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Hoje Macau 6 DEZ 2018 #4188

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

QUINTA-FEIRA 6 DE DEZEMBRO DE 2018 • ANO XVIII • Nº 4189

FERIADOS

GOVERNO VOLTA ATRÁS PÁGINA 8

QUARTA PONTE

METRO RISCADO

h ANTÓNIO CABRITA

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hojemacau

www.hojemacau.com.mo•facebook/hojemacau•twitter/hojemacau

SUJATA BHATT

Estamos entendidos A visita de Estado de Xi Jinping a Portugal terminou ontem. Do encontro com António Costa sairam 17 acordos bilaterais, com destaque para o memorando de entendimento sobre a iniciativa “Uma Faixa, uma Rota”. Numa declaração conjunta, os dois países repudiam o proteccionismo e defendem os direitos humanos. GRANDE PLANO • PÁGINA 11 • ÚLTIMA

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

MÁRIO CRUZ/LUSA

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2 grande plano

O Presidente chinês destacou os “pontos de convergência e interesses comuns” entre Portugal e a China, no discurso do jantar oficial oferecido pelo seu homólogo português no palácio da Ajuda. Por seu turno, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou uma visita oficial à China em Abril e a assinatura de um memorando ao abrigo da política “Uma Faixa, uma Rota”

6.12.2018 quinta-feira

XI JINPING EM PORTUGAL

CHA COM XI “O ´

S pontos de convergência e os interesses comuns no aprofundamento das relações bilaterais estão a aumentar constantemente, e a amplitude e a profundidade da nossa cooperação são inéditas”, sublinhou na intervenção, ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa. No início do discurso, uma versão escrita a que a Lusa teve acesso, e após os agradecimentos formais, o líder chinês destacou a “história e civilização longa” a “herança cultural rica” de Portugal, e definiu o povo português como “trabalhador, sábio, aberto e inclusivo” com espírito empreendedor e pioneiro”, contribuindo “para o progresso da humanidade e ao intercâmbio entre as culturas orientais e ocidentais”. Xi Jinping recordou a chegada dos portugueses à China, recordou Tomás Pereira “que introduziu na China estudos e conhecimentos ocidentais”, José de Espinha, que “ocupou o cargo de director do departamento de astronomia durante a dinastia Qing” ou a introdução na Europa, pelos portugueses, da “porcelana com heráldica”. O líder chinês assinalou ainda a importância do estabelecimento das relações diplomáticas bilaterais em 1979, a forma como os dois países, em 1999, “resolveram de forma apropriada a questão de Macau através de consultas amigáveis”, ou o estabelecimento pelos dois países em 2005 da Parceria Estratégica Global.

PRESIDENTE CHINÊS SUBLINHA “CONVERGÊNCIA E INTERESSES”

No seu discurso, o chefe de Estado chinês congratulou-se com o “enriquecimento do conteúdo estratégico das relações sino-portuguesas”, existência de uma “confiança política mútua” e uma “cooperação pragmática” em vários domínios.

UM PAÍS, MIL BACALHAUS

Xi Jinping, após citar um provérbio chinês e fazer referência às “mil e uma maneiras de cozinhar bacalhau” em Portugal, enfatizou a “capacidade de aceitar e aprender tudo que é bom e inovar com base nisso” e que “está nos genes das culturas chinesa e portuguesa”, uma “força motriz originar que os chineses e portugueses dispõe para criar um futuro brilhante”. Ao recordar os 40 anos de relações diplomáticas que se celebram em 2019, o Presidente da China desejou “um bom uso dessa oportunidade” pelo “reforço da confiança política mútua”, uma “maior sinergia entre as estratégias de desenvolvimento na perspectiva do projecto “Uma Faixa e Uma Rota” e que lance uma “nova jornada de desenvolvimento” na Parceria estratégica bilateral. O discurso terminou com um brinde “à prosperidade da República Portuguesa”, à “amizade entre os povos de Portugal e China”, à “saúde” do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e à de “todos os amigos presentes”. O Presidente da China, Xi Jinping, terminou ontem uma visita oficial de dois dias a Portugal com

a assinatura de diversos acordos bilaterais. O Presidente chinês e a sua delegação foram recebidos na Assembleia da República por Eduardo Ferro Rodrigues e seguiram depois para o Palácio de Queluz, onde Xi Jinping se encontrou com primeiro-ministro português, António Costa, antes da partida ao início da tarde.

ABRIL EM PEQUIM

O Presidente português anunciou a assinatura de um memorando de entendimento bilateral sobre a iniciativa chinesa de investimento em infra-estruturas "Uma Faixa, Uma Rota" e uma visita à China no próximo ano, também nesse quadro. Marcelo Rebelo de Sousa falou no Palácio de Belém, após um encontro com o Presidente chinês, Xi Jinping, que adiantou depois que o chefe de Estado português irá estar presente na segunda edição do fórum "Uma Faixa, Uma Rota" e fará uma visita de Estado à China, em Abril. O Presidente português considerou que a sua deslocação à China em 2019, "correspondendo a convite acabado de formular" por Xi Jinping, e "a assinatura de um memorando de entendimento" sobre a iniciativa "Uma Faixa, Uma Rota" simbolizam a parceria entre os dois Estados. "Simbolizam bem a parceria que desejamos continuar a construir, com diálogo político regular e contínuo, a pensar no muito que nos une", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações conjuntas com o Presidente chi-

nês aos jornalistas, sem direito a perguntas. Sobre a cooperação económica e financeira entre a China e Portugal, o chefe de Estado português descreveu-a como "forte", acrescentando: "E queremos que seja sustentável e duradoura no futuro". No seu entender, também "pode e deve avançar" a cooperação luso-chinesa "na comunidade que fala português, até porque a língua portuguesa é uma das mais faladas no globo e porventura a liderante no hemisfério sul". Por outro lado, Marcelo Rebelo de Sousa saudou a "cooperação cultural, universitária, científica, tecnológica", dizendo que "cresce de dia para dia". O Presidente português considerou que esta visita de Estado de Xi Jinping a Portugal "pode fazer história" e referiu que acontece "quase 40 anos depois" do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países. A viagem de Xi Jinping a Lisboa foi a primeira visita oficial de um chefe de Estado chinês a Portugal desde Outubro de 2010, quando o então Presidente da China, Hu Jintao, veio promover a Parceria Estratégica Global entre Portugal e a China. Xi Jinping também veio antecipar início das comemorações do Ano da China em Portugal e do Ano de Portugal na China e recordar os 40 anos das relações diplomáticas entre os dois países.

PARLAMENTO BLOCO DE ESQUERDA E PAN DE FORA DA RECEPÇÃO AO PRESIDENTE CHINÊS

O

Presidente chinês assinou ontem o nome e a data no livro de honra do Parlamento português, reuniu-se com o presidente da Assembleia da República e posou para fotografias, na ausência de BE e PAN. O séquito chinês chegou pelas 10:52 e foi recebido por Ferro Rodrigues, na

escadaria exterior, seguindo para os passos perdidos do parlamento, onde cumprimentou os vice-presidentes da Assembleia da República, os presidentes dos grupos parlamentares - à excepção de representantes bloquistas e do PAN -, o membros da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades

Portuguesas, os secretários da Mesa da Assembleia da República e a presidente do grupo parlamentar de Amizade Portugal-China. "A República Popular da China é um dos nossos maiores parceiros comerciais, e os seus empresários são dos que mais apostam na nossa economia. Aqui investem

e criam riqueza. Fazem-no agora, mas fizeram-no também em circunstâncias adversas", continuou Ferro Rodrigues. O segundo magistrado da nação realçou a "condição de país marítimo, de país de pontes" para declarar que Portugal se posiciona, "na comunidade internacional, enquanto

"membro pleno e empenhado na União Europeia", a favor de "cooperação" e "abertura", em vez de "confrontação" e "isolamento". "É neste espírito que acompanhamos, com grande interesse, a iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota', ou não fosse Portugal um cruzamento entre a rota da seda

terrestre e a roda da seda marítima. Muitas oportunidades podem surgir com esta iniciativa. Em particular, o crescimento do porto de Sines, com o enorme potencial de se tornar uma plataforma intercontinental e de acesso da China aos mercados europeus", disse ainda Ferro Rodrigues.


grande plano 3

quinta-feira 6.12.2018

LUSA

De gafe em gafe Augusto Santos Silva confunde China com Taiwan e diplomata chamou DDT a Xi

A

visita do presidente Xi Jinping também ficou marcada por algumas gafes do lado português. O mote foi dado pelo ministro para os Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, ainda antes da visita, numa entrevista à emissora TDM, que foi transmitida no telejornal de domingo. Quando fazia a antevisão da deslocação do presidente chinês a Portugal, Augusto Santos Silva trocou a denominação do Governo do Interior da China com a denominação nacionalista, que vigora em Taiwan. “Será uma visita com muitos resultados substantivos. Nós teremos uma declaração conjunta, nós assinaremos vários memorandos de entendimento e de acordo com a República da China em vários domínios, que vão do domínio científico ao económico”, afirmou Augusto Santos Silva. A República da China foi estabelecida em 1912 com a queda da Dinastia Qing. No entanto, após a guerra civil, o Partido Nacionalista (Kuomintang) foi substituído no poder pelo Partido Comunista, que declarou, em 1949, a criação da República Popular da China. A denominação República da China continua em vigor em Taiwan, que é vista como uma província rebelde pelo Governo Comunista. Todavia, em 1992, as duas partes assinaram um acordo em que se comprometiam a reconhecer que só existia uma única China, apesar da controvérsia e interpretações distintas. O HM contactou o ministro através dos assessores do MNE sobre este assunto, mas até ao fecho da edição de ontem não tinha sido recebido qualquer resposta. Apesar da gafe, Augusto Santos Silva não está a ser investigado, ao contrário de um diplomata português que escre-

Insólito Vídeo de Marcelo a salivar torna-se viral Xi assinalou a importância do estabelecimento das relações diplomáticas bilaterais em 1979 e a forma como os dois países, em 1999, “resolveram de forma apropriada a questão de Macau através de consultas amigáveis”.

O Presidente português considerou que esta visita de Estado de Xi Jinping a Portugal “pode fazer história” e referiu que acontece “quase 40 anos depois” do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países

Um vídeo de Marcelo Rebelo de Sousa tornou-se viral, depois do Presidente português ter sido captado a babar-se depois de cumprimentar Xi Jinping. Após terminar o aperto de mão, surge da boca do presidente português um fio de saliva, que é imediatamente limpo com a mão. Segundo as imagens captadas em directo, o Presidente chinês apercebeu-se da situação.

veu no Facebook que Xi Jinping é o novo DDT. A expressão, que significa Dono Disto Tudo, foi utilizada por Paulo Chaves, chefe de divisão de informação e imprensa dos Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), e generalizou-se para definir a influência de Ricardo Salgado na política e negócios portugueses, antes da falência do Banco Espírito Santo. O episódio aconteceu na terça-feira, quando Paulo Chaves postou uma fotografia da aterragem do Presidente chinês e deixou o seguinte o comentário: “O dragão aterrou”, em inglês. Contudo, um internauta fez-lhe a seguinte pergunta: “já estão todos de cócoras e prontos para beijar a barra do casaco?”. Foi na resposta que Paulo Chaves utilizou a expressão DDT. Ao jornal Público, Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), prometeu uma investigação ao “episódio lamentável”. O político socialista considerou igualmente que o comentário não é “de todo” adequado, “mesmo que em contexto de conversa privada ou em registo irónico”. Foi igualmente explicado que os diplomatas estão obrigados a regras de conduta e de comportamentos em público. J.S.F.


4 política

GCS

6.12.2018 quinta-feira

PENSÕES ILEGAIS WONG SIO CHAK CONSIDERA DIFERENÇA DE OPINIÕES “NORMAL”

Desarmonia pacífica De um lado, Sónia Chan e Wong Sio Chak, contra a criminalização de pensões ilegais. Do outro, Alexis Tam, com a tutela que decide sobre o assunto, a favor da alteração. Enquanto o tema divide o Governo, o Chefe do Executivo diz que vão “fazer como fazem sempre”, encomendar mais um estudo

O

secretário para osAssuntos Sociais é o responsável pelas políticas que podem combater o fenómeno das pensões sociais, mas Sónia Chan também está contra a criminalização. Foi desta forma que Wong Sio Chak, secretário para a Segurança abordou a “normal” diferença de opiniões sobre o assunto, que surgiu durante as Linhas de Acção Governativa. Desde o início, Wong Sio Chak tem-se mostrado contra a

criminalização e ontem, depois de ter considerado como normal a diferença de opiniões dentro do Governo, apontou que a sua posição tem o apoio da tutela da Administração e Justiça. “É normal que os dirigentes das diversas tutelas expressem opiniões diferentes sobre vários temas. O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, estando a sua tutela a elaborar políticas de combate às pensões ilegais, tem o direito, poder e

Apoios Aumentos das pensões já em Janeiro

A Primeira Comissão da Assembleia Legislativa está a trabalhar para que o aumento das pensões de aposentação e sobrevivência seja votado o mais depressa possível e entre em vigor já em Janeiro. A situação foi explicada por Ho Ion Sang, ontem, no final de mais uma reunião. O deputado aproveitou para elogiar a medida: “O Governo mostra que toma conta e que tem carinho pelas pessoas que têm necessidades. Com estes aumentos é possível fazer face ao aumento do custo de vida e inflação”, disse Ho. No que diz respeito às pensões de aposentação, passa a haver um valor uniformizado de 7.650 patacas, com os aumentos dos valores actuais a variarem entre 425 e 1.700. Em relação às pensões de sobrevivência, o valor passa a ser de 5.100 para todos os escalões, com os aumentos a variarem entre 425 e 2.125 patacas.

dever de impulsionar trabalhos de avaliação da proposta de lei”, começou por dizer o secretário para a Segurança, ontem, na Assembleia Legislativa, à margem dos trabalhos de uma comissão. Wong Sio Chak explicou depois que a sua tutela tem aprofundado o assunto com as áreas de Alexis Tam e Sónia Chan, e que a última tem tido uma posição mais próxima da sua: “As áreas daAdministração e Justiça e da Segurança partilham de pontos de vistas semelhantes”, frisou.

