Director carlos morais josé
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s e x ta - f e i r a 6 d e m a r ç o d e 2 0 1 5 • ANO X i v • N º 3 2 8 5
dia internacional da mulher
Elas dão por ela? sociedade páginas
gonçalo lobo pinheiro
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Agência Comercial Pico • 28721006
hojemacau
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Ter para ler
António trindade ceo da cesl-asia
O que é local é bom
À beira de celebrar 30 anos em Macau o CEO da CESL-Asia faz questão de puxar pela prata da casa. Apesar de reconhecer que se está a atingir os limites dos recursos humanos, nomeadamente devido à poderosa indústria do Jogo, António Trindade desvaloriza a questão e não tem dúvidas de que em Macau há imensa mão-de-obra qualificada e que a solução passa por uma melhor redistribuição de recursos. entrevista páginas 2-3
ensino especial Governo aposta em romper barreiras Página 4
china Tempo de acertar o passo aos novos ritmos Página 12
rota das letras Amor e solidão nos olhos de Xyza Bacani centrais
entrevista
Faz em Junho 30 anos que António Trindade veio para Macau. O presidente da CESL-Asia acredita que é no conhecimento local que está o ganho e defende que deveria ser dada mais atenção à necessidade de infra-estruturas relacionadas com o ambiente e o lixo. Para o futuro estão a continuação de projectos actuais, que incluem a gestão da lavandaria industrial da Smartable, do actual Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong
“Macau tem certos recursos limitados – nomeadamente os humanos – e esses estão limitados à indústria do Jogo que cria riqueza de tal maneira que é para onde vai tudo”
hoje macau sexta-feira 6.3.2015
António Trindade, CEO da CESL-Asia
“Crescimento económico do Jogo gonçalo lobo pinheiro
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Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
A CESL-Asia dedica-se a várias áreas de negócio. Quais os focos actuais? São tudo áreas de serviços e que têm a ver com a prestação de serviços com certas características. O conhecimento é uma coisa muito complexa e nós aqui temos pessoas tecnicamente e genericamente especializadas fruto da formação que decidimos fazer. Macau tem um número realmente limitado de pessoas e temos que ter capacidade de aplicar o conhecimento. Para isso temos que ser locais, porque o conhecimento é universal, mas a sua aplicação é local. Acredita que o mercado de trabalho da região deve ser maioritariamente local? Muitas vezes as pessoas não conseguem perceber que não há maneira, mesmo que a lei diga que as pessoas são locais, de se ser realmente daqui até se estar integrado e saber o número de telefone do Alfaiate Domingos, por exemplo. Neste caso estamos a falar de conhecer aquilo que localmente é relevante para a aplicação dos conhecimentos e personalização
dos serviços. Fazemos o melhor por ter o melhor nível, em termos de aplicação do conhecimento e tecnologia que se pode ter aqui. E o que é esse “melhor” que se pode ter aqui? Tem muito que se lhe diga. Não é uma questão de conflito de interesses, mas sim de localizar o conhecimento e só os locais é que estão aptos para isso, pessoas que conhecem [Macau]. Essas são também as únicas pessoas capazes de localizar o conhecimento que vem de fora. Depreende então que há necessidade de contratar pessoal do exterior? Os prestadores de serviços têm que ser locais e as pessoas têm que adaptar a aplicação do conhecimento ao local e à forma como a CESL-Asia opera em Macau pode não ter o mesmo efeito noutros mercados sociais, económicos ou intelectuais. A relevância das sociedades de conhecimento em Macau é enorme, porque temos uma sociedade das mais ricas do mundo, com os maiores desafios existentes. Estamos a atingir um limite [de recursos] nas outras coisas todas além da água... Então mas isso não é normal?
Como é que essa limitação de recursos se resolve ou melhora? É preciso perguntar: “é mesmo limitação ou nós é que somos limitados?”. Falando pela CESL-Asia, sinto-me entusiasmado pelo facto de termos conseguido, desde há 20 anos, tornar-nos uma das únicas empresas da áreas não-Jogo com valor acrescentado local de 90%, que opera partes das infra-estruturas do sector de Jogo. Macau tem certos recursos limitados – nomeadamente os humanos – e esses estão limitados à indústria do Jogo que cria riqueza de tal maneira que é para onde vai tudo. É lógico que as pessoas não percebem – nem as próprias classes liderantes – ou não têm capacidade para perceber a urgência que tem a necessidade de repartir recursos pelas várias coisas. Mas é o Jogo puro e duro que mais receitas gera à RAEM... Não sei bem quanto do próprio Jogo é que é valor acrescentado local, aquilo que se passa mesmo nas mesas. Em que sentido? As cartas vêm do Japão, as mobílias da China, 60% ou 70% das pessoas – em termos globais – vêm do estrangeiro, o financiamento e
os produtos alimentares também... A nossa empresa representa, tendo os referidos valores em conta, 90% do valor acrescentado. Mas a recente diminuição das receitas do Jogo não lhe parece ser um factor negativo? Não é pelo facto do Jogo cair 50% que Macau deixa de ser uma das cidades mais ricas do mundo... Estes 50% põem-nos em 2011. Havia alguém que não pensasse que isto não era o melhor sítio do mundo? Sobre os 90% que referiu, como se traduzem efectivamente? É o acrescento de valor em termos locais. Os Ferrari que vemos nas ruas
“[Os problemas] são o excesso de consumo de água e de energia, a poluição ambiental e os problemas com os transportes públicos”
entrevista 3
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ultrapassou o ponto de equilíbrio” não são feitos em Macau, nem os autocarros são feitos cá. Aliás, cada vez menos são até consertados aqui. Isto é o tal desafio de maior valor acrescentado. Trata-se de uma questão de mentalidade? Não propriamente, é uma questão de formação, que não acaba nas escolas, mas sim na contribuição social e na própria empresa e na criação de valor social e económico. Se tivéssemos o dobro das pessoas e a capacidade de manter a mesma complexidade da estrutura, certamente não faltaria procura para aquilo que acrescentamos de valor. Mas isso quer dizer que é necessário contratar mais pessoal e não existem pessoas qualificadas? Há algumas razões para não termos o dobro das pessoas, mas não acho que tenha que ver com a falta de pessoal qualificado em Macau. Mas este é um assunto com que eu me debato frequentemente: como é que retemos pessoas? Se quisermos duplicar o número de funcionários e decidirmos contratar pessoal de fora, levantam-se outras questões. Isto é um pressuposto que não pode existir. Vamos importar mais cem mil pessoas, mas onde é que elas comem e dormem e vão à escola ou passeiam? Não existem estas infra-estruturas nem há capacidade para as fazer. É pouco provável que isso [contratação de TNR] aconteça. Por onde passa então a solução? Se calhar é preciso mudar o conceito. Precisamos de mais gente? Talvez precisemos é de menos pessoas. A Função Pública precisa mesmo de tanta gente? Acho que foi isto que Chui Sai On referiu recentemente e concordo a 100%. Mas há suficiente pessoal residente formado para suprir as necessidades locais? Acho que sim e eventualmente talvez se deva ir buscar lá fora. Não estou é nada de acordo que se vá buscar lá fora pessoas para fazer aqui o mesmo trabalho que estão a fazer actualmente. Um dos principais problemas aqui é que a classe média é ainda muito pequena e a menos favorecida, ainda muito desfavorecida. Porque é que considera que existe esse fosso? Porque o período de desenvolvimento da cidade foi muito rápido e curto e tem por isso que haver um reajustamento. É um processo social que tem que levar o seu curso, mas podia eventualmente ser mais eficiente e mais rápido. Tem que haver um maior equilíbrio da distribuição para o bem de todos, nomeadamente daqueles que cresceram mais. Macau está
nesse processo e tem que redistribuir recursos no melhor sentido. Num sentido lato, considera que o crescimento económico fruto do Jogo puro e duro é positivo para a vida da região? Positivo é, mas ultrapassou o ponto de equilíbrio. Verdadeiramente, quantas infra-estruturas foram criadas em Macau nos últimos 15 anos, em termos de ambiente e transportes por exemplo? A terceira ponte [de Sai Van], o terminal marítimo do Porto Exterior e o Aeroporto já lá estavam, o terminal do Pac-On está ali há 15 anos... As estradas são basicamente as mesmas, tirando umas quantas novas ali no Cotai. Este é então o panorama. Em relação aos resíduos: a população terá duplicado e aquilo [Central de Incineração de Resíduos] que lá está fomos nós que fizemos e não teve alterações. Obviamente que há uma procura muito maior destas infra-estruturas. Passou-se de cerca de 12 milhões de visitantes por ano para mais de 30 milhões. Mas o aumento dos turistas é preocupante do ponto de vista da escassez de infra-estruturas? Acho que não é por decreto de lei que se define que passam a entrar apenas determinado número de pessoas. O problema é mesmo a falta de estruturas e o que tem sido feito, não acrescentou grande valor para hoje. Isto quer dizer que, embora actualmente não se note, estamos a consumir recursos que foram estabelecidos há dez anos. Para os reconverter e actualizar e maximizar as capacidades da sua utilização, é preciso ir buscar recursos para se fazer isto. De fora? Não, até porque é incompreensível como é que entidades de fora consigam e devam vir a Macau e acertar com as escolhas certas a fazer para esta cidade. Por alguma razão é internacionalmente aceite que em questões relacionadas com o ambiente – que é algo genérico, relativo à qualidade de vida – sejam utilizadas, de um ponto de vista de discriminação positiva, as capacidades locais. Isto serve para todas as áreas? Várias. Veja-se a questão do metro ligeiro: estão aqui empresas notáveis e reconhecimento de obras feitas no mundo inteiro, mas pergunto-me o que é que fizeram e o que sabem sobre Macau e quem é que lhes está a transmitir os conhecimentos sobre a região. A solução para problemas como este não passa então por trazer TNR para cá? Isso é uma parte da solução, mas não é o todo. Quais é que são as coisas que estão verdadeiramente na mesa?
“A relevância das sociedades de conhecimento em Macau é enorme, porque temos uma sociedade das mais ricas do mundo, com os maiores desafios existentes. Estamos a atingir um limite [de recursos] nas outras coisas todas além da água... Então mas isso não é normal?” O que é realmente preciso importar e fazer futuramente? Sente que falta visão aqui em Macau? Acho que falta balanço e visão fora do mundo do Jogo. Não se pode exactamente dizer que há Jogo a mais. O que está claramente em falta é a diversificação [económica] e as pessoas não podem dizer que isto passa por acabar com o Jogo. É preciso então fazer uso do Jogo? Há 10 ou 15 anos, 80% da nossa acti-
“Não é pelo facto do Jogo cair 50% que Macau deixa de ser uma das cidades mais ricas do mundo... Estes 50% põem-nos em 2011. Havia alguém que não pensasse que isto não era o melhor sítio do mundo?”
vidade centrava-se na Administração Pública em termos de facturação e desde há cinco ou seis anos, passámos a ter 80% da nossa actividade a acrescentar valor às entidades privadas, vários do sector do Jogo. Quais são, para si, os maiores problemas da região? Por desígnio ou omissão, não estarão algumas coisas a ser mal geridas? Porque é que há, por exemplo, tantos autocarros e por que razão ficam todos estacionados no mesmo sítio ou param em locais como o centro da cidade? Isto pode ser feito noutros sítios do mundo, mas não aqui. Acredito que terá muito mais valor com outras opções, como criar um muito melhor mecanismo de gestão dos transportes públicos e do fluxo de pessoas, por exemplo. Medidas como essas deviam partir do Governo ou de entidades privadas? O que está aqui em causa é a fórmula ‘custo-benefício’para a comunidade. É claro que o Governo tem que tomar a iniciativa, porque não são as empresas que vão tirar a responsabilidade de melhorar o bem comum. Que problemas, por exemplo? O excesso de consumo de água e de energia, a poluição ambiental e os problemas com os transportes públicos, que é de onde vem grande parte disso. Tudo isto tem soluções simples, se perspectivadas como tenho vindo a defender. Mas há quem diga que o Governo não tem recursos para isso... Em Macau acho que é absolutamente impossível e a Administração não tem capacidade, por exemplo, de gerir uma rede de transportes. Tem que haver uma prestação privada e local muito importante nisto tudo. É que já não se trata de gerir um empreendimento de Jogo, mas sim de servir a população. Veja-se a Central de Resíduos: o assunto do tratamento de resíduos não está acabado, até porque na altura, quando criámos a visão 2020, foi pensada para até este ano, altura em que já se devia estar a ter soluções para 2021. Acho que tudo isto faz parte do ADN de entidades como a nossa, por causa do grau de exigência. Mas no caso dos transportes: a privatização dessa gestão não iria eventualmente encarecer o custo para as viagens? Nada disso. A boa-fé não se legisla e é uma coisa que deve ser óbvia. As pessoas têm que entender os benefícios da associação entre os interesses públicos e privados. Não deve haver falta de harmonização entre as vontades da Administração, da entidade prestadora de serviços e dos próprios utentes. Acho que estas
questões de responsabilizar o público ou o privado acabam por ser completamente estéreis devido à natureza da própria sociedade. A preocupação deve apenas incidir nos cidadãos residentes? Acha que o valor de um bilhete de autocarro é proporcional àquilo que vale um turista? Não é possível continuar a arriscar a incapacidade de mover pessoas e bens. Sobre a questão da diversificação económica. Já disse que a CESL-Asia contribui para este processo, mas será mesmo possível chegar ao apogeu disto? Acho que sim e não é pouco. Desde as novas concessões de Jogo, quantos novos restaurantes e áreas de serviços abriram em Macau? Tem que se perceber o que é que o mercado procura. Relativamente ao metro ligeiro. Concorda com a construção desta infra-estrutura? Concordo, mas há problemas para resolver. Acho que tudo passa por acrescentar valor e falta ‘know-how’ local. Obviamente não há pessoal especializado em Sinalética, por exemplo. As coisas passaram de uma perspectiva demasiado conceptual para uma altura em que é necessário passar à acção com decisões irreversíveis. Passou-se do conceito para uma solução pouco pensada. Centrando-nos num assunto mais recente. Sendo uma pessoa profissionalmente próxima do sector dos Transportes e Obras Públicas e tendo-se já manifestado sobre algumas polémicas durante o mandato de Ao Man Long, como vê a recente ocupação da Secretaria por Raimundo do Rosário? Uma coisa é certa: Raimundo do Rosário tem muito mais experiência e capacidade de empregar o conhecimento. Parece-me que é uma mudança importante e espero que as suas decisões políticas digam respeito às prioridades da região. Julgo que é uma pessoa com mundo, comparando com os Secretários anteriores, que eram pessoas muito locais. Até podem ter estudado e estado no exterior, mas não tiveram em ambientes profissionais diferentes de Macau. A mudança na Administração faz sentido. Que novos projectos se avizinham? Neste momento, estamos a operar a maior lavandaria industrial de Macau [a Smartable] e uma das maiores do mundo, que serve os ‘resorts’e casinos, incluindo roupas de quarto e restaurantes.Além disso estamos a desenvolver a nossa actividade com aAdministração, a contribuir para mudanças na ETAR. Voltou a haver lugar para as empresas privadas devido à falta de recursos do Governo em fazer.
