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Hoje Macau 6 JAN 2014 #3004

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MOP$10

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

S E G U N DA - F E I R A 6 D E J A N E I R O D E 2 0 1 4 • A N O X I I I • N º 3 0 0 4

hojemacau

Imortal • ESTUDO REVELA

ENTREVISTA PÁGINAS 2 E 3

JOGO PÁGINA 7

A política “não está a ir ao encontro das necessidades da população” da RAEM PUB

TURNOS CULPADOS POR PROBLEMAS EMOCIONAIS DOS FUNCIONÁRIOS

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

• FRANCISCO MANHÃO

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CENTRAIS

• CONTRATO TÁXIS AMARELOS

Condições exigidas não satisfazem mas renovação esperada PÁGINA 6


ENTREVISTA

O presidente da APOMAC assumese desiludido com a política e diz que não quer regressar às lides eleitorais. Prevê a saída do deputado Cheung Lup Kwan e a candidatura de Chui Sai On, bem como mudanças nas tutelas dos Transportes e Obras Públicas, bem como na Segurança

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FRANCISCO MANHÃO FALA SOBRE ÚLTIMAS ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

“A maioria das pessoas não quer TIAGO ALCÂNTARA

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ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Quis candidatar-se às eleições, mas não conseguiu. O que correu mal? Foi mais derivado às associações que não aceitaram uma mudança para melhor. Mas o que é mais triste é que as pessoas, após as eleições, e quando se envolvem em campeonatos locais, começam a lamentar, a dizer que esta e aquela modalidade desportiva não estão bem. Mas no fundo ninguém quer mudar. A minha única intenção era contribuir para uma melhoria do sector desportivo. Não se concretizou mas não perdi nada, porque acabo por me debruçar em outras actividades que já tenho. Se não há vontade da parte das associações, lamento por eles, não por mim. Da sua parte sente que fez uma tentativa. Exactamente. Para a mudança e de certeza para melhorar. Porque nunca vi nenhuma intervenção na área do desporto por pessoas que foram eleitas por essa área. Está a falar dos deputados Chan Chak Mo e Victor Cheung. Exactamente. Estão na Assembleia Legislativa (AL) em representação dos seus interesses e acabam por defendê-los, em vez de lutarem pelos interesses de quem os elegeu? Concordo perfeitamente. É mais uma prova do desinteresse que eles têm para o desenvolvimento do desporto local. Porque é que as associações continuam a elegê-los? Eles lá sabem porquê. Não vale a pena pronunciar-me sobre isto.

Por ter sido um novo nome nas eleições foi mais difícil lutar contra estes deputados? Não...mas também pode ser, por um lado, porque essas associações e grupos desportivos já devem ter compromissos. É difícil quebrá-los.

o último mandato dele, até porque já tem uma idade avançada e não deve querer perder tempo para estar lá sentado. De certeza que daqui a quatro anos não se vai candidatar. Está saturado.

São de que tipo? Compromissos pessoais, que já vêem de há oito anos atrás. Já têm uma aproximação bastante íntima. Não vejo nenhum outro motivo se não esse.

Francisco Manhão poderia ser um bom nome para o substituir? Não. Estou um bocado desapontado. Este foi um teste que quis fazer e cheguei à conclusão que a maioria das pessoas não quer uma mudança para melhor. Querem estar como estão.

O sector do desporto vai continuar a ser representado por estes nomes nas próximas eleições? Não acredito que Cheung Lup Kwan vá continuar. Este deve ser

O eleitorado, no geral, quer manter-se assim? Sim. Poucas pessoas querem uma mudança para melhor. No fundo é um bocado triste.

A camada jovem deve envolver-se mais na política. São o futuro do território e devem ganhar experiência nos assuntos que lhes dizem mais respeito Os problemas existem, as pessoas queixam-se, mas depois não há uma mudança? Não se consegue fazer com que haja. Já estou a caminho dos 65

anos e empenhar-me mesmo já é muito cansativo para mim. Mas a camada jovem deve envolver-se mais na política. São o futuro do território e devem ganhar experiência nos assuntos que lhes dizem mais respeito. Nestas eleições surgiram novos deputados, e a maioria é jovem, como é o caso de Ma Chi Seng ou Song Pek Kei. Como olha para o seu desempenho? A deputada que representa os operários (Ella Lei, eleita pela via indirecta, ligada à FAOM) tive contacto com ela há algum tempo e é uma pessoa bastante interessada em lutar pelos interesses da classe trabalhadora. Procurou estar sempre muito próxima de Kwan Tsui


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uma mudança para melhor” Hang, que é uma deputada muito experiente. Está a desempenhar um papel bastante positivo e penso que vai ter um bom futuro, porque já vem preparada de há alguns anos. O mais importante é o interesse que tem no trabalho. De resto, a deputada Song Pek Kei... Não conheço. Recentemente fez algumas declarações sobre não-residentes, o que tem a dizer sobre essa questão? Não sei o que ela falou. Fez um discurso em relação à importação de estrangeiros, sobre a pequena dimensão do mercado, e ainda que estes podem trazer a consequência do aumento das rendas. Autorizar ou importar trabalhadores é uma política de longa data. Mas temos de encarar a realidade: temos falta de recursos humanos com qualidade. A minha maior preocupação em relação ao trabalho local está virada para as camadas mais jovens. Em que sentido? Têm dificuldades em encontrar um emprego que lhe dê garantias. Hoje em dia praticamente não há muitas escolhas se não nos casinos. Mas os casinos não têm trabalhos que dêem garantias de evolução profissional a esses jovens. Mesmo os que têm licenciatura, nem isso os pode ajudar. Em diversos casinos os altos funcionários são todos de fora. Tem-se falado de como levar mais residentes a esses cargos, e já se falou de mudanças na lei dos croupiers. Uns defendem que a profissão deve ser só para locais, outros querem flexibilizar. Há sempre pessoas que estão contra o facto dos croupiers poderem vir de fora. Mas o que conta é a própria estrutura do casino. Ali é que se vê se há ou não possibilidade de um lugar atingir um cargo de chefia. Se o croupier é residente ou não residente...a associação é contra, claro, porque tem de defender o interesse dos trabalhadores. Mas já estão em obras os novos casinos no Cotai, e pergunto: Macau terá croupiers suficientes para alimentar aquilo tudo? Não podemos ver só o presente. É uma questão de tempo para aquilo estar a funcionar. O Governo deveria ter políticas de contratação para existirem respostas mais rápidas?

Nunca vi nenhuma intervenção na área do desporto por pessoas que foram eleitas por essa área Exacto. As próprias associações deveriam colaborar com essas empresas. Até podia ser conversado de antemão, para se saber qual a necessidade de croupiers, para se poder ir preparando o pessoal local. Este aspecto até pode ajudar a camada jovem. Porque, como disse, praticamente não há alternativas. Nem mesmo a área do Direito ou da tradução? A tradução nem todos gostam, porque é uma profissão difícil. E as pessoas de Macau, tudo o que é trabalho árduo, não gostam. Porque diz isso? Tem a ver com a experiência que tive ao longo dos anos na Função Pública. Tudo o que é difícil, as pessoas fogem. Querem tudo fácil e ganhar bem. Porque é que isso acontece? Há pouca competitividade? No meu tempo, entrar na Função Pública garantia o futuro. Então, a pessoa ia fazendo aquilo que lhe mandavam. Se fosse um bocadinho mais, já se queixava. Não digo que sejam todos, mas a maior parte das pessoas são assim, isso posso dizer. Chefiei e já vi pessoas que de facto... Mas nas empresas privadas há outras exigências. Não sei se essas camadas jovens estão mentalizadas e preparadas para isso.

AS FALHAS NA FUNÇÃO PÚBLICA Como vê hoje o panorama da Função Pública? Vamos ter pessoal cada vez mais qualificado? Pelo menos 60% dos funcionários públicos têm um curso superior. Isso é uma melhoria? Em termos de habilitações sim, mas em termos profissionais é pior. Porque nem todos têm coragem de assumir as responsabilidades, e digo isto com a máxima sinceridade. Para não perderem o emprego, ou se encolhem ou lavam as suas mãos. Então não vemos melhorias na Função Pública, em termos práticos. Falham as práticas de gestão? Ou é uma questão de mentalidades?

Se a localização dos quadros tivesse começado mais cedo, talvez não se sentiria tanto esta dificuldade. As pessoas poderiam estar melhor preparadas. Praticamente foi feita em cima do joelho, e não foi suficiente para preparar um funcionário público na entrada da RAEM. Em termos de funcionários bilingues pode haver uma diminuição? A longo prazo sim. Mas muitos deles têm conhecimentos da língua portuguesa, mas no dia a dia praticamente não usam. É sinal de que falta uma política efectiva para a língua portuguesa? Sim. Muitas das vezes, quando surge alguém a falar português no atendimento, chamam um colega para falar. Os serviços deveriam ter funcionários preparados para o atendimento ao público. As duas línguas são oficiais.

LEI DAS RENDAS E O VOTO DE MELINDA CHAN A semana passada voltou a ser chumbado um projecto de lei de Pereira Coutinho que iria travar o aumento das rendas. A maioria dos deputados defende um controlo das rendas, mas depois vota contra. Não conheço bem aquela casa, mas concordo que as rendas sejam controladas e os imóveis, ao nível da sua venda. Se o projecto foi chumbado, penso que os proponentes não souberam trabalhar para que fosse aprovado. Tem de se trabalhar para haver um consenso. Mas aquele hemiciclo tem mais deputados que são empresários, portanto quando algo lhes tira algum proveito, não aprovam. O voto de Melinda Chan foi contra. A sua associação lançou recentemente um inquérito que chama a atenção para as rendas altas e as necessidades da classe média. Não acha que é um contra-senso? Como disse, aquilo tem de ser trabalhado junto das pessoas. De certeza que Melinda tem essa preocupação. Agora se o projecto

em si é bom ou não, em termos jurídicos, resta saber. Se o voto dela foi contra foi por causa disto, porque ela tem estado a defender a questão dos imóveis. Continua-se a argumentar que o mercado é livre e não pode haver intervenção. Mas tem de haver? Sem dúvida. O mercado é livre, mas eu pergunto: porque é que em Singapura todos têm uma casa? Não é muito maior e tem casas para toda a gente. Há muitas formas de combater (a especulação), depende é se há ou não interesse. Aquelas casas económicas, se tivessem condições para serem habitadas, o Governo até poderia criar condições para serem compradas. Mas foram feitas daquela maneira. Não têm condições para habitar. A política não está a ser feita da melhor maneira? Não está a ir ao encontro das necessidades da população. A primeira condição para se admitir a uma casa económica, deveria ser-se natural de Macau e residente permanente. Porque se formos logo para os residentes permanentes, os naturais de Macau ficam a perder, porque vieram muitos emigrantes da China que já são portadores do BIR, e têm rendimentos inferiores aos de um local. É uma política de projectos feitos à pressa, para calar o povo? Sim. “Já mandei construir isto, está feito”. Mas não vêem se tem condições.

SECRETÁRIOS DA SEGURANÇA E TRANSPORTES DE FORA Chui Sai On prefere não avançar para já se se vai candidatar este ano. Considera que deveria fazê-lo? Acho que se vai candidatar. É bom porque, pelo menos, ganhou quatro anos de experiência. Espero que nos quatro anos que se seguem seja melhor para Macau e as suas gentes. De certeza que pode fazer melhor. Não vejo, neste momento, qualquer outro candidato. Nem mesmo Ho Chio Meng? Não digo que não seria um bom candidato. Mas penso que não se

Já estão em obras os novos casinos no Cotai, e pergunto: Macau terá croupiers suficientes para alimentar aquilo tudo? Não podemos ver só o presente

deve candidatar. Talvez numa outra oportunidade. Muitas vozes têm exigido mais do Governo. E o próprio CCAC tem emitido diversos relatórios sobre ilegalidades. O Executivo deve ser mais operante? Sim. Por isso digo que quatro anos vão servir para os próximos quatro. As manifestações são importantes, porque mostram que há democracia e liberdade. O CCAC tem desempenhado um bom papel e está muito activo, e ainda bem. E quanto ao trabalho dos secretários? De um modo geral os secretários não têm estado muito bem. Na verdade, nós podemos não aceitar o desempenho desses secretários, mas não somos nós que decidimos se eles devem, ou não, continuar nos seus cargos. Quem tem a última palavra é o Governo Central, por proposta do Chefe do Executivo. Contudo, penso que no segundo mandato de Chui Sai On de certeza que vão haver mudanças. Em que áreas? Na Segurança e nas Obras Pública. Estes dois de certeza que vão. Há também muitas vozes contra a área da Administração e Justiça. Mas não me atrevo a pronunciar, porque esta área não é assim tão simples. Mas ela (Florinda Chan) poderia fazer melhor. Em que sentido? Na parte da legislação. Poderia ter acrescentado mais leis com melhores condições para os funcionários públicos e cidadãos. Poderia apressar mais os processos. Um caso tão simples como o nosso, do subsídio de residência, que vai a caminho de três anos. Continua parado. Está na justiça. É triste, porque com esta demora entretanto morreram duas pessoas, que perderam esse direito. Está em análise a actualização das remunerações do Chefe do Executivo e secretários. Mas muitos dizem que não é justo, dados os problemas existentes. Não vamos pensar só que vai ser o Chefe do Executivo mais bem pago em termos mundiais. Porque há pessoas em empresas privadas que ganham muito mais. Os salários não foram actualizados em 14 anos, e acho justo que o sejam. Mas se me diz que 10% é justo, é relativo. Pessoalmente, faria uma comparação com os funcionários públicos, que tiveram uma actualização de 6%. Para dar o exemplo, não deveriam ter 10%, mas 5%. Não basta dizerem que não são actualizados há 14 anos, mas também há que referir que devem ser actualizados segundo a inflação actual.


