CULPA ENSOLARADA VALÉRIO ROMÃO
FERRO, ORAÇÃO
GONÇALO M. TAVARES
GOLOS POLÍTICOS SARA F. COSTA
Nº 4782 SEXTA-FEIRA 4-6-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
MOP$10
hoje macau
ELEIÇÕES
A ESTRANHA AUSÊNCIA DE MAK PÁGINA 4
4 DE JUNHO
VIGÍLIA NEGADA PÁGINA 5
IPM | COVID-19
BUSCA DE SANGUE PÁGINA 8
ANA JACINTO NUNES
VEMOS, OUVIMOS E PINTAMOS ENTREVISTA 10 MARIAS
ONDAS BURLESCAS EVENTOS
OPINIÃO
PLANO DIRECTOR
PUB.
MÁRIO DUARTE DUQUE
A meter água A Universidade de Macau (UM) não escapou à carga de água que se abateu sobre a cidade na última terça-feira. Embora as instalações tenham apenas pouco mais de seis anos, várias foram as zonas inundadas, obrigando ao encerramento de espaços para salva-
guardar instalações eléctricas. Apesar de, segundo a UM, não se terem verificado danos maiores, a permeabilidade das instalações, assim como a qualidade dos materiais usados na construção dos edifícios, voltam a ser postas em causa. PÁGINA 9
2 entrevista
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ANA JACINTO NUNES
“Gosto da fusão da caligrafia com pintura ocidental” “Notícias da Floresta” é o nome da exposição de Ana Jacinto Nunes com inauguração marcada para 11 de Junho no edifício do Fórum Macau, no âmbito das celebrações do Dia de Portugal, Camões e Comunidades Portuguesas. A artista fala dos trabalhos que acabam por ser um diário do confinamento ou “um resumo dos dias”, onde se vislumbra “quase um final feliz”
“Notícias da Floresta”. Porquê este nome? Isso tem sido o que temos tido. Está tudo fechado em casa e as notícias que temos é daquilo que nos é próximo, de um ecossistema grande em que tudo é importante e tudo faz parte de um todo. A notícia está a crescer, a semente brotou, a flor abriu, hoje choveu. São notícias que não interessam a ninguém, no fundo, mas que vão acontecendo. Que obras podemos ver nesta exposição? Os papéis funcionam quase como um diário, que não é gráfico no seu formato típico de apontamento, mas acaba por ser um diário. É uma escolha de desenhos que fui fazendo desde que não fui para Macau, porque a ideia inicial era fazer a quarentena aí. Há um desenho base, que é a menina e o cão, e que é alterado. Mas as telas não, são um resumo dos dias, momentos. Nas telas acaba por haver um final em que já se está mais descontraído. Apareceu o sol. Há quase um final feliz. À semelhança de uma exposição que tem patente em Grândola, Portugal, também pintou muito o que estava à sua volta, ao invés de um tema em específico? Sim. O tema específico talvez seja aquilo que me rodeia. Não tenho uns óculos de mergulho em casa, não desenho à vista, nunca. Parte tudo muito do meu imaginário, que é feito daquilo que vou vivendo. Há obras da exposição de Grândola nesta mostra, ou pelo menos que transmitam uma mensagem semelhante? Sendo eu a mesma artista há um fundo que é sempre o mesmo. Tenho estado cada vez mais preocupada com a situação das
PINTORA E ARTISTA PLÁSTICA
mulheres na pintura. Talvez isso esteja mais assumido, mas não sei muito bem como. Porquê? É óbvio que as mulheres estão menos representadas em todas as áreas. Se perguntarmos, a alguém fora de Portugal, quantas mulheres pintoras conhece, de certeza que são muito poucas. Temos a Paula Rêgo, a Lurdes de Castro. E as mulheres vendem a sua arte mais barata do que os homens.
“Demora-se uma vida a ser meramente bom no que fazemos. Ter aspirações a fazer uma coisa perfeitinha é um trabalho.” Como é que através do seu trabalho chama a atenção para isso? Quando pinto não chamo a atenção. Eu faço mais citações ou mais declarações. Não digo “agora vou fazer uma mulher debaixo da mão de um homem”. Mas se calhar a falta de expressão, o ter sempre o mesmo olhar, um olhar apático e incrédulo. O ter sempre uma mulher ou menina que olha para ti. Os bichos podem ser machos, mas a figura principal é sempre uma mulher. Mas esta exposição em Macau tem uma grande mistura. A forma de pintar, o pincel, o gesto. Nos últimos tempos tenho vindo a juntar o que procurava fazer no meu trabalho de antigamente, junto a expressividade da pincelada mais oriental. Na minha cabeça é um bocadinho como a caligrafia, tenho vindo a fazer isso. Não sei se é muito evidente nesta exposição. Já fiz trabalhos para aí muito
dentro deste perceber que gosto de misturar os materiais daí com os de cá e fazer uma fusão entre a caligrafia e a pintura ocidental. Gosta de trabalhar com vários materiais, de ir experimentando? Gosto muito. Lá em cima [em casa] está tudo sujo, com óleos, e venho cá para baixo e posso desenhar. Depois tenho a garagem onde tenho a prensa, o material todo para fazer gravura. É perfeccionista, alguém que quando aprende uma coisa nova quer ir ao detalhe? Não. Nem pensar. Demora-se uma vida a ser meramente bom no que fazemos. Ter aspirações a fazer uma coisa perfeitinha é um trabalho. Na gravura sim. Não consegues fazer uma edição sem saber fazer aquilo na perfeição. Tudo vem de há muito tempo. O trabalho, aquilo que vou vendo e pensando, e lendo também, vai tudo para o trabalho. Desde há muito tempo que trabalho sozinha. Na gravura temos 90 por cento de trabalho e cinco por cento de criatividade. É um trabalho técnico e muito maior do que o criativo. Mas também gosto desse trabalho. Não gosto nada do trabalho esporádico, mas gosto do de continuidade. Os animais estão sempre muito presentes nas suas obras.
“Tenho estado cada vez mais preocupada com a situação das mulheres na pintura. Talvez isso esteja mais assumido, mas não sei muito bem como.”
[Na exposição de Grândola] há de facto muitos gansos, já os desenho há muito tempo. Se calhar tem a ver com a ida ao parque com os miúdos, não faço ideia. Mas na Gulbenkian eu fugia dos gansos. Em miúda lembro-me de ver um bando de gansos a fazer barulho, e eu adorava aquilo. Na minha cabeça tem a ver com uma antiguidade. [O meu trabalho é] o que acontece dentro de nós, à nossa volta, o que está em casa. E não interessa quando vou ver um concerto à Gulbenkian. Interessa-me todos os dias, se há pão ou não. E não é político o que estou a dizer. Há mesmo pão? O lado prático da questão, sem ideologia. Prático é uma expressão que eu não uso porque não sou nada prática. É desorganizada quando está a criar? Completamente. E quanto mais em pânico estou, e próxima de uma exposição fico, fica tudo um caos, como a minha cabeça. É preciso fazer e vai tudo à frente. Com os miúdos é: o que querem comer, tratem do assunto, tragam comida. Eles aturam… a Clara neste momento tem uma tela enorme que eu coloquei no quarto dela. Há três dias estava uma desorganização e eu não estava a gostar, aquilo não fazia sentido e queria aqueles quadros lá, mas… e sozinha à noite é que andei com os quadros de um lado para o outro. Eu sei o que está na minha cabeça mas se calhar não o sei dizer muito bem, se calhar por isso é que pinto. Fiz recentemente uma ilustração com base num livro que adorei, “O Plantador de Abóboras”, de Luís Cardoso. E acabou por ir para o seu trabalho. É dentro do meu mundo, completamente. O que ele escreve, para
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mim tem o mesmo tipo de encanto que tem a Marguerite Duras, no sentido de como eu me sinto a ler aquilo, embora não tenha nada a ver. O tipo de mundo em que tu entras… ele numa entrevista diz que as mulheres é que estão, vêem, estão presentes, preocupam-se. Diz que quem lhe contava as histórias era uma mulher, então cada vez que ele conta uma história é através dessa voz. Ele diz as coisas de uma forma muito bonita e consciente do modo de vida das mulheres. O que está na exposição [de Grândola] são ilustrações que foram usadas para esse livro e também outras que não foram usadas. Posso dizer que continuo a ter ali trabalho com os livros da Marguerite Duras que li em Macau, em 1996. Continuam ali, não sei onde, num cantinho. Que livros da autora a marcaram mais? Gostei de todos, só não consegui ler teatro. Não consegui fazer as vozes cá dentro, cansa-me muito.
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“Esta exposição em Macau tem uma grande mistura. A forma de pintar, o pincel, o gesto. Nos últimos tempos tenho vindo a juntar o que procurava fazer no meu trabalho de antigamente, junto a expressividade da pincelada mais oriental.” Mas “A Barragem contra o Pacífico”, que tenho andado a pensar que podia ler outra vez, porque há muito que não lia um livro que me encha as medidas, isto antes do livro de Luís Cardoso. Mas tenho aquele medo… vai lá ler “A Metamorfose”, de Kafka, agora. A mim não me apetece, não quero. Lês aos 14 ou 16 anos e faz sentido, mas aos 47? Deixa estar. E não queria isso com um dos
livros que mais gostei. Mas ando com vontade de ler mais autoras mulheres agora. Porquê? Quando cresci, o que é que eu lia? Kafka, Boris Vian, tudo homens. Foi algo espontâneo? Lia homens porque ia a uma livraria, quantas mulheres escritoras havia em 1980? Poucas, hoje há mais. Há de facto um lobby masculino. Mas e nas outras artes? Falou-se nos jornais de que temos uma maestrina portuguesa. A Joana Carneiro. Sim, mas é a única. Gosto muito de música. Tenho uma filha que me lê em voz alta enquanto eu trabalho, o que se pode querer mais? E um filho que treina escalas ao piano, adoro ouvir aquilo. Acho muito bonito. Trabalho muito com música. Estou a trabalhar num quadro que começa com uma música. Durante aquele tempo, e para azar de quem vive comigo pode ser um
“Aquilo que vou vendo e pensando, e lendo também, vai tudo para o trabalho.” mês, só se ouve aquilo. Se voltar daqui a três meses, posso ouvir a mesma música. É como se fosse um discurso musical que me põe naquele sítio a pintar aquilo. A Sylvia Plath tem um verso num poema que diz “I’m vertical but I would like be horizontal”, que penso que é a vontade de morrer dela. Mas aquela coisa entre o vertical e o horizontal, entre a vida e a morte, entre as nuvens e os papiros, ou entre lá em cima e o cá em baixo, o etéreo e o terra a terra… isto tem uma amplitude, para um lado e para o outro, muito grande. Se calhar por causa da doença ou de não sei o quê, e de a casa estar cheia, há a vontade de ir para o Alentejo, ter um sítio grande e arranjar paz.
É uma nova fase. Sim, um descanso. A vida toda até aos 40 andei um bocado à procura de quem era. E agora não sei, mas estou-me lixando. Sou eu e não quero saber o que os outros pensam, se está bem ou mal. É como eu gosto e quero. Isso é uma grande liberdade. Sente-se mais livre agora do que antes? Sim, muito mais. Não voltava aos meus 16 anos nem com o Euromilhões na mão. Não tem medo de envelhecer? Estou a ficar velha, é esquisito olhar-nos no espelho e ver estas rugas. Dois anos foi muito tempo, as preocupações. Eu emagreci quando todos engordaram na quarentena. Mas comi muitos bolos. Mas não voltava aos 25 nem aos 35 anos. Talvez voltasse aos 40. Andreia Sofia Silva
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ELEIÇÕES MAK SOI KUN FALTA A APRESENTAÇÃO DE COMISSÃO DE CANDIDATURA
Fim de ciclo à vista?
Eleições Cloee Chao apresentou comissão de candidatura
O deputado eleito pela lista mais votada em 2017 foi a ausência mais notada na apresentação da comissão de candidatura para o acto eleitoral de Setembro. A exclusão de Mak não foi confirmada, mas o presidente da Associação dos Conterrâneos de Jiangmen prometeu que a lista vai ter muitas “caras novas” o trânsito são assuntos que vamos seguir com atenção, bem como o envelhecimento da população, uma vez que Macau está a tornar-se numa sociedade envelhecida e é necessário cuidar dos idosos”, apontou Ian.
RÓMULO SANTOS
A
lista União de Macau-Guangdong, que em 2017 elegeu os deputados Mak Soi Kun e Zheng Anting, apresentou ontem a comissão de candidatura, com o apoio de 500 residentes, o máximo permitido por lei. No entanto, a entrega dos documentos com as 500 assinaturas ficou marcada pela ausência de Mak Soi Kun, deputado e cabeça de lista nas últimas eleições. Face à ausência do deputado, Ian Soi Kun, presidente da Associação dos Conterrâneos de Jiangmen, acompanhado por Zheng Anting, ficou encarregue de prestar declarações aos jornalistas. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, depois de entregar os documentos, Ian prometeu que a lista vencedora de 2017 vai apresentar muitas “caras novas” de vários sectores da sociedade. E será que na lista ainda há espaço para o vencedor das últimas eleições? Segundo Ian Soi Kun, a lista ainda está em aberto e só vai ser apresentada depois da comissão de candidatura ser validada. Ao HM, também o deputado Zheng Anting não quis confirmar se Mak Soi Kun vai abdicar de concorrer para fazer o quarto mandato na Assembleia Legislativa: “Não sei a razão de ele não ter comparecido. Talvez esteja ocupado com outros assuntos e por isso não tenha podido estar presente”, afirmou. Ian Soi Kun indicou ainda que a base de programa político está a ser preparada, mas que a habitação e a questão do trânsito são tidas como prioritárias. “A habitação e
“Não sei a razão de ele [Mak Soi Kun] não ter comparecido. Talvez esteja ocupado com outros assuntos e por isso não tenha podido estar presente.” ZHENG ANTING DEPUTADO DA LISTA UNIÃO DE MACAU-GUANGDONG
Ao mesmo tempo, o presidente da Associação dos Conterrâneos de Jiangmen sublinhou também que a integração na Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau e a questão da criação de mais empregos vão ser outros pontos importantes para a lista. Em 2017, a lista União de Macau-Guangdong foi a vencedora das eleições com 17.214 votos, mais 518 votos que a listas dos Operários de Macau. O resultado permitiu eleger os deputados Mak Soi Kun, deputado desde 2009, e Zheng Anting, eleito pela primeira vez em 2013. Nunu Wu e João Santos Filipe
Governo considera que nada pode fazer para travar a redução da área das casas vendidas no mercado privado. Em resposta a uma interpelação escrita do deputado Sulu Sou, a directora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, Chan Pou Ha, disse que
“os promotores imobiliários poderão, em consonância com as necessidades do mercado e em cumprimento da legislação em vigor nesta matéria, ajustar a área e o número de fogos habitacionais, pois tal trata-se de uma decisão comercial”. No que diz respeito à habitação pública, a responsá-
Educação Wong Kit Cheng preocupada com redução do número de turmas
Devido à diminuição da taxa de natalidade nos últimos anos, Wong Kit Cheng está preocupada com o impacto que a possível redução do número de turmas pode vir a ter no pessoal docente do ensino infantil no próximo ano lectivo. Através de uma interpelação escrita, a deputada quer saber que medidas vão ser tomadas pelo Governo para garantir a estabilidade dos professores e a coordenação entre pessoal docente e escolas para que estes possam ensinar noutro nível de ensino. Além disso, Wong Kit Cheng pergunta ainda se o Governo está focado na criação de políticas de ensino a longo prazo que correspondam às reais necessidades da sociedade ao nível da educação. Recorde-se que recentemente, o Director dos Serviços de Educação e Juventude (DSEDJ), Lou Pak Sang admitiu a extinção de 10 turmas do ensino infantil no próximo ano lectivo pelo facto de haver menos 500 alunos inscritos através do registo central nesse nível de ensino em relação ao ano passado.
