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Hoje Macau 30 NOV 2015 #3464

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Agência Comercial Pico • 28721006

hoje macau

Director carlos morais josé

reparação

Sónia Chan promete regresso de Raymond Tam Página 7

opinião Problemas adavidbordo chan O Secretário e a realidade carlos morais josé

lag 2016 Economia e Finanças

Sem fórmula para crescer Páginas 4-6

ambiente

‘

Governo deve ter mais poder

agnes lam

Activista e professora universitária

Sinto-me aliviada com a queda das receitas

pub

entrevista páginas 2-3

No dia em que começa a Cimeira de Paris (ver última), um ambientalista de Macau entende que o Governo devia ter mais poderes para actuar em defesa do ambiente. página 9

A via do erro

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jing hao


entrevista

A activista e professora Agnes Lam confessa-se aliviada com a queda das receitas do Jogo. Para ela, a reforma política não vai acontecer devido ao receio de um Occupy Leal Senado Comecemos por falar das Linhas de Acção Governativa. Já dois Secretários e o Chefe do Executivo apresentaram os seus planos de governação para o próximo ano. Que balanço faz? Penso que se limitaram a dar continuação ao trabalho das últimas LAG. Parece-me que estão retidos em alguns problemas que não sabem como resolver. Há novos desafios, como as mudanças na economia. Este ano dedicaram-se a fazer com que as pessoas se sintam bem e descansadas, assegurando-as de que nada lhes vai faltar. Para isso inventaram já uma série de novos termos para apelidar a situação, como “período de ajustamento”. Isto parece uma coisa inovadora e positiva, mas a noção é de que vai continuar a descer. É óbvio que o Governo ainda não arranjou uma forma de colmatar a queda do Jogo. Há anos que dependemos desta indústria e nunca se fez nada para descobrir outras fontes de rendimento. Não é possível fazer nascer uma nova indústria do zero, portanto a ideia é acalmar as pessoas.

Mas trata-se só de uma continuação do ano anterior? Mais ou menos. Houve uma coisa que me chamou a atenção: Chui Sai On enfatiza planos a longo prazo e penso que faz isso para dar a entender que é um bom planeador. Está basicamente a apresentar planos de dez e cinco anos, uma estratégia que nunca aconteceu em Macau. Nem com Edmund Ho, nem com a Administração portuguesa. Será à imagem de como se governa na China? Não sei se a ideia vem mesmo de Chui Sai On, mas julgo que também tem que ver com a necessidade que o CE tem de ter a certeza de tudo, fazendo uma série de estudos e consultas. Por outro lado, Macau também está a entrar numa fase em que começa a ter que pensar nas suas políticas de governação em relação à China. Antes, o Governo Central mencionava Hong Kong e Macau em duas ou três fases durante o anúncio do plano quinquenal da China. Agora, Macau está a ser incluído nesta apresentação. E isto é uma coisa à qual aqui não se está a prestar atenção. E devia-se? Sem dúvida. Se formos incluídos nos programas de desenvolvimento nacionais, temos que saber como é que a China nos perspectiva. E isso parte de todos nós, a forma como queremos que a China nos veja. Como é que a nossa voz vai ser ouvida pelo Governo Central e como é que optamos por definir Macau?

É óbvio que o Governo ainda não arranjou uma forma de colmatar a queda do Jogo. Há anos que dependemos desta indústria e nunca se fez nada para descobrir outras fontes de rendimento

Como é que isso poderia ser feito? Temos uma sociedade predominantemente chinesa, mas é ideologicamente diferente da China, mais adaptável. A nossa natureza terá que se integrada no plano quinquenal porque, mesmo que não queiramos, isso vai acontecer. É irrealista pensar o contrário. As pessoas devem ficar preocupadas com essa inclusão? Não diria preocupante. A inclusão é boa porque sabemos que não estamos sozinhos, que o mercado está sempre presente e que temos um alicerce. Até porque não temos a capacidade para sermos independentes. Estamos com e na China e a ideia é: “como é que podemos desenvolver-nos e contribuir para o crescimento do país, mantendo a nossa identidade?”

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Agnes Lam sobre a reforma política

“Há muito receio dos acontecimentos de Hong Kong”


entrevista 3

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O que é preciso fazer? Temos que seguir a tendência, criando um mecanismo para que o Governo realmente ouça a população e as nossas opiniões possam realmente chegar ao Governo Central. Precisamos de melhores formas de comunicação, além dos já existentes grupos de trabalho e de ligação. Há reuniões frequentes, mas têm que ver com negócios, acordos de cooperação, comércio... Não passa disso. O plano quinquenal é já a forma de governar na China, é normal. Mas todos os anos, a Conferência Consultiva Política do Povo China, juntamente com os representantes de Macau no Partido Comunista têm uma série de trabalhos para desenvolver a cada 12 meses, do plano a cinco anos. A estrutura aqui é clara. E em Macau? Não é. Falta um mecanismo que divida o anúncio das políticas e depois as desenvolva. Faz sentido ter um plano quinquenal em Macau? Para mim, qualquer planeamento faz sentido, até porque define metas e ajuda a completar objectivos. O problema é que os planos a cinco anos de Macau e da China são ligeiramente diferentes. No continente acontece numa vertente de crescimento económico, continua a forte componente comunista. Aqui não. Não estou contra um plano quinquenal, mas temos que perceber como o aplicar.

dormem, mas depois saem dali e têm o quê? O Governo está preocupado com a queda das receitas, mas esta diminuição é completamente irrisória. É perfeitamente possível diminuir 10% das receitas e continuar a ganhar.

Se formos incluídos nos programas de desenvolvimento nacionais, temos que saber como é que a China nos perspectiva. Como é que a nossa voz vai ser ouvida pelo Governo Central e como é que optamos por definir Macau?

Mas o Governo defende que está já a diversificar a economia... Ainda não chegámos aí. Constroem-se casinos e hotéis de luxo que ficam cheios e onde as pessoas

As pessoas deviam questionar mais? Sim. Não é bom que as pessoas pensem assim, principalmente quando pensamos na origem do dinheiro que financia os casinos: muito vem de oficiais chineses e é claro que um dia estas regalias vão ter fim. Se o dinheiro viesse de pessoas normais, o esquema de entretenimento era diferente, um sistema mais ligeiro, com bares, pequenos espaços de Jogo, mas nada desta envergadura. Até porque nunca investimos efectivamente na melhoria da qualidade de vida. Em que aspectos? Saúde, para começar. Outra das coisas é o trânsito... Preocuparam-se tanto em gastar dinheiro com semáforos e agora há demasiados.

Como é que pode ajudar Macau? Veja-se o objectivo de criar um Centro Mundial de Lazer e Turismo. A ideia, no plano, deve ser então atingir uma série de objectivos concretos como a redução de carros até um certo número... No entanto, o que se está a fazer é criar slogans de incentivo, mas nada de específico. Neste momento, estamos a ir no sentido oposto à criação deste Centro. O que quer isso dizer? Se se quer mesmo um Centro de Lazer, é preciso fazer com que a cidade seja um local bom para viver e visitar. Até mesmo na baixa. É preciso que as pessoas se sintam confortáveis, mesmo com a cidade cheia de turistas e isso acontece por todo o mundo. Adoro andar, por exemplo, mas há muita gente na rua e tento ir de autocarro, mas estão todos cheios. Acabo por pegar no carro para me deslocar, mas também me tira tempo, porque estou imenso tempo presa no trânsito. É disto que falo, da dificuldade em nos mexermos.

Acredita que a qualidade de vida vai piorar? Sinto-me aliviada com a queda das receitas, porque as pessoas precisam que alguma coisa negativa aconteça e lhes abra os olhos. Assim vão perceber que o Governo não pode continuar a gastar as receitas em recursos valiosos, como são os terrenos. Tudo é despendido nos casinos e esta queda é uma alerta de que o Jogo não vai crescer para sempre. Aqui critica-se pouco porque as pessoas precisam do dinheiro que vem do Executivo.

Se se quer mesmo um Centro de Lazer, é preciso fazer com que a cidade seja um local bom para viver e visitar. Até mesmo na baixa. É preciso que as pessoas se sintam confortáveis, como acontece por todo o mundo

Como ex-candidata a deputada da AL, concorda com a ideia defendida por alguns deputados, de que deviam existir mais assentos directos? Sem dúvida. Essa devia ser a tendência seguida. E para tornar o sistema legislativa mais saudável, 50% dos assentos deviam ser de voto directo para fazer com que a voz popular chegasse mais facilmente. Antes era contra a ideia de deputados nomeados pelo Governo, mas fui mudando a minha opinião porque compreendo que estes podem ser úteis. No entanto, o sistema de nomeações deveria servir para proteger os interesses dos portugueses e do Governo, mas não se vê isso. É preciso nomear macaenses, portugueses, minorias... Neste momento só há profissionais de construção, do sector privado comercial. O Executivo tem que pensar se querem lá pessoas que fazer realmente alguma coisa: nomeiam-se pessoas que nos façam fazer boa figura, não má. Sónia Chan já anunciou que não vai fazer seguir para a frente com a reforma política. Concorda?

Não, de forma alguma. Penso que deviam estar já a preparar-se para fazer isto e não percebo como não se está a fazer. Acho que há muito receio dos acontecimentos de Hong Kong. O Occupy Central fez com que as pessoas tivessem medo de ir com a ideia para a frente, pensando que as pessoas que as pessoas de Macau também se podem rebelar. O Governo não sabe lidar com isto. Terá a decisão de Sónia Chan tido origem em ordens do Governo Central? Acredito que sim. Esta questão já ficou determinada pela China, como tendo que ser primeiramente aprovada na sede. Nada será aprovado aqui sem ter sido primeiro na China. Acha que em Macau há capacidade para isso? Não. Simplesmente não a temos, até porque ninguém que aconteça nada semelhante. Ainda três Secretários têm as suas LAG para anunciar. O que espera ouvir? Penso que os sectores da Cultura e da Educação até estão no bom caminho, que se conseguiu resolver as questões do património cultural e do tipo de educação. Há é uma questão que gostava de ver melhorada: não se está a prestar a atenção devido aos problemas das crianças. Temos vários casos de abandono escolar e não se percebe porquê... Se se trata de falta de inteligência, problemas familiares ou até psicológicos. Conheço jovens que acabaram por ser diagnosticados com dislexia e outros problemas, mas era visto pelos professores como sendo mal-comportados e desatentos. Não há um sistema de monitorização destes problemas. Para Raimundo do Rosário, espero que se mantenha na linha de transformar os terrenos revertidos em habitação pública. Na passada sexta-feira, vários deputados lamentaram que a implementação do salário mínimo estava a sobrecarregar os proprietários. Alguns querem mesmo que o Governo ajude a suportar os custos. Como vê esta situação? O Executivo subsidia quem ganha menos de 4000 patacas. Quem ganhava menos que isso está agora a ganhar umas 6000 patacas. Mesmo que se dupliquem os salários, os proprietários não precisam de pagar o dobro, tem é que haver uma gestão dos dinheiros já entregues. Temos que simplesmente passar por esta fase para as pessoas entenderem que merecem ter um salário mínimo. Trata-se de ser humano. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo


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Política

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LAG 2016/Economia e Finanças Secretário expõe as suas teses

Como sair do círculo vicioso?

A

s hostilidades abriram com uma questão algo perturbante, da lavra do deputado Tsui Wai Kwan: “Parece-me que o Secretário [Lionel Leong] só está preocupado com as convenções. Pois bem... e as exposições?”. Assim abria o debate das Linhas de Acção Governativa (LAG), pasta de Economia e Finanças. Prometia... “O Secretário fala muito das convenções para promover o desenvolvimento [de Macau]. Isto quer dizer que vai dar prioridade às convenções. Mas o que é que isto significa? Há motivos para dar prioridade as convenções? Tenho a sensação que as exposições estão em segundo lugar”, argumentava o deputado, algo desiludido com as preferência do Secretário. Em resposta, Lionel Leong garantiu que não. Até porque não existe um conceito de convenções sem exposições, que as duas estão ligadas e por isso qualquer plano que o Governo tenha para as convenções, terá para as exposições. “Damos muita importância as convenções, preocupamo-nos como é que podemos desenvolver este sector. Antes tínhamos alguns obstáculos, por exemplo, de hardware, para a realização das convenções em que mais de 60% eram realizadas sempre no mesmo sítio. Tudo estava concentrado”, explicou o Secretário, frisando que o Governo deve aproveitar os espaços que tem, incluindo nas cadeias hoteleiras.

Quanto ao movimento lusófono em Macau, o Secretário garantiu que são precisas mais “actividades neste sector para depois se definirem objectivos e estruturar, para se conseguir promover” “As convenções estão relacionadas com as exposições, não podemos separar. Com uma dinâmica entre estes dois elementos, podemos dinamizar a vinda de visitantes”, argumentou.

