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Hoje Macau 31 AGO 2017 #3886

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

QUINTA-FEIRA 31 DE AGOSTO DE 2017 • ANO XVI • Nº 3887 PUB

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

hojemacau

HATO | GOVERNO

Respostas imperfeitas PÁGINA 4

TUFÃO ASSOCIAÇÕES SEM AJUDAS PARA COBRIR DANOS

“A Fundação Macau não tem, de momento, qualquer tipo de apoio dirigido às associações”. Foi a resposta que o presidente da APIM, Miguel de Senna Fernandes, recebeu quando contactou a

A febre de Deng

instituição em busca de ajuda para fazer frente aos estragos causados pelo Hato. Os danos, desta e de outras associações locais, são muitos e sem ajuda a actividade destes grupos pode estar em risco.

GRANDE PLANO

DSAL | GALAXY

Más práticas na mesa PÁGINA 6

PÁGINA 7 SOFIA MARGARIDA MOTA

www.hojemacau.com.mo•facebook/hojemacau•twitter/hojemacau

Mãos a abanar

ANGOLA

Trabalho de casa II h

JOSÉ DRUMMOND

“Exorcismo” no tribunal EVENTOS

ANTÓNIO CABRITA

ÍNDIA | HIMALAIAS

As lições de Pequim

PUB

PÁGINA 10


2 grande plano

31.8.2017 quinta-feira

ANGOLA

Os resultados ainda não são oficiais mas os números apontam para a uma maioria do MPLA. João Lourenço já se prepara para suceder a José Eduardo dos Santos e adianta que vai seguir uma política de reformas semelhantes às de Deng Xiaoping

JOÃO LOURENÇO QUER REFORMAS AO ESTILO DENG XIAOPING

INSPIRACOES ´ ´ SINICAS ˜

“Vou usaras nossas conquistas, a independência, a soberania, a paz, a reconciliação, e concentrar-me no desenvolvimento da economia. Angola tem recursos enormes e as condições necessárias para criar um ambiente de negócios que incentive os investidores a virem para o nosso país” JOÃO LOURENÇO CANDIDATO DO MPLA

O

general João Lourenço, que segundo os resultados provisórios da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) será o próximo Presidente de Angola, sucedendo a 38 anos de liderança de José Eduardo dos Santos, promete ser reformador, ao estilo Deng Xiaoping. Numa entrevista concedida em Madrid, para onde viajou logo após as eleições gerais angolanas de 23 de agosto, João Lourenço rejeitou a classificação que lhe tem sido colocada, de “Gorbachev angolano”, por suceder à prolongada liderança de José Eduardo dos Santos. “Reformador? Vamos trabalhar para isso, mas certamente não

Gorbachev, Deng Xiaoping, sim”, afirmou João Lourenço, militar formado na União Soviética e que agora se prepara para ascender ao poder em Angola, questionado na capital espanhola pela agência EFE. Deng Xiaoping foi secretário-geral do Partido Comunista Chinês e líder político da República Popular da China entre 1978 e 1992, tendo criado o designado socialismo de mercado, regime vigente na China moderna e que posteriormente foi adaptado pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) para aquele país.

MUDANÇA DE CARA

No partido, João Lourenço mantém-se como vice-presidente, ca-

bendo a liderança a José Eduardo dos Santos, que pode continuar a ditar a política no país. “Está claro que o MPLA vai influenciar as políticas do Governo porque é o partido mais votado, tem 61% dos votos, não é justo pensar que o MPLAnão vai conduzir as políticas do novo Governo. Então quem seria? O partido menos votado? Sem dúvida que o novo Governo vai seguir o ideal do MPLA porque é o partido em que o povo confiou”, afirmou Lourenço. Tal como na campanha eleitoral, João Lourenço relativiza a convivência com José Eduardo dos Santos como presidente do MPLA: “O Presidente Dos Santos é uma personalidade muito respeitada, tanto dentro do partido como por um con-

junto da sociedade e não é anormal que o presidente do partido no poder não seja ele próprio o Presidente da República. Apenas para citar um caso, Donald Trump é o Presidente dos Estados Unidos mas não do Partido Republicano”, afirmou.

DIVERSIFICAÇÕES

“Diversificar a economia é fundamental e indispensável para sobreviver, é imprescindível abrir a nossa economia e esquecermos um pouco o petróleo. O nosso país, Angola, pode sobreviver, tem mais recursos além do petróleo”, afirmou João Lourenço. Desde logo, garante que serão criados incentivos à agro-indústria em Angola, para potenciar as vastas


grande plano 3

quinta-feira 31.8.2017

Os inconformados Partidos da oposição não aceitam resultados

C

RESULTADOS SATISFATÓRIOS

O candidato do MPLA às eleições gerais angolanas, que segundo os resultados provisórios da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) será o novo Presidente de Angola, considera que os resultados eleitorais “foram bons”, apesar da quebra da votação.

“Reformador? Vamos trabalhar para isso, mas certamente não Gorbachev, Deng Xiaoping, sim” JOÃO LOURENÇO CANDIDATO DO MPLA

Os dados provisórios divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) angolana apontam o MPLA como vencedor das eleições gerais, com 61% dos votos, e a eleição de João Lourenço como novo Presidente da República, sucedendo a 38 anos de liderança de José Eduardo dos Santos. O MPLA perdeu 25 deputados na Assembleia Nacional angolana nas eleições gerais de quarta-feira, de acordo com os dados provisórios anunciados pela CNE - que são contestados pela oposição, com ameaça de impugnação -, quando estão escrutinados 9.221.963 votos (98,98% do total). O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) lidera a contagem nacional, com 4.115.302 votos (61,05%), o que corresponde a 150 deputados (maioria qualificada) e à eleição de João Lourenço para Presidente da República. Nas eleições gerais de 2012, a última às quais concorreu como cabeça-de-lista do MPLA José Eduardo dos Santos, Presidente da República desde 1979, que decorreram nos mesmos moldes, o MPLA arrecadou 4.135.503 votos, equivalente a 71,80% da votação e 175 deputados, o que na altura já representou menos 16 mandatos. No plano oposto, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), liderada por Isaías Samakuva, sobe para 1.800.860 votos e 26,72% do total, com 51 deputados, quando nas eleições gerais de 2012 conquistou 1.074.565 votos (18,7% do total) e 32 deputados à Assembleia Nacional. Os resultados oficiais só serão divulgados depois de 06 de Setembro. Lusa

AP/BRUNO FONSECA

terras aráveis e água disponíveis, afirmando que o país pode vir a ser “uma grande potência agrícola, do tipo do Brasil”. A privatização de empresas públicas que não sejam lucrativas e representem um “peso morto para o Estado” mantém-se como prioridade de João Lourenço: “Quais? Não posso dizer, isso é o que vamos estudar, caso a caso, e será feito pelo novo executivo”. Na mesma entrevista, João Lourenço assume o objectivo de “preservar e usar” as “conquistas” dos antecessores, Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos, ambos do MPLA. “Vou usar as nossas conquistas, a independência, a soberania, a paz, a reconciliação, e concentrar-me no desenvolvimento da economia. Angola tem recursos enormes e as condições necessárias para criar um ambiente de negócios que incentive os investidores a virem para o nosso país”, concluiu.

OM a vitória anunciada de João Lourenço nas eleições gerais de Angola, os dois principais partidos da oposião não se conformam. A UNITA afirmou que apenas três comissões provinciais eleitorais (CPE) respeitaram até ao momento a lei, sobre o apuramento dos resultados das eleições gerais angolanas de 23 de Agosto, garantindo que vai recorrer para o Tribunal Constitucional. Segundo um comunicado do secretariado executivo da comissão política da UNITA enviado à Lusa, aquele partido refere que apenas as CPE de Cabinda, Uíge e Zaire “respeitaram a lei”, no que toca ao recurso à “totalidade das actas das operações emitidas em todas as mesas de voto”, de cada província, para o respectivo apuramento provincial, que antecede o escrutínio nacional, conforme prevê a lei eleitoral. Além destas três províncias, o partido do “galo negro” refere que o mesmo procedimento está agora em curso também nas províncias do Bié, Huíla e Cuanza Sul, enquanto as CPE do Cunene, Namibe, Cuando Cubango, Huambo, Lunda Sul, Lunda Norte, Moxico e Luanda “continuam a trilhar os caminhos da violação da lei, em obediência a ordens obscuras”. A UNITA afirma ainda que “findo o prazo legal e a persistir a vontade de violar a lei”, vai avançar junto do Tribunal Constitucional com “a competente acção judicial”, de forma a “obrigar as CPE incumpridoras a pautarem a sua acção ao que a lei prescreve”.

O partido já avançou anteriormente com uma reclamação junto da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) por terem sido “produzidos e anunciados resultados provisórios fora do previsto na Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais”, os quais colocam o MPLA como vencedor da votação, com 61% dos votos, e elegendo João Lourenço como novo Presidente da República.

