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Hoje Macau 30 JUL 2019 # 4341

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MOP$10

TERÇA-FEIRA 30 DE JULHO DE 2019 • ANO XVIII • Nº 4341

hojemacau

WONG KIT CHENG

CONDIÇÃO DESUMANA

Ombro amigo

PÁGINA 5

MACAU RENOVAÇÃO URBANA

CONCURSOS HAPPY HOUR PÁGINA 6

Pela primeira vez desde a transferência de soberania, o Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado abordou o caos político em que está mergulhada a região vizinha. Além do apoio ao Governo de Carrie Lam e à polícia, Pequim afirmou que a violência é proveniente de um pequeno grupo radical que ultrapassou há muito os “limites do aceitável”. Activistas entendem que as declarações de Pequim incendeiam ainda mais os ânimos.

HONG KONG

LOCAIS BARRADOS PÁGINA 7

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REUTERS

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

GRANDE PLANO


2 grande plano

30.7.2019 terça-feira

AS VOZES DE CIMA HONG KONG

PEQUIM MANTÉM APOIO A CARRIE LAM E CONDENA “PROTESTOS ALÉM DO ACEITÁVEL”

O Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado chinês pronunciou-se ontem, pela primeira vez, sobre o que se está a passar na região vizinha. Foi reafirmado o apoio à actual Chefe do Executivo e à garantia da continuação do princípio “Um País, Dois Sistemas”. O organismo mostrou apoio à polícia e disse que os protestos ultrapassaram “o limite do aceitável”

D

EPOIS de dois dias de confrontos em Hong Kong, que levaram à detenção de 49 pessoas entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira, o Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado da China pronunciou-se sobre a situação vivida na região vizinha em Pequim. Yang Guang e Xu Luying foram os porta-vozes de serviço do Gabinete, que falou sobre Hong Kong, pela primeira vez, desde que a Administração do território passou para a China, em 1997. De acordo com o South China Morning Post (SCMP), foram traçados três objectivos pelo Governo Central em relação a Hong Kong. Pequim espera que “os vários sectores

se oponham firmemente à violência”, que “garantam firmemente o Estado de Direito” e que “a sociedade possa afastar-se dos conflitos políticos o mais rapidamente possível” Yang Guang deixou ainda claro que o princípio “Um País, Dois Sistemas”, regra basilar do funcionamento das duas regiões administrativas especiais, é para manter. “‘Um País, Dois Sistemas’ é a melhor forma para governar Hong Kong, e o Governo Central não vai mudar essa direcção”. Contudo, quando questionado sobre qual a melhor forma de garantir o respeito pelo princípio no território, Yang Guang disse que “tudo dependia do entendimento deles (Hong Kong)”, uma vez que está em causa “uma completa ideologia”. “Há três

linhas básicas: não se deve ir contra a segurança nacional, não se deve desafiar a autoridade do Governo Central e da Lei Básica, e não se deve usar Hong Kong como base para minar a China”, referiu. Ainda no que diz respeito à Lei Básica, os porta-vozes do Conselho de Estado nada adiantaram relativamente à possibilidade do Exército de Libertação Popular em Hong Kong poder intervir nas ruas a pedido do Governo da RAEHK. “A Lei Básica tem definições claras sobre essa matéria e não tenho mais nada a acrescentar”, frisou Yang Guang. Na conferência de imprensa de ontem, foi também dado o total apoio a Carrie Lam, Chefe do Executivo de Hong Kong, não sem antes apontar algumas críticas. “Ela tem

desenvolvido muito trabalho desde que assumiu o mandato. Notámos que o Governo tenta rever as suas deficiências... o Governo vai ser mais inclusivo e ouvir diferentes opiniões”, disse Yang Guang. “Desde que tomou posse como Chefe do Executivo, em 2017, é reconhecida a contribuição de Carrie Lam nas áreas da segurança social e do desenvolvimento económico”, adiantou o responsável, que não deixou de dar esclarecimentos adicionais sobre a intenção da lei da extradição. Actualmente, a proposta de lei mantém-se suspensa no Conselho Legislativo sem que, no entanto, tenha sido totalmente retirada, como é desejo dos manifestantes. “O objectivo inicial desta proposta de lei era resolver uma lacuna legal, e Pequim reconhece isso. Pe-

quim também compreende e respeita a decisão do Governo da Região Administrativa Especial (RAE) de suspender a proposta de lei. O Governo da RAE reflectiu, à sua maneira, sobre as formas de lidar com a proposta de lei da extradição. A 1 de Julho tomámos conhecimento de que Carrie Lam estaria a levar a cabo uma forma de governação mais tolerante e aberta. Pequim continua a apoiar de forma resoluta a suaAdministração”, acrescentou o porta-voz.

APOIO À POLÍCIA

O Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado chinês pronunciou-se também sobre os últimos confrontos no território, que provocaram uma onda de feridos e detenções. A polícia de Hong Kong

tem estado debaixo de fogo por parte dos manifestantes, sobretudo desde o ataque, alegadamente organizado por tríades, na estação de metro de Yuen Long. A polícia é acusada de nada ter feito para travar a violência que atingiu não apenas manifestantes, mas também jornalistas e transeuntes apanhados no sítio errado à hora errada. “No último mês, a polícia de Hong Kong tem


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terça-feira 30.7.2019

estado sob grande pressão. Tem feito o seu melhor para proteger a sociedade e a estabilidade, e fizeram um grande sacrifício”, referiu Yang Guang, que lembrou que os familiares das autoridades têm sido alvo de abusos e ataques nas redes sociais. Nesse sentido, os porta-vozes mostraram-se contra o uso de qualquer tipo de violência. “O Estado de Direito

é algo de que os naturais de Hong Kong se orgulham. Violência é violência; actos ilegais são ilegais. Isso não muda, não importa qual seja o alvo. O Governo Central apoia os vários departamentos e a polícia na protecção do Estado de Direito.” Citado pela Xinhua, Yang Guang defendeu que a população de Hong Kong deve, acima de tudo, defen-

der a manutenção do Estado de Direito: “Não podemos simplesmente sentar-nos a observar um pequeno grupo de pessoas atropelar, de forma imprudente, o Estado de Direito.” Nesse sentido, e de acordo com o jornal online Hong Kong Free Press, Yang Guang defendeu que os últimos protestos “excederam os limites do que deve ser um protesto aceitável”.

Além disso, referiu que “algumas pessoas e media com segundas intenções” tiraram vantagens da falta de familiarização do público para com o sistema legal da China. Foram essas mesmas pessoas que, aos olhos do Conselho de Estado, levaram milhares de pessoas a oporem-se à lei da extradição proposta pelo Executivo de Carrie Lam. “Se Hong Kong continuar em caos, isso vai trazer custos à sociedade”, disse Yang Guang, de acordo com o HKFP. Nas últimas semanas, números impressionantes de manifestantes povoaram as ruas da região vizinha não apenas contra a lei da extradição no LegCo mas também a favor de mais democracia no território.Além disso, exigem ainda a demissão de Carrie Lam. Os manifestantes não têm colocado muito o foco das suas reivindicações nos problemas sociais que se verificam em Hong Kong, tal como o encarecimento de vida e da habitação, mas o Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado também foi confrontado com essa matéria. Xu Luying deu a resposta. “Há muitos problemas profundamente enraizados, tal como a mobilidade dos jovens e a habitação. É uma questão muito complicada e multilateral. Necessitamos de várias formas para resolver esses problemas”, disse a responsável, que lembrou o apoio que o plano da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau pode dar em termos de inovação. Nesse sentido, disse Yang Guang, o Governo de Carrie Lam “tem de encontrar formas de fomentar o desenvolvimento económico e resolver as queixas dos mais jovens no que respeita à qualidade de vida e perspectivas de carreira”.

AS INFLUÊNCIAS EXTERNAS

A conferência de imprensa serviu também de alerta às alegadas influências externas de que o território tem sido alvo e que, aos olhos

“Algumas pessoas irresponsáveis de países do Ocidente fizeram observações irresponsáveis. Tenho prestado atenção a alguns discursos.” “‘Um País, Dois Sistemas’ é a melhor forma para governar Hong Kong e o Governo Central não vai mudar essa direcção.” “Hong Kong é a Hong Kong da China. Os assuntos internos de Hong Kong são os assuntos internos da China. A interferência não é permitida.” YANG GUANG PORTA-VOZ DO GABINETE PARA OS ASSUNTOS DE HONG KONG E MACAU DO CONSELHO DE ESTADO CHINÊS

de Pequim, têm um papel preponderante no caminho que a luta contra a lei da extradição segue. “Algumas pessoas irresponsáveis de países do Ocidente fizeram observações irresponsáveis. Tenho tomado atenção a alguns discursos. Têm uma lógica estranha: esperam empatia para com a violência e acções ilegais, mas no que diz respeito ao trabalho da polícia na manutenção da lei, ordem e estabilidade na

sociedade, os manifestantes acreditam que os polícias deveriam ser responsabilizados e condenados. Isto é ridículo”, disse Yang Guang. O mesmo responsável não respondeu quanto à possibilidade de ser criada uma comissão de inquérito independente sobre os últimos acontecimentos. “Hong Kong é a Hong Kong da China. Os assuntos internos de Hong Kong são os assuntos internos da China. A interferência não é permitida. Os políticos dos países do Ocidente têm feito uma série de declarações e a sua intenção é transformar Hong Kong num local que cria problemas à China e que traz dificuldades ao seu desenvolvimento”, frisou o porta-voz. O Parlamento Europeu foi uma das entidades que mais recentemente condenou o que se passa em Hong Kong, aprovando uma resolução contra a violência policial e a proposta de lei da extradição. A China condenou esta posição da União Europeia (UE), inclusivamente com o comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês em Hong Kong a referir-se aos parlamentares europeus como hipócritas. Em comunicado, foi referido que a resolução aprovada “ignora os factos e confunde o que é certo com o errado”. Para Pequim, o documento do PE “está cheio de ignorância, orgulho e é duplamente hipócrita. Aponta o dedo e dá ordens ao nível das políticas adoptadas pela Região Administrativa Especial de Hong Kong e pelo Governo Central. A sua ignorância e atitude deixaram as pessoas sem palavras com espanto e horror”. Aconferência de imprensa foi transmitida em directo por meios de comunicação de Hong Kong, como o SCMPe o jornal online Hong Kong Free Press. Contudo, e de acordo com o SCMP, às agências noticiosas internacionais, como a Associated Press e a Reuters, foram cancelados os direitos de transmissão. Uma decisão da responsabilidade do Conselho de Estado da China.

