TIAGO ALCÂNTARA
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
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Q U A R TA - F E I R A 5 D E N O V E M B R O D E 2 0 1 4 • A N O X I V • N º 3 2 0 7
RÁDIO-TÁXIS
FALTA DE ALTERNATIVAS GERA TEMORES SOCIEDADE PÁGINAS
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PEQUIM
APEC de céu azul
A Cimeira que junta em Pequim mais de 20 líderes mundiais fez com que as autoridades encerrassem milhares de fábricas e estaleiros para conter a poluição.
JAIME CARION
CHINA PÁGINA
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Sempre acreditei na bondade do Ao Man Long Na primeira entrevista após a aposentação, o ex-director da Obras Públicas e Transportes fala da sua experiência no Governo e do Macau passado e presente. O caso Ao Man Long, o desempenho do Secretário Lau Si Io e o desaparecimento da língua portuguesa no Executivo são outros dos temas em foco. PUB PUB
AGÊNCIA COMERCIAL PICO 28721006
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BORDADOS
Último capítulo do linho português em Macau SOCIEDADE PÁGINA PUB
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ENTREVISTA
Do início da carreira ao impacto que Ao Man Long deixou na sua vida e à forma de trabalhar de Lau Si Io, Jaime Carion faz uma reflexão sobre a sua passagem pelo Governo e fala pela primeira vez depois de se reformar do cargo de director para as Obras Públicas e Transportes FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
Antes de tudo, fale-nos de si. Quem é Jaime Carion e como é que decidiu entrar para o Governo? Nunca falei muito de mim (risos), porque gosto de trabalhar. Sou de Macau, em 1973 acabei o curso no Colégio D. Bosco e rumei a Portugal, seguindo os meus colegas, e fiquei lá até 1978, quando acabei o curso de Engenharia e regressei a Macau. Foi difícil o primeiro ano em Portugal, primeiro por causa do [período] de adaptação e depois porque aconteceu a “revolução dos cravos”. Nunca tinha visto nada assim, sinceramente. Nunca tinha aulas, havia sempre reuniões, mas estudávamos, porque eu tinha uma bolsa de estudo e não podia perdê-la. Houve um período que ‘esvairei-me’ um pouco, meti-me um bocado na política, mas consegui regressar. Na altura, era o Governador Garcia Leandro e ele foi a Portugal reunir-se com a malta macaense, dizendo que em Macau precisavam do nosso apoio. Acabei o curso, regressei a Macau e... não consegui trabalho. Mas tinha que resolver a minha vida e fui exercer para a privada. Tinha o meu
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HOJE MACAU
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JAIME CARION, EX-DIRECTOR DAS OBRAS PÚBLICAS E TRANSPORTES
“Saio de consciência limpa” escritório com o meu colega. E em 1979 fiz o meu primeiro projecto, mas acompanhava os projectos todos, porque, na altura, o engenheiro era a única pessoa responsável por tudo, na privada. Trabalhei até 1980, quando, em Janeiro entrei para as Obras Públicas. Foi porque não havia emprego, ou sempre teve essa ideia de trabalhar no Governo? A minha ideia era sempre trabalhar para o Governo. E foi bom, porque aproveitei esses dois anos para [acumular] experiência na área privada. Ia até aos locais das obras, fazia inspecções... Na altura, em 1980, Macau era mesmo uma província, não tinha nada. Recordo-me que os escritórios eram muito antigos, havia um único tele-
fone, utilizado por 20 colegas (risos). Entrei, trabalhei com o arquitecto Mascarenhas e com Xavier da Silva. Éramos três pessoas que tomávamos conta de tudo. Entra na época da administração portuguesa e continuou a trabalhar na RAEM. O que mudou? Na altura do Governador Almeida e Costa houve uma revolução na equipa e na máquina administrativa. A partir daí, vieram muitos técnicos de Portugal. Começou uma mini-revolução no sistema de equipamentos e funcionários. Houve um reforço de tudo. E foi aí que começou uma construção civil em Macau como deveria ser. Em meados de 1980 veio a equipa do [arquitecto] Carlos Macedo e Couto, que
Na época da administração portuguesa não tínhamos de nos preocupar com política, só com as obras. E estávamos contentes assim
Lau Si Io é um incansável trabalhador. Se ele ficar não vejo qualquer mal, antes pelo contrário foi meu chefe, que projectou planos de intervenção urbanística de cada uma das pequenas zonas de Macau. Não havia nada, mas já se previa a necessidade de reformular Macau. Foi aí que se começou a disciplinar a nível urbanístico. Tínhamos o plano da Almeida Ribeiro, o plano da Baía da Praia Grande, o do São Januário e tínhamos um plano para o ZAPE, que nunca vingou. Na altura, a zona histórica já estava protegida, iniciado pelo arquitecto Francisco Figueira. Depois veio uma equipa de Carlos Marreiros e conseguimos realmente salvar dentro do possível os edifícios de interesse. Havia mais ou menos dessas zonas de protecção? Há tendência para que [se salvaguardem] mais. Na
altura, tinha medo [que não se salvassem]. O que me marcou foi aquele edifício a que chamamos de ‘Casa Amarela’. O primeiro, integralmente, demoliram. O segundo, tentaram demolir, lembro-me que em 1981. Mas [o projectista] não tinha licença para obras e foi mesmo irradiado. Apanhou um processo, deixou de ser construtor civil. Existe esse problema de proprietários privados terem edifícios que podem ser considerados de interesse patrimonial? Hoje, existe. E tem de haver um diálogo com todos os donos, porque o dono pode ser o meu pai e eu ter herdado e não sentir ligação nenhuma. Tem que se negociar, porque as pessoas pensam em vender para tirar proveito.
Essas conversações são difíceis? Desde que seja uma negociação, tem sempre que se começar por diálogo. Se não houver consenso, então tem de se avançar [judicialmente]. Mas, esta Lei [de Salvaguarda] do Património é boa, porque vamos ter de catalogar os locais que podem ser importantes, algo que é difícil, mas sei que o Guilherme [Ung Vai Meng] está a trabalhar afincadamente nisso. Só alertei para que, primeiro se faça esse catálogo [dos edifícios patrimoniais] e depois se comece as negociações com os donos. Se eles têm intenção de vender, isso tem de ser negociado. O arquitecto Rui Leão sugeriu que se preservem locais que não são considerados património, mas que têm interesse. Acha isso possível? Essa matéria é sempre a mais complicada de todas elas. Recordo-me, por exemplo, de um edifício que não tinha
entrevista 3
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NA PONTA DA LÍNGUA • PENSÕES ILEGAIS: “Esse é um problema difícil de resolver, nunca irá desaparecer tendo em conta os preços dos hotéis de luxo. Mas uma medida que poderia diminuir a existência deste tipos de pensão é o aproveitamentos dos edifícios antigos, colocando em prática o reordenamento dos bairros antigos, para serem criadas pensões. E já existem imensos pedidos para tornar esses prédios em pensões.”
• EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS: “Há muito que Macau deixou de ser uma zona industrial, muitos edifícios industriais estão abandonados e em ruínas e deveriam ser aproveitados para habitação. Tanto os particulares como os públicos.”
• DIVERSIFICAÇÃO: “Macau deve apostar no Turismo, nas actividades diferentes dentro da indústria do Jogo, mas esta aposta deve ter limites. Deve ser uma aposta controlada e com regras. Com a entrada do Sands e a liberalização do Jogo, houve um boom, Macau descobriu onde poderia apostar para desenvolver, agora é preciso controlar essa indústria e começar a apostar em coisas diferentes.”
interesse arquitectónico, mas que faz parte da ‘memória das pessoas’ porque servia bom café. (risos) Então, perguntamos aos jovens “que memória tens tu deste café”? Não tem nenhuma. Na altura, só falámos com o dono e ele até fez uma reconstrução, que trouxe uma mais valia ao prédio e com o apoio do IC até conseguimos resolver isso. O respeito dos proprietários privados pelo património foi evoluindo? Respeitam. E sabem que têm valor histórico. Não se pode deixar que tudo que vá abaixo, se não Macau qualquer dia fica semelhante ao vizinho e isso ninguém quer, nem os empresários de Macau. Queremos manter uma identidade como RAEM e não como província de Macau. São 36 anos ao serviço do Governo. Que balanço faz? Depois da transição, nos primeiros anos, foi difícil porque a pujança económica não era igual à de hoje. Até as fotocópias que tirávamos eram contadas. O mercado imobiliário estava no zero, não havia obras nenhumas. As pessoas não tinham confiança, havia dinheiro, mas estava depositado nos bancos. Nos primeiros qua-
tro anos foi complicado, porque não havia aquele arrojo de lançar obras de infra-estruturas.
Há pessoas que questionam que declarei em tribunal que viciei os dados [de algumas obras], mas não considero
Tenho vindo a perceber que cada vez mais a língua portuguesa perde lugar Disse que “fez o melhor que pôde nas Obras Públicas”. Para alguém que teve dois superiores e que viveu o escândalo de Ao Man Long, sai de consciência limpa? Saio sempre de consciência limpa. Sou uma pessoa que confia nos meus superiores e nunca duvidei deles, incluindo o [Ao Man Long].
isso. Temos que ver que, durante a administração portuguesa, não havia esses dados. Havia uma análise global. Sempre confiei no [Ao Man Long]. Nunca trabalhei com ele antes e ele deu-me uma razão que eu aceitei. Está na lei que, além das questões técnicas, há sempre o interesse público.
Ele chegou a falar consigo sobre algumas obras? Tinha sempre despachos com ele. Sempre foi assim. E conversávamos sobre tudo. [Naquela altura], estava muito mal, havia empresas que não tinham obras nenhumas. Estava tudo embargado. As pessoas fizeram a análise meramente técnica e tínhamos, como quem diz, de ‘distribuir o pão por toda a gente’. É simples: se uma empresa é forte, ganha todos os concursos. Cada projecto era analisado tecnicamente, mas tudo o que era de interesse público era da competência dele. Concordei. Tem de se dar trabalho a todas as empresas e conseguimos, não ficou tudo a pender só para um lado. Concordei com essa ideia do ex-Secretário. Era uma questão meramente política e de interesse público. Sim senhora, há pessoas que consideram “ilegal” alterar um número de dois para três... ilegal entre aspas, porque essa fórmula de cálculo [por itens] nem sequer existia na administração portuguesa, foi inventada pelo próprio ex-Secretário. Era bom para orientar as pessoas, porque era antes era global e não tão técnico. E havia o interesse público: trabalho para todas as empresas. Foi um choque quando soube do escândalo de corrupção? Foi. Logo de manhã todos os directores foram chamados e o meu telefone não parava de tocar. Na altura não sabia o que se passava. Apareceu alguém a explicar a situação e levámos um choque. Sempre acreditei na bondade do Ao Man Long, mas afinal por trás havia essas coisas todas. Custa. Foi o momento mais infeliz destes 36 anos?
DESCANSAR E AJUDAR OS OUTROS Jaime Carion sai por motivos de saúde, mas não só. O exdirector explica ao HM que “está melhor do problema de saúde”, relacionado com o fígado, mas assegura que, com tratamento, “ficou tudo controlado”. Contudo, Carion não esconde que “precisa de descansar” e que está na altura de fazer “outras coisas”. Depois de 36 anos no Governo, Carion confessa que vai descansar, mas tem também outros truques na manga. “Para já preciso de parar para descansar. Disse há poucos dias aos jornalistas que talvez fizesse trabalho voluntário. Conheço um grupo de trabalho que está a actuar em Timor, nas montanhas, com uma comunidade que nem acesso a água potável tem. Gostaria de me tornar agente activo nesse grupo, trabalhar directamente com a comunidade local. Partem em Dezembro para lá, se for a tempo de “apanhar o comboio” seguirei com eles”, diz, explicando que, apesar das despesas serem ao cuidado de cada um, a iniciativa tem apoio da Cáritas.
Foi. Nesse aspecto e no do contacto com o público, porque na época da administração portuguesa não tínhamos de nos preocupar com política, só com as obras. E estávamos contentes assim. Foi um choque, primeiro porque me senti um ‘pateta’, depois porque há mais dificuldades em trabalhar. É difícil evitar a mistura do trabalho com a política? Pensamos sempre no povo, as obras são para o povo. Mas, nos meandros da política, temos de nos preocupar em pôr toda a gente feliz. Às vezes é difícil. O Homem é sempre egoísta. Podemos ver o projecto do metro ligeiro, todos se queixam por razões que entendem que não é seguro, ou por causa do barulho. Temos de estar sempre a alterar. Haja bom senso. Mas não podemos negar que há atrasos nas obras públicas. Atrasos não temos em termos de empreitadas, está tudo correspondente ao programa. Fazer obras não é como pedir uma sandes, tudo precisa do seu ‘timing’.
Português em risco no Governo falar e perceber algumas coisas em português. Por isso estou preocupado, tenho vindo a perceber que cada vez mais a língua portuguesa perde lugar. E isso é muito mau.
