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Hoje Macau 4 JAN 2021 #4681

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MOP$10

SEGUNDA-FEIRA 4 DE JANEIRO DE 2021 • ANO XX • Nº 4681

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

hojemacau

Circuito fechado

A interrupção de trânsito decretada por Taiwan trouxe ainda mais dificuldades para quem quer entrar ou sair de Macau. Até ontem, o Gabinete de Gestão de Crises do Turismo tinha recebido 34 pedidos de ajuda de residentes que querem voltar ao território, além de outros pedidos de não

AFA

À VOLTA DA ILHA EVENTOS

HOT IAT SENG

Pensamento positivo PÁGINA 4

JOGO | RECEITAS

O melhor do pior PÁGINA 6

residentes que pretendem voltar ao país de origem. Também ao Consulado Geral de Portugal, chegam pedidos de quem deseja regressar à RAEM. A representação diplomática portuguesa diz estar a trabalhar em conjunto com as autoridades locais para encontrar uma solução.

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MENSAGEM DE ANO NOVO

O QUE DIZ XI PÁGINA 15

REDE 5G

Depressa e bem PÁGINA 11

PUB.

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ANOS

CHINA /UE | BOAS ABERTAS

GRANDE PLANO


2 grande plano

4.1.2021 segunda-feira

CHINA-UE

LICENCA PARA ´ ALCANÇADO ACORDO QUE VISA ACESSO MAIS IGUALITÁRIO DE EMPRESAS EUROPEIAS

Depois de sete anos de negociações, está assinado o acordo entre a China e a União Europeia em matéria de investimentos bilaterais que visa um maior e mais igualitário acesso de empresas europeias ao mercado chinês. Xi Jinping já disse que este entendimento vai permitir a criação de uma “economia mundial aberta”

O

S europeus querem ter um maior e mais igualitário acesso ao mercado chinês e conseguiram finalmente dar um primeiro passo para que isso se torne uma realidade. Depois de sete anos de negociações, está assinado o acordo entre a China e a União Europeia (UE) relativamente aos investimentos directos bilaterais. O acordo prévio, assinado nos últimos dias do ano de 2020, passará ainda pelo crivo do Conselho e do Parlamento Europeu. Em comunicado, a Comissão Europeia declarou, a 30 de Dezembro, que, nos últimos 20 anos, as empresas da UE investiram na

China qualquer coisa como mais de 140 mil milhões de euros, enquanto que a China investiu na EU cerca de 120 mil milhões. Para a Comissão, “o investimento directo estrangeiro da União Europeia na China mantém-se relativamente modesto no que diz respeito à dimensão e potencial da economia chinesa”. Pretende-se, com este documento, que “os investidores da UE consigam ter um melhor acesso a uma economia em rápido crescimento, com 1,4 mil milhões de consumidores”, e que estes “possam competir a um melhor nível no mercado chinês”. Tal “é importante para a competitividade global e para

o crescimento futuro da indústria da UE”, lê-se no comunicado. Do lado da UE, é ainda referido que este é “o Acordo mais ambicioso que a China alguma vez assinou com um terceiro país” em matéria de investimentos directos. Pequim “compromete-se agora a abrir-se à UE numa série de sectores-chave” e a assegurar “um tratamento justo” às empresas europeias, de modo a que estas possam competir em condições de igualdade, referiu a Comissão. “Pela primeira vez, a China também concordou com disposições ambiciosas sobre desenvolvimento sustentável, incluindo compromissos sobre trabalho forçado e a ratificação das convenções fundamentais rele-

vantes da Organização Internacional do Trabalho”, indicou o executivo comunitário em comunicado. Para Xi Jinping, Presidente chinês, este “acordo de princípio” dará “um importante contributo” para a construção de uma “economia mundial aberta”. Segundo a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, o Presidente chinês declarou que este acordo também vai servir para impulsionar o caminho da recuperação após a actual pandemia da doença covid-19 e reforçar a confiança internacional na globalização económica e no comércio livre. Numa declaração divulgada em Bruxelas, Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, considerou este acordo “um marco importante” nas relações da UE com a China, apontando que o mesmo “proporcionará aos investidores europeus um acesso sem precedentes ao mercado chinês”, ao mesmo tempo que “compromete a China com princípios ambiciosos a nível de sustentabilidade, transparência e não-discriminação”. Por seu lado, o vice-presidente executivo da Comissão, Valdis Dombrovskis, que tem a seu cargo a pasta do Comércio, sublinhou que “este acordo dará às empresas europeias um enorme impulso num dos maiores mercados do mundo e de mais rápido crescimento, ajudando-as a operar e a competir na China”.

“Alguns ocidentais gostam de discutir quais os lados que fazem mais concessões num acordo, e quais foram os objectivos atingidos. (...) A cooperação com ganhos mútuos é a base lógica na era da globalização. O acordo de investimento entre a China e a UE não vai desvirtuar-se desta lógica.” EDITORIAL DO JORNAL GLOBAL TIMES

“Garantimos compromissos vinculativos em matéria de ambiente, alterações climáticas e combate ao trabalho forçado. Envolver-nos-emos de perto com a China para assegurar que todos os compromissos sejam plenamente cumpridos”, garantiu.

O QUE VAI MUDAR?

São várias as áreas onde a China se compromete a fazer mudanças em prol de uma maior liberalização,


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segunda-feira 4.1.2021

COMPETIR

AO MERCADO CHINÊS

nomeadamente ao nível da saúde. Em plena pandemia da covid-19, o Acordo assinado com a UE vai permitir maiores ligações aos hospitais privados no país. “A China vai oferecer uma maior abertura de mercado a joint-ventures para hospitais privados em cidades chinesas incluindo Pequim, Xangai, Tianjian, Guangzhou e Shenzhen”. Ao nível da indústria, a China “fez compromissos com muito poucas exclusões (em particular, em sectores com um significativo excesso de capacidade)”. “Em termos do nível de ambição, tal vai coincidir com uma abertura por parte da UE. Praticamente metade do investimento directo estrangeiro da UE é feito na área da indústria (por exemplo, nas áreas dos transportes e equipamentos de telecomunicações, químicos e equipamentos de saúde). A China não fez este tipo de compromissos no que diz respeito ao acesso ao mercado com outros parceiros”, aponta a Comissão Europeia. Na área da indústria automóvel, a China “concordou em remover os requisitos para joint-ventures”, além de se comprometer “a dar acesso ao mercado dos veículos ecológicos”. Ao nível do sector financeiro, “a China já iniciou o processo de liberalização gradual do sector dos serviços financeiros”, prevendo-se uma eliminação dos

requisitos para joint-ventures para a área da banca, comércio de seguros e acções, bem como gestão de activos. Além disso, “em adição às regras contra a transferência forçada de tecnologias, o Acordo será também o primeiro a endereçar obrigações para as empresas estatais, regras de transparência para subsídios e compromissos relacionados com o desenvolvimento sustentável”, lê-se. A nível laboral, “os gestores e especialistas das empresas da UE

Ao nível do sector financeiro, “a China já iniciou o processo de liberalização gradual do sector dos serviços financeiros”, prevendo-se uma eliminação dos requisitos para joint-ventures para a área da banca, comércio de seguros e acções, bem como gestão de activos

vão ter a permissão para trabalhar em subsidiárias chinesas durante três anos sem restrições como quotas ou testes do mercado laboral”. Além disso, “os representantes dos investidores da UE terão a permissão para visitar [o país] livremente antes de fazer um investimento”.

AS OPINIÕES

Em editorial publicado aquando da assinatura do Acordo, o jornal Global Times, ligado ao Partido Comunista Chinês (PCC), considerou este memorando como um “presente de ano novo para o mundo”. “Este é um grande evento entre a China e a UE. São também notícias estimulantes para um mundo que está ainda atormentado com uma pandemia prejudicial. Esta é uma grande decisão orientada para o futuro”, pode ler-se. O mesmo editoral destaca o facto de este acordo ter sido discutido nos últimos sete anos, tendo decorrido 30 sessões de negociações. “É concebível que existam muitas dificuldades. No entanto, os dois lados finalmente concluíram as negociações. Tal comprova um facto: enquanto os dois lados forem sinceros no desejo de reforçar a cooperação recíproca, podem ultrapassar quaisquer diferenças.” “Alguns ocidentais gostam de discutir quais os lados que fazem

A UE reiterou ainda o convite dirigido ao Presidente chinês, Xi Jinping, para uma cimeira UE-China ao mais alto nível, com a participação dos chefes de Estado e de Governo dos 27, que chegou a estar prevista para este ano mas foi adiada devido à covid-19 mais concessões num acordo, e quais foram os objectivos atingidos. De facto, enquanto um acordo for atingido através de uma negociação igualitária, não pode haver uma vitória unilateral.Acooperação com ganhos mútuos é a base lógica na era da globalização. O acordo de investimento entre a China e a UE não vai desvirtuar-se desta lógica”, acrescenta o mesmo editorial.

UM CERTO TIMING

Ainda em Setembro do ano passado, no âmbito das negociações, a presidente da Comissão Europeia havia destacado a desigualdade existente ao nível do investimento.

“Temos o nosso mercado europeu aberto, mas as nossas empresas não beneficiam de simetria e enfrentam demasiadas restrições e dificuldades”, disse, citada pelo jornal Público. Já Angela Merkel, chanceler alemã, falou de uma “alteração do comportamento da China” e de um “novo impulso político” para a conclusão deste processo. "Os chineses são muito bons negociadores, e penso que com vontade política de ambos os lados será possível cumprir os prazos”, respondeu, questionada sobre a intenção de fechar o acordo até ao fim do ano. Num artigo de opinião publicado no jornal português Público, a 30 de Dezembro, Nuno Severiano Teixeira, investigador da Universidade Nova de Lisboa, destacou o facto de este Acordo ser assinado após a vitória de Joe Biden nas presidenciais norte-americanas. “E, finalmente, a eleição de Biden despertou em Pequim o sentido da urgência. De tal modo urgente que dias antes do Natal, numa reunião de embaixadores dos Estados-membros, em Bruxelas, foi aprovado à pressa um documento provisório que, numa correria, deveria ser objecto de uma reunião dos responsáveis europeus, ainda antes do fim do ano.” Nuno Severiano Teixeira apresenta, ao mesmo jornal, uma visão crítica deste Acordo. Para o investigador, este “é importante, mas não a qualquer preço”. “E, de um ponto de vista económico, poder-se-ia perguntar se um tal acordo vale a pena nestes termos. Se não se deveria ir mais longe nas negociações. Mas essa não é a questão principal. A questão principal é: até que ponto as vantagens comerciais de curto prazo não vão traduzir-se em perdas políticas e estratégicas de longo prazo?”, questionou. A “conclusão em princípio” das negociações sobre este novo acordo de investimento UE-China ocorreu durante uma videoconferência, na qual a UE esteve representada pelos presidentes da Comissão, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, Charles Michel, tendo ainda participado a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, enquanto a China se fez representar pelo seu chefe de Estado, Xi Jinping. A UE reiterou ainda o convite dirigido ao Presidente chinês, Xi Jinping, para uma cimeira UE-China ao mais alto nível, com a participação dos chefes de Estado e de Governo dos 27, que chegou a estar prevista para este ano mas foi adiada devido à covid-19, devendo então decorrer em Bruxelas em 2021, em data ainda a definir. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


