O fim-de-semana foi de arquitectos lusófonos, com debates sobre a cultura, a cidade e o ambiente Página 8
Maratona | Etíope foi o mais rápido. Quenianos conseguiram 14 pódios para 20 atletas página 10
tempo pouco nublado min 18 max 27 humidade 35-90% câmbios euro 10.6 baht 0.26 yuan 1.21 pub
Agência Comercial Pico • 28721006
hojemacau Mop$10
pub
Director carlos morais josé • segunda-feira 6 de Dezembro de 2010 • ANO X • Nº 2265
sands China diz que não abrirá mão das parcelas sete e oito do Cotai
Daqui ninguém me tira
Os advogados da Sands China já se reuniram com o Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, para pedir-lhe que repense na decisão anunciada pelas Obras Públicas de não atribuir os terrenos conhecidos como parcelas sete e oito, no Cotai, ao operador de jogo. Se a decisão do Executivo não for favorável, a empresa já anunciou que irá até a última instância para fazer valer as 1,3 mil milhões de patacas que investiu na preparação dos terrenos e as muito mais que pode perder por ver um dos seus projectos minados. Candidatos, no entanto, não faltam para ocupar as terras. As Obras Públicas, por seu lado, limitam-se a dizer que quando houver novidades, irá informar. >página 4
Direito | Duarte Santos, docente da umac, defende criação de nova escola
Pelo bilinguismo e pela inclusão Entrevista páginas 2 e 3
Lei do tabaco
Académicos pedem mais rapidez • P.6
Macaenses
Diáspora com papel de promoção • Última
TDM
O entra e sai no grupo rumo à nacionalização • P.5
Três Candeeiros
Trabalhador morre em explosão • P.7
China
Siza Vieira faz furor em Jiangsu • Última
os nossos contactos mudaram
info@hojemacau.com.mo
publicidade@hojemacau.com.mo
segunda-feira 6.12.2010 www.hojemacau.com.mo
2
entrevista
Duarte Santos, docente na Faculdade de Direito da Universidade de Macau
António Falcão
antonio@hojemacau.com.mo
Duarte Santos, docente na Faculdade de Direito da Universidade de Macau (UMAC), põe o dedo na ferida e evoca a questão do bilinguismo como solução ideal para o futuro do ensino jurídico no território. O académico aposta na ideia que tem transparecido como uma intenção do Executivo da RAEM, para a área da Justiça, que aponta para a criação de uma escola única de Direito, que associe as duas contingências existentes actualmente em Macau na UMAC, com um curso leccionado em português e outro em chinês, e na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST), com um curso em chinês. Apesar de todas as questões que se levantam, com opiniões contraditórias vindas de várias frentes, esse seria o sistema ideal que funcionaria como um pólo reivindicativo das intenções do Governo Central. O de transformar Macau na verdadeira fronteira entre a China e os países lusófonos, com a aplicação da língua portuguesa nas bases do seu ensino. Não só na área do Direito, sobretudo na aposta da diferença em toda a região, colmatando uma brecha que Portugal nunca teve a audácia de implementar no seu “Império”. É um tema que parece que nunca fui tão falado como agora: a questão do bilinguismo no sistema jurídico em Macau, que se encontra a fervilhar num surto de transição sem nunca se saber como e quando irá ter fim. Na sua opinião, o que está em causa? O que está fundamentalmente em questão é o facto de Macau apostar na diferença ou apostar, ao nível jurídico, numa integração que vá em direcção àquilo que são, vamos lá, as intenções de alguns grupos de “patriotas” de Macau, que não tem correspondência nenhuma até com aquilo que é a vontade do Governo Central. Penso que para Macau se afirmar verdadeiramente como a tão falada plataforma, sobretudo agora com as ligações que a República Popular da China tem com os países de língua oficial portuguesa, deve apostar vivamente no bilinguismo. Nessa área, o Direito desempenha obviamente um papel muito importante, até pelas semelhanças que existem. Por outro lado, julgo que o sistema jurídico de Macau só
é compreensível por quem domina a língua portuguesa. Quem não domina a língua portuguesa não pode saber Direito em Macau. Isso é evidente. O que salta sempre à vista, por parte da comunidade local, é o deixar de parte a grande maioria da população que, claro está, não tem a compreensão do português. Mesmo quando se aponta o sector jurídico, acaba por se criar uma espécie de reduto, uma elite. E também, quando se refere a "patriotismo", em termos de leis, em termos jurídicos, o que quer isso dizer? Por isso é que eu acho que Macau devia apostar na formação de juristas bilingues, para não deixar ninguém de fora. Nesse sentido, a Faculdade de Direito desempenharia um papel fundamental. Aliás, nos últimos dias tem sido aventada a hipótese da criação de uma escola de Direito que abrangesse precisamente essas duas vertentes do termo bilinguismo. Sou totalmente favorável, até porque entendo que, neste momento, tal como está organizada a Faculdade de Direito, com cursos em português e com cursos em chinês, ela destoa por completo do que são os objectivos, na minha óptica, do bilinguismo, do princípio “um país, dois sistemas” e do princípio da continuidade jurídica. Portanto, eu julgo que seria de facto importante - e eu apoio porque acho que é uma medida que talvez seja interessante andar para a frente - a criação de uma escola de Direito que, na minha opinião, deveria ser completamente autónoma da UMAC. Quando há actualmente duas faculdades com cursos de Direito, cada uma puxa para um lado. Não é só uma questão de língua, pois não? Relativamente à outra Faculdade de Direito, na MUST, todos sabemos os problemas que tem tido no seu reconhecimento em Macau, designadamente no acesso ao exercício da advocacia. Isso relaciona-se com um currículo desadequado à realidade local em que não se ensina ou não se ensinava o Direito de Macau. Obviamente a questão da língua também está aí implicada porque os principais elementos de estudo estão em língua portuguesa, sendo
António Falcão | bloomland.cn
“Não há da parte das entidades responsáveis uma
poucos os existentes em língua chinesa. Uma vez mais insisto, em Macau, quem não domina o português não sabe Direito. A questão em si, além das línguas, e parece que é esse caminho que essas vozes dissonantes pretendem seguir, também passa pelo facto de que a doutrina jurídica não seja portuguesa nem chinesa, mas que se encontre
possam de facto movimentar-se no ordenamento jurídico de Macau com à vontade. Quando fala em bilinguismo, seria natural que os juristas portugueses também tivessem essa vertente. Eu contra mim falo. Gostaria muito de dominar a língua chinesa, mas também o trabalho e a vida não me proporcionam isso. Agora, julgo
Não sei se são interesses das pessoas. De facto, também compreendo que queiram compreender aquilo que é o Direito de Macau. Mas o que está muitas vezes em causa é, claramente, uma reacção contra um passado colonial e uma certa animosidade relativamente aos portugueses que não tem hoje razão de ser.
“Tal como está organizada a Faculdade de Direito, com cursos em português e com cursos em chinês, ela destoa por completo do que são os objectivos, na minha óptica, do bilinguismo, do princípio “um país, dois sistemas” e do princípio da continuidade jurídica. Portanto, eu julgo que seria de facto importante - e eu apoio porque acho que é uma medida que talvez seja interessante andar para a frente - a criação de uma escola de Direito que, na minha opinião, deveria ser completamente autónoma da UMAC” no futuro um sistema jurídico específico de Macau. Será isso? O ordenamento jurídico de Macau está construído. Está consolidado e bem. É uma boa herança que a presença portuguesa aqui deixou com a componente chinesa, com a adopção do princípio “um país, dois sistemas”. Nesse aspecto acho que não se deve mexer. O que se deve é de facto criar quadros, criar pessoas, bilingues, que
que as pessoas, desde pequenas, deveriam de facto ser introduzidas nesse processo, quer no chinês, quer no português. Não é o inglês que tem de ser a segunda língua de Macau, tem de haver de facto uma aposta no chinês e no português. A questão da diferença, quando puxa o sistema jurídico, usando a palavra “chinês” ou “patriota”, como refere, o que é que está em causa aí?
Torna-se então essencialmente um problema de tradução? Outro problema que nós temos aqui em Macau: há falta de tradutores, é evidente. Tradutores qualificados. E os tradutores também deveriam ser licenciados em Direito. Quanto à formação jurídica e à formação de magistrados, há sempre uma questão que fica no ar que é a de que Macau não
Agora que o ordenamento jurídico de matriz portuguesa e a língua de Camões já não são o pior que Macau tem, chegou a hora de elaborar as leis que faltam – ou rever e actualizar as existentes. Esta semana, com a autoridade que se lhe reconhece, pois há anos que trabalha na Assembleia Legislativa, o jurista Pedro Sena disse que “as necessidades sentidas pelos trabalhadores residentes são exactamente as mesmas que são sentidas pelos não residentes. Haver um tratamento diferenciado viola o princípio da igualdade que consta na Lei Básica”. Gilberto Lopes, P.15
segunda-feira 6.12.2010 www.hojemacau.com.mo
3
compreensão daquilo que é o Direito em Macau” consegue produzir magistrados suficientes. Desde logo começa por haver o problema do bilinguismo. Há poucas pessoas bilingues. Por outro lado, sendo o sistema de raiz portuguesa, e face à escassez de pessoas devidamente preparadas, é incompreensível que licenciados em Direito que só dominam o português não possam ter acesso à magistratura. Se forem residentes permanentes, e aqui formados, porque não? Têm saído do curso em português bons estudantes que dariam óptimos magistrados e que não o podem ser por causa desta limitação. Entretanto, vão buscarse, e bem, magistrados a Portugal que não dominam o chinês... O que deve então o Governo fazer, a curto prazo, nesse aspecto? Acho que deve pegar nesta ideia da escola de Direito por um lado, e por outro, implementar o ensino bilingue nas escolas. São duas áreas em que o Governo deve actuar. Além de, obviamente, admitir aos cursos de acesso à magistratura licenciados em Direito residentes de Macau que só dominam o português. Na área da Administração, tudo isso se irá reflectir na questão da justiça, no uso do português e na aposta concreta no bilinguismo? Eu, hoje em dia, entro numa repartição pública e encontro cada vez mais menções em inglês e vejo falta de menções em portuês. Também não há panfletos em português, por exemplo, e o português que se usa é mau. Isso é notório. Portanto, acho que sobre isso estamos conversados. A administração devia cuidar mais dessa quegustão. Creio que Macau, a administração chinesa de Macau, tem uma oportunidade histórica de fazer aquilo que a administração portuguesa nunca fez, que é tornar Macau um local, uma região diferente, precisamente pelo seu aspecto cultural, que obviamente inclui também o aspecto linguístico. Que se possa espalhar também por outras áreas da sociedade... Evidentemente. Estamos aqui a circunscrever a nossa conversa ao Direito, mas obviamente que nas outras áreas também se aplicará. Veja o exemplo de Hong Kong, onde toda a gente fala chinês e inglês. Mas é um processo histórico, um processo de muitos anos, uma
“Em relação à outra Faculdade de Direito, na MUST, todos sabemos os problemas que tem tido no seu reconhecimento em Macau, designadamente no acesso ao exercício da advocacia. Isso relacionase com um currículo desadequado à realidade local em que não se ensina ou não se ensinava o Direito de Macau. Obviamente a questão da língua também está aí implicada porque os principais elementos de estudo estão em língua portuguesa, sendo poucos os existentes em língua chinesa” aposta que vem de trás. Os portugueses estão cá há muitos mais anos. Não se compreende porque é que nunca se apostou de facto nisso. Aliás, é nessas, como noutras áreas, que se nota um modo de ser muito português, que eu acho que a administração chinesa tem uma oportunidade única para corrigir. Marcando Macau com um sítio que se distingue da grande China. Exactamente. Um sítio único no mundo. Macau tem particularidades que, por exemplo, Hong Kong não tem. Como tal, é isso que se tem de aproveitar da presença portuguesa. Na sua opinião como está o nível da Justiça em Macau. Pode dizerse que há uma "justiça justa", em toda esta mudança de panoramas? Isso é uma questão que se coloca em muitos ordenamentos jurídicos por todo o mundo. Umas vezes melhor, outras vezes pior. Há decisões que são aberrantes, há outras que não. Enfim, no geral julgo que há falta de meios humanos, que há falta de magistrados e, fundamentalmente, são esses os problemas. Voltando à UMAC e ao seu projecto de ensino na área do Direito, que também não tem navegado em águas calmas. O que se pode dizer sobre esse processo? Neste momento, na universidade, não há da parte das entidades responsáveis uma compreensão correcta daquilo que é o Direito e daquilo que significa o Direito em Macau. Creio que a melhor solução é tirar a Faculdade de Direito da universidade e criar uma escola de Direito. Nesse aspecto, estou totalmente de acordo com o que foi veiculado na Assembleia Legislativa, pelo menos aquilo que nos chegou, é que de facto houve
