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Hoje Macau 6 OUT 2014 #3186

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MOP$10

WWW.HOJEMACAU.COM.MO

S E G U N DA - F E I R A 6 D E O U T U B R O D E 2 0 1 4 • A N O X I V • N º 3 1 8 6

HOJE MACAU

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

HONG KONG

CORDA ESTICADA AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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PÁGINAS 2-3

hojemacau

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Ter para ler

SUPERVISÃO NOVO MACAU E OPERÁRIOS JUNTAM-SE AO CORO

OLHO MORTO Depois do vice-presidente da AL, Lam Heong Sang, chega a vez de Au Kam San e Kwan Tsui Hang criticarem o actual mecanismo da Assembleia Legislativa que, dizem, limita a supervisão do Governo e impossibilita os deputados de exercer os seus direitos e responsabilidades. PÁGINA 6

ECONOMIA

O Jogo comanda a vida PUB

POLÍTICA PÁGINA

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PROIBIDO FUMAR

DIA 1

Entra hoje em vigor a interdição total de fumo nas salas comuns dos casinos, mas há quem desconfie da capacidade do Governo em executar a lei. SOCIEDADE PÁGINA

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HONG KONG

Face ao ultimato do Governo, os activistas estão divididos. À hora de fecho desta edição, era muito provável a intervenção da polícia para libertar as ruas

O

S manifestantes de Hong Kong anunciaram, antes que expirasse o ultimato do governo, a sua retirada de alguns locais de protestos, apesar de continuarem com o movimento à volta de prédios do executivo local. A falta de orientação clara dos organizadores causou uma divisão entre os manifestantes em Hong Kong na noite deste domingo. Alguns concordaram em remover parte das barricadas que bloqueiam a entrada para a sede do governo, após a polícia ameaçar usar “as medidas necessárias” para desocupar as ruas até hoje segunda-­feira, mas outros recusaram abandonar as suas posições. Os manifestantes também anunciaram que abriram para circulação uma das principais artérias, a Lung Wo Road, até ontem bloqueada, para permitir que milhares de pessoas voltem hoje, segunda-feira, ao trabalho, depois de uma semana de paralisação em função das manifestações e de dois dias de comemorações da festa nacional chinesa. No entanto, a decisão não foi imediatamente obedecida pelos estudantes, o outro grande grupo por trás do movimento. Um jorna-

JOANA FREITAS, EM HONG KONG joana.freitas@hojemacau.com.mo

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EPOIS de dias em protesto nas ruas, as opiniões sobre o que já é conhecido como a “Revolução do Guarda-Chuva” divergem, ainda que grande parte das pessoas ouvidas pelo HM ainda se mantenham lado a lado com os milhares que ainda tentam lutar por um sufrágio directo pleno em 2017. “É até bonito de ver, na China [continental] nunca poderíamos fazer isto”, diz-nos Xie, uma jovem do continente que visita Hong Kong com outros quatro familiares. Na zona de Admiralty, onde encontrámos Xie, a chuva que se fez sentir estes dias por Hong Kong obrigou a que muitos dos manifestantes se abrigassem debaixo de pontes pedonais e guarda-chuvas, que agora servem de muito mais do que defesa contra o gás lacrimogéneo lançado pela polícia no domingo. Como nos foi possível testemunhar, a manifestação per-

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GOVERNO PÕE ULTIMATO NA MESA. MANIFESTANTES DIVIDIDOS

DIVISÕES EM DIA DE lista da AFP em Mongkok indicou que alguns manifestantes foram embora, mas muitos continuavam determinado em seu protesto. De facto, a Occupy Central revelou, um pouco mais tarde, que a Lung Wo Road, brevemente evacuada, foi outra vez ocupada.

HOJE MACAU

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ULTIMATO E DIÁLOGO

O Chefe do Executivo de Hong Kong, Leung Chun-ying, lançou, no sábado, um ultimato para que os activistas se dispersarem e voltarem para casa. Leung Chun-ying expressou a determinação das autoridades para “tomar todas as medidas necessárias para restabelecer a ordem pública”. “É preciso permitir que os 7 milhões de habitantes de Hong Kong votem para uma vida e o trabalho normais”, afirmou. O líder da Federação de Estudantes de Hong Kong disse ontem que as manifestações vão continuar, mas que discutirá com o governo o início de conversações oficiais.Alex Chow, secretário­geral do grupo estudantil universitário, afirmou que o trabalho preparatório para uma reunião com a secretária­chefe Carrie Lam, a número 2 de Hong Kong, já está em andamento, mas enfatizou que o diálogo só ocorrerá se o governo lidar de forma justa com episódios de violência nas áreas ocupadas. Segundo Chow, representantes do governo abordaram os organi-

POSIÇÕES DIVERGEM FACE A MANIFESTAÇÕES

Liberdade não partilhada deu alguns dos seus elementos com a chuva que caía, mas as noites secas fizeram com que centenas voltassem à frente da Sede do Governo da RAEHK. “Não saio daqui há quatro dias e vou continuar. Sabemos que as pessoas começam a ficar irritadas connosco, mas pedimos desculpa, mas temos de lutar pelo nosso futuro”, diz-nos Jason, um estudante de 23 anos. Como Jason nos conta, a verdade é que alguns dos negócios em Admiralty, Central e Mong Kok começaram a ficar afectados, conforme nos diz uma testemunha. “Conheço uma senhora que tem a loja fechada há tantos dias que não consegue pagar a renda deste mês”, diz-nos Stephen, um ocidental residente de Hong Kong que, apesar

de admitir gabar a “coragem” dos manifestantes, diz que, agora, “já está a ser demais”.

GOVERNO EXAGERADO?

As queixas face às ocupações divergem, mas, de acordo com o que foi possível ao HM testemunhar, ainda há quem se deixe seduzir pela união dos manifestantes, na sua maioria estudantes, mas onde se encontram professores, assistentes sociais e até idosos. É o caso de um funcionário público com quem o HM conseguiu chegar à fala, mas que não nos adianta o nome. “Eles [jovens] são o futuro de Hong Kong e acho que não estão a fazer nada de mal. CY Leung [Chefe do Executivo] poderia ter terminado isto há muito tempo, se reagisse aos pedidos”, começa

por dizer. “Até, por exemplo, CY [Leung] disse que os manifestantes estavam a impedir que nós [funcionários públicos] chegássemos ao trabalho, mas as portas [da sede do Governo] estavam sempre desimpedidas. Acho que foi só uma forma de mostrar que eles estão a criar impacto na vida [quotidiana]”, frisou, esclarecendo que não se vai associar aos protestos. Além das acusações do Governo, de que os manifestantes estão

a interromper a ordem da cidade, há ainda quem tenha decidido fazer justiça pelas próprias mãos.

MONG KOK EM CHOQUE

No caso de Mong Kok, de onde ontem antes do fecho desta edição, já tinham saído manifestantes, os conflitos e altercações foram bem mais sérios. Se em Admiralty, a polícia e os manifestantes ainda se mantiveram calmos – à excepção de algumas trocas de palavras quando as autoridades terão tentado, alegadamente, transportar material anti-manifestações para a sede do Governo -, em Mong Kok os conflitos entre os manifestantes e um movimento ‘Anti-Occupy’ foram graves.

“Não saio daqui há quatro dias e vou continuar. Sabemos que as pessoas começam a ficar irritadas connosco, pedimos desculpa, mas temos de lutar pelo nosso futuro” JASON Estudante de 23 anos


hong kong 3

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“LIMPAR AS RUAS” zadores dos protestos para discutir detalhes sobre as conversações. Na madrugada de domingo a polícia voltou a recorrer, esta madrugada, ao uso de gás pimenta para dispersar um grupo de manifestantes que se concentrou em frente a uma esquadra no bairro de Mong Kok, após escaramuças com os jovens. Em conferência de imprensa, um porta-voz da polícia defendeu “a necessidade” do seu uso face ao escalar da tensão na zona: “Havia grupos que estavam a provocar a polícia e tentar empurrar o cordão policial”.

Em Mong Kok voltaram a registar-se escaramuças, ainda que com menor dimensão e incidência, entre manifestantes a favor e contra os protestos pró-democracia, depois de na sexta-feira os confrontos terem resultado em cerca de 20 feridos e 20 detidos.

DIOCESE CATÓLICA APELA À DESMOBILIZAÇÃO

A Diocese Católica de Hong Kong publicou no seu portal um “apelo urgente” a todos os estudantes e cidadãos que participam nos pro-

testos para que desmobilizem “o mais rapidamente possível”. “Por razões de segurança, a Diocese insta os estudantes e os cidadãos que apoiam o ‘Occupy Central’ a abandonarem os locais de protesto o mais rapidamente possível”, lê-se na breve nota, que data da noite de sábado. “Relativamente à reivindicação por um verdadeiro sufrágio universal, podemos continuar a lutar por este objectivo de uma forma adequada nos próximos dias”. - Lusa/

EFE/AFP/Dow Jones Newswire/Edição HM

Um grupo de manifestantes concentrou-se em frente à esquadra de Mong Kok, depois de os jovens terem criticado a atitude “passiva” das autoridades perante os ataques de que foram alvo manifestantes por parte de grupos pró-Pequim naquele distrito. “Apolícia conteve-se muito. Os conflitos intensificaram-se muito nos últimos dias”, disse a polícia. Em comunicado, também emitido ontem, os agentes voltam a apelar aos estudantes para que abandonem o local: “A polícia pede ao público que mantenha a calma e que colabore com as instruções dos oficiais de polícia. Qualquer acto que coloque em perigo a ordem ou segurança públicas não será tolerado. A polícia tomará medidas decisivas contra atitudes ilegais”, refere o comunicado.

um grupo de manifestantes que se concentrou em frente a uma esquadra no bairro de Mong Kok, após escaramuças com os jovens. Os agentes voltaram a apelar aos estudantes para que abandonem o local, algo que aconteceu antes do fecho deste artigo. Prometido ficou ainda que a polícia tomará medidas decisivas contra atitudes ilegais, sendo que, na sexta-feira, 20 pessoas foram detidas e mais de 20 feridos resultaram dos conflitos.

Para o activista Jason Chao, que tem estado a acompanhar ‘in loco’ os protestos mas apenas como ‘observador’, como frisou, a luta pela democracia em Hong Kong “é muito importante para Macau” porque, de certa forma, “está a guiar o caminho” para a democratização e reforma política no território. “Macau partilha o mesmo sistema político e vai seguir, mais ou menos, as mesmas pisadas de Hong Kong”, argumentou. Ainda assim, o também presidente da Macau Consciência considerou que “a população de Macau está dividida” no apoio aos protestos. “Os cidadãos de Macau estão bem informados sobre a situação, mas uns apoiam massivamente o ‘Ocuppy Central’ e outros movimentos democratas, enquanto outros não”, afirmou, acrescentando que “é difícil encontrar uma voz unida em Macau”. O activista vincou também que o território “não está pronto para a desobediência civil” como a vizinha Hong Kong.

Tentativa de imolação

“Algo vai passar-se” em Macau, diz Larry So

O

académico Larry So considera que a participação de jovens de Macau nos protestos pelo sufrágio universal em Hong Kong “vai ter reflexos” no território, estando o Governo atento aos movimentos pró-democracia que agitam a região vizinha. “Alguns jovens de Macau, sobretudo os mais envolvidos com associações pró-democracia, estão a participar activamente nos protestos em Hong Kong e a apoiar estes movimentos. E muitos deles vão trazer essa experiência para Macau”, disse o ex-professor do Instituto Politécnico de Macau (IPM) à agência Lusa. “Eles [jovens de Macau] estão a aprender com a

experiência. No próximo mandato de Chui Sai On algo vai passar-se, mas claro que não com a mesma dimensão registada em Hong Kong”, observou o académico natural da antiga colónia britânica que reside em Macau há mais de uma década. O académico relembra, contudo, que o Governo de Macau também está atento às movimentações em Hong Kong: “Por isso é que eles não gostam de deixar entrar os activistas de Hong Kong quando há manifestações em Macau, como no 1.º de Maio ou no 1.º de Outubro (Dia Nacional da China). É por isso que os colocam na ‘lista negra’ e os impedem de passar a fronteira”, defendeu.

APOIO EM TAIWAN FOTO DE SCOTT CHIANG EM TAIPÉ

Tendo em conta o que o HM conseguiu assistir, diversos homens mascarados conseguiram ameaçar os protestantes, tendo destruído barracas e cartazes pendurados. Um professor universitário, que se identificou como Richard Weng, disse ao HM não ter dúvidas que “os homens foram enviados ali para que se desse a impressão que são os manifestantes quem está a causar problemas nas ruas”. Weng relembrou a forma como os protestantes têm sido conhecidos à volta do mundo – como pacíficos e organizados – para acrescentar que “a violência estava a ser perpetrada por tríades”, que só se ouvia falar outros dialectos que não cantonês e que “a polícia não defendeu os manifestantes tanto de violência como de casos de assédio sexual”. Durante o tempo que o HM esteve no local não foi possível ver acções da polícia, mas notícias da agência Lusa dão conta que a polícia voltou a recorrer ao uso de gás pimenta para dispersar

ANTÓNIO MIL-HOMENS

POLÍCIA “CONTEVE-SE MUITO”

Macau não está preparado

• Foram muitas as cidades à volta do mundo que se juntaram para apoiar os manifestantes de Hong Kong. Para alem de Macau, Taiwan foi um dos locais onde isso aconteceu.

Ontem à tarde, um homem de meia-idade despejou querosene no corpo, em frente ao portão do escritório do Chefe do Executivo de Hong Kong. O homem tencionava suicidar-se, depois de ter pedido um encontro com a Secretária para Administração da região vizinha. De acordo com o jornal Hong Kong Economic Journal, na sua edição online, o homem estava “agitado” e uma testemunha explicou que este esteve insistentemente a ligar para o Governo, para pedir o diálogo com a Secretária, que não deu resposta. Outra testemunha disse que o homem estava agitado e que, quando viu polícias, levantou um isqueiro para se imolar pelo fogo. O homem conseguiu ser impedido pelos agentes e foi levado para uma ambulância, tendo depois outros manifestantes diluído o querosene que estava no chão.

Diário do Povo acusa manifestantes

Os manifestantes que ocupam as ruas de Hong Kong há mais de uma semana incitam a “hostilidade” no seio da sociedade de Hong Kong e vão contra a democracia, escrevia ontem o Diário do Povo, jornal do órgão central do Partido Comunista chinês. “O movimento ilegal ‘Occupy Central’ liderado, de forma inconsequente, por algumas pessoas guiadas pelo seu individualismo, despreza a maioria da opinião pública e vai contra a democracia e a autoridade da lei”, refere o editorial. Este movimento “incita as oposições sociais e destrói os pontos de concordância entre os diversos grupos da sociedade, o que resulta num grave clima hostil”, diz o mesmo jornal.