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POLÍTICA

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AL PRIMEIRO PLENÁRIO DEDICADO A RESPONDER ÀS PERGUNTAS DOS DEPUTADOS COMEÇA HOJE

Explicações precisam-se

A mão-de-obra nos casinos, o conflito entre a TV Cabo e os anteneiros e o funcionamento da Administração são temas comuns nas interpelações que vão ser apresentadas em plenário hoje à tarde JOANA FREITAS

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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S deputados reúnem-se hoje na Assembleia Legislativa (AL), num dia dedicado a ouvir as principais preocupações dos membros do hemiciclo. Ng Kuok Cheong e Kwan Tsui Hang foram dois dos deputados que preferiram focar-se no sistema de recursos humanos das operadoras. Para Ng Kuok Cheong, a futura existência de mais casinos no Cotai poderá trazer conflitos no sector laboral porque, diz, as operadoras vão contratar mais pessoas do exterior. “A importação de trabalhadores não-residentes causa e agrava conflitos dentro do sector. O Governo deve fiscalizar e orientar a finalidade dos investimentos do sector do jogo.” Da mesma opinião partilha Kwan Tsui Hang, que pede mesmo ao Executivo uma política que proíba a importação de trabalhadores não-residentes para os casinos. Isto, porque, afirma, a presença destes retira hipóteses de carreira aos locais. “Muitos trabalhadores esperam ser promovidos, mas como os cargos de chefia são ocupados a longo prazo por trabalhadores não-residentes, são gravemente impedidos.” A deputada insta o Governo a apostar mais na formação de recursos humanos locais que possam ocupar estes cargos. Além de pedir a mesma política, Ng Kuok Cheong realça ainda o que considera

ser “um problema de acolhimento” que Macau enfrenta devido à quantidade de turistas e pede que o Executivo intervenha no funcionamento das operadoras, não deixando que estas alarguem ainda mais a ala do jogo. “O Governo deve controlar as empresas concessionárias (...) para mobilizarem parte dos interesses adquiridos para investirem na substituição dos velhos por novos projectos”, diz, justificando que não se deve alargar o sector do jogo, mas sim apostar na competitividade da diversificação.

TELEVISÃO INCOMODATIVA

O conflito que opõe TV Cabo e anteneiros também não deixa a AL. Au Kam San, Song Pek Kei e Mak Soi Kun vão debruçar-se sobre o assunto, com o primeiro a questionar o Executivo sobre os trabalhos preparatórios que estão a ser feitos para a liberalização do mercado televisivo. Se o Executivo vai retomar os equipamentos da TV Cabo, se vão haver mais concorrentes e se os anteneiros poderão vir a ser licenciados são algumas das questões colocados pelo democrata, que tece duras críticas à forma como o Governo lida com a situação. “Pagar a indemnização e resistir às críticas não é tão simples quanto parece, pois os prejuízos vão mais longe e esta solução vai trazer impactos longos e profundos.” Já Mak Soi Kun critica o facto de não ter sido di-

vulgado nenhum plano para que os residentes tenham acesso a todos os canais que perderam com o acordo entre a empresa de Cabo e os anteneiros, ao lado de Song Pek Kei, que pede também informações sobre a situação. A deputada companheira de Chan Meng Kam deixa ainda outra questão no ar: a transferência de Tou Veng Keong da Direcção dos Serviços de Regulação das Telecomunicações (DSRT) para assessor das Obras Públicas teve ou não a ver com os problemas do mercado de televisão?

EXPLICAÇÕES

A mudança de departamento de Tou Veng Keong é precisamente motivo de interpelação para Leong Veng Chai e José Pereira Coutinho, ambos da Associação dos Trabalhadores da Função Pública. Os deputados, que apresentaram a interpelação juntos, querem saber que razões fundamentaram a transferência do responsável e “se o Governo vai indemnizar os meses de contrato de comissão em falta por ter sido nomeado assessor”. Os

deputados dizem não acreditar que Tou Veng Keong seja o único responsável por algo que possa ter corrido mal na DSRT. Leong Veng Chai e Pereira Coutinho criticam ainda a falta de explicação pública da mobilidade de pessoal entre cargos de director e assessoria, o que, dizem, aconteceu por várias vezes. Os dois apresentam ainda uma outra interpelação,

Muitos trabalhadores esperam ser promovidos, mas como os cargos de chefia são ocupados a longo prazo por trabalhadores não-residentes, são gravemente impedidos KWAN TSUI HANG Deputada, sobre as operadoras de jogo

onde se focam na restituição do sistema de pagamento de pensões aos trabalhadores das forças de segurança e a necessidade de habitações para eles, a par de um pedido de revisão do Estatuto destes trabalhadores.

SAGA REOLIAN E PROBLEMAS SOCIAIS

Além da televisão, há ainda outro assunto alvo de interpelações constantes no plenário: a Reolian. O tema não vai ser deixado de fora, hoje à tarde. Tsui Wai Kwan e Gabriel Tong, que apresentaram interpelação juntos, criticam o facto de vir a ser utilizado erário público para resolver a confusão da Reolian e questionam se o Governo pretende reaver o dinheiro da falência. “Estas despesas vão ser reduzidas da caução da Reolian?”, perguntam. Ella Lei também se juntou aos colegas, pedindo que o Governo agrave as cláusulas dos contratos das empresas que prestam serviços públicos, de forma a que se salvaguarde o erário público em caso de falência. Noutros temas que hoje são levados a plenário, estão

problemas sociais. Angela Leong, por exemplo, quer saber por que faltam políticas para que os portadores de deficiência tenham acesso a emprego deixa ainda a questão de quantas pessoas deficientes foram contratadas pelos serviços públicos. Uma sugestão deixada ainda por Leong passa pela definição de “vantagens” às empresas que trabalhem com deficientes e que se candidatam a concursos públicos. Entre outros assuntos relacionados com a situação socioeconómica de Macau, destaque ainda para Wong Kit Cheng, que leva ao plenário queixas sobre as empregadas domésticas estrangeiras. A deputada diz que há bastantes “discrepâncias verificadas na capacidade técnico-profissional das empregadas domésticas estrangeiras” e pede resoluções e medidas para acabar com o que diz ser “irregularidades praticadas” por essas trabalhadoras. O plenário tem início marcado para as 15 horas e é o primeiro do ano dedicado a responder às interpelações dos deputados.


política 5

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CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

C

HAN Hong, deputada do sector da educação, quer saber qual o calendário do Governo para que haja alterações no regime de ensino especial. Isto porque, de acordo com o Planeamento para os Próximos 10 Anos para o Desenvolvimento do Ensino Não Superior, está definido que em 2014 vão ser concluídas as alterações ao regime educativo especial. Chan Hong acredita que a expansão do ensino especial até ao ensino superior é uma tendência e que, por isso, o Governo deve fazer rapidamente os trabalhos relevantes, para proporcionar serviços de apoio adequados aos alunos. “A Lei de Bases do Sistema Educativo Não Superior definiu que o ensino especial visa proporcionar aos educandos com necessidades educativas especiais a oportunidade de acesso a uma educação adaptada ao seu desenvolvimento físico e psicológico, a fim de apoiar a integração social, o desenvolvimento

REGIME EDUCATIVO ESPECIAL CHAN HONG PEDE EXPLICAÇÕES AO GOVERNO

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Expansão para ensino superior das potencialidades, a compensação das limitações e a integração na vida activa. Agora, cada vez mais alunos de ensino especial acabaram o curso na escola secundária e a necessidade da promoção ao ensino superior fica cada vez mais forte.” A deputada chama a atenção para o que considera ser cada vez mais alunos com necessidades especiais por turma do ensino superior. Chan Hong diz, por isso, que o número de aulas é insuficiente para lidar com o número de alunos. “Macau começou a promover o ensino especial mais tarde do que Hong Kong e Taiwan e o Governo promoveu o desenvolvimento do ensino especial nos últimos anos, tendo já algum sucesso.

Mas os professores de ensino especial nunca são suficientes e, apesar de o Governo querer criar bolsas para incentivar os alunos da escola secundária a estudar esta profissão, as universidades locais não oferecem este curso. Como mais de metade dos graduados da escola secundária preferem continuar o ensino superior em Macau, muitos estudantes desistiram a tirar o curso.” A deputada questiona ainda quais os planos que o Governo tem para treinar mais professores do ensino especial e ainda se vai incentivar as universidades locais a abrir o curso de ensino especial para responder à necessidade do desenvolvimento de ensino especial.

Anúncio O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 1ª vez do ano 2014

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IONEL Leong, membro do Conselho Executivo, afirmou o seu apoio à reeleição do actual Chefe do Executivo, Chui Sai On. O também membro da Assembleia Popular Nacional disse que acredita que, nos próximos cinco anos, com a actual situação, é bom para Macau que o mesmo Chefe do Executivo continue a levar “Macau para a frente”. Isto, porque o Governo “construiu uma boa base e Macau pode desenvolver-se de forma estável”. O deputado Ng Kuok Cheong tinha dito ao HM que Lionel Leong seria um eventual próximo candidato ao cargo de Chefe do Executivo, mas o também membro do Conselho Executivo prefere, para já, mostrar o seu apoio a Chui. “Não devemos generalizar a prestação do Governo com base num ou dois casos. Podemos todos ver que, tanto a nível económico como de desenvolvimento político, o Governo da RAEM tem caminhado por uma estrada em construção. Mas, claro que as expectativas da sociedade têm sido cada vez maiores, o

que é razoável, e cabe ao Governo resolver os problemas.” Quando foi questionado se já foi convidado pelo Chefe do Executivo para ser o novo secretário do Governo, Lionel Leong não respondeu directamente, mas disse ser normal que as pessoas dêem atenção a esta questão. Lionel Leong mudou de assunto, pedindo que as pessoas não dêem atenção apenas aos cargos dos dirigentes do Governo. “Todos os cargos estão a contribuir para a sociedade de Macau e precisamos de respeitar e apoiar todos, bem como os cargos de jornalista”, limitou-se a dizer, acrescentando contudo que tem vontade de pertencer a qualquer cargo que possa contribuir para Macau. – C.L.

Ilha de Montanha lança política para atrair talentos

A zona nova de Macau na Ilha de Montanha lançou uma série de políticas para atrair talentos para o desenvolvimento do local, incluindo os de Hong Kong e os de Macau. Segundo as políticas, qualquer pessoa que possa contribuir para o desenvolvimento da Ilha da Montanha em 342 áreas diferentes - incluindo economia, cultura e construção – pode vir a ser recompensado.

O FDCT foi estabelecido por Regulamento Administrativo nº14/2004 da RAEM, publicado no B. O. N° 19 de 10 de Maio, e está sujeito a tutela do Chefe do Executivo. O FDCT visa a concessão de apoio financeiro ao ensino, investigação e a realização de projectos no quadro dos objectivos da política das ciências e da tecnologia da RAEM. Alvos de Patrocínio (i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM.

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Projecto de Apoio Financeiro

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Valor de Apoio Financeiro

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Data do Pedido

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Forma do Pedido

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Condições de Autorizações

LIONEL LEONG AFIRMA APOIO À REELEIÇÃO DE CHUI SAI ON

“No bom caminho” L

Fins

(i) Q ue contribuam para a generalização e o aprofundamento do conhecimento científico e tecnológico; (ii) Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas; (iii) Que sejam inovadores no âmbito do desenvolvimento industrial; (iv) Que contribuam para fomentar uma cultura e um ambiente propícios à inovação e ao desenvolvimento das ciências e da tecnologia; (v) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vi) Pedidos de patentes. (1) Igual ou inferior quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00) (2) Superior a quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00) Alínea (1) do número anterior Alínea (2) do número anterior

Todo o ano A partir do dia 2 – Jan. – 2014 até 3 – Mar. – 2014 (O próximo pedido será realizado no dia 2 – Maio – 2014 ao 1 – Julho – 2014)

Devolvido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 273 /2004,《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》, publicado no B. O. N° 47 de 22 de Nov., para o FDCT. Endereço do escritória: Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n° 411417, Edf. “Dynasty Plaza” 9° andar, Macau. Para informações: tel. 28788777; website: www.fdct.gov.mo.