FRENTE CIVIL DE DIREITOS HUMANOS APOIO À POLÍCIA ABRE CAMINHO A MAIS VIOLÊNCIA

A

porta-voz da organização que tem liderado as manifestações em Hong Kong alertou que o apoio “incondicional” expresso ontem por Pequim ao Governo e à polícia do território abre caminho “a mais violência”. “Apesar dos relatórios de organizações internacionais, que dão

provas do abuso policial, Pequim decidiu apoiar a polícia, o que é perigoso porque significa que, independentemente do que faça, a polícia vai ter o apoio” do Governo Central, afirmou Bonnie Leung. Tal representa “uma enorme ameaça” para os manifestantes, advertiu a

vice-coordenadora da Frente Civil de Direitos Humanos, antevendo “maior violência” por parte das autoridades em futuros protestos, que, garantiu, vão existir. Para a activista, a conferência de imprensa sem precedentes realizada ontem pelo Gabinete para os

Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado teve apenas dois destinatários: o Governo e a polícia da antiga colónia britânica. “A conferência de imprensa não foi feita para os cidadãos e para os manifestantes de Hong Kong. A mensagem teve como objectivo,

sobretudo, garantir que a polícia e o Governo de Hong Kong têm o apoio total de Pequim”, reiterou a activista. “Temos de olhar para a realidade: Em todos os protestos com confrontos, a provocação partiu das autoridades”, frisou Bonnie Leung.


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30.7.2019 terça-feira

PETIÇÃO 1500 ASSINATURAS CONTRA CRIMINALIZAÇÃO DE RUMORES A Novo Macau reuniu cerca de 1500 assinaturas na petição contra a criminalização de Os pró-democratas continuam uma greve ou um movimento social tação das decisões do Chefe do rumores prevista a defender que a norma em causa de certa escala) como “incidente de Executivo. na proposta de lei pode ser aplicada para a restrição segurança na sociedade”, refere. de liberdades e em situações De acordo com esta premissa, a MEDO SUBLIMINAR da protecção civil. de protesto. “De acordo com o legislação referente aos rumores A associação argumenta ainda conteúdo da proposta, o Chefe pode ser aplicada para “controlar com o receio da população de Os pró-democratas do Executivo tem o direito de, a liberdade de comunicação e cometer crimes com a troca de exigem a retirada do por sua própria iniciativa, definir mesmo a expressão de opiniões”. informação em situações de qualquer incidente social (como Ao mesmo tempo, a proposta não rumores o que pode provocar artigo, alertando para uma manifestação, um protesto, prevê qualquer medida de contes- uma situação de “autocensura”, a possibilidade de restrição à liberdade de expressão

Todos os nomes

A

petição promovida pela Associação Novo Macau para a retirada do artigo 25º da proposta de lei de bases da protecção civil, que prevê a criminalização de rumores, reuniu 1494 assinaturas até ontem, dia em que terminou a recolha. Apesar das alterações que o referido artigo sofreu recentemente, e das explicações dadas pelo secretário para a Segurança, a Novo Macau insiste na retirada do articulado que se encontra em análise na especialidade na Assembleia Legislativa. Aliás, para a associação pró-democrata as alterações ao artigo atestam a sua polémica numa “situação sem precedentes”. Por outro lado, a insistência em manter a norma que prevê a criminalização da divulgação de informações falsas em caso de catástrofe, revela que existem “outros motivos políticos por detrás da medida”, aponta a Novo Macau em comunicado.

O deputado Ng Kuok Cheong quer saber se o Governo vai apresentar a proposta preliminar do regime de actualização das remunerações por escalas salariais e fazer consulta pública sobre oe assunto. O legislador considera que o regime de remuneração dos funcionários públicos tem estado associado a um determinado índice remuneratório, e é objectivamente favorável às pessoas no topo da hierarquia. Contudo, defende que o Governo ainda não divulgou a informação preliminar da proposta do regime da renumeração, cuja revisão foi estudada há muitos anos. Ng Kuok Cheong acredita que este aspecto põe em causa a intenção do Governo actual de fugir às responsabilidades durante o actual mandato. Portanto, o deputado pediu ao Executivo para esclarecer directamente se a proposta existe, quando será feita a consulta pública e se vai ser apresentada uma legislação até Dezembro.

A legislação referente aos rumores pode ser aplicada para “controlar a liberdade de comunicação e mesmo a expressão de opiniões” Esta situação, provoca “sérias dúvidas na população” sobre a possibilidade do abuso de poder por parte das autoridades. A associação pró-democrata recorda ainda que o referido artigo tem sido comentado por vários sectores, inclusivamente pelo futuro Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, que pediu ao Governo e deputados consenso no que diz respeito à criminalização de rumores. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo

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EPOIS da recusa pelo antigo presidente da Assembleia Legislativa, Ho Iat Seng, e pela Mesa da AL, o pedido de emissão de voto por Tiananmen vai hoje estar sujeito aos desígnios dos deputados em sessão plenária. A iniciativa foi apresentada a 17 de Maio pelos deputados pró-democratas Sulu Sou, Au Kam San e Ng Kuok Cheong, que solicitaram a emissão de voto tendo em conta os acontecimentos de 4 de Junho de 1989 em Pequim. No pedido, feito para assinalar o trigésimo aniversário dos acontecimentos, os deputados apontaram quatro objectivos. O primeiro passava por “realizar uma investigação independente e justa” sobre os acontecimentos de 1989 em Pequim. O segundo, por descobrir o que aconteceu

Mais uma voltinha

Tiananmen e sufrágio universal hoje em debate na AL

às vítimas e informar as famílias sobre os acontecimentos que envolveram os seus familiares. No terceiro ponto, os deputados pró-democratas sublinharam a necessidade de compensar os familiares enlutados, “de acordo com a lei”. Finalmente, Au Kam San, Ng Kuok Cheong e Sulu Sou defendem que é preciso responsabilizar criminalmente os responsáveis que ordenaram que as tropas carregassem sobre os manifestantes.

DUPLO NÃO

Ho Iat Seng, recusou avançar, argumentando que a proposta

apresentada pelos pró-democratas não estava de acordo com as normas sobre emissão de voto, sendo estas aplicáveis a seis situações: “congratulação, pesar, protesto, saudação, louvor e censura”. Para o Ho, a emissão de voto solicitada pelos três deputados não se enquadrava em nenhuma das situações previstas. RÓMULO SANTOS

Remunerações Ng Kuok Cheong quer proposta de actualização

como “consequência inevitável” do medo. Para a Novo Macau, por mais “perfeita” que seja a redacção da proposta de lei, “sob a cultura política e social existente em Macau, o efeito negativo do crime associado ao ‘rumor’ é uma consequência inevitável para a população em geral e mesmo para os media”. Segundo a Novo Macau, a “cegueira” com a segurança pode também promover “uma força policial desproporcional” criada para “monitorizar, intervir ou mesmo impedir a população de exercer direitos fundamentais”. Ao mesmo tempo, o diploma permite que actividades organizadas pelos residentes possam ser “erradamente interpretadas como uma ameaça à segurança pública”, o que pode resultar em “restrições injustificáveis e até mesmo processos judiciais”.

Os deputados recorreram à Mesa daAL que considerou que se tratavam de “pedidos concretos” e não de uma emissão de voto, acrescentando que o acontecimento em Tiananmen “ultrapassa o âmbito da autonomia” da RAEM”. A 26 de Junho, Ng Kuok Cheong, Sulu Sou e Au Kam San apresentaram novo recurso, o que implica o debate em plenário deste tema. Também na sessão plenária de hoje vai estar a proposta de debate de Sulu Sou sobre a eleição do Chefe do Executivo de Macau por sufrágio universal. Sulu Sou não desiste e, em ano de eleições para o mais alto cargo do Governo, defende a necessidade de voto universal para garantir a legitimidade governativa e o avanço do território rumo a um modelo democrático. S.M.M.


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terça-feira 30.7.2019

Obras Ella Lei quer consulta sobre planeamento da Praça de Ferreira do Amaral O planeamento da Praça de Ferreira do Amaral deve ser sujeito a consulta pública. A ideia á defendida por Ella Lei em interpelação escrita. Segundo a deputada, as autoridades apresentaram recentemente a proposta do planeamento, que contempla o desvio de três autocarros para o auto-silo subterrâneo e a remoção de

lugares de estacionamento de motociclos para que sejam substituídos por espaços destinados a automóveis, alterações que, considera, devem ter em conta a opinião dos residentes. A deputada acrescenta ainda que “as autoridades pretendem ter o design preliminar do projecto pronto no final deste ano, no

entanto o planeamento relevante ainda não foi divulgado à sociedade, nem se sabe se vai haver consulta pública”. Por se tratar de uma restruturação que vai de encontro às necessidades da população, Lei solicita a divulgação do plano o mais breve possível, para que a população possa dar a sua opinião.

GCS

DOMÉSTICAS WONG KIT CHENG QUER QUE GOVERNO PENSE NOS EMPREGADORES

Mestres e escravas

A deputada considera que o Executivo devia apostar na formação de empregadas domésticas e que actualmente já ninguém consegue contratar nenhuma empregada doméstica por 3.000 patacas

CIBERSEGURANÇA GOVERNO PROMETE SEGUIR REGRAS INTERNACIONAIS

A

Rádio Macau noticiou ontem que a tutela da Segurança, liderada pelo secretário Wong Sio Chak, promete seguir as regras da cooperação internacional no que diz respeito aos dados informáticos armazenados fora de Macau a ser usados como prova em processos-crime. A informação consta na nota justificativa da proposta de “lei de combate à criminalidade informática”, que deu entrada na Assembleia Legislativa. No que diz respeito ao acesso a estes dados, a proposta do Governo traz uma alteração de três palavras, pois é eliminada a expressão “situado em Macau” que, actualmente, limita as buscas a sistemas informáticos localizados no território. Desta forma, passa a ser possível o acesso a qualquer servidor, de forma unilateral e sem depender da autorização da jurisdição onde estão armazenados os dados, bastando a autorização de um juiz. O Governo apenas refere, de acordo com a Rádio Macau, que os dados “têm de ser “publicamente acessíveis”, e que a ideia é seguir o que se aplica em Portugal e Espanha, em conformidade com a Convenção Europeia sobre o cibercrime.

