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S E X TA - F E I R A 5 D E D E Z E M B R O D E 2 0 1 4 • A N O X I V • N º 3 2 2 9
LIEDSON EM MACAU
Bate leve, Levezinho
Um fabuloso destino
O supersónico avançado leonino pode em breve voltar a vestir a camisola do Sporting. Para o presidente da filial local, António Conceição Júnior, a confirmação só pode ser dada quando o goleador aterrar em Macau. ÚLTIMA
hojemacau
HOJE MACAU
AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
LEI ELEITORAL VASCO FONG APELA A REVISÃO URGENTE
Alertas de comissário Na hora da despedida do comando do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC), Vasco Fong deixa um recado importante e várias sugestões. A Lei Eleitoral, que tantos problemas deu nas últimas eleições, deve ser revista o mais breve possível para que os “casos graves” não se repitam ou, pior ainda, haja espaço para o surgimento de outros problemas que venham a ter um maior impacto no processo eleitoral. PÁGINA 4
ANIMAIS DONOS OBRIGADOS A CUIDAR PUB
PÁGINA 5
RHINO LAM IEK CHIT
GOVERNO SEM PERSPECTIVA URBANISMO PGS. 2 - 3
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ENTREVISTA
hoje macau sexta-feira 5.12.2014
HOJE MACAU
O Governo precisa de intervir nestes casos? Claro que é necessária uma lei para resolver estes problemas de propriedade quando não existe clareza nesse ponto. A lei de Macau protege muito a propriedade privada, por isso é preciso rever a legislação (regime de propriedade privada). Agora é necessário um consenso a 100%, e talvez depois essa percentagem possa diminuir.
Está-se a dar apoio aos proprietários das fracções mais antigas a ter casas novas. O Governo tem de resolver os problemas que poderão existir em termos de finanças públicas e pesar o factor justiça
RHINO LAM IEK CHIT, MEMBRO DO CONSELHO DO PLANEAMENTO URBANÍSTICO
“Lei de Macau protege muito a propriedade privada” Para renovar os bairros antigos, Rhino Lam Iek Chit defende que o Governo pode assumir as rédeas e investir dinheiro público, desde que haja justiça no processo. O membro do Conselho do Planeamento Urbanístico e coordenador do grupo “Root Planning” pede mudanças no regime de propriedade horizontal para que se acelere a reconstrução dos prédios CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
O Regime Jurídico de Reordenamento dos Bairros Antigos inclui os conceitos de reordenamento e planeamento, que são diferentes. Pode explicar melhor? Tratam-se de dois conceitos diferentes. Quando falamos de planeamento, falamos um plano urbanístico para 20 ou 30 anos. Se falarmos de reordenamento, isso já significa uma mudança de direitos de propriedade. Actualmente, para reconstruir um prédio, é necessário
ter o consenso de todos os proprietários. Isso é muito difícil no caso dos prédios antigos, quando não se conseguem encontrar todos os proprietários.
reconstruir as casas e os edifícios. As lojas podem continuar a ter bons negócios, os lojistas não se importam se o prédio é velho ou se as condições de habitação são más.
O caso do edifício Sin Fong Garden, é exemplo disso? Nesse caso ainda é possível ter o consenso de todos os proprietários. E se o prédio já está em risco de queda, há uma urgência para fazer a reconstrução. Os bairros antigos têm muitos prédios velhos com más condições de habitação, mas nem todos os proprietários desejam
Um relatório do Conselho Consultivo para o Reordenamento dos Bairros Antigos de Macau (CCRBAM) refere que, em sete prédios no bairro do Iao Hon, é difícil encontrar os seus proprietários, devido à imigração ou à saída de proprietários. Como avalia estas situações? Macau tem um papel muito es-
pecial, porque sempre foi um território utilizado como espaço de imigração. Os chineses do continente vieram para Macau, depois foram para outro país. Naquela altura deixar uma casa não significava deixar um património muito valioso. Portanto as casas não foram cuidadas e em muitos casos nem os seus filhos sabem que os pais deixaram uma casa em Macau. Por isso é difícil encontrar os donos e chegar a um consenso. Depois há a questão da herança, em que a propriedade fica dividida por vários familiares.
Muitos defendem que o Governo também deve ser mais activo na reconstrução dos prédios, concorda? Isso é outra questão. Se o Governo quiser ser mais activo tem de gastar muito dinheiro, porque os actuais preços do mercado imobiliário são muito elevados. Uma casa sem elevador por custar três milhões de patacas. Se de facto se avançar para um projecto público de reconstrução, os gastos do Governo vão ser enormes. Muitos afirmam, aliás, que já está a ser usada uma quantia elevada de dinheiros públicos neste projecto. Porque é uma questão de justiça, está-se a dar apoio aos proprietários das fracções mais antigas a ter casas novas. O Governo tem de resolver os problemas que poderão existir em termos de finanças públicas e pesar o factor justiça. Não estou a dizer que estas medidas não são boas, porque melhoram a vida de muitas pessoas nestes bairros. Mas isso poderá originar queixas junto de moradores de outras zonas. A proposta de lei foi retirada em 2005 da Assembleia Legislativa (AL), mas entretanto muita coisa já terá mudado. Naquela época tinham passado poucos anos em relação à abertura do mercado do Jogo e o Governo não era tão rico como é agora. Sempre se falou que não se deviam envolver as finanças públicas em grande escala para o reordenamento dos bairros antigos, e há aí alguma razão. Não é obrigatório
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que o Governo lidere o ordenamento, mas também não podemos descartar esse possibilidade. Caso seja necessário, o Governo poderá intervir no caso. Já se pensava neste reordenamento no tempo da Administração portuguesa? Ou os bairros ainda não estavam em mau estado de conservação? Nessa altura ainda não eram considerados bairros antigos. Os prédios no bairro de Iao Hon foram construídos na década de 70. A questão do envelhecimento não se colocava. E a economia também não estava em tão boa situação como está agora, e a população também não era tanta. O Iao Hon foi um bairro desenvolvido em aterro, tal como a zona dos NAPE, que é, contudo, mais moderna. Porquê um desenvolvimento tão diferente? Cada época teve as suas exigências em termos de residência. O Iao Hon foi um bairro desenvolvido mais cedo, e as exigências não eram muitas na altura. No centro do bairro há um parque, um mercado e prédios industriais que davam trabalho aos moradores. Todo o urbanismo foi feito a pensar nas necessidades dos moradores dos anos 70. Naquela altura quase toda a gente morava em prédios com sete andares. A grande diferença é que na zona do Iao Hon, como muitos moradores são emigrantes, muitos saíram e entraram, as manutenções dos
A maioria dos moradores não tem interesse em cuidar dos prédios. Já falei com muitos moradores deste bairro, (Ia Hon), alguns deles têm medo que o tecto caia, dormem em beliches. Muitos esperam que os seus prédios sejam reconstruídos e têm urgência em sair das casas prédios sempre foram fracas. Com sete andares é difícil ter assembleias de condóminos, não há um fundo financeiro para reparações. A maioria dos moradores não tem interesse em cuidar dos prédios. Já falei com muitos moradores deste bairro, alguns deles têm medo que o tecto caia, dormem em beliches. Muitos esperam que os seus prédios sejam reconstruídos e têm urgência em sair das casas. Muitos turistas estrangeiros gostam de passar nestas zonas,
A mudança de dirigentes pode alterar esse estado de coisas? Isso não pode servir de desculpa, porque a mudança de dirigentes do Governo ou do Chefe do Executivo não vai causar grandes mudanças aos planos do Executivo. A falta de transportes em Seac Pai Van deve-se à falta de visão antecipada e completa.
mesmo que tenham prédios antigos. Sim, eu próprio tenho amigos que quando visitam Macau preferem ficar num hotel onde possam ver as zonas mais antigas do que ver o mar. Dizem que olhar para o mar é uma visão igual em todo o lado, mas que a visão dos bairros antigos não é. Se há alguns anos a população de Macau não era muita, como disse, hoje ultrapassamos a fasquia das 600 mil pessoas. Como avalia isso? Há várias razões para isso. O aumento da população deve-se, sobretudo, ao desenvolvimento económico, que trouxe mais Trabalhadores Não Residentes (TNR) e turistas. O planeamento urbanístico de Macau não é cientifico nem racional. Quando se desenvolve um plano desses, tem de se pensar na densidade populacional e que, consequentemente, vai haver trânsito. Se morarem muitas pessoas, há congestionamento. O lugar destinado ao complexo habitacional de Seac Pai Van, perto de Coloane, pode ser encarado como um bom exemplo de transferência de moradores de um lado para outro? Penso que não. O Governo pensou que tinha um terreno lá e, como tinha de fazer mais habitações públicas, fez esse projecto. O planeamento da habitação pública em Seac Pai Van foi feito ao mesmo tempo da concepção
O planeamento da habitação pública em Seac Pai Van foi feito ao mesmo tempo da concepção do Metro Ligeiro, mas o plano original não contemplava que o metro passasse lá. Por isso o Governo tem falta de perspectiva do Metro Ligeiro, mas o plano original não contemplava que o metro passasse lá. Por isso o Governo tem falta de perspectiva.
Quais as zonas de Macau que considera serem mais habitáveis? É difícil responder a essa pergunta. Cada zona tem os seus problemas. Macau tem mais pessoas mas as infra-estruturas não são suficientes, como os hospitais ou os mercados. Parece que os moradores são mais felizes na Taipa, porque há mais espaços para desporto, mas moram lá 100 mil pessoas. Duas das três pontes enchem em horas de ponta. É difícil para estes moradores. Há áreas urbanas que podem ser um bom exemplo? Na área do tratamento do lixo, a rede de drenagem e abastecimento. Para uma cidade com uma elevada densidade populacional, funciona bem. Para muitas cidades estrangeiras vemos o surgimento de bairros de lata nas periferias, mas isso não aconteceu aqui. A segurança também é algo bom. Os dados mostram que Macau faz o que pode, mas isso não deve ser desculpa para o Governo não lutar pela felicidade dos residentes. As dificuldades de urbanismo existem e devem ser resolvidas. Não se pode obrigar os residentes a aceitar esta situação do trânsito. Não podemos estar sempre a aumentar a população, senão a qualidade de vida vai ser sempre pior.
Os dados mostram que Macau faz o que pode, mas isso não deve ser desculpa para o Governo não lutar pela felicidade dos residentes. As dificuldades de urbanismo existem e devem ser resolvidas Foram anunciados novos horários para as fronteiras com o continente. Isso vai trazer mais problemas? A expansão do horário das fronteiras não vai trazer mais multidões. As pessoas não vão passar mais vezes nas fronteiras só porque estão abertas mais tempo. Isso não vai alterar a situação na zona norte, pelo que a situação do trânsito se vai manter igual ou pior. A melhor maneira é transferir mais pessoas para a fronteira do Cotai.
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POLÍTICA
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LEI ELEITORAL COMISSÁRIO CONTRA A CORRUPÇÃO PEDE REVISÃO URGENTE
“Além dos problemas existentes, podem surgir mais” JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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ASCO Fong, que deixa o cargo de Comissário no Comissariado contra a Corrupção (CCAC) a 20 de Dezembro, considera que tem de se rever a Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa (AL) “o mais breve possível”. A mensagem é deixada no Relatório de Actividades de 2013 do CCAC, onde Vasco Fong assume ainda que o facto da lei estar desactualizada prejudicou as últimas eleições para o hemiciclo e que, se assim continuar, pode trazer mais problemas. “Considerando o desenvolvimento da cultura eleitoral, a elevação da qualidade dos eleitores, a maior exigência política, a alteração do ambiente social e a forma de participação e de competição, já é altura oportuna para reflectir sobre os aspectos técnicos da Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa”, começa por apontar. “Isto, de modo a evitar a repetição dos problemas ocorridos durante as ultimas eleições, que prejudicaram a qualidade das eleições e perturbaram os eleitores e as autoridades, prejudicando a imagem do Governo.” Na opinião do Comissário, é preciso definir novas regras e critérios para as candidaturas individuais e colegiais, mas também reforçar “a disciplina sobre a conduta dos apoiantes dos candidatos”. A ideia de Fong é precisamente contrária à de André Cheong, o
HOJE MACAU
Vasco Fong está de saída do CCAC, mas não sem antes deixar uma importante mensagem: é preciso iniciar o mais breve possível a revisão da Lei Eleitoral à AL. Caso contrário, os problemas que surgiram nas eleições do ano passado – e que trouxeram casos “mais graves” – podem não deixar de existir e provocar ainda maior impacto
actual director dos Serviços para os Assuntos de Justiça que vai substituir o Comissário. Para Cheong, ainda não é necessário rever esta legislação.