essa preocupação. O curioso é que a preocupação com o português só tenha surgido depois da visita do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. Mas antes tarde que nunca. É um abrir de olhos através da China que chega a Macau e que em todos desperta essa intenção. É curioso que esse alerta venha do Governo Central, o que demonstra uma abertura da China que muitas vezes os interesses aqui instalados não têm. Em relação à procura do novo director para a Faculdade de Direito, acha que a forma como se lidou com a questão, nomeadamente colocar um anúncio na imprensa local, terá sido a melhor maneira de colmatar esse vazio? Esse é um exemplo paradigmático. Como é que se vai procurar um director para a Faculdade de Direito através de uma empresa “head hunter” de Hong Kong? Para mim é completamente inconcebível. Todos os docentes da Faculdade de Direito se manifestaram contra essa situação, porque julgamos que um director de uma faculdade de Direito deve ter conhecimento das características locais, deve dominar o Direito local, ou pelo menos ser oriundo de um sistema idêntico. Além disso, deve ter a sensibilidade para conseguir fazer uma ligação entre a Faculdade de Direito e a sociedade civil que manifestamente, nos últimos três, quatro anos, não existe. No entanto, ao arrepio da opinião por nós expressa, avançaram para a contratação dessa empresa. Vai sair muito mais caro, sem necessidade nenhuma. Há no próprio corpo docente da universidade pessoas perfeitamente capazes e disponíveis para exercer essa
função. Depois, relativamente às competências linguísticas, colocase como exigência o domínio do chinês e do inglês, colocando o português como língua opcional. Ora, aí está um ataque, até àquilo que é a génese da Faculdade de Direito na UMAC, um ataque também àquilo que é o princípio “um país, dois sistemas”, à língua oficial e a todo o seu direito. Não foi por falta de alerta. Manifestámo-nos contra, mas fomos ignorados. Outro exemplo é a imposição da “general education” indistintamente a todos os cursos e com um forte peso nos currículos das faculdades. Um perfeito disparate é querer importar modelos anglo-saxónicos que nada têm que ver com a tradição local. Quem está por trás dessas decisões? A reitoria e o conselho da universidade. Quando fala dessa escola de Direito independente, cabe ao Governo gerir todo o processo ou também à UMAC dar os primeiros passos nesse sentido? Não, acho que é o Governo. É uma coisa que deve ser levada a cabo pelo Governo. Deve ser uma coisa autonomizada da Universidade de Macau. A Universidade de Macau deixará de leccionar Direito? Nesse sentido, se a escola for criada, não há mercado para termos mais do que uma Faculdade de Direito em Macau. Neste momento temos duas, com os problemas que se conhecem. Por outro lado, o Governo, em
“Neste momento, na universidade [de Macau], não há da parte das entidades responsáveis uma compreensão correcta daquilo que é o Direito e daquilo que significa o Direito em Macau. Creio que a melhor solução é tirar a Faculdade de Direito da universidade e criar uma escola de Direito”
vez de mandar para Portugal estudantes para tirar o curso de Direito, deveria fazer com que essas pessoas aqui ficassem e que estudassem Direito em Macau. Uma escola com essas características, uma escola bilingue, estaria perfeitamente adaptada e conforme às necessidades desses estudantes, que vão primeiro aprender português e depois tirar o curso numa faculdade em Portugal. Não, a solução é de facto atrair esses estudantes com um curso que seja estruturado de forma a cobrir também as necessidades desses mesmos estudantes e as necessidades de Macau. Também abrangendo o leque de estudantes dos países de língua portuguesa, que poderão ter assim um estudo com outra componente? Com certeza. Tem de haver possibilidade nesse curso bilingue, não podemos impor que toda a gente opte pelo bilinguismo, obviamente, porque uma faculdade tem sempre diversas vertentes de formação. Nesse aspecto, também se deve continuar com a cooperação que se tem feito com os países africanos de expressão portuguesa. No entanto, isto não implica que esses estudantes não aprendam a língua chinesa. Quando o procurador da RAEM, Ho Chio Meng, se refere, no seu discurso na abertura do ano judicial, às práticas do sistema jurídico da “Common Law” de Hong Kong, será por que essa é a única alternativa que Macau tem quando se quer separar da vertente portuguesa no seu ordenamento jurídico? Não sei se ele acredita nisso. Mas se gostam de seguir os exemplos de Hong Kong... Se calhar até poderiam começar por seguir um exemplo que é o facto de não se utilizar o chinês nas faculdades e no sistema judicial do território vizinho. Mas eu também não acho isso bem, porque acho que se deve implementar o chinês enquanto língua oficial e enquanto língua veicular do sistema jurídico, conjuntamente com o português. Por outro lado, e face à realidade de Macau, não penso que o sistema jurídico aqui vigente seja empecilho de espécie alguma para o desenvolvimento do território, como está bem à vista.
segunda-feira 6.12.2010 www.hojemacau.com.mo
4
política
Sands pode perder 110 mil metros quadrados no Cotai
Em luta pelos terrenos
Depois de verem negada pelo Governo a concessão de dois lotes no Cotai, os responsáveis da Sands China encontraram-se com Chui Sai On para recorrerem da decisão. Sands e Executivo não se entendem e o desacordo sobre os terrenos já levou a uma quebra na bolsa de valores de Hong Kong Joana Freitas e Kahon Chan joana.freitas@hojemacau.com.mo / kahon.chan@hojemacau.com.mo
No mesmo dia em que perderam a concessão sobre os lotes sete e oito no Cotai, na sexta-feira, Leonel Alves, o advogado da Sands China, encontrou-se com o Chefe do Executivo, Chui Sai On, para tentar reverter a decisão. O aviso da Administração de Macau chegou por carta na quinta-feira passada e anunciava a não aprovação do pedido, justificando que a candidatura “não estava totalmente completa” e mencionando que se baseia na “Lei das Terras”, isto é, na gestão da distribuição dos terrenos. À acusação do Governo de que “nunca foi discutida a possibilidade de concessão dos terrenos”, Leonel Alves defende dizendo que as terras não foram ocupadas ilegalmente, um vez que a empresa terá inclusive recebido licenças de consolidação do Governo. A empresa de jogo tem projectos nos lotes há cerca de cinco anos e já viu 1,3 mil milhões de patacas perdidas em trabalhos de preparação dos terrenos. Leonel Alves fez jus a este investimento integrando-o no recurso de apelação. As acções da Sands China já estão a ser penalizadas em 1,3% na Bolsa de Valores de Hong Kong. Na quintafeira, a empresa já havia anunciado a suspensão das suas acções, a justificar apenas que estava prestes a anunciar uma “determinada informação sensível a preços”. Na sexta-feira, a notícia bombástica dos lotes sete e oito foi anunciada. Depois da conversa com Chui Sai On, a Sands diz ponderar todas as opções disponíveis para resolver o caso e, se o Executivo não reponderar a decisão, a empresa tem 30 dias para recorrer judicialmente. Quatro das seis empresas na área do entretenimento de Macau já evidenciaram planos para o Cotai. A MGM China propôs uma oferta pública na bolsa de Hong Kong, a Wynn Macau revelou querer utilizar os terrenos para resorts e, em Setembro, Ambrose So revelou
acerca da concessão dos terrenos, o académico defende que este deve, com urgência, delinear um traçado geral desta situação a fim de que seja possível compreender quais as hipóteses de investimento tanto para os investidores locais como para os de fora do território. Sio Chi Wai, deputado da Assembleia Legislativa, acredita que a Administração está a responder de forma positiva a estas questões, mas revela preocupações no que toca a um “racismo” relativamente aos investidores estrangeiros. Wai defende que o Governo deverá estar aberto a projectos que sejam favoráveis à diversidade económica da RAEM e, mais ainda, que deverá suportá-los. Lucros sobem, reputação cai
ao Governo o interesse da SJM nos lotes sete e oito, caso estes ficassem disponíveis. A investida de Ambrose So foi, aliás, a mais pública e polémica de todas. O executivo disse, em Setembro, durante uma entrevista ao The Wall Street Journal, que havia enviado uma carta ao Governo de Macau a expressar o interesse em que os terrenos do Cotai lhe sejam concedidos, enquanto a Sands frisava que não abriria mão do que já era seu. Naquela altura, a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) desmentiu as duas operadores de jogo: não recebeu nada da SJM e ainda não tinha autorizado nenhuma concessão à Sands. As parcelas vizinhas, a cinco e seis, já pertencem a Sands, num projecto estimado em mais de 31 mil milhões de dólares, mas sofreram atrasos consideráveis na construção devido à falta de mãode-obra residente para cumprir a legislação de quotas na contratação de não residentes. As previsões indicam que o novo empreendimento ficará pronto no último trimestre do próximo ano. OPINIÕES (IN)FORMADAS
As opiniões sobre o assunto divergem, mas estão, na sua maioria,
Davis Fong, académico na área comercial da Universidade de Macau, explicou que as ligações entre as decisões tomadas e as recentes notícias lançadas sobre a Sands China já foram longe de mais, sem que houvesse qualquer tipo de pressão sobre a utilização do terreno. Fong defendeu que “o Governo tem que tomar decisões que sirvam o melhor interesse da sociedade, especialmente quando a situação de terrenos abandonados se torna um problema social” de acordo com a perda dos lotes. O Chefe do Executivo já havia afirmado que a indústria do jogo deixaria de ter prioridade para utilização de terrenos. No passado, os lotes eram garantidos aos operadores das empresas de jogo devido a este ser um sector que requeria apoio do Governo com o intuito de estimular a economia do território. Lawrence Ho, da Melco Crown, defendeu que as decisões do Governo se fundamentaram em razões credíveis, já que consideram que “as terras foram deixadas ao abandono durante anos, contrariamente ao que aconteceu com o City of Dreams, cujo período desde a obtenção
as terras até à construção foi de quatro anos”. Em entrevista ao Hoje Macau, Davis Fong, académico na área comercial da Universidade de Macau, explicou que as ligações entre as decisões tomadas e as recentes notícias lançadas sobre a Sands China já foram longe de mais, sem que houvesse qualquer tipo de pressão sobre a utilização do terreno. Fong defendeu que “o Governo tem que tomar decisões que sirvam o melhor interesse da sociedade, especialmente quando a situação de terrenos abandonados se torna um problema social”. Apesar de saber que o Governo não está em posição de tomar decisões judiciais
A Sands China registou lucros líquidos de 199,2 milhões de dólares (1,56 mil milhões de patacas) no trimestre concluído a 30 de Setembro, de acordo com os International Financial Reporting Standards, comparativamente aos 86,8 milhões de dólares (680 milhões de patacas) registados no período homólogo do ano anterior, o que representa uma subida de 129%. As receitas subiram 27% para 1,08 mil milhões de dólares (8,46 mil milhões de patacas). A par das receitas recordes, no entanto, a subsidiária da Sands Las Vegas viu a sua imagem beliscada há menos de dois meses, quando o ex-director da Sands China Steve Jacobs presentou uma queixa em tribunal contra o presidente do grupo, Sheldon Adelson, a alegar ter sido despedido ilegalmente e a denunciar pressões para que usasse “influências impróprias” junto dos responsáveis do Executivo de Macau. A polémica instalou-se após a demissão de Steve Jacobs, em finais de Julho. De acordo com Jacobs, as exigências de Adelson seriam alegadamente ilegais, pelo que o ex-director apresentou, num tribunal de Clark County, no estado de Nevada (EUA), uma queixa contra a Las Vegas Sands, a exigir o pagamento de salários pendentes bem como bónus e opções de compra sobre as acções da Sands nos EUA e em Hong Kong. Entre as várias alegações que compõem o processo, Jacobs acusa Adelson de lhe ordenar que usasse “influências impróprias” sobre o Executivo da RAEM, no sentido de ajudar a companhia a garantir o direito de venda dos apartamentos no seu complexo Four Seasons, no Cotai, em regime de fracções imobiliárias autónomas. O processo está ainda à espera de julgamento.