Ensino Governo Central elogia desenvolvimento do mandarim
Mak Soi Kun
HABITAÇÃO PRIVADA DIMENSÃO DAS CASAS É “UMA DECISÃO COMERCIAL”
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A defensora dos direitos dos trabalhadores do jogo Cloee Chao apresentou na semana passada a comissão de candidatura para concorrer às eleições. A comissão tem como nome Novos Jogos de Macau e a também presidente da Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo prometeu não desistir: “Mesmo que tenhamos de enfrentar muitas dificuldades, não vamos desistir. Nós acreditamos que o direito de escolher tem de estar nas nossas mãos”, escreveu Cloee Chao, num poste da rede social Facebook. As palavras da activista contrastam com as acções da Associação Power of the Macau Gaming, liderada por Stephen Lao, também virada para os trabalhadores do jogo, que apesar de ter visto a sua comissão de candidatura aprovada, que tinha como nome Novas Forças dos Trabalhadores das Empresas do Jogo, acabou por desistir. Em 2017, Cloee Chao concorreu como cabeça da Lista de Frente dos Trabalhadores de Casinos e obteve 3.126 votos.
vel lembrou que o Governo “tem vindo a responder às necessidades de habitação dos residentes das diferentes categorias de rendimentos através da construção de habitações sociais, económicas, para a classe sanduíche, idosos e ainda de habitação privada”. Chan Pou Ha frisou também que, relati-
vamente “à forma e critérios de divulgação do número de fracções habitacionais, é fundamental que os dados sejam claros e que a informação seja de fácil compreensão pela população”. Na sua interpelação, o deputado disse temer que se verifique em Macau o que já acontece em Hong
Kong, onde os apartamentos são divididos em “nano fracções” ou “fracções-divisórias de luxo”. “É uma situação que não queremos. Com o crescimento das fracções T0 as áreas são cada vez mais pequenas e a qualidade da habitabilidade agrava-se”, rematou.
Um desempenho significativo no ensino do mandarim depois da transição de 1999, sob o princípio Um País, Dois Sistemas. Foi desta forma que o relatório publicado pelo Departamento de Educação da China sobre a situação das línguas faladas na Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau avaliou o desenvolvimento da língua em Macau. O relatório apontou ainda que a Grande Baía deve reforçar o planeamento dos quadros qualificados nas línguas, com Hong Kong a desempenhar um papel no desenvolvimento da língua inglesa, e Macau a assumir o mesmo papel em relação ao português.
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ELO segundo ano consecutivo a zona do Leal Senado não irá receber a vigília do 4 de Junho em memória das vítimas dos acontecimentos de Tiananmen. Isto porque o Tribunal de Última Instância (TUI) rejeitou o recurso apresentado pelo deputado Au Kam San, em nome da União de Macau para o Desenvolvimento da Democracia (UMDD), que pedia a anulação da decisão do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), de 25 de Maio, que proibiu a realização da vigília. Segundo o acórdão, em causa estão as expressões usadas em cartazes e que constituem “um planeado e deliberado ataque e insulto a autoridades, entidades e instituições do Governo Central da República Popular da China (RPC)”. Considera o TUI que “o recurso a expressões como ‘terror’, ‘massacre’ e ‘matança’ (e outras), que pela sua própria natureza e sentido implicam, (no mínimo), a causa da morte de um grande número de pessoas com ‘crueldade e desprezo’ e com ‘intenção do seu extermínio’” e que fazem recordar “episódios negros da história da Humanidade’, (como os ocorridos em Nanjing e Auschwitz) – são, sem dúvida,
4 DE JUNHO TUI NEGA RECURSO SOBRE REALIZAÇÃO DE VIGÍLIA NO LEAL SENADO
Problemas de expressão TIAGO ALCÂNTARA
O Tribunal de Última Instância rejeitou o recurso apresentado pela União de Macau para o Desenvolvimento da Democracia, alegando que a vigília constitui “um planeado e deliberado ataque e insulto a autoridades, entidades e instituições” de Pequim. Associação irá realizar vigília online
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inadmissíveis em qualquer espécie de evento público”. O uso destas expressões “com o claro propósito de incitar, incendiar e instigar à pública ‘oposição’, ‘combate’, ‘derrube’ e (à própria) ‘extinção' das referidas Autoridades e Instituições, constitui, igualmente, uma conduta que ultrapassa o aceitável, não sendo de tolerar” o instituído na Constituição chinesa. Os juízes entenderam também que este exercício do direito de reunião e manifestação “pode ‘colidir’ com o exercício de outros direitos”, podendo estar em causa um “excesso” e uma “clara e directa ‘ofensa à honra e consideração’ do seu destinatário”. “Invocar-se o direito – fundamental – à “reunião e manifestação” para cobertura (e palco) de um planeado e deliberado ataque e insulto a Autoridades, Entidades e Instituições do Governo Central da RPC, violando-se, grosseiramente, a honra, dignidade, respeito e consideração que lhes é devido, é, como se mostra óbvio, claramente inadmissível e
de necessário repúdio”, acrescenta ainda o TUI. De frisar que José DiasAzedo fez uma declaração de voto apontando que “se podia avançar para uma solução no sentido de se permitir a pretendida ‘reunião/manifestação’ desde que expurgada de todos os seus ‘elementos abusivos e ofensivos’”. O CPSP entendeu, no despacho, que esta acção estaria “ferida de ilegalidade” e que seria “incompatível” com a lei de prevenção, controlo e tratamento de doenças transmissíveis, devido à pandemia.
Online avança
Au Kam San anunciou ontem a realização da vigília online às 20h
do dia 4 de Junho num apartamento na zona da Praia Grande. O público poderá assistir ao evento no Facebook da UDDM e do gabinete dos deputados Au Kam San e Ng Kuok Cheong. O responsável disse temer não conseguir proteger os participantes. “Se a polícia acusar alguém de violar a lei, isso não tem custos, mas os participantes pagam um preço alto para provar a sua inocência. Achamos que não é apropriado os residentes arriscarem." Foi feito um apelo para que a população “recorde [Tiananmen] de forma apropriada”. “Há pessoas que sugeriram vestir roupas pretas, ou colocar velas brancas em casa.
Segundo o acórdão, em causa estão as expressões usadas em cartazes e que constituem “um planeado e deliberado ataque e insulto a autoridades, entidades e instituições do Governo Central da República Popular da China”
Os pais podem procurar informações e partilhá-las com os filhos. Isso é educação cívica”, explicou. Au Kam San lembrou que, nos anos anteriores, a realização da vigília nunca constituiu uma ilegalidade e que não iria haver cartazes com as expressões referidas pelo CPSP e no acórdão do TUI. “Normalmente usamos slogans como ‘Reabilitação do movimento democrático de 1989’ e ‘Desenvolver a China democrática’”, frisou. O Governo disse que a decisão do TUI “vem confirmar que a reunião em causa viola artigos da Constituição, da Lei Básica e do Código Penal”. "O Governo da RAEM apela ao promotor em causa para dar cumprimento à decisão do TUI”, esperando que “a população reconheça a ilegalidade da actividade e o perigo que pode constituir à segurança nacional”. Andreia Sofia Silva e Nunu Wu
FEDERAÇÃO DE JUVENTUDE VIGÍLIA RESULTA DE INFLUÊNCIAS ESTRANGEIRAS
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vice-presidente da Federação de Juventude de Macau, Wong Ka Lon, afirmou ao jornal Ou Mun que a vigília do 4 de Junho em Macau foi o resultado de “incursões caprichosas” no território por parte de forças anti-China.
Durante a última semana, o jornal Ou Mun publicou consecutivamente várias opiniões contra qualquer menção a Tiananmen e ontem foi a vez de Wong Ka Lon, como representante da associação, ser ouvido. A Federação de Juventude de Macau tem
como principal membro Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde de Macau. Wong Ka Lon defendeu também que qualquer manifestação deste grupo deve ser proibida no futuro e que o relato dos acontecimentos de Tiananmen ultrapassa as
linhas vermelhas do país e que apenas são organizadas como forma de testar o Governo Central e da RAEM. Wong Ka Lon deixou também o alerta de que existem forças estrangeiras em Macau e que as pessoas envolvidas na organização da vigília
são agentes dessas forças. O vice-presidente da Federação de Juventude de Macau pediu também para que a Lei de Segurança Nacional seja utilizada para punir os envolvidos na organização, ou seja os deputados Ng Kuok Cheong e Au Kam San.
