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Hoje Macau 31 MAR 2021 #47340

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ESTUDO

CAEAL

PASSADO COLORIDO

APAGÃO DE BOA-FÉ

GRANDE PLANO

OPINIÃO

ALGODÃO DOCE

PÁGINA 7

CLIMA E TRATADOS

PÁGINA 13

JORGE RODRIGUES SIMÃO

hoje macau

Nº 4740 QUARTA-FEIRA 31-3-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10 SCOTT UMSTATTD

XINJIANG

TNR | DEPUTADOS QUEREM MUDAR LEI, GOVERNO NEGA

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Agora é tarde Depois de apoiarem a lei de contratação de TNR, alguns deputados pediram que fosse alterada para facilitar a contratação de empregadas domésticas das Filipinas e Indonésia. A ideia era contornar o elevado custo das empregadas vindas do Interior da China, que podem ganhar o dobro do salário das estrangeiras. O Governo não foi na cantiga. PÁGINAS 4-5

ENRIQUECIMENTO DO ESTADO XUNZI

DELIRIUM TREMENS JOÃO PAULO COTRIM

ALEGRIA INTACTA NUNO MIGUEL GUEDES


2 grande plano

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ESTUDO QUESTÃO RACIAL FOI DETERMINANTE PARA O ESTATUTO PRIVILEGIADO DE MACAU

História à flor da pele Macau sempre teve um “estatuto privilegiado” nas representações feitas por Portugal face às colónias africanas e Timor-Leste. Não houve apropriação de costumes e modos de vida dos macaenses, nem estes foram abrangidos pelo estatuto do indígena. Ainda hoje se olha para Macau de forma diferente e, em parte, por uma razão: as diferenças na cor da pele. Esta é uma das ideias deixadas num estudo recentemente publicado pela investigadora da Universidade de Lisboa Patrícia Ferraz de Matos

“

C

OLONIAL representations of Macao and the Macanese: Circulation, knowledge, identities and challenges for the future” [Representações coloniais de Macau e dos macaenses: Circulação, conhecimento, identidades e desafios para o futuro] é o título de um artigo académico da autoria de Patrícia Ferraz de Matos, da Universidade de Lisboa (UL), publicado recentemente na revista científica Portuguese Journal of Social Sciences. A investigadora defende que Macau sempre gozou de um es-

tatuto privilegiado em termos de representação por parte da metrópole por oposição às colónias africanas ou a Timor-Leste, algo que acabou por perdurar até aos dias de hoje. “Ao viverem relativamente isolados da metrópole portuguesa entre os séculos XVI e XIX, os macaenses desenvolveram uma cultura e crioulo locais através da incorporação de várias influências que receberam das zonas marítimas da Ásia Oriental. Ao fazer isso, puderam manter o seu estilo de vida, tradições, idioma, gastronomia e profissões associadas ao Governo local”, pode ler-se.

Ao HM, a investigadora adianta que “Macau não foi um território de exploração como foi Angola ou Moçambique, com plantações, em que as pessoas eram obrigadas a

Há “uma nova geração de macaenses que se identificam menos com a cultura portuguesa e começaram a cultivar um novo discurso de identidade” ESTUDO

trabalhar porque tinham de pagar um imposto, e por isso é que tinham o estatuto de indígena.” Acresce o facto de, perante a ONU, Macau nunca ter sido considerado uma colónia. Em algumas colónias portuguesas houve destruição de aldeias, onde foram construídas escolas e hospitais ao estilo europeu. “Em Macau isso não aconteceu”, lembrou a autora. Em termos gerais, no período colonial, Macau “era visto e representado como um território remoto em que muito pouco era conhecido”. “Ao analisar as representações dos territórios sobre administração

colonial portuguesa, é evidente que Macau desfrutava de um estatuto privilegiado, particularmente em comparação com as descrições feitas dos territórios africanos e de Timor”, lê-se ainda. Nestas representações do tempo do Estado Novo, as práticas socioculturais de Macau eram vistas como “originais e uma mistura de várias culturas”. “Por outro lado, as adições (do jogo) são mencionadas, tal como o facto de a lei ser mais flexível. O fascínio em torno de Macau estava muitas vezes relacionado com o seu alegado exotismo e com o facto de podermos encontrar elementos


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“Macau não foi um território de exploração como foi Angola ou Moçambique, com plantações, em que as pessoas eram obrigadas a trabalhar porque tinham de pagar um imposto, e por isso é que tinham o estatuto de indígena.” PATRÍCIA FERRAZ DE MATOS ACADÉMICA

em Portugal um intenso debate não apenas sobre o racismo, mas sobre as representações coloniais, incluindo o derrube ou a manutenção de estátuas e outros símbolos. “Isso tem muito mais a ver com a relação de Portugal com os países africanos. Macau passa ao lado disto, completamente.”

Uma nova identidade

identificáveis com a cultura portuguesa num território tão distante e diferente”, aponta o artigo.

Uma questão de pele

A cor da pele também acabou por influenciar o processo de representação de Macau. “[Os habitantes das colónias africanas] eram pessoas de raça negra, era este o termo usado nos documentos, e os seus descendentes, que não soubessem ler e escrever ou que tivessem costumes considerados primitivos [estavam inseridos no estatuto do indígena]. Isso não aconteceu com os macaenses”, adiantou Patrícia Ferraz de Matos.

A investigadora analisou exposições, livros escolares e outras iniciativas do Estado Novo onde o império colonial era descrito e mostrado aos portugueses, incluindo o espaço dedicado a Macau e às restantes colónias no Portugal dos Pequenitos, em Coimbra. “Há determinados aspectos que não encontramos nos pavilhões de África, isto no Portugal dos Pequeninos. Encontramos sementes e armas, no de Macau não. Encontramos uma escola ou uma série de lojas, algo mais próximo de existir numa sociedade ocidental. Macau era um pouco visto como mestiço, e parte desse privilégio

“Portugal é um país estruturalmente racista e a questão da cor da pele muitas vezes esteve por detrás da definição de coisas como o Acto Colonial, o estatuto indígena, código do trabalho do indígena, que foi aplicado nas populações africanas e nunca em Macau.” PATRÍCIA FERRAZ DE MATOS ACADÉMICA

que [o território teve] pela forma como foi visto e representado [por Portugal] terá a ver com isso.” Esse estatuto de privilégio “comparativamente aos países africanos, penso que se mantem”, defende a académica, e é algo que tem a ver “com a cor da pele e com o racismo”. “Portugal é um país estruturalmente racista e a questão da cor da pele muitas vezes esteve por detrás da definição de coisas como o Acto Colonial, o estatuto indígena, código do trabalho do indígena, que foi aplicado nas populações africanas e nunca em Macau”, frisou. Patrícia Ferraz de Matos destaca o facto de, hoje em dia, existir

Olhando para o futuro, Patrícia Ferraz de Matos destaca o facto de hoje em dia existir “uma nova geração de macaenses que se identificam menos com a cultura portuguesa e começaram a cultivar um novo discurso de identidade”. Actualmente, “a comunidade macaense ilustra um processo de aglutinação para a criação de uma identidade étnica”, lê-se. Este movimento não está imune ao processo de internacionalização da própria China e também de Macau, acrescenta a autora. Este movimento de ligação à cultura portuguesa aconteceu também muito por culpa “da presença da comunidade portuguesa, que muitas vezes é vista como aberta ao mundo e com uma incrível capacidade para se adaptar aos territórios estrangeiros”. “Tal como no passado, e apesar de todas as transformações, Macau é ainda um lugar interessante para reflectir sobre as estratégias de poder e de internacionalização, o estabelecimento de relações, a circulação de pessoas e a formação de identidades”, frisou. Patrícia Ferraz de Matos não deixa de destacar a realização de actividades como o Festival da Lusofonia ou a Semana Cultura da China e dos Países de Língua Portuguesa como exemplos de uma ligação a Portugal que ficou ao longo dos anos. “O Festival da Lusofonia é algo que foi definido por Macau e não pelos portugueses. É muito interessante, tem este nome, mas poderia ter outro. É interessante também ver o que é incluído neste festival”, concluiu. Andreia Sofia Silva


4 assembleia legislativa

ECONOMIA MACAU TEM DUAS EMPRESAS DE LOCAÇÃO FINANCEIRA

TNR GOVERNO RECUSA ALTERAR LEI PARA PERMITIR CONTRATAÇÃO

Sem dar um

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Bairros Wang Sai Man pede melhores condições de habitação

O deputado Wang Sai Man considera que o Governo precisa de incentivar a economia dos bairros comunitários, além da pintura da fachada dos edifícios com diferentes cores, uma estratégia para aumentar o interesse de fotógrafos. O empresário considerou a ideia positiva, mas defendeu que não oferece uma solução sustentada para estimular negócios. No que diz respeito a estas zonas, Wang mencionou igualmente o facto de ser necessário tratar das condições de habitação e fornecimento de electricidade nos bairros e lançar outros incentivos mais profundos.

Apesar das queixas de deputados que argumentaram que as empregadas domésticas oriundas do Interior da China são muito mais caras que as trabalhadoras estrangeiras, o Governo recusou flexibilizar a lei. O Executivo foi criticado por legisladores de todos os quadrantes

M

ESMO com os pedidos de vários deputados para se alterarem medidas que permitam a contratação de empregadas domésticas estrangeiras, o Executivo mostrou-se irredutível e disse às famílias que contratem empregadas do Interior. Segundo as explicações do secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, que esteve ontem na Assembleia Legislativa, a solução do Executivo passa por comunicar

GCS

pesar das leis das sociedades de locação financeira e de benefício fiscal para a locação financeira terem sido aprovadas em 2019, até ontem havia apenas duas empresas de locação financeira em Macau. Os dados foram avançados pelo secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, e alguns deputados questionaram o sucesso das novas leis. A questão foi trazida ontem para o Plenário pelo deputado Ip Sio Kai, que fez um contraste entre Macau e Nansha, zona de comércio livre no Interior, onde o número de empresas de locação financeira ultrapassa as 2.000. “Há actualmente duas empresas e mais de uma dezena de instituições bancárias que vão apoiar financeiramente as empresas de locação para que se estabeleçam em Macau”, disse Lei Wai Nong. A informação foi complementada pelo presidente da AMCM, Benjamin Chan, que afirmou estarem a ser avaliados quatro pedidos. No entanto, os números foram considerados aquém das expectativas por Song Pek Kei, ligada à comunidade de Fujian. “Estamos desiludidos porque mesmo depois das leis só há duas empresas. Mesmo que as quatro empresas sejam aprovadas, só vamos ter seis. E só em Nansha há mais de 2.000 empresas, então como podemos avaliar as nossas vantagens e perceber como podemos aproveitar a posição de Macau como plataforma?”, questionou Song.

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com o Interior para aumentar o número de chineses disponíveis para trabalhar em Macau. O assunto foi levado ao plenário pela deputada Wong Kit Cheng, que representa a Associação Geral das Mulheres de Macau. Como no ano passado a lei da contratação dos trabalhadores não residentes foi alterada, deixou de ser possível contratar pessoas que estejam em Macau sem contrato de trabalho. O objectivo era evitar a contratação de quem entrava no território como

turista. Contudo, o encerramento das fronteiras gerou situações em que os TNR estrangeiros ficaram sem contrato de trabalho, não conseguem sair de Macau, mas também não podem arranjar emprego novo. Além do impacto para os trabalhadores, várias famílias queixam-se que não conseguem encontrar empregadas domésticas que não sejam do Interior da China. No entanto, as empregadas do outro lado da fronteira cobram salários de, pelo menos, 7 mil patacas, como explicou a deputada Song Pek Kei, ao contrário de filipinas ou indonésias, com salários que chegam a ser de 3,5 mil patacas. Após a primeira pergunta sobre o assunto, o representante das forças de segurança afastou a possibilidade de alterações à política actual com a lei que está em vigor: “A lei é muito importante para regular e fiscalizar os TNR, e impedir situações em que turistas procuram trabalho em Macau […] Na apreciação dos pedidos de permanência não emitimos qualquer emissão de trabalho provisória. Não temos fundamentos legais para isso”, afirmou o representante.

Face a este cenário, Lei Wai Nong apelou aos residentes que contratem empregadas domésticas do Interior, que podem sair do território e ser contratadas do outro lado da fronteira, como exige a lei. “As pessoas precisam de cumprir o que está na lei […] O Governo tem mantido a colaboração com as províncias para alargar a oferta, para haver mais pessoas do Interior para trabalharem nesta posição em Macau”, indicou o secretário.

Críticas de todos os quadrantes

A falta de flexibilidade do Governo mereceu críticas de todos os

“Os animais escolhem sempre o melhor local para sobreviver, ter uma melhor vida. As trabalhadoras domésticas no Interior recebem entre 7 mil e 8 mil renmibis, não são patacas.” MAK SOI KUN DEPUTADO


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milímetro os TNR do Interior sentem que é atractivo vir para Macau”, relatou. Por sua vez, Mak Soi Kun, ligado à comunidade de Jiangmen, indicou que os salários de Macau não são competitivos face ao Interior e que por isso não é expectável que essa mão-de-obra venha para a RAEM. “Os animais escolhem sempre o melhor local para sobreviver, ter uma melhor vida. As trabalhadoras domésticas no Interior recebem entre 7 mil e 8 mil renmibis, não são patacas”, alertou Mak, “Pense nisso, senhor secretário. Eu na posição de trabalhador também penso sempre no salário”, acrescentou. Perante as críticas, Lei Wai Nong recordou que as alterações à lei foram aprovadas com o apoio da maioria dos deputados e que se vive uma situação excepcional. Por isso, a solução, reforçou, passa por tentar contratar mais pessoas do Interior. O secretário apontou ainda que há cada vez mais empregadas domésticas do Interior, que são mais de 2.600. João Santos Filipe

Apoios, precisam-se Deputados preocupados com empregos no sector das exposições e convenções

O

impacto da pandemia da covid-19 no sector das exposições e convenções, e as consequências de desemprego e subemprego, estiveram ontem em foco na Assembleia Legislativa, com o Executivo a ser criticado por permitir, sem critério, a importação de trabalhadores não-residentes. O tema foi abordado por vários deputados, como Si Ka Lon, ligada à comunidade de Fujian, e a deputada Ella Lei, representante dos Operários de Macau. Si Ka Lon, no encalço de uma questão levantada pela colega de bancada Song Pek Kei, questionou o Governo sobre as políticas dos últimos anos no sector, que permitem que não residentes venham a Macau montar as bancadas das feiras. “Os trabalhos de montagem das bancas

são para os não residentes que vêm fazem esse trabalho e depois vão embora, não deixando oportunidades de emprego para locais. É preciso garantir que também nas Pequenas e Médias Empresas que desenvolvem estas tarefas há postos de trabalho para os locais”, alertou o deputado. Ella Lei também recordou que no passado as empresas prejudicaram os locais, indo contra as políticas do Executivo: “No passado, os organizadores de eventos nem sempre recorreram as empresas locais, nem contrataram trabalhadores locais. Houve casos em que os profissionais, e de todas as áreas envolvidas, era trabalhadores não residentes”, afirmou a legisladora. “O Governo tem formado trabalhadores para estas áreas, mas mesmo assim os locais não são contratados. Também, muitas vezes,

o Governo autoriza com demasiada rapidez todas as quotas de trabalhadores não residentes para estes eventos. Estas decisões retiram oportunidades de emprego aos residentes. E isto foi no passado, ainda antes da covid-19”, rematou.

