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Hoje Macau 4 JUL 2013 #2885

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crise em portugal Agência Comercial Pico • 28721006

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passos coelho não se demite nem aceita saída de portas

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Mop$10

Ter para ler

Director carlos morais josé • quinta-feira 4 de julho de 2013 • ANO XII • Nº 2885

pouco nublado min 26 max 32 hum 65-95% • euro 10.3 baht 0.2 yuan 1.3

CASO LA SCALA

Indemnizações em caso de expropriação causam discórdia

Magia e banalidades

Página 5

governo promete

Obras anti-cheias na calha Página 2

• eleições 2013

tiago alcântara

Decididamente, Lau Si Io não é ilusionista. No dia de mais uma sessão de julgamento do caso La Scala, o secretário para as Obras Públicas e Transportes afirmou, na AL, que os terrenos em frente ao aeroporto podem servir para construção de casas. Assegurou, no entanto, que não é possível fazer previsões sobre quais serão destinados à habitação pública. “Não posso fazer magia e criar terrenos.” No tribunal, o testemunho do arquitecto Carlos Couto enfraqueceu a tese de informações privilegiadas à Moon Ocean. Tudo procedimentos banais. páginas 3 e 4

Venham mais cinco (séculos)

• planeamento urbano

Terrenos podem vir a servir para habitação pública

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centrais

Aposta na defesa das mulheres é o trunfo de Wong Kit Chang Página 6


política

quinta-feira 4.7.2013

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Kwan Tsui Hang

AL IACM diz que população não vê limpeza nocturna dos esgotos

O secretário para as Obras Públicas e Transportes foi ontem acusado de realizar “trabalhos pontuais” na luta contra as inundações, mas garantiu que estão a ser planeadas obras. Deputados pedem rapidez e um calendário

Governo promete obras anti-cheias

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

O

bras concluídas até Dezembro na estrada Albano de Oliveira para aumentar a capacidade de drenagem das águas. Instalação de oito novas estações de monitorização de água. Verificação da capacidade das redes e caixas das águas

U

ng Choi Kun mostrou ontem a sua preocupação em pleno debate da Assembleia Legislativa (AL) face aos trabalhos para a revisão da lei de estupefaciantes e quanto às punições aplicadas ao consumo. Wong Sio Chak, director da Policia Judiciária (PJ) voltou a frisar que está posta de parte a ideia de aumentar as penas para quem consome e disse que tudo está a ser feito no combate ao tráfico de droga. “Não podemos aceitar a afirmação que a PJ não assume as suas responsabilidades. Temos um trabalho ingrato no combate à droga porque a polícia trabalha para encontrar casos e quando

pluviais. São estes os projectos que o Governo tem na manga para lidar com o problema das cheias, e que foram falados ontem no debate da Assembleia Legislativa (AL), depois das questões colocadas pela deputada Kwan Tsui Hang. “Vamos acelerar a criação de uma nova rede e sistema de drenagem. Temos um plano para oito zonas e vamos reforçar os trabalhos”, garantiu Lau Si Io, secretário para as Obras Públicas e Transportes que, apesar das promessas, não escapou às críticas. “Parece que o Governo já fez muitos trabalhos e parece haver resultados, mas de facto não há. Já passaram dois meses desde a minha interpelação e continuamos com inundações. Temos que resolver as questões atempadamente e parece que estes projectos só se podem

concluir daqui a uns anos”, disse Kwan Tsui Hang. Já os democratas lançaram farpas, a acusar o Governo de só ter planos “pontuais”, como disse Ng Kuok Cheong. Já Au Kam San disse que as explicações do secretário o faziam “rir”. “Se a situação está assim tão bem porque é que o problema está cada vez pior? Eu acho que está cada vez pior porque antes as inundações eram só

no Porto Interior e nas lojas, mas agora acontecem em todo o lado.”

Esgotos limpos à noite

Lau Si Io garantiu que as inundações ocorridas no passado dia 24 de Junho não passaram de uma “situação especial” e garantiu existir coordenação entre as Obras Públicas e o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), responsáveis pela lim-

Telemóveis com previsão de cheias Fong Soi Kun, director dos Serviços de Meteorologia e Geofísica (SGM), ouviu ainda críticas sobre a falta da emissão de alertas junto da população em caso de cheias ou fortes chuvadas. Fica a promessa de criação de uma aplicação para telemóvel, a entrar em vigor este, e que vai permitir à população ter um acesso rápido aos dados. Lau Si Io disse ainda estar “em fase de teste” a importação de um Server que vai permitir “a prestação de serviços meteorológicos no website”. Vai ainda ser acrescentada a previsão do tempo a partir de Agosto, incluindo informações sobre chuvas intensas.

Combate à droga Deputados questionam processo de revisão da lei

PJ diz ter “trabalho ingrato”

os números se reduzem as pessoas dizem que a polícia anda a trabalhar menos.” Para além de Ung Choi Kun, também a deputada

Melinda Chan questionou o andamento dos trabalhos da revisão do diploma, e questionou a possibilidade de revisão do Código Penal.

tiago alcântara

tiago alcântara

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Idade da reforma por analisar Perante uma interpelação escrita do deputado Paul Chan Wai Chi, uma das responsáveis do Fundo de Segurança Social (FSS) disse que a alteração da idade da reforma dos actuais 65 para 60 anos “é uma questão que tem de ser pensada com prudência”. “Em 2008 chegou a pensar-se em valores diferentes consoante a idade, mas penso que isso iria causar polémica junto da sociedade e é melhor manter-se um valor fixo.”

Ung Choi Kun

peza de esgotos e reordenamento urbano. “Têm sido feitos trabalhos de escoamento de água pluvial e na avenida Horta e Costa fizemos um trabalho de drenagem. Temos obras em curso e esperamos acelerar os trabalhos”, disse um responsável da DSSOPT. Da parte do IACM, o responsável garantiu que o trabalho está a ser feito, mas que os cidadãos não conseguem vê-lo. “Temos cerca de 97 trabalhos e 12 equipas para a limpeza de esgotos. Parece que fizemos menos trabalho mas segundo as nossas estatísticas não temos trabalhado menos. A limpeza é feita de madrugada, a partir da meia noite, e a população não consegue ver o nosso trabalho. Temos 12 fiscais e mensalmente todos os estaleiros são fiscalizados.”

Contudo, Wong Sio Chak não deu muitas informações, explicando que não cabe à PJ a elaboração dos conteúdos legislativos. Já José Pereira Coutinho disse que “o mais importante seria ter sistemas raio-x nas Portas do Cerco, e mais tarde no terminal marítimo”. Do lado da Polícia de Segurança Pública (PSP) ficou prometido o trabalho de prevenção junto das escolas. Já o presidente do Instituto de Acção Social (IAS) garantiu que a entidade “tem prestado atenção à questão” e que este ano tem vindo a “emitir directrizes” para o consumo e tráfico de droga nas escolas. - A.S.S.


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política

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AL Lau Si Io afirma que terra do La Scala poderá ser usada para habitação

Governo revelou falta de estratégia para os futuros projectos de habitação pública, com o secretário da tutela a afirmar que não “pode fazer grandes previsões” e que “não se podem destinar todos os terrenos para habitação” Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

O

secretário para as Obras Públicas e Transportes não é mágico e fez questão de frisar tal facto no plenário de ontem na Assembleia Legislativa (AL). Tratou-se de uma metáfora para referir que não pode, para já, avançar com dados mais concretos quanto aos futuros projectos da habitação pública. “É difícil ter novidades quanto à habitação, não posso fazer magia para criar muitos terrenos. Não posso criar grandes previsões”, garantiu perante os deputados. Contudo, deixou no ar a possibilidade dos terrenos do La Scala poderem ter, no futuro, fins residenciais.

“Quanto aos terrenos não aproveitados, só depois de termos concluído o processo jurídico, mas não afastamos essa hipótese.” Sem planos concretos para apresentar perante um grupo de deputados cheios de questões, Lau Si Io deixou uma certeza: todos os terrenos que a RAEM possui não podem ter como fim a construção de edifícios residenciais. “Em nenhum lugar do mundo se podem destinar todos os terrenos para habitação pública. Não é possível criar o número de habitações consoante o número de candidaturas e o Governo não pode satisfazer as necessidades dentro de um ou dois anos.” Sobre esse ponto, Lau Si Io disse mesmo existir uma

tiago alcântara

“Não posso fazer magia e criar terrenos”

Lau Si Io

discrepância entre a taxa de ocupação das casas económicas e o número de candidaturas. “Até 30 de Junho, nas 19 mil fracções económicas, a taxa de ocupação na

habitação social não chegou aos 50%, enquanto que na habitação económica não atinge os 68%. O número de candidatos não corresponde efectivamente ao número de

pessoas que vão ocupar ou comprar essas fracções.”

Ho Ion Sang diz que há terrenos

Em contradição com as

declarações de Lau Si Io esteve Ho Ion Sang, deputado do sector imobiliário. Este disse existirem terrenos disponíveis. “Recentemente fizemos um levantamento e segundo os nossos dados existem 375 parcelas de terrenos que podem ser aproveitados, privados ou públicos. Deparamo-nos então com um problema, porque o Governo está sempre a dizer que não há terrenos mas parece que há. É possível melhorar a gestão dos terrenos?”, questionou, sem resposta clara do secretário. Enquanto Ng Kuok Cheong se queixou da “resposta evasiva” de Lau Si Io, Coutinho falou na existência de “dois mundos”. Há “o mundo do Governo que diz que está tudo bem, mas depois há um mundo na AL onde se mostra que a população não consegue comprar casa. Quantos terrenos temos, como vão ser utilizados? Temos de saber. Não sei se o Chefe do Executivo o vai nomear novamente como secretário mas espero que pense bem sobre este assunto.”

IAS quer aumentar vagas em 50% até 2016

Quando as creches não são para todos deputado Mak Soi Kun mostrou-se preocupado face à falta de vagas para as creches, mas o presidente do Instituto de Acção Social (IAS), Iong Kong Io, garantiu não existir grande desequilíbrio entre a oferta e a procura e prometeu agir. “Vamos introduzir mais creches para satisfazer a procura. Temos tido mais entidades a apresentarem pedidos junto do IAS para a abertura de creches. Estamos a estudar esses pedidos”, disse no debate de ontem na Assembleia Legislativa (AL). “Até 2016, vamos aumentar as vagas em 40 ou 50%, o que será cerca de oito a dez mil vagas”, acrescentou. Para além disso, o IAS vai “tentar encontrar mais espaço nas habitações públicas para que sejam autorizados mais recursos, por forma a aumentar o número de vagas nas ilhas”.

Iong Kong Io disse que a procura tem vindo a aumentar nos últimos anos devido ao facto de se considerar que uma criança que esteja com a família, em vez de estar numa creche, terá mais dificuldades de entrar no ensino primário.

tiago alcântara

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Aumentar alunos por turma

Creches para filhos de croupiers Tem sido um dos grandes temas presentes no discurso de Angela Leong e parece já existir uma solução. O presidente do IAS garantiu ontem estar a debater a possibilidade de virem a ser criadas creches específicas para os filhos dos croupiers, que trabalham por turnos e sem um horário fixo. “O IAS, em conjunto com cinco empresas, reflectimos sobre os serviços e solicitámos para que possam ser criados serviços de creches. As cinco empresas responderam afirmativamente e no futuro vamos ter conversações”, disse Iong Kong Io.

O presidente do IAS avançou ainda durante o plenário que a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) irá ceder uma escola “para serviços de creche” até 2015. Quanto ao jardim de infância Peónia “vai ter outra finalidade”, frisou Iong Kong Io. Outra das medidas apontadas prende-se com o aumento do número de alunos por turma. “Queremos aumentar o número de elementos por turma, porque as creches têm uma taxa de ocupação

de 70%. Segundo estes dados temos a confiança que aumentando as turmas em um ou dois elementos teremos uma taxa de ocupação acima dos 80%.” Perante as explicações, muitos deputados questionaram a qualidade dos serviços das creches existentes e dos seus recursos humanos. A deputada Ho Sio Kam lembrou mesmo que os directores dos espaços se queixam das dificuldades de recrutamento, enquanto outros deputados propuseram a criação de um subsídio. Algo que o IAS garante já estar a ponderar. “Pedimos ao Instituto Politécnico de Macau (IPM) para estudar esta matéria de implementação dos subsídios nas instituições. O trabalho foi iniciado há três meses. Creio que vão ser apresentadas melhores soluções.” - A.S.S.


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política

quinta-feira 4.7.2013

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Caso La Scala Testemunho enfraquece tese de informação privilegiada à Moon Ocean

Procedimentos normais no imobiliário Eddie Wong “não tem nada a ver com La Scala”

Carlos Couto foi um dos três arquitectos ontem ouvidos pelo Tribunal Judicial de Base cujo testemunho está a deitar por terra uma das mais fortes armas do Ministério Público no chamado Caso La Scala. Estudos prévios são normais no ramo imobiliário e os da Moon Ocean não precisavam de muito mais de dez dias para serem elaborados, dizem, derrotando a tese da acusação de que a empresa teria sido beneficiada para conseguir os lotes

Eddie Wong, um dos arquitectos mencionados no julgamento do Caso La Scala, diz que não foi depor como testemunha porque “não tem nada a ver com o caso”. Em declarações à TDM, o também membro do Conselho Executivo, disse que não se devia meter. “Não sou arquitecto nem consultor do projecto [do La Scala], por isso não tenho nada a ver com este caso”, começou por dizer. “Sou um dos responsáveis pela Associação de Arquitectos e sempre nos pediram para dizer algo sobre determinados casos, mas basicamente não temos tempo para lidar com coisas que não têm nada que ver connosco”, disse à TDM. Recorde-se que o nome de Eddie Wong aparece ligado à concepção de projectos para a Chinese Estates Holdings de Joseph Lau, um dos empresários de Hong Kong a ser julgado por alegada corrupção activa. O arquitecto e membro do Conselho Executivo recusou prestar depoimentos no tribunal.

em 2005 para os terrenos em frente ao aeroporto. “São muito rudimentares, é talvez um esboço feito em duas ou três horas, penso que para discutir com o cliente o que é que ele pretende.” Recorde-se que, para participar na consulta por convite de forma a adquirirem os terrenos, as empresas tiveram apenas dez dias para apresentar projectos.