COLIGAÇÃO INSATISFEITA

A coligação angolana CASA-CE condenou também a ameaça da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de abrir processos disciplinares aos comissários representantes de partidos da oposição que se demarcaram dos resultados provisórios das eleições divulgados por aquele órgão eleitoral. Em comunicado, o Conselho Presidencial da Convergência Ampla de Salvação de Angola Coligação Eleitoral (CASA-CE), a terceira força política do país, refere que tem estado a acompanhar “com minúcia” todo o processo de escrutínio e apuramento provincial dos resultados eleitorais. Nos últimos dias, vários comissários da CNE e dos seus órgãos provinciais têm assumido uma posição de distanciamento dos resultados provisórios divulgados pelos órgãos centrais, por alegarem violar a lei, com supostas ilegalidades ao processo de escrutínio. A porta-voz da CNE, Júlia Ferreira, disse no final do plenário de quarta-feira que o órgão eleitoral angolano vai instaurar um inquérito para analisar o comportamento de alguns co-

missários nacionais e provinciais, que têm assumido “uma conduta desviante” dos princípios reitores do órgão eleitoral. No seu comunicado, enviado à Lusa, a CASA-CE manifesta solidariedade com todos os mandatários e comissários afectos ao processo eleitoral, condenando e repudiando “com veemência” a ameaça da CNE, de promover processos disciplinares contra os membros do órgão eleitoral. A CASA-CE classifica a conduta daqueles comissários como sendo “patriótica e exemplar” na salvaguarda dos preceitos democráticos, denunciando “irregularidades verificadas na divulgação dos falsos resultados eleitorais provisórios”. Esta coligação de seis partidos diz ter sido feito o escrutínio e concluído o apuramento provincial nas províncias de Cabinda e Uíge, cujos resultados foram aceites pela CASA-CE. O Conselho Presidencial da CASA-CE apelou à CNE a conduzir com rigor e imparcialidade o processo eleitoral e para instarem os seus órgãos provinciais a realizarem o escrutínio e apuramento provincial de acordo com a lei. O apelo vai igualmente para os angolanos no sentido de se “manterem firmes, vigilantes e serenos e que não se deixem intimidar pelos comunicados intimidatórios e atentatórios à estabilidade e harmonia sociais, divulgados pelos órgãos de comunicação social públicos e alguns privados”.


4 política

31.8.2017 quinta-feira

TUFÃO HATO GOVERNO REÚNE COM FAOM E ASSUME INSUFICIÊNCIAS

Mundo de imperfeições

U

MA semana depois do tufão que fez disparar o alarme sobre a segurança e a capacidade de resposta do território a desastres naturais, o Governo reuniu com a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) para discutir “a revisão e a melhoria do mecanismo de resposta às grandes calamidades”, sem esquecer “a capacidade de gestão do Governo”. No encontro estiveram presentes os secretários Sónia Chan, da Administração e Justiça, e Lionel Leong, da Economia e Finanças. Segundo um comunicado, Sónia Chan admitiu que “existem imperfeições no mecanismo de resposta a graves desastres”, incluindo “insuficiências na gestão de riscos no Governo”. Lionel Leong foi confrontado com várias questões relacionadas com os trabalhadores do sector do jogo, tal como a sua segurança e a gestão das empresas. O secretário “afirmou que todas estas matérias têm vindo a ser alvo de um acompanhamento estrito por parte da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais”. Além disso, as “empresas são exortadas a tratar dos casos de forma humana e com uma programação adequada”. Lionel Leong garantiu, contudo, que o Governo “irá rever o mecanismo supracitado e o regime da sua coordenação, assim como melhorar a alocação do pessoal e a distribuição de bens materiais para evitar o esbanjamento dos recursos”. Já os representantes da FAOM deixaram alertas sobre “problemas relacionados com a construção urbana”, sobretudo ao nível das infra-estruturas, “o sistema de impermeabilização”, o funcionamento do serviço de protecção civil ou o pagamento de indemnizações aos trabalhadores em épocas de tufão.

MAIS MEIOS, PRECISAM-SE

Na terça-feira o Chefe do Executivo, Chui Sai On, esteve reuni-

GCS

Num encontro com a Federação das Associações dos Operários de Macau, o Governo admitiu a existência de insuficiências na resposta a catástrofes naturais. Pessoal da protecção civil pediu mais meios e melhor coordenação

Sónia Chan

do, juntamente com o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, com o pessoal do centro de operações de protecção civil e bombeiros. No discurso que proferiu, o Chefe do Executivo salientou “o altruísmo de todas as corporações” e que este tufão “veio mostrar as dificuldades nos trabalhos de rescaldo devido à destruição de infra-estruturas”. A matéria em causa levou o Governo a “estudar a for-

ma como poderá melhorar e aperfeiçoar toda a situação”. Chui Sai On disse ainda que o Executivo “vai continuar a optimizar o mecanismo de previsão meteorológica, de alerta e o mecanismo de divulgação de informações relacionadas com calamidades”, sendo também necessário “rever e aperfeiçoar o mecanismo da estrutura da protecção civil”. No encontro, os agentes dos Serviços de Polícia Unitários

Os Serviços de Alfândega disseram ser “indispensável melhorar o equipamento actual dos mergulhadores. Também os agentes da PSP defenderam ‘a necessidade de reforçar e optimizar os equipamentos, nomeadamente do pessoal em turnos durante o período de tufão.’” COMUNICADO OFICIAL

apontaram que o Governo “tem de melhorar as suas infra-estruturas e optimizar o mecanismo de divulgação de informações de tufão”. O pessoal dos Serviços de Alfândega disse ser “indispensável melhorar o equipamento actual dos mergulhadores”. Também os agentes da PSP defenderam “a necessidade de reforçar e optimizar os equipamentos, nomeadamente do pessoal em turnos durante o período de tufão”. Os bombeiros apontaram que a recolha de informações e os recursos “devem ser uniformizados”. Deve ainda ser “efectuada uma boa distribuição de recursos humanos e materiais pelo trabalho, tendo por base as necessidades e prioridades para elevar a eficácia”. Foi ainda lembrada a necessidade de rever o regime do pessoal militarizado. A.S.S.

RECUPERAÇÃO ASSOCIAÇÕES ENCONTRAM-SE COM GOVERNO

D

E forma a responder às sequências do tufão Hato, Leong Heng Kao, Presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau, Ng Siu Lai, Presidente do Conselho e os representantes dos “kaifong” reuniram com o Lionel Leong, Raimundo do Rosário e o Comandante-Geral dos Serviços de Polícia Unitários, Ma Io Kun. Em cima da mesa esteve a recolha de opiniões quanto aos trabalhos de recuperação e ao mecanismo de resposta a grandes catástrofes. Os representantes associativos manifestaram a opinião de que o Executivo não se deve fechar às opiniões dos vários sectores da sociedade de forma a melhorar a resposta em caso de ocorrência de tufões. Uma das críticas apresentadas pelos representantes dos moradores e kaifong prendeu-se com a realização de um plano de reordenamento integrado da zona ribeirinha do Porto Interior. Foi também sugerido o melhoramento das infra-estruturas de abastecimento de água, electricidade e telecomunicações assim como das medidas de emergência. Além disso, os representantes do Governo ouviram sugestões quanto a mecanismos de evacuação de grupos vulneráveis e prestação de cuidados centralizados, a optimização das instalações do centro de prevenção de catástrofes das ilhas. Outras das sugestões apresentadas pelos dirigentes associativos foi a criação de um mecanismo governamental e civis de coordenação de resgate e o melhoramento do sistema de alerta para tufão e inundações. Foi também pedida uma solução para os veículos que ficaram danificados em parques de estacionamento e a simplificação dos procedimentos na atribuição de verbas de apoio e empréstimos às pessoas afectadas. De acordo com o Governo, as sugestões serão submetidas à Comissão para a Revisão do Mecanismo de Resposta a Grandes Catástrofes e o seu Acompanhamento e Aperfeiçoamento.

Luto Alexis Tam tenta consolar familiares de vítimas

A pedido do Chefe do Executivo, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura visitou vários familiares das vítimas que faleceram na sequência da passagem do tufão Hato por Macau. Alexis Tam apresentou, em nome do Governo da RAEM, o seu profundo pesar e condolências e tomou conta das reivindicações familiares, assegurando que o Executivo tentará minorar o sofrimento das famílias das vítimas. Alexis Tam deslocou-se ainda a um hotel local para apresentar os pêsames à esposa da vítima de um turista do Interior da China e às suas duas filhas.


política 5

O presidente da Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa considera que as eleições podem ser adiadas caso haja outro tufão com consequências graves no dia do sufrágio. Além disso, Tong Hio Fong reiterou que a entrevista que mandou retirar do jornal Plataforma Macau era propaganda política e não jornalismo

N

O rescaldo do tufão Hato, Angela Leong sugeriu o adiamento das eleições por duas semanas, para que o acto eleitoral se procedesse com serenidade. O presidente da Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL), Tong Hio Fong, diz que “o andamento dos trabalhos da comissão não foi afectado e que a data das eleições é 17 de Setembro”. Porém, admite que “se na data das eleições acontecer alguma catástrofe, o Chefe do Executivo vai decidir uma outra data para a realização das eleições dentro de 30 dias” de forma a garantir a segurança dos residentes. Para já, a data mantem-se, uma vez que a maioria dos locais onde se encontram as mesas de voto, maioritariamente em escolas, estão em condições para receber os eleitores na data prevista. As instalações

HOJE MACAU

quinta-feira 31.8.2017

CAEAL NOVO TUFÃO NO DIA DAS ELEIÇÕES PODE ADIAR O SUFRÁGIO

Votos do vento que passa que precisam de ser recuperadas, de acordo com o presidente da CAEAL têm tempo para fazer as obras de restauro necessário. Estão a ser recuperados 13 locais onde irá decorrer o sufrágio. Tong Hio Fong, apesar de dizer que compreende que a ordem social é importante durante o sufrágio, adiar o acto eleitoral teria um efeito de bola de neve em todo o calendário subsequente para a constituição da VI legislatura da Assembleia Legislativa. “Além do apuramento dos resultados, podem haver recursos contenciosos, as listas definitivas têm de ser publicadas no Boletim Oficial, o Chefe do Executivo precisa de tempo para nomear os deputados eleitos e há ainda a cerimónia de posse”, enumera. O presidente da CAEAL acrescenta ainda que adiar as eleições desencadearia uma reacção em cadeia que acres-

centaria dificuldades ao início da nova legislatura a tempo.

JORNALISMO OU PROPAGANDA

Em resposta à pergunta se teme que haja muitos votos em branco, como forma de protesto pela forma como o Governo se comportou durante o tufão Hato, Tong Hio Fong responde que “é uma escolha dos eleitos e um direito que podem exercer, uma vez que o voto está nas suas mãos”.