Por despacho do Chefe do Executivo nº 273 /2004, processa o 《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》. O Presidente do C. A. do FDCT, Tong Chi Kin 31/ 12 / 2013


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SOCIEDADE

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Os táxis amarelos não podem, supostamente, estar nas filas de táxis e servem apenas para atender a chamadas telefónicas. A situação, diz o presidente da Associação de Mútuo Auxílio de Condutores de Táxi de Macau, Kuok Leong Son, é complicada para o negócio. “Teoricamente, um táxi preto pode ganhar 120 patacas por hora, mas se for para responder apenas ao serviço de chamada, um táxi amarelo apenas pode ganhar 60 patacas por hora, porque a chamada e o tempo de espera gastam tempo e gasolina”, disse o também membro de Conselho Consultivo do Tráfego ao Jornal do Cidadão. “Além disso, quando os táxi amarelos chegam, às vezes, os clientes já apanharam outro táxi vazio, porque, normalmente, o serviço de chamada é para casos urgentes. Os carros pretos também têm serviços de chamada, mas com a diferença de que os clientes podem chamar vários táxis ao mesmo tempo e ainda apanhar um vazio quando o encontram na rua. O cliente nunca tem culpa por isso, mas os condutores pagam a licença e isso causa o tal insucesso em atender os serviços de chamadas.”

CUSTOS E PROBLEMAS

TÁXIS AMARELOS ESPERAM RENOVAÇÃO DO CONTRATO COM O GOVERNO EM FEVEREIRO

Críticas às condições exigidas

Se a Vang Iek quer ver o seu contrato renovado com o Governo, então tem mesmo de seguir as condições impostas o ano passado. Estas passam pelo atendimento de chamadas e táxis modificados para pessoas com cadeira de rodas. A empresa já disse que está disposta a tentar, mas Kuok Leong Son, de uma associação do sector, critica o que diz ser obstáculos ao negócio e custos muito elevados agregados a essas condições CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

JOANA FREITAS

joana.freitas@hojemacau.com.mo

O

contrato entre o Governo e a Vang Iek, a empresa de táxis amarelos, vai chegar ao fim no próximo dia 6 de Fevereiro e a companhia espera que haja uma renovação da licença de operação. Em declarações à imprensa chinesa, a Vang Iek garantiu que vai seguir as ordens emitidas pelo Governo, para conseguir ver o contrato renovado. Recorde-se que há um ano, o Executivo mostrou-se aberto a prolongar um contrato especial

com os táxis amarelos se a empresa seguisse determinadas condições e que poderia mesmo estudar a viabilidade de emitir mais licenças para este tipo de serviços de táxi. As condições – que chegaram depois da Vang Iek ter perdido em tribunal

Os táxis amarelos não podem, supostamente, estar nas filas de táxis e servem apenas para atender a chamadas telefónicas

contra o Chefe do Executivo quando decidiu interpor uma acção judicial onde contestava os termos de renovação do contrato entre empresa e Governo – passam, por exemplo, por aumentar a taxa de resposta a chamadas telefónicas, a tomada de passageiros nos bairros antigos e a adaptação dos carros para o transporte de portadores de deficiência. Em declarações ao HM, em Fevereiro do ano passado, Mário Sin, director-executivo da Vang Iek, disse que a empresa iria aceitar as modificações do contrato. As negociações com o Governo, disse ainda, também continuavam. “Temos tido negociações sempre, só que ainda não se chegou a um acordo. Agora, já estamos quase e temos preparado

da nossa parte, porque queremos fazer aquilo que eles nos pedem, mas temos de analisar bem os prós e contras para podermos cumprir a 100%. Estamos quase a concluir as nossas negociações.” O transporte de deficientes, por exemplo, dizia o responsável da Vang Iek, tem sido feito pelos táxis amarelos, com a ajuda do motorista, que dobra a cadeira de rodas. Contudo, a empresa admite estar a negociar com a construtora dos carros a melhor maneira de fazer uma viatura mais adaptada.

CHAMADAS DIFICULTAM OS NEGÓCIOS

Sobre o atendimento de chamadas, contudo, a história é outra.

Kuok Leong Son diz que, neste contexto, quase ninguém quer trabalhar numa empresa que apenas tem serviços de chamada, porque, desta forma, um taxista apenas pode ganhar dois a três mil patacas por mês, no máximo. “Treinar um taxista também tem custos altos e, até agora, o preço inicial ainda começa nas 15 patacas, o que leva muitos taxistas a fechar o negócio, porque não há lucro.” Mas há outros problemas apontados às condições impostas pelo Governo. Agora já há cinco táxis amarelos modificados no mercado, para os clientes com cadeira de rodas. Kuok Leong Son pega também nisto como exemplo. “A modificação do táxi custa centenas de milhares patacas, se apenas podemos fazer negócios duas vezes por hora, como pagamos o custo de táxi e o condutor? Os deficientes têm dificuldades em apanhar e descer do táxi, por isso os taxistas têm que os ajudar. Isso custa tempo, e tempo para os taxistas é dinheiro. Se tivermos todos os táxis dedicados a ter acessibilidade a cadeira de rodas, então não ganhamos dinheiro, não vai funcionar.” Kuok Leong Son afirma que, dada a complexidade com a operação dos táxis amarelos, é melhor ter apoio do Governo. “Se não, é melhor deixar as empresas de serviço social operarem os táxis especiais para deficientes.” Uma das recomendações também deixada pelo responsável é a de que se cobre cinco a dez patacas pelo custo da chamada.


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ESTUDO FUNCIONÁRIOS DO JOGO TÊM MAIS PROBLEMAS EMOCIONAIS

Trabalho por turnos é o culpado CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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ACAU tem cerca de 85 mil funcionários na indústria do jogo, conseguindo o maior grupo de trabalhadores do território. Mas, nem tudo são rosas. A Associação dos Trabalhadores da Indústria de Jogos de Fortuna e Azar de Macau (ATIJFAM) lançou um estudo sobre as dificuldades dos funcionários do jogo e os resultados mostram que 62% deles têm problemas nas relações pessoais e familiares. Outro dos problemas, mostra ainda o estudo, é que são viciados no jogo. “Os trabalhadores do jogo aparentam ter o salário mais alto, mas também são confrontados com dificuldades que apenas eles sabem ver”, diz a responsável da Casa dos Trabalhadores da Indústria do Jogo, Wong In Fan. Segundo o jornal Ou Mun, a associação já tratou cerca de 800 pedidos de apoio de funcionários das operadoras no ano passado, principalmente com idades superiores a 30 anos. Cerca de 62% deles têm problemas

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emocionais, em alguns casos causados pelo trabalho por turnos. Cerca de 11% dos pedidos de ajuda deveu-se à pressão que dizem sentir no trabalho: ambiente complicado, turnos e abuso da parte dos clientes. Mas há outros números alarmantes. A associação contabilizou ainda que 10% dos pedidos de ajuda se devem a problemas de vício do jogo e 8% sobre questões relacionadas com a família, os cuidados aos filhos e o convívio com os parceiros.

PROBLEMAS DA PROFISSÃO

O vice-presidente da Associação dos Trabalhadores da Indústria de Jogos de Fortuna e Azar de Macau, Leong

POLUIÇÃO CONTINUA

Sun Iok, explicou que é devido às características do trabalho que estes funcionários cortam relações com amigos e familiares. “O trabalho tem um ambiente complicado. Além de ter um conteúdo repetitivo, o pior é mesmo o trabalho por turnos, que não permite que o trabalhadores tenha muito tempo. A vida social acaba por ser feita com pessoas ou colegas do mesmo sector. Devido aos horários é até muito difícil encontrar namorados e partilhar sentimentos. Isso causa problemas emocionais.”

CROUPIERS PRECISAM DE MAIS AJUDA

Segundo Wong In Fan, entre os pedidos de ajuda relacionados com o vício do jogo, 70% partem de croupiers. Cerca de 80% destes têm dívidas até cem mil patacas e acabam viciados por causa do ambiente de trabalho. A responsável da associação diz ser necessário fortalecer o reconhecimento correcto dos funcionários do jogo, ensinar valores correctos de gestão do dinheiro e incentivar as pessoas a participar em cursos de jogo responsável.

Macau continua a registar níveis muito altos de poluição atmosférica. Só este fim-de-semana, os Serviços Meteorológicos de Macau apontam que o ar esteve em condições de insalubre a muito insalubre. Ontem, por exemplo, os níveis de poluição obrigaram a levantar o sinal vermelho (muito insalubre) nas estações à berma da rua e o amarelo (insalubre) em locais de alta densidade populacional e no ambiente em geral.


CHINA

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NÍVEIS DE POLUIÇÃO EM PEQUIM DUPLICARAM EM 2013

Máximo perigo A poluição registada em 2013 em Pequim ultrapassou em mais do dobro os níveis considerados normais pelas autoridades chinesas, informou sexta-feira a agência Xinhua. A cidade, uma das mais poluídas do mundo, registou em média, em 2013, um índice de 89,5 microgramas de partículas PM 2,5 por metro cúbico de ar, mais do dobro dos 35 considerados como o padrão normal e seguro. Estes dados indicam, segundo a Xinhua, que Pequim “falha no cumprimento dos padrões nacionais” e que “a capital, assolada pela

poluição, enfrenta grandes desafios”. A cidade começou, no início do ano passado, a medir a concentração de PM 2,5 perante a preocupação dos cidadãos com o aumento da poluição atmosférica, que se tem agravado. As PM 2,5 são as partículas mais perigosas, pois, dada a sua pequena dimensão, podem chegar aos pulmões e afectar o sistema respiratório humano. Acima das 100, o medidor destas partículas indica contaminação do ar e, durante 2013, foram muitos os dias em que Pequim apresentou níveis superiores a 300, considerados de máximo perigo e perante

os quais se recomenda à população para não sair à rua. Em Pequim, no ano passado, houve mesmo dias em que o indicador superou os 1.000 pontos. De acordo com os dados do Centro de Controlo do Meio Ambiente de Pequim, a cidade apresentou graves níveis de poluição em 58 dias do ano passado face a 178, durante os quais o ar não estava contaminado. A Academia de Ciência Chinesa indicou na semana passada que o principal factor de poluição atmosférica na capital da China é a indústria, face a outras teorias que indicavam que era o trânsito.

OPERAÇÃO CONTRA “CAPITAL DA DROGA” RESULTA EM 182 DETIDOS

Metanfetaminas às toneladas U MA operação policial, lançada numa pequena localidade da China, alegadamente um dos maiores centros de produção de estupefacientes do país, resultou em 182 detidos e em três toneladas de metanfetaminas apreendidas, informou sexta-feira o diário oficial China Daily. As forças de segurança levaram a cabo, no domingo, mais de uma centena de incursões na localidade de Boshe, famoso centro de produção de droga na província de Cantão, nas quais participaram agentes de quatro cidades, com o apoio de helicópteros e lanchas a motor.

Foram ainda confiscadas 23 toneladas de materiais para fabrico de droga, de acordo com fontes policiais citadas pela agência oficial chinesa Xinhua. Qiu Wei, do departamento de narcóticos da polícia provincial,

indicou que durava há algum tempo a suspeita de que Boshe, em Lufeng, constituía a origem de um terço da metanfetamina vendida no mercado chinês. Mais de um quinto das famílias da povoação estavam envolvidas neste negócio, assinalou, em declarações à Xinhua. Nos últimos seis meses, a polícia de Cantão (um dos principais centros do narcotráfico da China pela sua grande actividade portuária e devido à sua proximidade relativamente a centros de produção de ópio do sudeste asiático) deteve 10.836 suspeitos, apreendendo 8,1 toneladas de droga.

Quebra-gelo enviado em auxílio de navio russo bloqueado no Antárctico

O

navio chinês enviado para socorrer os passageiros de um navio russo preso nos gelos do Antárctico há mais de uma semana ficou também bloqueado durante o trajecto, referiu sábado uma fonte oficial. O quebra-gelo Xue Long (Dragão das Neves) disponibilizou o seu helicóptero para participar na retirada dos 22 passageiros, incluindo tripulação, do MV Akademik Chokalskii, um navio russo bloqueado desde 24 de Dezembro pela vasta camada de gelo. No entanto, a Autoridade de Segurança Marítima Australiana (AMSA) referiu este sábado, em comunicado, que fracassaram todas as tentativas de manobras parte do

navio quebra-gelos chinês. “O Xue Long confirmou à Autoridade de Segurança Marítima Australiana que está bloqueado pelo gelo”, referiu. Na noite de sexta-feira, responsáveis oficiais referiram que o Xue Long comunicou que estava rodeado por uma espessa camada de gelo e que iria tentar libertar-se na manhã de sábado. A AMSA acrescentou que, apesar do falhanço de uma primeira tentativa, o comandante assegurou que o navio está operacional e não solicitou ajuda. “Não existe um perigo imediato para a tripulação a bordo do Xue Long”, assegurou ainda a AMSA, acrescentado que o navio tem reservas de alimentos para várias semanas.

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AVISO Faz-se saber que em relação ao concurso público n.º 23/P/2013 para “Fornecimento do Sistema de Registo de Saúde Electrónico para os Serviços de Saúde”, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 47, II Série, de 20 de Novembro de 2013, o conteúdo do ponto n.º 23.1. das “Especificações Técnicas” anexadas ao processo do concurso está inexacto. As referidas rectificações encontram-se disponíveis para consulta durante o horário de expediente na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar.