Por outro lado, Wong Sio Chak reconheceu que caso a posição de Alexis Tam reúna consenso que “a tutela da Segurança vai colaborar integralmente e apresentar as suas opiniões”.

RAIZ DO PROBLEMA

Mesmo assim, o secretário para a Segurança voltou a insistir no argumento de que o principal problema é as autoridades não saberem quem são os responsáveis pelos arrendamentos ilegais. Em causa está o facto de, habitualmente, não existirem registos de contratos de arrendamento. “A principal dificuldade na execução da lei centra-se em encontrar a pessoa que presta o alojamento ilegal”, apontou. “Mesmo que se criminalizem as situações de pensão ilegal, a raiz do problema não será resolvida”, explicou. Wong aponta como solução a criação de um sistema de registo de contratos de arrendamento, que permita às autoridades saberem quem é o responsável pelas pensões ilegais. De acordo com esta

ideia, a informação só poderia ser consultada “com aprovação de um juiz”. Ainda em relação à criminalização, o secretário para a Segurança diz que mesmo que seja crime vai ter uma pena leve, mais provavelmente aplicada de forma suspensa, pelo que defende que a multa actual, entre 200 mil e 800 mil patacas é suficiente para combater o fenómeno. Wong Sio Chak entende que a prioridade é facilitar o acesso à informação sobre os arrendatários.

PALAVRA DE CHUI

Também o Chefe do Executivo abordou ontem o diferendo que se instalou no seio do Governo. Antes de partir para Pequim, Chui Sai On disse que vai aplicar a receita do costume para lidar com a situação. “Os dois secretários tiveram opiniões diferentes nas LAG e toda a população está atenta, mas o Governo tem um procedimento administrativo para tratar esse tipo de casos [...] vamos fazer como sempre fizemos. Como ainda não temos certeza sobre a medida perfeita, primeiro temos de fazer um estudo e depois divulgamos a medida”, disse quando questionado sobre o tema. Quem se quis manter à margem da polémica foi Raimundo do Rosário, secretário para os Transportes e Obras Públicas. “É uma questão que não tem nada a ver comigo. Não é da minha tutela e só tenho opiniões sobre as coisas da minha tutela”, sublinhou. João Santos Filipe com A.S.S. info@hojemacau.com.mo


política 5

quinta-feira 6.12.2018

PSP com esteróides José Pereira Coutinho e Sulu Sou preocupados com alargamento de poderes

O deputado ligado à Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) defendeu ainda que o aumento de poderes não é acompanhado pela correspondente supervisão. “Este aumento substancial de

poderes policiais sem necessidade de mandato judicial não é acompanhado de supervisão e controlo por parte da Comissão de Fiscalização de Disciplina das Forças de Segurança de Macau, que aos olhos da população não é

mais do que um ‘tigre de papel’, sem mínimos poderes e competências para controlar os abusos policiais”, justificou. Também Vong Hin Fai, presidente da comissão, confirmou que houve dois deputados contra

“Quer o termo vigiar, observar ou mesmo espiar não são condutas respeitadoras da parte final do artigo 30 da Lei Básica, que concede o direito dos cidadãos à reserva da intimidade da vida privada e familiar.” JOSÉ PEREIRA COUTINHO DEPUTADO

TIAGO ALCÂNTARA

A

3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa terminou a análise da proposta final da lei do Corpo de Polícia de Segurança Pública, mas nem todos os deputado estão de acordo com a última versão apresentada pelo Governo. Em causa está uma das competências do CPSP, definida da seguinte forma: “Observar quaisquer comportamentos susceptíveis de perturbar a tranquilidade e afectar o normal quotidiano”. Anteriormente, este ponto já tinha levado discussão, com o Governo a substituir a expressão “vigiar” por “observar”. Contudo, as alterações não foram suficientes para convencer os deputados José Pereira Coutinho e Sulu Sou. “Disse em várias reuniões da comissão que esta norma é nova e inovadora porque não especifica onde e em que locais são vigiados, como devia ser mencionado. Assim permite que todas as pessoas sejam vigiadas, quer estejam em espaços públicos ou privados”, explicou, no final, Coutinho, ao HM. “A nosso ver, quer o termo vigiar, observar ou mesmo espiar não são condutas respeitadoras da parte final do artigo 30 da Lei Básica, que concede o direito dos cidadãos à reserva da intimidade da vida privada e familiar”, acrescentou.

este artigo em questão, mas que a maioria da comissão aceitou as explicações do Governo. “A maioria da comissão aceitou a redacção final apresentada pelo Governo. Só houve dois membros que não concordaram”, disse, no final da manhã de ontem, ao HM. “Um dos membros da comissão diz que este artigo simplesmente não é necessário. O outro tem reservas, porque considera que é redundante. Ainda em relação a estas queixas, Vong Hin Fai disse que a expressão “observar” assenta no pressuposto de existirem indícios de “comportamentos susceptíveis de perturbar a tranquilidade e afectar o normal quotidiano”. J.S.F. / D.M.

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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 693/AI/2018

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 727/AI/2018

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor LE TIEN THUONG, portador do passaporte do Vietnam n.° B4725xxx e Título de Identificação de Trabalhador Não-Residente n.° 20661xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 50.1/DI-AI/2017 levantado pela DST a 08.03.2017, e por despacho da signatária de 26.11.2018, exarado no Relatório n.° 635/DI/2018, de 15.11.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua do Terminal Marítimo n.os 93-103, Edf. Centro Internacional de Macau, Bloco 3, 2.° andar G, Macau.-------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-----------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo DecretoLei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.---------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora ZHOU YUGUI, portadora do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.º C07325xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 53/DI-AI/2017 levantado pela DST a 08.03.2017, e por despacho da signatária de 22.11.2018, exarado no Relatório n.° 664/DI/2018, de 12.11.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua Francisco H.Fernandes n.° 23, Edf. Hot Line, 15.° andar AF onde se prestava alojamento ilegal.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-----------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.---------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.-----------------------------------

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 26 de Novembro de 2018.

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 22 de Novembro de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 729/AI/2018

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 751/AI/2018

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor ZHANG KUN, portador do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.º C36297xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 27/DI-AI/2017 levantado pela DST a 07.02.2017, e por despacho da signatária de 26.11.2018, exarado no Relatório n.° 665/DI/2018, de 12.11.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Nagasaki n.° 80, Kam Fung Tai Ha, Bloco 1, 18.° andar A onde se prestava alojamento ilegal.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-----------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo DecretoLei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.---------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora LU YAN, portadora do Passaporte da RPC n.° E26681xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 126/DI-AI/2016 levantado pela DST a 24.10.2016, e por despacho da signatária de 26.11.2018, exarado no Relatório n.° 685/DI/2018, de 20.11.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Praceta de Miramar n.° 51, Jardim San On, Bloco 3, 7.° andar M, Macau onde se prestava alojamento ilegal.------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-----------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo DecretoLei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.---------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 26 de Novembro de 2018.

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 26 de Novembro de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes


6 política

6.12.2018 quinta-feira

QUADROS QUALIFICADOS COMISSÃO DE TALENTOS TRABALHA NA IMPORTAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA

De braços bem abertos

ACORDO SOBRE “UMA FAIXA, UMA ROTA”

O Chefe do Executivo não deu ontem uma data para a implementação do novo programa de contratação de quadros qualificados no exterior, mas garantiu que a Comissão de Desenvolvimento de Talentos já está a trabalhar no plano anunciado pelo secretário Lionel Leong

Chui Sai On, Chefe do Executivo “Temos a necessidade de rever as actuais políticas e medidas no que diz respeito à contratação dos quadros qualificados e a sua introdução nas diferentes áreas.”

A

PESAR das críticas que se fizeram ouvir oriundas das associações tradicionais do território, como é o caso da Federação das Associações dos Operários de Macau e Associação da Nova Juventude Chinesa, entre outras, o novo plano de contratação de quadros qualificados no estrangeiro vai mesmo avançar, disse ontem o Chefe do Executivo, Chui Sai On.

“A ideia de introduzir talentos altamente qualificados gera preocupação e discussão na sociedade, mas o Governo já deu instruções à Comissão de Desenvolvimento de Talentos para dar o respectivo acompanhamento”, disse ontem o governante em conferência de imprensa noAeroporto Internacional de Macau, antes de partir para Pequim. Chui Sai On deixou claro que Macau deve repetir o modelo que tem vindo a ser adoptado por

outras regiões do sul da China relativamente à política de recursos humanos. “Temos a necessidade de rever as actuais políticas e medidas no que diz respeito à contratação de quadros qualificados e a sua introdução nas diferentes áreas, e tomar como referências as medidas das regiões vizinhas. Macau não pode ficar para trás na competição regional.” A semana passada, na Assembleia Legislativa, durante o debate

das Linhas de Acção Governativa para o próximo ano, o secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, anunciou o programa que vai permitir que não residentes procurem trabalho no território sem contrato de trabalho prévio, podendo também abrir empresas.

SEM CALENDÁRIO

Sem conseguir definir um calendário para a implementação, uma vez que ainda será feita uma consulta

C

hui Sai On partiu ontem para Pequim para assinar um novo acordo no âmbito da política nacional “Uma Faixa, Uma Rota”. O Chefe do Executivo mostrou-se satisfeito pelo facto de se ter chegado a um acordo nesta matéria. “Este acordo resulta de um período de estudos e negociações. Após a assinatura formal, os nossos colegas e representantes da comissão vão realizar uma reunião conjunta dando início ao trabalho. O Governo da RAEM terá uma série de tarefas relacionadas com esta medida, como a criação de uma equipa de trabalho liderada por mim e composta pelos cinco secretários”, apontou.

pública e estudos internos, o Chefe do Executivo disse que não é certo se estes quadros qualificados terão acesso ao bilhete de identidade de residente. “Vamos estudar todas as possibilidades. Há várias propostas, mas vamos estudar”, frisou. Chui Sai On lembrou que “é responsabilidade” do Executivo garantir a competitividade da economia, numa altura em que as empresas, incluindo as concessionárias de jogo, se deparam com falta de recursos humanos. “É da nossa responsabilidade manter a competitividade e o desenvolvimento sustentável de Macau para garantir a prosperidade e estabilidade a longo prazo. Os quadros qualificados são uma das pedras basilares do desenvolvimento e o Governo dá muita atenção à formação de quadros.” Apesar da aposta na procura de quadros estrangeiros, o Chefe do Executivo deixou claro que a aposta nos quadros locais vai manter-se. “Em conjunto com os diferentes sectores da sociedade vamos envidar esforços nesse sentido, sobretudo na procura e expansão do potencial e capacidades dos jovens, procurando oportunidades para a ascensão nas suas carreiras”, rematou. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

PONTE NOBRE DE CARVALHO PEREIRA COUTINHO QUER CIRCULAÇÃO DE MOTAS

O

deputado José Pereira Coutinho interpelou o Governo por escrito com o intuito de exigir que a Ponte Governador Nobre de Carvalho passe a ter circulação exclusiva de motas. “Actualmente, as três

pontes estão sobrecarregadas, e o número de carros particulares e motas tem aumentado rapidamente, o Governo deve definir um plano concreto para abrir a ponte à circulação exclusiva de motas, com a velocidade

máxima de 50 quilómetros por hora.” Pereira Coutinho apontou ainda que a Ponte Governador Nobre de Carvalho já atingiu o máximo da sua capacidade, uma vez que apenas os autocarros circu-

lam nesta infra-estrutura, que foi erguida há 50 anos. A ideia do deputado surgiu após a ocorrência de vários acidentes, alguns deles mortais, nas pontes da Amizade e Sai Van. Nesse sentido, “o Governo deve

considerar abrir o tabuleiro inferior da Ponte Sai Van para a circulação exclusiva de motas, estabelecendo uma velocidade máxima por forma a avaliar a pressão do trânsito entre Macau e Taipa e reduzir a frequência de aci-

dentes”. Coutinho também quer que o Governo proíba a circulação de motas na ponte da Amizade, para “evitar a repetição de semelhantes acidentes mortais”. A.S.S.