“Se na data das eleições acontecer alguma catástrofe, o Chefe do Executivo vai decidir uma outra data para a realização das eleições dentro de 30 dias.” TONG HIO FONG PRESIDENTE DA CAEAL

Quanto à retirada da entrevista ao Plataforma Macau a José Luís Pedruco Achiam, o número 12 da lista liderada por Angela Leong, o presidente da CAEAL entende que a mesma constitui propaganda política. “Se lerem a entrevista vão distinguir o que é notícia e o que é propaganda”, justifica. Tong Hio Fong considera que o entrevistado direccionou de, de forma muito explícita, a atenção do público para o programa político, tentando ganhar o apoio do cidadãos”. De acordo com o entendimento da CAEAL, a entrevista foi mandada retirar do jornal tendo o caso sido encaminhado para a Polícia de Segurança Pública. Na sequência da entrevista que a CAEAL entendeu ser contrária à lei eleitoral, o acto do candidato em questão poderá ser considerado contravenção e sujeitar-se a uma multa que vai das duas às dez mil patacas.

Até ao momento, a comissão eleitoral recebeu 54 casos de alegadas violações, 11 dos quais foram reencaminhados para as autoridades policiais a fim de serem investigados. Tong Hio Fong acrescentou ainda que se um meio de comunicação social não retira uma entrevista, ou artigo, que a CAEAL considere contrária à lei eleitoral, pode incorrer em desobediência agravada. Até agora, o caso do Plataforma Macau é caso único onde a comissão eleitoral interveio desta forma. O presidente da CAEAL reiterou ainda o respeito que a instituição a que preside tem pela liberdade de expressão e pela liberdade de imprensa, depois de justificar a retirada de uma peça jornalística de um jornal e de considerar que uma entrevista é propaganda política. João Luz

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HABITAÇÃO PLANTA PARA A ANTIGA CENTRAL ELÉCTRICA EM ANDAMENTO

O

director da Direcção das Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Li Canfeng, adiantou que o projecto de habitação pública da antiga central eléctrica, sita na Avenida Venceslau de Morais, está a encaminhar-se para a fase de elaboração da planta arquitectónica.

Li Canfeng, em resposta à interpelação escrita de Chan Meng Kam, fez o ponto da situação das obras de habitação pública de grande envergadura que estão em curso. Quanto aos projectos de habitação pública na Avenida Wai Long e na Estrada da Ponta da Cabrita, o director

citou a informação do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas. O documento refere que foi encomendado um estudo a uma empresa de consultadoria para avaliar os impactos no trânsito e no ambiente e proceder aos trabalhos de design.

Na mesma resposta, sabe-se ainda que a habitação pública na zona A dos novos aterros só poderá avançar para a fase de elaboração do design dos edifícios assim que o planeamento ficar concluído. Os projectos de habitação pública projectados para os terrenos localizados

nas instalações temporárias do Conselho Consultivo para o Reordenamento dos Bairros Antigos de Macau em Iao Hon, a leste da Piscina Olímpica na Taipa, na Baixa da Taipa, e nos lotes A e F da zona do Lam Mau estão em fase de elaboração de estudos complementares.

Além disso, em resposta à interpelação de Chan Meng Kam, a DSSOPT diz que o contrato de concessão para o terreno situado a oeste do Cotai está em fase de alteração prevendo-se que esteja concluído dentro do corrente ano. V.N.


6 sociedade

31.8.2017 quinta-feira

DSAL TRABALHADORES DA GALAXY QUEIXAM-SE DE IRREGULARIDADES Representantes de 300 trabalhadores estiveram ontem reunidos com a Direcção dos referem-se a situações que já têm Serviços para os “barbas brancas”. A passagem do Assuntos Laborais tufão Hato terá reforçado o descontentamento. onde apresentaram “A lista de reivindicações é longa posso deixar de referir várias reivindicações o factoe não da empresa, durante anos e propositadamente, fazer coincontra a Galaxy. cidir o descanso semanal com os Em causa está a feriados obrigatórios”, começou dizer o deputado e presidente falta de pagamentos por da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau e más práticas (ATFPM). Além disso, “os trabalhadores durante o tufão Hato TIAGO ALCÂNTARA

Em fora de jogo

Q

UEM fez o turno da noite não pôde sair e foi obrigado a ficar. Quem entrou de manhã teve de se deslocar para o trabalho, mesmo com o sinal 8 de tempestade içado. Estas reivindicações, num total de 21, foram ontem apresentadas numa reunião que juntou representantes de 300 trabalhadores da operadora de jogo Galaxy e a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). O deputado José Pereira Coutinho, que esteve presente na reunião e acompanhou o caso, disse ao HM que muitas das reivindicações

acham que a empresa faltou à palavra ao não conceder os bónus dos últimos anos até à presente data.” Três representantes da Galaxy estiveram na reunião, tendo sido feita uma contra-proposta, que foi recusada pelos trabalhadores. Segundo Pereira Coutinho, ainda não há uma data para a resolução do problema.

UM HATO POR RESOLVER

Na passada quarta-feira os trabalhadores terão sido obrigados a ficar no local de trabalho sem terem direito a um dia de descanso. “Quando o sinal 8 foi içado os trabalhadores foram forçados a voltar para o trabalho. Os que

G

ONÇALO Cheong, subdirector dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), disse ontem no programa do canal chinês da Rádio Macau que só no final do próximo ano é que deverão estar concluídos os trabalhos relativos à construção de uma barreira de RÓMULO SANTOS

O Banco Nacional Ultramarino (BNU) lançou um programa de empréstimos para Pequenas e Médias Empresas e clientes a título individual, para ajudar todos os que ficaram afectados pela passagem do tufão Hato. Os empréstimos, “destinados a diferentes fins”, terão uma taxa de juro “preferencial e um prazo de carência de pagamento” até 30 meses. Num comunicado, o BNU afirma que este programa de empréstimos “visa reduzir a pressão operacional das empresas afectadas e ajudar as mesmas na retoma de uma gestão sustentável”. O empréstimo estará disponível às empresas que se tenham candidatado aos apoios concedidos pelo Governo.

Mais de 11 mil toneladas de lixo foram recolhidas em Macau desde a passagem do tufão Hato, há uma semana, disse à Lusa a Companhia de Sistemas de Resíduos (CSR). “Até terça-feira (entre os dias 23 e 29 de agosto), a CSR recolheu um total de 11.299,78 toneladas de lixo”, afirmou a empresa numa resposta escrita. A média diária de resíduos na cidade é de aproximadamente 800 toneladas, segundo a empresa. Entretanto, foram criados 40 novos pontos de recolha de lixo na cidade. “A CSR tem cerca de 700 trabalhadores e eles ainda não tiveram folga desde o tufão. Além disso, alugámos mais veículos e recrutámos pessoal adicional depois do tufão”, disse a empresa. “Actualmente, todas as áreas inundadas estão a ser limpas, especialmente as do Porto Interior”, acrescentou a CSR. Sobre o tratamento a dar aos resíduos após a recolha, a CSR respondeu que “o lixo doméstico que pode ser queimado é entregue no incinerador, caso contrário vai para o aterro”.

estavam dentro da empresa foram obrigados a fazer horas extraordinárias contra a sua vontade. Muitos pediram para ir para casa e isso foi rejeitado”, explicou o deputado. As horas extraordinárias foram pagas pela empresa, mas, segundo Coutinho, “o que os trabalhadores

queriam era ter direito a um dia para irem para as suas casas reparar os estragos”. Segundo um artigo do South China Morning Post, o sinal 8 de tufão só terá sido içado às 9h00 de quarta-feira para que os casinos não pagassem horas extraordinárias

FICHAS AO AR

Outra das queixas que foi apresentada na reunião de ontem prende-se com o funcionamento das mesas de jogo, problema que, segundo Pereira Coutinho, deveria ter sido apresentado à Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). “Não existindo clientes a jogar nas mesas de jogo, os croupiers são obrigados a distribuir cartas durante horas, sem que haja um único cliente a jogar. Isto tem criado doenças profissionais face ao prolongado tempo de trabalho.” Foram ainda feitos relatos sobre o comportamento da operadora de jogo face às alegadas agressões que os croupiers são sujeitos. “Os queixosos manifestaram um grande desagrado face ao comportamento da empresa no tocante às agressões feitas aos croupiers. A empresa, em vez de os defender, persegue-os e aplica sanções, quando deveriam ser apresentadas queixas-crime junto das autoridades policiais.” Nos últimos dias a Galaxy tem sido alvo de comentários negativos nas redes sociais sobre o facto de, alegadamente, ter pedido ajuda a voluntários para a limpeza das piscinas do empreendimento hoteleiro. Contudo, Pereira Coutinho adiantou que este assunto não foi abordado no encontro de ontem. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

PORTO INTERIOR OBRAS PARA TRAVAR ÁGUAS SÓ EM 2019

Tufão BNU lança empréstimos de apoio

CSR Recolhidas 11 mil toneladas de lixo numa semana

José Pereira Coutinho, deputado “Quando o sinal 8 foi içado os trabalhadores foram forçados a voltar para o trabalho. Os que estavam dentro da empresa foram obrigados a fazer horas extraordinárias contra a sua vontade”

aos seus trabalhadores. Até ao fecho desta edição, não foi possível obter uma reacção por parte da Galaxy.

protecção no canal na zona do Porto Interior, que fica entre Macau e Zhuhai. “Já iniciámos os trabalhos da terceira fase, incluindo a sondagem do canal, os estudos especializados, por exemplo, e o estudo de impacto ambiental”, sendo que a previsão, nesta altura, aponta para que

a conclusão ocorra “no fim do ano que vem”, disse à rádio. Gonçalo Cheong não conseguiu estimar o orçamento para este projecto, mas adiantou que as obras possam arrancar em 2019. Os estudos foram iniciados em 2015 e, segundo Gonçalo Cheong, “a

primeira fase do estudo de viabilidade foi concluída em Julho de 2016” e a segunda, que abrange “a zona toda, incluindo Macau, Zhuhai e Zhongshan”, foi terminada em Março deste ano. O relatório da segunda fase “já foi submetido a Pequim para recolha de opiniões”, conforme já tinha sido avançado pelo porta-voz do Governo, Victor Chan, em conferência de imprensa. O responsável da DSSOPT explicou ainda que, em 2011, foram feitas obras para aumentar a altura dos muros ao longo do Porto Interior, algo que ficou concluído em 2015. Contudo, não foi suficiente, dada a dimensão do tufão Hato. À margem do programa de rádio, Gonçalo Cheong garantiu que está a ser ponderada a instalação de infra-estruturas junto à entrada dos parques de estacionamento, para travar a entrada da água.