Ministro português António Mendonça cancela visita a Macau A visita a Macau do ministro português das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, foi ontem cancelada. O responsável era esperado em Xangai ontem pela manhã mas, devido à greve dos controladores aéreos espanhóis, o voo em que deveria ter saído de Lisboa, no sábado passado, foi cancelado. O ministro era esperado em Macau na quinta-feira, dia em que presidiria à assinatura de protocolos de gestão aeroportuária entre a Ana (Aeroportos de Portugal), a Nave Portugal e o Aeroporto Internacional de Macau.
segunda-feira 6.12.2010 www.hojemacau.com.mo
5
Executivo anuncia hoje detalhes da equipa que irá conduzir “nacionalização”
O grupo que poderá salvar a TDM Kahon Chan
kahon.chan@hojemacau.com.mo
Depois da ordem dada pelo Chefe do Executivo, no início de Novembro, é hora de arrumar a casa para transformar a TDM numa empresa totalmente pública. Hoje, pelas 11h, o porta-voz do gabinete de Chui Sai On, Alexis Tam, irá revelar detalhes do novo grupo de trabalho que participará na transição da companhia. Os membros, no entanto, não são a grande surpresa. Como o Hoje Macau já havia avançado, os deputados da Assembleia Legislativa Kwan Tshui Hang e Ung Choi Kun não aceitaram o convite do Governo para integrar a nova comissão,
deixando, portanto, dois dos sete lugares vazios. Os outros cinco membros já estão confirmados. São os mesmos que durante seis meses fizeram parte do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento Estratégico da TDM, que teve como resultado um relatório entregue a Chui Sai On no início de Outubro a defender a “nacionalização” da companhia. Os postos vagos vão ser ocupados pelo antigo funcionário da TDM Wong Cheong On e por um académico. Leong Kam Chuen confirmou ontem ao Hoje Macau que continuaria a integrar a comissão, mas recusou-se a avançar com mais detalhes, remetendo-os a Alexis Tam. Agnes Lam afastou a hipó-
tese de ser ela a académica e apontou que o novo integrante Wong Cheong On trabalhava no departamento de programação e estava responsável pela compra de programas. Lam espera, contudo, que a comissão possa dar ouvidos a todos os sectores dentro da TDM e que consiga criar uma constituição que demarque a posição da empresa como um canal de televisão pública, com uma missão clara. A deputada considera que os principais problemas da estação prendem-se a malentendidos gerados pelo posicionamento dúbio. “O grupo pode contribuir para melhorar as operações de rotina e a administração da empresa deve ter um papel
responsável em todo o processo de transição”, apontou ao Hoje Macau. Ambos os deputados referiram que não querem ser envolvidos na reestruturação e nas tarefas práticas da empresa, já que poderá haver conflito de interesses. Sabe-se que, por agora, a mudança será faseada e que haverá melhorias na qualidade do serviço, “no sentido de satisfazer gradualmente a procura da população”, como frisou Chui Sai On no início do mês de Novembro. Assim que o grupo de trabalho entrar em acção a sua principal tarefa será colaborar com o actual Conselho de Administração da TDM para ajudar a entidade a passar, gradualmente, a funcionar de mo-
delo de serviço público de radiodifusão e acompanhar outras sugestões e medidas viáveis apresentadas pelo Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento Estratégico da TDM. O funcionamento da
TDM, com seis canais televisivos e duas rádios e 450 trabalhadores, é, desde 2002, totalmente suportado por verbas subsidiadas pelo governo, que, entre 2007 e 2009, ascenderam a cerca de 287,3 milhões de patacas.
pub
AVISO A partir de 10 de Dezembro de 2009, os titulares do bilhete de identidade de residente permanente da Região Administrativa Especial de Macau (BIRP da RAEM) que tenham completado 11 anos de idade e que satisfaçam os requisitos (obs. 1) podem, através de registo prévio por vontade própria, e mediante a apresentação do bilhete de identidade de residente permanente, utilizar as passagens automáticas (Canal-e) para entrarem e saírem de Hong Kong. - Os titulares do BIRP da RAEM que tenham completado 18 anos de idade e que satisfaçam os requisitos, para tratarem do registo prévio, podem recorrer: 1. Ao balcão de registo do Departamento de Imigração do Governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong instalado no Terminal Marítimo Hong Kong/Macau, sito no Sheung Wan, Shun Tak Centre, Hong Kong (na área que antecede os balcões de processamento de formalidades de entrada do átrio das chegadas), ou ao balcão de registo que se encontra na China Ferry Terminal, sito em Tsimshatsui (na área posterior dos balcões para o processamento de formalidades de entrada do átrio das chegadas); ou 2. Aos quiosques de serviço automático que se encontram instalados no átrio do rés-do-chão do Edifício China Plaza, Centro de Serviços da RAEM (sito na Areia Preta), no átrio das partidas do Terminal Marítimo do Porto Exterior e do Terminal Marítimo Provisório da Taipa. - Os indivíduos com idade compreendida entre os 11 e os 18 anos que satisfaçam os requisitos, devem dirigir-se com acompanhamento de um dos pais ou seu tutor aos balcões de registo do Departamento de Imigração de Hong Kong acima referidos, para tratar do registo prévio. (obs. 2) Para mais informações sobre as formalidades do registo, pode consultar o website da DSI: www.dsi.gov.mo ou ligar para o número: 28370777. Os residentes permanentes de Macau habilitados e depois de ter efectuado com sucesso processo do registo, podem utilizar os canais-e que se encontram disponíveis: (1) na Terminal Marítimo Hong Kong/Macau, no Shun Tak Centre em Sheung Wan, Hong Kong (na área ao lado esquerdo dos balcões de processamento de formalidades de entrada do átrio das chegadas); e (2) no China Ferry Terminal de Tsimshatsui. No acesso aos canais-e, deve colocar, primeiro, o BIR, com a face virada para cima e a imagem do rosto à esquerda, no dispositivo de leitura; após o que retira o BIR e abrir-se-á a porta de acesso à área de verificação de impressão digital; se os dados coincidirem, é-lhe emitida uma senha de entrada, impressa com as condições e o prazo de permanência. Para problemas encontrados no acesso aos canais-e, os usuários registados podem recorrer às linhas de assistência da DSI 83940542 ou 83940507. Obs. 1: refere-se a indivíduos que não necessitam de obter previamente visto para entrarem em Hong Kong. Para mais pormenores, por favor consultar o website da DSI: www.dsi.gov.mo. Obs. 2: Na apresentação do pedido, os indivíduos acima referidos devem apresentar o original dos seguintes documentos: (1) Documento de identificação do requerente e do pai ou da mãe, ou do tutor que acompanhe as formalidades do registo do requerente; (2) Certidão de nascimento válida do requerente; os nascidos em Macau devem apresentar a certidão narrativa de registo de nascimento para fins do pedido da emissão do BIR, emitido pela Conservatória do Registo Civil de Macau; (3) Documentos comprovativos sobre o exercício do poder paternal ou da tutela, no caso de o requerente ser acompanhado pelo tutor para efeitos de registo (se o documento é escrito apenas em língua portuguesa, deve ser acompanhado da respectiva tradução em chinês ou inglês).
Direcção dos Serviços de Identificação, aos 06 de Dezembro de 2010.
segunda-feira 6.12.2010 www.hojemacau.com.mo
6
sociedade
Direito | O consumo de tabaco é uma magna questão social
Jurisprudência das beatas Subordinada ao tema “As Reformas Jurídicas de Macau no Contexto Global” prosseguiu na sextafeira passada a conferência organizada pelo Centro de Estudos Jurídicos da Faculdade de Direito da Universidade de Macau. De manhã foi dado espaço à saúde, de tarde à educação António Falcão
antonio@hojemacau.com.mo
No campo da saúde, entre outros intervenientes, O Heng Kin, consultor especializado em saúde pública, e Luís Pessanha, assessor da Assembleia Legislativa, professaram as suas deduções sobre um tema que move um sem número de conflitos: a inevitável questão do tabagismo. Os números falam por si. Em todo o mundo cerca de cinco milhões de pessoas morrem todos os anos em consequência do consumo de tabaco, estimando-se que cerca de 600 mil não fumadores – os tão falados fumadores passivos – sofram os efeitos colaterais, tendo o mesmo fim trágico devido à sua exposição recorrente ao fumo do tabaco. Daqui a 20 anos, se nada for feito, serão oito milhões as vidas humanas ceifadas por ano pelo tabagismo, elevando nessa data para 180 milhões o cúmulo de mortes por este motivo. Esta é a evidência de um flagelo que muitos continuam a querer tapar os olhos, elegendo outras batalhas primordiais, preocupando-se com questões mais mediáticas, como os recentes surtos de gripe X, Y ou Z. Experiências da ciência contemporânea prevêem que apenas a eliminação completa do consumo de tabaco em espaços fechados poderá combater os seus malefícios para a saúde. São tudo conclusões da Organização Mundial de Saúde (OMS). Este é um processo sempre em disputa na sociedade, que por um lado restringe o direito à liberdade do fumador, enquanto implanta a protecção dos não fumadores, alumiando as vias da sua aplicabilidade. Tudo se rege pelo direito à saúde, como um dos direitos fundamentais das pessoas, independentemente “da raça, da religião, das convicções políticas e da condição económica ou social”. Uma condição já estipulada na legislação local mas que o
Executivo se tem recusado a aplicar em toda a sua extensão, com receio de ferir certas susceptibilidades, nomeadamente do sector do jogo, atirando a contenda para o palanque da discussão pública eternizando assim a sua resolução. O avolumar de uma tragédia
Fazendo face aos números concretos avançados pela ciência, que não deixam margens para grandes dúvidas, entre os anos 2004 e 2008, o Executivo da RAEM eternizou uma consulta pública sobre a legislação a entrar em vigor. A proposta percorreu várias vezes os cavaletes da AL e o olhar atónito dos deputados, mas até hoje, como refrescou Ho Heng Kin, “ainda não se viu qualquer resultado”. Segundo o mesmo, “o rigor da lei e a natureza humana” estiveram no esteio para a auscultação da voz do povo, com o objectivo de se conseguirem “alterações justas e adequadas” para que a lei “possa obter aceitação por parte dos cidadãos”. Macau não segue mais do que os princípios internacionais, pegando na experiência de outros países que observam a “Convenção Quadro para o Controle do Tabaco”, aprovada pela OMS em 2005, como base da sua definição legal nesta área. A convenção, acima de tudo, sublinha “que todos têm direito a uma vida saudável”, dando prioridade “à protecção do direito à saúde pública”, indicando na sua universalidade, “que todos os Estados devem adoptar legislação eficaz para o controlo do tabagismo”, instaurando mecanismos administrativos para esse efeito. O Heng Kin recordou com pormenor todo o moroso processo que se vem arrastando em Macau, que estancou na vontade do Executivo em criar um regime de excepção em relação aos casinos em diferimento de todos os outros estabelecimentos de restauração e entretenimento.
