DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
MOP$10
SEXTA-FEIRA 30 DE AGOSTO DE 2019 • ANO XVIII • Nº 4363
JOANA ALVES CARDOSO
RÓMULO SANTOS
DESAFIO EM MACAU ENTREVISTA
PATRIMÓNIO
Pressão democrática PÁGINA 4
COTAI
PIERRE AUGUST RENOIR
PÁGINA 9 OPINIÃO
VER E APRENDER PUB
PAUL CHAN WAI CHI
Dividir por dois
O projecto educativo é o mesmo, mas as concessões de terrenos da Escola Portuguesa de Macau (EPM) têm dois titulares. Enquanto o terreno onde está localizada a EPM se encontra sob a alçada da APIM, já a FEPM será a concessio-
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nária do polo nos novos aterros. Miguel de Senna Fernandes (APIM) garante não haver nenhuma transmissão de direitos de concessão em vista e José Sales Marques (FEPM) salienta as vantagens de ambas as unidades trabalharem em conjunto.
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INTOXICAÇÃO ELEMENTAR ANTØNIO FALCÃO
A CASA
ANTÓNIO DE CASTRO CAEIRO
DAMA DO CHÁ
FERNANDO SOBRAL
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Novas luzes a caminho
hojemacau
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JOANA ALVES CARDOSO
ENTREVISTA
Apostar forte em Macau
RÓMULO SANTOS
CANDIDATA ÀS LEGISLATIVAS PELO CDS-PP
Advogada e com fortes laços ao território, Joana Alves Cardoso integra a lista candidata do CDS-PP, liderada por Gonçalo Nuno Santos, às eleições legislativas para a Assembleia da República em Portugal, pelo Círculo Fora da Europa. A candidata defende que a questão dos direitos do terreno onde está localizada a Escola Portuguesa de Macau deve ser alvo da atenção do Governo português e confessa que os resultados eleitorais vão ditar o estabelecimento de uma secção do partido em Macau Porque decidiu avançar para esta candidatura? Houve um convite pessoal feito pela líder do CDS-PP, Assunção Cristas, em Lisboa, e pelo candidato do CDS-PP ao Círculo Fora da Europa, Gonçalo Nuno Santos. Decidi avançar porque sou simpatizante do partido. Achei o convite natural. Quais os maiores problemas sentidos pela comunidade portuguesa em Macau que vai destacar na sua candidatura? Continuam a existir queixas quanto aquilo que os serviços consulares conseguem realizar. Existe uma efectiva quebra na ligação entre os órgãos de soberania em Lisboa e o que são as massas associativas junto das comunidades portuguesas. Há uma queixa que se prende com o facto de as redes consulares não utilizarem as línguas locais, pelo menos no seu funcionalismo. A comunidade portuguesa queixa-se de não ter os seus interesses ou os
seus problemas absolutamente resolvidos pelos serviços consulares actualmente oferecidos. Nesse sentido, qual a proposta do CDS-PP para a resolução desse problema? Um dos pontos do programa eleitoral é a criação do que chamamos de consulados de proximidade, consulados esses que organicamente terão de ter uma comunicação diferente com os cidadãos e os utentes do consulado, que crie mecanismos de proximidade que não se prendam com os serviços consulares propriamente ditos. Deve haver uma ampliação dos serviços de apoio prestados pelo Governo de Portugal aos interessados. O Governo português tem dito que os problemas com o funcionamento do consulado se prendem com questões financeiras, que não permitem um maior recrutamento de funcionários e um aumento salarial. Recrutar mais pessoas
seria a solução para melhorar a situação? Acho que a questão passará por dois vectores. Um será adequar os recursos humanos às necessidades das redes consulares. Tem sido manifestado
pelo consulado que há um manifesto volume de trabalho ao qual este não consegue dar seguimento face à solicitação que tem. Haverá que implementar um programa de formação na comunicação dos funcionários
face aos utentes, uma adequação de métodos de trabalho. Muitas vezes os utentes, quando procuram informação que depende dos serviços centrais, deparam-se com uma notória falha no processo. Haverá certamente limites
3 sexta-feira 30.8.2019 www.hojemacau.com.mo
a ser uma plataforma de informação limitada e de reserva de acolhimento. Nesse aspecto a plataforma poderia ser melhorada face ao que são os hábitos de comunicação nos dias de hoje. José Cesário é candidato pelo PSD, Augusto Santos Silva concorre pelo PS. Quais as expectativas face a estes dois candidatos? O PS fez uma aposta forte, porque é a primeira vez que um ministro dos Negócios Estrangeiros em funções encabeça uma lista. José Cesário é uma pessoa muito conhecida e tem exercido um papel muito activo como deputado e ex-secretário de Estado. Ao CDS-PP interessa o facto de ser a primeira vez que faz uma aposta tão forte no Círculo Fora da Europa com candidatos locais. Há o projecto de abrir uma secção do partido em Macau? Veremos. Serão as próprias comunidades que verão a questão colocada na mesa. Não se retira a hipótese de abrir uma secção do partido em Macau, trabalharemos e estaremos disponíveis para isso, mas tudo depende dos resultados eleitorais, no sentido do que venha a ser um processo mais ou menos acelerado.
“A questão da existência e da sustentabilidade da EPM deve ser sempre uma prioridade da AR, em especial do Círculo Fora da Europa.”
orçamentais quanto ao recrutamento de pessoal, mas é verdade que hoje em dia as tecnologias colmatam muitas das falhas se forem bem implementadas. Houve francas melhorias ao nível do website, mas este tem-se limitado
Que outras matérias ligadas à comunidade portuguesa, ao nível de direitos, liberdades e garantias ou questões laborais, por exemplo, que pretenda debater nesta campanha? O caso dos dois juristas que saíram do hemiciclo, por exemplo, preocupou bastante a comunidade. Esse é um assunto de particular interesse e de uma particular realidade de Macau. A comunidade portuguesa em Macau tem um contexto histórico diferente face às outras comunidades portuguesas no exterior.Tenho assistido de forma observante e preocupada às informações que nos chegam de determinadas situações. Em relação à que me referiu em especial, e que teve destaque nos últimos meses, ainda estamos para saber os detalhes que envolveram a não renovação dos dois contratos, de forma a que não me vou alargar muito porque não sabemos as circunstâncias. Face aos direitos de residência de cidadãos portugueses, tem-se verificado um notório acréscimo de um poder discricionário mais limitado em relação à renovação dos pedidos de residência. Isso resultará
de uma política do território e terá os seus fundamentos. Sem dúvida que a Assembleia da República (AR), através dos deputados pelo Círculo Fora da Europa, tem de estar preocupada com o cumprimento de prerrogativas históricas e legislativas que foram acordadas com países terceiros. Na entrevista que concedeu ao HM, José Cesário também disse que a componente pedagógica da Escola Portuguesa de Macau (EPM) deve estar na agenda política. O CDS-PP tem o mesmo objectivo? A questão da existência e da sustentabilidade da EPM deve ser sempre uma prioridade da AR, em especial do Círculo Fora da Europa. Mas as declarações do doutor José Cesário face à EPM revelam a falta de conhecimento profundo que o PSD tem quanto a matérias de particular importância em Macau, nomeadamente quanto a este tema em particular. E só podem ser justificadas pelo mero esquecimento que estes deputados tenham quanto ao que foi a origem do projecto da EPM. Em que sentido? É inequívoco que a EPM faz parte necessariamente da agenda política do Governo de Portugal porque o Ministério da Educação faz-se representar por três membros no conselho de administração da Fundação da EPM (FEPM), e como tal não é necessário que o PSD venha dizer que este tema precisa de estar na agenda para que isso aconteça. Por outro lado, quer o conselho de administração da FEPM, quer o órgão interno do conselho pedagógico da EPM, estão encarregues de assumir e orientar o projecto pedagógico da escola. Estes elementos podem, de forma capaz e articulada, promover o melhor projecto pedagógico para a EPM e para aquele que é o único público alvo da escola, que é o estudante que pretende frequentar o ensino de matriz portuguesa. Quanto à afirmação de que os alunos seguem estudos noutros países, e da existência de diferentes públicos-alvo, quero deixar duas notas. Mais uma vez revela-se uma falta de conhecimento ou um esquecimento face ao que foi o nascimento da escola, pois ela sempre foi feita de alunos que sabiam de outras opções que não passavam apenas por Portugal. E eu pessoalmente nunca soube de nenhum caso em que o nosso currículo fosse colocado em causa, antes pelo contrário. Sempre foi muito bem aceite em escolas na Europa, australianas ou americanas. Quanto às diferenciações em matéria do perfil do aluno, elas sempre existiram no liceu de Macau, no Colégio Dom Bosco e na Escola Comercial. O que aconteceu é que foi tudo aglutinado numa escola exclusivamente portu-
“Reforçaria o facto de o Círculo Fora da Europa ser desde há 30 anos o mesmo e isso não serviu para resolver problemas que se arrastam há anos.” guesa. O que não tem acontecido, e isso sim deveria fazer parte da agenda política e ser uma prioridade, é haver um olhar mais atento aquilo que é a sustentabilidade da EPM. Refere-se à sustentabilidade financeira? É sabido que a associação de pais pediu, mais do que uma vez, contas à FEPM, e estas nunca foram satisfatoriamente prestadas. Por outro lado, e mais importante, é sabido que desde o inicio é a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM) que detém o direito sobre o terreno onde está localizada a escola. A APIM é uma mera accionista da FEPM e é livre de sair como qualquer accionista, como aliás fez a Fundação Oriente há algum tempo. Sabe-se também que a APIM nunca transmitiu esse direito da transmissão do terreno à FEPM, como seria de esperar, nem nunca diligenciou nesse sentido. E essa questão é essencial e deveria estar no topo da agenda política, porque decide, ou não, a afirmação de uma EPM livre de quaisquer vicissitudes. José Cesário fez também uma crítica face ao posicionamento do CDS-PP relativamente às alterações à lei eleitoral. Como reage a isto? No que concerne ao recenseamento eleitoral é falso o que o doutor José Cesário vem dizer, não é verdade que o CDS-PP não tenha participado nas discussões. Somos absolutamente a favor de uma alteração que promova a liberdade do voto e que facilite o voto nas comunidades portuguesas, mas facto é que, quanto ao voto electrónico, há ainda que se fazer estudos e implementar experiências e enquanto isso não acontecer a posição do CDS-PP é de que a lei eleitoral que temos terá, por hora, satisfazer positivamente as necessidades. O CDS-PP continua a pensar que o voto deve ser preferencialmente presencial, e não o sendo, não serão as associações locais as entidades mais adequadas para supervisionar o acto eleitoral. Também houve críticas face ao posicionamento do CDS-PP em relação à lei da nacionalidade. A última proposta apresentada pelo CDS-PPe PSD foi aprovada em 2015 e prendia-se sobretudo com a concessão da nacionalidade portuguesa a ne-
tos. É totalmente falso que o CDS-PP tenha estado longe dessas matérias. Quanto a outras propostas que têm vindo a ser apresentadas, o CDS-PP, não votou favoravelmente porque tem uma participação activa, mas discute as propostas apresentando os seus fundamentos. A lei da nacionalidade é demasiado importante para estar a ser alterada a cada seis meses ou um ano, sempre que uma bancada parlamentar entende que está na hora de acrescentar mais uma adenda. É uma lei estrutural do país e não devem ser pasmados orgulhos partidários. O CDS-PP toma como posição de que o critério que deve ser continuado a ser tomado em conta nas alterações à lei da nacionalidade é o do laço sanguíneo. De resto, as expectativas da comunidade portuguesa na diáspora é de que continue a prevalecer o critério do laço sanguíneo. Assusta-a a abstenção nas próximas eleições? Muito, é um dos pontos principais da minha candidatura individual. Como candidata inserida na lista tenho promovido o apelo ao voto, independentemente da escolha que as pessoas façam. O consulado poderia ter tido um papel mais activo neste campo? Vítor Sereno, ex-cônsul, chegou a fazer uma campanha a apelar ao recenseamento eleitoral. Poderia ser feita uma maior promoção do acto eleitoral começando por Portugal e acabando nas redes consulares. Se isso poderia ser feito pelo consulado, sem dúvida, mas não sei se esse é o propósito de Paulo Cunha Alves (actual cônsul). Conhecem-se algumas das plataformas digitais para verificar o recenseamento e capacidade eleitoral, mas é uma publicidade muito mitigada e institucional. Nesse sentido, é também necessário que os partidos olhem com mais atenção para os eleitores portadores do passaporte português mas que não dominam a língua? Será sempre uma comunidade portuguesa de origem chinesa, mas para mim é comunidade portuguesa. Tem de haver um trabalho maior de divulgação e de apelo à participação na vida comunitária, porque apenas com um sentido de pertença é que as pessoas abordam princípios de direitos cívicos. Falhando essa pertença à comunidade, dificilmente as pessoas se vão sentir próximas para cumprirem um dever cívico. Reforçaria o facto de o Círculo Fora da Europa ser desde há 30 anos o mesmo e isso não serviu para resolver problemas que se arrastam há anos. Considero que está na altura de haver uma verdadeira mudança. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
4 política
30.8.2019 sexta-feira
TIAGO ALCÂNTARA
DSAJ LOU SOI CHEONG ASSUME SUBDIRECÇÃO
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OU Soi Cheong tomou ontem posse como Subdirector da Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ), numa cerimónia presidida pela secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan. O responsável, que já exercia funções de subdirector substituto daquele organismo desde 1 de Junho de 2019, assume agora o lugar efectivo, para o qual possui “elevada competência profissional na área jurídica”, depois de anos de vasta experiência nas áreas do registo, notariado e administração pública. Licenciado em Direito pela Universidade Chengchi de Taiwan, Lou Soi Cheong ingressou na função pública em 1993, como técnico superior do Gabinete para a Tradu-
PATRIMÓNIO SULU SOU QUER QUE HO IAT SENG DÊ PRIORIDADE À PRESERVAÇÃO
Evolução das espécies
Sulu Sou espera que Ho Iat Seng faça um inventário dos projectos controversos da governação de Chui Sai On e encontre soluções para os mesmos. Quanto à equipa de secretários, o pró-democrata espera que se evitem conflitos de interesse
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O Iat Seng referiu durante a campanha que não se deve desistir do projecto da nova Biblioteca Central no edifício do Antigo Tribunal, e que o público não deveria pensar que o actual Governo está a passar a batata quente do “Plano de Salvaguarda e Gestão do Centro Histórico de Macau”. Sulu Sou, em declarações ao jornal Cheng Pou, apontou que uma das vantagens de mudar de Governo é que o novo Executivo pode corrigir os erros do antigo, e até mesmo limpar a reputação dos governantes. Ho mencionou que “não iria ignorar as contas antigas”. Como tal, o pró-democrata
entende que se o Chefe do Executivo eleito conseguir soluções definitivas para os casos herdados do Governo de Chui Sai On irá cair nas graças da população. Sulu Sou disse ainda ao Cheng Pou que acredita que muitas das críticas feitas ao actual Executivo tiveram origem no mau trabalho na protecção do património de Macau, incluindo os casos da conservação da vista para a
Ermida da Penha e o plano da nova biblioteca. Portanto, espera que Ho Iat Seng concretize o seu programa político.
