrafa de vinho aberta e o candeeiro a petróleo aceso. A janela aberta por onde entra o luar e uma brisa nocturna. Gonçalo escreve com intensidade, a percussão das teclas é impiedosa. Batem à porta e Gonçalo assusta-se, como se acordasse de um pesadelo. Abre a porta a medo. É Valério, sorridente. Traz um saco de compras cheio e uma garrafa de vinho na mão. Ele avança para a mesinha, pousa a garrafa de vinho e tira mais quatro garrafas iguais do saco, para além de três pacotes de frutos secos, dois de batatas fritas e um grande frasco de tremoços. Valério repara no montinho de folhas dactilografadas, ao lado da máquina, e passa-lhes o polegar, avaliando a quantidade de texto produzida. Olha para Gonçalo e aquiesce com um trejeito de boca. Aponta para o montinho, como se perguntasse: “posso?” e Gonçalo aquiesce, também com um trejeitozito, como se respondesse “por quem sois!” Valério fecha a janela, pega no montinho e trá-lo até à sua cadeira de madeira onde se senta a ler. Gonçalo vai até à lareira, pega em duas pinhas e pousa-as lá dentro. Depois cobre-as com bastante caruma e acende-as. O lume leva o seu tempo a aparecer. Depois põe dois toros por cima do lume, não deixando que este se apague. Quando lhe parece que tudo corre pelo melhor, volta à mesa para abrir uma das garrafas de vinho. Pega no saca-rolhas… Valério [sem olhar para Gonçalo] Abre já duas. Gonçalo ri-se discretamente e faz o que o amigo lhe recomendou. Serve dois copos e trá-los para as cadeiras. Dá um dos copos a Valério e pousa a garrafa no chão. Olha para Valério. Valério [sem olhar para Gonçalo] Não me pressiones. [agora fita Gonçalo] Se vais ficar a olhar para mim, paro já! Gonçalo Sim, senhor! Gonçalo levanta-se a vai espreitar a lareira. Os toros ardem bem, nada a apontar. Gonçalo finge que mexe neles com a tenaz, aproveitando para olhar para Valério e adivinhar as reacções do amigo à leitura. Valério Pára! Gonçalo volta aos seus toros ardentes, sem conseguir disfarçar uma gargalhada. Valério Ri-te, ri-te…! Gonçalo vem sentar-se à mesa, olhando pela janela enquanto termina o vinho que tem no copo. Serve-se outra vez e tira a folha que está na máquina e põe-se a ler o que está escrito. Pega num pequeno lápis e vai tirando algumas notas. Quando acaba, vai até à porta do fundo, abre-a e sai de cena, fechando a porta atrás de si. O tempo passa. Valério termina de ler e pousa as folhas na cadeira de Gonçalo. Serve-se de mais vinho da garrafa que está

no chão e olha pensativo pela janela. Gonçalo volta a entrar e vem sentar-se ao lado do amigo. Os dois ficam em silêncio durante bastante tempo. Valério [olhando a janela] O Joãozinho Neo-Nazi… Gonçalo Hmm… [pausa] E…? Valério [medindo as palavras] Estás no bom caminho… às vezes. Gonçalo [franzindo o sobrolho] Às vezes…? Valério Calma… deixa-me pensar! [pausa] É interessante… mas fica sempre a sensação de que não acreditas no que estás a escrever e, às tantas, sabe-se lá porquê, boicotas-te… e boicotas a história. [pausa] Mas depois voltas a agarrar-nos… e isso até pode ser interessante… assim como está, digo eu… de boicote, recuperação… novo boicote, nova recuperação… é intrigante, não haja dúvida. As personagens são sólidas, apesar da pouca informação que nos dás delas… e isso é bom. Há mistério… há sensação de local… de sítio… embora estejam numa sala estéril… e isso também é bom. Mas quando estás a chegar às profundezas… a um significado mais alargado… a qualquer coisa mais impenetrável, mas mais absoluta, parece que tens medo… do escuro ou da falta de ar, não faço ideia… e voltas à superfície para nos pregares outra rasteira. Gonçalo O que é que queres dizer com… Valério [interrompendo] Não sei! [pausa] Deixa-me pensar mais um bocadinho… Gonçalo Não se safa com uma segunda leitura? Valério [estranhando a pergunta] Não se trata de safar. [pausa] É bom que na segunda leitura se mantenham as dúvidas e o mistério… [ CONTINUA ]