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MENSAGEM DE ANO NOVO HO IAT SENG DIZ QUE MACAU FICOU MELHOR, APESAR DE ANO DIFÍCIL

Ensaio sobre o optimismo

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M ano particularmente difícil, mas que terminou melhor do que começou e com progressos em todas as vertentes. Foi desta forma que Ho Iat Seng resumiu o ano de 2020, marcado pela pandemia da covid-19, na tradicional mensagem de ano novo. “O ano que agora finda foi marcado pela solidariedade na superação das dificuldades. O Governo da RAEM implementou várias medidas de estabilização da economia e de garantia do emprego e da qualidade de vida da população, ajudando as empresas e os cidadãos a ultrapassar as dificuldades. Os diversos sectores da sociedade demonstraram o excelente e tradicional valor da entreajuda, bem como um espírito de luta e de auto-aperfeiçoamento”, começou por dizer o Chefe do Executivo. “Em 2020, Macau registou, de um modo geral, uma conjuntura socio-económica estável, novos progressos em todas as vertentes e uma melhoria progressiva da qualidade de vida da população”, acrescentou. No entanto, Ho Iat Seng não deixou de reconhecer os desafios e o impacto para o mundo. “O ano de 2020 foi um ano particularmente difícil. A pandemia da pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus, que se alastra pelo mundo, mudou de forma profunda a percepção das pessoas sobre a vida e a saúde, alterando os seus estilos de vida, e trouxe um impacto e desafio sem precedentes para Macau e o mundo”, reconheceu. “Perante esta severa pandemia, o Governo da RAEM sempre colocou a vida e a saúde dos residentes em primeiro lugar, e tem vindo a adoptar atem-

O deputado Ng Kuok Cheong quer saber em que estado estão os trabalhos de actualização das linhas orientadoras do Governo para os investimentos públicos. As questões relacionadas com este tema foram levantadas numa interpelação escrita divulgada ontem. Segundo recorda Ng, no ano passado o Executivo tinha feito constar nas Linhas de Acção Governativa que as orientações para os investimentos seriam actualizadas e implementadas. No entanto, o membro da Assembleia Legislativa diz ter recebido queixas de cidadãos por não haver novidades sobre o assunto, nem uma actualização no ano passado, ao contrário do compromisso do Executivo. Por este motivo, Ng Kuok Cheong quer saber em que situação estão os trabalhos e se as novas orientações podem ser implementadas este ano.

GCS

O Chefe do Executivo deixou antever uma abertura das fronteiras demorada, uma vez que prometeu empenho na missão de “prevenir casos importados e evitar o ressurgimento interno” pada e firmemente uma série de medidas de prevenção e combate à pandemia”, sublinhou. Ainda sobre o passado, o Chefe do Executivo elogiou os “árduos esforços dos trabalhadores da Administração Pública e de todos aqueles que lutam na linha da frente deste combate”, como polícia, bombeiros e profissionais de saúde.

“EVITAR O RESSURGIMENTO”

Em relação ao ano que começou, Ho Iat Seng antecipou como um dos grandes objectivos evitar o “ressurgimento interno” de casos de infecções por covid-19. “Estamos, e continuaremos, empenhados na promoção da normalização da prevenção e controlo da epidemia e na missão de ‘prevenir casos importados e evitar o ressurgimento interno’, missão tão árdua que requer a persistência incansável de todos na implementação e coordenação das acções de prevenção epidémica”, traçou como meta. Sobre a pandemia, foi ainda deixada uma missão de confian-

“Em 2020, Macau registou, de um modo geral, uma conjuntura socio-económica estável, novos progressos em todas as vertentes e uma melhoria progressiva da qualidade de vida da população.” HO IAT SENG CHEFE DO EXECUTIVO

Investimento público Ng Kuok Cheong pergunta por novas orientações

Obras Wong Kit Cheng pede mais controlo

ça: “Com o reforço constante da capacidade da saúde pública e a entrada da vacina no mercado, venceremos seguramente esta grande batalha epidémica. Estou convicto de que, com o forte apoio do Governo Central e o esforço conjunto de toda a população, a RAEM superará as dificuldades que enfrenta e alcançará novos desenvolvimentos e progressos em prol da implementação estável e duradoura do princípio ‘um País, dois sistemas’, com características de Macau”, apontou.

Ainda sobre os trabalhos para este ano, Ho traçou como objectivos a protecção da “defesa da soberania, da segurança, e dos interesses do desenvolvimento do País”, a aceleração da integração nacional, diversificação da economia e os problemas sociais, como a habitação, transportes e cuidados de saúde.

A deputada Wong Kit Cheng quer saber as medidas que o Governo vai adoptar para reduzir o impacto das obras de construção nas vias públicas. A questão consta de uma interpelação escrita e divulgada no sábado pela legisladora que conta com o apoio da Associação das Mulheres de Macau. Segundo Wong, houve um pedido junto das autoridades para realizar 363 obras nas vias públicas de Macau, o que representa um aumento de 21 por cento. Porém, a deputada está preocupada porque diz que a população está inquieta face ao impacto para a vida quotidiana e quer saber como é que este vai ser reduzido e que medidas vão ser adoptadas para evitar a repetição de escavações no mesmo local.

João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

ACIDENTES MAK SOI KUN QUER EXPLICAÇÕES SOBRE VÍTIMAS MORTAIS EM TRABALHO

M

AK Soi Kun questionou o Governo sobre as razões que levaram a que entre Janeiro e Setembro de 2020 se tenham registado mais vítimas mortais em acidentes de trabalho do que nos mesmos meses de 2018 e 2019. Segundo os número

oficiais, nos primeiro nove meses de 2020 houve nove vítimas mortais, enquanto em 2018 e 2019 as vítimas tinham sido sete e oito, respectivamente. Para o deputado ligado à comunidade de Jiangmen, os dados que menciona numa

interpelação escrita não escondem a grande evolução na redução de acidentes de trabalho, mas exigem que haja uma reflexão sobre o futuro. Por isso, quer saber se o Governo equaciona implementar um sistema de certificação, através da frequência

de acções de formação em medidas de segurança, para as profissões de maior risco. Actualmente, há áreas, como a construção, em que a Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) obriga os trabalhadores a frequentarem cursos de

formação em segurança ocupacional, antes de obterem um cartão que lhes permite exercer a profissão. Porém, Mak Soi Kun questiona se não está na altura de se criar um sistema de acreditação em prática de segurança ocupacional por profissão,

a pensar nos empregos com maiores riscos. Por outro lado, o também construtor civil pergunta ao Executivo se fez um balanço sobre os motivos que levaram a mortalidade em acidentes de trabalho a aumentar no ano passado.


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Lai Weng Leong, DSSOPT “A DSAT continuará a insistir na promoção de uma série de acções de sensibilização (…) [para] reforçar a consciencialização dos residentes, incluindo os ciclistas, para o cumprimento da lei.”

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N T R E Janeiro e 6 de Dezembro de 2020 foram instaurados, no total, 267 processos de contra-ordenação a ciclistas por violação das normas legais aplicáveis. Os dados constam da resposta a uma inerpelação escrita de Song Pek Kei, assinada pelo director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Lai Weng Leong. Além disso, o responsável dá nota para o facto de, tanto o Gabinete do Secretário para a Segurança (GSS) como o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), estarem atentos “à questão da segurança rodoviária e do cumprimento da lei por parte dos ciclistas”. Desta forma, sublinha a DSSOPT, tem-se assistido ao reforço do patrulhamento nos troços mais frequentados “pelos amantes do ciclismo” e nos locais onde existe maior incidência de incumprimentos, com os infractores a ser autuados “de imediato”. Na interpelação enviada em Novembro, a deputada questionou o Governo sobre as medidas a to-

CICLISTAS 267 PROCESSOS DE CONTRA-ORDENAÇÃO EM 2020

Outra pedalada

A DSSOPT revelou que foram autuados 267 ciclistas em 2020 por violação das normas legais e que, tanto a sensibilização como o patrulhamento rodoviário, serão reforçados. De acordo com o Plano Director, a criação de novas ciclovias na orla costeira de Macau faz também parte das intenções do Governo mar para salvaguardar a segurança dos utentes das vias públicas, visto que “o trânsito em Macau é intenso” e “muitos ciclistas não adoptam medidas preventivas”, sendo “fácil haver mortos e feridos”, em caso de acidente. A resposta de Lai Weng Leong lembra ainda que, em 2019, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) já tinha

proposto uma “melhoria das normas de circulação de velocípedes”, na consulta pública sobre a revisão da Lei do Trânsito Rodoviário. Além disso, dado que a maioria concordou com as propostas, “a DSAT irá ponderá-las na futura revisão da lei em causa”. Para já, pode ler-se na resposta a Song Pek Kei, a aposta está centrada “em acções de sensibilização

e educativas da população”, dirigidas a diferentes públicos-alvo. “A DSAT continuará a insistir na promoção de uma série de acções de sensibilização (…) acreditando que sob três vertentes, ou seja, a sensibilização, divulgação e autuação, se poderá reforçar a consciencialização dos residentes, incluindo os ciclistas, para o cumprimento da lei, contribuindo,

portanto, para a regularização da ordem do trânsito”.

CICLOVIAS NO HORIZONTE

Segundo a mesma resposta, e “tendo Macau uma longa orla costeira”, Lai Weng Leong considera que estão reunidas as condições “para a criação de uma ciclovia”. Lembrando que a primazia dos transportes públicos e o incentivo da mobilidade ecológica fazem parte dos objectivos a alcançar no Plano Director de Macau, o responsável aponta que estão em curso vários desenvolvimentos nesse sentido, mais precisamente na Taipa. “Foi proposto para a Unidade Operativa de Planeamento e Gestão (UOPG) Norte da Taipa-2 o prolongamento da parte leste e da parte sul da zona de lazer marginal da Taipa (ciclovia), de modo a interligar com a UOPG Taipa Central-1”, lê-se na resposta. Além disso, será prolongada a parte sul da zona de lazer marginal da Taipa (ciclovia) com o objectivo de a ligar com a ciclovia “Flor de Lótus”. Pedro Arede

pedro.arede.hojemacau@gmail.com

COMÉRCIO EXTERNO EXPORTAÇÕES PARA PAÍSES LUSÓFONOS CRESCEM 765,3 POR CENTO

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NTRE Janeiro e Novembro de 2020, Macau exportou para os países de língua portuguesa mercadorias no valor de 11 milhões de patacas, representando um aumento de 765,3 por cento relativamente ao mesmo período de 2019. Segundo a Direcção de Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC),

a maior fatia, 8,11 mil milhões de patacas diz respeito a “produtos não têxteis”, ao passo que os restantes 1,49 mil milhões dizem respeito a “produtos têxteis e vestuário”. Em sentido contrário, os países lusófonos exportaram menos 19,7 por cento, para Macau nos primeiros 11 meses do ano, em

relação a igual período de 2019. De acordo com uma nota divulgada na passada quinta-feira, no total, Macau exportou entre Janeiro e Novembro, mercadorias avaliadas em 9,60 mil milhões de patacas, menos 17,9 por cento comparativamente ao período homólogo de 2019. Quanto às importações,

o valor foi de 80,80 mil milhões de patacas, ou seja, menos 0,5 por cento em termos anuais. O défice da balança comercial cifrou-se em 71,19 mil milhões de patacas, mais 1,72 mil milhões de patacas em comparação com o período homólogo de 2019 (69,48 mil milhões de patacas).