EMPURRAR COM A BARRIGA
O deputado disse ainda que o Executivo deveria esforçar-se para concluir os trabalhos nos quatro anos de governação, em vez de agir com pressa e lançar projectos controversos antes da recta final do mandato. Assim sendo,
Sulu Sou acredita que muitas das críticas feitas ao actual Executivo tiveram origem no mau trabalho na protecção do património de Macau, incluindo os casos da conservação da vista para a Ermida da Penha e o plano da nova biblioteca
Sulu Sou sugere que Ho Iat Seng faça um inventário das controvérsias do Governo de Chui Sai On. Quanto à questão dos próximos secretários, nomeadamente para os Transportes e Obras Públicas, que mexe com interesses do sector da construção e imobiliário, Sulu Sou espera que Ho Iat Seng actue com integridade na escolha do governante. Como tal, o deputado quer que o novo Executivo não seja contaminado por conflitos de interesses e espera ainda que o slogan de Ho “levar a cabo as suas tarefas de forma imparcial e honesta” seja aplicado ao Governo que vai dirigir. Juana Ng Cen (com J.L.) info@hojemacau.com.mo
ção Jurídica, adjunto de conservador e notário público, conservador da Conservatória dos Registos Comercial e Automóvel, conservador da Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça e notário do 1º Cartório Notarial. No discurso de tomada de posse, o responsável afirmou que “iria dedicar todos os esforços para melhorar os serviços de registo e de notariado”, articular o “desenvolvimento e promoção dos serviços electrónicos”, “simplificar os procedimentos e elevar a eficiência”, para facilitar a vida dos cidadãos. Prometeu ainda contribuir para “os objectivos das linhas de acção governativas do Governo da RAEM” no contexto da região da Grande Baía. R.M.
HABITAÇÃO PÚBLICA PODER DO POVO ACUSA CHUI SAI ON DE INCUMPRIMENTO
A
Associação Poder do Povo, dirigida por Si Tou Fai, entregou ontem uma carta na sede do Governo onde acusa o actual Chefe do Executivo, Chui Sai On, de não cumprir a promessa do seu mandato de construir 28 mil novas habitações públicas. A mesma associação critica o facto de o Instituto da Habitação apenas ter aberto concurso para quatro mil casas económicas até 19 de Dezembro deste ano. Em conferência de imprensa, Si Tou Fai adiantou que o programa político do Chefe do Executivo eleito, Ho Iat Seng, apresenta um maior compromisso com as elevadas dificuldades com este projecto face ao programa de Chui Sai On, que abandona o cargo a 20 de Dezembro deste ano. O dirigente deu como exemplo as obras de construção
da linha leste do metro ligeiro e revelou que é preciso esperar pela construção de um túnel subaquático num local que coincide com a construção da quarta ponte entre a península de Macau e a Taipa. Para Si Tou Fai, é possível que estas obras demorem mais do que cinco anos a serem concluídas, o que pode levar a população a pensar que é mais um “cheque sem cobertura” passado pelo Governo, ou seja, sem resultados visíveis a curto prazo. Neste sentido, o dirigente exige que o actual Executivo de Chui Sai On explique as medidas a adoptar que estejam de encontro com as promessas feitas por Ho Iat Seng, para que se possa concluir a linha leste do metro ligeiro no primeiro mandato do Chefe do Executivo eleito no passado domingo.
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EPM APIM NÃO PASSA CONCESSÃO DO TERRENO À FUNDAÇÃO DA ESCOLA
Dois em um
TIAGO ALCÂNTARA
sexta-feira 30.8.2019
AAssociação Promotora da Instrução dos Macaenses não pretende transmitir a concessão do terreno à Fundação Escola Portuguesa de Macau, que, por sua vez, vai ser a concessionária do polo da escola nos novos aterros. José Sales Marques, membro da fundação, garante tratar-se de um “não assunto” e que ambas as entidades podem trabalhar em conjunto
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UAS concessões, o mesmo projecto educativo. O terreno onde está localizada a Escola Portuguesa de Macau (EPM) foi concessionado pelo Governo à Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), e assim se deverá manter. Miguel de Senna Fernandes, presidente da APIM, garantiu ao HM que não tem em vista uma transmissão de direitos da concessão à Fundação Escola Portuguesa de Macau (FEPM), que ficará com a concessão do terreno nos novos aterros para o novo pólo da EPM. “O terreno foi concedido à APIM, portanto não é meramente detido. Não há uma transmissão do terreno à vista, pois não é esta a ideia da APIM”, apontou. O advogado garantiu que cabe ao Governo tomar a decisão de alterar a concessão inicial, sempre com o aval do Chefe do Executivo e “com o acordo da APIM”. Neste sentido, uma eventual mudança não será
feita “sem se ouvir a APIM”, acrescentou. De frisar que a APIM é um dos muitos accionistas da FEPM, tendo a liberdade de sair a qualquer momento, mas Miguel de Senna Fernandes não respondeu ao HM quando questionado sobre essa possibilidade. A questão da titularidade do terreno da EPM foi colocada por Joana Alves Cardoso em entrevista ao HM, publicada nesta edição, onde a candidata pelo CDS-PP às eleições legislativas em Portugal, pelo Círculo Fora da Europa, defende que esta matéria deveria ser esclarecida em prol da sustentabilidade futura da EPM. Para a candidata, a APIM já deveria ter transmitido esse direito de concessão à FEPM.
NOVOS ATERROS COM A FEPM
Do lado da FEPM, a reacção é de tranquilidade. Ao HM, José Sales Marques frisou que este é um “não assunto” e “não faz parte da agenda da FEPM”. O economista e membro do conselho de admi-
José Sales Marques assegura que esta entidade [FEPM] “será concessionária do terreno do novo polo, pelo que por aí teremos muito que fazer”
nistração da FEPM assegura que esta entidade “será concessionária do terreno do novo polo, pelo que por aí teremos muito que fazer”. Sales Marques não teme uma eventual saída da APIM do corpo de accionistas da FEPM. “Não há razões para esses receios.Asustentabilidade das duas escolas precisa, como é óbvio, de ser objecto de estudo e de uma criteriosa análise, nomeadamente quanto à dimensão da nova escola e da actual EPM após a ampliação.”
O economista acredita que há até condições para a APIM e a FEPM trabalharem em conjunto no mesmo projecto educativo. “Creio que as duas unidades poderão criar sinergias positivas entre elas e contribuir, no seu conjunto, para maximizar o potencial das duas”, acrescentou. De acordo com o despacho datado de 1998, e assinado pelo, à época, Presidente da República portuguesa, Jorge Sampaio, o
património da FEPM é composto pela “contribuição da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses traduzida na disponibilização da utilização do terreno e do imóvel onde se encontra a funcionar a actual Escola Comercial Pedro Nolasco, sita na Avenida Infante D. Henrique, em Macau, para os fins a prosseguir pela Fundação”. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
UNIVERSIDADE DE MACAU PROFESSOR PREMIADO COM MEDALHA CIENTÍFICA NA SUÉCIA
DIAMANTES NOVAS REGRAS DE IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO NO TERRITÓRIO EM OUTUBRO
S
O
UN Guoxing, professor assistente do Instituto de Física Aplicada e Engenharia de Materiais da Universidade de Macau (UM) foi prestigiado com a Medalha Científica de 2019 na 27ª cerimónia de prémios da Associação Internacional de Materiais Avançados (IAAM), realizada na Suécia, “pelo seu excepcional contributo no campo da ciência avançada de materiais”, anunciou ontem a instituição académica. O docente e investigador da UM é doutorado em Engenharia Civil e Ambiental pela Universidade de Ciência e Tecnologia
de Hong Kong, e tem desenvolvido pesquisas nas áreas de materiais poliméricos avançados, nanocompósitos, materiais de cimentação, misturas de betão, e outras inovações aplicadas. Sun Guoxing tem já 43 teses académicas publicadas e sete patentes registadas. Os vencedores da Medalha Científica do IAAM são seleccionados com base na sua contribuição de excelência nos cinco anos anteriores ao da nomeação, para as áreas da física, química, biologia, engenharia, ciências médicas e matemáticas, oceanologia, ciências da terra, da atmosfera e planetárias.
Governo anunciou ontem que as novas regras de importação e exportação de diamantes no território entram em vigor a 1 de Outubro, para alinhar o território com as regras do comércio internacional. Sem a certificação do processo Kimberley, que estabelece as regras do comércio internacional, as regiões produtoras não poderiam exportar diamantes
em bruto para Macau, que no ano passado importou diamantes já trabalhados no valor de 20 milhões de patacas, explicou, no final de Março, o porta-voz do Conselho Executivo, Leong Heng Teng. O regulamento administrativo complementar divulgado ontem estabelece como prazo máximo de dois anos as licenças de operação de importação,
exportação, trânsito, compra e venda e transporte de diamantes em bruto em Macau. O pedido deve ser feito junto da Direcção dos Serviços de Economia, já “o prazo de validade do certificado não pode ser superior a 60 dias, e as licenças de exportação, importação e trânsito são válidas por um período de 30 dias”, explicaram as autoridades do território.