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quinta-feira 6.12.2018

TÁXIS RAIMUNDO FALA DE “CONSENSO POSSÍVEL”

“É

GCS

o consenso possível” – foi desta forma que o secretário para os Transportes e Obras Públicas, descreveu a versão final da proposta de lei sobre os táxis que está a ser ultimada e que vai subir, em breve, a plenário, para ser votada em sede de especialidade. Raimundo do Rosário respondia aos jornalistas, à saída da reunião da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), após ser questionado se estava satisfeito com o produto final, uma vez finda a discussão na especialidade. Essa última versão do diploma deve ser entregue, a curto trecho, pelo Governo aos deputados, mas o debate propriamente dito chegou ao fim, estando a faltar depois apenas reuniões da assessoria para acertos técnicos e, finalmente, o parecer, como confirmou o presidente da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), Vong Hin Fai. Não obstante, há um ponto que continua a ser contestado: a exclusão de câmaras no interior dos táxis. Isto porque deputados, representantes do sector e sociedade em geral concordam, mas o Governo não, tendo dado como terminada a discussão. “A Comissão chegou a ouvir as opiniões da sociedade e dos representantes do sector e não houve ninguém a opor-se à instalação do aparelho de gravação de imagem”, afirmou. “A maioria mostrou-se a favor desde que não captem a face”, pelo que “houve membros [da Comissão] que voltaram a transmitir essa sugestão”, esperando que o Executivo “venha a reponderar”, realçou Vong Hin Fai, dando conta, porém, de que “o Governo não respondeu”. A proposta de lei prevê apenas a instalação de aparelhos de gravação de áudio. D.M.

Está definitivamente afastada a possibilidade de o Metro Ligeiro vir a passar pela futura ligação entre Macau e a Taipa. O concurso para a concepção e construção da quarta ponte foi lançado ontem, prevendo-se que a empreitada esteja concluída dentro de três anos

QUARTA PONTE METRO LIGEIRO DE FORA DA NOVA LIGAÇÃO

Fim da linha

O

Metro Ligeiro não vai passar pela quarta ligação entre Macau e a Taipa. A informação foi confirmada ontem pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, no mesmo dia em que foi aberto o concurso para a concepção e construção da ponte que deve conhecer a luz do dia dentro de aproximadamente três anos. “Não. [Essa possibilidade] está afastada”, afirmou Raimundo do Rosário, aos jornalistas, à margem de uma reunião com os deputados da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), sem adiantar como vai ser feita então a ligação do Metro Ligeiro. “Depois verão. Foi assinado, a 31 de Outubro, o contrato sobre o estudo de viabilidade da linha leste e amanhã [hoje] venho às Linhas de Acção Governativa [LAG] e depois certamente saberão mais”, respondeu o secretário para os Transportes e Obras Públicas, referindo-se ao trajecto que, à luz do plano, vai ligar o Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa (Pac On), a zona A dos novos aterros e as Portas do Cerco. Raimundo do Rosário também não quis adiantar

mais informações sobre o concurso para a concepção e construção da quarta ponte que vai ligar Macau à Taipa, lançado ontem, cujo prazo de execução é de 1440 dias, ou seja, sensivelmente três anos. “Não tenho muitos pormenores a dar”, apontou, remetendo informações a respeito para o portal do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI). “Neste momento, também não é conveniente dizer mais”, dado que “as empresas vão preparar as suas propostas”. Segundo dados disponibilizados no ‘site’ do GDI,

a quarta ponte entre Macau e a Taipa vai irromper no lado leste da zona A dos novos aterros e ligar a ilha artificial do posto fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, à zona E1 dos novos aterros, estando ainda planeado um viaduto para ligação com o túnel da Colina da Taipa Grande. A linha principal da ponte terá aproximadamente de 3,1 quilómetros de comprimento, com um troço sobre o mar de cerca de 2,9 quilómetros, com instalação de duas pontes sobre vãos navegáveis. A estrada da linha principal da ponte vai ter oito fai-

Quarta ponte entre Macau e a Taipa vai nascer no lado leste da zona A dos novos aterros e ligar a ilha artificial do posto fronteiriço da Ponte Hong Kong-ZhuhaiMacau, à zona E1 dos novos aterros

xas de rodagem nos dois sentidos, ficando as duas centrais reservadas como via especial para ciclomotores e motociclos.

CONCURSO LIMITADO

A concepção e construção da quarta ponte vai ser adjudicada através de um concurso limitado por prévia qualificação. Uma modalidade à luz da qual apenas podem apresentar propostas as entidades convidadas pelo dono da obra, após terem sido previamente qualificadas para o efeito por este, mediante o preenchimento de requisitos e condições fixados anteriormente. Segundo o anúncio, publicado pelo GDI em Boletim Oficial, são admitidos como concorrentes as entidades inscritas na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT),

bem como empresas de fora desde que participem através de consórcios com entidades com sede em Macau. A dar-se esse caso, deve ser constituído no máximo por três membros, sendo que a participação de cada um não deve ser inferior a 10 por cento, enquanto a do líder deve ultrapassar a fasquia dos 50 por cento. A primeira fase do concurso corresponde à fase de requerimento pela qualificação de candidatura dos concorrentes, com os primeiros sete qualificados a garantirem entrada na segunda fase: a de elaboração de propostas. As candidaturas para a primeira etapa têm de ser entregues até 27 de Fevereiro, estando o acto público de abertura marcado para o dia seguinte. Os trabalhos de elaboração do estudo de viabilidade da quarta ponte Macau-Taipa tiveram início em 2016. Em Novembro desse ano foram submetidos à apreciação do Governo Central que, em Julho de 2017, respondeu às autoridades de Macau, exigindo a realização de um estudo complementar sobre as condições de segurança de navegação nos canais marítimos. A definitiva “luz verde” final chegou apenas em Março último, tendo os trabalhos de concepção preliminar sido concluídos em Julho, segundo o GDI.

MILHÕES EM CONTRATOS

Segundo despachos do Chefe do Executivo, publicados em Boletim Oficial, foram assinados já pelo menos dois contratos relativos à quarta ponte entre Macau e a Taipa. O primeiro, datado 2016, diz respeito à concepção preliminar, adjudicado à estatal chinesa CCCC Highway Consultants, por 75,19 milhões de patacas, dividido por três anos (até 2019). Já o segundo prende-se com a prestação de serviços de fiscalização, gestão de projectos e de preços, entregue à OveArup & Partners Hong Kong, pelo montante global de 188,37 milhões de patacas, a pagar em tranches até ao ano 2021. Diana do Mar

dianadomar@hojemacau.com.mo


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6.12.2018 quinta-feira

FERIADOS GOVERNO RECUA E RETIRA PROPOSTA DE MECANISMO DE SUBSTITUIÇÃO

Arrepiar caminho

Segurança Social Pensões de idosos e de invalidez sobem para 3630 patacas

O Fundo de Segurança Social (FSS) apresentou ontem ao Conselho Permanente de Concertação Social a proposta de aumento das pensões de idosos e de invalidez na ordem dos 5,1 por cento. Já os subsídios de desemprego, nascimento, casamento, de funeral e a pensão social vão ter subidas que podem ir até aos 5,8 por cento. Na prática, os idoso vão passar a receber pensões de 3630 patacas um valor cerca de 200 patacas superior ao actual. O mesmo se aplica às pensões de invalidez. No total, o FSS vai gastar 4,6 mil milhões de patacas, sendo que a despesa relativa à pensão de idosos corresponde a 4,2 mil milhões. A actualização de valores implica um gasto de mais 230 milhões de patacas, em comparação com os gastos correntes.

Portas do Entendimento Aberto concurso público para reparação

A Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) lançou um concurso público para a realização de obras de reparação das Portas do Entendimento. Segundo o anúncio, publicado ontem em Boletim Oficial, as propostas devem ser entregues até 7 de Janeiro, sendo que no próximo dia 12 realiza-se uma sessão de esclarecimento sobre a empreitada. O prazo máximo de execução da obra de reparação encontra-se fixado em 566 dias.

A proposta de revisão da lei das relações laborais conheceu ontem um volte-face após a reunião do Conselho Permanente de Concertação Social. O mecanismo de selecção de feriados “três em quatro” está excluído devido à falta de consenso, revelou o secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong

O

Governo voltou atrás e vai excluir o mecanismo de substituição de feriados obrigatórios por feriados não obrigatórios da proposta de revisão da lei das relações laborais. A informação foi dada ontem pelo secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, após reunião do Conselho Permanente de Concertação Social (CPCS) onde se discutiu esta matéria. “Em relação à transferência de feriados obrigatórios para feriados públicos, a divergência entre as duas partes [ala laboral e patronal] é bastante grande e chegámos a um acordo. Vamos suspender a discussão deste assunto”, revelou o secretário. De acordo com o Executivo, o mecanismo de selecção de feriados seria uma forma de dar maior flexibilidade às empresas. Segundo esta medida, os trabalhadores negociariam com os patrões a escolha de três de quatro feriados obrigatórios - o dia 1 de Janeiro, o dia seguinte ao Chong Chao (Bolo Lunar), o Cheng Ming (Dia de Finados), e o Chong Yeong (Culto dos Antepassados) – para serem substituídos por feriados não obrigatórios.

No passado dia 25 de Novembro, um grupo de opositores à medida saiu à rua num protesto em que participaram os deputados ligados à Federação das

Associações dos Operários de Macau (FAOM), Ella Lei e Leong Sun Iok. Também os trabalhadores dos casinos liderados por Cloee Chao manifestaram

forte oposição à medida proposta tendo-se manifestado uma semana antes. O recuo foi do agrado dos representantes dos trabalhadores presentes ontem na

OPOSIÇÕES VENCEDORAS

Esta alteração à lei das relações laborais tem sido alvo de várias críticas por parte de associações tradicionais de trabalhadores e deputados.

reunião do CPCS. De acordo com Leong Wai Fong, representante da ala laboral, o volte-face do Executivo, “em relação à seleccção de três em quatro feriados, revela que o Governo também teve em consideração as opiniões da parte laboral”. Por seu lado, o representante das entidades empregadores, António Chui fez questão de salientar que a selecção de feriados não foi uma iniciativa dos patrões, sendo que “o Governo fez a proposta de boa-fé”, apontou.

DECISÕES INDEPENDENTES

Também sem consenso em Concertação Social, mas pronta para avançar está a alteração que prevê o aumento de 14 dias, remunerados, na licença de maternidade, que passa de 56 para 70 dias. De acordo com a proposta, o pagamento destes dias adicionais é totalmente coberto pelo Governo no primeiro ano de entrada em vigor do diploma. No segundo ano o Executivo apenas paga sete dias. A partir daqui as empresas responsabilizam-se pela remuneração dos dias adicionais de licença de maternidade. António Chui mostrou-se profundamente contra a mudança legislativa, argumentando que se trata de uma medida que não tem em conta os custos para as empresas, nomeadamente para as PME. Para o representante ala patronal, o Governo deve alterar este ponto e assumir o pagamento dos 14 dias de licença para sempre. A mesma oposição foi manifestada por António Chui, sobre a licença de paternidade que pode vir a ser de três a cinco dia úteis. Relativamente à implementação plena do salário mínimo, o CPCS não adiantou qualquer agenda para o avanço do processo legislativo nesta matéria. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo

Lionel Leong, secretário para a Economia e Finanças “Em relação à transferência de feriados obrigatórios para feriados públicos, a divergência entre as duas partes [ala laboral e patronal] é bastante grande e chegámos a um acordo. Vamos suspender a discussão deste assunto.”


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quinta-feira 6.12.2018

O

S responsáveis da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) anunciaram ontem mais detalhes sobre a entrada do jardim de infância D. José da Costa Nunes na rede pública de ensino gratuito. Kong Ngai, chefe de departamento do ensino da DSEJ, disse ontem que cada turma do jardim de infância vai receber, por ano, um total de 950 mil patacas, o que irá permitir uma total isenção de propinas para os encarregados de educação, uma vez que cada aluno terá direito a 19.140 patacas. Actualmente o Costa Nunes tem, no total, dez turmas distribuídas por três anos de escolaridade. “A escola vai receber mais subsídios do Governo depois da adesão à rede escolar. Os cursos serão de Macau e não vai haver

PORTUGUÊS SUFICIENTE

O

s responsáveis da DSEJ afirmaram ontem que existe em Macau um número suficiente de docentes de português, numa altura em que 37 escolas ensinam a língua oficial. Nas escolas privadas existe meia centena de professores, enquanto que nas escolas públicas o número cai para 40. No total, existem 4500 alunos, quando há dez anos existiam apenas mil.

COSTA NUNES GOVERNO VAI ATRIBUIR QUASE UM MILHÃO DE PATACAS POR TURMA

Jardim da estabilidade DADOS DE INSCRIÇÕES

TIAGO ALCÂNTARA

A entrada do jardim de infância D. José da Costa Nunes na rede pública de ensino gratuito vai significar a atribuição de 950 mil patacas a cada turma a partir do próximo ano lectivo. Fátima Oliveira, presidente da associação de pais, espera mais melhorias na escola

T

ang Wai Keong, inspector da DSEJ, anunciou as datas relativas ao sistema de registo central para quem entra no ensino infantil pela primeira vez. Os primeiros dados sobre a inscrição dos alunos serão conhecidos já no dia 1 de Janeiro, sendo que entre 4 e 20 de Janeiro terá inicio o registo central. A publicação, por parte das escolas, da publicação dos resultados e entrevistas acontece entre os dias 20 e 23 de Fevereiro. “Queremos publicar o mais depressa possível a lista de alunos admitidos e em espera, e por isso optimizamos os procedimentos”, disse o inspector, que lembrou que, o ano passado, cerca de 90% dos pais preencheram de forma errada os impressos, o que afectou o sistema.

qualquer alteração do programa curricular. Com esta adesão o jardim de infância não vai poder cobrar mais propinas aos encarregados de educação”, apontou o responsável. Os dados relativos ao financiamento foram ontem anunciados depois da reunião dos Conselhos de Educação para o Ensino Não Superior e de Juventude. Miguel de Senna Fernandes, presidente da Associação de Promoção da Instrução dos Macaenses (APIM), responsável pela gestão da instituição, disse esta terça-feira ao HM que o objectivo primordial desta medida era garantir a estabilidade financeira da escola. Ao HM, Fátima Oliveira, presidente da associação de pais do jardim de infância, congratulou-se com a medida, esperando mais investimentos e melhorias na instituição de ensino. “Uma das coisas que transmitimos à APIM e à direcção da escola foi o aproveitamento da estabilidade financeira para fazer mais e melhor, seja ao nível do ensino

especial, que é excelente, seja ao nível de outros projectos.”

