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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
hojemacau MOP$10
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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • TERÇA-FEIRA 31 DE MAIO DE 2011 • ANO X • Nº 2379
TEMPO POUCO NUBLADO MIN 23 MAX 31 HUMIDADE 40-85% • CÂMBIOS EURO 11.4 BAHT 0.26 YUAN 1.2
Substâncias cancerígenas
AQUELE CHÁ COM BOLINHAS... • PÁGINA 6
Direito a tapete vermelho
O famoso manifestante Lee Kin Yun venceu o braço-de-ferro contra o IACM, com o TUI a dar-lhe ontem razão. O activista arma a partir de hoje e até sábado uma manifestação solitária no Leal Senado. >Página 4
Cuidados ambientais não apresentam melhorias
Caminhar para trás Macau está cada vez mais poluído. Se o Governo não alterar a trajectória das coisas, daqui a uns anos a água das zonas costeiras serão autênticos depósitos de metais pesados. O ar, esse, também não se recomenda. As ruas cheiram mal, o lixo acumula-se e a reciclagem ainda está numa fase embrionária. Que futuro ambiental para o território? > CENTRAIS
Arte da propaganda
UM MUSEU PRIVADO QUE É UM TESOURO • PÁGINA 10
TERÇA-FEIRA 31.5.2011 www.hojemacau.com.mo
2 Maria João Belchior, em Pequim info@hojemacau.com.mo
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ONFRONTOS entre a polícia e a população na Mongólia Interior levaram Pequim a decretar a lei marcial para toda a região com receio de que mais manifestações acontecessem ontem. Depois da morte de um pastor mongol na semana passada, as queixas da população têm-se sucedido e desde sábado que vários mongóis saíram para as ruas com exigências ao Governo. Sendo uma região rural, a Mongólia Interior é conhecida pelas pastagens e imagens das tendas circulares tradicionais no horizonte. Parte da população de etnia mongol integra o grupo dos últimos nómadas da China. Mas a ameaça da desertificação e a exploração de recursos minerais por empresas nacionais tem vindo lentamente a alterar a forma de vida rural. As queixas contra os Han repetem argumentos já usados pela população
ACTUAL Governo obriga a recolher obrigatório na Mongólia Interior
A revolta dos mongóis Uigur em Xinjiang em 2009 ou pelos Tibetanos em 2008. Obrigados a mudar-se para vilas e aldeias, os pastores mongóis queixam-se das novas condições de vida. Há cinco anos uma campanha pela reflorestação proibiu-os de deixar sair o gado para terrenos designados pelo Governo como área para plantar árvores. O plano de criar a maior cintura verde do país na região norte ameaçou o estilo de vida de muitos pastores desde a província de Gansu até à Mongólia Interior. Só que o deserto não parou de aumentar e noutras áreas o solo já muito usado não permitiu que as árvores crescessem como no plano em papel. Altamente patrulhada pela polícia, segundo a organização dos Direitos Humanos para a Mongólia
do Sul, a região tem desde este fim-de-semana vários locais sem acesso à Internet. A organização não governamental tem estado a divulgar fotografias dos protestos que se estenderam às principais cidades da província e que se consideram ser os maiores dos últimos 20 anos. As autoridades chinesas enviaram um forte contin-
gente de segurança para a Mongólia Interior para controlarem as manifestações iniciadas na semana passada em prol dos direitos da minoria mongol. Segundo a agência France Press, várias cidades estão a ser alvo de fortes medidas de segurança e as autoridades proibiram o acesso às universidades e espaços públicos, de forma
a evitar que os protestos ganhem a dimensão dos movimentos que têm agitado o mundo árabe nos últimos meses. Segundo fontes ligadas aos hotéis e comércio local citadas pela rádio de Hong Kong, a polícia está em força nas ruas, tendo isolado a praça central, e o acesso à Internet foi cortado em algumas áreas. Na sexta-feira, as autoridades chinesas fecharam o acesso a partes da região da Mongólia Interior, uma região do norte do país rica em recursos naturais e localizada estrategicamente nas fronteiras da Rússia e da Mongólia. Num sinal raro de desafio à autoridade, centenas dos mongóis chineses - que compõem menos de 20% dos cerca de 24 milhões de habitantes da Região Autó-
noma da Mongólia Interior - saíram às ruas em outras partes da província, apesar da segurança intensificada. Os protestos começaram a 23 de Maio em vários locais da região, na sequência da morte de um pastor atropelado por um veículo conduzido por um Han. O Governo anunciou a prisão de dois chineses da etnia Han por homicídio, mas o acto não conseguiu travar o sentimento público de revolta. Os ressentimentos têm origens muito mais profundas, contudo. A Mongólia Interior, que cobre mais de um décimo da superfície da China, supostamente deveria ter alto grau de autonomia, mas os mongóis dizem que a maioria chinesa da etnia Han domina a região e tem sido a principal beneficiária do desenvolvimento económico. Diferentemente dos tibetanos ou dos uigures de Xinjiang, os mongóis chineses raramente saem às ruas, facto que torna os protestos mais recentes uma ocorrência altamente incomum.
CRIADO CENTRO ANTI-STRESS NA UNIVERSIDADE DE ANHUI
DOENÇAS CRÓNICAS SÃO O PRINCIPAL FACTOR DE MORTE
Emoções à pancada
Assassinas em série
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OIS alunos entram na sala de aula e, em lugar de se sentarem para assistir à palestra, sacam os bastões e começam a espancar bonecos. A “actividade” é apenas uma das opções para descarregar o stress e está disponível num novo centro aberto na China. Após estudos com professores e alunos, a Universidade de Anhui, na cidade de Heifei, no leste da China, decidiu criar um centro inovador de serviços. O objectivo da instituição é ajudar tanto alunos quanto professores a melhorar a sua capacidade mental para lidar de forma mais equilibrada com o stress. As terapias usadas vão desde as sessões de análise até actividades que envolvem força física. Uma das mais populares entre os alunos é o treino com bonecos, em que é permitido bater e gritar, sem censura. A sala é conhecida como “centro para descarregar emoções”. Noutras actividades, os alunos e professores podem escolher apenas ouvir música ou assistir a filmes. Também há instrumentos musicais disponíveis para aqueles que sabem ou querem aprender a tocar. Seja qual for a forma escolhida para relaxar, alunos e professores podem
fazer um acompanhamento de suas emoções através de um computador. Um programa ajuda a estabelecer os ciclos emocionais e dá-lhes um feedback de que tipos de actividades podem ser usadas para relaxar. Com a monitorização também fica mais fácil evitar que o indivíduo atinja o ponto máximo do stress, trabalhando as suas emoções de maneira mais coordenada. Por enquanto, o centro atende apenas alunos da universidade, mas a ideia é levar o projecto para outras cidades.
A
S doenças crónicas, incluindo doenças cardíacas, derrames, cancro, doenças respiratórias crónicas e diabetes, são a principal causa de mortalidade na China, representando 85% de todas as mortes, disse Kong Lingzhi, vice-director do departamento de prevenção e controlo de doenças do Ministério da Saúde. “A China está a enfrentar um grande desafio perante as doenças crónicas, que tem um sério impacto sobre a economia e a sociedade”, disse o responsável. Cada ano, cerca de 3,7 milhões de pessoas morrem antes de chegar aos 60 anos de idade por causa de doenças crónicas. Existem actualmente 200 milhões de pacientes de hipertensão e 90 milhões de diabéticos na China, mostram as estatísticas oficiais. Para enfrentar o desafio, “o Governo Central está
agora a elaborar um roteiro para a intervenção de doenças crónicas, onde serão estabelecidas metas, definidas responsabilidades e distribuídas orientações para a sua prevenção e controlo”, afirmou Kong Lingzhi. A iniciativa visa reforçar o controlo nacional e a vigilância mundial, ampliar a aplicação de medidas para reduzir os factores de risco, como o uso de tabaco, uma dieta pouco saudável, inactividade física e consumo nocivo de álcool, e melhorar o acesso aos cuidados de saúde, especialmente ao nível dos custos, para evitar complicações e mortes prematuras. O plano vai ainda ajudar a angariar apoio para prevenir e controlar este tipo de doenças, permitindo colocá-las no topo da agenda de trabalho do Governo Central. Até agora, as autoridades do continente têm-se
centrado mais sobre como enfrentar as crises de saúde espontâneas e o apoio político e financeiro para o controlo e prevenção de doenças crónicas era muito limitado, admitiu Mao Qun’an, porta-voz do ministério. Dado que o controlo das doença crónicas exige uma abordagem sistemática, as tarefas, tais como educação para a saúde pública, formação de profissionais de saúde e as políticas de incentivo, necessitam de ser realizadas. Lei Zhenglong, vice-director do departamento de prevenção de doenças, disse que melhorar a capacidade dos profissionais de saúde era agora a principal prioridade para a iniciativa. Actualmente, o trabalho de prevenção eficaz da doença geralmente contradiz os interesses financeiros dos médicos clínicos, disseram analistas.
TERÇA-FEIRA 31.5.2011
O trânsito local, por enquanto principalmente na cidade, chegará um dia que rebenta mesmo. As frotas de autocarros ao serviço de casinos são uma boa ajuda ao caos instalado. Cresce diariamente o número de pessoas que reclamam por nitidamente existir escassez de táxis. Helder Fernando, P. 15
Maria João Belchior, em Pequim info@hojemacau.com.mo
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UM passo que pretende restaurar a confiança dos consumidores mas também alertar os infractores sobre as novas regras do jogo, os tribunais chineses receberam uma ordem de dar penas mais pesadas a crimes relacionados com a segurança alimentar. O aviso, tornado público na sexta-feira, refere que o Supremo Tribunal de Justiça informou os tribunais chineses que a pena de morte deve ser considerada como veredicto final. Em casos nos quais haja vítimas mortais em resultado da falta de segurança alimentar, a pena capital vai estar prevista e as empresas que sejam apanhadas a infringir os regulamentos da segurança alimentar, podem ter o negócio fechado enquanto durar o julgamento. A venda de produtos de
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TRIBUNAIS CHINESES VÃO DAR PUNIÇÕES MAIS DURAS
Pena capital para comida adulterada
alguma forma adulterados ou que não cumpram os requisitos de segurança alimentar, vão ser crimes com pena máxima. E o aviso estende-se igualmente às multas que vão ser mais altas como forma de responsabilizar as empresas criminosas.
O caso do leite em pó contaminado da marca Sanlu em 2008 desmascarou uma rede criminosa que utilizava melanina como receita para manipular os resultados dos valores nutritivos do leite. A presidente da empresa,
Tian Wenhua, foi condenada a prisão perpétua no ano passado. Mas embora alguns responsáveis tenham sido condenados à morte, e executados pouco tempo depois, para os familiares das vítimas, Tian Wenhua também devia ter
recebido uma pena mais pesada. Cerca de trezentos mil bebés foram internados com problemas nos rins, consequência da ingestão do leite adulterado. A decisão de agora, divulgada pela agência Xinhua e outros meios de
comunicação nacionais, quer mostrar o empenho do governo central em não permitir que mais escândalos se repitam. No último mês a fraca qualidade de produção de algumas marcas nacionais começou a preocupar os consumidores. Além dos vegetais com cores artificiais, as notícias sobre carne de porco vendida como borrego, adulterada através de um óleo acrescentado para dar sabor, multiplicaram-se nos blogues pessoais que querem que o governo responsabilize quem anda a transformar a comida. As estatísticas publicadas pela Procuradoria-geral do Supremo Tribunal, dizem que de Setembro a Abril foram detidos 220 suspeitos de produzir e vender comida adulterada e imprópria para consumo humano. Houve 113 acusações em 65 casos durante um período de oito meses.
