ELEIÇões 2013 Agência Comercial Pico • 28721006
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indícioS de Corrupção serão comunicados ao CCAC
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Director carlos morais josé • segunda-feira 6 de maio de 2013 • ANO XII • Nº 2844
muito nublado min 21 max 26 hum 70-95% • euro 10.2 baht 0.2 yuan 1.2
Ter para ler Venham mais cinco (séculos)
CHINA Encontrada carne imprópria para consumo
Comer o quê?
Mais um escândalo alimentar aqui ao lado. As autoridades chinesas descobriram 400 casos de carne imprópria para consumo e confiscaram um total de 20 mil toneladas do produto. O caso, que levou à detenção de mais de 900 pessoas, envolvia a venda de carne bovina e ovina “produzida” com os restos mortais de raposas, ratos e martas. Para terem gosto a vaca ou a carneiro, foi-lhes adicionada uma grande quantidade de produtos químicos tóxicos. Além disso, foi encontrada carne estragada com conservantes e água injectada, para aumentar o peso, bem como porcos e frangos doentes. Um problema sem fim à vista. Página 8
cheques pecuniários
Governo diz que população sabe usar dinheiro Página 2 pub
Liga de elite
Benfica vence e deixa Lam Pak mais atrás Página 16
Juventude dinâmica
1.º de Maio vai dar em queixa contra a PSP Última
China investimento em África
milhões de patacas para seduzir centrais
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política
segunda-feira 6.5.2013
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Cheques pecuniários Distribuídos de 2 de Julho a 13 de Setembro
“Acreditamos que a população sabe usar o dinheiro” É já a partir do dia 2 de Julho que começam a ser entregues os cheques do Governo, que garante que o plano de ajuda pecuniária não vai acabar. O porta-voz do Conselho Executivo admitiu que não há fiscalização ao uso dos cheques, muito menos uma forma de cálculo para decidir o seu montante Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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ão 4800 patacas para os residentes não permanentes, 8000 para os permanentes. Os valores do programa de comparticipação pecuniária para 2013 foram anunciados pelo Chefe do Executivo nas Linhas de Acção Governativa (LAG), mas só agora se conhecem as datas em que os cheques vão começar a ser distribuídos. Segundo o mapa anunciado em conferência de imprensa pelo porta-voz do Conselho Executivo, Leong Heng Teng, no dia 2 de Julho começam a ser entregues mais de 20 mil cheques a indivíduos
que recebem subsídios, idosos com pensões de sobrevivência e estudantes com bolsas de estudo. Seguem-se, a 4 de Julho, os cidadãos que recebem subsídio para idosos. A partir daí, e até ao dia 13 de Setembro, serão distribuídos os restantes cheques por ordem de data de nascimento, numa média de mais de 50 mil por semana. No total, o Governo conta emitir mais de 541 mil cheques, num encargo que chega quase às cinco milhões de patacas. Abril tinha sido, à partida, a data anunciada para o inicio da distribuição, mas as coisas não correram como planeado. Leong
Heng Teng explicou que a inflação e toda a restante conjuntura económica estiveram na origem do atraso. “O anúncio da comparticipação pecuniária foi feito em função da inflação registada em Macau, ajustámos o prazo e voltámos a atribuir a partir de Julho. Foi tida em consideração a situação económica do Governo e depois de uma análise conjectural achámos que tínhamos condições para partilhar os frutos com a sociedade.”
Planeamento urbano Divergências sobre prazos para pagamento de indemnizações
Conheço, logo existo
Joana Freitas
Joana.freitas@hojemacau.com.mo
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uando começar a contar o prazo para pedir indemnização em caso de expropriação de um terreno em função do planeamento urbanístico? A pergunta é longa mas é a que gerou mais debate na última reunião entre Governo e os deputados da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), na sexta-feira. Encarregues de analisar na especialidade a proposta de Lei do Planeamento Urbanístico, os deputados querem que, em casos de expropriação do terreno em função da entrada em vigor de um novo plano urbanístico, o lesado seja indemnizado num prazo de três anos que comece a contar a partir de quando o lesado teve conhecimento oficial do plano.
Uma opinião contrária à do Executivo, que diz que o prazo máximo de três anos para pedir a indemnização deve começar a partir da entrada em vigor do plano e não apenas de quando o interessado teve conhecimento deste. “É diferente contar quando o lesado teve conhecimento e contar desde a entrada em vigor. É que o importante é que, depois desses três anos, se o interessado não pediu indemnização não pode mais pedir”, explicou Chan Chak Mo, presidente da comissão. Ambas as assessorias - do Governo e da AL - estiveram a discutir esta questão na reunião da semana passada, que Chan Chak Mo apelidou de “quente”. É que, para o Governo, o facto de os planos urbanísticos serem publicitados deveria ser suficiente para que o interessado saiba que
pode ser indemnizado, porque o seu terreno vai ser-lhe retirado. “O Governo entende desta forma, porque é isto que está na lei. Os planos já se submeteram a grande auscultação pública e publicidade e, na opinião do Governo, não há razão para o desconhecimento por parte dos interessados.” Chan Chak Mo não sabe qual vai ser a conclusão, mas promete que a assessoria da AL vai lutar por isto. “Vamos ver se o Governo aceita a opinião da assessoria. Seja como for, tudo depende da votação em plenário.” Caso se siga a tradição de aprovar a lei, Chan Chak Mo deixa outra solução:”se não conseguirmos os votos, então ficam as soluções no parecer [da Comissão], para expor as consequências que daí possam advir.”
Projecto anunciado pelo Executivo em 2008, o plano de comparticipação pecuniária não vai, por enquanto, acabar. “O Governo não tem intenção de deixar o plano e o Chefe do Executivo insiste em partilhar os frutos, e vai dar outras providências na área da educação e habitação. O plano tem vindo a ser muito bem aceite na sociedade”, disse Leong Heng Teng. “Há várias vertentes que a Administração pretende melhorar e temos outras medidas para que
a sociedade consiga enfrentar os desafios da inflação”, acrescentou.
Cheques sem fiscalização
O facto dos cheques serem destinados à população residente parece ser o único critério definido no programa. Leong Heng Teng garantiu que não existe qualquer forma de cálculo que determine o valor impresso nos cheques. “Definimos sempre o montante de acordo com a situação real e é mais flexível assim. Até ao momento não temos qualquer forma de cálculo. O Chefe do Executivo define o montante segundo os saldos do cofre”, explicou o porta-voz. Também não existe e não vai haver um mecanismo que determine a diferença do valor pecuniário em função dos salários recebidos, já que actualmente todos recebem por igual. “Tem sido uma questão muito discutida na sociedade e queremos uma maior justiça. Para o Governo trata-se de um critério adequado porque a comparticipação pecuniária não é toda a parte da partilha de fundos mas é apenas uma parte. Temos medidas especificas de apoio para as famílias mais necessitadas e para a classe média temos medidas de apoio. Não pensamos em ajustar o cálculo, para o nosso plano temos apenas um critério e para já esta é a nossa ideia.” Também não há qualquer fiscalização ao uso desses mesmos cheques. “Há diferentes pessoas com diferentes critérios e temos de confiar na inteligência das pessoas. Não temos o mecanismo de fiscalização e acreditamos que a população sabe usar bem o dinheiro”, garantiu Leong Heng Teng.
Lei do Tabaco Casinos recebem ultimato do Governo sobre a qualidade do ar
A pisar o risco
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secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, diz que o Governo pode vir a reduzir ou encerrar as zonas de fumadores nos casinos se a qualidade do ar não melhorar na
próxima fiscalização. “”Até à próxima inspecção, se continuarem a não cumprir os índices, vão ser tomadas medidas como reduzir a zona de fumo ou cancelar essas áreas”, explicou o responsável por organismo que tutela os Serviços de Saúde. Cheong U lamenta ainda que ao fim de quatro meses, em que a lei começou a ser aplicada aos casinos - com a excepção de áreas para fumadores - a maioria das operadoras de jogo não consiga cumprir os índices definidos. Pelo que, têm um mês para progredir, de forma a que possam manter as áreas de fumo (que não podem ser superiores a 50% do total do recinto). “Sessenta por cento dos casinos ainda têm muito trabalho para fazer. Têm de melhorar ou a situação vai ser resolvida de acordo com as normas.”
segunda-feira 6.5.2013
política
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Eleições 2013 Ip Song Sang promete comunicar corrupção ao CCAC
Comissão eleitoral não diz quantas queixas já recebeu
A comissão dos assuntos eleitorais não revelou aos jornalistas quantas queixas já recebeu dos cidadãos por denúncia de actos de corrupção nas eleições, nem revela quais os critérios que tem para pedir uma investigação. “Não me cabe a mim falar dos sinais quando envolve indícios, mas sim às entidades competentes”, disse o presidente num determinado local aconteceu uma situação. Vamos tomar toda a atenção e encaminhar para os serviços competentes. Não podemos aproveitar os boatos para avançar.” Com vários jornalistas a exi-
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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hegada a altura das eleições legislativas começam de imediato a ser ouvidos os rumores de corrupção com jantares para caçar votos. Recentemente, membros do grupo Macau Consciência apresentaram uma queixa junto do Governo sobre alegadas campanhas eleitorais a decorrer nas escolas. Contudo, a Comissão para os Assuntos Eleitorais (CAE) não revela quais os critérios que utiliza para considerar um caso alvo de investigação, nem diz quantas queixas já recebeu. “Não me cabe a mim falar dos sinais quando envolve indícios, mas sim às entidades competentes. Temos vindo a receber de forma contínua pedidos por parte dos cidadãos. Não há um número certo, todos os dias recebemos queixas diferentes e esperamos que a sociedade nos forneça mais dados”, disse o presidente da comissão, Ip Song Sang. “Das queixas recebidas, se os cidadãos acharem que este acto viola a lei, podem comunicar à comissão, e se existir necessidade vamos acompanhar o caso”, disse. “Desde a criação da comissão que tivemos reuniões com o Comissariado contra a Corrupção (CCAC). Claro que o CCAC tem as suas competências e por isso não podemos dizer que não enviámos documentos. Vamos fazer uma compilação das questões recebidas e é bom dar conhecimento ao público sobre as questões colocadas”, acrescentou. Ip Song Sang considera que, em termos de corrupção, a comissão está “muito optimista” e espera que “Macau não seja desafiado”.
Boatos sem seguimento
Confrontado com as alegadas campanhas nas escolas, Ip Song Sang garantiu que não dão seguimento a “boatos”. “Temos que ter provas suficientes para realizar uma investigação. Temos recebidos documentos de que
gir, por diversas vezes, exemplos sobre casos que poderiam violar a lei, tanto Ip Song Sang como José Chu, director dos Serviços da Administração e Função Pública (SAFP) lá falaram, indirectamente, dos jantares. “As ofertas
Porto Interior Governo apresenta projectos que colocam fim às inundações
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que induzem uma pessoa a actos eleitorais não são adequadas e penso que os cidadãos também podem fazer a fiscalização e iremos analisar. Temos situações muito complexas e temos que fazer uma análise”, começou por dizer o presidente da comissão. Este lembrou ainda que “em Macau temos 500 mil pessoas e cada um pensa com a sua cabeça. Se alguém fizer uma queixa dá uma boa imagem enquanto cidadão e então podemos agir. Se oferecerem um jantar com o proveito das eleições pode ser considerado como um acto ilegal, tudo tem a ver com questões e objectivos.” Já José Chu explicou que depois de aberto o período oficial de campanha “é que se vai discutir como elaborar o programa político. Se for antes podemos falar em antecipação. Sabemos que o programa político não é elaborado por uma só pessoas mas por uma comissão de candidatura. Assim posso dizer que não corresponde à lei e que é uma violação da lei eleitoral.”
Deixar de meter água Joana Freitas
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ão finalmente começar obras de reparação no Porto Interior, para evitar as inundações que, anualmente, acontecem na altura dos tufões. Depois de uma reunião do Conselho Consultivo de Reordenamento dos Bairros Antigos, na manhã de sexta-feira, foi anunciado que as obras de prevenção e drenagem vão começar ainda este ano. E, ao mesmo tempo, vai ser desenvolvido o plano de reordenamento do mesmo local. O projecto será dividido na implementação de medidas a curto e longo-prazo. Em pouco tempo, serão instaladas medidas provisórias de prevenção de inundações: a reparação de fissuras e rombos nos muros ao longo do Porto Interior e a construção de um muro de retenção de água. Para as medidas a longo-prazo ficam obras mais complicadas. “Vamos instalar uma estação elevatória fixa no local, bem como vamos construir uma ‘box-culvert’”, explica o Conselho. Uma ‘box-culvert’ é uma construção normalmente em cimento que permite que a água passe por baixo de uma estrada ou ponte. “Isto vai drenar as águas pluviais num espaço de tempo curto.”
Conservar tradição
Também nos planos apresentados pelo Conselho de Reordenamento dos Bairros Antigos fica ao reordenamento do Porto Interior. “O projecto a médio e longo prazo irá aproveitar a oportunidade de resolver a questão das inundações do Porto Interior para desenvolver o reordenamento da zona.” Reordenamento que vai ter em conta um melhor planeamento do uso do espaço, a circulação de transportes, o ambiente e ainda a conservação da história e da cultura da zona. “Também interessa a conservação histórico-cultural, como o turismo, pesca e transporte de mercadorias.” Para já, contudo, os serviços responsáveis por esta transformação estão ainda a fazer estudos
sobre o reordenamento do Porto Interior, que se coaduna com muitas outras obras e diplomas. “O projecto do controlo das inundações irá conjugar-se com o plano director urbano de Macau e a segunda fase das obras do metro ligeiro para aperfeiçoar as obras das vias, construir um espaço de lazer e optimizar o ambiente de vida e negócios do bairro antigo.”
Desta é de vez?
As inundações no Porto Interior são uma constante na altura em que a maré está mais alta ou em que os tufões atingem o território. No ano passado, por exemplo, foram muitos os lojistas das zonas – que vendem principalmente madeira e ferragens – que tiveram prejuízos com as inundações que chegaram aos mais de meio metro de altura. Também diversas casas ficaram danificadas. Em Dezembro de 2012, o Governo já tinha apresentado algumas soluções para as inundações nesta zona. Lau Si Io, secretário para as Obras Públicas e Transportes, referiu, na Assembleia Legislativa, que uma solução radical para resolver o problema das inundações no porto interior demoraria “cerca de oito a dez anos”. Lau Si Io afirmou que em alguns locais iria ser elevado o nível do piso para prevenir as cheias e noutros construir paredes para prevenir a entrada de água, o que se assemelha aos projectos apresentados na sexta-feira. Apresentando um mapa com dois locais assinalados – um na zona da Praia do Manduco e outro no Porto Exterior -, Lau Si Io explicou que vão ser colocados sistemas de bombagem para extrair a água, que ficarão ligados a outras zonas para a escoar. Mas, nem em Dezembro nem na semana passada foram apresentadas datas concretas para o início das obras. Desde 2011 que já existe um grupo de trabalho inter-serviços para o estudo de controlo das inundações da zona do Porto Interior, criado pelo Governo.