EM PROL DO PORTUGUÊS

A integração do Costa Nunes na rede pública de ensino gratuito tem vindo a ser discutida nos últimos dois anos, um plano que contou com a colaboração da associação de pais. Fátima Oliveira assume que nunca lhe chegou nenhum caso de dificuldades de pagamento das propinas por parte dos pais, mas assume que possam ter ocorrido. “A concretização deste projecto vai ser um passo importante para a estabilidade financeira da escola. Transmitimos desde a primeira hora as nossas preocupações no sentido de assegurar que esta entrada para a rede pública do ensino gratuito não mudaria a matriz do jardim de infância, uma escola especial, por ser a única de língua portuguesa em Macau.” Fátima Oliveira adiantou que não está em causa uma maior selecção dos candidatos

Onde estão os especialistas?

Macau deve recrutar peritos chineses e dos países lusófonos para arbitragem

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presidente da Associação dos Advogados (AAM), Jorge Neto Valente, defendeu ontem que a afirmação e a garantia de neutralidade de um Centro Internacional de Arbitragem deve passar pelo recrutamento de peritos na China e nos países lusófonos. “Para termos uma arbitragem a sério em Macau, que é um território pequeno e onde todos se conhecem, e para respondermos à questão da neutralidade, precisamos de convidar peritos de fora para integrarem um painel internacional de árbitros, que devem vir tanto da China como dos países de língua portuguesa”, afirmou à Lusa Jorge Neto Valente.

Neto Valente falava à margem de um seminário sobre arbitragem de conflitos comerciais sino-lusófonos, que decorre até quinta-feira, no qual participam, entre outros, os bastonários das ordens de advogados de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe. Segundo Jorge Neto Valente, “para Macau descolar como centro internacional de arbitragens, deve-se apostar no factor distintivo que é a relação entre a China e os países lusófonos”, bem como, por exemplo, “na promoção de cláusulas arbitrais nos contratos”. "Uma necessidade", para o advogado, até pelo facto de as trocas comerciais sino-lusófo-

nas terem crescido dez vezes nos últimos 15 anos, um dado sublinhado na intervenção do secretário-geral adjunto do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Casimiro Pinto. Já para o professor universitário e especialista em arbitragem internacional sino-lusófona Fernando Dias Simões “é importante que se perceba que Macau não deve competir com Hong Kong e Singapura”, centros de arbitragem internacional de grande peso na região asiática. “É preciso fazer um caminho, aprender com Hong Kong” e

aproveitar “vantagens como a língua, (…) a familiaridade legal e o facto de Macau pertencer à mesma família jurídica, (…) bem como questões como a baixa tributação”, argumentou durante uma das intervenções que marcou a abertura do evento. O especialista ressalvou que “o quadro jurídico é importante, mas não decisivo”, e elogiou o facto de Macau estar a avançar com a revisão da lei da arbitragem: “é um sinal poderoso para o mercado que mostra que [o território] está na vanguarda do ‘software’ da arbitragem”. Diana do Mar

info@hojemacau.com.mo

em prol da sua nacionalidade, mas sim a manutenção da língua portuguesa. “O que nos interessa é que seja mantido o português como língua veicular do jardim de infância e que este continue a poder ter a liberdade de estabelecer o seu projecto pedagógico e a manter a qualidade”, rematou. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 42/P/18

Faz-se público que, por despacho de Sua Excelência, o Chefe do Executivo, de 8 de Outubro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para a «Prestação de Serviços de Vigilância ao Centro Hospitalar Conde de S. Januário e aos Edifícios de Administração», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 5 de Dezembro de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP60,00 (sessenta patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Os citados documentos, só podem ser adquiridos pelos concorrentes que façam prova de possuir o alvará previsto na Lei n.º 4/2007 “Lei da actividade de segurança privada”. Os concorrentes deverão comparecer na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, no dia 12 de Dezembro de 2018 às 9,30 horas para uma reunião de esclarecimentos ou dúvidas referentes ao presente concurso público seguida duma visita aos locais a que se destinam a respectiva prestação de serviços. As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 7 de Janeiro de 2019. O acto público deste concurso terá lugar no dia 8 de Janeiro de 2019, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP1.452.000,00 (um milhão, quatrocentas e cinquenta e duas mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 29 de Novembro de 2018 O Director dos Serviços Lei Chin Ion


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6.12.2018 quinta-feira

ÓBITO FAMÍLIA DE JOVEM MORTA RECLAMA AJUDA DO GOVERNO

Crime na Taipa

Uma jovem de 28 anos faleceu depois de ter sido arrastada por um carro na Estrada Lou Lim Ieok, conduzido pela nova companheira do seu ex-namorado. Os familiares não se conformam e exigem ajuda do Governo, além de prisão perpétua para a condutora

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S familiares da mulher com 28 anos de idade morta depois de ter sido arrastada por um carro perto do edifício habitacional Windsor Arch, na Taipa, não se conformam com a morte da jovem, de apelido Fok. Ontem, em conferência de imprensa, pediram o apoio do Governo, incluindo apoio psicológico. O acidente aconteceu no passado dia 3 de Novembro. Fok foi arrastada por um carro conduzido pela nova companheira do seu ex-namorado, de apelido Sio, com 25 anos de idade. Ao tentar sair do local, Fok acabou por ser arrastada pelo veículo, tendo sido levada para o hospital onde passou 15 dias nos cuidados intensivos, acabando por morrer. Sio foi detida pela Polícia Judiciária (PJ), sendo suspeita do crime de ofensa grave à integridade física. O irmão mais velho da vítima disse ontem que a família não sabe o que fazer com a situação, tendo afirmado que o caso serve de alerta à sociedade. O irmão de Fok também criticou a postura do ex-namorado. “Ele não apareceu no hospital nem no funeral. Quando morre um animal as pessoas ficam tristes, mas ele não fez nada”, referiu. O familiar disse que a PJ não deu quaisquer informações à família, que ficou a saber os detalhes do caso pela comunicação social. “Fomos contactados pelos órgãos judiciais no primeiro dia depois da ocorrência do caso, só nos pediram para prestar declarações e não nos disseram mais nada”, disse.

PRISÃO ETERNA

Sio já terá sido libertada pelas autoridades, algo que o irmão não compreende, tendo em conta a gravidade do caso. Por isso a família resolveu pedir ajuda ao Executivo. O pai de Fok mostrou-se visivelmente consternado na conferência de imprensa, tendo exigido uma pena para Sio que nem existe no regime jurídico de Macau: a prisão perpétua. Em Macau o máximo de pena de prisão a que um arguido pode ser condenado é de 30 anos. “Espero que a homicida fique detida e nos pague uma compensação. Espero que seja condenada a uma pena de prisão perpétua”, adiantou. Vítor Ng (com A.S.S.) info@hojemacau.com.mo

Pai da vítima “Espero que a homicida fique detida e nos pague uma compensação. Espero que seja condenada a uma pena de prisão perpétua”

E´

oficial, o Conselho Executivo (CE) concluiu o projecto de regulamento administrativo sobre a Classificação dos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun como Sítio e Fixação da Respectiva Zona de Protecção. O plano de classificação apresentado ontem pelo porta-voz do CE segue as linhas do projecto preliminar divulgado pelo Instituto Cultural no final do mês de Julho. A área de Lai Chi Vun vai assim ser classificada enquanto sítio e ter uma zona de protecção. À categoria de sítio - termo que, de acordo com a lei de salvaguarda

Estaleiros protegidos

Conselho Executivo aprova classificação de Lai Chi Vun

do património em vigor, é um lugar com “obras do homem ou obras conjugadas do homem e da natureza, notáveis pelo seu interesse cultural relevante, incluindo os locais de interesse arqueológico” – correspondem quatro zonas que integram os estaleiros propriamente ditos e a área marítima circundante. As diferentes zonas foram definidas tendo em conta métodos distintos de conservação a aplicar nas estruturas.

Já a zona de protecção está dividida em duas parcelas: uma em que as construções não podem ultrapassar os 8,9 metros de altura e outra composta pela fábrica de calafete.

NA DÚVIDA

Por esclarecer continua o número de estaleiros a serem demolidos sendo que, os que integram a zona 1, composta por três lotes, vão ser “completamente mantidos”,

esclareceu a vice-presidente do Instituto Cultural, Leong Wai Man. Os restantes vão ser alvo de um processo de revitalização que obedece às regras previstas no projecto de regulamento. Segundo Leong o objectivo não é a demolição, “mas isso depende da situação de conservação das estruturas”, apontou. Os responsáveis pela futura gestão da zona também não estão definidos, não se sabendo se ficará a cargo do Governo ou se se permite a participação de entidades privadas. “O Governo vai divulgar no futuro se Lai Chi Vun pode estar sujeito a gestão privada”, apontou a vice-presidente do IC.

Burla Empresária perde 200 mil patacas

Uma empresária local, de cinquenta anos de idade foi burlada em cerca de 200 mil patacas. De acordo com o Jornal Ou Mun, a burla foi cometida por um homem que conheceu online e que alegadamente trabalhava numa exploração de petróleo na Finlândia. De acordo com o jornal Ou Mun, com o contacto virtual, o casal acabou por assumir uma relação. O suspeito acabou por prometer que iria deixar o emprego e viria para Macau para poder efectivar a relação que mantinha com esta mulher. No passado mês de Setembro, o suposto finlandês pediu que lhe fosse feita uma transferência de 200 mil patacas para poder levantar malas que lhe tinham sido aprendidas numa alfandega. A empresária, depois de fazer a transferência teve conhecimento de casos de burla em que o método utilizado pelos criminosos foi idêntico à situação que tinha vivido, aponta a mesma fonte.

Violação Julgamento de John Mo arranca a 25 de Janeiro

John Mo, antigo director da Faculdade de Direito da Universidade de Macau, vai começar a ser julgado a 25 de Janeiro pela prática de um crime de violação, noticiou ontem a Rádio Macau. John Mo, que se encontra em prisão preventiva, foi detido em finais de Junho depois de uma estudante universitária oriunda da China, ter apresentado queixa. O caso terá alegadamente acontecido depois de um jantar com académicos e alunas. O académico incorre numa pena de prisão entre 3 e 12 anos.

Outro assunto que continua sem estar esclarecido é acerca da possibilidade de construção de hotéis, sendo que, de acordo com o IC não existe ainda uma “decisão final a este respeito”. Mas uma coisa é certa, sublinhou a responsável, “o IC quer utilizar parte daquele espaço para a exposição e divulgação das técnicas de construção naval” O planeamento de Lai Chi Vun, vai estar a cargo de uma equipa de trabalho coordenada pelas obras públicas e composta por representantes do IC e da Direcção dos Serviços de Turismo. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo


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quinta-feira 6.12.2018

PORTUGAL/CHINA GOVERNOS DOS DOIS PAÍSES ASSINAM 17 ACORDOS BILATERAIS

têm agora um memorando de entendimento sobre a promoção de actividades de cooperação para o desenvolvimento de uma parceria, assim como acordos para o estabelecimento do Instituto Confúcio na Universidade do Porto e para a instalação de um Centro de Estudos Chineses na Universidade de Coimbra. Portugal e China assinaram ainda um protocolo sobre requisitos fitossanitários para a exportação de uva de mesa portuguesa e um memorando de entendimento no domínio da água - dois acordos que foram assinados, respectivamente, pelos ministros da Agricultura, Capoulas Santos, e do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes. De referir, ainda, o compromisso em torno de uma carta de intenções sobre cooperação entre as câmaras municipais de Tianjin e de Setúbal - documento que foi subscrito pelos autarcas Maria das Dores Meira e Zhang Guoqing. LUSA

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S governos português e chinês assinaram ontem 17 acordos bilaterais, envolvendo sobretudo às áreas financeira e empresarial, com destaque para o memorando de entendimento sobre a iniciativa chinesa de investimento em infraestruturas “Uma Faixa, Uma Rota”. Estes acordos foram assinados no Palácio de Queluz, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro português, António Costa, e pelo chefe de Estado chinês, Xi Jinping, que ontem terminou a sua visita de Estado a Portugal, iniciada na terça-feira à tarde. O memorando de entendimento sobre cooperação no quadro da iniciativa chinesa “Uma Faixa, Uma Rota” insere-se na vertente económica relativa à “Rota da Seda Marítima do século XXI” e foi assinado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e pelo diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (com estatuto ministerial), He Lifeng. No texto deste compromisso, estão estabelecidas as modalidades de cooperação bilateral no âmbito da iniciativa chinesa ‘Uma Faixa, Uma Rota’, abrangendo uma ampla gama de sectores, com destaque para a conectividade e para a mobilidade eléctrica. Também na área económica, Augusto Santos Silva e o ministro do Comércio chinês, Zhong Shan, assinaram um memorando sobre cooperação em matéria de comércio de serviços. No documento, salienta-se que Portugal e a China se comprometem no sentido de que “o comércio de serviços será, no quadro da realização da Comissão Mista Económica, um dos pontos de agenda de diálogo bilateral, abrangendo áreas como transportes, turismo, finanças, propriedade intelectual, tecnologia ou cultura”.