A

deputada Wong Kit Cheng defende que as autoridades deviam ter ouvido as famílias que contratam empregadas domésticas na questão dos aumentos salariais para o valor de 3.000 patacas. Em declarações ao Jornal do Cidadão, Wong propôs ainda que o Governo e as agências de emprego para trabalhadores empregadores domésticos estabeleçam uma base de dados estatísticos sobre a situação do sector. As palavras da legisladora, ligada à Associação Geral das Mulheres de Macau, foram proferidas depois da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) ter anunciado que o salário mensal para a emissão de quota para a contratação de um trabalhador não-residente, no caso das trabalhadoras domésticas, tinha sido aumentado para 3.000 patacas. Caso contrário, diz a DSAL, o pedido de importação de mão-de-obra pode não mesmo não ter luz verde. Ainda de acordo com o Executivo, os salários inferiores a 3.000 patacas devem ser ajustados até ao final do mês, ou as famílias correm o risco de não ter autorização de mão-de-obra renovada. Na mesma conversa, Wong Kit Cheng afirmou que o Governo tomou uma medida a reboque das exigências das empregadas domésticas. Porém, vincou que o mercado já não per-

mitia salários abaixo das 3.000 patacas. “Francamente, neste momento, a maioria dos empregadores não consegue contratar ajudantes domésticos com

um salário mensal inferior a 3,000 patacas”, opinou. Ao mesmo tempo, Wong considerou acertada a decisão do Executivo de Chui Sai On de não incluir

estas trabalhadoras na lei do salário mínimo. Para a deputada, esta escolha permite que a renumeração seja ajustada pelo mercado em resposta à qualidade

do serviço prestado pelo ajudante doméstico.

MAIS QUALIDADE

No que diz respeito ao trabalho fornecido pelas empregadas domésticas, a deputada considera que o Executivo tem a obrigação de promover a melhoria da qualidade e apontou duas medidas: a primeira passa pela criação de uma base de dados estatísticos, a outra pela promoção da realização de acções de formação para as tarefas domésticas mais simples e básicas. Ainda em relação a este sector,Wong Kit Cheng pediu ao Governo que haja uma alteração dos regulamentos de imigração, com o objectivo de facilitar a vida às famílias.

“Francamente, neste momento, a maioria dos empregadores não consegue contratar ajudantes domésticos com um salário mensal inferior a 3,000 patacas.” WONG KIT CHENG DEPUTADA

Também ontem a deputada divulgou uma interpelação escrita em que pede ao Governo que explique o processo da legislação do regime da mediação de assuntos familiares. O pedido foi feito na sequência do que a deputada diz ter sido uma promessa do Executivo, em 2015. Segundo Wong Kit Cheng, o adiamento da legislação do sistema de mediação familiar pode criar uma lacuna na implementação da lei de prevenção e correcção da violência doméstica. Juana Ng Cen (com J.S.F.)

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30.7.2019 terça-feira

MACAU RENOVAÇÃO URBANA EMPRESAS DE DIRECTORES VÃO PODER PARTICIPAR EM CONCURSOS

A época do bar aberto

A

S empresas de construção que sejam propriedade ou ligadas aos directores da companhia Macau Renovação Urbana vão poder participar nos concursos públicos lançados pela entidade. A informação foi admitida ontem pelo presidente da Macau Renovação Urbana, Peter Lam. A empresa com capitais públicos foi criada, por enquanto, para construir casas destinadas aos compradores lesados do empreendimento Pearl Horizon. “Sim, as empresas ligadas aos directores podem participar [em futuros concursos públicos”, respondeu Peter Lam, quando questionado sobre o assunto, em conferência de imprensa. “Mas vamos valorizar a transparência no processo e na gestão da empresa”, acrescentou. Depois de uma primeira resposta, o vice-presidente da empresa, Paulo Tse, completou as declarações anteriores. “Segundo a legislação em vigor não há proibição dos directores participarem com as suas empresas privadas ou em consórcio”, começou por dizer. Contudo, Paulo Tse fez questão de frisar que a Macau Renovação Urbana tem uma elevada preocupa-

O

director dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), Kou Peng Kuan, declarou ontem que é necessária uma revisão abrangente do regime de acesso dos trabalhadores dos serviços públicos aos quadros, com um processo de recrutamento que seja justo e eficaz, impedindo situações de nepotismo e dando solução às queixas de morosidade e ineficiência do actual regime, noticiou o Jornal do Cidadão em língua chinesa.

TIAGO ALCÂNTARA

Os Directores da Macau Renovação Urbana vão poder utilizar as suas companhias privadas para participar nos concursos públicos da empresa de capitais públicos que dirigem. Porém, Peter Lam e Paulo Tse garantem que a transparência vai ser garantida

Paulo Tse, empresário de construção e vice-presidente da Macau Renovação Urbana “A Macau Renovação Urbana, além de ter um conselho fiscal, tem um elevado padrão interno de transparência e um regime de declaração de interesses para garantir a eficiência e transparência.”

ção com a igualdade, transparência e justiça. “É importante ter em consideração que a Macau Renovação Urbana, além de ter um conselho fiscal, tem um elevado padrão interno de transparência e um regime de declaração de interesses para garantir a eficiência, transparência,

igualdade e justiça, para evitar sem conflitos de interesses”, indicou. O vice-presidente prometeu também que se houver uma proposta de empresas ligadas aos membros da direcção que vão ser tomadas todas as precauções para evitar conflitos de interesses.Além disso, tanto Peter

Lam como Paulo Tse indicaram que o conselho fiscal tem competências necessárias para actuar: “Podem ter a certeza que vai haver garantias de transparência na Macau Renovação Urbana”, frisou o vice-presidente. Alguns dos membros do conselho de administração da Macau

As velhas promessas

Kou Peng Kuan quer rever recrutamento dos funcionários públicos

“Sobre a segunda fase dos trabalhos de revisão do Regime das Carreiras dos Trabalhadores dos Serviços Públicos, será proposta a possibilidade de entrevista aos candidatos aprovados na prova escrita, de acordo com a proporção das vagas abertas a concurso, que não sejam inferiores ao número mínimo de candidatos”, frisou o director no domingo,

num seminário sobre o 20º aniversário dos funcionários públicos da RAEM. Kou Peng Kuan propôs ainda a criação de um concurso de acesso inter-carreiras, a fim de assegurar a mobilidade entre cargos aos funcionários com mais mérito profissional. O responsável pelos SAFP referiu que os diferen-

tes sistemas jurídicos, que regulamentam a gestão dos servidores públicos, estão relacionados entre si, o que aumenta o tempo de revisão.

GOVERNO ELECTRÓNICO

Sobre as carreiras dos servidores públicos, é necessário definir de forma mais razoável as estruturas de remuneração e fazer uma análise

Renovação Urbana têm ligações ao sector de construção. Exemplo imediato é o próprio presidente, Peter Lam, que detém 90 por cento das acções da construtora Sociedade de Desenvolvimento Industrial Cidade Nova. Já o vice-presidente, Paulo Tse, está ligado à também construtora Golden Crown Development.

1.687 CANDIDATURAS

Durante a reunião de ontem foram apresentados os números dos candidatos da primeira fase às habitações para troca do Pearl Horizon. Foi com esse propósito que a Macau Renovação Urbana organizou a conferência de imprensa. De acordo com os números revelados, na primeira fase, foram recebidas 1.686 candidaturas. Ontem começou a segunda fase que se prolonga até 16 deAgosto e, segundo os dados oficiais, ainda há 507 compradores que se podem candidatar, o que equivale a 18 por cento do total. Após o prazo de candidatura os promitentes-compradores perdem a oportunidade de se candidatarem a uma das futuras habitações que vão ser construídas no terreno onde está previsto ser erigido o Pearl Horizon. Os resultados das candidaturas vão ser relevados no prazo de 30 dias. No mesmo terreno vão ser igualmente construídas habitações públicas, mas o número de fracções totais só vai ser definido depois do concurso que está agora aberto para promitentes-compradores do Pearl Horizon. Em relação a todos os procedimentos, os responsáveis prometeram fazer tudo “o mais depressa possível”.

abrangente das 34 carreiras existentes, tendo em conta a responsabilidade dos cargos, o conhecimento necessário e a capacidade de aplicação para cada posto, de forma a acompanhar a estratégia de desenvolvimento da RAEM. Kou Peng Kuan prevê que, no final de 2019, quando a lei do Governo electrónico tiver entrado em vigor, 90 serviços públicos sejam associados a 14 departamentos da Administração Pública, podendo ser solicitados a partir de uma conta online,

João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

aceites e deferidos através de um sistema de rede optimizado. O responsável acredita que, até ao final de 2021, cerca de 400 serviços serão fornecidos por esse método. “Com uma determinação clara das responsabilidades e dos critérios de aprovação, a credibilidade pública vai aumentar e, ao mesmo tempo, diminuir a pressão dos trabalhadores que prestam serviços de atendimento”, comentou Kou Peng Kuan. J.N.C. (com R.M.)

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terça-feira 30.7.2019

HOTEL PALÁCIO IMPERIAL BEIJING DSSOPT PROMETE OUVIR OPINIÕES

A

Vários passageiros que saiam naquele terminal na mesma altura foram reencaminhados para interrogatório. Todos vestiam camisolas pretas.

FRONTEIRAS RESIDENTES DE MACAU IMPEDIDOS DE ENTRAR EM HONG KONG

Diz-me o que vestes

Um grupo de quatro residentes de Macau foi impedido de entrar em Hong Kong através do terminal de Sheung Wan no passado domingo. Em comum, tinham camisolas pretas vestidas. Apesar de declararem que a deslocação era para passeio e compras, foram forçados a regressar. De volta ao Terminal do Porto Exterior foram identificados, revistados e fotografados

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M A estudante, um professor, um funcionário administrativo e um trabalhador independente, todos residentes de Macau, foram impedidos de entrar em Hong Kong, no passado domingo. Todos vestiam camisolas pretas, indumentária associada aos protestantes que se tem manifestado nos últimos tempos na região vizinha. A situação aconteceu no terminal marítimo de Sheung Wan ao chegarem à região vizinha num barco que saiu de Macau às 10h45. À chegada foram interceptados pelas autoridades de emigração e levados para um gabinete para serem identificados. De acordo com Carol (nome fictício), em declarações ao jornal Orange, uma publicação da Associação de Estudantes da Universidade de Macau, vários passageiros

que viajaram no mesmo barco foram reencaminhados para interrogatório. Todos vestiam camisolas pretas. De acordo com Carol, os quatro residentes mostraram às autoridades as moradas que pretendiam visitar em Hong Kong e que incluíam zonas de passeio e lojas para compras. No entanto, as autoridades não ficaram convencidas e recusaram a entrada, emitindo uma notificação para o efeito, uma vez que os residentes não queriam regressar de imediato a Macau.