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NOTIFICAÇÃO EDITAL (Solicitação de Comparência do Trabalhador)
N.o 172/2011
NOTIFICAÇÃO EDITAL N.o 173/2011 (Solicitação de Comparência do Trabalhador)
Nos termos das alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugadas com os artigos 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se a residente Sra. LEONG UN I, trabalhadora da sociedade “GALAXY CASINO, S.A.”, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte à da publicação do presente édito, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, em Macau, a fim de prestar declarações no processo n.º 1496/2010, proveniente do acidente de trabalho em que o notificado foi vítima.
Nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugadas com os artigos 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se o residente Sr. WONG HOK WAI, trabalhador da sociedade “HOTEL STARWORLD COMPANHIA LIMITADA”, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte à da publicação do presente édito, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, a fim de prestar declarações no processo n.º 6306/2010, proveniente do acidente de trabalho em que o notificado foi vítima.
Mais se comunica que nos termos da alínea a), n.º 2 do artigo 103.º do aludido Código, o procedimento é extinto quando por causa imputável ao notificando este esteja parado por mais de seis meses.
Mais se comunica que nos termos da alínea a), n.º 2 do artigo 103.º do aludido Código, o procedimento é extinto quando por causa imputável ao notificando este esteja parado por mais de seis meses.
Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento da Inspecção do Trabalho, aos 24 de Maio de 2011.
Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento da Inspecção do Trabalho, aos 20 de Maio de 2011.
O Chefe do Departamento,
Raimundo Vizeu Bento
O Chefe do Departamento,
Raimundo Vizeu Bento
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POLÍTICA
TUI contraria decisão do Governo em relação a protesto de Lee Kin Yun
Pela democracia, por Ai e contra o IACM É só um, mas faz barulho suficiente. Lee Kin Yun solicitou ao IACM autorização para fazer um protesto solitário no Leal Senado. O organismo disse-lhe que não, mas o activista foi ao Tribunal de Última Instância, que lhe deu ontem razão. A manifestação, com cartazes e microfones, começa esta tarde Vanessa Amaro
vanessa.amaro@hojemacau.com.mo
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RAsuposto ter começado na sexta-feira, mas a nega por parte do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) a Lee Kin Yun, da Associação de Activismo para a Democracia, adiou-lhe os planos e fê-lo recorrer ao Tribunal de Última Instância (TUI) para garantir o direito a manifestar-se. O colectivo de juízes analisou os factos e acabou ontem por dar razão ao activista. Lee começa hoje o seu protesto no Largo do Leal Senado, munido de cartazes a pedir democracia e a libertação do artista chinês Ai Wei Wei. E estará sozinho até sábado, dia em que se assinalam 22 anos do massacre de Tiananmen. “Estou muito feliz com a decisão judicial. O tribunal entende que a manifestação não cria problemas e a sua sentença é um sinal de independência”, disse Lee ao Hoje Macau. Na quarta-feira passada, Lee Kin Yun decidiu levar o seu caso ao TUI, de-
pois de receber um despacho do presidente do IACM a exigir que o seu requerimento de manifestação fosse assinado por três pessoas e não apenas por ele. O activista ficou inconformado com a exigência e sentiu que a Lei Básica estava a ser ignorada, especialmente no artigo 27.º
- que garante a liberdade de expressão. “Aliberdade pode ser gozada sem ter necessariamente a intervenção de forma colectiva”, argumenta. “Embora a lei da manifestação diga que o aviso prévio deve ser assinado por três promotores, estava convencido de que esta exigência formal
foi criada pelo legislador para que as autoridades tivessem tempo de preparar-se em termos logísticos. Ora bem, sendo eu o único manifestante, como poderia prejudicar a ordem pública?”, questionou Lee em conversa com o Hoje Macau. No acórdão do TUI, os
FSS RESPONDE ÀS CRÍTICAS DE SUSANA CHOU
Uma questão de equilíbrio A
S palavras de Susana Chou, que criticou no seu blog o sistema de atribuição de subsídios de reforma, mexeram com o Fundo de Segurança Social (FSS). Numa rara resposta a uma crítica difundida através da Internet, o organismo enviou ontem à imprensa um comunicado a defender-se do requisito de 183 dias de permanência na RAEM. A exigência para aceder-se à reforma foi implementada para “assegurar a aplicação do erário público, enquanto a po-
pulação usufrui do progresso económico”. Primeiramente, agradece a atenção política da ex-presidente da Assembleia Legislativa na política do Executivo, para depois explicar o porquê das coisas. “O Governo da RAEM definiu que o requisito, para direito de atribuição de verba dos saldos dos exercícios, ou seja, os 183 dias de permanência em Macau durante o ano civil anterior, foi definido principalmente por critérios básicos de avaliação, a fim de evitar uma protecção obtida
indevidamente por pessoas sem ligação a Macau”, explica o FSS. A antiga presidente da Assembleia Legislativa desabafou a sua ira na Internet, depois de saber que ela própria ficaria excluída de receber a reforma por ter passado mais de 183 dias no estrangeiro. Susana Chou considerou os requisitos do FSS “ridículos”, por privarem os cidadãos de acederem aos benefícios do Fundo de Segurança Social (FSS). Chou assinalou no seu blog que a regra dos 183 dias era inaceitável porque os residentes
juízes consideram que “nada obsta a que uma pessoa apenas se manifeste”, mas “o exercício do direito de reunião implica, pelo menos, a existência de duas pessoas”. Assim sendo, o direito de manifestação não é colectivo e pode haver, em concordância com a legislação,
com mais de 65 dias que vivessem na China Continental podiam ser considerados como se estivessem a viver em Macau, enquanto os que vivessem noutros países não podiam. Além disso, lembra, algumas organizações ou empresas concedem a reforma logo aos 60 anos, o que implica uma lacuna de cinco anos. O FSS aproveitou ontem a oportunidade para reiterar que irá “apreciar rigorosamente” os documentos dos cidadãos que ficaram excluídos da lista provisória devido a declaração de residência na RAEM. “Em caso de confirmação da qualidade do direito à atribuição de verba, o respectivo participante pode ser incluído na lista provisória”, garante o organismo. - V.A.
manifestações individuais. A própria Lei Básica “não limita o exercício do direito de manifestação a um mínimo de pessoas”, notam os juízes. “É possível interpretar a norma em causa como significando que o número máximo de promotores da manifestação que podem assinar o aviso prévio é de três, o que é razoável, visto que frequentemente é mais elevado o número de promotores. Assim, o número mínimo de promotores de manifestação será de um, o que se compatibiliza com a Lei Básica”, escreve o TUI. O tribunal considera que a interpretação da lei deve estar de acordo com a mini-constituição do territóriom, pelo que decidiu que o IACM “violou o disposto no artigo 5.º, n.º 3 da Lei n.º 2/93/M, impondo-se a sua anulação”. “Todos nós somos livres em manifestarmos e demonstrarmos a nossa opinião. O IACM mais uma vez não teve sensibilidade para lidar com a questão e foi agora punido. Que este aviso sirva de lição”, desabafa Lee Kin Yun.
Susana Chou
MACAU PARTICIPA EM ENCONTRO SINO-LUSÓFONO EM LUANDA
Macau participa com uma delegação no encontro de empresários sino-lusófono, que decorre entre os dias 20 e 21 de Julho em Luanda, anunciou o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM). O encontro surge no âmbito do protocolo de cooperação celebrado entre os organismos e as câmaras de comércio dos sete países de Língua Portuguesa que participaram no Fórum para a Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau), realizado pela primeira vez em Outubro de 2003.
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GIT APRESENTA TROÇOS E ESTAÇÕES ENTRE COTAI E POSTO FRONTEIRIÇO
Tornar mais perto as deslocações Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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EPOIS de, em Março, ter sido apresentado ao público o primeiro segmento do centro da Taipa, o metro ligeiro é dado agora a conhecer entre o Cotai e o Posto Fronteiriço. Ontem, o Gabinete para as Infra-Estruturas e Transportes (GIT) mostrou como será feito o traçado e as estações que ligam cinco quilómetros entre as duas zonas. O novo traçado passa pelo posto fronteiriço de Flor de Lótus, pelo aeroporto e pelo Terminal Marítimo de Pac On, o que torna mais fácil a mobilidade não só dos cidadãos como dos turistas. André Ritchie, coordenador do GIT, explicou que “apesar deste segmento estar longe das zonas de habitação, interfere no quotidiano da população devido à sua envergadura”. As duas empresas responsáveis
pela edificação das paragens são a ConsulAsia – Consultores de Engenharia e gestão, responsável pelo desenho das estações da Zona Oeste do Cotai, Posto Fronteiriço da Ponte Flor de Lótus, Nave de Macau e Zona Este do Cotai; e a PAL Asia Consultant – encarregue das estações do MUST, Aeroporto e Terminal Marítimo de Pac On. As estações dividem-se entre “tipo” e “especiais”, com diferenças na estrutura ao nível da cor, das formas e materiais, uma vez que o intuito é tornar as estações “especiais” - Posto fronteiriço da Ponte de Flor de Lótus, o Aeroporto e o Terminal marítimo de Pac On – bem visíveis e diferenciadas. Este, que vai ser o principal sistema de transporte público colectivo, vai ser automatizado, sem condutor e circula com rodas de borracha em carris de betão, explica o GIT. Com cadência de três a cinco
minutos, o metro pode circular com 7800 passageiros a bordo por hora, esperando-se que este número suba para 14100 em 2020. Pormenorizadamente pensado para ser de fácil acesso aos locais mais principais da cidade, como o são os terminais e os casinos, estimam-se que os percursos desde a saída do metro a esses locais se faça num período de até nove minutos a pé. Sem barreiras arquitectónicas, ligação a outros transportes públicos ou táxis, em vidro para captar a luz
ESTIMATIVAS
natural e com máquinas de venda automática de bilhetes, as estações tomam um design dinâmico e de fácil acesso, explica André Ricthie. O coordenador do GIT afirmou ainda querer reforçar a comunicação com a sociedade antes da execução das obras, proceder a ajustamentos no trânsito e a avaliar a qualidade do ar e do ruído, de forma a minimizar os impactos das obras. De qualquer forma, “o sistema de metro ligeiro é amigo do ambiente”, uma vez que é movido a energia
Sobre o recente relatório do Comissariado da Auditoria que revelava um aumento exponencial nos custos para a primeira fase do sistema de metro ligeiro, que pode acrescentar mais de 10% ao valor global do projecto, André Ritchie, coordenador do GIT, salientou que “o orçamento lançado a público foi feito tendo em conta apenas uma estimativa”. “Não sabíamos qual a empresa que ia adjudicar os materiais circulantes, nem o tipo de metro que íamos receber, nem as infraestruturas” ou o reforço de ponte, por exemplo, “que iriam ser necessárias”, explicou André Ritchie. “Mas não vai ultrapassar grandemente os limites definidos”, acrescentou o responsável.
eléctrica. Para o GIT este factor não só poupa tempo de deslocação, como promove mais emprego. “Só na primeira fase de construção vamos ter mais de cem postos de trabalho”, disse André Ritchie. As obras de construção civil da Taipa serão lançadas em meados de 2011.Adata prevista para a conclusão das obras é de 47 meses, com mais dois a funcionarem como período experimental, com a ilha da Taipa a servir de zona piloto. No futuro, estão a ser ponderadas não só ligações a outros locais de Macau, como também está em estudo uma conexão à Ilha da Montanha. Questionado sobre eventuais ligações para futuros projectos no Cotai, local onde se concentra a maior parte das operadoras de jogo, Richie afirma não ser “difícil de resolver, uma vez que se for necessário mais ligações a essa zona, há recursos de solos e espaços suficientes”.