ESPAÇO EMPRESAS

No âmbito empresarial foram assinados sete acordos,

MÁRIO CRUZ/LUSA

Rota dos investimentos

Estes acordos foram assinados no Palácio de Queluz, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro português, António Costa, e pelo chefe de Estado chinês, Xi Jinping

o primeiro dos quais um memorando de entendimento para a Implementação em Portugal do STARLAB - um laboratório de pesquisa de tecnologia avançada nos domínios do mar e do espaço. Um projecto que envolve a portuguesa Tekever e a Academia Chinesa das Ciências que tem como objectivo “alargar a cooperação com outras entidades internacionais em áreas como a visão 4D, a exploração do espaço profundo, desenvolvimento de plataformas de satélites ou de tecnologias de monitorização e proteção dos oceanos”. Outros acordos envolveram a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) e a “COFCO International” (da área dos negócios agro-industriais) para o estabelecimento de um centro de serviços partilhados em Matosinhos, com uma previsão inicial de criação de 150 postos de trabalho; a Caixa Geral de Depósitos e o Banco da China, prevendo a emissão de dívida pública em moeda chinesa (Yuan), além de formas de cooperação bilateral em mercados terceiros no âmbito da chamada “Rota

da Seda”; a EDP e a China Three Gorges no âmbito da responsabilidade social da empresa; e a State Grid e a REN para o desenvolvimento em investigação em energia, projetos de interconexão entre Portugal e Marrocos e criação de um programa de estágios internacionais. Ainda no domínio empresarial foram assinados acordos entre o Banco Comercial Português e a Union Pay, e, igualmente, entre a MEO e a Huawei sobre o desenvolvimento da tecnologia 5G, tendo em vista permitir um aumento qualitativo do acesso à rede de banda larga móvel e comunicações com maior fiabilidade.

CULTURA E CIÊNCIA

Na cerimónia do Palácio de Queluz, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, e o seu homólogo chinês, Luo Shugang, assinaram um acordo para a programação de festivais culturais área em que também se avançou para uma parceria entre a RTP e um grupo media da China para a produção conjunta de documentários. Na ciência e Ensino Superior, Portugal e China

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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 43/P/18

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 44/P/18

Faz-se público que, por despacho de Sua Excelência, o Chefe do Executivo, de 8 de Outubro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para a «Prestação de Serviços de Limpeza ao Centro Hospitalar Conde de S. Januário e aos Edifícios de Administração», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 5 de Dezembro de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP97,00 (noventa e sete patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo).

Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 22 de Novembro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para a «Prestação de Serviços de Limpeza das Unidades de Saúde da Área de Cuidados de Saúde Generalizados e de Outras Unidades Subordinadas dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 5 de Dezembro de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1. º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP84,00 (oitenta e quatro patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo).

Os concorrentes deverão comparecer na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, no dia 14 de Dezembro de 2018 às 9,30 horas para uma reunião de esclarecimentos ou dúvidas referentes ao presente concurso público, seguida duma visita aos locais a que se destinam a respectiva prestação de serviços. As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 14 de Janeiro de 2019.

Os concorrentes deverão comparecer na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, no dia 13 de Dezembro de 2018 às 9,30 horas para uma reunião de esclarecimentos ou dúvidas referentes ao presente concurso público, seguida duma visita aos locais a que se destinam a respectiva prestação de serviços. As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,30 horas do dia 4 de Janeiro de 2019.

O acto público deste concurso terá lugar no dia 15 de Janeiro de 2019, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau.

O acto público deste concurso terá lugar no dia 7 de Janeiro de 2019, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau.

A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP1,170,000.00 (um milhão, cento e setenta mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/ Seguro-Caução de valor equivalente.

A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP486.000,00 (quatrocentas e oitenta e seis mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/ Seguro-Caução de valor equivalente.

Serviços de Saúde, aos 29 de Novembro de 2018 O Director dos Serviços Lei Chin Ion

Serviços de Saúde, aos 29 de Novembro de 2018 O Director dos Serviços Lei Chin Ion


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quinta-feira 6.12.2018

A semana do cool

MÚSICA MACAU JAZZ WEEK COM CONCERTOS GRATUITOS DE 17 A 22 DE DEZEMBRO

JEREMY MONTEIRO

Está aí a sétima edição do Macau Jazz Week, a semana que traz as batidas e o groove aos amantes do estilo musical. O primeiro concerto está marcado para o dia 17 de Dezembro e o cartaz encerra com uma jam session, como manda a tradição do festival. Os concertos têm entrada gratuita

acompanhada pela voz do convidado especial Louis Soliano. O cantor, conhecido como o Padrinho do Jazz de Singapura, tem uma carreira de quase 60 anos e actuou com gigantes como Stan Getz, Anita O’Day e Bud Powell.

GRANDES EM PALCO

O segundo dia, 18 de Dezembro, será marcado pela actuação do conjunto local Macau Anglican College Big Band, que se juntou a outros grupos de estudantes que formam a Macau Jazz Orchestra. O concerto está agendado para as 20h, também no Teatro Dom Pedro V. No dia 19 de Dezembro, às 20h, o palco do Dom Pedro V será trono do “Rei da Bateria de Taiwan”, Rich Huang e o seu trio constituído pelo pianista Yu-Yin Hsu e o baixista Vincent Hsu. Os dois dias seguintes são dedicados ao pianista Tony Abelardo, uma lenda do panorama artístico de Macau, que foi director musical do Hotel Lisboa desde 1970. Figura incontornável da primeira geração de músicos de jazz do território, Tony Abelardo foi testemunha da evolução que o estilo musical teve por cá. No dia 20, pelas 19h30 no Teatro Dom Pedro V, o músico dá uma palestra intitulada “50 anos de Jazz em Macau”. No dia seguinte, às 20h no mesmo local, membros e estudantes da Macau Jazz Promotion Association dão um concerto de tributo ao mestre e professor Tony Abelardo. Finalmente, no último dia do festival, e para fechar em beleza o Macau Jazz Week, a Fundação Oriente recebe às 16h uma jam session em honra do espírito livre e do improviso. A sessão de encerramento do festival fica ao encargo de músicos locais que se juntam à banda Jazz Roaster, de Hong Kong. Seguindo o espírito do jazz, todos os concertos têm entrada livre.

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S notas inaugurais vão soar pelas 20h do dia 17 de Dezembro e prometem inundar o Teatro Dom Pedro V com a languidez ritmada do swing. Vindos de Singapura, The Jeremy Monteiro Generations Band tem honras de abertura da sétima edição do Macau Jazz Week, o festival que celebra o estilo musical que nasceu nos Estados Unidos, mas que tomou o mundo de assalto. Este ano, o cartaz conta com músicos de Singapura, Taiwan, Macau e Hong Kong, que sobem ao palco do Teatro Dom Pedro V entre os dias 17 e 21 de Dezembro. O espectáculo que encerra o festival, uma jam session que reúne músicos locais e os Jazz Roaster de Hong Kong para um concerto de improviso, terá lugar na Fundação Oriente, às 16h de 22 de Dezembro. Mas os primeiros convidados chegam de Singapura. The Jeremy Monteiro Generations Band é um conjunto liderado pelo pianista conhecido como o “Rei do Swing de Singapura”. Com uma vasta discografia, o músico tocou e gravou com lendas como Michael Brecker, Charlie Haden, Toots Thielemans, James Moody, Ernie Watts e Simon e Garfunkel. Esta é a segunda vez que Jeremy Monteiro toca em Macau, depois de há dois anos ter tocado para o público local integrado na Asian Jazz All-Stars Power Quartet. O pianista sobe ao palco do Teatro Dom Pedro V, às 20h do dia 17 de Dezembro, acompanhado pelo saxofonista Sean Hong Wei, Ben Poh no baixo e o baterista Yap Ting Wei. A banda será

The Jeremy Monteiro Generations Band tem honras de abertura. O cartaz conta com músicos de Singapura, Taiwan, Macau e Hong Kong, que sobem ao palco do Teatro Dom Pedro V entre os dias 17 e 21 de Dezembro. O espectáculo de encerramento terá lugar na Fundação Oriente a 22 de Dezembro

João Luz

info@hojemacau.com.mo

MODA WINKY CHAN MOSTRA NOVA COLECÇÃO ESTA SEXTA-FEIRA

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Associação para o Desenvolvimento da Mulher Nova de Macau promove, esta sexta-feira, um desfile de moda da estilista Winky Chan, com o nome “Fashion Reflection”. O evento acontece no espaço Jai Alai Avenue por

volta das 19h00 e vai contar com manequins de vários países, além de apresentar diferentes performances, em colaboração com a Associação da Indústria da Música de Macau. Winky Chan estudou design de moda e

gestão na Universidade de Tecnologia de Tainan, estando actualmente a fazer uma formação em design de moda e manufacturas no Centro de Produtividade e Tecnologia de Macau. A estilista, natural de Macau, trabalhou com o

designer Michel Langeno Winklaarr & Allan Vos em 2015, além de ter feito roupas para a cantora de Taiwan Zooey Wonder, um projecto desenvolvido em 2017. As roupas que Winky Chan vai apresentar nesta co-

lecção têm o tema futurismo como pano de fundo, estabelecendo um paralelismo com a tecnologia dos tempos modernos.Aestilista recorreu ao uso de materiais pouco convencionais, “mostrando um novo estilo através dos tempos”.


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Associação Geral de Automóvel Macau- China teme que velocidades atingidas pelo novo monolugar na Curva do Lisboa causem acidentes com proporções mais graves

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GP NOVO MODELO DE FÓRMULA 3 PREOCUPA ORGANIZAÇÃO

Gato escaldado

MODELOS ANTIGOS

Asolução para o problema poderá assim passar pela manutenção dos actuais modelos. Segundo fontes anónimas citadas no artigo, Bruno Michel, organizador dos futuros campeonatos de F2 e F3, terá mesmo dito às equipas que os campeonatos vão terminar entre 28 e 29 de Setembro em Sochi, na Rússia.

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Associação Geral de Automóvel Macau-China (AAMC) está preocupada ao nível da segurança devido à adopção do novo modelo de Fórmula 3. Em causa está a velocidade com que se prevê que os novos monolugares podem chegar à Curva do Hotel Lisboa, onde a piloto Sophia Flörsch sofreu este ano um aparatoso acidente. A notícia foi avançada, ontem, pelo portal motorsport.com, que cita fontes próximas da AAMC. Enquanto o actual modelo de Fórmula 3 debita 240 cavalos e pode alcançar os 270 km/h, a nova versão do monolugar, que vai ser utilizada na próxima temporada, no novo campeonato de F3, pode chegar aos 300 km/h, uma vez que tem 380 cavalos. Segundo o portal motorsport.com, a AAMC está preocupada com os eventuais riscos. Com carros que atingem velocidades

em fazer as alterações ao circuito citadino, para que este possa receber o nível de homologação mais elevado. Apesar de tudo existe ainda uma grande incógnita: o peso dos futuros monolugares, que poderá influenciar a velocidade atingida. O actual carro de Fórmula 3 pesa 580 kg, mas o peso do futuro monolugar ainda não é conhecido.