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30.8.2019 sexta-feira
PEARL HORIZON INVESTIDORES RECORREM AO CONSELHO DE ESTADO CHINÊS O facto do Governo de Chui Sai On não ter considerado o pagamento do imposto de selo por Macau News Agency lesados para uma reunião, que nais e no pagamento do imposto parte dos promitentes(MNA) noticiou on- serviria para discutir o programa de selo é a posição consistente e o desejo de todos os proprietários”, tem que os promitentes- de habitação para troca. compradores do Pearl “Qualquer proprietário é um pode ler-se. “Exigimos que o Go-compradores do Pearl Horizon no acesso Horizon recorreram, pela investidor legítimo e está sujeito verno Central intervenha e exija primeira vez, ao Conse- à propriedade privada de acordo ao Governo de Chui Sai On a ao programa de lho de Estado para os Assuntos de com a Lei Básica de Macau. O resolução deste problema o mais Hong Kong e Macau do Governo Governo da RAEM deve respeitar cedo possível”, acrescenta a carta. habitação para troca O deputado José Pereira CoutiCentral, em Pequim, para se quei- o estatuto legal dos proprietários. xarem do facto de terem investido A confiança nos contratos origi- nho entregou recentemente uma inlevou os lesados a terpelação junto do Governo onde milhões numa casa que nunca será entregar uma carta acusa as autoridades de criarem construída, pois o Governo retirou critérios errados no acesso à habia concessão do terreno ao promotor Cerca de 100 lesados junto do Conselho tação para troca, o que faz com que do projecto habitacional, a Polytex. ficam de fora deste muitos lesados não se consigam A carta entregue junto do de Estado para os candidatar à aquisição de uma nova Conselho de Estado também programa, porque o casa. Cerca de 100 lesados ficam apresenta críticas à postura do Assuntos de Hong Governo teve em de fora deste programa porque o Governo relativamente ao proKong e Macau do conta o registo predial Governo teve em conta o registo grama de habitação para troca. predial das fracções (que não foi Em declarações à MNA, Kou das fracções (que Governo Central. feito por todos os lesados) e não Meng Pok, porta-voz dos lesados não foi feito por o pagamento do imposto de selo. e presidente da Associação dos Na missiva, pedem A empresa de renovação urbana Compradores do Pearl Horizon, todos os lesados) já aprovou 1022 pedidos por pardisse que o Executivo liderado igualdade de acesso a por Chui Sai On nunca convidou e não o pagamento te dos promitentes-compradores do imposto de selo uma fracção do Pearl Horizon, mas mais de a associação que representa os
Dar tudo por tudo
A
Taishan Incidente no isolamento da central nuclear sem consequências a nível de segurança Os Serviços de Polícia Unitários divulgaram ontem que no passado dia 20 de Agosto, terça-feira, a Central Nuclear de Taishan sofreu um incidente ao nível do isolamento. “Pelas 16h50, foi activado
o sistema de ventilação eléctrica (DVL) da fábrica de segurança, tendo o pessoal operacional verificado que dois amortecedores de isolamento do sistema de ventilação foram colocados
no modo de controlo manual in loco, o que levou a que o sinal de isolamento automático deixasse de funcionar e a função de isolamento ficasse indisponível”, refere o comunicado dos (SPU).
Menos de uma hora depois o problema foi resolvido, e os SPU asseguram que, “actualmente, as unidades em funcionamento de Central Nuclear de Taishan mantêm-se em estado seguro
e estável”. Segundo as autoridades, “o incidente não afectou o funcionamento, a segurança da central, a saúde do pessoal operacional, da população e do ambiente adjacente à central”.
dois mil terão apresentado a sua candidatura.
“ÀS CEGAS”
A MNA noticiou também que esta quarta-feira houve uma reunião de membros do Governo, onde se inclui a secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, com outra associação ligada ao empreendimento Pearl Horizon, a Associação de Promoção da Habitação para Troca, que serviu para abordar o programa de habitação para troca, que vai nascer no terreno da Areia Preta onde iria ser criado o empreendimento da Polytex. Kou Meng Pok disse que esta nova associação foi criada pelo Governo, numa acção que ele considera ser secreta. “Porque é que o Governo não discute directamente com a Associação de Compradores do Pearl Horizon? Se o projecto de habitação para troca e renovação urbana cobre todo o território de Macau, não seria mais adequado recorrer à nossa associação para criar uma associação de promoção da habitação para troca?”, questionou. A.S.S.
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sexta-feira 30.8.2019
ALFÂNDEGA APREENDIDO VESTUÁRIO INFANTIL CONTRAFEITO E DETIDAS SETE PESSOAS
Era uma vez a Peppa Pig
Mercadoria contrafeita no valor de 70 mil patacas foi interceptada pelas autoridades, em lojas próximas à Avenida Almeida Ribeiro. Os suspeitos pela venda de 852 peças de roupa infantil foram detidos por violação dos direitos de propriedade intelectual
O
S Serviços de Alfândega de Macau anunciaram ontem a apreensão de um lote de vestuário de criança contrafeito, que resultou na detenção de sete pessoas envolvidas, cinco das quais residentes e duas não residentes, por violação de propriedade intelectual. Durante a operação, que ocorreu esta segunda-feira, as autoridades interceptaram mercadoria de contrafacção em quatro lojas, alegadamente autónomas, na zona centro do território, perto daAvenidaAlmeida Ribeiro. Os nomes das lojas não puderam ser divulgados, por “estarem agora em processo judicial”. O lote de mercadoria apreendida foi estimado em 70 mil patacas e era composto por 852 peças de roupa infantil, de diferentes marcas incluindo a britânica “Peppa Pig”, além de artigos com defeito. Segundo os inspectores, a proveniência das peças ainda está por apurar, mas foi trazida do exterior, informaram ontem em conferência de imprensa. O negócio passava por adquirir cada peça por valores entre os 10 e os 30 renminbis e vendê-las depois por somas entre as 25 e as 70 patacas. A verificação das peças e inspecção das infracções levaram à suspeita de violação da propriedade intelectual, pelo que foi feita a detenção dos envolvidos para posterior identificação e investigação. Entre estes, duas pessoas foram dadas como responsáveis, as outras são empregadas das quatro lojas. Os sete suspeitos, cinco mulheres e dois homen, têm idades compreendidas entre os entre os 27 e os 53 anos. Duas das mulheres são portadoras de “blue card”, os restantes são residentes locais.
MAIS INFORMAÇÃO
Esta não foi, em termos de quantidade, a maior apreensão de produtos contrafeitos do ano, afirmaram
ELP Rotação das tropas em Macau e em Hong Kong
O Exército de Libertação Popular (ELP) realizou ontem em Macau e Hong Kong a rotação das suas tropas, informou a agência de notícias estatal Xinhua. A movimentação das tropas acontece no mesmo mês em que Pequim divulgou a mobilização de milhares de tropas chinesas em Shenzhen, o que fez aumentar o receio de uma intervenção na ex-colónia britânica para travar os protestos pró-democracia e antigovernamentais, marcados por violentos confrontos com a polícia. A agência de notícias oficial chinesa, contudo, indicou que esta movimentação da guarnição do ELP em Macau e em Hong Kong foi "aprovada pela Comissão Militar Central" e "é uma rotação de rotina anual normal, de acordo com a Lei de Guarnição" das duas regiões administrativa especiais chinesas. Esta é a 20.ª e a 22.ª vez que há rotação das tropas em Macau e em Hong Kong, respectivamente, uma por cada ano desde que os territórios regressaram à administração chinesa.
Contrabando Casal apanhado com vinho em carrinho de bebé
os Serviços de Alfândega, mas os números têm sido inferiores aos registados em igual período do ano passado, que os responsáveis atribuem aos esforços de esclarecimento feitos nos últimos anos. “Em relação a 2018, de facto reduzimos o número de casos, porque fizemos mais promoção sobre essa questão da propriedade
intelectual e também existem mais comerciantes a fazerem perguntas e a consultarem-nos sobre esta matéria”, indicaram, “e por isso desceu este tipo de crime”. Os Serviços de Alfândega acrescentaram que têm apelado “a todos os cidadãos para que não vendam produtos que violem a propriedade intelectual e não desafiem a lei”.
“Em relação a 2018, reduzimos o número de casos [de contrafacção], porque fizemos mais promoção sobre a questão da propriedade intelectual e também existem mais comerciantes a fazerem perguntas e a consultarem-nos sobre esta matéria.” SERVIÇOS DE ALFÂNDEGA
Os sete envolvidos foram já entregues ao Ministério Público, suspeitos de violar o Regime Jurídico da Propriedade Industrial, pela venda, circulação ou ocultação de produtos ou artigos que infringem os direitos de propriedade intelectual. Pelas infracções poderão incorrer em pena de prisão até 6 meses ou pena de multa de 30 a 90 dias, de acordo com o disposto no mesmo diploma. Presentes na conferência de imprensa estiveram o chefe de Divisão de Inspecção, U Iek Chun, o chefe operacional da Divisão de Inspecção, Cheang Wa Kam e a chefe do departamento de Propriedade Intelectual, Tam In Man. Raquel Moz
raquelmoz.hojemacau@gmail.com
Um casal de residentes de Macau foi interceptado no domingo pelos Serviços de Alfândega de Gongbei, por suspeita de contrabando de quatro garrafas de vinho tinto num carrinho de bebé, que transportava uma criança, noticiou o jornal Ou Mun. De acordo com as autoridades do Continente, o casal tentou passar pela via “nada a declarar”, mas o comportamento estranho do homem levou as autoridades a inspeccionar o casal. As autoridades verificaram que o marido atravessou a fronteira várias vezes num curto espaço de tempo, e que esta não é a primeira vez que foi apanhado a levar garrafas de vinho em excesso. Segundo o Ou Mun, as autoridades de Gongbei detectaram vários casos semelhantes no decurso deste ano.
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30.8.2019 sexta-feira
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 491/AI/2019
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 496/AI/2019
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor GUO FUGUANG, portador do Salvo Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C57047xxx e do Título de Identificação de Trabalhador Não-Residente da RAEM n.° 22991XXX, que na sequência do Auto de Notícia n.° 20/DI-AI/2018, levantado pela DST a 01.02.2018, e por despacho da signatária de 14.08.2019, exarado no Relatório n.° 370/DI/2019, de 01.08.2019, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua de Nam Keng n.° 31, Flower City - Edf. Lei Mau, 20.° andar AC, Taipa onde se prestava alojamento ilegal.---------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -----------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.----------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 14 de Agosto de 2019. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor YU WEICHAO, portador do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C46165xxx e portador do Título de Identificação de Trabalhador Não-Residente da RAEM n.° 23452xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 81/DI-AI/2018, levantado pela DST a 19.04.2018, e por despacho da signatária de 14.08.2019, exarado no Relatório n.° 375/DI/2019, de 02.08.2019, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Estrada de S. Francisco n.° 3, Millionaire Garden, 7.° andar D onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -----------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.----------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 14 de Agosto de 2019. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 517/AI/2019
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 529/AI/2019
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora QU WANLIAN, portadora do Passaporte da RPC n.° E23188xxx e portadora do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C58872xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 5.1/DI-AI/2018, levantado pela DST a 08.01.2018, e por despacho do Director dos Serviços de Turismo, Substituto, de 13.06.2019, exarado no Relatório n.° 207/DI/2019, de 29.05.2019, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.° 1047, Edf. Nam Fong, Bloco 3, 8.° andar O.-----------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.------------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.----------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 23 de Agosto de 2019. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor ZENG KAI, portador do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C57389xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 277/DI-AI/2017, levantado pela DST a 06.12.2017, e por despacho da Directora dos Serviços de Turismo, Substituta, de 14.06.2019, exarado no Relatório n.° 265/DI/2019, de 04.06.2019, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua de Xangai n.° 21-E, I Keng Fa Un, I Tou Kok, 6.° andar B onde se prestava alojamento ilegal.-------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -----------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.----------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 23 de Agosto de 2019. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
Anúncio O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 3ª vez do ano 2019
(1) Fins O FDCT foi estabelecido por Regulamento Administrativo nº14/2004 da RAEM, publicado no B. O. N° 19 de 10 de Maio, e está sujeito a tutela do Chefe do Executivo. O FDCT visa a concessão de apoio financeiro ao ensino, investigação e a realização de projectos no quadro dos objectivos da política das ciências e da tecnologia da RAEM.
(2) Alvos de Patrocínio (i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM.
(3) Projecto de Apoio Financeiro (i) Que contribuam para a generalização e o aprofundamento do conhecimento científico e tecnológico; (ii) Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas; (iii) Que sejam inovadores no âmbito do desenvolvimento industrial; (iv) Que contribuam para fomentar uma cultura e um ambiente propícios à inovação e ao desenvolvimento das ciências e da tecnologia; (v) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vi) Pedidos de patentes.
(4) Valor de Apoio Financeiro (1) Igual ou inferior quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00) (2) Superior a quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00)
(5) Data do Pedido Alínea (1) do número anterior Todo o ano Alínea (2) do número anterior A partir do dia 2 de Setembro até 3 de Outubro de 2019 (O próximo pedido será realizado no dia 2 de Janeiro ao 3 de Fevereiro de 2020)
(6) Forma do Pedido
Preenchido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 235 /2018,《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》, publicado no B. O. N° 40 de 3 de Outubro 2018, . Pode inscrever-se através do sistema de candidatura ao apoio financeiro online do FDCT (website: www.fdct.gov.mo). Endereço do escritória: Avenida do Infante D. Henrique N.º 43-53A, Edf. “The Macau Square ”, 11.º andar K, Macau. Para informações: tel. 28788777.
(7) Condições de Autorizações Por despacho do Chefe do Executivo nº 235 /2018, processa o 《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》. O Presidente do C. A. do FDCT, Ma Chi Ngai 2019 / 8 / 30
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sexta-feira 30.8.2019
COMÉRCIO TNR AUFERIRAM EM JUNHO MENOS UM TERÇO QUE OS RESIDENTES
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URANTE o mês de Junho, os trabalhadores residentes do sector do comércio por grosso e retalho auferiram, em média, 15.290 patacas, enquanto os não residentes receberam 11.370, ou seja, menos 34 por cento. A diferença de salários agudizou-se em Junho, com os residentes a receberam mais 4,6 por cento em relação ao mesmo mês de 2018, enquanto os TNR tiveram um aumento de 3,5 por cento. Este sector empregava durante o segundo trimestre deste ano 63.502 trabalhadores, uma subida de 3,6 por cento em relação ao período homólogo do ano transacto, de acordo com dados divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Importa referir que o sector do comércio foi o que mais empregou no segundo trimestre do ano, com 63.502 trabalhadores. Nos transportes e comunicações, os residentes auferiram, em média, no mês de Junho, 24.390 e os TNR menos 25,53 por cento, com os salários a ficarem-se pelas 19.430 patacas. Este sector foi o que mais recrutou durante o segundo trimestre do ano, com um aumento de 25 por cento da mão-de-obra em relação ao período homólogo de 2018, totalizando 14.060. A DSEC justifica o incremento com a abertura da Ponte HKZM e a entrada em funcionamento, para breve, do Metro Ligeiro. J.L.