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política
O Governo está determinado. É preciso romper as barreiras do preconceito quanto aos alunos com necessidades especiais e, por isso mesmo, a aposta em melhores condições, prometida o ano passado, veio para ficar. Maior investimento, mais professores, mais salas de aula, mais partilha e o novo Regime Educativo Especial estão aí
hoje macau sexta-feira 6.3.2015
Ensino Especial DSEJ garante prioridade e apresenta novo Regime
Pelo bem de quem precisa
Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
A
alteração ao Regime Educativo Especial, prometida durante o ano passado, está já disponível para análise durante este mês no site oficial da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). As mudanças ao Regime surgem devido às necessidades de desenvolvimento do ensino especial, como explica a DSEJ, sendo que os pontos principais da revisão passam por determinar mais deveres do Governo, escolas e cidadãos e a alteração do plano educativo individual para alunos que frequentem este ensino. Agora, é ainda permitido à população deixar as suas opiniões sobre o Regime. A problemática dos alunos com necessidades especiais em Macau tem sido um ponto de grande polémica. Em declarações em Outubro de 2014, Chow Pui Leng, Directora do Centro de Apoio Pedagógico e Ensino Especial, afirmou que ainda existe bastante preconceito, principalmente por parte dos encarregados de educação, algo que vem dificultar o trabalho de comunicação e melhoria neste tipo de ensino. Defendeu a directora que os pais sentem alguma vergonha e
1430
alunos com necessidades especiais de educação
receio em pedir uma avaliação aos seus filhos e por isso alguns tipo de deficiência, as leves, podem não ser descobertas em tempo útil, o que prejudica a própria educação das crianças. Nas mesmas declarações, Chow Pui Leng voltou a confirmar que o território estava carente de docentes especializados para este tipo de ensino e que muitas escolas não recebiam os alunos com necessidades especiais. Ontem, na primeira reunião plenária do Conselho de Educação para o Ensino Não Superior. a directora assegura que “neste momento” já há “os professores necessários para o número de alunos” que existem. “Não precisamos de mais professores”. Este cenário, contudo, poderá ser alterado caso o Governo avance com a medida de diminuir o número de alunos nas turmas para crianças com necessidades especiais.
Aprender a comunicar
“Dissemos a todas as escolas que precisam de ter turmas e de receber alunos com necessidades educativas especiais, porque é importante para os alunos em causa comunicarem com outros alunos
e também para os próprios alunos sem deficiência saberem comunicar com este tipo de alunos. Por isso neste momento temos várias turmas com alunos portadores de deficiência ou só turmas com este tipo de alunos. Estas turmas têm entre oito a 15 alunos e a DSEJ considera que, para melhorar as condições, poderia ser possível, estando ainda em estudo, diminuir o número de alunos. Caso isto aconteça vamos precisar de mais professores e, claro, abriremos um concurso para o efeito”, explicou a directora. Chow Piu Leng explicou ainda que, neste momento, Macau conta com 1430 alunos com necessidades especiais de educação, em que 624 estão abrangidos pelo ensino especial e 806 pelo ensino inclusivo. Relativamente às nacionalidades, a directora explicou que existem alunos portadores de deficiência de língua materna portuguesa e que para o efeito, foi
624 abrangidos pelo ensino especial
aberto um concurso para professores portugueses de ensino especial, mas que “nenhuma candidatura foi recebida”.
Alteração em cima de mesa
Chow Pui Leng esclareceu que a alteração ao Regime Educativo Especial, prometida o ano passado, traz algumas diferenças. No novo documento, ainda por aprovar, é determinado os deveres do Governo, escolas e cidadãos que exercem o poder paternal das crianças “no âmbito do ensino especial e a elaboração, revisão e alteração do plano educativo individual para alunos de ensino especial. Em destaque está também o reforço de acções de formação ao pessoal docente e equipa profissional, “a definição clara das características dos alunos sobredotados e alunos com deficiências psicossomáticas, a regularização da colocação educacional, o ajustamento dos currículos, a criação da respectiva equipa e o regulamente de concessão de certificados”. Defende a DSEJ que deve ser disponibilizado um ambiente “sem barreiras aos alunos com deficiências psicossomáticas e planeamento de carreira”. Por isso mesmo, confirma o organismo, o
Governo vai “apostar em formação, palestras e seminários”, para que a população e pessoas directamente envolvidas neste assunto percebam o que se pode fazer. “O Governo quer eliminar a descriminação, queremos que as escolas admitam crianças com necessidades especiais, isto só traz benefícios para todos”, assina a directora, adiantando ainda que o Governo vai “prestar outros serviços de apoio, desenvolver actividades extracurriculares principalmente com os encarregados de educação no sentido de promover a interacção entre todos”. Questionada sobre a possibilidade de construção de novas escolas, a DSEJ esclareceu que “o espaço do território é muito limitado” e por isso avançou com vários “incentivos para que as escolas entrem em processo de remodelação ou criem um plano de ampliação para conseguirem receber mais alunos”.
806 pelo ensino inclusivo
política 5
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Função Pública Trabalhadores alvo de permuta de funções
Da moral afectada
Para Pereira Coutinho, estão em causa questões de segurança aquando da troca destas funções. É algo que, diz, pode suscitar muitos problemas, visto que tanto a moral dos trabalhadores, “como o funcionamento do serviço poderão ser afectados pelo facto do trabalhador não estar qualificado para essas tarefas”. E o deputado explica porquê. “No concurso de ingresso para outras carreiras não estão incluídos conhecimentos sobre a teoria, prática e experiência de condução de viaturas, e se esse trabalho for executado por trabalhadores de outras carreiras, será difícil assegurar a segurança deles e dos outros.” O deputado, que preside também à Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM),
O
deputado José Pereira Coutinho entregou uma interpelação escrita ao Governo onde critica o facto de muitos funcionários públicos serem contratados para acabarem a desempenhar funções bem diferentes das que constam no contrato de trabalho. O deputado assegura que tem recebido denúncias deste tipo. “O pessoal que trabalha na linha da frente na Administração Pública tem vindo a apresentar queixas junto do meu gabinete de deputado, apontando para o facto de haver um grande número de trabalhadores obrigados a desempenhar funções que não
Turismo executivo promete uma semana para concluir relatório
Tem ou não tem capacidade? O Secretário para osAssuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, anunciou esta quarta-feira que o relatório sobre a capacidade de acolhimento de turistas deverá estar pronto dentro de uma semana. Segundo um comunicado, o referido relatório irá compreender os períodos temporais entre 2003 e 2015, “incluindo a situação geral dos vistos individuais e a avaliação dessa política”. Alexis Tam explicou ainda aos jornalistas que “a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) já tem todos os dados preparados, no que se refere à capacidade de acolhimento de turistas”. O Secretário assegura que “a indústria do turismo é de extrema importância” e que
os turistas continuam a ser bem-vindos na RAEM, não só para fazerem turismo como para consumirem os produtos e serviços locais. Contudo, “é necessário estar atento à forma como este turismo afecta ou não a vida dos residentes locais”, pelo que é preciso encontrar “um ponto de equilíbrio”.
Fluxos repartidos
Tal como anteriormente, Alexis Tam falou numa repartição dos turistas vindos do continente. “Neste momento os turistas optam pela visita ao território nas alturas das grandes festividades, por isso vamos tratar com os ministérios competentes a optimização desta situação, que passará pela distribuição dos
fluxos turísticos. Ou seja, repartir as entradas dos turistas ao longo do ano e não só na altura das grandes festas”, aponta o comunicado. O referido relatório será entregue ao Governo Central, conforme adiantou Chui Sai On aquando da sua ida para Pequim esta semana, por ocasião do arranque da reunião da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC). Também segundo um comunicado oficial, Chui Sai On explicou que “se o relatório tiver aprovação do Governo Central e dos respectivos ministérios”, é o Secretário quem vai acompanhar os trabalhos nesta matéria. O líder do Governo adiantou ainda que “é compreensível” que os residentes estejam atentos à capacidade de acolhimento turístico e à política dos vistos individuais, uma vez que isto está dependente dos equipamentos, serviços e recursos humanos existentes. Só em 2014 os visitantes do interior da China foram 21 milhões, continuando este a ser o maior mercado turístico da RAEM. Tendo a política dos vistos individuais sido implementada em 2003, o Governo considera que este é o momento ideal para traçar um balanço.
“O pessoal que trabalha na linha da frente na Administração Pública tem vindo a apresentar queixas junto do meu gabinete de deputado, apontando para o facto de haver um grande número de trabalhadores obrigados a desempenhar funções que não correspondem à sua carreira profissional” Pereira Coutinho Deputado
diz que os trabalhadores aceitam desempenhar estas funções “pelo facto de recearem a retaliação e a não renovação do contrato”. Por isso, José Pereira Coutinho questiona o Governo sobre a interpretação do Estatuto dos Trabalhadores da Função Pública e do regime de carreiras e quais devem ser as reacções correctas dos funcionários públicos perante esse tipo de pedidos. - A.S.S.
Kelsey wilhelm
José Pereira Coutinho assegura que há trabalhadores a cumprir tarefas para as quais não são contratados e diz que estes não as rejeitam por receio de retaliações
tiago alcântara
Trocas e baldrocas
correspondem à sua carreira profissional”, pode ler-se na interpelação entregue ao Governo. Pereira Coutinho apresenta como exemplo os auxiliares ou operários qualificados que “desempenham tarefas de natureza executiva de carácter manual ou mecânico” e também de natureza física ou material, ressalva. “Esses trabalhadores têm sido frequentemente chamados para realizar tarefas de expediente que pertencem a outras carreiras profissionais, como a entrega de cartas e ofícios e condução de viaturas, o que não corresponde ao respectivo conteúdo funcional”, escreve o deputado.
Violência Doméstica Governo não quer retirar crime público
O Governo assegurou ontem que vai manter a sua posição relativamente à violência doméstica. Numa nota de esclarecimento enviado aos jornais na noite de ontem, o Executivo assegura que é para manter a decisão de que haja algumas agressões que possam ser consideradas como crime público, ainda que mantenha que o Governo mantém uma posição “de abertura e diálogo relativamente a essas mesmas questões”. De acordo com o Governo, “a posição [é] a que vem plasmada na proposta que apresentou na Assembleia Legislativa”, ou seja a de que a violência doméstica seja considerada crime semi-público, mas que haja hipótese de agressões mais graves serem crime público. Os esclarecimentos do Governo chegam depois de Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, ter referido que existe um “grupo de juristas especialistas que está a trabalhar neste domínio” e que o Governo “estava aberto” e que os juristas iam “estudar como era”.
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sociedade
hoje macau sexta-feira 6.3.2015
Governo Mulheres continuam afastadas dos cargos de gestão
Funcionalismo público veste calças Nos últimos dez anos a percentagem de homens a trabalhar na Função Pública tem vindo a diminuir, mas as mulheres continuam a não se notar em direcções de chefia e na magistratura, mantendo-se líderes nos cargos de docência e de técnicos superiores. Teresa Vong diz que ainda é preciso mais igualdade de género tiago alcântara
A antiga presidente da AL lembra que o facto de muitas mulheres estarem arredadas dos cargos de chefia no Executivo pode ser por opção. “Sabemos que por variadas razões, por responsabilidades que têm dentro de casa e da família, são elas próprias que preferem estar em funções que não sejam de chefia. É um facto. O que é importante para mim é que as oportunidades existam”, frisou.