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POLÍTICA

hoje macau segunda-feira 6.10.2014

MAIS DE 500 EM MANIFESTAÇÃO SOLIDÁRIA COM HONG KONG

“Eles somos nós” EM MACAU “Acredito que a polícia de Hong Kong esteja sob grande pressão para abrandar no uso de violência, depois de ter sido amplamente criticada não apenas pelos locais, mas também por governos estrangeiros. Se Hong Kong conseguir um nível mais elevado de democracia, também Macau beneficia com isso” BILL CHOU VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO NOVO MACAU “Acho que a polícia está a preparar algo de grande, devo dizer. Não acredito que estão a ceder, penso que estão a preparar algo grande, mas acho que devemos continuar a apoiar o protesto até que o Governo venha falar com os estudantes de Hong Kong. Face a Macau, não acredito [que algo semelhante vá acontecer], porque as pessoas são mais subtis e mais caladas, mas espero que lutem pela democracia um dia” NANCY WONG RESIDENTE DE MACAU “Em Maio tivemos um protesto também e muitos estudantes apoiaram e desta vez acredito que os estudantes de Macau também se vão fazer ouvir. As pessoas de Hong Kong são mais progressistas e podem conseguir o sufrágio universal, mas Macau provavelmente não” Winnie, estudante do secundário “Estamos mais ou menos no mesmo barco” IVAN MIO ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO

FACEBOOK

A concentração de solidariedade para com o movimento da antiga colónia britânica, para além dos muitos jovens, juntou figuras da política local como os deputados pró-democratas Ng Kuok Cheong e Au Kam San

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NTRE 500 a 700 jovens de Macau concentraram-se na Praça da Amizade em “solidariedade” para com o movimento pró-democrático de Hong Kong, numa acção inédita que tentou marcar uma nova era nas reivindicações políticas locais. “É o nosso futuro, o que pretendemos. Mas queremos que nos oiçam de forma pacífica, ordenada e queremos mostrar que este movimento solidário com Hong Kong, que já abrange 63 cidades no mundo, quer o bem e quer realizar a vontade popular de Hong Kong”, disse Edwin Hoi, um dos elementos que integraram a manifestação, exigindo mais democracia e respeito dos direitos cívicos. De forma pacífica para uma “manifestação” do dia 1 de Outubro, o Dia Nacional da China que há mais de sete anos é aproveitado para contestar nas ruas, a concentração de jovens visou mostrar “solidariedade” para com os colegas de Hong Kong e “serviu de apelo” às polícias da antiga colónia britânica “para que não voltem a usar a força contra uma população pacífica e indefesa”, sublinhou o também organizador. Com um contingente policial que não era muito visível e que até

foi diminuindo, os manifestantes gritaram palavras de ordem como “liberdade para Hong Kong”.

DEMOCRATAS NA ASSISTÊNCIA

Entre a assistência, sentada no chão da Praça da Amizade, estavam caras conhecidas da política local, os deputados pró-democratas Ng Kuok Cheong e Au Kam San. Em declarações à agência Lusa, Ng Kuok Cheong saudou o movimento dos estudantes quer em Macau quer em Hong Kong e lembrou o “desejo” dos povos das duas regiões de escolherem o seu Chefe do Executivo. Ng disse ainda que, se em 2019 Macau tiver

“Não é o ideal a população escolher alguém entre candidatos previamente seleccionados, mas é melhor do que existe hoje” NG KUOK CHEONG

o direito de escolher o seu líder, mesmo que este sofra uma triagem por Pequim é melhor do que o que existe hoje, ainda que não seja o que se pretende. “Não é o ideal a população escolher alguém entre candidatos previamente seleccionados, mas é melhor do que existe hoje”, sublinhou. “Será um avanço rumo ao que queremos atingir”, disse, ao salientar ainda que o desenvolvimento “é feito de passos” e não de “rupturas”. Já Mark, um quase sexagenário funcionário de um casino local, estava na praça para apoiar o filho, um dos promotores do evento, e garantia que a “forma pacífica da manifestação irá, no futuro, ser muito importante”. “Veja estes jovens, veja como eles estão calmos reivindicando o seu futuro, veja como se comportam. Nem a polícia está aqui porque percebeu rapidamente que uma nova forma de protesto está a nascer em Macau”, disse, orgulhoso. Com centenas de pessoas de laço amarelo ao peito, uma cor que pretende vincar o movimento, Mark perdia-se junto daqueles que ouviam e gritavam palavras de ordem e de estímulo para Hong Kong e dizia que “Macau vai crescer”. - Lusa/HM

Macau Consciência acusa Associação de Educação de manipulação

O

grupo Macau Consciência enviou uma carta aberta ontem à tarde pedindo à Associação de Educação de Macau para parar de emitir guias e directrizes “tendenciosas” de ensino aos seus membros. Na carta, a associação é acusada de ser pró-Governo e de ter tentado influenciar os seus estudantes a não participar em Macau nas ma-

nifestações de apoio a Hong Kong, dizendo que o Occupy Central é ilegal e destrói a ordem da sociedade, bem como é uma má influência para os adolescentes e o pensamento e valores dos estudantes. “Além disso, na carta aberta da Associação de Educação de Macau, nunca se fala na causa do Occupy Central e o seu significado

a longo prazo, nem há contexto de história e processo de movimento democrata de Hong Kong”, lê-se na carta aberta. “Este guia não mostra a justiça em se ter opiniões diferentes, mas orienta os professores e alunos a ter uma posição definida pelo Governo, tentando que os trabalhadores do ensino sejam uma ferramenta

política. Isso é completamente contrário à conduta profissional esperada por um educador.” A Macau Consciência insta ainda a Associação de Educação de Macau a parar de emitir guias, porque também acredita que a maioria dos professores têm capacidade para que os alunos sejam ensinados de forma justa.

Chui Sai On não comenta

Interpelado sobre as recentes manifestações em Hong Kong, o Chefe do Executivo de Macau disse à comunicação social que não iria comentar o que se passa na região vizinha. Numa ocasião pública, o líder do Governo frisou apenas que, nos últimos cinco anos foi possível constatar que a população de Macau possui vários canais e formas de transmitir as suas opiniões e que o mais importante é que decorra tudo de forma legal, razoável e em segurança. Sem tecer qualquer comentário a Hong Kong, Chui lembrou apenas que Macau “é uma sociedade livre onde os residentes podem manifestar as suas opiniões de diferentes formas e canais e que o Governo está disponível para as ouvir”.

Susana Chou discorda do Occupy Central

Susana Chou, antiga presidente da Assembleia Legislativa, considera que o movimento Occupy Central não é racional e é algo que está a trazer danos significados ao desenvolvimento económico de Hong Kong e à vida dos moradores de Hong Kong. No seu blogue, Susana Chou disse esperar que a acção possa acabar o mais cedo possível, para que Hong Kong restabeleça a ordem normal na sociedade. “Entendo que, depois da transição da RAEHK, o povo de Hong Kong tem muitas queixas face ao Governo, e que, desta vez, é apenas a eclosão total dessas queixas. Mas, acho que administrar uma cidade com vários milhões pessoas não é fácil e acredito que qualquer Chefe do Executivo não pode satisfazer toda a população.” Susana Chou considera que Macau é uma terra de felicidade, onde mesmo que os residentes tenham insatisfação para com o Governo são mais tolerantes e têm mais compreensão.


política 5

Chui Sai On e Francis Tam asseguram que o Jogo será o foco principal do próximo Governo – sendo que vai até ser alvo de estudos -, mas ambos mostram-se optimistas face ao futuro da economia de Macau

HOJE MACAU

hoje macau segunda-feira 6.10.2014

JOANA FREITAS

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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RANCIS Tam não está preocupado com a quebra das receitas do Jogo e diz mesmo que isso só prova que a “estratégia” utilizada pelo Governo para diversificar o turismo está a ter sucesso. Em comunicado, que cita o Secretário para a Economia e Finanças numa ocasião pública, Tam mostra-se optimista com o futuro da RAEM no que às finanças diz respeito. “Mesmo que se [tenha] registado um aumento reduzido das receitas de Jogo nos últimos meses, (…) está previsto que as receitas do ano inteiro vão manter-se ao mesmo nível do ano passado, [sendo que], no geral, a economia de Macau está numa tendência optimista”, começa por dizer Francis Tam. “O número de visitantes em Macau, durante o mês de Agosto, chegou ao maior valor de sempre, com três milhões e 80 mil visitantes e, do ponto de vista da economia, tanto a queda de receitas de Jogo, como o aumento de visitantes provam, por um lado, o sucesso da estratégia do Governo em dinamizar os sectores de turismo com os

FRANCIS TAM LIGA QUEBRAS NAS RECEITAS DO JOGO A SUCESSO NO TURISMO

Um futuro muito sorridente serviços prestados pelo sector de Jogo e, por outro lado, reflectem o aproveitamento das receitas por parte das operadores no desenvolvimento de instalações turísticas”. Francis Tam faz as contas e assegura que, mesmo que Setembro marque a quarta quebra consecutiva nas receitas do Jogo, o turismo tem trazido vantagens ao nível da economia, pelo que o controlo do aumento do número de mesas de Jogo nos casinos vai continuar. “Assim, o problema [fica] sob controlo, já que o actual número [de mesas] reflecte as necessidades reais do sector e, caso este valor não diminua significativa-

“PENSAR NO QUE O CIDADÃO PENSA” No discurso feito no dia que marcou o 65.º aniversário da RPC, Chui Sai On dirigiu algumas palavras à população, assegurando que o Governo da RAEM irá continuar a pôr em prática a ideia de governação de “servir melhor a população” e da “tomada de decisão política baseada em critérios científicos”. O líder do Governo voltou a reiterar algumas das promessas já deixadas durante a campanha e frisou que as opiniões deixadas pelos residentes serão ouvidas. “Eu e a minha equipa governativa encontramo-nos actualmente empenhados na elaboração de estudos profundos sobre aquelas opiniões, procurando, por um lado, elaborar e apresentar políticas de curto prazo que visam acelerar a resolução das questões que mais preocupam os cidadãos, nomeadamente as relativas à habitação, aos transportes, à segurança social e à saúde”, frisa Chui Sai On. “Por outro lado, pretendemos construir mecanismos eficazes de longo prazo. Iremos, certamente, ‘pensar naquilo em que o cidadão pensa e preocuparmo-nos com aquilo com que o cidadão se preocupa’, garantindo que a população possa partilhar melhor dos frutos do desenvolvimento da RAEM.”

mente, também não se prevê que as operadoras de Jogo procedam a despedimentos em massa.”

MACAU SEGURO

Quem também se mostra com um sentimento positivo é Chui Sai On, que admite que o sector do Jogo vai ser alvo de estudos, de forma a que este mercado possa crescer de forma mais saudável. No discurso que fez para assinalar o Dia Nacional, a 1 de Outubro, o Chefe do Executivo assegurou que o sector do Jogo é um dos principais focos de atenção do Governo. “O Governo irá realizar atempadamente estudos abrangentes, estando igualmente prevista a realização da revisão intercalar dos contratos, com vista a fortalecer o desenvolvimento saudável e ordenado desta indústria”, começou por apontar Chui Sai On, acrescentando que o Executivo vai “ao mesmo tempo, continuar a criar condições favoráveis para o desenvolvimento das pequenas e médias empresas”. Chui Sai On concorda ainda com o que foi dito por Francis Tam quando interpelado sobre a queda das receitas dos casinos. De acordo com declarações à imprensa, Chui Sai On diz que isto é apenas fruto de um “ajustamento saudável” e que é importante melhorar a qualidade dos serviços no turismo e infra-estruturas para que seja alcançado o objectivo de transformar Macau num centro

mundial de turismo e lazer. O líder do Governo defendeu que as políticas do Governo seguem a linha de “não ter a indústria do Jogo como primordial”. Por entre palavras de agradecimento à China e promessas ao povo da RAEM, Chui admitiu que a economia internacional “regista uma recuperação lenta” e que não há dúvidas que a economia nacional “se debate com algumas pressões e regista uma tendência de descida”, mas mostrou-se optimista face ao futuro das finanças nacionais. “É igualmente assinalável que a tendência geral do desenvolvimento económico e social da China se mantém inalterável, apresenta estabilidade e melhoria, potenciando o aceleramento da concretização dos projectos estratégicos de reforma em todos os seus aspectos.”

MUDANÇAS SIM, MAS NÃO PARA JÁ Chui Sai On, reeleito para um segundo mandato a ter início em Dezembro, reafirmou ainda que vão haver alterações na equipa de Secretários, mas escusou-se a revelar nomes. Falando à margem da recepção por ocasião das comemorações do Dia Nacional da China, Chui Sai On disse compreender o “interesse” sobre a questão, mas sublinhou não ser o momento para falar sobre o assunto. O Chefe do Executivo acrescentou que apenas começou a trabalhar na nova equipa - de cinco Secretários - após ter recebido em Pequim o decreto de nomeação.

“Tanto a queda de receitas de Jogo, como o aumento de visitantes provam, por um lado, o sucesso da estratégia do Governo em dinamizar os sectores de turismo com os serviços prestados pelo sector de Jogo e, por outro, reflectem o aproveitamento das receitas por parte das operadores no desenvolvimento de instalações turísticas” FRANCIS TAM Secretário para a Economia e Finanças


6 política

hoje macau segunda-feira 6.10.2014

Mak Soi Kun fala de falta de avaliação a altos cargos O deputado Mak Soi Kun considera que o Estatuto do Pessoal de Direcção e Chefia, que regulamenta a avaliação anual ao desempenho dos cargos públicos, já não corresponde à situação real de Macau, pois o próprio relatório de avaliação ao desempenho mostrou que nenhuma avaliação foi feita a quem ocupa cargos de chefia. O deputado classifica de “preocupante” a ausência de implementação do Regime de Responsabilização dos Titulares dos Principais Cargos e, por isso mesmo, questiona o Governo quanto à inexistência de um relatório de avaliação ao desempenho do pessoal dos altos cargos. Na interpelação, Mak Soi Kun pergunta ao Executivo como é que o mesmo pretende assegurar a transparência na governação e quais as atitudes que irá seguir quanto à execução do regime em causa.

Eles é que mandam

Au Kam San e Kwan Tsui Hang queixam-se de restrições ao seu trabalho que os impedem de exercer uma supervisão plena do Governo FLORA FONG

flora.fong@hojemacau.com.mo

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EPOIS de Lam Heong Sang, vice-presidente da Assembleia Legislativa (AL), foi a vez de Kwan Tsui Hang e Au Kam San tecerem críticas ao que consideram ser uma “falsa supervisão” dos deputados perante o Governo. Os dois deputados criti-

TIAGO ALCÂNTARA

O deputado Au Kam San disse suspeitar de que parte da propaganda de “casinos online” em Macau é enganosa, referindo que algumas são mesmo passíveis de ser ilegais. Numa interpelação escrita, o deputado referiu que apenas o jogo promovido pelas operadoras locais é legal. No entanto, disse, é comum verse propaganda e publicidade – colocada em automóveis de agências de viagens e nas ruas – a outros espaços de jogo, nomeadamente em plataformas virtuais e cujos negócios não funcionam no território, sendo mais difícil supervisionar e controlar estas actividades. Au Kam San questionou o Governo sobre que medidas dispõe o Executivo para inspeccionar este tipo de serviços e actividades, abordando a questão da sua legalidade e eventual autorização para prática na RAEM.