Senso comum

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

A

defesa de Steven Lo e Joseph Lau, os dois empresários de Hong Kong acusados de subornar Ao Man Long para ficarem com os terrenos em frente ao aeroporto não desiste. Os advogados de Steven Lo - Jorge Neto Valente e Rui Sousa - e de Joseph Lau – Lee Kam Iut e Leong Weng Pun - vêm a defender desde o início que a Moon Ocean, subsidiária da Chinese Estates Holdings de Joseph Lau, não recebeu qualquer tipo de informações que lhes permitisse vencer uma consulta por convite, onde competiam representados pela Jones Lang LaSalle contra a STDM (representada pela Vigars) e a CB Richard Ellis.

Ontem, em mais uma audiência do chamado Caso La Scala, três arquitectos testemunharam perante o Tribunal Judicial de Base (TJB), contrariando precisamente a tese da acusação, que diz que a Moon Ocean, empresa dirigida por Steven Lo e responsável pela construção do empreendimento de luxo, teve acesso a informações privilegiadas para conseguir ganhar a consulta por convite para a venda dos cinco lotes em frente ao aeroporto de Macau. Carlos Couto, arquitecto de Macau que participou como consultor da Moon Ocean nos projectos do

La Scala, foi uma das testemunhas. O arquitecto, que começou a trabalhar em 2006, prestava serviços de assessoria sobre a legislação local aos arquitectos da Heng Ip, empresa de arquitectura de Hong Kong contratada também pela Moon Ocean. Foi o primeiro a ser ouvido, mas os testemunhos acordaram todos no mesmo: os projectos entregues pela Moon Ocean não eram em nada complexos e estudos prévios à obtenção dos lotes são normais. “Isto são desenhos primários”, começou por dizer Carlos Couto quando lhe foram mostrados os projectos feitos

Carta rogatória já em Macau Uma das cartas rogatórias enviadas de Macau para recolher os depoimentos de testemunhas está já no território. O anúncio foi ontem feito em tribunal pelo procurador-adjunto do Ministério Público. É a carta de António de Castanheira Lourenço, ex-coordenador do Gabinete de Desenvolvimento de Infra-Estruturas. A testemunha, pedida pela defesa de Steven Lo, foi ouvida em Portugal, mas a carta ainda não tinha regressado a Macau, na altura do início do julgamento. Rui Sousa, advogado de Lo, ainda tentou que o julgamento fosse adiado, uma vez que a lei refere que a discussão e julgamento só podem ter lugar depois de devolvida a carta rogatória. O tribunal não deixou, acreditando que a carta pudesse chegar em breve a Macau. Castanheira Lourenço foi inquirido em Portugal há mais de três meses, mas a carta só ontem chegou. Não se sabe, contudo, informações sobre outras cartas rogatórias enviadas para diversos países, incluindo Índia, Bélgica e Egipto.

Já anteriormente, a defesa de Lo e Lau se focaram na tese de que é normal, no ramo imobiliário, serem feitos estudos prévios de terrenos, mesmo que os interessados não saibam se vão conseguir adquiri-los. “Segredo [que há terrenos para desenvolver] não é. Desde que se viva aqui sabe-se onde há terrenos, não é muito complicado”, afirmou Carlos Couto. “E os desenhos conceptuais sempre funcionou assim. Quantos vezes, clientes não vêm ter comigo porque sabem que o terreno está vago e querem fazer estudos prévios para apresentar ao Governo”, frisou Couto, acrescentando que os projectos da Jones Lang LaSalle eram de pouca complexidade e podiam “ser realizados em meia dúzia de dias”. Os projectos em 3D – que têm sido uma das armas do Ministério Público (MP) para defender a tese de que a Moon Ocean teria acesso beneficiado a informações por ter apresentado uma proposta demasiado detalhada – receberam a mesma resposta: facílimo, desde há dez anos que se fazem de forma “rapidíssima”. Opinião semelhante teve o arquitecto George Lew, da Chinese Estates Holdings. “Os projectos não eram complexos, foram elaborados com base noutros e as alterações necessárias demoraram três a quatro dias e o 3D demora entre um a dois dias.” De acordo com o que tem sido dito em tribunal, sabe-se ainda que a venda dos lotes do aeroporto – concedidos pelo Governo à CAM –

Sociedade do Aeroporto em 1995 e, posteriormente adquiridos por cinco sociedades comerciais – estava já decidida desde os anos 90, tendo havido inclusive promoção desta venda em Hong Kong e Taiwan.

Outros projectos

Nos últimos dias de sessão no TJB, a defesa dos dois empresários de Hong Kong têm vindo a insistir no ponto de que os estudos prévios são algo normal, até porque, segundo o que revelaram, já aconteceu à Chinese Estates Holdings – que detém 70% da Moon Ocean - entregar propostas ao Governo para outros terrenos que, ao contrário dos lotes em frente ao aeroporto, não lhes foram adjudicados. Foi o caso de um projecto entregue pela empresa em lotes perto da Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental (o Macau Dome), no Cotai. A Chinese Estates Holdings teria planos para a construção de um hotel, jardim zoológico e torres residenciais e chegou a elaborar projectos. Esta é uma das armas da defesa de Lo e Lau, que tentam demonstrar que, à semelhança dos lotes do La Scala, foram apresentados projectos de concepção. Ontem, Rui Sousa e Neto Valente fizeram ainda questão de salientar que todos os pedidos de alteração do projecto dos terrenos em frente ao aeroporto – depois de estes terem sido vendidos à Moon Ocean – foram indeferidos pelo ex-secretário Ao Man Long, enquanto o actual titular da pasta dos Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io , as autorizou. Foi o caso do aumento da área dos terrenos, que passou de 300 metros quadrados para mais de 700 metros quadrados. Recorde-se que Joseph Lau e Steven Lo vêm acusados de um crime de corrupção activa cada um, por alegadamente terem pago 20 milhões de patacas a Ao Man Long. O ex-secretário foi considerado culpado por ter aceite o suborno.


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tiago alcântara

Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

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Lei de Planeamento Urbanístico caminha a passos largos para votação na especialidade mas ainda suscita algumas dúvidas. Os deputados querem saber afinal sob que condições podem vir a ser concedidas indemnizações aos proprietários de terrenos privados que venham a ser abrangidos pelas directrizes dos novos planos de pormenor. O Governo tem defendido que só com uma licença de obra haverá lugar a indemnização mas tal não está claro na lei. O sector da construção, por sua vez, pede que seja concedida a compensação depois de pedida a planta de alinhamento oficial que será regulamentada na nova lei -, ou uma vez que tenha sido apresentado para aprovação o anteprojecto da obra. “A assessoria [da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa] vai entrar em contacto com o Governo, vamos ligar ao Chefe de Gabinete do Secretário [Lau Si Io] para saber se a indemnização é conferida com a planta de alinhamento oficial ou tem de ser mesmo com

Lei de Planeamento Urbanístico Governo insiste em indemnizações apenas com licença de obra

Os valores da discórdia Governo e sector da construção estão em desacordo quanto às futuras indemnizações em caso de expropriação ou alteração de requisitos de construção num terreno inserido no novo plano urbanístico. Os primeiros dizem que sem licença não há compensação. Os segundos querem indemnização em função do pedido da planta de alinhamento oficial. Os deputados só pedem que a redacção dos artigos sobre esta matéria seja clara a licença de obra. A redacção tem de ficar clarificada e temos de saber a intenção do Governo primeiro. Mas se insiste nesta posição, se calhar já não há grandes hipóteses para a sua alteração”, esclareceu ontem Chan Chak Mo aos jornalistas, após reunião dos deputados, que tiveram em mãos para análise a nova redacção do diploma, facultada pelo Governo. O sector da construção acredita que a planta de alinhamento

oficial - que apresenta, por exemplo, orientações sobre a área de construção, volume e altura dos edifícios em determinado terreno - já contém informações sobre o valor da construção a ser feita. Mas a comissão põe-se do lado da Administração. “Acho que o Governo tem a sua razão porque [pedir uma planta de alinhamento oficial] é um direito e não implica um investimento, não tem valor ainda”, frisou o presidente da 2.ª

Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL). Sobre os terrenos de concessão e arrendamento não se coloca a mesma questão, explica o deputado, já que no contrato já vêm definidos os critérios sobre a indemnização.

Nova norma causa surpresa Mas os deputados foram ainda apanhados de surpresa com uma nova norma, no documento redi-

gido pela assessoria do Governo, que estabelece uma Comissão de Avaliação para propor o valor das indemnizações. O problema, explica Chan Chak Mo, é a sua composição, que inclui única e exclusivamente membros da Administração Pública. “O Governo nunca referiu nada sobre a criação desta Comissão e agora isto apareceu aqui. Não sabemos se vai ficar em Regulamento Administrativo. Entendemos que se ficar nas mãos da Administração Pública podem ocorrer questões de justiça ou imparcialidade, com representantes ou profissionais de outros sectores pensamos que seria melhor.” Para já, estas parecem ser as únicas duas questões que levantam dúvidas no diploma, já que a composição do Conselho de Planeamento Urbanístico - que também não era clara para os deputados está agora mais detalhada. Ainda assim, hoje e amanhã a comissão voltará a reunir-se para estudar a nova redacção do diploma, estando já agendadas para a próxima semana duas reuniões com o Governo, numa altura em que as duas assessorias irão reunir-se para acertar os últimos pormenores de redacção da lei, antes da entrega para votação na AL.


política

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quinta-feira 4.7.2013

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Eleições 2013 Wong Kit Chang, da União Promotora para o Progresso, luta por ser eleita

Vantagem na defesa das mulheres Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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defesa dos direitos das mulheres. Este é o mote da lista de União Promotora para o Progresso, que acredita assim distinguir-se das restantes, sobretudo, ao ter como número dois Wong Kit Chang, vice-presidente da Associação das Mulheres. Interpelada pelo Hoje Macau, a candidata mostra desejo de lutar por novas políticas e está confiante na sua eleição. “Tenho um cargo que me permite conhecer melhor os problemas das mulheres e, desta forma, apresentar soluções para os mesmos”, garantiu. “A nossa missão é apoiar as famílias, incluindo dar serviços ao lar das crianças, idosos, para que os residentes não tenham preocupações durante o seu horário de trabalho.”

Melinda Chan luta pela educação bilingue em Macau

o dia em que entregou a sua lista de candidatos bem como o seu programa político, Melinda Chan, cabeça de lista da “Aliança prá Mudança”, fez saber das suas preocupações sobre o ensino do português em Macau, pouco promovido pelo Governo. Adefesa do ensino bilingue não é nova mas é reiterada numa altura em se anunciou o encerramento, em Setembro, de um dos dois únicos jardins de infância luso-chineses. Para a deputada o problema não é apenas a perda de instalações educativas mas o facto de não ser ensinado o português, enquanto língua oficial, nas escolas primárias e secundárias. “Na minha opinião, o ensino de língua portuguesa não pode apenas ser ensinado no infantário. Se for assim, o ensino é inútil porque os alunos não vão continuar o estudo do português. Vou continuar a lutar por esta causa no futuro na AL porque temos duas línguas oficiais”, garantiu a deputada, que fez questão de salientar a presença de dois professores, da Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau (MUST,

na língua inglesa) e a da Escola de São Paulo, na sua lista. Por outro lado, acrescentou, tem outros candidatos de pequenas e médias empresas (PME’s), porque quer também lutar pelo desenvolvimento empresarial mas também pela juventude, pelos serviços sociais e pelos cuidados de saúde. “Queria que os jovens tivessem uma escolha mais diversificada quando se formarem na faculdade. Com a economia desenvolvida, os cidadãos precisam de maior qualidade de vida”, explicou. Sobre o sector médico, na sua interpelação escrita, entregue ao Governo esta semana, Melinda Chan criticou o Conselho de Assuntos Médicos, defendendo que não tem reais poderes, servindo apenas de órgão consultivo, insistindo que o Executivo deveria investir mais na formação de médicos locais. – C.L.

lista de eleição. Desta vez, como os cargos directos na AL aumentaram para 14, o deputado actual Ho Ion Sang disse que o objectivo do grupo é ganhar dois assentos. Os valores mais defendidos no seu programa político são a justiça, harmonia e a construção de Macau como cidade de pleno emprego e habitação.

Cheong Weng Fa pode cancelar a qualificação de candidato de Kwan O activista Cheong Weng Fa disse ao Hoje Macau que se compromete a cancelar a qualificação de Kwan Tsui Hang, enquanto candidata às eleições legislativas. Hoje, vai entregar uma carta à Comissão para os Assuntos Eleitorais, a pedir a saída de Kwan e da sua lista das eleições de Setembro, depois de ter conseguido avançar com queixa no Ministério Público, que entretanto já foi reencaminhada para os tribunais. “A primeira sessão de julgamento sobre as intimidações que me foram feitas vai ser no dia 2 de Dezembro, mas a sessão de julgamento de Kwan Tsui Hang pode ser mais grave porque é uma acusação criminal. O processo mais rápido será tratado em dois meses”, afiançou Cheong Weng Fa.