O PRIMEIRO PASSO
Apesar de admitir que foi possível aplicar medidas adequadas de combate à corrupção eleitoral,
Vasco Fong não nega que tenha sido necessário criar grupos de trabalho específicos para o período das eleições à AL, que tiveram lugar no ano passado, e “levar a cabo actos de repressão”. Ainda assim, a legislação continua a ser, na opinião do Comissário, a melhor forma de combater estes actos. “Após o estabelecimento da
“Desejamos que se iniciem o mais breve possível os trabalhos de análise e revisão da Lei Eleitoral, porque tal constitui no fundo uma matéria relevante que tem a ver com a sociedade e o nosso sistema político” VASCO FONG
RAEM, foram já realizadas cinco eleições para a AL e os problemas relacionados com a compra de votos em dinheiro e a oferta de refeições registaram notáveis melhoras, o que se deve às mudanças sociais e ao aperfeiçoamento dos próprios regimes. Mas, caso os regimes em vigor não consigam acompanhar o desenvolvimento da sociedade e das novas tecnologias, para além dos problemas já existentes, poderão ainda surgir novos problemas, situação que poderá provocar impactos sobre a cultura e o regime eleitorais, ficando a sociedade e os cidadãos prejudicados e originando custos elevados para a sociedade”, ressalva Vasco Fong no relatório. “Desejamos que se iniciem o mais breve possível os trabalhos de análise e revisão da Lei Eleitoral, porque tal constitui no fundo uma matéria relevante que tem a ver com a sociedade e o nosso sistema político.” O ainda Comissário, que deixa o cargo no dia 20, considera ainda que, caso se avance com a revisão, “seria importante haver troca de impressões e encontrar um consenso na sociedade, bem como ouvir a opinião das autoridades”. Caso contrário, diz, Macau irá encarar o mesmo tipo de problemas nas próximas eleições ao hemiciclo, previstas para 2017. “Em todas as coisas, o sucesso depende de uma boa gestão de tempo e de uma preparação prévia. E o que é preciso agora é dar o primeiro passo.”
SUGESTÕES DE VASCO FONG • INTERNET LEGISLADA – “A Lei Eleitoral actualmente em vigor não prevê quaisquer novos meios para a realização da campanha, como por exemplo via Internet, Twitter, Facebook, WhatsApp, WeChat, etc. Se a lei continuar a não regulá-las, será muito difícil manter uma ordem desejável durante as eleições, pois haverá sempre pessoas a tirar partido dessas zonas cinzentas.” • ASSOCIAÇÕES E CANDIDATOS – “É do co-
nhecimento geral em Macau que a cultura política se baseia muito na constituição de associações (...). Na altura das eleições, ao participarem na campanha eleitoral, as suas actividades devem estar sujeitas a limites. A Lei Eleitoral deve ter uma maior amplitude para regular as associações de natureza política, de forma a evitar que estas venham a violar a lei e deve impor-se que a comissão de candidatura declare quais são as associações apoiantes.”
• DIA DE VOTO COM CAMPANHA – “Porque não se abre a possibilidade de autorizar as actividades promocionais [no dia da votação], com a proibição de promoção a menos de cem metros da assembleia de voto?” • PRESENTES PÚBLICOS - “Exigir aos candidatos que, durante o período das eleições, declarem todas as lembranças e outros bens oferecidos e serviços prestados ao público”
• NEM SEMPRE IMUNES – “Suprimir a imunidade criminal dos candidatos contra os quais corra inquérito penal por suspeita do crime de corrupção eleitoral durante o período das eleições, mantendo a actual imunidade quando for caso de outro tipo de crimes sem ligação com a actividade eleitoral. Caso o autor do crime seja condenado pelo tribunal, mesmo que já tenha tomado posse como deputado, [permitir que lhe] seja cessado o mandato.”
Corrupção Mais casos de angariação de voto
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O relatório, o Comissário admite que, apesar das acções de prevenção e fiscalização, “houve quem se iludisse e convencesse de que seria bafejado pela sorte e infringiu a lei”, pretendendo prejudicar a integridade das eleições legislativas. Ora, os números não enganam: nestas eleições, foram recebidas 434 queixas e denúncias e 213 destas estiveram relacionadas com irregularidades de angariação de assinaturas de comissões de candidatura, realização de campanhas fora do período permitido, oferta de vantagens ou a coacção relativa a emprego para influenciar o sentido de voto dos eleitores, o transporte gratuito para os eleitores se deslocarem a assembleias de voto e bebidas e refeições gratuitas. O CCAC chegou inclusive a encaminhar um caso que envolvia um funcionário de uma associação e um cidadão para o MP. No próprio dia das eleições, 49 indivíduos foram interceptados por terem realizado reuniões ilegais e propaganda ilícita ou por terem tentado impedir os eleitores de exercer o seu voto. “Analisando as situações das actividades eleitorais numa perspectiva geral, registaram-se mais situações de angariação desonesta de votos e uma redução significativa do número de ilegalidades de maior gravidade. Para além disso, é de referir que estas eleições demonstram vários problemas: uns têm a ver com o regime eleitoral, outros relacionam-se com as estratégias adoptadas por interessados nas actividades eleitorais, bem como alguns têm relação com a cultura eleitoral local. Tudo isso merece uma reflexão pela sociedade.” - J.F.
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Florinda Chan “Muito satisfeita” com novos Secretários
A ainda Secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, congratulou a escolha dos novos Secretários escolhidos pelo Chefe do Executivo. “Dou os parabéns, do fundo do coração, e estou muito satisfeita com a nomeação dos titulares dos principais cargos para o quarto Governo”, referiu Florinda Chan. “[Ter feito parte do Governo] é o meu maior orgulho”, contou a dirigente, destacando no entanto que “há sempre espaço para melhorias”. Ocupando a cadeira de Secretária para a Administração e Justiça há 15 anos, Florinda Chan foi a primeira mulher a integrar o grupo de dirigentes de altos cargos do Executivo local. “O trabalho é muito, mas julgo que com a experiência destas pessoas e liderança do Chefe do Executivo, o trabalho levará a um bom termo”, acrescentou a Secretária, que cessa funções no próximo dia 20 de Dezembro, data em que os novos dirigentes tomam posse. É Sónia Chan, actualmente no cargo de coordenadora do Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais, quem vai suceder a Florinda Chan.
ANIMAIS DONOS OBRIGADOS A CUMPRIR INSTRUÇÕES DE CUIDADOS
Proibido não cuidar Com a nova Lei de Protecção dos Animais, os donos deverão ser obrigados a cumprir determinadas regras de cuidados com os seus animais e vai haver multas para quem não o fizer. Estas podem ir das duas mil às dez mil patacas LEONOR SÁ MACHADO
leonor.machado@hojemacau.com.mo
A
1.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) reuniu-se ontem e decidiu, juntamente com o Governo, a obrigatoriedade de um conjunto de regras
de cuidados para os donos de animais de estimação. Isso mesmo disse Kwan Tsui Hang, presidente da Comissão. “No futuro, vão ser criadas instruções para os donos dos animais”, referiu Kwan que diz que ainda que as regras não estejam estipuladas, a presidente promete que o Governo o fará brevemente. O mesmo artigo – discutido ontem durante mais uma reunião da Comissão que analisa na especialidade a Lei de Protecção dos Animais – define ainda multas entre as duas mil e as 10 mil patacas para quem quebrar as normas estipuladas e de cinco mil a 40 mil, para os donos que não procurarem socorro no caso do seu animal estar a ser violentado.
ANIMAIS PERIGOSOS DE FORA
Outro dos artigos discutidos faz referência à posse, criação e reprodução de animais, sendo um dos assuntos que mais celeuma criou entre os deputados da Comissão e o Governo. É que, por um lado, são quatro os princípios usados para proibir a criação de certos animais: tranquilidade pública, protecção dos animais, saúde e segurança públicas. Não é, contudo, certo quais são
os animais que se encaixam nesta norma proibitiva. Para este efeito, confirmou Kwan, será criado um despacho pelo Chefe do Executivo que proíbe a criação de animais considerados perigosos, “ferozes ou que possam atacar seres humanos”. Mais uma vez, esta alínea não define com clareza quais os animais que as pessoas poderão continuar a ter em casa.
2 a 10 mil patacas, para quem quebrar as normas estipuladas
5 a 40
mil patacas, para quem não procurar socorro no caso do seu animal estar a ser violentado
“Há uma lista internacional e o Governo vai agora estudar a situação das regiões vizinhas”, explicou a presidente da comissão da AL.
A proposta de lei apresenta, no entanto, uma alínea que tem causado alguma controvérsia. De acordo com Kwan, quem está já em processo de criação e reprodução de animais, tem seis meses para notificar o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) a partir do momento em que o despacho tem efeito. Nesse momento, o IACM tem poder para aprovar ou recusar o pedido do dono de continuar com o animal em casa. “Não percebo porque é que o IACM vai permitir se o Chefe do Executivo mandar não fazer. A lógica não é correcta”, apontou Kwan. Para os deputados da Comissão não parece haver sentido na existência de uma norma que permita algo que, à partida, a própria lei impede. Durante a reunião, Florinda Chan, Secretária para a Administração e Justiça, concordou com a opinião da Comissão e referiu que vai discutir a questão com o Executivo. “[Os membros do Governo] estão mais inclinados para eliminar esta parte”, destacou a deputada. O Governo vai, de acordo com Kwan, ponderar permitir a criação, mas não a reprodução.
Novos aterros Ho Ion Sang quer mais túneis nas zonas C e D
O deputado Ho Ion Sang questionou o Governo sobre a eventual criação de um túnel submarino na zona B dos novos aterros, frente à estátua de Kun Iam, que ligue às zonas C e D. Tudo isto, explica, deve-se ao facto das zonas C e D dos novos aterros virem a estar localizadas junto da zona central da Taipa. Numa interpelação escrita enviada ao Executivo, o deputado aproveitou ainda para lembrar que as autoridades responsáveis ainda não têm planos concretos para as zonas C e D. Para Ho Ion Sang, a construção do túnel é tão necessária como a construção da 4ª ligação rodoviária marítima entre Macau e a Taipa.
Alexis Tam Lai Ieng Kit poderá ser chefe de gabinete
Segundo o canal chinês da TDM, que cita uma fonte anónima, o actual director dos Serviços de Identificação (DSI), Lai Ieng Kit, poderá ser o próximo chefe do Gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. Recorde-se que Alexis Tam será o próximo Secretário para esta tutela, sendo actualmente o chefe do Gabinete do Chefe do Executivo e porta-voz do Governo.
Académico Seguir a Constituição chinesa
O docente do Instituto Politécnico de Macau (IPM), Xu Chang, que participou na redacção da Lei Básica, referiu ontem ao canal chinês da rádio que a Constituição da República Popular da China é um direito fundamental do país e que Macau, como região especial, deve promover e popularizar essa mesma Constituição. Quando foi questionado sobre “Occupy Central” o académico afirmou que considera que uma parte das pessoas pouco ou nada entende em relação a essa ideologia.
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SOCIEDADE
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Problemas da Administração
UM CASO DE ALOJAMENTO NO CAMPUS FOI INVESTIGADO E ARQUIVADO
Bem está o que bem acaba O Comissariado contra a Corrupção fez mesmo uma investigação ao processo de atribuição de alojamento a docentes e funcionários no novo campus da Universidade de Macau, mas o caso acabou por ser arquivado por “não se verificar qualquer irregularidade ou ilegalidade” ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
F
OI em Setembro do ano passado que o HM publicou a reportagem “Regras de alojamento em Hengqin fintam a lei”, sobre a existência de alegadas ilegalidades no processo de atribuição de alojamento a professores e funcionários no novo campus da Universidade de Macau (UM) na Ilha da Montanha, com base em documentos consultados pelo jornal. A mesma reportagem dava conta de
FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
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URANTE o ano de 2013, o Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) recebeu 896 queixas. Dos casos registados, cerca de 22 “foram investigados por iniciativa” do próprio CCAC, seis por solicitação de autoridades do exterior, 12 por entidades públicas e 856 por queixas apresentadas por cidadãos. Os dados são do Relatório de Actividades do CCAC, que indica que 372 destas queixas foram feitas anonimamente ou com pedido de confidencialidade do queixoso.
que o processo estaria a ser analisado pelo Comissariado contra a Corrupção (CCAC). Mais de um ano depois, o CCAC confirma, no seu mais recente relatório de actividades, que o caso foi investigado, com base numa queixa feita em Junho de 2013. O caso foi arquivado. “Após investigação do CCAC, relativamente ao regime vigente de alojamento e subsídio de residência da UM, não se verificou qualquer irregularidade ou ilegalidade nas respectivas orientações e modelos de educação, pelo que, foi o presente processo arquivado”, pode ler-se. O relatório revela o conteúdo da queixa, que acusa a UM de “ignorar a legislação actualmente em vigor”, com regras “por si criadas” que
não constam no Boletim Oficial ou website da UM, “evitando assim a fiscalização do Governo, do CCAC e do Comissariado deAuditoria (CA)”.
QUESTÕES HABITACIONAIS
A queixa feita ao CCAC versava sobre vários aspectos do alojamento do pessoal, nomeadamente o pagamento da renda, o facto dos detentores de uma casa em Macau poderem candidatar-se à residência e ainda o facto da UM “não aplicar a respectiva legislação na atribuição de alojamento aos trabalhadores recrutados ao exterior, oferecendo apenas a estes um subsídio um pouco mais alto, calculado de acordo com o respectivo índice de vencimento”. Em relação aos apartamentos, a queixa referia-se à atribuição de
“Após investigação do CCAC, relativamente ao regime vigente de alojamento e subsídio de residência da UM, não se verificou qualquer irregularidade ou ilegalidade nas respectivas orientações e modelos de educação, pelo que, foi o presente processo arquivado” RELATÓRIO DO CCAC
Trabalhar sem parar foram registados 852 casos, menos 44. No ano de 2011, houve apenas 804 casos, pelo que é possível verificar que, anualmen-
morosidade nos procedimentos, a falta de flexibilidade, a postura burocrática, a interpretação literal da lei e a falta de sensibilidade humana são problemas diários em Macau, que impedem muitas vezes a desburocratização. Quem o diz é Vasco Fong, Comissário contra a Corrupção, no relatório de actividades do Comissariado contra a Corrupção (CCAC). “Dos problemas verificados e indicados pelo CCAC, alguns deles continuam sem solução. Face aos velhos problemas que permanecem e aos novos problemas que foram surgindo, é normal que as entidades fiscalizadoras sintam por vezes algum desencanto. O acto administrativo deve ser rápido, correcto e seguro, daí que, o mais importante é prevenir e não deixar que os problemas se agravem”, escreve Vasco Fong. “A chave da gestão pública está na boa administração, que deve obedecer quatro critérios fundamentais: rigorosidade e clareza das leis, imparcialidade e integridade, alta eficiência e qualidade na prestação de serviços. Caso o aparelho administrativo cumprisse esses quatro princípios, teríamos seguramente menos decisões erradas e inadequadas e, ao mesmo tempo, teríamos menos queixas”, realça ainda.