Prioridade local

Em resposta, o Executivo afirmou que sempre adoptou uma política de beneficiar trabalhadores locais e que apenas em último recurso permite contratação de não residentes. Contudo, explicou, que em 2019 o número de exposições e convenções foi tão elevado que obrigou ao recurso de não residentes. “Saliento que em 2019 houve mais de 1000 convenções e exposições, que envolveram trabalhos de montagem e desmontagem de bancas e equipamentos. “Naquela altura, tivemos de atender às necessidades

reais. Se há falta de profissionais do sector locais, temos de oferecer as oportunidades de trabalho a quem consegue resolver o problema”, justificou Lei Wai Nong. “Os Serviços para os Assuntos Laborais asseguram sempre a supervisão da contratação da mão-de-obra. Porém, se os organizadores dos eventos não conseguem contratar trabalhadores locais, então permitimos que os trabalhos sejam feitos por não residentes”, sublinhou. Os deputados não se mostraram apenas preocupados com a mão-de-obra, mas também com as empresas do sector. Neste sentido, Lei Wai Nong prometeu que vai continuar com os apoios que permitiram o desenvolvimento actual. O secretário elogiou ainda os resultados e disse que a RAEM teve de criar um sector “do nada”, após a transição.

HENGQIN AU KAM SAN QUEIXA-SE DE JUSTIFICAÇÕES REPETIDAS

O

deputado Au Kam San, pró-democrata, acusou ontem o Governo de repetir sempre as mesmas respostas, sem acrescentar informação no que se trata das políticas de investimentos de capitais de Macau na Ilha da Montanha. Em causa está a plataforma de apoio do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), que até ao ano passado recebeu vários projectos de investimento de grande envergadura, no valor de mais de 400 mil milhões de patacas. Todos os planos visam investir na Ilha da Montanha, o que Au Kam San definiu como uma “canalização de capitais para o Norte”. O democrata mostrou-se ainda preocupado porque nenhum deste dinheiro, caso os projectos sejam aprovados, vai ser utilizado para desenvolver a RAEM e criar postos de trabalho em Macau. Na resposta, Lei Wai Nong justificou que os terrenos em Macau fazem com que o investimento seja limitado e que a política de desenvolver a Ilha da Montanha, em conjunto com a Província de Cantão, foi uma missão atribuída

RÓMULO SANTOS

DE ESTRANGEIROS

quadrantes políticos da AL, que consideram que a contratação de trabalhadores não residentes do Interior não só é demasiado cara como também difícil, por falta de interessados. Sulu Sou, ligado à associação democrata Novo Macau, deu o primeiro exemplo: “Há uma residente grávida, que já tem dois filhos. Ela precisa de cuidar deles das 6h até à meia-noite. Sem a ajuda de um TNR é difícil. O caso está assim numa situação de aflição”, revelou. “Será que tem de abandonar a família ou abandar o trabalho? Vai ter de viver do subsídio de desemprego para cuidar dos filhos?”, acrescentou. “Nunca pensei que o Governo fosse tão teimoso”, desabafou. No entanto, o dinheiro também não resolve a questão e até as agências de emprego não conseguem encontrar mo Interior quem queira vir para Macau para estas funções. O cenário foi traçado por Agnes Lam. “Conheço um caso de uma família que tem rendimentos para pagar. Os dois foram a uma agência de contratação de TNR e esperaram meses para arranjar uma empregada doméstica. Nem todos

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pelo Governo Central, que consta nas Linhas de Acção Governativa do Governo de Macau. O secretário afirmou também que os cidadãos de Macau têm um forte apoio do Governo Central para investirem na Ilha da Montanha, que faz parte dos planos de integração e da Grande Baía. As respostas estiveram longe de agradar ao deputado democrata. “Basicamente, são sempre as mesmas respostas que não variam sempre que apresentei interpelações sobre este assunto.

E, ao contrário do habitual, nem nos apresenta um texto com a resposta por escrito”, queixou-se. Depois, Au Kam San focou o desenvolvimento local: “As indústrias precisam de muitos terrenos para o desenvolvimento e em Macau não temos esses terrenos. […] Mas será que fizeram algum estudo para saber se entre esses projectos de 400 mil milhões não havia empresas que estivessem disponíveis para ficar em Macau?”, perguntou. A questão ficou sem resposta.


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Edital (17/FGCL/2021) Nº de pedido: 2/2021

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos, “WONG CHI FAI”, com sede na Rua do Campo, Edf. Broadway Center, 6 Andar D, Macau, o seguinte: Relativamente ao ex-trabalhador Chan Hong Wai, no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 12 de Março de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos em causa ao ex-trabalhador acima referido, no valor total de $2 827,00(Duas mil oitocentas e vinte e sete patacas). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquele ex-trabalhador, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocarse à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 29 de Março de 2021 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais,

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Edital (18/FGCL/2021) Nos dos pedidos: 172/2020, 173/2020. 174/2020, 175/2020, 176/2020, 177/2020, 178/2020, 179/2020, 180/2020, 181/2020, 182/2020

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos,“SOCIEDADE DE PAREDE DE CORTINA HANG LEI (MACAU) LTD”, com sede na Rua da Vitória, nº 6, Edf. Ma Pou, Loja A, R/C, Macau, o seguinte: Relativamente aos 11 ex-trabalhadores (Cheong Heng Cheong, Lei Fong Son, Kou Keong Weng, Ho Chek Hong, Su Jianbin, Tang Chi Fong, Chan Kuong Hoi, Chong Weng San, Leong Fu Lon, Tam Seng Wai e Lei Kuong Mao), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 26 Março de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015(Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa aos ex-trabalhadores acima referidos, no valor total de $151 871,50(Cento e cinquenta e uma mil oitocentas e setenta e uma patacas e cinquenta avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquelas ex-trabalhadoras, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.o da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocarse à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 29 Março de 2021

Edital (19/FGCL/2021)

Edital (20/FGCL/2021)

Nº de pedido: 38/2021

Nº de pedido: 29/2021

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos, “HO LON – titular de ESTABELECIMENTO DE COMIDAS SHAO NAN ZAI)”, com sede na Rua do Almirante Costa Cabral, nº5, Edf. Fu Hong Garden, Loja P, R/C, Macau, o seguinte:

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos, “COMPANHIA ICON LIMITADA”, com sede na Alameda Dr. Carlos D'Assumpção, nº181-187, Centro Comercial Do Grupo Brilhantismo, 21 Andar, Macau, o seguinte:

Relativamente ao ex-trabalhador Huang, Jiehong, no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 26 de Março de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa ao ex-trabalhador acima referido, no valor total de $19 570,20 (Dezanove mil quinhentas e setenta patacas e vinte avos).

Relativamente ao ex-trabalhador Cheang Kin Soi, no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 26 de Março de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa ao ex-trabalhador acima referido, no valor total de $11 274,10 (Onze mil duzentas e setenta e quarto patacas e dez avos).

Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquele ex-trabalhador, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos.

Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquele ex-trabalhador, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos.

O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocarse à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo.

O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocarse à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo.

29 de Março de 2021

29 de Março de 2021

O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais,

O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais,

O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais,

Wong Chi Hong

Wong Chi Hong

Wong Chi Hong

Wong Chi Hong

Edital (21/FGCL/2021)

Edital (22/FGCL/2021)

Nos dos pedidos: 30/2021, 33/2021, 37/2021

Nº de pedido: 32/2021

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos, “WONG NGAI IONG”, com sede na Avenida da Praia Grande, No.283, Edf. Ka Fai, 1 Andar C, Macau, o seguinte:

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos, “WONG SOI MENG”, com sede na Avenida Leste do Hipódromo, nº155, Macau, o seguinte:

Relativamente aos 3 ex-trabalhadores (Chen Xinxu, Hoi Ngai Si e Wong Hoi Wa), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 26 Março de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015(Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa aos ex-trabalhadores acima referidos, no valor total de $49 386,90(Quarenta e nove mil trezentas e oitenta e seis patacas e noventa avos).

Relativamente ao ex-trabalhador Liang, Yinai, no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 26 de Março de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015(Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa ao ex-trabalhador acima referido, no valor total de $40 122,30(Quarenta mil cento e vinte e duas patacas e trinta avos).

Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquelas ex-trabalhadoras, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.o da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos.

Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquele ex-trabalhador, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos.

O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocarse à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo.

O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocarse à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo.

29 Março de 2021

29 de Março de 2021

O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais,

O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais,

Wong Chi Hong

Wong Chi Hong

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 8/P/21

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 9/P/21

Faz-se público que, por despacho de Sua Excelência, o Chefe do Executivo, de 2 de Fevereiro de 2021, se encontra aberto o Concurso Público para o «Fornecimento de Medicamentos do Formulário Hospitalar (Grupo 2) aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 31 de Março de 2021, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 99,00 (noventa e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde no R/C do Centro Hospitalar Conde S. Januário) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo).

Faz-se público que, por despacho da Ex.ma Senhora Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, de 23 de Março de 2021, se encontra aberto o Concurso Público para o «Fornecimento de Equipamentos Laboratoriais Cedidos como Contrapartida e Fornecimento de Reagentes para os Ensaios de Carga Viral de Vírus Transmitidos pelo Sangue ao Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 31 de Março de 2021, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP42,00 (quarenta e duas patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde, que se situa no r/c do Edifício do Centro Hospitalar Conde de São Januário) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo).

As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 18 de Maio de 2021.

As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 27 de Abril de 2021.

O acto público deste concurso terá lugar no dia 20 de Maio de 2021, pelas 10 horas, na “Sala de Reunião”, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau.

O acto público deste concurso terá lugar no dia 28 de Abril de 2021, pelas 10,00 horas, na “Sala de Reunião”, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau.

A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/SeguroCaução de valor equivalente.

A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP450.000,00 (quatrocentas e cinquenta mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente.

Serviços de Saúde, aos 25 de Março de 2021. O Director dos Serviços Lei Chin Ion

Serviços de Saúde, aos 25 de Março de 2021 O Director dos Serviços Lei Chin Ion


quarta-feira 31.3.2021

TDM Bloco de Esquerda quer salvaguarda da liberdade de imprensa Três deputados do Bloco de Esquerda (BE) enviaram perguntas ao Governo português sobre a “tentativa de censura da China à Teledifusão de Macau”. O documento divulgado pelo BE pede para o Governo indicar se considera que as directrizes

política 7

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transmitidas pela TDM “constituem mais uma tentativa de supressão de direitos e liberdades civis por parte do regime chinês”, e que medidas vão ser tomadas para salvaguardar a liberdade de imprensa e de informação. Os deputados portugueses apontam

que a pretensão de censura é uma “prática costumária do governo chinês” e consideram que “as autoridades chinesas visam transformar a TDM em mais um órgão de propaganda do regime”. São ainda pedidos esclarecimentos sobre as

diligências que o Governo de Portugal está disposto a tomar junto das autoridades chinesas para “reforçar o monitoramento e cumprimento da Declaração Conjunta Sino-Portuguesa” sobre Macau e a “aplicação da Lei Básica por parte da China”.

Educação Vice-presidente da APN elogia UM e MUST Durante uma visita à Universidade de Macau (UM) e à Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST), o vice-presidente da Assembleia Popular Nacional (APN), Gu Shengzu teceu elogios às duas

instituições, esperando que continuem a contribuir para a integração de Macau na Grande Baía e a formação de quadros qualificados no território. Detalhando, Gu Shengzu espera que a UM mantenha o elevado

desempenho “para chegar a patamares mais elevados”. Já sobre a MUST, o responsável fez questão de louvar o ranking alcançado pela universidade, bem como a qualidade do corpo docente.

GCS

SEGURANÇA NACIONAL EXPOSIÇÃO A PARTIR DE 15 DE ABRIL

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ELEIÇÕES CAEAL REITERA RESPEITO À LIBERDADE DE IMPRENSA E DIZ ESTAR DE “BOA-FÉ”

As melhores intenções

A Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa esclareceu que nunca considerou os órgãos de comunicação como “meios de publicidade”, mas que sentiu necessidade de alertar, num espírito de boa-fé dada a maior utilização da internet. Eventuais dificuldades técnicas para ocultar temporariamente conteúdos de propaganda eleitoral devem ser comunicadas previamente à CAEAL

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Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) emitiu ontem um esclarecimento a reiterar o respeito à liberdade de imprensa, a independência de publicação e difusão e a afirmar que não tem intenção de eliminar notícias com referências de carácter propagandístico. Em causa, está a exigência feita a 10 de Março para que os órgãos de comunicação social ocultem temporariamente, durante a véspera e o dia das eleições, as informações já carregadas online, com referências a propaganda eleitoral. Para a CAEAL, esta foi uma advertência feita com a melhor das intenções. “A CAEAL nunca considera os órgãos de comunicação social como meios de publicidade para fazerem propaganda eleitoral e está convicta de que as reportagens e notícias a ela concernentes são sempre

feitas de forma objectiva e imparcial, com profissionalismo e plena capacidade de distinção entre as referências de carácter propagandístico e as noticiosas. No entanto, a CAEAL considera necessário fazer o alerta num espírito de boa-fé”, pode ler-se num comunicado divulgado ontem. A mesma nota refere ainda que o alerta foi feito “considerando que a tendência de fazer propaganda por intermédio da internet é cada vez maior e mais generalizada” e que, por esse motivo, foi “dada maior atenção à regulamentação

“A CAEAL nunca considera os órgãos de comunicação social como meios de publicidade para fazerem propaganda eleitoral.” CAEAL

relativa à divulgação de informações via Internet”. “Imagine-se que determinado cidadão, durante a véspera do dia das eleições ou no dia das eleições, divulga amplamente os jornais que contêm referências de carácter propagandístico impressas e difundidas anteriormente, durante a campanha eleitoral; ele incorre, na mesma, nos crimes estabelecidos na lei”, acrescenta a CAEAL. Recorde-se que o esclarecimento chega dias depois de a Associação de Jornalistas de Macau ter divulgado uma “carta aberta” a pedir à CAEAL para voltar atrás naquilo que a organização que representa jornalistas de língua chinesa no território entende ser uma “interpretação errada que confunde jornalismo e propaganda eleitoral”.