Wynn 80 milhões para a Universidade de Macau
A operadora de jogo norte-americana Wynn Resorts, com dois casinos em Macau, anunciou ontem ter doado 80 milhões de patacas à Universidade de Macau. A doação foi feita à Fundação de Desenvolvimento da Universidade de Macau (UMDF), para dar “apoio educacional e desenvolvimento da Universidade de Macau (UM) e da sua Academia de Economia da Ásia-Pacífico e Gestão (APAEM)”, explicou a operadora norte-americana em comunicado. Para esta doação, justificou a Wynn Resorts, contou o facto de a Universidade de Macau, através da sua academia de economia, organizar “regulamente conferências internacionais e seminários sobre temas diferentes, que promovem a cooperação entre muitos outros líderes empresariais e profissionais”.
JOGO CONSTRUÇÃO DO GRAND LISBOA PALACE TERMINA NO PRÓXIMO MÊS
Novas estrelas no Cotai
Três novos espaços no Cotai começam a ganhar nitidez. No próximo mês termina a construção do Grand Lisboa Palace, do grupo SJM, com abertura prevista para a segunda metade de 2020. Entretanto, a Galaxy Entertainment levanta o véu sobre o novo centro de convenções, enquanto a Sands China adianta que o Londoner Hotel estará pronto em Julho de 2020
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OM a renovação das licenças de jogo no horizonte, a abertura de três novos espaços no Cotai ganha contornos mais concretos. Neste aspecto, destaque para a estreia da Sociedade de Jogos de Macau, S.A. (SJM) no strip do Cotai com o Grand Lisboa Palace. Durante uma cerimónia de entrega de bolsas escolares a filhos de funcionários da concessionária, o CEO da empresa, Ambrose So, garantiu que a construção do Grand Lisboa Palace tem fim à vista, já para Setembro. Terminadas as obras, a SJM irá pedir licença de funcionamento, um processo que a concessionária espera que demore algum tempo, uma vez que tem de passar pelo crivo de vários departamentos públicos. Em relação ao número de mesas de jogo que o Grand Lisboa Palace terá, Ambrose So referiu que irá pedir licença para cerca de 300. “Quantas mesas o Governo irá conceder não sabemos, mas com base nas experiências anteriores no Cotai, normalmente são aprovadas entre 120 e 150 mesas de jogo”, projectou o CEO da SJM, citado pela
Macau News. Como já tinha sugerido noutras ocasiões, Ambrose So não descarta a hipótese de transferir algumas mesas de outros casinos do grupo para o novo espaço no Cotai. Em relação ao decréscimo das receitas registadas no mês passado, em relação ao ano anterior, o director da SJM justificou o resultado com a quebra das receitas apuradas pelo segmento VIP, que não foi compensado. Em relação ao panorama económico, Ambrose So espera que se chegue a um acordo na guerra comercial entre Pequim e Washington e que a estabilidade regresse a Hong Kong para que “a vida volte ao normal”.
CENTRO DA GALÁXIA
Esta semana, em Pequim, na IBTM China, feira dedicada ao sector
MICE, o grupo Galaxy Entertainment levantou o véu sobre o Galaxy International Convention Center, descrito como uma das infra-estruturas mais avançadas tecnologicamente para este tipo de negócio. Com abertura programada para o início de 2021, o centro de convenções terá uma área de 40 quilómetros quadrados, onde vai estar incluída uma sala de exposições e conferências com cerca de 10 quilómetros quadrados de área. Além destas valências, a infra-estrutura vai albergar um espaço dedicado a espectáculos e desporto, a Galaxy Arena, com capacidade para 16 mil lugares. O centro de convenções será ainda dotado de um salão para banquetes, com capacidade para acolher 2400 pessoas, além de um hotel de luxo com 700 quartos.
Durante uma cerimónia de entrega de bolsas escolares a filhos de funcionários da concessionária, o CEO da empresa, Ambrose So, garantiu que a construção do Grand Lisboa Palace tem fim à vista, já para Setembro
“É uma honra apresentar esta infra-estrutura de topo, de forma a atrair novos visitantes e complementar a visão do Governo de Macau de diversificação económica e desenvolvimento do território enquanto centro mundial de turismo e lazer”, disse o presidente da Galaxy Entertainment Group, Lui Che Woo, citado pela Inside Asian Gaming. A abertura do centro de convenções da Galaxy trará concorrência à Sands China e à Cotai Expo do Venetian e ao Cotai Arena. Ainda no universo da Sands China, a vice-presidente do departamento de marketing e comunicação, Cristina Quental, revelou que o The Londoner Hotel estará concluído em Julho do próximo ano, de acordo com informação veiculada pela Macau News Agency. A nova unidade hoteleira irá substituir o Holiday Inn Macao Cotai Central, transformando os 1200 quartos do edifício antigo por 600 suites com um quarto. João Luz
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30.8.2019 sexta-feira
Sands China Promove Workshops Gratuitos de Artesãos de Cerâmica Abertos ao Público NO ÂMBITO DE TUDO O QUE RELUZ É OURO – EXPOSIÇÃO DE CERÂMICA DESLUMBRANTE
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Sands China Ltd. convidou 12 ceramistas de Jingdezhen e Dali, na China, para orientarem o Workshop de Artesãos de Cerâmica que vai ter lugar no The Venetian® Macao. Os worshops são gratuitos e estão abertos ao público diariamente, das 14.00 às 18.00 horas, durante um período de duas semanas, de 19 a 30 de Agosto. Estes talentosos artesãos profissionais vão demonstrar durante os workshops várias técnicas como modelação de cerâmica, pintura Wucai, escultura, imitação de mármore, de perfuração de couro e aplicação de adereços, técnicas de esculpir, vidrar, fazer pincéis, azulejos e ferramentas de bambu, entre outras. Os workshops incluem demonstrações interactivas, onde os participantes se podem integrar em actividades como pintura de cerâmica,
trabalhos com contas e ornamentação e trabalhos em couro. Os participantes podem levar os trabalhos para casa no final. O ingresso neste workshop familiar só é permitido a crianças com mais de cinco anos de idade. As crianças terão de estar acompanhadas por um adulto.
obras-primas da cerâmica, criadas por ceramistas extraordinários, oriundos de 13 países e regiões diversas. É a maior, e mais importante, exposição de arte realizada na Zona da Grande Baia em 2019.
O Workshop de Artesãos de Cerâmica é uma das actividades integradas no projecto da Sands China Tudo o Que Reluz é Ouro – Exposição de Cerâmica Deslumbrante, que está patente ao público até 9 de Outubro, nos seguintes locais: The Venetian Macao; The Parisian Macao, Four Seasons Hotel Macao, Cotai Strip e Sands® Macao. Saliente-se ainda que a Exposição vai ceder quatro das suas obras ao Museu de Arte de Macau até 8 de Outubro, que irão estar em destaque na exibição principal de Arte Macau. O Dr. Wilfred Wong, Presidente da Sands China Ltd., afirmou: “Depois de ter organizado masterclasses para estudantes universitários de arte em Junho, com grande sucesso, a Sands China tem o prazer de aproveitar de novo a oportunidade proporcionada pela nossa exposição de cerâmica, para patrocinar este workshop que conta com a participação de ceramistas especializados vindos de Jingdezhen e de Dali. É uma oportunidade rara para testemunhar ao vivo a habilidade destes artesãos. Esperamos que as famílias locais e as que estão de passagem, possam visitar a exposição e experienciar este workshop único, que decorre no espaço de um resort integrado. Esperamos que a exposição e o workshop ajudem a popularizar a arte da cerâmica em Macau e promovam o enriquecimento do meio artístico da cidade, uma iniciativa de apoio à Arte Macao.” Tudo o que Reluz é Ouro – Exposição de Cerâmica Deslumbrante, da Sands China, apresenta mais de 90
Esta exposição faz parte de Arte Macau 2019, um mega evento artístico e cultural com a duração de seis meses, de nível internacional, organizado pelo Governo da R.A.E. de Macau. O evento tem o apoio de hotéis, resorts integrados e consulados estrangeiros. O programa do evento integra a Exposição Internacional de Arte e uma série de outros eventos, como concertos e actuações de dança e teatro, para além de instalações artísticas em espaços públicos ao ar livre.
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sexta-feira 30.8.2019
Primeiros acordes TIMC WU TIAO REN EM PORTUGAL PARA CONCERTOS EM CINCO CIDADES
A banda chinesa Wu Tiao Ren aterrou ontem em Lisboa e prepara-se para realizar a sua primeira digressão em Portugal. Manuel Correia da Silva, do festival This is My City - Global Creative Network, pretende transformar estes concertos numa iniciativa permanente e até levá-los aos festivais de Verão que anualmente acontecem no país
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OMEÇA hoje a digressão em Portugal da banda chinesa Wu Tiao Ren, oriunda de Shenzen, que termina a 8 de Setembro. Hoje os Wu Tiao Ren protagonizam um concerto na redacção do Jornal de Notícias do Porto e, no sábado, na sala de espectáculos Casa da Música. Segue-se uma residência artística em Leiria, graças a uma parceria com a editora Omnichord Records, estando previsto um concerto no Atlas Hostel Leiria. Na próxima quinta-feira, 5 de Setembro, é a vez da banda actuar no Salão Brazil, em Coimbra, seguindo-se o concerto no MusicBox, em Lisboa, no dia seguinte. A 8 de Setembro os Wu Tiao Ren tocam no interior do Alentejo, na cidade de Montemor-o-Novo, no espaço artístico das Oficinas do Convento. Em declarações ao HM, Manuel Correia da Silva, responsável pelo TIMC, declarou que esta é a primeira vez que promovem uma digressão com uma banda chinesa e não pretendem ficar por aqui. “Queremos alargar esta rede e poder trazer bandas chinesas com mais frequência para estes circuitos. Estes artistas não são conhecidos e temos de fazer um grande trabalho de promoção para conseguirmos alcançar os festivais de Verão. Acho que faz todo o sentido chegar a esse mercado e acreditamos que para o ano isso já se vai conseguir, estamos a trabalhar para alcançar esse objectivo.” Acima de tudo, trazer os Wu Tiao Ren a Portugal significa mostrar um outro lado da cultura e música chinesas ainda desconhecidas do grande público português. “A nível de expressão artística e de música indie é muito raro acontecer
algo em Portugal. Fala-se muito da China mas só se fala de um certo tipo de coisas, e queremos mostrar ao vivo artistas que pertencem a uma geração mais recente, de uma cultura urbana, que em muitas coisas são parecidos connosco mas ao mesmo tempo tem uma cultura diferente, e os Wu Tiao Ren fazem bem esse jogo, porque apesar de terem uma base musical bastante universal, que é o rock, têm muitos pormenores da cultura deles, porque cantam em chinês e têm muitos pormenores da cultura folclórica do sul da China, como a ópera chinesa e tudo mais. Esta conjugação parece-nos única e de valor para ser apresentada cá.”
TAMBÉM PARA CHINESES
Apesar de esta ser uma digressão em Portugal, Manuel Correia da Silva
admite que gostaria de encontrar, na audiência, rostos da comunidade chinesa residente em Portugal. “Gostava muito de conseguir encontrar a comunidade chinesa nestes concertos, pois acho que também é para eles. Estamos a tentar colmatar o desafio que é chegar essas comunidades. Não é fácil.” Os Wu Tiao Ren nasceram em 2008, sendo oriundos da cidade de
Shantou, na província de Guangdong. As suas músicas versam sobre as vidas marginais da China e são marcadas pela influência da ópera local e por canções de pescadores. Além disso, “a sonoridade desta banda chinesa incorpora ainda gravações das ruas da cidade, buzinas de autocarros, ruídos de motorizadas e encenações de
“Queremos alargar esta rede e poder trazer bandas chinesas com mais frequência para estes circuitos. Estes artistas não são conhecidos e temos de fazer um grande trabalho de promoção para conseguirmos alcançar os festivais de Verão.”
discussões entre vizinhos”, aponta um comunicado. Além da digressão dos Wu Tiao Ren, o TIMC tinha o plano de trazer o projecto NOYB, mas por motivos de doença de um dos protagonistas da iniciativa o projecto teve de ser adiado. “Este é um projecto de Macau, liderado pelo Rui Farinha e por mim. É um trabalho de curadoria e um projecto multimédia que envolve música e video e que constitui também uma tentativa de reflectir a região onde estamos. Era um espectáculo que ia ser feito de propósito para Macau, mas é provável que aconteça ainda este ano”, frisou. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
MANUEL CORREIA DA SILVA THIS IS MY CITY - GLOBAL CREATIVE NETWORK
INSTITUTO CULTURAL ACEITAM-SE PROPOSTAS PARA “DESFILE INTERNACIONAL DE MACAU”
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EALIZA-SE a 8 de Dezembro mais uma edição do “Desfile Internacional de Macau 2019”, organizado pelo Instituto Cultural (IC) em celebração do 20.º Aniversário da Transferência da Administra-
ção de Macau para a China. O IC começa a receber propostas de participação de grupos artísticos ou escolas que desejem desfilar por algumas zonas da península de Macau entre os dias 2 e 8 de Setembro.