O valor total do comércio externo de mercadorias foi de 90,4 mil milhões de patacas, menos 2,7 por cento, em relação aos 92,88 mil milhões de patacas registados em igual período de 2019.


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4.1.2021 segunda-feira

Incêndio Fogo em restaurante de hot pot leva dois ao hospital

Um incêndio num restaurante de hot pot na Rua das Lorchas levou duas pessoas ao hospital e obrigou à retirada de 26 pessoas de um edifício residencial. O caso aconteceu na noite de 30 de Dezembro, por volta das 22h e duas pessoas tiveram de ser levadas para o hospital. Uma mulher foi transportada depois de se ter sentido mal devido à inalação de fumo, já um homem com 66 anos foi levado para a unidade hospitalar, depois de ter caído, quando saia do edifício devido ao incêndio. Quando o fogo se iniciou, o restaurante estava aberto e a servir clientes, mas pessoas saíram todas sem se registarem incidentes de maior. As autoridades suspeitam que a elevada temperatura do óleo tenha gerado as chamas.

Fronteiras Cerca de 1.200 vietnamitas retidos na RAEM

JOGO RECEITAS SOBEM PARA 7,81 MIL MILHÕES EM DEZEMBRO

Do mal o menos

Dezembro foi o melhor mês desde o início da pandemia, ficando apenas atrás de Janeiro. No total do acumulado do ano, as receitas brutas de jogo dos casinos de Macau registaram uma quebra de 79,3 por cento em relação a 2019

O

ano de 2020 terminou com um registo agridoce. De acordo com dados divulgados na sexta-feira pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), em Dezembro de 2020, as receitas brutas dos casinos de Macau registaram uma subida em termos mensais de 7,81 mil milhões de patacas, ou seja, mais 1,07 milhões relativamente a Novembro, altura em que se fixaram em 6,74 mil milhões. Contudo, é preciso não esquecer que o registo de Dezembro está ainda longe dos números de 2019, tendo em conta que, em termos anuais, as receitas brutas dos casinos de Macau registaram uma queda de 65,8 por cento relativamente ao mesmo período do ano passado. Isto, dado que em Dezembro de 2019, as receitas foram de 22,83 mil milhões de patacas.

Contas feitas, se por um lado, o resultado confirma a tendência de recuperação dos últimos meses e consagra Dezembro como o melhor mês desde o início da pandemia, dado que ficou apenas atrás de Janeiro, por outro, em termos anuais, 2020 termina com quebras avultadas relativamente a 2019. Segundo a DICJ, ao fim dos 12 meses de 2020, a receita bruta acumulada traduz quebras de 79,3 por cento. Isto, dado que o montante global gerado entre Ja-

Ao fim dos 12 meses de 2020, a receita bruta acumulada traduz quebras de 79,3 por cento

neiro e Dezembro de 2020 foi de 60,44 mil milhões de patacas, ou seja, menos 232,01 mil milhões de patacas do total acumulado em 2019 (292,45 mil milhões).

ANO NEGRO

Sem contar com o mês de Janeiro, altura em que as receitas ascenderam às 22,12 mil milhões de patacas, 2020 foi um ano marcado por fortes quebras para as concessionárias de jogo devido a restrições e medidas de prevenção contra a covid-19, que tiveram um impacto sem precedentes no sector. Recorde-se que em Fevereiro os casinos foram forçados a encerrar por 15 dias (3,10 mil milhões) e Março (5,25 mil milhões) antecedeu a imposição de medidas fronteiriças mais severas, fazendo com que, entre Abril e Setembro, apenas neste último mês as receitas tenham ficado acima dos dois mil milhões de patacas.

Foi apenas a partir de Outubro, com uma subida mensal de mais de 228 por cento, que as receitas brutas dos casinos começaram a dar sinais de recuperação. A contribuir para a melhoria alcançada desde então, está a retoma de emissão de vistos turísticos, individuais e de grupo, para vir a Macau, desde o Interior da China. Se inicialmente a medida que entrou em vigor a partir de 23 de Setembro não teve efeitos práticos nas receitas desse mês, em Outubro, aliada às celebrações da Semana Dourada, o caso mudou de figura. Voltando a Dezembro, a contribuir para a melhoria dos resultados, terá estado o aumento do número de turistas durante o período natalício, sendo que, segundo a Direcção dos Serviços de Turismo (DST), entre 23 e 27 de Dezembro, a média diária fixou-se em 24.503 mil visitantes, um aumento de cerca de 20 por cento relativamente aos dias anteriores (20.385) do mês, mas também significativamente superior às médias diárias de Novembro (21.212) e Outubro (18.774). Contudo, segundo um comunicado da JP Morgan citado pelo portal GGR Asia, o aumento do número de visitantes durante a época festiva não pode ser encarado de forma “demasiado entusiástica”. Pedro Arede

pedro.arede.hojemacau@gmail.com

Aproximadamente 1.200 trabalhadores não-residentes do Vietname estão retidos em Macau, depois de terem sido despedidos devido à crise gerada pela pandemia. O número foi avançado pela Associação de Amizade Macau Vietname que, segundo o canal chinês da Rádio Macau, apelou à solidariedade local. Segundo alguns casos relatados, há pessoas que estão sem emprego desde Março do ano passado e sem possibilidade de apanhar um voo de regresso a casa. A maior parte dos afectadas trabalhava no sector da hotelaria e restauração e ainda de acordo com a associação, desde o início da pandemia que o Vietname organizou dois voos charter para repatriamento dos seus nacionais, que transportaram 1.200 pessoas.

Hengqin Obras do “Novo Bairro de Macau” arrancaram

As obras do Novo Bairro de Macau, na Ilha da Montanha, foram iniciadas no último dia de 2020, segundo um comunicado emitido, apenas em chinês, pela empresa com capitais públicos Macau Renovação Urbana. Com um total de 27 torres de habitação, o projecto vai recorrer a modelos pré-fabricados e disponibilizar cerca de 4 mil casas na Ilha da Montanha para residentes de Macau, com 80 por cento das habitações a serem T2. As previsões apontam para que as obras fiquem concluídas em 2023 e os compradores vão ter direito a uma matrícula dupla para poderem circular entre a Ilha da Montanha e Macau.

Trânsito Vias da Rotunda da Piscina Olímpica vão fechar

A partir de sábado vão ser encerradas ao trânsito as vias do lado oeste da Rotunda da Piscina Olímpica, numa alteração que se vai prolongar até ao mês de Junho. O encerramento é justificado com os trabalhos de reordenamento da rede viária periférica da Rotunda da Piscina Olímpica. Durante este período, vai ainda ser criada uma via temporária que permite aos condutores que se dirijam da Estrada da Baía de Nossa Senhora da Esperança para a Vila da Taipa virar à direita na Rua do Pai Kok para entrar a Avenida do Estádio, sem necessidade de contornar a Rotunda da Piscina Olímpica. Segundo o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, nas vias encerradas serão ainda colocadas as sinalizações de alteração de trânsito, bem como instalados os semáforos nas vias de trânsito envolvidas em substituição dos sinais de cedência de passagem anteriormente existentes.


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segunda-feira 4.1.2021

No seguimento da proibição de entrada e trânsito de estrangeiros anunciada por Taiwan, o Gabinete de Gestão de Crises do Turismo recebeu vários pedidos de informações para entrar e sair do território. O Consulado Geral de Portugal disse também que vários portugueses residentes de Macau querem regressar à RAEM e que está a tentar encontrar uma solução

A

TÉ ao fim do dia de ontem, e depois de Taiwan ter anunciado a proibição de entrada e trânsito de estrangeiros, o Gabinete de Gestão de Crises do Turismo tinha rece-

VIAGENS RECEBIDOS 34 PEDIDOS DE AJUDA PARA REGRESSAR AO TERRITÓRIO

Com os pés em terra bido 34 pedidos de residentes com intenção de regressar a Macau, dois pedidos de informações para sair e ainda um pedido que envolve 16 não residentes que querem voltar ao país de origem. O Gabinete de Gestão de Crises do Turismo disse ao HM que se tratam de indivíduos que por saberem que já não há voos para o exterior através de escala em Taiwan, procuram saber mais informações sobre como vir até Macau. Registou-se ainda o pedido de um estudante que está em Macau e quer regressar aos Estados Unidos da América. O aluno pretendia regressar por Taiwan, mas face às novas restrições, contactou o gabinete para saber de que outra forma poderia voltar aos estudos nos EUA. A opção é passar por Hong Kong, fazendo quarentena no território vizinho. O gabinete esclareceu que actualmente não existem planos para um novo “corredor especial” entre Macau e o Aeroporto Internacional de Hong Kong. Na quinta-feira, o Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong comunicou ao HM que tomou conhecimento de diversos portugueses com estatuto de residente na RAEM que estão em Portugal e pretendem regressar ao território. “Face à decisão das autoridades de Taiwan proibirem a entrada e

o trânsito de estrangeiros, o Consulado Geral de Portugal está a desenvolver contactos com as autoridades da RAEM, responsáveis pelo regresso dos seus residentes a Macau, no sentido de ser encontrada, em conjunto, uma solução para o problema”, respondeu o Consulado. A EVA Air tinha voos para a Europa via Taiwan,

que era uma das poucas vias de entrada e saída na RAEM, mas a companhia aérea suspendeu os serviços de trânsito a partir do início deste mês. As informações sobre voos divulgadas na página electrónica do Aeroporto Internacional de Macau apontam para o cancelamento de voos da Eva Airways a partir

Autoridade Monetária de Macau (AMCM) apontou que o facto de, anualmente, milhões de turistas do Interior da China levarem consigo patacas ao sair de Macau, tem contribuído “consideravelmente” para o stock reduzido de moedas de 10 avos e de uma pataca. A informação consta da resposta a uma interpelação escrita do deputado Sulu Sou, onde o deputado questionou o Governo sobre o ponto de situação de cunhagem de moedas e o que está a ser feito para facilitar a troca e recolha de moedas.