AL NOVO MACAU E OPERÁRIOS QUEREM MAIS SUPERVISÃO

cam o facto de lhes ter sido cortada a vez de intervirem em mais do que uma interpelação sobre o mesmo assunto, contrariando o que Ho Iat Seng, presidente da AL, tem vindo a dizer. O número de interpelações escritas e orais da sessão legislativa passada foi o maior de todos, frisou o presidente, que considerou que isto só prova que a supervisão dos deputados

face ao Governo aumentou largamente. No entanto, Kwan Tsui Hang e Au Kam San apontam que continua a haver restrições e insuficiências nas funções de deputados da AL. Kwan Tsui Hang considera que o actual mecanismo da AL limita a supervisão ao Governo, e impede os deputados de exercer os seus direitos e responsabilidades. A deputada diz

“Para atingir a função de verdadeira supervisão, o mais importante é fazer restrições ao Governo, incluindo supervisionar as finanças e os cargos da função pública” KWAN TSUI HANG Deputada

obriga a que quando o Governo elabora orçamentos estes tenham de passar pela AL. “Isso dificulta a supervisão”, diz a deputada.

TIAGO ALCÂNTARA

Jogo Au Kam San suspeita de propaganda enganosa

CARIMBO DA ARROGÂNCIA

“Ao longo do tempo, a AL tem sido inactiva nos trabalhos legislativos” AU KAM SAN Deputado

mesmo que o Governo não considera que a relação com a AL é séria, sendo que as autoridades e os titulares de cargos não respondem às interpelações dos deputados com seriedade. “Para atingir a função de verdadeira supervisão, o mais importante é fazer restrições ao Governo, incluindo supervisionar as finanças e os cargos da função pública”, frisa Kwan, acrescentando que lamenta o “desaparecimento” da Lei de Enquadramento Orçamental da AL, que não

ASSOCIAÇÕES PEDEM ALTERAÇÃO DE REGIME DE APOIO FINANCEIRO

Revisão, precisa-se com urgência A SSOCIAÇÕES sociais do território consideram que o actual regime de apoio financeiro do Governo às instituições ou grupos cívicos precisa de ser revisto. Num encontro que decorreu na passada terça-feira, com mais de 30 representantes de 27 instituições locais da área de serviços sociais, a maioria pediu ainda a Chui Sai On que reservasse espaços exclusivamente destinados às instalações dos serviços sociais no desenvolvimento das novas zonas urbanas. De acordo com um comunicado do Executivo, as associações presentes defenderam que há necessidade de rever e alterar o actual regime de apoio financeiro cedido

pelo Governo às instituições, de forma a facilitar a resolução nos problemas que actualmente atravessam: falta de pessoal, competição em termos de recursos humanos com outras instituições, Governo e empresas, e a “grande dificuldade” colocada pelo alto valor das rendas dos imóveis. “O regime de apoio financeiro já está em vigor há muitos anos, havendo necessidade de revisão e alteração. O regime de apoio financeiro é bastante importante, pois está ligado aos recursos humanos e aos programas de serviços prestados e respectivos equipamentos. Actualmente as instituições deparam-se com dificuldades relacionadas com

falta de pessoal, mas, ao mesmo tempo, têm de competir, em termos de recursos humanos, com outras instituições. (...) Assim, os presentes solicitaram ao governo para reservar espaços destinados às instalações de serviços sociais no desenvolvimento das novas zonas urbanas”, defenderam as associações, citadas em comunicado.

REFORÇAR A COMUNICAÇÃO

Já o Chefe do Executivo, Chui Sai On, afirmou que as políticas de base definidas pelo Governo “não serão alteradas”, mas que os mecanismos de comunicação entre as instituições e os diferentes níveis administrativos do Executivo “poderão ainda ser reforçados”.

Também o deputado Au Kam San acusa os titulares de cargos do Governo de responderem a interpelações dos deputados com arrogância, tratando a AL como um “carimbo”, onde a supervisão não acontece. O democrata concorda com a colega do hemiciclo, quando esta diz que se deve restringir o orçamento financeiro do Governo e acrescenta ainda que é preciso aumentar os lugares dos deputados eleitos directamente para conseguir atingir o objectivo da supervisão. “Ao longo do tempo, a AL tem sido inactiva nos trabalhos legislativos. Sendo uma Assembleia que contém elementos eleitos pela população (deputados directos), o Governo deve respeitar a função da AL, criando um sistema de coordenação legislativa”, frisou. Já anteriormente, o próprio vice-presidente da AL tinha acusado os serviços públicos de agirem com indiferença perante as interpelações dos deputados.

Este reforço, segundo o próprio Chefe do Executivo, permitirá auscultar as opiniões e sugestões, bem como proceder a estudos de viabilidade, o que na opinião de Chui Sai On, poderá “vir a contribuir não só para a elaboração das Linhas de Acção Governativa, como para o aperfeiçoamento dos trabalhos inerentes ao sector dos serviços sociais”. No momento de apresentarem as suas opiniões as instituições insistiram na necessidade de melhorar o sistema geral dos serviços sociais de todo o território, em especial nas áreas ligadas aos idosos, crianças, jovens, tratamento de toxicodependentes, apoio à comunidade mais carenciada, não esquecendo o apoio aos portadores de deficiência mental e auditiva. Das muitas instituições presentes, estavam a União Geral das Associações dos Moradores de Macau e a Federação das Associações dos Operários. - F.A.


SOCIEDADE

hoje macau segunda-feira 6.10.2014

A entrada em vigor TABACO PROIBIÇÃO NOS CASINOS COMEÇA HOJE da nova interdição inclui a aprovação em 12 dos 28 casinos de projectos espaços a vistorias e inspecções acontecer com a legislação e de salas de fumo para certificar que estão dentro normas relativas à proibição total LEONOR SÁ MACHADO

leonor.machado@hojemacau.com.mo

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medida de proibição total de fumo nas salas comuns dos casinos começa já hoje e vai abranger todos os casinos do território, podendo apenas fumar-se nas salas especialmente criadas para o efeito e em locais especificamente designados, nas salas VIP. De acordo com os Serviços de Saúde, foram aprovados projectos das salas de fumo de 12 dos 28 casinos que submeteram requerimentos para a criação de 62 espaços para fumadores dentro das salas comuns de Jogo. No entanto, nem todas as salas estão já prontas para entrar em funcionamento, pelo que algumas ainda se encontram em fase inicial de construção, enquanto outras esperam pelo aval do Governo. As entidades responsáveis deverão, então, submeter os referidos

dos conformes e seguem as normas exigidas, relacionadas com a ventilação do ar, por exemplo. Em comunicado, os SS esclareceram ainda que não será permitido fumar em qualquer espaço das salas comuns, incluindo as zonas de altas apostas, frequentemente destacadas do restante espaço por separadores de vidro.

LEI PARA ALTERAÇÃO

Depois do Regime de Prevenção e Controlo do Tabagismo se encontrar em vigor há mais de dois anos, o Secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, referiu que a lei poderá vir a sofrer alterações, se necessário, o mesmo podendo

de tabaco nas salas comuns dos espaços de Jogo. A eventual revisão da lei – que já estava prevista para 2015 – deverá compreender a realização de estudos e consultas públicas e do sector do Jogo, com o intuito de proibir o fumo em todas as zonas públicas do território. O responsável acrescentou ainda que, nas salas VIP, o problema será de mais fácil resolução devido à dimensão reduzida do espaço, que permite empregar tecnologias mais modernas e avançadas de melhoria da qualidade do ar.

HOJE MACAU

E o fumo o vento levou

“A medida da proibição de tabaco nas áreas comuns de Jogo deixa margem para que os casinos contornem a legislação” ELLA LEI

ELL A LEI E CROUPIERS DESCONFIADOS A deputada Ella Lei está reticente no que diz respeito à capacidade do Governo em efectivamente executar a lei que entra hoje em vigor. “A medida da proibição de tabaco nas áreas comuns de Jogo deixa margem para que os casinos contornem a legislação”, apontou Ella Lei ao Jornal Cheng Pou. A desconfiança estende-se aos membros da Forefront of Macau Gaming, mesmo depois dos Serviços de Saúde e Francis Tam terem assegurado que, com excepção das salas para fumadores criadas para o efeito, as zonas de apostas elevadas devem ser espaços fisicamente separados da restante área comum de Jogo, não podendo ali ser criadas salas de fumo. Há cerca de um mês, várias foram as associações que referiram a falta de clareza nas normas respeitantes às salas de apostas elevadas, por se encontrarem no mesmo espaços das mesas comuns de Jogo, mas separadas por vidros. A deputada referiu que o arranjo e a calendarização de proibição total de fumo não estão claros, aproveitando para lembrar que não existem medidas de punição para os casinos cujos exames de qualidade de ar não passaram nos testes. Ella Lei frisou também que a impossibilidade, por parte do Executivo, de estipular uma calendarização concreta para a criação das salas, mostra falta de determinação na proibição total de tabaco nestes espaços. “Embora a receita de Jogo nos últimos meses tenha diminuído, esta não deve relacionar-se à proibição de fumo. O Governo deve compensar e alargar a fonte de turistas, bem como iniciar a revisão de lei de proibição do tabaco já em 2015, pensando já na proibição total”, colmatou a deputada. Também o líder da Forefront of Macau Gaming, Ieong Man Teng, referiu que havia pedidos de criação de “zonas para fumadores em salas privadas” nas áreas comuns que foram rejeitados pelo Executivo. No entanto, disse ainda que os trabalhadores do sector estão preocupados com insuficiência na actual lei, esperando que sejam igualmente criadas salas próprias para fumadores nas zonas VIP, de modo a assegurar a saúde dos funcionários. - F.F.

Casinos com quarta quebra de receitas consecutiva

Funcionários de Jogo em novo protesto

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S receitas dos casinos continuam em queda pelo quarto mês consecutivo e devem fechar Setembro com uma queda homóloga entre 10 e 13%, disseram à agência Lusa fontes do sector. Segundo os dados a que a Lusa teve acesso de operadores como a Galaxy, MGM Macau e Sociedade de Jogos de Macau, os casinos deverão encerrar Setembro com receitas entre os 25.200 e os 25.800

milhões de patacas, muito abaixo das 28.963 milhões de patacas apuradas no mesmo mês de 2013. Com esta queda nas receitas, o acumulado dos primeiros nove meses de 2014 mantém-se positivo – cerca de 276.000 milhões de patacas contabilizando Setembro -, mas a subir apenas cerca de 6% face ao mesmo período de 2013, muito abaixo dos 23% de crescimento apurado em Fevereiro.

A queda de Setembro é a quarta consecutiva este ano, um acontecimento anómalo nos casinos locais que não registavam uma queda de receita desde Maio de 2009. Na disputa pelo primeiro lugar no ranking dos seis operadores, a Galaxy Resorts, controlada por interesses de Hong Kong liderados pelo magnata Lui Che-Woo, e habitual terceira classificada, vai fechar Setembro à frente do ranking, o que acontece pela primeira vez. - Lusa

ENTENAS de funcionários dos casinos MGM, Galaxy e da Sociedade dos Jogos de Macau (SJM) requereram junto às entidades patronais uma licença de doença para garantir assim a sua participação numa greve realizada na passada sexta-feira. O momento de revindicação foi organizado de forma voluntária pelos próprios funcionários, como garante a associação Forefront of Macau Gaming (FMG),

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que esclarece ainda que a sua função resumiu-se ao apoio técnico aos funcionários. Segundo a FMG aderiram à greve mais de mil funcionários da SJM, mais de 200 do MGM e pelo menos 60 funcionários do casino Star World. A greve, segundo a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, pouco influenciou o funcionamento normal do Jogo em Macau. Para hoje, está agenda-

do um novo momento de protesto. Os funcionários irão realizar um encontro junto ao Lago Nam Vam. Segundo a página da FMG, os funcionários deverão ir vestidos com uma camisola de cor preta. Em declarações ao HM, Cloee Chao, secretária-geral da FMG, explicou que este novo protesto, já permitido pelo Governo, é organizado pela União dos Trabalhadores da SJM e não pela própria organização.


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FUNDAÇÃO MACAU NG KUOK CHEONG PEDE REDUÇÃO DE APOIO FINANCEIRO

“Um desperdício de dinheiros públicos” O deputado Ng Kuok Cheong defende o corte de uma parte do financiamento cedido à Fundação Macau e a colocação do dinheiro num fundo de desenvolvimento CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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EPOIS de o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) ter dado conta de um caso de obtenção de subsídios do Governo por meios fraudulentos, o deputado Ng Kuok Cheong pediu que os apoios financeiros atribuídos pela Fundação Macau (FM) sejam cortados a metade. O deputado e membro da Associação Novo Macau considera que o financiamento da Fundação às associações deveria ser cortado, de forma a permitir a alocação da outra parte do dinheiro num fundo de desenvolvimento a longo prazo. É que, na visão de Ng Kuok Cheong, este não deve ser o único caso de fraude existente e mais associações, diz, podem estar a abusar do financiamento da FM. O deputado lembrou que antes de 2010 a FM, em momento algum, pedia informações às associações PUB

quando recebia os pedidos de financiamento e foi só em 2011, quando o Comissariado de Auditoria (CA) assumiu a responsabilidade dos pedidos de investimento, é que a Fundação começou a requerer alguns documentos às associações. Contudo, um relatório do CA de 2012 apontou vários problemas sobre a atribuição de subsídios, sendo que a FM começou, então, a ser obrigada a pedir mais informações às associações beneficiárias. Ainda assim, Au Weng Chi, membro do Conselho de Administração da FM, admite que, devido ao número de pedidos de apoio, nem sempre é fácil para a Fundação controlar tudo.

CONFIANÇA MÚTUA

Segundo Au Weng Chi, no relatório anual relativo a 2011, o CA aconselhou a Fundação em vários aspectos e essas observações permitiram à FM, segundo Au Weng Chi, fortalecer o sistema de financiamento e supervi-

são, melhorar a cooperação entre a maioria das associações e instalações e organizar um procedimento mais rigoroso na provação de financiamento, declaração e relatório. “De facto, a situação corre normal nos últimos anos”, assumiu em declarações ao Jornal do Cidadão. Contudo, sobre aos comportamentos fraudulentos,Au afirmou que “devido ao elevado número de pedidos de financiamento à Fundação é difícil fazer uma investigação profunda” às informações avançadas pelas próprias associações requerentes. “A FM é marcada por linhas de confiança mútua com as associações, apenas o CCAC é que tem capacidade de investigação”, defendeu. Entretanto, Au admitiu que há espaço para que tudo seja melhorado. Sobre o recente caso de fraude, Au garante que se o tribunal provar o comportamento fraudulento da associação em causa, para além de esta ter que devolver todo o finan-

ciamento cedido até ao momento, irá ser incluída na lista negra da Fundação, – até agora sem qualquer membro - o que quer dizer que nos próximos três anos não poderá pedir qualquer financiamento. Au disse ainda que a totalidade do caso só poderá ser esclarecido pelo próprio CCAC, devido à sua complexidade.

