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Hoje Macau 6 JAN 2021 #4683

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MOP$10

QUARTA-FEIRA 6 DE JANEIRO DE 2021 • ANO XX • Nº 4683

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

hojemacau www.hojemacau.com.mo•facebook/hojemacau•twitter/hojemacau

ANOS

INTERCÂMBIO

ARTE DE MACAU E TAIWAN

Desafinacao ´ parlamentar ˜

As decisões do Governo propostas ao Conselho Permanente de Concertação Social dividem os deputados. Enquanto alguns aceitam que não se alterem os valores do salário mínimo para os trabalhadores de limpeza e de segurança da administração

EVENTOS

RECICLAGEM

Copiar bons hábitos PÁGINA 4

BNU | MALO

Minimizar estragos PÁGINA 5

predial, devido à crise desencadeada pela covid-19, há quem defenda que deveria haver mexidas, não só nos vencimentos, mas também nas compensações por acidentes de trabalho e despedimentos sem justa causa, que se mantêm inalteradas há vários anos.

OPINIÃO

EXTRAORDINÁRIO TÂNIA DOS SANTOS

FRONTEIRAS | HOLANDESES VOADORES PÁGINA 6

TURISMO

Subir devagar PÁGINA 7

PUB.

OSKAR KADAKSOO

GRANDE PLANO


2 grande plano

CONCERTAÇÃO SOCIAL

6.1.2021 quarta-feira

GREGOS E TROIANOS A

MANUTENÇÃO DE VALORES DE VENCIMENTOS E COMPENSAÇÕES DIVIDE DEPUTADOS

Para uns, como Song Pek Kei, a manutenção do valor do salário mínimo é essencial para a sobrevivência das empresas, mas para outros, como Leong Sun Iok, há compensações que deviam subir, depois de muitos anos congeladas durante o “boom” da economia

decisão proposta pelo Governo ao Conselho Permanente de Concertação Social (CPCS) de manter o valor mensal de 6.656 patacas para os trabalhadores de limpeza e de segurança na actividade de administração predial é aceite, mas está longe de gerar consenso entre os deputados da Assembleia Legislativa. Ao HM, houve ainda legisladores que se mostraram desagradados com a opção de manter o valor das compensações por acidentes de trabalho inalteradas, assim como o montante de 21 mil patacas por despedimento sem justa causa. Para José Pereira Coutinho, deputado ligado à Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), havia margem de manobra para haver um

“Nas condições económicas actuais se houvesse um aumento havia o risco de as empresas não conseguirem sobreviver.” SONG PEK KEI DEPUTADA

aumento numa fase tão difícil. “É injusto que num momento destes, a situação continue a perdurar em detrimento dos direitos fundamentais dos trabalhadores. É injusto que os valores não sejam aumentados para todos, em termos de salários”, afirmou, ao HM. O pagamento das indemnizações é outro assunto que não convence o deputado. “É injusto que as compensações se mantenham no valor actual, não obstante os anos de serviço dos trabalhadores”, vincou. Do lado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), o maior grupo parlamentar, também houve descontentamento com a tomada de decisão do Executivo. Leong Sun Iok considera que havia espaço para se actualizarem os valores das compensações por acidente de trabalho e despedimento sem justa causa, mesmo que a pandemia limite as aspirações salariais. “Não podemos ignorar que o Governo é pressionado pela pandemia para não aumentar o salário mínimo. Mas esperamos que a decisão seja justificada com uma base científica. Todos os anos defendemos que estas decisões têm de ser tomadas não com base em


grande plano 3

quarta-feira 6.1.2021

‘sentimentos’ de quem governa, mas com dados científicos”, começou por sustentar Leong. Contudo, para o legislador da FAOM a pandemia não explica que não se possa aumentar o valor das compensações por acidentes profissionais e por despedimentos sem justa causa. “As compensações por acidentes de trabalho e por despedimento sem justa causa são diferentes do salário, porque o salário entrou em vigor recentemente, mas o valor da compensação por acidente de trabalho é mais antigo. Por isso, acho que há condições para ajustar esses valores, como já tínhamos pedido há muitos anos”, sustentou. Leong Sun Iok mostrou ainda alguma frustração com as oportunidades perdidas no passado: “Quando a economia estava boa, os valores não foram ajustados, mas agora que a economia também está má, voltam a recusar. Parece que são decisões sem base científica”, atirou.

APOIO DE MULHERES E FUJIAN

Um outro ponto de vista tem Song Pek Kei, deputada ligada à comunidade de Fujian e ao empresário Chan Meng Kam. No entender da legisladora, o mais importante é mesmo garantir que as pessoas não são despedidas e mantêm um posto de trabalho. “Considero apropriado manter o salário mínimo porque agora o ambiente económico é mau. Temos de entender que muitas pessoas estão em regime de licença sem vencimento e que para os empregados o mais importante é manter os empregos, bem como o salário para fazer face às despesas”, justificou Song Pek Kei. “No caso dos ordenados dos trabalhadores de limpeza e segurança de condomínios temos de perceber que envolvem muitas famílias, porque os proprietários também podem ter perdido o emprego ou ter problemas para fazer face ao empréstimo para a habitação. Se houvesse aumentos, o condomínio ia ficar mais caro e não era uma boa solução para os proprietários, principalmente para as famílias mais desfavorecidas”, explicou. Song apelou ainda ao realismo da sociedade e deputados para a situação: “Temos de ser pragmáticos e realistas. Nas condições económicas actuais se houvesse

“Neste momento conhecemos situações de grávidas que foram enviadas para casa em regime de licença sem vencimento ou mesmo despedidas sem justa causa.” WONG KIT CHENG DEPUTADA

CPCS PEREIRA COUTINHO ACUSA ÓRGÃO DE TER VERGONHA

A

O contrário do que normalmente acontece, a reunião de 30 de Dezembro do Conselho Permanente da Concertação Social (CPCS) decorreu sem que os jornalistas tivessem sido informados. Por este motivo, não foi possível aos órgãos de comunicação social questionar os representantes do sector laboral e patronal sobre os

argumentos e justificações para as medidas tomadas. No entender do deputado José Pereira Coutinho, o facto de os órgãos de comunicação social não terem sido informados sobre o desenrolar da reunião, nem terem sido convidados para fazer perguntas mostra que os membros têm vergonha das decisões que tomam.

“É injusto que as compensações se mantenham no valor actual, não obstante os anos de serviço dos trabalhadores.” JOSÉ PEREIRA COUTINHO DEPUTADO

um aumento havia o risco de as empresas não conseguirem sobreviver e de haver um aumento do desemprego, que seria ainda mais prejudicial”, alertou. A questão de não haver aumentos salariais é igualmente pacífica para Wong Kit Cheng, deputada apoiada pela Associação Geral das Mulheres de Macau. “A economia de Macau sofreu um grande impacto com a pandemia por isso compreendo a manutenção dos valores do ordenado. Acho que é uma situação que os patrões e os trabalhadores conseguem avaliar de forma correcta”, disse Wong. “Temos de perceber que o montante [do salário] foi revisto há menos de um ano, com a revisão da lei das relações de trabalho”, recordou.

DESPEDIMENTO DISCRIMINATÓRIO

Apesar de compreender a manutenção do valor do salário mínimo, Wong Kit Cheng revela que está mais preocupada com as condições que fazem com que as trabalhadoras grávidas sejam facilmente vistas como preferenciais em caso de licenças sem vencimento ou mesmo despedimento sem justa causa. “Neste momento conhecemos situações de grávidas que foram enviadas para casa em regime de licença sem vencimento ou mesmo despedidas sem justa causa”, revelou. “Nestas situações achamos que deve haver um aumento das compensações por despedimento sem justa causa para que a situação delas seja mais amparada e também para evitar que haja discriminação, de forma a dar-lhes seguranças”, sublinhou. O CPCS funciona com representantes dos sectores laborais e patronais. Na semana passada decorreu a terceira reunião plenária do ano,

“A ideia que eles passam é que estão envergonhados por terem de responder às perguntas dos jornalistas. Por isso, preferem divulgar as informações sem que os jornalistas tenham a oportunidade de fazer perguntas sobre o que se decidiu”, afirmou o deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de

em que foram discutidas eventuais mudanças nas leis para o futuro. Apesar do sistema aparentar uma certa representatividade, José Pereira Coutinho acusou o órgão de ter falta de legitimidade, com os trabalhadores a serem prejudicados. “É tudo combinado. Não tem legitimidade nem representatividade para representar tanto patrões

Macau. “É uma opção que mostra como o conselho é opaco e funciona mal”, acrescentou. O HM contactou também o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, que é o presidente do CPCS para perceber os motivos que levaram a que não houvesse um convite à imprensa. A questões acabaram

como trabalhadores, na medida em que a sociedade de Macau tem vindo a evoluir há mais de 20 anos. Portanto, há muitos grupos com representatividade na Assembleia Legislativa que acabam por não estar na Concertação Social”, indicou. “Nós fizemos várias interpelações no sentido de alargar a representatividade nesse conselho, mas chegá-

reencaminhadas para a secretaria do CPCS, que não explicou os motivos da decisão, que contraria a prática, mas apontou estar “atenta às opiniões da sociedade e continua a impulsionar no melhoramento da divulgação das notícias, de modo a que a sociedade conheça a situação de trabalhos do Conselho”.

mos à conclusão de que o Governo pretende manter o monopólio da Associação Comercial de Macau e da Federação das Associações dos Operários de Macau”, rematou. João Santos Filipe e Nunu Wu info@hojemacau.com.mo


4 política

6.1.2021 quarta-feira

QUEDA DE OBJECTOS COUTINHO QUER SANÇÕES PARA QUEM NÃO CUMPRIR NORMAS

A RECICLAGEM LEI CHAN U SUGERE SISTEMA DE REEMBOLSO DE VALOR DAS GARRAFAS

Em busca da tara perdida

O deputado Lei Chan U submeteu uma interpelação escrita em que questiona se o Governo vai ter como referência países em que os consumidores pagam um depósito pelas garrafas de bebidas que compram, podendo ser reembolsados se as reciclarem

L

EI Chan U quer que o Governo adopte um sistema em que o consumidor paga um valor extra pelas garrafas e latas de bebidas, havendo reembolso quando a embalagem vazia for reciclada. Em interpelação escrita, o deputado reconheceu os esforços da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) no âmbito da reciclagem, dando exemplos como a cobrança de sacos de plástico. No entanto, observou que “devido ao rápido desenvolvimento económico e social, apesar de a quantidade de reciclagem de alguns resíduos ter aumentado, não foi possível compensar o aumento dos resíduos gerados”. Para incentivar à redução de resíduos e reciclagem, o deputado sugere a implementação de um sistema de depósito de garrafas, tendo como referência países como a Alemanha, Dinamarca e Noruega. Lei Chan

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Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) considera que os pirilampos no trilho da Taipa Grande são muito importantes, mas tem como prioridade satisfazer os cidadãos que se queixam por a estrada ser muito escura. Foi esta a resposta dada a uma interpelação da deputada Agnes Lam, em que era indicado que a instalação de iluminação no trilho ia causar obstáculos à reprodução dos pirilampos. “O Instituto para os Assuntos Municipais tem recebido constantemente

U explica que os consumidores precisam de pagar um depósito por garrafas de cerveja, bebidas e água, que varia com o tamanho da embalagem. Se enviaram as garrafas vazias para reciclagem podem receber este valor de volta, na forma de dinheiro ou vales de consumo. Entre as diferentes formas de reciclar garrafas e latas, o deputado destacou que as máquinas automáticas para devolução em supermercados é a escolha mais popular. “Basta colocar as garrafas vazias uma a uma na máquina. Depois

de passarem no teste, o voucher é impresso. Pode ser usado para consumo directamente no supermercado ou trocado por dinheiro. O sistema atingiu resultados notáveis, e a taxa de reciclagem de garrafas e latas nos países em causa excedeu 90 por cento”, descreveu.