Serviços de Saúde, aos 26 de Dezembro de 2013. O Director dos Serviços, Substituto Chan Wai Sin

RITA BOYOL DOS SANTOS FERREIRA D’ALMEIDA Falecimento

A família da Rita Boyol dos Santos Ferreira d’Almeida vem com pesar informar o seu falecimento, ocorrido no passado dia 1, em Macau. Deixa filha, Cláudia, casada com Roland Chin e duas netas, Gabriela e Gisela, residentes no Canadá e sua mãe Alba Boyol dos Santos Ferreira. A missa de corpo presente será realizada hoje, segunda-feira, dia 6, pelas 20 horas, na Casa Mortuária da Diocese de Macau. No dia seguinte, terça-feira, dia 7, realizar-se-á uma missa no mesmo local, pelas 11 horas da manhã, seguindo o corpo para a República Popular da China, a fim de ser cremada.


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FABRICANTES PARAM PRODUÇÃO DE VACINA CONTRA HEPATITE B APÓS 14 MORTES

Marcas investigadas A S três principais fabricantes chinesas de vacinas contra a hepatite B pararam a produção devido a problemas de homologação, depois de, nas últimas semanas, pelo menos 14 recém-nascidos terem morrido após serem inoculados, informou sexta-feira a agência oficial Xinhua. As empresas afectadas são a BioKangtai, a Tiantan e a Dalian Hissen, mas as investigações em torno do caso prosseguem, dado que, apesar de ainda não ter sido determinada, com clareza, a causa das mortes, sabe-se que os bebés foram vacinados com uma das três marcas pouco antes de morrerem. As três marcas produzem, em conjunto, 80% das vacinas contra a hepatite B administradas na China, onde sete empresas, incluindo multinacionais, se PUB

dedicam à produção deste tipo de fármaco. A Administração Estatal para Supervisão de Alimen-

tos e Medicamentos indicou que as três empresas não cumprem os padrões de boas práticas, estabelecidos em

2010, os quais estipulam que os fabricantes que não receberam homologação na data limite de finais de 2013 devem parar a sua produção em 2014. O programa de imunização nacional chinês exige que a vacina contra a hepatite B seja administrada 24 horas depois do nascimento e, de novo, no primeiro e no sexto mês. A hepatite B constitui um grave problema de saúde pública na China, onde se calcula que 130 milhões de pessoas sejam portadoras do vírus (quase um em cada dez habitantes) e 30 milhões tenham desenvolvido a doença. Para tentar reduzir estes grandes números, o país tem lançado campanhas de vacinação infantil massiva, especialmente em zonas mais pobres, bem como campanhas de consciencialização contra a discriminação das pessoas afectadas pela doença. A Organização Mundial de Saúde manifestou, recentemente, a sua preocupação com estes casos, avançando que iria cooperar com as autoridades chinesas nas investigações.

Preços diferenciados para poupar água

Todas as cidades da China devem implementar preços diferenciados para água de consumo doméstico até o final de 2015, para estimular a economia do recurso, informa a rádio China. As directrizes publicadas na sexta-feira pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e pelo Ministério de Habitação e Desenvolvimento Urbano e Rural, propôs um mecanismo de três categorias, segundo o qual as famílias que consomem mais água deverão pagar mais. A estrutura vai basearse no consumo médio mensal de água por família. O primeiro nível é aplicado para consumo que registar 80% do nível médio, enquanto o segundo é destinado para 95% do consumo médio. O diferencial entre os três níveis deve ser de menos de 2:3:6, e pode ser maior nas áreas onde a água é mais escassa.

Polícia de caminhos de ferro começa inspecção de risco de incêndio

A polícia dos caminhos de ferro chinesa deu início a uma inspecção nacional de riscos de incêndio para garantir a segurança ferroviária durante a temporada de viagens para a Festa da Primavera que durará 40 dias a partir de 16 de Janeiro. A polícia irá inspeccionar todos os comboios de passageiros e vagões em operação e supervisionará os funcionários ferroviários para fazer uma revisão geral dos equipamentos que têm risco de incêndio, de acordo com uma declaração emitida esta sexta-feira pelas autoridades policiais dos caminhos de ferro. A Festa da Primavera, ou Ano Novo Lunar, cai este ano a 31 de Janeiro. É o feriado chinês mais importante para a reunião familiar, o que o torna uma temporada agitada para o sistema de transporte público do país.


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FUTEBOL

ANTIGO FUTEBOLISTA FOI VÍTIMA DE PARAGEM CARDIORESPIRATÓRIA. TINHA 71 ANOS

Morreu Eusébio E USÉBIO morreu. Eusébio da Silva Ferreira, antigo futebolista do Benfica, morreu na madrugada de domingo em Lisboa, disse à Lusa fonte do clube. A mesma fonte adiantou que Eusébio, 71 anos, morreu às 4h30, vítima de paragem cardiorespiratória. Eusébio estava em casa, sentiu-se mal por volta das 3h30 da manhã e foi chamado o INEM, mas já foi demasiado tarde. O corpo do antigo futebolista deverá ser transportado ainda este domingo para o Estádio da Luz, onde ficará dois dias. O funeral deverá realizar-se nesta terça-feira. Nascido a 25 de Janeiro de 1942 na então Lourenço Marques, hoje Maputo, Eusébio tornou-se o maior símbolo do futebol português. Vindo de Moçambique, depois de ter jogado no Sporting de Lourenço Marques, chegou ao clube de Lisboa no Inverno de 1960. Foi nessa década que o “Pantera Negra” mais

brilhou nos relvados, no Benfica e ao serviço da selecção de Portugal, no Mundial de 1966, onde foi o melhor marcador. Sete vezes melhor goleador do campeonato português (1963/64, 64/65, 65/66, 66/67, 67/68, 69/70 e 72/73), duas vezes melhor marcador europeu (1967/68 e 72/73), Eusébio foi uma vez eleito melhor futebolista europeu mas é considerado um dos maiores futebolistas mundiais de todos dos tempos. Foi 11 vezes campeão nacional pelo Benfica - alinhando em 294 jogos, nos quais marcou 316 golos -, ganhou cinco Taças de Portugal, foi campeão europeu em 1961/62 e finalista da Taça dos Campeões em 1962/63 e 67/68. No total, foram 546 os golos que marcou pela selecção portuguesa e ao serviço dos clubes por que passou. Pelo Benfica, foram 473, em 440 jogos oficiais. Cometeu a proeza de marcar 32 golos em 17 jogos consecutivos,

hoje macau segun

tendo ainda conseguido marcar seis golos no mesmo jogo em três ocasiões. O guarda-redes que mais golos seus sofreu foi Américo, do FC Porto (17). Jogou no Benfica até 1975, tendo depois actuado ainda em clubes da América do Norte, no Beira-Mar e no União de Tomar – esta última uma breve experiência que durou até Março de 1978, após o que regressou aos EUA para tentar uma efémera experiência no futebol ‘indoor’. Participou em 64 jogos da selecção de Portugal, pela qual se estreou em 8 de Outubro de 1961. No Mundial de 1966, em Inglaterra, em que Portugal foi o terceiro classificado, venceu o troféu destinado ao melhor marcador da prova, com nove golos, e foi considerado o melhor jogador da competição.

Foi 11 vezes campeão nacional pelo Benfica - alinhando em 294 jogos, nos quais marcou 316 golos -, ganhou cinco Taças de Portugal, foi campeão europeu em 1961/62 e finalista da Taça dos Campeões em 1962/63 e 67/68. No total, foram 546 os golos que marcou pela selecção portuguesa e ao serviço dos clubes por que passou. Pelo Benfica, foram 473, em 440 jogos oficiais. Cometeu a proeza de marcar 32 golos em 17 jogos consecutivos, tendo ainda conseguido marcar seis golos no mesmo jogo em três ocasiões Ficou célebre a sua actuação no jogo com a Coreia do Norte, dos quartos-de-final desse mundial, em que marcou quatro golos, contribuindo decisivamente para a vitória de Portugal a por 5-3, depois ter estado a perder por 0-3. “Foi o meu dia”, recordou mais tarde, quando, no Mundial de 2010, na África do Sul, a equipa portuguesa voltou a defrontar a asiática.

PORTUGUESES DEIXAM PALAVRA DE PÊSAMES PELA

Macau não esquece a P GONÇALO LOBO PINHEIRO glp@hojemacau.com.mo

E

USÉBIO partiu aos 71 anos e o HM foi saber o que vai na alma de alguns portugueses do território, muitos benfiquistas mas, acima de tudo, todos adeptos de futebol. O Benfica local, na voz de um dos seus dirigentes, Duarte Alves, considerou que o Pantera Negra era um elo de ligação entre adeptos de vários clubes. “Eusébio pela sua simplicidade, pelo seu génio futebolístico e pelo espírito humanitário conquistou adeptos e admiradores de diferentes gerações e até de diferentes clubes de preferência. Foi um feito inigualável.”

O Benfica local lembrou ainda ao Hoje Macau que “Eusébio da Silva Ferreira, o pantera negra, é o símbolo eterno do Sport Lisboa e Benfica. Desportista de prestigio mundial, dignificou Portugal e será lembrado como uns dos melhores executantes do futebol.” Duarte Alves refere mesmo que o português nascido em Moçambique, é “o nosso eterno número 10”. “A melhor herança que Eusébio nos deixa é o orgulho de sermos benfiquistas e de nunca desistirmos para em todos os momentos e em todos os lugares dignificarmos o SLB.” A perda também foi sentida pelo treinador de futebol Rui Cardoso, um benfiquista assumido. “Lamento imenso. O Benfica é muito


futebol 11

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QUEM DIZ O QUÊ • “Sempre eterno Eusébio,

• “Triste muito triste. Descansa em

descansa em paz”

paz King. És eterno!! RIP Eusébio”

CRISTIANO RONALDO No Twitter e no Facebook

SIMÃO SABROSA Antigo jogador do Sporting, Benfica e da selecção, no Twitter

• “De Eusébio vamos recordar o talento, o exemplo e o carácter de

• “Estamos tristes por ter sabido

um homem que marcou o futebol

que morreu Eusébio, lenda do

português e se transformou numa

Benfica. Ele era um jogador

referência do futebol mundial”

fantástico e um amigo do clube”

Primeira reacção oficial do BENFICA, no site do clube • “Eusébio era como se fosse meu filho. Estou triste, triste, triste” MÁRIO COLUNA Antigo jogador do Benfica e da selecção, Antena 1 • “The king!! Grande perda para todos nos! O mais grande!! LUÍS FIGO Antigo futebolista do Sporting e da selecção, no Twitter • “Ele era o melhor. Foi um dos grande jogadores do nosso país” CARVALHO Antigo guarda-redes do Sporting e da selecção, Antena 1 • “Deixou uma carreira brilhantíssima e na minha opinião foi o melhor jogador português de todos os tempos” JOSÉ AUGUSTO Ex-jogador, companheiro no Benfica e na selecção, Antena 1

MANCHESTER UNITED Na página oficial do clube, no Twitter • “Foi a maior figura desportiva do nosso país no seu tempo e perdurará” GASPAR RAMOS Antigo dirigente do Benfica, Antena 1 • “Hoje é um dia triste para o futebol português e mundial. As minhas sinceras condolências à família de Eusébio e a todos os portugueses” DURÃO BARROSO Presidente da Comissão Europeia, no Twitter • “Um génio do futebol e um exemplo de humildade, um atleta de excelência e um homem generoso e solidário, Eusébio foi para todos os adeptos do desporto, bem como para todos os Portugueses, um exemplo de profissionalismo, de determinação

• “É uma perda enorme. De uma

e de devoção às cores nacionais e

dimensão tão grande que é do

do Sport Lisboa e Benfica”

mundo inteiro. Sinto que também se

A MORTE DE EUSÉBIO

Pantera Negra daquilo que o Eusébio fez pelo clube. Com a sua morte o clube perde a sua maior referência.” O conhecido adepto da águias Pedro Cortés, disse ao nosso jornal que recebeu a notícia como “um choque terrível” e “uma tristeza tremenda”. Para o advogado, “morreu fisicamente um bocado

CALMARIA EM MOÇAMBIQUE O país que viu nascer Eusébio da Silva Ferreira, estava ontem calmo quando confrontado com a morte do carismático jogador. Mário Marques, engenheiro português radicado no território, explicou ao HM que “não se vê grandes manifestações de pesar pela morte de Eusébio”. “Os dois canais de TV principais fizeram abertura com a notícia mas usaram, basicamente, as notícias das televisões portuguesas.” O também benfiquista referiu que oficialmente o país ainda não se pronunciou. Até ao fecho desta edição, em Moçambique tudo estava sereno no dia em que o “rei” partiu.

do Benfica e, nesse contexto, um bocado da minha existência”. “Como alguém já disse por aí, o Eusébio não morre. Isso é uma impossibilidade cósmica porque há muito que entrou na galeria dos verdadeiros e únicos imortais. Eusébio é a encarnação do Benfica, de Portugal e da portugalidade no mundo. Das melhores duas horas da minha vida passei-as com ele, há uns dois meses. Viva Eusébio. Viva o Benfica. Viva Portugal”, referiu o causídico ao Hoje Macau. Quem também não deixou de responder ao desafio do HM foi o recém-contratado avançado do Benfica de Macau, Niki Torrão. O melhor marcador da Liga de Elite de 2013 lembrou que “Eusébio será recordado em todos os relvados portugueses”. “É com enorme tristeza que vemos partir o maior nome da história do futebol português. Descansa em paz, Rei Eusébio.”