Valério saca do seu maço e oferece um cigarro a Gonçalo. Tira um para si e acende o isqueiro. Os dois ficam mais algum tempo em silêncio, saboreando os seus pregos fumantes. Valério [comprometido] Fui sair com a minha aluna… Gonçalo [travesso] É preciso chamar a polícia? Valério [sorrindo] Para já, não. Gonçalo E como é que isso aconteceu? Valério [leva o seu tempo] Foi…estranho. Gonçalo Estranho? Valério Sim… [pausa] Foi ela que me abordou… perguntou-me se eu a queria levar a jantar. Gonçalo Na faculdade? Valério Sim… à saída de uma aula. Gonçalo [sorrindo] E tu, borraste-te todo nas calças… Valério Não… foi bastante natural, por acaso. Gonçalo Natural? Valério [rindo] Sim, natural é uma palavra horrível… mas não me ocorre nenhuma melhor. Gonçalo Eu percebi… [pausa] E foram jantar? Valério Fomos, pois. Valério levanta-se e vai até à porta do fundo, saindo de cena. Gonçalo fica sozinho, contemplando a nuvem de fumo que se espalha pelo tecto da sua cabana nas montanhas.


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NOTION | TASH SULTANA | 2016

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Tash Sultana pode ter uma carreira ainda curta, mas isso não impediu que o produto da sua criação tenha alcançado já patamares de relevo. Actuando numa óptica de “one-man-band”, a australiana conjuga com mestria os acordes do sintetizador, guitarra e voz para dar corpo a ritmos que tanto encaixam no espectro do rock alternativo como, a tempos, do reggae. Em “Notion”, EP lançado em 2016 Tash Sultana compila em obra de estúdio alguns dos maiores sucessos pelos quais é reconhecida ao longo da sua carreira errante, como “Jungle”, “Synergy” ou Pedro Arede “Notion”.

BAHT

0.25

CINETEATRO ONCE UPON A TIME IN HONG KONG [C]

FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Wong Jing, Woody Hui Com: Louis Koo, Tony Leung, Francis Ng, Lam Ka Tung 14.30, 19.30 FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Roy Chow Com: Louis Koo, Han Geng, Wang Kai 16.30, 21.30 SALA 2

HOME SWEET HOME [C]

1.23

C I N E M A

SALA 1

DYNASTY WARRIORS [C]

YUAN

FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Leste Chen Com: Aaron Kwok, Hsu Wei Ning 14.30, 19.15, 21.30

STAND BY ME DORAEMON 2 [B] FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Ryuichi Yagi, Takashi Yamazaki 16.45 SALA 3

THOSE WHO WISH ME DEAD [C] Um filme de: Taylor Sheridan Com: Angelina Jolie, Nicholas Hoult, Aidan Gillen 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

THOSE WHO WISH ME DEAD

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; Gonçalo M.Tavares; Gonçalo Waddington; Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Pátio da Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo


quinta-feira 6.5.2021

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a propósito de

opinião 15

Olavo Rasquinho*

A DEFESA DO AMBIENTE E OS PRIMEIROS 100 DIAS DO GOVERNO DE JOE BIDEN É JÁ UM lugar-comum afirmar que as alterações climáticas têm vindo a afetar o nosso planeta, o que se reflete na subida da temperatura média do ar e dos oceanos, no aumento da frequência de fenómenos meteorológicos extremos, nomeadamente ondas de calor, secas, inundações, cheias e tempestades. Em apoio desta interpretação, a última época dos furacões no Atlântico Norte foi a mais ativa de sempre desde que há registos, tendo ocorrido trinta ciclones tropicais aos quais foram atribuídos nomes próprios (tempestades tropicais e furacões). O número foi de tal modo elevado em 2020, cerca do triplo da média anual, que os 21 nomes da lista se esgotaram, o que fez com que se tivesse de recorrer a letras do alfabeto grego, o que só havia acontecido, desde que há registos, em 2005. São também atribuídos às alterações climáticas o comprovado degelo de grande parte das calotas polares e a diminuição de caudal de muitos glaciares. Como consequência deste degelo, a subida do nível médio do mar tem vindo a aumentar. Para este aumento também contribui a diminuição da área coberta pelo gelo marítimo, na medida em que passa a haver menos reflexão da radiação solar e, consequentemente, maior aquecimento da água, e mais evaporação. O vapor de água transporta energia sob a forma de calor latente de evaporação que, por sua vez, é libertada para atmosfera, aquando da condensação, o que contribui para a formação e intensificação de tempestades. Partindo do princípio de que as alterações climáticas têm como causa principal a injeção na atmosfera de milhares de milhões de toneladas de gases de efeito de estufa (GEE), com especial ênfase para o dióxido de carbono, os meios científicos têm vindo a realçar que, para evitar um desastre climático, é necessário que se atinja o mais breve possível a neutralidade carbónica, ou seja, quando for nulo o balanço entre a quantidade de dióxido de carbono injetado na atmosfera e a quantidade desse gás que dela se retira, num determinado período. Para se conseguir a tão almejada neutralidade carbónica, há que diminuir drasticamente as fontes de GEE e aumentar a eficácia dos sumidouros. As fontes são essencialmente as atividades antropogénicas relacionadas com a utilização de combustíveis fósseis, nomeadamente os transportes, a produção de aço, cimento e alumínio. Quanto aos sumidouros, há a realçar as florestas, os oceanos e o solo. O grande problema é que, enquanto as fontes têm vindo a aumentar, os sumidouros têm diminuído de eficácia. A área coberta por florestas tem vindo a diminuir, devido a incêndios e desflorestação, e o aumento da temperatura dos oceanos faz com que diminua a sua capacidade de absorver o dióxido de carbono.

Manifestação contra a construção do oleoduto Keystone XL

Para se poder atingir a neutralidade carbónica em 2050, os governos têm de tomar medidas adequadas em termos de legislação e promover a investigação científica e a inovação tecnológica. Em relação a estas duas últimas, a iniciativa privada terá também um forte papel a desempenhar. Alguns governos têm vindo a tomar medidas nesse sentido. Também o Conselho e o Parlamento da União Europeia (UE), chegaram recentemente (em 20 de abril de 2021) a um acordo político provisório visando legislação que leve à neutralidade carbónica da UE em 2050. Se se continuar a injetar GEE ao ritmo atual, ou em maiores quantidades, não se conseguirá travar o a subida da temperatura para valores inferiores a 2º Celsius, de preferência inferiores a 1,5º C, em relação aos valores da era pré-industrial, conforme preconizado pelo Acordo de Paris. Para que tal possa ser alcançado até ao fim do século XXI, é essencial atingir a neutralidade carbónica por volta de 2050. Caso contrário, a temperatura continuará a aumentar para valores que, segundo o IPCC, poderão atingir 3º C ou mais, no final do século.