O Governo de Macau está disponível para colaborar com a Federação Internacional do Automóvel na implementação dos novos carros de Fórmula 3 e mantém-se aberto a negociações de topo mais elevadas, a organização teme que um acidente semelhante ao que afectou a alemã Flörsch tenha consequências muito mais graves. Na altura em que se trava para a Curva do Lisboa os monolugares atingem PUB

a velocidade de ponta, o que quer dizer que em vez de chegar ao local a 270 km/h, a velocidade vai crescer até aos 300 km/h. Ao mesmo tempo, para os novos monolugares correrem em Macau terá de haver ainda alterações no circuito ao nível das exigências FIA, com a pista a precisar de uma homologação de nível 2. Actualmente o nível de homologação é o 3. Quanto mais elevado o nível, mais apertadas são as exigências em determinados critérios, como por exemplo a segurança. A mesma notícia avança que a AAMC está relutante

Como o Grande Prémio de Macau só se realiza em Novembro, poderá assim haver a hipótese de se disputar como um evento fora do campeonato. Uma das grandes vantagens seria a possibilidade de convidar pilotos para aparições esporádicas. No entanto, é ainda referido no artigo que o Governo de Macau está disponível para colaborar com a Federação Internacional do Automóvel na implementação dos novos carros de Fórmula 3 e mantém-se aberto a negociações. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

MUNDIAIS DE ATLETISMO OITO ATLETAS PORTUGUESES DENTRO DOS MÍNIMOS IAAF

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ITO atletas portugueses estão dentro dos mínimos que foram divulgados esta terça-feira pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) para os Campeonatos do Mundo de atletismo, que vão decorrer em Doha em 2019. Apesar de difíceis de atingir, já que os mínimos foram estabelecidos com base nos índices dos Mundiais de 2017, oito atletas portugueses estão em condições para participar em Doha2019, campeonatos que vão decorrer entre 27 de Setembro e 6 de Outubro. Os portugueses que já têm os mínimos pedidos são as maratonistas Dulce Félix (2:25.23 horas), Salomé Rocha (2:25.27), Mónica Silva (2:34.04) e Doroteia Peixoto (2:35.15), sendo o mínimo

de 2:37.00, contudo apenas podem ir três atletas de cada país, para um total de 100 participantes. Depois, têm mínimos as marchadoras Inês Henriques, nos 20 km (1:29.15 horas, mínimo de 1:33.30) e 50 km (4:09.21 para 4:30) e Ana Cabecinha, nos 20 km (1:29.41). Nos homens, apenas tem mínimos João Vieira, nos 20 km (1:22.06, para 1:22.30). Nelson Évora, por ter alcançado o título europeu

de triplo-salto, terá direito a participar se os delegados técnicos aprovarem, atendendo à valia dos atletas. Esta aprovação é apenas para os atletas dos saltos e lançamentos, dos 10.000 metros, dos 3.000 obstáculos, das provas combinadas e provas de estrada (maratona e marcha). A Federação Portuguesa de Atletismo ainda terá a sua tabela de mínimos, que não diferirá muito desta tabela internacional. Se for assim, e conseguirem marcas idênticas às de 2018 (os mínimos são válidos apenas a partir de Setembro de 2018), estarão aptas as atletas Marta Pen (800 e 1.500) e Irina Rodrigues (disco), e os atletas Ricardo dos Santos (400 metros), Nelson Évora e Pedro Pichardo (triplo), Tsanko Arnaudov e Francisco Belo (peso).


quinta-feira 6.12.2018

Lanco as palavras ao papel como pescador calmo ´

Retrovisor Luís Carmelo

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A Primavera de 2010, o deputado Ricardo Rodrigues desempenhou o papel de Luísa Vilaça, a personagem que Eça criou no seu conto, As singularidades de uma rapariga loura. Se nos lembrarmos, Luísa perdeu o seu Macário e o prometido casamento apenas por ter roubado um simples anel. Tentações. O deputado do PS não perdeu na altura qualquer Macário, mas, desagradado com as perguntas de um jornalista da revista ‘Sábado’ que o entrevistava, não fez por menos: fanou-lhe o gravador e, uns dias depois, decidiu avançar com uma conferência de imprensa em plena Assembleia da República (sem direito a perguntas) para explicar o inexplicável. Não sei por que razão retive este caso na minha memória, até porque existem outros muito mais sonantes que desfilam diante de nós, todos os dias, sem que dêem origem a grandes brados. O descalabro da banca em Portugal vale bem mais do que um anel ou do que dois gravadores digitais. Mas a memória tende a reter o frugal e não o essencial. Talvez porque o frugal pode ser sempre metáfora do essencial (porventura será essa a explicação: o apego às metáforas e a outros tropos como modo eficaz de compreender coisas incompreensíveis). Mas vejamos: na escala dos milhares de milhões, os roubos à nossa carteira, só na última década, são de tal monta que é difícil explaná-los através da ciência dos números: o caso BES pode chegar aos nove, o BPN aos sete, o BANIF aos três,

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Os matreiros a ladrar e a banca a miar sem falar do BPP e dos quase cinco que a Caixa recebeu há não muito tempo. São mais de vinte milhares de milhões, calhando a cada português... (é fazer as contas como no-lo ensinou Guterres nos idos de 1995). E há fontes bem informadas - e impregnadas da linguagem técnica do ‘econometrês’ - que interpelam estes números, jurando que eles estão num forno muito aquecido a expandirem-se no dia-a-dia. Não se sabe até onde. Por vezes, os balões rebentam. E um bom soufflé de garoupa também. Comparado com esta catedral numérica, o roubo de Tancos é uma capelinha simbólica que está mais perto da escala das cleptomanias de Luísa Vilaça e de Ricardo Rodrigues do que da unha afiada dos banqueiros (que se safam sempre com recursos, cauções, pulseiras encanta-

das e a p. q. os p.). Mas o desvio de Tancos não deixa de tocar num nervo particularmente sensível (a ideia ‘cada vez mais abstracta’ de defesa), ainda que o caso se tenha explicado a si próprio, através de uma mera futebolização: afinal, tudo se resumiria a uma polícia a jogar contra a outra, sendo que esse ensejo (ficcionalmente delicioso e sem árbitro nem VAR) tendesse a encobrir o fundamental: quem foi o autor do roubo? Quem colocou, neste especioso acontecimento, a máscara da loura Luísa Vilaça? A pergunta faz-me escutar umas vozes ao longe. Um bruá metafísico. A memória é realmente um ardil que teima em nunca nos explicar por que raio se lembra de umas coisas e não de outras. Mas estas vozes chegam-me de longe e estão bem vivas: “- Romeiro! Romeiro!... Quem és tu?”.

O povo há muito que aprendeu a caracterizar a diferença entre roubar com espalhafato e desviar com circunspecção. No primeiro caso temos os ladrões inspirados na vozearia dos canídeos, no segundo caso temos os gatunos inspirados na elegância dos gatos. Larápios como Ricardo Rodrigues e Luísa Vilaça pertencem à primeira categoria. Os ‘donos disto tudo’ pertencem à segunda

“- Ninguém.”. Garrett sabia do que falava no seu ‘Frei Luís de Sousa’. Repare-se que a figura do romeiro pertence a uma espécie de limbo: ele não é nem um vivo que regressa a Almada, nem é um morto que teria desaparecido de vez no norte de África. O romeiro é sobretudo um ‘zombie’ particularmente actual: uma personagem ínvia e difícil de definir, de encontrar, de acusar. Ele que é a causa de tudo e que, ao mesmo tempo, é um ninguém, uma ausência, um nada. Ao fim e ao cabo, o pobre romeiro representa aquilo para o qual não há resposta, nem explicação. Tanto pode corresponder a alguém que foi trocado por outrem, como pode corresponder a alguém a quem a identidade foi retirada. O povo há muito que aprendeu a caracterizar a diferença entre roubar com espalhafato e desviar com circunspecção. No primeiro caso temos os ladrões inspirados na vozearia dos canídeos, no segundo caso temos os gatunos inspirados na elegância dos gatos. Larápios como Ricardo Rodrigues e Luísa Vilaça pertencem à primeira categoria. Os ‘donos disto tudo’ pertencem à segunda categoria. Os salteadores de pólvora que acorreram a Tancos não conseguem pertencer nem a uma nem a outra. Preferem ser o lado paródico desse ‘ninguém’ que Garrett pintou com sede de tragédia. Arrisco mesmo a dizer que esses secretos salteadores de armas perdidas são quem melhor sintoniza com esta ‘coisa’ de ser português: querer fazer muito a sério aquilo que se transforma sempre numa irreparável ‘opera buffa’.


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estendais Gisela Casimiro

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minha irmã acha que eu deveria cortar o cabelo, logo agora que recebe mais elogios que nunca. Divertida, faz-me sinais de uma tesoura invisível, sorri e oferece-se, “Se quiseres eu corto”. Não tenho usado muito os bigoudis que dela herdei quando decidiu cortar o longo cabelo bem curtinho, há uns anos. Agora, tem uma afro invejável, com tons entre o loiro e o castanho. Uma vez, numa loja de acessórios, dei por ela a experimentar uma peruca. Retorquiu, “O que foi? Sempre quis saber como ficaria se fosse loira.” É difícil cabermos, e aos nossos cabelos, por inteiro na mesma selfie, mas ambas continuamos, cada uma num país, a lidar com estranhos que insistem em tocá-los. Suspiro. Da raiz até às pontas. Vejo vídeos sobre como fazer a transição capilar, reeducar o cabelo, fazer o big chop total ou parcial, para ter uma só textura, para desintoxicar e recuperar o meu verdadeiro eu. Na série Insecure, Issa Rae e as amigas mudam frequentemente de penteado. Em This is Us, igualmente. Parece fácil e acessível. Em Keeping up with the Kardashians, a royalty da reality tv america é adepta de extensões e perucas. Muitas vezes, a sua origem é indiana ou vietnamita: as primeiras doam o cabelo ao templo milionário e as segundas usam-no para sobreviver e alimentar as famílias mais algum tempo. Cabelo curto, comprido, desfrizado e natural, tranças, caracóis, liso e ondulado: já tive de tudo um pouco, embora nunca o tenha pintado senão de preto. Pouco original, bem sei. No processo, parti muitos pentes, dentes de pentes, cabos de pentes, como qualquer africana ou afro descendente que se preze.

6.12.2018 quinta-feira

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Partir o pente Penso que não tenho mais paciência para isto do que para usar maquilhagem. Deixei de desfrisar o cabelo há dois anos, depois voltei a fazê-lo, e já só o fazia uma vez por ano, no momento de maior desespero e embaraço, quando o pente ameaçava partir-se novamente, após logradas tentativas de domesticação. Arrependo-me e penso, agora vou ter de começar de novo. No entanto, trouxe recentemente do supermercado uma escova eléctrica. Apesar de ter um ferro de alisar e uma varinha de encaracolar, que raramente uso. Não tenho secador mas sei que, por uma vez, a explicação não cabe a Freud. Se folheio a Poesia Toda, descubro em Herberto Helder Na cerimónia da puberdade feminina (dos índios Cunas, Panamá). A mesma inclui tesouras, cabaças, água e aguardente, lenços, mulheres e raparigas. Muitas vezes sinto saudades de ter tranças. Permanecem na memória como um ritual sagrado e moroso, em frente à televisão, com pequenas pausas e muita paciência, perfeição e minuciosidade das mãos maravilhosas da minha mãe e da minha tia. Passaram dois anos desde o lançamento do icónico álbum de Solange, “A seat at the table”, e do hino “Don’t touch my hair”. Este single, que obriga a reflectir para além do já expressivo título, assenta muito bem num mundo em que o cabe-

lo continua a ser motor de vítimas e de agressores, com mais ou menos silêncio e assumir de responsabilidades e preconceitos. O responder a uma pergunta que raras vezes é feita. Uma resposta pacífica para um gesto tantas vezes agressivo, se não físico, certamente mental e emocional. A artista explica “Don’t touch my hair / When it’s the feelings I wear”. Nada parece faltar a Solange. E nós sentamo-nos à mesa para pensar e lutar com ela. Também em 2016, a ginasta olímpica Gabby Douglas foi criticada, sobretudo na comunidade afro-americana, pelo seu cabelo que, segundo os comentadores, se apresentou desleixado durante as competições. Gabby, uma jovem adulta digna de admiração, cedeu naturalmente perante tais reacções, quando deveria estar feliz, a celebrar a sua prestação e a medalha de ouro, a primeira ganha por uma afro-americana naquela categoria. Início de 2018: uma mulher de nome Essie Grundy processa a cadeia de supermercados Walmart por suposta segregação de produtos de cabelo e pele destinados à comunidade afro-americana, guardados a chave num armário, como em Portugal vemos tantas vezes com produtos não conotados racialmente, mas que talvez tenham mais tendência a serem alvo de furtos, como artigos de higiene pessoal.

Os Egípcios deixavam crescer o cabelo enquanto viajavam. Talvez Michelle, não tendo ainda chegado ao fim da viagem, apenas agora tenha conseguido fazer uma pausa para pensar. Talvez a sua pequena evolução pessoal e capilar ainda venha a tempo de ser uma revolução

Se ando por livrarias ou supermercados, por todo o lado encontro Becoming, de Michelle Obama. A internet delira e ergue as mãos ao céu em júbilo pela sua cabeleira, em estreia natural e encaracolada na capa da revista Essence. Não foi assim há tanto tempo que os Obama deixaram a Casa Branca e o levantar de sobrancelhas que as tranças das suas descendentes causaram. Não foi assim há tanto tempo que, de Beyoncé, ouvimos “I like my baby heir with baby hair and afros.” E se 2016 parece ter sido um dos anos capilares de maior relevo, a uma fotografia de Barack, de cabeça baixa, permitindo a um menino que lhe tocasse no cabelo para descobrir se seria igual ao seu, o devemos. Sou fã de Michelle, mas pergunto: porque é que o cabelo encaracolado não agraciou antes a capa da sua biografia, em vez da revista, e se manteve politicamente correcto, já depois da presidência? Talvez o mundo deva mais a Michelle do que o contrário. Talvez Michelle guarde o seu cabelo natural para a intimidade; talvez tenha sido este o seu sacrifício. Os Egípcios deixavam crescer o cabelo enquanto viajavam. Talvez Michelle, não tendo ainda chegado ao fim da viagem, apenas agora tenha conseguido fazer uma pausa para pensar. Talvez a sua pequena evolução pessoal e capilar ainda venha a tempo de ser uma revolução, talvez ela não seja o seu cabelo (bem, não mais do que qualquer um de nós, pelo menos) e estejam certas as culturas que acreditam que o cabelo é uma das moradas da alma e também o estejam as primeiras-damas que se protegem atrás dele. Talvez este experimentar constante, numa altura em que toda a gente se policia, seja apenas mais uma forma de aprendermos a suportar o nosso próprio peso.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 21