PASSOS COELHO Primeiro-ministro, Lusa

foi embora um pouco de mim” ANTÓNIO SIMÕES Antigo jogador do Benfica, RTP

• “Com o falecimento de Eusébio da Silva Ferreira, o país perde

• “Uma referência do futebol

aquele que foi um símbolo maior

português e do futebol mundial”

do desporto nacional, reconhecido

TONI Antigo jogador do Benfica e da selecção, SIC • “Perdeu-se o melhor jogador que

em todo o mundo pelo seu percurso” JERÓNIMO DE SOUSA Secretário-geral do PCP, em nota do gabinete de imprensa do partido

vi, de todos os tempos [...] Foi o melhor do mundo” FERNANDO CHALANA Antigo jogador do Benfica e da selecção, Antena 1

• “À família de Eusébio as minhas mais sentidas condolências. O país está de luto, com muita tristeza os portugueses vêem

• “Que triste notícia Deus. D.E.P

partir uma das figuras que mais

Eusébio. Serás sempre recordado”

admiravam”

SALVIO Actual jogador do Benfica, no Twitter

CAVACO SILVA, Presidente da República Portuguesa


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próximo oriente

ARTES, LETRAS E IDEIAS

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S

EMPRE que começamos a ler um romance, nos sentamos numa sala de cinema ou no sofá da sala, em frente à televisão onde seguimos atentos uma série, somos parte de um contrato. Não foi preciso ler nem assinar nada, mas concordamos que temos de “suspender a descrença” e, na duração do livro ou do filme, haveremos de acreditar no que nos é apresentado como real, como verdadeiro, incluindo o que de antemão e com certeza sabemos ser impossível e do domínio do fantástico, como viagens no tempo, heróis incólumes depois de saraivadas de balas, o “bem” invariavelmente triunfante sobre o “mal”, ou que “foram felizes para sempre”. Devemos a expressão “suspension of disbelief” a Coleridge, o poeta inglês que ajudou a fundar o romantismo na passagem do século XVIII para o XIX. Por querer escrever sobre pessoas e personagens “sobrenaturais”, ou “românticas”, Coleridge sustentava que era preciso criar uma “aparência de verdade que concedesse a estas sombras da imaginação uma suspensão voluntária da descrença”, algo que “constitui a fé poética”.

EM SUSPENSO No fundo, para ser lido, percebido e apreciado, Coleridge propõe uma aceitação do impossível como possível, como provável ou plausível. Numa palavra, propõe “verosimilhança”, a aparência de verdade, por oposição à verdade, suspeitando (creio) que a única diferença entre estas duas categorias será, talvez, a nossa capacidade de acreditar. A tal fé. Com esta “suspensão” permitimo-nos acreditar e fruir de mundos inventados, de ficções. Subitamente, fazemos com que possamos envolver-nos emocionalmente, rirmos com peripécias e chorarmos com a imensa felicidade ou a triste desgraça de personagens que alguém criou. Concedemo-nos o “entretenimento”, uma distracção que não tem necessariamente que ser um divertimento. Tornamos possível uma espécie de escape, uma fuga ao “real”. Mas a “suspensão da descrença” pode servir, também, para nos imiscuirmos na realidade, sobretudo se esse “conjunto de todas as coisas reais”, na

verdade, bem lá no fundo, for um jogo de sombras – da imaginação ou de outra maquinação qualquer. Por exemplo. Se vivermos num território onde é mais importante a aparência e a forma do que o conteúdo; em que é mais importante o artifício, a face, a capa, tudo o que dá cobertura ao que verdadeiramente move, ao “leitmotiv”, ao interesse, ao ânimo, às coisas do domínio do íntimo, por vezes do secreto, que convém não revelar – nesse caso, “suspender a descrença” não só nos permite perceber, como também suportar a dissonância cognitiva estática, perene, irresolúvel, que se apodera quando surge o supremo conflito entre ideias incompatíveis – a verdade que nos dão a acreditar e a verdade em que acreditamos. Talvez não haja outro lugar onde a “suspensão da descrença” seja tão necessária e – inevitável –, ao mesmo tempo tão inútil quanto Macau, terra que sempre viveu no limbo existencial das dualidades, das ocupações gradu-

Hugo Pinto

ais, das comunidades diferentes com autonomias diferentes, umas internas, outras nem por isso, dos mandarinatos, das soberanias discutíveis, do estatuto de colónia que nunca foi, das administrações concomitantes e das soluções políticas negociadas e aprazadas, do alto grau de autonomia ao mesmo tempo que existe a subordinação directa ao Governo Popular Central, das influências que não se querem visíveis, das suas gentes, das gentes que se fazem suas, das gentes que pertencem mas não são, dos dois sistemas, do primeiro e do segundo, dos patrióticos, da governação científica, das comissões, das consultas, dos estudos, do envidar de esforços, dos talentos, do jogo, do vício, da diversificação económica, do crescimento, dos recordes, da comparticipação pecuniária, da integração regional, das características locais, do património, dos empreiteiros, do bem-estar, do estar bem, do ser e do não ser. De tudo e mais alguma coisa, de nada, tantas vezes repetido até acabarmos vencidos pelo cansaço, suspendendo a descrença no que é e a crença de que outra coisa pudesse ser. Derrotados mas, pelo menos, entretidos. Só falta que nos divirtam.


artes, letras e ideias 13

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José Pacheco Pereira IN PÚBLICO

PANGLOSS EM LISBOA 2014

T

ODAS as vezes que começo estes artigos, a minha certeza é: “Lá vou outra vez escrever o mesmo”. Olho à volta e vejo mil e uma coisas mais interessantes para escrever. Por exemplo, sobre o Candide, de Voltaire, que estou a ler agora com outros olhos. Mas a coisa está tão mal, que mesmo com o aviso do meu Grilo Falante para deixar o presente e falar de passarinhos e nuvenzinhas e de como é belo o nosso Portugal, eu volto ao mesmo. O país está a “dar a volta”, e eu “perturbado” “zangado”, “ressabiado”, “ignorado”, “velho”, ou “infantil” conforme a idade do autor da classificação, não vejo os excelsos “sinais da retoma” e o êxito à vista do “fim do resgate”. E, por isso mesmo, Cândido e o seu jardim e Pangloss e a sua métaphysico-théologo-cosmolonigologie acabam a desembocar nestes miseráveis dias de hoje, onde as pessoas de bem não podem deixar de ficar zangadas com o exercício impante de hipocrisia que por aí passa nos discursos oficiais, nos comentários oficiais, no mundo político-mediático cheio de “responsabilidade” e “inevitabilidade” e vazio. Nuns casos, só vazio, noutros, vazio interessado e interesseiro. . É, Pangloss estaria bem nos dias de hoje, contando-nos a “narrativa” “positiva”, “optimista”, “aberta para o futuro”, “cheia de esperança nas virtudes excepcionais do povo português”, da actual situação nacional. Ouvindo Pangloss, ouço-os a eles: de como vivemos no melhor dos mundos possíveis, com os “sinais positivos da economia” em cada esquina, com o fim do resgate a prazo, e a reconquista “plena” da “nossa soberania”, com o estrangeiro, até há pouco tempo perverso e desconfiado com os PIGS, agora cheio de admiração pelas virtudes do “ajustamento” português, com o “admirável esforço dos portugueses” e a capacidade excepcional das suas empresas “para dar a volta”. Ou seja, estamos mesmo no “fim do caminho”, a “dar a volta”. Mas a “dar a volta” a quê? “Dar a volta para onde? “Dar a volta” para quem? É por isso que não vejo muita diferença entre o que diz Portas, Passos Coelho, e Cavaco Silva e é repetido pela voz do poder. Acresce que o PS de Seguro não conta como oposição. Mesmo a esquerda, ao comportar-se reactivamente como um reverso do espelho do poder, não faz outra coisa senão reforçar o discurso dominante, aceitando falar a partir dele, a partir do seu quadro interpretativo, a partir da

sua forma mental. O enorme deserto do pensamento dos nossos dias vive dessa dualidade em que os temas, os modos e os tempos são definidos pelo poder e “recusados” pela oposição, dentro da mesma linguagem e aceitando muitas vezes os mesmos limites. O discurso do poder hoje assenta num rito de passagem. Estamos em 2014, o nosso ano da “libertação do resgate”, o nosso 1640, o ano em que a troika se vai embora. Este é o tempo, que culmina com um rito de passagem, porque o momento lustral de recuperação da “soberania” tem data. Por isso, acentua-se o momento da “passagem”, para festejar um resultado e anunciar uma nova aurora. É tudo ficção, porque não há nenhuma mudança substancial a ocorrer em Maio de 2014, vamos continuar presos àquilo a que já estamos presos, seja pela troika, seja pelo direito de veto de Bruxelas aos Orçamentos, seja pelo Pacto Orçamental, mas é uma ficção útil, instrumental. Festejemos. Para que é que serve este tempo até Maio? Para nos dizer que até lá temos que aceitar tudo, em particular esse Orçamento e as suas sucessivas revisões, cujo conteúdo miraculosamente não entra no discurso oficial, a não ser como o “instrumento necessário” para o fim do resgate, ou seja, uma coisa neutra e menor. Discute-se e fala-se muito de uma coisa etérea, os “sinais da retoma”, e quase nada sobre uma coisa dura e sólida, o Orçamento que aumenta e muito a austeridade para 2014. Quando vejo alguém centrar o seu discurso nos “sinais da retoma” já sei ao que vem, e já sei aquilo de que não vai falar. A natureza do Orçamento e o que ele nos diz sobre o que se passou nestes últimos dois anos e o que se vai passar neste ano de 2014 e no futuro são deixados em silêncio. E silêncio porque não encaixa no tom congratulatório que tão útil vai ser para as eleições europeias e as legislativas. Aliás, o silêncio sobre as motivações eleitorais que já estão presentes na política do Governo é uma das grandes debilidades da análise presa ao discurso do poder. Passos e Portas e, de modo diferente, Cavaco pensam e muito nas eleições de 2014 e 2015, primeiro para as desvalorizar e assegurar que vão ser inócuas quanto ao “ajustamento”, ou seja, não servem para mudar políticas, depois para favorecer os partidos mais fiáveis para esse objectivo, o PSD e o CDS, e o PS de arreata. O discurso sobre o “compromisso” tem igualmente o objectivo de levar o PS a coonestar a in-

terpretação governamental e presidencial do “ajustamento” e torná-lo inócuo como factor de mudança em eleições. Depois de Maio, o discurso vai mudar. Vai-nos ser explicado, a todo o momento, “que a austeridade” não pode acabar”. Findos os festejos, ver-se-á se há ou não plano cautelar. A inexistência de uma discussão séria sobre um possível plano cautelar, cujo conteúdo se ignora, é um bom exemplo de como não há verdadeiro debate democrático no nosso espaço público. Se o plano cautelar for para um ano, como disse Passos Coelho, ele terá a natureza de uma continuidade da presença da troika por outra forma, e atirará para quem governar em 2015 decisões que este Governo pretende cuidadosamente evitar em ano eleitoral. Se for a mais longo prazo, disfarçado ou às claras, há que exigir que vá a votos, coisa de que ninguém fala ou quer e percebe-se porquê. Depois, tudo o que não encaixa neste tempo e nesta “narrativa” ou é meramente enunciado por obrigação, ou não tem papel na interpretação. Aqui Portas, Coelho e Cavaco falam do mesmo modo. Diz-se umas coisas sobre o sofrimento social, mas apre-

O DISCURSO DO PODER HOJE ASSENTA NUM RITO DE PASSAGEM

senta-se como um dano colateral inevitável. Acima de tudo, não pode servir como elemento de uma política, apenas como constatação de um efeito. O verdadeiro sujeito do discurso são sempre “as empresas”. Os “mais pobres” são protegidos pela assistência do Estado e pela caridade, como argumento para atacar os rendimentos dos que não são tão pobres, aqueles que “ainda têm alguma coisa”, que, esses sim, são os alvos da política governamental, no assalto àquilo a que se chamava “classe média”. Claro que não se diz aos mais pobres dos pobres, cujo papel retórico é importante na legitimação da política governamental, que assim fica garantido que nunca mais sairão dessa pobreza. E fica também garantido que muito outros se lhes juntarão. O reverso deste discurso é a propaganda, em que muitos órgãos de comunicação participam, por folclore da “novidade” e ignorância, dos “sucessos empresariais” dos que “dão a volta”, e fazem compotas em casa ou móveis com lixo, ou vão fazer agricultura biológica. Para além de nunca se voltar mais tarde, nem que seja um ano depois, para ver o “sucesso” dessas microempresas, não se diz que pura e simplesmente, mesmo que algumas tenham sucesso, são uma gota de água na desgraça geral e acima de tudo que não são o caminho alternativo às fábricas que fecham ou aos milhares de funcionários públicos que vão para a rua, nem ao desemprego eufemisticamente designado como “de longa duração”. Em “colóquios” e “congressos”, em mensagens televisivas, e nos repetidores habituais, este é o discurso do poder para 2014. Nada de importante é enunciado, muito menos discutido, ou vai a votos, tudo está pactuado dentro do círculo do poder estabelecido. E nós somos apenas paisagem. Na verdade, diria Pangloss, “está demonstrado que as coisas não podiam ser de outra maneira”. “Tudo foi feito para um objectivo”: “os narizes foram feitos para segurar os óculos, e por isso temos óculos”, “as pedras foram formadas para serem talhadas e para fazer castelos, e por isso Monsenhor tem um belo castelo”, e os “porcos foram feitos para serem comidos”, por consequência, “aqueles que dizem que tudo está bem dizem uma asneira, é preciso dizer que tudo está ainda melhor do que eles imaginam”. Vou ver se consigo para a semana falar de outra coisa. “Cela est bien dit, mais il faut cultiver notre jardin.” Pangloss não me ajuda.