Biden na Cimeira do Clima de 22-23 de abril de 2021

Trata-se de uma tarefa gigantesca, na medida em que não só não se dispõe atualmente da tecnologia necessária para esse efeito, mas também há que ultrapassar os preconceitos de alguns governantes e os poderosos lóbis negacionistas das alterações climáticas. A derrota de Trump nas últimas eleições presidenciais e a rapidez com que Joe Biden (há quem lhe chame Speedy Joe) tem vindo a reverter as decisões do seu antecessor no sen-

tido de os EUA voltarem ao multilateralismo e à política de defesa da sustentabilidade do planeta, faz com que os americanos venham, muito provavelmente, a conquistar o lugar de líderes mundiais no combate às alterações climáticas. Os avanços nesta área foram enormes nos primeiros cem dias de governo do novo presidente dos EUA, tendo sido as seguintes as principais medidas: regresso ao Acordo de Paris; cancelamento da construção do oleoduto de Keystone XL; substituição de cientistas negacionistas nomeados por Trump em lugares chave da NOAA; compromisso de redução, até 2030, das emissões de dióxido de carbono de 50 a 52% até 2030, em relação aos níveis de 2005; início do processo de restabelecimento dos regulamentos revogados durante a presidência de Trump; realização da Cimeira de Líderes sobre o Clima, iniciada simbolicamente no dia 22 de abril, Dia da Terra, em que participaram 40 governantes, incluindo chefes dos governos dos países mais poluidores e de alguns países mais vulneráveis. A cimeira consistiu essencialmente em depoimentos dos governantes, em que assumiram compromissos de os respetivos países virem a reduzir as emissões de GEE. Participaram também ativistas e representantes de organizações empenhadas na defesa da sustentabilidade do nosso planeta. No que se refere ao oleoduto Keystone XL, com a extensão prevista de cerca de 1.900 km, o Presidente Obama, considerando que os riscos eram muito superiores aos benefícios, já havia rejeitado, em 2015, a autorização para a sua construção. Trump, no entanto, em 2017, revogou a decisão de Obama e assinou uma licença para que a empresa TransCanada iniciasse os trabalhos, o que motivou grandes manifestações populares contra tal medida. Agora foi a vez de Joe Biden, no seu primeiro dia como presidente, cancelar a autorização de Trump para continuar as obras dessa polémica infraestrutura. Seria conveniente que, caso seja eleito um presidente republicano em 2024, esse processo esteja definitivamente encerrado e não se volte a revogar a revogação da construção do oleoduto. São as seguintes algumas das promessas de reduções de emissões de GEE anunciadas na cimeira: Canadá: 40-45% até 2030 (em relação a 2005) EUA: 50-52% até 2030 (em relação a 2005) Japão: 46-50% até 2030 (em relação a 2005) Reino Unido: 78% até 2035 (em relação a 1990) UE: 55% até 2030 (em relação a 1990)

A cimeira, transmitida em direto, através da Internet, foi gravada e disseminada via YouTube, sendo acessível a qualquer interessado. No início da intervenção do primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, um

problema técnico impediu que se ouvisse a sua voz, o que foi interpretado por alguns observadores como sendo uma metáfora da sua atitude pouco entusiasta em relação aos objetivos da cimeira. A Austrália é um dos maiores exportadores mundiais de carvão, utilizado pelos importadores na produção de aço e de eletricidade. Alguns dos seus maiores clientes, nomeadamente a Coreia do Sul e o Japão, estão a diminuir significativamente a utilização deste mineral e, de futuro, a China também seguirá esse caminho. Uma das declarações mais importantes desta cimeira consistiu do anúncio de Xi Jinping de que a China limitaria estritamente o aumento do consumo do carvão nos próximos cinco anos e o reduziria gradualmente nos cinco anos seguintes. Causaram surpresa as declarações do presidente Jair Bolsonaro, que é internacionalmente conhecido como negacionista confesso das alterações climáticas, admirador de Trump, e mentor do aligeiramento das ações de monitorização da desflorestação da Amazónia e da alteração das regras de proteção do ambiente. Quem não visse que era ele a falar, atribuiria o seu discurso a qualquer entusiasta do combate às alterações climáticas.