Segundo aAMCM, apesar de os meios de pagamentos electrónicos serem cada vez mais populares, as notas e as moedas continuam a ser o principal método para a aquisição de bens e serviços no território, especialmente por turistas. Por isso, as reservas de moedas existentes

TRAVAR O VÍRUS

As medidas de prevenção contra a covid-19 levaram por sua vez a RAEM a anunciar que indivíduos que nas duas semanas antes de entrarem em Macau tenham estado na vila de Renhe (da

“O Consulado Geral de Portugal está a desenvolver contactos com as autoridades da RAEM, responsáveis pelo regresso dos seus residentes a Macau, no sentido de ser encontrada, em conjunto, uma solução para o problema.” CONSULADO GERAL DE PORTUGAL

Para quem vem do Interior da China, é também actualmente exigida observação médica de 14 dias a quem tenha estado em localidades de Pequim, das províncias de Liaoning e de Heilongjiang, bem como da região autónoma de Xinjiang. Por outro lado, a partir das 20h de dia 1 de Janeiro, foi cancelada a necessidade de quarentena para indivíduos que tenham estado em Chengdu e na cidade-prefeitura de Hulunbuir. Salomé Fernandes

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MOEDAS TURISTAS DA CHINA CONTRIBUEM PARA ESVAZIAR STOCK

A

da RAEM, com destino a Taipé, entre 1 de Janeiro e 27 de Março.

cidade de Pequim), ou na cidade de Dalian, façam quarentena nos locais designados. De acordo com comunicado do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, a restrição começou a ser implementada às 9h de ontem.

apenas são suficientes para os próximos dois anos, aponta a AMCM. Recorde-se que o Orçamento para 2021 prevê uma despesa de 340 milhões de patacas com a cunhagem e serviços de circulação de moedas, valor consideravelmente superior ao montante

gasto este ano. O organismo revela ainda que as patacas em circulação em Macau são cunhadas pela britânica “The Royal Mint”, empresa estatal com mais de mil anos de história e que o preço da cunhagem varia de acordo com o tamanho, espessura e peso das moedas. Sobre a troca e recolha de moedas, a AMCM indicou que desde Setembro de 2017 foram providenciados 20 mil serviços de troca em 41 sucursais autorizadas e que, desde então, os casos de rejeição, em loja, de moedas de baixo valor tem vindo a diminuir. P.A.

Pagamentos electrónicos Pedido sistema agregador

Com a popularidade do cartão do consumo e a implementação de meios de pagamento electrónicos, o deputado Lam Lon Wai quer saber quando vai estar disponível um sistema agregador para as diferentes plataformas de pagamento electrónico. Segundo o legislador apoiado pela Federação das Associações dos Operários de Macau, anteriormente, o Executivo tinha prometido um agregador, mas este ainda não está disponível. Por isso, o deputado questiona quais são os planos para a implementação do sistema e quais as promoções que o Executivo vai promover para que este seja rapidamente adoptado pelos comerciantes.

Turismo Xangai adia Semana de Macau

A Semana de Macau em Xangai, agendada para decorrer entre os próximos dias 7 a 10 de Janeiro, foi adiada por motivos de prevenção da pandemia. A informação foi avançada pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST) na quinta-feira, que disse ter recebido uma notificação da entidade organizadora do lado de Xangai. A nota não apontava uma nova data para o evento.


8 eventos

4.1.2021 segunda-feira

Caminhar e

AFA LEONG FEI IN E ZHANG XINJUN SELECCIONADOS PARA INTERCÂM

DISNEY MAMADOU BA E SARA TAVARES ASSINAM PETIÇÃO QUE PEDE NOVA VERSÃO DE “SOUL”

D

IVERSAS personalidades da cultura e sociedade portuguesa assinaram sábado uma petição para uma nova versão portuguesa do filme da Disney “Soul”, pedindo a entrada em cena de vozes negras que representem a “importância histórica” do momento. O filme está a gerar polémica pois tem um protagonista negro e a voz de actores negros na versão original mas, na versão portuguesa, a dobragem foi feita por actores brancos, nomeadamente por Jorge Mourato, que dá voz à personagem principal. “Em Portugal, a Disney tratou este filme como mais um, não tendo o mesmo critério e ignorando a intenção original na escolha de actores exclusivamente afrodescendentes para dar voz aos personagens. Não está em causa o habitual bom trabalho em dobragens feitas em Portugal ou a qualidade dos actores da versão Portuguesa mas há aqui a expectativa de respeito pela intenção

original e pelo que este representa historicamente: ser o primeiro filme de animação com um protagonista negro, interpretado por vozes negras”, diz a petição hoje tornada pública. O texto é assinado por sete personalidades: Ana Sofia Martins, Dino D´Santiago, Mamadou Ba, Mayra Andrade, Nástio Mosquito, Pedro Coquenão e Sara Tavares. Os signatários sustentam que o filme tem o “propósito assumido de querer retratar a cultura musical e a comunidade afro-americana”, sendo que “todo o processo foi muito rigoroso na escolha de argumentistas, equipa técnica e, claro, dos actores que dariam vida a este filme assumido como um manifesto contra a iniquidade na indústria do entretenimento”. E prosseguem: “Foram tidas em conta várias personalidades e académicos para assegurar que a diversa comunidade negra estivesse confortável com a representatividade da obra”.

Novo ano Lunar CTT lança edições sobre o búfalo

A Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações lança amanhã uma nova emissão do “Ano Lunar do Búfalo”. A emissão filatélica é composta por quatro selos, e o bloco apresenta a ilustração de uma vaca na Primavera, acompanhada de um jovem pastor. Além disso, no dia 20 é lançada a nona emissão da série de etiquetas postais, referente ao ano lunar do búfalo, com uma tiragem de um milhão de unidades.

Instituto do Desporto Avaliação de condição física aos domingos

Durante este mês, o Instituto do Desporto (ID) vai disponibilizar todos os domingos o serviço gratuito de avaliação da condição física. É orientado pelo Centro de Medicina Desportiva, cuja avaliação inclui medição de altura, peso e pressão arterial. “O pessoal especializado, de acordo com as condições de cada um, irá propor programas de exercícios seguros que lhe é mais adequado e eficaz”, diz uma nota do ID. É também dada a oportunidade à população de experimentar diversas modalidades desportivas, como qigong e dança aeróbica. A iniciativa realiza-se entre as 7h30 e as 11h30, no parque municipal Dr. Sun Yat Sen.

Os artistas Leong Fei In e Zhang Xinjun apresentam uma exposição no Macau Art Garden, que cria uma história visual sobre uma ilha desconhecida e reúne também memórias de Macau. Durante este ano vão realizar uma residência artística e uma nova exposição conjunta

A

exposição “One Plus One · Macau and Overseas Artists Exchanged Exhibition: Island”, organizada pela Art For All Society (AFA), está aberta ao público até dia 27 de Janeiro no Tak Chun Macau Art Garden. É a segunda edição de um programa de intercâmbio cultural, que conta desta vez com obras da artista local Leong Fei In, e do artista Zhang Xinjun, da China Continental. No local da exposição nasceram nove pequenas ilhas de tamanhos e formatos distintos, construídas a partir de materiais como areia de quartzo tingida e especiarias antigas. As paredes revelam agora diferentes montanhas

pintadas em cores vivas, acompanhadas de algumas palavras. Durante a visita, o público pode andar entre o trabalho. “Leong Fei In alargou o conceito de ‘ilha’ a um sentido do corpo e visão do mundo, usando dados históricos das ilhas de Macau e do Sudeste Asiático que foram afectadas durante a era náutica, como pano de fundo para criar a história visual virtual ‘ilha desconhecida’”, comunicou a AFA. Por sua vez, Zhang Xinjun juntou imagens relacionadas com a história, paisagens e pessoas de Macau. O artista organizou assim memórias do território, que assumem forma visual de tecido, em


eventos 9

segunda-feira 4.1.2021

entre ilhas

MBIO ARTÍSTICO

que os traços foram feitos através de queima de incenso. Estas imagens, explica a nota da AFA, “advieram de mal-entendidos do artista sobre o território através de informação indirecta”. Em 2019 realizou-se pela primeira vez a exposição “one plus one”, com artistas de Macau e do exterior, em Pequim. A mostra da nova edição foi inaugurada no final de 2020, e está patente ao público entre as 11h e 19h, de segunda a sábado.

TEMPO PARA CRIAR

Ao longo de 2021, os dois artistas seleccionados vão realizar residências artísticas em Macau e uma nova exposição conjunta numa galeria local. O “One Plus

One” é um programa de intercâmbio cultural, que pretende fortalecer as trocas artísticas e culturais entre Macau e artistas do exterior. Neste âmbito, a cada dois anos, aAFAseleciona um artista em representação

No local de exposição nasceram nove pequenas ilhas de tamanhos e formatos distintos, construídas a partir de materiais como areia de quartzo tingida e especiarias antigas

de Macau e outro do exterior, cooperando com institutos artísticos da China Continental, Hong Kong ou do estrangeiro para organizar uma exposição conjunta. Desta vez, foram Leong Fei In e Zhang Xinjun os eleitos. “Através deste projecto, a AFA espera trazer mais estímulos externos aos artistas [locais], dando-lhes uma oportunidade de ganharem mais experiências fora de Macau e obterem uma experiência criativa numa cena artística mais ampla”, indicou a entidade. A artista Leong Fei In concluiu o mestrado em Artes Visuais na University of the Arts London, em 2016. O seu trabalho abrange técnicas como gravuras, livros, escul-

turas de papel e instalações, através das quais explora temas como espaço, memória e tensão. As exposições a solo incluem “In between”, em Kyoto no ano de 2017, ou “The Weight of Context” na AFA, em 2018. O artista Zhang Xinjun nasceu em Zhengzhou, Henan. Terminou a formação na Academia de Belas Artes de Sichuan em 2005, e na Academia Central de Belas Artes em 2009. “Mine”, na Alemanha, ou “Hou Zhairen not surnamed Hou”, em Pequim, são exemplos de exposições a solo. Salomé Fernandes

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A voz da transformação “Enorme legado” deixado por Carlos do Carmo

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ORTUGAL está hoje de luto pela morte de Carlos do Carmo. O fadista morreu dia 1 de Janeiro, aos 81 anos, em Lisboa, e realizam-se hoje as cerimónias fúnebres. Em comunicado, o Governo português anunciou um Dia de Luto Nacional em sua homenagem. “Carlos do Carmo não era só um notável fadista, que o público, a crítica e um Grammy consagraram. Para além de extraordinário artista, um dos seus maiores contributos para a cultura portuguesa foi a forma como militantemente renovou o fado e o preparou para o futuro”, disse o primeiro-ministro, citado na nota. Nas redes sociais, a Universal Music Portugal explicou que o cantor foi “vítima de um pós-operatório a um aneurisma da aorta abdominal”. A discográfica descreveu que o fadista deixou “um enorme legado” e que tinha “um dom inigualável”. “Muitas vezes visionário, nunca abdicou de levar o fado para outras dimensões, de lhe introduzir novos instrumentos, de evangelizar novos poetas, de manter o nível”, disse a Universal Music. “Lisboa, menina e moça” e “Os putos” são algumas das músicas que assinalam a carreira de Carlos do Carmo. O cantor era filho da fadista Lucília do Carmo e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados ‘O Faia’, onde começou a cantar, até iniciar a carreira artística em 1964. Recebeu em 2014 o Grammy Latino de Carreira e passou por palcos como o Olympia e o Royal Albert Hall. Tinha-se despedido dos palcos em Novembro de 2019. O maestro e compositor António Victorino d’Almeida disse à agência Lusa que Car-

los do Carmo foi “a segunda grande revolução que houve no fado”, a seguir a Amália Rodrigues, embora seguindo uma linha “um pouco diferente”. “Tivemos dois verdadeiros ‘monstros’ do fado em Portugal, que transformaram o fado numa coisa que hoje em dia se conhece no mundo”, disse.