Pereira Coutinho
Nova Esperança Leong Veng Chai pode ser o número dois da lista de Pereira Coutinho
Leong Veng Chai é o número dois da lista da Nova Esperança, liderada por Pereira Coutinho, para as eleições legislativas deste ano. A notícia é avançada na edição de sexta-feira do Jornal Tribuna de Macau, que cita fonte ligada ao processo. Leong Veng Chai é um dos vice-presidentes da direcção da ATFPM – Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau. Pereira Coutinho, contactado pelo jornal, não quis comentar. Diz Coutinho “não estar autorizado a fazer o anúncio oficial”. De recordar que, na passada semana, em entrevista à Rádio Macau, Pereira Coutinho dizia já ter um número dois mas não quis, na altura, revelar o nome. Coutinho assegurava que era um funcionário público, “uma pessoa de confiança” e “aceite por todas as comunidades”.
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UE Relatório espera mais progressos em Macau
O esforço da democracia
NOTIFICAÇÃO EDITAL N.º 45/2013 (Solicitação de Comparência do Trabalhador)
Nos termos das alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugadas com o artigo 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notificam-se os trabalhadores abaixo indicados: 1. O Sr. WANG SHUANG, trabalhador não-residente então autorizado a prestar trabalho para a sociedade “COMPANHIA DE CONSTRUÇÃO HOBBS, LIMITADA” (Processo n.º 1938/2011); 2. O Sr. BALAGTAS MENDOZA, RAYMOND, então trabalhador residente da sociedade “WYNN RESORTS (MACAU), S.A.” (Processo n.º 8444/2011); 3. O Sr. XIAN JIAHAO, trabalhador não-residente então autorizado a prestar trabalho para a sociedade “VENETIAN COTAI – GESTÃO HOTELEIRA, LIMITADA” (Processo n.º 9872/2011); 4. O Sr. ZHANG TINGWEN, trabalhador não-residente então autorizado a prestar trabalho para a sociedade “COMPANHIA DE SERVIÇOS DE OBRAS LINFU, LDA.” (Processo n.º 2530/2012); 5. A Sra. AO IEONG WU KENG, então trabalhadora residente da sociedade “REGÊNCIA HOTEL” (Processo n.º 2604/2012); 6. O Sr. LUONG TRONG BAY, trabalhador não-residente então autorizado a prestar trabalho para a sociedade “VENETIAN MACAU S.A.” (Processo n.º 2682/2012); 7. A Sra. NGUYEN THI KIM MAY, trabalhadora não-residente então autorizada a prestar trabalho para o Sr. TAI KAM LEONG (Processo n.º 2843/2012); 8. O Sr. ZHOU JIA, trabalhador não-residente então autorizado a prestar trabalho para a sociedade “COMPANHIA DE SERVIÇOS DE OBRAS LINFU, LDA.” (Processo n.º 2799/2012); 9. A Sra. LIANG YOUBI, trabalhadora não-residente então autorizada a prestar trabalho para a sociedade “RESTAURANTE TACK HSIN” (Processo n.º 3663/2012); 10. O Sr. PAU MAN KIT, então trabalhador residente da sociedade “GM COMPANHIA DE GESTÃO DE HÓTEIS, LIMITADA” (Processo n.º 3744/2012); 11. O Sr. SOUZA, ROGÉRIO ANDRÉ, então trabalhador residente da “EMPRESA DE ADMINISTRAÇÃO E GERÊNCIA DE IMÓVEIS SON LEI” (Processo n.º 3831/2012) 12. O Sr. CHAN KIN WA, então trabalhador residente da sociedade “REOLIAN PUBLIC TRANSPORT COMPANY LTD.” (Processo n.º 4830/2012); 13. O Sr. LAO HUACAI, trabalhador não-residente então autorizado a prestar trabalho para a sociedade “LAVANDARIA PRESIDENTE, S.A.R.L.” (Processo n.º 4968/2012); 14. O Sr. CHUNG YOON HUNG, trabalhador não-residente então autorizado a prestar trabalho para a sociedade “SOCIEDADE DE JOGOS DE MACAU, S.A.” (Processo n.º 5747/2012); 15. O Sr. LIANG JINRONG, trabalhador não-residente então autorizado a prestar trabalho para a sociedade “COMPANHIA DE ENGENHARIA MECO (MACAU) LIMITADA” (Processo n.º 6037/2012). Para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte à da publicação do presente édito, comparecerem no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, a fim de prestarem as respectivas declarações relativamente ao acidente de trabalho em que os notificados foram vítimas. Mais se comunica que nos termos da alínea a) do n.º 2 do artigo 103.º do aludido Código do Procedimento Administrativo, o procedimento é extinto quando por causa imputável aos notificados este esteja parado por mais de seis meses. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 19 de Abril de 2013. A Chefe de Departamento, Lurdes Maria Sales
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Comissão Europeia espera progressos para “um maior grau de democracia” em Macau, num relatório anual em reconhece a aplicação satisfatória do princípio “um país, dois sistemas” e respeito pelos direitos e liberdades fundamentais. O relatório elaborado pela representação da Comissão Europeia para Hong Kong e Macau incide sobre os desenvolvimentos registados no território nas áreas política e económica em 2012. “A UE reconhece a implementação satisfatória do princípio “um país, dois sistemas” durante 2012, de acordo com a Lei Básica de Macau. Os direitos e liberdades da população de Macau foram respeitados. A política económica continuou a seguir os princípios do mercado, guiada pelo Estado de Direito”, lê-se no relatório disponível na internet. No documento observa-se também que “a promoção da transparência e boa governação continuaram a ser
uma prioridade, tendo sido registados progressos”. “O sistema de governo de Macau evoluiu para um maior grau de democracia. A UE espera que mais progressos sejam feitos neste sentido, eventualmente conduzindo ao sufrágio universal para a eleição do Chefe do Executivo e da Assembleia Legislativa”, é referido no relatório. Um dos pontos abordados foi a reforma política aprovada em 2012, que aumentou de 29 para 33 o número de deputados com assento na Assembleia Legislativa (mais dois eleitos por via directa e outros tantos por via indirecta) e a composição do colégio eleitoral que elege o Chefe do Executivo de 300 para 400 membros. “Esta será a base para a próxima eleição do chefe do executivo em 2014. Tudo somado, é um passo modesto, mas positivo em direcção ao reforço da base democrática do governo da Região de Macau”, acrescenta-se o documento. A Comissão refere que
a liberdade de expressão “é geralmente respeitada em Macau”, mas que “há, no entanto, um sentimento crescente de que a imprensa exerce autocensura”. Por outro lado, “há liberdade de reunião, mas houve relatos de que os órgãos que aplicam a lei foram demasiado restritivos”. Sem reparos no campo da liberdade religiosa, as autoridades europeias abordaram também o problema do tráfico humano, indicando que o governo de Macau reconheceu que a situação tinha piorado em 2012 e que procurou o apoio de parceiros internacionais, incluindo da UE, para combater este tipo de casos. O documento menciona também “a promoção da transparência e boa governação continuaram a ser uma prioridade” em 2012, ano em que a região deixou de constar do Índice de Percepção da Corrupção elaborado pela Transparência Internacional (TI). No campo económico, o relatório começa por destacar a desaceleração do crescimento económico registada em 2012, com o Produto Interno Bruto (PIB) a expandir-se 9,9 % em termos reais (comparando com o crescimento de 21,9 % verificado em 2011). Não obstante, observa que o PIB ‘per capita’ foi equivalente a 59.635 euros em 2012, colocando Macau entre os dez primeiros a nível mundial. É igualmente notado que o jogo se tornou “mais do que nunca um pilar económico de Macau” e que foram registados apenas “progressos limitados” com vista à concretização do objectivo da diversificação económica, traçado pelo governo da Região. O relatório elenca ainda as medidas aprovadas no final do ano passado para combater a especulação imobiliária, a cooperação com o interior da China e comércio com os países de Língua Portuguesa, além da cooperação entre Macau e a União Europeia. Este é o 11.º relatório sobre Macau desde 1999, ano da transição para a China do território anteriormente administrado por Portugal. - Lusa
segunda-feira 6.5.2013
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António Falcão
preço médio do metro quadrado das casas vendidas em Macau em Março aumentou 66,18 % face ao mesmo mês de 2012, indicam dados dos Serviços de Finanças que aferem o valor pela declaração do imposto de selo. De acordo com os dados disponíveis na página oficial dos Serviços de Finanças, em Março de 2013, o preço médio do metro quadrado das fracções destinadas à habitação em Macau era de 88.097 patacas, mais 66,18 % do que as 53.011 patacas apurados no mesmo mês de 2012. Na península de Macau,
sociedade
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Imobiliário Preço médio de metro quadrado aumentou 66,18%
Situação insustentável onde se registaram 1.045 de um total de 1.569 transmissões apuradas em Março, o valor do metro quadrado atingiu 81.878 patacas, mais 65,8 % do que o verificado no mês de Março de 2012. Na ilha da Taipa, os preços subiram 54,26 % para 75.961 patacas enquanto que, na ilha de Coloane, a subida foi de 51,26 % para 112.892 patacas. Tendo em conta os pre-
ços médios apresentados para efeito do pagamento do imposto de selo, um apartamento comum da tipologia T3 com cerca de 120 metros quadrados teria um custo médio de 10,5 milhões de patacas, sendo que na península de Macau custaria 9,8 milhões de patacas, na ilha da Taipa 9,11 milhões de patacas e na ilha de Coloane 13,54 milhões de patacas. Comparativamente ao
mês de Fevereiro deste ano e tendo em conta dados idênticos disponíveis na página oficial dos Serviços de Finanças de Macau, o preço médio do metro quadrado subiu 25,16 % na Região Administrativa Especial de Macau. Na península de Macau, a subida registada entre Fevereiro e Março foi de 15,13 %, na ilha da Taipa de 21 % e na ilha de Coloane de 25,97 %.
Perante a subida de preços do imobiliário, o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io, admitiu, citado na imprensa de hoje, que o Executivo poderá tomar medir mais específicas destinadas a combater a especulação imobiliária, nomeadamente sobre os residentes locais donos de mais de uma habitação. O imobiliário em Macau
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é um dos principais problemas para a população, que enfrenta anualmente subidas acentuadas quer do preço das casas para compra quer do arrendamento cujos aumentos não estão regulados e por isso, apenas dependem da vontade do proprietário do imóvel. Apesar das novas construções – entre Dezembro de 2011 até ao final de 2012 estavam disponíveis mais quase 6.000 fracções habitacionais para um total de 200.044 fracções – existiam no final do ano passado 13.334 fracções habitacionais desocupadas segundo dados oficiais dos serviços de estatística. - Lusa
Estradas de Macau com quase 220.000 veículos, a maioria de duas rodas
Macau tinha, no final do primeiro trimestre, um total de 219.246 veículos motorizados a circular nas estradas da cidade, mais 5% do que em igual período de 2012, indicam dados oficiais divulgados. De acordo com os mesmos dados, 53% dos veículos, ou seja, 116.200 unidades, eram motociclos e ciclomotores e 40% (ou 87.698) eram automóveis ligeiros particulares. Entre Janeiro e Março, foram atribuídas 4.866 novas matriculas, mais 16% do que no mesmo período do ano passado, sendo que 52% das novas matriculas se destinavam a automóveis ligeiros e 41% a motociclos e ciclomotores. No mesmo período e segundo as estatísticas oficiais, estavam registados 1,55 milhões de utentes de telemóvel, mais 9% do que no final de Março de 2012. No entanto, a maioria dos números de telefone móvel era pré-pago, ou seja, o mecanismo utilizado pelos turistas para efectuarem chamadas na Região Administrativa Especial chinesa. Com uma população de cerca de 560.000 pessoas, os utentes do serviço móvel pós-pago eram cerca de 590.000, enquanto que os do serviço pré-pago eram cerca de um milhão. - Lusa
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sociedade
segunda-feira 6.5.2013
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Pensionistas Francisco Manhão entende que cortes em Portugal são “inaceitáveis”
“A inconstitucionalidade desta nova taxa” Não sabemos ainda ao certo qual é a taxa a atribuir aos pensionistas. Isto foi muito vago, foi anunciado apenas, mas agora também temos de ver qual é a taxa a aplicar”, refere Manhão, em declarações à Rádio Macau. O presidente da associação considera que esta nova taxa é inconstitucional. “Tanto os partidos da oposição como os sindicatos de certeza que vão invocar a inconstitucionalidade desta nova taxa. Penso que é inconstitucional também. Da nossa parte, vamos ver qual é a evolução deste assunto”, salientou, explicando que a APOMAC vai aguardar para ver o que acontece em Portugal. Entretanto, a associação já
tiago alcântara
O
s novos cortes propostos pelo primeiro-ministro de Portugal aos vencimentos dos pensionistas são “inaceitáveis”. É assim que Francisco Manhão, presidente da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC), reage às intenções do Governo português, que quer aplicar uma contribuição de sustentabilidade que vai ter como base a contribuição extraordinária de solidariedade, aplicada já às pensões acima dos 1350 euros. “Como já aconteceu com a contribuição extraordinária de solidariedade, penso que não podemos aceitar de maneira alguma um novo corte aos pensionistas.