ALARGAR A REDE

As medidas da DSPA que Lei Chan U considera que “têm sido eficazes” incluem não apenas a cobrança por sacos de plástico, mas também o programa de pontos verdes, em que as

“Devido ao rápido desenvolvimento económico e social, apesar de a quantidade de reciclagem de alguns resíduos ter aumentado, não foi possível compensar o aumento dos resíduos gerados.”

pessoas podem reciclar garrafas em máquinas automáticas, obtendo pontos em troca. De acordo com dados publicados pela DSPA na sua página electrónica, em Outubro de 2019 foram instaladas pela primeira vez máquinas de recolha de garrafas de plástico, com uma recolha superior a 74 mil garrafas até Dezembro do ano passado. Actualmente, existem 42 destes pontos de recolha. A partir de um certo montante de pontos verdes, os participantes podem trocá-los por cupões de compras de supermercado ou por lembranças da DSPA. Lei Chan U questionou se as autoridades vão expandir a rede de reciclagem e instalar máquinas de recolha de todos os tipos de garrafas e latas que cumprem os requisitos de reciclagem em todos os supermercados de Macau.

LEI CHAN U DEPUTADO

info@hojemacau.com.mo

Primeiro estão as pessoas

IAM explica luzes que ameaçam pirilampos com questão de segurança

opiniões das pessoas que passeiam nos montes, as quais referem que não conseguem ver o estado do pavimento ao fim da tarde e à noite devido à falta de iluminação, o que constitui um risco para a sua segurança”, explica o IAM, através de uma resposta assinada por O Lam, identificada como presidente substituta do Conselho deAdministração para os Assuntos Municipais. Face às queixas, o IAM propôs

Salomé Fernandes e N.W.

“a instalação de sistemas de iluminação nos trilhos”. Após terem sido anunciados os planos, houve várias vozes, inclusive de ambientalistas, que se mostraram preocupadas com o impacto da iluminação, que diminui a actividade reprodutora dos pirilampos. “Tendo em conta o equilíbrio entre as solicitações dos utentes e o impacto dos candeeiros de rua sobre o ambiente, o IAM decidiu instalar nos trilhos

postes com 1,1 metros de altura e com lâmpadas LED de cor amarela, as quais geram um menor impacto ecológico nos pirilampos”, é acrescentado.

A IMPORTÂNCIA DO PIRILAMPO

Apesar da escolha, o IAM frisa que considera os pirilampos muito importantes, assim como o meio ambiente. “O IAM atribui grande importância à conservação do meio

ambiente dos pirilampos e procura continuamente os equipamentos de iluminação que reduzem decisivamente o impacto dos equipamentos no ambiente circundante”, é indicado. Quanto à instalação de iluminação em outros trilhos, o IAM nega que haja planos semelhantes e diz que vai continuar a insistir no “projecto de reabilitação dos pirilampos, de forma a manter intacto o seu meio ambiente”, assim como eliminar regularmente “espécies invasoras”. J.S.F.

TRAVÉS de uma interpelação escrita, José Pereira Coutinho questionou o Governo sobre quando será apresentada uma proposta de lei, que inclua o agravamento das sanções para os responsáveis pelo lançamento ou queda de objectos. Segundo o deputado, Macau deveria seguir os exemplos do Interior da China e de Hong Kong na matéria, que prevêem, a responsabilização legal dos infractores, podendo ser punidos com multas e penas de prisão. Para Pereira Coutinho, se nada for feito é a segurança dos residentes que está em jogo. “Com o aumento da densidade populacional e a falta de manutenção de alguns edifícios, as janelas sem manutenção das fracções autónomas transformaram-se numa ‘bomba invisível’para a segurança dos bairros comunitários”, pode ler-se na interpelação. Lembrando que em Novembro de 2020 ocorreram dois incidentes, envolvendo a queda de um vaso e o desprendimento do reboco da parede exterior de um edifício, o deputado quer saber quando é que o Governo vai apresentar a proposta de lei para “aumentar os efeitos dissuasores” para quem não cumpra as regras de manutenção das construções existentes. Por último, Pereira Coutinho vinca que a educação cívica deve ser reforçada e que devem ser efectuadas mais vistorias diárias, perguntando ao Governo se dispõe de algum plano de formação de fiscais especializados. P.A.


sociedade 5

quarta-feira 6.1.2021

CLÍNICA MALO BNU TENTA OBTER 4,6 MILHÕES DE PATACAS COM VENDA DE BENS DO GRUPO

Em Setembro de 2019, o Grupo Malo tinha uma dívida de 61 milhões de patacas ao Banco Nacional Ultramarino. A instituição bancária está a tentar recuperar parte do montante com uma venda de bens arrestados

HOJE MACAU

Vão-se os anéis e os dedos

SUSPENSA E ENCERRADA

Foi em Novembro de 2017 que os Serviços de Saúde anunciaram que a licença da clínica Taivex/Malo, então a operar no casino The Venetian, tinha sido suspensa, por seis meses. A justificação do organismo liderado por Lei Chin Ion apontou para a prática ilegal de procriação médica assistida, tráfico e contrabando de medicamentos de oncologia e falta de condições de higiene e segurança.

O processo da execução vai ser feito através de propostas por carta fechada e está a ser publicitado no portal dos tribunais da RAEM

O

Banco Nacional Ultramarino espera obter pelo menos 4,6 milhões de patacas com a venda de material médico, e não só, que foi arrestado ao grupo Malo e outros credores. O processo da execução vai ser feito através de propostas por carta fechada e está a ser publicitado no portal dos tribunais da RAEM. Em Setembro de 2019, o Grupo Malo tinha uma dívida de cerca de 6,9 milhões de euros ao BNU, o equivalente a 61 milhões de patacas. Foi esta a informação avançada na altura pelo jornal português Público. Os bens que vão ser vendidos através da justiça devido à acção do BNU não estão

computadores, impressoras e mais de 54 sofás.

apenas em nome do Grupo Malo, entre os executados do processo judicial constam ainda as empresas Pacífico – Cuidados de Saúde, S.A., Sui Feng Investimento Sociedade Limitada, JPS – Sociedade Unipessoal, Limitada e José António Ferreira Peres de

IC Antiga Farmácia Chong Sai fecha temporariamente

O Instituto Cultural (IC) revelou ontem que a Antiga farmácia Chong Sai, será temporariamente encerrada na quarta-feira por motivo de “obras de inspecção e renovação”. De acordo com um comunicado do IC a data de reabertura “será anunciada oportunamente”. A Antiga Farmácia, fundada pelo Dr. Sun Yat Sen pode ser visitada na Rua das Estalagens, tratando-se de um edifício de estrutura típica “loja-casa”, com loja no piso térreo e residência no piso superior.

Sousa. A empresa Pacífico – Cuidados de Saúde, S.A. era a detentora da licença médica que mais tarde seria suspensa. As propostas para aquisição dos materiais podem ser apresentadas até 8 de Fevereiro, no edifício do Macau Square, onde funciona parte

do Tribunal Judicial de Base, pelas 17h45 e a venda vai decorrer no dia seguinte, às 11h. A lista de material que está a ser vendida é extensa e nesta encontram-se, entre outros, aparelhos de esterilização hospitalar de Steelco, máquinas de lavagem de

material cirúrgico, várias marquesas, desfibrilhadores, frigoríficos, máquinas para medir sinais vitais, entre outras. No entanto, o material não é apenas médico e entre os bens pelos quais é exigido 4,6 milhões de patacas há ainda vários

Além da suspensão, foram ainda aplicadas duas multas: uma no valor de 103.000 patacas a quatro médicos e um enfermeiro, e outra de 76.000 patacas por técnicas ilegais de procriação medicamente assistida e prestação de serviços de oncologia, sem autorização legal. No entanto, numa entrevista à Lusa, depois do caso ter sido tornado público, Paulo Maló demarcou-se da Taivex/Malo e indicou que a sua empresa tinha sido penalizada por partilhar o mesmo espaço. Apesar dos sobressaltos, o nome Malo voltaria a ser utilizado em 2018, através de uma parceria com a Pedder, neste caso com a abertura de um clínica dentária. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

AMCM AUMENTAM OS DEPÓSITOS, MAS BAIXAM OS EMPRÉSTIMOS

D

ADOS oficiais da Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM), ontem divulgados, revelam que os depósitos bancários de residentes registaram um aumento em Novembro do ano passado de 1,1 por cento em comparação a Outubro, tendo atingido o valor de 674,5 mil milhões de patacas. Enquanto isso, os depósitos dos não residentes aumentaram um por cento, tendo

chegado ao valor de 325,7 mil milhões de patacas. No que diz respeito aos depósitos do sector público houve uma quebra de 1,2 por cento, no valor de 259,1 mil milhões de patacas. Como resultado destes números, o total dos depósitos da actividade bancária cresceu 0,6 por cento quando comparado com o mês anterior, tendo atingido as 1.259,3 mil milhões de patacas.

Se os depósitos aumentaram, os empréstimos internos concedidos ao sector privado sofreram uma quebra de 0,7 por cento face a Outubro, com o valor de 538,4 mil milhões de patacas. Já os empréstimos ao exterior também decresceram 4,1 por cento, tendo atingido as 657,5 mil milhões de patacas. Como resultado, os empréstimos ao sector privado decresceram 2,6 por cento em relação ao mês

anterior, tendo atingido as 1.196,0 mil milhões de patacas. Relativamente ao rácio entre empréstimos e depósitos de residentes, houve uma quebra de 58,4 por cento em finais de Novembro, enquanto que em Outubro essa percentagem era de 57,7 por cento.


6 sociedade

6.1.2021 quarta-feira

Metro Média diária de 1.900 passageiros

O Metro Ligeiro de Macau transportou uma média de 1.900 pessoas por dia durante o mês de Dezembro, de acordo com os dados disponibilizados pela empresa e citados pelo jornal Ou Mun. O número manteve-se estável em relação a Novembro. No primeiro ano de operações, Dezembro de 2019 foi o mês com mais passageiros, com uma média de 33 mil, numa altura em que os residentes não tinham de pagar bilhetes. O mês menos concorrido foi o de Fevereiro, quando se sentiu o maior impacto da pandemia, em que houve um transporte diário de 1.100 passageiros.