T3 a “pessoal académico de nível superior e solteiro”, enquanto que “pessoal académico de nível básico e pessoal administrativo só poderão ser atribuídos alojamentos T1, mesmo que o seu agregado familiar seja composto por cônjuge e três filhos”. O CCAC explica no relatório que a UM, sendo “uma pessoa colectiva de direito público, pode ainda elaborar regulamentos e regras internas para regular a sua gestão e funcionamento” e diz que regulamentos e regras internas, se não produzirem efeitos externos, não estarão sujeitos a publicação no BO”. O CCAC considera que, uma vez que esses documentos já tinham sido aprovados pelo reitor e Conselho da Universidade, nada existe de ilegal. A UM disse ainda ao CCAC que o regime de atribuição de alojamento pretendeu “atrair mais pessoal docente de categorias mais altas e experiências mais ricas na investigação académica para residir na Universidade e concretizar uma “educação comunitária e de pares”. Foi ainda dito que o mesmo regime “foi elaborado tendo em vista a concretização de objectivos académicos e não de objectivos sociais”.
CCAC AUMENTA NÚMERO DE QUEIXAS EM 2013
Com a análise dos dados é possível verificar que foi registado um ligeiro aumento comparativamente ao ano anterior. Em 2012
A
te, se tem registado um crescimento do número de ocorrências. O mesmo documento explica que foi o meio tele-
fónico e a via postal o meio de participação mais usado, atingindo os 67,3%. Relativamente à natureza das queixas, o CCAC explica que 292 dos casos se referem a questões criminais e 604 são de natureza administrativa. O relatório indica ainda que 81 do total dos casos, “não reuniu con-
dições para ser investigado, ou por não caberem na competência do CCAC, ou por insuficiência das informações fornecidas”. A autoridade esclarece que durante o presente ano tratou um total de 1523 casos, dos quais 627 correspondem a queixas já feitas em 2012.
FUNÇÃO PÚBLICA REGIME ORIGINA RECL AMAÇÕES O CCAC acrescenta ainda que recebeu, este ano, 1304 pedidos de consulta sobre “diferentes matérias”, dos quais 779 estão directamente relacionados com matérias criminais e 525 com questões administrativas. Contudo, houve ainda queixas sobre o Regime da Função Pública. O relatório indica que foram
recebidas 104 queixas sobre este Regime, dos quais 29 correspondem aos direitos dos trabalhadores, 25 a problemas de natureza disciplinar, 23 de recrutamento de pessoas e 27 estão relacionados com a gestão interna. O CCAC indica ainda que recebeu nove queixas relativas a conflitos laborais e um sobre o estatuto
de trabalhadores não residentes. Na sector dos solos e obras públicas, o relatório indica que foram recebidas 40 queixas relativas a obras ilegais, 30 de fiscalização da utilização de prédios urbanos, quatro sobre licenciamento e recepção de obras e o mesmo número de concessão de terrenos.
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A
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TURISMO DIRECTORA ACREDITA NA DIVERSIFICAÇÃO
Resposta a Li Fei TIAGO ALCÂNTARA
directora dos Serviços de Turismo (DST), Helena de Senna Fernandes, disse ontem acreditar que Macau pode vir a desenvolver mais elementos não ligados ao Jogo na sua economia. À margem de um evento no Instituto de Formação Turística (IFT), Helena de Senna Fernandes referiu, segundo o canal chinês da Rádio Macau, que em Macau “já se criaram gradualmente diversos elementos turísticos”, assim como “diferentes tipos de turistas vêm a Macau para sentir de perto esses elementos”. Helena de Senna Fernandes disse ainda estar confiante de que no futuro outras indústrias podem desenvolver-se, ligadas ao sector das exposições e convenções ou indústrias criativas. Para além dos elementos turísticos mais tradicionais, a directora da DST frisou que “novos elementos podem servir de complemento e atrair novos tipos de turistas”. “O Governo vai conti-
nuar a cooperar com diversas empresas, desenvolvendo mais elementos não ligados ao Jogo, esperando que isso possa criar diferentes características em Macau para atrair turistas”, acrescentou. As declarações de He-
lena de Senna Fernandes serviram de reacção às palavras de Li Fei, vice secretário-geral do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN), que esta semana esteve em Macau para participar numa
palestra e que referiu que a dependência da economia em relação aos casinos não é positiva.
PASSAPORTES SEM IMPACTO
Segundo a Rádio Macau, Helena de Senna Fernandes
“O Governo vai continuar a cooperar com diversas empresas, desenvolvendo mais elementos não ligados ao Jogo, esperando que isso possa criar diferentes características em Macau para atrair turistas” HELENA DE SENNA FERNANDES Directora da DST
comentou ainda as mais recentes medidas adoptadas pelo Governo Central, no sentido de obrigar os portadores de passaportes vermelhos a apresentarem nas fronteiras os bilhetes de avião. “Da nossa parte, em termos de trabalho, [essa medida] não vai afectar, porque não estamos à procura dos turistas que vêm só em trânsito. Se calhar vai haver alguma diminuição, mas temos de ver que tipo de efeito vai ter em relação ao número de turistas que entram. Mas o nosso trabalho concentra-se nos turistas que querem passar mais tempo em Macau e não naqueles que estão em trânsito”, disse a directora. Em relação ao estudo global sobre o sector do Turismo, deverá demorar cerca de dois anos e meio a ser finalizado, quando o prazo inicial era de um ano e meio. À Rádio Macau, Helena de Senna Fernandes disse que o estudo irá custar caro aos cofres do Governo, uma vez que se pretende fazer um planeamento e análise globais a todo o sector. - A.S.S. / F.F.
Dois terços dos trabalhadores nunca foram promovidos
A Associação de Gestão de Macau divulgou um estudo que indica que 68,4% dos trabalhadores afirmam nunca terem sido promovidos, segundo anuncia a revista Macau Business, citando o jornal Ou Mun. A publicação esclarece que no inquérito participaram 1013 empregados e que 2/3 destes afirmaram que trabalhavam, pelo menos, há mais de três anos nos actuais postos de trabalho. A mesma quantidade de inquiridos, mostrouse, segundo o jornal, pessimista quanto ao futuro do mercado de trabalho.
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hoje macau sexta-feira 5.12.2014
DSPA GARANTIDA CORRECTA SEPARAÇÃO E RECICLAGEM DE RESÍDUOS
Ambiente sem misturas MTel Dezenas de pedidos de adesão no primeiro dia
A
companhia de telecomunicações MTel começou a operar a 3 de Dezembro, na quarta-feira passada. O director-executivo da empresa, Tsui Tak Ming, confirmou que o grupo recebeu dezenas de pedidos de adesão de potenciais clientes, só no primeiro dia. Ao jornal Ou Mun, o responsável revelou ainda que a lista engloba empresas, bancos, operadoras de Jogo e departamentos governamentais, 70% dos potenciais clientes sendo nativos do território. A menor percentagem de clientes – 20% a 30% - é aquela que faze uso de linhas internacionais, pois são as mais caras. Tsui prevê ainda que a empresa poderá vir a ter centenas de clientes no primeiro mês de funcionamento e acredita que a aprovação da licença de internet poderá vir a ser anunciada em breve pelo Executivo. O mesmo responsável sublinhou ainda que a relação preço/qualidade é uma das vantagens competitivas da empresa, porque os preços praticados pela MTel são menores do que aqueles estabelecidos pelo seu concorrente, a CTM, tendo mesmo o Governo já referido que a diferença é de 10% a 20%. As PME podem ainda ter um desconto de 55% no pacote de serviços.
Em resposta a uma interpelação do deputado Si Ka Lon que questionava sobre as suspeitas de que o lixo recolhido seria todo misturado a DSPA responde que tal não acontece assegurando que os resíduos são sempre separados
diferentes sectores, em processos de separação simples, compressão e embalagem, para que depois sejam transportados e reciclados no estrangeiro. O director substituto da DSPA garantiu ainda que os resíduos que podem ser reciclados nunca são misturados com aqueles que são destinados para a central de incineração em Macau.
PROTECÇÃO INÉDITA
FLORA FONG
Vai Hoi Ieong relembrou ainda que o novo contrato celebrado com a Companhia de Sistemas de Resíduos de Macau (CSR) teve em conta, pela primeira vez, os elementos de protecção do meio ambiente, tendo sido adicionados mais ecopontos e veículos especializados de recolha. Recorde-se que a empresa anunciou há duas semanas ter investido cerca de 50 milhões de patacas em novos camiões. O Governo promete ainda aumentar a consciência cívica das pessoas no que diz respeito à protecção ambiental, chamando a atenção para, no caso de existirem duvidas quanto ao comportamento dos funcionários da CSR, para serem apresentadas queixas à DSPA ou à própria empresa.
V
RECICL AGEM CRIADOS MAIS DOIS PONTOS
flora.fong@hojemacau.com.mo
AI Hoi Ieong, director substituto dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), assegura que há uma correcta separação e reciclagem de resíduos e garantiu que tem sido promovida a ideia de “redução de resíduos a partir da fonte e a separação de resíduos”. A resposta surge depois de uma interpelação do deputado Si Ka Lon, que indicava que o território tinha poucos locais para a separação e reciclagem de resíduos. Si Ka Lon chamava ainda a atenção para a suspeita de que os funcionários da CSR misturariam todo o lixo recolhido. Vai Hoi Ieong nega que isto aconteça e explica que, depois do processo de recolha dos resíduos, a empresa transporta o lixo para
O director substituto da DSPA garantiu ainda que os resíduos que podem ser reciclados nunca são misturados com aqueles que são destinados para a central de incineração em Macau
EPM Quase 20% dos reclusos são estrangeiros Á quase 200 reclusos estrangeiros a cumprir H pena no Estabelecimento
Sai Van Via panorâmica custa mais de 25 mil milhões
A primeira fase da obra de reordenamento viário da Avenida Panorâmica do Lago Sai Van vai custar entre 25,8 milhões de patacas e 31,1 milhões de patacas. A concurso estão agora as empresas locais Companhia de Construção e Engenharia Kin Pang Lda. e a Companhia de Construção e Obras de Engenharia Tang Lei Lda. A entrega de propostas para o concurso público teve lugar ontem para a obra que abrange o troço da avenida panorâmica do lago e que se estende até à zona do Museu Marítimo, na Barra. A DSSOPT prevê que a obra tenha início no 1º trimestre de 2015, com um prazo de execução de 120 dias.
Prisional de Macau (EPM). O número equivale a 20% do total dos presos, sendo que a maioria dos estrangeiros apanhados em Macau estão cá detido devido a crimes ligados a estupefacientes. Dados fornecidos ao HM mostram que, no mês de Outubro, a EPM tinha 990 homens a cumprir pena e 216 mulheres, ou seja, um total de 1206 reclusos. Dentro destes, entre
condenados e presos preventivamente, registam-se 184 reclusos estrangeiros. Destes, que equivalem a 18,6% do total de reclusos, 127 são do sexo masculino e 57 são mulheres. A maioria está presa devido a crimes relacionados com droga. Como indica o EPM, relativamente às causas, o tráfico ilícito de estupefacientes ou produtos psicotrópicos é o que lidera a lista - com 115 casos -, seguindo-se os furtos e roubos, com 40 casos. O consumo ilícito de drogas
As zonas habitacionais do Fai Chi Kei e Seac Pai Van vão passar a ter mais dois pontos de reciclagem, inseridos no “Programa de Pontos Verdes” e promovidos pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). A instalação será feita já este mês. Criado em 2011, o “Programa de Pontos Verdes” tem vindo a obter, segundo o Governo, “excelentes resultados”. Até finais de Novembro deste ano, tinham sido recolhidas 643 toneladas de papéis, que terão evitado o abate de 8732 árvores. O Governo frisa que foram ainda recolhidas 339 toneladas de plástico e mais de 177 mil latas de alumínio ou ferro.
e a ofensa qualificada à integridade física da qual resulta a morte são as causas que se seguem com maior registo. Os últimos dados disponíveis quanto ao movimento dos reclusos indicam que, em Julho – data da última análise –, entraram 42 novos reclusos e foram soltos 38. Ou seja, nos primeiros sete meses do presente ano deram entrada 324 novos presos no EPM, dos quais 273 são homens e 51 mulheres. Analisando as saídas, é possível verificar que 259 reclusos saíram em liberdade - 215 do sexo masculino e 44 do sexo feminino. - F.A.