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NOTIFICAÇÃO EDITAL (Solicitação de Comparência do Empregador)
N.o 170/2011
Nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugado com o artigo 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se a Sra. LI YUEQIN, entidade empregadora da sociedade “WING FAI DECORATION ENGINEERING”, sita na Rua Marginal do Canal das Hortas, Bloco 7, 2.º andar A, New City Garden, em Macau, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte à da publicação do presente édito, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1º andar, em Macau, a fim de prestar declarações no processo n.º 6212/2009, proveniente da queixa apresentada no Fundo de Segurança Social, pelos trabalhadores CHEANG WA CHAI e LEONG PAK WENG, relativamente à matéria de contribuição. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 23 de Maio de 2011. O Chefe do Departamento, Raimundo Vizeu Bento
NOTIFICAÇÃO EDITAL N.o 171/2011 (Solicitação de Comparência do Trabalhador)
Nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugadas com os artigos 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se o não-residente Sr. PANFILO JR. JANABAJAB ORDUNA, extrabalhador autorizado a prestar trabalho para a sociedade “MELCO CROWN (COD) HOTÉIS, LIMITADA”, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte à da publicação do presente édito, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221-279, Edifício Advance Plaza, em Macau, a fim de prestar declarações no processo n.º 7614/2010, proveniente do acidente de trabalho em que o notificado foi vítima. Mais se comunica que nos termos da alínea a), n.º 2 do artigo 103.º do aludido Código, o procedimento é extinto quando por causa imputável ao notificando este esteja parado por mais de seis meses. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento da Inspecção do Trabalho, aos 19 de Maio de 2011. O Chefe do Departamento, Raimundo Vizeu Bento
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SOCIEDADE
Bebidas e alimentos de Taiwan proibidos em Hong Kong
Macau a salvo de produtos contaminados Vários produtos provenientes de Taiwan, entre eles o célebre chá de maracujá com bolinhas de mandioca, foram proibidos em Hong Kong. Autoridades garantem que Macau está a salvo mas o controlo foi reforçado Filipa Queiroz*
filipa.queiroz@hojemacau.com.mo
O
escândalo estalou há alguns dias. O Departamento de Saúde de Taiwan anunciou, na passada sexta-feira, a proibição da venda de determinadas bebidas e alimentos potencialmente contaminados com o composto químico Bis(2-etilhexil)ftalato (DEHP) como chás, gelatinas e xaropes. Agora foi Hong Kong que soou o alarme e a marca Tea Time House está em maus lençóis. As autoridades dizem que Macau está a salvo mas o controlo dos
produtos provenientes da Ilha Formosa foi redobrado.
HONG KONG EM ALERTA
As filiais da cadeia de chás taiwanesa em Hong Kong “Tea Time House” foram proibidas de vender os seus famosos chás de maracujá com pequenas bolas de mandioca dentro, muito populares não só na RAEHK como em Macau – apesar de na RAEM serem distribuídas por outra marca. O jornal “South China Morning Post” noticiou ontem que as autoridades detectaram nos produtos da marca o aditivo cancerígena Bis (2-Etil Hexilo) ftalato (DEHP), geralmente utilizado no plástico para torná-lo mais macio e flexível. Se consumido a longo prazo o composto químico pode provocar cancro, danificar o fígado, os rins e afectar o sistema reprodutivo. O Centro de Segurança Alimentar de Hong Kong entrou em acção logo depois de o escândalo estalar em Taiwan, com a população indignada e o Governo sem mãos a medir para controlar o problema. O organismo anunciou que ia acompanhar o caso juntamente com as autoridades taiwanesas a fim de verificar todos os produtos importados e fiscalizar todas as lojas sob suspeita. A comunicação social de Taiwan divulgou que o DEHP é usado há pelo menos cinco anos em algumas fábricas da ilha. Estima-se que mais
de um milhão de produtos, produzidos por cerca de 200 empresas de alimentos, foram dados como contaminados. A Tea Time House tem 23 lojas em Hong Kong, incluindo duas em Causeway Bay e uma em Mong Kok. Apesar de tudo, segundo apurou o diário local, ontem alguns desses estabelecimentos ainda estavam a vender as bebidas, com os funcionários a admitirem não ter conhecimento da proibição. Em Taiwan, as autoridades já detiveram os três alegados responsáveis, que trabalhavam numa empresa química responsável pela distribuição do composto que mantinha negócios com vários fabricantes. O escândalo também atingiu produtos alimentares incluindo, além dos chás e bebidas energéticas, gelatinas e suplementos dietéticos em pó e em tabletes. Pelo menos 40 mil quilos de sumos e doces, 980 mil garrafas de bebidas com chá e mais de 2000 caixas de produtos pró bióticos em pó já terão sido removidos do mercado pelo Departamento de Saúde de Taiwan.
MACAU ILESA
Há muitas bebidas de Taiwan à venda em Macau. É o caso da marca “Come Buy”, que em cinco anos plantou 16 lojas e 24 pontos de venda no território, inclusive nos populares Café Free. Contactado
pelo Hoje Macau, o responsável pela revenda dos produtos da marca na RAEM e na RAEKH garantiu que “as bebidas suspeitas não vêm do mesmo fornecedor” e por isso os produtos “são seguros”. Lam adiantou ainda que as lojas e pontos de venda até agora não foram afectados pela polémica mas que quando a notícia foi recebida pelos responsáveis da marca estes “accionaram de imediato investigações aos produtos e materiais”. O responsável disse ainda que assim que saíssem os resultados dos testes a que os produtos foram submetidos eles serão divulgados nas lojas para que o público possa “ficar descansado”. “Tudo o que importamos sofre um controlo muito apertado, provavelmente foram as diferenças na regulamentação entre Macau e Hong Kong que desencadearam o problema no território vizinho”, concretizou. O presidente executivo do Conselho de Consumidores do Governo da RAEM, Wong Hon Neng, explicou a este jornal que “geralmente os fabricantes complementam os produtos com alguns aditivos para que se tornem mais deliciosos”. O responsável admitiu que a prática é legal, no entanto “alguns empresários sem escrúpulos usam o plastificante DEHP para substituir os aditivos alimentares uma vez que funcionam muito melhor, são
mais estáveis e mais baratos”. Wong sustentou que o composto químico “não é adequado para utilizar em produtos alimentares porque é prejudicial à saúde” e assegurou que o Conselho de Consumidores já está em contacto com os Serviços de Saúde de Macau e o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais a fim de levar a cabo o “reforço do controlo rigoroso dos alimentos e lojas de bebidas provenientes de Taiwan”. O presidente do Conselho de Consumidores garantiu que, até ao momento, todos os vendedores de bebidas em Macau “estão a salvo” e comprometeu-se a divulgar imediatamente à população se receber quaisquer informações em contrário. Wong indicou que a importação e distribuição de qualquer alimento ou bebida suspeitos será proibida. Aliás, todos os vendedores daquele tipo de produtos em Macau têm de apresentar um relatório de segurança nos próximos dias sob risco de que a sua venda seja proibida no território. Tal como Hong Kong, os organismos locais estão uma estreita comunicação com o Governo de Taiwan, que vai disponibilizar o acompanhamento online da situação na página electrónica “Food and Drug Administration, Department of Health, Executive Yuan” (www. fda.gov.tw). * com Virginia Leung
PIB CRESCE 21,5% NOS PRIMEIROS TRÊS MESES DE 2011
No primeiro trimestre de 2011 o Produto Interno Bruto registou um crescimento real de 21,5%, em termos anuais, impulsionado principalmente pela exportação de serviços e pelo investimento. Assinalaram-se acréscimos de 36,1% na exportação de serviços do jogo, de 2,6% na despesa total de visitantes, de 28,4% no investimento e de 12,6% na despesa em consumo privado. Contrariamente, a exportação de mercadorias diminuiu 6,7%. A taxa de crescimento real do PIB de 2010 passou de 26,2% para 26,4%, informam os Serviços de Estatística e Censos. A despesa de consumo final do Governo desceu 1,8%.
Virginia Leung
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ASSOCIAÇÕES DESCONFIAM DE CORRUPÇÃO E PEDEM INVESTIGAÇÃO DO CCAC
Vá de metro, satanás
O
Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes (GIT) terá realizado algumas transferências ilegais de benefícios durante a realização do projecto do metro ligeiro de superfície. Pelo menos é essa a suspeita da Associação para o Desenvolvimento da Comunidade de Macau (ADCM) e da Associação Juventude Unida que apresentaram petições ao Comissariado contra a Corrupção (CCAC) e ao Gabinete do Chefe do Executivo, respectivamente, para que lançassem investigações ao processo. A ADCM contactou ontem o gabinete do CCAC, juntamente com cerca de uma dezena de moradores da Rua de Londres e da Rua Cidade do Porto, e fez um pedido firme para que o comissariado procedesse a investigações abrangentes ao projecto de uma das mais importantes obras dos últimos tempos em Macau. A associação garante, por outro lado, que não rejeita o projecto do metro, mas considera que o Governo deve realizar uma consulta genuína. As suspeitas da ADCM apontam
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para que o GIT tenha procedido a algumas transferências irregulares de benefícios durante a preparação das obras do metro ligeiro e “trabalhado à porta fechada”. Para além disso, a associação desconfia também de que as consultas públicas realizadas pelo GIT tenham sido forjadas. Os departamentos competentes, alegam, terão apenas falado com uns poucos residentes, o que é bem diferente de “alcançar um consenso com os residentes”. Na petição apresentada pela ADCM, os responsáveis da associação mostram-se insatisfeitos com as explicações prévias do Governo quanto à mudança de trajecto dos carris para uma rota costeira, sublinhando que o tempo de construção será alargado caso a linha não passe pela Rua de Londres e pela Rua Cidade do Porto. ADCM pede também, por isso, que o CCAC investigue a fundo essa questão.
Por sua vez, a Associação Juventude Unida contactou, também ontem, o Gabinete do Chefe do Executivo, para entregar cartas de petição relativas aos mesmos assuntos. Os jovens apelam ao Governo para que olhe com atenção para o estado das contas relativas aos orçamentos do projecto. Além do mais, também se mostram muito desconfiados quanto ao rigor e justeza empregados em 27 despesas específicas, que foram realizadas sob isenção de pedido por escrito, o que pode denunciar casos de desperdício de dinheiro público. O Governo, pedem os jovens, deve ir atrás de respostas e responsáveis em relação a essas questões, de forma a melhorar a eficiência do projecto do metro ligeiro.