Asobrevivência da língua portuguesa nos departamentos governamentais está em risco? Está. Estou muito preocupado com essa questão, posso dizer que sou um dos poucos que é “fluente” na língua portuguesa e com a minha saída apenas uma ou duas pessoas conseguirão
Não deveria o Governo fazer alguma coisa para inverter esse caminho? Sim exactamente. Depois da transferência muito técnicos fizeram parte dos programas em Portugal para aprender a língua. Muitos foram em 1989 e ao retornar entraram para direcções. A verdade é que muitos deles deixaram de ter contacto com a língua e perderam tudo aquilo que aprenderam, outros já
estão na reforma. Portanto aos poucos e poucos deixámos de ter pessoas que dominavam a língua. Soluções? Asolução passa claramente por apostar nos tradutores, na sua formação e na qualidade dessa. Cada departamento [deve] ter tradutores, bons tradutores. Admito que o serviço não está bom, eu sei, eu próprio li algumas traduções muito más. É preciso que o Governo aposte no desenvolvimento, mas também sei que é uma coisa de cada vez, não pode ser tudo ao mesmo tempo. - F.A.
Que explicação podemos dar para o facto de termos casinos construídos em tão pouco tempo e não termos um hospital nas ilhas? Nem quero falar muito do assunto, mas o processo está a andar. O projecto não é das Obras Públicas e é preciso uma atenção redobrada, fazer um hospital não é como fazer um prédio de habitação. Os peritos da área da Saúde estão a ser concebidos, quando começar não pára. Uma das partes mais difíceis é a concepção do projecto e a segurança contra incêndios. Acha que Lau Si Io sofre com a pressão do “fantasma” do Ao Man Long? Não. Até porque [acho] que essa nuvem já está um pouco dissipada. Os técnicos tinham e alguns ainda têm receio. O tal medo de errar. Mas não o Secretário, não considero que o seu trabalho seja marcado por essa sombra, acho sinceramente que não. Toda a história do antigo Secretário para mim já acabou, já terminou. Não podemos parar com medo do passado, temos que olhar para o futuro, para nem sequer atrasar projectos. O medo não resolve nada. O actual Secretário continuará na tutela? Não faço ideia, mas ficaria contente se sim. Lau é um incansável trabalhador. Se ele ficar não vejo qualquer mal, antes pelo contrário, acho que é bom porque ele já tem uma certa experiência na área governativa e na área técnica. Ele é de facto muito trabalhador e tem contacto directo com todos os directores e sub-directores. Com o antigo Secretário, este contacto nem sequer existia. Lau Si Io faz questão de se reunir com todos os trabalhadores, tudo é discutido e muito positivo.
POLÍTICA
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Leong Veng Chai acusa o Executivo de ainda não ter criado websites para todos os serviços públicos, algo que, afirma, poderá pôr em causa a transparência das Linhas de Acção Governativa ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
O
Governo criou um programa de apoio financeiro para as Pequenas e Médias Empresas (PME) criarem os seus websites, mas não conseguiu criar essas plataformas online para todos os serviços e departamentos públicos. A acusação é de Leong Veng Chai, deputado eleito pela
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INTERNET DEPUTADO CRITICA SERVIÇOS PÚBLICOS SEM WEBSITE
Governo pouco electrónico “O Governo vai incentivar ou exigir que todos os serviços públicos criem websites, para facilitar as consultas do público e aumentar a transparência das LAG?” LEONG VENG CHAI Deputado
via directa à Assembleia Legislativa (AL), e surge na mais recente interpelação escrita entregue ao Executivo. Na opinião do número dois de José Pereira Coutinho, a ausência de websites faz com que nem todas as informações sejam transparentes, nem estejam disponíveis junto do público. “O uso da internet é generalizado, mas alguns serviços públicos ainda não têm os seus websites, o que impede a transparência das Linhas de Acção Governativa (LAG).
O Governo vai incentivar ou exigir que todos os serviços públicos criem websites, para facilitar as consultas do público e aumentar a transparência das LAG?”, questionou Leong Veng Chai. O deputado chama ainda a atenção para o surgimento de problemas de ordem prática com a falta desses websites. “Actualmente ainda não está generalizada a informatização de muitos serviços do Governo, nomeadamente na contratação de pessoal nos procedimentos administrativos mais complicados, como,
por exemplo, os de requerimentos de licenças e subsídios. Portanto, como vai o Governo promover o desenvolvimento da informatização dos serviços públicos para elevar a eficiência dos respectivos trabalhos?”, apontou ainda.
DESPERDÍCIOS
O deputado dá exemplos. “Após o regresso à pátria, o Governo criou muitos serviços públicos, grupos de trabalho e conselhos, mas alguns deles funcionam como se não existissem, porque os residentes
não têm meios para aceder às suas informações”, começa por apontar. “Desde a sua criação, em 2010, que o Gabinete de Estudos de Políticas não tem um website para que os residentes possam pedir consultas e ter acesso a informações sobre os seus trabalhos. Apesar de alguns serviços públicos terem criado websites, estes não passam de decoração e constituem um desperdício de recursos”, acusa. Leong Veng Chai defende ainda uma maior fiscalização face aos conteúdos publicados nos websites já existentes. “O Governo tem um mecanismo de coordenação centralizado entre os websites dos serviços públicos? Quanto ao conteúdo, actualização e protecção destes websites, existe algum serviço responsável pela fiscalização?”, aponta o deputado, também ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM).
UM FAIXA DE SUFRÁGIO UNIVERSAL NO CAMPUS • Ontem pelas 15h15, uma faixa amarela de cerca de três metros surgiu na biblioteca do campus da Universidade de Macau (UM), na Ilha da Montanha. Semelhante às faixas utilizadas nas manifestações em Hong Kong, o pano tinha como legenda “Macau também quer sufrágio universal”, tanto em chinês como português. A legenda faziase acompanhar de uma imagem de um guarda-chuva. Segundo a página de Macau Concealers, publicação ligada aos activistas da Associação Novo Macau, a faixa foi retirada às 15h56. De acordo com o jornal Apple Daily, duas estudantes femininas foram as responsáveis pela elaboração da faixa, que coincide com o dia em que Jason Chao e outros activistas levaram a cabo mais um debate na Ilha da Montanha, este sobre a reforma política em Macau.
J
OSÉ Pereira Coutinho apresentou ontem uma interpelação onde coloca questões sobre o despedimento de Bill Chou da Universidade de Macau (UM) e o envolvimento do Governo no caso. O deputado, eleito pela via directa, entregou uma interpelação escrita ao Governo onde questiona as razões para alguns dos procedimentos adoptados no caso do antigo docente que foi suspenso, acabando por ter sido despedido.
CASO BILL CHOU PEREIRA COUTINHO QUESTIONA GOVERNO
Razões e fundamentos “O processo disciplinar foi instaurado após a UM ter recebido duas cartas, uma anónima e outra enviada pela Escola Secundária Hou Kong, à qual pertence a deputada indirecta e presidente da Associação de Educação de Macau Chan Hong”, começa por relembrar Pereira Coutinho. “Por que razões
e com que fundamentos de direito e objectivos é que o Chefe do Executivo reenviou a carta [enviada pela escola Hou Kong] para o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura [Cheong U] e não para a Comissão para os Assuntos Eleitorais? Que razões, com que base e fundamentos é que o Secre-
tário reenviou a carta para a UM?”, pergunta Pereira Coutinho.
ACUSAÇÕES
O deputado relembra que o docente foi acusado de ter organizado uma concentração à porta da escola Hou Kong e de ter distribuído panfletos por altura das eleições legisla-
tivas, o que, segundo a escola, “perturbou o normal funcionamento” da instituição. A carta - dirigida ao Chefe do Executivo - questionava se as actividades do professor da UM no exterior da escola violavam a Lei Eleitoral, mas, recorda Pereira Coutinho, o Chefe do Executivo remeteu a carta para o gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, que depois a enviou para a UM. O deputado diz não compreender o envolvimento do Governo e realça que as actividades de
Bill Chou foram feitas fora do horário da universidade. “O assunto em causa nada tinha a ver com o exercício da actividade docente no quadro da Universidade, mas com uma actividade extra-laboral e extra-universitária. Por que razões de facto, com base em que fundamentos de direito e com que objectivos é que o Chefe do Executivo reenviou a carta ao Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura e não à Comissão para os Assuntos Eleitorais?”, acrescenta ainda Pereira Coutinho. - J.F.
política 5
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HABITAÇÃO PÚBLICA MUDANÇAS DE CASAS SOCIAIS PARA ECONÓMICAS
Ricos mas não tanto
“Há pessoas que moram nas casas sociais e têm medo de ver cancelado o seu contrato quando passam a receber um salário mais alto e chegam mesmo a rejeitar promoções no emprego”
TIAGO ALCÂNTARA
Ng Kuok Cheong diz que a falta de um mecanismo que permita aos moradores que vejam os seus salários aumentar mudar de uma casa social para uma económica está a fazer com que muitos rejeitem promoções no emprego, de forma a não ultrapassarem os limites para uma habitação pública
NG KUOK CHEONG Deputado
CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
O
deputado Ng Kuok Cheong entregou uma interpelação escrita ao Governo onde pede a criação de um mecanismo que permita aos moradores da habitação social que estejam acima do limite de rendimentos serem transferidos para a habitação económica. O deputado, eleito pela via directa no hemiciclo, cita a resposta que obteve do Instituto da Habitação (IH), que mostra que 5,51% dos moradores das casas sociais arrendadas já ultrapassaram o limite de rendimento, mas se ultrapassarem duas vezes, têm de sair das casas que habitam. Ng Kuok Cheong defende que o Governo deve
ter em conta que, se acabar o contrato de habitação pública com estes habitantes “ricos”, isso poderá ter um impacto negativo. Ng Kuok Cheong realça ainda que as pessoas estão assustadas e que até rejeitam ser promovidas no emprego. “Há pessoas que moram nas casas sociais e têm medo de ver cancelado o seu
DSRT Cargo de director continua vago
O cargo de director dos Serviços de Regulação das Telecomunicações está ainda vago, segundo o actual vicedirector substituto, Hoi Chi Leong. O mandato do director substituto da Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações de Hoi Chi Leong expirou a meio do mês passado, mas este voltou novamente ao cargo de vicedirector substituto. Hoi Chi Leong avançou ainda que não há, para já, decisão sobre o número de licenças a atribuir para os serviços ‘triple-play’ – fusão de internet, televisão e telefone – até porque esses serviços só estarão prontos a utilizar daqui a cinco anos.
contrato quando passam a receber um salário mais alto e chegam mesmo a rejeitar promoções no emprego. Como não há esse mecanismo, o Governo vai simplesmente pôr fim ao contrato com os moradores e isso vai trazer um impacto muito negativo na sociedade, afectando a promoção social”, defendeu o deputado, que
pede a implementação do sistema de lista de espera e de pontuação.
COMO DANTES
O deputado, ligado à Associação Novo Macau (ANM), falou ainda da política de habitação pública levada a cabo no tempo da Administração portuguesa, que permitia que os moradores
de casas sociais pudessem comprar uma casa económica quando tivessem capacidade financeira para tal. “Em Hong Kong também existe essa medida para encorajar as pessoas a adquirirem casas económicas. Contudo, o Governo da RAEM não permite que os moradores da habitação social se esforcem para ganhar
Seac Pai Van Mais 1,3 milhão para a saúde
O Governo vai investir mais 1,3 milhão de patacas no controlo de qualidade dos equipamentos electro-mecânicos que compõem a construção de “equipamentos de saúde e cuidados a idosos” na zona de habitações públicas de Seac Pai Van. De acordo com despacho publicado em Boletim Oficial, serão despendidos 133,9 mil patacas este ano, 535,9 mil em cada um dos anos seguintes e, finalmente, 89,3 mil patacas em 2017. Cada uma das tranches será integrada no orçamento do Executivo do ano referido. O mesmo despacho informa ainda que o prazo de execução das obras deverá ser prolongado por mais um ano e que o responsável por esta fiscalização é o Instituto para o Desenvolvimento e Qualidade de Macau.
dinheiro e comprar uma casa para morar”, apontou o deputado na sua interpelação. O deputado pró-democrata apontou ainda que, como a oferta de habitação pública não é suficiente, gerou-se um fenómeno de moradores “ricos” que estão a morar em casas sociais. Ng Kuok Cheong pede, por isso, que a RAEM volte a implementar a política do tempo dos portugueses. O deputado diz ainda que o Governo já mostrou determinação em utilizar os terrenos desaproveitados para a construção de mais habitação pública, bem como os recursos disponibilizados pelos novos aterros. Por isso, Ng Kuok Cheong pretende saber se já existe da parte do Executivo uma oferta suficiente a longo prazo nesta área. “Com base nesta oferta, será que o Governo pode executar uma política de promoção dos moradores nas casas públicas?”, propôs ainda.
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SOCIEDADE
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TIAGO ALCÂNTARA
cipais problemas que os residentes enfrentam em Macau.