Santa Casa Loja social terá continuidade pelo menos até ao final do ano
Internet Começou o arranjo do cabo submarino da CTM danificado em Abril
s donativos recolhidos para suportar financeiramente a loja social da Santa Casa da Misericórdia (SCM) - projecto social que distribui géneros alimentares a 200 famílias mensalmente - chegam para se manter em funções até ao fim do ano. A garantia é de António José de Freitas, provedor da SCM, que avança ainda a intenção de dar continuidade em 2014. “Temos patrocínios suficientes para continuar o projecto até ao final do ano e pensamos que talvez já vamos iniciar novos contactos no sentido de dar continuidade ao projecto”, explica em declarações à TDM. As famílias chamadas à loja social todos os meses - seleccionadas pela Associação Geral dos Moradores de Macau e pela Federação
das Associações dos Operários - “não são pessoas muito necessitadas ou de extrema carência mas famílias que trabalham e que auferem rendimentos não suficientes para enfrentar a carestia de vida”, evidencia o responsável máximo do projecto. “Efectivamente o fosso entre os mais ricos e os mais pobres está cada vez maior e temos aliás dados que mostram que há pessoas que vivem numa pobreza escondida e têm dificuldades no dia-a-dia face ao agravamento do valor das rendas e dos bens de consumo essenciais.” No manhã de sábado teve lugar mais uma distribuição de géneros alimentares, desta feita, com o apoio MGM que, tal como as restantes operadoras de jogo, se juntou à causa com um donativo no
valor de 200 mil patacas para financiar o projecto. Para além dos cabazes de bens de primeira necessidade, distribuíram cravos pelas famílias abrangidas. “Quando olhamos para Macau, já passaram dez anos desde que jogo foi liberalizado e ainda estamos a passar por um período de transição. Há pessoas que foram, infelizmente, deixadas para trás no âmbito desta transformação e muitas destas pessoas são por vezes idosos ou com deficiências. Pessoas que estão sempre sujeitas a desafios. O importante para nós, no MGM, mas de um modo geral para todas as operadoras, é demonstrar que estamos empenhados em trabalhar com a comunidade e partilhar o que podemos”, explica Grant Bowie, director executivo do MGM China.
Salário mínimo reivindicado para 30 patacas/hora A proposta de salário mínimo não está a agradar aos trabalhadores de segurança e limpeza do público entre as 23 e 28 patacas por hora mas as associações dizem que estes valores são demasiado baixos. A Associação Geral dos Trabalhadores do Sector dos Serviços fez uma sondagem entre os seus membros e metade pediu acima das 30
“Impacto mínimo” assegurado
tiago alcântara
Portas ficam abertas até Dezembro O
recebeu a resposta do Governo de Macau em relação aos cortes nos subsídios de férias e de Natal. “O Governo da RAEM não vai interceder junto do Governo de Portugal sobre os dois cortes sofridos, por se tratar de um assunto que em nada diz respeito ao Governo da RAEM.” Pelas contas de Francisco Manhão, há 1750 reformados no território que recebem pensões da Caixa Geral de Aposentações de Portugal. Cerca de 40 por cento destes pensionistas recebem mais de 1350 euros por mês, o que faz com que já estejam a ser afectados pelos cortes. Se a nova contribuição de sustentabilidade for para a frente, passam a receber ainda menos no final do mês.
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
C
omeçou a ser arranjado na madrugada de hoje, o cabo submarino da CTM que ficou danificado em Abril. A empresa, através de comunicado, assegura ter sido notificada pelo administrador do cabo, que fica
patacas por hora. “Já em 2010 e em 2011, os trabalhadores estavam a pedir 30 patacas por hora para melhorarem a vida deles. Já estamos em 2013. Os preços estão a subir, há inflação. Podemos todos sentir isso. O salário de 23 a 28 patacas já está ultrapassado”, explicou Fong Koc Hong, membro da associação, em declarações à TDM.
a 108 quilómetros da costa de Shantou, na China. O incidente – ocorrido a 13 de Abril – afectou as ligações à internet no território durante esse fim-de-semana e a CTM admite que os clientes mais visados foram os que tentaram aceder a sites internacionais. “A CTM sabe que o administrador
do SMW3 [o cabo] vai iniciar os trabalhos de restauração a partir das duas da manhã do dia 6 de Maio [hoje] e o arranjo deve demorar entre cinco a dez dias.” A CTM garante que, nos últimos dias, têm sido já postas em prática “uma série de medidas urgentes”, que incluem, por exemplo, a recolocação do tráfego de dados através de outras redes. “Também expandimos a capacidade da banda de internet para que o impacto nos residentes de Macau seja mínimo.” O problema reside numa das ramificações do cabo de fibra óptica que é, segundo o jornal Ponto Final, o maior do mundo – tem 32 mil quilómetros e vem desde a Europa.
Porco morto dá à costa em Hác-Sá
Um cidadão publicou no Sábado uma foto, na Internet, de um porco morto em Hác-Sá. Ontem a Capitania dos Portos (CP) confirmou o sucedido à Rádio Macau e o animal já foi removido. A CP disse ainda não ter avisado o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) nem os Serviços de Saúde (SS) por se ter tratado de um caso isolado. Contudo, referiu ainda a CP, algumas reuniões internas vão ser feitas para debater o caso. - C.L.
segunda-feira 6.5.2013
nacional
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Eurásia em moto Motards vão percorrer mais de 18 mil quilómetros
De Xangai a Lisboa são dois meses de distância Maria João Belchior Em Pequim
É
um sonho antigo a tornar-se verdade. Atravessar toda a Eurásia por terra em cima de uma moto. O espanhol Ricard Tomás sai no próximo dia 10 de Maio de Xangai em direcção a Lisboa, último ponto de uma viagem de mais de dezoito mil quilómetros que o vai levar a ele e a outros aventureiros num caminho por 19 países. À frente de um grupo de mais seis amantes das duas rodas das motos, Ricard Tomás, que vive há 21 anos na China, está agora em contagem decrescente para uma viagem que há nove meses está a ser preparada. Muitos mapas, muitos vistos, burocracias e mais burocracias, um conjunto de pequenos obstáculos
para poder ter tudo preparado para o arranque. Profissional de expedições, do turismo de aventura entre as mais altas montanhas do mundo, Ricard Tomás já teve tempo de cruzar a China de moto em caminhos que em tempos foram da Rota da Seda. Mas sair do país nas duas rodas em direcção a Lisboa é a primeira vez. Dele e dos outros.
Inspiração para outros
É quase natural que quando se ouve falar de uma viagem como esta vai ser, a primeira reacção seja aquela inveja não maligna de pensar “também quero”. Mas entre o sonho e a realidade, a distância é quase igual como da teoria à prática. E é preciso encarar todos os obstáculos com um sorriso. São cinco chineses, um com nacionalidade americana, um brasileiro e Ricard Tomás que sairão
do Instituto Cervantes em Xangai para só parar em Lisboa dois meses mais tarde. De uma ponta à outra da Eurásia podia dizer-se se fosse uma linha recta, mas é uma viagem com subidas, descidas, muitas curvas e contra-curvas. Por ordem, China, Quirguistão, Uzbequistão, Cazaquistão, Rússia, Geórgia, Turquia, Bulgária, Roménia, Eslováquia, Hungria, República Checa, Alemanha, Áustria, Itália, Suíça, França, Espanha e Portugal. Pode respirar. Dia 16 de Julho, se tudo correr como planeado, o grupo dos sete estará a ver amanhecer no Oceano Atlântico quando no Pacífico for de noite. Serão seis homens e uma mulher, uma jovem chinesa de Yunnan, com a sua própria mota. As idades variam entre os 59 anos e os 30 anos. Para todos é uma questão
de atitude e claro, coragem que obrigatoriamente tem de existir. Depois da ideia ter sido lançada, Ricard Tomás recebeu muitos “voluntários” que queriam juntar-se a esta aventura. Só que se é verdade que conta muito, a vontade não é tudo. Teve de haver uma selecção com uma análise das “características de cada um e sobre o que podia trazer à expedição” disse Ricard Tomás. Encontrou-se um grupo final. “Falamos e planificamos todos os dias, solucionamos problemas e temos conseguido criar uma boa amizade” disse o guia espanhol. Ricard Tomás já tem muitos quilómetros de mota e muitos quilómetros de China. Um conhecedor profundo da região do planalto tibetanto, Ricard Tomás dirige uma agência de viagens a partir de Xangai para quem gosta
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de testar os próprios limites. Além dos caminhos da Rota da Seda, a agência tem serviços de viagens de mota no Tibete. A alta altitude das montanhas não assusta quem há muitos anos aprendeu a respirar num outro ambiente. Da lista, o país mais instável parece ser a Georgia. Depois de já ter atravessado o Gobi e o Taklamakan de moto, Ricard Tomás conhece vários tipos de ambientes. Nem sempre o clima é ameno embora o facto de fazer a viagem no início do Verão, facilite. Inspirado num outro grande viajante, Marco Polo, Ricard Tomás contou ao Hoje Macau que vão acampar “sempre que possível”. As bússolas e os mapas fazem parte da bagagem de centenas de quilos, mas o GPS também lá está e não há razão nenhuma para não o utilizar. Ricard Tomás guia-se pelos mapas e pelos pontos cardeais e vê o satélite do GPS como uma segurança. A união vai fazer o grupo. Será quase um mês e meio de viagem. Depois dos primeiros cinco mil quilómetros na China, seguindo caminhos da antiga Rota da Seda, os motards vão atravessar a primeira fronteira. Uma das dezoito que se seguem de um oceano ao outro até que Lisboa apareça, quase dois meses e meio de distância mais tarde. Resta desejar boa viagem.
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nacional
segunda-feira 6.5.2013
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Segurança alimentar Carnes apreendidas dão a conhecer novo escândalo
Rato, raposa e marta por carneiro
M
ais de 900 pessoas foram presas por vender carne falsa e contaminada, no mais recente caso de insegurança alimentar a assolar a China. Após uma série de escândalos nos últimos anos, o problema gera nova onda de desconfiança sobre a qualidade dos alimentos no país. Temendo instabilidade social, o Governo tem tentado mostrar serviço, ao divulgar operações de vigilância sanitária como a que levou às recentes apreensões. Segundo a comunicação social estatal, a vigilância sanitária descobriu cerca de 400 casos de carne imprópria para consumo e confiscou um total de 20 mil toneladas do produto. Numa das apreensões, na província de Jiangsu, os comerciantes vendiam falsa carne bovina e de car-
neiro produzida com restos de raposa, marta e ratos, após lhes terem adicionado produtos químicos. Houve ainda casos – na província de Guizhou - de carne estragada com conservantes e água injectada, para aumentar o peso, porcos doentes e frangos com químicos venenosos, disse o ministério de Segurança Pública. “Devido à tentação de aumentar os lucros e às falhas na fiscalização pelos sectores competentes, os crimes de segurança alimentar continuam muito graves”, disse ao diário estatal “China Daily” o assessor de imprensa do ministério, Zhang Hongqiang.
Um rol de atrocidades
Quem vive na China já se habitou a histórias de revirar o estômago sobre a comida que se consome, desde óleo de esgoto reaproveitado em
restaurantes a melancias que explodem por excesso de produtos químicos. Em Março, milhares de porcos mortos surgiram a boiar e em estado de decomposição num rio perto de Xangai, supostamente lançados por criadores que detectaram doenças nos animais. A nova liderança do país, que tomou posse em Março, afirmou que o combate à insegurança alimentar é uma das suas prioridades.
A pressão sobre o Governo aumentou nos últimos anos, sobretudo desde que pelo menos seis crianças morreram e milhares ficaram doentes em 2008, após consumir leite em pó com melamina, substância usada para adulterar o nível de proteína. A desconfiança em relação a leite adulterado e produtos agrícolas cheios de pesticidas estende-se agora à carne. Sem falar na drástica
queda nas vendas de frango e pato nos últimos meses, devido a um novo surto de gripe aviária que já matou 27 pessoas. A fiscalização das carnes contaminadas coincidiu com a divulgação por parte do Ministério da Saúde chinês, na sexta-feira passada, de directrizes mais claras para punir crimes de segurança alimentar. A mesma fonte governamental afirmou que 2.088 pessoas foram processadas por tais crimes entre 2010 e 2012.
Sem fim à vista
Durante o ano passado, 146 pessoas morreram por intoxicação alimentar no país. Especialistas afirmam, porém, que o problema não é a falta de leis, mas a precária estrutura para aplicá-las, agravada pela corrupção entre autoridades sanitárias. “Não basta a polícia mobi-
lizar-se em pequenas fiscalizações de curto-prazo só porque as notícias de porcos mortos em rios despertaram preocupação social”, disse o criminalista Wu Mingan à agência de notícias estatal. Diante do controlo do Governo sobre a circulação de informação, a suspeita é que muitos outros escândalos sejam silenciados pela censura oficial. Num dos únicos canais de livre expressão do país, o microblogue Weibo (versão chinesa do Twitter), o caso mais recente recebeu centenas de comentários, muitos a ensinar como diferenciar carne de rato e de carneiro. A maioria dos utilizadores manifestou revolta com a falta de escrúpulos dos comerciantes. “Se um dia a China acabar não será culpa dos americanos nem dos japoneses, mas dos próprios chineses”, disse o usuário identificado como Zhenjia20, que ainda escreveu: “Leite contaminado por melamina, óleo de esgoto, porco com água injectada, carneiro feito de ratos... Falta moral e consciência aos comerciantes chineses.”
Crime Detidas duas pessoas em caso de morte por envenenamento em jardim-de-infância
Iogurte com veneno para ratos
A
polícia chinesa prendeu um director de um jardim-de-infância e a sua sócia na sequência da morte de duas crianças de uma escola concorrente, devido à ingestão de iogurte injectado com veneno para ratos, noticiou sexta-feira a imprensa estatal. As duas meninas, de cinco e seis anos, residentes na província de Hebei, no norte da China, morreram depois de comerem o iogurte que
encontraram num saco na berma de uma estrada quando iam a caminho da escola com a avó. O director do jardim-de-infância Shi Haixia e a sua sócia Yang Wenming “admitiram que injectaram veneno no iogurte e que o deixaram na estrada”, indicou o jornal China Daily. “A sua intenção era prejudicar a reputação do jardim-de-infância rival”, acrescentou. pub
COMISSÃO DE REGISTO DOS AUDITORES E DOS CONTABILISTAS AVISO Torna-se público, de acordo com o n.º 4 do ponto 5.º dos Regulamentos para a prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como auditor de contas, contabilista registado e técnico de contas, elaborados nos termos do artigo 18.º do Estatuto dos Auditores de Contas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 71/99/M, de 1 de Novembro, do artigo 13.º do Estatuto dos Contabilistas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/99/M, de 1 de Novembro, e da alínea 3) do artigo 1.º do Regulamento da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 2/2005, de 17 de Janeiro, que se encontra afixada, na sobreloja da Direcção dos Serviços de Finanças, sito na Avenida da Praia Grande nºs 575, 579 e 585, e colocado no respectivo “Web-site”, no local relativo à CRAC e para efeitos de consulta, a lista provisória dos candidatos à prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como Auditor de Contas, Contabilista Registado e Técnico de Contas no ano de 2013, elaborada e homologada por deliberação do Júri designado para o efeito. Em caso de dúvidas, agradecemos o contacto com a CRAC, durante as horas de expediente, através do telefone número 85990168 ou 85990139. Direcção dos Serviços de Finanças, aos 29 de Abril de 2013. O Presidente do Júri, Iong Kong Leong
A dupla foi detida na quarta-feira, o mesmo dia em que a criança mais nova morreu, após uma semana de internamento no hospital. A menina de seis anos morreu horas depois de ter ingerido o iogurte no dia 24 de Abril. O China Daily cita um professor do ensino básico indicando que as duas mortes expõem o problema das escolas privadas não
regulamentadas que se expandiram para compensar a falta de creches públicas adequadas. “Este é um caso extremo que demonstra a falta de supervisão na educação pré-escolar”, disse Yuan Ailing, da East China Normal University. Muitas crianças nas áreas rurais chinesas ficam aos cuidados dos avós quando os pais migram para as cidades em busca de trabalho.