Aviso prévio

A CAEAL acrescenta ainda que o cumprimento dos referidos

deveres têm de ter em conta as suas próprias condições, sugerindo que, em caso de dificuldade técnica, o facto seja comunicado antecipadamente ao organismo. “O cumprimento dos deveres por parte dos órgãos de comunicação social baseia-se nas suas próprias condições e capacidade operacional na ocultação das informações divulgadas nas suas plataformas electrónicas. Sugere-se que a eventual dificuldade técnica de ocultação seja previamente comunicada à CAEAL”. A lei eleitoral define propaganda eleitoral como actividade realizada “por qualquer meio” que dirija “a atenção do público para um ou mais candidatos” e que “sugere, de forma expressa ou implícita, que os eleitores votem ou deixem de votar nesse candidato ou candidatos”. Pedro Arede

M cooperação com o Gabinete de Ligação do Governo Central e no âmbito do “Dia da Educação sobre a Segurança Nacional”, o Governo inaugura a 15 de Abril a “Exposição de Educação sobre a Segurança Nacional”. De acordo com um comunicado divulgado ontem pelo Gabinete de Comunicação Social, a exposição que poderá ser visitada até 16 de Maio no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, tem como objectivo “reforçar o conhecimento e maior consciencialização de toda a população de Macau sobre a defesa da segurança do Estado e reunir o apoio e cooperação de todos os sectores da sociedade”. A mesma nota refere que a edição deste ano vai estar dividida em quatro temas: “Asegurança nacional face às grandes mudanças, sem precedentes, nos últimos cem anos”, “Persistir no conceito geral da segurança nacional, criando uma grande estrutura da segurança”, “A defesa da segurança nacional garante a implementação estável e duradoura do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’” e, por fim, a “Segurança nacional, uma responsabilidade de toda a população”. Todos eles representados através de fotografias com legendas e vídeos. Além de pretender aprofundar o conhecimento sobre o conceito geral da segurança nacional, é também esperado que, através da exposição, “o público compreenda melhor o que tem sido feito pelo país e Macau na defesa da soberania, segurança e interesses nacionais perante a complexidade actual da situação da segurança interna e externa”. P.A.


8 sociedade

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Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) quer estar mais perto dos jovens e falar o mesmo dialecto digital. Com o objectivo de fazer face a efeitos negativos, tanto a nível físico e mental, provocados pela, cada vez maior, utilização de aplicações móveis e redes sociais entre os jovens, a DSEDJ quer aumentar a capacidade de observação de professores e assistentes sociais, munindo-os com conhecimento profundo sobre esta realidade e promover acções de divulgação. No final da primeira reunião plenária de 2021 do Conselho da Juventude, o Chefe de Departamento do Ensino Não Superior, Wong Ka Ki assegurou que o encontro foi “muito importante” para que o organismo tomasse consciência do estado físico e mental dos jovens e que existe um conhecimento profundo acerca das redes sociais mais utilizadas. Conhecimento esse que já está do lado da DSEDJ. “Convidámos muitos representantes dos Serviços Sociais para que transmitissem o seu conhecimento sobre a forma de pensar dos jovens aos nossos membros. Estamos conscientes de que o mundo virtual é indispen-

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31.3.2021 quarta-feira

JUVENTUDE DSEDJ DIZ TER CONHECIMENTO PROFUNDO DE REDES SOCIAIS

Falar a mesma língua Representante da DSEDJ afirma estar consciente de que o mundo virtual é “imprescindível” e que o principal desafio é educar os jovens a utilizar correctamente as novas tecnologias e redes sociais. Para contrariar efeitos nocivos a nível físico e mental, o organismo está apostado em aumentar a capacidade de observação dos professores

sável para os jovens, mas a questão é: como podemos educar os jovens da forma correcta? Por exemplo, temos professores e assistentes sociais que conhecem os jogos que os jovens jogam

e, com essas informações, podemos agora fazer mais acções de formação de professores e assistentes sociais. Foi uma reunião muito importante”, transmitiu ontem o responsável.

Por seu turno, a Chefe de Departamento de Juventude da DSEDJ, Cheong Man Fai apontou que, pelo facto de as redes e aplicações sociais utilizadas terem, muitas vezes, o condão de gerar

“situações e exigências estranhas” por parte de amigos e recém-conhecidos digitais, importa “estar atento à situação” e que todos saibam quais são as redes sociais mais populares.

“Alguns membros pediram às escolas e associações para promover formas de utilização correcta das aplicações e redes sociais. Todos os jovens usam [estas ferramentas] e correm o risco de cair em situações desconfortáveis. Além disso, os jovens já não usam só o Facebook, mas também outras aplicações”, explicou.

Traves mestras

Para fazer face à situação, Wong Ka Ki partilhou que a DSEDJ irá seguir duas orientações principais. A primeira é cultivar e prestar atenção às relações entre alunos, professores e pais, ao passo que a segunda vai no sentido de reforçar o trabalho de divulgação de boas práticas destinadas aos jovens que demonstrem estar em dificuldades. Para isso, aponta o responsável, serão disponibilizados “serviços de consulta online” para ajudar os jovens, e ainda, aumentada “a capacidade de observação dos professores”, para que estes estejam sensibilizados para distinguir os sinais transmitidos pelos jovens. O objectivo é estar alerta para casos de alunos em dificuldades devido à utilização das redes sociais, com a possibilidade de, eventualmente, os encaminhar para os Serviços de Saúde (SSM). Pedro Arede

COMÉRCIO PAÍSES LUSÓFONOS EXPORTARAM MENOS 18,7 POR CENTO ATÉ FEVEREIRO

HABITAÇÃO DONGGUAN ADERIU AO MECANISMO DE PROTECÇÃO DE CONSUMIDORES

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D

S países lusófonos exportaram menos 18,7 por cento para Macau nos primeiros dois meses do ano, em relação a igual período de 2020, divulgou ontem a Direcção de Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC). Segundo o organismo, nos meses de Janeiro e Fevereiro, os países lusófonos exportaram para Macau, mercadorias no valor de 106 milhões de patacas, pode ler-se num comunicado emitido ontem pela DSEC. Por outro

lado, os países lusófonos importaram produtos no valor de apenas 162 mil patacas, o que revela, ainda assim, um aumento de 276,9 por cento, indicaram as autoridades de Macau. No total, Macau exportou produtos avaliados em 2,15 mil milhões de patacas, um aumento de 8,7 por cento, se comparado com o período homólogo de 2020. Por outro lado, o território importou 18,41 mil milhões de patacas, ou seja,

mais 51,6 por cento, em termos anuais. O défice da balança comercial até Fevereiro do corrente ano cifrou-se em 16,26 mil milhões de patacas, face ao valor de 10,17 mil milhões de patacas, registado no mesmo período do ano passado. Nos primeiros dois meses do ano, o valor total do comércio externo de mercadorias foi de 20,57 mil milhões de patacas, mais 45,6 por cento, do que o registado no mesmo período de 2020.

ONGGUAN é a mais recente cidade da Grande Baía a aderir ao “mecanismo conjunto de prevenção”, destinado a proteger residentes de Macau, aquando da aquisição de imóveis no Interior da China. De acordo com a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), através do website do Conselho dos Consumidores (CC) é possível consultar “as informações relativas à transacção dos imóveis autorizados”, colocados à venda em Guangzhou, Zhuhai, Foshan, Jiangmen,

Zhongshan e Dongguan, bem como verificar os números das “5 licenças” de que dispõem. No seguimento do encontro promovido entre o CC, a DSEDT e as autoridades de Dongguan na passada segunda-feira foi ainda criada a “ligação” entre informações de aquisição dos imóveis localizados no Interior da China do CC e as informações referentes à autorização de pré-venda das habitações comercializáveis de Dongguan. O CC alerta ainda os interessados em comprar habitação no Interior da China

para que estejam “cientes da responsabilidade de verificar a autenticidade das informações” e assegurem que a transacção é “processada à luz da lei do Interior da China”. Na mesma nota, a DSEDT revela também que se encontra em “contacto dinâmico” com as autoridades de Shenzhen, Huizhou e Zhaoqing, para que as restantes cidades da Grande Baía possam aderir ao mecanismo “nos primeiros seis meses do ano”. P. A.


quarta-feira 31.3.2021

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PJ SUSPEITO DETIDO POR FURTO DE MINIATURAS DE CARROS NO VALOR DE 92 MIL MOP

ano passado. O suspeito usou uma parte das peças para modificar os seus carros, tendo vendido as restantes partes na internet por 3.000 patacas, usando esse dinheiro para despesas da vida quotidiana.

Delitos muitos pequenos

Ouro sobre azul

Um homem foi detido por suspeitas de furtar peças e miniaturas de automóveis no valor de 92 mil patacas de uma loja no bairro San Kio. O indivíduo foi ontem presente ao Ministério Público. Um outro homem foi detido por furtar uma corrente de ouro HOJE MACAU

dia para isso acontecer: na segunda-feira foi detido ao entrar em Macau pelas Portas do Cerco. As autoridades recuperaram os objectos furtados no apartamento do suspeito, na zona norte da península. O homem, residente de Hong Kong, foi ontem presente ao Ministério Público.

De acordo com a PJ, o suspeito confessou o crime, explicando que como ia à loja regularmente conheceu outros aficionados das miniaturas, tendo conseguido que um lhe desse uma chave para entrar. No seu depoimento terá explicado que entrou várias vezes na loja para furtar objectos desde Dezembro do

O suspeito usou uma parte das peças para modificar os seus carros, tendo vendido as restantes partes na internet por 3.000 patacas, usando esse dinheiro para despesas da vida quotidiana

As autoridades revelaram mais uma detenção associada a um caso de furto. Um homem da China continental foi detido por furtar uma corrente de ouro de um conterrâneo, noticiou o canal chinês da Rádio Macau. O suspeito e a alegada vítima vieram juntos para Macau, para jogar, e ficaram no mesmo quarto de hotel. Quando a alegada vítima acordou, a corrente de ouro e o presumível culpado tinham desaparecido. Suspeitando tratar-se de furto, participou o caso às autoridades. A PJ encontrou o suspeito no domingo, que confirmou ter trocado a corrente de ouro numa casa de penhor, por 45 mil patacas, e que perdeu todo o dinheiro no jogo. Entretanto, as autoridades encontraram a corrente de ouro. Salomé Fernandes e N.W.

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Polícia Judiciária (PJ) deteve na segunda-feira um homem suspeito de furto qualificado. O indivíduo terá peças e miniaturas de automóveis, avaliadas em cerca de 92 mil patacas. Em conferência de imprensa, as autoridades explicaram que a investigação começou com uma queixa apresentada pelo dono de uma loja de miniaturas de carros.

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Apesar de o estabelecimento situado no bairro San Kio ter fechado há três anos, continua a ter miniaturas e componentes de automóveis em exposição, porque ainda há quem visite a loja para apreciar os pequenos objectos. O comerciante, de 36 anos, deu conta do desaparecimento de mercadorias e apresentou denuncia, a 9 de Março. A investigação

Táxis Quase 130 veículos podem parar devido a sistema inteligente

Ao todo, 127 táxis podem ser proibidos de operar por não terem pago taxas inerentes aos terminais inteligentes que passaram a ser obrigatórios a partir do dia 3 de Dezembro de 2020. De acordo com o jornal Ou Mun, até à passada quinta-feira o fornecedor responsável pelos equipamentos referiu que, após ter já lançado vários avisos sobre os pagamentos em atraso, vai suspender serviços incluídos no sistema inteligente. Além disso, caso os taxistas optem por não usar o sistema poderão incorrer numa violação da nova lei dos táxis.

da polícia, que recorreu a imagens da CCTV, revelou que o último furto praticado pelo suspeito se deu dois dias depois da queixa. A PJ verificou que o alegado responsável pelo furto saiu da RAEM no dia 28 de Março, às nove da manhã, comunicando com os agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública para o interceptarem no regresso ao território. Bastou um

Canal do Suez Navio que encalhou tem produtos para Macau

O navio Ever Given, que esteve encalhado no Canal do Suez, trazia mercadorias importadas que tinham Macau como destino. De acordo com o jornal Ou Mun, o presidente da Associação de Logística e Transportes Internacionais de Macau, Lei Kuok Fai, sublinhou que o volume de produtos “que não é pequeno” inclui essencialmente produtos alimentares e bens de consumo. O navio Ever Given é operado pela empresa de Taiwan Evergreen Marine e esteve encalhado desde a passada terça-feira no Canal do Suez, bloqueando durante uma semana uma das principais artérias do comércio marítimo internacional.

VENDA EM HASTA PÚBLICA Faz-se público que se vai realizar uma venda em hasta pública de sucata resultante de veículos, de sucata de bens e de bens (carnes congeladas), que reverteram a favor da Região Administrativa Especial de Macau nos termos da lei ou que foram abatidos à carga pelos serviços públicos. Os locais, dias e horas marcadas para visualização dos bens agora colocados à venda, para efeitos de prestação da caução e da hasta pública propriamente dita, são os seguintes: Visualização dos bens 1.