GCS

Da dependência do Jogo para o futuro. Que caminhos? Lionel Leong deu algumas pistas. Que, segundo alguns deputados, carecem de nitidez

A Medicina Tradicional Chinesa é também uma das preocupações do Secretário, que a quer no mundo. Segundo afirmou, este ramo da medicina poderá ser a rampa de lançamento de muitas empresas para os mercados estrangeiros, sejam “na Europa ou até nos Estados Unidos da América”. Uma aposta no Parque Científico e Industrial de Medicina, tornando-o num grande foco de investimento poderá levar a esta expansão. Incluindo os medicamentos, rematou. “Além da missão que já apresentámos, vamos tentar que as empresas que entram no Parque possam criar a sua própria industrialização e ao mesmo tempo que atraiam pequenas e médias empresas para investir na Medicina Tradicional Chinesa. Assim podemos sair de Macau para o mundo”, indicou. Sessões de apresentação é um dos objectivos de Lionel Leong, que também pretende industrializar a própria Medicina Tradicional Chinesa. “Vamos estudar a melhor maneira para sermos conhecidos no mundo, vamos convidar médicos para participar nas sessões”, acrescentou, frisando que esta é uma medida a “longo prazo, portanto não vai ser rápido”.

Fundo com todos Estas novas visitas, indicou Lionel Leong, poderão “gostar e considerar Macau como um sítio de bom ambiente, com várias oportunidades de comércio e por isso vão interiorizar a vontade de expor aqui os seus próprios produtos e comercializá-los”. “Até podem querer marcar reuniões com os empregados ou a equipa e escolher Macau como destino”, reforçou, frisando “o maior poder de compra” que estes visitantes carregam consigo. O Secretário caracterizou este sector como um lugar de grande peso para a economia local, sendo por isso necessário todo o empenho da sua equipa na sua promoção e melhoria.

PLP| uma arma mal usada

Passado este momento sui generis, Lionel Leong foi questionado sobre o papel de Macau como uma plataforma de cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP). Sem hesitar, o Secretário tornou clara a importância desta função: “A plataforma com os PLP é muito importante, com isto podemos conseguir bons resultados”, defendeu. Quanto ao movimento lusófono em Macau, o Secretário garantiu que são precisas mais “actividades neste sector para depois se definirem objectivos e estruturar, para se conseguir promover”. Um grupo de trabalho presidido pelo próprio Chefe do Executivo, Chui Sai On, que reunirá mem-

bros de vários pastas, tais como os Serviços de Alfândega ou dos Assuntos Sociais e Cultura, é uma ideia que Lionel Leong está a trabalhar. No fundo, um grupo que se dedique à promoção da Lusofonia como chamariz aos investidores de China Continental. “Vamos convidar os países lusófonos a desenvolver um projecto para a China (...) queremos apostar nos elementos dos PPL, criando uma semana dinâmica”, indicou o Secretário, sublinhando que o “Fórum para a Cooperação Económica e Comercial de Macau terá um papel fundamental na promoção das características dos PLP em zonas do interior da China. “Queremos criar bolsas de contacto directo para que os empresários tenham mais conhecimento e percebam mais do mercado lusófono. Assim seremos uma plataforma”, rematou. Será também feito um pedido aos PLP relativamente à protec-

ção ambiental, ainda segundo o Secretário. “Vamos convidar os PLP para trazerem mais tecnologia, para estabelecer ou organizar contactos entre empresários de protecção ambiental destes países com a China”, explicou.

IPIM e medicina tradicional no mundo

Durante as suas respostas aos deputados, Lionel Leong afirmou ainda que o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) vai abrir uma representação no Brasil e em Portugal para divulgar e abraçar uma cooperação de promoção dos produtos dos PLP. “Pretendemos contratar contabilistas e advogados para prestarem serviços de consultadoria, finanças e direito, em relação ao Brasil e Portugal. Assim os investidores conseguirão obter os serviços adequados”, explicou.

manual de intenções • Aposta nas convenções e exposições • Relações com Países de Língua Portuguesa - Grupo de Trabalho transversal para dinamizar relações - IPIM em Portugal e no Brasil - Aposta na protecção ambiental • Industrializar e comercializar Medicina Chinesa no mundo • Participação dos residentes no Fundo de Desenvolvimento e Investimento

Ainda durante a sessão de debate das LAG, Lionel Leong esclareceu que o Executivo irá “desenvolver o Fundo de Desenvolvimento e Investimento com a participação dos cidadãos, quando se puder garantir a segurança do investimento”. “Claro que os residentes de Macau podem participar no fundo”, afirmou, respondendo ao deputado Vitor Cheung Lup Kwan sobre a participação popular no projecto. Assim, continuou o Secretário, o Governo irá desenvolver este fundo contando com a participação dos residentes de Macau que estejam interessados. “Vai haver um retorno pequeno, mas é normal, depois é maior. Com tempo, quando pudermos garantir a segurança dos investimentos [dos residentes], vamos aceitar a participação dos cidadãos”, explicou. Quanto ao mercado do petróleo, questionado pela deputada Wong Kit Cheng, Lionel Leong garantiu que o Governo irá estudar mais sobre a situação. “A gasolina representa 97,3% do volume de importação e o gás butano 92,6%. Isto vem da China [continental]. Temos um grupo de trabalho que está a estudar sobre os preços do consumo e temos estado a estudar a nova situação dos produtos alimentares para que possamos ter uma oferta e uma estabilidade dos preços de consumo. Vamos estudar e acompanhar”, rematou Lionel Leong. Filipa Araújo

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política 5

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Com receitas abaixo dos 20 mil milhões, medidas de austeridade serão mantidas

Governo sem receita para crescer O Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, garantiu que as medidas de austeridade, activadas em Setembro passado, serão para manter, caso as receitas mensais dos casinos se fixarem abaixo dos 20 mil milhões de patacas no próximo ano. “Se as receitas ficarem abaixo dos 20 mil milhões, avançamos com medidas de austeridade. Temos esta meta para as nossas receitas em 2016. Se forem abaixo disso, as medidas de austeridade vão continuar”, disse o Secretário, no segundo dia de debate das Linhas de Ação Governativa (LAG) para o próximo ano. (Em Setembro, o Executivo anunciou a entrada em vigor das medidas de austeridade, que na realidade pouco têm que ver com as medidas aplicadas na Europa. Em concreto, desde 1 de Setembro, todos os serviços públicos e organismos especiais passaram a congelar 5% das despesas orçamentadas para a aquisição de “artigos para o funcionamento diário dos serviços ou de bens consumíveis” e 10% do

orçamento para investimento (sem incluir o Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração, o chamado PIDDA). Este plano de contenção entrou em vigor depois de os casinos terem

registado receitas de 18 mil milhões de patacas em Agosto, abaixo do limite fixado pelo Executivo de 20 mil milhões de patacas. O Governo esperava, assim, poupar cerca de 1,4 mil milhões de patacas em 2015.)

Ng Kuok Cheong Mecanismo para salário mínimo não é realizável

deputado Ng Kuok Cheong questionou o Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, sobre a promoção de um salário mínimo geral, incluindo todos as profissões. O deputado defende que há necessidade deste salário – que agora contempla apenas empregados de limpeza e seguranças – se tornar universal, através de “mecanismo fiáveis” para que não causar “impactos na sociedade”. Ng Kuok Cheong relembrou a promessa do Governo, em Janeiro passado, de criar um “mecanismo dinâmico” de apoio às pequenas e médias empresas (PME) na implementação dos regime do salário mínimo. “Até agora não temos nada”, frisou o deputado, questionando quais os planos do Governo para a criação do tal mecanismo. Em resposta, Lionel Leong sublinhou a vontade de “apoiar de uma forma maior os trabalhadores que têm um salário muito baixo”, para que, “possam ter um salário razoável”. Daí, justifica, o Governo ter avançado com um salário para

Tiago Alcântara

Dinamismo enferrujado O

os empregados da área de segurança e limpeza. “Nós próximo três anos, queremos que esta medida seja abrangente para todos, achamos que é muito importante ter um salário mínimo. Estou muito atento a este assunto”, reforçou o Secretário.

Perante o mecanismo dinâmico citado por Ng Kuok Cheong, Lionel Leong indicou que o Governo tem mantido relações estreitas, de contacto constante, com diferentes associações e pessoas para que estas conheçam as condições necessárias. “Convidámos o Instituto de Habitação (IH) para que este possa fornecer os dados às pessoas e aos interessados, como os patrões para saberem a lei. (...) Temos falado com as Obras Públicas, estamos atentos ao pessoal efectivo. Perguntamo-nos se este pode ser afectado após o lançamento do salário mínimo. Se isso acontecer, vem contrariar o nosso objecto. Achamos que a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) tem que falar com o IH para estarem atentos a toda esta situação”, respondeu. Perante a resposta dada pelo Secretário, Ng Kuok Cheong considerou haver muita coisa para explicar, sendo que, pela explicação de Lionel Leong, o “mecanismo dinâmico” está longe de acontecer e, parece-lhe muito pouco “realizável”. Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

O Secretário garantiu que se as receitas voltarem a ficar abaixo do mesmo limite, em 2016, voltam a aplicar-se estas medidas. “Esta contenção foi feita para reduzir as despesas do Governo”, frisou,

indicando que se aplica a “vários itens”, como “missões oficiais, festas, feitura de impressos ou publicidade”.

Poupança alerta

Lionel Leong alertou para a necessidade de cautela nos gastos, afirmando que “este tipo de ciclo de descida” do PIB “normalmente demora dois anos”. No entanto, garantiu que há “dinheiro suficiente para fazer face a todos os aspetos e continuar com mecanismos a longo prazo de regalias sociais”, referindo-se à reserva financeira. As receitas dos casinos estão em queda há mais de um ano e o PIB do território desceu 25,4% em termos reais no primeiro semestre do ano. Durante a apresentação das LAG para 2016, no passado dia 17, o Chefe do Executivo, Chui Sai On, avançou com uma previsão, que o próprio apelidou de conservadora, de receitas brutas dos casinos de 200 mil milhões de patacas em 2016, numa média mensal de 16 mil milhões. De acordo com esta estimativa, e segundo a proposta de lei de orçamento para o próximo ano, o Governo espera arrecadar, em 2016, 70 mil milhões de patacas em impostos diretos sobre as receitas brutas do jogo, menos 16,6% do que aquilo que prevê o orçamento retificativo para este ano (84 mil milhões de patacas). HM/Lusa

Inspecção de Jogos Leonel Alves questiona estrutura orgânica

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urante a sua intervenção na sessão de debate das Linhas de Acção Governativa (LAG), o deputado Leonel Alves questionou o Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, quanto à estrutura orgânica da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), regulamentada desde 2003, sem alteração até agora. Tendo em conta o “novo ciclo dos Jogos” e quase passados 15 anos o deputado questiona a pouca adequação da mesma estrutura. “Como vai evoluir esta estrutura de jogos?”, questionou o deputado, aproveitando também para pedir a Lionel Leong explicações quanto ao futuro e estrutura orgânica do Gabinete de Informação Financeira (GIF), inicialmente criado com para uma duração de três anos. O Secretário admitiu que o Governo, e a sua equipa, concordam que o “DICJ merece uma melhoria para que os trabalho possam efectuar bem as suas funções”, sendo que o “pessoal da área de direito também deve ser reforçado”. Melhorias informáticas necessárias foram ainda apontadas

pelo próprio Secretário, porque ainda hoje “se utiliza a presença de trabalhadores quando se poderiam introduzir novas tecnologias e melhorar o trabalho”. “Quando conseguirmos ter estes profissionais e melhorias podemos efectuar um ajustamento à DICJ”, explicou o Secretário. Relativamente o GIF, Lionel Leong foi claro: em quanto o GIF não realizar o exame perante a organização internacional sobre branqueamento de capitais e combate ao terrorismo – que acontecerá no próximo ano – a equipa e a estrutura não serão mexidas. “Antes disso não vamos fazer nada, só depois do exame internacional é que saberemos se o órgão internacional também pretende que a RAEM disponha de uma unidade financeira permanente. No fim do exame vamos colocar em hipótese a reformulação”, apontou. F.A.