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Notificação n.º 003/NOEP/DJN/2021 (Aviso de acusações) Considerando que não se revela possível notificar os infractores, por ofício ou outras formas, para efeitos de acusação a respeito dos respectivos processos administrativos, nos termos dos artigos 36.º e 53.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos (designado adiante por RGEP), aprovado pelo Regulamento Administrativo n.º 28/2004, notifico, pela presente, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, os seguintes infractores indicados nos anexos, dos conteúdos das respectivas acusações, para que o Instituto possa tomar uma decisão final, em relação aos processos de autuação actualmente em curso: Verificou-se que os infractores indicados nas tabelas I a XI praticaram os factos ilícitos: O infractor constante da Tabela I praticou o acto de “pesca em locais não autorizados ou prática de acto ilegal de qualquer actividade aquática”, o que constitui a infracção administrativa prevista na alínea 2) do n.º 4 do artigo 7.º do RGEP e no n.º 3 do artigo 1.º do Catálogo das Infracções aprovado pelo Despacho do Chefe de Executivo n.º 106/2005 e, de acordo com a lei, é sancionado com uma multa no valor de trezentas patacas (MOP 300,00); Os infractores constantes da Tabela II praticaram os actos de “despejar, derramar ou deixar correr líquidos poluentes, nomeadamente águas poluídas, tintas ou óleos em espaços públicos”, o que constitui a infracção administrativa prevista na alínea 1) do n.º 1 do artigo 14.º do RGEP e no n.º 3 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções e, de acordo com a lei, são sancionados, respectivamente, com uma multa no valor de seiscentas patacas (MOP 600,00); O infractor constante da Tabela III praticou o acto de “fazer lançamento de águas residuais ou outros líquidos poluentes nos sistemas de drenagens de águas pluviais que contrarie as normas e regras técnicas aplicáveis”, o que constitui a infracção administrativa prevista na alínea 3) do n.º 1 do artigo 14.º do RGEP e no n.º 4 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções e, de acordo com a lei, é sancionado com uma multa no valor de seiscentas patacas (MOP 600,00); Os infractores constantes da Tabela IV praticaram os actos de “não cumprir as recomendações técnicas para evitar a queda de pingos de água provenientes de aparelho de ar condicionado, após o decurso do prazo fixado pelo IAM”, o que constitui a infracção administrativa prevista na alínea 1) do n.º 1 do artigo 14.º do RGEP e no n.º 6 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções e, de acordo com a lei, são sancionados, respectivamente, com uma multa no valor de seiscentas patacas (MOP 600,00); Os infractores constantes da Tabela V praticaram os actos de “abandonar nos espaços públicos quaisquer resíduos sólidos fora dos locais e recipientes especificamente destinados à sua deposição”, o que constitui a infracção administrativa prevista no n.º 1 do artigo 13.º do RGEP e no n.º 7 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções e, de acordo com a lei, são sancionados, respectivamente, com uma multa no valor de seiscentas patacas (MOP 600,00); A infractora constante da Tabela VI praticou o acto de “lançar ou soltar líquidos pelas janelas ou varandas”, o que constitui a infracção administrativa prevista na alínea 1) do n.º 1 do artigo 14.º do RGEP e no n.º 8 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções e, de acordo com a lei, é sancionada com uma multa no valor de seiscentas patacas (MOP 600,00); O infractor constante da Tabela VII praticou o acto de “cuspir escarro ou lançar muco nasal para qualquer superfície do espaço público, de instalações públicas ou de equipamento público”, o que constitui a infracção administrativa prevista na alínea 1) do n.º 1 do artigo 2.º do RGEP e no n.º 13 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções e, de acordo com a lei, é sancionado com uma multa no valor de seiscentas patacas (MOP 600,00); O infractor constante da Tabela VIII praticou o acto de “manter no passeio ou na via pública contentores ou outros recipientes de resíduos sólidos que devem ser diariamente recolhidos”, o que constitui a infracção administrativa prevista no n.º 5 do artigo 12.º do RGEP e no n.º 16 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções e, de acordo com a lei, é sancionado com uma multa no valor de seiscentas patacas (MOP 600,00); Os infractores constantes da Tabela IX praticaram os actos de “colocar ou abandonar no espaço público quaisquer materiais ou objectos”, o que constitui a infracção administrativa prevista no n.º 1 do artigo 4.º do RGEP e no n.º 23 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções e, de acordo com a lei, são sancionados, respectivamente, com uma multa no valor de seiscentas patacas (MOP 600,00); O infractor constante da Tabela X praticou o acto de “não remoção dos materiais publicitários no prazo fixado pelo IAM”, o que constitui a infracção administrativa prevista na alínea 1) do n.º 2 do artigo 33.º do RGEP e no n.º 6 do artigo 3.º do Catálogo das Infracções e, de acordo com a lei, é sancionado com uma multa que será fixada entre setecentas patacas (MOP 700,00) e cinco mil patacas (MOP 5.000,00) e até ao limite máximo de duas mil e quinhentas patacas (MOP 2.500,00) sempre que se não trate de pessoa colectiva; se o infractor for reincidente, os limites mínimo e máximo da multa aplicável são elevados para o dobro; Os infractores constantes da Tabela XI praticaram os actos de “manter ou explorar situação, actividade, obra ou evento sem a autorização ou a licença exigidas nos termos do RGEP”, o que constitui a infracção administrativa prevista no artigo 19.º do RGEP e no n.º 8 do artigo 3.º do Catálogo das Infracções e, de acordo com a lei, são sancionados, respectivamente, com uma multa que será fixada entre setecentas patacas (MOP 700,00) e cinco mil patacas (MOP 5.000,00) e até ao limite máximo de duas mil e quinhentas patacas (MOP 2.500,00) sempre que se não trate de pessoa colectiva; para cada infractor reincidente, os limites mínimo e máximo da respectiva multa aplicável são elevados para o dobro. Pelos factos ilícitos mencionados acima, que constam dos autos de notícia ou das informações fornecidas pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública, nos termos dos artigos 42.º e 52.º do RGEP, este Instituto elaborou as acusações contra os infractores indicados nas tabelas seguintes. Tabela I Infractor 梁鉅新
Tipo e N.º do documento de identificação Bilhete de Identidade de Residente de Macau 7395***(*)
N.º do auto de notícia A020706/2020
N.º da acusação 2-02461WB/2020
Tabela III Infractor
Tipo e N.º do documento de identificação
N.º do auto de notícia
N.º da acusação
Data e lugar da infracção
呂劍彬 LU JIANBIN
Bilhete de Identidade de Residente de Macau1370***(*)
A0004369/2019
2-03002WB/2020
16/10/2019 Rua da Águia, n.º 22, Macau
Tabela IV Infractor
Tipo e N.º do documento de identificação
N.º do auto de notícia
譚遠良 TAM UN LEONG
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 5072***(*)
1-000211TV/2020
16/09/2020 2-00097WB/2021 Em frente ao n.º 4-A da Rua Nova à Guia, Macau
WONG KIN FAI
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 7364***(*)
1-000033TO/2020
03/06/2020 2-01458WB/2020 Em frente ao n.º 16 do Pátio de Lourenço Marques, Macau
容少文 IONG SIO MAN
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 7380***(*)
1-000051TM/2020 2-01469WB/2020
譚展鴻 TAM CHIN HONG
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 1354***(*)
1-000036TD/2020
28/05/2020 2-01471WB/2020 Ao lado da Estrada Marginal da Areia Preta, n.º 388, Macau
劉艷學 LAO IM HOK
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 7434***(*)
1-000035TO/2020
03/06/2020 2-01459WB/2020 Em frente ao n.º 16 do Pátio de Lourenço Marques, Macau
Tipo e N.º do documento de identificação
N.º do auto de notícia
N.º da acusação
Data e lugar da infracção
黎海彬
Bilhete de Identidade de Trabalhador Não-Residente 2431****
---
2-000297TW/2020
11/05/2020 Em frente ao n.º 115 da Praceta da Serenidade, Macau
阎冰 YAN BING
Passaporte da República Popular da China EH446****
A0027401/2019
2-00556WB/2021
10/10/2019 Rua Cidade de Santarém, próximo do L’Arc Hotel, Macau
何杰 HE JIE
Passaporte da República Popular da China E3139****
A011609/2019
06/06/2019 2-00607WB/2021 Praça de D. Afonso Henriques, próximo do Kam Pek Paradise Casino, Macau
張宜森 CHEONG I SAM
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 1325***(*)
1-000099TU/2020
2-02513WB/2020
28/07/2020 Ao lado do depósito de lixo da Rua do Canal das Hortas, Macau
王磊 WANG LEI
Salvo-conduto da República Popular da China para deslocação a Hong Kong e Macau CC256****
1-000006TO/2020
2-01818WB/2020
22/01/2020 Largo da Companhia de Jesus, Macau
Tabela VI Infractor
Tipo e N.º do documento de identificação
LO IOK MUI
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 7347***(*)
Tipo e N.º do documento de identificação
YUEN KA SANG (OU) IUN KA SANG
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 1478***(*)
26/05/2020 1-000069UK/2020 2-01423WB/2020 Em frente ao n.º 27 da Rua de Tomé Pires, Macau
高麗珍 KOU LAI CHAN
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 7339***(*)
1-000052TX/2020
2-01893WB/2020
N.º do auto de notícia
N.º da acusação
1-000044TM/2020 2-01157WB/2020
Data e lugar da infracção 01/05/2020 Em frente ao n.º 83E da Estrada do Repouso, Macau
Tabela VII
Infractor
N.º da acusação
04/06/2020 Rua Três da Cidade Nova de T’oi Sán, Macau
Infractor
Tabela II N.º do auto de notícia
Data e lugar da infracção
Tabela V
Data e lugar da infracção 08/07/2020 Avenida da República, n.º 18, Macau
N.º da acusação
Data e lugar da infracção
01/07/2020 Em frente ao n.º 26 da Rua de S. Roque, Macau
Infractor
Tipo e N.º do documento de identificação
羅任根 LUO RENGEN
Salvo-conduto da República Popular da China para deslocação a Hong Kong e Macau CA870****
www. iam.gov.mo
N.º do auto de notícia
N.º da acusação
Data e lugar da infracção
10/01/2021 1-000005UN/2021 2-00613WB/2021 Em frente ao n.º 32 da Rua Três do Bairro Vá Tai, Macau
sexta-feira 4.6.2021
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Tabela VIII
Salvo-conduto da República Popular da China para 1-000013UI/2021 deslocação a Hong Kong e Macau C5801****
2-00644WB/2021
25/01/2021 Em frente ao n.º 22 da Avenida Sir Anders Ljungstedt, Macau 03/11/2020 Em frente ao n.º 13 da Rua do Rebanho, Macau
Infractor
Tipo e N.º do documento de identificação
N.º do auto de notícia
N.º da acusação
Data e lugar da infracção
馮奕飞 FENG YIFEI
鄭飛達 CHEANG FEI TAT
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 5170***(*)
1-000011TS/2020
2-01020WB/2020
23/03/2020 Em frente ao n.º 122 da Avenida de Ip Heng, Taipa
高玉萍 KOU IOK PENG
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 1282***(*)
1-000010UM/2020
2-02856WB/2020
王長 新 WONG CHEONG SAN
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 7432***(*)
1-000156TZ/2020
01/11/2020 2-02853WB/2020 Em frente ao n.º 39 da Travessa da Corda, Macau
Tabela IX Infractor
Tipo e N.º do documento de identificação
N.º do auto de notícia
羅先懶 LO SIN LAN
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 1218***(*)
AA002035/2020
2-02383WB/2020
09/09/2020 Rua de Nam Keng, n.º 571, Taipa
張成
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 7243***(*)
A024463/2020
2-02462WB/2020
10/07/2020 Avenida Olímpica, n.º 568, Taipa
李寶然
Bilhete de Identidade de Residente de Macau5079***(*)
張成
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 7243***(*)
A024478/2020
2-02876WB/2020
30/09/2020 Avenida Olímpica, n.º 568, Taipa
許建好★ HOI KIN HOU
冼偉生
N.º de contribuinte 0120****
1-000097TF/2020
2-01835WB/2020
19/06/2020 Rua do Rebanho, n.º 19, Macau
N.º da acusação
Data e lugar da infracção
17/11/2020 Em frente ao n.º 490 da Rua Cidade de Santarém, Macau
A010179/2020
2-01072WB/2020
02/04/2020 Rua de Luís Gonzaga Gomes, Macau
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 7432***(*)
1-000025TO/2020
2-01525WB/2020
25/05/2020 Em frente ao n.º 8 da Beco do Cavalo, Macau
庄志峰 ZHUANG ZHIFENG
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 1503***(*)
1-000027TQ/2020
2-01527WB/2020
25/05/2020 Ao lado da Avenida do Ouvidor Arriaga, n.º 23, Macau
尹裕峰★ WAN U FONG
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 5203***(*)
1-000089TW/2020
2-02459WB/2020
14/07/2020 Em frente ao n.º 10 da Rua Leste do Mercado Almirante Lacerda, Macau
蕭鍚加★ SIO SEK KA
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 7417***(*)
---
A005901/2020
27/06/2020 No lado oposto ao n.º 22A da Rua do Capão, Macau
黎明 LAI MENG
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 1510***(*)
1-000154TZ/2020
2-00058WB/2021
31/10/2020 No lado oposto ao n.º 392 da Avenida do Governador Jaime Silvério Marques, Macau
Salvo-conduto da República Popular da China para 1-000022UB/2021 deslocação a Hong Kong e Macau CC549****
2-00568WB/2021
10/03/2021 Em frente ao n.º 187 da Rua de Paris, Macau
Tabela X Infractor
Tipo e N.º do documento de identificação
鄭健俊 CHEANG KIN CHON
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 5144***(*)
N.º do auto de notícia A006491/2019
N.º da acusação
Data e lugar da infracção
2-00172WB/2020
18/12/2019 Avenida 1º de Maio, n.º 39, Edifício Jardim Kong Fok On, r/c, CW, Macau
Tabela XI Infractor 李雪蘭 LI XUELAN 彭澤 PANG CHAT
Tipo e N.º do documento de identificação
N.º do auto de notícia
Bilhete de Identidade de Trabalhador Não-Residente 1-000075UN/2020 2478**** Bilhete de Identidade de Residente de Macau 5060***(*)
1-000009UM/2020
N.º da acusação
Data e lugar da infracção
2-02555WB/2020
22/06/2020 Em frente ao n.º 372 da Rua de Nam Keng, Macau
03/11/2020 2-02709WB/2020 Ao lado da Rua de Manuel de Arriaga, n.º 32A, Macau
鄺彬鵬 KUANG BINPENG
Bilhete de Identidade de Trabalhador Não-Residente 1-000133UN/2020 2357****
2-02918WB/2020
09/10/2020 Ao lado da Rua de Nam Keng, n.º 73, Macau
吳津杰 WU JINJIE
Bilhete de Identidade de Trabalhador Não-Residente 1-000098RY/2019 2182****
2-02661WB/2019
10/06/2019 Em frente ao n.º 121A da Estrada de Coelho do Amaral, Macau
陳志彬 CHAN CHI PAN
Bilhete de Identidade de Residente de Macau 1536***(*)
1-000085TP/2020
14/07/2020 2-01750WB/2020 Em frente ao n.º 11 da Rua Três do Bairro Vá Tai, Macau
Bilhete de Identidade de 戴文新 Trabalhador Não-Residente 1-000117TP/2020 DAI WENXIN 2148****
2-02924WB/2020
10/09/2020 Em frente ao n.º 444 da Avenida Dr. Sun Yat Sen, Taipa
Bilhete de Identidade de 區增初 Trabalhador Não-Residente 1-000050UB/2020 OU ZENGCHU 2340****
2-00147WB/2021
23/10/2020 Ao lado da Rua de Viseu, n.º 240, Taipa
2-01929WB/2020
06/07/2020 Em frente ao n.º 13 da Rua do Rebanho, Macau
高玉萍 KOU IOK PENG 曾國深 ★ CHANG KUOK SAM
Bilhete de Identidade de Residente de Macau
1-000007US/2020
1282***(*) Bilhete de Identidade de Residente de Macau 7308***(*)
1-000090TO/2020
Salvo-conduto da República Popular da China para 1-000060UB/2020 deslocação a Hong Kong e Macau CB620****
2-02879WB/2020
黃东波 HUANG DONGBO
许志鴻 XU ZHIHONG
O infractor é reincidente
★
Nos termos do n.º 2 do artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, de 4 de Outubro, os infractores não residentes indicados nas tabelas I a XI deverão prestar uma caução de montante igual ao do valor mínimo da multa aplicável, dentro do prazo de 10 dias, a partir da data seguinte à da publicação da presente notificação, no Núcleo Operativo do IAM para a Execução do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, sito na Rua do Dr. Soares, n.º 6, Edifício Soares (Casa Amarela), Macau, sem prejuízo da aplicação dos n.os 3 ou 4 do artigo 18.º do mesmo Decreto-Lei, excepto os infractores que efectuaram a liquidação de todo o valor de uma vez ou requereram, de imediato, o pagamento da multa em prestações. De acordo com o artigo 53.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, os infractores mencionados poderão, dentro do prazo de 10 dias, a partir da data seguinte à da publicação da presente notificação, deslocar-se ao Núcleo Operativo do IAM para a Execução do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, ou contestar por escrito a acusação (na contestação podem apresentar todas as provas admitidas pela legislação vigente), ou requerer o pagamento da multa em prestações ou a vinculação ao regime de prestação de serviço cívico. Findo o prazo referido, caso algum infractor não efectue voluntariamente o pagamento da multa, nem apresente contestação ou requeira qualquer pedido mencionado, de acordo com a lei, este Instituto, segundo factos ilícitos provados e circunstanciais, promoverá, oficiosamente, as diligências necessárias ao apuramento da situação económica do infractor e tomará decisão sancionatória definitiva. Caso os interessados ou quaisquer pessoas particulares provem ter interesse legítimo em conhecer os elementos e pretendam consultar mais em pormenor as informações ou os processos, poderão, durante o horário normal de expediente, dirigir-se ao Núcleo Operativo do IAM para a Execução do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, sito na Rua do Dr. Soares, n.º 6, Edifício Soares (Casa Amarela), Macau. Aos 24 de Maio de 2021
29/09/2020 2-02515WB/2020 Em frente ao n.º 29D da Rua da Emenda, Macau
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O Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais José Tavares
8 sociedade
Cinco investigadores do Instituto Politécnico de Macau e da Universidade de Bolonha recorreram à inteligência artificial para analisar a precisão de quatro modelos de dados com o objectivo de prever o contágio de covid-19 através de análises ao sangue. Um deles atingiu bons resultados em todas as variáveis estudadas
4.6.2021 sexta-feira
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COVID-19 IPM ESTUDA PREVISÃO DE INFECÇÕES COM BASE EM ANÁLISES AO SANGUE
Com uma ajuda da IA
da covid-19 e conceber novos modelos de previsão”, apontam os autores. Actualmente, há duas formas de testar a infecção por covid-19, através da análise ao sangue e do teste de ácido nucleico. Este “é de momento o mais usado dada a sua simplicidade”, mas “a percentagem de falsos negativos atinge os 20 por cento”. Os investigadores defendem que “a performance da análise ao sangue em termos de falsos positivos e negativos, por comparação ao teste de ácido nucleico, é muito menor”.