Hebei Duas regiões na lista de quarentena

De acordo com o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, desde o meio-dia de ontem, todas as pessoas que tenham chegado da cidade de Shijiazhuang e da vila de Zengcun, na província de Hebei, estão sujeitas a quarentena de 14 dias à entrada em Macau. Para além destes locais, continua a ser obrigatória quarentena para quem vem de diversas regiões da cidade de Pequim (bairro de Dashanzi, vilas de Nanfaxin, Gaoliying, Nancai e Renhe), da província de Liaoning (cidades de Dalian e Shenyang) e da província de Heilongjiang (distrito de Aihui da cidade de Heihe).

Código de saúde 93 mil registaram morada

O arranque da função de registo do endereço no sistema do Código de Saúde funcionou “normalmente e sem problemas”, comunicou ontem o Centro de Coordenação do Coronavírus. Até às 17h30 de ontem, 93.356 indivíduos concluíram o registo. As autoridades reiteraram que a função tem o objectivo de preparar “medidas de prevenção e controlo com precisão contra a epidemia, baseado em zonas específicas e níveis”, se forem detectados casos em Macau. Os residentes podem introduzir o nome da rua ou do edifício para procurar automaticamente os dados de morada. Recorde-se que há um período de adaptação de 14 dias.

Consulado Geral de Portugal “A responsabilidade primária no regresso a Macau dos seus residentes compete às autoridades da RAEM”

No dia 20, há um FRONTEIRAS VOO DE AMESTERDÃO É HIPÓTESE PARA REGRESSO A MACAU voo da KLM com saída de Amesterdão e destino a Tóquio, bem como uma Canal Macau da TDM um voo comercial, e que se estima nibilizadas ontem, há 36 residentes ligação a Macau, avançou ontem que o que sejam necessários cerca de 80 retidos fora de Macau. Destes, 29 avançou ontem a Governo está a reco- passageiros para cumprir as exigên- encontram-se em Portugal, dois mendar um voo da KLM cias da companhia aérea. De acordo nos Estados Unidos da América, e TDM Canal com saída de Amesterdão com a TDM Canal Macau, ainda os restantes em Espanha, França, no próximo dia 20, com não havia 80 lugares ocupados mas Itália, Austrália e Canadá. Macau. Trata-se destino a Tóquio e ligação a Macau, a KLM indicou que o cancelamento para os residentes que se encontram de um voo é sobretudo determinado DIVISÃO DE RESPONSABILIDADE de um voo retidos na Europa. O voo da KLM pelas restrições impostas no desti- Ontem, ao início da tarde, o Consucomercial, e os tem hora prevista de aterragem no no e não pelo número de bilhetes lado Geral de Portugal em Macau Japão às 9h45 da manhã de dia 21, vendidos. Foi ainda noticiado que e Hong Kong disse em resposta ao residentes que se e o Canal Macau avança ainda que o avião da Air Macau, para além de HM que cerca de três dezenas de pesnesse dia há um voo da Air Macau ir buscar residentes ao Japão parte soas pretendiam regressar a Macau. encontram retidos que sai de Tóquio às 15h30 e chega do território com passageiros. Até à “Foram aconselhadas a contactar a tarde de ontem tinham sido emitidos Delegação de Macau em Lisboa”, a Macau pouco antes das 21h. na Europa podem Recorde-se que a decisão das quatro bilhetes e feitas 16 reservas. disse o Consulado. No sentido inverfazer uso dele. Ao HM, o Gabinete de Gestão so, o Consulado Geral de Portugal autoridades de Taiwan em proibir a entrada e trânsito de estrangeiros de Crises do Turismo apontou que disse ter conhecimento de “quatro Dos 36 residentes a partir de 1 de Janeiro dificultou a “todos os residentes de Macau casos de nacionais portugueses que deslocação de pessoas entre Macau que se encontram de momento na pretendem sair da RAEM”. fora de Macau, Europa poderão fazer uso desta e a Europa. Na segunda-feira, na habitual O Gabinete de Gestão de Crises rota para o regresso à RAEM no conferência de imprensa sobre a 29 encontram-se do Turismo frisou que o voo da KLM próximo dia 21 de Janeiro”. De saúde, o Governo descartou a criação em Portugal não é fretado pela RAEM, mas sim acordo com as informações dispo- de medidas especiais para ajudarem

Uma nova pista

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residentes que estão no exterior a regressarem à RAEM. As autoridades locais afirmaram não haver arranjos sobre o trânsito ou a criação de uma ligação especial, por haver meios para as pessoas regressarem e não ter sido recebido “um grande número” de pedidos de apoio. A representação diplomática portuguesa indicou que continua a desenvolver contactos com as autoridades da RAEM, em Macau e em Lisboa, “no sentido de colaborar na busca de uma solução para o problema dos nacionais portugueses que se encontram em Portugal e pretendem regressar”, acrescentando que “a responsabilidade primária no regresso a Macau dos seus residentes compete às autoridades da RAEM”. A recomendação do Consulado para os portugueses que queiram viajar neste momento foi a desaconselhar viagens intercontinentais, pelos riscos que acarretam para os passageiros a nível de saúde pública e em termos logísticos, dado que há “voos a serem constantemente cancelados e as fronteiras de vários países a fecharem-se à entrada e ao trânsito de estrangeiros”. Salomé Fernandes

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quarta-feira 6.1.2021

TURISMO MÉDIA DIÁRIA DE VISITANTES SOBRE 13 POR CENTO FACE A MÊS DE OUTUBRO

Uma tímida recuperação De acordo com os Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau (SMG), o tempo na região deverá continuar frio, com as temperaturas a descerem aos 12 graus ou menos. “Entre os dias 8 e 9, a temperatura mínima vai descer a valores mais baixos”, pode ler-se numa nota emitida ontem pelos SMG. Dada a baixa de temperatura em Macau, o organismo aconselha a que “particularmente” idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas” prestem atenção às condições meteorológicas e se agasalhem bem. Quanto à qualidade do ar, os SMG alertam para o facto de amanhã o nível ser “insalubre”. Por isso mesmo é aconselhável que as pessoas com doenças cardíacas ou respiratórias, grávidas, crianças e idosos reduzam ao mínimo, “actividades extenuantes e o tempo de permanência ao ar livre”.

Edifícios Queda de objecto alerta autoridades

As autoridades foram chamadas ontem pelas 11h à Avenida Governador Jaime Silvério Marques devido à queda de um objecto da parede de um edifício local. De acordo com a notícia do jornal Ou Mun, a queda do objecto não causou feridos, mas os bombeiros tiveram vários minutos a inspeccionar o exterior das paredes. Além dos bombeiros, também a polícia foi chamada ao local para manter a ordem na rua, enquanto os bombeiros subiam às escadas e realizavam os trabalhos de inspecção necessários para garantir a segurança dos transeuntes e das paredes do edifício.

S

ÃO números ainda menores se comparados com o período áureo do turismo em Macau, mas ainda assim revelam ligeiras melhorias. Uma média diária de 21 mil pessoas entrou no território no período posterior às férias de Natal, entre os dias 31 de Dezembro e 3 de Janeiro, o que constitui um aumento de 13 por cento em relação ao mês de Outubro. É o que revelam os dados ontem divulgados pelos Direcção dos Serviços de Turismo (DST), que alertou, contudo, para a manutenção “da situação epidémica bastante instável tanto no interior da China como em Macau”. O organismo lembra, contudo, que estes números se podem explicar devido “à retoma da emissão de documentos de viagem turísticos a residentes do Interior da China para deslocação a Macau e na divulgação de Macau como destino seguro e acessível”.

Uma média diária de 21 mil pessoas entrou no território no período posterior ao Natal, entre os dias 31 de Dezembro e 3 de Janeiro, o que constitui um aumento de 13% em relação a Outubro Entre os dias 31 de Dezembro e 3 de Janeiro, entraram 19.629 pessoas do Interior da China, 1.368 de Hong Kong, 242 de Taiwan e apenas três pessoas vindas de outros países ou regiões. Na véspera da passagem de ano, mais de 30 mil pessoas entraram

TIAGO ALCÂNTARA

SMG Próximos dias frios e com ar insalubre

Entraram em Macau, entre os dias 31 de Dezembro e 3 de Janeiro, uma média diária de 21 mil pessoas, o que representa um aumento de 13 por cento face a Outubro. Os dados da Direcção dos Serviços de Turismo revelam ainda que houve, neste período, uma ocupação hoteleira superior a 67 por cento

no território, considerado “o maior número de visitantes acolhidos num só dia nos últimos 11 meses”. Dados provisórios do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) revelam também que o segundo dia com mais visitantes ocorreu a 20 de Novembro, quando tiveram lugar os treinos para o Grande Prémio de Macau. Nessa data entraram em Macau 28.247 visitantes, enquanto o terceiro dia com mais visitantes aconteceu no dia 25 de Dezembro, dia de Natal, com 27.755 visitantes.

QUARTOS MAIS CHEIOS

Os últimos dias do ano ficaram também marcados por números mais positivos em termos de ocupação hoteleira, uma vez que a taxa foi de 67,2 por cento entre os dias 31 de Dezembro e 3 de Janeiro. Os hotéis de três a cinco estrelas registaram taxas de ocupação de 73, 69,9 e 67,6 por cento, respectivamente. Relativamente aos preços praticados, a média de valor cobrado por quarto foi de 1.127,6 patacas, sendo que os hotéis de cinco estrelas marcaram uma média de preços de cerca de 1.447,7 patacas. No caso dos hotéis de quatro estrelas, o valor foi de 701,1 patacas, enquanto que os hotéis de três estrelas cobraram 694,2 patacas por quarto. Já os hotéis de duas estrelas cobraram 250,3 patacas, enquanto que nas pensões cada quarto custou 243,9 patacas. Face à semana dourada de Outubro, quando se celebrou o aniversário da República Popular da China, o preço médio por quarto de hotel teve um aumento de 7,6 por cento. A fim de captar mais visitantes para o território, que tem sofrido um enorme impacto com a pandemia da covid-19, a DST reiterou que pretende prosseguir com as actividades de promoção da RAEM como destino turístico. “Durante o ano passado o Governo tem colaborado com a Tencent, Alibaba, Trip. com, UnionPay International e a Air Macau na divulgação de informações e descontos, para atrair visitantes a Macau, encorajar o dispêndio turístico, prolongar o tempo de estadia na cidade, impulsionado economicamente os diferentes sectores”, lê-se no comunicado. A.S.S.