NADA MUDA
Ontem, André Ritchie explicou que o projecto já tinha sido anun-
ciado em 2007 e, posteriormente em 2009, espaço que deu bastante tempo para que os moradores percebessem as consequências de
eventuais alterações. “Quando foi anunciado tivemos oportunidade de explicar aos residentes os considerandos por trás desta decisão, nós reflectimos todos os custos ao nível de todo o sistema e esta é a melhor solução”. Ritchie explicou as diversas dificuldades técnicas, no caso de se alterar o trajecto para um feito em túnel ou na marginal. “O traçado em túnel trazia muitas dificuldades técnicas e impacto para os milhares de parques de estacionamento subterrâneos, que tinham de ser demolidos e ainda impacto para o público, que teria de ter obras de escavação durante anos”. Também o traçado na marginal é algo não só não compatível ao nível do tempo, uma vez que ia atrasar o projecto que já está implementado, como traria ainda impacto visual “numa marginal que se prevê verde e com espaços públicos no futuro”.
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NOTIFICAÇÃO EDITAL (para reparação voluntária)
N.º 169/2011
Nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugado com o artigo 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei nº. 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se o Sr. Li, Shu Wai, proprietário do “創輝(澳門)工程”, (romanizado em CHÓNG FAI (OU MUN) CONG CHENG) sita na Rua Nam Keng, n.º322, Edifício Pou Long Fa Un – Pou Long Kok, 18.º andar K, na Ilha da Taipa, em Macau, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do 1.º dia útil seguinte à da publicação do presente édito, proceder à reparação voluntária das contribuições para o Fundo de Segurança Social, dos ex-trabalhadores residentes GUANG JINZHANG e HUANG JINPEI, relativamente ao período entre Setembro de 2008 e Janeiro de 2009. A notificação para reparação voluntária deverá ser levantada, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221 a 279, Edifício Advance Plaza 1.º andar, em Macau, sendo facultada a consulta do processo n.º 316/2010. Decorrido o prazo, sem que tenha sido dado cumprimento à presente notificação, seguir-se-á a tramitação da fase coerciva através do levantamento de auto de notícia. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento da Inspecção do Trabalho, aos 17 de Maio de 2011. O Chefe do Departamento, Raimundo Vizeu Bento
vida
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J
Á não bastava o ar estar poluído em Macau agora também a água apresenta níveis de poluição considerados preocupantes. De acordo com o Relatório do Estado do Ambiente de Macau relativo a 2008 e 2009, apresentado ontem pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), a qualidade da água nas zonas costeiras do território tem vindo a deteriorar-se. Nomeadamente em 2009, foi registado pelas estações de monitorização um aumento considerado preocupante do índice de poluição por metais pesados, onde se destaca a concentração de zinco, chumbo e mercúrio. O documento refere que a água revelou-se poluída em todos os pontos da amostragem e o maior grau de poluição foi medido na zona do Porto Interior, onde a qualidade da água não atinge a Norma de Qualidade das Águas Marítimas da China. Para a DSPA, a poluição da zona costeira “deve ser estudada de forma científica, sistemática e abrangente, com vista a encontrar uma solução eficaz para o ordenamento destas zonas”. “Só o estudo das águas costeiras é que pode dar a conhecer as causas, as fontes, o estado e impacto da poluição”, explicou o director da DSPA, Cheong Sio Kei. O director dos serviços adiantou ainda que na segunda metade do ano haverá novidades. “A questão da qualidade da água é complexa e, neste momento, não podemos apresentar dados concretos. A partir do segundo semestre iremos arrancar com um estudo sobre a qualidade da água da zona costeira.”
O MAU AR QUE RESPIRAMOS
“Moderado” e “bom”. O relatório revelou que a qualidade do ar tem variado nestes valores. O aumento do número de veículos motorizados por quilómetro de via é a grande fonte de poluição atmosférica. A concentração média anual de gases tóxicos, como ozono, dióxido de carbono e monóxido de carbono, tem verificado diferentes graus de aumento, o que indica que a poluição atmosférica provada pelos transportes terrestres está cada vez mais grave. Nesse sentido, a DSPA recomenda a realização de um estudo para a instalação de filtros contra os gases de escape dos veículos. “Está a ser preparado um regulamento administrativo que chegará a seu tempo à apreciação do Conselho Executivo”, referiu Cheong Sio Kei. A DSPA aconselha a implementação e uso de veículos ecológicos de baixo consumo de combustíveis, bem como que sejam fixados os
Ar e água de Macau com níveis de poluição preocupantes
Mau ambiente a rodos
Macau não está no bom caminho. O Relatório do Estado do Ambiente de Macau relativo a 2008 e 2009 apresentado ontem foi taxativo. O território tem índices de poluição anormais, nomeadamente na água e no ar, e o respeito pelo ambiente não tem existido. O tratamento de resíduos tem muitas lacunas, principalmente ao nível da reciclagem de lixos. Enfim, um longo caminho a percorrer sua promoção, através do Fundo para a Protecção Ambiental e a Conservação Energética, com destaque para a exploração da energia solar.
DECIBÉIS A MAIS
limites de emissão de poluentes a que devem obedecer os automóveis novos, aquando da sua importação. “Temos de regulamentar a emissão de gases poluentes dos veículos que são importados.” A DSPA também não esquece as energias alternativas. O relatório mostra que a direcção acredita que estas energias são a melhor opção para o futuro do território e propõe a
Também em matéria de poluição sonora as coisas não estão bem. Não estarão tão graves como as poluições do ar e da água, mas este tipo de poluição tem vindo a aumentar nos últimos anos. A DSPA considera o ruído urbano uma questão ampla e complexa. As queixas apresentadas pela população reflectem um acréscimo nos últimos anos e a maior incidência de reclamações diz respeito ao período nocturno. Nesta matéria, o organismo também recomenda ao Governo que acelere a revisão do diploma legal sobre o controlo do ruído ambiental. Cheong Sio Kei acredita que o objectivo deve ser o de “tornar mais eficaz a prevenção
Números do Ambiente 2008-2009 • O número de dias em que o índice de qualidade do ar foi “bom” aumentou de 215 dias, em 2007, para 240 dias e 261 dias em 2008 e 2009, respectivamente • As principais fontes de poluição atmosférica em Macau são a produção de energia eléctrica, os transportes e a incineração de resíduos • Gases tóxicos como o ozono, o dióxido de carbono e o monóxido de carbono estão com níveis preocupantes nos ares do território • A intensidade energética registada em 2008 diminuiu 11,8% em relação a 2007 e, em 2009, reduziu 5,3% em relação a 2008 • Macau atingiu o número de 189.863 veículos em 2009. Desses, metade eram motociclos ou ciclomotores • 2008 foi o ano com maior precipitação nos últimos dez anos (2815,2 mm) • Em 2008 e 2009, a Central de Incineração de Macau processou, respectivamente, 298.491 e 324.808 toneladas de resíduos sólidos. Ou seja, cada pessoa produziu cerca de 1,50 e 1,60 quilos nesses dois anos, respectivamente. • A capitação da área de zonas verdes registada em 2008 e 2009 foi de 12,5 e 14,2 metros quadrados, respectivamente • Registaram-se 4265 e 4215 reclamações em 2008 e 2009, respectivamente, sobre ruído
JARDINS DE LISBOA AGUARDAM RELATÓRIO
À margem da apresentação do Relatório do Estado do Ambiente de Macau 20082009, o director da DSPA, Cheong Sio Kei, falou também da recente polémica sobre o empreendimento Jardins de Lisboa a construir na Taipa Pequena. “Há dados em falta no projecto. A promotora ainda não apresentou o relatório de avaliação ambiental. Sem isso o projecto não avança de certeza”, reiterou Cheong Sio Kei. Têm vindo a público diversas notícias que dão conta de um novo projecto de duas torres previsto para a Taipa Pequena. Numa primeira fase causou o espanto nas hostes do Grupo Consultivo para o Desenvolvimento de Terrenos e agora já preocupa o Chefe do Executivo. O projecto Jardins de Lisboa pretende ser a alternativa no lugar onde deveria ser construído um hotel de quatro estrelas, mas não o foi durante dez anos. A concessionária – Companhia de Investimento Predial Ka Fai -, decidiu desistir de construir o empreendimento que estava previsto para a zona da Taipa Pequena e apresentou à Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) um pedido de modificação de aproveitamento do terreno para agora apenas ali construir habitação.
LUA ESCONDE TANTA ÁGUA COMO A TERRA
O interior da Lua contém proporcionalmente tanta água quanto as profundezas da Terra, revela uma investigação divulgada na revista científica Science. A descoberta realça que a Lua contém cem vezes mais água do que os cientistas pensavam e põe em questão a teoria da formação do único satélite natural da Terra. Os autores da investigação, citada pela agência AFP, chegaram a estas conclusões depois de terem encontrado moléculas de água, assim como outros elementos voláteis, nas amostras de magma lunar retidas em grânulos de vidro vulcânico recolhidos pelos astronautas da Apollo 17, a última missão espacial na Lua, realizada em Dezembro de 1972.
e controlo da poluição sonora que tem aumentado nos últimos anos”. Além disso, a DSPA aconselha que, aquando da construção de novos edifícios bem como do reordenamento dos bairros antigos ou do planeamento dos novos aterros, se instalem dispositivos para reduzir o nível de ruído nas zonas mais sensíveis. O relatório também não esquece a implementação do transporte ferroviário. O Metro Ligeiro também terá de levar em conta preocupações quanto à emissão de ruídos.
LIXO E MAIS LIXO
Problemas de incineração, ruas sujas e maus cheiros, reciclagem embrionária. Estes são os pontos fulcrais na resolução do problema dos resíduos sólidos. O relatório mostra que a incineração de resíduos sólidos ainda é superior à capacidade de reciclagem. Apesar das polémicas aliadas à Central de Incineração de Macau (CIM), a quantidade de resíduos tratados pela operadora permaneceu em níveis bem elevados durante 2008 e 2009. No entanto, nesse último ano, a quantidade de resíduos diariamente produzidos por habitante correspondeu a 1,64 quilo. A reciclagem, ainda uma questão imberbe, conta com a implementação do “Projecto de Recuperação por Classificação de Resíduos Domésticos” por parte do Governo. Assim, a capacidade de reciclagem de recursos e resíduos tem vindo a aumentar nos últimos anos, mas longe do peso que os resíduos sólidos incinerados representam.
UM VERDE DESEQUILIBRADO
Um dos dados também revelados pelo relatório indica que, apesar das áreas verdes na RAEM terem aumentado, existe um desequilíbrio na sua distribuição. As condições de crescimento das árvores são afectadas por diversas restrições, o que condiciona, principalmente, o aumento das áreas verdes na península de Macau. Para a DSPA, os desafios e impactos resultantes do desenvolvimento urbano desenfreado dificultam o aumento do número de árvores bem como da sua protecção. Para responder a esta lacuna, a DSPA sugere ao Governo efectue um planeamento ecológico das zonas verdes, exigindo que os futuros projectos de construção incluam reservas de terrenos suficiente para arborização. A DSPA também relembra que é necessário procurar locais adequados para a plantação de árvores nas vias, aumentando o seu “valor ecológico”. A entidade dirigida por Cheong Sio Kei não esquece a participação da comunidade e propõe o reforço da divulgação juntos dos cidadãos promovendo as características de “ecossistema local”.