CHINA
hoje macau sexta-feira 5.12.2014
CORRUPÇÃO COMBATE ATINGE UMA MULHER GENERAL
Vítima do “Imperador Xi” A luta contra a corrupção levada a cabo desde a tomada de posse de Xi Jinping e que já levou à destituição de centenas de quadros dirigentes atinge pela primeira vez um general do sexo feminino
U
MA major-general chinesa, Gao Xiaoyan, está a ser investigada por suspeita de corrupção no primeiro processo do género envolvendo uma mulher com aquela patente, anunciou ontem a imprensa oficial chinesa. PUB
utilizada para os casos de corrupção, foram Gu Junshan e Yang Jingshan, ligados ao departamento de logística e ao comando de uma região militar, respectivamente.
QUESTÃO VITAL
O combate à corrupção, considerado “uma questão de vida ou de morte” para a credibilidade do Partido Comunista Chinês e a sua manutenção no poder, tem sido uma prioridade da liderança do actual presidente, Xi Jinping.
Gao Xiaoyan é suspeita de ter recebido subornos relacionados com projectos de construção
Gao Xiaoyan é suspeita de ter recebido subornos relacionados com projectos de construção quando era Comissária Política num hospital militar, entre 2005 e 2012, refere o China Daily. É o quarto general visado este ano pela campanha anti-corrupção
e que, pela primeira vez em mais de meio século de governação comunista, atingiu um ex-vice-presidente da Comissão Militar Central, Xu Caihuo. Os outros generais acusados nos últimos meses por “graves violações da disciplina”, expressão oficial
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Centenas de quadros dirigentes, alguns dos quais de nível ministerial ou até superior, foram atingidos pela campanha anti-corrupção desde que Xi Jinping assumiu a chefia do PCC, há dois anos. Xi Jinping, 61 anos, é considerado o mais poderoso líder chinês das últimas duas décadas e já foi descrito fora da China como “Imperador Xi” e “Presidente Imperial”.
Hong Kong Pequim contra interferência norte-americama
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Hua Chunying, disse ontem em Pequim que as questões de Hong Kong são um assunto interno da China. O país opõe-se firmemente a qualquer interferência exterior na região. O secretário-adjunto de Estado norte-americano, Daniel Russel, disse no dia 3 no Congresso dos EUA que a China se deve mostrar mais flexível em relação à ocupação de ruas em Hong Kong e permitir que as pessoas da região expressem as suas opiniões. Hua Chunying respondeu que a estabilidade e a prosperidade de Hong Kong correspondem não só aos interesses da China, mas também de todas as partes envolvidas. Por isso, o país espera que outras nações abandonem os apoios às actividades ilegais dos ocupantes das ruas de Hong Kong e contribuam mais para a estabilidade e prosperidade da região.
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EVENTOS
hoje macau sexta
Estilistas portugueses premiados em Inglaterra A dupla portuguesa de estilistas Marques’Almeida recebeu, esta semana, o prémio da categoria de Talento Emergente - Moda Feminina dos British Fashion Awards, os mais importantes prémios britânicos de moda. Marta Marques e Paulo Almeida, nomeados pelo segundo ano consecutivo pelo British Fashion Council, disputaram, este ano, o prémio com os designers 1205 e Thomas Tait, depois de em 2013 terem perdido para a estilista irlandesa Simone Rocha. A dupla de designers de moda portuguesa participa desde 2010 na Semana da Moda de Londres, cidade os dois onde se instalaram em 2009, e tem a ganga como material de eleição e os anos 90, particularmente o movimento ‘grunge’, como inspiração base. Marta Marques e Paulo Almeida têm uma marca própria desde 2011, vendida actualmente nos EUA, Japão, Austrália, Reino Unido, Itália, Suécia, Rússia, China e Cazaquistão. Este ano, destacaramse pelo convite para criarem uma colecção para a rede de lojas internacional Topshop.
IPOR Livro “Jogar futebol com as palavras” este sábado
PINTURA SOFIA AREAL EXPÕE NA CASA GARDEN
Macau, com amor LEONOR SÁ MACHADO
leonor.machado@hojemacau.com.mo
A
artista portuguesa Sofia Areal apresenta, no próximo dia 12, a exposição “113º 55’E 21º 11’N”, com inauguração marcada para as 18h30, na Casa Garden. O nome desta mostra remete para as coordenadas geográficas do território – onde a artista já viveu –, especificamente do Farol da Guia, ponto escolhido para determinar a localização oficial de Macau no mapa mundial. Sofia Areal explica que a sua obra é composta por telas com motivos circulares de forma a “expressar o seu ser”, diz. “Estes trabalhos mostram, para além do inequívoco traço e forma de Sofia Areal, também a influência e o impacto que esta experiência teve no olhar da artista e sobre a perspectiva que tem em relação à sua prática como artista”, lê-se num comunicado. A formação académica da artista começou em Inglaterra e continuou mais tarde em Lisboa, onde tirou vários cursos
de Gravura e Pintura, na Ar.Co, escola de arte independente.
TALENTOS VÁRIOS
Sofia Areal tem vindo a expor em vários locais em Portugal, nomeadamente na Cordoaria Nacional. Em 2012 foi convidada para ilustrar o colóquio Letras, na Fundação Calouste Gulbenkian. Além disso, Sofia Areal tem ainda um longo currículo noutras formas artísticas, como a cenografia, a tapeçaria e gráficos para porcelana, tendo inclusivamente criado quatro colecções para a Vista Alegre, marca portuguesa. A presente exposição da artista lusa marca o início de uma tournée mundial onde as suas obras passarão por vários países durante os próximos três anos. Sofia Areal expõe individualmente desde 1990 e esteve até presente na Cidade do México, com a série “Inmóvel en la luz pero Danzante”. A exposição estará patente na Casa Garden até 12 de Dezembro e está aberta diariamente até às 19 horas, excepto segunda-feira e feriados. A entrada é livre.
O próximo sábado será marcado pelo lançamento do livro “Jogar futebol com as palavras”, da co-autoria da investigadora Maria Clotilde Almeida. O livro “aborda a desconstrução de metáforas e mesclas em notícias do jornal ‘A Bola’ recolhidas entre 2002 e 2013”. Numa acção conjunta entre a Livraria Portuguesa e o Instituto Português do Oriente (IPOR), o lançamento do livro contará ainda com uma conversa aberta com a académica, onde a também docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa irá abordar os “jogos de linguagem presentes em textos jornalísticos sobre futebol que remetem para cenários da cultura portuguesa e para a reescrita de episódios da história e da cultura alheias” para expressar os feitos dos heróis desportivos portugueses, indica a organização. Com moderação do jornalista da TDM e colaborador do HM, Marco Carvalho, o evento tem lugar nas instalações da Livraria Portuguesa a partir das 18h00.
CALIGRAFIA CHINESA MOSTRA DE AMBROSE SO NA
Talento para o Jog
É director-executivo da Sociedade de Jogos de a caligrafia chinesa. Até ao dia 22 deste mês, 2 na Universidade de Hong Kong na iniciativa “I ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
É
conhecido na Ásia e em todo o mundo como o director-executivo de uma das mais importantes operadoras de Jogo em Macau – a Sociedade de Jogos de Macau (SJM). Mas para além da veia de empresário, Ambrose So também sabe caligrafia chinesa. No início desta semana abriu ao público uma exposição na Universidade de Hong Kong com 20 trabalhos do empresário, que podem ser vistos
gratuitamente pelo público até ao próximo dia 22. “A arte da caligrafia chinesa é como a arquitectura – a forma e a função podem mudar ao longo do tempo enquanto se desenha o passado, criando resultados que duram para sempre”, disse Ambrose So no discurso de inauguração da exposição “Infusing the Past with the Present”. “Adoro caligrafia desde a minha infância e foi algo que se tornou numa companhia para toda a vida. Comecei a apreciá-la e a gostar da caligrafia como um passatempo, ten-
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA A LENDA DO VENTO • Stephen King Em “A Lenda do Vento”, Stephen King transportanos à Terra Média, o território espectacular da saga “A Torre Negra”. Uma viagem encantadora e assustadora ao mundo de Roland Deschain e um testemunho do poder e da magia de Stephen King a contar histórias.
A CASA DA RUA DA ESPERANÇA Em dezoito anos de casam família, uma firma de adv feliz, na Rua da Esperanç desmorona. Uma história depois de se pensar que a pequenos milagres e a fé no
eventos 11
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Ópera de Pequim “A Alma de Keng Hoi” em Macau
Em comemoração do 15.º aniversário do retorno de Macau à Pátria, serão organizadas duas sessões de apresentação da Ópera de Pequim baseada na História de Macau intitulada “A Alma de Keng Hoi”. Os espectáculos terão lugar nos dias 13 e 14 de Janeiro de 2015, no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau. Esta peça de ópera foi produzida pela Fundação Macau juntamente com o Grupo de Artes Performativas da Província de Jiangsu. A “A Alma de Keng Hoi” estreouse em Nanjing em Julho deste ano e, posteriormente, subiu ao palco de Tianjin em Novembro durante o 7.º Festival de Ópera de Pequim da China. Os bilhetes custam cem patacas e estão já à venda.
MIPAF 2014 Armazém do Boi apresenta arte performativa
O
UNIVERSIDADE DE HONG KONG
go e para a Arte
Macau, mas também revela talento para 20 trabalhos de Ambrose So estarão expostos Infusing Past with the Present” do depois utilizá-la para benefícios da comunidade”, disse ainda.
REFERÊNCIAS DE MESTRES
Ambrose So também desempenha funções na direcção da Fundação
da Universidade de Hong Kong, que promove esta iniciativa. Esta é a segunda vez que o empresário expõe na região vizinha – a primeira foi em meados de 1999, no museu e galeria de arte da mesma
“A arte da caligrafia chinesa é como a arquitectura – a forma e a função podem mudar ao longo do tempo enquanto se desenha o passado, criando resultados que duram para sempre” AMBROSE SO
universidade. Contudo, Ambrose So já expôs os seus trabalhos em territórios como Xangai, Cantão, Pequim e Taiwan. Os trabalhos do director-executivo da SJM mostram elementos do Confucionismo, Budismo e Daoísmo, tendo também como referência os mestres da caligrafia chinesa mais contemporâneos. Quem visitar as obras de Ambrose So poderá ainda descobrir pedaços de prosa e poesia que datam das dinastias Tang e Song. “No meu próprio estudo sobre caligrafia sempre me inspirei nos precedentes históricos, tendo começado por copiar e imitar, até desenvolver um estilo próprio. Espero que através destas obras as pessoas possam apreciar melhor a cultura chinesa, por forma a promover a harmonia na sociedade”, concluiu Ambrose So no seu discurso. A exposição estará patente de segunda a sábado entre as 9h30 e 18h00. Aos domingos, o público poderá visitar o espaço entre as 13h00 e 18h00. A entrada é livre.
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
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LINHAGEM SANGRENTA • James Rollins Galileia, 1025. Um cavaleiro templário infiltra-se numa cidadela antiga e descobre um tesouro sagrado há muito escondido no labirinto do forte: o Bachal Isu, um ícone de valor incalculável que contém um poder misterioso e aterrador que promete mudar a humanidade para sempre. Será possível viver para sempre? E, se fosse, você viveria?
Armazém do Boi vai organizar, das 18h30 às 21h30 de dia 10, o Festival Internacional de Artes Performativas de Macau (MIPAF). A mostra inclui trabalhos de artistas coreanos, de Taiwan, China e Eslováquia. O MIPAF é um evento anual que tem vindo a realizar-se sempre no Armazém do Boi e que convida artistas de todo o mundo para actuar no território. Por cá vão estar o eslovaco József R. Juhász, que conta com vários anos de carreira, sendo co-fundador da empresa de criatividade K21C, membro do grupo editorial de uma revista húngara e vencedor
do galardão Kassak, ganho no ano 1993, em Budapeste. O território vai também receber Sung Neung-Kyung, artista da Coreia do Sul, que tem os seus trabalhos seus expostos na Bienal de Gwangju. As peças da sua autoria revelam um interesse especial pelas formas e comportamentos humanos, já que grande parte da sua arte é materializada em instalações e esculturas. A mostra, que é de entrada livre, conta com o apoio do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e da Fundação Macau, estando aberta das 12 às 19 horas.