REGRESSO ATRIBULADO

À chegada a Macau, por volta das 16h, os quatro amigos voltaram a ser interceptados, agora pelas autoridades locais responsáveis pelo controlo da migração, e sujeitos a identificação. Os residentes foram também revistados e fotografados. Quando questionaram as autoridades acerca deste

processo, receberam como resposta que se tratava de uma actividade de rotina comum. Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública esclareceu ontem que os procedimentos a que foram sujeitos no regresso a Macau são “obrigatórios” quando há situação de recusa de entrada em Hong Kong, de modo a perceber a razão do impedimento e confirmar que não se trata de envolvimento criminoso. “Como serviço de gestão de migração da RAEM, podem efectuar os procedimentos estabelecidos por lei e que incluem a revista de pessoas a entrada de Macau”, lê-se. Já no que respeita à situação verificada no terminal marítimo de Hong Kong, as autoridades locais salientam que se trata de um procedimento que diz respeito àquela jurisdição. Juana Ng Cen com Sofia Margarida Mota info@hojemacau.com.mo

Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) emitiu ontem um comunicado a prometer ouvir mais opiniões sobre a emissão da planta de condições urbanísticas (PCU) para o terreno onde está situado o antigo Hotel Palácio Imperial Beijing. “Quanto às opiniões da população e das associações recolhidas no período de divulgação, a DSSOPT irá dar seguimento de acordo com os procedimentos estipulados. A DSSOPT frisa que tem cumprido escrupulosamente a lei do planeamento urbanístico e respectivas disposições no seguimento de todos os pedidos de emissão de PCUs.” O mesmo comunicado explica que o projecto em causa foi sujeito a consulta do público a partir do dia 4 de Julho, sendo que, quatro dias depois, “o requerente solicitou o cancelamento do pedido supramencionado”.

A DSSOPT deu depois “seguimento ao caso nos termos legais e enviou um ofício ao requerente em 19 de Julho de 2019 para notificação do deferimento do último pedido”. Na última reunião do Conselho do Planeamento Urbanístico, o director da DSSOPT, Li Canfeng, negou qualquer tipo de favorecimento na aprovação da PCU. “De facto, o pedido foi avançado no ano passado, não se pode dizer que tenha sido aprovado muito rapidamente. Não vejo nenhum problema com a aprovação da Planta de Condições Urbanísticas”, disse Li Canfeng. Porém, o director da DSSOPT reconheceu não estar ao corrente da batalha legal, uma vez que esse tipo de informação não consta nos documentos requeridos.

PUB HM • 2ª VEZ • 30-7-19

ANÚNCIO Divórcio litigioso n.º

FM1-17-0172-CDL

AUTORA: TAM SOU KENG, casada, de nacionalidade chinesa, titular do Bilhete de Identidade de Residente de Macau e residente em Macau, na Rua dos Curtidores, nº 33, Edif. Yu Wah Garden, 2º andar D. RÉU: JAMES CU, casado, titular do Passaporte dos Estados Unidos da América, com última morada conhecida em Macau, na Macau, na Rua dos Curtidores, nº 33, Edif. Yu Wah Garden, 2º andar D, ora ausente em parte incerta. *** FAZ-SE SABER que pelo Tribunal, Juízo e processo acima referidos, correm éditos de TRINTA DIAS, contados da segunda e última publicação do anúncio, citando o Réu acima identificada, para no prazo de TRINTA DIAS, findo o dos éditos, contestar, querendo, a Acção de Divórcio Litigioso, com a advertência de que a intervenção do citando nos autos implica a constituição de advogado – artº 74º do Código Processo Civil e a falta de contestação não importa a confissão dos factos articulados pela Autora. O pedido formulado nos presentes autos resumidamente consiste em declarar-se dissolvido o casamento entre a autora e o réu, tudo como melhor consta da petição inicial, cujo duplicado se encontra na Secretaria do Juízo de Família e de Menores à disposição do citando. RAEM, 22 de Julho de 2019

Tráfico de droga Dois jovens apanhados em flagrante delito A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois jovens por suspeita de tráfico de droga. De acordo com o canal chinês da Rádio Macau, um jovem de 19 anos, natural do interior da China, foi detido e outro, de 37 anos, foi interceptado pelas autoridades a comprar estupefacientes e terá resistido à detenção

e agredido os agentes policiais. A PJ referiu que o jovem de 19 anos terá sido contratado por um grupo criminoso, também do interior da China, para vir a Macau vender droga. As autoridades encontraram um total de 384 gramas de “ice” e 160 comprimidos de “maku”, num valor total de 176 mil patacas.

Juízo de Família e de Menores


8 eventos

30.7.2019 terça-feira

Vamos perder

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Nas secções do festival dedicadas aos filmes mais recentes, encontram-se estreias absolutas em Macau e Hong Kong, como o filme “Onde Estás,

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ESTREIAS ASIÁTICAS

João Gilberto?” (2018), de Georges Gachot, que acompanha o percurso de um escritor alemão que viaja para o Brasil em busca do fundador da Bossa Nova, apaixonado pela música do compositor retirado da cena musical durante mais de três décadas. A estreia, no dia 17 às 19h30, conta com uma festa pré-sessão de música e comida brasileira, das 18h às 19h, para homenagear o artista recém-desaparecido no mês passado. O filme repete no dia 23. “Presente.Perfeito” (2019), da realizadora chinesa Shengze Zhu, é outra estreia que aborda os milhões de vloggers (video bloggers) por toda a China que mostram as suas vidas online a estranhos, à procura de popularidade, na “mais crua auto-exposição” com que os elementos marginalizados ultrapassam a solidão das suas vidas na actual sociedade chinesa. O filme ganhou o ILB

os documentários “Auto-estrada” (1998) e “Na Escuridão” (2004), numa sessão única dia 13, e “Paraíso” (1995) e “Dia do Pão” (1998), no dia 21.

O documentário “Onde Estás, João Gilberto?” (2018), de Georges Gachot, é exibido a 17 de Agosto, às 19h30, e conta com uma festa pré-sessão de música e comida brasileira para homenagear o recém-desaparecido pai da Bossa Nova, das 18h às 19h

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em 1989, volta a ser exibido a 24 de Agosto às 21h30. A rúbrica “Realizador em Foco” dá este ano destaque ao portefólio do realizador cazaque Sergey Dvortsevoy, que estará em Macau para apresentar seis filmes da sua autoria e partilhar métodos criativos numa masterclass para realizadores locais. O homenageado “foi engenheiro aeronáutico e tornou-se realizador depois de estudar cinema na década de 1990. Apesar de uma escassa formação teórica, Dvortsvoy aplica um estilo narrativo directo, focando-se em personagens socialmente marginalizadas”, revela a nota de imprensa. A não perder está a sua primeira película ficcional, “Tulpan” (2008), filme que mereceu a Dvortsvoy o prémio “Um Certain Regard” no Festival de Cinema de Cannes, com a história de um jovem que pretende casar com a mulher dos seus sonhos e dedicar-se à vida rural, o que em nada seduz a visada. E “Ayka” (2018), o seu mais recente trabalho, nomeado para a Palma de Ouro, que retrata a vida deprimente de uma mãe em fuga, com a notável interpretação de Samal Yeslyamova, que trouxe para casa os galardões de Melhor Actriz no Festival de Cinema de Cannes e nos Prémios do Cinema Asiático. Ambos os filmes são exibidos duas vezes, dias 10 e 27 e dias 11 e 29, respectivamente. A retrospectiva do realizador nascido no Cazaquistão inclui ainda

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Cinemateca Paixão acaba de apresentar o cartaz de filmes que chegam a Macau em primeira mão na edição do 4º Festival Internacional de Documentário de Macau (FIDM). Durante o mês de Agosto, de 10 a 31, a sala da Travessa Paixão convida o público a perder-se em histórias interessantes e curiosas sobre o que se vai passando no mundo. “Let’s Get Lost” é o primeiro título que abre o evento, realizado por Bruce Weber em 1988, sobre a trágica vida do lendário trompetista de música jazz Chet Baker. “A música, as drogas e o seu coração romântico” são os ingredientes do documentário de Bruce Weber, “ele próprio fotógrafo de moda de fama mundial”, que “retrata os últimos anos do músico em extraordinárias imagens a preto e branco. O trabalho de câmara é tão poético quanto a música de Baker. No final das filmagens, Baker foi encontrado morto na rua debaixo do seu quarto de hotel em Amesterdão. O incidente adiciona um elemento de mistério ao filme”, lê-se na informação divulgada pela Cinemateca. A projecção do filme, no dia 10 de Agosto às 14h30, será complementada com uma conversa sobre o tema “A Música, Caso e Legado de Chet Baker”, por Anson Ng, em cantonense com tradução em inglês, às 17h00 com entrada livre. O filme, que foi nomeado para Melhor Documentário na 61ª edição dos Óscares

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São 23 filmes, alguns em estreia absoluta em Macau e Hong Kong, para ver no Festival Internacional de Documentário de Macau, durante o próximo mês. Há ainda uma masterclass, conversas, debates e festas para homenagear o cinema de reflexão sobre temas históricos, biográficos e sociais

TRÊ SE STR AN HO S

FESTIVAL DOCUMENTÁRIOS EM ESTREIA PARA VER DE 10 A 31 DE AGOSTO

prémio Hivos Tiger no Festival de Roterdão e passa apenas no dia 18. Outro destaque é a estreia de “Viajante da Meia Noite” (2019), do realizador afegão Hassan Fazili, que documenta a sua própria fuga com a família, depois dos talibãs terem pedido a sua morte. A recusa de exílio pelo Tajiquistão força-os a uma deriva incerta em busca de um destino que lhes reconheça o estatuto de refugiados. Passa na tela nos dias 14 e 25. “Mais Um Dia de Vida” (2018), do realizador espanhol Raúl de la Fuente e do animador polaco Damian Nenow, é uma interessante animação sobre a Guerra Civil de Angola, a partir do livro do jornalista polaco Ryszard Kapuściński, que se aventurou em 1975 até à linha da frente do conflito armado para fazer reportagens para a agência noticiosa (PAP). A brutalidade das experiências de guerra que reportou, na sua colectânea de textos e mapas, veio a ser uma referência para a classe jornalística mundial, a par-


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terça-feira 30.7.2019

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tir das suas palavras: “A pobreza não tem voz. O meu dever é conseguir que essa voz se ouça”. Esta adaptação ao género de animação é exibida apenas no dia 17. “Três Estranhos Idênticos” (2018), do realizador britânico Tim Wardle é um curioso documentário sobre o encontro, em 1980 na cidade de Nova Iorque, de três jovens rapazes que descobrem ser trigémeos idênticos separados à nascença. “Após dezanove anos de separação, a sua reunião torna-se notícia e conduz a um sinistro segredo científico”, que valeu ao filme o Prémio Especial do Júri do Festival de Sundance, EUA, em 2018, e uma nomeação para Melhor Documentário nos BAFTA2019, no Reino Unido.A fita pode ser vista nos dias 10 e 30.