Homens lideram na UM
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
A
dias de se celebrar o Dia Internacional da Mulher, o HM analisa os dados oficiais dos homens e mulheres que actualmente trabalham como funcionários públicos. Os números, constantes no último relatório de recursos humanos dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), mostram que as mulheres continuam a liderar em poucas categorias da profissão. Actualmente, as mulheres têm mais posições de topo na área da docência (77%), de técnicos (52%) e de técnicos de apoio (53,3%). Lugares de magistrados, chefia de departamentos e assessoria continuam a ser dominados por homens. “Os efectivos do sexo mascu-
lino são os que predominam em todos os grupos de pessoal, (...) sendo a predominância de homens em relação às mulheres mais acentuada no sector das Forças de Segurança, em que 76,9% são homens, enquanto que na Administração Pública os homens representam 48,2%”, pode ler-se. Anabela Ritchie, antiga presidente da Assembleia Legislativa (AL), olha com naturalidade para estes números. “É uma coisa
que já vem de trás. As mulheres sempre tiveram mais propensão para as funções de professor ou de enfermeiro, por exemplo. Não me surpreende que seja assim”, disse ao HM. Contudo, Anabela Ritchie destaca o aumento do universo feminino em cargos de magistratura. “Nos últimos anos vemos que aparecem mais mulheres nos cursos de formação de magistrados e é bom que continuem a aparecer”, apontou.
“Olhando para a população de Macau, a performance das mulheres é melhor, mas de acordo com as práticas sociais, têm menos oportunidade para expressar os seus talentos. Deve-se criar mais espaço para as mulheres” Teresa Vong Docente da UM
Teresa Vong, docente da Universidade de Macau (UM), não concorda com Anabela Ritchie e diz que esses casos são esporádicos. “Olhando para os cargos de chefia [na Função Pública], parece-me que a proporção entre homens e mulheres é similar, mas o facto é que as mulheres continuam a estar em cargos com uma posição inferior. Há mais directores homens e isso significa que não há igualdade de oportunidades”, disse ao HM. A docente na área da Educação fala do exemplo da universidade onde trabalha. A reitoria é composta por homens, as direcções dos departamentos também. “Analisei as igualdades de género na UM há cerca de dois anos e descobri que há mais homens em cargos de liderança. Temos apenas duas mulheres”, descreveu. Olhando para o panorama do sector público, Teresa Vong defende que o Executivo “deveria ter critérios mais justos” na hora de contratar, apesar de frisar que a questão do género pouco importa. “A política de recrutamento não olha para a questão do género na hora de contratar, mas a verdade é que a maioria das mulheres que entra na Função Pública vai para o cargo de técnico, nem sequer entra para as posições de técnico superior”, referiu. Apesar de nos últimos dez anos o número de homens ter vindo a diminuir na Função Pública (ver caixa), a verdade é que Teresa Vong ainda encara o papel da mulher na sociedade como sendo de subordinação. “As mulheres continuam a ter diferentes papéis e a terem de tomar conta das suas famílias. Mas nas
As mais qualificadas Apesar de estarem mais afastadas dos cargos de chefia no Governo, as mulheres têm mais qualificações. “Verifica-se uma predominância de efectivos do sexo feminino que possuem habilitações de mestrado, licenciatura, curso superior ou curso médio profissional”, aponta o relatório dos SAFP. Teresa Vong explica que mesmo analisando a população de Macau, as mulheres têm mais qualificações. “Segundo o meu conhecimento, as mulheres têm mais paciência para continuar os estudos e terminar os mestrados ou doutoramentos no horário póslaboral.”
Menos homens “O número de efectivos do sexo masculino na Administração Pública foi sempre superior ao número de efectivos do sexo feminino”. A conclusão do relatório dos SAFP sobre os últimos dez anos é clara, mas o panorama tem vindo a mudar. “Constata-se que a percentagem dos efectivos do sexo masculino tem vindo a diminuir desde o ano de 2004, em que representava 64,8%, e em 2013 representa 58,2%. Esta tendência começou a ser mais evidente a partir de 2005. A percentagem de efectivos do sexo masculino começou a diminuir a uma média anual de 0,7%.” Para Anabela Ritchie, isso tem a ver com o facto das mulheres terem começado a estudar. “Neste momento, nos diversos sectores de actividade, vê-se o aparecimento das mulheres, nas escolas, nas universidades, há uma partilha maior de responsabilidades. Um maior acesso de oportunidades de educação, às escolas e aos cursos superiores leva a que a mulher esteja cada vez mais presente nestes postos de trabalho”, disse ao HM.
famílias mais jovens já começam a ter uma maior divisão de papéis e responsabilidades. Mesmo o marido toma conta dos filhos. As mulheres continuam a ter menos oportunidades do que os homens, no geral. Na área das vendas, por exemplo, as mulheres com mais de 35 anos não são contratadas e esta é uma forma de discriminação”, disse a docente. No geral, diz, em termos de educação, é preciso promover mais a igualdade de géneros. “Olhando para a população de Macau, a performance das mulheres é melhor, mas de acordo com as práticas sociais, têm menos oportunidade para expressar os seus talentos. Deve-se criar mais espaço para as mulheres”, concluiu.
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Mulheres Mentalidade está a mudar
Filipa Araújo*
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
“Nós existimos”
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Numa sociedade com raízes conservadoras, os primeiros raios de luz começam a fazer-se notar. As mulheres em Macau, dizem elas, estão a acordar e a mostrar-se como seres activos e independentes. Já nada é como era, mas ainda há muito a fazer tiago alcântara
s portas do Dia Internacional da Mulher, que se festeja este domingo, o HM falou com agentes anónimos e activos da sociedade de Macau. O resultado é unânime: a mentalidade está a mudar e as mulheres começam a ganhar terreno na igualdade de géneros. Mas muito há a fazer. “A mentalidade das mulheres de Macau está diferente e isto vem de há alguns anos. Se pensar na minha mãe, já ela tinha uma mentalidade diferente da mãe dela. Agora somos mais independentes, trabalhamos, estudamos, não temos aquele pensamento que o homem é que pode trabalhar e o nosso lugar é em casa”, explica Almerinda Baptista, macaense, reformada há 22 anos. Almerinda emigrou em jovem para o Canadá e, por isso, diz, abriu a mente para outros valores que não os então praticados na China. As suas amigas que vinham do interior da China já comentavam o seu espírito livre e de claras diferenças quando comparada com elas. “Também, por causa de Macau reunir gente de muito lado, os portugueses e outros povos, esta mentalidade de quem aqui vive vai-se alterando. Mas claro, esta foi a educação que a minha mãe me deu, se tivesse sido outra talvez eu pensasse como as minhas amigas mais conservadoras, que achavam que o lugar da mulher era a tomar conta dos filhos”, explica. Sílvia Lam, uma jovem de 25 anos, funcionária pública, defende que “de facto há mais mulheres a sair de casa e a trabalhar”. Tudo isto devido “à economia que explodiu em Macau, ao sector do Jogo e ainda fruto da necessidade”. Todo o desenvolvimento social e económico proporcionou, defende, que a mulher saísse de casa. “Por exemplo, com as creches e os infantários, as mulheres começaram a ter mais tempo livre em casa, porque não têm que cuidar dos filhos, podendo assim começar a trabalhar em part-time. Isto levou as mulheres para a rua, para o cenário económico de Macau”, argumenta. Para a jovem, que estudou em Macau e em Portugal, o lugar da mulher merece o mesmo destaque que os homens, assim como as mesmas oportunidades, e esse ideal começa a interiorizar-se no consciente das mulheres, mesmo daquelas que vêm do interior da China. “Não me refiro apenas às mulheres de Macau ou que moram desde pequenas em Macau, mas também às mulheres que chegam do interior da China com uma mentalidade mais vincada. [Elas] conhecem, ao chegar ao território, outras realidades, outros
ideais e elas próprias percebem que podem e devem ter um papel diferente na nossa sociedade”, remata Sílvia. Sobre esta alteração de mentalidades para as mulheres que chegam do interior da China, Michelle Chan, Relações Públicas no Hotel Sands, de 24 anos, defende que, como estudante da universidade da cidade chinesa de Wuhan, de facto, as mulheres, suas amigas de lá, têm uma cultura e educação diferente daquele que se recebe em Macau, mas assume que também elas têm consciência do papel da mulher. “Sinto que muitas amigas minhas acham que as coisas delas devem ser feitas por elas próprias. São fortes e independentes e por isso defendem a igualdade de géneros”, argumenta. Também a jovem considera que os papéis dos homens e das mulheres são iguais, ambos têm as mesmas responsabilidades não apenas no mundo familiar mas também no trabalho. “Não deve existir o domínio do género masculino numa sociedade”, frisa.
Caminho que se segue
Num cenário perfeito a igualdade existiria. “Mas a verdade é que continua a existir muita desigualdade de géneros em Macau”, desenvolve o advogado Miguel de Senna Fernandes, frisando contudo que “à luz da lei é inegável que somos todos iguais”. Para o advogado, o papel de “chefe de família” começa a desaparecer, mas não Senna Fernandes não nega que “grande parte dos homens chineses nem sequer discute o seu estatuto perante a mulher”, algo que ainda está “muito presente no território”. Apesar disso, diz o advogado, é natural que haja uma alteração na mentalidade e por isso no comportamento, até porque muitos jovens foram estudar para fora de Macau. “Uma grande parte dos jovens começou a estudar em grandes metrópoles, europeias e não só. Sítios
“A mentalidade das mulheres de Macau está diferente e isto vem de há alguns anos. Agora somos mais independentes, trabalhamos, estudamos, não temos aquele pensamento que o homem é que pode trabalhar e o nosso lugar é em casa” Almerinda Baptista Reformada
“Sinto que muitas amigas minhas acham que as coisas delas devem ser feitas por elas próprias. São fortes e independentes e por isso defendem a igualdade de géneros” Michelle Chan Relações Públicas no Hotel Sands
em que a paridade entre homens e mulheres causa um impacto enorme neste jovens que estão a voltar e noutros que já voltaram”, diz. Nos últimos 15 anos, “é inegável a mudança que Macau tem registado”. Apesar das suas próprias limitações, esta é uma “sociedade aberta, com acesso à informação e que leva as pessoas, neste caso particular as mulheres, a questionarem-se”. Há ainda, defende Miguel de Senna Fernandes, uma maior frequência dos problemas que não se viam há alguns anos. E exemplo disso é a discussão em torno da violência doméstica. Esta discussão foi a grande impulsionadora para “que as mulheres de Macau acordassem para o mundo que as rodeia”, como defende Rita Santos, ex-Secretária-geral-adjunta do Fórum Macau. “Ainda há muita mulher com a mentalidade tradicional chinesa, principalmente na zona norte de Macau”, explica. “É preciso acordar. Vi que, com o tema da violência doméstica, as mulheres começaram a sair das suas casas e a acordar, isso mesmo, a acordar”, rematou.
Educação activa
É a educação a arma para romper com os valores de desigualdade. “É através da educação que conseguimos mostrar às jovens e futuras mulheres da sociedade que devem e têm direito a um papel activo na nossa sociedade, acabando com aquelas imagens e textos, que pelo menos existiam antes, de mulheres em casa e a levar os filhos à escola. Só assim se consegue”, defendeu. Para Miguel de Senna Fernandes não há qualquer dúvida, “os tempos são outros e as mulheres e toda a sociedade estão a caminhar para a mudança”, algo que é mundial. “Não acontece só em Macau, há uma tendência mundial para esta conquista da mulher, porque apesar de defendermos igualdade, ainda existe muita descriminação, como por exemplo no mundo do trabalho. Quem sabe se daqui a 15 ou 20 anos não teremos uma mulher a Chefe do Executivo. Eu acredito nisso”, conclui. - *com Flora Fong
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Um serviço de wifi para ser usado em Hong Kong e muita confiança de que irá vencer uma das licenças para a rede 4G são os anúncios da Rede 3
hoje macau sexta-feira 6.3.2015
Telecomunicações Rede 3 prepara novos serviços
Chegar para ficar
Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
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companhia de Telecomunicações Hutchison (3Macau) vai implementar um novo serviço para os utilizadores de Macau, o “Hong Kong Wifi”, que permite a utilização de internet na região vizinha. Ontem, à margem de um encontro de Primavera com a comunicação social, Ho Wai Ming, director-executivo da empresa, disse ainda
estar confiante em ganhar a licença de serviço 4G, à qual a empresa concorreu. Ho Wai Ming revelou aos jornalistas que o negócio do ano passado aumentou de forma estável, atingindo o
nível previsto pela empresa. Ainda assim, não falou em números. A Hutchison vai implementar dois novos serviços, sendo um deles o “Hong Kong Wifi”, onde os clientes pub
podem usar mais de 16 mil pontos gratuitos de Wifi em grandes centros comerciais, cafés e restaurantes na cidade vizinha. Como a companhia tem negócios em Hong Kong, o director-executivo considera que este serviço vai trazer vantagens aos clientes de Macau. Outro dos novos serviços é a “Opção de visualização de dados móveis”, algo a que a companhia foi obrigada pela própria Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações. “Quando os dados móveis dos clientes se estiverem a aproximar do limite máximo, a companhia vai avisar os clientes, para que estes possam optar se querem comprar ou não dados móveis extras”. Esta medida foi uma das exigências da renovação das licenças dos serviços de telecomunicações DSRT.