A Associação de Empregados das Empresas de Jogo de Macau lançou um ás de trunfo “considerando que permitir o consumo de tabaco em casinos se vai traduzir num grande defeito da lei”, apelando ao Governo que tenha consideração pela sua saúde, não só dos trabalhadores, mas de toda a população. O costume
Uma balança com dois pratos: de um lado a “saúde pública” do outro a “procura da riqueza”. Nos trâmites das exigências da investigação, e recolhidas as opiniões do sector, “cerca de 50 mil trabalhadores” da indústria do jogo “revelam que não conseguem suportar o ambiente de trabalho constantemente coberto de fumo passivo”. O que sobra de tudo isto é a proposta de criação de zonas de não fumadores nos casinos. Do outro lado da barricada, o bramido da indústria, que alude ao facto de que o “jogo é o sector mais importante de Macau”, atirando para o tapete a alusão de que “a
proibição geral do consumo de tabaco pode prejudicar as receitas fiscais na área do jogo”, ampliando os valores do desemprego no território. Em sua própria defesa, sugerem que a criação de zonas especiais para o consumo de tabaco seja “decidida pela indústria do jogo”, claro está. Dada a falta de unanimidade na circunscrição dos casinos, o Governo deverá “encontrar rapidamente o consenso da sociedade”. Por fim, o consultor frisa que “sem o complemento da cultura social” não será possível implementar o controlo do tabagismo, elevando a “promoção e a educação” como agentes essenciais assim como a “aplicação e a execução da lei.” Enrolar em letras gordas
Por sua vez, Luís Pessanha vez a resenha de todo o historial do direito à saúde como direito fundamental, como uma das funções de intervenção pública da primazia do Estado Social, indo além da sinopse; tra-
zendo no final de novo para a luz do debate a mesma pendência do tabaco, afinando pelo mesmo diapasão do conferencista precedente, o qual aqui dispusemos. Recrutando o termo à OMS que lhe chama a “epidemia global do tabaco”, entendida na sua irrefutável componente científica como a “principal causa de morte evitável”, impeliu-se toda o problema também como um factor de “morbilidade e de incapacidade”. Pessanha aludiu às questões económicas associadas à prestação de cuidados médicos aos doentes que acabam por padecer de males recorrentes, referindo as “devastadoras consequências sanitárias, sociais, e ambientais, a nível mundial” devido ao uso do tabaco. Um mal que se acerca agora em grande monta dos países em vias de desenvolvimento. O especialista reportou ainda à prática da indústria tabaqueira em fomentar a criação e a manutenção de uma dependência, dada a “maneira muito sofisticada” como os cigarros e outros produtos que contêm tabaco são concebidos. Em Macau, de acordo com a nota justificativa da proposta de lei, o tabaco está no topo como as três causas de morte, que estão “directamente relacionadas com o consumo do tabaco, nomeadamente tumores malignos (com frequência cancro pulmonar), doenças cardiovasculares e outras doenças do tracto respiratório”, para um universo social onde se constata que “a idade do primeiro cigarro tem vindo a ser progressivamente cada vez mais reduzida”. O jurista refere, em balanço, que a lei que supostamente irá entrar em vigor, “conforme é certamente espectável”, transforma o regime de prevenção brando e tolerante em vigência para um regime bastante mais agressivo e restritivo, referenciado basicamente no consenso da comunidade médica. Luís Pessanha referiu ainda a necessária “sensibilidade e bom senso” na formulação final do articulado, indicando a possível “extravasão da intimidade da vida privada”, deixando espaço para a “livre escolha dos estilos de vida dos indivíduos. Aludindo que “os fumadores não se devem sentir como um minoria perseguida e discriminada”. Mas é fundamental, “para uma sociedade livre e plural”, que cada um tenha as escolhas na sua própria mão, desde que as mesmas não incomodem ou prejudiquem o vizinho do lado. Este é um tema em constante ebulição, que decerto ainda irá fazer levantar muito fumo, mas que se modera como uma procissão de beatas que ainda vai no adro.
Trabalhadores sem concórdia
segunda-feira 6.12.2010
Depois de terem sido encontrados 19 trabalhadores ilegais numa fábrica de tabaco no Parque Industrial da Concórdia, foram aplicadas duas medidas de coacção aos dois empreiteiros do projecto de renovação da fábrica. No entanto, a investigação vai prosseguir de um modo individual. O Ministério Público devolveu os casos à polícia no sentido desta investigar quem será o empregador que contratou trabalhadores ilegais. Os trabalhadores ilegais, de acordo com a fábrica, foram contratados através de uma agência de emprego. A agência de emprego em questão já negou o sucedido.
kahon.chan@hojemacau.com.mo
Um imigrante da China Continental morreu num incêndio enquanto trabalhava nas obras de acabamento de um centro de atendimento do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM). Alguns sinais indicam que uma má ventilação terá contribuído para causar a combustão repentina de gases de um solvente volátil. A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) vai realizar hoje um inquérito junto do empreiteiro e de outros trabalhadores para apurar as causas. O acidente fatal teve lugar ontem ao meio-dia na cave do futuro centro de atendimento do IACM na Rotunda de Carlos da Maia, que deveria abrir no final deste mês, encontrando-se em fase de acabamento de interiores. Três trabalhadores pub
7
Trabalhador da construção originário da China morre em incêndio
Explosão fatal em obra do IACM kahon-chan
Kahon Chan
www.hojemacau.com.mo
encontravam-se a realizar a fixação de fibra de vidro num dos tanques de água para o sistema de aspersão no porão, quando uma lâmpada de vidro explodiu repentinamente, incandes-
cendo os cabos eléctricos e incinerando o diluente que estava dentro do tanque. A explosão terá sido ouvida pelos moradores no rés-dochão e, enquanto dois dos trabalhadores conseguiram
sair a tempo do tanque, um outro morreu queimado lá dentro. Quinze camiões e 40 bombeiros e foram enviados para prestar socorro no bairro densamente povoado, tendo ajudado a evacuar os moradores vizinhos ao edifício, em meio a um forte odor a químicos. A cave onde ocorreu a explosão encontrava-se cheia de um denso fumo negro tóxico, e a equipa de socorro apenas conseguiu aceder ao local por volta das 13h. O homem não apresentava sinais de vida. O cheiro resultante do incidente continuava a poder sentir-se a um quarteirão de distância passadas três horas da explosão e nem todos os agentes no local
estavam equipados com máscaras protectoras. O trabalhador da construção, de apelido Li, tinha 25 anos e era originário da cidade de Yangjiang, em Guangdong. Um comunicado da DSAL informou que a família da vítima tinha sido notificada do acidente pela agência de recrutamento e que se encontrava a caminho de Zhuhai ontem a tarde. A DSAL comprometeu-se a prestar assistência à família, incluindo a aplicação de uma indemnização, e a realizar um inquérito junto do empreiteiro e de outros trabalhadores da construção de forma a perceber quais as causas do acidente. Cheong Man Fun, director-geral da Associação Geral
dos Operários de Construção Civil de Macau, acreditava que uma ventilação inadequada era a mais provável causa do incêndio – uma ventoinha deveria ter sido instalada para extrair o ar do interior do espaço fechado (neste caso, a cave) porque o solvente utilizado era tão volátil quanto inflamável e a necessidade de uma boa ventilação é particularmente alta quando os tanques de água são pouco espaçosos e o solvente evaporado pode rapidamente atingir uma grande concentração. Tanto a DSAJ como o IACM expressaram as suas condolências à família da vítima. Tam Vai Man, presidente do conselho de administração do IACM, afirmou que os trabalhos de acabamento tinham sido encomendados a um empreiteiro que deveria ser directamente responsável pela eventual indemnização.
Comparações:
segunda-feira 6.12.2010
Joana Freitas
www.hojemacau.com.mo
8
cultura
12.º Encontro Internacional de Arquitectos de Língua Portuguesa
Arquitectura com A grande “Cidade, Cultura e Ambiente” deram o mote para o seminário do 12.º Encontro do Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP). Depois de dois dias de debates e inaugurações, o ciclo encerrou com a partilha de experiências entre arquitectos de nove países. Goa poderá vir a integrar o próximo encontro Joana Freitas
Encontro movimentado
joana.freitas@hojemacau.com.mo
Pela segunda vez reunidos em Macau, destacado pelos convidados como a “ponte de ligação e local de proximidade perfeito para as trocas multiculturais”, os membros do Conselho Internacional deArquitectos de Língua Portuguesa (CIALP) partilharam experiências, tendo como pano de fundo a herança da arquitectura lusófona. Ontem, oAuditório do Centro Cultural de Macau recebeu oito oradores, cujos temas se debruçaram sobre a cidade, a cultura e o ambiente. João Rodeia, presidente da Ordem dos Arquitectos de Portugal (OAP), alertou para a importância das “políticas públicas”, isto é, a utilização da arquitectura como “recurso estratégico de actuação do estado”. O arquitecto explicou que o envolvimento da população é importante, e que o uso da arquitectura como instrumento político traz mais negócio, mais afirmação no palco internacional, funcionando, muitas vezes, como fonte de atracção turística. O represente português mencionou ainda o envolvimento da OAP
De três a cinco de Dezembro foram vários os tópicos que preencheram a agenda do 12.º Encontro do CIALP em Macau, como por exemplo a Mostra de Arquitectura que estará patente na Casa Garden até 31 de Dezembro. O encontro juntou convidados de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Portugal, Macau e Goa, e termina hoje com o lançamento do livro “História da Arquitectura na Índia, Indonésia e Sul da China”, às 18h00 também na Casa Garden.
nestas políticas há já 20 anos, mas deixou claro que “o Governo português só recentemente mostrou interesse” pelo tema. Subordinado à questão do ambiente, e mencionando a estratégia de auto-produção de energia pensada para os edifícios a partir de 2030, referiu ainda a necessidade de se projectar uma construção sustentável, nova, que tenha em conta a durabilidade e os custos de uso e manutenção. Para o território, o arquitecto mencionou algumas medidas de orde-
Uma mão cheia de objectivos São mais de 100 mil os arquitectos que fazem parte do CIALP e que anseiam pelos mesmos objectivos. Além do evidente enfoque na arquitectura, promover a melhoria das condições ao exercício da profissão, desenvolver a cultura, ciência, tecnologia e economia através da arquitectura e contribuir para a protecção e a valorização do Património Arquitectónico nos Países membros são pontos na ordem do dia. A próxima assembleia geral do CIALP está agendada para Maio, em Angola, onde será eleita a nova direcção.
namento, entre as quais se destacam a necessidade de uma nova política de solos, a requalificação urbana, a valorização da paisagem e do património arquitectónico. Eddie Wong, arquitecto local, abriu o seminário afirmando a importância dos intercâmbios luso-chineses e salientando “os diferentes panos históricos de Macau, de onde é possível saírem ideias baseadas no Ocidente mas que mantêm a tradição chinesa”. Bom e mau juntos
Focado em Macau, Carlos Marreiros, director da Marreiros Arquitectos Associados, brindou a plateia com uma série de fotografias da Macau antiga e moderna. O arquitecto explicou que o território se apoiou em aterros para se desenvolver a nível arquitectónico e retrocedeu à recente discussão dos 380 hectares que irão ser conquistados
ao mar e onde “aterrará a nova ponte Zhuhai-Macau-Hong Kong”. À falta de cuidado da RAEM em restaurar e valorizar algum património da arquitectura, como é o caso da polémica demolição do edifício social do Fai Chi Kei, desenhado por Manuel Vicente, Carlos Marreiros deixou a mensagem de que “o sentido da responsabilidade e tolerância de cada um na manutenção do património, ainda que em papel secundário, deve ser amplificada em Macau”. Para o arquitecto nascido no território, Macau “é um tropical décor, onde o misto se vincula, mostrando, por exemplo, casas de exterior português com decoração completamente chinesa”. A título de curiosidade, e para relevar a arquitectura caótica que se vive em Macau, Carlos Marreiros mostrou que a península de Macau teve um crescimento de 253% em menos
de um século. Nos 26,8 quilómetros quadrados que ocupa, vivem mais de 540 mil habitantes, sendo que, cada um, aproveita e “trata com cuidado” apenas dois metros quadrados de espaços verdes. Marreiros comparou Macau “a um Gulliver que alberga meio milhão de Liliputianos”, devido à larga escala de construção em altura, extravagantes, entrelaçada por construções, muitas vezes clandestinas, de baixas e pobres dimensões. “Macau põe o erudito, o vernáculo e o clandestino a conviverem”, rematou o arquitecto dando como exemplo as tão bem conhecidas construções de bambu. DE PORTUGAL À ÍNDIA
O encontro deste ano na RAEM, organizado pelaAssociação deArquitectos de Macau (AAM), providenciou a entrada de Goa na organização.Antes actuando como mera espectadora, a delegação da Índia foi, sábado passado, aprovada para ser membro integrante do CIALP. Em entrevista ao Hoje Macau, Rui Leão, vice-presidente da AAM e responsável pela recente restauração do Quartel dos Mouros, explicou que “a proposta de integração de Goa será levada ao conselho nacional para ser avaliada e a integração oficial será, então, feita num próximo encontro”. Bryan Soares, do Instituto Indiano de Arquitectos, salientou a importância de se preservar o pouco que resta da presença lusitana em Goa. Em Assembleia Geral foram revistos os estatutos, que prevêem não só a criação de um conselho fiscal e técnico, como também a participação de todas as regiões onde o português e as problemáticas ligadas ao urbanismo e à arquitectura existam.Aquestão principal debruçou-se sobre “a aprovação de um ajustamento dos estatutos em função das dinâmicas de cada um dos países membros”, declarou à agência Lusa o presidente da Ordem dos Arquitectos de Angola, António Gameiro. Macau ficou, assim, marcado como a “charneira onde se assinaram estatutos e onde se fizeram aprovações de refundação do CIALP, que o vão fazer caminhar de forma mais sólida”, salientou ainda o presidente.
pub.