6 política

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LAG Empregadas domésticas são tema de destaque

É preciso arrumar a casa As empregadas domésticas e a agências de trabalho estão na mira do Governo. Muito questionado sobre o futuro, Lionel Leong garante que a sua equipa está atenta a situação e prevê mudança para breve

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erminado o segundo dia de apresentação das Linha de Acção Governativa (LAG) da secretaria da Economia e Finanças, da responsabilidade de Lionel Leong, a situação da contração das empregadas domésticas voltou a ter bastante destaque. Para a deputada Chan Hong “Macau precisa de alterar os diplomas relacionadas com a protecção e contratação de empregadas domésticas”. Na visão da deputada, a qualidade do serviços em causa deixa muito a desejar e é preciso garantir um bom serviço. Chan Hong aproveitou o momento de debate com o Secretário Lionel Leong para saber se o Governo está a acompanhar a situação e qual o trabalho que tem realizado relativamente às agências de trabalho, mecanismo utilizado para a contratação da empregadas domésticas. A deputada Song Pek Kei voltou, uma vez mais, a insistir na necessidade do Governo assumir uma posição perante a situação actual das agências de trabalho. Em resposta, Lionel Leong indicou que o Govenro “já ouviu a população que também mostrou a sua preocupação quanto à qualidade do serviço”. “Queremos melhorar o serviços de gestão e importação de empregadas domésticas. E vamos melhorar todo o mecanismo quanto ao número de contingência, duração de trabalho, etc”, afirmou o Secretário. Durante a apresentação das suas directrizes de governação, e respondendo às perguntas coloca-

das pelos deputados, Lionel Leong afirmou ainda que o Governo pretende criar uma “nova forma de contratação de empregadas domésticas”. A contratação, indicou o Secretário, corresponde à forma de contratação nominativa. Forma esta que traz “vantagens e desvantagens”. “Por exemplo, só quando [a empregada doméstica] entra no território é que é activo o visto de trabalho. Isto vai permitir perceber melhor”, indicou, frisando que neste momento as empregadas domésticas, com visto de turista ou de trabalho, “entram e saem [do território] e não possível controlar”. “É preciso criar novas regras para a fiscalização. Mas como sabemos, uma moeda tem sempre duas faces”, argumentou o representante do Governo.

Eu sei ver a lei

A deputada Song Pek Kei insistiu para a necessidade de Lionel Leong levar acabo a revisão das leis que regulamento as agências de trabalho e as contratações de empregadas domésticas. Lionel Leong disse estar atento à necessidade de revisão, apesar de neste momento estar em cumprimento com a lei, o Secretário adiantou que o Governo tem mantido um contacto estreito com a parte laboral e a patronal para que se possa melhorar o cenário actual. Relativamente ao regulamento das agências de trabalho, Lionel Leong, adiantou que é possível que seja entregue uma proposta de lei no primeiro trimestre do próximo ano.

Aposta no Português agrada ao Secretário

O Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, considera que a aposta na formação de Língua Portuguesa é uma boa ideia. O Secretário reagia à sugestão avançado pelo deputado Mak Soi Kun durante a apresentação das Linhas de Acção Governativa, durante a semana passada. Mak Soi Kun apontou a necessidade do Governo reforçar os seus quadros bilingues, de forma a melhorar a meta de diversificação da economia de Macau. Em resposta, Lionel Leong elogiou a sugestão e indicou ser “uma ideia excelente”. “Para ensinar o português, importamos mais professores de língua portuguesa que vai formar os nossos quadros. Isto pode ajudar a resolver as necessidades do desenvolvimento das diferentes indústrias”, indicou o Secretário.

“Se há erros, [as agências de emprego] vão ser punidas (...) ao longo do ano tivemos quatro casos de atribuírem trabalho a vistos turistas”, indicou ainda o Secretário.

Lugar para todos

A deputada Chan Hong fez ainda referência aos portadores de deficiência. “Há falta de recursos humanos”, argumentou, explicando que existindo esta carência é uma oportunidade para “os portadores de deficiência terem mais oportunidades em encontrar trabalho”. Para a deputada é preciso que o Governo esteja atento e a trabalhar para proteger os direitos deste tipo de trabalhadores, ajudando-os com, por exemplo, isenções fiscais e outras medidas fiscais. “O Governo precisa de ajudar estes portadores de deficientes para que eles sejam contratados”, alertou, questionando Lionel Leong sobre a existência de uma “calendarização do trabalho”. “Eles também têm direitos, temos de ajudar estes deficientes a ter um emprego”, rematou. Pela voz do director dos Serviços de Finanças, Iong Kong Leong, surgiu a garantiu de mais descontos fiscais, “acumulação de descontos”, às empresas, casos estas pretendam recrutar um maior número de portadores de deficiência. O director avançou ainda que estas isenções ficais podem ultrapassar as 62 mil patacas no imposto complementar. Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

PME Crédito reembolsado em quase 1,6 mil milhões

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crédito concedido às pequenas e médias empresas (PME), no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Comercial e Industrial, ultrapassou os dois mil milhões de patacas e já se registou um reembolso de 1,6 mil milhões. Os valores foram avançados na Assembleia Legislativa pelo director dos Serviços de Economia, Sou Tim Peng, que acompanhou o secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, no debate das Linhas de Acção Governativa (LAG). Segundo o director, “o Fundo de Desenvolvimento Comercial e Indus-

trial oferece planos de crédito às PME e já atribuímos 2,1 mil milhões de patacas e conseguimos reaver 1,6 mil milhões. Quanto ao plano de jovens empreendedores, já autorizámos 146 milhões – o reembolso foi superior a 40 milhões”. Sou Tim Peng falou, ainda, sobre a legislação relacionada com os direitos dos consumidores e explicou a opção de separar essa matéria do combate às irregularidades do mercado. “Nós pensámos em introduzir algumas medidas para combater

as irregularidades no mercado. No entanto, o bem jurídico a regulamentar nos diplomas são diferentes e as entidades de execução da lei também são diferentes. Por isso, nós separámos as matérias em dois projectos de lei, um que é a defesa dos direitos dos consumidores e outro mais dedicado ao combate às irregularidades do mercado, nomeadamente a concorrência desleal, a formação de cartel para a prática de preços concertados, açambarcamento, etc. Já estamos a iniciar os trabalhos”. HM


sociedade

hoje macau segunda-feira 30.11.2015

A Secretária para a Administração e Justiça disse esperar que ainda este ano dois exarguidos do caso da campas voltem à Função Pública, depois do tribunal ter decretado a sua absolvição

Secretária quer regresso de Raymond Tam ao IACM

Bom filho à casa torna

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epois do Tribunal de Segunda Instância (TSI) ter dado razão aos juízes que absolveram Raymond Tam e outros três ex-arguidos no caso das campas, eis que a Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, vem defender que está na altura de Raymond Tam e Lei Wai Nong regressarem ao trabalho. Segundo um comunicado, Sónia Chan disse “estar satisfeita por ver o resultado justo do TSI, sentença esta que fez justiça aos colegas”. Para além disso, “o Governo aguarda que a sentença transite em julgado, para tentar o mais breve possível a conclusão do processo disciplinar dos mesmos e fazer com que, ainda este ano, Raymond Tam e Lei Wai Nong regressem ao trabalho”, pode ler-se. Contudo, o comunicado nada diz sobre o futuro a dar aos restantes dois ex-arguidos, Fong Vai Seng, chefe do Departamento dos Serviços de Ambiente e Licenciamento, e Siu Kok Kun, ajudante encarregado. Em Junho de 2013, o Chefe do Executivo decidiu suspender os ex-arguidos por um período de três

Raymond Tam

meses, tendo nomeado Alex Vong presidente do conselho de administração do IACM, cargo que ocupa até hoje. O porta-voz do Governo na altura, Alexis Tam, dava conta da realização de um relatório que levou às suspensões. “Não posso aqui mencionar isso porque, como disse, no processo de averiguações o instrutor apresentou um relatório ao Chefe do Executivo apontando que no exercício dos seus cargos cometeu infracções. Quais as infracções, não posso aqui dizer porque ainda decorre o processo e

talvez dentro de noventa dias, ou muito rápido, podemos já ter essa informação”, afirmou na altura. O processo disciplinar seria suspenso em Setembro desse ano, mas desde então que os quatro ex-arguidos estão sem trabalhar no Governo, por terem sido obrigados a aguardar as decisões do tribunal.

Paulina Santos contra-ataca

Entretanto, a assistente do processo e autora do recurso face à decisão do Tribunal Judicial de Base (TJB), Paulina Santos, publicou este sábado um

comunicado na sua página pessoal de Facebook onde acusa o TSI de não ter analisado “provas documentais”. “Regista-se que o TSI não apreciou os fundamentos e as provas documentais referidas, pois concordou com a decisão do TJB e não publicou no seu acórdão nada sobre os fundamentos e provas documentais constantes no recurso da assistente”, pode ler-se. Paulina Santos promete não ficar por aqui em relação a este caso, ainda que a decisão do TSI tenha anulado a possibilidade de

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um novo recurso. “Face às declarações feitas pelo advogado Dr. Álvaro Rodrigues, a assistente do processo tomará oportunamente as providências adequadas, cabendo no entanto ao Comissariado contra a Corrupção (CCAC) e ao próprio Ministério Público (MP), dadas as funções que lhes competem por Lei, pois o facto foi já tornado público, de averiguarem os factos subjacentes à produção daquelas provas falsas, que não foram mencionadas e apreciadas pelos intervenientes dos órgãos judiciais no processo”, remata Paulina Santos.

“O Governo aguarda que a sentença transite em julgado, para tentar o mais breve possível a conclusão do processo disciplinar dos mesmos e fazer com que, ainda este ano, Raymond Tam e Lei Wai Nong regressem ao trabalho” Sónia Chan Secretária para a Administração e Justiça

Raymond Tam e os restantes três funcionários estavam acusados pelo MP de terem atrasado a entrega de documentos para a investigação do caso das campas. Caso fossem acusados do crime de prevaricação, Tam e os colegas ficariam sujeitos a um máximo de cinco anos de prisão. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Planeamento de Nam Van espera pelos novos aterros

Um a seguir ao outro O Secretário para Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, afirmou que o uso dos quatro terrenos públicos das zonas C e D do Lago Nam Van só vai acontecer em consonância com o planeamento dos novos aterros. Quanto ao plano director urbanístico, referiu que é preciso acabar, em primeiro lugar, estratégias do desenvolvimento urbanístico até à segunda metade de 2016. Raimundo do Rosário foi questionado em relação à possibilidade de se cons-

truir um edifício destinado a todos os serviços públicos na zona dos quatro terrenos públicos das zonas C e D do Lago Nam Van. Também o Secretário para Economia e Finanças, Lionel Leong, se mostrou confiante nesta medida devido às rendas elevadas das fracções comerciais. De acordo com o Jornal do Cidadão, Raimundo respondeu, depois da reunião do Conselho de Planeamento Urbanístico (CPU), que até ao momento não existe qualquer planos para nenhuma das duas

zonas, mas tal será feito em simultâneo com outras zonas. O relatório sobre as zonas dos novos aterros, cuja consulta pública findou em Agosto passado, deverá estar concluído em Fevereiro do próximo ano pelas mãos da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Além disso, no que toca ao plano director, Raimundo do Rosário prevê que no final do próximo ano ou início de 2017 esteja reunidas as condições para dar início

a esta planificação. Um comunicado do Gabinete deste Secretário vem confirmado exactamente isso. “Antes de começar o plano director urbanístico, deve fazer primeiro o estudo sobre as ‘Estratégias do Desenvolvimento Urbanístico’”, refere o comunicado. “A sua conclusão está prevista para a segunda metade do próximo ano, para diminuir o tempo da elaboração do plano director”, lê-se. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

Alexis Tam avança com edifício de doenças infecto-contagiosas

O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, confirmou que o Governo vai mesmo avançar com a construção do edifício de doenças infecto-contagiosas, sendo que para isso terá que demolir dois edifícios. O anúncio feito aos jornalistas chegou depois do aval do Conselho do Património Cultural. Segundo um comunicado, o Secretário confirmou que o edifício tem mesmo de ser construído ao lado do hospital público, para garantir o isolamento dos doentes infectados. Alexis Tam disse ainda que “com o objectivo de proteger a visão da Colina da Guia, a altura do edifício de doenças infecto-contagiosas já foi alterado e os trabalhos de arquitectura foram concluídos”. A construção do edifício deverá arrancar no próximo ano, sendo que está prevista a sua conclusão em 2018.


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Arbitragem não resolve problema de arrendatários desonestos

Senhorios procuram defesa seminário, o representante opinou sobre a alteração ao Regime Jurídico de Arrendamento previsto no Código Civil, apresentada em meados de Novembro e aprovada pela AL. “Uma arbitragem não é comum em Macau e o Centro de Arbitragem de Administração Predial ainda não recebeu qualquer pedido ou caso desde a sua criação”, começou por dizer. “Os proprietários raramente pedem auxílio ao Centro quando enfrentam problemas relacionados com o arrendamento”, continuou o profissional.

