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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
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Ter para ler
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • QUARTA-FEIRA 30 DE NOVEMBRO DE 2011 • ANO XI • Nº 2504
TEMPO POUCO NUBLADO MIN 20 MAX 26 HUMIDADE 55-90% • CÂMBIOS EURO 10.7 BAHT 0.2 YUAN 1.2
AGENTES DE SEGURANÇA
GOVERNO VAI REFORÇAR APOIO PSICOLÓGICO • Página 4
José Tavares, do Instituto do Desporto
PROFISSIONALIZAÇÃO DO FUTEBOL NÃO É BOA IDEIA
Caso Luís Amorim sem desenvolvimentos há quase um ano
• CENTRAIS
Risco de novo arquivamento A Polícia Judiciária de Macau não sabe de nada e encaminha qualquer esclarecimento a Portugal. De Lisboa, também não há notícias. Um ano após a reabertura do processo da morte de Luís Amorim, família e advogado estão num beco sem saída. A lei diz que o inquérito pode ser arquivado pelo Ministério Público por falta de provas. > PÁGINA 8
Acordo Ortográfico
MACAU ESTÁ ATRASADO EM RELAÇÃO A OUTROS PAÍSES • Página 15
QUARTA-FEIRA 30.11.2011 www.hojemacau.com.mo
2 OCDE PREVÊ CRESCIMENTO MÉDIO DE 5% NO SUDESTE ASIÁTICO EM 2011 As economias da Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura e Vietname devem crescer, em média, cinco por cento este ano, contra os 7,6% de 2010, prevê a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). No relatório “Perspectiva Económica do Sudeste Asiático 2011/2012”, apresentado em várias cidades, como o Tóquio, a OCDE estima ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) dos seis países deverá sofrer um crescimento médio de 5,6% entre 2012 e 2016, valor inferior à taxa de 6,1% registada entre 2003 e 2007, antes do início da crise global. A incerteza global e os desastres naturais pintaram um quadro difícil para a região, mas ainda assim, em geral, o sudeste asiático terá um “sólido desempenho até 2016” com a Indonésia, que crescerá 6,3% este ano, previsivelmente à cabeça. REUTILIZAÇÃO DE SERINGAS INFECTA COM HEPATITE C MAIS DE UMA DEZENA A reutilização de seringas numa clínica privada no centro da China estará na origem de um surto de hepatite C que envolveu mais de uma dezena de pessoas, na maioria crianças, informou o jornal oficial chinês “Global Times”. Depois das primeiras suspeitas, 56 pacientes realizaram exames, dos quais 13 deram positivo após terem sido tratados na clínica Miaoqian na localidade de Maqiao, na província central de Henan. Também se verificaram casos na vizinha província de Anhui, onde alguns pais de zonas limítrofes de Henan levaram os seus filhos aos centros de saúde. A hepatite C, transmitida por via sanguínea, pode tornar-se crónica na maioria dos casos, podendo evoluir para a cirrose ou cancro do fígado.
ACTUAL Wall Street Journal alerta para excesso de optimismo
Empresas da China comparadas à bolha da Internet
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UM artigo de fundo sobre os investimentos em acções de empresas chinesas, o Wall Street Journal fala em excesso de optimismo por parte dos investidores. “Os investidores têm perdido algum ânimo com várias empresas chinesas, devido ao temor de desaceleração da economia, de fraudes contabilistas e da falta de boa gestão empresarial. No entanto, para os analistas das firmas de investimentos, essas acções chinesas continuam a ser uma aplicação cobiçada.” A situação pode ser explosiva, com riscos de sobrevalorização excessiva. “Num optimismo que lembra a bolha de tecnologia dos Estados Unidos nos anos 90, os analistas que trabalham para bancos de investimentos do mundo inteiro consideram praticamente todas as acções de empresas chinesas que analisam uma boa aplicação. Embora esses analistas tenham tendência a ser mesmo optimistas, são bastante mais positivos em relação às acções de bancos, empresas de tecnologia, comerciantes a retalho e bancos da China do que com as acções de empresas de outros países.” Segundo dados compilados pela firma de pesquisa independente Forensic Asia Ltd., os analistas têm 19,2 recomendações de compra para acções chinesas por cada recomendação de venda. Para
se ter uma ideia do que isto significa, é preciso saber que em acções de empresas baseadas nos EUA, a proporção é de 10,5 de compra para 1 de venda e, no resto da região da Ásia e Oceânia é de 7,3 para 1. Os investidores que seguiram as recomendações optimistas dos analistas não têm conseguido bons resultados este ano. O declínio das acções chinesas surgiu no meio de dúvidas sobre a gestão empresarial e a contabilidade de algumas empresas. Alegações da Muddy Waters Research LLC, na segunda-feira passada, contra a agência chinesa de publicidade Focus Media Holding Ltd. Fizeram cair as acções dessa empresa em mais de 39% no Nasdaq. Contudo, os analistas ainda têm 11 recomendações de compra e nenhuma de venda para a Focus Media. Por outro lado, a própria Focus Media questionou as alegações da Muddy Waters, afirmando que o relatório deles interpretou mal os seus números, fazendo com que as acções recuperassem 14% até o fim da semana.
VAI REBENTAR?
O Wall Street Journal cita uma entrevista dada por Martin Wheatley, no seu último dia à frente da autoridade de regulamentação do mercado de acções de Hong Kong, onde ele alertou sobre a loucura por açções de empresas chinesas e chamou o país
de “a nova bolha da internet” no mundo dos investidores. Como durante a bolha da internet, o raciocínio por trás de todo o otimismo é a perspectiva de crescimento. Os grandes bancos estatais da China realizaram algumas das maiores aberturas de capital do mundo nos últimos anos, mas o desempenho recente das suas açções tem sido fraco, já que os investidores temem que tenham dívidas ocultas. Os quatro maiores bancos chineses já caíram, em média, quase 30% este ano na Bolsa de Hong Kong, mas os analistas continuam totalmente optimistas sobre eles, acumulando recomendações de compra. Em Setembro de 2007, quando as acções da banca estavam perto de atingir o auge, também era assim.
UE “PREOCUPADA” COM PENA PARA TAILANDÊS QUE OFENDEU MONARQUIA
20 anos por mensagem inapropriada A
União Europeia manifestou estar “profundamente preocupada” com a condenação na Tailândia, na semana passada, de um sexagenário acusado de ter enviado uma mensagem de telemóvel considerada ofensiva para a monarquia, protegida por uma das mais severas leis do mundo. “A delegação da UE na Tailândia está profundamente preocupada com a decisão do tribunal de condenar Ampon Tangnoppaku a 20 anos de prisão”, indicou
num comunicado publicado na segunda-feira à noite. A UE “apela às autoridades tailandesas que assegurem que o estado de direito é aplicado de maneira não discriminatória e proporcional, em consonância com o respeito dos direitos humanos fundamentais em que se inclui a liberdade de expressão”, acrescenta a nota. Ampon Tangnoppakul, de 61 anos, foi detido em Agosto de 2010 por ter enviado quatro mensagens
ao secretário pessoal do primeiro-ministro de então, Abhisit Vejjajiva. Mensagens, cujo conteúdo a polícia definiu de “inapropriado” e de “insultuoso para com a monarquia”. A sua condenação, a 20 anos de cadeia, decretada na passada quarta-feira, provocou uma avalanche de comentários no Twitter, contra e favor da lei. A família real, que não desempenha oficialmente um papel político, é um assunto sensível e o rei Bhumibol Adulya-
dej, de 83 anos, goza de um estatuto de “semi-deus”. As perseguições e condenações de quem lesa, de alguma forma, os membros da família real têm-se vindo a multiplicar depois do golpe de estado militar de 2006 contra o então primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra, considerado pelas elites de Banguecoque como um perigo para a monarquia e hoje no exílio. Segundo a Human Rights Watch, o número de casos subiu de 164 em 2009 para mais de 400 em 2010.
AI WEIWEI DIZ QUE MULHER FOI CHAMADA PARA INTERROGATÓRIO A mulher do artista dissidente chinês Ai Weiwei foi convocada para interrogatório pela polícia, disse ontem o próprio em declarações à agência AFP. Ai Weiwei, a quem Pequim acusa de evasão fiscal e está agora a investigar por pornografia, vive em pleno braço de ferro com as autoridades chinesas. Recentemente, o Governo chinês classificou de pornográficos auto-retratos de Ai Weiwei nu, depois de, na primavera, ter prendido o artista durante 81 dias sem acusação formada e de o ter acusado de fuga aos impostos, aplicando-lhe uma multa de 2,4 milhões de dólares.
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Roubo de dados pessoais volta a dar polémica na China
Maria João Belchior
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QUARTA-FEIRA 30.11.2011
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NFORMAÇÃO vende-se. Pesos, datas de nascimento e sexo de milhares de bebés nascidos em Shenzhen foram vendidos como dados por uma mulher que foi detida na semana passada. No total, foram 150 mil bebés nascidos entre Junho de 2010 e Agosto de 2011 e registados como dados em mais de 600 páginas com detalhes que passavam também pelos contactos das famílias. O escândalo veio evidenciar uma falha da lei criminal chinesa que ainda não prevê o crime de roubo de dados de identificação, apesar deste ser um debate com alguns anos na Assembleia Nacional Popular, o maior encontro governamental. A mulher identificada como Liu Mouping, terá conseguido dados que apenas a Comissão de
Uma questão de privacidade
Planeamento Familiar em Shenzhen deveria ter, segundo a lei chinesa. No mesmo processo de coligir informação, tinha um ou-
tro dossier onde definia famílias como sendo ou não proprietárias de casas, carros, ou apostadores em bolsa.
A venda desta informação a empresas que depois aparecem com ofertas evidencia a fragilidade de não se considerar este roubo como crime. Embora esteja previsto o direito de protecção individual ainda não existe a proibição da venda de informação. O caso de Shenzhen, contudo, trata de roubo de dados para possível venda dos mesmos. Em Outubro, na reunião do Comité Permanente discutiu-se uma adenda à lei da identificação que torne definitivamente ilegal a obtenção e partilha de dados pessoais. Continua incerto quando tal entrará em vigor.
Algumas empresas europeias e norte-americanas com representação na China proíbem a partilha de informação dos seus clientes. Mas num certo laxismo que existe perante estes casos, existem cada vez mais queixas de roubos de informações com funcionários de empresas que roubam informações dos clientes e depois desaparecem. O caso de Shenzhen mostra que é urgente definir um novo crime. Numa sociedade de consumidores os direitos destes devem ser assegurados, sendo o da privacidade da informação pessoal, um deles.
MISSÃO EMPRESARIAL PARA ESTUDAR OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO
Assalto chinês à Europa A
China vai enviar uma missão comercial à Europa em 2012 para estudar oportunidades de investimento, incluindo eventuais aquisições de empresas europeias, anunciou o ministro chinês do Comércio, Chen Deming, citado ontem na imprensa oficial. “Alguns países europeus que se debatem com uma crise da divida soberana esperam converter os seus bens em dinheiro (...) Impulsionaremos as empresas chinesas a comprar companhias europeias”, disse Chen Deming. É o segundo anúncio do género esta semana, depois de Lou Jiwei, presidente do fundo soberano chinês, que gere uma carteira de 400 mil milhões de dólares (299,5 mil milhões de euros), ter afirmado que a China deseja investir em
infra-estruturas na Europa e Estados Unidos. “Tradicionalmente, o envolvimento de empresas chinesas em projectos de infra-estruturas no estrangeiro eram apenas como empreiteiros. Agora, os investidores chineses sentem também a necessidade de investir, desenvolver e gerir projectos”, escreveu Lou Jiwei num artigo publicado na segunda-feira no jornal “Financial Times”. O fundo soberano chinês, chamado China Investment Corporation (CIC), foi constituído em 2007 para “diversificar a aplicação” das reservas do país em divisas, as maiores do mundo, estimadas hoje em mais de 3,2 biliões de dólares (2,39 biliões de euros). Segundo o ministro chinês do Comércio,
cerca de um quarto daquele valor está em euros, “o que constitui uma boa oportunidade para empresas chinesas investirem ou comprarem acções na Europa”. “A China não quer guardar milhares de milhões de dólares, que estão agora a desvalorizar-se”, afirmou Chen Deming. Peritos citados pelo jornal “Global Times” sustentam que o investimento em infra-estruturas é “menos arriscado” do que a compra de títulos de tesouro europeus. “A CIC pode investir em projectos europeus como portos, caminhos-de-ferro, abastecimento de água, electricidade ou gás porque esses projectos têm retornos seguros”, disse um investigador do Instituto de Economia e Politica Mundiais da Academia Chinesa de Ciências Sociais.