8 eventos

6.1.2021 quarta-feira

Tão perto e

ARTE CONTEMPORÂNEA INTERCÂMBIO ENTRE MACAU E TAIWAN LEVA PINTURA E FOTOGRA

Escultura mais pobre João Cutileiro morreu ontem aos 83 anos

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escultor português João Cutileiro morreu esta terça-feira aos 83 anos, em Lisboa. A confirmação do óbito foi feita à agência Lusa por Ana Paula Amendoeira, directora regional de cultura do Alentejo. Segundo Ana Paula Amendoeira, João Cutileiro estava internado num hospital de Lisboa com graves problemas do foro respiratório. O jornal Público escreveu que o seu falecimento se deveu a complicações provocadas por um enfisema pulmonar. O trabalho de Cutileiro chegou a estar presente em Macau por diversas vezes. Uma delas foi em 1999, no ano da transferência de soberania do território para a China, quando foi instalado, no jardim do Centro Cultural de Macau, um barco de pedra e cavaleiros preparados para a guerra. O grupo escultórico seria inaugurado nesse ano, a 19 de Março, pelo então Presidente da República portuguesa, Jorge Sampaio. Esse trabalho de João Cutileiro foi inspirado nos guerreiros de terracota de Xian - os cavaleiros - e no barco do lago do Palácio de Verão de Pequim, e tem um peso de 79 toneladas. As peças foram esculpidas em ruivina e mármore cinzento de Estremoz durante um período de três anos. À época, as esculturas dos cavaleiros e o barco estavam colocadas frente a frente e «preparadas para a guerra» num lago artificial que será equipado com jogos de água que vão criar uma neblina em volta das peças. Em Macau, João Cutileiro desenvolveu ainda uma

peça exposta no átrio do Centro Hospitalar Conde de São Januário, que custou ao Executivo cerca de três milhões de patacas. “Dragão”, outra peça datada de 1999 e criada a pedido do arquitecto Francisco Caldeira Cabral, foi também desenvolvida por Cutileiro para a zona do Canal dos Patos.

NATURAL DO ALENTEJO

João Cutileiro era um dos mais importantes escultores portugueses. Sobre ele, Ana Paula Amendoeira destacou a particularidade do seu trabalho, cujo método “não era vulgar” entre “outros artistas”. “João [Cutileiro] tem o hábito de fazer maquetas reais, em pedra, das suas obras. No fundo, são esculturas, obras originais, a uma escala menor do que aquelas que ficam nos locais públicos”, indicou. Cutileiro trabalhou sobretudo com mármore e ao longo da sua carreira fez várias obras sobre a identidade e história de Portugal. Um dos exemplos é o monumento ao 25 de Abril, instalado no Parque Eduardo VII, em Lisboa. O escultor era irmão do diplomata e escritor José Cutileiro, que morreu em Maio de 2020. Nascido em Pavia, no concelho de Mora, no ano de 1937, João Cutileiro estava radicado na cidade de Évora onde tinha uma oficina desde 1980. Foi graças a uma viagem a Itália, mais particularmente a Florença, no início da década de 50, que o escultor decidiu inscrever-se na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa onde, no entanto, esteve apenas dois anos. A.S.S./Lusa

Até ao final do mês, a Casa-Museu do Dr. Sun Iat Sen irá acolher a exposição “The Other Side”. A mostra inclui cerca de 50 obras de sete artistas de Macau e Taiwan, em áreas como a fotografia, ilustração, aguarela e pintura a óleo. Para a curadora e artista, Gigi Lee, o tema da exposição, resulta da vontade de, perante a pandemia, almejarmos chegar a lugares inacessíveis, mesmo aqui ao lado

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outro lado é muitas vezes uma questão de perspectiva, ainda para mais quando parece estar já ali. Fruto de um intercâmbio entre artistas de Macau e Taiwan, “The Other Side” é uma exposição que inclui, no total, 50 criações produzidas por sete artistas dos dois territórios. A mostra, inaugurada no primeiro dia do ano, está patente na Casa-Museu do Dr. Sun Iat Sen até ao final de Janeiro. De acordo com a curadora da exposição, Gigi Lee, natural de Macau e uma das artistas com obras expostas no evento, a realização de “The Other Side” é uma “boa oportunidade” para expor juntamente com outros artistas de Taiwan, já que este ano ficaram impossibilitados de vir a Macau, devido às restrições que têm vindo a ser impostas, em virtude do surto de covid-19. Quanto à escolha do tema que empresta o nome à exposição, Gigi Lee explica que pode ter um duplo significado, dado o contexto que atravessamos marcado pela pandemia, mas também relacionado com a vida depois da morte. “O tema ‘The Other Side’ é uma ideia minha. Como no ano passado não nos conseguimos ver uns aos outros, apesar de estarmos tão perto em territórios como Macau, Taiwan e Hong Kong, tive a ideia de propor este tema. Na verdade, é o mesmo sentimento que temos quando queremos chegar a algum lugar inalcançável. Além disso, em chinês, o termo ‘The Other Side’ tem uma conotação religiosa, pois simboliza o lugar para onde se vai depois de morrer ou o momento da chegada a um local idílico”, partilhou com o HM. Acuradora refere ainda que, na prática, o “outro lado” no contexto da exposição poder simplesmente ser “o lugar onde não se pode ir” e que, mesmo estando perto, “está muito longe”. Referindo que “todos os trabalhos expostos são bidi-


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quarta-feira 6.1.2021

e tão longe

AFIA AO MUSEU SUN IAT SEN

LITERATURA EDIÇÃO PORTUGUESA DE NOVO LIVRO DE MURAKAMI EM SETEMBRO

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novo livro do escritor japonês Haruki Murakami, uma colecção de contos intitulada “Ichininsho tansu” (“Primeira pessoa do singular”), vai ser publicado em Portugal, em Setembro, pela Casa das Letras, disse à Lusa fonte do grupo editorial Leya. A colectânea de contos “Primeira pessoa do singular” foi publicada originalmente, no Japão, a 18 de Julho do ano passado, três anos depois da última publicação do autor, o romance “A Morte do Comendador”, de 2017, e seis anos após o lançamento da sua última antologia de contos, “Homens sem mulheres”, em 2014. As oito histórias que constam deste novo livro são todas contadas na primeira

pessoa por um narrador clássico de Murakami. “Desde memórias da juventude, meditações sobre música, ou um amor ardente pelo basebol, até cenários oníricos e álbuns de jazz inventados, estas histórias juntas desafiam as fronteiras entre as nossas mentes e o mundo exterior. Ocasionalmente, um narrador pode ou não ser o próprio Murakami. Será memória ou ficção? É o leitor quem decide”, descreve a página oficial de Haruki Murakami. De acordo com a mesma informação, as histórias contantes desta antologia são “filosóficas e misteriosas”, mas “tocam lindamente no amor e na solidão, na infância e na memória”.

BANDA DESENHADA NOVO ÁLBUM DE AVENTURAS DE ASTÉRIX VAI SER LANÇADO EM OUTUBRO

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Gigi Lee, curadora “É o mesmo sentimento que temos quando queremos chegar a algum lugar inalcançável.”

vel ver expressões diferentes ao nível da ilustração, com alguns deles a serem baseados num método de impressão tradicional. O estilo que podemos ver é muito variado”, acrescentou Lee.

SETE MAGNÍFICOS

Para além de Gigi Lee, estão contempladas na exposição as obras de mais três artistas locais Yolanda Kog, Cai Gou Jie e Francisco António Ricarte. Se Francisco António Ricarte participa na exposição

com quatro fotografias, Yolanda Kog foi responsável por materializar nove ilustrações patentes em “The Other Side”. De Taiwan, chegaram a Macau obras dos artistas, Leanne Chang, Lin Chun Yung e Lai Hsin-Lung. Do expólio de cerca de 30 peças de Taiwan que pode ser visto até 31 de Janeiro, Gigi Lee destaca as 10 peças de acrílico da autoria de Lai Hsin-Lung, que se debruçam sobre a temática dos “tipos de vegetais que se podem encontrar em Taiwan”.

Lai Hsin-Lung é um artista galardoado e com uma vasta experiência, tendo já visto as suas obras expostas em Pequim, Estados Unidos, Reino Unido, Malásia, Japão e Coreia do Sul. Além disso, o artista é considerado um pioneiro sobre as teorias de arte pública, tendo publicado diversos artigos académicos sobre o tema. Pedro Arede

pedro.arede.hojemacau@gmail.com

ramix, embora não sejam revelados mais pormenores. Panoramix adormece durante o jogo e acorda a gritar aquilo que será o nome do local para onde têm de ir, e que surge ocultado por uma etiqueta, em que se lê “confidencial”. Desta forma, os autores mantêm aquilo que tem sido sempre a sua tradição: não revelar antecipadamente os locais das novas aventuras dos gauleses. O novo álbum de Astérix chegará às livrarias, em lançamento mundial, em 21 de Outubro de 2021. Desde a criação de Astérix, há quase 60 anos, foram vendidas 380 milhões de cópias de álbuns de aventuras dos “irredutíveis gauleses”, em 111 idiomas, incluindo a língua mirandesa. ALBERTO ALEANDRO UDERZO

mensionais”, Lee partilhou ainda que aqueles que visitarem nos próximos dias a Casa-Museu do Dr. Sun Iat Sen, irão deparar-se com “uma mostra completa e muito variada”, que inclui trabalhos de fotografia, pintura, aguarela, pintura a óleo, ilustrações, colagens e litografias. “Tendo em conta os diferentes tipos de materiais utilizados na exposição, acho que é uma mostra completa, que inclui temas alegres e outros mais sérios. É também possí-

M novo álbum de Astérix vai ser lançado em Outubro deste ano pela dupla Jean-Yves Ferri (argumento) e Didier Conrad (desenhos), que tem dado continuidade à série criada há mais de 60 anos por René Goscinny e Albert Uderzo. Trata-se do quinto álbum destes dois autores, depois de terem lançado conjuntamente “Astérix entre os Pictos”, em 2013, “O Papiro de César”, em 2015, “Astérix e a Transitálica”, em 2017, e “A Filha de Vercingétorix”, em 2019, anunciou a editora Leya. Nesta nova aventura, que começa com uma partida de xadrez com Obélix, os gauleses partem numa viagem rumo a um destino que é mantido em segredo pelos autores, para ajudar um amigo do druida Pano-


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6.1.2021 quarta-feira

Anúncio Concurso Público N.o 2/ID/2021

Anúncio Concurso Público N.o 1/ID/2021

“Serviços de gestão das piscinas ao ar livre situadas em Macau afectas ao Instituto do Desporto” 1.

2.