Confiança no 4G
Quando questionado sobre os preparativos da compa-
A Hutchison vai implementar dois novos serviços, sendo um deles o “Hong Kong Wifi”, onde os clientes podem usar mais de 16 mil pontos gratuitos de Wifi em grandes centros comerciais, cafés e restaurantes na cidade vizinha nhia sobre o serviço 4G, cujo resultado do concurso deverá ser anunciado no primeiro trimestre deste ano, Ho assume-se confiante. “[A DSRT] previu que [o resultado] vá ser publicado em Março. Temos confiança, capacidade e experiência para conseguir uma das quatro licenças”, disse ontem. Segundo os requisitos do concurso de licenças de 4G, no final deste ano, as empresas devem ter uma rede que abranja 50% de todo o território, algo que o director-executivo disse conseguir. No que toca aos planos de dados móveis ilimitados, que preocupou a sociedade, o director assegura que o cancelamento dessa medida surgiu porque “existem pessoas que abusam do serviço de dados móveis ilimitados”, o que não beneficia outros consumidores. “Ainda não cancelamos todos os planos de dados móveis ilimitados, mas é melhor de acordo com o princípio de utilização justa. Quanto mais o cliente usa, mais paga”, rematou.
IPIM aprovou mais pedidos de residência em 2014
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Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) recebeu o ano passado um total de 436 pedidos de fixação de residência temporária por quadros dirigentes e técnicos especializados, o que representa uma diminuição de 151 pedidos face a 2013. Contudo, aprovou mais 26 pedidos face a 2013, tendo, o ano passado, aprovado um total de 277 pedidos de residência feitos por quadros especializados. Os dados, divulgados ontem, revelam ainda que também aumentou o número de pedidos de residência aprovados pela via do investimento, mais quatro pedidos face a 2013. Actualmente, os pedidos de fixação de residência em Macau por quadros especializados representam 84,5% de todos os processos do IPIM, sendo que os pedidos por investimento representam 15,5%. De frisar que o Governo acabou com o pedido de residência por investimento, mas há ainda quatro mil casos que “estão a ser processados sucessivamente” e que deram entrada antes da lei deixar de estar em vigor. Há ainda um pedido de fixação de residência por aquisição de bens imóveis em análise, “devido à verificação das habilitações académicas dos requerentes”.
Ocupação de hotéis e pensões segue tendências de queda Os hotéis e pensões de Macau alojaram 803 mil pessoas em Janeiro, registando uma queda homóloga de 8%, foi ontem divulgado. Os dados dos Serviços de Estatística e Censos indicam que o número de hóspedes proveniente do interior da China, o maior mercado emissor de turistas
para Macau, caiu 2,6% para 533 mil pessoas. Já Hong Kong registou uma descida de 31,7% para 76 mil hóspedes nos estabelecimentos hoteleiros de Macau em Janeiro. A taxa de ocupação teve uma queda de 1,5% para 79,4%. Por categorias, os hotéis de cinco estrelas
foram os que apresentaram uma taxa de ocupação mais elevada (80,6%), ainda assim menos 2,5% em comparação com Janeiro de 2014. A estada média na hotelaria da RAEM manteve-se idêntica à do mesmo mês do ano passado, situando-se nas 1,4 noites.
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Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
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director executivo da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), Ambrose So, e o vice-director da Galaxy Macau não consideram adequado que o Governo emita mais uma licença de Jogo, devido ao facto das receitas terem caído largamente. As declarações dos líderes dos casinos surgiram à margem da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e numa altura em que o Governo vai começar a revisão intercalar das licenças de Jogo. Segundo o Jornal do cidadão, Ambrose So, da SJM, diz que não concorda com a emissão de uma nova licença, uma vez que, de acordo com as atitudes do Governo Central e do de Macau, é necessário “regulamentar e controlar” toda a indústria do Jogo e diversificar as indústrias. “Emitir mais licenças pode entrar em conflito com esse objectivo”, disse.
Aeroporto com mais passageiros em 2014
Casinos Directores não querem mais uma licença
Fora de Jogo
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Aeroporto Internacional de Macau registou 480 mil passageiros em Fevereiro, mais 14% face ao período homólogo do ano passado, segundo dados da empresa proprietária. Em comunicado divulgado na quarta-feira, a Companhia do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) refere que o maior volume de passageiros foi transportado nas rotas do sudeste asiático (170 mil) e de Taiwan (120 mil), com estes dois mercados a apresentarem aumentos de 22% e 13%, respectivamente. O interior da China cresceu 8,7% em volume de passageiros, enquanto o nordeste asiático manteve uma “boa tendência de crescimento”, com o mercado da Coreia do Sul a registar um aumento de 27% em número de passageiros. Já as rotas do Japão cresceram 5% no mesmo indicador. O Aeroporto Internacional de Macau fechou 2014 com o registo de 5,48 milhões de passageiros, mais 9% face ao ano anterior. Para este ano, os responsáveis pelo Aeroporto querem ampliar em 3% o número de passageiros para 5,65 milhões de pessoas, atingir os 54.500 movimentos de aeronaves (mais 4%) e operar 29.343 toneladas de carga (mais 2%).
A emissão de mais uma licença de Jogo não agrada aos responsáveis dos casinos que, dizem, só viria prejudicar a diversificação de indústrias. Lawrence Ho, da Melco, afirma que as leis do Jogo estão desactualizadas
Divergências
As declarações de Ambrose So são diferentes das de David Chow, da Doca dos Pescadores e do Casino Babylon, que não só quer uma licença, como quer que esta seja local e, se der, para si. Já o vice-director da Galaxy Macau, Francis Lui, considera que não é adequado haver grandes mudanças no mercado. Em declarações ao Jornal Ou Mun, Francis Lui referiu que, numa altura em que está a haver um ajustamento das receitas de Jogo, o mercado deve-se desenvolver “de forma estável”, pelo que, defende, “o Governo deve ter cautela e considerar cuidadosamente o número de licenças de Jogo existentes em Macau”. No que toca à diminuição de negócios das salas VIP, Lui revelou que actualmente a proporção entre salas VIP e zonas comuns são semelhantes e que é “inevitável haver integração de salas VIP”.
Lacunas
Para o presidente da Melco Crown Entertainment, Lawrence Ho, o suceder de vários problemas no desenvolvimento da indústria de Jogo deve-se ao respectivo sistema jurídico que está, na opinião do dirigente, “incompleto”.
De acordo com o Jornal do Cidadão, Lawrence Ho referiu, na reunião conjunta de membros do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política de Hong Kong e Macau, que a indústria de Jogo pode servir de base à promoção da diversificação da economia de
Leonor Sá Machado
Leonor.machado@hojemacau.com.mo
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Fundo das Indústrias Culturais (FIC) está a fazer um investimento de 110 milhões de patacas para apoiar as 86 projectos e empresas aprovados para receber ajuda financeira. Neste momento, o FIC aponta para a criação de 627 postos de trabalho no mercado local. O anúncio foi feito ontem por Leong Heng Teng, presidente do FIC, durante um encontro com os jornalistas. O representante afirmou ainda que o montante de investimento das empresas nesta iniciativa ronda os 660 milhões de patacas. De acordo com Leong, a segunda fase de registo de candidaturas
Macau, e que o sector deve manter um ambiente de mercado “saudável e regular”. No entanto, apontou, existem problemas no desenvolvimento da indústria que se devem, “fundamentalmente, ao respectivo sistema jurídico incompleto e à falta de leis
relativas aos negócios da área”. Ho sugere que seja melhoradas as leis em relação à indústria. “Agora neste importante período de ajustamento da indústria de Jogo, espero que o Governo Central dê mais atenção e instruções para o desenvolvimento do sector.”
Indústrias culturais FIC investe 110 milhões
Tudo bons contribuintes deverá arrancar em inícios de Abril, estando agendada uma sessão de esclarecimento para o final deste mês. No entanto, o também porta-voz do Conselho Executivo frisou que não serão estabelecidos prazos de execução futuros, pelo menos para já. “Não iremos estabelecer um período para a abertura. As empresas devem submeter os projectos ao fundo quando considerarem que o seu está maduro, quando quiserem”, acrescentou o responsável.
Em nome da expansão
Não foi, no entanto, revelado qual o montante a distribuir por
cada uma das entidades aprovadas. “Avaliamos principalmente o desenvolvimento previsível do projecto”, explicou Leong Heng Teng. O intuito desta iniciativa é permitir que entidades privadas locais tenham a oportunidade de aumentar o seu volume de negócios e expandir-se localmente e no estrangeiro. De entre os mais de 500 pedidos de marcação, foram 328 os que seguiram em frente, tendo apenas 86 sido aprovados. De entre as quatro grandes áreas de especialidade, estão jogos e multimédia, dança, animação e televisão. O presidente do fundo aproveitou
ainda para anunciar que ¼ está apta para receber financiamento governamental sem juros durante um período que pode ir de dois a três anos. Neste momento, o FIC está também a ajudar centros de incubação e plataformas de serviços da RAEM, não apenas empresas ou projectos. “Neste momento, pretendemos dar um apoio que possa afectar a raiz do mercado”, disse o presidente do fundo aos jornalistas. Há actualmente já oito plataformas em funcionamento e às quais foi concedido um total de 40 milhões de patacas.
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eventos
hoje macau sext
Albergue Seminário “A inteligência da Pedra Natural Portuguesa”
O Albergue SCM e a Associação de Arquitectos de Macau organizam na próxima terça-feira, dia 10, o seminário “Stone Intel - A inteligência da Pedra Portuguesa”. A acontecer no Albergue SCM, pelas 18h30, o seminário será ministrado em inglês. A entrada é livre, mas os interessados deverão fazer uma inscrição prévia junto do Albergue.
Venetian Polygram e Sam Hui trazem Cantopop à arena
A Arena do Venetian acolhe, em Março e Abril, dois espectáculos dedicados ao cantopop, com alguns dos nomes mais famosos do estilo musical. Já no dia 14 de Março, sobem ao palco Priscilla Chan Wai-han, Hacken Lee Hak-kan, Vivian Chow Wai-man, Albert Au Shui-keung, Daniel Chan Hiu-tung e Karen Tong Bo-yu, cantores da editora Polygram, que apresentam “Polygram Forever Live in Macau”. Os bilhetes estão já à venda para o espectáculo que começa às 20h00 e custam entre 280 a 1280 patacas. Sam Hui, cantor de Hong Kong, chega a Macau a 4 de Abril para apresentar o show “What a Wonderful World”. O artista, considerado como um dos primeiros grandes cantores de cantopop, vai ainda fazer-se acompanhar por familiares, como o irmão Michael Hui, e por Shannon Lee, a filha do lendário Bruce Lee. O concerto está marcado para as 20h00 e os bilhetes custam entre 280 a 1080 patacas.
Arte Revista C2 apresenta tendências do mercado
A edição deste mês da revista C2, publicada pelo Instituto Cultural, trata de temas de artes e debruça-se sobre oportunidades no mercado das artes. Nesta edição, artistas e curadores de Macau olham para os dois assuntos. Presente também a análise do designer gráfico Chiu Kwong Chiu, que partilha a sua opinião sobre tradições, estética e indústrias criativas, através da sua obra sobre a Cidade Proibida e estudos sobre a Hollywood Road, em Hong Kong. É ainda feita a análise do funcionamento e desafios que se colocam aos festivais de artes na RAEM e Hong Kong. A C2 é uma publicação trilingue – chinês, português e inglês - e terá uma nova versão disponível online na primeira segunda-feira de cada mês, onde poderá ser descarregada a versão integral.
À venda na Livraria Portuguesa Era Uma Vez em Goa • Paulo Varela Gomes
Estamos em 1963, dois anos volvidos sobre a expulsão dos portugueses da Índia. Os territórios de Goa, Damão e Diu encontram-se sob o domínio ainda ambíguo do governo indiano, mas, nas ruas, o concacim e o inglês convivem a toda a hora com um sub-reptício português, os letreiros das lojas ainda mal apagados, a religião ecléctica com as marcas de Cristo, os edifícios e a cultura no limbo de um colonialismo defunto. Graham é um cidadão britânico que chega a Goa com escassos recursos e por meios pouco ortodoxos, antecipando-se às ondas hippies que encontrarão na Índia o reduto místico por excelência. Sistematicamente confundido com um perigoso infiltrado português, Graham terá de sofrer rocambolescos encontros, desencontros e aventuras até vislumbrar os sentidos possíveis da complexa cultura goesa.
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
As Mulheres e a Guerra Colonial • Sofia Branco
Rezaram e fizeram promessas por eles. Escreveram-lhes centenas de aerogramas, adiando o amor, às vezes sem volta. Tornaram-se madrinhas de guerra de homens que nem sequer conheciam. Foram com eles para o território desconhecido de África, que amaram ou odiaram, ou resignaram-se a esperar por eles, com filhos nos braços. Voaram para os resgatar do mato, onde chegaram mesmo a morrer por eles, e organizaram-se, com maior ou menor cunho ideológico, para lhes aliviar a saudade, enquanto apoiavam as suas famílias. Mães, irmãs, filhas, amantes, companheiras, amigas, muitas mulheres viveram a guerra colonial como se também elas tivessem sido mobilizadas. Depois da guerra, também para elas nada foi como dantes.
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Rota das Letras Xyza Bacani no Festival Literário
Do amor e da solidão Empregada doméstica durante o dia e fotógrafa nas horas vagas, Xyza Bacani é uma cidadã filipina a viver em Hong Kong, que recentemente conseguiu uma bolsa da Magnum Foundation Fellowship for Human Rights. Agora, a partir de 22 de Março, pode ver as fotografias de Bacani em Macau
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yza Bacani, a fotógrafa que foi recentemente seleccionada como uma das vencedoras da Magnum Foundation Fellowship for Human Rights em Nova Iorque, vai expor em Macau no âmbito do Festival Rota das Letras. A fotógrafa filipina, que reside em Hong Kong, apresenta uma exposição individual. “Pedaços de Vida” apresenta uma série de 15 fotografias a preto e branco e debruça-se sobre as ruas de Hong Kong, captando momentos de amor e solidão. “Dizem que a solidão é uma dádiva e que encontrar alguém cujo coração bate ao mesmo ritmo que o nosso é qualquer coisa que não tem preço. Dizem que ambos os cenários são bons e que por vezes precisamos dos dois na nossa vida. Questiono-me sempre sobre as diferenças entre amor e solidão quando experiencio ambos. Esta colecção de fotografias de rua é sobre o contraste do amor e da solidão nas nossas vidas”, diz Xyza Bacani.