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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 512/AI/2011
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora TRAN THI THUY, que na sequência dos Auto de Notícia n.º 69/DI-AI/2010, de 26.09.2010, levantado pela DST e por despacho do signatário de 25.11.2011, exarado no Relatório n.º 551/DI/2011, de 10.11.2011, foi desencadeado procedimento sancionatório, com vista ao seu alojamento na fracção autónoma situada na Rua de Malaca, Edifício Centro Internacional de Macau, Bloco 9, 12° andar B e utilizada para a prestação ilegal de alojamento.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele Auto de Notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito. Nos termos do n.° 2 da artigo 14.° da Lei n.° 3/2010 não é admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo.---------------------------------A matéria constante daquele Auto de Notícia constitui infracção ao artigo 2.º da Lei n.° 3/2010, que dispõe: “a actividade de prestação de alojamento ao público, sem possuir a licença para exploração de estabelecimentos hoteleiros, em prédio ou fracção autónoma não destinado a fins de actividade hoteleira e similar, cujo ocupante é não residente da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), ao qual não foi concedida autorização especial de permanência ou autorização de permanência de trabalhador não residente”. Tal facto é punível nos termos no n°. 1 do artigo 10.º da Lei n.° 3/2010 – : “Quem prestar ilegalmente alojamento ou controlar por qualquer forma prédio ou fracção autónoma utilizado para a prestação ilegal de alojamento é punido com multa de 200.000,00 a 800.000,00 patacas”.---------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.ºs 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18° andar, Macau.----------------------Direcção dos Serviços de Turismo, em Macau, aos 25 de Novembro de 2011. O Director dos Serviços, João Manuel Costa Antunes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 513/AI/2011 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora NGUYEN THI THUY, que na sequência dos Auto de Notícia n.º 69/DI-AI/2010, de 26.09.2010, levantado pela DST e por despacho do signatário de 25.11.2011, exarado no Relatório n.º 552/DI/2011, de 10.11.2011, foi desencadeado procedimento sancionatório, por quem angariar pessoa com vista ao seu alojamento na fracção autónoma situada na Rua de Malaca, Edifício Centro Internacional de Macau, Bloco 9, 12° andar B e utilizada para a prestação ilegal de alojamento.-------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele Auto de Notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito. Nos termos do n.° 2 da artigo 14.° da Lei n.° 3/2010 não é admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo.-------------------------------------A matéria constante daquele Auto de Notícia constitui infracção ao artigo 2.º da Lei n.° 3/2010, que dispõe: “a actividade de prestação de alojamento ao público, sem possuir a licença para exploração de estabelecimentos hoteleiros, em prédio ou fracção autónoma não destinado a fins de actividade hoteleira e similar, cujo ocupante é não residente da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), ao qual não foi concedida autorização especial de permanência ou autorização de permanência de trabalhador não residente”. Tal facto é punível nos termos no n°. 2 do artigo 10.º da Lei n.° 3/2010 – : “Quem angariar pessoa com vista ao seu alojamento em prédio ou fracção autónoma utilizado para a prestação ilegal de alojamento é punido com multa de 20 000 a 100 000 patacas”. -----------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.ºs 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18° andar, Macau.--------------------Direcção dos Serviços de Turismo, em Macau, aos 25 de Novembro de 2011. O Director dos Serviços, João Manuel Costa Antunes
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LAG
2012
Secretário para a Segurança vai reforçar apoio psicológico aos agentes policiais
Acordos assinados com o hospital público Joana Freitas
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joana.freitas@hojemacau.com.mo
AIS investimento, mais profissionais e mais espaços próprios dentro dos quartéis. Este é o plano de Cheong Kuok Vá para o reforço do apoio psicológico aos agentes das forças de segurança. O secretário que gere esta tutela voltou ontem a estar presente na Assembleia Legislativa (AL) para o segundo dia de apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) da sua área. Instado por José Pereira Coutinho a falar acerca das necessidades de ajuda psicológica aos trabalhadores militarizados, Cheong Kuok Vá afirmou estar atento a este tipo de problemas e mostrou vontade de fazer mais para ajudar aqueles que se responsabilizam pela segurança do território. Pereira Coutinho afirmou que “apesar de existir este apoio, isso não consegue resolver os problemas de forma ampla”. Por isso mesmo, além de garantir a confidencialidade dos agentes que pedem ajuda aos psicólogos, Cheong Kuok Vá promete mais: “vamos aumentar o investimento nesta área, recrutar mais pessoal
para o apoio psicológico e criar mais salas para o diálogo dentro dos quartéis”. O secretário para a Segurança frisa ainda que, recentemente, foi elaborado um acordo com o Centro Hospitalar do Conde de São Janu-
ário, que permite o tratamento dos casos de crise, sejam eles urgentes ou não. “Há profissionais disponíveis para observar o nosso pessoal imediatamente, se o problema for muito urgente, ou então para tratar da transferência do agente
para uma instituição própria, se não for”, afirma Cheong Kuok Vá. Os recentes casos de suicídio de agentes da polícia - que contabilizam já cinco mortes este ano -, foram relembrados pelo responsável, que afirmou ter sido prestado todo
o apoio psicológico aos familiares e diz terem sido emitidas instruções para ajudar aqueles que mostram tendências suicidas. Desde Janeiro a Setembro deste ano, foram encaminhados agentes para o apoio psicológico, mas Cheong Kuok Vá explica que os factores que despoletam as crises não se devem somente ao trabalho. “Há diversas situações, por exemplo, o jogo, o stress, situações de conflito familiar, motivos afectivos”, diz. Além de um grupo já criado pelos encarregados de cada serviço de segurança para prestar apoio psicológico, os agentes da polícia são encaminhados para instituições profissionais pelos seus superiores, que são quem tem contacto mais directo com os subordinados. Os comandantes podem ouvir as queixas dos agentes directamente, através da internet ou das caixas de sugestões colocadas em cada um dos serviços de segurança. Cheong Kuok Vá assegura que este “é um mecanismo que está a funcionar bem”. Para evitar que os agentes tenham de passar pelo apoio psicológico, são ainda realizadas palestras e cursos de formação.
PACOTE DE SUBSÍDIOS ENTREGUES PARA ACTUALIZAÇÃO EM 2012, DIZ SECRETÁRIO
AGENTES SÃO AVALIADOS FISICAMENTE, MAS FALTAM ÁREAS PARA EXERCÍCIO
Dar de comer aos polícias
Sem espaço para correr
M
AK Soi Kun alertou para a falta de actualização dos subsídios de alimentação dos agentes da polícia e Cheong Kuok Vá resolveu tratar do problema. O secretário para a Segurança disse ontem que a actualização deste apoio financeiro está já “integrado num pacote de diplomas que será apresentado em 2012”. Nesse pacote não estão apenas integrados os apoios para a alimentação, mas também os subsídios de gasolina ou transporte. A medida surge depois de, na segunda-feira, Che-
ong Kuok Vá ter anunciado a subida das remunerações suplementares e dos ordenados dos militarizados, também no próximo ano. O responsável da tutela da Segurança afirma que mexer nos subsídios implicará alterações em diversos regulamentos, mas admite esta necessidade, uma vez que os trabalhadores da segurança têm de estar em permanente disponibilidade, mesmo nos casos de tufão, por exemplo. Mak Soi Kun referiu que este é um mecanismo que não sofre alterações desde
há 30 anos, ao contrário de outro tipo de subvenções. O prémio respeitante à aposentação foi outro dos temas lançados na AL. Sem avançar com muitos pormenores, Cheong Kuok Vá relembrou apenas que o regime de aposentação foi substituído pelo sistema de previdência em 2007, o qual “também consagra um prémio para o pessoal”, diz o responsável, acrescentando que, “segundo o regime, se o trabalhador for ferido pode requerer aposentação. Esta é uma garantia para o nosso pessoal”. - J.F.
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HEONG Kuok Vá assegura que, anualmente, são levados a cabo exames físicos aos agentes de segurança e é feita uma avaliação do desempenho. Isto, diz o secretário, influencia a promoção dos agentes de segurança, o que faz com que eles “garantam ter sempre a sua apetência física em condições”. A situação física dos agentes de segurança foi questionada pelos deputados, ontem, no segundo dia de apresentação das Linhas de Acção Governa-
tiva (LAG) para a tutela da Segurança. Lau Veng Seng foi um dos membros da Assembleia Legislativa (AL) que quis saber como é monitorizado o desempenho físico dos trabalhadores. Cheong Kuok Vá afirma que este é um assunto sempre tido em conta e relembra que os Serviços de Saúde facultam examinações gratuitas aos funcionários públicos. No caso de os agentes reprovarem mais do que uma vez nos exames de aptidão física, estão sujeitos ao ingresso num curso
de formação para a elevar. Ainda que os locais para os treinos sejam escassos no território, Cheong Kuok Vá afirma que os seus agentes exercitam nos pavilhões existentes e correm nos circuitos da Taipa. Mesmo assim, na segunda-feira, o secretário para a Segurança referiu a necessidade de transferir o actual campo de treinos do Pelotão Cinotécnico para um outro local, com mais espaço. Cheong Kuok Vá diz que o treino de cães polícia poderá, então, ser melhor executado. - J.F.
AUMENTO DA PENA SOBRE ACTOS ILÍCITOS RELACIONADOS COM DROGA
Na segunda-feira, Cheong Kuok Vá já tinha explicado que o consumo e tráfico de droga tende a aumentar em Macau, devido não só ao baixo custo dos estupefacientes, mas também às penas aplicadas no território, que não são muito pesadas. Ontem, confrontado pelos deputados acerca do assunto, o secretário para a Segurança afirmou ponderar rever a situação. “Vamos pensar no agravamento das penas relacionadas com [o tráfico de droga]”, frisou. Lee Chong Cheng foi um dos membros da AL a interpelar Cheong Kuok Vá sobre o recente aumento do consumo de drogas entre os jovens e pediu mais medidas para combater o fenómeno. O secretário para a Segurança admitiu reforçar as patrulhas e as fiscalizações no sentido de evitar a entrada de material ilícito na RAEM, mas relembrou a dificuldade nesse sentido.
Joana Freitas
“O
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recrutamento de guardas prisionais não decorreu sem sobressaltos, tivemos de recorrer a profissionais estrangeiros”, disse ontem Cheong Kuok Vá. O secretário para a Segurança esteve ontem no último dia de apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) para a sua tutela e explicou, perante intervenções dos deputados, porque é que o Estabelecimento Prisional de Macau (EPM) necessita de mão-de-obra importada. Melinda Chan foi quem deu o mote para a justificação do responsável. A deputada alertou para a lotação do EPM, que conta já com mais reclusos do que aqueles que
Cadeia de Macau tem trabalhadores importados porque é necessário, diz Cheong
Contar com os de fora pode receber. Em 2000, recordou Melinda Chan, estaria já prevista e orçamentada a construção de mais um estabelecimento prisional, mas as obras nunca chegaram a ser concretizadas. “Espero que possa ver concluído o novo estabelecimento em 2014. Mas ainda faltam três anos, se houver mais criminosos como vai ser resolvido o problema de espaço?”, questionou. Cheong Kuok Vá apresentou dados: neste momento existem
2019 reclusos, contando com detidos que ainda aguardam julgamento, dos quais 1757 são homens. O secretário admite que a cadeia, localizada em Coloane, já atingiu 70% do total de espaço disponível. A maioria dos presos é estrangeiro. “Temos uma cadeia muito internacional”, brincou Cheong Kuok Vá. Do continente chinês ao sudeste asiático e aos países americanos e africanos, são diversas as nacionalidades dos reclusos do EPM.
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5 Mas a origem dos guardas prisionais não fica atrás. “Temos cem guardas prisionais estrangeiros, 40 são nepaleses e 60 do Vietname”, frisou Cheong Kuok Vá. O secretário diz, contudo, que serão necessários mais guardas locais a longo-prazo. Para já, mais 40 destes profissionais vão ser recrutados, femininos e masculinos, dado que o “número de reclusos aumentou” nos últimos anos, afirmou o responsável para a Segurança. As celas da zona feminina do EPM vão ser também ampliadas, anunciou Cheong Kuok Va, de forma a que se “possa aliviar a lotação”. No ano passado e este ano foram recambiados um total de 423 detidos para os seus países de origem, algo que custou aos cofres públicos 670 mil patacas.