sociedade 7

quinta-feira 31.8.2017

HATO ASSOCIAÇÕES NÃO VISLUMBRAM APOIOS PARA RECUPERAR ESTRAGOS

Sem luz ao fundo túnel

P

ARA já a Fundação Macau não está a disponibilizar apoios para ajudar nos estragos sofridos pelas associações locais. A informação foi dada pelo presidente da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), Miguel de Senna Fernandes, que lamenta a atitude. “Até agora os apoios em relação às pessoas que sofreram os danos só existem a nível de residências particulares e mais nada”, disse. O responsável questiona ainda : “No que respeita a associações, como a Associação dos Macaenses e as Escola Portuguesa, entre outras, como é que vai ser? Que tipo de apoio vão ter?” As associações estão para já sem saber como suportar os gastos a ter com os estragos de que foram vítimas e não têm solução. A Fundação Macau foi contactada pela APIM para saber com o que poderia contar e a resposta foi simples. “A Fundação Macau disse que não há, neste momento, qualquer tipo de apoio dirigido às associações”, refere Miguel de Senna Fernandes.

ESTRAGOS AOS MILHARES

No caso da APIM, o presidente da associação avança que “por alto” o valor pode ser estimado em cerca de 90 mil patacas. “Neste orçamento estão incluídos os danos causados nas janelas e as despesas com o reforço daquelas que ficaram de pé, porque entretanto o vento ao arrancar umas fragilizou as outras”, explica. Na

TIAGO ALCÂNTARA

As associações locais estão a mãos com os estragos causados pelos tufões que passaram por Macau nos últimos dias. No entanto, apoios não se avistam, pelo menos, para já. A situação pode por em risco o funcionamento de alguns destes organismos no território

pico de casos que se tem registado nos últimos dias de gastroenterite não tem ainda uma causa clara. No entanto, os Serviços de Saúde de Macau (SSM) adiantaram ao HM que de uma análise inicial, “os principais motivos da gastroenterite podem estar relacionados com a ingestão de comida estragada, ou exposta a

A qualidade do ar tem registado níveis de insalubridade desde ontem. Entre as partículas nocivas que as estações detectaram estão, essencialmente o ozono, avançam os Serviços Metereologicos e Geofísicos. A situação de qualidade do ar insalubre em Macau, deve continuar a manterse nos próximos dois dias pois, não estão previstas grandes alterações no estado do tempo. Esta situação ocorre, na marioria das vezes, sempre que as condições atmosféricas são estáveis, isto é, quando o céu se apresenta geralmente pouco nublado e os ventos sopram fracos de norte, o que leva com que as partículas poluentes não se dissipem e se acumulem no nosso território, formando a chamada bruma seca. Os SMG alertam que a população com problemas respiratórios ou cardiovasculares podem um ter ligeiro agravamento das suas condições de saúde pelo que devem reduzir o esforço físico e evitar actividades ao ar livre.

SMG Ainda não há certezas sobre novo tufão

Miguel de Senna Fernandes, APIM “A Fundação Macau disse que não há, neste momento, qualquer tipo de apoio dirigido às associações”

prática a APIM tem de proceder à substituição de grande parte das janelas das suas instalações. Por outro lado, a associação não integra no seu orçamento a possibilidade da ocorrência deste tipo de despesas. “Como é óbvio, ninguém está à espera de uma coisa destas”, aponta. “Existe uma regra de que o dinheiro que não é utilizado tem de ser reembolsado pelo que não temos como suportar este tipo de gastos”. A preocupação agora é fazer chegar às entidades competentes a preocupação que se vive entre

as associações e saber se, num futuro, podem vir a ser considerados alguns apoios para reparações decorrentes dos tufões que passaram pelo território. “É fundamental que se diga que não existem associações que vivam por si em Macau. Todas dependem dos subsídios do Governo e se o Governo resolve não apoiar neste tipo de circunstâncias, está a ditar uma sentença a estas instituições”, afirma o responsável pela APIM. Miguel de Senna Fernandes salienta ainda que entende que

as prioridades neste momento são outras, mas há que ter respeito pelas instituições que têm tido a seu cargo um importante papel social e que precisam, “legitimamente” de ajuda. O balanço e a discussão dos danos causados pelos tufões Hato e Pakhar foram o tema central de uma reunião que se realizou ontem e que reuniu o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Vitor Sereno com as associações de matriz portuguesa no território. Sofia Margarida Mota

sofiamota.hojemacau@gmail.com

SAÚDE GASTROENTERITES SOMAM E SEGUEM

O

Poluição Qualidade do ar em mau estado

temperaturas anormais, ou ao facto de não haver cuidados higiénicos, como lavar as mãos, após o manuseamento de lixo”. No que respeita às causas exactas, os resultados poderão ser conhecidos mais tarde. Neste momento a situação ainda está sujeita às pesquisas e análises que serão efectuadas pelo Centro de Segurança Alimentar

do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, dizem os SSM. Para evitar o alastrar da situação, e na sequência dos danos causados pelo tufão Hato, os serviços continuam a manter o apelo a cuidados máximos, e pedem “para que os fornecedores de alimentos, que não possam garantir a segurança alimentar, sus-

pendam o fornecimento dos alimentos facilmente deterioráveis”. Foram registados um total de 220 casos de gastroenterite na segunda-feira em dois hospitais de Macau e os Serviços de Saúde admitem que o número pode continuar a subir, informaram ontem os SSM em comunicado, excluindo, no entanto, um surto colectivo.

O maior número de casos foi registado no hospital privado Kiang Wu, num total de 178, “todos eles sem relação e considerados esporádicos”, lê-se. “Todos os pacientes foram considerados casos normais e não houve nenhum caso considerado grave”, refere o comunicado. S.M.M.

Os Serviços de Meteorologia e Geofísicos (SMG) alertam para a existência de uma área de pressão baixa “localizada a leste das Filipinas, na Ilha Lução”. Existe portanto a possibilidade de se “desenvolver uma tempestade tropical nos próximos dois dias”, que pode entrar no mar do sul da China. Os SMG explicam que a “trajectória ainda apresenta grandes variáveis”, e que estão “a observar a sua movimentação”. “Caso esta área de pressão baixa possa afectar Macau, esta direcção vai divulgar mais informações”, aponta um comunicado.

Danos IC repara bibliotecas mais afectadas pelo Hato

As instalações das bibliotecas do Patane, Mercado Vermelho, Coloane e a Biblioteca Itinerante foram as instalações que sofreram os maiores danos na sequência do desastre natural de 23 de Agosto. Como tal, o Instituto Cultural está a proceder à vistoria dos trabalhos de limpeza e reparação dos equipamentos internos e sistemas eléctricos que ficaram danificados com os ventos do Hato. De acordo com o IC, as bibliotecas em questão devem reabrir portas ao público no início de Setembro. Ainda assim, como a Biblioteca do Mercado Vermelho e a Biblioteca Itinerante sofreram danos maiores a sua reabertura será anunciada posteriormente. As bibliotecas situadas no Parque Dr. Sun Yat Sen e no Jardim Luís de Camões encontramse temporariamente encerradas até estarem completos os trabalhos de remoção de árvores.


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31.8.2017 quinta-feira

PESSANHA, 150 ANOS JOSÉ DRUMMOND APRESENTA “O EXORCISMO” ESTE DOMINGO

O acto de escrever à mão

Efeméride IPOR promove exposição que assinala nascimento de Pessanha

O artista plástico, José Drummond lança no domingo um livro que reúne poemas escritos à mão no início dos anos 90. Os textos falam de sentimentos mas mostram também o próprio autor na pele de artista SOFIA MARGARIDA MOTA

A exposição “Camilo Pessanha – um Poeta ao Longe” estará patente no edifício do Antigo Tribunal ao longo de todo o programa de eventos que aí se realizarão entre 1 e 7 de Setembro. A mostra, coordenada por Ana Paula Laborinho, Pedro barreiros e Serafina Martins, reúne, em 19 peças e 8 núcleos temáticos que procuram ilustrar e documentar diferentes vertentes da vida e obra do poeta. Um dos focos de atracção é um núcleo à família, juventude e ao início da sua vida profissional, além de dar atenção à sua presença em Macau, com destaque para o seu trabalho enquanto jurista e professor. Outra das questões centrais, como não poderia deixar de ser, é a dimensão literária de Camilo Pessanha e a sua ligação à cultura chinesa e aos seus amigos. No dia 14, a exposição será reposta no Café Oriente acompanhando a exibição de 5 curtas-metragens, realizadas por formandos dos cursos de Português do IPOR.

