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Hoje Macau 31 MAIO 2022 #5018

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DO ZERO AOS NOSSOS DIAS

HONG KONG

PUB.

FUNÇÃO PÚBLICA

SAÚDE MENTAL

SALÁRIOS AINDA NO CONGELADOR

OS NOVOS TRABALHOS DE JOHN LEE

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GRANDE PLANO

Nº 4760

HOJE MACAU

TERÇA-FEIRA 4-5-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

Nº 5019

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

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GCS

TERÇA-FEIRA 31-5-2022

Equilíbrio instável O eterno debate, sobre a solução para o desemprego passar pela saída dos TNR, conheceu ontem mais um capítulo. Face aos pedidos dos deputados para o Governo assegurar o emprego dos locais, o secretário para a Economia e Finanças salientou que a partida dos não-residentes não é solução. “Quem ocupa depois esses postos de trabalho?” questionou Lei Wai Nong, afirmando também ser necessário encontrar um equilíbrio que permita a sobrevivência das PME. PÁGINAS 4-5


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O mundo dos outros SAÚDE MENTAL

PROFISSIONAIS PORTUGUESES RECORDAM ARRANQUE DOS SERVIÇOS EM MACAU

Na década de 80 eram parcos os recursos em matéria de saúde mental, sobretudo no capítulo da prevenção. Inês Silva Dias recorda o trabalho que foi feito com a comunidade e a persistência junto do Governo para que fosse criada uma lei da saúde mental, projecto que só se tornou uma realidade em 1999. Goreti Lima, psicóloga, destaca o facto de o panorama ter vindo a melhorar, embora se continue a apostar muito numa resposta farmacológica

E

M 2005, foi inaugurada a Clínica Psiquiátrica da Taipa. Mas a verdade é que o trabalho daAdministração em prol da criação de mais serviços de tratamento e prevenção na área da saúde mental havia começado cerca de 20 anos antes. Na década de 80, um grupo de psiquiatras viajaram de Portugal para Macau, tendo sido os responsáveis por criar um serviço integrado de consulta, internamento e acompanhamento comunitário praticamente do zero. À época, faltava uma lei de saúde mental e não havia sequer regime de internato para formar clínicos chineses. Inês Silva Dias, psiquiatra e fundadora, em Macau, da associação Richmond Fellow, recorda ao HM os primeiros tempos quando percebeu que iria ter muito trabalho pela frente. “Cheguei em 1985 quando a saúde mental e a área da psiquiatria estavam nos primórdios em termos de existência e na forma como estava divulgada junto da população."

“Estranhei imenso o ambiente que se vivia do ponto de vista da psiquiatria, porque, uns anos antes, tinham construído um edifício que, por falta de quadros difíceis de recrutar, funcionava para outros fins, e a psiquiatria estava lá num canto. Houve dificuldades em recrutar técnicos em Portugal e era tudo ignorado.” No sector privado, o hospital Kiang Wu tinha encerrado o serviço de saúde mental, porque não dava lucro. As respostas para quem tinha problemas nesta área eram parcas ou nulas. “Era um momento bastante crítico porque praticamente não havia assistência nessa área. O Governo recrutou então alguns psiquiatras que foram para Macau e começaram a dar os primeiros passos para organizar os cuidados e, numa fase posterior, ter atenção à saúde mental, no sentido da prevenção.” Chegados a um território onde a maioria da população falava chinês, foi preciso recorrer a intérpretes para

dar as consultas. Embora houvesse ainda preconceito em relação à doença mental, essa resistência à procura de aconselhamento médico reduziu-se nos casos mais graves. A partir daí, criaram-se situações de aceitação e laços que perduraram. “Havia o desejo de melhoria sobretudo quando havia doentes graves nas famílias. Na comunidade chinesa, quem tinha familiares

“Quando a situação era disruptiva, (...) as pessoas procuravam ajuda e tornavam-se receptivas em relação ao tratamento. Fiquei com ligações a doentes que me escreviam já depois de eu sair de Macau.” INÊS SILVA DIAS PSIQUIATRA

com problemas mentais quase que escondia os doentes. Mas quando a situação era disruptiva, no sentido do comportamento, as pessoas procuravam ajuda e tornavam-se receptivas em relação ao tratamento. Fiquei com ligações a doentes que me escreviam já depois de eu sair de Macau”, recordou Inês Silva Dias.

Apoio a toxicodependentes

A certa altura, os serviços de saúde mental viram-se obrigados a responder aos casos de toxicodependência, que na década de 80 eram mais visíveis no território. Numa recente entrevista ao HM, Helena Cabeçadas, formada em antropologia, recordou a fase em que viveu no território e fez trabalho na área da saúde mental e toxicodependência para os Serviços de Saúde de Macau (SSM). Helena, que deu também aulas na então Universidade da Ásia Oriental (hoje Universidade de Macau), recordou a época dos “consumidores

de heroína, que era barata e de boa qualidade”, e quando o trabalho era cheio de desafios. “Era um mundo muito masculino, e havia um registo mais prisional do que terapêutico, o que contrastava com aquilo que eu conhecia em Portugal e nos EUA. Éramos poucos terapeutas e funcionava como um grupo de guardas prisionais. Incomodava-me esse registo porque não estava de acordo com a minha visão [de abordar o problema], que defendia a reabilitação. Em Hong Kong, em contrapartida, tinha contactos muito interessantes do ponto de vista profissional, porque fazia-se ali um trabalho que tinha mais a ver com a minha maneira de encarar esses problemas.” Augusto Nogueira, presidente da Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM), recorda um período do “boom da heroína e do haxixe”, onde o consumidor era visto como um criminoso. “Eram novas experiências e as pessoas não sabiam muito bem como lidar com elas, mesmo a nível terapêutico. Não havia muitos conhecimentos em termos de comunicação e terapia. A droga era vista como algo maquiavélico e a punição era a ferramenta para lidar com o consumo. Havia muitos tratamentos à base da religião e tentava-se ajudar as pessoas com o pouco conhecimento que existia”, contou ao HM. Antes da chegada da associação Ser Oriente, em 1993, já existia, em Ka-Hó, Coloane, o Centro Desafio Jovem, que propunha um tratamento da toxicodependência com ligação à religião. “A Ser Oriente não tinha muitas relações com o gabinete de prevenção para a toxicodependência [dos SSM] mas depois de 1999 reunimos com o Instituto de Acção Social, onde mostrámos a nossa vontade de permanecer em Macau”, lembrou Augusto Nogueira. “Depois, com um grande esforço do IAS em dar apoio a associações, conseguimos profissionalizarmo-nos mais na prevenção e ir ao estrangeiro, aprender com o que estava a ser feito lá fora. Desde 1999 passámos de amadores, à base da boa vontade, para algo mais profissional com cabeça, tronco e membros. Deixámos de ter de pedir dinheiro na rua para sobreviver”, disse o actual presidente da ARTM.

A importância da lei

Se faltavam recursos para dar respostas, a lacuna era ainda maior em matéria legislativa. Inês Silva Dias foi uma das vozes que mais lutou para a implementação do regime de saúde mental, que seria implementado a 12 de Julho de 1999. “As autoridades percebiam que havia a necessidade de responder


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aos problemas da área, mas também eram capazes de ter preconceitos com a doença mental, como toda a sociedade. Foi preciso um trabalho árduo e persistente para conseguir alterar a situação. Tudo começou em 1985 e penso que tive um papel na sensibilização das autoridades para a necessidade desta lei, que depois ficou em preparação.” O regime vigora hoje, em conjunto com uma Comissão de Saúde Mental, criada em 2005. No preâmbulo da lei lê-se que já eram prestados cuidados psiquiátricos em regime de ambulatório, internamento ou urgência, sendo que o hospital Kiang Wu havia encerrado “o serviço de psiquiatria e transferiu os doentes crónicos para a Unidade Psiquiátrica da Taipa”. Seria criada, mais tarde, a Unidade de Doentes Crónicos do Serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar Conde S. Januário. À data, era “a única unidade prestadora de cuidados psiquiátricos” em Macau. Pretendia-se, com esta lei, a “reformulação da filosofia da prestação dos cuidados psiquiátricos no Território a partir de uma visão cientificamente actualizada do tratamento e apoio à pessoa portadora de distúrbio mental”, onde os “cuidados psiquiátricos deixam de estar limitados às instituições hospitalares, cuja função primordial era a custódia do doente, e são reorientados para a reabilitação e inserção comunitária da pessoa portadora de distúrbio mental”. O regime define também os direitos e deveres da “pessoa portadora de distúrbio mental”, tendo sido

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“Desde 1999 passámos de amadores, à base da boa vontade, para algo mais profissional com cabeça, tronco e membros. Deixámos de ter de pedir dinheiro na rua para sobreviver.” AUGUSTO NOGUEIRA PRESIDENTE DA ARTM

definidos os regimes de internamento compulsivo e de urgência.

O trabalho comunitário

Inês Silva Dias prefere recordar também o trabalho de campo feito entre 1985 e 1999, sobretudo na ligação com a comunidade. “Para implementar o tratamento e chamar a comunidade a participar nos cuidados, foi feita uma intervenção a nível das estruturas governamentais, mas na altura fundei uma associação, que ainda hoje existe, a Richmond Fellowship, que visava envolver a comunidade civil. Conseguimos criar uma série de estruturas intermediárias para que os doentes mentais não ficassem reduzidos ao espaço hospitalar e às famílias.” Além disso, a médica psiquiatra ajudou também a fundar, no São Januário, o regime de internato para médicos chineses. “Foi possível criar um internato para a formação de médicos chineses em psiquiatria, que não havia. Isso foi inovador. Estávamos em pleno período de

transição e a grande parte da comunidade portuguesa não iria ficar, pelo que era importante formar clínicos. Íamos [para Macau] em comissões de serviço e pareceu-me importante dar formação a médicos chineses.” A última vez que Inês Silva Dias visitou Macau foi em 2006 e relata uma situação satisfatória em termos de resposta. “O meu desejo era que houvesse uma batalha diária para que a psiquiatria e saúde mental se possam manter visíveis e para que haja um alerta junto das autoridades em prol de um maior investimento em recursos para acompanhar as novas formas de actuação.” O HM enviou também algumas questões aos SSM no sentido de compreender a evolução em matéria de saúde mental até aos dias de hoje, mas em cerca de dois meses não foi obtida qualquer resposta. A título de exemplo, os SSM criaram, em 2016, serviços ao domicílio na área da psiquiatria para os casos mais graves,

“Até eu sair, em 2019, procurava-se muito o psicólogo português ou de Hong Kong. Sempre achei que havia pouca resposta, e as pessoas não confiavam no que havia no território.” GORETI LIMA PSICÓLOGA

além de existir uma consulta externa de especialidade no São Januário.