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E AINDA OS CLÁSSICOS

Entre várias outras propostas presentes neste FIDM, que ao todo projectará mais de duas dezenas de

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documentários, estão também dois títulos clássicos que importa assinalar. “Recordações de Uma Viagem à Lituânia” (1972) é assinado pelo realizador lituano Jonas Mekas, padrinho do cinema americano de vanguarda, que faleceu em Janeiro passado aos 96 anos de idade. Filmado entre 1950 e 1972, com a sua Bolex de 16mm, este documentário abrange mais de duas décadas, ilustrando o seu percurso em Nova Iorque e o regresso ao país natal para reencontrar os amigos. A exibição única é dia 20. Outro clássico é o muito premiado “O Acto de Matar” (2012), na versão editada pelo realizador americano Joshua Oppenheimer, que convidou Anwar Congo, o gangster que conduziu o extermínio de comunistas na Indonésia em 1965, a reencenar voluntariamente a matança para a objectiva. “As cenas do massacre ganham um sentido surreal, com Congo no papel de assassino e vítima”, cujo

orgulho se vai desfazendo à medida que o sentimento de culpa surge. Vencedor de Melhor Documentário nos BAFTA e nos Prémios do Cinema Europeu de 2014, e nomeado na mesma categoria à 86ª edição dos Óscares, o filme foi aplaudido pelo mestre do cinema alemão, Werner Herzog, que o considerou “um dos mais importantes filmes vistos nos últimos 25 anos”. As sessões acontecem nos dias 17 e 31, com uma palestra pré-sessão, dia 17 às 14h30, pelo especialista de História da Indonésia, George Young, sobre o genocídio “Gerakan 30 de Setembro” que acorreu naquele país. O cartaz de excelência do FIDM é mais uma aposta da Cinemateca Paixão, com o apoio da Comuna de Han-Ian – associação de arte e cultura. Os bilhetes custam 60 patacas por sessão e já se encontram à venda. Raquel Moz

raquelmoz.hojemacau@gmail.com


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30.7.2019 terça-feira

Uma cadeira portuguesa, com certeza

Universidade de elite inclui português como disciplina opcional

A ACTIVISMO DISSIDENTE HUANG QI CONDENADO A DOZE ANOS DE PRISÃO

O crime de jornalismo Um tribunal chinês condenou ontem o dissidente Huang Qi a 12 anos de prisão por ter revelado segredos de Estado a uma entidade estrangeira, na sequência de uma campanha lançada por Pequim contra vozes dissidentes

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UANG Qi, que dirigia uma plataforma distinguida pela organização Repórteres Sem Fronteiras com o prémio de liberdade de imprensa, foi detido em várias ocasiões por denunciar abusos do poder político, incluindo em 2008, depois de advogar por pais cujos filhos morreram num terremoto na província de Sichuan, sudoeste do país. Milhares de estudantes morreram quando as suas escolas, de fraca construção, ruíram, mas as autoridades nunca divulgaram os resultados de qualquer investigação e nunca responsabilizaram alguém. Um comunicado difundido ontem pelo Tribunal Popular Intermédio de Mianyang,

província natal de Huang, em Sichuan, não detalhou quais foram os segredos revelados ou os receptores. Em 1998, Huang fundou o portal “64 Tianwang”, onde revelava histórias de abusos por parte das autoridades. A mãe de Huang, Pu Wenqing, pediu às autoridades que o

transferissem para um hospital, para receber tratamento, devido a função renal limitada e perda de peso severa. A organização não-governamental Human Rights China revelou que “em resultado dos espancamentos e outros abusos que sofreu durante períodos de detenção”, Huang sofre de

A Human Rights China revelou que “em resultado dos espancamentos e outros abusos que sofreu durante períodos de detenção”, Huang sofre de acumulação de líquido no cérebro, uma doença cardíaca reumática e insuficiência renal crónica, que requerem medicação diária

acumulação de líquido no cérebro, uma doença cardíaca reumática e insuficiência renal crónica, que requerem medicação diária. Numerosos dissidentes chineses adoeceram durante a prisão.

Universidade Tsinghua, uma das mais prestigiadas da China, vai passar a ter português como disciplina opcional, já no próximo ano lectivo, ilustrando a crescente importância dos países lusófonos para o comércio e diplomacia chineses. A partir de Setembro, a Universidade Tsinghua vai oferecer português como disciplina opcional aos alunos de todos os cursos de licenciatura, disse ontem à agência Lusa fonte da instituição. Localizada no norte de Pequim, a Tsinghua é uma das mais prestigiadas universidades chinesas e onde se formaram muitos dos líderes do país, incluindo o actual Presidente chinês, Xi Jinping, e o antecessor, Hu Jintao. Estabelecido em 1911, o ‘campus’ da Tsinghua foi construído a partir de um antigo jardim imperial do século XVIII, preservando os lagos, espaços verdes e edifícios centenários. A universidade tem mais de 25 mil estudantes, segundo o ‘site’ oficial da instituição, e destaca-se sobretudo pelo ensino de engenharia. A aposta da Tsinghua reflecte a crescente necessidade da China em formar melhores quadros para trabalhar com os países de língua portuguesa, face à evolução das trocas comerciais, que só em 2018 se cifraram em 147.354 milhões de dólares, um aumento de 25,31 por cento, em termos homólogos. O destaque vai para Angola e Brasil, cujas trocas com a China compõem a maioria deste comércio.

OUTROS EXEMPLOS

O Prémio Nobel da Paz Liu Xiaobo estava a cumprir uma pena de onze anos por “incitar a subversão do poder do Estado” quando morreu de cancro no fígado, há dois anos. Sob a liderança do actual líder chinês, Xi Jinping, que após uma emenda constitucional, no ano passado, poderá exercer como Presidente vitalício, as autoridades chinesas têm reforçado o controlo sobre a sociedade civil, ensino ou religião.

Nos últimos anos, a China tornou-se, também, um dos principais investidores em Portugal, comprando participações em grandes empresas das áreas da energia, seguros, saúde e banca, enquanto milhares de particulares chineses compraram casa em Portugal à boleia dos vistos ‘gold’.

PROPAGAÇÃO DA LÍNGUA

Guizhou Sobe para 42 o número de mortos em deslizamentos de terra O número de mortos em dois deslizamentos de terra ocorridos na semana passada na província de Guizhou, sudeste da China, subiu para 42, enquanto 9 pessoas continuam desaparecidas, informou ontem a imprensa estatal. A emissora estatal CCTV informou que as operações de resgate continuam, no condado de Shuicheng, onde um deslizamento de terra, na terça-feira passada, enterrou 21 casas. Onze pessoas foram encontradas com vida e estão

a receber tratamento hospitalar. As autoridades apontaram as fortes chuvas como causa principal do desastre. Mais de 800 pessoas participam nas operações de resgate e têm vasculhado a área, onde chuvas contínuas e encostas íngremes têm dificultado os esforços de busca. Num outro incidente, no mesmo dia, uma pessoa morreu, depois de um deslizamento de terras atingir uma vila no condado de Hezhang.

A contar com a Tsinghua são já 34 as universidades da China continental que têm português como cadeira opcional, entre as quais 25 que oferecem também licenciaturas em português. No total, mais de 1.500 estudantes chineses frequentam agora cursos em português. Até 1999, apenas a Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim e a Universidade de Estudos Internacionais de Xangai ofereciam licenciaturas em português.


região 11

terça-feira 30.7.2019

N

A sexta-feira, Rodrigo Duterte ordenou o “encerramento imediato” das instalações operadas pela Agência de Sorteios das Filipinas (PCSO, na sigla inglesa), que o Presidente acusou de “corrupção maciça”. “Não cumprirei nenhuma ordem de nenhum tribunal que nos impeça (...) de abrir uma investigação sobre a corrupção maciça no PCSO”, afirmou Duterte, ao anunciar a controversa decisão. Na sequência do anúncio, vários estabelecimentos fecharam portas durante o fim-de-semana, enquanto o chefe da polícia filipina, Oscar Albayalde, apelou no domingo à noite para que todos os outros suspendessem voluntariamente as actividades antes de ontem. Em Março, Duterte demitiu o líder da PCSO, Alexander Balutan, por alegada corrupção, à luz de uma investigação do Congresso. A actual directora, Royina Garma, já disse que vai cumprir a ordem presidencial, mas pediu a Durterte que reconsiderasse a decisão, alegando que a lotaria gera “receitas enormes que têm sido usadas para programas de saúde pública e actividades beneficentes”.

FILIPINAS MAIS DE 21 MIL POSTOS DE VENDA DE LOTARIAS FECHADOS

A sorte pequena

As autoridades filipinas fecharam mais de 21 mil pontos de venda de lotarias no país, depois de o Presidente ter proibido os jogos de azar por suspeitas de corrupção na agência estatal reguladora da actividade

SUCESSO DE VENDAS

Em 2018, a PCSO, agência inaugurada em 1954, obteve um recorde de receitas no valor de 63,5 mil milhões de pesos (mais de mil milhões de euros), mais 20 por cento do que no ano anterior. A lotaria estatal foi lançada em meados da década de 2000, para erradicar um jogo ilegal popular entre a classe trabalhadora, conhecido como “jueteng”, cujos lucros foram largamente usados para subornar a polícia e políticos. No primeiro ano, gerou mais de três mil milhões de pesos (cerca de 53 milhões de euros) e 62.500 empregos legais para os trabalhadores pobres que viviam do “jueteng”. Rodrigo Duterte “Não cumprirei nenhuma ordem de nenhum tribunal que nos impeça de abrir uma investigação sobre corrupção maciça no PCSO.”