DEPUTADOS PEDEM SERVIÇO “ONE-STOP” PARA TRATAMENTO DE QUEIXAS E DOCUMENTOS
TRABALHO ILEGAL E PROSTITUIÇÃO SÃO COMBATIDOS DIARIAMENTE
Pôr fim às demoras e deslocações
Os males do território
A
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apresentação de queixas pelos cidadãos nas forças de segurança leva demasiado tempo, dizem os deputados, fazendo com que os cidadãos desistam delas. Ung Choi Kun foi um dos membros da Assembleia Legislativa (AL) que ontem questionou se não seria possível a criação de um serviço “one stop” - um único local para tratar de todas as questões -, de forma a tornar o processo mais rápido. É que, actualmente, para a apresentação de queixa, o interessado tem de dirigir-se a diversos serviços. Cheong Kuok Vá admite que estes são serviços que devem ser melhorados, mas afirma que vai ser reforçada a capacidade de redacção do pessoal e criados modelos de declarações de queixas e relatórios, para melhorar a rapidez no preenchimento da apresentação. A aposta do secretário vai ainda para a compra de novos aparelhos, como computadores. O secretário põe a culpa na falta de recursos humanos, mas explica também que não podem ser recrutados civis para fazer esse trabalho, devido à falta de conhecimento destes funcionários face à Lei e ao Direito. “Pensamos pôr pessoal civil a redigir os autos, mas face ao seu desconhecimento não é um sistema viável”, frisou o secretário. Melinda Chan aproveitou ainda a presença do responsável para questionar a morosidade no tratamento de formalidades admi-
nistrativas, como a renovação do BIR ou o pedido de autorização de residência. A deputada critica o facto de os cidadãos terem de se dirigir a serviços que dependem até de duas tutelas diferentes - Segurança e Administração e Justiça - para poderem cumprir essa necessidade. Melinda Chan considera exagerado gastar tanto tempo para conseguir um documento e relembra que os cidadãos têm, muitas vezes, de pedir cinco dias de férias.
A deputada pediu a Cheong Kuok Vá que sejam apenas os Serviços de Migração a tratar do assunto, colaborando com os outros serviços. “Os Serviços de Migração podem, eles próprios, pedir as informações sobre a pessoa aos outros serviços”, considera Melinda Chan. Cheong Kuok Vá não avançou com medidas concretas, mas afirmou que iria fazer chegar as opiniões dos deputados às entidades responsáveis. - J.F.
trabalho ilegal esteve na ordem do dia. O assunto é motivo de preocupação entre os deputados, que consideram existir falta de fiscalização na área. O secretário afirma que não se tem poupado esforços no combate ao trabalho ilegal e diz existirem 4000 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) para desmantelarem redes ilícitas. Cheong Kuok Va assegura que os casinos colaboram com os agentes de segurança para a detecção de ilegais. “Os casinos não vão empregar, na medida do possível, trabalhadores ilegais”, garantiu o secretário. Alguns deputados pediram
incentivos para a população denunciar os casos, mas o secretário não avançou pormenores. Cheong Kuok Vá assegura que serão mobilizados agentes para os locais de risco, como os estaleiros de construção civil, algo que não acontecerá, contudo, “à noite, porque devido à escuridão, põe-se em causa a segurança dos agentes e dos próprios trabalhadores”. Anualmente 30 mil pessoas ficam sem autorização de trabalho no território. Cheong Kuo Va diz que este número, “comparando com os 20 milhões de turistas que chegam à RAEM, não é muito”. - J.F.
PORTUGUÊS EM EXPANSÃO
Existem, actualmente, 2117 trabalhadores efectivos da área de segurança que dominam a Língua Portuguesa, diz o secretário para a tutela. Cheong Kuok Vá revela existir uma colaboração com o Instituto Português do Oriente (IPOR), que permitirá a formação de mais 300 pessoas, entre tradutores e agentes. Outros 200 estão já a frequentar cursos de formação de português.
GOVERNO COMBATE PROSTITUIÇÃO
Em 2007, Macau estava posicionado em segundo lugar na lista mundial de tráfico humano. Por isso mesmo, o Executivo criou uma comissão interserviços de acompanhamento de dissuasão ao tráfico de pessoas. Ho Sio Kam pediu ontem mais atenção ao desenvolvimento do sector pornográfico em Macau que, diz a deputada, está a aumentar nos casinos, saunas e hotéis. Cheong Kuok Va assegura que este é um acto ilícito que está constantemente na mira dos agentes das forças de segurança. “Todos os dias há acções de combate contra a prostituição e fazemos inquéritos a pessoas que suspeitamos serem vítimas de prostituição”, disse.
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8 Há quase um ano, o Ministério Público reabriu o processo da morte do jovem Luís Amorim e solicitou à Polícia Judiciária novas investigações. O caso foi parar às mãos da Judiciária de Portugal, que ainda não tem nenhuma novidade. O inquérito pode voltar a ser arquivado a qualquer momento
SOCIEDADE Luís Amorim | Processo em risco de novo arquivamento por falta de desenvolvimentos
Chove mas não molha
Vanessa Amaro
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vanessa.amaro@hojemacau.com.mo
INGUÉM tem novidades sobre as novas investigações à morte do jovem Luís Amorim. A Polícia Judiciária (PJ) de Macau diz que está à espera de Portugal, e Lisboa contradiz sem novidades. O advogado da família Amorim, Pedro Redinha, está ciente de que o inquérito pode ser rearquivado a qualquer momento pelo Ministério Público (MP) do território, mas prefere não acreditar nessa possibilidade. “Desde a reabertura do inquérito, não houve nenhum desenvolvimento. A PJ de Macau pediu
diligências a Lisboa, sendo que até agora não houve novidades. É claro que há o risco de rearquivamento, mas acredito na causa e confio que esse não será o melhor caminho”, afirmou em declarações ao Hoje Macau. Consultada pelo Hoje Macau, a PJ do território referiu estar de mãos atadas, já que o processo não está sob a sua alçada. “Agora depende das autoridades portuguesas. Até ao momento, não nos foi enviada nenhuma documentação. Não sabemos de mais nada”, disse a porta-voz do organismo. De Portugal, também o silêncio.
A PJ não dispõe de informação sobre o caso e não promete nada. “Já solicitámos um pedido de esclarecimento aos superiores e teremos ainda de ver se haverá resposta”, referiu a assessoria de imprensa. Através da página oficial “Luís Amorim – Por uma causa justa” no Facebook, a família continua a desabafar a sua impaciência quanto à morosidade das autoridades. “A investigação do MP é uma peça risível, um monumento à incompetência, ao vazio e à inacção. Ninguém pode ficar indiferente. Todos sabemos bem o que aconteceu e a memória do nosso querido
Luís merece que se continue a denunciar a situação. Como é que uma região que se quer promover pactua com uma justiça destas?”, questionam os familiares num comentário recente.
MOMENTO DE IMPASSE
Segundo um jurista consultado pelo Hoje Macau, há um forte risco de o processo voltar à gaveta se não houver novas conclusões. O MP pode ordenar a qualquer momento o segundo arquivamento do inquérito, seguindo o estipulado no ponto 2 do artigo 259.º do Código de Processo Penal - “o inquérito é
igualmente arquivado se não tiver sido possível ao Ministério Público obter indícios suficientes da verificação de crime ou de quem foram os agentes”. O MP pode, contudo, ficar eternamente à espera de desenvolvimentos, já que não há prazo para a prescrição do processo. Mas uma vez encerrado, a família tem 20 anos a contar da data do ocorrido, a 30 de Setembro de 2007, para pedir a reabertura. Isso se houver factos que possam mudar as conclusões do inquérito e se os procuradores aceitarem o pedido. “O rumo deste inquérito está basicamente nas mãos do MP”, assinala o jurista. O despacho da reabertura do inquérito, de 17 de Dezembro de 2010, referia que as novas diligências abrangiam a inquirição do casal Amorim, análise de informações obtidas no Facebook e o interrogatório de pessoas em Portugal que tenham, através daquela rede social, alegado que sabiam algo sobre o caso. A reabertura foi solicitada pela família em Junho de 2010, após uma segunda autópsia ao corpo do jovem pelas autoridades de Portugal. A PJ de Macau optou pela tese de suicídio poucas horas depois do corpo de Luís Amorim ter sido encontrado. Mas a segunda autópsia aponta o homicídio como causa mais provável da morte do jovem. “A PJ de Macau simplesmente lavou as suas mãos deste caso”, constata Pedro Redinha. O advogado dos pais de Luís Amorim já requereu ao MP a consulta do inquérito, mas até agora não teve acesso a nenhuma informação.
NÚMEROS DO COMBATE À SIDA EM MACAU SÃO ANIMADORES
Coordenador da UNAIDS espera descida para metade O
Mark Stirling
coordenador nacional da UNAIDS China, Mark Stirling, esteve em Macau para assistir à estreia do documentário “Juntos”, realizado pela Comissão de Luta Contra a Sida do Governo da RAEM, e participar num seminário sobre a doença. Após ter tomado conhecimento dos últimos relatórios sobre o combate à sida no território, fez vários elogios, em particular à colaboração interserviços, tendo considerado que vários aspectos serviam de referência para outros locais. Ainda assim,
disse esperar a redução de novos casos de infecção por transmissão sexual para metade dos que aconteceram em 2010 (foram então 27). Uma meta que, a ser obtida, irá certamente suceder em simultâneo com outro objectivo lançado por Sterling: reduzir o número de novos casos de infecção em toxicodependentes para zero. A favor destes alvos estão os números contabilizados no primeiro semestre deste ano: 11 novos casos. Sterling pediu também um
reforço no trabalho de prevenção da sida em homossexuais, assim como a aplicação das metas da UNAIDS do ano 2015 para servir de guia para as políticas de prevenção e tratamento em Macau. As metas da UNAIDS para 2015 são extremamente ambiciosas e incluem, por exemplo, reduzir as taxas de transmissão sexual em 50% e eliminar as novas infecções em crianças e reduzir substancialmente as mortes em mães por causas relacionadas com a doença.
INVERNO FRIO ESTÁ A CAMINHO DE MACAU
Após avaliação das condições climatéricas e factores que as influenciam, a Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos diz que se avizinham dias frios em Macau neste Inverno (Dezembro a Fevereiro do próximo ano). Isto significa que a temperatura mínima diária vai estar nos 12 graus Celsius ou inferior. Tendo em conta os valores climáticos nos últimos dez anos, prevê-se ainda que o número de dias do ano com tempo frio será cerca de 35. Por fim, quanto à temperatura média, deve estar abaixo do normal (ou, na melhor das hipóteses, dentro desse valor), variando entre 15,1 e 16,1 graus Celsius. A precipitação rondará os habituais 50 a 200 milímetros.
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Conselho das Comunidades Permanentes luta pela língua
Um apelo desesperado a Paulo Portas
O
Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), representado pelo seu presidente, Fernando Gomes, fez “um último apelo de reflexão” antes da “magna decisão final” do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, sobre temas que afectam as comunidades lusas espalhadas pelo mundo, nomeadamente em relação à “língua, ensino e cultura” e “reestruturação da rede diplomática e consular”. O comunicado elaborado pelo conselho permanente da CCP volta a acusar o Governo português de estar a tomar decisões precipitadas e lesivas para a influência cultural lusa no mundo, em particular no que diz respeito à língua. “O conselho permanente do CCP considera que a visão estratégica e os objectivos programáticos para o Ensino do
Português no Estrangeiro (EPE) contidos no Decreto-Lei no 165/C-2009, que estabelece o regime jurídico do EPE, e na Portaria no 914/2009 do Ministério da Educação, são limitativos no respeitante ao ensino da língua na sua vertente como língua materna.” Em concreto, o CCP revolta-se com o fim de vínculo com que 50 docentes foram confrontados. “Entendemos que o despedimento de 50 professores que trazem como consequência o encerramento de cursos de português deixando vários milhares de alunos sem aulas, não se coaduna com uma necessária política de ensino da língua que tem em conta o ensino de português como língua materna.” Em conclusão sobre esta matéria, o comunicado pede a Paulo Portas que volte atrás. “O conselho permanente do CCP, no quadro
das suas competências e da consulta que lhe foi endereçada, aconselha o Governo a ponderar, completar e a corrigir alguns aspectos e medidas recentemente anunciados que pretende aplicar ao EPE de forma a poder cumprir o seu objectivo anunciado, que é o de considerar o ensino como a ‘âncora das políticas dirigidas às Comunidades’.”
MAIS DESPEDIMENTOS EM CAUSA
A segunda parte do comunicado versa sobre a reestruturação da rede consular e das missões diplomáticas, onde o CP se queixa de ter sido, uma vez mais, confrontado com um facto consumado. Depois, argumenta, região a região, as razões de o Governo estar errado, para concluir com mais um pedido de reconsideração. “Dadas as actuais circunstâncias económicas e financeiras do
País, levando à emigração no seio da Europa, as áreas consulares previstas na presente revisão circunscrevem às opções migratórias. Com as considerações expostas, salvo melhor juízo, consideramos inoportuna a presente reestruturação.”