quinta-feira 6.12.2018

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UJATA Bhatt (1956) é uma poeta indiana que descobri em Nova Deli. Atarantado, esbracejando no escuro com o meu parco inglês, fossei uma tarde nas estantes das livrarias e, sem uma referência confiável de antemão, confiei no faro e apostei em quatro poetas, de quem comprei vários livros: a Sujata, o Vikram Seth, o Aga Shahid Ali e a Eunice Moraes . Tive sorte, são todos extraordinários, e, entretanto, Vikram e Sujata tornaram-se figuras cimeiras da literatura internacional. A Sujata é aquela a que mais regresso e mais vontade me dá de “transcriar”, como diria o Herberto Helder. UDAYLEE Apenas papel e madeira são imunes ao toque de uma mulher menstruada. Então, eles construíram este quarto para nós, ao lado do estábulo. Aqui, estamos autorizadas a escrever cartas, a ler, e este recolhimento dá azo a que se cauterizem as nossas cicatrizes de cozinha. À noite, não posso deixar as estrelas sozinhas. E quando não consigo dormir, desato a marchar ou sonho que marcho, neste quarto minúsculo, de minha estreita rede para a estante aboletada de jornais, empoeirados, e de búzios castanhos brilhantes e uma concha, que fazem de pisa-papéis. Quando não consigo dormir, pego na concha e encosto-a à orelha só para ouvir a torrente do meu sangue, o latejar de uma canção, o rufar lento, dentro da minha cabeça, dos quadris. Esta dor é o meu sangue a fluir contra, apressando-se contra alguma coisa as ancas nodosas do meu sangue, é assim que me lembro: punhados de algas rasgadas levantavam-se com a espuma, subiam. Em seguida, caindo, caindo na areia abafavam os ovos de tartaruga recém-postos. AS VOZES Primeiro, o som de um animal que tu nunca imaginaste. Depois: o restolhar do insecto, o mutismo do peixe. E então as vozes tornam-se berrantes. A voz de um anjo falecido recentemente. A voz de uma criança que recusa terminantemente tornar-se um anjo com asas. A voz dos tamarindos. A voz da cor azul. A voz da cor verde. A voz dos vermes. A voz das rosas brancas. A voz das folhas arrancadas pelas cabras. A voz da cobra da mina. A voz da placenta. A voz do couro cabeludo de uma caveira cujo cabelo cai atrás do vidro num museu. Costumava pensar que eram só uma voz. Costumava esperar pacientemente que uma voz regressasse e começasse o seu ditado. Estava enganada. Não consigo acabar de contá-las desde agora. Não consigo deixar de escrever tudo o que tem para dizer. A voz do fantasma que deseja morrer de novo, mas desta vez num quarto brilhante com flores fragrantes e diferentes parentes. A voz de um lago congelado. A voz do nevoeiro. A voz do ar enquanto neva. A voz da rapariga que continua a ver unicórnios e fala com os anjos que conhece pelos nomes. A voz da seiva dos pinheiros. E então as vozes tornam-se berrantes. Às vezes ouço-as Rindo da minha confusão. E cada uma das vozes insiste E cada uma das vozes sabe que isto é a verdade mesmo. E cada voz diz: segue-me segue-me e eu levo-te … CIÚMES Vou para a cama e então aquele homem senta-se no quarto ao lado e continua rindo, dos seus próprios escritos. E então eu bato na porta

diários de próspero António Cabrita

Sujata Bhatt e digo, ‘agora Jim, pára de escrever ou pára de rir! Nora Joyce Uma mulher come o seu coração exposto e a janela de perto de sua cama é muito pequena e não vai fechar correctamente — o seu coração tem um gosto doce, muito, é um muito agradável despiste para a amargura mas a lua quer lá saber de qualquer maneira a lua parou há muito de ajudá-la. A ópera acabou e uma multidão de passos lépidos, tantos saltos altos, tamborila rente à sua janela. Não há estrelas esta noite. Somente nuvens que se movem muito rapidamente para a porem tonta. Ela vai fechar os olhos mas não vai dormir vai continuar a comer o seu coração exposto a noite toda e de manhã há-de pensar numa maneira de encaixar a janela. O ESCRITOR A melhor história, é claro, é aquela que não podes escrever, a que não vais escrever. Eis algo que só pode viver no teu coração, não no papel. O papel é seco, liso. Onde está a terra para as raízes, e como faço para levantar aí árvores inteiras, a imensidão da floresta chegada do coração do espírito transumância no papel, sem perturbar as aves? E o que dizer da montanha em que esta floresta cresce? Das cataratas tecendo rios, rios com multidões de árvores acotovelando cada uma a do seu lado para lançar um relance ao peixe. Abaixo do peixe flutuam nuvens. Aqui, o céu ondula, encrespa no rio os trovões. Como se movem as coisas no papel? Agora observa a maneira como os tigres andam e rasgam o papel. SHÉRDI* E deste modo aprendi a comer cana-de-açúcar em Sanosra: rasga-se com os dentes a espessa bainha da folha depois, às dentadas, arranco as tiras do branco coração fibroso  — e raspo, chupo intensamente com os dentes, aspiro até me aflorar na língua o caldo. Manhãs de Janeiro, o agricultor corta a tenra cana verde e vem depositá-la à nossa porta. Às tardes, logo que vemos que os anciãos cochilam, esgueiramo-nos com as longas e leves varas. O sol aquece-nos, os cães bocejam, os nossos dentes crescem vigorosos e deixam os nossos queixos dormentes, por tantas horas a sugar o russ, o caldo que gruda na mão.

Por isso esta noite quando me dizes que use os meus dentes para chupar com força, intensamente, vem-me do teu cabelo o cheiro a cana de açúcar e imagino como gostarias de ser shérdi shérdi ali nos campos ali os longos talos se mexem abrindo sendas à nossa frente. *cana-de-açucar OLHAR FIXO E há aquele momento em que a criança humana fixa a cria de macaco, que olha para trás inocência partilhada inocência no espaço onde o jovem primata não está em cativeiro. Raia aí a pureza orbita uma transparência neste olhar fixo que dura muito tempo… olhos de água olhos de céu tem ainda tempo a alma de cair porque o macaco tem de aprender o medo e ao humano cabe igualmente aprender o temor e amenizar a arrogância. Testemunhando tudo agora podem-se contar os cílios, contem-se os caracóis na relva, enquanto se espera que os olhos pisquem ou para ver quem primeiro desviará o olhar para longe. Ainda o macaco não olha o humano da mesma maneira que olharia para as folhas ou para os seus próprios irmãos. E o humano fixa o macaco adivinhando-o um ser totalmente diferente de si mesmo. E, contudo, é tanta a boa vontade brilha uma tal curiosidade nos seus semblantes. Gostaria de escorregar para dentro daquele olhar fixo, saber o que a criança pensa o que o macaquito ajuiza naquele exato momento. Esclareço que o garoto está naquela idade em que começa a usar o poder das palavras embora ainda sem a distância dos alfabetos, de abstrações. À menção de pão ele pede uma fatia, com manteiga e mel imediatamente. Menciona-se o gato e ele apressa-se a correr para despertá-la. Uma palavra é a própria coisa. A linguagem é simplesmente uma música necessária de repente conectada ao batimento cardíaco da criança. Enquanto o macaquito cresce num âmbito diferente, olha uma árvore, um arbusto, a criança humana e pensa … Sabe-se lá o quê!? O que continua a relampejar é esse momento de enlace: as duas cabeças recém-formadas equilibradas em tão frágeis pescoços inclinando-se uma para a outro, a cara do macaco e a cara do garoto, absorvendo cada uma a outra com uma magnífica gentileza …


22 (f)utilidades TEMPO

C H U VA

6.12.2018 quinta-feira

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FRACA

O QUE FAZER ESTA SEMANA Hoje

CONCERTO ELIAS - EINAR STARY Live Music Association | 21h00

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EXPOSIÇÃO | KEITH HARING MAZE MACAO Venitian Expo Hall F | Até 31/12

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EXPOSIÇÃO | PAISEGEM MUTANTE Museu de Arte de Macau | Até 10/02/2019

O CARTOON STEPH 20

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EXPOSIÇÃO | CHAPAS SÍNICAS Museud e Ofertas sobre a Transferência de Macau | Até 7/12

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MORE THAN BLUE[B] FALADO EM PUTONGHUA

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C I N E M A

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9 7 6 1 4 3 5 8 2 0 2 3 9 0 5 8 4 7 6 1 1 2 4 3 8 MORTAL ENGINES [B] Um filme 5de: Christian 9 Rivers 0 7 6 Com: Hugo Weaving, Hera Hilmar, Robert Sheehan 8 21.303 5 9 14.30,0 16.45, 19.15, 6 1 2 4 7 NATSUME YUJIN-CHO THE MOVIE: EPHEMERAL 4 0BOND1[B] 9 3 Um filme de: Takahiro Omorim Hideaki Ito 14.30, 19.30 7 6 5 8 2 SALA 1

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5 0 8 3 2 1 6 7 9 4 7 1 4 6 8 9 2 3MORTAL 5 ENGINES 0 0LEGENDADO 9 EM CHINÊS 5 E INGLÊS 7 6 Um filme de: Gavin Lin Jasper 8Com: 4 Liu, 1 2 3 Ivy Chen 216.30, 21.30 7 6 4 1 3THE NUTCRACKER 8 9 0 5 AND THE FOUR REALMS [B] 6Um filme5de: Lasse2Hallstrom,8Joe Johnston 7 Com: Keira Knightley, Mackenzie Foy, 4 Morgan 3 Freeman, 0 1 9 SALA 3

Helen Mirren 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 20

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1 3 LIVRO 0 8 4 HOJE 2 7 5 UM 2 9 6 7 5 3 1 6 8 3 2 0 7 5 Longe dos melhores tra5 4de 1Robert 9 Harris, 7 6 o8 balhos romance Conclave permite 4 1 5 3 9 0 6 ao leitor, através de uma 0 2ligeira, 7 compreender 6 8 5 9 leitura melhor os meandros e proce7 5 9 1 3 4 0 dimentos das eleições papais 0 2 Com 4 uma 6 1nar-3 no8Vaticano. rativa que se desenvolve em 3 6 8 5 2 9 4 ritmo acelerado e cativante, 4 0 1 levado 8 2 o9 leitor7é igualmente

a compreender, mesmo que de forma ficcional, as diferentes 24 facções dentro da Igreja Católica. Um trabalho 7 9 6 que 1 peca 3 5 interessante, pelo8 final, 2 que 0 apresenta 5 8 4um 1des-6 fecho demasiado próximo 2 7do politicamente 3 6 8 0 da1cultura correcto. 4 5 9João0Santos 8 Filipe 6 1

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hojemacau. com.mo

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FICAR BABADO

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VIDA DE CÃO

CANTATA 2018 Fundação Rui Cunha | 18h00

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Há imagens que, pelo seu simbolismo, se tornam emblemas históricos. A declaração desesperada de Nixon, a jurar que não é “pa20 tife” antes de abdicar da Casa Branca. Para 4muito 0 recordo9duas quedas. 6 não me alargar A de Margaret 9 Thatcher 3 em Pequim, 8 numa 2 altura em que negociava o que viria a ser 3 5 sobre a declaração conjunta sino-britânica Hong Kong; e a queda de Fidel Castro, que 5 7 0 4 3 dois anos depois passaria o testemunho do poder 2 ao irmão Raul, 5 dando 3 6esperanças 7 de abertura do regime. Portugal teve o seu 9 4 telegénico 1 3 com a momento de simbolismo agravante 9 3 de vivermos7na era2da viralidade 5 6 instantânea. Todo o mundo viu, ou vai ver, 4 Rebelo de1Sousa babar-se depois Marcelo de apertar 4 a mão 6a Xi Jinping. Tendo 2 em 1 conta o contexto de investimento chinês na 5 8o episódio 6 parece 9 economia portuguesa, uma tese sobre a forma como a realidade, muitas vezes, suplanta a sátira. Por outro 22 pode ser que a saliva de Marcelo lado, afogue as gafes bem maiores da equipa 3 0Estrangeiros2portuguesa. A dos Negócios começar9por Augusto Santos Silva, 1 8que 4 numa entrevista, usou a denominação na8 utilizada 3 2para0designar 7 Taiwan, 4 cionalista para se 4 referir à segunda maior potência 6 2 económica mundial. República da China, 5 3 Popular da China. 7 em4vez de República Atenção, não foi o ministro da Agricultura 7 9 1 que meteu o pé na argola, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros, 9 3que tem obrigação 8 de saber como se designa Taiwan e que esse 8 tema a2dar para o6sensível. 1 3Isto 9para 5 é um não3falar diplomata 6do 8 5 que se referiu a Xi 7 Jinping como Dono Disto Tudo. No meio 1 um fio de baba 3 6 deste oceano de baboseiras, é apenas uma gota. João Luz

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CONCLAVE | ROBERT HARRIS (2016)

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2 0 4 7 3 9 9 4 5 3 2 7 0 7 4 1 8 2 2 3 9 5 6 0 1 4 7 0 5 8 Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia 7 Margarida 2 3Mota;6Vitor9Ng Colaboradores 1 Amélia Vieira; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Navarro de Andrade; José Simões Morais; Luis Carmelo; Michel Reis; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio 9 Fonseca; 0 5Valério8Romão7Colunistas 6 António Conceição Júnior; David Chan; João Romão; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph 5 de9redacção 2 e4 1 3Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

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internacional 23

quinta-feira 6.12.2018

POLUIÇÃO INTENSIFICAR LUTA CONTRA O PLÁSTICO

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presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, a equatoriana Maria Fernanda Espinosa, afirmou ontem a sua vontade de intensificar a luta global contra a poluição de plásticos. “Oitenta por cento dos plásticos acabam nos oceanos. Vamos entre as oito e as 12 milhões de toneladas por ano”, disse a presidente, numa conferência de imprensa em que esteve acompanhada pelo primeiro-ministro de Antiga e Barbuda, Gaston Browne. Segundo Maria Fernanda Espinosa, até 2050 haverá “mais plástico no mar do que peixes”. “Os microplásticos são encontrados no sal e na água e, por isso, presume-se que cada pessoa no planeta tenha plástico no seu corpo”, explicou. A intensificação da luta global visa complementar os esforços já feitos, entre outros, por várias agências das Nações Unidas, frisou. Em Fevereiro, a agência das Nações Unidas para o ambiente iniciou uma campanha global, denominada ‘#OceansPropres’, para impedir o desperdício de plástico. Lançada na Cimeira Ocean World, realizada em Bali, na Indonésia, a campanha exorta os governos a adoptarem políticas de redução de plástico, solicitando às indústrias para minimizarem as embalagens de plástico e a repensarem a concepção dos produtos, antes que os oceanos sejam irreversivelmente danificados. A acção da presidente da Assembleia Geral visa intensificar, através das Nações Unidas, a consciencialização dos danos causados pelo plástico e limitar o uso nas suas agências.