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DESPORTO
info@hojemacau.com.mo
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A
Maratona Internacional de Macau sai para a estrada no próximo domingo e a principal novidade da 33ª edição do evento é mesmo o percurso que os atletas que disputam a prova de maior cartaz da competição terão que percorrer. A empreitada de construção do metro ligeiro do território transformou a Taipa e o COTAI num enorme estaleiro a céu aberto e obrigou o Instituto do Desporto a improvisar um trajecto muito distinto do habitual. O percurso da 33ª Maratona Internacional de Macau vai obrigar os atletas a atravessar a ponte Sai Van por quatro vezes. O presidente do Instituto do Desporto, José Tavares, reconhece que o trajecto não
Adeus carros de turismo a saída de cena do mundial de turismos, a Comissão do Grande Prémio de Macau terá nos próximos meses que decidir com que linhas se vai coser a mítica
Corrida da Guia, sendo que o novo campeonato de carros de turismo “TC3 International”, formado por Marcello Lotti, o homem que levou o WTCC a Macau, já terá
expressado interesse em ocupar a vaga, como anteriormente noticiado pelo HM. Costa Antunes, coordenador do Grande Prémio de Macau, diz ser
GCS
Conselho Mundial da Federação Internacional do Automóvel (FIA) ditou o esperado afastamento do Circuito da Guia do calendário do Campeonato do Mundo FIA de Carros de Turismo (WTCC). A prova de Macau, que por dez anos consecutivos baixou a cortina das temporadas do WTCC, será substituída por um evento nocturno no autódromo de Losail, no Qatar. “Por mais que o Grande Prémio de Macau tenha ajudado o WTCC a ter um primeiro sabor das corridas na Ásia, agora temos uma base sólida de transmissões na região e presença na China, Japão e Tailândia”, disse François Ribeiro, o responsável máximo dos desportos motorizados do Eurosport Events, a empresa promotora do campeonato, que anunciou uma corrida na Tailândia em 2015 e confirmou também a continuidade da prova chinesa em Xangai. Além de Macau, o WTCC deixará também no próximo ano circuitos tão emblemáticos como Suzuka e Spa-Francorchamps. O dirigente francês quis “aproveitar a oportunidade para agradecer aos organizadores do Grande Prémio de Macau” por terem recebido a prova “desde 2005”. Ribeiro também salientou que o “WTCC amadureceu durante os seus dez últimos anos” e que a sua organização decidiu procurar novas alternativas, em novos palcos, onde “seja possível abrir novos mercados, ter melhor horários televisivos e estar mais próximo da base, permitindo o regresso mais rápido à Europa”. Com
MAR CO CARVALHO
Além de Macau, o WTCC deixará também no próximo ano circuitos tão emblemáticos como Suzuka e Spa-Francorchamps
WTCC FIA CONFIRMA AFASTAMENTO DE MACAU
SÉRGIO FONSECA
O
hoje macau sexta-feira 5.12.2014
“decisão natural” o WTCC não vir a Macau. Em declarações à rádio, o responsável diz ainda que é cedo para falar sobre uma corrida de substituição.
REGRESSO A PORTUGAL
Depois de um ano de ausência, Portugal voltará a acolher o WTCC em 2015. O palco desta vez não será o Circuito da Boavista, nem o Autódromo do Estoril ou o homólogo do Algarve, mas sim o circuito citadino de Vila Real. Dias antes da sua visita a Macau, o Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, anunciou que o Circuito da Boavista não se realizaria em 2015, dada a incapacidade da autarquia portuense em reunir os 650 mil euros pedidos pelo Eurosport Events, que compreendia uma campanha de publicidade televisiva. Isto, após o Turismo de Portugal ter cortado o apoio financeiro das edições anteriores. Como alternativa, a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting conseguiu convencer os diversos parceiros, assegurando o campeonato em Vila Real por um período consecutivo de três anos, recolocando a cidade transmontana no mapa das corridas de automóveis quatro décadas depois.
MARATONA DE MACAU SEIS MIL ATLETAS DISPUTAM 33ª EDIÇÃO
Quenianos de novo favoritos é dos mais propícios a bons desempenhos: “O traçado do ano passado era excelente para fazer bons tempos, mas não foi possível replicar este ano o percurso por razões óbvias. São razões que nos foram explicadas pelas entidades reguladoras do trânsito e que aceitamos com naturalidade. Este ano temos o percurso possível e só com a conclusão das obras do metro deverá ser possível estipular um trajecto permanente”, explica o dirigente.
SEIS MIL NA RUA
Às primeiras horas de domingo deverão ser mais de seis mil os atletas que saem à rua para disputar as três provas
– a maratona propriamente dita, a meia-maratona e a mini-maratona - que compõem o cartaz competitivo da edição de 2014 do principal evento do calendário de atletismo de Macau. A prova rainha da competição será disputada por quase um milhar de atletas e o contingente queniano, com Duncan Cheruyot Koech à cabeça, volta a ser o grande favorito. Julius Kiplimo Maisei, que há um ano bateu o recorde da prova e arrecadou um prémio monetário no valor de 35 mil dólares norte-americanos, regressa para defender o título mas não espera facilidades, dada a qualidade da concorrência que terá pela frente
nas ruas do território: “Não posso prometer nada no que diz respeito à defesa do título porque há outros candidatos tão bons como eu, por isso neste momento não posso prometer nada”, confessou o atleta, em declarações à TDM.
NO FEMININO
Do Quénia chega também a grande favorita à conquista da Maratona feminina. Flomena Chepchirchir compete pela primeira vez em Macau e está convicta de que pode garantir um bom resultado na competição se as condições atmosféricas o permitirem: “Tenho feito bons treinos no Quénia e espero no domingo
poder fazer uma boa corrida, mas vai depender muito do tempo que se fizer sentir”, reconhece a vencedora da edição de 2013 da Great Scottish Run, prova que se disputa em Glasgow. Pela primeira vez em muitos anos, a prova da maratona não vai contar com nenhum atleta português. O atletismo luso estará representado apenas na meia-maratona, por Cláudia Pereira e por Daniel Pinheiro: “Venho com o objectivo de conseguir ir ao pódio. Eu fiz uma maratona há pouco tempo e a preparação para esta meia atrasou um bocado porque tive alguns problemas físicos. A recuperação aca-
bou por se revelar mais difícil do que estava à espera, mas venho a Macau com o mesmo objectivo de sempre, que passa por tentar ir ao pódio”, esclarece Cláudia Pereira. Um propósito, de resto partilhado por Daniel Pinheiro. O atleta está convicto de que pode assinar um brilharete em Macau: “Espero fazer um bom resultado e um bom resultado para mim passa mesmo por vencer”, assume. Cabo Verde, por sua vez, vai estar representado na Meia Maratona de Macau por Ruben Sança e Crisolita Rodrigues. Na prova vão participar ainda representantes de São Tomé e Príncipe, da Guiné Bissau e do Estado Indiano de Goa ao abrigo do protocolo de cooperação firmado pelos países membros da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa.
( F ) UTILIDADES
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TEMPO
PERÍODOS
DE
C H U VA
Cineteatro
CINEMA
MIN
11
MAX
15
HUM
65-95%
•
EURO
9.8
BAHT
0.2
Com: Sammo Hung, Eddie Peng, Zhang Jin, Angelababy 14.15, 21.30
Um filme de: Ridley Scott Com: Christian Bale, Joel Edgerton, Sigourney Weaver 14.30, 21.00
THE THEORY OF EVERYTHING [B] Um filme de: James Marsh Com: Eddie Redmayne, Felicity Jones, Emily Watson, Charlie Cox 16.45, 19.15
EXODUS: GODS AND KINGS [3D] [C] Um filme de: Ridley Scott Com: Christian Bale, Joel Edgerton, Sigourney Weaver 18.00
STANDARD & LATIN DANCE MUSIC SHOW Pavilhão desportivo do Tap Seac, 20h00 às 22h00 100 patacas
SALA 3
THE BEST OF ME [B]
Um filme de: Michael Hoffman Com: Michelle Monaghan, James Marsden, Luke Bracey 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
SALA 2
RISE OF THE LEGEND [C] (FALADO EM MANDARIM, LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS)
Um filme de: Chow Hin Yeung
ACONTECEU HOJE
1.2
APRESENTAÇÃO DE LIVRO E CONVERSA ABERTA SOBRE FUTEBOL COM MARIA CLOTILDE ALMEIDA Livraria Portuguesa, 18h00 Entrada livre
EXODUS: GODS AND KINGS EXODUS: GODS AND KINGS [C]
?
YUAN
O QUE FAZER ESTA SEMANA • Amanhã
SALA 1
13
BE THREE GRASSHOPPER (CONCERTO) Venetian, 20h00 Bilhetes a partir de 280 patacas
5 DE DEZEMBRO
REGGAE SESSION II Hot Rod Café, 22h00 Entrada livre
• Domingo COUNT BASIE ORCHESTRA AO VIVO NO VENETIAN Venetian Teathre, 19h45 Bilhetes a partir de 200 patacas
Nasce Walt Disney, criador do Mickey e do Pato Donald • Hoje, recorda-se um nome incontornável do cinema e da animação mundiais: Walt Disney, que nasceu neste dia, em Chicago (EUA). Também neste dia, em 1791, morre Mozart. Walt Disney nasceu em Chicago em 1901 e tornou-se conhecido em todo o mundo, entre os anos de 1920 e 1930, pelas personagens de desenho animado que criou: Mickey e Pato Donald, que permanecem imperecíveis. Realizador, animador, empreendedor e filantropo, Walt Disney foi co-fundador da The Walt Disney Company e da Disneylândia, parque temático sediado nos EUA. Transformou-se numa lenda, tendo criado um universo de referências no imaginário infantil de sucessivas gerações. Walt Disney foi a pessoa que ganhou mais Óscares (22 estatuetas), sendo ainda recordista no que diz respeito a nomeações (59). Morreu em Los Angeles, a 15 de Dezembro de 1966. Nasceram a 5 de Dezembro Carl Ferdinand Cori, bioquímico norte-americano, Nobel de Medicina (1896), Cecil Frank Powell, físico britânico (1903), Wladyslaw Szpilman, pianista polaco (1911), e José Carreras, tenor espanhol (1946). Morreram neste dia Mozart, compositor e músico austríaco (1791), Alexandre Dumas, pai, novelista francês (1870), o imperador Pedro II do Brasil (1891), Claude Monet, pintor impressionista francês (1926), Soeiro Pereira Gomes, escritor neo-realista português (1949), Joseph Erlanger, fisiologista norte-americano, Nobel de Medicina (1965), Edoardo Amaldi, físico italiano (1989), e Oscar Niemeyer, arquitecto brasileiro (2012). Hoje, assinala-se o Dia Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Económico e Social, criado pela ONU, através de resolução em Assembleia-Geral.
João Corvo
CORO PEROSI AO VIVO Igreja de São Domingos, 20h00 Entrada livre
• Diariamente
H O J E H Á F I L M E “LIFE OF PI” (ANG LEE, 2012) Uma história que conta a aventura de Pi no Oeano Pacífico depois de um naufrágio numa viagem da Índia para o Canadá com a família e os animais do seu jardim zoológico. Pi foi o único que conseguiu sobreviver num barco salva-vidas, onde precisa de conviver com os animais. Entre eles, contudo, está uma fera, o tigre Richard Parker. Pi tem conhecimentos sobre animais, mas será que consegue sobreviver e ser amigo do tigre? O filme é adaptado do romance do escritor canadiano David Magee e recebeu o Óscar de Melhor Filme em 2013. - Flora Fong
fonte da inveja
A presença feminina, ainda que carnal, induz à reflexão.
EXPOSIÇÃO “BEYOND PIXELS” DE VICTOR MARREIROS (ATÉ DIA 31/12) Signum Living Store, Rua Almirante Sérgio Entrada livre EXPOSIÇÃO PÁSSAROS DE MACAU, DE JOÃO MONTEIRO (ATÉ DIA 29/12) Consulado-geral de Portugal em Macau Entrada livre WORKSHOP DE LANTERNAS TRADICIONAIS (ATÉ DIA 13/12) Albergue SCM, das 19h00 às 21h00 Entrada livre EXPOSIÇÃO “REGIÃO OBSCURA” DE HEIDI LAU Museu de Arte de Macau Entrada livre
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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O PARAÍSO TURÍSTICO DE HANGZHOU
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ERDI a conta das vezes que visitei a capital da província de Zhejiang, mas sempre que venho a Hangzhou, encontro “uma das mais belas cidades do mundo”, como a definiu Marco Pólo (1254-1324) e pelo muito agradável estar, que me propicia, corroboro ser o Paraíso na Terra. A cidade espanta-me cada vez que por aqui passo. A constante abertura de museus e a criação de novos pólos de atracção leva-me, como visitante a prolongar indefinidamente a minha estadia e na partida, a vontade de regressar. Muitos são os atractivos que apresenta, mas para lá deles, creio ser uma das cidades do mundo que melhor trata os turistas. Estando toda ela transformada num grande parque museológico, é raro o lugar que cobra entrada. Os transportes colectivos são excelentes, com grande abundância de autocarros e táxis, cartão-de-visita que torna volátil o circular por Hangzhou. Pelos montes em redor do lago Xi e inspirado pelo sereno correr de um cenário, dedico dias aos museus do chá e da seda escondidos pelos arredores, a Oeste da cidade. Já a tranquilidade que do lago Xi (Oeste) imana, para quem em torno dele passeia, contrasta com a barafunda diária dos milhares de turistas, que se concentram na parte Norte do lago.