HABITANTES DE HONG KONG ESTÃO MELHOR PREPARADOS PARA A DOENÇA
STANLEY HO DOOU MAIS DE 6 MILHÕES
Metade da população ignora ataques cardíacos
Dar prendas no dia de anos
U
M inquérito encomendado pela Associação de Intervenções Cardiovasculares de Macau ao Programa de Opinião Pública da Universidade de Hong Kong revelou que os cidadãos dos territórios vizinhos têm um conhecimento limitado sobre o enfarte agudo do miocárdio (EAM), popularmente conhecido como “ataque cardíaco”. No entanto, a falta de informação é bastante mais acentuada na RAEM. A sondagem foi efectuada este ano, num universo de 800 residentes das duas regiões, com mais de 40 anos. Segundo os resultados desta amostra, cerca de 50% dos habitantes de Macau têm muito pouca noção daquilo que é a doença, sendo que 34% desconhece em absoluto os seus sintomas (em Hong Kong, o número é quase metade, 18%). Recorde-se que a identificação dos sintomas, assim que se manifestam, é essencial para pedir ajuda e, consequentemente, impedir um desfecho fatal do EAM. Os resultados da sondagem revelaram também que 20% dos inquiridos de Macau nunca tinham ouvido falar do EAM, contra 7% das respostas dos residentes
em Hong Kong. Questionados sobre a influência do EAM nas suas vidas diárias, 52% e 27%, respectivamente de Macau e Hong Kong, não responderam ou deram respostas erradas.
MÉDICOS PREOCUPADOS
Duncan Ho Hung Kwong, especialista em cardiologia do Hospital e Sanatório de Hong Kong, lembra que “os dados da Organização Mundial de Saúde apontam as doenças cardiovas-
culares como uma das principais causas de morte no mundo inteiro”. O Centro para a Protecção da Saúde de Hong Kong tinha também revelado que as doenças do coração são a segunda causa de morte nessa região. “A situação em Macau é similar à de Hong Kong”, diz Deng Xiwei, Presidente da Associação de Cirurgia Cardiovascular de Macau e Director do Departamento de Medicina Interna do Hospital Kiang Wu.
O
magnata do jogo Stanley Ho doou cerca de 6 milhões dólares de Hong Kong à The Community Chest, o maior donativo de sempre a favor daquela instituição de apoio social, para assinalar o seu 90.º aniversário. O “rei dos casinos” tem aproveitado o seu aniversário para partilhar os frutos do império que construiu no último meio século com aqueles que mais precisam, atribuindo anualmente donativos à instituição The Community Chest, sediada na antiga colónia britânica e que há cerca de 40 anos recolhe fundos para os distribuir pelos mais carenciados. Depois de ter apagado 90 velas na sexta-feira, o magnata, com a sua segunda mulher Lucina Ho e os filhos Pansy, Daisy, Maisy, Josie e Lawrence, atribuíram na segunda-feira àquela instituição o seu maior donativo de sempre, no valor de seis milhões de dólares de Hong Kong. Além daquele montante, o magnata entregou ainda à The Community Chest 900 mil dólares de Hong Kong de donativos de outros familiares e amigos. Stanley Ho, que tem surgido raramente em público desde que, em Julho de 2009, terá sofrido um
traumatismo que o confinou a uma cadeira de rodas e o levou a afastar-se da gestão das suas empresas, deslocou-se à sede daquela instituição com os filhos Pansy, Daisy e Lawrence para entregar em mãos os donativos. Um cheque gigante foi entregue à presidente da The Community Chest, Selina Tsang, que ofereceu ao magnata uma caligrafia chinesa escrita por si para lhe desejar “longevidade”. “É uma bênção poder partilhar a minha felicidade com tantas pessoas no meu aniversário, atribuindo donativos à Chest”, disse na ocasião Stanley Ho, citado num comunicado daquela instituição de apoio social. Ho agradeceu à sua “família e amigos o presente perfeito”, realçando que “uma família que acumula boas acções será abençoada”. “Deixem-nos passar esta tradição de caridade de geração para geração e juntos daremos mais alegria e harmonia a Hong Kong”, concluiu. Os donativos da família Ho vão “ajudar a melhorar a qualidade dos serviços sociais prestados” pela The Community Chest, que apoia cerca de 2,1 milhões de pessoas carenciadas na antiga colónia britânica, refere uma nota da instituição.
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O
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vice-presidente do Instituto do Desporto (ID), José Tavares, admite que muito há a fazer pelo desporto do território mas que muito já foi feito. Compreende as necessidades crónicas do hóquei em patins, vê nas críticas dos pilotos de Macau uma interpretação errada dos regulamentos, aplaude a profissionalização do Benfica, mas diz ser “incomportável” mais equipas como às águias, tudo porque a estrutura “não aguenta”. Como está o desporto em Macau? Neste momento está num patamar um pouco diferente do que estava há uns anos. Depois de 2005, com os Jogos da Ásia Oriental, e 2006, com os Jogos da Lusofonia, e 2007, com os Jogos Asiáticos, o desporto está mais elevado. Além disso, desde a nossa prestação nos últimos Jogos Asiáticos em Cantão que Macau está numa situação em que vai ter de decidir em mudar de desporto amador para desporto mais profissionalizado. Estamos no virar da página, mas as limitações são grandes para discutir projectos de alto rendimento. Temos de criar condições e meios. E o Governo não tem criado nada? Para já estamos a promover incentivos para os atletas que queiram seguir uma via de profissionalização. Quem escolher esse caminho terá um apoio especial do Governo da RAEM, através de um subsídio bastante atractivo para poder dedicarse 100% ao desporto de alto rendimento. Quero deixar claro que não há restrições a esse apoio. Ele está disponível para desportos praticados individualmente ou em grupo. Para isso os atletas só terão de atingir os padrões estipulados. Existe algum atleta que já usufrui desse apoio? Alguns já. Por exemplo, os atletas medalhados no wushu nos Jogos Asiáticos têm um subsídio de mais de 20 mil patacas por mês. O vencedor de pugilismo no Campeonato do Mundo também está a receber o mesmo subsídio. O tipo de ajuda difere do tipo de competição. Este é o maior patamar. Queremos agora que os atletas locais se dediquem na totalidade às modalidades. Muitas modalidades têm vindo a queixar-se de pouca aposta na formação. O que é o Governo pode fazer para suprimir essa lacuna? É sabido que existe problemas ao nível da formação. Na formação de dirigentes, de atletas, de árbitros. Acima de tudo falta boa vontade
ENTREVISTA GONÇALO LOBO PINHEIRO
QUARTA-FEIRA 30.11.2011
José Tavares, vice-presidente do Instituto do Desporto
“Mais equipas de futebol profissiona de algumas pessoas. Pressinto que a sociedade mudou bastante após a transição. Hoje parece que as pessoas não têm tempo para nada. Especialmente no futebol há essa dificuldade, o que não é de agora pois há 10 anos que ando a alertar para isso. Mas já que fala em futebol, há 10 anos a Selecção de Macau era mais forte da que existe hoje. Ok, concordo. Mas com esta nova direcção na Associação de Futebol de Macau penso que eles tentaram
“Não concordo com a profissionalização da estrutura do futebol. Macau não tem capacidade para isso. Se todas as equipas quiserem ser profissionais, o território não terá mãos a medir”
fazer algo diferente. Os árbitros filipinos, por exemplo, vieram para Macau por causa desta nova direcção. Representam uma aposta para que haja uma mudança na arbitragem para melhor. Esses árbitros terão também a incumbência de formar árbitros locais. Um árbitro não se faz num dia. Seja como for, os treinadores dos clubes, principalmente da Liga de Elite, queixam-se da falta de qualidade dos árbitros. A informação que eu tenho é que são árbitros credenciados pela Confederação Asiática. Não sei se são credenciados pela FIFA, contudo tendo o aval da Confederação já podem arbitrar em Macau. Mas não se pretende mais e melhor? Eu quero mais mas tudo depende dos meios. Não podemos substituir a Associação de Futebol de Macau. Eu já fiz várias intervenções para encetar parcerias
com a AFM. É preciso agora que do lado de lá se mostrem receptivos à mudança. O diálogo tem sido constante e todos os anos batemos nas mesmas teclas. Eles decidiram que vão fazendo o que podem de acordo com a sua disponibilidade. No ID não obrigamos ninguém. Em Hong Kong, onde a estrutura está mais avançada, também não se mostram satisfeitos. Recentemente, pediram a uma consultadoria para ver como davam a volta ao texto e agora até parece que a Associação de Futebol de lá tem um presidente inglês. Penso que em Macau há falta de vontade para ir mais além em matéria de futebol. É preciso novas caras e sangue novo. Não admite que Macau está a falhar nesse particular? Está a falhar, mas a culpa não é toda da Associação de Futebol. A culpa é de todos. Pode ser do Governo também. Estamos com dificuldades para encontrar mais espaços desportivos. Para resolver
o problema do futebol, e de outras modalidades, é preciso ter mais recintos desportivos. Três campos não chegam para as necessidades do futebol. O Benfica de Macau chega pela primeira vez à Liga de Elite e quer apostar na profissionalização do futebol. Quer comentar? Já vieram falar comigo. Apoio essa ideia. Acho excelente, apesar de ter feito aqui e ali alguns reparos. Quando falamos de profissionalização do futebol existem dois caminhos. Aquele que o Benfica deseja é o de elevar o futebol a outro nível e não ter uma estrutura totalmente profissional. Quer ter treinos diários, melhores jogadores, equipa técnica a 100%. Por essa via sim. Mas profissionalizar a estrutura do futebol não concordo. Macau não tem capacidade para isso. Se todas as equipas quiserem ser profissionais o território não terá mãos a medir. Mas a par do Benfica, também o
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ais é sinal de problema” Ka I, o Montecarlo ou o FC Porto podem querer melhorar as suas estruturas. Como vão lidar com isso? A culpa não pode ser só do Governo. Não podem existir tantas equipas que queiram elevar assim o nível. Macau não comporta. Onde treinam então? O Governo fica amarrado se todos decidirem elevar o seu futebol a outro nível. Não existem condições. Falei com os dirigentes do Benfica sobre como colmatar a falta de espaços desportivos com horários mais flexíveis. Falou-se da possibilidade de Zhuhai. Mas se houver mais do que uma equipa o cenário complica-se, porque o relvado é natural, há uma carga horária limitada até para a relva suportar os treinos. Mais equipas é sinal de problema. Abordou há pouco a arbitragem. O que é que pode ser feito pela arbitragem em Macau? É preciso ter uma estratégia. Não é só abrindo cursos que vamos ter
mais árbitros. O empenhamento de um árbitro é muito importante senão os insucessos são constantes. Um árbitro, neste caso de futebol, não se faz em dois ou três cursos de formação. É preciso estar ‘in-loco’ no local do jogo. É aí que entra o tal trabalho extra dos árbitros filipinos, que têm vindo a acompanhar o crescimento dos árbitros locais. Estamos a falar de um processo muito prolongado até termos, de facto, árbitros capazes para poderem deliberar na Liga de Elite. Mudando de modalidade. O hóquei em patins anda sempre com a casa às costas. Para quando uma solução definitiva? Esse é um velho problema. O hóquei em patins é uma modalidade que traz títulos para Macau e muito nos orgulha. De facto, é o único desporto de equipa que consegue títulos. Falo várias vezes com os dirigentes e eles próprios também têm chegado até nós com diversas propostas
de espaços viáveis para a prática de hóquei em todas as suas vertentes. Isto vai desembocar no mesmo problema do futebol, que são os espaços que nós não temos. É preciso haver um bom senso de equilibrar aquilo que nós temos. É muito difícil convencer os atletas a ir até Coloane para treinar num ringue ao ar livre. Sei que o Fórum tem melhores condições e até o Dom Bosco é melhor que um ringue ao ar livre. Julgo que ambas as partes se têm
“Tudo pode ser conversado. Os pilotos podem e devem fazer chegar até nós as suas opiniões. Penso que estão a tirar conclusões precipitadas acerca da mudança da regulamentação”