Cuba Telemóveis com acesso à Internet

Cuba anunciou que os seus cidadãos vão receber acesso total à Internet nos telemóveis a partir de quinta-feira, um dos últimos países do mundo a disponibilizar este serviço. A presidente do monopólio estatal de telecomunicações cubano, Mayra Arevich, disse esta terça-feira que os cubanos podem começar a adquirir o serviço 3G pela primeira vez. Até agora, os cubanos apenas tinham acesso a contas de e-mail estatais nos seus telefones. A ilha tem uma das menores taxas de uso da Internet do mundo, mas está a evoluir nesse capítulo desde a melhoria nas relações entre os Estados Unidos e Cuba, iniciada em 2014 pelo Presidente Barack Obama, e pelo restabelecimento das relações diplomáticas em 2015.

ONU PREVISTAS DIFICULDADES NAS CONVERSAÇÕES DE PAZ SOBRE O IÉMEN

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director da agência para a ajuda humanitária da ONU não espera um “processo fácil ou rápido” nas conversações de paz para acabar com a guerra civil no Iémen, onde 8,4 milhões de pessoas sofrem de “fome extrema”. As declarações de Mark Lowcock, à margem de uma conferência de imprensa em Genebra para apresentação

do plano humanitário global para 2019, foram proferidas na terça-feira, no mesmo dia em que a delegação dos rebeldes Houthi chegou a Estocolmo, local onde vão decorrer as negociações de paz, previstas para o final da semana. A delegação do governo do Iémen deixou ontem a capital saudita, Riade, em direção à Suécia, disseram

duas fontes próximas da delegação à agência noticiosa francesa AFP. O conflito no Iémen opõe os Houthis, alinhados com o Irão, contra as outras forças iemenitas apoiadas por uma coligação leal ao Presidente Abd-Rabbu Hadi, liderada pela Arábia Saudita e pelos Estados Unidos. Desde a intervenção da coligação militar

sob comando saudita, os combates já mataram cerca de dez mil pessoas e feriram mais de 56 mil, segundo a Organização Mundial de Saúde. Mas as organizações não governamentais acreditam que o número real de vítimas diretas e indiretas será muito maior. De acordo com estimativas da ONU, quase

80 por cento da população (agora cifrada em cerca de 25 milhões de pessoas) precisa de alguma forma de protecção e de assistência humanitária. Em todo o país, 18 milhões de pessoas estão em situação de “insegurança alimentar”, dos quais 8,4 milhões sofrem de “fome extrema”, segundo um relatório da ONU.

A sentença de Flynn deverá ser conhecida a 18 de Dezembro, mais de um ano após ter-se confessado culpado de mentir ao FBI sobre contactos com funcionários do Governo russo, em nome de Donald Trump

EUA PROCURADOR ESPECIAL NÃO RECOMENDA PENA DE PRISÃO PARA MICHAEL FLYNN

A verdade da mentira A colaboração contínua do ex-acessor de Donald Trump, na investigação sobre a alegada ingerência russa nas presidenciais de 2016, levaram o procurador especial Robert Mueller a não advogar a pena de prisão para Michael Flynn. A sentença deverá ser conhecida daqui a duas semanas

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procurador especial norte-americano Robert Mueller decidiu não recomendar uma sentença de prisão ao ex-assessor do Presidente dos EUA Michael Flynn devido à sua ajuda nas investigações no caso das alegadas interferências russas nas eleições presidenciais de 2016. Robert Mueller apresentou esta terça-feira o memorando

com as informações partilhadas por Michael Flynn. “Dada a assistência substancial do acusado (…) uma sentença que não imponha uma sentença de custódia - é apropriada e justificada”, indicou um documento judicial oficial. A sentença de Flynn deverá ser conhecida no dia 18 de Dezembro, mais de um ano após ter-se confessado culpado de mentir ao FBI

sobre contactos com funcionários do governo russo, em nome de Donald Trump. As falsas declarações de Flynn resultaram de um interrogatório de 24 de Janeiro de 2017 com o FBI sobre os seus contactos com Sergey Kislyak, então embaixador da Rússia nos EUA, enquanto o Governo do ex-Presidente dos EUA, Barack Obama, cobrava sanções ao Kremlin em resposta a alegadas interferências eleitorais. Em documentos judiciais arquivados junto com o seu acordo, Flynn disse que membros do círculo íntimo de Trump, incluindo o genro do Presidente e assessor da Casa Branca, Jared Kushner, estavam envolvidos no caso.

CASA DOS ENGANOS

De acordo com memorandos escritos pelo ex-director do FBI James Comey, Trump tentou pro-

teger Flynn pedindo a Comey que deixasse a investigação sobre as suas declarações falsas. Trump negou ter pedido a Comey que abandonasse a investigação, mas o episódio está entre os que estão sob escrutínio de Mueller, enquanto tenta descobrir se Trump tentou obstruir a investigação ao caso da Rússia. Flynn foi forçado a renunciar ao seu cargo, em 13 de Fevereiro de 2017, depois de investigações jornalísticas revelarem que os elementos do Executivo Obama tinham alertado a administração Trump sobre as declarações falsas de Flynn. A Casa Branca admitiu que Flynn tinha enganado as autoridades, incluindo o vice-Presidente, Mike Pence, sobre o conteúdo de suas conversas.


Aquele que sabe não fala; / aquele que fala não sabe. Lao-Tsé

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União de factos Declaração repudia proteccionismo, defende direitos humanos e António Guterres

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S governos português e chinês acordaram ontem uma declaração conjunta em defesa da acção do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na qual se repudia o proteccionismo económico, o unilateralismo e se defende os direitos humanos. “As duas partes manifestaram o apoio a uma economia mundial aberta e repudiaram todas as formas de proteccionismo e unilateralismo, comprometendo-se a promover a liberalização e facilitação do comércio e investimento no âmbito das regras do sistema multilateral do comércio”, lê-se na declaração conjunta, em que também se salienta o papel de António Guterres. Portugal e a China transmitem o seu apoio “à reforma do sistema das Nações Unidas de modo a aumentar a sua autoridade e eficiência” e acrescentam: “A reforma deve reflectir o princípio de abertura e transparência, ouvir de forma extensiva as opiniões dos países membros e buscar

amplo consenso mediante consulta plena. As duas partes sublinharam o seu apoio aos esforços do secretário-geral da ONU neste âmbito”. Neste capítulo sobre segurança internacional e multilateralismo, consta uma referência directa à questão dos direitos humanos. “As duas partes reafirmaram o seu empenho no multilateralismo, na defesa dos propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, em apoiar o reforço do papel das Nações Unidas na comunidade internacional, na manutenção da paz e segurança internacionais, na promoção do desenvolvimento sustentável e na protecção dos direitos humanos”, sublinha-se.

BONS MOMENTOS

Por outro lado, o regime de Pequim manifesta “apreço” pelo facto de Portugal ter reafirmado “a continuada adesão ao princípio ‘Uma só China’, bem como o apoio à posição chinesa na questão de Taiwan”. Ainda em relação aos principais ‘dossiers’mundiais, Portugal e China prometem empenhamen-

Portugal/China Macau destacado como ponte de união entre os dois países A declaração comum de Portugal e da China ontem divulgada dá especial destaque ao papel de Macau enquanto “ponte” entre os dois países, quando em 2019 se celebram os 20 anos da transferência de soberania para a China. “Ao reconhecer os notáveis êxitos de desenvolvimento que a Região Administrativa Especial de Macau alcançou desde o seu estabelecimento, e ao destacar o papel importante de Macau para o relacionamento luso-chinês, as duas partes

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to e coordenação para enfrentarem o desafio do combate às alterações climáticas. “As duas partes continuarão a promover o multilateralismo baseado na lei internacional e nas normas universalmente reconhecidas que regem as relações internacionais, e juntarão esforços para promover relações internacionais assentes no respeito mútuo, na equidade e justiça e na cooperação mutuamente vantajosa com vista a construir um mundo limpo, belo, aberto e inclusivo com paz duradoura, segurança universal e prosperidade comum”, lê-se. No que se refere às relações bilaterais, no plano da justiça, merece destaque um ponto relativo ao combate ao terrorismo e à criminalidade organizada. Os governos português e chinês “concordaram em aprofundar a cooperação bilateral na entrega de infractores em fuga, na recuperação dos activos de proveniência ilícita e no combate ao terrorismo e o seu financiamento, à criminalidade organizada transnacional e ao branqueamento de capitais”.

[portuguesa e chinesa] expressaram a disposição de reforçar o seu papel como ponte e elo de ligação para promover as relações de amizade de longo prazo” luso-chinesa, salienta-se no documento. Na declaração conjunta, alude-se igualmente, à disposição dos dois países no sentido de continuarem “a apoiar o papel de Macau como plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa”.

Presidente da China prometeu ontem o reforço dos projectos existentes com Portugal e defendeu o multilateralismo, o livre comércio e a paz, numa declaração conjunta com o primeiro-ministro António Costa. “O funcionamento bilateral encontra-se no seu melhor momento histórico. Em 2019, quando se celebram 40 anos das relações bilaterais, vamos aprofundar a amizade e cooperação e levar a nossa parceria estratégica global para um novo patamar”, assinalou Xi Jinping no Palácio de Queluz, onde foi recebido pelo primeiro-ministro português, membros do Governo, empresários e académicos. Na sua declaração, com tradução simultânea para português, o Presidente chinês voltou a enfatizar o reforço das relações bilaterais, que se encontram “no seu melhor momento histórico”. “As duas partes vão empenhar-se na promoção e aprofundamento da parceria estratégica global entre a China e a Europa, reforçar o apoio à cooperação nas organizações internacionais, como a ONU, salvaguardar conjuntamente o multilateralismo, o livre comércio, promover a paz, desenvolvimento, estabilidade e prosperidade mundiais”, assinalou na sua declaração. Xi Jinping recordou que Portugal foi a sua última paragem no seu périplo pela Europa, Caribe e América Latina, onde participou na cimeira do G20 que decorreu em Buenos Aires, a capital da Argentina. “Senti as aspirações, expectativas, dos povos de todos os países, pela paz, estabilidade, desenvolvimento, prosperidade, por uma vida melhor”, assegurou. “Apesar de o mundo actual enfrentar diversos problemas e desafios, a China vai aderir sempre ao princípio do respeito mútuo, consultas em pé de igualdade, e persistir no desenvolvimento pacífico e cooperação”. LUSA

LUSA

primeiro-ministro português afirmou ontem que Portugal, no quadro bilateral, ou no âmbito da União Europeia, é sempre um garante de uma relação de confiança com a China, que disse estar fundada em cinco séculos de convivência. Esta posição foi transmitida por António Costa após ter estado reunido com o Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, no Palácio de Queluz, e de os dois governos terem assinado 17 acordos bilaterais (ver página 11). António Costa disse que a visita de Estado a Portugal de Xi Jinping ocorre num “momento especialmente importante quando, no próximo ano, se celebram 40 anos de relações diplomáticas entre os dois países e 20 anos após a devolução à China da administração do território de Macau. “A nossa relação funda-se em mais de cinco séculos de convivência e numa confiança mútua que foi sendo confirmada e reafirmada. No quadro bilateral e da União Europeia, somos sempre um garante da relação de confiança com a República Popular da China”, sustentou o primeiro-ministro português, numa declaração sem direito a perguntas por parte dos jornalistas. Perante o Presidente da China, o primeiro-ministro deixou ainda mais uma referência elogiosa ao atual estado das relações luso-chinesas. “Com a confiança que temos, em cada novo encontro, são dois passos à frente que conseguimos dar no nosso relacionamento cada vez mais profícuo entre nós”, acrescentou. Depois das declarações conjuntas, num momento raro, porque fora do protocolo de Estado, o Presidente chinês e o primeiro-ministro português deram um demorado passeio a sós pelos jardins do Palácio de Queluz.

quinta-feira 6.12.2018

XI JINPING DEFESA DO MULTILATERALISMO, LIVRE COMÉRCIO E PAZ NO MUNDO

LUSA

ANTÓNIO COSTA SOMOS SEMPRE O GARANTE DE UMA RELAÇÃO DE CONFIANÇA

PALAVRA DO DIA


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