Antigo vice-governador provincial condenado a prisão perpétua por corrupção Huang Sheng, antigo vice-governador da província de Shandong, leste da China, foi sexta-feira condenado a prisão perpetua por corrupção, anunciou a agência noticiosa oficial chinesa. Entre 1998 e 2011, Huang Sheng “aceitou subornos no valor de mais de cerca de 12 milhões patacas de indivíduos e organizações”, disse a mesma fonte, citando o Tribunal de 1.ª Instância Criminal de Nanquim. Huang Sheng é o mais alto funcionário condenado por corrupção na China desde que a nova liderança do Partido Comunista Chinês (PCC) assumiu a governação do país, em Março passado. No exercício dos cargos políticos que ocupou, Huang Sheng “tirou partido da sua posição para ajudar outros a obter promoções e benefícios comerciais”, indicou também a agência Xinhua. A corrupção é uma das principais fontes de descontentamento popular na China.
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região
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Hong Kong Rejeitado recurso do dono do Birmingham City para arquivar caso de lavagem de dinheiro
Depósitos de centenas de milhões
U
m juiz de Hong Kong rejeitou sexta-feira o pedido de arquivamento feito pela defesa do dono do clube de futebol inglês Birmingham City, que vai continuar a ser julgado pelas acusações de lavagem de dinheiro. Carson Yeung, antigo cabeleireiro que se tornou proprietário do clube de futebol inglês Birmingham City, é acusado do branqueamento de cerca de 720 milhões de patacas entre 2001 e 2007. Segundo a rádio e televisão pública de Hong Kong (RTHK), a acusação alegou em tribunal que pessoas desconhecidas depositaram centenas de milhões de patacas nas contas bancárias de Carson Yeung e do seu pai sem razão aparente. Foi referido que, em 2007, os depósitos totalizavam mais de 300 vezes o valor do que os dois indivíduos poderiam ter ganho durante o período de seis anos. Na segunda-feira, Carson
Yeung, de 53 anos, declarou-se inocente de cinco acusações de ganhos ilícitos intencionais no valor de centenas de milhões de patacas, no início do seu julgamento há muito adiado. A defesa do empresário argumentou que “uma parte significativa” da sua riqueza é proveniente de transacções na bolsa realizadas antes de 2001 e que como os documentos contabilísticos são guardados durante apenas sete anos em Hong Kong, Carson Yeung não teria um julgamento justo. Um tribunal indeferiu o seu pedido anterior para transferir o processo para o Supremo Tribunal, depois de a acusação ter visto a proposta como uma manobra dilatória. Carson Yeung já assegurou que continuaria a apoiar financeiramente o Birmingham City independentemente dos seus problemas com a justiça. O julgamento prosseguirá esta terça-feira.
Tailândia PM processa cartoonista por a ter comparado a prostituta
Vender a nação
A
primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra, intentou uma acção por difamação contra um conhecido cartoonista, por a ter comparado a uma “prostituta” num comentário na sua página do Facebook, revelou sábado a imprensa local. Somchai Katanyutanan, de 72 anos, conhecido como Chai
Rathcawat nas colaborações com o jornal Thai Rath, fez o comentário depois do discurso, esta semana, de Yingluck Shinawatra num fórum na Mongólia no qual criticou o golpe militar de 2006 que depôs o seu irmão, Thaksin Shinawatra. “Por favor, entendam que as prostitutas não são más mu-
Coreias Últimos trabalhadores do Sul abandonaram complexo de Kaesong
Os últimos trabalhadores sul-coreanos que permaneciam no complexo industrial de Kaesong, na Coreia do Norte, abandonaram sexta-feira as instalações devido ao aumento das tensões militares entre os dois países. Na semana passada, Seul ordenou a todos os sul-coreanos para abandonarem Kaesong, após Pyongyang ter impedido o acesso de trabalhadores do sul ao complexo de Kaesong e rejeitou o apelo de empresários sul-coreanos para negociações sobre o futuro do complexo. Cerca de 53 mil nortecoreanos trabalhavam para as mais de 120 fábricas sul-coreanas do complexo. Segundo o Ministério da Unificação de Seul, a maioria dos trabalhadores sul-coreanos deixaram o complexo na terçafeira passada e os últimos sete regressaram sexta-feira após vários dias de negociações com o Norte sobre questões, nomeadamente, salários atrasados para os trabalhadores norte-coreanos.
Ilhas Diaoyu Três navios chineses entraram em águas territoriais
Três navios chineses entraram ontem nas águas territoriais das ilhas Diaoyu, administradas por Tóquio, e reivindicadas por Pequim, disse a guarda costeira japonesa. Os navios de patrulha marítima entraram na zona de cerca de 22 quilómetros ao largo do arquipélago disputado no Mar da China Oriental por volta das 11:00, noticiou a AFP. A China envia regularmente navios e ocasionalmente aviões para a zona ao largo das ilhas desabitadas, depois que o governo japonês nacionalizou em Setembro três das cinco ilhas, através da compra a um proprietário privado japonês. Além da sua posição estratégica, o arquipélago é referido pelo potencial de recursos energéticos do seu fundo marinho. No final de Abril, oito navios chineses entraram nas águas territoriais do arquipélago, naquela que foi a maior frota registada desde Setembro do ano passado.
Japão Neto de Harry Truman vai entrevistar sobreviventes de Hiroshima e Nagasaki Clifton Truman Daniel, neto do antigo Presidente norte-americano Harry Truman, vai encontrar-se, no verão, no Japão, com sobreviventes de Hiroshima e Nagasaki, cidades destruídas por bombas atómicas, cujo lançamento foi ordenado pelo seu avô durante a II Guerra Mundial. Numa entrevista publicada sextafeira pela agência Kyodo, Clifton Truman Daniel explicou que pretende viajar para o Japão no próximo mês de Julho para ouvir os depoimentos, os quais serão gravados em vídeo pelo seu filho, Wesley Truman Daniel. O neto do antigo Presidente dos Estados Unidos disse que as histórias dos sobreviventes atraíram a sua atenção, sobretudo depois da primeira visita que efectuou com a família ao país no ano passado, aquando das cerimónias do 67.º aniversário dos bombardeamentos. Daniel, antigo jornalista de 56 anos, utilizará as entrevistas para escrever um livro.
lheres. As prostitutas apenas vendem o seu corpo, mas uma mulher má vende toda a nação”, escreveu Somchai na sua página no Facebook, que também publicou uma fotografia de Yingluck com o Presidente da Mongólia, segundo o Bangkok Post. No seu discurso num fórum democrático em Ulan Bator, a primeira-ministra disse que ainda persistem na Tailândia elementos “antidemocráticos” que depuseram Thaksin, no exílio desde 2008, altura em que foi condenado à revelia a uma pena de dois anos de prisão por corrupção.
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áfrica
Pequim está a pisar os calcanhares de Washington no que toca a apoio financeiro prestado a vários projectos no mundo africano. A China inclui-se assim, cada vez mais, numa estratégia denominada recentemente por “softpower” cujas contrapartidas de uma “diplomacia assistencial” recaem num modelo de desenvolvimento político e económico à imagem e semelhança do seu parceiro. Apesar de a fasquia estar alta, Arnaldo Gonçalves, investigador de ciência política, está crente que a torneira vai pingar menos, de acordo com alertas do presidente Xi Jinping Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
A
China canalizou 75 mil milhões de dólares norte americanos (606 mil milhões de patacas) para assistência em projectos em África entre 2000 e 2011. De acordo com uma cooperação de investigadores de centros de pesquisa dos Estados Unidos da América, o montante de financiamento serve para dar apoio a 1700 projectos em 50 países africanos, em áreas como a saúde, a educação, os transportes e as infra-estruturas mas também exploração mineira e energia. No entanto, apenas cerca de 1000 projectos num total de 48,6 mil milhões de dólares norte-americanos (393 mil milhões de patacas) estão
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Apoio em áfrica Apoio oficial
Na última década, a China canalizou 75 mil milhões de dólares americanos para projectos
Operação de charme ainda em desenvolvimento ou já concluídos. Os restantes mantêm-se ainda em fase de reserva e podem não se tornar uma realidade. Os valores vêm seguidos de interrogações de estudiosos de relações internacionais sobre quais as verdadeiras intenções da China neste apoio ao continente africano. Será uma “operação de charme” para conseguir acesso fácil aos recursos naturais ou não passa de ajuda internacional a pensar no desenvolvimento sustentável futuro destes países? Para Arnaldo Gonçalves, investigador de ciência política, estes investimentos estão incluídos naquilo a que se chama “exercício do
softpower”, ou seja, “uma diplomacia assistencial que desenvolvem com vários países do chamado 3.º mundo ou das economias em desenvolvimento” não apenas em África mas na América Latina e também na Ásia para construir a “sua esfera de influência” para que “os países copiem o seu modelo de desenvolvimento político e económico”. Uma estratégia que não é ímpar, nem tampouco isolada, e que, naturalmente, como todos os países com poder económico, tem em vista contrapartidas. “É evidente que não há na vida internacional um apoio 100% desinteressado. A política externa está muito ligada à promoção dos interesses
estratégicos de vários países. Os Estados Unidos fazem isso na sua esfera de influência, a China está também a construir a sua”, evidencia o especialista. “É natural que numa primeira fase invistam nesses projectos de promoção de assistência mas criam ali também massa crítica que vai permitir mais tarde aceder a recursos energéticos fundamentais para o processo de desenvolvimento da China.” Poucas são as informações divulgadas sobre a assistência externa chinesa em África (já que se mantêm em segredo de Estado), tendo sido estes dados recolhidos durante 18 meses por investigadores do Center for Global Development e da
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Todos os projectos
1.º Nigéria - 16,43 1.º Nigéria - 51,11 2.º Ghana - 13,96 2.º Zimbabwe - 26,92 3.º Sudão - 6,12 3.º África do Sul - 24,97 4.º Zimbabwe - 5,59 4.º Ghana - 23,12 5.º Etiópia - 5,56 5.º Angola - 20,88 6.º Angola - 4,65 6.º Zâmbia - 1,73 7.º Mauritânia - 4,63 7.º Etiópia - 10,44 8.º Moçambique - 4.23 8.º Congo - 9,16 9.º Egipto - 3,26 9.º Moçambique - 8,78 10.º África do Sul - 3,03 10.º Sudão - 7,91 * em mil milhões de dólares
ra 6.5.2013
Unidos neste mesmo período (90 mil milhões de dólares norte-americanos ou 727 mil milhões de patacas) mas ultrapassam estimativas anteriores.
Intenções escondidas
“AidData” - numa parceria entre o College of William and Mary, faculdade da norte-americana Brigham Young University, e da Development Gateway - através de compilações de milhares de notícias para a construção da base de dados. Segundo o grupo de pesquisa, a ajuda tem de ter o desenvolvimento económico como principal objectivo e quaisquer empréstimos devem ter taxas de concessão - ou pelo menos 25% do dinheiro como garantia de retorno. “Gota a gota, quando se compara os Estados Unidos com a China, o financiamento oficial total é aproximadamente comparável. Contudo, diversas pessoas classificam [o apoio] diferentemente quando falam da ajuda chinesa (...) A composição do apoio financeiro oficial é diferente”, diz Bradley Parks, director executivo do AidData. Os valores ainda ficam, no entanto, aquém dos apoios prestados pelos Estados
áfrica
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De acordo com os números oficiais, poucos são os projectos de exploração mineira, sendo os sectores dos transportes, armazenamento, energia e agricultura, além do alívio da dívida pública, os dominantes e de maior empenho financeiro. No entanto, há grandes quantias direccionadas para projectos locais na área da saúde, educação e cultura. Mas os valores, tal como as áreas mais financiadas, têm claras discrepâncias quando se no apoio oficial e na totalidade dos projectos existentes, que somam também financiamento não-oficial (ver tabela 1). “Considera-o interesse nacional e estratégico pelo que faz parte da segurança do Estado, essa é a política de contenção de alguma informação, os Estados Unidos também não são diferentes, estratégias de defesa e armamento que estão a ser desenvolvidas também não estão ao dispor”, sublinha o especialista em relações internacionais. Equipas médicas chinesas têm trabalhado em África desde 1963 mas, de acordo com especialistas, recentemente o seu objectivo tem-se expandido para incluir a promoção de farmacêuticos tais como de tratamento da malária. Por isso, entendem que os conhecimentos médicos da China são canalizados para África numa combinação entre interesses económicos e a necessidade de espalhar a influência política e melhorar a sua imagem internacional.