Tiago Alcântara

han Wa Keong, presidente da Associação de Investigação do Sistema Jurídico de Macau, afirma que é difícil resolver o problema dos “arrendatários desonestos” através de um sistema de arbitragem. Assim, sugeriu que o Governo aumente a multa compensatória. A advogada local Oriana Inácio Pun recomendou também ao Governo que se construa um painel específico para estudar esta matéria com o intuito de rever as cláusulas respeitantes ao despejo dos arrendatários, constante do Código Civil. Chan Wa Keong falava durante um seminário sobre legislação de arrendamento, que teve lugar na passada sexta-feira na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST). Durante o

China alarga facilidades de investimento de Macau

Mãe-Pátria abre os seus braços R epresentantes dos governos de Macau e da China continental assinaram no sábado um Acordo sobre Comércio de Serviços que alarga a liberalização a 153 sectores, facilitando o acesso ao mercado chinês, de acordo com uma nota oficial. A iniciativa decorreu no âmbito do Acordo de Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais entre a China e Macau (CEPA). Segundo uma nota do gabinete do secretário para a Economia e Finanças, “a partir de 1 de Junho de 2016, 153 sectores do comércio de serviços de Macau serão liberalizados no interior da

China”, sendo também acrescentadas 20 novas medidas de facilitação em áreas já liberalizadas. De acordo com o comunicado oficial, este acordo “é o primeiro a ser assinado” incluindo toda a China, na área da liberalização de comércio, sob um princípio de “tratamento nacional” a alguns sectores de serviços de Macau. O objectivo é diminuir gradualmente ou eliminar “medidas discriminatórias no domínio do comércio de serviços substancialmente existentes entre as duas partes”. Entre os sectores que vão beneficiar de tratamen-

to nacional estão incluídos quatro novos liberalizados: serviços veterinários, serviços de transporte de passageiros, serviços de apoio ao transporte rodoviário e serviço desportivos. Nestes casos, explica a nota, as empresas de Macau gozam das mesmas condições de acesso ao mercado que as empresas da China. Vão ainda ser concedidas mais facilidades no acesso ao mercado a 28 sectores, incluindo serviços jurídicos, contabilidade, construção, bancários, entre outros. Após a implementação deste acordo, 153 sectores de serviços de Macau vão estar liberalizados na China, pub

“representando 95,6% dos 160 sectores classificados segundo os critérios da Organização Mundial do Comércio”, indica a nota. Até ao final de Junho de 2015, o número de estabelecimentos industriais

“Os proprietários conseguem forçar os arrendatários que não cumprem a lei a sair, mas o processo de despejo é bastante longo, podendo durar até dez anos”, exemplificou. Assim, sugeriu que os funcionários de justiça possam fazer o pedido directamente aos arrendatários. “Os funcionários podem entregar o despacho directamente quando este não estiver no imóvel e se isto for feito durante cinco dias sem resposta de volta, a polícia deve poder ser autorizada a forçar o despejo”, sublinha. Além disso, defende ser “muito difícil para os

ou comerciais em nome individual instalados e registados por residentes de Macau na China atingiu 1.141 unidades, tendo estes estabelecimentos contratado 2.821 trabalhadores, envolvendo um capital social global de 83,25 milhões de yuans. Destas unidades, 825 são instaladas na província de Guangdong, cujo capital social global é de 57,21 milhões de yuans.

proprietários” não verem o seu dinheiro reposto. “O Governo deve implementar uma pena pesada, como por exemplo três ou quatro vezes o preço do aluguer para que os arrendatários sintam o efeito dissuasor”, defende. Já Oriana Pun fala da criação de um grupo específico de trabalho para lidar com estes assuntos, simultaneamente revendo a cláusula do Código Civil relativa ao despejo. “Embora o mecanismo de arbitragem consiga resolver o problema de arrendatário desonesto, é preciso discutir a melhor forma de empregar os serviços de arbitragem na resolução dos problemas. O mecanismo é bom para o uso residencial, mas não para o uso comercial”, criticou. Tomás Chio

info@hojemacau.com.mo

Talentos Especialista pede estratégias

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presidente da Rede de Convergência de Sabedoria de Macau, U Wai Ang, pede ao Governo que acelere a criação de mecanismos de reserva e atracção de talentos locais e estrangeiros para trabalhar no território. Num seminário subordinado ao “Profissão, Crescimento e Cooperação” realizado pela associação, U Wai Ang sublinhou que a formação de talentos é o “barco salva-vidas” do desenvolvimento sustentável, pelo que espera que o Executivo desenvolva esta matéria o mais rápido possível. Para isso, sugere que se combine o sector educativo com o industrial para a formação das gentes locais. U Wai Ang acredita que esta é a melhor forma de colmatar a escassez de profissionais em várias áreas. A criação dos regimes de credenciação de diferentes sectores é outra ideia de U WaiAng para manter as pessoas no território, considerando que esta pode fazer com que as profissões se adaptem aos âmbitos regional e internacional, assegurando a promoção em trabalhos, os conhecimentos e habilidades.Aespecialista dá importância à promoção de estratégias de descoberta, formação e atracção de talentos. F.F.


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or ocasião da Cimeira do Clima, que arranca hoje em Paris, a Associação Energia Cívica organizou ontem uma mesa redonda com o objectivo de discutir as políticas de protecção ambiental a adoptar em Macau. O ambientalista Joe Chan, presidente da Associação de Ecologia de Macau e convidado da mesa redonda, disse ao HM que a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) deveria ter mais poderes para implementar medidas. “A DSPA tem de ter mais poderes não só para lidar com o problema da reciclagem mas também da protecção do ambiente no geral. A DSPA deveria ter também maior cooperação com outros departamentos do Governo, sobretudo o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM). Eles partilham muitas competências, mas estão a gastar os recursos e não há uma responsabilidade clara sobre vários assuntos, sobretudo ao nível da reciclagem. É uma boa altura para alocar todos os recursos num só departamento e focarmo-nos mais numa solução prática, e não apenas em medidas educacionais e promocionais”, defendeu. O ambientalista deu como exemplos a necessidade de se avançar para a revisão da lei de protecção ambiental e para a implementação do pagamento de sacos de plástico nos supermercados. “Em 2012 fizemos um inquérito sobre isso e mais de 95% dos inquiridos apoiaram esta medida, mostrando-se dispostos a pagar cerca de uma pataca por cada saco. Mas até agora a DSPA continua a estudar o assunto”, apontou o ambientalista. Agnes Lam, presidente da Associação Energia Cívica, disse esperar que o Governo “dê mais poder à DSPA, porque neste momento não têm suficiente”. “A DSPA é uma espécie de departamento proporcional e não têm o poder

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Presidente da Comissão de Ligação da Companhia de Electricidade de Macau (CEM)-Clientes, Vong Kok Seng acusou o Governo de não ter consciência da falta de oferta de electricidade no território. Segundo o Jornal Ou Mun, a comissão visitou na semana passada uma subestação de electricidade na cidade japonesa de Osaka, onde o presidente considerou que vale a pena Macau aprender com o Japão. “Compara-

Governo deve intervir mais na protecção ambiental

Querer, poder e mandar O ambientalista Joe Chan e Agnes Lam consideram que o Governo deve ter mais poderes para lidar com os problemas ambientais em Macau e dão os parabéns por ter sido anunciado mais apoio à reciclagem para parar acções que danifiquem o ambiente”, frisou.

Finalmente uma medida

“O Governo anunciou medidas para promover a reciclagem, mas até agora não vemos políticas de longo prazo, que possam travar os gastos de resíduos que temos diariamente.” Joe Chan Ambientalista

Electricidade Queixas de pouca produção do com Macau, o mercado de electricidade depende principalmente da transmissão do interior da China e o localmente é muito passivo. Acompanhando o envelhecimento de geradores e a falta de oferta de gás natural, a capacidade de geração de electricidade não atinge 50% da necessidade total. Já será tarde para adquirir novos geradores quando surgirem problemas no

sistema de transmissão da China continental”, apontou. Vong Kok Seng acha que o Executivo está a limitar demais os recursos, quando exige a manutenção do actual sistema do mercado de electricidade, impedindo a CEM de aumentar a sua capacidade de geradores. Além disso, prevê que a procura por energia eléctrica aumente largamente devido aos

Agnes Lam e Joe Chan mostraram-se ainda satisfeitos com o facto do Governo ter anunciado medidas de apoio ao sector de reciclagem, mas afirmam que não basta dar subsídios. “Este ano o Governo finalmente anunciou medidas mais concretas. As empresas de recolha de resíduos realizaram uma manifestação para alertar para as dificuldades de sobrevivência no mercado, e o Governo prometeu dar subsídios para a compra de equipamentos. Mas a questão é que não há espaço suficiente para expandirem o seu negócio e não conseguem vender os resíduos que recolhem. Não temos um modelo de negócio implementado”, defendeu a académica. Joe Chan concorda que ainda há muito a fazer. “Estão a tentar melhorar as condições das empresas de reciclagem ao atribuírem subsídios, sobretudo ao nível dos recursos humanos, mas não há espaço suficiente para a reciclagem temporária dos materiais. Não há uma solução para a reciclagem de todos estes resíduos em Macau e temos sempre de os enviar para outras regiões. Mas nos primeiros dois passos podemos pelo menos seleccionar os resíduos e

novos empreendimentos do Cotai e do novo Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas. Assim, espera que o Governo pense em novas políticas de aplicação eléctrica. O assessor da Comissão Executiva da CEM, Iun Iok Meng concorda com a necessidade do Governo ter uma maior consciência que permita o aumento do número de geradores para colmatar a procura deste tipo de recursos energético. F.F.

Cimeira do Clima lembrada no Tap Seac A Associação de Ecologia de Macau realizou ontem uma acção pública para marcar o início da Cimeira do Clima, a qual começou na praça do Tap Seac e acabou na zona dos lagos Sai Van. Cada participante tirou uma fotografia, sendo que todas as fotografias serão enviadas ao Governo esta semana. “Queremos alertar as pessoas para as alterações climáticas, porque é uma questão ligada ao futuro de Macau. Iremos recolher todas as fotografias e enviar para o Governo, para que saiba que há muitas pessoas que se preocupam com estas questões. Queremos que o Governo preste mais atenção no ambiente nas políticas a adoptar para o próximo ano”, disse Joe Chan ao HM. A actividade também serviu de protesto aos gastos de resíduos que acontecem todos os anos no Festival de Gastronomia de Macau.

classificá-los em Macau. Temos de ajudar os locais a resolver este problema”, disse. O ambientalista acredita que continua a faltar a medida de “poluidor-pagador”, como já existe em tantas cidades mundiais. “Este ano o Governo de facto fez alguma coisa e anunciou medidas para promover o sector da reciclagem, mas até agora não vemos políticas de longo prazo, que possam travar os gastos de resíduos que temos diariamente. O Governo está a focar-se na educação cívica e promoção, mas não temos uma política concreta. Não há punições para aqueles que não reciclam os seus resíduos. Quem polui deveria pagar, este é um principio fundamental”, rematou. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Rua do Pai Kok fechada hoje ao trânsito

Devido às obras do Metro Ligeiro, a rua do Pai Kok, na Taipa, vai estar vedada ao trânsito a partir de hoje. As obras incluem a elevação e montagem das peças pré-fabricadas do viaduto do Metro Ligeiro, as quais serão realizadas pelo período entre as 22h00 e 10h00 doa dia seguinte.