CONTRABANDO CONFISCADAS 1,2 TONELADAS DE ESCAMAS DE PANGOLIM

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UTORIDADES turcas confiscaram 1,2 toneladas de escamas de pangolim, destinadas ao mercado asiático, no aeroporto de Istambul, anunciou ontem o Ministério do Comércio turco através da sua página na web. As escamas deste animal são utilizadas na medicina tradicional asiática para todo o tipo de remédios e com a redução das populações do mamífero na Ásia, cada vez mais se exporta o pangolim proveniente de África para os mercados asiáticos, segundo a organização. A remessa, que provavelmente iria ser enviada para o mercado asiático, estava declarada como “ossos”, mas devido às suspeitas de que o conteúdo dentro das embalagens poderia ser de animais protegidos, os agentes da alfândega abriram a caixa e descobriram vários pacotes com escamas de pangolim. Estima-se que o valor das escamas alcançaria os 1,3 milhões de euros no mercado turco e poderia chegar aos 2,7 milhões de euros no mercado asiático, de acordo com a nota do Ministério turco. Entre 2000 e 2016, um milhão de pangolins foram vítimas do comércio ilegal, sendo o animal mais traficado do mundo. Para uma tonelada de escamas é preciso matar-se aproximadamente 1.800 pangolins e estima-se que apenas no ano de 2017, cerca de 68 toneladas foram exportadas ilegalmente desde África.

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VIETNAME POLÍCIA DETÉM QUASE 400 CHINESES POR APOSTAS ILEGAIS

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polícia vietnamita deteve quase 400 cidadãos chineses no norte do país, na maior operação de sempre contra jogos de azar no Vietname, envolvendo estrangeiros, informou ontem a imprensa oficial de Hanói. Amaior parte dos jogos de azar está proibido a cidadãos doVietname, apesar de alguns casinos operarem em ‘resorts’e hotéis, para estrangeiros. Nos últimos anos, grupos criminosos da China têm usado o país para operar casinos ‘online’. Este fim-de-semana, cerca de 500 policias cercaram um condomínio fechado na cidade portuária de Hai Phong, no norte do Vietname, onde as salas eram usadas para transacionar apostas num valor superior a 400 milhões de

dólares, segundo a imprensa de Hanói. “Trata-se da maior apreensão de sempre a nível de volume e do número de estrangeiros detidos”, sublinhou a televisão estatal VTV. Os 380 chineses geriam apostas ‘online’ em resultados desportivos, para apostadores da China continental, e administravam uma lotaria ilegal, acrescentou. A polícia confiscou quase dois mil ‘smartphones’, 530 computadores, cartões bancários e dinheiro. No ano passado, dezenas de pessoas foram condenadas no Vietname por integrarem uma rede de jogos ‘online’, administrada por um alto funcionário encarregado de supervisionar as apostas ‘online’.

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 415/AI/2019 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor LIN KAI HONG, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.° 50954xx(x), que na sequência do Auto de Notícia n.° 172/DI-AI/2017, levantado pela DST a 27.06.2017, e por despacho da Directora dos Serviços de Turismo de 15.04.2019, exarado no Relatório n.° 136/DI/2019, de 25.03.2019, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua dos Curtidores n.° 43, Edf. Kong Chong, rés-do-chão A, Macau onde se prestava alojamento ilegal.--------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. ------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 12 de Julho de 2019. O Director dos Serviços, Subst.°, Cheng Wai Tong


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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 420/AI/2019 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor QIU YOUSHENG, portador do passaporte da RPC n.° G58888xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 134/DI-AI/2017, levantado pela DST a 01.06.2017, e por despacho da Directora dos Serviços de Turismo de 15.05.2019, exarado no Relatório n.° 173/DI/2019, de 10.04.2019, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Praceta de Um de Outubro n.os 119-131B, I Keng Kok, 10.° andar C, Macau onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. ---------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 15 de Julho de 2019.

O Director dos Serviços, Subst.°, Cheng Wai Tong

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 429/AI/2019 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora LUO MINGYING,portadora do passaporte da RPC n.° E23339xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 166.1/DI-AI/2017, levantado pela DST a 26.06.2017, e por despacho da Directora dos Serviços de Turismo de 11.04.2019, exarado no Relatório n.° 154/DI/2019, de 25.03.2019, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Baia da Praia Grande n.° S/N, Torre Lago Panoramico 22.° andar C, Macau.----------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.---------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 15 de Julho de 2019.

O Director dos Serviços, Subst.°, Cheng Wai Tong


terça-feira 30.7.2019

Semeio o caos e a destruicão, , como o vento semeia as papoilas

Palácio Nacional de Mafra e Bom Jesus de Braga são património mundial Michel Reis

O

conjunto monumental composto pelo Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada de Mafra e o conjunto arquitectónico e paisagístico do Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, receberam no passado dia 7 de Julho, na 43ª Sessão do Comité do Património da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que decorreu em Baku, no Azerbaijão, a classificação de Património Cultural Mundial da UNESCO. Na sessão, foi ainda anunciado que o Museu Nacional Machado de Castro passa a estar integrado na área classificada da Universidade de Coimbra, que em 2013 também foi classificada Património Cultural Mundial da UNESCO. Os monumentos portugueses fizeram parte das 36 indicações para inscrição na Lista do Património Mundial que estiveram a ser avaliadas. Ambas as candidaturas suscitaram algumas questões ao Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS), que faz a apreciação de todas as propostas que chegam de todo o mundo. No caso do complexo de Mafra, pelo facto da Tapada não estar suficientemente documentada e, em relação Santuário do Bom Jesus, em relação à autenticidade e integridade do monumento, assim como à preservação e prevenção de acidentes, como possíveis incêndios à volta do complexo religioso. No entanto, após esclarecimentos por parte da representação de Portugal, as propostas acabaram por ser aprovadas. O monumento de Mafra foi aprovado com o apoio do Brasil, da Tunísia e da China, tal como de outros Estados que fazem parte do Comité, como Angola ou Indonésia, embora tenham apoiado as recomendações para a conservação e um estudo cartográfico deste complexo monumental. Quanto ao Santuário do Bom Jesus, o Brasil, que abriu a discussão e faz parte do Comité, defendeu que o Santuário não só cumpre todos os critérios para ser integrado na Lista do Património Mundial, mas serviu também de inspiração para o complexo do Bom Jesus de Congonhas, já incluído na mesma Lista. A Lista do Património Mundial da UNESCO integra actualmente 1.092 sítios

em 167 países. Portugal passa agora a contar com 17 locais classificados em território português, nomeadamente o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, em Lisboa, num conjunto de proximidade, e o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo, em Tomar, que foram os primeiros monumentos a serem classificados, em 1983. A estes juntaram-se a Região Vinhateira do Alto Douro, a zona central da cidade de Angra do Heroísmo, a Paisagem Cultural de Sintra, a Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e as suas Fortificações, o Centro Histórico de Évora, o Centro Histórico de Guimarães, o conjunto do Centro Histórico do Porto, Ponte Luís I e Mosteiro da Serra do Pilar, a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, a Laurissilva da Madeira, o Mosteiro de Alcobaça, os locais de Arte Rupestre do Vale do Côa, bem como a antiga Universidade de Coimbra – Alta e Sofia, havendo ainda 11 locais que constituem património mundial de origem portuguesa no mundo. Segundo o Observador, o presidente da Câmara de Mafra, Hélder Sousa Silva, presente na sessão, referiu que a classificação do Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada de Mafra peca por tardia, porque apesar de ser um dia histórico para Mafra e para Portugal, esta candidatura preparada há 10 anos já devia ter sido classificada há muito tempo. Para o autarca, a inscrição de Mafra na lista do Património Mundial “não é um ponto de chegada, mas um ponto de partida e traz responsabilidades acrescidas para a manutenção [do monumento] a curto prazo”, esperando que haja uma Mafra antes da classificação e uma Mafra depois da classificação, virada para a recuperação do património. O director do Palácio Nacional de Mafra, Mário Pereira, defendeu, numa nota de imprensa enviada pela autarquia na ocasião, que a inevitabilidade de um reconhecimento não poderia, nem deveria ser protelada, porque Mafra e o seu monumento

há muito que mereciam esta inscrição. Também a Escola das Armas e o Exército, a direcção da Tapada Nacional e a Paróquia de Mafra, outros parceiros da candidatura, se regozijaram com a classificação. Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, salientou por sua vez que, com a distinção conferida ao Santuário do Bom Jesus, para além do orgulho vem também uma grande responsabilidade. O dossier de candidatura do conjunto composto pelo Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada de Mafra a Património Mundial foi entregue ao Centro do Património Mundial da UNESCO no dia 27 de Janeiro de 2017, uma etapa histórica neste complexo e exigente processo. O Palácio Nacional de Mafra é o mais importante monumento representante do barroco em Portugal, nomeadamente do barroco joanino. O dossier de candidatura, designado Real Edifício de Mafra, foi coordenado pelo município e pela Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) da República Portuguesa, com a colaboração do Palácio Nacional, Escola das Armas, Tapada Nacional e Paróquia de Mafra. Os parceiros desejavam fazer coincidir o anúncio agora feito pela UNESCO, assim como a conclusão da reabilitação dos carrilhões do complexo, com as comemorações dos 300 anos do lançamento da primeira pedra do palácio, que tiveram o seu ponto alto no dia 17 de Novembro de 2017. É de referir que a reabilitação dos carrilhões do Palácio Nacional de Mafra, que sofreu vários atrasos e era fundamental para o Estado Português e a Câmara de Mafra poderem candidatar o monumento a Património Mundial, se iniciou em Junho de 2018. No dia 24 de Outubro de 2018, uma grua instalada em frente ao Palácio começou a retirar, pela primeira vez desde 1730, os sinos maiores dos carrilhões, o primeiro deles a pesar mais de sete toneladas, para serem analisados e restaurados, num investimento de 1,5 milhões de euros. Além de apear os sinos