A desflorestação na Amazônia, em 2020, atingiu o maior índice dos últimos 12 anos

Tratou-se de uma cimeira em que os participantes não se encararam olhos nos olhos e, portanto, muito menos eficiente do que as que são levadas a cabo presencialmente. Apesar de haverem já muitas críticas, principalmente nos EUA, pelo facto de Biden não ter convidado um único cientista, este encontro virtual pode ser considerado um passo importante para a preparação da COP26, a realizar em Glasgow em novembro de 2021, na medida em que pode ser um contributo para que os líderes políticos mundiais se consciencializem da necessidade de assumirem compromissos, por escrito, relativamente às metas a cumprir no sentido de se concretizar a neutralidade carbónica o mais rapidamente possível, preferencialmente antes de 2050.

*Meteorologista. O autor escreve segundo o novo acordo ortográfico


‘‘Responder à ofensa com ofensa é lavar a lama com a lama.’’ PALAVRA DO DIA

Juan Luis Vives

6.5.2021

TCR China Ávila inicia temporada este fim-de-semana em Xangai

Facebook Mantida suspensão da conta de Donald Trump

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ODOLFO Ávila começa este fim-de-semana a temporada no TCR China, e regressa ao campeonato onde foi vice-campeão no ano passado ao volante do MG 6 XPower, com as cores da equipa MG XPower Racing. A primeira prova decorre no Circuito Internacional de Xangai, que normalmente é utilizado para receber a Fórmula 1 na ronda chinesa. Com corridas agendadas para sábado e domingo, Ávila traça como metas lutar pelos títulos. “Estou muito satisfeito pela confiança que a MG XPower Racing voltou a depositar em mim. No ano passado, quando ninguém esperava, conseguimos lutar pelo primeiro lugar do campeonato de pilotos até à última corrida e vencemos o campeonato de equipas”, afirmou o piloto de Macau, em comunicado. “Este ano vamos tentar voltar a oferecer muitas alegrias aos fãs da marca um pouco por todo o mundo e quem sabe estar na luta por ambos os títulos”, sublinhou. Ávila parte em desvantagem face a alguma concorrência, uma vez que não conduz o monolugar desde Novembro, altura em que competiu em Macau. “Já não conduzo o MG 6 XPower TCR desde Novembro do ano passado. Vou precisar de tempo para voltar a ganhar o ritmo, mas, felizmente, conheço bem o carro e o circuito”, indicou. Porém, o piloto não se mostrou muito preocupado: “Esta é uma pista que também é familiar à equipa e acredito que vamos rapidamente recuperar o tempo em que estivemos parados”, conclui o único piloto de Macau inscrito no campeonato.

Alvis Lo disse esperar “que as associações médicas possam organizar a participação dos seus membros na vacinação colectiva para melhor servir de exemplo e demonstração”

Longe do desejado Taxa de vacinação contra covid-19 cobre apenas 10 por cento da população

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baixa adesão da população de Macau à vacina contra a covid-19 e a necessidade de mais campanhas de promoção foram alguns dos pontos discutidos na última reunião do Conselho para os Assuntos Médicos. Segundo um comunicado, Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde de Macau (SSM), disse que “a actual taxa de vacinação em Macau ainda não atingiu um nível satisfatório”, sendo que a taxa de cobertura “é de apenas 10 por cento da população total”. No entanto, o responsável admitiu que “se investiu em muito trabalho de publicidade e de promoção”, além de ter sido aumentado o número de postos de vacinação. Alvis Lo disse esperar “que as associações médicas possam organizar a participação dos seus

membros na vacinação colectiva para melhor servir de exemplo e demonstração”. “O alargamento da rede de vacinação e o lançamento de um plano de proximidade para a vacinação poderá facilitar a vacinação dos residentes. Espera-se que o sector possa esforçar em conjunto para aumentar a taxa de vacinação de Macau e construir juntas a barreira de imunidade”, frisou o director dos SSM.