Estreia em Macau
A mostra – que tem inauguração marcada para dia 22 de Março, no Edifício do Antigo Tribunal, às 15h00 - é
“Questiono-me sempre sobre as diferenças entre amor e solidão quando experiencio ambos. Esta colecção de fotografias de rua é sobre o contraste do amor e da solidão nas nossas vidas” Xyza Bacani
a primeira de Xyza Bacani em Macau. Esta é também a primeira vez que a fotógrafa expõe desde que esteve no centro de todas as atenções em Janeiro, quando viu o seu trabalho e a sua história de vida receberem cobertura internacional no The New York Times Lens Blog, na CNN, e em muitos outros meios de comunicação. A trabalhar como empregada doméstica durante o dia, Xyza Bacani aspira
a uma carreira profissional como fotojornalista e para isso tem documentado a vida da comunidade filipina de Hong Kong. Também acompanhou o movimento Occupy Central e faz maioritariamente fotografia de rua. A mostra faz parte da programação do Rota das Letras, que acontece este ano de 19 a 29 de Março, sendo que estará aberta ao público de 22 de Março a 7 de Abril. Tem entrada livre.
Eléctrico 28 veste-se de cortiça e aterra nos EUA
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e 03 a 24 de Março, a cidade de Washington vai ser mais portuguesa, no âmbito do festival Iberian Suite. Para o evento, o artista Nuno Vasa criou um eléctrico 28 de cortiça, em tamanho real, que está em exibição no Kennedy Center. Celebrar a importância das culturas que falam português e espanhol no mundo é o objectivo deste festival que conta com dezenas de eventos e performances, desde concertos a exposição passando por debates, encontros literatura e momentos culinários. No âmbito do evento, o Arte Institute, com o patrocínio da Luso American Foundation
for the Development (FLAD), convidou o artista português Nuno Vasa a criar uma peça, de cortiça, para expor no Kennedy Center, em Washington. O artista juntou dois elementos simbólicos do nosso país – os eléctricos e a cortiça – numa única peça: um eléctrico, com a placa do mítico 28, em tamanho real feito de cortiça. A peça, que viajou de barco até aos Estados Unidos, está em exibição no hall do Kennedy Center. Um dos “objectivos desta instalação é mostrar ao público norte-americano as variadas aplicações da cortiça”.
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s filmes “Os gatos não têm vertigens”, “Os Maias” e “O grande Kilapy” são os mais nomeados para a quarta edição dos prémios Sophia, de acordo com o anúncio feito ontem em Lisboa, pela Academia Portuguesa de Cinema. “Os gatos não têm vertigens”, de António-Pedro Vasconcelos, conta com 15 nomeações - de um total de 20 categorias –, abrangendo praticamente todas as áreas: realização, representação feminina e masculina, direcção de fotografia ou argumento original. Já “Os Maias – Cenas da vida romântica”, de João Botelho, soma 13 nomeações para os prémios Sophia, também nas principais categorias. O autor, que chega a Macau este mês para o Festival Rota das Letras, viu o seu filme ser o mais visto de 2014. Com 12 nomeações surge “O grande Kilapy”, do realizador angolano Zezé Gamboa. Além de “Os gatos não têm vertigens”, “Os Maias” e “O grande Kilapy” tam-
pub
Sophia António P. Vasconcelos e João Botelho nomeados
O vencedor é...
bém “A vida invisível”, de Vítor Gonçalves, estão nomeados para Melhor Filme, sendo que os realizadores estão nomeados na categoria de melhor realização.
A dobrar
Destaque para a actriz Maria João Pinho, com uma dupla nomeação: para melhor actriz principal, em “A vida invisível”, ao lado de Filipe Duarte, que também está nomeado para melhor actor, e para melhor actriz secundária, em “Os Maias”. A Academia já tinha anunciado anteriormente
que a actriz Eunice Muñoz e o actor e encenador Luís Miguel Cintra vão ser distinguidos com o Prémio Carreira 2015. No ano passado, Joaquim Leitão venceu o prémio Sophia de melhor realizador, pelo filme “Até amanhã camaradas”. O Sophia de “Melhor Filme” foi atribuído a “A última vez que vi Macau”, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata. A cerimónia dos prémios Sophia está marcada para 2 de Abril, no Centro Cultural de Belém.
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china
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Economia abrandou mas “a qualidade do crescimento económico aumentou”
Novos ritmos, mesmas metas
Quase 500.000 chineses estudaram no estrangeiro em 2014
O abrandamento da economia chinesa não perturba o primeiro-ministro Li Keqiang que afirma ser este o andamento certo para a modernização do país
Um total de 459.800 chineses deixaram o seu país para estudar no estrangeiro em 2014, anunciou ontem o Ministério da Educação. Entre os que partiram para o exterior no ano passado para estudar, 21.300 receberam apoios financeiros públicos, 15.500 foram apoiados pelos seus empregadores, e outros 423.000 fizeram-no por conta própria, indicou o Ministério, citado pela agência Xinhua. O número de estudantes a sair do país foi 11,1% superior ao de 2013. Cerca de 360.000 alunos regressaram à China em 2014, mais 3,2% que no ano anterior. Desde 1978, mais de 3,51 milhões de chineses saíram do país para estudar. No final do ano passado, 1,7 milhões estavam no estrangeiro a completar estudos.
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economia chinesa continuará a abrandar em 2015, para “cerca de 7%”, mas a “qualidade do crescimento” aumentará e continuará a manter o ritmo “necessário” para modernizar o país, anunciou ontem o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang Aquela meta (cerca de 7%) “está de acordo com o objectivo de concluir a edificação de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos e com as exigências de crescimento e de actualização da nossa economia”, diz o relatório do governo apresentado aos cerca de 3.000 deputados da Assembleia Nacional Popular chinesa. Segundo Li Keqiang, o crescimento preconizado para este ano, o mais baixo do último quarto de século, coincide também com “as leis objectivas de desenvolvimento e as condições da China”. “Se a economia da China puder crescer a este ritmo durante um período relativamente longo, asseguraremos uma base material mais sólida para a modernização”, acrescentou. Para este ano, o governo chinês propõe-se “manter a inflação em torno dos 3%” (um ponto percen-
tual acima do valor registado em 2014) e “criar mais de 10 milhões de postos de trabalho urbanos”, assegurando assim que o desemprego não exceda os 4,5%. Li Keqiang preconizou também um crescimento de cerca de 6% do comércio externo do país e uma redução de 3,1% na intensidade da energia consumida na China. “A poluição ambiental mancha a qualidade de vida do povo e constitui uma perturbação que nos pesa no coração (…) Revolucionar a produção e consumo de energia é vital para o desen-
volvimento de qualquer país e para o bem-estar do seu povo”, afirmou.
Execução estável
Constitucionalmente, a Assembleia Nacional Popular chinesa, cuja reunião anual decorre até ao próximo dia 15, é “o supremo órgão do poder de Estado”. Em 2014, apesar dos “complexos desafios internos e externos”, a China “conseguiu um estável desempenho” e cresceu 7,4%, “um dos mais elevados entre as grandes economias mundiais”, realçou Li Keqiang.
“Se a economia da China puder crescer a este ritmo durante um período relativamente longo, asseguraremos uma base material mais sólida para a modernização” Li Keqiang Primeiro-ministro chinês
Segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, a economia norte-americana, a maior do mundo, cresceu 2,4% em 2014, a japonesa 0,06% e a alemã 1,6%. No ano passado, a estrutura económica da China “melhorou”, com o consumo a assegurar 51,5% do crescimento (um aumento de 3 pontos percentuais em relação a 2013) e a percentagem do sector dos serviços a subir de 46,9% para 48,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, diz o relatório do governo. “A qualidade do desenvolvimento aumentou”, afirmou Li Keqiang.
Espaço para melhorar
O relatório do primeiro-ministro, com 39 páginas, destaca ainda um corte de 4,8% na intensidade da energia consumida na China (“a maior redução dos últimos anos”, afirma), um aumento de 8% no ren-
Pequim vai ligar mercados financeiros de Hong Kong e Shenzhen
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China vai ligar os mercados de acções de Hong Kong e Shenzhen, zona económica especial continental adjacente à antiga colónia britânica, como parte de um impulso de reformas financeiras, anunciou ontem o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang. Depois de um movimento idêntico entre as bolsas de Xangai, a capital financeira da China, e Hong Kong, Li Keqiang disse que a ‘união’ entre com
Shenzhen irá acontecer “no momento oportuno”, mas sem detalhar prazos. Em Novembro, as autoridades chinesas passaram a autorizar que os investidores com contas em Hong Kong e Xangai passassem a poder negociar títulos seleccionados da outra praça através das contas no mercado de origem. A bolsa Shenzhen, localizada do outro lado da fronteira de Hong
Kong e com forte ligação a empresas tecnológicas e a pequenas empresas, possuem volumes de transacções diárias, muitas vezes, superiores a Xangai. Shen Jun, analista do Banco da China citado pela AFP sublinhou que a medida vai impulsionar o mercado de acções que “terá efeitos significativos a longo prazo sobre a liquidez e estilo de investimento”.
dimento disponível da população e uma diminuição de 12,32 milhões no número de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza. Mas Li Keqiang reconheceu também que “o modelo de crescimento económico da China continua ineficiente” e que “a sua capacidade de inovação é insuficiente”, apesar de as despesas com investigação e desenvolvimento representarem mais de 2% do PIB. Referindo-se à corrupção, um dos principais motivos de insatisfação popular, o primeiro-ministro chinês indicou que “existem ainda casos chocantes”. “Há muita coisa a melhorar na acção do governo. Um pequeno número de funcionários comporta-se irresponsavelmente”, disse. Li Keqiang, 60 anos, é o “número dois” da hierarquia chinesa, logo a seguir ao secretário-geral do Partido Comunista e Presidente da Republica, Xi Jinping.
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Coreia do Norte declarou ontem que a agressão do embaixador norte-americano Mark Lipper em Seul era “um castigo justo” pela decisão dos Estados Unidos de realizarem exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. “Castigo justo para os belicistas dos Estados Unidos”, disse a agência oficial da Coreia do Norte KCNA no título de um breve texto, no qual o ataque contra Lippert é apelidado de “expressão de resistência”. A KCNA afirmou que o ataque reflectia a opinião pública sul-coreana “crítica para os Estados Unidos por causarem uma crise na península coreana com perigosas manobras militares conjuntas”. As manobras militares conjuntas anuais, que geram sempre tensões com a Coreia do Norte, começaram na segunda-feira e implicam milhares de tropas sul-coreanas e norte-americanas. Kim Ki-jong, o homem que atacou Lippert com uma faca, disse à polícia que a sua oposição aos exercícios militares foi o principal motivo do ataque. Fontes médicas, citadas pela agência noticiosa francesa AFP, disseram que Mark Lippert, de 42
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Pyongyang Ataque a embaixador dos EUA foi “castigo justo”
A norte nada de novo
O recente ataque com uma faca ao embaixador norte-americano em Seul já mereceu o repúdio geral das autoridades de vários países. Mas da Coreia do Norte a mensagem que chega é no sentido inverso anos, está já a recuperar da cirurgia a que foi submetido, depois de ter sofrido cortes na cara e num dos braços.
Em observação
O embaixador deverá ficar hospitalizado para observação durante mais três ou quatro dias, acrescentaram. “Estou bem e animado!”, disse Lippert, numa mensagem na rede social “Twitter”, a partir do hospital. “Estarei de volta o mais rapidamente possível para fazer avançar a aliança EUA-Coreia do Sul”, escreveu. Os Estados Unidos já condenaram o “acto de violência”. Os Estados Unidos e a Coreia do Sul promovem esta semana os seus exercícios militares anuais
conjuntos, que geralmente provocam um aumento da tensão com a vizinha Coreia do Norte. As duas Coreias continuam
tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-53 terminou com a assinatura de um armistício e não de um tratado de paz.
Japão “Atentos” ao aumento do orçamento militar chinês
O Governo japonês anunciou ontem que vai “analisar com atenção” o aumento de 10,1% do orçamento militar da China para 2015 e apelou a Pequim que seja “mais transparente” sobre as suas despesas em defesa e poderio militar. O Japão pronunciavase, assim, sobre o aumento da dotação para a defesa na China para o corrente ano até 886.900 milhões de yuan. O aumento está acima da previsão de 7% do crescimento económico revelado pelo primeiro-ministro Li Keqiang na Assembleia Popular Nacional. “Queremos analisar com detalhe esta tendência”, afirmou o portavoz do Governo japonês, Yoshihide Suga, ao ser questionado pela imprensa. Por outro lado, o mesmo responsável apelou a Pequim que “aumente a sua transparência na política de defesa através do diálogo e da partilha de informação em matéria de segurança.