COMPETIÇÃO INJUSTA
FILIPA ARAÚJO*
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
“M
ENOS táxis a circular, mais problemas”. É assim que começa por dizer Liliana Medalha, professora portuguesa residente em Macau, quando questionada pelo HM sobre a decisão do Governo em cancelar o serviço prestados pelos táxis amarelos. A não renovação do contrato entre a empresa Vang Iek e o Governo vai fazer com que, a partir de amanhã, deixem de haver menos cerca de 60 táxis ao serviço dos residentes e isso não parece agradar a quem vive em Macau. “Andar de táxi em Macau é um verdadeiro suplício, é muito complicado. Ao diminuir o número de táxis a circular ainda se vai tornar pior”, defende Liliana Medalha. A professora explica ainda que acaba sempre por optar por usar os autocarros como meio de transporte, por ser mais barato e mais fácil de apanhar do que os táxis. A opinião é assinada também por Vitória Filipe, educadora de infância, que considera que a descida de número de táxis vai “prejudicar em muito a utilização” deste serviço. “Se já não é fácil apanhar um táxi, imagine-se depois destes [táxis amarelos] saírem de circulação”, afirma a utilizadora, adiantando que “o sistema de táxis de Macau tem vários problemas e que é preciso tratar disto”. Vitória Filipe diz ainda que sem serviços de rádio-táxis – até nova atribuição de licença
RÁDIO-TÁXIS RESIDENTES PREOCUPADOS COM FIM DA VANG IEK
Com sentido único
A maioria dos residentes abordados concordava com a aplicação de uma taxa adicional no serviço de rádio-táxis, desde que isso permitisse à Vang Iek continuar a funcionar. Os cidadãos estão assustados e dizem que se vai perder uma alternativa ao mau serviço de alguns táxis pretos para isto através de concurso público – apanhar um táxi vai tornar-se numa verdadeira missão impossível.
A PAGAR, QUE SEJA LEGAL
Uma das falhas nas negociações para a renovação do contrato diz respeito à nega do Governo em permitir que os táxis amarelos cobrassem taxas adicionais a quem decidisse chamar um carro. Isto, porque o Executivo pretendia que a empresa passasse apenas a responder a chamadas telefónicas, algo que fazia actualmente mas apenas a 40%. A empresa defende-se, dizendo que só assim consegue sobreviver – porque “ninguém quer ser motorista de um serviço como este”, onde os salários são baixos -, mas o Governo nem sequer pondera a hipótese, preferindo terminar com o serviço que vai, agora, passar a ser dos táxis pretos. Mas, e o que pensam os resi-
dentes sobre o pagamento de uma taxa adicional? Na opinião de Joaquim Alves, engenheiro electrotécnico, uma cobrança de taxas não é algo raro. Joaquim explica ao HM que, no condomínio onde reside, existe um serviço de táxis, onde o segurança pode chamar um táxi a pedido do inquilino. “Já me aconteceu um táxi preto pedir-me um taxa de mais 10 patacas para me ir buscar”, diz. O engenheiro não discorda da taxa que os rádio-táxis pediam. “Se este tipo de táxis [amarelos] não podem parar nas ruas estão a perder dinheiro comparativamente ao outro serviços de táxis. Por isso, acho que faria sentido esta taxa”, argumenta. Joaquim Alves, um utilizador assíduo de táxis, defende ainda que a diminuição do total de cem táxis amarelos a partir da próxima quinta-feira irá reflectir-se num “grave problema para Macau”.
Já Liliana Medalha discorda de uma cobrança adicional por, diz, “não fazer sentido estarem a cobrar mais do que aquilo que custa efectivamente a viagem”. Contudo, a professora deixa no ar uma questão: “Mas isso já não acontece?” Recorde-se que são muitos os táxis pretos acusados de cobranças excessivas, sendo este um dos prin-
“Andar de táxi em Macau é um verdadeiro suplício, é muito complicado. Ao diminuir o número de táxis a circular ainda se vai tornar pior” LILIANA MEDALHA Professora
Ben Lio, jovem residente, defende que a questão relacionada com os táxis amarelos deve ser dividida em dois pontos. “Os táxis que respondem ao serviço via telefone são apenas 20, enquanto há muitos táxis pretos nas ruas, por isso a taxa de sucesso destes últimos é maior, porque os passageiros apanham mais táxis pretos. Sendo assim, se os rádio-taxis não tiverem esta taxa, não conseguem competir”, afirma o jovem. Na visão de Ben Lio, a taxa cobrada deveria ser mais baixa do que as 30 patacas pedidas pela companhia. “Acho que os táxis poderiam cobrar valores aceitáveis, por exemplo, mais cinco patacas dentro de Macau, dez para a Taipa e 15 para Coloane”, diz. De opinião idêntica é Henrique Silva, que afirma que, antes de se atribuir qualquer valor é preciso que os taxistas “mostrem que são honestos”. “Sou da opinião que até é razoável cobrar-se um custo adicional ao rádio-táxis, afinal de contas é para o conforto do utilizador. Mas, primeiro de tudo, é preciso que exista uma mudança de atitude por parte dos taxistas”, defende o designer, residente em Macau há mais de duas décadas.
DIGNIDADE VS. ARROGÂNCIA
Para Henrique Silva, os “taxistas amarelos” eram o que tinham “o serviço mais digno” e o fim deste serviço irá trazer muito mais “arrogância por parte dos taxistas dos carros pretos”. “Se já é mau vai ser pior”, remata. Da mesma opinião é Maria Cardoso, a residir em Macau há um ano, que ainda que não recorra ao serviço de rádio-táxis, não deixa de concordar com a aplicação da taxa. “Mas pequena”, avisa. Maria considera que este serviço é “essencial a Macau” e que há situações “em que a única solução é chamar um táxi amarelo”. O fim deste serviço manifestar-se-á como o fim “da alternativa ao táxis pretos”, que muitas vezes nem sequer param quando solicitados nas ruas. Refutando a opinião da jovem, Elaine Cheong considera que o fim dos táxis amarelos em nada vai afectar Macau. “Não haverá grande mudança para os residentes de Macau”, diz a jovem de 23 anos, explicando que nos dias que correm “tanto os táxis amarelos, como os pretos são difíceis de apanhar, mesmo quando se usa o serviço de rádio”. Recorde-se que o contrato da operadora Vang Iek termina já esta quinta-feira e resta agora ao Governo abrir um novo concurso público para que novas empresas concorram a este serviço de rádio-táxis. Ainda não há uma data para que isso aconteça. - •com Flora Fong
sociedade 7
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FLORA FONG
flora.fong@hojemacau.com.mo
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Associação dos Comerciantes e Operários de Automóveis de Macau (ACOAM) e a Associação de Mútuo Auxílio de Condutores de Táxi garantiram ontem que o serviço de chamada telefónica que vai começar a ser operado pelos táxis pretos amanhã, vai funcionar bem e em coordenação com as medidas do Governo. Durante uma visita de Lo Seng Chi, chefe do Departamento de Gestão de Tráfego da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), às associações de táxis, para ver como funciona o serviço por chamadas telefónicas, o responsável assegurou que as 200 novas licenças de táxis pretos – que foram recentemente a leilão - vão
“Recebemos dezenas de chamadas por hora e conseguimos [responder] a cerca de 400 a 500 chamadas por dia” LENG SAI HOU Presidente da ACOAM
TÁXIS ASSOCIAÇÕES GARANTEM PREPARAÇÃO PARA RESPONDER A CHAMADAS
Prontos para todo o serviço As associações que vão passar a operar o serviço via telefone afirmam estar bem preparadas para dar conta do recado necessidade de aumento de licenças, Lo Seng Chi admite haver “espaço para o aumento do número de táxis”, mas diz que é preciso ouvir as opiniões da sociedade. O chefe de departamento garantiu ainda que o fim das operações da Vang Iek não vai trazer grande influência
ao funcionamento do sector. “Segundo informações da DSAT, os táxis amarelos prestaram apenas dois serviços por dia, mais 20 através de chamada telefónica junto às fronteiras e hospitais. Penso que a cessação do contrato com a Vang Iek não vai ter grande influência e o serviço de rádio táxis destas duas
PROJECTO DE LEI CONCLUÍDO ESTE MÊS O chefe de departamento da DSAT garantiu ainda que o projecto de lei referente à revisão do Regime Jurídico do Transporte de Passageiros de Táxi deverá estar concluído até finais deste mês. No que diz respeito à abertura do concurso público para a operação de um novo serviço de rádio táxis, o chefe de departamento garantiu que ainda não há um calendário, mas que a DSAT vai tentar concluir o projecto do concurso público até finais deste ano, prevendo-se uma discussão junto da sociedade em 2015.
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começar a operar de forma gradual até Janeiro do próximo ano, sendo que os novos veículos vão substituir os táxis amarelos. Lo Seng Chi referiu que já entraram em circulação
20 novos táxis, prevendo-se que até finais deste mês mais 50 comecem a operar. Até Dezembro, mais 120 táxis deverão rodar nas estradas. Questionado sobre a
GIT Mão-de-obra não aumenta orçamento do metro
O programa Macau Fórum do canal chinês da Rádio Macau ficou ontem marcado por queixas de residentes que acusam o Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes (GIT) de ter aumentado o orçamento do metro ligeiro devido à contratação de mais trabalhadores para as obras do projecto nos dias feriados. Contudo, o GIT garantiu que o orçamento não aumentou. “As despesas das obras não vão aumentar por causa do aumento do período de construção ou de investimentos em termos de recursos humanos”, garantiu o organismo à rádio. “Foi fortalecida a gestão das obras, minimizando o impacto dos moradores. O GIT, juntamente com uma equipa de consultores e sistema de fiscalização, vai monitorizar de forma rigorosa a unidade de construção, para que desempenhe bem o seu trabalho”, disse um responsável do organismo na Rádio Macau.
associações vai recuperar o funcionamento do serviço a 60% dos táxis amarelos”, apontou.
GARANTIAS DE RESPOSTA
Durante a inspecção, o presidente da ACOAM, Leng Sai Hou, disse que a associação tem actualmente 400 táxis pretos destinados ao serviço de rádio-táxis, estando previsto adicionar mais cem. Leng Sai Hou garantiu ainda que a associação tem “experiência suficiente sobre o serviço de rádio-táxis”. “Recebemos dezenas de chamadas por hora e conseguimos [responder] a cerca de 400 a 500 chamadas por dia. Acreditamos que o nosso serviço de rádio-táxis não deve ser pior do que o dos táxis amarelos”, defendeu. Em relação à outra associação, Tony Kuok, o seu presidente, frisou que possui 300 veículos para este serviço, sendo que a percentagem de atendimento bem sucedido é de 50%, com 400 chamadas por dia. Tony Kuok defendeu ainda a cobrança de tarifas adicionais para o serviço, mas com um montante não inferior a dez patacas.
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hoje macau quarta-feira 5.11.2014
ÚNICA LOJA DE BORDADOS PORTUGUESES VAI FECHAR
Ao cair do linho HOJE MACAU
Desde 1996 que os bordados tipicamente portugueses, feitos à mão, se vendiam apenas na loja de Li Hui Xiang, na Travessa de São Domingos. A partir de 25 de Dezembro isso vai deixar de acontecer, devido às rendas elevadas. Será o capítulo final da história da “A Lee Toalhas Bordadas”
LI HUI XIANG Dona da loja de bordados
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tempos que já não voltam. A única loja que vende bordados tipicamente portugueses em Macau vai fechar porque a senhoria quer o espaço para si. Mas Li Hui Xiang já não tinha posses para manter o espaço aberto, devido às rendas elevadas. E não só: a fábrica em Zhuhai onde se produziam toalhas feitas à mão também fechou portas. “Sempre se ganhou muito pouco a fazer isto e ninguém quer fazer. É um trabalho muito cansativo e só uma toalha demora muito tempo a fazer, um ou dois meses”, assegura. “Agora a senhoria quer a casa, a renda é muito cara e não consigo pagar. Vi lojas de 30 a 40 mil patacas, um espaço pequenino. Como posso vender? Não posso. Em Macau as pessoas já não compram muito e na China já não há ninguém que faça estes bordados. Ontem uma senhora disse-me que não vai haver mais ninguém a vender toalhas destas em Macau. E quando eu fechar a loja não vai haver mais ninguém. Se alguém quiser comprar tem de ir a Hong Kong ou à Europa”, explicou Li Hui Xiang.
ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
HM-1ª VEZ 5-11-14
F
ANÚNCIO
Proc. ordinário de execução nº
CV2-13-0112-CEO
2º Juízo Cível
Exequente: MELCO CROWN (MACAU), S.A. (新濠博亞 (澳門) 股份有限 公司 ), com sede em Macau, Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, nº. 411-417, Edifício Dynasty Plaza, 15º. Andar O, P. Executado: TANG JIN QUAN (湯錦全), solteiro, maior, de nacionalidade chinesa, residente em Macau, na Avenida da Amizade, La Oceania, 5º. Andar “C”. Faz-se saber que nos autos acima indicados são citados os credores desconhecidos do executado para, no prazo de quinze dias, que começa a correr depois de finda a dilação de vinte dias, contada da data da segunda e última publicação do anúncio, reclamar o pagamento dos seus créditos pelo produto dos bens penhorados sobre que tenham garantia real e que são os seguintes: Bens Penhorados Verba nº 1 Deposito das contas bancárias do Banco Industrial e Comercial da China em nome do executado, no valor em total de MOP$561,469.56. Verba nº 2 Deposito da conta bancária do Banco da China em nome do executado, no valor em total de MOP$1,597.78. Verba nº 3 Deposito das contas bancárias do Banco Weng Hang em nome do executado, no valor em total de MOP$64,600.67. Verba nº 4 Deposito das contas bancárias do Banco Tai Fung em nome do executado, no valor em total de MOP$10,240.49. Aos 22 de Outubro de 2014. *****
“Agora a senhoria quer a casa, a renda é muito cara e não consigo pagar”
ORAM poucas as pessoas da alta sociedade portuguesa que não passaram por lá. Da política ao desporto, passando pelo mundo da moda, todos aqueles que visitaram a antiga Macau da metrópole queriam uma toalha de linho feita à mão da loja de Li Hui Xiang. António Augustus, estilista já falecido, a atleta Rosa Mota ou a esposa de Mário Soares, Maria Barroso, tiraram a fotografia com a senhora chinesa dos bordados portugueses. Maria de Belém Roseira, política portuguesa ligada ao Partido Socialista, gostou tanto da loja na Travessa de São Domingos, junto ao Largo do Senado, que comprou bordados a Li Hui Xiang duas vezes. “Ela veio para uma reunião no palácio [do Governador] e uma senhora trouxe-a à minha loja. Comprou-me muitas toalhas. Depois em 2000, quando eu estava em Lisboa, também foi à minha loja e comprou candeeiros, mesas de cabeceira...”, conta ao HM, Li Hui Xiang, enquanto olha para um painel cheio de fotografias. São memórias de outros
“Ontem uma senhora disse-me que não vai haver mais ninguém a vender toalhas destas em Macau. E quando eu fechar a loja não vai haver mais ninguém. Se alguém quiser comprar tem de ir a Hong Kong ou à Europa” LI HUI XIANG Dona da loja de bordados
A LOJA EM LISBOA
A dona da “A Lee Toalhas Bordadas” fala português. Não o aprendeu nos bancos da escola, mas sim no mercado em Zhuhai onde vendia as mesmas loiças e bordados aos portugueses de Macau que lá iam às compras todos os fins-de-semana. Mas não só: havia “turistas japoneses, americanos”. Lá conheceu a amiga portuguesa Zita Barbosa que, no dia desta reportagem, a visitava no segundo andar do prédio da Travessa de São Domingos e que se recorda dos tempos em que a amiga começou a falar a língua de Camões. Em 1996, Li Hui Xiang teve uma ideia: já que vendia muito aos portugueses, poderia estabelecer o negócio em Macau. “Havia muitos portugueses, tinha mais negócio para mim, era mais fácil.
Depois abri aqui a loja”, recorda. Até à transferência de soberania, em 1999, tudo corria de feição. Tinha clientes que lhe mantinham o sustento. Até que, em 2000, os ventos de mudança que sopravam com a transferência de soberania a levaram para Lisboa. “Muitos portugueses foram para Portugal. Aqui ficaram poucos portugueses. Então o meu marido disse-me para irmos para Lisboa abrir uma loja, que talvez teríamos mais negócio. Mas não. Lá é diferente, aqui as pessoas compravam porque estavam de férias ou porque não havia mais. Lá não queriam gastar tanto dinheiro”, conta Li Hui Xiang.
DA SAUDADE
Sempre vendeu a portugueses e pouco ou nada a turistas chineses, ainda que sejam milhões os que passam pelo Largo do Senado todos os anos. Mesmo que fizesse mais publicidade à loja, Li Hui Xiang garante que não conseguia manter o negócio rentável. “Há poucos portugueses a passear em Macau e os chineses que vêm não compram toalhas menina! Compram bolos, cremes, champôs”, diz-nos Li Hui Xiang, que não deixa de sentir saudades pelo fechar de um ciclo. Assume que ainda não sabe o que irá fazer em termos profissionais. Vai parar dois, três meses. Depois logo se verá. “Fico triste por a minha loja fechar. Agora já não há quase pessoas com quem posso falar português, é quase tudo chinês. Tenho saudades dos portugueses e agradeço porque sempre me ajudaram e compraram muita coisa nestes 26 anos. Já conheciam a menina que vendia bordados”, afirma a mulher que, apesar de ter vendido muitas toalhas de mesa, nunca aprendeu a trabalhar os tecidos de linho. “Faço crochet, é mais rápido. Isto é muito difícil”, assume. Até ao dia 25 de Dezembro, a loja “A Lee Toalhas Bordadas” promete manter-se aberta com todos os produtos a metade do preço. Afinal de contas, Li Hui Xiang não quer levar consigo caixas e caixas de tecidos que um dia foram costurados à mão por senhoras de Zhuhai. Prefere, no entanto, transportar memórias de uma vida como comerciante.
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hoje macau quarta-feira 5.11.2014
TELEVISÃO TDM ACTUALIZA ACORDO COM RTP
para que sejam editados pela TDM e mais tarde transmitidos na CCTV.
Formar bilateralmente
UNIR PARA FORMAR
O acordo de cooperação apresenta como novidade a possibilidade de uma colaboração estendida à CCTV leonor.machado@hojemacau.com.mo
A
Teledifusão de Macau (TDM) e a Rádio e Televisão de Portugal (RTP) assinaram ontem um novo protocolo de cooperação, co-produção e formação. O documento, assinado pelo presidente do Conselho de Administração da TDM, Manuel Pires, e Alberto da Ponte, presidente da RTP, teve em vista a actualização e substituição de um primeiro protocolo assinado em 1993. Este é, assim, o primeiro acordo entre as duas partes depois de Macau se ter tornado parte da China, em 1999. Nele prevê-se uma actualização da programação partilhada entre a RTP e a emissora televisiva local, de forma a permitir “mostrar Portugal” no estrangeiro. “Já lá vão 11 anos desde a data do último acordo e muita coisa mudou, em termos de enquadramento político-constitucional em Macau como RAEM”, revela Manuel Pires. O presidente do canal televisivo aponta a “perspectiva de colaboração tripartida” entre a TDM, a RTP e a empresa televisiva chinesa,
O
CCTV, como novidade. De acordo com o responsável, há conteúdos do canal da China que serão enviados para Macau e a TDM deverá fazer a tradução e dobragem, posteriormente enviando, através
de sinal internacional, o programa editado para a televisão lusa. Manuel Pires admite ainda a possibilidade do contrário acontecer: é possível que a RTP possa enviar conteúdos para o território,
ANTÓNIO FALCÃO
LEONOR SÁ MACHADO
“A RTP tem novas instalações que nós invejamos e um centro de formação e portanto estão abertas as oportunidades de podermos fazer troca de formação” MANUEL PIRES Presidente do Conselho de Administração da TDM
Governo convidou a Universidade de Zhongshan para elaborar um estudo sobre os golfinhos brancos, presentes no Rio das Pérolas, numa altura em que avançam as obras da megaponte que vai ligar Macau, Hong Kong e Zhuhai. O lançamento do estudo, noticiado pelo Jornal Tribuna de Macau, aconteceu no mês passado e tem como principal objectivo “o melhor entendimento da presença do golfinho branco e dos recursos marinhos”, explicou à Agência Lusa Kuok Fei Lek, técnico da divisão de estudos e conservação da natureza do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e um dos dois profissionais de Macau envolvidos no estudo. É a primeira vez que os golfinhos brancos que habitam a costa de Macau são alvo de um estudo, mas o IACM não estabelece uma relação directa com as obras da ponte, que já levaram a Sociedade de Conservação de Golfinhos de
Neste momento, os responsáveis das duas estações televisivas não adiantam pormenores sobre que tipos de programação e actualizações poderão vir a ser feitas no canal de Macau. Há já ideias “em cima da mesa”, confessou Alberto da Ponte, mas só se saberá mais a partir do próximo ano. Já o mesmo não acontece com a programação da RTP, sobre a qual o presidente do Conselho de Administração do canal luso levantou o pano. “Estão a ser feitos dois documentários: um sobre a China e outro sobre Portugal”. O intuito é, de acordo com os representantes, perceber “qual a perspectiva de um chinês sobre Portugal e de um português sobre a China”. Os documentários dão pelo nome de ‘Charming Portugal’ e ‘Charming China’. No entanto, não é apenas a troca de conteúdos o objectivo do acordo. A formação é o que mais parece importar para Manuel Pires, uma vez que será uma tarefa mútua, através da qual os profissionais de Macau podem aprender com os portugueses e vice-versa. “A RTP tem novas instalações que nós invejamos e um centro de formação e portanto estão abertas as oportunidades de podermos fazer troca de formação. Julgo que, por parte da RTP, também há interesse em usar Macau como base para que os profissionais melhor se apercebam e fiquem mais familiarizados com a realidade da China”, comentou o presidente do Conselho de Administração da TDM.
GOLFINHOS BRANCOS GOVERNO ENCOMENDA PRIMEIRO ESTUDO
Para vos proteger melhor Hong Kong a manifestar preocupação com o impacto dos trabalhos nos animais. A megaponte, que vai ligar Macau, Hong Kong e Zhuhai, deve estar pronta em 2016 e será uma das maiores do mundo.
SENSIBILIZAR
Kuok Fei Lek revela que no Rio das Pérolas existem 1800 golfinhos - estimativas mais “optimistas” indicam que podem chegar aos dois mil. Nas águas de Macau, há registo de 71 animais, sendo que 74% são adultos. Apesar de não ter jurisdição sobre as suas águas - são da exclusiva competência da China - Macau pretende, após terminar o estudo, em
Setembro do próximo ano, lançar campanhas de sensibilização para a conservação dos golfinhos brancos, numa costa cada vez mais poluída. Actualmente, Macau, Zhongshan e Hong Kong já cooperam para a prevenção e salvamento de golfinhos e baleias encalhados e há planos para controlar o fluxo de barcos nas zonas nos habitats dos cetáceos, diz Kuok. O técnico do IACM lembra que os golfinhos da costa de Macau enfrentam três grandes ameaças: a falta de alimentos, já que há cada vez menos peixe disponível, a crescente poluição industrial e a actividade humana, como a circulação de barcos que “afecta a vida normal dos golfinhos”.
Água reciclada Projecto para Seac Pai Van e UM
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projecto para a obra de instalação de uma rede de distribuição de água reciclada na zona de Seac Pai Van e da Universidade de Macau, situada na Ilha da Montanha, vai ficar a cargo da Sociedade de Consultadoria em Engenharia Civil Limitada, situada junto à Avenida da Amizade. De acordo com despacho publicado em Boletim Oficial, o projecto deverá prolongar-se por mais um ano e estima-se que custe 1,2 milhões de patacas ao Executivo. O montante deverá ser atribuído à empresa local em três tranches: a primeira será providenciada este ano e as seguintes em 2015 e 2018. A instalação de redes de água reciclada é um dos objectivos do Governo até 2022 e que está integrado no Plano de Desenvolvimento da Direcção dos Serviços deAssuntos Marítimos e de Água (DSAMA), desenvolvido por um grupo de trabalho especialmente criado para o efeito. O objectivo é, de acordo com o documento da DSAMA, reutilizar as águas residuais urbanas e a prioridade são a zona dos novos aterros, o Cotai, a Ilha Verde e as já referidas áreas da campus da Ilha da Montanha e da habitação pública de Coloane.
Fundação Jorge Álvares lança biblioteca digital
A Fundação Jorge Álvares vai lançar uma biblioteca digital cuja apresentação terá lugar na Escola Portuguesa de Macau, às 18 horas da próxima sexta-feira. O evento vai ainda servir para lançar a obra ‘Missão Impossível’, a ser apresentada pela co-autora do livro, Isabel Alçada. Estarão ainda presentes José Machado da Silva, Administrador da Fundação Jorge Álvares, e o responsável pela produção da Biblioteca Digital, Luís Fernandes. A iniciativa destina-se a professores, havendo espaço para uma apresentação destinada aos alunos durante a manhã.