Nos termos previstos no artigo 13.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho, e em conformidade com o Despacho da Ex.ma Senhora Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, de 23 de Dezembro de 2020, o Instituto do Desporto vem proceder, em representação da entidade adjudicante, à abertura do concurso público para os serviços de gestão das piscinas ao ar livre situadas em Macau afectas ao Instituto do Desporto, durante o período de 1 de Março a 10 de Dezembro de 2021: Designação das piscinas ao ar livre 1 Piscina Estoril 2 Piscina Dr. Sun Iat Sen A partir da data da publicação do presente anúncio, os concorrentes podem dirigir-se ao balcão de atendimento da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.o 818, em Macau, no horário de expediente, das 09.00 às 13.00 horas e das 14.30 às 17.30 horas, para consulta do Processo de Concurso ou para obtenção de cópia do processo, mediante o pagamento de $500,00 (quinhentas) patacas. Pode ainda ser feita a transferência gratuita de ficheiros pela Internet na área de “Informação relativa à aquisição” da página electrónica do Instituto do Desporto: www.sport.gov.mo.

“Serviços de gestão das piscinas ao ar livre situadas nas Ilhas afectas ao Instituto do Desporto” 1.

Nos termos previstos no artigo 13.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho, e em conformidade com o Despacho da Ex.ma Senhora Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, de 23 de Dezembro de 2020, o Instituto do Desporto vem proceder, em representação da entidade adjudicante, à abertura do concurso público para os serviços de gestão das piscinas ao ar livre situadas nas Ilhas afectas ao Instituto do Desporto, durante o período de 1 de Março a 10 de Dezembro de 2021: Designação das piscinas ao ar livre 1 Piscina do Parque Central da Taipa 2 Piscina de Cheoc-Van 3 Piscina do Parque de Hác-Sá

2.

A partir da data da publicação do presente anúncio, os concorrentes podem dirigir-se ao balcão de atendimento da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.o 818, em Macau, no horário de expediente, das 09.00 às 13.00 horas e das 14.30 às 17.30 horas, para consulta do Processo de Concurso ou para obtenção de cópia do processo, mediante o pagamento de $500,00 (quinhentas) patacas. Pode ainda ser feita a transferência gratuita de ficheiros pela Internet na área de “Informação relativa à aquisição” da página electrónica do Instituto do Desporto: www.sport.gov.mo. A sessão de esclarecimentos deste Concurso Público terá lugar no dia 11 de Janeiro de 2021, segunda-feira, pelas 09.30 horas no auditório da sede do Instituto do Desporto, sito no endereço acima referido, a que se segue a sessão de inspecção das piscinas ao ar livre. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora da sessão de esclarecimentos por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora estabelecidas para a sessão de esclarecimentos serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes devem comparecer na sede do Instituto do Desporto até à data limite para a apresentação das propostas para tomarem conhecimento sobre eventuais esclarecimentos adicionais. O prazo para a apresentação das propostas termina às 12.00 horas do dia 22 de Janeiro de 2021, sexta-feira, não sendo admitidas propostas fora do prazo. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora limites para a apresentação das propostas acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora estabelecidas para a apresentação das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes devem apresentar a sua proposta dentro do prazo estabelecido na sede do Instituto do Desporto, no endereço acima referido, acompanhada de uma caução provisória no valor de $185.000,00 (cento e oitenta e cinco mil) patacas por depósito em numerário, em ordens de caixa, em cheque emitido a favor do Fundo do Desporto ou mediante garantia bancária emitida por um estabelecimento bancário legalmente autorizado a exercer actividade na Região Administrativa Especial de Macau, à ordem do Fundo do Desporto, a entregar na Divisão Financeira e Patrimonial na sede do Instituto do Desporto. O acto público de concurso terá lugar no dia 26 de Janeiro de 2021, pelas 09.30 horas, terça-feira, no auditório da sede do Instituto do Desporto. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora para o acto público de concurso acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, ou em caso de adiamento na data e hora limites para a apresentação das propostas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora estabelecidas para o acto público de concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. As propostas são válidas durante 90 (noventa) dias seguidos a contar da data do acto da sua abertura.

3.

A sessão de esclarecimentos deste Concurso Público terá lugar no dia 11 de Janeiro de 2021, segunda-feira, pelas 09.30 horas no auditório da sede do Instituto do Desporto, sito no endereço acima referido, a que se segue a sessão de inspecção das piscinas ao ar livre. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora da sessão de esclarecimentos por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora estabelecidas para a sessão de esclarecimentos serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte.

4.

Os concorrentes devem comparecer na sede do Instituto do Desporto até à data limite para a apresentação das propostas para tomarem conhecimento sobre eventuais esclarecimentos adicionais.

5.

O prazo para a apresentação das propostas termina às 12.00 horas do dia 22 de Janeiro de 2021, sexta-feira, não sendo admitidas propostas fora do prazo. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora limites para a apresentação das propostas acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora estabelecidas para a apresentação das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte.

6.

Os concorrentes devem apresentar a sua proposta dentro do prazo estabelecido na sede do Instituto do Desporto, no endereço acima referido, acompanhada de uma caução provisória no valor de $220.000,00 (duzentas e vinte mil) patacas por depósito em numerário, em ordens de caixa, em cheque emitido a favor do Fundo do Desporto ou mediante garantia bancária emitida por um estabelecimento bancário legalmente autorizado a exercer actividade na Região Administrativa Especial de Macau, à ordem do Fundo do Desporto, a entregar na Divisão Financeira e Patrimonial na sede do Instituto do Desporto.

6.

7.

O acto público de concurso terá lugar no dia 25 de Janeiro de 2021, pelas 09.30 horas, segunda-feira, no auditório da sede do Instituto do Desporto. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora para o acto público de concurso acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, ou em caso de adiamento na data e hora limites para a apresentação das propostas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora estabelecidas para o acto público de concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte.

7.

8.

As propostas são válidas durante 90 (noventa) dias seguidos a contar da data do acto da sua abertura.

8.

Instituto do Desporto, 6 de Janeiro de 2021. O Presidente, Pun Weng Kun.

Anúncio Concurso Público N.o 3/ID/2021 “Serviços de segurança e de venda de bilhetes nas piscinas ao ar livre afectas ao Instituto do Desporto” 1.

2.

Nos termos previstos no artigo 13.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho e, em conformidade com o Despacho da Ex.ma Senhora Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, de 23 de Dezembro de 2020, o Instituto do Desporto, vem proceder, em representação da entidade adjudicante, à abertura do concurso público para a prestação de serviços de segurança e de venda de bilhetes durante o período de 1 de Março de 2021 a 28 de Fevereiro de 2023, nas seguintes piscinas ao ar livre afectas ao Instituto do Desporto:

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Designação das piscinas ao ar livre Piscina Estoril Piscina Dr. Sun Iat Sen Piscina do Parque Central da Taipa Piscina do Parque de Hác-Sá Piscina de Cheoc-Van

A partir da data da publicação do presente anúncio, os concorrentes podem dirigir-se ao balcão de atendimento da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.º 818, em Macau, no horário de expediente, das 09.00 horas às 13.00 horas e das 14.30 horas às 17.30 horas, para consulta do Processo de Concurso ou para obtenção da cópia do processo, mediante o pagamento de $500,00 (quinhentas) patacas. Pode ainda ser feita a transferência gratuita dos ficheiros da Internet na área de “Informação relativa à aquisição” da página electrónica do Instituto do Desporto: www.sport.gov.mo.

3. A sessão de esclarecimentos do presente Concurso Público terá lugar no dia 11 de Janeiro de 2021, segunda-feira, pelas 10.00 horas no auditório da sede do Instituto do Desporto, sito no endereço acima referido, a que se segue a inspecção das piscinas. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora da sessão de esclarecimento por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora estabelecidas para a sessão de esclarecimento serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 4. Os concorrentes devem comparecer na sede do Instituto do Desporto até à data limite para apresentação das propostas para tomarem conhecimento sobre eventuais esclarecimentos adicionais. 5. O prazo para a apresentação das propostas termina às 12.00 horas do dia 28 de Janeiro de 2021, quinta-feira, não sendo admitidas propostas fora do prazo. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora limites para a apresentação das propostas acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a apresentação das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 6. Os concorrentes devem apresentar a sua proposta dentro do prazo estabelecido, na sede do Instituto do Desporto, no endereço acima referido, acompanhada de uma caução provisória no valor de $130.000,00 (cento e trinta mil) patacas, por depósito em numerário, em ordens de caixa, em cheque emitido a favor do Fundo do Desporto ou mediante garantia bancária, emitida por um estabelecimento bancário legalmente autorizado a exercer actividade na Região Administrativa e Especial de Macau, à ordem do Fundo do Desporto, a entregar na Divisão Financeira e Patrimonial na sede do Instituto do Desporto. 7. O acto público do concurso terá lugar no dia 29 de Janeiro de 2021, sexta-feira, pelas 09.30 horas, no auditório da sede do Instituto do Desporto. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora para o acto público do concurso acima mencionado, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, ou em caso de adiamento na data e hora limites para a apresentação das propostas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e hora estabelecidas para o acto público do concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 8. As propostas são válidas durante 90 (noventa) dias seguidos a contar da data da sua abertura. Instituto do Desporto, 6 de Janeiro de 2021. O Presidente, Pun Weng Kun.

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Instituto do Desporto, 6 de Janeiro de 2021. O Presidente, Pun Weng Kun.

Anúncio Concurso Público N.o 4/ID/2021 “Serviço de segurança no Centro de Formação e Estágio de Atletas” 1. Nos termos previstos no artigo 13.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho e, em conformidade com o Despacho da Ex.ma Senhora Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, de 23 de Dezembro de 2020, o Instituto do Desporto, vem proceder, em representação da entidade adjudicante, à abertura do concurso público para a prestação do serviço de segurança no Centro de Formação e Estágio de Atletas durante o período de 1 de Abril de 2021 a 31 de Março de 2023. 2. A partir da data da publicação do presente anúncio, os concorrentes podem dirigir-se ao balcão de atendimento da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.º 818, em Macau, no horário de expediente, das 09.00 horas às 13.00 horas e das 14.30 horas às 17.30 horas, para consulta do Processo de Concurso ou para obtenção da cópia do processo, sendo cobrado por cada cópia o preço de $500,00 (quinhentas) patacas. Pode ainda ser feito o descarregamento gratuito dos ficheiros pela Internet na área de “Informação relativa à aquisição” da página electrónica do Instituto do Desporto: www.sport.gov.mo. 3. A sessão de esclarecimentos deste Concurso Público terá lugar no dia 11 de Janeiro de 2021, segunda-feira, pelas 10.00 horas, no auditório do Centro de Formação e Estágio de Atletas, sito na Rua de Ténis, Taipa (adjacente à Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau) a que se segue a sessão de inspecção do local. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora da sessão de esclarecimento por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora estabelecidas para a sessão de esclarecimento serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 4. Os concorrentes devem comparecer na sede do Instituto do Desporto até à data limite para apresentação das propostas para tomarem conhecimento sobre eventuais esclarecimentos adicionais. 5. O prazo para a apresentação das propostas termina às 12.00 horas do dia 27 de Janeiro de 2021, quarta-feira, não sendo admitidas propostas fora do prazo. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora limites para a apresentação das propostas acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a apresentação das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 6. Os concorrentes devem apresentar a sua proposta dentro do prazo estabelecido, na sede do Instituto do Desporto, no endereço acima referido, acompanhada de uma caução provisória no valor de $100.000,00 (cem mil) patacas, por depósito em numerário, em ordens de caixa, em cheque emitido a favor do Fundo do Desporto ou mediante garantia bancária, emitida por uma instituição bancária legalmente autorizada a exercer actividade na Região Administrativa Especial de Macau, à ordem do Fundo do Desporto, a entregar na Divisão Financeira e Patrimonial na sede do Instituto do Desporto. 7. O acto público do concurso terá lugar no dia 28 de Janeiro de 2021, quinta-feira, pelas 09.30 horas, no auditório da sede do Instituto do Desporto. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora para o acto público do concurso acima mencionado, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, ou em caso de adiamento na data e hora limites para a apresentação das propostas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e hora estabelecidas para o acto público do concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 8. As propostas são válidas durante 90 (noventa) dias seguidos a contar da data da sua abertura. Instituto do Desporto, 6 de Janeiro de 2021. O Presidente, Pun Weng Kun.