Medicamentos como resposta

Num debate na Assembleia Legislativa em Outubro de 2020, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong U, garantiu que havia um período de 18 dias de espera para se ter aceso a uma consulta de psiquiatria no hospital

ou centros de saúde. A acessibilidade a estas consultas foi considerada “bastante elevada”. Neste debate, a secretária lembrou ainda os subsídios concedidos a associações para a prestação de serviços psicológicos na comunidade. Goreti Lima, psicóloga e ex-residente de Macau, saiu do território em 2019, mas ainda hoje atende residentes via online. O fecho de fronteiras e a pandemia veio aumentar a procura por ajuda. “Parte do meu rendimento em Portugal vem de pessoas que estão em Macau numa situação em que não podem sair e precisam de algum apoio psicológico e emocional. Agora sim, é que as pessoas vivem numa bolha.” Hoje a resposta é maior e até existem mais cursos de psicologia no ensino superior. Mas a tendência, da parte de quem se sente doente, continua a ser, numa primeira fase, a busca pela medicação. “Por norma, quando as pessoas precisam de ajuda, a primeira pessoa com quem falam é com um psiquiatra, que depois medica para que a pessoa consiga dar a volta aos sintomas. Há alguns clínicos gerais que prescrevem alguns ansiolíticos. A abordagem é muito farmacológica”, destaca a psicóloga. No entanto, “há cada vez mais a tendência para se procurar primeiro um psicólogo, e quando saí de Macau isso era cada vez mais visível”, inclusivamente no seio da comunidade chinesa, onde por norma existe um maior tabu em abordar problemas deste tipo. “Não sei quais são as necessidades da população neste momento, mas acho que a saúde mental não tem de ser tratada, mas pode ser prevenida. Sinto, em qualquer parte do mundo, que há pouca prevenção na saúde mental. A medicação ajuda, mas não resolve a causa do problema. Se nas escolas, ou junto das famílias, tivéssemos mais apoio [as coisas poderiam ser diferentes].” Goreti Lima acredita que o cenário hoje é de alguma desconfiança em relação aos serviços psicológicos disponíveis no território. “Até eu sair, em 2019, procurava-se muito o psicólogo português ou de Hong Kong. Sempre achei que havia pouca resposta, e as pessoas não confiavam no que havia no território. Porque às vezes são pessoas recém-formadas numa universidade privada e não se sente tanta confiança.” Goreti Lima, que chegou a dar aulas no curso de psicologia da Universidade de São José, relatou que há muitos licenciados que são depois inseridos em instituições sociais ou escolas, “mas não propriamente em hospitais e clínicas”. A medida está integrada na política de aconselhamento que a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude implementa nas instituições de ensino. Andreia Sofia Silva


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CRISE SAÍDA DE TNR NÃO RESOLVE DESEMPREGO, AFIRMA LEI WAI NONG

RÓMULO SANTOS

Entre a espada e a

A

PESAR dos pedidos de vários deputados para que o Governo tome medidas para assegurar o emprego de residentes locais, o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong vincou que a saída de trabalhadores não-residentes (TNR) não é a solução para resolver o problema do aumento da taxa de desemprego de Macau. “A saída de TNR não resolve o problema do desemprego em Macau. Se agora cancelarmos todas as quotas, isto não quer dizer que os residentes ocupem os respectivos postos de trabalho, e isso seria uma perda para todas as partes. O

Lei Wai Nong considera que, por si só, a saída de trabalhadores não-residentes não contribui para resolver o desemprego em Macau. Perante os pedidos de deputados para assegurar o emprego de locais, o governante admitiu que cortar quotas de TNR pode ser “maléfico para a sociedade” e “empurrar as PME contra a parede”

Governo não vai cancelar todas as quotas de uma só vez, porque isso não vai resolver os problemas”, apontou ontem Lei Wai Nong, durante uma sessão plenária dedicada às respostas a interpelações orais. “A saída dos TNR não é difícil, mas depois quem ocupa esses postos de trabalho?”, acrescentou. Lei Wai Nong falava na sequência das interpelações dirigidas por Lo Choi In e Ella Lei, com a última a pedir ao Governo a implementação de “medidas concretas para assegurar e promover o emprego dos residentes”, um pedido repetido por vários deputados ao longo das últimas sessões plenárias.

Na resposta às deputadas, Lei Wai Nong recordou que, entre Dezembro de 2019 e Abril deste ano, 29.927 TNR abandonaram os seus postos de trabalho. No entanto, após uma segunda ronda de intervenções que contou com as opiniões de Zheng Anting, Ip Sio Kai, Leong Hong Sai e Song Pek Kei sobre as consequências que um corte indiscriminado das quotas de TNR pode vir a ter para a sobrevivência das PME, o secretário mostrou-se concordante e sublinhou ser fundamental encontrar “equilíbrio” e compreender em que sectores os residentes querem trabalhar.


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parede trabalhar (...) antes da renovação das quotas”, rematou. Dados divulgados na semana passada pela Direção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC) fixavam a taxa de desemprego dos residentes em 4,5 por cento, ou seja, 13.300 desempregados, a maioria exercia funções no ramo do jogo e da construção.

Menos ais

Durante a sessão de ontem, o secretário para a Economia e Finanças disse ainda que, perante o actual cenário de crise, é natural que as remunerações tenham decrescido e que, por isso, os trabalhadores devem também baixar as expectativas e “aceitar as actuais regalias e salários”. “Os empregadores têm de apresentar um salário de acordo com o mercado e os trabalhadores têm que aceitar as actuais regalias e salários. Isso é um ponto fulcral”, vincou.

“Os empregadores têm de apresentar um salário de acordo com o mercado e os trabalhadores têm de aceitar as actuais regalias e salários. Isso é um ponto fulcral.” LEI WAI NONG SECRETÁRIO PARA A ECONOMIA E FINANÇAS

“Empurrar as PME contra a parede será maléfico para toda a sociedade porque estão numa situação muito difícil (...) e é preciso encontrar um equilíbrio”, começou por dizer. O governante acrescentou que “há sectores onde os residentes não querem trabalhar” e que os locais “precisam melhorar as suas capacidades”. “Os empregadores querem um trabalhador que tenha capacidade”, concretizou. “As PME são elementos nucleares na nossa economia (...) por isso é preciso equilíbrio e, mesmo com o mecanismo de saída dos TNR (...) temos de ver se se trata de um sector em que os residentes querem

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Questionado por Ella Lei sobre as medidas a tomar para assegurar os salários e os postos de trabalho dos funcionários dos casinos-satélite, Lei Wai Nong, referiu tratar-se de uma área em que “o Governo não pode intervir” por ser uma “decisão comercial”. No entanto, explicou que, se se tratar de um croupier “as concessionárias (...) devem ter lugar para os seus próprios trabalhadores”. No entanto, se o trabalhador pertencer à zona do hotel, “estamos a falar de outra situação”, disse Lei Wai Nong. “Se, de facto esse hotel tiver muitos TNR e se os residentes quiserem esses postos de trabalho, os TNR devem sair. O Governo tem as suas responsabilidades e vai fazer o seu trabalho”, acrescentou. Pedro Arede com Lusa

ECONOMIA ALERTA PARA NOVA VAGA DE RECÉM-LICENCIADOS

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UM contexto de crise, o mercado de trabalho terá de acomodar “mais de quatro mil graduados”, que vão completar licenciaturas já em Junho, alertou o

deputado Che Sai Wang, eleito no último sufrágio para a AL pela lista da ATFPM. Che propôs a extensão do programa de estágios organizado pelo Governo e pela Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, em Hengqin, que vai oferecer entre Julho e Dezembro “mais de 500 estágios” a estudantes entre os 18 e os 45 anos e a jovens com experiência profissional.

Estas formações profissionais, referiu, “distribuem-se por Xangai, Guangzhou, Zhuhai e Hengqin” e o “Governo deve incentivar a implementação de mais programas de estágio semelhantes para proporcionar aos jovens um novo modelo do acesso ao emprego”. Neste sentido, José Pereira Coutinho perguntou ao secretário Lei Wai Nong porque não são alargadas as primeiras

experiências profissionais dos jovens a outros locais, como Singapura, Hainão, Hong Kong ou mesmo os países de língua portuguesa. “Temos muitos estudantes que estão a estudar português, por que não faz algo para que esses estudantes tenham oportunidades de estágios nesses países lusófonos?”, perguntou. A questão ficou sem resposta do secretário para a Economia e Finanças.

EMPREGO PEDIDOS APOIOS À CONTRATAÇÃO DE RESIDENTES

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S deputados da União Geral das Associações dos Moradores de Macau, Ho Ion Sang e Ngan Iek Hang, têm esperança de que o Governo lance mais medidas para incentivar a contratação de residentes desempregados. Citado pelo jornal Ou Mun, Ho Ion Sang recordou que a pandemia dura há demasiado tempo e que muitas pequenas e médias empresas ficaram sem fluxo de capitais e estão num estado crítico, à beira da falência. O novo membro da “bancada” dos Kaifong na Assembleia Legislativa, Ngan Iek Hang, apontou a via fiscal para aliviar as despesas das empresas, nomeadamente através do aumento do

montante máximo de isenção do imposto profissional até 20 mil patacas. O jovem deputado considera que o stress financeiro levou este ano ao aumento de suicídios e casos de violência doméstica e que as ramificações da crise económica afectam as famílias de múltiplas maneiras. Neste contexto, a situação dos cuidadores de idosos ou de pessoas com problemas de saúde incapacitantes foram destacadas pelo deputado, que considera ser necessário atribuir um apoio específico. Além da ajuda financeira, Ngan Iek Hang sugere que o Governo trabalhe com as associações para aliviar estas pessoas fornecendo cuidados a idosos e pessoas com doenças incapacitantes. N. W.