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EVENTOS
hoje macau quarta
Casa de Portugal Artistas portugueses orientam cursos
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EBASTIÃO Resende e Mário Reis são os artistas convidados para ministrar cursos de Serigrafia e Cerâmica até ao final do ano, na Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal em Macau. O curso de Serigrafia, a ser leccionado por Sebastião Resende, começou ontem e durará até 18 de Dezembro, sendo que as inscrições ainda se encontram em aberto. O custo é de 1050 patacas e as sessões decorrerão às terças e quintas-feiras, entre as 18h30 e as 21h00. O curso de Cerâmica, a cargo de Mário Reis, é dividido em duas opções: o primeiro é de Painel Cerâmico, que decorre em paralelo com o de Serigrafia e tem um custo de 1260 patacas. A segunda oferta é de Cerâmica Artística às sextas-feiras, das 18h30 às 21h30, e aos sábados entre as 15h e as 18h, com um preço de 1170 patacas. Todos os cursos têm a possibilidade de utilização de subsídio atribuído pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude. Os artistas contam com vários trabalhos expostos. Exemplo disso é a exposição na Residência Consular do Bela Vista intitulada “Mário Reis e alunos”, inaugurada a 26 de Setembro.
MÚSICA FESTIVAL VOCAL DE MACAU COMEÇA ESTE SÁBADO A Fundação Rui Cunha e o Clube Militar vão acolher vários espectáculos inseridos na próxima ções de artistas vindos da Malásia e de amor e dor profunda”. No mesmo No mesmo dia, mas às 20 hoTaiwan, que darão “recitais a solo, local serão ainda interpretadas várias ras, o Clube Militar vai acolher um edição do Festival música de câmara e concertos aca- selecções de árias de “La Traviata” espectáculo de música de câmara Vocal de Macau pella”, onde também vão participar por músicos da AVM. com concerto vocal gratuito, com o artistas da AVM. grupo “Expressionismo”, vindo de 2014, uma iniciativa “A AVM convidou os artistas a Taiwan e considerado como “um interagirem e ensinarem os estu“A AVM convidou os dos grupos de câmara mais activo da Associação Vocal dantes e o público em geral, com o da região”, sendo composto por artistas a interagirem artistas que se formaram na Europa Macau. A entrada nos objectivo de elevar conhecimento e gosto pela música dos residene Estados Unidos. e ensinarem os eventos será gratuita tes em Macau”, explica ainda a
A ópera chegou à cidade
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O próximo sábado, a Associação Vocal Macau (AVM) promove a mais recente edição do evento anual Festival Vocal de Macau, que poderá ser vista até ao dia 16 de Novembro. Segundo um comunicado, o público poderá contar com actua-
associação. O primeiro evento decorre já no dia 8 na Fundação Rui Cunha (FRC), com entrada livre. O advogado Frederico Rato e Shee Va serão os oradores em “Falando sobre Ópera: O Mundo de La Traviata”, a partir das 16 horas. Sendo “amantes da ópera”, os participantes “irão falar sobre a obra literária e a ópera desta história
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA OS DESMANDOS DE VIOLANTE • Vasco Graça Moura
A novela “Os Desmandos de Violante” é a terceira parte de uma sequência iniciada por Vasco Graça Moura em 2008, com “O Pequeno-Almoço do Sargento Beauchamp”, a que se seguiu, em 2010, “O Mestre de Música”. Este ciclo narrativo, cuja acção decorre entre 1807 e 1814, perfaz uma trilogia a que o autor resolveu dar o título genérico de “O vermelho e as sombras”. Nas três partes que formam a trilogia, encadeia-se uma história de paixões, amores e desamores, ódios, ambições, crueldades, aventureirismos e indiferenças, que se desenvolvem em rápido ritmo narrativo, numa escrita muito pessoal e desinibida que privilegia as peripécias sucintas e as situações de desfecho inesperado.
estudantes e o público em geral, com o objectivo de elevar conhecimento e gosto pela música dos residentes em Macau” COMUNICADO DA AVM
OUTRAS MÚSICAS
No domingo, dia 9, é a vez do Teatro Dom Pedro V receber mais um espectáculo por volta das 20 horas. Trata-se do recital da soprano Ang Mei Foong e ‘masterclass vocal’. Ang Mei Foong, natural da Malásia, vai interpretar “Frauenliebe und leben” de Schumann, árias de “Rusalka”, “Madame Butterfly” e
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
A TORRE DE VIGIA • Ana María Matute
“Torre de Vigia” é o primeiro romance da trilogia medieval de Ana María Matute. Decorrendo numa Idade Média mítica, mágica e sensual, trata–se de um singular romance de cavalaria, onde se narram, na primeira pessoa e com uma sensibilidade moderna, os anos de formação e de aprendizagem de um jovem cavaleiro, no decurso de um enredo repleto de heroísmo, superstição e barbárie. A descoberta do mundo e os conflitos inerentes, a memória, a saudade e a dificuldade para estabelecer relações na infância e na adolescência marcam os primeiros anos do jovem cavaleiro, preso a um mundo onde tudo se rege por instintos primários e febris e no qual o amor, o ódio, a violência, a solidão, a crueldade e a nostalgia, alternando-se, desvelam um universo inquietante e misterioso, sem deixar de se revelar selvagem e passional.
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a-feira 5.11.2014
“La Forza del Destino”, entre várias obras de compositores da Malásia. No ‘masterclass vocal’, a soprano vai “instruir estudantes locais e jovens cantores, dando oportunidades de aprendizagem aos amantes da música de Macau”. No dia 10, a FRC volta a receber um concerto de ‘masterclass vocal’ por volta das 18h30. O concerto Acapella de Funkschon acontece no dia 13. Funkschön é um grupo oriundo de Taiwan composto por “cantores de elite oriundos de grupos com uma riquíssima experiência”, que vão actuar com uma banda de jazz de Macau. A seguir ao concerto, o grupo Funkschön irá dar uma palestra. Com mais um concerto agendado para o dia 14, a ter lugar na Fundação Oriente, segue-se um concerto de Excertos de Ópera que irá encerrar o festival, nos dias 15 e 16, no teatro Dom Pedro V, às 20 horas. “Sendo o espectáculo mais original de Macau desde 2011, o concerto de excertos de ópera mescla o canto com o teatro, utilizando trajes de estilo clássico e encenações, e trará à tona o lado histórico e cultural de Macau”, explica a associação. O espectáculo terá como protagonistas cantores da AVM. O público poderá assistir a árias de La Bohème, der Zauberlföte, Cosi fan Tutte, Pagliacci e Les Pêcheurs de Perles. - A.S.S.
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Fringe Teatro leva ‘Esperpento’ às ruas
Macedónia Túmulo poderá ser da mãe do rei-guerreiro Alexandre, o Grande
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M túmulo descoberto na ruínas de Amphipolis, na Macedónia, poderá pertencer a Olímpia, mãe de Alexandre, o Grande, indicam as estátuas de sete metros que se encontram na entrada principal da câmara. O local arqueológico de Kasta Hil, em Amphipolis, a 370 quilómetros de Atenas, um dos maiores locais fúnebres da antiguidade alguma vez descoberto, expôs agora duas cariátides - figuras femininas esculpidas - que podem estar a ‘guardar’ o túmulo de Olímpia, mulher de Filipe II e mãe do célebre rei-guerreiro Alexandre, o Grande. Uma equipa de arqueólogos, lidera por Katerina Peristeri, começou a trabalhar no local em 2012, onde no mês passado encontrou uma parede de mármore com 1.600 metros de comprimento coroada com uma estátua de mármore com 16 metros de altura conhecida como o Leão de Amphipolis.
Inicialmente, pensava-se que o túmulo poderia pertencer ao próprio Alexandre, ideia contrariada pelos historiadores tendo em conta o registo que indica que este terá falecido na Babilónia (actual Iraque) em 323 a. C., revela o Canal História. Os arqueólogos acreditam que as duas cariátides encontradas retratam Klonodes, sacerdotisas de Dionísio, deus grego do Vinho, revela Andrew, Chugg, autor de “The Quest for the Tomb of Alexander the Great”. Relatos históricos indicam que Olímpia costumava participar em rituais dionisíacos e em orgias com estas Klonodes, que aparecem neste túmulo com cestas na cabeça recheadas com as cobras de estimação da mãe de Alexandre, o Grande. Para além de Olímpia, também está na mesa a possibilidade da sepultura pertencer a Roxana, mulher de Alexandre, o Grande.
Durante o Festival Fringe em Macau, a Companhia de Teatro da Areia Preta vai apresentar a peça ‘Esperpento’. Como teatro de rua, ‘Esperpento’ leva-nos ao “fundo do nosso ser”. Uma viagem ao íntimo de um espelho, onde as questões surgem na nossa mente. Quem somos? O que somos? Quem é aquele que está reflectido na imagem? Em que nos transformamos? Com uma conotação trágica e cómica, a companhia dedicou-se à apresentação de uma cena física, com efeitos especiais e metamorfoses de um coro que espelha emoções em flashes, diz a organização. A peça acontecerá no parque dos grafites na Rua dos Mercadores, no dia 15 de Novembro peças 18h15. A entrada é livre.
Hong Kong Dj Santero na discoteca Volar
A discoteca Volar, em Hong Kong, vai receber o Dj Santero na próxima sexta-feira. O Dj residente do conhecido espaço nocturno londrino Ministry of Sound volta ao território vizinho para uma noite de música electrónica. Santero está já pautado como “um dos mais versáteis” do universo musical nocturno. Os bilhetes para o evento custam 250 dólares de Hong Kong se comprados antecipadamente e 300 ou 350 dólares de Hong Kong no própria dia, à porta do Volar. A performance deste Dj, que tocou já no mesmo espaço de The Prodigy, tem início previsto para as 22 horas.
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CHINA
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ERCA de 2.380 empresas das imediações de Pequim estão fechadas desde ontem para tentar eliminar a crónica poluição da cidade durante a cimeira da APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico), revelou ontem a imprensa oficial. A restrição, que estará em vigor até 12 de Novembro, abrange também 2.445 estaleiros de obras da província que confina com Pequim, Hebei, onde se concentram algumas das indústrias mais poluentes do norte da China. “O Céu Azul está pronto para saudar a APEC”, proclamou ontem um jornal local em manchete. A Cimeira reunirá em Pequim os líderes de 21 países e regiões do anel do Pacífico, entre os quais os presidentes dos Estados Unidos e Rússia, e os primeiros-ministros do Japão, Austrália e Canada. Além do encontro político de alto nível, marcado para os dias 10 e 11, o programa inclui uma cimeira empresarial e reuniões ao nível de altos funcionários e de ministros dos membros da APEC.
FUTURO EM DISCUSSÃO
Os trabalhos arrancaram na quarta-feira, sob o lema “Moldar o futuro através da Parceria Ásia-Pacífico”. Cerca de dois milhões de veículos - 35% do parque automóvel de Pequim - foram entretanto retirados
A
Aliança para a Paz e Democracia, que está contra o movimento pró-democracia iniciado em Setembro, apresentou mais de 1,8 milhões de assinaturas que alegadamente recolheu numa petição contra a campanha de desobediência civil em Hong Kong. O porta-voz da Aliança, Robert Chow, disse ontem que o grupo vai tentar marcar reuniões com deputados e líderes dos estudantes, para tentar encontrar uma
hoje macau quarta-feira 5.11.2014
APEC PEQUIM FECHA MILHARES DE FÁBRICAS
Cimeira de “céu azul” O encontro de mais de vinte líderes mundiais levou ao encerramento de fábricas e estaleiros com vista à contenção da poluição crónica que afecta a região
da circulação, numa outra medida destinada a assegurar a qualidade do ar e a aliviar o trânsito na cidade. Desde segunda-feira, os automóveis particulares circulam alternadamente de acordo com o último número da respectiva matrícula; ontem pararam os ímpares, hoje será a vez dos pares. Escolas e repartições públicas vão também fechar, de 07 a 12 de Novembro.
Fórum de diálogo e cooperação fundado em 1989, a APEC representa cerca de metade do produto bruto mundial e 40% da população do planeta.
2.380 empresas encerradas até 12 de Novembro
No conjunto, os 21 membros da APEC asseguram 46% do comércio mundial. Austrália, Brunei, Canada, Chile, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Peru, Rússia, Singapura, Tailândia, Taiwan e Vietname são os membros da APEC.
HONG KONG ANTI-“OCCUPY” REÚNE 1,8 MILHÃO DE ASSINATURAS
O coro das vozes do contra
Robert Chow
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solução para o impasse político, segundo a Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK). Robert Chow defendeu que a Aliança para a Paz e Democracia quer ouvir a reacção dos líderes dos protestos, no que descreveu como um aumento da oposição às manifestações e bloqueios das ruas. O mesmo responsável disse que os líderes dos protestos deveriam indicar como planeiam restabelecer a paz e a ordem em Hong Kong.
NA MESMA LINHA
Em consonância com a Aliança para a Paz e Democracia, Pan Pey-chyou, um dos vice-presidentes da Hong Kong Federation of Trade Unions (HKFTU), conotada como sendo pró-Pequim, defendeu ontem, em declarações à RTHK, que era boa ideia estabelecer reuniões presenciais entre os manifestantes pró-democracia que ocupam algumas das artérias principais da cidade e os mais afectados por estas acções.