de convencer que não podemos ficar parados só porque não há um Fórum ou um Colégio Dom Bosco. É preciso procurar alternativas. Se estas não forem tão boas, vamos usando-as até chegarem novas oportunidades, senão a modalidade morre qualquer dia. O programa Desporto para Todos é um sucesso? Sim. Penso que é um programa que está muito bem lançado até se compararmos com outros programas a nível internacional. Nós fazemos, em Macau, muito mais do que aquilo que as organizações mundiais estabelecem quando falamos de Desporto para Todos. Com o cartão SportEasy, todos têm acesso às instalações desportivas públicas a preços acessíveis. Este é um incentivo para que as pessoas façam mais desporto e tenham noção sobre a sua saúde. Actualmente existem mais de 50 mil pessoas inscritas neste programa. A grande aposta neste programa pode ter reduzido a aposta naqueles que querem fazer do desporto profissão e carreira? Antes pelo contrário. Todos se queixam que estamos a dar muito aos atletas de alta competição e pouco para o programa Desporto para Todos. O dinheiro que se aplica no desporto de alto rendimento está num patamar muito mais elevado em relação àquele que se aplica no programa. Repare que o desporto de alto rendimento é cada vez mais dispendioso. Claro que o desporto deve ser para todos. Contudo, não podemos comparar alguém que quer fazer carreira no desporto com alguém que sai do trabalho para ir jogar ténis ou correr umas horas. Naturalmente que sim. Fui eu quem criou esse incentivo, não havia. Existem dois tipos de atletas: a tempo inteiro e a tempo parcial. Aos atletas do regime de tempo inteiro, se um dia abdicarem do desporto terão a possibilidade, garantida pelo Governo, de continuar os seus estudos e receberão durante o tempo de carreira académica o subsídio que tinha enquanto atleta de topo, durante quatro anos. Vamos aos carros. Os pilotos de Macau mostraram-se desagradados com a mudança dos critérios de atribuição de subsídios, alegando que é discriminatório e injusto. Que responsabilidades tem o ID nessa mudança, uma vez que é parte integrante da Comissão do Grande Prémio de Macau? Os critérios que pensámos têm a
ver com uma coisa muito simples. É preciso uniformizar as regras de modo a que sejam iguais para todos. Queremos com isso evitar ocorrências menos legais, isto é, o facto de um atleta estar inscrito para competir no Grande Prémio de Macau não quer dizer que vá concorrer. Já aconteceu vários casos em que os carros nem passam na inspecção e os atletas, mesmo sem correrem, ficam com o subsídio. Para evitar esse tipo de injustiças, restringimos a regulamentação no sentido da obtenção de resultados em prova. Mas o critério obriga o piloto a terminar a prova. Tudo pode ser conversado. Os pilotos podem e devem fazer chegar até nós as suas opiniões. Penso que estão a tirar conclusões precipitadas acerca da mudança da regulamentação. Claro que há diversos tipos de circunstâncias que fazem com que o piloto não termine uma corrida e nem sempre lhe pode ser imputada a culpa toda. Claro que há acidentes que o piloto não tem culpa, ou uma avaria mecânica que não depende do piloto, ou um furo, entre outras situações. Bom, estamos abertos ao diálogo. Os pilotos que façam chegar aos canais próprios as suas opiniões. A obtenção de resultado oficial pode ser nas classificativas, por exemplo. O facto de ir com tempos para a grelha de partida já é sinal de que tem resultados oficiais e homologados. Tudo depende da interpretação que se dá aos regulamentos. Mas os regulamentos também dizem que só quem obtenha uma classificação geral final é que poderá almejar a esses subsídios. Podemos discutir a regulamentação. Não há polémica nenhuma com esta situação como se tem falado por aí. Temos de colocar as questões em cima da mesa. Se os pilotos de Macau têm dúvidas falem connosco ou com o Automóvel Clube de Macau. Qual o futuro do José Tavares no ID? Almeja chegar até à presidência? Estou bem como vice-presidente. Nunca sonhei chegar até aqui. Comecei na função pública como dactilógrafo com 19 anos. Tive oportunidade de estudar no Instituto Politécnico de Macau, onde me licenciei em Educação Física e Desporto. Depois disso é que fui ascendendo nesta área até chegar a vice-presidente do ID. A minha intenção é trabalhar no terreno para o bem do desporto. Quem me conhece sabe que é assim que eu trabalho. Quem saberá o futuro?
vida
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CADA PORTUGUÊS FEZ 517 QUILOS D
Em Portugal foram recolhidos 517 quilos de resíduos urbanos por habitante total, foram recolhidos cerca de 5,5 milhões de toneladas de resíduos urban de acordo com os Anuários Estatísticos Regionais. Os municípios que apres habitante estão no Algarve (todos os municípios com excepção de Alcoutim
UE diz que pacto climático é insuficiente e quer acordo até 2015
Clima em discussão, mas sem conclusão
O
mundo precisa de um projecto muito mais ambicioso para cortar as emissões de gases de efeito estufa do que o Protocolo de Quito, disseram os negociadores da União Europeia para o clima esta segunda-feira. Os responsáveis pediram um acordo global, que seja alcançado até 2015 e colocado em prática até 2020. Isto, na altura em que decorre o encontro em Durban para discutir as alterações climáticas. O tempo de salvação do protocolo está a terminar e “Quioto sozinho não é capaz de salvar o planeta... os países estão a fugir dele”, disse o negociador climático europeu Artur Runge-Metzger numa entrevista em Durban. A União Europeia (UE) mostra-se disposta comprometer-se com um segundo período de compromisso do protocolo, mas outros signatários - incluindo Rússia, Japão e Canadá - não. A UE afirmou que
qualquer acordo será praticamente sem sentido, caso não seja assinado pela maioria dos emissores. Adoptado em 1997, o acordo entrou em vigor em 2005 e cobre apenas cerca de 15 por cento das emissões globais actuais. O primeiro prazo de compromisso termina no ano próximo ano. Os Estados Unidos (EUA), o segundo maior emissor mundial depois da China, nunca o ratificaram. Grandes
países em desenvolvimento, como China, Índia e Brasil, não foram incluídos, por não se encontrarem classificados de economias emergentes, tendo Aumentado substancialmente as emissões depois disso. As conferências climáticas anteriores – realizadas em Copenhaga, 2009 e em Cancún, 2010 - terminaram sem um plano para um novo acordo global e os analistas não
acreditam que sejam feitos avanços em Durban.
DIVERGÊNCIAS NO AR
O principal negociador da China para as questões climáticas “não está muito optimista” em relação aos resultados das conversações globais em Durban, divulgou a rádio estatal. Quase 200 países farão um último esforço para salvar o Protocolo
de Quioto, durante negociações climáticas globais iniciadas esta segunda na África do Sul. Enviados acreditam que possa haver um acordo para uma nova rodada de metas obrigatórias, mas provavelmente apenas a União Europeia, Nova Zelândia, Austrália, Noruega e Suíça assinarão pelos países desenvolvidos. Qualquer acordo depende da China e dos Estados Unidos, principais emissores mundiais, concordarem com uma acção obrigatória dentro de um acordo mais amplo até 2015, algo que ambos têm resistido por anos. Washington afirma que não selará nenhum acordo que não inclua Pequim. E a capital chinesa não está disposta a responsabilizar-se antes de qualquer iniciativa por parte dos americanos. A Rússia, o Japão e o Canadá dizem que não irão assinar um segundo compromisso do protocolo a menos que os maiores emissores também o façam.
Click ecológico
Olá, eu sou a Black ie. esp era de um a Já est ou vacin ad a e à adop ta r. Go sto família que me que ira mi nh os. mi de e mu ito de bri nc ar tac te já con , ica pát sim Se me ach a a AN IMA! Raça: Indete rm inada Idade: 5 me ses Sexo: fem inin o 6 Número da cole ira: C29 / Con tac to: 28715732 63018939
“WALK THE FUTURE” EM DURBAN • Um grupo de pessoas participaram no domingo no evento “Walk the Future” nas ruas de Durban. Segundo os seus organizadores, a faixa azul simboliza a subida do nível médio dos oceanos e o desafio das alterações climáticas. Começou na segunda-feira a conferência da ONU sobre alterações climáticas, em Durban, África do Sul
DE LIXO EM 2009
e em 2009, com Porto Santo e Albufeira a liderarem a lista por concelho. No nos em todo o país, dos quais só 13% foram provenientes de recolha selectiva, sentaram um valor de resíduos urbanos recolhidos superior a 800 quilos por m, Monchique e São Brás de Alportel) e na Região Autónoma da Madeira.
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ANÚNCIO [N.º 90/2011] Para os devidos efeitos, vimos por este meio notificar os representantes dos agregados familiares seleccionados da lista de espera de habitação económica abaixos mencionados: N.º do boletim de candidatura 33830 16440 58931 14527 15626 *992 34502 32125
16203 1883 31188 62541 64345
BOTÂNICOS DESCOBREM A PRIMEIRA ORQUÍDEA NOCTURNA
Uma beleza da escuridão N
AS florestas tropicais da ilha da Nova Bretanha, perto da Papuásia-Nova Guiné, botânicos descobriram uma orquídea que só abre as suas pétalas de noite, a única até agora conhecida de um total de 25 mil espécies. A orquídea nocturna, “Bulbophyllum nocturnum”, “é o primeiro exemplo conhecido de uma espécie de orquídeas que, consistentemente, abre as suas pétalas depois do anoitecer e as fecha de manhã”, diz um comunicado dos Jardins Botânicos Reais de Kew, Londres. O especialista holandês Ed de Vogel visitava a ilha da Nova Bretanha quando descobriu esta espécie de orquídea, numa floresta outrora inacessível e agora marcada para ser abatida. Ed de Vogel foi autorizado a recolher algumas orquídeas que agora estão a ser cultivadas no Horto Botânico de Leiden. Aos cuidados do botânico Art Vogel, as plantas produziram botões. A abertura das flores era muito aguardada, já que a planta pertence a um grupo que inclui espécies com flores de aparências estranhas, lembrando insectos ou criaturas marinhas. Mas algo de errado estava a acontecer. Os botões murchavam assim que alcançavam o tamanho ideal para se abrirem. Para tentar descobrir exactamente o que se passava, Ed de Vogel levou as orquídeas para casa e, para sua surpresa, o botão abriu às 22h e fechou-se às 10h da
manhã seguinte. As flores apenas duraram uma noite. A descoberta, dos Jardins de Kew e do Naturalis (Centro holandês para a Biodiversidade), foi publicada na revista “Botanical Journal of the Linnean Society”.
RAZÕES DESCONHECIDAS
Apenas um número reduzido de plantas tem flores que se abrem à noite e fecham de manhã, entre elas o cacto “Selenicereus grandiflorus”. “Há alguns cactos no deserto cujas flores abrem de noite para evitar as elevadas temperaturas. Se abrissem de dia, apenas durariam segundos”, disse ao jornal “Público” Miguel Sequeira, presidente da ALFA (Associação Lusitana de Fitossociologia), entidade que elaborou a primeira lista de referência das plantas de Portugal, publicada há um ano. Até agora, não se conhecia nenhuma orquídea a desabrochar de noite. No entanto, muitas são polinizadas por borboletas nocturnas, embora mantenham as flores abertas durante o dia. “Isto lembra-nos que ainda há coisas surpreendentes por descobrir. Mas é uma corrida contra o tempo para encontrar espécies como esta, que apenas ocorrem em florestas tropicais primárias”, ainda não alteradas pelo homem, comentou o especialista em orquídeas dos Jardins de Kew, André Schuiteman. “Todos sabemos que essas florestas estão a desaparecer depressa. Por isso
é cada vez mais importante conseguir financiamento para ir ao terreno e fazer estas descobertas.” Os botânicos ainda não sabem por que razão a “Bulbophyllum nocturnum” adoptou a estratégia de desabrochar de noite. Contudo, os Jardins Kew têm algumas sugestões. Os investigadores chamam a atenção para a grande semelhança entre os apêndices das flores da orquídea e determinados fungos. “Pode-se especular se os polinizadores são moscas que normalmente se alimentam desses fungos” e assim são atraídas pela orquídea. “As orquídeas em geral investem muita da sua energia na produção de flores muito vistosas. Por isso gostamos tanto delas. Mas o número de grãos de pólen é muito reduzido e, normalmente, são polinizadas só por uma ou duas espécies. É uma estratégia muito arriscada. Se uma delas falha, a planta estará comprometida”, disse Miguel Sequeira. As orquídeas são, talvez, a maior família de plantas do planeta, com 25 mil espécies conhecidas para a ciência. Em Portugal ocorrem 56 espécies: três endémicas na Madeira, duas endémicas nos Açores, duas endémicas no Continente mas partilhadas na Península Ibérica, 48 nativas (próprias do continente mas que também existem em outros territórios) e uma já extinta (“Dartylorhiza incarnata”).