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publi-reportagem

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A Sands China Lança Programa de Formação Diversificada para os Funcionários O Programa para Membros das Equipas dos Resorts Integrados oferece a possibilidade de desenvolver novas competências e potencial de gestão

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Sands China Ltd. é pioneira na implementação de um novo programa, através do qual, os membros das suas equipas têm oportunidade de investir na expansão das suas carreiras, através do domínio de diversas competências interdepartamentais. Os membros das equipas da Sands China que adiram ao Programa para Membros das Equipas dos Resorts Integrados terão a possibilidade de fazer formação em qualquer departamento à sua escolha, quer seja a nível do espectáculo, da restauração, das convenções e exposições, quer seja no Sands Rewards Club ou a nível hoteleiro. No decurso desta formação os funcionários ficarão a dominar um conjunto alargado de competências, abrindo caminho à possibilidade de novas carreiras, não ficando assim, presos a uma única opção profissional. À medida que o programa se for desenvolvendo, serão acrescentados gradualmente novos departamentos, o que proporcionará ainda um leque mais vasto de escolhas profissionais. Os membros das equipas envolvidos no programa a longo prazo, irão trabalhar no grupo deste novo Programa para Membros das Equipas dos Resorts Integrados. Os membros das equipas, especializados em diversas áreas trabalharão a nível interdepartamental, ocupando-se de novas funções – sendo que as suas novas competências irão permitir-lhes alternar entre ambos os postos de trabalho, de forma a dar resposta às necessidades de ambos. A formação e competências adquiridas também irão ajudar os membros destas equipas a ocuparem posições de liderança ao nível da gestão dos vários resorts. O programa cria basicamente uma nova definição de membro de equipa – funcionários com funções interdepartamentais e detentores de diversas competências, contrastando com a postura tradicional da formação de funcionários para o desempenho de uma tarefa específica. Após o programa ter sido anunciado, a 21 de Setembro último, os membros das equipas mostraram-se desejosos de conseguir uma das 300 vagas disponíveis, tendo-se registado mais de 2.000 inscrições para formação ao abrigo deste novo programa. Em resultado desta resposta avassaladora, prevê-se que o primeiro grupo inicie a sua formação a 30 de Novembro, estando já agendadas novas equipas para posteriores formações. “Queremos ajudar a criar membros de equipas, da indústria integrada de resorts que possam vir a ser verdadeiros lideres multifacetados,” afirmou Ciaran Carruthers, vice-presidente sénior dos Recursos Humanos da Sands China Ltd. “Esta iniciativa inovadora consegue-o através do investimento nas nossas equipas. Ao apostar no desenvolvimento de um conjunto de novas competências, ajudamos a fortificar alicerces que já eram sólidos e, desta forma, beneficiamos os

• A Sands China Ltd. lançou um novo Programa para Membros das Equipas dos Resorts Integrados, oferecendo aos funcionários interessados (na foto) uma oportunidade de obter novas competências para lhes permitir ascender profissionalmente. membros das nossas equipas, a indústria, e Macau como um todo. Esperamos que investimentos deste género ajudem a apoiar o esforço do governo de Macau para diversificar a cidade e a sua mãode-obra proporcionando-lhe competências não exclusivas à indústria do jogo.” O Programa para Membros das Equipas dos Resorts Integrados pretende desenvolver o potencial local, especialmente de jovens macaenses interessados na indústria de resorts integrados, para além de lhes proporcionar regalias e incentivos adicionais. O programa é a iniciativa mais recente da Academia Sands China, uma plataforma dedicada à formação e desenvolvimento de competências dos seus funcionários e, também, ao desenvolvimento profissional dos macaenses, incluindo pessoas não pertencentes aos quadros da empresa, como é o caso do pessoal contratado pelos parceiros retalhistas da Sands China.

Lou Chi Man, um dos membros da equipa que participou no novo programa, declarou: “Estou muito entusiasmado por a empresa nos ter oferecido a oportunidade de experimentar e fazer algo novo. Estou mesmo desejoso de começar a formação e bastante optimista quanto às oportunidades de carreira que terei futuramente.” Criar uma equipa de trabalho bem treinada é importante para a Sands China, bem como uma forma de apoiar ainda mais para a expansão de Macau, como um centro mundial da indústria do turismo e do lazer. O Programa para Membros das Equipas dos Resorts Integrados contribui para a diversificação de actividades não relacionadas com o jogo em Macau, constituindo um exemplo recente do compromisso da Sands China em apostar no talento local, criandolhe oportunidades adicionais de ascensão profissional.


EVENTOS

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MAM Artistas locais expressam “Olhares Interiores” até Fevereiro

O imaginário da imaginação

O Museu de Arte de Macau já inaugurou Olhar Interiores, mostra patente até 14 de Fevereiro e que traz ao território peças exclusivas de quatro artistas da China, Taiwan e Macau. Em foco estão a identidade e sociedade contemporânea

Universidade de São José (USJ) acolhe, daqui a uma semana, uma conferência sobre descobertas científicas relacionadas com o ambiente. É a professora e investigadora Lydia Kallipoliti quem dirige o debate, por sua vez moderado por Thomas Daniell. Kallipoliti lecciona no Instituto Politécnico Rensselaer, em Nova Iorque e vem a Macau para dar a conhecer e descortinar a verdade por detrás daquilo que se conhece como grandes descobertas científicas. Num discurso que vai atrás na história, a plateia vai perceber como é que o Programa LEED, da OCDE, actualmente serve “interesses e produção capitalista” baseada na ética da protecção ambiental. “No entanto, o papel que estas experiências têm na nossa percepção actual de acções pró-ambiente pode traçar novos caminhos e trazer novas investigações sobre como seguir daqui para a frente”, explica a USJ em comunicado. A iniciativa é organizada pela Faculdade de Indústrias Criativas e acontece a partir das 18h30 da próxima segunda-feira, com entrada gratuita. L.S.M.

O que aí vem

É até 14 de Fevereiro que a mostra está patente no Museu. Zhou Bin apresenta uma instalação interactiva criada durante um ano, onde o artista realizou um trabalho mensal. Este resulta agora em “Mente numa caixa: acção e imagem em simbiose”, que explora a relação entre acção e imagem e toma inspiração nas montanhas Zhongnan e nos 99 Jogadores. Zhou descreve a sua

Liao Chiyu, Megarich Breakfast Dong Jinling

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zhou bin, O poder da Natureza

Ambiente USJ acolhe conferência sobre erros históricos

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oi na passada semana que o Museu de Arte de Macau (MAM) abriu portas ao público para a mostra “Olhares Interiores”, na qual participam quatro artistas. Da China vêm Zhou Bin e Dong Jinlin para se juntarem à taiwanesa Liao Chiyu e ao artista local Chan Ka Keong. Juntos, apresentam uma série de obras multimédia, depois de terem sido premiados com um galardão de excelência de documentários sobre a Performance Chinesa em 2012. No MAM serão expostos os filmes vencedores e outras obras originais. “A maior satisfação da contemplação da arte reside na descoberta e na diferenciação. A descoberta é importante porque enriquece a arte; a diferenciação é ainda mais importante visto que é o processo pelo qual vários conceitos e técnicas artísticas são observadas, sintetizadas e analisadas. Pode dizer-se que uma obra de arte carece da participação do espectador e existem obras que necessitam mesmo da participação de espectadores para se concluírem”, explica o MAM em comunicado. Esta é já a quarta edição da mostra e pretende mostrar “a paixão” dos artistas.

obra como existindo “um caminho criativo e uma zona problemática”. Com a assinatura da curadoria de Lan Qingwei, a peça do artista chinês conta com a sua mestria. Intitulada “Verso Guangling”, a peça de Dong Jinling foi igualmente desenvolvida este ano e apresenta-se como um revivalismo de uma música chinesa. Num vídeo de dez

À venda na Livraria Portuguesa Álvaro Cunhal •José Pacheco Pereira Uma Biografia Política Vol 2 Este livro descreve a actividade política de Cunhal – essa sempre foi, e é, a intenção original do autor. Muita dessa actividade só se compreende no quadro da história do PCP e da oposição à ditadura, que não está feita de todo e, em alguns casos, está feita ao contrário, para esconder o que aconteceu e não para o revelar. No essencial, o PCP dos anos quarenta é Cunhal, como o vai voltar a ser nos anos sessenta. Por isso, escrever a biografia política de Cunhal é também fazer a história do PCP, nela valorizando o desvio que a personalidade de outros homens trazem ao cânone de Cunhal.

minutos, Liao Chiyu mostra “Parque Descontraído”, que se expande para obras anteriores da artista. “A obra alarga o contexto de obras anteriores para reflectir as condições da vida contemporânea como as relações interpessoais, a memória e a emoção através da projecção de cenários familiares e da vida quotidiana feitos pelo homem, no vídeo”, declara o

A peça de Dong Jinling mostra o quotidiano de uma mulher que fala na primeira pessoa e explora o imaginário da vida social na Ásia e o papel desempenhado pelo cidadão comum

MAM. A peça mostra o quotidiano de uma mulher que fala na primeira pessoa e explora o imaginário da vida social na Ásia e o papel desempenhado pelo cidadão comum. “Uma peça” é a nomenclatura escolhida pelo artista local Chan Ka Keong para o trabalho apresentado no MAM. Através de uma instalação com acção, fotografia, vídeo e texto, assume-se com uma peça idealizada por Chan, mas desenvolvida por pessoas comuns. O artista deu a pessoas aleatórias pedaços de um pano e estas poderiam criar aquilo que desejassem. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Marcelo Rebelo de Sousa • Vítor Matos Marcelo viajou pelo país salazarista com o pai Baltazar, subsecretário de Estado, governador-geral de Moçambique e futuro ministro. Esteve na fundação do Expresso com Francisco Pinto Balsemão. Foi um dos primeiros militantes do PPD. Hoje tem o número três no cartão do partido. Mas esta obra original traz-nos também a visão do homem profundamente católico, divertido e excêntrico, que alimenta a pequena intriga e a grande conspiração, sobre o qual se construíram algumas lendas, algumas delas verdadeiras como a que dorme o mínimo, faz directas a corrigir exames, dita dois textos em simultâneo, ou que escreve com as duas mãos ao mesmo tempo... A sua mãe, Maria das Neves, com quem tinha uma relação profunda, criou-o para altos desígnios. Em Janeiro de 2016 há eleições presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa, um racionalista puro, calculista e com aversão ao risco espera um sinal da Providência divina para se decidir a avançar…


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Xi Jinping admite que diminuir pobreza é “uma tarefa árdua”

Propósitos presidenciais O Presidente chinês recomendou aos governantes locais das zonas menos desenvolvidas que considerem a redução da pobreza durante os próximos cinco anos como uma questão prioritária nas políticas regionais

Os líderes manifestaram-se também a favor de um aumento do orçamento nacional para a educação nas áreas pobres, de modo a prestar mais serviços aos chamados “left-behind children” (crianças deixadas para trás), casos em que um ou dos pais se mudaram para outra zona do país em busca de emprego.

Da desigualdade

Na China ainda existem quase 70 milhões de menores separados dos seus pais, cerca de 30% da população infantil, segundo números da Unicef, um fenómeno que ganhou força em 1980 com o incentivo à industrialização do país e o aparecimento de novas oportunidades de emprego nas cidades.

“Nenhuma região ou indivíduo que viva na pobreza será deixado para trás” Xi Jinping Presidente chinês

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i Jinping, reconheceu que tirar da pobreza os 70 milhões de cidadãos que se calcula viverem nessa situação é ainda “uma tarefa árdua”, comprometendo-se a construir “uma sociedade moderadamente próspera” até 2020. “Nenhuma região ou indivíduo que viva na pobreza será deixado para trás”, disse Xi durante uma reunião do Conselho de Estado, no sábado, indicou ontem a agência oficial Xinhua. Xi apelou aos governantes locais, sobretudo os das regiões menos desenvolvidas, para que elevem a redução da pobreza a prioridade para os próximos cincos anos, e defendeu que os rendimentos dos agricultores das áreas mais desfavorecidas cresçam a um ritmo superior ao da média nacional nos próximos cinco anos. Por seu lado, o primeiro-ministro, Li Keqiang, também presente

no encontro, defendeu a melhoria das infra-estruturas nas zonas rurais, incluindo estradas, acesso a água, electricidade e internet. Li propôs, como medida para tirar 10 milhões de chineses da

Defensor dos direitos humanos condenado a seis anos de prisão

Um tribunal chinês condenou sexta-feira a seis anos de prisão Guo Feixiong, um dos defensores dos direitos humanos mais conhecidos do sul da China, que ajudou a organizar várias manifestações a favor da liberdade de imprensa. Segundo um comunicado emitido pela Amnistia Internacional (AI), que retrata a condenação como o “mais recente caso de perseguição politica no país”, Guo foi declarado culpado de “reunir pessoas para perturbar a ordem pública” e “provocar disputas e problemas”. No mesmo dia, dois activistas próximos de Guo, Liu Yandong, 37 anos, e Sun Desheng, 32, foram sentenciados com três e dois anos e meio de prisão, respectivamente, pelos mesmos crimes. Em Janeiro de 2013, Guo ajudou a organizar as primeiras manifestações pela liberdade de imprensa no país em décadas, depois de o Partido Comunista Chinês ter exigido a alteração de um editorial publicado pelo semanário de Cantão Southern Weekly.

pobreza até 2020, a aposta na relocalização, e sublinhou que os governos locais devem assegurar que as pessoas realojadas têm empregos estáveis no local de acolhimento.

Xi assegurou que a despesa do Governo vai aumentar, bem como o investimento privado, as políticas fiscais preferenciais, os empréstimos e subsídios, entre outros incentivos financeiros para combater a pobreza. Nas últimas décadas a China conseguiu tirar 400 milhões de pessoas da pobreza graças ao seu rápido crescimento económico, uma situação que, no entanto, agravou o fosso entre ricos e pobres no país, que hoje tem um dos maiores índices de desigualdade do mundo. Após décadas de crescimento a dois dígitos, a China vive um momento de desaceleração económica que está a tentar aproveitar para implementar com um modelo mais sustentável, centrado no aumento da procura interna e não nas exportações e investimentos.