REFAZER AS MEMÓRIAS Como não venho a Hangzhou há alguns anos e nas últimas vezes aqui se realizavam grandes obras, trago curiosidade em ver as transformações. Rumo directo para o hotel de sempre, ou quase, pois no início ficava hospedado na Universidade, nos desocupados quartos para estudantes estrangeiros por ser período de férias. Agora, à procura do Dongpo Hotel, circulo pelas ruas próximo do lago, batendo todas as suas perpendiculares. Muitos dos quarteirões em redor estão em obras, ou já têm um outro visual, pois não os consigo enquadrar no local das minhas memórias. Com uma certa dificuldade reencontro-o, mas o nome do hotel já conta com a palavra Novo a anunciá-lo e os preços, devido à renovação, mais que duplicaram. Assim, experimento um outro lugar para ficar, o que não foi difícil pois pela cidade não faltam hotéis. Sendo horas de jantar e por me encontrar junto ao lago, vou à procura
daquele restaurante que tanta saudade me trazia. O restaurante Hong Ni, entre as ruas Yan’an e Hubin, ocupava um prédio com quatro andares e estando sempre cheio, para arranjar mesa era preciso chegar antes das cinco da tarde. A comida, apesar do restaurante ser enorme, era de excelente qualidade e confecção. A vista, que se alcançava da esplanada em terraço fechado do quarto andar, abrangia um idílico cenário de quarteirões com antigas casas típicas. Mas na última vez, esse bairro estava entaipado e pronto para ser restaurado ou demolido, se fosse seguida a linha do que acontecera ao do lado, onde já nessa altura crescia um centro comercial. Agora, encontro o prédio do restaurante muito desmazelado e na entrada, uma tabuleta a indicar ser um
café. Está fechado. Questiono sobre o restaurante a pessoa que toma conta da loja ao lado e ela diz-me que não se lembra de ali ter existido algum e o café fechara já há três anos. A desilusão abate-se sobre o meu estômago. Está na hora de comer e por isso, vou perguntando aos transeuntes, que me parecem habitantes da cidade, sobre um restaurante que me faça esquecer as lembranças e o paladar ainda pressentido nas papilas gustativas de algo provado havia muitos anos. Lá me vão referenciando alguns e após consultar o menu de uns quantos, continuo a busca para ver se encontro o perdido restaurante, pois creio que ele nunca poderia fechar, tal era a quantidade de clientes. Aconselham-me a Cozinha da Avó, que já tinha visto referenciado
A CIDADE ESPANTA-ME CADA VEZ QUE POR AQUI PASSO. A CONSTANTE ABERTURA DE MUSEUS E A CRIAÇÃO DE NOVOS PÓLOS DE ATRACÇÃO LEVA-ME, COMO VISITANTE A PROLONGAR INDEFINIDAMENTE A MINHA ESTADIA E NA PARTIDA, A VONTADE DE REGRESSAR
no prospecto que a cidade oferece aos turistas estrangeiros. Como é o único indicado e por experiência esses lugares não são normalmente de comida que eu pretendo experimentar e ainda por cima, o local onde se encontra instalado é extremamente turístico, opto por um outro, que correspondeu bem ao afagar o estômago. Não era aquele que tanto sonhara, mas serviu! Com os dias cada vez mais pequenos, é já noite quando saio do restaurante e pela proximidade da diária feira nocturna, pelas tendas, a ocupar toda a rua, atravesso Wushan Lu. A mudança dos produtos à venda deixa-me enfastiado pois, numa total substituição às pretensas antiguidades, às esculturas de madeira e bambu, às pedras para carimbos gravadas numa hora e tudo o resto que por aqui aparecia, agora é só roupa e seus acessórios.
ÁREA DA HISTÓRICA E CULTURAL RUA QINGHE O dia seguinte é dedicado ao Museu de Medicina Tradicional Chinesa e por isso sigo ao longo da Rua Yan’an, que
artes, letras e ideias 15
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José Simões Morais
Texto e fotos
liga a Praça Wulin à antiquíssima Rua Qinghe, situada numa área a Leste do lago Xi, entre as ruas de Hefang e Dagangxiang. Caminhando para Sul, viro depois na Rua Zhonghe para ir visitar a Mesquita Fénix. Olhando-a desde a passagem superior para peões, a sua arquitectura revela ter sido o espaço mutilado, confirmação que vem durante a visita, quando me dizem que em 1928, para a construção da Rua Zhongshan, foi mais de metade da sua área deitada a baixo. A mesquita foi construída durante a dinastia Tang por um homem de negócios egípcio para os comerciantes árabes crentes no Islão, mas encontrava-se já em ruínas na dinastia Song. Em 1281, por um édito do imperador Kublai Khan, foi mandada reconstruir, sendo restaurada e ampliada nas dinastias seguintes, Ming e Qing. Em 1961 o governo provincial listou o templo como relíquia cultural e em 2001 ficou sobre protecção nacional, sendo uma das quatro mais famosas mesquitas do Sudeste chinês. Tomando o actual nome em 1892, a Mesquita Fénix apresenta no seu recinto vinte e sete antigas pedras; uma escrita em persa e seis em chinês onde está narrada a construção e a história das reparações por que ela passou. As outras pedras, gravadas em árabe, quase todas vieram de túmulos, havendo ainda as que tem os nomes dos que ofereceram donativos. A Mesquita Fénix encontra-se à entrada da área da histórica e cultural Rua Qinghe e aí, o movimento de transeuntes não é muito grande. Mas à medida que caminho pela Rua Zhongshan, a imperial rua da capital da dinastia Song do Sul, por cada paifang (porta de pedra com três arcos) atravessado, o número de turistas vai exponencialmente aumentando. Ao chegar à Rua Qinghe, a multidão é descomunal. No cruzamento da Rua Zhongshan com a Qinghe era o local onde se encontrava o Palácio Imperial da dinastia Song do Sul. E desde então, quando Hangzhou foi capital do país, até 1949, Qinghefang foi a rua comercial mais famosa da cidade. O nome advém do título Qinghe Jun do então morador Zhang Jun, que era prefeito da cidade. Ainda actualmente, nos 460 metros de comprimento desta rua, se encontra um sem número de centenárias lojas, de comida, de chá, de medicina, de leques e outras tantas coisas, que me transportam para uma antiguidade de momentos doutros tempos da cidade. Sentado numa varanda de um primeiro andar, aprecio todo
É HORA DE ALMOÇO E O SOL APERTA. DECIDO SUBIR O MONTE WU E IR REFRESCAR-ME À SOMBRA DAS ÁRVORES. AÍ, NUMA EXTENSA ÁREA DE ESPLANADAS, OS HABITANTES PETISCAM E BEBEM CHÁ, ENQUANTO JOGAM MAHJONG E OUTROS JOGOS DE CARTAS aquele rebuliço, enquanto saboreio um chá verde. Assisto à secagem das folhas de chá ao Sol e outras, dentro de uma enorme bacia de metal, com um sistema de aquecedor eléctrico por baixo. As folhas são constantemente remexidas com a mão e por vezes, lá se separam algumas que não pertencem ao lote do chá verde de primeira. No pequeno bule, que me é servido, é colocada uma grande quantidade de folhas verdes que o enchem a três quartos. Bebo-o em pequenos golos, fazendo o líquido tornear pela boca antes de o engolir. As papilas gustativas da ponta da língua e da parte de trás desta, conjuntamente com a parte interior das bochechas, ganham o sabor daquele chá que constantemente me vai sendo servido. Na primeira rodada o sabor é forte, amargo e agressivo, mas com a segunda água vertida para o bule, o chá fica mais suave e na terceira, já me delicio com uma doçura e suavidade, restando muito tempo na boca este imperceptível paladar.
MUSEU DE MEDICINA TRADICIONAL CHINESA Os sete caracteres escritos no muro branco de um lado da Rua Qinghe levam-me a dobrar a esquina, onde encontro a Farmácia Huqingyu, que trago referenciada para visitar. Logo à entrada, os meus olhos são apanhados
pelo ambiente e maravilhado, observo extasiado todo aquele lugar e a dinâmica que aí se encontra. Apesar da antiguidade do local me levar a crer estar num museu, ali encontro pessoas no seu quotidiano trabalho e outras a serem atendidas, comprando remédios para as suas maleitas. Sobre fileiras de folhas de papel são vertidas, após serem individualmente pesadas pela balança de uma haste, combinações de diferentes ervas, raízes e frutos. Feitas as misturas com as quantidades determinadas pela voz que atende os clientes, são as folhas de papel fechadas em pacotes e despachados pelo grande número de empregados que aí trabalham. Delicio-me com o ambiente que reina no enorme edifício de dois andares, com varandas para o pátio interior, onde se encontra a farmácia de medicina tradicional. Saindo dessa enorme sala, outros aposentos mais pequenos acolhem, a farmácia ocidental, os de produtos de beleza e a parte dos tratamentos. Já as consultas são feitas num edifício exterior, situado no outro lado da rua. Depois, ainda dentro do edifício, sigo para a parte do Museu de Medicina Tradicional Chinesa. Localizado no andar superior, encontro a entrada após percorrer um corredor exterior com bancos corridos, que fazem de varandim a um pequeno canteiro. Toda a madeira que abunda pelo edifício está
soberbamente trabalhada. Entrando no museu, as escadas levam-me ao primeiro andar onde as salas se dispõem sobre um pátio quadrado no meio. Pelas janelas interiores vejo quatro potes para armazenar a água da chuva que para aí escorre e servirá em caso de incêndio para o apagar. Já o vasto número de vasos com plantas é mudado de local mediante o movimento do Sol. Ao longo desse andar é dado a conhecer ao visitante a história da vida do fundador da Huqingyutang. Hu Xueyan (1823-85) nasceu em Jixi, na província de Anhui, com o nome de Guangyong e devido à ajuda que deu ao imperador na conquista de territórios foi-lhe concedido o alto grau de mandarim. Milionário, abriu um Banco e num gesto de caridade para com os habitantes de Hangzhou fundou em 1874 a Farmácia Huqingyu. Em 1883 começou com o negócio da seda, mas acabou em bancarrota devido à competição dos comerciantes estrangeiros, tendo morrido dois anos depois. A medicina tradicional tibetana também tem aqui um pequeno espaço. No andar térreo, vemos os diferentes produtos usados na MTC, desde partes de animais, a plantas, raízes e cascas de árvore. Saindo do edifício que alberga esta farmácia, que literalmente me transportara para o período da dinastia Qing, tento fugir da grande confusão visual e sonora criada pela multidão de visitantes chineses. Por uma viela chego à encosta do Monte Wu, onde uma placa indica o caminho para o Templo do Deus da Cidade mas, os olhos são atraídos para um novo edifício que revela ser o Museu de Hangzhou. É hora de almoço e o Sol aperta. Decido subir o Monte Wu e ir refrescar-me à sombra das árvores. Aí, numa extensa área de esplanadas, os habitantes petiscam e bebem chá, enquanto jogam mahjong e outros jogos de cartas. Deixo a visita aos templos para outra altura. O destino é fantástico. Já tinha adoptado a Cozinha da Avó como o meu novo restaurante, que me iria trazer, conjuntamente com a cidade, as saudades que sempre tenho de Hangzhou, pelo trato que aqui recebo, a simpatia da população e o bem-estar auferido nesta cidade feita para o turismo, de fácil circulação, tanto pedestre, como nos transportes públicos. Não é que na viagem de táxi para o terminal Sul dos Autocarros, estou a despedir-me da cidade quando, ao passar na Rua Zhonghe o meu olhar esbarra no restaurante Hong Ni.
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OPINIÃO
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ISABEL CASTRO
Dos futuros
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E respostas curtas, secas, um discurso com clichês muito oficiais. Da próxima secretária para a Administração e Justiça não se sabe grande coisa: há alguns meses, seriam poucos aqueles que, fora dos círculos mais íntimos do poder, a imaginavam a chegar ao grupo dos cinco. Mas depois veio o referendo civil e, no meio da confusão, quem pôs ordem na coisa foi o gabinete que a futura secretária dirige, ao fazer uma estranha interpretação de um acórdão do Tribunal de Última Instância – uma leitura que eu, cidadã comum, ainda não consegui perceber. Da sucessora de Florinda Chan nada mais sei. Vi-a duas vezes a fazer balanços entediantes sobre protecção de dados pessoais. Não sei o que pensa da política e da vida. O momento de apresentação de Sonia Chan ao povo de Macau, no início desta semana, não foi esclarecedor. Do futuro secretário para a Segurança sabe-se aquilo que fez na última década e meia na Polícia Judiciária – e eu da PJ pouco sei, que não é organismo que mantenha uma relação frequente com os jornalistas de língua portuguesa. De um secretário para a Segurança espero alguém que seja seguro nas lides difíceis dos equilíbrios locais. Não espero que importe legislação – e espero mesmo que, a bem da harmonia social e de outros chavões locais, deixe de lado ideias complicadas sobre identificação obrigatória de utilizadores na Internet. Não que os nomes verdadeiros me façam confusão – aqui está o meu no topo da página. Acontece simplesmente que os limites do controlo estão na Lei Básica, esse livro verde que Wong Sio Chak vai ter de honrar por juramento. Para o cargo de super-secretário que Cheong U não tem sido salta Alexis Tam, o homem que até agora nos era apresentado como o braço direito de Chui Sai On. O ainda chefe de gabinete do Chefe do Executivo fez uma promessa forte que terá caído bem junto da maioria da população: assumiu desde já que vai tratar da saúde, que vai planear o futuro hospital, que vai criar condições para que médicos de fora venham para cá de modo a que seja possível, a quem aqui vive, ter cuidados condignos. É uma promessa difícil de concretizar, mas quero muito acreditar nela – quero acreditar que alguém acredita que Macau não pode ser uma conjugação de ouro e fichas de jogo e promessas de cidade internacional e cobertores com furos e lençóis sujos e médicos à toa e enfermeiros à beira de um ataque de nervos. Mas Alexis Tam tem outras tarefas difíceis pela frente, entre elas a educação – essa área que (também) tão mau aspecto dá a Macau e que tantas consequências indesejáveis traz para quem cá cresce e estuda. O novo super-secretário herda problemas que Chui Sai On não quis repartir por vários secretários feitos de carne e osso.