DINHEIRO A MAIS

Já Ng Kuok Cheong entende que o pedido de documentos não é suficiente e deve ser feita uma avaliação e confirmação da veracidade dos comprovativos entregues pelas

associações. Neste caso “foi aprovado o financiamento mesmo com documento falsos”, relembra. O deputado reforça ainda que a culpa deste caso é do excesso de financiamento. “Considero que é um desperdício de dinheiro público o excesso de financiamento”, afirmou Ng, que acredita que há demasiados apoios a serem atribuídos. “A Fundação Macau não tem capacidade para financiar todas as actividades de áreas de ensino, serviços de saúde, serviços sociais e também comerciais e alguns já são uma repetição dos departamentos do Governo”, explica, sublinhado ainda que “é preciso avaliar se os financiamentos cedidos chegaram a ter o efeito pretendido”. Num remate final, Ng defende que o Governo deveria cortar uma parte do financiamento cedido à Fundação Macau e colocar o dinheiro num fundo para a segurança social, desenvolvimento do ensino e ainda desenvolvimento da habitação. O deputado sugere ainda que a Fundação corte assim o financiamento a algumas associações – aquelas que têm vindo a receber uma grande parte – e mantenha o apoio às pequenas associações. “Caso a Fundação Macau não consiga avaliar a função social de algumas associações, poderá transferir o caso para os departamentos do Governo para que se tome uma decisão final”, concluiu.


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Idosos IAS vai lançar Plano Decenal de Serviços

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Instituto de Acção Social (IAS) assegurou que vai “tentar” que a proposta de Lei de Bases dos Direitos e Garantias dos Idosos chegue à Assembleia Legislativa (AL) ainda antes do final deste ano, reiterando uma informação que já tinha sido avançada pelo HM. Numa resposta ao deputado Chang Meng Kam, a directora substituta do IAS acrescenta ainda que o instituto vai lançar um Plano Decenal de Acção para Desenvolvimento dos Serviços a Idosos para 2016-2025, cuja consulta pública começará no primeiro semestre do próximo ano. Wong Im Mui assegura que, para enfrentar os desafios causados pelo envelhecimento, o Grupo Interdepartamental de Estudo do Mecanismo de Protecção dos Idosos de Macau vai construir este mecanismo. A responsável não dá detalhes, mas reitera que o instituto vai “tentar concluir a proposta de Lei de Bases dos Idosos antes do final” de 2014, entregando-a depois às “autoridades” competentes para discussão. Recorde-se que esta proposta de lei está a ser criada há quatro anos. Anunciada em 2009, a Lei de Bases dos Direitos e Garantias dos Idosos tem estado em “aperfeiçoamento” desde aí, tendo sido já alvo de duas auscultações públicas. Era suposto a proposta ter chegado à AL em 2012. - F.F.

CASO IACM MINISTÉRIO PÚBLICO PARTICIPA NO RECURSO

Ligados ao processo A participação do MP no novo julgamento surge na sequência da apresentação de recurso por parte de Paulina Alves dos Santos

QUEM AVANÇA?

CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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Ministério Público (MP) afirmou que vai participar no novo julgamento do chamado Caso IACM, que deverá realizar-se depois de Paulina Alves dos Santos ter apresentado recurso da decisão que ilibou Raymond Tam, ex-presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), e outros três funcionários do organismo. De acordo com uma men-

sagem enviada ao HM por Paulina Alves dos Santos, e confirmada na imprensa em língua chinesa, Ho Chio Meng, procurador, assegurou que a participação do MP está ligada à decisão de Paulina Alves dos Santos, assistente no processo que sentou no banco dos réus Raymond Tam, Lei Wai Nong, vice-presidente do IACM, Fong Wai Seng, Chefe do Serviços

POSTO FRONTEIRIÇO À ESPERA DE AUTORIZAÇÃO

Quase tudo a postos O Secretário para a Segurança, Cheong Kuoc Vá, disse estar já tudo a postos para a entrada em funcionamento do posto fronteiriço do Parque Industrial Transfronteiriço Zhuhai-Macau, apenas faltando o aval do Governo Central. De acordo com um comunicado do Executivo, os Serviços de Migração estão já totalmente preparados no que diz respeito às instalações e infra-estruturas, sendo que ainda estão, contudo, a ser formados os recursos humanos.

de Ambiente e Licenciamento, e ainda Sio Kuok Kun, chefe funcional. Depois de meio ano de julgamento, onde os arguidos iam acusados do crime de prevaricação porque teriam alegadamente atrasado a entrega de documentos relacionados com a atribuição supostamente ilegal de dez campas perpétuas no Cemitério de São Miguel Arcanjo, todos foram absolvidos.

Cheong Kuoc Vá assegurou que os dez canais de passagem electrónicos instalados estão já em funcionamento, mas confessou existirem “pressões” ao nível dos recursos humanos e de gestão de pessoal. Sobre o assunto, o Secretário para a Segurança disse ainda estarem a ser formadas 180 pessoas para trabalhar no local a partir de inícios de Dezembro. Relativamente ao eventual aumento de entrada de pessoas no território após abertura

deste posto, o responsável referiu ainda estarem a ser pensadas as melhores medidas para garantir a segurança desta zona.

QUESTÃO PRIORITÁRIA

Recorde-se que a necessidade de reformular este posto transfronteiriço tem vindo a ser discutida há já vários meses, depois de o Governo ter sido fortemente criticado pela dificuldade de fluência de pessoas. “Ampliar as funções do Posto Fronteiriço do Parque Industrial Transfronteiriço Zhuhai-Macau, procurando aí implementar as políticas aplicáveis à [Ilha da Montanha], no sentido de acelerar a conversão e valorização do Parque Industrial” foi ainda uma das tarefas consideradas “prioritárias” pelo Executivo, segundo o acordo de cooperação com Guangdong deste ano.

“Como o MP também é parte do processo, como a assistente do processo recorreu, nós também vamos participar no caso” HO CHIO MENG Procurador

Contudo, e apesar de Paulina Alves dos Santos ter afirmado que não ia recorrer da decisão do Tribunal Judicial de Base, acabou por avançar, justificando que o fez uma vez que o MP não apresentou qualquer recurso. Ora, o MP, como também é parte da acusação do processo, vai participar também no julgamento do recurso. “Como o MP também é parte do processo, como a assistente do processo recorreu, nós também vamos participar no caso, sem falta”, afirmou o procurador. Segundo o Jornal do Cidadão, quando questionado se os dirigentes do Governo precisariam de aumentar o seu “senso”, Ho Chio Meng não respondeu directamente, mas explicou que não são apenas os dirigentes do Governo, mas há muitos aspectos na consciência sobre leis que precisam de ser aumentados.

Coronavírus Residentes sob vigilância dos SS

Os Serviços de Saúde anunciaram em comunicado que estão a acompanhar a situação de 14 residentes de Macau que viajavam no mesmo avião que uma mulher portadora da infecção pelo coronavírus, conhecido como síndrome respiratória do Médio Oriente. “Os SS já realizaram a avaliação de saúde a este grupo de residentes (...)”, pode ler-se no comunicado. A portadora do vírus, de 29 anos e proveniente da Arábia Saudita, deslocava-se do Qatar para Áustria e apresentou sintomas característicos deste tipo de infecção poucos dias depois. As autoridades suspeitam que o vírus terá sido transmitido a um homem proveniente de Hong Kong que também viajava naquele voo, que, contudo, até agora não apresentou qualquer sintoma. O homem prestou serviços como guia de um grupo de excursão de que faziam parte os 14 residentes, daí os SS considerarem importante o seu acompanhamento. PUB

FESTA DE NATAL DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DE 2014 Comunica-se a todos os aposentados e pensionistas dos serviços públicos, que o tradicional jantar da Festa de Natal deste ano, como habitual à moda chinesa, se realizará no Restaurante Plaza, respectivamente nos dias 3 de Dezembro (4a feira) e 4 de Dezembro (5a feira). Data e hora de inscrição ( Sem interrupção ) 12 de Outubro (Domingo) 13 de Outubro (2ª feira) 14 de Outubro (3ª feira)

Das 9:00 às 17:00 Das 9:00 às 18:15

Local de inscrição: Fundo de Pensões Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n os 181-187 Centro Comercial Brilhantismo 20° andar Obs: Favor seleccionar, entre as duas datas, a data do jantar que pretende participar, antes da sua inscrição. As vagas esgotam-se após preenchidas. Os interessados devem apresentar cópia de um dos seguintes documentos pessoais para tratarem da sua inscrição: • Cartão de Identificação de Subscritor do Fundo de Pensões; • Bilhete de Identidade de Residente de Macau e nota de abonos. Mais se comunica que cada pessoa, para além da sua própria inscrição, poderá ainda proceder à inscrição, no máximo, de mais 2 titulares de pensão. www.fp.gov.mo


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EVENTOS

Fotografia Richard Woldendorp e Cecilia Ho com exposição na Fortaleza do Monte

Os artistas Richard Woldendorp e Cecilia Ho, da Austrália e de Macau, respectivamente são responsáveis por “A Different Point of View”, uma exposição conjunta de fotografia na Fortaleza do Monte. A mostra, com inauguração prevista para a próxima quinta-feira, compreende uma selecção de várias fotografias de cenários terrestres abstractos e da “sensibilidade do ser humano”. Wondendorp é conhecido por escolher a perspectiva do olhar de ave para revelar paisagens australianas, demonstrando locais mais selvagens e outros com intervenção humana. Já Cecilia Ho prefere fotografar pessoas – especialmente de zonas rurais – e passou três anos a viajar pelo mundo. A exposição vai incluir, entre outras, películas de crianças da tribo nómada africana, Masai. A mostra, organizada pela associação Art Beyond Walls, está patente na Fortaleza do Monte até dia 19 deste mês e pode ser vista diariamente, entre as 11h00 e as 19h00, tendo entrada livre.

Henrique de Senna Fernandes em desenho

Desenhos sobre obras de escritores lusófonos como Luís de Camões, Fernando Pessoa, Jorge Amado ou Mia Couto compõem a exposição “Em Lusofonia”, da artista plástica Maísa Champalimaud, patente em Lisboa até ao final do ano. A artista criou obras alusivas aos mais reconhecidos escritores oriundos diversos países onde a lusofonia está ou esteve presente, sendo que Macau foi também um dos locais escolhidos. Henrique de Senna Fernandes será representado, em conjunto com outros escritores, como Sophia de Mello Breyner Andreson. “Ao ser convidada para exaltar os intérpretes máximos da língua portuguesa, retratando escritores lusófonos pelo mundo fora, não pude deixar de pensar que fazia todo o sentido retratá-los sobre o suporte que no fundo é seu: os livros”, referiu Maísa Champalimaud. A exposição pode ser visitada até dia 31 de Dezembro nas instalações da SRS Advogados, em Lisboa, entre as 09h00 e as 18h00.

Instituto de Estudos Europeus debate liderança da União Europeia

hoje macau segund

CHINA VENCE CONCURSO DE FOGO DE ARTIFÍCIO • A empresa chinesa ‘Hunan Jingtai Fireworks Corporation’ venceu o 26.º Concurso Internacional de Fogo de Artifício. Além da empresa chinesa, o pódio da edição 2014 do concurso contou com a empresa espanhola ‘Pirotecnia Zaragozana’ e com os australianos da ‘Skylighter Fireworks’ em segundo e terceiro lugares. A representação portuguesa no concurso esteve a cargo da ‘Pyrofel - Pirotecnia, Lda’, que regressou depois de ter vencido o 14.º concurso, em 2002. Empresas de Taiwan, Croácia, França, Coreia do Sul, Polónia, e Itália, participaram também no concurso.

CITY OF DREAMS INAUGURA EVENTO CONJUNTO COM EQUIPA ESPACIAL

Viagem ao centro do Universo O

City Of Dreams (COD) vai lançar, já no próximo mês de Novembro, verdadeiras viagens ao espaço, em conjunto com a empresa espacial, XCOR Space Expeditions. “The Space Legent” pretende dar uma nova perspectiva do espaço aos mais aventureiros, levando-os numa aventura de uma hora a mais de 100 quilómetros do nível do mar, na conhecida nave espacial Lynx Mark II. Esta experiência terá início no COD e compreende uma noite no hotel Península, em Hong Kong. É então da região vizinha que os participantes deverão apanhar um avião do aeroporto para a ilha caribenha de Curacao, de onde finalmente descolam para uma das via-

gens mais excêntricas do mundo numa Lynx Mark II, mas não sem que antes participem numa formação de cinco dias. De acordo com comunicado da XCOR, quem participar nesta iniciativa será um dos 12 primeiros astronautas da empresa. Estarão elegíveis para ganhar esta viagem, todos os visitantes que gastarem mais de 1000 patacas e participarem num sorteio organizado pelo COD, tornando-se num dos primeiros 100 astronautas do mundo da XCOR. - L.S.M.

Uma conferência seguida de um jantar para debater a liderança da União Europeia é o evento que irá ocorrer no próximo dia 7 de Outubro, entre as 19h e as 22 horas, no Instituto de Formação Turística (IFT). “União Europeia: novos desafios, novos líderes” é uma palestra organizada pelo Instituto de Estudos Europeus (IEEM) que terá como oradores Andrzej Olechowski, antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Ministro das Finanças da Polónia. A taxa de participação varia entre 150 a 250 patacas.

Sofitel organiza expo-noivos

No dia 26, todos os casais que anseiam uma cerimónia de casamento perfeita poderão ter acesso às últimas novidades no mundos dos véus, vestidos e felicidade eterna. O Sofitel Macau irá realizar um momento dedicado exclusivamente aos casais, com mais uma expo-noivos. Desde a decoração à fotografia, maquilhagem e espaços para a copo de água, tudo está incluído. Contando com a ajuda de uma equipa especialista na organização de casamentos, a escolha é variada. Os noivos poderão escolher entre o buffet chinês que une os vermelhos aos dourados, à sofisticação francesa de linhas cruas e secas ou então o estilo único do “east-meets-west” - opções não faltam. Segundo o lema “Casamento são feitos no céu, mas os casamentos perfeitos são feitos no Sofitel Macau”, o hotel oferece ainda descontos a quem o escolher como local de casamento.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA O MUNDO DE SOMA ZERO • Gideon Rachman

RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

A lógica de soma zero, na qual o lucro de um país equivale à perda de outro, impediu que as nações chegassem a acordo no combate às alterações climáticas e ameaça conduzi-las a um novo declínio económico generalizado. A lógica soma-zero está por detrás de outros problemas internacionais, como o da guerra no Afeganistão ou o do acesso às reservas de energia, água e alimentos. Estas questões políticas e económicas podem provocar novas guerras, catástrofes ambientais e crises financeiras agravadas. Este livro define os termos de um novo debate. Gideon Rachman mostra claramente que ao otimismo decorrente do colapso da União Soviética, sucedeu, no rescaldo da grande crise financeira, uma profunda ansiedade. Neste livro obrigatório, Rachman sustenta que a política internacional se tornou muito mais perigosa e volátil e explica o que se pode fazer para contrariar esta lógica debilitante de um mundo soma zero.