Os investigadores defendem que “a performance da análise ao sangue em termos de falsos positivos e negativos, por comparação ao teste de ácido nucleico, é muito menor”
A
possibilidade de prever contágios de covid-19 através de uma simples análise ao sangue, com recurso à inteligência artificial, foi o foco do estudo desenvolvido por quatro investigadores do Instituto Politécnico de Macau (IPM), Ziyue Yu, Lihua He, Wuman Luo e Rita Tse, e da investigadora Giovanni Pau da Universidade de Bolonha e departamento de ciências computacionais de Los Angeles. Na tese de doutoramento intitulada “Deep Learning for COVID-19 Prediction based on Blood Test” é feita uma análise a quatro modelos híbridos de Deep Learning, aplicados depois a 18 dados de análises sanguíneas do Israelta Albert Einstein Hospital, no Brasil. Este trabalho foi feito, em parte, com recurso ao sistema Big Data Driven Intelligent Computing do IPM. Foram analisados quatro modelos de Deep Learning, CNN+GRU,
CNN+Bi-RNN, CNN+Bi-LSTM e CNN+Bi-GRU, aplicados depois aos dados das análises ao sangue. Os investigadores compararam depois os modelos segundo a sua precisão, recolha e pontuação, entre outros, sendo que “os resultados experimentais mostram que o modelo CNN+Bi-GRU atinge a melhor performance em todas as cinco métricas”. Os investigadores assumem que este estudo visa “aliviar o
Iao Hon Idosa de 90 anos atropelada por táxi
Uma idosa de 90 anos foi ontem atingida por um táxi enquanto atravessava uma passadeira na Avenida da Amizade, no bairro do Iao Hon. De acordo com informações do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), divulgadas pelo jornal Ou Mun, o acidente terá ocorrido por volta das 15h00, tendo a mulher sido transportada de seguida para o hospital e apresentando ferimentos ligeiros no joelho direito. Segundo a mesma fonte, a mulher nunca perdeu a consciência. Recorde-se que no dia anterior, também no bairro do Iao Hon, duas crianças foram atropeladas por um autocarro, no cruzamento entre a Rua da Serenidade e a Rua do Tribuna, apresentando igualmente ferimentos ligeiros. De acordo com dados da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), em 2020, foram registados, no total, 409 acidentes rodoviários com culpa atribuída às companhias de autocarros (Transmac e TCM).
pessoal de saúde do trabalho duro de testagem” e “acelerar” esse mesmo processo. “Até agora a inteligência artificial tem vindo a tornar-se muito importante ao nível do diagnóstico médico. No entanto, a investigação ao nível da previsão da covid-19 com base no sistema de Deep Learning está ainda numa fase preliminar”. De frisar que o sistema de Deep Learning permite configurar parâmetros sobre dados
e treinar o computador para fazer sozinho a sua leitura e reconhecimento.
Apoio precioso
Na tese pode ler-se que “o modelo CNN+Bi-GRU irá ser um método efectivo para o diagnóstico da covid-19 com base numa análise de sangue”. “No futuro, vamos continuar a explorar modelos de Deep Learning para a previsão
Restauração Proprietários apelam à vacinação
O presidente da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, Chan Chak Mo, apelou aos funcionários dos restaurantes que sejam vacinados. O também deputado pediu igualmente aos proprietários que promovam programas de incentivo à vacinação, com férias pagas e cupões de refeições. Chan considerou que é importante vacinar os trabalhadores do sector da restauração, porque entre 40 a 50 por cento dos empregados vivem no Interior e atravessam diariamente a fronteira. Numa altura em que a província de Cantão viu um ressurgimento do número de casos, o presidente da associação está preocupado com a possibilidade de serem trazidos casos para Macau. Segundo os relatos da imprensa em chinesa, Chan Chak Mo não afastou a possibilidade dos proprietários dos restaurantes se juntarem para, em cooperação com os Serviços de Saúde de Macau, organizar um local de vacinação.
Numa publicação nas redes sociais, o IPM comentou que esta investigação representa “uma ajuda altamente efectiva e precisa na previsão da infecção da covid-19”, além de constituir “um valor prático e académico significativo que pode ser aplicado de forma abrangente na prevenção e cura desta pandemia global”. Este estudo foi distinguido na 6.ª Conferência Internacional da Internet das coisas e Segurança de Dados, em Abril, além de ter recebido um outro prémio atribuído pelo Instituto de Sistemas e Tecnologias da Informação, Controlo e Comunicação, uma associação sem fins lucrativos sediada em Lisboa. Andreia Sofia Silva
Xangai Semana de Macau começou Teve ontem início a Semana de Macau em Xangai, com o objectivo de mostrar as ofertas turísticas do território e dar a conhecer a potenciais turistas e operadores “a imagem de Macau enquanto cidade saudável, segura e apropriada para visitar”. Entre hoje e 17 de Junho será divulgada a gastronomia do território através da actividade "Semana de Macau em Xangai - Promoção de Gastronomia Sabores de Macau”, onde serão dados a conhecer 12 pratos macaenses e portugueses. Os menus foram concebidos pelos chefes Tiago Reis e Lou Kam Meng. Relativamente à promoção de Macau serão expostos stands como a “Zona de Visão Geral e Eventos Turísticos de Macau” ou a “Zona do Património Mundial de Macau e do Património Cultural Intangível”, entre outros.
sexta-feira 4.6.2021
O
INUNDAÇÕES CHUVA INTENSA FAZ ESTRAGOS NA UNIVERSIDADE DE MACAU
As casas de papel
Durante as chuvas intensas da passada terça-feira, começou a cair água do tecto e houve inundações, pelo menos, num dos parques de estacionamento e na cafetaria do Colégio Cheng Yu Tung da Universidade de Macau. Ao HM a UM confirmou a ocorrência de “alguns casos esporádicos” que, no entanto, não causaram “danos sérios” aos edifícios
que tal se deve à fraca qualidade de construção. “Penso que uma das razões pelas quais estas situações lamentáveis acontecem está, principalmente, ligada aos materiais de construção. Na minha opinião, a UM devia dar mais atenção à qualidade da construção pois, de outra forma, este tipo de casos irá acontecer mais vezes e a situação não melhora”, apontou. O HM contactou a UM para comentar o sucedido e confirmar as ocorrências, nomeadamente quais as razões que explicam os incidentes reportados, tendo em conta o facto de todas as estruturas do actual campus da UM serem relativamente recentes. Na resposta, a UM confirma a ocorrência de alguns “casos esporádicos”, que não causaram danos sérios.
“Quando abri a porta para o interior da cafetaria, vi logo que estava a cair água do tecto e que alguns electrodomésticos estavam molhados.” ESTUDANTE DA UM
Recorde-se que o novo Campus da Universidade de Macau foi inaugurado em 2014, tendo recebido no mesmo ano a visita do Presidente Xi Jingping. O ano lectivo 2014/2015 foi o primeiro em que as novas
TIAGO ALCÂNTARA
interior de algumas instalações do campus da Universidade de Macau (UM), inaugurado em 2014, foi afectado pela intempérie registada na passada terça-feira que provocou inundações, estragos e apreensão um pouco por toda cidade. Contactado pelo HM, um aluno da UM partilhou que o parque de estacionamento localizado junto ao edifício central (E3-E7) da universidade começou a ser inundado por água durante a chuva intensa que se fez sentir. O estudante apercebeu-se da situação, ao receber uma notificação da empresa de segurança, a aconselhá-lo a remover o seu motociclo do parque porque estava a começar a ficar molhado devido à água que estava a cair dentro da estrutura. Além disso, no momento em que se preparava para ir beber café, o estudante, que optou por não se identificar, encontrou o chão da cafetaria do Colégio Cheng Yu totalmente inundado, havendo, inclusivamente, água a cair do tecto. Através de vídeos partilhados com o HM foi ainda possível observar que, para atenuar o efeito da chuva que estava a cair também dentro de portas, foram espalhados baldes e panelas pelo espaço e, dentro do possível, as instalações eléctricas colocadas a salvo. Como resultado, os electrodomésticos ficaram molhados e foram necessárias várias horas para que o espaço pudesse voltar a estar em condições de ser usado. Quando decidi ir fazer café reparei que o chão estava inundado devido à chuva. Ao início, pensei que era porque a janela não estava fechada, mas não. Quando abri a porta para o interior da cafetaria, vi logo que estava a cair água do tecto e que alguns electrodomésticos estavam molhados”, partilhou. O estudante referiu, contudo, que o dormitório onde vive não foi afectado pela chuva, desconhecendo se outros alunos foram forçados a sair dos seus quartos devido à intempérie.
sociedade 9
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instalações abriram para receber estudantes.
Muito permeável
O estudante conta ainda que a situação foi semelhante à ocorrida durante a passagem do tufão Mangkhut em Se-
tembro de 2018, altura em que os andares superiores do Colégio Cheng Yu ficaram também inundados e começou a cair água do tecto. “Demorou muito tempo a limpar tudo e a tirar a água do chão”, recorda.
Quando questionado sobre o que estará por trás do facto de, apesar de recentes, várias instalações da UM serem recorrentemente afectadas aquando da ocorrência de chuva intensa ou da passagem de tufões, o estudante aponta
“A Universidade apenas encontrou casos esporádicos de inundações após a tempestade, sendo que todos os problemas foram resolvidos prontamente sem afectar o normal desenrolar das operações. Não foram registados danos sérios nos edifícios aos edifícios da universidade como resultado da tempestade”, pode ler-se na resposta. Pedro Arede
Ensino Superior MUST e UM no top 100 do ranking asiático A Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) e a Universidade de Macau (UM) continuam entre as 100 melhores instituições de ensino superior do continente asiático. De acordo com o ranking publicado pelo “Times Higher Education”, entre
as duas unviversidades do território, a que melhor se posiciona na hieraquia de 2021 é a MUST, ocupando a 32.ª posição, a mesma alcançada no ano passado. Por seu turno, a UM ocupa este ano a 38.ª posição do ranking da Times Higher Education, um lugar abaixo
relativamente ao ano anterior. A liderar o ranking está a Universidade de Tsinghua (China), com a segunda posição a ser ocupada pela Universidade de Pequim (China) e a terceira a pertencer à Universidade Nacional de Singapura. Quanto ao território vizi-
nho, a Universidade de Hong Kong manteve a 4.ª posição alcançada no ano passado, mantendo outras duas instituições entre as 10 melhores do ranking: Universidade Chinesa de Hong Kong (7) e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (8).
10 eventos
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4.6.2021 sexta-feira
episódio 13
um folhetim por Fernando
O
Sobral
4.
silêncio convida-nos a reflectir. Nesses raros momentos escutam-se coisas que normamente não se costuma ouvir. Os suspiros do vento, o chilrear dos pássaros, as batidas do coração. Sente-se a aproximação silenciosa dos gatos. “Tigre sentado, dragão escondido”, dizia-se na China. Eles, sem se moverem, passam despercebidos. Uma sábia lição de vida, pensou Ding Ling. O calor de início de tarde ajudava-a a apreciar essa ausência de ruído. Estava quase inerte, sentada na varanda do primeiro andar do “Noite Tranquila”. Bebia em pequenos goles um chá morno e usava um leque para criar uma pequena brisa. Por baixo, na rua, alguns corpos arrastavam-se silenciosamente, mais por necessidade do que por vontade. Quase sem dar por isso recordou Cantão e uma das vezes que fora à ópera, com o seu pai. Tinham ido ver “Dai Loi Hwa” (“ A Filha do Imperador”), a história de uma jovem princesa, Changping, que é forçada a esconder-se num mosteiro para não ser presa pelo exército dos inimigos da sua família. Mas é traída por todos e não pode confiar em ninguém, até que encontra um homem leal e bravo, Zhou, a quem fora prometida em casamento. A tragédia está-lhes destinada. Cercados pelo poder que os oprime, na noite do seu casamento, ela vai provar o seu amor por ele. Juntos tomam veneno, e morrem, no jardim do palácio onde se conheceram. Nunca esquecera aquela história. Como se ela fosse um fantasma que pesasse sobre toda a sua vida. Talvez fosse. Mas o seu destino era concluir uma missão. Só não sabia se terminaria em tragédia. Antes da hora de almoço, estivera numa pequena casa, na Travessa dos Santos, onde uma facção do Bando Verde tinha a sua discreta sede macaense. Lá estavam Wang Du, Wu Fei e Yao Wong. E, claro, Li Bei. O assunto era sensível e deveria permanecer secreto até à acção. O Kuomitang de Sun Yat-sen, confrontado com uma permanente guerra na China, estava numa difícil situação financeira e Ding Ling poderia ajudar a resolver parte do problema. Um dos seus agentes, funcionário do Banco Nacional Ultramarino, soubera que um importante valor em ouro e em moeda estrangeira de vários homens de negócios seria remetido, em breve, de Macau para a sede do Hong Kong and Shanghai Banking Corporation. (continua)
Por este
10 MARIAS ASSOCIAÇÃO RECRIA AMBIENTE BURLESCO EM F
TIAGO ALCÂNTARA
O Jogo das Escondidas
DSPA INSCRIÇÕES PARA ACTIVIDADES ECOLÓGICAS
S
ÃO aceites a partir de hoje, inscrições para dois workshops a desenvolver pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) nas zonas ecológicas. De acordo com uma nota oficial, a “Actividade educativa sobre a Natureza” terá lugar no dia 19 de Junho e, durante duas horas e meia, serão transmitidos conhecimentos relativos à ecologia e promovida uma actividade de desenho, a partir de folhas recolhidas na zona. Para esta actividade, existem 10 vagas para cada uma das sessões a realizar às 10h e às 15h. Por seu turno,
os participantes do workshop “Conhecer mais sobre peixes” que terá lugar no dia 26 de Junho, poderão, orientados por um guia, fazer a medição de peixes comuns, fazer desenhos, conhecer as espécies de peixes através da aplicação móvel da DSPA e adquirir mais conhecimento sobre os peixes que habitam nas zonas ecológicas. Para esta actividade estão disponíveis 50 vagas para cada uma das sessões a realizar às 9h30 e às 14h30. Os interessados podem inscrever-se nas actividades através da linha telefónica ou do website da DSPA.