IC Prolongados prazos para pedidos de apoio financeiro

A passagem do tufão Hato pelo território levou o Instituto Cultural (IC) a adiar o prazo para a entrega dos pedidos de apoio financeiro, cujo prazo final passa para 18 de Setembro. Os subsídios dizem respeito ao “Programa de Apoio Financeiro para Actividades/ Projectos Culturais”, “Programa de Formação de Recursos Humanos na Gestão Cultural e das Artes” e o “Programa de Subsídios à Arte da Comunidade”. O IC aponta ainda que as candidaturas para o “Programa de Apoio Financeiro para Actividades/ Projectos Culturais”, “Programa de Formação de Recursos Humanos na Gestão Cultural e das Artes” e o “Programa de Subsídios à Arte da Comunidade” para o próximo ano vão abrir em breve. O organismo alerta também que as associações que “precisem de tratar dos trabalhos de socorro devido à catástrofe do tufão podem adiar ou cancelar as actividades programadas para Setembro”, desde que seja “com base em circunstâncias reais”.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA AS CINQUENTA SOMBRAS DE GREY • E. L. James

As Cinquenta Sombras de Grey é um romance obsessivo, viciante e que fica na nossa memória para sempre. Anastasia Steele é uma estudante de literatura jovem e inexperiente. Christian Grey é o temido e carismático presidente de uma poderosa corporação internacional. O destino levará Anastasia a entrevistá-lo para um jornal universitário. No ambiente sofisticado e luxuoso de um arranha-céus, ela descobre-se estranhamente atraída por aquele homem enigmático, sombrio, cuja beleza corta a respiração. Voltarão a encontrar-se dias mais tarde, por acaso ou talvez não. O implacável homem de negócios revela-se incapaz de resistir ao discreto charme da estudante. Ele quer desesperadamente possuí-la. Mas apenas se ela aceitar os bizarros termos que ele propõe...

S

ENTIMENTOS e palavras sobre pintura, ou simplesmente reflexões. O universo privado de José Drummond cabe todo em “O Exorcismo”, o livro de poesia que será lançado este domingo no edifício do antigo tribunal, inserido nas comemorações dos 150 anos do nascimento de Camilo Pessanha, uma iniciativa do Hoje Macau. A revelação de Drummond como poeta não passa de uma forma do autor exorcizar – daí o nome – aquilo que lhe ia na mente e na alma no início dos anos 90. Mais de uma década depois, poucas alterações foram feitas e a publicação aconteceu mesmo. “Este foi um período bastante intenso, em que tinha sempre uma série de cadernos antigos e ia escrevendo duas ou três linhas”, recordou ao HM. “Escrevi reflexões sobre pintura mas também reflexões sobre o que me acontecia na altura, fosse relacionado com amores ou o com o estado do tempo, por exemplo.” Drummond nunca deixou esses cadernos, e no meio de idas e vindas, a poesia acabou por acompanhá-lo sempre. Alguns poemas chegaram a acompanhar uma exposição que o autor realizou em 1992. “Alguns cadernos desapareceram, outros permaneceram. Há cerca de um ano e meio, voltei a pegar neles e olhei para eles de uma outra forma. Comecei a encontrar correspondências com o trabalho que continuei a fazer e algumas linhas dos meus trabalhos na área das artes plásticas estão ali expostas.” Daí a ligar a publicação do livro ao evento dedicado ao Camilo Pessanha foi um passo. Inicialmente havia a ideia de editar as crónicas que o Hoje Macau publicou no suplemento H, mas os poemas fizeram mais sentido na cabeça de José Drummond.

PALAVRAS COM SENTIDO

Aquilo que Drummond escreveu à mão há anos atrás, quando escrever no computador estava longe de ser algo comum, ainda faz sentido

RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

O PRISIONEIRO DO CÉU • Carlos Ruiz Zafón

Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas. Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si. Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e conduzem os leitores ao enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.


eventos 9

quinta-feira 31.8.2017

“Penso que o livro faz sentido também enquanto artista plástico, porque o que lá está escrito é um reflexo de um período no qual as linhas condutoras do meu trabalho como artista se mostram ali.” JOSÉ DRUMMOND AUTOR PUB

Depois de ter dado provas como artista plástico, José Drummond não tem grandes expectativas face aquilo que o público vai pensar dele na versão poeta. “Espero que o público olhe para o livro como ele é. É apenas um livro de poesia, mais nada do que isso.”

DA INFLUÊNCIA

Associar o lançamento de “O Exorcismo” à efeméride dos 150 anos do nascimento de Camilo Pessanha é, para José Drummond, uma grande oportunidade. O poeta português faz parte dos seus autores favoritos. “Para mim o Pessanha foi um génio, e está dentro do grupo de escritores que mais me influenciaram, ou que influenciam. Também lá estão o Mário de Sá Carneiro, Fernando Pessoa e alguns poetas americanos. Há um lado que me interessa muito no Pessanha que é a forma simbólica e a musicalidade que as palavras têm na sua obra. É uma oportunidade óptima poder participar nestes encontros”, rematou. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

De político a fotógrafo Jorge Barreto Xavier expõe no Albergue SCM

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HAMA-SE “A mão, escrevendo sobre o olhar” e é o nome da exposição que o Albergue SCM inaugura na próxima quarta-feira, dia 6. Trata-se de uma mostra de fotografias

BARRETO XAVIER

nos dias de hoje. O artista plástico lembra que até utilizou alguns escritos para a última exposição que fez na Casa Garden, com curadoria de Margarida Saraiva e apoio da Fundação Oriente. “Tenho algumas expectativas de ver como é que as pessoas vão reagir. Pessoalmente penso que o livro faz sentido também enquanto artista plástico, porque o que lá está escrito é um reflexo de um período no qual as linhas condutoras do meu trabalho como artista se mostram ali”, contou. O nome do livro surgiu da necessidade de colocar cá fora “demónios privados”, um acto de exorcismo que aconteceu através das palavras.

do antigo secretário de Estado da Cultura do Governo português entre 2012 e 2015. Segundo um comunicado, a exposição terá um total de 72 fotografias, tendo curadoria do artista e também fotógrafo Ben Leong. As imagens estão organizadas em três grupos, intitulados “O código da fronteira”, “O código da estrada” e “O código do sentido”. “Cada conjunto de imagens propõe um código, um conjunto de símbolos. E cada imagem tem o poder de ser conjugada com as outras ou de ser lida sozinha, citando o autor”, explica o Albergue. Apesar de ter começado a fotografar na juventude, só em Dezembro do ano passado é que Jorge Barreto Xavier fez a sua primeira exposição individual na galeria de arte do Maquinez Palace, em Pangim, Goa, na Índia.

HOMEM DE VÁRIAS ARTES

Fora da política Jorge Barreto Xavier tem tido uma actividade artística intensa e polivalente. Em Maio

deste ano lançou “Alexandria”, o seu primeiro livro de contos, tendo também “vários livros publicados sobre política cultural e gestão das artes”. É ainda professor de políticas públicas da cultura e de gestão de indústrias criativas no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa. Antes de ter desempenhado o cargo de secretário de Estado, Barreto Xavier foi Director-Geral das Artes em Portugal entre 2008 e 2010. Fundou e dirigiu várias organizações culturais privadas, como o Clube Português de Artes e Ideias, que presidiu de 1986 a 2002 ou o Lugar Comum- Centro de Experimentação Artística, que dirigiu entre 1997 e 2001. O fotógrafo foi ainda consultor de várias organizações culturais, entre as quais a Agência Europeia para a Cultura (EACEA), Copenhaga, Capital Europeia da Cultura, Inteligence on Culture (Londres), Centro Cultural de Belém e Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) ou Fundação de Serralves (Porto). A exposição no Albergue SCM estará patente até 28 de Setembro deste ano na galeria A2, tendo entrada gratuita.


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31.8.2017 quinta-feira

AUSTRÁLIA REPATRIADO GRUPO DE CHINESES QUE CHEGARAM AO PAÍS POR MAR

HIMALAIAS PEQUIM DIZ ESPERAR QUE NOVA DELI TENHA APRENDIDO UMA LIÇÃO

CIMEIRA TRANQUILA

A resolução parece servir para prevenir que o mais grave confronto entre dois

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Wang Yi, ministro dos Negócios Estrangeiros “Esperamos que o outro lado aprenda a lição com este incidente e evite que se repita. Esperamos que, através dos esforços de ambos os lados, mantenhamos relações saudáveis e estáveis.”

países vizinhos e potências nucleares das últimas décadas perturbe a cimeira dos BRICS, que contará com a presença do Presidente chinês, Xi Jinping, e do Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi. Os líderes da Rússia, Brasil e África do Sul vão

também participar da nona cimeira do BRICS. Índia e China afirmaram que as suas tropas vão continuar a patrulhar a área de Doklam, como faziam antes do início do impasse. Doklam, ou Donglang, em chinês, é reclamado pelo reino do Butão, um aliado de

Nova Deli, mas Pequim diz que pertence à China, com base num tratado de 1890, assinado com o Reino Unido. Butão e China participaram de várias rondas de diálogo, mas nunca resolveram a disputa. China e Índia, ambas potências nucleares, partilham uma

Sim, senhora primeira-ministra Theresa May exorta a China a “fazer mais” para pressionar a Coreia do Norte

A

Austrália disse ontem ter repatriado um grupo de chineses que chegou por via marítima a território australiano, mas não clarificou, no entanto, se se tratavam de requerentes de asilo. “Temos boas estratégias de segurança de fronteiras e detectámos estas pessoas”, afirmou a ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Julie Bishop, ao canal 9. A 20 de Agosto, seis cidadãos chineses, a par com um presumível traficante de pessoas da Papua Nova Guiné, todos do sexo masculino, desembarcaram na ilha Saibai, no estreito de Torres (nordeste australiano), após terem sido interceptados pelas autoridades, informou ontem o jornal Sydney Morning Herald. Segundo o jornal, um dos chineses e o homem da Papua foram detidos e acusados pela justiça australiana de tráfico de seres humanos, enquanto os restantes cinco foram deportados para a China. “Entendo que estas pessoas estão a ser julgadas”, afirmou a chefe da diplomacia australiana, numa referência a este caso. A chegada deste barco contradiz as declarações do ministro de Imigração, Peter Dutton, que garantiu, na segunda-feira, que nenhum navio com imigrantes “sem documentos” tocou no país nos últimos mil dias.

primeira-ministra britânica, Theresa May, exortou ontem a China para que faça mais no sentido de pressionar a Coreia do Norte a abandonar o seu programa nuclear e o desenvolvimento de mísseis. Os comentários da chefe de Governo britânica, no decorrer da viagem que a levará ao Japão, surgiram em resposta ao lançamento de um míssil por parte do regime de Pyongyang, na terça-feira. O míssil norte-coreano, que sobrevoou o Japão, provocou uma onda internacional de condenação.