DIMENSÃO CULTURAL

“Figura incontornável do fado e da música em geral, Carlos do Carmo deixa um enorme legado na memória de todos”, lamentou a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), no dia em que o fadista morreu. Citado na nota, o secretário-geral da UCCLA, Vitor Ramalho, descreveu que Carlos do Carmo “deixou definitivamente de cantar”, mas que tal “não significa que a sua voz tenha deixado de ser ouvida como uma referência cultural incontornável do povo português”. Em reflexão sobre o fado que o cantor interpretou “de forma invulgar”, comentou ainda ser o resultado do encontro secular de culturas dos povos que têm o português como língua oficial. Num mundo globalizado, a UCCLA recorda que a afirmação de Portugal no mundo tem “como instrumento privilegiado a lusofonia”, identificando Carlos do Carmo como “um herói da cultura”. A agência Lusa noticiou que a Associação das Casas de Fado de Lisboa recordou Carlos do Carmo como “uma das grandes figuras” da renovação do fado, que foi “capaz de acrescentar sem desvirtuar, deu ao fado dimensão e dignidade”. A associação classificou ainda o cantor como “uma figura maior do fado e da cultura do nosso país”.


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Aviso Anúncio O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 1ª vez do ano 2021 (1)

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O FDCT foi estabelecido por Regulamento Administrativo nº14/2004 da RAEM, publicado no B. O. N° 19 de 10 de Maio, e está sujeito a tutela do Chefe do Executivo. O FDCT visa a concessão de apoio financeiro ao ensino, investigação e a realização de projectos no quadro dos objectivos da política das ciências e da tecnologia da RAEM. Alvos de Patrocínio (i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM. Projecto de Apoio Financeiro (i) Que contribuam para a generalização e o aprofundamento do conhecimento científico e tecnológico; (ii) Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas; (iii) Que sejam inovadores no âmbito do desenvolvimento industrial; (iv) Que contribuam para fomentar uma cultura e um ambiente propícios à inovação e ao desenvolvimento das ciências e da tecnologia; (v) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vi) Pedidos de patentes. Tipo de projecto candidato De acordo com a classificação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os candidatos devem seleccionar o tipo de. projecto candidato a que pertence entre os seguintes: (i) Tipo de investigação fundamental: projectos desenvolvidos para obter novos conhecimentos sobre os princípios subjacentes aos fenómenos e factos observáveis. (ii) Tipo de investigação aplicada: projectos com objectivos de investigação claros e inovação, desenvolvidos para promover as descobertas da investigação básica à aplicação. (iii) Tipo de desenvolvimento experimental: projectos desenvolvidos para aplicações práticas, destinados a gerar novos produtos, materiais, dispositivos, processos, sistemas e serviços, incluindo especificamente a cooperação da indústria-universidade-investigação, investigação e desenvolvimento empresarial e investigação clínica. Valor de Apoio Financeiro (i) Projectos de montante igual ou inferior a MOP 500.000,00(quinhentas mil patacas) (aprovados pelo Conselho de Administração) (ii) Projectos de montante superior a MOP 500.000,00 (quinhentas mil patacas) (aprovados pelo Conselho de Curadores)

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Data do Pedido De 4 de Janeiro a 4 de Fevereiro de 2021

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Forma do Pedido Preenchido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 235 /2018,«Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro», publicado no B. O. N° 40 de 3 de Outubro 2018, através do sistema informático - “online” do FDCT (website: www. fdct.gov.mo). Endereço do escritória: Avenida do Infante D. Henrique N.º 43-53A, Edf. “The Macau Square ”, 11.º andar K, Macau. Para informações: tel. 28788777.

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Condições de Autorizações É realizada em conformidade com os Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro, aprovado pelo Despacho do. Chefe do Executivo n.º 235/2018. Dependendo da natureza da candidatura, é ainda necessário adoptar os seguintes critérios. (i) Tipo de investigação fundamental: valor científico e pioneiro; (ii) Tipo de investigação aplicada: praticidade e perspectivas de aplicação; (iii) Tipo de desenvolvimento experimental: cenários de aplicação reais, avanço dos indicadores de desempenho técnico, e benefícios sociais ou económicos. O Presidente do C. A. do FDCT, Chan Wan Hei

2020 / 12 / 31

Para facilitar o pedido, levantamento e renovação da licença para cães pelo dono de animal e a vacinação anti-rábica dos cães, o IAM instalará “os Postos ambulantes de serviço para pedido, levantamento e renovação da licença para cães”, entre os meses de Janeiro e Fevereiro de 2021, nas seguintes datas, horas e locais que se encontram na tabela anexa. Aos 7 de Dezembro de 2020 O Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais José Tavares Tabela anexa Postos ambulantes de serviço para pedido, levantamento e renovação da licença para cães 2021

Península de Macau

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Fins

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 19.º da Lei n.º 4/2016, “Lei de Protecção dos Animais”, são obrigados a obter uma licença emitida pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) os proprietários dos cães que tenham completado três meses de idade e que não sejam animais para competição. A respectiva licença é válida pelo prazo de três anos. O dono de animal deve também apresentar um requerimento de renovação nos 60 dias anteriores ao termo do prazo de validade da licença. Caso contrário, a licença caduca quando não tenha sido renovada no prazo legalmente fixado, nos termos da alínea 1) do artigo 23.º da mesma Lei. Ao mesmo tempo, de acordo com a alínea 4) do n.º 1 do artigo 11.º da Lei em causa, o dono de animal deve cuidar do animal providenciando os meios necessários de modo a prevenir e tratar doenças contagiosas, nomeadamente a vacinação periódica dos cães contra a raiva.

Coloane

Data 09/01/2021 (sábado) 16/01/2021 (sábado)

Hora 14:00-19:00 14:00-19:00

21/01/2021 (quinta-feira )

17:00-19:30

22/01/2021 (sexta-feira)

17:00-19:30

23/01/2021 (sábado)

14:00-19: 00

30/01/2021 (sábado)

14:00-19:00

06/02/2021 (sábado)

14:00-19:00

20/02/2021 (sábado)

14:00-19:00

27/02/2021 (sábado)

14:00-19:00

Taipa

Local Jardim da Vitória Praça de Luís de Camões Zona de Lazer do Edf. Lok Yeung Fa Yuen, Bairro de Fai Chi Kei Zona de Lazer do Edf. Lok Yeung Fa Yuen, Bairro de Fai Chi Kei Largo do Pagode do Bazar Parque Urbano da Areia Preta (por trás do Centro de Saúde da Areia Preta) Ao lado do Edifício Ip Heng, Seac Pai Van, Coloane Rotunda do Estádio, Taipa (junto do Centro Desportivo Olímpico – Estádio) Rotunda do Estádio, Taipa (junto do Centro Desportivo Olímpico – Estádio)

Nota: Quem não se encontre a cumprir a pena acessória prevista na alínea 2) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 4/2016, “Lei de Protecção dos Animais”, ou a sanção acessória prevista na alínea 2) do artigo 30.º da mesma Lei, pode requerer licença. 1. Documentos comprovativos de entrega necessária aquando do pedido e do levantamento da licença para cães pela primeira vez: a. Fotocópia do documento de identificação, se for pessoa singular maior de 18; b. Fotocópia dos modelos M/7 ou M/8, para efeitos de Contribuição Industrial, emitidos pela DSF, se for pessoa colectiva legalmente constituída; c. O documento comprovativo da morada da criação do cão (como factura da água, da electricidade); d. O original do documento comprovativo válido de vacinação anti-rábica (certificado internacional de vacinação). 2. Taxa de pedido da licença para cães pela primeira vez: a. Cães esterilizados: MOP 330,00 (incluído o imposto de selo de 10%); b. Cães não esterilizados: MOP 990,00 (incluído o imposto de selo de 10%); c. A taxa para pedido e levantamento de licenças para cães inclui exame veterinário, introdução de microchip, inoculação de vacina anti-rábica e atribuição de chapa de identificação metálica (para cada cão). 3. Documentos comprovativos de entrega necessária aquando da renovação da licença para cães: a. Fotocópia legível da licença válida para cães, emitida pelo IAM (anterior IACM); b. O original do documento comprovativo válido de vacinação anti-rábica (certificado internacional de vacinação). 4. Taxa de renovação da licença para cães: a. Cães esterilizados: MOP 220,00 (incluído o imposto de selo de 10%); b. Cães não esterilizados: MOP 660,00 (incluído o imposto de selo de 10%); c. A taxa para renovação de licenças para cães inclui exame veterinário e inoculação de vacina anti-rábica (para cada cão). www. iam.gov.mo


região 11

segunda-feira 4.1.2021

sólida para uma integração mais profunda das economias digital e real, ajudará a estabilizar o investimento e acelerará as actualizações industriais, comentaram os especialistas. Xiang Ligang, director geral da Aliança de Consumo de Informação, uma associação da indústria de telecomunicações, disse que a China já construiu a maior rede 5G comercial e que a internet industrial e de consumo do país também entraram em modo de rápida aplicação. “A maior ênfase na rede 5G privada industrial no próximo ano acelerará a aplicação de tecnologias digitais em sectores tradicionais e ajudará a nação a procurar o desenvolvimento da manufactura de alta qualidade”, disse Xiang. Mais de 1.100 projectos que se concentram na implementação da integração do 5G e a Internet industrial estavam a ser construídos na China em Novembro, indicou o ministério.

COBERTURA ASSEGURADA Xiang Ligang, director geral da Aliança de Consumo de Informação “A maior ênfase na rede 5G privada industrial no próximo ano acelerará a aplicação de tecnologias digitais em sectores tradicionais e ajudará a nação a procurar o desenvolvimento da manufactura de alta qualidade.”