Creative Alunos da USJ exibem trabalhos de comunicação e média
A partir das 14h30 de amanhã, os alunos do Mestrado de Comunicação e Média (MCM) da Universidade de São José (USJ) apresentam no espaço da Creative Macau vários trabalhos a propósito da exibição “The Other”. “O evento tem como objectivo dar a conhecer os trabalhos criados no mestrado à comunidade local e ao mesmo tempo estimular a motivação individual para se envolver no mundo da comunicação, média e criatividade”, pode ler-se num comunicado divulgado pela USJ. De acordo com a nota, a exibição irá englobar as áreas da Produção de Média Audiovisual, Marketing e Comunicação Corporativa, Criatividade Sistemática e Empreendedorismo, Média, Sociedade e Cultura e Relações Públicas e Gestão de Eventos.
A Associação Cultural 10 Marias vai animar a n com o evento “Barco do Amor”. No Rio das Péro e 250 participantes são convidados a vestirem-s cabaré, partilhar os seus alter egos e criar “um m de fantasia, brilhos e arte”
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e cabaré acima
FESTA NUM BARCO
noite de sábado rolas, 13 artistas se a rigor para o mundo mágico
A
Associação Cultural 10 Marias vai embarcar 250 pessoas e levá-las a vivenciar o ambiente burlesco de um cabaré. A iniciativa com o nome Love Boat (Barco do Amor) está agendada para este sábado e além do espectáculo com a duração de uma hora e quinze minutos, as pessoas vão ainda ter a oportunidade de apreciar a costa de Macau do Porto Interior até à Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau e assistir a um DJ Set. Através de artistas que apresentam diferentes trabalhos, que vão da música ao texto, o público é transportado para “um mundo mágico de fantasia, brilhos e arte”. “Nós lançamos um tema, depois convidámos vários artistas de todas as nacionalidades para virem fazer diferentes performances, como texto, música, o que quiserem, dentro do tema. Cada um interpreta como quer”, explicou, ao HM, Mónica Coteriano, uma das organizadoras. Este ano o amor volta a ser o tema principal, tal como tinha sido em 2018, a última vez em que a associação promoveu uma iniciativa também com um ambiente de cabaré. “Os nossos eventos são sempre organizados à volta do amor. O evento de 2018 era Sunday of Love, porque era de sábado para domingo”, justificou a membro da organização. “Como este evento é num barco, faz sentido chamar-se Love Boat”, acrescentou. Durante uma noite, os artistas têm liberdade para fazer diferentes interpretações: “Apesar de o tema ser o amor, as pessoas não têm de apresentar uma visão ‘muito bonita’, podem ter um rasgo e passar uma ideia oposta sobre o amor”, indicou.
Mundo de alter egos
A experiência não se limita ao espectáculo, aos artistas é pedido que se mantenham nas personagens durante toda a duração da iniciativa. “Cada um arranja a sua personagem e tem a liberdade para explorar os seus alter egos. Mesmo os
que não tiverem nomes de alter egos, nós inventamos um nome. Porque a ideia é mesmo experimentar um formato diferente, as personagens vão criar o ambiente de cabaré e mantêm-se na personagem do princípio até ao fim”, afirmou Mónica. Para participantes não há um dress code, no entanto, os organizadores incentivam as pessoas que se sentirem bem a adoptarem igualmente personagens para a festa. “Há pessoas do público que depois entram na onda e vão vestidas com um ar mais extravagante. Não são todas porque não há um dress code, mas aconselhamos as pessoas a vestirem-se. Se as pessoas se sentirem à vontade, nós agradecemos porque contribui para o ambiente” considera. No entanto, ressalva que depende da vontade individual: “se não quiserem vestir-se a rigor não precisam, o importante é sentirem-se bem e divertirem-se”, ressalva.
Evento esgotado
Ainda antes de embarcar, o Love Boat já pode ser consi-
“Os bilhetes estão esgotados, e a participação vai ser de 250 pessoas. Estou felicíssima com a participação. Se tivéssemos um cargueiro seria melhor... ficou muita gente de fora porque não conseguiu comprar bilhete.” MÓNICA COTERIANO 10 MARIAS
derado um sucesso. Os 250 bilhetes disponíveis para a iniciativa estão esgotados e até houve pedidos para que houve um segundo dia de festa. Os números deixam os organizados felizes com a aceitação do evento. “Os bilhetes estão esgotados, e a participação vai ser de 250 pessoas. Estou felicíssima com a participação. Se PUB.
tivéssemos um cargueiro seria melhor... ficou muita gente de fora porque não conseguiu comprar bilhete”, admite Mónica Coteriano. “Na verdade, o barco poderia levar mais gente, mas optámos por não o encher para que as pessoas se sintam mais confortáveis”, reconheceu. Segundo a organizadora, o interesse pela iniciativa deve-se a duas questões. Por um lado, a atracção de fazer uma viagem de barco pela costa de Macau, e, por outro, o sucesso da festa de 2018 no espaço da Live Music Association, em que o ambiente de cabaré foi igualmente recriado. “Quando fizemos o evento no LMA também já tínhamos lotação esgotada, mas a capacidade era mais reduzida, só 100
pessoas. Por isso, acho que o sucesso desse evento contribuiu para que as pessoas falassem sobre a iniciativa e quisessem participar”, apontou. “E claro, a viagem de barco contribui para haver mais inscrições. A experiência de haver um cabaré no barco deve ser única em Macau”, considerou. O Love Boat será realizado no barco Blue Whale com embarque previsto a partir das 21h00 até às 21h50 no Cais 14. A embarcação parte do Porto Interior, passando pela Torre de Macau e pelas margens em frente ao Grande Lisboa, MGM, Wynn, Museu de Ciências de Macau em direcção à nova Ponte de Hong Kong-Zhuhai-Macau. João Santos Filipe
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Notificação n.º 10/DLA/DHAL/2021 Acusação Considerando que não se revela possível notificar os interessados, por ofício ou outras formas, para efeitos de acusação a respeito das respectivas infracções, nos termos do artigo 10.º do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M e do n.º 2 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, notifico, pela presente, ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 72.º do “Código do Procedimento Administrativo”, os interessados, do seguinte: Comprovada a instalação de material publicitário sem licença válida emitida pelo IAM, por parte dos interessados abaixo mencionados, os factos da infracção e os resultados das averiguações realizadas constam dos autos de notícia e relatórios elaborados pelos respectivos instrutores. Tendo em conta que os seguintes interessados violaram o disposto no n.º 1 do artigo 19.º da Lei n.º 7/89/M e que, ao mesmo tempo, os interessados dos n.os 7 a 9 preenchem os requisitos de reincidência previstos no artigo 29.º da Lei referida, exararam-se, conforme a lei, despachos sobre as acusações contra os interessados abaixo discriminados nos n.os 1 a 39, respectivamente. Nos termos da alínea d) do n.º 1 do artigo 27.º e alínea c) do artigo 31.º da mesma Lei, aplicam-se aos infractores multas entre as duas mil (MOP 2.000,00) e as doze mil patacas (MOP 12.000,00).
13 FUNG KA LEONG
N.º de Bilhete de Identidade 恒發行 de Residente de Macau: 1325XXX(X)
de 762/DFHAL/ 19 DHAL/2019 Julho de 2019
14 吳家運
N.º de Bilhete de Identidade da República 永豐行 Popular da China: 330327195XXXXXXXXX
de 763/DFHAL/ 19 DHAL/2019 Julho de 2019
HOTELEIRA 15 EMPRESA DE MACAU, LIMITADA
Inscrição de empresa comercial, pessoa colectiva n.º: 982 SO
de NEW CENTURY RIER 914/DFHAL/ 5Setembro VIEW SAUNA DHAL/2019 de 2019
DE PENHORES 16 CASA SAN MONG LIMITADA
Inscrição de empresa comercial, pessoa colectiva n.º: 23066 SO
CASA DE PENHORES 911/DFHAL/ 5 de SAN MONG DHAL/2019 Setembro LIMITADA de 2019
17 御旋國際有限公司
Inscrição de empresa comercial, pessoa colectiva n.º: 65910 SO
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de 685/DFHAL/ 12 DHAL/2019 Setembro de 2019
RAMALHÃO
de 933/DFHAL/ 29 DHAL/2019 Outubro de 2019
香港食神至尊海鮮 火鍋
de 1010/DFHAL/ 12 DHAL/2019 Novembro de 2019
Ao mesmo tempo, nos termos do n.º 2 do artigo 21.º da referida lei, os interessados abaixo discriminados nos n.os 7 a 39 têm de corrigir as infracções constantes do auto de notícia, caso contrário, este Instituto tem o direito de ordenar que os respectivos indivíduos removam a publicidade ilegal e o eventual suporte publicitário.
N.º
Interessados
N.º do Bilhete de Identidade/Inscrição de empresa comercial, pessoa colectiva n.º
Nome do estabelecimento
N.º do auto de Data do notícia auto
1 WANG XIAOFANG
N.º de Bilhete de Identidade ESTABELECIMENTO 607/DFHAL/ 24 de de Residente de Hong Kong: DE COMIDAS DHAL/2019 Junho M449XXX(X) FORMOSA 99 de 2019
2 HO WAI HUNG
N.º de Bilhete de Identidade de Residente de Hong Kong: 精煮小食 K078XXX(X)
3 三人行教育有限公司
Inscrição de empresa comercial, pessoa colectiva n.º: 66666 SO
CHI LOK LEARNING/ 715/DFHAL/ 11 de CENTRO DE Julho EDUCAÇÃO CHI LOK DHAL/2019 de 2019
COMPANHIA Inscrição de empresa GESTÃO DA 4 DE pessoa colectiva RESTAURAÇÃO DE NUO comercial, n.º: 77277 SO LIMITADA
WOO IP
de 635/DFHAL/ 19 DHAL/2019 Junho de 2019
empresa NATURAL Inscrição depessoa 5 PASTELARIA colectiva COMPANHIA LIMITADA comercial, n.º: 41790 SO
春陽茶事
de 634/DFHAL/ 19 DHAL/2019 Junho de 2019
6 李春生
N.º de Bilhete de Identidade da República 江南百貨 Popular da China: 362132196XXXXXXXXX
de 698/DFHAL/ 27 DHAL/2019 Junho de 2019
7 PROVESTMENT (MACAU) LIMITADA
Inscrição de empresa comercial, pessoa colectiva n.º: 37793 SO
10 de POLO MARCO HIUUI 771/DFHAL/ DHAL/2019 Julho de 2019
LONG IGUARIAS 8 CHI GRUPO LIMITADA
Inscrição de empresa comercial, pessoa colectiva n.º: 50735 SO
志龍燒味
737/DFHAL/ 8 de Julho DHAL/2019 de 2019
SOCIEDADE DE 9 PROSPERIDADE PERMANENTE, LIMITADA
Inscrição de empresa comercial, pessoa colectiva n.º: 30779 SO
GATHERING
385/DFHAL/ 7 de Julho DHAL/2020 de 2019
10 李偉
N.º de Bilhete de Identidade da República 泰豪商行 Popular da China: 410724197XXXXXXXXX
LUCKY LOTUS CULTURA Inscrição de empresa 11 DESENVOLVIMENTO comercial, pessoa colectiva (MACAU) COMPANHIA, n.º: 65020 SO LDA.