Jason Chao convocou protesto no Cotai durante cocktail promovido pelo consulado dos EUA

Português nos manuais escolares N

Nas últimas eleições, a União Promotora para o Progresso “pediu” um cargo na Assembleia Legislativa (AL) e apenas o representante da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), Ho Ion Sang, número um da lista, foi eleito deputado. No entanto, na altura, o número dois, Chan Hong, ficou em 14.º lugar na

“Tenho vergonha pelo Governo norte-americano” D

urante um cocktail no consulado dos Estados Unidos da América (EUA), ontem, um dia antes do Dia da Independência, Jason Chao, Scott Chiang e Ng Kuok Chong, membros da Associação Novo Macau, fizeram um protesto contra o plano de segredo sobre programas secretos de vigilância na Internet do Governo dos EUA, no Cotai, no hotel Four Seasons. Os activistas entregaram a carta ao consulado a requerer à Administração americana que publique todos detalhes do plano, a fim de o encerrar de vez. Sobretudo porque, salienta Jason Chao, o plano pode atingir também Macau. “Tenho vergonha pelo Governo norte-americano, que é hipócrita”, disse o activista. Jason Chao contou ao Hoje Macau que ele e o deputado Ng Kuok Cheong foram convidados

pelo consulado dos EUA. O Chefe do Executivo, Chui Sai On, disse ontem no encontro, para o qual foi convidado, que já enviou a carta ao Consulado dos EUA em Hong Kong e Macau de modo a compreender se o caso envolve Macau. Chui garantiu que quando tiver uma reunião com

o cônsul, Stephen M. Young, vai expressar a sua preocupação com o caso. Aliás, em comunicado, o gabinete do porta-voz referiu que o Governo e a população local “estão muito atentos” às recentes acusações “de invasão a redes informáticas de

diversos países e regiões por parte dos Estados Unidos”, pelo que o Gabinete para a Proteção de Dados Pessoais “já enviou uma carta oficial ao Consulado Geral dos Estados Unidos em Hong Kong, solicitando esclarecimentos sobre o caso”. No entanto, o cônsul disse aos meios de comunicação que ainda não tinha recebido a carta do Governo da RAEM para consultar se o sistema de vigilância internacional norte-americano envolve Macau. E acrescentou ainda nunca ter ouvido falar do plano. Por essa razão, escusou-se a mais comentários. – C.L.

Chui diz que “sociedade é livre” Ontem, Chui Sai On reagiu às manifestações contra a Florinda Chan, no domingo passado. O líder do Executivo disse que quando os cidadãos expressam as suas opiniões, o mais importante é manter a segurança, a paz, a justiça e a racionalidade salvaguardadas. “Em Macau a sociedade é livre. Por essa razão, o Governo ou as autoridades devem aceitar e ouvir críticas, sabendo enfrentar isso diariamente”, sublinhou. De qualquer forma, se houver provas concretas contra a actuação de algum político é possível resolver o caso por via judicial.


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Terrenos Investigação UGAMM lança o alerta ao Governo

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nquant o o secretário para os transportes e obras públicas, Lau Si Io, insiste que não há não há espaços em Macau para construir mais habitação económica, a União Geral da Associação dos Moradores de Macau (UGAMM) fez uma recolha de informações e descobriu 375 terrenos desocupados e sob má administração. A associação convocou os departamentos de serviços públicos - tais como a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT),

Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), Serviços de Saúde (SS) e o Corpo de Bombeiros (CB)- para uma reunião onde expôs a questão. A DSSOPT foi a única a não marcar presença. Os moradores, acompanhados do deputado Ho Ion Sang, apresentaram documentos que evidenciam que muitos dos espaços desocupados tornaram-se depósitos de lixo, representando desta forma uma ameaça tanto à saúde como à segurança dos cidadãos. Por essa razão, apresentaram também soluções

tiago alcântara

Desocupados e sob má administração Ho Ion Sang

aos problemas, tais como, reforçar as inspecções nas zonas, acabar trabalhos nalgumas instalações e rever alguns regulamentos relevantes. Os departamentos da

Administração concordaram com as sugestões, confirmando que os documentos podem ser um instrumento relevante nos trabalhos que vão iniciar sobre o tratamento dos espaços.

O CB garantiu ainda que vai rever o Regulamento de Segurança contra Incêndios e, para além de prestar mais atenção aos espaços desocupados, vão igualmente ficar atentos com a

segurança contra incêndios nos espaços subterrâneos, visto que com a construção da cidade subterrânea na Ilha de Montanha, “mais problemas poderão surgir”. Membros da associação, em declarações proferidas ao jornal Ou Mun, explicam que a UGAMM quer ver dada uma solução a estes espaços vazios para dessa forma melhorar a qualidade de vida, em detrimento de uma responsabilização dos proprietários, uma vez que ainda que embora não sejam isentos de culpa é também a lei que lhes dá margem a falhas.

Jogo Filho de Stanley Ho vai abrir resort-casino na Rússia

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Combater o frio com o calor de Macau

empresa Summit Ascent Holdings, de que Lawrence Ho, filho do magnata Stanley Ho, é accionista, assinou um acordo com as autoridades da região russa de Primorye para construir aí um resort-casino, informou ontem o Wall Street Journal. O projecto vai nascer a cerca de 11 quilómetros do aeroporto da cidade de Vladivostok e deverá abrir portas no segundo semestre de 2014, segundo uma fonte próxima do negócio citada pelo jornal. Este é um dos primeiros casinos previstos para a Rússia desde que o país limitou o jogo a quatro regiões em 2009, nomeadamente Primorye, que faz fronteira com a China, além de Kaliningrad, Altai e Krasnodar. O Governo de Primorye lançou

S

egundo uma investigação do Centro da Política da Sabedoria Colectiva, durante o biénio 2010-2012, nasceram mais de 18 mil bebés. No entanto, os berçários de Macau só são capazes de fornecer 5400 vagas. Depois de pedidos de esclarecimentos e medidas por parte dos dirigentes do centro, o presidente do Instituto de Acção Social (IAS), Iong Kong Io, responde que vai rever os regulamentos relevantes, ajustar o salário de acordo com a realidade e avançar com o alargamento

no verão de 2012 a oportunidade de investidores apresentarem projectos de jogo para a região e, em Março deste ano, as agências noticiosas russas informaram que as autoridades locais tinham escolhido cinco potenciais investidores dos Estados Unidos, Malásia, Rússia, Macau e Hong Kong. Para já não é conhecido o número de empresas que poderá vir a construir casinos em Primorye e, segundo a fonte, não identificada pelo Wall Street Journal, a escolha da Summit Ascent, detida em 37% por Lawrence Ho e listada na Bolsa de Hong Kong, foi feita há algumas semanas. Um relatório elaborado no ano passado pela empresa norte-americana Gaming Market Advisors

para o Governo de Primorye previa que as receitas de jogo nesta região deveriam atingir os 9250 milhões de patacas anuais numa primeira fase para depois ascenderem a 40 mil milhões de patacas na década seguinte. A empresa estimava que os impostos sobre as receitas deveriam situar-se apenas entre os 3 e os 7%, muito abaixo dos 39% aplicados em Macau, a capital mundial do jogo e o único local na China onde esta actividade é legal. O sector do jogo de Macau gerou em 2012 receitas brutas de 305.235 milhões de patacas, seis vezes mais do que Las Vegas, nos Estados Unidos. Lawrence Ho, filho do magnata

Stanley Ho, que monopolizou no passado o negócio do jogo em Macau, detém com o australiano James Packer a empresa Melco Crown Entertainment, que tem uma das seis licenças de jogo na Região Administrativa Especial chinesa. Lawrence Ho e James Packer estão também a construir um resort-casino nas Filipinas que deverá abrir portas em 2014.

Competição pouco salutar?

A região russa de Primorye faz fronteira com a China, o que poderá atrair muitos jogadores chineses, já que para quem vive no norte do país Vladivostok fica mais perto do que Macau. Um voo de Pequim para essa cidade russa tem a duração de

duas horas e meia face às três horas e 45 minutos que demora a viagem de avião até Macau. Harbin, a maior cidade da província de Heilongjiang, que faz fronteira com Primorye, fica a apenas uma hora e 20 minutos de avião de Vladivostok. Muitos russos costumam deslocar-se de carro à China para fazerem compras e muitos chineses vão a Vladivostok em trabalho e lazer. Alguns analistas citados pelo Wall Street Journal consideram que a proximidade da China, os baixos impostos sobre as receitas de jogo e o reduzido investimento mínimo exigido poderão levar várias empresas a querer construir casinos na Rússia. - Lusa

Berçários Para o ano haverá 19 mil bebés para 6800 vagas

Pré-infantil a rebentar pelas costuras dos berçários. Este ano, estão já previstas mais 1400 vagas com os novos cinco berçários que vão abrir, no entanto, os lugares não chegam para atender à procura. De acordo com o responsável do centro, Loi Man Keong, os números não param de aumentar e as infra-estruturas não acompanham de forma ajustada este

crescimento. “No próximo ano, poderá atingir-se a fasquia dos 19 mil bebés. Um número gritante comparado com as vagas disponíveis”, alertou. O presidente do centro, Ho Ion Song, junto com outros responsáveis, entregou um relatório sobre a situação actual do serviço dos berçários ao IAS. O também deputado refere que os pais

vão dando mais importância à educação pré-escolar dos filhos com o desenvolvimento da sociedade, pelo que vai haver ainda mais necessidades de vagas. Por sua vez, a vice-presidente da Associação das Mulheres, Wong Kit Ching, defende que o serviço dos berçários precisa de melhorias, especialmente da parte dos docentes. Contudo, é

muito difícil atrair formadores profissionais devido ao salário baixo e horário de trabalho pesado. “Pode ser uma pedra no sapato no desenvolvimento da educação pré-escolar”, frisou. O IAS espera ainda que as empresas ligadas ao jogo possam abrir berçários, atendendo à necessidade dos seus empregados. A taxa de natalidade de Macau mostra uma tendência crescente e constante nos últimos anos, tendo atingido novo recorde em 2012, Ano do Dragão - signo chinês que os pais mais querem para os seus filhos.


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Governo quer ver asseguradas necessidades financeiras e espirituais

China cria lei que obriga filhos a visitar pais

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ola Wang, 28 anos, funcionária numa empresa de marketing em Xangai, faz duas vezes por ano, uma durante o novo ano lunar e outra no dia nacional, uma viagem de seis horas para visitar os pais em Shandong, no leste da China. “Queria visitar os meus pais mais vezes, mas o meu emprego não me deixa nenhum tempo livre”, disse a filha única à CNN. O dilema de Wang é vivido por muitos jovens, que enfrentam a política de filho único e três décadas de reformas económicas que fizeram desaparecer as tradicionais famílias numerosas. Este é também um problema para os novos líderes chineses que têm de lidar com o crescente envelhecimento da população, mas que agora tentam resolver com a criação da lei que obriga filhos a visitar pais. A nova lei, que entrou em vigor esta semana, exige que os descendentes de pais com mais de 60 anos, os visitem “regularmente” assegurando as suas necessidades financeiras e espirituais. “As

pessoas acusam os filhos de não estarem com os pais o tempo suficiente,” diz Wang, acrescentando que concorda com o propósito da lei. “Reconheço que muitos usam as suas carreiras e os longos horários de trabalho como desculpa. O meu problema é que gosto muito dos meus pais mas eles vivem muito longe e as minhas férias são curtas.” Segundo a agência estatal Xinhua, existem actualmente cerca de 185 milhões de chineses com mais de 60 anos. Este número deve disparar para os 221 milhões em 2015 e prevê-se que em 2050 um terço da população da China seja idosa.

Negligência ou mudança de valores?

A “Lei de Protecção dos Direitos e Interesses dos Idosos” foi rectificada em Dezembro, depois de uma série de denúncias de idosos negligenciados pelos filhos. Um dos casos mais terríveis aconteceu em Jiangsu, e foi relatado pela televisão local que denunciou a situação

de um camponês que mantinha a sua mãe, de 100 anos, a viver numa pocilga. Chen Shoutian, disse à televisão local que a mãe gostava de viver na pocilga. “Ela gosta de estar ali porque acha que assim é melhor,” disse. Os mais velhos dependem frequentemente dos filhos devido a um fraco sistema social e às pensões de reforma muito baixas. Mais de um quinto vive abaixo do limite da pobreza, segundo um estudo da Universidade de Pequim. Apesar do respeito pelos mais velhos ainda estar profundamente enraizado na sociedade chinesa, valores tradicionais como a piedade filial, têm vindo a enfraquecer com o avanço desenfreado rumo à modernidade. “O tradicional sistema de protecção familiar está a passar por um processo de erosão, por várias razões, e penso que o governo gostaria de conter esta situação,” disse Albert Park, director do Instituto de Mercados Emergentes da Universidade de Ciências e Tecnologia de Hong Kong.

A lei estipula que os filhos não podem renegar os seus direitos de sucessão para escapar aos seus deveres de cuidar dos pais. A lei acrescenta ainda que os filhos têm de pagar uma quantia mensal aos pais se se recusarem a tomar conta deles. O articulado permite ainda que os pais processem os filhos, mas não especifica como, nem o tipo de multas a ser aplicadas, e segundo Ding Yiyuan, do Escritório de advogados Yingke, de Pequim, isto deve ser difícil de ser posto em prática. Em declarações ao Guangzhou Daily, Ding afirmou que existe uma falha na lei ao qualificar a palavra “regularmente.” Para além disto, não deve haver muitos pais que queiram processar os filhos. A Xinhua relatou, na passada quinta-feira, o primeiro caso depois da lei ser implementada, de uma idosa de 77 anos que processou a filha por negligência. O tribunal ordenou que a filha visitasse a mãe, pelo menos duas vezes por mês e que providenciasse ajuda financeira.

Mas a lei não tem escapado à polémica. Alguns dizem que coloca muita pressão naqueles que têm de deixar a casa para trabalhar, estudar ou em busca de oportunidades. Cheng Zhegang, 50 anos, cuja filha única está nos Estados Unidos a tirar uma licenciatura, diz que a lei “ distorce a relação pais-filhos.” Cheng espera que a filha, depois de licenciada, consiga um bom emprego numa grande cidade como Xangai ou Pequim e não tenha de voltar à pequena vila onde nasceu. “Não quero que a minha filha tenha de carregar um fardo físico e espiritual,” disse. “Para mim, acima de tudo está a carreira da minha filha. Dediquei muito tempo e gastei muito dinheiro na sua educação e a única coisa que desejo é que ela tenha sucesso.”