Sucata resultante de veículos, sucata de bens e bens (carnes congeladas) Na tabela abaixo indicada encontram-se discriminados os lotes de sucata resultante de veículos, de sucata de bens e de bens (carnes congeladas) colocados à venda, bem como, a respectiva data, hora e local para visualização dos mesmos na presença de trabalhadores da Direcção dos Serviços de Finanças: No. de lote VS01 (parte), VS02 MS01, MS02, MS03 L01

Local de armazenamento

Data de identificação

Horário (1)

Taipa e Coloane

7/04/2021

10:00

VS01 (parte)

Macau

7/04/2021

15:00

B01

Macau

8/04/2021

10:00

Local (2) Parque de estacionamento provisório para veículos abandonados (Estrada de Flor de Lotus, Coloane) Edifício Veng Fu San Chun (Rua da Penha, n.º 3 -3C, Macau) Armazém do Matadouro (Estrada Marginal da Ilha Verde, n.º 325)

Nota (1) A visualização de sucata resultante de veículos, de sucata de bens e de bens (carnes congeladas) inicia-se, impreterivelmente, quinze minutos após a hora marcada, não sendo disponibilizada uma outra oportunidade para o efeito. Os interessados devem providenciar meio de transporte para se deslocarem ao local de armazenamento de cada lote. (2) Para se dirigirem aos locais de armazenamento de sucata resultante de veículos, de sucata de bens e de bens (carnes congeladas), devem os interessados concentrar-se nos locais acima indicados. Não há lugar à visualização de sucata resultante de veículos, de sucata de bens e de bens (carnes congeladas) no dia da realização da hasta pública, mas são projectadas fotografias dos mesmos através de computador. 2. As listas de bens podem ser consultadas na sobreloja do Edifício “Finanças”, ou na página electrónica desta Direcção dos Serviços (website: http://www.dsf.gov.mo). Prestação de caução Período: Montante: Modo de prestação da caução Realização da Hasta Pública

Desde a data do anúncio até ao dia 13 de Abril de 2021 $5,000.00 (cinco mil patacas) - Por depósito em numerário ou cheque, o qual será efectuado mediante a respectiva guia de depósito e paga em instituição bancária nela indicada. A referida guia de depósito será obtida na sala 803 do 8.º andar do Edifício “Finanças”, sito em Macau na Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579 e 585; ou, - Por garantia bancária, de acordo com o modelo constante do anexo I das Condições de Venda

Data:

14 de Abril de 2021 (quarta-feira) às 09:00 horas – registo de presenças às 10:00 horas – início da hasta pública Auditório, na Cave do Edifício “Finanças”, sito em Macau na Avenida da Praia Grande, n.º 575, 579 e Local: 585. Consulta das Condições de Venda As Condições de Venda podem ser: - obtidas na sala 803 do 8.º andar do Edifício “Finanças”, sito em Macau na Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579 e 585; - consultadas na sobreloja do Edifício “Finanças”, ou na página electrónica da Direcção dos Serviços de Finanças (website: http://www.dsf.gov.mo). Horário:

O Director dos Serviços Iong Kong Leong


10 eventos

31.3.2021 quarta-feira

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Entre sexta-feira e d infantil “Até à Lua” com a perda de um TEATRO ESPECTÁCULO INFANTIL APRESENTA IMAGINAÇÃO COMO FERRAMENTA DE LUTO

Daqui até à Lua GASTRONOMIA LIVRO SOBRE LEGADO MACAENSE PUBLICADO EM CHINÊS

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livro “Macaense Cuisine – Origins and Evolution”, de António Pacheco Jorge da Silva, foi traduzido para chinês. De acordo com uma publicação do Instituto Internacional de Macau (IIM) no Facebook, o lançamento decorre na próxima terça-feira, pelas 16h30, no pavilhão polidesportivo do Tap Siac. O livro foi publicado inicialmente pelo IIM e teve duas edições em inglês: uma em 2016 e outra em 2019.

Nesse ano, foi distinguido com o prémio “Gourmand World Cookbook”, durante o evento da Feira Internacional do Livro em Macau. Foi agora traduzido com o apoio da Fundação Macau. O IIM aponta que esta edição foi publicada pelo Jornal Ou Mun “com a intenção de o fazer chegar à vasta comunidade de matriz chinesa em Macau”. A obra descreve as origens e a história da cozinha macaense, nomeadamente

o que ficou das receitas e memórias das famílias macaenses que marcaram o antes e o depois da Segunda Guerra Mundial, um momento que marcou a emigração de macaenses. O lançamento, inserido no programa da Feira de Livros da Primavera, é aberto ao público. Será apresentado em cantonense pelo secretário-geral do IIM, Rufino Ramos, e pelo tradutor do livro, o professor Ieong Chi Chau.

MGM Cinema com música ao vivo em Abril

Entre os dias 9 e 11 de Abril, pelas 20h, o teatro do MGM acolhe uma comédia escrita por Charlie Chaplin e uma interpretação da sua banda sonora original. A experiência faz parte desta temporada da Orquestra de Macau, que vai apresentar em parceria com o MGM o concerto de cinema “Charlie Chaplin – Tempos Modernos”. O concerto conta com a condução do maestro Timothy Brock, e pretende proporcional uma experiência multissensorial. O espectáculo dura cerca de 1h30, sem intervalo.

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Teatro de Artes Infantil de Xangai, em colaboração com a companhia espanhola Voilá Producciones, trazem este fim-de-semana ao palco do auditório pequeno do Centro Cultural de Macau (CCM) um conto que tem como protagonista uma rapariga que encontra na imaginação um mecanismo para lidar com as suas emoções. “Até à Lua” é um espectáculo dirigido a crianças e às suas famílias. A história foca-se em Tara, que passa as férias de Verão na quinta do avô e tem o sonho de um dia se tornar astronauta, com base nas histórias que um familiar lhe conta. “Até ao triste dia em que ele subitamente desaparece e a aventura começa. Acompanhada por um bando de gansos simpáticos, a menina decide voar até à Lua para se reencontrar com o querido avô”, descreve o CCM em comunicado. Um artigo na revista do CCM explica que o espectáculo “surge da necessidade de

BANDA DESENHAD

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novela gráfica “Balada para Sophie”, de Filipe Melo e Juan Cávia, editada pela Tinta-da-China, venceu os Prémios Bandas Desenhadas 2020 em três categorias, nas áreas de publicação, argumento e ilustração nacionais. Os Prémios Bandas Desenhadas, com base no 'site' especializado e no observatório constituído para esta expressão, destinam-se a promover anualmente a ban-


quarta-feira 31.3.2021

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domingo, o Centro Cultural de Macau exibe a peça de teatro ”, que retrata a história de uma rapariga que aprende a lidar familiar

eventos 11

HOJE TERAPIA Paula Bicho

Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com

Stress (PARTE II) • DESCRIÇÃO Diariamente despendemos o nosso capital de energia e, à noite, um sono restaurador proporciona-nos a energia necessária para enfrentarmos um novo dia. Mas nem sempre é assim quando nos sentimos fatigados. A fadiga pode ser um sintoma de diversas patologias, ou ter origem em maus hábitos alimentares (excesso de açúcares, deficiências nutricionais, alergias alimentares, intoxicação), estilo de vida desadequado (excesso de trabalho, maus hábitos de sono, stress, consumo excessivo de cafeína ou de álcool) ou até na toma de alguns medicamentos. Neste caso, convém averiguar a causa de forma a, sempre que possível, ser corrigida ou tratada.

expor o mundo adulto através dos olhos de uma criança”, em que se apresenta o contraste do mundo real e a fantasia. O espetáculo é apresentado em mandarim, com legendas em chinês e inglês. Estão agendados seis espetáculos

para o fim-de-semana, de aproximadamente 50 minutos. Na sexta-feira decorre às 19h30, enquanto no sábado e no domingo a peça pode ser vista às 11h e às 14h45. No sábado é apresentado ainda um espetáculo adicional às 19h30.

Pensamento independente

A versão original espanhola de “Até à Lua” chegou a palcos espalhados pelo mundo, numa digressão que levou a personagem Tara ao Festival Off de Avignon e à cidade de Buenos Aires. O espectáculo foi, entretanto, adaptado pelo Teatro de Arte Infantil de Xangai. Ligada ao Instituto de Acção Social na China, a companhia dedica-se a espectáculos para jovens até aos 16 anos e tem como objectivo “estimular a curiosidade das crianças, alargando os limites da ima-

“Acompanhada por um bando de gansos simpáticos, a menina decide voar até à Lua para se reencontrar com o querido avô.” CENTRO CULTURAL DE MACAU

ginação, cultivando mentes e talentos para que explorem o mundo de forma independente”, indica o CCM. A encenação está a cargo de Cynthia Miranda, dirigindo o elenco que “dá forma a uma história mágica plena de ternura, fantasia e espantosos efeitos de palco”. O elenco conta com Wang Junhao a assumir o papel de Tara, e inclui animação e vídeo mapping de Daniel Garcia. Salomé Fernandes

DA "BALADA PARA SOPHIE" VENCE TRÊS PRÉMIOS da desenhada produzida e editada em Portugal, através da distinção dos melhores lançamentos editoriais de autores nacionais e estrangeiros. Nesta segunda edição, a novela gráfica “Balada para Sophie”, da autoria do argumentista português Filipe Melo e do desenhador argentino Juan Cávia, arrecadou o prémio de Melhor Publicação Nacional com Distribuição Comercial, bem como os de Melhor Argumento e Melhor

Ilustração, em Publicação Nacional. O prémio de Melhor Publicação Nacional com Distribuição Alternativa foi para “UltraSaiyanJedi is streaming Tactical Arena: Apocalypse, March 11th (Twitch is like the fun side of the military-industrial-surveillance complex)”, de Mao (Massacre, 2020). Ainda no âmbito nacional, foi distinguido como Melhor Antologia o 4.º volume da colecção TLS Series (editado

por A Seita), intitulado “Raízes”, que reúne trabalhos de autores que fazem parte do colectivo The Lisbon Studio, um dos quais Nuno Saraiva, que ganhou o prémio de melhor BD Curta Nacional editada em Antologia, com “Sem Cuecas nem Soutien”. Na mesma categoria de curta nacional em antologia, “Construção”, de Francisco Sousa Lobo (Pentângulo #3 – Chili Com Carne) recebeu uma menção honrosa.

Numerosas plantas medicinais podem ajudar a melhorar os impactos no corpo e na mente provocados pelo stress, sendo de realçar as plantas adaptogénicas. Exercendo a sua acção sobre o sistema neuro-endócrino e imunitário, as plantas adaptogénicas fortalecem o organismo, aumentando a sua capacidade de resistência às doenças, à fadiga e ao stress, e também melhoram a atenção. Desta forma, auxiliam o corpo e a mente a reagir com mais eficácia aos vários agentes stressores – sejam eles factores de origem física, mental, emocional ou ambiental. Além destas, muitas outras podem ser úteis, como por exemplo as plantas com actividade sedativa/calmante, hipnótica (indutora do sono) ou tónica. Vamos conhecer Hoje algumas delas: Alecrim (Alecrinzeiro, Alecrim-da-terra), Rosmarinus officinalis, folhas e óleo essencial: Arbusto lenhoso, sempre-verde, que pode alcançar 2 metros de altura, com folhas coriáceas e muito aromáticas, o Alecrim cresce em estado selvagem na Europa mediterrânica. Apreciado remédio desde a Antiguidade, ocupa actualmente um lugar de destaque na fitoterapia europeia. Com efeitos tónicos e estimulantes, actua sobre as glândulas supra-renais e o sistema nervoso, acalmando as pessoas agitadas e revigorando-as em caso de fadiga; favorece a circulação cerebral, melhorando a capacidade de concentração e a memória, alivia as dores de cabeça e enxaquecas, e melhora o humor. Tomado em tintura ou infusão, é recomendado em situações de stress prolongado, convalescença de doenças crónicas, debilidade, para melhorar a concentração e a memória, e para o tratamento da depressão ligeira a moderada. Também pode ser usado o óleo essencial num queimador. Codonopsis (Dang shen), Codonopsis pilosula, raízes: Com folhas ovais e belas flores campanuladas, pendentes e solitárias, de cor esverdeada e laivos purpúreos, a Codonopsis pode crescer até 1,5 metros de altura. Importante planta da medicina tradicional chinesa, exerce uma acção semelhante à do Ginseng (Panax gin-

seng), embora com um efeito mais suave e menos duradouro. Planta adaptogénica, tónica e estimulante, reduz os níveis de adrenalina aumentando a resistência ao stress, aumenta a energia e a vitalidade, auxilia a manter a capacidade de concentração e estimula suavemente o organismo equilibrando o metabolismo. Tomada em decocção ou tintura, é de eleição para situações de stress que se manifestam através de tensão muscular no pescoço, dores de cabeça, irritabilidade e pressão arterial elevada, sendo igualmente recomendada em caso de fadiga, esgotamento e convalescença. É ainda usada em fórmulas em substituição do Ginseng e para quem a acção deste seja demasiado forte. Esquizandra (Esquizandra-chinesa, Wu wei zi), Schisandra chinensis, frutos: Nativa do Nordeste da China, a Esquizandra é uma trepadeira lenhosa, aromática, que pode alcançar 8 metros de altura, com flores de cor rosada e cachos de frutos vermelhos. Planta de relevo da medicina tradicional chinesa, é conhecida por “erva dos cinco sabores”, wu wei zi em chinês, devido ao sabor amargo, levemente salgado e ligeiramente quente das suas bagas. Tem propriedades adaptogénicas, tónicas, sedativas e antioxidantes, aumentando a vitalidade física e mental e combatendo o stress. É igualmente um antidepressivo suave, benéfico em estados depressivos associados a stress prolongado ou a esgotamento mental, sendo também muito usada como tónico sexual. As bagas secas podem ser ingeridas ou tomadas em pó e tintura. Ginseng-americano, Panax quinquefolium, raízes: Trata-se de uma herbácea com cerca de 30 cm de altura, folhas compostas por folíolos oblongos e ovais e pequenas flores esverdeadas, usada tradicionalmente pelos povos indígenas da América do Norte. Em meados do século XVIII, a colheita excessiva da planta para exportação conduziu à sua deplecção, sendo actualmente cultivada. Com uma acção semelhante à do Ginseng, embora mais suave, é tomado em cápsulas para aumentar a capacidade de resistência ao stress.