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quarta-feira 6.1.2021

A empresa de COVID-19 DAIMLER COLABORA COM PEQUIM EM INVESTIGAÇÃO SOBRE VESTÍGIOS EM PEÇAS construção de automóveis da Alemanha promete colaborar com a China depois de A imprensa estatal chinesa notiram que a subsidiária da Daimler não ciou que 11 funcionários da Daimler cumpriu estritamente os regulamenterem sido detectados em Pequim foram diagnosticados tos de prevenção da doença, permicom a doença. Os funcionários tindo reuniões entre funcionários e o vestígios do novo trabalham no centro de distribuição uso impróprio de máscaras. coronavírus em de peças de reposição da MercedesA fabricante alemã decidiu, -Benz, localizado na capital chinesa, entretanto, encerrar várias conalgumas embalagens e que é responsável pelo serviço cessionárias em Pequim e só reapós-venda para diferentes partes do brirá até que um ambiente seguro de peças. Um total norte da China. para trabalhadores e clientes seja de 11 funcionários da Os contágios ocorreram devido “garantido, com a confirmação ao contacto desses funcionários conjunta das autoridades locais”. Daimler, em Pequim, com um portador assintomático de Devido ao frio, o agente infeccovid-19 vindo do exterior. A emcioso sobreviveu nas peças durante foram diagnosticados presa decidiu colocar em quarentena o transporte para outras zonas da parte do quadro de funcionários e China, onde nos últimos dias foram com covid-19

Embalagens tóxicas

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constructora automóvel alemã Daimler afirmou ontem que vai colaborar com as autoridades chinesas nas investigações sobre vestígios do novo coronavírus encontrados na embalagem externa de alguns lotes de peças de reposição para automóveis.

testar todos os trabalhadores das concessionárias em Pequim. Após a descoberta dos casos, o primeiro dos quais em 26 de Dezembro, a empresa realizou testes aos funcionários em outras partes da China, mas todos apresentaram resultado negativo. “Até agora, apenas algumas amostras de peças deram positivo e foi constatado que isso se deve aos casos confirmados terem contaminado as peças”, disse a subsidiária da

Daimler “Até agora, apenas algumas amostras de peças deram positivo e foi constatado que isso se deve aos casos confirmados terem contaminado as peças.”

Daimler em Pequim, apontando que as “investigações excluem a [transmissão do] vírus devido a produtos importados”. Um dos principais especialistas do Centro de Controlo de Doenças (CDC) chinês já tinha esclarecido que foram os funcioná-

rios que transmitiram os vestígios do vírus para as peças sobressalentes e não o contrário.

REGRAS NÃO FORAM CUMPRIDAS

De acordo com a televisão estatal CGTN, os reguladores locais alega-

encontrados vestígios do vírus nas embalagens de vários lotes de peças de reposição em centros de distribuição da Daimler, incluindo na região da Mongólia Interior e na província de Shanxi ou Shandong. A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.843.631 mortos resultantes de mais de 85 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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OMS DESLOCAÇÃO À CHINA PARA ESTUDAR NOVO CORONAVÍRUS

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SURTO ALTO RISCO NAS ÁREAS PRÓXIMAS DE PEQUIM COM 14 CASOS LOCAIS

A

China designou ontem partes da província de Hebei, que circunda Pequim, como zonas de alto risco, depois de diagnosticar 14 novos casos de covid-19, todos por contágio local. Ao todo, a Comissão de Saúde da China anunciou terem sido identificados 17 casos de contágio local e 16 importados. As autoridades chinesas disseram que 11 casos locais foram detectados na cidade de Shijiazuang, onde estão planeados alguns eventos para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022. Mais três casos locais foram diagnosticados na cidade de Yantai. Algumas áreas de Shijiazhuang foram classificadas de alto risco, o que significa que a população vai ser testada e submetida a medidas de isolamento,

enquanto partes de Yantai foram consideradas áreas de risco médio. Outras 30 pessoas tiveram testes positivos para o novo coronavírus, mas sem apresentarem sintomas, acrescentaram. Os funcionários de saúde estão a investigar se um único evento, uma reunião de família, estará na origem de muitos dos casos em Hebei. Foram ainda encontrados casos por contágio local na província de Liaoning (dois), no nordeste da China, e em Pequim (um), onde desde 18 de Dezembro se diagnosticaram 28 casos da doença. O país somou ainda 16 casos importados, em Xangai (leste), Guangdong (sudeste), Tianjin (norte), Liaoning (nordeste), Jiangsu (leste), Fujian (sudeste), Henan (centro) e Sichuan (centro).

MAequipa internacional de cientistas encarregada de rastrear a origem da covid-19 deve chegar esta semana à China, um ano após a doença ter sido detectada, pela primeira vez, em Wuhan, no centro do país. A visita de dez especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) é considerada sensível para o regime chinês, que quer evitar qualquer responsabilidade pela epidemia que já matou mais de 1,8 milhão de pessoas em todo o mundo. A imprensa estatal e as autoridades têm difundido informações que apontam que o vírus teve origem no exterior, possivelmente via importação de alimentos congelados, o que é rejeitado pela OMS. Por vezes apontam para a Itália, outras vezes para Estados Unidos ou até Índia, como locais de origem da doença. “Cada vez mais pesquisas

sugerem que a epidemia pode ter aparecido em muitos lugares do mundo”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, no fim-de-semana. A visita assemelha-se a uma missão secreta. As datas nem sequer foram especificadas e a OMS referiu apenas que estava marcada para a “primeira semana de Janeiro”. A epidemia exige que os especialistas internacionais passem por uma quarentena de duas semanas após chegarem a Pequim e terão depois entre três e quatro semanas para realizarem trabalhos de investigação. Os cientistas devem chegar a Wuhan por volta de 20 de Janeiro, um ano após a cidade com 11 milhões de habitantes ter sido colocada sob quarentena. A data coincide também com a saída de Donald Trump da Casa Branca.

Aviso Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Transportes e Obras Públicas, de 4 de Novembro de 2020, e nos termos definidos no Regulamento Administrativo n.º 14/2016, com as alterações introduzidas pelo Regulamento Administrativo n.º 23/2017, na Lei n.º 14/2009, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 4/2017, e na Lei n.º 12/2015, se encontra aberto o concurso de avaliação de competências profissionais ou funcionais, externo, do regime de gestão uniformizada, para o preenchimento de um lugar vago de técnico superior de 2.a classe, 1.o escalão, da carreira de técnico superior, área de engenharia de telecomunicações, em regime de contrato administrativo de provimento da Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações. O aviso de abertura do referido concurso encontra-se publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.o 1, II Série, de 6 de Janeiro de 2021. O prazo para a apresentação de candidaturas é de vinte dias, a contar do primeiro dia útil imediato ao da publicação no Boletim Oficial. As informações detalhadas sobre a candidatura e os documentos necessários constam do referido aviso e das páginas electrónicas da Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações (http://www.ctt.gov.mo) e da Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (http://www.safp.gov.mo). Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações, aos 30 de Dezembro de 2020. A Directora dos Serviços, Lau Wai Meng


12

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Divina Comédia Nuno Miguel Guedes

E

agora que, de pior ou melhor forma, já contribuímos para o ritual sazonal de optimismo que é sempre a passagem do ano, podemos olhar para o momento de duas maneiras: ou foi mais ou menos semelhante aos anos anteriores (e essa é a minha escola); ou, por outro lado, podemos tentar retirar do que aconteceu nessa noite presságios e sinais sortidos. Esta última opção não é de todo o meu estilo mas para o que aqui me interessa vou fingir que sim. Acontece, amigos, que no início deste ano perdi os óculos. Antes que oiça o coro zombeteiro dos leitores cantar em uníssono “devias estar bonito, devias” cumpre-me dizer em defesa da honra que a ocorrência deu-se antes das festividades. Ou seja, passei a meia-noite míope como uma toupeira. Para os tais detectives de presságios este acontecimento estará cheio de significados esotéricos que redundam mais ou menos no postulado “o ano vai correr mal”. É provável que tenham razão como é provável que não a tenham. Mas posso utilizar a perda dos meus óculos como uma metáfora ou uma espécie de desejo inconsciente, um

6.1.2021 quarta-feira

Respiro-me no ar

Perder os óculos

acto falhado que o velho Freud não desdenharia na sua Psicopatologia da Vida Quotidiana e que que se resume ao facto de não querer ver ou querer ver mal este tempo. Como de costume os dias encarregaram-se de me dar razão. Leio as notícias evitando o tom entre o clima de medo e os faróis de esperança com que agora se fala da pandemia e vou directo às nem por isso pequenas coisas. Como esta: uma professora de liceu em Massachussetts, nos Estados Unidos, afirmou estar orgulhosa por ter retirado a Odisseia de Homero do currículo da sua escola. Repito: está orgulhosa. Transcrevo o tweet de Heather Levine, professora do equivalente ao nosso nono ano de escolaridade:«Hahaha… Very proud to

say we got the Odyssey removed from the curriculum this year!» . A indestrutível estupidez de retirar o fundador da literatura de um currículo escolar fala por si. Mas mais perigoso é o facto de que esse acontecimento não é isolado. Já são banais as proibições ou no mínimo a censura de obras que se consideram “racistas” ou “preconceituosas”. O canône literário ocidental há muito que está sob fogo cerrado, como há muito o fez notar Harold Bloom. Neste caso, trata-se de agitadores de redes sociais, critícos literários e ideólogos variados que sob a hashtag #DisruptTexts se denominam de movimento que pretende reconstruir o cânone literário utilizando uma “lente crítica anti-racista e anti-preconceito”. Como facilmente