Este lançamento ocorre menos de um mês depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas ter imposto, por unanimidade, sanções mais duras a Pyongyang. May disse aos jornalistas que acompanham a sua viagem ao Japão que o Reino Unido “vê a China como sendo a chave” dos esforços para criar pressão sobre a Coreia do Norte, noticiou o jornal The Guardian.

NA PONTA DA LÍNGUA

Em Pequim, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, rebateu as

declarações de May, afirmando que - ao contrário dos países que criticam a China - o seu país procura não só impôr sanções à Coreia do Norte, mas também promover conversações que visem preservar a paz na península coreana. “Também notamos que alguns países apunhalam outros pelas cos-

fronteira com 3.500 quilómetros de extensão, a maioria contestada. Diferendos territoriais levaram a um conflito, em 1962, que causou milhares de mortos.

tas enquanto lhes apertam a mão”, disse Hua no decorrer do habitual encontro com os jornalistas. “Esses países apenas se encostam e deixam aos outros a tarefa de encontrar uma solução. Acreditamos que essa não é a postura apropriada para um país responsável”, realçou. May chegou ontem ao Japão para uma visita de três dias, com o ‘Brexit’, as trocas comerciais e a segurança no topo da agenda. A primeira-ministra do Reino Unido mantém encontros oficiais com o homólogo japonês, Shinzo Abe, e outros responsáveis na quinta-feira, em Tóquio. Trata-se da primeira visita de May ao Japão desde que tomou posse, em Julho do ano passado.

DEPARTAMENTO DE IMIGRAÇÃO AUSTRALIANO

O

ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, disse ontem esperar que a Índia tenha “aprendido a lição”, após meses de um impasse entre as tropas chinesas e indianas num território disputado nos Himalaias. Os comentários de Wang surgem nas vésperas da nona cimeira do bloco de grandes economias emergentes BRICS, onde os presidentes dos dois países se vão reunir. Na segunda-feira, Pequim e Nova Deli concordaram em retirar as suas tropas do planalto de Doklam, um território disputado entre a China e o Butão - aliado da Índia - no sul do Tibete. “Esperamos que o outro lado aprenda a lição com este incidente e evite que se repita. Esperamos que, através dos esforços de ambos os lados, mantenhamos relações saudáveis e estáveis”, afirmou. Nenhum dos lados avançou detalhes sobre como foi resolvido o impasse e a China disse que pode retomar a construção da estrada que deu início à disputa, depois de as tropas indianas terem avançado para travar a construção.

REUTERS/GREG BAKER

A estrada da sabedoria


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quinta-feira 31.8.2017

REUTEURS

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O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 3ª vez do ano 2017 (1) Fins

O FDCT foi estabelecido por Regulamento Administrativo nº14/2004 da RAEM, publicado no B. O. N° 19 de 10 de Maio, e está sujeito a tutela do Chefe do Executivo. O FDCT visa a concessão de apoio financeiro ao ensino, investigação e a realização de projectos no quadro dos objectivos da política das ciências e da tecnologia da RAEM.

Vidas por um fio ASEAN pede à Birmânia que proteja civis em Rakhine

O

S deputados da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) pediram ontem ao Governo da Birmânia acções imediatas para proteger os civis afectados pelos confrontos registados no estado de Rakhine, no oeste do país. “A prioridade é o dever de proteger os civis. Todas as partes devem tomar medidas urgentes para proteger todos os indivíduos afectados pela violência, independentemente da sua origem étnica ou cidadania”, declarou a deputada indonésia Eva Kusuma Sundari, num comunicado dos Parlamentares da ASEAN pelos Direitos Humanos (APHR, na sigla em inglês). Desde sexta-feira, pelo menos 110 pessoas morreram durante a violência desencadeada pela onda de ataques reivindicados por rebeldes muçulmanos ‘rohingya’contra postos oficiais em Rakhine. Um milhar de rebeldes armados com facas, machetes e outras armas artesanais participaram nos ataques perpetrados contra vários objetivos do município de Maungdaw, perto da fronteira com o Bangladesh. O Exército de Salvação Rohingya de Arakan (ARSA), grupo ao qual é atribuído o ataque a três esquadras em 9 de Outubro de 2016 que deixou nove agentes mortos e desencadeou

uma repressão das forças de segurança, reivindicou a acção. Os rebeldes, que qualificam o governo de “opressivo” e o exército de “brutal”, denunciaram o “bombardeamento indiscriminado” contra civis e abusos como violação de mulheres, saque de propriedades e ainda sacrifício de animais domésticos. As autoridades birmanesas qualificaram os membros do grupo de “extremistas terroristas” e sustentaram que são os responsáveis de assassínios e a queima de casas. “Não se trata de política, trata-se da responsabilidade mais fundamental de salvaguardar a vida humana, uma obrigação do direito internacional humanitária”, sublinhou Eva Kusuma Sundari.

ENCURRALADOS

Milhares de pessoas da etnia ‘rohingya’tentaram procurar amparo no Bangladesh, mas as autoridades do país vizinho continuam a impedir que os deslocados cruzem a fronteira. “O Governo do Bangladesh deve permitir o refúgio dos ‘rohingya’ e acabar com as expulsões que deixam os civis vulneráveis ao perigo”, afirmou o deputado filipino Teddy Baguilat, ao reclamar dos países da região uma intervenção mais ativa para prevenir um massacre idêntico ao que sofreu o Camboja.

Baguilat fazia referência aos 1,7 milhões de pessoas que morreram entre 1975 e 1979 durante o regime dos Khmers Vermelhos no Camboja devido a trabalhos forçados, doenças, fome e purgas políticas. “Está na hora de agirmos, caso contrário poderemos ter outro Camboja no pátio atrás da nossa casa”, insistiu o parlamentar malaio Charles Santiago, que preside à APHR. O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados estimou na terça-feira que “mais de três mil” ‘rohingya’ poderão ter entrado no Bangladesh desde sexta. O Governo de Daca resiste a aceitar novos refugiados e as forças de segurança colocadas nas margens do rio Naf, fronteira natural entre o Bangladesh e a Birmânia, expulsaram nos últimos dias pelo menos 511 ‘rohingya’. Mais de um milhão de ‘rohingya’ vivem em Rakhine, onde sofrem uma crescente discriminação desde o surto de violência sectária que provocou, em 2012, pelo menos 160 mortos e deixou aproximadamente 120 mil membros daquela comunidade confinados em 67 campos de deslocados, onde enfrentam diversas privações, nomeadamente de movimentos. Os ‘rohingya’ são uma minoria apátrida considerada pela ONU uma das mais perseguidas do planeta.

(2) Alvos de Patrocínio

(i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM.

(3) Projecto de Apoio Financeiro

(i) Que contribuam para a generalização e o aprofundamento do conhecimento científico e tecnológico; (ii) Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas; (iii) Que sejam inovadores no âmbito do desenvolvimento industrial; (iv) Que contribuam para fomentar uma cultura e um ambiente propícios à inovação e ao desenvolvimento das ciências e da tecnologia; (v) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vi) Pedidos de patentes.

(4) Valor de Apoio Financeiro

(1) Igual ou inferior quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00) (2) Superior a quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00)

(5) Data do Pedido

Alínea (1) do número anterior Alínea (2) do número anterior

Todo o ano A partir do dia 1 até 14 de Setembro de 2017 (O próximo pedido será realizado no dia 2 ao 15 de Janeiro de 2018)

(6) Forma do Pedido

Devolvido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 273 /2004,«Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro», publicado no B. O. N° 47 de 22 de Nov., para o FDCT. Endereço do escritória: Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n° 411-417, Edf. “Dynasty Plaza” 9° andar, Macau. Para informações: tel. 28788777; website: www.fdct.gov.mo.

(7) Condições de Autorizações

Por despacho do Chefe do Executivo nº 273 /2004, processa o «Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro». O Presidente do C. A. do FDCT,

Ma Chi Ngai 2017 / 8 / 31


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31.8.2017 quinta-feira

Roupas sujas de poeira, lágrimas e sangue, O triste regresso após anos de guerra.

A Poesia Completa de Li He

貴公子夜闌曲 裊裊沈水煙,烏啼夜闌景。 曲沼芙蓉波,腰圍白玉冷。

Canção: Um Cavalheiro ao Fim da Noite Enrola e gira o fumo de madeira de aloé,1 Cantam corvos a noite gasta. Lótus entre ondulações num charco curvo – Jades brancos à cintura golpeiam frios.2

1

O perfume do aloé era o aroma mais apreciado pelos Tang.

2

Uma rapariga senta-se a sós no seu quarto aguardando o seu senhor? Ou, talvez, um cavalheiro nobre, ainda fora após uma rija noite de álcool, espera pela aurora que o chamará à corte.

Tradução de Rui Cascais • Ilustração de Rui Rasquinho Li He (790 a 816) nasceu em Fu-chang durante a Dinastia Tang, pertencendo a um ramo menor da casa imperial. A sua morte prematura aos vinte e sete anos, a par da escassez de pormenores biográficos, deixam-nos apenas com uma espécie de fantasma literário. A Nova História dos Tang (Xin Tang shu) diz-nos que He “nunca escrevia poemas sobre um tópico específico, forçando os seus versos a conformarem-se ao tema, como era prática de outros poetas [...] Tudo quanto escrevia era inquietantemente extraordinário, quebrando com a tradição literária.” Segundo um crítico da Dinastia Song, o alucinátorio idioma poético de Li He é a “linguagem de um imortal demoníaco.” A versão inglesa de referência aqui usada é a tradução clássica da autoria de J.D. Frodsham, intitulada Goddesses, Ghosts, and Demons, publicada em São Francisco, em 1983, pela North Point Press.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 13

ANTÓNIO SENA

quinta-feira 31.8.2017

diários de próspero António Cabrita

Trabalho de casa II à posição do discurso (- ó Lyotard, estás bom, rapaz?). É no que creio e só por aqui começo a compreender como anjos e cachalotes rimam.