Desresponsabilização do Governo

Há quem diga que a lei é na verdade uma desresponsabilização do governo chinês. Como o sistema de protecção

social na China só surgiu há poucos anos, a regra social era que “pais criam filhos e os filhos quando ficarem adultos voltam a sustentar os seus pais”. Nos anos 80, para promover a política de planeamento familiar, o Governo criou o slogan “um filho por família, o Governo sustenta” para eliminar a preocupação da população. Em meados dos anos 90, o slogan passou a ser “um filho por família, o Governo ajuda”. Mais tarde, em 2005, Pequim declarou que os filhos “não podem depender do Governo”. Agora com o agravamento do envelhecimento demográfico, há cada vez mais pessoas a questionar a política de protecção social aos idosos, sobretudo àqueles que perderam os seus filhos únicos. Com a nova lei, o Governo chinês empurra esta responsabilidade exclusivamente para os filhos. “Pois, não é de espantar que daqui a uns anos surja um novo slogan a dizer ‘melhor é quando você se suicidar’”, referiu um blogger chinês.


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Tibete Relatório da organização Human Rights Watch acusa

Em sete anos a China deslocou dois milhões de tibetanos

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os últimos sete anos, o Governo de Pequim obrigou dois milhões de tibetanos a abandonarem as suas terras e a instalarem-se noutras zonas da região autónoma e da China, denuncia um relatório divulgado pela Human Rights Watch. Os deslocamentos forçados foram feitos ao abrigo da directiva para a “manutenção do controlo político das populações rurais” e moveu uma importante fatia dos seis milhões de habitantes do Tibete. A organização não governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos ouviu testemunhos e recorreu a imagens de satélite, que foram submetidas a um trabalho

de comparação, para se chegar às conclusões que publicou. De acordo com o documento, muitas localidades foram esvaziadas da sua população, que foi realojada. Segundo a Human Rights

Watch, algumas dessas povoações já não existem – foram destruídas depois de os seus habitantes terem sido retirados. Para realojar os deslocados, diz a ONG, a China criou “novas aldeias socialistas”,

sobretudo na zona de Kiangchung, e nelas vivem 330 mil pessoas; outros grupos terão sido enviados para regiões na China como Qinghai e Sichuan. A ONG concluiu que não havia registo de uma tão grande transferência forçada de tibetanos desde a época maoísta. O Tibete foi ocupado nos anos de 1950 pela China, que o considera uma das suas regiões com estatuto especial. Oficialmente, explica a Human Rights Watch, os realojamentos são voluntários, mas há quotas que são cumpridas à força pelas autoridades locais. O governo da região autónoma do Tibete tem como meta conseguir mudar mais 900 mil habitantes até ao final de 2014.

Banca Nova ferramenta de controlo de liquidez

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Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) criou uma nova ferramenta de tempo real para monitorar as condições de liquidez do sistema interbancário. A medida foi tomada logo após a crise de escassez de liquidez no sector, que havia levado as taxas de juros interbancárias para valores altos. O Financial News, jornal apoiado pelo banco central, informou esta quarta-feira que a nova medida, o chamado índice

O

sector de serviços da China cresceu modestamente em Junho com a vasta indústria de construção a funcionar como um peso sobre a produção, naquilo que representa mais um sinal de que a segunda maior economia do mundo está a perder força. Um sector de serviços sem brilho não ajudará a contrabalançar uma desaceleração mais profunda na indústria num momento em que os principais líderes da China parecem relutantes em afrouxar o controlo de política

Mais transparência

de condições financeiras, foi colocado em funcionamento recentemente e deverá basear-se em dados diários de liquidez. O jornal não deu mais detalhes, embora tenha citado investigadores do departamento de operações do Banco do Povo da China. Segundo a publicação, estes disseram que o índice pode ser usado para medir os efeitos das políticas do banco central. O jornal afirmou também que o índice poderia

aumentar a transparência, mas não foi dada nenhuma indicação se os dados seriam revelados ao público no futuro. O banco central não se mostrou disponível para comentar. A combinação de redução de fluxos de entrada de capital estrangeiro, exigências de fim de trimestre e o aumento da procura de crédito levaram a taxa overnight a subir até 30% no mercado interbancário no mês passado antes de cair drasticamente.

Chanceler apela a um maior esforço nas relações bilaterais com os EUA O chanceler chinês, Wang Yi, reuniuse esta semana, em Seri Begawa, com o secretário de Estado norteamericano, John Kerry. Wang Yi afirmou que ambos os lados têm de cumprir os consensos alcançados pelos dois chefes de Estado no mês passado, envidando mais esforços para construir as relações bilaterais, a fim de escrever um novo capítulo na “cooperação trans-pacífico” entre a China e os EUA. Wang realçou que os dois países têm de persistir no respeito mútuo, e numa postura de não conflito, tratando adequadamente as divergências, a fim de manter a boa tendência das relações bilaterais. Kerry assinalou que o encontro entre os dois chefes de Estado foi bem sucedido e que os dois países podem cooperar cada vez melhor nas questões globais mais importantes como o sector das mudanças climáticas e da energia limpa.

Insólito Filme pornográfico exibido em estação de comboios

Entre a incredulidade e o divertimento, os passageiros que esperavam pelo comboio numa estação da China assistiram a 10 minutos de um filme pornográfico exibido, por distracção de um funcionário, num ecrã gigante do edifício. Segundo o jornal Global Times, o funcionário em causa não percebeu que o filme pornográfico a que estava assistir no seu computador estava a ser projectado também no ecrã de uma estação na província chinesa de Jilin. O episódio insólito apanhou de surpresa centenas de passageiros, muitos dos quais não perderam a oportunidade de registar a cena em vídeos que já chegaram ao YouTube. O filme só foi exibido durante 10 minutos, até que a empresa responsável pelo ecrã gigante alertou o funcionário que, se a Justiça considerar que é culpado do crime de divulgar pornografia, pode ser condenado até dois anos de prisão. Para agravar a situação do funcionário, o filme, baseado no clássico da literatura erótica chinesa “A ameixa na jarra de ouro”, é proibido na China.

Serviços Sector cresce, sem acalmar preocupações

Pouca força nas canetas

para sustentar o crescimento. Dois estudos do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), esta quarta-feira, permaneceram acima da marca de 50 que divide expansão de contracção, mas as leituras não são fortes o suficiente para acalmar as preocupações com uma desaceleração da China.

O PMI de serviços publicado pela Agência Nacional de Estatísticas da China atingiu mínima de nove meses a 53,9 em Junho ante 54,3 em Maio, enquanto o PMI do Markit/HSBC melhorou ligeiramente para 51,3 ante 51,2 em Maio. “A ligeira queda no sector de serviços deveu-se principalmente a

um recuo sazonal na indústria de construção”, disse o vice-presidente da Federação de Logística e Compras da China (CFLP, na sigla em inglês), Cai Jin, em comunicado. O sub-índice para construção caiu para 59,3 ante 62,2 em Maio. A CFLP realiza a pesquisa oficial com a agência de estatísticas.

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O sector de serviços da China respondeu por 46 por cento da economia em 2012. Superou a indústria como o maior empregador no país em 2011 e até agora as empresas de serviços começavam a ter uma performance melhor do que as fábricas chinesas, estas afectadas pela fraqueza da demanda

doméstica e externa, assim como pelo excesso de capacidade. Entretanto, economistas alertaram que mais cedo ou mais tarde a fraqueza da actividade industrial e as difíceis condições económicas vão chegar à economia de serviços. Dois PMIs separados na segunda-feira mostraram que o crescimento da indústria da China atingiu mínimas de vários meses em Junho devido aos problemas da demanda doméstica e externa.


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Portugal aos olhos da imprensa estrangeira

O diário espanhol El País descreve o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, como um “peso pesado da política portuguesa”, pelo que a sua demissão, ainda que não tenha sido aceite pelo primeiro-ministro, deixa o executivo “na corda bamba e no meio da incerteza”. “Sem a participação dos 24 deputados do partido de Portas, a formação de Passos Coelho fica na perigosa e resvaladiça minoria. E o país desliza para o desconhecido: é a segunda demissão em 24 horas”, lê-se no jornal. Já o também diário espanhol El Mundo evidencia que há decisões que estão nas mãos de Cavaco Silva, como uma possível dissolução do Parlamento. O Frankfurter Allgemeine Zeitung utiliza a expressão “arquitecto das medidas de austeridade” para descrever Vítor Gaspar e refere os constantes protestos feitos pela população, ao mesmo tempo que o país mergulhou na pior crise económica dos últimos 40 anos e quando o desemprego não pára de subir.O francês Le Monde diz no título dedicado a Portugal que o país poderá estar a “enfrentar o fracasso da sua política de rigor” e questiona logo no arranque do texto se “será o fim da austeridade a qualquer preço?” O jornal considera as decisões do Tribunal Constitucional decisivas para o país ter percebido que não podia ir mais longe na austeridade, mas que apesar disso Pedro Passos Coelho preferiu persistir no caminho traçado.Para a cadeia televisiva BBC, a saída de duas figuras emblemáticas do Governo de coligação PSD/CDS-PP pode ser um sinal de que o executivo “não viverá muito mais”.No mundo económico, o Financial Times sublinha a boa imagem internacional de Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque, e a determinação em manter as políticas de austeridade necessárias a prosseguir com o programa da troika.O Washington Post destaca a “turbulência” dos mercados financeiros perante a apreensão em relação ao futuro da coligação governamental em Portugal e a sua capacidade para dar continuidade às medidas de austeridade acordadas com os credores. O jornal descreve o país como “um dos mais pobres a utilizar o euro”, situação que tem sido agravada pelos cortes e contestada nas ruas.Nos Estados Unidos, o New York Times adianta que as duas demissões em dois dias estão relacionadas com divergências em relação às políticas de austeridade. “A agitação política no Governo de coligação de Portugal reacende as tensões crescentes em muitos países europeus sobre cortes nas despesas e outras medidas de austeridade que estão a ser responsabilizadas por uma série de recessões e recordes nas taxas de desemprego em países como Grécia, Espanha e Portugal”, escreve o jornal, que recorda que as medidas portuguesas têm sido acompanhadas por sucessivos protestos e greves.

Quando tudo eram maravilhas entre Passos Coelho, Vitor Gaspar e Paulo Portas

Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

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coligação está por um fio e, por consequência, também o Governo de maioria. Mas o primeiro-ministro está para ficar. Depois de Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, ter pedido a sua demissão, Pedro Passos Coelho decidiu não aceitar, pedindo tempo de conversação para repor a estabilidade política. E, desta forma, não mostrou vontade de “abandonar o país”. O Presidente da República portuguesa, Cavaco Silva, vai receber hoje o primeiro-ministro. “Em face da situação criada pelo pedido de demissão do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, apresentado ontem [terça-feira] ao primeiro-ministro, o Presidente da República, que receberá hoje [ontem], em audiência, o secretário-geral do Partido Socialista, reunir-se-á amanhã [hoje] com o primeiro-ministro e

Ministros caem mas o líder do Governo não cede. Passos Coelho é hoje recebido por Cavaco Silva

Governação a meio gás Depois de Vítor Gaspar, ex-ministro das Finanças, também Paulo Portas decidiu abandonar o Governo. O (ainda) ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, no entanto, não foi exonerado por Cavaco Silva porque o primeiro-ministro não aceita a sua demissão. Ao presidente da República cabe agora tomar uma decisão, depois de receber hoje Passos Coelho em Belém ouvirá seguidamente os partidos com representação parlamentar”, lê-se num comunicado divulgado ontem por Belém, na página da Presidência na Internet.

Manifestantes pedem demissão do Governo No Marquês de Pombal, em Lisboa, estiveram na noite de terça-feira, após a apresentação de demissão de Paulo Portas, cerca de uma centena de manifestantes, convocados pelas redes sociais, a exigir a demissão do Governo. Os manifestantes ocuparam a placa central do Marquês, exibindo um enorme cartaz: “Obviamente, estão demitidos”. Ouviram-se palavras de ordem sempre com a mesma mensagem: o governo deve cair. Ana Feijão, do movimento Precários Inflexíveis, que convocou esta acção de protesto através das redes sociais, disse que é “inadmissível a demissão de Paulo Portas um dia após a de Vítor Gaspar” e considerou, por isso, que é “impossível o Governo continuar”. Por volta das 22h30 os manifestantes cantaram a Grândola, Vila Morena. Solidários com a manifestação, muitos dos automobilistas vão apitando à passagem pelo Marquês.

Embora o primeiro-ministro não tenha aceite o pedido de demissão de Portas, até ao fecho da edição, a última palavra do secretário de Estado e dos Negócios Estrangeiros

deixava claro que a decisão de saída era “irrevogável”, em comunicado às redacções portuguesas. Isto porque não se mostrou de acordo com a escolha de Maria Luís Albuquerque


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Presidente ouve governantes e oposição

para substituir Vítor Gaspar na pasta das Finanças. Passos Coelho, por sua vez, entende que a palavra “responsabilidade” deve falar mais alto, apelando à manutenção da coligação PSD-CDS. “Seria precipitado aceitar esse pedido de demissão. Não pedi, portanto, ao Presidente da República a exoneração do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros”, avançou ontem à noite o primeiro-ministro em declarações ao país, numa altura em que se encontra em Berlim, num encontro de Chefes de Estado. Ontem, porém, tal não o fez travar a tomada de posse da actual ministra. Na mesma declaração prometeu não ser o próximo a abandonar o barco, declarando a permanência no cargo. “Não me demito. Não abandono o meu País”, frisou. Sobre a demissão de Portas, o primeiro-ministro afirmou ter sido apanhado de “surpresa” e advertiu que “a ameaça de instabilidade política comporta riscos para o País que

ninguém pode desejar e que teria consequências muito pesadas”. “Não depende apenas da minha vontade (...) mas ambos os partidos têm a obrigação de não desiludir o País”, defendeu Passos Coelho, ao assumir que tem agora como “missão” consertar a coligação. E, nesse sentido, mostra-se confiante em ultrapassar as divergências entre os dois partidos, definindo-se como “baluarte da confiança e da tranquilidade”. A reunião da comissão executiva do segundo partido do Governo terminou sem decisões definitivas e deixa a porta aberta à manutenção do Governo em funções. O CDS vai mostrar abertura para renegociar o acordo de coligação com o PSD. De acordo com fontes da direcção centrista, a negociação deverá ocorrer directamente entre os dois líderes, Paulo Portas e Pedro Passos Coelho, e deverá acontecer assim que o primeiro-ministro regressar de Berlim.