JOSÉ E PILAR - CONVERSAS INÉDITAS • Miguel Gonçalves Mendes, Valter Hugo Mãe

Durante quatro anos, Miguel Gonçalves Mendes filmou José Saramago e Pilar del Río, na intimidade de Lanzarote, em viagens de trabalho por todo o mundo, em festas com os amigos e a família. Desse intenso registo resultaram, primeiro, o filme, José e Pilar, e agora, o livro que se compõe, essencialmente, de material inédito: centenas de horas de conversa que exploram os grandes temas - da política ao amor, passando pelo trabalho, a literatura e a morte.


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da-feira 6.10.2014

HOJE NA CHÁVENA Paula Bicho

Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com

Hera Nome botânico: Hedera helix L. Família: Araliaceae. Nomes populares: Aradeira; Hédera; Hedra; Heradeira; Hera-dos-muros; Hera-dos-muros-velhos; Hera-trepadeira; Hereira.

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Arbusto trepador originário da Europa, a Hera pode atingir os 50 metros de altura, agarrando-se aos troncos das árvores ou aos muros com as suas raízes adventícias. Apresenta caule lenhoso e ramificado, folhas perenes, palmadas, de cor verde escura e brilhantes; as flores, pequenas e discretas, são amarelas esverdeadas e formam cachos originando negras bagas globulosas. Tem grande longevidade, chegando aos 400 anos. Além de planta medicinal, a Hera é uma planta de culto. Segundo a mitologia celta, escondia os duendes sob a sua folhagem, protegia as casas dos espíritos malignos e simbolizava a fidelidade e a longevidade. Foi mencionada por Hipócrates e Dioscórides e usada durante a Idade Média. Mais tarde, Laguna refere-se a ela dizendo que bebido o seu sumo e cheirado, perturba a razão nem mais nem menos do que o vinho. Talvez por isso, tivesse sido consagrada a Dionísio e Baco, o deus do vinho da mitologia Grega e Romana. Em fitoterapia são usadas as folhas.

O QUE FAZER ESTA SEMANA DIARIAMENTE

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vesícula e baço e para favorecer o aparecimento da menstruação quando esta tarda em chegar (e não haja gravidez). OUTRAS PROPRIEDADES Adstringente, a Hera contrai os tecidos, desinflama, desinfecta e ajuda a cicatrizar, pelo que tem sido empregue nas feridas e úlceras, inclusive nas purulentas ou de difícil cicatrização, gretas da pele, erupções cutâneas, queimaduras e contusões. É ainda utilizada nas nevralgias e dores reumáticas, varizes e flebites, celulite e como tónico capilar. Os populares usam-na para combater os piolhos, devolver a cor preta ao cabelo que está a branquear e para remover calos e outras durezas dos pés. COMO TOMAR • Uso interno Em xarope, de acordo com as instruções da bula. • Uso externo Em fórmulas, na forma de creme ou gel, com indicação na celulite e gordura localizada.

COMPOSIÇÃO Saponósidos triterpénicos, poliacetilenos, flavonoides (rutina), ácidos fenólicos, fitosteróis, taninos, minerais (iodo), óleo essencial e traços de alcaloides. Cheiro aromático e sabor amargo.

RECEITA – CATAPLASMA PARA REMOÇÃO DE CALOSIDADES Deixar em maceração, durante quatro dias, 3 folhas frescas em vinagre. Aplicar as folhas sobre o calo, ainda ensopadas em vinagre, e envolver bem com uma ligadura. Ao fim de três dias retirar, lavar bem o pé com água quente e o calo deve ser removido com facilidade; caso contrário, repetir a operação. Esta é uma antiga receita popular, meramente ilustrativa – não se aconselha à sua execução, uma vez que existem diversas espécies de Hera.

ACÇÃO TERAPÊUTICA A Hera acalma os espasmos e a tosse, dissolve as mucosidades e facilita a sua expulsão, desinflama as mucosas respiratórias e combate diversas bactérias. Tem utilização em vários tipos de tosse, seja seca, irritativa ou acompanhada de expectoração, esteja associada a uma infecção aguda do trato respiratório ou a uma bronquite crónica. É uma planta de eficácia comparável a alguns fármacos de síntese e geralmente bem tolerada, sendo especialmente indicada para as crianças. Anti-reumática, a Hera alivia a inflamação e a dor nas crises de gota e reumatismo. Tradicionalmente, foi ainda utilizada nos edemas (retenção de líquidos), hipertensão, afecções do fígado,

PRECAUÇÕES A Hera é uma planta tóxica, pelo que o seu uso interno deverá sempre ser prescrito por um profissional de saúde. Está contra-indicada na gravidez e aleitação. Respeitar as doses indicadas, caso contrário podem surgir efeitos secundários como diminuição do estado de alerta, dores de cabeça, náuseas, diarreia e destruição dos glóbulos vermelhos do sangue. Externamente, as folhas podem originar dermatites de contacto em peles sensíveis. Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde. As bagas são muito tóxicas: em crianças, a ingestão de três bagas pode provocar náuseas, vómitos e cólicas, e mais de seis, paragem respiratória.

AMANHÃ

EXPOSIÇÃO “MACAU OF MY OWN”

EXPOSIÇÃO PIONEIRISMO DO MOVIMENTO DA NOVA

PALESTRA SOBRE LIDERANÇA NA UE

DE EDUARDO MAGALHÃES

CULTURA – UMA EXPOSIÇÃO DE QIAN XUANTONG

CONDUZIDA POR ANDRZEJ OLECHOWSKI

Creative Macau

Museu de Arte de Macau

ENTRADA LIVRE

ENTRADA LIVRE

Instituto de Formação Turística, 19h00 BILHETES ENTRE 150 A 250 PATACAS, INCLUINDO JANTAR


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CHINA

hoje macau segunda-feira 6.10.2014

U

MA nova área mundial de comércio de diamantes poderá aparecer em Moscovo e Pequim. O grupo russo de empresas Karat, a Bolsa de Ouro de Pequim e a Bolsa de Activos Financeiros de Pequim cooperam na criação de uma bolsa comum para o comércio de pedras preciosas e semi-preciosas A China entra em força no mercado mundial de diamantes trabalhados, objectos de ouro e pedras preciosas. Porém, ainda não possui uma marca credível. Uma área comercial com a Rússia permitirá uma nova apresentação aos compradores de pedras preciosas extraídas e lapidadas na China. Nomeadamente, perante os chineses ricos que estão prontos a pagar qualquer montante por conhecidas marcas. Na própria China o interesse para com os produtos de alto nível de metais preciosos tem aumentado subitamente.

INTERESSES MÚTUOS

Anualmente, o consumo aumenta de 20 a 30% e, em algumas áreas, chega até 50%, assinalou o perito económico Alexei Maslov: “Neste campo, a China está extremamente interessada na Rússia enquanto fornecedor de pedras preciosas e como consumidor de objectos fabricados. E claro que, para nós, é interessante irromper na China em quaisquer posições de pedras preciosas e semi-preciosas, objectos feitos a partir delas, e apresentar ao mercado chinês os nossos brilhantes. Neste plano, o mercado chinês está fortemente regulado. Por isso a direcção foi escolhida

metais e pedras preciosas, a Rússia e a China poderão entrar em conjunto nesses mercados. Hoje, estão fechados para a Rússia ou são de acesso muito difícil. Trata-se não tanto da queda ou aumento dos preços, quanto à divisão das partes do mercado. Nos primeiros cinco a seis anos, o aumento das vendas deve constituir 10-15%. Trata-se de um avanço muito considerável, bastante significativo”. Actualmente, na China existe um enorme mercado negro de objectos de nefrite e jade siberianos. Trata-se de milhões de dólares que fogem ao fisco, tanto chinês, como russo. Mais, trata-se de um enorme mercado de falsificações de nefrite que, juntamente com importações ilegais, entram na Rússia. Para o comércio bilateral, a bolsa legaliza e normaliza as correntes de pedras preciosas e reduz o campo do contrabando e falsificações.

RÚSSIA E CHINA VÃO COOPERAR NA VENDA DE DIAMANTES

Um precioso mercado de forma muito inteligente: realizar vendas conjuntas”. Se semelhante bolsa for criada, isso sem dúvida que tornará o sistema mundial de comércio de semelhantes activos mais transparente, disse Alexei Vyazovsky, vice-presidente da companhia Casa da Moeda Dourada: “Hoje, esse mercado está em grande parte monopolizado por grandes corporações mundiais como

Comboios Recorde no número de passageiros

Aproximadamente 9,02 milhões de viagens de comboio foram realizadas na sexta-feira, o terceiro dia do feriado do Dia Nacional, mais 11,3% que no ano passado, informou no sábado a Companhia de Caminhos de Ferro da China. Na sexta-feira, a operadora de Caminhos de Ferro operou 5.186 comboios, incluindo 295 adicionais para atender à procura durante o feriado. O trânsito continuou a crescer em grandes cidades na sexta-feira. Cerca de 1,02 milhão de passageiros deixaram Pequim por comboio, um aumento de 12,5%. Cerca de 1,85 milhão de pessoas deixaram Xangai, uma subida de 9,7%, e 1,19 milhão deixaram Guangzhou, um aumento de 15,5%.

Vice-primeiro-ministro de visita à Rússia

O vice-primeiro-ministro chinês, Wang Yang, vai viajar para a Rússia, na próxima semana, foi sábado anunciado. Wang Yang vai participar de uma reunião da Comissão Mista China-Rússia, de 09 a 11 de Outubro, a convite do seu homólogo russo, Dmitry Rogozin, informou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Hong Lei. O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, também inicia uma visita na próxima quinta-feira que inclui a Rússia, além da Alemanha e Itália.

a De Beers. Se semelhante bolsa for criada, os compradores compreenderão com maior facilidade como se formam e mudam os preços, ao compararem as cotações. Todos ganharão com isso. Podemos diversificar os nossos compradores, trazê-los para um mercado transparente. A China é um dos maiores consumidores de metais e pedras preciosas. A Rússia ocupa um dos primeiros lugares no mundo quanto à extracção e produ-

ção de ouro e brilhantes. Por isso, iremos encontrar-nos na bolsa”.

EM BUSCA DE NOVOS MERCADOS

Ao juntar esforços, as empresas da Rússia e da China poderão entrar em novos mercados de terceiros países, prognostica Alexei Maslov: “Tendo em conta o potente avanço da China em África e na América Latina, onde se faz extracção e onde existe uma elite que consome esses

“ A China está extremamente interessada na Rússia enquanto fornecedor de pedras preciosas e como consumidor de objectos fabricados. E claro que, para nós, é interessante irromper na China” ALEXEI MASLOV Perito económico russo

Taiwan Ministro da Saúde demite-se após escândalo alimentar

O

ministro da Saúde e Bem-estar de Taiwan, Chiu Wen-ta, apresentou, na sexta-feira, a sua demissão, assumindo a responsabilidade política pelo escândalo do óleo alimentar adulterado. Chiu Wen-ta disse, sexta-feira em conferência de

imprensa, ter apresentado a sua demissão ao primeiro-ministro, Jiang Yi-huah. O ministro, que realçou que o caso se encontra resolvido, estando em curso processos judiciais, pediu desculpa pelo escândalo do óleo alimentar adulterado, produzido a partir

de gordura de má qualidade obtida através de processos como a utilização de remanescentes de comidas. Yeh Wen-hsiang, presidente da empresa Chang Guann Co., que produziu e vendeu o óleo, foi acusado, também na sexta-feira, de violar a lei de segurança alimentar e de fraude. Nos últimos dias, o governo também anunciou medidas para intensificar a vigilância da qualidade dos alimentos e aumentar as penas para os infractores. O escândalo alimentar também se alastrou a Hong Kong e Macau. Em Dezembro, o proprietário de uma fábrica foi condenado a 16 anos de prisão por vender azeite adulterado com um óleo barato e um agente corante proibido, levando à recolha de dezenas de milhares de garrafas.


REGIÃO

hoje macau segunda-feira 6.10.2014

JAPÃO ERUPÇÃO VULCÂNICA JÁ FEZ 51 MORTOS O número de mortos continua a aumentar, enquanto as equipas de salvamento as localidades de Kiso e Otaki, que lama devido às chuvas que se no sábado, em particular, proabateram sobre a região nos curaram acelerar as operações se situam junto ao vulcão. suspendem as Após a descoberta de quatro últimos dois dias, pelo que as devido à chegada do tufão operações devido corpos durante o dia de sábado, equipas de resgate estão a usar Phanfone, que se deslocava a balanço de vítimas mortais detectores de metais para tentar partir do sudoeste. à chegada do tufão osubiu A tempestade, qualificada de para 51, mas há ainda pelo localizar novos corpos. As autoridades japonesas não “muito forte” pela Agência Memenos 13 pessoas que continuam Phanfone desaparecidas desde que o vulcão descartam a possibilidade de teorológica do Japão, transporta

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Zona de alto risco

A

chegada do tufão Phanfone ao Japão obrigou as autoridades a suspenderem as operações de busca no monte Ontake, cuja erupção, há uma semana, fez pelo menos 51 mortos. As operações de salvamento também devem ser canceladas esta segunda-feira, já que, de acordo com as previsões, o tufão passará perto da zona do monte Ontake, no centro do país, às primeiras horas do dia. A cinza expelida pelo vulcão e acumulada no cume do monte aliadas às intensas chuvas aumentam o risco de ocorrência de deslizamentos de terra, levando as autoridades a colocarem sob alerta PUB

Ontake entrou em erupção, a 27 de Setembro. Desconhece-se, até ao momento, se os corpos encontrados correspondem a algum dos 16 caminhantes desaparecidos desde a erupção vulcânica do Ontake. A cinza expelida pelo vulcão e acumulada no cume do monte transformou-se numa espessa

haver mais desaparecidos dada a dificuldade em contabilizar o número de excursionistas que subiram ao Ontake a partir dos mais diferentes pontos de acesso no dia da erupção vulcânica.

CHUVAS INTENSAS

As equipas de salvamento contam com 930 efectivos que

intensas chuvas e ventos de 250 quilómetros por hora. A erupção vulcânica no Ontake figura já como a que mais mortes causou no Japão desde 1926, ano em que a erupção no monte Tokachi, na ilha de Hokkaido, no norte, fez 144 mortos e 210 feridos. A última grande erupção do Ontake foi em 1979, quando expeliu cerca de 200.000 toneladas de cinzas; em 1991 aconteceu uma outra, ainda que de menor amplitude, e em 2007 uma nova erupção causou uma série de terramotos vulcânicos. O Japão assenta sobre o Anel de Fogo do Pacífico, contando com mais de uma centena de vulcões activos e latentes.