5G PAÍS EMPENHA-SE NA ACELERAÇÃO DA PROMOÇÃO DA REDE EM 2021

A toda a brida

A

China vai construir mais de 600.000 antenas de 5G em 2021, à medida que o país acelera a promoção da tecnologia sem fios, segundo os últimos dados do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. Até meados de Dezembro, a China já construiu mais de 718.000 torres de 5G e já possuiu sinais de 5G disponíveis em mais de 300 cidades. “O país vai promover a construção e aplicação da rede 5G de maneira ordenada, acelerará a cobertura 5G nas cidades principais e avançará na construção coo-

perativa e no compartilhamento de torres 5G entre as operadoras de telecomunicações”, disse Xiao Yaqing, ministro da indústria e tecnologia da informação, numa conferência de imprensa na segunda-feira passada. “Mais esforços serão realizados para desenvolver projectos-pilotos da rede 5G industrial, concentrando-se em 10 indústrias-chave e formando 20 cenários de aplicação industrial típicos”, disse ainda Xiao, sem dar detalhes. O plano da promoção do 5G para o próximo ano estabelecerá uma infraestrutura de telecomunicações

A Industrial Securities, uma empresa de segurança, informou em nota de investigação que o plano de construção da rede 5G para 2021 está praticamente alinhado com as expectativas do mercado. Com a ascensão das empresas chinesas na cadeia industrial de telecomunicações na era do 5G, a lucratividade das operadoras de telecomunicações chinesas e dos fornecedores de equipamentos de telecomunicações deverá crescer. Yang Jie, presidente da China Mobile, a maior operadora de telecomunicações do país asiático, disse que a empresa planeia alcançar uma cobertura 5G completa nas cidades, condados e principais vilas no próximo ano. Liu Duo, chefe da Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicação, afirmou que cerca de 20 por cento das aplicações 5G serão orientadas pelo consumidor, e 80 por cento do seu potencial comercial reside no seu uso em sectores tradicionais. Como resultado, a combinação de 5G com a Internet industrial será de maior importância para o impulso da China nas actualizações industriais em grande escala.

Cartas do Líder Supremo Kim Jong Un agradece apoio dos cidadãos “em tempos difíceis”

O

líder da Coreia do Norte agradeceu no primeiro dia do ano o apoio popular dos norte-coreanos “em tempos difíceis”, numa carta manuscrita publicada por ocasião do Ano Novo, a alguns dias de um congresso do partido no poder. “Agradeço ao povo por ter sempre confiado no nosso partido e por o ter apoiado, mesmo nos momentos difíceis”, afirmou Kim Jong Un, no que foi interpretado como uma referência às dificuldades económicas causadas pelas sanções internacionais e pelas restrições para conter a pandemia. A mensagem foi divulgada após uma cerimónia marcada por fogo-de-artifício, danças e cânticos, na praça Kim Il Sung, em Pyongyang, para assinalar a entrada em 2021. A cerimónia foi organizada apesar da pandemia de covid-19, com a Coreia

abertura de um congresso partidário, o primeiro em cinco anos.

HÁBITOS RETOMADOS

do Norte a afirmar que não registou qualquer caso da doença no seu território. Kim dirige-se habitualmente aos norte-coreanos no dia 1 de Janeiro, numa mensagem transmitida pela televisão em que antecipa a política que será seguida ao longo no ano. No ano passado, essa tradição foi interrompida e o líder norte-coreano optou por falar em 31 de Dezembro, numa sessão plenária do Partido dos Trabalhadores (no poder). Este ano, muitos observadores diziam não esperar que a tradição fosse retomada, a alguns dias da

Os ‘media’ oficiais anunciaram que o congresso teria lugar no início de Janeiro, sem adiantar uma data precisa. “Desejo sinceramente a todas as famílias do país as maiores felicidades e boa saúde”, declarou Kim, na carta divulgada pela agência noticiosa oficial KCNA. “Neste novo ano, também me esforçarei para fazer avançar a nova era em que os ideais e desejos de nosso povo se tornarão realidade”, prometeu. Segundo os ‘media’ sul-coreanos, foi a primeira vez desde 1995 que um líder da Coreia do Norte se dirigiu por carta à população por ocasião do Ano Novo. A última carta tinha sido escrita por Kim Jong Il, pai e antecessor do actual líder.

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Governo da Região Administrativa Especial de Macau Fundo de Segurança Social

Anúncio

Nos termos dos artigos 36.º e 38.º da Lei n.º 4/2010, os beneficiários da pensão para idosos ou da pensão de invalidez do Fundo de Segurança Social devem efectuar a prova de vida durante o mês de Janeiro de cada ano, para manter a atribuição das prestações. Os meios de efectuação são os seguintes: 1. Aceder à aplicação para telemóvel “Conta única de acesso comum aos serviços públicos da RAEM” e fazer o reconhecimento facial (a partir das 09h00 do dia 1 de Janeiro); 2. Nos quiosques de auto-atendimento instalados em vários locais de Macau (a partir das 09h00 do dia 1 de Janeiro); 3. Pessoalmente, munido do bilhete de identidade de residente de Macau válido, durante o horário de expediente, junto dos locais abaixo indicados: - Albergue da Santa Casa da Misericórdia de Macau (4 a 15 de Janeiro); - Instalações do FSS na freguesia São Lázaro (a partir de 18 de Janeiro); - Centro de Serviços da RAEM; - Centro de Serviços da RAEM das Ilhas; - Centros de Prestação de Serviços ao Público da Zona Central, da Zona Norte e das Ilhas bem como os respectivos postos do Instituto para os Assuntos Municipais; 4. Os beneficiários que se encontram a viver na província de Guangdong podem deslocar-se pessoalmente às instituições de seguro social de diferentes hierarquias da província de Guangdong, munidos do seu bilhete de identidade de residente de Macau válido para efectuar a prova de vida. 5. Caso não possam dirigir-se pessoalmente para efectuar a prova de vida por motivo de estar fora de Macau ou dificuldade de movimentação, podem delegar um representante a entregar os respectivos documentos comprovativos ou enviá-los por correio ao FSS. Através da aplicação para telemóvel “Conta única de acesso comum aos serviços públicos da RAEM” / Quiosques de auto-atendimento pode ser efectuada, de uma só vez, a prova de vida para os três serviços, Fundo de Segurança Social, Instituto de Acção Social e Fundo de Pensões. Para mais informações, é favor consultar a página temática sobre prova de vida na página electrónica do FSS ou ligar para a linha aberta n.º 2853 2850. Aos 4 de Janeiro de 2021. Descarregar aplicação para telemóvel “Conta única de acesso comum aos serviços públicos da RAEM”

O Presidente do Conselho de Administração do FSS Iong Kong Io Quiosques de auto-atendimento

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4.1.2021 segunda-feira

Corro em volta de mim

O monge bue deu o braço a Bodhidarma

Paulo Maia e Carmo texto e ilustração

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I Ao (772-841) escritor e em geral erudito confuciano, possuía uma vontade de conhecer que se manifestou no reconhecimento filosófico e literário mas também no deslumbramento do espaço. Na sua célebre «Memória da minha viagem ao Sul» que decorreu no ano 809 e que o levou de Luoyang a Guangzhou foi anotando o que via e interpretando. No dia 1 de Abril, por exemplo, escreveu: «Visitei Wudangshan (Hubei) a Montanha da floresta marcial (…) Escutei o vento nos pinheiros convocando as montanhas encantadas com longos cantos, escutei os guinchos dos macacos e rapazes da montanha que imitavam as cotovias.» É possível que tenha sido aí, nessa atenção ao que escutava, que teria ouvido falar de um mestre do Budismo Chan chamado Yaoshan Weiyan (745-827) cuja fama se difundia na habitual forma de diálogos reveladores. Um deles coloca-o conversando com o seu mestre Shitou Xiqian (700-790) que lhe terá perguntado: «Que fazes aqui?» ao que Yaoshan respondeu «Não estou a fazer nada.» «Então estás só aí sentado, a descansar» disse Shitou. Yaoshan respondeu: «Se estivesse sentado, a descansar, já estaria fazendo alguma coisa.» Essa fama de sabedoria loquaz levaria Li Ao, o confuciano, a querer conhecer o monge adepto da súbita iluminação. Porém, ao encontra-lo, terá ficado decepcionado: «Ver-te não é tão interessante como ouvir falar de ti.» A resposta do mestre perduraria na reflexão sobre a

realidade final, aquilo que pode ser visto: «Porque desvalorizas o olhar e dás importância ao ouvido?» Na realização dessa imprecisão, pintores adeptos do Budismo Chan criariam uma fórmula de representação que daria um valioso contributo para a percepção de o que é a pintura. Shi Ke, que viveu no século X, no período das Cinco Dinastias (907-960) seria reconhecido na posteridade pela pintura «Dois patriarcas» que, numa provável cópia do século XIII, se encontra no Museu Nacional de Tóquio (rolo vertical, 35, 3 x 64,4 cm, tinta sobre papel) e se tornaria icónica desse tipo de representação, utilizando só linhas velozes e sombras. Numa dessas duas figuras sentadas, «harmonizando a sua mente», observadores reconheceram a efígie do segundo patriarca do Chan, Shenguang, também conhecido como Dazu Huike (487-593) que possuiria uma inquietação que só Bodhidarma o primeiro patriarca, poderia aquietar. Quando foi ao seu encontro, ele meditava frente à parede de uma caverna, perto do mosteiro de Shaolin, e a vontade de ajudar a difundir os ensinamentos do Chan era tal que se diz que cortou e lhe ofereceu o seu braço, um sacrifício do corpo que os adeptos facilmente entenderam como sinal de liberdade espiritual. Que na pintura de Shi Ke se revela nesse diálogo entre o Chan e a pintura, que resultaria na adopção de especiosos termos para se explicar como pomo, a tinta espalhada ou yipin, a categoria naturalmente desenvolta.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 13

segunda-feira 4.1.2021

sem me encontrar...

José Simões Morais

Fernão de Magalhães em Portugal

S

OBRE a data e local de nascimento de Fernão de Magalhães existem divergências, sendo 1479 o ano mais provável e para alguns adeptos o de 1480, enquanto muitas terras reclamam tê-lo visto nascer, mas três salientam-se, Ponte da Barca no Minho, Sabrosa em Trás-os-Montes, que Stefan Zweig diz não ser, referindo como aceitável o Porto e Rui Manuel Loureiro especifica Gaia. Pertencia a uma antiga família da nobreza rural, sendo filho de Rui de Magalhães, alcaide-mor de Aveiro, e de Aldonça Mesquita. Seguiu ainda jovem para Lisboa, servindo como pajem da Rainha D. Leonor, esposa de D. João II, e manteve-se morador da casa real com D. Manuel. Na capital, Fernão de Magalhães soube da descoberta de Bartolomeu Dias e terá presenciado as partidas e chegadas, entre outras, das viagens de Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral. No ano de 1502, muitas foram as expedições que regressaram a Lisboa, como a de Miguel e Vasqueanes Corte Real, pois o irmão Gaspar ficara a explorar a Terra Nova; da Índia veio a terceira frota comandada por João da Nova, onde embarcara Diogo Barbosa, participante mais tarde na viagem de Fernão de Magalhães; e a de Américo Vespúcio, que navegara para além da parte portuguesa do continente americano e singrando para Sudoeste no Atlântico, explorou até próximo do extremo Sul à procura do Cabo de Catígara, para entrar no Índico. Nas tabernas de Lisboa, os recém-chegados marinheiros contavam as experiências e em discussões inebriantes surgiam ideias como, se havia ligação por água na parte Sul de África entre o Atlântico e o Índico, então esses ‘mares’ estariam também ligados a Oeste. Questionava-se se essa costa percorrida era a da China, ou correspondia a um novo continente. Novas misturadas com outras notícias do reino, do estrangeiro e do social quotidiano, no adro de S. Domingos a certas horas do dia eram licitadas por quem as queria ouvir. Preparava Cristóvão Colombo a quarta viagem, iniciada nesse ano de 1502, mas não ia acompanhado, como acontecera nas duas primeiras viagens, por o piloto e cartógrafo espanhol Juan de La Cosa. Este, em 1500 desenhara o primeiro mapa com o Novo Mundo, onde em destaque de cor verde representou a América, do Canadá ao Brasil com as Caraíbas, enquanto num pardo tom mostrava o restante mundo até à China. De 1502 era o Planisfério dito de

constavam legendas, entre as quais a de um oceano Oriental a fazer de ligação ao outro lado do planisfério, com o Novo Mundo. O problema do cálculo das longitudes só dois séculos e meio depois ficou resolvido, desactualizando então o Planisfério, que custara 12 ducados de ouro (uma fortuna) ao duque de Ferrara e foi levado para Itália por o seu agente em Lisboa, Alberto Cantino.