Cavaco Silva reunia-se ontem com António José Seguro, às 16h30, mas até ao fecho da edição não foi possível saber o desfecho da reunião. A audição foi pedida na segundafeira, com carácter de urgência, pelo secretário-geral socialista depois do anúncio da demissão do ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, e antes de ser conhecido o pedido de demissão de Paulo Portas, na terçafeira, que ainda não foi formalmente comunicado pelo primeiro-ministro ao Presidente da República. O Presidente da República, Cavaco Silva, reúne-se hoje com o primeiroministro, Pedro Passos Coelho, e “ouvirá seguidamente os partidos com representação parlamentar”. Num comunicado, a Presidência confirma também que receberá, nesta quarta-feira, como já era conhecido, o secretário-geral do PS, António José Seguro. As reuniões são justificadas pela “situação criada pelo pedido de demissão do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros”, Paulo Portas, explicou em comunicado a presidência da República.

mas “ainda não é claro se o CDS/ PP (o partido presidido pelo MNE demissionário) abandonará também a coligação”, indicou a Xinhua. No seu noticiário sobre a crise política em Portugal, difundido ontem de madrugada, a Xinhua refere que Portas “discordou das duras medidas de austeridade, em particular a redução das pensões de reforma, impostas no âmbito do resgate de cerca de 780.000 milhões de patacas concedido pela

Clientes de supermercado cuspiram em cima de Vítor Gaspar

O antigo ministro das Finanças Vítor Gaspar e a mulher viveram um momento difícil, há cerca de duas semanas, num supermercado em Lisboa. Conta o jornal i que o antigo governante foi às compras com a mulher, sem segurança pessoal, e que alguns clientes reconheceram-no. Uns dos presentes insultaram o então ministro das Finanças, outros cuspiram-lhe para cima e houve mesmo tentativas de agressão. A intervenção dos seguranças do supermercado acalmou os ânimos.

Durão Barroso acompanha Portugal com “extrema preocupação”

O presidente da Comissão Europeia disse, esta quarta-feira, estar a acompanhar “a crise política em Portugal com extrema preocupação” e espera uma “clarificação da situação política o quanto antes”. Numa comunicação escrita, Durão Barroso disse que, “como já é patente pela reacção inicial dos mercados, existe risco evidente que os ganhos de credibilidade financeira de Portugal sejam postos em causa pela instabilidade política”.

Saxo Bank afirma que Portugal vai pedir nova ajuda

O Governo português pode cair nas próximas horas e o País poderá ter de pedir um segundo resgate nos próximos meses. As previsões são do economista-chefe do Saxo Bank. “A coligação governamental portuguesa está a desfazer-se. É de esperar que o Governo português possa cair nas próximas 48 horas, havendo a convocação de novas eleições”, afirmou o responsável do banco dinamarquês. “Portugal poderá pedir um segundo resgate nos próximos seis meses”, acrescentou no mesmo comunicado Steen Jakobsen, que considerou insustentáveis os juros da dívida soberana portuguesa a dez anos, que hoje transaccionavam acima dos oito por cento.

O líder do CDS/Madeira manifestou ontem o seu apoio ao presidente dos centristas, Paulo Portas, e considerou que o actual Executivo “não tem condições para continuar”. “É necessário um novo Governo, que pode ser encontrado no quadro da Assembleia ou através de eleições”, disse José Manuel Rodrigues, à entrada para a Comissão Executiva do CDS.

Fernando Ruas critica saídas a meio da maratona

O presidente da Associação Nacional de Municípios lamentou ontem as desistências no Governo, numa alusão aos pedidos de demissão dos ministros de Estado Vítor Gaspar e Paulo Portas, considerando que não é positiva uma crise política. “O País não precisava disto nesta altura. Estamos a meio de uma maratona. Já houve muita gente que se aleijou, transpirou, verteu sangue e nesta altura estamos a interromper a maratona”, afirmou Fernando Ruas ao JN. “Não sei se já estamos para lá do meio, mas interromper agora e começar de novo é o pior que pode acontecer”, considerou o responsável, que defendeu que o Governo “é legítimo enquanto não for demitido”.

Eurogrupo: “Portugal deve assumir responsabilidades”

Destaque à recusa de demissão demissão do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, “deixou a coligação governamental à beira do colapso”, enquanto o primeiro-ministro, Passos Coelho, anunciou que não se demitirá, referiu ontem a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. A saída de Portas é a terceira baixa do governo em menos de um ano, depois das demissões de Miguel Relvas e Vítor Gaspar,

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Líder do CDS/Madeira considera que Governo não tem condições

China fala em “coligação à beira do colapso”

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União Europeia, Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu”. Contudo, já depois de Paulo Portas ter anunciado a demissão, Passos Coelho disse que “tentará tudo para alcançar um consenso com o CDS/PP para garantir a estabilidade política em Portugal”, noticiou a Xinhua. A agência noticiosa chinesa salientou que o primeiro-ministro português não tenciona demitir-se.

O presidente do Eurogrupo reagiu esta quarta-feira à actual situação política em Portugal, considerando que o País deve assumir as suas responsabilidades. “A situação é preocupante. Apelo a Portugal para que assuma responsabilidades”, disse Jeroen Dijsselbloem, que também é ministro das Finanças da Holanda.

PSI-20 cai quase seis por cento

O PSI-20, principal índice da Bolsa nacional, seguia ontem de manhã a cair quase seis por cento, estando a banca muito pressionada. Depois de iniciar a sessão com uma queda de 4,60 por cento, o PSI-20 seguia a desvalorizar 5,91 por cento para 5.200,87 pontos pelas 8h25, destacando-se das restantes praças europeias. A Bolsa reflecte assim a crise política que se vive em Portugal.

Juros da dívida a dez anos acima dos oito por cento O clima de instabilidade política em Portugal está a ter impacto nos mercados. Os juros da dívida soberana de Portugal a dez anos ultrapassaram os oito por cento. Depois de na terça-feira terem encerrado nos 6,720 por cento, os juros da dívida soberana portuguesa no prazo a dez anos estavam nos 8,002 por cento ontem de manhã. Nos prazos de dois e cinco anos, os juros transaccionavam em 4,434 por cento e 6,816 por cento,


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Open Tender Notice Request for Proposal – MIA - Replacement Works of Sliding Door Systems (Phase 2) – RFQ-142 1. 2. 3.

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Company: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) Tendering method: Open tendering Objective: To select a qualified contractor to replace the old automatic sliding doors with new automatic sliding doors and modify various existing door frames for improving their waterproof and wind-proof capabilities. Request for tender documents: Tender Notice and Tender Document can be downloaded from the website www.macau-airport.com and www.camacau.com until 7 days prior to the deadline for submission of Bidders’ tenders. Please regularly check the website for any clarification or changes/modification/amendment of the Tender Document. Location and deadline for submission of Bidders’ tenders: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 4th Floor, CAM Office Building, Av. Wai Long, Taipa, Macau Before 17:00 on 2 Sept 2013 (Macau Time) The addressee of the tender shall be Mr. Deng Jun – Chairman of the Executive Committee The tenders received after the stipulated date and time will not be accepted. CAM reserves the right to reject any tender in full or in part without stating any reasons. -END-

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quinta-feira 4.7.2013

vida

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Investigação Cientistas mais perto de vacina que combate todas as estirpes

Erradicar a Malária em definitivo

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or agora os resultados positivos foram apenas em animais, mas um grupo de investigadores australianos acredita que pode estar perto de criar uma vacina contra a malária em humanos. O resultado da investigação acaba de ser publicado nesta terça-feira no Journal of Clinical Investigation. O grupo de cientistas da Universidade de Griffith, em Queensland, explica no estudo que as experiências em laboratório permitiram criar imunidade com uma única dose da vacina contra esta doença infecciosa em ratinhos, colocando os glóbulos brancos destes animais a combater o parasita. Nove em cada dez casos de malária são provocados pelo mais perigoso dos parasitas, o Plasmodium falciparum. Esta doença não se transmite de pessoa para pessoa, nem de mosquito para mosquito. Para o contágio, é preciso que um mosquito que tenha picado alguém infectado com o parasita pique, em seguida, alguém que não esteja doente. As várias espécies do plasmódio da malária infectam os humanos (e outros mamíferos) através da picada de mosquitos fêmea do género Anopheles. No caso do Plasmodium falciparum, o parasita que entra no corpo vai directamente até ao fígado, reproduz-se nas células do órgão, muda de forma e entra na corrente sanguínea onde, por sua vez, infecta os glóbulos verme-

lhos. Aqui entra em ciclos repetidos de reprodução e provoca os ataques de febre, mal-estar e dores de cabeça que caracterizam a doença e pode matar. Michael Good, coordenador da investigação, num comunicado da universidade, diz que acredita que a história da doença pode mudar, justificando que “os estudos anteriores [se] focaram nos antigénios individuais no parasita ou nos glóbulos vermelhos infectados”; porém, apesar dos resultados promissores, acabaram por falhar nos ensaios posteriores. Já o novo trabalho da Universidade de Griffith, segundo Michael Good, fez uma tentativa diferente ao “trabalhar com a resposta imunitária a todo o parasita da malária”.

Ratinhos protegidos

Nos ensaios os investigadores conseguiram com um químico bloquear a capacidade de multiplicação do parasita e, por isso, os ratinhos não ficaram doentes. “Para nossa grande surpresa, verificámos que os animais, depois de protegidos, ficaram imunes não apenas à estirpe para que foram tratados, mas para todas as estirpes de malária a que foram expostos”, acrescentou, explicando que os glóbulos brancos dos animais foram capazes de reconhecer as proteínas do parasita, matando-o depois, e que é a falta desta resposta global que tem levado ao falhanço de outras tentativas de vacinas.

O investigador acredita, por isso, que este trabalho poderá vir a resultar numa vacina para humanos. Good garante que a produção deverá ser fácil e barata – o que é um factor muito importante perante os números mundiais da patologia. Ainda assim, para já prefere ser prudente e insiste que ainda falta passar a barreira dos testes em humanos. No comunicado a universidade pede, assim, que voluntários contactem a instituição para poderem prosseguir com os estudos, devendo viver no Sudeste de Queensland para que possa haver uma monitorização diária dos resultados.

Mais de um milhão de mortes por ano

Um estudo publicado em 2012 na revista científica Lancet revelou que cerca de 1,24 milhões de pessoas morreram com malária em 2010 – um número muito superior às estimativas da maior parte dos organismos internacionais. As piores estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontavam para 655 mil mortes, o que indicaria que a doença estava a ser controlada nos países onde ainda é endémica. A maioria das mortes são em África e registam-se em crianças ainda muito jovens (sobretudo até aos cinco anos), mas os números em adolescentes e adultos também foram piores do que o esperado. Ao

todo, registaram-se mais 433 mil mortes em crianças com mais de cinco anos e em adultos do que a OMS estimou. Os investigadores justificam, por isso, que falar em erradicação da malápub

ria a curto ou médio prazo é impossível, estimando que só depois de 2020 se conseguirá fazer descer o número de vítimas mortais para valores inferiores a 100 mil. Estimativas que

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só poderão ser contrariadas com a chegada rápida de uma vacina eficaz. Outro dos problemas na luta contra a doença é que o medicamento considerado a “bóia de salvação” da patologia, a artemisinina, está a tornar-se menos eficaz nalgumas pessoas. Devido à complexidade do parasita, tem sido difícil produzirem-se novos medicamentos ou uma vacina que funcione realmente.