26/08/17

Confesso que os princípios estéticos taoistas me trazem um tópico que me fascina: o isomorfismo. Potenciar ressonâncias em sistemas distintos pressupõe a existência de isomorfismos - uma similitude de estruturas, como nos fractais, entre os diversos seres, níveis de realidade ou sistemas - e ilustra o velho postulado chinês da harmonia universal. É o que acontece naquela célebre história em que Tzang Tsu e Hui ’Tzu atravessam uma pequena ponte e desatam a discutir sobre como pode Tzang Tsu avaliar se os peixes que nadam e cabriolam na torrente se sentem felizes. Ao que sage responde prontamente: Eu conheço o gozo dos peixes no rio pelo gozo que eu sinto ao caminhar junto do mesmo rio. Entretanto, para que se perceba como o potencial estético do isomorfismo não está refém do mimetismo, piquei em Chesterton um exemplo que me delicia: Um homem que se apega à literalidade das harmonias, que não associa as estrelas senão com os anjos, ou os rebanhos com as flores primaveris, arrisca-se a ser bem frívolo, porque se limita a adoptar um só modo a cada momento; e passado esse momento ele pode esquecer o modo em questão. Mas um homem que se esforça em conciliar os anjos com os cachalotes deve, por seu lado, ter uma visão bastante séria do universo. Esta formulação afere a seriedade dos processos em muita poesia moderna, tantas vezes tão incompreendida: os anjos e os cachalotes não devem andar de costas voltadas - ainda que tenhamos que fazer as ligações porque elas não nos são dadas. Em suma, a poesia obriga-nos a sondar novas associações intelectivas que desencadeiam uma multiplicidade de relações nunca entrevistas, numa dinâmica que não se fecha mas se estua. Ou como diria o Chillida, sobre a arte, mas extrapolando-o para a poesia: trata-se de fazer luz onde estava escuro, o que nos empurra continuamente para fora da lógica do discurso em que nos movíamos, para vermos iluminados âmbitos novos. Se quiserem, a metáfora que traduz a transversalidade isomórfica é o passe vertical no futebol, que produz uma economia de tempo ao conectar automaticamente vários níveis do campo. Eis um bom ponto de partida para compreender o que a poesia nos ofereceu desde Baudelaire e para nos aquietar quando constatamos que a posição da arte é quase sempre um desmentido

27/08/29

Provavelmente tudo o que vou dizer na palestra sobre Camilo Pessanha, dia 5, em Macau, seria desmentido pelo que se vazou nesse mítico caderno desaparecido do poeta de que alguns falam com, pasme-se, sete mil páginas. Confesso que suspeito desta cifra, não lhe encontro grande nexo. Sete mil páginas correspondem a catorze resmas de papel, seria uma árvore maior do que a floresta, e que não se deixaria ver. Provavelmente, na

sua aludida letra pequenina, eis a hipótese que me parece plausível, João de Castro Osório viu sete mil linhas e cometeu um erro de simpatia. O que a trinta linhas por páginas daria algo como duzentas e tal páginas, um número mais viável. Mas preferia ser desmentido (tenho este carácter mole, que não se importa nada de ser desmentido) e que à chegada a Macau me contassem que o tufão da semana transacta removeu umas lajes e se encontrou embrulhado em couro o caderno perdido do Pessanha. Eu acredito em Shangrilá…

29/08/17

Prófugo, solerte, adrede, enteléquia: palavras com as quais não teço qualquer

empatia, modo de emprego, sinal de apaziguamento. Já cem vezes as soube, já cem vezes as perdi, não pertencemos à mesma comunidade. Puro mármore, não me entram no sangue. E mais duas centenas delas, vieram-me agora estas, como se fossem o primeiro sintoma de um Alzheimer a vir. Há palavras de que não nos apropriamos, é caso para dizer, nem mortos. Cada um imagino ter as suas. Bom, para minimizar, sirvo-me de um dito de Bachelard, «Se dois homens se querem entender verdadeiramente, têm primeiro que se contradizer», que afinal até é o princípio das comédias românticas. Porém, elas não se dão ao trabalho de me contradizer repelem-me. Se é assim com as palavras, pressinto que seja totalmente artificial qualquer ideia de comunidade. Um sentir comum, eis uma afecção a que sou ligeiramente avesso. Pontualmente sim. Mas de forma mais prolongada incomoda-me estar entre pessoas que não desapegam e nunca querem estar sós, no anonimato, ou entre dissonâncias, e que se pelam por montar discursos muito articulados sobre a necessidade de estar em grupo. Pessoas sempre a subir os estores e que para tudo acham argumento e nunca gaguejam e prosseguem juntas até ao fim, sem nunca se despedirem. Nunca tive um só grupo de amigos ou um só tipo de amigos. Nunca me adaptei a grupos, do mesmo modo que um cardume grande de palavras da minha língua nunca me adoptou. Ardem-me nos olhos as coisas que não sei nomear, mas uma palavra que mil vezes se relaxa no balde das coisas recalcadas, à qual só volto a encontrar irritantemente por acaso no velcro de uma página, que pretende senão capacitar-me de que nunca deixei de estar só? Creio que somos um quarto sem ninguém reflectido nos espelhos. Quando alguém aparece na superfície prateada há festa. Mas é como uma batida rítmica, tem intervalos. Querer mobilar o quarto com uma multidão não neutraliza a mudez do espelho. Mesmo que seja um espelho de Veneza. Pode ser lancinante o sentido comum e raramente uma partilha que é de todos e para todos é justa. E receio que a sociedade da comunicação se esteja a transformar numa sociedade holística, numa daquelas comunidades que se concebem a si mesmo como um todo. Mete medo! Um dia destes só temos por nós as palavras que não nos gramam. Que elas nunca transijam! Eu por mim abomino-as!


14 (f)utilidades TEMPO

31.8.2017 quinta-feira

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AGUACEIROS

O QUE FAZER ESTA SEMANA Amanhã

LANÇAMENTO DA NOVA EDIÇÃO DE CLEPSYDRA, DE CAMILO PESSANHA 18h30 | auditório do consulado “UMA NOITE COM PIANO NA GALERIA” Fundação Rui Cunha | 18h00

MIN

26

MAX

34

HUM

55-95%

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EURO

9.61

BAHT

LANÇAMENTO DO LIVRO “KARADENIZ – ENTREVISTA COM UM ASSASSINO”, DE PAULO JOSÉ MIRANDA Edifício antigo tribunal | 16h00 LANÇAMENTO DE “RETURNING HOME DIRTY WITH THE LIGHT”, DE RUI CASCAIS Edifício antigo tribunal

O CARTOON STEPH DE

“ENSAIO SOBRE UM FILME”, VÍDEO DE ROSA COUTINHO CABRAL Edifício antigo tribunal | 16h45 CONFERÊNCIA POR PEDRO BARREIROS Edifício antigo tribunal | 17h00 LANÇAMENTO DE “O EXORCISMO”, DE JOSÉ DRUMMOND Edifício antigo tribunal | 18h00 EXPOSIÇÃO | INAUGURAÇÃO DE “MEMORIES AND ANECDOTES FROM THE THREE LAMPS” Armazém do Boi | 16h00 às 19h00

Diariamente

EXPOSIÇÃO “O CIRCUITO DA GUIA COMO PATRIMÓNIO MUNDIAL DA UNESCO” Galeria do edifício da Direcção dos Serviços de Turismo, Largo do Senado EXPOSIÇÃO “RESTLESS NATURE”: TONG CHONG Taipa Village Art Space | Até 6/9 EXPOSIÇÃO “CONSTELLATION” DE NICOLAS DELAROCHE Galeria do Tap Seac | Até 08/10 EXPOSIÇÃO “DESTROÇOS” DE VHILS Oficinas Navais, nº. 1 | Até 31/11

Cineteatro

C I N E M A

THE DARK TOWER SALA 1

Tom Taylor 14.30, 16.15, 18.00, 21.45

FALADO EM CANTONÊS Fime de: Masakazu Hashimoto 14.30, 19.30

A DOG’S PURPOSE [B]

CRAYON SHINCHAN MOVIE 2O17 [B]

THE ADVENTURES [B] Fime de: Stephen Fung Com: Andy Lau, Shu Qi, Zhang Jingchu, Yo Yang, Jean Reno 16.30, 21.30 SALA 2

THE DARK TOWER [B] Fime de: Nikolaj Arcel Com: Idris Elba, Matthew McConaughey,

SOLUÇÃO DO PROBLEMA 110

PROBLEMA 111

UM DISCO HOJE

SUDOKU

LANÇAMENTO DE “ABRIL”, DE AMÉLIA VIEIRA Edifício antigo tribunal | 16h00

1.22

O SER E NÃO SER

Sábado

Domingo

YUAN

PÊLO DO CÃO

CINEMA | “DO CORPO E DA ALMA” Cinemateca Paixão | 21h30

LANÇAMENTO DE “MORRI”, DE ANTÓNIO FALCÃO Edifício antigo tribunal

0.24

Nada é o que era, a importância do significado está a diluir-se a cada machadada que se dá no que querem dizer as palavras. A certeza esvai-se e a semântica tornou-se num factor de poluição de águas, numa arma da velhacaria. Uma entrevista não é uma notícia, uma notícia não é propaganda, o sol não é a lua, a presença não é ausência. Mas uma pessoa já não sabe, perdemos referência num mundo em que os dicionários são objectos tão obsoletos como uma cassete VHS. De repente, as coisas mais prosaicas ganharam contornos existencialistas, conceitos básicos que já tínhamos definidos transformam-se em questões com a profundidade do significado da vida. A objectividade é um bicho extinto, um Tiranossauro conceptual, algo que não tem correspondência com o presente. O significado é um fantasma de tempos idos, uma assombração linguística, um aspecto sebastiânico de comunicação, sendo que a política e o marketing são os modernos Alcáceres Quibires. Esta névoa dá margem de manobra aos poderosos, a quem faz da mentira um modo de vida. Resta-nos a matemática para umas férias mentais, um fim-de-semana de cálculo para quando tivermos saudades do concreto, do zero absoluto, de um resultado limpo, tangível, material, positivo, taxativo. A matemática é o bastião da solidez no niilismo burgesso e matreiro do mundo gerido pelos homens de hoje. Homens, já não tenho a certeza sobre este conceito, acho que é subjectivo. João Luz