Está para durar

Lei Wai Nong admite que inflação vai continuar a subir

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secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, admitiu ontem que a inflação dos preços dos combustíveis e bens essenciais vai continuar a subir nos próximos tempos e que “todos têm de estar preparados” para acondicionar as dificuldades. Por seu turno, garantiu o secretário, o Governo vai manter contacto com todos os sectores para assegurar o nível dos preços, empolados pela pandemia e a guerra na Ucrânia. Para Lei Wai Nong, o galopante aumento da inflação não é problema exclusivo de Macau, com a agravante de que os bens alimentares consumidos no território são “100 por cento importados”. No entanto, Lei Wai Nong acredita que as medidas de apoio lançadas pelo Governo, onde se

inclui a terceira ronda do cartão de consumo e o subsídio à contratação de residentes desempregados, vão ser capazes de aliviar a pressão sentida pela população. “Com o aumento do preço dos produtos e a manutenção em alta do ciclo dos juros, todos temos de estar preparados. Da nossa parte, vamos manter comunicação com todos os sectores para assegurar o nível e fiscalização dos preços. A partir do dia 1 de Junho, o plano do cartão de consumo vai entrar em vigor e esperamos que essa medida ajude a aliviar a pressão da população”, apontou Lei Wai Nong.

Navegar à bolina

A tomada de posição do secretário surgiu no seguimento de deputados como Leong Sun

Iok, José Pereira Coutinho e Lei Leong Wong terem pedido uma maior intervenção do Governo na fiscalização dos preços dos bens alimentares e dos combustíveis, temendo que os estabelecimentos tirem partido da nova ronda de apoio para subir ainda mais os preços e que as gasolineiras combinem preços entre si. “Quer o cartão de consumo, quer as outras medidas que temos vindo a lançar são para ajudar a população, mas a oscilação dos preços vai continuar. Acredito que, tendo em conta as necessidades do mercado, nem todos os que estão a cargo da sua exploração, irão transferir os custos para consumidores”, referiu Lei Wai Nong. Quanto aos combustíveis, o Governo assegurou que os preços praticados em Macau são, não só inferiores ao preço de mercado, mas também aos praticados em Zhuhai e Hong Kong. Sobre a possibilidade de instalar novos postos de abastecimento, o Executivo admitiu que estes poderão surgir, por exemplo, nos novos aterros. Sobre a proposta de Pereira Coutinho de criar uma “reserva estratégica de produtos alimentares, petrolíferos e energéticos, Lei Wai Nong disse que a reserva de “alimentos, óleos alimentares e bens de primeira necessidade encontra-se suficiente e o seu fornecimento está normal”, podendo suportar as necessidades da população durante mais de um mês. P. A.


6 política

FUNÇÃO PÚBLICA SALÁRIOS CONGELADOS ATÉ 2023, O TERCEIRO ANO CONSECUTIVO

TIAGO ALCÂNTARA

Não há duas sem três

“Por existir ainda incerteza na conjuntura económica, os serviços e organismos, na elaboração das suas propostas orçamentais, devem avaliar as diversas despesas orçamentais com prudência”, justificou Ho Iat Seng.

“Neste momento, não há condições em Macau para propor essas medidas [de aumento de salários] e os trabalhadores da Função Pública sabem disso muito bem. Agora temos todos de remar para o mesmo lado.” PEREIRA COUTINHO PRESIDENTE DA ATFPM

Em simultâneo, ficam também congeladas contratações, uma vez que “o número de trabalhadores dos serviços e organismos não deve ultrapassar o número padrão de trabalhadores autorizado e o número de trabalhadores a serem recrutados também não deve exceder o número de quota de trabalhadores disponíveis das entidades tutelares”, afirma o Chefe do Executivo no despacho divulgado ontem.

De mãos dadas

Os trabalhadores da Função Pública vão permanecer sem actualização de salários em 2023, devido à “incerteza na conjuntura económica”. Pereira Coutinho compreende a posição do Governo, apela à união face à crise do desemprego e revela situações “dramáticas” de funcionários públicos que garantem a estabilidade financeira de familiares

O

S salários da Função Pública não serão aumentados em 2023, marcando o terceiro ano seguido sem actualização salarial, de acordo com um despacho publicado ontem no Boletim Oficial que fixa as orientações e o calendário para propostas orçamentais de serviços

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públicos para o próximo ano. Assim sendo, “o valor relativo às despesas dos orçamentos” dos serviços públicos, “não deve exceder o valor das referidas despesas constante no Orçamento do ano económico de 2022”, ou seja, não existe margem de manobra para aumentar despesas com salários.

“Neste momento, não há condições em Macau para propor essas medidas [de aumento de salários] e os trabalhadores da Função Pública sabem disso muito bem. Agora temos todos de remar para o mesmo lado”, afirmou ao HM o deputado José Pereira Coutinho, também presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM). Na óptica do legislador, todos os esforços políticos devem ter como foco a redução da taxa de desemprego, realidade que está a originar “situações dramáticas”. “Muitos trabalhadores da Função Pública têm familiares desempregados e os seus salários resolvem necessidades diárias, chegam mesmo a conceder empréstimos a familiares aflitos”, revelou o dirigente da ATFPM. Com a contenção a continuar na agenda orçamental, Pereira Coutinho apela à união e ao combate ao desemprego. “Temos de dar as mãos e ver como podemos criar mais emprego”, apontou o deputado ao HM. João Luz

DSAL POUCO MAIS DE 40 POR CENTO DOS ESTAGIÁRIOS FORAM CONTRATADOS

N

OS últimos dois anos, os estágios organizados pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) resultaram na contratação 385 recém-licenciados, de um total de 962 que haviam completado estágio, segundo revelou o director dos serviços, Wong Chi Hong, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Nick Lei. O organismo governamental sublinhou a importância de continuar a promover actividades de busca de emprego nas instituições de ensino superior, incluindo palestras, workshop, feiras de emprego

juvenis e o programa do estágio para os jovens. Wong Chi Hong recordou que, desde no ano passado, a DSAL lançou três programas de estágio em empresas do Interior da China, que se materializaram em 133 vagas para estágios, às quais concorreram 403 jovens candidatos. Deste universo, apenas 67 candidatos estagiaram e 18 desistiram. O programa não contemplava contratações, nem o director da DSAL revelou quantos estagiários conseguiram emprego. Porém, Wong Chi Hong referiu que nos primeiros quatro meses, a DSAL ajudou 2515 residentes a encontrarem trabalho, incluindo 780 jovens com idade inferior de 34 anos. O responsável adiantou ainda que este ano a DSAL irá organizar programas de estágios para jovens nos sectores financeiro, e-sport, gestão administrativa, inteligência artificial e tecnologia informática. N. W.

IMOBILIÁRIO SECTOR APRESENTOU 430 PEDIDOS DE APOIO DE PME

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ESDE o início da pandemia, em 2020, e o final de Abril de 2022, o sector imobiliário de Macau submeteu, no total, 430 candidaturas aos planos de apoio destinados às pequenas e médias empresas (PME) da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT). Respondendo a uma interpelação de Song Pek Kei, o presidente do Instituto de Habitação (IH), Kuoc Vai Han, revelou que o sector apresentou 290 candidaturas ao Plano de Apoio a Pequenas e Médias Empresa e 140 candidaturas ao Plano de Bonificação de Juros de Créditos Bancários para as PME. Do grupo de 290 candidaturas ao primeiro plano, 229 foram aprovadas, envolvendo uma verba

de cerca de 20 milhões de patacas. Já das 140 candidaturas afectas ao segundo plano, 138 foram aprovadas, envolvendo 137 milhões de patacas para montantes dos créditos bancários bonificados e cerca de 8,47 milhões de patacas de montante concedido para a bonificação de juros. Segundo o IH, os apoios têm contribuído para “a redução dos custos de financiamento do sector, bem como para dar continuidade ao sector de mediação imobiliária”. Kuoc Vai Han revelou ainda que o Governo não planeia rever a “Lei da Actividade de Mediação Imobiliária” actualmente em vigor, dado que o actual diploma tem alcançado um “efeito positivo na regulação do exercício da actividade do sector”. P.A.

Gabinete de Ligação Zheng Xincong é o novo director

O Conselho de Estado da China anunciou ontem a nomeação de Zheng Xincong para director do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na Região Administrativa Especial de Macau. Zheng Xincong, de 63 anos, antigo vice-governador da província de Fujian, e, até aqui, director-adjunto no Gabinete de Ligação de Pequim em Macau, foi também nomeado

Conselheiro para os Assuntos de Segurança Nacional da Comissão para a Manutenção da Segurança Nacional de Macau. Em ambos os cargos, Zheng substitui Fu Ziying. No início de Abril, o ex-director sublinhou que Macau “continua a enfrentar muitos desafios na defesa da segurança do Estado”, ao mesmo tempo que “continuam a existir interferências e infiltrações de forças externas”. A China aprovou no final do ano passado a criação de duas comissões em Macau para reforçar a defesa da segurança nacional.


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HOJE MACAU

AMCM Banco East Asia alerta para burlas online

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O Banco da East Asia, Limitada, Sucursal de Macau, emitiu uma nota onde alerta os clientes para não fornecerem informações pessoais e senhas de acesso através de hyperlinks facultados através de SMS ou email. No seguimento de terem sido detectadas tentativas de burla através de um falso website do Banco da East Asia, a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) emitiu uma nota onde alerta a população a “prestar atenção” a eventuais tentativas de burla online, para evitar assim “prejuízos desnecessários”. “A AMCM alerta o público para ter atenção ao facto de as instituições financeiras nunca solicitarem aos seus clientes a prestação de informações pessoais (nomeadamente, senhas de acesso e senhas de uso único), com recurso a telefonemas, emails ou SMS, nem solicitam aos mesmos que procedam a um login da sua página electrónica para realização de transacções, através de ´hyperlinks’ disponíveis nas mensagens por via de SMS ou de email”, pode ler-se em comunicado.

Convenções Novo surto poderá fechar empresas

Se surgir um novo surto de covid-19 em Macau, ou nas regiões vizinhas, o sector das convenções e exposições pode sofrer mais uma vaga de encerramento de empresas e despedimentos. O alerta foi dado por Poon Yiu Wing, presidente da Associação de Convenções e Exposições. O responsável afirmou ao jornal Ou Mun ter esperanças de que o pior já terá passado e admitiu sentir-se sortudo porque a sua empresa não foi afectada pelos cancelamentos de eventos dos passados meses. Também a incerteza quanto às emissões de vistos para visitar Macau, ocupa um lugar cimeiro na lista de preocupações do sector. Segundo o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, nos próximos dois meses estão previstas 15 convenções e exposições de comércio, que poderão atrair mais de 100 mil visitantes.

Lusofonia Exportações para Macau subiram 28,9% em Abril

As exportações de mercadorias dos países lusófonos para Macau subiram 28,9 por cento em Abril, em comparação com o mesmo período de 2021, segundo dados oficiais ontem divulgados. O valor exportado pelos países de língua portuguesa para o território foi de 285 milhões de patacas, de acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Já o montante importado de mercadorias de Macau pelo bloco lusófono cresceu 148,1 por cento em termos anuais, ficando-se pelas 800 mil patacas. Macau registou em Abril um défice na balança comercial de 11,99 mil milhões de patacas.