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ANÚNCIO Época Balnear de 2015 – Prestação de Serviços de Gestão, Manutenção, Limpeza, Vigilância e Segurança da Piscina Dr. Sun Yat Sen
ANÚNCIO Época Balnear de 2015 – Prestação de Serviços de Gestão, Manutenção, Limpeza, Vigilância e Segurança da Piscina de Hac-Sá
Concurso Público no. 05/SCR/2014
Concurso Público no. 06/SCR/2014
Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão de 14 de Novembro de 2014, se acha aberto o concurso público para a época balnear de 2015 – Prestação de Serviços de Gestão, Manutenção, Limpeza, Vigilância e Segurança da Piscina Dr. Sun Yat Sen.
Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão de 21 de Novembro de 2014, se acha aberto o concurso público para a época balnear de 2015 – Prestação de Serviços de Gestão, Manutenção, Limpeza, Vigilância e Segurança da Piscina de Hac-Sá.
O programa de concurso e o caderno de encargos podem ser obtidos, todos os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro no 163, r/c, Macau.
O programa de concurso e o caderno de encargos podem ser obtidos, todos os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro no 163, r/c, Macau.
A sessão de esclarecimentos terá lugar no dia 9 de Março de 2015, pelas10:00 horas, no auditório do Centro de Formação do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, Nº 762-804, Edificio China Plaza, 6° andar.
A sessão de esclarecimentos terá lugar no dia 9 de Março de 2015, pelas10:00 horas, no auditório do Centro de Formação do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, Nº 762-804, Edificio China Plaza, 6° andar.
O prazo para a entrega das propostas termina às 17:00 horas do dia 18 de Março de 2015. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP80.000,00 (oitenta mil patacas). A caução provisória pode ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita no mesmo edifício no 163, r/c, por depósito em dinheiro, cheque, garantia bancária ou seguro-caução, em nome do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.
O prazo para a entrega das propostas termina às 17:00 horas do dia 18 de Março de 2015. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP80.000,00 (oitenta mil patacas). A caução provisória pode ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita no mesmo edifício no 163, r/c, por depósito em dinheiro, cheque, garantia bancária ou seguro-caução, em nome do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.
O acto público de abertura das propostas realizar-se-á no auditório do Centro de Formação do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, Nº 762804, Edificio China Plaza, 6° andar, pelas 09:00 horas do dia 19 de Março de 2015.
O acto público de abertura das propostas realizar-se-á no auditório do Centro de Formação do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, Nº 762804, Edificio China Plaza, 6° andar, pelas 11:00 horas do dia 19 de Março de 2015.
Macau, aos 26 de Fevereiro de 2015. O Presidente do Conselho da Administração, Substº Lo Veng Tak www. iacm.gov.mo
Macau, aos 26 de Fevereiro de 2015. O Presidente do Conselho da Administração, Substº Lo Veng Tak www. iacm.gov.mo
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artes, letras e ideias
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CHEGA A MACAU O ANÚNCIO DA RESTAURAÇÃO
A
Restauração da Independência de Portugal em relação a Espanha deu-se a 1 de Dezembro de 1640. Mas Macau apenas dela oficialmente soube a 31 de Maio de 1642 por António Fialho Ferreira, que partindo de Lisboa veio à Cidade do Nome de Deus para em nome do novo rei anunciar e aqui fazer aclamar D. João IV de Portugal. Conhecedor da China, António Fialho Ferreira era natural de Sesimbra, mas há quem indique aí ter nascido seu pai, Pedro Fialho, que morou em Macau e por isso, será esta cidade a terra natal de António. Nascido nos finais do século XV, Luís Gonzaga Gomes diz ser o macaense António Fialho Ferreira, Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo e Capitão-mor nos Mares da Índia. Na primeira metade do século XVII, António Fialho Ferreira estabeleceu-se como mercador em Macau, tendo-se casado com Catarina Cerqueira, filha do português Jorge Cerqueira e da macaense Maria Pires. Através de Maria Cerqueira, irmã da sua esposa, tornou-se cunhado de Lopo Sarmento de Carvalho e com ele fez uma sociedade comercial. Foi escrivão da Santa Casa da Misericórdia nos anos de 1628 e seguinte. Como Capitão-mor nos Mares da Índia foi Capitão-mor de três viagens a Manila entre 1630 a 1633, período em que foi concedido a Lopo Sarmento de Carvalho o monopólio das viagens a Manila. Com os direitos adquiridos pelos portugueses em 1583 e estando os espanhóis de Manila interditos de comerciarem em Macau, os macaenses tinham o exclusivo dessas viagens e entre 1594 a 1637, pelos decretos reais dos Filipes reforçavam a posição portuguesa com a exclusividade do comércio directo da China, com o estrangeiro e em especial, com o Japão. Mas a Cidade do Nome de Deus estava com falta de barcos e dinheiro, devido à invernada do Japão há dois anos e à falta de navios da Índia. A 4 de Junho de 1630, o Senado convocou o povo de Macau, para o consultar sobre a forma de conseguir dinheiro para o envio de dois cidadãos principais ao Japão, com presentes para o Rei e Governador deste país, a fim de poderem ali negociar. O povo respon-
deu ser notória a falta de prata na terra, sendo impossível fazer-se qualquer empréstimo com os moradores, por só existirem quatro homens que poderiam emprestar alguma prata lavrada, que tivessem em casa. Foi, então, proposto o envio dum barco a Manila, em Setembro, a fim de, com o rendimento da venda da sua carga, satisfazer a despesa da viagem para o Japão e assim, como
Capitão-mor António Fialho Ferreira partiu para a viagem de Manila. Já no regresso da terceira viagem, o Capitão-mor António Fialho Ferreira aportou em Macau numa quinta-feira, dia 4 de Novembro de 1633. Trazia as galeotas carregadas com imensa prata e vinham a bordo as primeiras seis freiras Clarissas da província franciscana de Toledo. Chegavam de Manila para fun-
Macau prometeu lealdade ao novo Rei D. João IV e enviou duzentas peças de artilharia em bronze, fundidas na cidade, para ajudar na guerra da Restauração. Foi este acto e por durante todo o período filipino a praça de Macau ter sempre hasteada a bandeira portuguesa, tal levou em 1654, a ser conferido à Cidade do Nome de Deus o título de “Não Há Outra Mais Leal”
dar o Convento de Santa Clara, patrocinado por António Fialho Ferreira e o espanhol Diogo Enriquez de Losada.
Designado emissário Quando em 1634 Filipe IV de Espanha baniu o tráfico entre Macau e Manila, já António Fialho Ferreira tinha feito uma considerável fortuna, sendo em 1635 responsável pela negociação da seda com os mercadores de Cantão. Sem viagens para Manila, a 6 de Fevereiro de 1635 o povo de Macau pediu ao Senado que requeresse ao Capitão Geral navios suficientes para poder enviar suas mercadorias a Manila, sem o que ficaria totalmente arruinado, pois aquele, segundo ordem do Vice-Rei, tinha resolvido não enviar mais que um barco, por ano, para o dito porto. António Fialho Ferreira pertencia a
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José Simões Morais
uma elite mercantil associada ao poder de Goa, no período em que ocorria uma hierarquização social em Macau. Mas algo terá ocorrido mal, pois envolveu-se em disputas com o seu cunhado e jurisdicionais e financeiras com os moradores da cidade e os representantes reais. Era então Governador de Macau, Manuel da Câmara de Noronha (16361638), que para aqui viera nomeado pelo seu parente, o Vice-Rei da Índia Miguel de Noronha, 4.º Conde de Linhares (1629-35). António Fialho Ferreira deixou de uma forma desagradável Macau em 1638 e seguiu para Goa, sendo aí recebido pelo Vice-Rei Pedro da Silva (1635-39) em Junho desse ano. Depois, este Vice-Rei enviou-o à Europa por terra e após uma aventurosa jornada pelas florestas da Ásia Menor, chegou a Lisboa antes de ter ocorrido a Restauração. Em 1640 aí estava como funcionário colonial, tendo entrado na Ordem de Cristo, conjuntamente com os seus filhos. Aliado aos jesuítas, fez lobby na corte para ser enviada uma embaixada portuguesa ao Japão, com o fim de conseguir a reabertura do comércio. A 28 de Janeiro de 1641, D. João IV foi aclamado Rei pelos três Estados, data em que António Fialho Ferreira foi designado emissário real para levar a Macau a nova da aclamação de D. João IV como Rei de Portugal. Partiu via Londres num navio inglês que em Setembro o deixou em Bantan. Daí foi para Batávia, onde o Governador-Geral holandês, Van Diemen o recebeu no dia 27 do mesmo mês. Fialho Ferreira deu-lhe a notícia nada interessante para os holandeses, pois a competição comercial pacífica não compensava tanto quanto o corso que faziam pelo Mar da China. Fialho fez ver ser do interesse comum, Portugal não estar integrado na Espanha, inimiga de ambos. Mas tal sugestão, para suspender as hostilidades entre os portugueses e holandeses, foi recusada por Van Diemen, até da Europa ser notificado oficialmente das tréguas entre ambos os países. É de notar que os holandeses cercaram durante oito meses Malaca e só após uma longa e devastadora guerra, a conseguiram conquistar aos portugueses em 11 de Janeiro de 1641, próximo da data em que Fialho fora designado emissário do novo Rei de Portugal, D. João IV. Já a justificação para conseguir arranjar rapidamente uma viagem, não a encontrei, mas chegar primeiro que os espanhóis a Macau terá levado os holandeses a permitir Fialho Ferreira
Com el-Rei D. João IV e o príncipe D. Theodosio, seu herdeiro presuntivo, aclamados, estava realizada a tarefa do macaense António Fialho Ferreira, que de Lisboa tinha vindo propositadamente para este fim viajar no navio “Capella”, que ia para a Formosa (Taiwan) e o deixou em Macau.
Escândalo e excomunhões Após a viagem, já passara quinze meses desde que fora nomeado, quando a Macau chegou António Fialho Ferreira, na manhã de 31 de Maio de 1642. Era a cidade governada por D. Sebastião Lobo da Silveira (1638-1645). Encontrou-a dividida entre os partidários do Governador do Bispado, o Frei Bento de Cristo e os do Comissário da Inquisição, por essa altura controlada pelo Reitor do Colégio dos Jesuítas. (De notar que o Santo Ofício era uma organização diminuta em Macau.) O clérigo Paulo Teixeira por ordem do Governador do Bispado fora preso com a acusação de ser desordeiro. Mas conseguiu escapar da prisão com a ajuda dos padres da Companhia e foi-se refugiar no Colégio dos Jesuítas, onde o Reitor recusou entregá-lo, apesar das ameaças. Então surgiu nas portas das igrejas o escândalo com a constante fixação e o rasgar de excomunhões de
ambas as partes (história que se repetirá no início do século XVIII). Os clérigos das Ordens Dominicana, Franciscana e os Agostinhos colocaram-se ao lado do Governador do Bispado. O Capitão-Geral D. Sebastião Lobo da Silveira ao lado do Reitor. Recursos para o Tribunal e para as Autoridades Eclesiásticas de Manila, prisões e confrontos, apelaram ambos para os tribunais de Goa e sem uma decisão à vista, por ser difícil dar razão, eis que chega a grande notícia de Portugal. Encontrava-se no trono de Portugal o Rei D. João IV. Nova dada por António Fialho Ferreira numa assembleia de notáveis presidida pelo Capitão-Geral e pelo Governador do Bispado. Logo ali se fizeram ouvir aplausos e gritos de aclamação ao novo Rei de Portugal. Nesse dia 31 de Maio de 1642, “o Senado de Macau, reunido em conselho geral do povo, após tomar conhecimento lavrou termo de aceitação e obediência ao novo soberano, el-Rei D. João IV e assenta em que breve tenha lugar o juramento solene, e em que nessa ocasião se façam grandes festas,
‘para que entendam os reis estranhos, na magnificência e cópia delas, quanto a nação portuguesa nos mais longes do mundo ama seus príncipes’.” “O Senado logo ali resolveu fazer imponentes festas, no dia 20 de Junho e no seguinte, em que tiveram lugar o juramento e a aclamação de D. João IV.” E continuando com Marques Pereira, que refere ter sido dos conselhos gerais da cidade, por aqueles tempos, o mais numeroso, pois a respectiva acta está assinada por não menos de 276 indivíduos, quando o mesmo termo do juramento e aclamação de D. João IV, em 20 de Junho de 1642, acusa só 71. Apaziguada a cidade, que quase entrara em guerra civil, o Senado de Macau voltava a solicitar um bispo que não fosse nem jesuíta, nem agostinho, tal como acontecera vinte anos antes, a 30 de Julho de 1622, quando o Conselho de Governo presidido por Fr. Francisco do Rosário, O.P., desempenhou a Capitania de Guerra da Cidade de Macau. No entanto, por ter sido proclamada em Macau a restauração da independência de Portugal, o comércio directo entre Macau e Manila foi interrompido. Os festejos da aclamação do Rei D. João IV em Macau duraram dez semanas com sucessivas festas, paradas, procissões, touradas, atingindo o auge na cerimónia pública do juramento de lealdade pelo Capitão-Geral e o resto das autoridades militares, civis e eclesiásticas, realizada a 20 de Junho de 1642. Macau prometeu lealdade ao novo Rei D. João IV e enviou duzentas peças de artilharia em bronze, fundidas na cidade, para ajudar na guerra da Restauração. Foi este acto e por durante todo o período filipino a praça de Macau ter sempre hasteada a bandeira portuguesa, tal levou em 1654, a ser conferido à Cidade do Nome de Deus o título de “Não Há Outra Mais Leal”. Com el-Rei D. João IV e o príncipe D. Theodosio, seu herdeiro presuntivo, aclamados, estava realizada a tarefa do macaense António Fialho Ferreira, que de Lisboa tinha vindo propositadamente para este fim. A armada capitaneada por António Fialho Ferreira partiu de Macau para a Índia a 20 de Dezembro de 1645 e nela seguiu, para além da sua família, o ex-Capitão-Geral D. Sebastião Lobo da Silveira. Este, por ordem de D. João IV, foi repatriado sob prisão por ter morto o Administrador da Fazenda Real, Diogo Vaz Freire. A armada chegou a Goa em 1646 e aí morreu António Fialho Ferreira.