Coreias chegam a acordo para retomar diálogo

As Coreias do Norte e do Sul concordaram relançar o diálogo ao mais alto nível, que estava suspenso desde Fevereiro, anunciou sábado o Ministério da Unificação sul-coreano. O anúncio do acordo surgiu durante uma visita inesperada à Coreia do Sul de três altos responsáveis do regime de Pyongyang, que se encontraram com o ministro da Unificação e com o conselheiro nacional de segurança. “Os dois lados concordaram discutir os detalhes para a retoma dos contactos ao mais alto nível”, adianta um comunicado do Ministério da Unificação. Há meses que Seul vinha instando o Norte a reassumir as conversações, mas até agora Pyongyang tinha rejeitado o pedido, parcialmente por causa dos recentes exercícios militares conjuntos Coreia do Sul - Estados Unidos. O comunicado, refere ainda que os responsáveis norte-coreanos exprimiram “vontade” de recomeçar o diálogo entre o final de Outubro e início de Novembro


h

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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Carlos Morais José

IN FACEBOOK

ALGUMAS NOTAS FACEBOOKIANAS SOBRE HONG KONG E A DEMOCRACIA

E

Por outro lado, acredito que se as coisas corressem bem, dentro de cinco ou dez anos, HK teria o sufrágio tal como os activistas desejam. A China mudou a uma velocidade inacreditável. Não seria de compreender que as coisas levam o seu tempo ao invés de as fazer recuar com este tipo de acções? * Peço aos meus amigos “democratas” que leiam a definição de democracia em Norberto Bobbio, que eu considero de direita. Ali encontrarão uma série de premissas necessárias – e nunca suficientes em si mesmas – para a realização da democracia nos termos em que um homem como ele – perfeito crente dos valores do Ocidente – acredita. Ora depois dessa leitura concluirão com certeza que não existe nenhuma democracia realizada. Em Hong Kong existem basicamente a maior parte das premissas, talvez mais do que em muitos países ocidentais, incluindo Portugal. Por exemplo, o estado de direito (rule of law) claramente não existe em Portugal porque a lei, como temos visto, existe basicamente para proteger e/ou desresponsabilizar gente que estando no poder aproveitou a situação para roubar ou ganhar mais apoios e... a justiça deixa-os em paz. Leia-se, arquiva os processos por prescrição. Isto num estado democrático normal seria impensável. Estamos, portanto, ao invés de democracia, em pleno nepotismo.

FACEBOOK

M Hong Kong e Macau existem toda a espécie de liberdades e este tipo de comportamento, como o que assistimos a passada semana na ex-colónia britânica, pode ser contraproducente. O conceito “um país, dois sistemas” inclui o país. O segundo sistema prometido é aquele que existia antes da transferência de soberania. Ora nesse segundo sistema existia liberdade de expressão, de reunião, liberdade de imprensa, defesa das minorias, etc., etc.. Mas nunca a cidade de Hong Kong decidiu quem a governava. Depois do handover, tanto em Hong Kong como em Macau, a China seguiu a política de RAEs “governadas pelas suas gentes”, sem nomear nenhum Governador como faziam as potências coloniais. As duas RAEs não são países, mas têm um elevado grau de autonomia. Nunca a China disse que a autonomia era total. Ainda assim estamos a falar de uma autonomia muito superior à que existia antes da transferência de soberania. O problema é que, como se pode perceber, este desafio sem objectivos concretos não me agrada, na medida em que pode despoletar uma subtil mas eficiente forma de controlo por parte de Pequim que até agora não existiu. Como se costuma dizer: estão a pedi-las. Ora eu, que estou em Macau há 24 anos, tenho sempre lutado por estes valores e usufruído da sua existência na prática e não na teoria. Até posso dizer que o garante do segundo sistema em Macau é o governo. Se dependesse dos manda-chuvas locais se calhar já nem liberdade existiria. E eles não são comunistas mas capitalistas selváticos, capazes de tratar os trabalhadores de forma inimaginável. Em Hong Kong a mesma coisa. Não existe qualquer protecção aos direitos dos trabalhadores e por eles muito poucos lutam ou sequer abrem a boca. Isto revolta-me, claro. Sobretudo quando vejo uma juventude completamente alheada destes problemas reais, de bem bom na universidade, vir para a rua lutar pela liberdade que já tem e estando-se nas tintas se essa luta põe em causa essa mesma liberdade. Como jornalista, não sei viver sem liberdade de expressão e temo que estas acções, que desconfio serem em parte fomentadas por interesses obscuros e estrangeiros, devido à sua extemporaneidade, nos causem mais mal do que bem.

Não me vou repetir pedindo que me expliquem quais seriam as reivindicações de HK se houvesse o sufrágio como os activistas “britânicos” queriam. Ninguém me explicou ainda o que mudaria no dia seguinte. A realidade histórica é inultrapassável: a China foi colonizada, humilhada, explorada, por vários países durante o século XIX e XX até 1949. As “democracias” encharcaram-na de ópio e outros desmandos a seu bel prazer com o apoio de democráticos canhões. No seu processo histórico, a China libertou-se, sem ajuda de ninguém, pelo contrário, do absurdo dito “comunista” – que nunca existiu – e erigiu-se como o país capitalista, do ponto de vista económico, com mais sucesso no mundo contemporâneo. Aliás, o capitalismo sempre preferiu as ditaduras, desde que o mercado possa funcionar em função dos ricos. Veja-se o caso do Chile, entre outros. Entretanto, carregando todos estes cadáveres nas suas costas, a China tem dado passos gigantescos no sentido de uma melhor vida para todos os seus cidadãos. Tal parece-me inegável. Isso tem provocado muitas dores de cabeça, meramente económicas, a muito boa gente. Que fique claro que não concordo com a prática do regime de Pequim. Sou um fanático da liberdade e nunca viveria num país onde não pudesse exprimir o meu pensamento ou ter acesso a todos os livros e toda a informação. Contudo, atendendo ao processo histórico, compreendo que, sob fogo constante de

outros interesses, os chineses, para não caírem no mesmo drama dos russos, por exemplo, tenham querido fazer a coisa gradualmente. Esta intenção tem dado bons resultados mas a vastidão do país e da sua população obriga a cuidados redobrados. Ou querem uma guerra civil no País do Meio? Macau e Hong Kong fazem parte do país. Ainda assim, Pequim garante a existência das referidas premissas democráticas nos dois territórios, em mais alto grau que em muitos países do Ocidente. Tendo em conta o acima exposto parece-me que os cidadãos de Hong Kong podem esperar mais um lustro ou dois para conseguirem meter o papel na urna à vontade. Na minha opinião, são uns coitados se julgam que isso é democracia. Remeto então para o sentido etimológico da palavra e aí dir-me-ão que é irrealizável, não vá realmente o povo mandar, a sério. Ou seja, garantir o direito a um trabalho justamente remunerado, acabar com os lucros obscenos de alguns empresários e homens das finanças que, na verdade, nada produzem de real a não ser a miséria alheia e o caos no mundo, com crises atrás de crises. Para além disso, duvido que o Occupy Central tenha o apoio da maioria da população de Hong Kong. Contudo, isso será fácil de verificar em 2017. Se o voto branco for maioritário, à la Saramago, tudo então poderá mudar através de um processo democrático eleitoral e não através de meninos burgueses, sem ideias concretas, habituados à festa e dispostos a destruir levianamente a vida de milhões de pessoas. * Os ingleses nunca saíram de lado nenhum sem deixar as sementes de violência e às vezes guerras civis e destruição de países. A começar nos EUA, passando pela Índia, Palestina, Iraque, África, finalmente Hong Kong. Em 1997 o governo britânico avisou todas as agências de viagem sobre o “perigo” que seria viajar para Hong Kong. Nos anos seguintes, com a SARS e os subtis boicotes ingleses, a economia de Hong Kong esteve à beira do colapso. Quem a salvou foi a China com injecções constantes de capital através das chamadas red chips. Hoje os pais dos meninos que protestam se calhar estariam na miséria se não fosse a ajuda da RPC.


DESPORTO

hoje macau segunda-feira 6.10.2014

MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo

F

OI frutuosa para as formações de matriz portuguesa do território, a penúltima ronda da fase de grupos do Campeonato da “Bolinha”. O Sporting Clube de Macau derrotou a exigente formação do Ching Fung por duas bolas a zero e afastou-se do fundo da tabela e dos lugares de despromoção. O sete da Casa do Sport Lisboa e Benfica do território venceu o líder Taxi Chi Iao pela margem mínima e mantém-se na corrida por um lugar nas meias-finais do principal Campeonato de Futebol de Sete da RAEM. Aos dois triunfos alcançados por águias e leões, acresce ainda a igualdade a um golo alcançada pelo Futebol Clube do Porto no frente-a-frente com o Grupo Desportivo Artilheiros. Prolífica, a jornada beneficiou uns mais do que outros na prossecução de diferentes objectivos. O Sporting Clube de Macau foi a primeira formação a entrar em campo, batendo de forma esclarecedora o Ching Fung, num desafio que teve o equilíbrio como tónica dominante. Melhor posicionado na tabela, o adversário dos leões entrou melhor na partida e criou duas boas oportunidades quase de rompante, mas a baliza à guarda de Juninho permaneceu intacta. O guarda-redes brasileiro do Sporting de Macau impediu que o cruzamento de Ho Kin Wai encontrasse Sin Ka Yu isolado em pleno coração da área leonina e viu Ho Kin Wai cabecear ao lado do último reduto dos leões pouco depois.

GOLOS SÓ NO FIM

A partida seguiu empatada para intervalo e a recta inicial da etapa complementar não trouxe mudanças significativas ao futebol praticado por ambas as equipas. No relvado sintético do Campo do Colégio D. Bosco, os golos só acabariam por surgir nos minutos finais do desafio. Amâncio Goítia inaugurou o marcador a sete minutos dos 50 complementares com um remate cruzado, colocando o Sporting em vantagem. A formação orientada por Mandinho e por João Maria Pegado confirmou o importante triunfo já em período de descontos, com Jorge Tavares a roubar a bola a Arnold Ndala antes ainda da linha do meio-campo e a avançar sem oposição rumo à baliza adversária. No frente-a-frente com Lai Chan Hong, o avançado português não se intimidou e bateu o guarda-redes do Ching Fung com um disparo colocado. Com o triunfo, o Sporting Clube de Macau abandonou o fundo da tabela e distanciou-se pela primeira vez dos lugares de despromoção.

BENFICA NA CORRIDA

Importante foi também o triunfo da Casa do Sport Lisboa e Benfica

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BOLINHA MONTE CARLO DE PEDRA E CAL NA LIDERANÇA DA SÉRIE B

Sporting e Benfica garantem triunfos importantes

de Macau no desafio frente ao Taxi Chi Iao. O grupo de trabalho orientado por Bruno Álvares derrotou os líderes da série A da “Bolinha” e mantêm-se na corrida por um lugar nas meias-finais da principal competição de futebol de sete do território. Equilibrado, o desafio colocou frente-a-frente duas equipas cautelosas e conscientes das qualidades do adversário. Não é de estranhar por isso que o único tento da partida tenha sido apontado a quatro minutos do termo do desafio, num remate forte de Fabrício Lima. O brasileiro fuzilou William Chu na baliza do Taxi Chi Iao com um pontapé colocado à entrada da área do adversário.

PORTO EM QUEDA

Menos venturoso foi o sete da Casa do Futebol Clube do Porto. A formação azul e branca já não dispunha de grandes hipóteses para garantir a passagem à segunda fase da prova e no desafio frente ao Grupo Desportivo Artilheiros voltou a vacilar. O emblema de matriz portuguesa não foi além de um empate a uma bola no duelo com o Pau Peng. Chan Tsz Chun inaugurou o marcador para o artilheiros aos 14 minutos, coroando uma grande jogada individual. Em desvantagem, os dragões só dez minutos depois, no derradeiro minuto do primeiro tempo, conseguiram chegar à igualdade. Pedro Lopes Pereira foi o autor da façanha, na sequência de um belo apontamento técnico. O empate acabaria por permear o andamento do marcador até ao

final do desafio, consumando de uma vez por todas a hecatombe do Futebol Clube do Porto. No outro desafio do Grupo A, o Grupo Desportivo Lam Pak não se quis quedar atrás do Sporting e garantiu também um triunfo precioso por 2 – 0 frente ao Lai Chi. Os golos da formação azul e branca surgiram na recta final da primeira parte e foram apontados por Ho Man Hou aos 22 minutos e por Raymond Yiu Hok Man no minuto seguinte, na cobrança de uma grande penalidade.

“CANARINHOS” IMBATÍVEIS

Na série B, não há quem faça frente ao Clube Desportivo Monte Carlo. A formação orientada por Tam Iam San continua a ser a única formação a somar por vitórias todos os desafios disputados na presente edição da “Bolinha”. Na sexta-feira, o sete “canarinho” derrotou o Grupo Desportivo da Polícia de Segurança Pública pela margem mínima, numa partida complicada para os líderes da classificação. O único tento do desafio foi apontado por Ho Chi Fong aos quatro minutos do segundo tempo, na conclusão a uma boa jogada da linha avançada do Monte Carlo. Com o triunfo, o sete “canarinho” preservou a vantagem de três pontos de que dispunha sobre o segundo classificado da Série B, o Ka I. A formação orientada por Chan Man Kin derrotou o Ngan Ieng por três bolas a zero, num desafio que esteve interrompido durante alguns minutos por causa dos

aguaceiros fortes que se abateram sobre o território. A chuva intensa não afectou em nada a eficácia do sete negro-rubro, que inaugurou o marcador aos 18 minutos por intermédio de Bruno Figueiredo. O avançado brasileiro rematou ao ângulo superior esquerdo da baliza adversária, surpreendendo o guarda-redes do Ngan Ieng. O jogo esteve interrompido durante a fase de maior intensidade do mau tempo, mas o Ka I não perdeu determinação e marcou o seu segundo golo pouco depois da partida ter sido reatada. Em grande evidência, Bruno Figueiredo voltou a bater o guarda-redes da formação adversária aos 26 minutos, desta feita com um remate

RESULTADOS SÉRIE A Sporting 2 – 0 Ching Fung Benfica 1 – 0 Taxi Chi Iao Artilheiros 1 – 1 FC Porto Lai Chi 0 – 2 Lam Pak

RESULTADOS SÉRIE B Wing Kei 0 – 4 Sub-23 Meng Ian 0 – 0 Lam Ieng Ka I 3 – 0 Ngan Ieng Monte Carlo 1 – 0 Polícia

de cabeça. O terceiro e último golo do desafio surgiu quatro minutos depois, à passagem da meia-hora, com Diego Patriota a selar a contagem com um disparo bem colocado.