DROGA ARTM APOIA OITO RECLUSOS TOXICODEPENDENTES

Contra o isolamento A Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau revelou estar a acompanhar oito reclusos através de sessões terapêuticas e apoio psicológico. Augusto Nogueira aponta que o nível de consumo de droga em Macau está “controlado”, apesar de ter havido um “pequeno aumento”. Metanfetamina é a droga mais consumida e heroína é “residual”

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Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM) está a prestar apoio psicológico a oito reclusos que se encontram detidos no Estabelecimento Prisional de Coloane por crimes relacionados com droga. Segundo o presidente da ARTM, tal como já vem sido hábito nos últimos anos, semanalmente, uma equipa composta por voluntários, uma assistente social e uma enfermeira, vão ao encontro destes toxicodependentes para providenciar “sessões terapêuticas” e a companhia que quase sempre falta. Sobretudo, quando, na maioria dos casos, os reclusos não dominam a língua chinesa.

“Os voluntários aceites são acompanhados pela nossa assistente social e enfermeira e vão regularmente à prisão para se encontrar em com os reclusos que têm problemas de adição relacionados com droga ou foram detidos por problemas relacionados com estupefacientes. Falamos dos trigers e sobre prevenção, ou seja, tentamos ajudá-los a ultrapassarem e recuperarem do seu problema da droga enquanto estão presos”, começou

por explicar Augusto Nogueira ao HM. “É um grupo de pessoas que só tem estrangeiros e, muitas vezes, não domina a língua chinesa. Ao fim ao cabo, isto serve também para eles terem companhia já que (…) não têm visitas nem ninguém com quem falar. Através deste plano, a ARTM tenta colmatar esta lacuna”, acrescentou. Augusto Nogueira lembra ainda que, em nenhum momento, a pandemia de covid-19 impediu a ARTM de prestar apoio

“Isto serve também para eles terem companhia já que (…) não têm visitas nem ninguém com quem falar.” AUGUSTO NOGUEIRA PRESIDENTE DA ARTM

psicológico aos reclusos e que, durante o período em que estes estiveram impedidos de receber visitas, a associação implementou a iniciativa “cartas de amor”, permitindo assim a correspondência com os toxicodependentes “sobre as suas preocupações e a recuperação”.

Aumento ligeiro

Questionado sobre a actual situação do consumo de estupefacientes em Macau, Augusto Nogueira traçou um cenário “controlado”, onde se regista um “pequeno aumento” em relação ao ano passado. Isto, apesar de a droga estar “muito mais cara”. “Neste momento, o consumo de droga em Macau regista um pequeno

aumento (…) mas diria que a situação continua controlada. Não há aumentos significativos no consumo. Quanto ao tráfico, os criminosos tentam arranjar formas de fazer entrar droga aqui em Macau, sobretudo através de encomendas, mas a polícia está a fazer um bom trabalho. Isto indica que existe consumo, senão os traficantes não se dariam ao trabalho de enviar droga para Macau”, apontou. O responsável relativiza, contudo, as ilações, dado resultarem apenas da actuação policial e não na “situação real”. “Houve um pequeno aumento a nível de consumo, mas isso está relacionado com a actuação da polícia. Não quer dizer que esse aumento [do consumo] seja real, mas sim que a polícia detectou mais casos”, explicou. Quanto ao tipo de droga mais consumido, Augusto Nogueira não tem dúvida de que actualmente são as metanfetaminas que dominam o mercado em Macau. “Pelo que sei através da nossa equipa de rua, a heroína é quase residual ou insignificante neste momento. O que há mais hoje é o consumo de metanfetaminas”, sublinhou. Pedro Arede


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A menina e a má LITERATURA INFANTIL “UMA CASA COM ASAS”, DE ANDREIA MARTINS, APRESENTADO SEXTA-FEIRA

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ÃO é um livro que fale directamente sobre a existência de um vírus, mas a história da protagonista acaba por remeter para o período especial que o mundo vive. Na sexta-feira, o Café Oriente, no Instituto Português do Oriente (IPOR), recebe o lançamento de “Uma Casa com Asas”, da autoria de Andreia Martins, docente do ensino básico na Escola Portuguesa de Macau (EPM), com ilustrações de Catarina Vieira. O projecto nasceu no início da pandemia, quando Andreia Martins teve de começar a dar aulas online a partir de casa e, ao mesmo tempo, a tomar conta dos três filhos. “Numa dessas noites em que preparava as aulas para os meus alunos olhei para um desenho que a minha filha tinha feito, uma casa com umas asas, e escrevi sobre o que estávamos a passar”, contou ao HM. Surgiu então a história de uma menina “que gostava muito de brincar na rua e, de repente, não pôde sair mais”. “Não falo de um vírus específico mas a história marca uma mudança de registo e de liberdade. Um dia a menina descobre uma coisa rectangular que mete nas orelhas com cuidado e que permite que volte a sair e a fazer algumas das coisas que fazia antes, que é a máscara. Este foi um livro escrito numa altura em que toda a Europa rejeitava o uso de máscara, ao contrário do que se

CCCM Curso de tradução comparada arranca quarta-feira

Começa amanhã a nova edição do curso de tradução comparada promovido pelo Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM). As inscrições terminaram ontem. A ideia é chegar “a todos os interessados em aprofundar os conhecimentos na área da tradução generalista, bem como literária e filosófica”. As sessões são leccionadas por Ana Cristina Alves, coordenadora do serviço educativo e também tradutora de língua chinesa do CCCM, contando com o apoio da doutoranda Lisa Spinelli e da mestrança Inês Rito. Parte das sessões irá versar sobre a análise comparada das traduções do clássico da Vila e da Virtude, com Cláudia Ribeiro e António Graça de Abreu. Partindo da mais recente obra de tradução de Graça Abreu de poemas de Li Bai de chinês para português, será também ministrada a sessão “Técnicas de tradução chinês-português na poesia antiga chinesa”. Será também abordado o trabalho de tradução de Isabel Mateus e Márcia Schmaltz, falecida docente da Universidade de Macau.

RÓMULO SANTOS

Andreia Martins, professora do ensino básico, escreveu “Uma Casa com Asas” a pensar numa menina que brincava na rua e que, de repente, se viu obrigada a ficar em casa. Até que um dia a máscara lhe permite voltar a fazer a vida normal. A obra, dedicada aos filhos e alunos de Andreia Martins, é apresentada na sexta-feira no Café Oriente, no IPOR, e integra o cartaz oficial das celebrações do 10 de Junho

passava aqui, o que é uma coisa cultural. Foi ver a possibilidade que a máscara nos deu [de fazer uma vida relativamente normal]”, adiantou a docente. “Uma Casa com Asas” é uma obra dedicada aos filhos e alunos de Andreia Martins, bem como “para todas as crianças que têm de viver com a nova realidade”. “A história é sobre o que cada criança experienciou e sobre o que elas inicialmente não puderam fazer, pois ficaram em casa, e de como a máscara possibilitou um regresso às rotinas. Acabo a história com a ideia de que ‘não pode tocar em tudo, mas aprendeu a esperar e a ter esperança’. Marca uma viragem e como professora penso que faz sentido, porque as crianças passaram a ver as pessoas de outra forma.”

No YouTube

“Uma Casa com Asas” é uma obra dedicada aos filhos e alunos de Andreia Martins, bem como “para todas as crianças que têm de viver com a nova realidade” [da pandemia]

Andreia Martins revela uma enorme paixão por contar histórias e acabou por recorrer ao YouTube para esse fim. Nos vídeos apenas se ouve a voz e se vêem as ilustrações do livro que se lê, um elemento que acabou por influenciar a escolha das ilustrações para “Uma Casa com Asas”. “Fiz questão de descrever intensamente as minhas ilustrações à ilustradora para ela poder captar a realidade de Macau, e este canal de YouTube possibilitou aos meus alunos a continuar a ouvir as histórias.

A mim possibilitou-me uma maior aprendizagem”, apontou. “Uma Casa com Asas” esteve na gaveta durante muito tempo devido a contratempos com a selecção da editora. A escolha do trabalho de Catarina Vieira surgiu através de uma amiga. “Foi feito depois um trabalho de descrição, porque há muitos pormenores de histórias que

ANIVERSÁRIO MUSEU DO GRANDE PRÉMIO COM ENTRADA GRATUITA AMANHÃ

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fim de celebrar o primeiro aniversário de existência do Museu do Grande Prémio de Macau, a entrada no espaço será gratuita amanhã, 1 de Junho, além de serem organizadas actividades especiais, como a presença da mascote Mak Mak para tirar fotografias com os visitantes. Além disso, também amanhã, haverá a entrega de uma lembrança gratuita aos visitantes que concluírem uma “missão simples” ou uma “missão avançada”. Para tal, devem tirar uma fotografia ou fazer um vídeo com um qualquer artigo exposto no museu, com jogos interactivos ou com a mascote “Mak

Mak”, devendo depois partilhar a imagem nas redes sociais com a hashtag #MGPM#1stanniversary e receber 20 gostos, no caso da “missão simples” e 40 gostos no caso da “missão avançada”. Também a partir do dia 1 de Junho, estará disponível um jogo interactivo de realidade aumentada intitulado “Cruzar a linha de chegada”, e que surge na sequência da introdução nessa zona de visitas guiadas de realidade aumentada “Uma Jornada de RA da História do GP de Macau”. O café temático do Museu irá disponibilizar uma segunda ronda com descontos especiais.