Taiwan espera receber equipamento militar dos EUA

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Ministério da Defesa de Taiwan expressou sexta-feira o desejo de receber equipamento bélico dos Estados Unidos da América (EUA) para fazer frente à modernização e melhoria tecnológica do poderio militar da China. A ilha espera que os EUA, de acordo com a Acta de Relações com Taiwan de 1979, continue a fornecer equipamento depois de ter sido revelado pela imprensa em Washington um iminente programa avaliado em mil milhões de dólares. “As vendas de armas a Taiwan contribuem para a paz e estabilidade da região”, disse sexta-feira, em conferência de imprensa o porta-voz do Ministério da Defesa da ilha, Luo Shou-he. A agência taiwanesa CNA fez eco esta semana de informações que surgiram nos meios de comunicação social dos Estados Unidos em que fontes de Washington asseguravam que, em breve, será aprovada a venda a Taiwan de equipamentos bélicos. Entre esses equipamentos figuram, segundo as mesmas fontes, fragatas dotadas de mísseis, veículos de assalto anfíbio AAV-7, um helicóptero Apache e diversos tipos de mísseis. A China opõe-se ao fornecimento de armas a Taiwan, pelo que se esperam protestos junto de Washington.

Ministério da Defesa Reforma do exército não alterará política militar

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China disse sexta-feira que a reforma do Exército do país, programada para 2020, não afectará a política de defesa nacional chinesa, que é apontada pelo regime de Pequim como “defensiva por natureza”. “As Forças Armadas chinesas serão sempre leais à sua obrigação em salvaguardar a paz mundial e a estabilidade regional”, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Yang Yujun, A China está a empreender uma reforma no Exército de Libertação Popular (ELP), visando a sua modernização. Na quinta-feira, o Presidente chinês, Xi Jinping assegurou que a reforma, anunciada em Setembro, procura reforçar o controlo “centralizado e unificado” da Comissão Militar Central (CMC) sobre

o ELP, para que este se mantenha na “direcção política certa”. Xi disse não querer que restem dúvidas sobre a “liderança absoluta” do Partido Comunista Chinês (PCC) nas Forças Armadas, insistindo na necessidade em

fortalecer o peso da CMC, através de uma nova estrutura no Exército e a realização de “ajustes” no sistema judicial militar. O líder chinês explicou ainda que a redução anunciada de 300.000 efectivos no Exército se centrará em pessoal administrativo e não no número de soldados. A China “volta a demonstrar determinação para prosseguir no caminho do desenvolvimento pacífico”, sublinhou Yang. Na quinta-feira, o Governo Chinês anunciou a abertura da sua primeira base militar além-fronteiras, no Yibuti, com o intuito de reforçar a presença chinesa em África. Em 2013, o país enviou soldados para o Mali, numa medida pouco habitual, dada a tradição de não interferência adoptada pelo gigante asiático.


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egunda maior economia do planeta e detentora da maior fatia do comércio global, a China conseguiu ontem uma vitória crucial no seu esforço de internacionalizar o yuan e transformá-lo em numa moeda da reserva global que possa desafiar a supremacia do dólar. Reunido em Washington, o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve aprovar a inclusão do yuan na cesta de moedas utilizadas pela instituição em empréstimos de emergência como complemento às reservas dos seus países membros. A entrada do yuan no clube integrado pelo dólar, euro, libra esterlina e yen reflecte o crescente peso da China no comércio global e a expansão do uso do yuan em pagamentos internacionais. No ano passado, a China superou a União Europeia e respondeu pela maior fatia das exportações e importações mundiais, com 15,5%. Em 2014, a China aparecia em terceiro lugar no ranking, com 8,9%. Há três anos, o yuan era a 12.ª moeda mais usada em pagamentos globais, segundo dados da Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication (Swift), responsável pela rede que permite o envio de dados sobre movimentações financeiras entre instituições bancárias. Desde então, o yuan subiu sete posições e entrou no grupo das cinco moedas mais usadas em transacções internacionais. Com uma fatia de 2,45%, o yuan aparecia no mês passado atrás do yen (2,88%),

As autoridades de Pequim adoptarão uma série de reformas com o objectivo de tornar o yuan uma moeda internacional livremente conversível até 2020 Zhou Xiaochuan Presidente do Banco Central

Yuan entra no clube das moedas fortes

Olá cá estou eu

O FMI aprovou ontem a entrada da divisa chinesa na cesta de moedas usadas pela instituição. Muito vai mudar: na China e no mundo da libra esterlina (9,02%), do euro (28,53%) e do dólar (43,27%). A decisão de ontem responderá a uma antiga aspiração chinesa, que esperava a entrada do yuan na cesta de moedas em 2010, quando foi realizada a última revisão da composição dos Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês), uma espécie de moeda internacional que pode ser

usada para complementar as reservas dos membros do FMI. Com isso, os empréstimos de emergência desse tipo feitos pela instituição passarão a ter participação do yuan, em percentagem a definir.

Mercado

Além de elevar o estatuto da moeda chinesa, a mu-

dança é importante pelas repercussões de longo prazo na economia do país. Para que o yuan entre no clube do SDR, o governo chinês comprometeu-se com uma série de reformas no seu sistema de câmbio e de transacções internacionais, com gradual liberalização das contas correntes e de capitais, na direcção de uma economia

mais aberta e mais exposta às forças de mercado. Um desses ajustes foi a mudança no cálculo da cotação do yuan adoptada em Agosto, que levou à maior desvalorização da moeda desde 1994. Interpretado pelo mercado como um sinal de nervosismo das autoridades de Pequim em relação à desaceleração da economia do país, o movimento estava relacionado com exigência do FMI de um sistema de câmbio menos controlado. “A decisão do FMI fortalecerá os reformadores na China”, disse o economista David Dollar, que foi director do Banco Mundial na China de 2004 a 2009 e hoje está no Brookings Institution, em Washington. “É um sinal importante.” Em artigo publicado na revista Caixin no dia 10 de

Novembro, o presidente do Banco do Povo da China, Zhou Xiaochuan, disse que as autoridades de Pequim adoptarão uma série de reformas com o objectivo de tornar o yuan uma moeda internacional livremente conversível até 2020. Entre as mudanças, mencionou a redução das restrições sobre o mercado de capitais e maior transparência e previsibilidade na comunicação do Banco Central. Três dias depois da publicação do seu artigo, Christine Lagarde divulgou uma nota na qual defendeu a inclusão da moeda chinesa no SDR. Segundo a directora do FMI, técnicos do Fundo concluíram que o yuan atende aos critérios definidos e recomendaram a inclusão da moeda chinesa.

Ricciardi Investigação sobre grupo Haitong é rotineira

Hong Kong Golfinhos em risco de desaparecerem

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presidente da Haitong (ex-BESI), José Maria Ricciardi, disse sábado em Vilamoura estar tranquilo relativamente às investigações que o regulador chinês lançou esta sexta-feira ao grupo chinês Haitong Securities, que adquiriu o banco de investimento português ex-BESI. “Isto é uma investigação como todas as investigações que o Banco de Portugal faz aos bancos portugueses”, disse à Lusa Ricciardi acrescentando que a expectativa é de que esta segunda-feira a empresa recomece a negociação de acções. A Comissão Reguladora do Mercado de Valores da China encetou investigação sobre vários grupos chineses por suspeita de crime de utilização de informação privilegiada e suspendeu a venda de acções dos grupos visados na sexta-feira, 27 de Novembro. “As inspecções têm sido feitas em todo o lado porque, de facto, existiram problemas neste sector financeiro na China, nomeadamente até de corrupção, e este Presidente da China [Xi Jinping] está a fazer um grande

combate para moralizar todo o país e agora resolveu fazê-lo também no sector financeiro”, observou à margem do Fórum Empresarial do Algarve que terminou este domingo. Apontado para o trabalho em Portugal, José Maria Ricciardi sublinhou que durante a aquisição do BESI, o grupo “insistiu tanto junto do Banco de Portugal como com a administração e connosco, que quer que façamos todos os investimentos necessários para termos os níveis de controlo de ‘governance’ mais transparentes e melhores a nível europeu”.

rganizações ecologistas de Hong Kong alertam para o perigo de desaparecimento dos chamados golfinhos cor-de-rosa, com o avanço das obras de uma nova ponte e os planos para expansão do aeroporto. Especialistas em conservação garantem que os seus contínuos alertas têm sido ignorados, o que resultou num “rápido” declínio do número de animais nas últimas décadas. O golfinho branco chinês, conhecido como golfinho cor-de-rosa devido ao seu tom rosa, atrai diariamente turistas às águas a norte da ilha de Lantau, em Hong Kong. O golfinho foi também a mascote oficial da ceri-

mónia de transferência de administração em 1997, quando a cidade regressou à China. No entanto, apesar do afecto popular para com estes mamíferos, os especialistas temem que, em breve, estes venham a desaparecer. Os planos para uma terceira pista no aeroporto Chek Lap Kok podem ser o último prego no caixão, dizem. “Se o projecto avançar, vai provavelmente afastar os golfinhos das águas de Hong Kong”, defendeu Samuel Hung, presidente da Hong Kong Dolphin Conservation Society, que há 20 anos sai para o mar pelo menos duas vezes por semana para monitorizar a actividade dos golfinhos.

“De certa forma parece que os estamos a empurrar cada vez mais na direcção do precipício, e se dermos esse empurrão final, eles vão desaparecer para sempre. Julgo que agora é o tempo para agirmos em conjunto”, apelou. Segundo Hung, há cerca de 60 golfinhos nas águas de Hong Kong, uma significativa descida em relação aos 158 que havia em 2003. “O declínio dos golfinhos é causado por vários factores, incluindo excesso de pesca e poluição (…) mas acho que o maior contributo vem do aumento do tráfego de ferries de alta velocidade”, disse.


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artes, letras e ideias

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J

ing Hao “Bifa Ji”

Notas Sobre o Método do Pincel

Aqueles que pintam paisagens sem utilizarem estas formas (i. e. sem usarem de modo apropriado estes elementos de composição) cometem erros. Em algumas pinturas a água parece correr em desordem, as linhas parecem fios quebrados e não existem ondas que sobem ou descem. Essas pinturas são fracassadas. A neblina, as nuvens e os vapores devem ser leves ou pesados de acordo com o aspecto da estação. Se existir um vento nenhuma forma deve ser firme. Devem ser postos de parte os detalhes menores

e seleccionar os pontos importantes. Os erros serão inevitáveis se não se aprender isto, mas já não existirão quando se compreenderem estes métodos de trabalhar. Eu perguntei: «Quem foram os mais perfeitos entre os antigos pintores eruditos?» Ao que o homem velho respondeu: «Xie He classificou Lu Tanwei como o mais eminente mas hoje em dia é difícil encontrar obras originais dele1. As pinturas que Zhang Sengyou nos deixou perduram no que se refere a princípios racionais2.

1 - No tratado de Xie He ele é o primeiro a ser referido entre os cinco

2 - Associado a fabulosas lendas de dragões que voavam quando ele lhes

da primeira classe: (…) «as suas obras estão para lá de qualquer

desenhava os olhos, Zhang Sengyou (activo em 500-550) terá sido o primeiro

explicação por palavras. Ele incluiu todos os seus predecessores

a usar o modelado, a aplicação da sombra para produzir o efeito de relevo,

e fez nascer todos os sucessores. Ele é o único desde os tempos

técnica que teria importado do Ocidente através da iconografia budista, em

antigos até aos modernos que permanece supremo; nenhum elogio

que seria versado. Ficou célebre pelo seu método de pintar «mogu», «sem os-

é demasiado para ele. Ele era verdadeiramente precioso e supe-

sos», ou seja sem contornos, mas também pela sua personalidade irreverente

rior, absolutamente excepcional e para lá de quaisquer definições.

e clarividente. Antes das perseguições aos budistas, pintou para o soberano

Colocá-lo na primeira classe é já uma injustiça.» Lu Tanwei (420-

de Wu (502-550), «onde os pintores eram tão numerosos como nuvens que se

478) do período (Liu) Song (420-479) ficou célebre pelo seu método

levantam» (nas palavras de Wang Zhideng no Wujun Danqing Zhi, citado em

do «traço único», «yibi» ou seja a pintura realizada de «um só

Meishu Congshu, Xangai, 1928), cenas budistas que incluíam Confúcio e os

ímpeto».

seus setenta discípulos, justificando: «depois se verá a sua utilidade.»


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artes, letras e ideias 15

Paulo Maia e Carmo tradução e ilustração


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EDITAL Edital n.º 01/DSODEP/2015 Processo n.º 6318.03 Assunto: Notificação de despejo Localização: Terreno com a área de 2 795 m2, situado na ilha da Taipa, na Avenida Kwong Tung, designado por lote «BT6», descrito na Conservatória do Registo Predial sob o n.º 23 136. Tendo em conta que se revelando impossível a notificação pessoal no respectivo endereço, nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 72.º do «Código do Procedimento Administrativo», aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, faz-se saber à Companhia de Investimento Predial Hamilton, Limitada, com sede em Macau, na Largo de São Domingos, n.ºs 1 a 5, 2º andar, o seguinte: 1.