12 AO KA I
KING ONE
N.º de Bilhete de Identidade de Residente de Macau: YUM CHA 1314XXX(X)
de 869/DFHAL/ 26 DHAL/2019 Setembro de 2019
728/DFHAL/ 5 de Julho DHAL/2019 de 2019
729/DFHAL/ 5 de Julho DHAL/2019 de 2019
734/DFHAL/ 8 de Julho DHAL/2019 de 2019
Despacho relevante A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 9 de Novembro de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 6 de Janeiro de 2021, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 24 de Novembro de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 3 de Novembro de 2020, o despacho O Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, José Tavares, exarou, a 16 de Outubro de 2020, o despacho O Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, José Tavares, exarou, a 14 de Outubro de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 19 de Novembro de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 24 de Novembro de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 12 de Agosto de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 13 de Novembro de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 13 de Novembro de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 19 de Novembro de 2020, o despacho
RAMALHÃO-PRODUTOS Inscrição de empresa 18 ALIMENTARES, comercial, pessoa colectiva LIMITADA n.º: 43452 SO
HONG KONG 19 GRUPO EATSUN, LIMITADA
Inscrição de empresa comercial, pessoa colectiva n.º: 25448 SO
20 WU SONGBO
N.º de Bilhete de Identidade 澳門京東免稅全球購 de Residente de Macau: 1510XXX(X)
de 900/DFHAL/ 23 DHAL/2019 Novembro de 2019
BILLION RUN Inscrição de empresa 21 INVESTIMENTO comercial, pessoa colectiva SOCIEDADE UNIPESSOAL LIMITADA n.º: 68861 SO
BILLION RUN INVESTIMENTO SOCIEDADE UNIPESSOAL LIMITADA
de empresa WANG LEE GRUPO Inscrição 22 TIM comercial, pessoa colectiva LIMITADA n.º: 63815 SO
ESTABELECIMENTO 755/DFHAL/ 12 de DE COMIDAS TIM de DHAL/2019 Julho LUCKY 2019
de empresa WANG LEE GRUPO Inscrição 23 TIM comercial, pessoa colectiva LIMITADA n.º: 63815 SO
ESTABELECIMENTO 1019/DFHAL/ 13 de DE COMIDAS TIM DHAL/2019 Novembro LUCKY de 2019
de 1106/DFHAL/ 31 DHAL/2019 Dezembro de 2019
24 IP MUI FONG
N.º de Bilhete de Identidade PURE GOAL FILIPINO 526/DFHAL/ 5 de de Residente de Macau: de SUPERMARKET DHAL/2019 Agosto 1403XXX(X) 2019
25 彭梅
N.º de Bilhete de Identidade da República 貴州全牛館 Popular da China: 522423198XXXXXXXXX
de empresa EXPRESSO (MACAU) Inscrição 26 S.F. comercial, pessoa colectiva LIMITADA n.º: 31504 SO
27 WONG NGA SI
www. iam.gov.mo
de 833/DFHAL/ 15 DHAL/2019 Agosto de 2019
S.F. EXPRESSO 490/DFHAL/ 27 de (MACAU) LIMITADA DHAL/2019 Junho de 2019
N.º de Bilhete de Identidade de Residente de Macau: HOU FAT TELECOM 1478XXX(X)w
A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 20 de Novembro de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 21 de Janeiro de 2021, o despacho A Presidente, substituta, do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 9 de Dezembro de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 21 de Janeiro de 2021, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 8 de Janeiro de 2021, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 13 de Janeiro de 2021, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 17 de Fevereiro de 2021, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 11 de Janeiro de 2021, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 9 de Novembro de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 24 de Novembro de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 22 de Janeiro de 2021, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 26 de Novembro de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, exarou, a 2 de Fevereiro de 2021, o despacho O Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, José Tavares, exarou, a 16 de Outubro de 2020, o despacho
A Presidente, substituta, do Conselho de de Administração para os 838/DFHAL/ 5Setembro Municipais, DHAL/2019 de 2019 Assuntos O Lam, exarou, a 9 de Dezembro de 2020, o despacho
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XINHUA
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A Vice-Presidente do Conselho de 5 de para os 840/DFHAL/ Setembro Administração Municipais, DHAL/2019 de 2019 Assuntos O Lam, exarou, a 21 de Janeiro de 2021, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de CENTRO DE 8 de Administração para os 946/DFHAL/ EXPLICAÇÕES Outubro Assuntos Municipais, DHAL/2019 POUCO INSPIRA de 2019 O Lam, exarou, a 8 de Janeiro de 2021, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de 11 de Administração para os 972/DFHAL/ BEAUTY BOX Assuntos Municipais, DHAL/2019 Outubro de 2019 O Lam, exarou, a 8 de Janeiro de 2021, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de ESTABELECIMENTO 979/DFHAL/ 16 de Administração para os DE COMIDAS HAU Outubro Assuntos Municipais, DHAL/2019 KONG de 2019 O Lam, exarou, a 8 de Janeiro de 2021, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de HUIMEI 14 de Administração para os 897/DFHAL/ INTERNACIONAL Novembro Assuntos Municipais, DHAL/2019 MACAU LDA. de 2019 O Lam, exarou, a 15 de Janeiro de 2021, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de ESTABELECIMENTO 486/DFHAL/ 9 de Administração para os DE COMIDAS A'MAZE Outubro Assuntos Municipais, DHAL/2020 de 2020 O Lam, exarou, a 20 de BISTRO Novembro de 2020, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de 17 de Administração para os 141/DFHAL/ 奇蹟魚蛋 Janeiro Assuntos Municipais, DHAL/2020 de 2020 O Lam, exarou, a 17 de Fevereiro de 2021, o despacho A Vice-Presidente do Conselho de ESTABELECIMENTO 10 de Administração para os 622/DFHAL/ DE COMIDAS Assuntos Municipais, DHAL/2019 Junho JIANGNAN de 2019 O Lam, exarou, a 8 de Outubro de 2020, o despacho O Presidente do Conselho de Administração para os 633/DFHAL/ 19 de 全記掂檔 Junho Assuntos Municipais, DHAL/2019 de 2019 José Tavares, exarou, a 16 de Outubro de 2020, o despacho O Presidente do Conselho de de Administração para os CHAK IN KEI 638/DFHAL/ 21 Junho Assuntos Municipais, TAKEAWAY DHAL/2019 de 2019 José Tavares, exarou, a 22 de Outubro de 2020, o despacho O Presidente do Conselho de 27 de Administração para os 701/DFHAL/ 順達行 Assuntos Municipais, DHAL/2019 Junho de 2019 José Tavares, exarou, a 16 de Outubro de 2020, o despacho O Presidente do Conselho de de Administração para os UT IONG FONG 705/DFHAL/ 28 Junho Municipais, BEAUTY SALON DHAL/2019 de 2019 Assuntos José Tavares, exarou, a 16 de Outubro de 2020, o despacho
28 WONG SOI MOK
N.º de Bilhete de Identidade de Residente de Macau: YING LI STORE 7363XXX(X)
29 LEI WAI UN
N.º de Bilhete de Identidade de Residente de Macau: 5189XXX(X)
30 LONG KA MAN
N.º de Bilhete de Identidade de Residente de Macau: 1220XXX(X)
31 LIU JIA
N.º de Bilhete de Identidade de Residente de Macau: 1600XXX(X)
HUIMEI 32 INTERNACIONAL MACAU LDA.
Inscrição de empresa comercial, pessoa colectiva n.º: 75938 SO
COMPANHIA DE Inscrição de empresa 33 ENTRETENIMENTO HEI comercial, pessoa colectiva HEI, LIMITADA n.º: 37057 SO
34 KUAN KAI KIN
N.º de Bilhete de Identidade de Residente de Macau: 1308XXX(X)
35 WONG SIO I
N.º de Bilhete de Identidade de Residente de Macau: 7398XXX(X)
36 IEONG KENG SENG
N.º de Bilhete de Identidade de Residente de Macau: 5192XXX(X)
37 CHEONG KA HONG
N.º de Bilhete de Identidade de Residente de Macau: 1226XXX(X)
38 CHAN, CHIU KI
N.º de Bilhete de Identidade de Residente de Hong Kong: R396XXX(X)
39 LEUNG, SZE WAN
N.º de Bilhete de Identidade de Residente de Hong Kong: M210XXX(X)
Os interessados podem, no prazo de 15 dias, contados a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, apresentar defesa escrita no Centro de Serviços ou nos Centros de Prestação de Serviços ao Público do IAM; caso não apresentem defesa escrita dentro do prazo acima referido, de tal facto nada resultará em prejuízo das decisões sancionatórias tomadas por este Instituto, nos termos da lei. Tendo em conta que a melhoria de situação da publicidade ilegal poderá ser incluída no critério de ponderação da multa, os interessados que não tenham obtido a licença de publicidade válida devem remover, com a maior brevidade possível, a publicidade ilegal e eventuais suportes publicitários, anexando à defesa os respectivos elementos comprovativos (por exemplo, fotografias), para serem tomados em consideração pelo IAM. Para consulta e mais informações sobre os respectivos processos, os interessados poderão dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo do Departamento de Higiene Ambiental e Licenciamento, sita na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 2.º andar, zona B do Centro de Serviços do IAM, Macau. Aos 26 de Maio de 2021.
O Chefe de Departamento de Higiene Ambiental e Licenciamento Fong Vai Seng
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Abertura a conta-gotas Restrições a viagens internacionais podem abrandar no primeiro semestre de 2022
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C hina deve reabrir as suas fronteiras a determinados países, no primeiro semestre do próximo ano, se acelerar a taxa de vacinação contra a covid-19, disse ontem um especialista chinês em doenças infecciosas. “É impossível permanecermos fechados por muito tempo e é por isso que precisamos aumentar a vacinação para atender às condições de uma reabertura condicional”, disse Zhang, que lidera a equipa de Xangai encarregada de combater a covid-19, durante o Fórum Boao para a Ásia, em Qingdao, no leste da China. “Podemos iniciar intercâmbios com países que têm alta taxas de vacinação e baixa prevalência de covid-19”, defendeu. Os apelos têm aumentado para que a China elimine as restrições em vigor há mais de um ano, com grupos empresariais a argumentar que as suas operações foram afectadas. A expansão do sector de serviços da China desacelerou em Maio, revelou uma pesquisa da revista Caixin divulgada ontem, com a procura externa a
enfraquecer e o aumento dos custos a pressionar as empresas. A investigação atribuiu a desaceleração à queda na procura do exterior. Um indicador de pedidos de exportação registou contração. A Câmara de Comércio Britânica na China disse na semana passada que o encerramento das fronteiras da China não só trouxe inconveniências para os seus membros, mas também representou desafios adicionais para os importadores chineses de componentes e mão-de-obra especializada. “Anormalização das viagens e o apoio ao intercâmbio intercultural contínuo são importantes para melhorar as relações bilaterais”, lê-se no relatório anual. “Isto é vital se queremos combater as narrativas que apoiam uma dissociação e a desglobalização, mas não pode ser alcançado se as fronteiras permanecerem fechadas, se os estrangeiros se sentirem discriminados ou indesejados, ou se os mecanismos de aproximação enferrujarem”, apontou.
Em preparação
Países com maior taxa de inoculação, como Israel,
Estados Unidos e Reino Unido, estão a preparar acordos para retomar o intercâmbio entre pessoas no segundo semestre deste ano, mas a data para retomar viagens a nível global permanece desconhecida, já que será determinada pela taxa geral de vacinação e novas variantes do vírus, disse Zhang. Questionado sobre se será necessário receber vacinas contra a covid-19 todos os anos, Zhang presumiu que isso será necessário, porque com o passar do tempo a protecção gerada por qualquer vacina enfraquece. “Temos que esperar por mais dados para decidir se os seres humanos devem ser inoculados repetidamente”, observou. Gao Fu, chefe do Centro Chinês de Controlo de Doenças, disse recentemente que o vírus parece evoluir como o vírus da gripe. “Provavelmente precisaremos receber doses contra a covid-19 todos os anos, assim como coexistimos com a gripe”, disse. Para alcançar a imunidade colectiva contra a covid-19, a China terá que vacinar 80 por cento da sua população. O país administrou já mais de 700 milhões de doses, segundo dados difundidos ontem pela Comissão Nacional de Saúde. Com 1,4 mil milhões de habitantes, a China é o país mais populoso do mundo.
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ofício dos ossos
VALÉRIO ROMÃO
4.6.2021 sexta-feira
Culpa ensolarada
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que senti um ataque de pânico. Tinha acabado de subir os três andares do prédio da minha namorada e na parte comum do andar desenhavase uma espécie de óculo oval que dava para ao exterior. Lembro-me de me encostar ao pequeno muro e olhar pelo vão, lá para baixo, fixamente, e de me ocorrer a ideia de que afinal talvez fosse melhor estar morto do que estar vivo. Desatei num pranto, solucei, tive a sensação de, como um peixe, me estar a afogar em terra. Um ataque de pânico é como ter a morte a bater à porta; quando finalmente atendemos, não está lá ninguém. Nos dias seguintes fiz uma espécie de curso intensivo da doença mental. Na minha família toda a gente tem uma componente ansiogénica e depressiva acentuada. Cada um deles, da minha mãe às minhas irmãs, se apressou a dar-me dicas de como controlar a respiração, de o que fazer acaso o fenómeno ocorresse no trabalho ou nas aulas (eu tinha, à altura, dezoito anos), de o que tomar e como. Cada um deles me trazia, em segredo, na concha da mão, uma lamela da sua droga preferida e indicações passadas em surdina: «quando isso começar a dar-te, metes dois destes debaixo da língua, corres para a casa de banho e encharcas o rosto em água até ficares mais calmo». Senti-me como se tivesse nascido para aquela família pela segunda vez. Ou como numa espécie de crisma para maluquinhos. Pese a boa vontade de todos eles, a coisa não melhorou muito. Eu, que tinha assistido boa parte da minha vida ao deglutir desesperado das minhas irmãs e mãe de todo o tipo de calmantes e antidepressivos sem grandes melhorias evidentes, estava céptico em relação aos benefícios reais da medicação. Os psiquiatras e psicólogos também não eram figuras pelas quais nutrisse grande estima. Enfim, para além da solidão em que um sujeito se enfia quando se descobre diferente (seja que diferença for) acrescentava-se ainda a desconfiança em relação à eficácia ou bondade de tudo quanto de algum modo podia mitigar essa diferença ou a solidão que dela decorria. A minha namorada pouca paciência teve para os meus achaques (tinha também dezoito anos, não estava propriamente preparada ou motivada para uma temporada de enfermagem na ala psiquiátrica – mais a mais, era Verão). Acabei por ir tomando umas coisas ao sabor dos sintomas, sem compromisso. Quando estava mais instável, tomava. Quando me sentia melhor, deixava, até porque me apetecia beber uns copos e tinha medo de que a mistura de álcool e antidepressivos me arranjasse uma vaga no hospital psiquiátrico de Faro para fazer parte da exposição permanente. Só comecei a melhorar quando levei a coisa com a seriedade que esta merecia. Quando tomei
UM ATAQUE DE PÂNICO É COMO TER A MORTE A BATER À PORTA; QUANDO FINALMENTE ATENDEMOS, NÃO ESTÁ LÁ NINGUÉM
os comprimidos a tempo e horas e confiei o suficiente num médico para respeitar o diagnóstico traçado e terapêutica proposta. Tem sido um carrossel com o qual me tenho habituado – cada vez melhor – a viver. Passados muitos anos sobre aquele garoto efemeramente suicida, percebo que o que realmente me afligiu naquele Verão atípico foi ter entrado nele em contraciclo disposicional. Explico-me: eu não tinha qualquer razão para estar deprimido; pelo contrário. Apaixonarame recentemente, era correspondido e eu e ela andávamos de scooter a desbravar praias nos dias em que não trabalhávamos e a torrar o dinheiro das gorjetas em jantares opíparos. Não é possível – ou permitido – ser infeliz nesta situação, pensava eu, quanto mais deprimido. Eu próprio não tinha – não tive – grande paciência para os achaques daquele rapaz. De cada vez que hoje em dia me sinto mais chocho naqueles dias de Primavera em que o mundo parece novamente fazer sentido, penso naquele garoto assustado, a sentir-se culpado por ser diferente, por não corresponder ao que dele esperavam, por não saber sequer aproveitar a bonança da natureza e saber ser feliz. Penso nele e vingo-me com um dia cinzentão na cama, a mandar foder aquela gente toda que, à altura, não soube ou não quis fazer melhor. Eu incluído.