contramão
FRITZ LANG, METROPOLIS
isabelcorreiadecastro@gmail.com
Depois vem a pasta da Economia e Finanças, a tutela que, aparentemente, correu bem nestes 15 anos de região administrativa especial. Mas nem o novo dono desta cadeira se pode sentar confortavelmente: Lionel Leong identificou, no discurso de circunstância que fez, alguns dos problemas que vai ter de resolver. O empresário que agora vai ser mais político do que tem sido sabe o que são pequenas e médias empresas – mas também sabe que, para que possam sobreviver, é preciso mexer no mercado imobiliário e nos recursos humanos. E depois há o jogo, o contexto chinês, a conjuntura internacional e o blá blá blá do costume. Não lhe invejo a sorte. Assim como não invejo a sorte a Raimundo do Rosário – que não conheço mas de quem só ouço falar bem. Transportes e Obras Públicas são difíceis aqui como no resto do mundo. Mas aqui, cidade pequenina, são mesmo muito difíceis, sobretudo por que se deixou chegar isto ao estado em que está. Macau tem uma teia de conhecimentos à semelhança da teia de ruas – são todas diferentes e vão todas desembocar aos mesmos pátios e travessas. Ao novo
secretário é entregue uma pasta que ficou manchada e que, diz quem sabe do assunto, ficou parada na rocambolesca novela que teve como protagonista Ao Man Long. As obras públicas são difíceis, as obras privadas também, do trânsito disléxico de Wong Wan nem se fala e, como se não bastasse, não faltam sequer os comentários de que lhe falta chinês na língua. Ou no sangue. Quinze anos depois, ainda há quem não tenha aprendido que a etnia não é sinónimo de competência, apesar dos exemplos dados ao longo do tempo. A semana em Macau foi assim. Os novos secretários que o jornal Ou Mun tão diligentemente anunciou, mais os restantes titulares dos principais cargos, foram oficialmente
Os próximos cinco anos são deles. E nossos, muito nossos. São de quem acreditar que vai valer a pena esperar por mudanças
confirmados por Chui Sai On ao mundo aqui do Delta, depois de um suspense nada cinematográfico que ficou por explicar, mas que também já perdeu o interesse. Os próximos cinco anos são deles. E nossos, muito nossos. São de quem acreditar que vai valer a pena esperar por mudanças. Não lhes invejo a sorte. Mas espero que tragam ideias, que tenham espaço para trabalhar. Numa equipa que resulta de uma estranha combinação de gente, espero que haja entendimento, que não andem às turras, porque o povo já teve níveis de paciência mais elevados do que os actuais. E espero, acima de tudo, que saibam que por cada milhão que é entregue ao Kiang Wu, dez milhões devem ser investidos no hospital público. Que por cada milhão que é dado a ganhar a quem especula no sector imobiliário, dez milhões devem ser poupados ao conjunto grande de gente que faz contas para chegar ao fim do mês com dinheiro na carteira. Que por cada estudo que se manda fazer, dez medidas sejam postas em prática. Que sejam capazes de equilibrar interesses. Macau tem que chegue – e sobre – para todos.
opinião 17
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um grito no deserto
Perspectiva de reforma política STEVEN SPIELBERG, LINCOLN
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NQUANTO que por um lado começaram a ser retiradas as barreiras erguidas pelos apoiantes do movimento “Occupy Central” em Hong Kong, do outro lado a data da nomeação dos novos quadros dirigentes do Governo da RAEM foi sido atrasada repetidamente. Além disso, o debate sobre a reforma política na Assembleia Legislativa foi vetado. Tudo isto dá uma forte indicação que o factor decisivo para determinar o sucesso da reforma política não é a capacidade de liderança do Governo mas sim os movimentos populares. Se a percepção política da maioria da população não for cimentada, nada irá mudar apesar de as eleições seguirem o modelo de um voto por pessoa, pois isto será apenas uma formalidade como está a acontecer em relação à proposta para a eleição do Chefe do Executivo de Hong Kong em 2017. Recentemente, uma série de grupos e de deputados têm vindo a pedir ao Governo da RAEM o relatório relativo às eleições de 2013, com o intuito de fazer alterações à lei de forma a eliminar actos de corrupção durante as futuras eleições assim como para penalizar os beneficiários de tais actos. De qualquer forma, as autoridades não forneceram nenhuma resposta concreta. Se eu quisesse distribuir os 14 lugares de deputados directamente nomeados nas eleições de 2013 para a Assembleia Legislativa, atribuiria três lugares para a secção pró-governamental, cinco para as recém-formadas associações que representam os detentores de licenças para a operação de casinos, dois para as associações directamente ligadas à indústria do Jogo, dois para grupos afiliados com funcionários públicos e os restantes dois lugares para o campo liberal. Por outras palavras, se a estrutura dos votos dos apoiantes dos diferentes campos permanecer inalterada e se todos os lugares na Assembleia Legislativa forem eleitos por nomeação directa, a voz da maioria da população continuará a não ser ouvida e as suas exigências não serão discutidas na Assembleia Legislativa de acordo com a distribuição proporcional acima mencionada. Quando a opinião pública não é respeitada, os direitos civis da população não são concretizados e não há maneira de embarcar numa via democrática. Torna-se assim aparente que o esforço para adoptar o sufrágio universal para a eleição do Chefe do Executivo assim como para os lugares na Assembleia Legislativa serem escolhidos por eleição directa não passa de uma etapa no discurso da reforma política. O que é realmente importante é aumentar o nível de participação democrática junto das camadas mais representativas, ao mesmo tempo que se aumenta a sua consciência cívica e se encoraja a participação pessoal. Quando Chow Po Chung, professor associado no Departamento de Governação e Administração Pública da Universidade Chinesa de Hong Kong conduziu a sua aula no dia 26 de Novembro, este optou por ler em voz alta todas as definições contidas na Secção 56: A Definição de Objectores de Consciência assim como as da Secção 57: A
PAUL CHAN WAI CHI*
O que é realmente importante é aumentar o nível de participação democrática junto das camadas mais representativas, ao mesmo tempo que se aumenta a sua consciência cívica e se encoraja a participação pessoal Justificação da Desobediência Civil de “Uma Teoria da Justiça”, um trabalho clássico sobre filosofia política de John Rawls. Chow usou o cabeçalho destas duas secções como um tributo aos dois estudantes presos (que ocupavam posições importantes na Federação de Estudantes de Hong Kong). Isto serve para ilustrar que no curso da reforma política é necessário haver estrategas assim como executores. Ao ler as definições inseridas nestas
definições em voz alta o académico visava ganhar mais apoiantes para o movimento. O objectivo da reforma política é permitir que o sistema político se submeta a um maior desenvolvimento em vez de proporcionar aos activistas políticos ganhos na sua vida pessoal apenas devidos à sua participação. Lau Yui Siu, um comentador de notícias de Macau e de Hong Kong, defende o ponto de vista que as pessoas que participam na
política devem ser detentoras de ética política, coragem política e sabedoria política. Na minha opinião, a ética política é a mais importante das três qualidades devido ao facto de que sem moral, a sabedoria pode tornar-se em estratagemas e a coragem tornar-se intolerância. Ao mesmo tempo, activistas políticos sem ética podem usar a política apenas para benefício pessoal. Para aqueles que reconhecem que a chance de a reforma política ter lugar depende das camadas mais populares, estas pessoas devem tentar o seu melhor para canalizar o conceito de democracia e a sua visão de política junto destas mesmas camadas de forma a não se preocuparem com ganhos pessoais ou prejuízos financeiros e passar os seus ideais para as gerações futuras. De acordo como o trabalho do Professor Chow, “A Ética na Política”, existe um marcador de página que contém a seguinte frase que pretendo usar para acabar este artigo: “Quando somos moralmente honestos e intolerantes na política, existe a possibilidade de o nosso mundo se tornar mais belo e virtuoso. Não há razão para sermos pessimistas. Não temos mais nenhuma opção”. *Ex-deputado e membro da Associação Novo Macau Democrático
cartoon por Stephff
NEGÓCIOS
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PERFIL
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CRISTINA SANTOS, PROFESSORA DE PORTUGUÊS
“VIVO MUITO O MEU TRABALHO” FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
F
OI há dez anos que Cristina Santos chegou a Macau. Um anúncio de uma vaga para professora de Língua Portuguesa no Instituto Português do Oriente (IPOR) despertou a atenção da então docente, que tentou a sua sorte. “Não pensei muito nisso, enviei o currículo e continuei a minha vida”, conta ao HM. A verdade é que pouco tempo depois lá estava Cristina Santos, de malas feitas para este lado do mundo. “Um dia ligaram-me e disseram: queres vir para Macau? E eu respondi: quero. Aqui estou”, brinca. A estada por terras macaenses não foi sol de grande dura: a docente leccionou durante dois anos, mas decidiu voltar para Portugal. “A verdade é que durante o tempo que estive aqui sentia-me muito sozinha”, conta. O processo de adaptação foi um pouco mais demorado do que aquele que Cristina Santos esperava. “Decidi voltar para Portugal em Julho de 2006”, explica, adiantando com um sorriso que “seis meses depois” voltava para o território.
UM AMOR LOCAL
Foi exactamente o amor que fez com que a docente retornasse cá. O amor que sentia pelo, na altura, namorado e a ideia que agora a experiência seria totalmente diferente trouxeram de novo a docente ao mundo do ensino
do Português como língua estrangeira. E o destino tomou o seu caminho. “Entretanto já passaram dez anos, já tive um filho e apesar de agora estar divorciada a visão que tenho de Macau é outra”, partilha. Cristina Santos, sempre acompanhada pelo seu “pequeno anjo”, o Gabriel, vive uma fase diferente no território, que na sua opinião, pode ser “difícil para as mulheres estrangeiras”. Mas é o amor ao trabalho que mantém Cristina por cá. “Adoro o meu trabalho, adoro as aulas, adoro os alunos”, explica com um brilho nos olhos. Em Macau, segundo a docente, os alunos têm “efectivamente vontade de aprender”, são interessados e dar aulas torna-se muito mais aprazível. “A verdade é que vivo muito o meu trabalho, pelo dinheiro claro, mas porque gosto muito daquilo que faço”, conta.
EXPERIÊNCIA PARA A VIDA
Com apenas seis meses de Macau, Cristina Santos decidiu ir passar a época natalícia com uma amiga e mais um casal conhecido à Tailândia. “Chegámos no dia 25 à noite a Puket, já era tarde”, recorda. Os amigos tinham planeado uma viagem por vários pontos do país, onde incluíam três dias em Puket. “Na manhã de 26, deixamo-nos dormir por mais umas horas”, começa por contar. Talvez tenha sido a melhor opção, visto que durante a manhã a tragédia acordou o país. “Estávamos alojados em dois bungalows que tinham uma pequena varandinha,
com dois degraus. Não eram virados para a praia, estávamos atrás de uma espécie de colina”, descreve. Ao levantar-se, Cristina Santos foi à varanda e achou que a noite tinha sido de tempestade. “Pensei que tinha chovido torrencialmente durante a noite, porque estava tudo inundado, a água chegava ao primeiro degrau e era muito suja”, explica. Ao acordar a amiga, as companheiras de viagem foram surpreendidas pela segunda onda do maior Tsunami sentido na Tailândia.
Adoro o meu trabalho, adoro as aulas, adoro os alunos “Começámos a ver uma onda a descer a colina e com ela arrastava motas, carros, lixo, árvores. Era uma coisa impressionante”, relata. Sem pensar duas vezes, as amigas trancaram-se no pequeno espaço onde estavam hospedadas e em pequenos segundos a água já invadia o espaço pela frecha da porta. “De um momento para o outro estávamos ali, com os pés a ficar todos molhados e sem perceber muito o que se passava”, conta. Tudo mudou quando a amiga de Cristina Santos pensou ouvir o casal que com elas partilhava a viagem chamar. “A minha amiga pensou ter ouvido a nossa outra amiga
a chamar e numa reacção imediata abriu a porta”, explica. Acto que talvez as tenha salvado. A força da água era imensa e imediatamente o bungalow encheu-se de “água preta”. Ao sair, os quatro viajantes encontraram-se e foram auxiliados por um grupo de locais que os conduziram até ao cima da montanha. “E foi aí que ficámos durante três dias, até voltarmos para Macau,”. Durante todo esse tempo, a docente não percebia a dimensão da catástrofe. “Sabíamos que tinham morrido pessoas, mas não todo aquele desastre. Lembro-me que mandei uma mensagem para um vizinho dos meus pais em Portugal para os tranquilizar”. Mas o verdadeiro choque foi quando o grupo de amigos chegou ao aeroporto. “Foi aí que apanhei o verdadeiro choque, ainda hoje me arrepio só de pensar naquilo”, diz Cristina Santos referindo-se ao cartaz com todas as fotografias de pessoas desaparecidas. “Foi horrível”, remata.
FUTURO NO MUNDO
O aumento do custo de vida no território, durante os últimos anos, é uma das preocupações apresentadas pela docente quando questionada sobre o futuro. Sem certezas sobre o que fazer ou onde estar, Cristina Santos assume que se vê “a morar em Macau durante mais alguns anos”, mas não nega que também tem algum interesse em “conhecer novos sítios” e, por isso, ter experiências a nível profissionais noutros países.