De acordo com um comunicado, “a rota do desfile desta edição é semelhante à do ano anterior, tendo início nas Ruínas de S. Paulo e fim na Praça do Lago Sai Van”. O tema deste ano é “Uma
Faixa, Uma Rota”, nome do projecto político chinês, que pretende reconstituir a antiga rota comercial da seda. Os grupos podem participar no desfile em duas modalidades : “Tema do Desfile” e “Des-
file de Grupos Artísticos”. Além disso, os participantes podem inscrever-se também nas actividades comunitárias que decorrem na véspera do desfile, tal como o “Mini Desfile de Promoção
Artística” e o “Programa da Arte na Comunidade”. O objectivo é levar “diferentes formas de cultura e artes às comunidades de Macau”. Serão ainda atribuídos dois prémios.
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30.8.2019 sexta-feira
Ministério da Defesa chinês “Pedimos aos EUA que abandonem a sua mentalidade da Guerra Fria, moderem o desenvolvimento de armamento e façam mais pela estabilidade no mundo.”
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EQUIM rejeitou ontem a proposta norte-americana de negociar um tratado trilateral para a eliminação de mísseis nucleares de médio e curto alcance, que incluiria ainda a Rússia, considerando que não é “justo ou razoável”. Washington decidiu este mês não renovar o Tratado de Armas Nucleares de Médio Alcance com a Rússia, que existia desde 1987, e convidou a China a integrar “uma nova era de controlo da corrida às armas”, com a negociação de um acordo entre as três nações. “A participação da China em negociações trilaterais não é justa nem razoável. Os EUA são o país com o maior arsenal nuclear, devem aceitar a sua responsabilidade
NUCLEAR REJEITADO ACORDO COM EUA PARA ELIMINAR MÍSSEIS
Faça-se justiça no controlo do armamento e criar condições para que outros países participem do desarmamento, em vez de se retirarem dos tratados”, afirmou o porta-voz do ministério chinês da Defesa, Ren Guoqiang. Ren lembrou que “logo após os EUA se retirarem do tratado, começaram a testar mísseis, o que prova que as acções não correspondem às palavras. Militares norte-americanos testaram, no domingo passado, um
míssil de médio alcance na costa da Califórnia - um lançamento que seria ilegal caso o acordo com a Rússia ainda vigorasse. “Pedimos aos EUA que abandonem a sua mentalidade da Guerra Fria, moderem o desenvolvimento de armamento e façam mais pela estabilidade no mundo”, acrescentou. O porta-voz realçou que “a China segue uma política militar defensiva” e que o seu desenvolvimento de armas nucleares “é
Crónicas da “guerra”
Pequim e Washington em contacto para retomar negociações
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China e os Estados Unidos “mantiveram uma comunicação efectiva” sobre a possibilidade de retomarem, em Setembro, negociações para um acordo que ponha fim à guerra comercial, informou ontem o ministério chinês do Comércio. Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério, Gao Feng, disse que “os dois lados estão a debater” a possibilidade de reunir no próximo mês, conforme planeado após a última ronda de negociações. “Neste momento, o mais importante é criar as condições necessárias para que ambas as partes continuem as negociações”, disse o porta-voz.
“A China acredita que se a delegação chinesa for aos Estados Unidos, os dois lados devem trabalhar juntos e criar condições para promover o progresso nas consultas”, afirmou. Estas declarações foram feitas depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmando, na segunda-feira, que uma nova ronda de negociações poderia começar “muito em breve”, e não descartou atrasar ou cancelar a entrada de novas taxas alfandegárias sobre produtos chineses, prevista para os próximos meses. Gao reiterou que a China “se opõe fortemente a uma escalada da guerra comercial e está disposta a resolver o problema através de
consultas e cooperação com uma atitude calma”. O porta-voz exigiu que as últimas taxas, anunciadas na sexta-feira passada por Washington, sejam suspensas.
NÚMEROS EM CAUSA
O governo dos EUA indicou então que aumentaria as taxas de 25 para 30 por cento para importações oriundas da China no valor total
muito restrito”, mantendo-se num “nível mínimo”, para garantir as necessidades de defesa.
PRONTOS PARA AGIR
Assinado em 1987 por Ronald Reagan e Mikhail Gorbachov, então Presidentes dos Estados Unidos e da antiga União Soviética, respectivamente, o tratado aboliu o recurso a um conjunto de mísseis de alcance, entre os 500 e os 5 mil quilómetros, e pôs fim à crise
de 250.000 milhões de dólares, a partir de Outubro, e de 10 a 15 por cento, para produtos no valor de 300.000 milhões de dólares, a partir de Setembro. O anúncio surgiu após Pequim aumentar as taxas sobre um total de 75 mil milhões de dólares de bens importados dos EUA, de 5 por cento para 10 por cento. A ascensão ao poder de Donald Trump nos EUA ditou o espoletar de disputas comerciais, com os dois países a aumentarem as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dólares de produtos de cada um. Os EUA temem perder o domínio industrial global, à medida que Pequim tenta transformar as firmas estatais do país em importantes actores em sectores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros eléctricos.
desencadeada na década de 1980, com a instalação dos SS-20 soviéticos, visando capitais ocidentais. Após a retirada do tratado, o secretário de Defesa dos Estados Unidos disse que quer instalar mísseis convencionais de médio alcance na região Ásia-Pacífico, “dentro de alguns meses”. O governo chinês disse que “não vai ficar de braços cruzados” e que vai tomar contra-medidas, sem avançar mais detalhes. Em Abril de 2017, o então chefe do Comando do Pacífico das forças armadas dos EUA, Harry Harris, afirmou ao Senado norte-americano que a China, que não faz parte de nenhum tratado de desarmamento, possui a “maior e mais diversificada força de mísseis do mundo, com um inventário de mais de 2.000 mísseis balísticos e de cruzeiro”.
Hainan Tufão Podul faz oito mortos e 2 feridos
Oito pessoas morreram e duas ficaram feridas após um tufão atingir a ilha de Hainan, elevando para mais de 200 o número de mortos em desastres naturais no país asiático este Verão. A agência noticiosa oficial Xinhua informou que o tornado atingiu a povoação de Nada, na cidade de Danzhou, na manhã de ontem na China. A emissora estatal CCTV detalhou que os dormitórios dos trabalhadores em duas obras de construção desabaram, matando oito pessoas, no total. Duas pessoas ficaram feridas e estão a receber tratamento hospitalar. As fotos publicadas pela Xinhua mostram postes de electricidade e árvores destruídas e casas gravemente danificadas. Um tornado na província de Liaoning, no nordeste do país, matou seis pessoas e feriu 190, no mês passado. Só em Julho e Agosto, mais de 200 pessoas morreram na China, na sequência de cheias em diferentes regiões do país.
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sexta-feira 30.8.2019
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polícia de Hong Kong proibiu a manifestação e a marcha pró-democracia agendadas para sábado pelo movimento que tem liderado os protestos na ex-colónia britânica, sublinhando que quem desobedecer pode enfrentar até cinco anos de prisão. A decisão das autoridades foi justificada à Frente Cívica de Direitos Humanos (FCDH) por razões de segurança, dada a natureza violenta que tem caracterizado desde o início de Junho muitas das manifestações em Hong Kong, segundo um documento à qual a agência Lusa teve acesso. No mesmo documento, a polícia sublinhou que aqueles que desobedecerem à proibição podem incorrer em crimes com uma moldura penal que pode chegar aos cinco anos de prisão. A marcha deveria terminar simbolicamente junto do Gabinete de Ligação do Governo Central em Hong Kong, para assinalar o 5.º aniversário do anúncio de Pequim de uma reforma política conservadora que estipulava uma triagem para as eleições do Chefe do Executivo por sufrágio universal. A proposta foi rejeitada pelo parlamento de Hong Kong e a ‘nega’ de Pequim às reivindicações de sufrágio universal levou PUB
Quem te avisa... Polícia de Hong Kong proíbe protesto e sublinha risco de cinco anos de prisão
ao movimento de desobediência civil que ficou conhecido como a “revolução dos Guarda-Chuvas”, quando activistas pró-democra-
cia ocuparam a zona central da cidade e bloquearam as principais estradas do território durante 79 dias.
O último protesto organizado pela FCDH terá juntado, segundo o movimento, mais de 1,7 milhões de pessoas nas ruas, numa marcha pacífica que também fora proibida pelas autoridades. Tal como já acontecera anteriormente, após este protesto voltaram a registar-se episódios de violência entre manifestantes e as forças de segurança, com confrontos nos subúrbios de Tsuen Wan, nos quais a polícia de Hong Kong recorreu ao uso de canhões de água e efectuou um disparo com arma de fogo para o ar. “Cercados, sob ataque e enfrentando perigo de vida, seis polícias retiraram as suas pistolas (...) A fim de proteger a própria segurança e de outros polícias, um agente disparou um tiro de advertência para o ar”, lê-se num comunicado da polícia. De acordo com o mesmo comunicado, pelo menos quinze agentes da polícia ficaram feridos durante os confrontos de domingo e dezenas de manifestantes, incluindo um menor de 12 anos, foram detidos por reunião ilegal, posse de armas e agressão.
EM OPOSIÇÃO
A chefe de Governo de Hong Kong, Carrie Lam, que regista o índice de popularidade mais baixo
de sempre, anunciou na passada semana a criação de uma plataforma de diálogo com a sociedade, mas avisou que se os protestos violentos continuarem vai usar todos os meios legais para os enfrentar. “Há cinco anos, o Congresso Nacional do Povo bloqueou o nosso caminho para eleições livres. A sua tentativa de nos privar do sufrágio universal (…) desencadeou o movimento Occupy [Central]”, apontou a FCDH quando convocou o protesto. Agora, lamentou a decisão da polícia em proibir a manifestação e a marcha de sábado, sublinhando que tem feito todos os esforços para que os protestos sejam pacíficos. O movimento pró-democracia tem ajustado as reivindicações ao longo destes quase três meses. O movimento exige a retirada definitiva das emendas à lei da extradição, a libertação dos manifestantes detidos, que as ações dos protestos não sejam identificadas como motins, um inquérito independente à violência policial, a demissão da Chefe do Governo, Carrie Lam, e sufrágio universal nas eleições para chefe do Executivo e para o Conselho Legislativo.