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Entrevista a Steven Nissen

Ricardo Guerra

“É UMA QUESTÃO DE DIREITOS HUMANOS O CIDADÃO TER ACESSO A UM SISTEMA DE SAÚDE DECENTE”

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TEVEN Nissen é chefe do Departamento de Medicina Cardiovascular da Cleveland Clinic em Ohio, nos Estados Unidos. O cardiologista já contribuiu para mais de 350 artigos em publicações científicas e em cerca de 60 capítulos em diversos livros. Há alguns anos, a revista Time classificou-o como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Acredita que a saúde é um direito universal? O governo deveria ser obrigado por lei a oferecer um serviço de saúde para toda a sua população? Steven Nissen: Claro que sim. Eu pessoalmente acredito e defendo essa ideia de modo voraz. Se acreditarmos que a função do governo é a de ajudar as pessoas, então não há nada mais importante do que manter a população saudável. Logo, acredito que é uma questão de direitos humanos o cidadão ter acesso a um sistema de saúde decente. A Cleveland Clinic é um exemplo mundialmente reconhecido de um hospital bem sucedido e de um modelo eficiente na prestação de atendimento dentro da área da saúde e da medicina. Quais as razões que levaram esse modelo a ser tão bem-sucedido? Steven Nissen: Eu acho que uma das razões está relacionada com o que estávamos a falar. Nos Estados Unidos, o atendimento médico é executado na maioria das vezes com um sistema de preços que está vinculado ao número de procedimentos ou tratamentos que são prestados, o que significa que os médicos cobram pelos tratamentos específicos fornecidos aos pacientes. Portanto, o salário dos médicos depende da quantidade de serviços ou de tratamentos que eles prestam, o que, na verdade, leva a procedimentos que podem ser considerados desnecessários. Por outro lado, na Cleveland Clinic, todos os médicos recebem uma remuneração tabelada. Recebemos o

mesmo salário independentemente do facto de submetermos um paciente a uma quantidade maior ou menor de procedimentos. O volume de tratamentos ou técnicas ao qual um paciente é submetido não altera os ordenados dos médicos, o que induz o profissional da área médica a tomar decisões que são do interesse dos pacientes e não necessariamente que dêem maior lucro para o médico. Eu acho que essa filosofia de remuneração é mais justa e com resultados melhores aos pacientes. Hoje em dia, existe algum abuso envolvendo procedimentos e tratamentos médicos no campo da cardiologia? Steven Nissen: Tem havido uma série de críticas envolvendo as situações nas

quais os implantes dos stents coronários são administrados. Agora vamos ser claros: tais dispositivos são um importante avanço da medicina, mas há questões que merecem atenção, como, por exemplo, quando o procedimento é realmente necessário. Certamente num paciente que está a ter um ataque cardíaco, o implante do stent pode salvar uma vida, mas, para muitas pessoas que sofrem de angina crónica, o implante do dispositivo não é o melhor tratamento. Muitos pacientes inicialmente respondem bem ao tratamento apenas com medicamentos. Além disso, há preocupações significativas quanto a um sistema de saúde cujo retorno financeiro seja baseado no número de serviços ou procedimentos prestados, fazendo com que os stents sejam colo-

cados em pacientes que não precisam deles. De facto, houve alguns casos que receberam muita atenção nos Estados Unidos envolvendo o Departamento de Justiça, nos quais médicos foram acusados de submeterem pacientes desnecessariamente a tais implantes. Assim sendo, o exame crítico de cada caso é necessário e apropriado. Quais precauções os pacientes podem tomar para se protegerem de alguns desses abusos? Steven Nissen: Quando possível, penso que é sempre uma ideia muito boa obter uma segunda opinião. Acho muito importante que sempre procure informar-se e fazer as perguntas certas ao seu médico. Digo aos diversos pacientes que se eles pedirem aos seus mé-


artes, letras e ideias 15

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dicos para recomendarem alguém que possa dar-lhes uma segunda opinião e se estes mostrarem algum tipo de resistência, então sugiro que eles procurem outro profissional. Na verdade, os bons médicos, os grandes médicos, não se importam que as pessoas obtenham uma segunda opinião. Pelo contrário, até encorajam tal atitude. Existem fontes de informação ou sites que defendem os interesses dos consumidores e dos pacientes, que possam consultar e obter informações de forma objectiva e imparcial sobre questões relacionadas com a medicina? Steven Nissen: As opções são relativamente limitadas. Não há de facto grandes sites disponíveis. Nós obviamente temos uma página na Cleveland Clinic e acreditamos que seja uma opção muito boa e equilibrada. No entanto, no presente momento, não posso indicar especificamente um site onde se possam obter informações confiáveis.

de ameaças emocionais ou físicas em decorrência da posição que tomou nestes incidentes? Steven Nissen: Isso já aconteceu algumas vezes, mas eu tomei as medidas necessárias para me precaver. No entanto, isso não acontece com muita frequência. De facto, um método mais frequente de retaliação é espalhar boatos destinados a minar a credibilidade das pessoas que criticam o sistema. Porém, gostaria de esclarecer algo: há muitas pessoas dentro da indústria que têm os mesmos padrões éticos que eu e que são boas e que têm boas intenções. Existem, entretanto, algumas pessoas

que não são boas, mas é importante reconhecer que apenas uma minoria está envolvida nestes tipos de abusos considerados graves. Temos que avisar quando a indústria faz as coisas certas, e também quando faz coisas erradas. Muitas organizações profissionais que representam médicos em diferentes áreas da medicina têm sido criticadas pelos seus vínculos a diferentes fabricantes de medicamentos e dispositivos. Na sua opinião, qual é a extensão deste problema no campo da cardiologia? Steven Nissen: É um problema mui-

O SISTEMA DE SAÚDE DOS EUA TEM FOCALIZADO OU OBJECTIVADO DEMASIADAMENTE O LUCRO EM VEZ DOS INTERESSES DOS PACIENTE

Há alguns anos, foi contra interesses financeiros influentes e foi incessantemente atacado por elementos poderosos dentro da área médica quando alertou os media e o público para os riscos e efeitos colaterais de certos medicamentos (o Vioxx e a Avandia). Poderia partilhar a sua experiência decorrente destes incidentes? Quais foram algumas das lições que aprendeu? Steven Nissen: Eu acredito que a lição mais importante é que se optarmos por questionar a segurança de medicamentos fabricados por gigantes da área médica, de facto é preciso estar preparado para engolir muitos sapos. As companhias podem criar grandes dificuldades para os que tomem a iniciativa de falar sobre questões éticas como estas. No entanto, se realmente se acredita que o objectivo da medicina é ajudar os pacientes, então fica-se disposto a encarar qualquer tipo de críticas, por mais injustas que sejam. No final das contas, uma coisa boa da ciência é que a verdade sempre vem à superfície. Nalguma ocasião, o senhor ou algum parente ou amigo seu foram vítimas

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA O IMPERADOR DAS MENTIRAS • Steve Sem-Sandberg

“O Imperador das Mentiras” é um romance sobre o gueto judaico que foi criado pelos nazis na cidade polaca de Lodz. É a história de Mordechai Chaim Rumkowski, o chefe judeu deste campo nomeado pelos nazis, e do seu ambíguo e obscuro papel no extermínio dos judeus polacos. Ao mesmo tempo, descreve a vida na cidade selada, fala da disciplina mortal, do terrível trabalho escravo, da fome e das inúteis tentativas de fuga, mas também da arte da sobrevivência e da notável vontade do homem em viver. Um comovente romance sobre o sofrimento e a extrema maldade, transformado com o talento de Sem-Sandberg num irresistível trabalho de ficção, arrebatador da primeira à última página. Ao mostrar o que o romance pode explicar do Holocausto, o autor apresenta-se como herdeiro de outra forma de cumprir o dever de lembrar: ele não é uma testemunha, mas é um passador. Sem testemunhas a história perde o seu sentido; sem passadores, ela apaga-se.

to sério que as sociedades médicas estejam cada vez mais dependentes do apoio financeiro destas indústrias. Tal dependência pode, consequentemente, comprometer a objectividade das sociedades profissionais. Há alguns anos, nós escrevemos na publicação científica do Journal of the American Medical Association recomendando a redução da dependência financeira que as indústrias de medicamentos e dispositivos exercem sobre as sociedades profissionais. No entanto, desde a época em que escrevemos esse artigo, nada mudou, e de facto o apoio financeiro destas indústrias só tem aumentado. Na sua opinião, qual país tem um sistema de saúde ideal? Qual país possui um sistema que sirva de modelo unindo todos os atributos que considera importantes? Steven Nissen: Acho que existem vários. O Canadá é muito bom. Em muitos países europeus, as pessoas têm garantias de pelo menos um nível adequado de atendimento médico muito bom. Os países escandinavos, em particular, destacam-se como bons exemplos, pois possuem as taxas de mortalidade mais baixas e melhores resultados do que os Estados Unidos. Em relação aos Estados Unidos, muitas minorias raciais e pessoas com disponibilidade menor de rendimento morrem precocemente com maior frequência, simplesmente porque não têm acesso a um sistema de saúde adequado. Isso não acontece nos países escandinavos. Resumindo, qual é o problema do sistema de saúde norte-americano? Steven Nissen: O sistema de saúde dos EUA tem focalizado ou objectivado demasiadamente o lucro em vez dos interesses dos pacientes. Eu acho que não devemos esquecer o conceito básico de que, em primeiro lugar, o mais importante dentro de um sistema de saúde são os pacientes e os seus interesses que devem ser colocados acima de qualquer outra coisa. Os cuidados com a saúde não devem recair sobre os lucros. Prestar atendimento médico às pessoas não deveria ter como objetivo o lucro, mas sim o simples propósito de fazer as pessoas mais saudáveis.

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O ROMANCISTA INGÉNUO E O SENTIMENTAL • Orhan Pamuk

Orhan Pamuk inspirou-se no ensaio de Schiller Sobre a Poesia Ingénua e a Sentimental como tema para abordar múltiplas questões ligadas ao romance. Em O Romancista Ingénuo e o Sentimental, obra subtil e pessoal, Orhan Pamuk fascina-nos com a liberdade com que se move entre a cultura oriental e a ocidental ao falar-nos da sua própria experiência como autor e leitor dos romancistas que o apaixonaram e influenciaram, expondo as misteriosas ligações entre autor e leitor.


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DESPORTO

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AUTOMOBILISMO PILOTO AINDA NÃO DEFINIU O FUTURO

MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo

O

ano de 2013 foi para André Couto um ano de boa memória. O piloto, que compete com as cores do território, regressou ao pódio no Circuito da Guia, treze anos depois de ter triunfado na Taça Intercontinental de Fórmula 3. Apesar do brilharete alcançado em Novembro último, André Couto entrou em 2014 sob o signo da incerteza. O piloto ainda não tem o futuro definido e não sabe ainda em que prova vai competir na próxima temporada, mas a vontade é a de continuar a ombrear com os melhores da Ásia num campeonato o mais competitivo possível: “Estou a trabalhar para tentar arranjar um programa desportivo bom. Pode passar por aqui pela Ásia. Pela China, pelo Japão ou até por ambos misturados. Vamos ver. Ainda nada está decidido”, sustentou o ás do volante em declarações proferidas à margem de um evento na Torre de Macau. André Couto competiu na última temporada no Campeonato PUB

Japonês de Grande Turismo aos comandos de um Lexus SC430. O piloto, que teve companheiro de equipa o nipónico Seiji Ara, não escamoteia o desejo de continuar a competir no Japão, mas diz estar consciente que a continuidade no campeonato nipónico de GT se afigura complicada, até porque a scuderia com a qual competiu na última temporada poderá não regressar às pistas este ano: “A minha equipa do ano passado não sabe ainda se este ano vai continuar no Campeonato de GT500. Pelo que sei, está com algumas dificuldades para encontrar o orçamento completo, de maneira que ainda não sei muito bem o que vou fazer. A minha ambição é a de encontrar um campeonato competitivo para obter bons resultados”, esclarece o piloto. Apesar de deixar claro que a nova temporada ainda é uma incógnita, André Couto diz que os objectivos para 2014 passam por fazer o maior número de corridas possível. O piloto, que competiu ao volante de um Audi na última edição do Grande Prémio de Macau, não descarta a possibilidade

GONÇALO LBO PINHEIRO

Couto quer competir em duas frentes

de competir em mais do que um campeonato e sublinha que a formação germânica continua a ser uma hipótese: “ A minha intenção é a de fazer o maior número de corridas possível e estar presente

em alguns campeonatos onde eu acho que tenho algumas hipóteses de fazer alguns bons resultados. É lógico que tendo sido bem sucedido na Audi R8 Cup e mantendo uma boa relação com a Audi, se houver

uma oportunidade com a equipa, é lógico que me mostraria disponível para a abraçar com total entrega. Depois é trabalhar também para ter um lugar nos outros Campeonatos, seja o GT3A, aqui na Ásia, ou um qualquer outro campeonato de GT”, sublinha Couto. Para o piloto local, o Grande Prémio do território continua a ser uma das provas mais emblemáticas da temporada e a presença numa das corridas de maior cartaz da competição é sempre um objectivo. Depois da experiência na Audi R8 Cup, Couto não afasta a hipótese de poder voltar a disputar a última etapa do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo.Afastado mesmo só o regresso aos monolugares e à Fórmula 3: “Queira estar presente numa das provas rainhas do Grande Prémio de Macau. Neste caso, a Fórmula 3 não faz grande sentido, porque eu já venci a competição. Faz sentido ou o WTCC ou os GT’s. Neste momento são as duas provas em que me enquadro melhor e em que as perspectivas me são mais favoráveis”, remata o ás do volante. André Couto foi um dos pilotos que mais se destacou na última edição do Grande Prémio de Macau. A competir com as cores do território, Couto concluiu a prova da Taça Audi R8 na segunda posição, atrás do italiano Edoardo Mortara.