Posso utilizar a perda dos meus óculos como uma metáfora ou uma espécie de desejo inconsciente, um acto falhado que o velho Freud não desdenharia na sua Psicopatologia da Vida Quotidiana e que que se resume ao facto de não querer ver ou querer ver mal este tempo

se percebe, quem quer reconstruir quer destruir. E isso significa censurar ou interditar obras que mais do que literárias são matrizes civilizacionais – como é o caso da Odisseia de Homero. Mal refeito de tanta imbecilidade viro a página e eis que descubro que na tradicional oração de abertura do congresso norte-americano, um congressista democrata (e que também é pastor religioso) utilizou , num esforço de linguagem “inclusiva”, as palavras “ámen” e “a-woman”. Isto seria cómico se não fosse tão perigoso. Saltemos alegremente por cima do facto de que a palavra latina não tem género e é uma expressão que significa “assim seja”, como todos os cristãos bem conhecem. O que não se deve ignorar é que se isto acontece é porque existe uma ortodoxia que mesmo movida pelas melhores causas, é como todas as ortodoxias: totalitárias e criadoras de fanáticos. Quando se mistura a ignorância com a estupidez cega, o resultado pode ser terrível para todos. Desisto de ler, até porque os meus olhos começam a ficar cansados. Mas quer-me parecer que assim prefiro nunca mais encontrar os óculos até que os dias mudem.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 13

quarta-feira 6.1.2021

que ao longe vem

Diário de um editor João Paulo Cotrim www.torpor.abysmo.pt

Fata_listas

SANTA BÁRBARA, LISBOA, SEXTA, 1 JANEIRO Não faço lista de desejos. Tenho estranha relação com o dito, tal qual a metáfora. Se esta me leva a lugares, estabelecendo ligações, abrindo perspectivas, desdobrando possibilidades, mas no fingimento da transparência, de aproximação a um qualquer centro, uma verdade, nesse mesmo movimento me distrai. Há metafísica suficiente em não pensar em nada. No desejo não encontro degrau para chegar ao real, para transfigurar o volátil em palpável. Se mastigado com tempo e sentidos, o desejo desdobra-se fim em si mesmo e exige múltiplos cuidados e leituras. Portanto, faço listas dos afazeres que teimo em descumprir, mas não dos movediços desejos. Estou certo que na contagem dos dias que agora recomeça entrarei nas areias movediças da criação partilhada com o André da Loba. A imagem que aqui se tatua pertence a um projecto de revisitação da tira desenhada, buscando nexos entre o desenho livre e o aforismo selvagem, uma gramática das formas em movimento, posta a palavra na cadeira do espectador a dizer por dizer. SANTA BÁRBARA, LISBOA, SÁBADO, 2 JANEIRO As fatais listas dos melhores do ano, aqui e ali, incluem o «Aaron Klein» e «Os grandes animais». Também está frio e até choveu. Não sei se há neve nas terras altas. Amigo [querido] tem a mania de ilustrar as conversas com livros, pelo que durante o fechamento me atirou habitante das listagens, «Chuva Miúda», de Luis Landero (ed. Porto Editora). Não será mau romance, com excelentes observações, frases de bom tom, fino recorte dos protagonistas e uma competente gestão dos tempos da narrativa. É uma história, que se pretende dura, ou melhor, céptica na visão da família que não saberemos nunca como ser nem deixar de ser. Uma história que talvez seja de consolação, como as que o narrador pensa durante os pensamentos da Aurora, personagem que começa por parecer viver apenas nas palavras dos outros: «que haverá na narração que tanto nos consola das culpas e dos erros e das muitas penas que os anos vão deixando à sua passagem?» Cansou-me sobremaneira a omnipresença do narrador, inescapável, por certo, mas que não precisava tornar-se ferramenta voraz, eléctrica chave que abre tudo para pôr explicações e conclusões nas fendas. O mesmo querido [amigo] pôs-me nas «Viagens», de Olga Tokarczuk (ed. Cavalo de Ferro), que me tinha escapado por entre confusões, mediatismos e certa alergia ao corrente. Também por aqui se dá basto consolo e histórias de ver ao espelho, com princípio meio e fim, não sei

se por esta ordem. Para bem dos nossos pecados, acende pensamentos que brilham por muito, faz canções, dá início a outros tantos romances, recorta notícias da banalidade, faz dos pontos de interrogação mapa onde coloca corpos e tempo, não se cansa de fazer e refazer bibliotecas. Está também em várias fatalistas, de prémios até. Não me quero armar em canonista, que não tenho carta de pesados, mas interessa-me mais o que entrega labirinto na vez de porta. Por bem desenhada que esteja na parede. SANTA BÁRBARA, LISBOA, DOMINGO, 3 JANEIRO A vizinha gruta de Ali Babá recebeu umas velhas novidades e lá colhi, puxado pela capa com título desenhado tão viva e modernamente que parecia impresso ontem: «50 anos de poesia portuguesa: do simbolismo ao surrealismo», de um algo destratado João Gaspar Simões, e inserido na colecção/editora movimento que me desperta curiosidade a cumprir. Sem surpresa, encontro por aqui ideias, prenhes de dados e conhecimento, com que dialogar. No essencial, Gaspar Si-

mões defende que o simbolismo teria marcado de modo indelével a produção poética nacional, atacando-o, mastigando-o, celebrando-o, reinventando-o, no balanço do a favor e do contra. Os poetas do surrealismo «iam direitos ao absoluto, resolviam de uma só vez o enigma da alquimia medieval. O poeta é por assim dizer o demiurgo que refaz dentro de si mesmo os segredos essenciais do universo.» Nesse pólo oposto do simbolismo, depois de sustentada digressão, por nomes, movimentos, publicações, temas (onde o amor figura com destaque), acaba o ensaísta por detectar convergência paradoxal. «Esteticamente, afinal, o século XX viveu, e continua a viver, pelo menos no domínio da poesia, das grandes descobertas dos poetas que no final do século XIX conferiram à criação poética prerrogativas de conhecimento absoluto.» Sobra ainda da leitura uma lista de poetas que passaram entre os pingos da chuva radioactiva dos cânones, seja qualquer for a origem do dito, academia ou mediania. Será talvez triste para quem o não entenda, mas este jogo de escondidas

torna-se, com o tempo, motivo de alegria para quem queira atrever-se. (Entrando nos alfarrabistas.) Eis um caso, distinto, por só agora deixar a obscuridade das gavetas. José Rui Teixeira, que já havia trabalhado como poucos a figura do morador da Horta Seca, Guilherme de Faria, tratou agora cuidado extremo o seu companheiro, António Hartwich Nunes, personagem a justificar curiosidades, não apenas pela ilustre filiação. «O Livro de Ónio» (ed. Cosmorama) reúne a poesia de alguém que a praticou toda a vida, como o desenho e a pintura, sem assumir as inerências da condição: «fui poeta sem querer e, sem querer, continuo e continuarei a sê-lo». Um mote essencial, não apenas na sua relação com o suicidado Guilherme, está no mote-enigma: «Sonhei um sonho tão velo,/ E foi pior para mim.../ Agora para esquecê-lo,/ Gasto a vida até ao fim.» Amor, Deus e uma solidão, que talvez só o humor alivie, traçam aqui singela paisagem de almas. «Só comigo fui;/ só eu sei quem sou./ Mas eu senti tudo,/ tudo me falou.// Tudo passa e move;/ tudo é já no fim./ Mas a morte é vida/ a chamar por mim.» Não será a modéstia encantatória do Levi [Condinho] a afastá-lo das atenções merecidas. Valorizamos demais a presença no palco. E para vestir o fato do poeta há que caber nas várias peças do bem parecer, gravata de maldito incluída. Levi está bem na penumbra, praticando os malabarismos de uma arte poética que independe das leituras: «Perscrutar os veios da matéria/ seus nexos sons perfumes/ íntimas substâncias copuladas pela língua/ inventar o Verbo que invente a negação/ da profaneidade da palavra/ que autómatos nos move sobre escarpas.» A Húmus fez «Colheita serôdia» de inéditos e dispersos. (Poucos poetas se ficam hoje por uma casa, quase sempre para responder ao apelo magnético da amizade, nem tanto por razões programáticas. Não vem daí mal ao mundo. Na área da música, mais do que bandas de formação fixa, vemos projectos com irrequietos e permutáveis interpretes.) Até ao começo do século, injustamente acusado de novo, o poeta continuou a cultivar como jardim este ao redor dos acordes, dos nadas, do pequeno e médio Deus, de leituras, das memórias, talvez da morte. E pássaros, corvos e melros. E árvores, sobreiros e choupos. «Ciclo fechado em perpétuo devir/ vertigem medida em tempos certeiros geometria perfumada».


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O secretário-geral da ONU, António Guterres, aconselhou o envio de monitores internacionais para a cidade de Sirte, porta de entrada para os principais campos petrolíferos da Líbia, para observar o

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acordo de cessar-fogo. Num relatório provisório ao Conselho de Segurança sobre os acordos propostos para a monitorização do cessar-fogo, divulgado na segunda-feira, o chefe das Nações Unidas disse que

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uma equipa avançada devia ser enviada para Tripoli, capital da Líbia, como primeiro passo para "fornecer as bases para um mecanismo gradual de monitorização do cessar-fogo [da ONU], baseado em Sirte".

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Cineteatro 2

C I N E M A

SALA 1

0 2 4 8 7 7 8 5 4 6 6 1 3 9 0 THE MOVIE DEMON SLAYER: 9NO YAIBA 7 2 0 3 KIMETSU MUGEN TRAIN [C] 9 EM1 FALADO EM3 JAPONÊS6 LEGENDADO CHINÊS 2 Um filme de: Sotozaki Haruo 14.30, 16.45, 417.15,021.30 1 7 5 2 5 8 3 9 5 3 6 2 4 8 9 7 5 1 1 4 0 6 8 THE RENTAL [C]

Um filme de: Dave Franco Com: Dan Stevens, Alison Brie, Shiela Vand 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 2

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1 5 3 6 9 3 9 0 1 2 2 4 8 5 7 QUAN DAO [C] FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS 5 6 1 8 4 E INGLÊS Um filme de: William So 8Chan7kwok kwan,5Ngo Ka4Nin, 0 Com: Awayne Liu 19.30 6 8 2 9 3 4 0 6 7 1 9 1 7 0 8 0 2 4 3 6 7 3 9 2 5

7 FILME HOJE UM

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Um filme de: Josh Boone Com: Maisie Williams, Anya Taylor-Joy Charlie Heaton, Alice Braga 14.30, 16.30, 21.30

6 5 9 8 3 7 2 1 que 2 fez 5 sucesso 9 6 em 4 O0 filme Veneza é um bom retrato 7 8 3 4 1 0 5da dura e injusta realidade que 4 0famílias 7 3 portuguesas 8 1 9 muitas vivem 5 9com1o sistema 7 0 de2segu6 rança social no Reino Unido. 2 4 8 1 6 3 7 À mínima suspeita, muitas 9 3infundada, 6 2 4de5maus 0 vezes tratos, 3 6os filhos 5 9 são7 retirados 4 8 sem que os pais tenham a 8 7 0 6 2 explicar 9 1 possibilidade de se ou1apresentar 2 4 os 0 factos 5 8como 3 eles são. Um bom trabalho de Ana Rocha de Sousa, que 9 de apostar na realização antes foi actriz. Andreia Sofia Silva