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MAIS DE CEM GOLFINHOS MORRERAM ESTE ANO POR CAUSA DO PETRÓLEO
Maré negra e impiedosa O
S mais de 150 golfinhos encontrados mortos no Golfo do Mexico desde o início do ano, número anormalmente elevado, explica-se com a maré negra de 2010 e com os dispersantes químicos utilizados para a combater, revela hoje um relatório norte-americano. Desde Janeiro, 153 golfinhos apareceram mortos nas águas do Golfo do México, que tocam cinco estados norte-americanos, segundo a Agência oceânica e atmosférica americana (NOAA, sigla em inglês). Desses animais, 65 ainda eram crias Os cadáveres foram encontrados na zona mais atingida pela maré negra, causada aquando da explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, explorada pela BP, a 20 de Abril de 2010. Em três meses, o equivalente a quatro milhões de barris de hidrocarbonetos foi derramado para as águas. Segundo Bobby Jindal, governador
do estado do Louisiana, 7,6 milhões de litros de dispersantes químicos foram utilizados para tentar manter afastada grande parte da mancha de petróleo. “O petróleo e os dispersantes afectaram a cadeia alimentar. Isso poderá ter impedido as mães golfinhos de se alimentarem de maneira adequada e assim desenvolver a camada de gordura necessária” para se protegerem a si próprias e às suas crias do frio, explica Graham Worthy, especialista da Universidade do Centro da Florida. De acordo com Worthy, as temperaturas anormalmente baixas deste Inverno, conjugadas com as consequências da maré negra no organismo destes mamíferos levaram ao “desastre do século”, a morte de muitos golfinhos, cujos cadáveres apareceram ao largo das costas do Texas, Louisiana, Mississípi, Alabama e Florida.
Planeta em números
900
é o número mínimo de químicos, partículas e materiais biológicos adversos à saúde que pode conter o ar que respiramos
Click ecológico
SALVAR AS FLORESTAS PREY LANG • Uma mulher participa num protesto no Parque da Liberdade em Phnom Penh. Cerca de cem pessoas manifestaram-se para pedir ao Governo do Camboja para salvar as florestas Prey Lang, nas províncias de Kompong Thom, Stung Treng, Kratie e Preah Vihear e suspender os projectos de construção e exploração para a região.
Foto: Samrang Pring/Reuters
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Y
ANG Pei Ming nasceu um ano antes, em 1948, e naturalmente não se lembra da fundação do país anunciada pelo novo presidente Mao Zedong. Em 1958 a China enchera-se dos primeiros posters de propaganda e Yang reparava neles com atenção moderada. Falavam da reconstrução do país e da vitória sob os inimigos. Em 1966 chegou a revolução cultural e tornou-se seguro repetir incessantemente o que os posters diziam. E passaram mais dez anos de figuras coloridas a gritar mensagens políticas. O maoísmo chegou ao fim e os posters deixaram de mostrar o presidente que morrera em 1976. Começava uma outra reconstrução e acabava-se o culto da personalidade. Yang viveu todas as fases dos primeiros aos últimos posters através de uma forma de arte inspirada muitas vezes na vizinha Rússia. Em 95 começou a colecciona posters e hoje diz sem vacilar, “tenho a maior colecção do mundo”.
Museu privado em Xangai mostra a arte da propaganda de 1949 a 1978
História contada em posters Dividida por fases, a exposição no museu conta a história da China pelos acontecimentos chave. De 1949 a 1953 as mensagens serviam para glorificar a nova China. De 1954 a 1956 os posters evidenciam uma situação mais estável a nível económico e a glorificação do construtivismo russo. De 1957 a 1962, registos do Grande Salto em Frente apelam à união de todos no
MARIA JOÃO BELCHIOR
Maria João Belchior, em Xangai
CULTURA
SIGA ATÉ À CAVE
Os livros de guias turísticos levam centenas de pessoas por mês até ao prédio. Sendo difícil de encontrar, no portão do que parece ser o bairro certo um segurança dá uns pequenos cartões a quem acusa ar de turista à procura do museu. O mapa colorido diz que fica mesmo ali ao virar da esquina. É só descer até à cave. Com uma colecção privada de 5000 posters, Yang passou os últimos 15 anos a investir dinheiro na colecção. Uma fortuna da história na qual ainda guarda posters originais e alguns onde Lin Biao está junto ao presidente Mao. Alguns foram comprados em leilões e outros aos próprios artistas que os colocaram à venda. “Há artistas que estão vivos, a maioria com mais de 80 anos”, diz Yang que acredita que alguns preferem não se relacionar com a arte que se produzia na revolução cultural. “Precisamos de algum tempo para termos memória”.
que acabou por ser o maior desastre económico do maoísmo. Durante estes anos, um em cada dez intelectuais foi chamado de direitista. Os excessos da época aparecem desligados de um contexto. As imagens impressas mostradas na cave são arte de uma época. Há um pouco de pop entre os tons fortes à volta do líder Che Guevara ou nas imagens de povos africanos onde se lêem, também em português, mensagens de “oposição ao imperialismo”.
DA INGENUIDADE À VIOLÊNCIA
“No princípio havia ingenuidade”, diz o director do museu. “Foi o presidente Mao que incentivou todos os artistas a produzirem mensagens de propaganda”, prossegue. À medida que a China assumiu posições no cenário político mundial os posters mudaram de mensagem. A Guerra Fria ficou registada
pela propaganda chinesa que mostrava soldados norte-americanos a afundarem-se juntamente com os seus mísseis. Marcada pelo culto da per-
sonalidade de Mao, a Revolução Cultural parece a muitos o tempo da má memória. Yang diz que foi “um período mau na história do país”. Mao aparece à frente de um sol como aquele que ilumina a China. Nas frases que parecem ainda hoje encantar turistas estrangeiros lê-se “o presidente Mao está no centro do nosso coração vermelho”. Todos andaram de livro vermelho na mão e Yang, que foi
guarda vermelho, diz que ninguém sabia bem o que era verdade naquela época. A seguir à morte de Lin Biao os posters mudaram. Várias centenas foram destruídas porque Mao não queria referências a Lin Biao, considerado um traidor. “Uma noite de trevas”, refere Yang ao para falar daqueles anos. E o director do museu cita Deng Xiaoping ao dizer “se não fosse a Revolução Cultural a China
não podia ter tido uma abertura tão rápida”. E termina, “aprendemos a lição”. São 5000 a 6000 posters, uns mais valiosos que outros pela sua unicidade. A maior parte foi impressa em Xangai. Visitado sobretudo por estrangeiros, Yang diz que não há mais nenhum museu que mostre esta arte que terminou depois do fim do bando dos quatro. No sul da China, em Cantão, existe uma outra colecção privada. Para muitos chineses ainda é cedo para ler mensagens contra o capitalismo e o imperialismo como um reflexo dos tempos. Apesar de haver investigações sobre a história e sobre a revolução cultural, a nível da arte Yang diz que pouco se estuda. E sobre um desinteresse da geração jovem na história recente, Yang desculpa os jovens dizendo – “estão ocupados a fazer dinheiro”. Os posters originais ou assinados pelo artista podem custar até 20 mil yuans. Na loja de souvenirs encontram-se discos de vinil com músicas onde se glorificava Mao Zedong. Os chineses mais velhos sabem-nas de cor. Yang Pei Ming dá conferências em todo o mundo a falar da arte da propaganda. O seu objectivo é chegar às universidades chinesas mas fora de Xangai ainda é difícil. E arrisca a pergunta – “conhece alguém em Pequim ou Macau?” Convidado para exposições temporárias, leva os posters até outros países interessados em conhecer a propaganda da China dos anos 1950 aos 1970. Com 63 anos, diz que é importante olhar o futuro que a China tem mas não esquecer a história. Na forma artística e desligados do sentido político, os posters já não causam tanto dano. Não querendo revisitar a história ou sequer reescrevê-la, para o director do museu a preservação é fundamental. “Somos o que somos hoje porque houve o passado antes.”
AMAZON JÁ VENDE MAIS LIVROS DIGITAIS DO QUE EM PAPEL
A empresa de vendas pela Internet Amazon anunciou que está a comercializar mais livros em formato digital do que em papel. “Sabíamos que isto ia acabar por acontecer, mas nunca pensei que fosse acontecer tão depressa”, disse o fundador da Amazon, Jeff Bazos. Em Abril, por cada cem livros em papel, a Amazon vendeu cem em formato electrónico para leitura no suporte Kindle. A Amazon vende livros pela Internet há 15 anos e comercializa há pouco mais de três anos os dispositivos Kindle, que permitem armazenar e ler livros em formato digital. A empresa explicou que actualmente dispõe de 950 mil títulos de livros electrónicos, dos quais 790 mil custam menos de 70 patacas.
O
poeta, cantor, figura icónica da música negra e precursor do rap Gil Scott-Heron morreu na noite de domingo em Nova Iorque, aos 62 anos, por causas ainda não divulgadas. O anúncio foi feito por Jamie Byng, o seu produtor no Reino Unido, através da rede social Twitter, onde escreveu que o seu “amigo e uma das pessoas mais inspiradoras” que alguma vez conheceu morreu na última noite. Gil Scott-Heron nasceu em Chicago, nos Estados Unidos, em 1949 e lançou o seu primeiro disco em 1970 com o título “Small talk at 125th and Lenox”, onde tecia duras críticas à classe média americana, os activistas negros e o consumismo norte-americano. O trabalho ficou célebre pela sua canção mais icónica: “The revolution will not be televised”. Durante muitos anos foi apresentado como o “Bob Dylan negro”, pela costela política. Mas sempre foi mais directo ao assunto, ou não tivesse escrito uma canção sobre segregação racial na
Morreu Gil Scott-Heron, o precursor do rap
O poeta disse adeus
que preferia descrever o seu trabalho como “bluesology”, isto é, uma espécie de fusão entre poesia, soul, blues e jazz, com uma grande consciência social e fortes mensagens políticas, nomeadamente sobre temas como as armas nucleares ou o apartheid, descreve o jornal inglês “Guardian”.