Pan Pey-chyou falava à RTHK um dia depois de cerca de 3.000 trabalhadores terem participado numa manifestação promovida pela FTU para expressar o seu descontentamento em relação ao movimento de desobediência civil pela “verdadeira” democracia.
DO DIREITO
Na segunda-feira, cerca de 50 advogados concentraram-se em silêncio nas imediações do Supremo Tribunal de Justiça para expressar a sua preocupação com que o consideram ser uma violação do Estado de Direito pelos manifestantes que ocupam as ruas, escreveu ontem o jornal South China Morning Post (SCMP). Em comunicado, os advogados declararam que o movimento “‘Occupy Cental’ perturba e coloca em perigo as vidas dos cidadãos de Hong Kong, causando imensuráveis prejuízos e inconvenientes para todos os segmentos da população”.
Presidente de Taiwan ileso após colisão de veículo
O Presidente de Taiwan saiu ileso depois de um cidadão ter feito embater voluntariamente o seu carro contra o perímetro da residência presidencial, onde Ma Ying-jeou se encontrava a correr, informou ontem o Governo em comunicado. Ma Ying-jeou, que no mês passado foi alvo de um ataque quando um independentista da ilha lhe atirou um livro intitulado “Formosa atraiçoada”, foi imediatamente escoltado pela guarda presidencial para um local seguro, indica o jornal Pingguo Ribao no seu portal na Internet. A polícia deteve imediatamente o autor da colisão, levando-o para interrogatório. O condutor, de cerca de 60 anos e de apelido Chen, terá alegadamente perpetrado o ataque indignado pela inacção da justiça relativamente ao seu protesto num caso de uma disputa médica, de acordo com a cadeia de televisão TVBS, que cita fontes policiais.
Estudantes descartam ida a Pequim
Os líderes estudantis do movimento pró-democracia em Hong Kong descartaram ontem enviar representantes a Pequim este fim-desemana para apelar directamente ao Governo Central. A possibilidade foi descartada ontem por Yvonne Leung, de 21 anos, durante uma conversa sobre o movimento na Universidade de Hong Kong, apesar de a líder estudantil não ter colocado de parte de a possibilidade de a viagem vir a ocorrer no futuro. Nathan Law, outro activista estudantil que acompanhou Leung, disse que ainda estavam a debater quando e como ir e que estavam a recolher opiniões antes de rumarem à capital chinesa para transmitirem aos líderes chineses as suas aspirações.O secretário da Federação de Estudantes, uma das organizações que promove os protestos, Alex Chow, tinha manifestado, esta semana, a possibilidade de os estudantes irem a Pequim durante a cimeira da APEC (Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico) que se realiza na próxima semana, em Pequim, na qual vão participar diversos líderes mundiais.
DESPORTO
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Anúncio Prestação dos serviços de gestão de residência de estudantes do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 24 meses (01/01/2015-31/12/2016) CONCURSO PÚBLICO N.º 06/DOA/2014 1. Entidade que põe o serviço a concurso: Instituto Politécnico de Macau.
EMBLEMA DE MATRIZ PORTUGUESA VENCE POR 2-0
Casa de Portugal nos oitavos-de-final MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo
O
sete do Organismo Autónomo Desportivo da Casa de Portugal em Macau carimbou ontem a passagem aos oitavos de final do Campeonato da “Bolinha” da II Divisão, ao bater o Spartans por duas bolas a zero. A formação de matriz portuguesa – a única que ainda continua em prova, depois da eliminação, na segunda-feira, do Sport Comércio e Bigode – viu o adversário entrar melhor no desafio, mas não demorou a chamar a si o controlo da partida. Com um sete jovem e dinâmico, mas um tanto ou quanto inexperiente, o Spartans foi a primeira formação a levar perigo ao último reduto adversário, na sequência de uma falta do sector defensivo da Casa de Portugal. Em posição frontal à baliza à guarda de João Guedes, o capitão do Spartans não conseguiu levar o livre-directo a bom porto. O lance não incomodou o guarda-redes do emblema de matriz portuguesa, mas João Guedes viu o conjunto adversário quase inaugurar o marcador pouco depois. Apesar de dominar as operações no relvado sintético do campo do Colégio D. Bosco, a Casa de Portugal só à beira do primeiro quarto de hora de jogo conseguiu visar a baliza do Spartans, com Carlos Vilar a forçar o guarda-redes do sete rival
a uma defesa apertada com um remate à entrada da área adversária. Não marcou à primeira, marcou à segunda, o sete do Organismo Autónomo Desportivo. Aos 19 minutos, o conjunto orientado por Pelé inaugurou o marcador, num lance em que Carlo Fernandes assina meio golo. O extremo da Casa de Portugal tira um cruzamento com pendor milimétrico no lado esquerdo do ataque da formação de matriz portuguesa e encontra Jean Peres no coração da área adversária. O dianteiro franco-português bate nas alturas a defensiva adversária e inaugura de cabeça o marcador. A resposta do Spartans não se fez esperar, surgindo de novo na cobrança de um livre-directo. Desta feita, o adversário da Casa de Portugal demonstrou um maior apuro ofensivo, mas João Guedes evitou maiores estragos com uma intervenção atenta. Muito activo do lado esquerdo do ataque da Casa de Portugal, Carlos Fernandes quase marcou o segundo do conjunto de matriz portuguesa a dois minutos do intervalo, mas o guarda-redes adversário afastou com uma sapatada um cruzamento tenso do extremo português.
BOAS ENTRADAS
O Organismo Autónomo Desportivo da Casa de Portugal entrou melhor no segundo tempo, num lance em que Jean Peres e Pinheiro fizeram triangular
a bola numa jogada vistosa, que acabou ainda assim nas mãos do guardião do Spartans. Aos quatro minutos do segundo tempo, a jovem formação chinesa beneficiou de uma oportunidade de ouro para repor a igualdade no placard, mercê de um erro de julgamento do juiz da partida. O árbitro assinalou grande penalidade por mão na bola de Pinheiro, num lance casual em que o esférico esbarra no braço do atleta na sequência de um corte mal conseguido. No frente a frente com João Guedes, o atleta do Spartans incumbido de bater o penalti acusou a pressão e rematou à barra. O grupo de trabalho às ordens de Pelé não demorou para se refazer do susto e numa questão de minutos criou duas boas oportunidades de cabeça, por Jean Peres primeiro e por Eric Peres depois. O segundo golo do emblema de matriz portuguesa acabaria por surgir apenas a cinco minutos do fim do tempo regulamentar, num lance que voltou a ter Jean Peres como protagonista. O dianteiro franco-português recebeu a bola à entrada da área, aguentou a pressão de um defesa adversário e bateu o guarda-redes do Spartans com um remate cruzado. Nos oitavos-de-final a Casa de Portugal vai defrontar a rigorosa formação do Kei Lun, que ontem derrotou o Chao Pak Kei nas grandes penalidades, após um empate a duas bolas. A partida disputa-se ao início da noite do próximo domingo.
2. Modalidade de concurso: Concurso Público. 3. Objecto do Concurso: Prestação dos serviços de gestão de residência de estudantes do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 24 meses (01/01/201531/12/2016) 4. Período: 1 de Janeiro de 2015 a 31 de Dezembro de 2016. 5. Prazo de validade das propostas do concurso: As propostas do concurso são válidas até 90 dias contados da data de abertura das mesmas. 6. Garantia provisória: $234 200,00 (duzentas e trinta e quatro mil e duzentas patacas), através de depósito no Serviço de Contabilidade e Tesouraria do Instituto Politécnico de Macau ou mediante garantia bancária a favor do Instituto Politécnico de Macau, em Macau. 7. Garantia definitiva: 4 % do preço global da adjudicação (para garantia do contrato). 8. Condições de admissão: Entidades com sede ou delegação na RAEM cuja actividade total ou parcial se inscreva na área objecto deste concurso. 9. Local, data e hora de explicação: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 10 de Novembro de 2014, pelas 10H00. 10. Local, data e hora do limite da apresentação das propostas: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 20 de Novembro de 2014, antes das 17H45. 11. Local, data e hora da abertura do concurso: Local: Sala de A III do Edifício Chi Un do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 21 de Novembro de 2014, pelas 10H00. 12. A avaliação das propostas do concurso será feita de acordo com os seguintes critérios: - Preço Razoável (50%) - Qualidade do Serviço (50%); a) Propostas construtivas e aplicáveis à prestação dos serviços (30%) e inclui o seguinte: - Mapa da organização pessoal, condições da nomeação do pessoal, distribuição, gestão dos ordenados e projectos formativos, mapa de salário e subsídio a todos os trabalhadores, especialmente o salário e regalias da encarregada da residência é um factor importante a considerar; - Objectivos e padrão da gestão e o projecto concreto de funcionamento; - Os regulamentos de gestão, o processo dos trabalhos de gestão da residência, o mecanismo de casos de urgência, o projecto do controlo dos recursos públicos, tais como água e electricidade; - Matérias e equipamentos necessários para o trabalho de gestão. b) Experiências e comportamentos do concorrente demonstrada por semelhantes serviços prestados (só avalia os dados do ano 2012 até ao presente) (10%); c) Curriculum Vitae e competências do concorrente (5%); d) Esclarecimentos na reunião (questões profissionais sobre a “Prestação dos serviços de gestão de residência de estudantes do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 24 meses (01/01/2015-31/12/2016)” levantadas pelo Instituto Politécnico de Macau) (5%). 13. Local, hora e preço para exame do processo e obtenção da cópia do processo: Local de exame: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau Local de obtenção: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua Luís Gonzaga Gomes, em Macau, mediante o pagamento de MOP100,00 (cem patacas). Hora: de 2ª feira a 5ª feira das 09H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45. 6ª feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30. Telefone: 8599 6140, 8599 6153, 8599 6404 Macau, aos 28 de outubro de 2014 Presidente do Instituto, Lei Heong Iok
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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WANG CHONG
王充
OS DISCURSOS PONDERADOS DE WANG CHONG
Sobre a morte – 9 & 10 A morte é como a extinção de um fogo. Uma vez extinto, já não dá qualquer luz; uma vez morto, o homem já não é dotado de qualquer consciência. Estes dois fenómenos são semelhantes. Enganam-se aqueles que, debatendo esta questão, afirmam que os mortos são capazes de consciência. Entre uma pessoa que vai morrer e um fogo que se vai apagar, qual é a diferença? Extinto o fogo, só resta a vela; morta a pessoa, só resta o corpo: dizer que os mortos são capazes de consciência é acreditar que uma vela apagada pode ainda dar luz. *** No mais fundo inverno, são os fluidos glaciais (hanqi) que trazem o gelo e, assim, a água nele se pode tornar. Na primavera, os fluidos reaquecem e o gelo se funde. Como o gelo é a vida humana: os fluidos yin e os fluidos yang se cristalizam para formar os seres humanos; uma vez acabadas suas vidas, estes morrem e tornam a ser fluidos. A água da primavera não se pode tornar gelo: como poderia, então, a alma tornar a ter forma? Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho
Wang Chong (王充), nasceu em Shangyu (actual Shaoxing, província de Zhejiang) no ano 27 da Era Comum e terá falecido por volta do ano 100, tendo vivido no período correspondente à Dinastia Han do Leste. A sua obra principal, Lùnhéng (論衡), ou Discursos Ponderados, oferece uma visão racional, secular e naturalista do mundo e do homem, constituindo uma reacção crítica àquilo que Wang entendia ser uma época dominada pela superstição e ritualismo. Segundo a sinóloga Anne Cheng, Wang terá sido “um espírito crítico particularmente audacioso”, um pensador independente situado nas margens do poder central. A versão portuguesa aqui apresentada baseia-se na tradução francesa em Wang Chong, Discussions Critiques, Gallimard: Paris, 1997.
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artes, letras e ideias 15
Extinto o fogo, s贸 resta a vela; morta a pessoa, s贸 resta o corpo.