ADVERTÊNCIAS: Este artigo tem como finalidade apenas a divulgação e não deve substituir a consulta de um profissional de saúde, nem promover a auto-prescrição. O uso indiscriminado de plantas pode resultar na ocultação de sintomas protelando o correcto diagnóstico e tratamento. Além disso, algumas delas apresentam contra-indicações, efeitos adversos ou interacções com medicamentos. Consulte o seu profissional de saúde.


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31.3.2021 quarta-feira

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COVID-19 MINISTRO BRASILEIRO PODERÁ TER SAÍDO POR QUESTIONAR VACINA CHINESA

Um negacionista a menos O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, pediu a demissão após uma forte pressão de políticos ligados ao Presidente do país, Jair Bolsonaro, que o acusam de obstruir o acesso às vacinas contra a covid-19, divulgou a imprensa brasileira. Araújo teve um atrito directo com Yang Wanming, embaixador da China no Brasil, por comentários que questionavam a eficácia das vacinas produzidas no China. Yang Wanming revelou que o presidente da Assembleia Popular Nacional da China, Li Zhanshu, e o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Arthur Lira, tinham falado sobre o “reforço da parceria no combate à pandemia e nas vacinas”. Já a 9 de março Arthur Lira tinha enviado uma carta ao governo chinês a pedir o envio de vacinas chinesas e de ingredientes activos para a produção de doses de vacinas. Segundo a agência espanhola Efe, um dia antes, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, tinha enviado uma carta a Yang Wanming a pedir ajuda para adquirir 30 milhões de doses da vacina BBIBP-CorV, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinopharm.

Variante brasileira estudada

Entretanto, a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech Ltd está a desen-

pelas variantes detetadas no Brasil e no Zimbabué. O responsável revelou que as experiências, que usam dados de testes clínicos realizados na China e no estrangeiro, já demonstraram bons resultados contra as variantes encontradas na África do Sul e no Reino Unido.

Alibaba e Tik Tok doam 100 ventiladores

volver uma vacina para a nova variante de covid-19 encontrada no Brasil, foi ontem anunciado. Numa conferência de imprensa do Mecanismo Conjunto de Prevenção e Controlo do Conselho de Estado da China, o director-geral da Sinovac Biotech, Gao Qiang, disse que o laboratório arrancou já com a pesquisa e desenvolvimento de novas vacinas. O responsável acrescentou que a empresa está a iniciar o estudo da variante do coronavírus SARS-CoV-2, conhecida por P1, identificada pela primeira vez no estado brasileiro do Amazonas. A quantidade de dados recolhidos em estudos clínicos no Brasil da CoronaVac, uma vacina já

desenvolvida pelo Sinovac Biotech, é enorme e requer mais tempo para ser organizada e analisada, disse Gao Qiang. O investigador disse, no entanto, que a CoronaVac tem até agora dado mostras de ser eficaz contra variantes encontradas em 10 países. O Butantan, um instituto de investigação brasileiro subordinado ao governo regional do estado de São Paulo, embala e também desenvolve a produção da CoronaVac, que é usada em 90% dos vacinados no Brasil. Na mesma conferência de imprensa, o vice-presidente do China National Biotech Group, Zhang Yuntao, disse que os investigadores da subsidiária do laboratório estatal Sinopharm estão a testar a capacidade da vacina BBIBP-CorV para prevenir a infeção

O gigante chinês do comércio electrónico Alibaba e a rede social chinesa TikTok doaram ao Brasil 100 ventiladores pulmonares, necessários para tratar os pacientes com covid-19 que manifestam sintomas mais graves. A chegada dos ventiladores à capital brasileira, Brasília, para “ajudar o povo brasileiro no seu combate à pandemia”, foi anunciada pelo embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, na rede social Twitter. Na sexta-feira, a Força Aérea alemã tinha enviado 80 ventiladores e acessórios para uso hospitalar para Manaus, capital do estado brasileiro do Amazonas, onde os hospitais estão sobrecarregados com o grande número de pacientes com covid-19. A doação atendeu ao pedido de ajuda do governo regional do Amazonas, endereçado à comunidade internacional. O Brasil continua a ser o segundo país mais afectado pela crise sanitária provocada pela covid-19, depois dos Estados Unidos.

HONG KONG APN PROMULGA REFORMA ELEITORAL

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Presidente chinês, Xi Jinping, promulgou ontem a reforma do sistema eleitoral em Hong Kong. O Comité Permanente do parlamento chinês aprovou as alterações "por unanimidade", indicou a agência estatal Xinhua. Tam Yiu-chung, representante de Hong Kong no principal órgão do parlamento chinês, adiantou algumas informações sobre as alterações. Ao abrigo da nova lei, o Conselho Legislativo (LegCo) de Hong Kong será alargado de 70 para 90 membros, mas apenas 20 lugares (22% do total) serão agora atribuídos através de sufrágio universal directo, disse Tam à agência de notícias France-Presse (AFP).

Antes de 1997, durante o regime colonial britânico, o Legco era constituído por 60 deputados. 20 eram eleitos directamente, 30 resultavam dos grupos socioprofissionais e 10 nomeados pelo governo, o que representou um progresso em relação ao passado, promovido pelo governador Chris Patten que, nos últimos anos da presença britânica, resolveu expandir o número de lugares eleitos directamente. O Conselho Legislativo é actualmente composto por 70 deputados, metade dos quais eleitos por sufrágio directo e os restantes por um comité eleitoral. Ao abrigo da reforma, 40 lugares serão atribuídos por um comité

de personalidades, detalhou. Os restantes 30 deverão ser decididos por grupos socioprofissionais. Além disso, os candidatos terão no futuro de ser "aprovados" por um comité de supervisão criado pelas autoridades de Hong Kong, segundo Tam, que explicou que o organismo responsável pela implementação da lei de segurança nacional de Hong Kong também teria uma palavra a dizer. "O Comité de Segurança Nacional e a Polícia Nacional de Segurança irão preparar relatórios sobre cada um dos candidatos, para ajudar o processo de controlo do Comité de Fiscalização", disse à AFP. A reforma eleitoral em Hong Kong já tinha sido

aprovada em 11 de Março pela Assembleia Nacional Popular (ANP), o órgão máximo legislativo da China. Em novembro de 2019, os candidatos da oposição nas eleições para os conselhos distritais da cidade obtiveram um resultado esmagador face ao campo governamental: conquistaram 87% dos assentos do Conselho Distrital e venceram em 17 dos 18 conselhos distritais, todos anteriormente sob controlo das forças pró-governamentais.

Macau apoia

O Governo da RAEM manifestou “determinação no apoio” à aprovação da revisão dos anexos da Lei Básica de Hong Kong, sobre as metodologias

para a escolha do Chefe do Executivo e para a constituição da Assembleia Legislativa. A revisão foi aprovada pela Assembleia Popular Nacional. “É ainda o exercício do poder constitucional do Governo Central, uma acção objectiva de assumir a responsabilidade constitucional, em prol da manutenção da soberania, da segurança e dos benefícios do desenvolvimento nacional, assim como também da manutenção da prosperidade e estabilidade, a longo prazo, de Hong Kong”, descreve um comunicado do Gabinete de Comunicação Social.

VACINAÇÃO DE MAIORES DE 60 ANOS E DOENTES CRÓNICOS A China começou a vacinar pessoas com mais de 60 anos e doentes crónicos contra a covid-19, depois de completar a imunização dos trabalhadores da linha da frente do sector hospitalar, anunciou a Comissão Nacional de Saúde. O organismo deu luz verde à inoculação de pessoas com mais de 60 anos, considerando que os dados fornecidos pelos estudos clínicos sobre a primeira e segunda fase da administração das quatro vacinas aprovadas no país garantem a segurança deste grupo de pessoas. No final do ano passado, quando anunciaram os planos de vacinação para pessoas com maior risco de infecção, as autoridades chinesas indicaram que o passo seguinte seria vacinar os maiores de 60 anos e os doentes crónicos, antes de chegar à “população em geral”. Por enquanto, a Comissão não recomenda a vacinação de menores de 18 anos, embora Zhang Yuntao, vice-presidente do Grupo Nacional de Biotecnologia da China, tenha dito recentemente que irá consultar a Administração Nacional de Produtos Médicos sobre a inoculação de pessoas com idades entre os 3 e os 17 anos. Segundo Zhang, os ensaios clínicos da primeira e segunda fases nessa faixa etária, que começaram em 2020, corresponderam às expectativas, mas as autoridades deverão aguardar pelos resultados da terceira fase.

CHINA 60 MILHÕES DE DOSES DA SPUTINIK PRODUZIDAS A farmacêutica chinesa Shenzhen Yuanxing Gene-tech vai produzir 60 milhões de doses da vacina russa anti-covid Sputnik V, anunciou o fundo soberano da Rússia (RDIF), que financiou o desenvolvimento desta vacina. O fundo adianta que estas doses vão servir para vacinar “mais de 30 milhões de pessoas” e que a sua produção comercial deve começar em Maio. Citado no comunicado, o presidente executivo do fundo, Kirill Dmitriev, explica que a colaboração “vai aumentar a capacidade de produção de mais doses”, já que “a procura da vacina russa está a crescer em todo o mundo”. De acordo com o RDIF, a Sputnik V está atualmente licenciada em 57 países e disponível para 1,5 mil milhões de pessoas, mas ainda não chegou à China. Este é o segundo acordo de produção desta vacina com Pequim, tendo o primeiro sido concluído com a empresa chinesa Tibet Rhodiola, em novembro passado, referiu um porta-voz do fundo. Até agora, Moscovo tem entregado apenas pequenas quantidades da vacina a outros países, já que não tem sido capaz de produzir o suficiente e quer dedicar a sua produção à população russa em primeiro lugar.


quarta-feira 31.3.2021

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XINJIANG ORGANIZAÇÕES LOCAIS RESPONDEM ÀS SANÇÕES E BOICOTES OCIDENTAIS

O algodão não será manchado Federações de sindicatos e outras rejeitam a existência de trabalho forçado e referem extensa mecanização. Além de acusarem os EUA de não respeitarem dos direitos dos trabalhadores

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ÁRIAS associações industriais, incluindo sindicatos, a federação de mulheres e a associação do algodão na Região Autónoma de Xinjiang Uygur do Noroeste da China emitiram declarações condenando o boicote ocidental contra o algodão made-in-Xinjiang, por "fabricar mentiras de trabalho forçado e manchar a situação dos direitos humanos locais". A federação de sindicatos de Xinjiang disse que forças anti-China, lideradas pelos EUA, inventaram mentiras ao afirmar que "a China forçou centenas de milhares de trabalhadores de minorias étnicas em Xinjiang a colher algodão à mão através de projectos de alívio da pobreza", o que "pôs completamente a nu as suas intenções sinistras de interferir nos assuntos internos da China e minar a segurança e estabilidade na região sob o pretexto dos direitos humanos". "Os recentes anúncios de várias empresas estrangeiras de têxteis e vestuário, incluindo a H&M, de que deixariam de usar algodão de Xinjiang e apelariam a um boicote ao produto irritaram o povo chinês", disse a associação do algodão de Xinjiang.

Porta aberta

A associação disse que "saúda as empresas estrangeiras a visitarem Xinjiang para analisarem o desenvolvimento da indústria do algodão na região, e tomarem decisões comerciais baseadas em factos objectivos". "A porta para Xinjiang está sempre aberta", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, a 24 de Março. "Saudamos qualquer estrangeiro imparcial a visitar Xinjiang, mas opomo-nos firmemente a qualquer 'investigação' que presuma culpa, e opomo-nos a qualquer pessoa que utilize isto como uma manobra política para pressionar a China", disse. As declarações de Hua surgiram depois da MNE australiana Marise Payne e a MNE da Nova Zelândia Nanaia Mahuta,

numa declaração conjunta a 23 de Março, terem apelado à China para que conceda um acesso significativo e sem restrições a Xinjiang para peritos da ONU e outros observadores independentes. Como principal área produtora de algodão na China, a taxa de colheita mecanizada de algodão na região atingiu 75,5%, e no norte de Xinjiang chega a 95%, revelou a federação de sindicatos. A produção anual de algodão de Xinjiang é de cerca de 5 milhões de toneladas, representando mais de 80 por cento da produção de algodão da China. Mais de metade de todos os agricultores da região planta algodão, que se tornou a sua principal fonte de rendimento, disse a associação do algodão. A melhoria da capacidade de produção em Xinjiang tem impulsionado o desenvolvimento da indústria têxtil local. Cerca de 600.000 pessoas estão agora empregadas na indústria do algodão.

Mulheres de toda a China

Por seu lado, a federação de mulheres referiu que "o progresso e desenvolvimento da indústria do algodão é o resultado do trabalho árduo das pessoas de todos os grupos étnicos em Xinjiang, que são também os maiores beneficiários da indústria do algodão".Afederação disse ainda que "a indústria do algodão fornece uma plataforma para o intercâmbio e inte-

gração entre mulheres de Xinjiang e de outras partes da China. Todos os anos, muitas colhedoras de algodão de outras províncias, incluindo Gansu, Sichuan, Henan e Jiangsu, vão a Xinjiang. "As mulheres comem e vivem juntas, aprendem umas com as outras, forjam amizades profundas e promovem a unidade nacional". "Mulheres de todos os grupos étnicos em Xinjiang participam no trabalho e emprego por sua própria vontade. Assinam contratos de trabalho de acordo com a lei, e gozam do direito de serem pagas pelo trabalho, descanso e férias. Os direitos e interesses legítimos das mulheres durante a gravidez, parto e amamentação são também protegidos por lei", disse a federação. "Respeitamos e protegemos plenamente o direito dos trabalhadores de minorias étnicas a utilizarem as

suas próprias línguas faladas e escritas. Os trabalhadores podem escolher livremente a língua a utilizar para a comunicação", disse uma federação sindical. A federação de sindicatos afirma respeitar plenamente "os costumes e hábitos dos empregados de todas as nacionalidades, e fornece refeições muçulmanas aos seus membros". Além disso, "criámos estações de serviço jurídico e grupos de advogados voluntários para salvaguardar os direitos e interesses dos trabalhadores, e fornecemos serviços gratuitos de consulta jurídica e aconselhamento psicológico aos trabalhadores de todos os grupos étnicos", disse a federação.