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para virem a ser intervencionados, o consórcio português responsável pela empreitada, especialista em conservação e restauro do património, também é responsável pelo tratamento da pedra, restauro dos cabeçalhos, estruturas de madeira que suportam os sinos, e pela construção de novas estruturas de suporte da torre norte. A equipa encontrou alguns dos sinos em muito mau estado, em risco de se desprenderem da estrutura e criarem um efeito de dominó, que poderia resultar na queda de sinos na frente do palácio. Os dois carrilhões com 119 sinos, repartidos por sinos das horas, da liturgia ou dos carrilhões, constituem o maior conjunto sineiro do mundo, sendo, a par dos seis órgãos históricos e da biblioteca, o património mais importante do palácio. Mário Pereira referiu que está tão confiante no bom curso desta obra que já tem alguns carrilhonistas convidados para o concerto inaugural em Setembro de 2019, se tudo correr como previsto. Por sua vez, o dossier final de candidatura do Santuário do Bom Jesus do Monte, um trabalho desenvolvido ao longo de 20 anos, foi entregue ao Centro do Património Mundial da UNESCO no dia 15 de Janeiro de 2018. O Santuário constitui um conjunto arquitectónico e paisagístico construído e reconstruído a partir do século XVI, no qual se evidenciam os estilos barroco, rococó e neoclássico. É composto de um “Sacro Monte”, de um longo percurso de via-sacra atravessando a mata, de capelas que abrigam conjuntos escultóricos evocativos da morte e ressurreição de Cristo, fontes e estátuas alegóricas, da Basílica, culminando no “Terreiro dos Evangelistas”. No Santuário, prossegue actualmente a recuperação das capelas, um projecto que se espere fique concluído até 30 de Setembro, prevendo-se que a zona do Santuário fique recuperada até 30 de Junho. Portugal foi o único país a inscrever dois monumentos na Lista do Património Mundial da UNESCO nesta sessão, algo que traz uma responsabilidade acrescida ao país, segundo o embaixador português na UNESCO, António Sampaio da Nóvoa. Foram ainda inscritos este ano na lista, entre outros, os bens Parati – Cultura e Biodiversidade no Brasil, as Colinas do Prosecco em Itália, Bagan no Myanmar, o Sistema de Gestão da Água de Augsburgo na Alemanha e o sítio da Antiga Babilónia no Iraque.


14 (f)utilidades

30.7.2019 terça-feira

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Diariamente

EXPOSIÇÃO | ”CORES DA ÁSIA” Casas Museu da Taipa | Até 22/09 EXPOSIÇÃO | “CABEÇAS FELIZES” Praça Jorge Álvares | Até 15/08 EXPOSIÇÃO | “DE HOLLYWOOD AO MÓNACO”” Galaxy Macau | Até 28/08

VIDA DE CÃO

AQUELA FAIXA 49

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EXPOSIÇÃO | “ENCONTRO INESPERADOS” City of Dreams | Até 31/08 EXPOSIÇÃO | EXPOSIÇÃO “BELEZA NA NOVA ERA: OBRAS-PRIMAS DA COLECÇÃO DO MUSEU NACIONAL DE ARTE DA CHINA” MAM

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ESPECTÁCULO | FUERZA BRUTA WAYRA MGM Theatre | Até 4 de Agosto

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Cineteatro

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DEPUTADOS A METRO 51

Centro de Controlo de Operação do Parque de Materiais e Oficina do Metro Ligeiro e deram uma voltinha na Linha da Taipa.

7 37 43 4 6 1 8 05 20 92 2 2 05 0 48 94 9 73 7 16 9 89 8 76 7 2 14 1 35 03 1 52 35 3 7 06 40 4 9 0 0 9 1 4 5 2 8 3 67 63 96 9 0 8 7 24 12 1 5 5 0 92 9 3 61 6 8 74 8 8 1 3 2 6 5 7 9 40 4 4 87 18 1 9 20 62 6 35 6 6 4 7 5 0 3 9 1 28 SOLUÇÃO DO PROBLEMA 51

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UM FILME HOJE

6 56 45 34 3 97 9 81 8 20 2 18 01 0 6 34 3 7 59 0 9 altura 0 Numa 43 4em5que2 o 6 81 78 7 1 2se 9 derretia 2 0 45de64 36 83 1mundo amores pelo E.T., 7 0 4 1 5 5 2 6 8 o9mestre John Carpenter optou pela 8 4 7 5 1 3 9 2 06 via do terror niilista e da 1 23científica. 1 3ficção 72 7 O8 reali50 5 49 4 zador que encheu o mundo 9 09 0 8 1 3 76 7 5 42 do cinema de clássicos 3 6onde 9 4 2“The 8 02 0 7 3 trashy, 95 desponta Thing”, lançado em 1982, 4 4 07 0 26 2 81 38 53 95

THE LION KING SALA 1

THE LION KING [A]

Michael Miu 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Jon Favreau 14.30, 16.45, 19.15

SALA 3

THE LION KING [A] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Jon Favreau 21.30 SALA 2

TOY STORY 4 [A] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Josh Cooley 14.15, 16.05, 19.45

THE WHITE STORM 2 DRUG LORDS [C] FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Herman Yau Com: Andy Lau, Louis Koo,

CRAYON SCHINCHAN 2019 [B] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Herman Yau Com: Masakazu Hashimoto 14.30

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protagonizado por Kurt Russel. O filme passa-se na Antártida, onde uma equipa de pesquisa científica é dizimada por um extraterrestre que assume a aparência das suas vítimas. Tempo de qualidade e divertimento para toda a família. João Luz

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S U D O K U

O QUE FAZER ESTA SEMANA

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É certo e sabido que os chineses estão por todo o lado, como os portugueses: 55 viajamos para aquela ilha paradisíaca 2 por 8 lá.6 Desta 0 1vez,7os3 e eles 9estão chineses decidiram estabelecer-se 0 1 4 3 7 8 6 9 numa terra chamada Boi Morto, no 3 Portugal 7 9 e,2 alegadamente, 5 4 0 1 norte de traficar5haxixe. 6 1A história 0 3 foi2 ontem 9 7 publicada nas páginas do Diário de 4 5 6 8 9 0 3 2 Notícias e não deixa de soar alarmes 2 7dos1vistos 6 gold. 5 0 sobre o8lado4negativo Já a ex-eurodeputada 7 9 5 4Ana8Gomes, 3 1em6 entrevista ao HM, tinha alertado para 1 0 3 5 4 9 2 8 o facto destes vistos poderem poten2 8 de 0 tríades 9 6e esquemas 7 4 5 ciar a entrada de corrupção no espaço Schengen. 6 3 7 1 2 5 8 4 As próprias autoridades chinesas estão atentas e garantiram que não vão deixar 57 passar em claro casos de corrupção no âmbito da política 2 Uma 8 Rota”. 6 9 Xi5Jinping 7 3 “Uma 4 Faixa, 0 9 7 1a corrupção 8 2 4no6 bem tenta combater seu país, um dos grandes 1 3 5 7 0 problemas 9 8 4 sociais e políticos dos últimos anos, 4 2não3 tem 6 sido 1 fácil. 9 0 mas o5caminho Ainda3a procissão 0 4 5vai no 2 adro, 7 6que9 é como quem diz, ainda esta política 6 7 9 0 1 8 5 2 está a começar a ser estabelecida, e 8 1a corrupção. 6 4 5Do3lado0da7 já se teme União2Europeia, 8 3 resta-nos 9 7 4esperar 1 5 uma intervenção eficaz das autori8 problemas 3 6 2não1 dades,9para5que0estes 7a Europa 6 1 da2pior4 maneira. 0 3 8 atinjam Andreia Sofia Silva

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4THE 7THING 8 | JOHN 9 1CARPENTER 5 2 3 1 2 0 5 6 8 9 4 6 3 4 2 7 0 1 8 5 0 9 3 8 7 6 2 3 8 6 1 2 4 5 7 7 9 5 0 4 1 3 6 2 4 7 6 3 9 8 0 0 5 3 8 9 2 7 1 9 1 2 7 0 6 4 5 8 6 1 4 5 3 0 9

THE CONFIDENCE MAN JP - THE MOVIE- [B] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Ryo Tanaka Com: Masami Nagasawa, Masahiro Higashide, Fumiyo Kohinata 16.30, 21.30

CHILDREN OF THE SEA [B] FALADO EM JAPONÊS Um filme de: Ayumu Watanabe 19.30

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opinião 15

terça-feira 30.7.2019

macau visto de hong kong

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A quimera do ouro

O passado dia 23, a Radio Television Hong Kong anunciou a reunião entre os representantes do New People’s Party e o Secretário das Finanças, Paul Chan. Na reunião foi discutido o próximo Orçamento e foram apresentadas propostas. Este partido sugeriu que todos os residentes permanentes de Hong Kong, com idade superior a 18 anos, deveriam passar a receber uma verba do Governo de HK$8.000. O New People’s Party acredita que a entrega desta verba trará mais benefícios do que o reembolso dos impostos. As pessoas ficarão felizes por receberem esta quantia. O New People’s Party propôs também a atribuição de um subsídio de maternidade no valor HK$20.000. Este montante ajudará a aliviar os encargos financeiros dos jovens casais e aumentará os rendimentos da população de Hong Kong. Esta distribuição de dinheiro pela população concretiza-se em Macau através da atribuição de cheques pecuniários. Este ano, os residentes permanentes receberam 10.000 patacas. Entre 2014 e 2018, recebiam 8.000 patacas anuais. O subsídio atribuído por cada recém-nascido, proposto pelo New People’s Party, é o subsídio de maternidade de Macau. Nesta cidade, ambos os pais podem solicitar o subsídio. O valor de cada contribuição é de 5.260 patacas. Se o pai e a a mãe se candidatarem, podem receber um total de 10.520 patacas. Em 2011, o Governo de Hong Kong implementou a atribuição anual de HK$6.000 aos residentes permanentes maiores de 18 anos. Este foi um período dourado, de grande crescimento económico. No entanto esta decisão sofreu alguma contestação. Algumas pessoas consideraram esta verba muito baixa e que faria pouca diferença na melhoria da qualidade de vida da população. A mina de ouro não estava a beneficiar toda a gente. Em 2018, o Governo de Hong Kong voltou a instituir o plano de pagamentos. Desta vez, foram distribuidos HK$4.000 per capita, através do sistema "Caring and Sharing Scheme." Qualquer pessoa, com bilhete de identidade de Hong Kong e residência permanente na cidade, estava em condições de receber esta verba. Hongkongers com residência noutros locais e residentes não permanentes não tinham acesso a este benefício.