desporto
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hoje macau sexta-feira 6.3.2015
José Mourinho Chelsea passa no terreno do West Ham manteve vantagem de cinco pontos sobre o um jogo em atraso). Numa Manchester City partida emotiva, com inúmeras oportunidades de golo e tem menos nas duas balizas, acabou por valer o golo de Eden Hazard, uma partida aos 22’, para manter em clima festivo o treinador José disputada. Mourinho que não poupou elogios aos seus jogadores. Manchester «Não era o melhor jogo United foi que poderíamos ter depois uma final. Foi mesmo salvo no último de difícil e a emoção foi alta. Os jogadores foram instante em fantásticos na entrega, e o árbitro foi muito bom, deiNewcastle
Hazard fez a festa
M
oralizado com a recente conquista da Taça da Liga, o Chelsea regressou ao campeonato com o pé direito e bateu fora o West Ham, por 1-0, mantendo a liderança confortável da prova, com cinco pontos de vantagem sobre o Manchester City (e
xando o encontro correr e controlando-o com cartões amarelos. O West Ham é a melhor equipa a jogar desta forma, mas os meus jogadores deram tudo para ganhar o jogo. Tivemos oportunidades para marcar mais golos e quando não o fazemos ficamos em permanente perigo, por isso esta é uma grande vitória para nós», atirou.
cisamos de nos adaptar aos adversários. Hoje, foi um desses jogos, com o Gary Cahill, o John Terry e o Kurt Zouma a lidar bem com o futebol directo e o Courtois a ser espantoso. Foi um jogo em que podíamos ter perdido dois pontos e que estou contente por termos ganho.» O treinador do Chelsea reconheceu que também não foi um jogo fácil para o árbitro. «Disse ao árbitro que iria ser difícil apitar aqui, por causa do estilo de jogo do West Ham, com muitas bolas longas. Foi muito intenso. Depois, o público queixa-se de tudo, porque eles apoiam sempre a sua equipa, pelo que era muito, muito difícil.”
Tudo bem lá por cima
O Special One reconheceu que os Blues tiveram de adaptar-se ao rival: «Na corrida para o título temos
jogos difíceis para jogar. Temos jogos em que é preciso qualidade, outros sorte e ainda outros em que pre-
Mas a 28.ª jornada da prova, correu bem à maioria das equipas que ocupam os primeiros lugares da tabela classificativa. Após a derrota no terreno do Liverpool na última ronda, o City regressou aos triunfos, batendo em casa o “lanterna vermelha” Leicester, por 2-0, com golos
de David Silva (45’) e James Milner (88’). O Arsenal cumpriu também a sua missão no terreno do Queens Park Rangers, de onde saiu com uma vitória por 2-1, com todos os golos a serem apontados na segunda metade do encontro. Olivier Giroud (64’) e Alexis Sanchez (69’) colocaram os visitantes confortáveis no comando, com Charlie Austin a reduzir a oito minutos dos 90’. Bem mais complicada foi a tarefa do Manchester United para derrotar fora de portas o Newcastle. Depois do nulo no marcador ter prevalecido durante quase toda a partida, acabou por ser Ashley Young a dar uma alegria ao treinador Van Gaal, já aos 89’. Um resultado que manteve os red devils no quarto posto da tabela. Logo a seguir, no último lugar de acesso às competições europeias, segue o Liverpool, que continua a recuperar terreno depois de um início de temporada desastroso, e nesta quarta-feira recebeu e venceu o Burnley, por 2-0.
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ANÚNCIO Época Balnear de 2015 – Prestação de Serviços de Gestão, Manutenção, Limpeza, Vigilância e Segurança da Piscina de Cheoc Van Concurso Público no. 07/SCR/2014
ANÚNCIO Época Balnear de 2015 – Prestação de Serviços de Gestão, Manutenção, Limpeza, Vigilância e Segurança da Piscina do Parque Central da Taipa Concurso Público no. 08/SCR/2014
Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão de 21 de Novembro de 2014, se acha aberto o concurso público para a época balnear de 2015 – Prestação de Serviços de Gestão, Manutenção, Limpeza, Vigilância e Segurança da Piscina de Cheoc Van.
Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão de 14 de Novembro de 2014, se acha aberto o concurso público para a época balnear de 2015 – Prestação de Serviços de Gestão, Manutenção, Limpeza, Vigilância e Segurança da Piscina do Parque Central da Taipa.
O programa de concurso e o caderno de encargos podem ser obtidos, todos os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro no 163, r/c, Macau.
O programa de concurso e o caderno de encargos podem ser obtidos, todos os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro no 163, r/c, Macau.
A sessão de esclarecimentos terá lugar no dia 9 de Março de 2015, pelas10:00 horas, no auditório do Centro de Formação do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, Nº 762-804, Edificio China Plaza, 6° andar.
A sessão de esclarecimentos terá lugar no dia 9 de Março de 2015, pelas10:00 horas, no auditório do Centro de Formação do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, Nº 762-804, Edificio China Plaza, 6° andar.
O prazo para a entrega das propostas termina às 17:00 horas do dia 18 de Março de 2015. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP80.000,00 (oitenta mil patacas). A caução provisória pode ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita no mesmo edifício no 163, r/c, por depósito em dinheiro, cheque, garantia bancária ou seguro-caução, em nome do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.
O prazo para a entrega das propostas termina às 17:00 horas do dia 18 de Março de 2015. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP80.000,00 (oitenta mil patacas). A caução provisória pode ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita no mesmo edifício no 163, r/c, por depósito em dinheiro, cheque, garantia bancária ou seguro-caução, em nome do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.
O acto público de abertura das propostas realizar-se-á no auditório do Centro de Formação do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, Nº 762804, Edificio China Plaza, 6° andar, pelas 14:30 horas do dia 19 de Março de 2015.
O acto público de abertura das propostas realizar-se-á no auditório do Centro de Formação do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, Nº 762-804, Edificio China Plaza, 6° andar, pelas 16:00 horas do dia 19 de Março de 2015.
Macau, aos 26 de Fevereiro de 2015. O Presidente do Conselho da Administração, Substº Lo Veng Tak www. iacm.gov.mo
Macau, aos 26 de Fevereiro de 2015. O Presidente do Conselho da Administração, Substº Lo Veng Tak www. iacm.gov.mo
( F ) utilidades
hoje macau sexta-feira 6.3.2015
tempo
períodos
de
c h u va
Cineteatro
Cinema
Sala 1
Sala 2
(Falado em Cantonês) Filme de: Takashi Yamazaki, Ryuichi Yagi 15.55, 17.50
(legendado em chinês) Filme de: Neill Blomkamp Com: Hugh Jackman, Sharlto Copley, Dev Patel 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
Stand by me Doraemon [A]
Stand by me Doraemon [3d] [A] (Falado em Cantonês) Filme de: Takashi Yamazaki, Ryuichi Yagi 19.45
min
17
max
20
hum
85-98%
•
euro
chappie [c]
0.2
?
yuan
Hoje Festival Wine and Dine (até domingo) Venetian Macau Entrada livre
lucky star [B]
(Falado em Cantonês legendado em chinês e inglês) Filme de: Wong Jing Com: Chow Yun-Fat, Nick Cheung, Carina Lau 14.00, 21.45
baht
1.2
O que fazer esta semana
Sala 3
From vegas to Macau 2 [C]
8.8
17
Filme de: Sunny Com: Eric Tsang, Wong Cho-Iam, Ella Chen 14.30, 16.15, 18.00, 21.30
Penguins of Madagascar [A] (Falado em Cantonês) Filme de: Eric Darnell, Simon J. Smith 19.45
Musical ‘Cats’ (até 15/03) Venetian Macau Bilhetes das 280 patacas às 680 patacas
Amanhã Exposição “Homenagem a Mestres que nos Inspiraram”, de artistas de Macau e HK Armazém do Boi, 19h00 (até 10/05) Entrada livre 3º Aniversário Hi Tech Tribe (Música electrónica com Dj Enuoh do Japão) Live Music Association, 22h00 150 patacas com uma bebida incluída
Aconteceu Hoje
6 de março
Diariamente Exposição “Nihonga Contemporânea”, de Arlinda Frota Fundação Rui Cunha Entrada livre
Bayer regista a aspirina, o mais popular medicamento • A 6 de Março de 1899, a Bayer registou a aspirina como propriedade industrial, data que assinala o nascimento do medicamento mais consumido nos dias de hoje, mais de cem anos depois da sua criação. Neste dia, assinalam-se os nascimentos do pintor italiano Miguel Ângelo, do poeta francês Cyrano de Bergerac e do escritor colombiano Gabriel García Márquez. A aspirina é o mais popular e consumido medicamento do mundo e, em 1897, o laboratório farmacêutico alemão Bayer criou o ácido acetilsalicílico (aspirina). A aspirina passou a ser o primeiro medicamento sintetizado, na história da farmácia. Foi também a primeira criação da indústria farmacêutica e o primeiro medicamento a ser vendido no modo actual. Em 1899, no mês de Julho, a Bayer deu início ao processo de comercialização, obtendo sucesso imediato. Este medicamento da Bayer pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não-esteróides e é usado como antipirético, anti-inflamatório, ou analgésico. Nasceu a 6 de Março, há mais de um século. Também neste dia, mas em 1447, Nicolau V torna-se Papa e em 1521 Fernão de Magalhães descobre a ilha de Guam. No ano de 1853, a ópera ‘La Traviata’, de Giuseppe Verdi, estreia em Veneza. Igualmente no dia 6 de Março, em 1855, o preso Manuel da Mota Coqueiro entra na história do Brasil como o último condenado à morte com pena executada, naquele país. Em 1869, Dmitri Mendeleev apresenta à Sociedade Russa de Química a primeira tabela periódica. Em 1902, é fundado o Real Madrid, considerado o maior clube do mundo, e em 1921 o Partido Comunista Português passa a ser a secção Portuguesa do Internacional Comunista. No ano de 1997, um quadro de Pablo Picasso, ‘Tête de Femme’, é roubado de uma galeria de Londres. Uma semana mais tarde, a obra de arte acaba por ser recuperada e devolvida à galeria da capital inglesa.
Exposição “Voz na Escuridão”, de Óscar Balajadia/Papa Osmubal (até 14/03) Creative Macau Entrada livre Exposição de Sândalo Vermelho (até 22/03) Grande Praça, MGM Entrada livre
U m d i sc o h o j e
Exposição de Design de Cartazes “V•X•XV:” (obras de 1999, 2004 e 2009) [até 15/03] Museu da Transferência da Soberania de Macau, 10h00 às 19h00 Entrada livre
“Nirvana” (Nirvana, 2002) As melhores músicas de um grupo que nos habituou ao rock. “Nirvana”, da banda com o mesmo nome, foi lançado após a precoce morte de Kurt Cobain e depois de uma longa disputa judicial entre a viúva Kourtney Love e os restantes membros da banda. Há quem diga que lhe faltam músicas-chave do que de melhor fizeram os Nirvana, mas para mim é suficiente. “The Men Who Sold The World”, original de Bowie, “Smells Like Teen Spirit”, “Heart Shaped Box”, “Come as You Are” ou “You Know You’re Right”... elas estão cá todas. - Joana Freitas
João Corvo
fonte da inveja
Não há Deus que me amedronte nem profeta que me convença.