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Não toques nos objectos imediatos
Intoxicação elementar
Roupa Suja
O
relógio pára, alguém se senta à mesa e começa a escrever sobre a China. Deixa o cursor correr livremente sem ter a apreensão do que verá escrito ao passar a ponte que separa a verdade da mentira – ficção da realidade, presente do futuro – ou, simplesmente, a dúvida da exclamação. De janela aberta para o mundo, saboreia a brisa que corre para outras realidades. Tenta expor sem desvios o que lhe vai no pensamento, bandeira ao vento, apregoando: nós, humanos, estamos aqui. Arriscará essa mesma pessoa fazer sombra a essa desmedida soberania, argumentando teimosias como um “homem do tanque” – saquinho na mão, silêncio, dor –, de quem nunca se soube a identidade ou paradeiro? Esse homem que atravessou a ponte sem olhar ao precipício, cansado, com o desejo único de ir para casa respirar. Atarraxado à surdina, enfrentou o colosso com uma serenidade fulgente a relampejar e ao fazê-lo deixou inscrita na retina da humanidade, colada ao ecrã, a bravura no seu esplendor. Trecho para sempre gravado, momento único e sublime. Já deu. Ocupou todos os canais. Mas será interdito falar neles, nos homens do tanque? Onde estão, já se foram? Passam a que horas? Administrar um país não é tarefa fácil, há a malha irrequieta de indivíduos dotados de raciocínio para ajustar, cativando-os a cada pulsar para que tomem determinado partido e direcção. Ao princípio, como todas as relações, é uma história de amor e pura sedução, repleta de alegrias e momentos dóceis. Mas com o passar do tempo, outras ânsias se intercalam, o feitio começa a ser visto como defeito; os galanteios, importunações; os afagos, brutalidade. E por aí fora. A linha que define os extremos esfuma-se e a vida torna-se uma extensão perene de conflito e incerteza. Apesar das retractações, pedidos de escusa e elevações de espírito, nada volta a ficar como antes. Em casa, as malas chegam-se à porta. Num país, os governos mudam. Para mais tarde, em ambas as situações, o baile voltar a ser o mesmo e a cantilena regressar ao horário nobre da sapiência. De todos os donos de casa. Ao tomar conta de uma nação, existe o dever de proteger os ocupantes que nela germinam, dando-lhes conforto, educação e cuidados. Este é o cardápio básico. A partir do momento em que a flor brota, os regentes da pátria tentam alistá-la no seu viço, para a vida inteira. Fazem-no na qualidade de jardineiros, assim como os progenitores que inscrevem os filhos ainda por rebentar no clube da sua predileção. É complicado regar esta planta, não basta o gota-a-gota. Em muitos casos, o nutrimento estanca, o gume desprende-se da faca e origina outras sementes. Som e fúria. Contrariando as necessidades de um vegetal, o
ANTØNIO FALCÃO
Antønio Falcão
desafio num animal racional não é só físico, mas mental. E aí não há sortilégio que atenda a complexidade das carências colectivas em uníssono. De cabeça perdida, o amante opta pelo impulso do malho no cinzel, para esculpir a dita dura. Apodrece-se o povo, para que se transforme e vingue num verão melhor. Tanto que se faz com matéria que apodrece. Um bom vinho, um bom queijo. A colheita precisa de fermentação. O tempo tudo cura. Na razão desperta, as redes ilimitadas da sociedade convergem para o mesmo ponto, o mesmo pedaço de alcatrão. Em sequência, as criaturas vão aparecendo no ecrã. “Estás lá?” Caminham juntas, por padrão, ainda ao lado dos famélicos da terra, encaixados nas caras dos livros, face ao poder dominador sempre que este se expande como domador de leões. Apesar da mordaça e da mais sofisticada disrupção propagandista, não há como negá-lo, o protesto ergue-se. Evocam-se liberdades. O ser. A voz. Algo que em anuências despóticas é negado na escarna política. Por demais exemplos na História – não é necessário tirar um curso para o aprender –, o ser revolta-se, a voz grita. Esta é a ordem congénita da natureza humana. Não há nenhum homem com direito de privar outro dessa universalidade. Qualquer um. A liberdade é o ensinamento que circunscreve a identidade de cada indivíduo. Seres idênticos. Uma espécie só. Cabeça, tronco e membros. Na semelhança se pungem as diferenças. Como as franjas do vocabulário. Em casos alguns, grande parte do poderio é canalizado para toldar o progresso com realidades lineares e sem fla-
tulências. Nem que para isso tenha de se reproduzir a falsidade e a “re-história”, erguendo a deseconomia e, mais à frente, a extinção. Criam-se modelos ordenados para enfrentar os juízos do povo, moldando clamores com poderes exacerbados que misturam modulações sociais, separando o trigo do joio, ora subindo o tom, ora baixando as acústicas mais graves. Um sistema de cada lado, em estéreo, a provocar a indolência. O técnico experiente e equitativo intende para que não se chegue à distorção, para que se entendam todas as nuances, dos instrumentos às vozes, instaurando a harmonia e a ponderação. O funcionário obtuso, às mãos de forças superiores, fá-lo espalmando a circunstância. Como um algoritmo, corta raízes, força pela anulação. Estingue. Seria ideal se todos tivessem oportunidade, sem que se façam das electrónicas estados de direito. Os ponteiros avançam com as pessoas que sem medo enfrentam poderes magnânimos, sabendo de antemão ser causa perdida. Porque o fazem? Modorra, urticária, infortuna? Antecipam-se e arrastam o universo às costas. Poder-se-ia pensar que os homens que detêm o domínio na China fossem gente flexível, capaz de distintas perspectivas e sensibilidades, ultrapassando as limalhas da História ou do rigor do plano mestre. Não dá certo, tenta-se outra configuração, dando um passo maior do que as pernas. No país do meio, que já não é o de outrora, abre-se um novo embrulho. Que dizer dos residentes de Hong Kong que protestam há meses rabiscando outro destino? Ritual de fim-
-de-semana transformado em conexão sagrada, tentando que – pasme-se! – o território onde vivem possa navegar ao sabor do seu próprio vento. Por não terem um país que possa viver de uma escolha aberta. A base da revolta. Surdina, colosso, relampejo. Palavras que não são sinónimos de democracia. Velas e ventoinhas. Que pretendem os homens do Norte – e do Sul – quando esticam e apertam a corda? Que tencionam demonstrar ao mundo? Torná-lo melhor? A sorte ou azar que tem uma pessoa que nasce num país com liberdades diminutas por uma questão de ideologia, idolatria ou desconfiança. Que pena, não serem livres e determinados sem mão ajustadora a abrir-lhes o caminho desde a nascença. Que fazer quando se cai dentro de um espaço limitado sem o horizonte amplo da vida? Poderá falar-se da China sem rodeios, aconselhando os homens que estão lá em cima com um caderninho na mão? Uma nação global gota-a-gota, a várias velocidades, onde a ferocidade e o sublime rolam em paralelo. Dúvida ou exclamação? Que fazer dessa magnitude, com tanto de imperial a correr-lhe nas veias, quando o mundo real se desagrega? Quem o vigia, quem tem o plano mestre? O romantismo autocrático necessita de folga. Na fantasia das grandes muralhas a faísca acaba por atear labaredas. Ao fruto proibido. É relevante dar importância ao que se escreve, não o fazendo levianamente. Até aqui, esse alguém ainda sentado, nada escreveu. Escorregando por ideias esparsas mistura modulações para que se entendam nuances. Tira as coisas do lugar. Um rodízio de sentenças, com semanas perdidas de maturação, que alguém lê e alguém ouve – isto! – levando-o para outro escrutínio. Sobe escadas e lê mais alto, para se ouvir melhor. Palavras que passam de mão em mão, como a sede que chega à boca, feita história de encantar. Escrito retirado a fórceps do meio de uma cabeça já perdida. Que ao alinhar esta exacta palavra precisa de a encontrar, para que a flor não murche. Escreve sem olhar, libertando o fantasma da realidade funesta que não se dá a disputas regionais. Face ao escritor que usa as pernas e se põe a correr liso e sem relevo. A China. Pausa. Hoje não vivemos. Amanhã já podemos viver, quando tudo isto passar. Que fazer, Senhora, que acústica usar para que o comboio passe a ponte sem perder carruagens? A inveja da inteligência purifica o doping da democracia. Em que rua está escrita esta frase? Consegue alguém colocar-se dentro da vida de outra pessoa? Os famélicos sobram e escoam para os outros países. Hong Kong escoa para o mundo. Um mundo perdido e a afundar-se. Se o Homem é cinco, o diabo é seis. Se o diabo é seis, deus é sete. O técnico experiente não deixa chegar à distorção. A melodia persiste. This monkey is gone to heaven.
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tonalidades António de Castro Caeiro
A casa
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interior de uma casa não é dado por uma geometria pura do que está dentro por oposição ao que está fora. O que delimita o interior do exterior pode ser apenas a percepção da possibilidade do fora. Um quarto sem janelas deixa adivinhar corredores e outras divisões, a rua e as ruas contíguas. Mas são naturalmente janelas e portas que fazem a fronteira complexa entre dentro e fora, que permitem espreitar para dentro e olhar janela fora, entrar e sair, fechar e abrir, prender e soltar. Há portas e portões que nos estão interditos ou podem estar abertos. Abrimos ou não a porta da nossa casa. Mas portas e janelas têm dimensões multifacetadas, como os portais virtuais do tempo passado e do tempo fantástico do sonho e da imaginação. Neste sentido apenas se tem acesso ao “interior” da casa a partir de uma percepção da intimidade afectiva da própria casa. A casa não está apensa inserida na natureza que a acolhe: piso, andar, monte, colina, ravina, mas só existe humanamente quando ela começa a inserir-se, a enraizar-se na intimidade do humano. Demora muito tempo a estar-se em casa, tanto quanto demora a sentirmo-nos em casa. A essência da casa é a intimidade do humano. A intimidade do humano não existe em nenhuma geometria esboçada até à data. O acesso à intimidade da casa é o acesso que o humano pode ter à sua intimidade. A intimidade da casa é de alguma maneira a intimidade do humano e não é perscrutável por quem nela não viva ou para quem se tenha já tornado outro e diferente de quem era. Só o sonho pode como hipótese psicanalítica sintonizar e canalizar essa dimensão perdida para a memória de uma casa e das nossas vivências dela, distribuídas ao longo do tempo. “O sonho seria uma espécie de elevador que iria buscar, de forma alucinada, essa geografia perdida”. O que o sonho faz viver oniricamente como irreal não deixa de surtir efeito, accionar afectivamente o horizonte de sentido que se projecta sobre todo e qualquer conteúdo real, transformando-o, metamorfoseando-o. O trabalho do acesso é hermenêutico. Se por defeito o quotidiano se encontra em “negação” relativamente ao estranho, inóspito, angustiante, ou melhor, se o quotidiano produz “recalcamento”, é necessário encontrar vestígios, muitas vezes avulsos e mascarados, que nos ponham na pista da dimensão profunda da existência, ou como os platónicos lhe chamam o outro mundo, ideal, mas mais verdadeiro do que mundo da realidade física. As portas de abertura encontram-se esporadicamente e requerem não apenas atenção mas um trabalho de elaboração hermenêutica. Se o quotidiano provem de e acaba numa psicopatologia, os momentos de neutralização do pathos podem ser “vistos” no “equívoco, lapso, acto falhado”. São estas formas de descontinuidade no contínuo psicopatológico que constituem verdadeiras fissuras ou fendas, portais de entrada no que a psicanálise chama “inconsciente”, que o é tão pouco que nos acontece por sua visitação, talvez.