Aposta forte na educação
A China tem enviado também milhares de médicos e professores para trabalharem em África, além de que recebe hoje muito mais estudantes na China ou ajuda-os a aprenderem mandarim fora. No campo do lazer, espalhou pelo continente uma rede de estádios desportivos e inúmeros pavilhões de concertos. Estes projectos em particular são vistos como “adoçantes” para agradar o Governo num tentativa de pagamento inicial para futuras trocas comerciais, segundo sugere Stephen Chan, professor da Escola de Estudos Orientais e Africanos em
Apoio à lusofonia * São Tomé e Príncipe não apresenta projectos activos pois é um dos três países africanos que não tem relações diplomáticas com Pequim mas conserva-as com Taiwan
Apoio Oficial
Todos os Projectos
Indústria, Mineração e Construção
0
10,35 mil milhões
Infra-estruturas sociais e serviços
17,7 milhões
2,94 mil milhões
Comércio e Turismo
116,2 milhões
116,2 milhões
Geração de Energia e Abastecimento
161 milhões
182,7 milhões
Comunicações
99 milhões
157,6 milhões
Banca e Serviços financeiros
1,94 mil milhões
1,94 mil milhões
Indústria, Mineração e Construção
119,5 milhões
1,18 mil milhões
Transportes e Armazenamento
750,9 milhões
781,1 milhões
Agricultura
718,2 milhões
726,8 milhões
Turismo
116,2 milhões
330 milhões
Turismo
116,2 milhões
116,2 milhões
Resposta de emergência
61,1 milhões
61,1 milhões
Infra-estruturas sociais e serviços
22,7 milhões
22,7 milhões
Agricultura
5,9 milhões
5,9 milhões
Saúde
4,9 milhões
4,9 milhões
Angola
Moçambique
Cabo Verde
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Londres. Mas, em seu entender, tal não faz parte de um estratégia geral até porque “não há uma agenda única”. Enquanto os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) têm estagnado ou diminuído a sua ajuda externa devido à pressão dos cortes orçamentais, alguns doadores de países emergentes - incluindo o Brasil, a Venezuela e o Irão - estão a expandir a investir noutros países em desenvolvimento, segundo informações que não são dadas a conhecer oficialmente pelo que aumentam a especulação sobre o que estarão a fazer e as suas razões. Na China apenas uma fracção dos projectos, no valor de 16 mil milhões de dólares norte-americanos (129 mil milhões de patacas), contam como assistência oficial aos países em desenvolvimento pela OCDE. E, segundo Arnaldo Gonçalves, os valores canalizados também vão sofrer um ajuste para baixo já que o presidente da China, Xi Jinping, já anunciou a intenção de “alguma austeridade económica” uma vez que a economia desacelerou e as “taxas de crescimento estão muito aquém do que previam no médio prazo”. “Por isso, essas áreas de assistência internacional vão sentir também a redução desses apoios”, explica o investigador.
Trocas comerciais entre China e países lusófonas As trocas comerciais entre China e países lusófonos diminuíram 5,64 % no primeiro trimestre face ao período homólogo de 2012, fixando-se em 26,27 mil milhões de dólares. Dados da alfândega chinesa divulgados pelo gabinete de apoio ao Fórum Macau referem que nos primeiros três meses de 2013 a China vendeu aos países de expressão portuguesa produtos no valor de 9,10 mil milhões de dólares, mais 5,54%, contra compras de Pequim de 17,16 mil milhões de dólares, menos 10,66 %. Com o Brasil, o principal parceiro lusófono da China, as trocas comerciais registaram uma quebra de 9,88 %, pesar de representarem a grande maioria das trocas, com um valor de 16,2 mil milhões de dólares. Com Portugal, as trocas também desceram 6,26% para 851,7 milhões de dólares. Mas em Angola, as trocas comerciais subiram 2,27 % para um total de 8,85 mil milhões de dólares.
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Envelhecimento Jogos de vídeo travam declínio mental ligado à idade
O
Os 681 participantes no estudo, sem problemas de saúde, foram divididos em quatro grupos e, dentro destes, separados por escalões etários, dos 50 aos 64 anos, e com mais de 65 anos. Um dos grupos devia fazer palavras cruzadas no computador e os outros três jogar um jogo de vídeo, em que ia aumentando o nível de dificuldade. Fredric Wolinsky, professor de saúde pública na Universidade de Iowa e principal autor do estudo, afirmou que, seja qual for a velocidade inicial, “o treino pode permitir a um jogador aumentar em 70% a sua velocidade”. Testados após um ano, os grupos que jogaram pelo menos 10 horas ganharam no mínimo três anos de boa saúde mental, segundo
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hoje na chávena Paula Bicho
Avós agarrados ao comando s jogos de vídeo estimulam e melhoram as faculdades cognitivas dos maiores de 50 anos, mostra um estudo norte-americano publicado na quarta-feira, na revista científica PLOS One. As centenas de pessoas de mais de 50 anos observadas pelos investigadores da Universidade de Iowa, no centro dos Estados Unidos, mostraram sinais de melhoria das suas capacidades cognitivas e de retrocesso de vários anos do declínio ligado ao envelhecimento. A investigação integra uma série de estudos visando compreender porque se perde, ao envelhecer, as principais funções do cérebro que asseguram o funcionamento da memória, da atenção e da resolução de problemas.
vida
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Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com
Violeta Nome botânico: Viola odorata L. Família: Violaceae Nomes populares: Bonefas; Viola; Violas-roxas; Violeta-de-cheiro; Violeta-roxa; Violeta-vulgar.
o estudo. O grupo que jogou mais quatro horas conseguiu retroceder quatro anos em termos de declínio cognitivo. “Não só prevenimos o seu declínio como melhorámos as suas faculdades”, disse Wolinsky, citado pela agência France Presse. As pessoas que usaram os jogos de vídeo obtiveram melhores resultados do que as que fizeram palavras cruzadas ao nível da concentração, velocidade e agilidade, ao passar de uma tarefa a outra. No total, jogar pode permitir uma melhoria de entre 1,5 a sete anos para aquelas funções.
Macau Sã Assado
A Violeta é uma planta com flores delicadas, de diferentes tonalidades entre o roxo, o lilás e o violeta, mas também brancas ou rosadas; sem caule aéreo, folhas e flores crescem, a partir da base 10 a 15 cm de altura, através do seu próprio pé (pecíolo e pedúnculo). Entre as inúmeras espécies existentes, a Viola odorata é a que nos proporciona o mais fragante dos aromas, mas só a partir do segundo ano de vida, quando floresce. Apesar de bem disseminada – é nativa da Europa e Ásia Setentrional e está naturalizada na América do Norte –, não nos cruzamos facilmente com a sua beleza silvestre, mas podemos observá-la nos jardins onde é cultivada como planta ornamental. Além de melífera, a Violeta é ainda utilizada em perfumaria e cosmética. A sua utilização medicinal é milenar, sendo recomendada por Hipócrates, no século V a.C., para o tratamento das enxaquecas; para prevenir as dores de cabeça provocadas pela ressaca, as suas flores eram entrançadas em forma de coroa e colocadas na cabeça durante as orgias. A Violeta é uma das plantas peitorais mais apreciadas em fitoterapia e o seu xarope, conhecido desde o século XVI, ainda hoje é preparado. Na Medicina Tradicional Chinesa, é usada uma outra espécie, a Viola yedoensis Makino, com aplicações distintas. Composição Flores: Mucilagens, óleo essencial responsável pelo seu agradável aroma, antocianinas (violamina) e derivados salicílicos. Raízes: Alcaloides (odoratina), saponinas (mirosina e violina), glicósidos fenólicos (gaulterina e violutósido), ácido salicílico e salicilato de metilo, mucilagens.
A rampa e a “parde” • Podemos subir pela rampa ou podemos subir pela “parde”. Contudo, a subida pela “parde” pode tornar-se numa verdadeira escalada artificial. Se calhar, é melhor mesmo apenas seguir pela rampa. Porque Macau sã assi mas também sã assado Foto: Filipe Oliveira
Acção terapêutica Uso interno As flores de Violeta têm uma ação suavizante e anti-inflamatória, fluidificam as secreções brônquicas e auxiliam à sua expulsão, acalmam a tosse e descongestionam as vias respiratórias, e induzem uma suave sudação que favorece a descida da
febre. São usadas no tratamento da tosse, catarro, faringite, traqueíte, bronquite e asma e ainda nos estados febris como a constipação e gripe, broncopneumonia, sarampo e escarlatina. Dores de cabeça e enxaquecas também beneficiam com o uso destas flores, tomadas em infusão ou em aplicação local. Com propriedades diuréticas que favorecem a eliminação de toxinas, esta pequena planta é útil na inflamação da bexiga, nos cálculos urinários que desfaz lentamente e no reumatismo acalmando a dor. Uso externo A sua infusão, em bochechos ou gargarejos, tem oportunidade na estomatite, gengivite, amigdalite, laringite e rouquidão; e, em lavagens ou compressas, alivia inflamações dos olhos, como a conjuntivite e o vulgar terçolho. Outras propriedades Com idêntica atividade são igualmente utilizadas as folhas, normalmente misturadas com as flores. As raízes, além de expetorantes mais ativas, em doses elevadas, provocam o vómito, pelo que, utilizadas sabiamente, podem ser administradas em caso de necessidade. Como tomar Uso interno • Infusão: 10 g de flores e/ou folhas por litro de água, 10 minutos de infusão. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Nas afeções das vias respiratórias adoçar com mel. Sabor muito agradável. • Xarope de Violeta: 50 g de flores para meio litro de água; deixar em maceração durante 12 horas. Filtrar e acrescentar 200 g de mel; ferver durante 5 minutos. Tomar 4 ou 5 colheres de sopa por dia, a última ao deitar. Muito indicado para as crianças. • As flores frescas são usadas para ornamentar saladas e aromatizar bolos. Também são comercializadas cristalizadas. Uso externo • Infusão: A mesma que se usa internamente. Em bochechos e gargarejos, lavagens ou compressas, várias vezes por dia. Precauções As raízes, em doses elevadas, podem ocasionar náuseas e vómitos devido às saponinas (violina).
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cultura
Cinema A vagina entre parêntesis
O primeiro poster do filme Nymphomaniac faz parte de uma campanha que durará oito meses e cujo segundo capítulo coincidirá com o arranque do Festival de Cannes. O grande provocador Lars von Trier lançou, esta semana, um poster com dois parêntesis apenas, encimado pela frase “esqueça o amor”, para o novo filme com Charlotte Gainsbourg e Shia LaBeouf. Nymphomaniac é um dos títulos que mais expectativa está a gerar este ano. O plano do realizador dinamarquês é que este seja um projecto em duas partes – duas longas-metragens em torno da ninfomaníaca Joe. Duas semanas antes de começar o Festival de Cannes, surge a imagem do que pode ser entendido como uma alusão gráfica à vagina num cartaz promocional. O filme tem data de estreia agendada para 30 de Maio na Dinamarca e, nos meses seguintes, para os mercados sueco, francês, holandês, brasileiro, alemão e russo. Segundo o site Indiewire haverá novidades sobre Nymphomaniac no segundo dia do Festival de Cannes, que decorre até 26 de Maio. O elenco de Nymphomaniac, para além de Gainsbourg e Shia LaBeouf, conta com Uma Thurman, Jamie Bell, Willem Dafoe, Stellan Skarsgard Christian Slater, Connie Nielsen e Udo Kier, num diptíco em que cada tomo terá duas versões: a softcore e a hardcore. – T.Q.
Arquitectura Projecto de Diogo Burnay distinguido com o Wan Award
O projecto da Escola Secundária Braancamp Freire do atelier Cristina Veríssimo e Diogo Burnay Arquitectos (CVDB), conquistou o Wan Award 2013, na categoria de Educação. A Escola Secundária na Pontinha foi criada a partir de uma série de pavilhões existentes, transformados numa única unidade, cujo preço de construção ficou em 798 euros por metro quadrado, um valor “incrivelmente baixo, tendo em conta a elevada qualidade final”, destacou o júri. Na decisão também pesou a “harmonia criada a partir do projecto anterior para o novo design”, e a “simplicidade e robustez” da construção final. Os pavilhões remontam a 1986, sendo que o projecto de reabilitação do edifício original do atelier CVDB se inseriu no Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário, implementado pela Parque Escolar. Diogo Burnay, arquitecto que tem o seu percurso profissional ligado a Macau, refere que com este projecto quis apresentar uma “proposta que partisse dos edifícios existentes que estavam dispersos e os agrupasse, através de uma construção nova em torno de uma praça central, denominada ‘the learning square’. Sendo organizados pela publicação internacional dedicada à arquitectura World Architecture News, os Wan Awards distinguem projectos nas áreas da Educação, Saúde, Comunidade, Transportes, Comercial, Retalho, Residencial e Interiores & Design. – T.Q.
Arte Guo Hongwei na Leo Xu Projects
Está patente na Leo Xu Projects, em Xangai, até ao dia 2 de Junho, a exposição Editing de Guo Hongwei, um dos mais activos jovens pintores de Pequim. Nascido em 1982, na província de Sichuan Province, Guo apresenta em Editing uma selecção de trabalhos de espírito inventivo, realizados a aguarela, óleo e colagem. Para Guo o acto de pintar assume-se como um processo de recolha, onde é evocado, em permanência, a atenção ao detalhe, numa procura que remete para a construção simbólica de uma estrutura museológica. Guo realizou várias exposições em galerias internacionais e museus, entre outras, Catch the Moon in the Water: Emerging Chinese Artists, James Cohan Gallery, Nova Iorque (2011), Today Documents, Today Art Museum, Pequim (2007), Refresh: Emerging Chinese Artists, Shanghai Zendai MOMA, Xangai (2007), Archaeology of the Future – the 2nd Triennial of Chinese Art, Museu de Nanjing, Nanjing (2005). – T.Q.