BONE MACHINE | TOM WAITS

Dentro de pouco mais de uma semana, “Bone Machine” celebra 25 anos de publicação. Este disco é um dos mais negros da longa discografia de Tom Waits, repleto de músicas com letras obscuras, fúnebres, com um imaginário homicida. O disco conta com a colaboração de Les Claypool dos Primus e Keith Richards dos Rollings Stones e tem uma secção de precursão que evoca o som de ossos. Um dos melhores discos de Tom Waits, de onde se retiram clássicos como “The Earth Died Screaming”, “Dirt in the Ground”, “A Little Rain (for Clyde)” e “I Don’t Wanna Grow Up”. João Luz

Fime de: Lasse Hallstrom Com: Josh Gad (voice), Dennis Quaid, K.J. Apa, Britt Robertson 19.45 SALA 3

DANGAL [B] FALADO EM HINDI LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Fime de: Nitesh Tiwari Com: Aamir Khan, Sakshi Tanwar, Fatima Sana Shaikh 16.30, 19.00, 21.30

www. hojemacau. com.mo

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Isabel Castro; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Luz; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores António Cabrita; Anabela Canas; Amélia Vieira; António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; João Maria Pegado; José Drummond; José Simões Morais; Julie O’Yang; Manuel Afonso Costa; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; André Ritchie; David Chan; Fa Seong; Fernando Eloy; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


publi-reportagem 15

quinta-feira 31.8.2017

Sands China Reúne organiza a produção de 35.000 Kits de Higiene para a Clean the World EM MACAU, CERCA DE 400 VOLUNTÁRIOS TRABALHARAM EM CONJUNTO PARA PRODUZIR KITS DE HIGIENE, INDISPENSÁVEIS AOS MAIS NECESSITADOS

A

Sands China Ltd. associou-se mais uma vez à Las Vegas Sands Corp., num esforço de mobilização de voluntariado a nível global. Estes voluntários irão produzir ao longo deste ano 100.00 kits de higiene, direccionados para a organização ambiental Clean the World. Os conjuntos de produtos de higiene destinam-se a melhorar as condições de saúde e o bem-estar de populações desfavorecidas. Os Kits foram produzidos durante o passado dia 15 de Agosto, nas instalações do The Venetian Macao. A tarefa esteve a cargo da Sands China e de voluntários oriundos da comunidade local. Inserido na Iniciativa Global 2017 para a Criação de Kits de Higiene, promovida pela Las Vegas Sands e pela Clean the World, o produto desta acção beneficiará directamente a organização Children’s International, encarregue de distribuir os 35.000 kits por famílias filipinas carenciadas. Esta acção de voluntariado promovida pela Sands China integra uma série de iniciativas similares que este ano terão lugar, entre Agosto e Outubro, em dependências da Las Vegas Sands espalhadas por todo o mundo. A iniciativa começou em Macau, na Sands China, seguindo-se Marina Bay Sands, Singapura, a 31 de Agosto, Sands Bethlehem, Pensilvânia, a 23 de Setembro e, finalmente, Las Vegas a 7 de Outubro. Este esforço faz parte do programa empresarial global para a cidadania da LVS, o Sands Cares, e da sua parceria activa com a Clean the World.

o mundo. O material recolhido é posteriormente reciclado, mediante o processo de esterilização e re-fabrico da Clean the World. Os kits também incluíam toalhetes de limpeza, doados pela Empresa Standard Textile, escova e pasta de dentes, doadas pelo Ming Fai Group, champô, amaciador, e um saco reutilizável. Todos os kits incluíam um bilhete motivacional

com mensagens encorajadoras, escrito por membros da Sands China. Mark McWhinnie, Vice-Presidente sénior da Sands China Ltd., para os Resorts e o Desenvolvimento, afirmou: “A Sands China está feliz por ter voltado este ano a fazer parte do projecto global de produção de kits de Higiene da Las Vegas Sands. Para

Um voluntário, participante da iniciativa, declarou: “Divirto-me imenso a ajudar os outros. Não é todos os dias que se consegue fazer algo, aqui em Macau, com capacidade de fazer a diferença em termos mundiais. Estou contente por ajudar a criar estes kits de higiene para pessoas carenciadas. Faz-me sentir parte de algo maior, algo que vai para além de mim.” Este é o quarto ano consecutivo em que a Las Vegas Sands congrega todas as suas sucursais no esforço de produção de kits para a Clean the World. Os eventos a realizar este ano farão ascender a 500.000 o número de kits produzidos com a colaboração da Las Vegas Sands.

• Representantes da Sands China Ltd., da Clean the World e de quatro associações da comunidade de Macau reuniram-se para uma foto de grupo no The Venetian Macao a 15 de Agosto, no âmbito da Produção Global de Kits de Higiene, organizada pela Las Vegas Sands e pela Clean the World

Para apoiar o esforço global levado a cabo pela empresa mãe, a Las Vegas Sands Group, a Sands China reuniu cerca de 400 pessoas no The Venetian Macao, no passado dia 15 de Agosto, para preparar 35.000 kits de higiene, destinados a famílias filipinas carenciadas. Neste grupo encontravam-se mais de 300 membros do pessoal e Cares da Sands China, e cerca de 100 voluntários pertencentes a quatro associações locais: a Associação Geral das Mulheres de Macau, as Olimpíadas Especiais de Macau, a Richmond Fellowship de Macau e o Exército de Salvação. Cada kit continha sabonete, recolhido através da cadeia de parceiros hoteleiros da Clean the World, na qual se incluem as sucursais da LVS espalhadas por todo

nós, é um prazer voltar a trabalhar com voluntários oriundos de diversos sectores da comunidade de Macau, no âmbito desta iniciativa de escala mundial. A Clean the World tem desenvolvido um trabalho fantástico em todo o mundo, que ajuda a salvar vidas. Não podíamos estar mais orgulhosos desta parceria e desta iniciativa inovadora.”

Este ano, o financiamento da LVS para a produção dos kits de higiene proporcionará igualmente um apoio vital para que a Fundação Clean the World leve a bom porto a sua missão em prol da revolução para uma higiene global. Por cada kit que a empresa ajuda a produzir, a Fundação Clean the World Foundation recebe 1 USD. Os 100.000 USD gerados pela acção no seu conjunto, vão apoiar o trabalho da Fundação em duas áreas-chave: a educação continuada para a higiene e a resposta a catástrofes. A contribuição anual da Las Vegas Sands para a Produção Global de Kits de Higiene é uma das componentes do apoio de longa data da empresa à organização Clean the World. Desde 2011, a LVS e a Clean the World já reciclaram em conjunto mais de 240 toneladas de desperdícios, oriundos das diversas sucursais da LVS, que se transformaram em 2.1 milhões de barras de sabão. Desde 2014, a LVS já doou a espantosa verba de 1,9 milhões à Clean the World, ajudando a organização a duplicar a sua produção de sabão reciclado e a expandir os seus serviços para novas áreas.

• Cerca de 400 membros das equipas da Sands China e da comunidade de Macau trabalharam para a produção de 35.000 kits de higiene no The Venetian Macao a 15 de Agosto, no âmbito da iniciativa de Produção Global de Kits de Higiene, organizada pela Las Vegas Sands e pela Clean the World

A parceria da LVS com a Clean the World é parte integrante do programa de cidadania da empresa, o Sands Cares.


CAMILO PESSANHA 1 DE SETEMBRO 18:30 LANÇAMENTO DE “CLEPSYDRA” E APRESENTAÇÃO DA VERSÃO CHINESA COM: YAO JINGMING, LUÍS SÁ CUNHA, CARLOS MORAIS JOSÉ 2 DE SETEMBRO 16:00 LANÇAMENTO DE “KARADENIZ - ENTREVISTA COM UM ASSASSINO”, DE PAULO JOSÉ MIRANDA 17:00 LANÇAMENTO DE “RETURNING HOME DIRTY WITH THE LIGHT”, DE RUI CASCAIS 18:00 LANÇAMENTO DE “MORRI”, DE ANTØNIO FALCÃO 3 DE SETEMBRO 16:00 LANÇAMENTO DE “ABRIL”, DE AMÉLIA VIEIRA 16:45 “ENSAIO SOBRE UM FILME”, VÍDEO DE ROSA COUTINHO CABRAL 17:00 CONFERÊNCIA POR PEDRO BARREIROS 18:00 LANÇAMENTO DE “O EXORCISMO”, DE JOSÉ DRUMMOND 4 DE SETEMBRO 18:30 CONFERÊNCIA POR VALÉRIO ROMÃO 19:30 CONFERÊNCIA POR ANTÓNIO DE CASTRO CAEIRO 5 DE SETEMBRO 18:30 CONFERÊNCIA POR ANTÓNIO CABRITA 19:30 INAUGURAÇÃO DE “PESSANHA – A CIDADE IMAGINÁRIA” , UM PROJECTO DE CARLOS MARREIROS NA PRAÇA DO SENADO 6 DE SETEMBRO 18:30 CONFERÊNCIA POR PAULO JOSÉ MIRANDA 19:30 CONFERÊNCIA POR AMÉLIA VIEIRA 7 DE SETEMBRO 11:00 ROMAGEM AO CEMITÉRIO DE SÃO MIGUEL 13.00 ALMOÇO COM A FAMÍLIA DE PESSANHA ORGANIZADO PELA APOMAC PARA PARTICIPANTES E CONVIDADOS 20:00 JANTAR - AS RECEITAS MACAENSES DO INÍCIO DO SÉCULO XX, POR GRAÇA JORGE

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