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GONÇALO M. TAVARES
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Discurso, Ferro, Oração
discurso solene interrompido por uma folha branca ecrã saltitante à frente do corpo morto - ataque cardíaco criança resgatada fala língua ininteligível - o horror amputa a sintaxe todos os rostos iguais - a nuca o cego toca com a mão no tecto câmara de filmar desligada - dança o ministro bombeiros chegam tarde nenhum fogo - uma carta moldura sem quadro quando ela sai - espelho solitário o rei está sentado e fala - a cadeira está trémula
10. pai morto, mãe desaparecida menina de seis anos canta na rua 11. o ferreiro é forte o metal dobra-se - o dia não 12. - candeeiros iluminam o caminho está livre não queres ir por aí 13. ajoelha-se para rezar corta-se – vidro 14. o barco no mar o medo na terra o trovão no ar
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FICÇÃO, ENSAIO, POESIA, FRAGMENTO, DIÁRIO
entre oriente e ocidente
O olhar passa pelas coisas como se estas falassem ou pelo menos a sua mudez fosse desesperada. Os objectos não são assim tão passivos.
ARTES, LETRAS E IDEIAS
ILUSTRAÇÃO ANA JACINTO NUNES
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expectoração
SARA F. COSTA
Ele está em todo o lado e é todo-poderoso. São milhares de seguidores em histeria colectiva nas ruas e outros tantos em histeria privada nos seus sofás. São ligas e taças nacionais, ligas e taças europeias, são os festejos da Champions e vem aí o Euro! Homens a baterem em mesas de cafés com a saliva a escorrerlhes pelas mãos. A soltar uivos selvagens quando o seu clube atira a bola para dentro da rede. Os grupos de ingleses bêbados a sorrirem de forma animalesca para as câmaras de televisão, a destruirem esplanadas inteiras. Quando um fenómeno colectivo não nos diz pessoalmente muito, é inevitável achá-lo irritante. E eis que a sua origem milenar, como tantas origens milenares deste mundo, é chinesa. De acordo com a FIFA, o Futebol nasceu na China da Dinastia Han e deriva do Cuju, um antigo jogo de bola chinês. Na Europa, chegou a incomodar Eduardo II de Inglaterra que teve que impor restrições à prática do futebol em 1300 para que os seus soldados parassem se de dedicar à bola e treinassem mais tiro com arco, bem mais útil militarmente. Mas o desporto tem esta faceta da união, dentro da sua rivalidade. A União Europeia antes de ser uma aliança militar ou entidade económica deveria ser, de acordo com Robert Schuman, ministro dos Negócios Estrangeiros francês e arquiteto do projeto de integração europeia, uma comunidade cultural. As identidades culturais costumam formar-se em torno da literatura, do cinema ou da música. Contudo, o factor da diferença linguística torna-se neste caso um divisor irremediável. Então os sociólogos voltaram-se para o desporto eleito e para a forma como este se tornou um valor transnacional, capaz de fazer com que os povos exercessem assim, de forma mais pacífica, o seu nacionalismo, a exibição da sua identidade colectiva, o depósito na competição desportiva de uma intrínseca necessidade humana de pertença. Foi assim criada a UEFA e a atual Champions League. Jogos que cruzam o leste e o ocidente, uma expansão progressiva do espaço europeu onde se incluem países como a Islândia, a Turquia ou o Azerbaijão. É preciso acabar
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Golos políticos
com a narrativa ingénua que separa completamente o futebol da política porque, se por um lado o futebol transcende a política, ele também lhe pertence. Na ultima década temos assistido à crescente desigualdade entre clubes que se baseia, puramente, na crescente desigualdade económica. O futebol é também espelho do que se passa no resto da sociedade. Corrupção, evasão fiscal, lavagem de dinheiro, tráfico humano, crime organizado. Este espaço de integração que devia
pertencer ao colectivo é também refém de interesses privados e políticos. Na Turquia, com o aproveitamento partidário de Erdogan. Na Hungria, onde Viktor Orban decidiu fazer um movimento para tornar o futebol húngaro “Great Again” e reforçar severas leis anti-imigração. Nas máfias conhecidas cá da terra. Se por um lado, o futebol é união e manifestação de identidade coletiva, ele também é manipulação e fator de exclusão. Durante o período da revolução industrial, quando
É PRECISO ACABAR COM A NARRATIVA INGÉNUA QUE SEPARA COMPLETAMENTE O FUTEBOL DA POLÍTICA PORQUE, SE POR UM LADO O FUTEBOL TRANSCENDE A POLÍTICA, ELE TAMBÉM LHE PERTENCE
as mulheres começaram a exercer trabalhos nas fábricas até ali só exercidos por homens, tornou-se comum ver grupos de mulheres a jogarem futebol. Mas a Associação de Futebol considerou que o jogo, aos pés das mulheres, era incongruente e baniu-o até 1971. Hoje, podemos dizer que as coisas estão mais equilibradas. Sim, estão “mais equilibradas” mas ainda não realmente equilibradas. É inevitável associar o desporto ao género masculino e é essa exclusão estrutural que faz com que me sinta alienada. São grupos de homens a entregaremse às causas dos seus clubes, de corpo e alma. E eu talvez um dia alcance a pureza de me preocupar mesmo com uma bola a entrar numa rede mas, por enquanto, agradecia que pudéssemos falar de outras coisas.
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46 2 1 8 9 4 5 6 7 6 5 7 6 9 3 2 4 Este foi o meu primeiro livro que li de 5 7Henry Miller, por 2 mero 3 4acaso. 1 Apesar 8 7 de5 não reconhecer, a esta distância temporal, 8os traços de uma8obra 4 do5norte-americano, 7 6 9 3 7 9“Um Diabo no7 Paraíso” 9 2 marcou-me 3 1 8 ao6 4ponto de me embalar para a leitura ávida 5dos “Trópicos”3e da 6 trilogia 1 5 “The 2 Rosy 4 8 1Crucifixion”. A6narrativa 2 3 desta 8 obra 7 1vive9 da tensão entre um convidado parasita e a 3paciência do anfitrião. 9 5 Enquanto 7 2 4leitor, 3 a1 sua importância simbólica é mais preciosa 4do que a real qualidade 4 1 da8obra. 6 9João5Luz2 “UM DIABO NO PARAÍSO” | HENRY MILLER
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3 FAST 2 AND FURIOUS 9 [C] 1 8 6 9 CRUELLA [B] 2 1 4 5 9 7 5 4 8 6 7 3 SALA 1
Um filme de: Justin Lin Com: Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Helen Mirren 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 2
FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS
Um filme de: Craig Gillespie Com: Emma Stone, Emma Thompson 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 3
ENDANGERED SPECIES [C]
Um filme de: M.J. Bassett Com: Rebecca Romijn, Philip Winchester, Isabel Bassett, Michael Johnston 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
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confeitaria
João Romão
BENEFÍCIOS ECONÓMICOS E PEGADAS ECOLÓGICAS O TURISMO de negócios é normalmente visto como um dos segmentos mais interessantes para qualquer destino turístico: são normalmente pessoas com gastos bem acima da média, que ficam por pouco tempo mas geram maiores benefícios económicos, quer porque os seus rendimentos pessoais não os obrigam a grandes restrições e até lhes permitem eventuais extravagâncias, quer porque, na maior parte dos casos, as despesas são larga ou totalmente cobertas pelas organizações que representam. São turistas com pouco tempo mas com acelerado consumo, o que frequentemente envolve restaurantes de gabarito e até permite mobilizar um conjunto de serviços com relativa sofisticação para oferecer programas de visita de curta duração e alta qualidade e conforto para quem tem oportunidade mas pouco tempo para explorar alguns dos encantos de um território pouco ou nada conhecido. Essa desproporção entre a o dinheiro e o tempo disponíveis tem outra consequência, no entanto: são viajantes sem tempo a perder, em correrias sucessivas para cumprir as tarefas profissionais, seja uma reunião para concretizar uma parceria estratégica para o desenvolvimento de novas áreas internacionais de negócio, uma feira de promoção turística, uma operação imobiliária, um encontro com jovens criadores, o patrocínio de um festival de verão ou a apresentação de uma comunicação numa conferência. Há sempre pouco tempo para as tarefas e ainda menos para explorar novos destinos ou as últimas novidades em territórios já conhecidos. Tudo corre com uma urgência que requer rapidez e flexibilidade, aparentemente tidas como incompatíveis com a programação colectiva dos transportes públicos e a inerente rigidez relativa de ritmos e horários. Foi essa a principal conclusão de um estudo ainda fresco, publicado esta semana no Journal of Transport Geography, em que explorámos potenciais relações entre as características sócio-demográficas dos turistas, as suas motivações para a visita, as respectivas opções de transporte e a satisfação que tiveram ou não com a experiência turística. O estudo foi conduzido em Barcelona, cidade com um vasto e bem organizado sistema de transportes público, que garante acessibilidade relativamente fácil a todas as zonas urbanas - ou pelo menos às zonas normalmente frequentadas pelos turistas, incluindo os que viajam por motivos profissionais. Informação abundante, de fácil identificação e interpretação, disponível em várias línguas, ajuda a ultrapassar as possíveis barreiras de comunicação frequentemente associadas à dificuldade de utilização de transportes públicos por turistas. Nestas circunstâncias - em que se dispõe de uma satisfatória rede de transportes
públicos sem significativos problemas de linguagem e comunicação - observámos que as diferentes características dos turistas (idade, sexo ou nível de educação, entre outras variáveis) pouco influenciam a escolha dos modos de transporte (ainda que os turistas mais jovens tendam a preferir transportes colectivos, até por restrições financeiras). No entanto, o factor que se revelou mais determinante nessa escolha foi o motivo da viagem, com os turistas motivados pelo lazer ou pela visita a familiares e amigos a revelar clara preferência por transportes públicos, em contraste com a preferência por transporte individual (taxis, sobretudo) revelada pelos visitantes cuja presença em Barcelona se deve a motivos profissionais. Na realidade, o estudo mostrou ainda que também os turistas com motivação profissional tendem a preferir transportes colectivos quando a visita se torna mais longa e é combinada com lazer ou visitas a familiares e amigos. Também se demonstra com clareza que a utilização de transportes públicos, não só não diminui a satisfação com a visita, como é um dos factores que mais contribui para uma apreciação global positiva da cidade de Barcelona.
A questão dos transportes é, evidentemente, um aspecto central no futuro do turismo, tendo em conta o respectivo impacto nas emissões de CO2 e inerentes implicações sobre as alterações climáticas em curso
A questão dos transportes é, evidentemente, um aspecto central no futuro do turismo, tendo em conta o respectivo impacto nas emissões de CO2 e inerentes implicações sobre as alterações climáticas em curso. Em estudo recente publicado pela Organização Mundial de Turismo e pelo Forum Internacional de Transportes, estimava-se em 5% o contributo do turismo para o total de emissões de CO2 provocadas por acção humana. Para essas emissões contribuem sobretudo o transporte aéreo (40%) e o transporte por automóvel (32%), sendo de apenas 3% o contributo de todas as outras formas de transporte (incluindo comboios, barcos ou autocarros). Se a redução drástica do turismo internacional e do transporte aéreo parecem a única alternativa razoável para tentar compatibilizar o futuro do turismo com uma resposta efectiva às alterações climáticas, a substituição do transporte em automóvel por transportes colectivos parece ter semelhante importância e urgência nos processos de mobilidade no interior de cada destino turístico. O obstáculo a esta transformação, sugere o nosso estudo, são os atarefados e apressados turistas com afazeres profissionais, o único grupo com preferência inequívoca pelo táxi. São turistas que pelo seu poder de compra proporcionam maior impacto económico, mas que também deixam nas paisagens marca mais pesada da sua pegada ecológica, com acumulação intensiva de emissões de CO2 relacionadas com aviões, primeiro, e automóveis privados, depois. Está por conseguir, mais uma vez, melhor equilíbrio nesta relação entre benefício económico impactos sobre o ambiente. Não deixa de ser relevante, já agora, que neste grupo de turistas nos encontremos também nós, investigadores mais ou menos preocupados com estas questões, quando participamos nas conferências e congressos de que não gostamos de abdicar. Concluo com uma curiosidade relevante: porque motivo um investigador japonês radicado no Japão e uma investigadora chinesa a trabalhar na Coreia se dedicam a estudar a cidade de Barcelona? É uma razão prática, sobretudo: em Barcelona é entendido que toda a informação obtida com financiamento público deve estar acessível ao público. Assim sendo, estão online e com acesso livre todos os dados recolhidos nos inquéritos regulares que a Câmara de Barcelona faz a turistas e residentes. É verdade que há poucas cidades onde um estudo destes possa ser feito - com quantidade significativa de turistas e uma rede de transportes públicos eficaz e sem grandes barreiras de comunicação - mas esta é a única que disponibiliza gratuitamente os dados necessários a um estudo deste género.