GOLEADA

A maior goleada da penúltima jornada do Campeonato da “Bolinha” pertenceu, no entanto, à Selecção de Sub-23. A formação da Associação de Futebol de Macau derrotou o Wing Kei por quatro golos sem resposta, numa partida em que Lo Ka Hou esteve em evidência. O dianteiro começou o desafio no banco de suplentes e foi do banco que viu, aos 24 minutos, Lam Ka Seng inaugurar o marcador com um remate cruzado na sequência de uma boa jogada de Lou Kuan Io.Lo Ka Hou entrou para o lugar de Kam Chi Hou no primeiro minuto do segundo tempo e necessitou de dezoito minutos para deixar a sua marca na partida. A sete minutos do fim do tempo regulamentar, o jovem dianteiro marcou o segundo golo da Selecção de Sub-23, ao marcar com um disparo forte, desferido de fora da área. Lo Ka Hou voltou a repetir a graça dois minutos depois, estendendo a vantagem da formação da Associação de Futebol de Macau para as três bolas a zero, antes de Ho Ka Seng encerrar a contagem já em período de descontos. Na outra partida do grupo B disputada na sexta-feira, Meng Ian Club e Lam Ieng empataram sem golos e dividiram pontos no relvado sintético do Colégio D. Bosco.


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ANÚNCIO [N.º 118/2014] Para os devidos efeitos, vimos por este meio notificar os adquirentes seleccionados da lista com a ordenação dos candidatos abaixos mencionados: N.º do boletim de candidatura

Nome

N.º do boletim de candidatura

Nome

81201310377

WONG A MAI

81201305685

WU QUNREN

81201313619

IEK KIN NENG

81201313186

LEI MAN MENG

81201312791

KUNG CHI HONG

81201306642

NG TONG ON

81201304251

WONG KAM PENG

81201302370

LEI LEI IENG

81201308411

TAM CHON SENG

81201308990

FOK OI CHIO

81201300691

WONG CHAI IAO

81201302911

LEI CHEONG PAN

81201307656

NG IONG IONG

81201307021

LAM LEONG IOK

81201302968

UN IO WAI

81201304708

PANG KA MAN

81201313234

SIN PAK HOU

81201305110

CHE KIN LONG

81201302546

CHI KIN KUN

81201308343

CHU SIO PENG

81201310262

KUONG FUN HA

81201307094

LAO CHI HANG

81201306039

LEI U HONG

81201304146

NG MOK TAI

81201311102

LEONG LAI CHENG

81201312148

CHAN CHEOK HANG

81201311211

LAU KA FAI SPANCER

81201314917

LEI CHI NENG

81201312532

SIO MEI WA

81201308087

WONG KA IAN

81201315021

YUEN CHUN YIN ARNEL

81201306534

CHAN TAK TIM

81201310836

LEI KA KEI

81201306434

AO KAM IOK

81201302611

LEI MIO NGAN

81201308429

NG SIO IENG

81201314013

LAI MAN YEE ANITA

81201308992

LAM CHON MAN

81201312905

LEONG KIT KEONG

81201302589

CHAN KA SENG

De acordo com os termos do artigo 27.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), o Instituto de Habitação (IH) informa os adquirentes acima referidos, através de ofícios, para se dirigirem pessoalmente ao IH, sita na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau (perto da Escola Primária Luso-Chinesa do Bairro Norte), no dia 23 de Outubro de 2014, às horas fixadas nos respectivos ofícios, para escolha das fracções de habitação económica disponíveis de T1 do Edifício Ip Heng. Nesse momento, os adquirentes seleccionados acima mencionados devem apresentar os originais dos bilhetes de identidade de residente dos todos os elementos dos seus agregados familiares constantes nos boletins de candidatura. É necessário assinar os respectivos documentos, pelo que, devem estar presentes os elementos do agregado familiar que pretendem ser outorgantes da fracção de habitação económica, (incluindo o representante do agregado familiar que deve ser um dos outorgantes da fracção de habitação económica). Na escolha das fracções, o IH verificará, de novo, os dados dos agregados familiares dos adquirentes seleccionados, caso os respectivos dados afectem os requisitos actuais para a compra das fracções ou a composição do agregado familiar, será suspenso imediatamente o procedimento de escolha das fracções. De acordo com os termos da alínea 4) do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011, caso os adquirentes seleccionados não compareçam na escolha das fracções sem motivo justificado, ou, comparecendo, não escolham qualquer fracção disponível, os adquirentes seleccionados serão excluídos do concurso. No intuito de proporcionar os adquirentes seleccionados para terem mais conhecimentos sobre as informações das fracções de habitação económica disponíveis, o IH juntamente os ofícios enviará em anexo o catálogo com descrições das fracções para venda, tabela dos preços, rácio bonificado e informações sobre o horário de abertura e o local da visita da fracção de modelo. Caso os adquirentes seleccionados não tenham recebidos os ofícios remetidos pelo IH, até 7 dias antes da data fixada, poderão dirigir-se ao IH, sito na Travessa Norte do Patane n.º 102, Ilha Verde, Macau) ou consultar através do telefone n.º 2859 4875, durante o horário de expediente.

O Presidente, subst.o, Ieong Kam Wa 26 de Setembro de 2014

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AQUISIÇÃO DE MÁQUINA DE ECOCARDIOGRAMA PARA O INSTITUTO POLITÉCNICO DE MACAU CONCURSO PÚBLICO N.º 05/DOA/2014

1. Entidade que põe o serviço a concurso: Instituto Politécnico de Macau. 2. Modalidade de concurso: Concurso Público. 3. Objecto do Concurso: Aquisição de Máquina de Ecocardiograma para o Instituto Politécnico de Macau. 4. Prazo de validade das propostas do concurso: As propostas do concurso são válidas até 90 dias contados da data de abertura das mesmas. 5. Garantia provisória: $20 000,00 (Vinte mil patacas), através de depósito no Serviço de Contabilidade e Tesouraria do Instituto Politécnico de Macau ou mediante garantia bancária a favor do Instituto Politécnico de Macau, em Macau. 6. Garantia definitiva: 4 % do preço global da adjudicação (para garantia do contrato). 7. Condições de admissão: Entidades com sede ou delegação na RAEM cuja actividade total ou parcial se inscreva na área objecto deste concurso. 8. Local, data e hora de explicação: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau. Hora e Data: 10 de Outubro de 2014, pelas 10H00. 9. Local, data e hora do limite da apresentação das propostas: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau. Hora e Data: 21 de Outubro de 2014, antes das 17H45. 10. Local, data e hora da abertura do concurso: Local: Sala de Reunião do Pavilhão Polidesportivo do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau. Hora e Data: 10H00, 22 de Outubro de 2014. 11. A avaliação das propostas do concurso será feita de acordo com os seguintes critérios: - Preço Razoável (40%) - Conformidade de qualidade dos artigos com as exigências do utente (30%) - Poupança de energia e características de segurança (5%) - Prazo de entrega (10%) - Garantia/Serviços-pós-venda (10%) - Curriculum Vitae, competências e experiência do concorrente (5%) 12. Local, hora e preço para exame do processo e obtenção da cópia do processo: Local de exame: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau Local de obtenção: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua Luis Gonzaga Gomes, em Macau, mediante o pagamento de MOP100,00 (cem patacas). Hora: de 2ª feira a 5ª feira das 09H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45. 6ª feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30. Telefone: 8599 6178, 8599 6123, 8599 6287 Macau, aos 26 de Setembro de 2014 Presidente do Instituto, Lei Heong Iok


( F ) UTILIDADES

hoje macau segunda-feira 6.10.2014

TEMPO

POUCO

NUBLADO

Cineteatro

CINEMA

MIN

23

MAX

30

HUM

45-75%

•

EURO

10.0

BAHT

0.2

YUAN

17

1.3

LÍNGUA DE gATO

DRACULA UNTOLD SALA 1

SALA 3

Um filme de: Gary Shore Com: Luke Evans, Dominic Cooper, Sarah Gadon, Charles Dance 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Um filme de: James Wan Com: Annabelle Wallis Ward Horton 14.15, 16.00, 17.45, 21.30

DRACULA UNTOLD [C]

Pu Yi

ANNABELLE [C]

Férias e festa

THE BOXTROLLS [A]

SALA 2

THE MAZE RUNNER [B]

FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Graham Annable Anthony Stacchi 19.30

Um filme de: Wes Ball Com: Dylan O’Brien, Kaya Scodelario 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

ACONTECEU HOJE

6 DE OUTUBRO

Morre Amália Rodrigues • A 6 de Outubro recorda-se Amália Rodrigues, que morreu neste dia, em 1999, com 79 anos. Filha de um sapateiro fadista, Amália viveu sempre com o fado e foi aclamada como a voz de Portugal. Amália da Piedade Rodrigues nasceu em Lisboa, em 1920. Dedicou a sua vida ao fado, com incursões pelo cinema. É considerada o expoente máximo do fado, aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. De um país onde este género musical tem raízes profundas, Amália tornou-se conhecida no mundo com a ‘rainha do fado’, embaixadora da cultura portuguesa. O seu contributo para a história do fado em Portugal é inestimável. Amália Rodrigues introduziu a novidade de cantar poemas de grandes autores portugueses consagrados, depois de musicados. Os maiores poetas portugueses criaram letras das músicas interpretadas pela ‘voz de Portugal’, David Mourão Ferreira, a Pedro Homem de Mello, passando por Ary dos Santos, Manuel Alegre e Alexandre O’Neill – nomes eternos da literatura portuguesa. Cantou e encantou em todo o mundo, de Paris a Nova Iorque, de Berna a Roma, de Trieste a Dublin. Transportou a cultura lusa pelos quatro cantos do planeta e transformou-se a maior diva do fado. A 6 de Outubro de 1999, Amália Rodrigues morre, em sua casa, com 79 anos. António Guterres, primeiro-ministro em exercício, decreta três dias de luto nacional. No funeral de Amália, centenas de milhares de portugueses saem à rua para prestar uma última homenagem. Amália viria a ser sepultada em Lisboa, no Cemitério dos Prazeres. Dois anos depois, em Julho de 2001, o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional.

João Corvo

U M D I S C O H O J E “AN AWESOME WAVE” (ALT-J, 2012) Quase à porta de um novo álbum é sempre o momento certo para relembrar o último trabalhado lançado pelos nossos músicos favoritos. Neste caso, o primeiro disco da banda Alt-J. Decorria o ano de 2012 quando o projecto “An Awesome Wave” marcou presença nos tops musicais a nível mundial. A música ‘Taro’ conquistou o público, que logo se deixou apaixonar por ‘Breezeblock’, ‘Matilda’, ‘Something God’ e todas as outras que marcam presença no álbum. Para quem não conhece, este é um disco a não perder. - Filipa Araújo

fonte da inveja

Chora pela vida derramada, que te faz bem.

Terminou a chamada Semana Dourada e agora é hora de voltar ao quotidiano. Ontem fui passear até à Taipa e o trânsito – para não variar – estava caótico. Percebi que grande parte daquelas pessoas que chegavam a Macau, não eram turistas. São os nossos residentes a voltarem dos seus dias de férias. Às vezes é preciso. Muito preciso. Macau é um local pequeno, todos se conhecem e ninguém sabe de ninguém. Isso mesmo, todos se conhecem, mas poucos sabem o que se passa em casa de cada um, para não falar na mente de cada um. E ainda bem que assim o é. Já pensaram se conseguíssemos acumular toda a informação de cada ser que conhecíamos? Uma doidice sem cabimento algum. Muitas caras voltavam frescas, como quem trazia um letreiro: Estou pronto para mais umas temporadas de trabalho. Já outras traziam estampadas no rosto a tristeza do fim das férias e claros traços de algum desgaste físico. Ninguém pode negar que estar de férias pode ser cansativo. Bagagens, hotéis, passeios, praia, bem... o fim do mundo. Animem-se trabalhadores! Daqui a nada é o final do ano, depois vem o Ano Novo Chinês e antes disto tudo a comunidade portuguesa ainda poderá extravasar a frustração tão portuguesa durante as festas de música, bebidas e comida. Afinal é o que dá cor à vida dos humanos, não é?


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OPINIÃO

hoje macau segunda-feira 6.10.2014

DAVID CHAN* legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog

macau visto de hong kong

Difamação na escola

N

O dia 30 de Setembro, o website “http://www.thestandard.com.hk” publicou uma notícia relativa a um caso de difamação que envolvia o Secretário para o Desenvolvimento de Hong Kong, Paul Chan Mo-po. Segundo a peça, a “Court of First Instance” (Tribunal de Primeira Instância) considerou Paul Chan e a sua mulher, Frieda Hui Po-ming, culpados do crime de difamação, pelo qual teriam de pagar 230 mil dólares de Hong Kong. Estas leis, independentemente de serem aplicadas em Hong Kong ou em Macau, protegem a reputação pessoal dos indivíduos. Se o réu de um destes casos não conseguir provar a veracidade das suas declarações ou depoimentos, torna-se claro que pretendia danificar a imagem do demandante e verifica-se então um caso de difamação. Nestas situações, a vítima pode exigir uma compensação financeira ou um simples pedido de desculpas. O caso em questão é simples. No dia 26 de Setembro, o jornal “The Hong Kong Standard revelou que “Chan e Hui são acusados de enviar emails que afirmavam que Jonathan Lu e a sua irmã gémea, Caitlin, ambos alunos da Chinese International School, tinham feito batota nos seus exames de economia, tendo o facto sido abafado pelo pai, Carl, que recorreu aos seus contactos junto da direcção da escola em 2011. Os gémeos testemunharam que os emails

cartoon por Stephff

lhes causaram dor e angústia. Para mais, a aplicação de Jonathan para admissão à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, parece ter sido prejudicada por uma carta anónima que divulgou os rumores a esta instituição académica. O “barrister” que representou Chan e Hui argumentou que estes não tinham intenção de difamar ninguém, e ainda que os rumores não tinham sido originados por Hui pois já estavam a ser divulgados antes da intervenção dos seus clientes. O mesmo jornal adiantou ainda que “o Secretário para o Desenvolvimento, Paul Chan Mo-po, foi acusado de se ter escondido atrás da sua mulher, visto este não ter testemunhado no caso levantado contra o casal. O advogado dos alunos, Robert Whitehead, perguntou mesmo durante os seus argumentos finais “onde está Paul Chan? O réu teve oportunidade de comparecer em tribunal para se defender, mas optou em vez por não o fazer. É então fácil de compreender que está com medo”. No final do caso, o tribunal considerou que os dois réus eram culpados do crime de difamação e que estes tinham que pagar uma indemnização aos gémeos. Por enquanto ainda não sabemos se vão optar por apresentar recurso num tribunal superior, que neste caso seria a “Court of Appeal”. Seja como for, é certo que os custos da sua defesas vão sempre ser elevados. No sistema legal vigente em Hong Kong, existem dois tipos de advogados – o “solicitor” e o “barrister”. Um cliente não pode

contactar um “barrister” directamente, sendo obrigado a contratar um “solicitor” primeiro. Só com a ajuda deste é que lhe é permitido contratar de seguida um “barrister”. Quais são as razões destas especificidades?