segunda-feira 6.12.2010 www.hojemacau.com.mo
9
segunda-feira 6.12.2010 www.hojemacau.com.mo
10
desporto
Etíope Tekeste Nekatibeb vence 29.ª edição da Maratona Internacional de Macau
A invencível armada Marco Carvalho
info@hojemacau.com.mo
O etíope Tekeste Nekatibeb foi o grande vencedor da 29.ª edição da Maratona Internacional de Macau, ao completar os mais de 42 quilómetros da prova com um tempo de 2h16min15s. Nekatibeb, que se estreou este ano na principal competição do calendário atlético do território, superiorizouse na recta final da corrida ao queniano Stephen Kwelio Chemlany por escassos sete segundos, depois de ter conseguido fazer vingar um ataque desferido à entrada do último quilómetro da prova. Kwelio teve a companhia do compatriota Patrick Kipkemoi na subida ao pódio. Kipkemoi foi o terceiro a cortar a meta instalada no Estádio da Taipa, concluindo a distância com um tempo de 2h16min38s, ou seja, 23 se-
gundos a mais que o grande vencedor da competição. A maior de sempre
Aedição de 2010 da Maratona Internacional de Macau foi a maior de sempre no que toca ao número de atletas inscritos, mas uma tal incidência não é única nota digna de registo. A prova, que atraiu mais de 4500 atletas oriundos dos cinco continentes, foi também aquela pub
AVISO Os residentes permanentes da RAEM qualificados não precisam de preencher o Boletim de Entrada e Saída ao entrar e sair de Hong Kong A partir de 10 de Dezembro, os residentes permanentes de Macau que satisfaçam os requisitos (obs.) podem, mediante a exibição do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da Região Administrativa Especial de Macau (BIRP da RAEM) do tipo “cartão inteligente” válido, entrar e sair de Hong Kong com o estatuto de visitante, sem necessidade de apresentar qualquer outro documento de viagem ou de preencher o Boletim de Entrada e Saída e de efectuar o registo prévio. Os indivíduos acima mencionados devem utilizar os balcões assinalados com “Residente de Macau” para tratar das formalidades de entrada e saída de Hong Kong. Ao entrarem em Hong Kong, é-lhes emitida uma senha impressa com o registo de entrada que deve ser conservada adequadamente e, apresentada aos agentes de autoridade de Hong Kong sempre que tal for solicitado. O extravio desse registo não afectará a saída do titular, e para a emissão de 2.ª via, pode dirigir-se ao Departamento de Imigração do Governo da RAEHK, sito na Torre de Imigração em Wan Chai. Obs.: indivíduos que não necessitam de obter previamente visto para entrarem em Hong Kong. Para mais informações, favor consultar o website da DSI: www.dsi.gov.mo ou ligar para telf. 28370777. Direcção dos Serviços de Identificação, aos 06 de Dezembro de 2010.
em que o domínio dos atletas africanos se fez mais notório. A pequena armada queniana que se deslocou à RAEM para disputar a Maratona Internacional de Macau surpreendeu tudo e todos, ao colocar nos 20 primeiros nada mais nada menos do que 14 atletas. Não obstante o brilharete, o pelotão queniano falhou o assalto à posição mais cobiçada de todas, deixando fugir a vitória para Tekeste Nekatibeb, atleta que alinhou com o dorsal número dois e que era à partida para a prova um dos principais candidatos a cruzar a meta na primeira posição. Nekatibeb, que disputou este ano a Maratona de Reims, em França, diz que o segredo da vitória nas ruas do território foi saber gerir o esforço dos adversários. O atleta etíope partilhou
a frente da corrida com a armada queniano até quilómetros finais da prova, aproveitando depois o desgaste dos adversários para atacar. “O percurso é um pouco competitivo e o nível dos atletas com quem aqui competi é bastante elevado, mas tive a preocupação de me manter sempre entre os principais candidatos. Fizemos a primeira volta a um ritmo bastante sereno e só a partir dos 35 quilómetros é que as coisas se começaram a complicar. Consegui manter-me, ainda assim, entre os da frente, ora na primeira, ora na segunda posição. Depois foi uma questão de aguardar pelo momento certo para atacar”, explica o vencedor da edição de 2010 da Maratona Internacional de Macau.
Tekeste Nekatibeb foi o principal rival das estratégias de domínio absoluto da representação queniana, mas não foi o único. Yin Jin Zhun, atleta da República Popular da China que disputou pela primeira vez a prova, conclui a corrida na quinta posição, a mais de um minuto e meio do vencedor e foi o único atleta não africano a subir ao pódio alargado da edição de 2010 da Maratona Internacional do território. Lusofonia em força
Em destaque esteve também o brasileiro José Gutembergue Ferreira, um dos atletas oriundos do espaço lusófono convidados pelo Instituto do Desporto e pela organização do evento. A Maratona Internacional de Macau contou, pelo segundo ano consecutivo com a presença de atletas oriundos dos países e territórios que integram a Associação dos Comités Olímpicos de Língua Portuguesa. Portugal esteve representado por Lino Barruncho, atleta que corria em Macau com a ambição de assegurar um lugar entre os dez primeiros, mas que acabou por não concluir a prova. Melhor - ainda que em outras categorias - estiveram os representantes de Angola, de São Tomé e Príncipe e de
Goa na Meia Maratona. O angolano José Amaro Lourenço regressa hoje a casa com um segundo lugar na bagagem. O atleta foi o segundo mais rápido no âmbito das contas da categoria C da Meia-Maratona de Macau. A subida ao pódio deixou José Amaro Lourenço com água na boca e o atleta tenciona regressar no próximo ano para tentar melhorar a classificação. “Estava convicto de que podia fazer um bom resultado, mas o segundo lugar supera as minhas expectativas. Agora que conheço o percurso e sei quais são as dificuldades, acredito que posso fazer ainda melhor”, assume José Lourenço. Acorrer pela segunda vez em Macau, o goês Francisco Clemente também subiu ao pódio na mesma categoria, ainda que na quarta posição. O são-tomense Ilídio Vaz foi o outro atleta lusófono a levar para casa um troféu, ao conseguir terminar entre os primeiros no leque de atletas que pontuaram nas lides da categoria B da Meia Maratona. Como que a contrariar o domínio africano na prova masculina, a chinesa Wang Xue Xin foi a primeira atleta a cortar a linha da meta no Estádio da Taipa. A maratonista da República Popular da China concluiu a prova com um tempo de 2h37min37s, com mais de meio minuto de vantagem sobre a queniana Rose Kerubo Nyangacha. A etíope Buli Ayano foi terceiro, a mais de dois minutos de distância da vencedora.
segunda-feira 6.12.2010 www.hojemacau.com.mo
11
pub
Notificação n° 013/DLA/SAL/2010 Considerando que não se revela possível notificar os interessados, por ofício ou outras formas, para efeitos de acusação a respeito das respectivas infracções e de remoção da publicidade ilegal, nos termos dos artigos 10° e 58° do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei n° 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico, pela presente, nos termos dos artigos 68° e 72° do “Código do Procedimento Administrativo”, os proprietários de estabelecimentos abaixo mencionados sobre o seguinte:
Acusação
1.
Por despacho do Presidente, substituto, exarado em 09/08/2010, foi deduzida acusação contra a “Companhia de Mambo Macau, Limitada”, com o número de inscrição de empresa comercial, pessoa colectiva n°: 32465(SO), proprietária de “Lo Hon Ka”, porquanto o facto que o auto de notícia n° 108/DFAA/SAL/2010, de 20/01/2010, refere, foi objecto de instrução de um processo, cujos resultados de averiguação constam do relatório elaborado pelo respectivo instrutor a 6 de Agosto de 2010.
2.
Por despacho da signatário, exarado em 15/09/2010, foi deduzida acusação contra Lei Kin Kei, (BIR n° 5065XXX(5)), proprietário do “Centro de Música Berlin”, porquanto o facto que o auto de notícia n° 89/DFAA/SAL/2010, de 13/01/2010, refere, foi objecto de instrução de um processo, cujos resultados de averiguação constam do relatório elaborado pelo respectivo instrutor a 10 de Setembro de 2010.
Chui Sai On reitera apoio à ACOLOP
Até 2013, meus senhores! Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
A 3.ª Edição dos Jogos da Lusofonia está programada para 2013 na Índia. Nesse sentido, a reunião do Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, com a Associação dos Comités Olímpicos dos Países de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP) teve dupla presença indiana, com Subhash Shirodkar e Gurudatta Bhakta, respectivamente presidente e secretário-geral da Associação Olímpica de Goa. O Chefe do Executivo renovou os votos de apoio de Macau à ACOLOP com vista à promoção do intercâmbio a diversos níveis com os países lusófonos. Chui Sai On recordou o sucesso da primeira edição dos Jogos da Lusofonia em Macau, em 2006, e renovou a disponibilidade das autoridades locais de continuarem a apoiar o trabalho da entidade organizadora e a realização de edições futuras em diferentes países e regiões. Como parte integrante da China, o líder do Executivo disse que “Ma-
cau tem a responsabilidade de contribuir para impulsionar a cooperação a vários níveis entre a pátria e os países de língua portuguesa”. De acordo com nota oficial, o Chefe do Executivo destacou que Macau “tem laços históricos profundos com os países lusófonos” e é pretensão do Governo “reforçar as medidas políticas e recursos necessários” no sentido de intensificar cada vez mais as relações económicas e comerciais entre a China e a CPLP. No decorrer da reunião, o presidente do Instituto do Desporto (ID) e também presidente do Comité Executivo da ACOLOP, Alex Vong, fez um sumário dos trabalhos mais recentes da ACOLOP. Em 2017 os Jogos da Lusofonia serão, ao que tudo indica, no Ceará (Brasil). São membros fundadores da ACOLOP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, e, como membros associados, Guiné Equatorial, Índia (Goa) e Sri Lanka.
Bracarenses perdem em Leiria por 3-1
L3, Braga ao fundo Desilusão completa para o Sporting de Braga à 13.ª jornada da Liga. União de Leiria pode chegar ao quarto posto. Num jogo em que até entrou a vencer, no fim-desemana, graças a um golo madrugador de Matheus, a equipa de Domingos Paciência viu Elderson lesionar-se cedo e ser substituído por Miguel Garcia. Este, viria, minutos depois, a ser expulso ao cometer uma grande penalidade. Aproveitou o UD Leiria para empatar,
através de Carlão. O mesmo Carlão marcou ainda antes do intervalo o 2-1. No segundo tempo, numa altura em que procurava o empate, a equipa bracarense viu ser expulso Matheus. Aos 87 minutos, Rodriguez cometeu falta dentro da área bracarense. O árbitro portuense, Artur Soares Dias, assinalou grande penalidade. Silas converteu no 3-1, depois de no banco de suplentes Márcio Mossoró ter visto o cartão de vermelho directo, por protestos.
Comprovada a instalação de material publicitário sem licença emitida pelo IACM por parte dos infractores supramencionados, constitui tal facto infracção ao disposto no no 1 do artigo 19° e no 1 do artigo 21º da Lei n° 7/89/M, de 4 de Setembro. De acordo com a alínea d) do no 1 do artigo 27° da mesma Lei, podem ser aplicadas aos infractores multas entre as duas mil (MOP2,000.00) e as doze mil patacas (MOP12,000.00). Os infractores supramencionados poderão apresentar as suas defesas por escrito, no prazo de 15 dias, contados a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, no “Centro de Serviços do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais”, sito na Avenida da Praia Grande, No 804, Edifício China Plaza, 2o andar. A não apresentação das respectivas defesas por escrito, dentro do prazo acima referido, não impede este Instituto de aplicar as decisões sancionatórias.
Ordem de remoção da publicidade ilegal
1.
Por a “Companhia de Mambo Macau, Limitada”, proprietária de “Lo Hon Ka”, haver instalado quatro mensagens publicitárias na Travessa dos Algibebes, no 28, sem a licença emitida pelo IACM, o Presidente do Conselho de Administração, substituto, no uso das competências delegadas pela Proposta da Deliberação no 01/PDCA/2009, de 23 de Dezembro de 2009, e nos termos do artigo 19º e do no 2 do artigo 21º da Lei no 7/89/M, ordenou, no dia 9 de Agosto de 2010, à interessada que, no prazo de 15 dias, contados a partir do dia seguinte à publicação da presente notificação, procedesse à remoção da publicidade sem licença emitida pelo IACM, segundo consta do auto de notícia n° 108/DFAA/SAL/2010.
2.