DOS LIVROS PARA A MÚSICA
África do Sul chamada “Johannesburg”; ou outra sobre alcoolismo, “The bottle”. No final dos anos 60 e primórdios dos 70, num período de lutas cívicas, convulsões económicas e mudanças sociais aceleradas, poucos
conseguiram capturar as contradições de um país como ele. Apesar de ser muitas vezes apontado como precursor ou padrinho do rap, este era um título que não agradava a Gil Scott-Heron,
“KUNG FU PANDA 2” CAUSA POLÉMICA NA CHINA
Ursinho da discórdia A
estreia no último fim-de-semana na China do filme de animação “Kung Fu Panda 2” dividiu os espectadores entre os que fizeram filas para o cinema e os que apelaram ao seu boicote. O filme narra a transformação de um panda em mestre de artes marciais e estreou na China em vésperas do Dia Mundial da Criança, no dia 1 de Junho. “O Dia Internacional da Criança deve ser puro. Não o convertam num dia de ganância económica para Hollywood nem iludam as nossas futuras gerações”, disse
numa mensagem escrita Zhao Bando, um artista vanguardista que propõe um boicote ao filme. Já em 2008, Zhao tinha lançado campanhas semelhantes para boicotar o primeiro filme da saga “Kung Fu Panda”, que na China alcançou o feito histórico de 27,7 milhões de dólares nas bilheteiras. Também Kong Qingdong, professor de chinês na Universidade de Pequim, disse à imprensa local que as referências chinesas contidas no filme são como elementos publicitários da cultura norte-americana. “É uma invasão cultural”, resumiu Kong. Na película, a personagem principal, chamada “Po”, é um panda falador e ingénuo, que tem o sonho de lutar ao lado das estrelas do kung fu, apesar do seu peso e de ser desajeitado, o que alguns chineses interpretam como sendo uma imagem tipicamente norte-americana. Mas este panda, imaginado pela Dreamworks, ganhou já milhões de seguidores na China. Num dos mais populares blogs, weibo.com, já alcançou 270 milhões de comentários, dos quais descreveram o filme como brilhante e lamentaram que a China não aposte neste tipo de produções.
Inicialmente através da escrita publicou o primeiro livro, “The Vulture”, aos 19 anos. Mais tarde, quando ia publicar o terceiro livro, e depois de ter conhecido o músico e produtor Brian Jackson que o viria a acompanhar durante mais duas PUB
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11 décadas, entendeu que o método de comunicar teria que mudar e a soul, o funk ou o jazz tornaram-se no veículo de difusão da sua paixão: a poesia. Nesse período debitava acima de tudo para audiências negras, aprendendo com a “spoken-word” do poeta e activista Amiri Baraka ou com o jazz de Coltrane e Miles Davis. Mais tarde, no final dos anos 70 e primórdios dos 80, quando o hip-hop irrompeu, foi considerado um dos pioneiros do género. Grupos como Public Enemy ou Disposable Heroes Of Hiphoprisy citavam-no e novas gerações, de todas as cores, redescobriam-no. Mas Gil Scott-Heron assumia-se sobretudo marcado pela sua avó, que viu morrer no sul dos Estados Unidos quando tinha apenas 15 anos. “Ensinou-me a não esperar que as pessoas descobrissem o meu pensamento, mas a exprimir-me
por mim próprio. Quando penso nela, vejo-me a mim”, disse uma vez o cantor, numa entrevista. Depois da morte da avó, mudou-se para o Harlem, Nova Iorque, onde ainda habitava. Foi já em Nova Iorque, na Universidade Lincoln, que conheceu outra personalidade importante na sua vida, o poeta e escritor Langston Hughes. Ao longo de quatro décadas, o cantor lançou mais de 20 discos. “We’re New Here”, lançado já este ano, foi o seu último álbum, tratando-se de uma recriação do álbum “I’m New Here” de 2010, concretizada por Jamie xx (do grupo The xx) e Gil Scott-Heron. O trabalho do ano passado foi lançado 16 anos depois do seu último registo de originais e numa altura em que tinha estado envolvido em algumas polémicas com a polícia por pose drogas e violação da liberdade condicional. Era também portador de VIH.
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O
DESPORTO
onze do Organismo Autónomo Desportivo da Casa de Portugal em Macau conquistou no sábado um lugar entre as equipas que vão disputar na próxima temporada o Campeonato de Futebol da Segunda Divisão, ao derrotar a formação do Roma por quatro bolas a uma no playoff que decidiu o nome da formação que acompanha o Lai Chi e o Hong Lok na subida ao segundo escalão. Depois de ter perdido a corrida pela liderança da série A do Campeonato da III Divisão para o Lai Chi, a formação orientada pelo são-tomense Pelé não deixou escapar a última oportunidade de agarrar um lugar entre os emblemas que vão marcar presença na próxima época na segunda prova de maior cartaz do desporto-rei do território. Frente ao segundo classificado da série B do terceiro escalão, o grupo de trabalho da Casa de Portugal não deixou créditos por mãos alheias e aos treze minutos já vencia por três bolas a zero, mercê de um notório acerto ofensivo da linha avançado do onze do organismo liderado por Amélia António. Dos pés do dianteiro francês Nicolas Friedman surgiu nos minutos inaugurais do encontro o tento que empurrou a Casa de Portugal para o que viria a ser uma
Onze de Pelé goleia Roma vitória confortável. O avançado gaulês trabalha bem o esférico do lado direito do ataque do conjunto orientado por Pelé, tira do caminho dois adversários e dispara colocado para o fundo das redes da Roma. O segundo golo da Casa de Portugal – o melhor dos cinco tentos apontados na tarde de sábado – materializou-se pouco depois, numa jogada concluída com classe por Cuco. O irmão do técnico do Organismo Autónomo Desportivo da Casa de Portugal em Macau dispara de primeira de fora da área adversária, depois de uma boa abertura de Pedro Duarte, um dos membros mais dinâmicos da linha ofensiva da formação de matriz portuguesa. Pedro Duarte inscreveu, de resto, o seu nome nos anais do encontro ao minutotreze,aoconcluircomumtoque subtilajogadaqueculminounoterceiro golo da Casa de Portugal, numa altura em que a formação orientada por Pelé jásomavamaisgrandesoportunidades desperdiçadasdoquegolosmarcados. O quarto e último tento do grupo de trabalho do Organismo Autónomo Desportivo materializou-se antes ainda do intervalo, aos 43 minutos, numa boa jogada de ataque
concluída por Marcelino Silva. O atleta macaense leva a melhor sobre a defensiva adversária e aproveita o adiantamento do guarda-redes do Roma para acrescentar com classe mais um golo à vantagem de que a Casa de Portugal já beneficiava. A Roma só no final da primeira parte consegue reagir, com um remate que rasa o poste do onze orientado por Pelé. O golo de honra da frágil formação que se posicionou no segundo lugar da Série B do Campeonato da Terceira Divisão surgiu apenas na segunda parte, com pouco ou nenhuma influência sobre o desenlace do encontro. O triunfo frente à Roma propulsionou o Organismo Autónomo Desportivo da Casa de Portugal para a segunda divisão, naquela que foi a segunda subida de escalão em outras tantas temporadas. Satisfeito, o técnico da formação de matriz português diz que a vitória alcançada no sábado ajudou a cimentar os objectivos delineados no início da temporada e que passam por levar as cores da Casa de Portugal à Liga de Elite em apenas três anos. “A Casa de Portugal investiu muito neste projecto e o mesmo acon-
tece a nível pessoal com todos quantos integram este grupo de trabalho. O nosso objectivo passa pela subida à primeira divisão num período de três anos e é com esse horizonte em vista que vamos continuar a trabalhar durante os próximos meses. O próximo desafio passa por reforçar convenientemente a equipa, até porque o nível de exigência na segunda divisão já é maior”, explica Pelé. Com a ascensão do Organismo Autónomo Desportivo da Casa de Portugal ao Campeonato de Futebol da Segunda Divisão, o futebol de cariz lusófono do território vai continuar a estar representado nos três principais escalões do desporto-rei de Macau. Futebol Clube do Porto e Benfica representam os dois principais emblemas do futebol português na Liga de Elite, a Casa de Portugal estreia-se na segunda divisão e o Sporting Clube de Macau, que falhou o seu grande objectivo da temporada, vai repetir a presença no Campeonato de Futebol da III Divisão da RAEM.
KA I PASSA TESTE “POLICIAL”
Uma goleada farta, uma vitória suada e uma derrota compro-
RODOLFO ÁVILA COM DUPLA VITÓRIA NO CIRCUITO INTERNACIONAL
Dois pódios em Zhuhai R
ODOLFO Ávila obteve dois pódios na prova da Taça Porsche Carrera Ásia disputada no passado fim-de-semana no Circuito Internacional Zhuhai, conservando a segunda posição no campeonato. Depois de ter sido o mais rápido nos treinos-livres, o piloto de Macau foi apenas o quarto mais rápido na qualificação, sendo um dos vários pilotos prejudicados pelos sucessivos congestionamentos causados pela presença de 26 carros em pista com andamento tão díspares. Na primeira corrida do fim-de-semana, realizada na tarde de sábado, arrancando da
segunda linha da grelha de partida, Ávila cedo iniciou a investida ao terceiro lugar, conseguindo alcançar o objectivo a duas voltas do término. No domingo, na segunda corrida de 12 voltas, o piloto patrocinado pelo Team Jebsen, Banco Nacional Ultramarino e Asia Creative Group partiu da terceira posição, posição em que ficou até à bandeirada de xadrez doze voltas depois, subindo assim ao pódio pela quarta vez consecutiva esta temporada. No final da jornada da dupla no circuito chinês adjacente a Macau, Ávila comentou:
“Foram duas corridas muito frustrantes onde ultrapassar foi quase impossível devido às bandeiras amarelas. Porém, é sempre bastante reconfortante chegar ao final do fim-de-semana e saber que conseguimos dois pódios. Vencer é sempre o nosso objectivo número um em todas as corridas, mas o mais importante é que continuamos a somar pontos que serão vitais em termos de campeonato.” O Taça Porsche Carrera Ásia tem agora uma pausa de um mês, regressando de 8 a 10 de Julho no Circuito Internacional de Ordos, na República Popular da China.
metedora. O Windsor Arch Ka I mantém-se firme na liderança da Liga de Elite, depois de no fim-de-semana ter levado a melhor sobre o Grupo Desportivo da Polícia de Segurança Pública por duas bolas a uma, num dos encontros de maior cartaz da décima quarta jornada do principal campeonato de futebol de Macau. O onze das forças de segurança surpreendeu os campeões em título à passagem do minuto 17, com Choi Tak Seng a rematar certeiro para o fundo das redes da formação orientada pelo técnico português Rui Cardoso. A resposta do Ka I surgiu apenas ao minuto quarenta, com Tita a repor a igualdade no placard e aos 68 minutos William Carlos Gomes resolveu a partida a favor do líder do Campeonato, numa jogada que evitou o que poderia ter sido um constrangedor empate para os campeões do território. A vitória suada do Ka I não foi, de resto, a principal surpresa da 14ª ronda. Desgastado, o onze do Futebol Clube do Porto em Macau surpreendeu pela negativa, ao perder pela margem mínima frente ao Lam Ieng. O conjunto satélite do Lam Pak superiorizou-se aos dragões do território com um golo apontado aos cinco minutos por Wu Yu Kin. Em grande continua o Grupo Desportivo Monte Carlo. A formação orientada por Dionísio Ramos esmagou sem apelo nem agravo o Hong Ngai por oito golos sem resposta, numa partida em que o brasileiro Kamilo Junior voltou a estar em evidência, ao apontar nada mais nada menos do que cinco golos. O compatriota Ricardo Júnior também fez o gosto ao pé, num desafio em que Geofredo de Sousa e Lo Chin Fong também deixaram a sua marca. Noutro encontro de grande nomeada, Lam Pak e Selecção de Sub 23 não foram além de um empate a uma bola, num desafio bem disputado. O Lam Pak inaugurou o marcador ao minuto vinte e a formação tutelada pela Associação de Futebol de Macau apenas na segunda parte conseguiu repor o equilibrio no placard, com Cheong Kin Chong a marcar à passagem da hora de jogo. No quinto e derradeiro encontro da décima quarta jornada, Hoi Fan e Grupo Desportivo Artilheiros empataram a três bolas.