ANUAIS ARMADAS À ÍNDIA

«Cantino», desenhado por um anónimo cartógrafo português, actualizado já com informações geográficas provenientes da viagem de Álvares Cabral. Tinha ainda como base o mapa de Ptolomeu e usava as tradicionais cartas-portulano para os lugares não visitados por os portugueses. Baseado em latitudes e rumos, apresentava apenas 250º de longitude, representando com certo rigor a linha de costa do Extremo Oriente, apesar da península Indochinesa se alongar em latitude para o hemisfério Sul, quase a tocar o trópico de Capricórnio. Nele

A consciencialização de globo e de um novo mundo começava a estruturar-se e colocava Fernão de Magalhães a magicar sobre o que escutava. Assistia então à partida da quarta armada à Índia, capitaneada por o Almirante Vasco da Gama, que pela segunda vez ia ao Oriente, agora para apresentar as credenciais do Rei D. Manuel, Senhor da Navegação, Conquista e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia. Dividida em duas frotas, a primeira partiu a 10 de Fevereiro de 1502 com quinze navios e a segunda esquadra a 1 de Abril, composta por três naus e três caravelas, capitaneada por seu filho Estêvão da Gama, onde seguiam os embaixadores aos reis de Cochim e Cananor. (A. G. em Anais do Clube Militar Naval, 1989) No porto árabe da ilha de Quíloa (na actual Tanzânia) tornou tributário de Portugal o Sultão, que como prova de fidelidade deu um tributo de mil e quinhentos miticais de ouro, usado (como escreveria Damião de Góis, nascido nesse ano) para fazer a Custódia do Mosteiro dos Jerónimos. Encontrando estacionado em frente a Calicute o navio egípcio Meri, Vasco da Gama agiu sem piedade e queimou vivos os 300 passageiros e porque o Samorim de Calicute se recusou negociar, bombardeou-lhe a cidade e matou todos os locais que capturou. A 7 de Novembro de 1502 estava em Cochim, onde os cristãos nestorianos do Malabar se subordi-

Nas tabernas de Lisboa, os recém-chegados marinheiros contavam as experiências e em discussões inebriantes surgiam ideias como, se havia ligação por água na parte Sul de África entre o Atlântico e o Índico, então esses ‘mares’ estariam também ligados a Oeste. Questionava-se se essa costa percorrida era a da China, ou correspondia a um novo continente

naram ao Rei de Portugal, ficando assim realizado um dos objectivos da viagem à Índia, o de procurar cristãos. O outro, o de buscar especiarias, a feitoria de Cochim fizera a aquisição de um enorme carregamento para ele levar no regresso a Portugal. Vasco da Gama deixou o tio Vicente Sodré com cinco navios a apoiar as feitorias de Cananor e de Cochim, incumbindo-lhe também a missão de em pleno território do Islão impedir a passagem ao Mar Vermelho das naus que se dirigiam a Meca. À entrada desse mar, Vicente Sodré encontrou na Primavera de 1503 a ilha de Socotorá; estava então a sair do Tejo a quinta armada composta por três esquadras, com três naus cada uma, comandadas por Afonso de Albuquerque, seu primo Francisco de Albuquerque e António de Saldanha. Este último ficou com a missão de patrulhar a costa da Arábia e impedir os navios dos maometanos de hostilizar a navegação portuguesa no Índico. Os dois primos foram directamente para Cochim, o principal entreposto para a aquisição de especiarias, a fim de assegurar a carga a transportar para o reino. Com Afonso de Albuquerque na primeira esquadra seguia capitão de uma das naus Duarte Pacheco Pereira que, após destruírem 50 embarcações de Calicute, ficou em Cochim desde Novembro de 1503 como capitão da fortaleza, entretanto construída. Tinha três barcos, 150 soldados, com artilharia e munições para resistir aos constantes assaltos do Samorim e conseguiu demovê-lo desse intento. Pacheco Pereira regressou no início de 1505 a Portugal na sexta armada, capitaneada por Lopo Soares de Albergaria. Vasco da Gama ao comando da quarta armada fez a viagem de retorno e estava em Lisboa a 1 de Dezembro de 1503. A chegada dos portugueses ao Oriente perturbou o comércio dos produtos asiáticos, sobretudo especiarias, tanto aos reinos indianos e árabes das costas do Mar Arábico, como na Europa, cujo comércio era controlado há três séculos por Veneza, aliada com os mamelucos (1250-1517) do Egipto, onde em Alexandria os mercadores venezianos estavam instalados desde 1310. D. Manuel, segundo Veríssimo Serrão, compreendeu “a necessidade de alterar a sua estratégia no Oriente. Esta não podia mais confinar-se ao envio de frotas anuais com objectivos mercantis e religiosos. Impunha-se também assentar um domínio político que garantisse a força militar e o recurso a outros centros comerciais do Índico.”


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Para controlarem o Senado dos EUA, os democratas precisam de conquistar na terça-feira os dois lugares na segunda volta das eleições na Geórgia, onde não elegem um senador desde 2000, mas as sondagens indicam que

Cineteatro

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SALA 1

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Um filme de: Dave Franco Com: Dan Stevens, Alison Brie, Shiela Vand 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Um filme de: Josh Boone Com: Maisie Williams, Anya Taylor-Joy Charlie Heaton, Alice Braga 14.30, 16.30, 21.30

SALA 2

QUAN DAO [C]

FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Sotozaki Haruo 14.30, 16.45, 17.15, 21.30

FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: William So Com: Chan kwok kwan, Ngo Ka Nin, Awayne Liu 19.30

THE RENTAL [C]

THE MOVIE DEMON SLAYER: KIMETSU NO YAIBA MUGEN TRAIN [C]

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tudo é possível. Se Jon Ossoff e Raphael Warnock - os candidatos democratas aos dois lugares no Senado pela Geórgia – conseguirem ambos uma vitória, os democratas passam a controlar a câmara alta do Congresso dos EUA,

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onde já controlam a Câmara de Representantes. As sondagens dizem que está tudo em aberto para a eleição de dia 5, na véspera de Biden ver a sua eleição confirmada pelo Congresso.

UMA SÉRIE HOJE Neste documentário de três episódios, com o nome original: Goulag, Une Histoire Soviétique, Patrick Rotman explica como e os motivos que levaram o Partido Comunista da União Soviética a criar um sistema de campos de trabalhos forçados. Durante um total de hora e cinquenta minutos, Rotman dá-nos a conhecer os destinos de diferentes pessoas, que foram carrascos ou vítimas destes 7 e por onde passaram 20 Gulags milhões de pessoas exploradas 6 5 9 8 3 7 2 até à morte. João Santos Filipe

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GULAG, UMA HISTÓRIA SOVIÉTICA PATRICK ROTMAN | 2019

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mensagem de ano novo 15

segunda-feira 4.1.2021

Discurso de Ano Novo do Presidente Xi Jinping Camaradas, amigos, senhoras e senhores, saudações a todos!

O

ano de 2021 está a chegar. Da capital da China, Pequim, apresento os meus votos de Ano Novo a todos! 2020 foi um ano extraordinário. Diante da repentina pandemia de coronavírus, colocámos as pessoas e as suas vidas em primeiro lugar para interpretar o grande amor entre os humanos. Com solidariedade e resiliência, escrevemos a epopeia da nossa luta contra a pandemia. Durante os dias em que enfrentámos as dificuldades juntos, vimos os espíritos heróicos marchar a direito para a linha de frente, firmes nos seus postos com tenacidade, assumindo a responsabilidade de passar por tudo, sacrifícios com bravura e momentos emocionantes de ajuda mútua. Dos trabalhadores médicos ao exército popular, dos cientistas aos trabalhadores comunitários, dos voluntários aos que construíram os projectos, dos idosos aos jovens nascidos depois das décadas de 1990 e 2000, inúmeras pessoas cumpriram as suas missões à custa das suas vidas e protegeram a humanidade com amor sincero. Eles juntaram as suas forças, criando num poder tremendo, e construíram uma muralha de ferro para salvar vidas. Muitos foram os que marcharam em frente sem hesitar, muitos revezamentos foram realizados de mãos dadas, muitas cenas expuseram momentos comoventes, e tudo isto ilustra vividamente o grande espírito de luta contra a pandemia. A grandeza é forjada no comum. Os heróis vêm do povo. Cada pessoa é notável! As nossas condolências para todos os que infelizmente foram infectados com o coronavírus! Saudamos todos os heróis comuns! Tenho orgulho da nossa grande pátria e povo, bem como do nosso inquebrantável espírito nacional. É em tempos difíceis que a coragem e a perseverança se manifestam. É após ser polido que um pedaço de jade fica mais fino. Superámos o impacto da pandemia e alcançámos grandes conquistas, coordenando a prevenção e controlo, e no desenvolvimento económico e social. O 13º Plano Quinquenal foi integralmente cumprido. O 14º Plano Quinquenal está a ser formulado de forma abrangente. Estamos a acelerar o ritmo para estabelecer um novo padrão de desenvolvimento e a implementar em profundidade o desenvolvimento de alta qualidade. A China é a primeira grande economia do mundo a conseguir um crescimento positivo e espera-se que o seu PIB em 2020

atinja o novo nível de 100 triliões de yuans. A China tem uma boa colheita na produção de grãos há 17 anos consecutivos. A China produziu avanços em explorações científicas como o Tianwen-1 (missão a Marte), o Chang'e-5 (sonda lunar) e o Fendouzhe (submersível tripulado em alto mar). A construção do Porto de Livre Comércio de Hainão prossegue com vigor. Também derrotámos severas inundações. Com militares e civis, indiferentes aos perigos e às dificuldades e permanecendo unidos, conseguimos minimizar os danos das cheias. Inspecionei 13 províncias e fiquei feliz ao ver as pessoas implementar cuidadosamente as medidas de prevenção e controlo do coronavírus, correndo contra o tempo para retomar o trabalho e a produção, sem poupar esforços para promover a inovação. Em todos os lugares assisti a cenas vibrantes de pessoas confiantes e resilientes que aproveitavam ao máximo cada minuto. Em 2020, a China realizou a conquista histórica de estabelecer uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos e obteve um sucesso decisivo na erradicação da pobreza extrema. Lançámos o ataque final à fortaleza da pobreza rural enraizada e quebrámos esse "osso duro de roer".