Trabalho forçado é nos EUA, afirmam

Kashi é de cerca de 4.000 yuan (610,8 dólares) quando trabalham em casa, enquanto o rendimento médio anual nas empresas ultrapassa os 20.000 yuan. Os casais que trabalham em empresas podem ganhar mais de 60.000 yuan anualmente. A federação salientou que os EUA são o país com a verdadeira questão do "trabalho forçado". O relatório anual do governo dos EUA sobre o tráfico de pessoas reconheceu que os EUA são a fonte, o país de destino e de trânsito do tráfico humano, com graves problemas relacionados com trabalho forçado, prostituição forçada e escravidão por dívidas. Mesmo alguns funcionários dos EUA estão envolvidos no tráfico de seres humanos e no trabalho forçado. Em Junho de 2015, a Confederação Sindical Internacional divulgou um relatório que enumerava os EUA como um dos países que violava sistematicamente os direitos dos trabalhadores. A federação salientou que "por muito que as forças anti-China no Ocidente difamem Xinjiang, não serão capazes de impedir a sua prosperidade e desenvolvimento". "O mercado chinês e o mercado mundial são suficientemente grandes para que o cultivo e a comercialização do algodão em Xinjiang não seja fundamentalmente afectado pelas chamadas sanções", observou a federação. "Os trabalhadores locais nunca permitirão que a natureza perversa dos políticos ocidentais manche o algodão branco de Xinjiang", concluiu a federação.

O rendimento médio anual dos trabalhadores em idade activa em

PCC RELÍQUIAS REVOLUCIONÁRIAS SÃO INSPIRAÇÃO

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presidente chinês, Xi Jinping, destacou a importância de melhor proteger, gerir e utilizar as relíquias culturais revolucionárias para inspirar o povo a construir uma China socialista moderna e concretizar a revitalização nacional. "As relíquias culturais revolucionárias guardam a gloriosa história das lutas heróicas

do PCC e do povo, e são registos da grande trajetória e das acções emocionantes da revolução chinesa, observou Xi. Para Xi, as relíquias podem servir como materiais didáticos vivos para a promoção das tradições e cultura revolucionárias e do progresso cultural-ético socialista, e também para inspirar um forte senso de pa-

triotismo e revigorar o espírito chinês. "Trata-se de um trabalho que deve ser colocado no topo da agenda dos comités do Partido e governos de vários níveis e requer maiores esforços", concluiu. Uma conferência nacional sobre relíquias culturais revolucionárias foi realizada em Pequim nesta terça-

-feira. Huang Kunming, membro do Comité Central do PCC e chefe do Departamento de Comunicação do Comitê Central do PCC, disse no evento que a instrução de Xi fornece uma directriz fundamental para o trabalho sobre relíquias culturais revolucionárias na nova era, e pediu sua implementação completa.


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XUNZI

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31.3.2021 quarta-feira

ELEMENTOS DE ÉTICA, VISÕES DO CAMINHO

O Enriquecimento do Estado

Se o regente do estado e líder do povo desejar manterse alinhado com as estações e dedicar-se à realização de obras, então, o ajuste harmonioso, dar trabalho ao povo e aliviálo dele é mais eficaz do que apressá-lo e fazê-lo correr; praticar a lealdade, confiança e imparcialidade é mais persuasivo do que lhe oferecer recompensas e prémios; assegurar-se de primeiro corrigir o que está dentro de si e só depois lentamente admoestar os outros inspira mais temor do que ameaçálos com penas e castigos. Quando aquelas três virtudes estão verdadeiramente presentes nos superiores, os subordinados lhes responderão como uma sombra ou um eco. Mesmo que aqueles que estão em cima não desejassem glória nem sucesso, como poderiam evitá-lo? Os Documentos dizem, “Dá grande brilho às qualidades que conduzem à submissão dos outros. Assim, o povo empenhará a sua força a trabalhar, agindo harmoniosamente e com velocidade”. Isto exprime o que quero dizer. Se o povo não for ensinado, mas apenas executado [quando erra], os castigos serão abundantes, mas a perversidade não será superada. Se apenas se ensinar o povo sem o executar [quando erra], os vis entre ele não serão punidos. Se apenas se executar o povo [quando erra]

sem nunca o recompensar [quando cumpre], aqueles que trabalham duramente não se sentirão encorajados. Se as execuções e castigos não forem aplicados a quem os merece, os subordinados sentir-se-ão confusos sobre como agir, os costumes tornarse-ão instáveis e o povo comum não estará unificado. Por isso, os antigos reis tornaram claros o ritual e yi [justiça] de modo a unificar o povo, cultivando a lealdade e confiança de modo a fazê-lo amar seus superiores, elevando os meritórios e empregando os capazes de modo a criar uma gradação apropriada entre eles, oferecendo cargos, emblemas e outras recompensas de modo a fazê-lo esforçar-se e redobrar seus esforços. Os antigos reis fizeram o trabalho do povo adequar-se aos tempos e aligeiraram o seu fardo de modo a regulá-lo e mantê-lo na linha. A sua visão geral abarcava e cobria todo o povo e, assim, o nutriram e educaram, como se cuidassem de um seu recém-nascido. Deste modo, não surgiam pessoas vis ou perversas, o roubo e a vilania não tinham lugar e aqueles a quem a bondade transformava eram encorajados. Como foi isto possível? As práticas dos antigos reis eram fáceis de seguir pelo povo, as lições com que encheram o coração do povo

PARTE VII

eram sólidas, a sua governação e decretos eram unificados e os seus diques e indicadores de profundidade eram claros. Por isso se diz, “Quando o espírito dos superiores é inequívoco, os subordinados serão inequívocos. Quando os superiores são ambíguos, os subordinados serão ambíguos”. Isto exprime o que quero dizer. Lucrar com o povo sem o fazer lucrar não é tão lucrativo quanto fazê-lo lucrar primeiro e depois lucrar com ele. Fazer trabalhar o povo sem dele cuidar não produz realizações tão grandes quanto começar por cuidar dele e depois fazêlo trabalhar. Fazer o povo lucrar e depois lucrar com ele não é tão lucrativo como fazê-lo lucrar sem lucrar com ele. Primeiro cuidar do povo e depois fazê-lo trabalhar não produz realizações tão grandes quanto cuidar dele sem o fazer trabalhar. Aquele que consegue fazer o povo lucrar sem lucrar com ele, cuidar dele sem o forçar a trabalhar, conquistará o coração de todos debaixo do Céu. Aquele que primeiro lucra com o povo e depois lucra com ele, cuidando dele primeiro e depois fazendo-o trabalhar, conseguirá preservar os seus altares de solo e cereal. Aquele que usa o povo sem o fazer lucrar, fazendo-o trabalhar sem dele cuidar, fará perigar o seu estado e o seu clã.

Xunzi (荀子, Mestre Xun; de seu nome Xun Kuang, 荀況) viveu no século III Antes da Era Comum (circa 310 ACE - 238 ACE). Filósofo confucionista, é considerado, a par do próprio Confúcio e Mencius, como o terceiro expoente mais importante daquela corrente fundadora do pensamento e ética chineses. Todavia, como vários autores assinalam, Xunzi só muito recentemente obteve o devido reconhecimento no contexto do pensamento chinês, o que talvez se deva à sua rejeição da perspectiva de Mencius relativamente aos ensinamentos e doutrina de Mestre Kong. A versão agora apresentada baseia-se na tradução de Eric L. Hutton publicada pela Princeton University Press em 2016.


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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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JOSE GUADALUPE, POSADA

quarta-feira 31.3.2021

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Delirium tremens

HORTA SECA, LISBOA, SEXTA, 26 MARÇO Diz a velha sentada na borda na cama do hospital sem chegar com os pés ao chão, antena sem ligação à terra: são muitas as frases por que passa um homem. No exacto instante – eu morra já aqui na medicina legal fazendo haiku se não foi assim, pelas alminhas da minha mãe, que tinha pelo menos duas além da da mulher a dias de quem ela gostava bué, pela saúde dos meus filhos que nunca tive e por isso morreram saudáveis – passajou uma mudança de sexo que mal a ouviu logo se engasgou. Não havia intensivista nos arredores pelo que teve de ser o quebra-gelo a descalçar a bota. O voluntarismo não resolveu o problema dado a dita ser alta e de atacadores, ou seja, o tempo passou naquele fascinante manuseio entre cirurgia, fala de surdos e truques com cartas. Anunciava-se a desdita, alguém afina a navalha, ninguém afia a voz. O fado é um drone com baterias de longo alcance. Posto isto, que não nas redes, o sexo em vias de sintonizar identidades ia ficando roxo pascal, tipo vindo de sangue de boi a caminho do amarelo de nódoa negra pisada, não tenho presente o pantone. Era grave. Uma gravidade agravada pelo peso dos protagonistas e por não estar pronto o directo para o programa da tarde, perdeu-se a oportunidade, que rolou redonda

em câmara lenta para sarjeta. Em câmara lenta era mais emocionante, em câmara lenta tudo se faz, em mais e melhor. A velha pigarreava para aclarar a deixa, velha queixa, querida gueixa. Não te esqueças onde vais, um perigo em contexto hospitalar, onde se perde gente à toa. Alguém lhe daria a atenção devida, mas era de morte: os sucedidos não paravam de se suceder com sucessível sucesso. Fugiram protocolos de psiquiatria em debandada psiquiátrica. Quem o diz em voz alta ou alta voz? No segundo piso, afirmou o tarado dos diálogos de séries de horário nobre e grande público, ou grande pobre em erário púbico. Não me fodas, a plateia não cresce por mais que a regues, respondeu o marado da ontologia. Isso é noutro serviço, insistiu o primeiro, o do segundo piso, em cena típica de parada e resposta, que, cá está, convém dar-se no résdo-chão das novelas de cordel. Neste entretém, sem contar com os que arrefeciam já o mármore frio, faleceram para lá de muitos. O esquecido sexo que queria apenas meter a mudança de genitais deixava-se ir abaixo. Entretanto e tão pouco, a velha, ainda e sempre ela, golfava ininterruptos ditados. Uma vida não vale nada, mas nada vale uma vida. Que pode uma mulher trespassada pelos

diário de um editor

JOÃO PAULO COTRIM

balões de fala fazer? Que pode uma trespassada fazer com a mulher que fala pelos balões? Pode a haste do balão fazer de falo na fala? Quem tem balões para fazer a fala confessar uma mulher? Impasse. A imagem congelava sem apelo nem agravo, que os corredores são longos e o conselho de ética hesitante, em ética hesita-se mais e melhor: sacudida como a folha de cantos redondos do velho raio-xis a despir o esqueleto ou pendurada tal o ícone búlgaro da virgem tão mexicana que os chineses não conseguem refazer em plástico. Não me desminta, interveio logo o imagologista de seta de rato na mão, por causa dos pontos de interrogação no relatório. O trabalho que dá encontrar umas boas setas de saltear – armou-se agora este que se assassina, perdão, assina, e se espelha, perdão, espalha estas linhas em bom. Tom de tonto. Trabalho obscuro e solitário, mas que alguém tem que fazer, o de montar serifas nas bordas derrapantes das letras para facilitar a literatura de viagens e, quando muito, a escala. De cerveja escaldada tem o gato medo. Enfermeira ao piso, enfermeira a fazer-se ao piso. A voz off estava mais on que a governação. Voltava a haver razões para tanto. Na secção das partes, em concreto a das próstatas a prazo, havia alegria em demasia, não eram trocos,

mas circunstância agravante. Depois das raspadinhas, naquela hora dava-se por iniciado o período fatal dos lançamentos de algálias presas. O vídeoárbitro não se conseguia entender-se, nem em debate aceso com a escola de Frankfurt, acerca da dosagem certa de urina para se considerar grande penalidade. O início é sempre a melhor maneira de começar, disse alguém ao expirar. Temos que promover a senhora a Velha e pôr-lhe fim. Vede bem, tanta palavra gasta para maiúscular um vê. Conspiração dos mais gastos pulmões haviam armadilhado a supracitada vítima com subterfúgios de alto gabarito, cultivados por junto nas caixas dos bichos de seda e nas gavetas de metal com gatilho das redacções esfumaçadas do final dos meados do século passado, mal passado, enfim, em sangue. As caveiras são agora ímans de cores folgazonas de pôr nas superfícies alisadas, as das geleiras como as dos gavetões da morgue. Um desrespeito. Diz o despacho que a despachou: a Velha sentada na borda na cama do hospital sem chegar com os pés ao chão, raiz a perder ligação ao céu, A-da-gadanha é morta de morte matada, embebedada, embebida, muito dada, contas feitas, tão só emprestada. Volta a ser grave demais para ser verdade. Portanto, passível de Inquérito, aguardente mais universal que o proverbial canivete, boa até para as varizes se esfregada. Ponto final apocalítico, que a mordedura da moral da história contém raiva: beija as mãos de que se alimenta.