Por “Lei Kin Kei”, proprietário do “Centro de Música Berlin”, haver instalado duas mensagens publicitárias na Avenida de Horta e Costa, junto dos nos 28A e 28C e três mensagens publicitárias na fachada do estabelecimento “Centro de Música Berlin” sem a licença emitida pelo IACM, o Presidente do Conselho de Administração, Tam Vai Man, no uso das competências delegadas pela Proposta da Deliberação no 01/PDCA/2009, de 23 de Dezembro de 2009, e nos termos do artigo 19º e do no 2 do artigo 21º da Lei no 7/89/M, ordenou, no dia 16 de Setembro de 2010, ao interessado que, no prazo de 15 dias, contados a partir do dia seguinte à publicação da presente notificação, procedesse à remoção da publicidade sem licença emitida pelo IACM, segundo consta do auto de notícia n° 89/DFAA/SAL/2010.
Findo o prazo, aqueles que não cumprirem a ordem supramencionada, cometerão um acto de infracção, a que corresponde uma punição, às disposições previstas para o Crime de Desobediência na alínea b) do n° 1 do artigo 312º do Código Penal e, nos termos do artigo 24° da Lei n° 7/89/M, de 4 de Setembro, terão de suportar as despesas necessárias à remoção e demolição das respectivas publicidades por este Instituto.
O SC Braga é sétimo, mas pode ser ultrapassado esta semana pelo Nacional e Beira Mar, equipas que estão imediatamente abaixo na classificação.
Râguebi | Portugal fecha com duas derrotas A Selecção portuguesa de râguebi esteve abaixo das expectativas no segundo e último dia da primeira etapa do circuito mundial de sevens, no Dubai, sofrendo duas derrotas em outros tantos jogos. Depois de na véspera ter perdido com as Fiji e vencido Inglaterra e França, a equipa comandada pela dupla Tomaz Morais/Pedro Neto foi derrotada pela Rússia (7-10) e pelo Quénia (12-19). Portugal seguirá agora para a África do Sul, onde no próximo fim-de-semana participará na segunda etapa do Circuito Mundial.
Nos termos dos artigos 145º e 149° do “Código do Procedimento Administrativo”, os interessados podem, no prazo de 15 dias, contados a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, apresentar reclamação contra o acto do Presidente do Conselho de Administração e/ou, dentro do prazo previsto no n°2 do artigo 155° do “Código do Procedimento Administrativo”, contado a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, apresentar recurso hierárquico facultativo ao Conselho de Administração do IACM; ou ainda, dentro do prazo previsto no artigo 25º do “Código do Processo Administrativo Contencioso”, interpor recurso contencioso para o tribunal com competência administrativa. Porém, o recurso administrativo ou recurso contencioso não tem efeito suspensivo sobre a ordem, salvo decisão do tribunal em contrário. Aos 22 de Novembro de 2010. O Vice-Presidente do Conselho de Administração Lei Wai Nong www. iacm.gov.mo
segunda-feira 6.12.2010 www.hojemacau.com.mo
o Hoje [r]ecomenda
12
[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1 - Correia que prende as bestas ao carro. Cesto que servia para a venda do arroz em Bengala. 2 - Provisão de mantimentos. Obstruir. 3 - Aquecer. Qualquer susbtância, reduzida a partículas tenuíssimas. 4 - Abrev. de usado. Que não é natural. 5 - Caução, separada da letra, e constante de um documento. O objecto ou o indivíduo de que se fala. Ampere. 6 - Bocal do canhão. Pancada com a anca. 7 - Última vogal. Charco. União Geral dos Consumidores. 8 - Trabalha com seitoiro. Muito assustado muito ambaraçado. 9 - Considerado em conta. Parte sólida dos corpos organizados. 10 - Que aborrece. 11 - Pão de rala, pão de farinha grossa. Terceiro estômago dos ruminantes. VERTICAIS: 1 - Peixe do Brasil. Ajustar. 2 - Acto de evadir-se. Abcesso. 3 - Antigamente, rim. Valerianato de mentol. 4 - Bulha. Pedaço de pau, cortado em peças regulares. 5 - Símbolo químico de ampere. Acto de enlargar. Nome de uma letra do alfabeto grego. 6 - Casa para venda de mercadorias. Parte setentrional de uma região. 7 - Melancia ou melancieira na antiga Índia Port. Usada pelos caçadores, quando açulam os cães. 8 - Pessoa manhosa ou de má índole. Parte do lombo do boi, entre a pá e a extremidade do cachaço. 9 - Designativo de semelhança, relação ou causa. Equação cujo grau se diminuiu. 10 - Água-pé. Palavras acentuadas na última sílaba. 11 - Peta. Corpo simples gasoso, de sabor cáustico e cheiro activo.
Soluções do problema horizontais: 1 - VERGAL. PAVA. 2 - AVIO. APILAR. 3 - CALDEJAR. PO. 4 - US. INATURAL. 5 - AVAL. ELE. A. 6 - JOA. ANCADA 7 - U. LAGAO. UGC. 8 - SEITAR. AZUL. 9 - TIDO. TECIDO. 10 - ABORRECEDOR. 11 - RALAO. OMASO. VERTICAIS: 1 - VACU. JUSTAR. 2 - EVSAO.EIBA. 3 - RIL. VALIDOL. 4 - GODIA. ATORA. 5 - A. ENLAGA. OR. 6 - LOJA. NORTE. 7 - PATECA. ECO. 8 - PIRULA. ACEM. 9 - AL. REDUZIDA. 10 - VAPA. AGUDOS. 11 - AROLA. CLORO.
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
«Endlessly», Duffy
Ter apanhado o comboio em andamento não foi um problema para Duffy que firmou uma posição no mercado. O processo de polimento deste «Endlessly» é fruto da necessidade de independência. Onde antes havia soul, há agora funk e hip hop. Os tons negros de «Rockferry» cedem lugar a uma paleta de cores mais abrangente; a melancolia é substituída pelo optimismo. Embora discutível, havia uma linha clara que se revelou eficaz.
[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:30 RTPi Directo 15:00 Debate das Linhas de Acção Governativa para 2011 - Área dos Transportes e Obras Públicas (Directo) 20:00 TDM Entrevista (Repetição) 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde RTPi 22:10 O Clone 22:58 1 Minuto de Astronomia 23:00 TDM News 23:30 TDM Desporto 00:00 A de Autor 00:50 Telejornal - Repetição 01:20 RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 América, América...Chegámos Todos Bem (Os Navegadores) 15:00 Magazine EUA Contacto – N. Jersey 15:30 Couto & Coutadas 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Preço Certo 17:45 O Olhar Da Serpente 18:30 Linha Da Frente 19:00 Voo Directo 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Magazine EUA Contacto – N. Jersey 22:30 Portugal No Coração TVB PEARL 83 06:00 Beyond The Boardroom 06:30 Conversation With Judy Woodruff 07:00 First Up 07:30 NBC Nightly News 08:00 CCTV News – LIVE 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 Babar And The Adventures Of Badou 16:30 Dennis And Gnasher 17:00 League Of Super Evil 17:30 Kids Of The World 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 HKMA/TVB Awards For Marketing Excellence 2010 18:50 Climate Change Solutions 19:00 The Wall Street Journal Report 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 The Pearl Report 20:30 Lost 21:30 Jamie’s American Road Trip 22:30 Marketplace 22:35 True Blood 23:40 World Market Update 23:45 News Roundup 00:00 Earth Live 00:05 Nip/Tuck 00:55 The Wall Street Journal Report 01:20 FIFA Football World 01:50 European Art At The MET 02:00 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00 Asean Basketball League 2010/11 Thailand Cobras vs. Singapore Slingers 15:00 Australian Open Day 4 H/ls 16:00 2010 Trick Shot Magic 18:00 Simply The Best 18:30 Players Lives 19:00 Football Asia 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 20:00 The Monday Night Verdict Npl 20:30 Planet Speed 2010/11 21:00 Mundialito 2010 Portimao - Beach Soccer Argentina vs. Portugal 22:00 Sportscenter Asia 22:30 The Monday Night Verdict Npl 23:00 Simply The Best 23:30 Sportscenter Asia
STAR SPORTS 31 12:30 Australian Open Day 2 15:30 V8 Supercars Championship Series 2010 - Races 18:00 FEI World Cup Jumping 2010/11 19:00 AFF Suzuki Cup 2010 Indonesia vs. Laos 21:00 Simply The Best 21:30 (LIVE) Score Tonight 22:00 Full Throttle 2010/2011 22:30 F1 Classics - 1984 Monaco Grand Prix 23:30 FIA Wtcc 2010 - Inside Wtcc STAR MOVIES 40 12:20 Killshot 14:05 The Young Victoria 16:00 My Best Friend’S Girl 17:45 Beer For My Horses 19:20 He’S Such A Girl 21:00 Twilight 23:10 Shark In Venice 00:45 Behind Enemy Lines: Colombia HBO 41 13:00 Love Happens 14:45 Pretty In Pink 16:20 Marci X 17:40 My Giant 19:20 Run Fat Boy Run 21:00 Entourage 22:00 Hung 23:00 The Birdcage CINEMAX 42 12:00 Speed Racer 14:15 Termination Point 16:30 Turbulent Skies 18:00 Memphis Belle 20:15 Invasion U.S.A. 22:00 Shark Attack 23:40 Epad On Max 88 23:55 Kill Speed MGM 43 11:30 The Moderns 13:30 Operation Lookout 15:15 588 Rue Paradis 17:30 UHF
www.macaucabletv.com
19:15 Palais Royale 21:00 Straight Out of Brooklyn 22:30 Harry & Son 00:30 Exposed DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters - Voice Flame Extinguisher 14:00 How Do They Do It: Space 15:00 Monster Tracker 16:00 Man Vs Wild - Northern Australia 17:00 Dirty Jobs - Sewer Inspector 18:00 How It’s Made 19:00 This World: Psychic Vietnam 20:00 Dirty Jobs With Peter Schmeichel - Poland 21:00 Dual Survival - Split Up 22:00 Man Vs Wild - Extreme Desert 23:00 Whale Wars - Ladies First 00:00 Dual Survival - Split Up NATIONAL GEOGRAPHIC CHANNEL 51 13:00 Seoul: Unlocking The Grid 14:00 The Spice Of Life In Mexico 15:00 Nat Geo Amazing! 16:00 Inside The Green Berets 17:00 Clan Of The Meerkat 18:00 I Didn’t Know That 19:00 Alpine Tsunami 20:00 Seoul: Unlocking The Grid 21:00 Collision Course 22:00 Exit Strategy 23:00 Toxic Threat 00:00 Alpine Tsunami ANIMAL PLANET 52 13:00 Into The Pride - The Bush Rules 14:00 The Wild Yak Patrol 15:00 Dogs 101 16:00 Meerkat Manor 17:00 The Haunted - Demon House 18:00 Animal Cops Philadelphia - Bonnie And Clyde 19:00 The Most Extreme - Transformers 20:00 Into The Pride - A Tale Of Two Alphas 21:00 Dogs 101 22:00 Meerkat Manor 23:00 Lady In White / Thump In The Night 00:00 Into The Pride - A Tale Of Two Alphas HISTORY CHANNEL 54 13:00 Beasts Of The Bible 15:00 Deadly Comets & Meteors 16:00 The Language Of Science 17:00 Pawn Stars 18:00 Ancient Chinese Sports 19:00 Ancient Discoveries 20:00 Take Me To Your Leader 21:00 Da Vinci’s Armageddon 22:00 Seven Signs Of The Apocalypse 00:00 Modern Marvels STAR WORLD 63 13:00 America’s Next Top Model 13:50 Hollyscoop 14:20 Gary Unmarried 14:45 How I Met Your Mother 15:10 Rules of Engagement 15:35 Brothers & Sisters 16:25 Private Practice 17:15 America’s Next Top Model 18:10 Bachelorette 19:05 Accidentally On Purpose 19:30 How I Met Your Mother 20:00 America’s Next Top Model 20:55 How I Met Your Mother 21:50 Gary Unmarried 22:45 Bachelorette 23:40 Private Practice 00:35 America’s Next Top Model
(MCTV 51) National Geographic Channel 14:00 The spice of life in mexico Informação Macau Cable TV
segunda-feira 6.12.2010 www.hojemacau.com.mo
[O]bjectiva Gonçalo Lobo Pinheiro
13 Raio [X]
Lealdade não é a verdade António MR Martins
Conheço os meandros da história Com que ousas ludibriar meus intentos Numa sofreguidão continuada Conheço os pressupostos da mesma Pelas causas mais disformes e perplexas Mas que jamais esquecerei
Torre de Belém (Lisboa, 2009)
Para[ ]comer • Pérola 3/F, Sands, Largo de Monte Carlo, no.203 8983 82222888 3352 http://www.sands.com.mo • VINHA Alm Dr. Carlos d' Assumpção 393 r/c AC 2875 2599vinha@macau.ctm.net http://www.vinha.com.mo • FAT SIU LAU (SINCE 1903) Av.Dr.Sun Yat-Sen,Edf.Vista Magnifica Court Rua de Felicidade No.64, R/C Macau 2857 3585fsl1903@macau.ctm.net http://www.fatsiulau.com.mo