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31006 8600 616
*32858 *33945 8702 104 57709 34963 8717 29087
Nome NG WAI MENG CHAN IAO SOI U HOI LENG CHEANG OI KUAN LAM KIT CHOI *LEONG KUAN SIO WAN I MUI U TAK WENG ALIAS IU TAK WENG FONG UT TAK AO IEONG CHEONG IN WONG WUN MENG LOK IOK PENG LEONG KUN WENG NG KENG KONG ALIAS WU JIN GANG KUONG UT SIM CHEANG KAM SU LEONG WENG HONG ALIAS LUI GI LEONG *WONG HOI MAN *LAM SON CHAN KUAN KUAN SENG KAM TOU IENG CHAN FONG SIM CHAN VENG TAT TAM KEI IM LAO CHON TOU
N.º do boletim de candidatura 31919 1304 *50905 *540 *34888 26758 806 31996
628 *27923 58797 62566 35253 1058
Nome SUN PUI SAN CHAN SIO CHEONG *O HON HENG *TONG KUOK SANG *CHAN IN LIN AO IEONG CHOI I WONG CHIN KEI
CHAN KA ALIAS TRAN KE WONG LIN CHENG *IEONG WAI MUI TAI FOK SENG AO IEONG NGAN IOK SI LAI KENG KAM KENG CHAN
14851 *8786
TONG HOI SHAN LILY *CHAN KIM IONG
33185 812 64185 323 31224 411 9239 29167
LEONG IOK CHU LEI PEK CHENG CHEONG IN TAK FONG SIO PENG WAN TAK WENG CHOI WENG KOI SONG CHO MIN CHOI WAN IAN
16383
CHAN SAM CHEONG
De acordo com os termos do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 26/95/M, de 26 de Junho, o Instituto de Habitação (IH) informa os representantes dos agregados familiares acima referidos, através de ofícios, para se dirigirem pessoalmente ao IH, sita na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau (perto da Escola Primária Luso-Chinesa do Bairro Norte), no dia 15 de Dezembro de 2011, às horas fixadas nos respectivos ofícios, para escolha das fracções de habitação económica disponíveis de T2 na zona de Macau. Nessa altura, os agregados familiares da lista de espera acima referidos devem apresentar os documentos comprovativos (originais e cópias) abaixo mencionados, para efectuar a nova verificação dos requisitos da candidatura da aquisição de habitação económica. Caso as respectivas informações afectem os actuais requisitos da aquisição de fracção ou existirem mudança da composição dos agregados familiares acima referidos, este Instituto irá suspender, imediatamente, o procedimento da escolha de habitação económica: 1. 2. 3.
Documentos de identificação de todos os elementos do agregado familiar e os seus cônjuges (caso houver) registados no boletim de candidatura de habitação económica. Prova de casamento (aplicável aos indivíduos casados. Caso tenha entregue ao IH, nos últimos três meses, não é necessário a entregar de novo.) Boletim de candidatura dos dados dos agregados familiares de habitação económica devidamente preenchidos e assinados.
De acordo com os termos do n.º 2 do artigo 13.º do decreto-lei acima referido, com as alterações introduzidas pelo Regulamento Administrativo n.º 25/2002, caso os agregados familiares da lista de espera acima referidos não tenham comparecido no IH, no dia e horas fixados, e apresentado os documentos acima referidos, para escolha de habitação ou não pretendam adquirir nenhuma das fracções de habitação económica disponíveis no momento podem optar entre, por motivo não justificado, implica a perda do direito de escolha e passagem automática para o último lugar da lista geral; ou após a apreciação dos dados apresentados, verifique que não reunirem com os requisitos da candidatura, os agregados familiares seleccionados serão excluídos na lista geral. * Em caso da 2.ª convocação, os agregados familiares seleccionados que não tenham comparecido no IH, no dia e horas fixados, e apresentado os documentos acima referidos, para escolha de habitação ou não pretendam adquirir nenhuma das fracções de habitação económica disponíveis no momento podem optar entre, serão excluídos na lista geral, de acordo com os termos das alínea a) do artigo 14.º do decreto-lei acima referido, com as alterações introduzidas pelo Regulamento Administrativo n.º 25/2002 e alínea 2 do n.º 5 do artigo 60.º da Lei n.º 10/2011. No intuito de proporcionar os agregados familiares seleccionados para terem mais conhecimentos sobre as informações das fracções de habitação económica disponíveis, o IH juntamente os ofícios enviará em anexo o catálogo com descrições das fracções para venda, tabela dos preços, rácio bonificado, pontos de observação, informações sobre a fracção de modelo. Caso os agregados familiares seleccionados não tenham recebidos os ofícios remetidos pelo IH, até sete dias antes da data fixada, poderão dirigir-se ao IH sito na Travessa Norte do Patane n.º 102, Ilha Verde, Macau) ou consultar através do telefone n.º 2859 4875, durante o horário de expediente.
O Presidente, Tam Kuong Man 29 de Novembro de 2011
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ANTÓNIO FALCÃO
CULTURA
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Acordo ortográfico | Macau atrasado em relação a outros países de Língua Portuguesa
“Acordamos ou não, Macau?” Lia Coelho
“A
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CORDAMOS ou não, Macau?” foi o tema levado a discussão, ontem, dentro das actividades do Festlatino, evento que versa sobre a interligação das línguas portuguesa e chinesa. MariaAntónia Espadinha, professora catedrática na Universidade de Macau (UMAC), foi quem lançou a temática. Aqui o ‘acordar’ não significa sair do sono, mas refere-se ao “famoso [acordo] ortográfico”, esclarece a professora. “E é disso que vamos falar, porque Macau ainda não aderiu, ou seja está a dormir”, disse. Um trocadilho provocador e pertinente, a pouco mais de um mês do acordo entrar em vigor em Portugal. Maria Antónia Espadinha quis e quer chamar a atenção dos responsáveis para esta problemática, que tem merecido apenas a abstracção de quem de direito pode fazer alguma coisa. Segundo a catedrática a questão já foi levantada, mas quem tem o “poder” de implementar o acordo não são os portugueses e
quem tem de o fazer, “provavelmente não está ciente de que para o acordo entrar em vigor em Macau tem que ser implementado”, refere. Entretanto o acordo vai começar em Portugal e há países que já o seguem, como é o caso do Brasil. “De certa forma isto pode atrasar-nos. Eu posso não utilizar, mas em documentos oficiais, escolas, jornais é obrigatório”, pondera. O processo implica haver
uma proposta oficial ao Governo Central e tem que ter a sua aprovação. A professora considera que isto não será um problema para a China, mas há pontos discutíveis no documento. “Na minha opinião é um acordo mal acordado”, reflecte Maria Antónia Espadinha. A académica fala de demasiada liberdade de escolha, ou seja, no acordo está determinado que se escreve como se pronuncia,
na norma do país em que se fala. “Isto é de loucos, pensar-se que todos agora podemos escrever como falamos”, comenta ainda. Mas como se fala em Macau? Qual é a norma que se segue? A verdade é que a RAEM está a partir de uma posição de desvantagem e pode vir a confundir o ensino da língua. Se a Escola Portuguesa e o IPOR podem seguir Portugal, o resto das instituições de ensino guiam-se
pelas regras do território. “É preciso que seja definido, de forma clara, como se fala português em Macau. O que tem sido seguido é a norma luso-afro-asiática. Uma contradição ao que defende o acordo – uma uniformização de um idioma. Está assim nas mãos dos responsáveis de Macau aderir à nova ortografia da sua também língua oficial. “Deve partir daqui e não de Portugal, isto já não é
MACAU E A CONTRIBUIÇÃO PARA DIVULGAR A LÍNGUA PORTUGUESA
O idioma da “nova economia” A
língua portuguesa como instrumento cultural perdeu terreno e agora tem um valor – cada vez mais – económico, quem o diz é o professor Choi Wai Hao, em mais uma palestra no âmbito do Festlatino.Algo fácil de entender, em tempos de aposta nos mercados dos países falantes de português. “O português tornou-se importante economicamente, antigamente não havia essa necessidade, agora a China quer sair para mercados como o Brasil ou Angola e precisa de formar pessoas”, explica o professor do Instituto Politécnico de Macau ao Hoje Macau.Aprocura centra-
-se mais em tradutores e intérpretes de português, que tem aberto as portas do mundo do trabalho da lusofonia para quem aprendeu o idioma de Camões. Choi Wai Hao falou das vantagens culturais e linguísticas da RAEM como um centro de ensino e investigação do português na China. “A língua portuguesa funcionou e continua a funcionar em Macau, mesmo depois de 1999 e isso traz vantagens”, comenta. Uma comunidade macaense, uma portuguesa, imprensa, rádio e televisão formam um conjunto de factores que propiciam a aprendizagem do idioma, nas palavras
do orador. Mais uma afirmação do território como plataforma de cooperação e facilidade do ensino da língua. O crescente interesse é já visível também na China, que desde 2003 – ano de criação do Fórum Macau – o número de universidades com licenciatura em Português aumentou de três – uma em Xangai e duas em Pequim-, para 16. “Não contando com aquelas que têm cursos opcionais”. Apesar deste crescimento, na opinião do professor, é necessário haver uma maior aposta e um maior investimento para a formação de pessoas. - L.C.
português”, defende Maria Antónia Espadinha. A catedrática tem tentado chamar a atenção, mas ao que parece ninguém ouve. Contudo, é de entidades oficiais que isto deve partir. A professora fala em entidades como o reitor da UMAC, ou o presidente do Instituto Politécnico (IPM), “que fala bem português e é professor”. Ainda na forma como vê a comunidade por cá, não considera que se esteja a perder terrenos, apenas acha os portugueses demasiado permissivos. “Não defendem a língua. Não refilam, se lhes dão documentos em inglês, acham normal e aceitam”, conclui.
ESCREVE-SE ASSIM DESDE 1945
Maria Antónia Espadinha disse que o acordo orográfico existente em Macau remonta a 1945, aquando de um decreto assinado pelo governador Rocha Vieira, em Dezembro de 1999. Nesse ano, o novo acordo já estava redigido e já andava em circulação. De 1945, sai o impedimento deste entrar em vigor. “Neste momento não faz sentido, era um passo contra”, conta.
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16 HULK NÃO TEM PREÇO Hulk está de novo em alta. Os três golos que apontou nos dois últimos jogos - um na Ucrânia, frente ao Shakhtar, e os dois no Dragão, com o SC Braga - ajudaram o FC Porto a reentrar no trilho certo e a manter-se em relevo nos quadros classificativos da Champions e da liga nacional. No momento de maior tensão na cabina portista, coube a Hulk o papel de iniciar a desejada revolução em campo. Após o desastre de Coimbra, com a eliminação da Taça de Portugal, numa partida em que nem ele conseguiu resolver os grandes problemas de identidade que a equipa sentiu, o atacante brasileiro libertou as amarras que prendiam o dragão e abriu caminho para duas vitórias importantíssimas para eliminar o quadro de turbulência em que o clube se encontrava. São exibições assim, com qualidade e golos, que despertam a atenção dos grandes clubes internacionais. Hulk é já uma figura conhecida de todos os departamentos de scouting dos principais emblemas da Europa, mas jogar como titular na selecção do Brasil, como aconteceu nos dois desafios de carácter particular, e assumir-se cada vez mais como a grande estrela do FC Porto, um clube sempre na moda no mercado de transferências, abre ainda mais os horizontes para o incrível. Sair só mesmo pelos 100 milhões, o que equivale por dizer que Hulk, neste momento, não tem preço. MANCHESTER CITY COLOCA 23 JOGADORES NA LISTA DE DISPENSAS São mais de duas equipas de futebol – 23 jogadores – que o Manchester City colocou na lista de dispensas, de acordo com o jornal Telegraph. Entre os que têm o carimbo ‘a despachar’ estão nomes como Carlos Tévez, Emmanuel Adebayor, Roque Santa Cruz, Wayne Bridge e Nedum Onuoha. O milionário clube inglês tem forçosamente de se “ver livre” de tantos futebolistas para cumprir as novas regras de fair-play financeiro da UEFA. O organismo que manda no futebol europeu está cada vez mais atento à relação entre as despesas e as receitas e vai penalizar os clubes que se desviarem da gestão sustentada. Acontece que os citizens têm atualmente mais de 200 milhões de euros anuais de encargos salariais e 63 jogadores com contrato assinado, o que põe em causa a sua futura participação nas competições europeias, à luz das novas regras da UEFA. Nas contas do Telegraph, são 23 os futebolistas excedentários no Manchester City. Esta será, seguramente, uma boa oportunidade para quem quiser levar bons jogadores a preços de saldo…
DESPORTO
Infantis de Macau disputam primeiro internacional
Crescendo com o râguebi Marco Carvalho
A
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USPICIOSA e promissora. É desta forma que Luis Herédia, dirigente do Clube de Raguêbi de Macau, qualifica a estreia dos mais jovens ases do râguebi do território em competições internacionais. As selecções de Sub-9 e Sub-11 da RAEM competiram pela primeira vez fora de portas e responderam ao desafio com uma performance que deixou os responsáveis pelo fomento da modalidade com motivos para sorrir.