Sistema eHR em mais locais

A reunião serviu ainda para discutir o programa piloto eHR, que tem vindo a ser desenvolvido de forma experimental pelos SSM, e também pelo hospital Kiang Wu, desde 2017, prevendo-se que mais hospitais privados e a Clínica dos Operários também

possam usar este sistema. Segundo um comunicado, estas instituições de saúde já estão na fase de testes, prevendo-se a entrada em funcionamento do sistema eHR “dentro deste ano”. Até à data este programa já foi usado por mais de 36 mil residentes, mas há ainda “problemas a nível jurídico, informática e do ponto de vista do usuário”. “O número de usuários ainda não atingiu um nível satisfatório, pelo que serão introduzidos alguns ajustamentos técnicos para atender às necessidades legais”, lê-se. O sistema eHR pode “aumentar a coerência dos serviços médicos” e reduzir a possibilidade de repetição de exames e erros no uso de medicamentos, o que permite “melhorar a qualidade dos cuidados de saúde e a segurança dos doentes”.

CAEAL REALIZADA VISITA A POTENCIAIS LOCAIS DE VOTAÇÃO

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Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) visitou ontem várias instalações “com potencialidades para locais de votação, incluindo algumas escolas públicas e privadas onde nunca tinham sido instaladas assembleias de voto”. Os membros da CAEAL analisaram a “capacidade, condições e acesso que esses locais oferecem para a participação dos eleitores” nas próximas eleições legislativas, PUB PUB.

quinta-feira

que acontecem a 12 de Setembro. Além disso, a CAEAL “espera poder continuar a contar com as escolas, nomeadamente no que se refere à cedência, com a maior brevidade possível, das suas instalações para a montagem das assembleias de voto”. Até ao dia 31 de Dezembro estavam recenseadas 325.180 pessoas singulares, um aumento de 5.92 por cento em relação a finais de 2016. Registou-se um total de 813 pessoas colectivas

recenseadas, um número inferior ao das últimas eleições (858 pessoas colectivas). As últimas eleições para a Assembleia Legislativa contaram, para o sufrágio directo, com 36 locais de votação num total de 37 assembleias de voto, e para o sufrágio indirecto, com 1 local de votação e 5 assembleias de voto. A publicação dos locais onde serão instaladas as assembleias de voto será feita até ao 15.º dia anterior à data das eleições.

conselho supervisor da empresa Facebook decidiu ontem manter a suspensão do ex-Presidente dos EUA Donald Trump, que continuará impedido de usar as suas páginas nas redes sociais Facebook e Instagram. O conselho supervisor acredita, ainda assim, que “não é apropriado” que a rede social Facebook imponha uma “sanção com duração indefinida”, pelo que pede que, nos próximos seis meses, a empresa “reconsidere a decisão arbitrária imposta em 7 de Janeiro”. O organismo de vigilância concordou em que as mensagens divulgadas por Donald Trump no início de Janeiro “violaram gravemente” os padrões de conteúdo das redes sociais Facebook e Instagram, referindo-se às mensagens que o ex-Presidente colocou na véspera e durante a invasão do Capitólio pelos seus apoiantes, em 6 de Janeiro, que provocou várias mortes e feridos. No dia seguinte, o Facebook decidiu suspender a conta de Donald Trump por tempo indeterminado, alegando que o ex-Presidente tinha apelado à violência através das redes sociais. Ontem, o conselho de supervisão - um organismo semi-independente cujas decisões são vinculativas - determinou que o antigo inquilino da Casa Branca “criou um ambiente em que um sério risco de violência era possível” com seus comentários em 6 de Janeiro, dia do assalto ao Capitólio. “No momento da publicação das mensagens de Donald Trump, houve um risco claro e imediato de dano e as suas palavras de apoio aos envolvidos nos distúrbios legitimaram as suas ações violentas”, concluiu o conselho de supervisão.


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Hoje Macau 06 MAIO 2021 #4762 by Jornal Hoje Macau - Issuu