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cultura

quinta-feira 4.7.2013

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Estreias modernas de aberturas de óperas de Marcos Portugal pela Metropolitana de Lisboa

Obras de valor patrimonial inestimável

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streia moderna das aberturas de óperas de Marcos Portugal pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, no sábado, iniciam ciclo de concertos em torno do espólio da Biblioteca Nacional de Portugal, no âmbito de um protocolo entre as duas entidades. Para este mês estão agendados quatro concertos, sendo que a música tocada pela Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) será “uma ponte com o todo o acervo musical – o mais importante do país – que está conservado na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP)”, refere um comunicado emitido pela orquestra. Cada concerto incluirá “pequenas mostras organizadas à volta dos compositores e das obras seleccionadas”, lê-se no mesmo texto. O primeiro concerto, no sábado, é dirigido pelo maestro Cesário Costa e conta com a participação,

Arquitectura Três portugueses galardoados

A

Marcos da história

iniciativa surge no âmbito do Ano da Arquitectura Portuguesa, promovido pela SEC em conjunto com várias entidades públicas e privadas, que vão reunir esforços para a promoção internacional desta área Os arquitectos Nuno Teotónio Pereira, Alcino Soutinho e Nuno Portas foram

sempre, ambos protagonistas de carreiras internacionais de significativo alcance”. A Metropolitana destaca que “Marcos Portugal notabilizou-se no domínio da ópera italiana e que ‘La pazza giornata e ‘La maschera fortunata’ ilustram-no bem”. A OML estreou-se no dia 10 de Junho de 1992, apresentou-se já além fronteiras, nomeadamente em Cabo Verde, China, Itália, Índia, Coreia do Sul, Macau, Tailândia e Áustria, entre outros países. O actual director artístico da OML é o compositor e maestro Pedro Amaral, anunciado no passado dia 18 de Junho, sucedendo a Cesário Costa que acumulava com as funções de presidente do Conselho de administração da Associação Música, Educação e Cultura (AMEC), que tutela a orquestra, nas quais foi rendido pelo escritor António Mega Ferreira.

além da OML, do coro de câmara Lisboa Cantat, e o programa é constituído pelas estreias modernas das aberturas das óperas de Marcos Portugal, “La pazza giornata” e “La maschera fortunata”. Do programa consta ainda a abertura da ópera “Artaserse”, também de Marcos Portugal e as peças litúrgicas “Missa” e “Tantum Ergo”, de João Domingos Bomtempo, estreadas modernamente no passado sábado, no concerto celebrativo da conclusão das obras de ampliação e remodelação da BNP. “O acervo de partituras conservado na BNP reserva obras musicais de valor patrimonial e artístico inestimável e neste programa recupera-se a música que tem permanecido silenciada nalgumas dessas pautas”, escreve a Metropolitana, que refere Marcos Portugal e Domingos Bomtempo como “dois dos mais importantes compositores portugueses de

galardoados esta quarta-feira com a Medalha de Mérito Cultural pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier. De acordo com um comunicado do gabinete do secretário de Estado da Cultura, as medalhas visam reconhecer o talento e o mérito dos três arquitectos

e prestar-lhes uma homenagem pública. Na opinião de Jorge Barreto Xavier, os três arquitectos “são personalidades ímpares da cultura portuguesa, marcados por uma vida de intensa actividade no universo da arquitectura e das artes”. Sublinha ainda que a vida dos três conceituados arquitectos está “impregnada de uma persistência intelectual, resiliência, inconformismo e enorme saber nos domínios da cultura no nosso país”. “A vida e a obra dos arquitectos Nuno Teotónio Pereira, Alcino Soutinho e Nuno Portas confundem-se num ponto específico onde coexistem a prática arquitectónica e urbanística, a investigação, o ensino, a actividade social e a ligação entre a sua formação base e outros domínios do universo artístico”, destaca o secretário de Estado. Nuno Teotónio Pereira, 91 anos, nascido em Lisboa, Alcino Soutinho, 82 anos, nascido em Vila Nova de Gaia, e Nuno Portas, 78 anos, nascido em Vila Viçosa, todos com uma vasta obra, marcaram a história da arquitectura portuguesa.

Óbito Filha de Pierce Brosnan morreu de cancro

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Destino de família

harlotte Emily, filha de Pierce Brosnan, faleceu após uma luta de três anos contra o cancro de ovário, a mesma enfermidade que já tinha sido fatal à mãe de Emily, primeira mulher do actor de vários filmes de James Bond. “A 28 de Junho, às duas da tarde, a minha querida filha Charlotte Emily passou à vida eterna, após falecer vítima de um cancro dos ovários”, contou Pierce Brosnan à revista People. Emily, de 41 anos,

morreu em Londres, “acompanhada do marido, Alex, dos dois filhos, Isabella e Lucas, e dos irmãos, Christopher e Sean”, acrescenta a nota do actor, de 60 anos, publicada segunda-feira nos EUA. “Charlotte lutou contra o cancro com elegância e humanidade, coragem e dignidade. Os nossos corações choram a perda da nossa preciosa filha”, contou Pierce Brosnan, à revista People. “Rezamos por ela e para que se encontre em

breve uma solução para esta enfermidade”, acrescenta Pierce Brosnan, que já tinha perdido a primeira mulher, Cassandra Harris, em 1991, também vítima de cancro dos ovários, a mesma doença que matara já a mãe de Cassandra, avó de Emily. O actor teve uma filha biológica de Cassandra Harris, Sean, e adoptou os que a mulher já tinha (Christopher e Charllote) do anterior relacionamento com Dermot Harris, falecido em 1986.


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cultura

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A

chinesa Cao Bei, uma das raras estrangeiras que canta o Fado em Portugal, concretizou terça-feira à noite em Pequim um sonho antigo, acompanhada pela fadista Cristina Nóbrega e o guitarrista João Bengala. Os três artistas protagonizaram o primeiro espectáculo de fado realizado na capital chinesa, com o título “Amizade Lusófona com a China”, e que decorreu no novo “Latin-American and Caribbean Centre”, aberto há um mês numa concorrida área da cidade. “O Fado entrou no ano passado na lista do Património Mundial da UNESCO e cantado por Cao Bei fica ainda mais universal”, salientou o Embaixador de Portugal na China, Jorge Torres-Pereira. O programa incluiu canções interpretadas por estudantes chineses de português e um recital de poesia, que terminou com um professor brasileiro a declamar o poema de Fernando Pessoa “Mar Português”. Antiga professora de Economia, Cao Bei vive desde 1993 numa quinta de Palmela, com o marido e dois filhos, de 13 e 14 anos, já nascidos em Portugal. “Não sou fadista, canto à minha maneira e ponho sempre um pouco de Ópera de Pequim naquilo que canto”, disse a cantora à agência Lusa. Em Pequim, vestida de xaile

U

m grupo de desconhecidos destruiu, no passado fim-de-semana, um complexo arqueológico localizado na área metropolitana de Lima, capital do Peru, e datado de cerca de cinco mil anos. Os responsáveis foram detidos pela polícia, que, no entanto, não chegou a tempo de evitar o dano irreparável neste sítio de grande importância patrimonial. No sábado, 29 de Junho, um grupo de delinquentes usando uma retroescavadora entrou no complexo arqueológico El Paraíso e destruiu, desde a base, uma pirâmide que tinha seis metros de altura e 2.500 metros quadrados de superfície, denominada sector 12”. O Ministério da Cultura

Fado Primeiro espectáculo em Pequim

Amizade lusófona com a China preto e “qipao” (fato tradicional chinês), Cao Bei interpretou três fados celebrizados por Amália e Lucília do Carmo, e, como sempre, parte das letras foram cantadas em chinês. Cristina Nóbrega, galardoada

em 2009 com o Prémio Amália Revelação, cantou também três fados e fechou a sessão com uma animada música brasileira. “A Mariza já cantou em Xangai, durante a Exposição Universal de

2010, mas em Pequim somos nós as primeiras”, realçou Cao Bei. O espectáculo, patrocinado pela Embaixada de Portugal em Pequim, contou com o apoio da União das Cidades Capitais de

Língua Portuguesa (UCCLA) e do Observatório da China, organização não-governamental portuguesa que ao longo de 2013 e 2014 irá assinalar os 500 anos dos contactos entre os dois países.

Património Destruída pirâmide no Peru com cerca de cinco mil anos

Modelo da cultura inca

do governo peruano descreveu assim, em comunicado citado pela AFP, a destruição levada a cabo de grande parte daquele que é o maior e mais antigo complexo arqueológico existente na área metropolitana de Lima e na costa central do Peru. No final dessa acção, os autores do atentado juntaram o lixo e pegaram-lhe fogo, supostamente para limpar o terreno, acrescenta o comunicado governamental. E tentaram ainda destruir três outras pirâmides vizinhas, mas foram impedidos pela po-

lícia, que acorrera ao local avisada por uma associação de defesa do património. A polícia responsabilizou pelo acto empresas imobiliárias, que terão sido ajudadas por uma família que habitava perto do local. O Ministério da Cultura informou também que vai processar criminalmente “os delinquentes, que actuaram, sem qualquer escrúpulo nem consideração, contra o património cultural do país”, acrescentando que estes ficarão sujeitos a uma pena que poderá ir até oito anos de cadeia.

Desenhar para a ORBIS-Macau

O projecto de Américo Neves de fazer 100 desenhos em 100 dias com o objectivo de angariar fundos para ajudar a ORBISMacau está a chegar ao fim. Uma nota divulgada pelo autor da iniciativa indica que o projecto filantrópico foi um sucesso tido sido angariadas até ao momento 10.608 patacas, ultrapassando assim o valor inicialmente perspectivado por Américo Neves de 10 mil patacas. Na nota, o autor agradece a todos os que se associaram a esta iniciativa de caridade , quando faltam apenas dez dias e dez desenhos para terminar este projecto.

O complexo arqueológico El Paraíso é uma construção em pedra e em socalcos, que foi descoberta pelo arqueólogo francês Frédéric Engel, em 1965, num sítio que parecia apenas uma das várias elevações que circundam Lima, junto à costa do Pacífico. Os trabalhos de recuperação das ruínas e as escavações tinham começado apenas no final do ano passado, e em Fevereiro último foi aí descoberto a estrutura de um templo, que permitiu datar o complexo como remontando a três mil anos a.C.. Segundo os especialistas, estas edificações terão sido os modelos das posteriores pirâmides das culturas pré-incas e incas dos séculos XV e XVI.

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desporto

quinta-feira 4.7.2012

Benfica Steven Vitória fala com entusiasmo da aventura na Luz

“É um choque, mas um choque muito bom”

S

acrescida. “É uma responsabilidade muito grande mas também muito boa. Todos juntos vamos festejar com esta camisola”, referiu ainda.

teven Vitória diz que a chegada ao Benfica foi um “choque”, mas um “choque muito bom”, sem esconder o entusiasmo com que está a viver estes primeiros dias de águia ao peito. O central falou à Benfica TV depois de uma sessão de autógrafos com Miralem Sulejmani na apresentação das novas camisolas da equipa. “É um choque, mas é um choque muito bom. Sinto um grande orgulho por fazer parte da realidade do Benfica. Encontrei tudo o que se pode esperar de um clube enorme. É lindo conviver com grandes nomes e gente maravilhosa”, começou por destacar o defesa contratado ao Estoril. Com a camisola oficial para a nova temporada vestida, Steven Vitória diz que será uma responsabilidade

“Percebe-se que o Benfica é enorme”

Quem também falou aos jornalistas foi Djuricic. O reforço sérvio, um dos nomes mais sonantes do novo Benfica, confessa que os primeiros dias estão a exceder as suas expectativas. Djuricic falou esta terça-feira sobre as primeiras impressões relativamente ao Benfica. “Para mim está a ser fantástico, é tudo novo, colegas, equipa técnica, clube, ambiente e estou muito contente por ter começado a trabalhar”, referiu à Benfica TV. “O Benfica tem grandes instalações e condições e é fantástico

Sporting Primeiro dia da nova época marcada por certezas

“Não será fácil levar jogadores” O

presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, garantiu ontem, após o primeiro treino da equipa de futebol no Estádio José Alvalade, que não vai ser fácil a outras equipas levarem jogadores do plantel “leonino”. “Não vai ser fácil virem-nos buscar [jogadores] de qualquer forma, sejam eles quem forem”, disse Bruno de Carvalho no final de um treino aberto aos adeptos, antes do qual foram apresentados os equipamentos para a próxima época. Bruno de Carvalho, que participou activamente vestindo um dos equipamentos, recusou falar de eventuais reforços para a equipa, bem como de possíveis saídas, como as de Rui Patrício ou Diego Capel. “Não há novidades absolutamente nenhumas [em relação a contratações].

Os reforços estão aí. São muitos jogadores a quererem fazer o melhor pelo Sporting. A equipa técnica está a olhar para eles e a observá-los”, afirmou o presidente. Durante o treino e equipado a rigor com o número 12 nas costas, Bruno de Carvalho não se cansou de dar autógrafos, e distribuir bolas e garrafas de água aos adeptos que assistiam na bancada central. “Não podemos pedir aos adeptos para estarem connosco só nas altura más e não nos lembrarmos deles nas alturas todas, só faz sentido este clube com os adeptos é para eles que estamos cá”, assegurou. Antes do treino, além de Bruno de Carvalho e Rui Patrício, os jogadores André Martins, André Santos, Capel, Jefferson, Marcelo Boeck e

Rinaudo apresentaram os três equipamentos para a próxima época. Aos tradicionais equipamentos, o de riscas verdes e brancas e o Stromp, junta-se, esta época, o alternativo com camisola e calções roxos. No treino, que durou cerca de uma hora e meia, o técnico Leonardo Jardim contou com 28 jogadores, tendo o espanhol Diego Capel e o chileno Diego Rubio trabalhado à parte, por estarem condicionados. O defesa Cédric Soares não integrou o treino, no qual participou Sambinha, da equipa B, devido a um síndrome gripal. Durante o treino, alguns adeptos aproveitaram para enviar mensagens aos jogadores, proferindo frases como “Fica Rui Patrício” ou “Labyad baixa o salário”.

trabalhar num clube destes. Percebe-se que é um clube enorme.” O primeiro treino sob orientação de Jorge Jesus, acrescentou, foi “pesado”, mas “também foi agradável”. “Estive pela primeira vez no estádio da Luz, e foi uma sensação fantástica. Imagino o que será com público. Mas é tudo fantástico e agora temos que trabalhar e melhorar a nossa condição.” Nestes primeiros dias, Djuricic tem contado com o apoio dos outros sérvios, particularmente Sulejmani e Markovic, mas admite que toda a gente no Benfica tem sido inexcedível. “Os restantes companheiros acolheram-nos, ainda não conseguimos falar muito com eles, porque é apenas o segundo dia, mas está a ser bom e espero que nos possamos todos conhecer melhor.”