Os “Macau Bats” – designação pela qual é conhecida a jovem selecção de mini-râguebi do território – foi uma das formações que disputaram a edição de 2011 do Sandy Bay Festival, um torneio de râguebi infantil organizado pelo HKU Sandy Bay Rugby Football Club. O evento, que se disputou no último domingo na vizinha Hong Kong, juntou equipas oriundas de vários países e territórios da Ásia Oriental. Macau esteve representada no certame por mais de três dezenas de atletas, divididos por duas formações. Os pequenos “craques” do
território participaram nos torneios para atletas menores de nove e de onze anos, tendo disputado um total de quatro desafios em cada uma das competições contra equipas em representação de Hong Kong. Com uma performance tida como “entusiástica” pelos responsáveis pelo Clube de Raguêbi de Macau, a selecção de Sub-11 ganhou três dos encontros disputados e empatou outro. Ligeiramente menos eficaz, a selecção de Sub-9 ganhou três dos quatro desafios em que competiu, acabando por sair derrotada no quarto e último encontro
Mais do que pelas vitórias, o torneio organizado pelo Sandy Bay Rugby Football Club tem já lugar cativo na história das estratégias de formação do organismo que chama a si a tutela das lides da bola oval em Macau. O certame pautou a estreia oficial dos alunos das “escolinhas” do Clube de Râguebi em provas internacionais e na primeira vez lá fora, os miúdos dificilmente poderiam ser mais convincentes. E quem o diz é Luis Herédia. O dirigente sustenta que as boas indicações dadas em Hong Kong são o resultado do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos com o objectivo de enraízar a cultura do râguebi no território: “Estamos muito orgulhosos, mas também muito satisfeitos por podermos ver frutificar a estratégia que fomos desenvolvendo ao longo dos últimos anos. Os miúdos praticam agora um râguebi com muito mais qualidade. Já são capazes de cumprir todas as fases de jogo e esta evolução é algo que nos agrada muito e abre novas perspectivas para o desenvolvimento da modalidade em Macau”, explica Herédia. As aventuras fora-de-portas não se deverão ficar pelo torneio deste domingo. O Clube de Râguebi de Macau tem já em carteira a participação noutras competições, ainda que nenhuma delas esteja para já confirmada. No início de 2012, os pequenos craques do território devem passar de visitantes a anfitriões, com a organização de um torneio triangular que deve trazer até ao relvado do Quintal Desportivo da Taipa duas formações oriundas de Hong Kong.
CR7 SATISFEITO COM O MOMENTO QUE ATRAVESSA
No pico da carreira C
RISTIANO Ronaldo, distinguido pelo jornal AS com o prémio ‘Desporto 2011’ pelos 40 golos apontados na última edição da Liga espanhola, admite atravessar o melhor momento da carreira. “É um grande orgulho receber este prémio pela segunda vez. Deixa-me muito feliz. Quero agradecer aos adeptos e aos meus companheiros”, começou por afirmar o jogador do Real Madrid, em declarações à ASTV. “Se este é o melhor momento da minha carreira? Pode ser, porém, falta muito para o final da época”, recordou o internacional português, reconhecendo: “Estou num bom momento e quero continuar assim”.
“A equipa está bem e há que dar continuidade até ao final da temporada”, apontou Ronaldo, que prefere não traçar metas para o número de golos que pode atingir esta época: “Nunca estabeleço metas. Procuro apenas desfrutar do futebol dentro do campo, com ou sem golos, ajudando a equipa.” CR7 recordou, ainda, o golo que apontou ao Barcelona na final da Taça do Rei, fulminante disparo de cabeça que deu o título ao Real Madrid. “É um momento único na minha vida desportiva. Foi um golo bonito, deu-nos um troféu muito importante e deixou-nos muito felizes”, referiu.
[f]utilidades Cineteatro | PUB SALA 1
STARRY STARRY NIGHT [B] (Falado em putonghua legendado em chinês e inglês) Um filme de: Tom Lin Shu-Yu Com: Josie Xu, René Liu, Harlem Yu 14.15, 16.15, 18.00, 21.45
YOU ARE THE APPLE OF MY EYE [C] (Falado em putonghua, legendado em chinês e inglês) Um filme de: Giddens Ko Com: Zhendong Ke, Yanxi Chen, Siu-Man Fok 19.45 SALA 2
THE ADVENTURES OF TINTIN 3D [B] (Falado em cantonense)
[ ] Cinema
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Um filme de: Steven Spielberg 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 3
SEEDIQ BALE [C] (Falado em japanês & seediq)(Legendado em chinês) Um filme de: Te-Sheng Wei Com: Qing-tai Lin, Da-qing You, Zhixiang Ma 14.15, 16.45, 21.45
SLEEPWALKER 3D [C] (Falado em cantonense/ putonghua, legendado em chinês/ inglês) Um filme de: Fengbo Lee, Jimmy Wan Com: Jam Hsiao, Chrissie Chow, Eric Tsang 19.15
VERTICAIS: 1-Instrumento de sopro com vários orifícios, que se toca com os lábios. Nome de homem. 2-Isca para a pesca (pl.). Aplicar. 3-Dês pancadas. Nome de letra (pl.). 4-Ajunto, somo. Armadura antiga para a cabeça (pl.). 5-Solitário. Anexais. Cabo da Guiné. 6-Pássaro conirrostro. Põe em foco. 7-Tua (Arc.). Tirai à força. Prata (s.q.). 8-Admiração (Interj.). Liberta, desprende. 9-Projécteis de arma de fogo. Macaco americano. 10-Refeição que os primitivos cristãos faziam em comum. Lavre com charrua. 11-Dão ou restituem a saúde a. Lazeres, folgas.
SOLUÇÕES DO PROBLEMA
Su doku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Corcova (pl.). O m. q. contrabaixos (Mús.). 2-Vasos com asas. Amima. 3-Afecção súbita que fere como um golpe (Med.). Puxar à sirga (Prov.). 4-Corda de reboque. Gritos de dor. Omoplata da rês. 5-Fizessem sentar. 6-Leigo, laical. 7-Tiritei de frio. Alago. 8-Sal resultante do ácido fosforoso. 9-Juntas, somas. Enlaçai. 10-Fluito aeriforme. Esvaziada. Falo em tom oratório. 11-Profissão (Suf.). O cerne, o centro. Existes.
Aqui há gato [Tele]visão TDM 13:01 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h 14:30 RTPi DIRECTO 18:30 That 70\’s Show (Que Loucura de Família) 19:00 TDM Entrevista 19:30 Amanhecer 20:30 Telejornal 21:00 Montra do Lilau 21:30 Brothers and Sisters (Irmãos e Irmãs) 22:15 Passione 23:00 TDM News 23:35 Liga Sagres: Porto - Braga (Repetição) 01:00 Telejornal (Repetição) 01:30 RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 A Hora de Baco 15:00 Magazine Venezuela Contacto 15:30 Ingrediente Secreto 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Elo Mais Fraco 17:45 Resistirei 18:45 Trio D’Ataque 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 Fado Maior 21:20 O Preço Certo 22:00 Magazine Venezuela Contacto 23:00 Portugal no Coração ESPN 30 12:30 15:30 17:30 19:30 20:00 20:30 21:00 22:00
Swiss Cup Grand Prix Maui Invitational Michigan vs. UCLA Big Ten/acc Challenge Duke vs. Ohio State (LIVE) Sportscenter Asia Chang World of Football Emotions - Sports Magazine Euro Beach Soccer League Superfinal Romania vs. Portugal Sportscenter Asia
22:30
Rugby World Cup 2011 Argentina vs. Scotland
STAR SPORTS 31 13:00 Game 13:30 Golf Focus 2011 14:00 Australian PGA Championship Day 4 17:00 2011 MotoGP FIM Awards 18:30 Le Mans Series 2011 19:30 FIA Wtcc 2011 - Highlights 20:00 FIA F1 World Championship Highlights 2011 Brazilian Grand Prix 21:30 (LIVE) Score Tonight 22:00 FA Cup 2011/12 Preview Show 22:30 Sea Master Sailing 2011 23:00 Commonwealth Bank Tournament Of Champions 2011 Hls STAR MOVIES 40 12:20 The Sorcerer’S Apprentice 14:15 Knowing 16:20 Labor Pains 17:55 Peter Pan 19:55 Knowing 22:00 The Walking Dead 23:50 Whip It HBO 41 12:00 13:50 15:30 17:10 18:30 20:10 22:00 23:35 00:30
Repo Men Election How To Train Your Dragon Open Season 3 Arthur And The Revenge Of Maltazard Red Paranormal Activity 2 True Blood Cirque Du Freak
CINEMAX 42 13:00 Supershark 14:30 Icarus 16:00 Stalag 17 17:55 The Mummy (1932) 19:05 Beneath 20:25 Harley Davidson And The Marlboro Man 22:00 Snatch 23:40 Criminal Law
HORIZONTAIS: 1-GIBAS. TUBAS. 2-ASADO. AFAGA. 3-ICTO. T. ALAR. 4-TOA. UIS. APA. 5-ASSENTASSEM. 6-LAICO. 7-TREMI. ALACO. 8-I. FOSFITO. C. 9-ADES. O. ATAI. 10-GAS. OCA. ORO. 11-OR. AMAGO. ES. VERTICAIS: 1-GAITA. TIAGO. 2-ISCOS. R. DAR. 3-BATAS. EFES. 4-ADO. ELMOS. A. 5-SO. UNAIS. OM. 6-TITI. FOCA. 7-TA. SACAI. AG. 8-UFA. SOLTA. O. 9-BALAS. AOTO. 10-AGAPE. C. ARE. 11-SARAM. OCIOS.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA ABRAÇO • José Luís Peixoto A infância, o Alentejo, o amor, a escrita, a leitura, as viagens, as tatuagens, a vida. Através de uma imensa diversidade de temas e registos, José Luís Peixoto escreve sobre si próprio com invulgar desassombro. Esse intimismo, rente à pele, nunca se esquece do leitor, abraçando-o, levando-o por um caminho que passa pela ternura mais pungente, pelo sorriso franco e por aquela sabedoria que se alcança com o tempo e a reflexão. Este é um livro de milagre e de lucidez. Para muitos, a confirmação. Para outros, o acesso ao mundo de um dos autores portugueses mais marcantes das últimas décadas.