FUTILIDADES

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TEMPO

Cineteatro

C H U VA

FRACA

MIN

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MAX

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60-95%

CINEMA

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EURO

10.8

BAHT

0.2

YUAN

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HOJE NA CHÁVENA Paula Bicho

Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com SALA 2

AS THE LIGHT GOES OUT [B] (LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Derek Kwok Com: Nicholas Tse, Shawn Yue, Simon Yam, Hu Jun, Bai Bing 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 1

SALA 3

THE SECRET LIFE OF WALTER MITTY [B]

THE WIND RISES [A]

Um filme de: Ben Stiller Com: Ben Stiller, Sean Penn, Kristen Wiig 14.00, 16.00, 18.00, 22.00

(FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Miyazaki Hayao 14.30, 19.15

FIRE STORM [C]

ROCK ME TO THE MOON [B]

(LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Alan Yuen Com: Andy Lau, Yao Chen, Lam Ka Tung 20.00

Eleuterococo Nome botânico: Eleutherococcus senticosus Maxim. = Acanthopanax senticosus Harms Família: Araliaceae. Nomes populares: Eleuterococus; Ginseng-siberiano.

(FALADO EM MANDARIM LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Huang Chia-Chun 16.45, 21.30

Arbusto espinhoso que pode atingir até 3 metros de altura, o Eleuterococo existe em abundância no leste da Sibéria, encontrando-se ainda na China, Coreia e Japão. Apresenta pequenas flores, que podem crescer isoladas ou em umbelas formando cachos, de cor amarelada nas plantas femininas e, nas masculinas, violeta. Os frutos são negros e carnudos. Também designado por Ginseng-siberiano, não deve ser confundido com o Ginseng ou Ginseng-coreano, Panax ginseng, planta com a qual partilha algumas semelhanças mas também algumas diferenças. Usado há mais de 4000 anos para aumentar a longevidade, o Eleuterococo, que integra a medicina tradicional chinesa, tem sido amplamente investigado na Rússia desde os anos 50 do século passado. E não para de nos surpreender: foi administrado a vítimas do acidente nuclear de Chernobyl em 1986, os atletas russos tomam-no antes da atividade desportiva, e os cosmonautas russos consomem-no regularmente para combater os efeitos da ausência de gravidade. Empregam-se as raízes.

Pessoas sem religião são mais inteligentes • Três psicólogos americanos avaliaram 63 estudos sobre inteligência e religião realizados entre os anos de 1928 e 2000. E uma quantidade avassaladora deles apontava uma relação negativa entre crença e inteligência: apenas em 10 pesquisas os religiosos se saíram melhor nos testes do que os não crentes. Não se sabe ao certo porque os fiéis quase sempre levam a pior, mas os pesquisadores arriscam alguns palpites. Segundo eles, pessoas inteligentes tendem a conformar-se menos e questionar mais os dogmas da igreja e, geralmente, adoptam uma visão analítica das coisas, ao invés de seguir a intuição. Como crenças religiosas não podem ser testadas ou comprovadas pela ciência, essas pessoas deixa de acreditar. Mas isso não quer dizer, necessariamente, que quem não acredita em nada é um espertalhão. Ou um tapado por ir à missa todos os domingos. “Tenho certeza que existem pessoas religiosas inteligentes e ateus pouco inteligentes por aí”, explica Jordan Silberman, um dos autores da pesquisa.

Transtorno faz mulher perder 25kg • Um transtorno obsessivo-compulsivo fez com que a artista britânica Samantha Brown, de 27 anos, ficasse muito próxima da morte. Após um trabalho stressante num evento de moda, ela passou a acreditar que todas as comidas que ingeria eram veneno para o seu corpo – com excepção de pizza, salgadinhos e cereais matinais. Por conta do transtorno, Samantha perdeu metade do seu peso e, no final de 2012, chegou aos 34kg, peso extremamente baixo para o seu 1,75m. Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, a artista contou que desconfiava até da sua mãe e, por isso, não conseguia comer nada. “Mesmo sem ter vontade de emagrecer, não conseguia comer. Nunca quis ficar ou manter-me extremamente magra, mas era uma época na qual acreditava que qualquer coisa que comesse poderia matar-me. Tudo que eu conseguia comer tranquila era cereais e pizza”, afirma ela.

BARNARD, POIS BEM Natasha Barnard representa o que de melhor existe na beleza da África do Sul. A modelo, nascida a 25 de Maio 1988, em Witbank, Mpumalanga, ganhou fama no mundo da moda com uma curta produção fotográfica em 2010 para a FHM. Ainda assim, foi com o editorial deste ano da «Sports Illustrated», uma das principais revistas desportivas americanas, que ganhou o estatuto de musa, de uma diva do mundo da moda. A morena, de 25 anos, que não esconde o gosto que possui pelo golfe e pelas canções dos AC/DC, não esquece as raízes e a produção que agora lhe mostramos coloca-a certamente numa das mulheres mais belas do planeta.

fonte da inveja

Só é útil o que não serve para nada.

João Corvo

COMPOSIÇÃO Eleuterósidos (heterósidos), eleuteranos (polissacáridos), saponinas triterpénicas, derivados fenilpropanóicos, fitosterois, cumarinas, linhanos, açúcares, vitaminas, carotenos, pectina e lípidos. AÇÃO TERAPÊUTICA Planta adaptogénica, o Eleuterococo tem uma ação tónica e estimulante sobre o organismo, aumentando a sua capacidade de adaptação a diferentes tipos de stress (físico, emocional, químico ou ambiental) e a sua resistência contra as doenças. Para o efeito, equilibra as funções endócrinas, especialmente das glândulas suprarrenais, o metabolismo dos açúcares e a formação do sangue, e protege os vasos sanguíneos; aumenta os níveis de energia melhorando o rendimento físico e intelectual, beneficia o apetite e a visão, estimula o estado de alerta e as funções

cognitivas (memória, concentração), sendo ainda antidepressivo. Em virtude destas magníficas propriedades, esta erva é muito usada no cansaço e esgotamento, debilidade física ou mental, convalescença de doenças depauperantes, jet-lag, falta de energia, diminuição da capacidade de trabalho, dificuldades de concentração e memória, ansiedade ou depressão causadas pelo stress, exposição a situações de frio ou calor excessivos, tensão psíquica ou esforço físico prolongados. Após um contacto com produtos químicos tóxicos ou radiações, o consumo de Eleuterococo protege o organismo da intoxicação. Nos estudantes e desportistas, reduz os efeitos do stress, aumenta o vigor e melhora a performance. É ainda usado como tónico revigorante na impotência sexual. OUTRAS PROPRIEDADES Esta planta exerce igualmente uma ação estimulante sobre o sistema imunológico, combate a inflamação e inibe a replicação de determinados vírus, entre os quais se encontra o vírus influenza. Embora seja indicado na profilaxia das constipações e gripes, recomenda-se igualmente nas doenças crónicas (zona, mononucleose infecciosa e outras infeções virais, síndrome da fadiga crónica) e imunodeficiências (como adjuvante). No cancro, aumenta a vitalidade, reforça a imunidade e ajuda na recuperação de cirurgias, radio ou quimioterapia, melhorando a qualidade de vida. COMO TOMAR • Uso interno Infusão: 1 colher de chá de raiz por chávena de água fervente, 15 minutos de infusão. Tomar 2 a 3 chávenas por dia. Em ampolas, gotas, xarope, cápsulas e comprimidos. Integra diversas fórmulas como tónico do organismo e do sistema nevoso. PRECAUÇÕES O Eleuterococo é considerado uma planta segura. Em tratamentos prolongados e pessoas sensíveis pode ocorrer hiperexcitabilidade nervosa e psíquica. Fazer tratamentos descontínuos de 1 a 2 meses seguidos de 2 semanas de pausa. Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.


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OPINIÃO

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MAR CO CARVALHO

expediente cínico

Chui Sai On, o medo de existir

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E todas as ficções e convenções com que o Homem se apetrechou, o tempo é a mais subtil por ser também a mais substancialmente enraizada. É uma luta congénita, tão velha como a própria ideia de humanidade (de vida até, porventura), esta que mantemos com a sucessão dos dias e das noites, com a mecânica das estações e com a incessante metamorfose daquilo que no Universo nos é mais particular, o corpo e o espaço que habitamos. Do indizível confronto despontaram duas das mais intrincadas e obscuras manifestações do engenho humano, o calendário e a religião. À extensão cronológica do tempo o Homem respondeu com a ampulheta na inglória tentativa de regrar o ingovernável agastamento do rosto, os cabelos que embranquecem. À extensão ontológica do tempo, o Homem respondeu com um panteão de divindades e a promessa improvável de uma redenção que mais do que resgatar o crente da inevitabilidade da morte, o liberta dos grilhões do tempo. Imprecisos e ilusórios, deuses e relógios são os instrumentos com que o Homem se dotou a si mesmo para se arrogar acreditar que tem, de um ou de outro modo, a marcha do Universo sob controlo. Por mais dissonante que a perspectiva seja, não há que negar uma certa genialidade a quem teve a ideia de fatiar o tempo e de adoptar a revolução que a Terra cumpre em torno do Sol como a medida de todas as coisas. Um ano é pe-

ríodo suficiente para que a esperança, tal como o cereal nos campos, desponte e esmoreça, mas também para que o mais determinado dos batalhadores sucumba ao desgaste acumulado e entregue os pontos. A mais deliciosa das fantasias cronológicas a que o Homem se habituou é a que se materializa no final de cada ano e se conjuga com uma certa omnisciência do tempo. A 31 de Dezembro poucos são os que não se entregam animalescamente à crença de que doze badaladas bastam para que se opere um milagre de renovação, que à mudança de número corresponderá por prestidigitação uma mudança de hábitos, posturas e valores. Ingenuamente anti-tétrico, o exercício não é de todo contraproducente, desde logo porque tem a si inerente um esforço de auto-análise, o que por si só é mais do que alguma vez se poderá dizer sobre quem nos governa. Na lacónica mensagem de Ano Novo que espalhou pelas redacções dos jornais, Chui Sai On imprecou banalidades. Nada a que os residentes de Macau não estejam já habituados, poder-se-á pensar. O estranho, desta feita, é que o Palácio da Praia Grande não se tenha sequer esforçado por mascarar a grassa falta de originalidade dos votos do Chefe do Executivo para 2014. A assinatura é a de Chui Sai On, mas o conteúdo da mensagem – anódino e genérico – chega-nos de chofre de Pequim. A 18 de Dezembro, Xi Jinping lembrou a Chui Sai On que a sociedade de Macau se depara com diferentes problemas, que há exigências a que é necessário dar resposta e que há espaço para o aperfeiçoamento das acções dinami-

zadas pelo executivo da RAEM. O Chefe do Executivo plasmou os ditames na mensagem de Ano Novo com uma ligeireza que chega a soçobrar a indiferença, como se Macau – as ruas atafulhadas de gente, as rendas altas, os pequenos negócios sem futuro, o património e a memória histórica em risco, o caos no trânsito – não fosse mais do que uma fórmula política ou uma ficção constitucional. Um executivo que governa o circunstancial pelo olhos dos outros não respeita e não se dá ao respeito.