segunda-feira 6.5.2013
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Arte Nova Iorque, Hong Kong e Singapura
Sundaram Tagore e o diálogo entre as artes Tiago Quadros
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S
egundo Sundaram Tagore, em finais da década de 90, em Nova Iorque, era evidente o encontro entre pessoas e línguas muito distantes entre si, e isso via-se a cada esquina de Manhattan. Contudo, essa teia de relações não tinha expressão no mundo da arte. Para Sundaram Tagore isso não deixava de ser estranho, dado que o mundo da arte parecia, desde sempre, corresponder a um universo avançado e cosmopolita. Com efeito, a existência de galerias representativas daquilo que se produzia em países como a Índia, a China e a Rússia, não correspondia a uma confluência de culturas. Tagore assumiu que essa seria a sua missão. Com esse objectivo em mente, Tagore deixou o seu emprego na Pace Wildenstein Gallery em Nova Iorque, e em 2000 abriu a sua própria galeria em Greene Street, no SoHo, quando a área era ainda o bastião de um certo glamour e cultura artística. A ideia era abrir uma galeria, formar os seus recursos e fundar um centro cultural que abrisse diálogo entre os mais marginalizados e os consagrados. O espaço esteve em funcionamento durante dez anos e os eventos sucediam-se quase diariamente, num ritmo que provocou exaustão em toda a equipa. Neste momento, Tagore dirige duas galerias em Nova Iorque, uma em Hong Kong e outra, recentemente inaugurada, em Singapura. Todos os espaços partilham o mesmo enfoque na importância do intercâmbio cultural numa perspectiva internacional. E a postura de Sundaram Tagore continuará a ser sempre a mesma. Esteja onde estiver, o formato será sempre o da procura de um diálogo intercultural. Essa é, aliás, uma estrutura que se mantém no contexto do mercado Chinês da arte. O contexto familiar que acompanhou a infância do galerista, bem como toda a sua adolescência, justifica a sua apetência pela procura da confluência de culturas, nacionalidades e expressões artísticas
distintas. Tagore é descendente do poeta indiano Rabindranath Tagore, sendo que a sua infância, em Calcutá, aconteceu por entre artistas e poetas, no seio de uma família muito pouco convencional que procurava
estimular a sensibilidade para as artes. As duas casas da família estavam sempre de portas abertas e as pessoas chegavam de todo o lado. Para Tagore, o mundo instalava-se em casa dos seus pais e ele queria partir
para conhecer esse mundo feito de adultos que eram artistas, poetas, escritores ou músicos. Na verdade, as galerias de Sundaram Tagore não operam com princípios muito diferentes. Aquilo que o galerista indiano pretende, é oferecer um espaço onde desfilem, em contínuo, artistas de todo o mundo, procurando dissipar a diferença entre os grandes nomes da arte, como a fotógrafa Annie Leibowitz, cujo trabalho foi apresentado na galeria de Hong Kong em 2012, e outros menos conhecidos. Tagore também tem vivido como um nómada. Da Índia mudou-se para o Canadá e depois para os Estados Unidos, fixando-se mais tarde em Itália e depois em Inglaterra. Actualmente a sua casa é Hong Kong, apesar de passar grandes temporadas em Nova Iorque e, quase todos os fins de semana, em Singapura. Tagore visitou Hong Kong pela primeira vez em 1993, com Pace Wildenstein, para investigar a possibilidade de se estabelecer no mercado Asiático da arte. Nessa altura, Tagore já tinha uma rede vasta de relações em Hong Kong e, para além disso, já conhecia a estrutura da cidade e sabia como era fácil estabelecer uma empresa local. Para Tagore, essa característica foi determinante: a eficiência em implementar uma estrutura empresarial no território de Hong Kong. Quando a Sundaram Tagore Gallery abriu na Hollywood Road, em 2007, foi a primeira galeria internacional na cidade. Desde então, juntaram-se a ele os nomes maiores da arte, como por exemplo a Gagosian e o White Cube. Apesar disso a Sundaram Tagore Gallery mantém um nicho único, dado que a grande maioria das galerias de Hong Kong serve apenas o mercado Chinês da arte. Depois de no ano passado, Tagore ter apresentado a exposição de Leibowits, este ano o galerista vai focar-se na obra do Japonês Hiroshi Senju. A abordagem de Tagore vai de encontro ao contexto mundial da globalização. Tagore defende que, quer se goste ou não, vivemos na era da globalização. Nesse sentido, a arte está a expandir-se, está a tocar mais pessoas, está a democratizar-se. Tagore está focado em viajar pelo mundo, a abrir diálogos e a celebrar a beleza. O galerista está agora a trabalhar num documentário sobre a obra do arquitecto Louis Khan, o Edifício da Assembleia Nacional em Dhaka, no Bangladesh.
segunda-feira 6.5.2013
cultura
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Património Universidade de São José quer criar centro de conservação e restauro
Arte Cacilheiro de Joana Vasconcelos já está a caminho de Veneza
Preservar para o futuro
A
Universidade de São José quer criar em Macau um centro regional de referência na conservação e restauro do património, disse à agência Lusa o professor Vítor Teixeira. Professor assistente na Escola de Artes da Universidade Católica do Porto, Vítor Teixeira vai radicar-se em Setembro em Macau na Universidade de São José, da qual a Universidade Católica é accionista, e pretende lançar as bases para a criação do centro, um mecanismo que “falta e é necessário para a preservação do património para as gerações vindouras”. “Uma peça de arte tem um tempo de vida e há que preservar e criar as condições para que a sua ‘vida’ se prolongue no tempo, por várias gerações”, afirmou salientando que “polir e limpar dá um aspecto bonito, mas o que se pretende é manter, é adiar a ‘morte’ de uma obra de arte”. Por isso, acrescentou Vítor Teixeira, a criação de um centro
de referência na conservação e restauro que, destacou, “não existe no sudeste asiático”, é um “trabalho fundamental para o futuro que pode ser depois replicado ou exportado em termos de conhecimentos para outros pontos da região”. “No início, há que criar parcerias e envolver instituições académicas ou associações que possibilitem a constituição de um inventário de todo o património que não é apenas o edificado, mas também colecções particulares”, para depois “tendo alguma massa critica, avançar para a base de ensino, aprendizagem e investigação” que vá crescendo ao longo dos anos, acrescentou. Vítor Teixeira considerou também que ter um núcleo formado demora entre três a quatro anos, mas que é possível criar a partir de agora um núcleo técnico de especialistas que iniciem o trabalho de investigação e identificação do património “assumindo já as medidas concretas da sua preservação”.
Sobre o património português, ao qual se referiu numa conferência na Universidade de São José, Vítor Teixeira disse que até, no plano das edificações, tem “cosmeticamente um rosto bonito”, mas garante que isso “não chega quando se fala na sua conservação futura”. “Há muito trabalho a fazer” porque “é preciso criar uma linha de conservação integrada e principalmente no que são os tesouros, particulares ou não”, sublinhou. No ano em que se assinalam os 500 anos da chegada dos portugueses à China, Vítor Teixeira acrescentou ainda que implementar um projecto de longo prazo de conservação e restauro do património é inovador e permitirá tornar Macau numa “referência na preservação e conservação do património do próprio e daqui ser um exportador de uma linguagem e de um conceito para as nações da região e até criar rede de consumo do ponto de vista económico”.
Arquitectura Associação dos Arquitectos de Macau entrega prémios de 2013
Combinar físico, natureza e sociedade T
êm como objectivo reconhecer trabalhos de arquitectura exemplares, mas, mais ainda, encorajar a cultura arquitectónica de Macau. Estão abertas as inscrições para os prémios de 2013, entregues pela Associação de Arquitectos de Macau (AAM). De acordo com um comunicado da associa-
ção, a ideia é que sejam premiados os trabalhos de arquitectos de Macau, que demonstrem a forma como está a ser desenvolvido e aperfeiçoado o ambiente arquitectónico do território. “Os prémios também pretendem demonstrar que a boa arquitectura é um componente importante sobre o ambiente humano
Categorias premiadas • Projectos residenciais para família singular • Projectos residenciais para múltiplas famílias • Habitação Social e Pública • Edifícios comerciais • Resort • Edifícios sociais e religiosos • Edifícios institucionais • Edifícios multi-usos • Projectos de conservação
e que o desenvolvimento físico em Macau não precisa de estar em desarmonia com os valores culturais, a identidade nacional ou o ambiente natural de Macau. A AAM assegura que os prémios pretendem reconhecer os projectos de qualidade dos projectos e elevar a imagem da arquitectura no seio da sociedade. “Os prémios serão atribuídos a projectos que tenham prestado atenção ao contexto sociocultural e que crie uma ponte entre a arquitectura, a natureza e o contexto urbano.” Todos os arquitectos do território membros da AAM e que tenham projectos concluídos no mínimo há dois anos a concurso. Os juízes do concurso ainda vão ser nomeados. O prazo de inscrição termina a 25 de Maio e os prémios são atribuídos em Junho. - J.F.
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“Trafaria Praia” revelado a 1 de Junho
oi no sábado, pela manhã, que o cacilheiro Trafaria Praia, transformado em obra de arte pela artista Joana Vasconcelos, partiu rumo a Veneza, para representar Portugal na bienal de arte deste ano. Rebocado por um navio especial, o cacilheiro obra de arte tem como destino final os Giardini, zona nobre da exposição. O acontecimento teve direito a cerimónia especial, com um cacilheiro com amigos, convidados e jornalistas a acompanhar o Trafaria Praia no seu percurso inicial no rio Tejo. Apenas foi possível ver o exterior do barco, que está previsto que chegue a Veneza a 28 de Maio. O projecto da artista, em forma de pavilhão flutuante, com intervenção
têxtil e painel de azulejos no interior, representando uma vista panorâmica de Lisboa, só será revelado na totalidade a 1 de Junho, quando abre ao público a bienal. Em declarações ao Público, Joana Vasconcelos disse que o projecto ainda está em aberto em termos de financiamentos, referindo que se trata de uma iniciativa pioneira em muitas dimensões: “Mesmo com o esforço do Estado, que tem pouca verba, pode-se, com os privados, concluir projectos de grande escala em arte. Isso acontece internacionalmente, mas aqui não existe essa cultura. Espero que esta iniciativa seja exemplo para que outros não desistam de concretizar os seus projectos.”
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NOTIFICAÇÃO EDITAL (Reparação coerciva)
N.º 44/2013
Lurdes Maria Sales, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho, manda que se proceda, nos termos do n.º 3 do artigo 9.º e do artigo 11.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008 – Normas de funcionamento das acções inspectivas do trabalho conjugados com os artigos 58.º, n.º 2 do artigo 72.º e n.º 2 do artigo 136.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, à notificação do transgressor do Auto n.º 82/0708/2013, de 5 de Abril de 2013, senhor Choi Fan Iong, proprietário de “Chui Son Kong Cheng (em chinês 聚順工程 )”, na Avenida do Nordeste, S/N, Edifício Hoi Pan Garden, Bloco 9, 14.º andar-A, Macau, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do 1.º dia útil seguinte ao da publicação dos presentes éditos, proceder ao pagamento da multa aplicada no aludido auto, no valor de Mop$5.000,00 (cinco mil patacas), por prática da transgressão laboral prevista no artigo 77.º, e punida nos termos da alínea 5) do n.º 3 do artigo 85.º da Lei n.º 7/2008 – Lei das relações de trabalho, de 18 de Agosto. Por outro lado, o notificado deve, no mesmo prazo, proceder ao pagamento da quantia em dívida ao trabalhador Chan Ieong U no valor de Mop$13.300,00 (treze mil e trezentas patacas), devendo ainda, nos 5 (cinco) dias subsequentes ao do termo do atrás citado prazo, fazer prova do pagamento efectuado. A cópia do auto, a notificação, o mapa de apuramento da quantia em dívida ao referido trabalhador e as guias de depósito deverão ser levantados, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, sendo facultada a consulta do processo em causa, instruído por estes Serviços. Decorridos os prazos, sem que tenha sido dado cumprimento à presente notificação, seguir-se-á a tramitação judicial, com a remessa do auto ao Juízo. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 23 de Abril de 2013. A Chefe de Departamento, Lurdes Maria Sales
desporto
Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo
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ontinua de vento em pompa, a epopeia da Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau na principal prova do futebol do território. Depois de na semana passada ter destronado o campeão Ka I da segunda posição da tabela, o onze encarnado voltou este fim-de-semana a superar uma nova prova de fogo, ao vencer de forma inequívoca o Lam Pak por duas bolas a uma em partida a contar para a 13.ª jornada da competição. A formação orientada por Bruno Álvares voltou a exibir-se a bom nível, a mostrar um entendimento quase perfeito dentro das quatro linhas e não demorou, como tal, a criar perigo. Aos sete minutos, o luso-guineense Pio Júnior visou a baliza de Tai Chou Tek pela primeira vez, com um cruzamento tenso que quase surpreendeu o guarda-redes adversário no último reduto do Lam Pak. O onze orientado pelo veterano Chan Man Kin respondeu na jogada imediata, numa iniciativa inconsequente de William Carlos Gomes, abortada com uma intervenção tranquila da linha defensiva encarnada. As águias do território voltaram à carga pouco depois, ainda que numa iniciativa de bola parada. O Benfica beneficiou de um livre directo no lado direito do ataque e Filipe Duarte encarregou-se de cobrar o lance com uma execução quase perfeita. Ao Lam Pak valeu a intervenção providencial do brasileiro Valença, a afastar de cabeça para fora do perímetro de jogo. Com uma tarde tranquila até então, Juan de Castro brilhou com uma intervenção segura à passagem do quarto de hora de jogo, ao evitar com um corte providencial que Lam Ka Pou se isolasse na frente de
Liga de Elite Encarnados vencem duelo com Lam Pak e reforçam segundo lugar
Benfica soma e segue
ataque do conjunto azul e branco. O grupo de trabalho da Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau dominava sem grandes sobressaltos e aos 23 minutos acabou mesmo por inaugurar o marcador, numa jogada rápida de contra-ataque. Edgar Teixeira assina meio golo ao servir, com um passe longo, Pio Júnior na frente-de-ataque. O avançado, formado nas escolas do Estrela da Amadora, fez o resto, levando a melhor sobre um defesa do Lam Pak no um contra um, antes de bater Tai Chou Tek pela primeira vez. A aguardada festa encarnada acabou por se revelar sol de pouca dura. A resposta da formação orientada por Chan Man Kin dificilmente se poderia ter revelado mais eficaz. Depois de ter sofrido o golo, o Lam Pak encostou o Benfica às cordas. Lin Jianming beneficia de uma primeira grande oportunidade aos 26 minutos, na sequência de um livre indirecto apontado pelo brasileiro
Timba. O dianteiro da República Popular da China não desperdiça três minutos depois, ao levar a bom porto uma grande penalidade a punir falta de Luis Amorim sobre William Carlos Gomes. O atleta brasileiro, que sofreu uma luxação num braço no lance que resultou no penalti, acabou por ser substituído menos de três minutos. O golo da igualdade acabou por afectar irreversivelmente o rendimento e a eficácia do Benfica, que só de bola parada conseguia levar perigo ao último reduto adversário. A última grande oportunidade da primeira parte pertenceu, ainda assim, às águias do território, num lance em que nem Pio Júnior, nem Jorge Tavares conseguiram chegar ao esférico. Na segunda parte, a formação orientada por Jorge Álvares voltou a recuperar parte do vigor perdido, com a dupla de avançados muito activa – mas ainda assim pouco
Liga de Elite 2013 – 13.ª Jornada • Classificação
• Resultados Polícia
2-2
Kei Lun
Ka I
4-0 Lam Ieng
Lam Pak
1-2
Benfica
Monte Carlo
4-0
Chao Pak Kei
Kuan Tai
4-2 Sub-23
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gonçalo lobo pinheiro
16
Equipa Monte Carlo Benfica Ka I Lam Pak Kuan Tai Polícia Lam Ieng Chao Pak Kei Kei Lun Sub-23
J 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13
V 13 11 11 9 6 5 4 3 1 0
E 0 0 0 0 0 2 1 0 1 0
D 0 2 2 4 7 6 8 10 11 13
GM-GS Pontos 49-5 39 43-4 33 43-9 33 40-13 27 14-21 18 19-27 17 14-40 13 14-43 9 12-53 4 6-44 0
eficaz – no último reduto do adversário. Aos 57 minutos, o Benfica sofreu o que parecia constituir uma contrariedade irreparável, com o brasileiro Fabrício Lima a ver o segundo cartão amarelo e o inerente cartão vermelho. A jogar com dez, a formação de matriz portuguesa viu-se de repente numa situação de fragilidade a que soube responder com grande mestria. Apesar da inferioridade númerica o Benfica continuou a dar cartas e acabou mesmo por chegar ao golo da vitória aos 71 minutos, com Fábio Silva a cabecear sem oposição para o fundo das desamparadas redes de Tai Chou Tek na resposta a um livre directo, apontado no lado esquerdo do ataque do Lam Pak. Antes de entrar em campo, o Benfica já estava ao corrente do resultado do Ka I, com quem ombreia na luta pelo segundo lugar. Os campeões do território golearam ao início da tarde de sábado sem apelo nem agravo a frágil formação do Lam Ieng por quatro golos sem resposta. No rescaldo à derrota sofrida na 12.ª ronda frente ao onze encarnado, o grupo de trabalho orientado por Joseclér não facilitou e inaugurou o marcador logo aos três minutos, com Nascimento Santos Neto a marcar na cobrança exímia de um livre directo.