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FAST & FURIOUS 5 [C] Um filme de: Justin Lin Com: Vin Diesel, Paul Walker 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
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Um filme de: Rob Marshall Com: Johnny Depp, Penelope Cruz, Geoffrey Rush 14.15, 16.45, 19.15, 21.45
Um filme de: Duncan Jones Com: Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
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SOLUÇÕES DO PROBLEMA HORIZONTAIS: 1-LUXO. ANIBAS. 2-IMANADO. ECO. 3-N. BULE. ABAR. 4-GNU. FLAVO. N. 5-UA. SOALA. CA. 6-ALGUM. ONDE. 7-FERBO. IARA. 8-TABERNEAR. S. 9-O ADAIL. TRI. 10-DODO. XAIREL. 11-OVA. FERMOSO. VERTICAIS: 1-LINGUA. TODO. 2-UM. NALGA. OV. 3-XABU. GEBADO. 4- ONU. SUREDO. 5-ALFOMBRA. F. 6-ADELA. ONIXE. 7-NO. OLA. ELAR. 8-I. AVANIA. IM. 9-BEBO. DARTRO. 10-ACA. CER. RES. 11-SORNA. ASILO.
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR
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HORIZONTAIS: 1-Negação afectada. Indígenas brasileiros. 2-Terrotório governado por um imã. Elemento de origem grega que significa habitat, meio natural. 3-Uma consoante. Onde se serve o chá. Formar abas. 4-Um mamífero. Que tem a cor das espigas madura. Uma consoante. 5-Uma. Plantas clusiáceas. Neste Lugar. 6-Alguno. Aonde. 7-Mamífero roedor. Entidade aquática, na mitologia indígena. 8-Ser taberneiro, explorar taberna. Suficiente. 9-Interjeição, para chamar ou invocar. Caudilho. Elemento de origem latina que significa três. 10-Em Goa, peso equivalente a sete arráteis. Xairelado. 11-Ováro dos peixes. Formoso. VERTICAIS: 1-Linguado, peixe, na antiga Índia Port. Generalidade. 2-Que é o primeiro de todos os números. 3-Chabu. Acto de gebar. 4-Nações unidades Carapau. 5-Alcatifa. Símbolo da unidade monetária Franco. 6-Mulher que compra e vende objectos usados. Unha encravada. 7-Concreção nas articulações dos dedos dos gotosos. Elemento de origem grega que significa outro. Prender-se com elos, segurar-se com as gavinhas. 8-Em numeração romana, significa um. Vexação que os turcos faziam aos cristãos. Em vez de in. 9-Espécie de peixe, também chamado bêbedo. Herpes. 10-Cheiro fétido. Antiga medida indiana. Qualquer quadrúpede que serve para alimento do homem. 11-Pessoa inerte indolente, preguiçosa. Protecção a alguma pessoa que necessite.
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OPINIÃO
Folha Solta
A empresa perfeita Gonçalo Alvim* folhasolta.ga@gmail.com
IMAGINEM QUE pretendiam criar uma empresa e que queriam um lucro fabuloso em pouco tempo. Suponham que não importaria a concorrência porque quantas mais empresas houvesse do mesmo tipo mais todas ficariam a ganhar. Para lhe dar uma conotação simpática, encaixemos essa empresa na área de serviços ambientais e consideremos que o público lhe daria o apoio necessário, o que facilitaria a aprovação política. Haveria que fazer, antes de mais, um plano de negócios, mas consideremos que as únicas despesas a contabilizar nesta empresa seriam as dos seus trabalhadores. Teria de haver um empate de capital inicial, é certo, e despesas fixas com ordenados e outros subsídios. Mas, por absurdo, contabilizemos um baixo empate de capital por cada trabalhador – 1000 patacas por cada, por exemplo – e um baixíssimo custo fixo mensal – digamos de apenas 50 patacas por mês, para facilitar as contas. Claro que estamos a entrar no mundo da fantasia, mas imaginem que isso seria mesmo possível. E imaginem ainda que quantos mais trabalhadores houvesse menor seria o empate de capital e menores os custos fixos mensais por cada um dos trabalhadores. Estarão talvez a pensar que com esses ordenados não seria possível aguentar ninguém, a menos que fossem voluntários ecologistas a tempo parcial. Mas suponhamos que não e que, pelo contrário, os candidatos gostariam de trabalhar a tempo inteiro e nunca se demitiriam ou fariam greve, nem que fosse de zelo. Aliás, considerem que eles seriam tão empenhados que trabalhariam 24 horas por dia, 365 dias por semana. Acordados ou a dormir estes trabalhadores não parariam nunca e, além do mais, seriam cada vez mais eficientes e aumentariam a sua produtividade diariamente, semanalmente, mensalmente, anualmente, de forma quase exponencial. Com isto tudo, antes de chegarem ao fim da primeira página do plano de negócios já estavam a correr para o cartório notarial para registar a empresa. Não? Mas vamos um pouco mais longe. Consideremos que o funcionamento desta empresa beneficiaria a todos na região por igual, para não se criarem desequilíbrios sociais causadores de conflitos. É certo que os trabalhadores da empresa teriam ordenados muito baixos, mas suponhamos que eles não precisariam de ordenados maiores porque eram ricos e não tinham outras ambições financeiras. Tudo se encaixava para que a empresa fosse perfeita. Mas haveria que considerar o problema
do empate de capital porque, suponhamos, teríamos uns fraquíssimos recursos próprios e os bancos se recusariam a emprestar-nos dinheiro… porque a empresa não se encaixava nos seus padrões habituais ou naqueles que eles tinham definido como aceitáveis. Pronto, finalmente umas dificuldades realistas! Mas não desistamos da ideia. Suponhamos que através de um pequeno anúncio no jornal local se divulgava a criação da empresa e se oferecia participação nos lucros aos investidores. E, mais uma vez por hipótese, consideremos que todos os cidadãos da região aderiam e apoiavam a iniciativa. E que se dispunham mensalmente a cobrir todas as despesas da empresa, atendendo aos benefícios directos e indirectos que ela lhes proporcionaria. Este negócio, perceberiam os investidores imediatamente, iria servir de pólo de atracção para os seus próprios negócios, para o turismo e, de uma forma geral, melhoraria a sua vida e fomentaria o desenvolvimento global na cidade. Fantástico não é? Estive para aqui a divagar, a perder tempo, mas afinal de contas nada disto é possível. Mas e se eu assegurasse que não, que é possível uma empresa assim? Aliás, vou mesmo afirmar: é possível uma empresa destas. Mais que desejável, é perfeitamente realizável. E não só isto não é exagero, como ela pode começar a ser implementada com toda a brevidade. Não, não estou a mentir. É mesmo verdade. E não lhes vou pedir capital nenhum, podem estar descansados. Há só um pormenor que os vai decepcionar, atendendo às expectativas criadas: o tipo de empresa que referi não pode ser realizada por nós, cidadãos comuns. Na generalidade dos casos, têm de ser os municípios ou os governos a implementá-las. Eles são os investidores mais adequados. E, claro, os trabalhadores não são humanos, embora sejam também maravilhas da natureza: são as árvores. Se virmos bem, as árvores trabalham o
Esteticamente, as árvores proporcionam um carácter natural a uma cidade, dando-lhe cor, formas e texturas agradáveis, com variações ao longo do ano. Permitem ainda suavizar as superfícies rígidas dos edifícios e pavimentos e são bons absorsores de ruído. Por outro lado, permitem a existência de pássaros, que nos proporcionam a alegria do seu canto dia todo, o ano inteiro, e nunca se lembram de fazer greve, excepto quando morrem. Mas não reclamam enterro e facilmente se substituem. Á medida que crescem, a sua produtividade aumenta e beneficiam todos aqueles que coexistem com elas. Vejamos o caso da sua utilização urbana, para incluir Macau: Esteticamente, as árvores proporcionam um carácter natural a uma cidade, dando-lhe cor, formas e texturas agradáveis, com variações ao longo do ano. Permitem ainda suavizar as superfícies rígidas dos edifícios e pavimentos e são bons absorsores de ruído. Por outro lado, permitem a existência de pássaros, que nos proporcionam a alegria do seu canto. Têm inúmeros impactes no nosso estado de espírito e emoções, providenciando benefícios psicológicos impossíveis de quantificar. E, através disso, benefícios físicos. A comprová-lo existe por exemplo um estudo que foi feito, não me recordo onde, que concluiu poderem os tempos de pós-operatório ser encurtados quando os pacientes são co-
locados em quartos com vista para árvores ou espaços verdes. Com efeito, as árvores criam sentimentos de relaxamento e bem-estar, de privacidade e de segurança. E tudo isso melhora a nossa vida. É sabido que as árvores absorvem dióxido de carbono e libertam oxigénio. E assim alimentam os seres vivos, reduzem o efeito de estufa e combatem o efeito de “ilha de calor urbana”, fenómeno que pode resultar em temperaturas superiores em 3 a 10 graus relativamente aos espaços envolventes. E captam ainda partículas poluentes nas suas folhas, como o pó, cinzas, pólenes e fumos, que são depois transportadas para o solo pelas chuvas. E assim protegem os nossos pulmões. E através do seu ensombramento e da evapotranspiração que produzem, melhoram o microclima da cidade, aumentam o conforto dos transeuntes e diminuem as necessidades de ares-condicionados, diminuindo com isso a libertação acrescida de gases com efeitos de estufa. Em espaços verdes proporcionam ao solo matéria orgânica pela queda das folhas e maior permeabilidade pela actuação das suas raízes. Isto conduz a uma diminuição do escorrimento superficial das águas e a um aumento da recarga dos aquíferos. Permitem reduzir os caudais urbanos de escoamento instantâneo em alturas de chuva através da retenção das águas nas suas copas, possibilitando assim a redução das necessidades de capacidade dos sistemas de drenagem. Para além disto, constituem ainda um factor positivo na economia, criando uma boa impressão aos visitantes da cidade, atraindo negócios e turistas, tornando as ruas de comércio mais atractivas e confortáveis de percorrer e, segundo estudos já realizados, permitindo rendas de comércio e habitação mais elevadas e melhorando a produtividade dos trabalhadores pelo aumento do seu sentimento de satisfação. Penso que não será preciso continuar para provar esta conclusão: as árvores têm um valor inestimável para uma cidade e os custos que se têm com elas são ridículos comparando com os benefícios que proporcionam. E por isso eu pergunto: porque razão se tratam tão mal as árvores em Macau? Porque se lhes dão caldeiras tão pequenas, tutores tantas vezes agressivos? Porque não se cuidam devidamente as árvores existentes? Porque não temos mais árvores na nossa cidade? Á falta de outra explicação, eu vou interpretar que é por se desconhecerem noções básicas de gestão. *Arquitecto Paisagista, Mestre em Engenharia Urbana
A verdadeira grandeza está em cada um cumprir Padre Manuel Teixeira [1912-2003]
bem o seu dever.