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áscara leio que fui retendo e que gostaria de ver no meu livro.” Acima de tudo, “esta história foi imaginada com o traço da Catarina, mas tudo o que está na história foi pensado e definido por mim”. “A minha experiência como professora e mãe faz com que perceba o que eles [filhos e alunos] gostam. Esta história é para eles, tem uma menina suja,

descalça, que brinca com materiais de cartão. Há detalhes que quis que ficassem na história para segundas leituras”, concluiu Andreia Martins, para quem lançar um livro acabou por se revelar uma surpresa. An-

dreia Sofia Silva

EUROVISÃO GRUPO VENCEDOR VENDE TROFÉU E APOIA EXÉRCITO UCRANIANO

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grupo musical ucraniano Kalush Orchestra, que venceu a última edição da Eurovisão, leiloou o prémio, doando 837 mil euros a uma fundação de apoio às forças armadas ucranianas. O troféu, um grande microfone de cristal com o logótipo da Eurovisão, foi leiloado através da rede social Facebook durante a noite do sábado passado e foi comprado pela empresa especializada no comércio de Bitcoins, Whitebit. “Um especial agradecimento à equipa Whitebit, que comprou o troféu por 900 mil dólares e do qual é agora a legítima proprietária”, partilhou o grupo Kalush no Facebook,

no domingo. “Vocês são incríveis”, acrescentou. De acordo com a conta na rede social Instagram do grupo musical ucraniano, o dinheiro obtido vai ser encaminhado para a Fundação Prytula, que apoia o exército ucraniano. “Pela primeira vez na história da Eurovisão, os vencedores estão a leiloar o troféu para ajudar o exército ucraniano”, comentou o grupo. Kalush Orchestra venceu o concurso musical europeu a 14 de Maio, com a apresentação da canção “Stefania”, que mistura hip-hop com música tradicional, sobretudo com os votos dos espectadores.

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HK PEDIDO A NOVO LÍDER QUE RESOLVA PROBLEMAS

Arrumar a casa PAUL YEUNG/BLOOMBERG

“estudar os pontos fortes e as áreas em que se pode destacar”, e “compreender também o que o país precisa da cidade”, uma vez que “se integra” no desenvolvimento da nação. “O novo governo da cidade precisa de melhorar a sua eficiência e reforçar o estatuto de Hong Kong como centro internacional de finanças, comércio e transportes”, acrescentou o primeiro-ministro chinês.

Com todo o gosto

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primeiro-ministro chinês pediu ontem ao novo Chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, para resolver os “problemas sociais” da cidade e desenvolver a economia, numa cerimónia, em Pequim. Li Keqiang salientou que o novo governo de Hong Kong deve “melhorar a subsistência das pessoas” e “unir os vários sectores da cidade para resolver os problemas sociais”, de acordo com a imprensa local. Na cerimónia, Li apresentou a carta que formaliza a nomeação de Lee, que vai tomar posse em 1 de Julho. O primeiro-ministro chinês garantiu que o governo central ia defender o princí-

pio “um país, dois sistemas” - que tem governado Hong Kong desde o regresso à soberania chinesa em 1997 e permite um grau de autonomia e liberdades que não existem no continente - de uma “forma abrangente e precisa”, noticiou o jornal da região semiautónoma chinesa South China Morning Post (SCMP). “Também exerceremos plena e precisamente a jurisdição abrangente do governo central sobre Hong Kong, bem como o princípio de que Hong Kong é administrada por patriotas”, acrescentou. Segundo Li, Pequim vai “apoiar plenamente” o novo Chefe do Executivo de Hong Kong e o governo, “de acordo com a lei”, e salientou que a cidade devia

Em resposta, Lee, de 64 anos, disse aceitar a responsabilidade “com lealdade”, depois de ter sido eleito, em 8 de Maio, por 1.416 dos 1.461 membros da comissão eleitoral. Antigo inspector da polícia, Lee ocupava a pasta da Segurança quando Hong Kong foi palco de manifestações antigovernamentais, em 2019. Foi também fundamental na implementação da lei de segurança nacional, imposta em Junho de 2020 por Pequim para pôr fim aos protestos, cada vez mais violentos. Em Junho do ano passado, foi nomeado “número dois” no Executivo. A eleição do Chefe do Executivo foi adiada por seis semanas devido à pandemia da covid-19, e foi a primeira a realizar-se desde que Pequim impôs alterações ao sistema eleitoral da cidade, em 2021.

MARIA LURDES KAM Falecimento A família enlutada de Maria Lurdes Kam cumpre o doloroso dever de informar os familiares e amigos que esta sua ente querida faleceu no dia 25 de Maio de 2022. Hoje, terça-feira 31 de Maio de 2022 pelas 11H00, celebrar-se-à a missa no Cemitério de S. Miguel Arcanjo, seguida do enterro. A todos quantos queiram associar-se a estes piedosos actos, a família enlutada agradece antecipadamente.

PACÍFICO XI FAZ DISCURSO NA REUNIÃO DE MINISTROS DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS

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Presidente chinês, Xi Jinping, fez esta segunda-feira um discurso por escrito na segunda Reunião de Ministros dos Negócios Estrangeiros China-Países Insulares do Pacífico. Xi disse que a China e os países insulares do Pacífico desfrutam de uma amizade consagrada pelo tempo que atravessa montanhas e oceanos. Nos últimos anos, a parceria estratégica abrangente entre a China e os países insulares do Pacífico, caracterizada pelo respeito mútuo e desenvolvimento comum, fez progressos constantes e

produziu resultados frutíferos, dando um bom exemplo de cooperação Sul-Sul e benefício mútuo, disse Xi, citado pela Xinhua. AChina permanece comprometida com a igualdade de todos os países, independentemente do tamanho,

e permanece guiada pelo princípio de perseguir o bem maior e interesses compartilhados e pelo princípio da sinceridade, resultados reais, amizade e boa fé no desenvolvimento de laços amistosos com os países insulares do Pacífico, salientou Xi. Não importa como o cenário internacional possa evoluir, a China sempre será uma boa amiga que compartilha o mesmo ideal e segue o mesmo caminho, uma boa irmã sob todas as condições, bem como uma boa parceira avançando lado a lado com os países insulares do Pacífico, garantiu.

Um trocar de assinaturas Wang Yi visita Timor-Leste para firmar acordos de cooperação

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ministro dos Negócios Estrangeiros da China visita Timor-Leste, no final desta semana, para encontros com as autoridades do país e assinar pelo menos cinco acordos de cooperação. A ministra dos Negócios Estrangeiros timorense,Adaljiza Magno, disse à Lusa que durante a visitaWangYi deverá assinar um acordo de serviços aéreos com Timor-Leste e um acordo de cooperação em áreas como agricultura, água e saneamento. “Está igualmente previsto um acordo para o envio de equipas médicas chinesas, uma troca de cartas sobre a segunda fase do estudo de viabilidade para a construção do hospital da amizade e um acordo para o apoio ao sector da rádio e televisão”, explicou. Durante a visita a Timor-Leste, sexta-feira e sábado, Wang Yi tem previstos encontros com a

homóloga timorense e ainda com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, e com o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak. Estão igualmente previstas reuniões com o antigo Presidente e actual líder do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), Xanana Gusmão, e com o antigo primeiro-ministro e actual secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Mari Alkatiri. A visita de Wang Yi a Timor-Leste insere-se numa deslocação por outros países da região, iniciada, na semana passada, nas Ilhas Salomão.

Grande amplitude

‘De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), Wang Yi vai tentar obter o apoio de dez pequenas nações do Pacífico para um acordo abrangente, em vários aspectos, de política

de segurança a direitos de pesca, no que pode constituir uma mudança no jogo de influências na região. Um esboço daquele acordo, obtido pela AP, mostrou que a China quer expandir a cooperação na área da justiça e no âmbito da segurança “tradicional e não tradicional”. A China quer também desenvolver um plano conjunto para a pesca, a incluir a lucrativa captura de atum do Pacífico, aumentar a cooperação na administração do ciberespaço da região e criar delegações do Instituto Confúcio, organismo estatal que promove o ensino da língua chinesa. Pequim também referiu a possibilidade de estabelecer uma área de livre comércio com as nações do Pacífico. Durante a deslocação de 10 dias, Wang tem previsto visitar Kiribati, Samoa, Fiji, Tonga, Vanuatu e Papua Nova Guiné.


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AUTOMOBILISMO CHARLES LEONG PODE CORRER DE FERRARI

Alerta vermelho

Após ter conquistado pela segunda vez consecutiva o troféu de vencedor do Grande Prémio de Macau de Fórmula 4, decepcionado com a falta de oportunidades, Charles Leong Hon Chio estava disposto a pousar o capacete e dedicar-se a outras actividades dentro do desporto automóvel. Seis meses depois, uma inesperada porta abriu-se e o jovem piloto de Macau pode estar prestes a entrar numa nova etapa da sua vida nas corridas de automóveis

Esperar para ver

Segundo o que o HM apurou, e dada a incerteza em redor de todas as competições de automobilismo do outro lado das Portas do Cerco, a Harmony Racing ainda não confirmou os seus planos desportivos para 2022. Contudo, a equipa sediada em Ningbo pretende estar presente no Campeonato da China de GT e no Campeonato de Resistência da China (CEC) “A equipa está à procura de um jovem piloto e surgiu a oportunidade de eu realizar estes dois dias de testes”, explicou Charles Leong ao HM. “Correu tudo muito bem e estou muito feliz. Agora vamos aguardar para ver o que acontecerá com as minhas corridas este ano”. A Harmony Racing esteve presente no ano passado no Grande Prémio de Macau, colocando em pista um Audi R8 LMS GT3 na Taça

GT Macau e o BMW M4 GT4 que triunfou na Taça GT Grande Baía.

A Ferrari e os cá da terra

Basta os dedos de uma mão para contar os pilotos de Macau que conduziram carros da marca fundada por ”il Commendatore”. O primeiro a fazê-lo foi o tenente Mário Lopes da Costa que com um elegante Ferrari 500 Mondial Scaglietti Spyder participou na segunda e terceira edição do Grande Prémio de Macau. O genro do então Governador de Macau abandonou a corrida de 1955, com problemas de sobreaquecimento no carro italiano, e terminou em segundo lugar em 1956. Foi preciso avançarmos até 2008 para voltarmos a ver um piloto do território ao volante de um carro saído de Maranello. Rodolfo Avila conquistou o Asia SportCar Championship ao volante de um Ferrari 360 Modena. O piloto português haveria de tripular um 430 versão Grand-Am no Grande Prémio desse mesmo ano, mas desistiu com problemas de travões. De 2010 a 2012 foi a vez de Diana Rosário participar no Grande Prémio, primeiro com

“A equipa está à procura de um jovem piloto e surgiu a oportunidade de eu realizar estes dois dias de testes”, explicou Charles Leong ao HM. “Correu tudo muito bem e estou muito feliz. Agora vamos aguardar para ver o que acontecerá com as minhas corridas este ano”

um 360 Modena Challenge e depois, por dois anos consecutivos, com um 430 GT, tendo sempre cumprido a missão de terminar as corridas da Taça GT Macau. Em 2014, André Couto alinhou na Taça GT Macau com um 458 Italia GT3. Apesar dos problemas técnicos encontrados durante o fim de semana no carro preparado pela equipa japonesa Direction Racing, o piloto do território terminou no 13.º posto. Sérgio Fonseca PUB.