Demora muito tempo a estar-se em casa, tanto quanto demora a sentirmo-nos em casa. A essência da casa é a intimidade do humano
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Folhetim Fernando Sobral
A grande dama do chá
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som era empolgante. Penetrava pelos ouvidos e fazia com que a batida do coração se acelerasse. Ezequiel de Campos não reconheceu a música, mas sabia que era de uma ópera. Quando entrou na sala da casa de Du Yuesheng, junto à praia de Cheoc Van, percebeu que o som vinha da varanda, onde encontrou Du e Luc LeFranc sentados. Ambos fumavam charutos e, na mesa que tinham defronte deles, estava uma garrafa de cognac francês com três copos. Dois quase cheios e um vazio. Havia também uma cadeira disponível. Percebeu que esse era o seu lugar. O som que vinha do gramofone abafava todos os outros ruídos. Quando se sentou, Du olhou para ele e disse, num inglês com forte sotaque: - A música incomoda-o, sir? - Não. - Ainda bem. Gosto de ouvir ópera ao fim da tarde. Enche-me a alma. Fez uma pausa enquanto o mordomo enchia o copo de Ezequiel. Depois disse: - Sabe o eu é? - Confesso a minha ignorância. - Nem todos gostamos de ópera. Eu só aprendi a ouvi-la bastante tarde, em Xangai. Tinha de ir a acontecimentos sociais e este som foi-se entranhando. Passou a fazer parte de mim. Esta é uma das minhas favoritas. O Anel dos Nibelungos, de Richard Wagner. Não foi um acaso que tenha sido um oficial alemão a oferecer-me. - E porque gosta dela? Pela música, pelo canto? - Bem, eu não sei alemão. Mas sinto-me mais forte, especialmente quando oiço a parte da Cavalgada das Valquírias. Todos os personagens querem o anel mágico forjado pelo anão Alberich. Ao renunciar ao amor para sempre este cria o anel mágico, que permite dominar o mundo. Sem emoções isso é possível. É o que vemos quase sempre, não é? Luc deu uma pequena gargalhada. Estava claramente à vontade perante Du. Ezequiel foi mais seráfico: - Vemos muitas vezes. Mas o amor também consegue ser mais forte do que o poder. - O amor trai-nos. O poder não, se o soubermos conquistar e preservar. Mas, para isso, temos de ser inclementes, até connosco próprios. Temos de ser como monges. O poder é uma religião. Ezequiel, que tirara o curso na Universidade de Coimbra, era um devoto da cultura grega. E, assim, não deixou de recordar: - Nos dramas da velha Grécia, não sei se conhecem, que sempre tiveram muita influência no Ocidente, os protagonistas
predestinados e condenados, são sempre confrontados por um sistema que é indiferente ao seu heroísmo, à sua individualidade e à sua moral. Mas agora há novos deuses. E o maior são os negócios. O dinheiro é Zeus. - Exacto, meu caro. Mas o dinheiro sempre foi o deus dos homens. É isso que nos move. A Terra não pertence a nada excepto ao vento. O dinheiro é o nosso vento. - E quem dominar o vento, tem o poder. Du fez um sorriso afável. - É um homem que eu entendo. Levantou o copo, num sinal de brinde. Não esperou que os outros o acompanhassem e bebeu um gole. Os seus olhos brilharam. - Eu sabia que tínhamos algo em comum devido à forma como trata a Marina. Ezequiel não disse nada. Mas não conseguiu ler nenhum traço de ironia nos olhos de Du. Luc LeFranc moveu-se um pouco na cadeira, mas continuou calado. Só observava, como se estivesse ali apenas como testemunha. O chinês disse então: - Caro doutor Ezequiel, tenho as melhores referências de si. Foi por isso que lhe pedi para vir aqui. Imaginará porquê. O português fez um ar surpreendido. - Confesso que não sei. Tem algo a ver com a Marina? Du deu uma pequena gargalhada. - Não o julgava tão ingénuo, sir. A Mari-
na é uma velha amiga de Xangai, como sabe. Tenho a maior confiança nela. E sei que ela não se ligaria a um homem se não tivesse absoluta certeza sobre as suas ideias e sonhos. E, permita-me dizê-lo, segredos. Ezequiel fungou. - Acha que a Marina conhece todos os meus segredos? - Claro que não. Todos os homens têm segredos que não confiam a ninguém. E ainda bem que o fazem. Mas ela confia em si. É o suficiente. Fez uma pausa para beber mais um gole de cognac. - É um homem de negócios, caro Ezequiel. Posso tratá-lo assim, não é verdade? O português assentiu com um pequeno acenar da cabeça. - Macau é uma terra de comerciantes. E, quer os portugueses, quer os chineses, fizeram disso o seu acordo de conveniência. Sem assinarem nada, o que vale mais que todos os contratos. Cada um faz os seus negócios, sem que ninguém importune os outros. A única diferença é que os chineses sempre fizeram o comércio sem a desculpa da religião. - São mais livres, caro senhor Yuesheng. - É verdade. E chame-me Du, por favor. E olhemos um para o outro. Somos ambos pessoas de comércio. E é por isso que queria falar consigo. Como deve saber, tive de sair de Xangai. É impossível negociar com os japoneses. Eles só co-
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nhecem as suas leis. Até agora eu negociava com os ingleses, com os franceses, com os alemães. O senhor LeFranc, que está aqui connosco, pode confirmar isso. E, por isso, decidi abrir novos mercados para os meus produtos. Macau é pequena, mas é importante. Nunca se sabe onde chegará a guerra. - Assim é. Macau parece frágil, mas é forte. Talvez venha a ser mais importante do que Hong Kong nos próximos anos. Até porque Xangai poderá ficar nas mãos dos japoneses durante anos. - Esperemos que poucos, sir. Du recostou-se melhor na cadeira. Ezequiel olhou para ele com atenção. Tinha um ar frágil, mas Ezequiel sabia que isso era uma ilusão. Fora o mais poderoso gangster de Xangai. A sua palavra era lei, nas diferentes concessões estrangeiras. Traficava com tudo. O que Marina Kaplan lhe tinha contado, que era uma ínfima parte do que sabia, era um relato arrepiante do que ele fazia para manter o poder. Não havia limites para a forma como o exercia. Pesavam-lhe na consciência centenas ou milhares de mortos, muitos deles ligados à luta subterrânea contra os comunistas de Xangai, em nome dos ideais de Chiang Kai-shek. Ezequiel não queria fazer juízos de valor sobre isso. Era um homem de negócios, apesar de ter as suas opiniões sobre o assunto. Escutou novamente a voz de Du: - A minha proposta é simples. Gostaria de ter um homem honesto a gerir, aqui em Macau, as minhas exportações de uísque e cognac para a Ásia. Não sei o que se irá passar em Hong Kong, para onde vou a seguir. Por isso este é um bom porto de abrigo para todas essas actividades. E, depois, há um negócio que muito me interessa: o do arroz. Em tempos de guerra é preciso alimentar os povos. Os preços sobem. Quem dominar o comércio do arroz pode ficar rico. Que me diz? - Deixa-me sem palavras, senhor Yuesheng, ou melhor, Du. Mas parece-me uma boa proposta. Dê-me um dia ou dois para reflectir sobre ela. Du fez um sorriso amigável. - Tem esse tempo. Preciso é de uma resposta rápida. Porque não sei quanto mais tempo ficarei aqui em Macau. Sabe como é. Nada é eterno e, pelo contrário, tudo o que nos rodeia é frágil e perecível. Nunca imaginei que, um dia, poderia ver arder Xangai. Tal como também desapareceram muitas coisas e pessoas que eu acreditava que durariam para sempre. Há muito que tinham deixado de escutar a ópera de Wagner. Agora só restava o silêncio. Mas, nesse momento de paz, todos sabiam o que estava em causa.
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TEMPO POSSIBILIDADE DE TROVOADAS MIN 25 MAX 30 HUM 75-98% • EURO 8.94 BAHT 0.26 YUAN 1.13
O QUE FAZER ESTA SEMANA Diariamente
VIDA DE CÃO
QUEM VÊ CARAS
EXPOSIÇÃO | ”CORES DA ÁSIA” | CASAS DA TAIPA Galeria | Até 22/09 EXPOSIÇÃO | “O VAGABUNDO” Casas da Taipa – Exterior | Até 6/10 EXPOSIÇÃO | “JARDIM DAS DELÍCIAS TERRENAS” Wynn Macau | Até 6/10
EXPOSIÇÃO | “CONTEMPLAÇÃO DA BONDADETERNA” Museu de Arte de Macau | Até 6/10
EXPOSIÇÃO | “HOT FLOWS – PEARL RIVER DELTA ARTS RETROSPECTIVE” Armazém do Boi | Até 13 de Outubro
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Cineteatro
C I N E M A
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SALA 1
ANGEL HAS FALLEN [C] Um filme de: Ric Rowan Waugh Com: Gerard Butler, Bugran Freeman 14.30, 19.15, 21.30
DORAEMON THE MOVIE: NOBITA’S CHRONICLE OF THE MOON EXPLORATION [B] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Shinnosuke Yakuwa 16.45 SALA 2
CRAWL [C] Um filme de: Alexandre Aja Com: Kaya Scodelario, Barry Pepper 14.15, 16.00, 17.30, 21.30
LITTLE Q [B] FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS
Um filme de: Law Wing Cheong Com: Simon Yam, Gigi Leung, Him Law, Charlie Yeung, Angela Yuen 19.30 SALA 3
THE ANGRY BIRDS MOVIE 2 [B] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Thurop Van Orman 14.30
RIDE YOUR WAVE [B] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Masaaki Yuasa 16.30, 19.30
ONE PIECE STAMPEDE [B] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Takashi Otsuka 21.30
O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, proibiu, através de um decreto ontem publicado no Diário Oficial da União, a realização de queimadas em território brasileiro durante 60 dias. A medida, que entrou ontem em vigor, surge num momento em que o Brasil enfrenta múltiplos focos de incêndio de grande dimensão na região da Amazónia.
9 06 9 6 4 5 7 4 7 3 8 2 3 2 2 1 2 83 79 3 9 6 04 50 4 3 21 0 5 1 5 9 8 76 6 7 64 5 4 8 3 0 3 12 1 83 1 3 9 2 6 54 5 7 94 5 4 2 0 1 67 6 3 8 3 8 1 7 1 5 0 2 0 49 4 2 7 0 9 6 4 9 4 5 1 38 0 5 0 1 6 3 8 6 8 2 9 7 49 4 69 4 9 7 8 3 7 3 0 1 5 0 5 SOLUÇÃO DO PROBLEMA 13
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ANGEL HAS FALLEN
ÁGUA NA FERVURA 13
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UM LIVRO HOJE
2 1 2 04 79 4 9 5 68 6 5 4 5 6 1 0 3 8 97 29 9 85 26 576 47 4 3 0 O clássico de Joseph Conrad, 3 7 0 7em 8 1tem publicado 1902, 891 26 2 5 como epicentro a persona64 3 8 4 2 8Marlow, 5 2 0 5um 1 0 1 97 gem Charles inglês contratado por uma 5 9 7 3 9 1 3 8 1 2 8 6 2 6 04 companhia belga para ca2 1 6 um 1 7barco 4 0 7num0 rio pitanear 93 9 8 africano algures na África 0 4 2Apesar 8 9 2 6da 9 1tarefa 6 1 5 3 Central. 8 9ser3o transporte 0 5 2 de7 14 61 9oficial marfim, Marlow tem como 7 1 principal 5 3 6 4 3encontra 4 9 20 2 1missão
um homem de negócios, o enlouquecido Sr. Kurtz, 17 se perdeu no coração 17 que da selva. Mais de sete dé6 4depois, 0 2 78 7 4cadas 5 1 5“O 0 9Coração das Trevas” foi a inspiração 2 4 0 7 4Francis 7 8 9 do9 realizador 1 3 1 65 Ford Coppola na concepção 7 9 3 2 9 Now. 2 6 1João6Luz 3Apocalypse 5de8 5 4
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2 85 39 1 01 8 7 7 0 0 23 76 4
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PROBLEMA 14
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9 1 92 25 7 80 3 6 8 34
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1 93 7 5 24 6 2 9 18 0 1 5 84 73 9 32 7 8 6 20
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S U D O K U
EXPOSIÇÃO | “QUIETUDE E CLARIDADE: OBRAS DE CHEN ZHIFO DA COLECÇÃO DO MUSEU DE NANJING” MAM | Até 17 /11
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Prosseguindo a contradição das políticas de segurança de Macau, que apregoam harmonia e estabilidade enquanto apertam o cerco securitário, as câmaras com tecnologia que permite reconhecimento facial estão prestes a tornar-se uma realidade. Enquanto o fantasma do alargamento do sistema de crédito social paira como uma alma penada por cima das nossas cabeças, em prol da integração e cuspindo no segundo sistema, a prioridade de enfraquecer de direitos, liberdades e garantias ganha cada vez mais terreno à vontade de resolver os reais problemas da cidade. Nesta história toda, o que me diverte mais é a postura do Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais (GPDP), esse carimbo do Governo que jamais verá qualquer problema, a não ser que estejamos a falar de spam de cabeleireiros e serviços 19de unhas de gel. O GPDP é o equivalente a um bully medroso 5temer 6 crianças 9 8 da 2 sua 4 idade, 7 0 que, por vai aterrorizar meninos da 1ª classe. 2 estão 1 em 4 causa 0 7privacidade 5 3 6 Quando e direitos individuais, a passividade 3 0 2 7 8 6 9 1 é absoluta e reveladora da falta de 7 9 de 3 um 4 organismo 0 1 5que 8 independência deveria ser fiscalizador. É por isso 6 5 de8checks 1 and 3 balances 9 4 2 que o sistema funciona. 8 Enfim, 7 1 também 3 6 2não 0me 5 parece que em Macau os residentes 4 0 problema 6 5 em 7 abdi2 3 tenham9qualquer car, e entregar de mão beijada, direitos 0 2 à5paranoia 9 4 securitária 8 1 7 fundamentais do Amor. 1 Depois 8 7 de2contar 9 os 3 carac6 4 teres desta coluna, olhei para cima e 4 3de 6Dados 5 Pessoais 1 0 e8dei 9 li Protecção uma gargalhada. João Luz
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3 O CORAÇÃO DAS 5 3 4 8 0 1 6 9 TREVAS | JOSEPH CONRAD 0 6 2 1 4 9 3 7 0 7 9 0 8 7 6 4 5 2 8 7 9 0 2 8 5 3 1 2 1 5 3 6 7 2 9 4 5 2 4 6 9 3 0 8 5 6 3 8 5 0 1 7 4 6 4 0 6 7 1 5 8 2 3 1 8 1 2 3 4 9 0 7 9 4 7 9 5 2 6 1 8