• Casa Carlos Bispo Medeiros 28D 2852 2027
• HAC SA PARK Hac Sa Park-Hac Sa Beach Coloane 2888 2297 http://www.yp.com.mo/hacsa
• António (TP) R, dos Negociantes 3 28999998
• SOL NASCENTE (TP) Av Dr Sun Yat Sen No.29-37 R/C 2883 6288 http://www.yp.com.mo/solnascente • TENIS CIVIL (LEON) Av.da República N°14 1° Macau 2830 1189 http://www.yp.com.mo/leon • Platão Trav. São Domingos No.3 2833 1818 reservation@plataomacau.com • Banza (Tp) Nam San Bl.5, GH 28821519
• Galo (Tp) Clérigos 45 2882 7318 http://www.yp.com.mo/domgalo • Riquexó Av Sid Pais 69 2856 5655
• Clube Militar Av Praia Grande 795 2871 4000 cmm@macau.ctm.net • Espaço Lisboa Lda (Col) Gaivotas 8 2888 2226 2888 1850 • Camilo Av Sir Anders Ljungsted 37 2882 5688
• Dom Galo Vista Magnifica Court 2875 1383 domgalo@yp.com.mo http://www.yp.com.mo/domgalo • O Santos (TP) R. do Cunha 28827508 • Porto Exterior Ed Chong U 2870 3276 http://www.portoext.com.mo • Restaurante Fernando (Col) Praia Hác Sá 9 2888 2264
• Ó MANEL (Tp) Fernão M Pinto 90 2882 7571
• Litoral Restaurante Lda Alm Sérgio 261 2896 7878 2896 7996 http://www.yp.com.mo/litoral
• A PETISQUEIRA (TP) S João 15A 2882 5354
• Nga Tim Café (Col) Caetano 8 2888 2086
Aquamarine Thai Café (Taipa) Jardim Nova Taipa Bl. 21 Tel. 2883 0010
• O Porto Interior Alm Sérgio 259B 2896 7770 • A Lorcha Alm Sérgio 289 2831 3195
• Sawasdee Thai Av Sid Pais 43AE 2857 1963 • Aquamarine Thai Café (Tp) Jardm Nova Taipa bl 21 2883 0010 • Bangkok Pochana Ferrª Amaral 31 2856 1419 • Kruatheque Henrique Macedo 11-13 2835 3555 • Restaurante Thai Abreu Nunes 27E 2855 2255
• Afonso III Central 11A 2858 6272
• LA COMEDIE CHEZ VOUS Ed Zhu Kuan S/N G (Oppsite Cultural Centre) 2875 2021
• Bar Oporto Tv Praia 17 2859 4643 • Maria’s Comida Portuguesa Patane 8A 2823 3221
• LE BISTROT (Tp) Nova Taipa Garden Block 27, G/F 2884 37392884 3994
• Restaurante Pinocchio (Tp) Regedor 181-185 2882 7128 • Canal dos Patos Parque Municipal Sun Yat Seng 2822 8166
• CHURRASCÃO Nova Taipa Garden, Block 27 G/F, Taipa 2884 37392884 3994 • Yin Alª Dr Carlos d’Assumpção 33 2872 2735
red Cineteatro | PUB
• Fogo Samba VENETIAN-Grand Canal Shoppes Apt 2412 2882 8499
[ ] Cinema
Sala 1 Skyline [C] Um filme de: Collin Strause, Greg Strause Com: Eric Balfour, David Zayas, Scottie Thompson 14.30, 16.30, 21.30 SALA 1 the extraordinary adventures of adèle blanc-sec [C] (legendado em inglês) Um filme de: Luc Besson Com: Luise Bourgoin, Mathieu Amalric 19.30
Sala 2 the next three days [B] Um filme de: Paul Haggis Com: Russell Crowe, Liam Neeson 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
Sala 3 Red [C] Um filme de: Robert Schwentke Com: BruceWillis, Morgan Freeman, Helen Mirren 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Conheço as memórias lembradas Que de num continuar consecutivo Me assolam o recôndito lugar da mente Sei da maneira ilusória E dos gestos assaz violentos Tentados no sentido de me levar à cilada Sei dessas folhas em resma Onde os veredictos estão em outras anexas Contra as quais sempre me preparei Sei das palavras exultadas Depois escritas em papel no esquecido arquivo Pelo seu conteúdo sobremaneira repelente Assumindo a verticalidade Num acto tão concludente É fortalecer qualquer verdade Pelo que ela tem de evidente Discernindo-a da lealdade De força bem convincente
[António MR Martins assume sempre a verticalidade na vida e na sua poesia]
Anúncio: Tem algum Raio X para mostrar ao mundo? O Hoje Macau recicla as suas radiografias, sem custos, sem uso de maquinaria moderna, sem corpo médico. Basta que as envie ao nosso cuidado para raiox@hojemacau.com.mo e nós tratamos das suas maleitas. Mostre-nos o que os outros não vêem. Sem medo. Ficamos à sua espera. Obrigado.
segunda-feira 6.12.2010 www.hojemacau.com.mo
14
O
opinião
A internacionalização das PME não merece apoio do Governo
Nuno Carvalho In Jornal de Negócios
que é que se passa com a internacionalização das PME? Só leio notícias, e conheço casos de pequenas empresas que têm sucesso em Portugal, e que querem expandir a outros países para crescer, mas que afinal o Governo, com os seus inúmeros programas de incentivos à internacionalização, e viagens com comitivas ao estrangeiro, não está a apoiar as pequenas empresas. Como primeiro exemplo, sucede a notícia sobre a Clínica Malo, o maior grupo dentário português, e de referência a nível mundial, que apresentou o maior investimento português em Macau durante a reunião ministerial do Fórum Macau, e que Sócrates ignorou. Diz o empresário Paulo Malo que a culpa provavelmente não é sua, mas daqueles que o rodeiam que não lhe souberam informar convenientemente. Algo não está bem, quando uma empresa portuguesa investe 45 milhões de dólares, e apresenta-se como o maior investidor
ca r t o o n por Steff
Deveria ser criado um site do Governo, onde as PME poderiam expor a sua vontade de ir além-fronteiras, para que o Governo saiba quem é que realmente está disposto a investir lá fora no território, no decorrer de um fórum, e o primeiro-ministro não sabe do que se trata, nem passa a cumprimentar o empresário, depois de este ter sido convidado a visitar a sua clínica em Portugal. Eu já tinha escrito um artigo sobre a Clínica Malo, porque é um caso que me intriga e não entendo, e pelo que parece continua a seguir o mesmo caminho. Mas afinal o que se passa com este caso de sucesso que não tem sucesso dentro do nosso governo? Igual que Paulo Malo, também vou acreditar que tenha sido um lapso daqueles que rodeiam o primeiro-ministro, mas atenção que são muitos lapsos destes que nos levam à perda de oportunidades e ao gasto inútil de tanta gente a trabalhar no governo que não serve de nada. Andam a querer cortar nas despesas, pois cor-
tem nestes que deviam ter informado o primeiro-ministro, deste pequeno detalhe, e que não o fizeram. Eu próprio já tive uma situação parecida com o gabinete do primeiro-ministro quando quis que uma mensagem da comissão europeia chegasse a José Sócrates. Simplesmente não chegou, porque os seus assessores, o único que souberam fazer, foi reencaminhar o email aos ministérios, e nem sequer se dignaram a atender-me o telefone (segundo a secretária o Sr. Dr. não atende telefonemas do publico). O primeiro-ministro tem inúmeros assessores, e segundo sei, muitos nem falam frequentemente com ele. Se é assim para que servem? É preferível ter poucos que valham a pena e que mereçam a atenção do seu primeiro, que andar rodeado
armas de destruição massiva
de muitos que nada acrescentam, e que ajudam a escavar o buraco financeiro do nosso país. Outro caso é quando ouço falar das viagens que se organizam ao estrangeiro, entre o primeiro-ministro ou o presidente da república, e as grandes empresas Portuguesas, para dinamizar as exportações. Não estou contra esta acção, até porque é necessária, mas penso sinceramente que as grandes empresas têm grandes contactos que facilitam a sua exportação, não necessitando tanto desta ajuda, através dos altos representantes do governo, como necessitam as PME. Existem PME de excelência no nosso país, que não são ajudadas pelo governo a internacionalizar. Acabam por ser chamados a bordo do nosso “Air Force One”, sempre os mesmos, e sempre com os mesmos produtos, que torna inclusive o nosso pais, um país nono produto, não mostrando nada de novo. Exemplo disso é o computador Magalhães, que é um produto que já começa a caracterizar Portugal em alguns países. Qualquer dia ficamos conhecidos pelo país que exporta os Magalhães. Isso não é mau, mas não deve ser a única coisa, porque não mostra muita da nossa capacidade produtora. Em resumo, e deixando os meus conselhos para que as criticas se tornem construtivas. Temos de nos organizar quanto às PME que querem exportar. Deveria ser criado um site do governo, onde as PME poderiam expor a sua vontade de ir alémfronteiras, para que o governo saiba quem é que realmente está disposto a investir lá fora, e que valor poderá trazer ao país, e assim organizar viagens com os altos representantes do país, para promover essas mesmas empresas, e cruzar essa informação com as ferramentas já existentes de financiamento à internacionalização. A internacionalização é das matérias mais importantes para Portugal nos tempos que correm, porque esta será a única forma de sairmos da crise, por isso tem de ser levada a sério pelo governo. Afinal de contas não podemos esquecer que o nosso país depende em mais de 80% das PME, por isso são essas que o governo tem de se concentrar em promover, e de preferência nos mercados emergentes. Pensemos nisto a sério porque o país está a precisar, e não andemos a inventar incentivos que depois só chegam às grandes empresas e não às PME, como também já foi publicado. Temos de nos concentrar nas PME e dar-lhes todo o apoio na sua internacionalização se queremos ver Portugal a sair da crise.
necessidades físicas não dão tempo a esperar.
É que as De contrário, dá-se o inevitável.
“Edmund Ho e a Fundação Jorge Álvares”
“(...) Edmund Ho sabia praticamente desde a primeira hora e sabia antes de eu saber (criação da Fundação Jorge Álvares). (...) Havia necessidade de pôr em causa politicamente o último Governador de Macau. Algumas pessoas que tinham responsabilidades não queriam que Rocha Vieira fechasse o ciclo da melhor maneira possível”. JORGE RANGEL EM ENTREVISTA À RÁDIO MACAU.
As leis que faltam • Agora que o ordenamento jurídico de matriz portuguesa e a língua de Camões já não são o pior que Macau tem, chegou a hora de elaborar as leis que faltam – ou rever e actualizar as existentes. Esta semana, com a autoridade que se lhe reconhece, pois há anos que trabalha na Assembleia Legislativa, o jurista Pedro Sena disse que “as necessidades sentidas pelos trabalhadores residentes são exactamente as mesmas que são sentidas pelos não residentes. Haver um tratamento diferenciado viola o princípio da igualdade que consta na Lei Básica”. Parece-me uma questão não apenas jurídica, mas de simples bom senso. Os trabalhadores não residentes não devem servir apenas para suprir as falhas de mãode-obra ou para desempenhar trabalhos e tarefas que os locais não querem exercer. Devem ser tratados com igualdade. Os não residentes são cidadãos de pleno direito. O que não sucede numa terra que pretende ser moderna e desenvolvida.
O novo regime de segurança social, que vai entrar em vigor em Janeiro, deixa de fora quase um terço da população activa. Não faz qualquer sentido e revela bem quão é necessário mudar as mentalidades na RAEM. O Governo deve dar o exemplo, mas a força do capital, dos que lideram o status quo local, continua a ser muito poderosa e a impedir que se avance com as melhores opções legislativas. O mesmo sucede com a questão da licença de materni-
dade, tema focado por Miguel Quental, na mesma conferência, organizada na Universidade de Macau. “Se na China são 90 dias, em Hong Kong, dez semanas, o que justifica que em Macau seja menos (56 dias)?, pergunta o jurista. Mais uma vez, Macau fica longe do que se passa na região e, inclusive, na China. O mesmo sucede com os direitos dos trabalhadores, que têm maior protecção do outro lado da fronteira do que em Macau.