LC MINISTRA ACUSA LIVERPOOL DE TER DEIXADO “ADEPTOS À SOLTA”

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ministra dos Desportos e dos Jogos Olímpicos de França acusou ontem que o Liverpool “deixou os seus adeptos à solta” na final da Liga dos Campeões de futebol, e considerou lamentável o uso de gás lacrimogéneo contra famílias junto ao Stade de France. AP

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convite do piloto chinês David Chen Weian, que também é o director desportivo da Harmony Racing, Charles Leong deslocou-se até ao Ningbo SpeedPark para testar um dos três Ferrari recém adquiridos pela equipa chinesa na Europa, mais precisamente à equipa italiana AF Corse. O piloto do território foi convidado para testar um dos altamente competitivos 488 GT3 Evo. “Já não conduzia desde o Grande Prémio de Macau”, relembrou piloto de 20 anos ao HM. “Foi há seis meses que eu conduzi a última vez um carro de corrida e esta foi a minha primeira vez ao volante de um carro de GT”. Depois de uma sessão curta de trinta minutos de adaptação no primeiro dia, o piloto da RAEM completou mais de hora e meia ao volante do “Cavallino Rampante” no segundo dia, usando mesmo um jogo novo de pneus, o que normalmente só acontece quando existe a vontade de obter uma marca de registo.

“O Real Madrid supervisionou a vinda dos seus adeptos a Paris, (…) o que contrasta radicalmente com o que fez o clube de Liverpool, que deixou os seus apoiantes à solta. Isso fez toda a diferença”, afirmou Amélie Oudéa-Castéra, em entrevista ao canal televisivo RTL. Segundo a ministra, foram detectados cerca de 30.000 a 40.000 ingleses sem bilhetes, ou com ingressos falsos, situação que,

garantiu, será investigada. “Temos que perceber de onde vêm os bilhetes falsificados”, disse a governante, confirmando que, a pedido do Liverpool, a UEFA decidiu não usar a aplicação móvel para os ingressos. Amélie Oudéa-Castéra considerou que o episódio mais lamentável da final, disputada no sábado, foi “o uso de gás lacrimogéneo contra famílias e crianças que iam assistir ao jogo”. A ministra garantiu não estar preocupada com a realização de futuros eventos desportivos de grande dimensão no país, lembrando a realização anual da Volta a França em bicicleta e o Europeu de futebol de 2016, conquistado por Portugal. “Não estou preocupada, estamos muito empenhados. É importante que aprendamos lições com coisas como as que aconteceram no sábado, para percebermos tudo o que tem de ser feito para eventos com o Mundial de râguebi de 2023, e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024”, disse.

ANÚNCIO

N.º 14/DCTNR/2022

Considerando que não se revelou possível notificar os interessados, pessoalmente, por ofício ou telefone, nos termos do artigo 68.º e do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, notifica-se dos actos administrativos os interessados abaixo mencionados, no n.º3 do artigo 11.º da Lei n.º 21/2009 (Lei da contratação de trabalhadores não residentes), revogada a cláusula de renovação automática de autorização de contratação de trabalhadores domésticos não residentes autorizados dos seguintes indivíduos, ou seja, a referida autorização deixará de ser renovada automaticamente. 1. IEONG SUT I, n.º do despacho de autorização de contratação: 20106/IMO/GRH/2016. 2. IEONG LAI TUN, n.º do despacho de autoriza ção de contratação: 13693/IMO/GRH/2016. Os interessados acima mencionados podem, nas horas de expediente, deslocar-se ao Departamento de Contratação de Trabalhadores Não Residentes da DSAL, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.ºs 614A-640, Edifício Long Cheng, 9.º andar, Macau, para levantamento da cópia do despacho, podendo ainda requerer, por escrito, a consulta do processo. Nos termos dos artigos 145.º, 149.º e 155.º do Código do Procedimento Administrativo, os interessados podem, sobre a decisão acima referida, interpor: a) Reclamação para o autor do acto, devendo ser apresentada no prazo de 15 (quinze) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio; b) Recurso hierárquico necessário para o Secretário para a Economia e Finanças, devendo ser apresentado no prazo de 30 (trinta) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio. Mais se informa que as decisões administrativas acima referidas não são susceptíveis de recurso contencioso. 25 de Maio de 2022. O Director da DSAL, Wong Chi Hong


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COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO ADMINISTRATIVA DURANTE 2021 Presidente Vogal Vogal Representante dos Serviços de Finanças -

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Lau Wai Meng Ip Chong Wa Tam Van Iu Pedro Miguel Rodrigues Cardoso das Neves

PARECER DO REPRESENTANTE DOS SERVIÇOS DE FINANÇAS EXERCÍCIO DE 2021 No exercício das competências previstas no artigo 24.º do Regime Financeiro dos Serviços de Correios e Telecomunicações, aprovado pelo Decreto-Lei n.º50/99/M de 27 de Setembro, e alterado pelo Regulamento Administrativo n.º10/2010 e no artigo 7.º do Regulamento da Caixa Económica Postal aprovado pelo Decreto-Lei n.º24/85/M, de 30 de Março, acompanhei o desenvolvimento da actividade da Caixa Económica Postal ao longo do exercício económico de 2021. Tendo em atenção a análise efectuada aos documentos contabilísticos reportados a 31 de Dezembro de 2021, sou de parecer e considero que: - São claros e elucidativos os elementos contabilísticos referentes ao balanço em 31 de Dezembro de 2021 e à demonstração de resultados para este ano; - As contas relativas ao ano económico de 2021 mostram a real situação financeira em 31 de Dezembro de 2021 e estão em condições de ser aprovadas. Macau, aos 8 de Março de 2022. Representante dos Serviços de Finanças Pedro Miguel Rodrigues Cardoso das Neves

SÍNTESE DO RELATÓRIO DE ACTIVIDADES – 2021 Até finais de 2021, o total de depósitos captados pela CEP foi de cerca de 1010 milhões de patacas, representando um decréscimo de 22% em relação ao ano anterior. O montante de novos empréstimos concedidos durante o ano de 2021 traduz um aumento de cerca de 9% comparativamente ao ano anterior, e o saldo em dívida no final do ano, líquido de imparidades, era de cerca de 181 milhões de patacas, o mesmo que em 2020. A margem financeira e os resultados de serviços e de comissões foram, respectivamente, de 31 milhões e de cerca de 7 milhões de patacas, sendo os custos de exploração de cerca de 30 milhões de patacas. Os resultados de 2021, no valor de cerca de 18 milhões de patacas, traduzem um decréscimo de cerca de 24% relativamente a 2020.

RELATÓRIO DE AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS RESUMIDAS Para a Comissão Administrativa da Caixa Económica Postal Procedemos à auditoria das demonstrações financeiras da Caixa Económica Postal (“CEP”) relativas ao ano de 2021, nos termos das Normas Sucintas de Auditoria da Região Administrativa Especial de Macau. No nosso relatório, datado de 14 de Abril de 2022, expressámos uma opinião sem reservas relativamente às demonstrações financeiras das quais as presentes constituem um resumo. As demonstrações financeiras a que se acima se alude compreendem o balanço, à data de 31 de Dezembro de 2021, a demonstração de resultados, a demonstração de alterações no capital próprio e a demonstração de fluxos de caixa relativas ao ano findo, assim como um resumo das politícas contabilísticas relevantes e outras notas explicativas. As demonstrações financeiras resumidas preparadas pela gerência resultam das demonstrações financeiras anuais auditadas a que acima se faz referência. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas. Para a melhor compreensão da posicão financeira da CEP e dos resultados das suas operações, no período e âmbito abrangido pela nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser lidas conjuntamente com as demonstrações financeiras das quais as mesmas resultam e com o respectivo relatório de auditoria. Lei Iun Mei, Auditor de Contas KPMG Sociedade de Auditores Macau, 14 de Abril de 2022


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JOSÉ SIMÕES MORAIS Os ideais da Revolução de 1917 na Rússia encontraram grande aceitação na população de Cantão e daí difundidos por Guangdong chegaram aos chineses de Hong Kong e Macau. Os grémios (sindicatos) foram-se logo formando, “onde o espírito revolucionário era incentivado e as palavras socialismo e comunismo pela primeira vez pronunciadas em Macau, como objectivos concretos a atingir”, segundo João Guedes, “Desde finais de 1921, passaram a dinamizar a saída da população para as ruas, em manifestações de protesto que aproveitavam todos os pretextos. Usualmente, tais manifestações tomavam a forma tradicional de coloridas e ruidosas procissões que marchavam ao ritmo de tambores, pratos, timbales e cornetas, e de onde se destacavam cartazes e bandeiras ostentando palavras de ordem e andores com figuras alegóricas” e irónicas. Em Macau, para dar consciência social à população chinesa, desde o início de 1922 organizavam-se manifestações em forma de cortejos fúnebres a simbolizar o fim do colonialismo dos países europeus. No dia 1 de Maio, Dia do Trabalhador, ocorreu a manifestação mais imponente, permitida pelo Governo de Macau, cujo Governador era então Henrique Monteiro Correia da Silva (191920/5/1922). Andava alvoroçado o ambiente na cidade quando no fim da tarde de 28 de Maio de 1922 ocorreu o incidente, conhecido por “Acontecimento da Ponte Chip Seng”, a fazer transbordar os ânimos. No bairro chinês do Bazar, um soldado ladim dirigiu uma graçola a uma chinesa, referindo a versão do Padre Manuel Teixeira (MT) ter “um praça indígena de Moçambique tropeçado numa criança e a mãe desatar aos berros, juntando-se uma pequena multidão a gritar <Ta!> isto é, <batamos-lhe>. Alguns saltaram para cima dele, que se defendeu valentemente, filando um destes e levando-o para a esquadra ChipSeng, próxima da ponte dos vapores de Hong Kong. A esquadra foi logo cercada, exigindo a multidão a soltura do preso.” João Guedes refere: “... um soldado do contingente moçambicano agrediu uma cantadeira em plena rua. (...) Ao presenciarem a cena, alguns transeuntes intervieram, gerando-se de imediato violenta discussão que atraiu muita gente (...) A hostilidade dos circunstantes para com o soldado foi crescendo à medida que o alarido aumentava de tom, ouvindo-se gritos secos de incitamento em chinês: Tá! Tá! (batam-lhe). De imediato o soldado encurralado contra a parede foi violentamente agredido, e só a chegada providencial da polícia impediu a consumação do massacre. Posto termo ao desacato, o militar foi conduzido sob prisão para o hospital e um civil recolheu aos calabouços da esquadra do Chip Seng, a uma centena de metros do local.”