“Self/Unself” – Exposição de trabalhos de artistas holandeses (até 15 de Março) Centro de Design de Macau Entrada livre Ilustrações para Calendário de Guan Huinong (até 10/05) Museu de Arte de Macau, das 10h às 19h Entrada livre
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hoje macau sexta-feira 6.3.2015
direito de resposta
No uso do direito à liberdade de expressão que me confere o artigo 27º da Lei Básica da RAEM solicito e agradeço a V.Exa a publicação do seguinte: 1- Interpus Recurso Hierárquico Necessário para o então secretário para a Economia e Finanças em 18-11-2014 e apresentei também, em 17-112014,um pedido ao Chefe do Executivo para declarar a nulidade do despacho de 23-09-2014, que determinou o corte do subsídio de residência aos aposentados a partir de Outubro de 2014. Terminados 90 dias em 16-02-2015 e não tendo recebido nenhuma notificação, nos termos do artigo 68 a) do Código do Procedimento Administrativo, por parte do Gabinete do SEF, solicitei ao mesmo Gabinete, em 27-02-2015, a passagem de uma certidão nos termos do CPA para eventual Recurso Contencioso. 2- Hoje, dia 4-3-2015,recebi uma notificação dos Serviços de Finanças comunicando que o secretário para a Economia e Finanças concordou, em 27-02-2015, em manter o despacho de 23-09-2014 e não suspender o acto recorrido, nos termos do artigo 157º /1 e/2 do CPA, por entender que a suspensão acarreta gravíssimos prejuízos ao interesse público porque são largas centenas de milhares de patacas a ser despendidos mensalmente. 3- Tenho conhecimento de que muitos aposentados se queixaram de que se não fossem os cento e tal Recursos interpostos pelos aposentados que beneficiaram do abono das viagens de regresso a Portugal não teriam sido prejudicados pelo despacho de 23-09-2014 do então secretário para a EF. 4- O Decreto-lei 96/99/M, além de manter o direito ao subsídio de residência aos aposentados que foram obrigados a transferir as suas pensões para a Caixa Geral de Aposentações de Portugal também mantém o direito dos aposentados à condição de arrendatários de moradias da RAEM. 5- Ponderadas as eventuais consequências que poderão resultar da interposição de um Recurso Contencioso, que poderão afectar os aposentados, antes da transferência de soberania, arrendatários
de moradias do Estado e até mesmo aqueles que estão a beneficiar do direito a assistência médica, tendo em atenção as consequências que resultaram da interposição de cento e tal Recursos sobre o direito ao subsídio de residência dos aposentados que pediram as passagens de regresso a Portugal apoiados pela APOMAC, mas porque se trata de um acto administrativo nulo, deixo à ponderação dos dirigentes da APOMAC e da ATFPM, que melhor saberão defender os direitos dos seus associados junto dos Tribunais. PERGUNTO ENTÃO AOS SENHORES DEPUTADOS À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA RAEM, ORGÃO FISCALIZADOR DO GOVERNO E AO SENHOR CHEFE DO EXECUTIVO: Se a suspensão do despacho de 23-09-2014 do então secretário para a Economia e Finanças nos termos do artigo 157º do CPA conforme foi requerido no Recurso Hierárquico Necessário por mim interposto não foi aceite por acarretar “gravíssimos prejuízos ao interesse público porque são largas centenas de milhares de patacas a ser despendidos mensalmente” então os responsáveis da tutela que autorizaram o pagamento, aos cerca de mil aposentados, do subsídio de residência, de que resultou um dispêndio de muitos mais milhares de centenas de patacas, deverão reembolsar todos os montantes pagos desde a entrada em vigor da Lei n˚2/2011 até ao mês de Setembro de 2014. SENÃO ONDE ESTÁ A RESPONSABILIZAÇÃO DOS TITULARES DOS ALTOS CARGOS? 4 de Março de 2015
Paulina Santos
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Edite Ribeiro(estagiária); Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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Adela Sou, modelo e designer
“Se se quiser ser pioneiro em Macau, é fácil ter sucesso” Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
“G
do que as outras a nível mundial. Competi com mulheres de mais de 60 países. Isso nunca aconteceu na história de Macau. Uma cidade tão pequena ter conseguido ganhar um prémio, com votos de todo o mundo... As mulheres de Macau não são apenas belas, mas também têm um coração cheio de amor. Acredito absolutamente que as pessoas de Macau têm vontade de realizar sonhos.”
osto sempre de trabalhar de forma flexível.” É Adela Sou quem o diz e, no seu caso, esta flexibilidade aplica-se bem. Estudante do curso de Design do Instituto Politécnico de Macau (IPM), Adela Sou é também modelo. Inicialmente, ser designer parecia-lhe além do jogo uma profissão calma. Durante quatro Para vencer foi preciso a ajuda de muitas anos de licenciatura, Adela começou a pessoas e Adela conseguiu aprender coisas contactar com trabalhos de modelo, tendo “muito diferentes.” Durante o concurso, experimentado passarelle, ‘show girl’ e até pessoas de outros países mostraram-se representação. curiosas por saber como é Macau e Adela Embora se tivesse habituado a esta gostou: aproveitou para apresentar a sua área, o licenciamento em Design levou a cultura, a sua história e mostrar que há sentir-se um pouco perdida entre o trabalho mais além da indústria do Jogo. à frente do público e num palco, entre ser Após ganhar o prémio, além da honra modelo num momento e design noutro. que sentiu, Adela assegura que ganhou ainda Foi aí que surgiu a ideia de estudar e outros valores. Descobriu que as pessoas de trabalhar fora de Macau. Adela conseguiu Macau têm muitos sonhos, mas que ainda a oportunidade de estudar e trabalhar e acham que é difícil concretizá-los, deixando part-time, como desenhadora gráfica numa de caminhar no sentido de os realizar. companhia de design em Tóquio, no Japão, “Fui entrevistada por várias revistas. onde aprendeu também a língua do país. Lembrei-me: porque é que foi uma pessoa Adela ainda chegou a escrever artigos de Hong Kong que me descobriu e não na revista Casino Japan sobre o sector do alguém de Macau?” Jogo na sua cidade natal, mas a jovem Surgiu assim um sentido de missão, assegura que sempre quis expressar que, que levou Adela a criar por cá, não há apenas Jogo. a Aliança dos Concursos Os sonhos, diz, nascem em de Beleza de Macau, em muitas outras áreas. “As mulheres Agosto do ano passado, “No Japão há todas as com outras mulheres preáreas de trabalho que não de Macau não miadas em concursos de existem em Macau. Mas, são apenas belas, beleza. A ideia é procurar muitas pessoas não sabem mulheres belas e com que o facto de não haver mas também têm potencial e fornecer formuitas coisas em Macau, mação de maquilhagem, é valioso. Porque, se se um coração modelo, formas de discurquiser ser pioneiro, é fácil cheio de amor” sar e inglês. Através da ter sucesso.” Aliança, estas mulheres Adela começou a haquerem que Macau se bituar-se a outro estilo da torne mais famoso e, diz-nos Adela, que vida. No Japão, desenhou, leu muitos livros, cada vez mais salvas de palmas se ouçam viveu... mas o seu destino não parou ali. para as mulheres de Macau. Apesar de ter ganho concursos de moda Recentemente, Adela foi actriz numa como o de Miss China e Modelo Internaciocurta-metragem de Hong Kong, algo nal, as participações não trouxeram grandes que considerou um desafio, porque as ajudas à carreira da jovem de Macau, até características do papel eram “totalmente que um especialista em concursos de beleza diferentes” de si. de Hong Kong a descobriu. Foi ele quem Há dois meses, a jovem, com quatro lhe disse que tinha potencial para participar amigos fotógrafos, criou um estúdio de no concurso de beleza Miss Internacional produção fotográfica para modelos, de2013 e a aconselhou a inscrever-se. senhistas e maquilhadoras. Hoje em dia “O especialista disse que é cada vez consegue equilibrar os trabalhos de modelo mais difícil encontrar pessoas para particie designer, apesar de, antes da criação do par nestes concursos, porque não é simples. estúdio, ter desistido da profissão em que se As candidatas devem ter experiência”, licenciou. Mas, aproveitando as vantagens conta Adela ao HM. de um curso como o seu, a jovem consegue A jovem ponderou por muito tempo agora equilibrar as coisas. se seria bom voltar a Macau – ou mesmo “Desenhar e ser modelo podem ser Hong Kong -, fazer formação e candidatarcoordenados juntamente. Actualmente -se, representado Macau. Finalmente, diz, trabalho como desenhadora e directora de o resultado veio a provar que valeu a pena. arte, ao mesmo tempo que trabalho como “Fiquei surpreendida pelo facto de ter actriz e modelo de passerelle.” vencido um prémio conseguindo mais votos
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CTM Falhas no site do GDI devem-se à Huawei
Restauração Não, a Portvgália não abre já
Zheng Anting pede croupiers mais competentes
O restaurante Portvgália não vai abrir ao público para já. Apesar de muito se ter falado sobre a badalada inauguração do tão aclamado restaurante português, sendo que tanto os meios de comunicação locais como os portugueses avançaram, com base num comunicado à imprensa, que a festa de inauguração do restaurante em causa aconteceria hoje, a verdade é o restaurante abre as suas portas durante a noite de hoje, mas fecha-as no mesmo dia, sem com isto ter uma data definitiva de abertura ao público. Para esclarecer, a cerimónia de abertura acontece hoje, mas apenas para aqueles que receberam convite em formato de papel ou via email. O futuro continua uma incógnita. Sem data de abertura oficial, o restaurante continua à espera de vistorias e aprovações. Para já, só apenas alguns privilegiados poderão saborear o verdadeiro Bife à Portvgália.
Japão Mulher mais velha do mundo faz 117 anos
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A pessoa mais velha do mundo, Misao Okawa, mãe de três, avó de quatro e bisavó de seis, completou ontem 117 anos, no Japão. Okawa, uma das poucas pessoas vivas a terem nascido no século XIX “está em boa forma”, disse à AFP um responsável pelo lar onde vive. A japonesa celebrou o aniversário junto da família, incluindo o filho mais velho Hiroshi, de 92 anos, e um bisneto de dois anos. O Japão é também o país de origem do homem mais velho do mundo, Sakari Momoi, de 112 anos. Em 2013, a esperança média de vida para as mulheres no Japão era de 86,61 anos, a maior do mundo, enquanto para os homens era de 80,21, a quarta mais extensa do mundo, de acordo com o Ministério da Saúde.
Seac Pai Van Si Ka Lon exige responsabilidades
Paredes obscuras O
deputado Si Ka Lon considera que as explicações do Executivo sobre o caso das paredes de cartão num dos apartamentos da habitação pública de Seac Pai Van não satisfazem. Lembrando a explicação de que “os empreiteiros têm falta de conhecimentos sobre os critérios da obra”, o deputado defende que esta não convence o público. Numa interpelação escrita, o número dois de Chan Meng Kam considera que o Governo não admitiu as falhas na supervisão do projecto, não tendo também assumido as devidas responsabilidades. “O Regulamento Geral
tiago alcântara
O deputado Zheng Anting defendeu no programa “Macau Talk” do canal chinês da Rádio Macau que os trabalhadores do Jogo devem apostar em mais formação feita no estrangeiro, por forma a fomentarem as suas competências profissionais. Convidado a comentar o desenvolvimento dos trabalhadores do Jogo, Zheng Anting defendeu uma evolução nas carreiras e uma “visão mais ampla fora de Macau”. Não só quer os locais a aprender lá fora, como os estrangeiros a trabalhar cá. “Como o número de trabalhadores do Jogo é dos mais elevados do mundo, podem ser exportados talentos para a indústria do Jogo do sudeste asiático ou para outros países do mundo. Isso poderia ser considerado pelo sector”, apontou. O número dois de Mak Soi Kun no hemiciclo acrescentou ainda que Macau não pode depender da indústria do Jogo numa altura em que o sector está numa fase de ajustamento. Por isso, Zheng Anting acredita que poderiam ser utilizados recursos financeiros para o desenvolvimento das Ciências ou das Tecnologias de Inovação, tal como a agricultura biológica.
cartoon por Stephff
A Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM) emitiu um comunicado, citado pela edição online da revista Macau Business, onde afirma que a Huawei é a empresa responsável pelo surgimento de conteúdos pornográficos do website do Gabinete para o Desenvolvimento de Infraestruturas (GDI). “Não houve qualquer fuga ou falha nos sistemas da CTM, o incidente foi causado exclusivamente por uma falha do design no software iCache, fornecido à CTM.” Segundo a empresa de telecomunicações, o fornecedor emitiu um pedido de desculpas “por qualquer inconveniente causado aos utilizadores da CTM e por danificar a reputação da CTM”.
Se as paredes estão cheias de papéis, será que isso preenche os critérios de segurança?”
de Construção Urbana exige que todos os materiais das obras e os equipamentos interiores dos apartamentos preencham requisitos básicos de segurança. Se as paredes estão cheias de papéis, será que isso preenche os critérios de segurança?”, questionou. O deputado adiantou ainda que a qualidade das habitações públicas em Macau é questionada com frequência, mas a assumpção das responsabilidades por parte das entidades nunca foi clara. Si Ka Lon revela-se “preocupado” sobre a altura em que as autoridades irão elaborar um “relatório de investigação transparente”, por forma a esclarecer as responsabilidades e a eliminar as preocupações sentidas pelos residentes. Recorde-se que o Governo já assegurou não ter ainda resolvido a questão porque não sabe quem é o dono da fracção ou sequer qual a fracção em causa, uma vez que o proprietário não dá a cara.
Nova Deli Pai da vítima de violação defende que todos deviam ver o documentário
O
pai da jovem que morreu após ter sido violada por seis homens em Nova Deli disse ontem que toda a gente devia ver o documentário da BBC sobre o ataque transmitido pela BBC, mas proibido na Índia. A emissora britânica antecipou a estreia do documentário “A filha da Índia” para quarta-feira (estava agendado para domingo, dia 08, quando se assinala o Dia Internacional da Mulher), alegando interesse público, depois de um tribunal indiano ter proibido as emissoras locais de o transmitir. O filme gerou um aceso debate na Índia,
já que inclui uma entrevista em que um dos condenados, Mukesh Singh, culpou a vítima de 23 anos, dizendo que não devia ter saído naquela noite e que não devia ter resistido à violação. O pai da jovem, que quis permanecer anónimo, defendeu ontem que os comentários de Singh deviam ser expostos publicamente e que “toda a gente devia ter o filme”, citado pelo canal NDTV. “Se um homem pode falar assim na prisão, imaginem o que diria se estivesse livre”, afirmou, descrevendo o documentário como “uma verdade amarga”.
A mãe da vítima disse à NDTV que planeava transmitir o documentário antes da decisão do tribunal, que não se opunha à proibição, mas acreditava que a postura de Singh é comum na Índia. “Não me interessa o que o Governo faz, proíbe o filme, não proíbe o filme, o que sei é que ninguém está com medo. Não é apenas Mukesh que pensa assim”, afirmou. Na noite de 16 de Dezembro de 2012, a estudante foi violada e torturada por seis homens num autocarro em movimento em Nova Deli, tendo morrido 13 dias mais tarde num hospital em Singapura.