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Cineteatro
O QUE FAZER ESTA SEMANA • Hoje
9.9
0.2
YUAN
1.3
CINEMA
DANÇAS PRIVADAS (FRINGE 2014) Casas-Museu da Taipa, 19h00 – 23h00 Preço varia consoante o espectáculo
KUNG FU JUNGLE SALA 1
Com: Brad Pitt, Shia LaBeouf, Logan Lerman 14.00, 16.30, 19.00, 21.30
KUNG FU JUNGLE [C]
POETA E A CANÇÃO DE ZHOU YUNPENG (FRINGE 2014) Lagos Nam Van, 20h00 – 21h15 Entrada livre
Um filme de: Teddy Chen Com: Donnie Yen, Charlie Young, Wang Bao-qiang 14.15, 16.05, 17.55, 21.30
SALA 3
OUIJA [C]
ALEXANDER AND THE TERRIBLE, HORRIBLE, NO GOOD, VERY BAD DAY [B]
• Amanhã
Um filme de: Miguel Arteta Com: Steve Carell, Jennider Garner 19.45
TEATRO PUXE (FRINGE 2014) Zona de Lazer da Rua dos Mercadores Entrada livre
Um filme de: Stiles White Com: Olivia Cooke, Daren Kagasoff, Douglas Simth, Ana Coto 14.15, 16.00, 17.45, 21.30
LET’S BE COPS [C]
Um filme de: Luke Greenfield Com: Jake Johnson, Damon Wayans Jr. 19.30
SALA 2
FURY [C]
Um filme de: David Ayer
• Sexta-feira
TEATRO O SILÊNCIO É DE OURO (FRINGE 2014) Teatro Hiu Kok 50 patacas
ACONTECEU HOJE
5 DE NOVEMBRO
• Sábado
“FALANDO SOBRE ÓPERA: O MUNDO DE LA TRAVIATA” COM FREDERICO RATO E SHEE VA Fundação Rui Cunha, 16h00 Entrada livre MÚSICA DE CÂMARA COM “EXPRESSIONISMO” Clube Militar, 20h00 Entrada livre
Barack Obama é eleito Presidente dos EUA
• Domingo
RECITAL DA SOPRANO ANG MEI FOONG Teatro D. Pedro V, 20h00 Entrada livre
• Diariamente
FESTIVAL DE GASTRONOMIA MACAENSE (ATÉ 5 DE NOVEMBRO) Hotel Four Seasons, Cotai 18h00 às 22h00 498 patacas por adulto, 249 para crianças até aos 12 anos
U M L I V R O H O J E
EXPOSIÇÃO “BEYOND PIXELS” DE VICTOR MARREIROS (ATÉ DIA 31/12) Signum Living Store, Rua Almirante Sérgio Entrada livre
“AS DEZ FIGURAS NEGRAS” (AGATHA CHRISTIE, 1939)
“VIAGEM À TERRA DOS SONHOS” DE SU JIAN LIANG (ATÉ DIA 23/10) Galeria da Fundação Rui Cunha Entrada livre
Dez pessoas são levadas a fazer uma viagem para a Ilha do Negro e quando chegam ao local isolado descobrem que Mr. Owen, afinal, pode nunca ter existido. Depois de lerem uma lengalenga infantil, colocada no quarto de cada um, cada hóspede começa a morrer. Um bom livro de Agatha Christie que só peca por não ter a astúcia de Hercule Poirot ou de Miss Marple, mas que consegue prender o leitor num emaranhado de ‘suspense’ e mistério. - Andreia Sofia Silva
“SABORES DO MUNDO”, MOSTRA DE CULINÁRIA DOS PLP (ATÉ DIA 7 DE NOVEMBRO) Restaurante Feast, Sheraton Macau, 12h00 – 15h00 e 18h00 – 22h00 FEIRA DE ARTESANATO DA CHINA E DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Feira do Carmo, Taipa, 16h00 às 21h00 Entrada livre EXPOSIÇÃO DE ARQUITECTURA “MAKING OF”, DE MARIA JOSÉ DE FREITAS E AETEC-MO Creative Macau Entrada livre
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João Corvo
• A 5 de Novembro de 2008, o primeiro afro-americano torna-se Presidente dos EUA. Barack Obama faz história, tornando-se no 44.º inquilino da Casa Branca, efeméride que hoje se assinala. Barack Obama nasceu em Honolulu, a 4 de Agosto de 1961. Formado em Ciências Políticas e em Direito, desenvolveu uma carreira política que o conduziu ao cargo de Presidente dos EUA, exercício que lhe valeria o Nobel da Paz, em 2009, devido às suas políticas bem mais pacifistas do que o antecessor, George W. Bush. Senador pelo estado de Illinois, Obama tornou-se no primeiro afro-americano a ocupar o mais importante cargo dos EUA. Antes, foi líder comunitário e advogado na defesa de direitos civis. É eleito senador em 1996, sendo reeleito em 2000. Entre 1992 e 2004, foi professor de Direito Constitucional, na Universidade de Chicago. Em Novembro, ganha a eleição para senador dos EUA, pelo estado de Illinois, conseguindo 70% dos votos. Viria a conquistar um lugar na Casa Branca no dia 5 de Novembro de 2008, para um mandato marcado pela luta contra o terrorismo, num país em crise. Nasceram a 5 de Novembro Joaquim Pimenta de Castro, oficial militar, matemático e político português (1846), Paul Sabatier, químico francês (1854), Vivien Leigh, actriz inglesa (1913), Lennart Johansson, dirigente desportivo sueco (1929), Art Garfunkel, músico norte-americano (1941), Bryan Adams, músico canadiano (1959), e Jean-Pierre Papin, ex-futebolista francês (1963). Morreram neste dia Mariotto Albertinelli, pintor italiano (1515), Maria Feodorovna, czarina da Rússia (1828), James Clerk Maxwell, físico britânico (1879), e Humberto Mauro, cineasta brasileiro, considerado o pai do cinema brasileiro (1983).
fonte da inveja
Se fores visitar a mulher, não te esqueças do chicote. Faz-te falta a ti e a ela também.
OPINIÃO
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Immanuel Wallerstein
in Esquerda.net
DAVID LEAN, LAWRENCE OF ARABIA
Q
UANDO começa esta história? É difícil determinar. A história moderna começou no século XIX, quando os britânicos e os russos lutaram o “grande jogo”, disputando a influência e o controlo do Afeganistão. Lutaram directamente e através de representantes afegãos. Os britânicos convenceram-se que tinham levado vantagem, mas tratou-se em grande parte de uma ilusão. Eu diria que a disputa terminou num empate. Nos anos 1960, o jogo foi retomado com a chegada ao poder de um governante que procurou instituir uma nova Constituição “liberal”. Fracassou, mas abriu a via para a emergência de partidos da esquerda e da direita. O seu sucessor, Mohammed Daoud, foi derrubado em 1978 pelo Partido Democrático Popular do Afeganistão (PDPA), na realidade um partido comunista. O PDPA estabeleceu um regime totalmente laico, com plena igualdade para as mulheres. O grande jogo tinha reiniciado. A União Soviética apoiava o regime do PDPA e os Estados Unidos (sucessores da Grã-Bretanha), apoiavam os mujahidin que lutavam contra o PDPA e a favor de um regime islamista. Em 1979, a União Soviética enviou as suas tropas para ajudar à permanência do regime do PDPA no poder. O tiro da intervenção soviética saiu pela culatra e as suas últimas tropas retiraram-se em Fevereiro de 1989. No entanto, o PDPA conseguiu manter-se até 1992. Em seguida, durante quatro anos, vários grupos que se tinham oposto ao regime do PDPA lutaram entre si. Um grupo que emergiu em força adoptou o nome de Taliban e procurou reunificar o país sob a estrita lei sharia num regime liderado pelo mullah Omar. O regime taliban foi especialmente duro em relação às mulheres, virtualmente aprisionando-as nas suas casas e impedindo o seu acesso a todas as oportunidades educativas. Setembro de 2001 foi um momento fatal. Os Taliban conseguiram assassinar o seu principal opositor interno, dois dias antes do ataque da al-Qaeda aos EUA em 11 de Setembro. O feitiço virara-se contra o feiticeiro. Tendo ajudado os mujahidin islamistas a converterem-se na principal força a combater a influência soviética, deparavam-se agora com este grupo a governar o Afeganistão e a dar abrigo a Osama bin Laden, o alegado responsável pelos ataques de 11 de Setembro nos Estados Unidos. Assim, mais uma vez ocorreu uma intervenção externa, desta vez dos Estados Unidos, e contra os Taliban. A situação geopolítica tornou-se muito complicada. Os principais aliados dos EUA na região – o Paquistão e a Arábia Saudita – apoiavam os Taliban. Os principais opositores dos EUA na região – o Irão e a Rússia – estavam alinhados com os Estados Unidos na sua oposição aos Taliban. A estratégia dos EUA era ajudar Moahammed Karzai a assumir o governo interino e depois elegê-lo presidente do novo regime. A principal virtude de Karzai era ser pashtun em termos étnicos, portanto da mesma região das forças Taliban. O problema, mais uma
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Afeganistão Infindáveis intervenções externas vez, foi o tiro sair pela culatra. À medida em que os anos foram passando, Karzai tornou-se crescentemente desconfortável com os EUA e particularmente com os seus métodos militares. Por volta de 2012, Karzai já era muito crítico dos Estados Unidos e falou em negociações políticas com os Taliban. O presidente dos EUA, Barack Obama, assumira o poder em 2009, considerando
O Afeganistão rejeitou durante dois séculos as intervenções externas, de forma aberta ou velada. Cada vez que os interventores externos pareciam vencer durante algum tempo, cedo se tornava claro que isso era ilusório
que a intervenção no Afeganistão era uma “boa guerra” (em contraste com a do Iraque). Contudo, também prometeu retirar todas (ou a maioria) das tropas dos EUA no momento em que saísse do governo. Esta demonstrou-se uma promessa vã, porque as forças Taliban ganharam mais força e o governo e o Exército afegãos não tinham força suficiente para conter os ressurgentes Taliban. Karzai, contudo, saiu no final do seu segundo mandato em 2014 e permitiu as eleições disputadas por Ashraf Ghani (visto como o preferido de Karzai para sucedê-lo, e da etnia pashtun) e Abdullah Abdullah (cuja mãe é Tajik, a etnia com a qual se identifica). Abdullah era um feroz opositor de Karzai. Os resultados da eleição presidencial foram muito contestados. Mas Ghani e Abdullah finalmente chegaram a um frágil compromisso de partilha de poder, com Ghani na Presidência e Abdullah como o equivalente a primeiro-ministro. A maioria dos observadores vêem com cepticismo a possibilidade de o acordo durar muito tempo. Ghani prometeu assinar o protocolo com os Estados Unidos que Karzai não quis assinar, ao mesmo tempo que também
manteve alguma distância em relação aos Estados Unidos. O próprio Ghani passou longos anos nos Estados Unidos, como cidadão norte-americano assim como afegão, e trabalhou durante muitos anos no Banco Mundial. Dificilmente pode ser considerado um radical sob qualquer ponto de vista. Ghani chamou imediatamente a negociações com os Taliban, como fizera Karzai. Os Taliban rejeitaram-nas prontamente, e o seu porta-voz afirmou: “Ashraf Ghani foi nomeado pelos americanos na embaixada dos EUA. É uma marionete e não tem qualificação para nos convidar para conversações de paz”. O Afeganistão rejeitou durante dois séculos as intervenções externas, de forma aberta ou velada. Cada vez que os interventores externos pareciam vencer durante algum tempo, cedo se tornava claro que isso era ilusório. Pior ainda, as suas intervenções pareciam virar contra eles os próprios afegãos que apoiavam. Há poucos motivos para pensar que os estrangeiros terão agora mais sucesso que no passado. Mas será que os interventores externos o compreendem?
ócios / negócios
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IQ DOUTOR, LOJA DE PRODUTOS PRÉ-ESCOLARES WENDY, MARY E TIFFANY, FUNDADORAS
A falta de vagas nas creches de Macau levou três mães a criar uma loja onde não só se vendem produtos para que as crianças aprendam em casa, como se permite que os miúdos experienciem o que é estar num jardim-de-infância FLORA FONG
flora.fong@hojemacau.com.mo
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UEM tem filhos em Macau, sabe que conseguir vagas numa creche é muito complicado. Ora, este facto foi o que impulsionou três mães a criar uma loja que vende produtos pré-escolares, mas não só: a ‘IQ Doutor’ ensina também os pais a ensinar os filhos na idade pré-escolar a aprender o que aprenderiam nas creches, caso tivessem conseguido entrar. “É uma responsabilidade, não queremos ganhar grande lucro”, começa por dizer ao HM Mary, uma das fundadoras da ‘IQ Doutor’. É juntamente com Wendy e Tiffany que Mary cria a ‘IQ Doutor’. As três amigas e mães, como se descrevem, já tinham experiência empresariais e, no início, a intenção até era criar uma creche que servisse 40 a 60 crianças. Contudo, mudaram o plano original, juntaram 500 mil patacas e abriram a loja. Uma das fundadoras explica-nos porquê. “Não conseguimos capital suficiente para abrir uma creche. Além disso, outra causa principal é que achamos que uma creche não pode ajudar todos os bebés que actualmente não obtêm vagas em creches.
Foi o caso do meu filho de um ano e nove meses, que inscrevi em 15 creches e, felizmente, conseguiu apenas entrar numa, na Taipa. Contudo, existem ainda muitas crianças que não conseguiram um lugar. Portanto, acabámos por abrir uma loja que vende materiais pré-escolares para que os miúdos possam iniciar a aprendizagem em casa, o que é mais significativo e ajuda mais crianças”, conta Wendy. Wendy é responsável pelo funcionamento da loja, Mary fica a cargo da contabilidade e finanças, enquanto Tiffany faz as aquisições dos produtos.