EDITORIAL
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A digestão das pastas Carlos Morais José
É
curioso ver alguns comentadores locais contabilizar quantos dos novos dirigentes máximos da RAEM nasceram realmente em Macau e quantos viram a luz fora deste abençoado lugar. Na realidade, não compreendo muito bem qual a relevância deste critério, sobretudo se tiver em consideração a actuação de muita boa gente aqui nascida. Poder-se-ia pensar que os naturais de Macau, naturalmente, teriam um grande amor à sua terra, por ela e pela sua população se sacrificariam sem hesitação. Contudo, não é isso que nos indica a experiência. Infelizmente. O dito “Amar a Pátria, amar Macau” não tem sido aplicado na totalidade no “Macau governado pelas suas gentes”. Nomeadamente, a segunda parte. De facto, assistimos a tantos desmandos nesta cidade, da responsabilidade de gente aqui nascida, que é caso para perguntar onde está o amor pela terra e pelo bem estar hoje e no futuro desta população. Daí que não consiga ver o alcance do critério. A não ser que os comentadores optem pela estratégia de menorizar logo à partida os dirigentes. Tal poderia ser válido, no caso de criticarem as suas características profissionais e políticas, nunca quando se invocam argumentos frustes e de gosto duvidoso.
mentos indesejados. Sendo que Hong Kong continua a ocupar o centro das atenções, problemas congéneres em Macau seria a última coisa que Pequim poderia desejar. Por outro lado, existe a clara noção de que por aqui esses problemas são evitáveis, se forem colocadas em moção políticas económicas e sociais que permitam uma melhor distribuição da riqueza. Não será, no entanto, de espantar que se assista a uma maior preocupação, por parte do Centro, pelo que se passa nesta Periferia do lazer e do entretenimento. E, nomeadamente, que nos postos-chaves da Segurança — Secretaria, CCAC e Ministério Público — estejam agora personalidades que darão outras garantias, nomeadamente nas relações transfronteiriças e talvez no modo como a justiça passe a ser aplicada. Há quem tema mudanças rápidas, nomeadamente no Código do Processo Penal... Os acontecimentos de Hong Kong revelaram-se claros tiros nos pés, que atingiram também quem vive deste lado do Rio das Pérolas, na medida em que reduziram o capital de confiança do governo central nas duas regiões.
A SAÚDE ESTÁ PRIMEIRO
O futuro Secretário para osAssuntos Sociais e Cultura focou a atenção das suas primeiras
Muito se tem discutido também qual a percentagem da intervenção de Pequim na escolha dos membros do novo Governo. De tal maneira que Chui Sai On, homem pouco dado a estes maneios da política, sentiu necessidade de vir a propósito de nada garantir que a escolha tinha sido sua e só sua. Ou seja, confirmou a existência da lebre. Como me fartei de repetir, as manifestações recentes em Hong Kong tiveram um efeito contraproducente, não apenas na ex-colónia britânica, mas também na RAEM. Isto porque chamou definitivamente a atenção de Pequim para o facto dos governos locais parecerem não terem a capacidade para manter a harmonia desejada no seio da população. Se em Hong Kong a questão foi eminentemente política e constitucional, em Macau queda-se, por enquanto, pelas reivindicações sociais, embora tenha sido o que foi entendido como um “abuso de poder” (o regime de garantias) que fez sair mais gente para a rua neste ano que agora termina. Como seria de esperar, o Governo central redobrou as suas atenções sobre as regiões administrativas especiais, alarmado com o facto de poderem ocorrer desenvolvi-
ROLLING STONES À MESA
A PERCENTAGEM DE PEQUIM
intervenções na questão da Saúde. Fez bem. Uma cidade como Macau não tem qualquer motivo para não possuir excelentes cuidados de saúde, públicos e privados. Entendamo-nos: é certo que a Saúde é hoje desenvolvida em todo o mundo como um negócio e faz a riqueza de muito boa gente, como também é verdade que aqui podiam ser desenvolvidos vários tipos de especialidades, pensando igualmente no chamado turismo médico. Contudo, o que é mais certo ainda é que todos os residentes, toda a população de Macau, deveria ter direito a um serviço público gratuito de altíssima qualidade, à medida das capacidades financeiras da região. De momento, são longas as filas de espera no hospital público, cuja qualidade caiu muito depois da transferência de soberania, como se os sucessivos governos não estivessem realmente interessados em prestar este serviço à população, desviando-a para os privados, nomeadamente o Kiang Wu. Por isso, se Alexis Tam tem como prioridade a Saúde, espero assistir a um melhor apetrechamento do hospital público, nomeadamente em termos profissionais e humanos, bem como na área tecnológica de diagnóstico e tratamento. Nietzsche disse que a Saúde viria a ser
a religião do futuro e não se enganou. Num mundo desencantado, o prolongamento da vida assumiu um papel fundamental na psicologia colectiva. Com certeza que o governo de Macau não deseja que somente alguns tenham direito a entrar no templo e que outros fiquem do lado de fora. É tempo de terminar o novo hospital, uma velha e necessária promessa, e de melhorar significativamente as coisas no “velho” São Januário.
O PESO DAS PASTAS
Se Alexis Tam deterá uma pasta gigante, outras áreas não deixarão de dar dores de cabeça aos titulares. É o caso das Obras Públicas e Transportes onde, devido ao estado do sítio, Raimundo do Rosário não vai ter muito tempo para apresentar serviço. E o mesmo pode ser dito da Economia e Finanças, pasta da qual se espera um muito maior dinamismo nas mãos de Leong Vai Tac. Ou da Administração e Justiça, onde Sónia Chan terá incontáveis tarefas, no âmbito da reforma administrativa, e numerosas pressões, no que diz respeito ao processo legislativo. As suas anteriores prestações esclareceram onde mora a sua fidelidade, pelo que deveremos assistir a um incremento/aperfeiçoamento do segundo sistema, à medida dos desejos expressos por Pequim. Teoricamente, tal deverá resultar em mais primado da lei e uma maior transparência administrativa. À partida todas as pastas, talvez com a excepção da Segurança, pressupõem um enorme trabalho que será minuciosamente escrutinado, de cima e de baixo. Os Secretários sabem disso. Sabem que não desfrutarão da mesma benevolência e distância com que foram sempre tratados os seus antecessores. Sabem que as pessoas têm esperança na sua competência. E sabem que vivemos cinco anos cruciais da RAEM e que o seu desempenho poderá moldar o futuro das novas gerações. Em tom de metáfora culinária, nunca tão pesadas pastas foram digeridas pelos Secretários em Macau. Esperemos que façam uma boa digestão.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Cecília Lin; Filipa Araújo; Flora Fong (estagiária); Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Agnes Lam; Arnaldo Gonçalves; Correia Marques; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
hoje macau sexta-feira 5.12.2014
Investidor malaio nega ligação a 14K
Supersónico aterra em Macau no jornal “A Bola” garante que as negociações entre os leões do território e o “Levezinho” estão em fase acelerada e que o salário do jogador deverá ser suportado, em parte, por duas empresas portuguesas. António Conceição Júnior garante não saber de que empresas se trata e esclarece que o Sporting Clube de Macau não tem capacidade para assegurar, por si mesmo, o pagamento dos honorários que poderão determinar a vinda de Liedson para o território “A Bola” garantia que o salário não será, ainda assim, um grande obstáculo, uma vez que o antigo internacional português quer doar a uma instituição de solidariedade social uma parte da verba que vier a receber.
GONÇALO LOBO PINHEIRO
O investidor malaio de Jogo Paul Phua rejeita as acusações feitas por um tribunal norte-americano de ter sido líder da tríade 14K e ter subornado um polícia de Macau. De acordo com notícia avançada pela revista Macau Business, os advogados do investidor asseguram que as acusações feitas por procuradores dos EUA, de que Phua é membro da seita 14K, são falsas. Os mesmos advogados defendem ainda a inocência do investidor malaio no que diz respeito à acusação de ter subornado um polícia local para que este o pusesse em liberdade, durante o período em que esteve preso no território, em Junho. O alegado suborno seria de cinco milhões de dólares de Hong Kong. Phua acabou por ser detido pelas autoridades norte-americanas em Las Vegas.
LIEDSON VOLTA AO LEÃO NO SPORTING LOCAL
Patane Obras do mercado atrasadas
O
presidente do Conselho de Administração do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), Alex Vong, prevê que o processo de concessão do Complexo do Mercado do Patane estará concluída apenas na primeira metade do próximo ano. Algo que vai atrasar a obra. Segundo o responsável, espera-se que se possa começar a obra o mais rápido possível. No entanto, é de lembrar que Vong afirmou no mês passado, que o IACM estava a tentar começar a obra na primeira metade do próximo ano. Com as novas decisões, a obra só acontecerá posteriormente ao término do processo de concessão, estando, portanto, atrasada. Numa resposta a uma interpelação escrita do deputado Chan Meng Kam, o presidente do IACM referiu que a obra de reconstrução irá ser supervisionada pela autoridade e por uma empresa de gestão profissional. Assim, segundo Alex Vong, será possível assegurar a construção adequada cumprindo todos os requisitos legislativos. Vong afirmou ainda que irá manter uma comunicação próxima com os comerciantes e residentes da área para diminuir o máximo de influência negativa. No que toca ao Mercado Provisório do Patane, já aberto ao público, o deputado apontou que há falta de estacionamento no exterior. Algo que mereceu a atenção da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) que irá adicionar mais lugares de estacionamento e de carga e descarga de produtos, respondendo assim à necessidade dos consumidores e comerciantes.
IDEIA QUE ENTUSIASMA MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo
“L
IEDSON prepara-se para voltar a vestir a camisola do Sporting, mas desta vez não o de Portugal.” É assim que começa a notícia do jornal “A Bola” que ontem colocou o território em alvoroço. O diário desportivo assegurava na sua primeira página que o antigo internacional português deverá vestir a camisola do Sporting Clube de Macau já a partir de Janeiro próximo e a informação foi depois parcialmente confirmada por António Conceição Júnior, presidente dos leões do território, em declarações à Rádio Macau e à TDM. O dirigente leonino reconhece que em Outubro último esteve reunido com Marcelo Robalinho, empresário de Liedson, mas diz ainda assim que só confirma a cem por cento as informações ontem veiculadas pelo jornal “A Bola” quando o avançado luso-brasileiro se der a conhecer ao território: “ Só posso confirmar depois do Liedson chegar a Macau. Essa é a verdade”, referiu António Conceição Júnior ao canal em língua portuguesa da TDM. O presidente do Sporting Clube de Macau explica a enigmática resposta com o facto do clube ser alheio aos trâmites gerais que devem trazer o antigo dianteiro do Sporting, do Futebol Clube do Porto e do Flamengo para o futebol de Macau: “Não compete ao Sporting nem a mim, enquanto presidente da direcção do Sporting Clube de Macau, confirmar as informações, até porque não somos nós que estamos
a tratar deste assunto em termos globais e, sobretudo, em termos financeiros”, esclareceu António Conceição Júnior. Por detrás da vinda de Liedson para os leões do território estará Marcelo Robalinho. O empresário do jogador esteve reunido com o presidente do Sporting Clube de Macau em Outubro e o encontro serviu para definir as linhas gerais do regresso do avançado aos relvados. A notícia ontem publicada
O empresário do jogador, Marcelo Robalinho, garantiu ao diário desportivo português que Liedson está entusiasmado com a possibilidade de poder voltar a competir: “Gostou muito da ideia. Agora é uma questão de acertar. Após um mês de preparação ele vai estar pronto a jogar. Vai gostar muito de voltar a vestir a camisola do Sporting e de sentir o ambiente dos derbies que por lá também existem”, podia ler-se ontem em “A Bola”.
PRESIDENTE E AGENTE À CONVERSA
• Uma foto da Think Ball & Sports Consulting, retirada do Facebook, mostra António Conceição Júnior com o agente de Liedson, Marcelo Robalinho
Para António Conceição Júnior, a muito provável vinda de Liedson para o Sporting Clube de Macau mais do que valor competitivo, tem um valor simbólico, que honra os leões do território, mas de um modo geral também o futebol de Macau: “A ideia é sempre simbólica. O Liedson foi um grande goleador com a camisola do Sporting. Ter o Liedson no Sporting de Macau vem demonstrar, de certo modo, como o Sporting de Macau já representa em termos internacionais alguma coisa”, lembra o dirigente leonino.
Futebol Cantão venceu edição de 2014 do Interport
A
selecção de futebol de Macau perdeu ontem por duas bolas a zero na recepção à congénere da vizinha província continental de Guangdong, em partida a contar para a segunda mão da edição de 2014 do Interport que anualmente coloca frente a frente as selecções de ambas as regiões. A formação orientada por Leung Sui Wing já tinha perdido o desafio da primeira mão, disputado no último sábado. No Continente, o emblema do Lótus perdeu por três bolas a uma e ontem, no relvado do campo da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau não conseguiu dar a réplica necessária à formação de Guangdong. Nicholas Torrão e Filipe Duarte, atletas da Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau, fizeram parte das escolhas iniciais de Leung Sui Wing para o desafio. O dianteiro, que no sábado apontou o único golo da formação do território, considera o triunfo da selecção de Cantão justo e até diz que Macau jogou melhor no terreno do adversário do que perante o seu próprio público: “Tentamos atacar o jogo com alguma ousadia e optámos desde cedo por fazer pressão alta sobre quem tinha a bola, mas a estratégia acabou por não resultar. Eles foram mais fortes, nós falhamos no capítulo dos passes e da transição de bola e eles acabaram por aproveitar. Parece-me que jogamos melhor no primeiro jogo do que no segundo e o resultado acaba por encerrar alguma justiça”, confessa o dianteiro. - M.C.