Ao longo de 8 anos, sob o padrão actual, a China erradicou da pobreza extrema quase 100 milhões de habitantes rurais afectados e todos os 832 condados empobrecidos conseguiram elevar-se acima dessa pobreza. Nestes anos, visitei 14 áreas contíguas de extrema pobreza. Muitas vezes me lembro dos esforços incessantes das pessoas e da contribuição sincera dos quadros responsáveis pela erradicação da pobreza. Ainda precisamos permanecer de ser tenazes como um bambu profundamente enraizado nas rochas, manter os pés no chão e trabalhar duramente para pintar um quadro magnífico de revitalização rural e marchar constantemente em direcção ao objectivo da prosperidade comum. Este ano, celebramos o 40º aniversário da Zona Económica Especial de Shenzhen, entre outras, e os 30 anos do desenvolvimento e abertura de Pudong em Xangai. Quando eu estava na costa sul, e a maré da primavera subia pela margem colorida do rio Huangpu, a minha mente ficou repleta de uma miríade de pensamentos. Os testes-piloto tornaram-se modelos e forças liderantes, e as experiências para inovar tornaram-se nas forças principais da inovação. A abertura e a reforma criaram milagres de desenvolvimento. No futuro,

“Pretendemos colocar em primeiro lugar as pessoas, permanecemos fiéis à nossa aspiração original, mantemos a nossa missão bem presente, quebramos as ondas e navegamos para a nossa jornada em frente e, certamente, realizaremos o grande rejuvenescimento da nação chinesa.”

devemos aprofundar ainda mais a reforma e expandir a abertura com maior coragem e criar mais destas "histórias de primavera". Não estamos sozinhos na Grande Via porque o mundo inteiro é uma família. Depois de um ano de dificuldades, podemos compreender mais do que nunca o significado da humanidade como uma comunidade global com um futuro partilhado. Recebi muitos telefonemas de amigos da comunidade internacional, antigos e novos, e participei de muitas conferências à distância. O que mais discutimos foi permanecermos unidos no combate à pandemia. Ainda temos um longo caminho a percorrer na prevenção e controlo da pandemia. Pessoas de todo o mundo devem dar as mãos e apoiar-se umas nas outras para dissiparmos as sombras da pandemia e lutarmos por uma melhor "casa na Terra". 2021 verá o 100º aniversário do Partido Comunista da China. A sua jornada de 100 anos avança com um grande ímpeto. Cem anos depois, a sua aspiração original permanece ainda mais firme. De Shikumen em Xangai ao Lago Sul na cidade de Jiaxing, o pequeno barco vermelho (onde o primeiro congresso do PCC foi realizado) trouxe grande confiança ao povo e esperança à nação. O barco cruzou rios turbulentos e baixios traiçoeiros, viajou através de ondas e tsunamis, tornando-se num grande navio que navega pelo desenvolvimento estável e de longo prazo da China. O PCC tem a sua eterna grande causa em mente e o centenário apenas inaugura o início da sua vida. Pretendemos colocar em primeiro lugar as pessoas, permanecemos fiéis à nossa aspiração original, mantemos a nossa missão bem presente, quebramos as ondas e navegamos para a nossa jornada em frente e, certamente, realizaremos o grande rejuvenescimento da nação chinesa. Na encruzilhada histórica dos "Dois Objetivos do Centenário", a nova jornada de construção abrangente de um país socialista moderno está prestes a começar. A estrada à frente é longa; o esforço é o único caminho a seguir. Temos lutado, rasgado por entre silvas e espinhos, cruzado dez mil rios e milhares de montanhas. Continuaremos o nosso esforço, marcharemos para diante com coragem e criaremos uma glória ainda mais brilhante! Neste exacto momento, as lanternas festivas foram acesas e os familiares reúnem-se para o reencontro. O Ano Novo está a chegar. Desejo que nossa terra seja esplêndida, nosso país próspero e nosso povo viva em paz. Desejo a todos um ano harmonioso, suave e auspicioso, cheio de felicidade! Obrigado!


“A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla.” David Hume

EUA Confinamento fez crescer violência doméstica em comunidade lusófona

Deslizamento de terras Encontrado mais um morto na Noruega

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S confinamentos por causa da pandemia em 2020 provocaram o aumento da violência doméstica nas comunidades lusófonas em Massachusetts, nos Estados Unidos, disse à Lusa o director executivo da organização de serviços sociais MAPS. Segundo um relatório da Massachusetts Alliance of Portuguese Speakers (Aliança de Falantes de Português de Massachusetts, MAPS) enviado à agência Lusa, a organização de serviços sociais apoiou 556 vítimas de violência doméstica ou abuso sexual no ano fiscal de 2020, um aumento em relação ao período anterior, quando foram ajudados 435 sobreviventes. Das mais de 500 pessoas que sofreram de violência doméstica ou abuso sexual e foram encaminhados para os serviços da MAPS, 360 pessoas eram brasileiras, 90 cabo-verdianas, 40 portuguesas e 66 pessoas de outras nacionalidades. Apesar da violência doméstica ter tido um aumento durante os vários meses de confinamento, desemprego e dificuldades financeiras durante a pandemia de covid-19, a comunidade lusófona ultrapassou todas as expectativas em termos de generosidade, declarou o director executivo, Paulo Pinto. O responsável sublinhou, em entrevista à Lusa, a generosidade, união e resiliência da comunidade num ano tão difícil, que marcou também 50 anos de existência da MAPS. No total, a MAPS ajudou quase 18 mil pessoas durante o ano fiscal de 2020, com serviços de apoio à imigração, obtenção de cidadania, informações, prevenção e testagem de doenças sexualmente transmissíveis, serviços seniores e outros.

segunda-feira 4.1.2021

PALAVRA DO DIA

O plano inicial de vacinação do país visa vacinar 300 milhões de pessoas até Agosto, desde trabalhadores da saúde a pessoal da linha de frente

COVID-19 ÍNDIA AUTORIZA VACINAS DA BIOTECH E OXFORD/ASTRAZENECA

Rota da esperança

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Índia autorizou ontem duas vacinas covid-19, abrindo caminho a um enorme programa de inoculação para travar a pandemia do novo coronavírus no segundo país mais populoso do mundo. O regulador de medicamentos da Índia deu uma autorização de emergência para as vacinas desenvolvidas pela Universidade de Oxford e pelo biofarmacêutica AstraZeneca, e outra desenvolvida pela empresa indiana Bharat Biotech. O plano inicial de vacinação do país visa vacinar 300 milhões de pessoas até Agosto, desde trabalhadores da saúde a pessoal da linha de frente, incluindo a polícia e aquelas consideradas mais vulneráveis devido à sua idade ou outras doenças. O Instituto Serum da Índia, a maior empresa mundial de fabrico de

vacinas, foi contratado pela AstraZeneca para fazer mil milhões de doses para nações em desenvolvimento, incluindo a Índia. Na sexta-feira, O Reino Unido foi o primeiro a aprovar a vacina. A outra vacina conhecida como Covaxin é desenvolvida pela Bharat Biotech, em colaboração com agências governamentais. A empresa completou apenas duas das três fases de ensaio. A terceira, que testa a sua eficácia, teve início em meados de Novembro. Os primeiros estudos clínicos mostraram que a vacina não tem quaisquer efeitos secundários graves e produz anticorpos para a covid-19. A Índia, com quase 1,4 mil milhões de pessoas, é o segundo país afectado pelo coronavírus depois dos Estados Unidos com mais de 10,3 milhões de casos confirmados e 149.435 mortes, embora a taxa de contágios tenha diminuído signifi-

cativamente a partir de um pico em meados de setembro. Um pedido de autorização de vacina feito pela Pfizer ainda está a ser analisado pelas autoridades indianas.

NÚMEROS IMPLACÁVEIS

Mais de 84,5 milhões de casos de infecção pela covid-19 foram diagnosticados desde o início da pandemia, e morreram 1.835.788 pessoas, revelou ontem a universidade norte-americana Johns Hopkins. Estes dados publicados pela universidade pressupõem que houve um aumento de mais de 1,1 milhões de contágios desde o começo do ano novo. Os Estados Unidos continuam a ser o país mais atingido pela pandemia, tanto em número de casos (20.427.780) como em mortes (350.186), seguindo-se a Índia, com 10.323.965 e 149.435 óbitos, e o Brasil, com 7.716.405 e 195.725 óbitos.

Paquistão Onze mineiros mortos em ataque de extremistas no sudoeste do país Pelo menos 11 mineiros de uma comunidade xiita morreram ontem baleados num ataque de homens armados, perto de uma mina de carvão de Machh, região do Baluchistão, no sudoeste do Paquistão, revelou a agência Associated Press (AP). Citando uma fonte policial paramilitar, Moazzam Ali Jatoi, a AP noticia

que o ataque ocorreu a 48 quilómetros este de Quetta, capital da província do Baluchistão, com homens armados que sequestraram e abriram fogo sobre um grupo de mineiros da minoria xiita Hazara. Segundo o paramilitar, os mineiros foram levados para uma zona montanhosa e executados por homens

armados. Seis mineiros morreram no local e outros cinco morreram a caminho do hospital. O ataque não foi ainda revindicado, mas o grupo extremista sunita Lashker-e-Jhangvi já tinha atacado a minoria Hazara no passado na instável província do Baluchistão, fronteiriça ao Afeganistão e ao Irão.

S autoridades norueguesas encontraram ontem a quinta vítima mortal entre os destroços de um deslizamento de terras ocorrido na quarta-feira na aldeia de Ask, anunciou a polícia. Este deslizamento de terras, o mais mortal desde 1853 e que está a chocar a Noruega, ocorreu devido à construção de habitações numa zona dominada pela argila, e onde já tinha havido alertas em 2005 para possíveis acidentes. O deslizamento ocorreu na aldeia de Ask, a 25 quilómetros a nordesde e Oslo, e as equipas de salvamento têm estado a procurar pelo menos 10 pessoas que foram dadas como desaparecidas. Nas buscas recuperaram quatro corpos, tendo encontrado ontem a quinta vítima mortal. Num curto comunicado, a polícia norueguesa confirmou ter encontrado ontem uma vítima mortal pouco antes das 06:00, hora local. As operações de resgate estão a ser prejudicadas pelo número limitado de horas de sol na Noruega nesta altura do ano e pelo receio de mais deslizamentos, já que o terreno continua instável e não suporta, por exemplo, o peso de um veículo militar, disseram as autoridades, citadas pela AP. Mais de mil pessoas foram retiradas, e as autoridades dizem que até 1.500 pessoas podem ter de ser realojadas devido ao receio de mais deslizamentos.


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Hoje Macau 4 JAN 2021 #4681 by Jornal Hoje Macau - Issuu