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Mário Duarte Duque
PLANO DIRECTOR (VIII)
DOS MOMENTOS HISTÓRICOS E DA IDEOLOGIA O ESPAÇO urbano demarca-se do espaço natural pela artificialidade, mesmo quando proliferam elementos naturais nas cidades. Por isso, as cidades nunca poderiam ser ingénuas. Só a natureza é ingénua, pois não avalia, não reflecte, não planeia os seus actos. Produ-los automaticamente. Em expressão disso, Kostof tipificou as cidades quanto ao seu método de génese por cósmicas, práticas e orgânicas. A cidade orgânica é uma cidade coesa e indivisível. Comporta-se mais como um organismo contínuo do que como uma máquina com componentes especializadas. Depende de uma dimensão ideal e tem interacções próprias que lhe permite de imediato ajustar-se à mudança. Fa-lo mais por via de uma “consciência própria” do que por via de intervenção instrumental. Admite-se que Macau se tenha desenvolvido e caracterizado nesta categoria. A cidade prática é a cidade a que recorre a instrumentalização para se manter factual e funcional, e depende recorrentemente da actualização dessa instrumentalização para lidar com a intensificação e com a mudança. É feita de componentes especializadas e autónomas, como se de uma máquina se tratasse. A falta de sincronia gera necessariamente disfuncionalidade. De todas as categorias, Kostof designou a cidade prática a menos “mágica”, que podemos também interpretar como a menos rica em deslumbramento. Admite-se que em Macau já se tenha extinguido qualquer viabilidade de uma cidade orgânica, e que o modelo necessário lançar mão para resolver o ordenamento urbano da RAEM seja necessariamente o da cidade prática. Todavia, dessa constatação resultam duas condições complexas. Desenvolver novos instrumentos directores de ordenamento territorial e, simultaneamente, mudar o paradigma da génese urbana. A equação não parece fácil numa cidade onde pesam atributos históricos. A cidade cósmica é a cidade ideal. Pauta-se por um diagrama ou um traçado que traduz uma interpretação do universo, onde os atributos podem ascender a um sentido de divino ou de verdade absoluta, muitas vezes articulado com a expressão do poder. Os modelos conhecidos no ocidente foram de apreensão racional, por via de uma grelha que regula todas as hierarquias espaciais e sociais, ou foram de apreensão sensorial recorrendo a eixos visuais e a impressionantes cenários urbanos onde o observador é um participante nessa teatralização. São estas as cidades onde o ordenamento territorial é mais marcado por um “texto” função de uma ideologia sobrejacente, e que é explícita. A título de exemplo, foi assim que as três vias do tridente que representa os três pode-
res da soberania, concentram-se à entrada do palácio de Versailles, e fácil é perceber em quem todos esses poderes convergiam à data. Mas em Washington DC o mesmo tridente já se concentra numa praça pública, e apenas numa das três vias o edifício do Capitólio tem a sua posição. Como também a abertura da Av. Almeida Ribeiro em Macau se pautou por um momento histórico e por ideologia sobrejacente. A mesma configuração urbana pode ainda ser simultaneamente expressão de um texto diferente a que chamamos “subtexto” quando, noutro plano de leitura, ex-
didas que em muitas frentes se configuram em sentido de “defesa”, fosse qual fosse o efectivo “agressor”, assim como em sentido de “eficiência”. Foi assim que as cidades se especializaram em determinadas aptidões. Cidades fluviais desenvolveram conhecimento em hidrologia para fazer face a recorrentes inundações, Lisboa desenvolveu estruturas resistentes a tremores de terra, e Singapura especializou-se numa política de integração étnica, garantindo que a ocupação de cada conjunto habitacional tenha uma correspondência étnica equiparável à média nacional,
pressa ainda outro discurso cuja interpretação já é mais estrita. Exemplo disso é a Baixa Pombalina onde, a par de um modelo racional de índole iluminista e classista, configura um altar maçónico, porque também era esse o pensamento místico dos que aí intervieram Muitos planos de ordenamento territorial também emergiram de efectivos ou de eminentes cataclismos geográficos ou sociais que acabaram por servir a afirmação de já existentes ou novos status quo. Desastres naturais e convulsões sociais foram recorrentemente origem catalisadora para a reconstrução aperfeiçoada das cidades, nomeadamente com iniciativas ambiciosas e oportunidade exibir o prestígio das cidades e dos protagonistas dessas transformações. Muitas das linhas orientadoras dessas medidas são resultado de situações de exaustão, de risco, ou mesmo de colapso. São me-
pois foi esse equilíbrio que esteve na génese da separação de Singapura da Malásia. Mas também se conhece exemplos do contrário, como foi o caso de Londres, e importa conhecer as razões. Apesar de se terem configurado desenhos inovadores de grande escala para a reconstrução da cidade após o Grande Incêndio em 1666, nenhum prosseguiu. A razão atribui-se à dificuldade em reconfigurar direitos sobre o solo. No entanto, foram feitas melhorias na cidade, nomeadamente na higiene e segurança contra incêndios, com ruas mais largas, construção de pedra e acessos ao Rio. O mesmo não foi impedimento para que o conhecimento não fosse desenvolvido e viesse a ter utilidade, como efectivamente teve para o estabelecimento e apetrechamento de cidades na América do Norte. Chegados aqui é legítima a expectativa que o Plano Director de Macau seja parti-
cularmente forte nas vertentes que são as principais preocupações da RAEM e, nesse sentido, desenvolva aptidões acrescidas, que desde logo se afiguram serem o saneamento urbano em condições hidrológicas adversas, assim como a habitação e a pressão imobiliária. O que se delinear na vertentes de transportes será em função e em articulação com essas decisões. Como é igualmente legítima a espectativa de que o pensamento sobrejacente não seja ingénuo e, por isso, as soluções nas vertentes mais importantes não devem ser triviais. A Proposta de Plano Director pra a RAEM não produziu um “texto” relevante de uma posição ideológica que deve caracterizar o futuro ordenamento territorial, pelo que não é exercício inútil especular sobre possíveis “subtextos”. Daí é possível extrair que as orlas da RAEM são objecto de mais definição e intervenção, nomeadamente em circulação viária, do que as zonas mais interiores, seja qual for o actual nível de consolidação. É pela orla do território que será feita a integração definitiva da RAEM no território continental da RPC, como é também esse o alcance temporal do Plano Director. Por isso, não faz sentido que tal integração não seja um ponto forte, senão o mais forte, do “texto” da Proposta de Plano Director, ou que isso se deva extrair de um “subtexto”, sendo que “subtextos” são frequentemente discursos secretos ou enigmáticos. Assim, trazer esse “texto” à luz do Plano, permitiria estabelecer linhas orientadoras para definir funcionalmente e paisagisticamente essas frentes de integração do território, mesmo quando o ponto de partida ainda só seja a rede viária. Em verdade, mesmo projectando uma estrada regional ponderam-se as opções de traçado que, para além da sua utilidade, tornam a viagem mais aprazível. Sobrejacente ao acto de ordenar o espaço está, ou deve estar, o pensamento que comanda as regras por que um plano urbanístico se pauta, e que, necessariamente, é reflexo do ordenamento social existente ou em vista. É por isso impossível interpretar a paisagem urbana à margem de uma narrativa política ou do pensamento no momento histórico. Do mesmo modo que também é impossível não concluir pela ausência de narrativa, quando estamos perante algo ingénuo. Por isso, a interpretação na vertente ideológica poderá posicionar-nos diferentemente na apreciação de um plano de ordenamento territorial. Mas já nos colocamos solidariamente na mesma posição perante tudo o que se nos apresenta ingénuo, trivial, ou que não releve em discurso urbano.
sexta-feira
“Não podes ver o que és. O que vês é a tua sombra.” PALAVRA DO DIA
EUA COMUNIDADE PORTUGUESA QUEIXA-SE DE MAUS SERVIÇOS CONSULARES
TÓQUIO 2020 ORGANIZAÇÃO CONFIANTE A 100% NA REALIZAÇÃO DO EVENTO OLÍMPICO
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O jogo do sobe e desce Despesa pública continua a subir, receita de impostos a cair
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despesa pública em Macau continua a subir e a receita a cair, indicaram os últimos dados divulgados na quarta-feira pela Direcção dos Serviços de Finanças (DSF). Entre Janeiro e Abril, a receita corrente foi de pouco mais de 17,3 mil milhões de patacas, contra os 24,1 mil milhões de patacas de 2020, um ano económico que afectou fortemente o território devido à pandemia da covid-19. Desta receita corrente, o Governo arrecadou 12,4 mil milhões de patacas em impostos sobre o jogo, de acordo com o relatório da execução orçamental datado desta quarta-feira. Ou seja, menos 39,6 por cento em relação ao ano anterior, quando foram arrecadadas 20,5 mil milhões de patacas. Também de acordo com os dados da DSF, nos primeiros quatro meses do ano, Macau recolheu 27 por cento da receita projectada para este ano. Se a receita desceu, a despesa pública subiu. Isto porque este
ano a despesa até Abril foi de 26,6 mil milhões de patacas, contra as 23,4 mil milhões de patacas registadas no ano anterior. Também a despesa corrente aumentou de 21,5 mil milhões de patacas em 2020 para 23,2 mil milhões de patacas este ano.
Ao ritmo da pandemia
Desde final de Janeiro de 2020, a pandemia teve um impacto sem precedentes no motor da economia de Macau, ou seja, o sector do jogo, com os impostos sobre as receitas desta indústria a
Se a receita desceu, a despesa pública subiu. Isto porque este ano a despesa até Abril foi de 26,6 mil milhões de patacas, contra as 23,4 mil milhões de patacas registadas no ano anterior
financiarem a esmagadora maioria do orçamento governamental. Com o aumento de visitantes da China continental, começaram a melhorar este ano os resultados dos casinos, que registaram um recorde de receitas já em Maio, mas ainda assim longe dos montantes arrecadados no período pré-pandémico. Recorde-se que em Maio de 2021, os casinos de Macau registaram receitas de recorde desde o início da pandemia, tendo aumentado para 10.445 milhões de patacas, ou seja, mais 492,2 por cento em relação a 2020. Ainda assim, o valor representa apenas um terço do montante arrecadado pelos casinos em 2019, indicaram dados divulgados na terça-feira pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). Desde o início de 2020 que os orçamentos do Governo de Macau têm sido marcados por sucessivas alterações e por pacotes de estímulo dirigidos às pequenas e médias empresas, à população em geral e ao consumo.
Copa América Maracanã recebe final e Brasil-Venezuela abre competição O Maracanã vai receber a final da Copa América de futebol, transferida para o Brasil, com o jogo entre o anfitrião e a Venezuela a servir de abertura, anunciou na quarta-feira a confederação sul-americana (CONMEBOL). A Copa América era para ser jogada inicialmente na Colômbia e na Argentina. Contudo, a Colômbia perdeu a PUB
comunidade luso-americana “não confia na capacidade da rede consular” nos Estados Unidos da América e pede um plano de acção à secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, declarou ontem à Lusa uma responsável do Conselho de Liderança Luso-Americano, PALCUS. Angela Simões, ‘chair’ desta organização de âmbito nacional nos EUA, afirmou, por escrito, à agência Lusa que a comunidade luso-americana tem grandes dificuldades na interação com consulados portugueses há vários anos e que os desafios não estão a ser devidamente reconhecidos e tratados pela tutela. No momento, “a comunidade luso-americana não confia na capacidade da rede consular de atender mesmo nos níveis mais básicos”, sublinha a PALCUS, pedindo que a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, “reconheça” e mostre compromisso para encontrar soluções. As queixas de “mau serviço, informações incorrectas e comportamento totalmente inaceitável” nos serviços consulares, que se prolongam há vários anos, ressurgem dias antes do início de uma visita de Berta Nunes às comunidades portuguesas nos EUA, entre 4 e 11 de Junho. Angela Simões declarou que “é uma pena que as informações dadas à secretária de Estado sobre a rede consular sejam imprecisas, mostrando que está tudo bem e que todos os problemas são pequenos ou relacionados com a pandemia”. Numa carta enviada a 26 de maio à governante, a PALCUS denuncia que os consulados “ficaram lamentavelmente aquém das melhores práticas”, segundo cidadãos luso-americanos em todas as partes dos EUA. A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas vai visitar, entre 4 e 11 de Junho, alguns locais da comunidade portuguesa nos Estados Unidos, país onde habitam cerca de 1,3 milhões de portugueses e lusodescendentes. Durante a visita, Berta Nunes irá assinalar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a 10 de Junho. PUB.
4.6.2021
Rabindranath Tagore
oportunidade de organizar devido aos problemas sociais causados pelos protestos contra o presidente Iván Duque. Devido à covid-19, a Argentina acabou por desistir de receber a prova, com a CONMEBOL a atribuir a organização da prova ao Brasil, onde já morreram mais de 465 mil pessoas devido ao novo coronavírus.
presidente do comité organizador dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, Seiko Hashimoto, disse ontem estar confiante a 100 por cento na realização do evento, apesar da forte oposição popular devido à pandemia de covid-19. Numa entrevista à BBC Sport, publicada ontem, a 50 dias do início de Tóquio2020, Hashimoto referiu estar convencida de que os Jogos se vão desenrolar como previsto, entre 23 de Julho e 8 de Agosto, um ano depois das datas iniciais. “Acredito que a possibilidade de estes Jogos acontecerem é de 100 por cento, nós vamos fazê-los”, assegurou a responsável. Hashimoto acredita que uma anulação dos Jogos é praticamente inconcebível neste momento, a não ser que “diversos países do mundo conheçam situações muito graves e que as delegações da maioria dos países não consigam” viajar para o Japão. “A menos que aconteça uma situação destas, os Jogos não serão anulados”, assegurou. Hashimoto voltou a admitir que estes poderão ser os primeiros Jogos Olímpicos disputados sem público, se a exclusão de adeptos locais for considerada essencial para prevenir a propagação do novo coronavírus. A organização já excluiu a possibilidade de haver adeptos estrangeiros. “O grande desafio será saber como podemos controlar e gerir o fluxo de pessoas. Se há uma epidemia durante os Jogos e se isso representa uma crise ou uma situação de emergência, penso que temos de estar preparados para organizar estes Jogos sem nenhum espetador”, referiu. A 50 dias do início dos Jogos, a presidente do comité organizador garantiu que o país está preparado para receber os atletas, “graças às medidas de prevenção de infecções». “E para que o Japão se sinta seguro de vos receber, peço-vos, a todos os atletas, que sejam responsáveis nas suas ações e que respeitem as regras”, apelou.