MACAU ANTIGO

Acontecimento da Ponte Chip Seng em 1922

Esse civil era o então barbeiro Sr. Au Ieong Seng e segundo ele, o acontecimento foi causado por um soldado português a insultar em público uma senhora chinesa e por tentar parar o mau procedimento deste, o soldado de seguida informou a Polícia para o deter. Perante tal injustiça, os chineses reuniram-se em frente do Corpo de Polícia, para onde fora levado, e reclamaram às autoridades a libertação imediata do operário. Infelizmente as autoridades não só recusaram o pedido, mas também mandaram disparar armas de fogo contra a multidão e eventualmente mataram alguns protestadores. Esta é uma versão chinesa do acontecimento. FIM TRÁGICO João Guedes, com a versão mais completa desta história, adita: “A notícia do incidente rapidamente se espalhou, chegando aos ouvidos de Wong Pik-wan e dos companheiros com quem liderava os sindicatos. Avaliando rapidamente a situação e a intensidade da indignação popular, julgaram finalmente chegado o momento de lançar as massas nas ruas para uma acção decisiva, justificada por uma causa óbvia e mobilizadora.” Logo o apelo à concentração no Largo do Chip Seng, sendo “o movimento popular secundado pela acção dos sindicalistas, que num quarto do Hotel Kong Kam instalaram a sede da União Geral dos Operários (UGO), formada expressamente para coordenar a luta. Estrategicamente situado em posição sobranceira ao edifício da esquadra, o hotel dominava todo o largo e permitia controlar com mais eficiência a acção e a chegada de eventuais reforços policiais.” Colocaram homens “nalguns telhados dos edifícios circunvizinhos à esquadra de modo a poderem vigiar a Avenida

AS AUTORIDADES CONTARAM OFICIALMENTE 78 MORTOS E MAIS DE DUZENTOS FERIDOS. ERA ENTÃO ENCARREGADO DO GOVERNO DE MACAU O COMANDANTE LUÍS DE MAGALHÃES CORREIA

Almeida Ribeiro e o conjunto de pequenas ruas que desembocavam em volta, dando o alerta em caso de avanço de quaisquer forças enviadas para reprimir os manifestantes. Ao mesmo tempo visavam também a ponte-cais das carreiras marítimas de passageiros, já paralisadas pela entrada em greve dos trabalhadores portuários.” No Largo Chip Seng, ou da Caldeira, fronteiriço às pontes-cais dos vapores das carreiras regulares para Hong Kong, Cantão e Xangai, concentrara-se muita gente e cercara já na Rua das Lorchas (Chip-Seng) a esquadra n.º 1, instalada no antigo cinematografo Chip-Seng. Perante a chegada de cada vez mais populares, “no interior da esquadra a pequena força policial tentou telefonar, mas a comunicação estava interrompida. Valeu um sargento da polícia cívica ver o tumulto e ir informar o Comissariado.” MT. Para ali seguiu a dialogar com os manifestantes o comandante da corporação Capitão Artur Cabaço, mas sem os conseguir convencer entrou na esquadra e por telefone mandou avançar do Quartel de S. Francisco uma força de Infantaria. Sob o comando do Alferes Trigo, “ao passar pela Av. Almeida Ribeiro foi apedrejada e até alvejada a tiro de algumas janelas, vendose obrigada a responder.” Sem haver vítimas em ambos os lados, os quarenta homens conseguiram ir até à esquadra e tomar posição entre os manifestantes e a entrada principal. Depois apareceu o Tenente Ferreira, ali chegado sem ser notado. “A multidão, conduzindo bandeiras, lanternas, varapaus, bloqueou e barricou as embocaduras das ruas e engrossando noite dentro subira já a cerca de 4 mil pessoas, criando um verdadeiro acampamento a estender-se pela Avenida Marginal, a alguns passos dos soldados a insultá-los e a apupá-los.” Na manhã seguinte, segunda-feira dia 29 de Maio, vendo extenuada, à espera de ser rendida a cercada e isolada força ali postada e insultada toda a noite, o Capitão Cabaço pediu o envio de reforços por mar, que saíram da Praia Grande. No Porto Interior “os chineses opuseram-se ao desembarque. O Ten. Gaudêncio Conceição tentou abrir alas, mas sem resultado e o Ten. Rogério Ferreira [que ali já estivera no dia anterior] quis também desembarcar, mas um mais atrevido lançou-se-lhe ao pescoço. Ele puxou da espada, mas foi-lhe arrancada e levada. [Nisto ouviu-se um tiro e um soldado da primeira linha] caiu varado. Os soldados levaram então as espingardas à cara e deram uma descarga sobre a multidão compacta; muitos caíram mortos ou feridos e o resto debandou logo. Agora nem alma viva se via pelas ruas”, MT. As autoridades contaram oficialmente 78 mortos e mais de duzentos feridos. Era então encarregado do Governo de Macau o Comandante Luís de Magalhães Correia.


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UM DOMINGO NO INFERNO I JORGEN LETH I 1977

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C I N E M A

Com: Ashley Bratcher, Emma Rose Roberts, Michael J. Lindell, Jared Lotz 17.00, 19.30

SALA 1

TOP GUN: MAVERICK [B]

Um Domingo no Inferno é um documentário sobre a prova de ciclismo Paris-Roubaix, conhecida pelas várias zonas de calçada degradada, propícias a furos e quedas violentas. Conhecida como o Inferno do Norte, a corrida levou o dinamarquês Jorgen Leth a fazer um documentário em que nos apresenta a prova de 1976 através da perspectiva dos concorrentes, dos especta44dores e dos órgãos de co8 municação 0 6 2social. 7 4Este3é um 5 documentário imperdível 9 para 3 2todos6 os0 que 1 gostam 5 4 de ciclismo, mas também 1 5 7 0 9 8 4 6 fí4 os 2que5 admiram 1 3 desafios 9 8 7 sicos. João Santos Filipe

Um filme de: Joseph Kosinski Com: Tom Cruise, Jennifer Connely, Val Kilmer, Miles Teller 14.15, 16.45, 19.15, 21.45

SALA 3

THE BAD GUYS [B]

SALA 2

JUJUTSU KAISEN: ZERO [B]

FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Seong-Hu Park 14.30, 21.45

UNPLANNED [C]

Um filme de: Cary Solomon, Chuck Konzelman

FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Ruben Fleischer 14.30, 17.00, 19.30

EVERYTHING EVERYWHERE ALL AT ONCE [C]

Um filme de: Daniel Kwan, Daniel Scheinert Com: Michelle Yeoh, Stephanie Hsu, Ke Huy Quan, James Wong 21.30

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5 2 7 4 0 6 3 1 8 4 0 DE 5 CERA 2 1DE7MACAU 8 9 CE6 1. MUSEU LEBRITY LIMITADA; 1 3 9 6 8 5 7 4 0 2. GRUPO DE CONSULTORIA COMER0 6 8 3 LIMITADA. 9 2 4 7 5 CIAL SUNCITY 8 5 2 1 4 3 0 6 9 Os indivíduos acima mencionados devem 6 durante 7 3as horas 8 2de expediente, 9 1 5ao en4 deslocar-se, dereço acima mencionado, para levantamento 9 1 4 7 6 0 5 2 3do ofício da audiência prévia, podendo ainda reque-

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seguinte da data da emissão do presente anúncio, comparecer no Departamento de Contratação de Trabalhadores 48 Não Residentes, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.ºs 614A-640, Edifício Long Cheng, 2 8 9.º0andar, 9 em 5 Macau, 1 6para3tratar 7 de assuntos do seu interesse e relacionados com 3 9 6 0 7 4 2 8 1 autorização da contratação de trabalhadores não residentes,7caso4contrário 1 5 a autorização 3 8 9 será 0 can2 celada:

rer, por escrito, a consulta do processo. Decorrido o prazo acima referido, sem que seja apresentada a defesa por escrito, é considerada como efectivamente feita a audiência acima referida. 25 de Maio de 2022. O Director da DSAL, Wong Chi Hong

ANÚNCIO

N.º 13/DCTNR/2022

(Notificação da revogação de autorização de contratação de trabalhador não residente) Considerando que não se revelou possível notificar o interessado, pessoalmente, por ofício ou telefone, nos termos do artigo 68.º e do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, notifica-se dos actos administrativos o interessado abaixo mencionado: 1. WONG IOK HOU, proprietário do estabelecimento “榮駿藥材海味”, atendendo ao facto de não ter efectuado o pagamento de taxa de contratação de trabalhadores não residentes do 2º trimestre de 2021, de acordo com o artigo 18.º da Lei n.º 21/2009 (Lei da contratação de trabalhadores não residentes), através do Despacho n.º 10005/IMO/DSAL/2022, foi revogada a autorização de contratação de 1 trabalhador não residente não especializado, concedida pelo Despacho n.º 23957/IMO/ DSAL/2020. O interessado acima mencionado pode, nas horas de expediente, deslocar-se ao Departamento de Contratação de Trabalhadores Não Residentes da DSAL, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.ºs 614A-640, Edifício Long Cheng, 9.º andar, Macau, para levantamento da cópia do despacho, podendo ainda requerer, por escrito, a consulta do processo. Nos termos dos artigos 145.º, 149.º e 155.º do Código do Procedimento Administrativo, o interessado pode, sobre a decisão acima referida, interpor: a) Reclamação para o autor do acto, devendo ser apresentada no prazo de 15 (quinze) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio; b) Recurso hierárquico necessário para o Secretário para a Economia e Finanças, devendo ser apresentado no prazo de 30 (trinta) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio. Mais se informa que as decisões administrativas acima referidas não são susceptíveis de recurso contencioso. 25 de Maio de 2022. O Director da DSAL, Wong Chi Hong