O ideal seria ensinar aos alunos amor, compaixão e carinho, pois estes são os melhores elementos para facilitar a cooperação entre todos Os tribunais de Hong Kong são organizados de uma maneira diferente da usada em Macau. No território vizinho existem cinco tipos de tribunais, nomeadamente a “Court of Final Appeal”, a “Court of Appeal”, a “Court of First Instance”, a “District Court” e a “Magistrate Court”. E é esta organização que dá azo aos dois tipos de advogados. O “barrister” é um perito em litigação que pode representar os seus clientes em qualquer um dos tribunais, enquanto que um “solicitor” só pode trabalhar nos dois níveis mais baixos, a “District Court” e a “Magistrate Court”. Mas em 2010 as leis foram alteradas. Agora, e segundo a “Legal Practitioners Ordinance”, um “solicitor” pode desempenhar funções na “Court of First Instance” ou até num

tribunal superior desde que obtenha uma autorização especial. Os casos de difamação são supostos ser julgados na “Court of First Instance” na presença de um júri, composto por residentes de Hong Kong com idades compreendidas entre os 21 e os 65 anos. Desde que completem o ensino secundário, os residentes estão qualificados para exercer este tipo de função, não lhes sendo pedido nenhum tipo de formação profissional. Assim, é o júri que tem de decidir se o réu é ou não culpado do crime de difamação. Mas como este corpo é formado por membros da população, a sua decisão costuma ir de acordo com a opinião pública. Por sua vez, ao juiz cabe a decisão de aplicar as penas ou castigos aos arguidos que forem considerados culpados. Em Macau, o Direito Civil tem raízes diferentes e não utiliza um júri. Nestas situações, seria o juiz que decidiria se o réu é culpado ou inocente. Através da análise deste caso, é fácil de verificar que todos os intervenientes tiveram de gastar muito dinheiro em advogados, tendo de pagar duas vezes. Primeiro para um “solicitor” e depois para um “barrister”. Em casos de Direito Civil como este, a parte que perder tem de pagar os custos legais da outra parte. Por isso, neste caso específico, Chan e Hui têm de pagar as despesas legais dos gémeos. Apesar de a imprensa não ter revelado este pormenor, posso calcular que, juntamente com a multa de 230 mil dólares de Hong Kong, o total deve ter excedido um milhão de dólares de Hong Kong. É por isso que estes casos não costumam chegar a tribunal. Atendendo aos elevados custos envolvidos, só pessoas com dinheiro é que se podem dar ao luxo de levantar este tipo de processos. Na maior parte dos casos, e antes de optar pelo tribunal, a parte afectada costuma pedir ao réu para: - fornecer provas para os depoimentos escritos ou orais, - fazer um novo depoimento para contradizer as alegações originais, - apresentar um pedido de desculpas ao demandante Geralmente, só se estes pedidos forem rejeitados é que se opta por litigação. É por isso que vemos frequentemente anúncios a pedir desculpa a esta ou a aquela pessoa famosa. Neste casos, o pedido de desculpas pode evitar uma acusação de difamação. Numa escola, a principal preocupação dos estudantes deve ser a aprendizagem, enquanto que os seus pais se esforçam por os apoiar o melhor que podem. A administração destes estabelecimentos de ensino deve fazer tudo para evitar situações de difamação. O ideal seria ensinar aos seus alunos amor, compaixão e carinho, pois estes são os melhores elementos para facilitar a cooperação entre todos. *Professor Associado no Instituto Politécnico de Macau


DIÁRIO DE BORDO

hoje macau segunda-feira 6.10.2014

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POR CARLOS MORAIS JOSÉ

ontem macau

“Por mim, preferia que tivéssemos mais tempo [para o sufrágio], mas Hong Kong tem de ser um local onde o respeito é mútuo entre as pessoas, seja qual for o nosso ponto de vista político.”

mauspensamentos Um número indeterminado de carrinhos atafulhava a saída para o parque de estacionamento do aeroporto. Não havia ali qualquer simulacro de ordem. Simplesmente ali estavam, como cadáveres de animais abandonados à sua sorte. Nenhum funcionário à vista. Chegara um avião do Japão. Os passageiros entreolhavam-se e sorriam. Não era preciso fazer comentários. Todos entendiam o que cada um estava a pensar. Há 120 anos Wenceslau de Moraes, ao desembarcar em terras nipónicas exclamava: “Saí de um pântano e entrei num jardim”. Ele há coisas que nos fazem pensar que, afinal, o mundo muda muito devagar. Ali mesmo ao lado, protegido pelo negrume do seu veículo, um taxista pescava...

DILMA CONFIANTE A actual presidente do Brasil Dilma Roussef mostra a sua confiança na vitória nas eleições que ontem decorreram no país. Com o Partido dos Trabalhadores no poder, o Brasil deixou de fazer parte do Mapa da Fome, da FAO, entre muitas outras conquistas das classes mais desfavorecidas.

horah

BILLY, 50 ANOS • RESIDENTE DE HK

“A Direcção de Serviços de Protecção Ambiental começou os estudos há dois anos, mas depois do relatório do ano passado não houve mais avanços. A eficácia desta direcção de serviços é preocupante. Espero que as autoridades façam os trabalhos o mais depressa possível, como a recolha dos dados e a publicação das informações. Não pode fazer um trabalho tão lento” ANGELA LEONG • DEPUTADA

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“Iremos, certamente, ‘pensar naquilo em que o cidadão pensa e preocuparmo-nos com aquilo com que o cidadão se preocupa’” Chui Sai On, Chefe do Executivo

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Cecília Lin; Flora Fong (estagiária); Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Agnes Lam; Arnaldo Gonçalves; Correia Marques; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau. com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

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édito

O silêncio e o chumbo DIZ-SE QUE o silêncio é de ouro, mas nem em todos os casos será assim. Vezes há em que manter o silêncio em nada se assemelha ao torturado que nada diz. Pelo contrário, pode revelar indiferença ou até desprezo. Veja-se o caso de Chui Sai On a propósito das nomeações dos futuros secretários. A manutenção do silêncio em nada ajuda a qualidade do vida política da RAEM. Desde Agosto, pelo menos, que as pessoas se interrogam e, enquanto houver segundo sistema, têm direito a fazê-lo. De algum modo, Chui deixou cair que revelaria tudo quando voltasse de Pequim. E nada. Claro que o silêncio, neste caso, provoca o ruído, o murmúrio, a especulação. Já se diz por aí que Pequim não terá aprovado os nomes lançados por Chui para a mesa dos próximos cinco anos. E que, por isso, o Chefe andará aflito, a tentar casar o diabo com a freira, entre outros interesses. Será verdade? Esta e outras perguntas, talvez mais embaraçosas, são filhas do silêncio. De facto, é legítimo que a população se interrogue sobre quem vai comandar o seu futuro, é natural que as pessoas queiram saber que linhas as vão coser. Mas, como tem acontecido ao longo dos últimos anos, Chui Sai On dá a ideia de que está distante das aspirações populares, que não as sabe ler e não tem motivação para as acarinhar. Se quisermos simplificar, Chui parece que não ama o povo e só se preocupa com a malta dos negócios, do compra e do vende, da troca e da baldroca. Já as pessoas reais, que vivem do seu trabalho diário e não têm a oportunidade de grandes negócios, sentem-se cadilhos numa terra em que só alguns filhos (e os seus interesses) são efectivamente considerados. Mudança, disse ele durante a campanha. E a gente quer ver que mudanças são essas. Se realmente algo vai mudar ou se algo vai mudar para que tudo fique na mesma. Com tanto silêncio, a malta desconfia. E desconfia porque não percebe. É curioso que os grandes arautos da democracia eleitoral se preocupem tão pouco com os outros elementos que fazem de um regime uma verdadeira democracia, para além do rito quinquenal do voto. A cidadania em Macau pesa como o chumbo.


hoje macau segunda-feira 6.10.2014

Dengue “Grave” surto faz segunda vítima local

Foi registado, na passada segunda-feira, o segundo caso de infecção local com o vírus da dengue. A vítima é uma mulher de 61 anos, residente na zona do Ponte 16 e que esteve no centro comercial das Portas do Cerco, em Zhuhai, no passado dia 23. Actualmente e de acordo com comunicado dos Serviços de Saúde (SS), a idosa encontra-se fora de perigo, após tratamento e internamento no hospital Kiang Wu. Os SS continuam a alertar a população para a mais recente estirpe de febre de dengue, um dos surtos “mais graves dos últimos vinte anos”. A RAEM conta já com dois residentes infectados, ainda que nada indique que os casos estão relacionados. De entre os vários conselhos da entidade governamental estão a melhoria da higiene ambiental e a eliminação de águas estagnadas, como forma de cessar a proliferação dos mosquitos portadores da doença. Os SS aconselharam ainda os cidadãos que viajem para fora do território a utilizar roupas de cores claras e mangas compridas, bem como a preferir alojamentos com ar condicionado e dispositivos anti-mosquitos. Até ao passado dia 30 de Setembro, foram registados mais de 13 mil casos de febre de dengue em Guangdong, mais de cem destes ocorrendo na zona vizinha de Zhuhai.

Metro GIT com “milhares de opiniões” sobre zona norte

PAULA CARION GARANTIU NOVA DISTINÇÃO NO KARATÉ

Quatro medalhas de bronze no adeus a Incheon MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo

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RÊS medalhas de prata e quatro de bronze. A delegação desportiva que representou a Região Administrativa Especial de Macau na 17ª edição dos Jogos Asiáticos encerrou a participação no maior evento desportivo do continente com a conquista de sete medalhas. Na quinta e na sexta-feira, as cores do território subiram ao pódio por quatro ocasiões, com quatro atletas do território a brilhar e a acrescentar outras tantas medalhas de bronze às medalhas de prata conquistadas por Jia Rui, por Li Yi e por Huang Junhua. Depois das boas prestações no Wushu, coube ao taekwondo e ao karaté levarem as cores e o pavilhão do Lótus ao pódio em Incheon. Na Coreia do Sul, Cheng Pui Si repetiu os bons resultados alcançados há quatro anos em Cantão e garantiu a conquista da medalha de bronze no torneio feminino de karaté kata. A atleta do território entrou a vencer na competição, derrotando Li Pui Kei, de Hong Kong, por 5 – 0, em desafio a contar para os quartos de final da competição. Nas meias finais, Cheng Pui Si não resistiu ao maior poderia físico da japonesa Kiyou Shimizu, falhando o acesso ao confronto decisivo, ao perder por cinco zero com a adversária nipónica. Cheng vingou a derrota no embate de

atribuição do terceiro e do quarto lugar, ao derrotar sem complacência a indonésia Ora Sisilia Augustiani por 4-1.

VENHA MAIS UMA

Pouco depois de Cheng Pui Si ter garantido a subida ao pódio, Paula Carion também conquistou uma medalha de bronze na variante de karaté kumite, repetindo a prestação alcançada há quatro anos em Cantão. A atleta macaense, que competiu na prova para atletas com peso superior a 68 quilos, cruzou-se com a iraniana Hamideh Abbasali nos quartos-de-final do certame e frente a uma adversária mais credenciada não conseguiu evitar a derrota por cinco – um. Apesar do desaire frente à rival persa, Paula Carion não comprometeu no combate de atribuição do terceiro e quarto lugares, ao levar a melhor sobre a indonésia Yuswinda Eka Puspitasari por 3-2.

A VEZ DO TAEKWANDO

Não foi, no entanto, apenas no karate que as atletas de Macau deram cartas. No taekwando, Liu Qing também se evidenciou, ao garantir a medalha de bronze na categoria para atletas com menos de sessenta e sete quilos. Liu entrou a vencer no certame, ao derrotar a nepalesa Ayasha Shakya por nove – dois. A atleta de Macau voltou a brilhar frente à iraniana Shokraneh Izadi, com um triunfo suado por oito-sete, perdendo por 6-5 no acesso ao combate decisivo

da competição frente a Guo Yunfei, da República Popular da China. Depois de Liu Qing, na sexta-feira foi a vez de Wang Junnan levar as cores de Macau ao pódio no âmbito do torneio de taekwondo dos Jogos Asiáticos de Incheon. A desportista, de 25 anos, ofereceu a Macau a sua quarta e última medalha de bronze, ao garantir a terceira posição na categoria de atletas com peso superior a 73 quilogramas. Wang Junnan entrou com o pé direito na competição e derrotou a nepalesa Nisha Rawal por onze quatro, em combate a contar para os quartos de final da competição. Nas meias-finais, a atleta do território não conseguiu contrariar o favoritismo da iraniana Akram Kodabandeh, perdendo por catorze dois o combate que lhe poderia ter aberto o duelo decisivo da prova. Na luta pelo ouro, Kodabandeh não conseguiu levar a melhor sobre Li Donghua. A atleta da República Popular da China garantiu o primeiro lugar com um triunfo por dez oito sobre a rival chinesa.Wang Junnan acabou por subir ao terceiro lugar do pódio ao lado de Mhokru Kalimova, do Tajiquistão. Macau encerrou a participação na 17ª edição dos Jogos Asiáticos com um total de sete medalhas, três de prata e quatro de bronze. A comitiva do território despediu-se da Coreia do Sul na vigésima nona posição de uma tabela dominada quase por inteiro pela República Popular da China. Os atletas do Continente conquistaram 342 medalhas, 151 das quais de ouro.

O Gabinete para as Infra-Estruturas de Transportes (GIT) está a analisar as opiniões recolhidas durante a consulta pública sobre o segmento norte do metro ligeiro, que terminou a semana passada. “O GIT vai concluir a [análise às opiniões] com a maior brevidade, para que se sirvam como referência para a escolha do traçado e a optimização do segmento norte na próxima fase”, pode ler-se num comunicado enviado pelo gabinete. A consulta pública, que começou a 1 de Julho e terminou e 28 de Setembro, recebeu “milhares de opiniões” provenientes de diversos sectores da sociedade, sendo que alguns deles mostraram o seu apoio às soluções e outros reflectiram as suas preocupações face “às questões técnicas”. Recorde-se que este traçado tem vindo a ser muito contestado, principalmente pelos moradores da zona da Areia Preta que se mostraram preocupados com a construção do metro ligeiro naquela zona devido à poluição sonora e do ar. Um dia depois de terminar a consulta pública mais de 70 residentes reuniram-se, em conjunto com o deputado Ng Kuok Cheong, junto ao Jardim da Areia Preta para expressar opiniões contra o traçado da zona norte do metro ligeiro. Contudo, a ausência de um responsável do GIT irritou os residentes. F.A.

UM Nas 300 melhores universidades do mundo

A Universidade de Macau (UM) entrou, pela primeira vez, no ‘ranking’ das 300 melhores universidades do mundo do Times Higher Education World University Rankings, publicado na semana passada. Em comunicado, a UM destaca que o feito deve ser considerado como “notável” até porque, há poucos anos, a instituição de ensino superior não constava sequer do ‘ranking’ das 400 melhores. A tabela 2014/15 é liderada pelos Estados Unidos – Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e Universidade de Harvard –, com o pódio a ficar completo com o Reino Unido (Oxford). O Times Higher Education, ‘ranking’ de referência a nível mundial, avaliou 13 indicadores de desempenho agrupados em cinco grandes áreas: ensino, investigação, citações, inovação e perspectiva internacional.


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Hoje Macau 6 OUT 2014 #3186 by Jornal Hoje Macau - Issuu