Por despacho do Chefe do Executivo de 15 de Maio de 2015, exarado sobre o parecer do Secretário para os Transportes e Obras Públicas de 14 de Maio de 2015, que concordou com o proposto no processo n.º 42/2010 da Comissão de Terras, pelas razões nele indicadas, foi declarada a caducidade da concessão do terreno em epígrafe, ao abrigo da alínea a) do número um da cláusula décima terceira do contrato de concessão e nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 166.º da Lei n.º 10/2013 «Lei de Terras».

2.

A declaração de caducidade da concessão acima referida foi publicada, pelo Despacho do Secretário para os Transportes e Obras Públicas n.º 58/2015, no 2.º suplemento ao n.º 20 do Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, II Série, de 20 de Maio de 2015, e que foi notificada a V. Ex.ª através do ofício n.º 176/DAT/2015 de 09 de Junho de 2015.

3.

Nestas circunstâncias, por despacho do Secretário para os Transportes e Obras Públicas de 17 de Agosto de 2015 exarado na proposta n.º 231/DSODEP/2015 de 13 de Agosto, nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 179.º da «Lei de Terras», ordena-se a V. Ex.ª a desocupação do terreno em epígrafe no prazo de 60 dias a contar da recepção da presente notificação, revertendo as benfeitorias por qualquer forma incorporadas no terreno, livre de quaisquer ónus ou encargos, para a RAEM, sem direito a qualquer indemnização, tendo o mesmo sido integrado no domínio privado do Estado.

4.

Deve esta Direcção de Serviços ser notificada por escrito após a conclusão da desocupação acima referida, a fim de proceder à respectiva apreciação.

5.

Em caso de incumprimento dos referidos nos n.os 3 e 4 da presente notificação, nos termos do n.º 2 do artigo 179.º da Lei n.º 10/2013 «Lei de Terras» e do artigo 56.º do Decreto-Lei n.º 79/85/M, de 21 de Agosto «Regulamento Geral da Construção Urbana», esta Direcção de Serviços, em conjunto com outros serviços públicos e com a colaboração das Forças de Segurança de Macau, procederá, a partir do termo do referido prazo de 60 dias, à execução coerciva dos respectivos trabalhos de despejo, e devendo as respectivas despesas ser pagas por V. Ex.ª.

6.

Os objectos, materiais e equipamentos abandonados no terreno serão tratados de acordo com as disposições do artigo 210.º da mesma Lei.

7.

V. Ex.ª poderá consultar o processo em epígrafe no Departamento de Gestão de Solos da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, situado na Estrada D. Maria II, n.º 33, 18.º andar, durante o horário de expediente, cujo número de telefone para a marcação de consulta é 8597 7245.

RAEM, aos 30 de Novembro de 2015. O Director dos Serviços, Li Canfeng

Edital n.º Processo n.º Assunto Local

EDITAL

:25/E-OI/2015 :2716/2006/F :Demolição da obra não autorizada pela infracção às respectivas disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) :Travessa de Inácio Baptista n.º 10, macau.

Cheong Ion Man, subdirector da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, no uso das competências delegadas pelo Despacho n.º 12/SOTDIR/2015, publicado no Boletim Oficial da RAEM n.º 38, II série, de 23 de Setembro de 2015, faz saber por este meio aos donos da obra ou ao seu mandatário e aos utentes do local acima indicado, o seguinte: 1. O agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização das obras abaixa indicadas que infringiram o disposto no n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 79/85/M (RGCU) de 21 de Agosto, alterado pela Lei n.º 6/99/M de 17 de Dezembro e pelo Regulamento Administrativo n.º 24/2009 de 3 de Agosto, pelo que as obras são consideradas ilegais: Obra 1.1 2.

3.

4.

5. 6. 7.

Construção de um prédio com cinco pisos não autorizada compostas por betão armado, cobertura metálica, chapa metálica, janela de vidro e portão metálico.

Nos termos dos artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, foi realizada, no seguimento de notificação por ofício n.º 02991/DURDEP/2014 de 17/03/2014, a audiência escrita dos interessados, mas estes não apresentaram a resposta no prazo indicado e não foram carreados para o procedimento elementos ou argumentos de facto e de direito que pudessem conduzir à alteração do sentido da decisão de ordenar a demolição da obra não autorizada acima indicada. Nestas circunstâncias e nos termos do artigo 52.º do RGCU e no uso das competências delegadas pela alínea 6) do n.º 2 do Despacho n.º 04/ SOTDIR/2015, publicado no Boletim Oficial da RAEM n.º 25, II série, de 24 de Junho de 2015, por meu despacho do Subdirector substituto de 28/07/2015 exarado sobre a informação n.º 326/DURDEP/2015, ordeno aos donos da obra ou seus mandatários que procedam, por sua iniciativa, no prazo de 15 dias contados a partir da data de publicação do presente edital, à demolição da obra acima indicada e à reposição do local afectado, devendo, para o efeito e com antecedência, apresentar nesta DSSOPT o pedido da demolição das obras ilegais, cujos trabalhos só podem ser realizados depois da aprovação do pedido. Após a conclusão dos referidos trabalhos deverá ser comunicado o facto à DSSOPT para efeitos de vistoria. Findo o prazo da demolição e da desocupação não será aceite qualquer pedido de demolição da obra acima mencionada. De acordo com o n.º 2 do artigo 139.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se ainda que nos termos do artigo 56.º do RGCU, a DSSOPT, em conjunto com outros serviços públicos e com a colaboração do Corpo de Polícia de Segurança Pública, procederá a partir do termo do prazo atrás referido à execução da obra de demolição da construção ilegal acima referida, a expensas do infractor, sem prejuízo da aplicação da multa prevista no respectivo regulamento e da responsabilidade civil ou criminal que ao caso houver. Além disso, tendo o prazo da demolição e da desocupação voluntárias expirado, a DSSOPT dará início aos trabalhos da demolição e da desocupação, não podendo ser cancelados os referidos trabalhos uma vez iniciados. Por fim, os materiais e equipamentos deixados no local acima indicado serão depositados no local indicado à guarda de um depositário a nomear pela Administração. Findo o prazo de 15 (quinze) dias a contar da data do depósito e caso os bens não tenham sido levantados, consideram-se os mesmos abandonados e perdidos a favor do governo da RAEM, por força da aplicação do artigo 30.º do Decreto-Lei n.º 6/93/M, de 15 de Fevereiro. Nestas circunstâncias e nos termos do n.º 1 do artigo 65.º do RGCU, os infractores são sancionáveis com multa de $1 000,00 a $20 000,00 patacas. Nos termos dos artigos 145.º e 149.º do Código do Procedimento Administrativo, os interessados podem apresentar reclamação para mim no prazo de 15 (quinze) dias contados a partir da data da notificação. Nos termos do n.º 1 do artigo 59.º do RGCU e das competências delegadas pelo n.º 4 do Despacho n.º 12/SOTDIR/2015, publicado no Boletim Oficial da RAEM n.º 38, II série, de 23 de Setembro de 2015, da decisão referida no ponto 3 do presente edital cabe recurso hierárquico necessário para o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, a interpor no prazo de 15 (quinze) dias contados a partir da data de publicação do presente edital.

Aos 24 de Novembro de 2015

Pelo Director dos Serviços O Subdirector Cheong Ion Man


( F ) utilidades

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Cinema

Sala 1

The Hunger Games: Mockinghay Part 2 [B]

Filme de: Francis Lawrence Com: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth 14.15, 16.45, 21.45

The Hunger Games: Mockinghay Part 2 [3D][B] Filme de: Francis Lawrence Com: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth 19.15 Sala 2

Keeper of Darkness [c] Falado em Cantonense Legendado em Chinês e Inglês

Filme de: Nick Cheung Com: Nick Cheung, Kuo Tsai Chieh, Louis Chueng, Sisley Choi 14.30, 16.30, 21.30

Return of the cuckoo [B]

Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Patrick Kong Com: Chi Lam Cheung, Charmaine Sheh, Joe Chen, Nancy Sit 19.30 Sala 3

Victor Frankenstein [c] Filme de: Paul McGuigan Com: James McAvoy, Daniel Radcliffe 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Diariamente Exposição Casal Notável – artefactos de Sun Wan, segunda filha de Sun Yat Sen Museu de Macau Entrada livre

Aconteceu Hoje

Nascem Mark Twain e Churchill, morrem Oscar Wilde e Pessoa

Exposição de Zhou Chunya MAM Entrada livre Exposição “A Jornada de Um Mestre” Albergue SCM Entrada livre

U m d i sco h o j e Frank Sinatra Christmas Collection, (Frank Sinatra) Em menos de um mês, muitos de nós estaremos com as nossas famílias, de casacos bem quentes vestidos ou junto à lareira onde a lenha arde sem cessar. Vamos ouvir risos e gargalhadas, as casas vão cheirar a comida caseira e às nossas pessoas, família e amigos. O chão estará carregado de papéis de presentes rasgados pelo entusiasmo e sem deixar de marcar a sua importante presença, Frank Sinatra inundará o nossos mundos com as mais bonitas músicas de Natal. Numa época que se espera de muito amor, só um álbum de amor poderíamos sugerir. Frank Sinatra Christmas Collection é um, dos vários, discos que reúne as mais belas canções de Natal, cantadas por uma das mais belas vozes que o mundo já ouviu. Filipa Araújo

Exposição “Aguadas da Cidade Proibida” (até 07/2016) Museu de Arte de Macau (MAM) Entrada a cinco patacas

30 de novembro

fonte da inveja

• A 30 de Novembro nasceram o escritor norte-americano Mark Twain e o estadista britânico Winston Churchill. Também neste dia morreram Oscar Wilde, escritor irlandês, e Fernando Pessoa, poeta português Mark Twain nasceu em 1835, mundialmente famoso, mais conhecido pelas Aventuras de Tom Sawyer (1876) e pelas Aventuras de Huckleberry Finn (1885), este último considerado o mais belo romance americano. Twain morreria em 1910, já depois do nascimento do estadista britânico Winston Churchill, em 1874. Churchill ficou sobretudo famoso pelo seu desempenho da função de primeiro-ministro do Reino Unido durante a II Guerra Mundial. Exerceu o cargo por duas vezes, mas não foi apenas na política que se distinguiu. Orador e estadista notável, foi oficial no Exército Britânico, historiador, escritor e artista. É o único primeiro-ministro britânico a ter recebido o Prémio Nobel de Literatura. Oscar Wilde nasceu em Dublin, a 16 de Outubro de 1854. Em 1892, dá início a uma série de bem sucedidas histórias, que são considerados clássicos da dramaturgia britânica da actualidade. Wilde foi pioneiro na criação de filmes de drama e de acção. Com o reconhecimento da elite literária, adopta hábitos de vida marcados pela excentricidade. Também a 30 de Novembro, em 1935, morre Fernando Pessoa, um dos grandes nomes da História da Literatura portuguesa e universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a obra de Pessoa “um legado da língua portuguesa ao mundo”.

João Corvo

Se te conheceres, perceberás que não existes.