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15 à f l or d a p el e
Flui, trânsito, flui I A final europeia em Wembley mostrou na perfeição - mesmo observando através da televisão - o que é maturidade inteligente em futebol ao mais alto nível. Tudo foi quase perfeito. Como se jogou e deixou jogar, como os juízes ajuizaram, como os públicos nas bancadas incentivaram e deixaram incentivar, como foram as reacções no final. Para um desporto há muito invadido por boçais e gente vulgar, por inventores de todos os lugares comuns do futebolês que se copiam uns aos outros, por chicos espertos e pelos mais completos vigaristas, assistir, mesmo no sofá, a um espectáculo daquela natureza, apazigua-nos com esse mundo quase sempre do pontapé para a frente, má fé em Deus e terrorismos vários. II O trânsito local, por enquanto principalmente na cidade, chegará um dia que rebenta mesmo. As frotas de autocarros ao serviço de casinos são uma boa ajuda ao caos instalado. Cresce diariamente o número de pessoas que reclamam por nitidamente existir escassez de táxis. Falando em táxis é compulsivo que se realce o profissionalismo, a correcção, a higiene e a simpatia da generalidade dos condutores, um enorme orgulho da RAEM que tanto tem feito pela formação e educação cívica destes briosos profissionais. Parabéns às autoridades competentes nesta matéria; por este andar ainda vamos ter os “chapas” como em vários países africanos, sendo outro sinal de desenvolvimento, elegância e prestígio na vida quotidiana de Macau. “Cidade de cultura”, não esqueçamos. Agora diz-se que um organismo de mera consulta, chamado Conselho Consultivo do Trânsito (anunciado como só podendo nele trabalhar um máximo de 33 pessoas), vai passar a ter uma dinâmica assinalável, sendo que as questões relacionadas com o trânsito vão ser acompanhadas por especialistas. Ou seja, irão esses especialistas assessorar o governo na formulação da política geral de transportes terrestres e mais uma certa ampliação de funções através, claro, da criação de uma série de “comissões especializadas”, toda esta gente (“figuras sociais”) seleccionada pelo chefe do executivo. Um porta voz oficial lembrou a população que anda de
Helder Fernando
principalmente dos que têm desgovernado. Vais longe, Portugal!
A culpa, claro, é deles, daqueles portugueses adormecidos ainda. Terá dignidade quem não consegue indignar-se? Enquanto passam as caravanas, as campanhas eleitorais vão ganhando os especialistas, neste caso em marketing político veículos ou a pé, que há vinte anos que este Conselho Consultivo do Trânsito (um nome deveras interessante) existia formalmente mas não funcionava. Se calhar faltavam-lhe os especialistas seleccionados e as comissões especializadas. Aguardemos pela fluidez. III “Lembranças alimentares” é também um tema querido de alguns governantes. Estou com eles de alma e coração, também aprecio bastante boas “lembranças alimentares”. Embora creia que as entidades oficiais pretendam falar de biscoitos secos e imitações foleiras dos pastéis de nata. Uma das grandes atracções macaenses, para além dos inesquecíveis torresmos chineses, das lojecas de falsificações e da escadaria das Ruínas de S. Paulo. Pois o venerável Conselho de Consumidores diz pretender certificar mais lojas do
sector alimentar - que é, diz o conselheiro chefe, para aumentar a qualidade e confiança aos olhos dos turistas que se queixam de discrepâncias entre estabelecimentos e dos elevados preços praticados. Aliás, uma esplêndida notícia diz-nos que já se encontra em “fase de criação o Código de práticas para retalhistas de lembranças alimentares”. Vai ser comer bem e à confiança. IV A China, o seu governo central, passa por estar interessada em investir em Portugal comprando títulos europeus relacionados com o financiamento parcial do empréstimo externo daquele País. O dinheiro vem da Ásia, a incompetência política governamental vem da Europa. O que motiva os asiáticos é o lucro. O que motiva a governança portuguesa é que as próximas gerações vivam no cinzento escuro de ter de pagar os erros de palmatória dos partidos do “arco da troika”,
V As eleições portuguesas e o que elas mostram de alienatório. O sofisma barato da chamada “pré-campanha”. Os espectáculos degradantes e ordinários à sombra da “campanha eleitoral”. O sujeito que se desunha para continuar a chefiar o governo formado por novos e antigos incompetentes, esse parece um tarado ensandecido. Os partidos da tróika, do arco e do alterne, insistem no “voto útil”. Um voto que, afinal, tem sido praticamente inútil nos últimos 35 anos. Infelizmente para Portugal e para os portugueses que ainda lá moram, nada irá mudar para melhor depois de 5 de Junho. Está tudo escrito e assinado por eles, resta apenas esperar quanto tempo levará o País a desaparecer. A culpa, claro, é deles, daqueles portugueses adormecidos ainda. Terá dignidade quem não consegue indignar-se? Enquanto passam as caravanas, as campanhas eleitorais vão ganhando os especialistas, neste caso em marketing político. Também há quem lhes chame marketeiros. Cheios de lata, elaboram umas coisas a que chamam “sondagens”. Parece que é nelas que os “principais” candidatos se estribam para irem às jantaradas colectivas, às feiras e aos mercados, berrar até que a voz lhes doa e se perca. Fartam-se de falar nos “indecisos” e aqui metem tudo no mesmo saco porque lhes convém. Também os “analistas” e “comentadores” só se lembram do eventual voto dos “indecisos entre o PSD e o PS”. Vão dizendo do lado de lá da gravatucha berrante, especial para tv, que o eleitorado ainda está indeciso entre estes dois partidos. O que, lamentavelmente, boa parte do eleitorado deve andar muito indecisa é sobre se valerá a pena ir ou não ir votar. Meter todos os “indecisos” na mesma gaveta é preguiça de análise e manipulação despudorada. Com mais esse truque chungoso se pretende encaminhar o eleitorado para as tradicionais opções PSD ou PS, com os resultados brilhantes que o mundo conhece. Como se nada mais se passasse no ambiente político-partidário em Portugal e toda a inteligência, sabedoria e competência fossem da exclusiva especialidade laranja-rosa.
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cartoon
ALEMANHA: ADEUS NUCLEAR
por Steff
PORTUGAL ASSALTOS FEITOS POR CRIANÇAS Menores sérvios assaltaram casas em Portugal sob as ordens de uma rede internacional desmantelada em Espanha. O método era idêntico ao de um grupo que foi detido, há dois anos, no nosso país. A PSP está a cooperar com as autoridades espanholas. À organização criminosa visada nas últimas semanas pela Polícia espanhola - num total de 29 detenções - é atribuída a autoria de mais de uma centena de assaltos a residências. MARTE SLOGANS PROCURAM-SE “Estamos à procura de alguma coisa engraçada e intrigante”, disse Roger Highfield. O desafio lançado pela revista New Scientist, de encontrar as melhores palavras para serem ditas quando o Homem pisar Marte, é, por isso, tão difícil. A recompensa é igualmente aliciante. Quem conseguir escrever em 140 caracteres a melhor frase ganha um meteorito de Marte. Segundo o editor da New Scientist, já concorreram quase 2000 pessoas. As primeiras palavras podem ser ouvidas “por volta de 2030, apesar de alguns calcularem que podemos chegar antes, se a conquista espacial privada começar nos próximos dois anos”.
TERÇA-FEIRA 31.5.2011 www.hojemacau.com.mo
VIOLÊNCIA RAPARIGA ESFAQUEADA 17 VEZES Uma adolescente de 17 anos esfaqueou 17 vezes a amiga de 14 anos com um x-acto, na tarde de sexta-feira, em Mem Martins, Grande Lisboa. Em causa estará uma discussão em torno de um telemóvel. O rapaz que tentava acalmar a situação e ajudar a rapariga também acabou por ficar ferido. A agressora, que tentou fugir, já foi detida e deverá ser presente a tribunal esta semana.
Economia vai continuar expanção em 2011/2012
Sempre acima dos 10%
A
economia de Macau vai continuar a registar um forte crescimento em 2011/2012 em que o Produto Interno Bruto real crescerá a uma
taxa média de 13% ao ano, 12% este ano e 14% em 2012, pode ler-se no mais recente relatório sobre Macau do The Economist Intelligence Unit (EIU). Como é habitual, os PUB
redactores do relatório estipulam como condições para a continuação do crescimento da economia do território a manutenção do investimento privado no sector do jogo e que os visitantes da China continuem a vir a Macau a fim de poderem apostar nos jogos de fortuna e azar. Reportando-se ao passado recente, o documento menciona o facto de a economia de Macau ter crescido à média de 19,2% ao ano no período 2003/2010, empurrada pelo final do monopólio do jogo em casino, ao longo de quatro décadas nas mãos da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), do empresário milionário Stanley Ho. Voltando ao futuro, a EIU menciona a concorrência de outras cidades asiáticas que estão apostadas em atrair os grandes jogadores chineses, a mais importante das quais é a cidade-estado Singapura, onde foram inaugurados dois centros de turismo e jogo de grandes dimensões , o Marina Bay Sands e o Resorts World Sentosa, num investimento conjunto de 10 mil milhões de dólares. Além de Singapura, vai abrir a curto prazo em Manila o centro Entertainment City, desenvolvido pela empresa estatal
ROLAND GARROS CHINESA NOS QUARTOS DE FINAL A chinesa Li Na está qualificada para os quartosde-final de Roland Garros, tendo para isso afastado a checa Petra Kvitova. Li Na, sexta cabeça-de-série, derrotou Kvitova, nona pré-designada, em três sets, com os parciais de 2-6, 6-1 e 6-3. Nos quartosde-final de Roland Garros, a tenista chinesa terá que medir forças com a vencedora da partida entre a russa Ekaterina Makarova e a bielorrussa Victoria Azarenka. ATLÉTICO SUBIDA À LIGA ORANGINA O Atlético Clube de Portugal foi a primeira equipa da II Divisão a assegurar a subida à próxima edição da Liga Orangina, regressando 35 anos depois às competições profissionais de futebol. O Atlético disputou a então I Divisão durante 24 temporadas, até 1976/77, descendo nessa época à II Divisão e três épocas depois à III. A equipa lisboeta recebeu este domingo o Padroense e venceu por 1-0, com golo de Paulo Sérgio, aos nove minutos, garantindo a subida quando ainda faltam disputar dois jogos da fase final da II Divisão.
Philippines Amusement and Gaming Corporation, a que é necessário adicionar alguns casinos já em funcionamento no Camboja e um centro de turismo e jogo que vai ser inaugurado em 2013 em Ho Chi Minh City. Os analistas do EIU antecipam para Macau um aumento da formação bruta de capital fixo (investimento) de 8,5% este ano e 8,9% em 2012, depois de em 2009 ter caído 32,3% e 20% em 2010 e um aumento da taxa de inflação para 3,9% este ano a que se seguirá uma redução para 3,2% em 2012.
SOUTH CHINA KEZMAN ABANDONA EQUIPA O avançado Mateja Kezman decidiu abandonar o FC South China, após apenas quatro meses no clube de Hong Kong. “Posso regressar orgulhoso, satisfeito e com mais uma taça no meu palmarés. Passei quatro meses fantásticos”, afirmou Kezman. O avançado, de 32 anos, apontou o golo da vitória na final da Taça de Hong Kong, frente ao Wo Foo Tai Po (2-1). O seu futuro poderá passar pelos Estados Unidos ou Médio Oriente.