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divina comédia

NUNO MIGUEL GUEDES

Coisa bizarra e única a vida, de que o cronista também felizmente vai padecendo. Ainda a semana passada andava às voltas com a tristeza e a sua subvalorização e eis que hoje é a alegria que me convida para dançar. Porquê? Não sei, francamente. Não terá sido, garanto, por alguma experiência súbita e impactante, uma espécie de meteorito feliz. Não, parece ser um sentimento mais sereno, algo que percebemos que tem secretas fundações e que conhece bem os cantos à casa que somos nós mesmos. O leitor sabe: de repente acordamos, numa manhã qualquer de um dia qualquer, e parece que estivemos a sorrir durante o sono. Sem razão, sem culpa, sem destino. Nem se perde tempo a perguntar se será isto a tal felicidade de que se ouve falar; arrumamos o nosso estado no “sinto-me bem” para não estragar e vamos à vida depressa antes que isto passe. Assim estou, amigos, e faço o diagnóstico convosco ao mesmo tempo que as palavras me surgem. Ganho tempo a procurar as causas deste sentimento que me assola. É provável que a antecipação da Páscoa – momento que como crente muito me diz – tenha a ver com esta discreta euforia. Terá, não duvido. Mas suspeito que há mais e olho para o retrovisor para ainda ver os dias que passei a trabalhar com amigos – um deles meu companheiro de infância e de carteira. Poder trabalhar com quem se gosta a fazer o que se gosta é um privilégio que pude escolher há muito tempo. Nem sempre é fácil porque implica momentos em que pura e simplesmente não existe essa possibilidade e que naturalmente se vai reflectir nas condições de subsistência material. Mas, amigos, não há preço para poder exercer cumplicidades. Nenhum sacrifício irá fazer esquecer o prazer de dar e receber na companhia de quem estimamos. E aqui chegado descubro que muita desta alegria – os esotéricos de serviço dirão “energia” mas por favor fiquem calados – provém também desta gratidão imensa e sempre inesperada que advém de poder trabalhar com amigos e saber que irei continuar a fazê-lo. Admito sem problemas a minha incapacidade de descrever o que estou a tentar partilhar. Felizmente sempre houve e haverá quem possua palavras-

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A alegria intacta FRANS HALS

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espelhos e é sem surpresa que o meu cérebro remissivo me entrega de imediato esta maravilha do grande cronista e meu mestre Antônio Maria, que antes do seu precoce desaparecimento aos 43 anos

“O LEITOR SABE: DE REPENTE ACORDAMOS, NUMA MANHÃ QUALQUER DE UM DIA QUALQUER, E PARECE QUE ESTIVEMOS A SORRIR DURANTE O SONO. SEM RAZÃO, SEM CULPA, SEM DESTINO.”

teve tempo ainda de dizer o que é esta “alegria intacta”. Fala, Antônio: «A alegria de que eu falo não deve ser confundida com o prazer formal, o prazerpalavra, com que se aceitam os convites. É alegria intata, de alma e corpo, dessa alegria que faz as pessoas se sentirem leves, intemeratas e bonitas. Uma alegria que substitui o almoço, o jantar e o banho. Que faz esquecer o Passado, todos os passados, a ponto do paciente se perguntar: “Quanto tempo faz que houve ontem?”». Coisa bonita, não disse? E é isso, é isso mesmo. Como aquele enorme navio encalhado no Suez, por vezes a vida só precisa de um pequeno rebocador para que o mundo volte a ser, por um dia que seja, um oceano manso e de águas límpidas.


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Este filme, disponível online no site da sala de cinema Medeia Filmes, conta a história de um pintor coreano do século XIX, de nome Jang Seung-up, mais conhecido por Ohwon, que viveu entre 1843 e 1897. De origens humildes, Ohwon conseguiu revolucionar o mundo da arte na Coreia do Sul, à época. Viciado em mulheres, Ohwon envolveu-se com várias à medida que ia aperfeiçoando a técnica do pincel e aumentando a sua fama no país. Andreia Sofia Silva

GODZILLA VS. KONG [B]

Um filme de: Adam Wingard Com: Alexander Skarsgard, Millie Bobby Brown, Shun Oguri 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 2

STIGMATIZED PROPERTIES [C]

FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Hideo Nakata Com: Kazuya Kameenashi, Nao, Koji Seto 14.30, 16.45, 21.30

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LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Pete Docter 19.30 SALA 3

OUR FRIEND [B]

Um filme de: Gabriel Cowperthwaite Com: Jason Segel, Dakota Johnson, Casey Affleck 14.30, 21.30

LOOKING FOR MAGICAL DOREMI [A] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Junichi Sato, Haruka Kamatani 16.45, 19.30

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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; Gonçalo M.Tavares; Gonçalo Waddington; Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Pátio da Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo

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perspectivas

Jorge Rodrigues Simão

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NÃO SE CORRIGEM POR LEIS E TRATADOS “Over the last half-billion years, there have been five mass extinctions, when the diversity of life on earth suddenly and dramatically contracted. Scientists around the world are currently monitoring the sixth extinction, predicted to be the most devastating extinction event since the asteroid impact that wiped out the dinosaurs. This time around, the cataclysm is us.” Elizabeth Kolbert The Sixth Extinction: An Unnatural History

DE ACORDO com investigações publicadas na revista "Geology", a Terra está a preparar-se para uma nova extinção em massa. Há anos que temos vindo a ver esses sinais nas notícias. Fenómenos extremos tais como furacões de intensidade crescente, trombas de água, inundações, seca prolongada, frio polar, CO2 na atmosfera, gelo derretido, etc., que são tudo consequências do aquecimento global progressivo. Houve cinco grandes extinções na história da Terra durante as quais mais de metade das espécies animais conhecidas desapareceram. Pelo menos duas parecem ter sido causados por um impacto de meteorito, enquanto as outras foram causadas por uma grande alteração ambiental. A maior extinção em massa foi a extinção do Permiano-Triássico, para a qual há provas de grave aquecimento global, acidificação dos oceanos, e falta de oxigénio. Ocorreu há cerca de duzentos e cinquenta e dois milhões de anos. Foi o mais grave evento de extinção em massa jamais ocorrido na Terra, com 81 por cento das espécies marinhas e 70 por cento das espécies terrestres a desaparecerem. Haverá uma sexta extinção em massa? Se a temperatura média global atingir 6°C em comparação com os tempos pré-industriais, certamente que sim. Seis graus mudariam o mundo. Desertos por todo o lado, glaciares e calotas polares completamente desaparecidos, grandes regiões costeiras e ilhas submersas, falta de água potável e alimentos, cidades abandonadas ou com mais metros de água, eventos naturais extremos na ordem do dia, extinção de um número muito grande de espécies. A Terra tornar-se-ia irreconhecível para um homem do nosso tempo. A investigação levada a cabo por um exército de cientistas e estudiosos confirma uma conclusão alarmante. A de que não é possível "corrigir" as alterações climáticas através de leis e tratados circunscritos ou pequenas modificações tecnológicas. É um fenómeno demasiado vasto em termos de espaço, tempo e complexidade. Além disso, as emissões que a provocam são uma consequência bastante directa da superpopulação do planeta, actualmente habitado por cerca de 7,5 mil milhões de pessoas, que dentro de algumas décadas se tornarão quase 10 mil milhões. Houve inúmeros apelos de cientistas aos quais a “Encíclica Laudato Sì 2015” do Papa Francisco foi acres-

centada, pregando o respeito pelo ambiente. Apelos que infelizmente não foram ouvidos ou subestimados pela política. Os mais importantes e significativos deram-se em 1972, tais como “The Limits of Development”, publicado pelo Clube de Roma e escrito por jovens investigadores do MIT que afirmaram que o planeta é limitado e que o desenvolvimento económico não pode continuar indefinidamente sem colidir com os limites físicos do planeta. A “Union of Concerned Scientists”, em 1992, publica o primeiro "World Scientists' Warning to Humanity" assinado por mais de mil e quatrocentos cientistas, incluindo muitos vencedores do Prémio Nobel. O documento relatou indicadores alarmantes, desde a desflorestação aos recursos hídricos e ao crescimento populacional, sendo que as actividades humanas estavam a destruir ecossistemas, levando a própria humanidade a uma crise global sem precedentes e em 2017, mais de quinze mil cientistas de cento e oitenta e quatro países assinam um segundo aviso de que "estamos perto de fazer danos irreversíveis ao planeta Terra". A Terra é um dos nove planetas do Sistema Solar, o único desse sistema onde a vida criou raízes, mas em troca é de uma beleza inimaginável, pois é rica em água e recursos naturais, a biodiversidade atingiu níveis muito elevados e existem inúmeras espécies vegetais e animais, as zonas climáticas são tão variadas que todas estão representadas, a inclinação do eixo da Terra faz com que as estações do ano variem em todos os cantos deste mundo, os oceanos cobrem dois terços do globo e a Terra está dividida em cinco continentes com um enorme número de rios, lagos, montanhas e florestas. Quando se chega perto do planeta, aparece um azul intenso manchado pelo verde e castanho da terra e pelo branco das formações de nuvens. Em suma, um espectáculo que nos deixa literalmente sem fôlego. O problema é que nesse planeta uma espécie tomou a liderança, cujas características estão a pôr em perigo a existência do próprio planeta e das suas formas de vida. Esta espécie, segundo muitos derivada de uma família de animais primitivos chamados macacos, é chamada "Homem". O Homem acredita ser superior a outros animais, mas na realidade é o ser mais feroz e sangrento que evoluiu na face da Terra. Os animais matam apenas por comida e por vezes para se defenderem. O homem, por outro lado, mata apenas pelo prazer de matar e gosta de torturar outros tanto física como psicologicamente. Só para dar um exemplo, na sua história recente, no período da II Guerra Mundial, havia um personagem chamado Adolfo Hitler, que sob o pretexto de purificar a raça, assassinou literalmente à escala industrial seis milhões de pessoas só porque o incomodavam por terem ganho poder nos campos económico e financeiro.

Depois, para não ser demasiado conspícuo, até queimou os seus corpos! Um total de cinquenta e cinco milhões de pessoas pereceu nessa guerra. Os vários povos estão sempre em guerra uns com os outros pela sede de poder e dinheiro dos seus líderes políticos e os períodos de paz servem na realidade para preparar as forças para conduzir uma nova guerra. O homem inventou e acumulou armas tão destrutivas que são suficientes para destruir o seu mundo dezenas de vezes e como se isso não fosse suficiente fabricaram armas químicas e bacteriológicas que poderiam causar grandes epidemias e sofrimento a milhões de pessoas. Mas os homens não são todos iguais, pois houve homens extremamente maus como Hitler, mas também houve homens profundamente bons como S. Francisco. No meio, encontram-se todas as “nuances” possíveis. Infelizmente os ímpios prevalecem sobre os bons porque são mais ricos e têm nas suas mãos as alavancas do poder.

“Historicamente, crescemos como espécie em parceria com as plantas e animais com os quais vivemos. Quando mudamos as regras do jogo alteramos drasticamente o clima e a vida na Terra, e devemos esperar que afecte a nossa saúde.”

A lei do mais forte prevalece. Segue-se que tanto a nível individual como nacional, os ricos estão a ficar mais ricos e os pobres estão a ficar mais pobres. Há pessoas que são tão ricas que nunca poderão gastar o seu dinheiro em toda a sua vida. Mas se pensa que estas pessoas estão felizes, está enganado. Também estão infelizes porque querem sempre mais. Dois terços dos habitantes da Terra, por outro lado, têm pouco ou nada e todos os dias milhares morrem de fome, enquanto nos países avançados morrem pela razão oposta. O que é realmente louco é como ainda não compreenderam que se os enormes esforços e investimentos feitos para os exércitos e armamentos fossem utilizados para o progresso dos países mais pobres e para a investigação científica, o mundo seria mais justo, pacífico e próspero e, portanto, não haveria necessidade de exércitos.

Estão tão cegos pelo egoísmo e tão sedentos de dinheiro e poder que não conseguem ver para além dos seus próprios narizes. Não conseguem fazer planos a longo prazo mas, em vez disso, querem ter tudo e agora, sem se preocuparem muito com as consequências das suas acções, não só para os seus filhos e para as gerações vindouras, mas até para si próprios. Os poucos que se preocupam com o estado actual das coisas e o futuro, se ousarem fazer algo para mudar o mundo no melhor dos casos, não são levados em consideração ou são rotulados como idealistas, sonhadores, utópicos, pessoas fora do mundo e da realidade. Mas não só o Homem está a destruir-se a si próprio, pois o que é ainda mais grave é que está a pilhar, a poluir e a destruir o ambiente em que vive e a fazer muito pouco para remediar estes problemas, de tal forma que milhares de espécies animais e vegetais estão a ser extintas a um ritmo implacável todos os anos e dentro de algumas décadas mais de 60 por cento das espécies vivas terão desaparecido. Estão a ocorrer eventos climáticos cada vez mais violentos, as florestas estão a ser queimadas, os desertos estão a avançar, os glaciares estão a derreter. Mas o que é ainda mais grave, é que foi desencadeado um processo de aquecimento global que, se não intervirmos imediatamente, conduzirá a uma extinção em massa e a imensas catástrofes que tornarão a Terra inacessível durante milhares de anos! Muitos pensam que podem conter o aumento médio da temperatura global dentro de 2 por cento, mas estão muito enganados porque os governos nunca serão capazes de pôr em prática as medidas que seriam necessárias, porque são impopulares. Para os políticos são os votos que obtêm que contam e só procuram obter mais votos para as próximas eleições, pelo que têm o cuidado de não implementar políticas que seriam necessárias para o bem do planeta, mas que exigem sacrifícios da população. Mas mesmo os cidadãos têm os seus defeitos devido ao egoísmo e ao individualismo que prevalecem, não querendo desistir de nada. A COVID-19 infelizmente não trouxe ainda mudanças nessa mentalidade. Se não forem capazes de intervir drasticamente dentro de alguns anos para conter o aumento médio da temperatura global, e duvido muito que o façam, serão desencadeados automatismos naturais que levarão a um aumento da temperatura de pelo menos seis graus em poucas décadas e deixará de ser possível parar o processo mesmo que reduzamos a emissão de gases com efeito de estufa para a atmosfera a zero. Um aumento de seis graus seria verdadeiramente catastrófico e a Terra, neste momento tão bela, tornar-se-ia irreconhecível! Para agravar a situação a população mundial está continuamente a aumentar e fora de controlo.


quarta-feira 31.3.2021

À medida que o planeta se aquece, animais grandes e pequenos, na terra e no mar, se dirigem aos polos para fugir do calor, o que significa que estão a entrar em contacto com outros animais, que normalmente não fariam, o que cria uma oportunidade para os patógenos entrarem em novos hospedeiros. Muitas das causas profundas das alterações climáticas também aumentam o risco de pandemias. O desmatamento, que ocorre principalmente para fins agrícolas, é a maior causa de perda de habitat em todo o mundo. A perda de habitat força os animais a migrar e, potencialmente, entrar em contacto com outros animais ou pessoas e compartilhar germes. As grandes áreas de criação de gado também podem servir como fonte de disseminação de infecções de animais para pessoas. A menor procura de carne animal e criação de animais mais sustentável podem diminuir o risco de doenças infecciosas emergentes e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Em locais onde a poluição do ar é um problema rotineiro, devemos prestar atenção especial aos indivíduos que podem estar mais expostos ou vulneráveis ​​do que outros ao ar poluído, como os sem-abrigo, os que não têm filtragem de ar em suas casas ou aqueles cuja saúde está comprometida. Esses indivíduos podem precisar de mais atenção e apoio do que precisavam mesmo antes do surgimento do coronavírus.Ainda não temos uma noção do que a mudança do tempo significará para a COVID-19 e, portanto, não devemos depender de um clima mais quente para reduzir as transmissões. É preciso fazer tudo o que pudermos para retardar a propagação desta doença, o que significa que precisamos seguir os conselhos que os especialistas em saúde pública estão a dar-nos e praticar o distanciamento social, boa higiene das mãos, uso das máscaras, entre outras ações.As alterações climáticas tornaram as condições mais favoráveis ​​à propagação de algumas doenças infecciosas, incluindo a doença de Lyme, doenças transmitidas pela água, como Vibrio parahaemolyticus, que causa vómitos e diarreia, e doenças transmitidas por mosquitos, como malária e dengue. Os riscos futuros não são fáceis de prever, mas