Futebol Camacho vai receber 64 milhões de patacas de indemnização da federação chinesa

Uma pequena fortuna

O

espanhol Jose Antonio Camacho, antigo treinador de futebol do Benfica, vai receber 64 milhões de patacas de indemnização por ter sido destituído de seleccionador da China, noticiou ontem a imprensa chinesa. Camacho, de 59 anos, assinou em Agosto de 2011 um contrato de três anos com a Associação de Futebol da China (AFC),

que pressupunha um rendimento anual de 28 milhões de patacas, e deverá receber um montante superior ao estipulado no vínculo no caso de ser demitido, que era de 55 milhões. As negociações para a rescisão terminaram na terça-feira à tarde, após uma reunião entre três assessores jurídicos da AFC, um representante

legal do Wanda Group – que também participou na contratação de Camacho – e o advogado do técnico espanhol, Javier Ferrero. Anteriormente, a federação, que ainda não confirmou os montantes envolvidos, tinha comunicado a Camacho que apenas lhe poderia pagar 30 milhões de patacas. No entanto, o diário chinês Titan Sports noticiou ontem que a AFC irá suportar uma verba superior à anunciada, assumindo ainda 31 milhões de impostos pela compensação paga a Camacho, que equivale ao seu salário durante 18 meses. Camacho, que falhou a qualificação da China para o Mundial de 2014, orientou o Benfica em duas ocasiões, nas épocas de 2002/03 e 2003/04 e, depois, na de 2007/08.


quinta-feira 4.7.2013

[ ] Cinema Man of steel [b]

(Falado em cantonês) Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 16.15, 19.45

Um filme de: Zack Snyder Com: Henry Cavill, Russel Crowe, Amy Adams, Kevin Costner 14.15, 16.45, 19.15

man of steel [3d] [b]

World war z [c]

Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 21.45

Um filme de: Zack Snyder Com: Henry Cavill, Russel Crowe, Amy Adams, Kevin Costner 21:30

Sala 2

Sala 3

(Falado em cantonês) Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 14.30, 18.00

(Falado em cantonês) Um filme de: Lee Hwan-gyeong Com: Shin Chinawut, Namcha Sheranat, Sean Jindachote 14.15, 19.45

DESPICABLE ME [3d] [c]

epic [A]

epic [3d] [A]

(Falado em cantonês) Um filme de: Lee Hwan-gyeong Com: Shin Chinawut, Namcha Sheranat, Sean Jindachote 16.15, 19.45

World war z [c] Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 16.00

now you see me [b]

Um filme de: Louis Leterrier Com: Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Mélanie Laurent 21.30

Soluções do problema

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1 – Lavra a terra com arado ou charrua; dividir um mineral no sentido natural das camadas que o formam. 2 – Unidade das medidas agrárias equivalentes ao decâmetro quadrado; agregara. 3 – Que come flores; nome da letra grega que corresponde ao P latino. 4 – Elemento de formação de palavras que exprime a ideia de novo; gavinha; quadrúpede carnívoro, doméstico. 5 – Antes do meio-dia (abrev.); voz de algumas aves, especialmente a do mocho. 6 – Pequena porção de tabaco picado enrolado em papel para se fumar. 7 – Voz do gato; filho de burro e égua ou de cavalo e burra. 8 – O bagaço de que se faz água-pé; prep. que indica várias relações, como companhia, instrumento, ligação, modo, oposição, etc., desloca-se para fora. 9 – Índio (s.q.); tecido fino de lã para vestuário. 10 – Doador; contr. da prep. a com o art. def. o (pl.) 11 – Dar cor de aço a caracteres impressos; conjunto de coisas descritas e enumeradas. VERTICAIS: 1 – Trivial; azáfama. 2 – E não; ameaçador. 3 – Pequeno mamífero roedor da família dos murídeos; nome de duas espécies de cotovias; prep. que designa diferentes relações, como posse, matéria, lugar, providência, etc. 4 – Caixilho de madeira para os vãos das janelas, etc.; metal puxado na fieira; impressão que as diferentes variedades de luz (diferentes comprimentos de onda de radiação electromgnética visível) produzem nos órgãos visuais. 5 – Nome da letra F; parte anetrior da cabeça. 6 – Projecção vertical de uma construção (pl). 8 – Caminhado; o vencimento diário de um soldado; red. de maior. 9 – Conheci ou percebi pelo sentido da vista; apetite sexual dos animais em determinados períodos; juízo. 10 – Instrumento semelhante a um dardo para pescar peixes grandes; grande massa e extensão de água salgada que cobre a maior parte da superfície terrestre. 11 – Tudo o que fulmina; dirigir.

Aqui há gato [Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:40 19:10 19:30 20:30 21:00 21:30 22:10 23:00 23:30 00:30 01:40

21:00 21:30 22:00 22:30 23:00

TDM News - Repetição Telejornal + 360° (Diferido) RTPi DIRECTO Cougar Town - Sr.1 Vingança Telejornal TDM Talk Show Castle Sr.4 Escrito nas Estrelas TDM News Herman 2013 Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO

2 Wheels Global Football 2012/13 FOX SPORTS Central Thursday Fight Night With UFC UFC Unleased & Fp

31 - STAR Sports 09:00 The Championships, Wimbledon 2013 Gentlemen’s Singles Quarterfinals 18:30 The Championships, Wimbledon 2013 Daily Highlights Day #9 19:30 (LIVE) The Championships, Wimbledon 2013 Ladies’ Singles Semifinals

informação tdM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Poplusa 15:30 Código de Bairro 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Destinos.pt 17:15 Portugal Aqui Tão Perto 18:10 O Teu Olhar (Telenovela) 19:00 Segredo de Justiça 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:05 A Hora de Baco 22:30 Verão Total 30 - FOX Sports 13:00 Golf Focus 2013 13:30 Mobil 1 The Grid 2013 14:00 Global Football 2012/13 14:30 Smash 2013 15:00 Archery World Cup 2013 15:30 MLB Regular Season 2013 Detroit Tigers vs. Toronto Blue Jays 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 Total Rugby 20:30 Inside Grand Prix 2013

40 - FOX Movies 12:50 Kung Fu Hustle 14:30 The Sitter 15:55 Shallow Hal 17:50 Chronicle 19:15 Vow, The 21:00 What To Expect When You;Re Expecting 22:50 The Sitter 00:15 Paul Blart: Mall Cop 41 - HBO 12:00 The Matrix Reloaded 14:15 Ripley’S Game 16:30 Bull Durham 18:10 Arthur 20:00 Safe House 22:00 Game Of Thrones 23:00 Saving Private Ryan 42 - Cinemax 11:45 Battle Los Angeles 14:00 Truth Or Consequences, N.M. 16:00 The Beguiled 18:00 Mad Dog And Glory 20:00 Meeting Evil 22:00 One In The Chamber 23:30 Flight Of The Conchords 00:30 Truth Or Consequences, N.M.

SOLUÇÕES: HORIZONTAIS: 1-ARA. CLIVAR. 2-ARE. ADIRA. 3-ANTOFAGO. PI. 4-NEO. ELO. CÃO. 5-AM. PIO. 6-CIGARRO. 7-MIO. MU. 8-LIA. COM. SAI. 9-IN. CASIMIRA. 10-DADOR. AOS. 11-AZERAR. ROL. VERTICAIS: 1-BANAL. LIDA. 2-NEM. MINAZ. 3-RATO. CIA. DE. 4-ARO. FIO. COR. 5-EFE. CARA. 6-ALÇADOS. 7-LAGO. MIA. 8-IDO. PRE. MOR. 9-VI. CIO. SISO. 10-ARPÃO. MAR. 11-RAIO. GUIAR.

À venda na Livraria Portuguesa Cartas de Casanova • António Mega Ferreira

No verão de 1757, o aventureiro Giacomo Casanova, que se evadira pouco antes da prisão dos Piombi, em Veneza, desembarca em Lisboa. O espectáculo das ruínas provocadas pelo terramoto ultrapassa tudo aquilo que ele podia imaginar. Durante seis semanas, Casanova faz os possíveis por entender os portugueses. Exaspera-se e diverte-se, seduz e perde ao jogo, e encontra tempo para escrever seis cartas a cinco personagens importantes da sua vida. «Rien ne pourra faire que je ne me sois amusé» é a divisa que o guia. Mesmo em Lisboa. Mesmo depois do Grande Terramoto.

As Mulheres Deviam vir com Livro de Instruções • Manuel Jorge Marmelo

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

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DESPICABLE ME [c]

Sala 1

futilidades

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Canalizador, carpinteiro, pedreiro, pintor e mecânico-depequenos-electrodomésticos, Madureira é casado com duas mulheres e tem seis filhos. Na condição de faz-tudo conhece Maria Rosa, uma rapariga humilde que, após uma passagem atribulada pelas páginas policiais dos jornais, circula entre o submundo e a burguesia do Porto do final dos anos 1990. Transforma-se, assim, num espectador privilegiado (e mordaz) dos vícios sociais e do universo feminino, concluindo que as mulheres deviam vir com livro de instruções, mas também que o mundo todo necessitaria de ser deixado longe do alcance das crianças. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Apetece-me uma crise Que me perdoem se vou parecer muito radical, mas apetecia-me uma crise. Queria que qualquer bomba explodisse e causasse alguns estragos, não muitos. Poderia só fazer cair este Governo. Porque eu venho de um país que está em alvoroço, a cozer-se com linhas tão frágeis que é como um tecido que se desfaz em poucas horas. Aqui queria que qualquer coisa deitasse abaixo este Governo. Mas estas pessoas que estão a governar esta região sui generis parecem tomar o mais forte dos antibióticos, porque estão protegidos contra qualquer vírus. Podem acontecer inundações, pode haver bronca com reformas politicas, pode haver casos das campas mal resolvidos, que eles não saem mesmo. Há mesmo pessoas que se sujeitam a sair para a rua na tarde de um domingo quente, e ainda assim ninguém sai do conforto politico. Deve saber mesmo bem, mas ainda assim se há coisa que eu nunca quero experimentar é esse conforto. Nem queria ser da casa das leis. Quando lá vou venho sempre a coçar a orelha sem saber muito bem o que pensar. No fundo, perante tamanha estupidificação de discursos, ainda não percebi o que é que eles lá estão a fazer. Nem sei como é que houve alguém que espetou uma cruzinha num boletim de voto para os eleger. Mas espera... aqui há eleições a sério? Talvez não. Quando há cartazes no centro de saúde a apelar a eleições limpas, como se apela à compra de um detergente que tira todas as nódoas, temos a prova concreta de que Macau é, de facto, sui generis e imune a qualquer tipo de crise. Vivamos, então numa roda viva sem fim.

Pu Yi


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opinião

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义來

Fernando Eloy

chá muito verde

Espla?... Nada!

T

enho uma dificuldade enorme em perceber coisas que não percebo. O misterioso caso das esplanadas de Macau é uma dessas. Qualquer viandante menos avisado reparará facilmente que esplanadas não é propriamente o forte da terra. O tempo até convida durante a maior parte do ano mas não aparecem ou, melhor, vão desaparecendo, porque nem sempre foi assim... Saudades, por exemplo, daquela enorme no Porto Interior que um dia abalou para não mais voltar, entre tantas outras. Naturalmente, para todos os mitos urbanos existem teorias e este não é excepção. A maioria baseiam-se numa ideia de cultura local da população viciada em ar condicionado, de uma população avessa ao ar livre, de uma população intolerante para as inclemências da humidade, etc. É claro que é tudo mentira. Mas, obviamente, com o salvo-conduto entregue ao trânsito, uma teoria de intolerância ao ar livre até começa a fazer sentido. Há muito me interrogo sobre os porquês deste ódio ao povo amesendado na rua mas transbordei quando, ao falar com o dono de um restaurante sito num local com um espaço mesmo a jeito para uma esplanada, ao lado de alguns dos raros espaços que ainda conseguem ter uma, inquiri-o sobre o porquê de não a montar, respondendo-me ele que até queria mas o IACM (quem havia de ser?) não o deixou nem apresentou razões para a recusa. Mais, em relação à existência das

Parece-me suficientemente expressivo (!) para qualquer comentário adicional mas fiquei preocupado com a palavra ‘reavaliação’ pois subentende uma avaliação que terá, quiçá, resultado nesta inibição, mas que se desconhece. Ou seja, terminei como comecei: Espla? Nada! outras mesmo lado, uma delas até com espaço bastante exíguo, a resposta que os doutos Iacêémes lhe deram foi que “Esses já lá estavam antes...” (!). O homem ainda contra-argumentou com o facto do inquilino anterior, também ele um restaurador, ter tido uma mas o Iácêémes estavam preparados para a esperteza: “Pois, mas isso era ele. Você chegou agora não pode.” Assunto encerrado. Quer isto dizer, portanto, que as esplanadas de Macau estão em vias de extinção, pois caso alguns dos que agora detêm a licença por alguma razão trespassarem o espaço a dita cuja voa para não mais voltar. Porque será então? Mergulhei na babilónica página electrónica do meu departamento preferido do governo e lá cheguei à zona de licenciamento das ditas onde me deparo com informação detalhada sobre os procedimentos necessários para “esplanar” sob um título sui generis, não só no estilo como também no conteúdo. Reza assim: “Tipo: Requerimento pela 1ª vez (Suspendemos actualmente à aceitação desse tipo de pedido.)” Ou seja, podemos, mas não podemos. Está lá tudo o que é preciso fazer para podermos mas... não se pode. Porque estarão

elencados os procedimentos? Bastaria a alusão à suspensão “desse tipo de pedido”... ou não?... Seja como for, a conclusão é óbvia e imediata: não se pode. Resolvi telefonar. Laudas para o atendimento ao cidadão que se esforçou para obter uma resposta que veio, célere mas lacónica, da Divisão de Licenciamento Administrativo (SAL/DLA) e que dizia, muito simplesmente, para eu ler a nota colocada no final página electrónica referente ao “assunto-que-não-se-pode”, e que aqui copio: “Nota: Enquanto gestor dos terrenos da sociedade, não é só da responsabilidade do governo impulsionar o desenvolvimento da actividade comercial e industrial, bem como, existe a necessidade de salvaguardar os direitos e benefícios dos moradores, assistimos assim, à indispensabilidade de proceder à reavaliação da utilização dos espaços das esplanadas, com vista a poder cooperar com o futuro desenvolvimento urbano, pelo que actualmente, este Instituto não aceita pedidos de licenças de esplanadas.” Parece-me suficientemente expressivo (!) para qualquer comentário adicional mas fiquei preocupado com a palavra ‘reavalia-