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3 1 8 5 2 6 9 4 7 5 5 69 6 34 13 1 82 8 07 0 6 0 1 2 8 4 5 7 3 9 6 6 7 9 1 4 3 0 8 0 0 4 3 7 5 8 9 2 87 8 5 20 62 6 3 19 1 4 8 7 3 2 6 2 5 4 0 14 91 9 3 5 4 0 2 1 7 6 3 63 6 17 01 90 49 4 82 58 5 4 93 9 72 87 8 60 6 5 1 2 9 6 8 0 7 1 3 1 1 5 8 5 0 4 6 3 6 92 9 7 8 3 1 6 9 0 5 4 5 0 5 9 4 9 3 7 6 1 6 28 2 2 2 80 8 15 41 4 76 7 93 9 9 17 61 86 08 50 45 4 2 3 4 0 7 5 3 2 6 1 4 6 48 6 8 7 20 2 5 9 3 1 Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Juana Ng Cen; Colaboradores 3 2 9 2 8 1 8 7Amélia 4 0Vieira; 7 6António 0 6Cabrita; 5 António Castro Caeiro; 1 António 5 3Falcão; 4 93Gisela 0Lobo6Pinheiro; 2 João Paulo Cotrim;7José Drummond; 1 2 José 9 Navarro 8 5 3 0 79Casimiro; 87 8 Gonçalo de Andrade; Luis Carmelo; 9Simões 4 Morais; 7 80 8 Michel Reis; Nuno 8 Miguel 3 9Paulo6José2Miranda; 1 Paulo 5 Maia 0 e Carmo; 7 Rita Taborda Duarte; 9 Rui 2 Cascais; 0 4Rui Filipe 7 Torres; 6 Sérgio 8 5 2 2 6 1 6 3 9 5 4José 34 Guedes; Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; João Romão;5Jorge Rodrigues Simão; Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária 7 6 8 6 91 9 2 3 2 4 5 6 8 3 1 4 2 9 0 5 0www. 26 2 0 7 5 3 9 41 4 8 hojemacau. com.mo
de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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opinião 19
sexta-feira 30.8.2019
um grito no deserto PAUL CHAN WAI CHI
LE MOULIN DE LA GALETTE,PIERRE AUGUSTE RENOIR (DETALHE)
Ver e aprender
A
NTES do mais, quero felicitar Ho Iat Seng por ter ganho a eleição para o 5.º mandato de Chefe do Executivo da RAEM, ao obter 392 votos dos membros da Comissão Eleitoral para o Chefe do Executivo. Em segundo lugar, quero manifestar a minha satisfação por lhe ter sido dada a oportunidade de tirar ensinamentos, a partir da experiência de terceiros, antes de tomar posse. É difícil liderar um país, mas também é difícil liderar uma região. Embora Macau seja uma pequena cidade, com uma população reduzida e uma economia estável, não quer dizer que não tenha problemas. Sempre que exista um grupo de pessoas, vão existir opiniões e exigências diferentes. A prioridade para qualquer líder é conhecer a fundo as principais linhas de força da sociedade, de forma a ir ao encontro da vontade da maioria sem deixar de estabelecer pontes de entendimento com as opiniões das minorias. É evidente que isto é mais fácil de dizer do que de fazer. Mas, felizmente, os dois antecessores de Ho Iat Seng, Edmund Ho e Chui Sai On, mostraram-lhe o caminho para pôr este princípio em prática. Simultaneamente, a actuação de Carrie Lam durante os últimos acontecimentos de Hong Kong, também lhe poderá servir de exemplo. Nunca duvidei do desempenho administrativo de Carrie Lam, mas desempenho administrativo e capacidade de governar são duas coisas distintas. Um bom líder não tem de fazer tudo sozinho, tem sim de escolher as pessoas certas e as soluções adequadas, solucionar os problemas no local e no tempo certos e, desta forma, tudo decorrerá tranquilamente. Um par de mãos não pode
abarcar o universo, mas, com amor, pode conquistar o mundo. Até agora, não existe qualquer sinal de instabilidade social em Macau. Mas, tendo em conta a curva ascendente de violência e caos a que assistimos em Hong Kong, devemos pensar que prevenir é melhor do que remediar, e que é preferível abordar os problemas antes que eles fiquem fora de controle. Ou seja, os líderes devem aperceber-se dos sinais desencadeadores das crises em vez de serem auto-centrados e opinativos. Os polícias são funcionários públicos que defendem as vidas e a propriedade da população. Exercem o poder que lhes foi conferido dentro dos limites da lei. Devem fazer com que toda a gente respeite as forças da ordem, independentemente da sua raça, opiniões políticas, género, ou de qualquer outra variante. Levar a polícia a lidar com problemas de ordem política só pode gerar tensões e, inclusivamente, confrontos com a população. É da responsabilidade do Governo, e não da polícia, dar resposta às reclamações do público. Tendo em mente o que foi dito, é importante que se impeça os outros países de colocarem Macau na lista dos locais turísticos não recomendáveis. É imperativo criar uma plataforma de díalogo entre o Governo e a população. Neste aspecto, Ho Iat Seng tem efectivamente muito que aprender. Como líder, não se pode dar ao
É imperativo criar uma plataforma de díalogo entre o Governo e a população. Neste aspecto, Ho Iat Seng tem efectivamente muito que aprender. Como líder, não se pode dar ao luxo de chegar a conclusões após ter ouvido apenas uma versão dos acontecimentos
luxo de chegar a conclusões após ter ouvido apenas uma versão dos acontecimentos. Tem de procurar oportunidades, ou mesmo de criá-las, para dialogar com pessoas oriundas dos diversos espectros sociais. Além disso, deve visitar os bairros de Macau e falar com os seus residentes. Precisa ainda de fazer um esforço para comunicar directamente com as pessoas, pelo menos, algumas vezes ao longo do ano, sem grandes preocupações de fazer desses momentos assunto para a comunicação social. Além de cumprir as suas funções administrativas, o Chefe do Executivo de Macau necessita de estabelecer contacto directo com as gerações mais jovens, já que elas terão um papel preponderante na estruturação do futuro. Adiferença de idade não é o principal factor que determina os abismos geracionais, mas sim a diferença de mentalidade e de atitude. O Chefe do Executivo tem de querer comprometer-se com os jovens e tomar iniciativas para conhecer os círculos em que se movem, sejam eles a rua, a escola, os recintos desportivos ou as salas de concertos, em vez de realizar reuniões à porta fechada com meia dúzia de associações juvenis, ou promover algumas sessões oficiais de diálogo com jovens. Se optar por este caminho de abertura poderá conhecer as necessidades dos jovens, evitando problemas que possam vir a alastrar à cidade. Se um dia as pessoas puderem encontrar-se com o Chefe do Executivo nas ruas, ou os jovens puderem conviver com ele e falar da sua realidade, significa que ele estará em sintonia com o seu próprio discurso de apresentação de candidatura e com o seu programa politico, que tem por temas «Sinergias e Avanço, Mudanças e Inovação», «Consolidação do Sucesso, Continuidade da Conjuntura Harmoniosa» e ainda “criar um novo tipo de habitação para pessoas com rendimentos considerados medianos”. Um dia, se Carrie Lam puder descer a Queensway, na companhia de jovens vestidos de negro e de jovens vestidos de branco, como uma mãe faz com os seus filhos, acredito que Hong Kong, distinguida com o epíteto de Pérola do Oriente, voltará a cintilar.
Ex-deputado e antigo membro da Associação Novo Macau Democrático
O dinheiro dá tudo o que aos outros parece felicidade. Henri de Régnier
PALAVRA DO DIA
Diga de sua justiça
sexta-feira 30.8.2019
DSAJ TERCEIRO RELATÓRIO PARA A ONU SOBRE DIREITOS DA CRIANÇA EM PREPARAÇÃO
A
Direcção dos Serviços para os Assuntos de Justiça (DSAJ) está a elaborar o terceiro relatório relativo à aplicação em Macau da Convenção sobre os Direitos da Criança e do Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à Venda de Crianças, à Prostituição Infantil e à Pornografia Infantil da Organização das Nações Unidas (ONU). Para isso, o Governo inicia hoje um período de consulta pública sobre este assunto, estando aberto a receber opiniões da população até ao dia 30 de Setembro. O relatório a elaborar pela DSAJ abrange o período compreendido entre Janeiro de 2013 e 31 de Dezembro de 2018, e irá fazer parte dos quinto e sexto relatórios periódicos “combinados da República Popular da China a apresentar nos termos da Convenção”, aponta um comunicado oficial. No documento, o Governo predispõe-se a abordar temas como os “principais desenvolvimentos relativos às crianças”, tal
como com a criação do Conselho para os Assuntos das Mulheres e Crianças e “seus objectivos para promover os direitos e interesses das crianças”.
VISTOS À LUPA
No que diz respeito a matérias de direitos humanos, o relatório do Governo vai incidir também sobre o trabalho desenvolvido ao nível da provedoria de justiça e “outros mecanis-
mos de monitorização da RAEM” em matéria de direitos humanos, tais como o Conselho de Juventude, a Comissão para a Protecção às Vítimas de Crimes Violentos, a Comissão de Acompanhamento das Medidas de Dissuasão do Tráfico de Pessoas, a Comissão para os Refugiados e a Comissão para os Assuntos de Reabilitação. Além disso, entre outras medidas, o Governo
quer dar a conhecer à ONU o Plano para os Próximos Dez Anos para o Desenvolvimento do Ensino Não Superior (2011-2020), que incluem “medidas para garantir o acesso ao ensino obrigatório gratuito a todas as crianças, incluindo crianças em situação de vulnerabilidade”, como é o caso de crianças em situação de pobreza, crianças refugiadas e crianças de migrantes.
NETFLIX AMERICANO ACUSADO DE FRAUDE MILIONÁRIA COM PROMESSA DE FILME
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M norte-americano foi esta quarta-feira acusado de fraude ao angariar quase 13 milhões de euros de investidores chineses e sul-coreanos para um filme que seria distribuído pela Netflix. Adam Joiner, de 41 anos, foi acusado por um tribunal de Los Angeles, na Califórnia, de fraude electrónica, lavagem de dinheiro e roubo de identidade agravado, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ, na sigla inglesa). A suposta fraude começou em 2015, quando Joiner usou docu-
mentos e assinaturas falsas para arrecadar milhões de dólares para um filme chamado "Lendas", que contava a história de figuras norte-americanas do século 19, como Davy Crockett e o afro-americano John Henry. De acordo com uma declaração do DOJ, Joiner usou a empresa Dark Planet Pictures, LLC, com a qual convenceu as empresas Korean Investment Partners Co, Ltd. (KIP), Star Century Pictures Co. e PGA Yungpark Capital Ltd a investir dinheiro na produção. A acusação
indica que o alegado produtor se encontrou com o director da empresa coreana KIP, em 2015, e lhe terá fornecido o guião do filme, garantindo que a Netflix tinha acordado a sua distribuição. Joiner forneceu aos investidores uma cópia do alegado acordo de distribuição com a plataforma digital e conseguiu que a KIP investisse oito milhões de dólares. Agentes do FBI contactaram os executivos da Netflix, que supostamente teriam assinado o acordo, que negaram de imediato tê-lo feito, salientando que nunca
A duração média mensal da carteira de encomendas, referente ao 2º trimestre de 2019, foi de 2,7 meses, segundo revelaram as empresas consultadas no Inquérito de Conjuntura ao Sector Industrial Exportador, divulgado ontem pela Direcção dos Serviços de Economia (DSE). A análise por sectores resultou em 4,4 meses de duração média para os “produtos farmacêuticos”, em 3,3 para o “vestuário e confecções”, 2,6 para “outros sectores” e 1,6 meses para os “equipamentos electrónicos ou eléctricos”. Quanto aos mercados de destino das exportações, na análise trimestral do “Índice geral da situação de encomendas por mercados”, as empresas inquiridas consideraram que a União Europeia e a região Ásia-Pacífico (excluindo a China, Hong Kong e o Japão) foram os mercados com melhor performance, ambos com um índice de 14,9 por cento.
Seul Park Geun-hye com novo julgamento
O Governo predispõe-se a abordar temas como a adopção da lei sobre a prevenção e combate à violência doméstica
como a adopção da lei sobre a prevenção e combate à violência doméstica, em 2016, ou as alterações ao Código Penal relacionadas com a liberdade sexual e com a autodeterminação sexual, que entraram em vigor em 2017. O Governo pretende também mostrar à ONU o trabalho feito com o estabelecimento do Juízo de Família e de Menores nos tribunais da RAEM, bem
Exportações Duração média de encomendas foi 2,7 meses no 2º trimestre
tinham ouvido falar de um filme com o nome "Lendas". Com a mesma estratégia, Joiner conseguiu que a empresa chinesa Yungpark transferisse seis milhões para a Dark Plante Pictures, em Junho de 2016. Segundo o FBI, Joiner utilizou mais de cinco milhões do dinheiro arrecadado para comprar uma residência em Manhattan Beach, Califórnia, e mais de quatro milhões foram transferidos para uma conta bancária. Joiner, arrisca 20 anos de prisão por fraude electrónica.
O Supremo Tribunal da Coreia do Sul ordenou ontem que a ex-Presidente sul-coreana Park Geun-hye seja novamente julgada, após ter sido condenada por corrupção num caso que levou à sua destituição em 2017. O mais alto tribunal sul-coreano devolveu o caso ao tribunal do distrito central de Seul, que em Abril do ano passado condenou a conservadora Park a 24 anos de cadeia pelo seu papel no escândalo que ficou conhecido como “Rasputin”. Park ordenou à defesa que não recorresse da sentença, alegando que o procedimento não tinha legitimidade e que foi orquestrado pelo actual Governo liberal, com motivações políticas, mas o Ministério Público pediu que a sentença, que considerou leve, fosse revista. O Supremo Tribunal também ordenou um novo julgamento da herdeira do grupo Samsung, Lee Jae-yong, condenada no mesmo caso que levou à destituição da primeira mulher eleita Presidente na Coreia do Sul.