THE MONEY COUNTER, POMPEO MASSANI

DAVID CHAN

Mas este plano de pagamentos foi também bastante criticado. Aqui, em Macau, não se conhece ninguém que pense que os cheques pecuniários são uma má medida. Talvez Hong Kong precise de se aproximar do modelo de Macau, onde, tanto os residentes permanentes como os não permanentes recebem verbas anuais. Talvez toda a gente fique satisfeita se receber uma fatia do bolo. É um facto indiscutível que, nos dias que correm, os Hongkongers precisam de algo que os façam sorrir. Recentemente a Faculdade de Medicina e a Universidade de

Aqui, em Macau, não se conhece ninguém que pense que os cheques pecuniários são uma má medida. Talvez Hong Kong precise de se aproximar do modelo de Macau, onde, tanto os residentes permanentes como os não permanentes recebem verbas anuais

Hong Kong levaram a cabo um estudo, não relacionado com os deploráveis incidentes violentos que tiveram lugar na cidade. Mais de 1.200 adultos foram entrevistados por telefone e cerca de 9.1% foram considerados vitímas de depressão. Além disso, no grupo etário acima dos 50 anos, esse valor aumentava. A cerca de 4.6% foram diagnosticadas ideias suicidas. Estes números indicam que 108 pessoas em 1.200, sofrem de depressão. Não há dúvida de que é uma percentagem muito alta. Durante os dois últimos meses, a comunidade de Hong Kong experienciou diversos incidentes relacionados com a contestação à revisão da Lei de Extradição dos Condenados em Fuga. Este estudo indica que muitas pessoas em Hong Kong sofrem de depressão, mas não provam que exista qualquer relação entre as duas situações. Em todo o caso, os números provam que a sociedade de Hong Kong tem de enfrentar esta doença. O sonho é um tratamento eficaz contra a depressão. Se o Governo de Hong Kong distribuir dinheiro por todos, no quadro do próximo Orçamento, pode fazer toda a gente sorrir e sonhar. Espero que este sorriso possa trazer uma nova esperança a todos os habitantes de Hong Kong.

Professor Associado do IPM • Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau • legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog


“Se as portas da percepção fossem limpas, tudo apareceria ao homem como realmente é: infinito.” William Blake

Nigéria Ataque do Boko Haram faz pelo menos 65 mortos

Um ataque do grupo ‘jihadista’ Boko Haram no sábado a um grupo de homens que regressava de uma cerimónia fúnebre no nordeste da Nigéria, fez 65 mortos, declarou ontem um responsável local. Um primeiro balanço divulgado no sábado indicava que o ataque deixou 23 mortos, mas dezenas de corpos foram depois descobertos, numa aldeia próxima da capital do estado de Borno, Maiduguri. “Há 65 mortos e 10 feridos”, declarou Muhammed Bulama, chefe do governo local. Vinte e três pessoas foram mortas no ataque aos participantes na cerimónia fúnebre e 42 outras quando tentavam perseguir os ‘jihadistas’. O Boko Haram tem estado activo nesta região onde frequentemente ataca aldeias. Segundo Bulama, o ataque de sábado foi uma operação de represália, depois da morte de 11 combatentes do grupo e apreensão de armas pelos habitantes há duas semanas, quando o Boko Haram se tinha aproximado da aldeia. A insurreição do Boko Haram no nordeste da Nigéria e a sua repressão já fizeram mais de 27 mil mortos e mais de dois milhões de deslocados em 10 anos.

PALAVRA DO DIA

Aperto no estreito Um segundo navio de guerra britânico chegou ao Golfo Pérsico

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M segundo navio de guerra britânico chegou ao Golfo para garantir “a segurança” das embarcações britânicas que utilizam o estreito de Ormuz, anunciou o Ministério da Defesa do Reino Unido, em plena crise dos petroleiros entre Londres e Teerão. O contratorpedeiro HMS Duncan trabalhará para garantir “a passagem em segurança dos navios com pavilhão britânico no estreito de Ormuz juntamente com o HMS Montrose”, uma fragata já no Golfo, indicou o ministério num comunicado divulgado domingo. “A liberdade de navegação no estreito de Ormuz é vital não apenas para o Reino Unido, mas também para os nossos parceiros e aliados internacionais”, sublinhou o ministro da Defesa, Bem Wallace. O ministério tinha anunciado na quinta-feira ter ordenado à

Marinha Real que escoltasse os navios civis com pavilhão britânico naquele estreito. A tensão tem vindo a aumentar na região desde a retirada unilateral norte-americana em Maio de 2018 do acordo nuclear iraniano e do restabelecimento de pesadas sanções.

ACÇÃO COORDENADA

Intensificou-se nas últimas semanas com ataques contra petroleiros no Golfo, atribuídos por Washington a Teerão, que desmente qualquer envolvimento. A 19 de Julho, o Irão apresou um petroleiro com pavilhão britânico, o Stena Impero, no estreito de Ormuz, 15 dias após o apresamento do petroleiro iraniano Grace 1 pelas autoridades britânicas ao largo de Gibraltar, agravando ainda mais a situação. O anterior chefe da diplomacia britânica, Jeremy Hunt, tinha apelado há uma semana à criação de

uma “missão de protecção marítima dirigida pelos europeus” no Golfo. Alguns dias depois, a ministra das Forças Armadas de França explicou numa entrevista que Paris, Londres e Berlim planeavam “coordenar” os seus meios e “partilhar informações” no Golfo para reforçar a segurança marítima na zona, mas sem deslocar outros meios militares. O presidente do Irão, Hassan Rohani, já tinha respondido a Jeremy Hunt, assinalando que o Irão tem sido e será o principal guardião da segurança e da liberdade de navegação no Golfo Pérsico, no estreito de Ormuz e no mar de Omã”. No domingo, o porta-voz do governo iraniano Ali Rabiei, citado pela agência Isna, declarou: “Ouvimos dizer que eles (os europeus) pretendem enviar uma frota europeia para o Golfo Pérsico”, denunciando uma “mensagem hostil” e um acto “provocador” que vai “acentuar as tensões”.

Roménia Assassinato causa indignação contra polícia

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O alegado assassinato de uma jovem de 15 anos, na Roménia, está a causar uma onda de indignação contra a polícia, que após ter recebido três chamadas da rapariga, demorou 19 horas a chegar ao local. Conforme indicaram ontem as autoridades romenas, citadas pela agência EFE, Alexandra Macesanu, de 15 anos, telefonou para a polícia, na quinta-feira, a partir da casa do presumível assassino, em Caracal, na qual se encontrava sequestrada. De acordo com a mesma fonte, o homem de 65 anos, que foi detido um dia depois, terá violado a jovem e, posteriormente, queimado o seu corpo. Segundo a imprensa local, o homem confessou ter atacado Macesanu e também outra jovem, de 18 anos, desaparecida em Abril. Desde então, membros da sociedade civil e vários usuários das redes sociais criticaram as autoridades e o alegado assassino. Centenas de pessoas concentraram-se este fim-de-semana em Bucareste e noutras cidades da Roménia para expressar indignação perante a atuação da polícia.

terça-feira 30.7.2019

Brasil Moro achava depoimento contra PT fraco, mas divulgou-o antes das eleições

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ex-juiz e actual ministro da Justiça do Brasil, Sérgio Moro, achava que a confissão de um ex-ministro ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT) era fraca, mas decidiu divulgá-la uma semana antes das presidenciais, segundo o portal The Intercept. A informação foi publicada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo, que teve acesso ao conteúdo recebido de fonte anónima pelo portal de jornalismo de investigação The Intercept Brasil, e que colocou em causa a Operação Lava Jacto. O jornal brasileiro transcreveu mensagens que teriam sido trocadas por procuradores da Lava Jacto em que comentam que Moro, na altura juiz responsável pelos processos da operação em primeira instância, considerava as informações apresentadas pelo ex-ministro Antônio Palocci, ministro nos governos de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, difíceis de provar. “Russo [nome de código atribuído a Moro] comentou que embora seja difícil provar, ele [Antonio Palocci] é o único que quebrou a oferta [código de honra] petista”, terá afirmado o procurador Paulo Roberto Galvão aos seus colegas num grupo de mensagens da aplicação Telegram em 25 de Setembro. Segundo o jornal brasileiro, Moro tinha acabado de receber as provas entregues no acordo delação premiada (confissão de crimes e colaboração com a justiça em troca da redução da pena) pelos advogados de Palocci.

CALIFÓRNIA TRÊS MORTOS E 15 FERIDOS EM TIROTEIO, SUSPEITO ABATIDO

P

ELO menos três pessoas morreram e 15 ficaram feridas num tiroteio, no domingo, numa feira de comida no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, informaram ontem as autoridades, em novo balanço. A polícia informou que o atirador foi abatido momentos depois de abrir fogo na feira do alho de Gilroy, que se realiza todos os anos na cidade de 50 mil habitantes, a cerca de 170 quilómetros a sul

de São Francisco. Testemunhas dão ainda conta de um segundo suspeito, mas as autoridades não confirmaram ainda a informação. De acordo com o chefe da polícia Scot Smithee, os suspeitos entraram no recinto da feira, que se encontrava lotado, depois de terem cortado a vedação e evitado a segurança e os detectores de metais. Pelo menos um dos suspeitos abriu fogo, causando pelo menos

três mortos, e foi de seguida neutralizado pela polícia. "Apelo às orações da comunidade, enquanto as autoridades de Gilroy continuam a investigar este crime trágico e sem sentido", declarou o presidente da câmara, Roland Velasco. O tiroteio ocorreu pelas 17:30 (8h30 em Macau) no último de três dias da feira. Uma testemunha disse à imprensa local que um homem branco, com cerca

de 30 anos, começou a disparar indiscriminadamente sobre a multidão. "Podia vê-lo a disparar em todas as direcções. Não se destinava a ninguém em particular. Foi da esquerda para a direita, da direita para a esquerda", disse Julissa Contreras, citada pela estação NBC News.


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Hoje Macau 30 JUL 2019 # 4341 by Jornal Hoje Macau - Issuu