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opinião

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David Chan* legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog

macau visto de hong kong

N

o passado dia 24, a estação televisiva TVB, de Hong Kong, transmitiu uma notícia onde se relatava o caso vivido pelo Sr. Zhang, passageiro de um avião da China Southern Airline. Zhang é jornalista. No dia 9 de Novembro, seguiu no voo (CZ6101) de Shenyang para Pequim, China. Cinco minutos, após o avião ter levantado voo, Zhang começou a sentir dores de estômago. As dores eram tão intensas que acabou por não se conseguir mexer e teve de pedir ajuda aos assistentes de bordo. Os assistentes informaram o comandante e foi pedida uma ambulância, que deveria estar no aeroporto, mal o avião aterrasse. Mas foi aqui que começaram os problemas. A seguir à aterragem, os passageiros tiveram de esperar 50 minutos com a porta do avião aberta. Primeiro, entraram dois socorristas, mas não traziam maca. Também não transportaram Zhang para a ambulância. Em vez disso, travaram-se de razões com os assistentes de bordo – a questão seria, determinar quem é que devia levar Zhang para a ambulância! O website “news.mydrivers.com” relatou a situação. Um dos socorristas era médico e, terá dito aos assistentes de bordo: “Têm de levar o paciente para a ambulância.” Ao que estes responderam: “Porque é que nós pedimos a vossa ajuda? Se vocês não transportam o doente, quem é que o vai transportar?” O médico retorquiu: “As escadas são muito escorregadias, no caso de cairmos, quem é que se responsabiliza pelas consequências?”

cartoon por Stephff

John W. Richardson, Non Stop

Insensibilidade a bordo

“Imaginem que Zhang tinha morrido durante a discussão entre os socorristas e os assistentes de bordo, estaríamos perante um caso de homicídio? Quem teria sido o homicida? Quando estavam a discutir, será que não pensaram nisso?” Vitória Esmagadora

Os assistentes responderam: “O que é que podemos fazer? Se pedirmos uma escada rolante, vamos ter de esperar meia hora. Os senhores são muito irresponsáveis” O médico voltou à carga: “Porque é que nos está a chamar irresponsáveis? Este assunto não é connosco.” (Querendo com isto dizer que, como o paciente estava no avião, a responsabilidade de o transportar até à ambulância seria dos assistentes de bordo). A discussão estava acesa e imparável. Por fim, Zhang já não conseguiu aguentar mais. Acabou por declarar, aos gritos: “Eu desço pelo meu pé!” Depois desta declaração de Zhang, fez-se silêncio e a discussão acabou. Zhang só conseguiu ouvir alguns passageiros, que lhe iam dizendo: “Tenha cuidado.” “Consegue andar?” “As escadas estão tão escorregadias.” Acreditam que estes comentários encorajaram Zhang? Mas continuava a não haver quem transportasse Zhang para a ambulância. Zhang efectivamente não conseguia andar. Arrastou-se pelas escadas abaixo até à ambulância. Quando finalmente lá chegou, o primeiro socorrista ter-lhe-á dito: “Consegue entrar sozinho? A maca é tão pesada” (quer isto dizer que, se Zhang conseguisse entrar sem ajuda na ambulância, então melhor seria para os socorristas.) Os nossos leitores conseguem facilmente adivinhar que Zhang acabou por entrar sozinho. Já na ambulância, o primeiro socorrista levou uma boa meia hora a desancar os assistentes de bordo. Segue-se a transcrição da troca de palavras entre ele e Zhang. “Os assistentes de bordo eram irresponsáveis. Viajava sozinho?” “Sim.”

“Quer que alguém da China Southern Airlines o acompanhe ao hospital?” “É melhor, porque não consigo andar sozinho.” A ambulância parou imediatamente e, começou mais uma interessante troca de palavras: “O paciente requer, peremptoriamente, que alguém da China Southern Airlines o acompanhe ao hospital. Está insatisfeito com a actuação da companhia.” “Porque é que a ambulância parou?” “Temos de esperar que chegue alguém da companhia. Se não o fizermos, eles não mandam ninguém.” “O que é preciso é salvarem-me a vida, já. Se a companhia quiser mandar alguém para me acompanhar, óptimo. Se não, esqueçam.” “Certo, fazemos como quiser.” Passados 10 minutos, o primeiro socorrista informou Zhang que a companhia se recusava a enviar um funcionário para o acompanhar. Finalmente Zhang chegou ao hospital e o médico diagnosticou-lhe uma apendicite. Após a operação, Zhang recuperou. Alguns dias depois, a China Southern Airlines anunciou que tinha apresentado um pedido de desculpas a Zhang e que tinham sido enviados funcionários para o visitar. Este acontecimento foi alvo de uma investigação interna. Inicialmente apurou-se que, à data do incidente, o trem de travagem de um outro avião se tinha avariado. O avião teve de esperar que chegassem veículos para o deslocar. A companhia devia aprender, com este tipo de acontecimentos, a melhorar o seu serviço de apoio aos passageiros. Como já foi referido, um dos socorristas era médico. O que transcrevemos foi o relato do website, não fazemos ideia se é ou não verdade. Em caso afirmativo, temos de colocar a seguinte questão: Qual deve ser a conduta profissional dum médico? O primeiro dever de um médico é salvar vidas. Essa deve ser sempre a sua prioridade. Se um médico insiste para que outra pessoa transporte um paciente, só porque quer evitar os riscos envolvidos, será que está a ter uma conduta profissional correcta? Mas, gostaríamos de saber o que pensa o administrador de uma companhia aérea, no caso de alguns dos seus funcionários se terem recusado a ajudar um passageiro que sofria de doença grave, e que efectivamente precisava de ajuda. Uma pessoa encontra na rua alguém que aparenta sofrer de doença grave e que não se pode mover. Se o leitor fosse essa pessoa, teria ajudado o doente a chegar à ambulância? Será que os nossos códigos morais não nos obrigam a ajudar quem precisa? Imaginem que Zhang tinha morrido durante a discussão entre os socorristas e os assistentes de bordo, estaríamos perante um caso de homicídio? Quem teria sido o homicida? Quando estavam a discutir, será que não pensaram nisso? *Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau


opinião 19

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Vasco Pulido Valente

Carlos Morais José

in Público

O

eleitorado da direita, depois de andar uns dias de cabeça perdida, como se o dr. Costa fosse uma nova versão do apocalipse, começa agora a tentar viver com o mundo que temos. Uns, como sempre, e já disse isso anteontem, procuram um lugar quentinho neste inesperado regime de esquerda: um ministro conhecido, um secretário de Estado vaidoso e abordável, uma velha amiga que de repente apareceu num lugar importante. Outros, na televisão e nos jornais, descobrem de mansinho virtudes na política do PS e ajudam com aprovação e o seu conselho. Era de esperar. De resto, as várias espécies, que se manifestam no artigo e no queixume público, tudo visto e considerado, não são as mais perigosas. Perigosos são os senhores de ontem, a quem António Costa interrompeu um futuro que julgavam brilhante. A primeira ideia que lhes veio à cabeça foi a de fazer uma oposição geral e ferrenha a qualquer coisa que saísse da esquerda, com a marca infamante da ilegitimidade: o que se compreendia se a esquerda precisasse deles. Desta carga de baioneta a intransigência baixou para tácticas mais subtis: votos sobre a Europa, sobre o Orçamento ou sobre assuntos

miudinhos que não incomodassem o português pacífico. Infelizmente a ambição (e a frustração) de alguns rebanhos de patetas do PSD e do CDS descobriu que, temporariamente impossível a ascensão no Estado, ainda lhes ficava uma carreira no partido. Apareceram então murmúrios sobre a utilidade do fim da coligação e da necessidade que Costa haveria de ter, talvez dentro de um ano ou menos, de se voltar para a direita. O conúbio com o inimigo não lhes parecia torpe, passava por uma enorme esperteza. Só pensavam no afastamento de Coelho e Portas, que seriam sem dúvida um obstáculo, para arranjar uma frincha por onde se meter. Publicaram artigos doutos nos jornais e mostraram publicamente as suas dúvidas. Não perceberam na sua ingenuidade que a direita e a esquerda estão separadas por mais do que um incidente eleitoral e que hoje a menor condescendência ou entendimento com Costa (não justificada por um óbvio interesse nacional) equivaleria ao suicídio do autor da façanha: na altura em que o Bloco, o PC e o PS se uniam, a coligação que aguentara os quatro anos de crise caía aos bocados por falta de poder e disciplina ou, mais francamente, por falta de bananas para a macacada. Pedro Passos Coelho e Paulo Portas não se propõem com certeza cometer esse erro trágico.

A primeira ideia que lhes veio à cabeça foi a de fazer uma oposição geral e ferrenha a qualquer coisa que saísse da esquerda, com a marca infamante da ilegitimidade: o que se compreendia se a esquerda precisasse deles

O Secretário e a realidade

D

iz Lionel Leong: as pessoas que, eventualmente, venham a Macau participar de uma convenção poderão “gostar e considerar Macau como um sítio de bom ambiente”. A esperança do Secretário é que tal os faça voltar para outras actividades, vulgo turísticas. O que eu me pergunto é há quanto tempo Lionel Leong não tenta fazer vida de turista em Macau. Deve ser há muito. Na cinzenta realidade, esta cidade não proporciona um bom ambiente, muito menos a turistas: os transportes são... o que se sabe; os táxis – para além da sua já lendária desonestidade – não conhecem o nome de nada, a não ser em cantonense; nas lojas, ser recebido por um empregado eficiente e simpático é uma agradável excepção; as carantonhas enfadadas dos croupiers só levam a aproximar das mesas quem tem muita vontade de jogar. E isto só para começar... e não falar, por exemplo, da qualidade do serviço em restaurantes, bares e cafés (brada aos céus). O Secretário para a Economia e Finanças, para além de ter ficado “chocado” quando soube o elevado montante que a administração paga em rendas, como

se fosse um estrangeiro à economia de Macau, parece também ser distante das reais condições que a cidade oferece aos turistas. Na verdade, não são famosas e ouvimos muito que poucos terão realmente vontade de voltar, quando aqui ao lado e também na China continental se encontra um ambiente mais agradável e acolhedor. Um dos atractivos de Macau era a complacência, mesmo o seu lado um pouco sleazy, o estar-se à vontade, uma sensação hospitaleira de liberdade. Agora é ao contrário: liofilizaram a cidade, empurraram para debaixo do tapete e para as salas VIP o que era visível, chegando ao ponto risível de qualificar de “pornográficos” uns meros folhetos de massagens. Vivemos numa cidade vigiada. Um burgo fiscalizado, seja pelo tabaco ou pelo trato. Os sinais de “proibido”, isto e aquilo, proliferaram como cogumelos venenosos da alegria de estar e de viver. Pensem nisto devagar, compreendam a identidade da cidade. Dá-se hoje por um vazio. Muitos não sabem quem são e de onde vêm. Para além de uma História, Macau tem uma tradição, uma maneira de fazer, um pressuposto de ser. A alternativa será algo muito diferente, sem alma nem emoções, a saber a gesso: ao mesmo gesso com que os casinos tentam fazer-nos acreditar que são reais.

Josef von Sternberg, Macao

Luis Buñuel, The Discreet Charm of the Bourgeoisie

A direita que tenha juízo

a outra face

O HM errou Na notícia publicada na edição da passada sexta-feira, com o título “Investimento ilegal, mas sem segredo”, escreve-se erradamente que o caso Dore está ligado às salas VIP do MGM, quando na verdade tudo aconteceu nas mesas VIP do casino Wynn. Às operadoras de jogo e aos leitores, as nossas desculpas.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; Aurelio Porfiri; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos; Thomas Lim Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau. com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau segunda-feira 30.11.2015

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Clima “Mar” de sapatos enche praça em Paris

Na defesa do planeta Chinelos de criança, botas repletas de flores, ténis acompanhados de palavras em defesa do planeta são alguns dos milhares de sapatos que cobriram ontem a praça parisiense de onde sairia uma marcha pelo clima, cancelada devido aos atentados

E

ste «mar» de sapatos partilha a praça la République com uma estátua e uma escultura, transformadas este ano numa espécie de monumentos aos mortos, em memória das vítimas dos atentados de Janeiro, que causaram 17 mortos, e de 13 de novembro, que provocaram 130 mortos, e agora rodeados de flores, velas e inscrições de homenagem. «Mais de quatro toneladas» de sapatos foram recolhidos na última semana, explicou a directora adjunta da Avaaz, um movimento mundial de mobilização de cidadãos, que teve a iniciativa desta acção. O gigantesco tapete, que cobre mais de um terço da enorme praça, é “um mo-

“É uma experiência incrível deambular entre milhares de pares de sapatos. Pode sentir-se a dor das vozes reduzidas ao silêncio, mas também a esperança que esta conferência possa salvar o planeta” Emma Ruby Sachs Directora adjunta da Avaaz

numento simbólico da determinação das pessoas em ser escutadas”, referiu Emma Ruby Sachs. O Avaaz apelou a todos aqueles que iriam participar na marcha pelo clima, marcada para ontem, em Paris, para enviarem um par de sapatos para representá-los. Todos os sapatos estão orientados na direção da praça de la Nation, onde a manifestação deveria terminar, antes de ser cancelada pelas autoridades francesas devido ao reforço da segurança, após os atentados. “É uma experiência incrível deambular entre milhares de pares de sapatos. Pode sentir-se a dor das vozes reduzidas ao silêncio, mas também a esperança que esta conferência possa salvar o planeta”, disse ainda Emma Ruby Sachs. Mais de 140 chefes de Estado e de governo vão estar segunda-feira, em Paris, na sessão de abertura da conferência das partes das Nações Unidas sobre clima, que vai prolongar-se por duas semanas para tentar chegar a um acordo com vista a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e conter a subida da temperatura média do planeta nos dois graus. Entre os sapatos anónimos estão alguns de donos mais conhecidos, como aqueles do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, os botins da actriz francesa Marian Cotillard, ou os saltos agulha da estilista britânica Vivienne Westwood e “até o papa Francisco enviou um par”, acrescentou um membro da Avaaz.


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