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as alterações climáticas afectam fortemente várias frentes que importam quando e onde os patógenos aparecem, incluindo os padrões de temperatura e precipitação. Para ajudar a limitar o risco de doenças infecciosas, devemos fazer tudo o que pudermos para reduzir amplamente as emissões de gases de efeito estufa e mesmo assim tentar limitar o aquecimento global a 1,5 grau. Observamos uma tendência de maior surgimento de doenças infecciosas nas últimas décadas. A maioria dessas doenças chegou às pessoas a partir de animais, especialmente animais selvagens. Essa tendência tem muitas causas. Temos grandes concentrações de animais domesticados em todo o mundo, alguns dos quais podem ser o lar de patógenos, como a gripe, que pode deixar as pessoas doentes. Também temos grandes concentrações de pessoas em cidades onde doenças transmitidas por espirros podem encontrar terreno fértil. E temos a capacidade de viajar ao redor do globo em menos de um dia e compartilhar germes amplamente. Mas uma observação mais atenta acerca das origens da COVID-19 revela que outras forças podem estar em jogo. No século passado, aumentamos a nossa procura sobre a natureza, de modo que estamos a perder espécies a uma taxa desconhecida desde que os dinossauros, junto com metade da vida na Terra, foram extintos há sessenta e cinco milhões de anos. Este rápido desmantelamento da vida na Terra deve-se principalmente à perda de habitat, que ocorre principalmente com o cultivo de plantações e criação de gado e com menos lugares para morar e menos fontes de alimento para se alimentar, os animais encontram alimento e abrigo onde as pessoas estão, e isso pode levar à propagação de doenças. Outra causa importante da perda de espécies é as alterações climáticas, que também pode mudar o local onde os animais e as plantas vivem e afectá-lo, onde as doenças podem ocorrer. Historicamente, crescemos como espécie em parceria com as plantas e animais com os quais vivemos. Quando mudamos as regras do jogo alteramos drasticamente o clima e a vida na Terra, e devemos esperar

que afecte a nossa saúde. Podemos fazer muitos investimentos inteligentes para evitar outro surto. As instituições internacionais e nacionais podem apoiar a liderança em saúde pública e a ciência, podemos fornecer mais financiamento para as pesquisas necessárias, resposta precoce a surtos e suprimentos para testes. E podemos fazer muito mais para controlar o comércio ilegal de animais selvagens. Também precisamos tomar medidas climáticas para prevenir uma próxima pandemia, como prevenir o desmatamento que é uma causa fundamental das alterações climáticas e pode ajudar a conter a perda de biodiversidade, bem como a retardar as migrações de animais que podem aumentar o risco de propagação de doenças infecciosas. A recente epidemia de “ébola” na África Ocidental provavelmente ocorreu em parte porque os morcegos, que transmitiam a doença, foram forçados a mudar-se para novos habitats porque as florestas onde viviam foram derrubadas para o cultivo de palmeiras. Para combater as alterações climáticas, precisamos de diminuir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa. Gerar eletricidade a partir de fontes de energia com baixo teor de carbono, como eólica e solar, diminui os poluentes atmosféricos prejudiciais, como óxidos de nitrogênio, dióxido de enxofre e dióxido de carbono, que levam a mais ataques cardíacos e derrames, bem como obesidade, diabetes e mortes prematuras que colocam mais tensões nossos sistemas de saúde. A preparação para pandemias também envolve manter as pessoas saudáveis ​​no início do estudo. Se tivermos uma população nos Estados Unidos em que um terço de nossa população seja obesa e 5 a 10% das pessoas tenham diabetes, seremos imensamente mais vulneráveis. E se você observar por que as pessoas nos Estados Unidos não são saudáveis ​​no início, isso tem a ver com nossa dieta, poluição e mudança climática. Temos aqui a oportunidade de reconhecer que a prevenção é, de longe, a melhor abordagem para proteger a saúde. Pessoas com condições crônicas de saúde, de baixa renda e

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comunidades de cor são desproporcionalmente impactadas pelo COVID-19 e pela mudança climática, e a poluição está no centro de ambos os problemas, como confirma um novo estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard TH Chan. Sabemos que as comunidades afro-americanas estão desproporcionalmente expostas à poluição do ar e agora estamos vendo essa poluição levando a taxas de mortalidade mais altas de COVID-19. Devemos melhorar a saúde a todos e fazemos isso reduzindo as fontes de poluição que geram uma grande carga de doenças nos Estados Unidos e em todo o mundo. A superpopulação corre o risco de sufocar ainda mais o planeta com uma maior utilização de recursos, mais poluição e emissão de gases com efeito de estufa. Em vez de explorarem os amplos espaços disponíveis, tendem a concentrar-se em cidades cada vez maiores e a qualidade de vida deteriora-se drasticamente. É difícil compreender como podem lá viver. A sua economia não tem em conta os custos sociais e ecológicos dos produtos e serviços. O consumo aumenta constantemente com grande desperdício e considerável poluição do ar, água e do solo. Em vez de serem reutilizados e reciclados, produzem objectos que duram pouco mais tempo ou são mesmo descartados imediatamente após a sua utilização. De vez em quando há uma cimeira mundial sobre os problemas da terra e a preservação do ambiente que serve mais do que qualquer outra coisa para fazer os eleitores acreditarem que algo está a ser feito. Na realidade, estas reuniões servem apenas para fazer umas boas férias, porque os países participantes nunca concordam e as poucas e limitadas resoluções que são tomadas são desconsideradas. Assim, tudo permanece como antes e a solução dos problemas é adiada para a próxima cimeira. A civilização na terra é actualmente baseada na electricidade. Toda a sua indústria, serviços e os transportes não poderiam funcionar sem energia eléctrica. Os motores das fábricas parariam, os computadores deixariam de funcionar, as comunicações deixariam de ser possíveis e mesmo os veículos de combustão parariam sem electricidade. Mas não só, mesmo as armas mais modernas não poderiam ser utilizadas pois os aviões, navios, submarinos, mísseis, armas nucleares, todos têm uma parte electrónica mais ou menos importante que deixaria de funcionar. Até as donas de casa teriam de voltar a lavar a roupa e a loiça à mão. Em suma, sem electricidade, a Terra voltaria à Idade Média. Ainda que a solução seja idealista demais, em mundo em que a pandemia seja controlada e que poderá levar anos, deve passar pela consideração de que a primeira acção é obviamente trazer a paz à Terra para evitar mais destruição e sofrimento.


“Antes ser um homem da sociedade, sou-o da natureza.” PALAVRA DO DIA

Marquês de Sade

Estudo Empréstimos chineses a países africanos caíram um terço em 2019

31.3.2021

Comércio Egipto quer evitar novo bloqueio do Canal do Suez

O Presidente do Egipto, Abdel Fattah al-Sissi, prometeu ontem que o país vai adquirir equipamento adequado para evitar a repetição do incidente que bloqueou o Canal do Suez durante quase uma semana. Sissi falava em Ismailia, sede da Autoridade do Canal do Suez (SCA, na sigla em inglês), um dia depois de ter sido desencalhado o porta-contentores Ever Given que bloqueava o canal, permitindo o recomeço do tráfego. “Vamos adquirir todos os equipamentos necessários para o canal” para evitar incidentes semelhantes, assegurou. “A crise mostrou a que ponto o canal é importante para o mundo”, adiantou o presidente, considerando que não existe uma alternativa à via, que liga o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho e por onde passa cerca de 10 por cento do comércio mundial.

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S empréstimos chineses a África caíram quase um terço em 2019, para menos de 9 mil milhões de dólares pela primeira vez nos últimos 10 anos, sinalizando a cautela chinesa com as economias africanas. De acordo com um estudo da China-África Research Initiative, da Universidade norte-americana Johns Hopkins, citado hoje pela agência de informação financeira Bloomberg, os empréstimos chineses aos países africanos deverão ter continuado a cair também no ano passado devido ao aumento do perigo de incumprimento financeiro por parte dos parceiros africanos. “Em vez de continuarem a despejar financiamento para países com problemas de dívida, os credores chineses afastaram-se desses países, embora de forma tardia nalguns casos, como a Zâmbia”, escreveram Kevin Acker e Deborah Brautigam, os autores do estudo. Os dados apresentados no estudo mostram que o valor dos empréstimos chineses aos países africanos, como Angola ou Etiópia, dois dos maiores recipientes, caiu para menos de 9 mil milhões de dólares, cerca de 7,6 mil milhões de euros, o que aconteceu pela primeira vez desde 2009.

quarta-feira

Weng Xiaodong, presidente do grupo MiTime “[Foi] um acontecimento histórico trabalhar com a Eurosport Events para tornar possível o regresso de um evento da FIA WTCR à China. Estamos confiantes que faremos o melhor evento da história da WTCR.”

Tentativa de regresso WTCR anuncia que correrá na China 15 dias antes do GP

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organização da Taça do Mundo de Carros de Turismo da FIA - WTCR anunciou ontem que irá disputar uma corrida na China Continental, nos dias 6 e 7 de Novembro, quinze dias antes da edição deste ano do Grande Prémio de Macau. No seguimento de um acordo entre o grupo chinês MiTime e o promotor da WTCR, a Eurosport Events, a competição de carros de Turismo da FIA vai visitar pela terceira vez o circuito de Ningbo, na província de Zhejiang. Inaugurado 2017, o traçado de quatro

quilómetros de perímetro pertence ao Grupo MiTime, uma subsidiária do Geely Auto Group, os donos das marcas automóveis Volvo, Lotus ou Lynk & Co. Xavier Gavory, o director da WTCR e da Eurosport Events, disse que “a perspectiva de ter a WTCR a regressar ao Ningbo International Speedpark é bastante excitante e significa que a temporada de 2021 está completa”. Já Weng Xiaodong, o presidente do grupo MiTime, acrescentou que foi “um acontecimento histórico trabalhar com a Eurosport Events para

tornar possível o regresso de um evento da FIA WTCR à China. Estamos confiantes que faremos o melhor evento da história da WTCR”.

Mesmo com restrições

As 13ª e 14ª corridas da temporada da WTCR serão realizadas entre a prova no Inje Speedium, na Coreia do Sul, e a prova do Grande Prémio de Macau, que deverá fechar a temporada, de 19 a 21 de Novembro. Contudo, neste momento, são mais as dúvidas que as certezas, devido às restrições nas viagens internacionais, principalmente para

o continente asiático. Por isso, existe uma ressalva no comunicado enviado às redações que diz que os “três eventos estão pendentes da redução das restrições que estão a afectar as viagens a nível mundial e os movimentos marítimos”. Num mundo perfeito, esta prova na cidade costeira de Ningbo serviria os intentos de vários pilotos de carros de Turismo de Macau que quisessem preparar a sua participação na Corrida da Guia, ou numa outra corrida onde pudessem usar os seus carros da categoria TCR. Sérgio Fonseca

Espaço Cometa interestelar descoberto em 2019 pode ser o mais puro

Novas observações com o telescópio VLT, no Chile, permitiram aos astrónomos concluir que o 2I/Borisov pode ser o cometa mais puro, mantendo imaculadas as assinaturas da nuvem de gás e poeira que lhe deu origem, foi ontem divulgado. O cometa foi descoberto pelo astrónomo amador ucraniano Gennady Borisov em Agosto de 2019, tendo-se confirmado posteriormente que se tratava de um cometa interestelar, o primeiro que vinha de fora do Sistema Solar. “O 2I/Borisov pode bem representar o primeiro cometa verdadeiramente puro alguma vez observado”, afirmou, citado em comunicado pelo Observatório Europeu do Sul (OES), que opera o telescópio VLT, o coordenador do estudo, Stefano Bagnulo, do Observatório e Planetário Armagh, no Reino Unido. Segundo o estudo, publicado na revista científica Nature Communications, o cometa nunca terá passado perto de uma estrela antes de passar pelo Sol em 2019.

COVID-19 BERLIM SUSPENDE VACINA ASTRAZENECA APÓS NOVE MORTES

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S autoridades alemãs detectaram 31 casos de trombose em pessoas que receberam a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, das quais nove morreram, e o estado alemão de Berlim voltou a suspender o fármaco para maiores de 60 anos. O Instituto Paul-Ehrlich, centro de referência

em vacinação na Alemanha, constatou que em 19 casos foi detectada uma deficiência de plaquetas no sangue, indicando que dos nove mortos apenas dois eram homens, com 36 e 57 anos, e todos os outros casos de trombose venosa sinusal surgiram em mulheres com idades

entre os 20 e os 63 anos, de acordo com a peça da Der Spiegel. Perante estes dados, o estado alemão de Berlim suspendeu de novo o uso da vacina com o produto da AstraZeneca para maiores de 60 anos, e Dilek Kalayci, principal responsável do departamento de saúde

da região, explicou que se tratava de uma medida de precaução, antes de uma reunião de todos os 16 estados da Alemanha onde o tema será discutido. Relatos de formas pouco comuns de coágulos sanguíneos na cabeça, conhecidos como trombose da veia sinusal, levaram vários

países europeus, incluindo Portugal, a suspender temporariamente o uso da vacina da AstraZeneca, no início deste mês. Após uma revisão do fármaco por parte de especialistas da Agência Europeia de Medicamentos, foi concluído que os benefícios da vacina superavam os

riscos, embora tenha sido recomendado que médicos e pacientes deviam ser alertados para possíveis efeitos colaterais raros. De acordo com o instituto de virologia Robert Koch, na Alemanha, um total de 2,7 milhões de pessoas já receberam doses desse fármaco.


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Hoje Macau 31 MAR 2021 #47340 by Jornal Hoje Macau - Issuu