Por último, dois reparos para o que se passa com os condenados pelos tribunais de Macau. O que o Ministério Público e dois tribunais fizeram a Ao Man Fu, irmão do antigo secretário Ao Man Long, é inadmissível. Não lhe ter concedido liberdade condicional para que terminasse os seus dias em casa, já que o seu estado de saúde inspirava muitos cuidados, não é fazer justiça. O director do Estabelecimento Prisional, o técnico de reinserção social e os médicos defenderam que Ao Man Fu necessitava sair da prisão para se tratar. Os juízes não tiveram a mesma opinião. O problema é que no sistema de Macau os magistrados são uma espécie acima de qualquer suspeita, as suas decisões não são discutidas, nem podem ser colocadas em causa. Aexcepção é o que pensam os jornalistas, que escrevem sobre estes assuntos. Já agora, quanto tempo Frederico Nolasco da Silva vai esperar até que tenha uma resposta ao seu pedido de transferência para Portugal?
Acontecimento da Semana
Para onde caminha a Faculdade de Direito? • Para os lados da Universidade de Macau (UMAC) parece haver alguma agitação com a construção do novo campus. Uma decisão muito problemática, pois o mais certo – como reconheceu Jorge Rangel no sábado aos microfones da Rádio Macau – é acabar com o passado e a experiência adquirida da UMAC. O que mais me preocupa é o futuro que a instituição começa a trilhar, com o professor Tse Chi Wai a ser a principal cabeça pensante. O que se passa na Faculdade de Direito é um mau sinal. O que terá levado um académi-
co conceituado, como peso político na China, a bater com a porta. Estou a falar do antigo director, o professor Zeng Lingliang, que esta semana veio a Macau dizer que o Governo deve apostar no ensino do português. Desde o ensino primário. Vamos ver que escolha será feita para o substituir. O perfil do futuro director será determinante para percebermos o que os responsáveis da Universidade de Macau querem para a Faculdade de Direito. Aliás, fico com os cabelos em pé quando ouço falar
www.hojemacau.com.mo
15
Padre Manuel teixeira [1912-2003]
Dito da Semana
segunda-feira 6.12.2010
na necessidade de criar uma nova Faculdade de Direito. A existente, com experiência na formação, apesar dos muitos problemas e carências que tem, não é suficiente para criar os quadros que Macau necessita? Penso que sim, mas precisa de ser dotada de meios humanos e financeiros para desempenhar essa tarefa. E de não se desviar do rumo que há muito tinha sido traçado. A influência americana e de Hong Kong na Universidade de Macau não pode “matar” o que tanto custou a ser construído.
ol h a del a
Gilberto Lopes
A Figura da Semana
O nosso investigador • Rui Martins, vicereitor da Universidade de Macau, tem um vasto currículo na investigação na área da electrónica. Um trabalho que tem vindo a desenvolver em Macau, em colaboração com outros docentes da UMAC, que tem sido reconhecido internacionalmente. Rui Martins vai coordenar o laboratório nacional de micro-electrónica que em breve deverá ter cerca de 200 pessoas. É uma boa notícia para a RAEM, já que o desenvolvimento da investigação pode muito bem ser um nicho de mercado para este território. O mesmo sucederá, certamente, com o laboratório de medicina tradicional chinesa. O investigador português, que recentemente foi eleito para representar Macau e toda a Ásia na Academia Portuguesa de Ciências, tem sido também um bom suporte para que na Universidade de Macau não se cometam muitos atropelos à história e tradição da instituição. Oxalá que continue a investigar muito e a evitar que os ares da ilha da Montanha não estraguem a UMAC.
MAIS e menos + O Encontro das Comunidades Macaenses voltou a ser um bom momento para afirmar a comunidade no seio da grande família que é a RAEM, para utilizar a expressão feliz de Edmund Ho. Em 2011, será a vez dos jovens reunirem em Macau, mas o mais importante é que se continue a trabalhar na defesa do patuá e da gastronomia e no reforço do papel da comunidade portuguesa no Macau actual. - A execução orçamental é um desastre. Falta rigor e competência na elaboração, desenvolvimento e fiscalização dos projectos. Não vale a pena fazer orçamentos elevados ou atribuir grandes verbas ao PIDDA, pois pouco ou nada se faz. Sem planeamento não se vai a lado nenhum. É isso que falta a Macau. Hoje, ontem e amanhã. Gostava de saber o que justifica que alguns serviços tenham tido execução zero nos primeiros nove meses do ano.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José editor Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; João Carlos Barradas; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte; Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges; Catarina Lau Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
a fechar
atenção às câmaras!!!
Pois é, desde hoje que não posso...
Hong Kong Protesto por Liu Xiaobo
Cerca de 400 pessoas manifestaram-se ontem em Hong Kong pela libertação do Prémio Nobel da Paz de 2010, o dissidente chinês Liu Xiaobo, quando faltam apenas alguns dias para a entrega do galardão, marcada para quintafeira, em Oslo. Os manifestantes empunhavam cartazes apelando à libertação do dissidente chinês e pedindo a implementação de reformas democráticas na China. "Ele não fez nada de mal, não percebo porque é que está sempre preso", disse um dos manifestantes, Ng Yin-keung.
Portugal Doenças mentais sobem com crise
Doenças do foro psiquiátrico, como depressão e ansiedade, têm tendência a aparecer agora com maior intensidade devido à crise económica que o país atravessa, diz o presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM). António Pacheco Palha mostrase “preocupado” com a “evidente tendência” de se intensificarem as doenças psiquiátricas que, está provado, acontece sempre em períodos de crise. “Muitas doenças mentais, como a depressão e, principalmente, a ansiedade, acabam por ter um aparecimento com maior frequência em camadas inferiores, com dificuldades económicas e de afirmação social”, esclareceu.
Coreias Consequências com novas manobras
A Coreia do Norte advertiu ontem Seul e Washington que haverá consequências se realizarem novas manobras militares conjuntas no Mar Amarelo e destacou que a situação política na zona está a atingir “um nível incontrolável”. Um despacho da agência estatal norte-coreana KCNA, recebido na sul-coreana Yonhap, avisa os Estados Unidos e a Coreia do Sul que “não devem actuar precipitadamente”, sem estarem conscientes das “possíveis consequências das suas provocações militares”. "Uma guerra em grande escala entre o Norte e o Sul trará graves consequências para a paz e a segurança na península e em toda a região”, disse o regime comunista nortecoreano através da KCNA.
Futebol Liga ibérica em cima da mesa
A aliança ibérica, que resultou na derrota para a Rússia na candidatura à organização do Mundial 2018 de futebol, pode ganhar novos contornos com uma eventual fusão das duas ligas. Os presidentes das Ligas portuguesa e espanhola, Fernando Gomes e Jose Luis Astiazaran, já mantiveram contactos dentro e fora do âmbito da parceria ibérica ao Mundial 2018, conversações que podem resultar num inédito campeonato organizado pelos dois "vizinhos".
segunda-feira 6.12.2010
www.hojemacau.com.mo
Diáspora deve assumir papel de promoção no exterior
Passar a palavra
Wikileaks Responsáveis envolvidos em ataques
Diplomatas norte-americanos colocados em Pequim envolveram altos responsáveis chineses em ciber-ataques contra o motor de busca na Internet Google, segundo documentos divulgados pelo 'site' Wikileaks e publicados pelo jornal New York Times. “Um contacto bem colocado afirma que o Governo chinês coordenou as recentes intrusões nos sistemas do Google”, indica um dos telegramas diplomáticos norte-americanos divulgados pelo Wikileaks, segundo o qual as operações foram dirigidas a partir do gabinete político do Partido Comunista chinês. Na quinta-feira, a China classificou de “absurdo” o conteúdo do site Wikileaks, que divulgou cerca de 250 mil documentos diplomáticos norte-americanos, alguns envolvendo Pequim.
... infringir a lei !!!
O último governador português de Macau, Rocha Vieira, considera que a diáspora macaense tem um papel relevante a desempenhar na promoção da região no exterior, sublinhando a importância dos Encontros das Comunidades Macaenses para criar essa “consciência”. Ao fazer um “balanço muito positivo” do 4.º Encontro das Comunidades Macaenses, que ontem terminou, Rocha Vieira sublinhou a importância da iniciativa para criar a “consciência de que a comunidade macaense se deve abrir mais e mais aos países e sociedades onde está integrada e deve ser agente da promoção de Macau no exterior”. “Julgo serem benéficos para
Macau a realização destes encontros, a criação dessa consciência de que a comunidade deve ligar Macau ao exterior e o reforço da ligação da diáspora à comunidade aqui residente”, disse, em declarações à agência Lusa. Rocha Vieira realçou o papel “muito importante” que as Casas de Macau têm a desempenhar como elo de ligação entre a Região Administrativa Especial da China e o exterior “no sentido de darem a conhecer não só as tradições e cultura de Macau, mas também as oportunidades de investimento da área do Delta do Rio das Pérolas, em grande desenvolvimento”. Rocha Vieira considerou “muito positivo” que a comunidade macaense tenha aproveitado o encontro desta semana não só para falar do “passado, da saudade, mas também para olhar para o futuro, para a importância das novas gerações e o dever de se motivarem os jovens para ficarem agarrados às suas raízes e sentirem porquê”. Para o presidente do Conselho das Comunidades Macaen-
ses, José Manuel Rodrigues, o encontro que decorreu ao longo da semana passada, que contou com a participação de mais de 1500 pessoas, “foi um sucesso”. “Ultrapassou as expectativas, não esperávamos a participação de tantas pessoas, houve uma grande adesão não só da
diáspora, como da comunidade local”, realçou o responsável pela organização da iniciativa acrescentando que o próximo encontro deverá realizar-se dentro de três anos. Para já, o próximo passo é “trabalhar para a realização do II Encontro dos Jovens Macaenses, em 2011, e consolidar os dois pilares da cultura macaense: a gastronomia e a língua maquista”, disse José Manuel Rodrigues, reafirmando que o objectivo é conseguir do Governo de Macau um espaço para a criação de um centro de cultura macaense.
Auditório enche para ouvir o “mestre”
Siza Vieira com um pé largo na China Maria João Belchior info@hojemacau.com.mo
pub
Convidado pelo governo municipal de Hui’an, na província chinesa de Jiangsu, e pela Universidade do Sudoeste em Nanjing, o arquitecto português Álvaro Siza Vieira esteve na semana passada na China onde foi condecorado com a distinção de professor honorário da Universidade do Sudoeste, a mesma onde estudou o antigo presidente Jiang Zemin. Com uma apresentação para uma plateia de alunos chineses, Siza Vieira encheu o auditório. Sendo o nome mais conhecido da arquitectura portuguesa na China, Siza é respeitosamente apelidado de “mestre” em chinês. Com mais de 50 anos de carreira, os seus projectos são muitas vezes uma linha de guia para jovens estudantes de arquitectura. Arquitectos, alunos e seguidores da obra de Siza, encheram os blogues chineses com notícias do encontro com o mestre. Vencedor do III Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura deste ano, atribuído pelos ministérios da Cultura de Portugal e Espanha,
Siza Vieira é um dos mais galardoados arquitectos mundiais tendo recebido o Pritzker em 1992. Em Nanjing, Siza falou sobre a ainda recente obra da Fundação Iberê Camargo na cidade de Porto Alegre, no Brasil, que, na opinião do arquitecto, foi uma das mais bem conseguidas obras da sua carreira. Um trabalho em que o desenho e a materialização do projecto estiveram em perfeito acordo. Na passagem pela China, Siza Vieira visitou também a cidade de Hui’an, no delta do rio Yangtze, onde foi convidado especial tanto do governo local como do administrador executivo (CEO) da empresa Taiwan Glass, Li Boshi. A proposta da empresa passou pelo convite a Siza Vieira para a concepção do edifício de escritórios que a companhia pretende construir em Hui’an. Além disto, em cima da mesa está também uma ideia para a criação de um espaço de lazer que deverá nascer em Xuyi, nos subúrbios de Hui’an, também com a assinatura de Siza Vieira. A realizar-se, estes serão os dois primeiros projectos do “mestre” na República Popular da China.