HOJE MACAU
“É UMA RESPONSABILIDADE, NÃO QUEREMOS GANHAR LUCRO”
DOIS EM UM
É Tiffany quem nos explica que os destinatários dos produtos são crianças com menos de três anos, pelo que a loja contém diferentes materiais para diferentes períodos de aprendizagem. A ideia, diz Tiffany, é que, mesmo que as crianças não consigam frequentar creches, não perdem um dos períodos mais sensível à aprendizagem. “Por exemplo, os bebés de zero a seis meses devem consolidar a aprendizagem sensorial e visual, os de seis a doze meses aprendem a distinguir cores, os de doze a dezoito meses precisam de conhecer formas de coisas e coordenação dos olhos e mãos, enquanto os de dezoito a vinte e quatro meses devem saber as letras de inglês e lógicas simples”, começa por apontar. “Os nossos produtos contêm esses elementos, outros podem ainda treinar a capacidade de higiene pessoal. A importância destes produtos é que os miúdos não se aborrecem em casa e os pais podem brincar e educar os bebés em casa, promovendo a relação entre pai e filho, algo que a creche não consegue fazer. Ao visitarmos a loja, no rés-do-chão vemos produtos à venda, enquanto no segundo andar existe um pequeno parque de diversões, com escorregas e baloiços. Segundo Mary, esta é uma zona para pais e filhos experimentarem os produtos. As três donas encorajam os pais a levar os filhos que não consigam vagas em creches e se reúnam na loja, brincando e aprendendo em conjunto, um dos “papéis das creches”.
“Acabámos por abrir uma loja que vende materiais pré-escolares para que os miúdos possam iniciar a aprendizagem em casa, o que é mais significativo e ajuda mais crianças” WENDY Responsável pelo funcionamento da loja
“Preocupamo-nos também que as crianças fiquem demasiado tempo com os pais, por isso é que colocámos aqui um parque de diversões, que é mais interactivo. Tencionamos também convidar uns professores de jardins-de-infância, para estarem com as crianças que vão ter a sua entrevista [nas creches] em breve e fazer também com que os pais se possam preparar com antecedência.”
A PENSAR NAS CRIANÇAS
As três mães e fundadoras da ‘IQ Doutor’ apontam que o mercado de Macau no que a materiais de aprendizagem diz respeito se iniciou “muito devagar”, enquanto em Hong Kong já está muito desenvolvido. Por isso mesmo, a experiência da região vizinha ajudou em muito. “Antes de abrirmos a loja, fomos de propósito a Hong Kong para aprender as funções de produtos e as maneiras de ensino. Ainda agora enviamos funcionários
para aprender em Hong Kong. Trazemos não só os produtos, mas também as técnicas de utilização e a forma de ensino que os pais devem seguir para poderem ensinar os filhos em casa”, referiu Mary. A loja fica na Avenida do Coronel Mesquita e a renda, disseram as mães, é até acessível. Mas também a ideia não se liga muito, de acordo com Mary, ao vaor do negócio. “Não queremos retornar o capital, só esperamos beneficiar as crianças. É uma responsabilidade, não queremos ganhar grande lucro.” Ainda assim, esperam que o volume de negócios possa aumentar cerca de 20% a 30% no futuro e de forma anual. Tiffany diz-nos que, na hora de almoço e saída de trabalho, há mais clientes, porque actualmente quase todos os pais têm trabalhos e falta-lhes tempo para fazer compras. Mas, até isso está pensado. “Portanto, participámos no Plano de Apoio Financeiro a Sítios Electrónicos de Pequenas e Médias Empresas, para que eles possam consultar na internet e não precisem de se dirigir à loja.” Se as três donas acham que os seus produtos possam substituir creches? Wendy responde a isso. “Os nossos produtos são quase iguais aos das creches, aliás, os nossos são mais diversos. No entanto, não posso dizer que podem substituir, é outra escolha, porque as crianças precisam de aprender na vida comunitária com um grande número de pessoas, não só aprender conhecimentos em casa.”
DIÁRIO DE BORDO
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POR CARLOS MORAIS JOSÉ
ontem macau
mauspensamentos Por quê esperar pelo silêncio, pelo intervalo na nota e não a cavalgar daqui para fora? É desconfortável a omnipresença do vazio, entre a matéria, atravessado pela energia. E o sílex das existências, depositado pelas marés, coral alvo de decomposição. Sustida a respiração, os olhos ainda abençoados pela luz de um benevolente universo. Um mundo bom, afinal. Bom e belo como o bebo. A bebida reflecte a luz. Tudo circula e se revolta no mesmo. Um mundo parado e sem corrupção. E ser a morte uma crença. Nesse caso... fala-me de amor. Não posso: entre tudo, ergue-se o vazio, lembras-te?, vegeta o silêncio. As palavras não resolvem nada, limitam-se a curar a alma e esta não passa de uma ficção... como as palavras.
“Esta decisão vai dar o monopólio aos táxis pretos e o monopólio traz sempre maus resultados” EPA/KIMIMASA MAYAMA
ANDREW SCOTT • Presidente da MTPA, sobre a transferência de serviços dos táxis amarelos para os pretos
TRANSEUNTES PERTO de um ecrã com os índices da Bolsa Nikkei de Tóquio, durante a manhã de ontem. A bolsa de Tóquio subiu 4% na sessão da manhã devido ao aumento de exportações, que acontecerem devido à queda do valor do yen.
horah
“Pelo menos agora sabemos que as leis de Macau se aplicam na Ilha da Montanha. E esperamos que os alunos e os cidadãos em geral aproveitem esta oportunidade para se envolverem em mais iniciativas do género” JASON CHAO • Activista, sobre os debates a ser levados a cabo no novo campus da UM
“Naquele espaço, nunca foi colocado um sinal de proibição de fumar para lembrar os clientes de que não podem fumar ali” CHAN WAI SIN • Sub-director dos Serviços de Saúde, sobre a violação da Melco Crown à lei anti-tabágica
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“Lau Si Io é um incansável trabalhador. Se ele ficar não vejo qualquer mal, antes pelo contrário” Jaime Carion, ex-Director das Obras Públicas e Transportes | Pgs. 2-3
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édito
A via do luxo DE TODAS as luxúrias que julgamos possuir, a mais preciosa, a mais rara, é o tempo. E, no entanto, vendemos o nosso tempo em nome da sobrevivência que, no caso vertente, se deveria grafar subvivência. O tempo não pára, não escolhe, nem tem contemplações: por todos passa sem olhar a estatutos sociais ou económicos. E ninguém o pode comprar. Mas, sobretudo, o tempo passa e não se detém, não volta para trás. E mesmo no presente é de difícil controlo. Daí que não se possa perder tempo. De facto, a grande questão está em encontrá-lo e viver com ele. Porque, nos tempos que correm, tal também não é fácil. Em geral, optamos por uma vida em correria contra o tempo, como se nos fosse benéfico que ele esteja todo ocupado, sem buracos onde nós mesmos poderíamos caber. Então, nos poucos momentos de solidão, ligamo-nos aos telefones, às redes virtuais, percebendo que hoje podemos nunca estar sozinhos mas sempre em relação com outros. Nunca houve tanta comunicação entre as pessoas e nunca esta comunicação foi tão inautêntica. Geralmente, não temos tempo para olhar porque estamos ocupados em ver, em ler, em acumular na diacronia. Por isso, não percebemos que o olhar tem de ser intenso e livre para nos tornar na consciência das coisas que observa, ou seja, na consciência do mundo. O olhar precisa de tempo para se despir dos seus vícios e readquirir a nudez que lhe permite pertencer de novo ao mundo. Numa palavra, é fundamental a contemplação, que é como quem diz encontrar tempo para as coisas e para nós mesmos. É fundamental criar essas cavernas no tempo, esses instantes de contemplação, que no limite nos reconciliarão com nós próprios. É nessa contemplação do mundo que, finalmente, se forma a via de acesso ao efectivo pensamento, o que anula o tempo. Esta é a via do luxo.
hoje macau quarta-feira 5.11.2014
Ilha Verde Reconstrução de edifício em risco
cartoon por Stephff
O
edifício Meng Heng, prédio em risco de cair na avenida do Conselheiro Borja, na zona da Ilha Verde, vai ser alvo de uma reconstrução no próximo sábado, dia 8. Chio Tai, responsável do Governo pelo trabalho de acompanhamento do projecto, disse ao HM que podem ser iniciadas as obras de reconstrução do edifício, uma vez que as obras da habitação pública já terminaram. O risco de queda já se verifica desde 2011, sendo que, se o edifício era até então de cinco andares, o Governo deixou construir mais dois andares. “Adicionando os impostos a pagar ao Governo e despesas com advogados, cada unidade vai custar apenas 500 mil patacas. Já lutamos para baixar o imposto o mais possível, bem como outras despesas”, foi garantido ao HM. O edifício Meng Heng é o segundo a ser alvo de reconstrução desde 1999. O primeiro foi o edifício Fok Neng, também em risco de queda, cuja construção foi concluída em Julho deste ano. Outro edifício perto do prédio Fok Neng, na Travessa da Corda, já começou a ser demolido em Setembro, cujo processo não teve o apoio do Governo mas onde os moradores chegaram a consenso, ao contrário do caso do prédio do Sin Fong Garden. - C.L.
ÉBOLA PRESIDENTE DO BANCO MUNDIAL QUER ÁSIA A AJUDAR ÁFRICA
Combatentes na linha da frente
Cáritas Mais espaço para instalações e formação
O presidente da Cáritas, Paul Pun, disse ontem que a actual sede da organização sem fins lucrativos é insuficiente para suprir todas as necessidades. É por isso necessário, para o representante da Cáritas, aumentar o espaço das instalações. De acordo com notícia avançada pela TDM, a ideia da organização passa por construir mais quatro andares na actual sede, no Largo de Santo Agostinho. É, contudo, provável que o projecto não vá para a frente, uma vez que se trata de uma zona protegida. “Temos de encarar isto de forma abrangente e genérica. Não podemos expandir como queremos, temos que ver se é possível na zona de protecção”, explicou Paul Pun à TDM. Além disso, a Cáritas está a ponderar a ocupação de mais um espaço de forma a possibilitar a formação de pessoal qualificado na área social. No entanto, é possível que este projecto, ao qual o responsável chama de “Universidade da Cáritas”, não avance, pelo menos para já. É que, de acordo com Paul Pun, falta orçamento à instituição para encetar a iniciativa.
Jim Yong Kim alerta para a necessidade do envio de pessoal médico especializado às zonas mais afectadas de forma a “apagar o fogo” antes que este alastre para qualquer outro país
O
presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, pediu ontem que a Ásia envie profissionais de saúde treinados para a África ocidental, atingida pelo Ébola, advertindo que a colocação do foco num controlo fronteiriço mais apertado não é solução. “Apelei aos países da Ásia para oferecerem profissionais de saúde treinados agora para ajudar a travar o Ébola a partir da fonte”, disse Jim Yong Kim aos jornalistas em Seul, agradecendo os esforços envidados pela Coreia do Sul, China e Japão no envio de pessoal ou equipamento médico no quadro do combate ao vírus. A Ásia tem uma riqueza em termos de pessoal médico os quais podem estar “entre os heróis que são agora necessários na linha da frente”, afirmou, acrescentando que muitos países asiáticos “que poderiam ajudar simplesmente não o estão a fazer – especialmente no que diz respeito ao envio de profissionais de saúde”.
EXTINGUIR O FOGO
“Focar-se apenas no controlo fronteiriço não é a resposta
adequada. O mundo precisa de apagar o fogo porque caso não o faça o Ébola pode propagar-se a qualquer outro país, incluindo
“O mundo precisa de apagar o fogo porque caso não o faça o Ébola pode propagar-se a qualquer outro país, incluindo aqui na Ásia”
aqui na Ásia”, alertou o presidente do Banco Mundial. A Ásia tem de enviar “equipas de profissionais de saúde treinadas” para os três países mais afectados – Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa –, disse, indicando que apenas 30 equipas de todo o mundo foram enviadas para o epicentro da crescente crise até ao momento. O Banco Mundial advertiu para perdas económicas potencialmente catastróficas como resultado do surto do Ébola na África Ocidental, onde o vírus já causou quase 5.000 mortes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) sinalizou mais de 13.000 casos, mas admite que o número real pode ser muito maior. No início de Outubro, o Banco Mundial juntou-se à OMS e à Missão das Nações Unidas para a Resposta de Emergência contra o Ébola (UNMEER, em inglês) na definição do objectivo “70/70/60”: isolar e tratar 70% dos casos de Ébola na África Ocidental e enterrar com segurança 70% das vítimas mortais num prazo de 60 dias.
David Beckham treina jovens de Macau
O futebolista inglês David Beckham regressa a Macau no domingo e vai ministrar uma acção de formação para 40 jovens do território que querem desenvolver aptidões no futebol. A presença de David Beckham, promovida pela Sands China, um dos operadores de Jogo em casino de Macau, tem o apoio da Associação de Futebol local e o evento vai abranger 40 jovens sub-15 e sub-17 de clubes de Macau. O evento vai decorrer no campo de futebol da Universidade de Ciência e Tecnologia.