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR
JOSÉ E PILAR CONVERSAS INÉDITAS • Miguel Gonçalves Mendes Durante quatro anos, Miguel Gonçalves Mendes filmou José Saramago e Pilar del Río, na intimidade de Lanzarote, em viagens de trabalho por todo o mundo, em festas com os amigos e a família. Desse intenso registo resultaram, primeiro, o filme, José e Pilar, e agora, o livro que se compõe, essencialmente, de material inédito: centenas de horas de conversa que exploram os grandes temas - da política ao amor, passando pelo trabalho, a literatura e a morte. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
E ADMIRAM-SE QUANDO FUGIMOS A SETE PÉS DO VETERINÁRIO Médicos desinteressados em tratar doentes é como gatas com o cio passarem a noite a ver a TDM: não faz qualquer sentido. E além disso são duas coisas que deixam aqui o Pu-Yi muito triste. A história que me provocou este pensamento foi publicada ontem pelo meu jornal. Uma senhora teve um acidente, os médicos em Macau nunca lhe fizeram o diagnóstico certo e, dois anos e 60 mil patacas depois, descobriu que tinha uma vértebra partida noutra unidade de saúde. Na China Continental. Fiquei assustado só de ler, com pêlos arrepiados em filas atrás de filas. Felizmente lembrei-me que caio sempre de pé e lá acalmei as minhas vértebras em pânico. Bom, voltando à notícia: o tribunal não conseguiu provar negligência por parte do hospital, por haver dúvidas sobre a origem da lesão. No entanto, os juízes foram violentos na apreciação final: os médicos mostram desinteresse em tratar doentes. É aqui que a porca torce o rabo (enfim, antes ela do que eu): se uma sociedade trata assim as pessoas, o que poderá fazer com os animais? Um gato põe-se a especular sobre o assunto e surgem logo os piores pesadelos. Se estiver com este meu pêlo macio e sedoso a cair, receitamme super-cola? Eu só de ver agulhas sou capaz de mergulhar em água gelada e basta uma gota de sangue à minha frente para perder os sentidos por umas boas horas. Por isso, peço aos santinhos mais felinos que me livrem de precisar de cuidados de saúde em Macau. É que com hospitais assim, não há sete vidas que aguentem. Pu-Yi
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OPINIÃO
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Europeizando a Europa Joschka Fischer In Público/ Project Syndicate
A
zona euro está no centro da crise financeira global, porque só aí, no domínio da segunda divisa mais importante a seguir ao dólar, a crise atinge uma “estrutura” fraca em vez de um estado com poder real. É uma estrutura que está a desbaratar a confiança dos cidadãos e dos mercados na sua capacidade de resolução de conflitos – enquanto empurra o sistema financeiro internacional até à beira do desastre. Por outras palavras, a crise financeira reflecte agora uma crise política da zona euro – uma crise que questiona a própria existência do projecto Europeu como um todo. Se a união monetária da Europa falhar, pouco restará do mercado comum, ou das instituições e tratados Europeus. Teríamos de descartar seis décadas de integração Europeia bem-sucedida, com consequências desconhecidas. Este falhanço coincidiria com a emergência de uma nova ordem mundial, quando terminam dois séculos de predominância Ocidental. O poder e a riqueza estão a deslocar-se na direcção da Ásia Oriental e de outros países emergentes, enquanto a América se preocupa com os seus próprios problemas e se vira do Atlântico para o Pacífico. Se os Europeus não defenderem agora os seus interesses, ninguém o fará por eles. Se a Europa de hoje não se tornar dona do seu próprio destino, tornar-se-á o objecto das novas potências mundiais. Acausa da crise Europeia não reside em três décadas de neo-liberalismo. Nem é o resultado de do colapso de uma bolha de activos fomentada pela especulação, da violação dos critérios de Maastricht, da dívida galopante, ou de bancos gananciosos. Por muito importantes que sejam estes factores, o problema da Europa não é o que aconteceu, mas sim o que não aconteceu: a criação de um governo Europeu comum. No início da década de 1990, quando a maioria dos estados membros da União Europeia decidiram formar uma união monetária com uma divisa comum e um banco central, a ideia de um governo central não colheu apoios. Como resultado, essa fase da construção da união monetária foi adiada, deixando um edifício impressionante a que faltavam alicerces sólidos que garantissem estabilidade em tempo de crise. A soberania monetária tornou-se numa causa comum; mas o poder necessário para a exercitar permaneceu nas capitais nacionais. Acreditava-se na altura que regras formais – impondo limites obrigatórios nos défices, na dívida e na inflação – seriam suficientes. Mas este alicerce de regras mostrou ser uma ilusão; os princípios precisam sempre do apoio do
A causa da crise Europeia não reside em três décadas de neo-liberalismo. Nem é o resultado de do colapso de uma bolha de activos fomentada pela especulação, da violação dos critérios de Maastricht, da dívida galopante, ou de bancos gananciosos. Por muito importantes que sejam estes factores, o problema da Europa não é o que aconteceu, mas sim o que não aconteceu: a criação de um governo Europeu comum poder; de outro modo não poderão suportar o teste da realidade. A zona euro, uma confederação de estados soberanos com uma divisa comum e princípios e mecanismos comuns, está actualmente a reprovar nesse teste. Incapaz de responder de modo decisivo a uma crise, a zona euro está a perder a confiança, que constitui a característica mais importante de qualquer divisa. A não ser que o poder político Europeu seja Europeizado, com a confederação actual a evoluir para uma federação, a zona euro – e a UE como um todo – desintegrar-se-á. Os custos políticos, económicos e financeiros da renacionalização seriam enormes; um colapso da UE é temido em todo o mundo por boas razões. Pelo contrário, se o défice político da união monetária for enfrentado agora, primeiro estabelecendo uma união fiscal (um orçamento comum e responsabilidades comuns), será possível uma verdadeira federação política. E sejamos claros: qualquer coisa menos que
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uns Estados Unidos da Europa não será suficientemente poderosa para prevenir o desastre iminente. Goste-se ou não, a zona euro deverá agir como a vanguarda da UE, porque a UE como um todo, com os seus 27 estados-membros, não quererá nem será capaz de acelerar a unificação política. Infelizmente, o apoio unânime para as necessárias mudanças aos tratados da UE simplesmente não pode ser garantido. Então, o que deve ser feito? Os Europeus fizeram progressos significativos na integração para além do âmbito dos tratados da UE (mas muito à maneira Europeia) quando concordaram abrir as suas fronteiras com o chamadoAcordo de Schengen (hoje parte integrante dos tratados da UE). Aproveitando essa experiência bem sucedida, a zona euro deve evitar o pecado original da UE de criar uma estrutura supranacional que careça de legitimação democrática. A zona euro necessita de um governo, que,
no actual estado de coisas, só pode consistir dos respectivos chefes de estado e de governo – um desenvolvimento que já foi iniciado. E, porque não pode haver uma união fiscal sem uma política orçamental comum, nada pode ser decidido sem os parlamentos nacionais. Isto significa que uma “Câmara Europeia”, compreendendo os líderes dos parlamentos nacionais, é indispensável.Inicialmente, uma tal câmara poderia ser um corpo consultivo, com os parlamentos nacionais mantendo as suas competências; mais tarde, suportada por um tratado intergovernamental, deverá tornar-se um corpo de verdadeiro controlo parlamentar e de tomada de decisão, formado por membros delegados dos parlamentos nacionais. Seguramente, porque um tratado deste tipo significaria uma transferência extensiva de soberania para instituições intergovernamentais Europeias, necessitaria de legitimação popular directa através de referendos em todos os estados-membros, incluindo (e especialmente) a Alemanha. Nada disto aborda questões importantes, tais como políticas comuns para garantir a estabilidade económica e promover o crescimento. Mas, se aprendemos algo com a crise actual, é que esses assuntos nem sequer podem ser enquadrados sem e até que a zona euro tenha um enquadramento institucional de confiança, com uma fundação robusta que consista num governo real, num controlo parlamentar eficaz, e numa genuína legitimação democrática.
ELEIÇÕES EGÍPCIAS
por Steff
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Lia Coelho; Nuno G. Pereira; Rodrigo de Matos; Virginia Leung Colaboradores António Falcão; Carlos M. Cordeiro; Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
Ciclone NORUEGA ASSASSINO EM SÉRIE DEVE ESCAPAR À CADEIA Anders Behring Breivik, o assassino em série norueguês que matou 77 pessoas e feriu 151 num duplo ataque que chocou o mundo em Julho, foi considerado louco. Dois psiquiatras elaboraram um extenso relatório sobre ele – 243 páginas -, onde concluíram que ele sofre de esquizofrenia paranóica. O relatório será agora analisado por um grupo de Medicina Forense, sendo provável que o destino de Breivik seja uma instituição para tratamento mental e em vez da cadeia. A dupla de psiquiatras acredita que o norueguês vivia um estado psicótico durante os dois ataques que executou, assim como a sua perturbação mental também era evidente durante as 13 entrevistas feitas que lhe fizeram. AVIAÇÃO AMERICAN AIRLINES NA FALÊNCIA A AMR Corp., empresa que detém a American Airlines, pediu protecção ao Governo dos EUA, ao abrigo do Artigo 11, apresentando a falência da sua companhia de aviação. Este método de falência, possível na América, permite salvar empresas quando o Estado central aceita o pedido. A seguir ao 11 de Setembro, quando o volume de negócios das companhias de aviação dos EUA caiu a pique, a American Airlines foi a única, entre as maiores, que não usou esta hipótese. Agora, após anos de aumento de dívidas, foi a única solução. A administração diz que os voos regulares irão manter-se e que a falência é o primeiro passo para uma reestruturação profunda. A American Airlines é a terceira maior companhia de aviação dos EUA. PEDOFILIA PROFESSOR APANHADO EM VOO DE PRIMEIRA CLASSE Um professor universitário do Utah (EUA) cometeu um erro fatal e foi detido por ver filmes pedófilos. Durante um voo comercial, Grant Smith, de 47 anos, foi apanhado por outro passageiro enquanto via vídeos de pornografia infantil no seu computador portátil. A viagem, feita em primeira classe, acabou mal para o professor, detido pela policia assim que o avião aterrou. Ainda apagou alguns filmes, mas a quantidade de material era grande. Os agentes que lidaram com o caso disseram ter encontrado muitos ficheiros, incluindo fotos com crianças, principalmente raparigas dos 5 aos 14 anos. Entretanto, a imprensa dos EUA divulgou também que o computador portátil dele fora comprado com dinheiro da faculdade onde dá aulas, ou seja, dos contribuintes.
Homem sem mal e sopa sem sal?!
QUARTA-FEIRA 30.11.2011 www.hojemacau.com.mo
Por Fernando
Criança de castigo por mau comportamento
Morto na máquina de lavar
B
ASTIEN, três anos, terá sido castigado por alegado mau comportamento na escola. Para o punir, o pai terá decidido despi-lo e colocá-lo dentro da máquina de lavar. Porém, os pais negam toda a história e alegam que o seu filho caiu nas escadas. O caso aconteceu em Germingny-l’Evêque (Seine-et-Marne), em França, e está a chocar o mundo. Cristophe, de 33 anos, é acusado pela morte do seu filho depois de o ter metido dentro da máquina de lavar. A mãe, Charléne (de 25 anos), é acusada de não ter impedido a consumação do crime e de não ter assistido uma pessoa em perigo. O seu filho, de três anos. A Associated Press cita fontes judiciais para revelar que o pai de Bastien terá colocado o filho nu dentro da máquina de lavar que depois colocou em funcionamento no modo de secagem. Quando a mãe resgatou o seu filho da máquina, Bastien estaria gelado e Charléne terá pedido ajuda a uma vizinha dizendo-lhe que a criança tinha caído pelas escadas, acrescenta o relato do jornal “Le Parisien”. “Eu peguei na criança. Bastien estava branco, desarticulado, como um boneco”, terá contado Alice, a vizinha. “Ele teve um último batimento de coração e nesse momento soube que ele estava morto. Telefonei para o Samu [o
BRASIL | NASCEM 19 MILIONÁRIOS POR DIA DESDE 2007
O crescimento da economia brasileira cria 19 milionários por dia desde 2007, segundo uma reportagem publicada pela revista “Forbes”. Os principais responsáveis por esse ‘boom’ são o crescimento do consumo e do Produto Interno Bruto (PIB). O crescimento do país tem impulsionado o aumento da fortuna de empresários, principalmente nas áreas de venda a retalho, saúde, imóveis, construção e indústrias de base. Outra justificação são os altos salários pagos, principalmente no sector financeiro, onde bónus anuais de acima dos 4 milhões de patacas são comuns. O Brasil tem hoje 30 multimilionários e 137 mil milionários. Cerca de 70% da riqueza está concentrada nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
serviço de atendimento a situações médicas urgentes em França] enquanto a mãe lhe fazia uma massagem cardíaca, sem conseguir reanimá-lo”, terá relatado também a vizinha fazendo referência ainda ao facto de o pai, Cristophe, se encontrar no sofá da sala enquanto tudo isto acontecia. De acordo com o jornal “Le Fígaro”, os pais contestam toda a história e referem que Bastien caiu pelas escadas de casa. Porém, os resultados preliminares do inquérito e dos exames médico-legais serão “compatíveis” com a hipótese de a criança ter sido colocada dentro da máquina de lavar. Bastien morreu na sequência de um “choque na cabeça”. Há testemunhos que sustentam que o pai da criança tinha um comportamento violento. Mesmo Maud, a irmã de cinco anos de Bastien, terá confidenciado aos seus vizinhos que não foi a primeira vez que o pai colocou o seu irmão dentro da máquina de lavar. Segundo algumas notícias publicadas sobre este caso, os pais de Bastien e Maud estavam já referenciados nos serviços sociais e eram apoiados. “Bastien não era um filho desejado”, terá testemunhado a mãe de Charléne.
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ACUSAÇÃO ONU DIZ QUE GOVERNO SÍRIO MATOU 256 CRIANÇAS As forças de segurança sírias terão morto 256 crianças desde Março. Esta é a mais grave de várias acusações contidas num relatório da ONU, arrasador para o Governo do presidente Bashar al-Assad. Em conclusão, o documento acusa-o de crimes contra a Humanidade, cometidos nas suas acções de repressão sobre os protestos contra o seu Governo. As descobertas baseiam-se nos depoimentos de 223 vítimas e testemunhas, mas os investigadores da ONU continuam proibidos de entrar na Síria para uma avaliação no local. Bashar al-Assad tem sido condenado por vários países e mesmo a Liga Árabe avançou com sanções inéditas. Segundo a ONU, desde Março o número de mortos às mãos do Governo da Síria. O regime contrapõe com 600.