ção’ pois subentende uma avaliação que terá, quiçá, resultado nesta inibição, mas que se desconhece. Ou seja, terminei como comecei: Espla? Nada! Talvez um dia... Entretanto, enquanto os Iácêémes prosseguem na sua interminável reavaliação, isto dura há anos, e os Serviços de Saúde perseguem os fumadores, resta as varandas, para quem as tiver, e o telefone de uns tapaos para poder usufruir do prazer de restaurar al fresco, isto se, entretanto, o IACM não lançar um regulamento de varandas. Resta-me apenas especular: será por falta de espaço para os turistas, pois os locais amesendados podem estorvá-los? Será por eventuais queixas da vizinhança? Talvez, mas isso resolve-se nos casos específicos com horários de encerramento da esplanada, não com a sua eliminação total. Será culpa dos Serviços de Saúde que não nos querem a respirar (mais) escapes? Será com medo do ‘se-dão-a-um-depois-têm-de-dar-a-todos?’... Por mais questões que me ponha a adivinhar duvido que consiga encontrar uma que um bom regulamento administrativo de ocupação de espaços públicos não seja capaz de resolver, mas proibir e fazer de autista são sempre opções mais fáceis, claro. Assim, enquanto o IACM se arma em avestruz, sugeri ao meu conhecido restaurador que se disfarce de rato e monte a esplanada à revelia, criando um qualquer evento especial, de copos à borla, claro, que implique o convite de dignitários governamentais... e depois tire umas fotos de grupo.


quinta-feira 4.7.2013

opinião

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Leocardo

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bairro do oriente

O triste e os turistas

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acau é uma cidade visitada anualmente por milhões de turistas. Hordas de forasteiros entram pelas nossas fronteiras, pela terra, pelo mar e pelo ar, procurando a resposta à pergunta que cada vez mais se faz lá fora: “O que é que Macau tem?”. Além do mais que óbvio do jogo e quejandos, muitos chegam ao território sedentos de conhecer o que ficou dos quatro séculos de convivência Ocidente-Oriente, encontrar os vestígios da presença de uma potência estrangeira, neste caso Portugal, em terras chinesas. Os monumentos, as igrejas, as placas com os nomes das ruas, outras referências catitas tão únicas e que deixam sonhar com histórias de piratas e aventureiros, da macedónia de influências que moldou Macau a tornou um lugar único no mundo, que acicata a curiosidade de quem ainda não viu o que isto é. Claro que o tom elogioso com que descrevo Macau neste parágrafo é com a melhor das intenções, estilo “cartão postal”, sem ironia de espécie alguma. Uma aproximação mais redutora à estatística do número de visitantes passaria pelo jogo apenas, entre outras malandrices. Mas digamos que temos património e motivos de interesse quanto bastem para trazer até cá mais do que jogadores, branqueadores e outros usurpadores. Para quem vive em Macau há alguns anos, e não serão precisos muitos, já viu e reviu o tal património que consta dos guias turísticos, e está farto de saber o que recomendar a um visitante mais desorientado que lhe peça ajuda. O Macau dos livros de História fica visto em menos de uma semana, e o que realmente tem interesse em termos de património edificado conta-se pelos dedos de uma mão. Quem conheceu Macau há dez, vinte ou trinta anos fica pouco impressionado com a transformação do seu centro histórico, uma amálgama de comércio insonso que alterna a opulência e o baratucho a cada porta, e a espaços é decorado com este ou aquele monumento. Para nós portugueses faz um pouco de confusão ver aquela malta toda a fotografar as Igrejas com a avidez de um burro que contempla um palácio. Qualquer paróquia mais humilde em Portugal tem uma igreja matriz que em nada fica a dever com as igrejas de Macau. As Ruínas de S. Paulo são o ex-líbris do território por excelência. Mas porquê, se não passa de uma escadaria em pedra que vai dar a uma fachada do que em tempos foi um convento/igreja? O que é aquilo comparado com o Mosteiro da Batalha, por exemplo? Quem circula diariamente pela área que a Unesco distinguiu como património

Não duvido que existam turistas de qualidade, mesmo que poucos, que dotados da sensibilidade de quem ouviu falar das coisas boas de Macau nos honram com a sua visita da humanidade sabe quão fácil é perder a paciência face às resmas de turistas que nos entopem o caminho. Os fins-de-semana, feriados, semanas douradas, prateadas e tudo mais são os mais críticos, e é interessante observar o comportamento de alguns dos forasteiros que nos visitam. A tendência da maioria é de se preocupar com o próprio umbigo, alheios ao que os rodeia. Parados no meio da rua ou em fila indiana seguindo um guia que os orienta através de uma vara com uma bandeirinha, um lenço ou uma cueca rendada na ponta, ignoram completamente o facto de existirem pessoas que aqui vivem e trabalham, têm coisas para fazer e sítios onde ir, e às vezes têm pressa. Sorte deles, que estão de férias e em viagem, mas pouco me importa se fazem beicinho quando me atravesso à sua frente quando estão a tirar fotografias da família, da namorada ou das pedras da calçada. Ainda estou para perceber o que leva alguns “tours” que por aí andam a ostentar na camisa um autocolante da agência de viagens que os levou até cá. Eu tinha vergonha. Já agora tatuavam na testa qualquer coisa do género “Não sou de cá, só vim ver a bola”. Não duvido que existam turistas de qualidade, mesmo que poucos, que dotados da sensibilidade de quem ouviu falar das coisas boas de Macau nos honram com a sua visita. Mas ao contrário de outras cidades que convidam ao regresso ou a uma visita mais demorada, que transbor-

dam de motivos de interesse e insistem em renovar constantemente o seu charme, Macau fica visto da primeira vez, e em poucos dias. Seria uma ingenuidade da minha parte pensar que podíamos aspirar à elegância e à estética de cidades como Paris, Barcelona ou Berlim, ou ao encanto cosmopolita de Hong Kong, Singapura ou Xangai, citando alguns exemplos mais próximos. Macau é o que é, e quem aqui regressa tem provavelmente mais que fazer do que simplesmente passear. E é pena. Preferia que tivéssemos qualquer coisa por descobrir, uma cartada mais para jogar, um ás na manga. Mas não se pense que estou a cuspir no prato onde como, nada disso. Respeito o património e qualquer esforço no sentido de o preservar, a sã convivência entre pagodes e capelas deixa-me inchado de orgulho, e o número de turistas que nos visitam só peca por escasso. Venham muitos mais, e mais vezes, que nos invadam, que nos fotografem, que se metam no caminho, que encham os restaurantes e se atravessem no nosso caminho. Se acaso nos pisarem aquele calo mais sensível, respondamos com um sorriso amigo, e indiquemos o local mais próximo onde possam provar uma “portuguese egg tart”. E onde fica o lugar de interesse mais próximo? Fácil: é sempre cinco minutos a pé do local onde se encontram. E se no for, com toda a certeza que há um autocarro que os leve até lá.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Soraia Zhou[estagiária] Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


quinta-feira 4.7.2013

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c a r t o on por Steff

cuidado com a miragem da democracia

Macau Conselho das Ilhas pede mais atenção ao Executivo

Um membro do Conselho Consultivo para o Serviço Comunitário das Ilhas, em Coloane, Leong Meng Ian, diz ter recebido muitas queixas sobre a dificuldades em apanhar autocarros. Devido às chuvas, o sistema de transporte público está “uma confusão”, diz, e às vezes até se esperam horas à chuva para apanhar um autocarro. Um outro membro, Jiang Xu Chun, falou dos buracos na Estrada de Pac On e na Estrada Governador Albano de Oliveira, salientando os riscos que podem trazer à segurança. Na reunião do Conselho, foram falados ainda os problemas na manutenção do edifício do bairro social da Taipa, o tratamento das casas abandonadas em Coloane, a construção de uma barragem e a data de abertura da piscina e biblioteca do parque central da Taipa.

Rússia Foguetão caiu ao descolar

O foguetão russo Proton-M, que tinha a missão de colocar três satélites Glonass-M em órbita, caiu na base de Baikonur, no Cazaquistão, esta terça-feira. Segundo a agência de notícias Interfax, o acidente ocorreu alguns instantes após o lançamento e terá provocado perdas na ordem dos 1,5 mil milhões de patacas. O foguete terá desviado a trajectória 16 segundos após a descolagem e caído no território da base, a 2,5 quilómetros do local de lançamento, sem que houvesse vítimas, mas causando uma enorme nuvem de fumo tóxico. Tudo indica que os motores deixaram de funcionar com a força do lançamento. Os satélites a bordo iriam formar o sistema de posicionamento russo GLONASS, análogo ao GPS que pertence aos Estados Unidos. O lançamento foi transmitido em directo pela Agência Espacial russa, Roskosmos, e pela rede de televisão pública Rossia 24.

Caso Edward Snowden Portugal autorizou sobrevoo mas proibiu aterragem de avião de Evo Morales

Considerações técnicas

A

aeronave com o presidente boliviano aterrou em Portugal para reabastecer na viagem para Moscovo. No regresso, o Governo português proibiu a aterragem por “considerações técnicas”. Nova escala será em Las Palmas. O Ministério dos Negócios Estrangeiros explicou, ao início da tarde de ontem, a proibição de aterragem do avião presidencial da Bolívia em território luso. De acordo com o comunicado enviado às redacções, “foi concedida autorização de sobrevoo e aterragem ao avião presidencial da Bolívia no dia 28 de Junho para o percurso La Paz/Moscovo e regresso”. O avião aterrou no aeroporto de Lisboa no dia 30 de Junho, para reabastecer, em direcção à capital russa. Apesar de o avião do presidente Evo Morales ter autorização para aterrar em Portugal e sobrevoar o território, tudo isso foi cancelado no dia 1 de Julho por “por considerações técnicas”. As autoridades bolivianas pediram esclarecimentos e o Governo português acabou por explicar, ainda nesse dia, que a autorização de sobrevoo do espaço aéreo português se mantinha, estando apenas cancelada a aterragem para reabastecimento, pelas mesmas “considerações técnicas”. “Apesar de múltiplos contactos por via diplomática durante o dia 1 e durante o dia 2 de Julho, as

autoridades bolivianas insistiram inicialmente em submeter junto das autoridades aeronáuticas internacionais um plano de voo que previa a aterragem em Lisboa para reabastecimento, plano que sabiam não seria possível cumprir como, repetidamente, fora em tempo comunicado”, prossegue o comunicado. Face à iminência de o avião poder aterrar sem ter sido autorizado, “foram tomadas as necessárias medidas junto das autoridades aéreas internacionais para evitar que fosse efectuada uma aterragem não autorizada em Lisboa”. A Bolívia acabou por submeter esta terça-feira um plano de voo que apenas prevê que o avião presidencial sobrevoe Portugal, ficando a aterragem para reabastecimento no aeroporto de Las Palmas. “Está autorizado hoje [ontem], como sempre esteve, o sobrevoo do território nacional”, prossegue o comunicado. O Governo lamenta “qualquer incómodo” para a Bolívia, mas rejeita culpas e “considera-

-se totalmente alheio a esse incómodo”, porque “foram as autoridades bolivianas que durante quase 24 horas não aceitaram estudar um percurso alternativo e insistiram num procedimento que teria violado a soberania portuguesa”.

Avião também foi impedido de aterrar em França

O chefe da diplomacia boliviana, David Choquehuanca, acusou esta terça-feira Portugal e França de terem impedido a aterragem do avião presidencial, por suspeitas, que considerou “infundadas”, de que o informático Edward Snowden, que divulgou a vigilância em massa dos EUA sobre comunicações, estaria no seu interior. O avião acabou por aterrar em Viena, capital da Áustria, onde foi revistado pelas autoridades locais, que não encontraram Snowden. Um diplomata boliviano considerou que a revista representou o rapto do presidente Evo Morales. “Estamos a falar do presidente ter sido raptado numa viagem oficial após uma cimeira oficial”, afirmou o embaixador da Bolívia na ONU, Sacha Llorenti Soliz, aos jornalistas em Genebra, citado pela “Reuters”. Evo Morales esteve em Moscovo para participar numa conferência sobre energia. O avião com o presidente da Bolívia saiu de Moscovo às 10h45 de Lisboa, em direcção às ilhas Canárias, onde vai reabastecer.

Merkel quer maior flexibilização do mercado laboral

A chanceler alemã defende uma maior flexibilização do mercado laboral, mais mobilidade no espaço europeu e mais esforços dos mais ricos para ajudar no crescimento e incentivo do emprego jovem, na Europa. “Tenho a sensação de que os cidadãos de muitos países sabem perfeitamente quais foram os erros cometidos nos seus países no passado. Lamento que com frequência sejam precisamente os que não tiveram nada que ver com esses erros, os jovens e os mais desfavorecidos, quem hoje mais padecem as consequências”, afirmou Angela Merkel, durante uma entrevista conjunta a vários jornais. “Com frequência, as pessoas com capital já saíram do país ou contam com outras possibilidades para se proteger. Os ricos nos países mais afectados pela crise poderiam ser muito úteis se se comprometessem mais. É muito lamentável que parte das elites económicas assumam tão pouca responsabilidade pela deplorável situação actual”, disse.

Julian Assange Foi encontrada escuta na embaixada em Londres A embaixada do Equador em Londres tornou-se, no último ano, um dos locais mais observados do planeta, por estar aí refugiado o fundador do WikiLeaks, Julian Assange. Agora, parece também ser um dos mais escutados, depois de ter sido encontrado um microfone escondido na sala da embaixadora. A denúncia foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Ricardo Patino, que esteve há 15 dias em Londres. De resto, disse, a escuta foi encontrada devido a uma busca realizada precisamente a propósito e antes da sua visita, a meio de Junho. A escuta foi encontrada dia 16, no escritório da embaixadora Ana Alban. Patino prometeu revelar mais pormenores sobre o aparelho encontrado ainda esta quarta-feira, mas negou estar a insinuar que tenha a ver com a questão do agora fugitivo Edward Snowden, que chegou a pedir asilo ao Equador, mas está ainda em Moscovo. É acusado de espionagem pelo Estados Unidos depois de ter revelado aos jornais The Guardian e Der Spiegel dados secretos sobre o programa de vigilância norte-americano.


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Hoje Macau 4 JUL 2013 #2885 by Jornal Hoje Macau - Issuu