Ka I cumpriu
Os ainda campeões do território dilataram a vantagem de que dispunham no placard à passagem do minuto vinte, com Christopher Nwarou a marcar após uma boa jogada individual de Alison Brito. O avançado cabo-verdeano, exFutebol Clube do Porto levantou em jeito para o golo fácil do médio nigeirano. O marcador só voltaria a mexer na recta final da segunda parte. Aos 73 minutos, Marcelo Reis inscreveu o nome nos anais da partida, numa jogada de insistência. O dianteiro canarinho ainda permitiu uma primeira defesa de Chan Ka Kei, mas não perdoou à segunda, dilatando para três tentos a vantagem do Ka I. O último golo dos campeões do território surgiou a quatro minutos do fim do tempo regulamentar e teve a assinatura de
Felipe Ritchie, que empurrou para o fundo da baliza do Lam Ieng depois de um falhanço do sector defensivo do clube satélite do Lam Pak.
Monte Carlo não desarma
O líder Monte Carlo igualou ao início da tarde de domingo o desempenho do arqui-rival, ao golear o Chao Pak Kei por quatro bolas a zero. A formação orientada por Tam Iao San inaugurou o marcador aos 27 minutos, numa jogada concluída por Du Zhiqiang, avançado da República Popular da China. O segundo tento do encontro, apontado a partir da marca de onze metros, surgiu a três minutos do intervalo e teve a chancela do Francisco Medeiros Rafael. Daniel Santana dos Santos foi a grande figura do Monte Carlo na segunda parte do desafio, ao fazer o gosto ao pé por duas ocasiões. Santana dos Santos marcou o primeiro da conta pessoal aos setenta, antes de encerrar a contagem já em período de descontos. Nos dois outros encontros da 13.ª ronda da Liga de Elite, o Kuan Tai venceu com facilidade a Selecção de Sub-23 da Associação de Futebol de Macau por quatro bolas a duas e o Grupo Desportivo da Polícia de Segurança Pública empatou a dois golos com o Kei Lun, no desafio que abriu na sexta-feira as contas da jornada 13 da principal prova de futebol da RAEM.
Automobilismo André Couto vence corrida em Zhuhai
O piloto português André Couto venceu ontem a segunda manga da primeira jornada da Audi Cup asiática, em Zhuhai, na China, depois de ter obtido duas “pole positions”. Em declarações à agência Lusa, André Couto lamentou ter sido penalizado na primeira corrida quando “tinha tudo para vencer”, mas os regulamentos da prova que “abortaram” quatro largadas deixaram o piloto sem perceber a razão do castigo. “Quando percebi que era penalizado decidi poupar pneus, decidi abrandar para ter bons pneus para hoje a fazer uma boa corrida aproveitando a ‘pole position’ conquistada e o bom andamento do carro”, explicou.
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[ ] Cinema
futilidades
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Cineteatro | PUB Evangelion 3.0: you can (not) redo [c] (FALADO EM JAPONÊS E LEGENDADO EM CHINÊS) Um filme de: Hideaki Anno 17.00, 19.30 Sala 2
iron man 3 [3d] [c]
the big wedding
Um filme de: Shane Black Com: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 Sala 3
the big wedding [c]
Sala 1
iron man 3 [c]
Um filme de: Shane Black Com: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle 14.30, 21.30
Aqui há gato
Um filme de: Justin Zackham Com: Robert De Niro, Amanda Seyfried, Katherine Heigl, Diane Keaton 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Soluções do problema
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Sem nome, não assinada. Segurei com a mão. 2-Estar na idade de. Prisão, xadrez (Gír.). Inseparável. 3-Caro, prezado. 4-Numeral. Fímbria, rebordo exterior. 5-Apelido. O trabalho do toureiro, lide (pl.). 6-Antiquado (abrev.). Um casal. Interior (abrev.). 7-Mulheres de cabelos loiros. Aguço. 8-Nome de homem. Mulher pequena, anã. 9-Desvairar. 10-Basta!. Embarcação de recreio. Dificilmente, apenas. 11-Substância tintorial usada na India. Ave pernalta da América do Sul também conhecida por seriema. VERTICAIS: 1-Apertta com laçada. O m. q. galveta. 2-Nordeste (abrev.). Proprietários, senhores. Rio de França. 3-Relativo à orquite. 4-Umas (Arc.). Rabino. 5-Alces, ergas. Casaco comprido, desportivo, impermeável e com capuz (pl.). 6-Imensidão (Fig.). Nota musical (pl.). Letra grega. 7-Dar cor de anil. 6-Género típico das aceráceas. 8-Deixe para outro dia. O m. q. Alna. 9-Que tem todas as formas conhecidas. 10-Sigla automobilística da URSS. Desterrrava. Amerício (s.q.) 11-Que se impôs. Remoinho de água (Prov.).
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À venda na Livraria Portuguesa Os Desmandos de Violante • Vasco Graça Moura
Anovela “Os Desmandos de Violante” é a terceira parte de uma sequência iniciada por Vasco Graça Moura em 2008, com “O Pequeno-Almoço do Sargento Beauchamp”, a que se seguiu, em 2010, “O Mestre de Música”. Este ciclo narrativo, cuja acção decorre entre 1807 e 1814, perfaz uma trilogia a que o autor resolveu dar o título genérico de “O vermelho e as sombras”. Nas três partes que formam a trilogia, encadeia-se uma história de paixões, amores e desamores, ódios, ambições, crueldades, aventureirismos e indiferenças, que se desenvolvem em rápido ritmo narrativo, numa escrita muito pessoal e desinibida que privilegia as peripécias sucintas e as situações de desfecho inesperado.
A Torre de Vigia • Ana María Matute
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
“Torre de Vigia” é o primeiro romance da trilogia medieval de Ana María Matute. Decorrendo numa Idade Média mítica, mágica e sensual, trata–se de um singular romance de cavalaria, onde se narram, na primeira pessoa e com uma sensibilidade moderna, os anos de formação e de aprendizagem de um jovem cavaleiro, no decurso de um enredo repleto de heroísmo, superstição e barbárie. A descoberta do mundo e os conflitos inerentes, a memória, a saudade e a dificuldade para estabelecer relações na infância e na adolescência marcam os primeiros anos do jovem cavaleiro, preso a um mundo onde tudo se rege por instintos primários e febris e no qual o amor, o ódio, a violência, a solidão, a crueldade e a nostalgia, alternando-se, desvelam um universo inquietante e misterioso, sem deixar de se revelar selvagem e passional. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Sem noção do ridículo É engraçado quando as pessoas, em certas alturas das suas vidas e por motivos vários, perdem a noção do ridículo. Resguardando-se na sua razão, estão sempre de língua afiada a criticar os outros, a serem os primeiros a chamar a atenção de algo. Mas que valem essas pessoas? Pouco, muito pouco. Colocamse no pedestal mas esquecem-se de olhar para si mesmos e para o quão ridículo é ser assim, menor, pensando que se é o maior. Pensei que se tratasse de uma situação muito peculiar de Macau, mas não. Não tem terra, credo ou raça. Trata-se de uma situação peculiar de certas pessoas – ou se calhar dos humanos, mas apenas alguns teimam em fazê-lo. Os mais ridículos, diga-se em abono da verdade. A falta de humildade com que certas pessoas se pavoneiam pelas ruas da cidade eriça-me o pêlo. Causa-me urticária nas patinhas. Pessoas que não sabem nada de nada, que não viveram nada de nada, que, pelos vistos, ainda não aprenderam nada de nada. Continuam em branco, pensando que muito sabem e que têm algum tipo incumbência de dizer o que os outros têm ou devem fazer. Estes arautos da sapiência pensam que estão sempre certos. Sempre. Pior: raramente dão a cara ao erro, pois custa. É lixado termos culpa de algo de errado que acontece, mas isso faz parte da vida. Todos erramos. Até os gatos, meus senhores. Contudo, a sagacidade, penso eu, está em ter a hombridade e humildade de assumir esses erros e não os descartar sempre para os outros: “a culpa é de fulano”, “a culpa é de beltrano”, “a culpa é de sicrano”... e por aí fora. Cresça-se e apareça-se. Porque a vida é uma estrada onde todos temos de aprender, muito mais do que ensinar. E é sempre bom que as pessoas tenham em mente que sozinhas pouco valem. Não podemos ser egoístas ao ponto de pensar que fazemos o que está ao nosso alcance – muitas vezes muito pouco – e que o resto que está à nossa volta pode lixar-se. É preciso proactividade, vontade de ser diferente – para melhor – e, acima de tudo, respeito para com quem nos rodeia. Ai Macau, Macau. Miau...
Pu Yi
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Carlos Morais José
editorial
A China tem de investir na defesa
S
hinzo Abe, primeiro-ministro japonês, veio dizer esta semana que os nipónicos nunca fizeram mal aos seus vizinhos asiáticos. Esta lavagem da História, com o apoio dos Estados Unidos, é tão abjecta que os partidos da oposição rapidamente vieram a terreiro contrariar as palavras deste neo-nacionalista. Mas a verdade é que, perante este negacionismo japonês, coisa que os alemães ainda não ousaram, nenhum país da região pode estar sossegado. O imperialismo nipónico, agora aliado com o seu congénere americano, parece tornar-se novamente numa ameaça muito real para toda a Ásia. Na verdade, só se espera que a China não cometa os erros do passado e se dote de uma capacidade militar capaz de fazer frente a estes bandidos do Pacífico. A Coreia do Norte parece também apostada em fornecer pretextos para uma nova guerra. Ou seja, todos a fazer o jogo dos imperialistas que vêem na China o único obstáculo real à dominação sempre pelos nazis japoneses e agora apoiada pelos EUA que, inteligentemente, já nomearam a China como o seu principal inimigo na região e no planeta. Para a manutenção da paz é fundamental que a China modernize o mais depressa possível as suas forças armadas que, por enquanto, estão de longe de ter a capacidade de resposta a um ataque conjunto do Japão e dos EUA. Estes dois países têm um triste
Shinzo Abe devia imediatamente ser apresentado no Tribunal Internacional por negacionismo de crimes contra a Humanidade. Mas porque tem o apoio dos EUA e de seus lacaios europeus tal não deverá acontecer. A China está só. Por isso mesmo tem de erguer como farol de esperança para a paz nesta região e neste mundo cada vez mais global. Um investimento radicalmente maior nas suas forças armadas vislumbra-se como a única saída possível para a paz
historial de agressividade e de desprezo pelos outros povos: os japoneses na II Guerra Mundial e os americanos nas guerras que continuamente fomentam e participam. São gente em quem não dá para confiar. Daí que se torne urgente um maior investimento na defesa por parte da China que permita ao País do Meio servir de tampão aos nazi-fascistas nipo-americanos. A bomba atómica não basta. Quer em termos aéreos, quer no mar, a China não detém meios suficientes para ameaçar a supremacia neo-fascista e, portanto, deveria investir uma percentagem muito maior do seu PIB e, eventualmente, assinar tratados de cooperação com outras potências como a Rússia e a Índia. Claro que os indianos, na sua cegueira tradicional e corrupta, estarão fora deste barco e dispostos a vergar a espinhela aos antigos donos ingleses. Já a Rússia poderá claramente estar ao lado da China e cooperar para deter um imperialismo que agora se vislumbra cada vez mais ameaçador. Shinzo Abe devia imediatamente ser apresentado no Tribunal Internacional por negacionismo de crimes contra a Humanidade. Mas porque tem o apoio dos EUA e de seus lacaios europeus tal não deverá acontecer. A China está só. Por isso mesmo tem de erguer como farol de esperança para a paz nesta região e neste mundo cada vez mais global. Um investimento radicalmente maior nas suas forças armadas vislumbra-se como a única saída possível para a paz.