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opinião 15

quarta-feira 6.1.2021

sexanálise

TÂNIA DOS SANTOS

Celebrar o extraordinário

O

ano velho foi atípico. Forçou mudanças, restringiu a liberdade, o toque e o contacto foram desaconselhados e até proibidos. Recordar os primeiros momentos do surto é recordar a incerteza de tudo o que estava a acontecer – e agora chegámos aqui. Aqui estamos no ano novo (do calendário gregoriano) e muitos foram os votos pela normalidade que conhecíamos. A esperança de um regresso às viagens, prazeres e liberdades têm invadido os discursos. Não admira. A pandemia trouxe tempos difíceis onde os problemas do mundo só se exaltaram. Muita gente não tinha uma casa onde se abrigar, apesar do confinamento obrigatório. As desigualdades sociais tornaram-se mais óbvias. A “casa” tornou-se o refúgio de muitos e o pesadelo de outros, que não se sentiam seguros e protegidos. O confinamento foi romantizado pelos que podiam, os outros tiveram que se aguentar. As âncoras deixaram de estar visíveis. A bem ou a mal foi o tempo de parar. Na viragem do ano também vieram as resoluções de sempre. Algumas delas focadas na transformação do corpo e na futilidade da imagem (que as redes sociais pioram sempre). Vários estudos mostram que só 10 por cento das pessoas conseguem cumprir as suas resoluções de ano novo. E isso é simples de explicar – para a mudança acontecer é preciso preparação, e essa é escassa. Tanto a nível individual como colectivo. A pandemia que o diga: no momento em que a prioridade foi a saúde e a vida humana, tudo se baralhou. Parecíamos umas baratas tontas. Novas prioridades exigiram novas normas: a custo de quê? Agora volta-se ao normal não-normal, que só afunda o que nos separa. Artificia-se um colectivismo nacional/regional para garantir economias e formas de vida. Prevalecem soluções e perspectivas tecnocráticas do funcionamento social onde só há espaço para o que interessa (a alguns). Em tempos de crise discrimina-se o essencial de um suposto acessório. Os gestores são mais importantes que os artistas, dizem eles. A obrigação é necessária e o prazer é um luxo, dizem eles. Sonha-se com a normalidade antiga sem grande consciência que era ela o problema também. Um 2020

marcado pela pandemia só foi disruptivo porque não o vimos como sintomático do estilo de vida contemporâneo. As coisas estavam más, mas eram finamente toleradas. A normalidade contribuiu para a desflorestação, a crescente invasão de ecossistemas e para a transmissão zoonótica do vírus – de onde outros vírus virão. Foi dos

O vislumbre de um mundo radicalmente diferente poderia prometer um ano 2021 radicalmente diferente. O ordinário só é familiar, não é imutável. O extraordinário é o trunfo dos tempos e pode ser que 2021 assim o seja

vícios e artifícios do antigamente que se agravaram as dificuldades sociais violentamente sentidas, e que vão continuar. Pelo menos parou-se. Podia ter sido uma oportunidade para re-imaginar um mundo diferente, um espaço para o recomeço. Foi extraordinário assistir ao sentido de comunidade que se desenvolveu a vários níveis - ainda que não tenha durado muito. Ajudavam-se os vizinhos e o “essencial” parecia ser importante. A humanidade estava latente no trato, ainda que cumprindo distanciamento social e protegido de máscaras. Provou-se a resiliência e a criatividade com serenatas e concertos à janela, entre muitas outras coisas. O vislumbre de um mundo radicalmente diferente poderia prometer um ano 2021 radicalmente diferente. O ordinário só é familiar, não é imutável. O extraordinário é o trunfo dos tempos e pode ser que 2021 assim o seja.


“Na prosa o ritmo existe; na poesia o ritmo é.” Ricardo Reis

Tóquio Atum vendido por 165 mil euros

Um atum vermelho atingiu ontem o valor de 20,8 milhões de ienes (cerca de 165 mil euros) no primeiro leilão deste ano, no mercado de Toyosu de Tóquio, onde a pandemia de covid-19 marcou a sessão inaugural do ano. O valor do exemplar de 208 quilogramas, capturado por um pesqueiro do nordeste do Japão, ficou muito abaixo do montante alcançado em 2019, quando um atum foi comprado por 193,2 milhões de ienes (1,5 milhões de euros). A diferença dos valores reflecte a difícil situação económica que atravessa o sector nipónico da restauração, devido à pandemia de covid-19. Em 2019, um exemplar de 278 quilogramas atingiu o preço mais alto, até à data, ao ser comprado por 333,6 milhões de ienes (2,6 milhões de euros).

Covid-19 Teste positivo para campeão japonês de Sumo

O lutador de sumo mais premiado da história deste desporto no Japão está infectado com o novo coronavírus, anunciaram ontem os responsáveis pela competição tradicional japonesa. Hakuho, de 35 anos e natural da Mongólia, fez um teste depois de apresentar sintomas ligeiros e quando se preparava para o Grande Torneio de Ano Novo, cujo início está previsto para domingo, no país, indicou a Associação de Sumo do Japão. A organização indicou que vai realizar mais testes aos lutadores que partilham instalações de treino com Hakuho, e tomar medidas caso sejam detectados mais contágios. A notícia causou algum alarme no Japão por se tratar da maior estrela do sumo no activo e depois de, em Maio, ter morrido um lutador de 28 anos da quarta divisão da competição japonesa devido à covid-19.

quarta-feira 6.1.2021

PALAVRA DO DIA

China Ex-director de grupo financeiro condenado à morte por corrupção e bigamia

U

Segundo as autoridades iranianas, o navio transportava 7.200 toneladas de produtos químicos

Agitação no Estreito Seul vai enviar delegação ao Irão para negociar libertação de petroleiro

A

Coreia do Sul vai enviar “logo que possível” uma delegação governamental ao Irão para negociar a libertação de um petroleiro e dos seus 20 tripulantes, anunciou ontem o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano. O Hankuk Chemi foi apreendido nas águas do Golfo Pérsico pelos Guardas da Revolução iranianos, o exército ideológico do regime, por alegadamente violar “as leis sobre o ambiente marinho”. Segundo as autoridades iranianas, o navio transportava 7.200 toneladas de produtos químicos. Os tripulantes têm nacionalidade sul-coreana, indonésia, vietnamita e birmanesa, segundo os Guardas da Revolução. “Será enviada ao Irão logo que possível uma delegação para tentar resolver o problema com negociações bilaterais”, decla-

rou o porta-voz do ministério, Choi Young-sam.

OUTROS NEGÓCIOS

Por outro lado, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Choi Jong-kun, desloca-se na próxima semana a Teerão no âmbito de uma visita de três dia há muito prevista, adiantou o porta-voz. O Irão procura desbloquear vários milhares de milhões de dólares de fundos congelados por Seul devido às sanções norte-americanas à República Islâmica. A chefe da diplomacia sul-coreana, Kang Kyung-wha, não comentou as conjeturas de que o Irão apreendeu o petroleiro para pressionar Seul a desbloquear aqueles fundos. “Primeiro devemos verificar os factos e garantir a segurança da nossa tripulação”, disse Kang aos jornalistas, adiantando que estão a ser feitos “esforços di-

plomáticos para uma libertação rápida”. Mas, ao ser questionado sobre a apreensão do petroleiro com bandeira sul-coreana, um porta-voz do governo iraniano foi ontem bastante directo. “Se alguém deve ser designado de sequestrador é o governo sul-coreano que tem reféns mais de sete mil milhões de dólares nossos sob um pretexto fútil”, disse Ali Rabiei. O Ministério da Defesa sul-coreano, por seu turno, indicou que o contratorpedeiro Choi Young, com uma unidade de luta contra a pirataria a bordo, chegou a águas próximas do Estreito de Ormuz e “efectua uma missão para garantir a segurança dos cidadãos” sul-coreanos. A apreensão do petroleiro no Estreito de Ormuz foi anunciada na segunda-feira na televisão estatal iraniana.

M antigo presidente do conglomerado financeiro chinês Huarong foi ontem condenado à pena de morte por “corrupção e bigamia”, informou ontem um tribunal chinês. Lai Xiaomin foi considerado culpado de obter o equivalente a 215 milhões de euros, em subornos. As quantias eram “extremamente grandes e as circunstâncias particularmente graves, e com intenções extremamente maliciosas”, apontou um tribunal de Tianjin, no norte do país. O réu também foi condenado por bigamia, por ter “vivido muito tempo com outras mulheres”, fora do casamento, e das quais teve filhos ilegítimos. Em Janeiro de 2020, Lai fez uma confissão, que foi transmitida pela cadeia televisiva estatal CCTV. As imagens de um apartamento em Pequim, que se acredita pertencer a Lai, com cofres e armários cheios de maços de dinheiro, foram também amplamente divulgadas pela imprensa. Lai Xiaomin garantiu que não “gastou um único cêntimo”. “Não me atrevi a gastar o dinheiro”, disse. As fotos também mostraram carros de luxo e barras de ouro que Lai supostamente aceitou como suborno. Após ascender ao poder em 2013, o Presidente chinês, Xi Jinping, lançou a mais ampla campanha anticorrupção de que há memória na China. Desde então, mais de um milhão e meio de quadros do Partido Comunista foram punidos.

PANDEMIA JAPÃO DECIDE AMANHÃ SOBRE DECLARAÇÃO DE NOVO ESTADO DE EMERGÊNCIA

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Governo do Japão anunciou ontem que vai decidir na quinta-feira a declaração de um novo estado de emergência sanitária, devido ao aumento das infecções de covid-19, sobretudo na capital. O anún-

cio foi feito pelo primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, durante uma reunião do comité executivo do partido no poder, depois de na véspera o governante ter anunciado planos para declarar nova emergência sanitária, para

combater a terceira vaga de infecções no país. "A nossa prioridade é dar uma resposta forte ao coronavírus", disse Suga, durante a reunião, de acordo com a agência de notícias japonesa Kyodo. O primeiro-ministro

japonês acrescentou que vai tomar a decisão sobre o estado de emergência na quinta-feira, após ouvir o parecer do painel consultivo de peritos de saúde do Governo, que estabelecerá "a direcção" das novas medidas extraordinárias.

O estado de emergência seria inicialmente declarado em Tóquio, que ontem atingiu o segundo maior número diário de casos, após um recorde na semana passada, seguindo-se as prefeituras vizinhas de Chiba, Saitama e Kanagawa,

podendo durar um mês. Desde Novembro, as autoridades sanitárias estão a registar um aumento dos contágios, que ultrapassaram pela primeira vez na quinta-feira a barreira dos quatro mil novos casos em 24 horas.


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Hoje Macau 6 JAN 2021 #4683 by Jornal Hoje Macau - Issuu