terça-feira 31.5.2022

www.hojemacau.com.mo

macau visto de hong kong

opinião 15

David Chan

LICENCIATURAS EM MAIO, estudantes das várias Universidades de Macau licenciaram-se uns após os outros. A Universidade de Macau realizou uma cerimónia de graduação a semana passada. Licenciaram-se mais de 1.800 alunos. Alguns deles afirmaram que, embora tenham enviado três candidaturas de emprego, ainda não tinham recebido qualquer resposta, e outros, que já se formaram há dois anos, disseram que ainda não tinham conseguido encontrar trabalho compatível e que estão actualmente desempregados. O prolongamento da epidemia de COVID-19 conduziu à retracção da economia de Macau. O desemprego atinge os 4.5 por cento. No primeiro trimestre de 2022, o PIB caiu 8.9 por cento. A maior parte dos licenciados vai iniciar a procura de trabalho e entrar numa outra fase da sua vida. Actualmente, não vai ser tarefa fácil devido ao abrandamento da economia. A questão que se coloca é como lidar com esta nova situação. Para quem acabou de se graduar o mais importante é encontrar um trabalho a tempo inteiro que lhe agrade. Enviar mais candidaturas, ir a mais entrevistas e realizar mais testes será inevitável. A procura de trabalho será mais longa do que num período económico favorável. Estes jovens têm de ter paciência e têm de aprender a esperar até que apareça um trabalho adequado. E esse trabalho terá necessariamente de ser em Macau? A Área da Grande Baía tem 86 milhões de habitantes e está repleta de oportunidades de negócio. Quem começar a trabalhar nesta região pode inicialmente ter um salário não muito elevado, mas existem inúmeras oportunidades para quem acabou de se licenciar que podem abrir portas para mais tarde virem a participar no desenvolvimento da Área da Grande Baía. Após alguns anos de trabalho, podem eventualmente começar o seu próprio negócio e terem acesso a 86 milhões de consumidores. Se surgir um trabalho que não é o ideal, devem experimentar e ver na prática se lhes convém, e só depois decidirem qual o próximo passo a dar. Grande parte da nossa vida é passada a trabalhar. No início, é melhor experimentar vários tipos de trabalho e depois decidir qual o ramo que mais nos agrada, é preferível a fazer a mudança depois de trabalhar cinco anos na mesma empresa. Quanto mais cedo tivermos um plano de carreira, e quanto mais diversificada for a nossa experiência laboral, mais consciência teremos daquilo que verdadeiramente queremos fazer na vida. Claro que encontrar um trabalho a tempo inteiro na actual conjuntura económica não

As oportunidades só estão reservadas para aqueles que estiverem preparados. Com a preparação adequada, os licenciados não só encontrarão trabalho no futuro, como encontrarão o trabalho que mais os interessa

é fácil. Se estes jovens não o encontrarem, podem sempre pesquisar no website da Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais, onde há muitos programas que ajudam os recém-licenciados. Mas também podem considerar um trabalho a tempo parcial. Empregos a tempo parcial implicam horários complicados e salários baixos, mas proporcionam aos licenciados experiência de trabalho. Como já foi mencionado, é uma óptima experiência que permite vir a perceber qual é o trabalho mais indicado para cada um. Mas para encontrar trabalho, os licenciados também podem considerar continuar os estudos. Podem fazer um mestrado, outro bacharelato, um curso de curta duração, etc. O objectivo do Governo de Macau é muito claro, desenvolver a cidade para que venha a ser um centro financeiro de língua portuguesa, que requer técnicos talentosos que falem português. Em períodos de abrandamento económico, é necessário acumular

competências, e quando a economia recuperar, estes licenciados vão naturalmente destacar-se. As oportunidades só estão reservadas para aqueles que estiverem preparados. Com a preparação adequada, os licenciados não só encontrarão trabalho no futuro, como encontrarão o trabalho que mais os interessa. Alguns estão a considerar criar empresas com colegas. Esta é, naturalmente, uma das saídas. O Governo de Macau tem imensos programas para encorajar os jovens a começar o seu próprio negócio. O Plano de Apoio a Jovens Empreendedores fornece informação detalhada sobre estes subsídios. A licenciatura representa um novo começo na jornada da vida. Todos devemos ter uma vida activa e enriquecedora. Quem acabou de se licenciar não pode apenas ficar em casa sem fazer nada devido à actual situação económica. Fazer isso é um desperdício de tempo. Só enfrentando a vida corajosamente podemos ser bem-sucedidos.

Professor Associado da Escola Superior de Ciências de Gestão/ Instituto Politécnico de Macau • Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau • legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog


“A nascente desaprova quase sempre o itinerário do rio.” PALAVRA DO DIA

terça-feira

31.5.2022

GCS

Jean Cocteau

PEQUIM MILHARES CONFINADOS APÓS HOMEM ROMPER COM ISOLAMENTO

RESTAURAÇÃO SALÁRIO MÉDIO COM QUEBRA DE 6,5 % EM TERMOS ANUAIS

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KELLY B./FLICKR

ADOS da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que o salário médio no sector da restauração foi de 9.750 patacas no primeiro trimestre, o que representa uma quebra anual de 6,5 por cento face aos primeiros três meses de 2019, ou seja, antes da pandemia. No entanto, em relação ao último trimestre de 2021, houve uma ligeira subida de 1,6 por cento. O sector empregava, entre Janeiro e Março, 22.885 trabalhadores a tempo inteiro, menos 4,3 por cento em termos anuais. Relativamente à hotelaria, registou-se uma quebra de 4,7 por cento no número de trabalhadores face ao último trimestre de 2021. No total, trabalham em hotéis e empresas similares um total de 47.355 trabalhadores. Quanto aos salários, a remuneração média, excluindo as participações nos lucros e os prémios destes trabalhadores cifrou-se em 19.240 patacas, mais 4,8 por cento em termos anuais. Tal deve-se, segundo a DSEC, ao facto de a “situação dos trabalhadores com licenças sem vencimento ter melhorado em termos homólogos nalguns hotéis e à diminuição de trabalhadores que tinham remunerações relativamente baixas”. No final do primeiro trimestre deste ano existiam menos 81 vagas nos hotéis, enquanto que nos restaurantes ainda há vagas por preencher.

As visitas de estudo “combinam os recursos turísticos de Macau com um formato de ‘Ensino e aprendizagem com passeio’”. Tudo para que “os estudantes participantes nos roteiros possam conhecer melhor a história de Macau e a cultura chinesa”

Lições em passeio Excursões locais com novo programa para estudantes de Macau

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programa “Roteiros para visitas de estudo”, apresentado ontem, marca o novo capítulo de excursões locais para residentes. Desta vez, os destinatários são estudantes do ensino não superior. A iniciativa, que não interfere com as restantes quotas de participação destinadas a residentes, dura até ao dia 31 de Julho e será organizada pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST) em parceria com a Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). Os locais a visitar incluem o Centro de Ciência de Macau, a Universidade de Macau, o Parque de Seac Pai Van, a Base da Educação do Amor pela Pátria e por Macau para Jovens, entre outros. Cada estudante terá direito a participar gratuitamente num roteiro e as visitas de estudo “combinam os recursos turísticos de Macau com um formato de ‘Ensino e aprendizagem com passeio’”. Tudo para

que “os estudantes participantes nos roteiros possam conhecer melhor a história de Macau e a cultura chinesa, cultivar o amor pela pátria e o sentimento de pertença ao país dos jovens de Macau, bem como a aquisição de conhecimentos gerais sobre ciências e educação sobre natureza e ecologia”. Os alunos poderão escolher um de dez roteiros, divididos por oito temas, nomeadamente “a visita ecológica”, a “visita de educação científica” ou a “visita do património mundial”, estando ainda previstas visitas de estudo sobre “a prática da ciência e tecnologia”, o “amor pela pátria e por Macau” ou sobre a história do território, entre outras temáticas. Cada um dos roteiros dura cerca de cinco horas, incluindo almoço.

Em várias línguas

Se os alunos residentes têm direito a uma visita gratuita, o mesmo não acontece com não-residentes, que têm de pagar a visita de estudo na

Quarentena Sheraton reservado para quem vem de Hong Kong

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A partir de quinta-feira, o Hotel Sheraton passa a estar disponível “para observação médica dos indivíduos provenientes da Região Administrativa Especial de Hong Kong quando chegam a Macau”, informou ontem o centro de coordenação de contingência. As reservas de quartos podem ser marcadas a partir do meio-dia de hoje. As autoridades justificaram o acréscimo do Hotel Sheraton à lista de locais para cumprir quarentena “devido ao aumento do número de residentes que regressam a Macau”. A fim de assegurar que as informações prestadas estão correctas, não são aceites reservas nos hotéis de observação médica por telefone. Os preços dos hotéis são definidos de acordo com a tabela de preços praticada pelo hotel.

íntegra (280 patacas). O programa contará ainda com guias turísticos que falam cantonês, mandarim, português e inglês, tendo em conta “as diferentes necessidades linguísticas das escolas de Macau”. Em cada excursão haverá docentes e funcionários escolares a acompanhar a visita, sendo que as escolas podem escolher os roteiros adequados para organizar a participação dos estudantes. O Governo pretende assim que os alunos saiam da sala de aula “para aprender e interagir com os guias turísticos durante a visita guiada ao terreno”, para que “aumente o interesse destes em aprender”. A DST realizou sessões de esclarecimento para agências de viagens e guias turísticos a propósito do programa, além de que a DSEDJ apresentou o programa às escolas. O mesmo comunicado refere que os “Roteiros para visitas de estudo” não interferem com as quotas para as excursões locais destinadas a residentes de Macau. A.S.S.

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M homem foi colocado sob investigação criminal em Pequim por ter rompido com isolamento domiciliar obrigatório, que obrigou os seus 5.000 vizinhos a terem que cumprir quarentena domiciliária e outros 250 a serem isolados numa instalação governamental. As autoridades chinesas disseram que o homem, de cerca de 40 anos, foi inicialmente instruído a cumprir isolamento em casa, depois de ter estado num centro comercial considerado como área de alto risco, no dia 23 de Maio. Alegaram que durante este período de isolamento ele “saiu várias vezes de casa e andou no seu bairro”, antes de, juntamente com a esposa, ter testado positivo para o novo coronavírus cinco dias depois. Isto sucede numa altura em que a capital chinesa e a cidade de Xangai começam a diminuir as restrições. As autoridades ordenaram que 258 pessoas que moram no prédio do homem fossem levadas para um centro de quarentena do governo e mais de 5.000 outras pessoas que vivem no mesmo bairro vão ter que cumprir isolamento em casa. No domingo, as autoridades relataram 122 novos casos em todo o país. Em Pequim, apenas 12 casos transmitidos localmente foram diagnosticados, entre domingo e segunda-feira. Bibliotecas, museus ou teatros foram autorizados a reabrir nas áreas onde não há registo de novos casos há pelo menos sete dias. As autoridades de Pequim tentaram evitar um bloqueio total, mas impuseram restrições de viagens, trabalho a partir de casa em alguns distritos, encerramento de locais públicos e bloqueios localizados de edifícios e áreas individuais.


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Hoje Macau 31 MAIO 2022 #5018 by Jornal Hoje Macau - Issuu