Contra a mariquice política Ricardo Araújo Pereira in Visão
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endo nascido no dia 28 de Abril de 1974, não vivi um único minuto sob um regime político autoritário. Tirando aqueles anos do Cavaco. E aqueles do Sócrates. E agora estes. Mas nunca vivi sob autoritarismo a sério. Aquele que prende, tortura e mata. Nunca vivi num daqueles regimes em que é preciso ser um herói para fazer o que eu faço - e nos quais, por isso mesmo, eu me dedicaria, evidentemente, a outra actividade. Também não me lembro dos tempos do PREC, mas ouço dizer que houve exageros. Que surpresa. Ao fim de 50 anos de ditadura, a liberdade chega e há exageros durante uns meses. Vá lá uma pessoa perceber isto. O problema do exagero, em política, é que só é apreciado quando quem o comete veste fato e gravata. Nesse caso, não se chama exagero: é cora-
gem política. Só os barbudos mal vestidos é que exageram. Há um livro do Lewis Carroll, chamado Sylvie e Bruno, que começa com uma multidão confusa a exigir, aos gritos: “Menos pão! Mais impostos!” Como se trata de uma turba, na rua, tem graça. Mas Vítor Gaspar faz o mesmo e é muito menos engraçado. Eis como a mesma piada, dita por pessoas diferentes, pode ter resultados distintos. Em reacção à política do Governo, um grupo de pessoas foi cantar
para junto de altos dignitários. Como é evidente, exageraram. Levar a cabo políticas que aumentam o desemprego e a pobreza é coragem. Cantar é um exagero. Reparem que ninguém queimou pneus, nem partiu montras, nem pilhou lojas. O exagero foi cantar. Entoou-se uma melodia exageradamente. Um estudo da mariquice política deve começar por analisar o modo como o canto coral passou a ser considerado um exagero. Além disso, há um movimento chamado
Levar a cabo políticas que aumentam o desemprego e a pobreza é coragem. Cantar é um exagero. Um estudo da mariquice política deve começar por analisar o modo como o canto coral passou a ser considerado um exagero
Que se Lixe a Troika. Outro exagero. Que se lixe a troika? Ui, que expressão tão feia. E depois? Como pagamos salários e mantemos serviços públicos, se é com o dinheiro que a troika caridosamente nos oferece que conseguimos fazê-lo? São objecções que se inserem igualmente no âmbito da mariquice política. Os críticos da divisa Que se Lixe a Troika preferiam uma palavra de ordem mais sensata e educada. É possível que tolerassem melhor o hipotético e muito mais cordato movimento “Que olhemos de um modo moderadamente crítico para a troika, sobretudo no sentido em que talvez os prazos estipulados sejam demasiado curtos e as metas impostas relativamente irrealistas, agravando assim a crise, mas realçando ao mesmo tempo os benefícios que nos traz o empréstimo, por muito que eles sejam atenuados pelo que ficou dito atrás.” Talvez esta formulação fosse menos exagerada, mas mesmo assim não garanto. Isto é gente que diz “apre!” quando martela o dedo.
segunda-feira 6.5.2013
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David Chan*
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macau visto de hong kong
Transexualidade
N
o dia 17 de Abril de 2013, teve lugar no Tribunal de Última Instância de Hong Kong a audição de um caso famoso relacionado com a “Transexualidade”. Um homem que mudou de sexo apelou ao Court of Appeal of Hong Kong para “casar” com o namorado. Esta “mulher” não quis revelar o seu verdadeiro nome e por isso durante o caso ficou a chamar-se W. W alegou que o Court of Appeal tinha cometido um erro ao rejeitar o seu pedido por “incapacidade de reprodução”, uma vez que muitos casais normais modernos não tinham filhos, logo a “incapacidade de reprodução” não era um bom motivo para rejeitar o pedido. Durante o julgamento o Queen’s Counsel disse ao tribunal que a operação para mudança de género da recorrente tinha sido feita num hospital público, logo a Hong Kong Hospital Authority reconheceu-a como do sexo feminino. Tanto o seu cartão de identidade de Hong Kong como o seu passaporte a identificavam como do género feminino. O Queen’s Counsel disse ainda que W utilizava as casas de banho para mulheres. Se porventura cometesse um crime seria presa numa cadeia para mulheres e não num estabelecimento prisional masculino. Apenas o Marriage Ordinance of Hong Kong e o Certificate of Birth a reconhecem como do género masculino. Estas duas restrições legais tratam-na injustamente e fazem com ela perca o direito de casar com o namorado. Mais ainda, estas duas restrições legais violam “o direito e liberdade de casamento” providenciado pela lei Básica da Região Administrativa Especial de Hong Kong bem como pela Bill of Rights Ordinance. No dia 28 de Março, José Pereira Coutinho apresentou uma proposta de lei sobre as “Uniões Civis Entre Pessoas do Mesmo Sexo”. No entanto a proposta foi rejeitada pela Assembleia Legislativa de Macau. Revela que a maioria da opinião pública de Macau não aceita a homossexualidade. Provavelmente também não aceita a transexualidade. No dia em que estava a preparar este artigo o Tribunal de Última Instância de Hong Kong ainda não tinha dado a sua decisão sobre este caso. Ambos estamos à espera do resultado da audição. Numa aritmética simples podemos contar quais as combinações de casamento entre uma pessoa normal, um homossexual e um transexual. Existem pelo menos quatro tipos de casamento. O primeiro, é o casamento entre pessoas de sexo oposto, i.e. o mais comum. O se-
As questões da homossexualidade e da transexualidade não podem ser resolvidas por um decreto lei. É fácil fazer a lei, mas pedir à opinião pública que a aceite é mais difícil. A lógica por detrás da homossexualidade e da transexualidade prende-se com “normas, os valores e a cultura da população em geral” gundo o entre dois gays ou duas lésbicas. O terceiro, o casamento entre transexuais. Por último está o nosso caso, o quarto tipo de união, i. e. o casamento entre um homem e um transexual. Não há dúvidas de que do ponto de vista psicológico, o casamento do primeiro tipo, é o normal. Do ponto de vista sociológico e da moral este tipo de união é aceite pela sociedade. Será que há alguma diferença entre o casamento de um homem com um transexual e o casamento entre dois homens. A resposta provavelmente não é fácil. Tecnicamente, o transexual mudou de órgãos sexuais. No caso de W, a mudança foi de órgãos masculinos para órgãos femininos. No entanto, se isto é um casamento entre dois homens, significa que os órgão sexuais destas duas pessoas não mudaram. Continuam a ser dois homens. Como é óbvio, a resposta acima dada não é satisfatória, porque o público em geral não quer saber das diferenças técnicas. Quer saber das diferenças reais entre o segundo, terceiro e quarto tipos de casamento. Seja como for, uma coisa é certa. O primeiro tipo de casamento é aceite por todo o mundo. Os casais deste tipo recebem certificados de casamento. Já os outros géneros de casamento podem não os receber. Apenas alguns países reconhecem a legitimidade destes “casais” especiais. De aqui em diante, usaremos o termo casal para o primeiro tipo de casamento, e não para os outros géneros. O casal do primeiro género tem, como é óbvio, deveres e direitos. Por exemplo, o homem pode pedir à mulher para ter relações sexuais e vice-versa. Os nossos leitores têm de ter muita atenção porque em alguns sítios do mundo, digamos Hong Kong, por exemplo, as relações sexuais entre casais do, primeiro tipo não é uma obrigação. Uma
mulher pode recusar ter relações sexuais com o marido sem qualquer explicação. Curiosamente, um homem rejeitado pela mulher, não pode ter relações sexuais com outra mulher. Se o fizer está a cometer adultério. Em Hong Kong o adultério não é uma ofensa criminal mas pode ser uma razão civil para divórcio. Um caso de adultério é o suficiente. É consequência do certificado de casamento. O segundo, terceiro e quarto tipos de casamento acima mencionados, podem não ser reconhecidos legalmente nos vários países. Portanto, a relação do ponto de vista legal entre estes “casais” não deve ser mais do que uma relação de amigos. Se os membros destes “casais” tiverem relações sexuais com outras pessoas, não podem pedir divórcio. Não podem pedir uma pensão, (maintenance), porque nunca tiveram um casamento. As questões da homossexualidade e da transexualidade não podem ser resolvidas por um decreto lei. É fácil fazer a lei, mas pedir à opinião pública que a aceite é mais difícil. A lógica por detrás da homossexualidade e da transexualidade prende-se com “normas, os valores e a cultura da população em geral”. Na maioria dos países europeus vemos as pessoas com os mais diferentes estilos de penteados e de se vestir. No entanto, é difícil de observar o mesmo fenómeno na China. Tem a ver com as “normas, os valores e a cultura da população em geral.” Não é difícil de prever que a homossexualidade e da transexualidade não serão aceites pela sociedade chinesa a curto prazo. *Professor Associado no Instituto Politécnico de Macau
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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Mak Sio Kun fala de abuso de drogas na juventude
c a r t o on por Steff
a árvore
O deputado citou o discurso de um estudioso na sua interpelação escrita ao Governo. Essas palavras serviram, muito embora o número de abuso de drogas tenha diminuído, para explicar que a proporção desse abuso aumentou dentro de casa, o que torna cada vez mais grave e ocultado o abuso de droga entre os jovens. O deputado questionou ainda as medidas a curto e longoprazo para garantir a saúde física e mental da juventude. Ao Executivo perguntou se está nos horizontes aumentar as multas no Código Penal, por forma a combater e punir severamente quem usa e quem trafica estupefacientes. - C.L.
Ung Choi Kun pede edifício individual para organizações jurídicas
Numa interpelação escrita dirigida ao Governo, o deputado Ung Choi Kun questionou a falha de energia no prédio comercial onde fica o Tribunal Jurídico de Base (TJB). Com isso, Ung pediu uma investigação exaustiva por forma a apurar responsabilidades. Para o deputado, não se pode colocar em risco o normal funcionamento judiciário. Ung Choi Kun lembrou ainda que o Ministério Público também se encontra num prédio comercial, e que isso pode algum tipo de desconforto psicológico a outras pessoas que trabalhem no edifício uma vez que, todos os dias, por ali passam polícias fortemente armados e suspeitos algemados. O deputado lembrou ainda o recente caso de um juiz que teve de ir no mesmo elevador do que um suspeito, momentos depois deste ter sido decretado arguido. Por isso, Ung pede que todas as entidade jurídicas tenham um edifício individual, tal como o Tribunal de Segunda Instância e Tribunal de Última Instância.- C.L.
Paul Chan Wai Chi contra suspensão de programa na TDM
O mesmo programa onde Duarte Alves, filho do deputado Leonel Alves, afirmou uma possível pretensão em ser, no futuro, deputado foi suspenso um mês depois de ter começado. O deputado pró-democrata Paul Chan Wai Chi, também ele convidado numa das sessões do programa, pediu respostas ao Governo sobre a suspensão do mesmo, uma vez que a TDM nunca apresentou razões plausíveis para o fim. Chan Wai Chi lembra o popular programa Fórum Macau, que foi suspenso “sem razão justa”. O deputado acusou a directora de informação do canal chinês, Lo Song Man, de possuir um “conflito de interesses” uma vez que também é membro da Comissão que elege o Chefe do Executivo. - C.L.
1º Maio Juventude Dinâmica vai apresentar queixa hoje na PJ contra a PSP
Partir para tribunal Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com
O
grupo Juventude Dinâmica de Macau vai hoje apresentar queixa na Polícia Judiciária (PJ) devido às “acções policiais” na manifestação do 1.º de Maio. Os manifestantes entendem que as autoridades não cumpriram o acordado sobre o itinerário nos protestos do Dia do Trabalhador e, por isso, vão recorrer aos meios judiciais para resolver o caso. “Amanhã vamos até à PJ. Vamos queixar-nos sobre as acções policiais na manifestação e achamos que o departamento irá abrir um processo judicial”, garante Gino Lei, membro do grupo. A polícia não cumpriu com
a palavra e foi longe demais nas suas acções aquando do fim de um dia de protestos, já que este foi o último grupo de manifestantes a chegar às portas do Governo, tendo-lhes vedado por meio de uma barreira policial o acesso final à sede do Governo, quando no próprio dia a PSP tinha assegurado passagem pela estrada da Avenida Panorâmica do Lago Sai Van a Lei Kuok Keong, presidente da Juventude Dinâmica de Macau. Esta é a versão do grupo. Mas não a da PSPque, no sábado, reagiu às acusações do grupo de jovens garantindo que tratou de forma igual todas as associações que participaram nas manifestações, tendo cumprido o que tinha sido previamente combinado na reunião com o grupo uns dias antes.
A “deusa” das manifestações faz furor no Facebook Kam Sut Leng é uma professora de Macau que se manifestou juntamente com a Juventude Dinâmica, durante o 1.º de Maio. A imprensa chinesa já a apelidou de “Deusa da Acção Social” mas foram muitos os que já criticaram a forma de vestir da professora dizendo que usou “roupa reveladora e sensual” na rua.
A PSP diz ter estado reunida com a Juventude Dinâmica no mês passado e ter dado conhecimento do itinerário aos representantes da associação, altura em que estes ficaram a saber que não era permitido o desfile pela faixa de rodagem. Por essa razão, as autoridades garantem estar dispostas a divulgar o vídeo da reunião que mantiveram com a associação para discutir o itinerário, mas prometem que tal só será feito se todos os participantes concordarem. Para o grupo Juventude Dinâmica de Macau essas são boas notícias mas, dizem, ainda que não foram contactados. “Sim, assinaremos mas ainda não tivemos qualquer contacto com a polícia”, explicou Gino Lei. “Na reunião com a PSPdeclarámos que caminharíamos pela avenida em vez do passeio. Se eles mostrarem os vídeos a toda a gente, podemos provar isso. O que disseram é que dependendo das situações teriam diferentes decisões. Mas deram-nos um papel para assinar se aceitávamos ou não este acordo.” Pelo que, com a divulgação da gravação, garante, a PSPficará mal vista porque “não disse a verdade”. “Achamos que eles querem mostrar que têm uma prova do que dizem.” Quanto ao papel, não há razão para todos o assinarem. “Só o nosso representante vai assinar o papel (…) Quando escrevemos cartas ao IACM sobre a intenção de participarmos no protesto, só temos uma pessoa a assinar que é o presidente Lei Kuok Keong e quando a carta é transferida para a PSP o nome que vai nela é o dele.”
Direitos humanos Amnistia alerta UE
A Amnistia Internacional alertou ontem a União Europeia para os efeitos da austeridade nos direitos humanos, num apelo inédito feito pela organização. A directora executiva da Amnistia Internacional Portugal, Teresa Pina, explicou que esta é a primeira vez que a AI pede à União Europeia para que sensibilize os responsáveis para os direitos humanos em tempo de crise, perante a austeridade que tem sido imposta em países com dificuldades. Teresa Pina acrescentou, citada pela TSF, que “a questão dos direitos humanos tem estado ausente das respostas que têm sido previstas ou decididas para fazer face à crise”, e que é fundamental ter em consideração grupos mais vulneráveis como idosos, crianças, desempregados e minorias. Esta iniciativa inédita da Amnistia Internacional surge por ocasião da entrada em vigor, este domingo, do Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais, que possibilita que todas as pessoas, depois de esgotadas as instâncias nacionais e de falhado o trabalho dos Governos na garantia de alguns direitos, possam procurar directamente justiça na ONU.
Duas centenas de escritores apelam à China libertação das vozes criativas
Cerca de 200 escritores de todo o mundo apelaram sexta-feira à China que respeite a liberdade de expressão e liberte os autores presos, defendendo que a censura afecta o dinamismo cultural do país. Numa carta que assinala o Dia Internacional para a Liberdade de Imprensa, os escritores aplaudiram o reconhecimento crescente por Pequim de artistas chineses como Mo Yan, que no ano passado ganhou o Prémio Nobel da Literatura. “No entanto, não podemos ouvir as grandes vozes criativas que emergem na China e são silenciadas pela força”, afirmam na missiva, citada pela AFP, subscrita por autores como J.M. Coetzee, Wole Soyinka, Tomas Transtromer e Mario Vargas Llosa. Os escritores sustentam que, enquanto houver censura nas artes, na imprensa e na Internet, “é impossível desfrutar das realizações dos criadores chineses”, solicitando a libertação de mais de 40 autores e jornalistas, incluindo o Nobel da Paz de 2010 Liu Xiaobao.