Com tudo para governar com vigor exemplar, o executivo de Fernando Chui Sai On comprometeu uma quadratura governativa favorável com doses de silêncio, distanciamento e inacção inexplicáveis O Chefe do Executivo já habituou a população que governa à ausência e ao silêncio. Se há uma marca de água que define os quatro anos do consulado de Chui à frente dos destinos da RAEM ela é, sem dúvida, a da crónica falta de capacidade

cartoon por Stephff

PROTESTOS MORTAIS

para decidir. Incapaz de se afirmar, de contrariar poderes instituídos, de decidir com pulso, o governo Chui Sai On 2.1 refugiou-se no expediente das consultas públicas, dos conselhos consultivos e nulidades que tais para disfarçar a ausência de norte governativo. Sem projecto claro de governação, sem solidez executiva, mas alimentada pelo ‘superávit’ económico gerado pelos casinos e ainda bafejado pelo beneplácito de Pequim - a quem a terra prometida da ilha de Hengqin abriu férteis janelas de oportunidades – uma liderança débil e autista vai sobrevivendo. Ainda que não tenha o gingante carisma do seu antecessor, Chui Sai On tem, de certo modo, tarefa mais fácil à frente do governo que a que tinha Edmund Ho. Se não herdou de Ho Hau Wah uma locomotiva oleada, o Chefe do Executivo embarcou pelo menos num comboio em andamento: a economia mantém-se possante e desassombrada, os visitantes assomam a Macau em números nunca vistos, o fantasma de calamidades com a destrutiva densidade de uma pneumonia atípica pouparam a Região e nem os tufões incomodaram Chui Sai On com a feroz saciedade com que se insinuaram durante os dois mandatos de Edmund Ho. Não fosse a saúde financeira da economia do território benesse suficiente, o terceiro elenco governativo da RAEM conta também a seu favor com uma conjuntura política que é amplamente menos hostil e depredativa do que poderia, em teoria, ser. Por um lado, porque os frutos da política de liberalização do jogo começam agora a fazer-se notar com um impacto impossível de escamotear e casa onde há muito pão ninguém ralha e ninguém quer ter razão. Por outro, porque a Chui Sai On foi dado o beneplácito de quase governar sem que uma força política organizada lhe fizesse sombra. Os rudimentos de oposição que se materializaram em torno da Associação Novo Macau durante a regência de Ho Hau Wah implodiram no momento em que o organismo se tornou numa espécie de hidra com sintomas de esquizofrenia democrática, um bicho-de-sete-cabeças sem liderança segura e sem um projecto político que possa reflectir mais do que interesses e caprichos pessoais. Com tudo para governar com vigor exemplar, o executivo de Fernando Chui Sai On comprometeu uma quadratura governativa favorável com doses de silêncio, distanciamento e inacção inexplicáveis. Nem uma inofensiva lei de defesa dos direitos dos animais, que aparentemente não teria lesado mais do que os interesses óbvios, o executivo conseguiu promulgar sem se afundar no ilusório labirinto das consultas públicas onde nunca se sabe ao certo quem é o público consultado. O laboratório de autonomia que se materializou há catorze anos com a constituição da Região Administrativa Especial está hoje inegavelmente enfraquecido pela relutância deliberativa que se apoderou do Palácio da Praia Grande. Um fraco rei, já dizia Camões, faz fraca a forte gente e não há mudança de ano que valha a Macau. Dois mil e catorze é o ano em que a RAEM verá certamente confirmado na liderança Fernando Chui Sai On, o Chefe do Executivo com medo de existir.


opinião 19

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DAVID CHAN* legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog

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Funcionários públicos proibidos de entrar nos casinos FRANCIABIGIO, UM JOVEM À SECRETÁRIA

Hoje já é dia 6 de Janeiro, portanto a todos desejo um bom ano de 2014! tema de hoje é sobre a proibição de entrada dos funcionários públicos nos casinos. No dia 2 de Janeiro de 2014 o jornal “Exmoo News” e o website “the-sun.on.cc” noticiaram que o polícia sénior, de nome Ao, esteve no casino City of Dreams, na Taipa no dia 14 de Junho de 2013 a jogar bacará. As apostas mínimas e máximas da mesa de jogo onde Ao estava eram de 3.000 e 1.200.000 patacas respectivamente. As fotos mostravam Ao com várias fichas de jogo com o valor de dezenas de mil patacas. O director do Corpo de Polícia de Segurança Pública, Li, não comentou se o polícia que estava no casino, era, ou não, Ao. Os funcionários públicos estão proibidos de entrar nos casinos em Macau. Está escrito no artigo 24 da Lei n.º 16/2001 “Define o regime jurídico da exploração de jogos de fortuna ou azar em casino”. O funcionário público não pode entrar no casino sem autorização. Um requisito semelhante está expresso no artigo 279 (13) da Lei n.º 87/89/M, Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública de Macau. No caso de incumprimento o funcionário está sujeito a uma “repreensão escrita, multa, suspensão, aposentação compulsiva, e demissão”. O artigo 314(f) diz quais são as consequências: “Forem encontrados em casas de jogos de fortuna e azar, fora dos casos autorizados por lei e tendo já sido punidos por idêntica infracção” Por isso, se um funcionário público for encontrado recorrentemente num casino está sujeito a suspensão e a sua carreira ficará seriamente afectada. A lei acima mencionada priva a liberdade pessoal dos funcionários públicos. Estes não podem ir aos casinos sem autorização. Por outras palavras, não se podem divertir a jogar. No entanto, se analisarmos mais de perto este raciocínio, os funcionários públicos não são todos iguais, pertencem a vários departamentos. Podem ter conhecimentos bastante diferentes sobre o que se passa no governo. Se, por exemplo, o funcionário pertencer ao Corpo de Polícia de Segurança Pública, independentemente dos anos de serviço, pode ter informações sobre casos que estejam sob investigação criminal. Perca ou ganhe no casino, esta pode ser uma boa hipótese da investigação ser condicionada. Uma terceira parte, A, pode providenciar dinheiro ou uma garantia qualquer a B para jogar no casino. Ou pode emprestar dinheiro a B sob a condição de que este forneça informações sobre uma investigação em curso. Esta pode ser uma das

macau visto de hong kong

Temos de reconhecer que a maioria dos funcionários públicos de Macau se porta bem. A maior parte tem bom carácter. Não infringem a lei. A lei n.º 16/2001 exige que os funcionários públicos desistam da sua liberdade para servir os cidadãos de Macau. É uma questão de equilíbrio entre a liberdade pessoal e o interesse público. Respeitemos os funcionários públicos por sacrificarem a sua liberdade em nome dos cidadãos de Macau

consequências do jogo para os funcionários públicos. Esta lei faz todo o sentido e é por isso que existe. Há uns tempos em Hong Kong aconteceu um caso similar. As Forças policiais de Hong Kong também tinham restrições. Se um dos seus membros quisesse vir até Macau tinha de ter autorização superior. Se o fizesse sem autorização estava sujeito a uma acção disciplinar. A lógica desta restrição é óbvia. O governo de Hong Kong pensava que se um dos seus funcionários vinha para Macau era para ir aos casinos, onde se podia jogar e fazer amigos. Houve vários relatos de empréstimos com juros altíssimos, que afectavam não só a reputação das forças policiais de Hong Kong, como também as próprias investigações em curso. A lei fazia sentido para evitar estas situações. O famoso e controverso regulamento, Bill of Rights Ordinance foi promulgado em 1991. A secção 8 indica detalhadamente os direitos dos cidadãos de Hong Kong. O artigo 8 fala da liberdade de movimentos. O sub-artigo 2 diz: “Qualquer um tem a liberdade de sair de Hong Kong” Os polícias que queriam vir para Macau estavam muito satisfeitos com este artigo. Houve várias rondas de negociações. A administração não concordava em abolir a “restrição de ir a Macau”, mas a polícia de Hong Kong insistia em que esta fosse banida à conta do artigo 8(2) da Bill of Rights Ordinance. Não havendo maneira de conciliar estas duas posições e antes de o caso ir para tribunal o governo acabou por ceder e hoje em dia a polícia de Hong Kong pode vir até Macau sem necessitar de autorização superior. A situação em Macau é diferente. Aqui não existe a Law of Bill of Rights. A experiência de Hong Kong é inútil para Macau. Temos de reconhecer que a maioria dos funcionários públicos de Macau se porta bem. A maior parte tem bom carácter. Não infringem a lei. A lei n.º 16/2001 exige que os funcionários públicos desistam da sua liberdade para servir os cidadãos de Macau. É uma questão de equilíbrio entre a liberdade pessoal e o interesse público. Respeitemos os funcionários públicos por sacrificarem a sua liberdade em nome dos cidadãos de Macau. *Professor Associado no Instituto Politécnico de Macau

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Agnes Lam; Arnaldo Gonçalves; Correia Marques; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau segunda-feira 6.1.2014

CEM MIL PATACAS PARA A CRUZ VERMELHA

Ajuda e ousadia MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo

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Torre de Macau celebrou no sábado sete anos de saltos e de outras propostas radicais com a organização de uma série de eventos com muito de ousado e pouco de habitual. Os responsáveis pela AJ Hackett Bungee Jumping - empresa que gere o mais alto salto de bungee jumping do mundo - convidaram 35 atletas de Macau e da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong para participarem na terceira edição do Salto Mais Louco do mundo. Equipados a preceito, os desportistas que responderam à chamada venceram receios e hesitações de última hora e mergulharam no vazio, para uma experiência sem igual. Pela plataforma de observação da Torre de Macau desfilaram basquetebolistas, jogadores de râguebi, atletas de hóquei no gelo e executantes de uma mão cheia de outras modalidades. Brian Cook, atleta de Hong Kong que conquistou uma medalha de bronze nos Jogos Asiáticos na modalidade de downhill, levou o desafio um pouco mais além e lançou-se do alto da Torre de Macau com uma bicicleta de montanha: A questão que deviam colocar é se controlar a bicicleta foi difícil. Saltar com a bicicleta não é o mesmo que alguém saltar por si só. Há a questão do peso extra. Quando me estava a preparar para saltar, o que eles fizeram foi amarrar um dos meus pés à bicicleta por uma questão de segurança”, explica Cook. “Disseram-me que iam amarrar um dos pés, mas garantiram-me que deixariam as duas mãos e o outro pé soltos. Se algo acontecesse, eu podia sempre largar a bicicleta. Como tinha um pé amarrado, era pouco provável

que a bicicleta se soltasse”, conclui o atleta da vizinha RAEHK. Gi Ka Man, atleta que detém o recorde da meia-maratona da antiga colónia britânica foi outro dos desportistas que se associaram ao evento, cumprindo primeiro um passeio a mais de duzentos metros de altura, antes de se aventurar no salto mais alto do planeta. O desporto do território esteve representado por André Couto. O antigo vencedor da Taça Intercontinental de Fórmula Três não deu o mais radical dos passos propostos pela AJ Hackett Bungy Jumping, mas cumpriu um passeio em família no exterior da plataforma de observação da Torre. O piloto não desgostou da experiência, mas diz ainda assim que se sente mais seguro nas pistas: “ Sinto-me mais seguro nas pistas porque eu controlo, eu guio, eu viro e eu é que tomo as decisões todas. Aqui nada está directamente sob o meu controlo. Gosto ainda assim da sensação de desafio que se sente quando se caminha lá fora. É uma sensação muito semelhante à que se sente quando se está em pista. O essencial é saber controlar estas sensações e estas emoções”, defende Couto. O sétimo aniversário da AJ Hackett Bungee Jumping em Macau teve também uma faceta solidária, com a Shun Tak Holdings a oficializar uma doação no valor de cem mil patacas à Cruz Vermelha do território. Ao longo dos últimos sete anos, foram mais de quarenta mil os que se aventuraram a partir do topo da Torre de Macau no salto mais alto do planeta. O mais novo a saltar do topo da Torre de Macau tinha onze anos, o mais velho 83 e há quem tenha tomado de tal forma o gosto ao maior salto do mundo que o repetiu por 32 vezes.

UFC a 1 de Março no Venetian. Bilhetes à venda

Foi ontem oficialmente confirmado: o UFC está de volta a Macau já no dia 1 de Março. O anúncio foi feito publicamente pelo Venetian – que serve, mais uma vez, de palco ao maior evento de artes marciais mistas de sempre -, depois de já na semana passada, ter sido noticiado pelo HM. The Ultimate Fighting Championship traz outra vez ao território o sul coreano Kim Dong Hyun, num duelo contra o inglês John Hathaway, naquele que será o cartaz principal do evento. Já no ano passado, o coreano pisou o ringue em Macau, onde levou de vencido o brasileiro Paulo Thiago. Mas o cartaz promete mais do que combates. Macau vai servir de palco ao vencedor do torneio. Depois de Singapura, a RAEM recebe duas das etapas asiáticas do UFC e serve de pano de fundo para condecorar os campeões. Mas a Sands promete mais: Cung Le, a estrela de cinema e quatro vezes campeão do mundo, vai regressar a Macau como treinador e mentor dos lutadores, ao lado dos chineses Zhang Tie Quan e Ao Hai Lin. No ano passado, no Venetian, Cung Le foi o principal evento do cartaz ao lado de Rich Franklin. Sagrou-se campeão, depois de um espectacular KO. Os bilhetes para o espectáculo estão à venda já a partir de hoje. - J.F.

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Hoje Macau 6 JAN 2014 #3004 by Jornal Hoje Macau - Issuu